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1 BIÓLOGO X 25 VEGANOS | FT. RICHARD RASMUSSEN

03 de março de 20261h57min
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1 BIÓLOGO X 25 VEGANOS | FT. RICHARD RASMUSSENRichard Rasmussen enfrenta 25 veganos em debate polêmico sobre veganismo, mudanças climáticas, agronegócio e saúde. Argumentos provocativos sobre tratamento animal, impacto ambiental e sustentabilidade econômica geram discussões intensas e opiniões divididas.#richardrasmussen #veganismo #veganismoxagronegocioO que Richard Rasmussen falou sobre veganismo?Por que Richard Rasmussen debate com veganos?Quais argumentos Richard usa contra o veganismo?O veganismo realmente ajuda as mudanças climáticas?Tratar animais como humanos é maus tratos segundo Richard?O agronegócio sustenta o Brasil conforme Richard afirma?Veganismo faz mal à saúde do vegano?Por que veganos se preocupam apenas com animais fofos?Quem venceu o debate entre Richard e os 25 veganos?Quantos veganos debateram com Richard Rasmussen?Qual a opinião de Richard sobre direitos animais?O agronegócio faz bem para a sociedade brasileira?Veganismo tem impacto real no meio ambiente?Richard Rasmussen é contra o veganismo?Quais são os principais argumentos dos veganos no debate?Como o agronegócio contribui para a economia do Brasil?Veganismo causa deficiências nutricionais?Por que Richard diz que veganismo é seletivo com animais?O debate de Richard com veganos foi polêmico?Onde assistir Richard Rasmussen vs 25 veganos completo?Quais animais os veganos esquecem segundo Richard?O veganismo é uma ideologia radical?Richard Rasmussen mudou de opinião após o debate?Como os veganos responderam às provocações de Richard?O agronegócio prejudica ou beneficia o meio ambiente?Veganismo é realmente sustentável a longo prazo?Richard Rasmussen tem experiência com animais selvagens?Qual a diferença entre bem-estar animal e humanização?Os 25 veganos conseguiram convencer Richard?Quais estudos Richard citou sobre saúde e veganismo?

Assuntos14
  • Impacto ambiental da pecuáriaDesmatamento e pecuária na Amazônia · Emissão de gases de efeito estufa · Uso de terra para pastagem · Comparação com cultivo vegetal · Eficiência de conversão alimentar
  • Veganismo e AlimentaçãoVeganismo como escolha ética vs. ideológica · Diferença entre veganismo e vegetarianismo · Imposição de valores veganos · Veganismo como minoria populacional · Seletividade moral (animais fofos vs. outros)
  • Agronegócio e EconomiaImportância do agronegócio para o Brasil · Percentual do PIB (agropecuária vs. agricultura) · Diferença entre grande e pequeno agro · Plano Safra e políticas públicas · Desenvolvimento econômico de regiões
  • Musculação e TreinoAdequação nutricional da dieta vegana · Vitamina B12 em dietas veganas · Riscos de câncer associados à carne vermelha · Doenças coronárias · Comparação de fontes proteicas
  • Bem-estar animal em sistemas de criaçãoConfinamento de animais · Mutilação de animais (corte de dentes, rabos) · Gaiolas gestacionais para porcas · Condições de vida em produção industrial · Diferença entre bem-estar e humanização
  • Mudancas ClimaticasCeticismo sobre mudanças climáticas · Percentual de contribuição humana · Diferentes interpretações científicas · Aquecimento global vs. narrativas · Relativismo científico
  • Traumas e acusações contra Richard RasmussenAcusações de maus-tratos no Pantanal · Acusações de tráfico de animais · Projeto Brasil Biomas · Hospital veterinário móvel · Resgate de jacarés
  • LibertarianismoLiberdade de escolha individual · Não-intervenção nas escolhas alheias · Ética como conceito relativo · Crítica a imposição de valores · Respeito a diferentes estilos de vida
  • Conservação de espéciesManejo de espécies invasoras (javali) · Equilíbrio ecológico · Prevenção vs. proteção · Controle populacional de animais · Biologia da conservação
  • Questões de desigualdade e acesso alimentarAlimentos processados em comunidades pobres · Falta de acesso a alimentos naturais · Obesidade e desnutrição · Saúde em contextos de periferia · Dificuldade de escolha para pobres
  • Histórias Pessoais e de ViajantesTrabalho em biologia da conservação · Pesquisa em ambientes selvagens · Expertise em proteção animal · Documentários sobre vida selvagem · Credibilidade baseada em experiência
  • Humanização de animais de estimaçãoDiferença entre bem-estar e humanização · Tratamento de pets como seres humanos · Mensagem cultural para crianças · Educação anti-especista · Respeito aos animais sem antropomorfismo
  • AgrotóxicosUso de defensivos agrícolas · Necessidade de químicos na produção · Produção orgânica vs. convencional · Transgênicos no Brasil · Produtividade agrícola
  • Origens de doenças zoonóticasTransmissão animal-humano · Pandemia COVID-19 · HIV · SARS · Percentual de doenças emergentes de animais
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Na indústria dos ovos, você foi acusado de mostrar. Você me acusou que eu não posso discutir o que você tá colocando, que eu não posso discutir o assunto, porque eu fui indicado. Isso foi mentira que ele falou. Você vem só com fensa pessoal, eu vou estudar a tua vida e vou achar um monte de buraco. Se você for me ofender, eu levanto e vou embora. Não, não é ciência do Richard, é ciência da maioria das pessoas que discordam de vocês.

Então, se isso não é sofrimento, o que é sofrimento? Vamos melhorar isso, essa condição.

Por que você não posta no seu instagram como é o abate de um animal? Eu espero que vocês tragam uma discussão melhor do que só acusação. Não, calma aí, eu tô falando ainda, eu vou tomando teu cu, você me trouxe até aqui, eu vim da casa do caralho pra vir até aqui, fui massacrado. O que aconteceu com o cachorro lá, orelha lá, foi uma coisa horrível. É muito diferente de um abatedor. Humanizar os animais, tratar de certa forma os pets de uma maneira excessivamente humanizada,

Traz problemas. Traz problemas. A gente concorda. Como biólogo que você é, que é a favor da vida, né? Que a biologia... É isso, basicamente. Você tem que escolher quais os bichinhos que você quer. Quantos dias ela passa imobilizada, deitada? Quantos dias ela passa? Eu não falo porque você é agressiva. Então, assim... Não, você é agressiva. Não, mas não é. Porque você parte por pessoal. Se eu descobrisse a sua vida, eu ia ter coisas pra falar de você.

Você já foi no abatedor? Sim. Você conhece como efeito processo? Infelizmente. Tá. Então, tá. É na machadada. Algum animal tem se morro. A grande maioria... Não, não é.

A grande maioria não é. E você sabe que você tem errado. Gente, se eu não puder aqui me expressar e falar, eu levanto e vou embora e beleza. E ficamos nesse vácuo e não tem problema. Não, eu tô perguntando pra ela. Não, não é. Por que você não senta aqui? Você não senta. Posso falar ou não? Ou só você fala? Me dá um percentual, já que você tem um número. Porque a gente deve ter um número. Não é. Isso é o que você quer dizer. Isso é o que você quer dizer.

Você falou que não é um cientista, agora você quer rebater dados científicos. Você conhece o Pantanal ou não? Não. Ah, tá. Vocês não foram pra Amazônia, vocês não foram pra não sei o que.

Tudo que vocês fazem é levantar um papel. Só existe o boi porque alguém come o boi. Ou você que tem o boi como pet na sua casa. Você tem alguma base ética pra fazer as coisas que você quer. Por exemplo, você não come cachorro. Não, eu não sei. Talvez na China experimentem. Se ninguém comer o boi ou tomar o leite do boi, o boi não existe. Você é um estudado do assunto? Eu sou, eu tenho mensagem. É traficado. Por favor, por favor, traga alguém melhor. Eu vi no seu vídeo. Então você não entendeu assim.

Tem muitos problemas. Tem pra você, mas não pra mim mesmo. Eu tô ótimo. Adoro um churrasco, mano. Qual é o... Também acho que deveria ser, mas não é. A quem interessa a maior parte dos deputados da Câmara. E o risco que as pessoas estão assumindo hoje é de morrer por doenças coronárias ou câncer. Não, o risco que a gente tem hoje é de levar uma bala quando você sai na rua. Bom, eu sou o Richard Rasmusso, eu sou biólogo, eu sou economista, sou jornalista, eu tô 25 anos na televisão, fazendo programas de meio ambiente e ultimamente com internet,

Nos últimos sete anos eu abri o meu leque falando de outros assuntos. Hoje eu vim debater sobre veganismo e pai de pet também, no Redcast. Que Deus me ajude. Tratar animais como seres humanos é uma forma de maus tratos. Boa noite, Richard. Eu sou a Paula. Oi, Paula. Prazer. Tudo bem? Primeiro, Richard, eu queria entender essa afirmação como problemática. Porque acho que a gente não entendeu. A gente até conversou assim, a gente não...

Não entendeu por que ela é problemática. Na verdade, foi sugerida aqui. É uma afirmação que eu já tenho, que eu já falei algumas vezes. Não é uma problemática, é um fato. Ou o que ela tem a ver com o veganismo, por exemplo? Não, nada. Nada, né? Nada, mas como é pai de pet também, entendeu? Aí acho que trouxeram a baila como... Não é só veganismo, é veganismo pai. Você é pai de pet? Sim. Tá, maravilha. Mãe de pet. Mãe de pet. Mãe de pet.

Ok, tudo certo. Tudo certo, né? Porque assim... Você discorda do que eu falei? Não, porque assim, depende... A questão é...

Começamos a primeira batalha. Pois é, a gente começou bem, né? Começamos bem. Começamos bem, porque assim, nós que somos veganos, a gente não tem a mínima intenção de fazer uma grande defesa sobre essa questão de que o animal precisa usar roupa e fazer aniversário, festa de aniversário, né? Existem várias maneiras, inclusive, de humanizar o animal e eu acho que cada um dentro do seu lar vai fazer isso de uma maneira diferente.

A partir do momento que cada pessoa se considera o animal da família, de alguma forma você está humanizando

um pouquinho. Tem gente que humaniza um pouquinho, tem gente que humaniza um montinho. No nosso caso, o veganismo intrinsecamente não tem nada a ver com isso. Sobre humanizar o pet. Mas eu, essa pergunta mexeu comigo pela questão da expressão maus tratos. E aí, inevitavelmente, eu como vegana, eu vou trazer questões suas, que a gente vê em notícias. Não são acusações que eu estou fazendo, mas a gente vê em notícias. Vamos para o pessoal, é isso? Não é pessoal.

Não é pessoal, é o seu trabalho. Não, estamos debatendo o assunto. Você não acha, você discorda de mim, que o fato é, não, você já vai começar a virar outra coisa, vai começar a olhar para mim e me atender. É típico do assunto. Nós não estamos debatendo o assunto. Estamos falando de maus tratos, animais, animais. Desde o começo eu falei para a gente não atacar pessoalmente. Richard, mas esse é o seu trabalho. São acusações baseadas no seu trabalho.

Quais são? Quando a gente vê uma notícia falando que você foi lá acordar jacaré hibernando,

e que você foi acusado de maus tratos por isso, eu acho que isso é mais maus tratos do que fazer aniversário de cachorro. Então vamos lá. Eu vou explicar o que aconteceu no Pantanal para o seu deleite. Eu fui ao Pantanal e todo mundo preocupado com essa pintada. Eu fiquei dois anos com um projeto chamado Brasil Biomas, onde a gente levava não só um clínica veterinário, porque uma das coisas que eu fiz para estar no meu lugar de fala, porque senão seria muito fácil estar onde eu estou, eu investi no bem-estar.

Do Brasil. É meu. Não é um trailer. Não é alguma coisa. Não. É um hospital veterinário de um milhão de reais. Que eu e mais quatro patrocinadores construímos para poder atender. Levamos para o fogo. Eu fiquei dois anos no fogo. Você conhece o Pantanal? Não. Ah, tá. Lá vivendo já. Então, fica um pouco difícil explicar como é que vive o jacaré. Não, mas essa coisa que... Porque o jacaré... Ah, eu não conheço o Pantanal. Não posso falar.

De uma notícia de maus traços. Por exemplo, a outra notícia também de acusação de tráfico de animais. De você ter levado animais para... Na notícia.

ilegalmente animais pra criador. Você tá levando essa discussão pra outra coisa. Você não tem capacidade de discutir o assunto. Não tem. E tá levando pra ofensa pessoal. O que isso tem a ver com maus tratos? Vamos lá. Mesmo que eu fosse um traficante. Vamos dizer que eu sou um traficante. É maus tratos. Eu sou um traficante. Olha, animal silvestre. Por exemplo, vamos falar de mãe e pai de pet. Quanto biólogo que a gente vê, não só biólogo, mas a gente que entende.

Você não tem condições de discutir o assunto. Você tá sem condições de discutir o assunto. Você perdeu o objetivo do seu... Ela é mãe e pai de pet de animal silvestre que é traficar.

Traficado, que é traficado. Vocês não tem alguém melhor pra discutir? É traficado. Por favor, por favor, traga alguém melhor. Traga alguém melhor, porque essa menina não tem condições. Essa menina. Você não é uma menina, é uma moça. É, não tem condições. Vamos discutir alguém melhor? Vai, vamos levar ao nível da discussão. Não, você pode, mas o problema é que você não assume. É o seu trabalho. Então vamos dizer que eu fosse. Cheio de crime, de acusação de crime.

Tá bom. Vai lá, filha. Vai lá. Eu não conheço a sua vida. Eu não conheço a sua vida. Filho e menino, caramba. Eu não conheço a sua vida.

para ser minha filha. Começamos bem. Eu espero que vocês tragam uma discussão melhor do que só acusação, porque mesmo que eu fosse o que ela me disse que eu sou, o que eu não fui, porque... Deixa eu posso falar ou não? Ou só você fala? Só ela fala? Não tem alguma regulação? Porque só ela fala, já sentou no banco, tem que ficar quieta. É isso? Não é isso? Não, não tem mistério público. Isso que você falou do jacaré foi uma denúncia que foi feita e qualquer pessoa pode denunciar qualquer coisa.

Eu posso denunciar você porque você tem cabelo rosa e eu acho você não sei o quê. Eu posso denunciar de qualquer coisa.

pessoa pode mover uma denúncia? Especialmente pra uma pessoa pública. Especialmente pra uma pessoa pública. É muito fácil fazer isso. É muito fácil. Eu tô há 30 anos. Mas se essa é a tua razão, então eu não deveria estar aqui. Então eu não deveria estar no meu lugar de falar isso, tem que ir embora? Então por que você veio discutir então? Por que você veio discutir? O fato é o seguinte. O jacaré, eu vi todas as pessoas salvando preocupados com a onça-pintada. E no caminho

para a onça-pintada, eu volto a dizer, a gente tinha, eu conheço o Pantanal que eu vou desde os 4 anos de idade lá. A gente construiu um hospital veterinário por 2 anos no fogo lá. Eu estive lá 2 anos no meio do fogo gravando as coisas que estavam acontecendo. E acontecendo coisas horríveis. O fogo nunca teve uma época do Pantanal tão seca e com tanto fogo. E a onça-pintada sofreu, tantas onças-pintadas foram queimadas, foram levadas a centros de resgate, foram cuidadas e todo mundo esqueceu do jacaré no caminho

as onças pitadas, tinham jacarés morrendo secos. Ninguém se importou com eles. Eu fui lá com a minha equipe. Eu tinha um hospital. Eu tinha veterinários. E tiramos esses jacarés dessa condição. Demos soro e devolvemos para outro lugar. E aí, exatamente nessa posição, eu fui acusado no CR Bio. No CR Bio, achou que a minha atitude foi condizente com a minha profissão. Tanto que, no ano seguinte, no ano seguinte,

operação de resgate de jacarés da história do país no Pantanal. Eu acho que eu cutuquei alguma onça com a vara curta, literalmente. Então foi isso que aconteceu. Agora, eu acho que a gente tem uma pauta. Se vocês quiserem levar as suas acusações, podem ficar atentos aí. O jornal está aí. Vocês podem levar isso. Agora, se vocês quiserem conversar sobre o assunto que a Paula não conseguiu discutir, a gente não vai chegar a lugar nenhum. Não interessa. Vamos dizer que eu seja um traficante, que eu seja um sei o que,

é nada disso verdade, mas assim, a discussão é sobre o assunto de maus-tratos, sobre pet. Então, você me acusou que eu não posso discutir. O que você está colocando que eu não posso discutir o assunto? Porque eu fui indicar. Você tem que discutir o assunto, se é maus-tratos ou não. E você não soube responder a pergunta. Eu espero que tenha alguém melhor para discutir. Você foi muito ruim. Você foi muito ruim, Paula. Você foi muito ruim.

