PRISÃO DE VORCARO, GUERRA ISRAEL E EUA X IRÃ - PART. LUCAS FERRUGEM
PRISÃO DE VORCARO, GUERRA ISRAEL E EUA X IRÃ - PART. LUCAS FERRUGEM
- Relacoes EUA-IraAtaques do Hamas em 7 de outubro · Resposta militar de Israel · História do Estado de Israel e fundação em 1948 · Acordo de Oslo e tentativas de paz · Perspectivas palestinas e israelenses · Documentário 'From the River to the Sea' · Ocupação de territórios e expansão de assentamentos
- Mediação InternacionalDiscurso 'America First' · Crítica a operações no exterior · Política de não enviar soldados terrestres · Fração na direita americana · Coordenação com Israel · Estratégia de ataque aéreo
- Prisão de Vorcaro e fraude bancáriaBanco Vorcaro e operações fraudulentas · CDB 140% e ofertas suspeitas · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · Compra do Banco Máxima · Esquema de fraude financeira · Manifestações a favor de Vorcaro · Colapso de instituições financeiras
- Energia ElétricaDescoberta de petróleo na Pérsia (1924) · Contratos com a Grã-Bretanha · Comércio de petróleo iraniano com China · Estreito de Ormuz e importância estratégica · Segunda revolução industrial · Petróleo como ferramenta de poder político
- DocumentáriosProdução do documentário 'From the River to the Sea' · Prêmio Zai on Awards internacional · Perspectiva ocidental sobre o conflito · Valores e vieses do produtor
Não dá pra acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município. Não dá pra acreditar que você precisa concluir os estudos, terminar o ensino fundamental e ou médio completo, e você não fez sua matricula no Instituto Oliver no curso EJA Supletivo.
onde você termina os estudos EAD em apenas seis meses. Não dá para acreditar que você está precisando de um curso superior em apenas três meses, reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada, ou em teologia, para tomar posse no seu concurso, que só exige superior completo. Não fala na lei de desenvolvimento de carreira, diploma ou graduação de nível superior. Só fala superior, e se só fala superior, o superior sequencial de três meses, que basta você ter nível completo para você poder fazer, você consegue tomar posse com ele. Então não dá para acreditar que você está dando bobeira,
Vem pro Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer Tecnólogo de Recursos Humanos e Gestão Pública em um ano, se você for formado no curso persequencial. Consegue fazer pós-graduação. Você consegue fazer faculdade também de Educação Física, PAD. Então, se você quer mudar de vida, é Instituto Oliver. Aqui não tem conversa fiada pra boi dormir e nem mamãe me chora. Aulas objetivas, diretas, sem conversa fiada pra boi dormir. Professores altamente qualificados.
Todos os professores, você tá dando bobeira. Vem pro Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer Tecnólogo de Recursos Humanos e Gestão Pública em um ano.
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Vem pro Instituto Oliver. Quer concluir os estudos? Vem pro Instituto Oliver. Quer fazer curso superior? Venha pro Instituto Oliver.
Eu sou o professor Matheus Oliver e aqui, meu brother, a sua aprovação é garantida. Tamo junto! Boa noite, galera! Estamos começando mais um episódio aqui do Redcast. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou o Junior Masters e hoje nós vamos falar mais um episódio cheio de conhecimento e informação. E dessa vez nós vamos mergulhar na política brasileira e nos acontecimentos do mundo. Pra isso, pra essa conversa, nós estamos com ele aqui pela primeira vez no nosso programa.
Diretamente também da Avenida Paulista, né? Nosso vizinho aqui, Lucas Ferrugem. Seja bem-vindo.
cara. Obrigado pelo convite aí. Vamos lá. Papo. Não vai faltar papo, né? Não, não vai faltar. Do jeito que tá Brasil e o mundo. Exatamente. Tudo acontecendo essa semana, né? Cara, na verdade o roteirista, eu brinco que o mundo tem um roteirista. E ele é meio vagabunda de série, tipo essas que estendem de temporada pra render e tudo mais. Sim. Obrigado, cara. Caiu meu celular antes de entrar no ar aí que ele tá buscando. Valeu.
Você é do time do Lázaro. Lembra o Lázaro? A história do Lázaro? Não se usa celular com capinha.
Não uso, cara. Se eu chegar com o cara e o cara tiver com o celular com capinha, é sinal que ele é pobre. Não, não por isso, não. Mas é porque, cara, a capinha deixa o celular muito ruim de usar, né? É. Aí o cara... Como é que é? O cara da Apple lá estudou não sei quanto tempo pra deixar o celular desse jeito e você mexe uma capinha em cima do design do cara. Esse negócio aqui com essa cor ridícula já não é coisa dele. Mas eu sou fã do chefe de design da Apple, que é o Johnny Ive. Esse cara desenhou muita coisa na Apple, foi o chefe de design.
é muito boa em design, né? É. Mas enfim, cara, eu brinco que o mundo tem um roteirista e ele é desses que estende temporada de série. Sabe? Tá dando audiência, eu quero fazer mais uma. Sim. Eu quando tu acha que uma história tá acabando... Tipo lacado de papel. Isso. Quando tu acha que uma temporada tá acabando, que uma série tá acabando, ele fala assim, ó, cara, eu vou botar um enredo aqui e você vai querer ver a próxima temporada.
E ele tá fazendo isso aí. O Banco Master é isso aí. A guerra é isso aí. E é impressionante. Coisa que a gente não consegue acreditar que tá acontecendo, mas tá acontecendo e impacta a gente. É.
A grande conversa que está tendo hoje é sobre a escalada do conflito, né? Sim. Então, por exemplo, o Irã falou a respeito de que se países da União Europeia que não se posicionarem contra os ataques, eles vão sofrer as consequências. Mas não é bem assim. Sim, claro, ele fala isso. Ele está convocando outros países para o conflito. Óbvio, ele ameaça, ameaça bem e tudo mais. O Irã não é um país irrelevante, a gente pode falar um pouco mais de estar longe de ser irrelevante, mas também não é tão relevante assim para obrigar a União Europeia.
europeia, o país da Europa serem aliados deles. Isso não vai acontecer. Óbvio, ele ameaça, ameaça dentro. Eles podem ter reticências com Donald Trump, com os Estados Unidos. Mas a Europa não vai sair abraçando o Irã, isso não vai acontecer. Você acha que o conflito tende a escalar? Sim, vai escalar, cara. Vai escalar, porque basicamente o que que... Qual é o drama aí desse conflito todo, cara? Essa guerra... Cara, vai botando outra máscara, mas ela é uma guerra milenar. E o Irã é uma grande
potência. O Irã, a gente aprendeu na escola isso aí, mas o Irã era a Pérsia. Pérsia, reino persa. Um dos primeiros reinos da humanidade. A gente, como a gente mora no lado ocidental do planeta Terra, a gente pensa que tudo é império romano. A gente fala de império romano como se tivesse sido o auge da civilização e a primeira vez que a civilização atingiu aquele auge. Mas quando a gente cruza a linha que separa metade do planeta, a gente vai pro oriente.
Sim. E lá o império persa foi o grande império. E o império persa nada mais é que o Irã. Então isso aí é sete, oito séculos
antes de Cristo aparecer. Então o zoroatrismo, uma religião que antecedeu cristianismo, judaísmo, é de lá. O Irã, que era a Pérsia antigamente, se desenvolveu tremendamente. Foi a terra dos direitos humanos para muitos historiadores. Na época de Ciro, o imperador que esteve lá, tipo desses imperadores romanos. O Ciro é narrado na Bíblia. Claro, não. É narrado na Bíblia. É no livro de reis. De reis nas escrituras do Antigo Testamento. O Ciro é o único não-judeu,
do Antigo Testamento, que é dado como uma bênção, porque foi ele que perdoou os judeus no Império Persa. Ele consolida o Império Persa e é ele que perdoa os judeus para os judeus voltarem para lá e construir o quê? O Templo de Jerusalém. Então é ele que faz esse perdão, é ele que traz isso e foi parar nas Escrituras justamente por causa disso. E no Cilindro de Ciro, que é basicamente uma pedra que os caras acharam de barro lá, é meio que um dos primeiros direitos humanos do planeta Terra. Muito historiador fala disso. Então esses caras, sete séculos antes de Cristo,
estão fazendo os primeiros direitos humanos do planeta Terra. Que é basicamente, eles dominavam outros territórios, mas deixavam as pessoas acreditar na religião que elas tinham, deixavam as pessoas se integrar na sociedade, etc e tal. É esse reino que ao longo da história se desenvolveu, virou árabe, primeiro se islamizou, depois não quis virar árabe, os árabes invadiram, a Rússia invadiu, todo mundo invadiu, mas eles não quiseram virar árabe, não quiseram mudar a língua.
Até hoje eles falam farsi com o alfabeto árabe, que é o idioma deles lá. Cara, esses caras aí só mudaram o nome para irame,
1935. Agora, se olhar historicamente agora, coisa de 100 anos, menos. Então, é um reino muito antigo. E guerra sempre teve. Sempre teve lá. É um território que tem muita guerra por N motivos. A gente pode falar um pouco disso. A posição que ele tá no mapa e tudo mais. E também a característica do clima local. Não tem água. O louco dessa história toda é que se a gente for voltar 50 anos, a gente tem Israel, na verdade, sendo aliado do Irã. O Irã sendo um aliado estratégico.
Porque a grande questão do Estado de Israel foi consolidar aliados. Quando ele é reconhecido como Estado-nação, ele começa a consolidar aliados para poder justamente se situar, quem ele pode confiar, quem ele não pode, quem ele pode ter relações comerciais com quem ele não pode, mas quem reconhece o país, conhece o território. E o Irã foi o primeiro a ter uma boa relação com o Estado de Israel. E hoje eles estão completamente opostos.
início do século XX, 1904, a Inglaterra, o que aconteceu um pouco antes? Os caras descobriram o petróleo nos Estados Unidos, Rockefeller fez uma porrada de dinheiro com o petróleo porque descobriu que o petróleo dava para transformar em combustível e está aí o que a gente estuda na escola como segunda revolução industrial. Então os caras descobriram isso aí. Onde tem petróleo no mundo, começa a ser um assunto. E a Inglaterra descobre que existe pista olhando o solo, estudando o solo lá do Irã, que pode ter petróleo lá. Em 1904, eles fazem um acordo de explorar por 20 mil libras esterlinas,
na época, e mais 16% dos lucros, o petróleo que eu achar aqui é meu. Inglaterra, fala pro Irã, na época pérsia, o petróleo que eu achar aqui é meu. E eles fecham um acordo, quatro anos depois, tu vê que analistas bons, quatro anos depois, os caras acham petróleo, uma porrada de petróleo, e começam a explorar. Durante grande parte dessa época, essa foi um dos pontos de tensão, durante grande parte dessa época, Inglaterra, Estados Unidos, e depois de 1945, Israel, que Israel se afundava depois de 1945,
consideram o Irã um aliado, porque tinham presidentes e líderes lá associados aos poderes ocidentais. Só que esse trauma de que o petróleo aqui não é nosso e tudo que a gente tem é petróleo, começa a criar uma polarização na sociedade entre aqueles que eram contra e aqueles que eram a favor do ocidente. Isso dá muito poder para as pessoas movimentarem discursos, até que em 1979 o Khomeini pega o poder lá dizendo que passou por vários presidentes que tentaram estatizar petróleo e tudo mais,
praticamente em 79 que o negócio vira o Irã que a gente conhece hoje. É um regime teocrático, é uma ditadura governada por um líder islâmico. Quer dizer, agora sei lá quem é que está governando, mas até alguns dias era governado pelo Khamenei, que era o segundo líder dessa revolução. Era o Khamenei e Khamenei. A dupla sertaneja aí do islã teocrático. Do Irã. E você falou que o conflito tende a escalar. Por que que dessa vez a questão é realmente um clima de guerra total no Oriente?
médio. Tá bom, boa pergunta. Cara, vamos lá tentar, aí tu vai me interrompendo aí toda hora que fizer sentido, tá? De forma mais simples, o que é o Ira? É um pedaço de terra exatamente na nossa interpretação de meio do planeta Terra. A Terra é redonda, não acredito em terra plana, mas tá lá no meio do planeta Terra um pedaço de terra importante que cruza Oriente e Ocidente, é um pedaço muito importante cercado de montanhas, muito relevante desde o início da história, Mesopotâmia, tudo aquilo que a gente aprende, tá tudo ali na volta. E ele é uma liderança religiosa
religiosa, que não é só o Irã. O Irã criou, através da instituição dele, tudo que a gente chama de eixo de resistência. O que é o eixo de resistência? São grande parte dessas facções terroristas islâmicas que a gente fala. Então, Hamas. Quem criou o Hamas? Quem financiou o Hamas? Quem que dava dinheiro para o Hamas? Era o Irã. Entendi. Rezbollah, no Líbano. Outra dessas facções que a gente fala bastante. Quem que deu dinheiro?
Quem que criou? Foi o Irã. Os Houthi, no Iêmen, mesma coisa. Então, vários desses lugares
A gente estuda Bagdá e a gente estuda e sabe que existem esses fundamentalistas islâmicos que se associam ao terrorismo como estratégia de guerra, foram financiados pelo Irã. Por que o Irã teve tanto poder? Porque o Irã concentrou o petróleo, em 79 pegou o petróleo, que estava na mão dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais, falou que era dele e ele usou esse dinheiro para criar um eixo de resistência. E para onde ele começou a vender esse petróleo? Ele começou a vender esse petróleo para a China, com preço descontado.
descontado. 10 dólares a menos o barril, eles compravam agora há pouco. Agora vai mexer todo o preço do petróleo. Mas 10 dólares descontado o barril. Petróleo, pra todo mundo que tá nos assistindo, cara, petróleo faz gasolina, petróleo faz plástico, petróleo é o motor da economia. O que a gente chama de segunda revolução industrial na escola é o petróleo. Então o petróleo é o motor da economia. A China compra petróleo dos caras, que é o famoso estreito de Hormuz, que tá todo mundo falando na imprensa que os caras tão fechando, que não sei o que, etc e tal.
É isso aí. Compra petróleo dos caras. A China é institucional, enquanto o governo, não quer comprar petróleo do Irã.
que quer vender bilhões e bilhões de dólares para os Estados Unidos, quer vender para todo mundo. Mas a China, off record, a China fora das câmeras, compra muito petróleo do Irã. Compra mais de 10% de todo o petróleo do Irã. Ah, mas 10% não é tanto assim, não. Para a compra de um único país é bastante. Outros lugares que ele vende é a Rússia, não sei quem. Então, o Irã faz os drones que a Rússia usa na guerra da Ucrânia. Os drones que a Rússia usa na guerra da Ucrânia são produzidos pelo Irã. As facções que Israel combate do islamismo são financiadas pelo Irã.
Grande parte do petróleo que a China compra é fornecido pelo Irã. Então quando tu briga com o Irã, o Irã em si, os Estados Unidos poderia, seria uma tragédia óbvia, mas os Estados Unidos poderia transformar o Irã num estacionamento. Eu brinco, vai lá e explode. Aí os caras ficavam dizendo na Globo e tudo mais que não, essa análise, essa decisão do Trump é muito perigosa. Torou a guerra. Algumas horas depois o cara tinha matado o líder supremo, tinha matado um monte de general de guerra.
