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CRIMES BRUTAIS, TRUMP MIRA CV E PC*C - PART. CARLA ALBUQUERQUE - REDCAST

13 de março de 20262h10min
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CRIMES BRUTAIS, TRUMP MIRA CV E PC*C - PART. CARLA ALBUQUERQUE - REDCAST=====================================================LIVE PIX: https://livepix.gg/redcast▶ TRIADhttps://triadfi.co/?ref=6LafhfT6JMv1tJBDx1FV5WJfpW4nT2utvkA4onEDrYsc▶ 👮🏻‍♂️ INSTITUTO ÓLIVER CARREIRAS POLICIAIS 👮🏻‍♂️👨🏻‍💻 Site Oficial 👉🏻 https://institutooliver.com.br/ 👩🏻‍🎓 Curso EJA em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/S28462720M 👨🏻‍🏫 Curso Superior Sequencial em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/Y11127534P 📞 34-993004408📶 @instituto__oliver_oficial▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO REDCAST• @redcastoficial ▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO HOST• Junior Masters: @ojuniormasters.AS OPINIÕES, CONSIDERAÇÕES E COMENTÁRIOS EMITIDOS PELOS CONVIDADOS DO PROGRAMA, SERÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE RESPONSABILIDADE DE QUEM OS EMITIR.O REDCAST NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS MESMAS.=====================================================Spotify: https://open.spotify.com/show/2qGNLUOtkA55qknCHicdoTYouTube Music: https://music.youtube.com/channel/UCeL1a4rpEA8UG9IQIewPccgAmazon Music: https://music.amazon.com.br/podcasts/5a492610-0c19-4087-9fde-a24f90421a10/redcastApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/redcast/id1784860273=====================================================SOBRE O REDCASTO RedCast é o seu podcast para conversas diretas e honestas. Aqui, trazemos personalidades de diversas áreas para debater temas relevantes, sem censura e sem amarras. Se você busca conteúdo autêntico e discussões que fogem do óbvio, seu lugar é aqui.INSCREVA-SE NO CANAL, DEIXE SEU LIKE E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES PARA NÃO PERDER NADA!=====================================================

Assuntos13
  • Violência contra a mulherAumento de casos de homicídio doméstico · Isolamento e controle em relacionamentos · Padrão cíclico de abuso · Fatores de risco e perfil de vítima · Disumanização e frustração como motivação
  • Caso Vitória Homicídio CajamarConfissão coagida e ilegal · Alteração de perícia forense · Interferência política na investigação · Cadeia de custódia comprometida · Suspeitos múltiplos e envolvimento de facções
  • Impunidade e investigação policial deficienteProcessos malfeitos e sem rigor técnico · Falta de preservação de cena · Corrupção e interferência política · Perda de provas irrepetíveis · Ineficácia de investigações
  • Estupro coletivo CopacabanaEstupro em grupo e modo operante · Envolvimento de filho de subsecretário · Culpabilização de vítima por acusado · Vítimas múltiplas e padrão criminal · Escalada de violência e risco de homicídio
  • Caso Elisa Martins de SousaDesaparecimento e investigação malfeita · Suspeitos múltiplos e falta de corpo · Possível envolvimento de facção · Cobertura mediática influenciando investigação · Prisão e fuga de suspeito
  • Caso Isabela NardoniInvestigação de homicídio · Violência psicológica e moral · Preservação de cena de crime · Perícia criminal · Comportamento pós-disparo do suspeito
  • Violencia contra Profissionais de SaudeEducação de crianças e adolescentes · Conteúdo violento e desumanização · Monitoramento parental · Desempenho e pressão social · Saúde mental e emoções
  • Jogos de LibertadoresMecanismos de reforço intermitente · Inteligência artificial e manipulação comportamental · Impacto em população pobre · Comparação com cassinos · Regulação e limites de apostas
  • Psicologia e Comportamento HumanoMotivação intrínseca vs patrimonial · Fantasias e sádismo · Falta de regressão comportamental · Dinâmica de grupo e validação entre pares · Predição de reincidência
  • Saúde Específica de PersonalidadesSinais de declínio cognitivo · Atrofia do lobo frontal · Possível demência senil · Perda de filtro social · Capacidade para comando nuclear
  • Tráfico de drogas e lavagem de dinheiroOperações de bilhões · Uso de rifas e criptomoedas · Conexão com tráfico de armas · Tráfico de pessoas · Replicação de operações criminosas
  • Relacionamentos FamiliaresAtração por criminosos · Hibristofilia · Cartas de amor a presidiários · Influência de algoritmos · Normalização da violência
  • Terrorismo em Cabo DelgadoPoder executivo vs legislativo nos EUA · Precedentes com Maduro · Possibilidades de ação militar · Questões legais e constitucionais · Controle do Congresso e Senado
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Não dá pra acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município. Não dá pra acreditar que você precisa concluir os estudos, terminar o ensino fundamental e ou médico completo, e você não fez sua matricula no Instituto Oliver no curso EJA supletivo.

onde você termina os estudos EAD em apenas seis meses. Não dá para acreditar que você está precisando de um curso superior em apenas três meses, reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada, ou em teologia, para tomar posse no seu concurso, que só exige superior completo. Não fala na lei de desenvolvimento de carreira, diploma ou graduação de nível superior. Só fala superior, e se só fala superior, o superior sequencial de três meses, que basta você ter nível completo para você poder fazer, você consegue tomar posse com ele.

Vem pro Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer Tecnólogo de Recursos Humanos e Gestão Pública em um ano, se você for formado no curso Tercequencial. Consegue fazer pós-graduação. Você consegue fazer faculdade também de Educação Física, PAD. Então, se você quer mudar de vida, é Instituto Oliver. Aqui não tem conversa fiada pra boi dormir e nem mamãe me chora. Aulas objetivas, diretas, sem conversa fiada pra boi dormir. Professores altamente qualificados.

Todos os professores são policiais. Então, para de perder tempo. Quer ser aprovado de primeira no seu concurso público? Vem pro Instituto Oliver.

Quer concluir os estudos? Vem pro Instituto Oliver. Quer fazer curso superior? Venha pro Instituto Oliver. Um forte abraço. Eu sou o professor Matheus Oliver. E aqui, meu brother, a sua aprovação é garantida. Tamo junto? Você tá dando bobeira. Vem pro Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer Tecnólogo de Recursos Humanos e Gestão Pública em um ano, se você for formado no curso Perseguencial. Consegue fazer pós-graduação. Você consegue fazer faculdade também de Educação Física, PAD.

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Tamo junto! Muito boa noite, galera. Estamos começando mais um episódio aqui do Redcast. Sejam todos muito bem-vindos. Hoje, terça-feira à noite. Pois é, estamos aqui.

para mais um episódio, e dessa vez episódio criminal. Hoje é uma investigação sobre todos os crimes que estão acontecendo no nosso país e também questões que envolvem a geopolítica do mundo. Como você sabe, nós estamos aqui com muito conhecimento e informação e pessoas especializadas na área. Vou passar aqui para ela que está aqui no nosso programa mais uma vez, diretamente aqui de São Paulo. Carla Buquerque, seja muito bem-vinda. Muito obrigada, Júnior.

estar aqui novamente, junto aí com a sua audiência, que é maravilhosa também. Do lado da minha grande amiga, perita criminal e psicóloga forense, Alessandra. Obrigada pelo prazer estar aqui. É verdade, a gente tá sempre juntas. A gente tá fazendo muito podcast também? Que legal, hein? Na verdade, parece que a pior notícia sempre é baixa. Eu tenho falado bastante com policiais, né? Trago bastante policiais aqui. Policiais falam a mesma coisa. Meu, Brasil, questão de

Conferência, crimes, etc. Toda vez tem... Às vezes o próprio crime também tem reviravoltas, tem essa... E é um assunto que tem mexido muito com as pessoas. Quando eu falo com os políticos, eles falam a mesma coisa. Eles falam assim, olha, esse ano é o ano da segurança pública. Eu acho que o que é possível? Quais são... Olha, pessoal e técnico, tecnologia, porque é que as pessoas têm... Eu vou até um pouco além. O dever de cobrir as autoridades. A gente precisa...

Não. Se a investigação lá no começo, ali quando aconteceu o crime, nos primeiros momentos, por mal feita, a gente perde provas que são irrepetíveis. E aí como é que fica essa resposta? Porque não é barato. A gente paga índices de impostos dos mais altos do mundo e não tem a contrapartida. O Brasil é um país onde você paga caro pelo serviço que é ruim. Paga caríssimo por uma estrutura que está falida, que tem sim excelentes profissionais.

pessoas dedicadas, pessoas que estudam por conta própria, que pagam no próprio bolso para fazer curso com polícias do exterior. Só que a gente não tem pessoal, muitas vezes. Em muitos lugares do Brasil não tem tecnologia. E aí como é que a gente faz? O crime aumentando e a persecução penal não está, não vai ter jeito. Uma hora essa bomba vai explodir. É isso aí, gente. Estamos começando. Deixa eu ver aqui como é que está o nosso chat. O chat, o super chat. Galera, deixa o like na nossa transmissão

evidência aqui no YouTube. Aproveita você também pra fazer o seu comentário, a sua pergunta, mandando o seu live pics, tá bom? E a gente responde você no final. Beleza? O áudio tá bom? Tá tudo certo? Beleza? Puxa um pouquinho mais o microfone pra perto. Pra cá? Pra perto de você, Alê. Maravilha. Vamos começar? Vamos falar desse caso do tenente da Polícia Militar aqui de São Paulo, que casado com... Ele é oficial, né? Casado com uma soldada. Uma soldada, que é a Gisele. Isso.

Aqui em São Paulo, tem sempre casos de policiais que, por incrível que pareça, tem algum envolvimento amoroso e acaba tendo uma tragédia, né? É, porque eles estavam aí num relacionamento, havia três anos, casados há um ano, mas as informações obtidas pela investigação é que eles já estavam praticamente separados, já dormiam em quartos separados,

E tem ali alguns depoimentos conflitantes. Alguns dizem dois meses, outros quatro meses. Então tem ali alguns depoimentos que não se casam, mas também isso não é... Isso vai mudar o rumo de uma investigação. O que de fato ficou comprovado é toda uma violência moral dele com ela. Ele ficava ali todo o tempo controlando a vida dela. Ela não podia usar perfume, ela não podia usar batom.

ela não podia usar salto alto, ela não podia usar roupa de academia se não estivesse com ele. Enfim, ele controlava as redes sociais dela, ou seja, uma violência moral e psicológica muito forte em cima dessa moça. Há uma semana, ela liga para o pai dela e pede, me tira daqui porque eu não aguento mais. Ela tem ali uma filhinha de sete anos de um relacionamento anterior,

dizendo que ele era uma pessoa que usava alguma droga, então um drogadito, um alcoólatra, usando palavras bastante pejorativas em relação a esse homem. Vale até um momento de reflexão para que a gente também dê espaço para que esse ex-marido, que é o pai da menina, possa falar também. Então, quando a gente olha todo o caminhar desse começo da investigação,

Isso é muito interessante, que a Alessandra pode explicar, mas quem controla a narrativa do começo ao fim é ele. Então, o que acontece? Ele vai ligar às 7h58, a primeira ligação para o COPOM, que as pessoas entendam, o COPOM é a central de atendimento da polícia militar. Todas as ligações para o COPOM são gravadas, elas ficam gravadas e armazenadas, porque elas, inclusive, também podem fazer parte de processos.

a ligação ali do caso da Isabela Nardone, que é o síndico que vai fazer a primeira ligação. Então aquilo vai fechar ali todo um espaço de tempo da hora que ele desliga o carro para a primeira ligação. Olha a importância dessas ligações. E essa ligação, ele vai se identificar dizendo quem ele é e vai falar que ouviu um tiro e que a mulher teria tirado contra a cabeça. Só que tem um dado importante aí.

disparo às 7h28. Aí a gente tem uma janela temporal de mais ou menos uma meia hora e ela não é explicada. E aí a importância de você aprender eletrônicos como celular para saber. Esse marido ligou para alguém? Ligou para outras pessoas antes de ligar para o copom? O copom vai chegar para fazer, quer dizer, vai despachar as viaturas e vai chegar também os socorristas, corpo de bombeiros, tudo isso vai para o local

se estava. E eles vão, a primeira coisa que eles vão identificar é que ela não está morta. Ela ainda tinha vida. Então, ela é levada imediatamente para o hospital das clínicas e ela entra, infelizmente, em óbito meio dia, mais ou menos meio dia e quatro. Ou seja, ela passa ainda ali quatro horas em atendimento hospitalar e pelo relato da vizinha, ela toma esse tiro, é dado às 7h28. Se ele liga às 7h58, veja

só, ela fica ali um bom tempo ainda agonizando. O que ele vai dizer no depoimento dele? Ele ouve um tiro e sai correndo pra ver o que aconteceu, que ele estava tomando banho. Então imagina você dentro do seu chuveiro, na sua casa, sair correndo. O que vai acontecer, Júnior? Me responda, o que você vai carregar com você quando você sai correndo do chuveiro? Muita água. Epa, já gostei do Júnior, vem pra investigação. Não vai nem desligar o chuveiro. Pro nosso lado. Quando a perícia chega no local, não tinha uma gota

água. Ué, mas você não tava tomando banho? E ela também estava seca. A toalha tá seca. Ela estava seca. Uma coisa muito interessante na cena é que a toalha estava muito bem colocada, ou seja, protegendo todo o corpo dela. Os chinelos estavam colocados. Ela tava de chinelo e o chinelo não saiu do pé. A arma estava numa posição que a Alessandra vai explicar pra vocês, muito estranha, mas na mão dela. E o movimento involuntário seria soltar essa

arma. E os respingos, porque isso é a ciência forense que é maravilhosa, não correspondem com a cena como ela foi encontrada. E aí, eu vou passar pra vocês, e a Alessandra também pode ajudar na área da psicologia e forense, dificilmente uma mulher com filhos pequenos vai cometer suicídio. Mas se fizer isso, não será com um tiro. E se fizer com um tiro,

tiro não será na sala. Seria no quarto. Menos nua. De frente pra sacada, com apenas uma toalha no corpo. Isso não é comum. Isso chama a atenção. E aí a palavra da Alessandra, Alessandra, manda ver nessa perícia. Quando a gente começa a olhar pra uma cena de crime, além das coisas objetivas que a gente olha, macho de sangue, posição da arma, trajeto, trajetória, toda essa questão que vai... A gente regride pra entender a dinâmica e uma possível autoria,

a gente tem que fazer uma análise daquele comportamento. Com base nesse comportamento, a gente começa a entender as motivações de autor. Se tinha mais alguém, se tinha um partícipe, se realmente aquela pessoa teria um perfil para cometer um suicídio. Aí a gente está falando de autópsia psicológica. Tudo isso entra na psicologia forense, mais especificamente na psicologia criminal, e é essencial para as investigações. Qual é o grande problema dessa perícia? Além, claro, ela foi socorrida,

Sempre que a pessoa é socorrida, os socorristas não se preocupam em preservar a cena, óbvio. A ideia é salvar aquela vida o mais rápido possível. Porém, ele sendo um policial militar, ele sabe da legislação sobre a preservação. E mesmo assim, depois que ela foi socorrida, um monte de gente entra. Ele liga para um desembargador, depois vem outra equipe da PM, depois vem uma série de pessoas andando ali, que por mais que a Gisele não estivesse mais lá,

que quem vai contar a história examinando esse corpo é o IML, a gente tem uma série de vestígios extremamente importantes. Por exemplo, a posição do estojo que foi ejetado da arma no momento do disparo. Que tipo de munição foi usada? Foi usada a arma, sim, era da polícia militar, mas foi utilizada a munição fornecida pela PM? Munição comprada pelo Estado tem número. E da PM ainda mais, né?

