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PAPA LEÃO XIV TRETA COM TRUMP: O APOCALIPSE ESTÁ PRÓXIMO? - PART. ARIEL LAZARI - REDCAST

16 de abril de 20263h9min
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PAPA LEÃO XIV TRETA COM TRUMP: O APOCALIPSE ESTÁ PRÓXIMO? - PART. ARIEL LAZARI - REDCASTO novo Papa Leão XIV já entrou em rota de colisão com Trump! O que está por trás dessa tensão entre a Igreja Católica e o governo americano? Será que os sinais dos tempos apontam para algo maior? Assista e descubra!#papaleoxiv #trump #apocalipse SIGA nosso INSTAGRAM ➡ https://www.instagram.com/redcastoficial/=====================================================▶ ENVIE SUA MENSAGEM AO VIVO: https://app.donaty.com.br/redcast?▶ HASHTAG TREINAMENTOShttps://eventoshashtag.herokuapp.com/redirect/parceria-redcast-001▶ TRIADhttps://triadfi.co/?ref=REDCAST▶ 👮🏻‍♂️ INSTITUTO ÓLIVER CARREIRAS POLICIAIS 👮🏻‍♂️👨🏻‍💻 Site Oficial 👉🏻 https://institutooliver.com.br/ 👩🏻‍🎓 Curso EJA em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/S28462720M 👨🏻‍🏫 Curso Superior Sequencial em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/Y11127534P 📞 34-993004408📶 @instituto__oliver_oficial▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO REDCAST• @redcastoficial ▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO HOST• Junior Masters: @ojuniormasters.AS OPINIÕES, CONSIDERAÇÕES E COMENTÁRIOS EMITIDOS PELOS CONVIDADOS DO PROGRAMA, SERÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE RESPONSABILIDADE DE QUEM OS EMITIR.O REDCAST NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS MESMAS.=====================================================Spotify: https://open.spotify.com/show/2qGNLUOtkA55qknCHicdoTYouTube Music: https://music.youtube.com/channel/UCeL1a4rpEA8UG9IQIewPccgAmazon Music: https://music.amazon.com.br/podcasts/5a492610-0c19-4087-9fde-a24f90421a10/redcastApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/redcast/id1784860273=====================================================SOBRE O REDCASTO RedCast é o seu podcast para conversas diretas e honestas. Aqui, trazemos personalidades de diversas áreas para debater temas relevantes, sem censura e sem amarras. Se você busca conteúdo autêntico e discussões que fogem do óbvio, seu lugar é aqui.INSCREVA-SE NO CANAL, DEIXE SEU LIKE E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES PARA NÃO PERDER NADA!===================================================== Quem é o Papa Leão XIV e como ele foi eleito?Qual é a origem do conflito entre o Papa Leão XV e Donald Trump?O Papa Leão XIV já se pronunciou oficialmente sobre Trump?O que Ariel Lazari pensa sobre a relação entre o papado e a política americana?Existe uma profecia católica que menciona um conflito entre o papa e líderes mundiais?O que a Bíblia diz sobre sinais do fim dos tempos?A tensão entre Igreja e Estado pode ser um sinal profético?Quais são as principais divergências entre o Vaticano e o governo Trump?O Papa Leão XIV tem posição clara sobre imigração e direitos humanos?Como os católicos americanos estão reagindo ao conflito entre o papa e Trump?O que significa o nome papal "Leão XIV" na tradição da Igreja?Já houve outros conflitos históricos entre papas e presidentes dos EUA?Ariel Lazari é especialista em profecias bíblicas?O Vaticano tem poder político suficiente para confrontar os Estados Unidos?O que diz a Profecia de São Malaquias sobre os últimos papas?Trump já respondeu publicamente às declarações do Papa Leão XIV?Quais são os temas que mais geram atrito entre o Vaticano e Trump?O conceito de Apocalipse está ligado a conflitos entre líderes religiosos e políticos?Como a mídia internacional está cobrindo essa disputa entre o papa e Trump?O que a Igreja Católica pensa sobre o nacionalismo promovido por Trump?Existe alguma relação entre o surgimento do Papa Leão XIV e profecias do fim dos tempos?O Papa Leão XIV tem alguma posição sobre guerras e conflitos globais atuais?Como os evangélicos americanos enxergam o conflito entre o papa e Trump?O que é escatologia e como ela se aplica aos eventos atuais?Ariel Lazari já fez outras análises proféticas sobre líderes mundiais?

Participantes neste episódio2
J

Junior Masters

HostJornalista
A

Ariel Lazari

ConvidadoArqueólogo e debatedor
Assuntos5
  • Conflito Trump-Papa Leão XIVRelação entre Igreja Católica e política americana · Profecias católicas sobre líderes mundiais · Reação do Papa Leão XIV a Trump
  • Sinais do Fim dos TemposInterpretação do Apocalipse · Grande apostasia · Conversão em massa dos judeus
  • Igreja LagoinhaReforma Protestante · Papel do Papa na Igreja · Antipatia histórica contra judeus
  • Relação entre cristianismo e políticaInfluência do cristianismo na política · Poder temporal e espiritual
  • Identidade e cultura judaicaHistória do povo judeu · Antissemitismo e suas raízes
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Não dá para acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município. Não dá para acreditar que você precisa concluir os estudos.

terminar o ensino fundamental e ou médio completo, e você não fez sua matrícula no Instituto Oliver no curso EJA supletivo, aonde você termina os estudos EAD em apenas seis meses. Não dá pra acreditar que você tá precisando de um curso superior em apenas três meses, reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada, ou em teologia, pra tomar posse no seu concurso, que só exige superior completo. Não fala na lei de provamento de carga e carreira.

Diploma ou graduação de nível superior? Só fala superior, e se só fala superior, o superior sequencial de três meses, que basta você ter nível médio completo para você poder fazer, você consegue tomar posse com ele. Então não dá para acreditar que você está dando bobeira. Vem para o Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer tecnólogo de recurso humano de gestão pública em um ano, se você for formado no curso de terceiro sequencial.

Consegue fazer pós-graduação. Você consegue fazer faculdade também de educação física, EAD.

Então, se você quer mudar de vida, é Instituto Oliver. Aqui não tem conversa fiada pra boi dormir e nem mamãe me chora. Aulas objetivas, diretas, sem conversa fiada pra boi dormir. Professores altamente qualificados, todos os professores são policiais. Então, para de perder tempo. Quer ser aprovado de primeira no seu concurso público? Vem pro Instituto Oliver. Quer concluir os estudos? Vem pro Instituto Oliver. Quer fazer curso superior?

Venha pro Instituto Oliver. Um forte abraço. Eu sou o professor Matheus Oliver. E aqui, meu brother, a sua aprovação é garantida. Tamo junto!

se estendeu muito nesse assunto. Boa noite, galera. Estamos começando mais um episódio aqui do Redcast. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou o Junior Masters. Nós estamos começando mais um episódio cheio de conhecimento e informação. E dessa vez é pra você que quer conhecer mais sobre o mundo da Igreja Católica. Como que tá aí, produção? O áudio tá bom?

É, podemos seguir. Então é isso aí, vamos aqui pra mais uma conversa, pega a sua cadeira, sente-se com a gente, que a gente vai bater um papo com ele, que é arqueólogo, debatedor e também conhecido aí nas redes sociais por estar figurando aí em vários canais no tema religioso. Ariel Lazari. Muito obrigado, Júnior, pelo convite, prazer estar aqui mais uma vez aqui no Redcast conversando.

Acho que o bate-papo vai ser bom. É isso aí. Deu pra chegar aqui na Paulista? Nossa senhora, desculpa o atraso aí você que tá aí em casa. Eu vim e tal, tava no Uber. Até publiquei no meu Instagram lá que eu tava... Tô no Uber aqui, chegando, mandei lá o link, né? Descobri que eu vou falar do Trump e do Papa. E aí no caminho, beleza. Para o Uber e a gente ficou lá tipo uns 10, 15 minutos parado e não andava. Falei, cara, vou a pé mesmo, né? Tem que ser o povo do PT, né? Pois é. Aí na frente do MASP tava lá uma...

Uma manifestação do PT, do não sei o que e tal. Não sei nem o que que era, mas aquelas bandeiras vermelhas. Pelo fim de escalar seis por um, só pode ser isso. Não, e eu vim sem bolsa. Eu vim sem a bolsa com a bíblia na mão ainda. E passei lá no meio dos manifestantes, cabelo verde lá com a bíblia na mão. Meu Deus do céu. Falei, cara, é agora que...

Agora que vão ver minha coragem aqui de verdade, hein? É, mas aí você tá hospedado aqui perto. Tá, eu tô no Pacaembu. Ah, não, não é tão perto, não. Não, não é. Eu tinha que ser de Uber mesmo. É, tinha que ser de Uber. Eu desci aqui na Paulista e vim correndo. É.

Bom que perdi algumas gramas aí. Esse negócio de luta contra a balança é embaçado, cara. Você não pode doar se lá, não. E depois que vira pai, né? Eu tenho a teoria que o pai precisa ou ser gordo ou forte, né? Não pode ser muito magro. Tem que dar aquela assustada, né? Claro. Com certeza. Aí, por enquanto, eu tô no gordo. Vamos ver se eu passo por forte algum momento. Você pegando lenha pra colocar em casa e tal. Tá muito frio por lá.

Tá, eu moro na Serra da Mantiqueira, né? Não vou falar exatamente onde aí, enfim.

Mas aí, lá tá bastante frio, são uns 10 graus a menos que aqui. Aí esses dias aí fez um friozinho de noite. O único exercício que eu tenho feito é esse, de comer mesmo, levantar o garfo aí.

Muito bom. Bom, vamos começar, cara, falar sobre... deixa eu pegar aqui e abrir o nosso chat. Sempre muito educado e presente, né? O que o pessoal tá falando aqui a respeito dos nossos assuntos. Essa semana foi bem agitada aí, né? Cara, a primeira coisa que eu queria entender é como é que o Trump teve a ideia de publicar a tal da imagem. Que...

Primeiramente, o que tem a ver o Trump dentro do contexto geopolítico? Ele se colocar como um salvador, sendo que o cara tá fazendo uma cagada atrás da outra. Acho que essa imagem aí não tem muito como explicar, né? E aí ele pensar assim, não, eu vou me colocar como salvador, e isso não vai, de nenhuma forma, afetar os católicos. Isso não é uma ofensa. O vice-presidente é católico lá nos Estados Unidos a propósito, né?

Eu imagino ele vendo essa postagem, como é que ele ficou. Agora ele tá lá passando um pano, né, tentando ali manter ali o nível. Ele até falou uma besteira, disse que o Papa tem que ter cuidado quando fala de teologia, né. Então, mas tentam ajustar o negócio, vai ficando cada vez pior ali. Mas eu acho que a pessoa, quando ela tem muito poder, né, e assim, é inegável que o Trump tenha poder.

E que ele tenha muita coragem também, né? Enfim, o cara pegou aqui o presidente aqui da Venezuela e levou. Aí começa uma guerra com os muçulmanos lá no Irã, assim. O cara tem muita coragem, né? Eu acho que isso acaba deixando ele um pouco, assim, no modo guerra, sabe? Tudo que chega perto dele, ele responde com ataque, com muita autoconfiança. Porque assim ele vai conseguir ganhar o jogo. E aí o que acontece é isso, né? Ele perde a noção. Aí ele acha que pode ganhar até de Deus, né? Porque aqui...

Ele não se publicou com a roupa do Papa, né? Com a roupa de Jesus Cristo. Parece com as nossas imagens do Sagrado Coração, essa imagem aqui, né? Essa que ele fez no IA. Aí ele falou que é porque isso aqui, na verdade, era pra ser um médico, né? Os caras com roupa militar, a enfermeira. Esse cara aqui de baixo, quando eu vi, eu achei que era o Epstein, a propósito. Chega perto ali. É que esse aí tá tapando aqui. Tá tapando, né?

Na hora que eu vi, eu achei que era o Epstein. Eu falei, que que é essa imagem aí, gente?

Mas eu acho que é só uma coincidência mesmo da... Ou talvez a teologia da história, né? Tem outra imagem aqui na frequência. Mostra outra aí, que é a linteira. Vê se tem sem a legenda. Olha aí, ó. Não parece o Epstein? Cara.

Vou dar uma de Thiago aqui agora, hein? Falar, ó, tudo tá conectado aqui. Tem uma mensagem se eliminar. Parece assim, depois do... Depois do acidente lá, magrinho e sem barba. É verdade. Então, aí, ó, agora o Trump tá curando ele, ó. Ele tá curando os outros aí.

Com a mão na cabeça, né? Quando o poder chega à cabeça da pessoa e ela acha que ela entra num modo guerra, assim, é muito complicado isso. É o problema de hoje, é um problema que muita gente tem, né? De achar que sozinha consegue tudo. E que não depende da salvação de Deus. Não é que o Trump diga isso, né? Mas no dia a dia ele deve estar tão acostumado a operar assim, confiando na própria atuação, né? É, a princípio o Papa se manifestou contra e aí eles começaram a discutir, né?

Na verdade o Papa se manifestou contra, não essa imagem específica, foi antes disso ainda, alguns dias atrás, quando o Trump disse que daria um ultimato para o Irã e que seria talvez o fim de uma civilização. Quando a gente ouve isso, o fim de uma civilização, o que isso quer dizer? Pode ser uma bomba atômica que ele vai atacar lá? O que vai acontecer? Fica no ar o significado do que ele está dizendo. Então o Papa começou a se pronunciar contra nesse momento.

surgiu umas notícias de que os Estados Unidos teriam ameaçado o Vaticano com o papado de Avignon, dizendo que na história o Papa já teve dificuldade com o poder político, e que o poder político consegue influenciar até sobre Roma. Depois o Vaticano disse que isso não aconteceu, aí por fim o Trump colocou um tweet chamando o Papa de fraco, aí publicou essa imagem.

Agora eu começo a pensar se aquela treta lá não tinha sido verdade, né? Não tinha acontecido de verdade mesmo.

Essa do Trump, né? Quando o Trump disse isso. Entendi, entendi. É, do que você tá falando parece que tá tudo conectado mesmo. A verdade é que o Trump concentra realmente muito poder, isso é perigoso. É sempre muito perigoso ter poder muito grande concentrado na mão de uma pessoa. Mas a grande questão é, isso é ofensivo em todos os níveis.

Tu vai ofender aquele cara que é católico, e o que não é, mas é cristão de alguma forma, mas ir pros outros, tipo assim, mano, o que esse cara tá fazendo é tratar a religião dos outros como piada. É uma blasfêmia, né? Colocar no lugar de Deus assim, né? Fazendo piada com uma imagem que é conhecida. Eu acho que é a imagem do Sagrado Coração, que é uma muito parecida. Se o pessoal achar, coloca aí na tela também. É ele com essa túnica branca, né?

Com as cores assim vermelho e azul. E Nosso Senhor com o coração dele saindo assim bastante luz, né? Que é o seu sagrado coração. Mas enfim, né? Dificuldade com o estado da igreja teve ao longo de toda a história. Até quando saiu essas notícias eu lembrei daquele vídeo do cardeal na eleição do... É, tem uma que tem ele inteiro, de corpo inteiro. Tem uma que é o corpo inteiro. Sagrado coração de Jesus. Bota Divina Misericórdia, talvez. Vamos ver se ele se acha.

Lembrei de um vídeo na eleição do Papa Bento XVI, um dos cardeais. Eles aparecem lá em cima naquela janelinha, naquela varanda, quando o Papa vai aparecer. E aí, ó. Ó como parece, ó. Essa aqui. A Divina Misericórdia. Parece. Parecido, né? É, talvez o vermelho aqui. Enfim. Ó, essa com o vermelho igualzinho da imagem lá. Essa de baixo aqui. Aí, ó. É isso mesmo. Não é? A mãozinha pra cima. Aí, ó. Igual.

Ele ainda teve coragem de dizer que era um médico, né? É absurdo. O médico da Cruz Vermelha.

Mas eu tava dizendo que eu lembrei desse vídeo, os cardeais ficam ali em cima depois que o Papa é escolhido, né? E os jornalistas ficam filmando pra ver a cara deles. Até pra tentar mapear se os cardeais ali tão... Gostaram. Gostaram ou não. E aí chegaram em um cardeal dos Estados Unidos, que eu não lembro o nome dele agora. Esse vídeo viralizou na época, né? Aí eu publiquei esse vídeo de novo agora, quando aconteceu isso. Tá no seu perfil?

Tá no meu perfil. Abre o perfil dele aí. O que você acha aí? Ele olhando assim pra frente, né?

Está bem reflexivo. E aí quando ele chegou de novo na cidade dele, nos Estados Unidos, perguntaram para ele os jornalistas o que ele estava pensando nesse momento. Porque estava todo mundo eufórico ali e tal. E ele estava bem reflexivo. E aí ele disse que ele estava ali no Vaticano. O Vaticano é uma colina que ficava fora da cidade de Roma no tempo antigo. Ela não fazia parte das sete colinas ali. Tem até alguns...

teóricos da conspiração aí e tal, que dizem, ah, a cidade de Roma é aquela que tá sentada, é a prostituta do apocalipse, que tá sentada sobre as colinas. Mas, na verdade, o Vaticano tá fora. Desce um pouquinho mais, é no dia da... Foi no dia aí da... negócio. Esse aqui, ó. Pronto. É. É. Ó.

A Lódia das Bênçãos da Basílica de São Pedro e ao seu redor se reuniram todos os cardeais que haviam acabado de elegê-lo. As câmaras flagraram a expressão notavelmente reflexiva de Francis George, cardeal de Chicago. Quando ele voltou para casa, os repórteres perguntaram a ele, o que o senhor estava pensando enquanto olhava para fora da Lódia? Ele respondeu.

Eu estava olhando em direção ao Circus Maximus, na direção do Monte Palatino, de onde uma vez reinaram os imperadores, de onde eles menosprezaram a perseguição aos cristãos. E eu pensei, onde estão seus sucessores? Onde está o sucessor de Júlio César? Onde está o sucessor de Marco Aurélio? E finalmente, quem se importa? Mas se você quiser ver o sucessor de Pedro...

Ele está bem do meu lado, sorrindo e acenando para as multidões. Em abril de 2005, o Papa Pedro XVI foi ele. Ao longo da história, um monte de impérios foram atrás da igreja, tentaram atacar a igreja em todos os lugares do mundo, isso aconteceu. E esses impérios, eles passam.

E depois o que fica é isso aí, ó. O que sobrou de Roma, né? Cadê o imperador romano, Nero, né? Que ria, que matava os cristãos, Domiciano, Diocleciano. Cadê esses caras, né? Cadê o sucessor desses caras? Não estão lá, mas o sucessor de Pedro, o sucessor dos papas está aí até hoje. Então eu no lugar do Trump, quem sou eu pode dizer isso, né? Mas eu no lugar dele ficaria bem prudente quando você fala da igreja, né?

O papo é uma instituição papada, né? Uma instituição de dois milhões. Muito bonito, cara. Muito bom mesmo. Não é à toa que olha o tanto de like. É, foi. Acho que bateu um milhão aí de views. Muito interessante. É, enfim. Essa questão do Trump com o papo, que ainda não são dois poderes, né?

Você tem um poder temporal, um poder espiritual ali, né? E não é novo na história que um tenta sempre, de alguma forma, se apoderar do outro. Às vezes eles estão... Pelo menos influenciar no outro, né? Estão às vezes até em conflito e tudo mais. Mas um tá sempre tentando ali ter, às vezes, o apoio. Às vezes a questão do poder temporal por cima do espiritual, né? Tentar fazer com que uma coisa se sirva a outra. Sim.

É complicado Não é natural do ser humano essa divisão, na verdade A divisão do poder político E do poder religioso Eu lembro lá em Israel Bem, em Israel a maior parte é judeu e muçulmano Então eu tinha um amigo muçulmano E os judeus também tem uma mentalidade parecida nisso Um amigo meu muçulmano Que uma das dificuldades dele com o cristianismo Era aquela frase de Jesus Daí a César o que é de César E a Deus o que é de Deus Ele dizia, como assim?

Toda autoridade é de Deus, não pode ter uma autoridade que concorre com Deus. Então os muçulmanos têm essa dificuldade, porque para eles, o líder político é o líder religioso também. Não tem como o cara mandar no país sem mandar na religião e vice-versa. Agora Jesus trouxe uma coisa nova, que foi muito chocante para os judeus daquele tempo.

E acho que talvez até um pouco para os judeus de hoje, não saberia dizer. Mas os judeus de hoje, o fato é que eles têm lá um país, que é o Estado de Israel. Então são uma nação e uma religião ao mesmo tempo. Mas Jesus fez uma inovação. Ele falou que tem um poder que é temporal, que Deus delega para vários estados diferentes. E tem um poder que é um poder eclesiástico.

Isso não quer dizer que o Papa não possa, ou os bispos não possam interferir na política de algum modo. A gente precisa realmente dar testemunho do Evangelho. E os políticos precisam se submeter à autoridade da igreja, ou seja, ouvir o Evangelho de Jesus Cristo e seguir esse Evangelho. Mas são dois poderes diferentes e distintos. Isso é difícil para a gente no dia a dia de fazer essa separação. Mesmo a gente com dois mil anos de história de cristianismo...

Ainda para a gente é complicado engolir isso, né? De que eu tenho que respeitar uma autoridade que não é propriamente eclesiástica. E as autoridades civis entenderem que tem alguém que manda nelas, né? Vamos dizer assim, que manda moralmente nelas, né? Que é a igreja.

É, o pastor Tupirani discorda disso daí, né? Segundo ele, a única autoridade mesmo é espiritual. Todo governo... Olha aí, ó. É. Todo representante da democracia é servo de Satanás. Meu Deus do céu. É. Mas e aí, mas o que ele responde quando vem essa passagem? Ele... César é Deus que é de Deus. Então, exatamente. Ele acredita que é porque o César sempre vai estar ligado, entendeu? Ao que é corrupto, ao que é impuro, ao que é pecaminoso. Ele é anarquista, então? Tipo isso.

Ou ele é a favor de uma teocracia? Ah, então. Eu acredito que ele é mais ancap. Pelo que ele me falou, ele tem um pé no ancap ali. No lado ancap da história. Ai, ai, ai. Não tem como isso, né? Porque é natural do ser humano se organizar em sociedade. E para pra pensar aí, quem tiver em casa, né? Se o seu padre, por exemplo, podia ser prefeito da sua cidade. Ou se o bispo podia ser governador. Não tem muito sentido, porque são vocações muito diferentes, né?

A vocação do líder religioso é fazer com que cada um, na sua vida, no seu trabalho, se santifique, faça a vontade de Deus, que se forme. Mas ele precisa de muito tempo de estudos, de dedicação, oração. Tem como uma pessoa dessa comandar o mundo todo, né? E é o que o Papa faz, né? Porque saem nas notícias essas coisas que o Papa fala de política. Aparece no G1, no Estadão, em todas as redes sociais. Se bem que o Papa Leão é diferente, né? Por quê?

Cara, eu acho ele bem mais contido, entendeu? Assim, obviamente, o mundo entrou em guerra. Mas assim, ele não tá o tempo todo dando declaração, ele não fica aí no Twitter. Ele não solta qualquer coisa, não é? Ele não fica lá, tipo assim, pô, o aquecimento global. Porque vai ter uma comissão lá na ONU, não sei o que, que vai discutir as mudanças climáticas.

fica palpitando. É, a gente precisa entender que ele entrou aqui no jogo, falando dessa guerra, porque o Trump tava dizendo que ia dizimar uma civilização. Sim, exatamente. Então, assim, isso não é importante, né? Aí sim, você tem ali, pô, é, o que você espera de um líder religioso? Você também não espera omissão, né? Não, ele tem que falar. Igual os profetas do Antigo Testamento, eles ficavam acusando os reis quando eles não seguiam a lei de Deus.

É isso. Então, a figura religiosa sempre pode ser, vamos concordar com o pastor aí, né, sempre vai ser um incômodo pra liderança, porque a liderança ela não pode fazer o que ela bem entende pra alcançar o que ela quer.

Essa política de os fins justificam os meios, ela não está certa. Você tem que fazer as coisas certas pelo meio certo. Então, o Papa, os bispos sempre vão estar dizendo isso. E por isso ele acaba sendo, às vezes, um incômodo para o poder político. Tem um livro que eu li há muito tempo, que ele fala de como essa questão do poder espiritual, do poder temporal, lidou ao longo do tempo. E existiu um equilíbrio que foi na Idade Média.

E esse equilíbrio tá no livro que o nome dele é Entre o Trono e o Altar. Aí ele fala a respeito de que existe um equilíbrio entre esse poder... Na Alta Idade Média, né? Lá no início da Idade Média. Lá no início. No final degringolou de vez também. Degringolou completamente. Que aí é vários casos de infiltração, corrupção, de heresias. Papados de avião. Papados de avião. A reforma protestante tem muito a ver com isso. Depois do século XIII ali o negócio desandou. Exatamente.

Mas quando existia, existia realmente essa ideia de que, tipo, olha, por exemplo, as comunidades. Qual que era o elemento que fomentava as comunidades? Qual que era o fator que agregava... A igreja. A igreja. Então, quem que educava, quem que trazia a língua, quem que trazia a ideia de você, por exemplo, ter uma...

Uma data em específico é para culto aos mortos, entendeu? Para a gente lembrar dos antepassados. Para rezar pelos mortos. Exatamente. Essa parte do calendário que se misturava com a vida cotidiana e os fatores religiosos, eles eram muito vívidos e tal. Então as pessoas, antes de pensar no feriado, no dia que não vai trabalhar, elas pensavam no fator religioso, entendeu? Então era quando existia uma harmonia muito forte ali.

E aí as coisas foram se perdendo, etc. Você tem ali uma série de acontecimentos, inclusive corrupção, você tem a peste negra, você tem várias coisas que foram enfraquecendo. Mexendo ali na estrutura da sociedade. E mexendo com essa estrutura. Mas, dali pra frente, aí de reforma protestante, aí depois você tem guerra de católicos protestantes na França, por exemplo, que era um contra o outro. E o mundo nunca mais foi o mesmo, né? Talvez ali foi o...

O lado onde... Eu acho que agora... Naquele momento... Pra dizer a verdade, acho que agora é o momento que tem mais... Bem, primeiro a alta idade média, como você bem disse, né? Mas você mesmo já deu uma ressalva disso aí. É que os poderes políticos também, naquele início, estavam muito fracos, né?