Então os Estados Unidos tem condição de fazer essa operação. Mas tu brigou com eles, tu começa a abalar os outros.
O Irã não esperava que ele seria tão abandonado quando isso acontecesse. Uma coisa é relação comercial, outra coisa é te defender na hora do pau. Então a China repudiou, falou que está atenta. Significa não vou fazer nada por ti. A Rússia, no meio da guerra da Ucrânia, é melhor não abrir esse conflito. Cheia de sanção, melhor não abrir esse conflito. Aquelas facções islâmicas todas ali na volta, que eu falei que ele financia, Líbano no norte de Israel, Hamas no sul de Gaza, tudo mais,
Israel desde o 7 de outubro. Elas ainda existem, mas elas foram muito enfraquecidas por Israel desde o 7 de outubro. Na guerra de Israel com a Palestina. Muito enfraquecidas. Então isso criou uma janela de vulnerabilidade pro Trump, associado ao Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, fazer essa operação. Eles fizeram essa operação, só que tem um detalhe. E aqui começa a explicar a escalada do conflito. Essa operação é até ali.
Todo o ataque que Israel e Estados Unidos coordenaram juntos, essa operação fúria épica que a gente tá vendo agora, Israel chama de
rugindo, ela é toda por ar. Aviões passando lá, bombardeando, matando as pessoas com muita inteligência, muito serviço de inteligência pra saber onde é que estão as pessoas e tudo mais. É extremamente sofisticado. Mossad e CIA são os serviços secretos do mundo aí. Mas, cara, todo esse bombardeio é por ar. Por que é por ar? Porque o Trump não quer descer soldado lá. E por que ele não quer descer soldado lá? Basicamente por dois motivos.
O motivo é, ele era muito crítico antes do primeiro mandato dele ao Barack Obama que fazia operações no Oriente Médio. E ele vendia todo esse discurso de
first. Os americanos, primeiro, nós não devemos... Como é que o governo paga a guerra? Paga a guerra com o dinheiro de imposto das pessoas pagando equipamento militar pra fazer guerra lá. E o que ele dizia é, os americanos não devem pagar pra que a gente faça guerra em outros lugares. Isso não tem nada a ver com o que o americano quer. E esse era um discurso de campanha dele. Isso criou o movimento Make America Great Again, o MAGA americano, em grande medida.
Então, hoje, claro, ele assumiu a presidência, Trump I, mudou um pouco, fez algumas coisas e tal. Trump II, agora muito incisivo.
Esse discurso pra ele é meio complicado e tem uma fratura na direita americana exatamente agora por causa desse assunto, dentro da direita americana. Alguns dizendo que o Trump não devia estar fazendo isso, outros dizendo que sim. É uma briga daquelas, assim, sei lá, é a versão MBL versus PL deles, tá? Ah, então é uma briga boa. É pra gente imaginar, entendeu? É uma versão MBL versus PL. Quebra-pau total. É um quebra-pau lá que tá tendo nas redes sociais e tudo mais da direita americana.
é soldado americano, quando tu explode num avião, passa um avião americano, solta uma bomba, mata o cara que todo mundo acha que é ditador, nossa, olha como o Trump é poderoso. Quando tu desce soldado e um pai de família que saiu dos Estados Unidos, desceu lá, é morto, e no outro dia de manhã, a família dele tá dando entrevista pra imprensa, chorando, dizendo que ele era um bom homem, dizendo que essa guerra tem que acabar, a popularidade do presidente dentro do próprio país começa a esfarelar. Então o Trump não quer descer soldado.
O cara é inteligente, então. Claro. Diferente do Obama que... Não, o Obama é outra história. Trump não quer descer soldado. Só que se ele não quer descer soldado, como é que resolve a situação do Irã? E o que aconteceu lá agora, nessa Operação Furia Épica? Mataram o líder supremo, o cara que tava 20 anos no poder. Caminei. Mataram o cara. Teoria, doutrina do choque. Mata o líder, os caras vão se perder, não vão saber o que fazer.
Então mata o líder, mata a cientista, mata os caras que mandam no exército, a gente mata os caras. O problema é que o Irã tem uma coisa que eu vou fazer, aqui eu vou cometer alguma imprecisão, mas só pra ficar fácil de entender.
O Irã tem um exército particular do líder supremo chamado Guarda Revolucionária. Como é que a gente imagina a Guarda Revolucionária? Tipo um PCC. Como assim tipo um PCC? Pensa uma galera fortemente armada, disciplinada, que acredita naquilo que faz e tem muito dinheiro. Manda imposto de combustível, manda em empresa de telecomunicação, manda em coisa pra caraca. Mais de 15 bi de dólar a ano os caras movimentam lá. Esses caras são a estrutura de poder do Irã.
tem tudo a perder. E esses caras têm ali centenas prontos pra assumir o poder, se precisar. Querendo assumir o poder. Pra quebrar esses caras só com o avião é difícil. Então, tu pode destruir o sistema de governo do Irã dos Céus, mas pra construir alguma coisa que se ponha no lugar, tu tem que descer na terra. E aí, nesse sentido, que a guerra escala. Na minha opinião, essa pelo menos seria a minha previsão. Porque a guerra escala, porque o Trump não quer descer soldado.
Ocupar um lugar é muito traumático. Toda vez que os Estados Unidos ocupou, deu merda pra caraca.
Iraque. Cara, é só coisa ruim que acontece quando os Estados Unidos fazem isso. Ele não está querendo descer, então tende a escalar, sinceramente. Tem interesses financeiros da China, da Rússia, não vão brigar frontalmente com os Estados Unidos nesse momento, mas tem também. Qual que foi a posição da Rússia mesmo? As duas fizeram notas de repúdio, falando que absurdo isso que aconteceu. Estamos de olho, estamos atentos, mas numa guerra desse porte, o que importa é que isso não é relevante. Uma nota de repúdio é um jeito de dizer,
concordo com o que aconteceu, mas não vou te ajudar. Se virei. Se virei. Te ajudo aí a hora que der. Mas, claro, nos bastidores vão ajudar com inteligência. A China informou vários soldados do Irã, vários generais do Irã sobre posição de navios americanos e tal. Então, não é que não tem nenhuma cooperação, mas assim, entrar na porrada pra te defender. E o Irã esperava um pouco isso. O Irã entrou pro BRICS, que é a aliança anti-americana.
Ele esperava um pouco essa ajuda. Não 100%, mas esperava um pouco. Esperava que fosse análogo ao OTAN, que é a aliança do
Atlântico Norte, que bota que se um país do Ocidente for atacado, os outros têm que reagir. Mas não aconteceu isso aí com o Irã. Aproveitando essa questão toda, lá em Israel, qual que era o clima antes dos ataques? O país vivia algum tipo de ameaça? Por que atacar novamente o Irã, visto o ataque do ano passado, que o ano passado foi lá no meio do ano, acho que junho ou julho, e tivemos lá também ataques, inclusive ataques às usinas nucleares,
Por que agora, novamente, esse ataque? E se esse ataque foi justamente porque tinha uma crescente, uma desconfiança a respeito do Irã, que está preparando ele sim um ataque, de repente até mesmo um ataque nuclear. Bom, para todo mundo que está nos ouvindo, esse assunto é um assunto que toda pergunta precisaria de um tempo para ser bem respondida. Mas fazendo 5 mil anos em um minuto,
judeu acredita que aquele lugar que tá Israel é a terra deles. Ponto um. Ponto dois. O Império Romano expulsou o povo judeu de lá. Isso na época de Jesus. Expulsou o povo na época que eu digo o tempo, o janelo de tempo ali mais ou menos. Dois meses pra trás. Expulsou os caras de lá. Ponto dois. Ponto três. Os judeus queriam voltar. O Império Romano deu o nome de Síria Palestina pro território. Significava que não era território de judeu.
Daí Palestina. Ponto quatro. Os judeus se espalharam pelo mundo. Ponto cinco. Os judeus sofreram o holocausto na Segunda Guerra Mundial.
Muito tempo depois. 6 milhões de judeus mortos na Segunda Guerra Mundial. Ponto 7. Quando os Estados Unidos e a União Soviética ganham a Segunda Guerra Mundial, fundam a ONU. Para dizer, não, a gente vai negociar, nunca mais vai acontecer uma guerra desse tamanho. Um dos pontos é o que a gente faz com os judeus. Teram duas opções para eles. Ou vocês moram na Argentina, ou vocês moram aqui na terra que acredita ser de vocês. A Argentina é legal.
Dá para criar gado, é bom. A terra de vocês é um deserto. Queremos a nossa terra. Beleza. Só tem um detalhe, um problema. Tem gente morando lá.
Tem gente morando lá. Não, mas a gente faz uma negociação, a gente divide o território em dois, discutir o Nauan. Quem estava morando lá não aceitou. Quando os judeus voltam para lá, para fundar Israel, o Estado de Israel, isso em 1949, para fundar o Estado de Israel, sete nações árabes na volta declaram guerra contra Israel. Então Israel, desde sua fundação, vive de guerra atrás de guerra. Ali, pelo início dos anos 90, começaram a acreditar, pelo início dos anos 90, final dos anos 90, começaram a acreditar aos governantes de Israel que era só dar,
terra para os árabes e dividir melhor os direitos deles e deixar eles em paz, que não teria mais problema. Então eles fazem esse acordo. E eles começam a acreditar agora que eles podem se desenvolver e esquecer as guerras. Já tinham acordos de paz e tudo mais. Acordo de Oslo é o nome do acordo. Faz um acordo de paz. Isso é quebrado, vários detalhes nessa história, mas isso é quebrado gravemente, fortemente, nos ataques de 7 de outubro, quando Hamas invadiu e matou mais de 1.200 israelenses.
pessoas que nem do exército eram, nem judeus eram, quando mata eles, Israel reage. Reage muito. Israel reage com que cabeça? Israel reage com a seguinte cabeça. Desde que nós viemos pra cá, estão tentando nos matar essa terra nossa por direito e a gente veio pra cá por causa de 6 milhões de mortos no holocausto. Finalmente nos deram uma terra de direito, a gente topou negociar, fez todos os acordos, cedemos em tudo que nos pediam e mesmo assim seguem tentando nos matar.
Esse é o pano de fundo do documentário From the River to the Sea. From the River to the Sea que a gente dirigiu e produziu.
the sea é uma frase que os palestinos falam a respeito do rio Omar, que é exatamente o território onde fica Israel. Se tu olhar, Israel é do rio Omar. From the river to the sea, Palestine will be free. Do rio Omar, Palestina será livre, que é basicamente livrar Israel, o território de Israel. De que? Dos judeus. Exatamente essa é a canção em árabe antes de ser traduzida para o inglês. Mas quando você conversa, porque eu converso com o pessoal que às vezes fala muito, defende a Palestina e tal, quando a gente fala
Teoricamente, eles dizem que o povo palestino não quer a extinção do Estado de Israel. Você acha que é o quê? Você que esteve lá. Você que estava lá. Conta aí para a gente. Que produziu todo o documentário novo, tá, gente? Coisa séria isso aqui. Não, não. Cara, então, só para dar um contexto aí. Eu fiquei um tempo lá. A gente fez um documentário. From the River to the Sea. Está aí no YouTube para quem quiser assistir. Foi premiado internacionalmente. A gente ganhou o prêmio Zion of Awards.
Friends of Zion, que é o mesmo prêmio que o Papa ganhou, que o Trump ganhou. Ganhou um por ano. A gente ganhou do ano que a gente fez o documentário. Então, é realmente um documentário que foi muito premiado e tal. Mas, qual é o ponto? A gente tenta ouvir os dois lados do documentário, mas é verdade que os nossos valores são mais ocidentais. O que eu vou dizer, entendeu? São mais ocidentais. A gente se entende melhor no ocidente.
Israel é meio que a fronteira do ocidente no sentido cultural. Então, cara, não é todo mundo que está na Palestina,
que é extermínio de Israel. Mas pensa que... Vamos lá, cara. Vamos inverter aqui. Vamos falar contra Israel pra ficar mais fácil. Pensa que tu tá lá morando num lugar, tá? E aí chega outros caras lá com o argumento de, não, agora esse lugar aqui é nosso. Porque morreram seis milhões de nós e porque dois mil e poucos anos atrás nós estávamos aqui. Pô, mas eu tô morando aqui. O que eu tenho a ver com isso? Então, o que Israel chama de independência, os palestinos chamam de Al-Nakba, a catástrofe do povo palestino. Então, a mágoa é profunda. É muito profunda. Só que isso acontece,
Nos anos 50. Imagina, se a gente tá em 2020, quanto tempo existe de pessoas sendo criadas com uma ideia de guerra e de conflito? Isso vai deixando as pessoas mais dispostas a matar as outras. Parece uma frase absurda, porque a gente aqui, graças a Deus, no Brasil é bastante pacífico. Mas, cara, imagina. É 70 anos, né, cara? É 70 anos. Invade de um lado, invade do outro. Mataram meu tio, mataram meu avô. Essa lágrima vai pingando. E dessa lágrima vem
a libertação da Palestina, que é um movimento terrorista, liderado por Yasser Arafat, ganhou o Nobel da Paz e tudo mais. E do outro lado, Israel, Israel pensando, cara, a gente acabou de morrer em 6 milhões na guerra, a gente só quer um território de paz, a gente faz qualquer acordo para viver aqui em paz. A gente dá dinheiro, faz o que for. Por que vocês estão nos matando? Por que vocês estão nos matando? A gente aceita... Israel tem árabe vivendo dentro de Israel. Tem árabe debutado em Israel. Islâmico. Tem islâmico no exército de Israel.
Tem islâmico, árabe no exército de Israel lutando por Israel. Porque Israel defende uma pluralidade religiosa. Mas é verdade também que Israel foi expandindo o território ali dentro. Com que desculpa? Com a desculpa de que precisava de aquele... Pra ter mais segurança, precisava expandir território. Então fica dois lados que, no fundo, no fundo, se detestam. Com uma visão muito machucada por 70 anos de guerra. Obviamente, se tu perguntar a minha opinião pessoal, eu sou pró-Israel. Não em tudo. Não concordo com tudo que o governo faz.
em Israel. Mas, sinceramente, eu entendo bastante os dois lados. E eu acho muito... É uma situação muito difícil. Na guerra é muito difícil também. Se for olhar agora o bombardeio que teve no Irã, você vai achar mulher morta, você vai achar criança morta, você vai achar pessoas mortas que são vítimas do regime iraniano que estão tentando derrubar. Que sentem a dor do regime iraniano que estão tentando derrubar. Teve muita repressão, né?
Do regime iraniano. Principalmente nos últimos meses. Cara, mulher que deixa cabelo sair pra fora ali da hijab, né? Que é da burka, basicamente. Burka é um
tipo de traje, mas pra facilitar aqui vai, é Rijab o nome, deixa o cabelo sair pra fora, foi condenado à morte. As pessoas vão protestar, são mortas. Então, teve muita morte lá. E o regime do Neném tava ruindo, os proxies enfraquecendo, que são esses Hamas e companhia, e aí teve essa janela de oportunidade. O Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, queria atacar na metade do ano, mas o Trump pediu pra antecipar. E antes era o contrário.
