vai com medo mesmo
ta se sentindo medrosa demais pra encarar o mundão? você não ta sozinha. inclusive, as pessoas mais x*recudas geralmente também são as que tem mais medo, mas decidem agir mesmo assim. hoje vamos falar de medo, coragem e movimento. coragem, minha filha!
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- Medo e CoragemMedos internos vs. medos justificados · O medo como bloqueio para o crescimento pessoal · Exercício de visualização de futuro (6 meses) · Lançamento do livro 'Vertigem' · A experiência de lançar um primeiro livro · A importância de falar sobre medos · O podcast como espaço de vulnerabilidade e preparação · A relação com o medo ao longo da vida · Medo de avião e superação · A função evolutiva do medo · Encarar o medo em posição de ataque, não de defesa · O medo como figurante, não protagonista da história · Superar o medo de dirigir · Nomear o medo para lidar com ele · O pior que pode acontecer · A desimportância pessoal diante do medo · O medo como uma prisão com a porta aberta · Viver com o peito aberto
- Novo livro do autorPré-venda e expectativas · O processo de escrita e publicação · A ansiedade e insegurança do autor · A importância do suporte editorial · Estratégias de marketing e divulgação
- Marca de roupas Lelabrandão.coColaboração com a marca Capa · Coleção 'Brasil Core' com pegada vintage · Homenagem ao Brasil e ao Hexa · Live de lançamento e cupom de desconto
- O Segredo de Um Milhão de DólaresPremissa do programa · Dinâmica de eliminação e descoberta do milionário · Missões secretas do milionário
- Humor e ComédiaO 'Choro da Semana' (humilhação) · Gravação de live com som inusitado · Experiência de dirigir e medo associado · O medo de ter o maior medo acontecendo
Oiê, deixa eu te fazer uma pergunta. Do que você está com medo, hein? Atualmente, qual é o seu medo? Qual é a sua paranoia? Não estou falando desses medos justificados, tipo assim, ah, estou num safári de frente para um leão, estou com medo dele me comer. Esse medo tudo bem você ter. Ou tipo assim, moro em São Paulo, estou com medo de ser assaltado.
Esse medo tudo bem que você tem, é um medo bem comum. Tô falando dos medos internos, sabe? Os medos que te travam de fazer coisas que você gostaria porque você tem medo. Não sei se você tem isso, mas eu tenho uma relação com medo que é quando a minha vida tá boa, tipo assim, eu vou resolvendo os problemas da vida. Tô arrasando, sendo adulta, resolvendo tudo, não sei o quê, daí conta.
Aí o meu cérebro entra num escaneamento mental, assim, dei conta disso, isso aqui deu certo, isso aqui eu consegui resolver, isso aqui passou, não sei o quê. Aí ele faz esse escaneamento mental até achar.
O meu medo, a minha preocupação, a minha angústia, a minha ansiedade. E aí, essa coisa que te dá medo, às vezes pode ser assim, nossa, estou com uma dor nas costas. A minha experiência é uma coisa bem comum. Estou com dor nas costas. Aí começa, meu Deus, dor nas costas. Será que é alguma coisa? Será que eu tenho que ir no médico? Será que eu preciso tomar remédio? E aquela pinta que eu esqueci de mostrar na dermatologista? Será que vai ser alguma coisa? Será que o que eu falei... Aí começa.
E o que esses medos geram? Ansiedade e um monte de coisa ruim. E muitas vezes gera o fato de que você não faz o que você queria, o que você desejava fazer, o que você acha que você precisa fazer para se tornar quem você quer e deseja ser. Estou correta?
Pois bem, recentemente fui impactada por um vídeo um pouco Tilelé, mas Tilelé na medida, Tilelé é tipo assim místico demais, mas místico na medida certa para que eu acreditasse, que é de uma menina chamada, eu não conheço ela, chama Bela Solanotti, é uma gringa.
E aí ela tava falando várias coisas, eu vou fazer um exercício que ela fez, mas pra outra coisa. Vocês vão entender, eu vou deixar esse vídeo aqui lá no nosso grupo do WhatsApp, se você quiser ver, é em inglês. Mas ela fez um exercício que é assim, se imagina daqui a seis meses, tá? Agora eu tô falando é pra você fazer esse exercício junto comigo, tá? Se imagina daqui a seis meses.
Pensando que você conseguiu, deu certo. Aquela coisa que você quer conseguir, sabe? Aquela coisa que você quer que dê certo, aquela coisa que você quer que seja bem-sucedida, que você dê conta, que se realize, ou que você supere, deu certo, você conseguiu.
E aí nesse cenário daqui a seis meses você está fazendo um FaceTime com a sua melhor amiga e está contando para ela o que você está contando para ela, o que você conseguiu, qual era o desafio que você superou, o que você estava com medo que não aconteceu ou que aconteceu e você deu conta de resolver, o que especificamente você deixou ir, você desapegou.
Ou passou, sabe? Quando ela me fez essa pergunta lá da casa dela, através da tela que eu estava segurando na minha mão, ficou muito claro pra mim que daqui a seis meses o que eu quero conseguir é passar por esse período da minha vida de um jeito positivo e presente. E o que está me impedindo é o medo. Falar pra vocês, gente, eu não estou legal, não.
Quem trabalha comigo, quem convive comigo já sabe disso, que tem mais ou menos um mês que eu estou completamente descaralhada das ideias. Eu estou feliz, mas eu não estou num estado muito agradável da minha cabeça. Por quê? Pode parecer tosco o que eu vou falar agora, porém, eu nunca imaginei que lançar um livro envolvia tanto medo, tanta insegurança, que era uma coisa tão difícil de se fazer.
Ai, Lela, coitada. Sim, eu sei que, enfim, estou falando uma coisa completamente tosca, que existem coisas muito maiores para temer e problemas muito maiores para lidar, porém, essa é a realidade que eu consigo compartilhar.
Nesse dia que você está ouvindo isso, eu estou há uma semana de botar meu livro na pré-venda. Então, de certo, quando você estiver ouvindo, você já vai saber o nome do livro e tudo mais. Você já sabe que o nome do livro é Vertigem. Meu Deus, eu nem acredito que eu posso falar isso.
Eu passei tanto tempo sem poder falar. Mas o nome do livro é Vertigem, que ele já tá em pré-venda, que provavelmente você até já comprou, porém não leu. Porque é uma pré-venda e vai demorar um mês pra chegar na casa das pessoas. Então eu acho que quando esse episódio for ao ar, você ainda não vai ter lido.
E a minha grande angústia é lançar o livro, vou falar um pouco mais sobre isso. E a minha grande angústia é colocar esse livro no mundo. Gente do céu, vou falar pra vocês. Eu já fiz muita coisa, tá? Na minha vida e na minha carreira. Já enfrentei muitos bichões. E eu acredito que você pode ter enfrentado bichões ainda piores do que os meus. Mas lançar um livro, sendo eu, com as ferramentas que eu tenho, tá difícil, véi.
tá difícil, eu tô morrendo de medo, eu tenho vivido os meus dias embebida no medo. E eu queria trazer isso aqui porque nós somos amigas, somos irmãs, e quando eu via outras pessoas lançando livros, eu ficava com uma imagem muito distante da pessoa, tipo assim, caralho, essa pessoa ela sabe tanto que ela escreveu um livro, sabe quando a pessoa fala assim, ela literalmente escreveu um livro sobre isso?
Essa era a imagem que eu tinha. Nossa, essa pessoa, ela sabe todas as respostas. O que é muito engraçado. Quando você lê o livro, você vai entender porque essa piada é muito engraçada. Ela sabe todas as respostas. Mas essa pessoa sabe todas as respostas. Ela tem a vida resolvida. Ela é muito bem resolvida. E ela é xerecuta. Tipo assim, o que é isso? Lançar um livro pra ela é mais um dia. É uma terça-feira na vida dela. Ela lançou o livro como se nada e vai lá.
E eu tô aqui pra falar, eu não sei se essa é a experiência de todos os escritores, eu acho que sim, porque nesse processo, como eu comecei a entrar numa espiral de descaralhamento mental, eu fui falar com vários amigos meus que lançaram livros, que já lançaram livros, falei com a minha analista que já...
Escreveu um doutorado, falei com minha amiga Laura, um beijo, que também já escreveu um doutorado e lançou o livro. Enfim, falei com um monte de gente e a sensação de todo mundo é a mesma de tipo assim, o pré-lançamento de um livro é um lugar inacreditavelmente inóspito, inumano, inabitável, desesperador.
É isso que eu tenho sentido. Pelo menos o primeiro livro, e é o meu caso. E aí eu decidi trazer aqui pro podcast por alguns motivos. O primeiro é que... Quero que vocês saibam que eu tô me sentindo assim pra se algum dia você for escrever um livro ou fazer alguma coisa que te assusta muito, fale com outras pessoas que já fizeram algo parecido.
