DEBATE: CONSERVADORAS X FEMINISTAS. PIETRA & EDUARDA vs LETÍCIA & VIRGÍNIA - REDCAST
DEBATE: CONSERVADORAS X FEMINISTAS. PIETRA & EDUARDA vs LETÍCIA & VIRGÍNIA - REDCAST.Acompanhe um debate intenso e cheio de contrapontos no REDCAST: Pietra e Eduarda defendem visões conservadoras, enquanto Letícia e Virgínia trazem a perspectiva feminista em uma discussão direta, sem filtros e com temas atuais. Ideias, argumentos e embates que prometem repercutir.#conservadorasxfeministas #feminismo #debate .SIGA nosso INSTAGRAM ➡ https://www.instagram.com/redcastoficial/=====================================================▶ ENVIE SUA MENSAGEM AO VIVO: https://app.donaty.com.br/redcast?▶ HASHTAG TREINAMENTOShttps://eventoshashtag.herokuapp.com/redirect/parceria-redcast-001▶ TRIADhttps://triadfi.co/?ref=REDCAST▶ 👮🏻♂️ INSTITUTO ÓLIVER CARREIRAS POLICIAIS 👮🏻♂️👨🏻💻 Site Oficial 👉🏻 https://institutooliver.com.br/ 👩🏻🎓 Curso EJA em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/S28462720M 👨🏻🏫 Curso Superior Sequencial em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/Y11127534P 📞 34-993004408📶 @instituto__oliver_oficial▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO REDCAST• @redcastoficial ▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO HOST• Junior Masters: @ojuniormasters.AS OPINIÕES, CONSIDERAÇÕES E COMENTÁRIOS EMITIDOS PELOS CONVIDADOS DO PROGRAMA, SERÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE RESPONSABILIDADE DE QUEM OS EMITIR.O REDCAST NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS MESMAS.=====================================================Spotify: https://open.spotify.com/show/2qGNLUOtkA55qknCHicdoTYouTube Music: https://music.youtube.com/channel/UCeL1a4rpEA8UG9IQIewPccgAmazon Music: https://music.amazon.com.br/podcasts/5a492610-0c19-4087-9fde-a24f90421a10/redcastApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/redcast/id1784860273=====================================================SOBRE O REDCASTO RedCast é o seu podcast para conversas diretas e honestas. Aqui, trazemos personalidades de diversas áreas para debater temas relevantes, sem censura e sem amarras. Se você busca conteúdo autêntico e discussões que fogem do óbvio, seu lugar é aqui.INSCREVA-SE NO CANAL, DEIXE SEU LIKE E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES PARA NÃO PERDER NADA!=====================================================O que defendem Pietra e Eduarda no campo conservador?Quais são os principais argumentos feministas apresentados por Letícia e Virgínia?Onde estão os maiores pontos de conflito entre conservadoras e feministas?Quais temas geraram mais tensão no debate?Houve algum ponto de consenso entre os lados?Como cada lado respondeu às críticas recebidas?Quais argumentos tiveram maior repercussão nas redes sociais?O debate mudou a visão de algum participante?Quais dados ou exemplos foram utilizados para sustentar as opiniões?Como o público reagiu ao confronto de ideias?Quais momentos mais polêmicos marcaram o debate?O que diferencia as visões apresentadas por cada lado?Quais falas podem viralizar após o REDCAST?O debate trouxe novas perspectivas ou reforçou opiniões já conhecidas?
- Violência contra a mulherFeminicídio no Brasil · Violência doméstica · Direitos das mulheres
- Desigualdade SalarialDiferença salarial entre gêneros · Trabalho precário
- Feminismo e MachismoPapel da mulher na sociedade · Direitos reprodutivos · Violência contra a mulher · Desigualdade salarial · Feminicídio
- Descriminalizacao AbortoLegalização do aborto · Direitos das mulheres · Saúde materna
Não dá para acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município. Não dá para acreditar que você precisa concluir os estudos.
terminar o ensino fundamental e ou médico completo, e você não fez sua matrícula no Instituto Oliver no curso EJA supletivo, aonde você termina os estudos EAD em apenas 6 meses. Não dá pra acreditar que você tá precisando de um curso superior em apenas 3 meses, reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada, ou em teologia, pra tomar posse no seu concurso, que só exige superior completo. Não fala na lei de provamento de carga e carreira.
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Oi. Muito boa noite, galera. Estamos começando mais um episódio aqui do Redcast. Sejam todos bem-vindos. Eu sou o Junior Masters e hoje, terça-feira à noite, nós vamos para mais um episódio cheio de conhecimento, informação e, como sempre, debates, né, gente? Estamos aqui para mais debates. Você que gosta de acompanhar nossos episódios, você que está aí já conhecendo como funciona aqui o nosso espaço, o nosso canal, você é convidado a já deixar o like na confiança.
Você vai fazer o seguinte, vai deixar o like na nossa transmissão para a gente ficar em evidência aqui.
no nosso canal. Tenho que pedir isso logo no começo, tá bom? Porque depois eu não quero ficar parando na live pra pedir like pra vocês. Então, já deixa o like aí, tá bom? Aproveita pra você que tá sentado de alguma forma aí, pega um café, vai acompanhando esse bate-papo que tá só começando o episódio de hoje. E, bom, pra apresentar aqui os nossos participantes, quem vai estar aqui na nossa mesa, vamos começar aqui apresentando ela que vocês já conhecem, que já participaram de alguns episódios com a gente. Estamos com o Pietro Bertolazzi. Ele tá aqui de novo.
Seja bem-vinda. Eduarda Campopiano, seja bem-vinda mais uma vez aqui também. É um prazer também. E agora, vamos passar agora para a primeira vez que ela está participando, né? A estreante da noite. Seja muito bem-vinda aqui, Letícia. Letícia Parks, que também faz parte de um núcleo político de militância nas redes sociais, né? Isso, sou da Esquerda Diária, do grupo de Mulheres Põe Rosas. Sou mãe, uma bebezinha de sete meses.
Agradeço a oportunidade de poder confrontar as ideias de luta das mulheres. Que legal. E estamos aqui mais uma vez com a Virginia. Seja bem-vinda mais uma vez, Virginia. Obrigada. Muito bom estar aqui para defender a luta das mulheres. Muito bom. Bom, antes da gente começar, vamos passar aqui para o pessoal inclusive entender como funciona. Nós temos aqui algumas pautas, gente. Vou falar para vocês das pautas do nosso programa de hoje.
E como vai funcionar o nosso debate, tá certo, gente? Ó, vamos lá para as pautas.
para todo mundo que estava perguntando sobre pautas. Vamos lá. Primeiro, a gente vai falar sobre como o debate é entre conservadoras e feministas. Então nós vamos lá. Promiscuidade, aborto, violência contra as mulheres e também a definição de mulher, o que é uma mulher. Apontando também o quinto ponto, que a gente vai falar sobre desigualdade salarial entre homens e mulheres. Todo mundo de acordo? É isso mesmo, né? Como que funciona, tá? A gente tem aí... ...
cada tema pode ser colocado de uma forma diferente. Então, as conservadoras fazem uma pergunta dentro desse tema, que é o que a gente vai poder estar começando, tá bom? Cada um vai poder escolher o tema que...
Você acha que pode começar? Fez a pergunta, é respondido pelo outro lado, tá bom? Depois passa de volta pra cá. Então a gente tem pergunta, resposta, réplica e tréplica. E depois inverte. Aí vocês fazem a pergunta, tá bom? Do mesmo tema. E aí passa pra resposta, réplica e tréplica. Por que a gente faz dessa forma? Pra gente poder fazer um debate fluido, sem interrupções, tá bom? A gente consegue colocar da seguinte forma, tá?
pergunta, a pergunta pode ser mais direta então 2 minutos, tá bom? e o restante do tempo 5 minutos 5 minutos pra resposta, 5 minutos pra réplica 5 minutos pra tréplica, tá certo? e aí depois continua com 2 minutos pra pergunta 5 minutos pra resposta e assim todo mundo tem o mesmo tempo de fala tudo bem? ótimo então pra você que tá acompanhando o nosso chat aí estamos começando, cronômetro na tela bota aí o cronômetro e aí
Dois minutinhos, isso. Quem começa? Vamos lá? Pode ser você. Pode escolher o tema, então, por favor, Virginia. Pela ordem? Promiscuidade? Promiscuidade. Então vamos começar com o tema Promiscuidade. Primeiro bloco. Tá bom? Dois minutos pra pergunta.
Bom, vocês culpam o feminismo pela erotização das mulheres, né? Vocês sempre dizem aí que a gente se tornou objeto de consumo, né? Por conta do próprio feminismo. Mas foi o Bolsonaro, líder do partido da Eduarda, que convidou estrangeiras para fazer sexo aqui no Brasil. Até porque ele disse que o Brasil não podia ser reconhecido como país LGBT, com a maior parada LGBT, e sim, era importante as pessoas virem aqui para o turismo sexual.
E ele também disse que pintou um clima, né? Com meninas de 14 anos refugiadas. E aí
Então, eu queria entender um pouco, porque um ídolo de vocês, que é o Donald Trump, ele era amigo do traficante sexual Epstein, né? E, inclusive, né, se divertia e compartilhava com o próprio Trump a ideia de que adorava o gosto por mulheres muito jovens. Então, a minha pergunta é bem direta. A moralidade de vocês termina onde começa a ideologia dos líderes de extrema-direita que vocês defendem? Vocês acham que tá ok, que tudo bem dizer que pintou um clima com meninas de 14 anos?
Eu acho que foi pra você, mas primeiro eu queria perguntar, queria só a partir do famoso, o que isso tem a ver com o fato de que as feministas objetificaram as mulheres quando elas suscitaram a revolução sexual? E aí se agora, se décadas depois, as pessoas estão fazendo uma confusão entre lideranças políticas, inclusive eu não tenho mais nada a ver com política, não sei se vocês sabem, mas desde janeiro de 23 eu não falo mais sobre política praticamente, então...
Claro, foi direcionado a Eduarda, mas, rapidamente falando, da mesma forma que Donald Trump está associado ao Epstein, nós também temos várias lideranças da esquerda, como o próprio Clinton, com a própria Hillary, com vários outros líderes de esquerda defendendo e tendo ligações com o Epstein. E para deixar claro que ninguém aqui tem político de estimação.
Eu, inclusive, sou monarquista, não sou nem a favor do Estado moderno. Por mim, não existiria presidente algum. É claro que eu prefiro votar no que esteja sempre mais à direita. Mas só para deixar claro aqui, eu não coaduno, eu não abraço nenhum político, nem de direita, nem de esquerda, e não tenho ninguém de estimação. O que está errado, está errado. Então, se o Bolsonaro, se o Trump, ou quem quer que seja, tenha falado ou feito alguma coisa de errado, ele está errado, independentemente de qualquer coisa.
Agora, com você, Duda. Bom, eu não sou fã do Donald Trump, inclusive qualquer um que entrar na minha rede social vai ver que há muito tempo eu não falo dele, porque, primeiro, que ele não é presidente do meu país, eu falo sobre ele quando surgem pautas que tangem aos Estados Unidos da América.
E eu acho que como presidente, em questões administrativas, ele foi sim uma boa opção. Quando nós tivermos todas as condenações, se nós tivermos condenações com relação tanto ao Donald Trump, quanto ao Hillary Clinton, ao Bill Clinton e etc., toda essa galera, aí a gente descarta. Porque por enquanto eu também não estou chamando o Bill Clinton de pedófilo por aí.
sobre o Bolsonaro falar sobre turismo sexual, eu não tenho conhecimento dessa fala, sobre o pintou um clima, da mesma forma que tem trocentas entrevistas dele falando que ele chamou o Milton Mourão pra ser vice dele, porque pintou um clima entre os dois. E eu não acho que o Jair Bolsonaro tem interesse em relações sexuais com o Milton Mourão.
Então, é... Foi uma pergunta bem fraca, na verdade. Não leva pra lugar nenhum. Se ele eventualmente falou de turismo sexual, ele tá errado. Assim como quando o cara lá da MBL falou, ele também tava errado. E tá errado e pronto. Pronto. E o que a gente tem a ver com isso, né? Tipo, é simples. Tá, tá errado. Ok. É isso. Legal. Pronto. Não quer usar mais o tempo pra falar sobre... Acho que vamos tentar ser objetivo, né?
Não, claro, desculpa. Não, de verdade, não leva a lugar nenhum. Não tenho o que falar sobre isso. Se falou tá errado, pintou o clima, todo mundo minimamente bem intencionado sabe do que foi. Assim como o Lula também falou sobre várias coisas. Eu não acho que agrega no debate a gente trazer figuras políticas, porque ninguém aqui tá representando uma figura política. Todo mundo tá representando a própria opinião, né? Até onde eu sei.
Então, se quer falar de feminismo, fala de feminismo, e não de Bolsonaro. Exatamente. Eu não tenho nada a ver com isso, né?
Então vamos lá, cinco minutos, então, pra Letícia e pra Virginia. Eu acho que é bastante relevante trazer figuras políticas. Você entra no Instagram da Eduarda, por exemplo, chove em fotos com Bolsonaro, se pronuncia sobre todo tipo de evento, inclusive comemora quando o agressor, o cara que estuprou a Mariféria é inocentado, comemora quando uma menina de 11 anos...
É levada a ter que ter um filho e quase morrer. Porque pessoas dessa idade, se tem filhos, a biologia diz que essas pessoas estão caminhando para a morte. Ou seja, sobre tudo isso, você se posiciona, Eduarda. Agora, quando o Bolsonaro fala uma coisa desse tipo, aí você não se posiciona. Então, eu acho que a questão é meu tempo, Júnior.
Vamos lá, vamos lá, gente. A questão, eu acho que tá colocada aqui, é que vocês são contra a liberdade sexual das mulheres, vocês são contra que as mulheres tenham direito de explorar a sua própria sexualidade, viver os seus desejos. Quando, na verdade, um homem faz uma coisa que vai pra muito além de um desejo, né? Que é, na verdade, uma coisa abominável. Quer dizer que gosta de adolescentes, de crianças, pintam um clima com criança.
Aí vocês não se posicionam. Eduardo, qualquer pessoa que entra lá ver a sua foto, o Bolsonaro, qualquer coisa que... Qualquer pessoa que entra no seu Instagram...
Vê as suas postagens falando que mulheres têm que ser submissas. Tem que usar short. Não pode usar short cut, etc. É fácil falar que tá mentindo, né, Petra? A verdade tá espampada lá. Exatamente. Por isso que eu consigo provar que você tá mentindo. Eu nunca falei que mulher tem que usar alguma coisa ou não. Calma aí. Vamos lá. Pode continuar. 3 minutos e 30.
Não, acho que assim, primeiro que você, a Eduarda representa um partido político, que é o PL, da qual ela faz parte, se elegeu, inclusive utilizou muito do Bolsonaro para poder se eleger. Eu acho engraçado que assim, quando um presidente, né, ou ex-presidente faz uma fala, por exemplo, eu não te estupraria porque você não merece. Isso para vocês não é relevante.
tudo bem uma pessoa uma figura pública em dizer aí é isso não é preciso para isso que ele disse ele não estupraria porque não merecia para ali essa informação quero que que vocês acham que é o meu tempo
Então assim, vocês fazem parte de um campo político que é hipócrita. E a grande questão é que vocês usam do debate da promiscuidade pra perseguir mulheres e pra tentar justificar que são as próprias mulheres as que são as culpadas pelas violências que elas sofrem.
Vocês estão aqui rindo do caso da Marie Ferrer. A Pietra nem se lembrava quem foi o estuprador. Bom, foi um empresário. O Aranha não, não. O Aranha não, não. Defendido por vocês, inclusive. Ele foi inocentado, inclusive. Foi provado que ela tava mentindo. Claro, tinha material genético, da qual o Aranha se recusou a fazer o teste. Mas mesmo assim, a delegada foi lá e usou um copo d'água, como esse aqui, pra poder averiguar. E olha que coincidência.
Correspondeu. O esperma dele tinha o mesmo DNA que o copo d'água que foi usado. Porque eles transaram.
Exato, que ele negou que era. Isso, e justamente ela fez um balanço de ocorrência, foi revitimizada. E sabe como usaram as provas para atacar a Marie Ferrer? Sabe o que falaram? Que ela tinha a foto com o dedinho na boca. Que ela era promíscua. Essa é a justificativa para naturalizar os estupros. E vocês são parte desse discurso que a culpa é sempre da mulher.
Que a mulher que não se respeita, que a mulher que não usa uma roupa elegante, que a mulher que não está ali dentro dos padrões que vocês defendem, ela mesma está causando a sua violência. Não à toa eu vi um vídeo da Pietra que ela dizia que as mulheres nem deveriam usar biquíni, né? Eu também acho que não.
Não perguntei pra você. Eu tô dizendo que eu acho um absurdo. Eita, como é grossa. É o meu tempo. É o meu tempo ou não? É o tempo dela. Vocês querem interromper ou não? Porque assim, a gente tá querendo aqui fazer uma discussão séria. Não, tipo alguma, pelo amor de Deus. Vocês falam que as mulheres não podem nem usar biquíni. Depois dizem que o feminismo é que obriga as mulheres a fazer uma coisa ou outra. Aí a opinião de vocês é que a mulher usar biquíni provoca o pecado no outro. Ou seja, a culpa é da mulher que usou a roupa.
E não da pessoa que está ali assediando, cometendo crimes. Agora sim, pra defender estuprador, pra defender violentador de mulher, pra defender quem ataca as mulheres e pra defender machista, vocês cumprem um ótimo papel. Mostra pra mim onde eu defendi estuprador. Porque você diretamente... Acabou de defender o Aranha. Mostra pra mim onde eu defendi estuprador. Mostra pra mim.
Homem inocentado. A justiça machista que inocenta, inclusive quando tem prova de material genético, bom, vocês são parte dessa mesma organização social que defende o ataque às mulheres. O tempo é nosso, Pedro. O tempo é nosso. Vocês falaram de uma série de figuras, inclusive dos Estados Unidos, que a gente é extremamente crítico, porque são defensores da sociedade capitalista, como Hillary, que é uma senhora da guerra, inclusive. Nós somos críticas a essas figuras.
E dizemos com todo orgulho que nós somos feministas porque defendemos o direito da mulher ser livre e escolher o que quer fazer da sua vida. As feministas nunca apontaram o dedo na cara de ninguém. Disseram, trans, faça o que quiser. A gente aponta o dedo pra vocês e fala, dê seus cursos, seja deputada, seja vereadora, faça o que você quiser fazer. A gente defende o direito de liberdade de escolha, de liberdade sexual, de liberdade pra tudo e com o próprio corpo.
E nunca, como vocês diríamos, que as mulheres são culpadas pela violência que elas sofreram. Eu criei então que você...
Onde eu disse que alguma mulher é culpada? Bom, então explica. Qual que é o seu raciocínio? Se o problema é que a mulher usa saia curta... Vamos lá, coloca o tempo aí de novo, vai. Agora cinco minutos pra você.
Tá, vamos lá. Eu só quero deixar uma coisa bem clara aqui. Em cinco minutos, duas pessoas já falaram que eu e a Pietra dizemos que as mulheres são culpadas dos estupros e que nós defendemos estuprador. Se for insistir nessa narrativa, vai ter que provar pra mim, porque eu tenho advogado. E se for insistir que eu defendo estuprador e que eu em algum momento disse que mulher é culpada por sofrer estupro, vai ter que provar. Aqui, agora ou depois, com justiça. Porque eu não sou paspalha. As duas têm advogado.
Então é melhor baixar um pouquinho o tom na hora de acusar os outros de crime, certo? Agora vamos lá, ninguém nunca falou nada. A própria Pietra, eu vou até repetir a frase que ela sempre fala. Ninguém aqui diz que ninguém pode fazer nada. Eu não vou dizer que você não pode usar um biquíni. Eu vou dizer que eu não uso e eu não recomendo que você use. Simples. Por que você não recomenda?
Porque eu não saio de calcinha sutiã no meio da rua, então eu não vou sair de biquíni também. Porque eu não quero ninguém olhando o meu corpo dessa forma. Porque quando você sai praticamente pelada na rua, é porque você quer que te vejam praticamente pelada. Pronto. Fato. Ou tá calor. Simples. Exatamente, pronto. Exatamente. Quando tá calor, você põe uma bermuda e uma blusa térmica e vai na praia do meu jeito. Eu moro na praia, eu tenho roupa de ir na praia.
Se uma mulher tá de biquíni, alguém passa a mão nela, de quem que é culpa? Agora é nossa vez falar. A culpa é do cara que passou a mão nela. Em que momento eu falei que a culpa é dela?
Então, é, só voltando. Quando você posta uma foto de biquíni na internet, você quer que aconteça o quê? Que as pessoas vejam você de biquíni? É só esse o ponto. É só esse o ponto. Eu não quero que ninguém me veja assim. Eu não vou usar. E eu vou dizer pras meninas que eu não acho que essa é uma imagem legal de se passar, porque é uma imagem vulgar e é uma imagem promíscua. E não é uma imagem que eu, como mulher cristã, quero passar. Porque eu não quero...
o colega do meu filho me vendo seminuas na internet, eu não quero os amigos do meu marido me vendo seminuas na internet, eu não quero as mulheres de outros caras tendo que me ver seminuas na internet, porque ninguém é obrigado a ver ninguém seminu, e pra mim isso é um atentado ao pudor. Simples assim. É uma questão minha, eu não vou obrigar ninguém a não usar biquíni, eu vou recomendar, porque é o que eu faço. Se quiser ir de biquíni, vai, se quiser ir na praia de nudismo, vai. Faz o que você quiser na sua vida.
A gente sempre tem que bater na mesma tecla de novo, de novo, de novo. Meu advogado já mandando mensagem. A gente sempre tem que bater na mesma tecla. A gente já falou, estuprador tem que ser tratado como bandido. Não foi o meu partido que votou contra o aumento da pena para crimes hediondos. Não foi o meu partido que votou contra castração química. Não foi o meu partido que votou contra a redução da maioridade penal. Não foi o meu partido que votou contra nada disso. Então, sinceramente...
Menos. Nossa, que negócio chato. E outra coisa, eu acho totalmente infrutífero a gente ficar pegando o caso específico, porque eu nem lembrava o caso Aranha e Marifé, isso aí faz o que? Sete anos, seis anos? Tanto tempo? A Marifé, a gente esqueceu. O cara já foi inocentado há tanto tempo? O cara já sofreu depressão, já sofreu retaliação por algo que ele não cometeu, tá? Então assim, e já foi comprovado pela justiça. Então assim, a gente ficar trazendo casos específicos pra debater aqui é completamente infrutífero. Se eu soubesse que era sobre isso, eu nem teria vindo.
Se eu soubesse que não era pra debater o movimento feminista, as pautas aborto, libertinagem, peririparó, eu não teria vindo, porque assim, entendeu? Eu tenho mais o que fazer, eu tenho muito mais o que fazer. Então, primeira coisa, a Eduarda muito bem colocou, em Frutífero vocês...
baterem em espantalhos que vocês criaram, porque uma coisa que eu sempre falo, e a Eduarda também, é nós damos a nossa opinião no nosso espaço, que são as nossas redes sociais, ou seja, nenhuma de nós sai por aí na rede social de outras pessoas para ficar defendendo as nossas ideias. O que nós fazemos é responder as mulheres que perguntam a nós.
O que nós achamos sobre o uso do biquíni, sobre o uso de qualquer coisa que seja. Então, quando me perguntam, eu respondo de muito bom grado no meu ambiente, no meu território, que é o meu Instagram. Você nunca vai me ver indo na tua página, na tua old, quem quer que seja, na página do Lula, de quem quer que seja.
agredir ou pra contrapor ou pra expor a minha opinião, muito menos sem que ela tiver sido requisitada. Então, assim, nós aconselhamos mulheres que pedem a nossa opinião. Então, por que eu não vou aconselhar alguém que pediu a minha opinião e que eu sei que, por experiência própria, aquela minha opinião vai ser benéfica a ela? É simples assim. Eu defendo que... Eu defendo não. É óbvio que todo mundo faz o que quer. Hoje em dia não existe nenhuma lei, não existe nada que proíba a mulher de sair pelada na rua, praticamente.
Não. E você acha isso bom? Então, eu não acho isso bom, entendeu? Só que hoje a situação, infelizmente, é essa. Infelizmente, a situação é essa. Infelizmente, as mulheres podem sair de um jeito deplorável hoje nas ruas. Agora, se me perguntam o que eu acho disso, eu vou falar é deplorável.