Cadê esse estojo? Onde ele foi parar? Quem tirou dali? Sumiu? Como que sumiu? Mas a tese do suicídio seria que ela fez isso com a própria arma, certo? Sim. E a arma e a bala são da PM? A arma é dele. A arma é dele. Ela não teria arma em casa dela, essa informação. Mas é a arma da PM. Arma da PM? Arma da corporação. Como se ela tivesse pego a arma dele e teria tirado, né?

Contra ela, contra si mesma. Na região temporal ali, um tiro ascendente, mas não é diagnóstico diferencial. É um tiro encostado, ascendente, levemente de trás para trás. É compatível com suicídio, sim, mas não suficiente para uma diagnóstico diferencial entre suicídio e homicídio. E, além disso, nós temos toda a circunstância a respeito. Nós temos o comportamento dele, pós-disparo, nós temos toda uma série de depoimentos e de provas.

técnicas que comprovam uma relação absolutamente disfuncional. E essas provas estão nos dispositivos eletrônicos. Então, conforme a gente vai montando esse quebra-cabeça, o quadro que se desenha não é de um homicídio. Mas tudo aponta para um suicídio com uma simulação de homicídio. E as questões também, que foram encontradas no pescoço ali. Aí depois o que acontece? O laudo de necropsia comprova que ela sofreu uma esganadura. Ou seja, ela mesmo se esganou

e depois atirou contra ela, isso não faz o menor sentido. Então, assim, é uma investigação complexa, porque, infelizmente, a cena de local de crime não foi preservada. Muitas pessoas entraram ali dentro. E o que me choca é porque a gente está falando da polícia militar. Eles sabem como preservar uma cena de local de crime. Eles sabem o que pode e o que não pode ser feito. E aí tem um dado importante. Um dos vizinhos,

relata que ele não tinha uma gota de sangue no corpo. Ele não chegou perto dela, não tentou ajudá-la, mas eles vão encontrar a perícia em contra-sangue, vestígio de sangue no box. Algumas coisas que chamam a atenção é que ele não se demonstrava em desespero. Você imagina a sua companheira, mesmo que você estivesse querendo, porque essa é a narrativa que ele conta. A gente não tem a versão da vítima.

ele não tá ali em desespero. A primeira ligação mostra ele falando primeiro, como você falou, com o Copom da polícia, né? Isso é a informação que a gente tem. A gente agora precisa da extração de Celebrite pra saber se ele ligou primeiro pro Copom ou se ligou pra alguém antes. Em 30 minutos? A gente tem divulgado a primeira ligação no Copom. Depois, ele liga pedindo socorro, né? Falando justamente pra... Olha, minha esposa tá aqui. Pelo amor de Deus.

Mas ele também não tenta fazer nada? Porque você imagina, digamos que a sua companheira, Júnior, que ela tivesse tentado uma atrocidade dessas. O que seria o teu ímpeto? Primeiro, você quer chegar, porque se a pessoa tem vida, você vai acabar encostando no corpo. Saber se pode fazer alguma coisa. Tudo que você vê é uma pessoa, ela está deitada sobre uma poça de sangue. Você não sabe de onde está vindo. Ele é um oficial. Ele tem treinamento em APH, que é um treinamento pré-hospitalar tático.

empurrada e bomba, basicamente. Primeira coisa que você faz, vê onde tá sangrando e tampona. Ele não chegou nem perto. Estranho, né? É muito estranho. É um comportamento muito estranho, de uma pessoa que já praticava violência moral há muito tempo. A família falou sobre essa violência moral, falando que... Não, os depoimentos... Eles já estavam separados. ...da mãe, né? Hoje a gente já tava até conversando com um advogado, um criminalista, que levanta muito bem, doutor Santoro, as informações do depoimento

dessa mãe, é de cortar o coração. Essa moça vivia uma violência moral já há muito tempo. Fora a violência psicológica, e veja como é difícil para uma mulher que está dentro de uma corporação, de uma polícia militar, pedir algum tipo de proteção, sabendo que o seu companheiro é seu superior hierárquico, porque ele é um oficial e ela é uma simples soldado. Então, assim, está ali numa situação completamente

favorável. E tem um dado também que é muito relevante. Ela tinha acabado de passar num concurso. Algo que ela tinha sonhado. Ela não tem o perfil de uma pessoa que vai cometer o auto-extermínio. Não é o perfil dela. Eu, Carla, não acredito na tese de suicídio. Então, a família fala sobre essa questão do... deles já estarem separados. Morando na mesma casa. Há uns dois meses. A mãe relata, inclusive, que ele já... Ela, tipo,

Ele dava muitas ordens pra ela. Então, tipo, não é... Então, assim, além de todo o trabalho que ela tinha, a casa tinha que estar impecável. Então, assim, você via pelo relato da mãe uma filha sobrecarregada. Uma mulher ali de novo sobrecarregada. Não. Não que a gente tenha essa informação. Ela tem uma filhinha de um outro casamento. Essa filhinha morava com eles? Morava com eles. Não estava na casa nesse dia? Não estava. Olha só, que interessante, né?

lá. Então, tudo me parece muito estranho. Uma mãe amorosa, querida, ela era muito humilhada porque vinha de uma origem mais simples. Assim, tem uns relatos... Chama a atenção também o fato dele reforçar o tempo inteiro, no depoimento, mesmo com ela morta, essa questão do quanto ele era superior a ela. E a questão da violência psicológica é muito delicada. No depoimento? No depoimento, assim que ela morre. Como assim? Pelos familiares. Ele era superior? Pode ler, pode ler.

Ele diz que ela era muito humilde, que ele era o produtor, que ele era não sei o que, que ele tolerava a filha. Ele é um tenente da polícia, quanto que ganha? Ele era um oficial, não sei quanto ganha, mas de qualquer forma, o conteúdo desse discurso, chamatem, em relação à violência psicológica, é importante dizer que qualquer pessoa pode sofrer violência psicológica. E quando a vítima está nessa teia, ela não enxerga.

que está todo mundo olhando. E ninguém, e a própria pessoa não enxerga. Você nunca teve aquele amigo, que teve aquela namorada complicada, que todo mundo falava, sai de perto dessa pessoa, sai de perto dessa pessoa, e a pessoa não enxergava. É assim que foi. Essa teia de manipulação, ela não começa do dia para a noite. A pessoa não começa humilhando do dia para a noite. As coisas começam de uma forma muito sutil. O amor tem esse detalhe, né? Também consegue...

É com aquela piada que incomoda, com tratamento de silêncio, um silêncio punitivo. Não estou falando quando você está irritado, você fala, não vamos conversar, amanhã a gente se fala. Isso não é tratamento de silêncio. Estou falando quando a pessoa se retira estando ali presente. O silêncio punitivo, aí aquela piada que humilha. Isso começa de uma forma muito sutil, esse tipo de violência. E ela não acontece o tempo inteiro. É aí que a vítima fica presa.

coronel. Tudo bem, gente. Tenente coronel. Mas vamos lá. O cara não é nenhum herdeiro, não é nenhum empresário, bilionário, nada disso, entendeu? Não é dono de banco master. Não é. Ah, porque ele superior a ela. Que história é essa, cara? O tempo inteiro era como ele era legal de suportá-la. Suportar ela com ela. Nossa. O tempo inteiro. Isso, inclusive, no depoimento posterior à morte. Da mãe. Isso chama atenção. Sim, com certeza chama atenção. Terrível.

importante a gente olhar pra esse caso e extrapolar um pouco. Aprender a identificar quando isso acontece na vida real. Com qualquer pessoa. Com você, com a sua amiga, com a sua irmã. Porque a pessoa que está dentro desse ciclo, ela não percebe. Justamente por esse mecanismo de valorização e descarte. Ora a pessoa age dessa forma, ora valoriza. Faz tudo que a pessoa quer. Que é esse o ciclo da violência. Que ele não começa com tapa. Não começa com tiro.

Não começa assim. Não começa, é verdade. Começa sutil. Então, ora a pessoa te joga lá em cima, te dá todo o amor, afeto, te valoriza e você é o máximo. E aí começa essa atenção. Vem o auge da violência. Corre a ruptura. E aí vem o pedido de redimir, volta. E aí vem de novo essa fase de lua de mel. Em que a pessoa te valoriza, a relação é maravilhosa, vem viagens, jantares, juras de amor. E aí começa a escalar a tensão. Só que cada vez essa tensão é maior.

Até chegar na violência física e estar no homicídio. Isso não só entre casais. Acontece entre amigos, acontece nos familiares. Familiares, com certeza. Claro que aqui a gente está falando de um feminicídio, que é um caso extremo e infelizmente a gente vê uma onda de feminicídio. É uma onda de violência, de descontrole. Mas esse ciclo de valorização e descartes, ciclo de manipulação via de regra por pessoas com traços narcisistas ou com transtorno de personalidade narcisista,

Conseguiu achar aí, Carla? O áudio dela tá bom? O meu áudio tá bom? Eu tô pegando aqui porque tá picado aqui. Deixa a Alessandra... É porque já tem umas 900 páginas, não é? Ou 198. Acho que são 198 páginas. Por enquanto, né? É um caso muito recente. As investigações estão começando... O que você acha que vai acontecer no caso do Tenente Coronel? Olha, eu acredito que vão pedir a prisão, sim. Preventiva? Possivelmente. Tipo o Gabriel Monteiro. Possivelmente vão pedir essa...

prisão. Já pediram a exumação do corpo dela. Eu não sei quais são as questões. Na verdade, a exumação é feita para laudos complementares. Esses exames complementares, eles ocorrem quando ficou alguma dúvida ou quando a investigação traz uma informação que não foi suprida pelos exames periciais iniciais. Gabriel, o pessoal está falando que o áudio dela está cortando. Está me cortando? Você está cortando o áudio dela?

Eu não tô acompanhando o chat. Eu não consigo. O Tico Teco não consegue conversar. Puxa mais perto aí. Mais aqui, ó. Isso. Assim, tá bom. Aumenta o volume dela aí. Vê. Tão me ouvindo? Pronto. Acho que a Carlinha achou a questão do depoimento. Achei o depoimento da mãe. Depois da mãe é muito triste, olha só. Olha o que a mãe vai falar, né? Narra que sua filha Gisele mantinha relacionamento amoroso com Geraldo há cerca de três anos.

Sendo que quando começaram a relacionar-se, Gisele comentava sobre o namoro com felicidade.

Enquanto, após um ano de relacionamento, Gisele passou a queixar-se para depoente sobre a agressividade de Geraldo. Dizia que tudo tinha que ser do jeito de Geraldo, que sofria agressões psicológicas com muita frequência. Como, por exemplo, proibição de usar salto alto, batom e perfumes. Gisele não podia nem ir ao banheiro sozinha. Ela chegou a contar à mãe que Geraldo dizia que se ela passasse perfume, os homens iriam atrás dela pelo cheiro.

Em casa, ele dizia que quem pagava as contas era ele e, por isso, ele que mandava. Relata que, após poucos meses de relacionamento, já passaram a morar juntos, período em que Gisele ainda não havia se queixado sobre Geraldo. Já moravam juntos quando Gisele passou a sofrer referidas agressões psicológicas. Narra que, há cerca de um ano, as brigas se intensificaram muito após o casamento.

Gisele se afastou da família e a depoente sentiu-se e o afastamento foi ocasionado por Geraldo demonstrar que não gostava de partilhar momentos com a família da esposa. Tampouco autorizava que ela os visitasse com frequência. Encontrava com a filha apenas na companhia de Geraldo e da filha de Gisele, sua neta. Encontros só com a filha eram raros, em forma que não tinha conversa com ele.

Era só essa, bom dia e boa noite. Informa que cortou relações com o genro após um episódio em que Geraldo humilhou Gisele na casa da depoente. Nessa oportunidade o casal chegou brigado e em determinado momento Geraldo exaltou-se e passou a gritar que quem mandava era ele. Quem banca tudo é o papai, fazendo gestos agressivos e batendo no bolso.

a depoente disse a Geraldo que sua filha não precisava passar por tanta humilhação, tendo inclusive entregado um pacote de arroz e um de feijão para sua filha levar embora consigo. Relata que conversou diversas vezes com a filha sobre ela não precisar passar por essas agressões. Relembra que no ano passado, durante uma briga, Geraldo enviou um vídeo com arma apontada para a própria cabeça,

fazendo menção de que iria se matar se Gisele rompesse com ele. Relata que Gisele encaminhou esse vídeo para depoente, seu esposo e seu outro filho, irmão de Gisele, mas ela apagou o vídeo após possível reconciliação, tendo apenas seu outro filho, irmão de Gisele, mas ele

apagou o vídeo após possível reconciliação também. Vamos lá. Em novembro, Gisele estava conversando com o depoente e seu marido passou a dizer para que ela saísse do casamento dizendo que ia acabar em tragédia. Na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, Gisele ligou para os pais chorando muito, pedindo socorro e solicitando que eles fossem buscá-la. Os pais saíram imediatamente de casa e deslocaram-se até a casa em que Gisele morava com

de sua filha. Ao chegarem, o pai mandou mensagem avisando que estavam aguardando por ela, mas Gisele desceu sem qualquer pertence, apenas acompanhada de sua filha de sete anos. Ao encontrar os pais, Gisele teria desabafado. Mãe, não aguento mais tanta agressão psicológica. Ele chegou e não tinha mais lugar no varal para pendurar roupas e só por isso ele disse,

E não tenho um lugar para colocar meu uniforme. Daí eu tirei as roupas do varal e ele continuou gritando. Nessa conversa, Gisele teria dito que sairia da casa apenas na manhã seguinte, pois assim ela já levaria embora de vez todos os seus pertences e pertences de sua filha de sete anos. Relata que a conversa de fronte ao prédio durou cerca de dez minutos,

às vezes em prantos, que não aguentava mais. Meu Deus do céu. A gente vê aí, manipulação, isolamento da vítima, que é comum também, né? A primeira coisa que um agressor, que um narcisista faz é tirar da rede de apoio. Se ela tivesse saído na noite anterior, ela estava viva. Sim, possivelmente. Não que isso fosse resolver, tá? Muitas vezes... Até porque a gente não sabe, até a polícia está investigando ainda, né? Sim, está investigando.

