e se descobrissem a pior coisa que você já fez?
qual foi a pior coisa que você já fez? e se as pessoas que você mais ama no mundo descobrissem seu pior erro? será que eles continuariam te amando, ou mudaria o jeito que eles te enxergam para sempre? mas e se.. você descobrisse a pior coisa que as pessoas que você ama fizeram? será que elas são definidas pelo pior erro da vida delas? essas e outras perguntas em um looping de questões existenciais no episódio de hoje. boa sorte!
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Assista O Drama nos cinemas a partir de 09/04, ingressos no link:
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- Erros que travam a vida
- O filme O DramaZendaya · Robert Pattinson
- Vulnerabilidade em Relacionamentos
- Erosão silenciosa da identidade
- Aceitação Radical e Negociação com Realidade
Oiê, eu vou te fazer uma pergunta que você não vai querer responder publicamente, então responde bem fundo aí na sua cabeça, ninguém precisa saber. Qual foi a pior coisa que você já fez na sua vida?
Desde que você nasceu, pensa aí qual foi a sua pior versão, a coisa mais escabrosa que você já cometeu. Pensa naquele momento que você fez uma coisa inimaginável. Pensou? Pesou o clima, eu sei, mas fica comigo. E se as pessoas descobrissem?
E se descobrissem a pior coisa que você já fez. Calma, calma. Você está segura. Eu não vou expor seu segredo para ninguém. Até porque eu não tenho o poder de ler mentes ainda. A não ser que você queira compartilhar. Qual foi a pior coisa que você já fez aqui nos comentários do Spotify. Só pelo bem do entretenimento.
Mas fica com essa pergunta na cabeça, porque hoje a gente vai ter um daqueles episódios cheios de perguntas cabeludas, que não tem certo e errado, sim ou não.
mas que dão muito pano para a manga. O que aconteceu? Eu assisti um filme há algumas semanas e eu simplesmente não consigo parar de pensar nele. Não só porque eu fiquei obcecada, realmente amei muito o filme, mas porque é daqueles filmes que... Sabe quando você assiste um filme e ele começa a levantar um monte de questões impossíveis de serem respondidas e o seu cérebro entra em parafuso porque você acorda...
Com uma resposta pra uma pergunta. E aí ao longo do dia essa resposta muda. Aí você conversa com a pessoa e a resposta muda. E aí você simplesmente se sente incapaz de continuar a sua vida. Porque você precisa pensar nesse filme. É assim que eu tenho estado nas últimas semanas. Que eu já mudei de ideia em relação a quem tá certo. Quem tá errado. O que eu faria no lugar dos personagens. E eu fui e voltei. E fui de novo umas 20 vezes só nessa semana. O filme que eu tô falando se chama O Drama. O Drama.
Eu acho que você ainda não viu, porque ele ainda não lançou no Brasil. Mas ele tá pra lançar. Eu acho que esse episódio sai no dia 7. E ele tá pra lançar no dia 9. Então depois de amanhã, ele vai tá em cartaz no cinema. É aquele filme da Zendaya com o Robert Pattinson. Sabe? Que eles tão fazendo uma super tour, super chique.
quem está mais chique do que ele sou eu, que assisti antes de todo mundo a convite da Diamond Films, que me chamou para assistir esse filme e ver se eu queria criar um episódio inspirado nesse filme. Então, eu fui ao cinema, eu estou muito chique, eu fui ao cinema antes de todo mundo para ver o drama.
E ele não só inspirou esse episódio, esse filme não só inspirou esse episódio, como abalou as minhas estruturas. E agora eu simplesmente não vejo a hora de você, que está escutando, ir ao cinema, assistir o filme e vir discutir comigo. Porque é um filme que abre todas as abas de questões. E eu simplesmente não tenho ninguém para conversar sobre esse filme, porque só eu vi ele.
Então, quando vocês forem ver o filme, volta aqui nos comentários para me falar o que vocês acharam, porque eu estou doida para conversar sobre esse filme, e por isso vamos falar sobre ele durante uma hora, nesse episódio, não sobre ele, mas sobre uma coisa que eu pensei assistindo ele. Mas vamos lá, começando do começo, vou explicar porque esse filme mexeu tanto comigo.
E, obviamente, eu não vou dar nenhum spoiler nesse episódio, porque eu não sou louca. Vocês fariam um motim, apareceriam aqui na minha casa, protestando se eu desse algum spoiler nesse episódio. Mas eu vou falar da premissa do filme, tá? Coisas que, se você ver o trailer, você já entende.
É a história de um casal, que é, no caso, Zendaya e Robert Pattinson, que eles estão prestes a casar. Estão com o casamento marcado. Aí, eles convidam um casal, um outro casal, que são a madrinha e o padrinho do casamento. Deu pra entender, né? Eles são amigos. E aí, eles convidam esse casal pra ir experimentar o buffet de casamento. Ou seja, o casamento vai acontecer. Está prestes a acontecer. Então, eles convidam esse casal pra jantar, pra experimentar a comida que vai ser servida no casamento.
Aí essa diva, essa amiga do casal, ela propõe um jogo. Ela fala assim, quando eu e meu marido, os dois que estão ali no jantar, a gente estava prestes a casar, a gente fez um negócio que ia ser muito legal da gente fazer agora. A gente admitiu um para o outro, qual é a pior coisa que a gente já fez na vida. Porque aí a gente casaria já sabendo os podres, já sabendo as piores coisas um sobre o outro, e ia clicar em...
Estou ciente, quero continuar. Vamos fazer esse jogo agora? Olha só, gente, que ótima ideia. Antes do casamento. Vamos descobrir agora, que a gente vai casar semana que vem, vamos descobrir qual é a pior coisa que a gente já fez para saber se a gente quer mesmo casar? Aí ela propõe esse jogo, e eles já estão mais para lá do que para cá, e falam, beleza, vamos fazer esse jogo, vamos fazer esse jogo. E aí eles falam lá que a justificativa é que só assim tem como você saber se você ama a outra pessoa por completo.
E aí todo mundo começa a compartilhar, a pior coisa que já fez, umas coisas péssimas, muitas risadas, cacacá, beleza. Até que chega a hora da Emma, que é a personagem da Zendaya, compartilhar o que ela fez. E todo mundo fica gag, gag de la gag de la gag. Todo mundo fica passado, chocado.
É uma coisa... Ah, eu não vou dar spoiler, mas assim, pelo trailer dá pra ver que é uma coisa que não é suave. Não é um negócio kkk, é um negócio tenso. E aí, a partir daí, o filme se desenrola. E eles têm que decidir se eles vão casar ou não depois dessa grande revelação. Esse filme é o tipo de filme que precisa ser visto no cinema. Eu vi em uma conjuntura muito icônica, que foi um cinema fechado pra mim.
Antes do filme estrear. Então assim, eu realizei um sonho. Eu até falei disso no meu stories. Eu vivi um momento oceânico. Eu sempre quis viver esse momento. Porque desde que eu comecei a empreender. Eu tenho uma frase que eu sempre falo. Que é sempre que dá bucha. Sempre que dá algum problema. Que queima nossos neurônios. E a gente fica mal.
