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Holanda: a maior seleção sem Copa

07 de maio de 202658min
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A ausência de títulos mundiais da Holanda segue como uma das maiores lacunas da história do futebol, mesmo após campanhas marcantes como os vice-campeonatos de 1974, 1978 e 2010.

O novo episódio do podcast Deu Liga explica por que a Holanda é "a maior seleção sem Copa", fala sobre o Futebol Total e as campanhas históricas.

Para a Copa do Mundo de 2026, a seleção neerlandesa chega em processo de renovação, mesclando jovens talentos com nomes experientes e mantendo a tradição de um jogo ofensivo e técnico.

Ainda que não figure entre as favoritas absolutas, a equipe tem potencial para surpreender em um torneio cada vez mais imprevisível.

Assuntos8
  • Holanda sem CopaAusência de títulos mundiais · Vice-campeonatos (1974, 1978, 2010) · Futebol Total · Campanhas históricas · Renovação para 2026
  • Paixão pelo futebol holandêsInfluência da Copa de 1974 · Estética e cor laranja · Futebol disruptivo e espetáculo · Contracultura e anarquismo holandês · Legado e contribuição para o futebol moderno
  • Johan Cruyff e seu legadoInfluência no Barcelona e Guardiola · Conceito de 'ACDC do futebol' · Controvérsias e personalidade ditatorial · Carreira pós-futebol e problemas financeiros · Relação com o Ajax e Feyenoord
  • O conceito de Futebol TotalOrigens na mentalidade holandesa de ocupação de espaço · Contribuição de Jack Reynolds · Implementação por Rinus Michels · Analogia com o basquete · Papel de Cruyff como pivô
  • Relações e rivalidades no futebol holandêsConflitos entre Cruyff e Rinus Michels · Rivalidade entre Van Gaal e Cruyff · Questões internas e racismo na seleção · Brigas entre jogadores (Van der Sar e Bogard) · Greve da Alemanha em 1974
  • Declaração de IR 2026Time operário e menos talentoso · Potencial para surpreender · Meio-campo forte, zaga boa, ataque regular · Jogadores de grandes clubes · Grupo equilibrado com Japão, Suécia e Tunísia
  • Infraestrutura e turismo em GoiásConceito de arena multiuso (Ajax) · Estádio Johan Cruyff Arena · Sustentabilidade energética do estádio · Estádio De Meer
  • A questão do nome: Holanda vs. Países BaixosHolanda como região histórica · Países Baixos como nome oficial · Uso histórico do nome 'Holanda' · Dificuldade de adoção do nome oficial no Brasil
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Fala pessoal, tudo bem? Deu Liga na área e é um Deu Liga extremamente especial. Não à toa estamos todos aqui. Pintamos o Deu Liga de laranja. É, alaranjados, mas também recebemos um craque, né? Um convidado especial. Marcelo Ferla, bem-vindo, a casa é tua. Obrigado, eu sou ouvinte do Deu Liga, né? Então eu tô num lugar que eu gosto muito, eu acho muito legal. Eu sempre acompanho futebol internacional e acho muito bacana, que bom que eu tô aqui.

E falar sobre esse tema que eu aprecio tanto desde criancinha, né? Coisa louca, coisa impressionante. Marcelo Fela, craque da música, craque das letras, craque do futebol, porque manja muito de futebol. Craque de bola também, né, Marcelo? Mais ou menos. Craque de bola mesmo é o Léo. O Léo jogava bem, eu jogava bem.

Eu gostava de jogar, a gente gostava. A gente fez um campeonato uma vez na redação da Zero Hora, que foi sensacional, eu estava lembrando disso. Copa Gordini. É. O Cadão, fotógrafo, levou o Gordini dele. E tinha Copa Audi, Copa Ferrari, e ele levou o Gordini, era Copa Gordini. Que genial, foi sensacional, só que os jogos foram no sábado e segunda, tinha uns três de muleta na redação. Eu não, nem o Léo, mas foi bacana. Foi, o pessoal se machucou.

E a gente convidou o Marcelo porque o tema de hoje é pra tratar de uma seleção... Não tem quem não goste da Holanda, né, Valtinho? Não tem quem não goste. Não tem quem não seja apaixonado pelo futebol holandês. E não tem quem não goste da Holanda do país, né? Que é um país espetacular, Amsterdã é uma cidade espetacular. E o Marcelo manja muito, ele é fã da seleção holandesa e a gente vai tratar nesse episódio...

Marcelo, episódio 91 já do Deoliga. Caramba. Não para, o Deoliga não tem férias. Ele é tipo calendário brasileiro. Podcast não tem férias, né? Vai direto. Há dois campeonatos ao mesmo tempo, tá? Hoje é... E como o calendário do futebol internacional não para mais...

a gente segue o calendário. Então, episódio 91, sobre a Holanda. Marcelo, como é que surgiu essa tua paixão pelo futebol holandês? Eu sou de uma geração que é apaixonada pelo futebol da Holanda. Eu tinha nove anos na Copa de 74. Estava gostando de futebol já há algum tempo, Grêmio e tal, acompanhava com os meus pais. Mas a Copa de 74 foi muito impactante. E eu lembro que na final a Holanda tinha ganho do Brasil, por 2x0. Eu lembro que na final a Holanda e a Alemanha, eu assistindo com a minha família, todo mundo torcendo para a Alemanha, porque a Holanda tinha ganho do Brasil, eu torcendo para a Holanda.

Eu já escrevi sobre isso, tem várias situações, assim, a cor laranja é uma cor interessante, eu gosto da questão estética, eu sou um jornalista de cultura pop, mas muito ligado à música, então a questão de buscar coisas diferentes, eu acho que acaba me atraindo, e a coisa, a palavra da moda, mas é fato, a coisa da Holanda ser tão disruptiva no futebol, né? Eu já escrevi sobre isso, eu acho que até...

a pedido do Léo para Zero Hora sobre o ACDC que não é uma criação minha, o ACDC do futebol, antes de Cruyff e depois de Cruyff quando o Cruyff morreu inclusive e tem um fascínio, acho que a Holanda de fato fascina

E ela tem um futebol que não tem como quem gosta de futebol não gostar, porque é um futebol que joga pra fazer gol. É um futebol que joga pra dar espetáculo, e talvez por isso até não tenha ganho. Na verdade, não ganhou as Copas por outros motivos. Eu acho que até a Holanda, de certa forma, ganhou uma Copa.

Depois a gente pode falar sobre isso. Mas é um futebol muito vistoso de ver. Enfim, eu acho que esteticamente é legal. Tem a questão da contracultura que é tão forte na Holanda, que é tão forte na música também, das coisas que eu gosto mais da música. Eu acho que ela é muito importante também.

o Ajax surgiu o pedomínio do Ajax no futebol europeu surgiu um pouquinho depois dos provos que eram os anarquistas holandeses que iam para as ruas de Amsterdã muito fortemente, era uma garotada e se fala inclusive que o Cruyff tinha uma simpatia por eles, enfim, tem toda uma tem várias questões que acabam me aproximando da Holanda, mas acho que sobretudo uma questão geracional de ser garoto, de ver na TV um time de laranja jogando um negócio que ninguém entendia que ninguém entendia

absolutamente ninguém entendia. E assim, eu acompanho muito futebol, desde sempre, eu gosto muito de rádio, eu lembro do Paulo Santana comentando o pênalti, eu acho que foi o pênalti no Cruyff no final da Copa, mas ele comentando o que estava acontecendo, que tipo um zagueiro estava indo para o ataque, enfim, tem toda uma...

A novidade pra nós que a Holanda implementou no futebol, ela é marcante. Por isso que a gente tá aqui discutindo a Holanda que não ganhou Copa, né? Que tem três vices. É verdade, porque o futebol é muito resultadista, né, Valtinho? Ganhou é bom, perdeu é ruim. E a Holanda é a prova de que não, de que tu deixar legado, de que tu jogar as coisas de perna pro ar, tem um imenso valor e quase tão grande como um título. É uma semente que germina até hoje aquele time da Holanda de 74.

o Cruyff depois vai para o Barcelona conhece o Guardiola o Guardiola está até hoje aí e tem muito das ideias do Cruyff passadas para o Guardiola que a gente vê no futebol de hoje a gente tem outras grandes seleções

que contribuíram para o futebol e não foram campeãs. Tem o Brasil de 38, que a gente esquece, porque... Terceiro lugar na Copa. Terceiro lugar, time do Leônidas. Brasil de 82. Mas o Brasil de 82 é um time que ou termina nele mesmo, um time que marcou muito, mas não ganha a Copa do Mundo e deixa o Brasil triste.