Para você descobrir que muito provavelmente você vai descobrir que ou o seu medo é infundado, que não tem porque você tem esse medo, ou que todo mundo tem esse medo e as pessoas não fazem as coisas sem medo. Mas elas fazem aceitando o medo e sendo corajosas. E porque eu acho que, eu não sei se vocês têm sentido isso.
Mas eu tenho sentido a sensação que esse ano, esse podcast, Gostosos Também Choram, que você está escutando agora no caso, tem virado um lugar onde a gente se reúne no meu quarto para fazer uma mágica, fazer feitiços de garota, para preparar a gente. Aqui a gente se recolhe...
juntas, somos vulneráveis, falamos honestamente, com transparência, sobre coisas que compõem a nossa existência, pra que a gente se prepare e se encha de tamanho pra tudo que a gente quer ser daqui pra frente, e se prepare pra tudo que a gente vai ser daqui pra frente, como por exemplo daqui a seis meses que a gente vai fazer essa ligação no FaceTime com a nossa melhor amiga e vai conversar com ela sobre tudo que a gente Música
realizou e que deu certo e que a gente conseguiu e lá a gente vai ser outra pessoa, mas pra gente ser outra pessoa a gente vai ter que enfrentar esse lugar desesperador essa vala da morte aqui que é o medo de fazer as coisas que assustam a gente
E aí, como estamos aqui nesse cenário, se preparando, né? Se enchendo de tamanho pra enfrentar o mundão e tudo que a gente quer ser. E fazer o nosso debut no mundão, né? Sabe aquela frase que é? Deus me disse, desce e arrasa. A gente tá aqui, é assim, a Lela me disse, ouve esse podcast e arrasa. Essa é a sensação que eu tenho quando a gente tá conversando aqui. Aqui nós dizemos, desce e arrasa.
E aí, recentemente, me caiu a ficha. Foi quando começou a me dar muito medo. Na verdade, não foi quando começou, mas foi quando ficou mais real. Que foi. Durante esses dois anos e meio que eu estava escrevendo livro, eu tenho uma editora, né, que é assistente, e durante esses dois anos e meio, as únicas pessoas que eu falei foram as minhas duas editoras, que é a Rafa e a Virginia, a Rafaela e a Virginia.
E aí, fechamos o manuscrito, né, que é o texto final, e aí eu comecei a falar com o time de marketing. E aí teve uma primeira reunião que era eu, as minhas editoras, e o time de marketing, e a minha equipe, no caso.
E aí, na hora que a gente entrou com a reunião de marketing, vocês sabem que eu sou boa marqueteira, né? Modéstia à parte. Eu sou boa de contar histórias. Eu faço isso o tempo todo na minha marca. Eu adoro contar histórias. Eu adoro comunicar as coisas. E eu sabia que eu ia conseguir fazer um bom trabalho junto com elas de divulgação do livro.
e que vocês estão muito ansiosas para ler o livro, e que muita gente ia comprar, eu sempre soube disso. E é por isso que elas vieram atrás de mim para assinar esse contrato para eu escrever esse livro. Porque elas sabiam que eu sei contar essas histórias. E para a editora, além de publicar bons textos, eles também estão preocupados em vender livros. E elas sabiam que eu ia conseguir alcançar um público massa.
E aí quando eu entrei na reunião com marketing, a gente começou a falar das estratégias, de como a gente ia falar com a imprensa, de como que eu ia fazer a antecipação dos press kits e as datas, etc. E aí eu comecei a ficar muito empolgada e ter muitas ideias, só que aí eu pensei assim, peraí, isso aqui eu sei que eu sei fazer, vender.
Mas, o que eu vou fazer se eu conseguir isso, que é vender um monte de livro e fazer as pessoas comprarem e terem o livro na casa delas, ou no audiolivro, ou no Kindle, e as pessoas acharem que é uma bosta, tipo, as pessoas acharem que o livro é uma merda. E aí eu entrei nessa reunião de marketing, e aí a gente tava discutindo estratégias, aí eu falei, gente, peraí, deixa eu só falar um negócio, Virginie, que é a minha editora, Virginie, deixa eu te perguntar uma coisa, você promete pra mim que o texto tá bom?
Porque a gente vai divulgar horrores. E assim, se não tiver bom, eu não sei o que eu vou fazer. Se as pessoas, tipo, odiarem. Se as pessoas acharem uma merda. Se zoarem de mim. Então, só promete pra mim que o livro tá bom. Que o texto tá bom. E aí eu ainda dei toda uma lacração nela. Porque assim, quando eu assinei o contrato com a minha editora, tinham outras editoras...
que vieram atrás de mim. E, abrindo os bastidores aqui, basicamente todas as... Quando você vai publicar seu primeiro livro, quase sempre todas as editoras vêm com a mesma proposta. Então você realmente só tem que escolher a editora. Se as editoras foram atrás de você, acaba que o contrato é quase o mesmo, o que você ganha é quase o mesmo, é quase tudo igual.
O que muda é a abordagem de cada editora, e eu escolhi a minha editora porque, quando eu tive a primeira reunião com elas, elas me falaram uma coisa que eu achei muito legal, que foi, para a gente, a prioridade é que o texto esteja bom. Então, a gente vai fazer tudo que está no nosso alcance, para te dar todo o suporte para você escrever um bom texto. A gente não tem interesse em publicar textos que não estejam bons só pela venda.
E aí, isso faz dois anos e meio. Não, isso faz três anos quando a gente começou a conversar. E aí eu falei, você lembra naquela primeira reunião que vocês falaram que vocês priorizavam bons textos? E foi por isso que eu escolhi vocês. Então, por favor, me garante que o meu texto tá bom. Dei toda essa lacrada. E a Virginie só me respondeu assim, Lela, nem dá mais tempo de você ter esse medo. O livro já tá sendo impresso.
Menina, essa hora, só de falar já me dá um desespero. Nessa hora eu fiquei assim, eu não posso me dar o luxo de ter medo. E é isso que eu quero passar para vocês. Eu acho que essa é a melhor forma de encarar o medo. Porque medo por medo, minha filha, a gente vai ter a vida inteira. Você pode ser a pessoa mais cante do mundo. A pessoa mais fodona do mundo.
você vai ter medo, as pessoas têm medo. Quem tem cu tem medo, não tem esse ditado? Se você tem cu, você tem medo. Então, é melhor a gente aprender a lidar com ele, né? E aí, eu tava embebida em medo, e tudo que eu falo é sobre isso, e a minha assistente, Márcia, não me aguenta mais, e a Niki, que trabalha comigo, também não me aguenta mais, e eu só fico falando disso, que eu tô com medo do livro, tô com medo do livro, tô muito ansiosa. E aí...
Teve essa reunião, e aí eu engoli, falei assim, velho, vou ter que engolir esse medo, e eu vou ter que eu mesma lidar com esse medo, que eu com medo ou não, esse livro vai ser lançado, e as coisas vão acontecer, eu com medo ou não. Então é melhor eu resolver aqui, me resolver aqui, porque ninguém vai chegar dos céus e falar, Lela, tá tudo bem, vai dar tudo certo, eu vim do futuro te falar que tá tudo bem, ninguém vai fazer isso, porque eu tô no presente, eu preciso viver o presente, e eu não quero viver com esse medo.
Tipo assim, viver com esse medo eu vou, mas eu não quero viver dessa forma com esse medo. Porque tá tomando a minha cabeça. Pois bem, eu estava nesse mood, e aí ontem eu saí com o Vitor pra jantar, e a gente passou na frente de um relógio. Aqui em São Paulo tem uns... em vários lugares tem, mas aqui em específico, porque eu sou daqui, né, não sei se tem como falar daqui, tem aqueles relógios de rua que tem umas propagandas em cima, sabe?
E aí, nesses relógios aqui em São Paulo, quando é dia de alguma coisa, tem uma mensagenzinha que eles deixam. Então, tipo assim, hoje é dia da árvore. Ela salva a nossa vida. Hoje é dia do professor. Ensinam nós a sermos humanos. Sabe, eles dão esses coisinhos meio motivacionais, assim, do dia.
E aí que eu descobri, eu tô gravando isso no dia 7 de maio, eu descobri que ontem, dia 6 de maio, era o dia da coragem. Vocês acreditam? Qual a chance, véi? Aí a gente passou na frente de um relógio desse, tava escrito, dia da coragem, vai com medo mesmo. Tu acredita que tava...
Eu falei, Deus? Eu tô sendo psicótica? Ou essa mensagem foi pra mim? Achei que essa era uma mensagem pra mim. Porque, além de eu estar vivendo o meu dia a dia embebida no medo, eu, literalmente, eu e uma caralhada de gente, se você é uma pessoa integrante do grupo das Corajosas, deixa aqui nos comentários do Spotify.
Que aqui, aí é o supra-sumo do Clube das Mais Mais mesmo. Porque eu tenho na minha mão tatuado Coragem Mulher, já há muitos anos. E aí uma galera fez essa tatuagem e a gente se chama de Bond das Corajosas.