O Netanyahu queria atacar, Trump não queria. E aí coordenaram esse ataque. Não, é um horror, cara. Qual era o clima antes do Hamas atacar Israel?
O clima era. Estamos vivendo uma era de paz e prosperidade. Israel é tipo tech. Tinha várias viagens pra lá pra ver inovação. Eles criaram tomate cereja. Criaram tomate cereja, plantado em laboratório. Fizeram o Waze, que a gente usa no trânsito. Então era um clima e inovação. A gente é tech, cultura. É um povo muito inteligente. Quando teve o ataque, Netanyahu falou que se xie. Jogou duro. E ele começou a combater o Hamas, mas ele também começou a combater o Hezbollah, que também atacava Israel de vez em quando, que era no norte.
norte, ele começou a atacar os dois, e eles botaram na cabeça uma doutrina, nós vamos ir até a cabeça da serpente, a cabeça da serpente é o Irã, é ele que financia, é ele que fundamenta ideologicamente isso aqui, é ele que dá suporte pra essa gente, e nós nunca vamos deixar nada nos destruir, e o Irã, cara, o Irã tava tentando desenvolver bomba atômica, lembrando que esse é o ponto todo da história, né? Israel sempre tentando interromper, e os Estados Unidos, vez sim, vez menos, vez mais, mas agora se uniu, Netanyahu e Trump é a dupla que possibilita isso, e o enfraquecimento do Irã,
por causa dessa guerra desde 2021. Então é um assunto meio truncado, cheio de nome para todo lado e tal, mas basicamente são duas visões de um mundo diametralmente oposto, convivendo num território que é um tubo de ensaio da humanidade. Lá coabitam as crenças do começo das três religiões monoteístas que são as mais influentes no mundo. O judaísmo, o cristianismo e o islamismo. No mesmo lugar, no mesmo quadrado, menor que a paulista aqui,
que Maomé ascendeu aos céus, Basílica da Natividade de Jesus Cristo e o Templo de Jerusalém acreditam que eles têm que construir pra voltar, pra aparecer, pra vir pela primeira vez o Messias. No mesmo lugar, num bairro menor que um bairro. Ali tá isso. Então, tu tá brincando com um assunto mais sério na vida das pessoas, né? De bilhões de pessoas. E dentro do cenário, como você falou, que tende a escalonar e tudo mais, então a gente pode aguardar por mais semanas de conflito.
Mais semanas de sanções. Quando o Trump fez esse ataque junto com Netanyahu, ele falou em 4, 5 semanas para o Congresso, porque ele fez o ataque sem autorização do Congresso, depois ele se explicou dizendo que era 4 a 5 semanas. Hoje ele já não dá mais data. Pode acabar esse conflito em si, mas é muito difícil imaginar os Estados Unidos, Israel e Irã, todo mundo dando as mãos e falando, olha, agora chegamos na paz, não vai mais acontecer. Isso é muito difícil de acreditar no curto prazo.
tempo pra acreditar nisso, entendeu? Então, como é que faz, né? Pra acabar, um dos lados tem que perder. Tem que perder. Tem que perder. Pra fazer o Irã perder 100%, é a Venezuela. Prendeu o Maduro. Cara, quem assumiu lá é uma mulher meio que do Maduro. Claro que tá negociando mais aberto que os Estados Unidos, mas não é como se a Venezuela agora estivesse decolando. Pode ser que no futuro venha a decolar, mas, entendeu? É meio difícil tu mudar, assim, né, cara?
Onde os Estados Unidos entrou, ele tenta, às vezes, entrar de polícia do mundo, mas o fato é que as consequências dessas coisas são bastante
severas, né? Eu brinco que os Estados Unidos financiou todos os inimigos que ele tem. Absolutamente todos. Ele que financiou o Irã. Ele financiou o Iraque, os mujahidim pra lutar contra o Irã. Depois viraram a Al-Qaeda. Includiram as torres gêmeas. Aí eles foram lá e mataram o Saddam. Mataram os caras da Al-Qaeda. Aí olharam pro Irã e falaram assim, esses aqui viraram uma coisa ruim também. Mas dessa vez a preocupação dos Estados Unidos é legítima?
Porque aquela... Claro que é. Imagina deixar o Irã ter bomba atômica. Imagina deixar um cara que acredita. Imagina deixar um cara que acredita. Se tu é o Kamenei,
defende pra tua população? O que que tu defende pra tua população? Tu defende o seguinte, se tu matar esse cara aqui, esse infiel, tu vai pro céu. E tu ainda vai redimir ele, porque ele é um pecador. Então tu vai diminuir o tempo dele no pergatório. Ou seja, é um jogo de ganha-ganha. É muito difícil argumentar contra esse troço. Mas o... Eu tô perguntando o seguinte, porque primeiramente o pessoal do Irã fala que o... Diversas e diversas vezes o Irã falou que ele não tem intenção de promover, de fabricar bombas nucleares. Em segundo lugar é que em 2007 tinha essa mesma desculpa.
para invadir o Iraque, né? Sim, estava errado no Iraque. No Iraque estava errado. Dessa vez as motivações são legítimas. Estava errado. O problema é que dessa vez ninguém consegue confirmar na comunidade internacional que o Irã não estava enriquecendo o urânio. E existe uma série de medições, inclusive, que aferem que sim, ele estava enriquecendo. E ele também deu respostas evasivas. Então, o Irã... Cara, o Irã... É que é muito diferente, tá?
O Irã tem um relógio... Primeiro que o Irã... O grito do governo do Irã era morte a Israel, morte a América.
Imagina tu ir pra praça como governante e gritar, morte a Israel, morte a América. Aí o mesmo cara que grita isso, ele tem uma crença religiosa e metafísica por trás, falando, nós temos que, toda terra que não é governada pelo Islã é terra de guerra. É a Jirá. Nós temos que lutar contra eles, redimir esses infiéis e ganhar o nosso lugar no céu. Aí tu fala, pô, a crença do cara tá difícil. O cara tá cantando que vai me matar. Aí como é que ele te chama? O grande Satã.
Estados Unidos é o grande satã. Pô, o jeito que ele me trata não é muito respeitoso. E aí tu recebe lá a medição. Eles estão enriquecendo urânio. O que o Barack Obama fez quando recebeu isso? Fez um acordo com o JCPOA. Um acordo. Escuta Kira, tu não enriquece urânio, vamos dizer assim, de zero a 100. Tu não enriquece acima de 60 e aí tu pode usar todos os benefícios nucleares que não são bomba e a gente vai manter a paz e eu vou aliviar as sanções.
Topa? Topo. Aí vai lá a CIA, vai lá todo mundo que tá medindo esse negócio e fala, os caras estão
Aí entrou o Trump depois do Obama. Aí o Trump cancelou o acordo, botou a sanção mais severa do século XXI pra cima do Irã. Econômica. E aí os caras não cederam. Aí voltou o Biden. Sai o Trump, volta o Biden. Aí o Biden volta a negociar o acordo. Aí os caras continuam enriquecendo o urânio. Não chegam num acordo, mas os caras continuam enriquecendo o urânio. Aí sai o Biden, volta o Trump. Retira todas as peças da negociação. Estava tentando negociar em Oman, que é do lado ali. Estava tentando negociar em Oman. Ficou...
Puto quando Israel atacou sem autorização, reclamou. Eles não sabem o que estão fazendo, não sei o que. Falei em público isso. Porque Israel atacou o Irã pra destruir lugares de enriquecimento de urânio. Porque Israel é uma questão de sobrevivência. Ele não pode deixar o Irã atingir uma bomba atômica. Ele não pode. Então ele ataca. E pro Irã é uma questão de sobrevivência. Desenvolver uma bomba atômica é o que garante não ser atacado pelos Estados Unidos, que é mais forte.
Diga esse jogo de espelho, sabe? Sim. E aí o Trump dessa vez negociou de um jeito diferente. Entendi, entendi. Bom, então...
A ideia, para a gente finalizar esse arco da geopolítica, primeiramente, o Irã não pode ter bomba atômica, tem que parar o plano nuclear dele. Depois que parar todo esse projeto nuclear, ele tem que, enfim, vai receber alguma visita da ONU, de algum órgão internacional, para poder verificar realmente o que tem e o que não tem. Troca do regime, porque se matou o líder daquele regime, provavelmente ele está esperando que venha alguém que queira fazer negociações
nos Estados Unidos, agora no mandato dele. E qual seria o terceiro ponto também? Cara, vamos lá. Sim, basicamente tudo isso correto. O problema é que essa troca de regime é complexa. Volto aos outros pontos ali. Historicamente, ela dá uma pista de que não vai funcionar. Cara, ganhos passados não são garantias de retornos futuros, né? Então, pode ser que funcione. Mas, o fato é que é difícil. Tem gente que argumenta sobre o Irã não poder ter bomba.
Na verdade, se ele tivesse bomba, todo mundo ia ficar em paz. E o Irã não ia atacar ninguém. E os Estados Unidos também não iam atacar.
atacar. Difícil você fabricar um negócio que você não vai usar, né? Mas tem, né, cara? Por exemplo, por que ninguém ataca a Coreia do Norte? Porque a China tá por trás e porque eles têm boba atômica. Mas a Coreia do Norte não é expansionista. Ela não tá lá. Ela tá na dela. Ela não tá querendo se envolver com outros países. Não tem uma motivação a mais pra ela sair e fazer algo contra alguém. Se perguntar a minha opinião pessoal é o que eu concordo.
Eu acharia uma loucura eu ir até uma boba atômica. Mas o ponto que a galera vai colocar é esse. Não,
Se tivesse bomba atômica, tá tudo ok. Eu não concordo. E aí, cara, o ponto final é basicamente o seguinte. China e Rússia não têm interesse no fortalecimento dos Estados Unidos. Até segunda avaliação. Eles também não têm interesse em se matar pelo Irã, tá? Agora, ninguém vai antecipar uma guerra por causa do Irã. Mas todo mundo vai olhar muito atentamente o que é isso que vai acontecer no Irã a partir de agora. O Irã é uma guerra que vai mudar o mundo, tá?
Essa guerra vai mudar o mundo. Vai mudar o mundo. Vai mudar o mundo. Porque vai mudar todo o desenho ali.
Por que os caras atacaram o Dubai? Por que os caras atacaram o Dubai? Dubai é justamente, ali no Emirado dos Árabes, um parceiro, um aliado histórico dos Estados Unidos. Cara, até ali é um aliado. E eles são árabes, não são persas. Eles eram árabes, islâmicos, mas Dubai acredita no soft power, não no have power. Não no poder das armas e do míssil, mas no poder do cara. Vamos transformar isso aqui num cartão postal, fazer companhias aéreas de luxo. Tu vai viajar na primeira classe da Emirates, vai achar maravilhoso.
Estrelas, por isso que a gente conhece Dubai como luxo. Você vai andar na rua, ninguém vai olhar pra sua mulher. Não é? Não é? Não é bom? Que lugar maravilhoso. Tu vai deixar o teu relógio, pode deixar o Rolex na areia da praia tomar um banho d'água, que não vai acontecer nada. Ninguém vai roubar. É o lugar mais seguro do mundo. É. Então, por que que o... Aí, o que que acontece com Dubai? Faz os acordos de Abraão com Trump. Trump, no primeiro mandato, fala, vou fazer um cerco diplomático, Nira.
Pega os Emirados Árabes, que não tava a fim de guerra, entra a Arábia Saudita, entra Dubai, entra Catar, fala, vamos fazer acordos de Abraão,
definir que a gente é diplomaticamente aliados nisso. Opa, por quê? Porque pro cara que tava querendo fazer dinheiro em Dubai, o Irã também era conhecido como os louquinhos da festa. Fala, cara, pô, esses caras que vieram contigo aí, né? O americano olhando pro cara de Dubai, tá lá querendo investir bilhões de dólares e fazer e tal, ele olha e fala assim, meu, e aqueles caras que vêm contigo na festa aí, os iranianos ali? Aí Dubai tem que se explicar, fala, não, eles não, eles tão comigo, mas não são meus amigos e tal. Então isso foi uma maneira de flexibilizar investimento e deixar tudo mais
segura em Dubai. Dubai se torna um lugar seguro, referência de luxo, tudo aquilo ali. Quando o Irã ataca Dubai, ele tá fazendo o que? Ele tá botando pressão nos Emirados Árabes pra eles cobrarem os Estados Unidos e os Estados Unidos não fazerem loucura lá. Porque, cara, eles atacaram Palm Jumera, que é a principal praia de luxo de Dubai, e atacaram Buja Arabi, que é o hotel mais luxuoso de Dubai. Pra quê? Porque turista não quer pegar suíte de 10 mil dólares do hotel que tava pegando fogo. Nem ficar na praia que tocar o míssil. Nem descer no
aeroporto que foi atingido. Ninguém gosta disso. Tu iria pra Dubai amanhã? Falar assim, pô, eu já sei o que eu vou fazer amanhã. Vai dar um pulo em Dubai. Então vai desvalorizar apartamento, vai desvalorizar imóvel, vai desvalorizar investimento. Ninguém gosta de ter uma empresa de bilhões de dólares numa torre de vidro que pode ser acertada por um míssil de um cara a quilômetros de distância. Não dá. Então eles fizeram isso pra deixar os Emirados Árabes assustados e os Emirados Árabes começaram a dizer pros Estados Unidos, não, não, não faz isso que é loucura.
Não pode mexer com o Irã, eles vão me atacar aqui do lado. Já que o Irã não pode atacar os Estados Unidos diretamente.
Essa história vai se estender muito e vai redesenhar quem são os liberados árabes. Vai redesenhar quem é o Irã. Vai redesenhar a posição da Rússia e da China nessa história. O que vai acontecer? Todo mundo que disser que sabe está mentindo. Mas vai ser um bom redesenho, entendeu? Perfeito. Estamos aqui com o Lucas Ferruge, hein? Cadê o pessoal daqui? Pessoal, quem quiser. O pessoal está falando muito da diferença da aparência.
A gente já falou, gente. Logo no começo da live. Ah, o cara emagreceu, perdeu a graça. É. Falta.
Faustão tá vivo, né, cara? Ele tem sorte. Cara, eu ia fazer uma piada. As custas de muita gente, né? Mas tá... É quase o... É quase o Frankenstein, né? Cara, tá... A criatura dele tá um pouco... Tá vivo, né, cara? Tá vivo, né? Tá vivo, Faustão tá vivo. Tá vivo. Tá bem, espero que esteja bem. Tomara. Deu uma sumida, né? É, não vejo mais ele. Sinal de... Sinal de... Que tá procurando se reabilitar ainda, né? Vamos falar do Banco Master. Porra, Banco Master também dá... Dá uma novela, hein, cara? Envolve...
