DANIEL BOAVENTURA - Conexão Viagem # 73
No novo episódio do podcast Conexão Viagem, recebemos o ator, cantor e um dos maiores nomes dos musicais no Brasil, Daniel Boaventura, para uma conversa sobre carreira, música, bastidores de espetáculos e, claro, viagens pelo mundo. Entre histórias que passam pelo México, Rússia, Chile, Itália e Estados Unidos, Daniel revela como construiu uma relação impressionante com o público mexicano, fala sobre a experiência de gravar um DVD com a Filarmônica de Moscou e relembra momentos marcantes da trajetória nos palcos e na televisão. O episódio também mergulha no universo dos musicais, discutindo a evolução desse mercado no Brasil, os desafios de interpretar clássicos internacionais e os bastidores de produções gigantes como Chicago, A Bela e a Fera e Família Addams. Com muito bom humor, Daniel ainda compartilha perrengues de palco, curiosidades sobre os famosos “Palenques” mexicanos e apresentações históricas para milhares de pessoas.
Sheila
Daniel Boaventura
- Indústria MusicalGravação com a Filarmônica Russa · Adaptação de shows para diferentes culturas · Versões de músicas clássicas · Diferença entre cover e versão · Trajetória em musicais · Transição de cantor para ator e vice-versa · Evolução dos musicais no Brasil · Shows marcantes e viradas de carreira · Repertório e músicas essenciais
- Viagem pelo MéxicoConquista do público mexicano · Cultura mexicana e brasileira · Turismo no México · Palenques mexicanos
- Turismo em RoraimaPlanejamento de viagens a lazer · Viagens com as filhas · Turismo gastronômico · Lugares sonhados para tocar · Capital dos musicais · Importância das histórias nos destinos · Minuto do Louco com Rogério Inashev · Bate e volta: perguntas rápidas · Lugares marcantes no coração · Música em viagens · Fascínio pela história e civilizações antigas
- Experiência em televisão (SBT)Primeiros trabalhos na televisão · Novela Passione · Malhação · Série Tapas e Beijos · Peça Cafajestes · Improviso em peças teatrais
- Show em São PauloLocal e data do show · Repertório e músicas a serem cantadas
- Desafios e Lições na CarreiraEsquecer texto em musical · Problemas técnicos em shows · Interação com o público durante shows · Cantar com febre
Fala Conexos e Conexas, sejam todos muito bem-vindos ao Conexão Viagem, a mais um episódio do nosso videocast que sempre conecta assuntos viagem, necessariamente, e o outro ou os outros assuntos, quem define, quem determina, é o nosso convidado ou a nossa convidada que eu apresento em instantes e eu sei que vocês vão gostar.
demais. Antes eu cumprimento meu parceiro de jornada. Fala, Rodrigo Possato. Tudo bem, Sheila? Tudo certo. Mais um episódio do Conexão Viagem, nosso programa que está nas principais plataformas de podcast do Brasil. Tem lá o YouTube Conexão Viagem. Entra, se inscreve toda quinta às 18, um episódio novo pra você. E é isso, minha gente. Olha, esse videocast aqui só existe graças a bons parceiros, né? Quem tem bom parceiro tem tudo nessa vida. Gol! Inteligência faz a gente voar.
Localiza, simplifica e vai. E também a Simbora Store. Acesse lá simborastore.com.br e comece a carimbar suas memórias de viagem. Simbora? Para o nosso convidado de hoje é o seguinte, eu tenho que pedir desculpas desde já, porque eu estou um pouco rouca. Aí o que eu fiz?
Vou compensar com a voz do meu convidado. Muito bem. Boa estratégia. Eu falei assim, se eu estou sem voz, o que eu vou trazer? Alguém com voz. Que compensa esse negócio. A gente fez o que fez na agenda e falou, agora é a vez dele, só porque eu estou rouca. Eu estou falando do ator, do cantor, do vozeirão, que é um fenômeno de musicais. Aliás, agora há pouquinho eu vou contar um bastidor, minha unha me ligou porque queria saber como é que estava a minha voz.
O que é o convidado de hoje? Eu falei, o Daniel Boaventura, mãe. O rei dos musicais. Ele fez esse, esse, esse. Daniel Boaventura, que bom te receber aqui no nosso estúdio. Obrigado por estar aqui com vocês. Obrigado pelo convite. Sua voz está ótima. Ah, obrigada. Gentileza sua. Eu confesso que eu também estou. As mil maravilhas.
Mas cheguei hoje do México de manhã. Mas, enfim, é uma honra para mim ter sido convidado para esse programa. A gente que está muito feliz de te receber. Vamos falar um pouco sobre essa sua viagem. Já que você acabou de voltar do México, já já a gente fala do show que vai ter em São Paulo nesse fim de semana. Mas você é um fenômeno no México, né? Não que não seja aqui no Brasil, mas no México você é tipo um ídolo real.
Eu estou impressionada com a dimensão que você tem no México e com como você conquistou o público mexicano. Isso deve ser muito gratificante. Como é que foi essa sua história e essa sua relação com o México e com o público mexicano? Eu acho que para o estilo de música que eu faço, está tendo uma citação realmente muito boa.
ano passado eu comemorei 10 anos de México primeira vez que eu fui foi em 2015 a minha então gravadora eu tava no meu segundo DVD que eu tinha gravado no Rio de Janeiro e enviaram um material meu pro México pra eles colocarem, lembra dos velhos tempos que a gente tava numa loja de DVDs e livros que tinham telas que passavam os shows que a gente ia comprar
Pois é, ainda tinha isso naquela época. Então eles colocaram nas telas das grandes lojas de lá, da capital, para sentir qual seria a reação do público. Se reagissem, ok, vamos ver o que acontece. Se não, ok, vem dar um showzinho e volta.
A ação foi fantástica. Acho que vendeu... Vender mídia, vocês sabem que não é como era na década de 80. Claro. Mas foram milhares de cópias vendidas em um mês e meio. Então, saca no saca do Traga Pra Cá e toma estudar espanhol.
Então comecei pequeno, comecei com teatros de 700, 700 lugares e foi crescendo para mil e pouco, até que culminou com a gravação de um DVD que eu gravei em 2017, na cidade do México, que ficou em primeiro lugar na categoria World Music, nessa região da América Central. Então foi um trabalho paulatino, um trabalho que...
vem sido feita há muito tempo. Explicar por que os mexicanos gostaram de mim, eu não sei. Eu sei que eu gosto muito deles, eles são muito similares. Recíproco, né? São muito parecidos com o brasileiro, que tem a nossa hospitalidade, tem o nosso gosto pela comida, pelo bem viver.
gostam muito de trabalhar, são trabalhadores formidáveis. Então, assim, talvez seja por isso essa identificação. E eles gostaram muito do repertório ângulo. Eu ia te perguntar exatamente isso. O que você acha que tem de mais parecido dos mexicanos e brasileiros em termos de cultura? Você rodou muito o México, o México é gigantesco, muitas cidades e tudo mais. Elas são muito parecidas? Se assemelham ao Brasil de alguma forma? Muito similares. A questão do calor humano é diferente, por exemplo, de você você você
Isso é um termo genéricos, né? Eu trabalhei, eu fiz um... Eu cantei com a Filarmônica Russa em Moscou. Eu gravei um DVD lá, em 2018, com a Filarmônica Russa. E eles são também muito hospitaleiros, eles respeitam o profissional, mas é uma relação diferente. Os eslavos, né? A gente toca, a gente abraça, a gente beija.
Então, eles têm essa relação de afeto e de receptividade. São muitas coisas semelhantes, muitas similitudes. E eu me senti em casa, me senti muito. Desde o primeiro show que eu fiz, eles me receberam como se eu estivesse cantando em Salvador. Olha só, gente, que é a tua terra, né? Agora, quando você chega lá, você consegue se organizar de modo a conseguir aproveitar um pouco?
os lugares, conhecer, se aprofundar um pouco mais na cultura, porque isso certamente é importante pra você ter esse relacionamento próximo com o público que te adora tanto, acho que entender a cultura, mergulhar. Recomendo, aliás, a todos que vão fazer uma viagem, é importante que a gente entenda o lugar onde a gente tá pisando, compreenda a cultura, compreenda os gostos, a gastronomia, tudo isso é parte, né? Exatamente, né? A experiência muda.
E que bom que um programa é esse, a Conexão Viagem, que eu tenho algumas coisas a falar.
Não vou tomar muito esse tempo, mas acho que a gente tem um conhecimento do México que é normal, que é Cancún, que é Acapulco, que elas estão sofrendo muito com a questão da guerra do narcotráfico, do controle do crime organizado.
e Tulum. Mas o México é muito mais do que isso. O México tem cidades incríveis, um parque arqueológico histórico fora do comum. Não só as pirâmides, tem Tichocan, outras... É muita coisa para conhecer. E com infraestrutura incrível.
