o perigo do desconforto confortável
hmm... acho que seu cérebro não ta se importando muito com a ideia de que você quer ser feliz. to achando que ele ta mais preocupado em sobreviver, e isso pode ser uma armadilha pra você. você já se viu em uma situação ruinzona, mas deu aquela preguiça de mudar? então.. melhor dar play.
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- desconforto confortávelautonomia · fundo do poço · mudança de vida · perguntas como ferramenta · processo de mudança · conexão com a vida · desconexão · energia para mudança · tempo de adaptação · percepção de progresso
- Estilo de Vidaexperiências de vida · crescimento pessoal · não há ponto final
- perguntas e respostasimportância das perguntas · respostas da vida · curiosidade
Oiê, deixa eu perguntar um negócio. Você sente que chegou lá? Você sente que você é uma pessoa que fala, eu cheguei lá. Você sente isso? Que você é uma mulher que acorda e fala, eu consegui, eu cheguei lá. Então vamos conversar, minha amiga. Porque recentemente eu participei de uma conversa que aconteceu no Clube do Livro da Manu Xavier. Já falei algumas vezes do Clube do Livro da Manu aqui.
porque a minha marca é apoiadora do Clube do Livro dela, né? E aí a gente vira e mexe, faz algumas coisas juntas, a gente já lançou algumas camisetas com o tema do Clube do Livro. E uma das coisas que a gente fez recentemente foi que eu participei de um talk, assim, uma conversa. Eu e a Manu, a gente fez uma conversa para as alunas sobre um tema que era autonomia, e depois a gente abriu para perguntas, e aí a gente ficou literalmente duas horas e meia.
conversando, e uma das alunas me trouxe uma pergunta que ficou na minha cabeça e eu acho que a gente precisa muito conversar sobre isso porque, de novo eu nem sabia que eu ia falar sobre esse tema hoje, e ele simplesmente tá assim, entalado na minha garganta então quando eu sento pra gravar e isso tá entalado na minha garganta
É porque geralmente tem alguém que precisa ouvir esse episódio exatamente agora, neste momento da vida. Então, se é você que estava precisando ouvir isso, por favor, comente aqui embaixo para eu ficar sabendo. E se não é você que estava precisando ouvir isso, manda para alguém, porque vai ver que alguém está precisando ouvir se você não está sabendo usar as palavras para ajudar a pessoa a sair desse lugar.
O que ela falou foi o seguinte, Lela, recentemente eu saí de uma fase muito ruim da minha vida. Eu tava num lugar que tava claramente pequeno pra mim, tava inóspito, tava com uma carinha de fundo do poço, eu tava numa exaustão, tava me sentindo desconectada da vida, só que eu passei muito tempo ali porque era um desconforto que de alguma forma era confortável, porque é conhecido, né? Isso não foi ela falando, sou eu comentando, porque é conhecido.
E ali eu fiquei por muito tempo, foi uma fase muito difícil da minha vida, e eu consegui sair. Eu consegui fazer um movimento através de várias decisões que eu tive na minha vida, eu consegui fazer um movimento para sair desse momento, para ir para um outro momento.
E agora eu tô nesse lugar onde eu saí do fundo do poço, digamos assim, né? Eu saí do momento mais inflamado desse lugar onde eu tava. Só que eu ainda não cheguei lá. Eu não sinto que eu cheguei lá. Eu saí e eu não tô mais me sentindo seca por dentro. Eu acordo e eu consigo sair da cama, sabe? Eu não me sinto tão péssima como eu tava me sentindo recentemente. Mas eu sinto que eu não cheguei lá.
Eu não cheguei lá, eu não me sinto conectada com isso que vocês colocam, que eu e a Manu já estavam falando, de se conectar com a expansão, com o que é o prazer, e viver deliciosamente, e entender tudo que você pode ser, e abraçar as suas escolhas, e os seus sims, e os seus não, e etc. Não me sinto assim. Eu não sinto que eu cheguei lá. O que eu posso fazer para chegar lá? E aí ela falou várias outras coisas, mas o que me chamou muita atenção foi isso, assim. Lá aonde?
Lá onde fiar? Foi exatamente assim que eu falei pra ela. Eu quero discorrer sobre essa questão, porque esse é o movimento que a gente vai fazer inúmeras vezes na vida, que é ir pro fundo do poço e sair, e ir pro fundo do poço e sair, com a clareza de que em breve voltaremos.
E a gente precisa desenvolver ferramentas para lidar com esse vai e vem da vida, porque inevitavelmente a vida vai jogar a gente para lugares difíceis. Às vezes com coisas que saem do nosso controle e não dependem literalmente da nossa escolha, então tipo, imprevistos da vida que acontecem, a gente não tem muito poder sobre eles. Ou às vezes são consequências diretas de algo que a gente realmente escolheu, e a gente escolheu meio mal, um caminho meio torto.