Ela tá sendo objetificada. Não, é atentado ao pudor. Não deveria ao poder. Nenhum ato público é isolado, né? É nossa vez. Deveria reprimir gente de sair pelada no meio da rua cometendo atentado ao pudor contra a ordem pública. Nenhum ato público é individual. Se um cara sai no meio da rua com a rola balançando, você vai reclamar? Perdão a palavra.
Vai reclamar. Então a mulher também não tem que poder sair pelada. Simples assim. Eu não tô falando de biquíni. Você tá falando de pelada? É que aqui ninguém tá falando de pelada. Foi a Pietra, né? Você já falou pra Pietra. Tem, tem literalmente. Inclusive as feministas das manifestações. Você olha nos red carpets hoje em dia. As mulheres estão com roupas totalmente transparentes. Você vê o corpo dela inteiro. É de roupa, tá pelada, tá de roupa.
É transparente, você tá vendo o corpo dela. Dá pra ver por baixo? Ela tá expondo o corpo dela inteiro. As partes íntimas, os seios. Ela tá expondo tudo hoje em dia.
Coloca um Google aí, você vai ver. Você sabe do que eu tô falando? Qual que é o problema dela usar uma roupa que espanha o corpo dela? É atentado ao pudor. Exatamente, é um atentado ao pudor. E isso, como eu disse, nenhum ato público é individual. Nenhum ato público é individual.
Quando você faz algo, você vive numa sociedade, você tá incentivando outras pessoas, você tá muitas vezes criando coisas na cabeça de crianças que não deveriam ser criadas, você tá expondo crianças a uma situação que elas não deveriam estar sendo expostas, por exemplo. Eu não gostaria que a minha filha visse um homem ou uma mulher pelada na rua. Você que é mãe, imagino que... Mãe não sei, né, também. Ó, agora vocês fazem uma pergunta.
Então você pode puxar o tema. É ainda sobre a promiscuidade? Sobre promiscuidade.
De que forma vocês acham que a promiscuidade ou que a revolução sexual colaborou para a felicidade das mulheres? Sendo que os índices todos mostram o oposto, mostram que quanto mais liberdade sexual, quanto mais as mulheres têm uma vida libertina, quanto mais elas trocam de parceiros, mais depressão elas têm, mais distúrbios psicológicos elas têm, mais crianças são criadas sem pai. Como é que vocês acham que a liberdade sexual ajudou as mulheres ou tornou a vida delas melhor?
Olha, eu acho que a gente pode pegar dados e fazer comparações absurdas com qualquer coisa que a gente quiser, né? Eu posso falar que o aumento da produção de abacaxis deixa as pessoas mais tristes. Eu não sei que cruzamento você fez para chegar nessa conclusão. O fato é que muitas mulheres...
passaram a partir das experiências da luta feminista, que garantiram direitos, como o direito de votar, o direito de se divorciar e sair de casamentos abusivos, situações de violência, a partir do direito de trabalhar e exigir direitos dentro dos seus locais de trabalho, porque as mulheres, gente, sempre trabalharam, né? É importante dizer isso aqui, que as mulheres sempre fizeram o trabalho de reprodução e de cuidado dentro dos lares, um trabalho que até hoje não é reconhecido e é tratado como um trabalho natural das mulheres por pessoas, né? Como vocês que... Também.
acreditam que as mulheres devem voltar pro lar as feministas a gente que lutou por tudo isso historicamente foi a partir da luta das massas de mulheres não foi uma ideia das feministas que as mulheres deveriam ter mais direitos foram processos de luta massivos imensos
milhares nas ruas, mulheres que lutaram pela igualdade salarial na Ford, por exemplo foi uma luta de massas, uma luta de um conjunto grande da classe trabalhadora participando desse processo então o que as feministas fazem é vocalizar reivindicações que vêm das próprias mulheres de que possam ter direito de não apanhar dentro de um casamento, que possam ter direito de sair desse casamento, caso esse casamento seja um casamento de violência, tudo isso
Você resume a promiscuidade e revolução sexual, né? Quando não é nada disso. E promiscuidade, inclusive, é um termo utilizado, na minha opinião, simplesmente pra condenar as pessoas que são livres sexualmente, que decidiram ter um tipo de vida que não seja necessariamente dentro do casamento, etc. E isso é um direito, né? Vou deixar a Virgínia usar o restante do nosso tempo aqui também.
Primeiro que eu queria entender, assim, o que que passa na cabeça de vocês para dizer sobre revolução sexual. Porque, assim, na prática, eu conheço e vejo a realidade da classe trabalhadora que está aprisionada na escala 6x1, que está sem tempo nenhum, inclusive, para poder desenvolver suas identidades de gênero, sua sexualidade, forma livre. Inclusive, se a gente for pegar os dados das mulheres lésbicas, das mulheres que, enfim, têm sexualidades diversas...
O uso da promiscuidade sempre está vinculado a poder reprimir essas sexualidades. Inclusive que uma mulher lésbica que transa, que não é pra procriação, é uma pervertida. Ela merece sofrer, por exemplo, estupros corretivos. Eu não sei que lugar que existe uma revolução sexual onde as mulheres lésbicas sofrem, por exemplo, violências como essa. Eu não entendi muito bem a piada que vocês acharam, mas assim... A piada não vai em você. É uma situação lamentável.
de que pessoas transmasculinas, pessoas, mulheres lésbicas, que sofrem violências brutais de gênero, ou mesmo o nível de apoio que é dado para que os homens possam violar o corpo das mulheres, faz com que muitas mulheres, inclusive, nem queiram ter uma relação sexual por conta das violências que sofrem. Então, assim, sim, gente, eu não sei, eu acho que...
É difícil pra vocês como conservadores e pela moral que vocês defendem, mas assim, eu acho que as mulheres gozarem é com certeza uma coisa que deixa elas bem felizes. Eu acho que poder viver a vida, né, e poder entender o seu corpo, poder entender a qualidade que é a vida, enfim, né, muitos homens não se preocupam com as suas mulheres gozarem, obviamente, né, porque é um afronta ao capitalismo, ao sistema que vocês defendem, que a mulher possa sentir prazer com o seu próprio corpo, que ela possa se masturbar, que ela possa ter uma vida plena do ponto de vista do seu próprio corpo. Então, vamos lá.
E nós estamos a favor de que as mulheres, e a luta feminista é parte disso, de dizer que as mulheres não são um objeto do homem, não são uma propriedade masculina, que elas não têm que fazer sexo somente para os seus maridos poderem sentir prazer, que é uma coisa concreta, porque o homem na sociedade que a gente vive, ele sente muito prazer.
Agora, voltando ao tema anterior, eu queria que a Eduarda realmente olhasse para a Câmara e dissesse que ela condena as afirmações do Bolsonaro, de que só não estupra porque a pessoa não merece. Olhasse para a Câmara e dissesse que ela condena a ideia de pintar um clima, porque eu não entendi bem, qual é o contexto que pintou um clima com garotas de 14 anos que está justificado?
Eu não entendo bem. Eu acho, inclusive, que essa discussão da promiscuidade ajuda a ver que tudo que o Bolsonaro fala pode se relativizar. Então, apintou um clima com menina de 14 anos, dá pra relativizar, porque parece o que ele falou pro Morão. Não, mas Eduarda, condena. Então usa o seu tempo aqui da tréplica.
E condena isso. Acho que seria uma grande contribuição você, como uma mulher parlamentar, dizer isso pra câmera, você com seu um milhão e meio de seguidores, dizer pra câmera, condena o Bolsonaro por dizer que pintou um clima com garota de 14 anos. Bolsonaro não disse, ele disse que pintou um clima com garota de 14 anos, porque ele foi entrevistar elas e levou literalmente o gabinete dele inteiro pra dentro da casa pra gravar uma entrevista porque elas eram imigrantes.
Então você não condena ele falar isso. Eu não condeno ele gravar entrevista com cubanas de 14 anos, não. Principalmente com a equipe inteira dentro da casa deles. Falar que as pessoas deveriam vir pro Brasil pro turismo sexual, tudo bem também. Eu não tenho consciência dessa fala, mas se ele falou, eu condeno.
Eu acho que é engraçado que assim, sempre... Eu não tô entendendo qual é o ponto de vocês. Tá bom, se ele falou, tá condenado. Porque você não gosta o seu Instagram pra perseguir políticos e homens. É, não do Instagram da adulta pra debater ideias. O debate é o meu Instagram? Isso é cheiro de inveja. Que utiliza os espaços públicos. Isso é cheiro de inveja. Não, é que você é uma figura pública e precisa ser responsável. Você me interrompeu?
Ah, me interrompeu até agora e eu não posso concluir minha frase? Já teve uns 30 segundos a mais.
De novo, se vocês forem partir pro Adiomini, não vai ser frutífero essa conversa. A gente veio aqui pra debater ideias e não pessoas. A gente não veio aqui pra vocês acusarem a gente de coisas que a gente não faz, como vocês fizeram até agora. Vocês acusaram a gente de defender estuprador, de defender que mulheres sejam estupradas, de defender que mulheres sejam abusadas, de defender que mulheres sejam oprimidas. E ninguém nunca aqui defendeu isso. Pelo contrário, eu defendo, eu e a Eduarda defendemos o que nós defendemos.
Porque nós entendemos que isso torna a vida da mulher melhor. Nós entendemos que existe um caminho para a vida da mulher e dos homens melhorar também, que é Cristo. Fora isso, não existe justificativa para que alguém... Enfim, até perdi o que eu estava falando.
É que, assim, hoje eu não sei o que eu tô achando. É muito tempo, porque elas trazem várias informações e pra rebater tudo, já perde o estilo da merda do que a gente tava conversando depois. Por exemplo, uma que falou que as feministas deram o direito da mulher se divorciar, o que é um absurdo, né? A lei de 77 foi sancionada no governo militar, né, Geisel, por um parlamentar que fez aquilo.
que fez essa pele porque ele mesmo queria se divorciar. Então não teve movimento, foi um direito da mulher. Até porque nem só a mulher pôde se divorciar. Mulheres e homens puderam se divorciar. Não foi uma conquista feminista, foi uma conquista de um liberal. Os homens sempre puderam largar um casamento que não gostam. As mulheres não. As mulheres também. Não. Ah, é porque não. É, Pedro. Elas eram assassinadas. Elas eram assassinadas.
Mas baseado em que? Baseado em que vocês estão falando isso? A lei da honra, por exemplo. Sim, que a ex-mulher do irmão do... Como é o nome daquele escritor?
Do Nelson Rodrigues. A ex-mulher do irmão do Nelson Rodrigues usou a lei de defesa da honra pra matar ele. É um dos casos mais famosos, por exemplo, da lei. A lei era aplicada pra bucar sexo. Ela foi, inclusive, inocentada justamente por ter matado um homem por causa que ela alegou a defesa da honra dela. Vamos lá!
Vamos falar de revolução sexual. Vamos falar de revolução sexual. E rapidamente falando assim, a Virgínia defende tanto o direito das mulheres de terem múltiplos orgasmos em relação sexual. Com certeza. Só que você não tem um corpo de mulher, você nunca vai saber, então, como é o orgasmo feminino. Você respeite a necessidade de gênero. Isso não tem a ver com ser mulher. Meu corpo é de mulher. O corpo é meu e eu sou uma mulher. O meu corpo é de mulheres. Eu não tenho um corpo de fêmea. Mulher eu tenho.
Qual que é a diferença entre fêmea e mulher? Aí eu vou explicar pra você. Uma coisa é gênero, outra coisa é biologia. Gênero não existe. Bom, aí é a sua opinião que não tem nenhuma base científica. Não, gênero não tem base científica. É só o Eduardo Alende. Gênero não tem base de sua opinião.
No mundo da Eduarda, que não é o mundo da Organização Mundial de Saúde. Não é o mundo da ONU, não é o mundo de nenhum consenso científico. Eu sei que na Idade Média não existia muito esses conceitos. Mas assim, hoje em dia, né? Já existe essas ideias que gênero é uma coisa. Então você constrói socialmente o gênero. Isso é científico? Sim.
científica pra isso. Ah, a MS, a Ciências Sociais. Qual é a Ciências Sociais? Você já estudou? É que Ciências Sociais é ciência. Ciências é uma matéria, não é uma base científica. Não é uma base científica. Não sei se você sabe a diferença. Tem várias historiadoras, tem vários. Por exemplo, Simone de Beauvoir. Ah, pedófila. Sim. A pedófila Simone de Beauvoir, que em 77, assinou um abaixo-assinado com mais 70 filósofos, pedindo a isenção da minoridade penal pra se incorrer em atos sexuais.
Ela queria defender dois estupradores, dois pedófilos. Não sei se vocês sabem disso.
Seria interessante vocês estudarem um pouco mais sobre as mulheres que vocês defendem e acompanham. O que mais? Tem mais dois minutos. Posso falar um... Vou fazer um adendo? Claro. Fala-se muito sobre revolução sexual. Quando convém, elas falam que a revolução sexual é uma revolução feminista. Quando não convém, elas falam que a revolução sexual é uma intenção nossa. Enfim, o que acontece? Os principais beneficiados da revolução sexual feminista são os homens.
Temos alguns pontos que a gente pode tratar. Vamos lá. Numa relação sexual, a mulher libera ocitocina em níveis extremamente maiores do que um homem. As mulheres são muito mais suscetíveis à transmissão de DSTs e ISTs, por exemplo. A mulher é justamente quem vai carregar o filho.
E todas as outras consequências que vêm de um ato sexual quando esse ato sexual termina em gestação. A amamentação, os enjoos, as mudanças hormonais, tudo isso. Todos os benefícios da revolução sexual, a sexualidade desregrada, cai sobre os homens. Porque as mulheres continuam tendo que lidar com as cargas de ocitocina altíssimas durante as relações sexuais que incorrem nos índices altos de depressão entre mulheres promíscuas.
Elas continuam tendo que lidar com os altos índices de DST porque elas são mais suscetíveis a contraí-las. Elas continuam tendo que lidar com as consequências de uma gestação, por exemplo, e com todo o resto. Enquanto os homens, por uma vantagem biológica, continuam não tendo que lidar com nada disso. Aí veio o feminismo que criou essa mesma revolução sexual e pensa, puta...
Acho que a gente se ferrou. Vamos ter que tentar igualar as mulheres aos homens. E é disso que vem absurdos como o aborto, por exemplo. Já que a mulher vai sofrer as consequências da gravidez, vamos dar à mulher a opção de fazer muito pior do que um pai que abandona o filho. Vamos dar à mulher a opção de matar esse filho antes que ele nasça. E assim a mulher se torna um macho mal acabado. É assim que termina. Essas são as consequências da revolução sexual.
As mulheres fazendo abortos, sofrendo as consequências físicas desse aborto, e é um maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco maluco mal
usando bombas de hormônio, como são os anticoncepcionais, sofrendo as consequências físicas dessas bombas de hormônio, enquanto o que mulheres como eu e Pietra pregamos é apenas a prudência, a modéstia. Evite passar por isso. Se você chama prudência de machismo, tudo bem, pode ser.
Vamos lá, cinco minutos pra vocês. Cinco minutos pra onde fazer a tréplica final. Eu acho muito curioso que venham todos esses argumentos de duas pessoas que defendem que não se pode tomar anticoncepcional, não se pode usar camisinha, não se pode usar outros métodos contraceptivos, né? Já vi, inclusive, as duas, em momentos diferentes, defendendo que não pode usar DIU. Ou seja...
Não há saída pras mulheres. Não há saída pras mulheres, na visão de vocês. Num país onde a quarta ou quinta causa de morte materna é abortos clandestinos. Mulheres estão morrendo por realizar abortos. Mulheres estão sim morrendo com ISTs. Mulheres estão sendo mutiladas. E muitas vezes, eu não sei se você tem essa informação, Pietra também, vocês falam em frente de buscar informação. Busquem vocês também. A maioria das mulheres que recorrem a abortos legais são em casos de violência sexual.
E a maioria delas, menores de idade. A maioria delas, menores de idade. Tem os dados, tá? Vocês gostam de consultar o advogado, pode perguntar pro advogado que ele vai procurar pra vocês, tá bom? Vocês estão super aí na defensiva, com medo de responder e tal. Aproveita e faz isso, pede pro advogado consultar o dado pra você, é um fato. O advogado não tá precisando consultoria, ele só tá avisando porque é aquilo que não é aqui, entendeu?
A questão é a seguinte, as mulheres não podem gozar, elas não podem viver as suas experiências sexuais de forma livre, elas não podem escolher o que fazer em relação ao seu corpo, tem roupa que não pode, que aí vira culpa dela se alguém mexer com ela, elas não podem prevenir nada.
Ou seja, vocês não são contra as feministas, vocês são contra as vidas das mulheres e da população LGBTQIA+. E da segurança, inclusive, de crianças. Porque o que o movimento feminista faz, o movimento feminista do qual nós participamos, que é o movimento feminista da classe trabalhadora, marxista, comunista, pro pânico de vocês, é um movimento feminista que tá debatendo a necessidade de que as pessoas possam ser livres e protegidas e possam tomar as próprias decisões.
Vocês falam tudo isso, por exemplo, e não dizem que boa parte dos efeitos da gravidez indesejada, qual a origem dela? Boa parte dos casos. É a violência sexual. Mentira. Aí a gente não pode, com as crianças, debater como que elas se protegem em relação ao seu corpo, porque os professores têm uma verdadeira mordaça. Porque elas não deveriam estar cansando.
nas escolas. A gente não consegue dizer pra criança que se encostarem no seio dela, se encostarem na barriguinha dela, se encostarem no ventre dela, ela tá em perigo. A gente não pode debater isso com as crianças. Então o problema não é nosso. O que a gente tá fazendo é lutar pela defesa dessas crianças. Crianças que, Eduarda, comemora, por exemplo, quando a juíza diz que tem que parir. Como a criança de 12 anos que você... Eu comemoro quando a vida do bebê é salva.
A criança de 11 anos tem que ser mãe, aí você comemora. Eu comemoro quando a vida do bebê é salva-se. Isso é o que vocês representam, o ataque à vida das mulheres e das crianças. Não, a gente tá defendendo a vida das crianças. Nosso tempo. Pode concluir.
Bom, primeiro que assim, eu acho que a fala da Eduarda realmente relembra o obscurantismo da Igreja Católica, tá? De parabéns, porque assim, na época da epidemia da AIDS, diretamente a Igreja Católica fazia campanha contra as camisinhas, que era a única forma de prevenir a epidemia, e inclusive foi contra, inclusive, pensar... Pra de transar.
É, então, aí vocês falam assim, ai, eu vou chamar meus advogados porque vocês estão falando coisas que eu não disse, coisas que... Vocês acabaram de dizer que se a pessoa sofre alguma coisa, é porque ela não deveria estar transando. Exatamente. Exato. Então, a culpada é a vítima.
A culpada que acumulou o MST, a mulher que é traída, a mulher que é traída, a mulher que é... Meu tempo, vocês segurem a sua mente. Só que o seu tempo não é pra você acusar ninguém de crime, não. O seu tempo não é pra você acusar ninguém de crime, não. Ou você para, ou você não fala. Eu me estou dizendo que a ideologia de vocês, a ideologia que vocês defendem, você não vai me calar, Eduarda. Você não vai me calar. Ou você para, ou você não fala.
Então ela para de acusar ela. Eu não vou parar. Se ela não vai parar, ela não vai falar. Se ela não vai parar, ela não vai falar. Se ela não vai parar, ela não vai falar. Repete o argumento aí. Se ela não vai parar, ela não vai falar. A ideologia que vocês defendem, que vocês propagam, é a ideologia do machismo. Vocês podem escutar? É que você escuta. A ideologia do machismo, a gente defende o machismo. Onde é que você viu isso? Posso falar?
Primeiro, vocês falaram aí da revolução sexual. Tudo que vocês falaram não chama revolução sexual, chama machismo. O machismo estrutura na sociedade o que faz com que os homens sempre tenham privilégios, inclusive nesses todos os sentidos que você falou, que pode abandonar uma mulher cis grávida e etc. Agora, a grande questão é a ideologia que vocês defendem, a ideia da submissão da mulher ao homem, as ideias que vocês propagam sempre estão vinculadas a culpabilizar as vítimas.
Quando vocês dizem que não devia estar transando, então foda-se se a pessoa engravidou, foda-se se acumulou uma IST, foda-se se ela ficou doente, etc. O problema é dela. Por quê? Vocês falam o seguinte, que as pessoas têm direitos, mas que elas carreguem os castigos secretos do que vocês não garantem e sempre é.
Eduarda, que é parlamentar e o partido dela, votam contra, como votam pelo desmonte do SUS, como votam pra atacar as escolas, porque são contra as creches, porque são contra, inclusive. E um dado importante, vocês falam que o casamento é pra salvaguardar a mulher, que é o lugar mais precioso. Mas os dados dizem, né, que 80% dos abusos sexuais acontecem dentro desses casamentos maravilhosos. As vítimas da violência sexual são dentro da casa. Pronto.
São seus pais, seus avós, seus tios Que as abusam, e não o baile funk Ou qualquer coisa que vocês queiram dizer Eu entendi o que ela quis dizer Como vítima, ela subentende A mulher Posso falar? Não, não pode falar Então exatamente, calma aí Como vítima, ela subentende a mulher desregrada Ela chama a mulher desregrada de vítima Então tem que poder matar o próprio bebê A mulher provisca é vítima dela mesma Obrigada
Só pra me matar. Ô Júnior, precisa organizar o debate. Eu não sei se vocês sabem, mas as leis nacionais… Elas estão muito acostumadas a ouvir a própria voz. Vocês têm que ouvir outras vozes agora. Olha, gente, a gente ouve muita groselha por aí, fica tranquila. Nossa, eu tive que ouvir o seu vídeo do Instagram, foi doloroso. Eu não vi nada de vocês, eu vim aqui e eu quis uma surpresa. Ouvi uma pessoa monarquista, tem saudade da malária, tem saudade da…
Não, tenho saudade das mulheres queimando vivas. É maravilhoso. Só pra finalizar isso aqui, vocês sabem que as leis dizem que todo ato sexual cometido por um ser humano menor de 14 anos de idade no território nacional é considerado estupro. Mesmo que seja consensual, certo? Só pra largar essa pílula aí. Bom, logo, tem muita gente, a maioria, né, que...
incorre em ato sexual, que é menor de 14 anos de idade, que não é vítima de estupro. E sim, está sendo uma vítima da própria libertinagem coletiva que a gente vive hoje. Meu Deus do céu. Mais uma vez, culparam as próprias vítimas e depois querem processar. E relativizaram a pedofilia. E como é que é vítima se ela quis transar? Tá bom.
e relativizando a pedofilia como é que uma criança mais 13 anos mais uma criança de 13 anos quer transar a educação sexual nas escolas acusam mas não são contra o Eduardo para participar de um debate você vai ameaçar quando acha que criança não é legal você vai fazer um debate na escola
Eu não tenho medo. Eu não tenho medo da lei. Então eu continuo acusando. Eu não tenho medo da lei. Então eu continuo acusando. Aliás, eu tô bem consciente de que eu tô num país de um judiciário racista que prende pessoas como eu, que ataca os direitos dos trabalhadores. Então é pra você ter medo, se isso fosse verdade. Sim, mas você sabe que é verdade que você se apoia nisso. Porque o sistema tá do teu lado. É nisso que você se apoia.
Porque você não era machista. E ameaça uma mulher negra e uma mulher negra trabalhadora. Eu tô ameaçando você? Porque você tá apoiada. Eu tô te ameaçando? Sim, eu tô te ameaçando. Eu tô te ameaçando. Eu tô te ameaçando. Eu tô te ameaçando.
Eu não quero defender as suas ideias e ameaça a gente com o processo. Eu tô te ameaçando. Eu tô te avisando. Eu tô avisando. Vamos seguir o debate? Pietra e Eduardo, vocês têm dois minutos pra fazer a próxima pergunta. O próximo tema? Pode escolher. Vamos falar sobre o que é uma mulher? Pode ser. Acho que isso dá base pra todo o resto das outras discussões. Bom, se é uma mulher, a gente iniciou esse assunto agora nesse tema, eu queria entender primeiro o que é uma mulher?
Da onde vem a base científica, né? Da história do gênero que vocês falaram. E eu trago até uma pergunta. Eu tava pensando nisso agora. Você é ativista negra também, né? Ô Letícia. Sim. Se eu falar pra você que eu me considero negra, eu vou ter os direitos de uma pessoa negra nas cotas? Por exemplo, se eu me identificar com uma pessoa negra. Não, eu vou rir de você. Então por que eu tenho que levar a sério? Por que eu tenho que levar a sério, então, quando um homem fala que ele se considera uma mulher?