A gente só espera que não vire caso Vitória de Cajamar, né? Mas aí a gente está aqui para fazer o quê?

perturbar, né? E tudo que nós estamos dizendo aqui está nos autos policiais. Que a imprensa sempre é impressionante. A Carla é uma coisa, assim, incrível. Se você quiser encontrar qualquer coisa, a Carla encontra. Vitória de Cajamar. Eita, caso endanado esse. Nesse caso, a imprensa fez um péssimo serviço. A gente já pode afirmar isso categoricamente. No começo, fez um péssimo serviço, sim. Um péssimo,

é pouco, né? Porque... Primeiro, estando dentro da cena de coleta de vestígios de um local, um possível local de crime. O que a imprensa está fazendo lá dentro? Prejudicando o local. E isso é muito grave porque muitos vestígios, eles são muito tênues. Você pega material genético, você pega micro vestígio e são provas irrepetíveis. Depois que você perdeu, você não tem como regredir e fazer de novo. Toda a perícia

é feita ali no hotspot, na hora que o crime acontece, essa perícia, esse conjunto probatório, ele vai junto até a sentença. Qual foi a reviravolta dentro do caso Vitória? Todas. Agora, né? Acho que a pior é agora. Plot twist em cima de plot twist em cima de plot twist. A gente tem três pilares que são muito importantes numa investigação. Um, uma possível confissão do réu ou dos réus, dos investigados aí. E não vale.

Aí nós precisamos de uma outra que é a motivação. E a gente tem um outro pilar que é importantíssimo, que são os vestígios, é a parte pericial, que é toda a parte da ciência. No caso Vitória, nada fica em pé. A gente tem que deixar claro que independente do investigado, do réu, ou se são vários réus eles confessarem ou não, a polícia precisa ter habilidade e capacidade de investigar e chegar na autoridade.

dos determinados criminosos. Sim, até porque a confissão não pode ser absoluta no processo. O Código de Processo Penal fala que o exame de corpo de delito é essencial e não pode ser suprido pela confissão do réu. Porque mesmo o réu confessando, muitas vezes nós já vimos casos onde alguém confessa pra limpar a barra de uma terceira pessoa. Ou segura a bronca sozinha. Exatamente, muito bem.

independente da confissão, a polícia precisa chegar, né, com uma investigação robusta e dizer, não, realmente foi essa pessoa. Muito bem, o que aconteceu com a confissão? Aquela confissão, acho que eu já vim aqui, até falei. Sim, a gente falou disso... Que tinha lá o delegado... Na época, assim, menos de uma semana do fato que tinha acontecido. É, aí o delegado fazendo manobras, né, primeiro que o réu vai confessar meia-noite, que já é completamente errado, inadequado e contra o Código de Processo Penal. Não pode.

enganar o réu dizendo que os advogados tinham abandonado. Vão chamar uma advogada da ativa da prefeitura. Olha só, né? Que bondade. Quem participa durante toda a confissão do Michael é o subsecretário. Na verdade, é o secretário de segurança municipal de Cajamar. Tá sentadinho fazendo perguntas e dando opiniões. Aquele homem devia estar na casa dele naquele horário dormindo. Tá filmado. Meia-noite, né? É, que não é lugar pra estar nenhum secretário municipal, né?

Já começou errado. O que você está fazendo ali? Quem deveria estar ali eram os advogados do réu, do investigado. Mas então, você está dizendo que chegaram para ele e falaram que seus advogados desistiram do caso, que era mentira. É mentira. Aí colocaram o advogado... Uma advogada da ativa, que é funcionária da prefeitura. Então colocaram essa advogada aí como se fosse a advogada dele. Sim. Justamente porque meia-noite é o horário de pegar o depoimento. O único ato que essa mulher esteve foi esse.

Ela trabalha na prefeitura. Tá lá, bonitinho. Você entra lá, você sai da prefeitura, tá o nome dela. Inclusive, ela se candidatou à vereadora. Na mesma chapa do prefeito. Estranho, né? O que essa mulher tá fazendo ali? Se ele tinha advogados. Mas ele tinha? Sim, constituídos. E quando apareceram os advogados? Não, simplesmente enganaram os advogados. Não, nós não vamos fazer nada, só pode ir embora. Já volta amanhã. Até porque não poderia tomar uma confissão daquela forma, naquele horário. Chama os advogados,

Muito bom, eles são ótimos, eles te explicam tudo isso. E aí o que acontece? Eles vão embora e quando vão descobrir que o tal do Michael tinha sido enrolado. Aí vão chamar prerrogativas, dar uma baita de uma confusão, mas a melhor parte é o termo de confissão, né? Quando você vai fazer uma confissão, você quer confessar, isso precisa ser espontâneo. Então assim, você pergunta assim, então tá bom, você quer confessar, Alessandra, um crime? Ela tá com vontade de confessar.

Entendente se os advogados acham que ela tem que confessar ou não. A confissão é livre. É personalíssima. Então ela quer confessar. O advogado até pode falar, não, não confessa, mas ela quer confessar. Então ela vai confessar. Eu aqui como delegada, então tá bom. Então me conta como é que você matou, né? Digamos que ela tenha te matado. Existe técnica, existe protocolo pra você obter uma... Me conta como que você matou. Ela que tem que contar tudo. Eu não posso dar nenhuma pista de como o corpo foi achado,

de como aquela pessoa morreu. A pergunta que o delegado faz para ele é, quantas facadas você... Não, onde você deu as facadas na vitória? E ele olha assim, e aí o delegado faz assim com a mão, gente. Está filmado. No pescoço. Bonito isso, né? Na própria delegacia. Onde você deu as facadas? Não. Como é que sabe que a facada não foi tiro? Como é que sabe que não foi esganadura? Como é que sabe que não foi envenenadora?

São múltiplas maneiras de você matar uma pessoa. Ele tem que dizer. E aí, enfim, vai ser conduzido esse depoimento do começo ao fim. Onde foram as facadas? Quantas facadas? Onde você pegou a vitória? Como era o gume da faca? Ele também fica olhando. Como era a faca? E ele olha, porque tem diferença, entendeu? Faca lisa ou de serra. Vai fazer um corte diferente. Você deu estocada.

Ou você fez assim, puxou pra baixo, puxou pra cima. Bom, você matou no carro, né? Foi no carro. Como foi? Foi no carro. Você imagina o pandemônio de sangue que não vai ter no carro, né? Aqui, ó. Facada no pescoço, vai voar sangue pra todo. Uma aqui embaixo do queixo, outra infraclavicular e outra na costela aqui em cima. É muito sangue. Não se acha sangue nesse carro. Estranho, né? Cadê o sangue? Depois acha. Não, e assim, o Maicon... Acha material genético sem achar o sangue.

Esse depoimento tá filmado? Tá. Tá no processo. Aí o delegado vai subir em múltiplas partes. Por que não sobe um arquivo só? Ah, não, é muito pesado. Falei, ah, para. Tem protocolo, né? As confissões, elas são filmadas. Mas, assim, não é filmado do jeito que você quiser, na hora que você quiser, com os cortes que você quiser. Você tem que mandar ele na íntegra. Ligou a câmera, isso vai tudo pro sistema na íntegra. Pra proteger o indiciado e o policial. Quando você junta, a coisa não...

Faltam pedaços ali. Que pedaços são esses? É por isso que invalidaram todo o depoimento. Aí o que acontece? O juiz mandou tirar, desentranhar. O juiz vai mandar desentranhar aquilo tudo. Fala assim, não. E o juiz ainda foi muito gentil, foi muito educado, né? Vossa Excelência foi muito educada. Diz assim, não foi colhido da forma como deveria ser. Gente, colhido de uma forma lastimável, lamentável, um delegado que não começou ontem,

delegado antigo. Não é possível que ele não saiba como colher um depoimento, né? Desculpa. Aí, o que que acontece? Outro pilar é a motivação. Esse pilar, pra mim, é o melhor de todos. Não, então, tem que ter uma motivação pra ele cometer esse crime. As pessoas perguntam, mas tem que ter motivação pro crime? Lógico que tem, porque isso é que vai, né? Levar, enfim, até a qualificadoras, um monte de coisa. E aí, ele é um stalker.

Bom, um stalker. Imagina que eu sou sua stalker, Júnior. Eu tô há algum tempo aqui,

te stalkeando, né? Eu vou entrar nas suas redes sociais, eu vou querer saber coisas da sua vida, eu vou descobrir o que você gosta, eu vou descobrir onde você vai, eu vou tentar tudo, porque eu quero me aproximar de você. Você vai me perturbar com mensagem. Com mensagem, aí eu descubro que você gosta, sei lá, de bonequinhos espaciais, eu vou dar um jeito de comprar e te mandar, entende? Aí eu descubro que você gosta de um determinado chocolate, eu vou descobrir qual chocolate pra te mandar, eu vou tentar me aproximar de você, primeiro de uma maneira, vamos dizer,

Amigável, né? Tentando uma amizade na melhor das hipóteses. Aí você, pô, fala que mulher louca, não sei o que, não quero nada, né? Sei lá, sou uma pessoa, já tenho, sou comprometida, essa doida tá atrás de mim. Aí você começa a me cortar. Aí eu vou começar a ser mais, né, enfática. E aí você espera. Como que as pessoas vão fazer o Michael não tinha computador? Tinha um telefone que você vai estar perseguindo alguém hoje, principalmente no mundo digital, não é?

Não tem no celular dele isso. Como é que você é stalker de alguém se você não tem...

Mas tem a palavra Vitória, ele fazia buscas, Vitória, ele falou pra um amigo, porque de repente, ó, eu acho aquela menina Vitória linda, né? Eu tenho interesse nela. Nem com o interesse dela. Nada. Eu falei, mas não tem o nome dela? Não. E aí, quando ele entrega o celular, existe uma maneira de você coletar pra não perder a cadeia de custódia. Você vai enfiar dentro. Primeiro você coloca em modo avião, coloca dentro do saquinho da cadeia de custódia e manda pra polícia técnico-científica. Eu mandei pra Alessandra.

fazer a extração do Celebrite. Não, a extração foi toda feita na delegacia. Celebrite não mente, gente. O Celebrite vai pegar uma cópia fiel, idêntica, fidedigna, deste celular e vai copiar tudo que tem aqui dentro. Apagamentos. Vai recuperar muita coisa. Eu pesquisei no Safari. Ah, onde tem uma padaria que faz um pão italiano. Vai aparecer. Pedir um Uber. Vai aparecer. Entrei no Google Maps. Vai aparecer.

a foto dele, vai aparecer. Quero comprar qualquer... Vai aparecer. Meus e-mails, meu telefone, minha agenda de contatos, tudo. Ele é uma cópia fiel e idêntica. Muito bem. Sabe o que aconteceu? Depois que ele entregou o celular, tem múltiplas inserções, apagamentos e modificações de arquivos. Como? Se o celular estava no poder da polícia. E o... Caio, é o seguinte. Também, Alessandra. Por quê? Vamos supor um caso aí

Por que tantos erros, por exemplo? Por que um delegado iria conduzir tão mal o depoimento? Por que tantos erros sistemáticos, um atrás do outro? Erro no depoimento, erro na preservação do aparelho, erro na coleta de provas, cena do crime, adulterado. Tudo acontecendo neste caso. Pergunta de um milhão de dólares. E por que o próprio Michael, o Michael, fala uma coisa e de repente não é mais aquilo também? Em nenhum momento ele se contradiz. Isso, de novo, foi uma...

Desinformação da própria imprensa. O que ele fala, do começo ao fim, ele repete. Não existe aquela contradição de que ele estava com a mulher. Ele fala desde o começo. Sabe por que o Michael virou o alvo perfeito? Porque ele estava em casa sozinho. Então, logo, ele não tem um álibi forte. Ele passa a ser de interesse. E aí eu te digo mais. Um mês atrás, mais ou menos, não foi? Da última explosão? É, porque teve uma explosão, né? Teve um kamikaze.

Um kamikaze. Qual é o kamikaze? O perito, o perito oficial da Polícia Técnico-Científica, que estava à frente do caso, que tem 32 anos, na Polícia Técnico-Científica, fez perícias, no caso, Mércia Nakashima, atuou na reconstituição do caso da Suzane von Richthofen. É um perito muito experiente. Ele vai na casa do Michael, faz toda a perícia e não encontra sangue. Não encontra vestígios de sangue.

ele é contra os cães naquele momento, porque ele diz, não é hora de termos cachorro aqui. Porque o cachorro, a Alessandra pode explicar, ele atrapalha naquele determinado momento. Pode ter uma contaminação. Mas aí empurram os cachorros, mesmo contra a vontade do perito. No dia seguinte... Empurram os cachorros e falam o quê? Eles usam os cachorros mesmo com o perito, dizendo, não, o local é do perito. O perito é que diz, eu quero cachorro, não quero cachorro, quando o cachorro chega,

O perito tem uma metodologia de fazer essa perícia. No dia seguinte, eles vão enviar uma outra equipe de perícia. Sem ele requisitar, sendo que ele é o perito-chefe. E aí vão encontrar sangue. Microvestígio de sangue. Aí o mais interessante é que você me pergunta, mas o local foi preservado? Não. Não tinha preservação no local do crime? Quem garante que ninguém entrou, que ninguém mexeu? Então não tinha. O que esse perito vai fazer?

esse perito dizendo o seguinte, não dá para constar no laudo, seria possível incluir no laudo que o Michael trocou os bancos do carro? Aí o perito pergunta, mas onde está os vestígios que comprovam isso? Porque é uma coisa muito forte você pedir, você se sentir à vontade para pedir algo assim para o perito. Da demissão, da prisão para o perito. E aí na sequência, o perito mostra para outros colegas

Consequência, esse policial vai apagar a mensagem. Muito bem. O perito vai avisar a sua diretoria que nada faz. Um ano depois, o perito se sente na obrigação de informar isso ao seu sindicato. E isso vai vazar na imprensa. E ele vai dizer que não tinha autonomia e foi pedido esses absurdos. Um policial se sentia à vontade para pedir para incluir alguma coisa que ele mesmo fala. Mas isso não existe.

Hecatombe. Foi uma hecatombe tão grande que muda diretor da Demacro. Aí, delegado vai parar na corrigedoria. Então, veja só. A confissão não temos. A motivação não se sustenta. O juiz diz que vai... Naquela época que ele pronunciou o Michael, que ele estava se embasando nas provas periciais. Agora, o perito diz que essas provas periciais ele desconhece. Ou seja, a gente tem uma pessoa presa.