E acabou ali caindo num fundo do poço, num chão falso ali. Igual tinha nos desenhos animados, lembra? Na floresta que tinha um chão falso, que a galera caía. Mais ou menos assim. Então eu quero trazer alguns pontos sobre isso. Primeiro ponto que eu queria chamar a atenção. A gente precisa entender...
Quando a gente faz o movimento de sair do fundo do poço, sair de um desconforto, sair de uma situação que não está comportando mais a gente, que a gente olha e tem certeza que não é mais o que a gente quer da nossa vida, isso dá um trabalho. E eu sei que você que está ouvindo, quando eu perguntar você já vai pensar exatamente na mesma hora, eu vou perguntar.
Qual é a área da sua vida que está um desconforto confortável? Já vai vir na sua cabeça agora. Vai vir a resposta. No meu trabalho, no meu relacionamento, na minha casa, na cidade onde eu moro, na minha amizade com tal pessoa, no jeito que eu levo a relação com meus pais, no meu corpo, enfim. Vem a resposta imediata. Agora pensa, mesmo que você tenha uma certa clareza disso, está atualmente atuando como um desconforto confortável?
Olha tudo que precisa ser feito para você sair dessa situação. Só de pensar dá uma canseira. Então, o que eu queria que vocês tivessem clareza ouvindo é que sair de um lugar desconfortável dá um trabalhão.
E eu não estou falando isso para desincentivar você sair do fundo do poço. Mas sim para você ter clareza que não é à toa que é tão difícil sair. E se você saiu, você se dá um tapinha nas costas aí, porque você realizou um trabalhão, que às vezes parece para você que é qualquer coisa e não é. Dá um trabalhão por várias coisas. Primeira coisa.
Porque enquanto você está numa situação de merda, e você percebe, tem esse momento que você fala, peraí, agora está insustentável, peraí, agora eu não consigo continuar. Você começa a se imaginar daqui a um ano, nessa mesma situação, seja no relacionamento, ou todas essas outras abas que a gente abriu, e você fala, não dá, não consigo. Não consigo me imaginar daqui a um ano, dois anos, cinco anos. Continuando fazendo isso é insuportável para mim. Eu estou chegando no meu limite. Quando você percebe isso, e você...
faz o movimento de querer sair disso e começar a mexer os pauzinhos para sair disso, você tem que enfrentar um período em que você não tem mais energia, porque você já está exausta, você já está exausta por conta dessa situação que você está de merda.
Então você já está exausta, sobrevivendo por aparelhos, e você tem que tirar uma força do cu, de não sei aonde, para plantar um novo caminho, porque esse que você está cursando aí não deu certo para você. Isso exige uma energia descomunal. Eu acho importante ter clareza disso.
E também ter clareza de que isso é passageiro. Você vai ter que fazer aí uma dupla jornada pra tancar o que é sobreviver a uma situação de merda e plantar um novo caminho. Porque as coisas não acontecem imediatamente. Você precisa planejar, fazer um plano de fuga. Já falamos disso aqui no podcast, no episódio Plano de Fuga.
E o plano de fuga, se ele é feito muito de uma hora para outra, se a sua parada é, ai, vou largar tudo, sabe? Vou largar essa merda. Sabe aquele meme que é a pessoa jogando os papéis para cima e depois tendo que catar? É exatamente isso que acontece na vida real. Se você larga tudo de um dia para o outro, vão ter consequências maiores, geralmente.
Então existe um planejamento para você sair de um lugar e ir para um outro melhor. E sair de um caminho que você já entendeu que não deu certo. E desbravar, começar a desmatar com um facão a estrada que pode ser que dê em um outro caminho que você goste mais.
E isso te exige muita energia. É uma energia que vale a pena ser gasta. Porque é a sua vida, né, minha amiga? Ninguém vai chegar aí pra te salvar, infelizmente. Já diria Caliuches, se você precisa de um herói, olhe no espelho. No nosso caso, uma heroína, mas eu odeio falar a palavra heroína. Porque também significa uma droga horrorosa. Então é melhor a gente usar o masculino da palavra uma única vez nesse podcast.
