pra onde vai a raiva que você engole?
é muito provável que ela esteja te adoecendo.. aaah a raiva feminina... tão poderosa, tão descredibilizada... nesse episódio eu conto como a raiva foi a porta de entrada pra que eu conseguisse construir uma comunicação mais próxima com o meu corpo, inspirada em um capítulo do meu livro, que vai estar em pré venda amanhã <3
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- Efeitos da RaivaA tendência a engolir a raiva e seguir a vida · A raiva não alivia com ferramentas de gestão da raiva · A raiva como necessidade ignorada · A raiva como alarme de invasão de espaço · Doenças autoimunes e crônicas ligadas à raiva engolida · A raiva que vira o jogo e engole a pessoa
- Desafios das mulheres vítimas de violênciaA raiva feminina como poderosa e descredibilizada · O estereótipo da 'angry black woman' · A raiva feminina associada à TPM para descredibilizar · Mulheres rotuladas como mocréia, bruxa, grossa · A raiva como motivo de zombaria e ridicularização · A dificuldade de expressar raiva sem ser julgada
- Raiva como potencial não realizadoO medo de desagradar e ser expulsa da comunidade · O lema 'Keep sweet' em seitas para garantir obediência · O cérebro condicionado a querer pertencer
- Controle da ira e calmaA raiva masculina não tem nada de revolucionário · A raiva masculina usada para oprimir grupos · Convite
Oiê, quando foi a última vez que você passou raiva? O que você fez? A minha foi agora, antes de eu começar a gravar o episódio, recebi uma mensagem que eu fiquei possuída de raiva. Estou com raiva até agora, porque eu falei, não vou nem responder agora, porque eu preciso gravar. Mas o bom é que essa mensagem já me deu munição pra gravar o episódio com raiva. Mas qual foi a última vez que você passou raiva? Foi hoje? Foi ontem, semana passada, mês passado?
O que você fez diante dessa raiva? Estou te perguntando porque eu acho que tem muita chance de você ter engolido. Você ter engolido essa raiva e seguido a sua vida como se nada tivesse acontecido. E eu não estou falando isso da minha cabeça. E sim porque eu estudei este tema por muito tempo. Então responde aqui nos comentários se você é do time que passou raiva ou tem a tendência a passar raiva e engolir. E não fazer nada sobre isso.
Recentemente, aconteceu uma coisa na minha vida que me deu muita raiva. Mas não é só que me deu muita raiva, não foi nem essa mensagem de antes do episódio. Foi uma outra coisa, umas duas semanas atrás, que me deu muita raiva. Foi uma coisa que me foi revelada sobre coisas da minha vida, que me deu muita raiva. Foi uma revelação que foi como, e isso sou eu entrando na sessão de análise de duas semanas atrás pra contar pra minha analista. Essa revelação que me foi trazida...
Como que tirou um véu por onde as outras raivas que eu senti estavam escondidas de mim mesma. Então, me contaram uma coisa a respeito de umas pessoas da minha vida. E aí, ao descobrir essa coisa, parece que algo saiu, eu consegui enxergar com clareza.
Todos os anos que eu estava passando raiva. Sem perceber. Porque eu escondi de mim mesma. Porque eu fui engolindo. E me convencendo de que isso não era motivo de passar raiva.
E aí, eu cheguei na análise com essa queixa de tipo, meu Deus, tô com muita raiva. E aí, pra melhorar astrologicamente, eu nem me guio mais. Teve uma época que eu me guiava muito astrologicamente pra fazer minhas decisões. Mas isso aqui eu não teve como negar. Porque foi bem no momento que apareceu... O Vitor até me mandou isso. Ele falou, olha isso. Ele me mandou um negócio que tava um alinhamento cósmico, que tinha um bilhão de planetas em Ares, que eu sei que é o planeta da raiva.
da irritação, mas ao mesmo tempo do movimento, da iniciativa, que é exatamente sobre essa vibe que vamos falar nesse episódio. Depois que eu falei isso para a minha analista, a gente começou a falar sobre raiva. E aí a minha queixa era o seguinte, eu estou com muita raiva, eu estou tomada por raiva, eu passo o dia inteiro com a raiva marinando na minha cabeça, e eu já tentei de tudo. Eu procurei no TikTok, eu procurei...
no Instagram, eu procurei nos lugares o que fazer com a raiva. E as pessoas falam, grita. Eu vi até um que era tipo arrastando o pé no chão, assim, apoiado na parede e fica arrastando o pé no chão, soca travesseiro, não sei o que, não sei o que. Que são ferramentas que em inglês eles chamam de anger management, que é tipo, eu não sei se em português tem um termo pra isso, mas é tipo manutenção da raiva, como se fosse, gestão da raiva.
E aí a minha queixa pra minha analista foi o seguinte. Minha filha, eu já tentei de tudo. A raiva não alivia. Eu posso gritar até eu machucar minha garganta. Eu posso socar o travesseiro por cinco horas seguidas. Eu posso destruir uma TV. Porque tem esses... Vocês já viram, aqui em São Paulo tem uns lugares que eles levam uns negócios pra você destruir. Com taco de beisebol e essas coisas. Enfim, eu já fiz de tudo. A raiva não passa. Não adianta nada. Isso pra mim não tem nenhum efeito.
E aí a gente começou a perguntar, por que que não tem nenhum efeito? Por que que isso não tem nenhum efeito sobre mim? E chegamos à conclusão de que nada é suficiente pro tamanho da raiva que eu sinto. E estamos eu e minha raiva neste momento, e eu quero te convidar pra chamar a sua raiva neste momento, dar as mãos, segurar as mãos dela e falar, nós vamos juntas.
E por que a gente vai falar sobre raiva hoje? Por um motivo muito especial. E eu tô muito animada e nervosa. E eu demorei umas duas horas pra conseguir começar, dar o start de gravar esse episódio. Porque amanhã, o dia seguinte que esse episódio for postado, que é o dia 13 de maio, é o dia da pré-venda do meu livro. Que eu não posso revelar ainda o nome.
Eu vou revelar amanhã, no caso. Mas o meu livro entra em pré-venda amanhã. E por que eu pesquisei esse tema por muito tempo? Porque eu escrevi sobre ele no meu livro. O meu livro não é sobre raiva. Eu vou dar só um mini spoiler geral do tema do meu livro. Meu livro é sobre o vazio, os excessos e o corpo.
E a raiva, ela está posicionada no livro em um lugar que conecta a atmosfera do vazio e dos excessos com o final, que é o corpo. Então, conecta o começo com o fim e é um tema muito chave para quebrar essa barreira entre o mental e o físico.
