será que você tem energia de songamonga?
essa mania de se diminuir pra caber, pedir desculpas por tudo, esse medo de ocupar seu espaço e seu tamanho... vamo se curar dessa energia de songamonga?
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A coleção Cozy tá chegando 🤍
Amanhã, 6 de maio, às 11h, tem live de lançamento no instagram da @lelabrandao.co e assim… as mais engajadas sempre se dão bem 👀
Link da coleção aqui, a partir de 06/05
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- Energia da CriaçãoAutossabotagem e autodepreciação feminina · Medo de ocupar espaço e ser notada · Pedir desculpas por existir · A cultura da magreza e a busca por ser pequena · Vergonha e pudor como ferramentas de controle · A pressão social para as mulheres se encolherem · A audácia masculina em ocupar espaço · A importância de ocupar o próprio espaço
- Lançamento do Livro "A Fábrica da Vergonha"Pré-venda e brinde exclusivo · Título do livro: uma palavra e subtítulo explicativo · Temas gerais: excessos, vazio, descanso e corpo · Diferença entre culpa, vergonha e pudor · A vergonha como ferramenta de controle social
Oiê, minha amiga, eu vou segurar a sua mão enquanto eu falo isso. Essa mensagem chegou até você porque ela precisava chegar. É com muito amor que eu vou te falar essa mensagem, mas você precisa...
Deixar de ser songa-monga. Você. Ouve o que eu vou falar. Pelo amor de Deus. Você precisa começar. A ocupar o seu tamanho. É urgente. Não é opcional mais. Se você está ouvindo isso. Ou porque você clicou. Porque você sabe que você precisava ouvir isso. Ou porque alguém te mandou.
esse episódio, porque você está precisando ouvir isso. Então, minha diva, minha querida, minha filha, é hoje o dia que você decreta o fim da songa monga que habita em você. Recentemente eu estava num café e eu vi uma cena que me deu vontade de dar um grito, que foi a seguinte.
com todo respeito a diva que protagonizou essa cena, até porque se eu pudesse eu não fiz nada na hora porque não era socialmente aceitável mas se eu pudesse, eu deixava o meu café ali onde ele estava, sentava com ela naquela mesa de café e falava assim o que você está fazendo?
Presta atenção, se escuta, se ela fosse minha amiga ou tivesse alguma proximidade com ela, eu faria isso. Mas eu não conheço aquela diva. Se você é essa diva, eu acho que não é. Porque eu fiquei tentando cruzar o olhar com ela, pra pelo meu rosto ela entender o que eu queria falar, mas ela não cruzou o olhar comigo, então acho que ela não é ouvinte do podcast. Mas o que aconteceu foi o seguinte.
Eu estava na minha cafeteria favorita. E nessa minha cafeteria existem vários tipos de mesa. Existem mesas maiores para quatro pessoas, seis pessoas. Existem mesas menores para duas pessoas. E tem também umas banquetas, que é tipo assim, uma mesa alta, que tem só uma banqueta, não é nada confortável, é mais para quem está de passagem ali, sabe? Não é para quem senta para tomar um café.
E aí, essa querida, que estava inclusive com um look lindo, essa diva estava sentada nessa banqueta alta, desconfortável, e eu estava sentada numa mesa de quatro lugares. Não porque eu sou folgada, mas porque não tinha ninguém além de nós duas no café. Tinha eu, tinha ela, e aí tinha um casal que estava na parte de dentro, que tipo assim, estava em umas mesas que nem estava perto da gente. Então tinha bastante mesa livre, assim.
E aí, nessa cafeteria que eu vou, você pede o café lá no caixa, na bancada, e eles levam o café até você. E aí, a atendente passou por ela para trazer o café para mim, o meu café. Aí, ela trouxe o meu café. E aí, na hora que a atendente estava voltando, ela cruzou com essa diva. E aí, essa diva chamou a atendente e falou uma coisa assim, desculpa, não sei o que, não sei o que lá. Como só estava nós duas e eu sou fofoqueira.
Eu abri meus ouvidos, porque a atendente falou que é desculpa não ouvir, porque ela tinha falado bem baixinho. E aí o que a mulher falou foi o seguinte, eu estou atrapalhando sentada aqui, porque se eu estiver atrapalhando, eu posso ficar de pé ou então ir para um outro lugar. Eu falei, eu não estou acreditando que meus ouvidos estão ouvindo. Ela já estava na menor mesa, na mesa mais desconfortável, não tinha mais ninguém ali.
E aí a atendente, obviamente, uma fofa, falou, imagina, senta onde você quiser, tá ótimo aí, beleza, perfeito. Essa querida ficou numa posição, e aí eu fiquei muito curiosa sobre ela, né, eu falei assim, por que ela tá pedindo desculpa por ocupar o menor lugar dessa cafeteria vazia? Aí eu observei a pose dela, ela tava assim...
com os ombros contraídos, com o olhar baixo, mexendo no celular. E aí a atendente trouxe o café dela. Na hora que a atendente trouxe o café dela, e eu vi que ela estava falando um negócio assim, eu acho que ela era médica. Então ela estava falando um negócio assim, não, eu já vou estar aí, eu estou chegando no consultório, já estou a caminho. Falou uma coisa assim. A atendente trouxe o café dela, que era um café gelado, num copo.
de vidro. E aí ela olhou pra atendente e falou, ai, era pra viagem. Aí a atendente já ia atirando e falou, ah, desculpa. Ela falou, não, não, imagina, eu não quero incomodar. Eu tomo aqui o café em cinco minutos e já vou. Aí a atendente falou, você tem certeza? Eu posso colocar pra viagem ali. Aí ela, não, não, não, imagina, eu tomo aqui, não se preocupa não, se preocupa não. Tipo assim, desesperado pra atendente ir embora. O que eu presenciei nos próximos minutos foi essa mulher.
Que provavelmente, veja bem, provavelmente ela calculou assim. Eu vou ter que trabalhar. Isso era um sábado, tá? Sábado no primeiro horário ali da cafeteria. Vou ter que trabalhar. Depois daqui é um sábado. O que eu posso fazer para deixar a minha vida mais agradável? Eu imagino que tenha passado pela cabeça dela.
Tomar um café, um café gostoso, numa cafeteria gostosa. Então eu vou passar lá, vou pegar um café e no caminho, o que eu faria na minha cabeça, tá? No caminho eu vou botar minhas músicas favoritas e vou tomando meu café deliciosamente no meu carro, a caminho do meu trabalho, para fazer com que pelo menos esse sábado de trabalho seja um sábado gostoso, certo?
Aí ela chegou lá, fez toda aquela cena lá do desculpa ocupar esse menor espaço da cafeteria, recebeu o café sem ser para a viagem e mudou os planos dela para engolir um café em cinco minutos, um café gigante, gelado, provavelmente ficou com refluxo gastrite ou indigestão, porque aquele tamanho de café é um copão de café que eles servem. Em cinco minutos não dá, gente, não dá. Qualquer pessoa vai passar mal.
Tirou o propósito do prazer do café, virou só pela cafeína, porque quando você toma café, você une o útil ao agradável, o útero ao agradável, que é a cafeína.
que é bom para você se manter acordado, que não é fácil sendo adulto. Isso que eu nem sou mãe. Eu nem imagino. E ainda você tem a coisinha gostosa de tomar um café. Vocês sabem que eu sou obcecada nisso, etc. Que é um gole de conforto e tal. Tirou toda essa parte do prazer. Ficou só pela cafeína. Tomou em cinco minutos. Para não incomodar a atendente. Que veja bem, eu sei que é desagradável você errar um pedido e trocar. Mas...
A atendente não tava fazendo desfeita, sabe? Tipo assim, quando ela falou, ah, não, eu vou trocar, ela tava numa boa. A cafeteria tava vazia. Tipo assim, tá de boa, sabe? Tipo, é só botar em outro copo. Ela não tá falando pra ela cozinhar um negócio com cinco estrelas, mexer ela de novo. Era só pegar o café e tá, entendeu? E aí a minha vontade, a minha vontade naquele momento era levantar da minha cadeira.
Ele fala, acorda! Brincadeira, eu jamais faria isso. A minha vontade, de verdade, agora falando sério, minha vontade era pegar essa mulher pelos ombros, chacoalhar ela e falar, minha filha!
exorciza essa energia de Xonga, essa energia de eu vou ocupar o menor espaço do mundo para não incomodar. Eu não quero mais, nem que esta diva e nem que nenhuma mulher que esteja me escutando, exalando esse tipo de energia. Não dá mais.
Se você ficar nessa vibe muito, ai não, tudo bem, tá bom, tudo bem, desculpa, não sei o quê, deixa a vida me levar, eu já sei pra onde a vida vai te levar. E é isso que vamos discutir nesse episódio. Nossa! Eu estava conversando com uma amiga minha outro dia disso.