É sério essa pergunta? Não, é brincadeira. O que você acha? É que eu achei que era brincadeira mesmo. Parece piada. É que realmente parece ridículo. Eu vou duplicar. Eu vou duplicar o conceito ridículo. Realmente parece ridículo. Já é meu tempo? Que bom que você percebeu que parece ridículo. Você tem alguma coisa a acrescentar? Não, é isso. Ainda bem que ela percebeu que parece ridículo mesmo. Porque parece que, acho que pra Pietra não faz sentido.
Eu não sei se algo que não é Olavo de Carvalho entra na cabeça dela. A questão é a seguinte. Gosto muito dele, mas não sou olavista. Continua.
Eu queria saber o que define, então, por que é que um homem pode dizer eu me sinto uma mulher, portanto eu sou uma, e eu não posso dizer que eu me sinto uma mulher negra, e eu não posso ser uma, e eu não posso ser tratada como uma mulher negra, não posso ter direito a cota na faculdade com uma mulher negra. Você já viveu racismo? O homem já viveu machismo? Existe racismo? Claro que existe racismo. Você já experimentou racismo?
Já tomou uma batida da polícia enquanto seus amigos brancos eram colocados de lado? Você já foi parada porque você tava se locomovendo de carro pra qualquer lugar e não trabalhar? Já, já, já fui. Aí você sai do carro e automaticamente você é ameaçada de tá carregando drogas que você não tá. De tá cometendo um crime que você não tá. Se você não experimentou racismo, acho que a resposta é fácil.
Agora, eu queria que você explicasse qual que é o fundamento que te faz achar que a mesma coisa isso e uma mulher trans que experimenta machismo e patriarcado todos os dias. Porque as mulheres trans são vítimas da sociedade machista e patriarcal. E aqui eu posso explicar...
pessoal que tá em casa. Gente, é evidente quando uma mulher trans se identifica no seu gênero, depois de às vezes décadas, anos de sofrimento pra identificar qual é a dor que tão carregando e perceberem que a dor que tão carregando é a dor de não se perceber alinhada com o gênero alinhado com o sexo biológico com o qual nasceram elas já estavam sofrendo.
Não é porque viveram uma vida plena, feliz, como nós agora vamos experimentar outro gênero. Não é assim que funciona, talvez a Virginia queira falar sobre isso. A segunda questão é quando essas mulheres se identificam, elas são vítimas do pior que existe do machismo do patriarcado na sociedade. Vivem, em média, 35 anos de idade. Não têm acesso a trabalho de qualidade. Então, a margem do emprego com direitos, que é o emprego CLT.
Não conseguem participar dos espaços de formação, de educação formal. Então, Pietra, é evidente que é diferente.
Uma pessoa negra, e aqui eu posso explicar pra todo mundo que quiser entender, que eu acho que você, talvez você entenda, mas tá fazendo uma manobrinha retórica bastante tosca. Ser negro é uma experiência social com racismo. A gente nasce e sabe, percebe que é negro. Você vive uma experiência um dia na sua vida e fala, nossa, entendi, é por isso que eu vivi essa experiência. E você nunca viveu isso. Você nunca viveu isso. Agora, a minha companheira Virginia que tá aqui, que é uma mulher, sabe muito bem o que é machismo patriarcado. Obrigado.
Muito bem que a Magistra... E ela pode não ter a condição biológica de ser mãe através de um útero. Agora, ela tem a condição de gênero de mulher e de saber o que é andar na rua, ser acusada de não ser mulher, sofrer ameaça do estupro, da violência, porque não tem o seu direito do gênero reconhecido. E quando você fala isso, você está contra todo o consenso do debate de gênero que existe.
Na OMS, a OMS reconhece sexo e gênero. São coisas diferentes. O gênero é uma formação social. A gente aprende a ser mulher. Aprende a ser homem. E vivencia essa experiência de gênero no cotidiano das nossas vidas. Agora, se você quer discordar da ciência. Só quando você gosta de discordar da ciência. Mas qual que é essa experiência científica? Até onde eu sei.
Vamos ouvir a Virgínia? Talvez ela possa te ensinar um pouco sobre o que é o patriarcado. Talvez eu possa ensinar o que é mulher. Nascida mulher, né?
Primeiro, gente, a gente tem que se questionar a serviço do que está essa pergunta de vocês, o que é mulher. Porque, obviamente, a Eduarda faz questão de todos os debates que ela vai deslegitimar, humilhar, inclusive atacar mulheres trans, inclusive parlamentares eleitas. Que, assim, vamos pensar claramente, né? Demorou muito pra gente ter parlamentares eleitas no Brasil, o país que mata mulheres trans por serem trans. A gente é recorde há 15 anos de transfeminicídio. Os dados são bem concretos.
Agora, sim, transfeminicídio Há 15 anos a gente denuncia isso Eu não sei porque você acha tão engraçado Mas deve ser porque você é parte de um sistema social Que lucra E garante diretamente com que a gente passe Por essa situação Só que é engraçado, porque vocês falam assim, mulher biológica É um termo que não faz nenhum sentido E aí você pode prestar atenção, Pieta, pra você aprender Porque assim Mulher biológica não faz sentido, sabe por quê? Porque Tchau
Todo ser humano é biológico. O que é biologia? O que é ser biológico? É ter uma relação, um organismo vivo, certo? Agora, o termo homem e mulher são termos sociais. Quem tá em casa pode ir lá, dar um Google e entender um pouco mais sobre a construção social que tem um gênero. Só que vocês buscam cada vez mais atrelar o gênero à biologia como se fosse um destino final. Meu Deus do céu! Porque diretamente loucura a gente é má. Loucura! Parece que eu tô num...
Parece que eu tô num hospício. Num hospício. Sabe que é assim que tratavam as mulheres trans, né? Porque a gente era vista como doente mental. E aí eu me pergunto se a ideia de vocês questionarem o que é ser mulher é porque vocês querem retomar esse tipo de lei. Vocês querem retomar, por exemplo, o que foi a Operação Tarântula aqui em São Paulo que perseguiu 300 travestis em oito dias.
Se vocês querem que a gente volte a ter hormonização sem ser peluços com acompanhamento, que as pessoas morram de trombose porque elas estão sofrendo com silicone industrial, vocês ficam fazendo uma redução do que é ser trans, do que é ser mulher, colocando o Nicolas Ferreira pra colocar uma peruca, porque vocês acham que é igualzinho colocar uma peruca e fazer uma piada e viver a perspectiva de vida que mata as mulheres trans com 26 anos.
Vocês acham engraçado que as mulheres trans morram, e aí vocês falam assim, mulher trans, e aí
Mulher, homem biológico. Tudo pra negar quem a gente é. Só que eu não tô nem aí pras piadinhas que vocês fazem. Pra risadinha, pra dizer que eu sou louca e etc. Sabe por quê? Porque pro medo de vocês, as mulheres trans já enfrentaram a ditadura militar, a epidemia da AIDS, a perseguição da igreja católica que vocês reivindicam. Que queimavam as mulheres, inclusive, só porque usavam um vestido florido. E perseguem até hoje as pessoas trans.
Como o Papa recentemente falou, né? Que as mulheres trans são uma bomba atômica, etc. A gente persegue. Agora, sim, perseguem e fazem campanha. Vocês negam o direito elementar. Sim, eu sofro isso. No meu dia a dia, eu sofro isso. O Papa tá te perseguindo?
Pessoas que te citam perseguem Virginia na rua. Exato. Pessoas que te citam perseguem Virginia na rua. E não só Virginia. Milares de mulheres. Sim, seja responsável pelo que você fala. Perfeito. Agora você falou uma coisa que faz sentido nesse debate. Quando vocês negam o direito elementar de eu poder me autodeclarar. Sim, elementar. Que eu possa me autodeclarar como eu sou. Quem são vocês pra dizer quem eu sou? Quem é o Estado pra dizer quem eu sou? Sim, eu vou gritar. Eita.
Sim. Não, não é questão de argumento. É porque eu não vou aceitar que vocês achem engraçado, que vocês tirem sarro de pessoas que estão morrendo, como a gente tem vários casos aqui, Dandara. Sim. Estou tirando o sal dessa sandice que é a ideia de que gênero está descolado de sexo e de que não existe sexo feminino e sexo masculino. Quando uma criança nasce, nós vemos que uma tem um sexo...
Tem o órgão sexual masculino E outra tem o sexo feminino Isso é bem claro É cansativo que eu vim a Pietra mais de 5 minutos Ah, então é isso que eu queria Você faz o L Você que não viesse Mas aparentemente tem mais de uma milhão de pessoas Que adoram me ouvir todos os dias E triste por elas Mas é o que acontece Para você que escuta a Pietra todos os dias eu lamento
É, bom, então eu queria muito entender, né, como é que é essa ideia de que quando nasce um bebê e ele tem ou um órgão sexual masculino ou um órgão sexual feminino, ele não é menina ou menino. Eu queria entender como é isso, porque inclusive casais gays que adotam, pode ver isso na internet, isso aí me mostraram outro dia, todo casal gay que adota ou que manda fazer ou que faz inseminação, eles decoram o quartinho da menina todo de rosa e o quartinho do menino todo de azul. Isso é um consenso.
Eu nunca vi diferente disso, tá? Vocês podem até me mostrar, caso houver. Mas assim, isso mostra o quê? Que inclusive entre o movimento LGBT existe o consenso de que pessoas nascem ou homens ou mulheres, tá? Então, é... Não existe.
Não existe um conceito de que homens nascem mulheres. Então nascem o quê? Nascem nada? Nascem tipo um ser híbrido? E a pessoa decide depois o que ela quer ser? Existem pessoas que nascem híbridas. Não sei se vocês já ouviram falar de intersexo, por exemplo. Sim, se chama uma anomalia genética. É uma doença. É uma condição genética.
Anomalia é o nome que vocês dão pras pessoas Calma, calma, gente, calma Vocês que são floquinhos de neve, não aguentam o nome das coisas Aí todo mundo é meu Qual nome você dá pra um ser humano É estigmatização Vocês querem um mundo binário É nossa vez de falar Sim
Porque existe o certo e o errado, a verdade, a mentira, o bom e o ruim. Não, você é geneticamente… Isso aí é o Platão com o Olavo de Carvalho, que não é Platão. O que tem a ver o Olavo com o Platão? Porque só o Olavo leu o Platão na vida. A verdade é a mentira. Sim, o belo e o feio. Vocês, de trabalho direito, adoram planificar a realidade e tratar como se fosse tudo muito simples. Agora é a nossa vez falar. Será que a gente consegue, Júnior? Tudo é muito simples na cabeça de vocês.
É porque... Então, é justamente esse o ponto. As coisas são simples. O ser humano complica. Porque é que quando você vê uma criança nascendo e ela tem um órgão sexual masculino, você não pode chamá-la de homem. Aliás, inclusive, não sei se vocês conhecem o experimento do John Money. Né, que...
Pra quem tá aí em casa e não conhece. Vai sair um filme, inclusive. Ah, vai sair um filme da Brasil Paralelo, inclusive. Sobre o Joe Manning, o experimento. Foi um ideólogo de gênero que seguia, obviamente, a ideologia da filosofia da Simone de Beauvoir e outros débeis mentais. E ele tentou provar que não existia gênero. Que não existia sexo.
Que gênero era um troço que ele... Era uma construção social. Era uma construção social, perfeito. Então ele pegou dois meninos, homens. Dois meninos, homens é maravilhoso, né? Dois homens, eu tô entendendo no vocabulário delas. Ele pegou dois meninos gêmeos e fez um experimento. Um teve um problema na cirurgia de circuncisão.
E ele teve que amputar o pênis desse menino. E ele falou pra família, eduquem esse menino como se menina ele fosse. Porque o gênero é uma construção social. E o que aconteceu? No final da história, tem um Google aí. Vai sair esse documentário da Brasil Paralelo. Vocês vão ver a desgraça que aconteceu na vida não só desse menino, que foi criado como uma menina, como a da família inteira. O pai virou alcoólatra, se matou. A mãe ficou viciada em droga.
O irmão, ele mesmo se matou. Então, assim, é uma história de desgraça. Como essa ideologia nefasta acaba com a vida...
de uma família inteira, não só de quem é a vítima. Mas sabe o que eu acho interessante, Pietra? Muito se fala que não existe consenso do que é homem e mulher. Acabaram de falar aqui que ninguém nasce homem, ninguém nasce mulher. Não existe consenso. Tanto existe consenso que a Virgínia, que é uma mulher trans, pinta a unha, passa maquiagem e deixa o cabelo crescer.
Então eu acho que existe sim. Então eu acho que existe sim. Não, exatamente. Não é isso que te faz mulher. O que te faria uma mulher biológica seria um útero. Seria poder engravidar, poder amamentar, poder menstruar, passar por menopausa. Isso te faria uma mulher biológica. Não faz. Por isso você é uma mulher trans. Exatamente. Eu sou biológica. Porque não existe ciborgue. Todo ser humano é biológico. Existe consenso do que é homem e mulher.
Você entendeu. Ela disse que você não nasceu mulher. Você não nasceu mulher. Você também nasceu mulher.
Tá bom, tá bom. Você não nasceu com uma vagina. Você não nasceu fêmea adulta da espécie humana. Você não nasceu fêmea da espécie humana. Você não nasceu uma mulher. O que é ser mulher? Então, a fêmea adulta da espécie humana. É isso. Isso é ser mulher. Então, tanto existe consenso sobre o que é uma mulher e o que é um homem...
E quando uma pessoa trans quer emular as características do sexo com o qual ela diz que ela se identifica, ela costuma seguir características bem específicas do que a tal da sociedade malvadona construiu. Existe consenso, sim. E eles mesmos seguem esse consenso o tempo inteiro. No começo a gente falou sobre, ah, eu posso me identificar como negro? Não, porque você nunca sofreu racismo. Tudo bem, então. Da mesma forma que uma pessoa que nasceu homem, nunca vai passar por menopausa. Ela nunca vai gerar uma vida, ela nunca vai ter uma menstruação. Perfeito.
Todas as mulheres que nunca tiverem um filho também não são mulheres? As mulheres que não têm estúdio. Elas têm útero. Elas podem menstruar. Elas têm oscilação hormonal. Elas têm a construção. Eu tomo hormônio.
Exatamente, é artificial, você constrói depois. Exatamente. Você não nasceu assim. Nada do que você tem, você nasceu assim. Você não nasceu com nada disso. Deixa eu dar um recado aqui pra nossa audiência. Tá rolando uma enquete, você pode votar com quem você concorda mais, tá bom? No nosso chat. Aproveita também pra todo mundo que mandar o seu superchat ou o seu live pics, que a gente vai responder ao final do nosso programa, tá bom? E, Letícia, pede pro pessoal deixar o like aí na nossa transmissão.
Pessoal, deixa o like aí, representando as pessoas que estão lutando pelos direitos das mulheres e da população trans. Muito bom. Pode fazer dois minutos para a pergunta, cinco minutos para a resposta e depois dois minutos para a pergunta.
Bom, Pietra, assim, tudo que eu sei sobre você, com certeza é contra a minha vontade. Assim, nada do que eu sei agora e tudo que você tá falando pior ainda. Mas eu dou pra entender um pouco pela primeira vez essa ideia de Brasil paralelo que vocês defendem, né? Porque realmente vocês vivem num Brasil paralelo. Porque o Brasil da realidade é que as mulheres trans sofrem violências brutais que estão vinculadas com o patriarcado e vinculadas com o machismo.
Mas é que a Eduarda nem reconhece que existe machismo que dirá patriarcado. Então...
É óbvio que ela não vai reconhecer a violência que as mulheres trans sofrem. A grande questão é, vocês sabem de um dado que meninas de 14 a 15 anos saem do norte e nordeste do país pra poder, depois de serem expulsas de casa, poderem vivenciar a sua identidade de gênero? E aí elas chegam aqui em São Paulo e sofrem com um trabalho que é análogo à escravidão?
Elas chegam a fazer dívidas para conseguir transformar os seus corpos. Elas passam por processos cirúrgicos em clínicas clandestinas, como aconteceu, por exemplo, com Lorena Muniz, que foi largada em cima de uma maca, assassinada por um médico que a deixou ali enquanto ela fazia a prótese mamária. As dores que a gente passa, porque o estado que vocês defendem não legitima que a gente possa ser quem a gente é, tudo isso vocês descaracterizam. Vocês tratam o grupo mulheres trans, o grupo pessoas trans, como homens.
Como se a nossa vivência fosse igual a dos homens. Como se eu e o Junior fossem a mesma experiência social. E vocês negam toda a experiência social que a gente vive e compartilha com as mulheres. Quando um homem me agride na rua, ele não tá vendo um tratado de cromossomos. Ele não tá fazendo um exame genético pra saber se eu nasci assim ou assado. As mulheres trans que pra conseguir fazer uma cirurgia de redesignação sexual nesse país, tem que pagar mais de 120 mil reais.
Isso é um absurdo, porque se chama direito ao próprio corpo. É claro que na Idade Média isso não existia, e pra Eduardo isso nem tem que existir. Porque vocês são contra o direito ao próprio corpo. Agora, a grande questão é, por que vocês têm tanto medo das pessoas trans? Por que vocês querem tanto determinar que as pessoas... Se eu tivesse medo, eu não tava aqui com você?
não vocês têm medo porque a campanha de vocês é para amedrontar a gente a campanha de vocês a campanha do bolsonaro a campanha da extrema-direita é para seguir as pessoas trans vocês fazem questão sim porque é o líder de vocês é para quem vocês batem palma é quem representa o meu pode até ser mas é o meu tempo por mim seria o domingo de um ano que é o imperador do Brasil
Eu sei que é difícil pra vocês ouvirem uma travesti, mas vocês estão aqui pra poder ouvir. Eu tava grande, escutem a travesti. Mostra que consegue, mostra que consegue. Continua, Virginia, pode continuar. O medo que vocês têm de que as pessoas possam encontrar mil identidades, que cada dia possa surgir uma identidade nova, que as pessoas possam encontrar libertação sexual, é porque justamente o nosso orgulho...
Pode contaminar a classe trabalhadora pra questionar a miséria que vocês defendem, como por exemplo a escala 6x1 que a Eduarda defende, pra defender justamente que a gente aceite os trabalhos terceirizados, que lucrem com a nossa divisão. Vocês querem justamente utilizar...
Espera. Eu não entendi nada. Você pulou pro direito trabalhador, direito trans. Porque as coisas estão conectadas, Petra. O seu simplismo biologizante, darwinista, não tá conectado. Mas na realidade as coisas estão conectadas. Eu sei que vocês... Chamam o católico de darwinista. Chamando o católico de darwinista. Eu sei que a extrema-direita tem um cérebro programado como um tweet. Tudo legal. Gente.
Eu sei que vocês têm um cérebro programado com um tweet. Se for mais do que 20 caracteres, já não dá muito pra pensar. Porque vocês querem diminuir o mundo pra enquadrar nessa lógica. Agora, a questão é o seguinte. O medo que vocês têm é porque eu, além de ser uma travesti, eu sou uma travesti comunista. Sim, eu quero...
de uma classe trabalhadora pra enfrentar vocês e a ideologia que vocês defendem. Porque sim, eu quero a libertação sexual das mulheres cisgêneras, eu quero a libertação sexual dos homens cisgêneros, inclusive construção social que vocês constroem pros homens. Porque os homens, para serem homens, tem que ser o quê? Um macho adulto da espécie humana, não é que a Dora fala? Sim, exatamente, que bom que você entendeu. É assim que você justifica com o quê?
A violência que eles têm, porque seria um instinto dos homens, porque os homens abusarem das mulheres seria um instinto, porque o homem não pode se controlar. Eu falo isso? Essa é a lógica do seu pensamento. Ah, eu penso nisso? Sim, eu acho que a lógica que você constrói de pensamento leva isso a justificar que os homens sejam mais violentos, mais agressivos.
Você tá ouvindo o que eu tô falando? Essa que é difícil, mas assim... A gente tá, mas é que não faz sentido. Não faz sentido, porque a gente tá... Eu desfico, porque eu tenho, mano. Vamos lá. A questão é, o pensamento de vocês, que é provocativo e etc, não vai fazer a gente se silenciar. Sabe por quê? Porque a gente se enfrenta o tempo todo com o Estado, com a nossa própria família, muitas vezes, com a violência que mulheres como você fazem.
Dentro dos movimentos, inclusive, de mulheres pra atacar as mulheres trans. A perseguição que vocês defendem. Tudo isso é parte de um sistema que vocês se embandaram. A extrema-direita adora estar no Brasil que mais mata travestis do mundo. Vocês fazem um discurso contra as pessoas trans nesse país. Vocês vivem no universo paralelo, mas no universo brasileiro, a realidade aqui é o país do transfeminicídio que mata as pessoas trans.
Ô, Bedinei, deixa eu te falar uma coisa. Eu... Já acabou, então faz tempo. Não, então, agora ela faz uma pergunta de dois minutos pra vocês.
Tá, mas rapidão, assim, é que isso, eu não falo sobre isso, tipo, isso não é um assunto que eu falo, eu falo sobre virtudes, sobre... Vamos dar curso sobre ideologia de gênero? Olha o que não. Eu falo isso publicamente que você ensinava. Ah, não, no meu curso Doutrina Zero tem um módulo explicando de onde vem essa babaquista de ideologia de gênero. O que eu hoje dou curso, mas isso é coisa antiga, isso é de 21 e 22. Hoje em dia, o que eu faço é dar cursos sobre... Esse minutinho que ela tá falando, depois eu queria falar também.
Não tá no tempo de ninguém, gente. Eu só queria... Fica o tempo que vocês quiserem. Tipo, a verdade não precisa de mais tempo. Precisa de ser a verdade. Então, eu só queria falar que vocês têm que fazer a pergunta. Pode? Tá. Fazer.
Bom, gente, assim, vocês em todos os lugares defendem a ideia da mulher ser submissa ao homem. Vocês dizem, inclusive, na internet, que a essência da mulher, inclusive a interpretação da Bíblia que vocês fazem, é que a mulher é submissa ao homem. Isso é um plano divino. Vocês explicam, inclusive, a submissão na internet. Fazem, inclusive, parecer que a submissão é só amar os filhos, respeitar o marido e cuidar do lar.
Mas justamente a submissão que a gente sabe não é isso, né? Eu amo, inclusive, tipo, a minha vida, a realidade que eu tenho, o meu namorado e etc. Mas eu não sou do tipo submissa. Porque eu acho que é muito importante as mulheres terem o seu espaço, as opiniões, etc. E construir uma relação de igualdade na relação amorosa também.
Agora, a grande questão é a seguinte. A submissão é ter que aceitar transar quando você não tem vontade? A submissão é, inclusive, quando a mulher não tá disponível pro homem ele se sentir ameaçado por isso? A submissão é defender que a mulher apague os contatos dos amigos, etc? Porque o discurso do machismo constrói a ideia de uma mulher. Então, a minha pergunta pra vocês é bem clara.
O que vocês defendem que é uma mulher? Vocês acham que o discurso de um machista é exatamente a definição de uma mulher? Ou seja, o papel que o homem quer pra mulher é o que define a mulher? Não, o papel que define a mulher é o papel que Deus desenhou ela pra ter.
Que é sim, seguir as leis de Deus. Nós, como cristãs católicas, defendemos que sim, existe uma hierarquia patriarcal opressora terrível, vocês nem imaginam, que diz que Deus está acima de tudo, como diz o poeta, né? Adivinhem, não foi o Bolsonaro que criou essa frase, pasmem, né? Mas isso é teologia básica cristã, né? Deus está sempre acima de tudo na hierarquia. Depois está o seu cônjuge, ou seja, Deus...
Na Bíblia está escrito que o homem é o cabeça da família, ele é o líder da família, e a mulher é submissa a Deus em primeiro lugar e depois ao seu marido. Ou seja, se o marido dela pedir que ela faça algo que vá contra as leis divinas, ela não deve executar esse algo, ela não deve se submeter a esse algo.
mas que sim, ela tem a mesma dignidade quanto o homem, ou seja, os dois devem ser respeitados, os dois têm a sua importância, os dois são igualmente importantes no núcleo familiar. Mas eles têm papéis diferentes. Da mesma forma que uma empresa funciona com uma pessoa que cuida do marketing, uma pessoa que cuida da limpeza, uma pessoa que cuida do... Nós temos infinitos papéis. Aqui mesmo no estúdio, você tem o cameraman, você tem o júnior que apresenta, você tem a pessoa da limpeza.
Nós acreditamos que a instituição da família também depende de papéis distintos para...
ser próspera. E isso exige uma hierarquia, porque se todo mundo quiser palpitar sobre a cor da parede, esse casal vai brigar sem necessidade. Então, enfim, e aí, claro, de acordo com o seu sexo, com as suas disposições de gênero, né, que nós queremos que não existam, a gente acredita que uma mulher é uma mulher e um homem é um homem.