Vamos esperar uma pessoa melhor que você. Como é que está? Tudo bem? Vamos lá. Olá, eu sou o Rodrigo. Rodrigo Dourado, prazer. Você é pai de pet?

Sou. Você é pai de pet. O que é pai de pet? É isso que eu ia te perguntar. Vamos definir primeiro pra entender. Eu tenho pet, não sei se isso significa. Eu tenho muitos pets. Seria a minha mesma pergunta pra você. Porque aí fica uma humanização, né? Tratar com respeito, tratar bem um animal, não significa humanizar. Significa civilização, né? Significa você reconhecer que é assinciente, reconhecer que é um animal digno de direito. Então, a gente concorda

com isso. Tratar bem o animal porque ele é senciente e tudo mais. Você é pai de pet. Perfeito. Concordamos com isso. E aí, voltando assim, rolou um desentendimento aqui, uma desinteligência. Eu acho que aí tem uma desassociação que é importante a gente contar para as pessoas em termos educacionais mesmo. Porque se a gente trata o animal como objeto, como objetificação, quando não respeita, não sei se foi uma acudação, enfim. O que aconteceu agora recentemente com o cachorro, que adolescentes

como trataram, a gente viu o que aconteceu. Eu acho que isso é uma maneira que a gente está, quando a gente diz, como você colocou aí, pai de pet, ou trata humanizando, ser maus tratos, a gente está passando uma mensagem errada para as crianças, para a educação. Então você, enquanto biólogo, enquanto alguém que está aí com, eu não sabia desse seu projeto, você acha que poderia, assim,

investir em passar essa educação para as crianças, educá-las de uma maneira anti-especista, algo que seria mais conectado conosco. Vamos voltar para a frase? Vamos. Porque estamos discutindo a frase. A princípio... Todo mundo concorda. Não sei se está fora do contexto, porque o veganismo, eu venho falar de veganismo, a gente está falando de pet, mas acho que tem uma relação muito grande, até porque os pets são... Se é um gato, ele é estritamente carnívoro. Isso não é uma discussão que eu vou colocar aqui. E se é um cachorro,

é onívoro, com preferência carnívora. Se está descrito isso, qualquer um der um Google na inteligência artificial vai ver isso. Então, assim, eles comem carne. Beleza. Então, eu acho que isso é uma questão muito mais relevante com o que vocês fazem, sendo a escolha de vocês, que eu quero dizer. Eu não tenho nada contra a escolha de vocês. Gente, se eu falo de veganismo... Você é a favor do veganismo, é isso? Eu não. Eu não sou, veja.

Eu sou a favor da liberdade. Eu sou um libertário. Você pode fazer o que você quiser da sua vida. Seja feliz. Os animais também. Os animais também. Os animais também.

na minha opinião, é tentar impor, colocar uma medalha no peito de virtuosidade, por isso que eu brinquei no começo, falei, a primeira coisa quando você conhece um vegano, é ele que vai dizer, eu sou vegano, você nem sabe quem é o Carlos já, por quê? Porque isso é um predicado que parece que eles colocam um patamar diferente das outras pessoas, pela escolha alimentar que ele fez, e tudo bem, nós vamos ter tempo de falar sobre várias escolhas que a gente faz, que é o algodão, é o celular, nós vamos ter tempo de falar sobre isso, eu não tenho nada contra vocês, o problema é quando eu tenho quem?

discutir, que acusam. Eu tenho uma história, cara, que ninguém pode negar. Eu tenho 30 anos que eu trabalho. Eu tenho leis que foram criadas em cima de trabalhos meus por proteção. E eu não sou nenhum Deus em algumas coisas. Mas é o meu trabalho, é o que eu tenho feito. Mas você não acha que o veganismo ajuda seu trabalho que é a favor dos animais? Eu acho que não. Atrapalha, você acha? Não atrapalha. O veganismo é uma opção sua.

O que é o veganismo para as pessoas saberem? É a sua opção alimentar. Seja feliz. Como você quiser. Transe com quem você quiser.

pinte o cabelo do jeito que você quiser, seja feliz do jeito que você quiser, eu sou um libertário. É uma escolha como qualquer outra. Não é uma escolha que te coloca num bastião diferente. O problema é que o veganismo ficou mais ou menos como uma coisa, uma escolha religiosa e ideológica. Porque você tem... E se você levar o veganismo a sério mesmo... Um equívoco, porque o veganismo é justamente a liberdade para todos os seres sencientes.

Como um biólogo que você é, que é a favor da vida, que a biologia é isso, basicamente. Você tem que escolher quais os bichinhos que você quer.

Mas é do Yellowstone, não vou dizer. Isso é especismo clássico. Claro, mas você não pode fugir disso. Não pode fugir disso. Você selecionou os animais que são simpáticos e não são simpáticos. Se uma aranha entra na sua casa, você mata ela. Eu não mato. Mas a maioria mata. Se uma cobra entra na sua casa, você não sabe como lidar com ela, porque você mata, porque tem medo. Mas você escolheu não comer os animais e está tudo bem. O problema é que quando você se coloca num pedestal e olha para o resto e diz, vocês estão em outro nível, porque vocês não são seres humanos. Vocês não são seres humanos de verdade.

O que aconteceu com o cachorro lá, orelha lá, foi uma coisa horrível. É muito diferente de um abatedor? Aquilo é horrível. Sim. Eu vou te dizer por quê. Você ali usou de uma violência. Você já foi em um abatedor? Sim. Você conhece como efeito processo? Infelizmente. Então, é na machadada. A grande maioria... Não, não é. A grande maioria não é. E você sabe que você está errado. Desculpa. Você está falando por falar. E a gente tem... Não. É só checar. Por favor, chequem se a maioria dos frigoríficos...

Se tem um cara no sítio que mata a vaca com a... Eu acho que você tem que sentar aqui para falar. Então tá. Então assim, se você... Se você... O que é para fazer? Você vai contar para o próximo. Tudo bem? Você é o... Henrique. Pode continuar. Eu acho que se fosse o abatedor, se fosse tão tranquilo, por que você não posta

seu Instagram como é o abate de um animal. Por que que você não pode? Eu já fiz. Então eu postei de novo. Eu não vi, eu procurei e não vi. Não, eu sigo. Eu sigo, pode colocar lá. Eu mostrei tudo pra você. Veja, você sabe o que me levou a fazer entrar no negócio do água? Foram, na verdade, as pressões. Porque eu sempre vim do meio ambiente. E no meio ambiente tem tudo. Tem todo tipo de pessoa que não necessariamente

Você tem a pessoa que come carne, tem a pessoa que é vegana, tem vegetariano, tem tudo no meio ambiente, porque é uma pauta comum a todos nós, perfeito? Eu comecei a... Depois que eu saí, entrei na internet, e por enquanto eu era só na televisão, então as pessoas viam somente aquilo da televisão. Quando começaram a internet, mostrou o meu hábito, quem eu sou, o meu dia a dia. Isso deu uma margem para muitas discussões, pessoas começaram a ficar... As pessoas falaram assim, como que você que ama os animais, como os animais?

E aí, a primeira coisa que eu fiz há uns 5 anos atrás foi investigar como os animais são tratados na suinocultura, avicultura e bovinocultura. Eu acho que nada é perfeito, entendeu? Mas assim, muito longe da violência que eu vejo colocarem esses fóruns animais e mostram a violência. É muito longe daquela violência. Então, por exemplo, na suinocultura, o que você acha dessa prática de cortar os dentes e os rabos do porco para a questão do... E também tem a questão do dente e o rabo dos porcos.

os animais em gaiolas, quando elas estão na gestação, você mantém elas em gaiolas presas. Inclusive, eu até vi um vídeo do seu parceiro que tem uma acilindicultura, eles ficam em gaiolas mínimas. Um animal de não sei quantos quilos de... Só na época que estão com os filhotes. Então é tranquilo. Não é porque senhores deitam em cima de filhotes e matam os filhotes. Sim, aí ela passa... Quantos dias ela passa imobilizada, deitada?

Quantos dias ela passa? Tá, vamos colocar assim. Só me explica, por favor, como funciona a questão de quando elas estão...

50 dias, alguma coisa. 50 dias elas ficam imobilizadas e deitadas por 50 dias amamentando. Não, elas não ficam deitadas, elas podem levantar. Só que existe um sistema do equipamento que quando ela deita, ela consegue deitar em cima dos leitões. Eu só quero deixar claro uma coisa. O tratamento dos leitões, é comércio, gente. Quando os animais estão na criação, eles cortam os dentes dos leitões, eles cortam os rabos dos leitões, os animais ficam confinados de forma extrema. E os animais, quando eles estão, como o próprio horrível,

Eles ficam 50 dias totalmente imobilizados. Não, não ficam totalmente. Não falei isso. Totalmente imobilizados. Isso é o que você está dizendo. Para que eles não possam se movimentar. Isso não é maldade. Isso é uma mentira que ele falou. Isso que ele está falando. O que isso tem relação com a questão? Não é dessa maneira. Eu conheço. Eu vi no seu vídeo. Então você viu no seu vídeo. Então você não entendeu o vídeo. Eu acho que a gente tem que entender alguma coisa. A gente está tratando do veganismo.

como ser humano é maus tratos. Prazer, eu sou filho, eu sou biólogo, te vi quando era criança e te vi na televisão, cresci com você na televisão. Bom, acho que eu gostaria de concluir esse assunto, acho que todo mundo que concorda que de fato humanizar os animais e tratar de certa forma os pets de uma maneira excessivamente humanizada traz problemas. A gente concorda. O que a gente ficou um pouco em dúvida em relação ao veganismo é como que essa pauta se relaciona com o veganismo.

Porque o problema... Não, mas não foi eu que pôs a pauta. Eles pegaram uma afirmação minha, essa é uma afirmação que eu já fiz, e trouxeram pra pauta, já que a pauta é veganismo e pai de pet. Ok, então concordamos com a pauta, mas o problema, na verdade, a nossa luta, na verdade, tá mais em relação aos animais, não aos pets. Porque os problemas ambientais e a crueldade animal, ela ocorre em grande escala nos animais produzidos pra alimento.

É, eu acho que conclui, eu só gostaria realmente de passar, porque o problema, na verdade, não é esse tema. O problema realmente são os animais que são ditos de consumo, né? E aí o que fica...

eu fico um pouco preocupado de algumas falas suas, especialmente como biólogo, porque eu acredito que a biologia deveria se apropriar de uma série de dados que existem sobre como o consumo de animais afeta diretamente os animais, o planeta e a nossa saúde. Você acha que a maioria dos biólogos é vegana? Não, infelizmente, isso é uma tristeza. Eu acho muito triste, paradoxal. Talvez porque eles entendam que não é esse o ponto. Eu acho que eles não entendem a ciência.

Só existe um animal, o animal só existe, o animal de abate, porque tem gente que come. E vocês como animalistas que amam os animais e gostam de manter eles ali dentro dos chamados santuários,

Eu acho maravilhoso e lindo. Eu acho que, meu, eu curto. Eu acho que vocês têm que viver a vida de vocês. O problema não é esse. O problema é você trazer essa pauta e querer que 99%, sei lá, eu não quero falar 99, senão eu seria um cientista estúpido, mas você sabe que vocês são minoria no veganismo. Com certeza. 14% da população é vegetariano ou vegano. O vegetariano está longe do vegano, tá? Porque ele escraviza os animais. Beleza? 7% da população é vegano.

O veganismo puro, duvido mais que seja. Ok, vou no seu número. É impossível ser totalmente vegano.

do possível e do praticável. Até porque o veganismo puro, se a gente for levar isso, e até a gente está fugindo do tema, mas enfim, eu vou voltar, vamos falar sobre crueldade, tá? Eu, na minha, no meu caminho, meu amigo, como biólogo, dentro do agro, existe coisa errada? Existe. Você tem carteira de motorista? Já, não. Não? Alguém aí? Certamente, mas ok, vamos fazer o seguinte, um cara atropela um monte de gente, bêbado, e a gente vai tirar a carteira de motorista de todos os seres humanos, porque este

cara, vagabundo, fez algo assim. Exato. Então, a crueldade animal que eu tenho percorrido, eu vou falar do fundo do meu coração, cara. Não é do jeito que falam. Não é. Então, por exemplo, eles estão usando essa argumenta. O fato é que é claro que é um abate. Você cria um animal para matar ele e para comer. Isso não discute. Isso é o fato. Agora, a forma de dizer que o boi foi infeliz a vida inteira para depois você matar, não é verdade.

Foi, é verdade. E o mais importante, não, essa é a sua opinião. É a sua percepção, desculpa, mas não é. Veganismo não...

ajuda em nada com relação às mudanças climáticas. Boa noite, Richard. Boa noite, cara. Você é o... Sou o Vitor. Sou arquiteto urbanista, sou vegano há praticamente nove anos. Eu te acompanhei no Instagram. Você foi um dos poucos que eu olhei no Instagram. E o que você achou? Você é o cara do coelho lá do... Não. Não? Não. Já teve alguém do coelho? É. Você tava com sapato de couro, mano? Era couro vegano. A gente tem... Coisa bonita.

Pensei que ia te pegar no pulo agora. Não, é. Não, mas existe muito isso, tá? Por isso que eu tô falando.

No meio de vocês. E eu acho que o próprio vegano. Cannibaliza o próprio vegano. Eu acho que a pauta de vocês. É uma pauta foda. Difícil. Porque para ser vegano é difícil. Desculpa. Estou tomando o seu tempo. É isso que eu ia falar. Eu vou dar uma pausa. Já que eu sou entrevista. Eu vou fazer do meu jeito aqui. Eu acho que a pauta. O que eu acho importante? A pauta. Parei o tempo. Não. Tranquilo. Eu tive aí uns 40 segundos. A pauta vegana.

É uma pauta difícil e complicada. E infelizmente. Muitos adeptos do veganismo. São os próprios inimigos do veganismo. Na minha opinião. Porque acabam dando essa escorregada.

Acabam levantando bandeiras que depois se contralizem ali. Eu acho que isso é negativo para o movimento. É um movimento foda. Você deixar de realmente, para ser vegano de verdade. Aqui a maioria, eu vou falar a verdade, na totalidade, aqui tem veganos, mas vocês não são veganos de verdade. 100%. O veganismo 100% que eu conheço, se você levar isso na raiz, não está gravando isso? Claro que está gravando. Claro que está gravando. Está gravando tudo. Claro. Não, não, não.

vá. Mas beleza, nós vamos chegar lá. Não, eu acho que realmente uma pauta de vocês não é muito complexa, é difícil, cara. Não, concordamos, né? Por isso que a gente estuda, traz dados, a gente está sempre buscando se atualizar e tal. E, bom, de primeiro ponto aqui, acho que é importante colocar que eu discordo dessa afirmação, né? Que o veganismo não ajuda em nada em relação às mudanças climáticas, já de cara discordo. E eu gostaria aqui da gente fazer um bate-bola, né?

A gente trocar uma informação. Vamos falar sobre mudança climática. Claro, claro. Não, é isso.

Exatamente isso que eu quero trazer. Então eu vou te fazer umas perguntas, você faz outras, a gente consegue dialogar em cima do tema. Em primeiro lugar, você como biólogo, cientista, você tem um papel importante na sociedade brasileira, isso é inegal, você tem toda a sua história de viagens, que eu acho que, pelo menos eu, pessoalmente, ainda não tenho, quero ter. Mas em relação à ciência, eu gostaria de fazer umas perguntas para você.

