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ISRAEL x IRÃ: GUERRA MAIS TECNOLÓGICA DA HISTÓRIA - Part. ANDRÉ LAJST E SACANI

04 de março de 20261h24min
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IRÃ X ISRAEL E TRUMP: TUDO SOBRE O CONFLITO DO ORIENTE MÉDIO - PART. SERGIO SACANI & ANDRE LAJST=====================================================LIVE PIX: https://livepix.gg/redcast▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO REDCAST• @redcastoficial ▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO HOST• Junior Masters: @ojuniormasters.AS OPINIÕES, CONSIDERAÇÕES E COMENTÁRIOS EMITIDOS PELOS CONVIDADOS DO PROGRAMA, SERÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE RESPONSABILIDADE DE QUEM OS EMITIR.O REDCAST NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS MESMAS.=====================================================Spotify: https://open.spotify.com/show/2qGNLUOtkA55qknCHicdoTYouTube Music: https://music.youtube.com/channel/UCeL1a4rpEA8UG9IQIewPccgAmazon Music: https://music.amazon.com.br/podcasts/5a492610-0c19-4087-9fde-a24f90421a10/redcastApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/redcast/id1784860273=====================================================SOBRE O REDCASTO RedCast é o seu podcast para conversas diretas e honestas. Aqui, trazemos personalidades de diversas áreas para debater temas relevantes, sem censura e sem amarras. Se você busca conteúdo autêntico e discussões que fogem do óbvio, seu lugar é aqui.INSCREVA-SE NO CANAL, DEIXE SEU LIKE E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES PARA NÃO PERDER NADA!=====================================================

Assuntos14
  • Relacoes EUA-IraAtaques do Irã a Israel · Resposta militar dos EUA · Estratégia de saturação de defesas · Morte do Aiatolá Khamenei · Impacto na população civil
  • IA Operacoes MilitaresDomo de Ferro israelense · Mísseis balísticos iranianos · Drones de ataque · Radar americano S-P-132 · Interceptação de mísseis · Tática de cluster
  • Energia ElétricaPreço do barril disparando · Produção iraniana de petróleo · Infraestrutura energética sob ataque · Impacto nos Emirados Árabes e Catar · Controle do Estreito de Hormuz · Comparação com crise do Yom Kippur
  • Islamismo XiitaEnriquecimento de urânio a 60% · Capacidade de produzir armas nucleares · Negociações diplomáticas fracassadas · Ameaça nuclear regional · Inspeções internacionais
  • Conflito Irã-EUARelação diplomática próxima · Compartilhamento de inteligência · Logística conjunta · Operações coordenadas · Bases aéreas americanas
  • Grupos terroristas financiados pelo IrãGuardas Revolucionários Islâmicos · Hamas · Hezbollah · Houthis · Redes de tentáculos terroristas
  • Geopolítica de Trump, Xi e PutinRivalidade Irã vs Arábia Saudita · Bases militares americanas no Golfo · Aliança dos países árabes com EUA · Pressão para cessar-fogo · Papel da China · Interesse de Israel na região
  • Transicao Administrativa GovernamentalMorte do Aiatolá Khamenei · Conselho de sucessão · Vácuo de poder político · Bombarde​amento do conselho de clérigos · Estabilidade do regime
  • Tecnologia e InovacaoNarrativa dos meios brasileiros · Crítica ao tempo da ofensiva militar · Comparação com guerra do Iraque · Papel da imprensa em democracia · Violação de direito internacional · Contexto histórico das negociações
  • Estratégia de retenção de muniçãoArsenal de mísseis balísticos · Número de lançadores restantes · Capacidade de produção · Gestão de estoque de armas · Tempo de rearme
  • Satélites e inteligência espacialImagens de satélite chinesas · Sistema Beidou vs GPS · Bloqueio de sinais americanos · Navegação de navios no Estreito · Inteligência geoespacial no conflito
  • Conflito EUA-IrãInflação de combustíveis · Estabilidade de mercados internacionais · Preços de energia · Rotas comerciais afetadas · Impacto no comércio mundial
  • Segurança em Contextos de ConflitoSistema de alerta de mísseis · Abrigos subterrâneos · Quartos fortificados em residências · Procedimentos de emergência · Risco de estilhaços
  • Crise humanitária no SudãoMortes de civis em ataques · Famílias desabrigadas · Ferimentos em abrigos · Impacto psicológico da guerra · Relatos de vítimas
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Não dá pra acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município. Não dá pra acreditar que você precisa concluir os estudos, terminar o ensino fundamental e ou médio completo, e você não fez sua matricula no Instituto Oliver no curso EJA Supletivo.

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o país, o Irã. E aí nós vamos trazer aqui uma conversa, vamos trazer um analista pra estar passando todas as informações diretamente de Israel. Ele que também é cientista político, André Leste. Seja muito bem-vindo aqui ao Red Cash. Obrigado. Obrigado pelo convite, Oscar. Prazer em estar aqui com vocês. E eu quero agradecer também aqui a presença dele que entende muito de conflitos militares também, porque é um cara que sabe muito de tecnologia e quando o assunto é guerra em 2026,

acima de tudo, tecnológica, estamos com ele, Sérgio Sacani. Isso aí, boa tarde aí, boa tarde André, Júnior, não só tecnológica, né cara, muito espacial hoje, né, espacial, tá quase virando espacial, e além disso, né, é uma guerra que mexe com a minha área de trabalho, que é a área de petróleo, né, então, é o petróleo no que, vamos dizer assim, podemos até discutir, né, se ele que é o pano de fundo de tudo isso mesmo, se não é, mas é o petróleo aí de novo, né, quem pensou que o petróleo não ia mais fazer parte

alguma coisa, né? Está aí o preço do petróleo disparando e os problemas todos aí que a gente pode enfrentar aí. Vamos embora. É isso mesmo. Eu já queria perguntar para o André. Hoje, André, agora você está em Israel, só que você então está... Aí eu estou vendo o fundo aí onde você está no seu prédio. Hoje você está aí no prédio, você não está no bunker, mas a região onde você está foi bombardeada e você teve que se abrigar no bunker, não é verdade?

Quando eles lançam mísseis, a defesa civil, a inteligência e os departamentos relevantes da Força Aérea identificam que foram lançados mísseis. Depois disso, eles verificam, fazem a trajetória para ver aonde mais ou menos esse míssel vai cair, qual a velocidade ele está. E aí eles disparam mensagens no celular das pessoas. Todo mundo recebe essa mensagem, que nem a defesa civil,

no Brasil tem a mensagem lá das chuvas e tudo mais, toca bem alto, é uma mensagem bastante de deixar o coração meio que palpitando para quem nunca ouviu ela. Aí, nesse momento, você precisa estar próximo de um abrigo antiaéreo, que pode ser um bunker subterrâneo público, pode ser um estacionamento a menos dois, menos três de algum lugar, pode ser um bunker do prédio que você mora, caso o apartamento seja mais antigo, os bunkers estão embaixo do prédio,

Quartos fortificados, que a gente chama aqui de Mamad, que é uma construção fortificada, que é um quarto dentro da residência. As construções mais novas, acho que de 20 anos para cá, todos são obrigatórios, por lei, quando você vai construir, tem que ter esse quarto. Normalmente as pessoas usam isso como um quarto, às vezes de dormir, até mesmo como um depósito, alguma dispensa e tudo mais. Então, onde eu estou hospedado, na parte de onde eu estou hospedado, tem esse quarto,

que fica exatamente aqui, a 10 metros de onde eu estou sentado. Então, a orientação é entrar dentro desse quarto, fechar a porta, ou a porta de aço, que você fecha com uma alavanca, e você fica lá dentro até receber uma mensagem da Defesa Civil de que pode sair de que não há mais nenhum perigo de estilhaço, não há nenhum perigo de que os mísseis que foram interceptados caiam, os estilhaços, os pedaços, os pedaços podem ser do tamanho de um ônibus.

em cima da população, também em velocidade alta, porque o misto está a 4 mil km por hora, ele é abatido e ainda está, ele pode cair a 500 km por hora, ainda assim pode causar um grande dano se ele bater na estrutura do prédio. Se o quarto fortificado está dentro da construção, ou seja, ele está internamente na construção e normalmente ele está internamente na construção, então você tem outras paredes em volta, normais, que acabam meio que

servindo de primeira, segunda barreira para eventuais destroços ou estilhaços ou até mesmo o próprio míssel. Então você está muito mais seguro dentro desse quarto fortificado do que você esperar exatamente onde eu estou, por exemplo. Entende? Entendo. Aproveitando, eu queria que a gente pudesse começar falando também agora sobre os mísseis. Eu sei que você está em Israel, mas o Irã não está bombardeando apenas

Israel. Por que você acha que tanto Israel quanto outros países vizinhos estão sendo atacados pelo Irã? São alguns motivos, né? Primeiro, o Irã é um país persa, não é um país árabe, é uma outra etnia. O Irã é um país tiíta, não é um país sunita também, então eles não são árabes e não são muçulmanos. O Irã já teve várias vezes no passado, principalmente depois da Revolução Islâmica em 79,

de problemas políticos com seus vizinhos. Teve uma guerra de quase 10 anos contra o Iraque, morreram um milhão de pessoas. Já existiu aí uma série de tentativas de frustrar os avanços e a própria... Eu poderia colocar que seria o avanço do poder e da influência da Arábia Saudita na região. A Arábia Saudita é um país que talvez seria o principal competidor do Irã na região.

porque o Irã é um país grande, xiita, com população grande, e a Arábia Saudita é um país grande, com uma população relativamente grande, menor que a do Irã, onde estão os locais sagrados dos sunitas. Então, o Irã tem os locais sagrados dos xiitas, onde está enterrado o Hussein, o Arábia Saudita tem Mec e Medina, e aí existe meio que uma, sempre existiu meio que uma, entre aspas, uma guerra fria entre os dois países, apesar de eles terem relação diplomática.