Acreditamos que o fato de você nascer com um órgão sexual feminino, isso faz com que você tenha algumas disposições. Tem vários estudos, né? Tem um cara, não vou lembrar o nome dele agora. Lava Lousa é uma disposição feminina? Tem uma predisposição sobre questões.
que mulheres nascem e outras que homens nascem. Então, por exemplo, até biologicamente falando, até biologicamente falando, você tem, por exemplo, o homem tem a visão panorâmica muito melhor do que a mulher. A mulher geralmente nasce com essa visão, a visão próxima mais latente, né? Ela tem mais esse olhar bom pras coisas de perto, porque ela precisa cuidar do bebê, ela precisa cuidar das coisas da casa. E o homem pra caça. Então, assim, existem várias questões nesse sentido que nos mostram, que nos provam cientificamente. É, porque você gosta de ciência, né?
Você acredita em aquecimento global? Eu tô falando. Não, não acredito. Antropológico. Eu acredito sim. Óbvio que a Terra fica mais quente, fica mais fria, dependendo da época. Inclusive, na Idade Média, nós temos comprovado que era tão quente quanto é hoje em dia. Então, nós temos... Isso é cíclico na Terra. Nós temos... Mas, enfim, isso é um papo pra uma outra hora. Não, não é nossa. Não, você pode pegar os estudos. Eu posso te mandar os estudos, tá?
Me manda, me manda. Isso faz questão, porque foi algo que eu me debrucei mesmo por muito tempo. Mas eu não quero mudar esse tema. É...
Voltando, então nós cremos que a biologia faz com que a mulher tenha algumas... E as questões hormonais e tudo que ela traz, que não dá pra relativizar, não dá pra gente dizer que a mulher tem os mesmos índices hormonais que o homem, tanto que você precisa repor alguns hormônios pra se tornar uma mulher, como você deseja. Então a gente acredita que esses índices fazem com que a mulher... Não só esses índices hormonais, como várias questões biológicas, fazem com que a mulher tenha algumas disposições diferentes das do homem. E por isso eles são complementares e não rivais e nem um acima do outro.
É, eu acho que é sempre importante a gente ressaltar que, por exemplo, elas falam sobre a relação entre casais, né? Elas puxaram submissão, já vou falar sobre submissão. Mas é porque vocês acreditam que as mulheres não são iguais aos homens? Não, não são. Eu não sou igual ao meu cônjuge, eu jamais vou ser e eu não tenho o mínimo interesse. Não tenho o mínimo interesse em ser igual. Inclusive, a maioria das diferenças biológicas entre homens e mulheres tem caráter evolutivo, como a própria Pietra já trouxe. É caráter evolutivo. Elas citaram darwinismo, então vamos falar de darwinismo.
Certo? Os papéis, o papel da caça sempre recaiu sobre homem e o papel de cuidar da cria sempre recaiu sobre a mulher. Então existir aptidão pra esse tipo de coisa é caráter evolutivo. É caráter evolutivo. Agora, submissão, diz a palavra. Estar sob a missão. A mulher não tem que ser submissa a todos os homens do mundo. A mulher, casada e católica, tem que ser submissa primeiramente a Deus e depois ao seu marido. E a mesma Bíblia que fala que essa mulher tem que ser submissa...
isso ao seu marido quando ele está no casamento católico, também diz que o marido tem que amar a sua mulher como Jesus Cristo amou a igreja. Então, sinceramente, se a galera do movimento feminista acha que isso é machismo de alguma forma, aí também não tem muito o que eu fazer, né? Se você quer alguma coisa a mais do que mandar o homem amar a sua mulher como Cristo amou a igreja...
Se você acha que isso é machismo, se você acha que isso não é o supra-sumo de cuidar da própria esposa e da própria família, aí talvez, sinceramente, não tem nada que eu possa falar pra convencer. Mas é importante deixar isso bem claro. O cristão não acha que toda mulher tem que ser submissa a todo homem. Mas o cristão acha sim. Não só o católico, os protestantes também.
Que a mulher, num casamento cristão, tem que ser submissa a, primeiramente, Deus, e, segundamente, ao seu marido. A partir do momento em que esse marido passar a desrespeitar a lei de Deus ou que o matrimônio deles for baseado em algo que desrespeite a lei de Deus, a Igreja Católica pode, inclusive, considerar esse casamento nulo. Perfeito. Vamos lá, pode ir.
Bom, pra começar, acho que elas não responderam, né, Virginia? Mas eu vou comentar algumas ideias que vocês estão falando, que eu acho que são ideias que são bastante nocivas e que vale a pena a gente fazer uma visita histórica, né? Essa tese que vocês estão usando de que tudo está reduzido à biologia...
de que a biologia determina, né? Então você nasceu com útero, isso te dá uma aptidão física, intelectual, visual, etc. Essa ideia do reducionismo biológico, ela foi aplicada de forma excelente por qual tipo de regime? Nazismo. O nazismo foi o regime que aplicou com perfeição essa tese.
E inclusive no debate de gênero, na relação entre as raças, inclusive fazia pesquisa de craniometria, né? Não só nazismo, mas experiência de eugenismo no Brasil também. Fazia pesquisa do tamanho do crânio, tamanho da testa, tamanho do nariz, pra determinar que negros têm aptidão pra tal coisa, indígenas têm aptidão pra tal outra coisa. Então aqui, do nosso lado da bancada, estão aquelas que defendem que...
inclusive foi também o nazismo que gostava de associar biologia e cultura como se fosse a mesma coisa, ou seja, essa simplificação da realidade que vocês fazem ela só tá a serviço a dizer que tipo de vida é digna de se viver e que tipo de vida é indigna de se viver
E é isso que está sendo reproduzido na fala de pessoas que atacam mulheres como Virginia, que atacam mulheres como eu. Quantas vezes eu entro numa sala de aula e eu preciso me desafiar diante de um público que acredita que uma mulher negra não tinha que estar naquele lugar. Porque a aptidão da mulher negra, apreendida numa sociedade racista como o Brasil, é a aptidão de limpar, de cozinhar, de ser babá de alguém. Então, esse problema do reducionismo biológico é um problema bastante importante.
E que aqui eu sei que vocês sabem o que ele significa e vocês até gostam da sociedade da forma como ela é. Agora, o que eu queria dizer pra vocês também é que esses argumentos de vocês e esse mundo ideal que vocês estão construindo e etc., ele não tem nada a ver com a realidade. Absolutamente nada. A gente tá num país onde 52% dos lares são comandados por mulheres.
Mulheres que são a rimo de família, que saem todos os dias pra trabalhar, pra conseguir um salário, pra garantir a sobrevivência dos seus filhos, pra garantir a sobrevivência do seu lar. E essas mulheres precisam sim ter direito de lutar pelos seus direitos de trabalho e não simplesmente aceitar o que tá sendo entregue pra elas porque se são mulheres nem deviam tá lá.
Ou seja, isso é o extremo da opinião de vocês. Quando a gente extremiza o que vocês estão falando de reducionismo biológico, a gente para de enxergar a luta necessária e de direito que essas mulheres têm que fazer, porque vivem hoje numa condição em que essas 52% de mulheres vivem com salários mínimos, não vivem com salário da Eduarda, de 15 mil reais, vivem com 1.800, 1.900 reais por mês, algumas que não conseguem ser efetivas em seu local de trabalho, porque a maioria das mulheres negras sequer tem direito.
aos direitos que tem um trabalhador homem efetivo, essas mulheres não podem nem sequer ir lutar na rua porque elas não deveriam estar naquele local de trabalho. Elas não deveriam estar trabalhando fora de casa, não é a pitidão delas, então não reivindiquem os seus direitos. Então, realmente, gente, o Brasil paralelo é de vocês, universo paralelo, que não dialoga com a realidade brasileira, que não tem nada a ver com o que vivenciam mulheres todos os dias aqui nesse país.
E digo mais, quando vocês falam que a mulher tem que ser submissa ao homem, isso significa na prática o quê?
Um país, a gente até poderia, daqui a pouco, entrar nesse tema, onde mais de 1.560 mulheres foram assassinadas no ano passado. Várias delas porque disseram não. 1.560? 1.568. Isso é o dado oficial subnotificado, né? As próprias autoridades brasileiras reconhecem que foi subnotificado. Mulheres que disseram não.
que disseram que iam trabalhar, que iam estudar, que iam viver outro relacionamento, que iam terminar aquele relacionamento, que criam o direito de ficar com seus filhos. Esse é o Brasil de verdade, que não é o Brasil paralelo, da Pietro Holândia, a princesa feudal, ou da Eduardo Holândia, que até agora não disse por que apoia um cara como Bolsonaro, que tem declarações como a que tem, que são abertamente misóginas, transfóbicas, inclusive racistas. Um cara que foi a público dizer que quilombolas têm que ser pesados como boi.
Esse é o político que você apoia. E vou debater sim nesse campo. Você vai falar do Guaraná Jesus também? Porque você é do PL. O mesmo PL. Você vai falar do Guaraná Jesus também? Da mina que vai a público pra pintar a cara de blackface. Racista. É esse seu partido. E eu tenho diversas que vem aqui e fala assim. E essa sua arrogância, assim. Essa sua arrogânciazinha. Eu tô bastante acostumada a vir de parlamentares contra uma mulher negra.
Não vai me atacar, cabeça? Não vai me atacar e não vai me intimidar. Tem mais 30 segundos.
Não, eu só queria ir direto ao ponto, assim. Porque, assim, vocês precisam dizer claramente, né? A submissão que vocês defendem acaba levando a isso. Ou seja, a pergunta é... É uma pergunta ou uma afirmação? Você tá afirmando. As duas coisas. Você tá só fazendo monólogo. Bom, você tá falando que a submissão que a gente defende... É a submissão que vocês defendem. A gente defende submissão bíblica. Ok, beleza, acabou. Acabou, é isso.
Vocês estão achando que tá errado. E é isso aí. Então, se a mulher falar, não, o marido tem que transar do mesmo jeito. Mas não, eu não vou dar pra ficar. Caralho!
Se ele falar que ela tem que largar a faculdade... Olha só, olha só. Se ele falar que ela não pode estudar... O que eu falo é que, assim, geralmente, nós cristãs procuramos nos casar com alguém que a gente ama. Cristianismo que defende a escravidão, né? Não, pelo contrário. Inclusive, quem assinou a Lei Áurea foi uma católica, nossa grande princesa Isabel. 350 anos depois. Em breve, santa, se tudo der certo. Em breve, santa, amém.
Então, voltando. 350 anos depois. Nós cristãs defendemos que o quê? Que as mulheres e homens se casem com pessoas que eles amem, não que eles odeiem. Então, o que eu defendo e o que eu falo geralmente é que, bom, a mulher fala, bom, tal dia não tô com vontade de ter o ato com o meu marido. O que eu faço? Eu falo, bom, você realmente não tá afim de jeito nenhum? Obviamente que você não vai fazer, você não vai estar submissa à vontade. Até porque se você tem dois...
Se você tem o Tico e o Teco e casou com um bom homem cristão, ele não vai te forçar a fazer nada que você não queira, certo? Porque isso também vai contra a lei de Deus. É um pecado contra o sexto mandamento, sim. É, depois você precisa estudar melhor o catecismo. Muito obrigada, não quero. Então, vai continuar falando merda. Vai continuar falando besteira.
Eu prefiro estudar a ciência Eu tenho que ler Simone de Beauvoir Eu prefiro estudar a ciência pra mostrar como vocês manipulam o dado científico ao bel prazer pra defender as ideias que vocês defendem Tá bom, tá bom, voltando ao nosso tempo O que a gente defende é que, bom, o homem por vezes precisa fazer coisas que ele não tá afim
dentro do casamento, né? Por vezes ele tem que gastar mais pra agradar a mulher comprando uma bolsinha que ela não precisa. Por vezes ele precisa matar uma barata na cozinha que ele não tá afim de matar. Por vezes ele tem que acordar de madrugada pra ver se tem um bandido entrando na casa com uma arma. Enfim, por vezes o homem precisa fazer coisas que ele não tá tão afim. Mas ele faz por quê? Porque ele tem uma mulher do lado torrando a paciência dele. Então, o que eu falo é, pra mulher, o que eu faria se eu fosse casada?
Se um dia eu não estiver lá tão afim, eu vou falar Poxa vida, esse homem faz tanta coisa por mim Por que é que eu não vou fazer um pequeno esforço pra agradá-lo Mesmo que eu não esteja, uhul, morrendo de vontade De ter este ato hoje É isso que eu defendo, que você se case com alguém que você ame E com quem você queira te fazer feliz Com alguém que queira te fazer feliz e fazer ele feliz Foi isso mesmo Sim, eu defendo sim que mulheres durmam com seus maridos Mesmo sem vontade muitas vezes Porque eu acho que isso é um ato de amor Meu Deus E aí
É simples, porque no casamento você não pode fazer só o que você quer. Ah, meu Deus. Por isso que não pode querer gozar. Não, é sempre baixo. Quando vem da galera de lá, é sempre baixo. Porque toda a personalidade deles vira em torno de sexo. Exatamente. Então, eles gostam de ter... Essa gente gosta de constranger mulheres falando sobre a sexualidade delas em público e depois falam de feminismo. É isso. É praxe. Estamos acostumados.
você sabe que mulheres são estupradas, né? Então a gente precisa falar de sexo. Porque mulheres são estupradas todos os dias. Falando de escolas, inclusive. Só hoje cerca de 20 foram estupradas. É que aí a gente vai entrar numa... Algumas crianças. Mas definir o que é o estupro de novo. Como eu disse, a gente tem uma lei que define que todo o ato sexual entre pessoas de 14 anos pra macho...
é classificado como estupro. E nem sempre isso é verdade. Aliás, na maior parte das vezes, isso não é verdade. Na maior parte das vezes, meninas e meninos de 13, 14 anos querem ter aquele ato sexual. Ou seja, na prática não é estupro. É apenas uma lei dizendo que aquilo configura como estupro. Você conhece a definição de estupro marital?
Eu acho um absurdo isso aí. Eu acho que isso é... Claro, deve ter um babaca por aí que faz isso, que é um absurdo. Se existe um homem que força sua mulher a ter relação com ele, ele deve ser preso, é um retardado mental. Mas eu não acho que seja a maioria dos casos. Eu acho que, geralmente, mulheres que acusam o marido de estuprá-las estão querendo ferrar com o marido.
novamente as vítimas são as culpadas. E vale lembrar que foi o partido falsa, né? E vale lembrar que foi o pessoal e a bancada inteira dele que votou contra o aumento da pena pra crimes hediondos, que envolve inclusive estupro. Então, sinceramente, vai lá consultar o voto das deputadas trans de vocês pra ver como que elas votaram. Gente, eu só queria registrar que Pietra acabou de relativizar a pedofilia mais uma vez, tá? Eu quero registrar que a Pietra acabou de relativizar a pedofilia.
Você acabou de falar isso. Você acabou de falar isso. Você adora ameaçar mulheres negras. Não ameaça, é aviso. Adora ameaçar mulheres trabalhadoras. É o que você acabou de falar. Relativizou a lei que garante a proteção de crianças menores de 14 anos. Você acabou de relativizar. Continua falando isso. Continua, pra todo mundo ver. Olha pra câmera e fala. Existe menina de 14 anos que quer transar. E isso não é estupro. Ponto. Pedofilia.
Inclusive o caso... Pedófilo é você. Inclusive, quem é isso? Isso é pedófilo. Isso é pedófilo. Você tá chamando a Letícia de pedófilo? Ela não chamou de pedófilo. Não, não. Tem momento algum. Ela falou que você defendeu que é lei.
Esse livro aqui, chama Belas e Férias, é da Sarah Proton. Já tem alguns anos, dificilmente vocês encontram, mas aqui ela traz várias e várias pesquisas, vários dados científicos que elas oram falar, mostrando que homens são mais vítimas de crimes passionais do que mulheres. Não estou dizendo que não exista crime passional contra a mulher, existe. E hoje é chamado de feminicídio. Eu estou dizendo que homens também são vítimas de mulheres... ...
que querem acabar com a vida deles. Inclusive, provavelmente esse dado está no ato da violência. Tá, tá, tá sim. Mas é, eu lembro que o Ipea teve esse dado, só que acho que é 2014, talvez, que eles divulgaram. Não divulgaram mais porque não é interessante. Vamos passar agora pra vocês fazerem a pergunta, por favor. Dois minutos. Gente, vamos seguir tranquilo o debate. Dá um tempinho aí. Pede o like aí, por favor, Eduardo. Pede pro pessoal se inscrever no canal.
Bom, galera, dê like nessa live, se inscrevam no Redcast, o Redcast que tá sempre trazendo grandes debates, onde a gente vê a galera que fala que defende ciência, dizendo que homem pode virar mulher, e chamando o católico de darvinista, enfim, sempre tem muita piada pra vocês assistirem aqui quando a gente traz essa galera. Então, se você gosta de ver, deixa o like na live, se inscreve no canal, porque vai ter, eu acho que semana que vem já tem outros, inclusive, tem vários debates. É sempre uma delícia.
Pronto. Vamos lá? Pergunta. Dois minutos pra pergunta. Não vamos ser mais objetiva dessa vez? Pra gente entender com o que a gente tá lidando, qual que é a loucura que a gente vai ouvir. Muito se fala, muito se fala sobre... Qual que é o tema? É no mesmo tema ou é outro tema? Ela perguntou sobre a submissão na última vez. Muda de tema agora. Exatamente. Ah, tá. Muda de tema então. Se muda é dela, se mantém é nosso.
É duas perguntas por tema? Não, então, a última pergunta foi delas, que foi sobre a submissão. É, mas a primeira foi nossa. É. E a primeira que foi delas. É. Se troca de tema, começa com elas. Ah, entendi, entendi. É. Verdade. São duas perguntas por tema, né? Isso, exatamente. Então tá certo. Pode ir. Vamos lá. Pergunta pra esse lado, então. É isso. E antes, só falar uma coisa, tá, gente? Antes de a gente fazer a pergunta, vamos deixar claro que, assim, ficar ofendido... N...
Não é uma defesa, tá? O fato de você se sentir ofendida porque você supõe que eu estou agredindo você porque você é negra, ou você porque você é uma mulher trans, ou porque... Cara, isso aqui não cola, tá? Eu não tenho medo desse tipo de ameaça. Eu não tenho medo desse tipo de... Quem tá fazendo ameaça é você, Pietra. Qual que é a ameaça que eu fiz? Não é ameaça e aviso. Não é ameaça e aviso. Você que está acusando a gente de um...
Você está me acusando de crime. Não é ameaça e aviso. Eu não estou aqui falando que crianças... Você está me acusando de várias coisas. Crianças menores de 14 anos... Eu não estou aqui questionando a lei da pedofilia. Quem fez isso foi você.
Eu não fiz isso. Sim, eu estou questionando essa lei, porque as leis são incoestionáveis. É isso que eu falei. Não, não, você tá falando que eu tô defendendo a pedofilia. Relativizando a lei. Eu falei que você está relativizando. Sabe o que é relativizar? Não, eu sou contra essa lei. Você quer um dicionário? Eu sou contra essa lei que diz que todo o ato é sexual. Então você tá relativizando a lei da pedofilia. Não tô relativizando, tô dizendo que eu sou contra, é diferente.
Pronto, então tá explicado. Eu sou contra. Existem gente de 14 anos que transa e que não é estuprado, tá claro? Tá claro.
Você tá falando que é mentira? Você tá falando que um cara de 14 anos que transa é estupro? Vamos lá? Você tá negando que meninas são estupradas? É óbvio que não. Responde o que eu tô falando, cara. É difícil você responder. É igual falar que nem a porta. Uma menina... É uma próxima pergunta ou não? Uma menina... Vamos lá. Uma menina de 13 anos... Um menino de 13 anos que transa, ele é vítima de estupro?
se ele for estuprado, se a pessoa que transou com ele é uma pessoa maior de idade, sim. Se um menino de 13 anos transa com uma menina de 13 anos, ele quer estuprar ela? Isso é explicado neurologicamente. Não, tô falando de lei. A lei tá baseada na pesquisa psicanalítica psiquiátrica.
Não respondeu. Uma pessoa de 13, 14 anos, eu sou professora, eu vejo todos os dias. Não responde. São pessoas que não têm condições de fazer escolhas de forma integral. Então o aluno menor de 14 anos que transa com menino é citador. Eu não estou aqui pra relativizar a lei de pedofilia, ok? Não estou aqui pra isso. Vamos lá, então. Vamos lá. É pedofilia de estupro. O tema é violência contra a mulher, que já tá colocado aqui, né?
Bom, gente, em 2025 foram registrados 1.568 feminicídios no Brasil. Oito em cada dez foram feitos por maridos, ex-maridos, companheiros ou ex-companheiros. A gente está vivendo um aumento exorbitante da violência contra a mulher, especialmente a doméstica.
Vocês teriam coragem de olhar pra mãe dessas meninas e dizer, inclusive, que isso não foi feminicídio? Eu queria entender. Se quando vocês falam, né, Eduardo adora defender a ideia de crime passional. Então a ideia é... Eu queria que vocês olhassem pra câmera, falasse pra mãe da Tainara, que foi arrastada por um quilômetro e meio, sim. Elas estão rindo. Eu não sei porque é engraçado pra vocês. Vocês estão rindo, devem falar que não é muito previsível. Não, é porque é um caso chocante.
a gente não faz o chocante assim vamos aqui para falar de casos concretos porque vocês vivem no Brasil paralelo e a gente fala do Brasil da realidade o da realidade é que a Thaynara foi eu não sei que a Thaynara fazendo merchan para ver se não tá nem aí uma das vítimas se você puder escutar uma travesti você vai entender que foi arrastada por um quilômetro o que que eu falei da traca a carta do Traveco Traveco
Sabe que traveco é um termo totalmente ofensivo pra estimular quem somos nós, pessoas trans, mulheres trans? Você se refira a mim com respeito. Você não vai gritar. Travesti, não traveco. Você não pode dizer o que eu sou. Você tirou a carta travesti, então. Melhor? Ó, tá ótimo. Ah, travesti. Com certeza. Travesti. Agora você escute. Porque se você puder respeitar o tempo, coisa que você não tem muita facilidade de respeitar, vamos lá. Vamos lá.
A Tainara, que vocês acharam engraçado, que foi arrastada por um quilômetro até o seu assassinato, eu queria que vocês olhassem pra câmera e falassem que ela morreu porque o ex dela amava ela muito demais. E foi muito amor, e ele não soube controlar os filmes dele. Porque o crime passional, que não está nem mais previsto no Código Penal...
e ele era justamente para romantizar esse tipo de assassinato porque era um descontrole emocional eram homens doentes então queria que vocês respondessem aqui não é para vocês não não são doentes não é homem bem lúcidos apoiado no machismo sistema que vocês defendem mas olhem para câmera e diga a mãe da diga para o meu pai nara
A morte dela é um crime passional? É porque amava demais? Essa é a pergunta. Não, não tem nada a ver com a morte. Tem a ver com um homem demente. Tem a ver com um homem retardado. Um psicopata, um assassino. Não tem a ver com ódio contra mulheres. Tem a ver que existia um relacionamento, pelo que você tava me contando, de um cara que se descontrolou, que era um psicopata, e matou a namorada. Bem recorrente, né?
Sim, da mesma forma que mulheres… É, tem gente luta no mundo inteiro. Exatamente, existem assassinos no mundo, pasmem. Homens matam mulheres, mulheres matam homens, homens se matam, mulheres se matam. Todo mundo se mata, porque o mundo é violento, o mundo é mais graça, é o mundo caído que a gente vive, não sei se você já percebeu isso. No mundo tereis aflição, pelo mesmo motivo. Agora, pelo mesmo motivo, não. Não existe um ódio contra ele não odeia mulheres. Se ele odiasse mulheres, ele não tava nem namorando uma mulher.
Seria a Jess mulher e a primeira a morrer seria a mãe dele, que é a primeira com quem ele tem contato. É muito simples. É o cérebro de um tweet, né? Se você quiser realmente usar essa apelação emocional, porque fica falando nome e tudo mais, cara, decora o nome das 1500 e traz o nome das 1500. Porque se você quer falar de dados, se você quer falar de números, se você quer falar de crime, se você quer falar de lei...