Que é a raiva. Então a raiva é um tema que conecta as duas pontas do meu livro. A pré-venda é amanhã. E você não precisa se preocupar. Porque eu não vou dar nenhum grande spoiler do meu livro. Então se você ouvir esse episódio. Tipo, mas eu não quero ouvir porque eu não quero spoiler. Não vou dar nenhum spoiler. A raiva é um subcapítulo.
do livro e eu vou conectar aqui o que eu escrevi pesquisei com outras referências que me vieram mais recentemente eu pensei muito no tema que eu traria no dia anterior, né considerando que esse episódio é um dia antes de começar a pré-venda do meu livro
E eu fiquei matutando e perguntando pra todo mundo que leu o livro, que tema que você acha que eu trago? Aí, quando eu falei, tô pensando em trazer a raiva, todo mundo falou, perfeito, é isso. E aí eu fiquei pensando, será que eu faço um episódio hoje, né? Será que eu gravo um episódio falando sobre como foi o processo de escrever? Porque é esse, gente do céu, tá? Haja sessão de análise pra eu dar conta desse processo que foi escrever esse livro. Foi muito desafiador pra mim, pra dizer o mínimo. E continua sendo, eu tô morrendo de medo aqui gravando esse episódio. Mas enfim...
E aí eu fiquei dividida e aí no final eu decidi ir para esse tema, porque eu sei que se você se interessar por esse tema, se você gostar desse episódio, eu posso colocar minha mão no fogo de que você vai se interessar. Não posso dizer que você vai gostar, porque eu não tenho como prever, eu também não te conheço, mas acho que como o tema se desenvolve no livro é do seu interesse e pode agregar muito às discussões.
Então, vamos lá? Eu vou começar o episódio lendo um vídeo que apareceu pra mim na minha For You, que eu fiquei completamente encantada, que é de uma ilustradora, que ela é dos Estados Unidos, se eu não me engano, que o arroba dela é Almost I Stick, é tipo quase um palito.
Eu vou deixar lá no nosso grupo do WhatsApp, se você não tiver, entra lá. E aí, ela é uma ilustradora que faz umas animações, e aí, só para alinharmos, várias horas desse texto ela usa a palavra bitch. Em inglês, bitch pode ser tanto, tipo, vagabunda, quanto, ah, you're being a bitch, tipo assim, você está sendo chata, sabe? Não é exatamente chata, mas eu traduzi aqui para o português como homocreia, tá? Então eu vou ler traduzido a minha tradução livre, considerem que eu troquei bitch por homocreia, tá?
Então eu vou ler aqui. Eu já peço desculpa porque isso aqui é o tipo de coisa que quando eu ler você vai falar meu Deus, você está espionando a minha vida. Então se prepare, tá? Ela fala assim. Você realmente precisa começar a ser uma mocreia ou você vai desenvolver uma doença autoimune. Eu não estou nem falando isso para ser dramática. Eu estou falando porque você continua absorvendo tudo.
Você deixa as coisas passarem. Você não corrige as pessoas. Você ensaia o que você deveria ter dito três horas depois. E aí você chama isso de ser de boa. Não. Você só está evitando conflito às suas próprias custas. Porque você quer agradar. Porque você não quer parecer difícil. Porque em algum lugar da sua jornada você aprendeu que ter limites te custa pessoas.
E agora você escolhe o desconforto. Mas internamente você diz sim quando quer dizer não. Você se explica para pessoas que nem te perguntaram com respeito. Você dá chances como se fosse um programa de fidelidade. E seu corpo está aí, só contando os pontos. Porque se você não resistir, algo em você vai. Você não precisa se tornar grossa. Você só precisa se tornar indisponível para o absurdo.
Respostas mais curtas, não os mais claros, menos acesso, menos explicações. Se permita ser mal compreendida. Permita que as pessoas se sintam desconfortáveis. Deixe elas não terem a sua versão que ultrapassa os limites. Você não está aqui para ser fácil de lidar. Você está aqui para ser respeitada. Mesmo que isso soe meio frio, você realmente precisa começar a ser uma mocreia.
Gente, isso aqui resume tanto o que eu sinto, e a gente vai destrinchar esse discurso com outras referências, como Audre Lorde, Gabor Maté, enfim, vamos falar de tudo isso. Mas esse post traduziu a minha vida, traduziu a minha vida. Eu quero dar um disclaimer, que é, atenção aos 6% da audiência que se declara como homens.
homens, não há nada de revolucionário na raiva masculina. A raiva de vocês não tem nada de novidade, não tem nada de revolucionário. Muito pelo contrário, ela é historicamente usada para fazer com que os grupos oprimidos, digamos assim, as pessoas que estão em outras áreas da sociedade, como as mulheres, por exemplo,
se mantenham bem quietinhas. Então, eu não tô falando da raiva de vocês, vocês têm que aprender a lidar com a raiva de vocês, aí, do jeito de vocês, eu não sou homem, não tenho como saber isso, mas eu te convido a ficar nesse episódio pra você olhar pras mulheres que expressam raiva, ou que simplesmente falam de maneira firme, tem seus limites claros e falam não, de uma outra forma. Porque não tem como a gente avançar nessa discussão sem vocês.
Então, eu sei que vocês adoram comentar, eu faço parte do 6%, oi Lela, eu faço parte do 6%, então eu te convido a ouvir esse episódio sabendo que ele não é para você, mas você precisa fazer parte dessa conversa.
Vamos lá? No livro tem uma parte onde eu falo sobre como eu precisei aprender a linguagem do meu corpo e aprender a conversar com o meu corpo de um jeito que eu entendesse o que ele precisa e que ele entendesse o que eu preciso. Quando eu comecei a tentar essa conversa com o meu corpo, a mensagem mais fácil e mais clara que eu aprendi dele, a primeira, foi a raiva.
Porque é o sentimento mais fácil de identificar. E você deve saber do que eu estou falando. Porque quando você sente raiva, se você para para prestar um pouco de atenção, você imediatamente sabe que é raiva. Porque é muito comicamente claro.
Quando uma pessoa está com raiva, ela fica vermelha. Nas ilustrações sai até fumaça da orelha, porque você sente um calor. Eu, às vezes, fico vermelha no peito quando eu estou com raiva ou quando eu estou nervosa, aí é uma mensagem ambígua. Mas quando eu estou com raiva, é muito claro. Primeiro, minha mão fecha, assim, em punho. Isso aqui, para mim, quer dizer não, tá? Na linguagem do meu corpo, mas quem lê o livro vai entender melhor porque que fechar a mão, isso aqui que eu falei é fechar a mão. Por que que fechar a mão com força quer dizer não?
Mas a raiva pra mim é muito clara quando meu ombro vai subindo. Então, tipo assim, quando eu tô em alguma situação e meu ombro vai subindo, na hora que eu percebo eu falo, estou com raiva. E também gastrite, né? Vamos lá? Que é a segunda etapa, que é quando você não age na raiva, ela vira alguma outra coisa. No meu caso, gastrite, fibromialgia e outras coisas. Mas vamos chegar nesse ponto.