E a gente vê uma interferência política muito grande nesse caso. Por quê? Por quê? Coisa que ninguém explica, sabe por quê? Porque é uma investigação porca, uma investigação horrorosa. E o fato do Michael de, em primeiro lugar, ele falar algo e depois ele, não, eu estava sendo pressionado, eu estava recebendo uma ameaça. Ele conta isso, inclusive ele vai escrever uma carta dizendo que ele sofreu uma ameaça dentro da delegacia de polícia,

pessoas estariam ameaçando a sua família. Aí a defesa vai pedir as câmeras, a delegacia tem câmeras. Você entregou? Nem eles. Tudo que é pedido para esclarecer o crime é negado. Para você ter uma ideia, para mim a defesa trabalha mais em favor da vitória na tentativa de esclarecer esse crime do que ninguém. Aí sabe o que eles vão pedir? A defesa pede? Tá bom, olha o que o perito falou, tem esse apagamento no celular aqui desse policial,

Eles pedem busca e apreensão do celular pra ver quem tá falando a verdade, né? E por que que ele apagou. Sabe o que que o Ministério Público fala? Ah, não, mas isso é inócuo. Inócuo pra quem? Você imagina o que que não tem no telefone desse policial? Aí vai derrubar a casa de muita gente lá em Cajamar, hein? Porque é o seguinte, você não queria ter certeza que o Peri tá falando a verdade? Eu gostaria também. Ó, o Peri tá dizendo que ele recebeu essa mensagem. Eu quero ver, entender qual, né?

ouro que estava exatamente escrito. Como é que essa pessoa tem, né, se sente a vontade de pedir isso pra um perito? Isso é muito inadequado. Num caso grave como esse. Não basta ser a mulher de César, né, não basta ser honesta. Você tem que parecer honesta. Então, é um imbróglio completo esse caso. E a família até agora pensa que é o Michael realmente o autor do crime? A família, eu conversei muito com o pai da Vitória.

Ele acredita que ele tenha talvez alguma participação, mas tem muito mais pessoas envolvidas. Aquilo, até a Alessandra pode explicar isso pra vocês aqui, aquilo não é o crime de uma única pessoa. Até porque, cadê o sangue? Onde foi o crime? Exatamente. A gente não sabe aonde. Não foi no carro. Não foi no carro, não foi nada. Não foi no carro e nem na casa dele. Então, não foi na residência que supostamente, né, aí acharam sangue e vestígio sangue de quem?

menina. É um crime. Tem muita passionalidade. Exatamente. É de gente que conhecia, é alguém que conhecia e tinha muita intimidade com a Vitória. A carta que o Michael escreve, ele fala de quem estava ameaçando a família dele. Ele diz que dentro da delegacia de polícia ele é ameaçado. E ele pede as câmeras. Mas o delegado, certo? Ele cita o delegado por um policial. Ele cita os policiais. Vamos te colocar de louco. Eles falam várias coisas. O que que acontece?

Não há possibilidade na sua visão dele estar assumindo a bronca sozinho e de repente ele ter sido pressionado a assumir algo que alguém fez por... De repente uma facção está fazendo essa pressão. Pode ser que ele esteja segurando a bronca sozinho. Que ele sabe de alguma coisa. Mas não é crime de facção. Pode ser de uma pessoa ligada a uma facção. Sabe assim? Eu sou ligada a uma facção, mas estou prestando serviço para um terceiro.

Não tem característica de tribunal do crime. Não, isso não. Porque o tribunal do crime...

outra coisa. Mas vamos supor que se eu recebo uma ameaça de alguém ligado à facção, assume isso aí sozinho, porque senão aí a sua família entra na mira do crime e assim por diante. Pode acontecer. Por alguma ligação que você tenha com essas pessoas, pode acontecer. Ou algo que você sabe, ou algum auxílio, algo do tipo. Esse processo é o verdadeiro processo satânico. Ele é um processo satânico. E o que ele demonstra? Tudo que foi feito ali dentro, que não é o

Michael. Este é o problema. E pode ser que o Michael tenha sim participação no crime. Mas esse processo me mostra o contrário. Este é o maior problema. Que se ele tem alguma participação, esse processo me mostra outras coisas. E a pergunta que fica é, ele não fez, se ele fez, ele não fez sozinho. Quem teria interesse na morte dessa menina e por quê? Porque a motivação não foi esclarecida até hoje. Primeiro era uma história, lembra que tinha um amante, era no caso uma

E aí a Vitória descobre. Era o amante do ex-namorado. Era crime infracional primeiro. Aí depois jogaram nas costas do ex-namorado. Que não tinha nada a ver. E aí depois virou um crime do PCC. Aí o Michael assumiu. E aí vem o stalker. E aí ele tá preso até hoje. O stalking de todas as, vamos dizer, né? As maluquices que a gente ouviu aí, né? Da Loucademia de Polícia. Era que...

Até você ter acesso ao processo, pô, realmente um stalker poderia cometer um crime como esse? Sim. E foi dito que ele tinha não sei quantas fotos dela. Mas você teria que ser stalker. Cadê o stalker? Cadê o perfil de stalker? Cadê onde você tá lá, você tá perseguindo? Você tem obsessão pela pessoa. É isso mesmo, é isso mesmo. Você tem que ficar lá. Gente, eu olho, eu curto as fotos, eu vejo o que cada um falou. Tento entrar em contato. Eu passo horas. Eu sigo, eu vou até o trabalho da pessoa.

Alguém me viu que ela trabalhava num shopping. Não tem uma filmagem desse cara dentro do shopping atrás dela. Ah, e tem uma coisa interessante. Sabe todos os ônibus de Cajamar? Só que estava a Vitória, as câmeras não funcionavam. Eu adoro. Mais uma coincidência. Meu Deus do céu. Então, assim, tem muita... Quem fez toda a investigação do caso foi a GCM, que vai recolher vestígios, restos de cabelo. Vai encontrar, depois encontra uma palma inchada. É possível, de repente,

e fala assim, ó, peraí, se a equipe tá fazendo uma investigação porca, como você falou, a cobertura mostra um monte de incongruências e tudo mais, vamos colocar uma equipe pra supervisionar vocês. Uma espécie de... Ou avocar o caso, né? No caso, o DHPP. O DHPP poderia fazer isso se fosse solicitado. E atrás dessas pessoas mesmo, tipo, e cadê a advogada aqui da prefeitura? E o que o prefeito tem a ver com isso? A gente tem que ter vontade pra fazer isso.

Nós tivemos, desde que tudo isso aconteceu, nós tivemos uma mudança de secretário de segurança. No começo do ano, assumiu um novo secretário, que é o delegado Nico, que não tem conhecimento do que aconteceu dali para trás. Logo que ele assume, vem a denúncia do perito. E o que ele fez? De forma correta. De forma correta. Mandou averiguar o que está acontecendo. É assim, aí troca o diretor do Demacro.

Entende? E falou, é para arrumar a casa. Existe ali, porque depois que o inquérito é concluído, só quem pode pedir a reabertura é o Ministério Público. E não sei por que não pede. Porque com essa algazarra... Mas tem um segundo inquérito, que é o da ocultação de cadáver, que ainda está aberto. Esse inquérito pode ser avocado. Avocando esse, você puxa todo o resto. Entendi. Esse é um caso que teria que ter ido para o DHPP, porque tem gente muito importante.

Tem uma morte suspeita aí no meio, né? Tem gente muito importante no meio de tudo isso. A questão é, quem tem que trazer essas respostas é uma investigação policial, né? É isso aí, gente. Vamos aguardar, porque o caso Vitória de Cajamar, a gente não larga o osso, como no Largo de Bacabal também. Tem muitos casos que a gente não larga o osso, né? Vai fazendo porcaria, a gente vai mostrando a porcaria que está sendo feita. Quando faz trabalho bem feito, a gente mostra também.

Lógico, a gente tem que elogiar, aplaudir de pé. Isso que é maravilhoso. Mas tem uns que são sofríveis, né? Lembra que a gente conversou sobre o goleiro Bruno falando nisso? Falando em investigação porra? Viu que ele deu uma entrevista, né? Viu e tentou. Agora ele queria ser candidato, não é isso? Queria. Aí eu já não tô sabendo. Queria? Tentou se filiar. Eu vi que é o... Agora ele votou. Da Dolabella que vai ser candidato. Não, agora já foi desfiliado.

Ele já saiu, né? Saiu ou saíram com ele da filiação. Já saíram com ele. É um agressor em série.

Você pensa, uma denúncia falsa, uma vez, duas, muito azar. Agora, sete vezes? Tem uma entrevista dele que é, você já foi denunciado cinco vezes, cinco não, duas. Numa das namoradas, ele deu um tapa que perfurou o tímpano. Ele não sabe fazer conta? Não, mas o dado do Label então não vai ser mais candidato? Não. Ele foi desfiliado. Gente, estou desatualizado do Brasil, é uma loucura isso aqui. Ele foi desfiliado. Cada segunda é uma hecatombe diferente. O Bruno também disse que tinha interesse,

Tem um vídeo aí do Bruno pra Carla ver, ô Gabriel? Vê se você acha o vídeo do Bruno explicando uma tese interessante. Foi a tese. A tese é o seguinte, a tese é que ele não quis, sabia que ia acontecer, mas ele não podia evitar. A tese do Bruno resumindo. Ele me falou isso também. Ele falou o seguinte, que envolvia, o Bruno é do Rio de Janeiro, cresceu eu lá, virou goleiro do Flamengo, etc. Queria seguir a carreira, ele fala que isso tirou tudo dele, tirou a possibilidade dele.

jogar futebol, que era o que ele gostava de fazer. Tirou o dinheiro dele, tirou o futuro dele. E a única coisa que ele pode fazer hoje é se aproximar do filho. Aí, quando ele conta isso... Filho que ele não queria assumir, é isso? Exatamente. Quando ele fala assim, a única coisa que eu posso fazer é me aproximar do filho pra contar a verdade, ter contato com a criança e tudo mais. Quando ele fala que ele não podia evitar, ele fala que quem foi o mandante, ele não cita o nome, mas ele fala que é uma pessoa envolvida

com a facção. Então, tipo assim, tá mais, pelo que ele falou, tá mais pra um caso de queima de arquivo, sabe? Sim. Ela pode ter sido levada pra um tribunal. É possível. É possível. A gente não tem corpo. Exatamente, não tem um corpo. A gente não sabe nem como ela teria morrido. É possível. E sabe o que acontece? É uma investigação mal feita. Porque eles estavam tão ali, né, encantados com a questão midiática, né? O viés de confirmação, né?

Não se abriu outras. No Fantástico, trazendo coisas escabrosas, como ela foi emparedada. Que não fazia nem sentido. Aí, micro-ondas da Elisa. Aí, vamos colocar luminol nos cachorros. Não, era um show de horror. A história dos cachorros, acho que é uma das piores, né? Que não faz nenhum sentido técnico. Micro-ondas em algum lugar, ok, pode ser. A história dos cachorros é... Cães comeram. Quem inventou isso? Não sei, foi bem ligado.

foi delegado que inventou e a imprensa comprou. Não, porque é dos cachorros eu vou te falar. Não, vamos aplicar no minório dos cachorros. Ele falava, ele vai matar os cachorros. No minório é tóxico. Não pode. E vamos lá, olha só, vamos lá, gente. O cachorro tá morrendo de fome, tá desganado. Eles vão comer uma

pessoa inteira, mas tem que comer tudo, né? Tem que comer cabelo, unha, deixa só. E assim, não é fácil. Você imagina a quantidade de festígio que esses cachorros vão deixar? Pedal de osso, cabelo, pele. Olha, é o show de bobagem. No caso do Bruno, quando ele fala dessa questão da facção, ele fala que não podia evitar, era algo envolvendo a facção, e que agora ele obteve a liberação pra poder falar

por isso que ele deu uma entrevista. Mas ele não vai dizer quem é. Se realmente é facção, ele não vai dar nomes ali. Não, exatamente. Ele vai sumir também. Gente, eu não tô aqui acreditando que o Bruno é inocente. Ai, coitadinho do Bruno. Não, não. Pelo contrário. Mas o que ele tá dizendo é que, por exemplo, a condenação dele é... Ele segurou. Exatamente. É como se ele fosse o mandante. É como se, novamente, não fez o crime sozinho. Nem ele e o macarrão. Teve um motivo e essa motivação,

você apontou, é uma motivação que não partiu dele. Ele não podia evitar, porque pelo que eu entendi, essa pessoa mandava até nele. Não sei se a... Ele colocaria a família em risco. Exato. É possível? Sim, é possível. Tudo é possível, mas a questão é, por que a polícia não investigou tudo isso? Existem muitas falhas nessa investigação. Primeiro, vamos entender o seguinte, da onde ela sai? Elisa Samud sai da onde? Do Rio de Janeiro. Então, essa investigação deveria

no Rio de Janeiro. Ela é levada para Minas Gerais. Nós temos ali, ó, um caminho. Eles vão de carro. Você tem que fazer o percurso. Então, a gente precisa pedir assessoramento para o Rio e fechar aqui com Minas. Rio de Janeiro, Minas. Não. O delegado, quando viu, nossa, imagina goleiro da Copa, né? Vou abraçar isso só pra mim. E foi exatamente o que ele fez. Logo depois, ele saiu candidato a deputado, né, gente? É sempre assim. Presta atenção em casos midiáticos. Vai concorrer a deputados,

vereadora, é sensacional. Se abraçam ali, no caso, no crime, com todas as forças. E aí, eles vão trazer informações, mas a única informação que bate com todos eles é que o macarrão teria pego a Elisa e teria levado até ali na represa da Pampulha. Levou até o sítio, depois até a represa?