Eu fui para aquela região da Riviera Maia. E saí de lá fascinada, porque, de fato, tem uma beleza natural incrível, única, os sinotes. Nossa, aquilo ali é apaixonante. Mas uma estrutura para atender em termos de hotéis, estrutura para o turista e tal, também, assim, de altíssima qualidade. É uma civilização que estava em franco êxito. Ela foi... Enquanto o Império Romano estava decaindo, estava terminando...
se esvaindo, ela estava a pleno vapor. Então, claro que depois, a posteriori, como é a história, a história cíclica, tudo se desfez. Mas tem tudo. Eles têm o maior orgulho de ser... Eles têm um orgulho de ser mexicano muito grande. É muito divertido. Você fez a pergunta e eu acho que eu talvez tenha me...
escarrilhar um pouco da resposta. Ok, obrigado. Não, mas isso que é gostoso mesmo. Na conversa a gente vai viajando juntos. Se você consegue aproveitar muitos desses lugares, se na tua dinâmica de viagem, viajar trabalho é uma coisa, viajar lazer é outra, a gente sabe. Mas mesmo assim você consegue aproveitar os lugares? Olha, eu só consegui fazer, eu me lembro que quando eu fui no início, eu gosto de museu.
E eu fui conhecer o Museu de Antropologia na Cidade do México, mas foi muito rápido. Que é também fora de série, tem vários museus. Eu ainda não fui para o Museu de Frida Kahlo, por incrível que pareça. Tem muita coisa que eu quero conhecer ainda. Ano passado, ou seja, depois de 10 anos é que eu levei minhas filhas.
E aí fomos pra Cancun, fomos pra... Elas queriam praia. Fazer o padrão, né? É o padrão, mas elas também foram pro museu enquanto eu trabalhava. Mas é muito difícil. É muito difícil. Eu faço muita entrevista, assim. É uma... Justamente pra firmar, pra você se firmar como cantor de outro país, o trabalho é redobrado.
Então, por exemplo, entrevistas como essas, teve dias que eu fiz 15 em um dia. Uau! Caramba! Claro que não é sempre. Agora eu fiz só 3 em um dia. Isso já é bastante. Porque tem que manter o ritmo. Eu moro aqui. Minha base é Brasil. Mas quando eu vou lá, o ritmo de trabalho é muito intenso. Não só isso. Ensaios. Eu tenho uma banda no Brasil que tá comida há mais tempo.
Eu tenho o meu escritório no Brasil e eu tenho um escritório no México. Eu tenho uma banda inteira no México. Ah, quando você vai, então, você usa a sua banda do México. Eu uso minha banda. Eu tenho duas bandas. E tem um diretor musical lá e um diretor musical meu aqui. Olha só. Então, assim, por exemplo, esse ano eu fiquei afastado três meses do México. Três meses e meio que eu voltei. Teve que agendar ensaio, pré-produção. Fiz agora esse show, a gente tinha que preparar.
Era o show para um palenque. Depois eu falo com detalhe o que é um palenque. Uma coisa muito louca, muito engraçada.
que é diferente de um show de teatro normal. Então, tudo tem que ser revisitado, tem que ser trabalhado. Eu sou um pouco chato, sou meio detalhista, então... Eu gosto de gente assim, detalhista, perfeccionista. Ah, tem que ser, né? A qualidade do trabalho. Eu sou exatamente assim. Não sou o Pablo Fernandes. Oi! Que nível de sinceridade. O certo seria discordar, agora fala que não, não, não, tá tudo bem. É diferente, é diferente. É detalhista.
A gente falou de México e a gente falou de Brasil, mas você fez shows em outros lugares, Chile, Estados Unidos e turnê. Como é a adaptação do teu show para esses outros tipos de cultura? A maioria do teu público fora, em outros países, também é brasileiro ou não? São nativos, são locais? No Chile foi uma coisa muito engraçada porque eu fui abrir o show do Air Supply. É do meu tempo, Air Supply.
Então foi na Arena, na Arena Movistar. Então eu estava um pouco nervoso porque... Quando você vai abrir o show para alguém, se convidar para abrir o show para alguém, é um show de 45, 50 minutos. Então eles estão querendo ver a outra banda. O próximo. Entendeu? Se eu não quero receber, estou matado na cara. Mas foi muito... Uma aceitação incrível. O Chile tem uma relação também forte com o México, em termos de cultura.
O festival de Vinho Del Mar, que tem uma importância tremenda, e se o público não gosta, eles realmente vaiam. Caramba! Não tem... A gente ia traumatizar o horrore. É um grande teste. Mas isso não foi um festival, foi um show que eu fiz. E cantando em inglês, cantando em italiano e em espanhol. Então, assim...
em português, então a citação foi maravilhosa. Estados Unidos a prospecção é para 27. Estou montando porque é um trabalho mais eu tenho um fã clube nos Estados Unidos Nova York tem um acitação, Nova Yorkinos pessoal de Chicago, do Texas, vai me ver desce para o México para me ver porque é a fronteira então estou querendo agora investir nos Estados Unidos na realidade다四
Vamos dizer 27, vamos dizer 27, que eu quero antecipar isso. É uma citação muito boa, porque são músicas, a maioria são temas internacionais, são temas que todos conhecem. Agora que eu fui lançar o meu primeiro single, minha primeira canção de autoral em espanhol, que tem uma citação muito bacana. Mas é um repertório que todos conhecem.
ou nós talvez conheçamos, que é Barry White, que é Lou Rawls, que é Elvis Sinatra, o lado B do Sinatra, o lado B do Elvis.
Ou lá do ar também. New York, New York, que não pode faltar. Mas todos com arranjos meus, arranjos novos, arranjos originais. Originais, perdão, arranjos novos. E isso cria uma curiosidade, porque são arranjos fresh, frescos, novos, porém respeitando a forma da música, a tonalidade da música. Eu não vou aqui inventar... Reinventar o Elvis, né? É, não vou, nem de imitar o Frank Sinatra. Não se trata disso. Se trata...
Ser fiel à partitura. Mesmo porque a maioria das músicas não foram escritas por eles. Verdade. Principalmente Sinatra. Sinatra cantou Rodgers and Hart. Sinatra cantou todo mundo. Então, assim... Mas é porque lembram, foi tão marcante o trabalho dele, que você alia a música... A pessoa, né? A pessoa.
Falando de repertório mesmo Eu tenho mil curiosidades Porque eu acho tão legal quando um artista Preserva a partitura Há pequenas variações Há arranjos e tal Mas eu acho que é muito respeitoso com o público Principalmente quando se tratam de clássicos universais
A gente vai pra um show querendo ouvir daquele jeito em geral, né? Claro, com pequenas diferenças e tal. Mas quando começa a ter muito floreio em cima, eu falo, meu Deus, não estraguem este clássico, por favor. Você acaba decepcionando a pessoa que ia falando aquele cara original. Ou você consegue fazer uma coisa que seja...
impressionante, mas isso aí é um baita desafio, né? É um Barry White que faz uma versão do You're the first, you're the last, my everything, que não é dele, é uma versão de uma classe da 50 que ele reestruturou em disco form e aí virou a música dele. O próprio Barry White que pegou a música do Billy Joel.
Não vou mudar, não vou me tentar. Não vou me ajudar. E transformou. Tá cantando isso. Transformou. Fundo musical. E transformou como dele. Você sabe que o Billy Joel gravou, mas a versão do Barry White foi tão bacana que fica na referência. Então, se você consegue isso, perfeito. Mas aí entra numa discussão filosófica do...
Do que é cover, do que é versão. Eu vejo como coisa diferente. Eu tenho que ver porque eu sou um intérprete. Então, assim, eu vejo como algo diferente. Cover, na minha opinião, é a cópia ipsíteris. Exata do que é. Na tonalidade exata, nas inflexões do vocalista, no time da guitarra. Versão é a versão sua. Então, é isso que eu faço. Eu trabalho as versões.
É, o que eu não gosto é dessa coisa. Eu entendo exatamente. Eu sou completamente de acordo com você. Mas eu tô falando dessas versões que transformam a música. E distorcem demais. É, daí distanciam. Você começa com a música mesmo, né? Eu não conheço. E aí gera um estranhamento no público. Você já foi vaiado por alguma plateia? Público? Eu não tenho vergonha de admitir, não. Eu acho que eu não fui vaiado. Eu não ia sobreviver.
Boa carreira. Mas eu já fiz show para pouquíssimas pessoas. Já fiz peça teatral, comecei com espetáculos musicais, com peça teatral. Quando eu tinha 17, 16 anos, não, 17 para 18 anos. Deixa eu localizar aqui, gente, que eu vou fazer 56 agora. Quando eu tinha 18 anos, estava cursando administração de empresas e eu fazia teatro.
E eu fiz o teatro uma vez pra 12 pessoas. Tinha mais gente na equipe de produção toda do que lá. Mas faz parte do aprendizado. Claro que sim. Faz parte do caminhar. Um cantor que tem formação em teatro tem um benefício frente a outros cantores ou não?
Tem um benefício, como tudo tem prós e contras. E o meu caso foi engraçado, porque eu comecei cantando. Eu gostava muito de cantar, participando de festivais. E com meus 20, 21 anos, eu entrei para o meu primeiro espetáculo teatral musical profissional. Em 91. Então, quando eu comecei a fazer os espetáculos, depois do terceiro ano, isso em Salvador, o público dizia, mas espera aí, ele é cantor, ele não é ator. Então, vamos...