Eu falo a mesma frase para o Vitor, que é gente, mas eu achei que empreender era poder ir no cinema de manhã, era fazer um pilates à tarde, era tomar um brunch. E eu nunca tinha ido no cinema de manhã. E para essa ocasião específica, eles fecharam um cinema que precisava sair de manhã, porque é quando o cinema não está aberto.
E aí eu fui, tinha pão de queijo, eu fui com meu caderninho, assisti o filme antes de todo mundo, foi um sonho. E eu fiquei pensando, esse é o tipo de filme que precisa ser visto no cinema, porque as nuances da atuação na tela gigante, de tirar o fôlego, gente.
Então, minha recomendação é vá ao cinema, compre uma pipoca gigante com refrigerante, sem mexer no celular, observe todas as nuances do filme, todas as discussões que ele levanta. E se você ficou afim, o link para os ingressos está aqui na descrição do episódio. Se eu fosse você, eu já comprava. E vamos coletivamente agradecer a Diamond Films.
por ter puxado esse assunto e me deixar ver o filme antes do lançamento para que eu pudesse criar esse episódio. Para que todas nós fiquemos birutas com as discussões que esse filme levanta. E eu acho que vai ser muito legal vocês verem o filme depois da gente ter conversado sobre as questões. Porque eu não vou dar nenhum spoiler, mas enfim.
Obrigada, Diamond Films, por patrocinar este episódio e puxar essa conversa. Vamos lá? Lembrando, gente, que eu não vou dar nenhum spoiler, tá? Vocês podem ficar tranquilas. Que a intenção é que depois de ouvir esse episódio, a experiência de ver o filme fique ainda mais legal. Entendeu? Não é para estragar a experiência do filme. E outra coisa, eu vou fazer um monte de perguntas nesse episódio.
que eu quero ouvir as respostas de vocês. Então, se você sentir de responder, responde aqui nos comentários do Spotify, porque aí a gente vai aumentando a discussão, tá? Então vamos lá. Primeira pergunta. A pior coisa que você já fez, define quem você é? Porque eu fico pensando assim. Por um lado, se você não conseguir olhar para as coisas ruins que você fez,
e sentir vergonha, sentir remorso, se arrepender e pensar nossa, que coisa horrível que eu fiz, quer dizer que você não evoluiu, certo? Qual é o sentido da vida se você está andando por aí, fazendo coisas escabrosas e não se dá o espaço de olhar para trás e falar puta que eu vacilei, não vou repetir. E muitas vezes a gente só aprende errando. Eu acredito que a gente precisa se reservar ao direito e eu vou fazer isso.
de errar, e não só de errar, de olhar para trás e reconhecer o erro e falar, nossa, talvez se eu não tivesse cometido esse erro, eu não conseguiria evoluir e me tornar uma pessoa mais coerente com quem eu quero ser.
Sabe? Tem outra coisa que é assim. A gente não tem como mudar de pessoa. Finge que eu cometi um erro e me arrependi horrores. Eu não tenho como seguir minha vida e mudar de pessoa. Eu preciso continuar sendo a mesma pessoa até o fim da vida. Eu não tenho como mudar de avatar. Entendeu? Tipo assim, eu preciso...
continuar sendo eu, Lela, até o último dia da minha vida. Isso significa que o erro que eu cometi vai seguir comigo até o fim da minha vida. Eu não tenho a opção de dar um Ctrl Z no erro, e eu também não tenho a opção de deletar o meu avatar e criar outro. Como, por exemplo...
Uma querida ex-amiga minha, acho que eu já contei essa história aqui no podcast, que vou contar detalhadamente o que aconteceu. Quando eu comecei a sair com o Vitor, essa menina que era minha amiga, e era amiga do Vitor também, mas não uma coisa super próxima, era uma amiguinha, ela não gostava de mim secretamente, por N motivos.
E aí, ela virou para o Vitor em um determinado momento e falou, Vitor, para quem não sabe, meu marido, estamos juntos há 10 anos. Não casados, mas estamos juntos há 10 anos. Esse ano vai fazer 10 anos que a gente está junto. Mas lá, 10 anos atrás, ela chegou para o meu querido marido e falou,
Vitor, se você sair com a Lela, eu paro de falar com você. Pegou ele pelo cangote, juro por Deus. E falou isso. Se você sair com a Lela, eu paro de falar com você. Eu não tenho remorso nenhum dessa história, tá? Tipo assim, foram 10 anos, já tá tudo bem. Enfim, mas...
Tô usando como exemplo porque algo aconteceu depois. O Vitor ouviu isso, achou muito esquisito e falou, tá, sei lá. E continuou saindo comigo. Em outro momento inventaram que eu estava namorando, já contei essa história aqui no podcast também, inventaram pra ele que eu estava namorando com outro rapaz, que eu saí uma vez com ele antes de conhecer o Vitor. Enfim, gente, o Vitor...
Enfrentou trincheiras pra conseguir sair comigo. Continuou saindo comigo. E aí depois eu descobri isso e eu fiquei abaladíssima. Porque eu falei, gente, por que essa menina fez isso? Que coisa maluca é essa? E aí ela veio, eventualmente, querer me pedir desculpas, entre aspas. E as desculpas dela, o que saiu da boca dela foi... Vamos fingir que o nome dela é Renata, tá? Eu não tenho como responder pela Renata do passado. Porque eu, Renata, hoje em dia, jamais faria o que ela fez.
Então, vamos seguir a partir daqui. Ai, eu fiquei, gente, esse é o pior pedido de desculpas que eu já recebi. Porque você precisa, de alguma forma também, se responsabilizar pelas coisas que você fez, correto? Então, não tem como você deletar e não tem como você falar, eu não sou mais a mesma pessoa de antes. Então, segue o baile.
Mas ao mesmo tempo você não tem como ser outra pessoa. Então você vai precisar se haver com o seu erro. Não tem como você deletar. E tem outra camada dessa parada que é. Você precisa se responsabilizar pelas coisas que você fez. E o que é se responsabilizar? Eu acho que se responsabilizar. Pensa aí na pior coisa que você fez. Eu acho que se responsabilizar é diferente para cada situação. Se for uma coisa tipo um crime. Você precisa se responsabilizar perante a justiça.
Se for uma coisa que machucou outra pessoa, eu acho que começam a levantar hipóteses que não existe um certo ou um errado. E esse é o grande curioso, assim, do filme. E é isso que eu fiquei bastante reflexiva. Porque você precisa se responsabilizar pelo que você fez. Um dos motivos por que você tem que se responsabilizar é porque se você tá, por exemplo, finge que eu tô nessa relação com o Vitor há 10 anos, e aí finge que, tipo assim, antes de conhecer ele, eu fiz uma coisa.
Uma coisa horrorosa, uma coisa totalmente condenável, uma coisa péssima, que mudou a minha vida e que também eu acho que pode mudar o jeito que ele me vê. Se eu não compartilhar isso com ele...