E por que eu estou falando isso? Porque a gente e uma grande parte do meu processo de amadurecimento e de me sentir confortável em mim, me entender e me conhecer e saber das minhas limitações e etc. Foi entender o que o meu corpo estava dizendo. Eu não sei o que você sente, mas eu sinto que a minha cabeça é muito bem treinada para o que ela precisa ser. O meu corpo já não tem esse filtro tão grande, tão rígido, digamos assim.
ele muitas vezes vai saber coisas que eu não sei. Como, por exemplo, que eu estou com raiva. Porque depois de muito tempo passando raiva, por exemplo, desse negócio que aconteceu, que tirou o véu e eu percebi todas as raivas que eu estava passando, acontece, principalmente com mulheres, que depois de muito tempo da gente passando raiva sobre alguma coisa, a gente para de perceber que a gente está passando raiva e começa a achar que isso é normal. E que nós estamos loucas de achar que a gente poderia se autorizar a ter raiva disso.
e que a gente poderia impor um limite, e que a gente poderia falar não para essa situação, e a gente se convence de que isso é o normal. O ser humano é capaz de se adaptar às piores insalubridades que você já imaginou. Dito isso, as mulheres ainda mais, porque a gente é condicionada a uma certa dinâmica dentro da sociedade em geral. Então,
É muito mais inteligente perguntar para o seu corpo o que ele está sentindo do que para a sua cabeça. Porque a sua cabeça vai tentar te contar várias histórias que você não sabe de onde vem. Você não sabe de quem são as suas vozes que estão falando aí dentro, que você internalizou. Então pergunta para o seu corpo. A resposta é muito mais objetiva. Só que quando você começar a perguntar para o seu corpo, você vai ver que você não entende o que ele está falando. E aí você precisa começar a tentar entender por algum lugar. E esse lugar para mim foi a raiva.
A raiva, pra mim, é muito clara. Começa a arder meu estômago, meu ombro, vira quase um brinco de tanto que fica grudado na minha orelha. Eu fico vermelha, raiva. E aí, se eu não ajo, ela começa a virar uma gastrite crônica, dores crônicas, eu começo a ficar muito cansada e eu reparei isso ao longo dos anos. Por que que isso acontece? Porque eu...
Ainda hoje, enquanto estou gravando esse podcast, ainda não aprendi a deixar a raiva sair. Vocês aprenderam? Você, Ju, que está indo para o trabalho. Brincadeira. Você, Adriana, que está escutando esse episódio. Brincadeira, gente. Só para assustar as Jus e as Adrianas. Mas você que está ouvindo esse episódio, você sabe deixar a sua raiva sair?
Como? Eu realmente quero saber como? Comenta aqui. Porque eu não sei. Eu ainda não aprendi. Eu estou empenhada em aprender, mas eu não aprendi. E como eu não aprendi, muitas vezes eu não deixo ela sair. Como, por exemplo, antes desse episódio, recebi aquela mensagem e eu ainda não sei o que eu vou fazer com ela. Só que quando a gente não deixa a raiva sair...
Para onde ela vai? Esta é a questão. Para onde vai a raiva que a gente não deixa sair? Para a gente responder essa questão, vamos voltar umas casas e pensar por que a gente não deixa a raiva sair. E existe uma grande cilada que nós mulheres estamos caindo. Na verdade, não é nem que a gente está caindo, é que a gente foi encurralada nessa cilada. A gente está sendo empurrada para esse buraco.
E aí a gente não tem alternativa a não ser cair nele. Que é o seguinte. Existem vários mecanismos. E é muito engraçado quando eu falo essas coisas. Porque parece que alguém estava num quarto. Esquematizando um lindo sistema. Em que cada coisa é minuciosamente pensada. Para chegar na gente desse jeito. Mas não é que alguém bolou um sistema. É que as coisas foram acontecendo.
E as coisas que dão certo são reforçadas e elas seguem acontecendo até hoje. Então, como o sistema precisa que as mulheres fiquem bem quietinhas e agradem, e não sejam inconvenientes, e não peguem muito espaço, e também não se sintam muito no direito de colocar limites em nada, muitas coisas foram acontecendo que deram certo para que isso acontecesse, para que as mulheres se sentissem...
empurraladas nesse lugar e até normalizarem e acharem normal esse lugar, como, por exemplo, os homens e também as mulheres e as pessoas em geral debocharem e descredibilizarem de uma mulher que tem raiva. Isso vai desde da linguagem, como ela é estruturada, até pequenas coisas, como, por exemplo, quando eu era menor,
Eu era muito ridicularizada quando eu tava com raiva, porque o jeito que eu, tipo, eu aprendi que eu não poderia rebater, né? Tipo, você não poderia responder. Ó, tá me dando gastrite agora só de pensar. Eu aprendi que eu não poderia rebater quando eu tô com raiva, nem responder, nem nada disso, porque isso não era o meu lugar.
Então, como que a raiva se mostrava em mim? Através do meu bico. Eu ficava com uma cara emburrada assim, de que eu nem sei replicar. Porque não era voluntário, obviamente. Eu ficava só com uma cara fechada. E aí as pessoas tiravam sarro da minha cara. E ficava cutucando a minha boca. Tipo, ah, e esse bico aí? Tira esse bico da cara.
Como se, além de eu não poder expressar a minha raiva, eu sentir a minha raiva e ela estar, de alguma forma, presente no meu rosto, dava o direito das pessoas não só zombarem do meu rosto, como encostarem nele e rindo da minha cara de que eu estava com bico.
Para além disso, a gente cresce e aí qualquer coisa que deixa a gente com raiva ou a gente responde um pouco mais grossa, um pouco mais incisiva, um pouco mais assertiva, a pessoa vem e fala, nossa, mas você está de TPM? Ih, não mexe com ela que acha que ela está de TPM. Primeiro, como se a TPM deixasse a gente irracional, eu sei que os hormônios fazem loucuras com a gente, eu sei porque até gravei recentemente sobre...
o que aconteceu depois do congelamento de óvulos. E sim, a gente tem uma alteração hormonal antes de menstruar. Mas eu não acho que... Eu não acho, não. Eu sei que nada do que a gente faz no nosso período menstrual, pré-menstrual, vem do nada. Não é que você fica com raiva porque baixou a raiva aqui, incorporei o espírito da raiva. Não.
É que só você fica menos propensa a engolir a raiva. Você fica mais vulnerável a expor e explodir, porque você está com os hormônios mais à flor da pele. Mas, para além disso, que eu estou justificando, nem precisava justificar, as pessoas falam que você está de TPM, para descredibilizar o que você está expressando.
Num sentido de tipo, nossa, mas isso é completamente irracional. Ela não está nada no direito de falar dessa forma, nem de sentir isso. Então ela só pode estar de TPM, como se as nossas raivas não fossem extremamente justificáveis.
como se elas não tivessem todos os motivos do mundo para existir. Para além disso, começam a nos caracterizar como mocréia, bruxa, grossa, desumana, como por exemplo Ana Paula no Big Brother. E diante de tudo isso, do bico, da TPM, de debocharem, de chamarem a gente de bruxa, disso e daquilo, isso gera mais raiva. Então a gente já está com raiva, isso resolve o problema dos outros, porque eles transformam isso em um xingamento, ou uma risada, ou alguma coisa mais agradável para eles. E de...
E para a gente isso aumenta a nossa raiva. E para além disso. Então diante de todo esse sistema. A gente prefere nem expressar que a gente está com raiva. Nem mostrar que a gente está com raiva. Para não passar por tudo isso. E acabar com mais raiva. Porque depois a gente que vai ter que engolir toda essa raiva. E para além disso. Mulheres com raiva. Desde sempre. São inadequadas. Mulheres literalmente morreram na fogueira. Por expressarem raiva. Vamos começar por aí. Mas eu lembrei. Que recentemente eu vi uma entrevista.