E tem um motivo pelo qual eu tenho essa tatuagem na minha mão. E o motivo é tudo que eu vou falar nesse episódio, tá? Só pra fechar esse parênteses. E aí eu pensei, eu que tenho literalmente na minha mão escrito coragem mulher, tô rendida pelo medo, aqui não.
Nós vamos cair. Aqui, nós vamos cair. Só que, gente, eu tô fazendo piadas internas como se vocês já tivessem lido livro. Vocês não leram. Mas logo que vocês começarem a ler, vocês vão entender essa piada. Mas é, nós vamos cair. Aqui não, eu não vou ficar.
Nesse marasmo aqui não. Eu vou cair. Coragem. E eu não sou a maior corajosona do mundo. Eu não banco tudo que eu quero. Eu desisto de muita coisa. Por medo. Mas ao longo dos anos...
Eu treinei muito. Não conscientemente, mas agora sim eu treino conscientemente. E eu aprendi muita coisa. E uma das coisas que eu aprendi foi não me dar o luxo de ter medo. Que é uma coisa que eu até escrevi nos agradecimentos do meu livro. Que foi uma coisa que eu aprendi com a minha família. Que eu não posso me dar o luxo de ter medo das coisas. Então.
Eu precisei, pra encarar, que agora eu tô a uma semana do pré-lançamento do livro. Vocês vão, agora, vocês estão ouvindo no futuro, mas daqui a uma semana do que eu tô gravando, vocês vão descobrir o nome do livro. E eu tô falando como se fosse, caramba, o fim do mundo, né? Já vamos falar disso também. Como se, tipo assim, nossa, realmente, isso aqui vai transformar o rumo do planeta, hein?
Mas enfim, pra sobreviver a essa etapa eu precisei revisitar o jeito que eu aprendi a lidar com medo. E aí eu decidi fazer esse episódio aqui, porque vai que te ajuda de alguma forma. Vai que te corta uns caminhos aí. E te ajuda a ter coragem e não deixar o medo te guiar.
Billy Cocada passando por aqui para te avisar que, mês de maio, é aniversário da Pet Love. E isso quer dizer que tem desconto especial para você finalmente parar de adiar e contratar o plano de saúde que seus pets precisam. A Pet Love tem mais de 8 mil parceiros no Brasil, contratação 100% digital, microchipagem gratuita e planos acessíveis que não mudam de preço com raça ou idade do seu pet.
Tudo para cuidar dele sem precisar passar por aquele corre de emergência que me dá ansiedade só de pensar. E como é mês de aniversário, eles liberaram um desconto absurdo para vocês. Usando o cupom LELABrandão75, vocês ganham 75% de desconto na primeira mensalidade. Sim, gente, 75%. Eu também fiquei em choque.
Mas ó, é só durante o mês de maio, hein? Não vai perder. Se você tem mais de um pet, que nem eu, ainda rola desconto progressivo na hora da contratação. O link com todos esses detalhes já está na descrição do episódio. É só clicar e garantir sua mensalidade com desconto especial. Plano de saúde Pet Love. Se tem pet, tem que ter. Obrigada, Pet Love, por patrocinar esse trecho do episódio. Voltando.
Eu vou falar um negócio que eu acho que bastante gente vai entender. Quando você tá num lugar que você não gosta, que você é desaprovada, que você sabe que tem alguma coisa errada, quando você tem vontades que são muito diferentes do lugar que você tá crescendo, tipo assim, você é mais nova.
meio que você não tem, você não pode se dar o luxo de ter medo. Você vai precisar agarrar as oportunidades que aparecem na sua frente e fazer acontecer. Porque se você não fizer isso, não tem essa opção. Na verdade, assim, na cabeça da pessoa, pelo menos a hora que eu ia fazer, na minha cabeça.
Não tem opção. Por exemplo, uma das coisas que eu mais queria quando eu era pequena era ter a minha própria casa, sair da casa dos meus pais e ter a minha própria casa. Quando eu saí, eu fiz uma reserva de emergência de grana e etc. Para conseguir ter um pouco de segurança de... Se eu saísse da casa dos meus pais, eu teria como pagar aluguel pelo tempo que eu preciso. Porque eu sabia que eu não podia voltar para a casa dos meus pais, no caso. Realizar isso. Eu lembro que quando eu assinei o contrato do aluguel...
Eu comecei a ter crise de pânico nessa época, porque é meio você por você, mas você tem que agarrar essa oportunidade, você vai fazer o quê? Você não vai realizar seus sonhos, porque você tá com medo de não conseguir pagar o aluguel. E isso era o que passava na minha cabeça. E aí, o que aconteceu? Porque o que eu tinha medo quando eu fui sair da casa dos meus pais, que era o meu grande sonho da época?
Era de não conseguir pagar o aluguel, né? E aí eu não sabia o que ia acontecer comigo. E aí eu fiquei tendo crise de pânico, etc. E aí o que aconteceu, minha gente? Eu fiz toda uma projeção de como que ia funcionar a minha vida se eu me mudasse. Fiz uma reserva de emergência, etc. Mas eu falei assim, ó.
Mas eu trabalho, tipo assim, eu já era autônoma, né? Mas eu sempre recebo trabalhos, tudo indica que eu vou continuar recebendo trabalhos, e fé, e a gente vai levando, e vamos lá. E, tipo, engole o medo, vai. E aí o que aconteceu? Nos três primeiros meses que eu me mudei da casa dos meus pais, não fechei nenhum zero trabalhos. Zero. 0,0 trabalhos.
Gente, foi assustador, mas eu dei um jeito. Arranjei um trabalho de sei lá o quê. Não era nem na minha área, eu acho, o trabalho que eu tava trabalhando como artista e mais ou menos influenciadora na época. Mas eu acho que eu fui fazer outras coisas. Eu nem me lembro o que era, mas eu dei um jeito.
Tipo, eu tenho que dar um jeito. Me virei. E isso foi quando começaram as minhas crises de pânico. Eu não tenho mais crises de pânico. Entrei na análise há 10 anos atrás. Isso faz 10 anos, mais ou menos. Entrei na análise há 10 anos. Nessa época, eu achei que eu tava ficando louca, pra falar a verdade. E o que que eu percebi?
Eu percebi que eu tinha uma ilusão de que ia chegar um momento da minha vida que eu ia me tornar adulta e que não ia ter mais medo das coisas. E que as pessoas que fazem grandes coisas não têm medo. Elas têm coragem, elas têm empolgação, elas sabem o que elas estão fazendo. Elas sabem exatamente o que esperar. Elas estão preparadas. Era essa a ideia que eu tinha. E o que eu percebi, sendo adulta, eu tenho 32 anos, não sou tão adulta, mas sou adulta, converso com muitos adultos.
E o que eu vejo e observo é que o medo não desaparece. Você pode, o medo pode desaparecer depois que você já experienciou. Então, sei lá, finge que você tem medo, vou falar um medo tosco, tá? Mas, tipo assim, ah, finge que você tem medo de ser picado por uma abelha. Passa uma abelha, você fica com fobia, meu Deus do céu. Ou você tem medo de aranha. Ai, caralho, nossa, aranha, eu fico descaralhada, não sei o quê. Aí você é picada por aranha, dói e nada acontece, aí o medo pode desaparecer. Ok, se eu falo assim, vai.
a aranha me picou, nada aconteceu, então agora se a aranha me picar de novo, nada vai acontecer, então não preciso ter esse medo. Mas, quando as coisas não acontecem, você pode ser perseguida pelo medo pra sempre, por esse medo pra sempre. E quando não é tão palpável. Então, por exemplo, se você tem medo de ser rejeitada, se você tem medo de ser desaprovada, se você tem medo de errar, você tem medo de desagradar, você tem medo de...
não ser o suficiente, você tem medo de falar em público, você tem medo de ser responsabilizada por erros, eu tive uma ideia de um projeto na empresa que eu trabalho, aí eu não vou apresentar essa ideia de projeto, mesmo que eu ame muito ela, porque se eu apresentar essa ideia e o projeto for pro ar e der errado, é minha responsabilidade, então você tem medo de ser responsabilizada, você tem medo por conta de coisas que você já passou, então tipo assim, ah...
Uma vez eu desci a escada e eu caí da escada e eu me machuquei e agora eu tenho medos de escada. Tipo assim, medos de coisas que já aconteceram com você, mas que não necessariamente vão acontecer de novo. Esse tipo de medo pode te acompanhar durante a vida inteira e muito provavelmente vai, tá? Porque o que eu descobri é que o medo não desaparece. O que muda é o jeito que você se relaciona com o medo.