Isso pode gerar uma paranoia em mim de que ele a qualquer momento pode descobrir essa coisa e tudo que a gente tem vai desmoronar, porque ele não vai querer ficar comigo, ele vai me abandonar, ele simplesmente não vai conseguir sustentar o fato de que eu fiz uma coisa que ele condena.
Essa paranoia cria um clima horroroso. Cria-se um clima péssimo dentro da relação. Porque você tá sempre numa paranoia. Vou dar um exemplo mais prático. Fugindo das relações amorosas. Uma vez, e aí minha mãe vai ouvir esse episódio. Ela vai saber exatamente do que eu tô falando. Eu fiz uma coisa muito horrível.
Eu fiz uma coisa muito horrível. Não é uma coisa que prejudicou ninguém, mas eu fiz uma coisa que qualquer pai ou mãe ia se envergonhar da filha. Eu fiz uma coisa péssima. E eu fiz uma coisa péssima. E meus pais não descobriram isso. Eu não era menor de idade, eu tinha acabado de fazer 18 anos. Mas assim, mesmo assim, eu era uma criança. Essa coisa veio à tona na minha casa um ano depois que eu fiz ela. Quando aconteceu, o que eu fiz foi...
ligar pra minha prima, que também ouve podcast. Contei pra ela o que eu fiz, falei, o que que eu faço a partir daqui? O que que eu faço? E ninguém sabia o que, tipo assim, nem eu nem ela, a gente chegou a uma conclusão do que que era pra eu fazer. E o resultado foi que eu vivi um ano numa paranoia.
Toda vez que meus pais chegavam um pouco mais estressados em casa, toda vez que meus pais falavam alguma coisa de um jeito meio torto, toda vez que eu recebi uma ligação da minha mãe, toda vez que eu recebi uma mensagem dos meus pais, preciso falar com você, eu entrava em parafuso. Eu desenvolvi gastrite, eu entrava em completo parafuso. Eu fiquei um ano numa paranoia absurda.
vivendo na sombra dessa coisa horrível que eu tinha feito. Até que eu rio hoje, porque é isso, gente. Faz muito tempo e já virou piada assim na minha família. Quem sabe um dia eu conto aqui. É que eu não sei se eu posso contar. Mas eu gostaria de contar. Acho que vocês dariam muita risada. Mas enfim, pensei em uma coisa muito ruim e condenável de um filho fazer.
E aí quando veio a tona, eu lembro direitinho, gente, eu só recebi uma ligação da minha mãe, e ela falou, eu tava na faculdade de sábado, porque eu tinha aula de sábado na facul, na facul, foi muito hétero da minha parte isso. E aí eu liguei, a minha mãe me ligou no sábado e falou, volte para casa agora.
E aí eu falei, o que aconteceu? Eu tô na aula, não consigo voltar. Volte pra casa agora. E eu tinha ido de ônibus pra faculdade. Não tinha carro de aplicativo naquela época, nem nada disso. E eu estava sem grana pra pegar um táxi, não tinha grana. E aí eu fui esperar o ônibus passar de sábado. Eu fiz faculdade no Mackenzie, né? Então, estava lá na Consolação de sábado.
O ônibus não passava, porque o ônibus de sábado é uma desgraça. E eu tentava ligar pra minha mãe, ela atendia e falava, volte pra casa, e desligava. E eu, meu Deus, véi, o que aconteceu? Essa agonia, eu nunca vou esquecer esse momento, gente, foi horroroso. E eu estava sozinha, chorando no ponto de ônibus, as pessoas ficaram tentando me acalmar, e eu não podia nem falar pra elas o que era que estava acontecendo. Chegou o ônibus, assim, deve ter sido os momentos mais angustiantes da minha vida.
Cheguei em casa, descobri que meus pais tinham descoberto o que aconteceu da pior forma possível. E aí, a casa caiu. Choros, desesperos e etc. Mas, enfim, o choque inicial passou, a gente foi conversando, conversando. Depois que passou esse choque inicial, depois que todo mundo descobriu, depois que o negócio veio à tona e a gente...
organizou um plano pra lidar com isso. Me veio também um alívio de tipo, nossa, finalmente eu posso sair dessa paranoia e viver em paz. Porque agora todo mundo sabe. Tipo assim, agora está na mesa e eu não preciso mais ficar agoniada a cada ligação dos meus pais achando que eu vou...
Ser expulsa de casa, sei lá o que eu achava que ia acontecer comigo. Então tem esse ponto também da paranoia que algo secreto guarda quando você tem relações próximas. Mas aí, por outro lado, também tem uma outra questão que é mas você não tem o direito de ter nada privado? Entende? Mas eu vou chegar nesse ponto daqui a pouco.
Porque aí a gente entra também em outra seara desse tema, que é algo que eu sempre falo aqui no podcast, que é sobre quando você tem a coragem de ser você mesmo radicalmente, você também dá a oportunidade do outro te amar pelo que você realmente é. É o que eu chamo de aceitação radical. Então, vocês sabem a minha opinião sobre...
Como eu acho muito mais confortável nas relações. Não fingir que você é alguma coisa para agradar o outro e ser você mesmo. Porque quando você está fingindo, é exatamente essa dinâmica. Quando você está fingindo que você é alguma coisa, quando você está usando uma máscara, e aí vamos fingir que essa máscara, nesse contexto dessa discussão, é algo que está escondendo o seu erro, né? A coisa indizível que você fez aí.
Quando você usa essa máscara, você começa a perceber e sentir que o outro está amando essa máscara e não você. Você está por trás e o outro não consegue chegar em você. E você tem medo de tirar essa máscara e o outro detestar o que ele vê depois dela.
Então eu sempre reforço isso, que eu sou do time, de ser você mesmo. Porque você dá a oportunidade do outro te rejeitar ou aceitar, isso é a vulnerabilidade, né? Assim, você se coloca exposto para que o outro possa ou não continuar, apertar o botão de estou ciente, quero continuar. E quando o outro te ama pelo que você realmente é sem a máscara, você se sente muito mais confortável.
muito mais amado e a conexão é muito mais profunda porque você não tá sendo algo conveniente pro outro, você não tá querendo agradar o outro você é o que você é e porventura isso agradou o outro, pelo menos o suficiente pra ele aceitar as suas piores versões, então eu lembro que depois que tudo isso aconteceu lá com meus pais um dia minha mãe sentou na minha cama e falou assim, Lela eu já aceitei que isso aconteceu
Vamos pensar, tipo assim, já sentei. Vamos pensar no que a gente vai construir a partir daqui? Minha mãe, uma grande diva. Depois que aconteceu isso, eu fiquei muito aliviada, fiquei com muita vergonha. Mas eu tô vendo que eu tô fazendo aqui com vocês a mesma coisa que o filme, o drama, fez no trailer. Que é tipo assim, mas o que você fez? E aí você fica...