Vamos aceitar ele. Então tinha essa discriminação. O tempo foi passando, eu continuei fazendo musicais, entrei em televisão em 97, 98. E... Aí eu fiz alguns trabalhos na Globo que tiveram uma...
uma reverberação, enfim. E eu comecei a fazer musicais. Junto. Aí ficava aquela coisa. É, mas ele é ator, não é cantor. O que veio primeiro, né? Ou seja, antes a discriminação era a inversa. E isso, depois que eu passei pra parte fonográfica mesmo, muita gente dizia, é mais um ator que vai cantar, olha só. Isso mesmo fazendo musical, eu faço musical...
entregar a idade mesmo, faço musical há 35 anos. Uau, tudo isso. Conto aos musicais da Bahia há 35 anos. Então, você acompanhou, certamente, um movimento, me parece ser um movimento, talvez seja uma leitura equivocada, de que foi a conquista do público brasileiro. O público brasileiro passou a amar musicais e a gente começou a trazer cada vez mais musicais aqui. É uma percepção, isso é um movimento...
De 10, 15 anos pra cá, o que você enxergou nesse público brasileiro que lá no passado eventualmente nem tinha musicais com grandes produções aqui pra acompanhar? Não tinha nem opção de assistir, né? Exatamente, e que hoje a gente tem essa possibilidade aqui no Brasil.
O Brasil, o público brasileiro sempre teve uma inclinação para musicais. Sempre. Eu acho que esse gosto sempre existiu. Eu acho. Mas não é difundido. Porque é diferente da máquina musical que é a americana, a britânica, a posteriori, a francesa. Mas é diferente. É uma estrutura diferente. Uma linha, um trabalho. O americano sabe criar um sistema educacional para fazer qualquer coisa. Então...
Isso a gente fez. Você teve musicais como a Álpera do Malandro, que é um musical tipicamente brasileiro. Tipicamente não, porque foi algo que foi criado sem um molde, digamos assim. Meu ponto de vista. Mas que é uma obra fantástica, com uma música fantástica, uma história bem estruturada. Mas não é um libreto americano. Não pode ser, porque é brasileiro. Mas tinha público. E você tem a própria chanchada.
Com a entrada da educação, vou botar entre aspas isso, musical americana, eu acho que aí entrou a influência principalmente da parte técnica do cantor. Como vocês, por exemplo, que a gente comentou aqui em off, como é bom ouvir locutores que fizeram fonodiologia, que trabalharam com fonodiólogos, que estudaram.
sabem projetar a voz, que você ouve cada sílaba destacada, a inflexão correta. É a mesma coisa na educação do cantor de musical, que é o estilo de canto, que é speech level singing, que você sabe fazer o belting, que sabe projetar a voz, a voz de cabeça, conhecer a técnica, posicionamento de palato, tudo isso. Isso veio de maneira mais forte com os musicais. Você tinha isso com a ópera, com o canto lírico, diferente, a projeção do canto lírico é diferente.
Claro, você sabe que você sabe que você sabe começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar a começar
do musical, que é mais, vou usar aspas de novo, informal, a projeção é diferente da voz. E o número de shows que você tem que fazer é diferente. São seis, sete, às vezes oito sessões por semana. Então tem que ser uma técnica diferente. Você não pode botar a massa de som. E essa educação, acho que, veio a influenciar nos primeiros shows de musicais no Brasil. Final da década de 90, como você mesmo colocou.
Você mesma colocou, 2000, 2001, que foi o boom dos musicais. Os primeiros investimentos de musicais de grande porte, Les Miserables, depois o Fantasma da Ópera, a própria Bela e a Fera, que eu fiz em 2002. Eu tive a sorte de fazer dois musicais de produção 100% brasileiras, em 1999, que foi o Company, do Stephen Sondheim.
que é um grande autor americano, produzido e dirigido pela dupla Charles Miller e Claudio Botelho, que são os craques dessa área no Rio de Janeiro. Depois foi o Vitor Vitória, do Blake Edwards, com a direção do Jorge Tacla. Então, eles tinham o seu próprio sistema brasileiro, mas conheciam...
Tinha uma base, né? Exatamente, conheci uma base americana de trabalho. Aí depois é que foi fazer as obras de produção americana, como A Bela e a Fera, Chicago e por aí vai. Ele foi um estouro aqui de sucesso. E aí já são mais de 600 shows nacionais e internacionais. Tipo aquela pergunta, qual foi o gol mais bonito? Tem algum show que te marcou nessa trajetória tua? Falou, esse aqui foi uma virada de chave, esse foi muito importante.
Algum que marcou a tua vida aí, que você lembra dele até hoje? Típica resposta. Todos foram importantes. Todos foram importantes. E são, e são realmente importantes. Eu lembro que eu fiz um show, como eu trabalhei muito com musical, né? O musical está protegido sempre por um texto.
Você fez a pergunta, como é que é migrar do musical? Como é que é um cantor de musical e um cantor de show? Fazer um show é realmente diferente. Porque fazer muito musical, eu fui fazer pela primeira vez um show como cantor mesmo, em 2007, na frente de um público, você dando a cara tapa, sem personagem, sem maquiagem, sem figurino, orquestra. Ao vivo. Ao vivo. Eu me lembro, tem vídeo, eu estava completamente duro, completamente stiff. Porque...
Não tem nada pra se defender. Foi diferente. Parece que você tá sozinho ali agora, né? Fazendo os shows, você se educando, vai se soltando, vai descobrindo, vai tateando melhor, interagindo com o público, que pra mim é o meu estilo, tem que interagir com o público, tem que haver essa troca de energia, de comunicação. Então, é diferente, foi diferente. Eu destacaria esse show que eu fiz aqui em São Paulo, os DVDs que eu gravei, principalmente o DVD que eu gravei em São Paulo.
no México, em 2017, que foi uma história muito louca, porque estava tendo um mês antes a maior, acho que naquela época, terremotos muito fortes.
E eu fui um dos poucos artistas que estava vendendo o ingresso em dias de terremoto. Então eu falei, poxa, perguntaram, vamos fazer esse show. Vamos fazer, gravei o DVD. Vamos fazer desse show um terremoto. Vamos fazer muito bem, muito bem. A terra tremer. Esse foi um show marcante. Eu não sabia o que ia dar. Não sabia. Nossa. A gravação...
Não sabia se ia dar público, achava que podia dar metade, meia casa, mas foi lotado, foi sold out. E o DVD foi muito bacana, uma citação muito boa, gravado lá. Esse foi um turning point, uma virada, esse DVD no México, que ajudou a impulsionar um outro trabalho, que foi o da Rússia e outros. E o meu auditório nacional, o meu primeiro auditório nacional. O auditório nacional é um teatro.
É um venue que é muito importante. São 10 mil lugares na cidade do México. Ele disputa com Carnegie Hall.
nos Estados Unidos, quem tem primeiro lugar em vendas. Caramba! É quem disputa. É claro que em termos de ganho de bilhete, por ticket, é o Carnegie Hall. É o americano, porque lá o dólar é mais caro. Mas assim, quem mais vende ingresso no mundo é esse teatro, é o Auditório Nacional. Tem importância tremenda, é o orgulho dos mexicanos. Todos os artistas de grande porte têm que fazer um show lá.
E eu fiz o primeiro show lá em 2022. Pós pandemia, né? Ou seja, não sabia o que ia dar. Porque tinha sido marcado pro dia 20. Pra 2020 foi adiado. Pra 21 foi adiado. Pra 22. E aí foi sold out. E foi...
Isso foi muito importante. Agora estou no meu sétimo auditório nacional. Agora já vi a rotina. Muito bacana. Agora você falou de passagem por duas vezes de Moscou e eu queria voltar a esse ponto porque eu acho que foi a gravação de um DVD histórico.
Acho que a gente pode dizer isso. Como é que foi pra você gravar com a Filarmônica de Moscou? Gente, isso é gigante. Como é que foi essa experiência pra você? Primeiro, estar na Rússia, estar em Moscou, pra gente voltar a falar das suas viagens também, lidar com o público russo. E o tamanho dessa história pra sua carreira, né? Quando eu tenho pouco tempo pra conhecer um lugar, eu já pergunto qual restaurante que tem aqui.
Qual é o vinho? Qual é o melhor vinho? Melhor não, mas qual é o vinho que eles gostam? Qual é a vódica que eles gostam? Eu quero provar isso. Meu turismo, se deixar, é só gastronômico. O que é um perigo? Fui comer borscht, fui experimentar o... É uma delícia, borscht. Eu adoro. Adorei. Fui experimentar strogonoff. Eu preferi o borscht. O deles, né? Que é bem diferente do nosso, né? O deles, o deles. Mas, assim, lá foi... Eu acho que eles...
Eles checaram no YouTube, ouviram alguma coisa que tinha postado, cantando espanhol. Agora não sei precisar se foi uma gravação que eu fiz de Bessamimut, ou se é porque viram o DVD do México. Mas me chamaram, entraram em contato comigo. Nós queremos que você cantasse no Moscou International House of Music. A regência vai ser do Alexei Varyshagin, que é o regente diretor da Balé de Bolshoi.
Eu falei, ok. Eu pensei, vamos querer que eu cante ópera, vamos querer que eu cante alguma coisa. Não, não, não. Nós queremos o seu repertório mesmo. A gente quer que você cante o que você domina. O espanhol, o inglês, o português.
