Episódios de Redação DISCONECTA

40 anos de THE QUEEN IS DEAD do THE SMITHS - RD #124

11 de agosto de 20261h9min
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Nessa edição do Redação DISCONECTA mergulhamos em um dos álbuns mais importantes e influentes dos anos 80 não só para o indie rock como também para o nuniverso pop e rock.

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Participantes neste episódio3
M

Marcelo

HostPresidente
L

Luis Fernando Brod

ConvidadoCorretor
V

Virgílio Migliavacca

Convidado
Assuntos8
  • The Queen Is Dead 40 anos· CulturaThe Smiths·The Queen Is Dead·Morrissey·Johnny Marr·Manchester
  • Controvérsias com Gravadoras· CulturaRough Trade·EMI·Jeff Travis·Frank Mr. Shankly
  • Baixo no The Smiths· CulturaAndy Rourke·Guy Pratt·Eddie Hall
  • The Smiths· CulturaAndy Rourke·Mike Joyce·Craig Gannon·Stephen Street
  • Salford Lads Club Photo· CulturaSalford Lads Club·Morrissey·Stephen Wright·Manchester
  • Influencias Musicais e Culturais· CulturaNile Rodgers·The Cure·New York Dolls·Roxy Music
  • Carreira solo de Morrissey· CulturaRiverhate·The Queen Is Dead·Vegas
  • Carreira solo de Johnny Marr· EntretenimentoPlayground·Modest Mouse·The Hated Salford Ensemble
Transcrição127 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Dessa vez, o cantor afirmou que a famosa foto da banda em frente ao Salford Lads Club em Manchester foi única e exclusivamente ideia sua. Você está ouvindo Redação Desconecta. Fala aí, desconectores, tudo numa boa? Começando mais um Redação Desconecta, o teu programa, o teu podcast semanal onde mergulhamos em álbuns, estilos musicais, história da música, toda semana às terças-feiras às 8 horas da manhã, tanto no YouTube, né, no canal que a gente tem, o Redação Desconecta, como no os streamings de áudio favorito, que também hoje já reproduzem vídeo, né?

Tá tudo muito moderno, né? Todo mundo quer ser YouTube, né? Tecnologia hoje tá, tava, a gente tava conversando aqui, né? O cara fala alguma coisa no celular, já tem, já aparece 50 Reels, 499 postagens, e a tecnologia tá muito avançada e nos assusta um pouco. Mas esse não é o tema, esse não é o tema, né, Léo? Esse não é o tema de hoje. Vamos dar uma beliscadinha nisso que eu acho que vale a pena. Mas é o seguinte, cara, hoje tô com duas feras aqui, né, meu?

Um cara fissurado por lado B, né, cara? Rock lado B, principalmente Manchester. A gente já trocou muitas ideias em outros podcasts, fizemos lives aí com o Sal, já teve aqui também no programa. Grande Léo Siqueira, meu amigo, é sempre um prazer te receber aqui, meu irmão.

?Voz B

Obrigado pelo convite, Marcelo, Vigílio. Bom dia a todos. E é sempre bom falar de música, principalmente uma banda que amamos, né, o The Smiths, entre outras. Mas é muito gostoso falar, não só falar mais o mesmo que está exposto já aí, como você falou, pelos rios, mas falar do que a gente, o sentimento que a gente traz daquilo que a gente ouviu na época, daquilo que a gente leu, né. E acho que esse papo é interessante justamente por causa disso, porque a gente vai trazer as impressões que nós temos das músicas que amamos, o que a primeira perspectiva que nos trouxe quando vimos aquela primeira batida.

?Voz A

Então é muito bom falar sobre música, demais. E outro aqui que não é convidado, né, cara, o cara já é dono do programa, né, já tá até apresentando sozinho. Grande Virgílio Miglia Vaca, né, semana passada Fiz uma dupla com Maurício aí falando do acústico, né, do Alice in Chains.

?Voz C

Isso aí, isso aí. Já eu que tive que falar o bordão aí do início, né? Responsa, né? É assim. Hoje, sorte que hoje tu tá aí, porque eu, além de a minha voz já não é muito bonita, e hoje então com a gripe aí tô meio prejudicado. Mas é como o Léo falou, para falar de música a gente Acho que importa não é a plástica, mas sim o conteúdo, Virgílio.

?Voz A

É isso aí, é isso aí, cara. Sempre trazendo, colaborando e trazendo grandes papos aí para o Redação Desconecta. E como o Léo falou aí, ó, cara, 50, 50, não, 40 anos. Tô só dando canelada no 40 anos do Dave Smith, cara. The Queen is Dead, né, meu? Uma obra única da banda, mesmo os caras tendo lançado ótimos álbuns. Esse é o terceiro álbum da banda, lançado em 1986, dia 16 de junho na Inglaterra e dia 23 de junho nos Estados Unidos, né?

Mesmo os caras tendo lançado ótimos álbuns, 2 álbuns, 2 ótimos álbuns anteriores, e mais quantos depois? 2, 1, 1, né? Acho que é um, não lembro mais. Mas enfim, mesmo os caras terem lançado ótimos álbuns, esse aqui, esse aqui é o álbum definitivo da banda, pelo menos na minha opinião. Depois eu quero ouvir o que vocês acham sobre isso, né? Porque o álbum que ele é icônico, né, meu? Aqui, se a gente for dar uma olhada só na, só o que tem de música aqui Biggie Moth Strikes Again, The Boy with Thorn in His Side, There's a Light That Never Goes Out, Some Girls Are Bigger Than Others, Franklin Mr.

Shankly. Cara, é assim, é uma aula, né, cara? É uma aula de rock inglês, de Britpop, podemos botar aí também nessa brincadeira, Jungle Pop, Jungle Rock, todo esse caldeirão aí que Manchester se transformou nos anos 80, né, cara? Manchester era maravilhosa assim musicalmente falando, né? E aí eu quero ouvir de ti, Léo, momentos iniciais da tua relação com esse álbum e se tu concorda que é o disco icônico da banda aí.

?Voz B

É assim, esse é o principal disco da banda. Por quê? Porque abriu as portas para aqui, para a gente Brasil, por ter mais hits. É um álbum mais poeticamente falando, melodicamente, e também pelas letras de Morrissey, por trazer mais umas letras mais sociopolíticas, como eu falei anteriormente, trazer umas letras mais críticas à imprensa, contundente para a rainha, a Dama de Ferro, né? Esse álbum na verdade se chama Margaret and the Guillotine.

E aí Jeff Travis cortou isso aí. E assim como que eu achei que foi uma bobagem também que ele não deixou There's a Light That's Never Goes Out ser o single número 1 do The Cure, porque achava que era uma música muito— um casal que bate em um ônibus e morre. Ele achou que não seria legal isso para época. E aí isso foi um dos motivos também que deixou o Morrisson muito chateado. Mas para deixar o Morrisson chateado Não precisa muita coisa, ele já se chateou com ele mesmo, imagina com opinião de outros.

Mas ele mesmo é, mas esse álbum realmente é o álbum mais icônico, né? É o álbum que Morroi escreveu uma carta pra Alain Delon pedindo autorização pra usar essa imagem do filme Iluminados. No Brasil saiu com outro nome, saiu com dois nomes, é Os Invencíveis, acho que é Os Invencíveis, e saiu com outro nome também. E ele respondeu a carta dizendo que podia usar, porque os próprios filhos de Alain Delon eram fãs da banda. Ele até, o Alain Delon até falou, meus filhos são mais fãs do Smith do que de mim.

E ele autorizou. Então assim, tudo deu certo, né? Tudo deu certo. E ela é um álbum fantástico, melodicamente, letras, as letras que, como eu falei, são, fala de religião, fala de homossexualidade, fala de preconceito. E também as melodias de Johnny Marr estão mais, mais passionais, estão mais jungle, que é o estilo da banda, é um indie rock jungle. Mas melodicamente tá muito mais gostoso de se ouvir do que, por exemplo, o meu álbum predileto, que não é o The Best Açaí, por incrível que pareça, é o Medo e Cismada.