Então precisavam muito da igreja. Então não tinha nem muito como ter conflito quando você tem muito claro quem é mais forte e quem é mais fraco. É, porque se você precisa convocar um exército, qual motivação você vai dar para esse exército para que ele faça alguma coisa? Pode ser para defender a própria região. Eu gosto muito de um historiador, chama-me Politene. Ele explica a Revolução Francesa e ele vai mostrando como foi a ascensão da nobreza, da aristocracia.

E era assim, tinha alguma guerra. Então imagina depois dos reinos bárbaros ali, aquela grande confusão. Então tinha alguma guerra e a família que mais se destacava, ou que salvava a cidade, ou que lutou mais bravamente na guerra, depois as pessoas começavam a dar presentes para ela. Falaram, muito obrigado por ter liderado a gente, ter ido à frente, salvou aqui o meu filho, toma aqui para você e dava lá uma cesta de sei lá o que para ele.

Então ele vai acumulando riquezas por isso. E depois quando alguém tinha um conflito entre si,

Isso é normal em qualquer lugar, né? A pessoa que se demonstra mais forte em um conflito, em uma necessidade ali do grupo, depois as pessoas começam a procurar ela para resolver coisas pequenas também do grupo. E aí aos pouquinhos foi aparecendo uma aristocracia, ou seja, gente que tinha mais riquezas, porque recebia mais presentes no início, né? Depois isso se transforma em uma taxa fixa, né?

e também que solucionava conflitos pequenos ali entre o povo. Então é assim que vai surgindo a nobreza. Então acho que não é bem... Não é por causa só da... Ah, pedir bênção da igreja para poder fazer uma guerra. Acho que a aristocracia foi crescendo porque ela tinha essa função. Aí segundo o Hipoliteino, o que aconteceu na Revolução Francesa, é que os nobres já não estavam mais fazendo essa função. Tinham se mudado todos para Paris.

Então tinham lá uma terra no interior, mas não cuidavam dela. Antes ele tinha uma função social clara.

Só que depois que ele perde essa função social, ele só tem privilégios, aí o povo se revolta contra ele. Mas que inicialmente tem um sentido ali, né, do porquê essas pessoas foram crescendo ali na hierarquia.

E isso também é válido para a igreja. Os monges, por exemplo, que estudavam, que tinham detentores de conhecimento, secavam pântanos, construíam pontes, cuidavam dos enfermos, ensinavam as pessoas sobre história mesmo, filosofia. Então isso foi fazendo com que eles ganhassem também mais status na sociedade, sendo vistos como uma figura de autoridade não só religiosa, mas autoridade também civil. Depois aqui a coisa...

acaba se perdendo. Se perdeu completamente para a histocracia, tanto que hoje quase não sobrou nenhuma. Verdade. E para a igreja se manteve, né? Porque até hoje a gente tem papa, bispo, padre, né? Por mais que, por exemplo, se pega um padre, por mais que seja um padre assim, que não seja brilhante em estudos, em conhecimento e tudo mais, né? A gente sempre respeita ainda, né?

Não só os católicos, né? Eu vejo que tem muita gente, né? Católico de BGE ou até protestante que respeitam o sacerdote ainda só pela figura que ele é, né? Mesmo que não acredite na parte espiritual daquilo ali, tem esse prestígio. Eu acho que é isso que incomoda tanto o Trump também, né? Porque o Trump, se eu não me engano, não é católico, né? Acho que é evangélico, né? Um cristão meio New Age, assim. É, meio maluco.

Eu lembro da primeira campanha dele. Na segunda eu não acompanhei muito. Mas na primeira campanha dele eu lembro que a primeira coisa que ele foi fazer foi fazer uma doação pra uma entidade católica. E ele fez um desafio na época pro Obama, quando o Obama ainda era presidente, pro Obama se posicionar contra o aborto. Porque isso era uma coisa super importante. E se ele fosse contra o aborto era pra ele nomear uma pessoa também que fosse contra o aborto. Pra concorrer pelo Partido Democrata. Aí apareceu a Hillary Clinton.

Porque o Obama não fez nada E aí depois disso ele começou a fazer vários ataques ao Obama E ele sempre fazia um desafio Vou dar 5 mil dólares

Entendeu? Vou dar 100 mil dólares. Ele sempre fazia vários desafios pro Obama. O Obama ficava quieto. Era uma forma de provocar. Entendi. Mas ele contou com vários apoios dos católicos americanos de um certo modo no primeiro governo. Eu lembro principalmente do Rick Santorum, que era governador da Pissimânia. É igual aqui no Brasil, né? Na época do Bolsonaro e tal. Quem é mais conservador... O Bolsonaro é católico, ok. Só que já tá na terceira esposa, né? Não é, assim, um grande exemplo de católico praticante, né?

Só que uma boa parte dos católicos apoiaram aí o Bolsonaro, né? Acho que a gente não tem muita opção. A gente viu o que é o mais razoável com as cartas que tem na mesa, né? A gente joga com o que tem na mão aqui, não tem muito o que fazer. Queria conversar com você sobre mentiras ou teorias da conspiração envolvendo a igreja católica. Tá bom. A primeira é a teoria da conspiração. Essa daí tem um pouco... Ah, eu tenho algumas teorias da conspiração que eu gosto.

Que você acredita também? Olha só. Tem umas que eu gosto, assim, de pensar, pô, isso aqui faz sentido e tal, deixa eu investigar, eu me dedico um pouco pra ir atrás. Tem umas que eu acredito, tipo assim, eu acredito que a Michelle Obama é trans. Ah é? Acredita mesmo? 100%. Michelle Obama é trans. Caramba. Me mostra uma foto da Michelle Obama grávida. Não existe, cara. Não existe. Mais tratando da igreja, renúncia de Bento XVI.

É um assunto polêmico, né, cara? É. É um assunto que... É uma coisa diferente, né? Então tudo que é muito diferente, as pessoas têm medo, né? Parece uma coisa que você não sabe o que é, você fica com medo. Pega as crianças aí, ela vê um bicho que ela nunca viu na vida, sai correndo, grita. É normal quando a gente vê uma coisa diferente. E todas as coisas que as pessoas falam envolvendo teoria da conspiração, igreja católica, poder oculto, de não sei o que lá, não sei o que lá.

Cara, essa questão em específico do Pente do 16 me pega bastante. Pente do 16 enunciar...

Pode ter sido por pressão, pode ter sido por... De repente ele tá recebendo várias e várias questões internas ali. E aí ele naquela figura não quer... Você também não quer ver a igreja que você ama e você dedicou a vida toda... E dilacerado. Exatamente. Você não quer penalizar. E aí de repente só tem uma alternativa a se fazer. Mas...

Olha só. Fora do Brasil, é muito forte inclusive a tese de que por um tempo o Mento XVI continuou o Papa porque ele foi forçado a renunciar. Nesse contexto, né? Não totalmente diferente da história do filme lá dos dois Papas e tal. Sim, aí já é. Da Netflix, não totalmente diferente. O estado do Vaticano, né? Que tem um banco específico. Esse banco foi sancionado.

E ele foi tirado do sistema SWIFT. Então, de uma hora pra outra, todo o dinheiro do Vaticano, e o Vaticano é um país, ele precisa ter um banco. Ele precisa ter como fazer transações internacionais. Então, assim, você precisa mandar dinheiro pro Vaticano, por exemplo, uma doação, ou você precisa fazer com que uma mitra diocesana receba esse tipo de valor. E não pode ficar sob o poder de um país.

de um outro país, né? Porque vê aí, se fosse nos Estados Unidos a Santa Sé, o Trump agora briga com o Papa, o que a gente faz? Exatamente. Ele pode bloquear os recursos, né? Exato. Até as pessoas não entendem porque o Vaticano é um Estado, que é a igreja, tem esse monte de bens aí, é um Estado pra ela e tudo mais, né? É porque a gente tenta proteger o Evangelho. Então a forma de proteger o Evangelho é a gente ter o nosso próprio Estado.

Pode ser do tamanho de uma cidadezinha mesmo, mas se sobe um Trump da vida e critica o nosso Papa, é mais difícil dele conseguir controlar as coisas. Ele é o rei que manda em tudo, inclusive nos soldados que estão ali, a guarda suíça, no banco, acabou, né? Ele consegue controlar a igreja muito mais fácil. É importante que a igreja tenha o estado dela separado. Você tira todos os bens da igreja. E quem critica isso, os protestantes que criticam isso, se pudessem eles tinham o estado deles também.

É porque eles não tiveram tempo de fazer isso. Nem se organizaram o suficiente. Entendi. Se pudesse, teria. Mas seria onde? O Estado dos Protestantes? Não sei. Um pedacinho da Alemanha, um pedacinho da Inglaterra. Eu acho que teria que ser por aqui mesmo, né? Se a gente for parar pra pensar. A quantidade de protestantes mesmo no mundo, acho que é aqui que tem mais, né?

Eu não sei, não conheço a estatística, posso estar falando besteira. Mas esses países nórdicos aí tem um monte agora de ateu também, não é mais um... Não é mais. É a referência histórica do protestantismo, acho que não mais verdadeira. Mas enfim, voltando ao aumento do 16. Vamos lá. Então, quando o Banco do Vaticano sofre essa sanção do sistema SWIFT...

Ele perde todo o dinheiro que ele tinha lá e é o dinheiro com que ele faz as obras de caridade, com que ele roda, por exemplo, as missões, as pessoas que vão evangelizar em outros países, até mesmo o dinheiro de cúria, que ele tem que repassar de um lugar para o outro. É, a administração da igreja. Exatamente. Sem contar todos os outros cursos do Vaticano.

Tem essa questão do dinheiro. Tem um escândalo também de que parte desses valores também eram de empresas que estavam lá ligadas às armas, ligadas à parte militar e tudo mais. Até agora não se confirmou. Faz parte da teoria da conspiração. E aí o que acontece? Foi o Bento XVI que foi atrás e investigou isso daí.

Porque João Paulo II muito velho, idoso, as coisas começaram a acontecer por pessoas infiltradas dentro da igreja. Não foi o que a igreja fez. Embora o cardeal Hatzinger já estava... já tinha um cargo muito alto ali, né? Ele é prefeito da... Mas enquanto a questão da da fé, ele estava ocupado com muitas heresias.

Sim, fazendo o catecismo da igreja católica, né? Ele que comandou o trabalho do catecismo. Não, o tanto de documento que aquele cara promulgou, trabalhou bastante. Mas via de regra é isso que eu estou te falando, entendeu? Ele descobriu essas questões e eram questões que, conforme ele foi descobrindo, foi colocando também a igreja em uma situação complicada. O que você acha?

Olha só, eu acho que é inegável que tenha pressão dentro do Vaticano, com várias visões diferentes entre os cardeais. E que os poderosos do mundo tentam influenciar o Vaticano também. Tanto que o Trump se preocupa com a opinião do Papa, né? Se você precisa dizer que uma pessoa é fraca, é porque ela já é importante o suficiente para você ter que dizer isso.

Então ele admite esse poder. Então assim, é natural que tenha essa pressão dentro do Vaticano. Então pode ter acontecido mesmo algum tipo de pressão ali, não teria problema. Vamos até distinguir para quem é católico e está assistindo aqui. Uma coisa que nós temos, assim, nós temos certeza que o Espírito Santo guia a igreja ao longo dos séculos.

E nosso Senhor nos livra de todos os males no fim das contas. Só que nós passamos por tribulações, né? Jesus fala, no mundo tereis tribulações. Coragem, eu venci o mundo. Ou a vida do justo tem um salmo que diz isso. O justo tem muitos problemas na vida. Eu esqueci agora qual é a palavra bonita. Salmo tão bonito, vou estragar aqui, mas enfim. O justo tem um monte de problemas na vida, mas de todos eles o livra o Senhor.

Então, assim, é natural que aconteça esse tipo de pressão. O que a gente acredita é que Deus guia a igreja mesmo no meio dessa confusão toda, né? Mas isso não quer dizer que não haja confusões, né? Que não haja pressões. Então, pode ser que tenha acontecido alguma pressão desse tipo com Bento XVI. O que ele, como sumo pontífice, faz é analisar as opções que ele tem, ver a igreja no mundo inteiro e o Papa tem uma...

Ele tem uma visão, assim, é muito mais profunda que nós, né? A gente vê o que tá aí no Twitter, o que tá explodindo, né? Agora ele conhece a realidade da igreja mesmo. E ele, como um bom pai de família, ele tenta ali fazer o que é melhor pra família, né? Então, o Bento XVI disse que ele precisava de mais vigor, inclusive, né? Quando ele diz que tá saindo da... E talvez ele não conseguisse encontrar os desafios que tem hoje. Ele explica, né?

Então, ele não diz o quê, mas ele diz que, de fato, ele vê que ele não seria a melhor opção pro que a igreja tava passando no momento.

O que a igreja estava passando no momento, aí a gente não sabe, né? Fica no campo da especulação mesmo. Mas isso não quer dizer que o Papa Francisco não tenha sido um Papa válido, porque existe esse recurso mesmo do Papa renunciar, né?

O Papa fazia uma renúncia. Não, a ideia da renúncia... Já aconteceu na história isso aí, né? Não, acontece perfeitamente. Duas vezes a propósito. O que eu disse é que muitos consideravam que foi uma renúncia por pressão e não de livre e espontânea vontade. É a mesma coisa de um casamento. Casamento, quando você casa por livre e espontânea vontade, é um contrato válido, certo? Está sacramentado. Mas se você está sendo pressionado ou há vício de consentimento de alguma forma ali...

Não é, entendeu? Então é mais ou menos a mesma tese. Os teólogos, principalmente americanos, que entraram nesse tipo de discussão aí, né? Principalmente a parte do pessoal que gosta de direito canônico. É, eu não sou especialista em direito canônico, né? Então eu não sei se é igual o casamento com um documento como esse. Eu não saberia falar sobre isso.

Agora, que ações do Papa são livres de pressão, né? Se a gente for levar isso aí às últimas consequências, tem um monte de coisa que seria problemática na história da igreja, né? O Papa, se tem uma instituição que sofre pressão ao longo dos séculos, é o papado, né? O tempo inteiro. De todos os tipos, de dentro, de fora, do céu ajudando, do inferno atrapalhando, é o tempo inteiro ter pressão sobre o Papa, né? Então, acho que é arriscado, assim, a pessoa começar a pensar que se uma ação do Papa tem alguma pressão em volta, ela é inválida, vai ter que invalidar um monte de outras coisas também.

Pensando por esse lado, né? Eu admito, assim, pode ser que tenha tido mesmo a pressão. Alguma coisa aconteceu, né? Senão ele não teria renunciado, teria ficado até o final. Então alguma coisa aconteceu, ele viu que precisava ser enfrentado de algum modo que ele não ia conseguir e renunciou. Isso aí é óbvio, né? Não é nem teoria da conspiração, ele mesmo falou isso. Agora, dizer que por isso não é válida, aí, bem, então, a linha dos papas já teria sido quebrada há muito tempo lá atrás. Se o Thiago estivesse aqui agora, ele já ia falar, eu não tô falando?

E o católico admite que tem algo por trás da saída. Cara, é uma coisa que... Aí é mais teoria da conspiração do que qualquer outro fato. É quando falam que o Vaticano é rico. O Vaticano tem não sei quantos... O menor país do mundo como o maior tesouro do mundo. E etc. Se bem que se a gente for analisar 100 anos atrás, estava muito mais rico o Vaticano. É verdade, né? Ele liberou muitas terras, passaram para a Itália.

O que acontece, gente, é que a igreja também tem muitos séculos de história. E é igual eu comentei, que quando tinha alguma família que te protegia mais, as pessoas queriam contribuir para aquela família, chamavam ela para ser juiz ali e tal. Da mesma forma isso aconteceu com a igreja. E assim, hoje a gente doa dinheiro para a igreja, e eu quero manter o Vaticano. O Vaticano é um bem dos católicos, na minha opinião, um bem da humanidade inteira, vamos dizer assim, um patrimônio da humanidade inteira.

E em específico dos católicos. Eu quero que se mantenha o Vaticano lá, porque aquilo ali é uma prova viva de que as portas do inferno não prevalecem contra a igreja. O vídeo que a gente acabou de ver aqui, do cardeal lá. Assim, a gente tem que lembrar que a gente é ser humano, né? A gente tem corpo e alma, a gente precisa ver as coisas, sentir, olhar. Eu conheço histórias de gente que se converteu lá na praça do Vaticano.

Quando ele anda lá pelo meio, ele vê as estátuas dos apóstolos ali em cima, e conhece da história, sabe que ali, aquele lugar era um cemitério onde São Pedro pregava, e ali na frente estava Nero dizendo que ia dizimar com os cristãos, acabar com eles. Você vê o fato de que a única coisa que sobrou daquele tempo até hoje é a igreja, enquanto que todo o resto está só ruína lá para a gente visitar agora. Isso é muito forte, isso é um instrumento de evangelização.

Então, eu como católico quero manter. Agora, por que é tão grande e tal? Porque ao longo dos séculos, várias gerações foram contribuindo para aquilo. Muita gente que diz isso, está pensando em construir o mesmo patrimônio para a sua família, para a sua igreja protestante, para a sua, seja o que for, para a sua empresa. As pessoas, elas querem isso, é que elas não têm. A diferença é que a igreja tem mais tempo.

E deu tempo de fazer isso, né? Outros não tiveram esse tempo ainda, mas se pudessem fariam. Aqui em São Paulo tem aquele templo de Salomão lá? Tem o Salomão, do Edir Macedo. É de quem? Do Edir Macedo. É aí? Agora imagina se o Edir Macedo tivesse sucessores por 2 mil anos. Como é que ia ser os monumentos da igreja lá?

É que não tem esse tempo, é. Ia ser uma coisa pra caramba. É, pois é. Aí outra, tem uma passagem do Evangelho, né, que é nosso senhor lá com... Preste já a chegar a Semana da Paixão, as portas da Semana Santa. Ele tá jantando na casa de Lázaro. E aí vem Maria, que era aquela que era mais emocionada, mais próxima de Jesus, e aí ela joga perfume nos pés de Jesus.

E aí, se enche o perfume inteiro, do perfume, a casa inteira, aquilo lá era salário, assim, de um ano inteiro de um trabalhador. Como se fosse 40 mil reais hoje. Então, você imagina, pegar 40 mil reais de perfume e jogar nos pés do Papa hoje. Imagina se a gente visse isso na televisão. Sabe, chega um católico lá e tá aqui, pô, esse perfume aqui, 40 mil reais, aí joga assim no pé do Papa, né? Ah, meu Deus, o que o mundo ia dizer, né?

Ah, idolatria, sei lá o quê e tal. Desperdício de dinheiro, né? Então, quem falou isso, quando foi feito isso pra Jesus, foi Judas.

Judas falou, nossa, não podia ter vendido esse perfume e dado dinheiro para os pobres? E aí São João diz, que está escrevendo o evangelho. Ele não falou isso que estivesse preocupado com os pobres, porque ele roubava o dinheiro que estava ali. Ou seja, ele era sujo falando da outra que era limpa, fazendo um negócio ali por amor a Jesus.

Então a igreja tem esses... Tem que tomar cuidado com quem fala do discurso de ajuda aos pobres. É, porque a igreja está lá cheia de monumentos ao longo dos séculos, todos eles exaltando a glória de Deus, são pinturas das passagens bíblicas, são status dos apóstolos, e ao mesmo tempo é a maior instituição de caridade do mundo. Vai olhar em volta o bem que a igreja fez, e não só a instituição de caridade.

Todos os princípios bons que nós temos no Ocidente, da educação, do respeito, do status da mulher, por exemplo, a erradicação da escravidão, que aconteceu no início da Idade Média, porque no Império Romano ainda tinha escravo. O que aconteceu entre o Império Romano e a escravidão do século XVI? A atuação da igreja na sociedade, os hospitais. Então, a igreja, ao mesmo tempo que tem esses bens lá no Vaticano, ela fez todos esses bens no Ocidente inteiro.

Então quem for criticar a igreja tem que fazer uma conta de porcentagem, né? Se ela contribuiu bastante pra criticar esse pouco que a igreja tem, que também é pra glória de Deus. Também é pra gente ver o tamanho de Deus, a beleza das histórias da escritura, né? Essa é uma crítica que eu não consigo entender, essa do Vaticano. Não, eu também não. Eu acho que é uma crítica muito baixa. Eu acho que inclusive tinha que ter... os católicos são meio mole.

Mano, tem que doar pra igreja. Dá o seu dízimo ali. Dá pouca coisa. É que a gente não faz alarde disso. Não, tô querendo dizer assim. Faça mesmo, entendeu? Se você não quer dar dinheiro, dá a comida.

Faz o pessoal lá do dia do Domingo do Quilo, entrega lá, mas faz, entendeu? Coloca. Pô, Domingo do Quilo, então, que aqueles alimentos ali são entregues justamente pras famílias que precisam comer, né? Você chega lá, você dá o seu quilo de feijão, de arroz, entendeu? Sua lata de óleo, sei lá. Mas faça. Eu não deixo de fazer. Outra coisa, precisa sustentar o padre, né? Não dá tempo pra trabalhar fora e depois... Não, é isso aí mesmo.

Tem que sustentar. Mas a parte que me pega é no seguinte. Tem que voltar à Inquisição, velho.

Acha que tem que voltar a Inquisição? Acho que tá muito mole o lado disciplinado, disciplinar da igreja. Ah, tá muito mole, velho. É que a igreja, ela... Tem que começar assim, mandar uns recados assim, tipo, ó, tá falando demais, tá falando besteira. Pra um monte de gente. É. Entendeu? Pra um monte de gente. É verdade, é verdade. É só isso que me coloca. Pra todos os lados, né? É. É que eu acho que a igreja, ela... O que que a igreja faz, né? Ela olha...

pra história, e ela vê a humanidade como filhos dela, que precisam de educação. Igual quando o pai e a mãe olham pra uma criança. E eu gosto de pegar o exemplo da minha família mesmo, né, que somos cinco filhos. E eu sou o mais velho. Eu sou o que mais apanhou. Por quê? Porque é o azar da história mesmo, porque a mãe tava começando. É isso mesmo.

Ou é porque minha mãe tava começando, mas segundo ela, é porque eu era mais teimoso e eu fazia muita pirraça e gritava, me jogava no chão, sei lá o quê. Então eu precisava de mais firmeza, né? Depois tem outros lá em casa, né? Outros que são mais polidos. Meus irmãos são um pouquinho mais polidos, né? Tem uns que não, são mais arteiros que eu mesmo. Eles tão ouvindo vão saber quem é quem aí. Agora tem um outro sim que é mais polido, né?

Dois ali que são mais polidos e tal. E eles têm uma outra mentalidade, outra personalidade, né? Diferente da minha. Então, com eles, se minha mãe batesse, né? Ou fosse mais firme e tal, talvez fosse terrível. É mais fácil ela dizer que está decepcionada para eles se corrigirem. Então, fiz-me tudo para todos de São Paulo, né? Então, a igreja, ela também olha os tempos. E a gente tem a tendência de pensar só em nós. Mas a igreja, ela pensa no mundo todo.

Então ela olha para as massas todas, para o mundo inteiro, a experiência de todos os padres do mundo, todos os bispos, e ela tenta se adaptar para o que ela acha que vai ser o melhor ali em cada momento. Esse movimento é em linhas gerais, é guiado pelo Espírito Santo, mas pode ter erros pontuais. Então a gente sabe que a igreja tenta hoje, do Vaticano II para cá, tenta ser mais compreensiva, focar mais nas semelhanças.

Até por isso, inclusive, que no meu postulado lá no Instagram eu falo mais de Bíblia, né? Onde está na Bíblia para responder os protestantes? Por quê? Porque os protestantes eles aceitam a Bíblia. Então ao longo da história a igreja já defendeu muito a tradição. Mas é importante mostrar com a Bíblia que a igreja está certa. Então é partir da semelhança com os outros. Mas nesse processo erros podem ser cometidos, né? E está inclusive previsto na Sagrada Escritura lá em Lucas 12.

Tem uma passagem que eu acho super legal. Vou pegar só o iniciozinho dela. Fica tranquilo aí que não vão ler muito não.

Mas é uma passagem que eu acho interessante porque é uma parábola que Jesus diz que não é para todo mundo. É uma parábola que ele está contando só para os apóstolos. Porque é o seguinte, ó. Ele fala que o dono da casa tem que saber a hora que... Se soubesse a hora que vem o ladrão, não deixaria que a sua casa fosse arrombada. E aí, Pedro percebe que tem alguma coisa diferente nesse momento. Aí ele diz assim, Senhor, é para nós ou para todos que contas essa parábola?

Então você está falando isso para todo mundo ou para nós aqui, os doze apóstolos que estamos ouvindo isso? E aí Jesus respondeu, quem é o administrador fiel e prudente que o Senhor encarregará dos servos da casa para lhes dar alimentação na hora certa? Então ele fala que existem alguns servos que são deixados para alimentar o povo, que são os padres e os bispos. E aí ele diz, bem-aventurado o servo que o Senhor ao chegar encontrar agindo assim.

verdadeiramente vos digo, ele um carregará de todos os seus bens. Porém, se outro servo pensar consigo mesmo, meu patrão está demorando.

começar a bater nos criados e nas criadas, a comer, beber e a garse. Então o Senhor daquele servo chegará num dia que não o espera e numa hora que desconhece e o aniquilará e lhe destinará a sorte dos infiéis. Então assim, os bispos e os padres, eles não estão com salvação garantida, eles podem ir para o inferno. E o que Nosso Senhor está dizendo é isso, que eles são responsáveis por dar o alimento, que é o quê? O evangelho, os sacramentos, na hora certa para cada um.

Então a igreja está sempre tentando entender o que é a hora certa, para quem tem que dar e como.

Mas isso não quer dizer que individualmente todos os bispos e padres vão acertar sempre, né? Pode acontecer isso, dele se portar de um jeito que não é o que Deus quer, né? E aí é que entram esses casos assim, né? Que a gente vê que talvez precisasse mesmo de uma atuação e não tem. Os bispos vão responder por isso, né? Recentemente teve um bispo, por exemplo, lá no Nordeste, que falou contra a adoração da Eucaristia. Não sei se você viu esse vídeo. Rolou aí, apareceu um monte de página católica. Meu Deus.