Você sabe a diferença de um estudo de caso, uma revisão literária, uma revisão sistemática?

sobre esse tipo de diferença. Vamos lá. Bom, vamos esclarecer então. É um estudo de caso, como o próprio nome diz, um estudo de um caso específico e uma revisão sistemática, uma revisão literária. Ele busca vários estudos de caso e costuma ler a conclusão dos artigos, a conclusão das dissertações para ter uma visão mais ampla sobre aquele tema, para trazer dados mais relevantes e firmes para a gente ter políticas públicas, para a gente ter leis, para a gente ter falas públicas,

divulgação científica com dados que a gente consegue ter uma visão mais ampla sobre aquele tema. Então, por exemplo, essa questão de o veganismo não ajuda as mudanças climáticas, quando a gente vai olhar a literatura e principalmente a visões sistemáticas, ele não se sustenta. Quando a gente observa, por exemplo, o consumo de água para a produção de alimentos que são de origem animal e origem vegetal, eles são muito diferentes.

Isso é a própria literatura que traz. Emissão de gases de efeito estufa também tem uma diferença.

O uso de terra também tem uma diferença. Eu acho que, por exemplo, quando você tem esse papel importante de divulgação científica, você tem seus milhões de seguidores no Instagram, você tem seus milhões de acompanhantes no YouTube, eu acho que é importante você ir nesse papel. Quando você trouxer esses tipos de afirmação e afirmações que são similares a essas em outros vídeos seus, como você comentou, você é uma figura pública, então a gente consegue acessar a grande parte do que você comenta em podcasts, comenta em entrevistas.

E quando a gente observa várias dessas suas afirmações em relação ao veganismo e a falta de potencial em relação às mudanças climáticas e bate com a literatura, não é bem assim. Posso falar agora? Vamos lá. Primeiro, a literatura que você lê tem o red pill e o blue pill. Não sei a literatura que você vê. Não. Ciência. Se você disser que a sua ciência é correta, eu posso trazer uma outra ciência para cá e dizer que você está incorreto. Hoje a questão, voltando à questão do aquecimento global, não. Gente, ciência.

passou por várias ciências aqui, não vão entrar no assunto e a gente errou em várias. E é normal, a ciência aponta um caminho e depois ela vira e fala o ovo dá colesterol, depois não tem mais colesterol. Meu, ok, beleza. Então assim, o que eu quero dizer assim, primeiro é definir o que é mudança. Porque eu não acho que nem o veganismo, nem nada na minha opinião, vai mudar a questão climática. A questão da grande pergunta, existe uma mudança climática? Óbvio que existe. Óbvio. Eu tô junto com vocês. O qual é essa mudança

mais aquecimento, porque tem gente que diz que é mais aquecimento, tem gente que diz que nós estamos numa época de Holoceno, tá? Então assim, a ciência aponta caminhos diferentes, ok? É que você absorveu a sua ciência e ok, você pegou a sua, essa é uma verdade que cabe na sua narrativa e você vai puxar essa pra você porque é interessante pra você defender ela. E tudo bem, eu não tô discutindo isso, seja a sua verdade, não tem problema.

Eu discordo porque eu tenho outra verdade e outra literatura. Você vai discutir a minha literatura baseada em literaturas diferentes, a gente não tem hoje,

Sinto uma grande, por exemplo. Então, a gente não tem hoje... Eu vou te perguntar, já que você é bem estudado. Qual o percentual que o ser humano influi no aquecimento global ou na mudança climática? Qual o percentual? Você sabe? Então, a gente tem medições... Cuidado. A gente tem, por exemplo, medições que a... Eu quero saber o percentual. Me dá um percentual, já que você tem um número. Porque a gente deve ter um número. Para a gente poder mudar...

Mas, Richard, deixa eu responder. Não, me dá um número. Não, eu sei. Você pediu a fala, eu te dei a fala. Não, eu pedi um número. Não. Eu não pedi fala. Eu pedi um número. Não, Richard, quando eu estava... Você é um cara estudado. Eu pedi um número. Você tem esse número ou não?

não tem. É sim ou não? É fácil? Richard, deixa eu responder. Não, não. A pergunta é simples. Não, não quero que você entre num discurso. Então deixa eu responder. Não, não vou responder um discurso. É sim ou não? Você tem um número ou não tem? Tem um número. Tem um número. Posso responder? Obrigado. Então, as medições do impacto dos seres humanos no aquecimento global gira atualmente em torno de 1.5, 1.6 graus acima da média da temperatura.

Aí, Richard, eu te trago uma outra pergunta. Você comentou de ciência... Não, mas a gente está ainda nessa.

Sim, claro, de mudanças climáticas. Vamos discutir ciência também. Você é um cientista, não é? Não sou. Eu sou um biólogo. Eu sou economista. Eu não sou um cara que está na academia estudando. Então por que você faz afirmações científicas enganosas na internet? Você não está fazendo? Você não faz? Na sua página que eu já copiei, você não fala sobre veganismo e põe números? Você é um profissional da área? Você é um estudado do assunto?

Então eu também sou. Então, exato, por isso que eu quero discutir ciência com você.

de ciência, mas você... Então, mas a gente está conversando, Richard. Qual é a sua profissão? Eu sou arquiteto urbanista com mestrado em ciência ambiental. Agora o mestrado... Qualquer um pode fazer um mestrado em coisa ambiental. Se o cara fizer um curso de lixeiro, ele pode fazer também. Então, Richard, mas tem um processo seletivo. Isso não te dá uma capacidade. Então vamos discutir ciência. Vamos voltar para a discussão ambiental.

Qual é a emissão de gás metano? Já que estamos preocupados com a vaca, não é? Estamos preocupados com a vaca. Qual é? Porque esse eu tenho um gráfico pizza.

aliás, de barras, estudado sobre isso na internet, qualquer um pode acessar. Qual é o percentual? Cerca de 70%, já sei qual é a sua pergunta. Qual o percentual da emissão de gás metâneo das vacas? No Brasil, 70%. É 2%. Não, 70% esse dado está enganado. Ô Richard, vamos votar dois passos, por favor. Sabe o que mais emite? 28%. Vamos votar dois passos. Eu vou terminar, vou te dar dados, tá? Tá bom. Pode pesquisar, tá pessoal? Pode pesquisar. Esse dado está errado, é 70%.

28% é transporte, 20% é indústria, 5% é comércio e 2%, depois te manda a fonte, 2% é a vaca. E nós resolvemos... Vou terminar de falar, depois você fala o que quiser. E nós resolvemos corrigir os problemas do mundo usando os 2%. Como você tem um orçamento na sua casa e 28% você gasta com aluguel e você quer resolver os 2% que você está gastando em gasolina.

e não faz sentido esse trabalho. O importante é a gente discutir o que é ciência. Você desacreditou o IPCC. Eu tenho que engolir o seu número, companheiro. Não, é consenso científico. Eu tenho o meu. Não, não é consenso. Não é. Isso é o que você acredita. Isso é o que você quer que as pessoas acreditem. Richard, você falou que não é um cientista. Agora você quer rebater dado científico. Não, eu só não sou um idiota. Só isso, cara.

Eu sou idiota? Você tá me chamando idiota? Não, eu não sou idiota. Eu leio. Eu não preciso ser cientista. Não preciso ser cientista. Você produz ciência? Sim, eu tenho produção.

Eu tenho produção. Você tem produção? Não, não tenho. Eu procurei, então. Eu procurei ler o que você escreve. Eu procurei ler o que você escreve. Fala o seu mestrado, você publicou o quê? Qual foi a sua publicação? Me mostra uma publicação sua. Me dá uma publicação sobre aquecimento global sua. Não, não é ciência do Richard. É ciência da maioria das pessoas que discordam de vocês. A gente só discorde de vocês. Com você, eu não falo porque você é agressiva.

Então, assim, não. Você é agressiva? Não, mas não é. Porque você parte pro pessoal. Se eu descobrisse a sua vida, eu ia ter coisas pra falar de você.

Só pesquisar um pouquinho. É que eu não faço... Você, infelizmente, não tá na internet pra isso, né? Muito fácil. Você voltou, querido? Ok, tem muito falado sobre esse assunto. Especialmente por ser biólogo. Acredito que a gente tem que se apropriar dessa ciência, dessas informações. Especialmente dentro da biologia. Então, se a gente for parar pra pensar, na América do Sul, né? 88% do desmatamento que ocorreu na América do Sul é devido à agricultura. Só que 71% desses 81% é devido à pastagem. É devido à pastagem. Exato.

boi, e eu concordo com esse número. 71% é pra pastagem. E eu queria dar um dado pra você, que é muito importante na Amazônia, porque é uma coisa que eu tenho... Já foi pra Amazônia, não? Não, mas eu sei que é um dos habitats mais devastados devido ao consumo de carne. É um lugar rico, maravilhoso, que só tem pessoa pobre e com IDH baixo. Deve ter algo errado na fórmula da riqueza da Amazônia, que a gente não soube trabalhar. Mas beleza, vamos lá.

Na Amazônia, de fato, de fato, a pecuária, ilegal, ilegal, ilegal, ilegal. Não, 80% é real.

Então, assim, é verdade. E 70% desses 80, 70, é feito em área pública. O que é pior ainda. Porque nós temos um problema grave na Amazônia, que não tem titulação de terras. Então, o que acontece? A lei foi feita para culpar aqueles que têm que ser culpados. Precisa de fiscalização? E eu não sou a favor disso. Eu acho que tem que ter porrada mesmo. Isso não é uma razão para acabar com o boi. É uma razão para organizar a questão da criação.

Se a gente tem que produzir tantos animais para o consumo humano, você vai consumir dependência. Aqueles animais nem podem ser vendidos. Os animais que são criados ilegalmente, que estão em áreas irregulares, elas não podem nem entrar no sistema. A JBS nem compra desse gado. Não é isso. Existem dados que a JBS compra de gado ilegal. Existem dados para tudo quanto é lado. Qual é o dado que você quer? Você tem o seu dado, eu tenho o meu, o outro tem o dele. Tem dados que não faltam. Se vocês quiserem voltar...

Dados existem muitos. Em primeiro lugar, o que mais emite gases de estufa é o utilizante de... Você entendeu que eu falei do boi dos 80% que eu concordo com você? Tenho, exatamente. Você entendeu que isso é feito ilegalmente? Do Pantanal, do Cerrado, da Amazônia. 70% é feito em áreas públicas, não é nem em áreas privadas. Tá, mas de qualquer forma o gado destrói o meio ambiente. Mas gente, isso faz muita diferença. Mas o que acontece é que o gado destrói o meio ambiente. Porque a maior parte do nosso gado não vem daí.

vão ser destruídas para suprir esse consumo. E se não for você para plantar, vai ser para plantar. Não sei o que você come, mas vai ser para plantar o que você come também. Porque a planta precisa de sol, cara. O boi não é produtor primário. Os animais não são produtores primários, as plantas são. Então, para você suprir o boi, você tem que desmatar e produzir o alimento do boi e aí alimentar o boi. E você vai comer o quê? Eu como diretamente, de uma maneira muito mais...

Da terra? Diretamente os vegetais. E quem planta para você? Agricultores. Ah, maravilha. Isso é um bom caminho. Ok. Não vou falar mais nada porque vai ter essa temática. Exato.

Você não planta nem cria, não cria porque você não gosta, mas você não planta, você não planta nada. O que você come, você não planta, certo? Vem de algum lugar, mas eu ponho uma cadeia inteira de exploração de uma maneira muito mais direta, com muito menos emissão de gases de efeito estufa. O que está acontecendo no país, inclusive, é o seguinte, tem muita área aberta. Veja, gente, a gente errou a mão. Existe um processo histórico que a gente está desconsiderando.

Isso tudo está acontecendo de 50 anos para cá, as coisas estão mudando. Não significa que a gente tenha que falar, não, a gente precisa organizar e disciplinar essa questão.

mais tem a tendência de aumentar, na verdade. Então, quanto mais aumentar, mais vai ser destruídas. Não tem problema nenhum com o animal. Tem pra você, mas não pra mim. Eu tô ótimo, adoro churrasco, mano. Qual é o problema? E não problema ambiental nenhum. Pra você comer a sua planta, tem que ter um agricultor que vai ter que abrir um espaço pro sol chegar, porque ela come fotos. Você sai, ela come luz. Então, pra ter luz, você precisa ter fotos.

Pra fazer fotos, você precisa ter luz. E você precisa ter um espaço plantado também. Você precisa produzir isso durante anos e alimentar esse gado durante anos. Você poderia comer diretamente as plantas, evitando anos e anos de gases

de emissão de gases de efeito estufa. Aliás, agropecuária é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa. Porque você precisa somar na conta o desmatamento e a produção de soja, mais a liberação de gases como metano e CO2 pelo gado. Então você precisa somar esses dados. Se você pegar toda a indústria... Se você pegar toda a indústria... Eu tenho os números. Vocês querem ver os números? Eu tenho. Aliás, tem como colocar? Eu vou te mandar um gráfico.

Esse gráfico de trabalho científico. 28% é energia e 2% é a vaca. E você quer começar com a vaca? Não, isso não é verdade. Eu entendo que você tem pena da vaca. Isso é outra questão. Mas não tem a ver com a vaca. Você tem que justificar no metano. Então, se você pegar todos os transportes públicos, isso é o terceiro local em emissão de gases de efeito estufa. A pecuária, associada ao desmatamento, é o segundo lugar. A segunda maior causa de liberação de gases de efeito estufa é a pecuária. Isso é inegável.

Tem muita ciência sobre isso. A produção depois vai ver se ele tá falando a verdade ou não. Sim, Richard. Sim, é verdade. Eu vou te mandar o mesmo trabalho científico que tem fonte. Tudo a gente coloca lá. E esses não são os números. São os números. Por favor, vamos colocar. Eu entendo que você tem pena da vaca. E tudo bem, eu também. Eu sou um covarde. Tem pena de todos os animais que sofrem. Eu não teria coragem de matar uma vaca.

São 181 animais mortos por um segundo no Brasil. Mas o fato é o seguinte. Conservação se faz na base da pirâmide. Mas qual é o principal motivo pelo qual os animais são distintos? É perda de biodiversidade.

E qual o principal motivo da perda de biodiversidade? Desmatamento. E por que acontece desmatamento? Você faz o que? Você suplementa com o que a sua vida? Eu me alimento de vegetais, que suplemento todas as vitaminas e nutrientes que eu preciso. E B12 eu suplemento. Assim como quem come carne também é suplementado. Não, não precisa. Precisa. Indiretamente, porque o gado é suplementado. Você recebe da carne, da carne animal, B12.

Mas eu não preciso destruir grandes áreas, me alimentar de carne. Oi, Richard, eu sou a Sofia. Boa noite.

Alguns minutos atrás, você comentou sobre a questão de que realmente o gado da Amazônia realmente foi aberto uma grande área para pasto, ilegalmente, e você comentou que essa carne originada desses lugares não vai, por exemplo, para a JBS. Vamos dar só uma pausa rápida aqui, eu acho que é muito importante ter um contexto histórico, porque às vezes a gente, eu como tenho quase 60 anos, então assim, há 40, 50 anos atrás, a gente dava, o governo brasileiro dava um motorista,

serra pro cara, e lá, você é de que região? Você é de São Paulo? Sou de São Paulo. Pra que a gente ocupasse o norte do país, porque a gente tinha muitas e poucas pessoas lá. Então, o governo brasileiro dava um motosserra pra que você abrisse, e se você não abrisse, você perdia a terra. Então, eu quero dizer que era um contexto histórico que aconteceu, tanto que hoje a gente tem 15% hoje do Brasil aberto pra pastagens. Tem as pastagens naturais do sul do país, tem outras pastagens naturais no Pantanal, mas a gente abriu,

15% aberto e pastagem. Nós não precisamos abrir uma árvore para criar mais nenhum boi. Inclusive, o que vai acontecer é que a agricultura vai tomar... É muito mais lucrativo a agricultura do que criar boi, tá? Muito mais lucrativo. A agricultura e a soja não serve só para alimentar boi, tá? Serve para peixe, serve para galinha, serve para todos os animais, além de fazer o seu hambúrguer, não sei, enfim, que você come, desculpa, não sei, que você come soja, imagina que você faça proteína animal, porque é uma proteína boa, né?