Aí eu falei, claro, só que a gente tem um pedido pra te fazer. Eu falei, qual? A gente queria que você tivesse que cantar uma música em russo. Fácil, hein? Eu falei, claro, pra gente tranquilo. Principalmente da Bahia, isso é muito normal. Quem nunca falou russo na Bahia? Quem nunca contou uma prosódia russa comendo um acarajé?
Aí eu falei com a minha equipe na época, eu falei, comecei a estudar o sul. Nossa senhora. Em três semanas, óbvio que eu não aprendi nada. Mas eu queria aprender o básico, né? Pra já.
Pajalsta, dobreú, aquele braço pra você se comunicar, né? Espaciva. E aprender foneticamente a música. Eu estudei a música foneticamente, que é o que todo mundo faz. E pra tentar ter o mínimo de sotaque possível, o que também é impossível. E escolhi a música que eu ia cantar e fui fazer a gravação muito nervoso. Muito nervoso.
Eu tive que ler. Obviamente não li o alfabeto cirílico. Não li. Do jeito português. Cantei e já tinham me dito, para me deixar tranquilo, que se não gostassem, aplaudiriam assim de leve ou não aplaudiriam. E aplaudiram muito. Foi um alívio. Dá um alívio nessa hora, né? Sabe o alívio, cara. Mesmo que fosse falso. Não tem problema, né? Está valendo. Pelo menos é uma falsidade que me consola. Mentiras sinceras me interessam nessas coisas. Mentiras sinceras me interessam nessas coisas. Muito bem, Xerinha.
Então foi muito bacana e saímos dois dias.
E tocamos, foram duas apresentações E também ficou super bem colocado Também no Não me lembro qual foi a categoria Que foi o old music Eu perdi só pra dois discos, foi em terceiro lugar O primeiro foi Bohemian Rhapsody 1 E Bohemian Rhapsody 2 Aí também, né? Aí a briga é ingrata Do filme, que tinha um lançado na época Então assim, foi Foi muito gratificante Muito gratificante
E de todos os lugares que você conhece do mundo, tem algum que você sonha em tocar? Fala, um dia eu vou tocar nesse teatro, um dia eu vou tocar nesse estádio, um dia eu vou tocar nesse local. Tem um desejo teu? Eu quero voltar a fazer meu show em Salvador. O Teatro Castro Alves foi muito importante para mim. Eu tenho recordações muito bonitas de lá. Um belíssimo teatro. Infelizmente desativado por vários anos. Eu ouvi dizer que ele vai voltar a ser reativado agora em agosto.
algo assim, espero que seja. Fiz muitas apresentações lá. Aí uma coisa mais de saudosismo mesmo. Mas eu acho que, a priori, eu queria realmente fazer shows nos Estados Unidos. Existe um pedido, uma...
Existem muitos pedidos para fazer show nos Estados Unidos. Nova York, Texas. É engraçado. Não sei por que Nova York. Mas eu tenho essa intenção. Talvez ir por Nevada. A estratégia ainda está sendo montada. E na Europa, Portugal. Muita vontade de fazer um show. Eu adoro Portugal. Muita vontade de fazer um show lá. Paris, Grã-Bretanha. Eu queria realmente fazer um show em Londres.
Não faz mal sonhar, né? Claro que não. Então vou sonhar aqui e fazer um show no A2. Pronto. Quem sabe. Qual você considera a capital dos musicais no mundo?
capital dos musicais é Nova York. É Nova York, não tem dúvida, né? É Nova York, total. Não tem muita dúvida. Totalmente. Ainda tem o West End, né? Em Londres. Que é os pressões mais aprazíveis e tem talentos formidáveis. Mas em termos de volume, é Nova York, não tem dúvida.
E aí você indica para as pessoas que viajam para Nova York, quando você vai, por exemplo, ou quando você ia antes, para assistir a todos, para assistir aquilo que te interessava, para falar, eu quero porque ali eu tenho um aprendizado, eu quero uma leitura específica. Como é que funciona para você? É uma pergunta engraçada que você fez, porque...
Eu não vim de musicais. Eu fiz teatro. Eu fiz shows. Eu fui juntando as minhas experiências depois de 10 anos de Salvador, de Rio de Janeiro, de São Paulo. E eu entrei nos musicais. Foi assim, na estrutura de um musical. Então, pra confessar pra vocês aqui, Conexão Viagem, Confidências, eu só fui ver meu primeiro musical, Brother, aos 33 anos, 34 anos.
Até então, eu fazia musicais com 29, 28, sem nunca ter visto a estrutura formal de um musical. Eu vim com a educação do teatro, do teatro musical brasileiro e do teatro brasileiro, e levei isso ao musical. Agora, é claro que depois desse tempo, você começa a ver muito, assistir, assistir, assistir, eu indicava, indicava, vai ver essa peça, você tem que ver o livro dos mormons, você tem que ver, eu dava minhas indicações. Hoje em dia, eu realmente canalizei mais para o show.
Boa. E olha, é o seguinte, gente, vou deixar o convite aqui no ar, né? Porque quem quiser assistir ao musical, vai pra Nova York, já sabe, a gente já deu, inclusive, dicas de como conseguir ingressos mais baratos aqui. Atrás da escadinha ali. É, atrás da escadinha, sempre tente. O ticket é o ticket. É, exatamente, que você consegue meio de última hora, não é? Meio de última hora, mas você consegue chegar pertinho.
consegue. E é isso, gente. Então assista. Aproveite, assista a um musical em Nova York que eu tenho certeza você não vai se arrepender. Ah, vale muito a pena. Não vale demais, gente? Muito. E aí o seguinte, pra chegar até lá, já sabe, né? É gol, gente. Tem que ser de gol. Aviso o mundo que a gente tá chegando. Vou ir pra Nova York, Lisboa e Orlando na nova classe business ensina bike go com maior conforto, enquanto você aprecia a mais alta gastronomia brasileira.
Gol, inteligência faz a gente voar. Agora pelo mundo. E indo para Nova York agora. Que legal. É isso aí. Quando você viaja a lazer, você gosta de se planejar bem? Ou você está tão cansado do trabalho que você vai e deixa rolar e vê o que acontece no destino? Você monta roteiro, se planeja? Como é que é você viajando a lazer? Ou faz tanto tempo que nem lembra mais? Não, eu levei minhas filhas para a Itália pela primeira vez, ano passado.
Aí fiz um planejamento, eu não sou o melhor para planejar, não. Vamos andando, vamos descobrir. Florença? É Florença? Ande. Vamos andar sem parar. É Roma? Ande. Vamos andar sem parar. Então, vamos descobrindo. É claro que algumas coisas a gente tem que pesquisar antes, né?
O bom e velho, o passeio pelo Coliseu Romano, aquelas coisas que não podem faltar. Claro. Agora eu quero ir, vou agora pela quarta vez, elas querem muito ir para Paris, querem ir para Grécia. Eu levo minhas filhas sempre que eu posso, para tudo que é canto. Então, com quantos anos? A mais velha está com 22, a caçula fez agora 17.
Então, grandonas, adultas, fazendo escolhas próprias. Independentes. Para vocês são bebês, eu sei. Eternamente serão, mas... São. Mas, Josar, eu estou lutando para desapegar. Estou desapegando, faz parte. Você, em dado momento aqui, mas talvez eu tenha anotado errado, depois eu vou explicar o que é palenque. Ah, é verdade. Isso é muito bom, cara. O que é palenque? Isso é muito bom. Estou falando certo, palenque? Estou falando certo. O que é?
O Palenque é um venue, é um lugar de evento no México, onde é muito comum fazer rinha de galo. Oi? Aposta de rinha de galo, briga de galo. Então é um teatro de arena, vai. Teatro de arena no centro, ao redor, várias cadeiras, 3 mil, 5 mil lugares.
E o Galo e o Poco Mendes. Só que tem uma hora que quando... É também um lugar que muitos artistas de renome do México, mas assim, artistas...
Cantores de primeira linha. Vicente Fernandes, que foi a grande voz do México. E também era um palenqueiro retado, um palenqueiro... Misturei agora baianês com mexicano. Foi. Um cara que fazia palenque como ninguém, assim. Lá no centro. E como você fica no centro, a antagerencia fica embaixo, e aqui é o círculo, sua banda fica ao redor, sentada, você no centro.
E o público te oferecendo mescal. Mescal é como se fosse tequila. Tequila. E uma festa. Isso é uma coisa que eu não sei explicar. É uma energia fora do comum. E, assim, realmente os grandes mexicanos fazem isso. O Vicente Fernandes, o filho dele, Alejandro Fernandes, o Carlos Rivera. São grandes homens da música mexicana. Que levam milhares de pessoas. Enchem arenas de 60 mil lugares. É uma coisa impressionante.
E eu fui chamado para cantar no palenque. Que eu saiba, não conheço outro estrangeiro que tenha cantado em um palenque. Nenhum baiano deve ter cantado em um palenque, com certeza. E eu fiz um palenque... O baiano que fala russo ainda, menos ainda. É o que engana no russo. Muito louco você chegar no palenque e cantar...
Sei lá, Barry White, ou cantar Elvis, cantar João Gilberto no palenque. É um pouco fora do eixo. Mas foi fantástico. O primeiro palenque que eu fiz foi em Águas Calientes.
