SERGIO SACANI + MIGUEL NICOLELIS - AO VIVO NO REDCAST
Acompanhe o intenso debate entre Sérgio Sacani e Thiago Lima sobre inteligência artificial e o Grande Reset. Descubra diferentes perspectivas sobre tecnologia, futuro da sociedade e transformações globais. Uma discussão profunda que vai expandir sua visão sobre esses temas controversos e atuais.#debate #inteligenciaartificial #granderesetSIGA nosso INSTAGRAM ➡ https://www.instagram.com/redcastoficial/=====================================================▶ MERCADO BITCOINABRA SUA CONTA COM R$25 DE CASHBACK E CONHEÇA O CRIPTOCRÉDITO DO MB, USANDO O CUPOM REDCAST:https://bit.ly/mercadobitcoin-redcast *Não é recomendação de investimento. Consulte as condições e regulamentos.*▶ LIVE PIX: https://livepix.gg/redcast▶ HASHTAG TREINAMENTOShttps://eventoshashtag.herokuapp.com/redirect/parceria-redcast-001▶ TRIADhttps://triadfi.co/?ref=REDCAST▶ 👮🏻♂️ INSTITUTO ÓLIVER CARREIRAS POLICIAIS 👮🏻♂️👨🏻💻 Site Oficial 👉🏻 https://institutooliver.com.br/ 👩🏻🎓 Curso EJA em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/S28462720M 👨🏻🏫 Curso Superior Sequencial em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/Y11127534P 📞 34-993004408📶 @instituto__oliver_oficial▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO REDCAST• @redcastoficial ▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO HOST• Junior Masters: @ojuniormasters.AS OPINIÕES, CONSIDERAÇÕES E COMENTÁRIOS EMITIDOS PELOS CONVIDADOS DO PROGRAMA, SERÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE RESPONSABILIDADE DE QUEM OS EMITIR.O REDCAST NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS MESMAS.=====================================================Spotify: https://open.spotify.com/show/2qGNLUOtkA55qknCHicdoTYouTube Music: https://music.youtube.com/channel/UCeL1a4rpEA8UG9IQIewPccgAmazon Music: https://music.amazon.com.br/podcasts/5a492610-0c19-4087-9fde-a24f90421a10/redcastApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/redcast/id1784860273=====================================================SOBRE O REDCASTO RedCast é o seu podcast para conversas diretas e honestas. Aqui, trazemos personalidades de diversas áreas para debater temas relevantes, sem censura e sem amarras. Se você busca conteúdo autêntico e discussões que fogem do óbvio, seu lugar é aqui.INSCREVA-SE NO CANAL, DEIXE SEU LIKE E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES PARA NÃO PERDER NADA!=====================================================O que é o Grande Reset?Quem é Sacani?Quem é Thiago Lima?Como a inteligência artificial impacta o Grande Reset?Quais são os principais pontos do debate entre Sacani e Thiago Lima?O Grande Reset é uma teoria da conspiração?Como a IA pode transformar a sociedade nos próximos anos?Quais são os riscos da inteligência artificial?O que o Fórum Econômico Mundial propõe sobre o Grande Reset?Sacani e Thiago Lima concordam em algum ponto?Quais são as divergências entre Sacani e Thiago Lima no debate?A inteligência artificial pode substituir empregos humanos?O Grande Reset afeta a economia global?Como se preparar para as mudanças tecnológicas futuras?Quais países lideram o desenvolvimento de IA?O debate aborda questões éticas sobre inteligência artificial?Quais são as previsões de Sacani sobre o futuro da tecnologia?Qual é a posição de Thiago Lima sobre o Grande Reset?A IA pode ser controlada por governos?Existem benefícios no Grande Reset?Como a população pode se informar melhor sobre esses temas?O debate apresenta soluções práticas?Quais livros abordam o tema do Grande Reset?A inteligência artificial é uma ameaça à privacidade?Como a tecnologia blockchain se relaciona com o Grande Reset?O que são cidades inteligentes?Qual o papel das Big Techs no Grande Reset?A IA pode melhorar a qualidade de vida?Quais são as críticas ao Grande Reset?Onde assistir mais debates sobre tecnologia e sociedade?
- Inteligência ArtificialImpacto da IA na sociedade · Teoria do Grande Reset · Transformações globais · Riscos da inteligência artificial · Perspectivas sobre tecnologia
- Neurociencia e CerebroInterface cérebro-máquina · Neurociência e inteligência artificial · Estudos sobre lesões medulares · Efeitos da IA na medicina
- Geopolítica de Trump, Xi e PutinConflito Irã e EUA · Impacto da guerra no petróleo · Estratégias militares · Reações internacionais
- Saúde MentalEfeitos da IA na saúde mental · Aumento de crises psiquiátricas · Automedicação e riscos
- Problemas de tecnologiaDesafios da pesquisa científica · Futuro da ciência · Ética na inteligência artificial
Não dá pra acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município.
Não dá pra acreditar que você precisa concluir os estudos, terminar o ensino fundamental e ou médio completo, e você não fez sua matrícula no Instituto Oliver no curso EJA supletivo, aonde você termina os estudos EAD em apenas seis meses. Não dá pra acreditar que você tá precisando de um curso superior em apenas três meses, reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada, ou em teologia, pra tomar aposta no seu concurso, que só exige superior completo. Não fala na lei de provamento de carga e carreira.
Diploma ou graduação de nível superior? Só fala superior. E se só fala superior, o superior sequencial de três meses, que basta você ter nível médio completo para você poder fazer, você consegue tomar posse com ele. Então não dá para acreditar que você está dando bobeira. Vem para o Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer tecnólogo de recurso humano de gestão pública em um ano, se você for formado no curso de curso sequencial.
Consegue fazer pós-graduação. Você consegue fazer faculdade também de educação física, EAB.
Então, se você quer mudar de vida, é Instituto Oliver. Aqui não tem conversa feada para o Boi Dermi e nem Mamãe Me Chora. Aulas objetivas, diretas, sem conversa feada para o Boi Dermi. Professores altamente qualificados, todos professores são policiais. Então, para de perder tempo. Quer ser aprovado de primeira no seu concurso público? Vem para o Instituto Oliver. Quer concluir os estudos? Vem para o Instituto Oliver. Quer fazer curso superior?
Venha para o Instituto Oliver. Um forte abraço. Eu sou o professor Matheus Oliver. E aqui, meu brother, a sua aprovação é garantida. Tamo junto!
Deixa eu te perguntar uma coisa. Você quer realmente dominar as ferramentas e tecnologias que transformam qualquer profissional em referência dentro da empresa? Se a resposta for sim, presta atenção no que eu vou te contar agora. A Hashtag Treinamentos é uma das maiores escolas de tecnologia e produtividade da América Latina. Lá você aprende do absoluto zero até o avançado tudo o que o mercado de trabalho exige hoje, independente da sua área ou formação.
A gente ensina exatamente as ferramentas que fazem diferença na prática. Inteligência Artificial, Excel, Power BI, Python, Agente de A, ferramentas no code, análise de dados, entre outros. São cursos completos, atualizados e feitos para quem quer crescer rápido na carreira. E aí vem a parte boa. Em parceria com o pessoal do RedCash, a gente conseguiu R$500 de desconto na assinatura da Comunidade Impressionadora, que é tipo uma Netflix do mercado de trabalho.
Você paga uma assinatura e tem acesso a mais de 30 cursos completos para acelerar a sua carreira em um único lugar.
Para entender melhor e garantir esse desconto, é só acessar o link exclusivo da audiência do Redcast que está aqui na descrição do vídeo ou no QR Code. Isso é um aviso importante, esse desconto fica disponível por poucos dias. Então, se você quiser aproveitar, corre lá e garante sua vaga antes que volte ao preço normal.
Muito boa noite, galera! Estamos começando mais um episódio aqui do Redcast. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou o Junior Masters e hoje nós vamos para mais um episódio cheio de conhecimento e informação. E dessa vez o papo é científico. Eu quero agradecer a incrível audiência.
está já presente no início desse episódio, tá bom? Já vou passar aqui para vocês os nossos convidados de hoje, quem que está aqui com a gente pela primeira vez, ele que é cientista, ele que é visionário e famoso no mundo inteiro, Miguel Nicolelli, seja muito bem-vindo aqui ao RedCast mais uma vez. Muito obrigado, é um prazer estar com vocês aqui. Bom, estamos com ele também, o homem da ciência, fazendo podcasts um atrás do outro, Sérgio Sacani.
Um abraço aí, galera. Jornada dupla aqui hoje, hein, Júnior? Muito bom, né? Bom demais, isso aí. Vamos lá, começar com o Cricoleles aí, que é sempre um papo muito bom, cara. É isso. A galera que tá aqui já falando... Gente, nós estamos ao vivo, tá bom? Ao vivo, 8h21, hoje, terça-feira.
Então, para você que está acompanhando esse bate-papo, que está gostando, já dá aquele like na confiança, sabendo que o episódio vai ser bom, tá bom? Já quero aproveitar aqui e falar que, bom, o pessoal da nossa live, quem quiser fazer perguntas, tem um QR Code aí embaixo.
Esse QR Code é justamente para você poder enviar o seu Donate. Temos uma plataforma que é igual ao LivePix, só que através do Donate você chega mais fácil, tem uma série de vantagens, então você pode escolher, inclusive, como você vai querer mandar, se é para o escrito, se é voz de inteligência artificial, mas você pode mandar aí, através da sua mensagem, perguntas e temas para o nosso bate-papo. E é isso, gente. Vamos começar.
episódio de hoje, terça-feira, e vamos começar falando de inteligência artificial, né? É verdade que Miguel Nicoleles é um dos primeiros a experimentar a inteligência artificial no mundo?
Como assim? Essa foi a surpresa. Na área, não, a IA, a nossa famosa estatística multivariada, né? Ah, sim, não. No sentido de aplicá-la na pesquisa em neurociência, sim, o nosso laboratório foi, na Dioca, foi um dos dois primeiros, os papers saíram muito próximos. O que nós fizemos foi usar, isso nos anos 90, 96, 95.
Antes do Deep Learning, antes das redes artificiais modernas, nós começamos a usar redes neurais artificiais para analisar padrões de neurônios reais, de atividade elétrica de grandes populações de neurônios reais registradas em animais.
porque eu estava interessado em ver se a gente conseguiria prever em tempo real qual era a intenção motora, por volta de um segundo antes do animal decidir o que ele ia fazer. E curiosamente nós testamos vários, o que hoje o pessoal chama de machine learning, nós testamos vários algoritmos, mais de 20.
E conseguimos ver que naquela época você usava redes muito simples, né? Era um perceptron um pouco melhorado para rodar em computadores que estavam disponíveis, né? Exatamente. E funcionou, nós trabalhamos. Mas o que a gente percebeu é que filtros normais...
como o Kalman Filter, por exemplo, que era muito usado na época, funcionava até melhor. Então nós fizemos algumas categorizações, publicamos isso, e esse é um trabalho que, curiosamente, nos últimos anos, está tendo um número de citações muito grande, porque o pessoal foi lá ver o que a neurociência está fazendo. Mas o que é curioso...
Nesse sentido, duas coisas que eu gostaria de acrescentar rapidamente é que o primeiro que eu fui estudar, agora por causa do livro que eu estou escrevendo sobre A, a origem mesmo, nos anos 30, nos anos 40, e curiosamente todos os caras, Von Neumann, Claude Shannon, Turing, os artigos originais, todos eles falam de três trabalhos neurocientíficos. Ou seja, eles estavam lendo a literatura de neurociência,
Um é do clássico do McCulloch and Pitts, porque o McCulloch era professor no MIT, e propuseram, baseados num livro do Donald Hebb, que na nossa área virou um clássico depois de 60 anos, ninguém leu o livro dele, a não ser os caras de computação.
chama-se organização do comportamento, que é a teoria que ele foi contra todo mundo, ele era canadense, trabalhou muitos anos em Montreal e propôs que eram grupos de neurônios ao invés de um neurônio único que eram responsáveis por gerar comportamentos. E ninguém acreditou nele. Mas quem acreditou nele foi o Mark Kulak, John von Neumann.
todos os big guys falaram, não, isso aí soa razoável. E o Maculay achou que o neurônio funcionava como uma unidade lógica, porque ele estava muito impressionado com o trabalho do transistor. Entendi. E ele conhecia o Cloud Channel, que era do MIT, que foi o cara que primeiramente implementou gates lógicos em sistemas digitais, em circuitos digitais. Então...
O grande choque que eu tive, e o próprio Rosenblatt, que é o criador do Perceptron, ele elogia no paper dele original, de uma maneira que nenhum neurocientista dos anos 50 elogiou o trabalho desses dois caras, mais o trabalho do Hebb, e mais o trabalho de um cara que era odiado na época na neurociência, que era o Lashley. E dizia que o cérebro não tinha área para visão, área para audição, ele funcionava como um todo, como um sistema distribuído.
E o que é impressionante é você ver todos esses caras, John von Neumann, que era um gênio, que criou o desenho do computador moderno, dizendo, não, nós estamos lendo essa literatura.
Então, na realidade, esse é o tema do meu livro. Onde você fica entre a neurociência e a inteligência artificial? Porque todos os termos da área foram tirados da neurociência. Ah, sim, né? É o sequestro... Foi o sequestro. Foi o sequestro completo. E o Chão Fonômea fala uma coisa maravilhosa. Acabei de ler o livro ontem à noite, um dos livros dele, citando ele.
Ele fala, nós estamos usando certas palavras que vêm da literatura da neurociência, redefinindo essas palavras. E quando você faz isso, você muda todo o ecossistema científico.
Ou seja, ele já estava prevendo algo, né? 80, 70 anos no futuro. Não, esses caras são muito visionários, né? É legal de falar isso aí, porque muita gente ainda acha, né? A Inteligência Tissal surgiu agora em 2022, mas não é, entendeu? Não é. Então, existe até uma briga, né? Entre quem que criou lá, 1943, né? Isso. Tem um japonês e tem uma briga ali entre eles. Tem um japonês ou um americano?
O drama é que a literatura foi dominada, o número de citações, pelos artigos que vinham do MIT. E acabou sobrepondo as ideias que estavam surgindo em diferentes lugares. Mas os trabalhos originais, por isso que eu acho que é interessante.
Por exemplo, hoje eu terminei de ler pela quarta ou quinta vez na minha carreira o livro do Joseph Weizenbaum. O título é Poder Computacional e o Poder da Mente, comparando um com o outro. O livro é dos anos 70, mas ele conta toda a história desde os anos 40. E ele conta todas as brigas.
Todas as brigas que ocorreram com o pessoal que achava que você podia só usar regras, né? Eu vivi... Regras lógicas, né? Regras lógicas, o simbolismo lógico. Eu, na realidade, quando comecei minha carreira, por incrível... Ninguém sabe disso, acho que eu fui lá pela primeira vez.
em 82 na faculdade de medicina aprendendo Lisp Prologue que era a linguagem que o John McCarthy, que é o cara que criou o termo inteligência artificial foi esse cara em 1956 foi ele que e curiosamente o Eisenbaum conta a história que ele, o Shannon o McCarthy e o Shannon
tinham chamado a área de cálculo automático. E o Pentágono falou, não, não me interessa, não estou nem aí. O Departamento de Defesa não está aí nem aí. Quando eles mudaram o termo para inteligência artificial, eles ganharam dinheiro para fazer a conferência de Dartmouth. De Dartmouth, o congresso aí.
O cara era o marqueteiro de primeiro, o John McCarthy. E o mais divertido, isso acho que ninguém no Brasil sabe, porque só mesmo se lendo esses livros antigos, os pais do McCarthy eram do Partido Comunista americano. E o McCarthy flertou com o Partido Comunista durante a guerra.
E depois ele se desiludiu, acho que na época, nos anos 50, com a revelação do que aconteceu com Stalin e tal. E ele foi para o outro extremo. Do outro lado. Ele passou de um extremo para o outro. Extremamente conservador do Partido Republicano. E o Joseph Weizenbaum conta dois encontros que eles tiveram, duas citações que ele usa, em que perguntaram para o John McCarthy, bom.
a consciência é algo único do ser humano? Ele falou, não, o termostato é consciente. Aí o cara pergunta, mas como assim? Quais são os estados de consciência do termostato? Quente, frio, mais ou menos. É verdade. Ou seja, o cara literalmente acreditava em um termostato. E o que o Weizenbaum fala, que é muito interessante, é que é muito interessante.
Por exemplo, o Herbert Simmons ganhou o prêmio Nobel de economia, mas o Minsky, que era um dos pais da AI lógica, de regras tipo if, then, se, faça isso. E eu vivi isso, porque eu fui para a Europa, minha primeira viagem para a Europa, para a Holanda,
quando eu tinha 25 anos, foi para aprender MAMPS, que era considerado o futuro da medicina. Era uma linguagem que ia ser usada para fazer diagnósticos automáticos. E eu quase fui para Stanford trabalhar com o Shortliff, Edward Shortliff, que era um médico, que propôs que você ia ter isso em 1985, em 1983, 1985. Que você ia ter esses sistemas na porta do pronto-socorro.
Que é o que estão tentando fazer agora, tá? O cara foi visionário mesmo. É, 83, Edward Shortliffe. Eu não sei se ele foi aluno do Feigenbaum, mas eu tenho a sensação que eles tinham algum... Que é outro cara famoso lá de Stanford. Pois bem.
Ele tinha criado todo um sistema de medicina interna com regras tipo, se o paciente tem dor no peito, considere a possibilidade de um infarto. Assim, milhares dessas. E o Minsk veio ao Brasil defender isso aqui, veio dar uma palestra aqui, defender essa visão.
E hoje ninguém fala deles, porque as redes neurais... É, quando vem as redes neurais sobre pé, aí acabou com esses caras. É, porque ele tinha acabado com a carreira do Rosenblatt, basicamente, que foi o criador do Perceptor, a primeira rede neural artificial. O Minsk literalmente arrebentou com o cara e o cara não conseguiu mais dinheiro para financiar. Só que 40 anos depois...
as redes neurais começaram a voltar e, evidentemente, em 2012, o Deep Learning ganhou a batalha. Mas o que é muito interessante e que pouca gente sabe é que toda a área, todos os fundadores da tal inteligência artificial, pelo menos americana, estavam absolutamente focados no que existia de ponta em neurociência. Então você não consegue tirar as duas coisas uma da outra.
É que eles perceberam que era para imitar o cérebro mesmo. Então, mas o que é muito interessante, esse é o final do livro do Joseph Weizenbaum, ele fala o seguinte, todos esses caras, McCarthy, Minsky, menos o Von Neumann, todos esses caras achavam que o cérebro humano, o ser humano é um processador de informação.
Quando o Claude Shannon vem com a definição de informação de um canal ruidoso e cria uma fórmula para medir isso, todos eles falam, ok, esse é o Holy Grail. Essa é a linguagem do cérebro humano. Aí o Von Neumann vem e fala, não.
Vocês cruzaram a linha aqui. O John Neumann é um gênio, né? É um dos maiores gênios do século passado. Ele fala o seguinte, a matemática é uma metalinguagem da mente. É uma linguagem secundária. Ela vem da linguagem primária, que é como o cérebro funciona. E para isso não tem matemática. Ou nós vamos ter que descobrir qual é, ou...
nós vamos ter que assumir humildemente que o que a gente chama de matemática aqui, entre nós, entre eles, não é a linguagem primeira do cérebro. E, curiosamente, a semana passada, o Roger Penrose, que é ganhador preminal de física, trabalhou com o Steve Hawkins na teoria do buraco negro, deu uma palestra e falou exatamente a mesma coisa.
Ele não citou o fonome, eu até achei estranho, mas ele usou quase que a citação verbatim. E ou nós vamos precisar inventar uma nova física ou uma nova matemática para descrever como a mente humana funciona.
E aí, modestamente, eu e o meu querido amigo Ronald Sicurel, dez anos atrás, publicamos a monografia dizendo que você não pode usar informação chanoniana para descrever como isto funciona. Nós que chamamos de informação godeliana. Um outro tipo de informação. E, para a minha grande felicidade, o Penrose falou a mesma coisa. Ou seja, até os físicos estão chegando à conclusão que isto aqui é diferente.
É um processador de informação de outra categoria. Mas é, não. Isso aí é, né? Mas o que é bacana de ver, porque por um tempo, a propaganda do AI chegou a convencer um monte de gente, inclusive cientistas, né? E nós estamos na beira de download ou upload coisas para o cérebro, né?
ouvindo aqui o senhor falar tão detalhadamente sobre a IA dá a impressão, pelo menos para eu que sou leigo que o que você está falando tem uma distância muito grande do que é a inteligência artificial hoje, principalmente a inteligência artificial das big techs é, não, tem diferenças múltiplas, mas tem diferenças técnicas as redes neurais hoje, eu trabalhei com redes neurais que tinham uma camada de input e aí
uma camada escondida, hidden layer, e uma camada de output, com mais ou menos 40, 50 elementos aqui. Os LLMs hoje funcionam com centenas de milhares de camadas, com sei lá quantos hoje, bilhões de neurônios. Nós estamos falando de programas que rodam um trilhão de parâmetros.
na ordem de centenas de bilhões a um trilhão de prêmios. Ou seja, o que que o o cara, os caras que ganhavam o prêmio Nobel, o cara que ganhou o prêmio Nobel de Física, eu conheço há 40 anos, o Jeffrey Hinton. Esse é o louco de varrido, completamente varrido. Ele desenvolveu o Back Propagation. É, o Back Propagation, que é como o meu amigo matemático fala, é matemática de high school.
Os físicos ficaram loucos da vida. Mas ele teve a sacada, né? Não, claro, ele teve a visão. Ele teve a visão. O que acontece é o seguinte, o que ele descobriu? Para mim, que entendo como o barato funciona do ponto de vista lógico,
Ele descobriu o método... Ninguém se ofenda com isso, os meus queridos parentes portugueses não se ofendam. Você lembra na escola quando o pessoal falava tem o método de resolver isso, né? Operacional ótimo e tem a bruta força, né? Resolver o barato método português, né? O que o Hinton percebeu? Ele e o estudante dele, os estudantes dele.
Que se você ampliasse o número de dimensões, criasse um espaço hiperdimensional e fizesse um corte nesse espaço, você conseguia treinar esse barato para reconhecer qualquer padrão. É a bruta força, você coloca um número exubirtante de parâmetros.
e você corta esse espaço, é um espaço com bilhões de dimensões, você faz uma redução de dimensão e você tira no hiperespaço a solução de como você separa duas categorias, vamos dizer assim. Então, eles pegaram fotos de cachorro e foto de gato, vamos dizer. Esse é o exemplo mesmo. Esse é o exemplo e fizeram... Então, o que aconteceu? Não é que houve um insight.
definitivo de como a mente funciona, do que é inteligência. Ah, não, no caso dele, não. Nada. Mas eu acho que nem era a intenção dele. A intenção dele era resolver um problema prático. Isso, eles queriam ganhar o torneio de imagens lá, que todo mundo queria disputar e dava fama instantânea pro cara. E eles otimizaram a solução do problema. Todavia...
