FILMES CULT: Estou aqui agora raspadinho - 57
Nada como a pagação, né? Como é bom ser completamente alienado e submisso às contradições e opressões do nosso dia-a-dia, porém, sabendo o nome de dois ou três filmes preto e branco cult dos anos 60, podemos passar por esse imbróglio de forma ilesa, dando a entender que temos a profundidade cognitiva de um oceano, quando na verdade apenas reproduzimos frases prontas de pessoas mais inteligente que nós.
Nos unimos aqui hoje pra isso: falar de filmes cults! Obras que nos fazem parecer mais sábios do que realmente somos.
AJUDE A VIABILIZAR O NOSSO PROJETO!
Conheça mais sobre o projeto, descubra nossas redes sociais e muito mais em:
O Reinaldo Jaqueline é um podcast de cultura pop que queria ser um programa de auditório.
- Nicolas Queiros - @nicolasqueiros
- Príncipe Vidane - @principevidane
- Vitor Soares - @profvitorsoares
- Reinaldo Jaqueline - @reinaldojaquelinepodcast
- Trainspotting (1996)Retrato da juventude viciada e decadente na Escócia · Monólogo 'Choose Life' e sua relevância · Contexto social e político (Era Thatcher, neoliberalismo) · Fidelidade do filme ao livro de Irvine Welsh · Trilha sonora marcante (Blur, Lou Reed, Pulp) · Reconhecimento e prêmios (Oscar, New York Times) · Sequência e livros posteriores (Trainspotting 2, Porno, Dead Man Trousers) · Torcida pelo Hibernian e a Copa Rivadavia
- Definição de Filme CultCritérios para ser considerado cult · Diferença entre cult e mainstream · O papel do tempo na consagração de um filme cult · Franquias e o status cult (Star Wars, Senhor dos Anéis) · Sofisticação e subversão como elementos cult · Prepotência e arrogância na defesa de filmes cult · Barreira de entrada e acesso a filmes cult
- Casablanca (1941)Contexto da Segunda Guerra Mundial e ocupação nazista · Casablanca como ponto de fuga para os EUA · O personagem Rick Blaine e seu cinismo inicial · Subtexto sobre a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial · História de amor e o dilema moral dos personagens · Efeitos práticos e montagem inovadora para a época · Orçamento e bilheteria do filme · Importância histórica e cultural (melhor filme do cinema) · Paródias e referências culturais ('We always have Paris') · Curiosidades sobre o diretor Michael Curtiz e o ator Humphrey Bogart
- O Estranho Mundo de Jack (1993)Animação stop-motion com roteiro de Tim Burton · Temática de Halloween e Natal · Aventuras de Jack Skellington e sua busca por um novo propósito · Trilha sonora de Danny Elfman e o legado do Oingo Boingo · Estética visual e design de personagens · Temas de autoconhecimento e empatia · Reconhecimento e preservação no Registro Nacional de Filmes dos EUA · Influência na cultura pop (fantasias, maquiagens)
- La Haine (O Ódio) (1995)Retrato da juventude em bairros pobres de Paris · Discriminação contra imigrantes (judeus, árabes) · Violência policial e o ciclo de ódio · A frase 'O ódio atrai o ódio' como tema central · Uso do preto e branco para retratar a França marginalizada · Trilha sonora de hardcore hip-hop (Assassin's) · Estreia no Festival de Cannes e premiações · Lançamento de Vincent Cassel e sua carreira posterior
agenciadepodcast.com.br O ser humano, pra mim, é a coisa mais linda.
E estamos começando com muita cultura, mais um episódio sensacional do Reinaldo Jaqueline. E com muito garbo e elegância que começamos o episódio 57 de Filmes Cult. E quem está comigo é ele que troca a faca de mão para cortar o bife, Vitor Soares.
Sou o Diego. Tudo que eu faço na minha vida, eu faço com o dedo mindinho levantado. Eu acho tão chique, cara. Trocar a faca de mão pra cortar o bife. É bonito, é bonito. Você joga na outra mão, assim. Eu sempre corto. Eu seguro a faca à esquerda, o garfo à direita e não troco mais. Fica lindo. Perfeito. Eu não faço a menor ideia de como que se usa talherra, mas eu lembro que... Não é daquele episódio do Doug. Lembra do Doug?
O Doug, ele tem um episódio que as crianças trocam de famílias, né? E aí, uma dessas crianças é muito rica. Sacana, família sacana. E aí, um personagem, família sacana. Uma dessas crianças, né? O episódio inteiro é ela tentando escolher os talheres, porque ela não sabe de tão chique que é o ambiente do alimento pro rico, né? Inclusive, péssimos alimentos, né? Rico come muito mal, geralmente.
Exato. Exato. Exato. Bom, é jato. Bom, falando em jato, Nicolas Queiroz está aqui com a gente. C'est moi. Nicolas Queiroz. Porque francês é a língua do culto, né? Não existe francês em Mangu, cara. Para com isso. É proibido por lei. É proibido mesmo, porque é um bairro inglês e a gente sabe que inglês e francês tem isso. É Bangui que fala. É Banguá, né?
Bom, hoje vamos falar sobre filmes cult. Sim, vamos hoje reduzir o nosso escopo ao cinema. Como é que eu vou falar? Sétima arte, né? Vamos falar sobre o cinema hoje. Vamos reduzir ao cult. Depois da vinheta a gente explica o que diabo é um filme cult. Hoje do Reinaldo Jaqueline.
Vamos pagar de cultos e falar de filmes? Cunt!
Bom, gente, é uma definição complicada, hein? Filme cult. Porque tem filmes cult que são populares. Mas eu acho que o filme cult tem uma restrição, que é... Ele não pode ser mainstream o suficiente para ser um blockbuster e nada do tipo, né? Ele tem que ser um pouco afastado desse universo, desse contexto muito, muito popular. Às vezes ele é conhecido, mas é aquele famoso todo mundo viu menos eu, né? Ah, tem muito, tem muito.
Cara, eu diria até que isso é uma discussão bem confusa, né? Do que torna um filme um cult. Eu diria que, assim, precisa de um tempo, sabe? Um tempo indefinido pra ele ser considerado um cult. Não é porque ele lançou e já é um cult, necessariamente. Não, entendi. E talvez uma coisa que já foi blockbuster pode ser vista no futuro.
Como cult. Por exemplo, a trilogia clássica de Star Wars hoje é cult. Será? Será? Tem um público ali fiel, dedicado, sabe? Tem todo um culto mesmo, né? A palavra culto mesmo. Não é mais coisa de jovem. E é colocada no patamar, muitas das vezes, até além do que ele ocuparia no lançamento, sabe? Principalmente com as obras vão saindo, cada vez vão valorizando mais e mais aquele passado e viram um passado idealizado até.
É, eu concordo. Acho que franquia é meio difícil. É difícil. Eu tô pensando que em Star Wars dá pra dizer que é culto, sendo que a franquia segue sendo muito mainstream, né? Mesmo que a gente fale sobre os episódios 7, 8 e 9 serem piores do que os anteriores, muito piores, inclusive, eles foram muito vistos, né? Muito vendidos, muito explorados. Então, eu não sei. Mas é um ponto pra você trazer, de fato. Acho que, às vezes, algo que foi... Por exemplo, rock.
O primeiro rock, ele me parece um ar muito cult mesmo. É. Uma franquia, mas assim, o primeiro filme é tão diferente do que a gente se acostumou a ver de rock no futuro, que, cara, ele pra mim é um filme super cult. É realmente algo dispensado. Sim, sim. Mad Max, cara, o primeiro australiano, sabe? Baixo orçamento. Primeiro Mad Max é bem cult. É, o que me dá a impressão é que o cult, ele antagoniza com o pop.
Legal. Tá ligado? Não é somente isso que define o cult. Eu acho que vai mais do que isso. Mas eu acho que um dos grandes critérios é antagonizar com o pop. Tipo assim, se for mainstream, ele já deixa de... Ele já perde o poder de ser cult. Mas eu também acho que o cult, ele tem uma sofisticação, tá ligado? No enredo, no filme em geral, né? Seja o que for, que de repente nem todo mundo capta.
sabe, ele tem essa coisa precisa de um tempo, né, pra as pessoas voltarem e falar, caramba, aquilo ali é muito foda, sabe, tem uma subversão às vezes também não, com certeza, eu tenho certeza que o Coringa 2 vai ser cult tô falando sério, o 2 já vem o maluco do Coringa 2 de novo, cara caralho, toda vez isso eu sou esqueleto, eu tô esqueleto correndo do Victor's Fares, todo dia isso vai se fuder cara, para com isso
Tô falando. Coringa 2 vai ser cult e a galera vai falar tipo assim, não, pô, você tem que entender a crítica. É muito... Quando o Trega tem essas explicações, eu acho que o cult caminha pra... E a prepotência, né? Arrogância também é fundamental pro filme cult. A pessoa que defende um filme sem ser prepotente, o filme não é cult.
É, eu acho que também um outro... Porque assim, tem muita gente que defende o underground, algo que é underground, e depois passa a ser cultuado e vira um sucesso posterior, né? Mas eu acho que também tem aqueles que definem gênero, sabe? Filmes que eles saem e não tem nada parecido com ele, e posteriormente vão tendo obras que se assemelham, que são inspiradas, influenciadas, tornam aquela obra originária um cult, sabe?
Eu acho que o Cult também tem um lance de ser meio... Ter uma barreira de entrada meio custosa. É. O Cult, ele tem esse negócio que você tem que ir um pouco atrás pra você conseguir ter acesso. Não necessariamente na época do streaming. Não, hoje em dia, beleza. Você pode estar no streaming lá disponível. Mas é o filme que não tá todo mundo o tempo todo falando sobre ele, tipo, empolgado.
Sim, sim, mas o que eu quero dizer com hoje em dia é que o exemplo do Nicholas do Star Wars, por exemplo, na época o Star Wars, ele não era cult, beleza? Porque era muito pop, todo mundo assistia. Hoje em dia ele é cult, você fala, pô, vamos ver a trilogia original da década de 80 lá em casa, você soa esse arrogante prepotente, tá ligado? Inclusive ficar comparando, sabe? Falando, não, porque hoje em dia, sabe, é só efeito especial, não tem aquele...
Eu acho que um bom exemplo também que vem na minha cabeça é o Senhor dos Anéis, né? Porque eu acho que a versão estendida de Senhor dos Anéis é cult pra caralho. Também acho. Sim, sim, sim. A versão padrão, nem tanto. É um filme, beleza, ainda muito vivo no imaginário popular e tal. Mas a estendida, porra, quem viu a versão estendida, realmente, né? Faz sexo com mais carinho do que os demais seres humanos.