Eu voltei várias vezes, eles chamam, e você vai lá e canta, e no final já está abraçando, a voz vai embora, porque eu fico emocionado, as pessoas se entregam, é uma energia muito grande. E agora, recentemente, eu fui para uma cidade chamada Puebla, que fica duas horas na cidade do México, uma cidade muito desenvolvida, um polo de tecnologia, de comércio muito forte.
E eles me chamaram para a feira do Palenque. Aí, em um caso, eles montam o Palenque e convidam vários artistas. E eu fui um deles. Que bacana. E foi a primeira vez que eu fui chamado para participar de uma feira, de um Palenque. Eu fui participar de um grupo de artistas. Eu fui um dos artistas selecionados. Um festival. Um festival. Muito bem. Um festival. Mas para fazer festival, também, você tem que ser um artista da casa. Não sabia o que ia dar.
Não sabia. E, ah, mas não vendeu tudo até agora. Não, Daniel, geralmente vende na hora. Falei, não. Eu tenho anos de experiência, não se vende na hora. Isso é pra querer consolar artista. E vendeu. Na hora. Na hora. Então encheu a casa. Uma loucura. Eu tenho vergonha de ver os vídeos. Não vejam os vídeos. Porque assim, eu... Não diga isso, cada um vai ver agora isso.
Olha, aleluia. Quebrei? Não. Quebrou nada, pode ficar à vontade. Pode ficar tranquilo. Travel. All you need is travel. Pronto. Deixa aqui, pronto. Obrigada. E foi uma... É, eu fiz isso agora há pouco. Eu sei, eu vi. Então foi uma loucura. Você acaba encharcado de suor. Abraça as pessoas, beijas. É, exatamente. Já eu falei aqui, tá vendo? Estou mostrando aqui as imagens.
Aí eu pedi pro meu naip subir. Pode ou não ter esse palquinho, tá? O meu produtor técnico, ele quis botar, porque aí o pessoal que tá mais atrás... Vê melhor. Vê melhor. É, sim. Então é isso. Você fica até a hora que eu desço aqui, eu tenho que... Toda hora eu desço, palo todo mundo, entendeu? Volto. É uma loucura. Foi muito bacana. É aconchegante, né? Tá todo mundo pertinho ali, né? É, mas é uma mini arena. É uma mini arena. É uma mini arena, né?
E tem situações, não foi o caso, porque isso aí foi um festival. Mas tem situações que quando a briga de galo tá rolando, tá pegando pesado, é... Ah, mas tem meu show. Toma aqui, quanto é? Precisa fazer mais de show, não. Porque tá todo mundo apostando. Deixa o galo brigando. Pois é. Então é muito engraçado. O México é fantástico. O México é fantástico.
E nesses anos todos de carreira? Perrengue. Já deve ter passado muitos, né? Seja na viagem, no show, enfim. Tem musical, já esqueci texto em musical. Já esqueci texto, assim. E aí vai o improviso. Deu um branco e eu tava fazendo Chicago, eu acho. Fazia Chicago. Na produção americana. Viu pra cá, a gente fez. Era museu, André L. Garamboni, da DL Vinicius. E um galenco gigante, né?
Foi um estouro também. Selma Reis. Lembro de Selma Reis, uma cantora maravilhosa. Nossa. E eu lembro que tinha que fazer um texto, eu esqueci. Mas assim, eu tinha que falar um texto, eu era um advogado, Billy Flynn era um advogado, tinha um texto enorme pra ler, pra falar. Duas páginas, uma página e meia e ah, eu consegui fazer a sua defesa. Roxy, Iroxy. Ah, é? É. Então. Então. Então é isso. Então é isso. Então.
Super normal. E o meu maestro, o Guilherme Amonti, ficava com a orquestra em cima do palco. E eu cheguei a olhar pra trás pra ver se ele me ajudava. Ele tava rindo. Ele tava escondendo atrás de mim, rindo. Até que eu fiz uma força hercúlea e lembrei. Eu vomitei o texto, assim, mas essas situações acontecem, assim. Som que quebra. Nunca tive um som quebrando, não. Mas microfone que falha e na hora você tem que pegar outro correndo.
Sempre acontece, os perrengues sempre fazem parte, né? Gente que sobe no palco e quer cantar com você ou quer te abraçar, faz parte. E aí você tem que ser acolhedor também, não dá pra fazer aquela coisa... Tô no meio do meu show aqui, dá licença, né? Eu faço alguns shows corporativos.
E às vezes o pessoal se empolga. Aí eu posso subir. Falei, claro, vem a suba. Aí vem, sobe um, sobe dois, sobe três, sobe dez pessoas. Aí eu falei, não tem problema. Pego meu venhozinho, fico de lado, fala, banda, toca. Fico olhando eles. Não tem problema. Quer atrapalhar o show, atrapalha. Vamos falar do show desse fim de semana, gente? Porque tem show nesse fim de semana em São Paulo. Sim. Vai ser no Toque Marini Hall.
Exatamente. Boa. Vamos convidar o público que estiver em São Paulo. Vamos contar um pouquinho mais sobre essa apresentação. Sábado agora, né? Sábado agora, dia 9 de maio. São Paulo e adjacências. Rio de Janeiro, quem quiser, vem pra cá. O show vai ser um pré-Dia das Mães. Vai ser dia 9 de maio. No Tóquio Marine Hall. O Tóquio Marine é um antigo Tom Brasil.
E já virou minha casa de show no Rio de Janeiro, em São Paulo. Eu sempre faço shows. É um show dessa turnê que eu estou trazendo agora. Vou cantar um novo single. Acabei de lançar agora o Crying, que foi um sucesso do Roy Orbison, da década de 60. E vou cantar ao vivo. Mas vai ser um show, show festa para toda a família. Ai, que delícia. 9 de maio, nos vemos no Tóquio Marine Hall.
Ai, que delícia. E quem vier São Paulo? Quem vem de outra cidade? Vem do Rio, por exemplo. Vai, curte o show, não se preocupa com pegar táxi, não achar Uber. Vai de Localiza. Desce no aeroporto, vai lá e aluga um carro com a Localiza. Só com a Localiza você aluga um carro pelo celular sem perder tempo em fila. É só reservar, abre pelo app, retira, navaga e pronto, vai embora. Com fast retirada digital, você resolve tudo em menos de cinco minutos, você não pega a fila no balcão, você não se preocupa com o seu carro, você pega o carro do Localiza e vai. Um carro bom, novo, sempre.
perto de você. Simplifica e vai ver o show do Daniel. E eu fazendo assim, só para aparecer. A gente está no estúdio diferente hoje, um tapando o outro aqui. A gente está se adaptando aqui aos espaços. Mas é verdade, a gente teve uma experiência excelente com a Localiza muito recente. Então, gente, eu sou uma apaixonada pelo serviço, é muito rápido. Olha, nem estou sendo patrocinado, mas quando eu estou colocando o braço, logo Localiza. Mais prático, mais fácil. Mais rápido, né?
Olha, essa profissão, eu tô falando, ela vai? Já te deu isso? Um show? Um véspera de show? E aí? Já fiz show com febre. Ai, gente. Eu tava fazendo, acho que foi o quê, meu Deus? Família Adams. Com a minha querida Marisa Hort. E em musical, no sábado e domingo, geralmente você tem duas sessões por dia. No sábado e no domingo. Na primeira sessão do sábado, eu tava com 38.8.
Aí eu fiz. Quando terminei, que eu voltei pro camarim, tava com 39,5. É uma luta, porque o corpo não tá aguentando, né? É horrível. Tá dando recado, mas você fala assim, amigo, agora não dá. Segurei. Agora não vai rolar repousar. Não tem tempo pra corticóide. Eu fiz a segunda sessão, quando terminei tava com 40 e... Meu Deus. 40,8, não me lembro. Saía fumacinha do terno. Nossa senhora. Já fiquei afônico, já fiz show com...
Você usa o diafragma até onde pode, né? Usa apoio de respiração até onde... Até o limite. É, não tem jeito. Tem que fazer. Instrumento de trabalho. Vamos falar um pouco sobre a sua vida como ator de novela, de série. A gente falou tanto...
A gente falou bastante musical. É verdade. Inclusive tem personagem no humor que eu acho que foi muito marcante. Vamos contar um pouquinho sobre essas suas experiências em TV? O que para você foi mais simbólico, mais representativo de tudo que você fez?
Tudo tem um valor específico e um momento específico. O primeiro trabalho que eu fiz em televisão foi o do Furacão, na Rede Globo, em 2007, Daniel, 7 para 8. Foi o meu primeiro trabalho. Como eu dizia, eu estava mirando em outra coisa, eu queria fazer teatro, publicidade, e apareceu essa oportunidade, esse convite para fazer o do Furacão. Aí eu fiz uma série na Band, um sitcom na Bandeirantes, com a direção do Walter Lima Jr.
Walter Lime é um grande diretor, trabalhou com Glauber Rocha, e ele envergadou por esse lado naquela época, na Bandeirantes, um sítico americano chamado Who's the Boss, que aqui virou, oh meu Deus, santo de casa faz milagre, nossa, a gente tem 27 anos.