O que acontece de 2012 pra cá, por isso que o título do meu livro chama-se Nem Inteligente, Nem Artificial. É. Eu repito essa frase o tempo todo. Toda palestra que eu dou, hein? É verdade. Eu concordo, não é? É verdade. Eu agradeço a deferência. Eu concordo com o Nicolás, cara. Não é nem inteligente, nem artificial. Porque, primeiro, ninguém sabe o que é inteligência. É isso mesmo que eu falo. É o que o Fon Neumann fala. O Fon Neumann fala, a palavra inteligência é não computável.
Porque nós não conseguimos pôr uma fórmula. As pessoas acham que medir o IQ, o coeficiente de inteligência, não é. Porque é uma forma muito restrita de elaboração. E essa medida de IQ tem toda uma história terrível ligada com a eugenia, preconceito racial, e foi introduzida na Stanford. Isso que é a coisa mais interessante. O lugar onde essa inteligência artificial brota, vem ...
de um lugar onde a eugenia foi literalmente colocada dentro do currículo, que é a área de psicometria do começo do século XX. O pessoal acreditava que eles iam separar etnias, raças, medindo parâmetros como o QI, o que é um absurdo. E todo mundo sabe disso.
O que é interessante, que o John von Neumann falou nos anos 50, e por isso que eu estou repetindo enfaticamente no meu novo livro isso, é que todos esses termos foram sequestrados, e mesmo a gente não tendo uma definição biológica do que é inteligência, a gente sabe que é um processo que surgiu durante o processo de seleção natural para otimizar a chance de sobrevivência. Envolve múltiplas aptidões cognitivas.
É um envelope. E é uma propriedade da matéria orgânica. Exatamente, é isso aí. Entendeu? E por que não é artificial? Porque envolve recursos naturais. Não é uma síntese. Não é um cara fazendo uma síntese de um novo produto ou de uma nova coisa. Ele basicamente é um preditor estatístico automático que usa o conhecimento disponível e não é um preditor estatístico automático.
para fazer uma análise estatística. Claro, é uma análise estatística. É uma análise estatística. Todos nós que estudamos análise multivariada, do ponto de vista conceitual, é isso, é principal component analysis, multidimensional analysis. Eu falo com o pessoal, cara, o nome era para ser estatística multivariada. Se fosse esse nome, ninguém ia nem costar. Ninguém ia por dinheiro. Ninguém ia por dinheiro. Ninguém ia por dinheiro, já começa por aí. Começa por aí. Então, mas o que aconteceu? O que é muito interessante?
Quando você olha nos fundadores da área, você vê o interesse genuíno, pelo menos dos caras parrudos, de tentar imitar. Imitar. Isso. Mas todos eles, em algum momento da carreira, eu falo isso porque as pessoas não leem os papers originais mais do Turing, por exemplo, o Turing chega e fala, ele definiu o que é um fenômeno não computável.
Ele criou a expressão não computável e falou, veja, nós não conseguimos prever quando um programa vai parar de rodar num computador. Esse foi o exemplo que ele criou. Você põe a fita no programa, você nunca vai conseguir prever matematicamente quando o programa volta, para. E ele falou, esse é um problema não computável. Aí ele falou, como é que eu resolvo um problema não computável? Está no trabalho dele. Eu chamo o oráculo. Quem é o oráculo? Um ser humano.
Claude Shannon, quando ele fala de informação no trabalho clássico, ele fala, eu estou definindo informação do ponto de vista operacional de engenharia elétrica. Eu não estou... Porque existiam outras definições de informação. De linguistas, de biólogos. Ele fala categoricamente, eu não estou propondo que essa é uma definição universal de informação. E o John Funoema, que eu acabei de dizer, dizendo, veja, nós não temos uma matemática disso aqui.
Nós temos uma metalinguagem para tentar criar sentido no mundo. E o que eu acho bacana é que esses caras tinham a curiosidade intelectual genuína. Nenhum deles ganhou dinheiro. Nenhum deles. Nenhum deles foi para criar uma startup. Não, deles era mesmo. Então, a neurociência foi uma pedra...
Ela está na fundação da área de inteligência artificial. Também. É. E os neurocientistas, a maioria dos neurocientistas hoje, nem sabe disso. Porque todos os caras que são citados e que foram usados... Ah, são os caras que não eram... São os caras que eram odiados na época, entendeu? É o que o Donald Hebb, eu chamo ele do Van Gogh da neurociência. Porque ele morreu...
sem saber que o livro dele ia virar um clássico. Caramba. Quando ele morreu, ninguém... Não, quando ele morreu, ele já era um cara reconhecido. Mas o livro dele demorou cinco décadas para as pessoas... E eu fiz a minha carreira baseada na proposição teórica dele, que você não podia entender o cérebro olhando para um neurônio. Ah, sim. Eu cheguei nos Estados Unidos e encontrei um outro maluco, o John Chapin.
Tinha mais um grupo no Arizona e mais um grupo na Europa. Eram três grupos no mundo que falavam, veja, nós temos que registrar populações. Populações de neurônios. Olhar do ponto de vista estatístico, não do ponto de vista determinístico de um neurônio. Ou seja, é uma retroalimentação.
De onde veio o nosso interesse, eu e o John, independentemente, nós lemos um proceedings de uma conferência que ocorreu na Califórnia, nos anos 80, sobre processamento distribuído.
Não falava do cérebro. Falava do que aconteceria se você pusesse um monte de computadores trabalhando antes da internet, antes de tudo isso. Processando em paralelo, né? Isso, Parallel Processing. Era o nome da conferência. Entendi. O John leu lá na Filadélfia. Eu consegui uma versão aqui. E quando eu escrevi para o John, eu falei... Deu match na ideia. Meu, nós caímos na realidade que nós estávamos pensando a mesma coisa. Que legal.
E foi daí que nós desenvolvemos toda a tecnologia para registrar neurônios. E vem daí a interface cérebro-máquina. Que hoje está usando o quê? Inteligência artificial para analisar os padrões de atividade elétrica do cérebro.
E curiosamente, um dos meus heróis é o Joseph Weizenbaum, que eu acabei de citar, que é o crítico da inteligência artificial. Porque ele que foi o criador da Elisa, que é o primeiro chatbot da história. Na década de 60. Foi criado um computador que você conversava com ele. Era um terminal verde, um ecrã verde. E o que ele conta no livro, que é divertidíssimo,
É que apesar da secretária dele ter visto que ele estava programando, que ele que tinha criado a Elisa, ela começou a se conectar com a Elisa. Olha aí. Aí ele pedia, ela não deixava ele estar no escritório quando ela fazia as sessões de psicanálise com a Elisa. Ou seja, ele viu esse fenômeno. E olha o que nós estamos vendo hoje, né? Exatamente. Ele viu esse fenômeno nos anos 60. Caramba.
A secretária falava pra ele chegar mais tarde de manhã porque ela queria chegar e ter uma hora pra fazer uma... Aí ele falou, mas veja, é um programa de computador. Aí ela disse que respondeu pra ele, mas ela tem uma intimidade comigo que eu não tenho com ninguém. Olha isso. 64, 65. E hoje o que a gente tá vendo? Saiu uma matéria na Economist, né? Sim. Falando que os psicólogos estão super preocupados porque a galera hoje tá se consultando com o chat EPT da vida e não tá indo ao psicólogo. Cara, mas aí na hora que eu vi...
O negócio, eu falei, isso aí é meio lógico, cara. Porque o chat EPT fala que o cara quer ouvir. Eu vou no psicólogo porque ele me enche de dinheiro na minha cabeça. Isso, então, mas um mês e pouco atrás, ou dois meses atrás, um analista, um psicanalista, escreveu um editorial no New York Times dizendo o seguinte, as pessoas estão se consultando com o chat EPT.
Dois pontos. E parece que funciona. Sério? Aí o que... O Eisenbaum tinha a resposta para esse cara nos anos 60. Ele falou assim, um psiquiatra, um psicanalista, achar que um programa digital substitui a ele, ele merece ser substituído. Porque realmente ele não está trazendo absolutamente tudo que é irrelevante na interação.
Ser humano é um ser humano. Claro. A empatia, solidariedade, a tentativa de dialogar. Mas aí a pessoa que está num estado de fragilidade, quando o computador começa a falar a coisa que ela quer ouvir, ela se sente confortável. Porque quem ouve hoje?
O Eisenbaum fala isso, e outro, eu estou tentando lembrar o nome dele, o Bloqueando é um autor não muito conhecido, ele fala hoje, a inteligência artificial atual, ela chegou num momento histórico do ser humano, onde ele está mais sozinho do que toda a sua história. Ah, isso. Né? Se você pensar, nós temos um cérebro, quem que foi que falou isso, que achava sensacional? Acho que foi o Jung, que falou o seguinte, Tchau.
Nós temos um cérebro do paleolítico e desenvolvemos tecnologias do século XX. Ah, é. Verdade. Ou seja, o cérebro, e temos emoções em um cérebro do paleolítico, e criamos tecnologias que nós não temos a menor ideia de como lidar com elas, porque elas são capazes hoje de destruir o planeta. Então, o que está acontecendo? No momento em que o ser humano mais se desconectou do seu grupo social,
Porque nesse instante surge uma magia, que a maioria das pessoas não sabe como funciona, não sabe o que é aquilo, que te diz, não, você é maravilhoso, os outros estão errados, você que está... Isso é perigoso porque faz essa pessoa se isolar cada vez mais. E além disso, quando a pessoa chegou, já aconteceram vários exemplos, mas o exemplo do rapaz belga é o exemplo que mais deu notícia.
O cara chega e fala, a vida não vale a pena, não tem maior sentido. O chat é PT, você tem razão, talvez seja bom você se matar. Por isso que a OpenAI está sendo processada pela família, ou foi processada pela família. Entendi, aí o cara se matou por causa disso aí. O cara se matou. Hoje, saiu um artigo, eu ainda não li o artigo inteiro, dizendo a manchete basicamente do artigo de jornal contando o artigo, é que existem, da ordem de 630 mil...
alucinações de pessoas entrando em crise mental psiquiátrica por dia, lidando com essas ferramentas de... Então nós estamos criando uma crise de saúde mental de uma ordem não mensurável. Porque se você está falando, isso é o que eles conseguiram medir, né? Ah não, imagina o quanto que não é. Imagina o quanto não tem, né? Não, porque tem muita gente que hoje pega um exame e joga o chat PT.
Isso é devastador. Não tem? Pega um exame radiológico. Um exame radiológico. Interpreta aí pra mim. Extremamente especializado. Mas isso daí é com tudo. Tipo assim, olha, às vezes a pessoa está buscando se automedicar, uma coisa que é muito comum no Brasil. E está matando gente. Isso, então é interpretação de exames. Sai o resultado, a pessoa não quer nem ver. Sai o resultado, o exame de sangue. O cara pega e joga lá. Resume pra mim.
E aí essa automedicação é terrível. Aí o negócio de você estar com câncer, não sei o quê, a pessoa já sai desesperada. Então, por isso que o subtítulo que eu ainda estou moldando do livro que eu estou escrevendo é o seguinte, não é inteligente e não é artificial. Era para se chamar cálculo automático, tá? É isso aí. Eu bolei um título em inglês, que é muito melhor que em português, que é...
Automatic Digital Multivariate Electronic Parrot. Caramba! A sigla fica legal. Mas o subtítulo, na realidade, ele é mais resumido e ele é o seguinte. Ele não é inteligente e não é artificial. Mas ele é uma arma poderosíssima de automação, dominação e controle.
Porque no momento que você fala que uma tecnologia está lendo o seu exame de sangue e falando você tem diabetes ou você tem sei lá o que, e pode nem ser verdade. Sim, esse que é o problema. A grande chance é que não seja. Nós temos a tendência de delegar para tecnologias que a gente não consegue entender como funciona, uma autoridade quase divina. E nesse instante, o que você cria? Uma arma de controle. Porque se você programar o que você tem, o que você tem,
Se você é o programador, se você detém o código e o corpus que foi usado para treinar, o corpus é a quantidade de dados, a base de treinamento do barato. Você influencia a decisão de milhões de pessoas. Ah, com certeza. Então, todos nós aqui provavelmente fomos usuários do Twitter desde o começo, logo no começo.
Hoje, se faz qualquer tweet, 80% dos comentários é agora que isso é verdade? É, é o mesmo. A vasta maioria dos usuários dessa plataforma estão delegando para um sistema que tem um corpo, que tem um programador, que tem uma visão ideológica, política, econômica, o poder de decisão.
então saiu uma história, não sei se vocês viram viralizou na China talvez tenha sido a maior viralização de uma postagem e que agora viralizou no ocidente que um grupo de cachorros escapou de um caminhão que tinha sequestrado esses sete cachorrinhos de uma vila lá no interior da China e estava levando para um matadouro e os cachorrinhos escaparam e alguém filmou esses cachorros andando no highway Música
E era um corde, que é aquele cachorrinho que era da Elizabeth, da Rainha Elizabeth, aquele pequenininho, que é um cachorro que foi selecionado para cuidar de ovelha, de gado, guiando os sete cachorros de volta para casa. E segundo a história, eles chegaram na vila de onde eles vieram, e um estava ferido, mas encontraram os donos. Essa história teve mais de 200 milhões de visualizações. Até agora ninguém sabe se é verdade.
Ninguém sabe. Ou seja, porque nós chegamos num ponto que eu chamo da era da pós-verdade, onde se você não for testemunho ocular de um evento... Você não vai saber nunca. Aí é o Turing que estava certo lá na década 5. É o Turing, exatamente. Ele falou no jogo da imitação. Nós não vamos conseguir descobrir Só que o von Neumann e outros pioneiros, eu acho que o Eisenbaum é o que mais fala isso, ele fala exatamente isso.
E outro que eu gosto de citar, porque é um dos grandes heróis, um dos grandes historiadores do século XX, o Lewis Mufford, no último livro dele, que ninguém deu bola, Art and Technique. Art and Technique. Que ele não devia um curso de 120 páginas. Ele fala o seguinte, nós vamos chegar num ponto que nós não vamos saber o que é verdade. Isso nos anos 60, tá? Antes dos computadores pessoais. Ele já estava antevendo... ... ... ...
esse momento, e ele fala, veja, é muito bonita essa metáfora dele, que ele fala o seguinte, nós estamos vendo, ou nós vamos chegar num ponto, onde eu chamo de Brainette, ele chamava de Mega Machine, onde a maior criação da humanidade, que era a Mega Machine humana, que foi, por exemplo, responsável pela construção das pirâmides, 100 mil egípcios trabalhando durante 100 anos,
para construir um troço que veio da cabeça do faraó, que o faraó precisava ascender para o céu, porque ele era o deus sol, ele precisava voltar, e se ele voltasse para o sol, todo mundo estava salvo. Ou seja, uma abstração mental convenceu, durante 100 anos, 100 mil egípcios, que viviam no máximo aos 30, 35, 40 anos, a construir o barato.
E o Lewis Muffer chama isso da primeira grande mega machine. Só que era uma mega machine feita de seres humanos, principalmente. O que ele fala? Ao longo da história, desde os egípcios, o ser humano foi sendo substituído. Paulatinamente, componentes do mega machine foram sendo automatizados.
Na Idade Média, e ele tem uma visão muito peculiar, que é maravilhosa, ele fala, todo mundo fala, né, Marx Weber fala, o capitalismo começou com os protestantes, pura balela. O capitalismo, como a gente conhece, divisão de trabalho, horas de trabalho, um cara faz uma coisa, outro faz outra, começou nos mosteiros beneditinos, tá? Na Idade Média. O que ele fala? Que à medida que o ser humano foi sendo removido do Mega Machine, a Revolução Industrial e outros,
É possível imaginar que vai chegar um momento onde ele vai ser completamente eliminado da Mega Machine. Não vai ter mais um ser humano trabalhando na... E ele nunca viu a internet, ele morreu antes. E eu estava na China um tempo atrás e vi uma impressora 3D construindo uma casa. Não tinha um cara. Não tinha um cara lá operando o botão. Mas a casa sendo construída como se fosse uma impressora 3D.
Era uma casa simples, mas de qualquer maneira chocante. Com certeza. Então nós fomos de uma mega machine humana que construiu pirâmides para uma impressora 3D que constrói casas, automóveis. Você entra numa fábrica de automóveis chinesas hoje, você não vê um ser humano. Você não vê ninguém. É uma coisa impressionante. Então o cara nos anos 60 já conseguiu ver isso. E ele falou, nesse momento, E aí
a ciência vai dizer que explicou tudo. Quando a Mega Machine não tiver mais nenhum ser humano lá, e não é verdade. Porque tem coisas, como o próprio John von Neumann falou, que a matemática não explica. A começar da mente humana, da condição humana. Agora, o que eu acho muito interessante é que provavelmente nós nunca mais vamos ter uma geração como esses caras.
que pensavam... Ah, sim, com essa... 50 anos no futuro, 60 anos no futuro. Os filósofos falam a mesma coisa, sabia? É? Porque, inclusive, a área do conhecimento humano se tornou tão vasta que é impossível hoje você ter a figura do scholar, que é um pensador...
mais comum no século passado. Ele era um cara que sabia física, ele sabia matemática, mas sabia filosofia, sabia... Weinstein. Exatamente. Então ele sabia um pouco de tudo. Então ele queria falar sobre música, ele queria falar sobre filosofia, queria falar sobre economia, mas falava sobre diversas áreas da ciência. Então ele era o cara que ele, pra falar sobre algo, ele estudava e escrevia também. Então você tinha várias pessoas e o cara falava de diversas áreas do conhecimento.
Aí o conhecimento se tornou tão grande, pra você ser bom numa coisa só já é muito difícil.
É uma vida inteira. E aí, inclusive, tem essa... Aí vem uma espécie de crise da própria ciência, né? As universidades passam por isso também, que um especialista, para conversar com outro especialista, tem que ter alguém no meio para poder fazer esse intercâmbio. O meu orientador dizia que nós todos estamos virando pessoas, cientistas, que sabem tudo do nada.
E a pura verdade, eu entrava num laboratório um pouco antes da pandemia, a pandemia mudou muita coisa, mas um pouco antes da pandemia, eu ia visitar, dar uma palestra em alguma universitária, entrava no laboratório, ia conversar com um aluno de um laboratório, ou o chefe do laboratório, o cara só conseguia conversar sobre o two photon microscope, sobre a técnica que ele estava usando para estudar uma merreca de um neurônio. Não era nem o neurônio inteiro, entendeu?
O Manford falou uma coisa muito interessante, que o iluminismo que todos nós defendemos pela negação das abstrações sem sentido e a tentativa de criar um mundo racional, ele foi longe demais, segundo Manford. Porque o modelo final, no limite do humanismo, é um robô.
É um robô humanoide em que a matemática consegue prever tudo. Todos os movimentos, todos os... E não é isso que nós queremos como cientistas. Então é muito interessante essa crítica. E como cientista, eu li novamente agora, nos últimos meses, todos os principais livros do Manfred de novo. E eu tinha lido isso mais ou menos quase 10 anos atrás, para escrever um livro anterior. E é chocante como depois da pandemia, depois de tudo que a gente viu,
e com a ascensão da inteligência artificial, ler esse cara de novo, é chocante, foi um choque para mim, porque os cientistas não gostavam dele, porque achavam que ele criticava a ciência, que ele era um filósofo, um historiador antagonista da ciência, e não é verdade, ele defendia os avanços científicos, ele só dizia o seguinte, a ciência depois da criação da bomba atômica, depois de ir para a lua, ela perdeu a humildade.
e ela achou que ela podia explicar tudo, com o método que nós temos. Claro que pode ser que apareça um outro método e de repente a gente ganha um novo patamar. Mas quando ele fala que um robô é o limite do iluminismo, é o objetivo final do iluminismo, ele realmente coloca a gente na parede como cientista.
E ele não está defendendo misticismo, não está defendendo nada esotérico, nada de astrologia, nada disso. Ele simplesmente está dizendo o que o Von Neumann, que é um dos maiores matemáticos do século passado, disse. E nós ainda não temos uma linguagem primária para explicar como a nossa mente funciona.
O senhor acha que a humanidade, pensando agora no homem, principalmente se a gente olhar para o homem que muitas vezes não está inserido em contextos muito tecnológicos, metropolitanos, a humanidade, qual que é o impacto de toda essa questão da ciência, da automatização, da inteligência artificial, nesse contexto que a gente vive?
Vai produzir mais gente feliz ou infeliz? Eu acho que é bem óbvio que todos esses caras... O livro que eu terminei hoje, do Joseph Wassenbach, foi escrito em 1975. Em Boston. Ele era professor do MIT.
Inclusive, ele foi embora do MIT. Ele terminou a carreira dele no MIT em 96, curiosamente, e voltou para a Alemanha. Porque ele foi ostracizado, né? Ele foi ostracizado dentro do MIT e na comunidade. Apesar de ser o cara que criou o primeiro chatbot extremamente bem sucedido, né? O cara ficou famoso instantaneamente. Ele foi literalmente... Como ele criticou... Por exemplo, ele era claramente... Para mim, até um choque, porque eu não imaginava, mas eu entendo por que. Ele era contra a criação de interfaces cérebros máquina. E aí
Ele não usa esse termo, que é a gente que criou esse termo, mas ele diz que conectar o cérebro humano com computadores é quase obsceno.
porque você vai destruir a liberdade do ser humano. Ele não estava pensando em reparar pessoas que não conseguem andar, ele não correu a ele. Essa aplicação médica, clínica, teria... E para estudar o cérebro em animais, isso aí não ocorreu a ele. Mas o que ele fala, ele fala o seguinte, eu moro aqui em Boston, na periferia da cidade de Boston, que é uma cidade, Harvard, MIT, extremamente intelectualizada.
Só que se eu vou perguntar para a recepcionista do prédio da Harvard ou da MIT, o que você acha da sua vida? 75, tá? Ela fala, eu virei um autônomo, eu não faço nada diferente, a minha rotina é a mesma todo dia. Ou seja, ele vai perguntando, motores de táxi, ele vai perguntando para todas as pessoas comuns ao redor, no campus da Harvard, no campus do MIT, e o que ele encontra?
E ele fala um grau de infelicidade inacreditável que um professor universitário como eu nunca imaginaria. Porque eu estou no meu laboratório, me divertindo, brincando, fazendo. Mas quando eu vou perguntar para o cara que limpa o laboratório do MIT, a vida do cara é miserável. E ele te fala abertamente. Agora, em 1975, nós estamos em 2026. Vixe Maria. Pensa o que aconteceu de lá para cá.
E o que é interessante, ele não fala porque esses dados de economia saem um pouco depois, mas se você pegar, é um gráfico espetacular que descreve os Estados Unidos de uma maneira, é um gráfico só, que é o seguinte, se você pegar duas curvas, aumento de produtividade e aumento de ganho salarial da sociedade americana, começando em 1971 até hoje, o que você vê é a produtividade explodiu.
Ou seja, o sistema econômico, o capitalismo americano... Está produzindo mais, está tudo... Eficiente. O salário dos caras de hoje está no nível de 74. O próximo. Ou seja, os ganhos de produtividade não foram distribuídos para quem melhorou a indústria de produtividade. Claro que tem automação, mas o trabalhador americano...
que viu tudo isso acontecer, não teve uma parcela de ganho nesse... E esse gráfico é bem triste mesmo. É chocante. Porque ele começa lá atrás. E aí passa uma década, duas décadas, três. E aí é bem na hora que tem realmente essa quebra que nunca mais recupera. E antes vinha acompanhando igualzinho. E assim, aumento da produtividade, aumento do salário.