Faz sexo com mais carinho é uma frase... É verdade. Maravilhosa, inclusive, hein. Todo mundo que é cult faz. Camisa nossa na loja do Reinaldo e Jaqueline, tá? Faço sexo com muito carinho. É a foto do Sacani. Porque sou cult. Imagina, imagina. Imagina que foda. A coroa! Sem nenhuma explicação dessas camisas horríveis. Várias referências, nada a ver uma com a outra. Terceiro episódio seguido falando do Sacani.
Ah, coroa! Nesse contexto. Vamos lá. Bom, vamos lá então. Vamos começar com a primeira indicação de filmes cult. Tentamos definir aqui, como sempre, nossas definições mais confusas do que tudo. Isso, mais atrapalhou do que ajudou. Mas quero a primeira indicação de nós três, o mais cult, o mais tênis verde, Nicolas Queiroz. Já começa quebrando a porta então, Nicolas.
Eu vou falar que eu adoro um All-Star. E eu queria muito ter um All-Star verde. Só pra poder falar que eu tenho um tênis verde. Perfeito. Tá vendo? Mas não tenho. Usou um All-Star vermelho mesmo no dia a dia. Vermelho? Caralho, filho. Vermelho, calma. Sou o Sonic, meu irmão. O que é isso? O raio azul. Você fica pelado de tênis? Com certeza. Pô, é bom demais, cara. A sensação de liberdade estar nu, mas seu pé está protegido do solo.
Perfeito. Você sabe que eu fui no... Eu já contei isso em alguma banheira, eu acho, né? Que eu conheci o Sonic na balada naturista, né? Que eu saí do banheiro e tava...
O cara pelado de tênis na minha frente. Falei, caralho. Ah, esqueci. Genial. Olha, se você que tá ouvindo ainda não assina, é a hora é agora, pra você saber mais. Esse é o momento. Tá perdendo. Tá perdendo. Ó, eu vou direto pra 1996, com um clássico de Danny Boyle, chamado Trainspotting. Trainspotting. Caralho. Cara, eu sou muito fã desse filme. Muito fã, muito fã. Um filme britânico, que se passa na Escócia, né? E conta a história de jovens viciados em heroína, que vivem ali no subúrbio de Edimburgo.
e vai mostrando o ponto de vista de cada um deles, e tem frases marcantes, como o monólogo do personagem principal, o Mark Ranton, interpretado pelo Ian McGregor, que aparece pela primeira vez para o cinema nesse filme. Depois ele vem a fazer Star Wars, vem fazer uma série de filmes.
Mas ele, quando fala do choose life, né? Choose a job, choose a career. Que ele vai falando uma coisa bem existencialista. De você viver uma vidinha padrão, consumista, né? E ao mesmo tempo é um cara correndo, sabe? No meio da rua. Porque tem uma galera atrás dele. Ele quase atropelado, sabe?
E essa frase, ela ficou tão marcante, esse monólogo, que ele se repete na sequência, no Transpotting 2, só que atualizado, que ele fala sobre internet, redes sociais, atualizar suas redes, aparecer no story de forma apresentável quando sua vida tá uma merda, sabe? E ele tem muitos elementos, cara, assim, bem fortes, que me pegam. Eu fiquei tão fã do filme, e eu vi o filme, obviamente, não na época, né? Eu não vi em 96, porque eu só tinha 3 anos de idade.
E quando eu vi, eu achei um retrato muito curioso, decadente. Assim como eu falei no episódio Briga de Rua sobre The Warriors ser um retrato decadente em Nova York, achei um retrato bem decadente da Inglaterra, Margaret Thatcher, sabe? Principalmente o Reino Unido, né? E quando eu fui ler o livro, cara, admirei ainda mais o filme, porque é uma obra muito fiel ao livro. E o livro, claro, como uma obra literária, vai explorar mais pontos, né?
Mais tempo de tela, né? Eu comecei a querer ler toda a franquia, assim. Tem os keg boys, que é sobre a infância deles, é tipo a adolescência. Porque no filme ali tu vê que eles são jovens adultos, né? Final da adolescência nessa fase adulta. Os keg boys toca muito nessa via política, sabe? Porque começa com a Margaret Thatcher ainda não tá no poder.
E vai mostrando todos os direitos que a população vai perdendo, a pobreza crescente, sabe? Desse neoliberalismo, que é uma coisa ainda muito recente, sabe? Muita gente não entendia o que era esse movimento ainda, né? E até mesmo o Mark Rantle, o pai dele é um operário. E ele leva o filho numa greve, né? Porque era comum greves pra reivindicar melhores salários, condições de trabalho. Só que é quando a Tátira assumiu o poder. Então chega a repressão policial, tem gente que morre na greve, sabe? E ele com o filho dele ali. E ele vira pro filho e fala, filho...
se esforça pra entrar na faculdade enquanto você tem direito à cota. Porque vão tirar isso dos operários. E de fato tiram. E aí você entende a decadência, sabe, do transporte. Essa galera que é uma juventude perdida, que não acredita num futuro, sabe. Tudo que foi prometido pra eles foi negado quando eles chegam na fase adulta, sabe. E isso é um retrato extremamente atual. Então acho que, além disso, dele ser um cult, dele ter vários elementos culturais daquele período dos anos 90...
Eu acho que ele dialoga com diferentes gerações e diferentes lugares do mundo, sabe? Os jovens de hoje que assistem essa obra vão identificar muitos aspectos atuais ali. E, cara, tem futebol também. Eles são torcedores do Hibernian, que é um time que eu passei a ter um carinho, uma admiração muito grande, porque não é o Celtic e o Rangers, né, que são os grandes da esforça. É o terceira força ali, sabe? Tipo, quarta, quinta força.
E o Hibernia, curiosamente, eu descobri que jogou a final da Copa Rivadavia, que era um mundial dos anos 50, contra o Vasco. Olha aí! E perdeu, o Vasco foi campeão da Copa Rivadavia em cima do Hibernia da Escócia. E o Hibernia, eu considero que ele é vice-campeão mundial, tá? Eles se dizem vice-campeões mundiais. Então, assim, quem é o campeão mundial? Ou seja...
Cara, sério, muito boa obra. O segundo filme, ele se perde um pouco. O primeiro filme é sobre a heroína. O segundo é sobre o vício em pornografia, que é bem interessante também esse recorte. Nossa, e é antigo também. E é antigo também, né, esse segundo filme.
O filme não, o filme acho que é de 2016, 17, assim. Não é tão antigo. Mas o livro, ele é do início de 2000. 2017, acabei de ver. O filme tomou um caminho bem diferente, sabe? Cara, mas é interessante, né? Põe em 96, já na vanguarda, já, muito antes de Capitã Marvel e tal. Um filme sobre heroína realmente é poderoso. Êêêê!
E aí, galera, he did it again. Aproveitando, né? Estamos falando a língua da rainha. Estamos no ano de Supergirl. É verdade. Vamos que vamos. Ó, indico qualquer obra do Irving Welsh, que é o autor do livro. Cara, ele tem outras obras que não se trata desse universo do Trainspotting.
E eu já li várias e sou muito fã, muito fã. É um cara que escreve muito sobre cotidiano, sobre submundo... Tu gosta desse tema, é sua cara esses teminha, né, ô Nicolas? Você adora, né, cara? Esse dia a dia, essa beleza no comum, tá ligado?
É bonito, é bonito. O movimento clúber também. E, cara, a trilha sonora. A trilha sonora tem hip hop. É se eu falar de Lust for Life, né? Lust for Life é o tema, né? Lust for Life é muito boa. Tem Blur, tem Lou Reed, tem Pulp, tem New Order. Cara, é boa pra cacete a trilha sonora. Ele foi indicado ao Oscar em 97, deu uma porrada de prêmio. E é um daqueles filmes que volta e meia solta uma lista, né? Teve uma da New York Times, de mil melhores filmes já produzidos, e ele tava, sabe, nessa lista.
Enfim, tem uma legião de fãs posterior. Tanto que o cult que ele se tornou nos anos 2000 foi que deu o gás pra fazerem um segundo filme. Que é muitos anos depois o filme. Quase 20 anos depois, ou mais até. Legal, legal. Tem o mesmo elenco? Tem o mesmo elenco. Isso é bem bacana, cara. Tu vê a galera mais velha e tal. O Ian McGregor volta, foi o papel dele, sabe? E nos livros, tem um livro também que vem após. O pornô, né? Que é o nome do livro original, o segundo.
que é o Dead Man Trousers, que é tipo Calça do Homem Morto. E a premissa do livro é um dos integrantes originais morre. Olha aí. Você já começa com essa premissa. Maneiro, maneiro. É bem interessante. Essa é quase a premissa de O Último Ronin de Tataruga Ninja. Olha aí. Três das quatro tartarugas morrem.
Qual que sobrevive? Qual sobrevive, exato. Coisa linda. Fica essa ligação com o Taitaruga Ninja. Excelente recomendação. É um filme que eu preciso revisitar. Faz muitos anos que eu vi. Realmente, torra, excelente. Boa lembrança. Inclusive, o McGregor, o homem gosta de fazer filme cult, hein? Depois a gente volta nisso, mas... Tó? Ele gosta, hein? Ele gosta. Vamos seguir aqui com o professor Vitor Soares e sua recomendação de filme cult.
primeira, Diego. Eu quero só fazer uma menção honrosa aqui, esse episódio é sobre filme, né? Então não dá pra falar do álbum novo do Gorilas, porque o meu querido Nicolas Queiroz citou o Blur, e eu acho que o álbum novo vale a pena ouvir, principalmente a música Orange County, que é Condado de Orange, que é a música que quem não chora ali... Cadê o Si, né? Essa aí?
deu sim, é, total muito bom rapaziada, é o seguinte a gente, quando fala de filme cult muitas vezes, vai viajar no tempo, vai pro passado e lá no passado a gente as vezes encontra um cinema
Da sua própria época. Um cinema que tem outro ritmo. Um cinema que conta a história de uma... Que aprendeu a contar a história de uma maneira que hoje em dia não bate, né? O ritmo mudou, podemos assim dizer. As coisas estão mais intensas. Criança quer saber de TikTok. É heroína pra todo mundo. Hoje em dia as coisas mudaram, né? Mas o grande clássico que eu trarei aqui hoje não passa por isso. Eu assisti esse ano.
Um filme que é um filme da década de 40, em preto e branco. Um filme gravado e lançado durante a Segunda Guerra Mundial. E é um dos filmes com a dinâmica mais intensa, aquela coisa super veloz, textos afiados, tá ligado? Uma edição, uma montagem do filme super intensa. Eu tô falando do excelente Casa Blanca.
Rapaziada. Caralho. Casa Blanca é uma história... Primeiro que o argumento do filme já é muito bom, né? Basicamente, a história conta... Ela se passa durante a Segunda Guerra Mundial e conta a história de uma cidade, que é Casa Blanca, no Marrocos, que nessa época está sendo ocupada pela França de Vichy, que é a França nazista, a França ocupada pelos alemães e dominando também aquela região.