Então, a gente precisa enfrentar esse momento sabendo que ele termina e sabendo que a gente vai precisar dedicar uma energia descomunal para se movimentar. E aí eu lembrei de um livro que eu estava lendo, que eu já comentei com vocês, que chama Para John, da John Didion.
que eu odeio falar o nome dela, vem Joan Didion. Enfim, gente. Eu acho que eu já devo até ter comentado sobre esse trecho. Desculpa se eu for repetitiva, mas é que a gente se fala uma hora toda semana e aí é meio impossível não repetir as coisas que eu falo, porque eu sou uma só. O livro são transcrições.
das sessões que ela tem com o psiquiatra dela. E o tema principal é ela lidando com a filha dela, que tem vício com álcool. E aí eles estavam falando de depressão e tal, e se ela precisava tomar remédio, alguma coisa assim. E aí o psiquiatra dela fala assim, olha, quando uma pessoa está muito baixo astral...
Às vezes, ele falando como psiquiatra, a gente tem que observar caso a caso, porque às vezes a pessoa precisa de ferramentas para atravessar aquele momento, que é muito difícil, mas ela precisa atravessar, ela não vai poder largar tudo e esperar o momento passar, ela precisa agir, então ela precisa de ferramentas. As ferramentas essas podem ser terapias, remédios, enfim, coisas inúmeras que eu não sou psicóloga nem psiquiatra para receitar.
E aí ele fala uma outra coisa que eu achei muito interessante, que é, mas para muitas pessoas, um estado depressivo que ele coloca, que é tipo um baixo astral, você perceber que você está no fundo do poço, desconectada, seca, que é o que a gente sempre fala, a clareza desse baixo astral, ele fala que é tipo um negócio que te movimenta para algo melhor. E aí depois eles começam a discutir sobre como todo mundo passa por estados depressivos na vida, não necessariamente uma depressão patológica.
E que tem pessoas que conseguem achar recursos dentro de si para entender a depressão. Depressão, vamos mudar essa palavra aqui. Para entender esse baixo astral, esse fundo do poço, essa desconexão e secura como um sinal de que é preciso mudar de vida. E tem outras pessoas ou outros momentos da vida da mesma pessoa que ela precisa de ferramentas como remédios para atravessar esse lugar, esse momento e poder construir algo melhor para elas mesmas.
E por que é tão difícil, né, sair do lugar, mesmo sabendo que ele tá fazendo muito mal pra você? O contexto em que você tá, quando não é algo que é um desequilíbrio químico, que você precisa ser medicada e etc. Por que mesmo assim é tão difícil de sair? Eu tenho algumas hipóteses. Primeira é que dá muito trabalho de você mudar tudo na sua vida.
E você mudar tudo que envolve o que está te deixando mal. E muitas vezes a gente não sabe nem por onde começar. A segunda coisa é. Porque o que é conhecido. Mesmo que faça mal para a gente. Mesmo que a gente tenha clareza de que aquilo está nos fazendo mal. O que é conhecido é delicioso. Porque o seu cérebro sabe lidar. E é o que a gente já conversou em outros episódios. A nossa cabeça. Ela não é feita para fazer. Ela não evoluiu para que a gente seja feliz.
Ela evoluiu para que a gente sobreviva. E o modo de sobrevivência da cabeça é eu não vou encarar coisas desconhecidas e novas, porque eu não sei se eu vou saber lidar, porque o novo dá medo e pode sair uma infinidade de coisas de novos caminhos. Esse aqui está péssimo, mas eu sei lidar. Saber lidar não quer dizer que você está bem, não quer dizer que você está feliz, não quer dizer que você precisa passar a sua vida inteira confinada a esse estado que você está, sabendo que é um estado ruim.
Tem uma frase que eu falei pra Marcela, acabou indo parar até no livro dela, dos sintomas, pra Marcela Ceribelli, que é, eu sei que você aguenta, mas não aguente. Essa decisão de não aguentar o que a gente sabe que a gente é capaz de aguentar, só tem como partir da gente, porque a gente evoluiu pra só aguentar, só sobreviver.
Então, ter clareza também de que o conhecido é delicioso e mesmo que seja desconfortável, ele é confortável. Dá também um pouco mais de contorno do porquê que é tão difícil de sair de uma situação, mesmo que ela seja ruim pra você. E a terceira coisa sobre porquê que é tão difícil da gente sair de situações difíceis. E aqui não estamos falando de depressão, tá gente? Aqui a gente pegou uma...