Porque, inclusive, o medo é algo natural dos mamíferos, não é nem dos seres humanos, é dos mamíferos. Ele tem uma função evolutiva. Vamos voltar nesse ponto. Deixa eu só complementar, que é o seguinte. Se o medo vai acontecer, ele não é uma possibilidade, uma hipótese, ele é uma certeza. Você vai ter medo ao longo da vida.
independente se esse medo é justificável ou não, se ele está entre você e algo muito bom, independente disso, ele vai estar lá. Então você não se desfaz do medo, você aprende a continuar indo com ele. Você aprende a se movimentar com ele ao lado.
Vamos pensar no medo como se ele fosse um monstringo? Um monstrinho me ajuda muito pensar em sentimentos como se fossem formatos que existem. Então, se a gente pensar num monstrinho, como é o seu medo? Porque o meu medo é tipo um dementador. Ele é bem assustador, sombrio, e ele tá sempre meio pairando à minha volta. A gente vai ter que, eu no caso, vou ter que olhar pra esse dementador e falar, E aí, bicha?
Vamos agora ou depois? Quer ir de mão dada ou quer ir atrás de mim? Nós vamos. Como que vai ser? Você quer ir de carro ou a pé? Você vai ter que olhar pro seu monstro e vai ter que falar isso. E tem que se conformar que não é sem o medo. Não vai ser sem isso que você vai viver sua vida. Não vai ser sem o medo. Não vai ser sem esse dementador que fica me perseguindo.
É com ele. E a gente vai ter que, assim como tudo na nossa vida, todas as relações que a gente tem na nossa vida, a gente vai ter que dar as melhores condições pra essa relação prosperar. E você, ser egoísta o suficiente, olhar o medo nos olhos e falar, eu sou a prioridade.
Você não é a prioridade. Quem é a protagonista dessa história, meu querido, sou eu. Deus me disse, desce e arrasa. Você veio de... De... Penetra, no caso. Ninguém te chamou aqui. Mas vamos, né? Que é igual coração de mãe. Sempre cabe mais um. Quer vir mais? Chama aí mais um dementador. Mas vamos junto. Vamos três. Então, não é sem o medo que você vai viver as melhores coisas da sua vida. É com ele. Então, já que é com ele, vamos criar uma boa relação? Vou dar um exemplo, tá? Tchau.
Eu tinha fobia, literalmente fobia, de andar de avião. Eu já falei isso algumas vezes. Tinha muito, muito medo. Eu já tive inúmeras crises de pânico em avião. Já tive uma crise de pânico pavorosa que eu descrevo no meu livro também no começo. Sei que eu tô falando muito do meu livro, mas, gente, vocês sabem, eu tô embebida nesse assunto, estou vivendo esse assunto. Inclusive, eu estou gravando, nesse momento, eu tô gravando o audiolivro.
E aí eu tô tendo que ler o livro em voz alta pra outras pessoas. É uma... É uma experiência de humildade. É uma experiência muito difícil. Ler o seu próprio livro em voz alta. Especialmente porque... Vou fazer um parênteses, tá? Eu tô tendo que ler partes do livro que eu escrevia dois anos atrás. Eu não sou mais a Lela de dois anos atrás. Eu escreveria tudo diferente. Mas aí, se eu ficasse reescrevendo o livro pra sempre, ele nunca ia ser publicado.
E eu tô tendo que ler isso em voz alta pra pessoas. Pra homens, no caso, que são os técnicos de áudio. E eles são super fofos, mas assim, é uma experiência descaralhadora. Mas enfim, voltando. Eu desenvolvi uma fobia de andar de avião. Eu sempre tive medo desde criança. Minha mãe me conta, eu não lembro, que um dia a gente estava em um avião que deu uma despencada e caíram aquelas máscaras.
Eu acho que essa pode ter sido a origem do meu medo, mas eu acho, na análise, eu cheguei à conclusão que tem a ver com o medo de não estar no controle. Porque eu não conheço piloto, vai que ele é louco, né? Enfim. Sobretudo que agora o Victor tá com... Eu dei um simulador. Não sei porque eu fui fazer isso, mas eu dei um simulador pra ele jogar o Playstation dele. De aniversário pra ele. Ou Natal, não me lembro.
E aí ele montou todo um simulador de avião, agora ele tá obcecado em pousar avião. E aí ele tá na cabeça dele que ele vai pousar um avião na vida real. Aí eu fico assim, minha gente, será que o piloto do meu avião que eu tô pegando aqui começou que nem o Victor, jogando videogame, achando que pode pilotar um avião? Enfim.
Tenho medo de avião até hoje. Mas, pra que a gente pega avião? Pra viajar. Viajar faz parte dos maiores sonhos da minha vida. Os maiores sonhos da minha vida tem a ver com viagens. Eu sonho muito em conhecer lugares que estão muito longe daqui, que envolvem muitas horas de avião. Eu tenho um amigo também que me inspira muito, que é o Bookster. Não sei se vocês seguem ele. Ele é maravilhoso. E ele tem um clube do livro que chama Bookster pelo Mundo. Eu acho que é assim o nome do clube do livro.
E aí ele escolhe títulos de vários países e viaja, ele faz esse clube do livro, né? Ele viaja até esses países para mostrar a cultura. Às vezes, sei lá, tem um livro que se refere a um lugar. Tem um livro que tem uma história que acontece num café na Nova Zelândia. Aí ele vai lá e mostra como é o café na Nova Zelândia. É demais.
E ele morre de medo de avião, tá? Ele morre. Ele é igual eu. A gente já conversou sobre isso. Ele morre de medo de avião. E ainda assim, ele faz todas essas viagens sozinho. É surreal. E aí, esse tipo de história me inspira muito a falar assim, sim, eu morro de medo de avião. Eu vou voar, mesmo assim. É com medo que eu vou voar. Porque eu não vou passar a minha vida inteira...
Fazendo com que o medo tenha o protagonismo nas minhas escolhas. E que ele me separe dos meus maiores sonhos. Eu não vou, eu me recuso. Eu vou com medo mesmo. Dentro do meu limite. E aí, teve um episódio em específico. E eu conto sobre ele com detalhes ali no livro. Mas teve um episódio em específico que eu peguei um avião para Belo Horizonte.
E eu fui segurando crise de pânico até lá. Eu fui respirando, eu tava no meio de vários estranhos, porque eu peguei aquelas cadeiras que tem 30 pessoas, não 30, mas tem duas pessoas do seu lado e uma do outro, que é no meio do avião.
Super espremida, morrendo de medo. E aí eu coloquei o fone e fui ouvindo um podcast que até hoje, que eu amava, e até hoje eu não consigo escutar, porque ele me traumatizou nesse dia. Porque como eu estava escutando ele, meu cérebro associou a coisas horríveis. E aí eu fui respirando fundo e me controlando pra não ter uma crise de pânico.
Até pousar. Na hora que pousou o avião, eu saí correndo. Tipo assim, eu saí correndo do avião. Fiquei respirando naquela fila de desembarque. Fui direto pro banheiro e vomitei horrores. E segui vomitando por vários dias. Por quê?
E eu ficava, gente, será que eu peguei uma virose, não sei o que. E aí, enquanto eu tava lá, eu fiz um FaceTime com uma amiga querida, maravilhosa, que não está mais entre nós, infelizmente. Mas ela era, assim, uma fonte de luz. Ai, só de falar já me dá nó na garganta.
Mas eu falei com ela. E ela me acalmou muito. E aí ela falou assim. Lela, sabe por que você estava vomitando tanto? Porque você engoliu o que o seu corpo estava querendo externalizar. Então, por que você ficou segurando a crise de pânico? Por que você ficou segurando, sei lá, o que poderia acontecer? Aí eu falei, mano, não sei. Porque acho que eu não queria chorar ali no meio do povo. Ela falou, por que? Chora? É disso que você está com medo? Você nunca mais vai ver essas pessoas na vida.
E eu fiquei com isso na cabeça, depois eu peguei o avião pra voltar, né, que eu precisava voltar pro São Paulo. E aí já na fila de embarque começou a me dar pânico. Menina, na hora eu fiz assim, vou chorar. Chorei, ninguém entendeu nada, as pessoas preocupadíssimas. E eu tipo, gente, tá tudo bem, eu só preciso chorar. Chorei, vim chorando no avião com medo, mas pelo menos eu não fiquei engolindo.
E nada aconteceu. Nada acontece feijoada. Lembra desse meme? Nada acontece feijoada. Nada aconteceu. Às vezes as coisas que você tem medo e que você se submete a não fazer, tipo, eu fiquei engolindo choro pra não chorar na ida, se você fizer, nada acontece feijoada. Simplesmente. E aí, eu dou meu jeito agora pra viajar. Eu morro de medo. Óbvio que isso foi se atenuando, porque de lá pra cá eu fui aprendendo mais jeitos de lidar com avião.
E aí, tem um voo, tô com medo, eu choro. Tem um voo mais longo, eu tomo um revôtreio, não vou mentir. Não tô recomendando pra ninguém, mas eu tenho acompanhamento psicológico, enfim, um revôtreio pra dentro. E eu vou, eu dou um jeito de ir mesmo com medo, porque eu não vou deixar o medo me travar de viver coisas oceânicas. Não vou, eu me recuso. E aí, como eu disse, o medo, ele é evolutivo.