Não é o Nordeste mesmo. E aí, enfim, ele falou que não precisa disso não, e qualquer um pode comungar e tal. Quem tá preparado pra comungar, ele fala assim, que tem uma pessoa, um senhorzinho, dá o anúncio na igreja, né? Ele fala, quem tiver preparado pra comungar pode se aproximar da fila.

Aí ele fala assim, quem tiver preparado, mas aí ferrou, eu também não vou poder comungar, porque quem tá preparado pra receber Jesus, a resposta da teologia católica é quem está em estado de graça, ou seja, uma pessoa que foi batizada, tá confessada e tal, pela graça que ela recebeu do próprio Jesus Cristo, essa pessoa ela pode comungar. Aí ó, critica a adoração da Eucaristia. Então tá. Então isso aí é uma heresia, né? Qual foi o nome desse camarada aí? Eu não sei, abaixa aí. Olha aí. Olha aí.

Qual que é o nome dele? Aí, achou. Dom José Leonil. Você vai botar os pingos nos is. Lisboa de Oliveira. Então. Paróquia Menino de Deus de Taurê.

Parar. Pois é, isso aí é uma heresia, né? Não poder adorar Jesus Cristo, qualquer um pode comungar. Isso não tá de acordo com a doutrina da igreja, né? Catecismo, com o que o Papa orienta, né? Não, quando eu falei, eu tava pensando mais no Fábio de Mello mesmo. Tá? Não, o Fábio, o padre Fábio de Mello a propósito ele teve na Canção Nova, acho que anteontem, faz pouco tempo que ele teve lá.

Ele falou que inclusive ele tá fazendo um movimento interior de retorno, né? Há alguns anos, já uns três anos. Que ele tá... Ninguém... Não sabe o que isso quer dizer exatamente, né? Mas ele sente que ele fez algumas coisas que não deveria fazer e que tá voltando. Eu nem conheço a vida do padre Fábio de Mello, tá? Eu vi, não. Eu tô dizendo que ele falou isso. Eu tô dizendo que por que ele parou de ir em programa de TV. Por quê?

Ele parou de aparecer na Globo e tal. O que que ele falou? Ele falou assim que, tipo... Ele é padre, certo? Não adianta você chamar um padre pra um lugar onde você não vai estar lá pra...

Pra agir exatamente como padre. E aí ele falou assim, meu, parei de aceitar convites. E... Que era um negócio meio bizarro mesmo, assim. Tava... Sei lá, você tava vendo aquela Lívia Andrade de um lado, a mãe do Paulo Gustavo do outro, e do... E do lado dela, o padre Fábio Melo fazendo o quê? E ele falou que percebeu. Exatamente. Ser muito conhecido é um inferno. É, né? Mais exposição, mais demônio atrás também, né? Mal.

Mas é isso aí, não estava falando do padre Fábio de Mello, nem sei qual é a história dele, estava falando de casos de heresia clara. A gente tem sacerdotes que falam heresias claras e precisavam ser corrigidos pela hierarquia. Talvez a hierarquia, eu digo os bispos, ou os outros bispos em volta, talvez eles saibam de mais problema do que a gente, e aí estão fazendo o que eles enxergam lá como melhor. Mas existe essa possibilidade aqui, de Lucas 12, de ser necessário corrigir e não estarem corrigindo.

Aí qual que é a função do leigo, nós leigos, né? É rezar por esses bispos, né? Por esses padres. Porque a gente não tem como corrigir isso aí, né? A menos eu falo isso para uns amigos meus. Eles falam assim, eles falam, vamos ter que fazer alguma coisa. Mas vocês têm o WhatsApp do Papa para falar? O que a gente vai fazer, né? Vamos rezar. Para cada área também tem um atanásio. Aquela história. Um atanásio? É. Ah, um área e um atanásio. Entendi. Para cada área tem um atanásio. Então, é. Então, para cada heresiaca.

Certo? Você tem um um santo. Exatamente, um santo que se levanta. Eu acho que a gente tem que pensar o que a gente pode primeiro rezar bastante, fazer oração, porque quem pede, a quem pede será dado, diz nosso Senhor, quem bater será aberto. Mas a gente também tem que pensar onde Deus pode estar querendo que a gente atue, de verdade, né? Qual é o tipo de atuação que eu posso ter na sociedade civil que vai ajudar a igreja? É importante a gente pensar isso.

Por exemplo, o trabalho que eu faço lá nas minhas redes sociais é mostrar com a Bíblia a base das doutrinas católicas. Isso é o que está nas minhas mãos fazer, né? Mas eu não... A gente falou agora direito canônico. Eu não tenho nada de direito canônico, então eu não posso contribuir com isso, né? Entendi. Ou, sei lá, assessorar o Papa. Na época do Papa Francisco, que ele dava entrevista e tal. Não, falar para o Papa Francisco não dar entrevista.

Mas como que eu vou falar isso para ele? Eu não conheço ele. Conheço meu padre, da minha paróquia, né? Se na minha paróquia tem algum problema, eu tenho que ver como eu posso resolver ali.

E até assim, a gente tem que pensar como resolver, igual a gente pensa como resolver as coisas da nossa empresa. Esse é um bom exemplo, né? Porque quem trabalha em empresa grande sabe que às vezes tem um problema ou tem uma liderança ali que não está fazendo o que deveria fazer. Só que não basta você fazer fofoca em volta e tal, isso aí não ajuda nada. Você tem que pensar o que eu posso fazer. Isso é difícil, mas a gente tem que pensar. O que eu posso fazer para resolver essa situação?

É só chegar na sala do chefe dele e reclamar? Não, às vezes é pior fazer isso, né? Porque às vezes dá mais problema ainda. É falar diretamente com ele? Talvez sim, talvez não. Ou é tentar me aproximar mais de fulano e tentar dizer pra ele tal coisa. Da mesma forma que a gente faz isso nas empresas grandes, né?

Eu fazia muito isso quando eu trabalhava lá na Leroy Merlin. Tem que pensar, ah, essa situação aqui, como é que eu resolvo? Tá, hoje eu não trabalho mais lá, faz uns seis meses. Ou mais até. Você tem que fazer a mesma coisa na igreja, né? Você vê que tem um problema, você tem que pensar qual é o melhor jeito de resolver.

Falar por falar, né? Tem gente que eu vejo que gosta, tem essa síndrome de mártir, né? Eu tô aqui falando, de profeta. Eu tô aqui falando, ninguém tá me ouvindo. Tem que resolver. Eu tenho um comentário, que é o seguinte, o revolucionário é sempre o primeiro a morrer. Já percebeu? É, em geral não resolve nada também, né? Se bem que, embora o Fidel Castro tenha vivido bastante, o Che Guevara morreu rapidinho. Morreu antes, é.

É verdade. Então o cara que quer ser o revolucionário, acho que é tacar fogo em tudo, tirar todo mundo de lá que resolve essa situação, esse cara normalmente é o que causa mais problema. É, porque ele causa outro problema, né? A revolução, em geral, ela desconstrói alguma coisa que está construída. E tem coisas que são ruins mesmo, mas ela não pensa, em geral, no que vai ser construído depois. Esse é o grande problema das revoluções.

Ela tem uma grande teoria sobre as coisas que existem hoje, mas ela nunca desenvolve bem o que vai acontecer depois. Igual o comunismo, né? Vamos acabar com esse problema todo aí. Esse mundo capitalista, exploração, mais-valia. Vamos acabar com tudo isso. Mas o que você vai fazer depois?

Aí não, depois as coisas magicamente vão se encaixar e tudo vai se resolver, né? Não é assim. Uma coisa é destruir o que tá ruim. Outra é construir uma coisa boa. E é mais difícil construir uma coisa boa do que acabar com uma ruim. Você tenta acabar com uma ruim, aparece outra coisa ruim no lugar. É igual mato no... Cresce de novo o outro, né? Tem que pensar mais como construir, como resolver o problema que eu tenho alcance na minha paróquia, né?

E se é que vai pra uma paróquia, tem muita gente que é católica também. Exato. E tá solto aí, né? O lado cede vacantista do católico, o lado IBGE. Exatamente, exatamente. Os dois são os desigrejados do catolicismo. É verdade, né? É uma espécie de desigrejado. A diferença dos desigrejados, desigrejados... Até o Tiago fala que o nome não é desigrejado, né? Qual que é o nome? Eu não sei, cara. Eu tô descobrindo esse mundo há pouco tempo.

Acho que o católico de IBGE não diz que não precisa de igreja, né? Acho que ele só não vai mesmo. Porque é pior ainda.

Será que é pior? Porque ele pelo menos não mente, né? Ele admite que tá fazendo errado. Mas se ele acredita que aquela realidade é a correta e ele não liga pra isso, é pior do que você... Eu acho pior uma pessoa que não segue a realidade. Tem essa realidade aqui, não vou seguir. E aí ela começa a se enganar pra não seguir aquela realidade. Eu acho isso pior. É. Eu acho pior. Mas a pessoa tá coerente e tem uma lógica interna ali.

Será que essa lógica interna não é o segundo passo? Ela não quer ir pra igreja que ela vê que é certa Ela fala, não, então eu tenho que dizer que a igreja tá errada Entendi Eu acho que o movimento é esse Eu prefiro alguém que é sincero Falar, eu sei que tá errado, eu tenho vários amigos assim Sei que isso aqui tá errado, não consigo Aí vai vivendo e tal Mas pelo menos o cara é sincero, né, sabe Eu acho que tem mais sinceridade nisso Do que no outro que tenta fazer teorias Pra dizer que tá certo no fim das contas Aconteceu Aconteceu Aconteceu

Que outras mentiras sobre a igreja Os protestantes contam? Mais aparece pra você lá Eu acho que a que mais aparece é De que Constantino fundou a igreja católica Ah, tem um corte do Adrilis Falando disso Procura aí pra gente Mano, esse daí é engraçado Esse eu ouvi bastante já também

É, isso aí é muito comum, né? Constantino fundou a igreja católica, sei lá o que e tal. Em geral, as pessoas que falam isso, elas não conhecem muito de história, né? Se fossem olhar a história, vê que Constantino nem católico era. Essa história do Constantino é clássica. É muita gente falando. Eu acho que aquela confusão, assim, de... No século IV, que é o tempo de Constantino, teve muitas mudanças na realidade da igreja mesmo, né?

Por quê? Porque antes você tinha uma perseguição à igreja... Ah, o Thiago é dessa linha, eu acho que...

Ele acha que é ele que transformou na religião do Império, fez sincretismo. Então, mas isso não tem muita robustez histórica. Se a gente vai olhar mesmo as fontes, a gente vê que não tem muito sentido. Porque desde Nero, se não me engano, é no ano 60. Não lembro agora qual ano ali Nero começou a perseguição aos cristãos. Não lembro exatamente agora. Mas entre 50 e 70 ali, não lembro exatamente qual é o ano. Tem muitos historiadores que dizem que Nero fez uma lei contra os cristãos. A gente não tem essa lei escrita, mas o fato é que depois disso...

O pressuposto no Império é que se alguém denunciasse a um cristão, ele podia ser perseguido. Tinha esse pressuposto. Vamos ver. Ah, esse que é o cara. Ele tava com cabelo meio... Cabelo de transplante isso daí, né? Esse cara quem que é? Eu já vi, mas eu não... Eu fiz o Jorginho. Eu fiz o Jorginho, eu fiz o Jorginho, na verdade. Você fez? Vai.

de Cristo, porque a igreja católica, Paulo Congos, surgiu no século IV, fundada pelo imperador Constantino, que nunca foi cristão, e que eventualmente Cristo nunca fundou uma religião, nunca fundou a igreja católica. A igreja católica, apostólica, romana, foi fundada pelo império romano, que matou Jesus Cristo. Ele!

que nunca se converteu ao cristianismo, fundou a igreja católica. E você, quando se ajoelha diante de um altar católico, se ajoelha diante da extensão do Império Romano. Pelo jeito, o Adriles está falando que depois do iluminismo o mundo ficou muito melhor, né? Todas essas ideologias...

de massa em massa são resultado do iluminismo, não da minha igreja católica. Adriles, primeira coisa, você tá sendo farisaico. Os fariseus diziam que o homem deve se reportar somente a Deus direto, sem intermediários de governanças. O único Deus, o único rei é Deus. Cara, esse corre viralizou muito, velho. Eu vi várias vezes no Instagram.

Tem muita gente que pensa exatamente isso. Tem, exatamente. É porque teve mudança no século IV, que é o quê? Tinha essa lei de Nero. Depois, quando chega em Trajano, ali no início do século II, ele diz que realmente, se alguém for... Não precisa correr atrás dos cristãos. Mas se alguém denunciar um cristão, a gente precisa investigar e é um crime, crime com pena de morte.

Então assim, era um crime que você podia fazer quieto, mas se alguém te denunciasse você seria atacado. Ah, sempre tem um vizinho pra denunciar. Igual na época da Anne Frank lá. Exatamente. Mas naquela época era perseguição ativa mesmo, né? Sim. No caso do Império Romano do século II era passiva, vamos dizer assim. Aí no século III passa a ser ativa mesmo. É uma perseguição centralizada. É, ele é no final já, né? Já no final do século III, final do século III e início do século IV.

Mas enfim, o século III inteiro já é uma perseguição mais ativa. Então o que muda no século IV é que Constantino derruba essa praxe romana, de que o cristianismo deveria ser perseguido e tudo mais. Então pela primeira vez os cristãos podem se reunir abertamente.

E o que acontece é que em três séculos de dificuldade para responder uns aos outros, para os bispos se conversarem, as dificuldades foram se acumulando. Tem até uma carta do final do século I de Clemente, que é o quarto papa, o terceiro sucessor de Pedro, o nosso quarto papa, que ele escreve uma carta para a comunidade de Corinto.

Porque lá estava tendo um motim, o pessoal estava tentando trocar o bispo, trocar os padres, que eram aqueles que os apóstolos tinham colocado lá. E São Clemente começa essa carta pedindo desculpas, porque ele demorou para falar com eles por causa das perseguições que estavam acontecendo em Roma naquele tempo.

que era o tempo de Domiciano. Então ele começa dizendo isso, porque tinha muitas perseguições e eles não conseguiam se resolver. Finalmente, quando a igreja pode se resolver, o que Constantino faz é, ele diz assim, nós perseguimos vocês por três séculos, então agora a gente quer compensar as coisas que a gente fez. O que a gente pode fazer? Então ele começa a dar edifícios públicos para a igreja.

Por exemplo, em Israel, Constantino constrói quatro igrejas. Que é do Santo Sepulcro, uma igreja chamada E, que a gente não tem mais, que era em Jerusalém. A igreja no túmulo de Abraão e a igreja da Natividade. E essa igreja que ele construiu na Natividade é a igreja em atividade mais antiga do mundo. Então, desde a construção até hoje, ela está em atividade lá. Ela nunca foi abandonada, né? Sempre teve missa, atividade. Então, uma forma foi essa.

A outra forma foi garantindo segurança para os bispos todos se reunirem. Por que os bispos antes não se reuniam? Porque os cristãos, antes de Constantino já, eram católicos. Eles acreditavam na sucessão apostólica. Ou seja, não pode qualquer um sair e começar a celebrar missa e tal. Precisa realmente de um bispo instituindo outro, outro, outro, outro. E a gente tem que seguir a correntinha. Se a gente pegar qualquer bispo aqui e for seguindo para trás... Deixem. E aí

Ele chega em um dos apóstolos e os apóstolos em Jesus Cristo. Então precisa dessa associação. E tem vários documentos aí, no início do século II, por exemplo, Santo Inácio de Antioquia. Ele diz que conheceu a Pedro, Paulo e João. Conheceu os três apóstolos. E era discípulo próximo de João. Ele diz que a única eucaristia válida é aquela que é feita com o bispo. Para todo mundo estar sempre próximo do bispo. Então os bispos não podiam se reunir todos no mesmo lugar?

Porque vai que eles são todos mortos ali, né? Quem continua a sucessão apostólica? Seria o fim da igreja, né? Se você matar todos os bispos, você não tem mais igreja. A igreja precisa de um bispo para ordenar outro, né? Então, Constantino oferece segurança para todos os bispos se reunirem, ou a maior parte deles, e decidirem ali todos os problemas que a igreja tinha, né? Se resolverem.

E esse é o chamado concílio de Nicea. Quando a igreja toda se reuniu e pegou. Vamos lá, quais são os pontos aqui que a gente está com mais dificuldade? Bem, Jesus era Deus ou não? Então os bispos católicos diziam, Jesus é Deus. Aí os bispos arianos, liderados por Eusébio de Cesareia, que era um bispo muito influente, começaram a dizer, não, então Jesus era só uma criatura elevada, não era realmente Deus.

Aí eles ficam nesse embate, no fim das contas o concílio vai decidir. Depois, a data da Páscoa é exatamente a data dos judeus ou é o domingo depois da Páscoa? Como a gente vai calcular isso? A gente não pode depender de perguntar para os judeus quando é a Páscoa deles, a gente tem que calcular a gente mesmo, né? Então, decide qual vai ser a data da Páscoa.

Essas são as mudanças que acontecem no tempo de Constantino. Não tem um documento do Vaticano. Não tem um documento do Conselho de Nicea que é o Constantino dizendo alguma coisa. Até porque Constantino era aliado dos arianos. Eusébio de Cesareia era historiador de Constantino. Era amigo de Constantino. Então eles perdem o Conselho. Se ele estivesse realmente dominando a igreja, ele teria feito a opinião dele, dos amiguinhos dele valerem. A trindade tinha ido pro saco. Tinha ido pro saco, é.

Jesus seria uma criatura elevada, né? Igual alguns protestantes hoje dizem, né? Já tá voltando isso aí de novo, né? Tem os messiânicos. Ah não, mas aí é o contrário, né? São judeus que acreditam que Jesus são... Que Jesus é tipo uma criatura elevada. Que são... É uma categoria de... É um pouco mais que profeta. Cara, esqueci agora.

Mais que o profeta? É tipo Jesus, João Batista e tem mais um... são algumas personalidades ali da Bíblia. É porque depende de qual judeu messiânico, né? Pro muçulmano, Jesus é um profeta.

É. Certo? Sim. Isso. E aí é mais que um profeta, mas não é Deus. Eles acham que é uma criatura, né? E Jesus não é uma criatura. Deus de Deus, luz da luz, gerado, não criado, né? Consubstancial ao Pai, como diz o credo. Essas coisas foram resolvidas nesse tempo. Então o que aconteceu ali naquele período foi isso, né? A igreja, ela finalmente tinha... O que Constantino deu pra igreja são edifícios públicos e aí

E com ou sem eles a igreja continuaria. Como diz o Tiago, a igreja não é feita de pedra, né? Não é um edifício. São as pessoas, então a igreja continuaria. E ele garantiu que teria segurança pra igreja se resolver. Então a igreja sentou e se resolveu. Então, como nosso senhor disse, este estou convosco todos os dias até o fim dos tempos. Queria perguntar pra esse cara aqui que tava falando. Eu não sei, ele é o que? Teólogo? Padriles? É, o que que ele é? Poeta. Poeta?

Ele se declara como poeta. Poeta e escritor jornalista. E his big brother. E cristão. E é cristão. Deve ser. Deve ser uma ótima resposta. Ladrinho é maluco, cara. Enfim, ele acha o quê? Que nesse período ele diz que agora todo mundo que se ajoelha ali é pagão, né?

Todo mundo aceitou o Conselho de Nisseia, com exceção dos arianos que foram extintos, né? Vamos dizer assim, não continuou o arianismo na história, voltou agora, né? Mas não continuou. Então se realmente a igreja... Não, naquele momento ali, todo mundo que estava com a igreja católica, então virou pagão, né? Se você aceita isso, você está dizendo que a igreja acabou naquele momento. As portas do inferno prevaleceram contra a igreja.

Os arianos, que é quem tinha uma verdade. Se bem que Constantino que era ariano, não tem nem como... Mas vamos dizer que os que perderam lá no concílio eram a igreja de verdade. Foram instintos. Não continuaram pra frente. E a igreja sinagoga de Satanás é que continuou. Que é a igreja católica lá. Prostituta e tal. Se eles admitem isso, eles estão dizendo que a igreja acabou. Se a igreja acabou, então o evangelho tá errado, né?

Porque Jesus falou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja. Se as portas do inferno prevaleceram contra a igreja, não dá pra aceitar a Bíblia mais, né?

Então é uma opinião contraditória essa, ela não tem muito sentido. E até historicamente também... Não sei, tinha que chamar ele pra conversar. Porque eu nunca, de verdade, eu nunca tinha feito um episódio com a Adriles sobre cristianismo. Eu já fiz sobre política, sobre ele debatendo com feminista, ele debatendo com esquerdista de modo geral. Mas, sobre religião não. Mas eu entendo que o Thiago também tem a mesma opinião, de que é...

Constantino, que fundou a Igreja Católica. É, mas a única coisa que aconteceu foi isso, né? Pararam as perseguições, garantiram a segurança, né? Pra fazer igual quando o Papa vem aqui no Brasil, o governo garante a segurança dele, né? Claro. Então o Lula tá fundando a igreja agora aqui no Brasil? A partir disso é o Lula, que é o líder da igreja? É, é. Ou, sei lá, o governo cede uma praça pra gente construir uma igreja. Não, então agora a igreja é do governo, né?

Não tem sentido isso. Depois o Papa, a instituição do papado já existia antes de Constantino também.

Você pega o próprio Eusébio de Cesareia, que era amigo de Constantino, ou seja, que perdeu no concílio e tinha tudo para returpar a história da igreja, ele explica direitinho qual é a associação dos bispos de Roma, começando com Pedro. Ele conta alguns casos, por exemplo, do bispo de Roma corrigindo o patriarca de Alexandria.

corrigindo o problema em Corinto, ou seja, exercendo autoridade sobre igrejas que também eram fundadas por apóstolos. A igreja de Corinto foi fundada por apóstolos, não sei se é São Paulo, imagino que seja São Paulo. A igreja de Alexandria por Marcos e Pedro, por um discípulo de São Pedro, e ainda assim o Papa corrigindo essas dioceses, essas igrejas. Então isso tudo muito antes de Constantino aparecer. A coisa do Natal também, 100 anos antes de Constantino nascer.

A gente já tem lá, Hipólito de Roma, dizendo que Jesus nasceu numa quarta-feira, dia 25 de dezembro. São 100 anos antes que Constantino nascer. Então, assim, eu queria que essas pessoas que dizem que Constantino fundou a Igreja Católica definissem o que é fundar.

E quais são as manifestações claras de uma fundação, né? Porque se eu fundo um podcast, vamos dizer assim, eu estou fundando um podcast, vou lançar o concorrente aqui do Júnior. Vai ter lá no YouTube o meu nome, sei lá o quê, data de criação, né? Esses são os sinais de que um podcast foi fundado. Ou vou fundar uma escola. Então tem sinais visíveis de que uma escola foi fundada, né? Então quais são os sinais visíveis que não existiam antes de Constantino?

E que passam a existir depois de Constantino. Pois a única coisa que muda é que agora a igreja pode se reunir fora das catacumbas, em paz, e não tem mais perseguição. Mas isso não é afundar a igreja. Isso é parar de perseguir, né? O pessoal tá falando da próxima vez. Chama Bertolazi. Pietra Bertolazi? Chama Pietra. Pra fazer o debate com a Ariel. Estamos pensando aí, gente. Vários nomes. O que a Pietra vai debater comigo? Ela vai defender junto com você, né? O lado católico.

Ah, tá. Fazer um debate com alguém assim, né? Não, vocês dois juntos. Contra outra dupla, entendeu? Bom, vamos falar sobre Apocalipse. Sobre o Apocalipse, vamos. Por que tanta gente fala que é a igreja católica prostituta do Apocalipse? É um simples erro de geografia ali. Geografia? Essa é boa. É, porque diz que a prostituta do Apocalipse assenta sobre sete montes, né?

E sobre as sete colinas, né? E essas colinas, elas são, na verdade, a cidade antiga de Roma, né? É o Império Romano. Tanto que a gente viu o videozinho hoje, o Cardeal, ele tá olhando do Vaticano pro lugar onde ficava Nero. Ou seja, ele tá olhando de fora da cidade antiga pra onde era a cidade antiga. Hoje a cidade tá justamente onde Pedro foi crucificado, no Vaticano. Mas naquele tempo eram aquelas sete colinas ali. Claro que hoje a cidade já englobou tudo, né? Roma cresceu bastante, a cidade de Roma cresceu bastante recentemente.

Mas eles pegam essa passagem, que aparece uma prostituta sobre os montes, e eles identificam a cidade de Roma com a igreja de Roma. Isso é um grande problema, porque se o fato de aparecer o Império Romano no Apocalipse, como uma prostituta que foi contaminando todos com a idolatria,

faz da igreja de Roma o próprio Império Romano, igual o Adrílis falou aqui, né? Ah, são os romanos que mataram Jesus Cristo, então essa igreja aí é assassina e tal. Se fosse assim, a gente não teria uma carta de São Paulo aos romanos. Porque enquanto São João estava escrevendo essa profecia, existia uma igreja em Roma, né? E alguém aqui acha que João estava dizendo que a igreja de Roma era corrompida?

Alguém acha que no tempo de João ele estava falando isso? Então assim, o fato da igreja ser de Roma, ou seja, estar na cidade de Roma, não quer dizer que por isso ela é responsável por tudo que Roma fez. Afinal de contas, o Império Romano perseguiu a igreja de Roma, matou Pedro e Paulo lá em Roma, matou Santo Inácio de Antioquia, levou ele para Roma. Enfim, então tem que fazer essa distinção. O Apocalipse, ele fala do Império Romano como essa prostituta, e aquilo ali é símbolo de todos os impérios ao longo da história.

que disseminam erros pela humanidade e perseguem a igreja. Então não é necessariamente só o Império Romano. Por exemplo, se o Trump começa a dizer que é justo fazer um genocídio, jogar uma bomba atômica, matar toda uma população, se ele diz isso, ele está agindo como uma prostituta do apocalipse. Ele está embriagando as nações com o seu vinho.