Porque agora lançou o... Eu não sei se lançou. Acho que agora que saiu o episódio deve ser lançado já. O Diabo Veste Parada 2. E aí eu tava vendo uma entrevista com a Meryl Streep. Inclusive quem entrevistou ela foi a Sasha Meneghel. Que eu adoro. Que é dona da Monde Parse. E filha da Xuxa, no caso, né? Vocês sabem quem é a Sasha Meneghel.
E aí ela estava entrevistando as duas, né? A Mary Striep e a Anne Hathaway. E aí ela pergunta pra Mary Striep se ela acha que a Miranda é... Que é a personagem dela no Diabo Veste Prada. Vocês devem lembrar, né? Aquela que faz That's All. Que ela é lida como uma bruxa, uma escrota, não sei o quê. Porque ela é presidente lá da revista. E, inclusive, ela é inspirada na Anna Wintour, se eu não me engano.
que é realmente diretora de uma das maiores revistas do mundo, ou não sei se agora ela não é mais, enfim, desculpa, devaniei, gente. Mas voltando, a Mary Streep responde várias coisas sobre ela, sobre sim, tipo, porque eu acho que o que a Sasha pergunta, se não me falha a memória, é você acha que se fosse um homem no papel da Miranda, ele seria tão emblemático, ele seria tão julgado, e as pessoas teriam tanta raiva?
dele, teria que fazer todo aquele trabalho de humanização que tem no filme, né, de mostrar ela sem maquiagem, sofrendo por conta do marido, não sei o que. E aí a Mary Strieff responde brilhantemente, como tudo que ela faz, e aí ela fala uma coisa muito interessante, que é assim, olha, eu já fui dirigida por homens e por mulheres. E eu lembro de uma experiência, em filmes, né, e eu lembro de uma experiência que não sei quem me dirigiu, agora me escapou quem foi, ela falou o nome do diretor.
E aí eu tava observando ele assim no set, e ele falava assim, não, não, pega isso aqui e coloca ali, agora coloca aqui, não, isso aqui tá errado, coloca ali, falando normalmente, tá vendo? Ninguém xingou ninguém, quando ela fala, dá pra ver que ninguém xingou ninguém, ninguém, tipo, gritou, ninguém nada, ele só tá falando assim, faz isso, isso aqui tá errado, faça isso, não sei o quê.
E aí ela lembra que ela pensou, esse tipo de liderança no set nunca seria viável para uma mulher. Porque se uma mulher falar desse jeito, mesmo que não tenha nenhum xingamento, ninguém aumentou a voz, ninguém fez nada demais, a pessoa só está falando, isso está errado, coloca ali, isso não, isso sim. Se uma mulher se porta desse jeito...
Ela é completamente jogada no buraco da bruxa, da desumana, da grossa, da tarde TPM, de é impossível de lidar com ela e etc. Isso se repete tantas vezes que a gente internaliza e a nossa personalidade é moldada em redor disso. Então, a gente acaba não expressando a raiva, não só porque a gente escolhe, tipo, ai, não vou expressar a raiva agora porque eu não quero que as pessoas me leiam mal. É porque a gente está acostumada a agir sempre da mesma forma.
mesmo que essa forma seja engolir a raiva e se expressar milimetricamente, pensando em cada palavra que você vai usar para que as pessoas não te leiam dessa forma. Para além disso, já estamos na terceira hipótese do porquê que a gente engole a raiva, porquê que a gente não expressa a raiva, tem mais uma camada dessa discussão, que é a camada das mulheres negras.
Em inglês tem um termo muito popular que as mulheres negras pautam bastante, que é a angry black woman. É um estereótipo criado para descredibilizar qualquer tipo de raiva, e nem só raiva, qualquer tipo de expressão que não é 100% fofa e agradável, que vem das mulheres negras.
Se para as mulheres brancas já tem todas essas camadas de dificuldade, para as mulheres negras tem ainda mais essa camada, essa entrave do estereótipo da Angry Black Woman. E aí, quando eu estava estudando sobre esse tema, eu li um artigo da Audre Lorde que se chama Usos da Raiva, as Mulheres Reagem ao Racismo. E aí, esse artigo que é muito interessante e muito esclarecedor,
ela fala sobre uma passagem que uma mulher branca, pelo que eu me lembro e entendi, era uma reunião de mulheres. Então, elas estavam pautando o feminismo, provavelmente, e a luta das mulheres em geral. E aí, uma mulher negra estava se expressando ali, falando alguma coisa, e aí uma mulher branca interrompeu ela e falou para ela, por favor, não falar com tanta rispidez, porque isso gera um desconforto.
Como é que você vai cuidar para moldar o jeito que você expressa, o que você está sentindo e o que você precisa externalizar? Porque senão isso vai te devorar. Mas para além disso, como você vai moldar isso pensando em não gerar o desconforto alheio?
Sobretudo nesse lugar que, teoricamente, as pessoas estão unidas com o mesmo propósito que é lutar juntas por uma sociedade mais igualitária. Mas isso, essa fala dessa branca, ela desconsidera uma coisa muito importante de ficar clara que eu acho que isso muda toda a percepção sobre a raiva.
Que é que toda mudança, isso é a Audrey Lorde que fala, toda mudança começa com um desconforto. É impossível você fazer mudanças, seja internas ou seja coletivamente, sem gerar desconforto. Não existe. Ou a mudança parte de um desconforto, ou a mudança vai gerar um desconforto. Qual é a alternativa? Ficar para sempre passando raiva, sendo prejudicada, se sentindo injustiçada. Essa é a alternativa para que a outra pessoa não se sinta confortável?
Eu tô ficando com raiva, vocês estão vendo. Nessa equação, alguém vai ter que se sentir desconfortável. Inevitavelmente. Ou é você que vai engolir a sua raiva e vai seguir fazendo as coisas até a hora que você desenvolver uma doença autoimune. E aqui, trazendo de volta pro campo individual, tá? Estávamos falando do coletivo, agora a gente tá trazendo de volta pro individual.
Ou você vai desenvolver uma doença autoimune, que nem fala o post da Almost a Stick. Ou a outra pessoa vai ter que lidar com o próprio desconforto. E fé, lide. Eu pago minhas sessões de terapia para lidar com o desconforto que os outros me trazem. Por que as outras pessoas não podem achar o jeito delas?
Nem precisa pagar terapia, só acha o seu jeito, porque eu não vou condicionar a minha vida e o jeito que eu faço as minhas escolhas e quem eu sou pra não te gerar desconforto. Não vou, eu tenho uma vida só. E eu tenho um corpo só. E engolir essa raiva tá adoecendo ele.
E é muito difícil para as mulheres, e aí conforme a gente vai acrescentando recortes, fica ainda pior. Então, mulheres negras, mulheres de classes sociais mais baixas, mulheres lésbicas, enfim. Isso vai ficando mais difícil ainda de deixar os outros desconfortáveis, porque a gente foi ensinada a não desagradar, a não incomodar.
A gente tem medo e a gente foi ensinada, esse medo foi ensinado para nós, implementado na nossa cabeça, de que se a gente fizer isso, se a gente desagradar, se a gente incomodar, se a gente deixar o outro desconfortável, a gente vai ficar sozinha. E isso é um mecanismo tão precioso.
e tão poderoso, que ele é usado até em seitas. Eu sou obcecada por documentários que falam de seitas, não sei se eu já contei isso pra vocês. E aí, eu lembrei que há muito tempo atrás eu vi um documentário que chamava Pray and Obey, que é tipo, reze, risar e obedecer.