Mas esse é o grande choque, porque depois da Segunda Guerra Mundial, isso vinha para par. Então você trabalhava na Ford, eu tinha um vizinho que foi engenheiro da Ford, ou um professor de uma universidade, a vida inteira.
Você passava 40 anos. Ah, sim. Antigamente era assim, né? A pessoa entrava no emprego e ficava para sempre. Para sempre. E o cara saía com a pensão da GM, a pensão da Ford, da IBM. Os caras falavam, a pensão da IBM, você vai ser rei quando você se aposentar. Acabou tudo isso. Acabou tudo isso. Então, o que está acontecendo hoje? Qual é o maior índice de crescimento demográfico de pessoas em condição de rua nos Estados Unidos?
População aposentada, acima de 60 anos. Eles estão perdendo a casa, porque não tem como pagar, porque eles salvaram dinheiro achando que eles iam estar vivendo... Só que não teve ali a paridade, acabou. Não teve a paridade, o pessoal não está conseguindo... Então, quando você fala de qual é o impacto humano...
de todos esses gizmos que nós criamos, claro, eu sempre falo e uso essa frase o tempo inteiro, a conveniência está matando a agência humana. Então a gente hoje tem ferramentas digitais que fazem um monte de coisa que a gente fazia antes a gente mesmo. Então a conveniência está matando a agência. E qual é o resultado final disso? Não é a felicidade.
pelo menos por todas as análises que estão sendo feitas no mundo inteiro, tanto é que a geração dos meus filhos, 35, 36 anos, 30, 36, 38, perdão, é a primeira geração do pós-guerra americano que acredita que eles não vão ter o mesmo nível de qualidade de vida dos pais. Caramba! Isso é, assim...
Você pergunta para qualquer moleque nessa faixa etária americana, eles não têm acesso à casa, porque o americano aos 20 saia do college, achava o emprego, a primeira coisa que ele fazia era comprar uma casa. Eu estava ali para comprar. Quando eu cheguei nos Estados Unidos, o meu chefe virou para mim, imagina, vindo do Brasil nos anos 80, hiperinflação. A minha fortuna, quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu tinha no bolso mil dólares.
tinha uma greve, acho que eu já contei isso para vocês, tinha uma greve do transporte público em Nova Iorque, eu tinha que chegar na Filadélfia. Eu gastei 300 dólares num táxi.
O meu chefe me reembolsou, mas o meu chefe chegou para mim. Eu falei, morri, né? 30% de tudo que eu tenho... Gastei na primeira noite. E o cara falando para mim que era o taxista que trabalhava para a mafia, então era bom ele me pagar. E não tinha cartão de crédito, você não pagava táxi com cartão de crédito, nada disso. Bom, o meu chefe chegou para mim seis meses depois, eu pós-doc, tá?
Oh, não, acabamos de publicar esse mega trabalho, eu quero que você fique aqui, quando você tiver. Quando você vai comprar sua casa? Eu falei, o quê? Como assim? Porque para eles era natural.
Você saía do college, você conseguiu seu primeiro emprego, mesmo com o professor universitário, e você ia lá. Hoje não. Porque o americano dá muito valor. O cara tem um emprego, aquilo ali é uma garantia. É uma garantia. Era, pelo menos. Não, você usava garantia. Quando eu fui comprar, quando eu mudei para Caramba do Norte e comprei minha primeira casa com o professor Dadjook,
Eu cheguei no banco, não tinha nada, só tinha o meu emprego e uma poupança, mas muito pequena. Eu cheguei lá, preciso comprar essa casa, gostei. Ele falou, não, qual é o seu emprego? Ele falou, eu sou professor da Faculdade de Medicina da Dioca. Ele falou, temos a garantia. Hoje, vai no banco hoje e fala que você é professor da USP, professor do MIT, se você consegue um empréstimo com essa garantia. De jeito nenhum, né? De jeito nenhum. Mas você ser um professor...
no caso, na Carreira do Norte, da maior universidade do estado, eles sabiam que você não ia embora, você não ia fugir, você não ia dar o cano. Então, o Manford fala uma coisa muito interessante, que outro grande historiador da história da ciência fala, da tecnologia, na realidade, que quando se introduz uma nova tecnologia, seja lá qual for, o efeito é ecológico.
na sociedade humana. Ele não afeta simplesmente a tarefa para a qual essa tecnologia foi criada. Ela tem um impacto em toda a cadeia social, a cadeia individual, a cadeia de produção. Hoje você pode trabalhar em casa com um telefone celular, ou um laptop, você é uma empresa.
Você é uma empresa, aliás, ninguém sabe que você trabalha na sua casa. Você cria todo um aparato digital que te dá esse status de ter uma empresa. Todavia, e ele fala outra coisa, e os impactos ecológicos, do ponto de vista da cadeia dinâmica, são imprevisíveis. Eles não são mensuráveis.
Então o que aconteceu na Suécia agora, não sei se vocês viram, a Suécia acabou de anunciar, retirou todos os computadores da sala de aula. E sabe o que eles acabaram de anunciar semana passada? O maior programa, claro que a Suécia é desse tamanhinho, mas o maior programa do Ministério da Educação da Suécia, 83 milhões de dólares, a primeira parcela do programa, compra cadernos, canetas, lápis, caneta, tinteiro.
para as crianças voltarem no ensino primário. Escrever com a mão. Porque os estudos de 30 anos da Suécia mostraram que escrever com a mão você assimila melhor, a sua memória é mais otimizada, porque o movimento e o raciocínio que você usa quando você escreve com a mão é muito diferente de quando você digita. Com certeza.
Então a Suécia e a Finlândia já tinham feito isso. Por quê? Porque o mundo privado na Finlândia, eu fui lá em 2019 e isso me contaram na Universidade Helsinki.
as empresas estavam reclamando que os prédios que vinham dos arquitetos finlandeses eram tudo igual. Você não conseguia distinguir em Helsinki, porque os arquitetos eram treinados com o mesmo CAD-CAM, com o mesmo sistema. Então, as campanhas publicitárias eram todas iguais. Então, as empresas não conseguiam distinguir. Então, o cara fala, o meu competidor, sei lá do que, o Arenk, vai o Arenk II da Finlândia, porque o difficult difficult difficult difficult difficult
o McDonald's de arenque da Finlândia tem a mesma campanha publicitária do componente Burger King do arenque. É a mesma coisa. Então como você vai diferenciar? Como o consumidor vai saber? Por quê? Porque tudo está sendo homogenizado. E você falou da filosofia?
Os grandes caras do século XIX, do começo do século XX, os caras da mecânica quântica, Einstein, Bohr, Heisenberg, todos tinham interesse filosófico.
Todos acreditavam que a filosofia era fundamental, o estudo da filosofia, para a ciência que eles estavam fazendo. Tanto é que quando o Bohr chega e fala, não, o observador tem um impacto. Quando ele observa, a função lá colapsa. A função de onda colapsa.
o gato, o famoso gato do Schrodinger. E o Einstein odiava isso, porque ele tinha uma visão determinística da natureza. Mas a filosofia era parte dos debates dos caras. O Einstein falava, Deus não joga dados. O que isso quer dizer? Não é que ele acreditava em Deus, nada disso. É que na visão cosmológica dele, filosófica, o universo não podia ser aleatório.
Esse é o debate. Onde você tem esse debate hoje? Você vai numa reunião de neurociência? Eu deixei de ir agora, com a pandemia não deu para ir mais. Mas 40 mil neurocientistas do mundo inteiro. Tem poucas cidades nos Estados Unidos que conseguem reunir o evento. É tão gigantesco. Para você ter uma ideia, quando é em Nova Orleans...
O Bourbon Street, que é onde tem o Madrigal no carnaval, é só neurocientista. Você entra no bar, é só neurocientista. Eu não bebo, mas o pessoal vai beber, eu ia lá com meus amigos, você sentava numa mesa, os caras falando só do cérebro, outra mesa só. Agora, entra nessa reunião e tenta discutir uma questão filosófica.
Sobre a mente humana. É tudo técnico. É tudo, ah, eu tenho um microscópio mais ferrado, eu criei a brain machine interface mais poderosa. Mas ninguém quer discutir os aspectos humanísticos da área que estuda a mente. Eu assisti recentemente novamente fui para lá para assistir uma mente brilhante para a história do John Nash e comecei a pesquisar de novo sobre a carreira dele e tal. E...
A grande questão é que ele conseguia pegar questões técnicas e aplicar a diversas áreas. Inclusive foi isso que trouxe relevância para ele. A questão da técnica aplicada a outras áreas faz com que aconteça esse intercâmbio. Como eu falei, mas o senhor está dizendo que é cada vez mais raro. Mas você viu a carta de recomendação que o professor do John Nash escreveu para ele? Acho que foi na Princeton que ele foi, né? Você viu a carta? No filme não tem, mas...
A carta de recomendação do John Nash tinha uma linha. A carta dizia assim, para quem for endereçada essa carta, o comitê de admissão, vírgula, primeira linha, John Nash é um gênio, ponto. Essa é a carta. Eu sempre conto a história.
Do Bom, do físico, que foi perseguido durante o David Bom, que foi perseguido durante a era do macartismo, injustamente, ele nem era do Partido Comunista, mas alguém denunciou ele lá. Esse é o cara que tinha proposto...
A versão determinística da mecânica quântica, que o Einstein achava que era a revolução. Porque ele tinha criado uma nova interpretação, que é aquela onda piloto lá e tal, com um francês que tinha ganho o prêmio Nobel. Pois bem, quando ele começou a ser perseguido, ele tinha que vir para algum lugar. Ele falou, bom, tenho que fugir desses caras, porque eu vou ser preso, alguma coisa pior até. Ele aplicou para uma posição no Instituto de Física da USP.
Aqui, ó. Tá? Aí eu soube isso de anos atrás, me contando como foi a reunião, discutindo se valia a pena empregar o jovem professor David Baum. Típico brasileiro, né? Reunião do departamento e tal. O chefe do departamento, olha, o cara, né? Estamos aqui, seria sensacional trazer ele aqui e tal. Um membro do departamento. Nossa, mas ele só tem uma carta de recomendação.
Claro, porque ele estava sendo perseguido. Aí o chefe do departamento, é verdade, ele só tem uma, mas é do Einstein. Aí é outra história, né? Ele veio. Ficou um ano e pouco aqui, mas ele veio. Mas quase que ele não veio. E na carta era a mesma coisa. O Einstein falava, o professor David Bohm é a mente mais brilhante da juventude de físicos americanos, escambau de bico.
A carta do Einstein. Você não precisa da segunda, né? Concordo plenamente. Mas ele quase, quase não veio, né? É que nem um professor meu, americano, dizia, se você puser um porco no palco e o porco declinar, não, recitar Homero, você não precisa de um porco número dois. Ah, é? O porco número um já é uma descoberta, né?
Mas é isso. Tem gente hoje falando, tem filósofos americanos falando hoje, eu acabei de ler, que eles sinceramente acreditam que a universidade como a gente conhece está em perigo.
que é possível que elas desapareçam por causa da IA, por uma conjuntura de fatos. A IA é um fator, porque os grandes, eu não vou mencionar os nomes para não entrar em conflito, mas os grandes proponentes do barato estão dizendo para você, vou mencionar um jovem, um moleque que eu estou falando dele o tempo em tempo, porque ele é o feitor de escravos da modernidade, o Alexander Wang, que é o atual CEO de AI da Meta, que era o dono de uma empresa chamada Scale AI.
cuja função era recrutar a peça de banana, as pessoas mais miseráveis do mundo para fazer data labeling. Para categorizar grupos de dados e para remover conteúdos violentos, pornográficos, coisas horrorosas. Só que pagava centavos de dólar por hora, não tinha nenhuma regulamentação, o cara não tinha um emprego garantido, trabalhava uma hora aqui, uma hora daqui seis meses.
Em campo de refugiado, no meio de lugar nenhum, no Quênia. Esse cara era o feitor de escravos. Qual a recompensa da sociedade moderna? Esse moleque, que é um dropout do MIT, vendeu a empresa dele para a meta por 14 bilhões e virou o CEO deslocando o Lecum, que é um dos pais do Deep Learning. Imagina, o cara teve que ir embora para a França porque o moleque tomou o lugar dele. Pois bem.
O que esses caras estão dizendo? Peter Thiel, esse Alessandro Young. Vários. Para que ir para a universidade? Não vai ter emprego? Para que ser médico? Vai ter um robô ali. Aquilo que a gente falou mais cedo. O Elon Musk tem a ideia que é o...
A IA domina tudo, o robô domina tudo e a gente dá uma renda universal. Eu vou te dar até um troco aqui. Ele não vai mais pra Marte, você viu, né? Não vai. Parece que a Lua é mais perto, ele descobriu que é mais perto. Ele não vai pra Marte. Mas você sabe que atualmente ele não é o mau vilão?
O maior vilão, do ponto de vista de comunicação, nesse instante, de ideias completamente assustadoras, é o Peter Thiel. É o Peter Thiel. Esse é o anticristo. O Peter Thiel, a gente fala que ele é o cara que está por cima de tudo. Mas você sabe quem é o... O Palantir, o Alex Karp, que é o CEO, mas o cara por trás desses é um filósofo. Curtis Yarvin.
É o filósofo da monarquia tecnocrática. Ah, é, é Kurtiard. Sim, esse cara estava outro dia num castelo na França, tomando um vinho que custa 500 mil dólares, com a elite financeira francesa, porque eles acham lindo o cara propor que nós todos somos escravos e que o mundo tem que ser controlado por um monarca que é basicamente um CEO de alguma big tech, entendeu? Que democracia é uma coisa ultrapassada. Não sei. Esse cara é o guru.
do Silicon Valley. Peter Thiel, Zuckerberg. O Peter Thiel é o cara que investiu no Facebook no começo, é o cara que estava junto com o Elon Musk no Paypal. A máfia do Paypal. A máfia do Paypal, David Sachs, o Peter Thiel e o Elon Musk.
Como o Elon Musk está tomando uma bimba por causa do Doge lá, a coisa está ficando feia para o lado dele, porque a molecada dele roubou dados do Social Security, do Escambaribico, ele está mais quieto. De repente o Peter Tio saiu do esconderijo. O Peter Tio está dando aquela palestra. Não, é sensacional. O cara ia em Roma. Em Roma. Cinco quilômetros do Vaticano para dar um curso sobre o anticristo. E sabe quem é o anticristo? Do ponto de vista filosófico, nós.
O anticristo são todos aqueles que se opõem à robotização da vida pela inteligência artificial. Ele fala isso abertamente. Essa é a palestra dele aí. Essa é a palestra. E ele não permite que você use telefone, você não pode entrar com o celular. Não, mas primeiro que a palestra dele é só para uma galera muito selecionada. Não, extremamente. É só para o convite. Mas você não pode usar celular.
gravador, nada. E ele tá dando essa palestra, ele já deu na Stanford, na Universidade da Pensilvânia, e agora o cara tem... É, mas ficou famoso em Roma. Não, Roma foi demais. E o Papa, você viu o Papa falando?
O Papa não se dirigiu a ele. O Papa é americano. O novo Papa. Exatamente. Ele falou que esses apóstolos do apocalipse, da loucura, não tem nada a ver com a teologia, nada disso. Mas o que eles fizeram? Eles transformaram uma visão filosófica em uma teologia. Está assim. Onde a E.A. é o Deus.
Nós temos um culto agora. E curiosamente ele funciona como um culto. Você tem os cardeais. Você tem as Big Five. O Big Seven, aliás. O Fab Seven que eles chamam lá nos Estados Unidos. E o que está acontecendo? Hoje foi muito interessante. Hoje foi um dia...
Dependendo das consequências, porque você tem empresas que estão investindo esse ano. O ano passado já foi um absurdo, foi 350 bilhões de dólares.
em capex. Data center, chip, todas essas coisas. É o plano do Donald Trump quando ele assumiu o segundo mandato, que é investir 500 bilhões. O Stargate já foi para o vinagre. Aí o Elon Musk falou a verdade, eles não têm o dinheiro. Não têm o dinheiro, não têm de onde tirar. O Softbank entrar com 40 bilhões está desesperado pedindo um empréstimo e ninguém está dando empréstimo para eles. Mas o que aconteceu hoje foi o seguinte.
Sabe quando aquela última pedra antes da avalanche? Na Suíça eles falam o seguinte, você está esquiando e você faz uma curva e desloca um pedregulho de neve e a avalanche vem até a você. Hoje a Disney anunciou que vai cancelar um bilhão de dólares investido no Open AI para criar os filmezinhos lá com o aplicativo que eles tinham, que é Soro ou alguma coisa. Sora. Do nada.
Porque a OpenAIDs que vai descontinuar o aplicativo. Por quê? Porque eles não têm cash flow. O dinheiro sumiu. Sim. Não, é. Entendeu? O que o pessoal tem é que essas empresas de inteligência fiscal, a conta para elas não está fechando. Não está fechando? Porque, veja, eles investiram 350 bi, certo? Vão investir 600 esse ano, de acordo com as programações. Eu tinha visto 720, mas é assim. Acima de 600. Exato. Não tem retorno do investimento? Não tem, não tem retorno.
O ano passado eles ganharam menos de 10% dos 350B. E aí você começa a fazer as contas, você como geofísico sabe melhor do que eu, quanto de eletricidade vai nisso, quanto de água vai nisso.
Quanto de poluição, emissão. Quando você põe o troço no papel, a última conta que eu vi, quando eu estava estudando isso em dezembro, os Estados Unidos precisariam, até 2030, incluir no grid elétrico do país uma nova Califórnia. Um consumo equivalente ao estado da Califórnia. Não tem a menor chance.
Em três anos ou quatro, pode esquecer. Só que a capacidade planejada de consumo elétrico em gigawatts, não há como os Estados Unidos dar conta. Não tem como. Então os caras vendem para você, é o que eles chamam de Ponzi Scheme, é a pirâmide, a nossa pirâmide. Eles chegam para um cara que tem dinheiro e falam, olha, eu vou construir...
200 data centers e vou processar não sei quantos trilhões de dados. Eu preciso de 100 bilhões. O cara para para pensar e fala, nossa, olha os números que ele está me dando. Boa nessa. Tem que cair nessa. Aí a empresa, uma empresa famosa, a Anderson, que é um louco, na Califórnia fala, eu vou pôr 50. O que o vizinho dele fala, meu, se eles estão entrando, eu tenho que entrar.
Um chama o outro, né? Um chama o outro. É que nem um enxame. É um enxame de abelha, né? Sai a primeira abelha, vem todo mundo atrás de você. E é isso que está financiando toda essa loucura. É uma bolha. Não, é uma bolha, não há dúvida. E a guerra com o Irã agora está empurrando a bolha para o abismo. Outro dia eu estava em um debate de geopolítica com os amigos americanos e europeus e um economista virou para mim. Veja bem.
Nunca aconteceu do... Os Estados Unidos entraram numa guerra, a bolsa e o ouro caem junto. Não existe. Quando a bolsa cai por causa de uma catástrofe como uma guerra, o ouro explode. O que aconteceu? Para manter a bolsa e não explodir a bolha muito maior que a bolha de reais, as empresas, os bancos, os fundos, todo mundo está vendendo ouro para ter liquidez.
para ir lá e comprar as ações que estão caindo, para manter no mínimo. Nós estamos falando de trilhões. Trilhões. O dólar, o ouro era para ter passado de seis já. Seis mil dólares a onça. Imaginem, o estreito de ouro está fechado. E aí, todos esses caras que eu citei, que são os meus grandes heróis, falam o seguinte. Vai chegar um momento em que nós, cientistas, vamos virar os vilões.
Porque nós vamos contribuir para essa singularidade, não a singularidade do... Da IA. Não, não é essa. A singularidade onde a nossa ciência está pondo em risco a perpetuação da espécie. E para isso você tem que pensar filosoficamente. Você não pode ser só um técnico. Um engenheiro, um matemático, um neurocientista. Você tem que pensar qual é realmente o objetivo da ciência. Para que serve este barato?
Desde o que o primeiro... A finalidade da ciência. É, para onde? E a finalidade, pelo menos o contrato que eu assinei 44 anos atrás, dizia que a ciência é para melhorar a condição humana. É para tentar explicar o que tem aqui com o propósito de reduzir a dor, a infelicidade, a miséria humana. Mas infelizmente não é mais a visão dominante da ciência.
O que o senhor falou agora explica muito como é que está financiando essa bolha. Porque é contraditório. Tanto dinheiro entrando de um lado, ao mesmo tempo que o outro, a conta não está fechando para essas empresas. E essas empresas precisam gastar mais. Aí no próximo ano entra mais dinheiro. E aí eles continuam gastando. Agora tem que aumentar o número de data centers. Agora tem que aumentar o número da estrutura de matriz energética. E tomem mais dinheiro de um lado. E eles estão vindo para cá.
Como as cidades americanas começaram a passar... Porque lá é meio diferente como funciona, né? Não tem Câmara de Vereadores como a gente tem aqui. Mas a população, na minha cidade aconteceu isso, a população começou a dizer, não queremos aqui. A minha conta de luz subiu 25%.
Na minha cidade, a minha conta de luz subiu 20%. Num ano é uma coisa inédita. Eu passei 10 anos... A americana não está acostumada com a inflação. Não, eu passei... Veja, eu estou na mesma casa há 16 anos. Estou no mesmo estado há 32 anos. Nunca a minha conta de luz, nesse período de quatro décadas, subiu 20% num ano. Nunca. Se subia 1%, 2%, às vezes caía. Teve um período em que a conta reduziu, porque aumentou a capota giradora.
Ou seja, os caras... Denver. A cidade de Denver não quer andar mais. Cabo ou para. Cancela. Estado da Georgia, Estado da Flórida, ambos republicanos, tá? Passaram legislações proibindo a construção. E eu não estou falando de data centers para manter a internet. Não, isso daí precisa ter uma infraestrutura digital não à toa. Eu estou falando dos data centers de AI.
que necessitam de gigawatts hora, bilhões de litros de água. Não, os data centers que estão sendo planejados aqui em P100, em Fortaleza, a quantidade de eletricidade que eles projetam de água é para a cidade de Fortaleza.
Aí o pessoal fala, não, mas no Brasil nós temos técnicas maravilhosas que não precisa tanta água. Eu falei, pô, se essas técnicas fossem tão maravilhosas, já tinham sido exportadas, né? Já estava ganhando dinheiro lá nos Estados Unidos, onde os caras estão perdendo água e perdendo... Porque, curiosamente, esses data centers em Ohio, no Arizona, no Novo México, estão em regiões que não têm água. É. Problema, meu. Memphis.
Memphis, os prontos-socorros da cidade de Memphis explodiram de pessoas com bronquite por causa da poluição criada pelos data centers, poluição atmosférica. E o barulho, você parece que você está do lado de um aeroporto. É, os unidos direto. É, os unidos 24-7. Não tem parada. E é mais uma contradição, está piorando a vida das pessoas, está piorando de tal forma que as próprias pessoas estão ficando contra.