Que quer dizer que existe um motivo pelo qual a gente tem medo e ele nos trouxe até aqui como seres humanos e como mamíferos. Tipo assim, se não fosse ele, a gente não tinha sobrevivido como espécie. Como categoria, na verdade, já que é comum em todos os mamíferos. Qual que é a função do medo? De avisar quando a gente está em perigo e fazer com que a gente se proteja, se defenda e se resguarde de situações perigosas. Para sobreviver.
Correto? Eu não tô falando nenhuma novidade aqui, né, gente? Ah, você tá na floresta, quando a gente morava em floresta, vinha uma cobra e falava, ih, caralho, a cobra! E aí, melhor não mexer com a cobra, melhor não cutucar a onça com a vara curta, melhor não mexer ali nesse ninho de marimbom. Esse tipo de coisa fez com que a gente sobrevivesse.
Mas, qual é a grande questão? O cérebro evoluiu para que a gente sobreviva. Ele não está nem aí se você vai estar feliz ou não, entendeu? O cérebro não evoluiu para te fazer feliz. Ele evoluiu para sobreviver. Ser feliz é tua responsabilidade, não do seu cérebro. Você vai ter que decidir que você vai ser feliz. E você vai ter que escolher o que você vai fazer com medo. Se o medo é justificável ou não.
Se você está com medo de uma cobra porque ela pode te picar, sendo que você está vendo a cobra na TV, sabe do que eu estou falando? Isso é uma metáfora, tá? E aí, o que eu aprendi diante de toda essa situação? Que quando chega o medo, nosso primeiro impulso é entrar na defensiva, é se proteger, é falar ai, avião pode cair, então não vou no avião.
Aí a cobra pode morder. Então, sabe? É o nosso primeiro impulso. Quando você perceber que você tá fazendo isso, você vai lembrar do que eu tô te falando aqui. Nós encaramos o medo não em posição de defesa, e sim em posição de ataque. Porque ele tá tentando tirar o seu protagonismo, Mona. Você vai deixar? Ele tá tentando fazer assim, licença, a história aqui quem vai escrever sou eu, não você. Você vai deixar? Eu vou deixar.
Porque eu e você que está ouvindo, nós somos xerecudas. A gente não pode, e a gente já aprendeu isso desde criança, que a gente não pode se dar o luxo de deixar o medo contar a sua história. De deixar o medo definir a sua história. A gente vai fazer um combinado aqui agora.
Amém? Eu tô me sentindo uma pastora. Mas, gente, eu tô contando nesse tom porque isso realmente transformou a minha vida e eu tô falando também porque eu preciso ouvir, porque eu tô num período de muito medo. Tá? Nós vamos fazer um combinado aqui. Eu, você e a voz da minha consciência que tá precisando de ouvir isso.
A gente não vai deixar o medo ser o autor da nossa história. Ele não vai ser nem mesmo o roteirista da nossa história. Sabe o que ele vai ser? Esse dementador aqui? No máximo ele vai ser um figurante que ninguém vai perceber que ele tá aqui. Ele tá aqui, ele faz parte da cena, ele faz parte de quem eu sou, ele faz parte de quem você é. Mas ele não define nada. A história principal, se ele estivesse aqui ou não, ninguém ia perceber, só você.
Porque você sente a presença dele aí. Mas quem é a grande estrela é você, minha filha. Porque você só tem uma unidade de vida. Você não vai deixar esse dementador apagar o teu brilho. Ou vai?
Não vai, né? Inclusive, outro dia, e foi até uma coisa que me inspirou a fazer esse podcast, esse episódio, eu posto muito vídeo dirigindo, né? Porque eu amo dirigir. Eu sempre amei dirigir, é o meu momento de paz, meu momento de reconexão, meu momento de... meu momento oceânico. No dia a dia, muitas vezes, dirigir salva o meu dia. E aí eu sempre posto dirigindo, ou falando com a câmera, ou cantando, ou a caminho de algum lugar, enfim.
Outro dia eu tava gravando. Tava tentando gravar um conteúdo. Quando fechou o farol. Quando eu vi uma senhora subiu na calçada. Na contramão. E eu consegui gravar isso. Foi inacreditável o que aconteceu. Mas enfim, voltando. E aí sempre que eu posto vídeo dirigindo. Eu tiro foto comigo dirigindo.
Vem um monte de comentário de mulher, sempre mulheres, falando assim, nossa, meu sonho é saber dirigir, mas eu não tenho coragem. Nossa, eu queria muito saber dirigir, mas eu tenho muito medo. Como é que você fez pra superar o medo de dirigir? Gente, você vai deixar de dirigir porque você tá com medo.
Olhe ao seu... Gente, nos Estados Unidos, a idade pra você tirar uma carteira de motorista e sair dirigindo é 16 anos. Você acha que você é menos capaz do que uma pessoa de 16 anos? Porque você, o alecrim dourado, não ia ser capaz de dirigir. Ah, é porque eu tenho medo. Gente, eu tirei minha carta, tirei minha carta com 18 anos.
Eu aprendi a dirigir com homens. Você já dirigiu com homens ao seu lado? É uma experiência apavorante. Os homens, primeiro, que eles sempre acham que eles sabem mais do que a gente. Segundo, que eles amam gritar. Depois a gente que não tem controle emocional, mas eles amam gritar. Terceiro, em vez de mandar você fazer alguma coisa, ele vai lá, bota a mão e faz.
É desesperador. Eu aprendi a dirigir com homens, inclusive, eu até já contei isso naquele episódio que a gente fez com a Natura, que é o Deixa a Mulher Latina Sonhar, que o meu professor da autoescola era um velho babão que botava a mão na minha perna. E aí, eu tive a coragem, na época não sei com qual xereca que eu cheguei lá na autoescola com 15 anos, com 18 anos, e falei pode mudar meu instrutor?
E aí mudou o meu instrutor. Todo mundo passa por barreiras estranhas. Eu já bati o carro, não fui eu que bati o carro. No caso, uma senhora avançou na minha preferencial, bateu do lado do meu carro. E aí falou que ia acionar o seguro e fugiu. Coisas acontecem. Mas eu amo dirigir. Se eu tivesse deixado o medo dessas coisas que podem acontecer na minha frente, eu nunca ia ter contato com essa coisa que faz muito parte de mim. Dirigir, acho que se eu não dirigisse...
Eu não seria quem eu sou, porque eu, muitas das minhas reflexões, muitas das minhas ideias, vêm quando eu tô dirigindo em silêncio, sabe? E aí, até hoje, quando eu tô dirigindo com algum homem, é muito frequente que eles fiquem querendo opinar no meu jeito de dirigir. E é o que eu respondo hoje em dia, assim, meu querido, fica tranquila, eu dirijo há 14 anos, eu sei o que eu tô fazendo. E é isso. Eu sei fazer baliza, eu sei fazer um monte de coisa.
E aí as pessoas querem que eu tenha medo. Tanto que nessa viagem aí de BH, eu tive que fazer essa viagem de novo depois, numa época que eu não tava encarando ainda, não tava bancando ir de avião. E aí eu tive que ir pra BH de novo. É, fui pra BH pra gravar o meu primeiro TEDx, lá em Belo Horizonte.
E aí eu não queria pegar o avião sozinha, ainda era no meio da pandemia, e eu falei, eu vou dirigindo. Gente, pra mim, dirigir seis horas na estrada sozinha me soa como um sonho. Indo pra Minas Gerais, parando pra tomar cafezinho de Minas Gerais, comer pão de queijo, comer doce de leite, esses cafés de estrada, pra mim, me soa como um sonho. E aí quando eu falava pras pessoas que eu ia dirigindo, as pessoas, não, mas eu ia ser sozinha, é muito perigoso pegar a estrada sozinha. Aí eu, oxi!
Eu dirijo há 14 anos, na época, sei lá, dirijo há 10 anos. Eu não tô com medo disso, fique tranquilo, deixe seus medos pra você. Então, também tem isso. Além dos seus próprios medos, você ainda tem que lidar com o dos outros, que nem era seu. Aí tem que ter esse discernimento de falar, esse medo não é meu, esse dementador aí é seu, não empurra pra mim, não. E aí, o que a gente vai fazer é o seguinte, eu descobri, concluí um segredo sobre o medo, que é o seguinte, ele só tem poder sobre você? Ou ele tem mais poder sobre você?
Se você não falar sobre ele. Só que para você falar sobre ele. Você precisa dar um nome a ele. Cadê aqui minha amiga Nath Souza. Com o pra dar nome às coisas. Essa menina ela sabe o que ela fala né. Tem um podcast chamado pra dar nome às coisas. Vocês devem saber né. Mas enfim. Você precisa nomear ele. As coisas que tem nome. Você consegue lidar com elas. Porque você tira o medo do inconsciente. Você tira a coisa do inconsciente. No caso a gente está falando de medo. Traz para o consciente.