é alta proteína, né? Então, assim, a agricultura vai começar a entrar nesses campos. O que eu estou dizendo é que as coisas estão mudando, mudando. A gente não precisa condenar o boi, é só o meu posicionamento, depois a gente condena. A gente não precisa condenar o boi para evitar este problema que nós estamos passando agora, que você está dizendo, de desmatamento. Porque a gente está associando muito o desmatamento ao boi, como se todo o desmatamento fosse o boi.

E não é exatamente assim. A gente tem um desmatamento, por exemplo, legal no país. Nós temos um código florestal que permite abrir de 20% a 80%,

Aliás, de 80% a 20%, depende do bioma que você está com desmatamento. Deixa eu só voltar no ponto que você conta realmente, senão a gente vai para outro ponto. Tudo bem, certo. Houve esse desmatamento em massa, acho que cerca de 30 anos atrás. E ainda tem ilegais hoje, infelizmente. E ainda tem muitas queimadas ilegais, que a gente sabe que é em razão do agro normalmente. Não é do agro, não é o agro, porque o agro é coisa boa.

São pessoas... A pecuária, tudo bem. Mas, enfim, conforme a gente lê nas notícias,

a gente vê que tem relação. Isso não sou eu que estou falando, são as notícias. São pessoas que querem lucrar. Sim, exatamente. De todo modo, eu vou trazer aqui dados que eu vi um documentário chamado Sobre a Pata do Boi. Ele está disponível em uma plataforma chamada Ecofalante. Nessa época em que eu ouvi esse desmatamento em massa, você está dizendo que foi o governo que incentivou. Não foi o governo. Foram os fazendeiros querendo abrir mais pasto para que eles pudessem ter mais pasto.

e, consequentemente, ter mais lucro. Mas, bom, vejo documentário e você tira suas próprias conclusões. A audiência tira suas próprias conclusões vendo documentário. Mas, de todo modo, além de ser os fazendeiros, a ABPA, que é a Associação Brasileira de Proteína Animal, inclusive, tem uma fala nesse documentário, tá bom? Tem uma fala de uma pessoa que participou dos desmatamentos em massa, né? E ela comenta,

que a ABPA precisaria fazer a cobertura, ou seja, a Associação Brasileira de Proteína Animal precisaria acobertar essas pessoas que estavam sendo obrigadas, inclusive, a desmatar. As pessoas foram obrigadas, elas trabalham forçadamente a desmatar. Tudo bem, mas então, só reforçando que isso esteve e está estritamente ligado ao agro. E está também, eu digo, porque você pode jogar na internet, você vê que tem alguns casos de,

trabalho análogo à escravidão, trabalho em condições muito ruins, muito ruins ligadas ao agro. Então é isso, a própria ABPA incentivou o desmatamento ilegal. Isso aconteceu há 30 anos e imagino que ainda deve ter uma relação. Há 30 anos atrás nós não tínhamos o Código Florestal Brasileiro. Então você tinha a liberdade de abrir de uma maneira diferente que você tem hoje. Hoje você tem uma regra para abrir uma propriedade.

você tem que manter um percentual em reserva legal e APPs. Independente se vai plantar soja ou se vai criar um boi, você tem uma regra. Se a gente segue o Código Florestal, tudo certo, está na lei. As pessoas não seguem, tem gente que não segue. E essas pessoas têm que ser judicializadas. A fiscalização não funciona muito bem como deveria. Concordo plenamente. Não tem fiscalização suficiente. Tem pessoas ruins no meio. Tem pessoas que só visam o lucro.

Tem. Assim como tem na questão do PET, que a gente tem pessoas ruins e pessoas ruins.

como ONGs, como criadores. A fiscalização já era precária, porque tem muitos estabelecimentos e poucos fiscais e agora a situação vai piorar. Por quê? Recentemente foi aprovada uma lei chamada, popularmente chamada por lei do autocontrole, que flexibilizou essa questão da fiscalização. Então, antes os estabelecimentos já eram pouco fiscalizados e agora a situação vai ser pior ainda, porque eles vão poder pagar por uma fiscalização privada.

A gente paga muito imposto nesse país e a gente tem que ter uma ferramenta para isso.

mais uma informação. Você disse que isso não vai pro mercado, né? A carne que vem de desmatamento legal não vai pro mercado. Está proibida, está proibida de ser comprada. Sim, mas na verdade cerca de 50% da carne que está no mercado é sim de desmatamento legal. Esse nome você tirou de onde? Um relatório da Animal Equality, uma ONG internacional chamada Animal Equality. Descredenciou. Mas por quê? Por quê? Porque sim, eu descredenciou.

Porque você trouxe esse número de uma cartola de alguém que tem interesse nisso. Não, não, não. E eu podia dizer 20, eu podia dizer 30.

Fizeram essa pesquisa. Foram aos estabelecimentos. Eu vou dizer que é 10% só. Eu tenho gente que fala que é 10%. Tem investigação sobre os espaços dos abatedouros ilegais. Mas esse é o número que você tirou da cartola. Quem quiser pode pesquisar. Animal Equality. Abatedouros ilegais. 50% da carne. E é uma ONG como tantas outras. E eu vou dizer algo muito importante a respeito disso, gente. Porque a gente... A gente... Isso aqui foi. Não, desculpa. Peraí.

Gente, se eu não puder aqui me expressar e falar, eu levanto e vou embora e beleza. E ficamos nesse vácuo e não tem problema. Eu tô tentando os argumentos de explicar coisas de experiências que eu tenho que vocês aqui, se eu posso ver aqui, ninguém teve essa experiência. Eu tô tentando dividir. Vocês não foram pra Amazônia, vocês não foram pra não sei o que, vocês não fizeram não sei o que. Tudo que vocês fazem é levantar um papel que vocês estudaram.

Desculpa. Tudo que vocês estão trazendo aqui são números que eu não tenho que concordar. Ela tirou um número de 50%.

Mas quem vai produzir dados sobre abatedouros ilegais? O governo brasileiro? Mas isso deveria ser. Deveria ser. Eu também acho que deveria ser, mas não é. A quem interessa, a maior parte dos deputados na Câmara são do agro. Eles não vão apoiar um estudo sobre abatedouros ilegais. Gente, o agro não vai se sujar pelos ilegais. Vocês estão loucos. É um negócio que movimenta muito dinheiro para se queimar com os ilegais. Os ilegais, existe uma lei, tem que ter fiscalização e tem que ser culpado.

Isso não justifica acabar com o boi. É que nem tirar a carteira do motorista porque alguém atropelou e a gente não consegue fiscalizar as pessoas que matam e atropelam. Mas você não acha que esse número é muito alto? 50% da carne é um número muito alto, você não acha? Não, 50% é o número que você veio. Você podia ser 20, 10, você tinha tido uma cartela de uma ONG internacional que tem o maior interesse que a gente não produza.

Por quê? Porque os países lá fora, nós temos três safras. Gente, a gente vai ter que falar de agricultura. Vamos ter esse tema do agronegócio? A gente vai falar sobre isso. Então eu vou deixar para reservar, para falar do agronegócio brasileiro,

nesse momento, porque há uma confusão. Porque aqui ninguém planta, cria, não faz nada. Se nutre do agro e está aí cagando regra vestindo algodão. Vestindo algodão. É, vamos falar de algodão. Nós chegaremos lá. Chegaremos lá. Não, não. Mata muito bicho. Sabe quantos? Nós vamos falar sobre isso. Vamos ter chance. É, mas é que vocês selecionaram aqueles bichinhos poucos. Mas vamos em frente. Se é para falar de morte de animais, insetos, cobras e tudo que é mortatu. Não, desculpa. O algodão leva 15 a 20

Vai ex-defensivo por safra. E você tá usando algodão, todo mundo aqui, e todo mundo dá maior hipocrisia, mano, velho. É isso, eu também, mas eu não tô aqui sendo contra o algodão. Você que tá sendo, você que tá vindo com uma pauta vegana, eu não sou vegano. Eu como boi, como churrasco em casa, entendeu? Eu não tenho problema nenhum. Eu durmo a noite, porque eu sei que existe bem-estar animal. Eu durmo a noite tranquilo, cara. Ixi.

Essa é a pauta. Essa é a pauta. O veganismo essencialmente se preocupa com os animais fofos e esquece dos outros.

Oi, Maria. Eu faço mestrado, sou formada em gestão de políticas públicas, sou vegana há nove anos e pesquiso o tema veganismo há bastante tempo, é o meu tema de estudo e por isso queria entender melhor de onde veio a sua afirmação. Porque na minha definição de veganismo, que eu não sei qual que é a sua, a gente não tem nada que se relacione com a sua fala. Então se você puder explicar um pouco melhor sobre a sua afirmação, agradeço pra gente poder começar essa conversa. Muito bem. O que é veganismo?

os pré-requisitos para uma pessoa, é só na alimentação, é isso? É só não comer carne e é vegano, é isso? Não, imagina. Posso trazer, inclusive, para falar com o público? Seria ótimo para as pessoas entenderem. Sim, até para a gente alinhar aqui a nossa conversa. O veganismo, ele é um princípio, um princípio ético, ele vem de uma motivação filosófica que, nos primórdios, quando a gente teve a definição da palavra, em 1951, a ideia é acabar com a exploração de animais. Então, o veganismo é um movimento, um princípio que, veja, ele vai visar.

erradicar a exploração de animais por humanos e também erradicar a objetificação desses animais. Então, é uma motivação ética que, a partir dessa motivação, a gente começa a ter desdobramentos práticos. Quando eu paro de ver um animal como objeto, a minha ideia, então, vai ser entender que é um ser senciente, que é um ser que tem sentimentos, que é um ser que merece respeito, e, portanto, eu não vou explorá-lo, não vou objetificá-lo.

Se eu entendo isso, se eu parto desse princípio, eu vou modificar alguns hábitos meus dentro do possível praticável,

A gente sabe que a gente vive na sociedade que não é vegana, então tem coisas que a gente não vai conseguir alinhar 100% a esse princípio. Mas os veganos buscam ao máximo, ao máximo, tentar fazer com que a gente não tenha exploração animal e tenta lutar para que a gente consiga alcançar algum espaço, algum mundo, onde os animais não sejam objetificados, onde os sentimentos deles, as personalidades, os indivíduos sejam considerados.

Então, como eu parto desse princípio, e todo mundo imagina aqui também, a gente não se alimenta de carne,

frequenta certos espaços, espaços que tem uso de animal, não usam animais pra atração, a gente não vai a circo, não vai no SeaWorld, coisas do tipo. Acende a luz só, isso também não tem problema nenhum, né? Você usa a luz em casa, carrega seu computador em casa? Não, é uma pergunta válida, gente. Porque a nossa matriz energética chama-se hidroelétrica. Alguém já foi pra um resgate de fauna alguma vez aqui? O que é um resgate de fauna? Não, você já falou, agora eu vou falar.

diálogo. Então, quando você acende essa luz aqui, você tá matando milhares de animais, porque a nossa matriz energética, que significa o quê? Você inunda toda uma área onde existiam diversos animais, tenta resgatar aqueles coitados daqueles animais que estão ali, pra colocar em outro lugar onde eles vão morrer, porque o equilíbrio já existe, então. Então, assim, cada vez que a gente acende a luz, a gente tá matando animais. Você está confortável.

Você só não come animais, mas você não tá preocupada realmente se os animais morrem pra que você possa ter o seu dia a dia. Você está preocupada só que você não

Eu não quero comer os animais. Eu acabei de falar que não é sobre alimentação somente. Eu estou muito preocupada. Inclusive, o veganismo traz outras pautas. Inclusive, a gente estava discutindo o meio ambiente. A questão é, a gente vive... Eu não consigo, na minha escolha individual, controlar como é feita a energia elétrica. Então, eu estou aqui... É verdade. Você consegue? Então, trata-se exatamente somente de comer os animais fofinhos.

Claro que não. Porque já que você não consegue trabalhar as outras coisas do veganismo clássico... Não. Posso terminar?

Nós estamos em um diálogo. Se eu deixar você terminar, vai 20 minutos e você não terminou. Então, vamos lá. Eu estou reafirmando aquilo que eu disse. Vocês estão preocupados com o animal que vocês comem. Não estamos. Abelha, você come mel de abelha? Não, eu não como mel. Você tem velhinha de aniversário que você bate? Não. Eu vi fotos, eu tenho fotos de alguém... Gente, eu estou perguntando, ela está respondendo. Acho que é uma troca.

Não, é que vocês querem só escutar o lado dela, porque eu sei que vocês estão muito inflamados

coisa e querem, mas é. Mas eu tô tentando justificar porque ela disse, porque o veganismo clássico, até agora que você me falou, é preocupar com o sofrimento animal. Não, é contra a exploração e a objetificação de animais. Isso é uma pauta que é um norte, tá? É um movimento que se norteia nessa direção. Que maravilha! Seja feliz no seu movimento. Beleza! Segue em frente. A gente tá tentando... Segue em frente. Posso responder a questão da hidrelétrica e as outras questões do algodão que você trouxe também em paralelo?

Então, beleza. Fala da hidrelétrica e do algodão. Quero escutar. Então, beleza. Essas duas atividades,

a hidrelétrica e o algodão, elas não são pautadas na exploração de animal por si, correto? A questão, uma é focada em energia elétrica, a outra... Então a preocupação não é um animal, é só se a gente vai criar o animal? Não, eu tô perguntando pra ela. Não, não é. A questão é que é um princípio... Por que você não senta aqui? Você não senta aqui? Você não senta aqui? Ah, então quando você tiver a sua vez, você vai poder falar. Bom, vamos lá.

É um princípio, a gente tá tentando se movimentar para que os animais não sejam explorados nem objetificados, certo? Mortos pode ser, só não pode ser explorado.

É óbvio que a gente está querendo reduzir, a gente se importa com a exploração de edificação, porque a gente não quer que os animais sofram. O que você sugere para a gente usar de roupa, já que a gente não quer matar os vários animais que morrem? Como é que você sugere? Vamos plantar maconha, é isso? Ah, boa, boa. Você quer discutir a indústria da moda nesse momento? Não, não é moda, não é moda. Eu quero saber, eu quero entender, o que eu entendi é que você não está preocupado se os animais morrem para que você possa viver. Você está preocupada com os animais que você pode optar em não comer.

E ok, fique feliz com a sua opção. Ninguém está discutindo isso. Beleza, ok. A vida sempre vai ter morte, a gente sempre vai ter... Isso é parte da vida. Não estou aqui advogando a favor de redução, erradicar o sofrimento do mundo, erradicar as mortes do mundo. A gente, como veganos, a gente está trabalhando com a sociedade que se importe mais com os animais, considere a vida deles, considere a ciência deles, considere os sentimentos deles.

E, coletivamente, a gente está tentando... Ok, existem práticas agrícolas, sempre vai ter morte.

sabe que na pátria agrícola tem morte de animais. A gente está tentando pensar, coletivamente, se mais pessoas aderirem a esse princípio, porque, na minha opinião, sinceramente, não vejo o porquê não. Pelo que eu entendi também, você acha um princípio... Eu também não vejo o porquê não. É legal respeitar os outros, né? Não, fica à vontade. Eu estou dizendo que eu, por exemplo, não é a minha opção. Porque o que você está tentando me empurrar na minha goela é que a sua opção é melhor que a minha.

E eu estou dizendo que a minha é melhor que a sua. E tudo bem. Por que a sua seria melhor? Porque a minha... Não, porque eu não tenho que concordar com você. A questão é que a minha... Siga a sua vida e seja feliz.

Você tá tentando justificar a sua como se você fosse num altar que você vai salvar todos os animais. Não estou. E se a gente não tiver, não consumir. Gente, uma coisa que é muito importante saber. Que se a gente não consumir o boi, o boi não vai existir. Não vai ter nem santuário pra manter boi. Porque não vai existir mais boi, cara. É simples assim. O animalismo dá um tiro no próprio pé. Porque só existe o boi, senhoras e senhores.

Só existe o boi porque alguém come o boi. Ou você que tem o boi como pet na sua casa. Não tem o boi como pet. Não tem a menor intenção de ter um boi como pet.