Nessa, em Casablanca... França de vestir? De vestir, né? O cult aí, às vezes, né? Falta em outras partes. E aí, Casablanca é um lugar conhecido por ser meio que uma ponte que a galera fica faz um tempo ali e aí vai embora da Europa, fugindo da Alemanha nazista principalmente, pra ir pros Estados Unidos. Então, a cidade toda conhecida como... Isso aqui é um trampolim pros Estados Unidos.
pra fugir da Segunda Guerra Mundial. E aí o que acontece? Eu não vou dar muito spoiler do filme, porque eu acho que é realmente esse mais do que nunca é clássico tem que ver, tem que assistir, que ele é... não só o filme é muito bom, mas tem um subtexto que é quase que acidental, que ele narra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Isso é muito incrível.
Porque na década de 40, os Estados Unidos demoraram um pouco pra entrar. A Segunda Guerra começou e os Estados Unidos demoraram, demoraram e depois entraram. Esse período dividiu muito o público, né? O grande ditador, por exemplo, do Chaplin, ele vai ser um dos principais filmes que vai invocar a galera pra participar, os norte-americanos, pra participar desse conflito. E aí, o filme Casa Blanca tem o Rick, que é o protagonista, que é um norte-americano, que ele...
Rick Blaine, né? É Rick Blaine mesmo? É, não é? Isso, Rick Blaine, que é o Humphrey Bogart que interpreta, cara. Foda demais. A todos aço. Foda demais, demais, demais. O Rick, que tem um juke joint, não, ele tem um joint, né? Ele tem um barzinho, né? É, tipo um lugar de aposta, jogos de azar, tal. É, jogos de azar. Meio que um cassino. É o Rick's Cafe, Mary Kane, se não me engano o nome. É, algo do tipo. E aí ele vai, ele representa os Estados Unidos no filme.
Que é cínico. Que é tipo assim, o conflito, o lado, os nazistas versus os aliados, o tempo inteiro tá no filme. E o Rick tá ali no meio, sendo o personagem que só quer ganhar dos dois lados. Que não quer comprar um dos dois lados, tá ligado? Só que o filme, além de ser uma história de amor linda, sabe? A história é bonita mesmo. O filme vai fazendo o Rick tomar o lado dos aliados.
Então, o filme, de certa forma, conta a história dos Estados Unidos deixando de ser cínico e entrando pro lado dos aliados contra os nazistas. Assim como o Rick faz também. Gente, fora os efeitos especiais, tem umas montagens no começo do filme, que é tudo efeito prático, né? Mas uns com uns globos gigantes, um jornal aparecendo na tela, tudo efeito prático, né? Não tinha CGI. Então, assim, sem brincadeira. Mas é uma super produção mesmo. Super produção. Tchau, tchau.
Cara, eu tava vendo aqui, tipo, o orçamento dela foi de um milhão de dólares. Tipo, isso pra aquela época era muito dinheiro. Mas só foi aí correção de quanto que era um milhão de dólares na década de 40 e hoje, sabe? Pô, quase 100 anos atrás. É. E o mais legal desse lance do cínico dele é que ele contrabandeava arma pra Etiópia e lutou com os republicanos na Guerra Civil Espanhola, que, lembrando, os republicanos eram extrema-direita, né?
Isso. Era o lado fascista da Guerra Civil Espanhola. Então, pô, é muito bom realmente essa dualidade. Cara, tem muitas camadas nesse filme.
Ele é um filme gigante, ele tem quantas horas? Não, não é muito grande não. Acho que tem uns 2 horinhas. Ah, não, acho que ele tem beira 2 horas, é verdade. E tem no YouTube, né? Com o outro filme dessa época. E tem no YouTube inteiro, ninguém liga. Cara, tem um DVD dele, sabia? Tem um DVD desse filme. Cara, por muitos e muitos anos, Casablanca foi cultuado como o melhor filme do cinema. Pelo menos quando a gente cresceu, eu acho que era entre ele e Cidadão Kane como o tipo de mais importante do cinema mundial. E por ser um romance também, né? Por ter um romance muito...
muito aflorado ali, principalmente a cena do final, do avião decolando, o caramba. Bonito. Inclusive foi, é tão culto que foi muito parodiada essa cena, né? Em vários lugares é referenciado, parodiado. We always have Paris, né? Exato. Sempre teremos Paris e o caralho. Essa é uma, é uma para... Pra quem não é bilingue, né? Olha, obrigado. Mas pra... Eu acho que Casablanca tem uma importância e sim, acho que concordo mais do que nunca que... Eu nunca vi, né? A gente que... Eu nasci em 90, a gente...
acho que a grande maioria da nossa geração nunca viu. Não, eu vi pra gravar o bagulho de história também. E tem uma barreira temporal muito grande pra você encontrar. E aí entra nessa categoria de culto pra mim, que eu falei lá no começo, de, cara, realmente o tempo é uma barreira muito grave pra Casablan. E acho que vale a pena se experienciar, se permitir mergulhar num negócio desse e entender a narrativa, a forma e todo...
o contexto de você começar a brisar em cima disso, de, caralho, como deve ter sido lançar esse filme em plena Segunda Guerra, cara, num contexto, lançar o filme. Auge, né, auge pra caramba, assim, 43, sabe? É bizarro. 41, 41. O diretor, cara, tem uma curiosidade, o Michael Curtis, que fez esse filme, ele é húngaro, né, húngaro-americano, e ele tinha muito problema com a língua inglesa.
Tem várias passagens dele na história do cinema, sabe? De confusões que ele fazia. E nesse filme específico, tinha um contra-regra, né? Que é o cara responsável pelos objetos em cena e tal. Que ele pediu um puddle pro cara, sabe? E o cara entendeu que era um puddle, né? Um cachorro.
O Battle of Water, que era tipo uma poça de água. Ele queria uma cena que tivesse uma poça de água, sabe? E aí, tipo, imagina, chegaram pra gravar, tinha um poodle, sabe? Pessoal, o cara ali agora, o que a gente faz com isso, né? Pô, tem muita curiosidade legal, cara. Humphrey Bogart também, ele é considerado assim, da Hollywood Clássica. Galanzão. O maior ator de todos os tempos. Galanzaço.
Tem várias diferenças. Eu já citei ele aqui, inclusive, em um Reinaldo de Aquilini, um bom tempo atrás, porque a gente falou de algum personagem que eu disse que era inspirado nele. E ele tem uma passagem clássica quando ele foi pra África gravar um filme. Não sei se foi Casablanca, não foi Casablanca, não. Foi um outro filme. E ele, enfim, foi a única pessoa da equipe que não se contaminou com cólera, porque a água estava contaminada, sabe? Não era uma água pura, né?
Gado e saudável. Ele foi o único, e quando foram entrevistar ele falou, eu não tomei água, fiquei, sei lá, um mês tomando uísque, sabe? Ele era esse cara do cigarro, do uísque e sem tirar Ingrid Bergman, né? Que, pô, também é um dos maiores atrizes também desse período, que contracena com ele, que faz casal com ele. Peter Lorre também.
E as atuações são incríveis, cara. Eu acho que como antigamente o cinema era ainda mais difícil, né? De você... Quem fazia um filme, participar de um filme, era só uma galera realmente muito... Uma nata mesmo, assim, que conseguia entrar. E esse filme... Mas eu acho que de tudo desse filme, o que mais me surpreende é montagem, cara. É realmente surpreendente. É absurdo, né? É muito veloz. É um filme muito veloz, muito intenso.
Você não perde, você não perde, você, cara, parece que você tá vendo um filme atual referenciando o filme antigo, sabe? De tão atual que ele é, sabe? Ele é muito veloz, eu gosto bastante, acho que é a grande recomendação aí minha hoje. O outro que eu vou dar também é muito bom, mas é que esse, porra, é o meu filme favorito aí das antigas.
Ganhou a carteirinha de cult, de babaca, você pode agora maltratar pessoas. Porque, pô, aí foi buscado, não teve jeito. Fale mal de funk. Parabéns, professor. Fale mal de funk, exato. A carteirinha Amigos do Vinheteiro. Analisa da Carta. Pelo viés antropológico. É, também. Nossa senhora, é verdade. A expressão popular, o carnaval é a última expressão popular. Tati Carimabarraco foi a primeira mulher na música brasileira a falar sobre o gás de um feminino numa música.
Gostei. Troféu vinheteiro pra Vitor Juárez nesse momento. E vamos então, eu vou trazer minha primeira indicação cult, eu vou trazer uma animação por aqui, eu vou trazer um filme que pra mim ele é bem cult. E eu tava falando sobre o Ewan McGregor, né, que pra mim ele é viciado em fazer filmes cult. E a gente pode citar Moulin Rouge aqui, pra mim que hoje em dia já é um cult. É, com certeza. Filmaço também. Falcão Negro de Perigo virou cult? Não, não.
Mas ele fez outro filme cult, que é Peixe Grande, né? Com a direção do Tim Burton. Pra mim, esse filme quase nasce cult, né? Mesmo na época ele já foi menos falado, nem todo mundo chegou a ver. E eu acho ele um filme incrível também. Acho Peixe Grande um filme esteticamente muito bonito. A ideia dele, pra mim, era o sucessor espiritual de Forrest Gump, né? Para pensar em relação às mentiras e todas as histórias e caramba. E que também é cult, né? O Forrest Gump, inclusive, excelente memória também.
Mas eu quero puxar o Tim Burton pra trazer um filme que não é dirigido pelo Tim Burton, mas é roteirizado pelo Tim Burton. Eu quero falar sobre o estranho mundo de Jack. Olha aí! Uma animação muito cult, inclusive eu acho uma animação que na época que foi lançado muito pouco foi pra criança. Eu acho que é um filme que não era criançada vendo, porque é um filme sobre Halloween, sobre monstros, sobre susto, mas de uma forma muito leve, bem humorada e principalmente...
infantil também. Só que é o filme com o roteiro do Tim Burton, né? O nome original é Tim Burton's Nightmare Before Christmas, inclusive, mas dirigido pelo Henry Selick, que é diretor de animação conhecidíssimo lá do James e o Pesco Gigante. Dirigiu Coraline também, mais tarde, né? E...
A estrela do filme no original é o Danny Elfman, né? Que eu acho que a melhor trivia desse filme é essa, porque Danny Elfman, que é cantor, compositor principalmente, de trilha sonora, compôs todos os filmes do Tim Burton praticamente, ele compôs junto, né? Bill Jules, o Batman de 89, as trilhas são todas do Danny Elfman, ele era do Oingo Boingo, né? Isso que eu ia falar, uma curiosidade muito boa, né? O cara era líder do Oingo Boingo, cara. Exato, e ele...
traz aí toda essa memória musical dele pra um filme que também é um musical, porque é uma animação ali do Tim Burton de alguma natureza, mas ele é muito menos um musical e muito mais um... Cara, eu acho esse filme realmente, esteticamente um dos filmes mais Tim Burton que não são do Tim Burton, né? Tudo bem que o Tim Burton também é desenhista, né? Então, com certeza, ele deve ter feito ali todo o design de tudo e...