E as pessoas estão começando... Exatamente. A Goldman Sachs soltou um relatório há umas duas semanas, dizendo o seguinte, você tirando o CAPEX, tirando esse investimento, não houve nenhuma créscima no PIB americano, a indústria de AI. Porque não dá lucro, não gera...
lucro. A Goldman Sachs que não é nenhuma... Conheço, conheço a Goldman Sachs. Não, mas não é nenhuma entidade de esquerda, nada disso. Pelo contrário, é um dos bancos que financia tudo isso. Eles falaram, não teve retorno financeiro nenhum. E aí todas as pesquisas que você faz, sejam com executivos, sejam com a população nos Estados Unidos, isso, né? 90% dos executivos que tentaram ganhar dinheiro, ganharam, não conseguiram.
Ah, é. Não conseguiram ter um retorno. Quem vai ganhar são poucos. E o que está acontecendo é o que você falou. A população americana está começando a ficar contra. Então você tem acima de 80% de rejeição. Por quê? Porque os caras falam, pô, os caras constroem esses baratos que levam a minha água, levam a minha eletricidade, incentivos fiscais, porque eles só vão em lugar que a cidade oferece dinheiro. E o que isso vai gerar para mim? Vai roubar o meu emprego?
Vai poluir a minha cidade. Eu não vou dormir. Não tem nada de bom. Mas o Will Smith comendo espaguete de cabeça para baixo, eu não preciso disso na minha vida. Mas agora eles estão tentando colocar alguns servidores no espaço.
Isso vai ser maravilhoso. Teve um cara do MIT que soltou um estudo mostrando. É do Elon Musk a ideia. Eu não vou mais para Marte, mas eu vou bloquear o Sol. Bloquear o Sol aqui. Não, não, foi sensacional. Saiu o estudo, o primeiro estudo. Acho que é Departamento de Aéreo Espacial do MIT, né? Que é o melhor do mundo, provavelmente. Estão dando um jeito aí, porque o pessoal está querendo. A NVIDIA colocou.
As máquinas no espaço para fazer um teste. É, mas vai levar 40 anos, segundo esse estudo. Não tem a menor chance. E outra coisa, você sabe disso bem melhor que eu. A poluição de satélites ao redor da Terra está começando a ficar sério. E é um problema, porque, se eu não me engano...
Eram 10 mil satélites já da Starlink, o próximo disso, né? Starlink já. São uns 10 mil, mas o plano é muito maior. É, o plano deles é o seguinte, é o seguinte, 12 mil, ele fecha...
o sistema. Só que ele tem licença pra lançar até 40 mil, porque como vai trocando, né? Exato. E eles caem, né? É. Tem uma queda espontânea. Não, mas ele não cai, ele queima no atmosfera. Não, não, ele queima no atmosfera. Não, eu sei, mas o que eu quero dizer é o seguinte, eles caem de órbita. Sim. Tem uma taxa que não dá nem pra prever, né? Ou ele cai de órbita e queima na atmosfera. E aí ele tem que lançar outro. Tem que substituir.
Acho que é 42 mil. Então, mas a NASA anunciou hoje, não sei se você viu, que eles não vão mais fazer a estação orbital lunar. Não vão mais fazer a base. Mas você sabe por quê? Eu estava com a razão real. Eu estava na China em dezembro, eu vi a razão real. Porque a China já tem o plano da base. Já tem o plano de ir para a Lua.
gente, ir lá pousar e criar uma base, eles não vão fazer uma... Não, eles não. A China, desde o início, é o tal da International Lunar Research. Isso, mas eles vão direto. Direto. Por isso que a NASA mudou o plano. Mudou o plano. E o problema da NASA é que o Artemis não sai do chão, né? Sai.
Estou indo lá semana que vem, tomara que saia. Mas eles adiaram, não adiaram? Em fevereiro adiaram? Adiaram agora para abril, vai ser dia 1º. Vai ser abril mesmo? Dia 1º. Tomara que não adie de novo. Não, dia 1º não é um bom dia, né? Não é, né? Eles já colocaram dia 2 na janela também. Foi, né? Eu acho que eles ouviram algum cara no Twitter falando que dia 1º não é um bom dia. Dia 1º não é um bom dia. Então a China já está com tudo pronto para poder fazer uma base.
Claro que eu não posso dizer porque não é a minha área, não falei com ninguém. Eu fui no...
Eu fui na ilha de Hainan, onde tem a base, né? Até 2030 eles põem alguém na lua. Não, isso aí. Isso aí é o que a China fala. Eles não vão adiar. Eu duvido que eles adiam, porque eles anunciaram. Não, a China não vai. A China vai. A China vai chegar. Agora, a briga é o Estados Unidos. Se o Artemis vai conseguir chegar antes, eu não sei. Mas eu boto minhas fichas que os chineses pausam lá até 2030. Ah, não. Isso aí eu também falo.
Antes dos americanos. Eu acho que vai ser incrível, porque eu vivia o Projeto Apolo, né? Eu era moleque e eu acompanhei a corrida. Aliás, é uma coisa que nós falamos uma vez de fazer uma conversa. Temos que fazer um programa com o Nicolás, um programa espacial soviético. Eu estudei o programa espacial soviético. Temos que fazer isso aí, vamos marcar. A gente teve um bate-papo com o Caio Fato sobre isso, né? Mais ou menos ali.
Não, teve uma comparação. Mas agora com o Nicolás tem que fazer um só sobre o espacial soviético. Eu preciso recuperar todos os livros que eu tenho. Eu fui para Moscou em 2004 com meu filho e fui no Museu Espacial. Eles não chamam de espacial, eu estou esquecendo o nome. Porque era cosmonauta, não era astronauta. E eu comprei a literatura em inglês e fui estudar e conversei com os caras lá do instituto. Quando eu estive lá, passei um mês lá.
dando um curso de neurociência, mas aprendendo tudo. Foi sensacional.
O museu tem a cueca do Gagarin, a escova de dente do Gagarin, tem tudo, o que o Gagarin encostou parece relíquia da igreja católica. O museu era sensacional. E eles na entrada de um parque, não sei se existe ainda, mas na periferia de Moscou tinha um parque que representava todas as repúblicas da União Soviética. Era uma casa, um palácio, cada uma construída no estilo do Uzbequistão, Georgia.
Só que na entrada tinha um monumento gigantesco, era como se fosse a Soyuz, e o rabo do foguete indo para o espaço. Gigantesco. É uma coisa assim, você entrava na praça central desse lugar, e era uma homenagem ao que ele chamava dos cosmonautas, os heróis cosmonautas da União Soviética.
Ou seja, o russo tinha um... Ele conhecia tudo. Os caras falavam... O meu amigo neurocientista me contou a história inteira. Detalhes, né? O cara que morreu quando estava... Como que ele chamava, meu Deus? O cara que não abriu paraquedas, né? Ah, sim. Porque os áudios tinham sido liberados pela primeira vez. Ele se despedindo da família, né? Foi uma comoção e tal. Mas o programa russo não tinha sistemas digitais.
Eles não tinham computador digital. Era tudo analógico. Imagina, os caras... Primeiro passeio... Fica mais impressionante ainda. Muito mais impressionante. O soviético zero. E era o programa espacial... Como a NASA, mas o programa espacial russo tinha os maiores matemáticos do país. Porque era tudo calculado na mão.
E é isso, outra história que a molecada não sabe. O termo computação, o termo computador, vem...
no início do século XIX, eram seres humanos numa sala. As computadoras da NASA famosas. Isso, as mulheres. Geralmente na Inglaterra e nos Estados Unidos eram mulheres fazendo na mão cálculos complexos, funcionando como um mega machine. Exatamente. E o Babbage, o Charles Babbage e a Lovelance se inspiraram no trabalho dessas mulheres para tentar criar a máquina de cálculo diferencial mecânica dele.
Para quem sabe, a Lovelace foi o primeiro algoritmo da história feito pela Lovelace. Foi a primeira programadora da história. Acho que era filha dele, né? Acho que era filha do Babbage. Mas, enfim, o que é curioso de ver é que antes de ter sistemas digitais, antes de ter inteligência artificial, a gente fazia essas coisas.
Os caras foram para a Lua com muito pouco auxílio. Os caras do projeto Manhattan, quando chegaram para o Fai, me falaram tem um computador lá, o NA, que lá na Universidade da Pensilvânia, ele falou, para quê? Eu já fiz tudo aqui. Já fiz as contas aqui, está aqui na mão já. Se você parar para pensar, nós já fizemos essas coisas antes da era digital. Ah, sim. Mas a pergunta que eu acho que eu vou finalizar meu livro é será que a gente vai ter capacidade de fazer coisas dessa magnitude? Nós.
Daqui a 50 anos, eu tenho minhas dúvidas. Eu tenho minhas dúvidas. Essa aí, essa aí, do ara. Boa pergunta. O pessoal tá gostando bastante da live, hein? Tá, 5.400 pessoas, galera. Chega aí, senta-lhe o dedo no like. Deixa o like aí pra gente. Isso é bom? É ótimo. Bom demais. Mas o papo tá bom mesmo. O pessoal tá falando do nível da conversa. Excelente. Mas então, uma coisa que é importante, que eu também acho que é muito importante pra nós, que somos da área, né?
Ninguém aqui é contra a tecnologia. Ninguém aqui é contra as ferramentas. Exatamente. Tanto que o que a gente fala é isso. O Nicoleles usou desde o início. São 44 anos usando e construindo tecnologias. Não é isso. A questão é quem controla quem. Quem está em comando.
Uma coisa é eu chegar e falar, não, esse computador me ajuda a resolver um problema. Claro. Sei lá, qualquer que seja o problema. Outra coisa é o computador me dizer, você vai fazer isso. Ou o computador ditar para mim qual vai ser o meu programa de pesquisa.
Aí que entra a minha definição de uma arma. Eu gostaria de usar o inglês, a versão em inglês do livro vai ser... Lembra do Armas de Destruição em Massa? Sim. Do Iraque? Eu queria usar esse termo para definir o grau de periculosidade do uso indevido desse barato. Em termos de automação da mente humana.
dominação e controle. Porque veja, se quem programa essa máquina, como uma, eu acabei de ler um livro sensacional de uma filósofa, também estou bloqueando o nome dela, que chama AI de um espelho. É só um espelho. Mas ela fala, é um espelho muito peculiar. Porque é um espelho que, primeiro, como você falou, devolve o que você quer ouvir. Então você olha para o espelho e o espelho fala, você é lindo, você é maravilhoso.
Ele não retrata o que você é. Ele retrata com uma coloração, com um troço em cima. Mas uma coisa que ela fala que é realmente muito interessante é que todos esses sistemas foram treinados com uma fração da humanidade. Uma fração de conhecimento. Uma fração de conhecimento e de cultura da humanidade. E nessa fração, infelizmente, existem preconceitos.
Existem toda sorte de erros culturais, de perseguições políticas, ideológicas, tudo. Tudo que não presta da humanidade está lá. Aí ela fala, pô, avançar como espécie é reproduzir em código tudo isso que já foi feito no passado e projetar isso como o nosso futuro? Não. Nós temos que melhorar. Nós temos que suplantar esses ódios, essas tentativas de dividir o ser humano.
e não copiar os erros do passado. Todavia, todos os estudos que olham, na maioria desses sistemas, o que eles encontram? Sociológicos, estudos sociológicos e até filosóficos. Eles encontram no código e no corpus dos dados que são usados, preconceitos raciais, por exemplo.
bancos americanos, departamentos de polícia americano estão usando sistemas para dizer quem pode ter o empréstimo para comprar casa ou quem vai ficar na cadeia até o julgamento.
Quem não vai poder ter liberdade condicional? O que se descobriu? Acabando de sair agora. Que existiam baias contra afro-americanos, hispânicos, nesses programas. Então o juiz não olhava para o ser humano e falava, olhava na história desse cara e falava, não, você pode ir para casa, você não é um cara perigoso, você não vai matar ninguém. Ela joga ali para a máquina e ela decide. A máquina toma uma decisão judicial.
Ou uma decisão, mesmo que um cara, um hispânico, chegue lá e fale, tem um milhão de dólares no banco, eu quero comprar uma casa de 500 ou de 200. O banco negava. Porque no código do programa dele estava escrito que hispânicos são de alto risco. Quem disse?
Mas aí é o que eu falo pra galera, existe uma matéria aí dentro da inteligência social que é ethics AI. Exato. Que os filósofos estão se debruçando nisso. Estão se debruçando pra poder entender como aplicar essa parte ética em cima de tudo isso. Porque aí tem o pessoal vem aqui, sempre aqueles papos de regular ou regulamentar e tal. É uma conversa que vai tendo. Sai um artigo na Nature Medicine que é uma revista, uma das maiores revistas de medicina do mundo.
pegaram todos os softwares de medicina que queriam pôr nos prontos-socorros dos hospitais universitários americanos, tá? Mediram a porcentagem de erro, que é o que a gente chama de triagem médica, né? Eu fiz isso como aluno de medicina, você tá na porta de pronto-socorro, chega uma pessoa, você precisa decidir se a pessoa entra ou se pode dar alguma coisa, vai pra casa. De zero a dez, qual o seu nível de erro? É, é mais ou menos isso.
E tem, eu sempre falo isso porque foi a experiência mais modificadora da minha vida como médico.
Que eram os médicos, os meus professores, que eu olhava pro cara, o cara, não, vai pra casa, não tem nada, o cara, entra. Aí eu olhava pro meu professor e falava, como assim? Uma hora, o caso foi real, uma, duas horas depois o cara infarta. Caramba! Aí eu olho pro professor Virgílio, que eu sempre cito ele, porque foi um exemplo pra mim, ele falou, não te disse? Aí eu falei, como? Ele falou, 40 anos de pronto-socorro.
Não tem algoritmo que faça esse barato. O que aconteceu? Testar os sistemas. Porcentagem de erro na triagem de hospitais normais, prontos-socorros americanos, 50%. Ou seja, gente ia morrer. Sim. Se 50% das pessoas precisavam entrar no pronto-socorro não entrarem, vai ter gente morrendo. E estavam querendo colocar isso porque, querendo ou não, a automatização leva a margem e a margem leva dinheiro.
Mas é o que eu falo. O sonho de automatizar o trabalho humano não é de agora. Não é nem da Revolução Industrial. Ele vem da antiguidade. Mas ele vinha com a propaganda, né? Não. As pessoas acham que a máquina... Vamos brincar, nadar no rio. Isso é tudo... Muito obrigado. Você levantou a bola para eu cortar. Na Revolução Industrial você falava a mesma coisa.
nós vamos gerar riqueza infinita, nós vamos reduzir o trabalho, todo mundo vai viver. É a mesma linguajar. Tanto é que outro autor, o próprio Lewis Manford, compara o movimento atual da inteligência artificial, que na época estava começando, quando ele escreveu isso, com as minas da Idade Média. Porque para a Revolução Industrial levantar voo, precisava de carvão.
Então, todas as cidades inglesas que todo mundo conhece os times de futebol aqui, Manchester, Liverpool, Leeds, eram todas cidades cobertas... Uma fumaça preta, né? Uma fumaça preta. Por isso que as borboletas de Manchester eram pretas, porque elas eram recobertas. Por quê? Porque eles queimavam carvão para produzir vapor. E o que aconteceu? Segundo Manford, as minas de carvão...
E os exércitos da Idade Média são as bases do modelo industrial que nós vivemos hoje. É a regimentação do ser humano, em grandes grupos mineiros, que vão lá embaixo. A Inglaterra financiou a sua revolução industrial com crianças de 8 a 15 anos, trabalhando todo dia, 16 horas por dia. Mulher, criança... Para para pensar, vale a pena? Aí o pessoal fala, não, mas...
Todo mundo fala assim dos luditas, os caras que destruíram os teares, os escoceses. Meu, os caras, além de tudo, estavam querendo tirar as crianças das fábricas e das minas. Isso era parte da plataforma de reivindicação deles. Eles não estavam só destruindo máquinas, eles estavam tentando salvar os filhos, netos. Porque o que acontecia? Um cara, um adulto, custava muito mais caro para você mandar para uma mina do que uma criança. Aos oito anos, nove anos, você mandava a molecada...
morrer dentro das minas. A infância é um conceito relativamente novo. Muito recente. Como a gente entende hoje. O ensino público inglês começa para fazer as pessoas aprenderem a escrever o mínimo e as quatro operações aritméticas para trabalhar na indústria. É a única razão por que a Inglaterra criou.
E os Estados Unidos copiou. Logo depois, as colônias americanas, depois da independência, copiaram a noção de educação pública. Por quê? Porque tinham que pôr essa molecada para trabalhar. Essa era a visão deles. Então, essa questão da automação, e eu gosto de falar isso porque a minha família é grega.
parte grega, todo mundo fala que foi o Watt, o John Watt que criou a máquina a vapor. Na realidade, o conceito de usar vapor para mover partes mecânicas foi criado por um cara chamado Harold, em Alexandria. Muito tempo atrás, muito antes, só que ele não viu porque não existia a cultura do lucro.
Em Alexandria, nessa época, ele não viu nenhuma razão para comercializar ou criar uma empresa ou uma startup. Ele usava isso para abrir as portas dos templos em Alexandria, para as pessoas ficarem, uau, a porta abriu sozinha. Mas o conceito, ele não inventou a turbina a vapor, nem o motor a vapor. Mas o conceito de transformar vapor em trabalho mecânico, a invenção é dele.
então esses conceitos que a gente acha que são de agora, que são invenções nossas... Eu conversei com o pessoal do Titanic, que estudou muito o Titanic, e a gente estava conversando sobre, inclusive, o contexto da época, e a tal da Belle Epoque era justamente uma época onde a Europa não estava em guerra, os Estados Unidos estavam bem, e naquele momento existia uma fé muito forte na ciência, e na ciência ... ...
na técnica, no conhecimento de que a humanidade iria viver uma época, realmente, além de não ter nenhum conflito, de não ter também problemas. Então a ciência resolveu problemas, inclusive problemas de ordem econômica. Sim, de saúde. Exatamente. E aí...
O que mostra a história é que normalmente quando a gente está nesse momento de pessoas muito entusiastas e uma fé meio cega, meio ingênua, é que provavelmente as coisas podem sair do controle. E foi mais ou menos o que aconteceu quando logo na sequência estourou a Primeira Guerra Mundial. Então, mas esse é o conceito básico, o meu conceito básico, de uma brain net.
Você cria um gestalt, você cria uma abstração coletiva que sincroniza a mente de todas as pessoas, ou de um grupo muito gigantesco de pessoas, e aí você cria uma moda, uma nova escola de pintura, uma nova visão do universo. Literalmente, a história da civilização humana pode ser resumida a uma sequência...
de abstrações que contaminaram ou infectaram a mente de um grande número de pessoas, uma vez que a linguagem oral foi criada por nós, e depois a linguagem escrita, e coisas que permitiram comunicação em alta escala, você pode estudar a história da civilização humana, da condição humana, com essa visão. A Bela Epoca é um dos momentos onde... Outra história muito bacana é a escola de Viena.
onde os caras antes da Segunda Guerra Mundial estão lá em Viena.
Karl Popper, Godel, um monte de figurinha marcada que nós conhecemos, Freud, estavam todos lá em Viena e começaram a discutir uma nova visão, é o positivismo. O positivismo chegou lá nessa época e as pessoas discutiam, será que é isso mesmo? Será que a gente pode quantificar tudo? Wittgenstein, o grande filósofo que foi em duas reuniões, quase matou uns quatro caras lá. O círculo de Viena que chama, é outro exemplo de uma brainette.
É quase como se fosse um vírus. É um vírus mental que eu, você... A ida para a lua. A corrida para a lua, eu não estava nos Estados Unidos, mas eu estava acompanhando Dakar. Mas quando eu cheguei... Com certeza foi, né? Foi. O meu chefe, que era 10 anos mais velho que eu, o John Chapin, ele falou, você não faz ideia do que era ser criança nos Estados Unidos na década de 60. Tinham duas coisas que você perdia o sono. Um era se você ia para o Vietnã. Porque era um sorteio na televisão.
No domingo à noite. Imagina, vocês sentaram com a sua família e eles sorteavam o número lá. E aí se você caía, o seu número estava no range que eles sorteavam, você estava indo lá para um lugar nenhum, que ninguém sabia nem pôr o dedo no mapa. E a outra era o projeto Apolo. E o meu chefe dizia para mim, eu virei cientista. O pai dele era fisiologista pulmonar, mas ele falou, eu virei cientista por causa do projeto Apolo.
Foi um momento. Porque na televisão, imagina, os caras lá. E a Apollo 13. Ele falou pra mim, os Estados Unidos parou. Aquela semana da Apollo 13, ninguém conseguia fazer absolutamente nada. E não tinha internet. Não, não precisava. Não precisava. Tinha um cara lá, o Cronkite. Walter Cronkite, que era o apresentador. Eu peguei ele no final da carreira dele. Era o apresentador do Jornal Nacional, da CBS News.
Metade do programa da notícia era do Vietnã. E a outra metade era Apolo. Então, você consegue galvanizar um grande número de seres humanos se você tiver uma abstração mental? A religião. A religião fez isso durante a história da humanidade. E você consegue entender as transições. Eu tenho estudado muito isso. As transições, por exemplo, do Império Romano.
para a Idade Média. Por quê? Por que essa transição ocorre? Alguns historiadores, como Manford, sugerem que é o seguinte, Roma,
Todos nós aqui temos a imagem do Império Romano, o Imperador. Bom, Roma, um milhão de miseráveis morrendo de fome e vivendo até os 30 e poucos anos e mais ou menos dois a três mil aristocratas vivendo no Fausto, vivendo não do trabalho deles ou da criação deles, vivendo do que as legiões romanas conseguiam lá no front.
Aí surge um cara lá na Palestina prometendo vida eterna. Que essa vida era uma... Se eu posso falar palavrão, pode? Que essa vida era uma merda, mas depois é que o barato começa e que vale a pena. Meu, imagina isso sendo transmitido para uma população que não tem nenhum tipo...
de visão de futuro, nenhum tipo de alegria, nenhum tipo, né, você tem dez filhos, oito morrem. Você vai trabalhar o resto da sua vida como escravo da aristocracia. De repente surge uma filosofia, um vírus informacional, dizendo, cara, tranquilo, você que é miserável, a vida eterna pertence a sua, a você. É como se tacar fogo num arbusto seco.
Tanto é que o Constantino teve que falar, não, agora nós somos um império cristão, porque iam acabar com ele. Aí quando o Império Romano acaba, surge um outro troço.
Um outro troço que imediatamente galvaniza quem vivia sob o jogo. Quando as legiões começaram a perder as batalhas, pensa em Estados Unidos, quando as legiões começaram a perder e não conseguiam mais trazer riqueza para Roma, para sustentar... Sim, exatamente. Foi exatamente isso. Não é? O Banford conta que os aristocratas romanos, a corte, vamos dizer assim, os caras iam em festas que duravam dias.