Mais mexicana, né? Mexicana. Mais mexicaninha. Antes a gente tava numa coisa mais Missão Impossível, 007. É. Agora a gente foi pra tiquititas. O negócio do Banco Master, cara, teve uma vez que o pessoal começou a fazer... Você viu, pessoal, as manifestações? O pessoal tava a favor do Daniel Vorcaro? Não, cara. Não? Manifestações a favor do Daniel Vorcaro? É, o pessoal fazendo liberdade pra Vorcaro. O pessoal no TikTok com umas plaquinhas LV. Tá. Falta o Vorcaro. Chegou a ver? Não vi. Que, mano?
O cara dá umas altas festas, entendeu? Você anda com ele e você tá só repleto de paniquete. O cara é jatinho pra cá. Ele dá dinheiro, assim, adoidado pra todo mundo, entendeu? Então é um cara muito legal. Você tem... O único problema é que o dinheiro não é dele, né? O problema é que ele faz isso com o dinheiro dos outros. E a fraude de mais de 50 bi levou o Banco Master, levou depois o Will Bank, a Reag teve depois o... Victor.
Fictor também. E olha que o negócio da Fictor foi avisado, tá? Inclusive, falava assim, ó, vai se cair e tudo mais. Pode cair esses, esses, esses. E a Fictor, que inclusive tentou comprar o banco, né? E depois, quando não conseguiu, faliu junto. Cara, que horror. Banco Master. Um pouco de Brasil, né? Esse assunto é... O que é o Banco Master? Daniel Vocalo era um empreendedor meio... Diz a lenda. Eu não conheço ele, né? Mas diz a lenda.
Ainda bem nesse momento, né? Mas diz a lenda que meio atrapalhado. E aí ele compra um banco chamado
E como é que você compra um banco? Cara, boa pergunta. Quando eu comprar, eu te conto. Não faço a menor ideia. Não, na verdade, é uma empresa lá que tem um papel. Acho que o Banco Máxima não era grande. Ele era um empreendedor que parecia ter feito algum dinheiro. Mas não é assim, tipo, qualquer um compra o banco. O negócio é uma coisa nesse nível, assim. Deve ser uma coisa muito mais difícil. Deve passar para uma diligência. Não é qualquer um na esquina que compra um banco, tá?
Mas assim, tem muito banco aqui na Faria Lima. Tem muito... A gente chama, assim... Depende da interpretação que tu der para a palavra banco, né?
tudo, tipo Itaú, é outra história. Mas tu vai entrando pelas beiradas, né? É difícil ter um negócio... Pra ganhar dinheiro, é difícil ter um negócio melhor que o teu produto é dinheiro, né? Porque o dinheiro já tá mais perto do dinheiro. Pra vender esse copo aqui, eu tenho que pegar o dinheiro, transformar em copo, e aí tu me dá o dinheiro. No banco, eu tenho dinheiro e tu paga pelo dinheiro. Então é mais rápido ganhar dinheiro.
É, eu sei que tem fases, né? Que algumas empresas estão fazendo, por exemplo, de criar maquininha de pagamento, que também já dá muito dinheiro. Sim,
Tem empresa enorme no Brasil, Stone. Exatamente. Querendo ou não, como todo mundo hoje paga tudo no cartão, no Pix, pelo celular e tal, se você tem uma maquininha que cobra uma porcentagem a cada comércio, o negócio é gigantesco. Família dona da Folha de São Paulo, é dona do PagSeguro, que é um meio de pagamento. Ali vem bastante dinheiro. Temos dinheiro, que é o que dá realmente dinheiro para a família no final do dia. Então, cara, ele comprou esse banco Máxima, que eu não conhecia, acho que ninguém conhecia direito,
quem deve ser do meio e tal. Trocou o nome pra Master e a primeira memória que eu tenho do Banco Master. Olha só como todo mundo já sabia, cara. De alguma coisa estranha. Não tudo que tá na mídia agora, né? Mas de alguma coisa estranha. Um dia, do nada, eu recebo um e-mail. CDB 140%. Vencimento... Em 2026 era o vencimento. Início de 2026. Aí eu olhei CDB pra quem... Você recebeu na pessoa física? Na pessoa física. Nunca tinha tido nenhum contato com produtos do Master, nada.
Recebi na pessoa física. Algum outro banco intermediador deve ter anunciado, né?
olhei aquele e-mail e aí tinha um cara que tava sentado atrás de mim, lá no escritório, que trabalhava no mercado financeiro. CDB a 140%, basicamente significa que o cara vai te dar o CDI, que é a taxa de juros, que tava 14 na época, hoje tá 15, mas tava 14 na época, mais 40%. Isso é muito bom, tá? Porque basicamente teu dinheiro rendendo. Eu olhei pro cara que trabalhava no mercado financeiro e perguntei, e aí? Qual que é desse CDB aqui, 140% que o mercado tava oferecendo CDB 106?
conta com um limite pequeno de dinheiro, se tu botar só até 10 mil, 110. A taxa de juros tá muito alta, então é muito rendimento, né? Tu vai botar lá 100 reais, no final do ano tu vai ganhar 16, pô. Pra quem tem 100 reais não se empolga com os 16, mas pra quem tem... Mas quem tem 1 milhão? Quem tem 1 milhão se empolga com os 160 mil, entendeu? Então, cara, o que que é isso aqui? E o cara falou assim, ó, cara, compra uma compra no limite do FGC, antes de estourar. Essa frase tá, é tipo um arquivo ponto zip de internet, que se tu
clicar, ele descompacta, sabe? Nessa frase estava tudo. O que é o FGC? FGC é o Fundo Garantidor de Crédito. Mas a pergunta é, o FGC paga só o valor que você deixou ou paga o valor corrigido? Boa pergunta, cara. Você não entendeu? Não, eu não comprei, né? Você não botou o dinheiro no Banco Master? Pô, puta frase bocada. Frase de quebrada, né, cara? Quem é mais vivo não bota, né? Não bota, né? Cara, compra no limite do FGC. Tem coisa aí já.
Falei, isso aqui está torto, né? Mas o ponto é, o FGC é o Fundo Garantidor de Crédito que devolve até
R$250 mil por instituição por CPF. Quer dizer que se tu depositar R$250 mil no teu CPF, no banco X, e esse banco quebrar, ele vai te devolver. É um fundo sem fins lucrativos que vive da contribuição dos próprios bancos. Isso aí, basicamente, quando os caras criaram o plano real pra estabilizar o país, lá em 94, os bancos estavam muito acostumados a ganhar dinheiro com a inflação. Lembra que tinha uma inflação fodida na época? E eles ganhavam dinheiro com a inflação, deixavam o dinheiro parado lá e operavam.
Quando acabou a palhaçada da inflação, os caras tudo começaram a quebrar. E as pessoas começaram a achar que todo banco ia quebrar e começavam a tirar dinheiro do banco pra não quebrar.
todo mundo acha que o banco vai quebrar, o banco quebra. Porque os caras tiram o dinheiro do banco, o banco não tem dinheiro pra pagar todo mundo, e o banco quebra. É assim que funciona. E aí os caras, vamos inventar um negócio. Pedro Malan, ministro da Fazenda do Fernando Henrique. Vamos inventar um negócio aqui. É o Fundo Garantidor de Crédito. Já tinha nos Estados Unidos desde aquele de 29, alguma coisa parecida. Lá é o FDIC.
A gente vai cobrar 0,01% de todos os depósitos bancários pra criar um, pro Banco Central, que é o banco que manda em todos os bancos, cuidar de um fundo. Esse fundo serve pra quê? Pra não usar o dinheiro.
Esse fundo serve para cobrir caso o banco quebre até 250 mil, que é a maior parcela da população. A maioria das pessoas não tem mais de 250 mil depositado no banco. Para quê? Para evitar corrida bancária por pânico. Então o plano não é usar o dinheiro. O plano do FGC não é usar o dinheiro. O plano do FGC é deixar você na sua casa, caso veja uma matéria na Globo hoje de noite, dizendo que o seu banco está em crise, você não correr para tirar o dinheiro.
Porque senão o banco está muito vulnerável, o sistema financeiro está muito vulnerável.
tirar o dinheiro do Banco X, o Banco X quebra. Aí o Banco X quebrando, começa a impactar outros bancos e vai todo mundo quebrando. Cria um caos financeiro no país sem, aspas, necessidade. Tá bem? Criaram esse negócio. Só que aqui é Brasil, né, velho? Aqui não é Suíça. É. No momento que criaram esse negócio, até me impressiona que tenha demorado tanto pra aparecer um cara que falou assim, opa, peraí. Se o cara não corre risco até 250 mil de depósito, por que não eu criar um produto ultra agressivo que o cara vai comprar, às vezes desconfiando que tem
trampa, mas ele tá protegido. Porque se quebrar até 250 mil ele tá protegido. E aí ele bota um produto, enquanto o mercado remunerava até 110% do CDB, que era a taxa de juros, do CDI, ele botava 140%. Então essa é a história por trás da frase do cara me falando. Compra até 250 mil. O que ele tava dizendo é, acho que essa merda vai quebrar. Mas se tu botar até 250 mil, tu tá protegido. Multiplica esse pensamento por todas as pessoas que
estavam envolvidas comprando o título. Então, estavam lá todos os outros bancos ofertando. E se tu for ver a reunião com os clientes dizendo, ô meu, compra até 250 mil clientes. Pô, mas 140% do CDB? Era assim que ele fazia as reuniões, na lata. Compra 140% do CDI aí, cara. Aí o cliente fala, pô, se tá dando 140%, eu quero botar tudo. Não, mas esses caras... O cara fala, não, tudo não. Até 250 mil, porque vai quebrar essa bosta.
Esses caras que saíam oferecendo esse CDB, ganhavam uma comissão? Claro. Obviamente, né? Porque eles estavam vendendo,
Tu sairia oferecendo... Tu sairia oferecendo... De graça, ninguém faz... Tu passaria o dia inteiro oferecendo título de outro banco sem ganhar nada? De graça, o pessoal não vai nem nos debates, pô. Não vai, pô. Imagina, tem que pagar pra eles isso. Não vai? Imagina oferecer CDB. Tava ganhando comissão. Não quer dizer que tava envolvido, tá? Não, mas eu ia falar assim, essa comissão já pagava também acima do mercado? Já tem alguma apuração sobre isso?
Não que eu conheça. Não que eu conheça. Porque pra tanta gente oferecer um produto... Mas quando muita gente compra, porque é muito atraente... Vamos lá.
Uma coisa é você, o cara que tem o dinheiro, falar, vou colocar o dinheiro lá. Eu vou colocar os 250 mil, vou estar protegido e tal, mas eu vou colocar. Outra coisa é o pessoal sair oferecendo. Não, coloca aí, coloca aí. Vamos supor que você pode oferecer para todo mundo. Várias opções. Você ficar todo mundo batendo lá no CDB do Banco Master. Alguma motivação esse cara tem, né? Vamos inverter a lógica. Eu entendi o que você está falando, mas tem um jeito mais simples de entender.
Tu trabalha no banco, quer me vender um produto. Tu ganha comissão se tu me vender um produto.
Tu tem que disparar um e-mail pra eu te chamar. O que é melhor tu disparar? Tu vai ganhar 14 ou tu vai ganhar 7? O que tem mais chance de eu clicar e abrir? 14, pô. Agora multiplica isso por toda a base do banco. Ele pode ganhar a mesma comissão. Não sei se fazia uma comissão diferente, tá? Não tem conhecimento. Mas tu pode ganhar a mesma comissão. Mas quando tu manda uma proposta que ninguém mais no mercado tem, todo mundo vem bem mais do que viria em outras propostas.
Então pra ti é mais interessante vender essa mesmo que a comissão seja a mesma. Dois. Se o teu concorrente tá oferecendo isso, tem que oferecer também.
Imagina o teu concorrente hoje mandar Banco Master 140% e tu mandar Banco Mimimi 110%. O cara olha os dois e meio e fala assim, pô, 140%. Não sou burro. Ah, mas aí tu tá correndo risco. Não, porque até 250 mil eu tô garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito. Então isso embalou todo mundo. Aí o Master recebia esse dinheiro, porque ficou com um produto muito agressivo, muito atraente. Qual era o discurso pra todo mundo que criticava ele na Faria Lima? Cara, essa é uma estratégia de bancos
pequenos pra concorrer com os bancões. Eu tenho menos custo, eu tenho menos estrutura, eu consigo botar um prêmio mais agressivo. Internamente tava todo mundo já sentindo o cheiro. Tá bem, entra essa grana toda. O que o Banco Master faz com o dinheiro? Por que que tu não pode pagar 140% do CDI? Porque 140% do CDI é o juros, pô. Então quer dizer que tu vai pegar o dinheiro, o dinheiro vai depositar aqui o dinheiro. Eu tenho que pagar pra ele 140% do CDI, ou seja, eu tenho que pagar a taxa de juros mais 40%.
Pra pagar isso pra ele, eu tenho que fazer alguma coisa com o dinheiro dele que me dê mais do que isso. Mais do que isso,
a ponto de eu pagar todo o custo do meu banco e ainda te devolver o dinheiro. O que eu vou fazer com isso? Na ausência de um plano do que fazer com isso, ele fala, puta, não tive a ideia. Pensou? Fala, cara, não tenho nenhuma ideia do que fazer. Já sei, eu vou comprar, a palavra, a frase difícil, ativos de difícil avaliação. Coisa que as pessoas não sabem dizer quanto custa. Então ele comprava participações em empresas. Como é que tu vai dizer?
Se eu compro aqui uma participação no RedCast, a gente pode discutir se vale 100 mil, 1 milhão, 10 milhões.
mas entende que não é que nem um telefone, que a gente sabe o preço, é uma discussão. Ele foi comprando participação nas empresas, foi comprando o precatório, que é dívida do governo com as pessoas, nunca sabe se vai liquidar ou não o precatório. Então, ele foi comprando coisas que é difícil botar preço. Essa questão do precatório, o pessoal da Freia Lima que eu conversei, falava que era basicamente assim, ele comprava aqueles casos de processo, de aposentadoria, de indenização, certo? Só que ele já tinha conhecimento dentro do judiciário,
a ponto de saber aonde ele comprava e o que pagava. Entendeu? Ou então ele ligava, o pessoal pressionava pra que essas causas fossem julgadas e que fossem colocadas realmente em pagamento. Vou tentar falar de forma bastante objetiva. O que faz uma pessoa vender um precatório pro banco a menos do que ele vale? Precatório é uma dívida. O governo te deve 100 reais. Toma um precatório. Ah, mas o governo não tem 100 reais pra te pagar. Então toma um papel
Deve 100 reais. Qualquer hora o governo te paga. Fica com aquele papel na tua casa. Passa um mês, nada. Um ano, nada. Daqui a pouco chega alguém e te fala assim, ó meu, me dá isso aí por 80 reais? Fala, cara, talvez. Me dá por 50? Ah não, 50 é muito pouco. Mas aí passa mais dois anos, nada. Cara, me dá isso aí por 20 reais. O que faz tu vender por 20 pila um negócio que é uma dívida de 100? Falta de expectativa de receber, certo?