Quando a Emma fala o que ela fez, não aparece no treino da Nessa. Você fica, o que você fez? E vocês vão ficar passados quando vocês descobrirem. Mas enfim. Então, o que eu descobri na minha vida é que quando você expõe essas verdades desconfortáveis que às vezes estão ocupando um lugar na sua cabeça, é que nesse caso não foi grave só na minha cabeça. Foi grave.
pra todo mundo envolvido. Mas, às vezes você tá guardando uma coisa na sua cabeça que é muito mais grave do que quando você fala pro outro. E quando você topa o desconforto de estar vulnerável e se expor pra talvez o outro te rejeitar por conta de alguma coisa feia sobre você, se o outro continua, se o outro escolhe continuar, você se sente muito mais amado e muito mais seguro dentro dessa relação.
Mas será que não é justo também você poder reservar alguma parte de você? Talvez porque você ainda não conseguiu lidar com isso. Mas, por outro lado, é por isso que eu estou dizendo. Essa questão, ela não tem certo e errado. Eu quero muito saber a opinião de vocês. Porque eu concordo com todas as opiniões que apareceram na minha cabeça. Pelo menos. Porque, às vezes, também, é isso que eu estou tentando dizer. Você...
poupa o outro de quem você é ou dos seus erros ou dessas coisas difíceis de falar, porque você subestima a capacidade do outro de lidar com aquilo, que foi o caso por exemplo, meu nessa cena com a minha mãe, tipo assim, eu nunca achei que minha mãe ia sentar comigo e falar eu já aceitei o que aconteceu te amo da mesma forma, vamos seguir a partir daqui não é legal o que aconteceu, mas vamos lá então, também não cabe a nós apostar um pouco na capacidade do outro de lidar com essas coisas nós já fizemos nós já fizemos nós já fizemos nós já fizemos nós já fizemos
E deixar o outro também estar dentro dessa história e não excluído dessa história?
E aí pensa do lado oposto, tá? Vamos pensar do lado oposto. Finge que não foi você que fez uma coisa da pior coisa do mundo. Pensa numa pessoa que você ama aí. Pode ser uma companheira, um companheiro, um parente, uma amiga. Pensa numa pessoa que você ama muito. Agora pensa na pior coisa que essa pessoa poderia ter feito na sua opinião. A pior coisa, sei lá. Matar alguém, sei lá. Bota aí alguma coisa muito escabrosa.
Se ela te confessasse isso, como seria para você? O que você sentiria a partir dessa confissão? Será que a gente tem capacidade de se relacionar com o outro, verdadeiramente o outro? Ou será que quando a gente está se relacionando com o outro, não é muito mais fácil a gente se relacionar com a ideia que a gente tem do outro? Eu?
Eu acho mais fácil se relacionar com a ideia que a gente tem do outro, porque você está se relacionando no fundo com você mesmo, né? Tipo assim, você cria o que o outro é e você vai se relacionando com ele. Mas, ao mesmo tempo, eu acho mais... Vou usar uma palavra que não é exatamente a palavra correta, mas vocês vão entender para o que eu estou querendo falar.
Eu acho mais produtivo se relacionar, deixar a ideia do outro cair. Deixar a ideia que você tem do outro desmoronar e se relacionar com o que o outro realmente é. E aceitar aquilo ou não. Porque a longo prazo é muito ruim, gente. É muito ruim você se relacionar com a ideia e ir alimentando. É por isso também que muitas vezes os relacionamentos, isso é uma opinião pessoal, os relacionamentos acabam no começo. Deu três meses, ah, vou embora.
Porque é o tempo do outro mostrar quem ele realmente é. E aí a ideia que você criou do outro, né? Tipo assim, a gente falou disso no episódio com a Ana Sui. Inclusive eu vou falar da Ana Sui nesse episódio porque eu conversei com ela sobre todas essas questões porque eu tava realmente muito biruta da cabeça.
Mas quando a gente não conhece o outro, a gente está conhecendo um boy ou uma girl, ou uma gênero neutro, e aí você está se relacionando com essa pessoa. Você não conhece muita coisa dessa pessoa, então esses espaços, essas lacunas do que você não conhece, te dá a possibilidade de preencher com a ideia que você tem.
Então, ai, finge que a pessoa não te respondeu no zap. Ai, ela não respondeu porque ela tá fazendo um jogo comigo, porque ela tá muito interessada em mim e ela não quer se mostrar tão disponível, então eu vou entrar nesse jogo também. Você assume isso. Quando você vai ver, a pessoa realmente nem se importa. Ou ela tava... Ou o seu ar dela quebrou, sabe? Você vai preenchendo as lacunas com coisas.
que você gostaria que fossem a verdade. Conforme o tempo vai passando, as lacunas são preenchidas pela realidade que você precisa encarar. E aí fica mais difícil de você se relacionar. Porque você tem que aceitar que não é o que você quer que a pessoa seja, e sim que ela é. E aí muita gente larga o barco nessa hora, por dois motivos. Primeiro, porque não consegue lidar, não tem capacidade de lidar com a ideia de que o outro não é a ideia que você fez dele.
Ou porque se deparou com uma verdade que não gostou e olhou e falou assim, isso aí tô fora, isso aí pra mim não dá. E aí sai. Então dessas duas, uma.
E aí, próxima questão sobre esse assunto. Pensa no seu pior erro, que você pensou lá no começo do episódio. Se você pudesse voltar no tempo, você apagaria esse erro da sua vida? Responde mentalmente, ou se você quiser aqui nos comentários do Spotify, vou amar também. Mas você apagaria esse erro da sua vida? Se você disse sim, eu fico pensando uma coisa.
Será que esses erros não são também grandes responsáveis por quem você é hoje? Será que esse erro não mudou? Se é o pior erro que você já fez, provavelmente ele te marcou muito, não foi qualquer coisa. Ele também não moldou a pessoa que você é hoje? A ponto de você olhar para esse erro e falar, se eu pudesse fazer de novo eu não faria ele?
Porque cometer um erro grave, dar um vacilo desse tamanho, também te traz uma clareza de quem você é e quem você não é. O fato de que você se arrependeu amargamente desse erro quer dizer que você não é a pessoa, você não quer ser a pessoa que cometeu esse erro. Você quer ser uma coisa radicalmente diferente disso.
Mas você só tem essa clareza por ter cometido esse erro. Porque se fosse o mesmo tipo de erro, tá? Então, finge que o seu erro é trair o seu namorado, namorado, namorada. Finge que o seu erro é esse, tá? Trair uma pessoa. Talvez trair uma pessoa escancaradamente, e aí eu não tô falando que isso é certo ou errado, tô só corrobulando. Trair uma pessoa radicalmente, tipo assim, trair com o prato completo, entendeu? Tipo assim, trair com o menu completo da traição, Então...
e se arrepender amargamente, talvez te traga uma clareza sobre quem você é, olhar pra trás e falar meu Deus, que pavor, eu não quero nunca mais fazer isso, eu sou uma pessoa extremamente fiel e é assim que eu quero me apresentar nos meus relacionamentos daqui pra frente.
isso é ou não é não tem uma resposta certa, nem na minha cabeça é ou não é melhor do que fazer mini traições ao longo do tempo então, flertar com uma pessoa dar um selinho numa outra pessoa dar foguinho no story de uma pessoa falar mal do seu parceiro com outra pessoa
fazer mini erros que configuram mini traições ao longo do tempo distribuídas de um jeito que não são tão impactantes a ponto de você olhar para trás e falar que pavor, eu nunca mais quero, entendeu? E eu quero ser a pessoa mais fiel do mundo daqui para frente nas minhas próximas relações.