Os caras comiam, aí iam no lugar vomitar para voltar para comer de novo. Esse era o grau de alucinação. Só que eles dependiam de tudo aquilo que era roubado na fronteira. O ouro, a prata, sei lá o que eles roubavam lá. No momento em que as legiões começam a perder as batalhas, para quem? Os persas. Ninguém lembra disso. Teve um imperador romano que foi capturado pelo imperador persa e virou banco de apoio do imperador para subir no cavalo.
cai a visão de mundo, a cosmologia romana despenca. E a multidão fala, ok, o cristianismo é a nossa escapatória. Aí chega o momento em que a ciência dá o bote, o iluminismo. Fala, não, não tem ninguém em cima das nuvens. O mundo é decidido pelo que você carrega dentro da sua cabeça. Só que, como todos esses caras falam,
e eu estou começando a dar razão a eles, depois de 40 e tantos anos fazendo ciência, talvez a nossa arrogância tenha sido grande demais em achar que nós vamos explicar a condição humana só com símbolos criados por nós. Símbolos matemáticos, eu quero dizer. Então você pode ter explicações que não são formais, matemáticas.
sob a condição humana. A arte... É muito bonito de ver os caras falando isso. Antes de qualquer equação ser posta no papel, antes de qualquer ferramenta ter sido criada, qualquer machado criado pelo ser humano de pedra, o ser humano pintava o teto de cavernas na pré-história. Ou seja, a manifestação artística, simbólica, não formal, precede...
a geração de tecnologias. Então o tal do Homo habilis, do Lick, do famoso cara que disse que nós éramos homens que criavam ferramentas e mudou a concepção antropológica da nossa espécie, não é bem assim. Nós criávamos arte provavelmente antes de falar.
As pinturas são nada mais do que manifestações do código de ética, do código moral, das suas ambições, dos seus sonhos. Então, o mundo tecnológico deve muito ao mundo que precede a ele.
Você acha que foi tendo, então, durante a história da humanidade, várias brainnets? Sim, eu estou escrevendo um livro em paralelo que chama Brainnets. Ah, que isso é legal. E o que eu estou tentando... Claro que eu não sou historiador profissional, não tenho a menor ambição disso, mas o que eu estou tentando dizer é que é exatamente isso. A história da civilização, se você for olhar de uma visão dialética, é o embate de diferentes brainnets.
Evidentemente que quando nós estávamos na pré-história, nós vivíamos em pequenos grupamentos, você não tinha contato com ninguém. Mas quando veio ali o desenvolvimento, principalmente da agricultura... Isso, a partir do neolítico, a partir do momento que o homem se assenta em vilas, é mais bacana.
Por isso que eu acho que essas ideias estão sumindo e eu estou tentando recuperá-las nesses livros, porque esses homens merecem muito mais crédito. Homens e mulheres não são só homens. Esses historiadores, esses pensadores dos séculos passados merecem muito mais crédito do que hoje nós damos a eles. O Lewis Manford fala o seguinte. Qual foi a primeira cidade?
O conceito de cidade, de onde ele surge. Eu falei, bom, foi no Neolítico, lá em algum lugar no Oriente Médio, os caras começam a se assentar, agricultura. Não. Nas cavernas. Quando os caras se reúnem para os rituais. Porque, pensa bem, os caras não paleolíticos...
100, 200 mil anos atrás, eles não tinham a menor certeza que o sol ia surgir no outro dia. Eles não tinham nenhuma descrição cosmológica que garantisse. Então eles tinham que ir lá no subterrâneo, fazer lá os rituais, agradecer a Deus sabe quem. E eles deixaram esses registros em rocha. E ele fala, aí começa o núcleo da cidade. Porque eles iam fazer essas festas ou iam fazer esses rituais, eles tinham que comer, eles tinham que dormir em algum lugar.
Eles tinham que proteger as crianças, os mais velhos. Então, a ideia de você viver num núcleo que não é só a sua família, imediata, começa nesses rituais. Dentro das cavernas, ele vai indo. E aí você sai, e ele nunca foi arquiteto, essa coisa mais genial. Ele é um drop-out do college, o Lewis Manfred. Só que ele se transformou no maior crítico de arquitetura da história dos Estados Unidos. Caramba!
Durante 30 anos ele escreveu a coluna mais famosa do New Yorker, que era o Skyline, que conta a história da arquitetura. E ele andava para Nova York, metia o pau nos arquitetos americanos dos ranhaceus, porque tinham destruído a cidade dele, porque ele nasceu lá. E o mais bacana de tudo é que no final da vida dele, por 30 anos escrevendo essa coluna, os arquitetos mais famosos do mundo pediam para ele escrever sobre as obras que eles estavam construindo.
Ele não era arquiteto. Se você fosse receber um escritório de arquitetura, ele não teria a menor ideia do que fazer. Mas ele tinha uma cultura tão abrangente e ele falava que as cidades, as edificações, são a exteriorização da imagem coletiva de cada civilização. Então, as pirâmides. É óbvio, né? Os caras acreditavam que eles tinham que voltar para o sol.
então explica e ele fala tão bonito ele falava que as pirâmides eram as naves espaciais da antiguidade eram como os egípcios imaginavam voltar para o cosmos e pensa bem, esses caras milhares de anos atrás entenderam que o sol era a base da vida não tinha nenhum astrônomo, não tinha nenhum medidor, nada, mas os caras perceberam o zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum zum
que você precisava do sol para crescer comida, para você sobreviver. Eles perceberam que quem não tomava sol ficava doente. Não, sério. Para para pensar. Não, ia morrendo a galera e ia acontecer alguma coisa. Então, se você começa a olhar a história da nossa espécie, é quase um formigueiro contra o outro, em diferentes momentos, se debatendo pela hegemonia mental da espécie.
Quando você vê as invasões do... Todo mundo fala pra mim porque eu falo da...
tanto da Renascença Islâmica, porque ela precede principalmente a Renascença Italiana. Foram várias Renascensas, a gente não conhece todas, mas a Renascença Islâmica, do século VIII até o século XI, ela precede por 400, 500 anos a Renascença Italiana e influencia a Renascença Italiana. Talvez não houvesse a Renascença Italiana sem a Islâmica, mas a coisa mais impressionante é que o que era a Península Arábica?
Quando o Maomé surge, nada. De repente, os caras conquistaram o meu planeta. Em menos de 100 anos. Os caras varreram o mundo e chegaram até... Península Ibérica. A Península Arábica, os caras saíram lá da Arábia Saudita, de Mec Medina.
E foram... Varreiram a Europa inteira, né? Não, varreram o Oriente Médio inteiro, passaram por cima da Pérsia, que eram os oroastras, né? Passaram por cima, foram na Ásia Central e conquistaram o Sul da Espanha.
Por muitos anos, a gente aprendia aqui na escola, nos anos 60, os mouros. Os mouros. Aí eu fui para Portugal a primeira vez, olhei os ladrilhos lá de Lisboa, falei, nossa, os caras são bons aqui. Ah, lá tem o castelo, né? É, o convento de Mafra, eu fui lá e tal. Fui descobrir que toda aquela arte vinha dos mouros, vinha dos muçulmanos. Todos aqueles ladrilhos bonitos desenhados, aquelas alegorias, né? Arabescos, o nome, arabescos, né?
E a gente não aprende isso. Então, eu comecei a estudar esse barato e comecei a me dar conta de que é isso que é o motor. A minha humilde contribuição é...
O mecanismo pelo qual uma brain net forma, nós descobrimos em laboratório. A sincronização da atividade elétrica dos cérebros dos elementos de um grupo social. Isso acontece em macaco, acontece em passarinho, peixe e acontece conosco. Só que a diferença é que a sincronização de um macaco é por recompensa, é por comida, é por coisas tangíveis. Nós somos a única espécie, provavelmente...
que sincroniza-se numa brainnet a partir de abstrações. É uma ideia. É uma ideia. Dinheiro, um Deus, uma ideologia, infelizmente um preconceito. Isso é capaz de por milhões de pessoas. Assim. E por que as pessoas acharam que isso é baboseira de cientista? Por que esse conceito não é tão relevante?
É só olhar a guerra do Irã com os Estados Unidos. Nesse instante. Uma guerra por hegemonia. Isso é um ponto, mas o outro ponto é o seguinte. O que une os americanos hoje? Nada. É um país... Eu estou lá há 40 anos. Há 37 anos. Completei. Acabei de completar há 37 anos. Hoje não tem a Brain Ed lá. Não tem? A Brain Ed foi fraccionada. Você não consegue consenso absolutamente nenhum.
Está acontecendo aqui também. Não é tão grave aqui, mas lá... O país que eu encontrei quando eu cheguei em 89, 20 de fevereiro de 89, e fui roubado pelo motorista de táxi lá que estava em greve, não existe mais. Não existe mais.
Eu estou testemunhando isso. Um dia eu vou escrever a minha... Tem que ser um livro que aí... É, o Brasileiro Perdido em Manhattan. Vai ser o título. Cara, eu vi um país que não existe mais. Eu não concordei com a guerra do Iraque, a primeira, mas quando os Estados Unidos vai lá e ataca o George Bush pai, né? Ataque 90. É isso.
país inteiro. Todo mundo na mesma negócio. Por razões não corretas, eu não concordo, mas enfim. Mas isso existia, né? Tinha uma brainnet. Hoje, não tem. Tem gente dos Estados Unidos hoje falando, imagina, por que nós temos que entrar nessa guerra? Não faz o menor sentido. Qual foi o último momento ali que teve uma brainnet, você acha? Olha, é uma ótima pergunta. Eu diria que tem vários momentos. Primeiro, uma coisa que eu nunca tinha visto no Brasil, tá?
Eu estava em uma universidade, nunca trabalhei em lugar nenhum a não ser universidade. Você chegava e falava, o George Bush pai foi na televisão e falou um troço do Iraque, você chegava para a América, o seu colega de bancária falava, é um absurdo, não tem weapons of mass destruction. O cara, não, eu presidente dos Estados Unidos.
Como quem diz? Ele não mente. Ele não mente. Ele falou, tá falado. O americano que eu conheci nos anos 80, aí você começa a ter as crises. Sim. O escândalo do Bill Clinton, o escândalo não sei o quê. Mas tem de identidade, né? Não, é, porque o cara... Imagine, você é um brasileiro, latino-americano. O cara fala, não é assim no Brasil? Eu falo, mas é quê? Desde quando a gente acredita no que o político fala?
Lá o latino-americano é cínico desde que nasce, antes de nascer. A mãe dele anunciou, a mãe é o parto, ele troca. O americano não, o americano acreditava no sistema. Então essa curva que a gente discutiu no começo aqui, você mostrava para o cara, eu pus no meu livro, o primeiro livro que eu mostrei para o laboratório do lado meu. Abri o livro, porque saiu lá o primeiro livro.
Isso aqui é a história dos Estados Unidos. Falou, não, essa curva é mentirosa, isso não é. Cientista. Cientista virou para mim, um colega ali do departamento. Falou, não, de onde você tirou isso? Isso é fake. Eu falei, não, imagina, isso aqui é um dos maiores economistas do país. Ganhador do Prêmio Nobel. Publicou no livro dele, está louco. Eu tirei da fonte do cara. Foi por causa desse gráfico. Uma das coisas que influenciou o Bitcoin foi esse gráfico.
Mas o que é o Bitcoin? Você acabou de tocar no... O que é o Bitcoin? É a restauração do padrão ouro. O padrão ouro foi quebrado em 71. Foi pelo Nixon. Isso. Mas nós estamos brigando nesse instante. Ninguém fala isso aqui, tá? Esta guerra que está tendo aqui e guerras próximas, mas esta guerra aqui é uma das consequências imprevisíveis da decisão do Nixon de quebrar, tirar o padrão ouro do dólar. Porque o que o Nixon falou?
Vocês se virem. Nós vamos imprimir quanto dólar nós quisermos. Nós não temos mais nenhum balanço. Isso financiou.
É um imposto mundial. É um IPTU mundial. Perfeito. Os Estados Unidos tomou um pau na guerra do Vietnã porque gastou muito. É. E aí ele precisava se autofinanciar para continuar crescendo. Ele virou um país deficitário. Exatamente. E aí isso acontece, o baque foi tão grande nas contas, que acontece que tem que quebrar o padrão ouro. E essa história do padrão ouro, para quem está assistindo, o padrão ouro era justamente a correlação entre o dólar e o ouro como reserva de valor.
Uma onça de ouro valia 35 dólares. Exatamente. Em 1971. Só que, você deve saber isso, mas o golpe de mágica, a mágica da criação do IPTU, que é um imposto que o mundo inteiro pagou para a classe média americana, foi o Kissinger. E para a Arábia Saudita, ele falou o seguinte, filho, vocês vão vender petróleo só em dólar. Vai chamar petrodólar.
Então se você quer comprar ouro no Uzbequistão ou no Brasil, você tem que ter dólar. Então os Estados Unidos criaram um monopólio da, o que é o Fiat Currency, a moeda mundial. Então se você queria comprar, duas coisas aconteciam, você queria comprar um barril de óleo, Brasil. Vamos supor que 100 dólares hoje, ontem estava 100 dólares.
Primeiro, você tem que ter os 100 dólares. Então você tem que comprar dólares. Segundo, quando você manda o dinheiro para a Vassadita, ele passa para Nova York. Tem uma taxa que o banco que você está usando, sei lá qual é. O spread, né? Que ganha a taxa desse dólar. O que o 15G falou? É o seguinte, nós vamos apoiar vocês, nós vamos dar armamento, nós vamos fazer o que você quiser. Não se preocupe aí com a sua briga aí com o Israel, esqueça.
mas vocês vão vender o petróleo em dólar. Ele gerou um banco. Ele gerou um imposto que o mundo inteiro paga. E hoje o que aconteceu? Hoje de manhã. Não sei se vocês viram o relatório do Tesouro Americano. Literalmente alguém soltou um documento técnico lá. Não perguntaram para o secretário do Tesouro se era para soltar esse documento. Que basicamente diz que os Estados Unidos é um país insolvente. A dívida está passando de 40 trilhões.
acho que é 120% do PIB, e os assets. Do país, 7 trilhões. Se você tivesse uma empresa, é OpenAI, né? Com uma dívida de 40, né? Quase seis vezes os seus ativos, você está morto, né? Você está acabado. Então, o que acontece? Esta guerra, quando o Irã chega, porque os caras estão brigando com uma civilização de 5 mil anos, 4 mil anos.
Os maiores matemáticos, os caras que modernizaram a álgebra, um tal de Kurasimi, é persa, tá? Bagdá, na Casa da Sabedoria, o astrônomo-chefe do califa. Os caras não pensam do jeito que os americanos pensam nos próximos três meses. O que eles vão fazer? Estão vendendo petróleo em Yuan. É isso mesmo.
Esse é o ponto geopolítico mais, é o pesadelo geopolítico americano. É o fim do padrão dólar. É o fim do padrão dólar. É como se o Nixon tivesse voltado, reencarnado como um mular iraniano. E falando, eu ferrei o mundo em 71, agora eu vou dar o troco. Eu vou tirar a referência dólar da venda de petróleo. Isso acaba com os Estados Unidos.
E essa é a razão porque vários conflitos ocorreram ao longo das décadas. Então você me perguntou quando é que o troço rompe? Quando é que a primeira foi a guerra do Iraque? No momento, principalmente a segunda. A primeira ainda estava lá. Mas quando tem o ataque, primeiro ataque, o ataque de 9 de setembro...
É um negócio... 11 de setembro. Não, 9 de setembro. É, você tava dentro do... Eu troquei, é. 11 de setembro, é. A minha cabeça hoje em dia funciona. Infelizmente, eu troco as datas. Não, tem problema. Não, mas é 11 de setembro. Eu tinha voado de Boston, tinha dado uma aula em Boston e voei a noite anterior. Caramba! Pra Nacarone do Norte. Eu passei por cima de Nova York. Você viu pela última vez o... Aí eu tava dormindo em casa, que eu tinha chegado muito tarde. Me ligam do laboratório. Liga a televisão.
Liguei a televisão, falei, porra, outro filme de... Outra desses filmes, né? Meu Deus. A pessoa, né, no telefone, não é filme. Está acontecendo nesse instante. O segundo avião tinha acabado de entrar. Esse momento, o americano... Bom, fechou a universidade. Não podia entrar lá. Nós só na carreira do norte. Não tinha acontecido nada na carreira do norte. Mas esse momento uniu os americanos. Então, ele uniu os americanos, mas os americanos descobriram algo que eles não sabiam.
A gente nem sabe quem está por trás do barato, mas eles não sabiam. Nós somos odiados. Tem gente que nos odeia. Eles não tinham a menor noção disso. Eu contava para os caras, veja, olha o que aconteceu. Guatemala, Brasil. Olha a história. Não, imagine, nós salvamos vocês do comunismo. Nós levamos a liberdade. Aí acontece isso, pai. Aí eles vão para onde? Para o Iraque. Não tinha nada a ver com o barato.
vão para o Afeganistão, também não tinha nada a ver com o barato. Hoje nós sabemos, quem criou a Al-Qaeda foi o Serviço de Inteligência Americana. Hoje nós sabemos, o Bin Laden devia ter que ganhar uma grana por baixo lá. Pois bem, eles vão para lá e ficam lá 20 anos. E nesse índrem, o Bush filho fala, não, tem armas de destruição em massa no Iraque, e a mentira aparece.
Meses depois, um tempo depois, fica muito claro. O Colin Powell, lembra? Foi na Nações Unidas, com fotos das armas do Saddam e não tinha nada. Nesse instante, na universidade, eu comecei a sentir a fratura. Eu comecei a sentir as pessoas falarem. O 11 de setembro. O nosso presidente mente.
o Colin Powell era o herói, ele era considerado da primeira guerra porque era o Joint Chief Staff na época do pai e ele era um potencial candidato a presidente acabou a carreira dele acabou ali mas o que foi mais chocante não foi nem esse fato foi, na minha modesta opinião, o americano o cara do laboratório do lado vim pra mim e falou você tinha razão, os caras mentem ...
Aí isso começa lentamente, né? Um movimento... Meu, como assim? Os caras ficaram... Para pra pensar. 20 anos no Afeganistão, pra acontecer o quê? Eles foram lá pra tirar o Talibã. O que aconteceu 20 anos depois de bilhões de dólares? O Talibã voltou! Ou seja, como você faz... Voltou mais forte. Mais forte? E mais violento, né? E mais truculento. Isso não adiantou nada.
Só que eles deixaram armamento, deixaram infraestrutura. Então, naquele momento, eu começo a sentir a fratura. E aí a fratura explode em 2008, na minha opinião. Porque todos os bancos foram salvos, com exceção de um que era inimigo do Paulson, que era o secretário da fazenda, que odiava o cara lá da empresa que ele deixou falir, que era um inimigo de Wall Street dele. Mas ninguém que perdeu as casas foi salvo.
Então os bancos tiveram o bailout de trilhões, até hoje ninguém sabe quanto foi, foram trilhões. O Stiglitz, que é o prêmio Nobel de economia, que foi economista-chefe do Banco Mundial, um cara conhecidíssimo, ele estima em vários trilhões, ele não dá o número final. Nesse instante o americano, na minha vizinhança, eu saía, eu sempre conto essa história, foi o maior choque.
Eu saía com meu cachorro para passear à noite, o número de sinais vende-se numa vizinhança de professores universitários. A casa, os caras tinham perdido, porque eles tinham comprado duas casas, três casas, como investimento, e aí não tinham como pagar.
Só que os caras não perderam a casa na praia, a casa na montanha. A casa que morava. A casa que o primária, o Obama não salvou ninguém. Ah, a primária lá. A casa onde você mora. Porque lá não tem esse barato que tem aqui.
De que a sua casa primária... Na sua opinião, deveria ter deixado realmente que algumas empresas quebrassem, porque eram empresas que estavam operando só na base da alavancagem? O problema foi que toda boa parte desse dinheiro que foi usado para salvá-las foi usado para continuar o cassino.
Então não houve uma regulamentação como, por exemplo, na época da quebra de 1929, no New Deal do Roosevelt, onde os caras separaram os bancos de varejo dos bancos de investimento. E regulamentaram. Você não pode usar o dinheiro aqui para... Não houve. Porque nessa época o secretário do Tesouro americano era de Wall Street. Ele salvou os amigos. É que o...
Quando o Fed consegue tomar certas decisões, impacto no governo, o governo muitas vezes não tem como tomar essas decisões para controlar o Fed. Se eu não me engano é o Lehman's Brothers, que foi a grande falência que ocorreu antes da transição para o Obama, porque o Bush ainda estava o filho, e aí o Obama ganha a eleição, entra o moleque lá que ele pôs o secretário do Tesouro, que era...
ex-diretor do Fed de Nova York, mas que era ligado ao Wall Street. Então, o que o americano começa a descobrir que ficou claro agora há pouco, agora, no ano passado? Que os dois partidos são quase idênticos. E não tem nenhum partido defendendo o Little Guy. E não tem nenhum partido defendendo o John, Little John, que eles falam. O homem da classe média comum. E outra coisa, o contraste é tremendo.
A geração pós-guerra, que foi para a universidade nos anos 50, nos anos 60, ou mesmo a minha geração equivalente nos Estados Unidos nos anos 60, os caras estão se aposentando agora, mas eles tiveram casa, tiveram uma vida muito razoável, e os filhos deles não estão tendo perspectiva nenhuma.
O cara sai do college hoje, se os pais não ajudarem, é muito raro os pais ajudarem, o moleque sai com uma dívida de 300, 500 mil dólares. É uma casa. E aí na implência é gigantesca. É outra bolha. É uma bolha de trilhões de dólares dos empréstimos escolares. Então, aí você põe um doido varrido com o presidente da república. Um cara que tem...
um escândalo, que pode ser o maior escândalo da história da política americana. O Epstein, a lista Epstein, que aparentemente ele está citado 40 mil vezes na coisa, do que foi solto. Aí ele arranja uma guerrinha, achando que ele vai chegar lá, vai jogar umas três bombas e os caras vão afinar. Só que ele está, como o próprio ministro das relações exteriores do Irã falou, nós já brigamos com os mongóis, com o Império Romano,
Mais um só, né? É, com os árabes. Nós já brigamos com o Alexandre o Grande, veio aqui, conquistou Persepolis, achou que tinha... Bom, dois anos depois ele estava morto. Ou dois anos, imagina, meses depois ele morreu. Ninguém sabe se foi envenenado, foi para a Índia e se ferrou. E o cara falou, meu, o que os Estados Unidos refrigiu da história dos persas? Acabaram de surgir para nós.
tem 250 anos, nós brigamos com os maiores impérios do mundo, nós sabemos absorver esse barato. E eles montaram uma estratégia que ninguém esperava. Chama-se guerrilha distribuída na era dos mísseis balísticos. Ou seja, eles não tem como bater de frente como os Estados Unidos e Israel, não tem. Eles sabem disso, mas eles fizeram, você falou do Nash, muito provavelmente eles fizeram simulações de game theory.
no Irã, provavelmente na mão, nem precisaram de grandes computadores. Por quê? Você olha para a lista dos caras, tudo bem, não concordo com a visão religiosa dos caras, mas veja lá, o cara que eles mataram, PHD em filosofia, o cara tinha três livros sobre Kant, outro cara, PHD em, sei lá, relações internacionais e teoria da distensão política, ou seja, eles não são trouxas. Podem concordar com a visão de mundo deles, mas eles não são trouxas.