Os Estados Unidos, historicamente, tem uma relação muito próxima com esses países árabes, não de hoje, e esses países são os principais produtores de petróleo do mundo, tem uma relação próxima com os Estados Unidos, principalmente depois da guerra de Yom Kippur, H73, depois da paz entre Israel e o Egito, não teve mais guerras entre países árabes e Israel, sempre foi grupos armados que estão localizados em locais do Oriente Médio,

mas não países, o Egito fez a paz com Israel, depois a Jordânia, os palestinos também fizeram acordos com Israel, criando autoridade palestina, então a relação meio que começou a andar por um caminho onde os países árabes tinham alguma relação com Israel, Israel tinha alguma relação com eles, passou a ser um pouco mais aceito na região, e a partir daí, obviamente, a tentativa do Irã de virar mais hegemônico nesse sentido.

bases militares espalhadas pelo mundo inteiro, não só no Oriente Médio, e parte dessas bases estão localizadas no Oriente Médio, principalmente no Catar, na Arábia Saudita, no Iraque, pós a saída até poucos anos atrás, a gente tem aí nos Emirados Árabes, no Kuwait, no Bahrein, então todas essas bases têm lá militares americanos, artefatos, armas, aviões,

e por aí vai. E o Irã avisou na tentativa de criar a dissuação de que caso fosse atacada ele iria atacar todas as bases americanas e todos os países que dessem cobertura e que servissem de base, servissem de logística para os americanos usarem essas regiões para atacar o seu país. E quando Israel realmente faz o ataque junto com os Estados Unidos, na verdade os Estados Unidos fazem um ataque junto com Israel, os Estados Unidos liderando esse ataque como a maior força militar do mundo,

O Irã meio que está se comportando de um jeito onde ele quer dar a entender que agora é guerra total, para que ele possa usar esse exagero dele a seu favor na hora de negociar um cessar-fogo, como se fosse uma estratégia de saída. E a estratégia de saída do Irã é uma estratégia de vou acelerar o máximo possível o carro para que as pessoas peçam para sair do carro, para que eu pare o carro e deixem eu sair.

Então ele está atacando os países árabes. Além disso, qual é a história? Israel tem um sistema de antimíssel, uma defesa aérea muito mais sofisticada, com muito mais quantidade de estoque de mísseis para abater esses mísseis que estão sendo enfiados. Então eu poderia dizer que Israel tem semanas e meses de estoque e os Emirados Árabes e o Catar tem uma semana, alguns dias.

pode cansar a tal ponto o estoque do Qatar, o estoque dos Emirados Árabes, que acho que deve ser a primeira vez que eles experienciam algo desse tipo na história deles. E isso pode fazer com que acabe caindo mais mísseis, mais drones. Eles são países que têm aeroportos grandes, grandes companhias aéreas, milhões de pessoas que vivem nesses países. Milhões de pessoas que vivem nos Emirados Árabes e no Qatar. No Qatar são 2 milhões de pessoas, 2 milhões e meio,

são só 300 mil catares, ou seja, o resto é tudo, são todos expatriados, pessoas do mundo inteiro que vivem lá e trabalham ali. Emirados Árabes é um milhão de habitantes, um milhão e meio de cidadãos e mais seis, sete milhões de pessoas que trabalham ali e vivem ali. Então, virou meio que uma capital mundial, é um hub internacional, as pessoas pousam em Dubai e Abu Dhabi para ir para a Ásia e por aí vai. Então, ao fazer esses ataques,

A estratégia iraniana é, um, punir, obviamente, esses países por estarem, de uma certa forma, aliadas aos Estados Unidos e Israel. Dois, o Irã diz que esses países estão servindo de logística para os Estados Unidos, apesar de que isso não é verdade. A Arábia Saudita não serviu como logística em nenhum momento do ataque americano. E três, porque ao atacar jazidas de petróleo, grandes concentrações,

de petróleo, reservas, portos, infraestrutura nacional, que é a principal locomotiva econômica que existe nesses países até hoje, isso vai fazer com que esses países comecem a se sentir pressionados, eventualmente para formar, isso eu já escutei aqui no jornal hoje ou ontem, que eles estão formando uma coalizão de países do Golfo para, juntos, pressionarem o Donald Trump para encerrar o mais rápido possível,

guerra. E essa é a estratégia do Irã. Uma vez que ele não conseguiria sobreviver por muito tempo, grandes ataques, ele está fazendo o que ele conseguiria fazer, que é tentar sobreviver. Como é que ele consegue sobreviver? Como é que o regime conseguiria sobreviver? Ele precisa parar a guerra. Como é que ele para a guerra? Fazendo uma série de coisas que vão fazer, eventualmente, os Estados Unidos parar a guerra. E a pergunta é se os Estados Árabes vão fazer essa ação de tentar convencer o presidente americano para parar a guerra, ou eles vão entrar na guerra, ou os Estados Unidos vão

ignorar esse pedido dos países árabes e continuar atacando até cumprir com os seus objetivos militares e geopolíticos na região.

mil quilômetros, coisas do tipo isso aí ele afeta no lance aí de detecção dos mísseis que eles estão mandando e outra coisa também que a gente tem ouvido aqui é que o domo de ferro não está mais funcionando como estava antes que uma estratégia do Irã está sendo saturar o domo de ferro e usar aquela tática de mandar um míssel que ele espalha um cluster, que a gente chama de cluster

Ele joga aquele cluster e atrás dele vem aquele hipersônico aí. Como que está essa parte aí? Sobre o radar, não escutei nada a respeito. Não escutei nada a respeito. E vejam, se eventualmente o Irã conseguiu atingir alvos militares aqui, essa informação não vai vir da imprensa israelense. Porque há uma censura, obviamente, de não dizer quais são os ganhos militares do lado oposto.

aqui, tanto que todas as informações, apesar da imprensa ser livre e tudo mais, é bastante crítica do governo em vários momentos, você tem uma censura militar mínima pra não colocar o país em risco e a segurança nacional em risco até mesmo quando tá em guerra, né? Ainda mais quando tá em guerra. Então, essa informação do radar... É um radar americano, né? É um radar americano, chama FP-132. E aonde ele tá localizado? Ele tava... Ele tava localizado...

Israel? Não escutei. O que a gente sabe é o seguinte, a tentativa de saturar o sistema funcionou melhor na guerra de 2025. Porque eles jogaram, eles lançavam um salve de mísseis muito maior do que eles estão lançando hoje. Eles não estão lançando hoje porque eles não conseguem. Por que eles não conseguem? Deixa eu só corrigir aqui, desculpa.

Israel não, o radar fica no Qatar, só que ele tem um alcance de 5 mil quilômetros. Ajuda a avisar sobre os mísseis e tudo, e eles jogaram, conseguiram jogar um drone nesse radar americano aí, o que foi aí, o pessoal tá considerando uma grande perda aí, principalmente tecnológica, que era uma instalação muito importante, tá? Dá pra continuar. Pode ser, pode ser. Não, então, o salve que eles fizeram no ano passado, realmente são salves de 50, 80, 100 mísseis de uma vez,

só, aí o sistema realmente ele acaba ficando sobrecarregado e aí o sistema precisa escolher os mísseis que eles vão abater lembrando que os mísseis balísticos tem os mísseis mais antigos tem os mísseis mais novos tem aqueles que eles conseguem mirar e acertar relativamente algum alvo e tem aqueles que eles não conseguem, no ano passado eles tentaram acertar o pentágono de Israel em Tel Aviv, eles acertaram a entrada, mas não aconteceu nada, eles acertaram a entrada

caiu na rua, acabou danificando a parede. O Pentágono é o tamanho de três quarteirões inteiros. Então, não acontece nada. Não aconteceu nada. Não é que isso danificou algum lugar crítico a ponto de a operação ter que mudar para outro lugar e prejudicar a logística de tomar decisão. O que Israel e Estados Unidos tentaram fazer no primeiro momento da guerra, nesses primeiros dez minutos de sábado, foi, primeiro, tirar toda... Mataram 40 pessoas da cúpula, mataram