Talvez a gravidade do erro te traga clareza de quem você é, de quem você quer ser e te faça ter uma perspectiva de para onde você quer ir a partir desse erro. Ou não. Ou estou viajando. Qual que é melhor? E outra pergunta sobre isso, tá? Gente, desculpa. Eu sei que os neurônios... Eu estou com muitas dúvidas e muitas perguntas a partir das coisas que eu pensei.
Mas o que te define mais? Um erro grave que você fez, considerando que você olha para esse erro e fala, meu Deus, que horror, eu nunca mais quero fazer isso, e eu não sou essa pessoa, e eu quero ser uma pessoa radicalmente diferente disso, mas a gente tem aquela questão de que não tem como você ser outra pessoa, você vai ter que carregar a ideia de que você cometeu esse erro, e você é a mesma pessoa, então você vai ter que ser a pessoa que cometeu esse erro até o fim da sua vida. Este erro te define mais?
do que o mesmo tipo de erro distribuído em vários pequenos errinhos, cometer vários errinhos menos graves, mas fazer vista grossa porque não é nada demais. Mas, no montante, no final, vários mini errinhos constantes e repetidos e sem o olhar crítico de que horror, não quero mais fazer isso, não acaba te definindo mais como pessoa.
Do que um erro grave que você nunca mais quer repetir? Quero saber a opinião de vocês. Não tem resposta correta. Eu, pessoalmente, acho que sim. Mas aí também vai... Ai, gente, é tão complexa essa questão. Vai de erro, né? Porque nesse caso, assim, de traição...
Você traiu uma ex-namorada, um ex-namorado, um ex-namorade, de uma forma péssima, tipo assim, uma forma completa. Saiu dessa relação, olhou pra trás e falou, nossa, nunca mais quero repetir isso, eu quero ser uma pessoa fiel. Entre em outras relações e se comprova de que você é uma pessoa fiel, que preza pela fidelidade, nunca enganaria seu parceiro mais. Você continua sendo uma traidora.
Entendeu? Tipo, isso te define como pessoa. E aí, o outro lado. Se você não traiu dessa forma radical o seu ex-parceiro, mas em todas as suas relações, você dá aquela escapada, dá uma flertada, dá um selinho. Às vezes você acaba beijando alguém quando tá bêbada. Ah, que engraçadinho, não sei o quê. Isso te faz uma traidora? Isso te faz mais traidora do que o outro? Entendeu? Entendeu a questão? E aí tem uma outra questão em cima dessa.
Que é a seguinte. Às vezes, nessa questão da traição, por exemplo. A sua lealdade pode ser algo. E como você preza pela sua lealdade. Pode ser o motivo pelo qual a pessoa com quem você está se relacionando. Se apaixonou por você. Pode ser a coisa favorita dela em relação a você. Quando você pergunta para ela. Fala uma palavra que me define. Ela responde. Lealdade. Beleza. Ponto final. Ok. Isso existe. Mas isso existe.
só por conta do erro que você cometeu lá atrás. Porque se você não tivesse traído aquela pessoa lá atrás e se arrependido amargamente e tenha sido super traumático, você não teria acordado para a vida e se transformado em uma pessoa radicalmente leal e essa lealdade não seria tão destacada a ponto dela fazer...
essa característica, ser a característica favorita da pessoa com quem você está se relacionando. Vou dar um exemplo do filme. No filme, a Ema, isso não é spoiler nenhum, tá? No filme, a Ema tem um problema auditivo em uma das orelhas.
E, inclusive, esse problema auditivo tem grande parte, ele é um dos grandes responsáveis pela primeira conversa que ela tem com o Charlie, que é o personagem do Robert Pattinson. Quando eles se encontram pela primeira vez, ela não escutar de um ouvido faz parte de como eles se conheceram.
Além disso, várias cenas românticas do filme têm a ver com esse fato dela não ter audição em um dos ouvidos, em uma das orelhas. Então, essa deficiência auditiva dela, na minha visão, é uma das grandes protagonistas da história de amor deles.
Mas, quando a pior coisa que ela já fez na vida é revelada, a gente entende como ela perdeu a audição, a gente entende o que aconteceu com o ouvido dela, que tem a ver com isso. E aí, de repente, a mesma característica que teve grande parte ali, que era super ligada ao amor deles e à relação deles, e teve um papel importante em várias cenas importantes da relação dele, de repente virou para ele.
um grande lembrete da pior coisa que a Emma já fez. Mas, se ela não tivesse feito isso, ela não teria o problema auditivo. E talvez eles não teriam se apaixonado, porque esse problema auditivo teve grande parte do protagonismo ali da cena de quando eles se conheceram. Deu pra entender o que eu tô dizendo? A gente não tem como se relacionar com uma parte da pessoa que é confortável pra gente.
Cheguei nessa conclusão agora. E aí, eu fiquei muito descompensada com todas essas questões. E aí eu apalei pra quem? Pra Ana Suí.
Eu simplesmente mandei uma mensagem, eu vou até ler a mensagem que eu mandei pra ela, coitada. Eu mandei assim. Ana, tudo bem? Vou usar do privilégio de ter você no WhatsApp pra fazer uma pergunta psicanalítica e filosófica. Pode. Quando você tá em um relacionamento sólido, a pessoa se sente um tanto responsável por compartilhar coisas importantes sobre si mesma pro outro, pra que o outro conheça ela por quem ela realmente é, certo?
Mas qual é o limite do que a gente pode guardar para si? Contar absolutamente tudo, ou algumas coisas podem ficar no passado sem que você se sinta culpada por não compartilhar? E aí adivinha o que a Diva respondeu? A frase dela, que eu sempre caio nessa pegadinha de fazer uma pergunta para a Ana Sui e ela respondendo essa mesma frase que é Tudo é muita coisa.
E aí a gente começou a conversar sobre esse assunto e um ponto que ela trouxe que eu achei muito interessante é que, primeiro, tudo é muita coisa. Segundo, quando você conta a própria história, você já não está contando a história. Você está contando a sua versão da história. E colocar ela em palavras já altera a história. Então você não tem como contar tudo, literalmente tudo, para o outro. Porque...
as suas experiências passam por você. E o jeito que você formula elas, tanto para si mesma quanto para o outro, já mudou a história. E aí não tem como você... Não tem como você ter essa segurança de que você sabe tudo que já aconteceu na vida do outro. Porque até se o outro sentar com você e literalmente contar tudo da vida dele, que é impossível, porque...
as coisas que são relevantes para você, às vezes não são relevantes para eles, e ele vai deixar de fora, por exemplo, você está escutando uma versão totalmente parcial, não parcial de um jeito interesseiro, não parcial porque a pessoa quer maquiar o que ela fez, mas porque muitas vezes, esse é o jeito que ela formulou na cabeça dela.