E eles chegando no seguinte, quando o Trump deu o ultimato, eu conversei com o meu filho lá em Nova York, ultimato de 48 horas, a primeira coisa do Irã, tudo bem, você bombardeou as nossas centrais elétricas, que aliás não dá, porque elas são distribuídas pelo país inteiro. Tem mais de 400 usinas e cada uma responde por 1 a 2%, o mínimo. A maior é 2,5%, ou seja, se destruir isso vai levar meses.
Não tem problema, a gente vai destruir as asinas de dessalinização. Eu falei aqui já. Você já imaginou? Esse é o grande problema. Não tem água. É matar a população de sede. Sede? Milhões de pessoas. Vai ser a maior crise humanitária da história. Aí, por isso que tem aquela... Mas assim, vamos lá, né? Lembrar aqui, de tarde, a gente mostrou. O Trump falou hoje de tarde. Falou. Cinco dias, mudou, né? Não, ele falou agora... Ah, que ganhou a guerra.
Que ganhou a guerra. Ah, claro. E tá tudo certo. E tão andando em Teherã como se nada tivesse acontecido e tal.
e tem toda essa discussão aí mas o... Não, não ganhou a guerra isso aqui nós podemos ter certeza absoluta aí o lance é esse aí porque o que o Irã quer fazer é isso, é acabar com a água se eles forem atingidos pra forçar os países aí em cima do Trump sabe o que me lembrou essa declaração do Trump? não sei se vocês vão lembrar, você é muito jovem lembra do Coutinho em 78 dizendo que nós somos campeão moral da Copa? Ah sim E aí
O Brasil perdeu a Copa e o técnico da seleção falava o seguinte, fomos campeões morais da Copa. Campeão do povo. É, porque o jogo da Argentina com o Peru foi roubado. Ou seja, ele voltou para cá, tomou um fumo e foi campeão moral da Copa. É o que o Trump está falando. Porque veja, os iranianos pensaram multidimensionalmente. Você fecha o estreito de Hormuz, o petróleo dispara a bolsa, e vai virar um fumo e vai virar um fumo e vai virar um fumo.
E a única coisa que o Trump tem para mostrar no país é que a Bolsa estava subindo esse ano, o ano passado. Agora ela já foi. Era o que ele falava em todo lugar. Vocês podem reclamar de mim, falar o que diabos, mas a Bolsa está subindo. E é quem manda nele. Então, se a Bolsa ameaça empurrar a bolha do AI para a porta do abismo, que é o que estava acontecendo,
E em paralelo, os caras estão tendo que vender ouro e prata que nem doido para conseguir ter cash flow, ele não tem como manter a guerra. Ou seja, os iranianos pensaram...
de uma maneira ampla. Porque eles não têm a chance de bater de frente. É bater na economia dos países lá, que é o petróleo. Isso. As refinarias, os campos e tudo. E tem outra coisa. E o que é mais curioso... Ele tá falando disso aí porque ganhou, né? Então, eu duvido, primeiro, que o Irã realmente parou o projeto nuclear.
e duvido que o povo vai engolir um bombardeio a troco de nada porque não teve troca de regime mas o que eu ia falar agora, aproveitando de colegas aqui é isso, será que, você acha que o Trump tem o poder de criar essa brainnet aí ou não? não, ele tinha criado uma o MAGA é uma brainnet como nos Estados Unidos você não tem o voto não é obrigatório e a maioria das pessoas até recentemente literalmente não votava difficult
Se você tem 36%, 35%, você cria uma brain net 35%, você ganha eleição. Entendi. E ele fez isso. Então para ele ele precisa disso. Só que quais foram as grandes promessas que ele fez? As três grandes promessas. Não vou me meter em guerra fora daqui porque não vale a pena. Ele queria o prêmio Nobel da Paz, né? Isso. Bom, ele ganhou, né? Da FIFA. Segundo, eu vou acabar com a crise inflacionária.
dos alimentos, o ovo vai cair, meu, caiu nada, você vai no supermercado americano, tomou o maior susto, você vai lá, porque era outra coisa que era estável, 200 dólares você comprava a mesma coisa, durante anos, anos, eu não precisava nem lista, era a mesma coisa, eu sabia exatamente, já pude lá na conta,
E não era nem só na mesma cidade. Na cidade onde... Você ia na Filadélfia, você ia em Nova Iorque. Nova Iorque é mais caro, mas... Filadélfia e North Carolina... O supermercado era muito parecido, tá? Pois bem. Duas. Ele não cumpriu. Terceira. Vou fazer os Estados Unidos ser respeitados de novo. Meu. Ele virou uma chacota mundial. O país virou uma chacota mundial. Tem meme. Tem memes de tudo que é... Tem jeito. De tudo que é jeito. E outra coisa.
que o americano está chocado. Isso eu posso garantir para você. O Irã desenvolveu um míssel hipersônico que não tem defesa.
Ele passa, né? Ele passa. Não tem radar que pegue esse cara. O Irã, que os caras chamam, né? E é o seguinte. Você viu o porta-aviões Gerald Ford? 13 bilhões de dólares. O navio mais caro da história da humanidade. De repente, os caras dizem que o navio teve que voltar para os Estados Unidos porque teve um incêndio na lavanderia. Não, e teve o negócio do vazamento do banheiro também. Também, é. Isso aí foi pior. Não, mas pera. Não.
Ontem eu estava ouvindo um admiral, um almirante americano, aposentado, falando, meu, isso aqui não tem o menor cabimento. Primeiro, quem não porta aviões e no submarino, tem extintor de incêndio em tudo que é canto. Então, na lavanderia da porra do...
do porta-aviões, tinha extintor de tudo que é lugar, ninguém ia deixar um incêndio de uma lavanderia. Ele até brincou. Daqui pra frente a marinha vai ter que anunciar pra todos os marinheiros, tire aquela sujeira que sobra quando você põe o troço pra maciar a roupa. Sim, tira a sujeirinha da máquina. Vai ter que entrar no manual de treinamento dos marinheiros.
não tem o maior cabimento. Então, ali a história não está bem contada. Ou esses caras tomaram uma bimba, ou eles tomaram um tiro de míssel ou alguma coisa, ou uma hipótese que não é fora de propósito e que falaria a favor da minha hipótese do fim da Brain Ed, teve um multinho.
teve um multinho dos dos dos marinheiros porque já estavam mais de dez meses no mar isso é contra a prática lá dos catinhos voltar pra casa já faz tempo
Começou a ter um negócio dos banheiros entupidos, que eles diziam que os caras estavam jogando camisa. Ah, sim, pode ser um motim mesmo. Ele falou. A hipótese de que houve um motim não é descartável. Tem que ser investigado. Só que agora, a notícia que saiu hoje de manhã, o porta-aviões vai ficar de 12 a 24 meses sem poder voltar para o mar. Incêndio de lavanderia na maior potência militar do mundo é meio estranho.
então o duro do americano médio é ver que um país que eles consideram irrelevante, o Irã todo o sistema enruindo na frente deles tecnologia, os caras tem um míssel e ninguém sabe a quantidade de mísseis que eles tem são milhares provavelmente que nenhum sistema de defesa americano consegue parar então eles literalmente essa aqui vai entrar pra história, essa guerra porque é a guerra que demonstra ...
na minha opinião pelo menos, a obsolescência dos porta-aviões. Porque se você tem um míssil que tem 4 mil quilômetros de alcance, você pode estar no Irã, se o seu porta-aviões estiver no Mediterrâneo, ele te pega. Se estiver no Oceano Índico, próximo ali, ele te pega.
Ou seja, os porta-aviões viraram esses, o que eles chamam lá nos Estados Unidos de lame ducks. Os sitting ducks. É os patos sentados, entendeu? Que você pega o... É porque eles gostam de caçar, né? Fica fácil de acertar, né? É, porque se o míssel vai para a órbita e ele cai a 15 mil quilômetros por hora e ele muda a trajetória dinamicamente, ou seja, o Patriot Míssel não tem a menor chance de atingir ele.
você pode atingir e tem outra, eu não vi as notícias do segundo porta-vejado, o Abraham Lincoln sumiu do noticiário não sei se ele foi pra Diego Garcia se ele foi pra Índia mas ele saiu do teatro ou seja, um país considerado pelos americanos como nada usando a cabeça pode ter derrotado a maior máquina militar do mundo também vai ser esse papo aí que vai rolar con difficult difficult difficult
Ganhou a guerra ou não ganhou? Isso aí, gente. Estamos aqui e o pessoal está curtindo bastante o bate-papo. Eu só pedi aqui licença para falar rapidinho. Quer mais água? Não, não. Estou admirado. São 10h30 já. O cara vai falar só dos nossos patrocinadores rapidinho. Falar do mercado Bitcoin.
que está patrocinando esse episódio maravilhoso. Para você que já conhece o mercado Bitcoin, o mercado Bitcoin é uma corretora com mais de 4 milhões de clientes aqui no Brasil, muito consolidada no mercado. Tem para você que gosta de comprar ativos na internet, como o Bitcoin e outras criptomoedas. O que você vai fazer? Você pode clicar no link que está passando aí, tem no nosso chat fixado e também tem aí na descrição, ou QR Code com o seu celular. Acessando você consegue ter um cashback.
Pode comprar seu Bitcoin e ter aí R$25 de cashback. Ah, então faça o que, Júnior? Bom, você põe R$50, por exemplo, e você tem 50% desse valor. Você ganha aí mais R$25 no cashback com o mercado Bitcoin. Ah, eu já tenho outras criptomoedas e tudo mais. Que outras vantagens o mercado Bitcoin oferece para você? Bom, a gente sabe que a inteligência artificial, como a gente estava falando, tem...
Tem modificado várias... Tem várias formas de você usar isso dentro do mercado Bitcoin. Porque nós temos, através das suas reservas de outras criptos, de outros saldos, como a gente estava falando na sua conta, você consegue usar, por exemplo, a forma de você ter um...
Empréstimo com garantia. Você pede pegar valores. Ah, eu quero, por exemplo, pagar uma fatura do cartão. Você pode pagar a fatura do seu cartão com o seu saldo em cripto e aí você faz o empréstimo. Esse empréstimo que você faz, a garantia é o seu saldo. Isso significa que você consegue empréstimos a o quê? A um valor muito baixo de juros. Então, assim, é um empréstimo com 1,29% se você fizer com o mercado Bitcoin, onde a garantia é o seu próprio saldo.
Por quê? Porque se, de repente, daqui uma semana o Bitcoin sobe de valor de novo. Aí parou a guerra.
Acabou o ataque lá do Trump no Irã, acabou o Irã com as retaliações, começa a subir de novo o mercado. Ao invés de você vender um ativo que estava desvalorizado momentaneamente, você consegue obter tudo isso de volta, esse ganho através da garantia do mercado Bitcoin. Então tem essa vantagem de você ter empréstimo com garantia, é uma modalidade nova que o mercado Bitcoin está trazendo para vocês.
Então, eu queria falar para vocês aí, para todo mundo, né? Que já conhece o mercado Bitcoin, que já conhece o mercado cripto. Acessar aí o link, conhecer a plataforma, tá bom? Fazer aí o seu cadastro, pegar o seu cashback e também aproveitar aí as vantagens que o mercado Bitcoin oferece para você. Beleza? Muito obrigado. Vamos falar também da hashtag treinamentos, Serjão? Isso aí, né? Hashtag treinamentos está com a gente aí.
O pessoal que quer fazer cursos aí, hashtag tem a líder aí de cursos de todas as áreas, né? Tem curso de A, tem curso de Excel, Power BI. Power BI que é o nome da inteligência artificial antigamente, cara. Eu falei para você, né? A inteligência artificial começou a ser usada como Business Intelligence.
E aí depois, aí virou o Power BI, que é isso aí. Então, vai lá na hashtag treinamento. Tá na negócio consumidor ainda ou não? Tá, tá na promoção. Tá? Você tem 900 reais de desconto usando aqui o cupom do Redcast pra se matricular e fazer os custos da hashtag. Então, vai lá. São muito bons. Uma galera lá do meu canal já fez, tá? E sempre gostaram da hashtag. Então, vai lá.
É isso aí, gente. Valeu aí, mercado Bitcoin. Valeu, hashtag. E podemos continuar. Eu vou perguntar aqui pro Nicoléres, cara, o negócio, porque como que tá aí o negócio da polilaminina? O senhor participou aí de algumas discussões, né? Eu não quero nem entrar nisso, porque Deus me livre, meu. Melhor falar dela, o Musk mesmo, né? Não, eu nessa, eu... O Brasil tá muito surreal. Você até defender o método científico é arriscado. É, né?
Mas acho que já se resolveu. Acho que ficou bem claro. Não deixou falar mais nada. E o lance mesmo era que tem que passar para aquelas etapas todas, né? Não tem jeito, né? Não dá para falar nada. Mas aliás, nem queria falar disso aí, não. Não, não, é. Não, eu queria falar de outra coisa da polilaminina.
E, pra quem não sabe, todo mundo sabe, né? O Nicoleles é que fez o exoesqueleto lá da Copa do Mundo. Fez o atleta lá chutar a bola lá e tudo mais. Nós já contamos a história várias vezes que a Globo colocou... E em dezembro agora nós publicamos o nosso estudo com o grupo controle na China. Isso. Existe alguma semelhança? Não tem nada a ver, né? Nada. Uma coisa com a outra, né? Não, não, nada a ver. Nada a ver, né? Não, mas... Mas é pros mesmos casos ou não? Não, também não, porque o nosso protocolo é pra pacientes crônicos.
Desde o início nós decidimos usar, aqui no Brasil era só acima de dois anos. Dois anos após a lesão. Após a lesão, para evitar o fator de confusão que é a recuperação espontânea.
Isso acontece, né? Não, acontece. Porque é uma coisa que fica... É um número absurdo. É, isso que é legal a gente falar. Porque uma coisa que o pessoal tem é o seguinte... Principalmente no primeiro ano, né? Então, no primeiro ano existe uma taxa alta de recuperação espontânea. Pode ser o pessoal que fica falando. Porque assim, a gente já ouve falar de uma lesão na medula, né?
Aí você fala, pô, acabou a minha vida. É, mas não é assim. Mas não é assim, né? Não, não. E veja, o estudo que nós fizemos na China, aqui no Brasil nós tínhamos restringido acima de dois anos, mas no máximo, na época, se não me engano, 13 anos de lesão.
Ah, tá. Entre 2 e 13. É. Porque é uma fase crônica onde não tem recuperação espontânea. A taxa é menor que 1%, muito menor que 1%. Então, se você tem uma lesão na medula, o primeiro ano você ainda pode ter uma recuperação. Os primeiros meses, varia os estudos em diferentes lugares, mas de 40%, 45%. Porque, veja, até o diagnóstico é difícil na fase aguda, porque você pode estar em choque medular.
Tem vários fatores. Tem edema, aí descomprime o edema. Você pode até ter perdido algumas fibras, mas se sobrou algumas e elas reativam, e o edema é reabsorvido, a reação inflamatória é melhor, a pessoa pode sair andando. E isso foi que todo mundo levantou. Agora, no nosso caso, no estudo na China, nós tivemos pacientes com mais de 20 anos.
E uma dessas pacientes com nove meses precisou de uma órtex, mas depois de ela fazer o treinamento com a interface seromáquina, realidade virtual e o andador robótico, que não foi o nosso exo, foi um outro sistema, ela saiu andando com o andador, mas saiu da cama, saiu da cadeira. E nós tivemos uma casuística bem maior nesse estudo na China.
Então, o pré-print saiu, hoje eu estava terminando o paper, mas na China foi o Huawei. Então, isso que eu queria falar, porque saiu uma notícia aqui, é isso, confirma aqui para nós. Eu estava lendo aqui que a China inclui a tecnologia do neurocientista Miguel Nicoléres como prioridade estratégica no novo plano quinquenal. Sim, eu não tenho nada a ver com isso, mas sim, eu vi também, foi uma surpresa. Que legal.
foi incluída três tecnologias robótica, inteligência social e interface servomáquina. Caramba, que demais. É o primeiro país do mundo. Olha aí. E é o plano quinquenal chinês hoje em dia. Quando eu era moleque, todo mundo dava risada, né? Não, mas hoje a gente sabe que é o plano que guia tudo lá. Exatamente. É o plano que guia a diretriz do governo, né? E essa semana eu até conheço o pessoal.
A China foi o primeiro país do mundo, o FDA deles, a Anvisa deles, a aprovar a interface cérebro-mácrina para tratamento de pacientes quadriplégicos. Demais, cara. Ou seja, eu tentei fazer isso no Brasil, mas é meio difícil. Mas basicamente a China disse o seguinte, é uma das três tecnologias que nós vamos investir como Estado.
de prioridade governamental prioridade do governo, está aqui e nós já aprovamos a primeira empresa, o produto da primeira empresa, mas não vai ser a única eles vão jogar bilhões de dólares nessa indústria, ou seja, o que surgiu é o que eu falei no...
para um jornalista chinês, que conversou comigo quando saiu a notícia. Aqui no Brasil, ninguém, só nas redes sociais mesmo, mas a imprensa não teve o menor interesse. Caramba! Eu já estou habituado. O que é isso? Aqui se aposta no sensacionalismo, mas na ciência de verdade não se aposta. Mas enfim, o jornalista me perguntou o que eu achava. Eu falei, veja, para quem começou a fazer isso em Ratinho, em 19...
98? O primeiro paper saiu em 99, mas a gente teve que fazer antes. Eu e o John. E quando nós publicamos em 2002 um artigo na Scientific America dizendo que isso aqui vai ser usado para tratamento em seres humanos, os cardeais da neurociência só faltaram rir da gente. Só que é um dos artigos mais citados da Scientific America agora e virou uma indústria de bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, os Estados Unidos,
A estimativa do ano passado era da indústria valer por volta de 8 a 15 bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, como que é a aplicação disso? Ela já é? Não, ela não é aprovada ainda. O FDA não aprovou ela ainda. E agora começou a surgir um debate... Mas o que? Existem testes que fazem? Não, existem estudos clínicos, mas não existem estudos clínicos da magnitude que a China está fazendo.
O nosso estudo com paraplégicos, provavelmente, se eu não me engano, o meu amigo, meu colaborador chinês que me falou isso em dezembro, foi o maior em paraplégicos com interfaces não invasivas. Entendi. Da China. Então, quando eu cheguei lá em dezembro, que tinha saído o preprint, foi um auê. Foi um negócio, eu falei com todo mundo e todo mundo mais um pouco.
Como pré-print ainda, né? Como pré-print. É que nós já temos vários trabalhos. Sim, sim. Então, basicamente, os resultados na China reproduziram, ampliaram porque a gente usou ressonância nuclear magnética que não tinha disponível aqui na época, né? Entendi. E o que nós mostramos que foi o choque maior é que havia uma teoria que ninguém acreditava muito, mas que eu acho que os nossos resultados estão dando credencial agora, que não é nem minha, mas...
que uma lesão medular acelerava o processo natural de envelhecimento do cérebro. Ele acelerava o processo de atrofia cortical, que é um processo que acontece em todos nós, mas se você não tem nenhum distúrbio neurodegenerativo, você vive até os 80 anos, 90 anos, começa a ter um declínio cognitivo paulatino. Doenças neurodegenerativas aceleram esse processo, essa é uma das hipóteses que existem.
Só que ninguém acreditava nessa versão de que a lesão medular pode fazer a mesma coisa. Só que o que nós fizemos? Nós fizemos ressonância estrutural e funcional de todos os pacientes, do grupo controle e do grupo experimental. E o que a gente observou, e é estatisticamente significativo, comparado com o grupo controle de pessoas normais, é que realmente a atrofia cortical de quem teve uma lesão há vários anos é brutal. Então, isso validou...
uma série de estudos que diziam que além do déficit motor sensorial, a partir de vários anos depois da lesão, começam a ter déficits cognitivos. E aí piora até para o lance de fazer a interação cérebro-máquina. Isso a gente não achou. O que a gente achou é que nós achamos as mudanças estruturais do cérebro e sugerem que esses achados cognitivos são reais. Eles realmente são válidos. Mas nós validamos...
começamos a validar, claro que não é definitivo, nós temos que fazer dezenas de pacientes agora, é o próximo passo, nós validamos em primeiro momento a hipótese de que essa aceleração do processo, mas mais do que isso, quando a gente pôs eles para treinar com a interface série máquina, nós revertemos essa aceleração. Caramba, que demais!
Ou seja, qual é a conclusão lógica de tudo isso? É uma hipótese ainda, não está provada, mas que está no preprint, que vai estar no paper agora.
que é, eventualmente, as interfaces cerebro-máquinas não invasivas podem ser usadas para retardar o envelhecimento cerebral. Não é nem para a pessoa que tem um distúrbio medular. Ah, tipo um spin-off do tratamento. Um spin-off é que, primeiro, elas podem ser usadas para doenças neurodegenerativas que aceleram. Porque se a gente conseguir desacelerar, o mecanismo é o mesmo.
Isso quer dizer o quê? Que o paciente pode não voltar a andar, nada, mas pode ser que... Não, nos pacientes medulares, nós reproduzimos a estatística do Brasil. Com nove meses de treinamento, no Brasil foram 12 meses, mas...
nós conseguimos 50% dos pacientes recuperar contrações voluntárias dos membros inferiores e conseguir fazer movimentos de marcha. Beleza. Uns com mais ou menos aptidão. Com 28 meses de treinamento, que foram 8 pacientes no Brasil, aliás, 7, um teve que parar no meio do caminho, 100% voltou a ter reativação muscular.
voluntária, ele pensava em se mexer e a gente registrava a contração no músculo a China, por causa da pandemia por outras coisas, nós tivemos que parar com nove meses mas o que foi mais impressionante foi essa análise de imagem do cérebro que ninguém tinha feito com BMI e agora, porque é o seguinte eu falei isso uma vez com você aqui ...
Em 2024, saiu o primeiro grande estudo epidemiológico mundial das 37 doenças neurológicas mais prevalentes, mostrando que, na estimativa de 120 e tantos institutos espalhados pelo mundo, haviam 3,4 bilhões de pessoas sofrendo 43% da humanidade. A China sabe os números deles.
o artigo que saiu sobre a China é da ordem de 450 milhões de pessoas, é um terço do país e eles, caiu a ficha eu acho que é o primeiro país do mundo que caiu a ficha que não tem como construir hospital para tratar esse povo, não tem como não há dinheiro então você tem que vir com coisas novas distribuídas e aí por isso que estão colocando aí a técnica como diretriz exatamente, e por isso que é um terço
Agora, quando eu fui lá, foi um troço impressionante. Eu sempre falo, na China eu me sinto o Ronaldo Fenômeno. Aqui não, mas... Isso aqui é de agora, né? Dezembro. Não, a notícia saiu agora, 8 de março. O dia depois do aniversário.
porque agora que foi a China pra quem não sabe, ela ficou de férias um tempo teve o ano novo chinês em fevereiro e aí quando eles voltam eles divulgam esse plano é a reunião anual do congresso que onde foi que eu fui em janeiro do ano passado eu recebi o prêmio a fotinha aqui é aqui é a casa do povo chinês que é um prédio, é o congresso deles e eles anunciam o plano quinquenal nesse lugar entendi
E é impressionante porque robótica, inteligência artificial e interface máquina e computação, tem computação quântica também. Ah sim, mas a inteligência artificial pode ajudar em alguma coisa? Pode, a estatística, a parte de estatística, que é o que eles dão valor lá. Eles não estão afim de...
do modelo americano. Eles estão afim de usar coisas que têm retorno social. Eu estou falando o seguinte, todas essas coisas que eles colocaram como diretriz agora, além de elas terem as pesquisas separadas, pode ter uma pesquisa integrando tudo isso ainda. Não, mas tem, eu não tenho dúvida alguma. E eu tenho ideias que eu estou publicando daqui a pouco, que a hora que for publicado, os caras vão cair na cadeira, porque, apesar de eu não eu não tenho, eu não tenho
Toda a minha crítica ao que é o hype da inteligência artificial, os métodos estatísticos... Sim, claro. A gente sabe que o método é importante. De Big Data. Lógico, é. E na China o Big Data é o que funciona. É o que funciona. É o que é usado. Exatamente. Mas, por exemplo, quando eu fui lá, numa reunião lá...