O PNR mataram o líder das guardas revolucionárias, mataram o Ministro da Defesa, mataram o chefe da inteligência, mataram tanta gente que, primeiro, você tirando tantas pessoas faz com que essas pessoas, com que o resto do comando fique debilitado para tomar decisões. Você também atinge centrais de comando e controle, e aí você acaba afetando mais ainda a tomada decisão, e você, obviamente, ataca fisicamente os locais

onde os mísseis estão, os depósitos, os lançadores, os depósitos de combustível, seja líquido ou sólido, para evitar que eles sejam usados. Mas só o fato de os Estados Unidos terem entrado nessa guerra nos primeiros três dias, só Israel tirando os Estados Unidos atingiu mais alvos em três dias do que em 12 dias do ano passado. Então eu quero acreditar que o fato do Ira estar tirando pouco para cá é porque o Ira não está conseguindo atirar tanto para cá

estão agora tentando poupar munição para eventualmente continuar conseguindo atirar por mais tempo. Porque se eles atirarem tudo o que eles têm agora, uma vez que tem uma guerra aberta, eles daqui a três, quatro dias, cinco dias não conseguem atirar mais nada. E aí não resta mais nada para eles a não ser levantar a bandeira branca. Mas não tem tropas lá dentro, não tem invasão por terra. Está tendo só uma guerra aérea. Eles estão respondendo via aérea. Se eles não tiverem a única arma que eles têm via aérea,

tem avião. Então, se eles não conseguirem atingir alguma coisa via aérea, é meio que eles perderam a guerra e fica um ataque só de um lado e não do outro. Então, eles devem estar acionando as suas munições para tentar fazer a conta do custo-benefício e do que vale a pena e priorizar os alvos que eles estão querendo utilizar. Hoje teve, por exemplo, aqui no centro de Israel, três sirenes. Teve duas de tarde e uma de manhã.

muito menos do que teve no primeiro dia, mas já teve de tarde aqui mais do que ontem. Mas de manhã ontem teve mais do que hoje. Ou seja, e durante a noite inteira não teve. Teve uma da manhã e depois o outro foi só às onze e meia da manhã. Então teve onze horas sem nenhum tipo de sirene, que não foi o que aconteceu no primeiro dia. Então, eu quero acreditar que eu acho que Israel e Estados Unidos conseguiram atingir determinados alvos que são numa diversidade de alvos lá,

junto com o fato de eles estarem também atacando outros estados, são sete países aí que eles estão atacando, para gerar essa pressão, então eles estão escolhendo alvos agora. No ano passado jogaram só em Israel, e fizeram esses salvos, porque eles sabiam que aquilo era uma operação e não uma guerra, e tudo mais. E o ano passado eles chegaram até mesmo fazer, ameaçar em algum momento, fechar o estreito de Orbus, né? Agora dessa vez parece que fizeram mesmo, né? Então, eu estou tendo informações de encontradas,

Eu vi em alguns lugares que eles falaram que eles fecharam, mas apareceu na Fox News que eles não fecharam. E Estados Unidos afundou nove navios deles, mais um ou dois submarinos. Eu não tenho certeza se eles conseguiram fechar. Eu acho que talvez eles tentaram fechar, ameaçaram que vão fechar, estão ameaçando navios. Agora, se está passando lá navios, eu já não sei se está passando pelo estreito navios ou não nesse momento.

conseguiram fazer jamming dos cenários de GPS do mundo inteiro, menos do sistema Beidou. Então eles estão deixando só navios chineses atravessarem o Strait de Hormuz, porque eles usam o Beidou para atravessar. E os outros navios estão ou parando ou voltando, porque sem o GPS fica complicado. Então o que tem de informação aqui é isso, que eles estão liberando só o navio chinês, porque eles liberam o sistema do Beidou para poder

para poder passar, e os outros vão parando. Vamos falar sobre a morte do Ayatollah? A gente tem, então, o regime iraniano sem o seu líder, e nesses dias o regime anunciou que nos próximos dois, três dias, no máximo, ele vai anunciar qual será o novo líder supremo. A morte do Khamenei, de alguma forma, precisa ser ocupada,

porque ele não resistiria em um vácuo, até mesmo por disputas internas de poder. Você acha que isso é uma forma do regime mostrar que ele continua de pé, que não vai ter alternância de poder? E, querendo ou não, isso pode abafar aquela revolta popular de meses atrás? O Iria tem agora uma decisão difícil, que é a escolha de Sofia. Se eles fazem logo essa transição, essa pessoa vira o alvo rapidamente. Se eles demoram para fazer essa transição,

fica esse vácuo de poder que demonstra a fraqueza do regime. E aí eles têm agora esse conselho de transição, que é o presidente Pazashkian, tem o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e mais uma pessoa que agora não lembra exatamente quem é, que estão gerenciando as decisões. O novo chefe das guardas revolucionárias é um cara procurado pela Interpol, responsável pelo atentado na Argentina, diretamente responsável, e eu recebi a meia hora uma informação, tanto em hebraico,

como inglês, que esse conselho de clérigos que escolhe o Ayatollah se reuniu em Com, que é a cidade sagrada, para fazer, eventualmente, deliberar essa decisão e foi bombardeado o lugar onde eles estavam se reunindo. E aí não se sabe ainda o BDA, o estrago e o que aconteceu com essa reunião. Não se sabe se... É um conselho de 70, 80 pessoas e acho que esse conselho foi bombardeado durante a reunião. Então não se sabe ainda

se a reunião aconteceu, se não aconteceu, quantas pessoas morreram no ataque, ainda não tem informações a respeito disso, recebi isso por WhatsApp duas vezes, não está ainda na imprensa de silence, eu estou com a televisão ligada aqui, mas não estou vendo nada a respeito disso, mas isso é interessante, porque isso prejudica ainda mais a capacidade deles de conseguirem se restabelecer esse tipo de controle e comando, que é o que eles precisam para tentar mostrar para a população que está tudo certo, no sentido de deixar elas com medo,

de protestar aí nas ruas, e também mostrar para o outro lado, para o lado israelense, para o lado americano, de que eles estão ainda conseguindo absorver os ataques que estão sofrendo nos últimos três dias. Não, nada mais, né? Mas é terrível assim, quando você tem um regime igual o do Irã, você atacar foi uma estratégia muito bem pensada, né? Você ataca a cabeça e deixa a galera ficar maluca, né? Não sabe, fica sem comando, né? Pior coisa é ficar sem comando.

porque ficou sem comando, até eles se reestruturarem, e até mesmo na questão dos mísseis, para onde que vai mandar, quantos que vai mandar e tudo, e você divide, o pessoal agora está preocupado, igual o André falou, em estabelecer um novo comando para não mostrar fraqueza, então assim, foi uma estratégia muito bem feita. Esse ataque aí, ontem eu conversei com o Lito, porque a questão da aviação gera um problemão gigante, a gente falou aí,

Dubai é hoje um hub gigantesco. Tinha um avião da Emirates indo para Dubai e ele voltou para São Paulo, para você ter uma ideia, porque é o que acontece quando dá isso. E o Lee estava me falando que a Índia, um dia antes, tinha soltado. O Serviço de Inteligência Indiano tinha soltado para os aviões tomarem cuidado de voar na região, porque tinha a iminência de um ataque. Você acha que isso pode ter acontecido mesmo? As coisas podem vazar, sim? Porque eu falo que o Serviço de Inteligência

ele é muito bom, né? Eu acho que o primeiro-ministro da Índia, Modi, estava em Israel no domingo. Domingo, segunda, terça da semana passada, uma coisa assim. Ele fez uma visita de Estado aqui, foi embora no dia seguinte, passaram alguns dias e teve um ataque. Eventualmente, talvez, o primeiro-ministro pode ter compartilhado com ele alguma coisa, apesar de ser um aliado importante. Existiram algumas... É normal,

isso, tem algum outro vazamento às vezes até de propósito para mostrar que existe alguma seriedade para ver se isso ajudava talvez nas negociações, eu não sei se vocês viram, o Whitcoff fez uma entrevista hoje ou ontem para algum canal americano dizendo que nas negociações com Jader Kushner, o gênero do presidente Trump, os irenianos chegaram e disseram que eles estão eles sabem que eles possuem 460 quilos de urânio

a 60% e que eles sabem que isso é possível após enriquecimento a 90% fabricar 11 bombas atômicas essa foi a frase de abertura das negociações de quem diz que não quer criar um programa nuclear militar e produzir bombas atômicas então fica mais do que provado eu fico até me perguntando o que mais as pessoas que estão críticas a essa ação ninguém tem que ser a favor da guerra

guerra por princípio. Mas aqui, quais são as ações, o que mais as pessoas que são críticas nesse momento precisam, o que mais elas precisam ver, o que mais precisa acontecer para elas aceitarem que existem momentos que você tem que usar a força contra governos e ditaduras tiranas que colocam a segurança da sua população, da região e do mundo inteiro em risco. Porque nem sempre a diplomacia funciona. A diplomacia não funciona diversas vezes no passado,

por mais que foi tentada a diplomacia com Hitler foi tentada a diplomacia com outros países foi tentada a diplomacia e nunca funcionou e mesmo assim houve guerras então a que ponto as pessoas a que ponto as pessoas precisam ver até que ponto as pessoas precisam ver que está sendo criado uma série de elementos perigosos e militares através de regimes tiranos e tratoriais fundamentalistas e estão dizendo que vão fazer uma série de coisas

estão produzindo armas, que estão negociando totalmente de má fé e, obviamente, o mundo está engajando nessas negociações e fica esperando ver se vai vir alguma coisa. E essa solução, essa resolução, nunca aparece. E se você esperar para sempre, as negociações eventualmente durariam até o ponto que seria irreversível a ameaça que eles representariam. E aí você teria que lidar com eles como a gente tem que lidar com a Coreia do Norte.

Mas ninguém lida com a Coreia do Norte. A Coreia do Norte não é um problema para nós.