Ou que leva o futebol para um futebol mais mal jogado, mais fechado. Já a Copa de 86 e 90 não foram tão vistosas. E tem a Holanda de 74 e a Hungria de 54. Com o Falso 9, o Buscas. São os dois times, para mim, que não venceram a Copa do Mundo, mas que deixaram a sua contribuição para o futebol mais moderno que a gente vê hoje em dia.

Essa é uma discussão que se tem muito em torno do Bielsa, né? Mas vamos chamar o nosso índice para a gente entrar logo no nosso tema, por favor? A maior seleção sem título está, entre aspas, para quem não está nos acompanhando no YouTube, apenas nas plataformas de áudio. O futebol total, o Rinos Mitchell, e a Holanda de 2026.

A gente já deu uma pincelada da maior seleção sem título, né? Eu acho injusto isso, por tudo que a Holanda fez pro futebol, né? Eu acho que, na verdade, eu comecei provocando, dizendo que a Holanda talvez tenha um título, e o título da Espanha é muito mais um título da Holanda do que um título da Espanha. Eu tenho uma passagem na minha vida que é muito, muito legal. Exatamente de 2010. O próprio Cruyff, ele reclamava do esquema da seleção holandesa, que tinha o De Jong de Líbero, né? Aquele jogador pegador, às vezes até demais. Exato.

às vezes até demais, que ele achava o time muito defensivo, que ele achava que o legado dele para o futebol, que foi o legado que fez o Barcelona virar o que virou, ele estava mais na Espanha. Não é à toa que Chavinia era no meio campo daquele time, e que eles foram evidentemente treinados pelo Cruyff, e na verdade foram...

Foi um time formado pelas ideias do Cruyff. Então, de alguma forma, aquela Espanha foi meio uma vitória, não do time da Holanda, mas do futebol, da ideia de futebol holandês. E é engraçado assim, a Holanda de 74, ela não ganhou por arrogância. Isso é claro, eles falam isso. A Holanda já tinha dado o que tinha que dar pro futebol, já tinha mudado a história do futebol.

sem dúvida nenhuma, e o próprio Croft fala assim, eles entraram na final, aí os caras fazem um gol na final sem que a Alemanha toque na bola, o time da casa. E ainda, a Alemanha jogou, a Holanda pega o time da casa na final, e é a Alemanha, não é fácil. Então, eu acho que teve um pouco de arrogância naquele ano, eu acho que no meio do jogo o próprio Croft falava que eles se deram conta disso, mas não buscaram mais, porque daí a Alemanha era a Alemanha.

Depois, 78, era um conta tudo e conta todos e a Holanda não ganhou porque não tinha o Cruyff também. O melhor jogador desiste de ir para a Copa. É muito difícil que tu consiga manter um time com aquele nível. A Holanda chegou na final numa Copa feita para a Argentina ganhar e acabou que o Rensenbrink bota uma bola na trave nos 45 de segundo tempo. Quer dizer, foi um detalhe também. E era um time bem inferior ao time de 74, até porque se tinha expectativa de 74.

Em 2010 foi isso. Em 2010 a Holanda fez um time muito competitivo, muito competitivo, com muitos bons jogadores. E perdeu pra sua criatura. Perdeu pra sua criatura, perdeu porque o Cacilhas pegou... Tem um lance nessa Copa, o cara que torce pra um time acaba lembrando desses detalhes, né?

O Robin perde dois gols, um o Cacilha salva com a ponta dos dedos do pé, e o segundo, o Puyol faz falta nele, se agarra nele, e o Robin Ford, daquele jeito, em vez de ele cair, ele segue e perde o gol, desequilibra e perde o gol. Se ele cai, é falta e é expulsão do Puyol. Talvez o resto da prorrogação... Teria sido diferente.

Enfim, mas é futebol, né? É a maravilha do futebol. Mas eu acho que a Holanda é isso, ela é outro futebol. Ela conseguiu, é um dos motivos pelos quais se fala que futebol se joga não só pra ganhar.

E o legado é imenso em todos os momentos, continua sendo. Estou tentando procurar aqui no meu celular, para quem está nos vendo no YouTube, tu falou do Cruyff, quando eu estava lá em Barcelona estudando no Instituto Johan Cruyff, um dia cheguei na sala e eles tinham desbaixado lá do terceiro andar, era uma casa, as bolas de ouro.

que o Croft ganhou no... Ele tem três, né? Naquele período, ele tem três. E elas estavam lá e eles iam fazer uma sessão de fotos. Aí a menina, que era a secretária do curso, alguém quer tirar uma foto? Os meus colegas. Mas eu fui voando, cara. Tô procurando a sorte. Deixa eu contar mais só do que tu falou do Guardiola, que dessas coisas que acontecem por sorte na vida.

Eu tava num trem entre Barcelona e Madrid, o Madrid e Barcelona, um trem noturno, e sempre ouvindo rádio, né? A gente tava aqui de anos 90, e eu ouvi, peguei um programa de rádio com uma entrevista com o Cruyff. É muito maluco acontecer isso, mas enfim. Era uma entrevista, provavelmente gravada, em que ele fala...

No final, o repórter pergunta pra ele quem é o seu jogador que tu acha que pode ser um Cruyff dentro de campo e que é um jogador que pode ser um treinador como você. Evidentemente que ele tinha sido treinador do Barcelona. E ele falou Pepe Guardiola. Isso aí é anos 90.

E o Guardiola não era um jogador brilhante, né? Era um jogador inteligente. Mas a questão não era essa. Inteligente, mas não era o... Não era veloz, não era um cara corpulento. É o Busquets dos anos 90. Acho que o Guardiola é um pouco mais participativo, mais movimentação que o Busquets, mas por aí. Busquets mais jogador. Eu vi o Guardiola jogando um jogo com Barcelona e AICA, um jogo que o Ronaldo fez gol, mas eu só prestava atenção no Ronaldo. O Ronaldo.

Não tinha compensação. Mas é o tipo de jogador que entende o jogo, né? Tem caras que entendem o jogo. É isso. Quando o Croft fala disso, ele fala exatamente disso. Não é o jogador dentro de campo, né? É um jogador que faz com que o time jogue, que assume uma posição de líder e que tem uma compreensão de jogo completamente diferente. Eles são muito parecidos.

Porque assim, eu sou muito fã do Cruyff, eu não gosto de idolatrias de ninguém na música e tal, eu gosto de muita gente, mas o Cruyff é um desses personagens que eu leio muito e gosto muito dele. E assim, ele era um jogador brilhante, um técnico brilhante e também um cara com suas ditaduras, um pouco controverso eventualmente. Esse Dom Balon que eu tenho aqui, o título é Cruyff, o mau exemplo.

Quando ele estava treinando o Barcelona no começo, porque eles diziam que ele cobrava de jogadores o que quando cobravam dele ele não fazia. Ele reclamava muito do Laudro, que não fazia gol. Ele tinha um monte de... É o tipo de... Eu faço o que eu faço, mas não faço o que eu faço.

diga, mas não faça o que eu faço, né? Ele tinha muito disso, assim. E ele sempre foi um cara muito dinheirista, um cara que, né, muito bem assessorado pelo sogro dele, o que é uma dádiva pra ele, né? O sogro dele era... Isso fica muito claro na biografia. Mas ele teve um problema financeiro antes, e aí encontra o sogro, e aí sim que ele estabelece, né? Isso, e teve depois também. Ele teve vários... Ele foi jogar nos Estados Unidos por conta disso, né? Isso é maluco, né? Porque ele encerra a carreira E aí

no Fajanor, né? E aí... Essa história é muito boa. Ele briga no Ajax. Ele briga no Ajax. Ele tem uma relação muito... De amor e ódio. De amor e ódio com o Ajax. Ele é campeão pelo Fajan. Na verdade, não é de amor e ódio com o Ajax. Com o Ajax é só de amor. Ódio com as pessoas que fazem o Ajax. Ele é muito crítico, né? Os dirigentes. Muito. E aí ele se aposenta, ganha o título pelo Fajanor. É algo assim. O cara tem uma história no Grêmio, no Inter, e ganha o título pelo rival.