E o lema dessa, olha só, obedecer. A grande parada dessa seita é que as mulheres precisavam obedecer ao que o profeta falava. Não importa o absurdo que fosse. Então batia ali, o cara falava que ele era o profeta, todo mundo acreditava. E aí, a partir desse momento, todo mundo tinha que obedecer ao que ele falava. Ou seja, ele casava com um monte de mulher juntas, tipo assim, era uma seita de poligamia.
E aí ele fazia o que ele bem queria ali com aquelas mulheres, e mesmo quem não era mulher dele tinha que obedecer o que ele falava. E aí, pra que ele conseguisse com que as pessoas aceitassem essa obediência, essa obediência incondicional, um dos lemas dessa seita era Keep sweet, permaneça doce. Você tem que permanecer doce. Isso é uma das obrigações da pessoa. Era tipo uma religião, se eu não me engano. Faz muito tempo que eu assisti, tá gente? Posso estar falando bobeira.
Mas fazia parte do que eles acreditavam ali, esse direcional de se mantenha doce, se mantenha agradável. Você não pode... Discordar, esquece. Discordar com raiva, esquece. Você vai ser expulsa da sua comunidade. Olha como é poderoso. E aí a gente já sabe, já falamos aqui em outros episódios, o quanto o ser humano foi condicionado a querer pertencer. Porque se a gente estivesse no meio do mato, como ser humano...
e aí a tribo ali achasse a gente inadequado, desagradável, por algum jeito, deixasse a gente pra trás, a gente ia morrer. E o cérebro ainda não aprendeu que a gente não tá mais no mato. Tipo assim, se a gente desagradar, a gente não vai morrer congelado no meio da floresta. E aí a Audre Lorde, nesse mesmo...
nesse mesmo artigo do Usos da Raiva, ela fala o seguinte, eu vou ler literalmente o que ela escreveu, tá? Ela fala o seguinte, Toda mulher tem um arsenal de raiva bem abastecido que pode ser muito útil contra as opressões pessoais e institucionais, que são a origem dessa raiva. Usado com precisão, ela pode se tornar uma fonte de energia a serviço do progresso e da mudança. Aqui temos uma mudança de paradigma.
Aqui é a primeira vez que eu tive notícia da raiva como algo que pode ser bom pra você. Porque até então eu ficava me debatendo com a raiva do tipo, eu preciso que essa raiva saia de mim. Eu preciso que, eu preciso não sentir. Era nesse sentido que eu ia pra análise. Eu queria não sentir essa raiva. Eu preciso que ela saia de mim porque eu não quero mais sentir ela. Porque me incomoda, porque dói, porque machuca o meu estômago, porque machuca o meu corpo, porque eu fico...
com pensamentos ruminantes sobre o que está me dando raiva, porque me impede de ficar de bom humor. Eu não quero mais sentir raiva. E aqui a Audre Lorde coloca...
Que a raiva, quando usada com precisão, pode ser a fonte de energia de onde você faz progressos e mudanças. Gente, a gente não pode isolar a raiva. Não vai dar para a gente achar que, eventualmente, a gente vai se tornar um ser humano tão evoluído que a gente vai parar de sentir raiva. A gente vai precisar incorporar a raiva. A gente vai precisar aceitar radicalmente a nossa raiva. Entender o porquê que ela existe e começar a agir diferente. Porque senão ela vai comer a gente.
Já vou chegar no porquê. Vocês lembram que há muito tempo atrás, eu não sei quem era nascida aqui no podcast, quem já tinha o carimbo de gostosa e chorona, mas há muito tempo atrás eu fiz um episódio chamado Raiva, se eu não me engano, que foi depois que eu li um livro, deixa eu ver qual era o nome do livro, Bem Comportadas.
que ela, Elis Loenen, ela faz uma investigação dos sete pecados capitais e como eles foram usados para moldar o comportamento das mulheres. E um deles é ira. E aí nesse capítulo eu descobri um psicólogo que ele fala com uma clareza da raiva que me economizou uma grande jornada.
de reflexão. E aí eu falei isso na época e foi muito disruptivo, a gente ainda era uma comunidade muito menor do que a gente é hoje, então vou repetir. Ele fala que toda raiva nasce de uma necessidade ignorada. O nome dele é Marshall Rosenberg, um psicólogo. Essa clareza de que toda raiva, ela nasce de uma necessidade ignorada, negligenciada, silenciada...
ela dá uma clareza, que depois que eu ouvi ela, eu li isso há uns dois anos, esse episódio faz uns dois anos que foi ao ar, se eu não me engano, toda vez que eu sinto raiva, a primeira coisa que vem na minha cabeça é, qual foi a minha necessidade ignorada? E eu fico tentando entender. E é muito claro que sempre tem alguma necessidade ignorada. Por exemplo,
Vou dar um exemplo de uma raiva muito white people problems, tá? Mas, por exemplo, quando eu sou fechada no trânsito, ou alguém não me dá passagem. O trânsito é um grande laboratório, se você dirige, é um grande laboratório para você estudar a raiva. Por quê? As pessoas não têm consequências sobre o que elas fazem, porque elas estão protegidas pelo carro. Então, assim, se você xingar alguém, a pessoa não vai nem ouvir.
E se ela vê você xingando, até ela descer do carro e vir falar com você, é um longo caminho, então raramente acontece. E geralmente a pessoa só acelera e vai embora, então você nunca tem consequências sobre o que você está fazendo. E aí as pessoas se autorizam a ser as pessoas mais escrotas, energúmenas e péssimas do mundo, por conta da falta de consequência. E isso gera muita raiva. Então, estar no trânsito, pelo menos aqui em São Paulo, é uma grande fonte de raiva se você não está...
Se você não está com essa expectativa já clara na sua cabeça de que as pessoas vão ser escrotas. Quando alguém me fecha no trânsito e me dá raiva, qual é a necessidade que está sendo ignorada? Que eu precisava de passagem. É muito simples. Quando alguém, sei lá, uma coisa que tem me dado muita raiva ultimamente é assim, eu estou muito sobrecarregada de trabalho por conta do lançamento do meu livro, que é amanhã, e por conta de todas as outras coisas que eu faço também.
E aí, muitas vezes, vem pessoas, coitadas, as pessoas totalmente desavisadas, elas não têm obrigação nenhuma de saber que eu tô sobrecarregada ou não, mas elas vêm com convites muito legais, tipo assim, nossa, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo. E aí, me dá uma raiva. Só que aí eu começo a pensar, qual é a necessidade que tá sendo ignorada? É o tempo. Eu... E aí
E a minha agenda, estamos ignorando que eu necessito de tempo para fazer as coisas que eu gosto. Como, por exemplo, essa pessoa que me chamou aqui, por exemplo, a jantar. E aí eu acabo direcionando a raiva para uma pessoa que nem é a culpada, porque ela está me fazendo um convite super legal, mas na hora a raiva que eu venho, ai que raiva desse convite, eu estou toda sobrecarregada, ainda veio me convidar para tomar um café.
coitada da pessoa, ela tá só tomando café, mas aí quando você para e fala, qual é a necessidade ignorada? Aí eu olho pra trás, ah, é o tempo que eu não pensei, que na verdade eu não tô podendo ter por conta disso, minha agenda tá sobrecarregada, e eu tô com raiva dessa sobrecarga, e de como eu superestimei o quanto eu dou conta dentro da minha agenda.