É muito claro quando uma mulher tem muita coisa pra ser, pra ocupar, pra expandir, e ela fica com medo de incomodar e se encolhe, e fica exalando essa energia de não, não, não, imagina, não, não, não, imagina. Quando você, querida, você só tem uma vida pra viver. Você vai passar a vida inteira.
deste tamaninho, enquanto você foi feita para ser desse tamanhão, tem esse espaço aqui para você ocupar confortavelmente, você vai se deixar desse tamaninho aqui para não incomodar? Você vai mudar seus planos? Você vai engolir um café em cinco minutos? Você vai pedir desculpa por ocupar o menor espaço da cafeteria? Por medo de incomodar? Não estou achando uma boa ideia. Tá bom, Vitória?
só pra assustar as vitórias aí mas esse recado vale pra todo mundo, não só pras vitórias deixa eu só falar um negócio antes, gente, pra gente comemorar junta e se eu contar que você que está ouvindo esse podcast neste momento você vai poder comprar o meu livro na semana que vem
Eu vou chorar. Gente, é real. Nosso momento chegou. Dia 13, que é na quarta que vem. A gente ainda vai se falar antes disso, na terça-feira. Mas só para vocês já anotarem aí na agenda, no Google Agenda, no seu planner, não sei onde vai ser, bota um despertador, que no dia 13 de maio começa a pré-venda do meu livro. Quem comprar na pré-venda vai ganhar um brinde, depois eu vou falar direito disso.
Mas está chegando, gente. Faz dois anos e meio que eu estou nessa. Mais de dois anos e meio agora. Ele está vindo para o mundo do jeito que eu nem me autorizei a sonhar. E eu mal posso esperar para vocês lerem.
Então, fiquem atentas que na semana que vem eu volto com mais novidades, mas dia 13, quarta-feira que vem, vocês vão poder comprar o meu livro na pré-venda. Eu não revelei o nome ainda e eu só vou revelar na quarta-feira que vem. Então, eu queria perguntar para vocês se vocês têm palpites. Você que está escutando, você tem algum palpite?
De qual é o nome do livro, eu posso dar alguns spoilers, tá? Só pra você que tá ouvindo. Primeiro spoiler, não tem a ver com Gostosas Também Choram. Primeira pista. Mas o tema tem a ver com o que a gente fala aqui, mas o título não tem a ver. Porque muita gente fala assim, ah, vai ser... Gostosas Também Escrevem, vai ser... Gostosas Também Choram, Gostosas Também Isso. Não tem a ver, tá? Ele é um pouco mais sério.
Mas tá escrito Gostosos Também Choram na capa, que tá escrito assim, Lela Brandão, criadora do Gostosos Também Choram, se eu não me engano. Segunda pista, o livro tem um título que é uma palavra, é só uma palavra o título, e aí ele tem um subtítulo explicativo. Terceira dica, eu vou pela primeira vez falar sobre o tema do livro, muito por alto, tá? O livro é sobre, vou falar alguns temas, tá? Mas quando vocês lerem tudo vai fazer sentido. É sobre excessos, vazio, descanso e corpo.
Este é o tema geral do livro. E o nome, última dica, o nome é uma sensação. É uma palavra e é uma sensação. Se alguém acertar... Ai, gente, eu tô tão animada. Mas, enfim, deem seus melhores palpites. E fiquem atentas também no meu Instagram, que eu vou soltando mais spoilers. E no dia 13 eu vou revelar aí.
o nome, vou abrir a pré-venda e a gente vai todo mundo celebrar e chorar e não sei o que, e aí mais pra frente eu conto mais, mas só pra vocês entenderem que vai ter essa pré-venda, aí como que vai acontecer? Vocês vão comprar, aí depois de um tempo vocês vão receber, eu não sei exatamente quanto tempo, mas é no máximo um mês, pelo que eu entendi e aí vocês vão ganhar com um brinde exclusivo que só quem comprou na pré-venda que vai receber, inclusive pra gente decidir esse brinde, eu fui lá no meu canal de transmissão do WhatsApp e perguntei que tipo de brinde vocês iam gostar?
E aí eu pedi pras pessoas darem like nas opções. E a opção que ganhou mais like é o brinde que a gente vai viabilizar. Sem mais spoilers, sem mais delongas. Vamos voltar ao tema do episódio. Desculpa, Devani. Desculpa, não. Não vou pedir desculpa pra falar do meu livro. Olha a energia de São Gamonga aí, querendo aparecer. Eu, hein.
Enfim, gente, semana que vem estejam prontas, tá? Depois eu explico melhor, mas é muito importante que vocês comprem lá pra venda, tá? Depois eu explico melhor o porquê. Mas estejam preparadas, quarta-feira que vem teremos esse momento oceânico juntas aí do livro.
Ah, e comenta aí, o que vocês querem que eu faça? Sei lá, uma live? Um encontro? Um episódio dedicado? Um episódio respondendo perguntas? Enfim, tenho muitas ideias, mas também quero ouvir vocês. O que vocês têm? Gente, meu cabelo está belíssimo hoje. Eu dormi com ele molhado e ele acordou assim, você acredita? Enfim, quem está vendo em vídeo, está vendo. Quem não está, pode imaginar aí como está meu cabelo. Vamos lá, voltando ao tema, gente. Eu quero que você seja honesta comigo agora.
E eu quero que você seja honesta comigo agora, porque se você não for honesta comigo, você não está sendo honesta com você. Porque eu, neste momento, sou uma voz da sua cabeça. Se você for desonesta com uma voz da sua cabeça, você está mentindo para si mesmo. E aí eu não tenho nem como te ajudar, e nem você.
Seja honesta. Quantas vezes você pediu desculpa, você já pediu desculpa por ocupar o seu espaço? Eu acabei de pedir. Há dois segundos atrás eu pedi desculpa por falar do meu próprio livro, no meu próprio podcast. Então, qual foi a última vez que você pediu desculpa por ocupar o seu espaço? Quantas vezes você se encolheu...
para caber em um espaço. E às vezes, você fez isso de se encolher antes mesmo de alguém incomodar, porque a gente é tão pressionada de todos os lados para se encolher que a gente internaliza uma voz através de várias coisas que a gente vai falar nesse episódio. Várias coisas fazem a gente internalizar uma voz na nossa cabeça que não é nossa. Ela está na nossa cabeça, mas ela não é a gente.
que fala que você é inapropriada, que você está ocupando espaço demais, que é melhor você falar mais baixo, que é melhor você se encolher, é melhor você falar menos, é melhor você querer menos, é melhor você ser menos, e aí você vai internalizando essa voz, e antes que alguém se incomode com você, você já...
Se encolhe para não correr o risco de alguém vir a querer se incomodar com você. Qual foi a última vez que isso aconteceu? Comenta aqui embaixo. Comenta no Spotify aqui. Por que eu estou falando tanto para vocês comentarem? Porque eu quero que a gente tenha clareza do quanto isso é comum.
E eu estou falando como uma mulher branca, tá? Isso é ainda pior com mulheres racializadas. Isso é ainda pior com mulheres de classes sociais diferentes da minha. E conforme você vai pondo o recorte, o negócio vai ficando mais grave. Mas nesse episódio eu vou falar da minha experiência, que é a única que eu tenho como falar.
Então, por isso que eu também quero que vocês comentem pra gente ter diversas experiências, a gente ter visibilidade, porque às vezes a gente acha que é uma coisa muito individual que a gente tá passando, mas a gente lê relatos que parece que a pessoa tá falando da sua própria vida, e aí você fala, ah, eu acho que isso não é uma coisa minha, né? Isso é porque eu sou uma mulher. Ou isso é porque eu sou uma mulher, e aí coloca o próximo adjetivo, uma mulher negra, uma mulher indígena, enfim. E aí você vai completando aí com as suas experiências.
E aí sobre isso, o que eu tenho para falar? Eu tenho uma pergunta. Você já viu um homem no transporte público? Você já viu o jeito? Se você estiver no transporte público agora, ouvindo, que eu sei que tem muita gente que ouve a caminho do trabalho, olha aí os homens. Olha o jeito que eles sentam, em oposição ao jeito que as mulheres sentam. Com certeza você já deve ter reparado isso. Eles sentam.
Não só ocupando o próprio espaço, como ocupando os dois espaços do lado, porque eles sentam como se... Eu não sei o que se passa na cabeça, mas é como se o pinto deles fosse inflável e não deixasse... É tipo assim, sabe a cadeira abdutora? É como se eles fossem impossibilitados de fechar a perna. E eu sei que homem pode fechar a perna, porque eu já convivi muito com homem, então eu sei que isso é fisicamente capaz.