Mas o que faz alguém pagar 20? Três opções. Aí a gente escolhe qual que a gente quer acreditar. Primeira opção. Uma expectativa otimista.
que a coisa vai virar, é uma primeira opção segunda opção, um poder de fazer a coisa virar, de repente o cara chama alguém e a coisa vira e aí ele recebe o 100, terceira opção uma informação de que ele sabe que vai virar na primeira opção é uma aposta de mercado na segunda opção é poder de influência na terceira opção é uma informação privilegiada uma dessas três opções te faz comprar o negócio, entendeu? aí cada um faz suas apostas em quem compra toneladas de precatório resumindo, foi assim que o Banco Master começou
Não, é melhor. Aí ele começou a comprar outras empresas, tá? Então ele compra... Ele tem essa empresa... Deixa eu fazer uma brincadeira aqui. Ele tem essa empresa aqui, tá? Essa empresa é o Banco Master. Aí ele vem com o dinheiro do Banco Master, a pessoa compra o CDB dele, né? Aí ele pega o dinheiro do cara, ele não sabe o que fazer com esse dinheiro. Aí ele compra uma outra empresa, tá? Aí, com esse dinheiro que ele pagou pra essa empresa, essa empresa vai lá e compra uma outra empresa.
Então essa aqui paga um milhão nessa empresa, essa empresa pega um milhão e paga um milhão nessa aqui.
empresa pra cá por um milhão e fala, cara, o que eu vou fazer agora? Eu vou vender essa empresa pra cá por 50 milhões. Como é que ele paga os 50 milhões? Ué, tem mais gente comprando CDB a 140%, pega o dinheiro e passa pra lá. Aí ele passa o dinheiro pra cá e ele fala assim, ó, legal, olha só o lucro dessa empresa, a gente pagou um milhão e teve 140 de lucro. Que legal o lucro dessa empresa. Vamos comprar um jato. Vamos dar 111 milhões em festa.
Comprar um apartamento no Itaim. Só que tu faz isso em várias vezes. E aí o teu balanço,
patrimonial, pra quem não sabe, balança um lugar que tu diz o que tu tem, é mais técnico do que isso, mas na prática, na prática é isso, tá? Um lugar que tu diz, no estoque eu tenho três câmeras, cada câmera vale 10 mil, na hora que tu vender tu descobre se vale 10 mil, mas tem uma técnica lá, mas é isso. Ele fala assim, ó, eu tenho uma empresa que vale 150 milhões, só que não vale 150 milhões. Era uma empresa de um milhão que ele comprou por 150 milhões pra dar uma infladinha, entendeu?
Assim, números fictícios, mas assim várias dessas coisas, mais precatórias e outras coisas. Então o cara foi achando uma maneira de distribuir dinheiro, dizendo que tinha
grana. Daqui a pouco o Banco Central resolveu dar uma incerta. Vamos ligar pra esses caras aí? Vamos ver como é que tá esse negócio? Segundo o depoimento, os caras lá descobriram que ele tinha, sei lá, 4 milhões de liquidez na conta, né? Que era pra ter muito mais. Que era uma empresa que valia muito mais. E aí, liquidação. E ele esperava, tudo indica que a expectativa do Vocaro era se livrar do banco antes, né? Ou vendendo pra alguém, ou sei lá o que. Que foi aquela compra do BTG de um real que ninguém quis, né? Afinal de contas,
O real é um valor simbólico, só para formalizar a transação e dizer, eu assumo a dívida e me dá isso. O BRB tentou comprar, o Banco Central bloqueou, e aí para o BTG comprar, ia comprar por um real. O BRB é um banco estatal de Brasília que tentou comprar. E aí quando o Banco Central barrou a venda e o BTG falou que só valia um real, ele pegou e falou, porra, um real não vendo. Resumindo, foi isso que aconteceu, ele não conseguiu se livrar da bomba. Há quem pergunte, para quem que ele disse não quando ofereceram um real?
Detalhe também. Pra quem que ele disse não. Às vezes é importante também saber pra quem diz não e pra quem diz sim. Coloca essa notícia aí de hoje, que aí a gente tem um negócio interessante pra avaliar. Essa daí mesmo, hein? Aqui a gente tem, ó, vazaram aí já várias e várias mensagens do WhatsApp do Vorkar. Engraçado que ele já tava preso, né? Mas o WhatsApp tava online, né? Não, mas muitas das mensagens que tão vazando agora são de 2024, 2025. Eu não sei se tem mensagem atual vazando, tá?
A maioria é antiga. Mas o cara tava falando do jornalista, pô, do Lauro Jardim. Não, aí é que o cara mescla tudo pra dar o... Ah, não é tudo de agora, entendi. Isso, isso, isso. Tanto que a PGR se defendeu dizendo, não, a gente não viu motivo pra prisão, não viu que ele representa um risco justamente porque essas mensagens são antigas e tal. Esse é o argumento. Mas o ponto é, aí vem o momento mexicano da coisa, né? Que é, grande parte das mensagens que estão vazando é porque aparentemente o Vocaro mantinha uma dinâmica muito viva de atualização.
com a namorada dele. Sim. Era um update muito frequente, entendeu? E aí, tem... Cara, eu não acho... Como é que eu vou dizer? Eu acho muito triste. É que você falou, novela mexicana mesmo. Cara, eu acho muito triste tudo que tá acontecendo, mas como sempre o Brasil precisa ter uma pitada de Brasil. É. Então, pô, como é que a gente tá nesse meio desse embrole e tal? Aparentemente, várias mensagens da namorada dele com ciúme. Onde que você tá?
Ele responde, eu tô aqui com fulano, ciclano e fulano. E aí, isso é o que tão vazando, entendeu? Então, mas aqui é outra coisa.
coisa, na verdade, isso que a gente tá vendo na tela, uma cobertura lá da Brasil Paralelo, mencionando que uma funcionária dele tava chantageando ele, digamos assim, não sabemos o que que é. E ele fala pro capanga dele, tem que, enfim, ele fala isso aí que tá na tela, tem que moer essa vagabunda aí. Passa aí pro lado aí, vamos ver mais. Essa parte aqui, cara, eu achei, é um negócio bizarro. É um vídeo, né? Tem um vídeo. Pode pôr.
Trato com subordinados e desafetos. Ao descobrir que uma ex-funcionária poderia colaborar com as autoridades e denunciá-lo, Vorcaro escreveu. Empregada Monique me ameaçando, é mole. Tem que moer essa vagabunda. Imediatamente, Luiz Felipe Mourão apontado como braço operacional do grupo responde. O que é pra fazer? Vorcaro replica. Puxa endereço, tudo. Em uma das ocasiões, Mourão teria pedido o telefone de um ex-funcionário do Banco Master,
monitorando. Em outra mensagem, Vorcar orienta Mourão sobre como intimidar seus próprios funcionários. O bonde dá sacode no chefe de cozinha primeiro. O outro já vai... Cara, então, vazaram várias dessas mensagens, né? E, basicamente, o do Lauro Jardim, que é um colunista do jornal O Globo, ele tinha... Qual é o escândalo todo? São duas fontes, pelo que eu vi até agora, passou o dia inteiro saindo coisa, mas pelo que eu vi até agora, tem duas fontes. Vazamentos de mensagens dele com a namorada,
dele, alguma coisa assim. E segundo ponto, vazamentos da mensagem dele com um grupo de WhatsApp chamado A Turma, que basicamente onde tinha uma espécie de capanga lá. Tem o tal do sicário que morreu. Tomou facada nas costas dele mesmo. Se forcou na cela. Com poucos minutos de intervalo entre uma coisa e outra lá. Não, é bizarro, tá super mal explicado essa história. Exatamente, porque tava tudo ok, filmado lá o corredor,
e tudo mais, de repente o cara aparece morto e... E assim. E pelo que eu vi na imprensa, não tá muito detalhado assim. Não, não tá muito detalhado, né? Falamos muito a respeito do... Ele saiu, inclusive, da cela ainda vivo, mas chegou no hospital. Teve morte cefálica, né? Exatamente. Então, aí, nesse lugar, esse cara aí é o tal do sicário. Sicário é uma expressão pra assassino. Capanga, né? Isso. E aí ele falava pro Lauro... Aí tem vários diálogos, né? Ele, supostamente, comprando
alguns veículos menores online de imprensa, aí o cara querendo mais dinheiro e ele dizendo, então esquece que eu vou botar esse cara no inquérito X, vou quebrar esse troço e tal, não sei o que. Então, tem, pra detalhar, tem esse negócio da pressão que ele estaria fazendo, né, contra pessoas e contra veículos menores, inclusive, até mesmo pessoas ligadas à esquerda e tal, de colocar o inquérito da fake news, por exemplo. De acabar com a credibilidade e o trabalho de um veículo, justamente
porque ele tava falando demais. O outro ponto também, que vazou, isso daí eu queria que você comentasse, porque ele tinha um WhatsApp do Alexandre de Moraes. Sim. Com o WhatsApp do Alexandre de Moraes, ele conseguiu bloquear. Sim, essa foi a mensagem que estourou hoje, né? Isso, que vazou a pergunta dele e a resposta a gente não sabe porque foi respondido. Parece que foi minutos. Eu vou tentar me manter o mais protocolar possível. Esse assunto no Brasil, a gente não sabe até onde dá pra ter Leviando nele.
bastante sério, né? Um assunto que, na minha interpretação, gera risco para as pessoas que estão falando disso, tá? E, na verdade, é um assunto bastante grave. Então, o que eu consigo dizer é o seguinte. A Malu Gaspar, colunista do Globo, chamou muita atenção desde o momento que ela noticiou que, aparentemente, o Banco Master e o Daniel Vocaro tinham um contrato com a esposa do ministro Alexandre. No valor de R$ 129 milhões a ser pago em parcelas mensais de R$ 3 milhões e pouco. E não teria ido até o fim porque o Banco Master tinha sido liquidado pelo Banco
Isso causou uma certa estranheza pelo valor, que não é muito comum no mercado de advocacia, digamos, e também pelo baixo lastro, pelo baixo histórico de causas que ela estaria representando o Banco Mastro. Então isso causou um primeiro degrau de estranheza. E aí isso foi se agravando com a questão do ministro Toffoli, que teve uma atuação bastante incisiva, pedindo para deixar as provas aqui, brigando com a Polícia Federal, a Polícia Federal usando uma parte, pelo menos da Polícia Federal,
dando informação para a Globo, para a Globo bater de frente com o ministro em imprensa e tudo mais, causou-se um mal-estar institucional ali, deu para anotar para quem estava de fora, um mal-estar institucional, terminou com aquela reunião que supostamente foi vazada do poder 360 dos ministros tentando resolver a situação, Toffoli se retira do caso, sorteia novamente, cai no André Mendonça, que já tem o inquérito do INSS, o escândalo lá dos aposentados, e aí a coisa começa a vazar agora de novo nessa ordem de prisão autorizada,
nessa outra operação do Compliance Zero, que é a operação da Polícia Federal que mira isso. E dentro disso, eu acho que teve uma... Eu, pelo menos, é uma leitura pessoal minha isso, tá? Eu acho que teve uma jogada bastante articulada dessa operação, nesse momento, porque qual é a mensagem que vaza público no momento que prende Silvocaro novamente? É uma mensagem dele falando em quebrar os dentes num assalto de um jornalista do veículo de comunicação mais poderoso,
do Brasil, que é a Globo. Me parece articulado, me parece intencional. No seguinte sentido, isso é uma especulação minha. Não é força de expressão. Isso é uma especulação minha. Que é, como que eu passo a opinião pública reverberar a favor da operação que eu vou fazer agora? Eu vou fazer a Globo comprar com força máxima isso aqui. Eu não sei se é assim que os caras selecionam, mas devia ter muita coisa pra vazar. Tanto que tá vazando dia após dia desde que começou. E aí solta-se. Isso, de fato, é um absurdo, porque tu tá
O cara tá falando com um sicário, então não sobra nem... A força de expressão já seria um pouco grosseira, né? Num assalto, quebrar os dentes desse cara é um negócio que tu não fala informalmente. Mas poderia ter acontecido, poderia se argumentar, isso é uma brincadeira, é um desabafo de um homem sob pressão, sei lá. Mas falou pra um capanga, que recebia um milhão por mês, que negociava suborno de outros blogs e tabloides. Então é estranho, né?
Bastante estranho. Que mandava dar sacode no chefe da cozinha dos funcionários. Então é uma coisa estranha.
tom de criminalidade. E aí se vazou isso aí. A operação foi muito endossada pela imprensa. A Malu Gaspar tem feito um trabalho bastante corajoso há bastante tempo. Outros jornalistas também. Eu entrevistei o Garotinho, né? Sim. O Antônio Garotinho. Sim, claro. O Antônio Garotinho, ele afirma em todas as letras que quem tá vazando tudo pro Globo, principalmente pra Malu Gaspar, é o próprio André Straves. Essa é a principal fofoca da rua, mas eu não tenho como saber.
Não, quando ele falou isso, eu falei assim, não, mas porra, daí é... Enfim, é saber a fonte da
fonte, porque aí tem que saber quem que passou tudo para o André Esteves, quem o André Esteves está passando para Malu Gaspar e tal, mas acima de tudo, a grande questão que mostra é o tanto de contatos, por exemplo, que o Daniel Vercaro tinha. Mas isso não me impressiona, cara. Na agenda dele, não é todo mundo que tem o WhatsApp dos ministros do Supremo, que tem o WhatsApp do pessoal, por exemplo, o líder
Câmara. Não, tudo bem, cara, mas isso não me estranha. Eu estaria sendo muito populista aqui se você dissesse que isso me estranha, tá? Você acha que o Setúbal do Itaú não tem? Você acha que o André Esteves não tem contato? Tem, tem. Não sei se você salvou no celular, mas tem. É um toque pra se precisar falar, entendeu? Não tô dizendo que ele manda, que ele compra, não é isso. Mas quer dizer, você tem o contato, você é um homem muito importante no país.
Sabe certo que o Daniel Vucada era mais emergente nessa classe de banqueiros, tá? Mas, cara, tem, entendeu? Tem, empresta jato, faz não sei o que, patrocina evento, tá no mesmo
você consegue comprar esse acesso em alguma medida. Eu acho que o que pega mais estranho não é isso. Porque é normal ter esses acessos. O que o Daniel Vorcar conversaria com o Alexandre de Moraes, por exemplo, que seria da mesma natureza que o Setúbal? Não, eu não estou dizendo que eles conversam. Eu estou dizendo que se o Setúbal, o dono de Itaú, quiser acessar o ministro do Supremo para uma conversa, pode ser da mais republicana possível, da mais educada e polida possível, para dar uma ideia de projeto de país, que seja. Ele consegue.
Isso daí eu concordo. Ele consegue. Eu concordo, é. Entendeu? Ele consegue. Nem que eles vão lá no Clube Pinheiros lá que o... Não, cara, ele consegue. O Alexandre vai. Mas não é uma coisa escondida também. O que eu tô falando aqui no final do dia? Eu tô falando que a gente não pode fingir que pessoas de alta cúpula não se conhecem com naturalidade, entendeu? O Ministro Supremo Tribunal Federal é uma das autoridades com mais poder no Brasil.