Inclusive, recentemente, eu descobri a informação de que rolou uma pesquisa. Sabe quando uma pessoa comete um crime? Eu só vi isso em filme, tá? Mas quando você é vítima de um crime, então finge que te assaltaram. E aí a polícia te leva lá na delegacia e bota um monte de pessoas, assim, pra você falar, ah, foi ele, foi ele, foi ele. Ou então, quando...
te pedem um retrato falado de alguém, existe uma taxa de 70% de erro, porque a sua memória não é confiável. Isso é o quanto a sua memória não é confiável. Você não consegue linkar nem a imagem da pessoa que cometeu um crime em detrimento a você, porque a sua memória não é confiável. Então esse é um ponto que a Ana Suí levantou que eu achei muito interessante. E o outro ponto que eu achei muito interessante é que...
Essa ideia de saber tudo sobre o outro antes de dar o ok de continuar numa relação é uma perspectiva muito infantil, porque é uma perspectiva do controle e da ilusão de que você tem a capacidade...
E a oportunidade de saber tudo sobre o outro. Isso é uma mentira. Não tem como você saber tudo sobre o outro. Quando você topa se relacionar com o outro, você está topando se relacionar com o desconhecido. Porque mesmo se você tiver a ilusão de que você está se relacionando com tudo que o outro já fez e foi, você não tem como prever o que o outro vai fazer e ser. Então você não tem esse controle. E tem uma outra camada.
que aí não é exatamente da Ana Sui, mas que eu estava conversando com a pessoa que foi assistir junto comigo o filme que trabalha junto comigo, que é quando você recebe uma informação sobre o outro que não te agrada, ou que é condenável, ou que, enfim, te tira do eixo e despenca a imagem que você tem do outro.
O jeito que você encara essa informação também tem muito a ver com você. Não é só sobre o outro, mas é também sobre a sua capacidade de lidar com aquilo. Porque você pode ir para dois lugares. O primeiro é, você pode ir para vários lugares, na verdade, mas vamos falar de dois. O primeiro é, o que isso significa para mim e se eu sou capaz de lidar com, olhar para essa pessoa e saber que ela fez isso. E o segundo é,
O que isso significa para os outros? Que eu me relaciono com uma pessoa que fez isso. E aí você fica refém do olhar dos outros em relação a você e a outra pessoa. Olha que complexidade, gente. E é isso que eu achei muito incrível do filme, porque não tem respostas fáceis. No filme não existe uma vilã e um mocinho, apesar de que eu...
pessoalmente. Peguei um ranço de um dos personagens, e eu quero saber se depois que vocês assistirem, vem aqui falar se vocês pegarem um ranço de um. Na verdade eu peguei ranço de dois personagens, que eu fiquei muito irritada com eles, mas enfim, não vou revelar quais são. Mas não existe vilão e mocinho, porque o diretor, que ele chama Christopher Borgley, ele estruturou o filme de um jeito que você, durante todo o filme, você consegue se colocar no lugar de todos os personagens.
E entender a perspectiva de todos. Então a sua mente. Enquanto você está assistindo. Pelo menos a minha. Não só enquanto estou assistindo. Porque já faz três semanas que eu vi esse filme. E eu continuo nesse looping. A sua mente entra num looping.
negociação entre a lógica do tipo, não, isso tá errado. E a emoção, não, mas eu consigo entender por que essa pessoa fez isso. Sem chegar numa resposta final. Até agora, eu não cheguei numa resposta final, mas eu estou mais apreciando uma das respostas, que eu não vou dar spoiler de qualquer.
E aí o que eu fiquei refletindo, até pensando em outras coisas, enfim, que têm acontecido no mundo real, não só no filme, é que a gente, muitas vezes, na história, nas histórias que a gente ouve desde criança, nos filmes, nas séries, etc., a gente é inundado com histórias.
Que deixam muito bem separadinho pra gente o bem e o mal. A vilã e o mocinho. O certo do errado. O super-herói do grande vilão. Mas não é como se os seres humanos na vida real, eu e você e todas as pessoas que você pensou durante esse episódio, quando você estava pensando na pessoa que você mais ama, na pessoa que cometeu um erro com você, etc, etc. Os seres humanos, eles não só podem, como eles são os dois. A gente é.
o bem e o mal. A gente é essa dicotomia. A gente é os dois. A gente vai ter momentos na vida que a gente vai errar. Vai ter momentos que a gente vai ser perverso. Vai ter momentos que a gente vai acertar. Vai ter momentos que a gente vai se orgulhar, se envergonhar. As duas coisas são verdades. A gente é vilã e a gente é mocinha. É óbvio que existe um... E aí é outra discussão também que entra no filme, que é existe um valor moral num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num num
que cada um tem o seu e entre em acordo com o que você acha. Vou falar como eu faço na minha vida, tá? Isso não é uma verdade universal. Mas o que eu faço é eu tento tomar atitudes que eu imagine que olhando para trás do futuro, eu vá falar, arrasou.
Essa aí, essa você lacrou. Que orgulho. Obrigada por ter feito isso e ter trazido a gente até aqui. Não é sempre que eu acerto, porque eu sou humana e às vezes eu tomo atitudes que são grandes tropeços e depois eu tenho que confiar na minha habilidade de arcar com esses erros e tropeços e construir algo legal a partir deles. Como, por exemplo, foi com a minha marca de roupas. A minha marca de roupas é exatamente isso. E o podcast também, mas eu vou falar especificamente da marca porque fica mais claro.
Eu tenho uma marca de roupas confortáveis, vocês sabem disso, para mulheres. Ela só existe porque há 15 anos atrás eu caí na ilusão de que se eu emagrecesse o suficiente, eu seria amada. E aí eu entrei nessa paranoia de emagrecer, emagrecer, emagrecer, maltratei meu corpo, horrores, julguei outras mulheres, fui péssima, foi horrível.
realmente foi uma coisa que eu me arrependo muito. Mas, se não fosse isso, 10 anos depois, eu não teria tanta clareza de quem eu sou, porque em determinado momento eu tive que escolher entre viver ou morrer. Se eu continuasse naquilo, eu não ia estar mais aqui, porque eu ia me privar de comida até o momento que meu corpo ia parar de funcionar. E aí eu escolhi viver.