Ah, tá, não fugia.

igreja ali, e assim, uma pessoa que ficou meio estranha, vamos colocar assim, né? Não quer falar mais do caso, não quer mais falar do crime, mas quem tem a chave do cofre pra mim é o Macarrão. Ele sabe o que aconteceu com a Elisa, ele sabe onde tá a Elisa. O Bruno sabe? Não sei. Eu tenho, às vezes acho que sabe, às vezes acho que não sabe. Entende? Eu acho que tem muitas outras pessoas envolvidas nesse caso, e nós não, isso, a gente não vai ter

nunca essa informação, porque pra mim essa é uma investigação que foi mal feita. E ele não vai falar, né? Se parou nele, acabou. Assim, gente, ele tá no final do cumprimento da pena dele, né? Tem mais alguns anos, acho que tem mais cinco anos. Mas é no semi, né? É, ele tava já no regime aberto. Então, por algum motivo, ele voltou à prisão aqui. Ele foi pro semiaberto. Acho que ele tá no semiaberto. Agora ele já é considerado foragido da justiça, porque decretaram a prisão em regime fechado dele e ele fugiu. Não, porque assim, ó,

É porque ele não se apresentou. Ele fez uma viagem pro Acre e ele não pode sair do Estado sem informar a... Tem que ter autorização. O juiz, né? O juiz da... E aí ele se apresenta lá pra justiça. E aí ele tem que falar, olha, mas eu vou porque eu vou estar trabalhando, aí o juiz autoriza. Não, tudo bem, você pode ir a trabalho, mas depois você volta. Aí no que ele pega, ele vai até um jogo... Não entendo muito de futebol, gente. Aí vocês me perdoem. Até o time perdeu.

autorizou, quando a justiça soube disso, o juiz mandou que ele voltasse para o regime semiaberto. O que é isso? Que ele já havia progredido. Ele já saiu do regime fechado, já passou pelo semiaberto, e aí ele estava no aberto. E aí o que acontece? O semiaberto é você pode trabalhar, mas você tem que dormir, ou na penitenciária, ou numa casa de albergado. E simplesmente ele descumpriu. Agora, se ele está com um paradeiro desconhecido,

maior ainda, né? Vamos lá. Coloca aí pra gente o vídeo. Você não sabe onde tá os restos da Elisa. Não sei. Eu não sei nem o que foi feito. Não sei nem o que aconteceu. Os caras não te falaram? Não. Eu simplesmente, meu larinho, eu segurei o B.O. E eu fui obrigado a segurar. E vou te falar uma coisa. É triste. Eu deixei a minha vida toda escapar pelas minhas mãos. A minha carreira, a minha liberdade, de repente a minha dignidade. Isso é pesado demais. Isso é um peso. E a única forma de eu dar uma aliviada

dando esse peso, um dia eu poder conversar com ele. Qual foi o teu maior arrependimento disso tudo, do pós? Porque assim, você dá aquela entrevista falando, depois a gente vai ler disso tudo, que a imprensa usou de forma deturpada. Eu tenho também uma impressão, não sei se você tem essa impressão, vou te passar até... A gente cobriu esse caso lá pelo lance, pelo vencer de uma forma muito honesta. A gente mostrou muito o teu lado, a gente estava muito próximo ali da tua equipe. Só que a tua primeira escolha, você acha que teve alguma informação

É, diante das lacunas que existem, de tantas perguntas sem resposta, é possível? É, é possível. Na verdade, ali encaixa quase qualquer coisa, né, Carla?

Acho que nenhum deles veio com a verdade desde o começo. Enfim, eles se fiaram na impunidade, o que é um absurdo, porque, de fato, essa moça, ninguém desaparece, né, gente? Ela sumiu. Eu acredito, sim, que ela está morta, infelizmente. Muita gente acredita. Não, ela está aí viajando. Até as pessoas acreditam em qualquer coisa. Mas eu acredito que, infelizmente, ela esteja morta. Eu também entrevistei o Bruno. É uma entrevista que está.

em sigilo, aí a gente vai deixar essa entrevista em sigilo, porque bota a família dele em risco. E ele fala que ele sabe que ela não está viva, mas o que ele me disse, e eu vou repetir aqui, porque ele falou nesse podcast, é que ele não é o mandante. Se ele é ou não é, eu não sei. Isso é o que ele passa. A gente está aqui para ouvir um lado. Agora, quem tinha que de fato trazer essas informações era a autoridade policial,

que investigou esse caso na época. Foi de fato o Bruno? Tem mais gente envolvida? Por que vocês não conseguiram chegar em todas essas informações? Tem muito fio solto. São múltiplas pessoas. Não é um caso simples. Tem macarrão, tem bola, tem Zezé, tem Bruno. Mais um monte. Bruno tinha esposa, tinha namorada, tinha ficante. Gente, era tanta da mulher na vida do Bruno, que é um absurdo.

E todas elas, num determinado momento, estavam juntas naquela casa dele lá em Minas Gerais. Porque ele viaja com a Elisa, no carro junto com o bebê, vai o primo dele, estava o macarrão, aí no outro carro estava a namorada, aí depois vai chegar a mulher. Olha, é namorada, é ficante, é tudo. Nessa bagunça toda, a motivação acaba sendo frágil.

dúvidas em relação ao caso do Bruno. Eu acho que ela entra, sim, no rol das investigações muito mal feitas. É um absurdo a gente não ter a resposta de onde está o corpo dessa mulher, sabe? Porque, gente, não existe investigação, não existe crime perfeito. Existe investigação mal feita. Não existe crime perfeito? Não, de jeito nenhum. Não? Não existe crime perfeito. Sabe o que existe? Por exemplo, uma investigação mal feita. O que poderia ser? Ah, eu não tinha tecnologia na época

fazer reconhecimento de DNA. Então, não é que ela era mal feita, ela não tinha condições tecnológicas. Mas, nessa época, as pessoas estavam muito mais preocupadas, né? A polícia da época em estar dando entrevista. Eu queria aparecer no Fantástico. Olha, tem um atestado de óbito com causa mortes, que ela teria sido esganada. Eu tenho esse atestado de óbito, eu pedi. Eu falei, mas como sabe que ela foi esganada? Como sabe que não foi um tiro? Como sabe que não foi uma outra morte?

Porque cada hora chegou uma coisa, né? Foi micro-ondas. Aí eu falei, da onde saiu esse atestado de óbito? Complicado. É, isso aí é o Brasil. Vamos falar do PCC e do Comando Vermelho? O que você tá comendo? Olha só, o Gil tá comendo alguma coisa que ele não ofereceu pra gente. Poxa, como assim, não ofereci? Olha, zero, gente. Paçoca, zero. À vontade. Olha, zero açúcar. Olha, não tem uma paçoca. Mas deve ser ruim isso, tá? Da outra vez você comeu a amarelinha. Essa daí é sabor óleo.

E sabão de quem? Óreo. Óreo? Ah, olha. Obrigada. Tem zero açúcar, não engorda. Paçoca que não engorda? Mas é bom isso, Júnior? Queria muito. Vocês já comeram? Tem um jeito de você saber. Olha, chama Delixo. Obrigada. Não tô fazendo merchan, não. Abri aqui que eu nunca vi uma paçoca zero, né? Delícia. Mas é o quê? É um negócio de fitness? É, pô. É feita por uma empresa de suplementos. Ah, que legal. Zero açúcar, zero isso, zero aquilo. Porque eu não conhecia, hein?

obessa em zero gosto. Zero glúten? É, glúten não vai ter mesmo. Zero adição de açúcar. É que tem umas que tem farinha de aveia, tem umas coisas no meio, né? Essa daí é proteína mesmo. É suplemento, é whey protein. Ah, esse aqui é whey protein? É verdade? Olha ele todo danado querendo ficar fitness, tá vendo? É isso aí. É isso aí, tá certo? Pode provar. Ela é esquisita, gente. É que você tá acostumado com aquela de

de mil calorias. Aquela é boa, né, gente? Não tem como dar errado. É amendoim com açúcar. E deve ter gordura e sal. E gordura no meio não tem. Tem aquela, né, que joga uma flor de sal. Ai, gente, é de Deus, viu? Não tem como dar errado isso. Mas aqui a gente... Olha, mas mudamos o assunto aí do Júnior. Eu perguntei, o Trump quer, porque quer, ele tá mirando nas facções criminal do Brasil e quer, porque quer classificar como organizações terroristas. O Trump vai fazer qualquer coisa pra tirar o foco dos arquivos do Apple.

Einstein. Ele vai botar bomba no mundo. Você acha que é por causa disso? Eu não acho. Eu converso com vários amigos jornalistas nos Estados Unidos e, assim, tem um... A situação dele tá como lá? Olha, tô comendo paçoca aqui, gente. A situação dele é complexa. É muito complexa, primeiro, porque muitas pessoas ligadas ao Congresso, hoje, tem um pé atrás em relação à sanidade mental dele. Sério?

Ele está com o lóbulo frontal dele. Eles não se preocupavam nem com o Biden, coitado. Será que é pré-requisito? Cumprimentando as pessoas sozinho. Será que tem um probleminha pré-requisito para ser presidente dos Estados Unidos? Mas aí o que acontece? Não sabemos. Mas o que acontece? Enquanto você não está fazendo coisas muito calofobéticas, para não dizer outra coisa,

ali já com... Como é que a gente chamaria isso, Alessandra? Demência senil. Não, mas é o encurtamento ali, o atrofiamento do lóbulo frontal. Faz parte do processo de demência. É, que é o processo, gente, de envelhecimento. Todos nós vamos caminhar para a nossa velhice e isso vai acontecer. Isso não é demérito. A questão é que esse atrofiamento do lóbulo frontal causa vários prejuízos e é um sinal de alarde para uma questão de demérito.

demência senil. E aí o seguinte, se eu ficar com demência senil, Alessandro Júnior, tá bom, a gente não tem acesso aos códigos nucleares, né? A gente não tem acesso a apertar o botão da bomba nuclear, né? Tá tudo bem, no máximo eu posso criar um pouquinho de, sei lá, de estresse aqui para as pessoas que convivem comigo, mas eu não vou fazer, eu não vou criar um prejuízo maior do que isso. Enfim, quanto a classificar organização criminosa como grupo terrorista,

aí a gente tem que entender como é que são as leis americanas, né? Porque uma coisa é ele querer, outra coisa é o que a lei permite. Mas ele classificou, por exemplo, no caso do Maduro, ele classificou o Maduro como um líder. Depois ele voltou atrás. De um cartel. Quando ele já tinha capturado. Então, ele capturou e voltou atrás, entende? É, ele voltou atrás. Então, assim, o processo do Maduro é uma coisa também toda complicada lá nos Estados Unidos. Ele pegou e levou um abacaxi lá. Agora, falou, ó, o Ministério Federal...

mês o julgamento. Resolva. Resolva aí. No caso do Trump classificar as facções criminosas como organizações terroristas, isso significa que ele pode agir militarmente? Não, ele pode agir de várias formas, mas não é ele quem classifica. Ele precisa de uma lei. Entende? Quem faz a lei é o Congresso. Então ele pode até sugerir a lei. Nesse momento ele não tem como entrar aqui. O que acontece? Ele ainda tem o controle das duas

casas, Senado e Congresso. A gente vai ter eleições de midterms. E aí as previsões é que ele vai perder, os republicanos vão perder o controle tanto do Congresso quanto do Senado. Isso significa o que? Isso é um problemaço nos Estados Unidos. É diferente, né? A gente só vota de quatro em quatro anos pra os nossos deputados federais e os senadores. Lá nos Estados Unidos, não. Você tem os midterms, né? Elections ali. Então, vai ter uma mudança muito grande. Isso significa

que os republicanos, por conta de tudo isso que está acontecendo, podem perder o controle das duas casas. Perdendo o controle, ele não faz mais nada. Aí você tranca, né? Ele não consegue andar. E isso é uma questão política muito complicada. Toda a estrutura política nos Estados Unidos é muito diferente da nossa estrutura. Ele tem muito poder? Lógico que tem. Ele tem poder nuclear na mão dele. Ele tem muito poder? Muito poder.

Cooperação com o México, né? Porque na cidade do México, por exemplo, ele conseguiu um acordo pra agir militarmente. No caso, ele pode primeiramente falar assim, olha, tá acontecendo isso e isso no seu país, isso tá chegando até mim de alguma forma. Seja por tráfico de drogas, seja por amarmento e etc. E eu quero cooperação com o governo, por exemplo. Ele pode querer cooperar com o governo. Acordos de cooperação podem ser travados.

Mas depende da lei de lá e depende da lei daqui. E também pode ser que o governo mexa

porque eu não tenho interesse nesses acordos. Combate ao tráfico, por exemplo. Eu não vi esses acordos, então eu fico meio assim, é porque vira só um palpite. O que acontece? Muitas coisas que ele fez estão sendo desfeitas. Quando ele começou a taxar um monte de impostos, viu o que aconteceu? Foi julgado e foi dito que isso não seria possível. Então agora isso vira um problemão, porque você vai ter que devolver o dinheiro a mais que você arrecadou,

de forma errada. Então não é assim. Ele parece para mim uma criança birrenta. Mas o que eu quero? Mas não é. Sabe, existe toda uma estrutura e é bom que essas estruturas existam porque senão a pessoa sai, né, de uma forma muito autocrática dizendo eu vou fazer tudo. Não é assim. E muito se questiona a questão, né, do quanto ele ainda está com essa capacidade de comando. Ele está blefando. Não sei. Eu não acho que é blefe. Eu acho que, assim, tem muitas horas que eu olho ali

Vamos parar assim de novo. Todo mundo vai envelhecer um dia. A não ser que alguma coisa aconteça com a sua vida. E você vê ali episódios dele que nitidamente é uma pessoa que tá perdendo o controle, né, de... Sério mesmo? Nossa, tem um... É que assim, eu acompanho, né, os amigos mandam. Tem um momento que o Marco Rubio vai mandar pra ele um bilhete.

Vocês procurem, está na internet. É muito interessante esse vídeo. É uma reunião lá. Enfim, ele com todos os assessores, ministros dele, enfim. E o Marco Rubio escreve um bilhetinho e nitidamente se está vendo que ele manda para ele como uma coisa meio confidencial para que ele estava, de certa forma, alertando alguma coisa. Sabe o que ele faz? Ele pega o bilhete e lê em voz alta. A cara do Marco Rubio, tipo assim, eu mandei um negócio que era só para você ler,

E ele começa a falar em voz alta. Ou seja, são pequenas coisas que você vai vendo que... Sabe quando você perde o filtro? Você sai falando? Ah, porque eu quero falar. É o pré-frontal mesmo. Entende? Então, assim... Opa, mas não, isso aqui não. Isso aqui era só uma coisa restrita. Tem uma outra hora também. É assim, é um vídeo também. Enfim, é triste esse vídeo. Porque é uma coletiva. E a informação de bastidores é que eles já...

usa fraldas geriátricas. E vai ter ali um evento onde parece que ele passa mal e aí tem um odor muito presente e forte. Tem que cancelar, então, uma correria das assessoras de comunicação para tirar todo mundo, para que ninguém percebesse o que está acontecendo. Então existe toda uma proteção ali para fingir que está tudo bem, enquanto não está tudo bem, porque é o processo natural de envelhecimento das pessoas, independente se é Trump,

João, se é Biden, quem quer que seja. É uma questão fisiológica, é biológico. É isso aí, gente. Será que o Trump tá ficando maluco? O que o pessoal acha aí? Faz uma enquete aí, Gabriel. Não é maluco, né? Mas tá envelhecendo, gente. É o envelhecimento. Você acha que tem que ter idade limite? Eu acho. É? Eu acredito que sim. Você não fez nada até o... Ele tem o quê? 80? 82, né? Mas tudo isso já? Eu acho que sim. Ah, eu acho que 82 anos. Vamos ver quantos anos tem.

e nada até os 80, não vai fazer depois, né? Tem um limite biológico que o corpo aguenta, que a mente aguenta. Porque você imagina a pressão que sofre um presidente. Muito grande, gente. É uma pressão absurda. Os níveis de cortisol são sempre altíssimos e isso acelera a senescência. E você precisa de respostas imediatas, né? O processo de decisão. O Lula respondeu alguma coisa? Ele tem 79 anos, ele vai fazer 80. 79. E toda essa trajetória dele dentro da política,

Imagina o estresse que é você viver ali. Isso em todos os países do mundo. Você estar nos altos escalões de comando é algo extremamente desgastante. São noites e noites sem dormir. Telefone o tempo inteiro. São coisas que, além de ter que ter um suporte médico e psicológico muito grande, vai acelerar o envelhecimento. Não tem jeito. Ou seja, é enlouquecedor para qualquer pessoa estar numa posição dessa. Saiu uma pesquisa. Veja só. Olha aqui.