Isso é fisicamente possível. Então é uma escolha sentar daquele jeito. Isso dá uma raiva. Dá uma raiva. Porque ele está roubando o espaço de outras pessoas. Isso vai parar de acontecer? Eu não sei. Por mim, eu botava logo uma lei. Mas como eu não sou presidente do Brasil...
a gente tem que considerar que isso vai seguir acontecendo. Você vai ser a songa-monga que vai se encolher do lado desse homem pra ele poder esticar a perna? É claro que estamos falando em condições não violentas, né? Tipo assim, se você estiver segura, você vai ficar se encolhendo e sentar num quartinho do banco que sobrou pra você pra esse homem poder esticar essa perna? Esse homem que você nem conhece? Com esse negócio entre as pernas, que não tem nada? É um peru inflável que não...
invisível eu não vou em vez da gente se encolher em vez da gente passar raiva, é inevitável passar raiva mas assim, vamos nos inspirar vamos pegar emprestado a audácia masculina de ocupar espaço e vamos ocupar a gente o nosso próprio espaço e vamos esperar as outras pessoas se incomodarem antes de
se permitir expandir, abre as pernas aí, minha filha. Abre essas pernas metafóricas. Ocupa esse espaço. Deixa alguém vir pedir licença antes de se encolher. E aí eu estou falando isso, que é um discurso muito perigoso, porque se você já for folgada, isso aqui é um prato cheio para validar a sua folga. Mas eu considero que...
Você, se você for folgada, você é exceção da regra feminina. Porque a regra feminina que eu observo é se encolher, não incomodar, desculpa, desculpa por sentar no menor lugar da cafeteria. Qual era?
alternativa? Ficar de pé? Enquanto 300 cadeiras vazias não são ocupadas por ninguém? Vou dar um exemplo de como eu internalizei essa lição do ocupa o espaço, você também e deixa a outra pessoa se incomodar antes de fazer qualquer mudança. E aí você pensa se você quer fazer alguma mudança. Eu estava na academia recentemente fazendo uma elevação lateral. Para quem não é letrado em musculação.
Para quem não é bilingue em português e musculação. Elevação lateral. E quando você pega dois pesos. É um exercício para o ombro que você faz. E você abre os braços. Um pontinho na diagonal assim. Que é um exercício para fortalecer o ombro. E aí você ocupa o seu espaço do seu corpo de pé. E mais esse espaço periférico. Da onde o seu braço vai levantar. Semi aberto aí. Eu estava assim. E adivinha quem tirou minha paz nesse dia?
Um homem, é claro. Veio um querido, porque eu estava na área de peso livre, e os homens acham que na área de peso livre é a casa deles, e eu estou lá de visita e de forma transitória. E aí veio um homem do meu lado.
E se colocou para fazer um exercício numa área que ia conflitar com o meu braço. No exercício que eu estava fazendo. Era óbvio. Era óbvio que eu ia bater nele. E eu estava no meio da contagem. Um, dois. Quando eu abaixei o braço, ele se instalou. Antes de eu levantar o três. Qual é o movimento songa-monga que eu faria? Eu iria para a direita. Ou me encolheria um pouco. Ou pararia a minha sequência.
para que ele pudesse se instalar e eu me corrigisse, né? E fosse para um lugar onde eu não atrapalharia o exercício dele. Qual foi a minha, o meu impulso? Ah, é, bicha? Então eu vou continuar. Continuei minha sequência de elevação e dei com o peso no braço desse sujeito.
Bati com o preso. Ah, minha gente. Se enxerga. Tem a academia. Não é que a academia tava lotada e a gente tava que nem sardinha. Tinha espaço. É porque ele queria sentar naquela cadeira. Porque o espelho é melhor ali. Ele se vê. Mas eu já tava ali. Antes dele. Fazendo o meu exercício.
que eu estava entre uma... Eu estava assim, um, dois... Aí ele pegou esse tempo que eu abaixei para se instalar na minha frente. Clássico de homem, né? Com todo respeito aos homens que escutam. Inclusive, estamos... Ainda continuamos com menos de 6% da audiência masculina.
Mas esses menos de 6% se mostram cada vez mais dignos de estarem entre nós. Pelos comentários eu vejo aí. Ou eu faço parte dos 6% aí e boto um comentário que eu falo. Ah, tá bom. Esse aqui pode ficar. Então vocês são bem-vindos aqui. Mas evita de fazer essas coisas. Pelo amor de Deus.
Que você sabe que se for eu, você já vai tomar uma pesada aí no braço. Já vai tomar um soco junto com o haltero no seu braço. Aí ele, ai, ai. Aí eu falei, eu fiquei olhando assim, ele, ai, desculpa. Aí ele se movimentou, que é o correto. Eu já estava no meu espaço, por favor. Se retire, né? Esse é um exemplo. Ah, desculpa, eu fui tomada pela raiva de novo de lembrar do que aconteceu.
Então, em vez de você ficar com essa mentalidade de se organizar ao redor do mundo, nos espaços que sobram, e pedir desculpa por ocupar esses espaços que sobraram, deixa o mundo se reorganizar em torno de você também, você também existe. Oi, você está aqui. Você existe. Você pode ocupar o seu espaço.
Ninguém passa pela vida sem incomodar ninguém. E isso faz parte, as pessoas têm que lidar com as frustrações. Você não já se irritou com um bilhão de pessoas que tomaram o seu espaço? Que te incomodaram? Então, por que que você, o cristal, o cristalzinho lapidado, o alecrim dourado, não pode incomodar ninguém? Você precisa agradar todo mundo. Até esse homem que vem te encher o saco no meio da academia com 500 lugares livres.
Até o homem no transporte público que abre a perna em cima de você e te deixa sem espaço. Tem que pensar também quem são essas pessoas que você está querendo agradar, né? Qual é a procedência?
Qual é a procedência dessas pessoas que você está querendo agradar? Porque, olha. Enfim. E aí o que eu tenho para dizer é o seguinte. Disse ela depois de 50 minutos de podcast. Você descobriu que você era mulher. De um jeito ou de outro, você descobriu que era mulher. Neste momento que você descobriu que era mulher, o mundo vai tentar te fazer se encolher. Existem pressões de todos os lados para fazer as mulheres se encolherem. Isso existe. É multifatorial.
É fisicamente, e aí eu não preciso nem dizer, né? Vendendo a ideia de quanto mais magra você for, mais feliz você será. E assim a gente vai coletivamente desejando, almejando, gastando o nosso dinheiro.
Nosso tempo, nossa energia, nossa cabeça. No magras, magras, magras. Querendo ser pequena. Querendo ser frágil. Querendo ser ossuda. E outro dia eu vi uma frase que... Eu quero fazer um episódio sobre isso, gente. Sobre essa cultura da magreza. Sobre o Zempic. Sobre essas coisas que a gente está passando. Que são muito complexas. São discussões cabeludas.
Eu quero fazer um episódio sobre isso, eu tô só querendo ficar mais segura pra falar sobre esse tema, porque são muitos pontos de vista, eu sei que é um assunto muito inflamado, mas eu acho que a gente precisa conversar sobre isso, meio urgente, porque eu tô super preocupada. Mas vou passar por cima aqui, nesse tema, com uma observação que eu vi outro dia, que era...
Quando você vê, pensa aí na sua cabeça, qual que é animal? Uma imagem de um animal. Imagina, sabe quando aparece imagem de animal resgatado? Resgate de cachorro. Vamos pensar. Que o cachorro tá magro. Dá pra ver os osso da costela. Dá pra ver que o cachorro tá passando fome. Qual é a sensação que dá?
É de dó, é de vontade de chorar, é de, meu Deus, como o mundo é injusto que esse cachorro está desse jeito. É de alguém precisa alimentar esse cachorro agora, ele está muito fraco. É de eu estou preocupada que esse cachorro vai morrer. A gente tem esse pensamento para qualquer animal. Se for um macaco, se for um cavalo, se for uma vaca, se for qualquer animal. Se for qualquer animal magro, ossudo, que dá para você ver o osso, você fica desesperada.
com dó desse animal. O único animal em que os ossos aparecerem, a fragilidade é atraente, é desejada, não é só desejada, ela é perseguida a qualquer custo, são as mulheres.
então essa é uma forma que o mundo faz a gente querer ser menor essa é uma forma que o mundo faz a gente não querer ocupar o próprio espaço esse é um tópico que precisa ser desdobrado mas eu queria chamar a atenção pra ele muito por cima, eu sei que eu trouxe de forma muito superficial mas é porque é um assunto que se eu começar a falar a gente vai ficar 5 horas aqui
E eu tenho outras coisas pra trazer hoje. Então, fisicamente, o mundo já vai te pressionar pra ser menor do que você é. Ah, isso é um PS, tá? Sempre que a gente fala sobre isso, vem alguém falar assim, ah, mas eu sou magra, de nascença, e tudo que eu quero, tudo que eu mais quero é engordar, e não sei o quê. Eu entendo que isso é uma super questão, mas a gente tá falando de uma cultura.
E quando a gente fala de uma cultura, a gente precisa generalizar. Porque quando a gente generaliza, a gente consegue encontrar o problema que está machucando muitas pessoas e fazer alguma coisa sobre eles. E ter clareza de se a gente vai entrar nesse movimento ou não. Eu queria deixar claro que eu também não estou recriminando quem usa esses remédios. Porque, enfim, estamos inseridos em um momento complexo. Mas a gente precisa falar sobre isso.
Mas não vou falar sobre isso agora, porque tem outras coisas para falar. Vamos prosseguir, tá? Pelo bem do fio da meada. O mundo vai fazer você querer se encolher psicologicamente também. Na carreira, na sua vida. Ele vende uma ideia geral, através de gerações, através da história, através dos anos se passando, através da sua família, da cultura.
dos filmes, das séries, do que é falado, das palavras usadas, da linguagem, ele vem de uma ideia de que uma mulher que ocupa muito espaço metafórico é ruim. É ruim que a mulher ocupe e ela é uma pessoa ruim, é uma pessoa má. Então, a grande maioria das mulheres poderosas que a gente vê retratadas em filmes, séries, etc, elas estão às vilas, tipo a Miranda Presley, do Diabo Veste Prada, que inclusive, será que já lançou o filme? Nem sei.
Inclusive tem essa parte dois vindo. É vendida uma ideia de que você tem que escolher entre ser tudo o que você pode ser e ser uma pessoa legal. E ser uma pessoa bacana. E isso não é verdade. Isso não é verdade. Te libero dessa culpa. Não é verdade.
E aí, falando em culpa, como que a gente engole, né? Como que fazem a gente engolir essa ideia de que ocupar muito espaço em qualquer lugar, né? Na carreira, na vida, protagonismo, destaque. Como que a gente engole essa ideia de que isso é ser uma pessoa ruim? A gente engole através de uma ferramenta muito eficaz.
que é a vergonha. Eu li um livro recentemente, que nem é um livro que eu vou indicar, porque eu não achei ele tão bom. Tipo assim, eu li porque eu estava interessada no assunto mesmo, estava pesquisando sobre o assunto, mas não achei ele tão legal. Mas queria trazer alguns trechos dele. Ele se chama Fábrica da Vergonha. E aí eu subtítulo a Investigação sobre uma Emoção que Aprisiona as Mulheres.
Fui com muita expectativa no livro, tem insights bons, mas não era o que eu estava pensando que ele era, então nem vou indicar tanto, mas vou trazer alguns pontos importantes dele, tá? Esse livro, ele começa falando sobre a diferença entre a culpa, a vergonha e o pudor. E olha só como é interessante a gente ter clareza das palavras, por quê? A culpa, essa palavra é usada quando você fez algo e se sente culpada por ter feito esse algo.
A vergonha é quando você não só fez algo, como você internaliza isso, como se isso definisse quem você é. Tem tudo a ver com aquele episódio que a gente fez do E se descobrissem a pior coisa que você fez, né? É a vergonha do olhar do outro. Então, assim, você tem vergonha...
do que o outro pensa e acha sobre você, porque você internalizou alguma inadequação, alguma culpa, como se ela definisse quem você é. Então, olha só como isso é uma coisa bem direcionada para as mulheres, porque a gente é vendida uma ideia de que a gente é inadequada, de todas as formas. Vou dar alguns exemplos bem cis, digamos assim, pensando em aspectos corporais.
que uma mulher cis passa, mas obviamente não querendo excluir as mulheres trans da discussão inclusive, por favor, acrescentem seus pontos de vista nos comentários por exemplo, quando a gente demora pra menstruar, a gente fica com vergonha de não ter ganhado o corpo, entre aspas quando a gente menstrua, a gente fica com vergonha de ter menstruado
cria-se um tabu. Aí fica aquela coisa de passar o absorvente como se fosse droga na escola e não pode falar, e aí ninguém fala estou menstruada, a pessoa fala, estou de Chico, estou naqueles dias e aí todas as línguas têm esses codinomes do menstruar. E aí você esconde com todas as suas forças. Então assim, está errado não menstruar? Está errado menstruar. Aí tem outra coisa que me incomoda muito que é gravidez na adolescência.
Quando você engravida, obviamente, isso é sinônimo de vergonha.
A janela que você tem entre gravidez da adolescência e gravidez geriátrica, alguém, alguma médica pode me falar aí com dados, quantos anos que você tem para ter uma gravidez que não é nem adolescente e nem geriátrica? Pelo que eu entendi, a partir dos trinta e tantos anos já é gravidez geriátrica. As duas estão inapropriadas, como se fosse. E aí? Tudo é inadequado? Você decide ser mãe. Ah, mas e aí? Aí começa 50 mil vergonhas que, ai, tem babá ou não tem babá.
Ai, vai amamentar ou não vai amamentar? Ai, é parto normal ou parto não sei o que? Aí você decide não ser mãe. Ah, mas não vai ser mãe igual Solange Couto no Big Brother. Não vai ser mãe porque Deus não quer que você tenha capacidade de amar alguém. Ou seja, não tem escolha certa. Estamos inadequadas de todos os lados. E a gente vai internalizando essa vergonha.
E aí, entra o terceiro conceito, que é o conceito do pudor. O pudor, ele vem como um artifício da pessoa que sente vergonha, que antecipa a vergonha e esconde as coisas, porque se a vergonha depende do olhar do outro, o pudor é como se fosse algo que tampe o que você tem vergonha, para que o outro não possa ver.
Só que veja, o outro nem viu, o outro nem te julgou ainda. E é isso que eu tô dizendo, que nem essa moça do café, que ela falou, ai, desculpa, desculpa, você quer que eu saia daqui e vá pra, tipo, fique de pé, sei lá, o que ela imaginou? Ela nem sabia se ela tava incomodando, mas existe uma voz dentro dela que falou, você tá ocupando muito espaço, mesmo que essa cafeteria esteja vazia e não tenha ninguém, ninguém reclamou que você tá sentada.
mas você está ocupando muito espaço, melhor você se levantar daí, ver se estão precisando que você levante daí. E aí o pudor fez com que ela agisse antes.
Entendeu? E aí assim você vai, e o pudor é onde a gente vai se encolhendo com a voz internalizada na nossa cabeça, antes da outra pessoa, antes dos outros se incomodarem. E outra coisa, se o outro se incomodar, e aí? Tipo assim, qual é a grande parada? Desculpa, fiquei indignada aqui, até bati meu anel. Qual é a grande parada? O outro vai se incomodar. E? Acabou o mundo?
O mundo acabou. E é por isso que o lema da minha marca de roupas confortáveis para mulheres, inclusive a minha marca inteira tem a ver com esse episódio, não é um merchan, mas esse episódio tem muito a ver com o que eu acredito e isso se reflete na marca, que é ocupar o seu espaço. As roupas da minha marca, que não sabe.
Isso não é uma publi, tá? Tô só usando como exemplo. Nem seria uma publi porque a marca não me paga pra falar dela mesmo porque eu sou a fundadora da marca. Mas isso aqui não é pra te convencer a comprar, não. Tô fazendo um contexto. Eu crio as roupas de um jeito que elas se ajustem ao seu corpo. E o seu corpo não tem a impressão, e você não tem a impressão, de que ele precisa se encolher pra caber nessa roupa. A equação é o contrário.
A roupa precisa caber em você. Então a gente faz modelagens que se ajustam ao seu corpo exclusivamente.
A gente não lança peças que não se ajustem ao seu corpo minimamente. Então, sua barriga inchou, desinchou, você ganhou uns quilos, perdeu uns quilos, você almoçou, nada deixa de te servir por flutuações do seu corpo. Porque a ideia que eu acho que as roupas femininas deveriam seguir...
é que elas respeitem o corpo e não o contrário. Da mesma forma que eu quero que o mundo respeite as mulheres, respeite e se adeque, que é isso que eu falei. Deixa o mundo se reorganizar, o seu entorno também. Deixa a roupa se reorganizar em torno do seu corpo também, em vez de querer caber na calça 34. Nossa, outro dia eu vi uma influenciadora que engravidou lamentando que não está mais cabendo nos jeans 34. Ô minha filha!
tá gerando unha, osso, cartilagem e foda-se a calça 34, pelo amor de Deus que prioridades são essas? E é por isso que o lema da marca voltando, é uma mulher confortável em si é uma revolução de início esse lema ia ser, uma mulher confortável em seu corpo é uma revolução, era originalmente como eu imaginava o slogan, só que aí eu falei, não Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big
Essa frase não está suficiente. Uma mulher confortável em si é uma revolução. Você já viu uma mulher andando? Uma mulher que está confortável em si? Através das roupas, mas através também desse pensamento de eu estou ocupando meu espaço, estou ocupando meu tamanho. Eu me livrei, eu exorcizei a energia de songa monga, de chonga. Você já viu uma mulher andando assim? É ombro para trás, é peito para cima, é ombro relaxado, é bem, é estou aqui.
Eu estou aqui, confortável em mim. Isso é uma revolução. Você se permitir ocupar o seu espaço no seu corpo, na sua vida, nos lugares onde você está, isso é uma revolução. O que é uma revolução para mim? É uma transgressão intencional que muda o jeito que as coisas se organizam. Uma transgressão é você ter uma regra e você transgredir ela. Qual é a regra? Se encolha, se adeque, você é inadequada, se adeque, seja menor.
Seja o menor. Essa é a regra. Vamos transgredir e falar, não, eu vou ocupar o meu espaço. E o meu espaço é deste tamanho. E aí você bota aí o tamanho do seu espaço. Isso é transgredir. E aí quando você vê uma mulher que transgrediu ocupando esses espaços, isso é uma revolução.
finalmente consegui explicar com profundidade o que é o lema da minha marca de roupas. Uma mulher confortável em si é uma revolução. Gostaram? E aí eu coloquei assim, ler página 34. Vamos ver o que está escrito na página 34.
Do livro, tá? Da vergonha que eu citei. Ah, olha só. O córtex sensorial entra em ação porque nossa percepção é alterada. Por exemplo, podemos ter a impressão de que todo mundo está nos olhando. Quando ficamos com vergonha, nossa presença social diminui. Fala, postura e movimento. A ativação do córtex sensorial e motor...
corresponde às manifestações sensoriais e motoras da vergonha. Então, temos a sensação de vergonha que aciona a atividade no córtex sensorial e motor, o que, por sua vez, provoca as reações comportamentais associadas a essa emoção. Ou seja, a vergonha que é essa ferramenta instrumental que faz com que a gente queira não incomodar, que a gente se sinta inadequada, que a gente se encolha.
ela vai atuar de um jeito que a gente internaliza e o nosso movimento, a nossa presença social diminui. Eu não quero que... Oh! Eu não quero que a minha presença social diminui. Tá doida? Eu não quero que a minha presença social diminua. Eu quero ocupar, eu quero entrar nos lugares. Eu quero estar ali. Eu quero a minha presença... Não precisa ser notada, mas... É uma palavra em inglês. Eu odeio quando eu faço isso. Que chama... Acknowledged.
Deixa eu ver como é que traduz essa palavra. Reconhecida. Era essa a palavra, bicha. Eu quero que a minha presença seja reconhecida, considerada. Eu não quero minha presença social diminuída. Eu não vou fazer isso comigo. Eu sou fiel demais a mim pra fazer isso comigo. Eu já passei por poucas e boas. E eu sei que você também às vezes...
poucas e piores do que as minhas a gente não merece a gente não merece o que acontece, você vai falando mais baixo de repente você está evitando falar de repente você está se encolhendo igual a Alice do País de Maravilhas, quando come um biscoito para ser menor, para passar na porta deixa eu te falar, essa porta aí você passava de qualquer jeito não precisava se diminuir não, enfim
Dito isso, essa pressão, essa vergonha instrumental, essa energia de que somos inadequadas e precisamos diminuir, ela existe. Ela vai existir. Essa pressão para a gente reduzir o nosso tamanho, ela vai continuar existindo. Dito isso, eu estou me revoltando contra ela, sabendo que eu não tenho o poder de mudar ela. Mas é importante que a gente tenha clareza de que ela existe. E aí eu anotei aqui, página 39. Vamos ver o que tem para falar na página 39.
Quando nos distanciamos das lutas de nossas antecessoras, vemos o retorno dessas imposições e entendemos que elas estão a serviço de um propósito pernicioso, a sujeição das mulheres e seu desaparecimento da esfera pública. Eu vou repetir.
Elas estão a serviço de um propósito pernicioso. Eu não sei o que é pernicioso. Vamos descobrir agora. Que faz mal, nocivo, ruinoso. Olha só. Aqui também aprendendo novos vocabulários. Elas estão a serviço de um propósito maléfico. Vou trocar assim. A sujeição das mulheres e seu desaparecimento da esfera pública.
Quando você ouvir essa voz aí da sua cabeça, que é a sonda monga interna falando para você se diminuir, saiba que ela está servindo a este propósito de sujeição e desaparecimento das mulheres da esfera pública.
Queremos isso? Estamos de acordo e queremos continuar? Eu não. Isso existe, tá? Essa energia, essa voz não tá só dentro da sua cabeça, ela está em todos os lugares, essa pressão está em todos os lugares, inclusive na intenção alheia. A gente tá falando assim, às vezes a pessoa nem se incomoda, mas vai incomodar, e vamos falar disso já já. Mas é importante que a gente entenda que isso é coletivo, e aí sempre que a gente identifica aqui no podcast coisas coletivas que passamos enquanto mulheres, e nós sabemos que a gente entendeu Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big
O que a gente fala? Precisamos identificar que isso é uma coisa coletiva, porque quando a gente percebe que é algo que estamos passando juntas, a gente pode juntas fazer alguma coisa sobre isso, cada uma com o seu instrumento. Então a gente pode gravar podcasts, como é o que eu estou fazendo. Essas divas aqui fizeram esse livro, A Fábrica da Vergonha, então escrever livro sobre isso.
ocupar os espaços e se deixar ser vista ocupando esses espaços, transgredir e honrar esse espaço que você transgrediu, vai fazendo aí as paradas, sabe? E aí, quem sabe, a gente vai construindo essa onda, porque é uma coisa que afeta as outras em efeito dominó. Isso é importante.
Mas sabendo disso, sabendo que existe essa voz interna, essa pressão externa onipresente para que você se encolha, o que você vai fazer aí da sua casa? O que você vai fazer? E aí...
Eu queria, enquanto eu estava pensando nesse episódio, eu lembrei de uma das últimas frases do livro A Hora da Estrela, da Clarice Lispector. Eu não vou dar spoiler, isso não é spoiler, mas é só um trechinho que não vai nem revelar o que está acontecendo, mas se você não leu esse livro, leia, tá? É um clássico da literatura. Clarice Lispector.
E aí a frase é a seguinte, que é uma das únicas frases que eu tenho grifadas desse livro, porque eu tenho dó de grifar esse livro em específico, porque é uma edição tão linda da Hora da Estrela. Mas é o seguinte, ela fala assim. Agora entenda essa história. Ela é a iminência que há nos sinos que quase, quase badalam a grandeza de cada um. Gente, toda vez que eu leio esse trecho eu fico completamente arrepiada. Vou ler de novo, tá?
Agora eu entendo essa história. Ela é a iminência que há nos sinos que quase, quase badalam a grandeza de cada um. Por que eu lembrei desse trecho? Vamos pensar na gente como sinos que podem badalar. E aí ela fala a grandeza de cada um. Um sino parado, por si só, ele não faz nada. Dentro do badalo, quando você badala o sino, ele reverbera ondas sonoras que fazem barulhos e esses barulhos significam coisas.
Eu, pessoalmente, não quero passar a minha vida sendo um sino que quase, quase badala. Minha filha, eu quero badalar. Eu quero que você badale.
Eu quero ver a sua grandeza reverberando através das ondas sonoras do seu sino que badalou. De novo e de novo e de novo e de novo. Você vai se apequinar e deixar de badalar por medo do som incomodar os outros? E aí, eu acho tão lindo que ela... Eu vou ler de novo, tá? Agora, depois que eu falei. Eu acho tão lindo que ela acaba com... Agora eu entendo essa história. Ela é a iminência que há nos sinos que quase e quase badalam. A grandeza de cada um. A grandeza de cada um.
A grandeza de cada um. A sua grandeza. Você vai deixar que ela quase, quase seja grande? Por medo de incomodar? Fala pra mim. Você vai deixar? E aí é isso. A gente tá falando de medo de incomodar, medo de incomodar. E eu vou te falar um negócio. Você.
Vai incomodar. Sinto ele informar. Porque uma mulher que ocupa o seu espaço incomoda, porque tem gente que tá se aproveitando do fato de que você não tá ocupando o seu espaço. E aí você vai tirar esse espaço da pessoa, que era seu, mas a pessoa tava usando. E aí vai incomodar. Já tenha isso em mente. E qual é a parada? E aí a pessoa vai se incomodar. E aí? Porque você vai precisar nesse percurso econômica econômica econômica
Curar esse seu desejo de agradar a qualquer custo. Porque primeiro, quem são essas pessoas? E segundo, esse é o preço que você vai pagar para ter a permissão de badalar, de ser tudo o que você pode ser, da sua grandeza.
E se o preço de badalar da grandeza de cada um, o preço de ocupar o seu tamanho, expandir, e se desafiar para entender se eu ocupar meu tamanho até onde eu vou, sabe? E aí tem como esse tamanho crescer? E aí se o tamanho crescer eu tenho como ocupar de novo? E aí isso é uma pergunta que vai ser reperguntada durante toda a sua vida, se você se permitir ocupar esse tamanho? Mas se o preço de fazer esse movimento de expansão é desagradar um povo aí, que povo é este?
Tá barato demais esse preço, minha filha. E aí para de se incomodar com o som da sua própria roda acelerando. Entendeu? E a última coisa que eu tenho pra falar sobre esse assunto, antes que a Calô apareça aqui na minha casa e peça pra eu parar de gravar, porque já deu uma hora aqui de gravação, é que você ocupando o seu tamanho pode parecer um movimento muito individual. Se você não tá passando por cima de outras pessoas e roubando o espaço delas, você ocupando um tamanho...
pode gerar um efeito em cadeia para mulheres que você nem imagina. Porque elas veem você se permitindo ocupar seu tamanho e falam, eu vou ocupar o meu também. Vou dar um exemplo da hora que me veio na cabeça, tá? Outro dia eu estava num evento que era inclusive até um evento da minha própria marca.
E aí tinha uma amiga minha que estava falando que ela queria ter um projeto. Esse projeto, eu conheço outras pessoas que já tiveram um projeto semelhante, assim. E eu sei o quanto elas são felizes por ter um projeto semelhante. Eu não vou falar o que é, porque vai ficar muito claro quem era, tá? Mas ela queria ter um projeto. E é um projeto grande, é um projeto que envolve uma outra empresa. E é um projeto que ela é perfeita para esse projeto. Tipo assim, ela é uma pessoa que tem tudo a ver com esse projeto.
E aí ela tava falando pra mim, ai, nossa, eu tenho muito o sonho de ter esse projeto, mas eu não sei como é que faz, não sei o quê, eu acho que... Nem que ela falou, eu não sei como que faz, mas ela tava falando assim, eu queria muito ter esse projeto, um dia eles vão vir falar comigo, essa empresa vai vir falar comigo pra eu fazer esse projeto. Aí eu falei...
Minha filha, um dia essa empresa vai falar com você para ter esse projeto, que é o seu sonho. E você está sentada aqui na minha frente, esperando essa empresa te mandar um e-mail. Mande esse e-mail, ligue para essa empresa, descubra o contato de alguém aqui, lá dentro, fale com outras pessoas que já fizeram esse projeto, e pegue um contato, entenda como que aconteceu, vai atrás. E aí eu vi no rosto dela...
A equação se juntando e falando assim, nossa, eu nunca pensei nisso. E aí, o que aconteceu? Ela foi atrás e hoje, hoje é o dia que eu tô gravando, ela tá lançando esse projeto um ano depois. Exatamente um ano atrás a gente teve essa conversa e ela tá lançando agora esse projeto um ano depois. Olha a iminência do sino badalando que ia ficar lá por badalar.
desespero, gente, eu vejo isso, tenho vontade de chacoalhar o homem e falar o quê? Vai badalar, caralho! Tipo assim, me dá um desespero de ver mulheres gigantes se apequenando por sei lá que motivo, sabe?
E aí, quando você empurrer, voltando pra linha de raciocínio, isso vai gerando um movimento em cadeia à sua volta, porque as mulheres vão vendo você se autorizando e elas vão falando, talvez eu também possa ter esse tamanho. E aí as mulheres ao redor delas vão falando, nossa, olha o tamanho que ela tá, talvez eu também possa ter esse tamanho. E aí a gente vai crescendo em cadeia. Em paralelo, a gente tem que ficar falando disso pras pessoas terem clareza de que isso tá acontecendo. E também tomar outras atitudes que fogem do meu alcance.
tá? E aí quando você vai empurrando o limite do seu tamanho, o que que vai acontecer? Você vai crescendo, crescendo, crescendo? Aí o que que vai acontecer? Pra quem já era nascido nesse episódio, se você já era nascido, comenta aí. Vai acontecer o efeito lagosta mole.
que é quando a lagosta cresce, ela quebra a casca e ela fica frágil. E ela tem que se atualizar ali, nesse tamanho, criar uma nova casca. E aí, nesse momento que você vai empurrando seus limites e crescendo para além do que você achou que você ia crescer, e isso é uma coisa que eu tenho trabalhado muito em análise, e eu quero reformular um pouco mais para criar um episódio sobre isso, que é você precisa atualizar a sua cabeça, sua cabecinha, para ocupar todo esse espacião.
Porque quando você está acostumado a viver e você vai fazer um episódio sobre isso,
restrita em um espacinho, e aí de repente tem uma espação, você se vê meio desorientada e precisa de uma atualização na cabeça para conseguir ocupar esse espaço com solidez, com segurança, com conforto, sobretudo, e com autoridade, e se autorizar a ocupar esse espaço.
Mas isso é papo pra outro episódio. Preciso de muitas sessões de análise ainda pra fazer esse episódio. Nossa senhora, falei hoje, hein? Nossa, esse foi o café com Deus Mãe. Pela misericórdia. E, gente, só lembrando que muito do que a gente falou hoje tem a ver com o livro. E aí só lembrando que semana que vem sejam prontas. Quero saber quem tá ansiosa pra esse livro, gente. Nossa senhora, não existe ninguém no mundo mais ansiosa que eu.
Eu mal posso esperar. E eu tô muito animada pra vocês descobrirem o título. Não esquece de comentar aqui seu palpite. Vamos falar de roupas confortáveis para mulheres? Esse aqui é um novo mini quadro que vai rolar semanalmente antes do Choro da Semana, em que eu atualizo vocês sobre o que tá rolando na minha marca. Você sabe, né? Eu tenho uma marca, a Lela Brandão Co. www.lelabrandão.co Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big Big
Pois bem, rola muita coisa legal por lá que vocês não ficam sabendo. Por exemplo, amanhã, dia 6 de maio, tem o nosso lançamento anual de moletons da Lela Brandão Co. Esse é o lançamento mais aguardado do ano por várias das nossas clientes. Amanhã, às 11 horas, eu vou estar ao vivo mostrando todos os detalhes das peças que a gente está há meses criando da nossa linha Cozy, que é a nossa linha de moletons. Mas já vou dar uns spoilers agora.
Você não achou que eu ia criar roupas de moletom que você só pode usar em casa, né, minha filha? Então teremos calças belíssimas com modelagens que você não acha em nenhum outro lugar. Elas são de um moletinho, que a gente faz propositalmente um moletom sem a felpa, tipo, sem ser peludinho por dentro, pra você não passar tanto calor aqui no Brasil, né? Inclusive, vai ter uma releitura da nossa queridíssima calça laço. Quem conhece, sabe.
Uma curiosidade é que uma das calças, que é a calça cozy, que já foi lançada no ano passado e agora a gente está trazendo de volta em novas cores, eu criei inspirada em uma calça que eu vi a Kim Kardashian usando no The Kardashians, que tem um episódio que elas vão acampar num deserto, enfim.
Tem vários modelos de casaco, tem um em particular que tá uma coisa. Imagina um moletom oversized, bem gostoso assim, com um capuz gigantesco. E aí ele é aqueles moletons de zíper, sabe, que você fecha o zíper na frente. Só que ele tem no ajuste do capuz, sabe as cordinhas que você ajusta o capuz? A gente fez umas, não chega nem a ser uma corda, são umas fitas de moletom.
Que aí você dá um laço e fica um laço gigante assim na frente do moletom. Primeiro, imagina este casaco. Agora imagina este casaco com uma jaqueta por baixo, o capuz do moletom aparecendo e um laço gigante de moletom na frente. Fala sério.
Enfim, temos shorts, camisetas e talvez a grande estrela da coleção, que é o nosso best-seller, que é o moletom Jean Baby. Um moletom que é, assim, ele é famosíssimo entre a nossa comunidade. Ele é, com certeza, a peça que mais vendeu nesse último ano, que é um moletom com uma modelagem muito gostosa e com uma gola estruturada, assim, sabe? Uma gola alta estruturada. Mas dessa vez a gente vai trazer ele em xerpa, que é aquele tecido tipo carneirinho.
Ai, tá muito lindo, gente. Então, lembrando, amanhã, quarta-feira, dia 6, vai ter live lá no nosso Instagram, que é arroba lelabrandão.co, às 11 da manhã. E ao meio-dia, a coleção Cozy tá no ar. Nosso lançamento anual de moletons, hein? E já aviso que quem estiver lá ao vivo vai ter surpresa, tá? Eu não posso contar muitos detalhes, mas digamos que alguém vai sair muito feliz da live, tá?
então já segue lá arroba lelabrandon.com e a gente se encontra amanhã pra eu te contar tudo sobre essa coleção incrível e te mostrar também tudo, te vejo lá, hein vamos pro choro da semana? o trecho do episódio onde eu conto alguma um B.O. que aconteceu aqui na minha vida só pra gente dar risada juntos
E o que aconteceu essa semana foi o seguinte. Alô, você está na Escuta? Você participou desse Choro da Semana? Você sabe muito bem o que eu vou contar. O que acontece, gente? Pra subir o episódio, pra vocês escutarem, existe uma plataforma, né? E aí, o que a gente...
faz, geralmente a Calu sobe o episódio nessa plataforma e eu coloco os detalhes, que é tipo, o título, a arte do episódio, a descrição, etc. Coloco o tempo, né, tipo, programo ele pra subir de terça-feira às 5 e 3 da manhã. E aí, tudo bem, tudo bom, beijos e tchau. Isso sempre aconteceu, três anos de podcast nunca deu errado. Vocês sabem, eu nunca falhei, a não ser quando não tem episódio, né, tipo assim, quando eu tô de férias ou alguma coisa assim.
E aí, eu e a Márcia, que trabalha comigo, a gente foi vendo que a Calu não tinha subido o episódio segunda-feira ainda. Geralmente ela sobe antes, né? Aí a gente achou estranho. Calu, tá tudo bem? Ah, não, tá, tô tentando aqui. Aí a gente, estranho. Aí, segunda tarde, ainda não tinha subido o episódio. E a gente, uai, quando a gente foi falar com a Calu, a gente descobriu que a diva estava sozinha. Passando por um BO, que era, a gente tentava subir o episódio. O episódio era um que chamava...
E se a culpa for sua? Esse era o nome do episódio. E a Calu tentava subir e não ia. Ele passava por toda a etapa de carregamento, beleza, e aí na hora ele sumia da lista de episódios, não aparecia na lista de episódios. Então a gente não sabia se ia subir ou não o episódio.
E aí a Calu ficou o dia inteiro, coitada, tentando subir o episódio na plataforma. Eu fui descobrir isso umas 5 da tarde, porque a diva tava tentando me poupar do estresse. Mas aí eu fui descobrir isso umas 5 da tarde, e aí ficou eu, a Márcia, a Niki e a Calu. As quatro cavaleiras do apocalipse desesperadas, porque esse episódio não tava subindo na plataforma. São as meninas que trabalham comigo.
A Niki ligou pra uma pessoa do Spotify à noite e ela não tinha o nosso número. Inclusive, se você estiver ouvindo agora, muito obrigada pelo suporte, diva do Spotify. Não vou falar seu nome pra não te expor. Mas a Niki ligou pra pessoa do Spotify. Vamos fingir que o nome dela é Angela.
Aí ela, oi Angela, tudo bom? E a Angela atendeu assim, oi? Tipo assim, nem sabia quem era ligando às sete da noite. E eu assim, no nosso grupo do WhatsApp. Gente, roda de oração pelo nosso episódio de amanhã. A gente não tá conseguindo subir. E aí tentava, tentava. Aí eu cheguei em casa e fiquei, eu baixei o episódio que a Lumi mandou pelo drive. Eu baixei e fiquei tentando subir, tentando subir, tentando subir, não subir. Acontecia a mesma coisa. Eu falei, gente...
Pelo amor de Deus. E aí, eis que às oito da noite a gente descobre que era um problema global do Spotify. Não era só com a gente que estava acontecendo. Era algo global. E aí eu comecei a ficar desesperada. Porque eu falei assim, gente, mas e aí? Minhas divas vão ficar sem episódio amanhã. O que eu vou fazer? Elas vão vir aqui na minha casa me matar. E a gente desesperada.
Até que a Márcia me tranquilizou e falou assim, fizemos o que pudemos. É um bug global, não temos, porque eu já estava me sentindo super culpada de não subir o episódio. Não temos controle sobre isso, vamos esperar porque o bug é global e com certeza eles estão agilizando para, como não é só por sua causa, deve estar um time gigante, agilizando para que isso se arrume. Beleza.
Aí eu me tranquilizei e falei, bom, se vai ter episódio ou não amanhã, não saberemos. Eis que me vem na minha cabeça. Puta merda. E se subir todos os episódios que a gente... Porque eu tentei umas cinco vezes. A Calu tentou umas 15 vezes.
Eu falei, e se subir 15 episódios amanhã? O mesmo episódio. Aí eu falei, amiga, quantas vezes você tentou subir o episódio? Ela falou, puta, com vídeo umas 5, sem vídeo umas 5, eu tentei mais umas 5. Aí eu falei, meu Deus, gente. E se o Spotify consertar e subir todos os episódios?
Aí a Calo falou, meu Deus, aí eu falei, qual o nome? Porque aí, depois de um tempo, quando deu, tipo, dez e pouco, apareceu o episódio com o nome certo, que era E se a culpa for sua. Aí subiu esse episódio. A gente não sabia se era alguém do Spotify que tinha subido esse episódio, porque a gente mandou o arquivo pra eles, pra eles tentarem subir por lá.
Aí eu falei, será que foram eles que subiram? Aí eu falei, Calu, com qual nome você subiu o episódio? Aí ela falou, amiga, eu subi com... Primeiro era aí se a culpa for... Depois era culpa, depois era culpa, depois culpa, culpa, depois culpa, culpa, culpa. E eu do meu lado tava subindo assim, teste, teste Lela, teste Lela do...
aí eu falei, gente, tá resolvido subiu, um episódio subiu eu vou ficar aqui de olho pra ver se vai subir todos, e aí todo mundo descansou, todo mundo foi dormir e eu fiquei aqui com o celular até as três da manhã, porque foi subindo um por um
Gente, eu ria tanto, até tirei print, eu vou mandar lá no grupo do WhatsApp. Se você não tá no grupo do WhatsApp, é só clicar aqui no link da descrição ou procurar por gostosos também choram lá no WhatsApp. Mas eu ria, gente, porque teve uma hora que eu abri e tava assim, e se a culpa for sua? Culpa, culpa, culpa, culpa, culpa, culpa, culpa, culpa, culpa, teste.
Eu falei, gente, imagina as ouvintes, as minhas divas, a minha comunidade, imagina você abrindo seu Spotify numa terça de manhã e se deparando com isso. Eu acho que vocês iam me internar. Eu falo, gente, acho que ela não tá bem, acho que ela tá se sentindo muito culpada.
mas no fim deu tudo certo eu consegui apagar todos os episódios a tempo e subiu só o episódio correto e já está disponível se você não ouviu se chama e se a culpa for sua e esse foi o show da semana com participação especial de Calu gostaram?
Vamos para a obsessão atual? Gente, minha obsessão atual é muito particular, mas eu não teria como não compartilhar, porque eu mergulhei num vórtex obsessivo, e aí hoje vocês vão entender exatamente como funciona a minha cabeça, quando ela está no estado obsessivo, que foi o seguinte. Eu fui impactada por um vídeo de um cara falando sobre a diferença das animações atuais para as animações antigas, especificamente da Disney.
E aí, pra mostrar essa diferença, ele pegou um trecho do filme Bambi. E aí, nesse trecho do filme Bambi, nada acontece. É tipo a chuva caindo, o orvalho, a noite acontecendo, os insetos passando. A natureza acontecendo, só que isso dura mais de um minuto, assim. Sei lá, são dois minutos de filme que nada acontece. É só a chuva e coisas assim, e cores assim.
mais esmaecidas, que é tipo assim, sem tanta saturação, uma calma, a tria sonora calma, e, bota em contraponto com hoje, é um descaralhamento mental de cores, de coisas acontecendo, por conta desse negócio da economia da atenção. Eu achei esse trecho de Bambi.
tão lindo. E eu sabia que seria uma experiência traumática, mas eu fui reassistir Bambi. Todos esses clássicos da Disney tem lá no Disney+. Gente, que filme triste, mas é maravilhoso. A animação é maravilhosa. Me dá vontade de chorar só de lembrar. Os desenhos, o ritmo da parada, assim, sabe?
E aí eu entrei numa obsessão de reassistir os clássicos da Disney. Vibambi. Depois eu fui assistir Os Aristogatas. Quem lembra desse filme maravilhoso? Aí eu fui assistir 101 Dálmatos.
E aí eu fui assistir Ursinho Poo. Enfim, tô nessa obsessão com os clássicos da Disney. Não tô falando de princesas, tipo Pequena Sereia, Bela e Fera. Tô falando dos clássicos que geralmente são em torno de animais. Tipo assim, Dumbo, Bambi, Mogli, etc. Acabei no Ursinho Poo. E aí eu tava assistindo o filme do Ursinho Poo.
E eu fiquei tão perplexa, porque eu percebi que eu nunca tinha assistido esse filme, não tenho a lembrança de assistir esse filme, mas eu sabia exatamente tudo. Tipo assim, eu sabia o do I.O., eu sabia do Leitão, eu sabia do Tigrão, eu sabia da Coruja, eu sabia como era do Christopher Robin, do Ursinho Poo, eu sabia a personalidade de cada um, eu sabia meio que a história de cada um, enfim.
E eu fiquei estranhando muito. E eu fiquei assim, gente, por que eu sei tanta coisa de Ursinho Poo? Se eu nunca vi esse filme, não tenho lembrança de ver esse filme. Aí eu fui num almoço na casa dos meus pais e eu perguntei pra minha mãe assim, mãe, eu gostava muito do filme do Ursinho Poo?
Aí ela falou, não, não me lembro de você vendo, mas você era obcecada pelo Ursinho Poo. Aí eu falei, mas como assim, se eu nunca vi o filme? Aí ela falou, Lela, você tinha tudo do Ursinho Poo. As suas roupas, você só queria roupa de Ursinho Poo. Você tinha um livro interativo do Ursinho Poo. E aí, enquanto a minha mãe tava falando isso, chegou a minha prima, a Bely, um beijo, Bely, se estiver ouvindo. E falou assim, nossa, é verdade, Lé. Que ela me chama de Lé. Eu associo muito o Ursinho Poo, Fia, você.
Falei, gente, olha isso. E aí, dito tudo isso, eu comprei e tá até aqui.
Eu comprei a réplica do original do Ursinho Poo, do livro original do Ursinho Poo, com as ilustrações. Você acha que a... Olha só, gente. Você acha que a obsessão acabou por aí? Peguei aqui um negócio que eu tenho. Porque no fim do ano retrasado eu fui pra Los Angeles com o Vitor e a gente foi lá na Disney de Los Angeles e eu queria comprar uma orelhinha e eu comprei essa do Ursinho Poo. Sem saber nada disso, que eu era obcecada pelo Ursinho Poo nem nada.
Tá, aí comprei esse livro, parte da minha obsessão atual, beleza. Só que eu não parei por aí. Eu comecei a pesquisar, porque assim, quando você assiste os desenhos antigos da Disney, é impossível não pensar, tipo assim, gente, as pessoas desenharam isso à mão? Como é que...
Não tinha inteligência artificial, não tinha esses programas de animação. Essa animação é dos anos 60. Como assim? E aí eu entrei nesse vórtex. Comecei a procurar documentários de animação. Como que eram feitas as animações. É uma coisa inacreditável, tá? Por isso que demorava anos pra um filme ficar pronto. Porque é um trabalho. Trabalho. Que a Iá nunca seria capaz.
E aí eu comecei a procurar esses documentários, assisti alguns documentários, caí de volta em uma das minhas séries favoritas, que se chama Por Dentro da Pixar, ela é mais atual do que os desenhos da Disney Clássicos, mas enfim, já tava obcecada, já peguei o embalo. Se você nunca viu essa série, é muito legal, se você tem interesse, é um documentário com as pessoas que trabalham dentro da Disney Pixar, e aí tem várias áreas, assim, deixa eu dar um exemplo, eu não sei se eu já falei disso aqui no podcast, porque essa era uma obsessão antiga e agora eu retomei.
então por exemplo, eu descobri nesse documentário que tem uma pessoa dentro de um projeto de filme, que ela é responsável por fazer com que o roteiro fique fiel do começo ao fim, porque assim, conforme você bota, sei lá, quando você vai dublar às vezes você vê que uma palavra não ficou tão boa e aí você muda a palavra, e aí quando vai animar tem que mudar não sei o que, e aí pra que isso não desvirtue totalmente do roteiro que foi criado inicialmente e aí
Uma pessoa é contratada para acompanhar o roteiro do começo ao fim e ser a responsável por fazer com que tudo converse com esse roteiro. Achei isso fantástico. Mas, enfim, cada episódio é sobre uma pessoa que trabalha lá e o cargo dela. E eu fiquei, na época que eu vi pela primeira vez, eu fiquei obcecada por um episódio, que é uma mulher chamada Diane Maragliese. Ela é a mente por trás de alguns personagens muito icônicos da Pixar.
E aí eu fui seguir ela no Instagram, enfim, agora eu tô, e ela tem posts maravilhosos que ela conta da jornada de criar esses personagens. Enfim, gente, essa é a minha obsessão, já deu pra ver, né, que eu tô aqui há 20 minutos falando dessa obsessão. E aí fica aí esse caminho de várias dicas, pra caso você queira se obcecar também, que é assistir os filmes antigos da Disney, os clássicos, são de uma beleza inacreditável, esses que tem bichinhos, então tem Dumbo, Ursinho Poo, 101 Dálmatas, Aristogata, Rei Leão,
Qual mais que tem, hein? Comenta aí. Dami Vagabundo, ai gente, Bambi, tem lindos, Ursinho Poo, que foi minha obsessão mais forte, e esses documentários das animações, do Por Trás das Animações, que é fantástico, assim, gente, eu acho surreal, assim, esse trabalho. Enfim, essa é a minha obsessão atual, gostaram? Dá pra ver, né, pelo meu tom de voz.
Chegamos até o fim do episódio, gente. Estou até vermelha de tão empolgada com essa obsessão que eu fiquei e de tão intensa que eu fui nesse episódio. Estamos terminando com orelhinhas de ursinho puro para quem não está vendo o vídeo.
E é isso. Semana que vem temos o livro. Fiquem atentas pra pré-venda. Se você quiser ver os cortes desse episódio, eu tô testando outros formatos de conteúdo sobre podcast lá no meu Instagram, que são lindíssimos, modéstia à parte. Me segue lá no arroba lela.brandão Por favor, abre aí seu celular agora e vai lá me seguir.
Porque eu tenho uma multidão aqui de inscritos no podcast. E eu sei que tem muita gente que não está mais usando o Instagram. De tanto que eu falei para parar de usar as redes sociais. Mas eu sei que tem muita gente que usa o Instagram. Mesmo que de maneiras reduzidas. Então vai lá me seguir. Pô, caramba. Não peço nada para vocês. Vai lá me seguir. Arroba Lela.Brandão. Também para ver a revelação do título do livro. Que vem na quarta que vem.
E também para ficar por dentro do link. Mas eu vou mandar também no grupo do WhatsApp. E vocês não precisam se preocupar.
Segue a minha marca de roupas, cujo motivo do slogan vocês descobriram hoje, que é arroba lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co. Vocês têm desconto com o cupom gostosesthorona. E é isso, meu povo. Nos vemos na semana que vem? Pode ser? Então tá bom. Então um beijo e tchau.
Se você ficou até o final do episódio e faz parte do seleto clube das mais mais, as maiorais, as icônicas, as perfeitas, as maravilhosas, as minhas divas que moram no meu coração, primeiro eu queria agradecer vocês por uma coisa. Vocês lembram que um tempo atrás eu vim aqui falar que a gente estava concorrendo a um prêmio do iBest, que é uma votação popular? Minhas amigas, nós ganhamos.
Estou aqui em vídeo mostrando o nosso prêmio de voto popular do iBest. Recebemos, fomos glorificadas com esse prêmio. E isso é graças a vocês. Ao seleto clube das mais mais. Então sou eternamente grata. Eu até postei no meu Instagram assim. Sou eu, vocês e esse microfone azul contra o mundo. Unidas para sempre. Nós contra o mundo.
Estou muito feliz com esse prêmio. É um reconhecimento inacreditável. E quem diria que eu aqui do meu quartinho falando com vocês por uma hora ininterrupta, íamos chegar a lugares assim. Então eu tenho muito orgulho da nossa comunidade, dos lugares que a gente está ocupando e que a gente siga ocupando o nosso tamanho. Essa é a primeira coisa. E a segunda coisa é comente com um emoji de potinho de mel em homenagem ao ursinho Poo.
Se você ficou até o fim do episódio. Pra gente se reconhecer. E saber quem é que fica até o final do episódio. E eu ver que você ficou até o final do episódio. Tá bom? Então tá bom, minhas divas. Não esqueçam. Semana que vem. Pré-venda do livro. Quero muito que vocês comprem na pré-venda. Pra ganhar o mimo que a gente tá fazendo pra vocês. E que vocês gostem. Que vocês leiam.
aberto, que nervoso. Mas tá bom, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau. Amo, amo, amo vocês. Ai, não queria desligar nossa ligação. Queria ficar aqui falando mais umas duas horas. Mas tá bom, semana que vem a gente fala, tá bom? Beijo, tchau, amo vocês.
Lelabrandão.co
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