O concept deve ser todo dele, mas basicamente as aventuras do Jack Skellington, que é o rei do Halloween, né? O rei do Dia das Bruxas, que tá meio cansado e exausto dessa mesmice de dar sustos. E ele sem querer vai parar de Halloween Town, né? Da cidade do Halloween, pra cidade do Natal. E ele conhece o Papai Noel ou o Papai Cruel, né? E o filme todo é sobre esse plano maligno de sequestrar o Papai Cruel e fazer o Natal mais assustador de todos os tempos.
Cara, e no fim é um filme sobre autoconhecimento, né, cara? Sobre desenvolvimento de empatia mesmo, sobre o Jack Skellington se descobrindo enquanto propósito e falando, cara, não, isso aqui eu nasci pra fazer, descobri, nasci pra fazer, essa aqui é a minha vocação. Cara, eu achei um filme muito bonito mesmo, achei um filme muito bonito e, assim, em todos os aspectos, esteticamente impecável, pra mim, muito bem animado. É um dos filmes, cara, que depois eu fui ver, ele já era um pouco mais velho, tinha uns 13, 14 anos.
E eu olhei e falei, caralho, cara, como é que eu nunca tinha visto essa parada? Fiquei fascinado com tudo, cara. Com trilha sonora também, ocidental. Com as histórias ali. E depois que eu joguei Kingdom Hearts, que tem fase também de O Estranho Mundo de Jack, me pegou de novo, né, cara? De eu, caralho, que bagulho bom, que bagulho foda. Mano, eu acho esse filme um filme, assim, culto em vários sentidos, mas também no sentido de...
Muita gente sabe que ele existe, mas eu acho que pouca gente deu uma chance pra, de fato, assistir. E aí, pô, pra ver um filme mais. Esse detalhe é realmente muito bom, né? Que tem muito isso em filmes cult mesmo. Filmes que as pessoas, às vezes, falam o que assistiram, só pra não ficar de fora, sabe? De uma conversa, sabe? Sabe qual, pra mim, que é o principal desses filmes? Clube da Luta. Clube da Luta. Clube da Luta. Clube da Luta, pra mim, é um filme mais falado do que visto. É. Com certeza. E muito criticado por quem não viu, também.
exatamente, exatamente é muito sobre envolvimento é principalmente uma potência estética a gente vê a estética dele até hoje no Halloween, sabe, você vê fantasias maquiagens, decorações sabe
Eu acho que isso mostra a força mesmo que ele teve e tem, né? Tanto que já foi remasterizado, teve o lance da trilha que eu vi que nos anos 2000 lançaram uma coletânea atualizada e convidaram várias bandas, como o Fallout Boy, entre outras, sabe, pra poder regravar. E, pô, é sucesso demais, né, cara? Será que o Emo vai virar cult?
Já virou, eu acho. Já virou? Acho que o emo hoje é fult. Você acha que já? 20 anos é um tempo considerável. Com certeza. A gente pode dizer que o emo é de 20 anos atrás, sabe? Pois é. E o emo é bom puxar o emo aí no Estranho Mundial de Jack, porque o emo é um pouco stop motion.
Stop motion? Eu tô esperando a piada. A cabeça fez mais sentido. Não tem piada não, só fez sentido pra mim. Não tem piada, é só ser especial. Mas eu queria citar isso, né, cara? A franja tá sempre congelada, né? É um stop motion eterno. Na real, eu só queria citar que é stop motion, porque eu tinha esquecido de citar no começo, mas vale dizer que é um filme de animação que, pra mim, a maior parte dos filmes de stop motion, longa-metragem, eles são meio cultos, assim, porque são filmes com uma barreira de entrada também.
Por conta do estilo, né? E aí, a gente tem Mary e Max, né? Tantos filmes muito maneiros e muito bonitos. Até mais recentes, que acabam virando cultos também por conta disso. E tem o sucessor espiritual, né? O Estranho Mundo de Jack tem a nova cadáver, 12 anos depois dele. Que esteticamente é muito sucessor.
Nunca vi. Total, total. Ó, vi aqui uma notícia que em 2023, o Estranho Mudei é que foi selecionado para preservação no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos por ser culturalmente, historicamente e esteticamente significativo. Merecido. Cult. Mais cult que isso é impossível. É. Se o seu filme foi selecionado pra ser preservado, sabe, pra botar num bunker e caso acontecesse uma explosão nuclear, a terra cá, ele vai estar preservado.
É verdade. É cult. É cult suficiente. É cult, tem que assistir. É cult, tem que assistir. É cult, tem que ver. Bom...
Vamos então agora falar dos reclames do Rei Jack Daqui a pouco a gente volta com mais indicações de filmes cult Vem aí os reclames Fiquem com os reclames Já já montamos Fiquem com os reclames do Rei Jack galera
Galera, o negócio é o seguinte, nós vamos aqui hoje agradecer todo mundo do Apoia-se, apoia.se barra Reinaldo Jaqueline, e te convidar a conhecer o nosso Apoia-se também, te convidar a convidar o nosso Apoia-se, para que você também faça parte desse financiamento coletivo que permite que o Reinaldo Jaqueline exista e saia semanalmente. Semana passada não teve episódio, a gente teve um imprevisto, muito porque a gente não bateu a última meta do financiamento coletivo de ter...
episódio semanal garantido, então a gente acabou tendo imprevisto, acabou não conseguindo. O imprevisto foi, inclusive, um problema meu, né? Porque eu acabei passando por uma tragédia pessoal, meu cachorro faleceu, e aí não conseguimos gravar. Então, obrigado a todo mundo, todos os ouvintes que mandaram um abraço, mandaram carinho pra mim também, queria agradecer.
Mas, galera do Apoia-se, por favor, sigam ajudando o Reinaldo Jaqueline. E para te motivar a ajudar, nós temos planos de recompensas. Com R$10, você ganha acesso a todo o nosso acervo de episódios extras da banheira do Reinaldo Jaqueline. Ou seja, você ouve, além do episódio aqui padrão, outro episódio de uns 20 minutinhos, 15 mais ou menos.
que sai num feed separado, exclusivo para assinantes do Apoia-se. Quem puder também colaborar com mais, com R$25, você participa de um grupo exclusivo no Telegram para apoiadores, onde a gente dá spoiler dos episódios. Isso. O Vitor Soares agora, por exemplo, está mandando print desse episódio aqui para a galera falando sobre filmes cult.
pra galera já receber antes e poder se preparar também pro episódio. E pra quem quiser participar ativamente do Reinaldo Jaqueline, com 50 reais você manda um áudio pra gente botar aqui no programa, dando a sua visão sobre o tema do episódio. Então se a gente gravar sobre Baby, o Porquinho Atrapalhado, você pode dizer o que você acha de Baby, o Porquinho Atrapalhado. Inclusive outro filme cult aí, tal, essa recomendação de graça aqui em pleno reclame do Rejax.
Grande filme! Generalizou, né? Mas Baby tem como roteirista Eminem Charmala, né?
Maravilhoso. Grande informação que eu aprendi aqui na Reinaldo Jaqueline. Lembrando, se você é um apoiador pra participar do Pobo Fala, manda mensagem pra gente. A gente, somos três homens contra o mundo. Então a gente acaba se embolando um pouco com os apoios. Fala assim, pô, eu sou apoiador, pô, eu queria mandar o áudio. Pô, vai quebrar um galho pra caramba pra gente, tá?
Mas se você não for um apoiador, não tiver o faz-me-rir, nesse momento eu te convido a fazer outras coisas pra ajudar o nosso trabalho. Você pode comentar alguma coisa aqui embaixo. Qual filme cult você acha que todo mundo devia ver, que é um filme bom, é um filme cult e é maneiro. Comenta aqui embaixo o que você acha. Se você estiver assistindo no Spotify, você pode avaliar a gente com 5 estrelinhas. Você pode compartilhar esse episódio, inclusive nas suas redes sociais, no seu grupo de amigos, onde for.
A gente também tem um canal no YouTube que ele é pouco alimentado, mas os episódios estão saindo lá. Então você pode se inscrever também no canal, curtir, hypar. O que você puder fazer de clicar essas coisas é sempre muito bem-vindo, beleza? Até pra você não ficar de fora, porque estamos aqui gravando com câmeras, iluminações e ó... Uh, quem sabe? Logo, logo, novidades aparecem. Inclusive temos ideias do Clube do Chaves, né?
quem sabe em breve estaremos com conteúdos em vídeo inclusive porque não esse podcast se transformar numa obra audiovisual uau negrão cinco estrelas excelente e é claro que você pode acessar o reinaldojaqueline.com.br pra você ter todas as informações a respeito do nosso projeto ter tudo
Tem os links das nossas redes sociais. Inclusive, siga o Reinaldo Jaqueline Podcast no Instagram para ver os nossos cortes em vídeo. É verdade. Tem o nosso e-mail, reinaldojaquelinepodcast.com, onde você pode mandar dúvidas, pode mandar patrocínios para a gente também. Sempre falo isso, é importante reforçar. E, é claro, fazer aquele pix maroto, né? Aquele apoio incondicional. E, ó, vou correr aqui que a listinha está grande, tá?
Começando com o Danilo da Silva Pereira, que mandou 10 reais para a gente. Valeu, Danilão! Grande abraço, Danilo.
O Daniel Gurgel do Amaral Mota mandou R$1,37. Grande Gurgel. Adoro comer um gurgião. O Banco Rendimento... Ah, não, isso aqui é o Spotify, a gente foi mal. Taylon Henrique Silva Alves, que mandou R$7,37. Banco Rendimento. Cara, o nome do cara é Banco, da Família é Rendimento.
O cara é muito rico. Foi legal o Pix. Mas, Taylon, obrigado. Mandou um 777 pra gente. Olha aí. Tem significado. Dailion. Gigante Dailion. O nosso príncipe das trevas, Alexandre, o Cubo de Carvalho, mandou o quê? 6,66 reais. Muito obrigado, Alexandre. Peraí, gente. Prepara. Caçulinha, vinheta do Top Pix. Top 1 Pix!
O nosso patrão, Rui Valim Jr., mandou 200 reais.
Eu falei que era meu chefe, rapaziada! Esse é meu patrão! Esse é meu patrão! De jeito, Rui, vou fazer o quê, Rui? Eu agora obedeço. Obedeço de hoje, já tava obedecendo antes, né? Imagina agora. Não tem qual, Rui. Imagina agora. Porra, muito obrigado, irmão. Sério, que apoio foi esse? Eu já falei, todo mundo tem seu preço e o meu é muito baixinho. Aparentemente, 200 conto.