E aí, quando você traz o negócio para o consciente, você tem clareza do impacto que ele tem sobre você, do porquê que ele está ali. Você tem clareza de um monte de coisa, mas a clareza mais importante que você tem é o poder da escolha do que você vai fazer com isso. Quando você nomeia o seu medo, você dá nome para ele. Estou com medo disso. Estou com medo do meu livro ser publicado e todo mundo odiar. Esse é o meu medo atual. Estou com medo de ser chacota por conta do meu livro. Esse é o medo. Você consegue olhar para ele e falar assim, esse medo existe.
Ele existe, eu não vou negar que ele existe. Mas o que eu vou fazer com ele? Você só tem como fazer isso quando você nomeia ele. Quando veio esse vídeo da mulher, falando daqui a seis meses, como você se imagina, o que você está falando para a sua melhor amiga no FaceTime, ficou muito claro para mim.
Que o que eu estaria falando era assim, nossa, sabe aquele medo que eu tava? Nada aconteceu. Ou eu estaria falando, sabe aquele medo que eu tava? Aconteceu, mas eu consegui fazer isso, isso e isso e tal. E aí quando eu me imaginei, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi eu falando isso pra minha melhor amiga no FaceTime, eu pensei, caralho, caralho, eu tô com medo. É isso que tá me afastando dessa versão de seis meses. É o medo.
Medo do quê? Aí comecei. Medo de vocês odiarem o livro, medo de ser feita de chacota, medo de ter passado dois anos e meio da minha vida trabalhando num negócio e não saber lidar com as críticas, medo de um monte de coisa. Mas, quando eu consegui nomear isso e perceber que eu estava com medo, eu consegui levar para a terapia e levar os tapas que eu precisava. Porque você precisa poder falar sobre o seu medo para ele perder o poder.
E aí, quando eu falei pra minha analista, ela falou duas coisas que simplesmente, não vou falar que me curaram porque ainda tô com medo, mas assim, sempre que eu começo a entrar em espiral, eu lembro dessas coisas que ela falou e falo, tá Lela, tá tudo bem, vamos lembrar do que ela falou. Primeira coisa que ela falou foi, o que é sempre maravilhoso, que é...
Minha filha, ela não falou com essas palavras, mas assim, se dê conta da sua desimportância, se manca, quem você tá achando que é? Você tá achando que você vai publicar um livro e todo mundo do mundo vai girar a vida delas em torno desse livro e vai mudar o rumo e o curso do mundo, porque você lançou um livro, deixa eu te falar um negócio.
Você sabe quantos livros já foram lançados na história do mundo? Deixa eu te falar outro negócio. Sabia que tem gente que gosta do Saramago e tem gente que odeia Saramago? Tem gente que não gosta da leitura? Tem gente que lê um livro e fala, nossa, não gostei. E a vida segue? Gente, isso, nossa.
Não alívio tão grande pensar nisso. Então a primeira coisa diante do seu medo é quem é você? Com todo respeito, foi o que ela falou pra mim, eu tô passando aqui essa mensagem. Quem é você, fiá? Tá com medo? Você acha que vai acontecer o quê? Você, por acaso, é o meteoro que vai cair aqui na casa, aqui na terra e extinguir os dinossauros? Você, por acaso, é a bomba nuclear que vai estourar e matar um monte de gente? Você tem algum...
alguma importância no mundo? Não. Qual é o sentido disso aqui? Todo mundo vai morrer? Tá com medo do quê, fia? Tá louca? Se dê a devida desimportância. Essa é a primeira coisa. A segunda coisa é, tá, do que você tá com medo? Das pessoas odiarem. Aí ela faz um exercício sempre comigo, quando eu tô ansiosa, que é, tá, do que você tá com medo? O que é o pior que pode acontecer? As pessoas odiarem? Tá. Se as pessoas odiarem, o que vai acontecer?
Aí eu, ai, nossa, não sei, elas podem, tipo, sei lá, sair uma matéria no jornal falando que eu sou péssima. Aí ela, tá, você vai ser a primeira pessoa no mundo que teve uma matéria num jornal falando que você é péssima. Essas pessoas que tiveram matérias falando que elas sobreviveram?
o que aconteceu? Qual que é o pior que pode acontecer? Aí você começa a pensar e aí quando você vai destrinchando os cenários mais catastróficos, você tem a possibilidade de pensar tá, se isso acontecer, eu vou fazer o que? E aí você começa a pensar nos planos de como você vai lidar com as coisas que podem acontecer, que podem vir a acontecer. Tipo assim, eu posso lançar um livro e vocês odiarem? Isso pode acontecer. E eu vou fazer o que com isso? Quando você já sabe o que você vai fazer com isso, o medo perde a... Porque você já tem um plano. Tipo assim...
E não que o controle é o remédio pro medo, mas conforme você vai vendo, tipo assim, destrinciando, tipo assim, nossa, tô com medo, tô com medo. Sim, você tá com medo do quê? Ai, tô com medo de sair no jornal. Vamos fingir. Esse não é o medo que eu tenho, tá? Eu tenho outros medos que eu não vou citar aqui porque eu tenho medo de alguém. Ó o outro medo. Tenho medo de alguém ouvir isso aqui e falar, eu vou fazer isso porque ela falou que tinha medo e eu quero machucar ela. Porque tem pessoas maliciosas na internet, por incrível que pareça.
Conforme você vai destrinchando e colocando o pé no chão e falando assim, ah, tá, tô com medo disso. E se isso acontecer? É, aconteceu, né? E aí, no dia seguinte, eu vou fazer meu café, sair com os meus cachorros, né? Assistir uma série, falar com minha mãe. A vida segue, sabe? E aí, eu não sei o que vai acontecer daqui a seis meses, mas eu queria trazer uma última. A Calu vai aparecer aqui na minha casa. Daqui a pouco fala, para de falar! Você tá falando há uma hora.
Mas enfim, uns anos atrás, Ika Lu acompanhou isso que aconteceu, porque ela era editora do meu canal do YouTube, do meu falecido, porém quem sabe, no futuro revival, canal do YouTube, aconteceu o meu maior medo. Era um medo completamente, já falei disso algumas vezes aqui também, desculpa se eu tô sendo repetitiva, mas era um medo que eu tinha, que era completamente irracional.
teoricamente, todo mundo que eu compartilhava esse medo, falava que era um medo que nunca ia acontecer era um medo que me acompanhava desde que eu comecei a entender o mundo, tipo assim eu tinha 12, 13 anos, era um medo que já estava comigo, 2021 ou 2022, não me lembro pá, aconteceu, contra todas as hipóteses de todo mundo que falava que nunca ia acontecer aconteceu, foi horrível, foi péssimo eu preferia não ter passado por isso preferia ter aprendido de outras formas mas o que temos, a porta do destino que entramos Música
nessa realidade espaço-temporal, aconteceu. Dito que aconteceu, o que rolou de lá para cá? Meu medo aconteceu, sofri muito, foi horrível, péssimo, beleza. Mas ele mudou completamente a minha vida. Eu não sei descrever para vocês, completamente.
As coisas que eu tinha medo aconteceram, mas coisas que eu nem poderia imaginar. Para o bem e para o mal aconteceram também. Eu sigo, não lidando, mas convivendo com as consequências disso que aconteceu até hoje. Faz cinco anos. Até hoje.
E até hoje eu tô tendo que encarar e fazer as coisas por conta disso que aconteceu. Mas muita coisa boa saiu disso. Eu não sei descrever, assim. Eu dei um salto na vida depois que isso aconteceu. Tipo, eu fui realmente... Foi no meu retorno de Saturno, pra quem acredita em astrologia. Eu não acreditava muito nessa época, mas depois que aconteceu isso eu falei, ah, tá, retorno de Saturno, acontece.
Eu tive um grau de amadurecimento emocional, psicológico, como pessoa, minhas relações mudaram, tudo mudou, minha vida mudou, a minha segurança como pessoa, tanto interna quanto externa, mudou, tudo mudou. E eu não teria feito isso, não teria acontecido isso, se esse medo não tivesse acontecido. Então, muitas vezes, as coisas que a gente mais tem medo, mesmo se elas acontecerem, elas podem ter coisas boas também, porque nada é uma coisa só.
As coisas são boas e ruins ao mesmo tempo. E eu tenho esse vídeo guardado que eu nunca postei. A Calu sabe do que eu tô falando porque eu editei esse vídeo. Ela editou esse vídeo no caso. E eu assisti e falei, não tô pronta pra ele ir pro ar. Porque é muito recente, mas que bom que a gente tem esse vídeo. E eu revisitei ele recentemente. O nome dele era O Meu Maior Medo Aconteceu.