A Coreia do Norte é um problema para o Japão, é um problema para a Coreia do Sul, é um problema para os países na região, mas ninguém fala da Coreia do Norte. A Coreia do Norte virou nuclear e ninguém comenta mais sobre a Coreia do Norte. Só que a Coreia do Norte não é expansionista em relação aos outros países. Ela está lá gerenciando a sua própria ditadura, o seu próprio mundo totalmente paralelo ao do planeta Terra, que ganha a Copa do Mundo, ganha a Olimpíada, jogos falsos,

e tudo mais, e o mundo lida com uma Coreia do Norte nuclear e agressiva. Como é que o mundo lidaria com um país que diz que está fazendo tudo isso para evitar criar bombas atômicas, ao mesmo tempo todo mundo vê o que eles estão fazendo de verdade, com esse discurso de morte a Israel e morte aos Estados Unidos, com pagamento e financiamento de grupos terroristas, há mais de 30, 40 anos, criaram a jihad islâmica em Gaza, em 82,

O que mais precisa acontecer para essas pessoas entenderem que existe um perigo real e imediato à vida das pessoas na estabilidade mundial e que, eventualmente, você não consegue resolver isso através da diplomacia?

desce para resolver isso com a CIA. Então eu tenho visto muitas pessoas criticando, falando Estados Unidos e Israel atacaram no meio das negociações. Há quanto tempo está no meio das negociações? E o que está acontecendo com as negociações? E o que o Irê está fazendo enquanto está tendo negociações? Essa é a pergunta. E o que mais eles precisam ver de prova para entender que essas negociações não estão levando a lugar nenhum? Elas são umas negociações com uma cortina de fumaça, na verdade. E aí, obviamente, que existe toda a questão da lei internacional,

violação do espaço aéreo, violação da lei internacional nua e crua em relação ao ataque de países soberanos e por aí vai. E, óbvio, a mesma coisa, eu sempre tento trazer essa reflexão. Quem viola a lei internacional também, além dos Estados Unidos e Israel, eventualmente, foi o próprio Irã. Porque o Irã está fazendo guerra por procuração, que é ilegal. Ele está financiando grupos terroristas ilegais em outros países, que é ilegal.

Ele está matando sua própria população, que é uma violação brutal do direito humanitário e da Carta de Direitos Humanos da ONU.

Tudo que o Irã está fazendo é uma violação do direito internacional. E aí quando dois países decidem fazer uma ação para evitar que ele continue a fazer isso, as acusações vêm, obviamente, contra as democracias liberais que precisam tomar uma decisão, senão o mundo vai virar um caos, onde os países ditatoriais e fundamentalistas fazem o que querem e quando alguém faz alguma coisa contra eles é uma violação do direito internacional. E como que você avalia tanto a posição do Netanyahu quanto a atuação de Trump?

nessa frente. Você acha que, querendo ou não, a coalizão dos dois países pode funcionar dessa vez, já que a diplomacia não funcionou até agora? Eu acho que militarmente falando, a coalizão funciona muito bem. Eles têm uma relação bastante íntima, militarmente falando. Os oficiais, os seus secretos, as forças de segurança, trabalham maravilhosamente bem entre americanos e israelenses. Essa relação nunca esteve tão próxima. A coordenação,

não há praticamente erros de coordenação, existe toda uma conexão entre as partes ligadas aos radares, as bases, as bases aéreas, existem caças americanas aqui pela primeira vez, existe obviamente toda uma logística, logístico de inteligência também para poder fazer com que isso funcione de melhor forma possível. E isso está funcionando. O mais importante agora, na minha opinião, entrando já no final,

do quarto dia vai ser qual é a estratégia de saída. Guerras longas, quando começa a acabar o banco de dados de alvos, começa a desgastar aqueles que estão fortes e em vantagem. Então tem que ter uma grande surpresa, um grande boom contra o regime. Os Estados Unidos disse ontem que eles nem começaram ainda as grandes ondas de ataques. Israel já efetuou diversas ondas de ataques aéreas.

com mais de 200 aviões, 100 aviões. Todo dia são pelo menos três ou quatro ondas de ataques com dezenas e dezenas de aviões, centenas de mísseis para destruir esses alvos. Mas em algum momento a gente vai precisar enxergar algum tipo de avanço no enfraquecimento do regime, na volta dos protestos em algum momento no Irã. É claro que a gente ainda está no começo. Tem gente aqui em Israel, os analistas, o pessoal do Universidade de Tel Aviv e outros especialistas

E aí vai depender como é que vai ser o ponto de saída. O ponto de saída vai ser unilateral, vai ser uma negociação.

O que vai existir no Irã depois disso no sentido de governo? Vai ter um governo de transição? Esse governo de transição vai ser liderado por quem? Vai ser religiosos? Vai ter um papel mais importante das guardas revolucionárias? Vai ter algum milagre? Vai ter um golpe no sentido de vão derrubar o regime? As pessoas vão voltar às ruas? Vai ter alguma transição onde o regime vai realmente largar as armas e realmente desistir de continuar existindo?

do que aconteceu com o Iraque em 2003. O que vai acontecer em relação a isso? Para que, obviamente, a gente consiga avaliar o que vai acontecer com o Iraque depois disso. Vai virar um país onde teve uma saída e entrada de governo que aconteceu na Síria em dois, três dias. E esse governo, por mais ligado ou ex-ligado ao Estado Islâmico, ainda tem um comportamento mais de estabilidade, de unificar a Síria, apesar de ter tido todos aqueles

crimes horríveis contra as minorias alauítas e drusas, para entender como a Síria vai continuar, vai se reconstruir, vai virar uma Líbia, onde a Líbia não tem nem com quem falar, totalmente dividida, totalmente fragmentada, com grupos armados em vários cantos, mas sem ambições nucleares, então talvez nos Estados Unidos, e aí eu acho que vai ser um certo, vai ser o, não vai ser o, eles não vão enxergar o que é melhor,

chegar o que é menos pior para os seus interesses de segurança nacional, em primeiro lugar, e depois, eventualmente, o que é melhor para os iranianos. Por isso que é tão importante para os iranianos conseguirem, em um dado momento, se aproveitar da situação de enfraquecimento do regime e ir às ruas tentar tomar o poder, tentar entrar nas bases atacadas a pegar armas, pedir ajuda da CIA e do Serviço Secreto de Israel e de outros, para que ajudem, auxiliem eles lá em campo, em solo,

que eles consigam fazer alguma coisa. E aí a gente vai ter certeza de que a estratégia funcionou. Por enquanto, militarmente falando, com certeza esse regime está mais fraco do que antes, está mais fraco do que nunca com a morte de Ali Khamenei e todos os outros que foram eliminados junto com ele nos últimos três dias. Mas, para a gente poder falar a longo prazo, a gente precisa ver como é que vai ser o ponto de saída disso. Perfeito.

Jairão, vamos falar de petróleo? Contextualiza para a gente a questão do petróleo, por favor, na guerra.

coisa interessante que aconteceu. Hoje, mais cedo, teve um terremoto de magnitude 4.3 no sul do Irã, que o pessoal chegou no momento a pensar que era até teste nuclear. Entendeu? Mas aí pegaram o registro sísmico e viram que era bem parecido com os terremotos que eles têm lá. Nenhuma agência de monitoramento foi... Relatou nada, não. Mas só uma coisa a mais. Cara, o petróleo ali é o seguinte, né, cara? Os Estados Unidos primeiro invadiu aqui. Pegou Maduro aqui na Venezuela.

de petróleo do mundo, isso é importante falar, porque a Venezuela é a maior reserva de petróleo do mundo, mas ela produz muito pouco petróleo, tá? Ela produz um milhão de barris só, sendo que boa parte desse um milhão ela mandava pra China, né? E aí, no caso, a gente tem as outras maiores reservas do mundo estão aí, né? Na Arábia Saudita. É um lugar muito crítico, né? Ontem teve aquele bombardeio na refinaria lá da Saúde Aranco, né?

Que é a maior refinaria do mundo. Então, assim, embora as maiores reservas não estejam

Arábia Saudita, está aqui na Venezuela, mas a maior produção de petróleo do mundo está no Oriente Médio. E o Irã, boa parte do petróleo dele ia para a China também. Mas o petróleo volta a ser um fator muito decisivo, tanto que eles estão aí bombardeando. Hoje foi o porto do Qatar, dos Emirados Árabes. Eles bombardearam o maior terminal, o único terminal de exportação

de petróleo dos Emirados Árabes, foi bombardeado hoje, que é mais ou menos aquela estratégia que o André falou, né, então eles estão, parece que estão escolhendo esses alvos aí pra enfraquecer esses países, porque esses países não devem ter um sistema, né, que não chega nem perto do Iron Dome lá de Israel, né, então eles estão batendo nisso aí, né, cara, porque bateu assim, o petróleo, né, que é a coisa mais importante que tem hoje, né, é a coisa mais importante, sem petróleo você

não tem guerra, basicamente. A gente sabe por que no avião, né? Como o avião decola. Não tem. Então, eles estão fazendo isso. Eles sabem do poder deles disso. Chegaram até coisa lá no Kuwait e tudo mais, né? Então, assim, cara, o petróleo, essa região aí, ela já é assim por causa do petróleo há muito, muito tempo, né? A gente teve guerra do Iraque, até guerra do Golfo, entendeu? Que todo mundo lembra o que os iraquianos fizeram quando saíram do Kuwait lá, tiraram fogo nos postos de petróleo, esses caras pegando fogo lá por um

tempão, não tem como apagar, é terrível, e agora volta aí, o Irã vai estar castigando nesse ponto, ele produz muito, ele controla ali, de certa maneira, o state de Hormuz, que é por onde passa ali, sei lá, talvez 20, 24% da produção mundial de petróleo, então assim, cara, é um fator hoje determinante, não é à toa que o preço do barril disparou, e disparou assim, num negócio gigantesco, cara, o preço

do barril de sexta-feira para hoje foi para 83 dólares. Foi de 60 para 80. Eu acho que a crise do petróleo comparado com o Yom Kippur, com a guerra de Yom Kippur, 73, não vai ser igual. Naquela época o petróleo era 4 dólares, 3, 4 dólares o barril foi para 30 dólares o barril. Em três semanas. Em 79 também, né? Em 79 teve

também a crise, né? Teve. Mas aí eu acho que nesse caso é temporário a ponto disso terminar numa... Tudo que o Ira está fazendo agora tem a ver com a tentativa de fazer... Veja, colocar dessa forma. Eles não têm como ganhar uma guerra militar contra essas duas potências. E a necessidade número um deles vai ser sempre tentar sobreviver. Assim como o Hamas tentou sobreviver.