A gente pegou uma esquerda aqui e foi pra um lugar que, enfim, saiu um pouco do tema. Tô falando mais de situações de merda, que são muito difíceis de se desapegar dessas situações. Mesmo a vida te mostrando que não é aí que você deveria estar. É que quando você tá mal, muitas vezes o mundo ao seu redor...
se adapta para ser um pouco mais gentil com você. Se você não está mal o tempo todo, se você está enfrentando um período difícil, geralmente as pessoas são grossas, elas seguram um pouco, botam um pouco o pé no freio, as pessoas são mais acolhedoras, aparecem amizades que... Não sei se vocês têm isso, mas eu tenho algumas amigas que elas realmente só aparecem quando eu estou mal.
e aí eu não tô falando mal delas mas existe esse tipo de amizade assim que só aparece quando você tá mal eu lembro que teve um relacionamento e aí eu vou mostrar um lado tóxico meu que é antigo, faz mais de 10 anos isso mas que eu lembro claramente de ter feito, que eu tava num relacionamento que o meu namorado da época simplesmente não dava a mínima pra mim
Ele não estava nem aí pra mim. Ele nem me falava onde ele estava, onde ele não estava. Se ele queria me ver, se ele não queria. Não me perguntava do meu dia, enfim. Ele não estava nem aí pra mim. O único momento que ele me procurava é quando ele estava mal. E aí, quando ele estava mal, ele era muito carinhoso comigo. Ele pedia mil conselhos, me escutava, falava que eu estava certa. E aí, isso aconteceu várias vezes até eu começar a gostar de quando ele estava mal.
Porque era o momento que ele se aproximava de mim. Então tem isso também. As pessoas gostam de se sentir úteis. Para quem está em um momento difícil. E aí às vezes você acaba gostando desse carinho. De alguma forma. Que é difícil de você desapegar. Porque você se sente acolhida. Amparada de alguma forma naquele lugar.
Então, esses, ao meu ver, são alguns fatores que fazem com que se desprender de situações de merda sejam tão difíceis, mesmo que elas sejam uma merda. E apesar de tudo isso, voltando à pergunta da aluna da Manu, apesar de tudo isso, ela saiu, voltando para a pergunta dela, né? Ela falou que ela...
saiu desse lugar tão seco, desse lugar de exaustão, desse lugar de parecer que ela estava num beco sem saída, ela saiu, ela não está se sentindo expansiva e solar e etc, e isso estava deixando ela muito mal, isso estava deixando ela incomodada e angustiada, essa foi a palavra que ela falou, angustiada. Apesar de todo o apelo que as situações que são...
desconfortáveis e confortáveis ao mesmo tempo, tem a gente decide sair, a gente consegue ter a habilidade de se conectar com o desejo de sair se comprometer consigo mesma a ponto de falar, eu renuncio a posição que eu tô aqui eu renuncio a essa situação de merda que é tão conhecida e confortável pra mim eu não quero mais isso a gente tem a força de fazer isso, a gente tem a força de criar um novo caminho, enquanto a gente sobrevive a esse caminho de bosta tanto
A gente tem a energia para enfrentar isso simultaneamente, então a sobrevivência e a criação de um novo caminho. A gente sai disso, olha quanta energia que foi, e ainda assim se sente angustiada, sem perceber que isso dá um trabalhão, isso dá um trabalhão que a gente fez, e a gente deveria se sentir orgulhosa de ter feito.
Mas a gente só pensa no que a gente não tem. E não no que a gente já conseguiu. E a gente fica vivendo a nossa vida pensando no copo vazio. Pensando que a gente ainda não chegou lá. Que a gente não acorda sentindo que a gente chegou lá. Que a gente não acorda se sentindo expansiva, vivendo deliciosamente, se sentindo solar e alegre, feliz. Mas peraí, a gente traçou um caminhão, né? A gente traçou um caminho bem grandão. Então o que eu tenho pra falar é, primeiro, o tempo da vida.
Não é o tempo do chat GPT. Infelizmente, a gente não tem como desejar uma coisa e ela acontecer no dia seguinte. A gente tem que lidar com um passo após um passo, após um passo, e ir caminhando e caminhando, às vezes mais lenta, às vezes mais rápida, às vezes correndo, às vezes sentada para descansar. A gente vai caminhando até olhar para trás e ver o tamanho do caminho e quantas pegadas a gente deixou e como longe a gente está do lugar que a gente teve a coragem de renunciar.
Então, Fia, se acalma, se acalma, você já percorreu um caminho gigante. Olha quanta coisa você deixou para trás. Olha quanta coisa você teve que inventar, quantos caminhos novos, quantas novas decisões.
Olha quantas coisas conhecidas você teve que deixar para trás para abraçar um novo que você nem sabia se você ia gostar ou não, mas você conseguiu sair de um lugar péssimo. Então, por que a gente não dá o tempo do corpo se acostumar com essa nova realidade? Por que a gente quer imediatamente o próximo passo? Por que a gente não se dá o tempo de simplesmente estar onde a gente está? Porque a gente nunca mais vai estar aqui. E aí, voltando para a pergunta dela, se você sente que não chegou lá,
Lá aonde? Qual é essa ideia de lugar, de ponto final que a gente vai chegar na vida, que a gente vai se sentir satisfeita magicamente? A gente vai chegar e vai falar, ó, cheguei lá, posso relaxar o resto da vida, ó, tô de boa. Agora eu tô de boa. Não existe. Spoiler, não existe.