Agora, não é por isso que eu vou dizer que a igreja dos Estados Unidos é a prostituta, né? Se o Trump começa a falar uma coisa dessa, então a igreja... A gente começou o podcast falando disso. Poder político, poder religioso, né? São duas coisas diferentes. Tem um fato também interessante nessa questão toda, que eu acredito que tem um pano espiritual que traz esse conflito. Porque antes do ataque dos Estados Unidos e tal, de Israel contra o Irã, iniciar ali, né?

existiu uma manifestação no Irã. E essa manifestação, eles queimavam a estátua de... E essa estátua estava com as bandeiras dos Estados Unidos lá. E os caras acreditam realmente que o grande satã é a nação americana. E aí tinha lá o pessoal protestando, com aquele negócio lá, com a cara do Trump e o triclo com o traço vermelho na cara. Então, a nação iraniana, ali de um certo modo, os manifestantes, principalmente, né?

crê perfeitamente que os Estados Unidos é o grande satã. É, que são chiitas também. Aí bota fogo nos Estados Unidos. Aí os Estados Unidos começam a bombardear o país. Aí você tem essa perspectiva. E aí? O que vai acontecer? Vai continuar escalando essa guerra, esse conflito? Eu não tenho ideia. O problema é esse. A gente pega o Apocalipse, a gente sempre associa ao fim dos tempos. Como se o Apocalipse fosse um livro da Bíblia que tivesse sido escrito só para os cristãos do último tempo.

A gente tem essa ideia, né? Por exemplo, a gente tava falando de Apocalipse, a gente tava falando agora dessa guerra, o que que vai acontecer e tal. Então a gente tem uma expectativa, assim, de que o Apocalipse é um livro que durante esses dois mil anos podia ser ignorado por todos os cristãos, porque não aconteceu nada daquilo ali.

E agora na última geração é que ele tem sentido. Quem pensa assim sobre o apocalipse, ele só fala sobre o fim do mundo, só fala sobre o último momento lá da humanidade. Tende a achar que as coisas que acontecem agora são as que estão no apocalipse. Por quê? Senão ele vai ficar de fora, né?

Se o Apocalipse é um livro que foi escrito para os últimos cristãos, ele tende a querer colocar ele entre os últimos cristãos, senão ele fica de fora da narrativa do Apocalipse. E o Apocalipse é muito mais profundo que isso, né? Ele tem a visão, assim, que eu acho mais... A igreja deixa aberto as interpretações sobre o Apocalipse. Não tem, assim, muito claro...

uma interpretação final do que é o Apocalipse. Divide os teólogos, os desejetas. E a que eu mais gosto, porque eu acho que concilia melhor o que os padres da igreja falaram com o que as pessoas hoje dizem também, os teólogos, é a de recapitulação progressiva. Ou seja, a gente precisa ver os livros da Bíblia como gênero literário em que eles foram escritos.

Você tem o Evangelho, por exemplo. O Evangelho claramente é uma biografia. Está tentando contar a história de Jesus. Ele tem preocupação com o início, meio e fim. Esse é o gênero literário do Evangelho. Depois, o gênero dos Salmos. Qual é o gênero dos Salmos? É uma poesia. Você tem que considerar que é uma poesia para conseguir entender aquilo melhor. Quando você chega no Apocalipse, aquilo ali é um gênero literário apocalíptico.

Era algo que existia naquele tempo entre os judeus. Por exemplo, um outro livro.

que tem esse gênero literário, é o livro de Daniel. E o livro de Daniel tem o mesmo estilo. Inclusive, ele tem algumas imagens que aparecem de novo no Apocalipse. Nem tudo que o Daniel falou já se cumpriu. Ele tem coisas que ainda viriam para se cumprir. E se a gente reparar, ele começa falando daquela estátua. Eu tinha até uma tabelinha que eu gosto de olhar, que tem cada um dos capítulos de Daniel comparando com o Apocalipse para mostrar que tem a mesma estrutura. Tem na internet?

Não sei se tem pronto assim na internet. Eu montei. É um livro que eu estava lendo da NBC. E no início você tem a estátua. Ele fala, ó, a cabeça é com material, depois o peito é de ouro, depois prata, e vai descendo até chegar a barro. Barro com ferro misturado nos pés. E cada um daqueles ali são os impérios do Antigo Testamento lá. Que são, acho que a Síria, a Babilônia, os gregos e os romanos.

Depois, quando ele passa adiante, ele faz a mesma comparação desses quatro impérios, só que agora como animais. Então ele bota quatro animais. E cada um desses animais é um desses impérios. Então eu vejo que tem muita gente hoje que pega o Apocalipse e tenta ler nele como se fosse uma crônica igual ao Evangelho, com início, meio e fim. Só que na verdade ele faz a mesma coisa que Daniel. Ele faz aquelas sete taças, os sete selos.

as sete trombetas, na verdade, todas elas falam do mesmo fenômeno, só que com uma profundidade maior a cada imagem que vai sendo colocada. É uma recapitulação, ou seja, fala da mesma coisa, progressiva. Então ele recapitula a mesma coisa que ele falou, dando mais detalhes.

Ele explica um pouco melhor aquilo que ele já falou. Então o Apocalipse, ele sempre, ele não é do início, meio e fim. Ele tem vários ciclos ali que falam. Mas há sinais do tempo do Apocalipse. O Apocalipse, ele precede esse fim dos tempos? Sinais, né? De que nós estamos, digamos, ó, tá chegando realmente. É, tem alguns sinais mesmo que estão reconhecidos assim como... Vamos lá, últimos tempos, a gente pode dizer que a gente vive desde o tempo de Jesus, né?

São Paulo diz que nesses últimos tempos, Deus falou com a gente por seu próprio filho, mesmo os profetas. Jesus, quando fala dos fins dos tempos, ele começa falando da queda do Templo de Jerusalém, que aconteceu há quase dois mil anos. Então, na perspectiva de Deus, pode ser que todo o tempo da igreja são os últimos tempos. Então, Apocalipse, ele está falando do tempo da igreja.

Tanto que o 666 lá, se você puxar para os caracteres hebraicos, você tem lá Kaisar Nerom, ou seja, o César Nero. Ele é colocado ali como o 666. Só que isso não quer dizer que lá no fim dos tempos a gente vai ter realmente o anticristo pessoa.

Isso também pode acontecer, né? É que tem várias profecias daquilo que vem. Igual Jonas, por exemplo, ficou no vento da baleia três dias e três noites. E isso também era sinal de que Jesus Cristo ficaria no seio da Terra três dias e três noites. Pois da mesma forma também, Nero, pode ser uma... Olha a manifestação chegando aí na rua. Estão apitando aí. Vagabundo. Tem que ser. No dia 8, era domingo, e o pessoal estava aí.

fazendo manifestação. Aí eu tava passeando com a minha mãe, pô, 8 de março, passei com a minha mãe. Aí manifestação, não sei o que eu fiz. Duvido que esse cara tem família. Se tivesse família, ele tava em casa. Verdade, né? Com as suas mulheres. Exatamente. É verdade. Enfim, então, o anticristo, por exemplo, Nero, pode ser uma figura do anticristo que vem, no meio do caminho, podem aparecer várias coisas que são profecias.

Porque será um anticristo. Mas você tem razão. Tem alguns sinais que precedem o fim mesmo da humanidade. Quando eu perguntei isso, inclusive, é meio que um consenso, né? Teológico. Existe, é. O evangelho chegar a todos os povos. Vou tentar lembrar aqui agora de cabeça, né? O evangelho chegar a todos os povos. Então todo mundo ficar sabendo de Jesus Cristo. A internet já chegou. Depois. É.

Mas chegou a internet em todos os lugares? Eu não sei, pode ser que não. O cara mandou Elon Musk. Pode ser que tenha tipo... O Mr. Beast disse que chegou. Chegou a todo mundo, todo mundo agora tem internet. Foi o que o Mr. Beast disse. Ele tava lá no meio do nada na África e lá fazendo live. Mas a gente tem que lembrar o seguinte, que esses sinais que precedem, pode ser que depois ainda tenha milhares de anos passando, porque pra Deus mil anos são um dia.

Não, todos os anos. Mas é, o evangelho chegar a todos os povos, a conversão dos judeus,

Então os judeus em massa se converterem, todos os judeus, não sei, mas uma conversão em massa de judeus é um outro sinal que precisa ter. Que São Paulo fala isso na carta aos Romanos, né? Que antes do fim Israel entrará em massa, né? Então é um sinal de que antes do fim precisa acontecer isso. Não aconteceu ainda, então pelo visto não tá no final ainda. A grande apostasia, ou seja, um monte de gente abandonar a igreja. Isso acho que dá pra admitir que aconteceu, né? Desde a modernidade, desde o iluminismo até hoje, acho que...

Hoje as pessoas não vivem mais como cristãs, né? Então pode... Mas vai saber o que é. Esse é o problema. Você dizer uma profissão te acontecer... Imagina, por exemplo, se a gente volta há poucos séculos atrás e a gente olha pra França, cara. Se olha pra Portugal. É, que mudança, que mudança, é. Entendeu? Mas tem que voltar uns bons séculos, vai? Uns cinco séculos, assim, seis. Pra ver direitinho mesmo como era. Não precisa tanto assim, não. Três séculos tá bom. Século 17? É.

Mas aí já tá a confusão danada já, né? Já começou o jogo do xadrez já. Não é antes. Isso aí não... Tem, mas não tinha mais a coroa, não tinha mais a corte, mas você tinha o povo. Hoje nem isso, cara. Enfim, tem isso, né? A grande apostasia e o aparecimento do anticristo. Eu não sei se tem mais algum sinal, mas eu lembro desses quatro. Peste. Doença. Doença. Morte.

Ah, é verdade. Sim, sim. Grandes acontecimentos, desastres naturais, né? Peste, fome. Verdade, também tem esse. Acho que são esses cinco sinais aqui. Eu não lembro se tem mais algum. Eu li recentemente isso num livro, num manual de teologia. Ele estava lá, os cinco aqui. Mas eu não sei se tem mais algum. Acho que só é. Eu lembro que eram poucos. Então devem ser só esses cinco aí. Mas esse é o negócio. É muito difícil você dizer isso, né?

Quando vai ser exatamente. Porque Jesus disse que primeiro que não dá pra saber quando vai ser exatamente. Esse dia vai vir como um ladrão. Então, embora haja sinais... Vamos ver aí.

Guerras e conflitos. Bota aí, segundo a teologia católica. Vamos pegar uma informação segura, né? Vamos ver, vamos ver. Calma aí, gente.

Apostasia, conversão de Israel, evangelização universal, sinais cósmicos e naturais, o anticristo, a grande tribulação. Tá bom. É a grande tribulação e apostasia, é um sofrimento sem precedentes. É de se preocupar. É, mas como é que a gente vai saber quando vai ser, né? Acho que cada um tem que se preocupar com a própria vida. Por isso que eu não entro muito nesse tema do Apocalipse. Por isso, porque primeiro que...

Assim, a maior parte das pessoas que tentaram falar do apocalipse como a chave do presente, erraram. Por quê? Porque a gente ainda tá aqui conversando hoje, né? Então elas não acertaram, dizendo quem é o anticristo, como a coisa aconteceu, enfim. Essas pessoas erraram. Então eu, sabendo a chance de errar nesse tema, prefiro só ficar na especulação aqui, né? Eu conheço um cara que ele falou que tem um forte candidato aí pro anticristo aí. Ah, é? Tem um cara aí já. É um cara conhecido, hein? Ah, é.

Conhecido não. Nicoleles contou aqui no podcast que é o Peter Tio. Nunca ouviu falar. Não? Não. Ele foi lá no Vaticano. Mas quem é esse cara? Não sei. Deu uma palestra em Roma. Ah, é? É. Sobre o anticristo. Ah, o próprio cara? Esse cara. É interessante. É, mas isso aí é uma coisa que é só... Tudo que a gente falar aqui é especulação. Dá pra gente saber. Tem a chance de falar besteira imensa falando desse tema aí. Ok.

Jesus, olha só, é legal o que acontece no final do evangelho, né? Jesus chega e fala para os apóstolos, ó, antes de subir aos céus, ele fala, ide por todo mundo, está lá no final do evangelho de São Marcos, ide por todo mundo, pregar o evangelho, batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Aí Atos dos Apóstolos 1 diz que nesse episódio, os apóstolos perguntaram para Jesus, Senhor, é agora que vais instaurar o reino de Israel?

Então eles perguntam se agora seria o fim dos tempos, né? Que é quando a igreja vai ser glorificada, novos céus, nova terra.

E aí Jesus fala que não vos cabe saber os dias que o Pai reservou. E o que ele acabou de falar é o quê? Que a igreja tem que ir batizar todo mundo e evangelizar. Então é isso que a igreja católica faz. Por isso que é uma coisa que não está definida. Jesus não explicou para a gente como vai ser, como é que a gente vai saber. A gente sabe dos sinais, só que a gente também sabe que para Deus um dia são mil anos, mil anos são um dia.

Então assim, podem acontecer todos os sinais ainda passar mil anos até o negócio acontecer, dor mil anos até o negócio acontecer.

Então é melhor a gente focar no que Jesus mandou, que é entregar o evangelho e batizar todos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, que é bem mais seguro. E o que eu acho também nessa questão toda, tem uma diferença da forma como o católico aborda o apocalipse e da forma como o protestante aborda. Porque se a gente vai ser salvo...

Digamos assim, não é tão emocionante o Apocalipse do jeito protestante de encarar que você pode ser pós-tribulacionista, pode ser pré-tribulacionista, você pode, a partir do momento que você pode estar sendo arrebatado, tudo pode acontecer. Tem várias coisas que podem acontecer. O nosso já está escrito, não, vai ser assim, assim, assim. É, a coisa já está mais fácil, né? Já está mais claro, não tem nada oculto ali por trás. E é isso aí.

É, e outra coisa, o Apocalipse tem uma mensagem para cada um de nós, independente da gente ser do último tempo ou não.

Por exemplo, ele fala como é o culto no céu, sobre o casamento da esposa com o cordeiro, ou seja, da igreja com o cordeiro. Tem várias referências à Eucaristia, porque São João escreve o Apocalipse na segunda grande perseguição dos romanos aos cristãos, no tempo de Domiciano. E no tempo de Domiciano foi a primeira perseguição que foi em todos os territórios do Império.

E no tempo de Nero, você teve uma perseguição em Roma, especificamente, mas não era uma perseguição que acontecia em todos os lugares e por que você era cristão. Na época de Nero é porque os cristãos botaram fogo na cidade de Roma. Então você tinha essa perseguição por um motivo específico. No tempo de Domiciano, era simplesmente por você ser cristão.

Domiciano ouviu que os cristãos estavam esperando um rei que ia derrotar o Império Romano, então ele se preocupou e começou a perseguir todos os cristãos. Nesse tempo, os cristãos ficaram bem abalados, especialmente os da Ásia Menor, que é onde a perseguição estava sendo mais forte, ali na Turquia, e onde São João estava.

Então, São João tem essa visão e escreve Apocalipse em termos que aqueles judeus daquele tempo entendiam. E o que ele está dizendo ali é que apesar de nesse mundo parecer que Jesus tem uma derrota, parecer que o Trump é muito mais poderoso do que a igreja nas coisas que ele faz, apesar dessa aparência, no fim dos tempos Jesus vence todos esses.

A vingança acontece e todos nós vamos para o céu. Então é uma mensagem passada para os cristãos do primeiro século, para eles entenderem. Eles estavam esperando Jesus voltar a qualquer momento. Você lê a escritura, Carta dos Tessalonicenses, você vê que eles estavam esperando Jesus voltar a qualquer momento. Aí de repente começa uma perseguição em todo o império, todo mundo sendo perseguido.

Então Deus manda o Apocalipse dar essa visão a João no momento em que os cristãos precisavam entender que o reino de Deus não é desse mundo, mas que as injustiças que são feitas nesse mundo vão ser vingadas no fim dos tempos. Então tem uma mensagem teológica ali por trás também. E tem a mesma mensagem de que nós temos que fazer o que enquanto isso? Viver a missa. Participar, se santificar pra esperar o retorno, se preparar como noiva pro retorno do Cordeiro.

Jesus vai vir e vai fazer a vingança. Eu tenho uma mensagem pra cada um de nós hoje, né? O problema é que eu vejo que muitos protestantes leem o Apocalipse tentando fazer ali uma batalha naval pra descobrir quando é o fim do mundo. Não é assim que tem que ser. Tem que ser alguma coisa que mexesse com a vida pessoal dele hoje.

E se ele acha que é só uma batalha naval para quando Jesus volta, então todos os bilhões de cristãos que viveram antes da gente, desde Jesus até hoje, esses cristãos, para eles, eles podiam tirar o Apocalipse da Bíblia, porque não serviu para nada, né? Se é só para dizer como vai ser o fim dos tempos e não serve para mim hoje, então eles não precisavam desse livro. A gente sabe que todos os livros da Bíblia foram escritos para os cristãos de todos os tempos.

Então é talvez uma reflexão para os protestantes aí pensarem, né? Se você está lendo o Apocalipse só tentando descobrir quando volta Jesus, Jesus falou que não dá para saber quando ele volta. Ou como vai ser, ou para você ter um conhecimento antes dos outros, né? Sabe? É um negócio ridículo. Você tem que... Tenta tirar do Apocalipse um sentido para a sua vida concreta hoje, né? Para a sua vida espiritual, para a sua vida de oração, para a sua vida moral, né? Tenta tirar um sentido para você hoje, porque toda escritura é útil para isso.

a conversão em massa, como você falou, e há pessoas abandonando a fé. Sim. Interessante você pensar que de um lado você tem conversão dos judeus e do outro lado você tem pessoas abandonando a fé. É que tem lá, né? O mundo inteiro ouve falar da palavra, ou seja, a palavra chega ao mundo inteiro.

Tem uma grande apostasia e uma conversão em massa de judeus, especificamente. E tem esse detalhe, a questão do rebanho. A igreja tende a diminuir, tende a ser perseguida.

Tem no final grande tribulação, né? Sim. Então existe uma grande tribulação também no fim dos tempos. Agora, não está dizendo que realmente vai ser um rebanho muito menor, né? Se bem que Jesus fala, né? Quando o filho do homem voltar, encontrará a fé sobre a terra. Ele dá a entender que realmente a fé vai estar muito mais fraca, né? Talvez. Mas é especulação também. Não é necessariamente um sinal o cristianismo ser pequeno. É muita gente abandonar e os judeus se converterem. Isso é um sinal.

Mas concorda comigo? Não quer dizer que... Não, agora a igreja é bem pequena, poucos cristãos. É uma grande apostasia. Mas o que é a grande? Se uma alma para Deus, se Deus deixa as 99 ovelhas para buscar a ovelha perdida, o que é uma grande apostasia? Se a gente parar para pensar, tem... Pode ser de 10. De 100. 10 é uma grande apostasia. É que assim, por exemplo, se a gente for parar para pensar em questão de perseguição, tem muito lugar que...

É proibido de andar com a bíblia na mão. É. A manifestação ali acho que era proibida, hein? Essa manifestação aí, cara, se eles ganham um pouquinho mais de espaço, esses bandos de vagabundos que atrapalham a vida do trabalhador em plena... Né, porra. Quarta-feira o cara tá no... O cara tá, porra, depois do trampo, querendo chegar em casa.

Sei lá pra fazer o que, pra ver o jogo do Corinthians, aí o cara não. Não pode porque tem manifestação na Paulista. É verdade, é verdade. Nossa. E só tinha jovenzinho lá, sabe? Aquele jovenzinho típico desse tipo de manifestação, né? Cabelinho pintado, a roupa característica, né? Tavam todos de uniforme lá.

A gente que não tava no trabalho. Exatamente. Esse é o problema, né? Ao invés do pessoal cortar o cabelo, pintar um negócio pra ficar decente e arrumar um emprego. É. Arrumar um emprego, né? É esse pessoal que gosta, que quer resolver o mundo antes de resolver a própria vida, né? Você vê que o sujeito, ele não tá nem... Ele não tá nem conseguindo gerir a própria... O próprio psicológico dele, né?

Quando a pessoa tem que externalizar muito, assim, no visual alguma coisa, né? E, meu Deus, tal, você vê que tem alguma coisa errada ali dentro. Às vezes não tem um emprego, não tem pretensão de formar uma família ou de contribuir alguma coisa pra sociedade, né? E vai lá e tenta corrigir, tipo, pulando etapas. Ah, vou vir aqui fazer uma manifestação pro meu presidente resolver as coisas, né? Não é o jeito de resolver.

Seria os Estados Unidos realmente o grande satã? É o que eu falei, não tem como a gente saber isso. Os caras estão botando fogo lá e tal. E eu fiquei pensando.

Não, aquilo que eu te falei, o Império Romano era? Sim, era uma grande prostituta. Tá, grande prostituta, beleza. Depois vai mais pra frente. Outros impérios que se colocaram na frente da igreja também foram. Por exemplo, os cristãos do Japão, o Império Japonês era isso aí, né? O Império Japonês que expulsou todos os padres do Japão e os católicos japoneses ficaram 200 anos sem padre. Depois é que, com as relações exteriores lá, conseguiram de novo mandar sacerdotes pra lá. Pra eles também foi isso aí, né?

E talvez em algum momento os Estados Unidos sejam. Eu acho que hoje não é. Hoje ele impede o cristianismo. Ele teve um problema com o Papa agora, mas não tem como comparar com o Império Romano ou com o Império Japonês. Com a China, com a Rússia Comunista, a União Soviética, com os comunistas lá da Revolução Mexicana. Não tem como comparar ainda. Mas em algum momento ele pode ser também. Por quê? A Escritura trabalha com tipos de uma coisa, profecias de uma coisa que ainda vai acontecer.

Assim como, por exemplo, Moisés, ele é uma figura de Jesus, né? Ele é uma espécie de profecia de Jesus. Ele existe e tal, atuou ali em nome de Deus, com o Espírito Santo, viu a Deus e tal. Guia o povo para fora do Egito. Isso representa também, ao mesmo tempo, Jesus depois, que vai tirar todos nós da terra do pecado, da escravidão do pecado, e vai entrar no céu. Josué, mesma coisa, guia o povo para dentro da terra santa. Os profetas falam a vontade de Deus e já representam Jesus. Então, a mesma coisa acontece para o lado do mal, né?

Pode ser que no fim dos tempos tenha um anticristo, ou uma grande Babilônia, um poder que persiga os cristãos como a gente nunca viu, e todos os outros ao longo da história podem ser uma profecia daquele que ainda vem.

Então, eu acho que hoje os Estados Unidos não são um grande perseguidor dos cristãos. É verdade que os Estados Unidos favoreceram também muitas práticas que minam o cristianismo por dentro. Ideologias muito liberais, revolução sexual, por exemplo. Essas coisas minam o cristianismo de dentro, é verdade. Mas eu não acho que colocaria assim como o grande. Por enquanto não, pode ser que mude isso.

Quem sabe, né? Por enquanto, não. Se fala a respeito dos muçulmanos, por exemplo. Muçulmanos? Sabe que o meu melhor amigo lá em Israel era um muçulmano, né? Eu tenho contato até hoje com ele. Todos os muçulmanos que eu converso quando eles falam sobre o cristianismo... E agora tem que ter cuidado que eu falo do Islã aqui. E agora o YouTube faz tradução automática, né? Ele dubla as coisas, né?

Tomara. Ele dubla pra inglês, né? Tomara. Ah, e tá funcionando, porque esse meu amigo esse dia ele mandou uma mensagem e falou, o que você tava falando do Islã aqui e tal? Tinha um vídeo de eu falando dos muçulmanos lá. No YouTube? É. Pra tradução automática. Eu dizendo que aqui é um terreno fértil pro Islã, eu falava. O Brasil é um terreno fértil pro Islã. É? O que que é isso aí? O que é isso? Ah, o paralelo dos... Mas é isso aí mesmo?

Vamos ver. Ó, o legal é que aqui na esquerda a gente já tem, ó, o Daniel, ele fala, é que aqui não tem os capítulos específicos. Amanhã eu vou usar isso daí também, tá? Você guarda, porque amanhã vai vir um cara pra falar de alienígena, ufologia. Quem é? O Rony Werner. E ele é católico.

Ah é? Olha só. Vamos ver o que ele vai falar. Então, ele disse que ele tem todo um processo de rezar em latim pra poder fazer as aventuras que ele faz, de fazer expedição, vigília, acampar no meio do mato atrás dos alienígenas e tal, porque ele acredita que os alienígenas são demônios. Ah, muitos católicos pensam isso. Exatamente. Ele tem uma visão mais próxima do padre Quevedo, sabe? Entendi. Sim, sim, sim. E aí, cara... Eu também acho que quando eu leio uns relatos assim e vejo algum documentário desses do Richter aí da vida e tal, eu também fico com a impressão de que uma pessoa é louca ou era um demônio, né?

Tem essas duas possibilidades. Sim, porque... Vamos parar pra pensar. É mais fácil descer uma nave alienígena, um disco voador, não sei o que, e aparecer um ET? Ou um portal espiritual ser aberto num ambiente onde você tem sacrifício, onde você tem... É, manifestações demoníacas ali, né? Infestações. É verdade, é. Eu também acho. É por ali que os alienígenas, os demônios, entram. É o que faz sentido.

O vice-presidente dos Estados Unidos esses dias falou isso, né? Assim que ele assumiu, ele quis entrar a fundo nos arquivos do... Da ufologia lá, né? Da ufologia. E ele não pode. Ele não falou que não pode? Falou isso? Falou. É, tem o seguinte, né? Você tem lá os... Ué? Você tem lá os documentos, aí você tem tipo, são 14 classificações. Tipo assim, o presidente dos Estados Unidos vai até a 9. Entendeu? E as outras vai pra quem? Ué, o presidente você troca de 4 em 4 anos.

Tem muita coisa ali que na verdade é só segredo militar, segredo de estado de guerra, segredos de coisas passadas. Nem ele pode saber, talvez o exército saiba. Exatamente. E por exemplo, se sai uma decisão num governo X, entendeu?

Sei lá, o serviço secreto tá fazendo uma operação, beleza? O próximo presidente não precisa saber. Porque se ele souber, ele vai... Ele pode fazer algo contra essa operação, pode mudar e tudo mais. Então, até uma decisão que é tomada, ela entra também ali, aí o próximo presidente não fica sabendo.

Então tem vários níveis lá. E uma dessas coisas militares de inovações, por exemplo, é uma dessas categorias. As coisas que são descobertas, entendeu? Que são feitas também, ainda não são catalogadas. Que fica ali no meio termo. Não sabe se é tecnologia inimiga ou se é realmente alienígena. Espionagem, né? Exatamente. Fica ali. Aí tem essas pessoas, por exemplo, que são as pessoas que vêm de serviços secretos de outros países.

Tem serviço secreto de... Do Japão, por exemplo. Tem serviço secreto da Alemanha. Eles estão nos Estados Unidos. O cara que é serviço secreto de Israel está nos Estados Unidos. Ninguém pode saber quem é.