O dono de banco é um dos empresários com mais poder no setor privado do Brasil. Esses caras se cruzam cotidianamente.
em eventos, em coisas. A gente pode questionar, dizer que não é o sistema que a gente gosta, mas é isso aí. O que chama atenção no caso do Vocaro não é isso. O que chama atenção no caso do Vocaro é de um lado tinha uma fraude multibilionária, 50 bilhombo, né? 50 bilhombo, que é metade dos lucros dos bancos no ano inteiro. É um rombo no FGC, um problema do caramba e outras conexões da investigação também que ainda está se desenrolando.
Diz que tem conexão com a INSS, diz que tem conexão com um monte de coisa, tá bom. De um lado isso aí. De outro lado, um grupo com capanga, dizendo para quebrar dente de jornalismo.
E sim, soma-se a isso, soma-se a isso, dois elementos fundamentais em relação ao Supremo Tribunal Federal do país. Muita gente tem visto com muita desconfiança. E eu entendo por quê. Que é a atuação que o ministro Dias Toffoli teve, no caso, até ser afastado. Ele mesmo se afastou, mas assim, naquele contexto meio de pressão. A contragosto. Talvez a contragosto. E de outro lado, que os contratos que ele aparentemente mantém, ou manteve,
Pessoas muito próximas dos ministros supremos são cifras que chamam a atenção. Não são cifras... Não é cotidiano, não é qualquer cifra. Não, teve vários momentos onde ele teve reuniões pessoais, em casa, que ele recebeu as autoridades. Não foi uma mera conversa republicana. Tudo indica que sim. Ou a imprensa gosta de afirmar que... Porque lembra que o Metrópolis falou
que o ministro e o Daniel Vocaro tinham se encontrado e o ministro disse que não e o Metrópolis segurou a informação com aquele clima meio estranho. Agora vazam informações... Informações não, WhatsApp dele com a namorada. Eu sempre brinco. Ou ele gostava de tirar uma bela onda pra namorada. Também pode, tá? Eu não tô dizendo que eu acredito nisso. Só tô dizendo que, dado o perfil psicológico, eu falo, cara, sabe com quem eu tava aqui, amor? Eu tava aqui com o cara e tal, não sei o quê. Às vezes também rola isso, tá?
namorada dele também é uma peça-chave nessa história toda, né? Porque tem essa questão dele ficar atualizando a localização dele, com quem que ele tá. Olha, eu tô aqui. Aí ele vai fazer o discurso num outro evento. Tô aqui com todos os ministros e tal. Olha só, todos esses caras e eu discursando. E euzinho discursando. Exatamente. É um negócio meio de ele se colocar em cima. É, tem uma tiração de onda ali, né? Sim. Se você ler a mensagem, você sabe que tá tirando onda, né? Exatamente. Ao mesmo tempo que mostra
esse lado. Ele vivia muito conectado com esse tipo de pessoal. Conexões... Tinha acesso muito expandido em Brasília. Conexões de reuniões pessoais, privadas, em casa. Ciro Nogueira, presidente, ministro do Supremo, recebe em casa, vai ele na casa dele, etc. É um cara que circula bem o ambiente do poder. E a namorada lá perguntando onde ele está. E a namorada perguntando onde ele está. E ela vive uma...
vazaram vários, vazaram não, né? Tá todo público, né? Vários vídeos dela, ela vive uma vida de ostentação. Não é nada humilde, né? O cotidiano. Bom, mas também me surpreenderia se a namorada do Daniel Vocaro vivesse uma vida simples, né? Agora, o que é o principal ponto dessa história, né? Essa história, por exemplo, essa história, ela tá desenhada pra ter tudo que o povo gosta. Ela tem fofoca, ela tem jato, ela tem sexo, lembra da casa, cine trancoso? Claro! É, ela tem sexo, ela tem escândalos de poder,
Ela tem tudo que o povo gosta pra acompanhar como novela. A culpa não é nossa, né? Tem tudo que a gente gosta de ver lá. Só tá lá. Mas ela deixa uma coisa no ar que é muito ruim, cara. Que é, ela vai deixando um gosto cada vez... O Brasil já não vinha assim, ó. Tá tudo estável no Brasil. Ninguém se preocupa com nada. Todo mundo confia em tudo. Não tava assim o Brasil. Não. A gente tá num ano eleitoral. Isso começa a acontecer. Começa a vir um gosto muito desagradável. E aí, cara? Como é que resolve?
por um segundo, de forma especulativa e inocente, de que é tudo verdade. E se for tudo verdade? O que faz, cara? Como começa a solução disso aí, entendeu? De uma forma a não causar um problema pior que a solução. O que eu faço? O que eu faço se envolve legislativo, executivo, judiciário? O que eu faço enquanto cidadão nessa situação, entende? Então, acho que essa sensação tem crescido numa parcela muito relevante da população.
Não é um sentimento muito bom, né? Assim, se for verdadeiro, pelo menos é a verdade. Se não for verdadeiro, a gente está num...
problema grave. Agora, assim, alguém tem que estar arquitetando tudo isso, né? E seria difícil acreditar que isso tudo é, assim, tudo calculado e tal. Eu tô bastante preocupado, pra ser sincero. Eu acho que esse escândalo vai se estender bastante. Eu acho que a gente tá no começo dessa novela. Não parece que a gente tá no começo? Parece. Porque não tem como acabar amanhã, né? Se hoje sai mensagem do cara perguntando, conseguiu bloquear?
Ele não sabe que respondeu. Não tá com cheiro de acabar amanhã. Mas o Brasil, historicamente, é muito bom de acomodar as melancias na charrete.
e fazer as coisas andarem pra frente, né? Então, tô bastante curioso pra ver. A gente desenvolveu, tem toda uma investigação do Banco Master lá na Brasil Paralelo, apresentada pelo Caio Coppola, organizando isso de forma didática. E tamo fazendo uma do Irã agora também, na Guerra do Irã, fizemos Front of the River. Tamo lá, sempre acompanhando, que nem vocês. Mas é difícil nessas horas separar... Eu tento manter o método mais rigoroso possível de pensamento, né?
Pô, pode ser que ele estivesse só se gabando pra namorada. Porque se o cara cometeu, de fato, esse escândalo multibilionário, cara, não ia me pegar de surpresa. Ele tá mentindo pra uma namorada, né?
Cara, o Gomes já mentiu por muito menos, né? Então, pode ser, mas ao mesmo tempo tem os contratos, ao mesmo tempo tem uma videocall. Então, do que a gente tá falando exatamente, né? E tudo bem, pode ser que eles tenham se encontrado, mas não tenha tido nada de errado, porque às vezes, cara, vamos lá. E com o Lula, ele se encontrou com o Lula. Se encontrou, ele falou pra... Aqui, de novo, esse depoimento da namorada, mas vamos lá.
Ele falou pra namorada que foi muito bom e depoimento falou assim, ó, e o cara mandou bala, chamou o cara que vai ser o novo presidente do Banco Central. É, exatamente. E aí?
ou ele tá se gabando? Ao mesmo tempo que tirada de onda estranha, né? Pô, tanto jeito de tirar... Tanto jeito de tirar onda. Se tu tem alguns bilhões, tanto jeito de tirar onda, tu vai tirar onda de... Se realmente agora a gente tem só os vazamentos, mas se a Polícia Federal tem todo esse material que tá sob sigilo, né? Sim. Eu acho que, querendo ou não, a primeira coisa que fizeram foi colocar o caso Banco Master em sigilo absoluto.
Cara... Tipo, colocaram lá num negócio que... A imprensa cobriu muito que esse caso era um caso que deixava a Brasília sem dormir.
Porque aparentemente, como de fato está se vendo, como você falou aí, o Vocaro tinha agenda de toda Brasília. Tem o outro post aí, né, Gabriel? Que mostra que ele realmente tinha o pessoal no WhatsApp. E aí, como você falou, beleza, pode ser que seja só o WhatsApp, pode ser que seja a folha de pagamento dele. Presidente da CPMI, o ministro do Supremo, todos os líderes de partido. Olha aqui, olha. Cara, tem uma coisa que me incomoda. Telefone de senador, do presidente do Senado. Sim.
Wesley Batista. Eu tô longe de... Cara, o que acontece? Isso aí soa estranho por causa de todo o resto. E de novo, Junior, você vai num evento amanhã, tá? Imagina que eu chego lá e apresento você ao Daniel Vocaro. Não tem nada disso acontecendo. Nenhuma dessas investigações, tá? Eu falo assim, cara, esse cara é dono de um banco. Acho que ele pode fazer muito pelo headcast. Ou seja, nem tô dizendo que você é o cara mais desinteressado do mundo, tá?
E aí você cumprimenta o cara. E aí eu, pô, não, legal. Cara, vamos ficar com o teu WhatsApp. Tu vai passar o WhatsApp, não vai?
banco. Seja moral e republicano. Puxa, pombas. Pombas, né? Puxa, o que será? Não, cara. Assim, pra ser sincero, um político, ele tem patrocínio de evento, ele tem apoio a projeto dele, financiamento de campanha. Tô falando de coisas que são... Podem ser legalizadas, tá? Então não me pega de surpresa. De novo, cara. Deixa eu te contar o que tá por trás dessa minha fala. Tem uma coisa por trás dessa minha fala, tá? Que me incomoda muito no Brasil e em todo jornalismo. Todo mundo que tá dando as notícias sabe de um monte de coisa.
Eu aprendi isso com o tempo, tá? Todo mundo sabe de um monte de coisa, cara. E finge que não. Então, isso me incomoda no Brasil. Eu não sei se não é assim nos outros lugares do mundo. Talvez até seja, deve ser, tá? Mas assim, com frequência acontece da imprensa noticiar escandalizada um negócio que se você falar com os caras nos bastidores, eles sabem. Falaram, é, não, é muito pior que isso aí, né? E as pessoas meio que não contam o que tá...
E eu não tô falando de denunciar um crime, tá? Tô falando de... Cara, é desse jeito que funciona um projeto de lei. É desse jeito que se aprova, entende?
conversando com os empresários que são afetados o negócio, não num clima republicano, num clima meio estranho às vezes, sabe? Não estou dizendo de propina, mas... Não ia deixar o cidadão feliz de saber no detalhe. Lobby. Não ia deixar o cidadão feliz de saber no detalhe. Nos outros países o lobby é aprovado. Isso. É liberado lá. E a gente... Às vezes a gente noticia como escândalo um negócio que está acontecendo todos os dias, para todos os projetos, com a direita, com a esquerda, com o centrão, com o não-centrão, com o judiciário,
com o legislativo, com o executivo, etc. E eu não tô falando só de corrupção, não. Tô falando desse lobby, entendeu? E aí quando eu vejo essas coisas serem noticiadas, assim, de novo, eu acho que essa agenda aqui, ela pega tração na internet, no vazamento, supondo que ela é real, né? Ela pega tração porque tá junto com vazamento de mensagem, tá junto com prisão do cara, tá junto com o contrato e tal. Então eu acho que a imprensa tem feito um trabalho bom aí na cobertura do Master.
Mas eu não consigo... Entende essa coisa de você me dizer assim, ó, pô, mas o que o cara tá fazendo?
político tá no contato do WhatsApp do cara, eu falo, caraca, meu, mas os outros também tem isso aqui, entendeu? Também tem. Também tem. Não é uma especialidade do vocário essa agenda aqui, tá? Também tem. Não tô dizendo que são corruptos, não tô dizendo que é pra comprar ninguém, mas também tem. Outra coisa que incomoda. É normal o autoempresariado do Brasil contratar parente de ministro do Supremo pra defender em causa de vocatícia?
Inclusive... O que é um problema. Inclusive quando a expectativa não é corrupção. É normal,
no Brasil contratar, existe também as desconfianças de corrupção. Eu só tô explicando isso. É normal. Eu nunca contratei, mas é normal. Não, eu sei que é. O advogado do Google, por exemplo, é o pessoal filho do Barroso. E aí? Não tem a ver com corrupção. Uma vez eu tô num jantar. Eu tô num jantar. Não sei se a história é real. Pode ser que o cara tenha falado pra contar vantagem. Que nem pode ser que o cara tenha falado pra namorado pra contar vantagem. Mas o cara olha pra mim e me conta. O cara que eu tava conhecendo no dia.
Ou seja, no dia exatamente, era a segunda vez que eu vi ele, ou seja, não tinha nenhum motivo ali pra ele me contar alguma coisa, tá? E ele olha pra mim e fala assim, ó, eu achei uma maneira de me defender de processo. Olha a estratégia dele. Não sei se é verdadeira, ele me contou se gabando, tá? Eu contratei um escritório de advocacia ligado a cada ministro do Supremo. Fixo. Por quê? Pra ele corromper o Supremo? Não, não era a expectativa dele.
Pro Supremo dar uma decisão favorável a ele? Não, não era uma expectativa dele. Ué, como assim? Então por que ele fez isso? Quem que vai processar esse escritório?
Não é? Isso. Exatamente. Ele falou assim, e aí eu quero saber o seguinte, quando os caras vêm me processar, e eles vão ver quem são os advogados, ele fala assim, eita, ele causa uma estética de medo. E aí os caras não processam ele. Segundo ele, tá? Ele tá contando vantagem no jantar com isso aí. Eu sou só um ouvinte. E eu não sei se ele tá falando a verdade. Mas eu falei, caraca, olha a imaginação do Brasil, entendeu? Olha a imaginação do Brasil, cara.
Eu não sei o que me assusta mais, se é mentira ou se é verdade. Porque se é mentira, o cara imagina que no Brasil isso é legal. É maneiro.
é verdade, o cara imagina que isso funciona. Então, por exemplo, por que você paga um advogado muito caro? Porque o advogado tem trânsito. E não quer dizer corrupção, é trânsito, é lobby. Ele vai lá, vai explicar melhor a sua causa. Você pode ser inocente. Ele vai, em vez de só fazer a peça, ele vai lá explicar o seu caso. Por exemplo, ele já é vinculado a alguma associação, direitos humanos, ou alguma outra coisa do tipo, pra casos específicos.