E eu lembro que na hora que eu tava gravando esse vídeo, que foi, sei lá, uma, duas semanas depois do que aconteceu, a minha sensação, além de senso de injustiça, de desespero, de caos, de, meu Deus, caralho, que merda, a minha sensação era de alívio. Era de, meu Deus do céu.
aconteceu, eu não preciso mais ser perseguida mentalmente por esse medo, porque ele já aconteceu, eu senti um alívio enorme, e eu precisei, nesse momento, que o meu medo, meu maior medo acontecesse comigo, para que eu sentisse esse alívio, mas olhando para trás, eu vejo que eu poderia ter me libertado dele muito antes, eu não precisava que ele acontecesse para me libertar, porque muitos medos que a gente tem nunca vão acontecer, a maioria dos nossos medos nunca vão acontecer.
O que não quer dizer que eles não podem liderar a nossa vida. Guiar a nossa vida. E a gente tem o poder de fazer com que ele perca o poder. Entendeu? Porque o medo, agora eu vou falar uma coisa bem coach, mas é o melhor jeito que eu encontrei de falar.
O medo é uma prisão. Ele te mantém preso, enclausurado, claustrofóbico. Não é uma realidade que você nem sempre quer permanecer. Mas é uma prisão com a porta aberta. É uma prisão que tem a porta aberta. E quando você percebe que a porta está aberta, você tem a escolha de permanecer ou ir. E às vezes você vai olhar e vai falar, não estou pronta para ir ainda. Mas pelo menos você sabe que a porta está ali. E você sabe que você precisa construir.
A sua vontade e as suas ferramentas para você atravessar essa porta. Porque ela está aberta. E assim, eu não vou ser poliana com você e falar assim, ai, vai, o que pode acontecer? Não vai acontecer tudo isso, é ilusório da sua cabeça. Porque eu nem sei do que você tem medo do meu lugar aqui. Você pode sim odiar meu livro.
Você que tá ouvindo aí pode ler e falar, mas que grande merda. Perdi meu tempo e meu dinheiro lendo esse caralho, desse calhamaço de livro aqui. Então sim, o pior pode acontecer. Se eu subir num avião, ele pode cair. Pode acontecer, tudo pode acontecer. Mas se você deixar o medo te aprisionar, o que não pode acontecer é o melhor.
Tudo pode acontecer, não só o pior. O melhor também pode acontecer. Você não sair da prisão que tá com a porta aberta impede com que o melhor te aconteça também. Entende o que eu tô dizendo? Eu tenho uma tatuagem que é uma mulher de peito aberto. E quando eu era ilustradora, eu ilustrei essa mulher. E o título dessa ilustração era Mulheres Livres. E veja que ela tá com o peito aberto. Quando você abre o peito, quando você tá com o peito aberto, você tá vulnerável.
Para uma facada, por exemplo, o jeito que ela está desenhada, eu vou postar uma foto dela no canal do WhatsApp para vocês verem. O jeito que ela está desenhada, ela está com a cabeça para trás ainda. Só que essa posição é exatamente a posição, essa posição que é uma mulher de peito aberto, com os braços abertos e a cabeça para trás, é assim que você se sente, é assim que eu me sinto, por exemplo, quando eu vivo os melhores momentos da minha vida, os momentos oceânicos.
da minha vida, é exatamente esse sentimento de você estar com o peito aberto, disposta e exposta à vida. Isso é viver com o peito aberto, com medo de coadjuvante, nem coadjuvante, de figurante. E nessa figura, você não tem como garantir que você está segura, que você está protegida, que você está defendida, você não está na defensiva, mas você está de peito aberto, disposta e exposta à vida.
A outra opção, que seria o oposto dessa figura, é uma armadura, por exemplo. Que você sim, aí você tá protegida mesmo, uma armadura de ferro, sabe? Daquelas bem cavaleiros medievais. Você tá protegida, ninguém, tipo, se alguém te esfaquear no peito, ninguém vai saber. Mas tá pesado, você não consegue se movimentar, você tá dentro daquilo, é uma casca. E é uma casca que muitas vezes ela pode estar te protegendo, e isso pode ser bom por algum tempo. Mas às vezes ela tá te protegendo de coisas.
Que nem tem o poder de te machucar. Que você tá se subestimando de como você tem o potencial de lidar com as coisas. Você tem força o suficiente de lidar com as coisas ruins que podem acontecer. Uma facada, no caso, melhor não. Mas é uma facada figurativa, deu pra entender, né?
Então, meu povo, eu vou deixar de lançar meu livro por medo? Nem se eu quisesse, né? Não posso, não posso me dar esse luxo. Tem que ir, né, fia? Contrato. Literalmente, tem que ir. Contrato. Então, coragem, mulher. Coragem. É igual a placa da rua. Dia da coragem. Vai com medo mesmo. Vai com medo mesmo.
Porque o oposto de medo é liberdade. E nós somos mulheres livres, inclusive das próprias prisões. Gostaram desse final? Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres? Vocês já estão sabendo. Esse é o momento de eu atualizar vocês sobre o que está rolando na minha marca de roupas confortáveis para mulheres. Vocês entenderam. A Lela Brandão Coce, em Prazer, eu tenho uma marca. E semana que vem está vindo uma parada.
que é icônica. Eu arrisquei dizer na minha equipe que vai ser o lançamento até agora no ano que vai mais abalar a estrutura da nossa comunidade. Por quê? Levanta a mão quem era nascida no ano passado, quando fizemos a nossa icônica collab internacional com a capa. Quem já estava por aqui, levanta a mão aqui nos comentários. Por quê? A gente foi chamado para fazer essa collab.
Eu não sabia o que a nossa comunidade ia achar, mas eu sabia que era algo muito avassalador. Porque é uma marca centenária, a capa é uma marca italiana, muito tradicional de esportes. E eu falei, cara, isso vai ser incrível. E aí a gente fez sem saber o que as pessoas iam achar. E a nossa comunidade abraçou, vocês abraçaram a Colab, amaram, pediram muito para voltar.
E aí, agora, simplesmente, ela vai voltar ainda melhor. No ano passado, vocês lembram da coleção do ano passado? A nossa primeira coleção com a capa? Teve ensaio fotográfico num estádio de futebol, que a gente fechou um estádio de futebol para ir lá fotografar, foi icônico.
E aí, então, esse ano, a gente pensou, vamos homenagear duas coisas que a gente ama, que é torcer, e esse é o ano de torcer pelo Hexa, correto? Torcer, torcida, fanatismo e brasilidade.
Orgulho brasileiro, Brazilian Pride Outro dia eu ouvi esse termo Chorei de rir, Brazilian Pride Eu falei, orgulho brasileiro A gente tava numa reunião só com pessoas brasileiras Eu falei, por que que falou isso? Enfim, é isso mesmo que você ouviu Gente, eu junto com o meu time A gente criou uma coleção inteira Pra gente torcer pelo EXO
E não só isso, né, gente? Vocês sabem que o Brasil está em alta, mas pra gente sempre fez parte da nossa cultura homenagear o Brasil, valorizar as mulheres e o nosso sentimento brasileiro. E essa coleção vem pra homenagear isso. O título, eu não sei se vem.
Mas que a gente vai torcer estilosas. Isso eu posso garantir. E confortáveis também. E que a gente vai ter peças pra lacrar depois. Em looks que misturam. Sei lá. Alfaiataria com sportswear. Com uma blusa de futebol. Com uma calça de alfaiataria. Sabe? Uma coisa assim. Aí eu amo.
Então, se você ama Brasil Core com uma pegada vintage, que essa foi nossa referência, a estética brasileira com uma pegada vintage, misturada com toda a experiência e tradição da capa. Então, eu estou muito animada. A coleção já vem na segunda-feira, dia 25. Vocês vão amar. Vai ter sim, blusinha verde e amarelo para você torcer. Vai ter conjunto esportivo, jaqueta, short, calça.
Vai ter peças que vocês amaram da primeira collab em novas cores. Vai ter moletom Jean Baby, que é o nosso ícone, em uma nova cor exclusivíssima. Enfim, chega de spoiler. No dia 25 de maio a gente tem a nossa clássica live de lançamento às 11 horas. Espero vocês. A última que eu chamei vocês foi um pega pra capar. Meu Deus, baixou muita gente na live. E enfim.
A live vai ser lá no Instagram da marca, Lela Brandão Co. E dessa vez, a mais engajada, minha equipe vai monitorar quem é a mais engajada e vai ganhar um cupom, ela vai ganhar um cupom de nada mais, nada menos do que 400 reais pra usar na Lela Brandão Co. Por um mês. Tá bom pra vocês? Ou não? Então a gente se vê na próxima segunda-feira, 11 horas tem live. Meio-dia a coleção está no ar, no site.
Pra eu finalmente te apresentar o seu novo uniforme. Pra torcer pelo Brasilzão. Pelo Hexa. Tá bom? Nos vemos lá? Ah, só mais uma coisa. Se você tá achando que eu, que a minha marca, ia ser mais uma dessas marcas que lança uma regatinha com uma bandeirinha do Brasil. Esqueça, tá? Que o negócio aqui vai ser outra parada. Se preparem.