Você escutar a própria música Medo e Cismada do álbum é uma música mais assim que deixa você um pouco É mais drama, né, se fosse tratar de uma música sobre os animais, né, que mais a causa que morre, você defende. E o The Queen's Dead não, traz esse lance mais pop, mais gostoso de ouvir. É fantástico, é um álbum fantástico. Apesar que na década de 86 nós temos, tínhamos também outros álbuns muito, muito legais. E o The Queen's Dead só não foi primeiro lugar na Inglaterra, que na Inglaterra ele vendeu 600 mil cópias.

Quando eu falo Inglaterra, todo o Reino Unido. E só perdeu para o Peter, o Soul do Peter Gabriel, foi primeiro lugar.

?Voz A

Eu não me lembro desse disco do Peter Gabriel, cara, eu vou ter que procurar. Não me lembro de cabeça dele.

?Voz B

A capa é a foto, é isso.

?Voz C

E aí era um cara bem maior já, né, que os Nicks, né?

?Voz A

Sim, sim, sim. Sim, total. Não, Peter Gribble já tava em outra prateleira. Quando eu falo em termos de vendagem, né, de cancha de mercado, né, já era outro, já era um cara reconhecido há muito mais tempo pelo gênero. E tu, Virgílio, teus primeiros contatos aí com essa maravilhosa obra aí do Dave Smith?

?Voz C

Ah, meu, quem me acompanha aí nos outros episódios sabe que eu sou cria dos 90, né? Então as bandas que são dos 80, dos 80 para trás, eu vou pegando, eu fui pegando assim meio fora da cronologia, não fui pegando na ordem, né? Então tipo, o Smiths, meu primeiro disco que me pegou mesmo foi, primeiro disco que eu ouvi deles foi Queens Dead, e pré-streaming e tudo mais eu já tava morando em Porto Alegre vinil usado, tava começando a fazer uma coleçãozinha e tal.

Foi onde eu peguei essa cópia, que é uma cópia nacional usada e tal. Então foi assim, eu já tinha escutado as coisas no rádio, né, já tinha escutado algumas coisas no rádio assim superficialmente, mas o disco todo não. Foi o primeiro disco que eu ouvi. Aí depois, como tu gosta muito daquilo, tu começa a ir atrás das outras coisas, né. Aí peguei uma cópia em CD do último, do Stranger, E aí fui voltando, né? Inclusive agora tava me lembrando aqui enquanto falava, acho que a primeira, salvo engano, primeira participação no Redação foi no episódio do Meets Murder, inclusive quando o Meets Murder fez 40 anos.

E é engraçado porque agora o Léo falou que é o preferido dele, né? Eu tava lembrando que esses dias nessas comemorações todas aí aí nessa efeméride aí do disco, eu li um texto daquele site gringo The Quietus, que é bem de música experimental e tal, mas eles postaram um texto lá sobre o disco defendendo que o melhor disco era o Meets Murder, não era o Queens Dead. Aí eles, a pessoa que escreveu lá, me foge o nome agora, o argumento era de que era uma pessoa que acompanhou o lançamento ativamente assim, era de lá da região, era adolescente quando o disco saiu e tal.

E aí o argumento era de que saíram 2 singles muito antes do disco sair, porque daí é uma outra história, né, que a gente pode até falar da demora para o disco sair e tal. E saíram 2 singles bem antes, então todo mundo já conhecia aquelas 2 músicas quando o disco sai lá na época, né. E aí ele fala um pouco mal das músicas que eu acho que são mais polêmicas que eu acho que até hoje tô acostumado, encaixam bem, que são aquelas mais— tem uma coisa ali de um rockabilly, né, que são aquelas, a Frank Mr.

Shankly e a Vicarina Tuto, né. Elas têm uma coisa meio mais humorística ali, irônica, não tem aquele clima tão— isso, então não tem aquele clima tão dramático, né. E aí o argumento da pessoa era falando nisso assim, que destoavam e tal. Eu discordei um pouco assim, mas achei uma leitura válida assim, porque daí fala várias coisas.

?Voz A

A leitura é bem válida, mas eu acho que elas não destoam. Eu acho que são músicas que completam o álbum assim, né? Eu não acho que elas não destoam tanto, apesar de ser um, né, o disco é um pouco mais jungle, tem umas melodias que fogem do rockabilly, podemos dizer assim, mas eu acho que elas encaixaram bem nesse contexto assim, né, do álbum, né? É a segunda e a nona, né? Não, a oitava, Vicar Intuito. Se eu não me engano, é isso, é a oitava.

Mas elas conversam bem com esse universo que eles criaram musicalmente falando assim, né, em termos de melodias e tudo mais assim, né? Eu não acho que sejam músicas que saem tanto assim da conversa do álbum assim, né, desse esse universo musical, né? Não sei se você tem a mesma impressão.

?Voz C

Eu acho que até, eu acho que até é um respiro bom, até inclusive, porque claro, mas já tá bem no iniciozinho ali, e eu acho que ela vem antes de coisas muito densas, né? Muito peso, tipo, Frank e Mr. Shankly vem logo antes de I Know It's Over aqui. É uma balada assim dilacerante, né? Aquelas coisas assim, fundo do poço total assim, né? Então acho que tipo elas vão dando umas quebradas boas assim, né, naquele clima assim. Eu não acho, eu acho que também são coisas que eles já tinham feito em algum momento, aquele tipo de sonoridade não é uma coisa que surgiu do nada ali também, né?

E tem um contexto das letras ali, né, que eu acho que também conversa com que eles estavam vivendo, né?

?Voz A

É, me parece também a questão de composição. Vai, vai, vai, vai, desculpa, desculpa, tu tá com um delayzinho, vai embora.

?Voz B

Sem querer ser pretensioso nem mandar na obra do Smiths, eu mudaria só uma faixa ali, porque logo após A Noite Sobra vem Never Had One Ever. Eu essa sequência não não não curto muito eu tiraria ela e não assim não trocaria nenhuma música tá mas eu trocaria essa Never Wanna Have eu colocava em outra posição tá oitava nona a última essa só essa sequência que me incomoda um pouco um pouco mas assim o álbum por mim é como você falou é uma leitura muito homogênea não tem as músicas rockabilly como você falou Viga Tuto, eu acho uma música engraçadíssima, sabe?

Até a mixagem dela, ela acha um pouco diferente das outras do álbum, né? E Frankly Mr. Champ, a levada gosta, muito gostosa, cara. É quase um reggae, tá? É muito legal. Mas eu traria só isso, só a terceira e a quarta faixa, tocaria de local.

?Voz C

Aí eu acho que a Frankly Mr. Champ também é importante para contar um pouco da história do disco, né? Porque Ela tem tudo a ver com as brigas do Smiths, né, com a gravadora, né, que é o grande problema da história toda da banda, né, essa briga com a Rough Trade e assina com a EMI, que não sei o quê, né.

?Voz A

E ela fala disso, isso que era Rough Trade, né. Imagina se fosse um selo que mandasse na obrigasse o direcionamento da banda, né, cara? Porque o Oak Trade é considerado um selo independente assim, né? Deu espaço para várias outras bandas, criou uma cena super importante na Inglaterra assim, né? Mas eu acho que um pouco aquela birra do Morrissey, né, cara, de querer ser maior do que ele é. Não que ele seja um cara desimportante, não é isso, mas é que o cara ele tem um ego Gigante, né, meu? Gigante, né?

?Voz B

Eu não sei se não só os Smiths, mas as bandas em si, quando tem oportunidade de assinar com a gravadora maior, com uma maior distribuição internacional fora da Europa ali, do velho continente, eu acho que cresceria os olhos de de qualquer banda, né? Eu acho que, bom, esse aí também, por ser como ele é, um cara muito autoritário e dono da verdade, talvez isso tenha levado ao extremo essa conversa. Eu não sei, a gente não se sabe o que se passou, né?