Eu acho que não existe. Eu tenho 32 anos, mas já falei com várias pessoas mais velhas e todo mundo fala a mesma coisa. Não existe um ponto final na vida. Existem várias coisas que vão se criando e você vai navegando elas e colecionando experiências e se conhecendo muito no caminho.
Porque às vezes a gente acredita que a vida é igual um jogo de tabuleiro, que tem uma casa depois de outra casa, um objetivo final, e aí tem as casinhas que você tem que ir andando até chegar nesse objetivo final, e uma linha que é só uma linha, uma fila indiana, né? Assim, como um caminho que você vai dar o próximo passo, e depois o próximo passo, e depois o próximo passo, e aí ele vai te levar exatamente aonde você acha que você tem que ir, ou onde você quer ir, e não é.
Essa não é a imagem da vida, não é um jogo de tabuleiro com objetivo final. A imagem da vida está muito mais próxima de uma raiz, de uma árvore enorme, cheia de raízes e bifurcações das escolhas que você teve que tomar, ou que você deixou de tomar, que vão indo mais fundo, mais fundo, mais fundo, até você chegar na raiz mais funda, que vai ter mais uma raiz funda e é infinito, que vai até o centro da Terra e explode.
Mas está muito mais para uma coisa muito mais complexa e cheia de possibilidades do que um jogo de tabuleiro. E se você já ouve esse podcast há algum tempo, você já deve ter percebido que eu sou um pouco obcecada por perguntas. Eu sempre começo, hoje em específico eu não comecei, mas eu quase sempre começo o podcast com algumas perguntas. Porque são as perguntas que passaram na minha cabeça e me motivaram a aprofundar a discussão aqui no podcast.
Mas eu tenho uma obsessão, eu tenho uma fixação, e eu sou completamente apaixonada por perguntas. Porque eu acho que perguntas criam movimentos. A pergunta, ela é a manifestação de uma coisa muito importante para mim, que é a curiosidade.
E quando você estava no fundo do poço, quando você estava numa situação de merda, ou se você está nessa situação agora, se você está ouvindo e se reconhecendo nesse lugar desconfortável, que traz algum conforto, que é familiar de alguma forma, o que a gente faz, o primeiro passo para a gente sair desse lugar, é lançar uma pergunta para a vida, que é, como é que eu saio daqui? A gente nunca vai saber responder essa pergunta de primeira.
E às vezes essa falta de resposta traz angústia, que eu acho que é isso que aconteceu com a aluna da Manu, que estava conversando comigo. Porque a gente espera respostas imediatas da vida igual a gente pergunta para o chat GPT Oi, como eu me sinto mais expansiva? E aí ele te dá ali
Ou tipo, como que eu saio daqui? Aí ele te dá um caminho. Não é assim que a vida funciona. A vida funciona dessa forma. Você se deixa ser inundada com uma pergunta. Quando essa pergunta toca você, você não vai saber responder. Porque se essa pergunta veio para você, é porque você não tem a resposta. Só que só o fato de você ter perguntado vai fazer com que você crie movimentos que você não teria como criar.
Antes de fazer essa pergunta. Se você não tivesse reparado que você quer sair desse lugar. Você não teria como ouvir a pergunta. Como é que eu saio daqui? Porque você nem ia querer sair desse lugar. Essa pergunta cria novos caminhos. E esses novos caminhos. Como é que eu saio daqui? Você pode escolher qualquer um deles. E apostar em qualquer um deles. E apostar no desconhecido. Requer muita coragem.
muita coragem, mas a gente segue fazendo isso, porque a gente é as maiorais porque a gente é muito xerecuda que a gente vai lá e fala, é eu não sei onde esse caminho vai dar mas eu que não vou ficar aqui eu vou pegar esse caminho, nem que ele me leve pro cafundó do Judas, será que é politicamente incorreto essa frase, gente? Me corrija aí cafundó do Judas
Essa pergunta cria caminhos e a gente, com a nossa coragem de renunciar àquilo que não nos serve mais, a gente aposta nesse caminho sem saber para onde eles vão dar. Que foi o caso dessa Mona que me fez essa pergunta, que me fez essa pergunta, né? Como é que eu faço para chegar lá?