E naquela época não tinha, eu não tinha um acompanhamento psicológico, nem era uma discussão isso de saúde mental, não tinha essa coisa de corpo, de body positive, que inclusive está em desuso, né? Infelizmente, atualmente temos que resistir. Não tinha essa coisa de body positive, não tinha uma compreensão das pessoas que estavam ao meu redor e eu tive que meio que usar as ferramentas que eu tinha naquele momento. E uma das ferramentas eram as minhas roupas. E eu lembro exatamente naquele momento.
que eu tirei do meu armário todas as roupas menores do que o meu tamanho, porque eu usava elas como um parâmetro para emagrecer, tipo assim, vou caber nessa calça até o fim do mês. E também, aí já entra uma outra história que eu vou ligar ela, e também joguei fora todas as minhas roupas de esporte, tênis de esporte, porque eu treinava para emagrecer, eu só queria saber de emagrecer e perdi muitas, muitas oportunidades.
legais na minha vida, porque eu tava na academia, porque eu não negociava essa coisa de estar na academia todos os dias, duas horas, pra emagrecer.
E aí, com o tempo, eu fui construindo uma relação melhor com o meu corpo e as roupas foram um dos jeitos que eu construí essa relação melhor, até que cheguei na ideia de criar uma marca de roupas onde todas as roupas fossem confortáveis e não fizesse que as mulheres tivessem a impressão de que elas precisam mudar o corpo delas para caber naquela roupa. Se isso não tivesse acontecido...
eu não teria criado a minha marca de roupas. Então, entende que essa história comporta o bem e o mal, o certo e o errado, o fracasso e o sucesso. Tipo assim, é os dois. E se relacionar com o outro também é se dispor a se encontrar com a humanidade do outro. O outro não é uma inteligência artificial que vai te responder só o que você quer. Ele vai te mostrar, em inglês tem um termo que é the good, the bad and the ugly. Que é tipo o bom, o ruim e o feio.
que eles falam, tipo, quero você, ou ela me aceitou por completo, the good, the bad, and the ugly. Quando você se relaciona com o outro, que é humano, você está topando se relacionar com the good, the bad, and the ugly, o bom, o ruim, o bom, o mal, o bom, o ruim, e o feio. E aí vai da sua noção de qual é o limite do ruim e do feio que você consegue suportar, e o quanto o bom sustenta essas partes ruins. E aí é uma negociação que você tem que ter internamente. Então, se relacionar com o outro, que não é uma máquina,
é se haver com a humanidade do outro, os erros, as contradições, entender os limites do que a gente consegue acertar e manter o amor. O que a gente é capaz de suportar em nome do amor. E também do que foge completamente da nossa capacidade de suportar e aí às vezes a melhor resposta mesmo é seguir em frente. Tanto para que você possa se relacionar com outra pessoa, quanto para dar para o outro a oportunidade de encontrar alguém que consiga suportar.
o The Good, The Bad and The Ugly do outro, o bom, o ruim e o feio do outro, e dar oportunidade para os dois de tentar encontrar a aceitação em algum lugar. E, gente, eu sou capaz de ficar falando sobre esse filme mais umas duas horas, mas eu vou esperar vocês assistirem e comentarem aqui, porque se surgir mais alguma discussão, a gente continua esse papo em outro episódio. Então vamos para o Choro da Semana? Choro da Semana é o trecho do episódio onde eu conto alguma humilhação que eu passei na última semana, que é só para a gente dar risada mesmo, não é nada muito trágico.
O que aconteceu ontem, aconteceu ao vivo. E se você quiser, você pode inclusive assistir. Gente, ontem do dia que eu tô gravando esse podcast, eu lancei uma coleção na minha marca, e aí quando a gente lança a coleção, a gente faz uma live. É tradição isso, enfim, a gente lançou uma coleção da Jean Baby, que é uma linha de academia da minha marca, de treino, e inclusive tem a ver com o que eu falei sobre jogar todas as roupas e tênis de treino fora, mas isso é um papo pra outro episódio.
E aí, eu estava muito orgulhosa, muito feliz e muito animada para mostrar todas as peças. E uma das coisas principais de uma linha de treino é que não dê transparência, porque a gente faz agachamentos, por exemplo, e não quer que apareça a calcinha, correto? E aí, eu estava ao vivo com centenas de pessoas assistindo lá no perfil da minha marca, e aí a minha equipe estava ali atrás.
E quando eu faço live, todos os dias eu tomo café, mas em dia de live eu peço um café específico, que é um café muito grande, com muita cafeína, porque eu preciso de carisma para sustentar uma hora ao vivo falando com as pessoas. Eu preciso de carisma e eu preciso de velocidade de fala, porque eu preciso falar muita coisa sobre as peças e etc. E aí eu estava lá com o meu café do lado, assim, apoiado, e aí eu fui mostrar como o short que eu estava provando não tinha transparência.
E aí eu virei, na hora que eu virei para mostrar a transparência, que era basicamente mostrar a minha bunda na câmera, eu bati a bunda no café, que era um café gigante, e esse café caiu no fundo infinito. Para quem não sabe o que é fundo infinito, é um fundo muito cuidadosamente feito, completamente branco, o piso, as paredes e o teto, e não tem nenhuma junção, que é onde a gente tira fotos sem... Fica um fundo infinito, literalmente, não parece que tem fundo.
E a gente tinha acabado de fazer. Semana passada ficou pronto esse fundo. E eu derrubei meu café inteiro ao vivo. Eu simplesmente não sabia como proceder. Eu fiquei olhando assim pra câmera e falando. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. E aí todo mundo da equipe. A gente demorou uns 5 segundos pra saber o que a gente ia fazer. E aí elas falaram. Continua a live. Continua a live. A gente limpa. Aí eu fui pra outro lugar. O único lugar que dava pra fazer a live. Era um pouco mais pra frente do fundo infinito.
O que significa que dava pra ver a minha equipe ajoelhada no chão, esfregando o fundo infinito. E eu, sem poder ajudar, porque numa condição normal de temperatura e pressão, obviamente eu ia largar tudo que eu tava fazendo e limpar, porque eu que derrubei. Mas eu tive que ficar ali ao vivo. Eu falava, gente, eu não sei nem o que fazer, eu não sei como prosseguir.
E aí ficou uma grande mancha de café. Eu estava com uma meia que a gente estava lançando também na Jean Baby. Ela manchou inteira de café. Aí umas meninas começaram a comentar assim na live. Sorteia a meia de café. Sorteia aí a meia de café. E esse foi o meu Choro da Semana ao vivo dessa vez. Eu vou deixar o link dessa live lá no nosso grupo de transmissão do WhatsApp.
Tem um monte de gente pedindo pra entrar no grupo do WhatsApp. Gente, é só clicar no link que tá aqui na descrição. Tá escrito link do grupo do WhatsApp. Você só clica lá e entra. Eu sei que tem alguns celulares que não abrem esse link, mas aí é só você entrar no WhatsApp e procurar por Gostosas Também Choram na aba Atualizações. Alguma coisa assim. Uma das abas do WhatsApp, você digita lá, você vai ver o nosso grupo.