Isso é muito forte. E aí ele vai criar porcos. E desafiando o rival, né? É, e desafiando o rival, porque ele, quando ele voltou pro AX, ele foi campeão mais velho no AX, tem que ter que jogar com o Van Basten. Sim. Tem lance dele dando passe pra gol do Van Basten, e aí ele quer renovar o contato, porque ele já tá com 34 anos. Depois ele tem uma relação difícil, né? Também. Também com ele. Também com ele. A Copa, o time de 74 E aí

Tem muito dessas relações, aliás. E aí ele quer renovar por mais um ano e o Ekson, agora tá bom, já voltou, já foi bem, já deu título, agora não dá mais. E aí ele meio de birra vai pro Feyenoord, arrebenta no campeonato e é campeão pelo Feyenoord. É incrível, assim. O Cruyff tem essa história de se desafiar também e de adorar desafiar o tempo todo.

Tem uma foto maravilhosa, porque quando ele foi para o Barcelona, o cara é de Amsterdam, o cara simpatizante dos anarquistas, aí ele revoluciona o futebol com o Aex. Ele vai para o Barcelona na época do Franco, ele chega com a mulher dele com uma mini saia e bota branca, uma foto maravilhosa, ele cabeludo, eles chegam causando na sociedade. O Cruyff sempre tem impacto na sociedade.

a história do filho, né? Que ele batiza o filho como Jordi, que é um nome catalão, contrariando e ele se incomoda com isso ele é chamado na justiça pra responder sobre isso Exatamente, essa coisa do desafio é muito da cabeça na verdade tem muito a ver com a maneira dos holandeses pensar, né? Tem um livro, um livro inteiro que defende a ideia de que o futebol total De nada

Ele nasceu da mentalidade, embora não tenha nascido totalmente da mentalidade holandesa, a gente pode falar sobre isso, mas ele nasceu da mentalidade holandesa de ocupação de espaço. A Holanda tem 25% do seu território ocupado, então assim, holandês sabe ocupar espaço. E é o futebol hoje, né? É o que a gente sempre fala, é a questão de ocupação de espaço e de se mover dentro do espaço que tu tem pra ocupar.

Porque a Holanda é um país do tamanho do Rio Grande do Sul, um pouquinho maior, não mais do que isso, e tem uma boa parte... 25%, gente, pensa bem, 25% do território, ele era água. Era água. E eles entenderam como lidar com isso, como conviver com isso.

Coisa que faltou pra nós, né? E falta pra nós, né? Falta pra nós. E tem uma coisa do perfil do holandês, né? Quando eu casei em 2007, eu fui pra Salão de Mel em Punta Cana. E era um lugar ainda que não era lugar de brasileiros. O Eduardo Gabardo aqui tinha ido e me indicou. Ah, conheci um lugar e tal, e é um roteiro ainda que não tá explorado. Eu chego lá, nós éramos, minha mulher, os únicos brasileiros do lugar.

Mas tinha uma excursão de holandeses. E o que me chamou a atenção? Eram eles que puxavam o futebol do final de tarde. Todos, apaixonados por futebol. Aí tinha uns catalães ali, os catalães jogaram um, dois dias, depois já largaram de mão. E assim, jogavam bem futebol.

Jogavam bem, tecnicamente, assim, muito superiores. E eu percebo que isso é uma coisa deles, da paixão deles pelo futebol, são todos jogadores técnicos, jogadores habilidosos. Que entendem o jogo, porque muitos fazem mais de uma função.

são poucos até os mais limitados Zenden, Vambomeu esses caras todos jogavam em mais de uma função e boa parte deles vira técnico exatamente, tem muito disso também tem uma coisa a gente sempre fala que as coisas se renovam o futebol total, de alguma forma ele começou a ser criado nos anos 10 no final dos anos 10 pelo Jack Reynolds que era um treinador inglês E aí

que ia ser treinador da seleção da Alemanha, daí veio a guerra, em 2014. Ele acabou perdendo o ganho, ele acabou parando na Holanda e ele foi treinar o Ajax, que era um time de... em Várzea quase, era um clube pequeno. Ele tem três passagens pelo Ajax. E nessas três passagens, ele implantou que todos os quadros, o primeiro, o segundo, o terceiro, jogassem no mesmo esquema, que até hoje a gente fala...

Que muitos times não conseguem aplicar. A gente fala ali como anos 20, depois ele saiu, aí depois ele voltou nos 30 e terminou em 47. No último ano ele treinou o Rinos Mírios, que pegou um pouquinho, o atacante que depois fez a seleção. Dizem que pegou um pouco das ideias dele pra fazer o futebol total. De qualquer forma, esse cara tem essa contribuição do treino, ele é muito semelhante ao que o Foguinho fez no Grêmio, é uma espécie de Foguinho...

para o Ajax. Inglês, na verdade. Ele implantou muito a preparação física e ele criou um negócio que é sensacional, o futebol jogar pelo meio. Ele teve a ideia de abrir dois jogadores pelo lado. Esse cara, de alguma forma, foi um dos que inventou um ponteiro, não foi?

Pra gente entender que o Aex tem essa mentalidade de treinar os mesmos jogos, da base treinar como profissional na época. A gente estava falando de outros, primeiro quadro, segundo quadro, futebol mais amador. Mas ele foi muito importante. E aí, na volta, nos anos 60, quando o Rinos Michels, 70, no final de 60, na verdade, ele assume, ele pega parte dessas ideias e implanta...

as ideias dele já no futebol moderno, né? O futebol que ia ser moderno. E uma delas, que eu recomendo muito que se assista, o gol da Holanda na Copa de 74, ele é um gol que são 32 passes, uns 90 segundos, a Alemanha não toca na bola. Dá o centro, toca, toca, toca, toca, toca a bola.

E acontece o seguinte, o Cruyff está no ataque, tem um momento que o Cruyff desce entre os zagueiros, ele recebe a bola do zagueiro e aí ele arranca. Está todo mundo meio marcando, ele arranca e vai até a área e sofre o pênalti do Rosenbein. O Rinos Michels, ele tinha um pouco da concepção do basquete no jogo de futebol. E o Cruyff era o pivô. Então o Cruyff não é que fosse um falso nove apenas, ele era um pouco de um falso nove no ataque, mas muito mais ele era o pivô, ele era o cara que corria.

Quase que sempre em uma direção mais central e o time em torno dele. É muito a ideia do basquete. E aí o Guardiola resgata isso pra fazer do Messi um falso 9. Exatamente. Pra gente criar a função do falso 9. E essa questão toda de contestação, de contracultura da Holanda...

aparece muito naquela ideia do Cruyff, do famoso uniforme da Adidas, sem uma listra, né? É. Que eles vão contra, porque queriam um contrato melhor, e o Cruyff achou injusto aquilo de só ele, era só ele que receberia.

É isso, né? E ele vai contra... Então, assim, já é uma postura também de contestação. O Cruyff é, entre outras, um pouco do inventor nessa coisa, um pouco do marketing do futebol também. Eu sou muito fã dele, tenho que dizer que eu tenho uma meia-verdade nisso.

Na verdade, o Cruyff tinha um potocino com a Puma, era muito dinheiro. A Puma tem aquela história da Puma e Adidas serem inimigas. Sim, dos irmãos. E aí em 70... Tem documentário nos canais de streaming, muito bom. Exatamente, muito legal. Aí em 70, eles tinham um acordo de... Tavam num patamar de pagar pra um, pagar pra outro. Cara, a gente tem que parar por aqui porque não dá mais. Aí eles fizeram um acordo de ninguém pegar o Pelé, a Puma foi lá, assinou com o Pelé. Primeiro lance do Brasil na Copa de 70. É o Pelé.