E depois disso eu comecei a fazer mais trabalhos na Globo. Fiz, trabalhei em outras emissoras, mas fiz mais trabalho. Eu destacaria, eu gosto muito da novela Passione, que eu fiz em 2010, que eu entrei faltando três meses, a convite do meu querido Silvio de Abreu, que eu fiz o, interpretei um detetive que usava, era cantor de cantina como disfarce.
Foi um trabalho muito bacana, com um elenco estelar, Fernanda Montenegro, Aracida Baramanian, Tony Ramos, enfim, um elenco fora de série. Eu fiz também Malhação, fui convidado para ser o diretor Adriano de Malhação. Eu lembro! Você foi o diretor Adriano! Três temporadas, professor de física.
Você foi mesmo? Você devia ser adolescente, né? Isso foi 2006 a 2008, foram três temporadas.
Nossa, tudo isso já Gente, é mesmo Agora caiu a ficha Tem 20 anos Fez uma alhação O que que eu tava fazendo vendo uma alhação aos 24? Eu já trabalhava Eu também trabalhava Gente, eu tava muito desocupada vendo uma alhação Desculpa Eu achava que era um pouco mais jovem É isso, era por causa do Adriano
Claro que sim. E dos pares do Adriano. É, exato. Eu tive uma química muito bacana com a Carolina Carsten. Carolina foi uma grande atriz, uma grande parceira de cena. E as outras também, enfim.
E depois eu acho que um dos que eu mais me diverti, que eu diria, foi o Tapas e Beijos, que é a série da Rede Globo do Maurício Farias, que havia feito um trabalho fantástico com a grande família, um excelente diretor.
E ali o Tapas de Beijo foi filé mignon, na minha opinião. Uma comédia despretensiosa, mas ao mesmo tempo muito bem estruturada, muito bem escrita. Com um elenco de primeira linha.
ter cenas com a Andréa Beltrão, com a Fernandinha Torres, com o Vladimir Brista, com a Fábio Assussan, com o Otávio Miller, enfim, era um deleite fazer isso. E eu nem ia entrar no elenco oficial, eu fui entrando porque, não sei, que empatia...
O público gostou do PC, o dentista PC, e foi ficando até 2015. Quando você fez o espetáculo dos Cafajestes, você era bem novo, né? Você tinha começo de carreira, acho, não? Nossa, Cafajestes, eu tinha 23 anos. E o que esse espetáculo foi importante para você em termos de reação do público? Era uma comédia? Como é que é fazer um espetáculo desse tamanho com tão pouquidade? A gente deve ser muito difícil fazer comédia.
e as pessoas não rirem. Eu ia também encerrar minha carreira ali. É horrível, né? Você fala em espetáculo de comédia e ninguém ri. Eu não sei o que é pior, branco ou você conta piada e ninguém ri. Mas eu não sou... Você é pior, conta piada e ninguém ri. Ninguém ri, acho que é pior, né? Eu não sou... Ia me quebrar. É, você fica com o famoso cri-cri-cri. Eu não me considero engraçado, eu não sou um stand-up.
Não sou um stand-up, mas eu gosto do humor. Eu gosto de humor. Engraçado, fui agora fazer um show em Salvador. Já que a gente fala de conexão, de viagem, eu aconselho conhecer o centro de Salvador, que está divino, está fantástico. Tem agora, pegaram os prédios antigos e reformaram. O antigo assédio do Jornal à Tarde virou o Hotel Fasano.
O próprio Hotel Fera é um brinco. Ali na Chile. Na Chile. O que a gente estava falando hoje? Hoje a gente estava falando com o pessoal do Hotel Fera. Hoje a gente estava conversando com o pessoal do Hotel Fera. E hoje eu estava falando para ele que na minha viagem mais recente a Salvador, eu fiz uma viagem belíssima. Passei pela rua Chile, estive ali. Tenho aquela vista incrível para a Bahia de Todos os Santos.
E o legal é que eles mantêm a estrutura original dos prédios. Isso. Eu fui fazer um show agora, tem um projeto que a minha amiga, minha produtora, que trabalhou comigo nos Cafajestes, a Helena Pedroso, por isso que eu entrei nesse tema. Produziu agora, que é a reedição do Projeto Rubi. E está sendo no Palácio Tira Chapéu.
O Tira Chapéu, que é na mesma rua do Hotel Férias e do Fasano. Que virou uma delícia, meu gente. Tá uma coisa linda. Linda, é um deleite. É tudo, né? Gastronomia. Gastronomia, você vai na cozinha da preta.
Eu comi na Cozinha da Preta todo dia. Eu acho que eu... Não sei como esse termo está fechando. Porque é uma coisa absurda. Uma comida de qualidade. Todo mundo conhece a Anja Preta. É uma formidável. Então assim, foi... Eu estava falando... Eu fui fazer dois shows lá.
E eu estava conversando com ele na volta de meia de falar sobre os cafajestes. E o Fernando Guerreiro estava na plateia vendo um desses shows que eu fiz agora, recentemente. E eu falei dele de como tudo nasceu, né? Como o Fernando Guerreiro acreditou nesse projeto. O Fernando Guerreiro, pra quem não sabe, é um grande diretor baiano, que agora também assume funções públicas em Salvador. E ele foi um dos responsáveis, os principais responsáveis pelo boom do teatro comercial baiano.
A bofetada, eu destacaria, destacaria a bofetada e os cafajestes na década de 90. O década de 90 foi um momento de ebulição cultural, né? Sim. E eu tava lembrando como foi. Cafajestes pra mim foi o... Acho que eu destacaria naquela pergunta que você fez. Foi um momento de virada na minha vida. Porque eu tava em dúvida ainda, eu tava já na minha terceira faculdade. Querendo entrar pra comunicação e tava cursando propaganda e marketing. Já tinha mudado o saio da administração, enfim.
mas gostando de fazer teatro. Tinha feito Bertolt Brecht, tinha feito outras coisas. Até que eu vi aqui a maneira de poder me sustentar. É claro que o fim de um trabalho não deve ser só o sustento. Tem que ter um prazer envolvido. Mas eu senti esse prazer, eu senti o desafio. E, como vocês mesmos disseram, perder a timidez.
quebrar o que chamam de teatro da quarta parede que é difícil que é se jogar no precipício você não sabe o que vem de lá você não sabe o que vem da plateia é incógnita eu posso ser improvisador na música mas não sou um ator improvisador então eram quatro atores Oswaldo Mil, Fábio Lago Jorge Vassilatos que nos deixou e eu
E todos tinham que aprender a improvisar. Os dois eram mais fortes de improvisação e nós dois, os outros dois atores que não tínhamos muita prática, nós começamos a... Nós nos forçamos a exercitar. E o Fernando Guerreiro estimulava isso, o processo de criação. A peça é um... Esse espetáculo musical, espetáculo teatral musical, era um órgão, era um ser vivo. A gente fazia, por exemplo, os merchandises que vocês fazem tão bem aqui, de empresas que apoiam, que são importantíssimos, nós fazíamos o teatro.
E aí
E a gente tinha que criar, a cada cidade que a gente fazia, tinha que inventar no dia um slogan ou uma cena. Um texto novo ali. Para o, sei lá, Madeireira Pinheiro. Então, você foi lá? Eu fui. Tinha que criar alguma coisa. Então isso era um exercício constante. Foi a minha escola. Os cafajestas foi a minha escola. A gente cantava ao vivo. Tinha um... Lembra do Discman? Tinha um Discman que tinha a trilha sonora gravada. Só os instrumentais. E a gente cantava ao vivo.
Então tinha que tomar cuidado, porque teve uma vez que o nosso técnico esbarrou no Discman e ficava... Acontecia de tudo, era muito bacana. E foram quase cinco anos em cartaz. É muito tempo, né? Sem parar. Quando a gente estreou em Salvador, a gente estreou, era de quinta a domingo, chegamos na quinta-feira, já estava sold out até domingo.
Isso durou dois anos. Aí viemos pro Eixo Rio-São Paulo, viemos fazer São Paulo, ficamos um ano em São Paulo. Depois Rio de Janeiro, ganhamos o então prêmio Sharp, que era um prêmio cobiçadíssimo na época. E foi a primeira vez que um grupo baiano tinha ganho sem estar na Globo, sem estar, sabe? Então, foi extremamente importante pra mim, o Oscar Fausto. Foi uma mudança de vida. Foi uma mudança de vida.
Sabe o que eu adoro aqui no Conexão Viagem? É o seguinte, muitas vezes eu já falei aqui como os destinos têm limites, os países têm fronteiras, né? Os destinos têm limitações físicas, inclusive, mas as histórias nos destinos não têm limite, elas são inesgotáveis. Um mesmo destino, México.
Vai ter um milhão de histórias diferentes. Salvador. Se você ouvir um milhão de pessoas. Salvador. Você vai ter um milhão de histórias diferentes de um mesmo destino. Por isso que eu gosto muito mais de falar das histórias nos destinos do que o top 5 do destino em si, sabe? Estou de pleno acordo com você. Não é, a experiência é desgotável. Cada um vai ter a sua percepção, a sua vivência, o que marcou, o que tocou lá no fundo, né?
O Adam Sandler, aquele humorista americano, ator, humorista, produtor americano, ele fez uma coisa no programa de humor, aquele Saturday Night Live, que ele fazia com um quadro assim. Esse aqui é você. Aí tinha um desvio da pessoa. Triste, chato. Essa aqui é Roma. Aqui é você em Roma, viajando.