o Hezbollah vai tentar sobreviver. Governos ditatoriais, grupos fundamentalistas, vão sempre ter como prioridade um conflito armado. A primeira coisa é tentar sobreviver, visto que eles estão em desvantagem em relação ao que estão atacando eles. Eles vão tentar sobreviver. E para isso, eles vão fazer tudo possível para que a guerra acabe o mais rápido possível, sem que os Estados Unidos e Israel consigam cumprir com o seu objetivo principal,

que não é apenas o enfraquecimento do regime, é criar os elementos e o ambiente e pavimentar os caminhos para que o regime deixe de existir do jeito que ele existe hoje em dia. Então o regime vai tentar sobreviver de qualquer jeito. Você acha que a ideia dos Estados Unidos está ligada com essa questão do regime mesmo? Ou você acha que ela estaria ligada com a questão do petróleo, de comandar, porque é igual aqui, eles querem colocar um cara para comandar a Venezuela,

China e aí no Irã tentar fazer a mesma coisa. Você acha que o Irã é muito mais complicado, muito mais complexo do que a Venezuela? Eu acho que não tem a ver com o petróleo, eu acho que tem a ver com a China. Com a China. Porque falar que os Estados Unidos quer controlar o petróleo me parece muito aquela acusação antiga contra o imperialismo americano, que quer controlar o petróleo, que dá guerra fria,

uma coisa um pouco mais antiga, onde a gente já está vivendo num mundo onde o petróleo é importante, mas assim, os Estados Unidos têm uma produção imensa de petróleo, eles têm uma reserva imensa de petróleo que eles não usam. Não, não para eles, né? Eles querem controlar, mas não para eles, mas para impedir que eles chegue, né? É, agora eu acho que a China é um parceiro e um competidor muito importante dos Estados Unidos, e se a China perde,

a influência sobre esse eixo, uma vez que a Rússia pode perder o monopólio do fornecimento de gás para a Europa com as jazidas que estão sendo encontradas, as reservas estão sendo encontradas de petróleo no Mediterrâneo, inclusive na costa de Israel, com o aumento do uso de carros elétricos que está cada vez mais avançando a passos de cavalo,

ano após ano. Se eventualmente esse núcleo de influência que o Iran representa é perdido pela China, eu acho que isso é um grande golpe para os interesses geopolíticos da China, porque a China fica sozinha, meio isolada. A Rússia tem uma economia um pouco maior que a do Brasil, a China tem uma economia dez vezes, oito vezes maior que a da Rússia. A gente está falando de países

volta, que são aliados dos Estados Unidos, estamos falando de um Golfo totalmente voltado para a economia capitalista dos Estados Unidos, com a dolarização e tudo que tem a ver com o comércio e as relações geopolíticas na região. O Catar, apesar de ser um país que tem essa relação de querer conversar com todo mundo, ser meio que a Suíça do Oriente Médio, ainda assim tem uma relação muito próxima com os Estados Unidos, muito próxima dos Estados Unidos, então tudo isso acaba

gerando uma série de brigas e de interesses por controle, por hegemonia, por influência e por aí vai. Agora, se vai realmente, se realmente tem alguma teoria por trás de que eles querem agora controlar, os Estados Unidos querem controlar o petróleo iraniano e tal,

que não é o caso único, acho que tem a ver também aqui com o interesse de segurança nacional, não é de interesse nacional dos Estados Unidos que o Irã tenha armas nucleares, não tenha um programa de mísseis balísticos que podem colocar em risco a Europa, colocar em risco a Europa. Estamos falando de um regime de, desculpa o uso da palavra, de malucos, completamente alucinados e bêbados,

de ódio para com o mundo inteiro que a gente conhece, que tentam impor a sua visão de revolução a outros países da região, causando instabilidades, criando grupos e causando guerras de procuração. E um regime desse que faz tudo isso, querer também ter armas de destruição em massa e um programa de mísseis balístico, é um problema para a paz mundial. E Estados Unidos...

na minha opinião, deseja que exista estabilidade. Não estou dizendo que os Estados Unidos agora deseja que tenha democracia em todos os lugares do mundo, porque os Estados Unidos não ficam falando muito para a Arábia Saudita ter uma democracia. Existe toda uma crítica dentro dos Estados Unidos em relação à falta de liberdades individuais e de democracia na Arábia Saudita. Mas eles têm avançado dentro do espectro deles de visão de mundo, eles têm avançado ao longo dos últimos 10, 15 anos para ser um país um pouco mais aberto,

certo, um pouco mais, já baniram a polícia moral religiosa, a mulher pode dirigir, está tendo uma série de avanços na Arábia Saudita, daqui a 50 anos talvez a gente possa ver uma Arábia Saudita muito mais voltada para ser um país parecido com os Emirados Árabes hoje em dia, apesar de também não ser uma democracia. Os Emirados Árabes têm lá uma coexistência entre os povos, tem sinagoga, tem relação com Israel, as pessoas são muito seguras, dizem,

você andar em Dubai, não tem crimes urbanos e tudo mais. Mas é uma ditadura. Então, assim, dado esse fato específico, creio que os Estados Unidos têm um interesse que não é apenas um interesse energético. Tem um interesse geopolítico de influência, de periculosidade e de um regime que eventualmente pode virar a ser uma ameaça. E essa ameaça, se você não conseguir conter ela antes,

virar uma ameaça e depois você não consegue mais conter. É, porque só para falar aqui, falando do petróleo, o Estados Unidos também não deixou quieto, não, ele atingiu aquele oleoduto de al-Waz lá no Irã, que é responsável pela produção de 800 mil barris de petróleo por dia. 20% de toda oferta de petróleo do Irã foi atingida. Então é assim, de um lado é o Irã castigando ali essa parte de petróleo dos países, mas ele também tem esse lado,

vamos dizer assim, ele também tem o teto de vidro porque o petróleo é importante para ele e os caras vão atacar também isso aí, no final junta tudo isso nesse interesse aí eu acho sim que o interesse é mais eu falei errado o lance era de controlar o petróleo para não deixar ele chegar na China para ter esse controle, não para ele porque os Estados Unidos hoje está bem de petróleo mas é para essa questão mais geopolítica acho que é isso aí mesmo, essa parada aí

explica até pra nossa audiência, e eu queria que o André comentasse, sobre... Tá, a gente tá falando de mísseis balísticos intercontinentais. Quanto tempo demora pro Irã, por exemplo, soltar um míssel, pra que esse míssel chegue até Israel, passe pelo radar, e o Iron Dome consiga revidar um ataque, bloquear esse míssel, por exemplo. A gente tá falando de uma guerra tecnológica, né? Eu queria saber exatamente como funciona essa dinâmica. Porque aí,

ele tem que interceptar o míssel, tem que interceptar o ataque, e ao mesmo tempo ele intercepta um ataque que ele sabe que é um ataque com um potencial de destruição. Porque se o míssel for cair numa região montanhosa, for cair no mar, por exemplo, isso daí ele consegue filtrar, e ao invés de ir atrás desse tipo de míssel, ele vai no míssel onde ele pode atingir civis, onde pode atingir realmente a capital e assim por diante. É, o lance é que a guerra hoje é muito tecnológica, o Irã tem uma série,

Os armamentos do Irã seriam uma série, primeiro uma série de drones que eles têm de vários tipos, tá? Vários tipos diferentes, com vários tipos de alcance. E depois eles têm uma série de mísseis. O que muda aí no caso dos mísseis é o alcance deles, né? Então eles têm mísseis, por exemplo, de alcance de 500 quilômetros, 800 quilômetros. E aí depois ele tem uma série de mísseis de alcance de 2 mil ou mais quilômetros, né? Então isso que é...

fala, né, míssel balístico intercontinental, e ele chega a ter mísseis, é uma série de mísseis que conseguem viajar até fora da atmosfera da Terra, são os exo-atmosféricos, né, e quando eles descem, eles vêm lá, talvez, hipersônicos, que a gente chama, né, eu acho que são esses aí que acabam furando o Iron Dome lá de Israel, eles têm aquela tática também, igual eu falei, que eles mandam um míssel, que na verdade eles são várias, várias,

como se fossem várias ogivas, né? E aquele cluster, ele solta aquele cluster para tentar despistar a bateria antiaérea, digamos assim, e por trás vem o míssel ali para detonar. Exato. E isso cansa o sistema. Uma vez que o sistema vai atrás do míssel, se ele divide em dois, eventualmente ele vai conseguir pegar uma parte e outra parte não. E essa parte acaba caindo e batendo em solo. Exatamente. É isso mesmo.