Então você não quer que tenha boi no planeta mais, é isso? Por que a gente vai querer um boi se a gente não vai comer? Me explica, ou tirar leite. Diz pra mim. Pra quê? Em nome do quê? Ela, você não vem. Porque você, você... Eu não quero nem falar com você. Tô bravo com você. Não quero nem falar com você. Você vem só com fensa pessoal. Eu vou estudar a tua vida e vou achar um monte de buraco bonito na sua vida pra falar. Você se prepara.

Vou achar um monte de coisa. Fácil. O que eu entendi é isso. O veganismo é o que a gente come.

e não que a gente mata. Depende. Se a gente mata pra comer, aí não pode. Mas se a gente mata pra viver, tá tudo bem. Pra ter energia, pra ter combustível no carro, pra ter tudo isso. Porque o combustível vem de onde? Da cana, vem do milho. Tem que plantar isso. Tem grandes extensões. E aí tem não sei o que. Ali, não. Realmente. Eu acho que vocês não souberam explicar então, tio. Não souberam explicar. Olá, Richard. Meu nome é Rafael.

Eu acho que você não entendeu a proposta. De verdade. De verdade. Acho que você não entendeu.

provocação. Essa de agir dentro do possível e do praticável é isso. Eu consigo deixar de viver? Tipo, é melhor eu me matar então? Eu preciso... Como que eu vou... Eu sou contra a exploração dos animais e dentro do possível e do praticável eu vou agir pra que eles sejam menos explorados possíveis e sejam menos mortos possíveis também. Como que eu vou deixar de consumir energia elétrica? Vou deixar de vir aqui no podcast? Vou deixar de trazer esse assunto

Eu sei que só nessa conversa que a gente teve aqui, centenas, milhares de animais foram abatidos. E eu entendo isso como uma injustiça com eles e estou trazendo esse assunto à tona. E eu vou deixar de vir aqui porque a gente está consumindo uma luz de uma hidrelétrica que eu sei que dizimou dezenas, centenas, milhares de animais. Eu vou deixar de fazer isso por causa disso. Isso é agir dentro do possível do praticável.

100%... Então trata-se só de comida. Não é como comida. Não, vocês não estão me dando o argumento. Por enquanto ficou na comida. Você não se importa com a luz, você com o combustível, você não se importa com a festa que você vai, que tem sei lá o que tem, você não se importa com nada. Você se importa, na verdade, eu estou entendendo, só com a opção que você tem de poder não comer carne. Que é o seu direito total. Ninguém vai tirar isso de você. É o seu direito. Carne, leite, ovos. Maravilha.

Mel, exploração e tudo mais. E tudo que eu puder fazer, como por exemplo, o nosso amigo que você foi lá, visitou a rede social dele e falou, nossa, ele está usando sapato de cor. Será que eu vou pegar esse vegano? É, não peguei ele. Não pegou. Esse eu não peguei. Mas se eu olhar a vida de vocês, eu tenho certeza que eu vou achar, que eu vou achar alguns ganchos e eu não estou aqui para desmerecer o que vocês estão fazendo. Eu acho que essa é a sua opção.

O grande problema da discussão que a gente está tendo é, não é você fazer a sua opção

é você não permitir que eu faça a minha. Porque você acha que você tem informações produzidas pela ONG WTF, que fez um trabalho científico nos Estados Unidos e que não quer uma produção aqui, porque a gente tem muita ONG que não quer produção no Brasil, não porque estão preocupados com a vaca. E esse é o grande problema. Tem gente que vive do problema. E infelizmente, eu não sou inimigo de vocês. Vocês são meus inimigos, mas eu não sou inimigo de vocês. Eu não discordo da opção e já disse que é uma opção difícil de ser feita.

sua raiz. Porque pra ser um vegano, assim, condizente com aquilo que o veganismo... A gente faz tudo o que dá. Você faz tudo o que dá, mas você não vai anular. Mas você fez uma escolha. Você fez uma escolha. Tudo bem. Você fez essa escolha. Você tá feliz com a sua escolha? Você tá feliz com a sua escolha? Eu tô feliz com a minha. Assista o domínio. Oi, Richard. Tô te esperando, viu? Não foge não, viu? O nome é Carol.

Bora, Carol. Bom. Sou ex-atleta de atendimento. Eu tenho o Instagram que está lá. Foi uma das poucas que eu consegui ver. Porque alguns eram fechados. Eu estava aberto. Sou ativista, vegana e sempre na luta pela libertação animal. Perfeito. É isso. Você se diz uma pessoa que é libertário, né? Sou. Então, explica para nós o conceito de libertarianismo, por favor. Faça aquilo que você quiser da sua vida, contanto que você não afete a vida dos outros.

Boa, boa. Então, se o princípio é a não violência, né? Você não fazer mal pra alguma pessoa. Não, não disse isso, não. Então, ok. Explica novamente, por favor. Isso é outra coisa. E se a gente for entrar nisso... Historicamente clássica. O libertarianismo clássico surge no século XIX, ligado a anarquismo. Isso. Que defendia liberdade individual, anti-autoritarismo e anti-exploração. Certo? É.

Então, se o princípio, a não violência, por que só vale para humanos? Porque eu não acho que está sendo explorado o animal. É isso. Desculpa, é um conceito meu, gente. Vocês querem dizer que eu tenho que concordar com você? Não, não concordo. Eu não acho que o animal está sendo explorado. O animal só existe porque ele tem uma demanda para ele. É isso que vocês não estão entendendo. Mas o animal industrial, você acha que o animal industrial não é explorado?

Deixa eu te perguntar. Se ninguém comer o boi ou tomar o leite do boi, o boi não existe. Eu vou dar um exemplo de vocês que vocês deram um tiro no pé, chamado jumentos.

no pé nos jumentos. Leram um tiro no pé. Todo mundo começou com a história de jumentos, não pode fazer isso, engenharia com aquário, levar uma malinha pra cá, levar. O Nordeste foi criado, surgiu em cima do lombo de um jumento e tinha, sei lá, acho que eram 1 milhão e 200 mil jumentos, enfim, em tempos altos. Agora tem, acho que 70 mil jumentos. E por quê? E eu vi o Fórum Animal, que vocês todos devem ser seguidores árduos, falando, nossa, que absurdo a veterinária, que é vegana.

Por que que tá sendo extinto? Porque não tem uso. E esse é o grande segredo. Não tem uso. Ele tá sendo extinto porque tá exportando pra China pra retirar o colégio.

Eu tô indo pra China pra ver isso, tá? Eu tô indo até a China, senhoras e senhoras. Agora, em março, pra ver o que tá acontecendo. Exportação de colágeno. A minha pauta é o sofrimento animal. Eu não vejo o sofrimento animal. Não, você tá vendo que você mata um animal pra te servir e isso te incomoda. Eu vejo o cara vivendo a vida... A liberdade termina onde começa a violência. Se você é libertário... Ele vive a vida toda boa até o dia que ele morre.

Então eu vou te dizer o seguinte, vamos lá. Você fala que as galinhas que ficam presas em ganholas têm uma vida boa?

Que as porcas que estão numa baia digestacional. É ter uma vida boa. Que os bicos dos pintinhos triturados. O rabo dos porcos cortado. A orelha do porco cortada. É uma vida boa. Mas isso você acha que é uma vida boa? Os animais são sencientes. Eles sofrem. Eles sentem dor. Claro que sim. Sim, é senciência. E você acha que isso é ter uma vida boa? Vida boa é os animais no santuário. De exploração animal. Que são resgatados. E você tem uma vida boa? Quem pudesse.

virou ativismo. Sim, mas sempre é ativismo. Quem puder visitar um santuário vai visitar. Não, não pode visitar santuário, gente. Eu acho que pode. Só pode mandar um pix. Vale da rainha, abraça animal. Mande um pix e seja feliz. Portas abertas para visitar. Eu acho ótimo. Se fature, é um faturamento. Só tem que pagar imposto. Tem que declarar. Tem que abrir as portas para as pessoas poderem investigar o que acontece lá dentro. Tem que dar satisfação sobre o dinheiro que entra.

Como todo ser humano tem que fazer aqui. Como eu tenho que fazer, você tem que fazer. Então não adianta pegar pix e juntar um monte de dinheiro.

esse dinheiro vai, porque mexe com o sentimento das pessoas. Você já visitou algum santuário? Qual? Eu deixo te falar o seguinte, eu tenho um ônibus voltando, que eu fiz algo que, eu não sei o que você faz pelos animais, além de levantar a voz. Eu sou ativista, trabalho em ONGs. O que é ativista? Eu trabalho em ONGs. Lutar pela libertação animal, trazer o mínimo de bem. Você recebe salário? Não, porque eu trabalho com outra coisa.

Ah, outra coisa. Então você é voluntária? Não, eu sou voluntária, mas provavelmente no futuro eu quero trabalhar com isso. Eu atendi. Só que no momento eu não estou trabalhando. Que tipo de ONG é a sua que você trabalha? Sinergia animal.

luta pelo mínimo de bem-estar. É cachorro ou gato? Não, é pelos animais mais negligenciados da indústria. A gente luta pelo mínimo de bem-estar animal. Eu acho que é assim. Tirar as porcas de baias gestacionais. Você entra nas baias, você entra dentro do sistema produtivo, pega os porcos e leva pra lá pra dentro? É isso que você faz? Não, a gente pede o mínimo de bem-estar pras empresas grandes. E eu concordo com você plenamente.

Eu acho que a galinha pode ser melhor tratada. Eu também. Sim, a gente luta por isso. Tem um monte de gente que eu penso igual a vocês. Tem um monte

de coisas que eu penso igual a vocês, tá? Eu também acho que tem certas coisas que podem ser muito melhores, mas isso não vai me fazer, eu vou melhorar a vida desses caras, mas assim, vamos lá. Eu vou te fazer uma pergunta, você é contra a caça? Sim. Perfeito. Você é contra a caça do javali? Sim. Gente, vocês, você biólogo falar isso, me surpreende, já que o javali, vocês querem fazer o que? Adote um javali? Vão levar pra uma ONG?

Vão criar emprego na ONG? Quem criou o problema do javali? Quem criou o problema do javali?

veio da Uruguai e da Argentina. Tá, mas foi pela... Mas nós temos que resolver, não importa. E eu vou dizer uma coisa pra você, entre o porco que você... Foi introdução humana? Entre o porco que você... Criação comercial? Não, era campos de caça mesmo, no Uruguai e na Argentina, que saíram fora de controle. Era esse o grande processo natural, tá? Isso foi de onde... A invasão veio daí, tá? A violência não é uma solução ética, Richard.

Mas eu não sei o que você está falando. Mas então nós não devemos matar o javalinho, devemos tomar conta. Não, eu acho que tem métodos... E o problema ambiental, como fica? Não tem como fazer isso, a gente não conseguiu.

Você não tem ideia do tamanho do buraco. Você está falando algo que você não tem a mínima ideia do que você está falando. Isso é tudo criação comercial. Você não tem ideia do que você está falando. Não é criação comercial. O javali está solto por aí. E vou dizer uma coisa para você. A melhor coisa quando você é javali é melhor... Se você comparar ele com o porco que fica dentro... Liberdade de escolha não inclui liberdade de violência terceiras.

São frases. Qualquer um pode for uma frase. Você põe uma frase bonita e não é abraçando uma árvore que você salva uma árvore. Às vezes é cortando uma árvore que você salva uma árvore. Cortando uma árvore. Claro. Isso que nós vamos falar hoje. Cortando uma árvore.

Exatamente. Às vezes cortando uma árvore, você salva uma floresta. Enquanto que abraçando, você não produz nada. Você só produz amor que não resolve nenhum problema desse país. Empadia resolve, amor. Não resolve. Não resolve. Esse amor todo eu respeito, mas você não vai resolver problema nenhum. Você não tem nenhuma proposta concreta. Mas a gente vai despertar empatia. Nem que empatia. O javali tem que ser morto. Ele não tem que estar aqui.

É isso. Sinto muito pra vocês. Eu sou contra a violência. Vocês são sonhadores. Eu sou contra a violência.

vai lá no Irã, então, defender as mulheres, então. Defendo, lógico que eu defendo. As mulheres estão morrendo lá. Defendo. Eu não vejo nenhum de vocês levantar essas pautas. Levanta as pautas. Está todo preocupado com o cachorro caramelo. Vamos falar sobre o Irã, pessoal. Vamos falar sobre o pessoal, sobre o Irã. Não. Eu sou o maior feminista que existe. Sou casado oito vezes. Richard, você afirmou que os animais industriais, eles não sofrem. Foi isso que você disse. Eu estou dizendo que o processo

produtivo hoje visa o bem-estar animal. O produtor entendeu que um bicho feliz dá mais leite, um bicho feliz engorda mais. Esse é o sistema. Todo ser vivo, ele vai ter um momento que ele nasce, ele vai ter um momento que ele morre. O que nós fazemos no caso dos animais, nós abreviamos a vida deles, porque a gente se alimenta deles. O que a minha preocupação, sempre a minha, foi quando eu comecei essas matérias e ir dentro dos lugares que vocês normalmente não vão porque não querem ver, eu comecei a pesquisar e existe, tem crueldade animal, existe em todo lugar.

Existe crueldade em todo lugar do mundo. Mas o sistema produtivo hoje, na sua grande maioria, visa criar a melhor condição. Tem coisas pra mudar e melhorar? Sempre tem. Mas essa não é a razão porque eu vou comer um animal. O grande ponto de veganinos que vocês estão batendo, de verdade, que eu tô vendo. Gente, às vezes eu já me perguntei também. Porque se eu tivesse que matar um animal pra comer, eu tava fudido. Eu não teria coragem. Eu sou um covarde que terceirizo, beleza? Ok?

Perceirizo isso pra uma pessoa fazer? Graças a Deus faz. Mas eu não... Eu durmo na noite tranquilo sabendo que aquele animal, ele viveu... Ele só existe porque eu tô comendo ele. Tá. Ele só existe porque eu tô comendo ele. Antes que acabe o tempo. Muito bem. Tudo bem. Mas você disse, então... Não, você tem tempo estendido. Pode falar. Você é muito educado. Muito obrigado. Muito obrigado. Tá. Muito obrigado. Você disse que os animais, então, não sofrem, né? Uma pergunta. Se eu cortasse o seu dedo fora, sem anestesia,

Você ia sentir dor? Ia. Ia. Se eu raspasse o seu dente sem anestesia, você iria sentir dor? Não. Quando o seu bebê, não. Quando o bebê nasce, né? Quando o bebê... Você já ouviu os gritos dos porcos? Você já ouviu alguma investigação e ouviu os gritos dos porcos bebês passando por isso? Se você pegar um porco bebê e der carinho nele aqui, ele vai gritar do mesmo jeito. Bom, eu sugiro que você veja alguma investigação pra ver melhor sobre isso. Mas não é só sobre os porcos.

que somente. Na indústria dos ovos. Você acha que é sofrimento? Você acha que é sofrimento um animal, uma galinha, passar a vida inteira dela em um espaço menor do que uma folha de papel? Então pronto. Mais de 90% da produção de ovos no Brasil, as galinhas estão em um espaço menor do que uma folha de papel. Esse é o ovo que você consome. A vida toda dela está sofrendo e sequer recebe luz do sol. Então se isso não é sofrimento, o que é sofrimento? Vamos melhorar isso, essa condição.