Gostei, gostei. O Giovanni Gunter Koehler Machado mandou R$1,11, R$2,22 e R$3,33. Ó, se continuar pra sempre, eu topo. Ou seja, R$6,66. Olha aí. Muito legal. Muito obrigado, Giovanni. Um copo, né? E agora eu tenho que dar uma enrolada em vocês porque o aplicativo fechou do nada. Tem mais pics pra eu falar. Música! Toca a música aí, Nibus.
É a hora que a gente solta o macaco no palco, normalmente. É verdade. O problema de auditório é assim. Perfeito. As coisas acontecem. Falta um Liminha no Rei Jaque, né? Falta. Vamos botar a mão de uma Maria Alexandre do Escorpião numa hora dessas. Exato. E ó, tem um pixel aqui que chegou hoje, no dia da gravação, que é feriado de São Jorge, no Rio de Janeiro. Sim, salve Jorge. Do Lucas Miller Fonseca, que foi 123 reais. Que é isso, Luquinha?
1, 2, 3, ABC, que isso? Eu acho que merece uma vietinha de Toppix, tá? Merece. Merece, merece. Toppix! Lucas, muito obrigado. Gente, muito obrigado por todo o apoio. Vocês fazem uma diferença absurda. Eu faço. E é isso. Vocês agora sabem já dos projetos. Vamos ter um extra sobre o quê? Vamos dar um spoilerzinho pra galera? Ah, o extra vai ser histórias em que a gente conviveu em espaços cultos demais pra gente, né? Nossa. Tenho várias. Exato.
A gente se sentindo deslocado, não pertencente a essa high society. Então, se quiser ouvir nossas histórias de constrangimento e deslocamento por não... por sermos miseráveis demais para frequentar esses lugares, dá uma olhada na banheira do Rei Jack. Esse é o Reinaldo Jaqueline.
Voltando agora com o episódio, queria dizer que estava lendo aqui a lista dos possíveis temas do futuro do Reinaldo Jaqueline e vou compartilhar com os ouvintes alguns temas que estão anotados na minha lista, que é o tema Perereca, o tema Roberto,
E vou deixar só esse, tá? Só esse. A nossa lista tá demais essa lista. Hoje, inclusive, eu dei uma sugestão maravilhosa lá no... Eu vou anotar a sua sugestão agora, é verdade, é ótimo. Anota, anota. Anota, anota. Esse é o Futura Brilhante, Futura Brilhante. Bom, vamos começar então com a sua indicação dessa vez, Vitor Soares traz pra nós.
Olha só, eu falei de um filme antigo que ele tem velocidade, é dinâmico. Agora eu vou falar pra vocês um ótimo filme que não tem. Então se você for geração TikTok, geração cracudo digital, geração dopamina, me dá dopamina. Você vai ficar pra trás nesse filme. Só que a verdade é uma só, você vai perder uma linda história.
Você vai perder um filmaço. Você vai perder também atuações incríveis. Eu estou falando do filme de 1959, o inacreditável Ben-Hur. Rapaziada. Nossa. Eu assisti Ben-Hur recentemente. Cara, depois de um episódio de briga de rua, episódio de biga de rua, é foda. Poupa!
Liga de rua, gostei, né? Um beijo, um beijo pros cavalos, né, que sofreram nesse filme, aparentemente foram esses direitos animais. Vou traduzir pra eles também, hein? Legal, conta muito. Tá bom, não sei se era tradução ou AVC. Fiquei com uma dúvida pra você. Ó, vou mandar aqui um abraço pro Benhur Correia, repórter da Globo, que tem um nome e homenagem ao filme, obviamente.
muito bom, muito bom, o Ben-Hur personagem bíblico, é, na verdade não é né ele é completamente inventado mas a história bíblica, é, o Ben-Hur não existe, a bíblia não é isso? opa, opa, momento olhei ele aí momento polêmica o que acontece cara o Ben-Hur, a história ela é uma história muito bonita, de todas as representações do JC de Jesus, essa é a minha favorita
Jesus, no filme Ben U, de 1950, porque tem um Ben U mais recente, 2016, se eu não me engano. Esse eu não vi. É verdade. Esse eu não vi, falaram muito mal dele, mas eu não vi, eu tenho que ver futuramente. Mas essa representação de Jesus Cristo é, cara, é linda demais. Jesus mal aparece, ele é sempre filmado de costas, ele é sempre filmado meio de lado, então você mantém aquela pegada do tubarão, né, que o tubarão não aparece só no final, depois da merda, mas enfim, essa parada desse mistério.
E até a sacralidade do cara também, que é muito legal. E essa forma de filmar Jesus, ela é muito... Ela corrobora, né? Pro tamanho da figura. Estamos falando de The Man. Então, assim, isso faz com que o filme, ele... Na minha opinião, represente Jesus muito bem. Mas o filme, ele é um clássico cult, porque ele é o filme mais caro de quando ele foi lançado. A história também. Foi o orçamento maior do mundo. Ele conta uma história que eu acho que é muito criativa.
É uma história que é baseada num romance, que acho que é Ben-Hur, um conto de Cristo. Que basicamente conta a história do Ben-Hur, que é esse cara, o protagonista. E tem um momento no filme que o personagem chamado Baltazar, o personagem subestimado, eu gosto bastante dele. Ele fala assim, todos nós temos os nossos próprios caminhos pra chegar até Deus. Alguns são mais difíceis do que outros.
Então dá a entender que a história que a gente está vendo é como que o Ben-Hur está conhecendo Deus. Como que ele está se tornando cristão, né? Que é de acordo com o que eles acreditam. E é uma história tão bonita, uma coisa meio conde do monte de Cristo. Tá ligado? Que ele é um cara muito rico.
E aí vem um amigo dele, acho que é Massala, Messala, esqueci o nome do amigo dele. Vem o cara e o cara manda ele prender. E aí ele vai lá e fica preso. Só que, pô, ele é um cara muito sagaz. Ele volta com a tragada volta por cima. Enfim, uma história muito foda. Só que é um filme... Ele é datado, assim. Ele é um filme de quase quatro horas. É, isso que eu ia falar. Acho que a grande barreira de Ben-Hur...
É o cumprimento. Cara, eu acho que foi esse que eu confundi, cara. Quando tu falou de Casablanca, eu pensei na duração desse, que é Ben-Ur. Eu não vi Ben-Ur até hoje, tá? Não, é bem cansativo, sim. Eu lembro, sabe o que eu lembro? É Ben-Ur. Eu lembro de ver... Ben-Ur, meu amigo. É, é Ben-Ur. Mais bem do que Ur, né? Esse nome deveria ser melhor, não. Tantão de Ur deveria ser atualizado. É, mas tantão Ur, né?
Muito Ur. Ur demais. Mas o livro que ele foi inspirado tem 550 páginas. Então, mas o que eu ia citar é que eu lembro da fita dupla VHS. Tá ligado? Sim. Dá medo, né? Dá medo, né? Caralho, sim. Esse dia eu fui no Cebo aqui perto de casa, né? Vou mostrar o meu Cebinho pra vocês. Ah.
Is that a motherfucking Família Sacana Referee? Is that a Ligma Referee? Is that a Ligma? Ligma a bosta. Sacana e vai ao sebo. Episódio 9, Sacana e vai ao sebo. Cara, o que é o sebo, cara? O que é o sebo, cara? Obrigado esse sebo aí, cara. Mas eu ia falar que fui no sebo. E eu... Foda-se também, fui no sebo. Foda-se.
Eu não quero mais concluir. Muito foda. Mãe, eu tô no corte. Muito foda. Caralho, esse podcast tem quatro piadas. Meu Deus do céu. Eu não vou conseguir completar.
Meu Deus, meu Deus, meu Deus, meu Deus, agora é, perdeu, perdeu. Cara, deu dor de cabeça, eu fiquei zonzo. Perdeu, meu Deus. Cara, pode... A mesma palavra, né? É mesmo. Veio aí o episódio cedo, gente. Vou anotar.
Muito foda, moleque. Ai, caralho, que coisa horrorosa. Mas é isso também. Eu tenho muita coisa pra falar, cara. Filmão, filme cansativo, quatro horas... Ele tem até um intervalo no meio do filme. Aparece assim, intervalo. Aí fica tipo cinco minutos. Caramba. Escrito intervalo no meio. E aí você vai lá depois e volta a história. Justamente porque é um filme muito longo, né? Mas é uma história que eu acho muito bonita, cara. Pra quem gosta de Conde do Monte Cristo, que eu adoro também, né? O clássico. Você vê ali uma...
semelhança, e pô, mano, quando Jesus spoiler, Jesus é crucificado galera, não sei se vocês estão ligados nessa história dele mas quando você vê a cena da crucificação, é muito bonita, é muito bonita é muito, eu não vou dar muito spoiler, eu juro, mas assim, tem uma parte que mostra uma poça d'água e aí o reflexo de Jesus crucificado nela, né? a fotografia desses filmes era muito, pô, preocupada, né? E aí o sangue de Jesus, ele pinga nessa poça e aí
E aí a poça, vai filmando a poça descendo pela terra. Meio que Jesus purificando. Só que não conta isso, você interpreta, né? É Jesus limpando os pecados das pessoas na crucificação, que é isso que o cristianismo conta. Então, assim, é muito bem feito, cara. É muito cuidadoso e é um filme que tem, sabe, efeitos especiais fodas. Cara, filmaço, tem que ver.
É uma super produção pra época, muito acima do que existia no cinema, né? É. Cara, e é aquela parada também desses filmes antigos, se rolar algum tipo de exibição especial, cara, vale muito a pena, porque, tecnicamente falando, é filme de 70mm. Isso, assim, tecnicamente, reforçando, isso é superior ao 4K, sabe? É uma parada muito absurda, sabe? De imagem, de detalhes.
E que reforça essa característica da fotografia, assim, tão assustadora mesmo, assim. O impacto, sabe, visual. E se a gente vai falar do... Falou do Humphrey Bogart antes, vale dizer, do Charlton Heston, né? E do trabalho dele, que é absurdo, né? Acho que ele também é uma lenda do cinema, pra mim, um dos caras que a gente cresceu ouvindo que ele era o cara, né? Eu lembro muito da morte dele, cara.
2008, do quanto foi noticiado e tal. Tipo, mano, era o cinema perdendo o seu maior expoente, né? Talvez o cara que era mais contuado como maior ator de todos os tempos. Óbvio, né? Era fácil ser o maior de qualquer coisa sendo americano, né? Afinal de contas, o torneio de beisebol americano chama Torneio Mundial de Beisebol. E é só americano mesmo. Mas, muito foda. Sheldon Heston, que não só Ben Hur, né? Mas também fez Moisés em 10 mandamentos. Baita ator, cara. E um ator de épicos, né? Um ator de épicos.