Ele atando a chuteira pra mostrar. Exatamente, antes de começar o jogo, enfim, o marketing ali, aí o que a Puma faz ali? Contrata depois o sucessor do Pelé, o Cruyff. Eles já tinham essa noção, porque claro, 71, 72, o Ajax já era campeão, o Cruyff já tava despontando o campeão da Eurocopa os três anos seguidos. E aí o Cruyff sim, tem a questão da federação.

Tem, jogadores, mas é um pouco de uma desculpa também. Por contrato pessoal. Porque tinha o contrato pessoal e ele tirou as listas. Em 78, o René e o Willi van der Kerckhoff, que estavam em 74, aliás, os dois já tinham sido convocados para a Copa, eles jogaram sem a lista também, seguindo o Cruyff. Mas o Cruyff foi o primeiro nessa camisa aqui.

que é uma simulacra que de 74 ela tem as duas listras. Não, vai derrubar o rádio. As famosas duas listras. Ele mandava, a grande verdade é que o Croft mandava...

na seleção da Holanda. Tanto é que ele é o único que escolhe o número em 74. A numeração da Holanda é por ordem alfabética, mas ele, como capitão, pega o 14, o 14 é meu, e você, tanto é que o goleiro, joga com a 8. E depois, por esse comportamento dele também, ele tem um atrito e ele termina mal com o Rinos Mitchell. Eles brigam, né?

Dizem, inclusive, aí tem um outro momento, que quando a Alemanha, quando a Holanda ficou campeão de 88 na Eurocopa, a Copa de 90, foi nesse período, a Copa de 90 se esperava que o time fosse protagonista. E o treinador saiu.

E o Croft foi cotado como treinador. Só que dizem que o Rinos Meijos interferiu em torno do Ben Hager. Ele diz isso na biografia dele, né? Que teria interferido. É, mas tem uma ali... Porque a biografia do Croft, que é muito legal também, é muito legal, mas é a história dele também, né? Sim, é a versão dele. É a versão dele. Mas me parece que sim, eles eram grandes amigos. É incrível, porque eles fizeram esse futebol juntos.

Eles fizeram a Holanda em 74 juntos, tanto que a Holanda em 73 ia ser desclassificada da Copa. Se tivesse VAR, a Holanda não teria jogado em 73. Foi de bom, maravilhoso, né? O jogo final, Holanda e Bélgica, a Holanda levou um gol no último minuto. A gente não tem como afirmar, mas pelo ângulo que se tem da TV, o jogador da Bélgica não estava impedido. A Holanda fazia a tática do impedimento. Essa é ir nos mírgãos. Tática do impedimento não é de trás. Fazer a tática do impedimento,

Os jogadores saíram correndo. Me parece que tinha um jogador belga em condições. A Bélgica fez o gol, o juiz anulou. A Holanda foi pra Copa. O treinador da época não era bom e o Cruyff não gostava dele. Então o pessoal chamou a Federação dos Caras. Esse treinador aqui não dá. Vamos chamar o Rinos Michels, que tinha sido campeão pelo Ajax três vezes a Copa da Liga dos Campeões. E aí o Michels assume. E isso é louco também. Ele assumiu em março e a Copa. Ele teve três meses. Eles falam isso que...

No jogo contra o Uruguai, que é o primeiro jogo da Copa, eles se deram conta que tinham encontrado um time. De verdade. Eles se surpreenderam com os resultados. É, isso é... Claro, a Copa do Mundo é diferente por ser um torneio de um mês pra definir tudo. Mas o modo como a Holanda jogou...

E o tempo que o Rinos Mitchell teve pra montar o time vai contra tudo que a gente diz, né? Não, tem que dar tempo, tem que ter planejamento, nada. Mas era a base do Ajax também. Esse time jogou poucas vezes junto. Basicamente jogou a Copa do Mundo junta e... Isso é fato. E se desmanchou. Mas tinha uma base do Ajax que ajudava. Tinha. Vamos lá.

Ele pegou um time em 74, que os quatro campeões... O Marcelo trouxe um time de botão dele, e pode aproximar, Walter, ali da câmera, tem o nome dos jogadores, os jogadores estão identificados, olha que preciosidade. E esse não tem o Cruyff, como eu falei aqui, porque o Cruyff estava com o número errado. Mas... O o Fayanord ganhou a Copa dos Campeões e o Fayanord ganhou a Copa dos Campeões.

Depois o Ecos ganhou três seguidas. Então em cinco Copas, 73, 74, o último campeão na época da Copa já era o Bayern de Munique. Mas os quatro anteriores eram clubes holandeses. Aí pega esses dois, e junta, tem ali um negócio legal. Menos o goleiro.

E aí tem uma história que também eu descobri mais recentemente uma controvérsia. Me diziam, eu falei em vários programas aqui, porque eu ouvi isso mais de uma vez, que o Yong-Glo foi escolhido pra ser o goleiro porque ele jogava melhor de líbero. Ele jogava mais à frente e naquele esquema era preciso que o goleiro jogasse mais adiantado. A história de agora, de goleiro jogar com os pés. 74 a gente tá falando.

E ele já foi o cara que... E ele bancou, mas também o Cruyff brigou com o Schreivers, que era o grande goleiro da Holanda nos últimos anos anteriores. Então também tem a mão dele na escalação. E todas as brigas que eu vi de treinador com o Cruyff, inclusive na seleção, é que no meio do jogo ele dizia o seguinte, no meio do jogo eu é que mando no time, o treinador não tem o que falar, cara. Eu que estou aqui no campo, eu é que vejo. E ele tinha, então o Cruyff tinha dessa...

dessa verve um pouco ditadora. Só que é o seguinte, ele era muito bom, né? Ele mudava. Mas essa é uma característica dos holandeses, né? Em algum momento eles cooperam e depois eles brigam. Então tem o Mitchells e o Cruyff. Em algum momento o Van Gaal e o Cruyff foram amigos e depois começaram a brigar porque viam o futebol de uma maneira diferente. Então assim, é um vem e vai da história do Cruyff na relação dele com as pessoas.

E o próprio Vangal é um cara de temperamento muito difícil, né? É que eu vejo eles como muito intransigentes no modo como eles veem o futebol. Principalmente o Vangal. Não, o futebol tem que ser jogado assim e quem não se encaixa, azar o de vocês.

que é o contrário de como são os holandeses, né? Os holandeses são pessoas de boa convivência, te acolhem, chegar a Amsterdã, eu fiquei encantado para o Amsterdã e me senti acolhido, assim. Tem alegria mesmo não tendo sol, porque o estrangeiro que vai morar em Amsterdã, a primeira recomendação é tomar vitamina D em pastilhas.

mesmo tu passando muito tempo com chuva pra pegar dias de chuva, eles andam de bicicleta com chuva, isso é maluquice eles vão trabalhar de bicicleta, me equilibrando o guarda-chuva, mas é um lugar que tu sente vida

sabe que os maiores frios que eu passei eu gosto muito de Amsterdã, fui muitas vezes pra lá da Holanda em geral e Amsterdã em particular, gosto demais uma das vezes que eu mais passei frio na vida foi no estádio Demer que é o estádio anterior, que eu vi um jogo do Ajax Ajax e Utrecht, era o time máximo do Ajax que depois foi campeão da Europa e do mundo ganhou do Grêmio

E, meu, é um negócio absurdo. Porque daí a arquibancada, o Demer era um estádio de 22 mil pessoas no meio do mato ali, entendeu? Cercado de árvore, arquibancada, a gente tá falando de 90 e alguma coisa, quer dizer, daquilo bancado não tem cadeira. Meu.