Você pode ficar dando esse showzinho com essa carga emocional pesadíssima. Pode falar que é nojento. Pode chacoalhar a cabecinha. Sim, é absurdo. Pode falar o que quiser. A gente tá falando de crimes, a gente tá falando de dados. O Brasil é um país onde morrem cerca de 50 mil pessoas por ano vítimas de morte violenta. O Bolsonaro diminuiu muito aliás.
muito inclusive. Se você quiser me convencer de que o maior problema do Brasil são 1.400, 1.500 mulheres morrendo de crime passional, num país onde 50 mil pessoas morrem por ano, você não vai me convencer. É um problema. Eu não tô dizendo que não é um problema, mas não é o foco. Primeiro que não é que os homens também é um problema. Só que...
Pelo amor de Deus. A violência é um problema. A violência é um problema. O problema do Brasil é a segurança pública. Simples assim. E é como... Eu me sinto um papagaio, porque eu tenho que ficar repetindo o tempo inteiro que quem votou contra aumento de pena pra crime hediondo, que envolve feminicídio, que envolve estupro, envolve tudo isso, foi a bancada do pessoal, foi a bancada do PT e as deputadas trans que vocês sempre entram aqui defendendo.
Elas votaram contra. Quem vota contra a redução da maioridade penal? Quem vota contra o pacote anticrime? Quem vota contra a cassação clínica?
são as bancadas de extrema esquerda. Não somos nós. Então pode falar. A gente quer que bandido seja tratado como bandido. A gente quer cadeia. A gente quer punição. A gente quer polícia armada. A gente quer polícia armada pra encher esse tipo de vagabundo de bala. É isso que a gente quer. Simples assim. E vocês? Vocês querem regressão de pera? Vocês querem saídinha? Vocês querem tudo isso? É recorrer...
Querem tratar um champinha como um coitadinho Que soprou uma mulher A saídinha que vocês defendem A saídinha que vocês defendem como direito Saídinha não é direito Saídinha não é direito Saídinha não é direito Saídinha não é direito Olha pra câmera e fala pra mim que presidiário não tem que ter saídinha
Se você não falar, porque você defende. Então pronto. A saidinha que você defende, o que mais acontece é o cara que foi preso por estupro sai na saidinha e estupra a menina de novo. Mata a menina. Então não somos nós que causamos isso. Não somos nós que pioramos isso. Nós queremos bandido sendo punido como bandido. Nós queremos polícia com poder de polícia pra combater. Eu sou a favor da pena de morte. Por mim, um cara que estupra e mata uma mulher tem que ser morto. Vocês não.
É direito do preso, é saídinha É nutricionista na cadeia Agora tem TV Tem presídio que eles estão começando a instalar TV Dentro do presídio, porque é direitos humanos Então, sinceramente, continua batendo Fala pro teu públicozinho Subcapacitado e pronto Vocês continuam defendendo medidas Que libertam estupradores Que libertam bandidos É isso que vocês defendem Ele esquece ele um pouco
Bolsonaro não está entre nós, relaxa. Calma, eu não sou a encarnação do Bolsonaro mulher, apesar de que fosse bem legal se eu fosse. Mas eu não sou. Eu não sou o Nicolás de Saia, eu gostaria de ser, mas eu não sou. Então tá tudo bem, sossega, calma.
Mais um minuto e vinte, vai. Pode falar, Pia. Não, eu... Eu falei pra caramba que me deu a receita. Eu assino, acompanho o relator, né? Tipo assim, cara, é justamente isso. Nós aqui, conservadores, trans-français, como que você queria chamar? Católica, medieval. Princesa feudal. Feudal, maravilhoso, tudo isso. Nós defendemos que esses caras sejam mortos. Vocês é que defendem que eles saiam no Natal pra presentear a namoradinha que ele tá afim de matar, segundo vocês, porque ele odeia as mulheres. Não somos nós. A gente defende que essa galera apodreça na cadeia ou que morra.
Quem é em defeito contrário são vocês, que fique claro isso Então eu queria entender também em algum momento Se vocês quiserem explicar, se é que tem uma explicação Como é que funciona essa incongruência Como é que funciona essa mentalidade de querer
Que as mulheres não sejam mais estupradas nem mortas. E ao mesmo tempo querer que os estupradores, os assassinos, tenham saído de antinatal. E tenham direitos. Eles defendem punição até chegar no estuprador da Magi Ferrer. Aí não. É porque ele não estuprou. Eu defendo que o cara que estuprou já morreu. Com material genético. Pergunta pra Mariana Ferrer onde tá o vestido que ela tava usando. Que ela mandou pra fora do país. Pergunta pra ela onde tá. Mais uma vez, culpando a vítima.
Ela não é vítima, ela não foi estuprada. Você tem que ver no judiciário ou não? Nós vamos seguir na luta por justiça, por Marifé. Não vai ter, porque ela não foi estuprada. Faz o L, faz o L. Não foi estuprada e pronto. Eu, hein.
Pronto, pode passar. Vai, pode ir. Acho que começar por essa faz o L, né, gente? Nós não apoiamos um governo que investe 11 centavos por mulher, como o governo Lula-Alckmin, um governo de ataques contra as mulheres, em especial contra as mulheres da classe trabalhadora, um governo que mantém a reforma trabalhista, mantém a reforma da Previdência e que mantém os cortes que evitam.
que hajam políticas de promoção à igualdade de gênero, políticas que tirem as mulheres das situações de violência doméstica e de violência de gênero. Eu gostaria de falar com, sim, com a mãe da Tainara e dizer para ela que aqui desse lado são as mulheres que defendem um plano de emergência contra a violência de gênero, que inclua casas-abrigo, que inclua investimento para que nas escolas possa se debater.
Que não é possível seguir num mundo onde meninos são estimulados a serem possessivos e violentos com as meninas, ou num mundo onde as meninas aceitem ser submissas aos seus companheiros. Nós queremos um mundo diferente, um mundo onde mulheres possam ser livres pra se separar, pra estudar, pra viver uma vida plena com seus filhos e pra inclusive ter direito à família.
Porque vocês ficam falando aqui um monte de coisa da família conservadora, não sei o que, e a verdade é que as políticas do partido, por exemplo, da Eduarda, que é o PL, é um partido que persegue os direitos da classe trabalhadora e que, ao mesmo tempo que quer mais punitivismo, que depois eu vou falar sobre isso, também quer menos direitos para que as mulheres possam ter condições de sair de situações de violência doméstica.
Eu falei aqui pra vocês, 52% dos lares brasileiros são bancados por mulheres, né? O que significa dizer isso? Que num país onde o salário mínimo é quase cinco vezes menor ao que o Diese estabelece o que deveria ser o salário mínimo, que é de mais de 7.400 reais, o cálculo do Diese, essas mulheres, elas não têm condições hoje de se opor às situações onde elas estão sob controle do seu parceiro. É sobre isso que a gente tá falando.
Esse é o mundo real. Esse é o mundo que a gente vive. Onde crescem as mortes por feminicídio. E eu vou falar mais uma coisa aqui. Antes de passar pra minha companheira, Virginia. Vocês dizem que estão aqui pela vida, né? Vamos matar todo mundo que faz isso aqui e tal. Eu tenho uma opinião. Se uma pessoa for morta por um crime que não cometeu. Como todos os dias acontece nos Estados Unidos. Onde existe pena de morte. Não tá correto. Eu defendo isso. Porque eu defendo a vida das pessoas.
Segunda questão, quem defende a vida da classe trabalhadora é quem está hoje, como nós aqui, denunciando feminicídio, denunciando todo tipo de violência que leva à morte das pessoas, inclusive as violências por acidente de trabalho, as mortes por acidente de trabalho, que no Brasil, ano passado, foi de quase 2.600 mortes causadas e que o partido da Eduarda, que é o PL, defende contra a regulação das empresas.
A gente não tá falando de parte de trabalhador. Tá sim, porque as mulheres são trabalhadoras que morrem por assistente de trabalho. A minha mãe foi uma mulher que contraiu uma doença em ambiente de trabalho. Certo? E quando vocês saem por aí falando de contra-regulação e mais primitivismo, o efeito é o aprisionamento em massa da classe trabalhadora, dos pobres, das massas negras. Um país onde um terço da população carcerária tá presa sem julgamento.
Esse é o Brasil de verdade. Esse é o Brasil de verdade. Ah, Berson, é por isso que elas gostam de saídinha.
é a gente primeiro que assim engraçado a pietra falar né direito do trabalhador é um assunto de modem deve ser porque o partido que ela defende acabou com todos o que é bom e eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh
Eu não voto. Ela não vota. Só para saber que eu não voto. Só para saber que eu não voto. Ela não vota. Quando vocês atacam os direitos trabalhistas, vocês atacam diretamente, por exemplo, nós que somos entregadores de aplicativo. Vocês, inclusive, fazem fake news. É o governo de esquerda que está pedindo formação. Vocês fazem fake news. Respeito o meu tempo, porque a fake news vem de vocês. Vem, inclusive, do seu amiguinho, Pavanato, que fala que a taxa mínima vai acabar com os entregadores.
Mencionou o Pavanato. Não consegue não mencionar o Pavanato. Não consigo, porque ele ataca os direitos dos trabalhadores.
porque ele é um hipócrita porque ele vai lá e fala que vai defender os trabalhadores mas tá lá votando vários ataques contra a gente ou tô contra o salário dos trabalhadores da educação
você fica falando de ó o tempo todo não tem alguém aqui né né você é isso vocês já defenderam e relativizar o estupro é dentro do lar né mas eu não vou falar você viu relativizou a lei do matria você falou defendeu
vocês é o que você fala eu vi não dá porque assim toda hora que a gente quer falar de verdade todas as vezes que ela virá para mim falar que eu defendi e relativizou não é a pessoa que a mulher sem vontade tem que transar ou não falou falou ou não falou todas as vezes que ela fala que a gente defendeu o estupro marital só queria devolver para vocês com o seguinte
Mais investimento pra proteger as mulheres do feminicídio. Sim ou não? Políticas de emergência contra a violência doméstica e a violência de gênero. Sim ou não? Proteção às mulheres e meninas que estão dentro de lares sofrendo violência. Sim ou não? Isso é o que tá em debate aqui. Agora, qual que é o problema? Vocês não acreditam em machismo? Então como fazer política contra a violência de gênero? Vocês não acreditam que gênero é um problema social, construído socialmente? Como proteger as mulheres da violência? Sim.
Vocês acham normal uma trans do TikTok que tão lá agredindo e fingindo ser mulher? Eu não tenho TikTok, amor. Eu não tenho TikTok. Sim, mas a Eduardo já falou que ofender é um direito. Ofender é um direito? Pra quem acha que ofender é um direito, ofender as mulheres é violência psicológica. Tudo isso tá dentro do direito masculino. Mas aí tudo é violência. Vamos lá, passa pra cá. Ninguém tá defendendo violência. O nosso ponto é...
O presidente, por exemplo, defende... A gente não é o presidente, cara. Mas tem homens defendendo. Não consegue não falar de homens. Não consegue não falar de homens.
Porque estão matando mulheres. Porque estão matando mulheres. Porque estão matando mulheres. Para, meu irmão. Para com esse vitimismo. Coisa chata. Não é vitimismo? São 1.500 mortes por mulher. 1.500 mulheres morrendo. Em contrapartida, tem mais de 40 mil homens morrendo também. Então, assim, vamos lá. Não por serem homens. Nós somos...
Não, é porque... Ela lemente. É, ela lemeia. Ela som dos corações. É. Não, é porque não exige de nós. Ela está... Não, é porque ninguém apoia. Todos nós somos contra a violência, contra mulheres, contra homens, contra crianças. Nós todos somos contra o estupro. A gente acabou de fazer um monólogo. Exatamente.
Sobre como nós defendemos a morte do estuprador, inclusive diferente de vocês. Nós não defendemos a saidinha pro estuprador, diferente de vocês. Então, eu quero entender, na verdade o debate é sobre o feminismo e por que vocês acham que o feminismo lida melhor e resolve essas situações melhor do que pessoas que estão de fato querendo soluções práticas a isso, que é prisão perpétua e a não saidinha. Nós que lutamos por justiça, por cada uma das vítimas.
Você luta como? Justiça pela saidinha do estuprador. Como é que você luta? Eu quero entender.
Qual é a tua artimanha de luta? Como é que se luta por isso? Gritando por aí? Historicamente, as mulheres saíam às ruas em milhões. Para garantir em milhões. Milhões de mulheres pelo mundo, pela história mundial. Milhões de mulheres. Lutando pelos direitos das mulheres. Lutando contra o assassinato de mulheres.
A história do movimento feminista é uma história que garantiu a vida das mulheres. Tá em melhores condições hoje. Por isso que existe o feminismo de hoje, né? Porque o feminismo garantiu a vida dela. Nossa, que mundo maravilhoso onde venceu o feminismo. Só piora, só piora. Que mundo maravilhoso onde venceu o feminismo e as mulheres têm liberdade sexual. Que mundo maravilhoso. Não é esse mundo que a gente vive. Continua, continua.
A gente vive num mundo onde triunfa o machismo, o patriarcado e a violência de gênero. É esse mundo que a gente vive. Acabou? Posso continuar no meu tempo? Obrigada.
Bom, então, voltando à questão da violência, nós somos contra a violência, nós somos a favor de penas muito maiores para quem comete essas violências, ao contrário de vocês. Então há claramente uma incongruência gigantesca nesse discurso todo, vitimista, bonitinho, é contra negro, é contra mulher trans, é contra isso, é a favor do machismo, mas no frigir dos ovos quem luta de fato e quem defende de fato que esses caras sejam abolidos do sistema somos nós e não vocês.
E voltando ainda à questão dos direitos, famigerados direitos conquistados pelas feministas, eu quero entender, vocês se dizem lutadoras, militantes feministas, eu quero entender qual é o direito hoje que os homens tenham que as mulheres não têm. Porque pelo contrário, eu vejo não só as mulheres tendo tantos direitos quanto os homens têm.
como tendo ainda privilégios, como é o caso da Maria da Penha, como é o caso de várias leis que tem que defender as mulheres. Delegacia da mulher. Delegacia da mulher, elas têm uma série de privilégios. E não tô falando que é ruim, né? Tô falando assim, meu, que bom, né? Que existem hoje leis que defendem as mulheres nessas situações. Eu, inclusive, estou a favor que todo tipo de crime tenha penas duras, como tem o feminicídio, por exemplo.
Eu defendo que qualquer pessoa que cometa crimes, como homens cometem em casos de feminicídio, feminicídio, tenha penas super duras. Afinal, a vida...
Humana importa e muito. Muito mais pra nós do que pra vocês que matam bebês nos ventres das suas mães. Meu Deus. Então, a gente pode pegar esse gancho e ainda falar... Chama feto. Você chama bebê também, né? Não sei se você sabe. Chama humano. Chama ser humano também. Eu sei, eu tenho uma bebê, mas chama feto. O que chama feto, amor? A barriga chama feto. Tá. E o que é um feto?
A gente pode debater isso depois. Não, vai ter o tema sobre aborto. A gente segura essa. Mas eu quero que vocês digam agora pra nós. Pode até ter alguma coisa mais pra falar, Duda? Não, porque eu já falei. Elas estão batendo num negócio que não faz sentido. Eu já falei de como a gente quer que bandido seja tratado. Exatamente.
Não é fazendo lei de misoginia que vai botar o Neymar na cadeia porque ele falou que o juiz tava de Chico, que vocês vão acabar com violência doméstica. Você acaba com violência doméstica botando o cara violento dentro da cadeia, tratando ele como bandido que ele é, a partir do momento que realmente houverem provas que ele realmente é um violentador, e não deixando ele sair na saídinha do Natal pra terminar de quebrar a cara da mulher.
É assim que você combate. Não é com lei de feminicídio, não é com lei de ai, não, não, não, e um monte de coisa.
Não é nada, pronto, já falei. Não é questão social, não é criando um monte de palavrinha. Então não existe feminicídio. Não, feminicídio não existe mesmo. Eu creio em crime passional, eu creio em violência. E o fato de a gente dizer que não existe feminicídio não significa que a gente seja a favor de mulheres morrendo. É que isso é tão óbvio. É tão óbvio, mas tem muito de edimentar no Brasil. Que não deveria ser necessário falar.
Eu sei, mas é importante a gente reforçar, porque tem muito retardado no mundo. Então, eu queria entender de vocês. Posso fazer pergunta agora?
Como tá a disposição? Qual é o direito hoje que o homem tem e que a mulher não tem? Passou? Pode ir. Minutos.
Primeiro assim, gente, vocês falaram que ninguém defende, né, estupra, violência, etc. Inclusive que vocês são as maiores defensoras contra os estupradores. Só que o partido da Eduarda, o PL… Sim, não pode falar a realidade. Vai, solta, vai, fala. O partido não é ela, cara. Não, ela adora falar do partido. Mas ela é parte de que partido? Ela apoia que partido? Ela apoia em que lugar ela concorda? Bom, eu sou a favor da… O partido político é o quê? Como é que fala?
Você é um favor da monarquia. Você é um favor da época. A gente tem que ter partido. Ela tem um cargo legislativo, ela tem que fazer parte de um partido. Pode falar. Eu tava lá na sede do PL hoje. Pode falar. Tava lá na sede do PL hoje. Deixa ela concluir. Pode falar. A gente, a Eduarda, ela defende um partido. Acabou de dizer que ela adora ser o Nicolas de Saia. A questão é que o partido dela... Eu disse que eu gostaria de ser. O partido dela defende uma PL que é a 1904, né?
Que é uma PL que diz que uma menina que fizer aborto fruto de um estupro tem que ter uma pena menor do que um estuprador. Então, assim, a dúvida é essa. Vocês são tão contra os menores, né? Maior que o do estuprador. E vocês acham que uma menina que comete aborto tem que ter uma pena maior do que de um estuprador. Então, assim, não faz muito sentido. A questão é a seguinte. A cabeça de vocês, ela tem uma lógica de um tweet. Já falei isso mais de uma vez.
Por quê? Porque vocês não conseguem chegar em coisas complexas. Vocês vão chegar em coisas complexas. Então, assim, é... Eu vou chegar em coisas complexas.
Sempre a resposta de vocês é prender e matar, prender e matar, prender e matar. Não, essa é a Dembélé. Mas o que tá acontecendo, falando de bandido bom é bandido morto, etc, mas o que a gente viu recentemente? Um tenente que matou a própria esposa e foi absolvido. Inclusive, ele foi absolvido e vai receber agora 28 mil reais de aposentadoria. Isso aqui em São Paulo.
Sobre isso, a Eduarda não se posicionou, ninguém se posiciona, ninguém faz nada de política, tudo bem. Porque no caso um feminicida ser absolvido, tudo bem. Um estuprador, como no caso da Mary Ferrer, ser absolvido, tudo bem. Porque essa justiça que vocês defendem, estão sempre relativizando e favorecendo com que isso se continue. A grande questão é que vocês não têm nenhuma política pública pra prevenir isso. Por quê? Porque vocês se apoiam nos redpills. A prevenção é Jesus, minha querida. Espera!
É a modéstia, é isso que vocês não entenderam. A prevenção não é acusar as mulheres que elas mesmas são responsáveis pelos seus assassinatos. Uau, que bom que ninguém fez isso. A prevenção é educação sexual nas escolas. A prevenção são casas-abrigo. A prevenção são formas de tratar isso e combater, inclusive, a violência que a Eduardo diz nem reconhecer. Mas os dados, por exemplo, do último Atlas da violência revelam isso.
São mais de 51.866 casos reportados de violência psicológica, que a Eduarda nem considera. Não, também não. Casos de 95.000 e 26.000 casos de stalking. Lesão corporal, 62.000. Ou seja, são vários casos que vão criando um caminho e um elo de violências que tem como último resultado o quê? A morte de mulheres por serem mulheres. E isso vocês não reconhecem. O direito à vida.
As mulheres não podem dizer. Ela nasce, ela mata. Não, ela é assassinada. Meninas de 2 a 4 anos sofrem violência sexual. Meninas são assassinadas dentro dos seus próprios lágrimas. O estuprador tem que se fuder e pronto, já falei, meu Deus. A gente pode terminar o nosso raciocínio? Você não tá respondendo o que eu perguntei. Você só tá repetindo. Repetindo, repetindo. Tempo. Tempo. Vamos lá, pode ir.
Certo, acho que eu faria mais dois comentários. Acho que a primeira questão é debater esse debate, é um falso debate, a discussão do crime passional. Porque isso já foi solucionado pelo debate jurídico por força do movimento de mulheres. Porque foi o movimento de mulheres que desmascarou que esse argumento era o argumento utilizado para a legítima defesa da honra, que foi utilizado para o crime da Ângela Diniz.
e várias outras mulheres que eram assassinadas, e o discurso jurídico, a defesa que os advogados utilizavam pra defender os assassinos, era dizer que essas mulheres estavam atentando contra a sua honra, e por isso eles teriam cometido crimes passionais. Qual que é o problema da discussão de crime passional? É que ela leva a crer que esse homem que mata é um descontrole, quando na verdade ele é a ponta final de um sistema de opressão.
E violência contra as mulheres que passa por várias etapas. A etapa da violência doméstica, a etapa da violência psicológica, a etapa da violência contra os filhos dessa mulher, aprisionamento de mulheres nos seus lares, impedir as mulheres de tomar as próprias decisões. E na ponta disso existe a violência patriarcal. Mais brutal que é o feminicídio, que vocês não reconhecem que existe. Vocês não reconhecem que existe, certo? Desculpa.
Presta atenção. É uma palavra que você não se importa. E aí, quando a gente vai olhar os casos dos homens, sim, existem homens morrendo. E a gente também tá debatendo os casos onde homens morrem. A gente tá debatendo as vezes de trabalho. A gente tá debatendo que a vilência urbana, por exemplo… Sai da noite do trabalho, cara. Não, não vou sair, porque hoje eu trabalhei. Hoje eu trabalhei. E eu vi, e eu vi, e vi. Quem trabalhou mais do que eu?
Pietra! Pietra, por favor! Você conhece a minha rotina? Por favor, você conhece a minha vida?
Você conhece a minha? Você conhece a minha? Baixa a bola. Baixa a bola. Pessoas normais trabalham. Bem-vindas ao mundo real. Eu sou a de você. No mundo de vocês, respeitar um argumento e ouvir uma argumentação até o final. Porque a minha argumentação... Pessoas normais trabalham. Ela não é da duração. Deixa ela concluir. A minha argumentação não é da duração da de vocês. De mata.
Prende! Não é! Solta! Porque a vida... Chama de vítima! A vida social é complexa. A sociedade é complexa. Por isso a gente tem tantas ferramentas do pensamento antropológico, sociológico, filosófico pra entender isso. E são milhares de pesquisadores que buscaram desenvolver reflexões pra explicar isso que é complexo socialmente. Eu acho que a solução é a gente tratar com mais carinho dos estrupadores. A gente pode mandar um buquê de rosa pros estrupadores... Tá!
Se prender resolvesse o Brasil era um país sem violência Então não tem que prender O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo Olha que beleza Se fosse isso que resolvesse a violência O Brasil não
Não teria dados de violência como esse. Estados Unidos tem pena de morte. Meninos como os meninos do documentário. Olha os que condenam. Meninos que foram condenados, inclusive, a pena de morte por um crime que não cometeram. Meninos negros. É um sistema fácil. Esse recrudescimento... Não pode fazer nada. Olha, Júnior, não dá pra debater com essas pessoas que se apoiam nesse tipo de método pra não ouvir a discussão. Deixa ela concluir novamente.
Os argumentos que vocês usam, a gente já sabe que, um, servem pra revitimizar as mulheres. Aliás, eu nem vou falar isso pra vocês, pra quem tá aqui. Os argumentos que elas estão defendendo servem pra revitimizar as mulheres. Não querer tipificar a lei de feminicídio serve exclusivamente pra não ter ferramentas pra lidar com esse tipo de violência.
Se não existe, por que não apoia? Ah, tudo bem, você não vai fazer diferença nenhuma. Então eu vou apoiar que existe esse termo. Se não existe, então que diferença faz? Por que não apoiar uma coisa que não existe? Não é mesmo? Primeiro isso, só serve pra revitimizar as mulheres e as pessoas assassinadas pelo patriarcado e pelo machismo. Revitimizar é a vítima da rei. Segunda questão.
O aumento do recrudescimento e da repressão em toda a história brasileira só serviu para aumentar o racismo de Estado contra a população negra, pobre e trabalhadora das periferias. Isso essas duas não vão entender, porque elas são amigas de gente do Jardins, Vila Nova Conceição, salário de 15 mil reais. Talvez elas não entendam isso, mas eu entendo muito bem, porque eu sei quem são os jovens perseguidos pela violência estatal e são jovens que parecem comigo e com vários de vocês que estão assistindo essa live hoje.
Eu não entendi. Mas só pra usar o restinho do tempo aqui, assim, a Pietra falou, não sei nem que palavra é essa, revitimizar. Não posso te explicar. No caso da Mari Ferrer, é quando falaram pra ela, o advogado do Aranha, dizendo assim, ah, mas ela também tirou foto com o dedinho. Engole o seu choro. Não é pra você chorar aqui nesse julgamento. E ela pediu respeito. Porque ela, como vítima, tava sendo...
diretamente humilhada novamente depois de sofrer a violência que ela passou. Assim como vários casos de mulheres vítimas de violência, que vão nas delegacias da mulher, que vão relatar a sua violência e são novamente revitimizadas, sofrem mais uma vez uma violência do Estado. Esse Estado capitalista que odeia as mulheres, que é o Estado patriarcal, que vocês legitimam, defendem e vêm aqui representar.
Eu não quero mais 10 segundos, que a gente foi muito interrompida. Só pra dizer uma coisa, vocês gostam de dizer que a gente não tem política, mas a gente defende mais recursos pra casas-abrigo, a gente defende que as mulheres possam contar com apoio financeiro pra poder sair de lares de violência. E tudo isso, tudo isso, legisladores que vocês apoiam, como o Eduardo, que tá aqui, são contra.
vão nas câmeras e votam contra cada projeto que dá mais verba, que propõe mais verba pra casas-abrigo, pra combate à violência, pro debate de gênero nas escolas, sim. Porque eu quero poder debater com as minhas alunas que quando um tio encosta no corpo dela, elas não têm que aceitar. É isso que eu quero poder debater com as minhas alunas. E tudo isso vocês são contra. Pra vocês, o mundo de vocês, tudo resolve com bala na cabeça.
Bom, vamos lá. Cinco minutos pra vocês. Aproveito pra comentar. E depois mais dois minutos pra fazer a pergunta.
É no mesmo tema ainda? Outro tema. Outro tema? Eu perguntei qual direito que o homem tem, que a mulher não tem. Ah, tá, a gente responde elas e depois traz outra pergunta. Elas me enfiaram direito trabalhador, fota do pele pra não ser aonde. Eu já não sei, foi uma teia de aranha tão gigantesca, do negócio da rave. É que é difícil mesmo, Petra. A sociedade é complexa. Eu não consigo entender. Eu tenho essas militações com as do meu cabelo.
Não, mas peraí, peraí, Júnior, só pra eu entender. A gente tá em qual tema? Cinco minutos pra vocês responderem. Pra encerrar o tema. Isso. Mas a gente já perguntou nesse tema. Ela já perguntou. Tá bom. Não, eu perguntei qual o direito que a mulher tem, qual o direito que o homem tem, que a mulher não tem. Aí elas falaram. Elas falaram e não responderam. Não, sinceramente responderam, mas falaram. Não ser assassinada. Mas isso não é o direito, né? Por ser mulher.
Não, mas não tem a ver com direito. Você sabe o que é um direito? É a obrigação de alguém. Aí acho que pode contar o tempo, né? Ou de uma terceira pessoa. É, pode rodar. O direito é quando alguém é obrigado a fazer algo por aquela pessoa. Eu tenho direito ao voto. Então é obrigação do Estado me deixar votar. Crianças têm direito à saúde pública. Ou seja, o Estado deve financiar a saúde e os estudos dessas crianças. Por aí vai.
Então, quando você diz que a mulher deve ter o direito de não ser violentada, isso não faz o menor sentido, sociologicamente falando, filosoficamente falando, não faz o menor sentido você falar em direito de não ser estuprada ou não ser violentada, porque, naturalmente, ninguém deveria ser estuprado ou violentado, sofrer qualquer tipo de violência, isso não é um direito, é uma questão de natureza, a natureza humana diz que o certo, o cristianismo diz que o certo é que mulheres não sejam estupradas, espancadas e tudo isso que acontece com as mulheres.
Assim como homens também não deveriam sofrer nenhum tipo de violência. Então não faz o menor sentido de nenhuma ótica falar em direito de não ser estuprada, direito de não ser violentada. Direito de não sofrer racismo, por exemplo. Porque ninguém defende o racismo, ninguém defende o direito. Desculpa, me fala uma pessoa que defende o racismo.
Nossa. Eu não estou falando… Vem cá. Eu não estou falando que o racismo não exista. Infelizmente, existe em algumas pessoas. Agora, ninguém defende que as pessoas têm o direito de serem racistas. Ninguém defende isso. A gente defende que as pessoas têm o direito de não sofrer racismo. Mas não existe, não faz sentido isso. Assim como a gente defende que as pessoas…
mulheres têm que ter direito de não sofrerem misoginia. É que o direito de não não faz sentido. O direito de não não faz sentido. No universo paralelo de vocês não faz sentido. Não é na Constituição. É que vocês reconhecem os dados. É inconstitucional essa premissa. Vocês sequer reconhecem que as mulheres são mortas porque são mulheres. Filosoficamente isso não faz sentido. Politicamente isso não faz sentido. Você consegue entender esse conceito que não existe o direito de não ser algo?
Não, existe o direito de ter algo, que é a obrigação de um terceiro. O que vocês estão falando é burro, não faz o menor sentido. Então quando você fala que as mulheres hoje lutam pelo direito, não tem nenhum direito.
materialmente falando, que o homem tenha que a mulher não tenha. Então, é uma luta meio banal, é basal, porque o direito da não violência. Ninguém defende violência. Ela defende que dá tiro. Sim, eu defendo que pessoas que sejam uma ameaça à sociedade devam ser mortas. Sim, defendo. Defendo que uma pessoa que mate pessoas seja morta. Defendo. Isso sim. É, achei.
É simples, cara. É cristão, é cristão, sim. É, existe o conceito de guerra justa. Exatamente. Mas aí é uma papo que elas não vão entender. Vocês querem aproveitar o resto do tema ou pode partir pra pergunta? Podemos partir pra pergunta, né? Pode partir, pode partir. A gente já, a gente vai só ficar se repetindo, repetindo, repetindo. A gente já falou que isso. Tem mais falta, né? Tem o aborto. Tem aborto. O último agora é aborto.
Vamos lá. Não, falo da desigualdade salarial. Desigualdade salarial. É que o jeito salarial é bem básico.
Tempo de dois minutos pra pergunta sobre aborto. Pelo contrário. Ah, não. Você quer perguntar? Por aborto? Elas falaram de... Elas tinham foda daquela... Exatamente, exatamente. É, pode puxar Hitler aí, pode puxar... É, é... A partir do momento...
Pode ser? Ótimo. Quando começa... É, aí vamos pra pauta do aborto, né? Eu acho que é a mesma pergunta que eu fiz pra eles da última e eles não responderam. Vamos ver se agora respondem. Eu acho que não. Eu acho que vale. Bom, quando começa a vida humana? É isso? Ah, é o objetivo. Então tá, passa aí. Cinco minutos. Foi.
A ciência define a morte humana através do fim da atividade cerebral. Então seria coerente a gente reconhecer o início da vida humana a partir... De volta. Sério? Pode ir, pode ir.
A ciência define morte humana através do fim da atividade cerebral. Então seria coerente a gente avaliar o debate da vida humana a partir da atividade cerebral. Eu acho que esse é um falso debate, né? Porque isso diz respeito ao debate da ciência. Eu não sou cientista, eu sou formada em letras. Eu tô aqui debatendo os direitos das mulheres e o fato de que a gente tá num país onde o aborto clandestino é em alguns estados a quarta, em alguns estados a quinta maior causa de morte materna.
Então é fato que as mulheres abortam, isso sempre ocorreu na história, e em algum momento, na história do capitalismo, num casamento perfeito entre capitalismo e patriarcado, se decidiu regulamentar com uma lei o que acontece dentro do ovário e do útero de pessoas que nascem com útero.
Não existe uma lei, né, Virginia, pra saco escrotal. Não existe uma lei pra nenhuma parte do órgão do corpo. Não rola um bebê no saco escrotal, né? Não sei se vocês sabem. Calma, gente, calma. É, inclusive vocês acham que o estuprador tem que estar na certidão, né? Vocês querem mais direitos, inclusive, pro estuprador, por exemplo. Não, vocês que querem. Aí a questão, na minha reflexão, que aí eu devolvo pra vocês debaterem, acho que a Virginia também ia ter questões a complementar, é que...
A gente tá vendo mais uma vez aqui uma operação que essa gente da extrema-direita adora fazer. Que é usar a ciência, usar a ciência de forma conveniente, de forma conveniente pra atacar direitos. Direitos da população LGBTQAP+, direito de abortar, inclusive em caso de estupro.
Como é o caso do estupro da menina de 11 anos. Que Eduarda, aqui presente, fez um vídeo comemorando a decisão de uma juíza. Que falava que... Mas a gente não esquece esse tipo de coisa, Eduarda. Que bom! A gente não esquece. Que bom, foi a primeira vez que eu saí da menina. Eu jamais vou esquecer isso. Porque é uma violência tão brutal. Você dizer pra uma menina de 11, 12 anos. Que essa menina tem que aguentar mais um pouquinho.
Gente, que absurdo isso. Que absurdo. A OMS reconhece o risco de vida que uma pessoa de 11, 12 anos tem ao parir. Isso tá dito nos manuais de ciência médica. Entendeu? Então vocês gostam de usar ciência sempre que é pra negar o direito das mulheres, o direito das populações LGBTQIA+. Agora, quando é pra usar ciência, consensos científicos, inclusive...
usados pra aplicar leis de direito ao aborto na Argentina, nos Estados Unidos, na França. Aí vocês abrem mão da ciência. Vocês escolhem o que vocês querem. E é sempre muito simples o debate pra vocês, né? É morte, é crime, é tiro na cabeça. É sempre essa discussão. Quando o debate é muito mais complexo, mulheres morrem por abortos clandestinos. O que a gente faz com isso? Como que a gente impede? Fecha a clínica clandestina. Como que a gente impede? Ah!
fecha a clínica de aborto para de transar por aí é engraçado isso que você tá falando né Eduarda porque o Guto Zacarias ele vai lá e manda áudios o Guto Zacarias eu nunca defendi ele ele é da MBL eu sempre falei que esse cara não canalha
Será que Guto Zacarias é o único hipócrita de extrema direita que fala contra o aborto enquanto fica convencendo amante e namorada a ir nos jardins a abortar porque lá é seguro? E se ele não for, eu quero que outros apareçam pra gente colachar. A verdade por trás da alucinação de vocês, a verdade por trás da alucinação de vocês é que todas as mulheres, várias mulheres de todos os tipos, cristãs, religiosas, ateias, políticas, legisladoras, professoras, todos os tipos de mulheres abortam.
Algumas morrem. Quem são as que morrem? As que não tem como pagar clínica nos jardins.
Tem rica no jardim? Mais um minuto, mais um minuto. Pergunta pro Guto. Agora é o seguinte, eu acho interessante que vocês falem em defesa da vida, mas como a Letícia já falou, a biologia só importa pra ser transfóbica, porque quando a gente tá falando de uma criança de 11, 12 anos, aí sim vocês defendem a pena de morte, porque ela tem que correr o risco de perder a sua vida pra poder levar a ideologia que vocês defendem, que é que ela tem que ter um filho fruto de um estupro.
Então é bem interessante. A Eduarda, no debate que fez comigo na outra vez, disse abertamente que estuprador tem que sim estar na certidão. E defende a lei estatuto do Nascituro, que diz que o estuprador tem que aparecer na certidão. Eu sou fagosa também, não sabia que existia essa possibilidade. Nossa, que bom. Então vocês estão dizendo que o estuprador é pai. Então eu queria que vocês olhassem aqui pra câmera e falassem, estuprador é pai.
Tem que estar ali na certidão, tem que ser reconhecido como um bom pai. Inclusive porque se isso acontece, é uma certidão. Ele tem que pagar, né? Vai!
Então é isso, né? Eu acho que é importante ver essa hipocrisia de vocês. Porque no fim das contas, não tem nada de defesa da vida. Vocês não defendem a vida. Vocês defendem abortos clandestinos. É isso que vocês defendem. Ou seja, a vida. Não. A morte de mulheres e pessoas com útero que morrem clandestinamente. Pessoas com útero. Porque homens trans, mais setas, todos eles morrem. São mulheres. Não, não são mulheres. Biológicas.
Não, não são mulheres. Gente, vocês são burras. Porque assim... Mulheres. Achar que mulher biológica... Não.
Acabou, calma aí, gente. Vai. Mulheres. Você quer começar? Posso começar? Vai, vai, vai. Vamos lá. É bom a gente ressaltar alguns pontos aqui. Ah, porque tem muita mulher morrendo em clínica de aborto clandestino. A gente fecha a clínica de aborto clandestino. A gente impede que essa mulher aborte. Simples assim. A gravidez é a consequência mais natural do sexo.
Ora, só pasme! Quando você transa, você tem gravida. Olha que loucura, que biologia opressora. Não existe sexo seguro. Toda gravidez representa risco de gravidez. Toda relação sexual representa risco de gravidez. É igual com 12 anos. Então vamos lá. Sim, uma pessoa de 12 anos que transa também corre risco de gravidade. Você acredita? Inclusive falando sobre... E o risco de morrer ao parir é igual de uma pessoa adulta. Eu vou falar disso, vamos lá.
Em 2023, o dado mais recente que a gente tem no Brasil, que eu achei, é de 2023. Em 2023, 14 mil menores de 15 anos engravidaram e tiveram esses filhos no Brasil. Delas, dessas 14 mil, papo de nem 10 chegaram a ter complicações reais no parto.
Então, essa história de que tem que abortar, se a criança é adolescente, engravidar, se a criança é engravidar, porque senão ela que vai morrer. Mentira. Porque se alguma criança morre, de fato, durante um parto, é a exceção da exceção da exceção. Até porque é exatamente por isso que existe cesárea hoje em dia. É um procedimento seguro. Vocês não dão a ferramenta de elogio, né? Agora, vamos lá.
Vamos lá. Ela falou que o início da vida começa na atividade cerebral. Ela fala isso. Alguns falam que é quando começa o batimento cardíaco. Alguns falam que é quando começa a sentir dor. Alguns falam que é quando começa a se mexer. Alguns falam que é quando termina de formar o pulmão. O amigo dela aqui no último debate disse que começa só depois do parto.
Então, assim, sinceramente, não tem como esse debate se desistir, porque cada um vai dizer uma coisa e a gente não chega em lugar nenhum. Eu vou parafrasear novamente o cientista que eu já mencionei aqui da última vez e que, inclusive, está caminhando para também se tornar santo da Igreja Católica, Jerome Lejuni, que é o médico responsável por descobrir a causa da síndrome de Down. Esse cara diz que a vida começa na concepção.
Vamos falar, por exemplo, sobre a palavra feto. A palavra feto vem do latim. Ela significa prole, descendência, filhote.
Vamos falar sobre a palavra embrião, que é o estágio anterior ao feto? Essa palavra vem do grego e significa aquele que é jovem. Vamos falar sobre a palavra concepção, que é quando a vida se inicia? Abre o dicionário. Concepção significa o ato de gerar vida. Então, sim, a vida se inicia na concepção. E não importa o que os abortistas que gostam de matar bebê digam. Agora, eles falaram...
Foi um dos ganchos que a gente quis puxar, por exemplo, que eles falam que é porque vocês defendem eugenia quando vocês falam de biologia. É engraçado falar de eugenia, porque na maioria absoluta dos países onde o aborto é amplamente legalizado, a maioria das clínicas de aborto são localizadas em bairros negros e a maioria dos bebês abortados são bebês abortados de famílias de mulheres negras ou bebês que foram diagnosticados com deficiência em Londres, por exemplo, não nasce mais criança com síndrome de Down.
Por quê? Porque é recomendado que essas crianças sejam abortadas. Se isso não é eugenia pra vocês, abortar bebês negros, abortar deficientes não é eugenia? Então eu não sei o que mais pode ser eugenia. Eu posso estar adendo rapidamente? É um universo paralelo mesmo. A criadora da maior rede de clínicas de aborto pelo mundo, né, que é a Margaret Sanger, era assumidamente eugenista. Inclusive, ela fazia parte do movimento eugenista americano.
E ela posicionava as primeiras clínicas da Planned Parenthood, ela posicionou estrategicamente nos bairros negros, porque ela queria acabar com os bebês negros e não com bebês no geral. Margaret Sanger, inclusive, bem lembrado, Pietra. Muito bem lembrado. A Margaret Sanger tem fotos dela dando palestras com membros da Ku Klux Klan. Inclusive, em julho de 2020...
A maior unidade da Planet Parenthood de Nova York renunciou, removeu o nome dela como fundadora justamente por causa da acusação de eugenia. Essa é a mãe do aborto. Essa é a mãe defensora dos métodos contraceptivos nos Estados Unidos. Essa é a fundadora da maior rede de clínica de aborto dos Estados Unidos. Eugenista. Porque o aborto é eugenista. Ele é eugenista. Ele escolhe quem tem o direito a viver.
As crianças pobres têm que ser abortadas. As crianças das famílias negras, que são a maioria das famílias pobres, inclusive, têm que ser abortadas. O genismo é que as ricas abortam e sobrevivem. As deficientes têm que ser abortadas. E as pobres abortam e morrem. A gente não quer que ninguém seja abortado. Isso é o genismo. Quem defendi são as feministas. A sua vontade não determina a realidade. Uau! Uau! Eu também não quero que ninguém seja assassinado.
E assassinato continua existindo, desde que o mundo é mundo. Inclusive feminicídio continua existindo. Não, feminicídio não existe. Apesar da sua vontade de que não exista o termo feminicídio, feminicídio...
ele não existe inclusive você falou vocês falam tanto vocês falam tanto das clínicas de aborto dos jardins eu peço por favor encarecidamente a gente não, o Guto Zacarias fala também pode ser Guto pode ser também é que a gente é cega, a gente pesquisa a gente acompanha na audiência é isso que a gente conhece pode
Inclusive, Guto ou as feministas que falam das clínicas de aborto dos Jardins, eu peço encarecidamente, me passem o endereço dessas clínicas, porque eu vou atrás de tentar fechar. Faz esse favor pra mim. Se você tem esses contatos, passa aqui, a Duda vai fazer um trabalho excepcional, não tenha dúvida.
Pronto. Vamos lá, cinco minutos. Bom, antes de passar pra Virginia, eu quero muito ouvir o que ela tem a dizer sobre isso. Eu queria comentar duas ideias. A primeira questão é que é muito curioso isso, né? Que você falou, Eduarda. Existem eugenistas pro aborto, existem católicas pro aborto. Inclusive, discordam de vocês. Deveriam ser excomungadas. Não estão em comunhão com a igreja. Não estão em comunhão com a igreja. É fogo do inferno pra elas. Não estão em comunhão com a igreja. A vida começa... Deixa ela falar.
defendem que a vida começa, a vida humana começa com a atividade cerebral, apoiam a luta pelo direito ao aborto porque entendem que o aborto clandestino mata, mutila. Isso é que o aborto clandestino faz. Agora, gente, é muito simples. Eu vou sair por aí dizendo, galera, aborta, vamos aí, vamos abortar. Vamos todo mundo abortar? Algumas dizem. Não. Tem até música. Inclusive porque o que a gente acredita é que é preciso criar medidas de prevenção pra que as mulheres, as pessoas com útero...
que não querem ter filhos, que escolham não ter filhos, tem o direito de prevenir a gestação. Isso vocês são contra. Pode camisinha, Pietra? Pode, Dio, Eduarda? Pro castismo da Igreja Católica não. Então o que vocês defendem é uma fábrica de aborto clandestino. Não, eu defendo o castismo da Igreja Católica. Porque as pessoas vão praticar relações sexuais. Tudo bem, você defende castidade pra você, certo? Beleza, faça castidade.
Faça castidade você e todo mundo que queira fazer. Obrigada, eu tenho sido ótimo. Transem, transem, você e todo mundo que queira.
e se previnam. Agora, o problema tá colocado aí. O direito de prevenir, o direito de impedir uma gestação indesejada, não existe pras mulheres e pras meninas e pras pessoas com útero no Brasil. Não é acessível pras pessoas o direito a contraceptivos. Não é acessível pras pessoas o direito à educação sexual. Eu tenho aluna até hoje que acha que sentar na privada, engravida e que não sabe que aquele ato sexual, que muitas vezes foi forçado a fazer e
Muitas vezes foi forçada a fazer. Não sabe quem gravida. Várias que descobrem a gestação tarde demais, inclusive. Porque não conhecem o corpo suficiente pra saber que a menstruação deveria vir em tal período, em tal periodicidade. Isso vocês também são contra querem colocar uma mordaça nas professoras e professores e impedir que a gente possa debater educação sexual nas escolas, que exista direito ao contraceptivo. E tem mais um problema.
que vocês falam que são pela vida dos bebês e etc. Seu partido, Eduarda, apoiou a reforma trabalhista que colocou mulheres grávidas dentro de local de trabalho insalubre. Certo? Fizem fazer uma crítica aqui ao Haddad, do PT, que falou que isso era empoderamento. Nós não achamos que isso é empoderamento. É ataque à vida das mulheres trabalhadoras. Vocês falam que são pela vida dos bebês e apoiam a polícia que sobe à favela e mata a juventude negra.
A polícia que mata jovens negros Se tá com fuzil na mão tem que morrer Se tá com fuzil na mão tem que morrer Se tá com fuzil tem que morrer Se tá com fuzil tem que morrer Jovens negros como das nove que perdemos do Paraisópolis Que foram mortos porque estavam num baile Se tá com fuzil tem que morrer Se tá com fuzil tem que morrer Criança que é morta porque tava com um caderno na mão Calma, tá caindo suas coisas Vocês são contra a vida Por que isso fala de direitos íntimos
Certo? Direitos íntimos importantes de mulheres como eu, como Virginia, que todos os dias vão buscar direito no SUS e não conseguem. Eu passei pelo pré-natal ano passado e eu vi mulheres que chegavam tarde demais a data de fazer o exame de pré-natal que detectava diabetes gestacional, que detectava pré-eclâmpsia, mulheres com risco de vida. E sabe quem ataca o SUS? Vocês!
Vocês! Mas você que tá reclamando a direita conservadora que luta contra o SUS, que luta contra cada novo direito que a gente exige, que fala que feminismo não tem que existir. Somos nós que lutamos por creche, somos nós que lutamos por escola para as crianças. A gente defende a maternidade. A gente defende direito à plena maternidade. E a gente defende também que as mulheres parem de morrer. É isso que a gente defende. A gente também defende...
Inclusive dentro do útero. O que vocês defendem é o seguinte, gente. Vocês são contra as leis que protegem crianças de 12 anos. Vocês são contra camisinha, contra anticoncepcional. Vocês defendem que as mulheres sejam submissas e de vez em quando façam, inclusive, sexo sem querer. Aí quando ela engravida, vocês querem proibir que ela tenha... Que ela mate o bebê. Que ela não morra.
por um aborto clandestino. Essa é a realidade. Agora, sabe o que é estranho? Que, por exemplo, a Marie Ferrer não teve o direito de escolher esperar. Ela não foi estuprada. Ela não teve o direito de poder esperar. Várias crianças do nosso país não têm o direito de escolher esperar. Não existe esse direito num país que é recorde de estupros de crianças invulneráveis. Isso é realidade. E mata o estuprador. Aí você não resolve o caso dessa criança que você também quer que morra.
e também quer que morra essa criança ao parir com 12 anos a outra química não morre os dados escada ainda solução depois que já aconteceu o problema agora prevenir vocês são contra são contra a educação sexual nas escolas são preservativo você não sabe como funciona o certo tem que estuprar de camisinha então é isso tá falando que garante que as pessoas não engravidem
tem que acabar com a machosfera tem que acabar com o discurso de ódio do Redpil que vota, né, Eduardo? Sim, são seus fãs o feminismo você sabe que o nome desse podcast é Redpil, né? é Redpil, é Redpil são seus fãs que você acha que é uma reação ao feminismo que tá justificado ser machista na internet que tá justificado gravar vídeo no TikTok pra dizer que se a mulher disser não ela tem que morrer você legitima essa violência apologia à violência já é crime e aí
Vocês querem oferecer uma solução mágica de um problema que vocês não querem tratar. Vocês dizem assim, a castidade resolve. Desculpa, gente, as crianças não podem escolher a castidade porque são violadas. Dois minutos pra vocês fazerem a pergunta. 14 anos não é criança. É desigualdade salarial agora, né? Desigualdade salarial. É. Vocês não têm uma pergunta sobre aborto?
O que vocês acham? Se quiser passar pro próximo também? Eu acho que tá claro que quem depende da vida das mulheres... Igualdade salarial, pode fazer a pergunta, Letícia e Virginia. Bom, vamos lá, Pietro, um tempo atrás você teve coragem de sentar ao lado de um defensor do partido nazista, né? Olhou pras câmeras... Lamarck. Olhou pras câmeras... Eu posso fazer a pergunta ou não? Não entendi a dinâmica aqui. Você tá acusando alguém de um crime, né? Isso é grave. Vai lá, dois minutos. Pode continuar.
