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04/05/2026 - Andreazza: A quem interessa a ficção da aliança entre Moraes e bolsonarismo?

04 de maio de 20265min
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Participantes neste episódio3
C

Carlos Andreazza

Host
C

Carla Bigato

Convidado
M

Megali

Convidado
Assuntos2
  • BolsonarismoAcordo entre Flávio Bolsonaro, Alcolumbre e Alexandre de Moraes · Rejeição de Jorge Messias · Benefício para Alexandre de Moraes · CPI do Master · Cássio Nunes Marques · Aliança com André Mendonça · Investigações sobre o Supremo Tribunal Federal · Reeleição de Davi Alcolumbre · Renovação do Senado · Bancada pró-impeachment de ministro do Supremo · Lula como vítima do sistema · Terceira casa parlamentar
  • Música: Só Pra ContrariarSamba do Beto Correia e do Jorge Davi · Já sofri de mais além do que mereço
Transcrição13 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Hora de conversar com o Carlos Andreasa. Estou para perguntar isso desde a semana passada, Andreasa. Como é que você está, cara? Você está? Você está bem? Como é que está a sua vida? Sólido. Sólido. Andreasa, essa tese aí, um acordo entre Flávio Bolsonaro, Alcolumbre e Xandão para rejeitar Jorge Messias, você acredita nessa hipótese?

E isso realmente é uma inteligência que eu não alcanço. Eu falei que eu estou sólido, Carla Bigato, mas não. Eu não consigo entender esse acordo. Esse acordo, a ideia desse acordo, só é boa para o texto antissistema do Lula, que ele está tentando vender agora.

De repente, haveria um acordo, um pacto entre Flávio Bolsonaro, entre o bolsonarismo, Davi Alcolumbre, esse pacto eu acredito, esse existiu. E ainda Xandão para barrar Messias. Por quê? Do ponto de vista do Alexandre de Moraes, qual é o benefício para Alexandre de Moraes? Ah, não, porque aí com isso barraria a CPI do Master. Vem cá.

já está barrada, já estava antes. Até no tempo da história se está mudando. O relator da CPI do Master no Supremo é o Cássio Nunes Marques. Não vai ter. O acordo preto já estava dado. Então agora teria um acordo para o que já estava resolvido. Ah, não, mas não é só isso, não. Andreasa, tem...

a constituição de uma aliança que se quer barrar de André Mendonça com Jorge Messias. E aí eles seriam uma união, porque Messias é anti-pizza na investigação sobre o Supremo Tribunal Federal, no caso Master. E aí, como consequência, você teria uma aliança bizarra de governo Lula com André Mendonça, mais Jorge Messias, pelas investigações do caso Master.

Esses textos delirantes vão prosperando como se fossem aceitáveis. O André Mendonça em nenhum momento deu indicações de ser favorável, ao contrário, a investigações no caso Master sobre ministros do Supremo. Quando teve aquela conversa vazada da reunião secreta em que eles resolveram, pelaquela suspeição meia-boca do Dias Toffoli como relator do caso Master, ele foi dos mais vocais, André Mendonça, em defesa corporativista, em defesa dos ministros do Supremo.

André Mendonça, de repente, aliado a Jorge Messias, teria de se revelar algo que até agora ele não foi. A outra hipótese é de futuro. Não, porque com essa aliança se cria um pacto pela reeleição de Davi Alcolumbre em 2027 e a garantia de interdição a investigações no parlamento ou mesmo processos de impeachment sobre ministros do Supremo Tribunal Federal. Ninguém pode fazer uma aliança sobre esse futuro.

Ninguém razoável faria, porque haverá uma renovação potencial de dois terços. Dois terços do Senado serão eleitos. É um novo parlamento. Um novo parlamento esse que haverá. Davi Alcolum vai precisar desses senadores, que talvez sejam, se o projeto bolsonarista prosperar, serão senadores pró-processo de impeachment contra ministro do Supremo. Que tipo de acordo é esse?

Manipula a história corrente, a realidade, e projeta um futuro incerto.

A derrota de Jorge Messias, esse é o ponto, a derrota de Jorge Messias é um sinal de hostilidade para o Supremo Tribunal Federal de que Alexandre faz parte, de que Alexandre de Moraes faz parte. Quer dizer, então, que ele teria apoiado a derrubada de Messias contratando a construção de um novo andar, de um novo patamar, desde onde o Senado aumentaria a sua força, o seu volume.

da chamada bancada pró-impeachment de ministro do Supremo, é isso mesmo que se está dizendo? Então eu não consigo, Megali, pessoal, entender sob qual lógica esse acordo seria possível. Só tem uma explicação para a prosperidade desse texto. É o texto antissistema de Lula. Lula, de repente, como vítima. Indicou Jorge Messias para ser ministro do Supremo como forma de robustecer o que eu chamo de terceira casa parlamentar.

Fez isso. Aumentou a sua força. Aí perde, a intenção era essa, perde e aí ele é vítima do sistema? Mas o texto é esse. O texto que prospera e que se tenta encaixar é o do Lula, vítima do sistema do qual ele é um dos operadores corrente. O brilho desse acordo eu não consigo entender, mas é outro tipo de inteligência que está acima da minha, certamente. Andresa, e a nossa vitrolinha?

Outdoor. Outdoor, Só Pra Contrariar, um dos que eu mais gosto de Só Pra Contrariar. Samba do Beto Correia e do Jorge Davi, talvez. Mas é do Beto Correia, com certeza. Beijo, até mais tarde. Desenterrou, André Asa, caramba. Clássico, clássico. Já sofri de mais além do que mereço.

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