Muito, muito, muito frio. Eu me lembro, eu tento me lembrar daquele time, era Van der Sar, Heisiger, Blind, o Blind, o Frank Deboer e o Bogard. Bogard, que era zagueiro, jogou de lateral. Que era zagueiro, jogou de lateral. Aí o meio campo tinha... Davids, Finidi. Finidi era atacante, né? O Raikard é campeão do mundo lá no Enfanto Grêmio. Eu vi nesse jogo, era Raikard, o...

quem que eu falei antes? Davids Littmannen, que é o craque da Finlândia, né? Finidi Jorge, tinha um atacante, é o Overmars nesse jogo, eu vi o jogo um ano antes, ele não tava jogando, tinha o Finidi, tinha um centroavante, acho que era Simon, era um centroavante também dinamarquesa, eu acho, que tava nesse time aí.

E o Canu era banco, né? O Canu era banco. Nesse jogo que eu vi acontecer um negócio que eu achava que era por um motivo, acho que era por outro, entrou o Canu. E o Canu usava 14. E foi uma comoção na torcida, mas depois eu descobri que ele tinha 16, 17 anos, ele vinha da base do Ajax, o Young Ajax, que é muito forte sempre, e a torcida provavelmente já conhecia ele. Então foi uma comoção quando ele entrou nesse jogo contra o Utrecht.

Tem algum jogador aí, tem um centroavante que a gente não tá lembrando, que é um finlandês nesse jogo, mas o jogo do Grêmio e o jogo desse ex-campeão é esse time mesmo. Mais ou menos esse time. Raiz e Heribogar foram pro Barcelona depois, todo mundo foi pra clube grande. O Davids foi embora, o Van der Sar saiu. O Fulham primeiro, depois ele foi jogar no United. Era um timaço. E eu me lembro que o Alexandre Corrêa, nosso colega, tava na Europa e foi fazer um... O Márcio Santos jogava no Ajax.

jogou no Ajax também mas acho que ele não chega ao Mundial, o Márcio Santos sai antes porque o Alexandre Corrêa trabalhou no Inter, trabalhou aqui na Cerói ele tava na Europa e quando o Grêmio ganha a Libertadores, casualmente ele tá na Europa e ele vai fazer uma matéria, ele tá em Amsterdã e ele vai a um treino, olha só, ele vai a um treino do Ajax e ele entrevista o Márcio Santos e aí ele manda o esquema do time por fax manda por fax, porque era o time que não perdia E aí

O Ajax chega pra jogar contra o Grêmio com uma longa invencibilidade, né? E era o Van Gaal, né? O técnico. Vocês sabem que o Filipão, numa entrevista pra mim, pra Zero Hora, disse que um dos motivos pelos quais o Grêmio não ganhou do Ajax, o Grêmio perdeu com um jogador a menos nos pênaltis pra aquele timaço do Ajax, foi por causa da ex-mulher do Márcio Santos, que era...

Mulher do Jardel, na época, porque os jogadores ficaram fazendo piadas, que a mulher tava sozinha em Porto Alegre, eles estavam lá treinando, e o Filipão falou isso, tá, no registrado, ele disse, cara, e o Jardel não entendeu que era uma brincadeira. E o Adilson chega um momento que chama os jogadores e diz, cara, vamos parar, porque ele foi pro Japão e passava no telefone, imagina, né, lá de noite, aqui de dia, e aí não dormia, o Jardel tava sem dormir.

Pra gente avançar, eu estive na Mr. Darina e mesmo sendo um estádio que foi inaugurado em 95, é um estádio que ainda hoje, ele é um estádio moderno. É incrível isso. E ela é, até nisso né Marcelo, porque...

A arena, essas arenas que nós temos hoje no Brasil e pelo mundo, a primeira arena, o primeiro conceito de arena é o do Ajax. Exatamente. Eles que lançaram esse conceito de um estádio de multiuso. E eu não sei quando tu estivesse lá, agora quando eu fui em 24, já está tudo em volta, urbanizado, shopping center, hotéis. Eu fiquei num hotel a poucos metros do... Mas o estádio foi construído fora da cidade com uma ideia de levar a cidade para lá.

Só que tem o metrô que te para do lado. É um ambiente... Tem um dos prédios do lado, o prédio Dendemol, que é a criadora do Big Brothers. É um dos prédios maiores que tem ali. Tem do lado também um ginásio de shows, né? Tem. Até um amigo meu recentemente viu um show lá. O show da Rosalie. Ele viu lá duas semanas lá. Até me mandou uma foto do estádio. Exatamente. E aí tem o estádio. Eu acho que ele já foi... Já na Concepção, eu fui...

Eu não lembro quanto tempo, faz uns 10, 15 anos que eu fui lá visitar, fazer a visita, ele já tinha esse entorno todo constituído, urbanizado, com um metrô na porta, literalmente, né? Então fica bem mais fácil. E a gente, no curso que eu fiz lá, a gente foi convidado a fazer um tour e conhecer por dentro, ter contato com as pessoas da Jax, e eu conheci a sala em que ficam as baterias...

onde eles reservam a energia captada pelas placas. Caramba. Naquele momento, o estádio produzia 95% da energia que ele consumia. Caramba. E a tendência era de que em dois anos eles fornecessem energia para todo aquele distrito. Que demais isso. Então assim, eles estão muito à frente, né? É um pensamento diferente. Para a gente avançar aqui, a gente já falou da maior seleção de centímetros, falamos do futebol total, mas precisamos falar.

da Holanda pra Copa de 2026. É, não é uma Holanda perto dessas que a gente tá comentando, não é um time que tem as estrelas que teve lá na década de 70, nos anos 80, nos anos 2000, é um time mais operário da Holanda, menos talentoso, mas...

A gente já teve grandes holandas que decepcionaram. Às vezes uma holanda mais modesta pode fazer um estrago. Terminou invicta no seu grupo na Liga, nas eliminatórias. Sim. Acho que não entra no hall dos primeiros favoritos, nem dos segundos. Um terceiro escalão, talvez. Mas por ser uma seleção com uma qualidade técnica individual superior...

É Copa, né? É Copa, ela pode fazer, pode crescer durante a campanha. E até melhor que a Holanda chegue na Surgina, né? Essa Copa, ela tá meio campeonato brasileiro, né? Ela tem o Flamengo e o Palmeiras, né? Que são a França e a Espanha e os demais. Eles são muito à frente, né? E eu acho que essa vai ser a Copa do Mbappé, de qualquer forma. Mas é claro que, eu acho que a Holanda pode surpreender nessa Copa. Eu acho muito difícil que chegue num título. Mas é Copa.

E ela tem um time de trás pra frente, né? Na verdade, do contrário da Holanda. A Holanda tem um meio campo muito bom, tem uma zaga muito boa, mas não tem um ataque muito bom. Tem um ataque mais ou menos, aliás. É muito zagueiro bom. O Depay ainda é convocado, né? Pois é, o Depay é titular, gente. Ele é a grande referência, né? O Malen é um jogador, nome de Malen não pode, né? Ele é bem ruimzinho, ele é um cara bem operário, mesmo o Gapko é bom jogador.

Ele vai bem na seleção, inclusive. Ele vai muito bem na seleção, até melhor do que no clube, melhor do que no Liverpool. Aí tem o Ravenberg, que é um excelente jogador de meio campo, que está no Liverpool. É legal que a Holanda tem jogadores de grandes times. O Reinders, que está no City, que eu acho muito bom jogador também.

que joga com a 14, aliás. O De Jong é muito bom. Aí a gente tem aí uma série de jogadores. O Copa Minas é um bom jogador também de clube, de time. É um meio campo bom. E a defesa tem um zagueiraço, que é o Van Dijk. Zagueiro pra ganhar a Copa do Mundo. Ele é um baita no zagueiro. O goleiro é muito bom.

Fazia tempo que a Holanda não tinha um goleiro bom nesse nível, cujo nome agora eu esqueci, mas eu vou lembrar. E aí a zaga toda do Dunfries é muito bom, tem dois ou três atrás de esquerdos bons. Dunfries é uma potência física absurda. É o Verbruggen? É o Verbruggen, exatamente. Tem uma jovem e muito, muito bom goleiro. A Holanda tem um...