Demora mais ou menos uns 8 a 10 minutos para o míssel chegar no momento que ele é disparado. E para poder montar a estrutura que vai lançar o míssel, preparar o míssel, o míssel tem 18 metros, 20 metros, pesa 23, 25 toneladas. É um negócio grande, não é uma coisa rudimentar. É um foguete. 18 metros é não um foguete. Você precisa ligar ele,

Há uma série de aparelhos, você precisa colocar, eventualmente ligar isso através de GPS, computador, problema de computador, para você colocar para onde ele vai ir. A gasolina dele, se for líquida ou sólida, precisa tomar um certo cuidado. Eu não lembro qual das duas. Acho que a líquida é mais perigosa do que a sólida de explodir, de pegar fogo. Então tem que fazer em um ambiente que não seja muito quente. Tem que tomar muito cuidado. Então tudo isso demora.

8 a 12 horas. Um grupo mais esperto de soldados mais experientes iranianos consegue fazer isso em 8 horas e pessoas um pouco menos experientes fazem isso em 12 horas. Então na hora que eles disparam o míssel, pra que aquele lançador seja reutilizado pra lançar de novo, demora 8 horas a 12 horas. Então não é tão rápido assim que você consegue reload, né? Você não consegue recarregar tão rápido assim. É que na verdade são lançamentos de foguete, né? Tem os drones, tem os mísseis menores,

esses mísseis que atingem 700 quilômetros, 300 quilômetros, por isso que eles estão jogando. Uma coisa que o cara postou outro dia aqui no Twitter, eu até achei engraçado, eu acho que é pouca gente aqui no Brasil, sinceramente, que sabe onde fica o Irã direito, entendeu? Tudo bem que agora pode estar até conhecendo onde que é o Irã. Mas, digamos assim, para o míssel chegar em Israel, o míssel do Irã tem que atravessar tudo ali, então às vezes é mais fácil, talvez por isso também eles estão,

castigando esses países, né? Porque Emirados Árabes, Qatar e tudo isso é tipo do outro lado ali do Golfo, né? Pra eles, né? Então, eles não precisam gastar esses mísseis de 2.000, de 2.500 quilômetros, eles jogam mísseis ali, esses de 800, esses de talvez 500 quilômetros, eles consigam bater ali, que aí são mísseis que são mais rápidos, né? São menores, são mais fáceis de lidar e talvez são mais rápidos de você, de fazer esse

reload e tal. Aí quando eles querem atacar mesmo lá Israel, tem que atacar Israel, pra galera entender, né? O ministro tem que sair lá do Irã e atravessar, né? Atravessa um bom pedaço ali. Aí pra bater lá no... em Israel ali, que tá ali na casa do quê? Uns 900, talvez mil quilômetros de distância, né? Mais ou menos, né? Vai lá, né? 2 mil. 2 mil do Irã, né? É. Por isso que eles jogam esses aí grandões, esses aí de 18 metros de altura, cara. Então, assim, é... Mas isso aí vai gastando também. Existe uma...

Vai ser difícil responder, mas existe uma estimativa de quanto tempo eles têm de arsenal? Por exemplo, o Irã tem arsenal para durar quanto? 10 dias, 15 dias de guerra? Um mês? Eles têm em torno... Depois que acabou a guerra, em junho do ano passado, Israel tinha destruído uma parte do depósito do arsenal deles e eles usaram outra parte. Eles tinham em torno de 3 mil ou 4 mil,

mil, mil e pouco, e eles correram para fabricar o mais rápido que eles podiam, mais mísseis para colocar no seu estoque. Eles conseguiam, no primeiro momento, fabricar 10 a 15 mísseis por mês e chegaram a 100 mísseis por mês. Então o estoque era estimado entre 2.500 mísseis balísticos total. Mas o número de mísseis em estoque é menos relevante do que o número de lançadores e a capacidade...

de controle e logística dessas centrais de lançadores para lançar um míssil, porque você pode ter 2.500 mísseis, se tiver um lançador, você vai lançar um míssil a cada 12 horas, não adianta nada. Então, é que nem você ter, fazendo aqui uma comparação um pouco mais rudimentar, é que nem você ter 10 carregadores de pistola, ou 15, ou 100 carregadores cheios de pistola, mas uma pistola só para disparar.

uma por uma, você não vai conseguir disparar várias e você não vai conseguir fazer um salvo. Então, o mais importante é isso, é o número de lançadores. Até onde eu sei, Israel diz que eles tinham em torno de 400 lançadores antes da guerra de junho do ano passado, foram destruídos mais da metade, eles ficaram com em torno de 100, tem gente que fala 80, tem gente que fala 130, eles conseguiram reformar ou parte dos que tinham sido destruídos, reconstruídos e tudo mais, produzir,

chegaram a 200, 200 e poucos lançadores pré a guerra atual. Agora, eu acho que eles têm bem menos que isso, porque a gente está vendo que eles não estão atirando por algum motivo. E eu acho que se eles estão indo com tudo para o que a gente chama de guerra total, guerra de sobrevivência, eu acho que eles deveriam estar usando mais do que eles estão usando, a não ser que eles estejam guardando alguma coisa para depois. Mas é que tá, o mais importante é, eles estão guardando para quê?

usar isso, eles também estão colocando em risco que eles possam não conseguir usar isso. E aí eles não usaram. E aí quando eles quiserem usar, não vai dar mais. Porque alguma coisa foi destruída que não dá mais. Se você destrói, por exemplo, onde está guardado ou a rua em volta que é onde está guardado, você não consegue nem tirar o negócio debaixo da terra. Então tem que ter alguma explicação um pouco mais sofisticada para eles não estarem usando. E eu acho que eles não estão usando porque realmente eles não estão conseguindo

usar. Se eles pudessem ou conseguissem usar, eu acho que nesse momento eles estariam usando. Principalmente depois da morte da Lika Menem. Ou seja, eu acho que Israel e os Estados Unidos foram para uma guerra total e eles deveriam estar indo para uma guerra total. Se eles estão fazendo uma guerra total e não estão fazendo isso, é porque eles não têm como fazer isso. Eles estão escolhendo para onde lançar. Inclusive, está sendo dividido em oito os alvos.

Não é mais só Israel, é os países árabes. E eles não vão conseguir terminar a guerra rápido se eles atingirem só Israel. Por isso que eles estão atingindo os

países árabes, mesmo aqueles países que não tem nada a ver com história. Eles estão atingindo os países, estão atingindo realmente onde dói nesses países, que é a economia desses países, que são aliados aos Estados Unidos, para que esses países pressionem os Estados Unidos a terminar com a guerra única e exclusivamente para conseguir fazer com que o regime sobreviva. Ou seja, não há nenhuma mudança do regime em relação ao que ele está disposto a dar e ceder para o Ocidente, mesmo sob ataque dos Estados Unidos

Israel. Perfeito. André, aproveitando agora, a gente pode passar pra questão da cobertura do conflito. Sábado, a mídia noticiou o ataque e também a confirmação da morte do Khamenei. O que eu queria perguntar pra você é o que você viu de parte da mídia? A mídia tá cobrindo o conflito de forma honesta, a mídia internacional está se posicionando a favor dos ataques, tá se posicionando mais a respeito do Irã, de que é um ataque,

ataque reiterado dos Estados Unidos contra um país que não tem nenhum motivo para estar invadindo. Muitos falam sobre fazer uma comparação entre o que aconteceu com o Iraque e depois o que está acontecendo agora, de que fala que tem armas de destruição em massa, fala que tem armas de destruição nuclear como motivo para derrubada de regimes que não são pró-Estados Unidos na região. Como que você vê a atuação da mídia nisso?

acompanhar a mídia de outros países, acredito que talvez esteja um pouco mais alinhado, a mídia internacional deve estar mais ou menos alinhada ao que está acontecendo no Brasil, por ser no mundo livre, né? Vamos lá. Diferentemente do Iraque, o Irã não tem armas de destruição em massa, ele estava querendo construir armas de destruição em massa, e os Estados Unidos não disseram que eles estão indo lá porque eles têm armas, eles estão indo lá para eles não terem essas armas, e eu não acho que passa na cabeça de, por exemplo,

O próprio ministro da defesa americano, que é veterano da guerra do Iraque e do Afeganistão, eu não acho que eles têm interesse de fazer uma invasão por terra ao Irã. Isso é um... Apesar de que eu vejo notícias de que já teve operações de comando por terra, mas é diferente operações de comando por terra com 20 soldados para fazer alguma coisa específica e sair do que uma invasão propriamente de ter por terra no sentido de ocupação militar. Isso eu acho que não vai ter. Então, é diferente do Irã.

nesse caso. Segundo ponto, eu acho que a gente tem que dividir em alguns aspectos aqui essa questão. A guerra contra o Irã é vista pelo Ocidente como algo muito mais compreensível do que, por exemplo, a guerra entre Israel e Hamas em Gaza. Porque o Irã é um país gigante, extremamente agressivo em relação ao Ocidente, culturalmente muito longe do Ocidente, controlada por fundamentalistas radicais. E a gente viu o que aconteceu em janeiro

30, 40 mil pessoas que protestaram no Irã. Então, o mundo vê isso e não tem nenhuma simpatia pelo regime. Diferentemente, por exemplo, entre Israel e o Hamas, e mesmo que as pessoas não tenham uma simpatia pelo Hamas, o Hamas representa, o modus operandi do Hamas, o Hamas representa, na cabeça de muitos, uma representação da causa palestina. E tem muita gente que apoia a causa palestina no Ocidente. Tanto que é muito

comum vermos que a diáspora palestina fora daqui, ela apoia a causa palestina. A diáspora iraniana fora do Irã em sua grande maioria não apoia o regime. Então é muito mais justificável, mais palpável e mais digerível para o mundo uma guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã do que o eventual combater dentro de Gaza contra o Hamas ou contra

combater o Hezbollah dentro do Libra. Isso é um ponto. O segundo ponto é a questão de como isso é colocado pelo presidente americano. Então, o presidente americano, o Trump é uma pessoa extremamente polêmica, imprevisível e fala coisas, eventualmente, completamente fora do senso comum da política internacional, dos modos, dos bons modos, da forma como as pessoas estão acostumadas a lidar com política.