E aí vocês ficam por dentro de tudo. Mas é isso, se vocês quiserem ver, vai estar lá. Eu vou até indicar a minutagem pra vocês verem a hora que cai o café. Enfim, vamos pra obsessão atual? A minha obsessão atual é muito simples e muito esquisita. Que é a seguinte. É muito particular, tá gente? Mas eu não poderia deixar de citar porque mudou o jeito que eu tenho feito a minha maquiagem todos os dias. Que é o seguinte. Eu nunca gostei de rímel, pra falar a verdade pra vocês, tá?
Eu sempre tive olheira. Eu acho que rímel, eu mexo muito no olho. Então, eu acabo ficando que nem um panda. Depois, tipo assim, no fim do dia, eu tô sempre borrada. Eu acho também que o rímel, eu não sei explicar. Eu acho que ele fica meio discrepante. Eu não sei, eu acho que ele... Eu vou falar uma coisa meio esquisita. Mas eu acho que ele fica muito feminino pro meu rosto. Eu não acho que encaixa muito no meu rosto. Sei lá. Nunca gostei. Tenho 32 anos. Nunca foi uma parada pra mim rímel. Nunca. Máscara de cílios.
Até que eu tava vendo o vídeo e eu vi o jeito que uma menina aplicou o rímel, que é um jeito totalmente diferente do que eu aprendi a aplicar. Eu não sou a pessoa mais expert em maquiagem, mas eu amo mexer em coisas com tinta. E pra mim rímel, blush, todas essas coisas são tintas pra você pintar a cara. Então eu amo, eu acho terapêutico. E aí eu fui experimentar.
de passar o rímel lateralmente. Vocês já fizeram isso? Eu tô acostumada, eu tô até aqui com o rímel, vou mostrar. Eu tô acostumada a passar o rímel de baixo pra cima. Eu tô mostrando no vídeo, mas não precisa que eu vou descrever o que eu tô fazendo. Tipo assim, você pega o negócio na raiz e passa até em cima. E esse jeito eu nunca gostei. Agora, eu aprendi a pegar o rímel, tipo assim, o pincelzinho do rímel.
E passar, não de baixo para cima, mas do centro do olho para o lado. Dessa forma aqui. Só no cantinho externo do rímel. Assim. Eu falando num podcast, como é que eu passo o rímel? Ai, cacete! Enfei o negócio dentro do meu olho. Quem mandou querer fazer o negócio longe do espelho? Então, pela primeira vez na minha vida...
Eu passei a máscara de cílios e gostei de como ficou. Você vai meio penteando o rímel, os cílios, pro lado externo do olho. E aí eu tô achando que fica muito lindo. E aí agora, toda vez que eu faço minha maquiagem, eu fico animada. Eu nunca gostei da hora de passar máscara de cílios, mas eu fico animada pra hora de passar máscara de cílios, porque eu acho que dá um efeito.
super lindo. E agora, a hora de passar a máscara de cílios só agora no cantinho, é minha hora favorita da maquiagem. Sempre odiei a hora de passar máscara de cílios e agora eu tô amando porque eu gostei do efeito que ficou. Achei que ficou...
Nossa, eu não sei explicar. Achei que ficou um acabamento lindo, véi. Aí agora eu tô viciada em passar o rímel assim. Gostaram, meninas? Hoje minha obsessão é bem garota. E bem inútil, né? Tipo, não é nem um produto. É tipo assim, é o jeito que eu passo o rímel. Mas realmente mudou vidas, tá? Ó, eu que nunca gostei de rímel, agora eu tô passando, tô achando que tá ficando tão lindo. Enfim, essa é a minha obsessão atual. Gostaram?
Desculpa se eu decepcionei vocês. Estavam esperando alguma coisa mais sólida, mais consistente. Vai ser só o jeito de passar o rímel mesmo. Enfim, gente. Ufa, chegamos ao fim desse episódio. Espero que vocês tenham gostado. Não esquece de me seguir nas redes sociais. Por quê?
O podcast já passou o número de seguidores que eu tenho no Instagram. E eu sei que não é todo mundo que ouve o podcast que me segue no Instagram. Ou seja, tem um monte de gente ouvindo aí que provavelmente não sabe nem a minha cara. Tá perdendo um monte de conteúdo que eu faço, inclusive, sobre podcast. Então vai lá no Instagram, arroba lela.brandão. Eu sempre posto corte de podcast. Vocês têm flopado meus cortes de podcast. Não tô gostando disso. Aquela que já dá uma bronca.
Vai lá dar um like no corte, pô. Caramba, dá lá um likezinho, o que que te custa?
E compartilha. Inclusive, deixa eu falar um negócio. Muitas vezes eu e a Calu, a gente escolhe o corte considerando a frase que vocês mais compartilharam nos stories, que vocês mais gostam das frases, a gente escolhe o corte dessa frase pra vocês poderem compartilhar o corte. Entendeu? Enfim, a gente faz tudo pensando em vocês. Faz um negócio pensando em mim também? Aquelas que acabam com uma bronca.
Então me segue lá no Instagram, minhas redes sociais é arroba lela.brandão, a minha marca de roupas é arroba lelabrandão.co, o site é www.lelabrandão.co e você sempre tem desconto com o cupom gostosa e chorona. E não vamos esquecer de agradecer Diamond Films, o link para os ingressos do filme que eu tenho certeza que vocês vão querer assistir depois desse episódio. Está aqui na descrição, vai assistir no cinema, você não vai se arrepender. E assim, na hora que você descobrir o que foi que a Zendaya fez.
Também abre uma nova camada de discussão. Que eu nem entrei aqui no podcast. Que eu acho que é uma outra discussão. Então tem muitas camadas de discussão no filme. Eu achei um filme sensacional. Nesse sentido de levantar questões e conversas. E discussões. Tanto que eu estou há semanas aqui. Viruta da cabeça por conta dele. Então já aproveita o link aqui embaixo. Para comprar seus ingressos. Chama suas amigas. Manda esse episódio para a amiga que vai...
amiga ou a pessoa que vai assistir o filme com você no cinema e me manda foto aí de vocês no cinema ainda assistiu o drama, eu vou amar ver vocês e não esquece de vir aqui comentar depois o que vocês acharam do filme e enfim, se levantar novas questões, comenta aqui embaixo também que a gente pode até continuar esse papo em outro episódio, tá bom? É isso, nos vemos na semana que vem, um beijo e tchau!
Se você ficou até o final do final do episódio e faz parte do seleto grupo das mulheres que tem o meu coração, o seleto grupo das maiorais, o grupo exclusivo das pessoas para quem eu faço esse podcast,
Comenta aqui embaixo ou lá no corte do Instagram com o emoji de pipoca. Pode ser, porque a gente vai ver. Inclusive, a Diamond Films me chamou para assistir de novo o filme na pré-estreia. Eu acho que vai ser essa semana ou semana que vem. E eu vou de novo. E daí? E eu vou comer minha pipoca com refrigerante de novo, vendo filme no cinema de novo. Há algum problema? Enfim, comenta aí o emoji de pipoca. E é isso. Agora sim, nos vemos na semana que vem. Um beijo e tchau.
Diamond Films
O Drama