Ah, o veganismo faz mal a saúde vegana. Olá. Eu sou o Lars, uso pronomes masculinos, tá? Então, eu vou te dar um contexto da onde que eu tô vindo também, pra fazer sentido. Eu não sou nutricionista, então também não sou profissional da saúde, como você falou, mas eu sou uma pessoa trans, de periferia, uma pessoa racializada, e eu venho de um contexto aonde o que eu gostava de comer quando era criança era...

comendo purê de batata e salsicha, entendeu? Então, tipo, acaba que falar sobre a alimentação vegana ser a mais ideal, a mais saudável ou não, também tem que entrar no contexto de onde que entra a alimentação à base de produto animal, né? Porque acaba que, na realidade de periferia, né? Eu morei a maior parte da minha vida em periferia de São Paulo, sou daqui de São Paulo, e hoje em dia eu moro numa ocupação, e a maioria das pessoas não tem acesso a alimentos in natura.

alimentos naturais. Então, o que a gente come na periferia normalmente? Hambúrguer, tudo aqueles congelados de origem animal. E aí, se você for ver, eu não lembro se é o presunto ou a mortadela que está ligado com os maiores, altos níveis de câncer de estômago. Apareceu agora essa pesquisa. Todos os outros processados. Câncer de estômago e câncer de reto. Então, acaba que

Bom, você também falou em alguns momentos sobre... Eu lembro de ver um corte seu, onde você fala que veganos são basicamente pessoas que... Você falou isso também aqui. Que se acham superiores por, sei lá, poder ter esse poder de escolha. Ok, sim. Só que falando do veganismo que eu sigo, deixando claro que o veganismo tem vertentes, a gente também tem descortâncias entre a gente. E eu sigo o veganismo popular. E o que eu defendo é, eu não quero obrigar ninguém a nada.

a reflexão. Aí se você é uma pessoa que vive comendo industrializado, você desenvolve um monte de problemas de saúde, aí a gente entra sobre também a sindemia global, se não me engano é esse termo. Isso. Que é basicamente, tipo, todos os problemas que são causados por isso. Tem as questões ambientais, que já foi falado, né? E tem a desnutrição das pessoas de periferia que não tem acesso a alimentos in natura. E também a obesidade, que é você come muita coisa ultraprocessada, você engorda, não se nutre e se causa um monte de problema de saúde por causa disso.

E o SUS está lotado de pessoas com essas questões de saúde por causa da alimentação industrializada, incluindo os alimentos industrializados de origem animal. Concordo. E o que eu defendo é que as pessoas, no geral, tenham acesso à escolha de alimentação que elas queiram. Então eu não vou obrigar você a ser vegano. Mas você tem que ter a escolha de. Você tem que ter a escolha de poder comer um alimento natural, que seja um alimento orgânico. Você não precisa comer um presunto. Eu não como um presunto. Eu como um bife.

feito de alcatra. Porque você tem esse acesso, mas a maioria das pessoas não. Sim, mais ou menos. Quer dizer, você veja o hambúrguer que você falou, são opções também, mas você pode comer outras caras. Você pode comer miúdos de boi. Não estou falando que você precisa comer uma picanha, porque hoje está difícil comer picanha. Mas você pode comer miúdos de boi. Isso é saudável. É mais saudável, estou dizendo, porque é natural. Então, quando a gente fala em natural, eu sou ultraprocessado e concordo completamente. Completamente com você. Eles são venenos.

o presunto, infelizmente, até o salame, que é maravilhoso, que eu adoro. Então, assim, tem uma pesquisa saindo e eu concordo com você, com os ultraprocessados. Mas a alimentação, você vê num lugar que o arroz, o feijão e a carne, o cara acorda de manhã, tem que pegar três horas de ônibus e mais três pra voltar. Ele não tem esse requinte alimentar, cara. Exatamente, esse é o problema. O problema é não ser acessível. Inclusive, a carne natura também tá ligada a câncer também, mas não como os ultraprocessados.

Mas também tem problemas de saúde e números que a carne natural também tem recolada. Isso já foi de genética. É difícil dizer que é aquilo. Aquilo é, claro. Vocês vão defender o que vocês dão à carne, que ela é péssima. Mas assim, a carne é uma proteína maravilhosa. Mas a proteína vem da soja que o gado come. Acho que você que tinha falado que se você comer diretamente a soja, você vai estar... E você come o que, então? Desculpa, deixa eu entender.

Se acorda de manhã, você come o que? Eu normalmente tento ao máximo evitar ultraprocessados. Então, normalmente no dia a dia, eu sempre como frutas vegetais.

fruta. E eu tento preparar. Isso aí também é ruim, né? Tem uma menina, eu não queria trazer ela à mesa, porque eu não acho justo trazer aquela russa. Não, não acho justo trazer. Não acho justo. Não acho justo, tá? Não acho justo, beleza? Não acho justo. Mas ela falou de frutas e castanhas até lá. Frutas. Eu queria entender o teu café. De manhã, almoço e janto, o que uma pessoa vegana come? Uma curiosidade minha. Depende de cada pessoa, mas eu defendo que os industrializados não são...

O que você come? O que você come hoje? Eu comi várias coisas hoje, mas eu acho que isso não é a questão. Normalmente... É totalmente a questão.

Então, nós estamos falando de veganismo e você não quer falar do que você come? Então, estamos falando do que? Eu como frutas e vegetais e grãos, a grande maioria das vezes. Hoje, especificamente, eu fui para uma festa de aniversário, as pessoas sabiam que eu era vegano, eu comi coisas específicas que não é normalmente que eu como no meu dia a dia. Mas a minha questão, agora, pessoal, não vem ao caso, porque eu estava falando de uma questão das pessoas de periferia que não têm acesso a isso.

E legal, você pode escolher... Mas você está falando de comida, de alternativas. Mas você não quer falar das comidas que são alternativas? Eu acabei de falar.

Eu já falei. Então, no dia a dia você come o que? Eu não vou ser redundante. Frutas e cereais, é isso? Tá bom, ok. Frutas e cereais. E aí, Charles, tudo bom? Opa, perdão, desculpa, desculpa, cara. E aí, mano, beleza? Eu vi que você tava lá, louco pra vir, cara. Ah, torcendo, né? Qual que é a afirmação mesmo, Richard, por gentileza? É, eu nunca disse isso, tá? Queria deixar claro, tá? Não, tudo bem, mas é o que tem que ser defendido. Agora, se quiser defender esse ponto, defenda e eu vou concordar com você.

Bem, pessoal, é o seguinte, a alimentação vegana, ela é literalmente a melhor escolha para o ser humano, e eu tenho bastante material aqui, e eu não vou só falar, tá gente? Eu tenho link, eu vou deixar comentário aqui no episódio postado, com os links, com a bibliografia de tudo que eu estou defendendo aqui, tá bom? Não é da minha cabeça. Richard, você reconhece o Inca como um órgão responsável e sério? Quem? O Inca. O Inca? É, o Instituto Nacional do Câncer, Inca. Ah, eu não conheço o suficiente para falar.

meu pai que morreu de câncer e minha mãe de ataque cardíaco. As duas principais causas de morte no mundo, né? Doenças coronárias e... Não, mas não é justo até porque a gente não tem um levantamento. Veja, vocês começaram com essa coisa de veganismo ontem. A gente não tem um histórico de vocês de veganismo para dizer estudo científico, para dizer de população de longo prazo. O que a gente faz hoje é ecoa daqui a 30 anos. Daqui a 30 anos nós vamos olhar para trás e ver quem realmente estava certo ou não. Eu concordo contigo.

É algo recente. Eu acompanhei também essa história do ovo. Eu comi carne 29 anos na minha vida. Eu sou vegano há 11. Então, eu não estou aqui para negar a realidade. Eu aceito a realidade como ela é. Muda. Cada 5 minutos muda. Alguma coisa nova se descobre. Toda hora sai um novo estudo, uma nova perspectiva. Mudaram recentemente a pirâmide alimentícia. Mas, enfim. Você está com óculos aí? Você poderia ler para a gente essa frase?

Essa matéria está completa. Não é um recorte. Se quiser ler o que está em negrito para a gente, por gentileza.

carne vermelha, recomendado até 500 gramas de carne cozida por semana. Isso dá mais ou menos 70 gramas de carne cozida por dia. E qual seria a penalidade? Ferro, zinco, vitamina B12. Sobre o risco de... É nessa primeira página mesmo. O risco de desenvolvimento de câncer. Eu entendo que você tem pesquisas assim. E eu concordo que tem pesquisas assim. Não é minha, é do Inca. É do Estado, do governo. A gente tem... Eu não quero ser um negacionista com isso. Eu quero que você entenda bem. A gente tem...

A gente não sei porque no Brasil a gente começou a apontar para... É que vamos ficar na carne. Eu vou levar... Não, pode seguir. Porque o próximo assunto é da agricultura. Eu vou deixar para lá. Não vou antecipar. Arroz mais feijão, proteína completa. É isso? Come arroz, feijão. O que você come, meu jovem? Cara, minha principal fonte de proteína é soja. Soja mesmo. O café da manhã foi o quê? O café da manhã é um pouquinho de café mesmo.

O tradicional. Um leite vegetal. Pode ser de amêndoa. Pode ser de soja também. Sem problema nenhum. E carne de soja com pão.

A base da sua alimentação é soja? Soja principal. A soja que a propósito, pessoal, a gente está falando de a cada 100 gramas de grão de soja. Tem aquela que é a processada. Tem a processada que é a PTS, que é a carne moída. Mas eu como grão, até porque é bem mais barato. A gente está falando aí de 1 quilo por 7 reais, vai trazer 37 gramas de proteína. E é uma proteína completa e funciona muito bem, integral ali. E de preferência sempre orgânico.

Mas a realidade, de novo, eu não estou aqui para negar a realidade. É difícil. É difícil achar e é também mais caro. É difícil achar.

E ter certeza, em primeiro lugar, que é. Mas assim, o que a gente come hoje, Richard, em larga escala no Brasil, que não é transgênico? É muito difícil, cara. Eu diria, eu não sou especialista nesse dado, mas mais de 95% dos produtos que estão no mercado são transgênicos. Então você está dizendo que o boi, o problema do boi, do câncer, ele não tem nada a ver com a soja que ele come. Não, eu não estou dizendo isso, eu estou dizendo que...

Não, eu estou te perguntando. Porque você come soja, a soja que o boi come, você come. Aí você é o que você come. Então o boi vai lá, come a soja,

E a carne dele é cancerígena, é isso? Não, não estou dizendo que a carne dele é cancerígena. O que está sendo dito aqui pelo INCA, o Instituto Nacional do Câncer, é que você deveria consumir até o que eles indicam, 500 gramas de carne cozida por semana, o que daria 70 gramas de carne por dia que ninguém come. Então é uma recomendação, pode ser? Não, é o limite que eles estão dando de sugestão para a segurança, que seja de 70 gramas que ninguém come.

Então podemos comer carne, então? Não, eu acho que como você disse, a gente pode fazer tudo,

um risco. E o risco que as pessoas estão assumindo hoje é de morrer por doenças coronárias ou câncer. O risco que a gente tem hoje é de levar uma bala quando você sai na rua. Esse é o maior limite para ter segurança. Então, se for risco por risco... Isso está fora do controle. Você não escolhe de onde vai vir a bala que vai te pegar. Mas o que você coloca na boca... De novo, eu não estou sendo idealista. Eu não estou trazendo um mundo imaginário.

Eu vivo no mundo real. Eu vivo no Brasil. O país que tem maior carga tributária do mundo. Por exemplo,

Todas as fazendas do Brasil pagam menos IPTU do que a cidade de São Paulo. E eu acho perfeito, porque nós somos os maiores poluidores. Porque a poluição é feita na cidade, não lá no campo. Então você está me dizendo que 224 milhões de cabeças de gado... Todos esses milhões de pessoas que vivem cagando na cidade, num lugar que não tem saneamento básico, que grande parte do nosso Brasil não tem, eu acho que tem que pagar imposto mesmo.

Não, eu concordo que tem que pagar imposto. Mas você está dizendo que 224 milhões de cabeças de gado tem mais boi no Brasil do que ser humano.

gera dejetos e não gera poluição. Mas é fértil. É diferente do seu cocô. O teu cocô é ruim. Ah, não, você é vegano. Não, eu sou vegano. O teu cocô é bom. É pra usar como fertilizante. É. Você não tem um impacto no seu freático, mas o excesso de ureia da urina do boi. Não, o que tem impacto é o nosso cocô que num país que não tem saneamento. Isso sim. A merda da vaca, a merda da vaca, ela é um ótimo esterco. Como a sua merda. É um excelente esterco. Porque você só come coisas que são fibras. Ué, mas é isso.

Isso, tem razão. E o Inca, como chama aqui? Inca, Instituto Nacional do Câncer. Ele recomendou comer até 70, 500 gramas. Então, podemos comer carne. Está autorizado pelo Inca. Eu acho excelente. Eu acho que é fundamental. A afirmação é que comer... Pode repetir a afirmação, por favor? Eu nem me lembro também, cara. Bom, ser vegano faz mal para a saúde dos veganos, é isso? Eu concordo completamente, discordo completamente dessa frase.

Porque ser vegano é fundamental para a saúde das pessoas. Vejam só, segundo a FAO, um órgão associado à OMS,

70% de todas as doenças que surgiram nos últimos 50 anos vieram dos animais. Isso inclui ebola, HIV, SARS-CoV, COVID, nós vivenciamos isso durante uma pandemia. 70% das doenças vieram de animais. Eu estava na África quando estourou ebola. Ebola vem diretamente da casa de animais. Consumo de animais selvagens. É um vírus selvagem. Zoonótico. Então, deixa eu te falar. Aliás, deixa eu comentar uma coisa que é interessante que eu tinha esquecido.

Já que a gente está falando de ebola, ebola meio do macaco, certo? Meio do primata, certo? Assim como o HIV se surgiu.

Você sabia que os primatas comem carne, né? É novidade para você? Chimpanzés são majoritariamente vegetarianos. Macaco prego. Comem insetos. Os nossos parentes mais próximos. Vamos pegar os nossos parentes mais próximos? Chimpanzés. Maior parte da comida deles é vegetal. Sim, mas eles comem carne. Inclusive de outros primatas. Então vamos seguir a coisa do Inca e vamos comer menos carne. Eu também acho que tem que comer menos carne. Eu só não quero que abolir comer carne.

que não faz sentido para mim. É porque, olha só, também segundo a OMS, segundo um estudo, na verdade, que acompanha 5 mil pessoas no Reino Unido, ao longo de um longo período, detectou que comer carne, pouca quantidade, está associada, 50 gramas por dia, já aumenta em 18% a quantidade de você desenvolver doenças como câncer coloretal, principalmente de ultraprocessados, então linguiça, bacon... Ultraprocessados, beleza. Agora um belo bife suculento de alcatra, mano.

Carne vermelha também está associada, mas ainda não diretamente, mas carne vermelha está associada.

Segundo esse estudo que acompanha mais 5 mil pessoas. Cara, hoje nós estamos... Hoje quando você abre uma lata de ervilha, você come ervilha? Você come ervilha? Como? Com certeza. Você abre uma lata de ervilha? Abro. Tá, beleza. Então tá até respondido. É, mas não tem nenhum estudo que comprove que ervilha causa alguma doença. Não é ervilha. É aquilo que mantém aquela ervilha bonitinha pra você comer ali, cara. Desculpa. Quantos conservantes tem dentro daquela porcaria, meu irmão?

E você selecionou... Mas quantos estudos falam que ervilha causa câncer? Diabetes tipo 2?

Se eles continuam fazendo as seleções de vocês em cima de uma plataforma, que eu respeito, é a sua opinião. E você está tentando justificar essa opinião, que você não quer ver um bicho sofrer e você comer ele, ok, eu respeito isso. E você tenta justificar com toda essa coisa de saúde, quando você abre uma lata de ervilha e come uma lata de ervilha com aquele suco nojento que está lá dentro, irmão. Aí você acha que está tudo bem, porque não tem pesquisa sobre ervilha. Não precisa nem pesquisar, companheiro. Vamos falar a verdade?

Vamos pesquisar. Vamos procurar artigos científicos que falam mal da ervilha. Vamos procurar artigos científicos que falam mal do consumo de animais. Os conservantes, tio. Vamos procurar. Ervilha é água e sal. Água e ervilha ultimamente, na verdade. Até porque eu leio bastante embalagem do que eu consumo. Os conservantes. Aliás, eu gostaria de responder, porque você perguntou o que a gente come, né? Eu gosto de dizer que eu como de tudo.

Menos carne. Então a minha alimentação é muito mais saudável do que quando eu comia carne. Que bom, tô feliz por você. É muito bom, muito bom. Você se sente melhor assim? Muito. Eu não, eu sinto melhor comendo bife. Você seria ainda melhor comendo vegetais.

sinto melhor, com mais energia, comendo um bife. Eu não consigo. Experimente ser vegano. Não, já experimentei. Sério? Não, mas por uma questão social minha, tá? Sem levantar a bandeira. Sem levantar a bandeira que a Anitta fez e que depois comeu um churrasco, beleza? Então, assim, é essa a hipocrisia que, assim, infelizmente, vocês pagam preço também nisso aí. Eu concordo. Não é fácil ser vegano. Nunca disse que é. E eu respeito a opinião de vocês.