E, obviamente, a gente entende que existem presidentes no mundo inteiro que são mais ousados, mas a gente não está acostumado a que isso seja feito pelos Estados Unidos, que é a maior potência do mundo. Então, isso deixa as pessoas um pouco incomodadas. Então, jornalistas, a imprensa, como um papel de imprensa, o papel da imprensa, na minha opinião, e eu estou citando uma jornalista israelense há anos atrás, o papel da imprensa é criticar o governo,

peso e contrapeso das ações do governo de onde a pessoa está trabalhando como jornalista daquele país. Eu lembro essa jornalista uma vez criticando o Ministro da Defesa, aqui falando alguma coisa relacionada ao Covid, ele criticou ela por não estar elogiando as ações do governo e ela falou, olha, desculpa, mas vocês sabem fazer propaganda de vocês mesmos, vocês têm a máquina pública, o papel da imprensa é criticar o que vocês fazem e a gente vai continuar fazendo isso.

Então o papel da imprensa é esse, é trazer essa reflexão. E eu tenho acompanhado alguns noticiários brasileiros, onde a crítica é o timing do ataque, a forma como o ataque foi feito, essa suposta violação do direito internacional de Israel e dos Estados Unidos em relação ao Irã no ataque preventivo, se bem que tudo isso é muito subjetivo e interpretativo, porque dentro da lei internacional também existe a possibilidade de ataque preventivo,

Também existe, na carta da ONU, você não fazer nada do que o Irã está fazendo, que isso já demonstra um casos belli. O Irã tem um casos belli com Israel. O Irã financia grupos que estão atacando Israel. E Israel poderia se dar ao luxo de se colocar numa posição onde eu estou em guerra com o Irã porque o Irã já começou uma guerra comigo há muitos anos. Então, eu não estou começando uma guerra. Eu estou dentro de uma guerra já iniciada pelo governo do Irã há muitos anos. Então, veja.

O Irã não tem o direito de ter uma força militar, paramilitar, completamente, que funciona aos moldes de um grupo terrorista, que é as guardas revolucionárias, que tem um braço internacional, que já cometeu atentados contra judeus no mundo, e se isentar da responsabilidade de sofrer as consequências disso quando algum país vai lá e invade o seu território para destruir essa ameaça. E aí ser acusado de estar violando a lei internacional.

a cobertura da imprensa brasileira nesse sentido. Que é colocado essa última parte aonde Israel e Estados Unidos violaram o direito internacional ao atacar o Irã. Mas não há uma reflexão, muitas vezes, no que veio antes disso. E o que vem antes disso é muito importante para entender essa suposta violação da soberania iraniana. Isso é um ponto. O segundo ponto é a questão

das negociações, porque agora as negociações atacaram o Irã, eu vejo políticos brasileiros principalmente da esquerda falarem isso nas suas redes sociais inclusive alguns políticos brasileiros escrevem mais sobre isso do que os problemas que o Brasil tem mas isso é uma outra questão e eles escrevem assim no meio das negociações você não ataca o seu interlocutor que negociações? estão negociando com o Irã há 10, 12, 15 anos que negociações?

ofereceu nas negociações? Quanto tempo vai durar essas negociações? Qual é o deadline das negociações? O que aconteceu no ano passado nas negociações? O que aconteceu depois do cessar fogo que o Irã aceitou? Que ele não iria fazer a ABCDE e fez? Até que ponto? Eu volto ao ponto que eu falei no começo do programa. Até que ponto as negociações precisam continuar para aqueles que estão falando que você não ataca o seu interlocutor no meio das negociações se convença que as negociações acabaram?

É uma declaração apenas? O que está à sua disposição em relação a isso? Cadê a ressalva do momento surpresa que você poderia fazer? E se o Irã está enganando os outros nessas negociações? Então, o Irã tem direito de enganar e os outros que estão negociando não têm o direito também de fazer uma operação secreta que também vai enganar o outro lado? Até que ponto vai

necessidade de exigir do mundo livre ser 100% honesto 100% das vezes e de negociar em boa fé enquanto que você claramente vê que o outro lado não está engajando da mesma forma e aonde está escrito que você precisa se comportar de um jeito 100% honesto 100% das vezes e negociar em boa fé e você tem certeza que você não vai fazer nenhuma ação violenta

se você vê claramente que o outro lado não está fazendo isso e que, na verdade, as negociações estão ajudando ele a ganhar tempo, esconder material, esconder armas, se preparar para um eventual ataque. Ou seja, essa é a minha crítica. A crítica pode existir em relação a Israel e Estados Unidos, violação de direito internacional, invasão de outro país, ataque no meio das negociações, etc. Mas também tem que vir os argumentos contrários que justificariam essas ações. E, de novo,

nós somos do mundo livre, nós somos brasileiros, nós vivemos numa democracia, até onde eu sei. E, portanto, eu gostaria de poder acreditar que a imprensa brasileira, e eu tenho certeza que a maioria acredita, que a gente precisa acreditar nos países livres mais do que a gente acredita em ditaduras. E se existem pessoas das democracias dizendo o Irã está mentindo, é perigoso, temos que fazer alguma coisa para impedir que eles continuem fazendo

fazendo, porque, desculpem, vai dar merda? Vai dar merda. E depois que der, não tem o que fazer. Não tem como chorar pelo leite derramado. Vão ser condolências e não condenações. E aí, como o Golda Meir falava há 50, 60 anos atrás, eu prefiro receber condenações do que condolências. Porque condolências, você já perdeu a vida. E teu ente querido, teu amigo, tua família ou você mesmo está enterrado embaixo da terra.

E condenações você recebe, condenações você continua vivo. O que é mais importante? Então, tudo isso precisa ser trazido nessa cobertura. E é justamente esse o meu ponto. Eu vejo muitos analistas fazendo essa avaliação, eu entendo a avaliação, eu concordo com a avaliação, eu entendo também que é muito fácil criticar o presidente americano por todas as coisas que ele faz e fala, e as contradições, e a volatilidade, e a falta de estabilidade,

previsibilidade, mas eu tô agora falando agora de uma visão que na minha opinião é a visão que eu tenho, eu sou também israelense, eu estou aqui em Tel Aviv e esse país tem só 20 mil quilômetros quadrados. Da janela aqui dá pra ver a praia e a fronteira com a Cisjordânia, que tem 30 quilômetros de largura. Aqui é muito pequeno pra gente poder confiar em apenas negociações de uma fé, de um país que tem 90 vezes o tamanho desse daqui, 10 vezes

mais população e diz que quer destruir esse país e faz tudo o possível para construir uma rede de tentáculos, de grupos armados para levar a cabo esse desejo. Eu não acho que nenhum israelense, seja da oposição, da coalizão, seja de direita ou de esquerda, conservador ou progressista, religioso ou secular, vai discordar disso. Não tem como ficar esperando para sempre a boa vontade do regime que já

vou por 47 anos, que boa vontade, é a última coisa que eles vão ter. Muito bom. Sacani, aproveita, faz também algum comentário sobre os caças, o pessoal da audiência. Muita gente me falou sobre os vídeos que você postou. Você postou muitos vídeos a respeito dos caças que estavam desviando dos mísseis. Caças de quinta geração, né? Não, eu não postei aquele vídeo não. Aquele vídeo lá eu não postei não, porque aquele vídeo lá é fake, tá? Não postei não. Não é sua postagem lá no Twitter? Não, de caça eu não postei.