Seis em cada dez americanos acreditam que Trump está se tornando mais errático com a idade. É, a situação também pra ele não tá fácil. E essa pesquisa saiu agora, no dia 24 de fevereiro. Ou seja, é uma realidade, né, gente? A gente vai envelhecendo, é o processo natural. Eu acredito que 70 anos era uma boa idade. Depois disso, não. Vai viver a vida. Você pode ser um conselheiro, um advisor, né?

sabe, armamento nuclear. Vamos lá. Na polícia são 75, né? É expulsória com 75. E eu acho que já é demais. A tendência é que o ser humano viva cada vez mais. Mas eu acho que pra determinar... E eu acho que a gente tem que continuar trabalhando, é importantíssimo tudo isso. Mas ocupar determinados cargos, né? Eu penso que 70 anos tá de bom tamanho. Ele pode continuar ali sendo um advisor, um conselheiro, algum, sabe?

Você não precisa se afastar mais. Não é para parar de trabalhar e ficar em casa de pijama. A ideia não é essa. Acho que nunca é tarde para você fazer aquilo que você gosta, para estudar, para se melhorar, para trabalhar. Mas alguns cargos eu acho que exigem, além do que a pessoa tem capacidade biológica, psíquica. Você tem que ser muito rápido. Você imagina um monte de você. Imagina você ser presidente de uma nação como os Estados Unidos, onde você tem que ter respostas muito rápidas. É o cara mais poderoso do mundo, basicamente.

Aí você não consegue nem entender o teu... Vamos dizer, né? O teu homem forte, o Marco Rubio. Ele tá aqui, ó. Pegue a cara do Marco Rubio naquele vídeo. Eu falava assim, eu não tô acreditando. Ele tá passado. Ele olha pra ele assim. Não, era só pra... Beleza. Vamos falar do caso lá de Copacabana? Quais são as atualizações? Estão todos... Todos presos. Presos. Se entregou. O último se entregou, né? O menor foi apreendido.

Eles estão presos. Um deles é filho do ex, né? Subsecretário de Direitos Humanos do governo do estado do Rio de Janeiro, né? Secretário de qual gestão? Agora. Dessa? Dessa gestão atual. Ele é ex porque ele se demitiu? Ele saiu agora, depois do crime. Não, ele foi exonerado. Ele foi exonerado depois do crime e tá defendendo o filho. Você imagina... Tá defendendo o filho? Opa! Como assim?

queria. Ele é vítima. Vítima de uma moça perversa. Dessa moça perversa que fez todo esse jogo pra incriminar cinco homens. Fez o quê? Ela se agrediu. Não sei, aí tem que perguntar pra ele. Que ela queria. Ela pediu uma agressão a ponto de quebrar a costela. Olha só, que um pai vai ajudar o seu filho, eu não tenho dúvida, isso tá no script. O filho cometeu um absurdo, uma atrocidade. O pai vai arrumar bons advogados.

Isso é o esperado. O que não é o esperado é você não respeitar a vítima. Porque o que o pai deveria ter feito é falar, olha só, eu sou seu pai, eu vou te ajudar. Mas entenda o que você fez. E quando ele simplesmente culpa a vítima pela agressão que ela sofreu, gente, que mundo é esse que a gente está vivendo? Que homens fracos são esses? Fracos e frágeis. Mas ele veio a público e falou isso. Falou. Ele falou isso na entrevista do Fantástico? Pro Cabrini. Pro Cabrini.

O Cabrini, né? O Cabrini. Falou que o filho dele era uma vítima. O menino não fez nada. Apesar de já ter cometido crime de estupro, né? Crime contra a dignidade sexual em outras vítimas. Pelo menos mais duas pessoas, né? E agora parece que apareceu uma terceira. Não tem a confirmação disso. As duas foram... São supostas vítimas de crimes anteriores. Com o mesmo modo desoperante. Mas que não tinham... Quando ele era menor de 18 anos. Menor de 18. Mas eles denunciaram? Aí o que acontece? Quando uma vítima tem...

consegue denunciar, e de novo, você vai começar a entender um padrão, e a Alessandra até pode explicar isso, ele repetiu o padrão. Mas denunciaram na época? Não, denunciaram agora. As denúncias vieram agora. Vamos explicar para as vítimas. Olha só. A prescrição de estupro é de 20 anos, fechou? Se você nem fez 18 anos, nem começou a contar. Ou seja, a qualquer tempo nessa janela, você pode ir lá e denunciar a pessoa que fez esse crime contra você.

você, né? Que cometeu esse crime. Foi mais ou menos o que aconteceu no caso da Juliana de noite. Não, mas ali é completamente diferente, né? Porque depois ela voltou atrás, né? Na história. Não, ela não voltou atrás, não. Ela não voltou atrás? Não, ela fez a denúncia e depois foi na delegacia. Ela saiu, fez a denúncia publicamente e foi na delegacia. Bom, eu não acompanho o caso. Não, é que o dela foi tipo coisa de oito anos atrás.

Eu só perguntei assim. Mas a lei é mais ou menos nesse sentido. Vinte anos é a prescrição, quer dizer isso? Durante o tempo da

prescrição, a qualquer tempo a vítima pode denunciar o crime. Tem crimes que são imprescritíveis. Quais são? Racismo e injúria racial. Cometeu esse crime, a qualquer tempo a vítima pode ir e denunciar esse crime. Ele é imprescritível e inafiançável. No caso dessas meninas, essa menina veio muito... Essa menina foi muito machucada, gente. Foi muito agredida. Muito. E o caso veio à toa.

Quando o caso veio à tona, este rapaz, que é filho do ex, ele é ex-subsecretário de direitos humanos do governo aí, do atual governo, outras vítimas apareceram. E você quer ficar a cair de costas, todos vocês? Sabe onde o crime foi cometido? No apartamento desse rapaz. Todos? Não, dessa menina. Dessa menina. Foi cometido no apartamento. Ela é levada para uma emboscada. Porque uma vítima lá não tem escolha.

Ela está lá no momento, ela já tem idade de consentir. 17 anos, ela pode consentir ter uma relação sexual com quem ela bem entender, com quem ela quiser. Ela estava ali com um suposto namoradinho mais ou menos na mesma idade que ela. Quando vão aparecer outros quatro homens, porque a gente está falando de homens, vão aparecer, vão entrar no... E vão dizer, não, a gente só vai estar aqui olhando. Imagina, você está coagido, mas vai estar olhando. Ela deixou, ela disse que sim. E aí, de repente, o que era só olhar virou.

uma violência física. Virou um estupro. E ela apanhou. Ela foi bastante agredida.

E aí, o que você vai fazer? Porque aí você começa a temer pela sua vida. Se eu disser que não, eu posso morrer. E a gente sabe que vai entrando uma escalada de violência. Com certeza ela estava sendo ameaçada com isso. Como que ela vai reagir? Muito provavelmente ela estava dentro de um quarto, num ambiente confinado, controlado por eles. Ela foi atraída por uma emboscada, a guisa de traição, de uma relação afetiva com esse autor.

A hora que ela percebe, ela está cercada por cinco homens. Como que ela vai reagir? Ela não tem reação.

nesse momento, ela começa a sofrer uma brutalização completa. Ela é fortemente espancada, ela sofre agressão sexual por aproximadamente 60 minutos, e esse é o modus operandi desse grupo. É um grupo altamente organizado. Existe premeditação, existe controle. E o que é muito curioso da gente entender é que tem uma diferença entre agressores sexuais que agem em grupo para os agressores solitários. Quando a gente tem o grupo,

e a bizarra da satisfação sádica de uma necessidade sexual, a gente tem a validação entre os pares. E isso é muito poderoso. Isso também está no processo? As investigações conseguiram coletar mensagens deles, entre aspas, de vangloriano? Sim, sim. De triunfalismo, de deboche. Isso tem mais a ver com assinatura. Porque o modus operandi que eles tinham era justamente atrair para a emboscada. É tudo aquilo que eles precisam fazer para conseguir fazer aquele crime. Para dar sucesso,

a emboscada criminosa deles. A assinatura tem a ver com a satisfação psicológica, com a validação através do deboche. Eles falam. A mãe de alguém chorou hoje. Da próxima vez, traz uma tão boa quanto ela. Ou seja, não é a primeira vez. E outra coisa que, infelizmente, a ciência nos mostra, a gente não está falando aqui de achismo ou de tentar adivinhar o comportamento futuro de alguém, mas a gente tem ciência psicológica criminal robusta que vai nos dizer que não existe ex-estuprador. Não existe

remissão para esse tipo de comportamento. Eu ia até te perguntar, por que que tem um vídeo que viralizou de um caso, isso eu tô falando de mais de 10 anos atrás, antes do Bolsonaro ser eleito e tal, que ele tá falando que um cara entrou numa, num consultório de uma dentista, e esse consultório de uma dentista, ele abusou dessa mulher, ele violentou essa mulher, matou essa mulher, e aí tem esse caso, juntamente com outro caso, que é o caso, um caso também lá no Rio de Janeiro,

ele fala, o que a gente faz com um estuprador? O que a gente faz com um cara desse? Ah, você tá achando ruim. Ele tava falando que o que tinha que acontecer era pena de morte e tal. E aí eu ia te perguntar, por que que no Brasil essas pautas, por exemplo, que são, entre aspas, impopuladas, elas não avançam mesmo com casos assim? Por exemplo, casos como, se a gente pegar esse caso, a gente poderia falar sobre redução da maioridade penal.

Com certeza. A gente poderia falar sobre, por exemplo, estupro. A gente tá falando de estupro. Não apenas de, ah, vamos endurecer a pena, vamos dar 30 anos pro cara.

Mas, sabe, cumprir a pena integral, cumprir a pena com restrições, sabe? E diminuir essa progressão de regime para esse tipo de crime já ajudaria bastante. Você concorda, então, com essa perspectiva? Olha, sabe o que acontece? É que, assim, existe ex-traficante, existe ex-viciado, existe ex-ladrão. Ex-estuprador não existe. Porque a motivação do crime não é dinheiro, não é status. É prazer, é poder. Essas são pessoas que têm uma função distorcida,

na percepção do prazer, que eles extraem prazer da dor e da humilhação da vítima. Então é um crime sobre controle. Ele não vai parar, não vai deixar de ser estuprador, nem que ele cumpra 40 anos em regime fechado. Quando ele sair, se ele estiver nas mesmas condições, ele vai cometer o mesmo crime novamente. É pela motivação intrínseca. Isso está muito relacionado a fantasias introjetadas, fantasias bizarras, sadismo, perversão, tem a ver com raiva.

existem algumas tipologias de criminosos sexuais. Elas se misturam, mas em determinadas personalidades uma ou outra se sobressai. E é mais ou menos a questão do maníaco do parque. Se ele sair hoje, depois de cumprir toda a pena, ele volta a cometer o mesmo crime. Com certeza. Eu não tenho dúvida. Ele só precisa de uma oportunidade. O escutador só precisa de uma oportunidade. Porque ele é um predador. É um predador. A natureza dele é a forma de ser no mundo. Ele procura vítima.

Ele está no modo predação. Eu vi uma estatística de que a maioria dos estupros são cometidos por as mesmas pessoas. É o mesmo cara que é reincidente. Você falou que tem padrão, tem método. A reincidência em crimes de estupro é basicamente 100%. O que acontece é que, às vezes, por passar muito tempo no cárcere, ele sai sem a potência anterior. Isso pode acontecer. Então ele diminui a atividade criminal. Mas se você pega um indivíduo que está preso com 18 anos,

que ele fique com 20 anos na cadeia, ele vai sair com 38. E ele está em plena potência de cometer esse tipo de estupro. E agora com as redes sociais, é mais fácil esse tipo de criminoso se encontrar e se juntar para cometer esse tipo de crime. Vamos falar sobre... Você falou sobre o pai? Sim, o pai passando a mão na cabeça, tentando defender o filho, dizendo que ele não cometeu isso. Outros casos de parênteses dos quatro...

Dos quatro que foram presos. O que eles falaram? Também repetem a mesma tese? Não. Eu não vi os outros familiares. Só quem tá dando entrevista, só quem deu entrevista foi esse, né? Esse ex-subsecretário de Direitos Humanos ali do governo do Cláudio Castro, né? É. Um governo maravilhoso. Diga-se de passagem, né? Cabe ironia. Enfim. Ele é advogado, esse Direitos Humanos, né? Advogado? Eu não sei.

Eu não sei qual é a formação dele. Mas um homem desse, nessa secretaria, acho que não cabe. Enfim, ele chegou até a atacar uma outra mulher no Instagram, dizendo para que ela cobrisse os peitos. Enfim, tem várias... Ameaçando testemunhas. Por mensagem. Tem várias coisas que estão pipocando aí. Esse é o lado bom das redes, porque eles vão buscando todo esse monte de coisas que são achadas importantes para a gente até entender também o padrão

desse rapaz, porque que educação que ele teve, né? Uma coisa é o seguinte, é o que eu falei, a gente entende que um pai vai ali e vai ajudar o filho. Olha, tá aqui, eu vou te ajudar, vou contratar advogado pra você, mas você entende que você cometeu esse crime, você vai ter que responder por ele. E não tentar culpar a vítima, que isso é errado. Isso é indecente, é imoral. Agora, quando a gente olha ele culpando a vítima, é uma tristeza, uma lástima.

você começa até a entender por que esse rapaz é do jeito que ele é também. Que tipo de educação ele teve dentro de casa. Mas os demais, isso que eu estou querendo entender. Porque teve aqueles que se entregaram primeiro e os que vêm se entregar agora. Estavam foragidos todos, se entregaram todos, estão presos até o momento. Os outros parentes ficaram quietos. Ninguém tem falado nada. Ninguém falou absolutamente nada. Acho que não tem o que dizer. Acho que agora é o momento de se recolherem ali com seus advogados.

Todo mundo tem o direito à ampla defesa, ao contraditório. Eu sou a pessoa que mais apoia isso. A gente tem que ouvir todos os lados, mas a gente não pode desrespeitar uma vítima. Principalmente uma vítima que passou por essa agressão e deixa marcas profundas. Você imagina o trauma dessa mocinha? É muito triste isso. A gente não olhar para a vítima, isso é horroroso. Agora, eles têm o direito de se defender, a ampla defesa, o contraditório. Devido ao processo legal.