O problema é que você tenta justificar toda a sua opção de não comer carne, porque tudo resume

pena que você tem de matar o animal. Por isso que você não mata o javali, por isso que os búfalos estão destruindo reservas biológicas aqui e a gente não mata porque deveria matar, mas tem alguém que fala, oh, coitadinho do coisa. E quando na conservação, veja, gente, eu venho da biologia da conservação e você deveria saber como funciona a biologia da conservação. Você sabe por que o pirarucu saiu da lista de extinção de animais?

Mas por que ele entrou na lista de extinção? Por que? Caça, caça é excessiva do pirarucu. Claro, caça é excessiva. A gente regulou a caça e hoje todo mundo come pirarucu e

Nunca vai faltar. Sabe por quê? Porque ele saiu de uma conservação emocional, que a maioria das pautas de vocês está, para uma conservação econômica. A gente só consegue conservar quando vale dinheiro alguma coisa, gente. Parem de sonhar. É isso. Não, isso por outras razões que estão tirando e colocando em outros lugares. Mas não é uma praga. Não é uma praga. Ah, não com vocês. Se você for me ofender, eu levanto e vou embora. É outra coisa.

Beleza, vamos lá. Na verdade, eu vim aqui porque eu acho importante a gente frisar.

já que colocaram o tema mesmo, é que veganismo não é dieta. Isso é uma coisa muito importante da gente, principalmente quem está assistindo a gente, saber que é veganismo na dieta. Esse não é o ponto principal de ser vegano. Não é o ponto principal do que a gente come. Tem vegano que come salgadinho de manhã. Pode comer. Você pode comer salgadinho de manhã, porcaria, que não seja de origem animal. Tem vegano que vai ter uma alimentação super saudável, baseada em orgânicos.

E tem exatamente o que o Lars tinha falado, a questão do acesso. Então tem várias formas de acesso a uma alimentação saudável ou não saudável. Então eu acho que é importante a gente voltar a frisar isso. E uma outra coisa é em relação ao gosto. Eu já ouvi você falando várias vezes, é porque eu gosto de um bife, é porque eu gosto de um bife. Sabe quem gostava de bife? Eu. Gostava muito de bife, gostava de todas as coisas de origem animal, laticínio.

Eu acho que não só eu, como muitos veganos antes de serem veganos, adoravam bife, às vezes até sangrando.

Bife sangrando, churrasco. Eu era a última sobrevivente do churrasco antes de ser vegana. Então não é uma questão de gosto. Também é outra coisa para ser frisada. A questão de comer bife, que você fala que você é libertário, cada um faz o que quer e tudo mais. Legal, cada um faz o que quer, mas a gente tem bases para fazer o que quer. Por exemplo, você tem alguma base ética para fazer as coisas que você quer. Por exemplo, você não come cachorro. Não, eu não sei. Talvez na China experimente. Talvez experimente.

eu não vou comer cachorro? Porque o cachorro, como é feito lá, é desumano. É só isso. Veja, é desumano. A forma com que eles levam pras feiras. E aqui não, aqui é tranquilo. Não sei quem já foi pra China, mas assim, eu não gosto da forma que eu faço, eu tento fazer as minhas escolhas da forma que eu posso também, tá? Discordando que eu não vou deixar de comer carne, porque todas as rações de sustentabilidade, de natureza e de saúde que vocês deram pra mim, eu refuto todas. Ética. E tudo bem,

você vive com a sua realidade, eu vivo com a minha. E a sua liberdade vai até onde vai a minha. Então, assim, você não pode invadir a minha liberdade e dizer, você deve porque eu acho ou porque... Mas você pode invadir a liberdade dos animais? Não, você... Posso. Posso, posso. Então quem se acha superior é você, não são os veganos. Veja, eu não posso fazer. Você disse que os veganos se acham superiores. E eles estão num pedestal.

O ser humano que acha que pode invadir a liberdade dos animais se acha acima de todo mundo. Esses animais só existem, a gente só cria os animais, só existe o boi, só existe.

Você conhece o boi? Sim. Vou terminar. Só existe o boi porque a gente come ou tira leite. Se a gente não comesse o boi, ele não teria essa dispersão que a gente tem porque não teria razão do boi existir. Assim como não tem do jumento. Ótimo. Ótimo. Eles ocupam um terço da terra. Deixa de existir o boi. Ótimo. Deixa de existir o porco, a galinha, todos os animais. Vamos deixar de existir. Eles não têm papel ecológico. Vamos deixar de existir.

Eles não têm papel ecológico. Tá bom. Não deixa. Não é questão de papel ecológico. Até aí você e eu também não temos papel ecológico.

Por isso eu vou me matar. Nessa questão. O agronegócio sustenta o Brasil e faz bem para a sociedade. Essa frase não é minha. Não, não é minha. Mas o agronegócio, ele não é uma questão econômica. O agronegócio alimenta todos os seres que estão dentro dessa sala, sem nenhuma exceção. Porque o agronegócio vai do pequeno ao grande. Ponto. Eu sou um cara que trabalho com biologia da conservação. Ninguém aqui vai tirar isso de mim. E o que eu tenho andado e visto,

sentido é que o social não bate com o ambiental. Eu prefiro ter uma grande propriedade, com uma grande reserva legal, com as APPs em ordem, do que ter naquela mesma área 50 pequenas propriedades. Não bate o social com o ambiental. Então a gente precisa do agronegócio, porque aqui a soja de vocês vem, não cai do céu, alguém tem que plantar e ninguém aqui, inclusive eu, não planto e não crio o que eu como. Como eu falei, sou um covarde no caso da

animal, porque eu não teria coragem de matar um animal para comer, ainda bem que alguém faz esse serviço e não tem problema, tem um cara que é astronauta, tem um cara que é açougueiro, tem outro cara que não sei o que, enfim, tem desprofissão para tudo, mas o agronegócio ele é hoje no Brasil, ele é uma potência, porque nós somos um país que temos três safras, diferente dos outros países que tem somente uma safra, então nós podemos produzir muito mais no mesmo espaço de terra e nós fazemos isso muito eficientemente, é isso,

E o cara do agronegócio, eu vou fazer essa colocação para vocês terem argumento, para depois me bater. O agronegócio hoje, metade das florestas são dados científicos, vocês podem buscar. 60% do Brasil, segundo a ONU e a Embrapa, segundo está preservado em florestas, 60%. Metade disso, 30%, são dados que vocês podem pesquisar, não tem problema nenhum. 30%, que é metade, é terra indígena e unidade de conservação. E a outra metade está dentro das terras

produtivas. Isso é um dado científico. Fique à vontade. Está na ONU isso pessoal também. Pensei que a ONU deveria ser isenta nesse tipo de levantamento. Então assim, como não ser amigo na conservação? Eu que estou preocupado com o objeto que é o animal que está silvestre e selvagem. Como não trazer para a mesa o cara do agronegócio como um colaborador da conservação? Dito isto, podem vir agora e meter torrada. E rodem.

Eu concordo num certo ponto. Quando você falou o agronegócio, de fato, ele é importante. A gente vive do agronegócio no sentido dos vegetais que a gente come. A gente come a soja, o milho, etc., que vem dos vegetais. O problema é com a pecuária. Eu acredito que o agronegócio, eu acredito que ele é importante. O que eu acho importante também é abrir os olhos para o agronegócio, para o potencial que a gente tem, para uma exploração econômica muito mais eficiente.

do que a gente tem hoje. Hoje a gente exporta commodity, a gente exporta soja, a gente exporta carne, a gente exporta ovo, a gente exporta tudo. Isso não é eficiente. A gente tem um potencial enorme, por exemplo, para fazer alimentos, processar alimentos, processar essa soja e esses vegetais para o nosso alimento próprio. Em vez de destinar toda essa riqueza vegetal para o alimento dos animais.

Qual o problema? Que a gente... Não, do teu ponto de vista, sempre que você não come bicho. Eu não vejo assim. Como eu como animais? Eu como animais. Voltando sempre na questão ética. Na minha ética, está tudo bem. Na sua, não está. E beleza. Nós voltamos tudo a resumir a nossa discussão em não é legal matar um animal pra gente se alimentar porque isso é exploração. Essa é a base de todos vocês até agora que eu entendi. Assim, o que eu gostaria só de fazer um minutinho aqui é a questão do veganismo, ele se expande pra outras coisas além do animal, como, por exemplo,

produtos testados em animais, etc. Mas eu acho que não é esse o ponto. Mas eu quero saber, assim, hoje, e isso aqui com uma curiosidade legítima, né? Como os meus colegas falaram, a gente tem 240 milhões de animais, a gente tem bilhões de galinhas, bilhões de porcos. Não seria mais eficiente a gente usar os grãos que a gente alimenta? E aqui eu não estou falando nem 100%. Não. Você pode desenvolver um pouco, por gentileza? Não, não é mais eficiente. É muito mais eficiente você trabalhar... Eu vou dizer o seguinte. Por quê?

Não. A conversa? Sim. Exatamente. Vamos falar em conversão. Beleza. Você primeiro tem que partir de uma plataforma do que... Toda a tua base é que você faz o que não dá saúde ou não é bom para o meio ambiente? Não é bom para o meio ambiente. Nesse ponto aqui eu estou no meio ambiente. Tá. Beleza. Eu acho que a verdade, o que eu gostaria é que nenhum de nós plantasse e nem criasse. Eu recomendo a gente, cada um pegar uma ferramenta,

próprio espaço, buscar na terra e buscar o seu próprio alimento. É impossível você viver num mundo como esse. Vocês mesmos falaram que as escolhas não podem ser... Isso não seria um argumento no sentido que você está reduzindo ao absurdo. A gente sabe que a gente não consegue viver sem energia elétrica, mas a nossa questão é reduzir o nosso impacto na exploração animal. A gente não vai conseguir... Vamos falar do milho. Uma das grandes fontes de alimentação animal,

é o milho. Mas você sabe que o milho é somente tirar do DDG que vai para a alimentação animal? Não é a prioridade do milho? Você sabe que a prioridade do milho no Brasil é biocombustível? Absoluta. É o que dá dinheiro. Dá muito mais dinheiro o biocombustível do que dá o DDG. O DDG é um resto que sobra e é aproveitado para alimentar o gado. A gente não planta o milho para alimentar o gado. Então, entende o que eu quero dizer? Então, a gente planta hoje milho para biocombustível.

Hoje, o milho é um biocombustível tão importante quanto a cana-de-açúcar hoje no Brasil. Ela está hoje superando quase a cana-de-açúcar.

a gente tira, inclusive a cana, tudo que a gente gera com a cana, que é açúcar, ou a gente pode gerar biocombustível, o resto é que é usado, o que sobra, o bagaço é que vai para a alimentação. O que sobra do milho é que é utilizado na alimentação animal, cara. Eu vou pedir licença, porque isso é uma coisa que não está muito dentro do meu. Eu vou pedir para um outro colega vir para falar, tá? Licença. Perfeito. Eu só queria adicionar argumentos que você lançou aqui, Richard,

até interessantes. Você falou que dá mais dinheiro à agricultura do que à pecuária. Em algum momento aqui. A agricultura está dando as áreas. O que vai acontecer no Brasil? Nós temos hoje 8% do Brasil que está dedicado aberto para a agricultura e 15% para a pecuária. Fora as áreas que já estão abertas naturalmente, porque lá no sul os pães já são pães não. A gente já entendeu que tem uma discordância ética, porque sua ética é uma e a nossa é outra. E eu acredito que a ética não deveria ser elástica, mas beleza.

Vamos tirar dessa equação os animais. Ela tem que ser. Ela tem que ser. Elástica. Se ela não for, então eu tenho que concordar. Então vale só a sua ética. Não, não. A sua ética é boa ou a minha não? Vamos passar essa parte. Você quer falar de economia? Você falou de sociedade ética. E eu estou rebatendo isso. Vale a sua ética e não a minha. Isso é complicado. Não, vale a sua ética e a minha. Não, desculpa. Tudo bem. Você está errado.

Aí você vai falar. Não, eu estou certo. Então tudo bem. Então vale a sua ética. Vamos a pauta econômica que você falou. Agricultura dá mais dinheiro do que a pecuária. Depois disso, você falou que tem áreas onde tem grandes agros.

e são áreas pouco desenvolvidas ou pessoas muito pobres. Então, não fecha a dor. O agro, não. O que eu estou dizendo é o seguinte. Onde tem o agro, tem mais pessoas pobres. Não, ao contrário. O agro, não. O agro, não. Eu não falei isso. Eu falei que o agro, ele leva a riqueza. Para quem é o dono da terra, não para os trabalhadores, não para a região. Mas, gente, a gente reparou que... Espera um pouco. Vem cá. Toda pessoa pobre quer ficar rica ou não? Quer continuar a pobreza? Não.

pessoa pobre quer evoluir, quer conseguir crescer na vida ou quer continuar fodida? Vamos dizer, vamos fazer sem ver. Ou não? Não, é uma pergunta. Ou a gente quer ficar pobre? Porque a gente criou no Brasil uma guerra entre pobre e rico que não existe, tá? Não existe isso. Um cara que leva emprego, alguém precisa trabalhar. Se você não tem condições de ser empreendedor, você tem que agradecer que tem alguém que é empreendedor e que contrata você pra trabalhar, meu.

Ninguém tá falando que tem exploração pra isso. Você transforma isso em exploração. Não tem. Os caras precisam trabalhar. Precisam trabalhar e leva riqueza. As cidades hoje,

Cidades... Deixa, deixa. As cidades hoje onde o agro chegou, você vai olhar para o Mato Grosso. O que era o Mato Grosso? Estou preocupado porque a gente falou muito sobre dados e você é um cara que tem muita expertise. São mais de 30 anos de profissão. De campo. Tem muito conhecimento. E já pensei muito diferente do que eu penso hoje. E aí, o que eu estou pensando é assim, como é que a gente consegue trazer um exemplo mais prático e fácil sobre a questão da energia mesmo, de você ter um modelo mais eficiente?

Bem, vamos lá. Você não vai gostar se eu deve falar. Vamos lá, vamos ver. Nuclear. Não, calma. Não, não estou falando de energia.

da elétrica. Estou falando de energia de alimento. Mas energia é o grande gasto. Estou falando de caloria. Um boi tem uma necessidade biológica muito diferente da nossa? É água, proteína, carboidrato, gordura? É algo muito diferente? Não, né? Tanto que eles até suplementam a vitamina B12 na ração e por injeção, certo? Então não é que a carne tem B12. Isso é suplementar. Então todo mundo literalmente, direto e indiretamente está suplementando B12.

Não é porque é suplementar. Não, não, não. Isso é uma afirmação que você está fazendo que você não tem base científica. Você está falando que o B12

que o gado não é suplementado. Não, eu estou dizendo que sim, mas você disse que o B12 que põe na carne é o que a gente está tomando. Isso é uma mentira que você está falando. Não, eu não disse isso. Não, não foi isso que eu disse. Eu posso ter me expressado mal. O que eu quis dizer é que todo mundo que come hoje, seja carne ou vegetal, está... A carne tem naturalmente B12. Porque não estamos falando... O frango tem B12, o peixe tem B12, a carne tem B12. Mas enfim, pessoal,

só para seguir. Hoje a gente tem quantos brasileiros aí? Mais ou menos 203 milhões. E a gente tem 224 milhões de cabeças de gado. O boi ou a vaca, ele vai consumir mais água e mais grãos do que a gente para se alimentar diariamente, certo? O boi e a... Eu não estou nem falando de peixe, de frango, de porco. Eu estou falando só do boi, 224 milhões. Ele tem uma necessidade calórica maior do que a sua, do que a minha. Um boi. Não dá para a gente comparar.

Assim como a agricultura. Não, eu estou falando... Mas eu estou falando sobre o boizinho e quanto ele come.