Você já saiu, você já criou um caminho através do seu poder de alquimia, de sentir que não estava bem, se deixar ser tocada pela tristeza que te mostra que a sua vida precisa mudar, criar uma pergunta que abre um monte de caminho, apostar em um caminho, traçar esse caminho.
caminhar, você sair, e ainda assim você se sente angustiada, porque você não encontrou a resposta de como é que eu me sinto mais expansiva, mas você só consegue fazer essa pergunta do como é que eu posso me sentir mais expansiva, como é que eu posso me conectar com essa coisa da expansão, da delícia de viver, de prosperar em todos os sentidos, não só financeiro.
Você só tem como fazer essa pergunta porque você saiu, porque você fez uma pergunta que te levou a ir. E eu acho que o tesão da vida, gente, e é isso que eu tenho, eu acredito com todos os átomos do meu ser, inclusive algo que eu falo no meu livro, vocês não me aguentam mais falar do meu livro, mas desculpa, foi mal. É você entrar nesse fluxo de perguntas e ver onde elas te levam, sabendo que não existe um horizonte. Você tá caminhando em direção a um horizonte que nunca vai chegar.
mais você está caminhando. E é uma delícia caminhar. E você só pode caminhar porque a pergunta como é que eu saio daqui te levou para uma próxima pergunta que é como é que eu posso me conectar mais com essa coisa da expansão? E aí essa pergunta pode te levar para uma nova pergunta que vai te levar para uma nova pergunta. Mas você precisa estar comprometida com as perguntas e não com as respostas. Porque as respostas não vão vir. Deu para entender? Por que eu sou obcecada?
Porque se tá te incomodando, que você ainda não chegou lá, que você não se sente totalmente... E aí, indo pra além da Fia que me perguntou, da Mona que me perguntou, da Diva que me perguntou.
Se você não se sente de boca cheia falando, eu sou uma mulher bem sucedida, eu sou feliz em todos os campos da minha vida, eu sou realizada, eu cheguei lá. Se você não consegue falar que você chegou lá, tá na hora de perguntar se o lá existe. E se você quer chegar lá, ou se você quer que o caminho até lá seja delicioso. Essa é uma escolha sua.
Porque você pode passar a vida inteira buscando um resultado. Ou você pode passar a vida inteira caminhando em direção a um resultado com foco no caminho. Então, eu gosto mais de acreditar nessa segunda opção, que o Lá não existe.
E que se você está angustiada porque você não chegou lá, porque você não obteve a resposta que você gostaria, que você não chegou em um momento de plenitude extrema, é talvez porque a gente não chega em um momento, uma fase de plenitude extrema. Talvez porque a plenitude esteja em alguns minutos por dia.
E não em uma fase infelizes para sempre na sua vida. Então pense nas suas perguntas. Cuide delas. Qual foi a última pergunta que você fez que te levou até aí? E se você está angustiada porque você não chegou na resposta da sua pergunta. Como é que eu saio daqui? E ela está angustiada porque ela não chegou no que ela tinha imaginado que seria o lugar onde ela ia chegar. Que é esse lugar de expansão e etc. Talvez seja a hora de uma nova pergunta.
E fique aberta para as perguntas. Esteja atenta às perguntas. Elas estão em todos os lugares. Mas você precisa estar atenta. E você precisa ser extremamente comprometida em se agarrar a elas e ver para onde elas te levam. E eu tomara que o caminho seja delicioso. Fico só na torcida aqui. Pela senhora. Tá bom? Vamos para o choro da semana? Gente, eu tenho dois mini choros da semana para compartilhar.
Mas os dois têm a ver. O primeiro foi que eu voltei para a academia, né? Isso era uma das minhas metas do ano, que eu tinha parado de... Eu ainda continuo com a meta do fazer um esporte divertido. Para quem não ouviu o episódio Como Ser Feliz em 2026, eu falo sobre isso, que eu quero muito fazer um esporte que me traga muito prazer, diversão e etc. Ainda não consegui.
Mas eu vou conseguir fazer isso a longo prazo, não sei quando. Mas a primeira parte da meta era voltar pra musculação. Porque eu tava fazendo musculação três vezes por semana no ano passado. E aí eu saí da academia que eu tava. E eu precisava procurar uma nova academia, me matricular, etc. Achar uma personal. Consegui concluir isso. Olha só. Tá vendo? Tapinha nas costas. E aí eu me matriculei numa nova academia, que eu tô adorando e tal.
Só que na segunda-feira eu tive um dia de merda, um dia muito ruim mesmo, foi um dia bem difícil. E aí eu não vi a hora de chegar na academia para descontar meu estresse na musculação. Eis que eu cheguei lá e quebrou o ar-condicionado.