Porque se você soubesse, perde o disfarce. É, acabou a ideia do negócio. Exatamente. Então tem uma série de coisas lá que ele não pode. E uma das coisas que ele foi tentar descobrir é essas coisas, né? Área 51, alienígenas, enfim, tem não, naves e seres capturados e tal. E aí, não é que ele recebeu um não, tipo assim, não tem. Não, não dá pra saber, você não pode ter acesso a esses documentos. Caraca.

É, eu vi ele dizendo que do que ele teve acesso, ele entende que são demônios também. Vi algum vídeo dele falando isso na entrevista. Bem, o legal dessa imagem aqui, que eles encontraram, é que aqui à esquerda a gente tem a estátua que eu comentei, né? Com a cabeça de ouro, o tronco de prata, bronze e depois Roma, né? São esses quatro impérios. Depois você tem do lado...

Os quatro animais. Que também são a mesma coisa que acabou de falar da imagem. Então, tem gente que lê o Apocalipse e lê como se tudo viesse um atrás do outro. Eu vi até gente dizendo que a mulher de Apocalipse 12, aquela mulher vestida como um sol, com a lua debaixo dos pés, eu já vi protestantes dizendo assim, não, mas essa mulher em Apocalipse 17 vira prostituta, porque lá diz que uma mulher é em cima da fera.

Então assim, o cara entende que sempre que tem mulher é a mesma coisa, ou que as coisas vão indo uma atrás da outra, né? E o Daniel, ele mostra que não, porque na verdade você tem uma grande recapitulação, né? Você fala da mesma coisa com imagens diferentes. Tá em que temperatura esse arco-antanado aí? Então, abriu pra gente ver. É, tá mais quentinho aí, é. Vamos, já tirei a blusa e tal, põe um 16 aí pra gente. Vamos lá, então, beleza. Pra quem não tá vendo, tá, gente? Vamos lá. Babilônia.

Pérsia, Grécia e, embaixo, Roma, né? Isso. Não tá aparecendo Roma aí, né? Os quatro grandes impérios. Depois ele dá um zoom no chifre de um dos animais. Assim como João, quando chega lá em Apocalipse 12, ele dá um zoom na mulher e no dagrão. Aqui a besta. Isso. Roma. Olha aí o... Roma pagã. Isso são os protestantes, né? Roma papal. Ah, tá. Agora o que... Aqui são os capítulos?

Capítulo 31? Não, acho que não. Isso aí é... Eu não sei o que é. São anos, talvez? Não. Enfim, isso aí é alguma imagem de... Uma dessas análises bem loucas aí dos protestantes, né? Ó, ele coloca como se... Acho que aqui ele tá colocando como se essa mulher aqui embaixo, que ele chama de Papa, ó.

como se fosse Apocalipse 12. Então isso é um erro. Ele acha que todas as imagens têm que manter o mesmo nome. Se a mulher é a mesma que apareceu antes. Mas leão, por exemplo, aparece uma vez para Jesus, o leão da tribo de Judá em Apocalipse. E numa das cartas de São Pedro aparece para Satanás. Como Satanás. Então não é porque Jesus virou Satanás. Não. É outra imagem.

Ó, o Tom falou o seguinte, na minha opinião, o apocalipse se incumpriu no ano 70 com a destruição total de Jerusalém. O anticristo e tudo aquilo vai contra a cristandade. Daqui dois mil anos, os Estados Unidos não vão mais existir, mas o sucessor de Pedro estará firme e a igreja católica terá quatro mil anos. Então, mas isso que ele falou...

Não tem contradição alguma. Pode ser realmente que tudo que estava ali no Apocalipse, quando João escreve, ele está falando do... Se bem que o Apocalipse, João escreve no ano... Cerca do ano 90, né? Não pode ser só exatamente o que aconteceu no ano 70. Mas ainda assim, vamos dizer que tudo tenha se cumprido durante o Império Romano ali. Isso não impede que outras coisas aconteçam depois, que aquilo ali seja uma imagem do que vai acontecer a seguir, né?

Até falando para os católicos, a igreja deixa isso aberto. Então eu vejo gente querendo afirmar, não, já aconteceu tudo, apocalipse pronto, como se isso fosse um dogma da igreja. Não é.

A igreja, ela enxuta nas coisas que são verdade de fé, né? Isso aí é debatível. Pode-se ter opiniões diferentes aí. Já vi até briga na internet de diferentes influências católicos falando sobre o apocalipse. Assim, tem que ser... Tem algumas coisas que são essenciais, mas... Católicos brigando por apocalipse. Foi pequena a briga, mas tá na minha bolha, né? Então eu tava... Eu tô vendo aqui, ó. O Bruno Senna falou sobre esse tema apocalipse. Fale um pouco sobre três dias e três...

Três dias de trevas. Três dias de trevas? Não sei qual parte do apocalipse tá isso. Também não. Ele não mandou aqui. Manda aí qual que é a parte de apocalipse que tá os três dias de trevas. Continuando aqui, aí tem um comentário que é o... Que é? Evangelho sem filtro. O anticristo é o poder papal. Chama o evangelista Flávio.

É, você falar que é aquilo que muitos protestantes acham, né? Que é o poder papal. Será que essa é a maior barreira? Seria a maior barreira o Papa e os dogmas marianos entre os católicos? Em geral, a última coisa que... Eu conheço muitos protestantes conversos, né? Em geral, a última coisa que eles abandonam é o receio com Maria.

Acho que é o que mais pesa. Porque, em geral, esses protestantes que se convertem, eles analisam a história, estudam a história e veem que o Papa existe desde sempre. Mas existe alguma coisa ali que impede eles de terem essa reverência por Maria? Mas eu acho que uma coisa é você falar que o Papa existe desde Pedro. Uma coisa é você falar que ele é infalível.

Eu já vi vários professores. Os ortodoxos, por exemplo, reconhecem. Os caras, eles... Pô, não, peraí. Não tem como, cara. Isso aí eu acho que não é um grande obstáculo, porque precisa entender o que é a infalibilidade papal. Esses que dizem que é um grande obstáculo, em geral, eles não estão em processo de conversão ainda. E a primeira coisa que você aprende é que o papa não é infalível em tudo que ele faz.

São situações específicas, né? O Papa fala ex-cátedra. Foi até um ponto do último debate que teve aqui, né? Entre católicos e protestantes. Assim, não é tudo que o Papa fala. O Papa cantando no banheiro é infalível? Não erra uma nota da música? Não. É o Papa dando uma entrevista ou dando uma opinião sobre alguma coisa política. Não é infalível, né?

Agora, se o Papa vem e proclama um dogma, ele é infalível. Se o Papa convoca um concílio e os bispos todos do mundo dele escrevem um documento oficial para toda a igreja, isso é infalível. Então, assim, tem algumas situações em que é infalível. Não é sempre que ele é infalível, né? Então, depois que se entende isso, não é... Estou dizendo, vendo os protestantes que se converteram, né? Todos eles relatam que o mais difícil...

que é no final da conversão em geral realmente entendem tudo é fazer oração pra Nossa Senhora reverência a Nossa Senhora eu acho que isso é uma

É realmente uma espécie de opressão demoníaca. Porque o demônio entende que a pessoa que tem uma reverência por Nossa Senhora é a pessoa que se abriu para a família da igreja. E Jesus não deixou uma salvação. Às vezes os protestantes entendem assim. Muitos protestantes entendem que Jesus deixou um livro de instruções, uma espécie de livro de cabeceira para você ter, e a cada um por si e Deus por todos. E não é assim. Jesus fundou uma família mesmo. Família da igreja.

ele olha para o discípulo amado e fala, eis aí a tua mãe. São Paulo diz na carta aos Efésios que Cristo é a cabeça do corpo, que é a igreja, e tem vários órgãos, e esses órgãos recebem da plenitude da cabeça, ou seja, recebem de Cristo a graça através de um sistema de junturas e ligamentos, que é o magistério da igreja, que são os padres, os bispos, o papa. Então, o demônio vê que a gente recebe dessa plenitude através da igreja.

E a pessoa que aceita a Nossa Senhora como sua mãe, ela já entendeu perfeitamente que a igreja é uma família espiritual mesmo. Não é só uma espécie de ideologia, um clube. É uma coisa muito misteriosa. Mas uma coisa, por exemplo, que eu queria perguntar. Até que os protestantes históricos, os luteranos... Sim. A galera... Até que ponto eles aceitam, por exemplo, a história da igreja?

Porque se a gente for analisar ali, a gente teve o dogma da maternidade divina, Maria Mãe de Deus, Teutópolis, lá no século V. Isso. Certo? Conselho de Éfeso. Teve no século V, como que eles lidam com isso?

Eu vou dizer o que eu ouvi, tá? Então no século V eles não aceitam o concílio, então? Mas eles aceitam isso aí, né? Aceitam? É, muitos aceitam. O que eles dizem é que foi mal interpretado depois ou que aquilo ali na verdade está falando só de Jesus. Mas é assim, são umas explicações que são um pouco contraditórias, né? É inevitável que depois os outros protestantes ao longo do tempo negassem esse dogma também.

Porque o que o Conselho disse é que Jesus é uma pessoa só. É a pessoa do verbo divino. Sim. Ou seja, não tem como às vezes é Deus, às vezes é homem. Sempre é Deus e homem. Sim, é uma pessoa, duas naturezas, certo? Exatamente. E as ações são da pessoa, não da natureza. Por exemplo, se eu pego esse copo aqui, não é a natureza humana que pegou esse copo aqui, é essa pessoa, Ariel, que pegou esse copo. Então, de Jesus, quando Jesus nasce, é Deus que nasce.

Então não tem como você dizer que se Jesus tem uma mãe, Deus não tem uma mãe. Não dá para você falar isso. Porque a ação, tudo que você pode dizer dele, não é especificamente da natureza dele, mas é da pessoa. Isso é um conceito de filosofia. Você atribui as ações e o Estado à pessoa. Não a natureza que ela tem, abstrata. É a pessoa concreta. E a pessoa concreta é uma só, que é Jesus Cristo.

Então se Jesus tem uma mãe, Deus tem uma mãe, que é Nossa Senhora. Sim, exatamente. Aí eles dizem assim, eu já ouvi vários dizendo isso, isso aí a gente consegue aceitar. O problema depois são as implicações disso que os católicos tiram. Tudo bem, mas vamos dizer que eles aceitam o dogma. Aceitam esse dogma. É que eu não sei qual aceita, qual não. Eu admito pra você, eu até procuro alguém que...

Eu não sei quais aceitam, quais não. Eu sei que tem uns que aceitam e outros não. Eu não sei dizer qual denominação aceita e qual não. Até porque eu tenho que me atualizar todo dia, né? Pra ver como é que cada denominação tá pensando naquele momento ali.

Fala sobre o debate agora. O debate... Pra você foi positivo? Você gostou? Qual debate? Você participou, é óbvio. O do 30 contra 1, verdade. Nossa, pra mim foi super positivo, mas super positivo. Porque eu vejo muita gente criticando o debate, dizendo assim, ah, é um modelo... Existe um modelo de intelectualidade por aí, de pessoas que acham que pra você ser inteligente, pra você falar de coisas elevadas, você precisa ser muito afastado do povo.

Já viu, gente, assim? Já, já vi. Gosta de falar difícil. Tem duas palavras e sempre vai escolher a palavra mais difícil. Ou vai querer tudo sempre muito organizadinho e tal. E eu sou contra esse modelo de intelectualidade. Eu acho que a pessoa inteligente é a que consegue explicar coisas difíceis de um jeito fácil. Então a pessoa não consegue explicar de um modo simples é porque ela não entendeu bem.

Quem entendeu bem uma coisa consegue explicar na hora, né? Por exemplo, se eu perguntar, falo pra você que descreve a sala da sua casa aqui pra mim agora. Você que mora na sua casa, você consegue descrever com facilidade, né? E todo mundo vai entender.

Uma pessoa que só ouviu falar da sua casa vai ficar mais complicado para ela fazer essa descrição. Então eu penso assim, uma pessoa inteligente... O cara está mascarando a falsa erudição. Ele gosta de parecer inteligente, o sofista de sempre. Então eu sou contra esse tipo de intelectualidade. Estou a favor do cara que consegue falar com simplicidade. E para a pessoa falar com simplicidade, ela precisa ter humildade. Do quê? Saber que em um debate eu não vou explicar toda a teologia católica.

Mas eu vou dar alguns pontos para a pessoa pensar, para a audiência pensar. Vou mostrar algumas coisas ali. Vou aceitar que tem outras coisas que os outros estão falando que eu não vou responder. Não vai dar para responder. Sabendo que essas pessoas depois vão ter contato com o restante da teologia católica. Talvez com o conteúdo meu, talvez com o conteúdo de outra pessoa. Nem seja o meu, mas aquilo ali vai ficar como uma pulga atrás da orelha dela ali.

É uma forma dela se aproximar do tema da teologia. Então, vamos pegar o nosso debate aqui, 30 contra 1. Chegou em 1 milhão e 600 mil visualizações. Então, assim, muita gente que viu aquilo ali, muita gente me chama no Instagram, fala comigo no YouTube, eu me encontro na rua, né? Às vezes acontece a pessoa que fala, ontem aconteceu, eu estou entrando no lugar e o segurança fala, eu te vi naquele debate lá com os protestantes lá, nossa, super legal, tal.

E ele era protestante a propósito e achou super legal. Por quê? Esse debate, a gente bota um embate de ideias claro. Não dá tempo de você enrolar, de você tirar o foco. Você fala das coisas assim de um modo bem simples. Vou botar a agunha aqui pra mim, pelo amor de Deus. Vou botar a agunha pra ele.

você fala as coisas de um jeito simples, as pessoas conseguem entender e depois a gente deixa na mão de Deus o que vai acontecer com ela depois. E eu sei que muitos depois seguem, eles vêm e fazem pergunta pra mim na live, onde eu aprofundo mais, ou ele vai comprar o curso do Paulo Ricardo, sei lá, ou ele vai na paróquia dele perto mesmo e vai fazer o catecomenato, essas coisas acontecem. Então a gente precisa se dispor, as pessoas que estudam, precisam se dispor a ir em modelos de conteúdo assim como esse debate, que chegou a um montão de gente e vai encontrar o meu lar. Eu vou encontrar o meu lar. Eu vou encontrar o meu lar.

E essas pessoas depois têm várias casos concretos, gente, eu conheço, que depois estudaram mais por isso. Então acho que foi muito positivo. E depois que eu acho que foi um clima muito legal ali no debate, né, entre...

Entre os protestantes e eu, né? A gente chegou, logo no início eu cheguei e falei pra eles, Pai de Cristo. Ainda tava um clima meio tenso. Não, você tava assim, tipo, esse corpo de teólogos autorizados. Aí eu pensei, ai pronto. Mas pior que eles gostaram, né? A menina falou, obrigado, você chamou de teólogo. Ficou engraçado, mas ali já começou, já é uma farpa. Não, mas a parte mais engraçada é quando você chegava no cara, qual que é a sua denominação? E eles não falavam denominação, né? Eu não quero falar.

Não, não vou falar não. Então, isso aí foi o que mais chamou a atenção do pessoal foi isso. Eu vi react de dois ateus desse debate, falando que... Falando disso. Eles pegaram o debate e falavam, por que o cara tem vergonha da própria denominação e tal?

Ah, por quê? Porque eu queria, estrategicamente, quando eu pôr o debate, eu também tenho minha estratégia, né? Então, eu penso antes ali, quem vai debater e tal, saber direitinho. Eu falei, ó, são 30 protestantes. Assim, a chance dos 30 protestantes concordarem em uma coisa é minúscula, porque cada protestante tem a própria interpretação da escritura.

Ele pode ser até da mesma igreja lá, tem debates de coisas essenciais dentro da escritura, porque a base do protestantismo é o solo da escritura. Então mesmo que eles valorizem algum tipo de tradição, tem uns que dizem isso, no fim o que vale é o que ele entende da escritura. Então eu falei, eu preciso mostrar para as pessoas, porque eu estava vendo vários debates protestantes católicos,

E estava se criando assim, os que vão debater em nome do protestantismo, eles tentam criar uma ideia de que existe a teologia católica, teologia protestante. Só que não é assim. Existe a teologia católica e existem milhares de teologias protestantes diferentes. Então eu falei lá, eu vou perguntar qual a denominação da pessoa.

É, você tem que saber. Faz diferença. Faz diferença. Porque pode ser que o que eu fale ela concorda também. Então eu preciso saber qual a denominação dela. E depois, quando ela falasse a denominação dela, eles foram espertos de não falar. Acabou saindo pela culatra, né, quando eles não falaram. Porque ficou claro pra todo mundo que eles não queriam se expor. Mas... É, talvez era uma estratégia da galera. É, mas eu entendo porque eles fizeram isso.

Porque se eles me falassem qual é a denominação deles, eu ia falar de um ponto que só ele concorda, pros outros discordarem. Então assim, ia ficar mais descarado ainda a falta de unidade que tem entre os protestantes.

Era estratégia aquilo ali. Eu acho que uns perceberam e preferiram não falar qual é a denominação. Mas a minha estratégia era pra mostrar a realidade pras pessoas, né? Pra não deixar passar a falsa impressão de que todos ali concordam com tudo e eu tô representando outra visão. Não. É a visão católica contra várias outras visões. Mas enfim, ainda com essas discordâncias todas, né? Eu acho que o clima foi muito bom. Depois a gente rezou junto lá um Pai Nosso, né? Fez uma oração. Eles botaram a mão na sua cabeça também, né?

fizeram a benção, eu aceito também, eles também são, para um católico, os batizados são parte da igreja católica, mesmo que não saibam. Então eles também têm o Espírito Santo, também aceito a benção, a oração deles. E vários estão em contato comigo até hoje, acredita? Conversa ainda lá no Instagram. Sim, eles vivem marcando lá, eu vejo quando eles marcam, tem algum corte que está viralizando ainda, aí eles marcam lá, marcam a gente, marcam você também, eu vejo.

É, e eles conversam comigo, né? Tem um pastor que conversa comigo sempre, a propósito, é o...

Um que tava com o sapato do Bob Esponja? Aí você não pegou, velho. É um que tava... Ele já veio em outro debate também aí. É. Deve ter sido o Diego. Não, não foi o Diego, não. Não foi o Diego? Não lembro o nome dele agora. Não, o Jael não tava lá naquele dia. Ah, Jael, não. É um pastor que tava com o sapato do Bob Esponja, uma coisa assim. Ele foi lá no debate do Ebelin. Deixa eu ver o nome dele aqui. Eu tenho o nome dele? Sim, né? Especificamente esse aí eu... Esse detalhe eu não peguei.

Não, tem uma menina que eu acho que é Mariana. Essa daí posta direto. Ela fica, ah, agradeço muito, tal. Teve o... Não vou achar aqui agora, fácil. É que no seu dia a gente gravou o do Richard, né?

O Breia também Tinha o do Breia, né Vocês acabam chegando cedo, né Eu errei o horário do debate Cheguei 4 horas antes do meu debate lá Meu Deus do céu A gente gravou o do Breia, gravou o seu Gravou o do Richard Nesse dia Acabou tarde também Acabou tarde

Mas foi bom pra caramba. Foi bom pra caramba. O que que eu percebi do seu, especificamente, é que, tipo, todo mundo queria estar ali, porque eu acho que todo mundo leva o assunto muito a sério. É verdade. Não que os veganos não levam o veganismo a sério, que as feministas não estavam lá, ou o Breia, no caso, no debaixo deles também é muito a sério. Mas, tipo assim, é... Quer dizer que, pô, o pessoal que foi lá, tipo assim...

Queriam estar lá naquele debate. Não é que a pessoa foi lá só por causa de corte, só por causa de aparecer, visibilidade. Porque, obviamente, é um debate que chama muita atenção. Tinha alguns que queriam fazer isso, mas eles fizeram enquanto estavam dando conteúdo também. Eu tenho uma coisa que eu gosto de falar sobre esses debates 30 contra 1, uma coisa que eu estava percebendo também. E o tom do debate depende muito do 1.

Porque você tá ali sentado, você tem que deixar o outro falar. Mesmo que fale coisa que você não concorda nem um pouco. Tem que deixar o cara falar e tem que saber como puxar a palavra de volta pra você. Não pode ficar falando por cima, nem ficar quieto o tempo todo, senão o outro tá falando. Tem que saber fazer uma intervenção ali. E até, sabe, com firmeza e tal. E no momento certo, pra que você consiga puxar o microfone pro seu lado.

Eu acho que é o que faz grande diferença ali. Se eu conseguir falar ou não. Então, eu fiz um que eu quero refazer. Refazer assim, né? Fazer um modelo diferente é o debate com os satanistas.

Satanistas. Esse debate que a gente fez, eu tinha visto um... E tá crescendo muito, né? Tá, tá crescendo. Eu não sabia que o assunto, entre aspas, satanismo viralizava tanto. Sabe onde eu me dei conta disso? Na Dutra. Perto de Aparecida, eu fazia muito caminho Rio-São Paulo, né? Eu morava em São Paulo e tem família no Rio. E eu fazia muito esse caminho. E na Dutra tinha um castelinho, algum lugar ali perto do limite entre São Paulo e Rio de Janeiro. Um castelinho preto e vermelho.

Era um negócio super esquisito. Aí quando eu passava, eu achava que era um motel da vida desses doidos aí, né? Eu falava, ah, deve ser alguma coisa dessa. E o negócio foi crescendo, crescendo, crescendo. Aí apareceu uma cruz de cabeça pra baixo. Agora é um complexo imenso, cheio de imagens de demônio na frente e tal. É um negócio satanista. Então, me mandaram... Me mandaram... Horrível. Um cara, acho que é do Rio Grande do Sul.

E o cara tem uma igreja. Uma igreja satanista, um bagulho gigante. Só que é um negócio meio... Meio... Posso falar assim, meio narcisista. Que é ele entrando...

Opa, o preto, o vermelho. É a ideia do demônio, né? E o cara, ele anda lá e tem um boi. O que é isso? É tipo, é muito autocentrado, sabe? Ele é muito autorreferente. Isso é óbvio, né? Se o cristianismo é a pessoa esquecer de si mesma e contemplar a Deus, o satanismo vai ser o contrário, né? A pessoa esquecer de Deus e se contemplar a si, né? Sim. Então, aí quando eu fui ver, pá, o cara, 700 mil seguidores. Começou agora. Começou agora o negócio. Mas vem cá.

Como é que se debate com um satanista? Ele defende Satanás? Eu não conheço, eu queria estudar sobre eles antes de debater. Então, pelo que eu entendi desse debate em específico, eles acreditam que... É...

O mesmo pensamento que o cristão tem do satã, é o que o satã tem de Deus. Então assim, você não é livre, você é um escravo, você é atormentado pelo medo, você não é amado, você não tem liberdade nenhuma. Nós temos aqui. Aqui você tem liberdade pra ser quem você quiser, aqui você tem liberdade pra receber amor. Mas eles têm escatologia assim? O que eles acham que acontece com a alma depois da morte? Eles têm algo assim? Eles acreditam que eles já são livres.

Então, a morte, quando você tem o... Vamos dizer assim, esse lado... Esse lado da... Do karma, entendeu? O que você plantar, você colhe. É meio uma escatologia humanista, porque não tem muito atrilado ao transcendente. Mas o que você precisa fazer, juntamente com o Satã, é descobrir...

que você já é livre. Então aí vira mais uma questão individual. Gente, acho que se você contasse pra um apóstolo, que ia chegar um tempo em que a gente tem que fazer uma apologética contra o Satanás, acho que eu caí pra trás. É que eu esqueci o nome do cara, né? Eu esqueci o nome do cara, mas procura aí, acho que é no Rio Grande do Sul. É assim, eu faço apologética lá. Tem a maior igreja satanista do Brasil.

Não, e é toda uma estética católica no negócio assim. Porque assim, apologética, apologética é o quê? É convencer uma pessoa que não quer ser convencida de que é razoável a sua posição. Isso é apologética. Apologética cristã, católica que eu faço, eu sei que os protestantes querem fazer a vontade de Jesus Cristo. A vontade de Deus. Então eu parto disso pra...

Pra falar, no caso deles eu teria que partir do ponto de que eles querem liberdade, né? Talvez. Sim. E de que acima de tudo eles possuem... Ah, igreja de Lúcifer. Olha o tamanho disso, cara. Que coisa horrível. Olha só. Olha que estética dele. Toda preta e vermelha. Ah, igual a igreja que tem lá na Dutra. É. Igreja, né? Não sei nem como chamar isso. Enfim, o... Essa ideia... É onde? Essa é da Dutra?

É aí, ó. Tem umas imagens fora agora. Isso aí dá pra ver da Dutra. Entendi. Então, o que eu ia ver é justamente essa questão. Tem umas variações aí, entendeu? Então, tem aquele cara que é mais ligado ao ocultismo, não necessariamente ao satanismo, mas ele acredita que o satanismo é o correto, mas ele quer ter mais conhecimentos ligados a essa parte do ocultismo.

Como um todo, entendeu? Aí tem aquele pessoal do... Esse pessoal aí é o luciferiano. Aí tem o pessoal do Alistair Crowley. E tudo mais. Aí quando você junta tudo isso nas nossas pesquisas, porque tudo é muito pesquisado pra fazer esses debates e tal. Principalmente debate religioso. Muito pesquisado. Como assim? Quem pesquisa muito? Eu. Ah, saber quem vai debater com quem? Não apenas quem, mas tipo...

O tema, o porquê. Por que eu tenho que fazer esse debate especificamente? Cada um debate tem um porquê, entendeu? Entendi. Às vezes a gente faz um debate porque é como se eu fizer um debate do policial contra os...

Os funkeiros, depois tem que fazer da funkeira contra os policiais. Foi o que a gente fez. Você sempre faz os dois lados. Sim. Então a gente fez o do ateu contra o cristão. Certo? Foi o do sacane. A gente vai fazer agora do cristão contra os ateus. Ah, que legal. A gente vai fazendo esse lado. É o Pablo Marçal que vai vir, né? É o Pablo Marçal. Legal. A gente fez o do...

bolsonarista contra os esquerdistas. E aí a gente depois fez o esquerdista contra os direitistas e tal. A gente vai sempre fazendo dos dois ali, pra poder mostrar que, tipo, é bom o pessoal te descasca também. Exatamente, pra mostrar assim, não, agora fez você, agora vem você aqui também. O pessoal indica pra gente poder trazer essa galera e a gente vai trazendo.