Uma maneira de fazer gol nos últimos 5, 6 anos com o Dufres. O Dufres cabeceia. É um cruzamento da intermediária. Ele entra na pequena área do outro lado, um lateral. Ele tem muita força. Ele sobra fisicamente em relação aos demais jogadores. Lateral esquerdo tem sobrando. Tem o Ake, que é veterano, mas é muito bom jogador. Melhorou muito com o Guardiola. Tem o Hartmann, que eu acho que não vai ser convocado, que é muito bom também.

que tá jogando num time que vai ser rebaixado. O Simons tá fora da Copa, né? Mas machucou, né? Mas é um jogador talentoso. O Simons é um jogador que eu acho que ele não ia... Ele despontou como grande jogador o futuro da Holanda, mas ele nunca entregou, nem na Holanda, nem nos times. Ele não conseguiu. Ele teve uns revés, assim, ele não vai jogar a Copa. Mas...

Honestamente, eu não acho que o Simons vai fazer muita falta, mas... Tô esquecendo, tem o Timber, que é muito bom lá atrás esquerda também, os dois irmãos gêmeos. Aliás, de novo tem irmãos gêmeos na Holanda. É muito impressionante. Tem os De Boer, tem os Kerkhoff, e tem agora o Timber, os dois. É bem impressionante como tem... Mas mesmo assim é uma seleção que tem qualidade técnica. É bom time. Com Japão, Suécia e Tunísia.

É um grupo difícil. É um grupo difícil. É difícil, mas também não é do mais impossíveis, assim. A gente não tem também ou grupo, assim, ou... Mas é um grupo equilibrado. Não, é equilibrado. É um grupo equilibrado. Não tem ninguém que escolhe, né? Mas eu tô contigo. A Copa, mais do que a Espanha, embora a Espanha já tenha uma geração que ela criou casca na última Copa, eles levaram Balder, eles levaram Gavi, eles levaram Pedri, é... E aí

Ferran Torres, tem uma seleção que já tem uma casca, é jovem, tem uma casca de copo, e eles agregaram Kubarcy, Lamine Amal, o Nico Williams, muito bom jogador. A Espanha é forte, mas é que a França, a França tem uma fartura de jogadores. É muito interessante quando eu vejo lá, o Iquitiquei do E são bancos, nos seus times, a França é um negócio incrível. O que a França fez, como a França aproveitou, a Barcelona aproveitou as Olimpíadas, o que a França aproveitou a Copa?

De 98 é incrível, porque daí ela colocou, ela parece que deu uma amenizada no país, ali no racismo vigente na Europa. O grande problema da França é a questão interna. Muitas vezes tem, dentro do próprio grupo, aliás, está estreando agora, na próxima semana, um documentário sobre aquela Copa em que os jogadores fazem uma greve. A Copa de 2010.

É 2010 que eles fazem uma greve com o Raymond Domenech, que o Evra é o grande personagem. Isso. Tá estreando documentário na Netflix. Tinha sido campeões, é pós-campeão. Isso. Isso. Não, é? É. Sim. Não, o Domenech vai na próxima.

92, 2002... Não, 2002, o Emejaquê. Eu acho que é 2002. É 2006 e 2010 que são com o Raymond Domeneu. Então é 2010. Que é assim, a Copa que o Parreira tenta cumprimentá-lo, o Parreira técnico da África do Sul, e ele se nega. 2006, isso, né? Ah, 2010 como na África do Sul. Na África do Sul. E tá saindo esse documentário, porque a França tem esse problema. A Holanda, de certa forma, também tem algumas questões internas. Tem problema sério de um time também que se esperava muito, que é o problema da foto clássica.

que tem os jogadores negros sentados, seis ou sete negros, num banco, confraternizando, e todos os brancos no outro, inclusive o Rusriding. Só que tem um branco que fica meio escondido na mesa dos negros, mas se dizia que tinha essa briga. E assim, o Van Der Sar e o Bogard se pegam a soco num jogo do Ajax, é um negócio maluco, assim, depois de um jogo. Então tinha um pouco dessa rivalidade, mas também ela é... Parece que dizem que a foto é mais importante do que aconteceu mesmo.

Mas sabe qual foi a seleção que fez uma greve antes da Copa e que foi muito séria, assim, e quase não ia jogar a Copa? A Alemanha em 74, né? A Alemanha em 74, a mesma história da Holanda. A Alemanha, sim, com a federação, ia ganhar grana. Os caras quase fizeram um motinho e resolveram meio ali na última hora e foram pra Copa e ganharam. E ganharam a Copa.

É que quando os alemães decidem, eles decidem, né? Pois é, tem isso também. O Brasil não teve greve em 90, mas teve também uma briga pelo bicho e não deu certo. Teve. E o Brasil tinha uma questão em 82, né? Que alguns jogadores faziam gol e iam comemorar em frente a uma placa... De determinada marca. De determinada marca de publicidade. Isso causou porque uns ganhavam e outros não.

Isso aparece sempre. A Copa de 90 foi a primeira do Ricardo Teixeira. O Ricardo Teixeira deu uma entrevista pra mim uma vez que ele falou o seguinte, eu era do mercado financeiro. Aí eu assumi futebol, aí me disseram que o treinador bom, Eurico Miranda, me disseram que o treinador bom era o Lazzarone. Aí botei o Lazzarone. Aí eu fui pra Copa e na minha cabeça, eu sou do mercado financeiro. Quando tu fecha um negócio, fechou, fechou.

Depois eu vou te pagar, como é que vai ser fechou, fechou. No futebol eu descobri que não era. E aí ele disse que no jogo antes da Argentina...

Ele descobriu que o jogador tem que ver, ele literalmente falou isso, tem que ver a cor do dinheiro. E aí no jogo contra a Argentina, ele, um amigo nosso, Pedro Sirotsky, que é amigo do... Ele disse que o Pedro, ele chamou pro Pedro, vem comigo, ele foi pro vestiário e o Pedro com duas sacolinhas de... O Pedro não sabia o que que era, isso pega aqui pra mim, diz que ele abriu, era um monte de dólar, isso tá no livro que eu escrevi, a biografia do Pedro, era um dólar, isso era dinheiro pro jogador sentir o cheiro do dinheiro, muito louco isso, né?

Aí o Brasil jogou pra caramba, mas perdeu pra Argentina. E foi o melhor jogo da seleção brasileira. Primeiro tempo tem três bolas na trave. Foi melhor. A seleção vinha sofrendo naquela Copa, né? Vinha patinando. E naquele jogo nós sobramos, só que num lance, né? Num lance. Até hoje eu acho que o alemão poderia ter dado uma chegadinha no Maradona, né?

Cara, até hoje eu acho que aquela bola do Resembrim que podia ter batido na trave. A unha do Cacilhos fosse menor. A Copa de 78 que eu me lembro, minha avó tinha comprado uma TV colorida, então se reunia toda a família pra ver o jogo na TV colorida da minha avó. Todo mundo tinha uma TV preta e branca. E era um cachotão, assim, tamanho dessa mesa.

Mas eu tinha seis anos, pra mim era tudo Grenal, porque era um time de vermelho e outro de azul. E a família toda vem da Copa de 78. Vamos tomar um chá, gurizada? Porque é muita informação, né? Muita informação. Pô, que baita programa que a gente tá fazendo.

Marcelo, nós temos aqui um quadro que é o Chá da Cinco e a gente sempre indica um livro ou uma revista. Valtinho, tu que trouxe? Eu trouxe hoje, não é sobre futebol, mas tem relação com a Holanda por causa do apelido dessa seleção de 74, que é Laranja Mecânica, do Anthony Burges, que depois virou filme sob direção de Stanley Kubrick.

São dois clássicos, tanto o livro quanto o filme, que é uma distopia dos arruaceiros holandeses que fazem confusão pelas ruas da Holanda e depois o governo prende o principal mentor do grupo e tenta fazer com que ele se torne um cordeirinho, um cara obediente. E traz essa questão. É melhor a liberdade e ter um desordeiro ou ser todo mundo cordeirinho e não ter liberdade nenhuma?