Vamos para o choro da semana? Antes que, meu Deus do céu, gente, já faz uma hora que eu tô falando aqui. Vamos para o choro da semana? Momento do podcast, do episódio em que eu conto alguma coisa muito, muito ruim que aconteceu comigo, brincadeira. É uma humilhação só pra gente dar risada, descontrair uma coisa tragicômica que aconteceu na minha semana. E o que aconteceu foi, ontem no caso, eu fiz uma live.
Não é um choro da semana, né? Mas é, assim, uma coisa um pouco humilhante que aconteceu. Eu fiz uma live, eu e essas lives, né? Primeiro derrubo o café com a bunda. E aí o que aconteceu ontem, que foi muito engraçado, que eu queria trazer aqui mais pra gente dar risada mesmo, foi que eu fiz uma live da coleção de moletões. Eu falei pra vocês, né? A nossa linha de moletom, a Cozy.
E eu fiz uma live pra mostrar todos os moletons. E aí eu sempre começo a live assim. Oiê, tudo bem? E aí quando eu tô mais animada, eu falo tipo, oiê. Tipo, meio cantando, sabe? Tipo assim, oiê. Sei lá.
E aí, beleza, fiz a live, cheguei em casa à noite, estava vendo stories, aí apareceu os stories da marca. E aí a minha marca, as pessoas da equipe de marketing, compartilharam a live nos stories. E aí eu estava vendo os stories, estava em silêncio e de repente, olha o barulho. Gente, é inacreditável.
Quando você compartilha live nos stories, aparece tipo o começo da live, sabe? Olha o barulho que saiu da minha boca. Não vou me delongar muito, vou só dar play aqui. Eu demorei pra entender que esse barulho saiu da minha boca. Olha isso. Bem-vindas ao nosso... Mano, eu vou botar de novo, não é possível. Olha isso. Cortou o E e foi só pro E. E o meu E foi isso.
O resto! Que que é isso? Aí eu botei no meu canal de transmissão, gente. Eu chorava de rir, vou botar de novo. Que que é isso? Eu mandei no meu canal de transmissão e falei, gente, eu tô passando mal de rir. Olha isso! Eu falei, gente, que barulho é esse que eu fiz? Aí elas começaram a falar que parecia uma ovelha. A outra botou assim, o pernilongo no meu ouvido de madrugada.
Eu, particularmente, achei que parece uma porta sem WD. Uma menina comentou assim. A voz do anjo sussurrou no meu ouvido. Comenta aí embaixo. Do que é esse barulho? O que é? É uma ovelha? É uma porta sem WD? É um mosquito à noite? É o falsete da Melody?
Bem-vinda. É inacreditável. É que o vídeo é muito bom. Vou mandar lá no nosso grupo do WhatsApp. O vídeo é muito bom porque, tipo, é a minha cara com a boca aberta e sai este som. Não é possível, velho. Enfim. Vamos para a obsessão atual? Gente, estou obcecada numa série que está suprindo o lugar que Big Brother supriu por tantos meses, mas ela é mais curta. Mas, enfim, tem duas temporadas para quem não assistiu.
Que se chama O Segredo de Um Milhão de Dólares. Vocês já viram? É na Netflix. Eu vou contar a premissa. E vocês assistem. Tem duas temporadas. Eu acho o máximo. Eu adoro um reality show de qualidade duvidosa. E é basicamente assim. É uma mansão. Nem é uma mansão. É tipo assim. Não sei explicar. É tipo um terreno gigante. Onde tem mansões e lugares. E campo de golfe. E não sei o que. E piscina. Sei lá. Mil coisas. Parece um rancho. É um complexo de coisas chiques.
E aí tem vários participantes, eu acho que são 20 ou 15 participantes. Eles se juntam nessa mansão, tem um cara que é o Peter, que é o apresentador. E cada semana é escolhido um milionário. Então eles voltam para o quarto deles, cada um. E eles abrem uma caixa para descobrir se dentro da caixa deles tem um milhão de dólares ou não.
Depois que eles descobrem, eles têm que fazer uma atividade lá para ganhar alguma coisa que eu não me lembro o que é. Ah, é, não. Quem ganhar atividade tem direito a saber uma informação sobre quem é o milionário. E aí depois eles têm um jantar.
onde eles têm que fazer uma votação para descobrir quem é o milionário e eliminar o milionário. Porque aí se você elimina um milionário, a caixa de um milhão de dólares passa para outra pessoa e aí o seu objetivo é chegar na final com a caixa de um milhão de dólares, entendeu? Tipo, ir eliminando as pessoas até a caixa chegar em você.
E aí, no meio disso, e aí as pessoas ficam mentindo, obviamente, né? Ninguém fala que é o milionário, aí ele se começou a descobrir, aí às vezes é o melhor amigo de uma pessoa lá, que ele fez lá dentro, e não pode descobrir. Só que aí, pra piorar, o milionário tem uma, que eles chamam de agenda, que é uma missão. E é uma missão super estranha. Então, por exemplo, uma missão agora da segunda temporada foi que a pessoa tinha que ficar seguindo um dos participantes por 45 minutos.
Tipo, igual um dementador fica atrás de você. Igual um vulto, igual um espírito obsessor. A pessoa tinha que ficar 45. Não podia sair de dois metros de distância. Ou um metro de distância de uma das pessoas. Ou ela tem que pregar pregadores de roupa. Três pregadores de roupa na roupa de outros participantes. E aí você tem que fazer isso. O milionário tem que fazer isso. Sem que as outras pessoas suspeitem.
Porque se suspeitarem de alguma coisa estranha que ela tá fazendo, eles já sabem que é uma missão. E que provavelmente essa pessoa é milionária. Tipo assim, nossa, muito estranho isso aí que você fez. Então com certeza você é milionário. Por exemplo, agora na segunda temporada, teve uma menina que ela adora fazer parada de mão, sabe? Plantar bananeira.
E aí ela sempre faz, tipo assim, porque ela gosta, tem mó gramadão lá. E aí as pessoas começam a desconfiar achando que é uma missão ela ficar fazendo bananeira. E aí tudo eles desconfiam, tipo assim, teve uma que eles falam assim, nossa, você está parecendo Tom Hanks, tipo assim, nossa, você está parecendo Tom Hanks. Ai, nossa, você falou Tom Hanks, será que a missão dele era falar Tom Hanks?
É muito engraçado. Eu tô amando. Eu acho o apresentador hilário. Eu acho as missões muito engraçadas. E eu ainda não terminei, mas acho que vou terminar hoje. A segunda temporada. Então, se você tá afim de um reality show de qualidade duvidosa, simplesmente pra esquecer das caraminholas da cabeça, o segredo de um milhão de dólares na Netflix.
Ok? Então ok, chegamos ao final do episódio. Espero que você tenha gostado. Me siga nas redes sociais, arroba lela.brandão. Minha marca de roupas confortáveis é arroba lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co. Você tem desconto com o cupom Gostoso e Chorona. E minha querida, agora eu sou autora. Compre já o meu livro em pré-venda, Vertigem.
Tá até na minha mão aqui. Agora eu posso mostrar pra vocês, ó. Vertigem. A coragem de encarar o vazio e escutar o seu corpo. Já está em pré-venda. Eu vou deixar o link aqui na descrição também. Tô louca pra vocês lerem. E é isso, minhas filhas. Espero que vocês gostem. Se vocês não gostarem, eu vou ter que aprender a lidar com as críticas. E é isso. Tá bom? Então tá bom, gente. Chegamos ao final do episódio. Espero que vocês tenham gostado. Nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau.
Se você chegou até o final do episódio mesmo. Não o fake final. O final verdadeiro do episódio. E faz parte do seleto grupo das mais mais. Das maiorais. Das divas que habitam no coração. Que realmente são minhas irmãs de guerra. Comenta aqui com um emoji.
de fantasma, pode ser que ou de monstro, acho que tem um emojinho de monstro, se não me engano, pode comentar ou com o emoji de fantasma ou com de monstro, pra eu saber que você chegou até o final do episódio e ele representa o seu medo que você vai falar, querido, você não é o protagonista, quem é o protagonista sou eu, você fica bem quietinho aí, você pode ir junto comigo, mas você vai no banco do passageiro, quem vai dirigir sou eu, tá? Você vai falar isso pro seu fantasma dementador ou pro seu monstro.
monstringo. Comenta aí. E aí quando você for comentar, não comenta só o emoji não, que eu quero, quando eu peço pra vocês comentarem eu quero saber o que vocês acharam do episódio. Nem que seja assim, adorável, ou que bosta, sei lá. Comenta o que você achou, e aí o emoji, tá? Porque tem muita gente que comenta só o emoji, eu acho super fofo, mas eu falo tanto, queria ouvir vocês, sabe? Enfim, é isso. Agora sim, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau.
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