A gente só tem na literatura. Mas não sei se tinha outra banda, as pessoas que sentasse para conversar, um talvez teria se resolvido isso de uma maneira melhor. Mas se tratando de Morrissey, já sabe, não tem nada melhor não. Ou é o que ele quer ou não acontece, né? E aí foi tanto que assim, foi um tiro pela culatra, né? Saiu porque assim, foi para EMA e a banda gravou o disco, e durante a própria sessão da gravação já a banda já acabou. Então foi um esforço em vão.

?Voz C

É, é, no fim todo, porque a briga deles era essa, eu acho, né? Queriam, viram que a Rough Trade sendo uma gravadora indie não tava dando conta da demanda, que do potencial que eles tinham de fazer um sucesso para além do indie, eu acho, da época. Eu acho que isso foi gerando um conflito interno. Foi o que fez o disco atrasar muito, né, porque ele ia sair ali em meados de 85, em algum momento de 85, né. E ele foi sendo o início de 86, não é, e ele foi sendo adiado, né.

Disco tava pronto já. E aí tinha essa briga, a Frank, o Mr. Shankly, é para o cara lá da Rough Trade, né. E daí a Rough Trade entrou com processo judicial, porque eles deviam discos para Rough Trade. Então enfim, foi isso que atrasou tudo. Eles tiveram que lançar pela Rough Trade, né, o disco. Eu acho que só o próximo, só o seguinte, que é o último disco, né, que é Strange Ways, sai pela EMI desde o início.

?Voz B

Isso.

?Voz C

E aí eu acho que isso aí já foi corroendo assim uma relação interna também, que dizem que muito tinha aquela coisa do Márcio, é um dos caras que meio que segurava um pouco esse ego do Morsey, né? E era o cara que cuidava muito da burocracia da banda também. E eu acho que ele foi se desgastando com isso. E bom, sim, ele também não tinha, né, como seguir, né? É uma pena, né? Porque eles tocaram muito pouco, né, desse disco. E do seguinte nem tocaram, né? Mas se tocou, fez muito pouco, né, de turnê desse disco.

?Voz B

É, logo após esse álbum eles fizeram uma curta turnê nos Estados Unidos com Andy Hawke voltando para o baixo, né, porque além dessa briga com Jeff Travis, em que Morrissey disse que é uma letra de Morrissey, é uma crítica sobre a ganância da Whole Trade na pessoa de Jeff Travis, não a ganância dele de querer sair para EMI, mas assim a ganância de da gravadora de prender eles porque eles tinham contrato. Então ele, para a visão dele, aí sempre, né?

E teve o problema de Eddie Hulk, né, com heroína, né, viciado em heroína. Foi demitido através de um bilhete colocado no para-brisa do carro dele, Hulk, dizer que tava demitido. Isso aí é verdade mesmo, aconteceu. E ele se afastou, chamaram o cara do Fugiu o nome dele agora. Craig Gannon para tocar o baixo. E aí daí já desencadeia outro problema mais na frente com o Gannon, que o Gannon ele não chegou a gravar nada do The Queen's Dead porque duas semanas depois Eddie Hall que volta e termina a gravação todinha do The Queen's Dead.

Só que o Craig Gannon ele vai fazer a turnê do The Queen's Dead nos Estados Unidos, de 5 shows, eu acho, tô enganado, como guitarra base, a segunda guitarra. E Johnny Marr gostou, já conhecia ele, gostava muito da maneira que ele tocava, se encaixou bem com o Keith Smith. E estuda e gravou duas músicas, Panic e Asking. E London também, que saiu no The World Wants Listening, né, na coletânea de A-Sides e B-Sides. Saiu em 86. 87, acho que foi verão de 87, tô lembrado bem.

E aí, só que aí depois ele coloca na justiça e queria os royalties dessas músicas que gravou e também da participação dele ao vivo nos shows nos Estados Unidos, que era um músico contratado. E acabou fazendo um acordo, ganhou 600 libras, 60 mil, uma coisa assim por aí, e desse acordo. Mas voltando para o Dave Smith, E mostra, mostra, inverteu toda a situação na música, francamente, a chanca, né, nessa confusão, esse caos. E Johnny Mato, que apenas 22 anos, quando era empresário, produtor, arranjador, fazia todas as músicas, fechava, fechava shows, fechava contrato com a gravadora, enquanto o Morro só apontava o dedinho, faz isso, faz aquilo.

O cara, 22 anos, recém-casado, É assim, é um, e por isso que ele queria outras visões, né? Porque assim, onde, por onde ele queria levar a banda, outro caminho que levar a banda, Morrisson não queria. Morrisson queria continuar nessa letra dele, políticas, trazendo menções, pequenos parágrafos da literatura que ele gostava lá. E então, e Johnny Marr não queria isso, queriam, é tanto que o George Weise é um completamente diferente, né?

É muito, é muito legal também. É inclusive é o álbum predileto dos Smiths. Os 4 falam que Just Change Ways é o álbum predileto deles. E uma curiosidade é que Johnny Mack é um excelente guitarrista, ele vai estar em novembro aí em São Paulo, né? É impressionante como arranjador, guitarrista. A primeira música, Rushing Post, não tem guitarra. É apenas, é apenas teclado, arranjos, bateria e baixo. E é uma música que você não sente falta, né? Impressionante mesmo. Eu acho, para mim, é uma das mais legais do show de Waze.

?Voz C

É um baita disco também, né? Dá até uma pena, né, de ouvir ele, porque potencial que eles tinham ainda assim. E um disco que não foi nem promovido, né? A banda anunciou o fim ali na semana Aqueles dias ali em que ele saiu, né? Então disco comercialmente falando nasceu morto já. Então é o disco, né, que é uma pena, né? Mas é que é impressionante ver também ao mesmo tempo o quanto eles conseguiram produzir em pouco tempo, né? Uma banda que em pouquíssimos, 5 anos, sei lá, né?

?Voz A

82 82 a 87, é isso? Acho que é, né?

?Voz B

5 anos, 5 anos, 5 anos de vida.

?Voz A

É uma coisa que dá para passar pano aí para o— se é que dá para passar pano, vamos passar pano para o Morrissey, cara, que a gente tá falando de 1986, né, cara? E aí tu, eu acho que o Léo iniciou o papo dele ali referente a selos independentes e multinacionais, né? Faz muito sentido isso na época, né? Porque aí tu tinha uma distribuição muito pequena musicalmente falando, né? Hoje, se tu traz para uma realidade de hoje, um selo independente ele consegue expandir para onde ele quiser, né?

Assim, claro, talvez não na mídia física, mas digitalmente ele consegue ter uma expansão e um alcance muito grande, né? E aí a gente tá falando de um universo de 1986 que os caras, sei lá, eu nem vi quantos discos, quantos Eles venderam mesmo desse disco 400 e o Léo tinha dado o dado ali.

?Voz B

No Reino Unido foram 600 mil, mais de 600 mil cópias. No mundo todo, até assim, até os dados que eu tenho, até antes de 2020, antes da pandemia, foi 2,6 bilhões. Milhões, desculpa, 2,6 milhões de cópias de Queen's Dead. Mas na época do lançamento, a gente chegou a atingir 600 mil cópias em todo o Reino Unido, País de Gales, Escócia, Inglaterra, Irlanda.

?Voz A

Para um selo independente é um baita número, né? 600 mil cópias para um selo independente, ok. A gente tava no auge da fabricação do disco de vinil, né? Tinha fábrica que dava, conseguia dar demanda para esses valores. Mas mesmo assim, né, cara, a gente tá falando de um selo independente muito forte na Inglaterra, que tinha uma distribuição meio que local ali, alcançava Europa também. Mas essa ânsia de atravessar o oceano e alcançar o mercado americano talvez não fosse tão fácil para uma Rogue Trade fazer esse lançamento.

Tanto é que esse disco é lançado pela Sire, né, nos Estados Unidos, se eu não me engano. Não é isso, Lula?

?Voz B

Nos Estados Unidos, sim. É, a Asahi é responsável por todos os lançamentos do Smith nos Estados Unidos.

?Voz A

É a Asahi, que também é um selo independente, né? Não é um, quer dizer, na época, né?