Um ator de épicos, é. E até falando de orçamento, né, que o Vitor ressaltou isso, que foi um filme caríssimo. Cara, foram 15 milhões. A gente tava falando de um milhão de dólares do filme anterior, né? Casa Blanca. Casa Blanca. 15 milhões de dólares e arrecadou quase 150 milhões, sabe, na milheteria de dólares. Cara, é coisa pra cacete. Ele parece que só não arrecadou mais que o vento levou.
Sabe, que era até então o maior e continuou sendo, mas ele se tornou logo assim, nos primeiros meses mesmo, sabe, a segunda maior bilheteria da história. E ele ganhou, melhor ator no Oscar, né, inclusive. Isso. Então, vale dizer. Sensacional. Muito bom. Foda demais. Baita, ó, eu tenho memórias de Ben-Hur, tá? Eu não lembro de ter visto o filme inteiro quando criança, mas eu lembro muito de, tipo, uma noite inteira da minha mãe vendo Ben-Hur e...
trocando fita no VHS, caralho e eu passando, ficando, sei lá, uma hora lá da minha mãe vendo um trecho, voltando. Então eu tenho memórias muito vivas, inclusive da corrida de biga, que é o grande momento, né? Cara, eu concordo, mas é tipo assim, cara, 40 minutos, rapaziada, de um negócio que é contado, sabe, muita cena sem nenhum diálogo, só mostrando que deu muito trabalho pra fazer, com certeza, aquela cena, né? Então tem muitos minutos de tela só mostrando a corrida, assim.
Então, na prática, hoje em dia, seria cinco minutos aquela cena, tá ligado? Da forma que se faz filme hoje. Muito doido. Cara, você sabe que você falou de Ben-Hur? Tem nada a ver com Ben-Hur, mas tem a ver com Corrida. Tá bom. E um outro filme cult que acho que valeria mencionar... Stop Motion, eu ia falar de novo. Ben-Hur, Stop Motion. O Emo é muito stop motion. Mas o que eu ia falar é que Carruagens de Fogo, né, cara? Eu esqueci completamente dele, lembrei agora por causa de Ben-Hur contra a Corrida em si. Você falou da cena, eu falei, caralho, realmente Carruagens de Fogo.
Que é, né? Enfim, acabou virando a música tema de Olimpíada, né? O tan-tan-tan-tan-tan-tan-tan-tan-tan. Cara, filmaço também, filme muito maneiro, de 80 e pouco. 81. Vale a informação aí pra quem quiser ir atrás desse... Nada a ver com o Ben-Hur, mas eu aproveitei a corrida. Corrida, né? Muito bom. Corrida. Falando em corrida, o nosso atleta, DJ... Ex-BBB.
E também faixa preta de karatê, Nicolas Queiroz. A lista é longa, né? Federado do Vasco. É verdade. Eu quero saber a sua segunda indicação de filme cult. Cara, eu tive que ir para o cinema francês. Beatboxer, beatboxer, por que não? Com gaita. Por que não? Beatboxer com gaita. É, o homem é foda. Isso daí é um detalhe que muita gente esquece. Só os ouvintes das antigas vão saber. Cara, muito bom falar dos ouvintes das antigas. Tá ficando velho, é verdade. O podcast tem nem dois anos ainda.
Mas olha, é um filme muito similar ao Trainspotting. Ele é do mesmo período, de 1995. T2. Dirigido pelo Mathieu Kassovitch. Ah, que isso. Que foi estrelado por Vincent Cassel. O meu amigo Vincent Cassel, que eu já falei. Que já foi no Bar do Momo, mora aqui no Rio de Janeiro. Olha aí. Grande Vincent Cassel. Que é o filme La Reine, ou O Ódio, em português.
Um filme preto e branco, mesmo cena da década de 90, né? É um drama e que mostra ali o retrato de três jovens de um bairro pobre, né? Da periferia ali de Paris, sabe? E que tem toda a discriminação com imigrantes, né? Porque o Vincent de Cassell faz um jovem judeu. Tem o Said, que é um jovem árabe.
E mostrando como é a discriminação que eles vão sofrendo, né? A violência policial que eles convivem diariamente, né? E aí você tem um acontecimento que é a morte de um jovem desses que estava num protesto. E aí eles se juntam e ficam num ciclo de ódio contra a polícia, contra o sistema, né?
E começam a ter vários protestos acontecendo. E muito em cima dessa questão da discriminação mesmo. E o Vincent Cassão encontra uma arma. E ele fala que vai assassinar o policial. Né? Desse caso do amigo deles que faleceu, né? Que foi espancado. E, cara, é um filme, assim, muito...
muito característico, assim, desse período, né? Dessa coisa da juventude perdida que eu falei anteriormente. E que você vai consumindo esse ódio junto com você, mas o final do filme, né? O grande plot twist da história mostra pra onde o ódio leva, sabe? E é uma coisa, assim, chocante. É uma experiência chocante.
Eu gosto do Preto e Branco enquanto recurso, né? Porque a gente tá falando de um período onde não há necessidade técnica de se fazer filmes em Preto e Branco. Inclusive, acho que vamos ter uma pauta ainda, filmes em Preto e Branco. Bom, boa ideia. Porque tem muita coisa bacana pra falar. Mas eu já destaco aqui que a luz, cara, é algo absurdo.
As sombras, o contraste, a definição da pele, os poros, sabe? Tudo isso no preto e branco. É sujo, né? É salta de um jeito. A sujeira, sabe? E por isso a gente se mostrar uma França pobre, sabe? Uma França fodida. Longe da Torre Eiffel, sabe? Longe da Champs-Elysées, né?
do Louvre e tudo mais. Cara, inclusive o nome, né, La Reine, vem de uma frase, né, que é dita por um dos personagens, que é La Reine Atre La Reine. Ó. Que é o ódio atrai o ódio. Olha aí. Então, assim, é uma espiral de merda, sabe? Aqueles filmes que tratam de uma espiral de merda acontecendo. O Profeta Gentileza já falou isso, né? Gentileza gera gentileza. Com certeza. Consequentemente, o ódio gera ódio.
O Homem Tava à Frente do Sobvio. Profeta Ódio, né? Diria isso também. É. Cara, muito foda, assim. O vilão, né? O inimigo do Gentileza. Profeta Ódio. É maneiro que, assim, a Trias Sonop foi composta por um grupo francês de hardcore hip-hop. Ó.
chamado Assassino. Assassino, né? E eles têm uma música chamada Nique la Police, que é basicamente Fuck the Police versão francesa, sabe? É uma curiosidade bem interessante. E, cara, esse filme teve uma estreia no Festival de Cannes muito ovacionada. Eu não lembro se ele chegou a concorrer ao Oscar, acho que não, mas teve uma série de premiações. Foi relançado em Blu-ray. Mas é famosão, cara. Eu nunca ouvi falar nesse filme.
Cara, ele é o filme que lança o Vincent de Cacel, esse ator francês que veio fazer várias produções depois, foi casado com a Mônica Belushi, moraram aqui no Brasil, em incisão de 2000. Ele mora hoje aqui no Brasil? Mora, ele mora até hoje no Brasil, hoje é casado com uma brasileira.
E, cara, é uma figurinha carimbada no Bar do Momo. Eu tava lá hoje, inclusive, com uma feijoada. Esperei encontrar meu amigo francês, mas ele não foi. Perfeito. Já vi ele no Samba do Trabalhador também, com o Jorge Aragão. Acho muito curioso, sabe? Esse olhar aleatório da vida do vice-presidente. É realmente estranho mesmo.
Irado, né? Mas é um filme que eu vi inclusive no MUBI. Eu revi, na verdade, no MUBI. Eu tinha visto ele na época de faculdade e revi no MUBI. Então, você consegue encontrar ele em streaming, sabe? Ele ainda tá no MUDI? No MUBI? Cara, não sei. O que eu vi aqui é que ele tá no Prime Video, numa reserva Imovision, hein?
Caramba, específico, né? Mas dá pra pegar sete dias grátis pelo Prime Video e depois cancelar. Então se alguém quiser assistir... Só tem que cancelar, não pode esquecer, que esse é o pulo do gato dos caras. Não esquece de cancelar! Esse é o pulo do gato. Sempre que rola essas listas de filmes, se você gostou de tal filme, algum filme recente que tá no Oscar, veja também. E o La Haine quase sempre entra quando fala sobre violência policial, quando fala sobre discriminação, racismo... Eu lembro de comparar em La Haine com outra história americana. Um...
muito bom, muito bom também é preto e branco da mesma época, sobre também ódio, né eu nunca vi La Hayne, mas eu lembro que todo mundo falava cara, se você curtiu a história americana, veja La Hayne que é do caralho, puta, eu nunca vi cara, é muito bom, e assim, menos de duas horas tá, é uma hora e meia uma hora e 33, tô vendo aqui, uma hora e 33 coisa boa demais coisa boa, excelente indicação bom, não falo francês espero que tenha dublado e vamos que vamos
Cara, e é uma língua, vou te falar, que a gente associa muito aos filmes mais classudos, mais elite, sabe? No GTM, né? Brincar em francês deve ser irado. Porra, meu irmão. O moleque já mandou o beatbox de novo, né? Caralho. É, os caras já chegam assim no hip hop, meu irmão, falando, sabe? É outra parada, parece outra língua mesmo, sabe? Foda. Muito foda. Muito foda, meu irmão.
Excelente dica de Nicolas Queiroz que chega aqui com a gente. E Nicolas, quero fazer um cruzamento? Ô, sai fora. Lá nós. Lá aí. Lá aí. Ó.
Lacebo Lacebo é fruto Lá no seu primeiro, na sua primeira indicação Você até citou a questão de greve A questão de movimento grevista e tudo mais E a minha indicação Sua favor aí Você falou de transporte o caramba Mas eu vou trazer aqui Um filme brasileiro Que eu vi por acaso
Eu tava uma vez na pandemia, eu e minha namorada, a gente tava, enfim, né, recém-namorando, e era pandemia, a gente falou, cara, vamos pegar um fim de semana diferente, vamos alugar um hotel, pra gente ficar no quarto de hotel, banheira, né, pra ter um negócio legal. Vamos no C. E aí... Uma vez...