É uma questão de... Bebe e come, claro. Exato, eficiência energética. É, um bicho de uma tonelada, meia tonelada. Exato. Ou seja, pessoal, o que nós estamos tentando dizer é que se você fizer um bypass, se você tirar o boi, a vaca da equação e você consumir diretamente os produtos que ele se alimenta, você vai ter mais riqueza alimentar, você vai ter mais saúde, como diversos estudos que eu trouxe aqui. Eu tenho um estudo aqui mostrando redução de idade biológica em dois anos, após apenas oito semanas de alimentação vegetal. Isso não é uma piada, gente. Tem um link aqui, eu tenho um endereço completo.

Isso é um fato que a alimentação vegetal é superior. Alguns estudos dizem isso e outros dizem que a carne... Diversos estudos, tanto que as zonas azuis... Richard, as zonas azuis... Mas é que você nunca viu um estudo dizendo que a carne... Hoje tem vários. É necessária para a alimentação. Nasceu uma criança. Você tem filho? Tenho. Ele é vegano? Ele é vegano desde que nasceu? 937. Essa foi a opção de você meter um filho desde o começo? Todos nós somos reféns da nossa cultura.

Você come carne porque era a cultura dos seus pais. Eu comi carne porque nós somos onívoros desde a nossa formação. Richard, eu não estou negando a biologia. Você vai comparar o seu canino com o de um animal carnívoro? Você mexe o maxilar. Mas não precisamos entrar nesse ponto, porque a questão aqui é eficiência energética. Do ponto de vista de eficiência energética, a alimentação vegetal é superior. São fatos. Nem por isso eu vou mudar de comer a carne.

não me dê um elemento que fizesse eu realmente querer mudar pra isso. Sim, eu vou te trazer outras. Existem muitas matérias. Não, não, beleza. Esse é um trabalho, beleza? Igual esse trabalho do outro lado. Tem outros trabalhos que recomendo você comer carne. Então assim, gente, é só abrir a internet. Dá um Google aí. Dá um Google aí. Dá um Google. Inclusive, eu não queria dizer, mas os nutricionistas

dizem que quem faz com que uma criança opte por uma... Tem coisas... Não sou eu, tá? Não sou eu. Se você opta em dar uma dieta vegana pra um filho, você tira a oportunidade dele da escolha, tá? Vem sobre isso. Vem sobre isso. Não, você empurrou o que você quis embaixo na goela dele. Água o negócio. Pode ir. Você não veio nenhuma vez? Só agitou o pedaço? Tô esperando você. Tô esperando. É.

Agronegócio. Sustenta o Brasil. Sustenta o Brasil, tá. É, sustenta. Bom, é complicado debater, porque a ciência freestyle é o Richard. Vamos tomar cuidado com isso. Rapidíssimo que você trouxe, você apontou o canino. Qual é o maior canino da natureza? Em qual animal ele está? Responde 10 segundos. Não, o felino provavelmente. Não, ele está no hipopótamo, que é majoritariamente herbívoro. Então essa relação de carnívoro com canino não tem nada a ver. Não, não tem nada a ver.

Não tem nada a ver, não tem nada a ver. Bom, vamos voltar para a pauta da agricultura. Bom, vamos lá. Então o elefante também tem os caninos? Não, aquilo não é canino. Aquilo não é canino. E o que é que sai ali da boca? São presos. Do elefante são presos. Que são esfeitos de que material? Marfim é, porque... Os que saem daqui da frente do hipopótamo são, mas os outros não. Não, eu estava falando do elefante, eu estava respondendo do elefante. Elefante Martini. Bom, vamos lá. O agro é responsável por aproximadamente 5%.

do PIB. Mas vamos voltar pro agro. É que você puxou preso. Não, é que eu falei que era uma coisa de 10 segundos. Era uma coisa de 10 segundos. Você tá satisfeito? Tô satisfeito. Então vamos lá. O agro é responsável por 5% do PIB do Brasil. Concorda ou não? Qual que é o dado? Não, não conheço. Mas você não concorda e você não conhece? Eu duvido que seja esse número. É ciência freestyle, Richard.

É dado do IBGE, é dado do IBGE. É aproximadamente 5%. 5.3%. Bom, a gente vai colocar os links de tudo que a gente... Vamos lá. Bom, vamos perder um tempo aqui, então, procurando o dado de 5% do PIB. Vamos lá, vamos lá. Aí eu te perguntei qual que é o dado. Eu não tenho. Então, mas seja a partir do pressuposto que eu estou errado. Não, eu estou dizendo que eu duvido.

5%, vamos lá. 5,4%. O setor industrial, 25,5%. E o setor de serviço, 52,4%. Isso é dado do IBGE. E essa afirmação que o agro sustenta o Brasil vem de onde? E acho que é legal... Vamos separar o agro. Vamos separar o grande agro e o pequeno agro. Não existe isso. Tem muita diferença. Existe. Vamos lá. Plano safra, tem diferença. Vamos lá.

diferença do plano safra, do grande agro e do pequeno agro. Você está querendo levar para um lado? Da agricultura você trouxe. Vamos debater os dados. Vamos debater a ciência. Que não seja ciência freestyle. Qual que é a diferença do plano safra? Você deve saber. O que afeta a questão da agricultura? Afeta muito. Porque você tem o plano safra. Vamos lá. O plano safra 25, 26, se não me engano, há 527 bilhões de reais. Isso é no ano. E o plano safra para pequena produção

87 bilhões. A pequena produção tem cerca de 75% da mão de obra e 25% da área. Então assim, é muita discrepância quando a gente traz todo o agro junto. E você fazer essa afirmação que o agro sustenta... Existe o pequeno e o grande, mas o agro é um só. Não é. Na prática não é quando você tem o acesso à verba muito diferente. As políticas públicas são muito diferentes do pequeno e do grande agro. Mas vamos lá, complementa. Ambientalmente. Ambientalmente.

são melhores do que pequenas propriedades. E você pode discordar o quanto você quiser. Isso é a prática de trabalhos que mostram. Mas é a sua ciência freestyle ou não? Não, se tudo o que eu disser... Você trouxe um papel. Deixa eu ver esse teu papel. Deixa eu ver. Nossa, divirta-se. Divirta-se. Não, divirta-se em todos. É o IPCC, que é um grande referencial científico mundial. O IPCC, ele junta milhares de estudos científicos e traz apontamentos daquilo que eu estava querendo falar.

acadêmico. E assim, você imprimiu um monte de coisa aqui. E eu não estou discordando com você. Mas eu não estou discordando. Mas o que você faz? O que isso faz você ser vegano? Puxa, isso aqui tem muito argumento vegano. O 5% da agricultura ou não, se a indústria parar, você vai continuar a viver. Se o agro vai parar, você está morto. Você também. Claro, por isso que eu prezo o agro. Eu não estou falando mal do agro.

Sensacional. Eu acho que o agro é sensacional. E você concorda com a afirmação que o agro sustenta o Brasil? Oi? Você concorda com essa afirmação? Sustenta todos nós. 5% do PIB. Mas não é questão do PIB. Se o agro parar. Se o agro parar. Você não está falando agroindústria. Sabe o que é agroindústria? Richard, você está usando ciência freestyle. Você usa ciência freestyle. Você veio com um lado acadêmico, imprimindo um monte de coisa.

Pois é, a gente estuda. A gente estuda para trazer dados. E o amigo aqui é ciência freestyle.

Justifica absolutamente nada do que você está falando. Ok, você trouxe dados que provam o quê? Você trouxe dados que provam o quê? Provam o quê? Que a agricultura não é importante no nosso país? Então qual o seu ponto? E daí é 5? E daí o que muda? Gente, você veio finalmente. O agro, eu não disse que o agro é o mais... Sem o agro a gente está morto aqui.

celular, você vive. O celular tem 17% de plástico, já que você estudou pra caralho, 17% de plástico, 45% de minérios, que são explorados alguns desses minérios da forma pior possível. Mas você usa o teu celular porque você não consegue ver. E a gente está discutindo sobre o agro. E quando a gente tem mineração, a gente tem agrotóxico. Então, e que tal esse agro? E que tal esse agro que estivesse todo dia? E esse não é problema.

Não, mas sem defensivos, eu não chamo de agrotóxico, chamo de defensivos. Sem os defensivos é

Lógico. Mas sem os defensivos, a gente vai ter que ter mais terra pra plantar. É simples assim, cara. É você, minha filha. Oi. Tudo bem? Tudo bem. Tentando sobreviver. Vamos lá. Dá play aí. Dá play? Por favor, já que você é a última. Então vamos lá. Eu queria parar com essa polêmica toda agora. Queria voltar pro assunto. Que a gente tava falando de pet. E a gente tava falando de veganismo. E eu acho que aqui eu não queria trazer meio ambiente.

momento, não queria trazer a questão de saúde, eu queria trazer principalmente o que faz as pessoas se transformarem em veganas. Posso perguntar uma coisa antes? Tá. Eu perguntei que as pessoas aqui... Não? As pessoas amanhã tem cachorro, né? E gato aqui tem também. Que caralho vocês vão dar pra esses bichos comerem? Não, mas eu queria falar outra coisa. Feita do quê? Feita do quê? Feita do quê? Não, eu só quero concluir assim.

Eu quero concluir o que eu acho que normalmente faz as pessoas se tornarem veganas.

discutindo alimentação dos pets, nada disso. Eu tenho bicho, você, enfim, toda a sua história com os animais, e eu sinto uma conexão muito forte com eles. É um amor muito grande. E aí quando eu vejo um gato, um cachorro, e eu comparo com um boi, com um porco, pra mim é a mesma coisa. E quando eu comia esses animais, eu me sentia muito contraditória. Porque, na verdade, se tivesse um porco aqui, eu estaria fazendo carinho nele.

pensando nele como uma comida. Então foi isso que me fez querer me tornar vegana. E eu acho que você falou que você não teria coragem de matar um animal. Eu não teria coragem também e eu não gostaria de continuar financiando as pessoas que estão matando esses animais. Então por isso que eu quis me tornar vegana. E eu acho que é uma escolha da pessoa a partir do momento... Cuidado com a medalha.

A partir do momento que ela pode mesmo optar se ela vai comer ou não um animal, sendo que você consegue viver muito bem não se alimentando deles. Eu acho que é essa a mensagem só que eu queria trazer. Eu respeito totalmente. Eu respeito totalmente a sua opção diante da tua experiência de vida, do teu conhecimento e das tuas exposições pessoais. Eu entendo perfeitamente isso. Maravilha. Contanto que você não passe a julgar o próximo,

pense diferente, tá tudo bem. E aqui acaba assim, eu sei que todo mundo fica exaltado defendendo seu ponto de vista e vai trazer os pontos de saúde, vai trazer um monte de coisa. E cara, se eu for trazer um monte de coisa, trazer especialistas, vou falar a verdade, se eu trouxer um especialista em alimentação, você vai ser arrebentado aqui. Mas beleza, eu não sou especialista nisso e nem sou especialista, mas eu posso trazer um monte de dados aqui, você trouxe dados aqui e tudo bem.

Mas isso tudo é baseado? Não, ok. Mas pra circunstanciar a decisão de vocês de não comer carne,

E eu respeito isso demais. Eu já me questionei. Eu já me questionei. Eu falei, será que eu posso dormir tranquilo comendo um pedaço daquele bife maravilhoso e suculento? Será que eu vou dormir tranquilo a noite depois? E eu durmo porque eu passei a entender diferente que a ética que você coloca não é minha ética. Tem gente que tem éticas completamente diferentes, religiosas. Porque se a gente for pensar, se você só acreditar em Maomé e eu em Jesus Cristo, nós dois vamos nos matar. Você acredita em Maomé?

Eu nem gostaria de trazer a palavra ética por causa disso. Porque eu acho que a ética é entendida de diferentes maneiras. Exatamente. O que eu digo assim, eu trouxe uma experiência pessoal e eu acho que a questão do veganismo é muito cultural. É cultural. E eu respeito você, eu respeito minha família, eu respeito meus pais, eu respeito todas as pessoas. Eu acho que os veganos, ninguém tá com uma arma na cabeça dos não veganos falando vocês têm que parar. Pelo menos eu não conheço veganos que falam você deve parar.

um cara que não é vegano se sente agora, já que vocês são veganos, a gente sente como se vocês condenassem as nossas escolhas, porque a sua escolha é tão visceral que ela, eu entendo que é tão visceral que é difícil você admitir que uma pessoa, você vai olhar pra um cara que come carne e falar como é que ele pode fazer isso? Isso é um julgamento, é um preconceito. Preconceito não é só sexo e cor. Preconceito é pensar diferente do que uma pessoa pensa. Eu tenho viajado o mundo inteiro, se você for

preconceituoso, com tantos estilos de vida diferente que eu vejo por aí, eu vou ser preconceituoso. E eu abri minha mente pra isso. E eu respeito a sua escolha. Óbvio que tem veganos e veganos, mas eu acho que no geral os veganos, a maioria comia carne. E eu já falei uma vez, eu nunca conseguiria deixar de comer carne. Eu já falei, eu nunca deixaria de comer queijo. Eu já fui essa pessoa. Então eu tenho essa empatia. Eu como muitas pessoas, tem muitas pessoas que não pensam sobre o assunto.

Já pensei muito sobre o assunto. E um dos grandes posicionamentos que eu falei para justificar a minha questão. Porque eu me sentia muito mal se a gente matasse ou coisasse os animais aqui. De uma forma que eu não me sentisse tranquilo. Se eu pudesse fazer uma escolha, eu gostaria de me alimentar de luz solar. É impossível. Será ótimo. Porque a pegada nossa, independente do que você come, você tem uma pegada. Se você é vegano, vegetariano ou se você é unívoro, você tem uma pegada. Todos nós temos uma pegada ambiental.

as nossas escolhas de saúde, eu conheço ele, é um cara, vejo que é um cara forte, dele falar, tá vendo, eu consegui estar aqui, eu vou mostrar, vai lá no Julião, o Julião toma muito, tá bom, beleza, mas você vai no carro, tem um monte de cara ali, que é montado, e o que o cara fala, sem carne é preciso da proteína animal, e a dieta dos caras é proteína, então assim, eu acho que é muito de escolha, e eu respeito, e é visceral, é visceral a sua escolha.

É visceral. Oi? Não, calma aí, eu tô falando ainda, eu vou tomar no teu cu, você me trouxe até aqui,

Vim da casa do caralho pra vir até aqui. Fui massacrado por 20 pessoas que me odeiam. E agora eu não posso me expressar. Ninguém te odeia. Eu também tenho sentimentos. Entendeu? E o maior sentimento, pra encerrar, eu só queria saber por que que na festa, porque na minha festa de churrasco, eu convido os veganos e tenho um prato especial pro vegano. Passo até em outro lugar pra eles. Por que que vocês não me convidam na festa de vocês e me dão um pedaço de misteca? É isso que eu quero saber, porra. Você tá convidado. Ô, Richard.

Um dia a gente vai conversar e você vai ser vegano. Prazer, viu? Eu ia fazer... Olha, tá gravando ainda, não? Tá gravando, não? Tá gravando? Tá gravando? Eu ia até trouxe isso aqui, gente. Calma, calma. Senhores, viva e seja feliz. Tem gente que vai viver só com isso aqui.

que prefere viver com isso aqui. Seja feliz com a sua escolha. Uma coisa é certa. Pode ser que eles tenham razão em saúde, pode ser que é outra. A gente não é dono da razão e sabe tudo 100%. Se alguém disser pra você, siga naquele caminho, porque eu tenho certeza que isso tá certo, esse cara tá errado. Não existe o 100% certo. A ciência muda o tempo todo. E não adianta, pode rir quando você quiser, fique à vontade. A ciência muda o tempo todo. E tem ciência pra todos os lados. Essa ciência que você trouxe,

Eu trago um outro cara com calhamaço assim que vai rebater você. Com certeza. E vocês vão entrar naquela... Você usa a ciência que é boa pra você. Outro cara vai usar a ciência. O que eu acho é o seguinte. Diante das suas escolhas que você fizer, seja feliz com a sua escolha. E não encha o saco dos outros. Se você não der um like, você vai comer uma cenoura o resto da sua vida. Ou se não, um troço desse aqui. O que você prefere? Isso aqui ou isso aqui, mano? Só isso que eu vou falar.

Amém!