Mas o ponto é dessa questão toda, a gente acaba perguntando também, tipo assim, quem vai assistir e por que essa pessoa vai assistir. E quando o assunto é religião, já que a gente tá falando de religião, a pessoa assiste porque aquilo é muito importante pra ela. E aí eu comecei a ver, tipo assim, mano, tem um monte de gente no TikTok que é uma outra bolha, uma outra galera, não é a galera que tá no YouTube, não é a galera que tá no Instagram, mas essa galera tá lá.

Mano, o pessoal faz, assim, live pra muita gente, cara. E a menina fala que é bruxa, entendeu? A menina fala que tem trabalho disso, trabalho daquilo. Aí tem um cara que tem umas paradas, assim, de vender artigo pro cara ter umas paradas na casa dele. E tem os rituais que o cara tem que ter e o cara tem que aprender. Tem um monte de gente ensinando isso. Um monte de gente. Então, assim, tem as variações, obviamente. É que nem o protestantismo, né? Vai... Tá.

Vai tendo subjetivo. Exatamente. Tem um lado pentecostal. Pentecostal. Nem eles se concordam 100%. Mas dentro desse guarda-chuva todo. Tem muita gente. E aí eu comecei. Fiquei assustado. Não sabia que o Brasil estava... Antes a gente falava assim. As feministas falavam. Sou neta das bruxas. Vocês não queimaram. Agora a menina acha que realmente é uma bruxa.

Ai, meu Deus do céu. E não é fã de Harry Potter, não. A dúvida é se a gente tem que combater isso aí com argumentos, assim, ou com exorcista, né? Essa é a grande dúvida. É. Meu Deus do céu. Mas sabe que isso aí é uma grande mentira mesmo também, né? De, ah, não tem liberdade no cristianismo e tal, né? É uma visão, assim, muito infantil da vida. Porque acho que todos nós, assim, que construímos alguma coisa na vida, a gente vê que o sacrifício é algo que nos traz liberdade.

Por exemplo, eu quero ter um emprego muito bom, eu quero ser um bom empresário, enfim. A gente precisa estudar. Aí a gente deixa de fazer outras coisas, né? Que o nosso corpo gostaria de fazer. Nosso corpo. Ah, quero dormir. Não, vou acordar porque eu tenho que ir fazer os meus estudos aqui. Ah, eu tenho... Quero agora fazer outra coisa. Não, vou fazer outra e tal. E quando a gente vai se forçando assim, no final a gente tem um resultado muito melhor, né?

O ponto que eles levantam... Assim, não é falta de liberdade. Então, o ponto que eles levantam acima de tudo é ser escravo do fim.

Escravo do quê? Você é escravo do seu fim. Do fim último da minha alma, vamos dizer assim. Do fim temporal, eles estão dizendo. Exatamente, você é escravo. Se você acredita no cristianismo, você é escravo do seu fim último, que é a morte. E por causa disso, você tem que ter a salvação. Essa é uma visão deturpada, porque eles entendem que nós temos uma vida de merda, vamos dizer assim, e que lá, na hora que eu morrer, eu vou ter a minha recompensa finalmente. Eles pensam isso.

Só que o que Jesus Cristo fez foi dar sentido pra cruz. Ele elevou a cruz a um nível de bênção. Mas aí eles começam. É o mesmo papo do ateísmo. Mas por que ele cria um negócio que depois ele mesmo vai... Ele cria pra te dar liberdade, mas ao mesmo tempo ele coloca o fruto, aí ele coloca o inferno. Pra te dar liberdade. Exatamente.

Pra pessoa ser livre. Se não colocasse fruto, não tinha liberdade nenhuma, né? Ia ser uma... Não ia ser uma liberdade de fato. Se Deus não desse a opção da gente cometer os pecados, não seria uma liberdade de verdade. Não seria. Porque você ia olhar em volta e ia falar assim, todo mundo aqui, ninguém peca. Aí ela ia dizer, não, Deus deixa você livre. Você faz o que você quiser. Mas, por coincidência, ninguém que peca tá aqui no meio da gente. Isso não seria liberdade, né?

Deus só ia criar aquele que diz sim. Então, na verdade, a pessoa não teve liberdade, né? As pessoas... Então, aí a pessoa... Não, mas isso também não é um Deus bondoso. Isso também não. Outra coisa, eles veem assim, que a cruz nessa vida é como se fosse totalmente ruim. E assim, por exemplo, eu acabei de ter minha primeira filha agora. E o início foi, nossa, acordar de madrugada, chorar, sei lá o quê. E aí não conseguia mamar.

Aí consegue mamar, mas aí não... Enfim, um rolo danado, assim, um maior sofrimento o tempo todo.

o satanista, vamos dizer, ele olharia pra isso como assim, nossa, que coisa horrível e tal, pra que você foi ter esse filho? Você podia estar aproveitando sua vida, não sei nem se eles têm filhos, não sei, eu não conheço. Mas você podia estar, vamos dizer, você podia estar aproveitando sua vida, você está aí sofrendo, você está escravo do momento em que o seu filho vai finalmente conseguir retribuir pra você, vai conseguir olhar pra você e sorrir, depois de uns seis meses, nove meses.

Esse período todo aí você está só pensando no final. Eles entendem que esse início foi terrível porque teve sofrimento e não foi.

É um dos melhores meses da minha vida. Mesmo sendo cheio de sofrimento. Então o processo da cruz. É um processo feliz. É um processo cheio de paz. Como uma pessoa que não passa pela cruz. Jamais vai saber como é.

E todo mundo que tá assistindo aqui, até mesmo satanista na vida dele, ele vai lembrar de algum período em que ele teve que se sacrificar e que foi bom o sacrifício. Período de vestibular, por exemplo. Ah, o pessoal quer passar pra faculdade e tal. Embora eu ache que é uma besteira tudo isso. Ah, é faculdade que eu vou passar, sei lá o que. Todo esse sistema que existe hoje. Já teve mais moral, digamos assim. Eu acho que esse sistema que existe hoje...

Tá desmoralizado. É. Aí fala assim, nossa, eu tava lá estudando pra vestibular, sei lá o que, passei. A pessoa que... A pessoa que existe hoje.

Não é que aquele momento da vida dela foi jogado fora. Foi um momento que ela aproveitou a vida. Ela estava estudando. Então, ver assim como se o sacrifício fosse uma coisa ruim em si. Não é verdade. É um momento de grande felicidade, crescimento. O processo de santificação é uma coisa boa. Não é uma coisa terrível. E sem fruto nenhum agora.

A gente já aproveita um pouquinho do céu enquanto a gente está aqui na Terra. O cara falou assim, ó, Jesus é Deus. Jesus nasceu de Maria. Logo, Maria é mãe de Deus. Até Lutero e Calvino proclamavam disso. Verdade. Mas como você falou, o pessoal não toca muito nesse ponto hoje. É que o problema é assim, porque se você diz que, ó, beleza. Maria é mãe de Deus. Realmente mãe de Deus, né? Qual o respeito que você deve à mãe de alguém que você ama?

Um respeito tremendo, né? Então eles não querem dar esse segundo passo. Só que o catolicismo é a religião que leva as coisas do evangelho até as últimas consequências. Então assim, se é mãe de Deus, precisa ser respeitada, venerada e tal. E o protestantismo tenta sempre estar podando a planta, vamos dizer assim, né? Não, é mãe de Deus. Tá, então nada. Então para. Tipo, não pode tirar uma conclusão disso, né? Ó, quer ver? Tem mais aqui?

O pessoal tá voltando pro protestantismo. O pessoal quer ver eu falar de crente?

Mas enfim. Você sabe que eu não comecei o meu perfil pra falar de protestante, né? Não? Não, eu ia falar de Bíblia no geral. Aí começou uma guerra em Israel. Aquela dos parapentes. Lembra que eles... Acho que faz uns três anos. Eles pularam de Gaza com aqueles parapentes. Aí mataram um monte de gente.

Aí eu comecei a falar disso, fiz até um curso na época lá de Israel versus Palestina, enfim, botando lá minha visão, tudo que eu tinha estudado lá e tal. E aí começaram a aparecer uns protestantes nos comentários dizendo assim, isso aí, defendendo o povo de Deus. Israel. Israel. Essa nação que é o povo de Deus, povo ungido, sei lá o quê. Aí eu falei, peraí, não é isso que eu tô fazendo não, pô. Aí eu gravei um vídeo dizendo assim, ó, uma coisa é o Israel do tempo de Cristo, o judeu do tempo de Cristo.

Outra coisa é o judeu de hoje. O povo de Deus é a igreja, do ponto de vista da teologia católica, isso aqui. Os judeus podem ter o estado deles e tudo mais, beleza. Mas eu não vou dizer que eles são... O novo povo de Deus é a igreja. Isso é teologia católica, isso tá na Bíblia aqui.

Aí eles começaram a atacar de vez que entenderam que eu era católico, né? Ah, é seu comedor de bolachinha, é seu adorador de gesso, idólatra, sei lá o quê. Aí eu comecei a responder cada uma dessas coisas que eles iam colocando. Quando eu fui ver, eu tava falando só disso, aí todo mundo gostava, e foi indo e tal, e eu entendi que era Deus agindo aí pra eu falar desse tema. O primeiro debate que você fez foi qual? Foi com o professor Lucas Gesta.

É um professor, não sei de qual... Se não me engano, ele dá aula na faculdade do César Cavalcante. Foi ele que me chamou.

A faculdade lá do César Cavalcante mandou uma mensagem dizendo... Ele tem um curso de hebraico, né? Tem aulas de hebraico. E o César fala hebraico mesmo, né? Tem gente que fala e não fala, né? O César fala mesmo. A gente chega lá e conversa um pouquinho. Mas o que eu ia dizendo mesmo? Então eles mandaram a mensagem dizendo que esse professor Luca Gesta queria debater com o católico e tal, se eu topava.

Vai muita gente legal no canal do César. Vai, vai, é um canal legal. Eu gosto muito do César, a propósito. O pessoal não gosta quando eu falo isso, né? Mas eu vejo muita sinceridade no César Cavalcante, sabe? Eu acho ele muito sério, cara. Ele é sério, mas ele... Eu fico pensando assim, cara, como é que eu vou saber se ele tá bravo, se ele tá gostando? Se não vai, o cara não exposta. Ele olha assim, né?

Ele não esboça aquela contaneidade, assim, ele é muito sério. É, eu acho que ele tem noção da responsabilidade dele lá. Enfim, é a personalidade da pessoa, né? Sim, sim. Mas eu acho, eu noto, assim, uma sinceridade. Por quê? Uma coisa que eu reparo muito é quando eu tô falando se a outra pessoa tá me ouvindo ou se ela tá pensando na próxima coisa que ela vai falar. E o César Cavalcante é um que ouve o que você fala. Ele ouve mesmo o seu argumento todo, né?

Então isso eu valorizo muito. Eu acho que é uma pessoa que... A pessoa que é capaz de ouvir...

O crer vem pelo ouvir, disse São Paulo, né? Então a pessoa que é capaz de ouvir já é o primeiro passo, assim, pra sinceridade, né? Enfim, então ele chamou, né? Porque eu nem conhecia o César Cavalcante. Ah, pode vir pra cá? Eu pensei, pensei e tal. Eu já tinha saído da empresa onde eu trabalhava. Antes eu ficava com medo, né? Eu falava, cara, vou aparecer num debate. Aí tem a empresa aqui. Aí vai que o fornecedor é protestante, né?

Eu era negociador com os fornecedores. Ah, pô, você... O fornecedor no outro dia, ó. Vai aumentar 30% do preço aí.

Você começou pelo caminho mais difícil, né? Já que você começou falando de Israel e Palestina. É verdade. Esse assunto é o assunto espinhoso do negócio. É verdade. E eu falava da minha opinião política sobre o que acontece lá hoje, né? Só que eu falava de Israel, igual eu poderia falar de Portugal, do Canadá, do Uruguai, de um país e tal, né? E como alguém que morou lá, né? E que conheceu a situação de perto e tudo mais. Então a minha posição...

tendia muitas vezes a defender o Estado de Israel. É uma coisa que muitos católicos não gostam, né? Mas é opinião política isso aí. Mas eu acho que é mais na internet, sabia? É? Principalmente porque, assim, os católicos na internet, eles têm as bolhas e tal. Então, assim, tem uma bolha que é mais pra... Vou olhar agora, mais pra Irã.

Tem. Uma bolha de católicos. É que o Trump pega e faz um negócio daquele também, né? Não tá ajudando, né? Exatamente. Só que essa galera aí também tem um... Tem uma galera ali que tá meio pró-Rússia na questão da Ucrânia. Então não é só uma coisa só. É opinião política, gente. Isso aí qualquer um pode ter opinião que quiser. Exato. E aí no caso de Israel...

de um lado você tem mais protestantes a favor de Israel. É, mas o problema é o porquê são a favor de Israel. É por razões geopolíticas. Olha o conflito, entende o que os judeus estão tentando fazer lá, o que os palestinos fizeram nos últimos 50 anos e tal, e tira a conclusão. Ou lê o Apocalipse e começa a inventar um monte de coisa. O problema é esse. Você ter uma opinião geopolítica sobre Israel, livre. Ou até uma opinião teológica é outra coisa, né?

Existe esse debate até hoje. E hoje é o Israel da Bíblia? O povo de Israel que a gente conheceu lá no tempo de Jesus. Jesus é judeu? É o povo de Israel que a gente tem hoje? Passou por muitas transformações do judaísmo. Na época de Jesus você tinha o templo. O sacrifício no templo. Todas aquelas regras de sacrifício, de cordeiro. E aí quando não tinha mais tempo começou o judaísmo rabínico. Aí depois...

Isso inclusive, lá em Israel os judeus aceitam. Eu aprendi isso com meus professores judeus na Universidade de Haifa. Eles explicaram isso pra gente. O judaísmo passa por transformações depois da destruição do templo. Eles até colocam como uma virtude do judaísmo. Eles falam que o judaísmo vai se adaptando ao tempo.

E eles diziam isso, né? Que antes era uma religião centrada no sacrifício e passa a ser uma religião centrada no estudo. O que você tá rindo aí? Não, eu já tô lembrando das conversas que eu tive com os judeus aqui no canal. E aí eu sempre pergunto pra eles assim, mas tipo tem aquela história, né?

do Shakespeare, por exemplo, ele sempre representava o judeu como uma pessoa meio indigesta, assim, você não pode confiar muito. Quando você vai lá em Mercador de Veneza, você vê a questão, tipo assim, parecia meio pessoal, né? É porque na Idade Média...

teve uma grande disputa entre... Quem fala muito bem disso é a Anitta Shapira. Ela é historiadora judia, israelense, né? E fala sobre a história de Israel. Ela tem um livro que chama Kholam Vem, Como Qualquer Nação. Acho que em português é Israel, uma história. Esse livro é muito bom, contando a história do Israel moderno. E ela vai montando como é que foi o processo do sionismo. E durante a Idade Média toda, até o século XIX, tinha-se essa...

essa dúvida, tanto fora do judaísmo quanto dentro do judaísmo. Se o judaísmo deveria ser como o cristianismo, por exemplo, um grande intelectual que pensava assim era o Erhadam. Ele pensava que o judaísmo deveria ser uma espécie de religião e cada um tem a sua nação. Isso antes de existir o Estado de Israel, né? Você é brasileiro e com a sua religião, judeu. O judaísmo é religião.

herança cultural, né? Talvez a gente tenha que ter, ele dizia, em Jerusalém tem que ter um centro cultural, vamos dizer assim, do judaísmo. E depois você tem o Herzl, ele já representa a frente sionista, que diz assim, não, não, o judaísmo é uma nação. Precisa ter um território, a gente tem que se unir lá e tal. Então assim, dentro do judaísmo tinha essa disputa já. Fora, também, eles olhavam os judeus, né? Por que tinha essa desconfiança? Que falava, e aí, ele é inglês?

E com uma outra religião? Ou ele é uma outra nação? Que tá aqui como... Vivendo no exterior, né? Então ficava essa... Por isso que tinha tanta tensão, assim, né? Era uma questão de resolver e tal, né? O que é que você é, né? Hoje eu acho que isso continua um pouco, né? Mas em Israel, eu acho que a coisa já pendeu mais pra ser uma nação, né? Eu tinha um amigo lá que nasceu em um kibbutz. Cresceu em um kibbutz. Gal, o nome dele. Década de 80, isso aí.

É, e ele é da década de 80, precisamente. E nasceu em um kibbutz, tal, beleza? E ele dizia que ele... E os kibbutz são muito secularizados, né? Não são tão religiosos assim. Só tem uma ideologia meio diferentona lá, meio hippie, né? Um negócio meio diferente. Perdistas. Todos. Então, é e não é? Foi a experiência socialista da versão israelense. É, é verdade. Poderia se dizer isso sim, é.

Só que lá, esquerda e direita, não tem como você traduzir exatamente as mesmas opiniões. Que direita e esquerda lá debatem outras coisas. Por exemplo, lá a direita defende o Estado de Israel inteiro, todo judaico e tal, com educação judaica, tem os religiosos, beleza. Esse é um tema. A esquerda defende dois Estados, sei lá o quê. Mas às vezes na economia os dois concordam, né? Não dá pra você trazer assim e fazer uma comparação republicano-democrata. Mas isso pós, principalmente aí, a ascensão do Netanyahu, né?

Quando o Netanyahu volta dos Estados Unidos e vai pra lá pra trabalhar com o Ministro da Economia e tudo mais. 97. É que é uma realidade tão diferente lá. Ele ascende no parlamento. Aí depois vai se tornar primeiro-ministro. Mas isso não é uma coisa só do Netanyahu?

Acho que é uma... Israel sempre foi um caso à parte, que é um país que está sendo montado, né? Então, por exemplo, tinha muitas estatais em Israel, eles precisavam. Para montar o país era realmente necessário você ter muita intervenção estatal, apoio do exterior, né? Isso não quer dizer que eles pensassem que o melhor modelo econômico fosse esse, mas para o início do Estado sim, tanto que depois várias empresas foram privatizadas, na década de 90, 2000.

É... Mas eu tava dizendo tudo isso porque ele diz que... Eu lembro que uma vez ele falou um negócio que me chocou muito. Ele falou assim, eu não sou... Ele falou, eu não sou judeu, eu sou israelense. Ele falava assim. Entendi. É um negócio chocante, né? Você nunca vai ouvir um judeu aqui no Brasil dizer uma coisa dessa, né? Eu sou brasileiro, sei lá o que... E não judeu por causa disso, né?

Então é um negócio que me chocou, tal, né? Essa realidade. É, no caso de Israel, eu sou 100% a favor do Estado de Israel existir. Tem que existir mesmo nos termos que eles querem. Estado étnico, um Estado com classificação, ou seja, judeus tem realmente mais espaço ali, não que os outros não tenham, mas obviamente vai se manter ali o caráter étnico pra que eles possam realmente ter um Estado para o seu povo.

Eles precisam, ponto Eu concordo, eu concordo Agora o que é difícil, é bom fazer um adendo Eu concordo que tem que ter um estado mesmo

E eu vivi lá e eu vi como é que é a realidade e tal. Enfim, é um paraíso no Oriente Médio. O negócio funciona bem e tal. Até para os cristãos do norte de Israel. Conheço vários cristãos do norte de Israel que queriam ir para o exército. Ou para a polícia e tal. Ou seja, existe essa realidade lá em Israel. Mas, ao mesmo tempo, muitos desses cristãos queriam ir para a Europa, para os Estados Unidos. Porque eles ainda sentiam que, no fundo...

eles não eram plenamente, eles são cidadãos plenamente, diante da lei. Tem passaporte, pode trabalhar, pode entrar pro exército. Se não quiser ir pro exército, pode fazer serviço comunitário. Existe o Jeirut Leumi, em Israel o nome disso. Que é o... Você vai lá e faz um serviço comunitário, você ajuda em ambulância por dois anos. Em vez de você fazer o exército por três anos, você faz isso.

É uma espécie de alternativa. Às vezes o árabe vai entrar no exército e ele tem família na fronteira com o Líbano. Do outro lado do Líbano. E aí? Vai lutar no exército? É complicado, né? Então existe essa possibilidade. Ainda assim eles sentem que o Estado é judeu. E eu não sou judeu.

Então, não é tão simples assim também. É um estado étnico. Eu acho que tem que ser assim. Mas e os árabes que moram lá? E aí? Então, mas os árabes, eles podem usufruir da estrutura, da segurança, da economia. Mas o Júnior faz... Eu entendo e concordo com o melhor estado que tem ali na região toda, Israel, que é o que melhor dá condição, inclusive, para os cristãos. Tudo isso eu concordo porque eu morei lá e vi tudo isso com os próprios olhos.

E com cristãos falando exatamente isso também. Não sou só eu que estou dizendo isso aí. Mas, ainda assim, imagina você nessa situação. Não, mas calma que eu vou chegar lá. Eu estou querendo justamente isso. Aí, quando... Veja, eu estou dizendo que ele tem que existir nesses termos. Eu não estou dizendo que ele tem que ter controle marítimo e por ar, por exemplo, do que entra e do que sai. Mas com isso aí eu concordo. Entendeu?

Porque tudo que entra em gás eles transformam em míssil. Se bem que agora já não vai mais acontecer isso. Mas, Júlio, era...

Precisa desse controle. Se não tivesse controle, acaba o estado. Mas o controle é diferente de vigilância. Eu acho que vigilância é tudo bem. Você vigiar o que que entra, você vigiar pra onde que tá indo e tudo mais. Ah, isso é muito difícil. Você imagina, tem um cara aqui que você sabe que quer te matar, aí você fala vou deixar ele entrar com uma arma. Aí a gente vai entrar, por exemplo, na questão das fronteiras também. Eu também não acho que tem que desrespeitar as fronteiras.

Você tem que ter... Ah, não, agora vou expandir meu território, vou expandir minha influência, vou expandir meu controle pra além do que tava acordado. Entendeu? Eu acho assim, nos modelos de democracia atual que existem no mundo, a maior parte dos ocidentais, nós aqui, a gente pensa que democracia é o melhor modelo. Hoje a gente pensa assim. Certo? De um modo geral. Os modelos da democracia ocidental não tem solução pra nenhum conflito do Oriente Médio. Não dá. Porque a gente cai nesses problemas aqui que eu acabei de falar. É.

Enquanto for esse modelo... Ah, qual é então? Não faço a mínima ideia, mas eu tô dizendo que é um problemão, assim. Porque eu fico... Pensa do lado dos judeus. Você acabou de falar, ah, lá na Palestina, por exemplo, tem... Na Palestina, na verdade, né? Se pega a Cisjordânia lá, a maior parte é dominada por Israel, né? Você tem alguns clusters ali, tipo pequenas faixas de Gaza, assim, que são o Shetar Aleph. São os espaços A.

Então esses espaços aí, eles são os espaços que são de Israel, na prática. Se a gente fosse pintar no mapa, seria a maior parte daquele território seria de Israel. Agora, se eles saem de lá, esses próprios palestinos que estão lá, eles não têm uma estrutura... Porque os judeus, antes de terem o estado deles, eles já tinham uma certa estrutura. Tinha várias polícias, né? Cada kibbutz tinha sua, cada moshav tinha sua lá, né? Tinha hospitais, já tinha uma língua pra unificá-los escrita, né? Até mesmo a língua que eles falam lá, os palestinos, né?

que é o... É o árabe, como é que chama? Árabe coloquial, né? Não é o árabe que escreve, né? Eles escrevem, é como se a gente falasse português e escrevesse latim. Então, assim, o judeu já tinha a língua que eles falavam lá, criada lá por Benin-Hudá, que é o hebraico moderno. Você tinha estruturas sociais prontas, né? Então, quando a ONU votou, né? Foi até o Brasil que liderou essa votação na ONU, né? Com o Oswaldo Aranha. Então, quando a ONU votou e deu que sim, que já existiria, eles já estavam preparados pra isso.

Só que a Palestina não. A Palestina ainda tinha uma mentalidade que dependia do Império Otomano, ou dependia dos ingleses. Eles não têm uma estrutura própria. Então isso facilita famílias corruptas entrarem para o poder, grupos terroristas. Na prática é uma população que...

Na prática, quando a gente olha, não tem estruturas para se autorregular. Sim, mas aí é aquela história. É um favelão. Tem que fazer uma transição de poder para que existam os dois estados. Mas e aí? O outro estado vai existir? Porque ele mesmo não tem estrutura. Tem que existir dois estados.

Ah, mas aí entra a questão dos acordos internacionais e a força. Cadê a ONU que não foi lá e pegou e falou, ó, é isso que acontece nesse território, Israel vai ter o seu estado, Palestina vai ter o seu outro estado. A ONU fez isso, né? Na década de 1948. Mais ou menos. Ela fez isso, falou, esse vai ser o de Israel, esse vai ser o do outro. E saiu de perto e Israel conseguiu ficar. Mais ou menos, não foi bem assim. A gente sabe que quando ela falou isso, na verdade, ela tirou os palestinos de lá.

Por que tirou os palestinos de lá? Porque aquele território era prometido para os palestinos também pelos ingleses. Quando os ingleses vazaram... Os ingleses fizeram um monte de promessas contraditórias. É um assunto muito complexo. Muito complicado, é. Realmente, os ingleses foram para lá pensando que tinha petróleo.

Chegou lá e não tinha petróleo. Porque o único lugar do Oriente Médio que não tem petróleo é Israel. Verdade. Porque do lado ali você vê se olha... É no Líbano, tem. Então, você tem ali a Arábia Saudita explodindo. Aí você, porra, vou pra lá. Aí você tem lá, enfim, Irã, nem se fala, Catar tá ali também, todo mundo lá. Iraque, bombando. Petróleo pra caramba. Só que não tem petróleo em Israel.

Que é o território da Inglaterra. Por esse motivo a Inglaterra falou, ó, então tô saindo fora. E aí sim, ia ser o momento do... Não necessariamente, tá? Porque a França também tava no Líbano e saiu. Os outros territórios também tinham. Outros países que mandavam e saíram também. Não dá pra dizer, a Inglaterra saiu porque não tinha petróleo. Todo mundo saiu do Oriente Médio. Foi só a Inglaterra. Sim, mas o da Inglaterra foi por causa disso. Porque os outros teve, por exemplo, a...