?Voz B

Talvez hoje tenha sido comprado por alguma major, mas é, hoje faz parte, eu acho, da EMAI, que é elétrica. A sigla EMAI, que é elétrica, não tô lembrado agora Qual são, mas é uma, faz parte de uma grande gravadora também, a Sare. Mas acho que na década de 80 era independente.

?Voz A

Acho que ficou um bom tempo independente, porque os caras lançaram Dinosaur Jr., por exemplo, né? Tipo assim, pega umas bandas bem alternativas que eles já faziam lançamento lá na época, né? E então assim, eu acho que faz um, assim, de novo, né, tentando passar um pano, entender um pouco mais a cabeça do Morrissey, até faz um certo sentido se a gente Olhar para esse contexto histórico, né, de um selo independente com uma distribuição pequena frente hoje em dia, não faria sentido essa briga, né, essa luta por entrar numa grande gravadora.

?Voz C

E é sempre um cara assim muito pretensioso, né, para o bem e para o mal. Aqui a gente tá falando para o bem, vendo esse lado de um cara que enxergava o potencial que tinha ali, que queria fazer sucesso. Né, queria ser grande, né.

?Voz A

E ele era um cara mais velho também, né, da galera. Ele era o cara mais velho da banda, não era? Acho que era, é uns 5, 6 anos mais velho que o resto da turma.

?Voz B

É mais velho, sim, 3 anos. É 3 anos, é isso mesmo. Ele naquela época, uns 2, 4, 5 anos de idade mais velho, é um número mundo, né. Hoje em dia tal não. Mas naquela época era bem mais maduro, né, ele em relação a isso, né. E já tem, já tem esse potencial também de liderança, né. Isso também. E apesar que o seguinte, que os caminhos que ele apontava para os Days in Me sempre deram certo, desde o primeiro dia. Assim, deu certo entre aspas, né, que aí a banda acabou.

Mas até então, o que ele apontava, os singles que ele apontava que ele queria, a direção que os álbuns tomavam sempre dava certo, né? Era sucesso absoluto. Ele tinha, ele ainda é um cara de autoconfiança, um cara muito inteligente.

?Voz A

Inclusive, até quero fazer um, abrir um adendo aqui enquanto o Léo não volta. Esse último álbum dele tá bem interessante, cara. Eu gostei, achei, achei um álbum bem legal. Lançado agora em 2026. Ele fez um cover de— até tava me lembrando, cara, esses dias quando eu ouvi esse disco. Ele fez um cover de— até vou pegar aqui ele para não errar aqui. Vamos ver, eu acho que era de— assim, não é um álbum maravilhoso, né?

?Voz C

É, ele é recorrente.

?Voz A

Amazona era, é do, deixa eu me lembrar de cabeça aqui.

?Voz C

Não é do Rox Music, Brian Ferry?

?Voz A

É, eu acho que era, cara. Eu acho que era do Rox Music. É, eu acho que era isso aí. Amazona, Amazona, né? O Amazona. Não, não, não, eu acho que é Amazona, mas tinha uma canção do Rox Music, isso mesmo, que ele era grande fã, né?

?Voz C

Sim. É engraçado porque o Morrissey é esse cara super— ele tem essa figura assim que se colocava assim como um cara sexualmente na época meio ambíguo, né? E ele falava até de, eu acho que de celibato e tudo mais, mas ao mesmo tempo ele era o cara fã do rock music, era fã do New York Dolls. Ele era muito fã do New York Dolls, né? Então umas bandas assim de glamour, as coisas assim que a princípio não conecta muito com aquela personalidade dele assim, né?

Mas ele tinha esses gostos assim dessas bandas e tal desde o início, né? Aí depois eu acho que ele vai incorporando um pouco isso no show, aquela, aquele lance dele pegar aquelas flores e ficar atirando para né, a galera atira nele. E toda aquelas, né, ele foi, ele foi, eu acho que pegando confiança. Daí ia para o palco sem camisa, aquele cabelão meio Elvis assim, né. E aí eu acho que ele foi ganhando confiança para construir essa figura de palco assim dele.

?Voz A

Sim, total, foi construindo todo um, uma persona, né.

?Voz C

É uma persona de palco, né? Quando ele vai nos shows hoje também, né? Porque hoje em dia, hoje a semana já saiu mais notícias dele aí cancelando uma residência que ele ia fazer em Vegas, né?

?Voz A

Pois é, quando eu vi eu pensei, será que o cara cancelou o— como é que é o nome daquele lugar em Vegas? O Sphere, né? Eu fiquei pensando, será que ele vai cancelar o Sphere? Mas não, é uma outra casa lá em Las Vegas. Nós tava falando, Léo, voltei, cara.

?Voz B

Desculpa aí, tá? Eu acho que foi a minha internet. Claro, né? Claro que é a minha.

?Voz A

Fica tranquilo. Nós tava falando do Morrissey, né, que ele era uma, que além de mais velho, que a gente tá falando mesmo, que além de mais velho, ele, tu falou do disco, né? Ah, do disco novo do Morrissey. Eu não sei A gente chegou a ouvir ele, a gente até fez um parênteses enquanto saía, né, para recomendar para a galera que tá ouvindo aqui o disco novo do Morrissey, lançado agora em 2026, que eu achei um álbum ok assim, né, um disco bom assim.

Não é nenhuma obra-prima do Morrissey, né, nada do que ele já entregou, não só na carreira solo, principalmente após a saída do The Smiths ali, lançou uns 2, 3 discos muito, muito bons ali. Mas ainda assim é um cara relevante musicalmente assim. Vale a pena investir um tempo e dar uma ouvida nesse mais recente trabalho dele. Não sei se chegou a ouvir com calma.

?Voz B

Eu, tá falando comigo?

?Voz A

Sim, falando contigo. A pergunta é para ti, porque a gente já respondeu.

?Voz B

Eu comprei o álbum sim, comprei logo no lançamento. Gostei do álbum em relação aos dois anteriores, eu gostei muito do álbum. Tem a cara mais assim de Morsei, do tempo de Alan White, compositor de You Asked Now, de Beethoven, ao vivo também. Ele tocou ao vivo. O Kill 'Em All não foi ele, mas o álbum assim mais icônico do álbum do Smiths, que é o You Asked Now, que Alan White participou como compositor. É, para mim é assim, esse disco ficou muito legal, gostei muito.

Gostei do cover que ele fez do, da banda de Brian Ferry, Rock 'n' Roll Music. Não gostei daquele cover do álbum, foi a que assim fugiu para mim. Não, não curti muito não, ali sinceramente não. Mas assim, o resto das músicas eu gostei bastante. Eu acho um álbum regular, não assim colocar nota 10 não. Acho que para mim um 7 tá bom, passou de comédia.

?Voz C

É por aí, por aí. Eu acho ele meio irregular assim, mas tem bons momentos. Assim como, como tu bem falou, o Johnny Marr tá vindo aí em novembro, né, fazer show único em São Paulo. E é um cara que teve uma carreira bem diferente assim, fez uma opção diferente pós-Smits, né, de sair tocando com um monte de gente, não botar o nome dele em nada, né. Assim como o artista principal, né, da da coisa toda. E aí agora, de uns anos para cá, que começou a construir uma carreira solo que eu tenho achado bem legal assim.

?Voz A

E é muito bom, cara. Eu tiro o chapéu para todos os discos dele. Eu gosto muito do Playground, que ele, para mim, é um dos favoritos. Mas os outros deles são muito bons, muito bons, muito bons álbuns, cara. O cara continua escrevendo muito bem a melodia. E uma coisa que escondia, que a gente achava que era muito do Morris, essa parada da melodia, mas ele também é um puta cantor assim de criar melodias para voz assim, impressionante, cara.

Impressionante. Olha, eu, eu sou fãzasso, cara, ainda mais depois que eu li o livro dele, né, que saiu no Brasil aqui. E aí ele conta essa história de ter assumido tudo, todas as responsabilidades do Smith, né, cara. Então o cara só faltou ser roadie da banda, o cara sofreu, né.

?Voz B

Isso, no The Queen's Dead ele tava com 22 anos e o Johnny Maco e o Morrison com 27, né? E o cara assumiu toda a responsabilidade, como a gente falou, como a gente tava falando agora e eu falei antes. Mas eu acho que ele demorou muito, muito para investir na carreira solo dele. Ele passou por várias bandas, morou quase há 2 anos nos Estados Unidos tocando com tocando com uma banda bem alternativa, Modest Mouse, sabe? Com um cara que não é tão assim como protagonista da banda, mas um cara ali mais que a banda era fã do cara.

E assim, ele se entregou muito. Na sua vida, ele falou sobre isso, se entregou muito a outras bandas, a outros projetos que não foram relevantes para o tamanho que Johnny Maia é. E aí, quando ele começou a investir mesmo na banda dele, que poxa, aí Maravilhoso. Eu gosto, eu gosto de todos os discos de Olimar. Eu acho bem regulado, bem. E o Playground é muito, muito legal.

?Voz C

Tá para sair um novo, né? Tá para sair um novo agora. Saiu um single já aí, né? Acho que duas músicas.

?Voz A

Não ouvi ainda, cara, não ouvi ainda. Tô chupando bala então.

?Voz C

É, saiu umas duas músicas, eu achei bem legal, bem legais. Eu acho que uma é Ofélia, Ofélia. É boa essa, a primeira, a segunda. Primeira eu não lembro assim, mas eu acho que ele tem, eu acho que faz sentido em uma certa medida ele ter demorado, porque pega a sonoridade do Smiths, a guitarra dele é a alma da coisa, mas ao mesmo tempo ele nunca foi um cara de assim querer mostrar que era virtuoso nem nada. A guitarra dele tá sempre ali a serviço da música, assim, tem uma certa discrição também, né.

Eu acho que fez muito sentido assim ele ter feito essa opção depois de não ficar nos holofotes assim e tal, porque não era muito a dele ali já na própria sonoridade, né, do Smiths. Não era um cara de altos solos e exageros, né, era tudo muito econômico, era um cara de camadas, né, era um cara de camadas, né. Isso, exatamente, exatamente. E eu acho que aqui, cara, já para falar de uma música que já quem tá falando dele, eu fico meio dividido com ela assim, mas é que é encerramento, que é Some Girls Are Bigger Than Others.

Som é bom para caralho, cara, que assim, tipo, a guitarra dele aqui tá um negócio incrível assim. Tem aquele fade out, começa, aí tem um fade out assim. No início fica estranho assim quando escuta a primeira vez, aí ela sobe de novo, né?

?Voz B

E naquele desenho, esse, o feirinho, esse fade out, eu li na biografia de Morrissey, é até uma biografia que Morrissey até disse que o— perdão, não lembro agora o nome do autor, mas Morrissey desejou que ele morresse num acidente trágico automobilístico. Que o Johnny Mac, quando produziu essa música, Zumbido de Ódio, ele gravou e entregou para um outro produtor fazer a mixagem. Não era o Steff Street, que é o engenheiro desse álbum aí, do Insider, e também o engenheiro do Midsommar.

Ele entregou para um outro produtor que vai fazer uma produção desse álbum, e o cara fez toda a mixagem, muito, que é a original que tá nesse álbum. Só que aí esse produtor, ele fez esse feirinho, ele fez na música como se colocasse assim um defeito, uma marca d'água, né, na álbum assim, não vou mexer porque se você gostou, vou dar original. Só que Johnny Marr totalmente ignorou isso e colocou aquela faixa lá e ficou maravilhoso, né, muito bom.

?Voz C

Bah, que massa isso, cara! Assim, eu fico meio, eu falei que eu fico meio dividido Porque a letra é meio estranha assim, não é a mais inspirada do disco, vamos colocar assim, sabe, para dizer o mínimo assim. Teve gente que falou que era uma música gordofóbica e não sei o quê nessa de problematizar e tal. Eu até entendo muito o lance da letra assim ser de um moleque assim que tá descobrindo a sua sexualidade e tudo mais. Ela ainda soa uma letra meio bobinha assim, mas é que, cara, O arranjo é um negócio tão incrível assim que tipo tu nem dá bola assim, ele podia cantar qualquer coisa ali, sabe?

Tipo, sei lá, cara, não lembro. Tem várias outras guitarras incríveis do Johnny Marr no Smiths aí, mas putz, essa aí talvez seja uma das melhores.

?Voz B

Perfeita. Falam que essa letra é uma piada interna do grupo, mas soube realmente o que era. É mais uma letra despretensiosa de Morsei, e falam que é uma piada interna, né? Gostaria muito de saber que piada isso se refere. Há um suquinho grande de uma mulher de seios grandes, né?

?Voz C

Não dá para sacar. É uma coisa que não chegou muito bem assim para—

?Voz A

eu lembro que esses caras são ingleses, velho. A realidade deles é outra, cara.

?Voz B

Eles estão em um assunto diferente.

?Voz A

Por acaso o inglês é outro? Não tem como.

?Voz C

Monty Python é ótimo comparativo.

?Voz A

É isso, né, cara.

?Voz C

Só que é muito louco porque ele ia oscilando nessas coisas, né. Aí daqui a pouco ele puxa Symmetry Gates lá, que ele vai citando os poetas, né. Então assim, ele ia alternando as letras dele entre coisas super rebuscadas e outras meio bobas, às vezes intencionalmente que seja, né.

?Voz B

A palavra escrita errada, né, que é cemetery. Só que Morrison tinha dificuldade em pronunciar cemetery, ele botou cemetery. Então é uma resposta às acusações, né, que ele plagiava textos antigos, né, porque Morrison usa muitos recortes de dramaturgia, de livros de poesia. Isso é nítido, né. Que ele usa principalmente as novelas que passavam na Coronel Street, Coronel Street, que era um, não sei se ficava no bairro lá próximo, eu sei que é um bairro próximo ao Southwark, Lads Club, né, onde ele tirou aquela icônica foto.

Acho que a gente vai falar depois sobre isso. E assim, as novelas que ele assistia quando adolescente dele, ele pegava muitos recortes disso aí e colocava nas músicas. Eu acho que para mim isso não é um plágio, isso aí é aquela licença poética que a gente chama, né? E ele usava muito essa referência nas capas. Assim, mostra, o Smith conseguiu trazer para dentro da banda, da Smith, assim, um potencial multicultural pop, assim, que outras bandas não tiveram essa visão.

Até hoje ele não tem essa visão. E eu não digo nem que existe bandas que fazem imitação, que não é imitação. Acho que quando você gosta de uma banda, você tem referências. Mas assim, as capas dos álbuns, os recortes das letras, até referências como na própria primeira música do álbum, The Queen Is Dead, né, com referência a Take Me Back to the Old Bright, que é uma Bright, Old Bright era chamado Inglaterra antigamente, que é uma música que pós-Segunda Guerra, que os ingleses cantavam essa música quando tava voltando para casa.

E assim, ele traz essa referência que eu acho que é o que me fez essa, até essa paixão por Dave Smith, sabe? Essas referências multiculturais em todos os sentidos, tanto no cinema, na literatura, pinturas também. E eu acho que faz total diferença trazer esse universo para especial para as moças dele, né, cara?

?Voz A

Tem uma coisa que é muito legal dessa galera dos anos 80, né, uma boa parte também dos anos 70 e até 60, né, cara? O estofo cultural desses caras assim, né? Hoje é tudo tão bobinho, né? Assim, mesmo as coisas mais bobinhas, ela tem uma profundidade, né? Como o Virgílio tava falando lá do Some Girls Are Bigger Than Others, né? Então assim, tem um sarcasmo que a gente não consegue sacar. Então assim, tem uma capacidade cultural assim de difícil, de difícil, não é palatável assim rápido, né?

Apesar das músicas serem bem, né, pegam bem assim, mas a profundidade dela, ela, se tu quebra esse, essa primeira camada de gelo e dá uma mergulhada nela tu vê que o troço é mais profundo do que a gente imagina assim, né? E falta muito nos artistas hoje, né, cara? Ou é tudo muito na cara, né? Assim, é tudo muito na cara, ou falta profundidade cultural mesmo assim, né, da galera, né? E tu pega caras como Morrissey, que tá um pouco mais velho que os outros ali da banda, mas os outros também não deixam, né?

Assim, pô, Johnny Marr, por exemplo, né, cara? É um cara que ter a referência do cara que eu nunca imaginei, nunca imaginaria ouvindo pelos Smiths assim. Talvez uma coisa ou outra tu pega ali, mas não é. Esse é o Nile Rodgers, né, do Chic. Eu acho que, se não me engano, é o guitarrista, né, cara. E é um cara que ele ama pra caralho, né, velho, que ele, que ele, que ele, quando ele era criança, ele ouviu muito, que os pais ouviam ali, né, cara, naquela, naquele, não era, não era um bairro, né, era um troço que tinha os irlandeses ali, né, onde os irlandeses foram criados, não é gueto que a gente chama, enfim, vai, daqui a pouco vem a palavra.

Mas é, como é que tu, como é que tu percebe, né, que um cara desses gosta de Nile Rodgers, né? Assim, se tu foi ouvir só os Smiths, né, tá, tem uma levadinha e tal, mas Nile Rodgers era freakzão assim, né, gruvadão assim. E mesmo assim a guitarra do cara não deixa de ser gruvada, né, cara? O tempo, né? Essa, esses dedilhadinhos, tu prestar bem atenção, ela tem um groovezinho diferente assim, né? Uma levada, né? Então, puta, olha o estofo musical dos caras, né? Cultural, né? Nem só musical, né? Olha onde os cara buscam referência.

?Voz B

A referência de Johnny Morrissey também é total Montal. Era aquelas bandas que da década de 60, né? A gente tinha uns singles da Montal, de várias bandas. Então a referência dele é muito, muito diferente, porque você tinha aparelhamento, você tinha ali em casa, né, para, vamos dizer assim, aí que eles tinham Beatles, Rolling Stones, né. E mas não, eles costumam ser bem soul, essa pegada bem, pô, é mais Nalle Rogers. Para mim é um dos melhores guitarristas do mundo, o swing que aquele cara tem ali.

Não tem solo do David Gilmour que me faça trocar pelo swing que ele tem na guitarra. Você pode ser um excelente solo, né, pegar na guitarra, mas swing ali na guitarra, aquela paletada nas guitarras, nas cordas ali, cara, faz muita diferença em muita música. É o simples, né? É aquele negócio, né? O simples, o fácil simples é o que traz toda a diferença em trabalhos. Seria qualquer um deles.

?Voz A

Fazer o simples não é fácil, né? Essa é a grande verdade, né? Fazer o simples competente, é, cara, é isso que tu deu um exemplo de um cara que já faz as coisas simples, né? Que é o David Gilmour, né? Um puta guitarrista e que não é aquele fritação, né? Um cara que ele entra na alma da guitarra assim, né? Então assim, né? Tipo, são dois exemplos.

?Voz B

Faz parecer fácil, isso que me deixa frustrado, faz parecer fácil. Quero fazer igual, não consigo. Ah, não, não dá não, não dá não, né, cara?

?Voz A

É difícil, cara, é difícil ser simples.

?Voz C

Agora até tava vendo, a gente fala muito sempre dos dois, né, do Mar e do Morris. E agora eu vi que o Mike Joyce, né, que é o baterista, né, tem todo um aceleuma jurídico eterno com o Morris. Ele tá saindo em uma, tipo uma espécie de turnê com o Stephen Street, né? Até saiu no Pop Fantasma lá do Ricardo Scott, que já participou aí da redação, né? Uma matéria falando dessa reconsideração, de certa forma, do Stephen Street, que ele era creditado como engenheiro de som, né?

Só pura e simplesmente, né? Do disco. E ali no texto ele até fala assim que ele teve um papel assim mais ativo de sugerir algumas coisas nas músicas e tal. Aquela voz acelerada que tem no fundo da Big Mouth ali, que parece uma voz feminina, foi uma ideia dele também. Enfim, daí eles vão sair os dois assim numa turnê meio tipo, tocam as versões ali meio box das músicas e fala um pouco sobre as gravações, né? Lá no Legal, legal.

?Voz A

Pô, isso aí ia ser massa de participar, imagino.

?Voz B

Um sonho, né, participar disso. Fala nisso, é um grande produtor, né? Cranberries, Blunt, Elástica. É um cara nesse mundo indie inglês, é um cara foda, um cara foda. E uma grande sacanagem que o Morro fez com o Stephen Street é que quando acaba Depósito de Sonhos Ways, um ano depois o Morrissey lança o Riverhate, que são as músicas totalmente compostas autorais de Stephen Street. Ele compôs todas as músicas e ele tocou, aí ele tocou o baixo, né?

Ele tocou o baixo também. E quando vai sair em turnê, o Stephen Street tava certo que ele ia tocar, era a banda aquela lá, né? Sim, o cara, o Vinnie do Durut Collum, guitarrista, grande guitarrista, o Parese, outro baterista muito conhecido na Inglaterra. E o chefe estava certo. E Moses, mais uma vez sem avisar, sem comunicar, reuniu Mike Joss, Andy Hawke e Craig Gannell, o mesmo cara que colocou ele na justiça, que fizeram acordo e não comunicou nada que o chefe tinha participado.

Ela é simples assim, ficou sabendo, ele ficou sabendo através de Andy Hawking que não ia tocar, que a banda era os dois ex-membros do Smith com Craig Cannon, que tocou nos primeiros shows do Vivid Hate.

?Voz C

É tipo uma espécie de uma reunião dos Smiths, né, esse período assim, né. Ele reuniu você e o Johnny Marr, né, mas eles estão os três ali. Mas aí depois as tretas jurídicas vão Ah não, ali não, ali não, cara.

?Voz A

Nem no tempo que o Andy Howard tava vivo os caras iam fazer coisa nova. O George Martin não quer ver o Morrissey pintado nem de ouro, né, cara. Ele tem uma, ele pegou um nojo depois que o Morrissey fez ali, né, cara. Meio que jogou todo mundo contra ele, né. O cara fez tudo pela banda, né, assim, tudo que estava profissionalmente ao alcance do cara, e o cara foi lá e meio que jogou jogou a banda contra ele, né, cara?

?Voz C

Considerar assim que ficou tudo no passado, né? Porque imagina, a gente tá falando um disco que fez 40 anos, cara. Qual é a vantagem de tu te associar com um cara como Morrissey em 2026? Eu não tô dizendo assim que o cara não é talentoso, que a música dele não é boa, que é como a gente falou, o disco dele foi, lançou, tem bons momentos, e tal. Mas é um cara que as opiniões foram ficando cada vez mais controversas.

?Voz A

Ele sempre foi polêmico, sim, mas envelheceu mal, né?

?Voz C

Mas é, tem coisa ali que fica difícil, né? E aí ele tem essa condição de carreira toda errática, né? Ele ficou anos sem gravar, agora reclamando de gravadora o tempo inteiro. Aí ele não faz os shows, né? Que ele marca, né? Então, tipo assim, cara, muito complicado, né, tu te associar com esse cara a essa altura do campeonato. É difícil, ainda mais o Johnny Walker demorou tanto e agora tá com essa carreira solo aí mais embalada, né? Por que que ele faria isso hoje, né?

?Voz B

Vigília e Marcelo, eu assim, eu estou, eu consegui essa maturidade, eu fiz até, eu fiz até um uma live com o Saulo sobre isso, como a gente, como separar o artista da sua obra. E assim, e eu acho que eu tive essa maturidade de separar o Morrissey da obra dele. Eu não sei se essa maturidade foi para mim conformar, conformar a mim mesmo como desculpa para eu conseguir ouvi-lo, né, ou a maturidade natural da idade mesmo. Mas assim, eu consigo, eu consigo separar hoje, sabe, a obra do cara, sabe.

Eu não procuro ouvir nada que ele fala, nem entrevista, nem nada. Eu escuto a obra dele. Mesmo porque um álbum como The Queen's Death tem 40 anos, eu acredito que, eu acredito que ele não tinha essa opinião, esse pensamento das bobagens que ele fala hoje, em outro século, tá, né. Eu acredito que não. Assim, quando ele gravou lá o estimada, gravou o primeiro álbum em fevereiro, o álbum homônimo, The Smiths. As opiniões, eu acredito que as opiniões políticas e opiniões sobre, sobre a vida, a vida da indústria fonográfica não é a mesma que hoje.

Então assim, eu não posso julgar uma obra por algo que ele, uma bobagem que ele fala hoje. Eu penso assim, não sei se eu consigo deixar bem claro para vocês. Então assim, eu procuro não evitar ouvir, porque assim, o que ele fala é mais do mesmo, é repetitivo, que todo mundo tá contra ele, ninguém gosta dele, e só ele se ama, e todo mundo tem que amar ele, e sem recíproca. Então assim, eu já, eu totalmente ignoro, sabe, as entrevistas dele.

Além da entrevista, que ele não dá entrevista, apenas comentários que ele dá totalmente sem nexo, sem contexto nenhum. Coloca um textão lá em uma página que ele nem, que nem é dele, né, que ele de terceiros que ele usa. Sim, vai ter comunicação, tem que eu ter o trabalho dele de traduzir aquelas páginas, aqueles textos que ele fala. Nenhum.

?Voz C

Agora, acho que tem uma coisa que ele não mudou, certa forma de ser combativo, né, porque no Queen's Dead ele começa com a faixa título, né, e que ele ia ter, senão falou, né? Eu acho que é sempre bom tu tentar bater de frente com o sistema vigente e tal, né? E o Roxon teve aí para isso, mas é porque é real, né? Mas é que esse vitimismo dele aí que é chato. Eu acho que o bater no sistema é legal assim sempre, mas essa coisa, essa postura de vítima assim que me incomoda. Mas eu acho que é bem por aí, né? A obra fica né?

?Voz A

Não dá para isso, cara. Acho que a gente não pode deixar de falar aqui, né, meu, antes de fechar o programa, cara, desses baixos maravilhosos do Andy Rourke, né, cara? Ah, sim, que, cara, olha, eu tenho quase certeza que o Smith não seria o Smith se não tivessem, né? Nem tô falando só desse trabalho, desse trabalho maravilhoso, mas a obra como um todo, né, assim, porque é um É o cara que preenche todo o ambiente, né? Porque tu tem lá o Johnny Mars ali fazendo as camadas e ele, aquele baixo gordo dele maravilhoso, né, cara?

Um baixo, ele não consegue, né? Ele preenche mesmo. Acho que essa é a palavra mesmo, né, cara?

?Voz B

É o preenchimento assim, impressionante, impressionante capacidade, né? Impressionante. Eu acho que foi a peça perfeita de para o Johnny Marr, para guitarra de Johnny Marr, para o baixo dele. Impressionante. Um dos motivos que eles voltaram atrás em tirar o Eddie Hall da banda, posto isso em heroína, justamente esse: não encontrar nenhum baixista que conseguisse fazer a melodia, os arranjos, né, que o Eddie Hall fazia. Inclusive, eles chamaram um— desculpa, fugiu da memória agora o nome do cara— era um baixista conhecido das bandas lá dos anos 80.

E o cara disse que não tinha, não conseguiu fazer, pegar em tempo hábil os arranjos de Eddie Vedder. Se vocês precisarem ainda, substituir, o cara disse que não conseguiu pegar em 2 semanas para terminar o álbum, o baixo de Eddie Vedder. Esse também foi um dos motivos de chamar, porque era, na verdade, eles chamaram o Craig Gannon para tocar o baixo e o Craig Gannon não conseguiu de maneira alguma. Foi também outro que não conseguiu de pegar os arranjos de Ed Wood.

?Voz A

Não é que era o Guy Pratt?

?Voz B

Alguém, exatamente, perfeito. Obrigado, Marcelo. É o Guy Pratt, que é um arranjador e músico de estúdio famosíssimo, cara. Inclusive até do The Pink Floyd também, ele era um músico muito requisitado, né, para fazer músico de estúdio. Guy Pratt, você precisar quem é Guy Pratt, você vê a história, né, desse cara. E ele disse que não conseguia pegar em 2 semanas os 3 jeitos do baixo do Eddie Hall. Imagina!

?Voz A

É, eu acho que é o arranjo, né? Acho que me faltou essa palavra. Tu puxou bem a palavra, cara. O arranjo que ele faz, né? Ele preenche, mas ele não só preenche, porque ele consegue dar um arranjo, uma cara, né, uma musicalidade diferente para um, talvez se fosse um outro baixista, ia ficar numa base ali fazendo a base junto com a guitarra ou algo no sentido. E ele não, cara, ele vai preenchendo, ele vai trabalhando a música conforme ela vai pedindo, né, cara.

E também não é um exagero, né, esse que é o lance também. Aliás, o Smith em nenhum momento tem exagero, né, cara. O Smith, ele é todo pensado para música, né, assim. Isso é que fecha bacana com eles, assim, né. O tempero deles, né, a cara, o template deles, uma maneira de escrever deles assim, né. Ninguém ali tá, não é o cara que tá cantando mais agudo possível, nem o outro que tá debulhando na guitarra, fritando guitarra, nenhum baixista que não para quieto, e sim o pensar para música, né. Isso que é o que eu acho que é a cara dos Smiths assim, né.

?Voz B

Eu sou baixista e uma coisa que eu presto atenção em qualquer show, eu presto muito, pelo menos no baixo. E assim, até a força que você coloca nas cordas, a pressão nas cordas, isso influencia bastante em música das bandas. Você pensa que não, mas influencia bastante isso. E uma coisa que eu fico falando, poxa, Eddie Howe que é fantástico, porque em nenhum momento ele olha para o baixo. Presta atenção em shows ou clipes do Smiths, né?

Em nenhum momento ele olha para aquele, fica É impressionante. Tem outros músicos fantásticos, um baixista, claro, tem outros, né? Mas assim, e aí, cara, assim, a facilidade é como você falou, o fazer o simples não é fácil, não é isso?

?Voz A

É isso aí, é isso aí.

?Voz B

Pronto, é exatamente, descreve o Eddie Hall, que é fantástico, cara.

?Voz A

Muito bom. Eu acho que é isso, né, gurizada? Chegamos a uma hora aí de programa. Esquecemos de mais alguma coisa aí que tu queira trazer aí junto desse dia?

?Voz B

Eu acho que a gente quer lembrar só a foto, a foto do encarte, né, no icônico prédio do South Orleans Club, né, que foi um, que foi totalmente— não, essa não, essa aí foi um manifesto que teve contra o governo. Por favor, Virgílio, mostra, abre aí o álbum.

?Voz C

Esse meu aqui é nacional, não vai estar. Eu acho que não tem.

?Voz B

Tem, tem sim. Não, não encarta não.

?Voz C

Ele é Gatefold, ele é Gatefold.

?Voz B

Tem essa foto magnífica, essa foto icônica.

?Voz A

Ah, pode.

?Voz B

Não, ainda nessa, nessa foto da banda. É, volta.

?Voz A

Eu acho que o Léo caiu de novo. Essa foto foi leiloada esses tempos, não foi, cara? Eu acho que ela foi leiloada esses tempos. Voltou, voltou.

?Voz B

Então assim, não que ele frequentava o Southwold Club, mas ele queria um prédio rústico, prestigioso, aparente, que representasse muito bem a Revolução Industrial. A classe proletária daquela época, entendeu? E é uma referência também a uma escritora da dramaturgia que o Morroi é fã, é Cheyenne Delaney. Eu nunca consigo pronunciar o nome dela, cara. É Cheyenne Delaney, ela é uma dramaturga inglesa, e essa foto é uma referência a ela também, e a classe também trabalhadora que foi, que muito sofreu muito por conta do desemprego na década de 80.