Mas o momento é, eu acho que agora é o momento de introspecção. Não é o momento de sair falando, né? Porque aí vira um show de horror, né? Do jeito que virou. O pai desse rapaz falando, né? Trazer falas que são desculpas, são abjetas. O que eu tô querendo entender é mais ou menos... Por exemplo, o que aconteceu com o Charlie Kirk. Quando o Charlie Kirk morreu, quem entregou o atirador foi o próprio pai. Meu pai, enfim, é o pai, mas ele foi lá e entregou.

Ou seja, o pai agiu da maneira correta. Aí teve um pai que chegou e falou, não, meu filho não fez nada, a culpa foi da menina, que ela que armou tudo isso, ela que quis e agora tá... E ainda que ela quisesse ali fazer uma festinha com os outros meninos, a partir do momento que ela falou, para, a partir desse momento já é estupro. Porque eu não posso acreditar que ela consentiu em ser brutalizada daquela forma. A ponto de ter sangramentos intensos, a ponto de ter costela quebrada por chute.

nenhum sentido. Isso tudo foi comprovado por atendimento médico. Essa menina, ela não foi apenas estuprada. Ela foi brutalizada na mão desses cinco homens. E isso é uma tendência de modus operandi. Quando esses criminosos partem pro crime em série, porque tudo começa ali na fantasia. Aí você tem uma série de disfunções cognitivas ali, de cognições disfuncionais que começam a justificar moralmente esse ato. A hora que passa pro ato, esse ato

mais violento. Eles precisam de cada vez mais dor e humilhação da vítima pra sentir o mesmo prazer. E crimes em grupo, não só nos crimes sexuais, mas quando você tem um grupo de pessoas cometendo um crime violento, a probabilidade de um overkill é muito maior. E isso escala muito mais rápido. Overkill é essa violência desmedida, desproporcional. Entendi. Justamente por isso. Porque como você tem essa prova de validação social entre eles, é uma validação horizontal.

cada um quer superar o ato do outro. Então isso vai ficando cada vez mais bizarro. As próximas vítimas possivelmente serão vítimas de homicídio. Porque o modus operandi tende a crescer, tende a aumentar. O crime vai ficando mais planejado. Eles vão se tornando mais controlados no pré-crime e no pós-crime para não serem pegos. E o crime mais brutal. Isso acontece tanto com estupradores solitários quanto em grupo. Só que no grupo a escalada é mais rápida.

Se eles não forem parados, teremos quatro, cinco homicidas. Porque para você chutar uma mulher ao ponto de quebrar a costela, para perfurar um pulmão é isso aqui. E depois que a primeira vítima morre, não regride. A gente não sabe o que fazer com esses agressores, porque não há regressão desse comportamento. Isso que é tão revoltante, é desafiador e o mundo inteiro está pesquisando. O que é que causa isso?

freio moral nesse nível e o que a gente faz com eles. O que você acha que tem que fazer? Eu acho que a gente tem que proteger a sociedade. Não tem que devolver pra rua. Castração química? Não funciona. Não funciona, porque o motor não é o sexo, é o poder. Ele pode usar de objetos, né? Ele pode usar o objeto, ele pode fazer qualquer coisa. Entendi. Porque o motor não é o sexo. Hoje é fácil conseguir sexo. De graça ou pagando. Verdade.

O motor é o domínio. Não é... É a dor e a humilhação da vítima. Sim. Aproveitando...

esse tema, semana que vem a gente vai ter um debate sobre isso, tá? A gente vai trazer, não sobre esse caso especificamente, mas a gente vai falar sobre o que a gente fazer sobre a segurança pública aqui no Brasil, entendeu? Porque não é só esse crime, tem vários crimes que são cometidos por reincidentes, pessoas que a polícia prende e a justiça, o juiz vai averiguar, acaba soltando, acaba invalidando o processo. E aí teve uma questão lá do caso dos 40 quilos,

de droga que foram apreendidos. E aí um dos grandes debates é sobre isso também. No Brasil, a gente tem uma justiça que ela sempre entra não no fato. Ah, qual que é o mérito da questão? O mérito da questão é ter 40 quilos de droga no seu carro. É uma coisa certa ou é uma coisa errada? Ah, é errado. É errado ter 40 quilos de droga. É errado você matar alguém? É errado você

Enfim, beleza, é errado. Se essas coisas são erradas, o método que se teve, ele entra a partir daí em segunda instância. É um segundo... Não deve se dar mais importância pro método, entendeu? Se a polícia chegou lá e olhou praquele carro e viu aquele carro muito pesado... Questões processuais, né? Exatamente. Não, aí eu desconfiei do caso. Você não pode desconfiar a princípio de ninguém, entendeu? Mas peraí, eu fui lá e aprendi.

O cara, a partir da minha experiência como policial, você... Não, eu vou invalidar esse processo por causa do...

atitude do policial, mas a atitude do policial foi certa. Tirou 40... A mesma coisa, por exemplo, o fuzis. A mesma coisa, por exemplo, o patrimônio. Que é bloqueado. Enfim, não pode ser devolvido. Coisas nesse sentido. Então a gente quer trazer sim... A gente vai fazer um debate sobre isso. Porque a segurança pública no Brasil está de ponta cabeça. Sim. E a gente vê uma escalada dos crimes violentos. Aqui a gente está falando de crimes contra a mulher porque explodiu. Quantos feminicídios a gente

teve na última semana. Foram muitos, eu perdi a conta. A gente já falou do caso do tenente coronel aqui no começo. Sim, em todos os âmbitos. E está sendo investigado também como feminicídio. E o que é desesperador é que todo mundo está sujeito ou a passar por isso ou a ter um caso desse na família. Isso permeia todas as classes da sociedade. E é assustador, né? Porque a gente não sabe o que fazer. Esses dias, em São Bernardo, um ex-namorado foi lá e matou uma garota dentro da Vivara. Isso. Olha que coisa chocante. Do shopping?

No shopping do ABC. No shopping ABC, um dos principais shoppings da cidade. Teve outro caso também que eu recebi que a partir do momento ele stalkeava ela, quando ele viu que não teve jeito, ele foi lá e matou. Qual é essa cultura de desumanização que coisifica tanto o outro que a pessoa acredita que se não me serve eu posso destruir? Porque na verdade é isso. Qual que é esse mecanismo que está fomentando transformar a frustração em raiva

e a raiva em homicídio. O que está acontecendo? A sociedade hoje está mais violenta do que há 30 anos atrás. Olha, eu não sei se está mais violenta, mas nos últimos anos nós tivemos uma escalada. Porque é difícil a gente comparar duas realidades diferentes quando a gente tinha notificações diferentes e até tipologias criminais diferentes. A gente não tinha rede social. Hoje, aconteceu um homicídio aqui, já caiu na rede social. Hoje a gente tem uma comunicação rápida

de imprensa, há 30 anos atrás a gente tinha o que? 5 canais de televisão, 3 ou 4 de rádio, era isso. Então a gente tinha uma seleção daquilo que era mostrado. Hoje, qualquer pessoa tem uma câmera na mão. Fica muito mais difícil você manter a narrativa de uma segurança quando tá todo mundo postando que não tá seguro. Teve aquele caso do empresário de Santos, né? Que a irmã dele, o irmão dele, desculpa, que tocou toda a repercussão do caso até realmente

chegar a uma investigação séria. Que é o rapaz que foi morto e aí não sei qual foi a conclusão, se já concluíram, mas estavam investigando o amigo, a namorada do amigo e a própria namorada dele. Saindo do âmbito da violência contra a mulher, que acabou sendo o nosso motivo aqui de discussão, os crimes patrimoniais também estão cada vez mais violentos. Nesse caso foi uma morte

motivo banal. Absolutamente torpe. É, não era nenhum... A gente tem a certeza da impunidade, a coisificação do outro, a intolerância, a frustração, isso em todos os âmbitos. A gente tem que entender o que a gente está fazendo com os nossos adolescentes, com as nossas crianças, que tipo de conteúdo nós estamos expondo, essas crianças, esses adolescentes, que nós estamos formando adultos disfuncionais. O que está acontecendo? A gente tem que entender isso para começar a agir na causa do problema. A gente tem que agir na impunidade também,

Porque a impunidade é reforço para o crime, ponto. Agora, em relação a crimes de impulso, você pode jogar pena de morte, prisão perpétua, ele vai acontecer. Seja no crime patrimonial, seja num crime chamado passional, no que quer que seja. Então a gente tem que repensar essa forma de se comunicar, essa forma de educar. O que está acontecendo dentro da casa da gente? Porque não está longe, está aqui. Hoje, esse conteúdo violento, esse conteúdo que desumaniza o outro, e até a si mesmo,

A gente tem aí conteúdos de performances obsessivas que jogam uma responsabilidade enorme em cima de homens e de mulheres que nos desumanizam. A pessoa para de se ver como um ser humano em evolução e começa a se ver como um produto que precisa de uma performance constante, de um upgrade constante. Se eu não me vejo como humano, eu não te vejo como humano. Se eu me protejo das minhas próprias emoções, como é que eu vou lidar com elas? Os pais também, né?

pelos pais, né? Sim, sem dúvida. De verificar o que essas crianças e adolescentes estão consumindo na internet. Existe também uma questão de dessensibilização em relação à violência. Tem uma parcela disso que, como você falou, depende do poder público, mas tem a parcela social também. Sim, sem dúvida. Pessoas precisam olhar pra isso e ter responsabilidade. Sim. Muitos pais acreditam que pelo filho estar dentro de casa, eu ainda peguei a parte de brincar na rua. Mas aí quando os pais veem que o

filho só tá dentro de casa, acreditam que ele tá seguro. Só que a internet é um mar aberto. Cala que o diga, né? Com os casos do Discord. Crimes sendo praticados e sofridos dentro de casa, a dois, três metros dos próprios pais. Qual que é o outro caso, Gabriel? Que a gente tinha que perguntar? Você falou lá que tinha dois casos. Um foi o da Vitória e o outro foi qual? Do Buzeira? Qual que é o do Buzeira? Deixa eu ver aqui.

A única coisa que eu sei que teve é a história do Corta Garavata, não é isso? E ele tá envolvido com o TH Joias. É ele? É, o buzeira, a história do TH Joias. Ai, gente, é tanto crime, né? É que a gente vai pros crimes sanguinários, né? O buzeira, entre aspas, é só lavagem de dinheiro? Só, só, só. Associação criminosa. Lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas,

e criptomoedas para ocultar valores ilícitos. De novo, o crime acontecendo dentro da casa das pessoas. Essas plataformas de aposta é uma mina de dinheiro e mina de lavar dinheiro. E o que eu fico até com dó de gente que perde muito dinheiro, primeiro que já são pessoas pobres, que aquele dinheiro vai fazer falta. Rico não faz... Rico jogar no tigrinho... Não, pode jogar em outras porcarias. Mas no tigrinho, porque as propagandas

que eu tenho visto, é como se aquilo fosse fazer a pessoa mudar de vida. E aí a gente tem uma questão também do reforço intermitente. Ah, porque, ó, vou te dar 20 reais pra você ganhar. A inteligência artificial, ela entende o comportamento da pessoa. E o reforço mais poderoso que existe é o intermitente. Eu não sei quando eu vou ganhar ou não. Então, quando a inteligência percebe pelos movimentos ali de rolagem, velocidade de clique, etc, que a pessoa tende a desistir, ela dá um prêmio bom. E aí a pessoa fala,

Eu ganhei 20 reais, só que ela já perdeu 60. Aí ela ganha duas, três vezes. Aí ela começa a jogar mais. Ela aumenta a frequência desse comportamento da aposta. Porque ela acha que vai ganhar, né? Porque ela acha que vai ganhar. E aí entra o mecanismo de vício. Que o vício em jogos eletrônicos já tá entrando aí na CID, no DSM. Isso é muito sério. Porque é um vício em comportamento. Existe medicação que ajuda isso. Principalmente a terapia cognitiva é muito eficaz pra esse tipo

coisa, mas é algo que pode se tornar um problema social muito mais grave do que já é hoje. O Lula falou, acho que ontem, né? Que pretende acabar com as Betes no Brasil. Nossa, que glória! Não sei se conseguem. Eu também não sei. Mas já aprovou pra depois que iria acabar? Agora que... Depois que colocou tudo na legalidade. Não devia nem ter começado. Você acha que quem aprovou não sabia como isso funciona? Lógico que sabia. Isso tem ciência robusta, isso tem ciência do comportamento.

muito robusta. E não é coisa nova, não. Os cassinos já usam isso, ó, há muito tempo. Isso aí foi, meu, desenvolvido com skinner. O vício não quer que... A pessoa que tá viciada, pra que todo mundo possa entender, fala assim, ah, o viciado ele quer ganhar. Não. O viciado ele quer perder. Ele quer apostar. Sabe por quê? Porque quanto mais ele perde, ele tem aquela sensação que uma hora ele vai ganhar. E ele fica sempre naquela adrenalina.

Não, mas na próxima eu ganho. Na próxima eu vou ganhar. Só que ele vai se afundando, né?

Vai perdendo a esperança. Feijões? Tá tudo bem. É uma brincadeira. Tô apostando aqui feijões. Não, você tá apostando dinheiro. Você tá apostando suas economias. Você tá se endividando. Você tá perdendo crédito. Você daqui a pouco tá pegando dinheiro emprestado com a sua família. Tá na ajotagem. Hoje o interior do nosso país tá com problema seríssimo. Chamado ajotagem. Só que ajota é... Você tá se metendo com bandido, né? E quanto a gente tira a própria vida? Porque perdeu tudo.

Tinha, perdeu o que não tinha, jogando nesse negócio. Tem gente que pega dinheiro de parente, né? De parente, de agiota, rouba a própria família. O caso do Buzeira, como eu falei, ocultação de patrimônio e tudo mais, mas provavelmente o fato dele estar preso até agora é a parte mais surpreendente, né? Porque esses crimes que são considerados baixa periculosidade, dificilmente a pessoa ficar presa. Filonato, por exemplo, no Brasil não dá nada. Vale a pena. O crime vale a pena.

O crime vale a pena. Claro, ele faz a conta. Vou ganhar tantos milhões. Eu corro risco pequeno de ficar preso. Se ficar preso, fica pouco tempo. O cara faz a conta que é um crime com uma função patrimonial. Claro que tem a perversidade, que tem ali uma falha moral, um desengajamento moral bastante considerável pra isso. Mas é diferente dos crimes por prazer. Então, sim, ele faz a conta, vale a pena. Opa! E não vai parar. A reincidência tá aí.