Olhou pras câmeras e chamou a população mais pobre no nosso país de lodo. E sobre o lodo crescem as árvores e isso aqui. Todo um papo idílico de, na verdade, preconceito e disseminação. Aí é fácil. Dizendo que desigualdade, inclusive, é natural. Então, vamos dar nome rosto a quem tá na base?
dessa desigualdade, vamos dar nome e rosto, né? Os dados oficiais do Ministério do Trabalho, dados inclusive que vocês quiseram esconder, né, pessoal aí do Pellix, esconder esses dados, de 2025, provam que as mulheres brasileiras ganham em média 20% a menos que os homens. Quando essas mulheres são negras, o dado é ainda mais escandaloso e podem chegar a receber 60% a menos que os homens brancos.
Isso é um reflexo de aonde estão essas mulheres. Estão trabalhando os trabalhos mais precários de limpeza, de reprodução da vida, de cuidado de idosos e crianças. Trabalhos que a gente aqui queria dizer que não é nada de lodo. A vida não segue se essas mulheres não seguem para trabalhar todos os dias.
Bom, Pietra, a mulher trabalhadora, esse lodo negro e pobre, né, que você gosta de chamar de lodo, eu queria saber a opinião de vocês, porque assim, quando o Brasil colocou em pauta a lei da igualdade salarial, um projeto que eu sempre considerei limitado, né, porque mantinha o trabalho precário no país, mantém os trabalhos sem registro, terceirizados, uberizados, etc.
Mas previa que ia multar empresas que obrigam o patrão a pagar a mesma coisa para homens e mulheres. O seu partido, Eduardo, a UPL, votou não. Votou não. Depois, quando saiu o relatório, votou para... Queria esconder o relatório. Então, a pergunta para vocês duas é uma pergunta bem direta, né? Por que o conservadorismo de vocês tem tanto pavor de que homens e mulheres recebam o mesmo salário pelo mesmo trabalho?
Olha só, no primeiro lugar, pra deixar claro, o MP já pediu a rejeição da ação contra o Monarque. Ele não é nazista e você acusá-lo deste crime é grave. Então, muita calma. Mais uma vez, vocês estão acusando alguém de um crime.
De forma inverídica, tá bom? Eu sou a favor da justiça, né? Então é injusto. É que feminista adora falsa imputação de crime. Feminista adora falsa imputação de crime. Inclusive de estupro. A pessoa não está aqui pra se defender. E vocês estão falando que ela cometeu um crime que ela não cometeu. Pela segunda vez vocês falaram do Aranha. Agora vocês estão falando do Monarque. Eu não sou amiga de nenhum dos dois, mas eu sou a favor.
Você falou que você é amiga do Aranha. Falou que não comecinha. Ah, é meu amigo. Sim, sim.
Sim, verdade. Mas eu não tenho contato hoje em dia. Não, não. É quando eu era mais nova. A gente tinha mais contatos. Me diz com que anda e diga quem tu és. Isso é cristão, né? Isso é cristão, aliás. E aí... Então, mas como eu tava dizendo, ele foi inocentado. Ele não incorreu em nenhum crime, certo? Então, não há crime. Então, não há por que você mentir e dizer que eles são criminosos. Porque nem a justiça diz que eles são. Quer tentar responder a pergunta? Porque é lodo. Eu não sei...
Em que momento eu falei lodo? Nenhum momento eu falei que a classe trabalhadora é lodo. Em nenhum momento eu falei que pobres são lodo. Não sei de onde você tirou isso. Não sei de que manobra você tá fazendo. Pessoal, no nosso corte do Instagram a gente coloca essa fala dela, tá? Não sei em que momento você tá dizendo. Você tirou, você tá cortando, fazendo esse remanejo absurdo pra falar que eu falei que classe trabalhadora ou que pobres são lodo.
O que eu estou dizendo, o que eu sempre defendi é que uma sociedade é desigual. Porque os seres humanos são diferentes. Existem pessoas com aptidões diferentes, existem pessoas com talentos diferentes, existem pessoas com particularidades, quaisquer que sejam, e isso torna a sociedade plural, que é uma palavra que vocês amam. Ou seja, as pessoas são diferentes. Mas isso é para justificar a desigualdade ser legal?
Não, nós estávamos... Cara, vocês estão misturando tudo, meu irmão. Que loucura isso, cara. Só que ela está pegando uma fala minha que não dizia sobre desigualdade salarial. Eu estava falando sobre sociedade. Sobre uma sociedade desigual. Tem pessoas mais ricas, menos ricas. E isso, sim, é natural. A natureza é desigual.
Eu não estava falando sobre salário. Ela trouxe uma fala minha sobre arranjo social para falar sobre desigualdade salarial, o que é um absurdo. É um absurdo você pegar uma fala minha que não tem nada a ver com o assunto para falar sobre isso. Esse remanejo vai tentar enganar o telespectador. Mas, enfim, voltando agora à desigualdade salarial, quando as pessoas falam que as mulheres ganham menos, elas estão...
Tirando o fato de que mulheres geralmente escolhem profissões que pagam menos. Dentro da medicina. Isso é impossível porque existem leis. Então, vamos lá. Então já é crime. Denuncie pronto. Primeira coisa, não faz sentido essa premissa, porque senão...
A sociedade patriarcal, capitalista, malvadona, só iria contratar mulheres. Se a mulher exerce o mesmo papel que o homem, ela executa uma profissão da mesma forma que o homem, e ela entrega a mesma coisa que o homem, seria muito mais fácil que essas empresas só contratassem mulheres, se elas estão tão preocupadas com o dinheiro que o capitalista malvadão. Porque é mais barato.
O relatório que o Pellix escondeu Mas se só tem mulher, tá sendo mais barato Em comparação a quem? Acabou? Posso voltar? Obrigada Então Se só contrata a mulher, tá sendo mais barato Em relação a quem? Eu já perguntei isso algumas vezes Não só em debates, como no meu próprio Instagram
Qual é a empresa que paga menos pra uma mulher exercer a mesma função que um homem, sendo que essa mulher tem o mesmo currículo, sendo que ela tem a mesma carga horária? 54 mil empresas. Sendo que ela tem a mesma experiência. Então por que vocês não denunciam? Porque é que se isso existe... Manda pro Ministério Público. Mas cadê? Mas vocês são contra. Vocês são contra ninguém. Então pronto, se ele acatou a denúncia, porque é crime, vai ser punido.
Ninguém nunca conseguiu me trazer... Ninguém nunca conseguiu me trazer o nome de uma empresa que faça isso.
Ninguém. 54 mil. 54 mil não é o nome. 54 mil. Eu quero pedir um nome. Me dá seu e-mail, eu passo o relatório pra você. Não, não, não. Agora. Acho que não chegou em você, porque o pessoal do PL quis esconder. Mas tem um relatório e nomeia 54 mil empresas. Não votaram contra, gente? Votaram contra. Você consegue me dar o nome de uma empresa? 54 mil. Você quer que eu abro o relatório? Cadê essa empresa? Ela vende o quê? Olha, tamo aqui pra isso, por favor.
Eu vou dar esses 40 mil. Dá tempo. Pra você. Vamos, por favor. Eu faço questão. Abre aí. Eu quero saber uma empresa que faça isso. Vai lá.
Termina a sua fala e eu falo delas. Não, não, eu tô dando o meu tempo pra vocês. Eu quero que vocês provem o que vocês estão falando. Brilha, vai lá, cara. Uma empresa, uma. Universidade de São Paulo. Isso é uma empresa? Contrata trabalhadoras terceirizadas. Universidade de São Paulo contrata trabalhadores terceirizados que fazem o mesmo trabalho que trabalhadores efetivos. Terceirizadas que têm rosto de mulher, pele negra e que recebem um quarto, um quinto. São mulheres.
Não é efetiva, pronto, tá aí a diferença. Não é funcionário efetivo, funcionário efetivo ganha mais. É um mecanismo, isso é um mecanismo. Funcionário efetivo ganha mais, pronto. Como você ajuda os empresários a criarem pra poder fazer esse tipo de coisa. Não conseguiu me trazer uma empresa. É bom, funcionário efetivo ganha mais, é isso. Seja homem ou mulher, o efetivo ganha mais. Mesmo trabalho, mesma função. Mas é efetivo e o outro não.
Acabou. É diferente. Não é igual. Se um é efetivo e o outro não, é porque não é igual. É Unilever. Unilever. Unilever. Tá dentro do relatório. Não é cada um fazer o que quiser. Quando você procura um emprego. Conhece Unilever? Tá dentro do relatório. Vamos lá, coloca. Mas são 54 mil. Qual é o caso? A diferença é o salarial.
Pode não conseguir um caso do Aranha, vocês trouxeram o Monar, vocês não conseguem trazer um nome. A Maria Joaquina ganha menos do que o Joãozinho, o cargo digital na empresa tal. É pra isso que existem relatórios, Petra. Mas vocês trabalham no cargo que vocês que defendem. É pra isso que existem ciências sociais, sociologia. Ela não vai falar, ela não vai falar. Ela não vai falar.
falar pessoal, Unilever, acessem aí o relatório, 54 mil empresas que pagam salários diferentes pra homens e mulheres apesar do desgosto da extrema direita, esses dados são públicos e estão publicados o interesse delas é fingir que isso é mentira e a gente tá mostrando pra vocês que é verdade infelizmente são 54 mil se fosse um caso, eu contaria aqui são 54 mil
Oxe, mas das 1.500 mulheres, você tinha um nome de um múltiplo pra citar. Agora da empresa não tem um. Não tem um nome, não tem um nome. Calma, gente, deixa ela passar de novo. Zero tempo aí e vai, cinco minutos. Quer ir vir? Entregadora? A primeira coisa é isso. Você vai olhar, o tipo de trabalho que a gente é contratada, claramente tem delimitações salariais. Isso que ela falou da terceirização, gente, vocês defendem esse tipo de mecanismo dos capitalistas pra fazer com que a gente ganhe menos. Na liberdade, metade. Não, ato.
Liberdade do empresário explorar e utilizar Do machismo pra lucrar mais Essa é a defesa que vocês tem Liberdade da pessoa trabalhar ou não A gente não escolhe trabalhar ou não, não sei se você sabe Mas a gente tem que trabalhar pra não passar fome Pessoas normais trabalham Todo mundo trabalha E aí a gente trabalha de acordo com o que a gente consegue Então por exemplo, eu sou inspetora de alunos Eu recebo 1.900 reais, dá pra pagar um aluguel Água e luz?
Não, não dá Então o que eu faço? Sou entregadora de aplicativo Busco uma forma de complementar minha renda E como utilizam dessa opressão?
O filme sábado agora vai sair um debate sobre isso também, sobre os entregadores de aplicativo. Que é muito interessante de como o iFood vende, por exemplo, como o iFood vende, por exemplo, que ele é inclusivo, porque ele não vê cara pra poder explorar, mas ele oferece, por exemplo, mais entregas, que você trabalha fazendo mais entregas recebendo 3 reais por rota. Você imagina o que é você trabalhar de bicicleta? Andando 5 quilômetros pra receber 3 reais por rota?
Esse é um tipo de mecanismo de que esse sistema catrista funciona. Só que assim, isso é uma parte do problema. Mas a gente está defendendo. Outra parte do problema é desigualdade. Ou sobre a pobreza no Brasil? Não, não é a pobreza. É a desigualdade que atinge tanto pra trabalhos diferentes, que são empresas. E tipos de trabalho que são considerados femininos. Que vocês justificam que através da biologia, então, estaria explicado porque recebe menos.
Claro, as mulheres recebem menos. Ninguém falou isso. Porque tem uma disposição de trabalhar em áreas.
Tem disposição em trabalhar em áreas que seriam femininas. Não, não é questão de voltar. São trabalhos essenciais, como, por exemplo, inspetora de alunos, a limpeza, trabalhos que não são reconhecidos. E por que não são reconhecidos? Porque são funções ditas de mulheres. Esse é o fundamento que se dá. Quem disse que não é reconhecido?
Você sabe o salário de um trabalhador de limpeza? Não, eu não tô falando que o salário seja justo. Já foi numa universidade, na USP. Eu não tô defendendo que os salários de várias pessoas... Da mesma forma que o salário do gari não é justo, da mesma forma que o salário das pessoas que trabalham... Tempo, tempo, tempo. As mulheres ocupam a maioria dos postos terceirizados. Só que o que a gente tá denunciando aqui é o seguinte. Saiu um resultado, um dado, que vocês estão negando, um dado.
Você pode entrar aí, quem tá em casa vai, acesse o dado. 54 mil empresas estão sendo multadas porque...
elas estão colocando trabalhadores homens e mulheres com salários diferentes pro mesmo cargo, inclusive com uma denúncia de uma trabalhadora que teve licença maternidade, quando voltou tinha perdido o seu cargo e quem ocupava esse cargo tava recebendo salário maior do que o dela antes de sair da licença maternidade mas pra vocês, inclusive a Eduarda que faz parte do partido do Bolsonaro que falou que mulher tem que receber menos porque é engravida, bom, já tá explicado porque que vocês defendem isso é que capitalismo não tem e aí
Eu tenho dois minutos, eu queria dialogar. Porque assim, mulheres viram mães. Pessoas com útero têm filhos. Mulheres. O Bolsonaro disse exatamente isso, tá, gente? Isso aqui não é uma falsificação da realidade. Quem faz isso é o outro lado dessa mesa. Mas eu lembro dessa fala, lembro dessa fala. Então, então...
Olha pra câmera no seu tempo, não no meu, por favor. E diga que você não concorda, então. Porque isso é um fato. Você falou, então põe na cadeia. Então paga a multa. Agora, Bolsonaro não, né? Quando chega em Bolsonaro, quando chega em... Quando chega em Aranha, aí não, né? O que as pessoas têm a ver com isso?
Agora, a questão aqui é concreta, gente. Mulheres exercem trabalhos que são muito menos remunerados. E você falou o seguinte, Petra, que você falou, mas isso é natural. Então se as empresas querem... O que é natural? Desigualdade é natural. Se as empresas, se as mulheres recebessem menos, as empresas só contratariam mulheres. Tá misturando tudo, cara.
Você falou que desigualdade social é natural. Não salarial. Sim. Que parte não entendeu. Mas você falou que as mulheres escolheram. E pessoas mais pobres. O mundo sempre foi assim. Você falou que as mulheres escolheram esses trabalhos. Trabalhando. As mulheres não escolheram esses trabalhos. Herdando, trabalhando. A gente aprende. A gente aprende socialmente. Como que o Elon Musk ficou rico? Foi herdando? Não, foi trabalhando.
Ou não, tá indo porque ele não foi herdeiro. Minha filha, se você não trabalha o suficiente pra enriquecer, o problema é seu. Se você não trabalha o suficiente pra enriquecer, o problema é seu. Foi herdeiro de... Foi herdeiro na exploração da África. Calma, gente, calma. Achei na sua um suíro.
Sim, sim. Inclusive um lugar onde teve regime do apartheid, onde tem uma história da família dele. Uma surruba de temas. Agora, é o seguinte, Petra, as mulheres não escolhem trabalhos que remuneram pior. As mulheres são levadas por vários limites impostos socialmente, a terminarem tendo que fazer esses tipos de trabalho. Mulheres que se tornam faxineiras porque engravidaram cedo demais e não puderam abortar.
Porque não tinham direito de recorrer a esse… Homens também se tornam um gariz porque viram pai de família cedo e precisam trabalhar. A maioria das pessoas em trabalhos precários são mulheres. Isso é um dado social também. Sim, isso é um dado social. Os menores salários tá aqui, mulheres ganham em média 20% a menos que homens. Não, não, não, não, não, você pode…
Você falou que a maior parte das pessoas em trabalho precário são mulheres. Você tá ignorando então os pessoas que trabalham na Enel. Entre o dado estatístico, a realidade, o que tá comprovado por pesquisa social. O que tá comprovado por estatística. E o mundo feudolândia de uma amante da Idade Média. E de uma pessoa que é a Eduardolândia que tira dados do Sovaco, enfim, de outros lugares. Depilado, inclusive. A questão aqui é...
É um fato. 54 mil empresas no Brasil aparecem num relatório de desigualdade salarial entre homens e mulheres. Nós somos contra Unilever. Ford. Ford. Mas cadê? Fala o nome de uma pessoa. A Joaninha ganha menos do que o Zequinha. Ah, então lá no começo a gente não podia falar de casos. Agora a gente tem que falar de casos. Exatamente. Pra questionar um dado numérico de 54 mil. Como é que uma pauta tão importante vocês não têm um caso? A pauta...
Eu vou te contar um caso então Eu trabalho numa escola, que não é a primeira vez que eu vejo isso Aonde professores de ensino fundamental 2 E professores de ensino médio Você é mãe, você conhece os professores da sua escola Na escola dos seus filhos, provavelmente funciona assim Porque as empresas não aceitam Mudar essa negociação Professores de fundamental 2 e médio Recebem uma hora a aula X Na mesma escola onde eu trabalho Professoras do ensino infantil e fundamental 1 Recebem menos pela sua aula Como se...
Aí quando você vai ver a composição de gênero das professoras de Ensino Infantil e Fundamental 1, você vai ver que são a maioria mulheres. Aliás, na minha escola não tem um professor de Ensino Infantil e Fundamental 1 que seja homem. Não é questão de mulher ou homem. São professores, Pietra, com diploma universitário. Quanto ganha um gari? Professor Pietra, para de viajar. São professores, diploma universitário.
Dentro de uma mesma empresa, salários diferentes. Se eles trabalham horas diferentes, dando aula na turma de aula. Tem menos experiência e menos conhecimento do que os professores. Não, não é assim. Tem menos conhecimento quem cuida de um bebê? Quem cuida de uma criança pequena? A formação é diferente de quem dá aula de ciência? Não, é uma pedagoga. Estuda ao mesmo tempo que eu estudei. Estuda ao mesmo tempo que estuda o historiador, que é professor do ensino médio. Estuda há cinco anos. E essa escola é pública ou é privada?
privada. Então vai alguém formar sua mente em pedagogia pra dar aula de física em curso médio. É um acordo coletivo imposto pela patronal das escolas particulares, onde provavelmente seus filhos estudam. Você acha que isso é contra as mulheres? Isso é machismo e patriarcado. Porque se entende que o trabalho de cuidado de crianças é o cuidado que deve ser feito por mulheres. E é um trabalho que não tem o mesmo valor que o trabalho de um historiador, de um filósofo. É assim que ocorre no nosso país. Quando é um minerador de carvão.
Quanto ganha um pedreiro? Quanto ganha um gari? Pode contar cinco minutos já. Quanto ganha um funcionário da Enel? Eu defendo o salário mínimo do Diese pra todas as categorias de trabalhos do Brasil. Então, por que você tá falando das mulheres? Pietra, eu achei um rango. Porque o nosso assunto é feminismo. Você não queria que eu falasse sobre desigualdade social e capitalismo? Não sei se você tem capacidade de debater nesse nível.
Porque você ficou incomodada todas as vezes que eu trouxe o debate do mundo do trabalho. Pode falar, Júlia. Pode falar. Pode dizer, gente, o de grosete, entendeu? Vai lá, Duda, vai lá. Eu trouxe aqui, eu vou falar bem rapidinho. Não, não, vai lá.
Eu trouxe aqui um ranking montado pela CEO World, que é um site que faz compilados de dados empresariais e eles compilaram os 11 empregos mais perigosos, mais arriscados, mais mal remunerados do mundo. E elas disseram que são ocupados majoritariamente por mulheres. Vamos lá. Você depende de falar do menino jazz pra elas? Vamos lá.
Vamos lá. Em décimo primeiro lugar, guarda de trânsito, taxa de letalidade 19 por 100 mil. Em décimo lugar, eletricista, taxa de letalidade 20 por 100 mil. Em nono lugar, bombeiros, taxa de letalidade 20 por 100 mil. Em oitavo lugar, agricultores. Em sétimo lugar, motoristas de entrega. Em sexto lugar, trabalhadores de obra. Em quinto lugar, coletores de lixo. Em quarto lugar, trabalhadores de grandes alturas. Em terceiro lugar, operadores de torres de petróleo, gás ou mineração.
Em segundo lugar, pilotos de aeronave e engenheiros de voo. Em primeiro lugar, madeireiros com taxa de letalidade de 111 homens a cada 100 mil. Todos esses cargos são majoritariamente ocupados por homens. Então ela dizia que a maioria dos cargos perigosos é de mulher. É mentira! É mentira! Não muda de assunto. Vocês já foram até contra o aumento de salário mínimo. A gente tá no nosso tempo ainda, né? Vocês falam da letalizinha.
A gente é a favor da liberdade de mercado. É o tempo. Bom, nós temos o nosso tempo. E aí, não sei se vocês...
É difícil de entender. É um sociólogo, é um estudioso sobre várias questões relativas a direitos de homens e mulheres. Ele estuda também sobre questões raciais. E ele tem vários estudos. Inclusive, ele tem um livro muito bom, que não vou me lembrar o nome. É só pesquisar. Thomas Sowell. E ele constata que mulheres...
lá pelos seus 40, 50 anos, que não se casaram e que não tiveram filhos, geralmente tem salários, inclusive, maiores do que homens na mesma situação. Ou seja, homens e mulheres que nunca se casaram e nunca tiveram filhos, quando chegam aos 40, 40, 40 e poucos anos. As feministas debatem isso como punição materna. É um conceito utilizado no debate do meu trabalho, que é a punição materna. Quando uma mulher é gravida, é uma questão biológica.
Não sei se você sabe, porque você defende que mulher pode ser uma planta. Então, assim… Que? Eu sou uma planta?
Eu tô falando de você? Eu falei de você? Você é caracuça, serve aí, não tem o que fazer. Não, eu entendo. Bom, tô falando que... Acho que a Petra tá cansada. Tô falando que você defende que mulher pode ser qualquer coisa. Não, eu defendo que mulher é quem nasce no útero. Então, uma mulher... Eu defendo que seres humanos têm uma cultura... A mulher... Ô, Júnior, ela quer dar palestrinha dela. Uma cultura patriarcal. Eu vou ter uma... Não, tem dois minutos, né, concluir. Vou adicionar um minuto pelo menos aí.
Então, mulheres, quando engravidam, pasmem. Ela fica nove meses com um bebê na barriga, que muitas vezes impossibilita que ela cumpra a carga horária que ela precisa cumprir. Muitas vezes ela não consegue cumprir o trabalho que ela deve cumprir. E que fazem com que ela possa ganhar aquele salário ou não. Ou seja, pra empresa, é sim mais custoso ter uma mulher que engravide do que ter...
Um homem. Então, por vezes, também, mulheres decidem parar pelos primeiros anos da infância do filho dela pra que ela possa se dedicar àquela criança. Por dois, três, quatro anos. Muitas vezes, sete anos pra acompanhar a primeira infância da criança. Então, muitas vezes, as mulheres optam. Eu tive que voltar com quatro meses da minha filha porque eu sou uma mulher trabalhadora. Eu também. Minha filha, acho que há três meses eu vou ter que trabalhar. No governo, com o CLT.
Você defende o aumento da licença maternidade? Não. Eu defendo. Então tá bom. Continua, vai. Eu defendo a maternidade das mulheres trabalhadoras. Tá bom, palestrinha, tá bom, palestrinha. Então vamos lá. Então mulheres, de fato, quando precisam de meses e meses sem trabalhar, não tô falando nem da gestação, tô falando do... Você acabou de falar. Do tempo que elas ficam, depois que elas têm filhos sem trabalhar, pra empresa é custoso. Eu estou com certeza, né?
Licença maternidade, obrigada. Que loucura. Ah, não, eu não sei o nome. Você é retardada agora pra falar isso, né? Você não tava vendo que fugiu da mente o nome. Eu nem uso esse conceito de retardada, sabia, Peter? Porque é um conceito capacitista. Então, o direito à maternidade, de fato, faz com que a empresa tenha menos entrega do que ela precisa. A empresa precisa de pessoas trabalhando lá. Se uma mulher engravida, ela se ausenta no emprego.
Então, é óbvio que é mais custoso pra uma empresa. Então, é óbvio que, por vezes, as mulheres não entregam o que elas devem. E aí...
consequentemente, quando elas voltam a trabalhar, muitas vezes depois de anos, elas não recebem o mesmo trabalho que elas estavam recebendo antes, porque os homens nesse tempo foram trabalhando, foram construindo mais tempo, por mais tempo, foram crescendo mais tempo dentro das suas carreiras, tendo mais conhecimento, mais experiência, é natural que quanto mais experiência e mais tempo de trabalho você tenha, mais alto seja o teu trabalho.