Ai, nossa, que pena, quebrou o ar compulsionado. Gente, não. Parecia que eu tava numa hot yoga. Vocês já fizeram hot yoga? É uma sauna úmida. Só que quando você vai no hot yoga, você escolhe, né? Quero fazer hot yoga, quero fazer yoga e passar muito calor e suar. Eu não escolhi isso. Lá fui eu fazer musculação nessa sauna. Eu tava muito quente. Aí eu falei, puta que merda, né? Tá bom, vamos lá. Gente, começou uma suvaqueira. Começou um cheiro de cebola crua.
Olha, vou falar pra vocês. Você já precisa de força de vontade pra sair da sua casa e ir na academia. Ainda chega lá. Tá um hot musculação culposo, sem intenção de hot musculação. E ainda um cheiro de cebola crua, de CC, de suvaqueira. Não, gente, aí já é humilhação demais.
Esse foi o choro da semana número 1, gostaram? Bem breve. E aí eu fiquei sabendo que não voltou ainda o ar-condicionado até hoje e eu vou pra lá hoje. Então vamos ter o Hot Musculação Culposo Parte 2. E a segunda coisa é que eu fui gravar esse episódio, não sei o que aconteceu, mas isso nunca tinha acontecido antes. Eu tava gravando, tava no meio do episódio e aí eu vi eu gravo o vídeo no meu celular, né? E aí eu fico monitorando por um mini espelhinho que eu tenho pra mostrar pra vocês.
Eu fico monitorando por esse mini espelhinho aqui, ó. Quem tá vendo o vídeo tá vendo. Que é um mini espelhinho que eu tenho aqui pra me maquiar. E aí eu fico só vendo se tá bom o enquadramento aqui e tal. E aí eu vi que começou a travar, travar, travar. Quando eu vejo, gente, meu celular super aqueceu. Isso nunca tinha acontecido. Ele super aqueceu. Ele tava assim... Eu não conseguia nem segurar ele. Eu tive que parar a gravação. Para a gravação. Para a gravação. Eu tive que parar a gravação. Tirar ele aqui do suporte e deixar ele no freezer.
Tive que deixar meu celular no freezer por uns 10 minutos pra ele voltar à temperatura normal e eu consegui gravar o episódio. Não sei se os astros estavam me dando um recado, tipo assim, não grave esse episódio, mas eu fui fiel ao meu desejo e gravei o episódio. Espero que eu não tenha prejudicado o alinhamento cósmico ou a vontade de alguma divindade com isso. Gente, eu vou longe, né? O celular superaqueceu e eu aqui pensando se eram os planos do universo.
Enfim, vamos para a obsessão atual? Gente, minha obsessão atual é que na hora que for para o ar esse episódio provavelmente já vai estar no fim. Mas eu estou completamente obcecada com Big Brother. Eu não vejo a hora de acabar para eu voltar à minha vida. Eu não consigo ler um livro. O volume de livros que eu li esse ano é baixíssimo porque eu fico querendo ver Big Brother.
E eu não consigo ler. Sabe o que é desligar a TV e vai ler um livro? Eu não consigo desligar a TV e ler um livro. Eu li uma unidade... Não, mentira. Eu li bastante em janeiro, mas depois das férias, eu concluí, mesmo concluí um livro. Eu li um outro aqui, que era minúsculo, que eu falei assim, vou pegar esse livro minúsculo aqui, que chama Os Quatro Compromissos, e eu vou ler só para aumentar a minha autoestima, e eu já ir para o próximo.
Minha gente, nem esse aqui eu consegui terminar e já fui para outro, fui para esse Parajon, que eu tive que ter uma resiliência também, porque não é um livro uau, maravilhoso, icônico, mas é bem interessante.
E agora eu acabei esse, não tô lendo nada. E não me dá... Eu não tenho vontade de pegar um livro pra ler porque eu fico descaralhada nessa desgraça de Big Brother que eu tô viciada. Então eu não vejo a hora de acabar pra eu poder retomar minha vida e lidar com o vazio de não ter mais o Big Brother pra assistir e retomar minha vida, gente. Não tem condição de viver nessa alienação, não. Preciso voltar, véi.
Preciso ter intelecto. Preciso estudar. Ai, gente, é isso. Episódio um pouquinho mais curto essa semana. Espero que vocês tenham gostado de qualquer forma. Se você gostou, não esqueça de me seguir nas redes sociais. É arroba lela.brandão. Tanto no Instagram quanto no TikTok. Minha marca é arroba lelabrandão.co ou www.lelabrandão.co Você tem desconto com o pão gostosa de chorona. E entra no nosso grupo do zap. Que lá vocês têm várias informações confidenciais. Tá bom?
Espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje, gente. Foi meio bagunçado, eu acho, né? Eu sempre acho que foi bagunçado. E depois as meninas que trabalham comigo ouvem e falam que não foi bagunçado. Mas espero que dessa vez não se comprove a minha sensação de que foi bagunçado. E se você sentiu que o episódio era direcionado a você, por favor, me escreva. Eu adoro saber disso. Tá bom? Então tá bom. Nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau. Tchau.