Talvez seja punido. Se for punido a pena baixa, já ganhou milhões aí, ó. Não, o buzeiro é papo de bilhão, cara. É, bilhão. É um dinheiro que a gente nunca vai ver na vida. Assim, joias, carros, mansões, tudo junto, sabe? É. Tudo muito junto. É. E claro que isso, tem lavagem de dinheiro, aí já entra o crime organizado, e aí já junta o tráfico de drogas, tráfico de armas, tráfico de pessoas. Sim, crimes dessa monta, eles não vêm sozinhos. Eles vêm trazendo todo o resto.

Aí vem extorsão, vem chantagem. Por isso que são mega operações. E mesmo assim, essas mega operações não conseguem pegar todo mundo. Pega um, pega outro, resolve ali a ponta do iceberg e a organização, quando tem uma baixa assim, rapidamente ela se refaz. Saiu buzeira, vai entrar outro. Possivelmente. Já tem um monte querendo entrar no lugar dele. Você tem alguma dúvida? Você tem alguma dúvida? E mesmo que a pessoa tivesse a certeza, não, daqui a 10 anos eu vou ser preso. Tá, mas eu vou viver 10 anos como rei.

É algo que eu não vejo a possibilidade de acabar. E eu não acho que vai tirar a Beth, não. Muito difícil. É isso aí. Temos live pics, Gabriel? Manda aí pra gente. Live pics, tá, galera? Live pics. O que vocês querem saber? Porque quando um homem prática violência contra uma mulher, é severamente repudiado com total razão. Mas quando é uma mulher, é romantizado, atenuado e justificado seus atos e de séries feitas.

Eu acho que tá errado. Tá errado isso. Tá erradíssimo isso. Não, mas pera um pouquinho. Não, calma. Isso aí, ele pegou um exemplo. Você pega uns filmes.

o filme da Glenn Close. Qual que é isso? Nossa! O Instinto Assassino, que ela persegue, ela é uma stalker. E é muito bem demonstrado. Uma mulher completamente desequilibrada pegou uma coisa... A romantização do crime em qualquer âmbito está errada. E isso é um problema na rede social, principalmente, porque, assim, cara, é um negócio muito louco. Porque você abre a aba dos comentários de certas postagens, parece que as pessoas não têm QI.

Parece que realmente você não está conversando com a pessoa alfabetizada. Então... A pessoa está romantizando quando é mulher e o homem, coitadinho, de novo. Ai, que papo chato. Eu sou contra a romantização de qualquer tipo de criminoso. Isso não é uma verdade. Desculpa, não sei quem mandou esse chat, com todo respeito aqui, mas isso não é uma realidade. Ai, os homens... De novo, a gente vai entrar nessa falácia que os homens são coitadinhos

acontece que a mulher pode bater no homem e está tudo certo? Não. A gente aceita. É inaceitável você bater no homem como é inaceitável você bater numa mulher. Aliás, foi uma das coisas que eu disse aqui. Que pessoas são abusivas em vários aspectos. Estamos falando aqui do feminicídio porque 98% das vítimas de homicídios que ocorrem no âmbito doméstico são mulheres. Mas existe o contrário também. A gente viu aí há pouco tempo as envenenadoras no Rio Grande do Sul,

venenou a família inteira praticamente. Então, o que eu acho que a gente tem que combater é a romantização do crime como um todo. De homens, de mulheres, de casais bonenlaide. Concordo plenamente. O que eu ia dizer é justamente isso. É que quando você vê certos comentários na rede social, é de perder a fé na humanidade. Você perde a fé na humanidade. Não é possível que as pessoas estão desse jeito, sabe? É um mundo paralelo. É, na verdade a pessoa acaba indo pra um extremo, né?

Ou tentando ser contra as mulheres, desumanizando as mulheres, ou no outro extremo, desumanizando os homens. Os dois extremos são extremamente problemáticos, tanto para o alvo quanto para a própria pessoa que faz. Não, mas eu estou falando até de outros assuntos. Tipo assim, lembra o caso do Lázaro? O Lázaro já foi um clube.

O maníaco do parque recebeu recordes de cartas. Tem gente que casou com ele, depois se arrependeu. Falou, nossa, ele é violento. Você jura? Você acha que ele tá preso por quê? Porque ele é uma flor de formuzura. É sério que você pensou que o maníaco do parque era uma pessoa boa? Só com você ele ia ser legal. Marcola foi recordista de cartas de amor. Mulheres ali, né? Acreditando que podiam.

mudar, né? A gente não muda ninguém. Mulher não é UTI, não é... Entendeu? É caixutagem. Gente, que muda. Ele é o que ele é e tá tudo certo ali. O Marcola? Não, ele é recordista de cartas de amor. Manico do Parque, Marcola, o da Luz Vermelha também recebeu. Sim, existe um transtorno que é a hibristofilia, né? Que é essa atração por pessoas fora da lei. É uma distorção cognitiva gravíssima, né? Mas assim, quando a gente traz a fantasia pro mundo real, a pessoa

tá se colocando em risco. É que nem o Chico Picadinho. O que pode acontecer? O que você acha que ele vai fazer? Você pôs ele dentro da sua casa. Tem mais? O nome já diz tudo, né? O Júnior tá cansado. Quantos podcasts você já fez hoje, Júnior? Vou te entrevistar aqui. Hoje foram dois. Só dois? Então você não pode estar cansado. Vocês estão já com quantos? Eu já... Bom, eu tô acordada desde as seis horas da manhã, né? Eu faço jornal às nove da manhã. É, ela tá no Além da Notícia

dias nas nove. Que é lá no... No Paulo. No canal do Paulo Matias. Eu faço dois ao vivo, né? Nossa. Às vezes eu vejo lá o pessoal, você e o Regis Tadeu. Gosto pra caramba. O Regis é ótimo. Vejo vocês dois assim. Meu Regis lá. Meu parceiro. Arrumando briga com o pessoal do MBL. Ah, mas ele é gostoso de arrumar, né? Porque não é que é gostoso, ele é até... Não, eu gostaria... É que eles pedem, né? O Regis Tadeu, eu gostaria de entrar no debate com o Regis Tadeu pra ele brigar comigo. Vai ser legal.

O Regis? É rabugento de um jeito legal. Mas ele é do bem. E o pior é que ele é um amor. Fora da câmera, ele é um amor. Educado. Ele é muito legal. Ele é um querido. Ele é uma pessoa, assim... Ele é uma pessoa adorável. Eu gosto muito do Regis, de verdade. Ele tem bons posicionamentos. Eu gosto muito dele. Eu também. É o melhor bom dia por quê? Do mundo.

A gente fala assim, eu te cutuca, você me cutuca. A melhor frase do Regis é, todo fã é um idiota. Né? Eu sou seu fã. O fã do fã, ele gosta de você. Aí pelo menos ele ofende o fã de todo mundo, né? É democrático. Pronto, pronto. Ele ofende todo mundo, né? Exatamente. Falta aí pra gente. Jaiminho mandou 42 reais. Só as bravas, elegantes e inteligentes. É isso aí. Obrigada, Jaiminho. Opa, Jaiminho. Gostei. Vem aqui pro nosso lado também. É...

Jaiminho, obrigado aí, 42 reais, velho. Obrigadão, Jaiminho. O Júnior aqui do Redcast agradece. Pegou mais? Acabou. Superchat também não? Tem porra. O povo empolgou. O povo gosta. Eu nem olhei, porque não consigo. Nessa hora eu já não consigo acompanhar o chat e falar e pensar. Eu também não. Eu peço mil desculpas, mas eu acredito que devam ter ótimos investigadores nesse chat aí. Depois eu vou olhar. Júnior, moro na Nova Zelândia, sempre acompanho você daqui.

Vendeu o carro e perdeu tudo. Casa de aposta é satânica. Casa de aposta. Lamento, viu, Júlio? Lamento muito. Eu não sei exatamente se você pode falar mais alguma coisa, mas assim, eu fiz um debate sobre bets. Esses debates que a gente faz no canal, eu fiz um sobre bets. Eu tive a ideia de fazer assim, eu quero fazer o primeiro debate sobre bets na internet. E aí, isso foi ano passado, lá pelo mês de outubro, mais ou menos. Cara, é um vídeo assim, não teve muita visualização, não tá com 200, 230 mil.

coisa assim, mas, assim, tem um cara lá que, tipo assim, ele realmente é viciado em bets, um outro que alguém da família perdeu, entendeu? Eu levei uma pessoa que é uma representante de uma associação, de um grupo de pessoas viciadas em bets, que tem uma página no Instagram, entendeu? Então eu dei uma visibilidade pra isso, porque eu sei que, meu, a pessoa ser viciada em qualquer coisa é ruim, né? Porque vício é justamente quando você perde o domínio, perde o controle. Sim, perde a sua autonomia. E quando você é viciado em um negócio,

Não tem limite, porque assim, você pode colocar 10, você pode colocar 100, você pode colocar 1.000. E é um clique, né? Você pode passar o cartão de crédito de alguém, você pode fazer tudo isso. E é um clique de distância. É um potencial destrutivo muito grande. E a gente sabe o quanto as pessoas sofrem por questão financeira no Brasil. É um país com alto índice de influência, endividamentos, pessoas são muito pobres. Pra pessoa sair de uma situação como essa é algo muito difícil.

Às vezes a pessoa acha que não vai conseguir sair isso. E é uma hipocrisia no nosso país, porque a gente não permite os cassinos,

as bets. Eu gostaria de entender o porquê. Bom, já que eu permito o bet, então eu vou permitir cassino? Cassinos, bingos. Porque o cassino eu vou gerar empregos pra muitas pessoas. Veja lá, Las Vegas, né? Pegou uma área que era uma pedreira e ali você tem... Em 10 anos o negócio era gigantesco. Não, ali você tem um volume de turismo e de faturamento gigantesco. Shows, restaurantes, hotéis, casas noturnas. Ou seja, você faz muito dinheiro e tal. E aí você tem um complicador e

algo que dificulta, diferente da Beth. Beth, eu só preciso ter um telefone, né? Lá eu tenho que ir até lá. Tem um lado da hipocrisia, como você fala assim. O que pode o negócio que tem um site lá, tem um programador. E nem fica no Brasil. E não fica no Brasil. Aí o cara faz um site, bota um algoritmo, ou bota lá pra time X tanto, pra time Y tanto, e não gera emprego nenhum, e nem deixa o dinheiro do Brasil, que o dinheiro vai pra fora.

Dinheiro sai do Brasil. Então, por que isso, entendeu? Mas, assim, é um tema complicado.

mesmo. E lá tem bastante comentários de pessoas realmente que passaram por isso. É muito triste. Eu agradeço, pelo menos, as pessoas que foram lá e participaram do debate. Eu fiz com um cara que divulga apostas, que era pró-apostas, contra as pessoas que eram contra apostas. E aí, como eu falei, tinha todo tipo de gente. A gente que era provavelmente viciada. Teve gente que entrou como sua família, sua irmã. Tinha uma pessoa que estava lá, que inclusive...

E o que o pró-aposta fala? A escolha individual. Ah, tem que regulamentar, tem que regulamentar, mas isso é

governo não sou eu, entendeu? A minha casa de aposta é ética, as outras eu não posso dizer. Segundo ele, ele tem um sistema ético de identificar quem que é a pessoa. Por exemplo, se a gente fosse falar de aposta no Brasil, vamos falar a verdade, ninguém fica rico apostando, né? Não, a casa sempre ganha. Quem é que vai montar uma empresa pra dar pra juízo e ficar distribuindo dinheiro pra todo mundo? Ah, mas então você tem que levar como entretenimento, que é um argumento que eles dão. Tem que levar como entretenimento. Se você levar como entretenimento,

certos valores. Pra que eu vou ficar apostando? Aposta mínima por, sei lá, aposta máxima por CPF, pronto. 20 reais. Acabou. Aí a pessoa, sei lá, não, que a pessoa queira apostar no mês, 200 reais, é 10% do que a pessoa ganha? Sei lá, quanto que essa pessoa recebe no mês? Limita o negócio a ponto da pessoa não conseguir nem viciar. Mas você acha mesmo que alguém vai fazer isso pra ter? Deveria, né? Não vai, né? Não vai. Mas, por exemplo, no cassino físico de Las Vegas é assim, você tem um valor

que você pode jogar. A partir dali, você não pode mais. Inclusive, se você for... Você tem um cadastro lá de pessoas negativas, né? Você é negativado naquele cassino. Então, você tem um cadastro ali que se você fizer alguma coisa, alguma merda... Não, pra começo de conversa, você precisa ter dinheiro. Isso tem que ter o dinheiro na mão. Você tem que trocar a ficha. Eu vou lá, tá? É tanto. Eu preciso de dinheiro. Se eu não tiver dinheiro, não vem ficha na minha mão.

E meu cartão tem que passar também, né? Não, e a aposta é... Se meu cartão tiver que passar, um beijo fofo. Você não vai jogar aqui, não. E você perde, assim,

Em segundos. E a aposta é diária. Tipo assim, nesse dia você pode gastar tanto. Ah, não sei o que. Volta daqui tantos dias. Aí você volta pra lá, viaja, pega um hotel, não sei o que. Só por causa do jogo. E a gente viu a quantidade de dinheiro das pessoas que recebem o Bolsa Família sendo perdidos nesses joguinhos. Absurdo, gente. A pessoa já recebe um auxílio governamental é porque ela precisa. Ela não tem dinheiro suficiente pra jogar numa bet. Vai fazer falta dentro

casa dela. Para as crianças, para os idosos, enfim. O dano social é bastante grande. Tem mais? Não? Obrigado, Alessandra. Prazer de conhecer. Foi um prazer. Excelente contribuição hoje, tá? Sua participação aqui no podcast. Obrigado, Carla, mais uma vez. Sempre as ordens aqui, Júnior. Gostou da minha amiga Alessandra no máximo, gente, ó. Você é de São Paulo? Sou? Ah, que legal. Tudo aqui de perto. É isso aí. Fico que é bom. Pode vir sempre. Traz a Amanda. Amanda. Amanda é mais complicado, porque a Amanda é da Paraíba.

Iba, né? É, mas vai ser legal também. Sim, sim, sim. Gente, obrigado mais uma vez. Quero divulgar a rede social, divulgar o Instagram. É Alessandra Underline Perícia Criminal no Instagram. Tá bom. Da Carla, Investigação Criminal, né? Investigação Criminal Oficial ou Carla Booker? Um dos dois. O meu Carla Booker é o meu pessoal, mas também lá só tem crime, né, gente? É, eu só falo de crime. O meu pessoal e o meu do Investigação, vocês vão encontrar um pouco de tudo. Tudo do universo.

da investigação policial e criminal. É isso aí, gente. Chegamos ao final do podcast. Tomar que ninguém seja ofendido com esse programa. Um forte abraço a todos vocês. Redcast está de volta amanhã, galera. A gente está... Amanhã a gente volta... 4 horas da tarde, Gabriel Monteiro ou não? 4 horas da tarde, Gabriel Monteiro. Você vai ver aqui no Redcast. Muito obrigado a todos vocês aí, gente. Forte abraço. Valeu.