A raiva é um alarme. Vou falar um negócio, isso tá escrito no meu livro. É um pequeno spoiler, mas assim, gente, isso daqui que eu tô contando tudo isso aqui numa hora é um subcapítulo do livro, então não tô estragando a experiência de ninguém. É só pra vocês saberem mais ou menos qual é o tom do livro, tá?
A raiva é como um alarme que avisa quando o nosso espaço está sendo invadido. Só que quando a gente engole a raiva por tempo suficiente e a gente se acostuma a não expressar, a não fazer nada com ela e vai engolindo e seguindo a vida e deixando passar, a gente se acostuma com o barulho do alarme e para de ouvir. Você já teve essa sensação de estar constantemente ouvindo um barulho e aí quando ele para você fala, meu Deus.
Que paz, eu nem sabia que tinha uma coisa me incomodando e que era esse barulho, eu nem tinha percebido. Você já teve essa sensação? É exatamente assim. Quando você se acostuma a engolir a raiva, você se acostuma a conviver com a raiva. E aí você para de ouvir o alarme.
E aí quando você para de ouvir o alarme que dispara, quando invadem seu espaço, duas coisas acontecem. Primeiro, seu espaço está muito mais suscetível a ser invadido, as pessoas vão invadir cada vez mais o seu espaço, porque você não está ouvindo alarme, você não tem como barrar as pessoas de entrarem. E isso vai acontecer tantas vezes que você vai perder a clareza, a ideia, a noção de que aquele espaço é seu.
De que você poderia pedir pra pessoa se retirar. De que esse limite é seu pra você impor. De que esse espaço aqui é você quem decide quem entra e não entra. E quando. Então você acha que engolir a raiva faz ela parar de existir? Muito pelo contrário, tá? Tem uma pesquisa do doutor Gabor Maté. Se você não conhece ele, eu acho ele um cara fantástico. Eu não gosto de ser fã de homem, porque sempre pode acontecer qualquer coisa. Mas até onde eu sei, eu acho ele um cara fantástico.
ele pesquisa muito essa conexão entre o corpo e o psicológico. Do ponto de vista médico, ele faz pesquisas mesmo, né? Tipo acadêmicas e tal, e até pesquisas com pessoas mesmo. Ele fez uma pesquisa com pessoas que têm doenças crônicas.
ou autoimunes. E o que ele percebeu é que 100% das pessoas que têm doenças crônicas ou autoimunes, que desenvolveram doenças crônicas ou autoimunes, que não é genético, são pessoas que, um, têm dificuldade de dizer não, e dois, têm o costume de pôr as necessidades de outras pessoas acima delas. E aí eu te pergunto, diante desse dado, dessa pesquisa do Dr. Gabor Maté,
Por que você acha que 70% a 80% das pessoas que têm doenças autoimunes são mulheres? Alguma pista? Alguma ideia? Minha filha, eu vou segurar a sua mão enquanto eu falo isso.
Se você continuar engolindo a sua raiva, ela vai virar o jogo. E ela vai te engolir. Então, depois de toda essa discussão, o que você vai fazer com a sua raiva? Eu não sei, eu estou aprendendo. Eu acho que eu vou começar respondendo essa mensagem que eu recebi antes do episódio. Eu não queria, tá? E aí, isso eu queria deixar claro. É muito desconfortável, gente.
O jeito mais fácil é ficar quieta e seguir a vida. Eu não queria, eu não queria esse B.O. Eu não queria ter que pegar, responder, formular e aí esperar a resposta e ficar ansiosa que a pessoa vai responder. Mas a gente precisa começar de algum lugar. Eu queria deixar quieto, mas eu não vou poder. A gente tá literalmente adoecendo.
adoecendo porque ensinaram a gente a não desagradar. Mulheres estão adoecendo em seus corpos, eu inclusive, eu estou adoecendo porque me ensinaram a não ser desagradável, a não gerar desconforto nas outras pessoas, a não impor os meus limites, a não dizer não. Se isso não te dá raiva,
Se isso não te dá uma revolta aí na sua casa, eu não sei o que vai dar. E se isso não te dá raiva, aí eu vou pegar outra referência de outro post que apareceu para mim, de um poeta que faz umas poesias junto com umas artes. Eu vou deixar todas essas referências que eu citei lá no nosso grupo do WhatsApp para vocês terem, tá? O arroba dele é arroba the fallen poet. Ele escreveu um poema que começa da seguinte forma.
Se curar, vai te deixar com raiva. E se ainda não te deixou, é porque você não mergulhou fundo o suficiente. Então, minha amiga, dito tudo isso, te convido a mergulhar fundo o suficiente amanhã, na pré-venda do meu livro, dia 13 de maio. Eu não sei que horas que vai ser, então fica atenta, ou no grupo do WhatsApp, ou lá no meu Instagram. Eu produzi um vídeo que eu achei cinematográfico.
Pra pré-venda do livro. Então vai lá. Eu vou postar provavelmente meio-dia. Não sei que horas que vai ser. Mas que aí eu vou revelar o nome do livro. E aí vocês vão entender tudo que eu tô falando. Sobre mergulho. Sobre fundo suficiente. Sobre todas essas coisas que eu tô dizendo. Então amanhã. Se você gostou dessa discussão. Ela continua no meu livro. Tem um pré e um pós. Ela fica bem no meio do livro. Eu acho que você vai gostar. Gente, eu tô falando meio apática disso. Porque se eu começar a falar eu vou chorar.
vocês sabem, já vou começar a chorar vocês sabem que eu tô a doida, não sei se vocês sabem disso porque eu não sei nem se essa é a primeira vez que você tá ouvindo o episódio, se for a primeira vez muito bem-vinda, comenta aqui porque as minhas lindas, gostosas e choronas elas vão te receber muito bem, como elas fazem com todo mundo que fala, nossa, é a minha primeira vez aqui uma enxurrada de comentário, bem-vinda bem-vinda
Mas eu tô escrevendo esse livro há dois anos e meio. E foi uma das coisas mais desafiadoras que eu já fiz na minha vida. Eu pensei em desistir um milhão de vezes até agora. Eu tava falando com a editora, tipo assim, gente, eu tô desesperada. Tô muito preocupada. Minha análise ontem foi sobre isso. É uma parte muito trabalhosa e vulnerável de mim. E eu tô muito insegura que isso vai pro mundo.
Mas eu ao mesmo tempo estou muito ansiosa para vocês lerem. Porque eu quero saber as conversas que isso vai gerar. Eu quero saber se vocês se relacionam. Se isso agrega para vocês de alguma forma. Então, meu livro. Quase falei o nome dele agora. Meu livro lança amanhã. Conto com vocês. Espero que vocês gostem. Comprem na pré-venda. Porque quem comprar na pré-venda leva um brinde especial. E também recebe assim que o livro for lançado. Você recebe. Não precisa ir até a livraria comprar.