Principalmente Manchester, que é o berço da Revolução Industrial, e se tornou um ícone. E Morrissey, hoje em dia, Morrissey é um doador, ele é um financiador do Southwold Left Club todo ano, assim quando precisa. Ele investe para reformas, investe para não fechar as portas, sabe? Então assim, Morrissey é um dos principais artistas para manter esse prédio icônico hoje para visitantes na Inglaterra, em Manchester, né? Eu acho que assim, uma simples foto se transformou numa meca musical de Manchester dos Smiths.

?Voz C

Muita gente vai lá tirar foto, né?

?Voz A

Eu tinha achado que ela tinha sido leiloada recentemente, até tava procurando, eu tinha, eu vi uma Eu vi uma notícia, eu achei que fosse sobre o leilão, mas não era, recentemente, sobre essa foto.

?Voz B

Eu acho que era para arrecadar fundos.

?Voz A

Eu acho que foi, eu acho que foi isso aí então. Então foi isso, os caras fizeram algumas cópias para vender ela, né? Ela não chegou a ser leiloada, a foto original não chegou a ser leiloada, mas houve algumas cópias feitas para isso.

?Voz B

Você tá falando da foto em si, da foto, é do prédio? Acho que da foto. Essa foto hoje ela faz parte do Museu de Fotografia de Londres. Ela é uma parte, ela é uma foto hoje, hoje que faz parte da cultura musical da Inglaterra. Ela tá hoje no Museu de Fotografias de Londres essa foto. Enquanto o leilão da foto original, eu realmente não vi nada a respeito disso.

?Voz A

Não, mas eu acho que não era, não. Acho que era, eu acho que não, senão teria a busca que eu fiz agora, já teria, já teria aparecido aqui. Mas eu me lembro que teve alguma, alguma notícia sobre a foto, alguma coisa aconteceu sobre ela. Bom, era isso então.

?Voz B

O fotógrafo, se eu não tô enganado, você pode ver aí, é Stephen Wright o autor da foto.

?Voz A

As sessões de fotos originais de Stephen Wright completam 40 anos em dezembro de 2025, como parte de comemoração antecipada.

?Voz C

Só uma coisa que eu queria falar rapidinho de músicas do disco, versões. O saudoso Jeff Buckley lançou um disco só em vida, né, o Grace, mas aí saiu depois na Raspa do Tacho lá uma coletânea dele com as demos em casa e tal. Tem versões de duas músicas desse disco, que é I Know It's Over e The Boy With a Thorn Inside. Que é ele e guitarra, que ficaram incríveis também. Uma coisa bem despojada assim, que era bem mesmo, mas demais assim, demais.

Recomendo quem nunca ouviu. E tem uma versão ao vivo do Morrissey que é naquele Who Put the M in Manchester ao vivo, que é da There Is a Light, que é a última música do show, que eles, a banda vai saindo um por um do palco e fica só o cara no teclado. Ele é o último embora assim. É bem legal essa versão aí também.

?Voz B

É do show, né? M, né?

?Voz C

Isso, isso. Tem aquele M assim, tipo M de Vegas.

?Voz B

Fantástico, fantástico. É lindo, lindo. Ali vai para o baixo, para guitarra, bateria, e depois fica só o cara no teclado. Esses arranjos aí foi todos feitos por Johnny Marr. E Johnny Marr criou um nome fictício, The Hated Salford Ensemble, é o odiado conjunto de Salford. É uma orquestra fictícia criada por Johnny Marr.

?Voz A

Meu Deus, pode crer! Aí sim, hein, papo show! Essa aí puxou do— puxou de dentro. E ele que fazia os arranjos daí com esse nome.

?Voz B

É, ele fez arranjo e colocou essa orquestra fictícia. Delícia. The hate is so for the symbol.

?Voz A

Fechou demais, cara, demais. Ó, só para a gente fechar então o programa, para dar aquela cutucada no nosso amigo Morrissey. Me lembrei da notícia, achei a notícia, tava na Desconecta lá. É o seguinte, cara, Morrissey voltou a causar ao revisitar o passado do The Smiths. Dessa vez, o cantor afirmou que a famosa foto da banda em frente ao Salford Lads Club em Manchester foi única e exclusivamente ideia sua. Com essa aí nós fechamos, né?

?Voz B

Mais um relacionamento. E saiu na página dele que essa capa fantástica, a única capa do The Queen's Death, Ele tirou o nome da Smith e colocou Morsey.

?Voz C

Morsey tava vendendo, né? Tava vendendo o site dele.

?Voz B

É Morsey e só a capa da Landelon, acabou de vender.

?Voz C

Coisas de Morsey.

?Voz B

Como diria Roger do Traje, eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim.

?Voz A

Léo, obrigado aí, cara. Como é que a galera te encontra aí? Eu sei que tem com o Instagram agora do programa da rádio aí que tu faz na tua cidade, pessoal conhecer aí um pouco mais do teu trabalho?

?Voz B

Todo domingo, todo domingo eu tenho um programa chamado Lado B do Rock. É uma referência realmente àquele programa que tinha também da MTV, Lado B. E é a primeira rádio aqui do sertão pernambucano. Se Virgílio não sabe, eu sou aqui de Arco Verde, Portal do Sertão. É uma cidade com 90 mil habitantes. Eu tenho um programa aqui na rádio, Portal do Sertão, e todo domingo de 8 às 10 horas tô tocando lado B, singles, falando sobre novidades.

E eu tô com essa oportunidade, uma experiência que começou no início, bem no início do ano, em fevereiro, e tá sendo muito bom, tá sendo abraçado por todo mundo que gosta do rock. É difícil aqui essa região a gente trazer uns tipos de música, shoegaze, drum pop, rock pop, jungle, progressivo. Mas aos poucos a gente tá com boa música. Boa música sempre é bem-vinda em qualquer lugar. E através da boa música a gente tá conseguindo adepto ao programa.

E eu tenho um, tá no Instagram lá do B do Rock, você consegue encontrar lá. E o meu Instagram também, leo_hollysick, tá? Eu eu vou colocar aqui para vocês, depois mandar para Marcelo colocar na descrição, vou lançar o programa amanhã de manhã, né? Aí na descrição, isso. E aí, muito legal participar, papo gostoso, nunca mais tinha feito isso, tá com saudade. Obrigado mesmo a vocês dois.

?Voz A

Bom, eu que agradeço, Virgílio, e o vosso, o vosso cracudo de música.

?Voz C

É @cracodemusica e tô lá com— me segue lá que tem lá os links para o podcast também, né? Podcast lá vai sair, já tô com a ideia para o próximo ali, tô fazendo, postando um por mês ali, mas me seguindo lá no Instagram eu vou postando e avisando ali quando sai devagarinho.

?Voz A

Demais, demais. Então é isso, galera.

?Voz B

Amanhã de manhã, vou te falar, 86, aí tem algumas bandas legal, cara, que lançaram discos 86. Tem o Metallica, tem o Madonna, Paul Simon, Peter Gabriel. Esse que eu falei do Peter Gabriel Soul também, eu vi a capa aqui, me lembrei da música. Metallica, Muscle of Pop também, Titãs, Legião Urbana, todos fizeram fazer 40 anos esse ano. Assim, vão fazer ou já fizeram, né? RPM, R.E.M. também.

?Voz A

Alguns a gente já lançou por aqui, alguns a gente já lançou por aqui. Eu não vou saber todos de cabeça, mas o nosso produtor Luiz Fernando Nerd já deu cabo nesse, nem vários aí. Realmente, 86 foi um belo ano, assim como 91, né, cara? Tem datas assim de décadas que, cara, quando pegam assim em cheio, é maravilhoso. Fechamos então, Léo, Virgílio. Obrigado por mais uma noite aí de bate-papo. Terça-feira, 8 horas da manhã, tá no ar aí o Redação Desconecta.

Tanto no Spotify, streamings de áudio, e também lá no nosso canal do YouTube, Redação Desconecta. Um abraço a todos, a gente se vê na próxima semana.

?Voz C

Falou, valeu, valeu!