A própria ideia dos condomínios que deram origem à Arábia Saudita foram justamente condomínios montados pelos Estados Unidos. É mesmo, não sabia não. A Arábia Saudita surge desse momento, entendeu? E é um parceiro histórico dos Estados Unidos na região desde o início por causa disso.

Porque quem montou toda a estrutura, quem que deu a estrutura pra eles lá nos Estados Unidos? Montou pra eles, ó, vocês vão ter um território aqui. Quem que vai vigiar esse território? A Polícia X. Quem que vai trazer pra vocês aqui a base governamental? É isso aqui, entendeu? Foi os Estados Unidos que deu essa estrutura. Montando, primeiramente, esses condomínios de residências e organizando essa vida naquele território.

Tudo isso por quê? Porque ali tem petróleo pra caramba. Só que não tinha petróleo em Israel. Aí a Inglaterra saiu fora. Aí foi a tal da votação da ONU. Ia pra Argentina ou ia pra Israel lá onde a Inglaterra estava? Não, mas não ia pra Argentina, porque isso os judeus já tinham debatido entre si. Não, mas era essa a possibilidade. Ou os judeus iam pra Argentina... Mas os próprios sionistas já não queriam mais. Eles pensaram nisso, né?

Era a Argentina, é o... Acho que era o Uganda também na África, algum lugar da África.

Ou Madagascar, né? Pensaram nisso antes. Não, então beleza. Só que eles entenderam que só ia dar certo se fosse Israel. Então, ia ser Israel. Só que aí, por que que saiu todo mundo de boa ali, no caso? Porque eles foram lá por um motivo e na hora da saída foi esse mesmo motivo. Não tinha petróleo. Mas eles pensavam que tinha.

Só que aí tinha a questão dos palestinos lá. Aí girou toda essa polêmica que a gente arrasta até hoje. A questão do primeiro acordo, do segundo acordo, da guerra dos seis dias. Aí vai depois ter todo o desolamento dos anos 70, a crise do petróleo. Vai. Cara, é um assunto muito complexo. Mas você falou a verdade. Não existe solução na democracia para isso. Não tem solução. Porque você cria dois estados, certo?

Só que as rústicas são tão grandes assim, principalmente depois do 7 de outubro. Não sei se hoje o... O Zaelense lá, não é que não é o judeu. O Zaelense lá quer mesmo assim, confiar. Tanto que na Palestina vai ter um Estado que vai respeitar. Não, mas ele nunca confiou, era de direita ele. Ele é a favor do domínio mesmo, já é o... É. A maior parte lá, né? Tomar todo o território? É. E manter os... Mas então, aí toma a Palestina e depois... Tem vários lá que falam que querem ir dando cidadania pros árabes.

Igual foi feito na Galiléia, né? Porque a Galiléia é um exemplo, assim, de convivência. Você não tem atentados na Galiléia. Ah, entendi. Você vai introduzir eles no Estado. Aos poucos. Aos poucos. Conforme você consiga garantir. A cidadania. Você dá a cidadania pra ele e ele aceita as suas leis. É, você vai dando a cidadania conforme você consiga garantir que não vai ultrapassar a maioria.

Então, de repente, você tem um parlamento árabe, muçulmano, e aí já era. É outro país muçulmano no Oriente Médio. Então, o que eles querem... Isso aí não é oficial. Eu estou dizendo que o pessoal discute lá, né? Eu ouço o pessoal discutir isso, dava suas opiniões, assim. Dizia que o interessante era fazer isso. Porque no norte de Israel, a coisa está bem resolvida.

Sim. Tinha uns lá, por exemplo, que não queriam nem pisar na Palestina, porque eles estavam felizes em Raifa. Sabe, aqui eu vivo bem, tudo normal, vou pra lá. Tem até... O pessoal fala muito de judeu em Jerusalém cuspindo em padre, né? Já ouviu isso aí? Já. Então, lá, eu também ouvia de muçulmano cuspindo em padre na Palestina. E aí? E aí? Então, também... O Oriente Médio é complicado, gente. O lugar mais tranquilo que o pessoal fala é a Jordânia, né?

Jordânia, que tem um rei. Porque tem um rei. E é uma dinastia, exatamente, é uma monarquia tradicionalíssima. A propósito, eles receberam, na época do Estado Islâmico, receberam as últimas comunidades que falam aramaico, que moravam na Síria, foram expulsos pelo Estado Islâmico, pelo Daesh. E aí o rei da Jordânia recebeu eles lá.

Num bairro em Amman, né? Na capital. Então, eu acho que a Jordânia poderia liderar esse... Mas ela não quis também, né? Poderia ser dela, se Jordânia também, botar todo mundo pra dentro. Ninguém quis. Por exemplo, a faixa de Gaza a gente fala que era fechada. A Palestina também tá causando problema pra caramba. Ela é fechada pra Israel. Era fechada pra Israel a faixa de Gaza, né? E agora é até difícil saber o que que tá acontecendo lá, né?

Depois dessa guerra toda, explosão, destruição de tudo que teve lá, não sei o que que tá. O foco mudou da Palestina e mudou completamente pro Irã.

Até os noticiários de Israel, né? Eu ouço muito, não falo mais de Gaza. O negócio tá... parou mesmo de falar, né? Lá fala o tempo... é que o jornal lá é até interessante. Eles estão falando e o jornal lá tem outra... A gente gosta de deixar as coisas organizadinhas o jornal aqui, né? Vamos agora entrevistar o fulano. Aparece o fulano, entrevista, volta pro repórter. Lá eles botam uma mesa com umas 10 cabeças e eles ficam discutindo entre si no jornal.

De inteiro. E aí de repente interrompe, eles continuam discutindo, né? Eles falam, ó...

Tá caindo um míssil aí. Aí chega pro lado a tela e aparece uma coluna de todas as cidades que a pessoa tem que ir pro bunker. Porque tá caindo lá. Aí depois para de cair numa cidade, a cidade sai. Vai voltando. E eles tão ali discutindo, não tão falando. Não falam de Gaza mais, né? Mas enfim, Gaza tinha uma fronteira com o Egito.

E também tava fechada. O Egito também não queria abrir a fronteira pro Hamas entrar no Egito. Não queria. É que são casos diferentes. É complexo. Uma coisa é você falar do Irã, por exemplo. Uma coisa é você falar da Palestina. Palestina não tem um estado, né? Você tem um cuidado maior pra você poder falar, até mesmo de retaliação, entendeu? Até mesmo de você falar, pô, tô fazendo uma vou fazer uma operação lá na região. É...

É uma coisa. Uma coisa é você falar que você vai... Pô, você tá falando do Irã. O Irã tá lá. É que o Irã não é uma instituição. Manda bícel, entendeu? Manda drone, coloca inteligência lá pra atuar, pra passar informações coordenadas e tudo mais. Vamos bombardear e tudo mais. Tanto que essa é a posição do Trump, né? O Trump, quando ele fala, ele é pesado, é o que ele fala com o Irã. Com a Palestina, por exemplo. Você fala da Palestina?

A própria condição requer uma humanidade, mesmo sendo um inimigo. Para o cara que pensa que realmente o palestino... Tem muita gente que acredita que o palestino é refém do Hamas. Mas é também. E que o... Então, tem gente que acredita que o Hamas é o partido político que subiu ao poder como representação. Mas não é assim também, né? Porque teve durante muito tempo várias questões com a autoridade palestina.

Como a gente está falando. Tem, só que eu acho que isso também é exagerado. Pensar assim que o Hamas é um grupo completamente separado da população que subiu ao poder. O que é isso? Porque o Hamas é composto de gente que é da população. Então o que acontece é não podemos deixar esse território aberto porque senão toda hora tem atentado. Por isso que fecharam o Gaza nos anos 2000.

Beleza, aí você fecha a Gaza. Ah, tem que dar água, água e energia que vem de Israel, inclusive. Vamos dar água e energia pra eles. Não, eles podem agora receber doação. O Lula, por exemplo, no primeiro governo dele, fez doação pra Gaza, né? E pra autoridade que tinha em Gaza, que é o Hamas na prática, né? E o que eles fizeram? Mísseis, né? Aí eles começam a olhar. Bom, vou deixar entrar qualquer coisa aqui? Não, vou botar um cerco.

Aí imagina que nesse tempo vai nascendo criança, crescendo e tal, e eles crescem com um muro de um lado, um mar do outro com um monte de barco.

Aquela situação não é situação humana também. Não é normal aquilo ali. Eles também querem se libertar. E eles nascem naquele meio sem ter contato direito, ter educação e tal. Sem solução, como eu falei. Como é que você soluciona um negócio desse? Porque eu entendo lá do Israel também. Vai abrir geral pra matar os próprios cidadãos? Não. Aí eles também acabam se radicalizando. Por causa da situação. Só que se abrir o negócio, vai pior.

Porque agora os que estão lá também atacam. Então, assim, é um negócio sem solução. É difícil mesmo, né?

Esse é uma coisa que quando eu sempre fiz alguns episódios que eu fiz, as pessoas, o católico tem uma resposta muito boa. Que é meio utópica. Sim, sim, sim. Não, qual que é o problema pra tal problema no mundo? Cara, é só todo mundo se converter. É, se todo mundo virar cristão, acabou o problema.

Vamos converter todo mundo. Bota o judeu, bota o muçulmano, entendeu? Não interessa se é palestino, se é israelense, se é o cara do Irã. Vamos todo mundo se converter. A gente não vai brigar mais, entendeu? Seria muito mais simples mesmo. Não vai ter mais guerra. Não sei se não ia ter mais guerra, mas a situação da Palestina ia se resolver completamente. Isso é verdade. Aí agora Jerusalém e tudo mais é de quem? Pronto, é dos cristãos.

Só tem cristão, pronto. Do reino cruzado de Jerusalém de novo. É, acabou, cara. É o único jeito.

É impressionante, né? Como nunca teve um período de paz nesse lugar, né? Sempre foi complicado ali. Tem um período de mais silêncio, né? Quando o Império Otomano dominou, ou no final do Império Romano também. Só que ainda assim, sempre tem muita confusão. Por exemplo, na época do Império Romano, quando o Império Romano já era cristão, tinha muita confusão, sabe com quem? Com os samaritanos.

Os samaritanos chegaram a tacar fogo, fizeram a revolução, tacaram fogo na igreja da natividade em Belém. Aí o Justiniano deu um jeito aí neles, e aí depois não se ouviu mais falar dos samaritanos. Agora são algumas famílias que tem lá na Palestina.

Nem você sabe se eles são realmente descendentes do iso samaritanos. Eles dizem que são samaritanos. Mas voltando, uma coisa que eu tento investigar com uma certa honestidade, sem tentar comprar nenhum dos lados e tal, é a antipatia que as pessoas têm com o povo judeu. Porque é um negócio histórico, entendeu? Era primeiro por isso, né? O exemplo de Shakespeare foi só um, mas você vê lá no caso, quando os judeus foram expulsos do reino de... Da Espanha? Da Espanha, Castela.

Castelo Aragão. Exatamente. Quando a questão do rei Fernando com os judeus era de convivência. Tipo assim, meio que não conseguia conviver coisas do cotidiano. Caramba, né? Eram complicadas. Então assim, a ideia dessa antipatia de... Aconteceu.

dentro do contexto histórico, eu tento investigar isso daí. Aí quando você corta pro Marx o que ele falava dos judeus... Você já liu a... Então ali seria o começo do alemão? Sim. A origem do totalitarismo. Ela que é judia, né? Ela tem uma visão dela também, né? Sobre esse tema. Ela acha o seguinte, que tem algumas pessoas que dizem isso, que você falou. Bem, existe uma antipatia geral pelos judeus.

E não tem o que fazer. Sempre vai ter essa antipatia e vamos embora. Aí ela fala, se a gente aceitar isso, que não tem o que a gente fazer pra entender por que que tem, que é o que você tá fazendo, né? Você tá indo atrás pra entender. Se a gente aceita isso, nunca vai resolver o problema. Daqui a pouco vai ter outro problema igual os que a gente já teve ao longo da história, né? Da expulsão, do holocausto e tudo mais, né? Eu preciso entender o porquê que chega nesse ponto.

Ela é contra essa visão de ah, é porque o povo é perseguido e ponto. Não, sim. O que tem que combater, obviamente, não dá pra aceitar uma situação como essa. Mas o que eu tô dizendo, por exemplo, eu vejo por que os católicos hoje, em geral, tem antipatia com judeus, pelo menos esses que estão na internet. Hoje eu acho que é por causa dos protestantes. Por causa dos protestantes? Eu acho que é, porque os protestantes estão tentando dar a imagem do que é a igreja para o Estado de Israel.

botam madeirinha, né? Dizem que é o povo de Deus e tudo mais. São aqueles que receberam a promessa em primeiro lugar. Mas São Paulo diz na Carta aos Romanos, capítulo 10, que nós somos enxertados na árvore de Israel. Quem não creu em Jesus foi cortado da árvore. São Paulo diz isso. Ele diz que Deus é poderoso o suficiente para enxertar de novo a árvore. Ele diz que ele reza para que alguns se convertam. Porque ele sabe que precisa se converter, precisa se batizar.

Então, eu acho que o princípio é teológico. Então, mas aí, no caso, eu acho que esse amor pelo Estado de Israel como se fosse a igreja que os protestantes têm, faz com que muitos católicos tenham um passo atrás.

Fiquem assim, não, como é que eu vou defender Israel? Porque Israel é os protestantes aí que estão defendendo, entendeu? Acho que fica essa visão. O que eu acho que é teológico nessa questão... Tem vários aí que vão discordar nos comentários, tem certeza. Vão dizer, não, sempre teve problema, sei lá o quê. Tá, mas hoje eu vejo que é difícil a pessoa falar de uma forma isenta sobre Israel, católicos, muito por influência dos protestantes.

E outra coisa, você falou desse problema que os judeus têm ao longo da história toda, eu acho que uma coisa que vai resolver esse problema é eles terem um Estado.

Porque aí a coisa fica mais normal, né? Tem um lugar, é um país, pronto. Você passa a enxergar como uma nacionalidade, não como algo que você não entende. Tá ali, não tá. É da sua nação, mas é diferente. Então quando tá, quando você tem um Estado, acho que a coisa fica mais clara, né? Fica menos... Talvez a gente entenda melhor. Embora sempre...

Enfim, acho que na história a gente foi aprendendo também, e até mesmo os que estão em outros países, a gente entende melhor. Eu ia dizer que a antipatia, principalmente de alguns católicos, eu acho que é teológica, perante o judaísmo em geral, eles acreditam que foram os judeus que mataram Jesus. Não é que foram os judeus, os romanos... Mas esse é um erro teológico, né? Eu acho que é teológico. É um erro teológico esse aí. Mas por que eu estou querendo dizer o seguinte?

A igreja não prega isso, né? Hã? A igreja não prega isso, né? O catecismo diz que quem matou Jesus Cristo...

De quem é a culpa da morte de Jesus Cristo? De todos nós, porque morreu por todos nós. Morreu por todos os nossos pecados. Ocasionalmente estava ali. Mas você era judeu, mas você era romano. Mas você estava perdido no mundo, estava no meio da Grécia. Sem problema. É igual. Todo mundo é igual. O que eu estou querendo dizer é que, de alguma forma, Jesus era judeu. Sim. E ele não foi reconhecido como Messias. Dentro do judaísmo.

Então, mas isso também é forte, né? Porque tem vários judeus que se conheceram. Os apóstolos, por exemplo. Eles se converteram. Beleza. O restante não. É disso que eu tô falando. Existe uma questão teológica ali. Por que eu tô querendo dizer isso? Porque eu já vi alguns católicos, alguns, mais de pessoas, que acreditam que, de alguma forma, a primeira grande revolta contra o cristianismo foi negar.

não reconhecer Jesus como Messias. E depois você tem não reconhecer a Igreja Católica como a Igreja de Cristo, que é a Reforma Protestante. E por último, a Revolução Francesca, que é não reconhecer a própria Igreja, a própria questão da existência... O próprio Deus. O próprio Cristo. Da transcendência, exatamente. Não reconhecer aquilo como sagrado.

Sim, são ondas de revolução, né? Exato. Eu nunca tinha ouvido essa como a primeira negação ali de Cristo. Eu já tinha ouvido assim, Reforma Protestante, Cristo sem a igreja. Aí depois mais à frente, Revolução Francesa, século XIX, sei lá o quê. Deus sem Jesus Cristo. A parte do Espiritismo, por exemplo, né? Essas coisas mais assim e tal. E que recentemente a gente tem o homem sem Deus.

século XX, Nietzsche, né? Ateus. Eu já tinha ouvido desse jeito. Essas ondas de revolução. Nunca tinha ouvido desse outro jeito. Mas aí... É, mas faz sentido também. Um é uma consequência do outro, né? Porque a gente chega num homem sem Deus...

que é basicamente... E agora tem a natureza sem o homem, né? A galera que fala, homem, muito ruim, olha o que tá fazendo aí pro planeta. Eu vejo isso às vezes, né? O pessoal falando assim de, ah... Vai você interferir aí na natureza? Sei lá, você mata um mosquito. Tem gente que fala isso, não, não interfere na natureza, o bichinho e tal, mas tem que entender que eu sou parte da natureza também. Então igual um sapo pode comer aquele mosquito ali ou sei lá o quê, eu posso matar ele também.

Hoje também tem essa ideologia, já que eu acho que é uma quarta onda, né? Que é o mundo sem o homem. É como se o mundo fosse, nossa, tudo lindo e o homem é uma coisa de fora do mundo que não faz parte daqui. E a gente tinha que deixar a natureza numa redoma lá e se separar dele. Você nota isso também? Hoje tem esse movimento. Ah, claro. Juntamente com o transumanismo. Acredito plenamente que tem uma agenda do transumanismo.

daqui a pouco esse negócio de ser ciborgue esse negócio de você primeiro que eles vão dar um jeito de inutilizar o ser humano ao máximo pra mostrar que realmente não tem porquê, a própria agenda de conservação ambiental que você tá falando que o ser humano é mau, não sei o que, visa você falar que o ser humano faz mal pro planeta tem que reduzir a população e tem que reduzir como? Na marra não é simplesmente deixar assim que tá diminuindo aos poucos não é diminuindo na marra não é diminuindo

E assim vai, cara. É mais um sinal dos tempos aí, né? É verdade. É mais um sinal de perseguição. É, né? Você não reconhecer... Tem algum texto, não lembro se era Tessalonicense ou se era Daniel, dizendo que o anticristo não reconheceria nada do que era sagrado. Ele daria o culto a um deus novo. É dito assim. Todos os deuses dos antepassados ele ia negar, inclusive os do paganismo, sei lá o que, é uma outra... Ele proporia o culto a um deus novo.

Eu não lembro agora qual é a passagem que diz isso, acho que é Daniel que fala... É uma das passagens que fala do anticristo, traz isso aí, né? Então, pode ser que seja alguma coisa dessa aí no futuro, né? Pode ser que seja. Tentar tirar o homem... O homem é sagrado também, né? Então não ver... Tirar até mesmo a sacralidade do ser humano, da cultura da morte, né? Como diz o Papa Francisco, chamava assim. Sim, é. Somos ali...

das etapas da criação. O ápice, né? É verdade. Não tem porque a gente pensar que a gente vale menos do que o planeta. A gente vale muito mais, né? Exatamente. Foi colocado pra cuidar do jardim. Exatamente. Temos mais algum donate? Vamos de donate? Da galera? Hoje o papo foi bom, hein? Só curtiu, hein? Foi bom, foi bom.

Não falou pro pessoal seguir no Spotify. Isso. O Redcast agora tá no Spotify também, não é isso, Júnior? É isso aí, a gente tá numa campanha aí pra subir o vídeo do Ariel lá no Spotify. Tá em quarto lugar dos debates. Então você vai fazer o seguinte, você vai seguir o Redcast no Spotify. Ah, Júnior, como é que eu faço pra fazer isso? Tem na descrição o link. Você vai clicar no Spotify e aí você vai lá, você pode assistir. Tem vários episódios do Redcast, tem todos os episódios lá. E tem lá os debates também, você pode digitar lá. Ariel.

Aparece.

E dá play. Exatamente, dá play lá. Ele tá em quarto lugar. E vamos subir essa classificação aí. Ah, Júnior, eu não tenho Spotify. Cara, se você não tem Spotify, pode já assistir no YouTube, beleza. Mas se você tem, e muita gente tem, pega pra assistir no Spotify. Por quê? Tem muita gente que reclama do YouTube por causa de anúncio. Ah, e o Spotify não tem? Não tem. Vai direto lá no Spotify. E aí você tem lá, digita no Spotify, podcast, redcast, aparece.

Beleza? Então é só você seguir a gente lá e aí vai recebendo as nossas atualizações dos próximos episódios, próximos debates. E aí você vai recebendo. Ah, não peguei ao vivo. Não tem problema. Pega e assiste no RedCast. Pode? Gabriel Almeida dou 20 reais.

Boa noite. Passando para mandar um abraço e agradecer o Ariel pela atenção que me deu, encontrei ele na Canção Nova. E foi incrível para mim. Que Deus abençoe a todos, viva a Santa Igreja e perdão por derrubar o livro O Nervosismo Bateu Legal. Abraço.

Ah, olha só, o Gabriel é um estudante lá na faculdade da Canção Nova, eu tive lá ontem? Anteontem, eu tive lá gravando um programa lá na Canção Nova, acho que é Revolução Jesus, isso aí e aí ele tava lá e veio falar comigo, eu dei um livro pra ele, o último livro que eu tinha do onde tá na Bíblia, eu tenho que mandar imprimir pra ter em casa lá, mas é bom receber a sua mensagem aí, Gabriel, Deus abençoe É isso aí, muito bom

Vamos lá. Três, três, dou 20 reais. Conhece a CBB? Quando é separada a igreja e surge o protestantismo? CBB? CBB? CBB é... Congregação... É Congregação Cristina. CCB que é... CCB, exatamente. CBB? Não conheço. O que é CBB, gente? CBB? Quando é separada... Não conheço, não.

Quem tiver aí alguma... Confederação Brasileira de Basquete. Será que é essa? Gente. Olha só, eu vou admitir uma coisa aqui pra vocês. Eu não conheço bem, se for a CCB, né? Eu não conheço bem as diferenças entre cada uma das comunidades protestantes, das denominações. Eu conheço geral, que todo mundo conhece, né? Ah, presbiteriano, calvinista, tal, a Assembleia é mais pentecostal.

A Convenção Batista Brasileira? Será que é isso? Deve ser. Então, eu não conheço bem essas separações internas. Até o primeiro debate que eu fiz, foi lá com o Luca Gesta. Eu lembro que acabou. Eu perguntei pra ele assim. Falei, ó, a gente se deu super bem lá depois do debate. Depois ele não quis mais falar comigo. Acabou o debate, a gente conversou bem. Depois em casa, mandei mensagem e não respondeu mais. Talvez eu não tenha gostado dos cortes que eu faço, né? Minha equipe lá é boa nos cortes depois do debate.

Tem que ter espírito. Claro que tem que ter, é. Espírito de... Espírito de curtição. Tem dois motivos. É pra... Primeiro, aquilo que eu falei, que intelectualidade não quer dizer que a pessoa tem que ser... Tem que falar difícil, tem que ser um negócio descontraído. E o outro motivo é que nos cortes você consegue... Às vezes esses debates... Eu gosto de debate livre. Assim, que vai falando e beleza. Que aí o público acompanha ao vivo ali como é que as ideias vão andando. Agora, debate que tem tempo, assim. Cinco minutos pra um, cinco pra outro.

Às vezes lá ele fala três coisas. Eu respondo as três. O público não acompanhou as três respostas, não lembra da pergunta. Então o corte ele consegue colocar pergunta e resposta. É uma do lado da outra. Enfim, eu perguntei pra ele porque ele tem um curso de história da igreja. Falei, você já falou do protestantismo? Porque eu não entendo a lógica interna do protestantismo, né? Eu sei as bases do protestantismo. Mas quando surgiu uma?

Por quê? Quais são as divisões? Eu sei por alto, né? É um conhecimento raso, assim.

E aí eu falei, já chegou? Ele falou, ah, vou chegar agora. Então ainda não tinha ainda o protestantismo, tava chegando. Aí depois eu fui atrás do professor Lucas Lancaster. Já ouviu falar? Já. Que é ótimo, sensacional, né? E aí comprei o curso de história da igreja dele. Eu faço todo dia, todo dia eu estudo uma hora do Lucas Lancaster, aí no dia seguinte uma hora do Olavo de Carvalho, aí no outro dia uma hora do Lucas Lancaster, agora tô estudando os dois ali.

Só que ele também não chegou no protestantismo ainda. Então, vai chegar agora, inclusive. Então, se alguém conhecer um curso bom que explica as diferenças entre as denominações protestantes, eu ia achar sensacional. Mas eu tenho que seguir o... Conta Ana, cara.

O Victor Fontana? Eu queria fazer um episódio com você e ele, mas ele tá meio estranho. Ele falou que não, não quero mais, não sei o que. Fala pra ele que eu quero de conversa, não quero debate. Não, mas o Victor Fontana, ele é sensacional. É, então, ele debateu aqui com o Padre Eduardo, não foi? É. É o debate mais legal do Padre Eduardo. O Fontana tem o curso. Porque ele dá pra conversar, né? Ele tem um curso disso. Tem, tem. Não, a explicação dele...

Cara, o cara, ele é muito inteligente. E ele é o quê? Muito culto. Presbiteriano. Presbiteriano. Muito culto. Assim, de modo geral, a erudição dele é muito boa. Pra vários assuntos, não só pra teologia. Mas a explicação dele sobre o porquê da reforma protestante é sensacional. De verdade. Sensacional. Por que ele começa... Cara, ele seita de cabeça, assim.

dados, das datas, os nomes, etc. E ele começa, tipo assim, vamos falar da reforma protestante, mas antes de falar da reforma protestante, vamos voltar pra gente entender o contexto. Ele volta, tipo, 200 anos antes. Pra falar sobre o Cristo da Igreja. O Lucas Jancaxa tá fazendo isso agora. Ele já falou desses séculos anteriores e agora vai chegar na reforma. O Victor Fontan, ele é bom. Tá pra você que ele é bom. O curso dele é bom.

Aí ele tem um curso sobre Bíblia também, mas tem esse daí sobre o protestante. Mas ele chega nas denominações de hoje?