E eu tô muito animada, eu quero que vocês que ouvem o podcast sejam as primeiras leitoras e... Ah, enfim, gente, vou parar de falar, senão começa a me dar ansiedade. Mas amanhã teremos, veio aí minhas divas, vocês acompanharam esse processão comigo, vivemos isso juntas e eu queria só dizer que vocês, se você tem o costume de pular os agradecimentos de um livro, sabe? Os agradecimentos no final, não pule. Tá, você vai querer ler os agradecimentos desse livro, tá bom?
Só lembrando, tá, gente? Já falei, me deixa falar de novo, porque eu não sei se eu fui clara, porque eu já estou super emocionada. Pré-venda do meu livro, amanhã, dia 13 de maio. Ele vai estar disponível na Amazon. E quem comprar na pré-venda vai levar brindes exclusivos. Inclusive, esses brindes que eu desenvolvi, já vou falar o que é. Uma eco bag e um marca página. E eu desenvolvi eles.
Com vocês, eu fui lá no meu grupo de transmissão do Instagram e perguntei, gente, estamos aqui bolando os brindes da pré-venda, o que vocês gostariam? E aí, assim, a Eco Bag foi a mais curtida e Marca Página foi o segundo mais curtido. Então, eu fiz uma marca página bem especial, que só quem lê o livro vai entender o Marca Página. E a Eco Bag é como uma frase do livro, que eu já posso falar, que é Coragem, nós vamos cair.
Meu Deus, já vou chorar só de falar. Já me dá um arrepio. Enfim, coragem, minhas divas. Amanhã nós vamos cair. Espero vocês pro mergulho.
Lá na pré-venda, tá? Vamos falar sobre roupas confortáveis para mulheres? Se você não ouviu o episódio da semana passada, eu preciso te apresentar o novo mini quadro Antes do Choro da Semana, em que eu conto tudo o que está rolando na minha marca. Sim, menina, eu tenho uma marca de roupas. Na Lela Brandão Co, eu crio roupas para caber no seu corpo, e não para o seu corpo caber nas roupas.
Nessa sexta-feira, dia 15 de maio, ao meio-dia, vai ter reposição na nossa linha mais querida e mais aguardada, que é a Best Sellers, que é a linha fixa com as peças que vocês mais amam. Quem é das antigas vai lembrar de uma época que você entrava no site e estava sempre tudo esgotado porque a gente nem conseguia fazer reposição. Pois então, a linha Best Sellers nasceu para garantir que as favoritas das senhoras fiquem sempre disponíveis, ou sempre que a gente conseguir. Então, ó...
Todas as nossas blusas de poliamida voltaram em várias cores. Quem tem sabe que são uma necessidade no armário. Inclusive eu, pessoalmente, como sou dona da marca, tenho um armário inteiro só para elas. E se você estava esperando o comeback da nossa calça mais amada, que é a calça de alfaiataria effortless, e a tão aguardada e sempre esgotada bolsa laço, minha amiga, este é seu momento.
Inclusive, deixa eu contar um negócio sobre essa calça. A calça Effortless é a nossa calça mais vendida de longe por vários motivos. Ela tem elásticos escondidos nas laterais do corpo para se ajustar a sua cintura e o seu quadril. O caimento é perfeito. A gente tem ela em várias cores, mas o mais importante, ela tem bolsos simplesmente gigantescos. Inclusive, uma vez a gente recebeu um comentário de uma cliente nossa que sofreu uma tentativa de assalto. Coitada.
e o rapaz simplesmente não conseguiu levar o celular dela porque tava no bolso, juro por Deus que isso é verdade tava no bolso da calça effortless que é tão grande que o cara nem viu que tinha coisa dentro vocês acreditam nisso? enfim, anota aí, sexta-feira, dia 15 reposição dos nossos best-sellers lá no site da Lela Brandon Co
E adivinha o que eu descolei pra você? Sim, você que tá ouvindo isso aqui tem desconto, minha amiga. Com o cupom BESTSELLERS1505, você ganha 10 reais de desconto nas primeiras 24 horas. Eu vou deixar o link aqui na descrição, tá bom? Amaram? Enfim, agora sim. Vamos pro choro da semana? Meu choro da semana é muito simples, muito curto e muito triste. Gente, meu podcast favorito foi cancelado.
Tô muito chateada com isso. Não sei dizer o quanto. Eu já falei desse podcast um bilhão de vezes aqui no meu podcast. Inclusive, esse podcast me inspirou a criar o Gostoso Também Choram. É um podcast estadunidense de uma das minhas grandes divas, que é a Emma Chamberlain. E ela tinha um podcast chamado Anything Goes.
em que ela falava da mesma forma que eu falo aqui, só que era um pouco mais curto e era menos reflexivo, era mais assim, a vida dela e reflexões. Tinha umas reflexões também, mas era mais assim, a vida dela e coisas mais cotidianas, e eu me inspirei muito no formato que ela criou, que era ela falando sozinha no quarto dela. Vi que isso era possível, vi tudo que ela alcançou com esse podcast, como ela era feliz criando.
E me inspirei a criar o meu. E muitas vezes, quando eu tive dificuldade de seguir aqui com o podcast por algum motivo. Seja porque eu estava muito mal. Ou porque eu estava sem tempo. Ou porque eu achava que eu não tinha nada para falar. Ou porque síndrome da impostora bate. Eu sempre pensava assim. Se a Emma Chamberlain está conseguindo, eu também vou conseguir. Porque ela é minha diva e eu também sou diva. E nós somos divas e mulheres unidas com propósitos. Sabe essa figurinha do WhatsApp? Vou mandar lá no nosso grupo do WhatsApp. Eu amo essa figurinha. Mulheres unidas com propósitos.
então essa semana ela postou eu acho que vai ser ótimo pra ela ela fez uma despedida em um tom positivo assim de tipo não tô encerrando o podcast porque eu tô mal e nem porque ele tá dando errado nem nada disso é só que eu preciso criar outras coisas e eu decidi que esse ciclo se encerrou eu não sei quando eu vou voltar mas agora é isso e aí ela postou isso
E eu fiquei agora com um grande vazio. Pra piorar, ela postou isso na mesma semana que acabou o Big Brother. E aí eu tô assim, sem as minhas muletas emocionais. E vamos embora, né, gente? Agora eu vou ter que ser minha própria inspiração. Porque ela parou de produzir, eu vou ter que me inspirar em mim mesma.
Não que eu me inspirasse nos temas dela e nada disso, mas ela tinha essa coisa pra mim de tipo assim, se ela consegue, se ela tá conseguindo postar, ela até postava dois episódios por semana numa época, se ela consegue falar sozinha duas vezes por semana, e ela também tem uma marca, ela tem uma marca de café, que chama Chamberlain Coffee. E eu falava, se essa diva consegue ser influenciadora, criar publicidade junto com marcas e trabalha junto com marcas.
Ter o café dela e ter o podcast, eu também consigo. Eu também vou lacrar. E agora ela parou o podcast e agora eu vou ter que... Eu mesma me olhar no espelho e falar. Se você consegue, você consegue. Sei lá o que eu vou fazer. Enfim, gente. Esse é o meu choro da semana. Estou muito triste. Me recomendem aí podcasts levinhos. Para eu poder preencher meu vazio existencial. E se você ler meu livro, você vai ver que isso que eu falei não faz nenhum sentido.
Eu estou sendo totalmente contraditória. Mas enfim, vamos para a minha obsessão atual? Minha obsessão atual é meu livro. Daqui a pouco a gente vai ter aquele meme, sabe da menina que fica assim, com cartaz e camiseta e a bolsa e tudo da mesma obsessão dela? Sou eu com meu livro.
Minha obsessão é meu livro, eu só consigo pensar nele, eu tô muito ansiosa, muito preocupada, muito animada, muito eu só penso nele o tempo todo. Mas eu não vou falar isso, porque eu não vou ser péssima com vocês e falar, minha obsessão atual é o meu próprio livro, apesar de ser. A minha obsessão atual, nos dias de hoje, é que eu tenho um novo sonho, inclusive eu até atualizei o meu vision board com esse sonho.
Que é, em um dia que eu estava parada olhando para os meus cachorros, eu pensei, meu Deus, eles nunca viram o mar. Eles não sabem como é a areia. Eles nunca foram à praia. Meus cachorros nunca foram para a praia. Nem o Cocado, nem o Billy. O Billy eu não sei porque ele morou três anos sem a gente, né? A gente adotou ele com três anos. Mas eu suspeito que ele nunca tenha ido à praia. Quando a gente recebeu ele, a gente recebeu ele com um manual de instruções, que era tipo um papel com várias coisas escritas. E uma das coisas era, adora piscinas.
Só que eu não tenho piscina aqui na minha casa, então o Billy nunca pulou em nenhuma piscina. Agora eu fiquei pensando, o que ele faria ao ver o mar? Ao ver a areia? E aí criou-se uma obsessão na minha cabeça que é de levar os meus cachorros para conhecer a praia. Aqui em São Paulo, onde eu moro, não sei como é no resto do Brasil, mas a maior parte das praias é proibido você levar cachorro. Então eu e o Victor estamos em uma grande...
jornada de descobrir praias em que se pode levar cachorro, que não seja tão longe de onde a gente mora, que é São Paulo porque a gente vai ter que ir de fim de semana e voltar no mesmo fim de semana porque a gente não está conseguindo tirar muito feriado nesse contexto de trabalho que estamos, e a gente precisa achar uma casa que pode levar os cachorros e eu vou
levar os meus cachorros pra praia esse ano. Este é o meu sonho. E essa é a minha obsessão. E eu mal posso esperar pra eles verem. Eu não sei o que eles fariam. Eu acho que o Billy ia ficar completamente maluco e o Cocada ia ficar assustado. Eu não imagino o Billy nadando. Não sei, gente. Não sei o que vai acontecer, mas é isso que tem morado na minha cabeça. Se vocês tiverem dicas, mande aí. Meus cachorros, obviamente, são vacinados, vermifugados. Não vai ter nenhum tipo de problema de levar eles pra praia.
é bom dar esse disclaimer, né, nunca sei sabe, e é o seguinte, se você não me segue nas redes sociais, vai lá, por favor se você tem Instagram me segue no arroba lela.brandão é lá que eu vou postar a capa do meu livro o título do meu livro amanhã, e é lá que eu vou deixar o link mais imediato da pré-venda
Eu vou deixar no nosso grupo do WhatsApp também, mas eu gostaria que vocês vissem o vídeo que eu fiz com muito carinho e eu achei muito cinemático o vídeo de apresentação do livro e no vídeo, inclusive, eu leio um trecho do livro.
Ai, gente, vocês estão animadas. Você entende o que a gente fez? Que a gente fez isso juntas? Porque se não fosse vocês, eu nunca teria sido chamada pra publicar um livro, se não fosse a nossa comunidade. Então esse livro é nosso. Assim, é nossa conquista. Sério.
Enfim, se você não me segue, me segue lá no arroba lela.brandão. Me segue na minha marca também, arroba lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co. Você tem desconto com o cupom Gostoso e Chorona, minha marca de roupas confortáveis. E entra no nosso grupo do WhatsApp para ficar sabendo de tudo. Me fala aí, gente, se vocês querem saber mais do livro, querem que eu fale mais temas ou que eu deixe para vocês lerem antes e depois eu falo. Só explicando que a pré-venda começa agora dia 13 de maio e o lançamento é em junho. Então, assim...
Quando vocês forem comprar, vai aparecer todos os prazos, mas caso alguém esteja curioso, é assim que funciona. Um mês depois, o livro é realmente publicado, vai para as livrarias, e aí quem não comprou na pré-venda consegue comprar nas livrarias, mas aí depende da livraria ter comprado o livro e ter o livro disponível lá. Então, se eu fosse você, eu garantia na pré-venda, que aí você ganha os brindes exclusivos, e porque você vai ser uma das primeiras a ler.
Eu ia falar de novo, quase falei o nome do livro. A ler o meu livro. Gente, deixa eu dar um spoiler. Aí, vou mostrar só um negócio. Vou só dar um mini spoiler, que é isso daqui. Gente, olha isso que tá escrito. Lela Brandão, criadora do podcast. Gostosas também choram. Tô falando, gente, se não fosse esse podcast, se não fosse vocês...
esse livro aqui não existiria. Então eu estou muito agradecida, honrada, feliz, animada, desesperada, ansiosa, preocupada e tudo junto. E esse momento é nosso. Ai, gente, conto muito com vocês, sério. E agradeço muito vocês também. E é isso, tá bom? Nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau.
Se você ficou até o final do episódio. E faz parte. Das maiorais. Das minhas divas. Do seleto clube das mais mais. Para eu saber que você faz parte. Deste seleto grupo das mais mais. Comenta com um emoji.
De... Que emoji pode ser hoje, hein, gente? Pode ser um emoji de coração com fogo? Sabe esse emoji do coração com fogo? Que é o coração tomado pela raiva. Que a gente vai transformar em algo positivo. E não deixar ele nos engolir. E sim deixar ele nos movimentar. Pode ser? Comenta com esse coração com fogo.
Tá bom? E eu quero dar um spoiler pra vocês. Pra vocês que estão ouvindo até o final. Gente, durante o livro eu falo sobre várias músicas.
E aí a editora me falou, por que você não faz uma playlist com as músicas que você cita no livro? E aí a gente deixa o link da playlist no livro. E aí elas fizeram isso aqui. No finalzinho do livro tem a lista, que ficou a coisa mais linda do mundo, a lista das músicas. E o link da playlist. Eu posso compartilhar essa playlist com vocês lá no grupo do WhatsApp. O que vocês acham? Aí eu vou só mudar o nome, pra não dar spoiler do nome do livro.
Mas é isso. Gostaram da ideia? Enfim, agora sim. Nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau. Amo vocês. Meu Deus do céu. Não acredito que amanhã eu vou lançar meu livro. Vocês acompanharam tudo. Meu Deus do céu. Estou desesperada. Enfim, é isso. Beijo. Tchau, tchau, tchau. Amo vocês.
Vertigem
livro