É fake o vídeo? É fake, é fake. Aquele vídeo lá é fake dos F-18 fugindo dos mísseis. Aquilo lá descobriram que é de um jogo. Ah, não. Aquilo é jogo em videogame. É, aquilo é jogo em videogame. Cair na inteligência artificial. É, nem AI, cara. Nem AI, é jogo mesmo. O cara pegar na telinha de jogo, é o joguinho mesmo. Não tem como. O míssel, ele é muito mais rápido que um caça, cara. Não tem nem condição daquilo lá acontecer, entendeu? Eu não postei, não. Eu tenho postado muita dos

os mísseis mesmo que viajam fora da atmosfera e tal, porque essa é a guerra, né, cara? E o papel, por exemplo, a China, né, está com um papel muito importante porque ela usou, o que acontece, né, o Strait de Hormuz ali, a notícia que a gente tem é que foi liberado somente navio chinês e russo para passar. Os navios chineses, porque é uma forma do Irã estar agradecendo a China, porque a China, ela cedeu as imagens de satélite, de alta resolução deles,

o governo iraniano, aonde tem a localização de tudo. E aí eles usaram uma IA poderosíssima de visão computacional, que identifica que tipo de coisa que tem, que tipo de míssel que é, que tipo de avião que é e tudo mais. E cedeu isso pro Irã, pro Irã poder fazer o ataque e uma forma de agradecer foi ele liberar os navios chineses passarem ali pelo Estreite de Hormuz, entendeu? Essa é a notícia que a gente tem, né? Pode ser tudo, pessoal, tem que tomar cuidado com as notícias, porque pode ser tudo bem manipulado.

mas é o que o pessoal anda divulgando aí, tá? Então a gente tem isso, tem o lance aí do GPS, então essa parte aí dessa guerra agora se travando aí, né, o espaço sendo usado, né, faz tempo. No ataque lá do ano passado eles chegaram a usar alguns, né, alguns mísseis viajando fora da atmosfera, mas agora parece que o número cresceu bastante desse tipo de armamento. Então é isso que a gente tem.

ali no Kuwait, né? Eles foram atingidos mesmo, os pilotos foram injetados, né? E acabaram não morrendo. Foi fogo amigo. Foi fogo amigo, né? Foi fogo amigo que pegou eles, eles foram injetados, os pilotos estão tão bem, aparentemente, né? Não teve nada que conseguiram injetar de paraquedas e tudo. É isso que a gente tem, mas tem que tomar cuidado, porque tem muita coisa que começa a soltar esse videozinho do caça, sendo perseguido pelo míssil, aí ficou famoso, mas eu não postei ele, não. Muita gente postou,

eu falei, cara, não é possível. Isso é mais rápido que o avião, cara. Não vai... Ainda mais um 18, que é um avião até mais velho. Agora, os B-2 estavam atravessando, né? Acho que eles estavam atravessando pra bombardear o Irã, né? Eles foram usados já no primeiro dia. Foram usados e voltaram. Decolaram nos Estados Unidos, foram usados e voltaram pros Estados Unidos. É, né? Foram usados. Rebastecidos no ar. Só que em estado deve ter uns 30 aviões de rebastecidos

de reabastecimento de radar, para poder dar uma cobertura de radar. Os F... Bom, tem uma esquadrilha inteira de 18, acho que F-22. Chegaram mais F-15s americanos também, ontem, que eu vi no jornal. Só que essas informações são muito, muito, muito cuidadas, porque são informações de guerra. Então, essas informações, elas não vazam fotos e tal. Não é normal.

ou vazar essas informações, porque isso no fim do dia é você entregar o que está acontecendo em campo de batalha para o inimigo. Então, não dá para saber exatamente o que tem. Eu estava, por exemplo, em Tel Aviv, no ponto que caiu um míssel anteontem, onde caiu um míssel em Tel Aviv, matou uma mulher, feriu 15 pessoas, fui lá ver os destroços, eu postei nas minhas redes sociais, e vi um avião, um 747, branco, sem nenhum tipo

sem nenhum tipo de adesivo e sem janelas. Aterrissando. Para aterrissar em Tel Aviv. Não dá para saber de onde é, não dá para saber o que tem dentro, não dá para saber nada. Ninguém fala também nada sobre isso. Não é que você não vê coisa... Eventualmente, você vai para o céu e tem um avião voando. Você fala assim, o que será que é? O que será que é? O espaço aéreo está fechado, né? O espaço aéreo está fechado. O espaço aéreo está fechado. O espaço aéreo está fechado.

Os ataques estão se concentrando, mas em Tel Aviv mesmo, Jerusalém, como que é? Como que eles... Eles atacaram o Sul, atacaram o Norte, caiu um míssil ontem em Bercheva, caiu estilhaços em Lichonetsion, que é centro, estilhaços em Bnei Braque, que é centro, caiu em Tel Aviv, esse que matou anteontem, ante anteontem, uma mulher, caiu em Tel Aviv, acho que foi ontem, anteontem, foi no domingo, acho. Ou no domingo, ou no sábado, caiu um míssil em Tel Aviv,

matou a mulher. Caiu anteontem em Beit Shemesh, que é perto de Jerusalém, que é entre Jerusalém. É perto. É mais perto de Jerusalém do que de Tel Aviv. Matou nove pessoas. Algumas crianças, inclusive. Eles estavam no abrigo subterrâneo. O míssel bateu direto no abrigo. Mas o abrigo tinham dezenas de pessoas. Morreram nove pessoas. Ficaram abrigo grande. Então parte morreu, parte não morreu. A maioria não morreu. Mas, enfim, caiu em cima do abrigo. Bateu em cheio no abrigo.

E aí se bate em cheio, não tem muito o que fazer. Principalmente se o abrigo for grande, porque é muito concreto que tá em cima, aí as pessoas cabem, eventualmente acabam morrendo, por causa do concreto que cai em cima delas, não seriamente por causa do míssel. Mas Jerusalém tá sendo atacada também, ou não? Também, caiu inclusive um estilhaço de míssel no hospital árabe, em Jerusalém Oriental. Eles não se importam se atingir a mesquita, eles vão falar que foi Israel que atacou a mesquita.

É a guerra pela verdade, é a guerra pela informação. Eu queria fazer uma última pergunta, André. Só pra a gente fechar a questão da cobertura do conflito, muitos vídeos começaram a circular na internet de protestos a favor do ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Então nós tivemos o No Rehab Day, que seria uma trend, uma espécie de manifestação, principalmente

dos jovens, das meninas que estavam tirando hi-hab, que estavam protestando a favor da queda do regime, a favor do ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã. E a gente vê isso circular na internet hoje, né? Talvez seja IA também, eu não sei. Mas tivemos algumas postagens de rede social de pessoas dentro do Irã comemorando o ataque. E isso daí mostra que o governo interno estava dividido, né?

um conflito de interesse. A maior parte das pessoas no Irã, na minha opinião, tirando a minoria ultra-religiosa, é a favor, é contra o regime. É contra o regime. E a maioria das pessoas da diáspora iraniana são a favor da queda do regime. São bem radicais, então, em relação a isso. Tanto que teve gente que foi jogar flores na Embaixada de Israel, dos Estados Unidos e vários países da Europa, da diáspora iraniana.

que é vasta pelo mundo inteiro. São pessoas que têm uma total relação com o Irã, amam o Irã, amam o país, se identificam culturalmente, religiosamente, eventualmente, mas são contra o regime. Essas pessoas foram perseguidas pelo regime, perderam parentes por causa do regime. E aí, obviamente, que esses protestos

importantes porque eles demonstram o quanto o país está sequestrado por esse grupo de pessoas que fizeram a revolução e posteriormente sequestraram o país e o país vive sob esse estado policial desde então. Bom, gente, tivemos aqui a participação de André Leste e Sérgio Sacani, hoje terça-feira, tá bom? Trazendo conteúdo pra vocês em tempo real aqui no Redcast. Vou passar a palavra pra eles pra que eles possam agradecer, fazer suas considerações,

dar os recados aí a respeito das próximas atividades. Você, Sacani? Cara, eu não. Só agradecer aí, André, o tempo dele aí. Tome cuidado aí, porque eu sei que é complicada a situação, né? Não é fácil, não. E tomara que isso aí se resolva. A gente é igual ele falou mesmo, né, cara? Ninguém gosta de guerra, né? Afeta todo mundo. Essa aí, então, por conta do petróleo que está envolvido, vai afetar a gente de alguma maneira também em algum momento e tal. Tomara que isso se resolva o mais rápido possível aí.

obrigado pelo tempo, André, valeu. Obrigado, obrigado, Sacani, obrigado de verdade para vocês aí pelo convite e queria deixar aqui minhas redes sociais caso o pessoal queira acompanhar aqui a cobertura aqui, eu tenho postado todos os dias, algumas vezes por dia, arroba André Leist no Instagram, no Face e no Twitter, no X e no YouTube também, a gente tem os vídeos, tem as entrevistas que a gente dá para a imprensa brasileira também, então

de bastante vídeos, vídeos educativos, sigam a gente e também que amanhã, amanhã não, hoje vai ter o podcast Levante, edição especial, ao mesmo horário, acho que vai ficar gravado, Levante, que é o podcast da Standevan, Caio Blinder, Felipe Moura Brasil, Samuel Feldberg e comigo. Legal. Que é um podcast semanal, bisemanal, que é sócio-orientado,

Perfeito. Gente, acompanha o trabalho do André Leite no Instagram, como ele falou. Twitter, tá bom? Tem também o canal no YouTube pra ele, com o mesmo nome pra vocês adicionarem. Tem o arroba aí, se você já quiser também ir mais fácil pro pessoal que estiver assistindo pelo celular, pode acessar. E seja sempre bem-vindo, tá, André? Foi um prazer conversar com você. Obrigado pelo seu tempo, pela sua disposição. Gente, Redcast vai ficando por aqui. A gente volta aí amanhã na nossa programação. Forte abraço aos vocês. Valeu.