Isso acontece muito. Acontece lá fora também, tá? Mas acontece muito. Então, de novo, todos esses casos que eu tô citando aqui não tem a ver com corrupção.
corrupção também existe no Brasil, todo mundo sabe, não sou eu a dar notícia, né? Mas eu fico meio triste assim quando eu vejo eu vejo toda a imprensa e toda a mídia fingir pro povo que a coisa é de um jeito quando na verdade é de outro, tá? E aí quando a gente fala assim, olha que horror a agenda do WhatsApp do Vocalo, eu falo, caraca, meu não, não, não, não, não, calma, calma que todos os empresários grandes de todos os setores tem uma agenda robusta, não tanto assim, eu vou admitir, mas eu imagino, por imaginação eu suponho que outros grandes banqueiros do
talvez não tenha no celular privado, mas tenha acesso se precisar, mesmo que pra motivos não ilegais, entende? Então, eu acho que o que isso aqui se soma é no todo, e aí gera esse clima de desconfiança, aí é muito ruim. Vazou também a história dos influenciadores, é verdade? Já foi confirmado? Da agência... Do pessoal comprar opinião através de influenciadores? Cara, acho que sim, até pra atacar o Banco Central naquela época que vazou isso aí, né? Aparentemente o time do Vocaro, pelo menos
imprensa, assim, o noticiou, o time do Vocaro tava contratando influenciadores através de uma agência pra publicar matérias favoráveis ao Banco Master e contrárias ao Banco Central naquela polêmica do Banco Central ter liquidado o Master, né? Aparentemente até com umas cifras altinhas, né? Bom, você é podcast que sabe que não é bem assim receber uma oferta muito boa, né? Não é todo dia, né? Não é qualquer pauta, né? Dá até pra desconfiar se for muito boa. Então, mas tem muita gente que noticiou, falou, não, que
Até agora nada. Mas também é fogo, né? Imagina você ter um dia criticado aqui a liquidação e o cara vir dizer assim, ah, não, o Junior fez porque recebeu dinheiro. Não, calma aí, cara. Não recebi porra nenhuma. Então, eu entendo. Deve ter muito influenciador mesmo que entra num lado, no outro e tal. Mas agora deve ter gente que deve ter recebido também. E aí? Como é que sabe pra fazer? Então, percebe que todos esses pontos que eu tô falando, ele vai criando a sensação de que a gente nunca sabe o que que tá certo e o que que tá errado. Ele vai criando essa neblina, né? Tá, e aí, cara? Isso aí é só
isso aí é outra coisa, porque essas linhas estão muito mal separadas no Brasil, institucionalmente falando, entendeu? Vai dando uma sensação de não dar pra confiar em nada. Vai, vai mesmo. Vamos lá, temos o Livepix, Gabriel? Vamos lá, manda aí pra gente. Ontem? Ontem tem superchat, né? Quem quiser mandar superchat, Livepix, olha agora. É, cara, olha, tá uma novelinha, né? Vamos lá, pode mandar. A história do João Dora querendo fazer gestão de imagem com ele lá, dizendo que ele tem...
Melhor vazamento, né? Reação. Porque aquilo é tão junto, olha. Precisamos de um encontro privado. Amigo, estou preocupado com o que as pessoas têm falado sobre você. Olha o seu banco. Olha só, hein? O cara falou aqui, o Israel falou, Jornal do SBT acabou de noticiar com obscurantismo, prática de tornar algo propositalmente confuso ou difícil de compreender, em vez de esclarecer. Sinistro. Ah, cara, não tem muito o que esconder esse caso, não. Depois dos vazamentos de hoje,
E está sendo só o primeiro dia, porque ele foi preso hoje. A gente vai ver o que pode vazar ainda. Você parou para pensar a seriedade do que você acabou de falar. O caso Master está no começo. Pergunta. O que é tudo que tem no celular desse cara? Que celular é esse que ele tem que demorou dois meses para os caras quebrar a criptografia e ninguém acessava o celular do cara, velho? Não, mas você não tem noção do que existe de tecnologia nessa porra. Chamaram os caras lá de Israel para instalar o drive lá. Na investigação do...
8 de janeiro lá, o Supremo Zon Software, que é o... é israelense, até o... Cellbit. Acho que é Cellbit. É Cell alguma coisa. Recupera a mensagem apagada e o caramba e tal. E tem um outro software maior que esse, que aí o Brasil acho que não... Acho eu que não tenho acesso, que é o Pegasus. Eu consigo te mandar uma mensagem e você não precisa saber nada. Eu só mando um SMS. Ah, claro, tem uma promoção. Pim, pim, pim, pim, pim. Quando você receber o SMS, seu celular tá grampeado.
WhatsApp, tudo. Esse celular Israel não vende pra qualquer um, obviamente. Vende só pra governos e tudo mais.
Pegasus. Quem achar que eu tô maluco, procura na internet aí. Pegasus. Pegasus, software espiando. Você só precisa receber. Não precisa clicar. Não precisa clicar e eu não preciso ter o seu celular. Mas o 8 de janeiro, você tá querendo dizer então que tinha gente que participou ou que tava sendo investigada a rodo no Brasil todo. Como assim? Eu sei que teve algumas vezes, conversando com o pessoal da advocacia, que eles falavam assim, olha, teve fulana de tal que é uma senhorinha que mora lá no interior e tal.
Ela fez um pix pra alguém e o cara tava lá no negócio de arrecadar dinheiro pra marmita e tal. Ela não financiou golpe nenhum. Eu acredito. Ela não tava pretendendo tomar Brasília, ela nem foi pra lá. Eu acredito que... Só que ela pegou esse pessoal que tava no acampamento, ajudou financeiramente com o pix pra o pessoal comprar comida, fazer marmita e tudo mais. Essa pessoa pegou 14 anos. E como que chegaram nessa mulher e tudo mais? Enfim, além de cruzar informações bancárias... É informação financeira, né?
Além disso, teve também que não pegaram somente as pessoas que receberam o dinheiro que fizeram, pegaram as pessoas que estavam no acampamento também, entendeu? Ah, sim, sim, sim. Então pegaram através de mensagens. É, cara, o 8 de janeiro foi o quê? Uma eleição bastante conturbada, uma vitória do Lula, pessoas que não confiavam nas instituições e confiavam muito no presidente Bolsonaro, recebem dele silêncio, vão se mobilizar para lá, algumas querendo o IC,
Cinco, querendo o fechamento de tudo, golpe militar. Outras, só querendo demonstrar insatisfação. No 8 de janeiro acontece, se tu quiser passar todo o pano do mundo, dá pra dizer vandalismo. Na verdade, o 8 de janeiro tem uma polêmica. Qual é a polêmica do 8 de janeiro? Que ninguém fala o que tá pensando. Ninguém fala o que tá pensando. O que a esquerda pensa e o que a direita pensa? Em geral, ela é mais ideológica. Obviamente há diferenças no pensamento, né?
Mas assim, em geral, tá? O que a direita, uma parte relevante da direita pensa? Não toda direita. Essa direita é do Bolsonaro.
O que uma parte relevante da direita pensa? Pensa assim, cara, olha só, desde o momento em que tiraram o Lula para concorrer e inocentaram ele lá no lar, as provas e tal, e botaram o Lula para concorrer, etc. Essa eleição já se demonstrou um golpe e, portanto, caso tivesse ocorrido um golpe em 8 de janeiro, seria, na verdade, um contra-golpe. Só que falar isso é meio ruim. Então, o que os caras falam? Não, que absurdo.
nunca houve intenção no exército brasileiro de dar um golpe em alguns membros do exército. Não é um exército com a instituição, né? Mas eu não acredito nisso, né? Eu acho que não acredito. Eu acho que acreditam, sim, que o Bolsonaro fez várias reuniões pra tentar ver se tinha o que fazer, que esse exército fez isso e tal. Só que, cara, dizer isso significa que dentro do regime atual, da composição atual, etc e tal, você concorda com a prisão deles.
Esse cara não concorda. Então ele usa esse outro discurso, tá? Que a esquerda, de outro lado,
Pensa, olha, a gente fala que eles eram golpistas e que a gente impediu o golpe para salvar a democracia e que eles inventaram toda essa narrativa. Mas, na verdade, a gente sabe que a gente, para impedir o risco futuro que a gente via nessa galera, que a gente entende eles como fascistas, etc e tal, para salvar eles, para salvar o Brasil do fascismo, a gente, sim, interferiu no processo e começou a censurar, a fazer acontecer.
porque parece que eu estou apoiando censura e tudo mais, então eu vou dizer que o 8 de janeiro foi o grande estopim, sendo que eu sei que essa história começou um pouco antes. Percebe que nenhum dos dois lados está com total transparência nessa conversa? Quando você conversa nos bastidores, de novo o que eu digo é que as pessoas falam um negócio, mas nos bastidores todo mundo está sabendo. Quando você fala nos bastidores com deputados de esquerda, com advogados de esquerda, com pessoas de esquerda, ministro supremo não sei, mas assim, com essas pessoas de esquerda, elas falam isso. Falam, não, é verdade,
que muitos processos passaram desde antes, é verdade que a situação do PT é meio estranha, é verdade que não sei o que, mas cara, no fundo é melhor assim. Quando você fala com a galera do Bolsonaro, deputados, advogados, etc, nos bastidores os caras vão dizer assim, é verdade que os caras que deram golpe, é verdade que não sei o que, é verdade que o general lá mandou uma mensagem falando no aplicativo aquele de Sino, mandou uma mensagem no Sino, é verdade isso aí, mas cara, tinha mais é que
derrubar esses caras mesmo, não sei o que, mas aí não deu certo, porque o Bolsonaro é burro, cada um tem uma narrativa, mas o ponto é, mas é melhor assim. Então eu vejo assim, existem dois discursos diferentes na realidade que essas pessoas acreditam e existe um que tá dando pela população. Eu acho que, mas por que isso? Porque o ambiente de liberdade de expressão não tá muito bacana pra nenhum dos lados. Não tá. Então eu acho que o mundo se beneficiaria mais dos dois falarem que estão pensando, entendeu?
E tem um terceiro, o terceiro ponto que eu vou adicionar aí, que é o seguinte, os dois lados sabem,
Sim, os dois sabem que o outro sabe. Então, eles sabem que, por exemplo, o pessoal que tá preso lá, tem gente que nem manifestação tava. O cara tava só curioso. Teve o mendigo. Teve a história do mendigo, teve a história do vendedor de pipoca. Foi solto, né? Teve a história da prisão da mulher que tava passeando. E aí teve o caso de oferecer a cor de não perseguição penal, que o Barroso defendia muito, que eles tinham feito isso.
E eu penso, puxa, olha que... É quase platônico, né? Olha que escolha de Sócrates essa aí.
Porque o Barroso falava, não, essas pessoas são tão ideológicas que elas querem estar presas. Porque a PGR ofereceu para a maioria deles, assim, para quem não era envolvido na trama de forma mais pesada, quem estava nas manifestações, em resumo, ofereceu para todos um acordo de não persecução penal, onde a pessoa só tinha que admitir a culpa, passar por um processo de reeducação, um curso lá do governo. Pagar dois mil, né? Pagar uma quantia, que não era muito não, e ficar... Fora das redes sociais. Fora das redes sociais por dois anos, acho.
aqui o prazo, tá? Mas era mais ou menos isso, tá? E mesmo assim, 500 negaram. Olha como são ideológicos os golpistas. E eu penso, e se tem uma única pessoa no meio desses 500, ou mais de uma, que não tava lá ou não é culpada ou tem plena convicção da sua inocência? Vou admitir o quê? Quer dizer então que eu como inocente eu tenho que dizer que eu sou culpado, porra? E não posso abrir o bico. Pra poder, pra poder, aspas, ser inocente.
Entende? Que é uma loucura isso. Se eu acredito que eu sou inocente, o fato de eu não dizer que eu sou
culpado, prova que eu não sou inocente. Então, é super... Agora, ao mesmo tempo, é verdade que tem cara lá que eu não sei qual era o plano, né? Porque o cara invadiu o prédio, quebrou tudo, cagou na mesa do cara. Meu, qual era o teu plano? Faz uma... Tu acha o quê? Vai dar o quê? Sim, pô, lamento, cara, se tu foi conduzido por uma liderança a fazer isso, lamento se tu foi... Mas, cara, qual é o teu plano, cara? Qual é o teu plano?
Não, e eu sempre falo pro pessoal aqui da... Da galera da mídia, né? Os influenciadores. Cara, você quer falar o que você acha das eleições?
esse ano, aproveita. Fala agora. Fala se você vai apoiar fulano, se vai apoiar ciclano. O que você acha do candidato X, do candidato Y? Você tem sujeira? Fala agora. Aproveita. E quando começar a chegar na época da eleição, principalmente que os candidatos têm esse negócio de processo pra tirar coisa do ar, pra barrar não sei o que. E pode sair do ar o perfil, perder a rede social. Cara, isso vai ser tão forte dessa vez.
essa questão do TSE em cima. Então acho que se você já for construindo alguma coisa, já vai falando desde agora. É, cara, é... Porque senão... Liberdade de expressão não é um valor. Não, a gente viu o que aconteceu com o Marçal, por exemplo. A postagem dele lá que ele postou no último dia, né, do... Do Boulos? Do laudo do Boulos, exatamente. Aquilo ali, ele postou na rede social e aquilo abriu um precedente gigantesco. Porque assim, a partir de agora, a gente tem...
Já tinha sido derrubado outro perfil dele. Sim, era o segundo perfil. Já tinha tido, inclusive, um segundo perfil criado pra poder só postar coisas da política e tudo mais. Então, a questão de rede social, hoje, tipo assim, o TSE manda derrubar, ele não vai pensar primeiro em ouvir, averiguar. Ele derruba primeiro e depois vê. Cara, é difícil. Eu conheço pessoas... Sim, isso aconteceu conosco. A gente é, talvez, o único caso que eu conheço de censura prévia no Brasil.
Porque a gente fez um... A gente tem uma série chamada Investigação Paralela, inspirada no formato do BuzzFeed,
Estados Unidos, chamado Unsolved, que ela simplesmente pega um crime de grande repercussão que circularam diversas teorias, bota o crime, bota todas essas teorias e termina sem conclusão, né, cara? É uma série de entretenimento. Não foi publicado até agora, né? Não, foi. Mas a gente fez uma... A gente fazia vários. Quem mandou matar? A gente fez, inclusive, sobre a esquerda. Quem mandou matar? Marielle. A gente fez quem mandou matar?
Marielle. Então, quando dava um assunto do hype, a gente fazia. E a gente fez quem mandou matar? Jair Bolsonaro. E o TSE decidiu, sem assistir,
que aquilo era propaganda eleitoral, ou era fake news, ou era desinformação. Embora eles não tenham assistido porque não tinham lançado ainda. E fizeram o caso de censura prévia. O famoso voto da ministra Carmen Lúcia. A gente tem que tomar muito cuidado, que isso não se repita, etc. Mas como é uma situação excepcionalíssima, até que a eleição acabe, eu voto para que seja postergado o lançamento. Eles não proibiram, eles postergaram.
Falaram, tem que lançar depois das eleições. Aí nós cumprimos, obviamente. Só que isso me causou um problema lá,
bastante relevante, que é o seguinte, em nenhum momento esse vídeo ia falar que o PT mandou fazer alguma coisa. Porque não foi isso que a nossa investigação achou, conversando com as pessoas, as teorias na internet e tal. A gente falava, cara, tá aqui a conclusão da Polícia Federal, é que o Adélio Bispo lá, o Adélio, o cara da facada no Bolsonaro lá, né? A conclusão da PF é que ele agiu sozinho, tem algumas coisas estranhas nesse troço dele ter agido sozinho, porque, cara, teve uns advogados cujato ainda atendeu, a gente entrevistou o advogado, inclusive.
Mas ao mesmo tempo a gente não achou mais nada e tal. Mas isso foi pra internet. Calma.
lançar. E a gente vai respeitar, vai desrespeitar o Supremo Tribunal Federal do teu país? Tem como. Como é que vai fazer isso? Qual é o teu plano? O Tribunal Superior Eleitoral, mas era composto ali por vários ministros supremos. A gente respeitou, óbvio. E aí quando a gente respeitou, o que o povo pensou? Se o TSE está proibindo isso daí, é porque aí tem informação. E começaram a falar pra gente, é o dever moral de você soltar.
E aí? Só que começou a criar uma expectativa de que tinha alguma informação lá que não tinha
E a gente, caraca, velho. Como é que sai disso aí, cara? Aí a gente soltou depois, eles tinham dado uma data lá, a partir do dia tal pode postar. A gente publicou posteriormente. Não tinha nada. Aí teve cara achando que a gente removeu coisa pra fazer acordo com o TSE e tal. Claro que não, a gente nunca nem falou com os caras. Mas o ponto é, olha só, esse é um exemplo que pra mim foi muito didático a respeito do problema da censura. Porque o que a gente ia falar não tinha o que eles imaginavam.
época sem saber o que tava lá. As pessoas que viram a notícia acharam que eles estavam censurando coisa que, tipo, ah, eles tão censurando isso aí porque isso aí prova que o PT mandou matar, o que não é verdade, segundo a nossa apuração, pelo menos. A gente não tava dando uma conclusão diferente da Polícia Federal. A gente só tava expondo todo o caso, dizendo, ah, a conclusão da Polícia Federal foi essa aqui, era um programa de entretenimento, pô.
Com base jornalística, óbvio, sem viajar na Maionese. E depois, cara, criou, tu entende que o ato de tentar prevenir-se da desinformação criou uma segunda onda de desinformação
que é achar que a gente tinha informações que não queria soltar mais. Então olha a polêmica. A gente viveu isso aí. Agora, fato é, a gente entende o caldeirão que a gente viveu isso aí. O caldeirão de tipo, esse laudo do bolos aí mesmo, porra. Cara, se o cara, aparentemente o cara não era cheirador de cocaína, porra. Aquele laudo, como o Marçal mesmo falou, ele nem sabia. Ele não sabia, né? Foi só... Mas agora os caras estão tentando prevenir isso aí.
A grande pergunta do momento é, a tentativa de prevenir causa mais prejuízo do que deixar acontecer? Essa é a pergunta da vez.
E nessa aí a liberdade de expressão não tá levando a melhor não. Tá levando uma dura. Essa eleição inclusive vai ser dura, né? Corta o combate, hein? O negócio esse ano tá... Mas você acha que vai ser mais dura que a de 2022? Cara, eu acho que... A de 2022 era muito arquetípica, né? Era a volta do Lula contra o Bolsonaro, entendeu? Era uma coisa meio... Foi um negócio que... 3 milhões de votos de diferença, né? É, cara, foi muito... Foi muito louco. Mas o que eu acho que vai ser duro nesse seguinte, né?
Vamos dar um passo para trás do Brasil. Se a gente olhar o mundo, todo mundo que estava no poder perdeu por causa da pandemia. Todos. Nenhum governante estava preparado, nenhum país estava preparado. Todos os governantes cometeram atos que foram corretos, outros erraram. E é isso, entendeu? Não tem como falar que ninguém nunca tinha passado por uma pandemia. Então a pandemia trouxe muito prejuízo para o governante, para quem estava no poder e muita munição para quem estava na oposição.
isso aconteceu nos Estados Unidos, isso aconteceu no Brasil. Sim. Então, acho que o fator pandemia, não... Cara, eu tenho pra mim que, assim, análise técnica da minha parte, não sou ninguém pra fazer essa análise técnica, mas é a minha opinião. Se o Bolsonaro não tivesse discursado, não são nem as ações, tá? Se ele não tivesse discursado daquela forma na pandemia, eu acho que ele não tinha perdido a eleição. Uma posição mais distante, né?
Mais institucional. Eu tô olhando engenheiro de obra pronta, né? Eu tô olhando um prédio pronto e tô comentando ele. Exato. Mas assim, refletindo depois, ou seja...
O que eu tô comentando é, refletindo depois sobre tudo, eu penso, hum, talvez, tecnicamente falando, se ele tivesse só dito, não tô dizendo pra ele trocar o discurso, vamos supor que o cara acredita em tudo aquilo que ele falou, pô, não quero que ele minta, prefiro que o governante fale a verdade e a pessoa possa julgar. Mas se ele tivesse sido mais cauteloso e dito assim, ó, cara, vamos ver isso aí, quero ver isso com calma, porque não sei se eu compro toda essa história, vamos investigar com calma, se for isso mesmo, contem comigo pra defender a nação, se não for, a gente vai comunicar
vocês vão manter um diálogo transparente, etc e tal. Isso aí já teria sido bem mais sofisticado, digamos assim, teria diminuído o poder dos adversários explorarem o discurso dele contra ele e teria diminuído a mágoa de tantas pessoas que perderam pessoas no Covid com ele, já teria esvaziado um pouco esse discurso, sabe? E quando a eleição foi uma margem muito apertada, então eu acho que isso é um dos fatores que foi relevante.
Acho que existem outros, a rejeição do Bolsonaro é alta, o discurso está óbvio, né?
tanto a do Lula quanto o Bolsonaro é muito alta, porque são pessoas posicionadas, assim, nas suas ideologias, né? Mas eu tenho a impressão que isso teria já aliviado um pouco, assim, essa posição, né? E a treta dele com o Supremo começa na pandemia? O que é a grande... Que é a história do... Que é a primeira vez que o Bolsonaro fala uma coisa, o Supremo vai falar outra. Que o Supremo vai falar, não, quem manda são os governadores.
O clima já era meio estranho, porque anos antes da eleição do Bolsonaro pra presidente, um tempo antes da eleição do Bolsonaro pra presidente, o Eduardo Bolsonaro,
dele tinha proferido uma frase que pegou mal lá. Do cabo e um soldado. Isso aí já deixou um clima estranho. O Bolsonaro também era um cara conhecido por gostar muito do regime militar, que eu acho que é uma grande asneira, mas ele era conhecido por ser esse cara. Ele depois se tornou um cara mais liberal no vento das eleições, assim, pelo menos de discurso, no vento das eleições, de adotar essa nova direita que nascia conservadora liberal.
Então ele encampou isso aí, que nasceu nas ruas e depois ele virou o símbolo eleitoral, pelo menos,
ele virou símbolo eleitoral, e aí na posse dele, a Carmen Lúcia já tem aquele ato de dar uma constituição para ele, como quem diz assim, é importante respeitar a constituição e tal, mas a coisa ia mais ou menos, até o Felipe Recondo, um jornalista lá, fez o livro sobre como os ministros do Supremo se uniram para enfrentar o Bolsonaro, na visão dele. Mas eu acho que muito do que ele fala ali é verossímil, e a coisa começa mesmo na pandemia, quando o Supremo começa a falar que os estados têm autonomia para decidir, porque não gosta da política que ele está adotando,
aí eles começam a se enfrentar, aí o Jair Bolsonaro começa a fazer discursos bastante agressivos pra cima dos ministros supremos, os ministros supremos são pessoas poderosas, e aí começa a escalar essa treta institucional que até hoje não acalmou, né? Sinceramente. Acalmou. Até hoje tá aí. Ah, então, mas a minha grande preocupação, né, nem se... Tipo assim, beleza, será que vai dar Lula? Vai dar Flávio Bolsonaro? Quem que vai ganhar a eleição?
Não é nem isso daí. É como essa pessoa vai governar. Entendeu? Que é outro rolê. É outra questão.
Lula, aí o Lula vai fazer isso que ele tá fazendo. O que é ficar fazendo discurso em inauguração de obra, fazer reunião com o fulano ciclano, fazer aqueles comentários aleatórios e tal. Mas assim, quando a gente tá falando, por exemplo, do Banco Master, zero comentário. Tá falando de coisas do Supremo, zero comentário. Algum caso tá rolando no Brasil de tensão, redução da maioridade penal, não sei o que, zero comentário. Então ele não vai fazer nada.
É que é muito risco pro Lula se comentar agora, né? Porque, pensa bem, ele é um cara que ele tá ganhando, segundo as
ele tá ganhando o cenário eleitoral. As pesquisas longe do cenário eleitoral são muito perigosas, né? Mas assim, tudo indica um cenário conservador, tanto por história quanto por pesquisa. Já considerando os vieses de pesquisa A e B, tem umas que é mais pra direita, outras que é mais pra esquerda, várias são bem mais pra esquerda. Beleza. Considerando tudo isso, tá de novo naquela margem de voto mínima. Quando tá na margem de voto mínima e a tua rejeição é muito alta, tu não arrisca.
Porque não tem muito pra onde crescer. Se a rejeição é muito alta, não tem muito pra onde crescer.
quem rejeita não vota. Só tem um pouquinho pra crescer. Então o risco fica assimétrico. Pra tentar crescer um pouquinho, eu falo sobre assuntos polêmicos. Ao falar sobre assuntos polêmicos, eu abro brecha pra adversários explorarem isso que eu falei. Qualquer GAF, ou mesmo que não seja uma GAF, seja uma opinião impopular, vai ser utilizada pra diminuir a minha aprovação. Então o custo-benefício de se posicionar ou falar muito nessas situações é muito baixo.
É muito baixo. Não, mas o Lula, ele não precisa falar nada. Ele pode continuar governando, fazendo...
plano. E aí, só que se cai na mão da oposição, como é que esse cara vai governar? E se ele não fizer nada, como é que ele vai agradar a base dele, que votou nele, que confiou? Pô, você falou que ia endurecer as leis, você falou que ia afastar gente assim. Se o cara não tivesse poder, se ele não conseguir governar? Sei lá, a pauta do cara é acabar com o imposto, entendeu? Mas o rombo tá gigantesco, como é que o cara vai fechar essa conta?
governar plenamente, né? A democracia é o preço que a gente paga pra, se a gente tiver um governante muito bom, ele não vai poder fazer tudo e a gente não vai conseguir que ele faça tudo. Então por que a gente paga esse preço? Porque hipoteticamente falando, se a gente tiver um governante muito mal, ele também não consegue fazer tudo, a gente não sofre tudo de ruim que tem pra sofrer. Então entende que é uma aceitação cética do meio termo?
Pô, e se o cara é o melhor de todos, cara, ele não vai conseguir fazer tudo. Já pensou, cara? Chega lá, pá, ganha eleição, Flávio Bolsonaro, ele prometeu anistia. Como é que vai ser isso aí, né? Aí ele chega, pá, primeiro dia.
anistia. Chega no Supremo e fala, tá valendo. Dia 1, Brasil 2027, 1º de janeiro. Dizem que o Flávio Bolsonaro é muito mais articulado politicamente que o pai. Entretanto, eu sei que tem várias análises, eu acho que elas tendem a ser realistas. Durante a campanha eleitoral, o PT ainda não voltou a máquina contra o Flávio Bolsonaro. Por quê? Porque ele quer evitar que a direita troque o candidato. O PT prefere
alguém com sobrenome Bolsonaro, que tem a taxa de aprovação alta, Bolsonaro tem uma base muito fiel, mas tem uma taxa de rejeição alta também. Então, ele prefere fazer uma reprise de 22. Do que pegar um Tarcísio. Do que pegar um cara que... Do que pegar alguém, algum novo nome é difícil, mas assim, do que pegar alguma articulação da direita que vá não ter rejeição e ter o apoio do Bolsonaro. Esse é o pesadelo do PT, pelo menos até agora. Qual é o pesadelo do PT até agora? A avaliação tática que eles têm feito.
e que a imprensa tem publicado. É. Eu não quero pegar alguém que não tenha rejeição, porque não é muito conhecido, mas tenha o apoio do Bolsonaro explícito. E aí essa cara vai pegar toda a base do Bolsonaro, que não vai votar no Lula por nada. É verdade. E vai conseguir crescer porque ele não tem rejeição. Eles não querem enfrentar isso aí. Então o que eles fizeram? Com a nomeação do Flávio, eles falaram assim, opa, opa, opa, vaca amarela.
Não fala nada. Espera. Depois que passar o prazo de trocar o candidato, o PT tende a começar a conversar um pouco mais de perto com o Flávio Bolsonaro.
pra falar o que acha dele, né? E aí, é claro, isso vai sofrer influência na pesquisa eleitoral, né? Mas também tem a oposição do Flávio, ele tem sido muito mais institucional desde que o nome dele surgiu. Concordo, ele tem surpreendido. Eu acho que um cara, como você falou, mais articulado, ele mesmo falou que ele não vai... ele vai ser um cara mais moderado, não vai ser tão polarizado. É, ele falou que, por exemplo, ele vai ser um cara que ele vai tentar... ele quer o voto de todos, de todas e de todos.
Exatamente. Acho que foi meio na piada até, né? Mas acho que é uma piada que mostra
também que não tá na pilha, né? É isso. Chegamos ao final, temos mais um Live Pix, não? Lucas, seja bem-vindo aqui sempre, cara. Obrigado, cara. Valeu pelo convite. Quem quiser conhecer, ainda não conhece, brasilparalelo.com.br É lá que passamos nossas produções, análises, nossa empresa. Teve algumas vezes que eu fui convidado pra uma Premiere. Pode ser, tá convidado sempre, aliás. Mas aí, quando foi pra me passar os detalhes lá, acabou que não rolou. Não te passaram, deram um golpe.
Deram um golpe lá, deram um ghost. Agora a moda é ghost. Deram ghost. Vou avisar o pessoal. Não, mas é porque eu acho que uma foi cancelada. Uma ia acontecer, mas acabou não acontecendo por algum motivo. Acho que ficou muito em cima do horário e tal. Mas nas próximas que tiver que chegar o convite, eu vou sim. Sem problema. Tá ótimo, cara. Obrigado aí. Espero, tô à disposição sempre que vocês quiserem. Então tá produzindo um conteúdo agora sobre o Irã.
Estamos produzindo agora várias coisas. Estamos produzindo um conteúdo sobre o Irã. Estamos lançando o nosso filme Domingos Sem Deus. Filme ficcional com ator.
A gente lançou no primeiro ano passado, Oficina do Diabo, em janeiro, com sucesso absoluto. Fez a gente crescer muito. E aí a gente está lançando agora 5 de abril na Páscoa, o Domingo Sem Deus, quanto a história de um menino de favela, traficante, designer no tráfico, mas que é crente em Deus, conhece uma menina, fica meio abalado e aí está lá a história para mostrar como é que se desenrola. Interessante. Estamos fazendo o nosso primeiro filme internacional também, que terminamos de gravar, que é John Money.
do fundador da cirurgia de transição de gênero. E a gente fez com atores americanos e estamos finalizando a produção dele também. O Brasil Paralelo é uma loucura, uma máquina de conteúdo. A gente fala com muita gente e produz muita coisa no ambiente cultural. E fico muito feliz de tudo que a gente está conseguindo fazer. Quem quiser conhecer mais, procura. Tem muito conteúdo gratuito. Suficiente para demorar muito tempo para precisar pagar.
Pode procurar. Gente, muito obrigado a todo mundo que assistiu essa live até o final.
Se você achou, deixe seus comentários, sua opinião, tá bom? E conheçam lá o trabalho da Brasil Paralelo. Redcast está de volta amanhã. Amanhã nós vamos voltar. Temos duas e quinze. Mais uma vez nosso programa de esportes que está bombando. A partir da semana que vem teremos episódio todos os dias, tá bom? Então vai ser de segunda a sexta, às duas e quinze, nossa programação de esportes. E depois pra gente encerrar a nossa agenda aí de sexta-feira, beleza? Valeu!