Por isso que o Thomas Sowell faz esses estudos, mostrando que quando as mulheres não têm filhos, elas geralmente, inclusive, ganham salários mais altos do que os homens.
Não, tô tranquilo. Bom, você acabou... Acabou no tempo certo, então pode ir. Você acabou de defender agora que a biologia, então, explica por que os patrões pagam menos pras mulheres. A questão é só que é estranho. Eu não falei que paga menos. A biologia é machista. Quando a mulher volta da licença maternidade, tudo bem ela tá em outro cargo. Porque os homens avançaram enquanto as mulheres estavam em licença maternidade. Não, é porque homem não engravida. É porque homem não engravida.
vida e como vocês por exemplo não são contra direito trabalhista é Eduardo acima vários casos ali letalidade inclusive dos motoboys necessitou um dos principais que a maioria homem que o lado principal risco e engraçado que vocês não se importam com os homens né porque você fala assim defender a vida dos homens aí vocês são contra todos os direitos trabalhistas que previnem por exemplo que a gente não morra
você a Eduarda acabou de falar de letalidade né do trabalho e quem morre foi o que não é claro que não porque eu consegui fazer a vida dos homens aqui ó gente tem um pouco mais os homens trabalhadores quem ataca os homens e as mulheres são vocês
A grande questão é o seguinte. Vocês usam da biologia pra explicar por causa disso. Mas quando alguém tira qualquer licença médica, ela volta pro trabalho e ela não foi necessariamente removida do seu cargo. Inclusive uma empresa sendo multada agora porque retirou uma trabalhadora aqui, votou de licença médica. Pronto, ela tá sendo multada. Pronto, aí, justiça sendo feita, acabou. Justiça sendo feita, tá sendo multada. Não, não foi feita, sabe por quê?
Porque a gente tá no país da impunidade. E vocês são parte, inclusive, de defender isso. Vocês não se colocam nesse sentido, de combater isso.
Tem dados com crédito. Aí vocês dizem, tá bom, crédito, você resolva. Tem dados com crédito, vocês não estão nem aí. Por quê? Porque são temas que têm a ver com os trabalhadores, com as mulheres trabalhadoras. O direito à maternidade vocês não garantem. Por quê? Cresce, o PL ataca. Direito à educação, o PL ataca. As trabalhadoras à educação, sim, votou contra.
é concreto o bolsonaro reduziu inclusive o investimento na educação infantil e são dados concretos agora você vai dar uma educação dos maiores né claro e aí tira a creche você tira creche era só imprimir dinheiro que aí dava para financiar tudo é só não fazer o acabou acabou o acabou fiscal no teto de gastos é só não pagar dívida pública de gastos que querem para né o dinheiro do povo
Vamos dizer, agora a grande questão é essa. Quem financia as campanhas da Eduarda, do Pavanato, do Flávio e agora Bolsonaro? São várias empresas, como, por exemplo, o Grupo Tigre. Quem financiou a campanha do Pavanato? Que trabalha os trabalhadores naquela empresa como? Nesse caso, ela seis por um. No que tipo de emprego? Que tipo de condição de vida? Cara, vocês não se importam. O que tem a verdade? O que tem a verdade? O que é que a gente financiou o Pavanato?
É que vocês não conseguem ter o assunto. Que as pessoas trabalham mais e recebem menos.
As pessoas trabalham no mesmo cargo E vocês não lutam contra a justiça Mulheres ganham menos do que homens Sim, é uma realidade Esse assunto não é direito do trabalhador Esse não é o único problema, Pietra Sinto muito Eu sinto muito Eu vou falar aqui sobre as mulheres apedrejadas Júlia, debate até as 8 da manhã de amanhã Apenador é do seu lado
A pessoa que tá do seu lado aqui quis trazer a letalidade no mundo do trabalho. A gente acha que precisa ter regulação, direitos trabalhistas pra impedir que os trabalhadores morram dessa forma. A gente defende que os trabalhadores recebam salário mínimo de reais, inclusive mulheres, pra poderem ter independência financeira e sair de situações de violência doméstica. Nesse debate, vocês defenderam coisas absurdas. Relativização da pedofilia, que mulheres vão parar em empregos mal remunerados por natureza. Mentirosa, mal carada. Mentirosa, mal carada.
Vocês defenderam que mulheres têm que transar com seus maridos, mesmo sem vontade. Por isso que a gente pode dizer que esse debate termina com uma vitória das feministas que defendem o direito das mulheres trabalhadoras, a igualdade salarial, o combate ao feminicídio. E as medidas de emergência, um plano de emergência contra a violência doméstica e o feminicídio.
Esse foi o debate de hoje. Você vai ganhar no grito e na mentira. Desculpa, Virgínia, desculpa. Não, só ia fazer um comentário aqui. Mentira. A sorte é que tá tudo gravado. Que todo mundo viu que ela está mentindo. Que bom que tá gravado. Que bom. Que bom que tá gravado. A gente adorou poder fazer esse debate pra desmascarar mais uma vez. Desmascarar essa esquema de mentirosas. Agora, a Pietra realmente não sabe nada do mundo do trabalho. Não sabe nada do mundo do trabalho. Sabe por quê?
Não, porque você diz o seguinte, que quanto mais maior o risco, maior o salário. Eu queria saber se 3 reais por uma entrega é um salário justo pra quem tem uma categoria que mais da metade da categoria de entregadores e motoboys já sofreu um acidente. Teve entregador no chat discordando de você, mas eu não tenho acesso a esse dado. Aí eu não sei. Não, é só você procurar, que você não trabalha como entregadora, né? Então se você vai no iFood, a reclamação, mas pode assistir.
No sábado vai ter essa denúncia aí de vários entregadores que estavam aqui. Vai ser legal ver a galera da esquerda tomando taca do cara.
Aham, vai ser de maciça pra você ver quem é que é apanhado. Vai trazer muita monetização pro Redcast. Cês querem falar de Redbill, cês não deviam estar nem aqui, mas tudo bem. A gente vem aqui pra desmascarar pessoas como você. A gente vem aqui pra mostrar que todo o discurso de vocês é pra atacar a minha máscara. Não existe mais cidamafeudal, né? Cê sabe, né, Pietra? É só o seu mundo, né? É só o seu mundo. A Pietra tem saudade. Inclusive, no feudalismo, mulheres já trabalhavam.
Não querem? Não tinha desigualdade salarial no fim do profetarismo, pasmem. É igual falar que nem com uma porta, Júnior. Tá de boa. Você quer acrescentar alguma coisa? A mortalidade infantil já acabava. É, a saudade da mortalidade infantil, da malária. Era de Jesus, né? Mulheres queimando na fogueira, tudo isso. Inquisição. Que mundo maravilhoso. Não consegue dar o nome de uma mulher que queimou na fogueira.
Então eu vou falar. E aí, Junior, qual o destino disso aqui? Além de uma derrota argumentativa dessa maluquice toda. Não querem fazer a pergunta delas no tema. Não quero chegar em lugar nenhum. Eu vou parafrasear o próprio Pavanato, que nem jogar xadrez com pombo. É porque a gente é lodo, né? É porque a gente é lodo. Joga a câmera aqui em mim e vou fazer o seguinte. A gente vai ler as perguntas. Tem live pics aí, né? Do Nate?
Tem donante? Então separa aí, por favor, os donantes, educados desse público maravilhoso, enquanto eu falo do nosso patrocinador.
Não, vai sair ali na tela. Vou falar do nosso patrocinador. O que está patrocinando esse episódio, esse debate aqui, quem está junto com a gente é a Tried Makers. Para você que não conhece Tried Makers, é uma plataforma de previsão de mercado. Como funciona a previsão de mercado? A previsão de mercado é algo que já existe há muito tempo em outros países. Tem plataformas muito conhecidas como Polymarket, a própria Caucho, inclusive. É uma plataforma que visa...
trabalhar a sensibilidade, a opinião e o conhecimento das pessoas. Então o público participa ativamente na construção das coisas que são vinculadas lá. Por exemplo, é uma plataforma que costuma dar muito mais acerto na porcentagem dos candidatos à presidência. Foi isso que aconteceu na última eleição nos Estados Unidos. Ela acertou com muito mais proximidade a porcentagem da vitória de Donald Trump.
Está tendo também, vocês estão aí conhecendo esse mercado agora, está tendo aí outros tipos de previsão. Você pode ter previsão sobre, por exemplo, quem ganha algum reality show, quem ganha a eleição aqui no Brasil, quem, por exemplo, vai jogar a Copa do Mundo, tem para todos os tipos de gostos. Mas a parte mais importante é que funciona justamente com o quê? Você consegue colocar a sua opinião, você consegue mostrar ali para onde você acha que vai tal decisão ou acontecimento histórico.
E você consegue fazer isso trabalhando ali, como eu falei, com o seu conhecimento. Então, para quem gosta de geopolítica, você pode falar sobre a guerra do Irã e Estados Unidos. Para quem gosta, como eu falei, de futebol, você pode falar sobre a Copa do Mundo. Para quem gosta, por exemplo, de política, você pode falar sobre eleição. E para isso, você precisa conhecer a Treadmakers.
que tem aí a pioneira no Brasil, né? Ela está trazendo esse tipo de mercado aqui para o nosso país, clicando no link aí ou acessando o nosso QR Code que aparece aí para vocês na tela o tempo todo. Você fica aí, facilita para você acessar a plataforma e conhecer todas as previsões de mercados agora. Beleza? Quero agradecer então a Trade Makers que patrocinou esse episódio maravilhoso aqui com a gente. Vamos lá?
Vamos para os donates, isso. Separa os donates aí para a gente. Valeu aí, Threadmakers, mais uma vez aqui com a gente. Jason Statham do 20 reais. Segundo a OMS, há cerca de 73 milhões de abortos induzidos por ano no mundo. Se 50% dos fetos abortados fosse do sexo feminino, o número de vidas femininas interrompidas por mulheres seria muito maior do que o número anual de feminicídios.
28% da geração Z nunca vai chegar a nascer porque vai ser abortado. Vocês acham que aborto não acontece? Acontece e tem que ser criminalizado. E quem aborta tem que ir pra cadeia. É o que vai resolver. Porque todo lugar que é criminalizado não resolveu. É que vocês não gostam muito de prender quem comete crime. Todos os lugares que foram criminalizados não resolveu, né? Ah, é tipo aonde?
Todos. Todos os lugares onde aborto é crime. Aonde que aborto é crime? Que lugar que não existe aborto? Eu vou... Deixa eu ler aqui o próximo. Fala um país que não existe aborto. Fala um país que não existe aborto. Aonde que é criminalizado? E não resolveu. Fala um lugar que não tem aborto.
Fala num lugar que não tem assassinato. Fala num lugar que não tem estupro. Vamos legalizar tudo, então. É, legaliza mais fácil. Aí não tem crime. É. Olha que bom. Não vai existir crime se você descriminalizar. A solução de da esquerda é maravilhosa. Se você descriminalizar, não tem mais crime.
Eu só queria registrar que eu não consigo rir nessa discussão. Que a gente tá falando de mulheres que morrem. É um problema seu. Mulheres que morrem por feminicídio. Pessoas que morrem em trabalhos precários. Bebês deficientes. Bebês negros. Bebês que morrem. Porque as suas mães não têm os direitos mínimos de exercer a maternidade. A gente tá falando de assuntos que são muito sérios. Me recusa a dar risada. Deixa eu ler o próximo aqui.
Deixa eu só ler o próximo aqui, ó. Crianças que morrem porque tem que ter o filho.
Ó, vamos lá. O Lirique fala o seguinte, mais uma vez aqui, Júnior. Pergunta para as feministas. Por que a ciência considera a vida unicelulares uma vida e um feto complexo não?
Olha, eu acho que esse debate a gente volta em dizer que a gente está debatendo aqui a questão da vida que existe, a vida humana que existe, de milhares de mulheres que morrem por abortos clandestinos todos os anos. Quarta, quinta causa de morte materna no Brasil, terceira causa de morte materna em outros países onde o aborto é criminalizado.
E em países onde o aborto é legalizado, mulheres que precisam abortar, que na nossa opinião deveriam ser muito poucas, porque a gente acha que tem que ter educação sexual, a gente acha que tem que ter contraceptivo, a gente acha que as pessoas têm que ter acesso a todas as medidas de prevenir uma gravidez indesejada. Se ela acontece nos países onde o aborto é legalizado, as mulheres recorrem aos abortos sempre mais cedo do que em países onde o aborto é criminalizado. Então é o caso da Argentina, onde a lei permite até 14 semanas.
E a maioria das mulheres que recorrem ao aborto legal abortam antes das 12 semanas, né? Onde não existe comprovadamente atividade cerebral. Eu acho que só uma coisa, né, gente? Porque célula é uma vida, é óbvio isso, né? Agora não é uma vida humana, né? Ou toda célula é vida humana. Não, uma vida de que espécie? Potencialmente.
Ela não é humana. Potencialmente humana. Pode ser que ela vire um cachorro. É só potencialmente humana. Pode ser que nasça uma concha. Pode ser que vire uma alcaxorra. É potencial só. Isso vindo de uma pessoa que é contra a fecundação in vitro. Aí é muito... Fertilização in vitro. Fertilização chama. Porque é aborto, né? Quando...
O zigoto masculino se encontra com o zigoto feminino no útero da mulher. O que que acontece ali? Ó, vocês que têm dificuldade de engravidar, por exemplo. E que estão recorrendo a média dos comuns. Ela vai falar o que ela veio no mesmo lugar. Aí ela vai fazer, ah, tadinha. Só contra o vestibular, só em bíblia. Porque a Santa Igreja Católica é contra e eu sou católica. Amém. E eu subscrevo o relator. Contra a camisinha. Contra a prevenção.
É isso aí. Contra a prevenção. A gente não tá dizendo que todo mundo tem que ser, mas a gente é.
Então não é contra a criança morrer. Quer dizer, me orgulho disso não, né? Mas sou feliz com isso. Criança morrer parindo pode. Contra a IST pode. Você não me respondeu. Tudo isso pode. A biologia só serve pra você transpar. Num útero. Pietro, eu não preciso dialogar com as suas perguntas do jeito que você quer. A gente discorda. Você acha que as mulheres têm que morrer abortando. Eu acho que as mulheres têm que receber educação sexual contraceptivos. Pra poder ter a chance de não engravidar se não quiserem. Eu acho que você...
Tem outra posição, essa posição, as mulheres, as meninas de 12 anos, 11 anos, podem engravidar, parir, o estuprador tem que estar na certidão. Não, não. E várias delas vão parir e morrer. Eu acho que ele tem que arcar com as consequências do crime dele. Ele tem que bancar, assim, a criança que... Bom, e a criança vítima do estuprador, tudo bem estar lá com o nome do estuprador que deixou uma marca. Um óvulo, um espermatozoide.
Quando se encontram no útero. Eu acho que a pergunta é pra gente, né, Júnior? Ela não quer responder o que vira. É, não, eu tô cansada. É um zigoto. Mas você não consegue responder o que vira? Eu consigo. É um zigoto. Humano. Uma vida humana. Vamos lá, vamos pro próximo. Não é potencial porque não vai virar um tomate depois. É o quê, então? Uma vida morta? Porque se é morto, você não precisa matar, né? Vida e vida humana são diferentes.
Claro, por isso que dentro do útero humano só se forma a vida humana. Não vira a vida de um cachorro nem de uma samambaia. Ó, pessoal, o Juliano, eu li aqui o seu superchat, entendeu? Mas aqui a gente, quando a gente marca um debate, a gente marca um debate com as pessoas concordando, tanto com os temas, quanto também com a questão do... das diretrizes. Mas é normal assim, sair um pouco do...
do espectro, porque senão o debate não é tão engessado assim, não fica. Porque senão fica artificial, entendeu? A naturalidade do debate faz com que ele tenha momentos de, sim, interrupção, acaloramento, mas a gente tenta manter na ordem. Até porque a gente tenta trazer pessoas que têm realmente vivência, opinião, que estão ligados à causa. E isso sempre tem um pouco do fervor ali, né? Da emoção. Aí o...
O Reiner e o Matheus mandaram um superchat, mas não veio mensagem. Certo? E é isso. Tivemos aí, então, uma pergunta pra cada lado. Vou passar pra vocês fazerem as considerações finais. Pode começar, por favor, Virginia.
Gente, queria agradecer mais uma vez o debate. Sempre é uma ótima oportunidade de poder desmascarar a hipocrisia da extrema-direita. E reivindica as suas lideranças homens, reivindica todos os aspectos mais azastrosos que a gente pode ver. Uma coisa absurda que a gente viu aqui foi, por exemplo, a defesa de que crianças de 12 anos... Ai, menti, cuidado com a mentira, hein. Crianças de 12 anos podem parir e se morrer... Ah, enfim, pra Pietra isso nem acontece. Ninguém falou isso, mentirosa, mentirosa. A falta de defesa...
Posso terminar? É que você tá mentindo. É só voltar ao vídeo e dizer. Mentirosa. Mas como você perder os argumentos? Vocês precisam ficar interrompendo, ter que ameaçar com o processo. Eu preciso dizer quando você tá mentindo. Preciso avisar quem tá assistindo que você está mentindo. Vocês relativizaram que a mulher pode ser obrigada a transar mesmo sem ela ter vontade. Que é natural, inclusive, que tem que questionar a lei da pedofilia. Eu falei que...
Agora, questionar a lei do feminicídio, etc. Tudo aí é parte do que vocês gostam de fazer. A gente tá aqui pra dizer pras mulheres, pras pessoas com útero, que a gente vai seguir lutando nas ruas. E que vocês podem aí ficar querendo falar alguma coisa, fazer piada, etc. Mas a nossa identidade de gênero...
orgulhosa, que vem fazendo com que a gente conquiste cada vez mais espaço na sociedade, reivindicações, aliados, porque nas universidades a gente está arrancando o Cotas Trans, com o apoio de muitas pessoas que não são trans, e estão ajudando a gente a conseguir essa reivindicação. Tenho muito orgulho de dar o FAB para ser parte dessa luta, inclusive em 2018, como parte de um enfrentamento ao bolsonarismo que elas defendem. Então, gente, siga a gente nas redes sociais, aqui é a Travesti Comunista, tenho muitos mais conteúdos assim.
Sigam o Esquerda Diário, sigam o Epon Rosas Pra seguir esse enfrentamento Contra essa extrema direita nojenta Que não defende nem as mulheres, nem os bebês E nem os homens, como a gente viu aqui
Minha vez. Queria agradecer também, eu acho que pra gente é sempre muito importante mostrar que esses discursos simplistas, biologizantes, o único serviço que eles cumprem é o serviço de penalizar mulheres LGBTQ+, mas são vítimas de violências todos os dias.
convidar vocês a irem para as ruas, porque a extrema-direita a gente derrota com luta, a gente derrota com organização, com mobilização, ocupando as ruas de todas as cidades, de todos os países, em defesa dos nossos direitos, da igualdade salarial entre homens e mulheres, entre negros e brancos, o direito ao salário mínimo do Diese, as condições essenciais e urgentes para enfrentar a violência doméstica e o feminicídio. Quero expressar aqui a nossa solidariedade a todas as mães, crianças, irmãos, parentes.
das jovens mulheres assassinadas pela violência machista, do feminicídio, minha solidariedade às famílias das trans assassinadas por transfeminicídio, e dizer para vocês, sigam acompanhando Esquerda Diário, o grupo de Mulheres Põe Rosa, onde a gente milita, está aberto a jovens mulheres, pessoas LGBTQIA+, que querem participar da organização desse movimento, e também a seguir em minhas redes, eu sou a Preta Parks, estou no Instagram e no Twitter também. Muito obrigada. Vamos lá, Eduarda.
Bom, meu nome é Eduarda Campopiano, tenho 22 anos, sou vereadora na cidade de Praia Grande, sou a mulher mais votada da história da cidade. Seministas sempre ficam com raiva e elas que façam o L. Foi uma alegria estar aqui hoje. Agradecer o Júnior de novo pelo convite, agradecer a Pietra pela participação maravilhosa também.
E, bom, é isso. Esse tipo de debate é sempre extremamente proveitoso porque a gente consegue ver esquerdista dizendo que mulher é qualquer coisa, esquerdista dizendo que a vida começa só depois do nascimento, esquerdista falando um monte de coisa. É uma delícia. Todo mundo dá risada. Vocês adoram os cortes depois. Então, se você ainda não me segue nas redes sociais, é a Eduarda Campopiano em todas elas. Muito obrigada.
Que malabarismo ela vai fazer para parecer que ela falou o que ela não falou. Meu nome é Pietra Bertolazzi, foi um prazer estar aqui. É um prazer pela primeira vez estar em um debate com a Duda, que está arrasando aí nas redes. Eu adoro acompanhar o trabalho da Duda. Vim aqui muito mais para...
Por pura direção. Mas pra apoiar a Duda também, porque eu realmente gosto do trabalho dela. E ela que tá nessa frente política é um trabalho que deve ser valorizado. Porque mulheres conservadoras tendem a não querer muitas vezes enfrentar esse tipo de coisa que você tem que enfrentar. Então parabéns, primeiro lugar, porque eu mesma não tenho estômago pra isso. Parabéns e obrigada pelo trabalho.
E também queria dizer que assim como a nossa amiga aqui que está incomodada, que muitas pessoas andam ocupando o espaço dela nas bancadas da mulher trans, eu digo que as mulheres também estão preocupadas porque homens hoje estão ocupando o lugar das mulheres não só nas bancadas como em vários lugares, dizendo que se consideram mulheres e portanto devem ocupar o cargo dessas mulheres.
Então eu queria prestar minha solidariedade às mulheres que têm perdido seus espaços e seus cargos pra homens que dizem que são mulheres. Quero deixar aqui meu Instagram também, é arroba Pieta Bertolasi. Siga-me. Enfim, eu ia falar alguma coisa. Siga-me os bons. Eu ia falar uma coisa pior. Enfim, siga quem quiser acompanhar minhas opiniões degradantes, patriarcais, opressoras e... Todalistas. Todalistas, católicas.
E é isso, obrigada Júlio mais uma vez, Júlio é um parça, faz muito, imagina, já perdi as contas de quantas vezes venho aqui, venho sempre com muito prazer, o programa aqui é muito bom. O Júlio é um criador de monstrinhos, né? Ele é, ele dá asa pra cada coisa. E é isso, agradeço a todos que ficaram até aqui, beijo grande.
É isso aí, galera. Muito obrigado a todos vocês. Obrigado a todo mundo que acompanhou aqui nos bastidores também. A toda a equipe que produziu esse episódio. Vocês vão ser direcionados, tá bom? Para o nosso próximo debate. Vocês vão poder ver, inclusive, o trailer, tá? Tem um trailer aí que a gente fez que foi um empresário versus 25 entregadores.
E aí a gente vai ter aí a pauta dessa questão dos aplicativos. Foi um debate bem legal que a gente gravou. Faz um mês mais ou menos. Então vai sair agora, tá bom? No sábado, 19 horas. Já pode definir o seu lembrete, já pode assistir aí o trailer, dar a sua opinião, os comentários estão liberados. E estreia, então, às 19 horas no sábado. Tá certo? Obrigado. Você não vai falar o resultado da enquete, Júnior? Resultado da enquete? Coloca o resultado aí, por favor, da enquete, produção.
Coloca aí, por favor. Ah. Qual que é o resultado da enquete? Aí. Exatamente. Como é? 91% com quem você concorda mais. 91% para as conservadoras, 9% para as feministas, com 3.900 votos. A democracia sempre vence.
Enquete, enquete. Infelizmente, a democracia... Agora que eu tô vendo que o pessoal realmente tava falando, fala da enquete, é porque não dá pra ficar olhando esse chat. O pessoal fica chamando a Eduarda de Velma. Tão ficando apelidos aqui. Desde o debate com a Martina, eu virei a Velma. Exatamente. O cabelo e o óculos. Ou então, o pessoal fica...
O pessoal fica falando coisas assim, do tipo, frases do Bolsonaro, frases do Lula, o Lula é isso, o Lula é aquilo. Gente, sem comentários. Mas é isso, gente. Sejam sempre muito bem-vindos aqui no programa, tá bom? Participem bastante. Aproveita vocês também, que Net já...
Já tem um conteúdo pra fazer cortes, tá bom? Falei do debate que vai sair às 19h, a Virginia participou. E é isso, gente, tá bom? Defina um lembrete aí e a gente se vê no próximo episódio. Valeu!
Instituto Oliver
Cursos preparatórios para carreiras policiais