Talvez foi. Será? Esse dia eu tô legal. Eu dormi legal de barriga chique. Mas, a gente chegou nesse hotel, e aí, a tarde chegamos, fizemos um check-in, vou tirar um cochilo da tarde, vamos. Eu não consegui dormir. E liguei no canal Brasil, e fiquei assistindo um filme que tava começando lá, e assim eu conheci, eles não usam black tie. Porra, filmaço. Cara,
Filme de 81, do Leon Hirzman, que é um dos principais expoentes do cinema novo brasileiro. Ele que é militante do PCB também, uma obra totalmente marxista, influenciada por isso, né? E, enfim, sempre falou muito de América Latina, da representação muito politizada da classe trabalhadora também. E o roteiro é dele e do Jean-François Guarnieri, que, pra quem não lembra, grande ator aí, o Vô...
do Mundo da Lua, né? Do Lucas Silva Silva. Ele também é autor de peças de teatro e é o autor dramaturgo dessa peça. Eles não usam black tie e se tornou esse filme em 81. Estrelando o Fernando Amontinegro, o próprio Gianfranciso Cornieri.
o Milton Gonçalves e outras lendas da teledramaturgia brasileira estão nesse filme também, que basicamente é um filme sobre a revolta de trabalhadores, uma greve rolando numa indústria, numa fábrica, liderada por um pai, que é o Jean-Franciso Guarnieri, que é o Otávio, só que o filho dele tá com a namorada grávida e o filho dele entra numa crise de caralho, eu preciso dar uma vida pro meu filho e eu não posso participar da greve. Então o filho dele, que trabalha na mesma empresa que o pai, fura a greve.
e começa a estar do lado dos empresários. E aí toda a história se desenrola ao longo de vários momentos traumáticos e complicados que rolam ali durante todo o enredo. E um conflito familiar que se estende para um conflito...
de trabalhadores, né? Pro conflito de toda uma classe. Então, cara, é um filmaço, assim. Um filme... Eu não sei o quão longo é esse filme. Deixa eu dar uma olhada aqui. Tem em duas horas. Olha aí. De boa. Mas, cara, eu ia falar que pra mim passou rapidinho, cara. Rapidinho mesmo. Ele tá no Prime Video, você pode assistir sem nenhuma assinatura adicional.
E, cara, grande filme que eu vi por acaso no Canal Brasil. Não consegui dormir, cara. Fiquei tão entretido com o filme e tão empolgado pra ver o que ia acontecer que não conseguia dormir. Um filme dramático pra caramba. Triste. Tem esses momentos ali muito tristes mesmo. Tem uma cena icônica do cinema nacional, do Jean Francesco com a Fernanda Montenegro contando feijãozinho, né? Catando feijão ali. Depois que uma tragédia acontece.
Cara, muito foda. Grande filme e vale a pena. Todo mundo dá uma chance. Esse filme é o filme nacional. É!
Eu queria falar sobre isso. Eu não indiquei filme nacional cult. Eu quero indicar rapidamente aqui, cortando aqui as regras e tudo mais. Batismo de Sangue, do Elviso Raton. Um filme que conta a história dos frases dominicanos que, enfim, lutaram contra a ditadura. Uma história real. E o freitinho...
o Caio Blá, né, ele tira no começo do filme isso, ele tira a própria vida e a história disso é contada o Marighella aparece no filme, inclusive o Cássio Gabos Mendes, aquele ator famoso da Globo ele interpreta o Fleury que é uma das piores pessoas da história do Brasil e eu fiz um vídeo falando sobre o Fleury e ele curtiu meu vídeo, então eu venci na vida
Caramba. Coisa boa. Sensacional. Não, cara, o Senão Nacional é recheado mesmo de pérolas cult, né? Mas assim, falando eles no Black Tie, eu acho muito foda, porque quando eu vi, vi no contexto de faculdade, me pegou muito a trama no sentido de você falar sobre greve, né? Você falar sobre esse tipo de movimento.
E que automaticamente, quando você, numa mesa de barra, solta esse assunto, né? Você vai ter a galera contra, que vai falar sobre as condições do operário. Que ele não pode perder tempo com isso, que ele tem um emprego. E é isso, né? Tipo, tem um operário na trama que a namorada dele tá grávida. Eles vão casar. Então, assim, ele não pode perder esse emprego, sabe? É um dilema fodido. Então, ele tem que furar a greve, né? E que é liderada pelo pai dele, sabe? Então, assim, é um conflito familiar.
É um conflito familiar dele com o pai dele, dele com a esposa dele, ideológico. E é muito profundo, sabe? Em duas horas. E eu acho que é isso que o Vidani falou, te prende. É um filme que te prende, sabe? Ele é agonizante, cara. Você fica agoniado do começo ao fim. O filme começa super fofinho, legal. Com 15 minutos de filme você já tá agoniado, cara. É muito foda, muito foda mesmo.
É muito louco mesmo, cara. Muito bom. Filmaço, cara. Filmaço, filmaço mesmo. E é uma expressão que entrou pra cultura pop, tá? Esse lance do não usam black tie. É verdade. Já vi várias vezes expressões similares, sabe? Tipo, paródias com esse nome, né? E durante muito tempo eu não sabia o que era. Eu lembro até na minha infância, assim, de ter visto, sabe? Alguma coisa dos meus pais, assim, falarem alguma referência a isso. E só na faculdade quando eu falei, ah, é esse filme, sabe? Eles não usam black tie, sabe? Que eu fui entender.
que configura uma coisa cult, né? Cara, é um título de filme absurdo de foda, né, mano? É muito foda. Marca muito. O nome é muito marcado. Cara, eu digo assim, sem sombra de dúvidas, tá? Porque esse filme é um daqueles que se ele fosse hoje em dia, tava concorrendo no Oscar, sabe?
Com certeza, também acho. É uma história muito universal. O mundo era outro. Também acho. Excelente. Bom. É absurdo mesmo. É isso. Falamos aqui várias indicações. Pagamos de cult aqui, tá? Então, é isso. Obviamente que vou voltar. Tô louco pra ligar no Adam Sandler qualquer aqui na minha TV depois desse episódio. Eu não aguento mais. Pra limpar a mente. Mas vamos falar do nosso top 3. É o nosso top 3 Coisas de Gente Culta pra acabar por aqui.
Hoje no Rinaldo e Jaqueline vamos nos aventurar no mundo do carbo e da elegância pra ele encarmos o top 3 coisas de gente culta. Vamos falar de culta.
Não três coisas de gente culta e eu vou começar, tá? Vou começar comigo. Sim. É assim. Ok. A regra é não ter regras, né? Perfeito. Vou começar com o terceiro lugar, que é conhecer ingredientes diferentões na hora de cozinhar. É bom mesmo, hein? Excelente, hein, cara? Tô. Primeira vez que você come um... Como é que era naquele negócio verde que bota aí no peixe? Aspargo? Puta que pariu. Eu, quando eu conheci aspargo, fiquei maluco. Eu ia chutar coentro outro mesmo.
Cara, a primeira vez que eu comi carpático e eu vi alcaparra na minha frente, porra, carpático já é um bagulho bizarro. É aspargo mesmo? Deixa eu ver isso aí. É aspargo? É aspargo? É aspargo. Passei a vida inteira achando que carne crua eu não podia comer. De repente me serve um prato de carne crua. Eu falo, que isso?
E alcaparrinha ali bonitinho, molinho de mostarda. Pô, maravilhoso. Eu acho que a cultura culinária, quando o maluco é rebuscada, é chique, tá? É foda. Quando o maluco fala, Vidani, em usar guanciale na carbonara ao invés de bacon, é cult. É verdade. É cult demais. Bom, quando foi apresentado ao Tomilho, eu fiquei louco, tá?
Tomilho é bom, né? Conheço sal Conheço sal e alho É o que eu conheci na vida O cara me vem com tomilho Às vezes o sal grosso Com chimichurri, olha lá Às vezes O sal de parrilha eu já acho culto, entendeu? Beleza O mediterrâneo eu já acho bizarro Cisne Eu só tô com cisnão aqui Com aquele sal que vem num saleiro já que é um ovo É ele que eu conheço Fácil
Tu abre pra colocar arroz pra ele não grudar, tá legal? Exatamente. Sabe muito, tá? Ó, segundo lugar de coisa de gente culta. Gato pelado. Gato sem pelo. Tu gosta de gato sem pelo? Isso pra gente correr é uma merda, hein? Eu não gosto de gato sem pelo, Bruno. Eu gosto, acho carismático. E ele é oleoso, cara. E se acha também, se acha. Mais importante. Mas é isso, ele é cult, gente.
O dono do gato pelado é cult pra caralho, tá? É cult. E eu sou a favor, gente. Eu acho que o bicho feio, ele tem o seu lugar dentre os bichos e ele me agrada demais. O gato pelado... E é caríssimo, tá? Muito caríssimo. Não basta você pegar um gato e raspar. Eu tentei, gente. Estou aqui raspadinho. Imagina isso, mano, é isso. Estou aqui agora raspadinho. Xanista. Ele mostra o sebo dele raspadinho. Caramba!
Mas eu acho o Gato Telado style. Os tempos que chamavam gatas de chaninha, né? É verdade. Chana. Pussy, né? O famoso pussy. É, pussy. Pussy Cat Dolls aí, ó. Bom, Gato Telado, meu segundo lugar, tá aí, ó. Já tá bem explicado, explicativo. E meu primeiro lugar em coisas de gente culta é ter diferentes tipos de destilados em casa. Pra mim, assim, ó.
Caralho, tá me descrevendo legal. É muito cultigrama, né, cara? Eu tenho uma garrafa de velho barreiro e um campari que eu não bebo. É isso que tem aqui em casa de destilado. Já tá cult. Já tá cult? Mais de um já é cult? Já é cult? Campari é. O calvo falou que era. Não é a bebida de qualquer um. O calvo do campari me contou. Eu tenho um uísque artesanal do interior de Minas. Eu me senti muito cult quando eu comprei meu primeiro vermouth. Olha que frase. Porra, né?
É foda mesmo. Porra, verbut é foda, não tem jeito. O que é isso, verbut? Mas é um ingrediente essencial pra fazer um bom rabo de galo. Um bom rabo de galo. Igual o Sinar, que é super subvalorizado, né? Porra, o Sinar é bom demais. Um abraço pra galera que eu conheço, Largo do Arocha, que sempre que eu vou visitar eles, o Diego, o Cairo, meu irmão também, o Diogo.
Cairo, né? Tem um carregamento de sinar pra gente tomar enquanto conversa sobre aleatoriedade. Coisa linda. Eu achei que quem conhece o destilado que harmoniza com tal parada... Não, isso não existe. Isso aí pra mim é tudo mentira. Tá todo mundo fingindo que sabe. Isso aí é absurdo. Bom, então vamos aí ser o top 3 coisas de gente culta, meu querido Vitor Soares. Manda a volta.
Em terceiro lugar, o vinho, rapaziada. Eu vou falar a verdade. O vinho, ele... Eu tenho umas três garfas diferentes aqui, cara. O vinho, ele tem um lance que eu, infelizmente, eu tenho que admitir. Que o vinho caro é gostoso, cara. Mais gostoso do que o barato. Eu sei que parece um conceito simples, mas eu gosto... Cara, eu tolei um vinho. Olha que eu sou fã do...
vinho barato, mas não tô falando barato docinho, não. Não, lógico. Não, mas eu entendo o argumento do Vitor, faz sentido, é coisa de culto. Eu tomei um vinho frutado que passa dos quatro algarismos?