Você continua triste, chato, se você não aproveitar o lugar. Vai continuar sendo você triste, chato em Roma. Então, faça valer. Curta, cria sua história nesses lugares. Claro, desfrute tudo, né? Claro, aproveita. É você, estando num país diferente, se entregue aos...
as realidades daquele país. E é isso, cada um tem o seu repertório, a sua história, o seu sentimento, aquilo que toca mais, toca menos, por isso que é isso, as histórias são inesgotáveis e é sempre uma delícia ouvir cada uma delas aqui, a gente se diverte, se emociona e acho que acima de tudo fica muito inspirado pra conhecer muitos desses lugares, certo? Bora viajar pra algum lugar do mundo agora? Vamos chamar ele.
Porque vamos chamar o Rogério Inashev nessa parceria que eu adoro demais. O Rogério Inashev do Loucos por Viagem. Tem uma parceria aqui com Conexão Viagem. Você já conhece o Rogério Inashev? Tá aí, ó, né? Produzindo conteúdo do mundo afora há muito tempo. E a gente fica muito feliz de trazer aqui pra vocês 60 segundinhos. Um minutinho de dica imperdível com ele. No Minuto do Louco. Fala, Rogério. Hoje, de onde?
Olá Conexos e Conexas, vocês sabiam que aqui em Innsbruck, na Áustria, eu tenho uma pintura 360 graus falando de uma batalha? Tá, Ana Shev, mas que graça tem nisso? Bora lá pra gente conhecer.
E a batalha que eu estou me referindo se chama a Batalha de Berl-Issl. Por quatro vezes, os tiroleses lutaram contra as tropas de Napoleão. Somente na quarta vez, infelizmente, eles perderam. Esse espaço todo retrata essa batalha de 1809. Eu estou falando com vocês de uma pintura 360 graus.
com uma tonelada e 400 quilos, 900 quilos de tela e 500 quilos de tinta. São mil metros quadrados que a gente tem aqui, 10 metros de altura e 100 metros de toda a extensão dessa pintura. E eu espero que você tenha gostado de mais um Minuto do Louco, te vejo no meu próximo Conexão Viagem, porque afinal de contas, dentro de nós sempre vai existir um Louco por Viagens.
Valeu, Rogério. Obrigada. E é isso, né, minha gente? Todo episódio aqui do Conexão Viagem tem esse minutinho, minutinho do louco com as dicas do Rogério Anachévi de alguma parte do mundo. Bora de bate e volta? Bate e volta. Vamos lá. Bate e volta é o seguinte, perguntas rápidas, respostas rápidas. Vamos fazer aquele combinado que hoje a gente vai conseguir? Aham. Pode ser? Vamos. Um dia, pelo menos, a gente vai conseguir? 80 episódios.
Acho que é os 80 episódios. Até botou meu café na posição estratégica. Vamos lá. Massa na Itália ou pimenta no México?
Pô, já começou difícil. Como é que vai ser rápido desse jeito? Pimenta no México. Pimenta no México. Mas é tudo bastante apimentado no México, né? Não, mas a gente... É um baiano, né? Ah, ah! Um baiano no México tá em casa. Você pode pegar uma banana de grau X, que aí você... Eu já fiz sem querer, botei na boca e quase que eu morri. Mas tudo é gostoso, vale a pena. Vinho ou margarita? Vinho.
Os mexicanos estão todos te assistindo, tá? Mas eles sabem que eu tomo mescalina. Ah, tá bom. Cadeira de praia ou poltrona de teatro? Estamos dois juntos. Eu ouvi. Poxa, você me pegou agora. Você me pegou agora. Vou dizer poltrona de teatro. Tá. Airbnb charmoso ou um bom serviço de quarto? Um bom serviço de quarto.
Café da manhã de hotel ou padaria local, aquela coisa de ir no mercado, de ter o acesso aos produtos locais? Padaria, padoca. Padaria é bom, né? Ou um café de trancheando, sabe? O bicho já tomei muito café de hotel. É verdade. E o café no México, olha o Seno Prolixo. Vai lá, vai lá. Cara, eu fiquei num hotel, num Camino Real, que é uma cadeia de hotel que tem lá uma vez.
Tinha até cerveja. Cerveja, ovos. É uma coisa, parece um café da manhã de uma família baiana. É isso que eu preciso. Me fala o nome desse lugar. É maravilhoso. É presidente intercontinental também.
Qualquer hotel bacana, ou médio, vai ter um café da manhã. Eles levam muito a sério o desayuno deles. É muito a comida. Não mandando ver naquele submarino logo cedo. Sabe aquele que tem tequila e cerveja? Tiraquilis. Tiraquilis. Tiraquilis. Que é como uma mistura de ovo com salsa. Você escolhe o molho vermelho ou o molho verde. E tem Doritos. Doritos não. Como é que é, meu Deus? Os nachos. Os nachos. Os nachos. Bota o nacho em tudo. Então aquilo com ovo. Ah, delícia.
Numa cidade nova, táxi ou metrô? Vai viajar pra uma cidade, você preferir andar de táxi ou metrô da cidade? Nenhum dos dois, mas eu teria que optar pelo táxi. É, boa. Fotos pro álbum? Não, peraí, nenhum dos dois? Como? Você gosta de bater perna? É, bater perna é bom, né? É pra conhecer. Com Roma, com Praga. É pra explorar a perna. Eu quero andar. Nova York, metrô. Nova York, metrô. Fotos pro álbum ou viver o momento? Catina no selfie ou aproveita? Madison, Madison. Os dois.
Tá vendo? Isso era uma pergunta provocação. Essa é a prova. No mundo de hoje, é difícil mesmo. Meio a meio. Terno sob medida ou um jeans e uma camiseta? Terno sob medida. Terno sob medida. Viajar pra trabalhar ou viajar pra esquecer o relógio? Não consigo viajar pra trabalhar. É triste dizer isso. Eu sou viciado em trabalho. Passaporte carimbado ou destino inédito?
Inédito. Boa. Dormir no avião ou você fica maratonando filme, vendo séries? Excelente pergunta. Vocês pegam muito avião? Gostam sim. Olha aquele que joga a pergunta pra... Enquanto ele pensa. É, porque você não tem mais o que ver. Você tem que dormir. Aí dorme. Eu sou a favor de dormir. Toma melatonina. 20 gramas de melatonina e tenta dormir. Mas eu gosto de ficar vendo, eu gosto de ficar vendo pastura.
Três cervejinhas de entrar no voo daquela balança. Gente, essas perguntas, tudo errado, deve dar catástrofe. Eu não consigo ser objetivo em nenhuma delas. Vamos lá, adorei esse programa. Compras no free shop ou artesanato local? Artesanato local. Eu prefiro o free shop. Gente, a cara dele nem empreendeu. Ele nem conseguiu disfarçar. Eu prefiro o free shop, mas eu respeito. Eu estou de loucura com perfume, cara. Adoro perfume.
Então os dois, né? Uma combinação dos dois. Um item indispensável na sua bagagem? iPad. iPad? Você traz coisas de viagem? Você traz lembrancinhas? Ou você faz coleção? Eu trago lembrancinha para minhas filhas, para minha noiva, trago sempre para minha mãe, tenho que fazer vindo do posto para minha mãe, sempre.
Dora Solange, zero garrafa de... Gente, peraí, ela toma devagar, tá? Mas ela adora vinho do Porto, minha irmã adora whisky. Os Boa Ventura são terríveis. Então eu sempre trago alguma coisinha. Que lugar do mundo tá guardando? Desculpa, e o vinho do México é muito bom. É mesmo? Não se engane, o vinho do México... É mesmo, mas de qual região? Barra Califórnia. É...
noroeste mexicano. Ou seja, é fronteira com a Califórnia? Barra Califórnia? Muito bom. Não é tão conhecido aqui. Não é conhecido. Acho que talvez prefiram importar algo da Califórnia, mas Monte Xanique, tem vínculos maravilhosos.
Que lugar do mundo ficou guardado, pode ser uma cidade aqui do Brasil, um país, enfim, tá guardado no seu coração, e aquele lugar que ficou tão marcado que você falou assim, cara, pra esse lugar eu vou querer voltar sempre. Tem esse lugar? Tem só...
Salvador não vale, porque aí é tua terra, você sempre vai voltar mesmo, né? É. Eu gosto... Era o que eu tinha pensado. Não, mas assim, eu saí de Salvador porque para trabalhar no ramo que eu escolhi, não era tão... eu não teria tanta...
possibilidade, né, em Salvador. Apesar de amar a minha terra. Mas eu acho que Praia do Forte eu tenho boas recordações, principalmente o que eu tiver de recordação com meu pai e minha mãe, vai ser lá. Então eu tenho boas recordações da Praia do Forte. Tem uma cidadezinha, sabe, como se fosse Búzios, né? Você passeia, vai pra praia, tem uma recordação boa da Praia do Forte. Tem igrejinha ali no céu, bem gostoso, né? É, ali é bem gostoso. Depois de 30 anos, tem alguma coisa que ainda te dê frio na barriga?
Sempre? É? Sempre. A responsabilidade de subir ao palco sempre me dá... Eu não digo frio na barriga, mas são esses desafios, por exemplo, quando eu subir no palco pra cantar na Rússia, existem... Tem sempre os críticos, né? Isso não me afeta mais. Eles sempre hão de criticar, sempre. Mas o meu frio na barriga é pelo meu público. É por querer entregar o melhor. Claro.
Isso pra mim é uma condição sine qua non. Pro meu público tem que ser o melhor possível. Então, se acontece alguma coisa errada, eu fico no palco, algum detalhe, eu perco o controle, fico possesso. E o fim da barriga é justamente que eu não quero que nada dê errado. Isso sempre vai acontecer. E o musical também.
Uma trilha sonora nas suas viagens, tem? Você vai ouvindo alguma coisa? Você gosta de conectar, de se conectar com a produção musical local? Como é que funciona pra você em relação com música nos lugares? Gosto, gosto. De descobrir coisas? Eu fui convidado agora pra fazer... Adoro.
Adoro. Eu, inclusive, eu quis cantar em russo porque eu queria sentir como que era o máximo possível a linguagem russa na melodia. E tinha um barítono russo que era maravilhoso, que faleceu em...
Vladimir Ravrovsky, esqueci o nome dele. Um excelente barítono, que tem um repertório muito bonito. Mas eu acho que cantar em outros idiomas, ele só melhora, ele só amplia o seu vocabulário como vocalista.
Minha opinião. Claro. Eu sinto que eu canto um pouco diferente depois que eu comecei a cantar mais em espanhol. Depois que eu comecei a estudar espanhol. Eu canto um pouco diferente. E agora eu fui chamado para fazer parte de um projeto mexicano de resgatar clássicos do ranchero. Clássicos que eram tocados por mariachis. Eu fui convidado para cantar. E gravei agora. Acabei de gravar um clássico que é o...
Cielo Rojo, que vai ser lançado agora e eu acho que vai ser um pacote, uma compilação que vai concorrer ao Grammy e eu e mais outros artistas. Então, eu adoro o projeto de cantar em outras músicas, outros estilos, pra mim é formidável. Viajar pra cantar ou atuar pra você é? A forma de vida, é onde eu me encontrei.
Mas eu não me encontrei, porque... Isso, inclusive, é chato, né? Porque agora, viajar por viajar, eu fico assim, eu fico... Tá, vou dizer o quê agora? Pode ir por cantar. Tudo bem, vai. Eu gosto de história, eu gosto muito de história. Principalmente da Segunda Guerra Mundial. Da Segunda Guerra Mundial. Então, mas assim... Você vai entrar nas pirâmides... Nas pirâmides no México. Você vai entrar num coliseu.
Você vai ir na Torre Eiffel, você... Ainda quero ver o tom de Napoleão, porque eu não vi. Para mim é fascinante poder andar em um lugar que foi uma civilização ativa 300, 400, 500 anos atrás, mil anos atrás, é fora de série. Mas chega um momento que eu começo a me...
Passou dois dias, eu começo a me coçar. Eu começo a enviar mensagem pra produtor, pra arranjador, pra encher o saco. Deve me odiar. Arruma um showzinho aqui perto. Produzir, produzir. Eu quero produzir. Eu quero produzir. Não quer ficar ocioso nunca. Tem alguma música que não pode faltar em nenhum show seu?
You're the first, o Barry White. You're the first, you're the last. My everything. Tem que ter em todo lugar. Tem que ter. Mesmo que ninguém queira, eu vou cantar. Ih, Salvador. Eu vou cantar a força. Não importa. I can't take my eyes off of you. Essa também está sempre. Essa o público quer. Eu não quero tirar. Tô cantando essa música. Meu Deus.
16, 17 anos. E aí, você não chega uma hora que você fala assim, cara, eu não aguento mais cantar isso? No New York, no New York, teve alguns jornais no México que falam que era o Frank Sinatra latino. Quem sou eu? Porque, por eu ser barítono, talvez, mas eu não tenho absolutamente nada a ver com o Frank Sinatra. Mas é porque são músicas que as pessoas querem escutar. O New York, principalmente New York e My Way.
New York My Way sempre, não importa onde seja, as pessoas pedem. E às vezes eu não boto de propósito. Eu não boto My Way. Quando eu volto pro Biz, eles falam My Way, My Way. Ok, vamos lá. Tem alguma que você queria colocar e que você ainda não conseguiu no seu repertório? Cara, eu ainda quero cantar isso aqui, quero enfiar isso aqui. Igual abaixo do público, vocês se aceitem. Meu Deus, que é um artista tirano.
Eu queria cantar Nuvem Cigana, do Loborges, Milton Nascimento, que é uma música linda, fantástica, que não é mainstream, mas que eu acho uma obra-prima. Até tem um arranjo. Você sabe que no Conexão Viagem você pode cantar. Pode ir. Está vendo? Se no seu show você ainda não colocou aqui no Conexão Viagem. Aqui a gente pode lançar. Eu acho que poucas coisas. Se você quiser eu danço com você.
No pó da estrada, pó poeira, ventania, se você soltar o pé na estrada, pó poeira, eu danço com você, o que você dança? Desafinei muito agora. É uma música muito bonita, eu acabei de destruir ela. Mas essa música é muito bonita. Essa agora que eu lancei, o Crying, do Ray Orbison, eu quero cantar há 10 anos.
simplesmente porque eu quero cantar. E muita gente falou, Daniel, não adianta cantar a música do Roy Ollison. Acabei de cantar agora no México, no Palenque. Eu vou cantar agora, no A Força, no Tokyo Marine Hall, dia 9 de maio. São músicas assim que eu queria e que... Agora, por ser independente, eu sou independente, eu sou meu próprio produtor, meu próprio empresário, eu posso ser irresponsável com a minha carreira.
Não precisa prestar conta pra ninguém. A esse ponto, ele me levar ao total ostracismo. Vai ser responsabilidade minha, só minha. Com qual você vai abrir sábado, você pode falar? Ou não? A gente tá decidindo ainda, eu acho que vai ser o You'll Never Find, do Lou Rosco. You'll Never Find, as long as you live, Someone who loves you, tender like I do. Que é aquela mais...
É um sensual mais rápido. Se você quiser mais do que uma palinha, tem que ir no show. Gente, que delícia. Daniel Boaventura, obrigada demais pela simpatia, pelo papo, pela conversa, pela sua presença aqui, pelo seu tempo. Sou eu quem agradece. A paciência de vocês é infinita. Equipe técnica também, obrigado por sua paciência, por chutar minhas histórias e espero voltar mais vezes. E eu os convido dia 9 de maio lá no Tóquio Marinho. Mas acho que vocês vão viajar, né?
Então a gente todo fim de semana viaja. Que trabalho chato. Eu não estou aguentando mais também. Tem até presente. Tem presente para o nosso convidado. Não acredito. É um mimo da Simbora Store, nossa parceira, e que tem peças elegantérrimas, porque é uma marca brasileira apaixonada pelo universo de viagens.
E que produz tags de bagagem e esses cases de passaporte que são um luxo, porque são muito elegantes, eles são super duradouros, num couro muito bacana, com os pins que você pode ir complementando também, colocando aqueles que fazem mais menção aos seus hobbies ou às suas viagens aos destinos preferidos. Dá para colocar o passaporte dentro e tem uma tecnologia muito boa. Tem uma tecnologia de segurança, se alguém aproxima a maquininha, não transaciona o cartão também. Olha só, aqui realmente é o dinheiro protegido.
Exatamente, e aí dá pra colocar o passaporte e o cartão de crédito junto. Obrigado, gente, que gentileza. Ah, e você, é claro. Ai, que lindo. Adorei. Obrigado. Simbora Store. Que é essa marca brasileira maravilhosa. Eu perdi o texto do cupom, mas vamos lá?
É verdade, eu não lembrei de cabeça. Desculpa, gente. Tem cupom para a nossa comunidade? Sim, cupom Conexão Viagem. Você acessa lá o site. Tem desconto em todo site. Não precisa ser necessariamente case de passaporte. Você pode olhar. O site é ótimo. Inclusive, você pode fazer lá a simulação de como ficaria a sua carteira. Então, eu quero colocar esse pin mais para a direita. Esse aqui embaixo simula. E aí você sai direitinho com o seu case. Pede o pin de Conexão Viagem, que está lá também.
Exatamente. Então acesse lá, simbora.store.com.br e comece a carimbar suas memórias de viagem. Gente, foi uma delícia de papo. Obrigada demais mais uma vez, Daniel. Foi um prazer, gente. Obrigado pela presença. Valeu, Possato. Valeu, Sheila. Agradecer o Crosshost Studios que nos recebe aqui na Vila Mariana em São Paulo também. Entra lá no YouTube Conexão Viagem, clica no sininho e se inscreve toda quinta às 18 para você não ficar de fora de nada.
É isso, gente. Obrigada demais a Marcela Coimbra, que é a diretora desse videocast, ao Pablo Fernandes, que é o nosso roteirista, produtor, faz tudo, nosso amigo, e resolve tudo. Se você precisa de qualquer coisa, o Pablo resolve na sua vida. Anota aí 11, 9... Mentira! Minha gente, obrigada demais pela companhia, pela audiência, e até o próximo Conexão Viagem.