Os caras falaram, é, o Jeffrey Hinton, que ganhou o prêmio Nobel de Física, disse que em 2016 ele previu que em 10 anos, que é agora, não haveria mais radiologista nos Estados Unidos. Essa semana o presidente da Academia de Radiologia Americana, é equivalente aqui da...
veio a público dizer que nunca se formou tanto neuro-radiologista ou radiologista na história. Porque uma coisa é você ter um sistema que otimiza a análise dos dados, e outra é ter alguém que interpreta com conhecimento de causa, alguém que sabe olhar e ver quais são as implicações do barato. Então essa automação da medicina...
A previsão do Papa, do Barato, ele se chama o pai da... E na verdade tem uma disputa enorme, porque tem um pesquisador suíço que quando ele ganhou o prêmio, não publicou mega de um artigo mostrando os papers dos japoneses. Isso, dos japoneses. Isso aí que tem essa trilha. Dos anos 60, exato. E é verdade, o paper é real. Eu fui ler o paper e...
Eu conheço esse cara, quando eu fiz meu sabático na Suíça, eu conheci ele, o suíço, né? Mas o trabalho do japonês é real, foi publicado, só que não foi nos jornais americanos. Então, isso contribuiu muito. No mínimo, eu nem sei se o cara tá vivo, mas no mínimo ele tinha que ter ganho compartilhado, né?
Mas por isso que eu digo, essas previsões que são feitas, a vasta maioria delas, a singularidade, né? Ah, sim. Era agora.
2030. Eu nunca acreditei nela. Eu também não. E aliás, sumiu. Se você for olhar... O pessoal deu uma parada de falar. Deu, deu. Sumiu. O cara da NVIDIA hoje deu falando aí uma declaração que a AGI existe e tal. Mas é, acho que é coisa marqueteira dele também. Os caras mais importantes que eu conheço de AI, cientistas de verdade, foram no X lá falar que o cara tá louco, que não sabe o que ele filmou. Eu vi, eu vi. É, então.
Então esse é o problema. A ciência também foi capturada. Sim. E outra coisa, tem vários cientistas de computação que falam pra mim, falaram pra mim ao longo dos anos, que Hollywood matou a área deles porque os caras põem nos filmes umas coisas que nunca vão acontecer. E isso vira o benchmark, entendeu? Vira como é que você vai comparar a realização científica real com o que os caras vendem.
Vem uma pergunta aqui interessante, sobre clínicas de neuromodulação para tratamento em alguns casos de depressão e autismo. O que você acha? Não, é uma área que está crescendo rapidamente, só que existem agora vários... Eu diria que tem dois campos. Tem um que ainda acredita na teoria localizacionista do cérebro. Então, para tratar depressão, você vai em um lugar X. Entendi. Aqui na frente, vai.
uma região do lobo frontal, no suco principal. Tem outros, como eu, que acredito que você precisa achar o... Você tem que achar o data center do cérebro, no sentido que você tem que achar um troço que vai para todo lugar. E no meu caso... Tipo uma central de controle. É uma central. E no meu caso, na minha pesquisa, eu descobri que a medula espinal aqui é o lugar. Então é isso que nós, por exemplo, na China, os caras vão fazer o teste.
Vamos testar a minha ideia da neuromodulação ao invés de ser numa área específica. O que é neuromodulação? Só para entender. Tem várias formas, mas a forma que mais está ganhando é eletromagnética, com a técnica de estimulação não invasiva, transcraniana, pelo osso, usando ondas eletromagnéticas ou, mais recentemente, ultrassom. Ultrassom focal, que é uma área mais nova, que ainda está sendo desenvolvida.
Mas o que eu percebi agora é que a área de interface série-máquina, como eu tinha proposto num trabalho em 2016, 17, perdão, numa revisão, ela vai incorporar técnicas de neuromodulação. Entendi. Só que se tudo der certo, na China nós...
A proposta é de testar essa minha teoria de que você pode ter uma interface máquina que usa a estimulação da medula espinal para desorganizar crises epiléticas que eu acredito são a base de a vasta maioria de doenças do ser Parkinson, Alzheimer. E curiosamente, menos de duas semanas atrás, saiu um artigo...
Mostrando que uma droga antiepilética que é usada comumente aqui no Brasil, no mundo todo, os caras deram para pacientes no início da doença de Alzheimer e melhorou. Olha aí. O que suporta a minha teoria é que tem uma crise epilética por baixo. Por baixo. E ninguém via. Mas aí tem como alguma variável que indica que vai ter a crise? E aí...
Então, o problema é que essa crise é difícil de detectar. Mas a gente está tentando ver, no momento que você tem um sinal de um pequeno... Do início, né? É o mild cognitive impairment. Quando você começa a usar essa forma de abortar essas crises epiléticas temporais, provavelmente.
para ver se você desacelera esse processo de... Porque é o seguinte, quando você tem a crise epilética contínua, várias crises por dia, você começa a matar neurônio. E aí você começa a ter atrofia. E aí você começa a ter os déficits cognitivos. Então eu desenhei... A pandemia atrapalhou muito isso também, mas é um trabalho que eu estou escrevendo há quase cinco anos. Uma via comum para as doenças neurológicas.
Ou seja, o mecanismo é o mesmo. Só difere que circuitos são envolvidos e como essa crise se manifesta. Porque em algumas dessas crises você não vê sintomas externos. O paciente não treme, ele não perde a consciência. São crises subclínicas. Epiléticas subclínicas. É um estado de hipersincronia. É uma brainette hipersincronizada. Entendi. Dentro do cérebro da pessoa. Dentro da pessoa, tá.
Perguntaram aqui, o que existe pesquisa sobre a síndrome de Guillain-Barre? Guillain-Barre. Guillain-Barre. Eu sei o que é, estudei, vi pacientes... O cara perguntou aqui porque ele é portador. Não, eu não faço, não trabalho na área, eu não saberia dizer qual é o estado da arte. Eu vi aqui no HC pacientes, tratei de pacientes aqui quando eu era aluno de medicina. Vi nos Estados Unidos também, mas nunca fiz pesquisa na área.
Esse negócio lá na China, isso aí é a consequência de ser o quê? Várias empresas vão surgir fazendo exoesqueleto ou não? Já tem. Já tem. O mais divertido um dia eu fui numa... Shenzhen. Fui num instituto em Shenzhen de robótica. Cada andar fazia um robô. Então tinha um robô tipo X, um robô humanoide. Aí eu tô num andar X lá, os caras me mostrando tudo, eu paro num andar.
um menino certamente não sabia quem eu era, começa a falar, nós estamos fazendo esse exoesqueleto que foi usado na abertura da Copa do Mundo, nós estamos usando mesmo, e eu quieto. E o moleque todo entusiasmado, me mostrando o exoesqueleto, controlado por EEG e tal, tal, tal. E o professor dele atrás começando a ficar vermelho, porque o professor sabia. Entendi, quem que era? Aí ele me mostra o filme da abertura da Copa, eu falei, não, eu vivi para ver isso.
E aí eu falei para ele, não, foi a nossa equipe que fez isso, coitado moleque, o moleque quase perdeu a... Mas muito bem feito, muito... Ou seja, cada andar estava fazendo um diferente desenho de robôs. Então tinha robôs que não eram humanoides, robôs industriais, mas é o que eu falei, você vai lá e você olha com seus próprios olhos e aí você vê que no primeiro ano do governo Trump, o NIH deixou de financiar 90%.
Dos projetos, dos grants de pesquisa biomédica. 90. Aí você vai para a China e você vê o que os caras estão instalando de infraestrutura. Não tem como competir.
E você acha que, por exemplo, isso aí que a China decidiu como plano quinquenal, já que tem essa, digamos, guerra em guerra, os Estados Unidos podem seguir isso aí? Eu acho difícil, porque lá não existe uma centralização. Porque assim, a inteligência já é uma coisa lá, pelo menos o governo Trump. Mas o resto...
Novamente, eu não tive nada a ver com essa decisão. Nem sabia que ela ia ser tomada. Mas várias vezes... Não, tem tudo a ver. A técnica que você desenvolveu. Não, não, sim. Mas eu não tive contato com quem tomou essa decisão. Não, o pessoal entendeu que isso é uma coisa do governo. É, do governo. Eu não fiz nada. Quais são as grandes áreas que o país vai seguir. Mas eu fui em vários eventos na China. Congressos, né? E eu falei, olha, vai soar como loucura.
Vocês vão achar que eu perdi alguma conexão, mas neurotec vai ser maior que AI. Pelo simples fato que 43% da humanidade sofre disso. Não, você falou aí o número da China, imagina, você fala isso na China, com 400 milhões de pessoas, você está doido, cara. Alguém ouviu. Eu não sei quem, mas alguém deve ter prestado atenção. Até mesmo para o cara usar a inteligência XS, vai estar curado. Não, e veja, eu contei essa história aqui, acho que o ano passado.
Quando eu ganhei o prêmio lá, o Friendship Award, eu jantei com o primeiro-ministro. Fiquei uma hora com o primeiro-ministro da China. A primeira pergunta que ele me fala, a primeira pergunta que ele me faz, qual o senhor acha que é o futuro das interfaces de máquinas, invasivas ou não invasivas? Eu olhei para o cara e falei, não acredito. Um político, segundo o cara mais importante do país, está me perguntando uma pergunta técnica e nunca me foi feito e nunca me foi feito.
por nenhum jornalista de ciência, nenhum... Entendi, entendi. Falei, meu, quem brifou esse cara? Brifou muito bem. E o cara começou a fazer perguntas... Caramba! Claramente querendo entender para onde o mundo estava indo, como era nos Estados Unidos, como era no Brasil.
Eu, depois, né? Aí, quando sai essa notícia... Ele já estava dando uma... Ele já estava dando uma... Eu não sabia. Uma vasculhada aí, ó. É, não. Mas essa decisão não foi tomada de um dia para o outro? Não, claro. Isso aí... Lógico. Isso aí vem de anos. Vem de anos estudando. O projeto que eles anunciaram agora, março, eles já estão começando o projeto daqui a cinco anos.
Eles já estão pondo no papel o que eles acham que vai ser o próximo. Ah, sim. O próximo, a próxima, o quinquênio, né? Já sabe. Mas você acha que isso vai influenciar os americanos ou não? Eu acho que influencia no sentido que eles notaram. Antigamente, é o que eu falei, nos anos 80 ou 90, o plano quinquenal ninguém prestava atenção. Hoje é um documento
que os caras imprimem, leem e vão discutir durante muitos meses. Entendeu? Agora, é o que eu tinha falado em várias reuniões, não só lá, em outros lugares do mundo. Pelo simples fato da densidade ou da incidência, prevalência dessas doenças... Claro. Né?
Que é um número que ninguém sabe muito bem. Ninguém sabe. A gente não tem essa ideia. O número apareceu em 2024. E os números são referentes a 2021. E já foi feito um novo censo disso? Não saiu ainda, não vi. Mas a pandemia certamente... E veja, não tinha nesses dados doenças psiquiátricas.
Você pode pôr mais um bilhão aí. Fácil? Fácil. Fácil. Depressão crônica. Então, só aí vai uns 600 milhões de pessoas no mundo. Sem solução consensual. Tem tratamento aqui, tratamento ali, mas não tem nada aqui. Certo. Não tem receita de bolo. É. Então, é isso que eu notei lá.
E não dá para... Eu repito isso inúmeras vezes. Não dá para competir. Primeiro não dá para competir. Você pode esquecer. Mas não dá para julgar ou tentar analisar a China com os valores culturais do Oeste. Ah, não dá. Do Ocidente. Não dá. É outra história. É outra visão cultural. É outra visão de mundo. O senhor conhece o professor Jiang?
Professor? Professor Yang do canal... Ah, o cara que tá falando da guerra? Isso. Meu, esse daí é o... O profético. É, esse é assustador. O profético. Muito bom, né? Eu tenho minhas dúvidas.
Tenho grandes dúvidas. Ele está sendo vendido como algo que ele não é, para começar. Mas isso é comum na internet. Aliás, tinha um... Não sei se vocês foram pegos também de surpresa como eu fui. No começo da guerra começou a aparecer um chinesinho falando com sotaque americano perfeito. Não ele. Um moço. Um jovem. Analisando a guerra de uma maneira... Só que ele não tinha pausa na linguagem. Ele não tinha... Mas...
extremamente objetiva, extremamente... Eu falei, pô, quem será que tá fabricando isso daqui? De onde vem isso? Ele não é chinês. Ele parece um aluno do MIT, né? Chinês-americano, né? Era AI. Caramba, olha aí. Era AI. Eu não cheguei a ver isso daí, não. Eu não ri também, não. Não, ele começou a ficar extremamente popular, porque as análises... Era um avatar. Era um avatar. Meu filho descobriu.
Eu comecei a falar, que estranho, o inglês é perfeito, mas ele é monotônico, ele não tem... A fala humana tem uma nuance. Tem, tem. Ela tem nuance. Ele não tinha cadência, sabe? Ele não tinha cadência, não tinha emoção nenhuma, não tinha vírgula. Tá. Aí eu falei, hum... Tá estranho demais isso aí. É, mas aí o meu filho mais velho falou, não, eu descobri, é AI mesmo, né? Agora, esse cara aí, estão sendo vendidos alhos por bugalhos, entendeu?
Esse cara estudou nos Estados Unidos, ele se tornou na Yale, ele foi para a China, quase foi preso em 2002, voltou, saiu, agora voltou de novo, mas ele não é nada do que os caras vendem, não é profeta, não é de nenhuma universidade, ele dá aula no high school, a última coisa que eu vi.
Mas ele foi entrevistado por um monte de... É um colégio de elite lá da China. É, é um colégio americano. É um colégio tipo americano. É, mas me acredite. Ele previu que o Trump ia ganhar? Bom, muita gente previu que o Trump ia ganhar. Isso é verdade. Não tem nenhuma profecia aí. Se você estivesse nos Estados Unidos, em 2023, logo depois que a pandemia deu uma... ...
Eu olhei na televisão, eu sempre assisti o 60 Minutes, no domingo à noite, eu olhei o Biden na televisão de 2023, falei, meu, não tem a menor chance. Ele não chega, né? Não tem a menor chance. Mas ficou claro, isso aí era dois anos antes. Ou um ano antes. Ele já estava engasgando. Isso foi antes daquela debate com o Trump. Foi antes. Era muito claro que eles iam destruir o cara.
Nos Estados Unidos. Agora, uma coisa que me chama a atenção, uma preocupação minha, né? Como tá aquela questão relativa aos imigrantes, aos latinos? Nossa, tá um horror. Tá um horror. Você tá na Carolina do Norte, lá no seu estado, tá? Não, teve. Teve a visita dos caras lá na minha cidade. Foi um horror. É tipo uma inquisição. Ah, os cidadãos americanos tão andando com o passaporte e se ajudando o nascimento no bolso? Meu Deus.
Bateram lá em vários lugares dos Estados Unidos, em universidades. Tinha um cara lá, parecia indiano e tal, o cara era professor, nasceu nos Estados Unidos, só que pais indianos. Os caras falaram, aí prenderam o cara. E ele mostrando o documento lá, e os crianças sabiam, porque eles estavam ganhando, ganham ainda, por número de pessoas presas.
Aí prende e depois solta. Depende. Alguns soltam. Mas imagina você ficar algumas semanas nesses campos de concentrações que eles criaram. Tem prisão de criança. Meu Deus.
num lugar com adulto, que Deus sabe quem são esses caras. Então virou um lugar perigoso. Não, olha, sinceramente, eu nunca imaginei que eu ia ver isso. É muito... Eu acho que é pior, apesar que eu não tenho como comparar, mas é pior do que os campos de concentração que foram criados na Segunda Guerra Mundial para os japoneses, né? Na Califórnia.
É muito maior em escala. Vejam, o cara que... Eu estava lendo no Guardian hoje, o cara que foi para os Estados Unidos com quatro meses de idade do México, 38 anos, decidiu se auto-exilar de medo de ser deportado. Só que ele mal fala espanhol, chega no México e ele não...
Não tem vida. Não tem nenhuma relação, não conhece ninguém. E ele deu sorte, porque teve uns caras no começo desse Brincadeira que foram pegos e apareceram no Tibuti, no canto da África, perto da Etiópia.
Ou foram jogados em El Salvador. Nem do país de onde eles vieram originalmente. Eles estavam sendo deportados para qualquer lugar do mundo. Então é um negócio assustador. O meu filho dá aula num high school americano na Carolina do Norte. Na semana que o Ayssa apareceu lá, os alunos não apareciam. De medo. E não é que todo mundo era ilegal.
eram alunos hispânicos americanos hispânicos morrendo de medo de serem presos, desaparecerem porque o cara prende mãe, prende filho prende criança separa criança de pai, de mãe e eles não dão notícia você não sabe pra onde foi parar o cara os Estados Unidos desde quando o senhor chegou lá
tem aumentado essa rejeição? Ou sempre foi assim? Ela nunca foi assim. Pelo menos na minha vida, lá, nesses 37 anos, eu cheguei lá e fui tratado... Ninguém sabia direito onde era o Brasil, mas eu fui super bem tratado. Na universidade... O Brasil com a Argentina. Não, isso daí já era um auto-intelectual. A minha primeira palestra profissional na Califórnia... Na Califórnia não, em Washington, perdão. É.
Terminei a palestra, o cara, nem sei quem era, um neurocientista, virou lá pra mim e falou, nossa, gostei muito desse negócio que você está fazendo. Onde você estudou? Onde você fez seu doutorado? Eu falei, na Universidade de São Paulo. Ele falou, que parte da Califórnia é isso? Eu falei, é mais ao sul. Um pouco ao sul. Imagina, um cientista, não estou falando do... Não está falando de qual é, eles não têm. Não, não, não. Se o cara falar que é capital do Brasil, Buenos Aires, eu já acho que ele é um intelectual, porque...
Chegou bem perto. Chegou perto. Chegou no radar. Isso aí tem mesmo. Caraca. Não, não. Piorou muito. É muito triste. É muito devastador. Eu tenho amigos americanos. Grandes amigos, né? Eu me preocupo, cara. Não sei como isso daí vai ficar, não. Não é assustador. E agora, quando eles puseram o ICE nos aeroportos, porque eles não estão pagando os caras que fazem a segurança, né? TSE.
É, é uma crise lá com o Neodotesei, né? É, porque o Congresso não aprovou o budget do departamento do Homeland Security, que é quem coordena isso daí. Meu, é uma situação... E isso é outro choque para os americanos. O grau de caos, o grau de balbúrdia, o fato de o que aconteceu em Minnesota, dois americanos serem mortos, a sangue frio lá...
do nada é choque é um choque, eu tenho amigos da minha idade mais velhos que eu que não conseguem verbalizar sabe quando você não consegue entender o que está acontecendo ao seu redor então é uma situação assustadora, eu não sei onde, ninguém sabe qual é o final dessa série ninguém consegue mas eles esperam o que do Trump, por exemplo? não, hoje o New York Times é um choque
Acho que foi o New York Times. A popularidade dele caiu para a mais baixa da história. É, caiu mesmo. 35,5%. É, 36 mesmo. É a mais baixa... Quem é mais próximo dele é ele no primeiro mandato.
Mas só para pegar aqui, já que nós trouxemos uma novidade naquela lá, o Donald Trump afirmou que o erro em subestimar a guerra do Irã foi da responsabilidade do secretário de guerra, que agora o Departamento de Defesa é o melhor do Departamento de Guerra. Ele falou, um maníaco da guerra que precisa sair antes que seu hobby de guerrear prejudique o povo americano. Ah, agora a culpa é do outro? É, ué, tá aqui, ué. Mas ele falou do Peter Hague? Do Peter Hague.
aí o Peter Hesch colocou a culpa no Biden, ele falou assim os estoques de Tomahawk, que é o míssel lá foram depletados porque o Bin Laden mandou os Tomahawk pra Ucrânia o Bin Laden não, o Biden o Biden já tá no céu mas o problema é que o Biden nunca mandou os Tomahawk pra Ucrânia nunca, não tinha permissão
Entendeu? O cara falou que estava porque o Biden mandou, mas o Biden nunca mandou. Essa é outra variável inacreditável. Num país que gasta... Não, para pra pensar. Num país que gasta um trilhão de dólares, metade do PIB brasileiro, no Departamento de Defesa, e não tem estoque do míssil que eles têm. E é isso que é capaz de mudar a guerra, porque o Irã apostou nisso.
O Irã apostou que os estoques dos caras iam acabar. E leva meses para você conseguir produzir em escala de novo, entendeu? Sim. Então, os Estados Unidos não achavam que o Irã conseguiria revidar. Não. E ter armamento para isso. Os Estados Unidos pensou que o Irã, não revidando, ia ceder rápido. E outra coisa. E agora a gente não tem estoque de um lado. E o Trump está falando que ele não vai ganhar. Vamos lá concorrer com o chinesinho lá, o fajuto lá da China.
se o cara jogar soldados pra invadir o Irã, vai ser o maior massacre sofrido pelo exército americano desde o Vietnã, provavelmente desde a segunda guerra mundial e foram 3 mil hoje, né? não, se ele puser os caras pra invadir por terra, seja pela fronteira lá do... mas mandaram 3 mil, né? não, no total é 8 mil, o total é, eles mandaram mais 3 mil hoje o total se você puser tudo sem porta-aviões, tá?
Não, mandaram na Airborne. Então, mas eles não têm porta-aviões mais para tirar os caras. Exatamente. Então é o seguinte, você joga os caras de paraquedas lá na costa do Irã, ou na ilha lá. Se os caras... Eu não sei se vocês lembram, quando o Iraque invadiu o Irã, mandou um milhão de soldados para invadir o Irã. Os caras ficaram lá anos sem se mexer. Porque a geografia do país...
Não é à toa que os persas sobreviveram durante milhares de anos. Eles sabem usar, né? É montanha, deserto no meio. O Saddam Hussein mandou um milhão de iraquianos e não conseguiu invadir o Irã. Entrou lá alguns quilômetros e ficou parado durante anos. Mas ele tinha o país do lado, né? O país dele era do lado lá, então tinha para onde escapar.
retrair, voltar, linhas de logística. Se eles jogarem esses moleques lá, sem nenhuma chance de entrar no estreito de Hormuz para alimentar os caras, dar água, armamento, eles estão fritos, vai ser uma carnificina. E os profissionais, os caras do Pentágono, que são do Ramo, estão vazando isso.
porque eles sabem que o cara não ouve ninguém, eles estão vazando essa informação, dizendo, não, isso aqui vai ser uma loucura, isso aqui vai ser um Deus nos acuda. E o Irã está falando, vem, vem, os romanos vieram, o Alexandre o Grande veio, os mongóis vieram, todo esse povo veio, ganharam no começo, mas depois, o que aconteceu? Então, se ele, e eu talvez seja a única chance,
Se é que o cara ainda consegue ouvir alguém, né? Porque a demência ali é séria.