Eu tomei uma tacinha só, tá, gente? Tomei e não rolei aí. Rapaziada, é completamente diferente. É completamente diferente. Você, tá ligado? Frutado. Nossa, nossa senhora. Até hoje eu lembro do sabor, cara. Notas de uva, você cheirou ali, ó. Notinhas de uva, tá sentindo? Você falou de quatro algoritmos aí. Algoritmos. Mas se você tá na casa, as centenas ou dezenas, pra mim não tem muita diferença, não. Tá vendo? Um de 200 reais e um de 40, 60 reais. Vou falar real, viu, molecada? Não entendo nada.
Vinho pra mim é que nem carro. Não muda nada você ter um Ford Fiesta 2017 e você ter o gílio de 200 pau. Você vai ter ali um ar-condicionado um pouco melhor, um conforto aqui e ali, mas você vai pro mesmo canto. Um ótimo lubrificante social, hein? É diferente. É só social não. Mas um reservadinho conchitoro de 50 conto já faz o serviço bem pra caralho, tá ligado?
serviço bem feito casileiro, deu diablo casileiro, exato, a volta 10 com aquele vinho de gato, los felinos 39,90 legal um casal Garcia eu gosto daquele que é o lobo com pele de cordeiro cordeiro com pele de lobo, esqueci o nome dele é muito gostoso também desse, dessa galera aí
Pô, cara, sempre que eu vou no mercado, eu tenho que trazer um vinho de 30 e poucos reais, 40 reais e, pô, sempre é qualidade. Cara, eu tomava mais vinho na pandemia, hoje em dia eu não tô mais bebendo muito em casa, pra falar a verdade. Agora também eu tô medicado, né? Mas, de qualquer maneira, eu gosto também de vinho diferente, por exemplo. Pegar o vinho tinto ali pra noite é gostosinho, mas à tarde, no almoço de sábado, você abrir um vinho branco geladinho, Pô!
É delícia. Não, é dentro demais. É dentro demais. Gostoso, gostoso. É, rapaziada, eu tenho problemas com bebidas porque eu tenho certeza que seu Demol, ela vence. Então eu seguro muito a onda. E seguro mesmo, seguro mesmo. Pergunta o Nicolas aí. Eu sempre seguro a onda aí. Até porque comigo, né, todas as vezes você passou do limite. Porra, é verdade? Caralho, Nicolas, é verdade. É mesmo, né, cara? As vezes que a gente se contou, a gente bebeu pra cacete. Tá maluco, né?
Muito bem, rapaziada. Em segundo lugar, eu tenho a velha e boa música clássica. A verdade é que é bom. É bom. Um violininho bem tourado. Sabe, aquela pegadona, aquela arcada longa que vem lá de trás, assim. Aquele chelo. Bom, bom. Grave, fora, pesado. Um chopanzinho tourando no lo-fi, então. Puta que pariu. Esse botão... Estou...
Aí acabou. Aí eu trabalho 20 horas por dia. Eu trabalho pra sempre. Ainda bota uma vozinha assim, tipo parecendo que saiu de um rádio. Isso! Com uma frasezinha só, né? Tipo Be careful.
Caralho, vai, vai, Chopin? Calma, Chopin. Porra, aí é pra trabalhar pra sempre. Não tem jeito. Uma garota desenhada em anime. É verdade. Um gato sem pelo, né, desenhado, estilo... E uma garrafa de... E uma garrafinha de... Só isso que eu quero. É pedir muito Deus. Se for, me avisa. Que eu não pensei que não fosse. Muito bem. E primeiro lugar, coisa que eu... conheci...
nos últimos anos, e eu adoro, e é de cult pra caralho, mas eu recomendo pra todo mundo ter, mesmo se você não gosta de coisa cult, é o Velho e Bom Clube de Leitura, rapaziada. Se tem um negócio bom, se tem um negócio bom, é tu ler um livro, tu lê o livro, aí tu fica um mês, dois meses, dependendo do tamanho e tal.
E aí quando você vai encontrar com, será, 10, 20 pessoas que também leram, todo mundo sabe de cada referênciazinha que você fala. Porque uma coisa é você falar assim, pô, Ben Hur, igual eu falei. Pô, Ben Hur, beleza, eu lembro, eu assisti tem algumas semanas e tal, mas eu não lembro de cena por cena. O livro tá 20 pessoas que acabaram de ler e todo mundo tá muito fresco e os debates são muito...
de detalhes, de coisas muito minuciosas do livro. É muito bom o clube de leitura. Eu falo pra vocês, beleza, legal, tamo aqui produzindo podcast e tal. Mas se a gente tivesse tempo, seria maravilhoso o clubinho do Renato Jaqueline. Não só de leitura, mas de assistir coisa, de ouvir música. Será que temos aí? De tudo. Será que temos aí um negócio?
Cara, e vou te falar, pra mim o Clube do Livro tem também um ponto que é muito importante, que é uma mídia que não tem como você consumir coletivamente. No sentido de um filme, dá pra se ver de galera. Música, dá pra ouvir com galera. Livro, cada um lê o seu. E o Clube do Livro vocês se encontram e vão falar sobre. Parece que você tá falando de coisa pessoal, né? E é uma experiência muito foda, cara. Parece que você tá compartilhando coisa sua com a pessoa.
Quase um onço terapêutico, assim. Mas não é. É um livro que todo mundo leu. É muito diferente de um show, muito diferente de um cineclube, sabe? É muito diferente.
É outra parada, não tô dizendo que é melhor ou pior, é outra parada, é outra experiência. Sim, também acho. Boa, bom demais, excelentes, e sim, coisas de culto, excelentes levantamentos do querido professor, não é professor da tua, né? Muito obrigado. O homem sabe ler, moleque, é o diferencial dele. É o meu diferencial. Vamos então, Nicolas Queiroz, pro seu top 3. Eu diria que em terceiro lugar, é o sujeito pegar sua eco bag e ir numa vernissagem.
de um lançamento de uma exposição, e num sarau, pra ver uma poesia declamada. Ou seja, esse tipo de encontro, sabe, de pessoas que entendem o que é fenomenologia, o que é hermenêutica. Isso é realmente uma característica extremamente curta. Excelente. Gostei. Cara, eu tenho que pesquisar o que é vernissagem. Eu tenho que pesquisar o que é vernissagem. Peraí. Eu já fiz muito.
Cara, o Nichols, ele tá descrevendo a rotina dele, galera. Não sei se vocês estão percebendo. Não, hoje em dia não frequenta... Terça-feira de Nicholás Queiroz. É, terça-feira dele mais fraca de Nicholás Queiroz. Hemenéutica, tá ligado?
Não, não, que isso, que isso, vocês estão demais comigo. Inclusive, ó, no CCBB do Rio, chegou a exposição do Yostakamano, e ele estava presente hoje lá, hein? Caralho, que maneiro. Essa exposição estava rolando no CCBB de BH antes, e eu fui lá, inclusive, muito bacana, tá? Fica a dica aqui, mas é cultural. Inclusive, tem de cor aqui no Heraldo Jaqueline, eu acho. Você falou, você comentou isso em algum lugar. Olha aí, ó. Então, tá agora no Rio de Janeiro, bem bacana, bem bacana.
O nome é Além da Fantasia. Vai até julho, se eu não me engano. Não, vai até junho, junho.
excelente, aproveita, posso fazer uma indicação também de uma exposição choronas uma exposição linda da Juliana Reis no shopping, aqui perto de casa no shopping Recreio muito boa, tem quadros maravilhosos, eu postei esses dias no Instagram as pessoas ficam perguntando, muito boa e dá vontade de chorar ninguém perguntou, tá gente? não, o pessoal pergunta o que é isso aí? as pessoas ficaram perguntando não, não, três pessoas perguntaram três é pouco, mas perguntaram tá certo, tá certo
Não achei nem que foi 3. Segunda característica de uma pessoa muito cult é gostar de música como Bjork, Radiohead. Nossa, Radiohead é demais. Chico Buarque. É Chico, né? De Chico. Tom Zé. Tom Zé. Tom Zé. Com certeza. Arrigo Barnabé. Meu irmão, ferrou. Isso é muito cult. Gal. Isso é muito cult. Gal. Gal. Meu nome é Gal. Bota o vinil da Gal.
Não dá, não dá, vai lá, Gal. Eu fui no show da Gal Costa. E ela ficou falando? Umas duas semanas. Não, ela não cantou essa vez. Graças a Deus. Meu nome é Gal!
O gato. O gato sem pelo. Vira o legal. Vira o legal. O gato sem pelo falando todo dia. Em primeiro lugar, uma frase, tá? Eu conheço isso antes de ser legal. I know it before it was cool.
Isso é muito cult. O cara que sabe das coisas antes de virar tendência. É o hipster, né? O hipster, né? O hipster é uma forma de você botar o cult como um rótulo. Acabou o hipster, né? O que aconteceu? O hipster é da minha época. Cara, o hipster, ele é um termo que ele vai e volta na história. Porque eu descobri que o hipster surgiu na década de 40. Olha aí. Que era um termo pra designar homens brancos...
ricos, que gostavam de um bom vinho e apreciavam o jazz, que era um ritmo extremamente negro. É tipo a boêmia... A boêmia, a boêmia cerveja. A boêmia... A boêmia, só que... quadrada, do gringo. É isso? É, aparece... Se eu não me engano, aparece até naquele livro On The Road, do Jack Eroac, o termo hipster. Não sabia. É mencionado, sabe? Pra designar um tipo social ali. Entendi. E voltou, né? Voltou ali nos anos 10, eu acho. Que veio com a moda do... Com o Starbucks, né? Veio com o Starbucks.
Starbucks, matcha, né? Um latte, né? Matcha latte. Mas realmente, acho que passou um pouco. Só que assim, os elementos da cultura hipster, de você ser uma pessoa diferentona, sobrevive. Sobrevive, concordo. Eu acho que sempre teve, na real, sabe? É que teve um momento que a gente designou uma galera como hipster, sabe? Pode voltar. Pode. Assim como a Parada tá nos anos 40 e voltou.
É que o hipster virou uma estética, né? Em algum momento aqui pra gente. Ele virou uma estética de camisa de flanela, barbinha. Tumblr, é verdade. Tumblr, exato. A garota desenhar um bigodinho no dedo e tirar foto assim. Caralho! Moleque, o Nicolas tá ficando de bordura aqui. Tá ficando de bordura só de imaginar. A mulher hipotética. Keep calm and carry on, galera. É verdade. Exato. O hipster tem essa estética bem característica, tal qual o emo e também a stop motion, né? É verdade. Igual o stop motion, quer dizer, o emo.
Não, não, não.