É pra opinar? Não, não, é pra ler o livro e depois chegar à conclusão. Minha opinião é polêmica, mas enfim. Melhor não, hoje não. Mas eu sou meio futebol holandês, assim, eu gosto da coisa meio convulsiva. Mas é legal, revulsiva. Dinizismo, é fã do NEC, né? O NEC implantou o Dinizismo na Holanda e foi pra final da Copa, tomou cinco. O Dinizismo tem...

muita pitada de futebol holandês, cara. Claro que tem. Laranja Mecânica é um dos maiores filmes da história do Kubrick, é sensacional. Final dos anos 70, né? Eu acho que é por aí, 73 talvez. Acho que é começo dos anos 70. O livro é de 62. O filme eu não sei qual é o nome. É porque o nome, o apelido Laranja Mecânica é por conta, eu acho que mais, talvez mais, pode ser do livro também, realmente isso eu não sei. Se é do filme ou do livro, eu acho que é do filme. Perdão, acho que é do filme.

71. Então é isso. Exatamente. Exatamente. Vamos embarcar? Porque futebol é uma viagem.

É claro que nós vamos pra Holanda, né? Que é um país, eu não conhecia, é espetacular, cara. Eu fiquei encantado, eu quero voltar. Eu tive duas, três dias lá. Dois dias de chuva com cara de Holanda. Frio.

Tu não viu o sol. E o terceiro dia que era o dia que eu vim embora, que foi o dia que eu conheci a fábrica da Heineken. Ah, bom dia. Que é no centro ali de Amsterdã. Aí tava um dia, tipo, inverno em Porto Alegre, assim, céu azul, frio. Frio, tipo, zero grau, mas assim, aquele dia lindo, cara. Não deu vontade de sair de lá, não. Eu só saí porque minha família tava chegando em Barcelona e eu tinha que encontrá-los. Deu vontade de ficar.

É, eu falei, eu adoro Amsterdã, mas tem uma pergunta pra te fazer agora aqui. A gente tá falando da Holanda ou dos Países Baixos? Que não pegou, né? Peguei. É um negócio maluco. É maluco. Mas pro Brasil é muito difícil falar Países Baixos. É feio, inclusive. Porque a Holanda é uma região. É, Holanda são dois estados. Holanda do Sul e Holanda do Norte. As principais cidades estão lá. Amsterdã, Den Haag, Haia, né?

A Edoven tá na ponta, acho que a Edoven não tá lá. Mas Rotterdam, então são as cidades principais que estão lá no meio. E quando os holandeses levavam seus barcos pra conquistar o mundo e tal, eles iam com o nome Holanda, porque saíam desse lugar. Era tipo assim, era um dos lugares que tinha...

A Holanda, os Países Baixos inventaram um capitalismo, né? De alguma forma. Então, sim, é um negócio muito forte, muito grande, muito importante. E quando eles viajavam com o nome do Holanda, acabou ficando pegando o nome Holanda. Mas na Europa se chama de Netherlands, né? É pra nós, mas se tu olha a Copa de 74 nos gráficos da TV, tá Holland.

O mundo usou um pouco o nome Holanda. É um pouco daquela história de que chegam num momento que o país pensa não, peraí gente, não são esses estados. É assim, a gente chama, claro, e nunca vou chamar de País Baixo, né? Ninguém de nós. Imagina, gol dos países, mas não tem como. Até porque o Brasil virou câncer de outra coisa também. De outra região. Para isso também, né? Aquela bolada indigesta. Mas é como chamar o Brasil de São Paulo.

é isso, mas embora muito europeu chamava o Brasil de carioca, não é incomum isso, então é mais ou menos isso em títulos de reportagens de matéria futebol carioca, eles tem uma coisa do carioca aquela coisa alegre, festiva eles confundem mas é curioso, não vai pegar de jeito nenhum certamente que na copa vai ser a Holanda é porque esse ano oficializou de ser países baixos mesmo, assim, para o mundo eles estão trabalhando isso no espanhol é sempre países barros eles estão trabalhando isso

Sempre, eles não chamam de Holanda. Nem de... Acho que em inglês é Netherland, né? Então, é Netherland. É o artigo. Que nem os Estados Unidos. Eu não sei se essa aqui tá com o D. Essa aqui tem Netherland atrás? Não, não, sem. É também conhecida como Bravo Guerreiro. Os Bravos Guerreiros, sem dúvida. O Netherland, naquela gafa histórica com o incrível Robin.

Foi talvez o meu último... Como eu gostava do Robin, cara. Desde ele que nasceu. Que jogador espetacular. E o jogador de uma jogada só que funcionava sempre, né? Pois é, e que todo mundo faz agora, né? Ontem o Doku fez dois gols inacreditáveis pelo City, quanto o Everton exatamente assim. Corta pra dentro junto com a ponteira de pé trocado. E tá impressionante, cara. Era Robin, Van Persie...

E o Snyder no auge. O Snyder foi o melhor jogador da Copa de 2010. Quer dizer, ele não foi o melhor jogador. O melhor jogador da Copa de 2010 foi o Xavi e foi o Iniesta. Isso é a tese de Marcelo Ferreira. Como é que os caras vão dar ou pro Xavi ou pro Iniesta?

Porque eles jogaram muito naquela Copa, né? Os dois, então não dá pra... Já são campeões. Como é que vai dar pro Snyder, que é vice-campeão? Perdeu. Deram pro Forlã, que fez uns gols bonitos lá, mas na boa, né? O Snyder jogou muito mais. O Snyder tava na Inter de Milão naquela época e a Inter foi campeã com o Mourinho e ele tava arrebentando. Ele era o grande jogador da Europa naquele momento e chegou voando na Copa. Mas aí pegou chave nisso. Tem uma história do Van Persie que eu li que ele...

O pai do Van Persson tinha um ateliê. Os pais dele eram artistas em Rotterdam, uma parte da cidade muito forte, assim, culturalmente e tal. Lugar de ateliê, de pintores. E o pai dele tinha um ateliê. Então ele cresceu nesse ambiente. Quando ele vai pra Londres, ele diz, cara, ele descobre o mundo, entendeu? Ele já gostava do mundo e descobre o mundo. E aí ele...

vivia na balada e tal, e aí um dia ele tá no Arsenal, ele tá machucado, tava sempre machucado, dormia pouco, né, e muita sede, então se machucava muito. E aí ele tá olhando e tá o Beckham treinando, eles que tinham o lugar onde fazia a recuperação, tudo em vidraçado, ele tá vendo o Beckham treinar.

O Berkamp treina aí, ele tá olhando, tá olhando assim, cara, eu vou ser que nem esse cara. A partir de hoje eu vou tentar ser que nem esse cara. E aí ele se transforma no grande jogador, né? O gente falou, falou por 30, 40 minutos, não tinha citado o Berkamp até agora. Que jogador maravilhoso. O Berkamp tinha um problema na vida dele, e ele talvez pudesse ser o maior jogador, porque ele tinha medo, pavor de avião, né? E ele deixava de jogar jogos importantes por conta disso.

Na Europa acabava viajando do jeito que dava mais de trem, ou carro, sei lá. Mas isso atrapalhou bastante a carreira dele. Talvez, certamente, que nos top 10 de gol de Copa, que não é difícil, o gol dele contra a Argentina... Esse gol inesquecível. É inacreditável. O lançamento, né? O que foi aquele Brasil e Holanda de 98. O que foi aquele jogo? De 94 também. Também. Os dois foram... Mas o de 94, o Brasil era...

Os dois, o Brasil era mais time, mas é que o Brasil saiu na frente em 94 e teve o empate, o time da Holanda não era tão forte, o time de 98 era muito bom. O Inter e o Vitich. O Inter fez o gol.

Exatamente, o goleiro não era bom. Mas de 98 tinha os irmãos De Bauer, Klaiver, Davi, Sidor. Era o time do Ajax que três anos depois estava jogando já na Europa, já em clubes maiores. Era o Davids, o Klaiver que fez o gol, aliás. Era o time, os De Bure, os dois irmãos, o Van der Sarra era o goleiro, o Heiser era o lateral, o Bogard era o time. O Blind também jogava, mas o Blind era o cara banco naquele time. O Blind era capitão.