De ele fazer o que ele tentou fazer hoje. Ganhamos a guerra, vamos parar. Já deu. Mas agora já tem aqui, porque aquela hora que a gente falou, foi bem na hora que saiu aqui que a gente estava fazendo o podcast. Agora eu já estou vendo aqui, cara, já tem uma galera aqui detonando. Que ganhou guerra aqui. Não ganhou nada. Ganhou guerra aonde? Aquilo lá que eu falei para o menino naquela hora. A guerra dele era para derrubar o regime.
O regime não foi derrubado, ele não ganhou guerra. Mas você sabe qual é o fenômeno que ninguém fala no Brasil? Porque você precisa viver lá para saber isso.
O maior orgulho americano, quando você falava o que acontece em outros países da América Latina, na Europa, na Itália, sei lá, em qualquer lugar onde eles acham que a democracia não é igual a deles, é que você tinha um regime americano criado 250 anos atrás, onde você tinha um troço que eles chamam de check and balance. Você não queria ter um ditador, porque você tem o Congresso, você tem a Suprema Corte. Tudo isso foi para o vinagre.
O cara ganhou a maioria no Congresso e o cara nomeou, apesar que alguns estão se virando contra ele, mas ele nomeou um monte de gente na Suprema Corte. Ele matou a teoria dos cheques e balances. E curiosamente, essa história também pouca gente conhece, o Kurt Goddell, que eu cito sempre, o matemático, um dos maiores logistas, talvez o maior do século XX, era amigo do Einstein.
E era um refugiado de guerra também. É. E aí o Einstein chegou para o presidente do Instituto de Estudos Avançados de Prensa e falou, nós temos que fazer o cara virar americano, para ele não correr mais risco. É um dos maiores cientistas do mundo, mas é louco de pedra. Aí era um economista, estou bloqueando o nome do cara, um economista famosíssimo, e falou, não, não, eu conheço um juiz em Trenton, nós vamos dar a cidadania americana para o Kurt Goddard. Só que ele tem que aprender a Constituição americana.
porque o juiz, quando você vai se naturalizar, pergunta como é o sistema de poder americano, perguntas da Constituição. O Cuddle era logista. Ele trabalhava com lógica, não sei se a palavra em português correta é essa, mas enfim, ele estudou a Constituição americana, estão no trem, saindo de Princeton para ir para Trento, o Einstein, o presidente do Instituto Uniciconomista, e o Cuddle.
Aí o Gadol, que era um cara super tímido, falava pouco, o melhor amigo dele era o Einstein, só conversava com ele e falou, Albert, tem um problema.
Qual é o problema, Kurt? Eu descobri que existe um erro lógico na Constituição americana e que um ditador pode tomar conta do país. Aí o Einstein, pelo amor de Deus, não abra a boca. Esquece isso, cara. Esquece isso daí. Só responde o que o cara te perguntar. Bom, estão lá o juiz da Corte Federal de Trenton. Eu conheço esse lugar, já fui nesse tribunal.
o cara chega assim, não, é um prazer enorme ter três das maiores mentes do mundo, o professor Einstein, o nome do economista que eu não me lembro.
Kurt Goddell. É uma honra. Eu só preciso, por praxe, fazer pequenas perguntas para dar o certificado que, evidentemente, já está concedido. É uma honra para os Estados Unidos ter o professor Goddell aqui. E começa. Como é o sistema político americano? É dividido em poder executivo, judiciário, legislativo. Faz as perguntas de praxe e aí chega no final da coisa e pergunta algo a mais que o senhor tem a acrescentar? Nossa, aí o Einstein dá... O Kurt Goddell.
Existe um problema. Ele toma uma bimba por baixo da mesa. Do Einstein para calar a boca. Porque ele ia dizer para o juiz que a Constituição americana tem uma falha de lógica. E eu fico pensando, meu Deus, será que o que ele imaginou é o que acabou de acontecer? Se um cara ganhasse o Congresso...
e dominar essa Suprema Corte, e fosse presidente com uma margem de votos razoável, ele poderia passar por cima da Constituição e fazer o que ele quer? Tipo, agora, essa ideia do terceiro mandato. Por exemplo? Uma coisa absolutamente insana para a Constituição americana. Não, veja, aconteceu com o Roosevelt, mas era na época da depressão, teve todos os problemas da guerra, da Segunda Guerra Mundial, e ele morreu...
O Roosevelt morreu o presidente, né? Mas as coisas que ele fala, as propostas que ele faz, se você pegar um cara da minha idade lá nos Estados Unidos, o cara olha pra aqui, não interessa se ele é republicano ou democrata, ele fala, não é possível. Não, mas é complicado, porque é perigoso mesmo um cara com uma concentração de poder em qualquer lugar. Mas o mundo tá na mão desse cara. Esse é o drama. Na realidade, nós estamos aqui à espera de uma crise. As pessoas falam de petróleo e gás, né?
Ninguém sabe ou ninguém comenta das outras coisas que estão começando a faltar no mundo por causa dessa guerra. Hélio. Isso, eu falei aqui. Eu falei aqui de tarde, do hélio. Hélio. O hélio faz fertilizante e remédio. Remédio. E ibuprofeno, que é feito com... Que é feito com... Mas tem uma outra coisinha que ninguém falou aqui no Brasil ainda. A internet, existem 24 cabos vitais submarinos no Golfo Pérsico. Se o Irã for lá com a tesoura e cortar,
Corta a internet do mundo. A internet de boa parte do mundo vai pro vinagre. Um dia sem internet no mundo... Milhões de prejuízos. Sabe qual a profundidade da água do Golfo Pérsico, nessa região? 50 metros. Ou seja, qualquer porcaria de submarino deles lá. Aliás, qualquer mergulhador. Ah, é um mergulhador corta mesmo. Entendeu? Então, você bloquear aquele 35 quilômetros lá do Estreito de Hormuz, está bloqueando a carótida do planeta, em certo sentido.
E fertilizante. Você sabia que os fazendeiros americanos estão de cabelo em pé? Não, eu sei. Porque agora em abril, agora, eles têm que plantar. Eles têm que plantar e não tem fertilizante. E não tem fertilizante pra plantar. No Brasil também. Aqui também. Porque pelo menos nos Estados Unidos ainda tem o frio que ajuda a matar os bichos. Mas aqui não tem, né? Aqui não. Aqui o solo é pouco fértil. Então nitrogênio e potássio, né? Exato.
Os iranianos fizeram uma simulação de guerra que envolve todas essas dimensões. A sensação que eu tenho é essa. Eles simularam todas essas dimensões. Eles sabiam que militarmente eles não podiam bater, então elas vão bater no resto. E eles não são invadidos. Não tem como. Porque imagina, você vai lá na entrada do... Como o Iraque fez, né? Os caras estão na montanha, atirando em você lá embaixo. Eles ficam pra baixo.
o exército confederado perdeu a guerra da civil americana porque tentou na batalha de Gettysburg subir uma ladeira e o exército do amião estava lá em cima esperando eles subirem a ladeira entendeu? é isso muito bom mais alguma pergunta? aqui está bom manda aí o live pics para a gente Gabriel tem aqui um um
É, tem uns superchatzinhos aqui. Tá, manda aí os superchatz pra mim, por favor. Tem esse aqui, ó, do Raimundo Silva, mandou dezão, ó. Nicolero, o senhor já ouviu falar na síndrome de devanês excessivos? Considera algo mais fisiológico, algo neural ou um fenômeno mais ligado à psicologia que ainda precisa ser melhor estudado? Não conheço, me desculpe. Realmente, a minha ignorância não me permite falar nada. Aliás, essa é uma diferença na inteligência artificial e do ser humano, né?
É, a gente não responde. Ela responde. Nenhum sistema fala não sei, né? Exatamente.
O melhor vídeo contra a inteligência artificial é o cara perguntando. Eu quero o nome de todos os animais. Aí a inteligência artificial, ah, entendi, esse que é o nome dos animais. Existem muitos, né? Existem animais terrestres, mamíferos, aquáticos e tal. Acho que daria muito trabalho. Aí não, eu quero o nome de todos. Aí ele começa a perguntar, dá várias desculpas. E ela não fala, ela não consegue. Aí ele fala, pô, é preguiçosa.
Quer me cobrar por isso. E ainda não responde. E tem desculpa ainda. Mas você não sabe. Essa inteligência é difícil. Me dá a maioria dos nomes que você consegue. E ela não responde. Tem um cara que viralizou na internet. E ele faz essas tentativas de embaraçar o chat EPT. Uma caneta com não sei o que. Não sei se você já viu isso. Meu, é muito divertido. Ele mostra claramente que...
O sistema não tem nenhuma noção de mundo, não tem uma noção de entendimento. Ele não entende absolutamente nada. É isso mesmo. Probeio. Manda aí. Nossa, nós cruzamos... Sapequinha 1362 enviou 10 reais. Sim, professor Nicoleles, o Irã perdeu três ayatolas, dois empossados e um sucessor. Em um mês, isso é sinal de fraqueza ou de força em uma guerra.
aparentemente pra eles não faz diferença nenhuma, porque cada um que cai tem um substituto. Eles têm uma linha sucessória gigantesca ali. Eu acho que foi isso que os americanos apostaram. E se eles matassem o cara lá, no primeiro dia... Ia cair o regime. E é isso que eles apostaram.
Olá a vocês, boa noite, ótimo episódio. Gostaria de fazer uma pergunta para o professor Nicoleles. Qual a sua visão sobre a computação neuromórfica e também sobre as pesquisas com computadores com neurônios humanos e sobre o futuro delas? Então, eu vi o nascimento dessa computação neuromórfica no Caltech. Conheci o engenheiro que começou a propor essas ideias. É muito interessante.
Nós fizemos no nosso laboratório antes da pandemia um estudo muito curioso. Era um pouco diferente da teoria dos computadores neuromórficos, mas nós pegamos uma ressonância do sistema motor humano e imprimimos numa impressora 3D a conectividade das fibras do córtex motor conectado com estruturas básicas.
E aí nós começamos a revestir com metal essas fibras que foram impressas em plástico e começamos a passar corrente para tentar simular os campos eletromagnéticos gerados pelo córtex motor num vasilhame cheio com líquido, ferro líquido, porque o líquido mudava de formato dependendo da configuração do campo magnético. Então dava para você ver a computação sendo feita. E mostramos que esse sistema era capaz de computar.
Coisa simples, foi a tese de doutorado de um aluno meu. Então, eles são muito interessantes. Essa ideia de cultivar neurônios é um exercício experimental. É um brinquedo interessante, mas nada que é feito in vitro tem chance de reproduzir o que é isto aqui. Aqui entre as orelhas, né? Porque você precisa de um corpo, você precisa de conexões. Na realidade, hoje a minha visão do cérebro, depois de 42 anos,
Eu não vejo fronteiras entre o cérebro e o corpo. Eu chamo a pele do terno do cérebro, que é ela que nos permite examinar tatilmente tudo à nossa volta. O sistema gastrointestinal, que quando eu fui para a faculdade ninguém falava,
Está sendo demonstrado o sistema nervoso que fica na parede do trato gastrointestinal tem comunicação direta com o sistema nervoso central. O sistema hormonal, as glândulas, o sangue, os músculos. A tese que a gente coloca no nosso pré-print agora em dezembro é que um dos componentes da interface cérebro-máquina que por que funciona é que a gente coloca no nosso pré-print agora em dezembro.
não é só o cérebro tendo plasticidade, mas como o músculo volta a funcionar, como o músculo começa a contrair de novo, ele volta a poder exercer a sua função de glândula. Entendi. E ele solta na corrente sanguínea uma família de moléculas chamadas mioquinas que vão até o cérebro, passam a barreira do cérebro vascular e induzem a formação de hormônio de crescimento em áreas chaves, no hipocampo, por exemplo.
o que permite que a plasticidade se multiplique. Então o músculo interage com o cérebro de uma outra maneira, através da corrente sanguínea. É como se não houvesse essa separação. Entendi. E isso está mudando. Eu não sou o único que pensa assim, não é a maioria, mas tem vários neurocientistas que estão pensando nesses termos. É impossível você separar o cérebro do corpo, de qualquer organismo, e conseguir entender como ele funciona em isolamento.
Mas são exercícios interessantes de ciência básica. Muito bom. Teve mais? Reproduz aí pra gente. Nós já estamos aqui na... É capaz daqui a pouco o Trump decretar que ele... Lucas Lopes F. enviou 10 reais.
Nicolelis, o exército americano está usando muita IA nessa guerra. Você acha que o Irã também? E qual a importância da IA para os cálculos contemporâneos da teoria dos jogos? Não, é... A Palantir, inclusive, está usando o Clod, que a Antropoc disse que era proibido usar. Mas já está embutido no sistema. E a escolha de alvos do exército americano está sendo dominantemente feita.
por a inteligência artificial. Eu falei aqui com o pessoal, a Palantir desenvolveu um sistema chamado Smart Maven. Isso. E o que os caras mostraram, eu estou com medo de ir no banheiro hoje. Dá medo. Porque eles mostraram um negócio que é absurdo. Isso é o que eles mostraram. Imagina o que tem por trás. Imagina o que eles não mostraram. A Palantir é... É um negócio absurdo. A Palantir, eu acho que tem vários americanos que já falam isso, não vai ser nada novo. É a empresa mais demoníaca do planeta. Nesse momento.
O cara que investiu nela dá aula sobre o anticristo, mas eles são a sede do anticristo, entendeu? E é o seguinte, eles têm um negócio que é assustador. Por exemplo, eles acabaram de matar um engenheiro elétrico iraniano, né? Sim. Eles não foram atrás do cara. Eles bombardearam o prédio do cara, onde ele mora. Então ele morreu. A família dele, os vizinhos dele...
Todo mundo volta dele. Então tem uma das técnicas que não tem nada de inteligente, que é o seguinte, eles rastrearam um líder lá do Irã. E o cara, evidentemente, não é trouxa, ele mudava de lugar. Ele tinha 50 lugares prováveis onde ele poderia estar num dado dia, num dado momento do dia. Eles não tiveram dúvida, eles bombardearam os 50.
Assim até eu, né? Acho o alvo, né? Aí é 100% de acerto. Então, só que imagina o grau de destruição pra você acertar um, cara. Então, as leis internacionais... Até a guerra tem leis, né? Leis internacionais do que você pode e não pode fazer.
Você não pode bombardear... Escola. Escola, hospital, né? Tem alguns países que a gente sabe que faz isso rotineiramente, né? Um em particular. Você não pode bombardear hidrelétrica, você não pode bombardear usina atômica. Mas o que está mostrando é que... Acabaram as leis. Exatamente. O cara pode fazer e quem que vai cobrar isso daí? E quem vai repudiar? Exatamente. Quem que vai sancionar? Outra coisa, outro fator...
E prova que o Lewis Manford está certo. Um dos efeitos colaterais de tudo isso que nós estamos falando aqui. A ONU sumiu. A ONU é irrelevante. A ONU não fala nada. O PT-Chul manda muito mais no mundo que a ONU. A ONU é muito mais, não tem nem dúvida. Mas a irrelevância agora é óbvia. E vamos supor que amanhã se bombardeça uma usina de desanalização. Porque tem também no Irã.
Eles também têm. Vamos supor, a sorte deles é que eles estão numa crise hídrica dramática, mas a água deles não vem da destanalização em grande proporção. Mas dos outros países vem tudo. Mas dos outros vêm. Suponhamos que você faz, aí eles vão, retaliam. O que vai se fazer com milhões de pessoas no meio de um deserto sem água? Arábia Saudita, Kuwait, Emirados, todo barato ali, outro efeito colateral, Dubai.
Ah não, Dubai está enrolado. E o próprio negócio, os negócios. Quantos influencers não viviam em Dubai e faziam milhões? Tudo isso foi por vinagre. Aí você me pergunta, será que alguém perguntou se os iranianos fizeram simulações de Game Theory? Tenho certeza. Tem gente com PHD em Game Theory lá. A minha dúvida é assim, será que os americanos fizeram?
Alguém no Pentágono fez. Confia. Alguém no Pentágono certamente fez. Agora a questão é, será que o cara quis olhar? Claro que não. Não, porque ele acha que porque ele era o magnata de Real Estate lá de Nova York, ele consegue fazer o que ele quiser. Então nós temos na realidade as analogias com o Império Romano são impressionantes. Muito bom. É o Nero. Não temos o Nero, Calígula.
Bom. Ferjão, obrigado mais uma vez. Valeu aí. É um prazer trocar uma ideia com o Nicoleles aí. Não, sensacional que a presença... O pessoal tava falando aqui, a aula, né? De Miguel Nicoleles. Imagina, é um prazer. E vamos marcar um pra falar só sobre o programa espacial soviético. Ninguém fez isso, hein? Não, vamos fazer. Vamos fazer, vai tá marcado aqui. Tem um vídeo?
que eu recomendo, quem gosta de espaço, quem gosta da história, chama The Red Stuff. The Right Stuff. The Right Stuff, que é os eleitos. É, mas tem a versão soviética, que chama The Red Stuff. Ah, The Red Stuff. R-E-D. Entendi. Que nem aqui. Os eleitos soviéticos. Meu, é um documentário feito pela União Soviética sobre a conquista espacial. Mas você não acredita que foi feito lá. É muito bom. Está no YouTube. Tem milhões de visualizações.
Eu assisti esse negócio, vale a pena, porque independente da sua visão de mundo política, não é nada disso. Não, não é. O que os caras fizeram. Fizeram, é impressionante. Para pôr o foguete lá. E eles só não chegaram na lua porque o Korolov morreu. O Korolov morreu, exatamente. Exatamente. Eu já expliquei aqui para a galera, perdeu o líder. E ele morreu, você sabe, ele teve um apendicite. Abriram o cara e tinham um tumor intestinal, mataram o cara na mesa.
Reza a lenda que eu ouvi em Moscou, que a medicina era tão horrorosa lá, que os caras fizeram alguma figrada, e ele tinha medo de pôr no papel os planos, porque ele tinha medo que chutassem ele. Ah, sim, porque tanto que ele nem acenava, né? Não. Ele nem acenava com o nome dele. E ele foi prisioneiro no Gulag, né? Não, tiraram ele da prisão. Tiraram ele da prisão pra ir lá. Pra poder ir lá. Não, a história da... Vale a pena. Não, vamos fazer. A Gabi vai entrar em contato, né?
Gabi, entra em contato e marca esse episódio. Eu só preciso terminar meus livros, e eu preciso trazer meus livros que eu tenho na minha estante americana lá, que eu trouxe de lá. Aí, traz aqui para a gente. Vai ser legal. Vai ser um episódio maneiro, porque a gente nunca fez isso aí. Vai ser muito bom. Esse livro você quer divulgar? Ah, não. Esse aqui é só para... Rapidamente, faz 10 anos.
Essa é a segunda edição do Meio de Macaíba, que é a história do Instituto de Macaíba. Completou dez anos esse ano agora, está completando. Essa acabou de ressair. E o que eu trouxe presente para vocês. Mas o que é legal aqui é que em 2010, seis anos antes desse livro, eu só tenho um troço chamado Manifesto da Ciência Tropical. E, curiosamente, quem está fazendo as coisas que estão nesse manifesto é a China.
Eles não sabem, evidentemente, mas as ideias que eu tive em 2010 para fazer várias coisas para promover a ciência no Brasil, desde a criançada até a nível nacional, são 15 plataformas. Uma delas...
soa que nem o Ciência Sem Fronteira. Eu não sei se alguém leu e... Não sei. Mas a ideia tá escrita ali. Mas tem os livros do Nicoléres. Tem o... Esse último aí, como chama? Tem o Nada Mais Será Como Antes. Que é uma ficção científica. É uma ficção muito maneira, que tem tempestade solar, tem um monte de coisa na parada aí. E eu saí, agora em outubro, eu lancei outra ficção que eu escrevi aos 16 anos, que eu esqueci de trazer. Chama-se Revolução no País do Carnaval. Revolução no País do Carnaval.
Revolução no país do carnaval, é esse mesmo. É o julgamento do golpe de 64 no meio do carnaval. É um realismo mágico, né? Eu tinha 16 anos de escrever esse livro e levei 50 para publicar. E agora vai vir o dia aí, logo em logo. Vai, eu espero que eu termine em breve. Nem inteligente, nem artificial. Nina, chama Nina. O livro é Nina, né? Nem inteligente, nem artificial. Isso aí é legal, mano.
Gente, isso aí, excelente episódio hoje, muito obrigado. Mas amanhã vocês têm um convidado aqui também, né? Amanhã a gente vai... Como vai ser amanhã? Amanhã a gente tem 14 e 15 vem o nosso Vamp News. Novamente para falar de futebol. A gente tem que marcar depois um Nicoleles e Vampeta, cara.
Esse vai ser bom demais, cara. Vai ter corpo morto na rua. Esse vai ser bom demais. O Vamp com Nicolélios pra falar de futebol. Primeira pergunta, como foi perder aquele pênalti pro Marcão? Qual a sensação?
Vai ser demais, cara Marcar os nomes vai ser interessante Não, o Nicolás, ah, ele foi Falar de Palmeiras, foi no Pó de Porco, né? Foi, ah O podcast dos torcedores do Palmeiras É isso aí, não, foi divertido É muito bom, mas muito obrigado
Galera, vocês vão ser direcionados para o nosso debate, né, Serjão? Sábado. Sábado, debate. Estreia, mas você já pode conferir o link, definir o lembrete e assistir o nosso trailer. Isso aí. Serjão versus os 32... Os Terra Jovem. Criacionistas, exatamente.
Tá bom? Não inveja. Assistam aí e a gente se vê aí. Não, mas fala de amanhã. Então, amanhã, 16 horas, depois do Vamp, a gente vai receber aqui, vai estar Nicolas Ferreira, deputado federal, e Rayan Santos pra falar um pouco sobre... Meu, a gente teve aí a... Tem um monte de coisa, né? Vai lá, né?
Exatamente. Teve aí no final de semana a saída do ex-presidente Bolsonaro da prisão do regime fechado para o regime domiciliar. Entre outras coisas, também vamos falar do que está acontecendo do Banco Master. E um dos assuntos que ele está falando é sobre a corrida presidencial.
O que será que vai acontecer na política esse ano? O que vai acontecer com o Brasil? Esse ano, nós vamos conversar com todos os políticos, todos os candidatos, e é bom que você anote, principalmente, o que eles vão fazer pela tecnologia e pela ciência do nosso país, tá bom? Terras raras, já falei. Pergunte para o seu político de uma ação. É isso. O que ele vai fazer sobre terras raras? Tem todos os recados agora. Tamo junto. Obrigado, gente. Valeu, Nicoleles. Um grande abraço. Valeu.
Hashtag Treinamentos
Cursos de tecnologiaMercado Bitcoin
Cashback de R$25