Recurso histórico de como foi a... Ah, eu já não sei, né, cara? Então, mas esse é o negócio da reforma. Tem um monte de curso. Ah, ele vai ter explicado a iluminação do... do... do... Pastor Tupirani. É, mas eu quero isso. Eu quero saber como é que foi o processo do solo de ir abaixo. Cara, eu acho que o pior de tudo é o Brasil. Porque o Brasil, acima de tudo, não é protestante. É PT Costal, né? É verdade, é verdade. O Brasil não é protestante. Mas isso é... Depende do que você chama de protestante, né?

Sim, mas vamos lá. Os protestantes históricos e tal. Quem chegou no Brasil pra trazer o protestantismo já não foi o protestantismo raiz. É o cara... O que é o protestantismo raiz? É o cara evangelista. Eles defendem o solo escritura? Hã? Eles defendem o solo escritura? Não, tudo bem. Eles não podem botar pra fora os evangélicos e não podem botar pra fora os desigrejados. Não, concordo. Porque eles também fizeram a própria interpretação da Bíblia. Vou fazer o quê?

Novamente, concordo. Mas eu tô dizendo assim, mano, era pra gente ter, por exemplo, igrejas batistas aqui, não são as igrejas batistas do... Batista eu já reparei que tem um monte de diferença aqui no Brasil entre uma igreja de outra. É um negócio doido. Porque eu estudei num colégio batista. Até a quinta série, né? Mas tem um monte de lembrança boa de lá e tal. Mas eu já notei que uma coisa é aquela igreja lá, eu não sei qual que é, que era da minha escola lá.

Outra são as outras, várias igrejas batistas que eu encontrei por aí, que tem umas até que são de parede preta.

Não é, tem nada a ver com a igreja do... Com a escola lá onde eu estudei. Então, sabe aquela história do... Eu queria alguém que me explicasse, ó. Tá, o Eliseu Rodrigues, ele é de qual linha? De onde veio essa igreja dele? O que que pensa? Tá, pronto. O Vitor Fontana, qual que é a igreja dele? De onde veio esse negócio? Pronto. O Nicodemos lá, é da mesma do Vitor Fontana? Não é? Tá, tem mais de uma presbiteriana? Não? Sabe, e um por um...

Não, a presbiteriana, ela tem um colegiado. Entendeu? Mas é um só colegiado? É um colegiado. Já ouvi que tem seis presbiterianos.

Não, é um colegiado de formação teológica. Entendeu? É um corpo de teólogos autorizados. Esse é o conceito. Você tem lá o Nicodemos é um, por exemplo.

Ele é um dos teólogos autorizados do presbiterianismo. Ele é o representante... O que é o presbiterianismo? É o Nicodemos. O resto vem abaixo dele. Então essa galera toda aí... É tipo um papa devido aí. Ele é tipo o bispo. A gente não tem o colegiado do bispo? Então não tem lá no concílio lá, que agora a gente tem a colegibilidade...

colegibilidade. Sinodalidade. É, que você tem lá agora o governo da igreja e o ensinamento também passa pelo consenso dos bispos e tudo mais. Um concílio. Isso. Não. O concílio, obviamente, mas acima de tudo, todos os dias você tem os bispos atuando em conjunto pra promoção do reino de Deus. É isso.

Eles têm uma estrutura. É meio que uma... É meio que uma democracia, porque esse cara ele pode chegar lá, entendeu? Vindo de um... Uma espécie de confederação, assim, né? É, meio que uma democracia com...

Com esse colegiado, sendo esse colegiado eleito, você é promovido aos poucos ali. Ou seja, modernismo, né? A ideia é moderna. Mas eu queria entender, sabe? Um a um. Isso, mas ao mesmo tempo que... Agora o restante eu já não sei, velho. Mas dos presbiterianos é isso.

E aí você tem essa representatividade. Mas no sentido... Se você pegar, ao invés de querer entender o agora, o passado, como começou e tudo mais, aí o Victor Fontana é bando. Mas o passado tem bastante, que era de agora, de hoje.

Saber hoje, a realidade das pessoas hoje. É, como eu te falei, cara. É do evangelismo americano que a gente tem que ir atrás. Pra ser sincero, tem uma pessoa, ele é acadêmico, ele não fala muito na internet, que fez um curso assim, sobre cada uma das denominações. Eu tive acesso a esse curso esses dias. É bem caseiro, sabe? Ele gravando assim, no Skype, é um negócio mais antigo. Como é que é o nome dele, gente? Ele tem um livro, chama-se 95 Teses de Lutero, do Nordeste. Eu acho que o nome é o...

É um nome assim que parece até inglês. Ele tem um curso disso. Mas enfim, nem tá à venda por aí, tá vendo? Sendo justo, já vi esse curso dele. Mas ainda não assisti. O que é isso aí que tá aparecendo aí na tela? Olha só isso aqui, cara. Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus. Evangelicos Pentecostais. É isso, cara. Isso é número de quê? De igrejas no Brasil. De CNPJs? De edifícios? De CNPJs? Ah.

Por denominação. Por exemplo, a Lagoinha. Lagoinha de onde vem? É Batista, né? Batista? Batista? E aí, tem nada a ver com o colégio Batista que eu estudei. Nada a ver. Por quê? Porque o lado Batista deles já é o lado do evangelismo americano, velho. Toda essa galera aí. A parada do evangelismo americano. E dos missionários que chegaram aqui.

começo ali do século XX e tudo mais, cara, tem a ver com o que a gente vive. Entendeu? Aí vai desembocar em todos esses números que eu tô achando aí. Esses números aí é de CNPJ, né? Da igreja tem o da diocese, né? É a diocese, tem algumas paróquias que tem também, né? Bom, acho que toda paróquia, pelo menos a paróquia tem CNPJ. Mas às vezes é de filial, né?

Aqui em São Paulo, eu reparei que cada paróquia tem. Você dá lá o pix, lá aparece. Paróquia Santa Generosa, beleza. Paróquia Nacional do Brasil. Só que lá no Rio, na Diocese Coelho de Niterói, aparecia como Mitra Arquidiocesana de Niterói. Ah, entendi. E o finalzinho que muda, porque é filial. E aqui em São Paulo é uma bagunça, porque São Paulo é uma cidade só, mas tem três dioceses.

É de Santa Mara, São Paulo São Paulo e Osasco É de Osasco, pega ali a Zona Sul Ah é? Pega a Zona Sul Não, é de Santa Mara que pega a Zona Sul É que eu era de Santa Mara Não, Santa Mara pega a Zona Sul Tem uma que é São Paulo pega essa região Deve ser da ABC, né? Na Zona Leste ali, que pega de Santo André, talvez Deve ser, deve ser Mas olha só, 23 mil evangélicos tradicionais Né?

Nossa, olha que interessante, né? Porque no último censo, você vê que a porcentagem de católicos ainda é majoritária entre os cristãos, né? Quanto era? Não lembro qual era a porcentagem. Se o pessoal estiver aí, dá uma olhadinha aí pra gente. Mas eu lembro que era bem mais alta, tipo mais de 100 milhões aí. Ainda assim, são mais unidos, né? Porque você tem 11% só dos estabelecimentos mesmo.

Como católicos. Apesar de ser o maior grupo, é o que menos tem estabelecimentos, vamos dizer assim. O outro pulveriza, né? Abre um monte de CNPJ. Evangelicos e Pentecostais. Meu Deus do céu, é um monte. Se você comparar, olha só, os católicos estão aqui e o Universal está aqui. O Universal tem 50%, só o Universal dos estabelecimentos católicos. Gente, olha aqui. Está devagar.

RAIS e PEA 2023. Não tá desatualizado, não. Sabe que a Universal tinha uma lá em Haifa, onde eu estudava, lá em Israel. Só que sempre tava fechada. Eu não sei se era pra dizer que tinha em Israel uma igreja universal. Sempre fechada. Nunca tava aberta. Mas tinha lá. Era um centrinho comercial e no meio tinha o símbolozinho da Universal e tal. Igreja Universal. Sabe o que eu queria muito ver uma vez? Um podcast do Edir Macedo.

Trazer ele no podcast? É. Esse é legal mesmo. Não, pode ser qualquer podcast. Eu sei que ele pode escolher o podcast lá da Igreja Universal. Mas se as pessoas trocaram ideia com ele, perguntar alguma coisa... Eu acho que ele não vai fazer isso. Entendeu? O Edir Macedo ou pelo menos a filha dele. Bota lá umas dicas de relacionamento lá pra ela dar. Esse Outras ali, tem 35 mil Outras. Cara, deve ser o... Tchau, tchau.

Sei lá, desde católico ortodoxo até os lados mais... Ó, agora tem aí, ó. É, mais da metade ainda é católico, né?

Não, a projeção que falaram é de 2040. Mas mudou já essa projeção, né? Que era antes ainda. Que deu uma desacelerada no crescimento protestante recentemente. Eu vi que você fez um vídeo falando sobre os protestantes presbiterianos. Você viu que eles fizeram oficial um vídeo da igreja deles? É um negócio oficial, tá no site deles lá. Falando como responder os apelos da igreja católica. Apelo da igreja católica? A gente tá... É? Sim, entra aí.

É um curso oficial pra responder os apelos da Igreja Católica. Só que assim, mudou o jogo, né? Porque antes o que a gente tinha era eles falando um monte de coisa e a gente tendo que responder. Agora estão precisando responder a nossa resposta, né? Tem que dar a tréplica. Meu Deus. Presbiterianos... Eu podia chamar um dia aqui o Eduardo Faria. Eduardo Faria era pastor presbiteriano.

Hoje ele tem um canal grande aí no YouTube, entrevista muitos conversos de lá. É? Tem uma turminha que saiu da igreja presbiteriana. Presbiterianos, como responder? Deixa eu ver se eu acho aqui também o... Responder aos católicos. Então, mas conta aí, qual que é a preocupação deles com os católicos?

Tem um monte de pastor presbiteriano que está se convertendo, né? Ah, aqui, ó. É isso aqui. Vamos responder aos apelos da Icar. Isso aí.

Reverendo Alan Alexandrino. Cara, ó. Isso aí é um negócio oficial da igreja deles. Tipo, é como se a CNBB publicasse um negócio, sabe? Sobre como responder os protestantes. Pega mal, hein? É, isso quer dizer que tá precisando fazer, né? Sabe outro? Eliseu Rodrigues. Que não publicava vídeo, assim, falando de catolicismo. Bem, ele tinha as pregações dele que cortavam. Ele lá falando adorador demais. De repente ele aparece fazendo um reaction a um vídeo meu.

Onde eu tava fazendo um react dele, né? Ele pega, não, vou responder isso aqui. Por que que tá respondendo?

Por quê? É porque tá precisando responder, né? É igual a gente falou do Trump falando do Papa hoje, se falou, chamou de fraca porque precisou precisou falar dele, porque tá forte.

Olha só. E assim, a gente nota dentro das paróquias mesmo, no catecumenato, a gente vê um monte de ex-protestantes vindo. E eles vieram a partir da pandemia. Essa pesquisa aí, que já mostrou desaceleração, é de 2020. É antes da pandemia. Entendi. Ou seja, eu acho que a próxima a gente vai ter uma... Olha só isso daqui, velho.

discernimento pastoral sobre relatos de conversão amplamente divulgados, avaliando motivações e fragilidades na formação cristã. Essa é a aula favorita pra mim. É o que eu mais gosto. Porque ele tá admitindo que tem um monte de conversão e que eles precisam dar uma explicação baseada em fragilidade na formação cristã. Ou seja, eles estão se convertendo porque não se formaram bem aqui dentro. Eles estão precisando dizer... Eu acho que é muito mais fácil você ver um presbiteriano migrando pro catolicismo do que um neopantecostal.

É verdade, né? Por causa até da cultura de estudo. Inclusive, eu conheço um caso que eu acompanhei muito de perto. Inclusive, se ela estiver assistindo a gente, a Bruna, ela tem um canal, não atualiza muito porque não focou muito no canal dela, mas ela tem um canal chamado Intervalo Literário, pra fazer resenha de livros e tal. Ah, sim, eu sei quem é. Mas essa Bruna? Sim, sim. A Bruna, ela era protestante.

É verdade. Ela era protestante, presbiteriana e protestante daqueles que andam em grupo com um monte de gente protestante e tudo mais. Aí andava com... Era ela, a Renata e o... Tinha um cara também que agora... Putz. Jefferson. Jonathan. E esse cara tem um canal também, que o canal dele é... É de literatura agora também. Esqueci, cara. Esse eu não sei quem é. Mas é... Rafael, porra. Não, o nome dele é Rafael.

faz tempo que eu não entro no Telegram, mas a gente tinha um grupo no Telegram e tal, a gente fazia resenha de livro. Que legal, que legal. No YouTube, era legal pra caramba. Aí, é... Ela começou a... Ela começou a fazer umas resenhas do tipo vamos ler Chesterton, vamos ler um... Chesterton é um matador, né? É, aí... Caraca. Aí a galera tava... Não, ela começou fazendo bastante literatura, tipo, Dostoiévski, ela fez alguns de feminismo, né, resenha e tal.

Aí ela caiu nos livros lá e ela mandava pra gente, pra gente ler. Eu lembro que ela fez junto comigo o Libido Dominante. Fez até uma live na época. Fez sobre o Libido Dominante e tal. A gente misturava assuntos de filosofia, história, literatura. Aí caímos no tema religião. E eram todos protestantes, né? Todos protestantes. Aí a Bruna, uma vez, mandou mensagem. Pô, Júnior.

Perguntei um negócio pro meu pastor lá. É sério essa história, velho. Se ela estiver aí, depois ela faz um vídeo, depois eu tô falando. Te juro, ela fez um vídeo fazendo resenha e tal. Aí ela disse que surgiu uma coisa na cabeça dela. Aí ela chegou e falou, Junior, eu perguntei um negócio pro meu pastor, cara, lá na igreja. Aí ele me deu uma resposta, não confiei muito no que ele falou, não. Assim, eu vou começar a pesquisar. Foi isso que ela falou. Começar a pesquisar por conta.

E aí ela fez uma resenha de um livro, que era de um padre, cara, um padre muito bom, daquele grupo, acho que ele era um padre belga, daquele grupo que veio pro Brasil, inclusive, pra catequizar. Não, só apenas catequizar.

Acho que jesuíta. Mas assim, isso 1900 e alguma coisa. Não apenas pra catequizar, mas pra aumentar a intelectualidade brasileira. Tipo assim, pra atuar nas universidades. Porque assim, o cara naquela época a formação era muito vasta. Então o cara falava várias línguas. O cara tinha... Ele era versado em vários assuntos. Atuava em várias áreas. E ele veio pra trabalhar nesse negócio assim. Vamos levantar a intelectualidade desse povo aí.

E ele veio pra cá. E o livro dele era sobre Lutero. E ele mete o pau no Lutero. Aí ela começa fazendo resenha disso daí. Isso surge a dúvida na cabeça dela. E ela começa a ir atrás de todas as questões. Indulgência, portugatório, a duração de imagem, todas essas questões aí. Pergunta pra ela qual foi a última. Que a gente tava falando agora se era Nossa Senhora. Vários que eu conheço. Nossa Senhora foi a última coisa pra vencer. Pode ser que sim.

Agora você vê, né? O estudioso protestante, o perfil de conversões de protestantes pro catolicismo é do estudioso. Cara, não deu seis meses ela se converteu. Ela entrou assim no hiperfoco do negócio. E ela ficava me mandando mensagem, ó, tô descobrindo isso aqui, não sei o que. Aí eu falava, ó, mandava um livro pra ela, mandava um link pra ela, pra ela assistir um vídeo e tal. E aí eu lembro que até das mentiras que o pessoal contava, eu mandei aquela série bem antiga do Thomas Woods que tem aqui no YouTube.

A Constituição da Civilização Ocidental. É, putz. É muito bom. Aí que conta aquelas histórias lá sobre... Galileu Galilei, sabe? Sim. Um negócio assim. Aí ela foi conhecendo mais, assim. E, cara, e aí depois disso ela se converteu, o marido dela se converteu, batizou os filhos. Caraca, que legal, hein? É. E aí ela começou a visitar... Mano, ela começou a visitar convento, cara. Ela começou a ter... Ah, eu quero ter amizade com as freiras.

Quero saber como é a vida das freiras. Porque na igreja católica tem freira e tal.

ver o que é, né? Conhecer. Foi super legal. Foi bem legal, cara. Tem muito presbiteriano mesmo se convertendo. Bem, esse curso aí é prova viva de o que está acontecendo. A Bruna foi uma das primeiras nessa onda. Que legal, hein? Tem muito da Assembleia de Deus também. Conheço vários também que eram da Assembleia de Deus. E recentemente eu tenho visto da CCB. Mas é mais recente. Manda aí, manda aí. Ah, vamos ver o donate aqui. É CBB o que ele mandou, né?

Manda aí o donete dele. Confederação Brasileira de Basquete. 333 dou 20 reais? CCB, nós não temos problemas com o Maria? Acho que a maior barreira para o catolicismo é a idolatria de imagens. Queria saber o motivo inicial da separação entre a igreja católica e as protestantes.

Tá, vamos lá. Tem duas coisas aí na pergunta, né? É CCB, então, Congregação Cristã no Brasil, né? Uma denominação cristã. Tem perto da minha casa, tem uma a propósito. É uma CCB. É bom. É sobre idolatria das imagens. Bem, recentemente tive um debate aí com o Eliseu Rodrigues sobre esse tema. Era sobre idolatria no geral, mas acabou sendo sobre as imagens em si. E o que a gente pensa? A gente pensa que tem algumas coisas do Antigo Testamento que eram para aquela situação.

E acabam mudando depois. Por exemplo, se você vai pra Levítico 17, diz lá que nunca se pode comer carne de boi ou de carneiro sem sacrificar antes na frente da Arca da Aliança. E diz que isso é uma regra pra sempre. Tá lá escrito pra sempre tem que ficar isso aí.

Aí chega lá em Deuteronômio 12, quando eles estão nas planícies de Moab, Moisés fala, bem, então, se precisar comer alguma coisa, mas estiver longe da cidade onde vai estar a Arca da Aliança, pode matar e comer sem problema nenhum. E aí, como é que fica isso? É que tem coisas do Antigo Testamento que são circunstanciais. Então, para a gente, uma delas é isso de não poder fazer imagem. Por quê? Porque em Deuteronômio 4, Moisés explica por que não pode ter imagem.

Ele fala, Deus apareceu para vocês visível? Vocês têm uma imagem de Deus na cabeça? Vocês lembram de ter visto Deus? Não, vocês viram um fogo, uma voz. Então, não pode fazer imagem. Moisés explica isso. Só que o Novo Testamento já começa dizendo que o verbo se fez carne, habitou entre nós, e nós vimos a sua glória. Ou seja, agora, se Moisés perguntasse para a gente, vocês viram o rosto humano de Jesus? A gente ia dizer, sim. Seu motivo mudou agora, a circunstância mudou. Agora a gente pode ter imagens de Jesus e até a próxima.

Enfim, e dos outros. Além disso, tem o testemunho da Patrística, escritos do início do cristianismo que mostram que desde o início tinha pinturas de Pedro e Paulo, e eles aceitavam. Tinha escultura de Jesus em Cesareia de Felipe, né? E isso não era combatido, os apóstolos aceitaram. Assim como eles não guardavam mais o sábado, não faziam circuncisão, tudo que era específico do judaísmo não passou adiante. E a outra pergunta dele foi sobre o protestantismo. Sobre o protestantismo. Qual foi o motivo, né?

Eu acho que o motivo é mais profundo do que parece. Tem um motivo externo, que é o que todo mundo conhece. Fala assim, ah, Lutero viu que a igreja estava cobrando por indulgência, e aí quis fazer um tratado lá, as teses, 95 teses, dizendo tudo que ele via de errado na igreja.

Então essa é a versão que todo mundo já ouviu falar. Esse negócio de venda de indulgência, eu acho que é uma coisa externa. A gente precisa aprofundar mais do que aconteceu ali. O que aconteceu foi uma crise de autoridade. Lutero, já dentro da modernidade, já estava começando a modernidade, já tinha uma série de conflitos com o papado, de outros príncipes. Já tinha escritos também que desafiavam a ordem antiga que a gente tinha na Idade Média.

A gente tava começando a entrar na lógica do mundo de hoje, que é o quê? Cada um tem que ter as próprias ideias.

Cada um constrói as coisas do zero. Tem a filosofia de Descartes, por exemplo, quem gosta de filosofia. Ele fala, não, preciso recomeçar a filosofia para saber se o que eu estou recebendo de trás é verdade ou não. Aí ele parte do penso e logo existo. Ele diz, essa vai ser a minha frase. Então isso estava na moda na época. É uma doutrina humana que começou a aparecer ali na modernidade. E Lutero fez a mesma coisa. Preciso reconstruir a igreja do zero, porque ela está muito ruim.

Então qual é o meu penso logo existo de Lutero? O penso logo existo dele foi as Sagradas Escrituras. Tem até uma... No início ele aceita, ele cita os livros deutero-canônicos do Antigo Testamento, aqueles sete livros. Aí um dos debates dele...

o cardeal traz para ele o texto de 2 Macabeus que fala de pagar no templo lá para fazer um sacrifício pelas almas lá dos soldados de Judas Macabeu. Ele diz, não, não, mas esse livro aí não é canônico. Então ele começa a mexer nos livros, aí ele tenta mexer no Novo Testamento. Assim, na prática ele estava fazendo a filosofia cartesiana dentro da igreja. Então acho que o motivo da separação mesmo foi essa, da pessoa aceitar mais a própria doutrina da 1919.

do que aceitar o que recebeu dos seus pais, vamos dizer assim. E eu acho que o próprio apóstolo São Paulo, esses dias eu cheguei nessa passagem aqui e eu fiquei bem impressionado, vamos ver se eu consigo achá-la aqui fácil, né? Eu lembro por alto aqui, que era na carta aos Efésios, ele falando sobre uns, a uns constituiu como apóstolos, os outros como, ó, no capítulo 4 aqui.

Achei. É capítulo 4 de Efésios, versículo 11. Ele diz assim, A alguns Jesus concedeu serem apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres. Então ele deu cargo dentro da igreja. E Lutero, na época da reforma, dizia que todo mundo podia ser papa. Até contrariarem o que ele estava falando. Aí não. Aí ele dizia que os camponeses não tinham capacidade de fazer a interpretação da escritura. Mas enfim, no início ele dizia isso.

E São Paulo explica por que tem esses cargos na igreja. Para capacitar os santos para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, a igreja, até chegarmos à unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus, ao estado de adultos, à estatura de Cristo em sua plenitude, e não sermos mais como crianças. Então ele acabou de falar, por que tem apóstolo, bispo, padre, por que existe essa hierarquia dentro da igreja, por que Jesus fez isso?

para que a gente crescesse e para que não fôssemos mais como crianças, entregues ao sabor das ondas e levados por todo o vento de doutrina, ludibriados pelos homens e por eles com astúcia, induzidos ao erro. Olha isso, né? Então, Jesus deixou a hierarquia na igreja para evitar a torre de Babel do solo da escritura.

cada um pegar, fazer a própria interpretação, ser levado ao sabor das ondas, levado por todo vento de doutrina. Aí ele diz o seguinte, ao contrário, ou seja, quem aceita o magistério, os bispos e os padres, e o Papa, vivendo segundo a verdade no amor, cresceremos sobre todos os aspectos em relação a Cristo que é a cabeça. É dele que o corpo todo recebe coesão e harmonia, mediante toda sorte de articulações.

de junturas, né? Então, isso é o magistério. Os apóstolos, os bispos, o Papa, são articulações do corpo de Cristo. Pra que a gente não se divida e não seja levado por todo o vento de doutrina.

Então eu entendo que Lutero é um filho do seu tempo. Ele entende que ele precisa construir a própria igreja, assim como Descartes depois vai entender que ele precisa construir a própria filosofia. Na verdade, eu sou até mais simples, mais direto nessa daí. Eu acho que a grande questão do protestantismo é o individualismo no pensamento religioso. O pensamento religioso, ele é...

Ele tem que ser universal. Ele tem que abranger todas as eras, todas as pessoas, dentro de um propósito único. Então a gente sempre pensa de uma forma abrangente. Sim. Então até a própria concepção de unidade de pensamento no que tange à salvação, o ensinamento tem que ser universal. Sim. Uma só fé. Exatamente. E a própria revelação bíblica tem que ser uma só.

A partir do momento que você acredita que você pode, através do indivíduo, conhecer e interpretar as escrituras, obviamente você pensa que o Espírito Santo vai interpretar, vai guiar todas as pessoas para...

Mas tá guiando cada um pra um lado. Exatamente. Pra verdade. Mas aí é que tá. Como que isso acontece quando você tem, então, questões conflitantes que são essenciais e não aparentes? Porque uma coisa é você ter coisas conflitantes no que tange as...

as questões não necessárias pra salvação. É, reza em latim ou em português? É, exatamente. Mas quando são coisas essenciais, e é isso, você não pode ter realmente contradição. E batiza seu filho ou não, né? Exatamente. Isso aí é importante, né? E se não batizar, vai pro inferno. Nessa questão em específico, entendeu? Mostra que é o individualismo agindo. E é o individualismo que começa... Talvez o individualismo moderno...

que vocês citou dos descartes, tinha vindo justamente da reforma. É que assim, não veio de Lutero especificamente, né? A gente já tinha... Já tinha. É. Como você bem disse, o Vitor Fontana voltou dois séculos antes, pra explicar então. O Lancaixa também faz isso, né? E mostra que é um movimento que começa antes, né? Tem alguns que colocam no nominalismo, no movimento do século XIII, que diz que aí começa o protestantismo, né? Porque você...

Mas a gente concorda, a gente falou a mesma coisa, só que você falou de um jeito mais claro, né? Mais fácil de entender. É individualismo.

Tem mais? Um jeito mais inteligente. Isso aí, gente. Tivemos com Ariel Lazare aqui mais uma vez. Passou voando o tempo, né? Tá tarde, né? Tem quantas pessoas na live? Mil pessoas aí. Põe pra carregar, por favor. Gente, deixa o like e corre pra assistir o episódio do Ariel lá no Spotify, tá bom? Segue a gente lá, hein? Vamos fortalecer essa campanha aí do Redcast bombar lá no Spotify também.

É isso aí? Maravilha. Vamos ver se a gente marca esse negócio aí segunda-feira. Vamos. Vou botar. Até domingo eu tô lá com o Ender, depois... Boa. Já acabou? Isso aí, gente. Valeu.

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