O Blind sempre foi pra seleção, mas o Blind, o filho dele jogou como titular, foi capitão, mas o Blind era o grande jogador do Ajax, capitão, quando o Ajax ganhou do Grêmio na final do Interclubes, mas na seleção ele nunca foi protagonista, ele sempre foi meio banco ali. Aliás,

aliás, tu foi lá no AX no museu do AX tem a camisa do Grêmio tem um espaço grande esses dias eu assisti um vídeo do AX 95 os títulos do ano e a festa da torcida na chegada de Tóquio, acho que era Tóquio ainda né

Foi imensa, foi imensa, assim, de parar a rua que eles cotassem a de campeão do mundo, assim como foi a de campeão da Europa. Claro que eles não valorizam tanto, mas também não é uma questão de... Aliás, quando eu... Nessa época eu fui pra lá um ano depois, tive umas camisetas usadas pra vender, que falavam assim, Grêmio, who is fucking Grêmio? Até estão procurando aqui, eu acho que eu tenho... O Ferro aqui é gremista, né? Livros e livros publicados sobre o Grêmio.

Olha aí, cara. Depois vamos botar aqui na nossa transmissão, vou passar pra Jana. E eu tenho... Jana, bola nas costas, tá? Falar. Não adianta falar, sabe? Que a gente não... Tem a fâmula do... Aqui, ó. Aí!

tem um espaço bem grande pra esse jogo do lado das camisas do Cruyff, né? e na loja do Barcelona tem um espaço destinado só por, tem um andar uma parte do terceiro andar da loja do Barcelona que ela tem três andares, uma parte pra baixo dois pra cima um canto é todo do Cruyff isso, só pra ele um canto é todo

Deixa eu falar uma coisa que me intriga de alguma forma, que é uma curiosidade, não é tão legal. A Holanda de 74, os jogadores hoje estariam com 70, 75 anos, no máximo 80 anos, né? E dos 22 convocados, 10 já morreram. Dos 6, o time titular, 5 já morreram. Muito cedo, todos na casa dos 70 anos. Jong-Glo, Surbier...

Jansen, Cruyff e Rensenbrink. Os cinco já morreram. O Cruyff fumava muito, né? Fumava muito. É, o Cruyff fumava muito. Na época fumava no banco de reservas. Exato, exato. Pra gente encerrar, e acabou, o curso que eu fiz era numa casa e ele morava duas ruas acima. Ele morou...

Quando ele botou o curso, ele morava ali. E aí a governanta da casa, ela conversava muito com ela, era uma latina, e ela dizia que ele saía no intervalo e ia pro pátio da casa, no intervalo da aula, pra ficar fumando com os alunos. E aí os professores queriam voltar pra aula, só que ele era o dono do curso. E aí eles diziam, nós temos que voltar pra aula. Eu já estudei, eu não... Provavelmente de vocês, eles que querem ficar quente, dizem que ele adorava.

conversar com os alunos e ficar fumando no pátio e contando história com os alunos. É o famoso, faço o que eu digo, mas não faço o que eu faço. Cara, impressionante. Depois ele fez campanha contra o fumo e acabou morrendo por conta disso. Vamos ver agora quem é o MVP, que não é um MVP, né? Não, é o contrário do MVP. É a bronca da rodada.

E que bronca, hein, Marcelo? Tu tá por dentro disso. O holandesão pode terminar nos tribunais? Ou pode não terminar. Não terminar. Isso é um asterisco. Um grande asterisco de 133 jogos. Isso aí. Se descobriu que jogadores com dupla nacionalidade teriam problemas nos passaportes e não teriam os vistos de trabalhos adequados pra disputar o campeonato holandês, vencido pelo PSV.

mas que poderia ser remarcado esses 133 jogos. Duvido que vai acontecer. Isso se deu porque o Dean Jones, do Goal... Olha que nome. Goal Head Eagles. Que nome de time, né? É ruim da torcida cantar, né? Mas enfim, Goal Head Eagles. Imagina um jogo do Goal Head Eagles contra o Hurts. Mas já vai direto, né? Goal Head Eagles, é o nome. Pra mim parece nome de futebol americano. Mas imagina o clássico Hurts, da Escoça, contra o Goal Head Eagles. Seria um baita jogo. E ele...

Isso também causou a suspensão da seleção da Tailândia, né? Porque ele se naturalizou, tailandês, pra jogar e a legislação holandesa não permite... A partir do momento que tu te naturaliza, tu não tem dupla cidadania na Holanda. E ele acabou se tornando cidadão tailandês. E aí o Goa Ré tocou 6x0 no NAC Breda. O Grêmio inaugurou o estádio do NAC Breda. Ganhando lá em 95. E...

E o Nak Breda denunciou, e aí, no dia seguinte, e não só esse jogador, tem vários jogadores que estão atuando hoje pela seleção de Curaçal e pela seleção do Suriname, que também estão nesse mesmo embrólio. A Tailândia causando bastante, né? Na Copa do Mundo também vai causar com muitas camisas feitas na Tailândia. Feitas na Tailândia, sem dúvida nenhuma.

Que não são feitas na Tailândia, na verdade. São feitas na China. Só que é tão forte, esses dias eu vi um documentário sobre isso, é tão forte a ideia da... Sabe aquela coisa da camisa paraguaia? Sim, agora é a camisa tailandesa. A camisa falsa...

É a camisa tailandesa, mas a grande maioria é feita na China. A YouTube, né? YouTube? Temos tudo. Ah, então tá. Vamos buscar, gostei do assunto. Esse é um bom assunto. E é pra estudar, não precisa custar tão caro a camisa de futebol, né? É, não precisa. Não precisa, né? Aqui é um espelho uma camisa da Copa do Mundo, é sacanagem, né? Aliás, eu vi a camisa 2 da Alemanha, numa loja agora no shopping, aquela azul com os espelhos. É, eu não sei. Cara, ela tá espetáculo.

Eu que torcedor da Holanda comprei uma camisa reserva da Alemanha porque é linda demais. A Adidas tem uma série e as camisas número 2 estão fantásticas. Eles resgatam o logo da origem. A do Japão tá legal e a de Curaçao que é a Holanda B na Copa. Que é a Holanda B na Copa. É muito impressionante. E a da Itália que não tá na Copa, mas a camisa B tá na Copa. Embora estejam tentando colocar na Copa. Pois é.

Mas, enfim, Curaçal vai ser a Holanda B, o Dic Advocats largou. Ia ser o técnico mais velho da história das Copas. E quase tivemos a Holanda C, que o Suriname bateu na trave. Exatamente, eu não vou entrar, falar dos jogadores do Suriname que deveriam jogar pela Holanda, que são do Suriname, porque senão a gente vai ter duas horas de programa aqui. Vai ser um programa só. Só sobre Suriname.

Marcelo Ferla, muito obrigado. Cara, espetacular te receber aqui, espetacular a contribuição que tu deu. Baita tema. E segue nos seguindo, né? Segue nos acompanhando porque a gente tá nessa batalha aqui com o Deoliga há dois anos quase, né? Vai fechar dois anos. Durante a Copa fecha dois anos. Exatamente. Bom, além do Marcelo Ferla e do Walter Júnior, a gente teve a produção dela, né? Nossa editora, Janaina Vili, uma holandesa De nada.

de... qual é a tua cidade? Cândido Godoy. Uma holandesa de Cândido Godoy. Mas assim, só que ela não tem o gêmeo dela, assim como depois eu... Perdão, eu vou fazer um ensinamento importante. Cândido Rodoy, porque o G é com som de R gutural. Ah, é? Claro, Hoolit. É verdade. Exatamente. O G eles não pronunciam. De Cândido Rodoy. Então tá bom.

A técnica edição de áudio é do Lucas Cardoso e da Ana Rufa. Eu sou na plastia dele, do Paulo Fraga. Siga o Deligo na sua plataforma de áudio preferida. Deixe cinco estrelas, ative o sininho. E no canal de GZH, de GZH.

ReZH seria em Holandês. Seria ReZH. Então no canal de ReZH te inscreve, compartilha com os amigos. Depois de 10 anos, chamando de Kluiver, resolveu mudar a pronúncia. Mas teve um narrador famoso que disse que estavam chegando os holandianos pra jogar contra o Brasil. Tem de tudo. Gente, um abraço. Valeu. Tchau, tchau.

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