Se você ficou até o final do episódio. E faz parte do seleto grupo. Das maiorais. Das mais mais. Das icônicas que ficam até o final do episódio. Você, além de ter o emoji. Pra eu saber que você ficou até o final do episódio. Você vai ter um spoiler. De uma coisa que está vindo aí. Muito em breve. Muito, muito em breve. Eu acho que é semana que vem, se eu não me engano. Ou daqui a algumas semanas.
Que é o jogo do gostoso também choram. Gente, vocês acreditam? A gente falou de jogo de tabuleiro hoje. Quem poderia imaginar que eu ia falar isso? Gente, faz dois anos que eu tô querendo criar o jogo do gostoso também choram. Porque a intenção do podcast é que ele gere conversas, né?
eu faço aqui uma hora de reflexões, e aí o que eu gosto são das conversas que surgem a partir deles, então eu adoro receber mensagens, tipo, eu e minha irmã, a gente ficou conversando sobre tal episódio, a gente chegou nessa conclusão, indiquei o livro que você falou pra minha mãe, tava conversando com uma amiga, aí eu gosto muito de receber os prints, tipo, da pessoa indicando o episódio pra outra, o que eu quero é mesmo isso, assim, sabe? Que as conversas que a gente tem aqui, elas se reverberem e se expandam e tenham novas camadas e pontuadas.
de vista e etc e aí eu fiquei com esse sonho desde 2024 assim que foi o primeiro ano completo do podcast, de como que eu poderia fazer pra que vocês tivessem a sensação de que estão dentro do podcast realmente conversando sobre os temas que a gente gosta aqui, não só comigo, mas com outras pessoas também, e aí eu comecei a ter essa ideia de fazer um jogo de conversação que é tipo um deck de cartas com perguntas inspiradas no podcast tanto ver tanto ver
E aí eu tô há dois anos tentando fazer isso. Mais de dois anos, né? É, dois anos, desculpa, gente. Eu não conseguia fazer a conta. 2026, menos 2024. Eu tô há dois anos tentando fazer isso. É muito difícil, porque não é a minha expertise. Eu não sei. Eu sei produzir roupa. Eu não sei produzir jogo, né? Tipo assim, que é papel.
esse tipo é um outro tipo de arquivo, outro tipo de tudo. E aí eu chamei uma querida amiga minha, que é a Isa Gides, ela tem uma papelaria que se chama Ilustrale, que é muito legal, os produtos são muito incríveis, de muita qualidade e tal, e eu chamei ela e falei, Isa, o que você acha dessa ideia? Você desenvolveria esse jogo para mim? E aí a gente faz juntas, eu dou as ideias, etc, tipo dirijo, e você cria esse jogo? Porque ela já fez alguns jogos de conversação.
E aí ela topou. E aí a gente fez juntas esse jogo que vai se chamar Gostosos Também Choram O Jogo. Então é um deck com 50 cartas, com perguntas inspiradas nos episódios do podcast, em piadas internas nossas, em reflexões que já apareceram aqui no podcast.
E aí elas são, ai gente, tem tanta coisa que eu queria falar, não vou ficar falando tudo agora, assim, mas eu sei que elas vêm pro mundo agora no fim de abril. Eu falo mais sobre ele quando ele lançar aqui no podcast pra vocês saberem. E aí tem ilustrações maravilhosas da porta amarela, dos figos, da vaquinha peluda, assim, o verso das cartas, a gente segmentou por temas. Então tem amor, eu, felicidade, conexão e perguntas gerais.
então tem esses temas gerais, cada um tem uma ilustração as ilustrações ficaram maravilhosas quem fez foi o nome dele é Luiz Gabriel o arroba dele é LugBR, foi a Isa que chamou ele para o projeto as ilustrações ficaram maravilhosas, o jogo está maravilhoso está com uma qualidade incrível e é um mal para esperar para ver vocês jogando, então queria só deixar esse spoiler para vocês, para o Clube das Mais Mais não é todo mundo que sabe disso ainda
Mas é isso, fica aí ligada no meu perfil, no perfil da Lela Brancô, que em breve a gente vai começar a postar um pouquinho mais por trás do processo e apresentar o jogo pro mundo, nem acredito. Tá, agora se você chegou até o fim do episódio, comente com emoji de cartas. Tem uma carta que é uma carta de baralho mesmo, que é tipo um coringa, mas tem cartas escritas também que pode ser uma piadinha interna.
Então comente com emoji de cartas. Para eu saber que você está sabendo do jogo. E é isso gente. Nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau.