DEBATE: LEI DA MISOGINIA - Mandi Coelho e Letícia x Jamily e Felipe Sestaro
DEBATE: LEI DA MISOGINIA - Mandi Coelho e Letícia x Jamily e Felipe Sestaro.
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- Lei da Misoginiafeminicídio · direitos das mulheres · falsas acusações · violência doméstica · ideologia de gênero · sistema capitalista · direitos humanos · discriminação
- Feminismo e Machismofeminismo · masculinidade tóxica · direitos dos homens
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E aí E aí E aí E aí
quinze nós já tivemos aqui episódio com o nosso quadro de futebol com o Vamp News todos os dias às duas e quinze e depois nós já tivemos um bate-papo sobre empreendedorismo com o Denis Nakamura e dessa vez, né, o assunto é debate, debate político, pois é, vocês gostam de um debate, eu sei que realmente a galera fica no chat pedindo as coisas quando a gente tá fazendo os podcasts já ficam dando sugestões dos próximos temas e pra isso nós estamos aqui pra falar sobre a lei da misoginia nossa E aí
Como é que tá o áudio aí, Gabriel? Tá tudo certo? Tá todo mundo ouvindo bem? Então já vou passar a palavra aqui pros nossos participantes. Vou já agradecer a presença de todos, sempre muitos solícitos em participar aqui do RedCash. Já vou passar aqui pra Letícia Chagas pela primeira vez aqui no nosso programa. Ela que é advogada e mestranda em direito. Seja muito bem-vinda aqui ao RedCash.
Obrigada, pessoal. Estou muito feliz de poder debater aqui com vocês esse tema tão importante, não só do ponto de vista jurídico, mas político também. Estar aqui com a Mandy, que é alguém que tem muitos acordos políticos, é muito importante. Muito obrigada pelo espaço e pela oportunidade de estar aqui.
Quer falar um pouco sobre o seu trabalho, sua rede social? Claro, total. Meu Instagram é arroba Letícia Chagas SP. Eu sou advogada, venho lá da periferia de Campinas pra estudar aqui em São Paulo. Fiz direito na faculdade de direito da USP. Hoje sou mestranda na mesma instituição, faço mestrado em direito. Além disso, eu faço parte de um mandato coletivo, que é o mandato das pretas, um mandato de deputadas estaduais de diferentes lugares aqui do estado de São Paulo. E milito pela organização...
mês, o Movimento Esquerda Socialista que é uma organização dentro do pessoal que vem lutando aí pra que o pessoal seja um partido independente do petismo. Perfeito e estamos aqui também com mais uma vez a presença da Mandy, muitas vezes já participando aqui no nosso canal, né Mandy?
Salve, Júnior. É isso mesmo. Mais um debate hoje pra começar a semana agitando daquele jeito. E nós vamos hoje debater um tema muito importante, fundamental, que tem a ver com o direito das mulheres, o projeto de lei da misoginia, diante de um cenário bárbaro em relação aos direitos das mulheres. Acho que é fundamental a gente aqui hoje desmascarar.
as ideologias todas de extrema direita, as ideologias Red Pill, e apresentar um programa e uma alternativa que de fato defenda o direito das mulheres, em especial da classe trabalhadora. Aí já me apresentando. Pessoal, eu sou Mandy, nesse momento pré-candidata a deputada federal por São Paulo, pelo PSTU, que é o meu partido. Também sou militante do Rebeldia, uma organização socialista de jovens do Brasil inteiro.
Quero convidar você a seguir no meu Instagram, que é arroba mande.rebeldia, me acompanhar aí no YouTube também, mande Coelho, ficar de olho em todas as pautas e temas que nós vamos levar adiante em relação à pré-candidatura, tentando trazer a defesa dos direitos da classe trabalhadora.
contra a extrema direita, uma crítica ao capitalismo, então sou marxista, trotskista e também não tenho nada a ver com essa esquerda capitalista aí que tá no governo Lula e que propõe como saída pra gente ficar por dentro das margens do sistema. Pra mim o problema é o sistema. É isso.
Muito bom. Bom, gente, então vamos lá, já vamos passar aqui também agora para o outro lado do debate, ela que também é profissional do direito, advogada, e está aqui com muitas anotações, doutora Jamila Ivençazlau, seja bem-vinda aqui mais uma vez. Muito boa noite a todos, pra mim é uma honra, e hoje...
lado, Felipe, representando os homens em um debate que realmente vai atingir diretamente a eles, né? Tem o meu Instagram Jamile Venceslau prazer ter você lá, hoje nós estamos quase batendo aí 500 mil seguidores, né? Uma pauta muito importante que é o direito do homem e convido você a me seguir e saber mais sobre esse tema. Uma honra e obrigado pelo convite. Muito bom Felipe, cês estaram?
diretamente dos estúdios do Iron Talks, é isso mesmo, né? É isso aí. Como tá tatuado. Tá na cabeça, né? Pra esconder mais. É uma honra tá aqui, Júnior, a gente já se conhece, né? Você já esteve lá conosco duas ocasiões, foi muito bom, tô grato a você, o programa é de estreia, né? Inclusive lá do estúdio, fui contigo.
E pra mim, assim, é muito bom estar aqui, vamos conversar. Eu acho que o diálogo é sempre importante, né? Com todo respeito. Pra que o público de casa receba o que há de melhor. Agora, eu espero ter lugar de fala. Na verdade, eu acho que eu tenho, pelo menos 50%, né? E aí, vamos ver, vamos conversar. Eu acho que vale a pena. Vamos chegar às conclusões aí. Porque essa lei, ela é, no mínimo, na minha opinião, complicada.
Pra dizer no mínimo. Certo. Então vamos lá, galera. Vamos começar já o debate. Você aí do chat, você vai fazer o seguinte, tá? Primeiramente, você pode fazer o seu donate, tá? Tem a plataforma donate que funciona como LivePix, só que melhor, o que você vai fazer? Você pode fazer a sua pergunta, pode mandar a sua sugestão de temas para os convidados, aí você fala minha pergunta vai pra mande, minha pergunta vai pro Felipe, ou minha pergunta vai pra Letícia, ou pra Jamília, aí você pode fazer a sua pergunta acima de 20 reais, qualquer valor que você fizer, pra ser respondida no final, tá bom?
com uma pergunta sobre o debate em específico, tá? Qualquer outro assunto aí, pode pular. Enfim, e outra coisa também, você vai deixar o seu like, tá bom? Porque quando você deixa o like, a gente fica em evidência aqui no YouTube, a gente começa a ser recomendado pela plataforma. Então aproveita pra deixar o seu like, pra você fazer presença aqui no canal.
participar das nossas enquetes que a gente vai fazer ao longo do debate, pra ver com quem você concorda mais, de que lado você está, e também, né, de que, enfim, a sua conclusão, que no final é muito importante. Beleza, gente? É isso. Bom, isso aí, gente, vamos começar. O primeiro tema da noite é...
a lei da misoginia aí específica, nós vamos discutir o texto. É isso mesmo, né? Temos o cronômetro ali, por favor. Põe o cronômetro ali. Como funciona o debate? Vamos para as nossas regrinhas, tá? Temos aí uma contagem de cinco minutos, tá bom? Que terá aí a duração da pergunta, também a da resposta, também para a réplica, também para a tréplica. Não tem problema se acabar antes, tá?
Você pode fazer somente perguntas, pode ser mais curto em algum momento do debate, não tem problema. Por quê? Porque aí a gente zera o cronômetro, passa pro outro lado, fazer a interlocução da vez e assim a gente vai rodando, tá bom? Mas, garantido, você tem aí cinco minutos, tá bom? Todos os lados terão a oportunidade de fazer cada um uma pergunta por bloco.
e também ser respondido da mesma forma, tá? Então segue com pergunta, resposta, réplica e tréplica. Beleza? Qual dos dois lados começa? Lembrando que quem começar, tá bom? Quem começar, dessa vez, encerra o debate do outro lado, tá? Então assim, quem começa agora, termina primeiro e fica o outro lado pro final. O que vocês acham? Decidi o conseguimento. Tudo bem? Pra vocês?
Então pode gerar o cronômetro aí, produção, e cinco minutos. Vamos lá.
Não, antes de tudo, quero dizer que mais uma vez estou aqui debatendo contra a Jamile, já é a terceira vez que debato contra ela, e nas outras vezes ela perdeu o debate, vamos ver como vai ser hoje. E o Felipe a gente também já dialogou em outros dois momentos, mas ele estava na situação de um entrevistador, e sempre se colocando numa posição de neutralidade, de imparcialidade, hoje é que resolveu tomar um lado. Para mim isso evidencia um pouco qual é a opinião política e o projeto político que ele defende.
Então, não acho que hoje tem como você sustentar aqui, Felipe, a imparcialidade. Eu acho que ou você deveria ser entrevistador ou debatedor. Mas, gente, olha só, nós estamos diante de um aumento muito grave da violência contra a mulher, em especial dos casos de feminicídio. E é por isso que há 10 anos que o feminicídio é tipificado, todos os 10 anos ele só aumenta. E hoje nós temos uma situação que é muito lamentável, que 4 mulheres morrem vitimadas por dia.
porque são mortas pelo fato de serem mulheres. Essa situação se explica por alguns motivos. O primeiro motivo tem a ver com a própria crise do sistema capitalista. O capitalismo vive uma crise mundial desde 2008, isso afeta a nossa vida aqui no Brasil, isso aprofunda a desigualdade social, aprofunda a miséria, empobrece as famílias. E o que é que isso tem a ver com a situação da mulher? Tem a ver que isso aprofunda também a dependência financeira das mulheres, o que significa que elas estão mais submetidas a cenários e contextos de violência e não conseguem sair disso.
Outro motivo que também explica o aumento da violência e dos feminicídios tem a ver com a disseminação de uma ideologia de extrema direita que relativiza, naturaliza, que acha que está correto essas coisas funcionarem desse jeito.
E, por um lado, às vezes não reconhece que mulheres são mortas por serem mulheres, por outro lado reconhece, mas naturaliza, porque acha que mulheres são inferiores na sociedade. E é por isso que hoje nós estamos vendo sair das profundezas do esgoto da internet, dos fóruns da Deep Web, a ideologia nojenta Red Pill. Eu estou aqui com adesivo falando que Red Pill é a indústria do ódio, porque para mim hoje parte do combate.
Em relação ao direito das mulheres, tem a ver com você criminalizar os discursos todos de ódio, criminalizar o discurso Redpill e não fica só por aí. Para combater esse discurso na internet, você tem que enfrentar as Big Techs. Também está escrito aqui no meu adesivo, mas isso é todo um outro assunto. Veja.
O projeto de lei da misoginia surge como uma resposta, num certo sentido, à luta das mulheres diante deste cenário. No final do ano passado, nós tivemos um levante de mulheres no país, que foi o levante Mulheres Vivas, que pressiona o Congresso e os políticos a tomarem posições a esse respeito. Agora...
Nenhuma ilusão de que as nossas saídas virão do Congresso Nacional e do Senado. Afinal, Flávio Bolsonaro, nesse momento um dos nossos principais inimigos, foi lá votar a favor do PL. Digo, no mínimo contraditório, levando em consideração a ideologia política da extrema-direita. Mas isso deveria nos fazer pensar, por que o mesmo Congresso, que quer levar adiante projeto de lei 1904, que vai...
punir mais crianças, meninas que sofrem estupro do que os próprios estupradores, por que esse congresso agora vota um projeto de lei da misoginia? Então a saída institucional é um primeiro passo. Ela é uma resposta a uma luta nossa, que nós travamos com muita força nas ruas. No entanto, nós não podemos parar por aí. Para defender de fato...
a luta contra o feminicídio pelo direito das mulheres, é importante que a gente exija dos governos, por exemplo, aqui em São Paulo, o Tarcísio é uma vergonha em termos de financiamento a políticas contra a violência à mulher. Mas também o governo Lula. Em 2024, foram destinados apenas 11 centavos por mulher ao ano no combate à violência. Gente...
Isso aí é tipo o governo dando uma moedinha de 10 centavos na sua mão e falando Toma, é isso aqui que eu invisto pra vocês proteger. Então nós precisamos de mais investimento. Começa pela lei, mas tem a ver com lutar pra que a gente consiga ter delegacias, casas-abrigo, mais estrutura pras mulheres, que as mulheres consigam se emancipar financeiramente, salário igual pra trabalho igual e que a gente combata, no fundo mesmo, o sistema que é o promotor desses discursos de ódio, da indústria de ódio.
Lucrando muito hoje na internet com a misoginia de mercado. Tem uma série de estudos que apontam o tanto de canais que existem hoje que estão lucrando com essa misoginia na internet e o quanto as big techs, inclusive, se beneficiam disso na medida em que fazem anúncios. Enfim, tem muita gente vendendo cursos e ganhando muito like, muita visibilidade nas redes por causa desse tipo de ideologia misógina.
Então aqui, quero saber dos colegas o seguinte, o que é que vocês propõem para defender a vida das mulheres? Diante deste cenário, crise do sistema, dependência financeira, governos que não investem, uma lei que é importante, mas contraditória, é um pequeníssimo passo que nós temos que dar. Aumento dos feminicídios.
Inclusive, fundamental dizer, as principais vítimas do feminicídio são as mulheres negras. Mais de 60% das vítimas de feminicídio, mulheres negras, o que tem tudo a ver com a gente estar vendo um cenário em que essa violência machista afeta mulheres, mas em especial a classe trabalhadora brasileira. Isso tem a ver com a formação social histórica do nosso país. O que é que vocês defendem para enfrentar e combater esse cenário de aumento da violência? Vamos lá, pode zerar o cronômetro.
Pronto, cinco minutos. Felipe e Jamile, vamos lá. Vamos lá. Bom, primeiro, Mandir, a gente já participou, né? Entrei esse conversa, muito bom. Fui convidado aqui pro debate. Tô com muita alegria e honra estar aqui. Agora, eu tenho posicionamento, tenho princípio, tenho a minha...
meus valores, e aí eu não posso estar diante de algo que pode prejudicar amanhã crianças que hoje estão aí no mundo, como meu filho de 12 anos, porque é uma lei imprescritível, e eu ver isso e ficar calado. Então, primeiro, respondendo a tua pergunta, eu acho que é bem simples. Pelo tudo que você falou, é fácil, acaba com o capitalismo, derruba o sistema, acaba com todas as big techs, e pronto, as mulheres estarão todas salvas.
Quer dizer, tu falou tanta bobagem, trouxe tanta bobagem aqui pra gente que não diz nada com nada. Vamos lá, você falou pobreza como dificuldade para a mulher. Bom, pobreza realmente é um problema, mas porque a pessoa pobre, ela comete crimes, a pobreza justifica crime? Essa é uma coisa interessante. Vamos pensar, a maioria das pessoas nas comunidades, elas são violentas? Uma boa pergunta, eu acho que não.
Então você pressupor que a pobreza provoca esse tipo de coisa, ou até desigualdade que seja, então você está justificando, inclusive, esse tipo de coisa. Segundo, você falou que o movimento Red Pill é um movimento de discurso de ódio. O que é movimento Red Pill? Quantos tipos de pessoas que se dizem Red Pill existem? Toda feminista é igual? Você sabe que não. Existem milhares de feministas dizendo que o homem é lixo. Aí eu faço o que com esse discurso?
É misândrico? É ódio? Mas se eu chamar uma mulher de lixo, é o quê? Misoginia? Ódio? Então tem mulher feminista que faz isso, como tem homem redpill que faz isso. Os dois são o quê? Os dois são criminosos? Os dois são aberrações? Os dois são abjetos? Eu condeno os dois. Eu quero saber se as senhoras também condenam os dois. Tá bom? Então essa é uma outra questão. Você falou, ah não, misoginia, como que a gente faz? Define misoginia?
Faz o seguinte, defina a misoginia para mim de uma forma tal que dois juízes sejam capazes de interpretar da mesma maneira, de uma maneira universal. Porque aí eu consigo aplicar algo de maneira legítima e justa para as pessoas, sem criar distinções de gênero.
Porque se nós estamos buscando, é igualdade? Ou é o que nós buscamos? O que o movimento feminista busca? É igualdade? Se for igualdade, então não consigo entender todo esse levante de vocês em relação a criando leis que favoreçam um grupo em detrimento de outro. Vamos lá, Jamil, se você quiser completar alguma coisa.
Mandy, pra mim, sinceramente, é uma honra estar aqui. Eu não vou entrar nesse teu jogo de ataque pessoal. Espero que essa pessoa já inicia com ataque pessoal, porque não tem argumento jurídico. Meu objetivo aqui é falar tecnicamente, juridicamente, sobre essa lei. Você colocou dois pontos aqui de maneira bem, na realidade, três pontos de maneira bem abstrata.
A primeira situação é informando que houve um aumento de violência doméstica contra a mulher e por esse motivo essa lei é importante, porque as coisas que estão acontecendo na internet, a fala, isso acrescenta, isso aumenta o número de feminicídio. Então a pergunta que eu faço é... Não, eu estou igual como você está... Desculpa. Aqui é uma...
Então a pergunta que eu faço é, existe prova concreta de que opinião na internet está gerando crime? Ou isso é somente interpretação? O que acontece é criar uma lei baseada em uma narrativa, que é isso que estão tentando colocar na sua cabeça, como se tivesse dados oficiais dessa conexão da violência vinculada às redes sociais e por isso gerou o aumento do feminicídio, mas isso não tem, não tem dados concretos nesse sentido.
Então eu preciso entender, onde está a prova dessa relação direta? Não existe. A mesma coisa do feminicídio. Presta atenção. Hoje o sistema, ele faz um levantamento de dados de mortes de gênero feminino. E colocam isso como sendo o homem que matou. Você precisa entender, você que está me assistindo, que a própria Mandy, que inclusive esse dado está errado, de quatro mulheres mortas por dia.
Mesmo que fosse quatro, você precisa entender que entra nessa fala do feminicídio, que a mulher morreu por ser mulher, baseado que a mulher morreu por ser mulher, isso daí tanto entra o homem que matou a mulher, como também a mulher que matou a mulher, a mãe que matou a mulher, a mãe que matou a irmã. Terminou, Zemili. Vamos deixar pra próxima, passar agora cinco minutos.
Pra Mandy, isso. Pode passar pra Letícia e pra Mandy. A Letícia que vai responder, mas só quero pontuar que eles não responderam a pergunta. Isso diz muito sobre o debate.
Não, pessoal, acho que é muito importante o debate que foi colocado aqui. Acho que a resposta nos traz um pouco de quais são os problemas desse debate. Primeiro, a Jamília colocou aí que ela está falando da técnica. Ela vai fazer um discurso técnico, ela vai falar de lei. Como eu disse para vocês no começo desse debate, estudei na melhor faculdade de Direito do Brasil, vim da periferia, e lá eu aprendi que, na verdade, as nossas leis, a nossa técnica, o nosso judiciário, eles têm lado.
Dizer que técnica é uma coisa que não é política, que é neutra, é uma mentira. E na faculdade de Direito a gente também aprende sobre isso, né? Então acho que esse é o primeiro grande ponto. Segundo ponto é que, sendo eu alguém que veio do Direito, que foi estudar numa escola extremamente elitizada, vinda da periferia, com pais que nunca nem terminaram o ensino médio, eu vivi uma realidade que a maioria de vocês, a maioria da classe trabalhadora vive hoje.
E a realidade de a gente estar colocado num bairro em que a maioria das mulheres, elas precisam não apenas sair para trabalhar, mas elas precisam cuidar de casa, porque todo mundo sabe que o salário hoje é tão baixo que quem mora na periferia não tem as mesmas condições de pessoas da classe média de contratarem alguém para fazer a sua comida, não tem as mesmas condições de contratar alguém para cuidar da sua casa.
Essas mulheres, elas têm uma dupla jornada, que é o que a gente coloca, né? Em contrapartida, os homens precisam trabalhar cada vez mais para sobreviver. E aí uma coisa que eu queria dialogar também com o que o Felipe trouxe aqui, né? Não sei que feminismo é esse que o Felipe está falando, mas o meu feminismo é um feminismo que é feito também para defender os homens da classe trabalhadora, especialmente os homens negros.
que também são colocados sobre um regime de extrema violência, tendo que trabalhar horas por dia para conseguir sobreviver. Por que eu estou dizendo tudo isso? Porque de modo algum eu acho aí que esse projeto de lei vai resolver os nossos problemas. Importante colocar isso. Não é lei a misoginia ainda. É um projeto de lei que na semana passada passou no Senado, mas ainda vai ser discutido na Câmara dos Deputados. Então tem muita coisa que a gente pode falar aqui. Outra coisa, a Jamília eu vi aqui que ela imprimiu
a lei, muito importante. Então ela deve ter lido, por exemplo, tanto na proposta que foi aprovada no Senado, quanto no relatório da senadora, que foi a relatora, que é a Soraya Tronik, que na verdade, o que acontece? A gente incluiu aí a misoginia no rol de crimes discriminatórios lá da lei de racismo, a lei 7.716. Mas lá no Senado houve toda uma discussão que é
Não se quer punir quem apenas é misógino no pensamento. A própria lei faz essa diferenciação. A lei, ela se propõe a punir quem exterioriza a misoginia. Ou seja, você pensar na sua casa que você é misógino, eu acho que isso é um grande problema. Acho, inclusive, que isso abre espaço, sim, para que violências contra a mulher sejam cometidas. Mas se você não cometer nenhuma violência contra a mulher, nada vai acontecer com você.
Ou seja, quem não deve, não teme. É isso aí. Pronto? Vamos gerar, então, o cronômetro, por favor. Não, aproveitar, tem um minuto e trinta. Ah, tudo bem. Felipe falou que eu falei bobagem. Você acha que eu falo bobagem? Não sei por que você me convidou para o seu podcast duas vezes. Mas, enfim. E veja, aqui não partiu do nosso lado nada no sentido dizendo que pobreza leva a crimes.
Se você entendeu dessa maneira, este raciocínio, este pensamento está na sua cabeça. O que nós estamos falando aqui é que a situação de aprofundamento, de barbárie do capitalismo, que vive uma crise desde 2008, leva ao empobrecimento das famílias. Isso significa que as mulheres ficam mais dependentes, porque as mulheres têm uma dependência financeira maior.
em relação aos homens, e é por isso que aumentam os casos de violência, violência doméstica, porque as mulheres não conseguem se emancipar financeiramente para sair desses cenários. Mas veja, eles não responderam a pergunta, né? Fala um monte de coisa, pode falar aqui de um feminismo misandrico, etc. Eu sou feminista marxista, defendo a classe trabalhadora, homens da classe trabalhadora, mas o que é que vocês propõem? Vejam, debatam, o que é que vocês propõem?
Em relação ao direito das mulheres, a violência aumenta. O que é que vocês propõem? Com medida concreta. A gente tá falando, projeto de lei é um primeiro passo, não resolve tudo. Precisa aprofundar e mudar a vida concreta das pessoas e combater as ideologias de extrema-direita e capitalistas. Vocês propõem o quê? Pronto. Cinco minutos aí, Gabriel, por favor. Vai. Olá.
Bom, de novo, você falou que eu não respondi. Não, eu respondi segundo os argumentos que você trouxe. Acaba com tudo, porra. Muda o capitalismo pelo socialismo, já falei. Acaba com as big techs e acabar com a pobreza. Problema solucionado. Agora, você não falou o que é misoginia. Define aí pra mim misoginia de uma forma tal que todo juiz vai entender da mesma forma e julgar da mesma forma. Você não vai conseguir fazer isso. Então já começa por aí o problema. Segundo, dentro do que a doutora falou.
Veja, eu acho interessante isso.
Ah, poxa, vim, sou advogada, vim da classe pobre, periferia e etc. Tá tudo certo, lindo, muito legal a história. E a história de vida de muitas pessoas também no Brasil. E de muitas pessoas que estão na periferia e não é porque são pobres, e não é porque são dependentes que sofrem. Isso é papo, cara. Se fosse assim, a maioria dos homens seria misógino, seria violento. E tu olha pra sociedade e você sabe que não é assim.
Você tratar os homens dessa forma é justamente fazer o que vocês estão lutando pela causa de vocês, só que contra os homens. Você não faz de dois erros um acerto. A lei é equivocada por si só. O que você fala, propõe algo diferente. Me fala então, das 14 leis que existem hoje em proteção à mulher, o que já não existe que as protege. Essa lei só visa e vai trazer apenas crime de opinião.
Agora vem cá, pensamento misógino. Se você não me define misoginia, eu tenho que guardar o pensamento pra mim. O que é misoginia? Segundo a Soraya Tronic, pode dizer, sei lá, que o lugar de mulher é na cozinha. Por que isso é misoginia? Ou mulher submissa ao marido. Por que isso é misoginia?
Veja bem, eu perguntei no programa, muito interessante isso para uma feminista. O que é mulher submissa ao marido? Você se sente ofendida? Ela, me sinto. Mas eu perguntei para minha esposa, ela não se sente, sabe por quê? Porque é a interpretação de cada uma. Esse é o problema. O que é submissão quando eu digo isso? O que está passando na minha cabeça quando eu falo isso? Ou seja, vou ser julgado, pré-condenado, sem vocês sequer saberem o que eu estou pensando. Isso é perigoso.
Essa lei é perigosa. Ela não defende a mulher. Me falem, já existem 14 leis protegendo a mulher nesse país. A própria Maria da Penha já é ampla. Me falam que essa lei vai trazer de maior proteção às mulheres. A não ser criar o quê? Preconceito.
baseado, agora eu vou tentar completar aqui o meu argumento, eles informaram que o fato de criar essa lei estaria como base o aumento do feminicídio. Perceba, não existe um cálculo específico sobre o aumento de homens que estão sendo mortos.
O aumento de homens que estão sendo mortos, isso existe. Só que não existe um dado. Por quê? Porque para o sistema, que inclusive a própria Mandy falou, o problema é o sistema, fala dela. E realmente, eles não querem saber quantos homens morrem. Sabemos que mais homens morrem, mas não é feito esses dados. Dá uma olhadinha aqui, ó. Elize Matsunaga, ela matou e esquartejou o corpo do marido.
Olha isso, Flodeliz, homicídio triplicamente qualificado. Sentença destaca que o crime evidencia a frieza e minosprezo pela vida humana. Olha isso aqui, tudo casos em que a mulher ou mandou matar o marido ou matou, seja por ciúme, seja porque...
Queria ficar com amante. Olha aqui, mulher presa pela morte do companheiro. Homem tomou vitamina de banana com chumbinho. Isso é tudo caso. Mulher presa suspeita de mandar matar o marido. Todos casos em que a mulher manda matar o próprio marido, seja companheiro ou até mesmo mata. Casos de mulheres matando namorado, noivo, companheiro. Existe, mas o sistema não faz o cálculo.
Agora a questão é justificar a existência da lei baseado no aumento do feminicídio. Agora eu quero trazer uma coisa para vocês. Ninguém para para analisar que a partir do momento em que existem falsas acusações e esse número de falsas acusações existe. Lembrando que não existem dados oficiais porque o sistema não quer fazer esse levantamento. Mas quando você analisa ... E aí
Inclusive fala de autoridades onde reconhece que existem sim falsas acusações. Mulheres sendo condenadas, condenadas por denunciação caluniosa. E isso aumenta o feminicídio. Sabe por que aumenta? Porque faz com que o sistema fica sobrecarregado com causas de falsas acusações. O sistema não consegue investigar da maneira como deve ser. O sistema não consegue analisar ou dar a atenção que a real vítima precisa. Então mande, sabe o que precisa fazer? Campanhas.
Por que vocês não fazem campanhas contra as falsas acusações pra proteger as reais vítimas? Quer aproveitar e... A gente... Não, então, vocês têm que fazer a pergunta agora, mas a pergunta pra eles, tá? Dentro desse tema. Justamente, Felipe, você quer aproveitar o Jamile? Pra completar aqui? Ah, você tava fazendo a pergunta. Ah, sim, agora vai ser... Reformula a sua pergunta pra eles. É a pergunta que a gente vai fazer pra eles.
não é a réplica? Não, foi pergunta, resposta, réplica e tréplica. Você fez a tréplica. Pode fazer a pergunta diretamente. Pode fazer. Vamos lá, pergunta pra vocês. Posso fazer as considerações como você falou? Cinco minutos. Primeiro, vocês só me provaram um ponto. Feminismo é tudo igual? Vocês acabaram de dizer que não.
Você falou que não sabe qual feminismo que eu defendo. Pois é. O feminismo que eu ataco é aquele que eu vejo na internet, mulheres dizendo que o homem não presta, que o homem é lixo, que todo homem é um estuprador em potencial. Eu sei que você já ouviu essas coisas. Ou seja, tudo isso é objeto. Ponto. Isso existe aos montes também na internet. Isso é também difundido nas redes sociais.
Ponto. Então é uma coisa... Não tem o que dizer. Então toda feminista é igual? Não. Você falou assim, ah, o movimento Redpill pra propagar ódio, claro. Tem pessoas do movimento Redpill que fazem isso. Sim. Mas, por exemplo, esse canal aqui, por exemplo, o Júnior, ele era Redpill. Ele propagava ódio? Não. Não. Agora vocês querem colocar todo mundo na mesma caixinha? Porra, é foda, entendeu? Você vai acabar com tudo. Não dá.
Você tem que saber exatamente o que você quer atacar. Só que aí, de novo, dois pesos e duas medidas nunca vão resolver. A lei vai ser equânime. Se um homem chega para uma mulher e fala, você é um lixo, ele está atacando ela, certo? E quando uma mulher fala para um homem, você é um lixo, ela vai ser punida igualmente? O que essa lei promove? Apenas uma diferenciação de classe, de gênero, o que é um absurdo. Somos todos iguais perante a lei?
Isso aí já é inconstitucional em tese, cara. Mas, não sei como, no Brasil, tudo é possível. Agora, você falou algo interessante. Por que é inconstitucional? Porque todos somos iguais. Hisonomia. Desculpa, só que... Essa isonomia é necessária para a justiça.
Outra coisa, isso é importante. Outra coisa, veja bem, olha como é coisa interessante. Vocês falaram assim, feminicídio cresce de ano a ano. Vocês já começaram o programa se eximindo do governo de esquerda que está em voga. E é interessante, no governo Bolsonaro, a culpa do aumento do feminicídio era dele. Agora é do movimento Redpill.
Porque não é do Lula. Aliás, se essa lei for entrar em vigor, será que o nosso presidente vai ser preso? Porque ele tem dezenas de falas misóginas, segundo algumas mulheres. Segundo algumas mulheres. E eu acho interessante. Então, vamos lá. Sabe, eu acho que a coisa está tudo muito mal elaborada. Vocês têm que se definir no debate. É para defender a lei? Então defendam a lei. Vocês não fizeram até agora. Não disseram o que é misoginia.
não definiram de uma forma tal que qualquer juiz possa julgar isso de maneira igual entre todos eles? Vocês não conseguiram dizer como são capazes de justificar o que passa no pensamento de um cara que está falando alguma coisa, que pode ser uma piada, que pode ser sim uma opinião, que pode ser, por exemplo, um pensamento religioso dele, cultural, ou seja, vamos acabar com o funk.
Vamos? Vamos acabar com o funk? Com o sertanejo? Porque o estereótipo da mulher tá ali? A objetificação da mulher no funk tá ali? Bora? Vamos então. Se é pra ser rigoroso, bora? Só que também vamos punir as mulheres? Com pensamentos misândricos? Ou não é necessário? Porque o homem não precisa ser defendido. Aí a pergunta que entra. O ser humano não merece ser defendido? Todos. Todos.
Seres humanos. Eu acho que aqui é o mora a questão. Vocês estão usando uma lei de racismo para justificar a misoginia, o que já é uma outra aberração. E vamos falar sobre isso se quiserem. Mas eu quero que vocês respondam essa pergunta, por favor.
Eu já falei sobre isso. Você consegue formular uma definição de misoginia que seja simultaneamente objetiva, universalmente aplicável e independente da interpretação individual, de modo que duas pessoas diferentes, analisando o mesmo caso, cheguem necessariamente à mesma conclusão jurídica? Por favor. Se quiser completar, doutora. Fique em paz. Fiori.
Pode ir. Tá. Então, acho que essa pergunta é um espantalho. O que é racismo? O que é capacitismo? O que é gerontofobia? Você é a favor do Estatuto do Idoso? Felipe, Jamile, vocês são a favor do Estatuto do Idoso? Do ECA? Vocês são a favor?
Porque são coisas criadas pela sociedade para proteger setores em vulnerabilidade. E ninguém, você, não questiona o que é a gerontofobia, o que é a situação de penúria, vulnerabilidade que as crianças podem passar e por que você precisa logo de um Estatuto da Criança e do Adolescente.
Digo, setores da sociedade sofrem de maneiras distintas e diante deste reconhecimento é importante dar resposta específica para combater o que esses setores sofrem. E o projeto de lei da misoginia é um passo contraditório, completamente insuficiente, inacabado, mas é um passo que veio fruto da nossa luta, das mulheres protestando contra a situação do feminicídio. Então...
Não, acho que as mulheres são um setor oprimido da sociedade. E culturalmente elas são vistas como mais frágeis. Culturalmente elas são vistas como submissas. Culturalmente elas são inferiorizadas, secundarizadas. O problema não tem a ver com a sua mulher. O problema é que não é individual. E você gosta de debater sempre as coisas do ponto de vista individual.
O problema não é a atitude individual do júnior da sua mulher, seja de quem for. O problema é, existem ideologias, problemas sociais, que uma vez que são identificados, são respondidos politicamente, juridicamente, ideologicamente, etc, etc, etc. Estatuto do Idoso é uma resposta.
jurídica e política, num certo sentido, há um problema que existe na sociedade em relação ao setor em vulnerabilidade. Não estou dizendo com isso que idosos são inferiores. Estou dizendo que foi reconhecido que é um problema cultural. Logo foi dada uma resposta. Mesma coisa aqui em relação ao projeto de lei da misoginia.
Veja, foi falado do Lula, tá? Não sei se você não ouviu, mas na nossa abertura aqui nós colocamos isso e hoje, inclusive, as políticas do governo são completamente insuficientes, não só porque o Lula fala coisas machistas que não representam a luta das mulheres, não representam a luta da classe trabalhadora,
Mas porque ele submete o orçamento do combate à violência à mulher ao arcabouço fiscal, o que significa que ele submete a defesa da nossa vida aos interesses em primeiro plano dos capitalistas, dos empresários, dos banqueiros, etc. Agora, debatamos. Existe ou não uma corrente de pensamento redpill, de extrema direita, inflada por esse ódio, por essa violência dos últimos anos? Existe ou não? E o que fazemos diante disso? Projeto de lei é uma resposta nesse sentido.
Tem que aprofundar, tem que ir além, tem que ter uma resposta mais contundente das ruas contra o sistema.
em relação a coisas concretas. Mas é uma resposta. Vocês não trazem resposta nenhuma. Uma coisa muito importante também que o Felipe colocou, Felipe, acho que você não é da área do direito, né? Mas acho que é muito válida essa sua pergunta, né? De pra quem, o que que significa a misoginia? Como que a gente vai colocar isso, deixar isso bem definido, né? Na verdade, Felipe, pra quem faz faculdade de direito, sabe disso muito bem. No direito, tudo depende. No direito, nada é objetivo. E sabe por quê?
Pela própria maneira como o direito funciona. Porque o direito vira pra mim, pra você, pra todo mundo e diz todo mundo é livre, todo mundo é igual, todo mundo é sujeito de direito. Mas na prática a gente sabe o tamanho da desigualdade no nosso país, o quanto que as nossas desigualdades também alteram a nossa opinião, a nossa vivência, tem a ver com as opiniões que a gente tem. Por que eu estou falando de tudo isso? Porque não existe no Brasil nenhuma lei que seja objetiva dessa maneira. Vou te dar um exemplo.
Recentemente, o Tribunal de Justiça lá de Minas Gerais, vocês devem ter acompanhado isso, que é um grande absurdo. Um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais absorveu um homem que tinha estuprado uma menina de 12 anos.
Ninguém, especialmente quem é pobre, especialmente homens pobres, ninguém confia no judiciário, Felipe. Ninguém, ninguém que é pobre, ninguém que é um homem, ninguém que é uma mulher que depende do seu trabalho, confia no judiciário, porque o judiciário tem viés. O salário dos desembargadores é altíssimo. Por que eu estou falando tudo isso? Porque a lei da misoginia sofre os mesmos problemas que todo direito. E o que a gente está falando aqui é que essa lei não vai resolver os nossos problemas.
Ela tem uma coisa importantíssima que é um ponto simbólico de dizer pra população que a misoginia é um problema. E aí você falou assim, por exemplo, ah, o Lula vai ser preso com essa lei? Não, porque eu vou reafirmar aqui. Só ler lá o projeto de lei. O projeto de lei não criminaliza a opinião misógina. Ele criminaliza a exteriorização. Entendeu? Ele falou, né?
Exatamente, eu falei aqui Você pode pensar sua misoginia Do jeito que você quiser Mas quais que são as coisas Vamos lá, quem é preso por racismo no Brasil Você conhece alguém? Não existe isso Não há prisão por racismo Não há prisão por misoginia Isso é impossível de acontecer Ninguém é preso por racismo Ninguém vai ser preso por misoginia Vocês precisam ler a lei Pode passar?
Vamos lá, gente. Isso aí. O pessoal, só avisar vocês que já tá rolando a enquete sobre o primeiro tema, tá bom? Vocês podem continuar votando aí. Vamos lá, cinco minutos. Senhores, a lei, ela é muito clara. Olha só, parágrafo único.
Esse daqui é o projeto da lei da misoginia. Para fins desta lei, considera-se misoginia a conduta que exteriorize ódio ou aversão a mulheres. Vamos ver aqui o que significa aversão, sentimento de rejeição, repulsa ou antipatia por algo ou alguém. Não gostar, evitar, sentir desconforto, rejeitar. Vejamos o que significa ódio.
Demonstrar hostilidade a mulheres por serem mulheres. Incentivar a violência, a exclusão, a inferioridade. Tratar mulheres com um grupo que merece menos direitos ou dignidade.
Preste atenção. Exemplos como este é o que vai acontecer. Não entra nessa ondinha não, porque é isso que vai acontecer. Um homem não contrata uma candidata por não atender ao perfil técnico. Ela pode alegar discriminação ou aversão e isso pode virar acusação. Um homem escolhe promover um funcionário. Homem, porque teve melhor desempenho. A colega pode dizer que foi discriminada por ser mulher.
e que isso vai sim, ele pode responder um processo. Um homem discute com uma mulher por mensagem, fala de forma mais dura, ela pode dizer que aquilo demonstra desprezo ou aversão e ele pode ser enquadrado na lei. Um homem recusa sair com a mulher ou não quer se envolver, ela pode interpretar isso como desprezo ou aversão e isso pode virar problema jurídico. Acabou? Não, vamos lá. Um homem faz uma piada ou comentário que alguém considera ofensivo, outra pessoa pode interpretar aquilo como aversão às mulheres e isso vira
crime. Um homem discute com uma mulher no trânsito, ela pode interpretar aquilo como ofensa baseado em gênero e isso pode ser tratado como crime. Um professor, você que é professor, cobra mais de uma aluna da nota baixa diante da situação que ela tá apresentando reprova. Ela pode dizer que tá sendo perseguida e isso pode virar uma acusação.
Um jornalista faz uma crítica a comportamento feminino. Isso daí também pode virar um processo criminal. Sabe qual é o problema disso daí? É que vira uma lei subjetiva. É o princípio da legalidade, vai contra o princípio da legalidade. Conceito vago. E outra coisa, direito penal não trabalha realmente com opinião.
Mas o problema é o quê? Que nós estamos diante de um conceito subjetivo, amplo. Veja só o que vai acontecer. Opiniões como essa. Eu discorto de tal comportamento. Não concordo com essa pauta. Acho minha visão isso errado. Pode ser desagradável, mas isso é opinião. Mas sabe o que vai acontecer? Por isso ser genérico, isso ser amplo...
vão querer sim entrar com um processo criminal contra essas pessoas. E sabe quem é que vai julgar? Quem é que vai definir o que é misoginia, o que é ódio, o que é aversão contra a mulher? É o juiz. Só que a nossa colega, que inclusive é mestranda da USP, senhores, veja só o que a doutora Letícia falou, judiciário não tem lado, ninguém confia no judiciário, judiciário tem viés. Perceba, senhores, perceba.
Se nós estamos passando agora a responsabilidade pra julgar o que é misoginia para um juiz, o juiz que vai dizer se aquilo é crime ou não, se a própria doutora, que é mestranda da USP, tá dizendo que o judiciário tem viés, perceba, o nosso sistema já é pró-mulher. Qual é a tendência? E detalhe, você pode ser julgado tanto dentro de uma vara criminal comum, como também numa vara de violência em favor da mulher, de proteção à mulher.
Perceba, qual é a chance de você ser condenado diante de uma situação como essa? Grande. E perceba, qualquer fala dura, qualquer crítica, qualquer ofensividade, isso pode ser considerado como um ódio, sim. Tá? Como ódio, sim. Mas vamos lá. Você não respondeu a uma pergunta que eu fiz. Vamos deixar claro. Não respondeu. Não, não respondeu. Você não trouxe como o juiz vai julgar isso de maneira universal. Eu disse que não tem...
lugar que vai estar... Ah, se já não tem como você tá mostrando pra mim que a aplicação dessa lei é injusta, ela não tem como não ser possivelmente injusta. Como todas as leis do nosso país. Então é o seguinte, dois errados nunca vão fazer um certo. Não acaba com o direito, então? Ela já deixou bem claro, a lei não resolve esse problema. Então dois errados nunca vão fazer um certo.
Então vocês estão falando o seguinte, o sistema é uma merda, vamos ficar com essa merda que tá, e vamos prejudicar as coisas usando a merda como é. Cara, é tão louco toda essa proposta que vocês estão falando, vocês mesmas não definem. Isso aí, é claro, isso aí, cara, por exemplo, vamos lá, vocês vão acabar com a religião muçulmana no país? Propõem? Hamas, pode jogar foguete, mas pode subjugar mulher? O que a gente faz?
Funk. Vocês não me responderam. Acabamos ou não acabamos com funk? Não, eu perguntei. Bora. Objetifica ou não objetifica a mulher? Eu preciso entender. Pronto, Felipe. Tréplica foi feita... Não, foi... Réplica foi feita, tréplica de vocês, meninas. Pode ir. Cinco minutos. Põe aí.
Então, veja, a Jamília está fazendo todo showzinho aqui com os papéis, lendo e tal. O problema é que ela esquece quem é que esse sistema está beneficiando hoje, não é mesmo? Vamos fazer o debate aqui sobre o caráter político do direito, das leis, do judiciário. Quem é que são as pessoas que hoje não estão sendo punidas diante de coisas que fazem? Gente.
O direito, o judiciário, as leis, o Estado burguês, eles servem a uma classe, que é a classe dominante, que propaga e perpetua os valores racistas, misóginos, machistas, LGBTfóbicos, preconceituosos.
É por isso que nós temos apenas uma mulher no STF? É por isso que a maior parte dos juízes são homens? Então vocês estão falando que todos esses casos aí que vão hipoteticamente ser julgados, que a Jamile leu, que serão avaliados por homens, serão todos julgados em favor das mulheres? Estranho, não é mesmo? Porque é uma instituição que até hoje tem um outro componente de gênero.
Veja, vamos debater casos reais, concretos. Maria da Penha, foi citado aqui. Maria da Penha passou 19 anos denunciando a situação de violência que ela sofria. Sabe quantos anos o agressor dela ficou preso? Não chegou a ser três. Olha só, né? Quem é que está sendo beneficiado pelo sistema? Vamos falar de outro caso muito grave? Mari Ferrer.
Mari Ferrer tinha um calhamaço de provas pra comprovar a violência sexual que ela sofreu. No entanto, toda a prova, inclusive o material genético na roupa dela, foi questionada. Nada nunca era suficiente pra ela ter...
o discurso dela validado. Nada nunca é o suficiente. Essa é a vida real. Se você é uma mulher que já precisou ir numa delegacia da mulher, você sabe o que é a vida real. Não existem delegacias das mulheres em menos de 10% dos municípios do país. Existem delegacias especializadas para atender. Quem é que está sendo beneficiado, Jamile? São as mulheres que estão sendo beneficiadas ao não ter estruturas específicas para elas poderem relatar a situação que elas sentem?
Quando elas chegam lá, elas são deslegitimadas, revitimizadas. A maior parte dos casos não chegam a ser relatados numa delegacia da mulher. Então, antes de você falar desses casos aí que você tá pegando, fazendo showzinho com papel, você precisa falar da vida real, da vida como ela é, da situação como ela é, do judiciário como ele é, da delegacia como ela é, da situação de violência que a mulher sofre como ela é.
de casos concretos de violência absurdas que aconteceram como eles são. A menina de 12 anos, que foi chamada de esposa de um cara de 34 anos. A Tainara Santos, aqui de São Paulo, que teve as duas pernas amputadas e depois faleceu. A amiga da Tainara, que menos de um mês depois faleceu também. A PM agora, do batalhão que foi morta pelo seu companheiro, que disse que ele era o alfa e ela era beta e depois deu um tiro na cabeça dela. Esses são os casos reais. Quem é que está sendo beneficiado?
Eu acho muito interessante, porque geralmente as pessoas de direita, de extrema direita, defendem inclusive pena de morte para estuprador. E agora está todo mundo aqui preocupado com a lei da misoginia. Tranquilizar todo mundo. Ainda não virou lei, é projeto de lei. E tranquilizar ainda mais uma vez. Como eu disse, a importância desse projeto é um projeto simbólico para dizer para a sociedade que misoginia não é tolerável.
conta desse projeto de lei, inclusive, que nós estamos aqui hoje debatendo isso e dizendo com sinceridade, lei nenhuma vai resolver esse problema. Isso é um começo para a gente debater melhor o que está acontecendo aqui no Brasil. Mas aí também tranquilizar o Felipe e todos os homens que estão aí. De fato, o judiciário tem um viés, como eu muito bem disse, a Jamile reafirmou aqui, o judiciário brasileiro tem um viés. Então não se preocupem, porque o viés do judiciário brasileiro é masculino.
E é branco. É isso. Com licença mesmo. Porque, assim, fazer faculdade de Direito, qualquer um faz. Ler as leis, citar as leis aqui, qualquer um faz. Mas há uma série de pesquisas que demonstram. Judiciário brasileiro é masculino e branco. E você aí que tá em casa, que trabalha mais de oito horas por dia, sabe? Que mora longe. Você sabe muito bem disso. Porque você não confia no judiciário. A juventude negra que mora lá na Brasilândia...
Vocês sabem que toda lei tem viés. Agora os masculinistas estão descobrindo o mundo. Mas toda lei tem viés. A pessoa negra, o jovem negro lá na Brasilândia, se tiver com uma verdinha na bolsa, ele vai ser preso. Agora o playboy lá na frente do Mackenzie pode fumar o que quiser na frente da polícia e nada vai acontecer. Porque o judiciário tem viés. Agora eu quero que vocês me respondam. Não são a favor da lei? São a favor do que, então? Como que a gente vai combater aí a misoginia?
Pronto. Vocês têm cinco minutos pra pergunta? Quer reformular sua pergunta pra eles? Pode ser. Na verdade, é uma outra pergunta. É a vez de vocês agora. Ah, tá. Pode ser outra pergunta. Não é a gente que faz agora a pergunta? Não, não. Acabou de fazer. Ah, entendi. Agora é com elas. Na verdade, é uma outra pergunta, porque é a pergunta, né, pra eles aí. Desculpa, doutora. Ele fez a pergunta, foi pra ela pra responder. Não seria agora a nossa...
Vocês fizeram a réplica e elas fizeram a atleta. Elas começaram fazendo a pergunta da lei da misoginia. Depois a gente fez a pergunta. Agora é outro tema, não é? É outro tema. Aí a gente não começa fazendo a pergunta do outro tema? Ah, elas vão fazer sempre e começar fazendo? Não, porque o Felipe fez a pergunta. Aí elas estão respondendo a pergunta do Felipe. Agora é a réplica. Não, já passou. Não, já passou. Elas responderam, a gente fez.
Eles fizeram a réplica. Eu ainda falei, a réplica é delas. Parece toda a mesma discussão.
A tréplica foi delas, agora elas perguntam e depois vocês perguntam. Tá bom, bora. Na verdade, não é a mesma pergunta, porque a pergunta aí, né, sobre o que que eles propõem, a Mandy já fez na primeira rodada e não souberam responder. A minha pergunta aqui é outra, né? A gente trouxe aqui uma série de dados ao longo desse debate. A gente mostrou primeiro que o judiciário tem viés, o judiciário representa uma classe, que é a burguesia.
Isso de uma série de aspectos, a começar pelo salário altíssimo dos desembargadores, dos juízes, que é um grande absurdo, ninguém concorda com um salário de mais de 30 mil reais com dinheiro público. Ponto. A gente também discutiu aqui que a violência contra a mulher é muito mais presente sim.
entre as periferias. E sabe por quê? Porque as mulheres, elas não têm dinheiro pra sair de relações abusivas. Inclusive, há uma pesquisa que comprova que a grande maioria da violência contra mulher é contra mulheres negras. Entre 2021 e 2024, saiu um estudo que mostrava que o feminicídio entre mulheres brancas teve uma ligeira queda, na verdade. Mas o feminicídio contra mulheres negras teve um aumento.
Como eu e a Mandy trouxemos aqui, a gente nunca achou que a solução para esse problema é a lei. A importância da lei é simbólica para a gente debater algo maior. E qual que é esse algo maior aí? A gente tem uma pesquisa, né? O Felipe perguntou, né? Ah, porque no governo Bolsonaro aumentou os casos de feminicídio, ninguém culpava. Todo mundo culpava ele, agora ninguém culpa o Lula.
Porque como a gente também faz esse debate, o problema vai para muito além de governos. Não à toa, nenhuma de nós aqui é fã do Lula não, a gente faz muitas críticas a isso. Durante o governo Bolsonaro, o índice de feminicídio começou a crescer, sabe quando? Durante a pandemia.
Em que muitas mulheres perderam seus empregos, tiveram que ficar mais tempo em casa, então mais suscetíveis à violência doméstica. Tem relatos de mulheres que chegavam em casa depois do trabalho delas, o homem pedia para elas fazerem janta.
Elas não faziam porque também estavam cansadas do trabalho e elas eram agredidas por isso. Sei que todo mundo aí que mora também na periferia, todo mundo que não tem papai e mamãe pra sustentar, sabe muito bem que na nossa realidade isso infelizmente é muito comum. A gente tem mães, tias, irmãs que trabalham fora e que tem que voltar pra casa e fazer mais um trabalho. Porque é isso, o salário hoje no nosso país é extremamente... ... E aí
insuficiente pra que a gente consiga ter uma ajuda paga dentro de casa. Pra que as mulheres que saiam pra trabalhar não tenham que voltar pra casa e trabalhar mais. O que eu tô dizendo isso aqui? Porque o problema não é só a nossa falta de leis. Não é aumentar a pena.
O problema tem a ver com a condição objetiva das mulheres. A vida de ninguém tá boa hoje em dia. É o que a gente sempre fala, essa ladainha de que agora todo mundo come picanha, todo mundo tem dinheiro pra comprar cerveja. Não é verdade. A vida do brasileiro, e mais do que no Brasil, né? Todos os países aí do sul global, todos os países pobres, a vida de ninguém está boa. Quem é imigrante, mesmo nos países ricos, a vida de ninguém está boa. A gente tá trabalhando muito...
Pra ganhar pouco, é só virar pra um motorista de Uber, o cara trabalha mais de 12 horas por dia pra ganhar o mínimo pra sobreviver. Por que que eu tô falando tudo isso? Porque eu acho que as causas da violência contra a mulher são muito maiores do que dizer que o homem é mau, tal, tal, tal. É mais do que isso.
Eu sei que é mais do que isso. Eu queria perguntar pra vocês. Pra vocês, qual que é o motivo? Por que que tá aumentando o número de feminicídios? De onde vem isso? Qual que é o problema? Por que o número de feminicídios tá aumentando nesse momento? Pra responder. Põe só o cronômetro ali, por favor.
Voltou? Posso vir? Bom, de novo, vou responder a sua pergunta, mas mostrando pra vocês que vocês não falam nada sobre as pautas que eu trouxe aqui.
Não falaram, por exemplo, sobre a religião muçulmana, sobre o funk, não falaram sobre o sertanejo, não falaram sobre a religião cristã. Tudo ponto de vista, tudo opinião, que é externalizada nas igrejas, nos púlpitos, nas praças, enfim, há mais de séculos, milênios. E eu queria entender com vocês, vamos acabar com eles? Segundo.
De novo, Mandy, você é uma defensora do Ramaz. É o seu direito. É o seu direito, mas o mesmo Ramaz objetifica e oprime as mulheres. Eu queria entender. Ramaz é bom ou ruim?
Então são coisas muito loucas, assim, que eu não consigo entender. Outra coisa, que a doutora falou. Ah, o direito é desigual. A classe burguesa, em que país vocês vivem, pelo amor de Deus? Tudo bem, os juízes são uma burguesia? Claro que são. Mas 90% desse país vive com 33 mil reais a família, porra. Então, ótimo, é um absurdo, exatamente. Agora, qual é o viés se todo mundo é pobre?
Caralho, quem vai ser julgado? A mulher preta morre mais. É verdade. E quem mata mais? É um homem negro? Você acha que é? Não, tô te perguntando. É a maioria na cadeia? São eles que matam mais? Eu não sei. Se um branco matar uma mulher... Que vá preso pro inferno. Não vai acontecer. Lógico que vai. Aí, eu acho interessante da sua parte. Você relativiza a lei.
A lei tem que ser posta e ela tem que ser operada de maneira igual. É isso que eu estou defendendo. Vocês estão propondo uma... Não, vocês estão propondo uma lei desigual. Todas as leis são desigual. Ou seja, então vamos continuar com o problema. Vamos multiplicar eles. Eu sou a favor de abonir esse sistema. E aí tem outra questão interessante. Vocês não responderam. Aponte qual lei já não é vingente que defenda a mulher de maneira plena.
Vocês não responderam. Vocês não responderam nada. Vocês só ficam atacando espantalho. Tudo que a doutora colocou ali como modelos e exemplos possíveis. São reais. São reais, são possíveis. O crime é imprescritível. Vocês têm filhos? Ótimo. Mais fácil.
Agora, vocês já pensaram, se um menino começa a namorar a garota, três anos de namoro, quantas conversas, quantas discussões, brigas normais, normais de relacionamento, que pode ser usado amanhã por uma atitude de vingança? O crime é imprescritível. São várias formas que isso vai ser usado, mande, como apenas calar as pessoas.
Vai mudar o governo de opinião ali. Vão pegar uma fala qualquer de qualquer pessoa que faz programa como esse nosso aqui. Um debate desse aqui. Um homem vai debater com uma mulher em qual tema, em qual tom a partir de agora. Porque isso pode ser usado contra ele. Mulheres vão perder o emprego. A mulher pobre que você fala, porque o homem vai ter medo de contratar ela.
Porque ele vai preferir o resguardo jurídico. Já que a lei, como você falou, que qualquer juiz ali julga segundo a sua cabeça, pode prejudicá-lo, então ele vai jogar no seguro. Essa lei não tem cabimento. Como está posta, não tem cabimento. Mas eu vou responder como a gente reduz o feminicídio. Mas eu preciso passar para a doutora.
Olha só a situação. Perceba, o que mais tem na internet é ódio contra o homem. Primeiro, não existem dados que existem mais ódio contra a mulher. Todo homem é lixo, você já ouviu. Homem não presta, você já ouviu. Homem não serve pra nada. Homem tem que morrer. Todo homem é agressor. Todo homem é um abusador. Isso é o que a gente vê todos os dias na internet.
Você considera isso aceitável? Agora, diante de toda essa situação que a gente percebe e a gente verifica que tem mais ódio sendo distribuído de maneira bem ampla na internet, de ódio contra o homem e nada é feito, e agora eles estão colocando uma lei para dizer que...
todo o ódio, e aí vai ser genérico, onde o juiz vai julgar de acordo com a interpretação de a própria doutora tá falando que isso é o judiciário falando que ela falando que o judiciário tem viés. Então, o que você considera isso, justiça?
Se o judiciário já não tem viés, se o judiciário, ele já vai pesar para um lado, você considera que vai ter justiça nesse caso? Perceba, a própria Mandy falou sobre o caso da Mariana Ferri. Eu analisei a sentença. Eu analisei alguns pontos. Você não tá aqui pra acreditar? Acabou. Pronto. Tá?
Primeiro, uma pena que a doutora não tenha dito, né? Ela mesma desmentido o que o Felipe disse. Na verdade, esse tipo de crime, o crime de racismo colocado lá na Lei 7.716, que é a proposta feita agora, é um tipo de crime que dificilmente dá cadeia pela própria maneira como o direito funciona. Na verdade, nem todo crime dá cadeia. No caso, o crime de racismo e o de misoginia se aprovado é um crime de reclusão que geralmente começa em regime aberto. É isso.
E outro ponto muito importante que eu coloquei aqui é, a gente perguntou pra eles o que eles acham que gera o feminicídio. Eu não tô perguntando aqui se a lei é boa ou não, isso era tema da primeira pergunta. Eu tô perguntando aqui o que gera a violência contra a mulher.
E eu disse aqui, e eu e Mandy, nós acreditamos que a violência contra a mulher está sim ligado ao nosso sistema econômico, por diversos motivos. Um deles é que uma mulher da classe trabalhadora que ganha pouco, ela vai pensar duas vezes antes de sair de um relacionamento abusivo, porque ela precisa muitas vezes do dinheiro do marido para que ela e os seus filhos possam sobreviver.
Então o aumento da violência contra a mulher tem a ver com o nosso sistema. O aumento da violência contra a mulher começou a acontecer ali durante a pandemia também, porque muitas mulheres perderam o emprego. Ou seja, a violência contra a mulher tem ligação com isso.
Outro aspecto muito importante que a Mandy colocou aqui, a gente não tem problema em criticar o governo Lula, que foi um governo que propôs um projeto de arcabouço fiscal, que foi aprovado inclusive, o Haddad propôs o arcabouço fiscal.
que impõe uma série de limitações para o gasto público. E que gasto público que vai ser limitado? É o juiz que vai ganhar menos? Claro que não. Estão tirando da sua educação, estão tirando dos projetos sociais. E aí, por exemplo, um projeto social que foi muito atacado agora nesse governo foi o BPC, o Benefício de Prestação Continuada, que é dado a idosos de baixa renda, a pessoas com deficiência de baixa renda.
Isso também tem impacto sobre a violência contra a mulher, sabe por quê? Porque a maioria das pessoas que são responsabilizadas, não só pelo cuidado das crianças, mas também pelo cuidado de idosos, vamos lá, você tem uma avó, um vô, quem que cuida da sua avó e do seu vô? Provavelmente é a sua mãe, provavelmente é uma tia sua. Ou seja...
As mulheres são as mais responsabilizadas por esse tipo de trabalho quando o governo corta desse tipo de benefício social que, na verdade, deveria ser direito dessas pessoas. Ou seja, se a gente quer diminuir a violência contra a mulher, a gente tem que dar melhores condições de trabalho para essas mulheres, tem que permitir que essas mulheres não sejam as únicas responsáveis pelo serviço de casa, para que elas tenham condições de sair de relacionamentos abusivos. Ou seja...
A gente aqui não acredita que o PL da misoginia vai resolver nada, não. Mas a gente tem outras propostas que têm a ver com isso, com lutar com mais seguridade social. E a direita? Qual que é a proposta além de ficar criticando, criticando? Sinceramente, eu acho que nem vocês acreditam nisso.
Eu acho que é importante a gente debater com honestidade aqui. Vejam, cada momento, um dos lados tem uma pergunta central para fazer para o outro. Se você, Felipe, escolhe como retórica sua ficar fazendo uma série de perguntinhas e o outro para consolidar o seu raciocínio, não vai respondendo suas perguntinhas, mas responde a pergunta central, acho que faz parte do debate. Também não vi honestidade quando você falou que eu defendo o Hamas.
porque eu já fui duas vezes no seu podcast, já apresentei meu ponto de vista sobre isso, eu defendo o povo palestino, a resistência do povo palestino, uma guerra tem dois lados. No massacre que o povo palestino sofre hoje, quem está no lado da resistência é o Hamas e uma série de outras organizações, agentes, instituições, pessoas, partidos.
Eu tô do lado da resistência. O Hamas tá desse lado também. Significa que eu defendo eles ou que eu acho que Hamas ou qualquer coisa, sei lá, defende o direito das mulheres? Não tem a ver com isso, entendeu? Diante agora da guerra, inclusive, contra o Irã, a mesma coisa.
Vejam, regime, uma ditadura, e ainda assim eu posso defender a libertação do povo ironiano contra a agressão dos Estados Unidos e de Israel, e não significa que eu passo pano para a ditadura machista também dos ayatolás. Então, debata com honestidade. Mas, gente, quero perguntar para vocês, as trendes que rolam aí nas redes sociais...
Elas são, em sua maioria, chamando os homens de lixo? Ou que nem a trend recente que teve dos homens fingindo matar, espancar as mulheres companheiras, caso eles pedissem ela em casamento, em namoro, e elas dissessem que não? Uma vez que a mulher recusou ou não os homens nos vídeos, agredindo, violentando as mulheres. Esse é um exemplo de uma trend real.
Veja, você tem um exemplo aí, Jamile, de uma trend real de homens como lixo? Você trouxe casos hipotéticos. Eu trouxe casos reais. Nome, nome, data, local. Casos reais. Maria da Penha, Marifer, etc, etc. Isso é casos reais. Exponha aí, Jamile, pode ir. Vamos lá.
Ô, Mandi, então o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Bom pra caramba. Isso aí mostra caráter pra caralho, tá ligado? Tipo, bom, vou estar do lado do Ramaz, que, porra, mata a mulher, joga gay do auto do prédio. Foda-se. Gosto deles. Gosto do regime do Irã. Legal pra caramba. Mas eu sou feminista. Feminista... Não, eu falei que eu não gosto e que eu não defendo. Só uma outra questão. Não distorça as minhas palavras. Posso falar?
Porque aí segura o tempo lá pra nós. Vai, pode ir. O que eu respeito quando ela vai falar, eu paro de falar, entendeu?
Isso já é uma coisa muito interessante da sua parte. Outra. Doutora, pobreza justifica crime. Pois é. Mas vocês toda hora justificam baseado na dificuldade econômica do país.
Pobreza. Porque a mulher, a mulher, a mulher... Mas o homem também fode-se pra caralho, trabalha três empregos. É a realidade. Sabe o que faz o homem matar a mulher? E a mulher matar o homem? A porra da essência do ser humano. Maldade e bondade diante de nós. Nós temos capacidade racional e ética para bloquear os nossos impulsos animais. Quem não faz isso é o quê? Criminoso.
Por isso é uma minoria e, graças a Deus, uma minoria da sociedade. Agora vocês estão tratando isso como? Como regra, o que é uma exceção. De novo, mande, N1 importa, viu, mande?
Sabe qual é que é o problema? Você fala assim, não, você sempre particulariza. É claro que eu particularizo. Porque pode acontecer comigo, pode acontecer com o Júnior, pode acontecer com o meu filho, pode acontecer com qualquer homem. E quando chega naquele homem injustiçado, pra ele importa, porra. Vocês estão generalizando algo e esquecendo que a vítima lá vai ser punida. Ah, mas não vai ser preso.
Não vai ser preso, foda-se. Dois anos de perseguição, acaba com a vida do cara, a reputação do cara, a moral do cara, a família do cara. Aí você diz assim, ninguém é preso por racismo no Brasil, mas existe uma lei? Então trabalha pra que a lei seja cumprida. Isso sim. Agora, não dá pra comparar racismo com misoginia, porque o racismo ele é objeto per se. Nós somos iguais. Raça, separar o ser humano por raça é uma idiotice, uma aberração. Agora, o homem e a mulher... vomitar! E aí
O homem e a mulher tem diferenças biológicas, psicológicas, naturais. Não tem? Você tem a mesma quantidade de testosterona que eu. Seu cromossomo é igual ao meu. A sua massa muscular é igual a de um homem. A sua densidade óssea é igual a de um homem. Bom, dizer isso talvez vire misoginia. Mas eu estou tratando de ciência. Agora a ciência vale ou não vale? Será que essa minha opinião pode machucar o sentimento de vocês?
Por que não tem mulher descarregando carro de cimento? Em trabalho pesado? Em carvoaria? Fazendo asfalto? Por que não tem mulher nas forças armadas? Por que vocês sempre foram poupadas das guerras? Ah, porque a sociedade é machista. Machista pra caralho. Sempre protegeram as mulheres.
Agora nós tínhamos limitações. Limitações. Tecnológicas. Limitações. Porque a biologia imperava. Hoje nós podemos. A mulher tem um anticoncepcional, por exemplo. Excelente. Vocês ganharam isso. Isso é ótimo pra vocês. Todos os espaços estão dados. Vem cá. Qual trabalho a mulher não pode fazer? Qual salário é diferente? Qual lei impõe homens e mulheres qualquer tipo de diferença? No mercado de trabalho.
Se ouçam, vocês não se ouvem, esse é o grande problema de vocês. Vocês só verborragiam as coisas. E Felipe, sabe qual é o maior problema? É que, um, se essa lei da misoginia for aprovada, aí sim nós vamos ter um colapso do sistema e aí vai ter um aumento do feminicídio. Eles não estão percebendo isso. Sabe por que vai ter um aumento do feminicídio? Porque o sistema vai estar colapsado. E detalhe, nós vamos ter uma banalização do direito penal. Senhores, nós já temos leis específicas.
Que se você se sentir, mesmo que seja mulher, mesmo que seja homem, ofendido, lei que cobre isso, isso mesmo. Vem cá, vocês são a favor de aumentar as penas? Porque veja bem, eu sou a favor. É que nesse país não pode prisão perpétua, trabalho forçado. E aí? Bora? Porque a esquerda vota contra toda a sessão. O pessoal vota contra toda a sessão. Por que você é contra o PS hoje?
Porque é subjetivo. Vocês vão condenar homens inocentes por opinião. E aí eu digo de novo, vai criticar o muçulmano? E fala um crime objetivo. Ela mesmo já afirmou. Existe algum crime objetivo? Por exemplo, é um crime objetivo. Senhores, senhores. Agora, qual foi a minha intenção ao matar? Um playboy que mata alguém de Porsche é preso?
Foda-se esse é problema da lei. Dois errados não fazem um certo, querida. A lei não é objetiva. Dois errados não fazem um certo, querida. A lei é objetiva. Por isso que eu critico o direito. A lei é objetiva. Vamos continuar? Bora. Aproveitando, já respeitando a ordem, vocês podem fazer pergunta pra elas agora. Tá na vez de vocês perguntarem. Não é uma réplica. Não, já foi. Agora a gente pergunta a mesma coisa. É a mesma coisa da outra vez. No mesmo tema agora. Feminicídio. Sobre feminicídio. Feminicídio.
Posso ler? Quer ler você? Quer começar você? Não, pode fazer. Tem certeza? Vamos lá. Concluindo, concluindo. Quando é que vocês vão começar a responder as coisas que eu trouxe? Não falaram nada até agora. Feminista fica lá em baile funk, ouvindo a música, dançando, quicando. Quicando nas ruas lá. E tá tudo bem. Objetificando a mulher. Moleque da periferia, querida. Ele cresce ouvindo essa merda. Isso é discurso de ódio, mande.
Eu queria entender com vocês, ou é cultura? É a cultura da comunidade. Eu quero entender. Porque o garoto às vezes nem tem internet. Não sabe nem o que é Red Pill. Mas houve o tempo todo que a mulher tem que andar de quatro pra ele. Tem que ficar na rola dele. E aí? Aí ele acha que aquela mulher pertence a ele. Lavagem cerebral desde cedo. Aí ele mata lá na frente, lá porque ele olha a mulher como objeto. Cadê vocês vociferando contra o funk?
Vamos criminalizar a religião muçulmana? Essa sim. Essa sim. Coloca mulher em lugar de inferioridade. Mas a religião cristã não faz isso. Não? Não, em Cristo todos somos iguais. Homens e mulheres. Não há homem ou mulher em Cristo. Todos somos iguais. Mas você disse que homem e mulher é...
Não, querida. Iguais diante de Deus, iguais como seres humanos, diferentes biologicamente. É normal. Essa diferença tem que ser respeitada. Por exemplo, por que em países superdesenvolvidos, escandinavos, paradoxo da igualdade? Tá lá, ó.
emprego, igualdade pra todo mundo. Mas por que as mulheres não ocupam certos trabalhos mesmo assim? Ano pós ano. Segue distinto. Porque nós temos características inatas. Mulher engravida. Mulher tem sonhos diferentes do homem. Isso é normal. E sempre vai parar no indivíduo, mande. Não é no grupo. Nós não somos bandos. Somos indivíduos. Cada família tem a sua história. Isso tem que ser respeitado.
Inclusive a opinião. Agora, pergunta pra vocês. Aí eu deixo a doutora completar caso seja necessário. Qual é o critério objetivo, doutora, e verificável que permite distinguir sem margem interpretativa? Sem margem interpretativa. Um homicídio motivado por condição de ser mulher. Matei porque é mulher.
De um homicídio motivado por ciúmes, rejeição, conflito emocional. Especialmente quando esses fatores coexistem. Homem mata a mulher, contexto doméstico, feminicídio. Tipificação, tá lá. Vamos jogar 50 anos de cadeia pro feminicida? Eu sou a favor. Sou a favor, tá tudo bem. E quando a mulher mata um homem é o quê?
Ela pegou o cara no flagrante ali, adulterando. Aí vai e mata o cara. Vários casos recentes, hein? A mulher jogou fogo no homem. Vários casos recentes. E aí? É pelo quê? Porque ela tá cansada de apanhar? Ela olha ele como objeto? Ela olha ele pra esse homem como? Posse?
A questão, Felipe, é que na visão deles, delas, é que não existe mulher que mata homem. Toda mulher que mata homem é porque é vítima de violência doméstica. Essa é a linha de defesa sempre. Aqui eu trouxe casos reais pra vocês. Aqui eu trouxe só um exemplo. Senhores, se você colocar agora, você não é obrigado a acreditar neles, não acreditar em mim. O que eu te convido agora é pra você pesquisar. Faça você o levantamento.
Existem sim homens que são mortos por mulheres por causa de ciúmes, porque não aceitam o fim do relacionamento. Aí ela vai lá e mata vários casos. Agora o que acontece é que no plenário do júri é muito mais fácil defender uma mulher porque vai utilizar essa narrativa. E essa narrativa vende, vende até pra você que faz parte da sociedade.
Agora a questão é que você precisa entender. Não existem dados, levantamentos de homens que são mortos por mulheres. Como é que eu vou fazer um levantamento pra saber exatamente quem morre mais? É tudo subnotificado, porra. O cara ouve xingamento da mulher dentro de casa. Isso não é violência psicológica. O homem não tá nem aí pra essa porra. Agora, o mesmo xingamento que a mulher faz pro cara se o cara fizer pra mulher, é crime. Somos iguais? Cadê o empoderamento feminino?
Cadê o empoderamento feminino que vocês tanto exigem e dizem?
Homem é diferente de mulher, é igual a mulher. Definam, por favor. Isso é importante. Então, pra você que está nos assistindo, não tem como a gente fazer um levantamento de se homens morrem menos ou mais do que mulheres, porque não é feito esse levantamento pro sistema. E esse é o problema. Se não é feito esse levantamento, você, homem, é como se não existisse pra sociedade, para o sistema. Inclusive, as colegas já deixaram bem clara. Claro, elas são contra esse sistema atual.
Bom, é isso. Eu quero que vocês respondam as coisas que eu trouxe, pelo amor de Deus. Pelo menos uma, duas. Bora? Vamos lá. Pode ir. Dera aí, por favor, o cronômetro. Letícia? Tá, primeira coisa. Vamos lá. A Jamile trouxe aqui vários papéis de jornal aqui pra fazer um bom corte. Casos reais. Mas vamos lá. Você, no seu bairro, quantos homens você conhece que já sofreram violência das suas esposas? Tipo, cê está piado? Cê conhece quantos?
Eu não conheço nenhum. Agora já tive tia, já tive mãe, já tive gente da minha família que sofreu esse tipo de violência. Segunda coisa, o Felipe aqui... Felipe, é por isso que a reforma do ensino médio é tão ruim. Porque as pessoas não têm aula de história, não têm aula de sociologia e também não têm aula de direitos básicos. Se o Felipe tivesse tido essa aula, ele saberia que mesmo em crime de assassinato...
Há exceções, sabia, Felipe? Tem uma coisa que chama excludente de ilicitude. Ou seja, matar é crime? É. Mas, por exemplo, se é inlegítima defesa, não necessariamente. É óbvio, né, querida? Pois é. Mas com dolo não. Não, pra você, não é óbvio, Felipe. Porque o Felipe disse aqui que tem crimes, tipo matar alguém, que são objetivos. Com dolo? Mas existe excludente de ilicitude. Aí, a outra coisa. Falou do funk aqui. O funk, na verdade, Felipe... Isso, é cultura.
Ele é um espelho da sociedade. Um espelho da sociedade. Assim como o sertanejo também é. E há muitas músicas machistas. Tudo isso. E é por isso que eu disse pra você que o meu feminismo não é um feminismo que não pensa nos homens. Eu penso nos homens, inclusive dos homens da classe trabalhadora. É por isso também que eu faço parte de um coletivo que chama Superação Coletiva. A gente promove debates com jovens de periferia. Sabe qual que foi o nosso último debate sobre isso?
Foi sobre feminicídio. Nosso último debate foi sobre esse tema. E a maioria das pessoas que falaram nesse debate foram homens. Homens periféricos. E eles falaram, reconheceram os problemas de criação, reconheceram o quanto o problema do feminicídio também tem a ver com os problemas econômicos da nossa sociedade. Ou seja, eu estou dialogando com os homens. E tem muito homem que sabe uma coisa que você está ignorando.
Não, eu acho que a argumentação do Felipe aqui expressa o preconceito na forma dele de enxergar. Ele fala do funk, e é fácil falar do funk uma vez que você associa isso da cabeça deles com marginalidade, com periferia. Aí você quer apontar aqui os problemas. Mas fala do rock também.
Fala da MPB. Fala de tudo. Fala da Bossa Nova. Por favor. Mas por que que você não fala? Por que que não vem na sua cabeça falar sobre isso? É porque você tá enxergando o mundo com uma lente racista, com uma lente elitizada, com uma lente preconceituosa. Então, eu acho que é importante pensar sobre isso.
Veja, nós estamos aqui debatendo a situação do feminicídio e o curioso é que os oponentes passam a maior parte do tempo falando sobre o direito dos homens. Eles não debatem sobre a situação de feminicídio. Quando eles debatem é para fazer como a Jamile, para contestar e dizer que esses dados não existem.
Foram divulgados os dados agora. A lei tipifica, feminicídio, foi feito levantamento, quatro mortes por dia. A Jamile tá dizendo que não. O engraçado é que a Jamile é aquela que vai pras redes sociais falar um monte de fake news. Por isso que ela tá sendo indiciada aí pelo Instituto Maria da Penha. Por isso que o Fórum de Segurança Pública já desmentiu ela. Por isso que o Conselho Nacional de Justiça já desmentiu ela.
Porque ela falsifica os dados e propaga fake news. Debater a situação concreta, feminicídio, quatro mortes por dia, ninguém fala nada. É a temática da pergunta, ninguém fala nada. Sabe por quê que eu acho? Vocês estão aqui falando contra a lei, o problema é que ninguém consegue definir o que é misoginia, etc. Define aí então o que é racismo, define o que é misoginia pra você, define o que é um preconceito com mulheres e com setores oprimidos e vulnerabilizados da sociedade. Tenta trazer essa definição.
Mas sabe por que vocês não falam sobre isso? Porque o problema para vocês não é a lei. Tanto é que se o problema fosse essa lei, vocês estariam propondo outra. Que fizesse sentido e que vocês achassem que punisse. De acordo com critérios mais objetivos, etc. O problema é que vocês sequer reconhecem misoginia, machismo, feminicídio como problemas que existem.
E é por isso que num ponto pra debater a violência e a morte de mulheres, vocês passam mais tempo falando que são os homens os afetados, os homens nas redes sociais, os homens que estão sofrendo violência. E eu acho que isso existe, sim. Existem homens que passam por situações como essas. No entanto, nunca um homem morreu por ser homem. Nunca um homem morreu por ser homem.
E a gente tá vendo quatro mulheres morrerem por dia Pelo fato de serem mulheres Serem vistas como menores Desprezíveis, frágeis Que tem que obedecer e serem submissas E aí você pode falar das religiões É uma crítica importante Mas não fale só sobre uma, fale sobre todas Doutora
Só um minutinho, pessoal. Você tá preparado pra dar uma quebrada no gelo aí? Joga a câmera aqui em mim, Gabriel. Isso. Pessoal, quero agradecer. A gente tá com uma excelente audiência hoje, tá? Estamos aqui fazendo o debate. Vou pedir, por favor, pede, por favor, pro pessoal dar o like e se inscrever aí, Letícia. Galera, vamos lá. Todo mundo, dá um like, se inscreve. Acompanha a gente aí nas redes sociais também, pra não ficar só vendo os cortezinhos tendenciosos desse debate.
E falar que você vai poder, inclusive, como o pessoal está mandando superchat ou livepix, vai poder ser respondido ao final desse debate. Então, assim que a gente acabar os blocos, a gente passa para encerrar as perguntas, tá bom? Agora sim, por favor. Você? Pode ir, Felipe. Doutora, dolo. A senhora tem razão. Agora vem cá. A senhora não me respondeu a pergunta que eu fiz. Ok.
Pois é, esse é o problema daqui até agora. É que você fez tantas... Não, não, não. A principal eu sei qual que era agora. A minha não respondeu. A principal, tá? Não respondeu. Então, assim. Qual o critério objetivo verificável que permite distinguir ser mais interpretativo ou homicídio? Motivado por condição de ser mulher... A senhora não respondeu. De um homicídio motivado por crimes como... Por motivações de ciúme, rejeição, conflito emocional.
Ela não falou. Quando um homem mata uma mulher é feminicídio. Quando a mulher mata um homem por crime passional. Eu queria entender isso. Porque você falou que todo homem que mata mulher é por ela ser mulher. Não, eu falei. Todo homem que mata mulher. Eu falei que mulheres são mortas por serem mulheres. Ótimo. Quantas será? Também? Quantas será que eu consigo ter certeza? Quatro por dia. Que eu consigo ter certeza que a motivação do cara foi eu vou matar ela porque ela é mulher.
Porque essa é a grande questão aqui. Vocês só trazem coisas pra trazer o... Ah, o emocional. Me chamou de preconceituoso. Não, querida, eu sou a favor de acabar com qualquer música misógena. Não tenho problema. Agora vem cá, numa comunidade do Rio de Janeiro. O que é que mais se ouve? Eu tô trazendo um contexto social. Qual o problema? Sou preconceituoso por causa disso? Não, de maneira alguma.
Só sabe falar da classe trabalhadora da periferia? Não, falo de todas. Então fala aí dos playboys. Todos, querida. Então fala. Mal caráter tem que ir preso e se fuder pra mim. Eu não justifico criminalidade por pobreza, como vocês fazem. Isso é inato, senão rico não roubava, rico não matava, rico não estuprava. Mas não é preso igual pobre. Isso é outra coisa, isso só prova que não tem a ver com questão social. O direito representa os ricos. Isso só prova que não tem a ver nada com questão social.
Você nasceu na periferia, você não falou? Ótimo. Justificou você fazer e cometer crimes? Justificou você ser subjugada por qualquer homem? Não. Então você é a prova viva de que isso não é verdade pra todos.
Quantas de mim tem na universidade? Ótimo, essa é a boa pergunta. Então, você só tá mostrando o quê? Ah, pô, vamos educar a mulherada? Ótimo. Vamos tentar melhorar? Não tem problema. Governo que está? Vamos. Isso eu concordo, isso não tem problema nenhum. Mas eu não justifico mau caratismo por causa de pobreza como a senhora faz. Simples assim. Outra coisa, não responderam nada do que foi dito até agora. Eu tô esperando.
Você falou sobre as outras religiões. Bora, todas? Todas que subjulgam mulheres. Traz os nomes, bora. Vamos falar sobre isso. Não tem problema nenhum. O Estado tem que ser laico pra você, Felipe? Com certeza. E por que o seu candidato que você defende como ideal da política, que é o Nicolas Ferreira, não defende isso? O problema é dele, caralho. Eu não sou o Nicolas. Porra, não sou advogado dele. Eu não concordo em tudo com ele. E ele não é meu candidato, querida.
Você sabe qual o problema? Sabe qual o problema de vocês? Sabe qual o problema de vocês? Exatamente esse. O Lula é o seu candidato, querida. Sabe por quê? Não, não é não. Com certeza. No segundo túnel tu vai votar nele. Não, não é meu candidato não. Ah, você vai até tirar foto com ele, eu tenho certeza. Essa é a grande questão. Vocês ficam acusando as coisas que tá cheio no coração de vocês. E não respondem nada do que é trazido aqui.
Vocês não responderam nada do que eu trouxe até agora. Nada. Essa lei é subjetiva, doutora. Me diga que não.
dados vocês não trouxeram, viu, Mandy? Você iniciou dizendo que trouxe dados, você não trouxe dados nenhum. Ninguém aqui falou que é contra proteger mulher. Ninguém aqui falou isso daqui, tá? E outra coisa, a questão do feminicídio a gente considera que existe. Quem foi que disse que não existe? Existe pra caralho.
A questão que eu tô querendo dizer é que existe esse morte de mulheres matando seus companheiros simplesmente também por eles serem homens, porque elas querem, ou elas estão com ciúme, ou porque elas querem o seguro de vida, ou porque elas querem ficar como amantes. Quais são as estatísticas disso?
Minha querida, o seu sistema, o sistema de vocês não fazem esse levantamento, é isso que eu tô querendo dizer. Agora a questão é, a mesma coisa como vocês, a mesma coisa que vocês estão querendo dizer, isso daqui não são casos reais, é o que vocês estão tentando desenhar aqui. É como se o homem não tivesse direito, é como se o homem não fosse nada e ninguém. E se você, que está me assistindo, não prestar atenção exatamente o que elas estão tentando desenhar aqui, vocês vão ser engolidos pelo sistema.
Elas estão dizendo que, ah, eu não sou contra. A Mandy, ela já se manifestou a favor da lei. Ela já se manifestou contrário à lei de misoginia. Mas a questão é o seguinte, você precisa entender que essa lei, essa lei vai vir pra censurar, censurar debates, redes sociais, opiniões. Vai trazer um colapso. O direito penal não é para opinião.
Não é para crítica, não é para opinião, não é para posicionamento. Mas só que tudo isso pode virar crime. Quando o Felipe se manifestou aqui, a Mandy já se manifestou falando que ele é machista. Você que não percebeu. Bora, aumenta a pena dos estupradores. Bora, vamos aumentar a pena. Vamos lá. Nossa, pergunta agora, né? Terceiro bloco. Exatamente. Tá bem. Vamos lá. Por favor, cinco minutos para isso. Pode ir.
Então vejam, gente, eu acho que tem uma contradição em si no discurso deles aqui, tá? Porque, por um lado, eles falam que somos todos iguais, mas na verdade não, porque biologicamente somos distintos, homens têm mais testosterona e tal. E por trás desse discurso deles, é que eles não entraram nesse mérito aqui, tá embutida uma ideia de que homens são mais agressivos, de que homens são aqueles que fazem a parte braçal, etc.
porque justamente teriam as características biológicas que justificam isso. O problema é que se enxergam o homem desta maneira, logo, como é que não, em consequência, em conclusão do seu próprio raciocínio, não falam sobre a violência. Porque se nós temos alguém com mais testosterona, isso faz com que seja dominante, blá, blá, blá.
Faz sentido, pelo próprio raciocínio dos senhores, que teriam violência, certo? Que teria um lado aí da sociedade que teria uma postura de intimidação, uma postura de dominância, correto? O problema é que eles não falam sobre isso, porque é uma contradição com a lógica deles.
Como eu disse, outra contradição também tem a ver com a própria posição sobre a misoginia, o machismo, o feminicídio. O problema não é só o projeto de lei, mas o fato deles estarem se contrapondo ao projeto sem apresentar uma versão que eles acham que talvez fosse eficiente.
diz muito sobre o fato de eles não reconhecerem isso como um problema, que precisa ter algum tipo de tratativa na sociedade. Então, vamos falar de dados de Amile. Vamos falar, um dado que nós já trouxemos, do Anuário de Segurança Pública. As maiores vítimas de feminicídio são as mulheres negras.
64% das mulheres mortas são mortas dentro de casa, no contexto doméstico, por parte dos seus parceiros, dos seus pais. E aí nós temos, inclusive, violência contra meninas e crianças. 97% dos casos de violência contra mulheres são cometidos por homens. Vamos aprofundar essa situação. Vamos falar aqui sobre abandono parental. Vamos falar sobre as mais de 5 milhões de crianças em idade escolar no Brasil que hoje não tem o nome do pai.
Não tem o nome do pai. Quantas são as milhões de crianças aí que não tem o nome da mãe? Porque se vocês querem apontar aqui que existe alguma desigualdade que justifique a situação de homens e mulheres, é uma situação em pé de igualdade, apontem.
Quantos são os abandonos parentais em que a mãe abandonou essas crianças? Nós temos 11 milhões de mães solo. As mães solo são aquelas que recebem menos. Recebem menos em comparação ao salário dos homens, mas inclusive recebem menos em comparação ao salário das próprias mulheres que não são mães. Vamos falar aqui sobre mães atípicas, Jamile. Mães atípicas. E 70% a 80% dessas mães se enfrentam com abandono paterno? Por que é que isso acontece? Eu quero saber.
Porque veja, vocês precisam dar alguma explicação. A explicação de vocês pode ser, esse problema não existe. Eu acho que é a opinião que vocês têm. A explicação de vocês pode ser, esse problema existe, mas também acomete os homens tanto quanto as mulheres. Ou a explicação de vocês tem que reconhecer que isso aqui é um fato, é um dado. Levantado pelo IBGE, pelo IPEA, pelo Anuário de Segurança Pública, reconhecido de diversas maneiras.
Quantas são as mulheres que têm medo de andar de ônibus e andar numa rua escura? E quantos são os homens? Você que tá assistindo aí, digo, se pergunte sobre essas coisas, entende? Então vocês precisam trazer aqui alguma explicação.
A explicação que nós damos é que isso tem a ver com os políticos, com a falta de medidas concretas para regularizar a situação de homens e mulheres, para trazer isonomia e igualdade. E políticos aí entra a extrema-direita, entra a fraquejada do Bolsonaro.
Entra todo tipo de discurso misógino machista do Nicolas Ferreira e companhia, dos Redpill. Também entra a esquerda capitalista, que o Lula, com as suas falas machistas, com a ausência de verba concreta para a defesa da vida das mulheres.
A ausência de verba concreta para a defesa da vida dos setores oprimidos em geral, a Letícia citou aqui o BPC, mas também tem a ver com o sistema. Tem a ver com o sistema, com a forma de organização da sociedade capitalista que se beneficia das opressões, que precisa nos dividir e nos tornar desiguais para nos controlar e nos governar.
Porque uma vez que nós estamos brigando entre nós, nós não nos voltamos contra o sistema, que é quem nos explora e nos oprime. Essa é a nossa explicação para essa situação de violência hoje. Qual é a que vocês dão? Vocês precisam dizer. E veja, não vou votar no Lula, tem um pré-candidato à presidência da República nesse momento, que é o Hertz Dias, que é o candidato dessa eleição, que por excelência vai enfrentar o machismo, a misoginia, o racismo, defender a classe trabalhadora, enfrentar todo esse tipo de discurso,
nojento e preconceituoso que vocês estão defendendo aqui. Vamos lá, sobre a questão do abandono. Eu tenho culpa, você tem culpa, que a mulher vai lá. E aí eu vou utilizar um exemplo muito clássico do baile funk. Ah, é. O pai some a culpa da mulher. Eu vou querer o meu tempo de volta. O pai some a culpa da mulher? O pai abandona a culpa da mulher? Minha querida, se a mulher dá pra... Responde sim ou não? O pai some a culpa da mulher?
Por que ela não respondeu, né, gente? Os dois têm responsabilidade. Sim, pode falar. Perfeito, obrigado. Vamos lá pela questão do abandono. Você tem culpa que a mulher vai lá e ela acaba se relacionando intimamente com vários homens ao ponto dela não saber quem é o pai. Eu vou te contar uma coisa que você não sabe. Quando a mulher não sabe quem é o pai, no registro civil, o Ministério Público entra com a investigação, notifica a mãe pra mãe apontar quem é o pai.
E a mulher tem a obrigação de apontar. O problema é que muitas mulheres não sabem, não sabem quem são os pais. Agora vamos falar sobre processo. Quantos processos eu tenho no escritório de homens que descobriram que não eram pais dos seus filhos. Porque a própria esposa teve relação extraconjugal, tendo o caso, e acabou enganando o seu companheiro e ele teve que assumir. Perceba.
A questão de mãe solo. Quando você coloca, e ela falou aqui 11 milhões, não sei exatamente se é esse o valor. 5 milhões de mãe solo. 11 milhões de mãe solo. Você precisa entender que dentro dessa fala de mãe solo vai entrar também toda mulher que acabou de se separar. Toda mulher. Toda mulher que acabou de se separar. Então o pai que está lá na justiça, brigando pra ter acesso ao seu filho, pra ter uma convivência ampla, e daí.
Essa mulher tá sendo considerada pelo sistema como um insolo. Você considera isso justo? Agora, vamos lá sobre a questão da opinião. A gente volta. A Mandy, de novo, acusou o Nicolas de ser machista. Sobre o quê? Sobre a opinião dele. Agora, você acha...
Que essa lei não vai vir pra atacar a opinião. Então a partir do momento em que o Nicolas grava um vídeo, deixando bem claro que ele discorda da pauta, ele discorda da lei, aí agora ele é considerado machista? Pelo amor de Deus. Opinião. Não acho que ele é machista porque ele discorda da lei. Olha só que interessante. Opinião é igual a gente costuma falar, né? É igual o rabo. Cada um tem o seu. Pra não dizer um palavrão aqui de novo.
Rapaz, você falou tanta coisa, Mandy, de opinião. Opinião sua. Então refuta. Sobre nós. Então refuta. Sobre nós. Ah, que eu acho que vocês não se importam com feminicídio. Não me importo. Eu quero que essas pessoas apodreçam na cadeia. Qual lei vocês acham que deveria...
ser incrementada para realmente punirmos de maneira objetiva os estupradores. Por que a bancada do pessoal sempre vota contra o recrudescimento das leis? Eu acho que... Eu tô trazendo aqui, ó. Eles são sempre contra. Mas aí, opinião... Opinião tá matando. Opinião tá matando. E aí a opinião que você julga, segundo a sua cabeça e interpretação, o que é? Você acusou uma pá de gente aqui de Machi. Você me acusou de preconceituoso.
tua cabeça. Você não sabe quem eu sou. Você não sabe o que eu vivo. Você não sabe o que eu faço. Então traz uma definição concreta. Traz. Não, quem tem que trazer é você. O que é misoginia você não trouxe. Esse é teu papel aqui. Eu te perguntei. Apresenta a sua lei aí com a definição concreta.
emissão concreta. Segue seguro, tem 15 segundinhos. Então é o seguinte, querida, você não respondeu até agora e definiu pra nós de maneira clara e objetiva o que é misoginia. Não definiu feminicídio se somos capazes de interpretar de maneira objetiva. Vocês não conseguem responder o básico, doutora? A senhora é uma mestranda.
Pois é, mas ninguém responde, porque isso aqui está na sua alçada. Até agora nada. E aí é muito interessante. Diferenças biológicas, Mandy. É ou não é realidade?
É ou não é? É ciência ou não é ciência? Aí você falou, não, se somos diferentes, a testosterona, a gente justifica... É claro que... Homens são mais violentos que mulheres. Ninguém nega isso. Claro, e está associado aos hormônios, querida. Sim! Claro que sim. Mas sabe quem é mais violento contra a mulher? Você não tinha falado disso ainda. Preste atenção. Para que se pasmem as senhoras.
Vocês sabem quais homens são mais violentos contra as mulheres? Os com baixa testosterona. Vocês não sabiam disso, né? Pois é. Porque o homem com testosterona alta, ele tem mais autocontrole. Ele tem mais impulso. Mas ele tem mais autocontrole ao mesmo tempo. Agora o homem com baixa testosterona, ele é mais violento contra a mulher.
Eu sei que vocês não sabem disso. Novidade pra vocês. Agora, vem cá. Mulheres são violentas contra homens também? Em palavras, gestos, até ações? Até ações. Agora são subnotificados. Quantos homens vocês acham que vão pra delegacia pra falar que tomou tapa na cara da mulher dele?
Existe campanha? Vamos lá, gente. Vamos lá. Vamos ser sinceros, porra. Vamos ser sinceros. Vamos ser honestos intelectualmente. Vocês não responderam nada até agora. Você perguntou como é que a gente muda a questão do feminicídio. Eu já falei pra você. Vamos recrudescer as leis. E me aponte uma das 14 que existam, que já não protege totalmente as mulheres do país. Pronto. Dei Maria da Penha.
Ah, não protege. Os dados que existem demonstram que o problema real da lei Maria da Penha é a subnotificação da violência. Que ela é uma lei importante pra resguardar e respaldar as mulheres. No entanto, o principal problema em relação a ela são os casos que sequer chegam a ser relatados. Mas não é problema da lei. A lei existe. A lei existe. É. Não, o problema não é a lei. A lei já existe. Calma aí, Felipe. Vamos lá.
Gente, quem é que tá gritando aqui nesse debate? Eu vou falar assim mesmo. Pergunta assim pra quem tá assistindo. Pense sobre isso. Cadê o autocontrole da testosterona? Cadê o autocontrole da testosterona? Calma aí, vai. Então você é agressor? Não. Pode perguntar pra minha mulher casada há 18 anos, querida. Você é casada? Tá vendo? Gente, tá vendo? Gente, calma aí, gente. A contradição. Eu sou há 18. A contradição do discurso. Tá vendo? A contradição do discurso. É... Até me perdi.
Já voltamos o tempo, já. Perdi o que eu tava falando antes dessa. É que eu pego e depois você volte. Não, queria trazer algumas coisas. Eles ficam falando que a gente não respondeu nada. Perguntamos, como resolve a misoginia? O que causa misoginia? Não sabem responder. Outro ponto aí, é importante falar com vocês. Um ponto que a Mandy trouxe aqui, que eu acho que é muito importante.
Você que precisa trabalhar para sobreviver, não pode cair nesse tipo de discursinho. Porque a gente aqui falou de economia várias vezes. Não se trata sobre culpar o pobre de violência. Se trata sobre dizer que uma pessoa que tem menos condições de vida, uma pessoa que rala mais duro para trabalhar, ela tem muito mais dificuldade de lidar com a vida, não é à toa.
que a maioria das pessoas que se suicidam no Brasil são homens e homens trabalhadores. E por que eu estou dizendo isso aqui para vocês? Porque a gente está vendo que o aumento da violência contra a mulher tem a ver, sim, com a piora da vida da classe trabalhadora. Só que o que eles fazem? Ao invés de falar de economia, de melhora da vida das pessoas, inclusive para que as mulheres consigam sair da situação de violência que estão,
O que eles fazem aqui? Ah não, a culpa é das feministas. A culpa disso tudo aqui é das feministas. Não sabem debater nada de economia, não sabem debater nada de política pública. Só criam um espantalho falso e é isso que os redpills fazem. Os redpills jogam sobre a mulher uma culpa que, na verdade, é do sistema e fazem isso intencionalmente, que é para dividir a classe trabalhadora. Porque tanto homens negros...
Tanto homens da classe trabalhadora quanto mulheres da classe trabalhadora precisam lutar contra o sistema. E aí, para finalizar e passar para a Mandy, aqui tem um outro ponto. Não se enganem. Os homens que a Jamila e o Felipe defendem não são a maioria dos homens. E ela está falando aqui de violência contra a mulher, está falando de dado, né? Não trouxe nenhum dado de quantas mulheres matam homens.
Se não tem, ela podia entrar no mestrado, num doutorado e fazer ela mesma essa pesquisa ao invés de ficar falando mentira aqui. Olha só, olha só. Deixa eu terminar, se não pausa meu tempo, por favor. E aí um outro ponto, já vou passar pra Mandy, é o seguinte, ó. Inclusive você me fez aqui, né, me perder me parando disso.
O que a gente precisa lutar é realmente para que a gente tenha mais condições de vida para as pessoas no geral. Isso é muito importante.
Não é. Lembrei aqui o fio da meada. Estava falando da Lei Maria da Penha. O principal problema da Lei Maria da Penha são as subnotificações. 70% das mulheres que sofreram feminicídio sequer chegaram a relatar, fazer um boletim de ocorrência, pisar numa delegacia da mulher. E por que que isso é assim? Veja, gente.
Eu acho que a lei da misoginia, ela é um passo que pode trazer conscientização e fazer a sociedade debater sobre isso, mas ela tem que ser um primeiro passo que não pode ser o mais fundamental, o mais importante, precisa vir acompanhado de investimento concreto na situação da vida das mulheres.
E é por isso que eu perguntei. Então, o que a gente faz? O que causa? Se a gente quer entender o que causa, a gente pode entender o que propor, certo? Pra combater essa situação. O que fazer diante desse cenário? Eles não trazem nada de concreto. O Felipe só sabe ficar dizendo aqui, não respondeu, não respondeu. Eu ficava jogando um monte de perguntinha retórica.
Mas você não está... Gente, desde a primeira rodada nós estamos perguntando, o que vocês propõem? Como fazer o projeto? Que medidas concretas para combater a situação de violência à mulher? O que a gente faz? Veja, eu acho que nós precisamos de investimento nas delegacias, eu acho que precisa de casa da mulher brasileira, eu acho que precisa de casas-abrigo, eu acho que as mulheres não podem estar em situação de desigualdade salarial.
Eu acho que as mulheres precisam de creches públicas custeadas pelo Estado para que elas não precisem arcar com a dupla tripla jornada. Eu acho que as mulheres precisam de lavanderias públicas para que elas não precisem garantir o trabalho doméstico. Eu acho que o Estado precisa se responsabilizar pelo cuidado das pessoas porque hoje a situação da mulher trabalhadora...
É que ela tem que fazer a gestão dos problemas da família. Ela que cuida do parente doente, ela que cuida da criança. É a menina que larga a escola porque tem que cuidar do bebê da família, tem que cuidar do parente adoentado. Eu acho que nós precisamos de medidas concretas, que passa por ter investimento, passa por ter dinheiro. Vocês estão propondo o que de concreto?
O que de concreto vocês apontam pra situação de violência contra as mulheres hoje? E digo mais, os homens também são vítimas dessa situação num certo sentido, porque estão sujeitos a uma masculinidade tóxica dominante, que é a que vitima mulheres, mas é a que também oprime homens. E vocês não falam nada também sobre isso. Não falam nada sobre os homens que se suicidam, não falam nada sobre os homens que sofrem e que são reprimidos por sofrer e são desincentivados a falar sobre os seus sentimentos. Isso tem tudo a ver Então, nossa!
com a situação de violência à mulher. Vamos lá. Já começou? Vamos lá. Pronto. A Mandy tá o tempo todo falando que o sistema não é pró-mulher. Agora eu quero te fazer um enquete. Vamos lá, coloca aí nos comentários. Tem delegacia no teu bairro? Tem delegacia da mulher na tua cidade?
Em toda cidade tem uma delegacia da mulher. Se não tem uma delegacia da mulher, por causa que é interior, essa delegacia também atende a mulher. Fora isso, nós temos várias específicas. Fora isso, nós temos benefícios específicos para mulheres que sofrem violência doméstica. Agora!
Agora a doutora tá querendo colocar a responsabilidade pra mim, pelo fato do Fórum de Segurança Pública, o IPEA e vários outros institutos que não fazem esse levantamento. Ela tá colocando a responsabilidade pra mim, pra eu fazer esse levantamento, só que eu pago imposto. Você é livre pra criar o seu instituto. Eu quero, doutora.
Doutora, eu quero, eu quero esses dados. Eu, você, nós temos direito de saber esses dados reais. Sabe por quê? Porque nós pagamos impostos. Nós pagamos, tá? Agora, Mandir, eu tô doido pra responder as suas perguntas. Só que eu preciso saber o que é misoginia. Pra eu poder saber como é que eu resolvo esse problema. Você não disse.
Aí é complicado, porque está na tua cabeça alguma coisa que você não consegue nem externalizar. Então, preconceito é uma desigualdade que a mulher sofre na sociedade. Defini, e aí? Responde, responde. Em base a essa minha definição, responde. Na tua cabeça vai ser uma coisa, na cabeça da Joana vai ser outra, na cabeça da minha mulher vai ser outra, na cabeça da doutora vai ser outra. Esse é o problema. Mas essa desigualdade existe ou não?
Você reconhece que ela existe ou não? Desigualdade do quê? Entre homens e mulheres na sociedade.
Em tudo há desigualdade na sociedade. Agora a questão é outra. Então traga uma definição mais concreta. Eu não tenho o que trazer. Quem tá propondo a porcaria da lei são vocês, porra. Você tá questionando a lei. É óbvio, porque já existe lei suficiente pra punir o agressor. O seu presidente votou. O Flávio Bolsonaro votou a favor da lei. Ele não é meu presidente, porra, nenhuma. Eu quero que o Bolsonaro se foda. Tenho certeza que é, tenho certeza. Vamos lá.
Já existem 14 leis protegendo a mulher e garantindo total proteção. Você citou Maria da Penha. Você citou Maria da Penha. A lei já existe. A subnotificação não é culpa da lei.
A culpa desse Estado que você quer aumentar pra ser o papai das mulheres do Brasil? Esse Estado que é uma merda, você quer que seja o papai, não consegue ter delegacia da mulher e vai cuidar das mulheres? Tu acredita nisso? Eu não defendo Estado. Não, mas é muito interessante. Mas que é um Estado grande. Que é lavanderia de graça, que é tudo de graça. De graça não existe, querida. Alguém trabalhando pra pagar isso. E aí vamos a outra questão.
Vamos lá, vamos seguir. Primeiro crime de gênero no Brasil, vocês lembram o caso?
Lembram, não, o caso do Juan? Quando duas mulheres mataram aquele menino porque ela tava cansada de ver ele ali com pênis. Arrancaram o pênis do garoto e mataram ele. Foi o primeiro caso. Homicídio por gênero no Brasil. Como é que a gente categoriza isso? E elas deixaram claro que tinha ódio do ex. E quando viu o filho, esse ódio era demonstrado pro filho. Por meio de quê? Dessas atitudes agressivas contra uma criança. Então, assim, vocês... De novo, eu repito.
Não responderam nada do que eu falei? Absolutamente nada. Falamos aí de religião, de cultura, falamos da lei que existe, que protege a mulher, não falaram nada. Falei o que é misoginia, não falam. Falei sobre a subjetividade.
Me fale de forma objetiva que seja comum a qualquer interpretação. Essa foi a pergunta que eu fiz. Você não trouxe a resposta. Tudo é eu acho. Eu acho. No eu acho, querida, milhares de homens... Fala o que é racismo de forma objetiva. Eu vou te falar outra coisa. Outra coisa. A coisa é muito louca. Você pega o movimento feminista...
Quando pega as mulheres, como a doutora Jamile, que defendem homens. Olha, é uma advogada, ela tem que fazer isso de maneira correta. O que as feministas, muitas feministas mandam mensagem pra ela, vocês sabem? Você merece ser estuprada. Você merece morrer. Você merece ser agredida. E quando uma mulher falar isso pra outra, doutora? Com qual opinião a gente fica? Será que ela vai ser... Ela vai entrar na lei da misoginia?
É louco, né? A Soria Tronique acusou o senador de estupro, cara. Que louco, né? Ela era bolsonarista. E é louco, né? Pois é. Mas ela tá com o Lindenberg Faria lá. Tudo amigo de vocês. Fala pra mim. Meu não é um. E aí, fala pra mim. E aí, o que acontece com ela? Eu vou pedir desculpas. E se fosse um homem? O eu acho de vocês vai punir milhares de pessoas. Não somente homens, mas mulheres também. E vocês não estão preocupadas com isso. Porque vocês não querem solucionar o problema.
Vocês querem apenas jogar merda no ventilador pra nada. Vocês estão levantando um espantalho absurdo pra sociedade. Eu queria 15 segundos porque ela se manifestou várias vezes, inclusive respondendo perguntas dele. Eu queria só 15 segundos. Você fez isso na anterior recusura e me perdi. Posso pedir pra você fazer isso durante os 5 minutos dessa pergunta?
E aí a gente já... É a próxima pergunta. Porque assim, você tem que anotar a resposta. Ela vai lá e dá a resposta, ali para com educação pra poder... Aí é complicado. Não, mas o debate tá indo bem. É o último bloco, né? É o último bloco. Não, ainda falta o último bloco. Agora é o terceiro? É. Eu só preciso de uns 15 segundos. Não, você tem cinco minutos, doutor. Não, para dentro do tempo, doutor. Qual que é o terceiro tema? O terceiro tema que a gente vai debater agora. O que causa violência às mulheres.
Ah, isso daí ela já toda hora só falou do feminicismo. Não, mas ainda é o mesmo tema. É o vez de vocês perguntar sobre esse tema. Ah, o que causa o feminicismo, é isso? Vocês estão debatendo sobre isso, certo? Você não falou que... Você estava falando sobre a questão das mortes, né? Tem muita mulher que mata homem, e muita mulher que mata mulher, mas você quer os dados, você quer as fontes, as informações. Eu também queria saber, justamente isso que eu queria.
Porque tudo que a gente fala pra vocês entra no ouvido. O que causa, então? Pode falar que eu não compreendi.
Vamos lá. A gente pode... Cinco minutos, não é isso? Pode começar, doutora. Tem um ponto que ainda não foi explorado, que é essa lei da misoginia, ela vai ser uma lei, esse crime da misoginia, ela vai ser imprescritível. Agora, imagina você, contratou uma jovem, você tá lá, dez anos depois, Felipe. Aí agora, jovem, você ficou rico, aí a jovem entra com processo contra ti. E aí, como é que tu vai se defender?
primeiro, como é que tu vai se defender de um crime que nunca aconteceu e segundo, que já se passou vários anos, você nem tem mais as testemunhas as pessoas que trabalhavam com você pra demonstrar que esse fato não aconteceu, isso é um crime imprescritível ou seja, você pode responder a qualquer momento você não tá entendendo
o risco, a situação, e aqui eu vou explanar novamente, ô doutora, o aumento do feminicídio douta, vai pelo aumento da falsa acusação no Brasil. Vocês não fazem campanha. Olha, calma, doutora.
Quando uma mulher vai à delegacia, quando uma mulher vai à delegacia, eu tenho casos em que mulheres foram condenadas por denunciação caluniosa. Não, os seus casos não podem ser comprovados. Não podem ser comprovados nisso. Quais são os dados gerais? Porque é diferente de vocês que fazem uma análise baseada em acusações e registro de boletim de alcance.
Você faz análise de combate nos seus casos? E logo, baseado nisso, quando uma mulher vai à delegacia e faz uma falsa acusação, ela sobrecarrega todo o sistema, fazendo com que as reais vítimas não são olhadas, não são analisadas, o fato não é investigado como deve ser, o fato crime não é investigado com a celeridade que deveria ser. E detalhe, é utilizado o nosso dinheiro público para movimentar essas falsas acusações.
Fora isso, o policial militar, o policial civil que deveria estar lá investigando, sabe o que ele vai estar? Ele vai estar investigando o trote. Agora, vocês fazem campanhas contra isso? Não, vocês não estão nem aí. E outra, essa lei da misoginia vai ser aplicada de maneira seletiva. Seletiva. Anota aí. Sabe qual é o problema? A lei Maria da Penha já tem todo o dispositivo legal pra proteger a mulher.
Porque ela não alcança a mulher que você falou. Essa mulher que tá na periferia, tá na comunidade. Ela não alcança. Sabe por quê? O cara que bate na mulher, doutor, ele é criminoso. Aí ela vai lá na delegacia fazer lá o BO contra ele. Aí pede a medida protetiva. Ele é criminoso, doutor. Ele pega a medida protetiva, ele rasga. A mulher não tem abrigo. Ela volta pra mesma casa. Ele vai lá e mata ela na sequência. Porque ele é, de novo, criminoso. Ele é bárbaro.
Ponto. A falsa acusação é que é um grande problema também. Porque além da mulher que não está protegida, deveria ser e não está, a falsa acusação é um problema grave. Porque a falsa acusação pressupõe o quê? Um homem inocente. Que não tem índole para fazer nenhum mal para aquela mulher. Esse cara fica fodido dois anos da vida dele, penalizado, marginalizado e às vezes preso, como estuprador muitas vezes, abusador dos próprios filhos muitas vezes, injustamente.
E aí? Eu conversei com muitos delegados, eu conversei com muitos advogados, peritos criminais, todos me disseram a mesma coisa. Ah, mas não há um dado estatístico oficial, realmente não há, porque o governo não dá, mas há o empírico. Todos falam que de cada dez mulheres que são agredidas, apenas duas denunciam. Todos quem? Os que eu entrevistei.
Quantas pessoas você entrevistou? Pelo menos 15. E você acha que isso dá pra usar como? Compre, querida. Pros 15. Deixa eu te falar uma coisa. Pros 15. Toda a experiência deles vale. Eu tô te trazendo empiricamente na vida deles o que eles vivem. Da onde eles vieram. Aí, querida. Depois você entra lá no meu canal e pesquisa. Aí você faz um trabalho seu. Você tem que me contar qual que é a sua metodologia de pesquisa pra ela ter validade. Se não é uma pesquisa qualquer.
Uma oficial, por exemplo, do Rio de Janeiro, especializada em Maria da Penha, da delegada ali, ela cuida ali, ela falou, de cada dez acusações trazidas na delegacia, apenas duas são legítimas. Oito são falsas acusações. Como que ela sabe?
Ela investigou todos? É óbvio. É óbvio, eles investigam. Óbvio. Esse é o problema de vocês. A maioria dos crimes contra a mulher não são investigados. A maioria dos crimes contra a mulher não são investigados. Doutora, a grama segue sendo verde e o céu azul. Tapar os olhos pra realidade porque é inconveniente pra vocês é problema de vocês. Eu estou trazendo um problema. Doutora, você como advogada, você sabe disso. E eu já fiquei quieta no seu canto. Bota lá pra mim.
No meu canto. Então, por favor, doutora. Você precisa corrigir o seu colega que não entende nada de direito. Não, não vou corrigir. Ele tem autonomia. Ele tá falando uma mentira. Ele é adulto. Ele vai falar o que ele quiser. Mas ele tá mentindo pro público. Não, ele não tá mentindo. Ele tá falando a realidade que vocês querem escolher. A maioria dos crimes contra a mulher são investigados? Hoje não. A ampliação do tempo. Pode... Mais 30 segundos. Pode ir. Bom, vou lá de novo.
Tentando finalizar. Estou trazendo um dado que uma delegada me falou, por exemplo. Ponto. Ela falou, ela trabalha numa delegacia especializada em Maria da Penha, no Rio de Janeiro. De cada dez mulheres que denunciam...
Oito são falsas acusações. E de cada dez mulheres agredidas, apenas duas denunciam. Temos um problema grave no Brasil. Isso precisa ser solucionado. Só que as falsas acusações existem. E dá dispositivo legal pra mulher fazer isso e ela não é ponida por isso. Essa lei só vai piorar essa merda.
Vocês não estão propondo nada, sobre nada. E não respondem absolutamente nada. E detalhe, Felipe, essa lei de misoginia vai ser usada sim nos relacionamentos, nos processos de guarda, nos processos de separação, nos processos de alienação parental. Sabe o que vai acontecer? Isso pode tirar um pai do filho da noite para o dia. Vamos lá? Eu acho que o Felipe precisa decidir.
Ou o problema da lei Maria da Penha é que os homens estão sendo punidos por falsas acusações. Ou você precisa endurecer a Maria da Penha porque os criminosos não estão sendo punidos. E é por isso que endurece. Vamos punir as falsas acusadoras e vamos punir os criminosos. Decide aí essa narrativa. Bora os dois. Que já é a terceira contradição argumentativa. Bora punir os dois. A que hoje sua no debate. Define a sua linha de argumentação. Sim, bora punir os dois. Vamos lá. Vamos.
misoginia, o que é misoginia, chegamos ao momento de falar sobre isso é um preconceito, uma subjugação é ódio em relação às mulheres que gera desigualdades que gera uma situação
de subserviência, que gera a situação de violência em relação a elas. E o mesmo nós poderemos falar em relação ao racismo, o mesmo nós poderemos falar em relação ao preconceito com pessoas idosas, o mesmo nós poderemos falar em relação ao preconceito com LGBTs, com imigrantes, etc, etc, etc. Tá bom? Se você não está contente com esta definição, traga uma melhor para o debate.
Mas vou te citar um caso em que se expressa ódio às mulheres. Um caso recente, que é o caso do Rio de Janeiro, que um subordinado não aceitou que uma mulher que trabalhava com ele fosse promovida a chefe.
Ele não aceitou. E esta mulher... Eu não sei. Então procure. Rio de Janeiro, põe aí no telão. Tá bom? Põe aí no telão. Traz tu, traz impresso também pra mostrar pra gente. Põe aí no telão. Eu faço isso. Põe aí no telão. Um caso que ocorreu na mesma semana que o assassinato da Tainara Santos aqui em São Paulo. Veja.
Esta mulher foi assassinada porque o homem simplesmente não aceitava uma mulher numa posição de poder, numa posição hierarquicamente superior a ele. Isso configura ou não uma situação de ódio, de repulsa, de não reconhecer mulheres ocupando determinados espaços que até então eram considerados masculinos. Agora, Felipe, não sei se você sabe, a Lei Maria da Penha, ela...
tipifica os tipos de violência de maneira bem concreta. Na lei Maria da Penha, a violência contra a mulher pode ser patrimonial, pode ser sexual, pode ser física, pode ser psicológica.
Você acha que isso não tá concreto o suficiente? Violência patrimonial, impedir que a mulher acesse o dinheiro que ela e o marido construíram juntos na conta do banco, é pouco concreto pra você? O estupro é pouco concreto pra você? Um tapa na cara é pouco concreto pra você? Eu entendo que você possa entrar com essa sua argumentação em relação à violência psicológica. E aí você vai dizer que tudo a mulher vai traduzir como violência psicológica.
Mas nós temos outros casos aqui. Fale sobre eles. Estão um pouco concretos pra você? Fale sobre eles. Agora, você disse que nada existe de graça, né?
No Estado. O Estado não pode permitir creches públicas, lavanderias, não pode ter mais delegacias. A Jamília, acho que ela precisa estudar, porque menos de 10% dos municípios brasileiros têm delegacias especializadas. E, inclusive, um caso é São Paulo, não é só no interior, não, Jamília. O governo do Estado de São Paulo, Tarcísio, está criando salas cor-de-rosa dentro de delegacias comuns para dizer que está feito o problema de atendimento especializado, ao invés de criar delegacias da mulher.
Estude mais os dados pra você saber do que você fala. Agora, poderia existir todo esse serviço pra atender e pra proteger as mulheres. Por que é que não existe? Porque o sistema beneficia ricaços, empresários, todos aqueles que estão por trás da violência misógina, do assédio sexual, do assédio moral dentro das empresas. Todos aqueles que aprofundam a subjugação da mulher trabalhadora com a escala 6x1.
que condena a mulher a fazer dupla e tripla jornada, todos aqueles que se beneficiam e que não querem mudar isso, todos aqueles que exploram mulheres no campo, todos aqueles que usam trabalho infantil de meninas e crianças, todos esses. Tira dinheiro deles e investe!
Por que você não propõe isso? Poderia. O problema não é de falta de dinheiro. O problema é a quem o sistema beneficia. O sistema hoje não está beneficiando mulheres. Meus amigos, o problema nosso hoje não é que os homens estão sendo perseguidos pelo sistema. É que as mulheres sequer têm a sua voz reconhecida quando relatam uma situação de violência pela qual elas passam. Quem tem que estudar é você.
Pode ir, pode responder. Lembrando, só pra explicar. É a última vez que vocês falam, aí passa pra elas. E aí... É a última pergunta lá, certo? É a última rodada. Isso. Hoje eu vou matar. É? Tá, vai.
Olha só, quem tem que estudar é você, tá? Quem tá na prática todos os dias sou eu. Não é você que tá nas delegacias da mulher, nas varas, nos fóruns. Sou eu. E eu sei como é que tá. E protege sim, porque eu defendo o outro lado e vejo isso daí. Então você não tem autonomia.
para falar sobre isso. Agora dizer que a lei Maria da Penha tipifica crimes, lei Maria da Penha não tipifica crime, tanto é que foi criado, mesmo estando, mesmo tendo falando sobre a violência psicológica, foi criada uma lei específica sobre a violência psicológica porque a lei Maria da Penha não tipifica. Então antes de tu falar, tu estuda. Bom, vamos lá. Do que você falou da lei Maria da Penha, tu só trouxe a favor do argumento que eu estou falando o tempo todo.
Quando você falou da violência psicológica, você disse, é aqui, abre-se margem à interpretação. Pra você questionar. Pra qualquer um que julga, querida. Pra qualquer um que julga. Esse é o grande problema. E ela me disse que o judiciário é enviesado. Aí eu vou criar uma lei pra jogar na mão.
Pra criar uma lei, pra jogar na mão do judiciário que é enviesado, pra julgar? É isso? Vamos criar uma lei subjetiva e colocar na mão desse judiciário enviesado? É isso que vocês estão propondo? Isso é loucura! Então faz uma lei objetiva.
Defina objetivamente. Faz. Faz objetivamente. Eu faço agora. Já existem 14 leis, todas protegendo amplamente as mulheres. O homem caluniou, já existe crime de calúnia, de difamação, de violência, de homicídio, qualquer coisa. Já existe.
Não é só pra mulheres, né? Inclusive na internet. Se você faz discurso ali de ódio, você pode sim abrir processo contra. Já existe. O problema que vocês querem é criar um espantalho que é imprescritível, que pode ser utilizado contra homens a qualquer momento e que vai virar o quê? Simplesmente uma manipulação, uma coerção. Então, tô completa.
Contra os homens. Isso é arma de manipulação. Amanhã vai mudar o governo de questão? Amanhã tu vai estar falando mal contra alguma autoridade? Vamos pegar teu vídeo lá atrás. Vamos pegar tua fala.
Uma mulher vai, ai meu Deus, fiquei noiva há sete anos. Aí o cara casa logo na semana seguinte. Conhece uma outra mulher, casa no mês seguinte. Isso acontece. A mulher fica triste, ela vai pegar, tá magoada. Ela pode usar isso contra o cara. São coisas que vão acontecer. As mulheres vão perder os empregos. Vai acontecer.
Os Estados Unidos aprovou uma lei protegendo o PCD. Tá tudo certo. Os patrões não podiam mandar embora. Tá lá. Diminuiu 15% o trabalho dos caras. A lei da misoginia é tão boa. Por que o Reino Unido negou... Não, não é tão boa não. Não, não. Por que o Reino Unido negou um dos berços do feminismo? Por quê? Por que será? Cara, isso aí é uma aberração porque ela é subjetiva.
Quando eu falei de religião, por exemplo, pra você. O que a gente faz nos púlpitos? Porque a tua interpretação sobre, por exemplo, mulher ser submissa é uma. Mas a do cara que tá pregando pode ser outra. E você vai processar esse cara pelo que você sente. E esse cara vai ter a vida dele esculhambada. Ah, mas ele não vai preso. Pois é, mas até lá, a família dele, vocês não falam nada sobre isso.
Você falou que estão pegando uma lei de racismo para equiparar a misoginia. É um absurdo. Porque não dá para você comparar as duas coisas. É óbvio que não dá. E é isso que está sendo feito. Por princípio, doutora. Isso é um absurdo. Tudo isso aí é um grande elefante branco. Só para chamar atenção. Vamos ser sinceros. Eu digo o tempo todo. Vocês não responderam nada. Você falou assim, vocês não falam como... Falei.
Vamos punir o estuprador? Vamos castração química? Bora! De rico, de pobre, foda-se! Bora, eu sou a favor. Mas cadê as propostas? Pessoal do pessoal é contra, filha.
Todas as rotações, eles são contra. Objetivamente, como você decide quem você vai castrar ou não? O estuprador? Como você prova? Tem vários crimes de estupro que são muito difíceis de comprovar. Ah, então como é que você prova feminicídio, amor? Ótimo, então vamos cancelar tudo. Não prova. Pronto, então por que você acabou de matar teu argumento, querida? Não.
Você é que não é bom, Thiago Meio. Eu não. Mari Ferrer foi estuprada e não conseguiu provar, porque é difícil provar. Não conseguiu provar porque até as próprias testemunhas dela testemunharam contra ela, minha querida. O que a Mandy falou sobre o caso, o processo da Mariana Ferrer, não é verdade, Mandy. Você sabia que até as testemunhas arroladas pela acusação não foram, não foram, não corroboraram. Não corroboraram a fala dela.
Como é que o juiz, como é que o tribunal de justiça, você tava atrapalhando, como é que o juiz, como é que o tribunal de justiça vai corroborar uma narrativa que não tem provas, minha querida. Vamos lá, vamos lá. E não foi só um juiz, foi o tribunal de justiça também que inclusive ratificou a absorvição dele. Não dá pra saber, não dá pra saber quando tá estupendo uma mulher. Pra gente finalizar numa boa, o debate tá bom.
Bora. Vamos lá? Cinco minutos, Letícia e Mandy. Tá. Pergunta anterior foi o que causa o feminicídio, né? Como a Jamile diz, tá aí gravado pra quem quiser olhar, uma das maiores causas de feminicídio são as falsas denúncias e ela tem essas informações com base nos casos dela de escritório. Então, das duas, uma.
Ou a Jamile é a maior advogada desse Brasil, que tem um monte de casos advogados pra todo mundo desse país, ou ela tá mentindo pra você? Ela tá mentindo, não tem dados, minha querida. Júnior, você pode, por favor? Vamos lá. Pode ir. E aí, tudo bem. Mesmo não sendo a principal causa, eu sei disso, eu também acho que as falsas denúncias são um problema sim. Não ignoro isso. Você pode... Inclusive...
Feministas negras há muito tempo denunciam como falsas denúncias recaem sobretudo sobre homens negros. Angela Davis, uma teórica que assim, recomendo muito você conhecer, tem um livro, Mulheres, Raça e Classe, em que ela tem um capítulo inteiro sobre o mito do estuprador negro.
Como homens negros eram acusados de estupro nos Estados Unidos falsamente, isso era feito para criminalizá-los. Então eu concordo que as falsas denúncias são um problema. E a partir daí, a minha pergunta para vocês é, qual é o homem que vocês defendem?
Porque eles estão aqui o tempo todo dizendo que defendem homens. Defendem homens desse feminismo, defendem homens dessas mulheres que querem criminalizá-los. Mas, na verdade, a gente tem muitos problemas. Há sim homens que morrem por serem homens. Os homens negros e periféricos, sabia? Isso é um dado muito importante e eu não vi nem a Jamile, nem o Felipe falando disso aqui nenhuma vez. Peguei um dado aqui pra você da FGV, que inclusive é uma instituição privada.
62% dos usuários de drogas são da classe A. Qualquer um que vai numa universidade de elite, vocês vão conseguir ver isso muito bem. A maioria dos que usam drogas são da classe A. Mas a maioria dos que são presos são homens periféricos, homens pobres. Inclusive, há muitos deles que são presos injustamente. Já que a Jamile não trouxe dados, ela falou aqui da experiência dela, eu também vou trazer... Como que eu vou trazer dados se o sistema não traz dados, minha querida? Ó, meu tempo, ó.
Já que ela não falou, ela falou da experiência dela, também vou falar da minha. Eu tenho vários amigos, amigos negros, periféricos, inclusive alguns brancos também, que tem um estilo mais chavoso, assim, né? Eles já me contaram várias vezes que eles foram parados pela polícia, não tinham droga nenhuma, e o policial virou pra eles e falou assim, ó, se você me encher o saco, eu vou forjar o flagrante, eu vou falar que você tem droga aqui.
Isso às vezes funciona, porque o depoimento do policial tem um peso muito grande. Então...
E esses homens? Quem que tá defendendo? Será que eles defendem esses homens aí? Se vocês defendem esses homens, então, o que vocês estão fazendo pra defender aí os homens negros do nosso país? Que a maioria deles aí estão presos, enquanto o filhinho do playboy não é?
E aí, quem defende esses homens? Quem defende, inclusive, a maioria dos homens brasileiros que estão tendo que trabalhar mais de 12 horas por dia por conta da Uber e da iFood? Sabia? O motorista de Uber pode trabalhar 12 horas por dia, né?
Mas o que acontece? O motorista hoje desliga o aplicativo dele, às 12 horas, vai lá, liga o outro aplicativo, liga 99 e vai trampar um tempão. É culpa do motorista? Claro que não, o cara precisa sobreviver, precisa trabalhar.
Tem muita gente que tem trabalho formal, muitos homens têm trabalho formal, chegam em casa ao invés de descansar, tem que fazer o quê? Tem que ligar o aplicativo pra fazer entrega, fazer Uber, porque o salário hoje no Brasil tá uma vergonha e os preços só sobem. Sabia que isso é uma realidade? Inclusive a maioria dos motoristas de Uber...
e dos entregadores de iFood, são homens negros. E aí, quem que tá defendendo esses homens? Como assim? Como assim? Como a gente fala de aumento da violência contra a mulher sem debater economia, sem defender as condições reais da classe trabalhadora? E por que que eu tô dizendo isso aqui?
Porque as coisas, elas têm sim relação. O que os masculinistas querem que você acredite é que a culpa dos problemas que os homens sofrem hoje é das mulheres. Quando, na verdade, é de um sistema que retira a autoestima dos homens. Que diz que por ele ter testosterona, ele tem que ser o provedor da casa. E, portanto, se ele falha nisso, o que na verdade é uma falha do sistema...
Então ele é um homem que não tem que ter autoestima nenhuma e muitas vezes ele chega em casa e desconta isso sobre a mulher. O que a gente está dizendo aqui é que a gente quer que esse homem e essa mulher da classe trabalhadora não se revoltem um com o outro, se revoltem contra o sistema. E por isso o feminismo é importante, para ver se a gente abre os olhos de gente que cria falsos espantalhos como o Felipe. Então a pergunta é, qual é o homem que vocês defendem?
Vamos lá, vou responder pra você. Todos os homens, filha, inocentes... Eu não sou sua filha, não. Todos os homens, minha querida filha. Fala como eu quiser, filha. Meu pai é bem melhor do que você, um homem negro, muito trabalhador, caminhoneiro. Ótimo, sem problema nenhum. Tu não aguenta expressão, não? Isso não é normal no teu cenário? Eu só pedi pra você, não. Também não precisa me chamar de doutora, porque eu não tenho doutorado tal qual a Jamil. Entendi, entendi.
Estou com ofendida fácil, né? Você vê como é perigosa essa lei. Você vê como é perigosa essa lei. Quem está gritando aqui é você ou só... Não, eu falo de maneira veemente, é diferente. Essa é a grande diferença. Talvez você... Que você tem pouca testosterona como você... Já vai fazendo cálculo. Aí foi ironia. Talvez você não tenha debatido até hoje com algum homem de verdade. Essa é a grande questão. Quase um minuto se justificando.
Não, não, se justificando não, porque ela não para de cortar. E vocês estão atrapalhando, minha querida. Porque ela não para de cortar. Ou entrou de novo no ouvido de sinoto. Agora vamos voltar.
Eu defendo todos os homens inocentes, sejam eles de qualquer classe social, cor, credo. Vocês não. O teu homem negro entra o pardo? Isso é interessante. Nosso país, nosso povo é miscigenado. É lindo nosso povo. Nosso povo é lindo. Sim formado em quê? Miscigenado. Nosso povo é lindo. A pessoa formação.
Filha do céu. Vou entrar no jogo dela. Não, não vou entrar, porque aí é o Júnior, né? Aí vai acabar o Júnior. O Júnior, realmente, Júnior. A minha formação, filha, vou te dizer, você quer que eu te diga? Eu sou formado em medicina, tenho residência em endocrinologia, pós em psicologia, eu fiz residência também em psiquiatria.
Assim, eu tenho algumas pós-graduações. É, então, pois é. Talvez o teu viés é da USP aí. Talvez o teu viés é exatamente do mestrado que tu faz. Porque todos os argumentos que tu trouxe até agora... Você conseguiu entrar na USP? Passou no vestibular? É, está descriminação. Já há três minutos. Porque todos os argumentos que você trouxe até agora são fúteis, são banais, são nada. De novo, quais homens eu defendo? Eu acabei de te dizer todos.
Todos os homens inocentes, não importa credo, cor ou religião. Agora você diz o quê? Você separa por classe. Você separa por raça.
Isso é o que vocês fazem. Eu olho o homem e a mulher como seres humanos, respeitando as suas diferenças inatas. E isso é normal, isso é certo, isso é ciência. O que vocês simplesmente negam? O ponto todo até aqui, do debate até agora, é que vocês não responderam absolutamente nada do que foi trazido. Nada. Até agora, nada. Não conseguiram provar a subjetividade dessa lei.
e a sua aplicação, onde vai causar injustiças contra homens e mulheres, e você falou assim, mas é os homens negros que você defende? Vamos defender os homens negros. Eu te perguntei no começo do programa. A pergunta não é sobre o pé. Eu perguntei no começo do programa pra você. Mulheres negras são as que mais sofrem violência e feminicídio. Aí volta. Mas quem tá cometendo esses mesmos crimes?
Qual a cor da pele deles? Pra mim não importa. Pra mim é criminoso. Aliás, classe social, quem comete crime pra mim pouco importa. É criminoso. Pra vocês importa. A culpa é do sistema. Qual o sistema? O malvoadão? O bicho papão? Cadê o sistema? O que é o sistema?
Vocês apontam um espantalho, vocês não mostram absolutamente nada, causa nenhuma. Vocês não dizem sobre as consequências reais do dia a dia, da prática. Esse crime é imprescritível. A lei tá baseada no racismo, a doutora mesmo falou o quê? Que é um absurdo, porque não dá pra comparar racismo com misoginia.
É uma lei mal elaborada de saída. E é o que vocês estão defendendo. Defender o injustificável, o indefensável que é o problema. Vocês não têm argumentos. Então vocês não respondem. Absolutamente nada. Quer que eu diga mais? Me falem, por exemplo, sobre as questões do paradoxo da igualdade. Por que países superdesenvolvidos, onde as leis são totalmente equalitárias? Cadê? Por que as mulheres seguem fazendo obras diferentes das dos homens?
Por quê? Porque somos diferentes por natureza, isso é normal, é lindo, isso é humanidade. Vamos lá, quando uma mulher mata um homem por ciúme, por raiva, é o quê? Ela pensa que ele é dele, não é? É posse, não é? É o que eu falo sobre isso? Me prova que o feminicídio de fato foi feminicídio. Como é que eu sei a intenção daquele cara real? Eu consigo dizer de maneira universal isso? Não, não consegue.
Ah, mas essa tipificação vem proteger a mulher. Não tem problema não. Vamos tipificar. Vamos punir mais esse cara. Não tem problema nenhum pra mim. Só que vocês não conseguem provar nada do que eu disse. Vamos acabar com a objetificação? Vamos mudar a cultura desse país então? Porque ela não respondeu sobre o funk. Tão defendido.
Ela respondeu, eu também. Não, não respondeu não. A gente respondeu. Não respondeu. Vamos acabar com funk? Quem tá assistindo aí? Vamos acabar com funk? Essa foi a minha pergunta. Essa foi a minha pergunta. Você não tá prestando atenção no debate? Vamos acabar com funk? A gente respondeu. Ela não respondeu. Vamos acabar com funk? Ela respondeu.
Você só vai falar do funk? Todas as músicas que objetificam a mulher. Por que você só tá falando do funk? Bora, eu tô dando esse exemplo. Porque vocês defendem. E por que você tá dando esse exemplo? Porque vocês defendem sem parar. Quem trouxe o funk aqui foi você. E não verbaixo. Eu sou a favor de acabar com qualquer música que objetifica a mulher. E vocês? Vamos lá, pessoal. Toda e qualquer. Ó, duas coisas. Primeiramente, Jamile, pede lá pro pessoal aí. Pede pro pessoal se inscrever no canal.
Pois então, pessoal, sigam aqui o Redcast, compartilhe, curta e faça o seu comentário. Qual é a sua opinião aqui sobre o debate? Você concorda com essa lei 100% genérica que pode atingir não só o homem, detalhe, pode atingir você, mulher, também. Você pensa que não, mas você também pode ser acusada. Se você estiver no debate, como, por exemplo, essas senhoras, vocês já podem, se vocês se manifestarem contra o pensamento delas, já podem serem acusadas de serem misóginas.
Então, deixe seu comentário aí. Vamos lá, vamos passar para as considerações finais. Vamos começar dessa vez, primeiramente. Band, pode fazer suas considerações finais, tá? Depois, novamente, a gente vai fazer intercalando, tá? Então, primeiramente, vocês. Band, pode fazer. Depois o Felipe faz. Dois minutos, tá, gente?
E aí a gente tem perguntas aqui pro pessoal. O pessoal mandou perguntas, já vai separando aí, produção, as perguntas. O seu live pics, o seu superchat em cima de 20 reais, será respondido agora, tá bom? Tá. Então vamos lá. Aí depois a Letícia, por último a Jamilha, a gente encerra. Esse quadro, pode ir.
O Felipe fala que na cabeça dele as pessoas são todas iguais, no entanto ele apresenta as pessoas como diferentes. E aí diz, eu defendo todo mundo, eu defendo o ser humano. Nós sabemos que esse discurso de eu defendo o ser humano, na verdade, naturaliza problemas reais que subjugam toda uma parcela de pessoas na sociedade. Então, a Letícia falou aqui, homens negros, homens da classe trabalhadora, entregadores de aplicativo, homens que sofrem violência policial, digo mais, homens em situação de rua.
Hoje, o capitalismo está relegando uma parcela muito grande da população urbana a morar na rua, mesmo tendo casa vazia para as pessoas morarem. E esses homens? Digo, na sua cabeça, Felipe, pode ser, entre aspas, igual. O problema é que na vida real não é. Na vida real, um playboy não passa pela batida policial como um jovem negro da periferia. Então nós precisamos dar respostas concretas a problemas concretos, tal como eles aparecem na sociedade. O que é o sistema?
Você falou, né? O que é o sistema? Vou falar pra você. A cara mais nua e crua do sistema é o que a gente viu lá nos casos Epstein. Que pra mim são um exemplo do que é o machismo, a misoginia e de como se combina a exploração capitalista, porque são os líderes mundiais, os ricaços todos reunidos promovendo um discurso absurdamente misógino opressor de todas as suas formas estuprando meninas preocupadas.
violentando os corpos de maneiras bárbaras como a gente viu aí nos relatos isso é o sistema e quem manda no congresso? quem manda no judiciário? quem manda nas leis? quem manda na forma de organizar a sociedade? quem manda nas cidades? quem manda na política?
São essas pessoas. São pessoas alinhadas com essa perspectiva. E uma vez que tem poder, deitam e rolam, fazem o que quiserem. E esses caras fizeram o que eles quiseram e não são punidos. O Trump segue sendo presidente hoje de um dos principais países do mundo, mesmo estando com o pescoço atolado na lama dos casos Epstein. Esse é o sistema.
E esse é o sistema que naturaliza e permite que a violência contra a mulher siga se propagando na sociedade. E vocês, uma vez que não reconhecem a violência contra a mulher, a misoginia, o machismo como um problema real a ser encarado, uma vez que não reconhecem, vocês sim promovem esse tipo de ideologia. Então que fique escancarado aqui. Eu acho que o discurso de vocês promove... Pode concluir, Mani.
Não porque eu tô sendo subjetiva Mas porque é muito concreto Vocês gastam mais saliva pra condenar situações que não existem Do que falando do problema real Como ele aparece na sociedade Felipe Pode a doutora Jamil Então vai você doutora Ah, então tá bom Espera aí rapidinho Vamos lá Tudiras where should
Dois minutos, né? Dois minutos. Bora. Bom, fizemos o debate aqui, eu acho que ele foi muito bom. Tratamos de todos os temas. Nada foi respondido pelas... pelas duas. Todas as coisas foram trazidas. Você não falou, afinal de contas, todas as músicas, todas e quaisquer músicas, incluindo funk, vamos... Vamos proibir? Vamos prender os MCs?
Bom, então são coisas que foram ditas, perguntadas, sobre religião não foi dito nada, sobre a lei ser subjetiva não foi dita nada, não foi dito nada sobre nada até agora.
Sobre se importar com os homens, é claro que eu me importo com os homens, com todas as mulheres que sofrem violência, sim. Mas então, o problema é o quê? É o capitalismo malvadão? É, o problema é o capitalismo malvadão. Então vamos mudar o sistema, vamos entrar num sistema socialista que deu certo em todos os lugares do mundo que foi implantado. Ah, mas é que nunca foi implantado em nenhum lugar de verdade. E aí eu tenho que acreditar que agora, pela milésima vez, em algum lugar, vai dar certo.
Caralho, eu não consigo entender esses argumentos, bicho. Não faz o menor sentido. A gente tá falando da lei da misoginia. Mas o culpado é o capitalismo malvadão. É o sistema da ilha do Epstein. Que ia a cara de direita e de esquerda naquela ruaça, daquela merda, naquela desgraça. Porra, que coisa maluca. Estamos falando de um problema concreto. Mulheres estão sofrendo violência? Claro que estão. Isso tem que ser penalizado. Como? Recrudescimento das leis. Todas as leis pra protegerem as mulheres já existem.
Não precisa de acréscimo de nenhuma lei. Basta você educar, educação e punição. Que a maioria do pessoal da esquerda é contra. Ah, não dá pra ter castração química, porque não dá pra provar estupro. Meu Deus do céu! Meu Deus do céu! Não dá pra provar o estupro.
Cara, é absurdo a dissonância cognitiva que esse país e algumas pessoas chegaram. É a minha última fala. Pronto. Vamos lá? Por favor, considerações finais, tá? Vamos lá, Letícia.
Não, pessoal, acho que é importante, para quem assistiu esse debate até o final, parar e pensar. Quem realmente aqui está propondo o divisionismo? Que eu e Mandy, a gente já explicou aqui, que existem vários feminismos. E o nosso feminismo é um feminismo que está ao lado daqueles e daquelas que precisam trabalhar para sobreviver. Por isso a gente combate o machismo, porque a gente quer que homens e mulheres compreendam que o problema aqui não é a mulher.
Não é o homem, o problema é o sistema e ele se utiliza da opressão contra a mulher pra continuar existindo, quando a gente devia estar se unindo pra lutar contra o sistema sim. E aí ele me pergunta aqui, o que é o sistema?
Pelo perdão da palavra, você que precisa levantar cedo todo dia, que mora lá na puta que pariu e precisa passar duas horas no transporte público pra sobreviver. Você que só vem pro centro da cidade pra trabalhar. Você que é o porteiro ali dos prédios de Granfino ali na Paulista e nunca tem condição de vir aqui pro centro da cidade pra aproveitar o centro da cidade. Você sabe o que é o sistema? Eles não sabem o que é o sistema.
Então isso é muito importante. Quem propõe o divisionismo aqui? Eles não responderam nada. Eles não têm nenhuma proposta além do ódio às mulheres e às feministas. É só isso que eles sabem fazer. E pra finalizar também.
Todo mundo tem diferenças biológicas. O meu cabelo é diferente do cabelo da Mandy, do cabelo de vocês aí. Isso é normal. Mas é desse sistema aqui que essas diferenças biológicas, elas são usadas pra justificar a hierarquia. Não é porque o homem é melhor carregando cimento que ele é melhor do que uma mulher. Isso é uma criação do sistema que a gente vive hoje.
E é justamente essa criação que legitima a violência. Por exemplo, vocês viram o caso do homem, né? Que matou os dois filhos e depois se matou porque não gostou de ver a mulher dele com outro cara. Vocês viram isso? A gente vê casos disso todos os dias de homens que acreditam que eles são os alfas. O policial que matou a sua esposa, uma outra policial. O que ele disse pra ela? Eu te trato assim porque eu sou o alfa e porque você é o beta.
essas diferenças são criadas pode concluir Letícia, por favor essas diferenças sociais, essas hierarquias são criadas elas não são naturais Letícia Camille
Senhores, a lei, ela é muito clara. Tem aqui um conceito aberto. Misoginia, conduta que exteriorize, ódio é aversão de mulheres. Nós não temos uma definição clara do que é ódio e do que é aversão de mulheres. Eu já trouxe pra vocês significados amplos.
do que é aversão, do que é ódio, trouxe pra vocês casos, exemplos do que vai acontecer na prática, por mais que elas digam que não. Vocês perceberam? Coloca aí, em vários vídeos curtos que aparecem, em que mulheres, por nada, começam a acusar o homem, acusar outras pessoas terceiras de ser machista, de ser misógino, sem ele ter acusado, sem ele ter falado nada. Isso são exemplos claros do que vai acontecer.
Sabe o que vai acontecer também? Por ter uma definição subjetiva aberta, um conceito aberto, quem vai julgar isso é o juiz. O problema é que a mesma pessoa ou duas pessoas que cometeram e falaram a mesma coisa vão ser julgados pelo juiz A e esse daqui pelo juiz B. O problema é que esse entende pela condenação, esse daqui pela absolvição. Ou seja, vai ser de acordo com o que o juiz entender.
E aqui eu gostaria de fazer um clamor pra você. Agora, chame, verifique quem foi que você votou como deputado federal. Comece a trazer esse debate pra esse deputado federal. Mostre os riscos pra ele se essa lei for aprovada, tá? Meu arroba é Jamile Venceslau. Eu convido você a entrar agora no meu story, porque eu vou te mostrar vários casos de ódio contra o homem. E detalhe, ô doutora... Bora!
Para de se vitimizar, doutora. A humanidade sempre trabalhou. Eu não sou doutora, eu não tenho doutorado, nem você. Não, se você é advogada, você é doutora. E aqui eu vou te respeitar agora. Se você não quer ser respeitada, é um problema seu. A questão é, eu sempre trabalhei. Me acordava quatro horas da manhã, eu trabalhava o dia inteiro, me acordava quatro horas da manhã pra estudar pra faculdade, ia pra faculdade à noite, durante o dia eu trabalhava, passei na OAB bem antes, no sétimo, depois eu passei na OAB.
no nono período, na segunda fase, e eu consegui o meu diploma da UAB sem me vitimizar. Para de se vitimizar e vou trabalhar. Eu também consegui antes de me formar. Eu já tinha a minha UAB. O homem sempre teve honra em trabalho, cara. Isso é humanidade desde sempre. Vamos lá. Quais o... Manda o Live Pix aí, por favor. Pessoal, o Donate. Você que tá usando a plataforma. Inclusive, você tem que usar lá no seu canal, cara.
Vou usar, pô. Donate, é... Faça o saque e também, cara, diferente de outras taxas e tal, que não tem, é... Cara, não trava. Pô, passa os contatinhos aí pra mim, que é bom, mano. Passa as dicas pra depois. Pronto. Manda aí. É bom, cara. Isso daí é bom pra caramba. Pô.
Caio dou 10 reais. Vamos lá. Felipe apenas dizendo espantalhos e o Hamas e o Funk. Apenas coisas que não existem. Enquanto a Mandy e a Letícia jogando estatísticas e fatos concretos... Muito bom. Em um momento, falando sobre ideias, apenas fatos. Caio dou 10 reais.
Felipe apenas dizendo espantalhos e o Hamas e o Funk, apenas coisas que não existem. Enquanto a Mandy e a Letícia jogando estatísticas e fatos concretos, em nenhum momento falando sobre ideias, apenas fatos. O Felipe, né? Ficou bem claro? Quer responder? Posso, lógico. Não, é...
O inteligente aí, não sei se é homem ou mulher, né? A mais não existe. Não existe, né? O funk objetificar a mulher não existe. É super inteligente aí. Eu que tô negando a realidade. As duas é que trouxeram estatística. Estatística nenhuma. Não falaram nada. Nenhum dado estatístico concreto, exceto quatro mulheres que morrem todos os dias. É um fato. Isso tá certo mesmo. Isso é um problema real. E nós propusemos aqui o quê? Vamos aumentar as penas?
Vamos punir verdadeiramente as pessoas que cometem esse tipo de crime? Vamos proteger a mulher que precisa dessa ajuda? Mas também vamos, vamos também condenar as mulheres que fazem falsas acusações? Vocês são a favor? Vamos punir a mulher que acusa falsamente o homem?
Bora. Vocês têm um dispositivo legal da Maria da Lei. Não, não, não tem. Tem sim. Não, não tem. Tem sim. Sabe por quê? Doutora, pode responder. Sabe por quê, querida? Eu sei que você sabe que tem. Sabe por quê não tem? Sabe por quê não tem? Porque a violência psicológica é subjetiva. A mulher se sentiu dessa forma. Denunciação caluniosa, né? Ah, eu sei disso. Doutora, me corrija. Eu sei disso. A senhora sabe, doutora, que já há punição.
Já há lei que pune. Doutora, doutora, eu sei muito bem disso. A senhora sabe disso, que há lei que pune denunciação caluniosa. Só que o dispositivo legal protege a mulher.
Essa é a grande questão. Não adianta tu tapar o sol com a peneira. Não adianta tu mentir. Seu corte tá pronto, mas você tá mentindo pras pessoas. Não, não tô mentindo nem um pouco. Pergunte pra uma doutora que tratava com isso. Eu tô perguntando e ela não respondeu, porque ela sabe o que eu tô falando. Eu não respondi porque eu respeito a fala dele. Outra coisa. Coisa que você não faz. Não, bora doutora. Desmentir a fala dele.
Você sabe, se você fez direito, você sabe. Então fala a verdade sobre a lei. Fala a verdade. Você quer responder então? Senão você é uma péssima advogada, pelo perdão da palavra. Tem um monte de live picture. Então a última coisa. Tá o tempo aí, Júnior. Já foi? Não, então. Só pra concluir, a questão toda é que a lei dá margem pra mulher, na subjetividade dela, acusar pelo que ela sente. Mas um live picture não é sobre a lei. Simplesmente. Não, eu tô só trazendo o senhor. Vai, vai. Bora, próxima.
O Cortes Fênix falou o seguinte, pergunta, quatro mulheres morrendo por feminicídio por dia daria 1.460 por ano. Isso não é nem 0,002% do total de mulheres no Brasil. Então, por que a esquerda pega esses dados de exceção e sempre quer fazer como regra?
Primeiro, faz 10 anos que o feminicídio é levantado como um dado estatístico. Nesses 10 anos os dados só aumentam. Eu acho que se nós temos um índice de violência que está crescendo na sociedade e se demonstra como um problema cada vez mais profundo, no mínimo as pessoas deveriam se preocupar com isso. Agora, nós não estamos só falando dos feminicídios.
Esse é um tema em debate na sociedade, porque teve um boom de casos do final do ano pra cá, e por acaso está se falando mais sobre isso. Mas vamos falar aqui sobre as 5 milhões de crianças que não têm o pai, na sua certidão? Como eu comentei, um dado, eles dizem que não têm dados, né?
Vamos falar aqui das mulheres recebendo salário menor, vamos falar do índice de violência doméstica, não só feminicídio. Violência é uma série de atitudes e comportamentos que podem ou não levar à morte, mas uma série deles não levam. Quando você vai observar esse cenário complexo...
e buscar a origem, a causa pra todos esses problemas, você entende que tem uma ideologia misógina sendo sustentada na sociedade e se ancorando em problemas bem concretos que tem a ver com o sistema, tem a ver com os governos, tem a ver com a forma de funcionamento do capitalismo. Então é isso, não é exatamente se importar com a exceção, é tentar jogar a luz a um problema concreto. Pois é, mas não é regra. Não é debate. Não é debate. Posso complementar?
Pode? Complementar a mãe? Não, já foi. Calma que vai ter uma procurada. Vamos lá. Aí vai. A subjetividade do que significa misoginia é surreal. Se eu, meu chefe, se meu chefe for uma mulher, ela pode por algum motivo me perseguir no trabalho. De brinde, minha puta, de misógino. Até provar minha inocência. Até provar minha inocência. Interrogação. Não existe lei simbólica. Vermelho?
Você falou tudo, meu caro. O conceito ele tá genérico. Se ela realmente quiser te prejudicar, não só dentro do trabalho como fora, ela vai conseguir. Se tá genérico, ela pode fazer uma argumentação e assim, entrar com uma representação criminal contra você e você vai responder um inquérito policial, porque vai ser encaminhado pro Ministério Público. Ministério Público em situações como essa. Sabe por quê? Porque numa situação como essa, num crime inafiançável, eles vão levar muito a sério. E fora que...
Se algum colega, por exemplo, da Mandy, souber que esse caso está existindo, vão colocar na mídia e vão destruir também a reputação desse homem. Então esse homem, ele vai agora perder a sua paz, ele vai ter que contratar um bom advogado para defendê-lo, ele vai ter a sua honra, a sua imagem destruída, para depois, com muita luta, com muita luta, ele conseguir provar a inocência dele. Mas aí eu te pergunto...
Primeiro, será que ele vai conseguir provar a inocência dele? Porque se nós estamos falando de uma acusação que nunca aconteceu, como é que ele vai provar? Porque provavelmente vão utilizar a mesma coisa do ônus da prova, que é o quê? Nesses casos de violência doméstica, nos casos de crimes sexuais, a mulher, a mulher que é a suposta vítima, ela não precisa provar a acusação.
Então o homem realmente vai ficar a mercer desse sistema. Então esse homem, ele vai ter a vida destruída. Fora isso, quem é que garante que esse homem vai conseguir voltar o status que era antes? Pronto. Letícia, agora assim, tem um cara aqui que ele mandou um exemplo pra você analisar.
Esse sim foi prejudicado. Namorei uma moça e após o término do casamento dela, me disse que estava endividada. Empestei 7k e depois abri um negócio de 25k pra ela. Ela me traiu e me mandou vídeo transando. Mentiu gravidez minha pra pedir dinheiro pra tirar. Perdi tudo que guardei. Comentar? Pode. Não tem o nome da pessoa, né?
É que os arroba Thiago Brá. Não sei. Mas é isso. Não, Thiago. Primeiro dizer que eu sinto muito. E eu acho com certeza que essa sua ex-namorada é uma sem caráter. Isso não há dúvida alguma. Sinto muito. Errado você estaria se você tivesse ido lá. E por conta do que ela fez. Tivesse assassinado ela. Você não fez isso. É contra isso. Esse tipo de atuação.
homens que matam mulheres depois de elas serem sem caráter, que nós estamos lutando. Então, eu sinto muito pelo que você passou, mas não é essa a nossa luta. E aí eu queria aproveitar uma coisa aqui pra dizer uma coisa, né? Várias vezes foi trazido aqui a coisa do Hamas e tal, blá, blá, blá, blá, blá. Mas, na verdade, eu queria saber se esse tipo de pessoa também se sente mal com as meninas que foram assassinadas no Irã pelo Israel recentemente. Uma escola de meninas. Sem dúvida.
E a maioria, na verdade, a maioria dos assassinatos no Brasil são contra homens e contra homens negros. Eu sabia que podia falar fora do tema, eu tinha também falado. A maioria dos assassinatos no Brasil são contra homens e homens negros. E a polícia brasileira importa muitas armas e softwares de Israel. As mesmas que matam os palestinos. Então, vamos lá, vamos dar nome aos bois. Você tá defendendo Israel, mas é ele que ajuda, é esse Estado que ajuda os índices de assassinato contra homens a aumentarem
muito. Eu tenho que responder. Ela trouxe um fato que não tem nada a ver. É a mesma coisa que tu fez a acusação. Eu respeitei a regra do jogo. Você não respeita a regra do jogo. Doutora, primeiro que eu não respondo eu não defendo Israel. Eu e a Mandy, a gente pode fazer uma comodadinha. A gente faz um debate depois sobre Palestina, não tem problema. Eu não defendo Israel.
Essa é a grande diferença, não. É, ele não defende nada. Dois errados fazem o certo? Nada, ele nunca defende nada. Dois errados fazem o certo pra senhora. Então você é a favor do Estado palestino? Dois errados fazem o certo pra senhora. Você é a favor do Estado palestino? Tudo bem. Dois errados fazem o certo? Bom, é isso que eu queria saber. Dois errados fazem o certo? Não, não fazem o certo. Ótimo. Mas você defende? A bomba que caiu lá no...
Israel foi criado matando e estuprando mulheres. A bomba que caiu lá no Irã. Israel é o Estado fruto do estupro de mulheres. Agora, a bomba que caiu lá no Irã, que matou as crianças, é objeto, não é? Interrompa.
O Hamas que entrou lá O Hamas que entrou lá Não, por que tem que acabar? A Palestina tem que acabar? Porque é fruto do estupro de mulheres Gente, vamos lá A gente faz depois um debate só sobre a Palestina Pai do céu, dissonância até Incrível Vai ficar preso na garagem, já era Tem mais coisas aí Tem o live Donente do Vini, e aí Gabriel Coloca pra gente, por favor É O
Vim e dou 20 reais. Sou motorista de app, trabalho à noite, vou gastar dinheiro que não tenho, sou câmera. Cara que filma à noite para colocar no carro, porque estou só medo de ser falsamente denunciado. Homens causam 90% mortes no mundo, mas são 80% das vítimas dessas mortes. Boa. Bom, a gente trouxe um dado verdadeiro. E aí a gente vai, pode ampliar sobre isso.
Por exemplo, e aí é uma coisa pouco debatida, eu não acredito que existam seres humanos, como você falou, diferentes. Isso não, somos todos iguais. Mas, socialmente, biologicamente, vivemos de maneira diferente porque somos sim diferentes. Não tem como negar isso. É por isso que o racismo é objeto, porque ele não aponta uma diferença.
Ele é um absurdo. Mas a lei da misoginia, ela é igualmente absurda. Ele não é objetivo. Como não é objetivo, querida? É claro que é. Acabei de falar pra você. Não precisa gritar com ela. Não tô gritando não, filho. Eu só tô falando de maneira firme. Ela acabou de gritar. Essa é a grande diferença. Veja bem. O racismo, ele não se sustenta por si. Por quê? Porque somos iguais. Ele não aponta nada que nos diferencia. A lei da mis...
Cara, não é possível, Mande. Mande, pelo amor de Deus. Você tá me ouvindo? Eu tô falando que não.
Como é que você tá mudando o que eu tô dizendo? Não explica que não. Além de dizer que não, explica que não. Eu acabei de dizer que são iguais. Tá, mas dizer não explica. Explica. Caralho. Porque o ser humano é igual, filha. Não há nada que diferencie um homem negro de um homem branco. Tá. Absolutamente nada. Por que que o racismo existe?
Pela maldade do ser humano. Sempre existiu. Ah, não. Povos eslavos não escravizavam. Branco nunca foi escravo. E a maldade é objetiva ou é subjetiva? Como que você mede ela? Aí, filha, é complicado. Aí a gente faz um debate bom. Agora é complicado. Mas você quer saber? Entendi. Vamos pensar? Olha pra sociedade. A maioria é boa ou má? Porque sabe o que esse rapaz trouxe antes? 0,001 matam mulheres nesse país, certo? Isso só me prova que essa sociedade não é machista como você fala.
Porque se fosse, a maioria dos homens agrediriam as mulheres. Porque se fosse, as mulheres serão colocadas nos piores postos de trabalho. E não são, são os homens que vão. E por que os homens vão? Para proteger as mulheres. Homens se importam com as mulheres.
Cai um avião. Homens primeiro? Não. Mulheres e crianças primeiro. Agora, por que vocês não falam, por exemplo? Ah, não. Homens são mais violentos. É fato. Os homens mataram 90%. Gente, vamos responder rapidinho. Fato. Vamos acabar. Fato. Homens mataram. Fato. Isso é tudo fato.
Agora, mulheres através do aborto mataram mais pessoas na humanidade, na história da humanidade do que todas as guerras e mortes violentas até hoje. Não, não é espantar, é verdade. Sabe qual é o duro? É que vocês estão a favor do aborto. Essa é a questão. Vamos lá, gente. Pra não fugir do tema. Mande esse pra você. Coloca o... Vamos lá. Outro do Vini. Por favor, Gabriel.
Aqui, homens bons ficam muito indignados. Coloca aí, por favor. Vini, dou 20 reais. Homens bons ficam mato indignado se feminicídio e violência. Porém, esses homens bons estão sendo presos por falsas denúncias de mulheres ruins. Homens que matam mulheres não diminuirão prendendo o homem bom?
Tá. Gente, eu acho que tem... Pra tudo existem exceções. Tem mulheres que fazem falsas acusações. Sim.
Agora, a questão aqui não é do caso individual, não é do exemplo de exceção, não é do escritório da Jameli, não é da esposa do Felipe. Nós estamos falando de problemas socialmente reconhecidos e que se expressam, inclusive, através dos dados que são levantados por instituições privadas, por instituições públicas. Então, não pode vir aqui falar.
da teoria da conspiração, que tem algum agente feminista fazendo levantamento de dados, porque veio de diversos lugares distintos. E eu, assim, o que eu tenho a dizer sobre isso? Venha pro nosso lado da luta. Venha pro nosso lado da luta. Coibir que exista violência na sociedade. Venha pro nosso lado da luta. Expandir conscientização na sociedade pra que não exista mais um tipo de violência. Venha pro nosso lado da luta. Agora, sabe qual é o problema? Vamos lá.
É que aqui no debate, em nome de falar das falsas acusações, que eu acho que existem, mas eu acho que estão uma exceção, e que não se expressam como um problema social, em nome disso, o outro lado relativiza o problema social. Por quê? Você está dizendo que você não concorda com violência contra a mulher e feminicídios.
No entanto, eu não vi a mesma indignação com esses fatos aqui por parte dos debatedores. Eles se indignam mais por situações que podem ocorrer, mas que são a exceção, do que por situações que se expressam socialmente. E isso tá errado, isso abre espaço pra que a violência se dissemine.
Pronto. Gente, muito obrigado. Chegamos ao final. Quero agradecer a todo mundo que deixou o like, a você que se inscreveu e a você que acompanha o seu debate. Então, afinal, comenta aí, deixa a sua opinião, quem que você acha que saiu melhor, quem que ganhou o debate. Lembrando que o Redcast tem episódios aí todos os dias, tá bom? Temos aí a nossa programação de esportes todos os dias às 12h15 e às 8h da noite episódios aqui também de, enfim, entrevistas, bate-papo.
react, debates, tudo aqui no nosso programa. E pra você que tá acompanhando aqui e ainda não conhece, você teve a participação da Letícia, seja muito bem-vindo sempre, Letícia. Obrigada, Júnior. Letícia Chagas, SP, no Instagram, né? A Mandy, também Mandy. Mandy.rebeldia. Acompanhe minha pré-candidatura, deputada federal por São Paulo. Jamine Venceslau, certo?
Também no Instagram? É isso, não é? Porque rebelde, daí você já vem. Jamile vai entrar, me sigam lá. Qual o problema, Jamile? Qual o problema do nome do meu Instagram? É rebelde. Qual o problema? Rebelde. Te incomoda? Por isso que você me bloqueou no seu Instagram? Rebelde.
Depende, quando você vai lá e manda os teus seguidores me cancelar. É uma liberdade de expressão. Inclusive colocando seguidores de vocês, querendo que eu fosse morta, querendo que eu fosse esquartejado. Eu falei isso? Me prova que eu falei isso. Me prova. Não tô falando, não. Não falei isso. Mostra o vídeo que eu falei isso. Seguidor, pessoas que seguiam vocês foram lá pra fazer isso. Então me prova que a pessoa me segue. Porque ela me seguiu, ela fez essa acusação contra você.
Vocês querem cancelar as pessoas. Vocês têm uma defesa? A mulher é seletiva, por exemplo.
Posso falar agora eu? Pode. Ufa! Agradecer o Felipe do Iron Talks. E no Instagram também, Felipe Sestaro, certo? dr.felipesestaro segue lá no Instagram e sigam o canal lá também, os programas do Iron Talks. Tá sendo muito bom. Júnior, muito obrigado pelo espaço. Acho que foi um bom debate. É isso aí. Obrigado pela oportunidade. Valeu, pessoal. Tamo junto. A gente tá de volta amanhã aí, galera. Valeu.