MISSÃO ARTEMIS II E POLÊMICAS DA AVIAÇÃO - PART. FERNANDO DE BORTHOLE - REDCAST
MISSÃO ARTEMIS II E POLÊMICAS DA AVIAÇÃO - PART. FERNANDO DE BORTHOLE - REDCAST.Neste episódio do RedCast, Fernando de Borthole desvenda os bastidores da Missão Artemis II, a nova corrida espacial rumo à Lua, e mergulha nas polêmicas mais quentes da aviação mundial. Prepare-se para uma conversa repleta de curiosidades, análises técnicas e revelações surpreendentes!#artemisii #aviação #redcast.SIGA nosso INSTAGRAM ➡ https://www.instagram.com/redcastoficial/=====================================================▶ ENVIE SUA MENSAGEM AO VIVO: https://app.donaty.com.br/redcast?▶ HASHTAG TREINAMENTOShttps://eventoshashtag.herokuapp.com/redirect/parceria-redcast-001▶ TRIADhttps://triadfi.co/?ref=REDCAST▶ 👮🏻♂️ INSTITUTO ÓLIVER CARREIRAS POLICIAIS 👮🏻♂️👨🏻💻 Site Oficial 👉🏻 https://institutooliver.com.br/ 👩🏻🎓 Curso EJA em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/S28462720M 👨🏻🏫 Curso Superior Sequencial em 3 meses 👉🏻 https://go.hotmart.com/Y11127534P 📞 34-993004408📶 @instituto__oliver_oficial▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO REDCAST• @redcastoficial ▶ LIVRO HACKEANDO O MERCADO SEXUALhttps://pay.kiwify.com.br/o0h7E4Y▶ INSTAGRAM DO HOST• Junior Masters: @ojuniormasters.AS OPINIÕES, CONSIDERAÇÕES E COMENTÁRIOS EMITIDOS PELOS CONVIDADOS DO PROGRAMA, SERÃO ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE RESPONSABILIDADE DE QUEM OS EMITIR.O REDCAST NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS MESMAS.=====================================================Spotify: https://open.spotify.com/show/2qGNLUOtkA55qknCHicdoTYouTube Music: https://music.youtube.com/channel/UCeL1a4rpEA8UG9IQIewPccgAmazon Music: https://music.amazon.com.br/podcasts/5a492610-0c19-4087-9fde-a24f90421a10/redcastApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/redcast/id1784860273=====================================================SOBRE O REDCASTO RedCast é o seu podcast para conversas diretas e honestas. Aqui, trazemos personalidades de diversas áreas para debater temas relevantes, sem censura e sem amarras. Se você busca conteúdo autêntico e discussões que fogem do óbvio, seu lugar é aqui.INSCREVA-SE NO CANAL, DEIXE SEU LIKE E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES PARA NÃO PERDER NADA!=====================================================O que é a Missão Artemis II?Quando a Missão Artemis II será lançada?Quem são os astronautas da Missão Artemis II?Qual o objetivo principal da Missão Artemis II?Como a Missão Artemis II difere da Artemis I?Quanto tempo durará a Missão Artemis II?Quais tecnologias serão testadas na Missão Artemis II?Por que a Missão Artemis II é importante para a exploração espacial?Quais são os riscos da Missão Artemis II?Como acompanhar o lançamento da Missão Artemis II ao vivo?Quem é Fernando de Borthole?Qual a formação profissional de Fernando de Borthole?Quais são as principais polêmicas da aviação atualmente?Por que ocorrem tantos incidentes aéreos recentemente?Como funciona a segurança na aviação comercial?Quais as diferenças entre aviação civil e militar?O que são caixas-pretas de aviões?Como os pilotos são treinados para emergências?Quais as inovações tecnológicas na aviação moderna?Por que os combustíveis sustentáveis são importantes para a aviação?O que é turbulência e como afeta os voos?Quais os maiores desafios da aviação no século XXI?Como a NASA seleciona astronautas para missões lunares?Qual o custo estimado da Missão Artemis II?Por que voltamos à Lua depois de décadas?Quais países participam do programa Artemis?Como a exploração lunar beneficia a vida na Terra?O que é o foguete SLS usado na Missão Artemis?Quais experimentos científicos serão realizados na Artemis II?Quando humanos pisarão novamente na Lua?
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Não dá para acreditar que o seu sonho é ser aprovado em concurso público de carreiras policiais e você não se matriculou no Instituto Oliver, que é a maior escola preparatória de carreiras policiais do Brasil. São mais de 150 mil alunos, diversos alunos aprovados na Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Bombeiro Militar, Guarda Municipal, de qualquer estado e de qualquer município. Não dá para acreditar que você precisa concluir os estudos.
terminar o ensino fundamental e ou médico completo, e você não fez sua matrícula no Instituto Oliver no curso EJA supletivo, aonde você termina os estudos EAD em apenas seis meses. Não dá pra acreditar que você tá precisando de um curso superior em apenas três meses, reconhecido pelo MEC, curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada, ou em teologia, pra tomar posse no seu concurso, que só exige superior completo. Não fala na lei de provimento de carga e carreira.
Diploma ou graduação de nível superior? Só fala superior, isso só fala superior. O superior sequencial de três meses, que basta você ter nível médio completo para você poder fazer, você consegue tomar posse com ele. Então não dá para acreditar que você está dando bobeira. Vem para o Instituto Oliver. Aqui você consegue fazer tecnólogo de recurso humano de gestão pública em um ano, se você for formado no curso de curso sequencial.
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Então, se você quer mudar de vida, é Instituto Oliver. Aqui não tem conversa fiada pra boi dormir e nem mamãe me chora. Aulas objetivas, diretas, sem conversa fiada pra boi dormir. Professores altamente qualificados, todos os professores são policiais. Então, para de perder tempo. Quer ser aprovado de primeira no seu concurso público? Vem pro Instituto Oliver. Quer concluir os estudos? Vem pro Instituto Oliver. Quer fazer curso superior?
Venha pro Instituto Oliver. Um forte abraço. Eu sou o professor Matheus Oliver. E aqui, meu brother, a sua aprovação é garantida. Tamo junto!
Oi! Muito boa noite, galera! Estamos começando mais um episódio aqui do Redcast. Sejam todos muito bem-vindos. Sou o Junior Masters e hoje nós vamos para mais um bate-papo cheio de conhecimento, informação e tudo o que você precisa saber sobre aeronaves. Tudo o que você precisa saber sobre aviação com um especialista no assunto. Nós vamos falar também sobre a missão Atmos 2, que tem aí novidades chegando. Pois é, hoje é um dia histórico, estão dando a volta.
pra quem acredita, né? Estão dando a volta lá na parte escura da Lua, os astronautas da NASA estão eles confinados aí há uma semana, fazendo todo o percurso, né? De Terra pra Lua e depois, agora marcando o início da volta. Seja bem-vindo aqui mais uma vez, Fernando de Bortoli do canal Aero por Trás da Aviação.
Obrigado, Júnior. Um grande prazer mais uma vez estar aqui, falar de aviação. Pô, sempre muito legal a gente poder discutir um pouco esses assuntos. E vamos lá, acho que vai ser um papo legal, porque junta espaço também. Eu não posso falar de espaço perto de Serjão, né? Mas o Serjão tá lá, vendo ao vivo, então eu falo alguma coisa aqui. O que sobrar pra mim. É isso, Renan. Mas acho que o Serjão dispensa apresentações, né? Ah, não. Não precisa.
E pro pessoal que tá aí chegando na nossa live, eu vou pedir pra todo mundo deixar o like, tá bom? Deixa o like na nossa transmissão, aproveita pra você participar aí, mandando a sua pergunta, mandando o seu donate. Pode fazer o quê? Através do link que tá aí no comentário fixado ou na descrição. Ou também no nosso QR Code, você pode mandar a sua pergunta, seu comentário, sua sugestão de tema, tudo que você precisa aí pra participar da nossa transmissão, enquanto a gente vai trazendo essas informações pra você aqui.
Tudo certo, galera? Bom, hoje realmente nós estamos aí, né? Finalmente conseguimos, né? Tivemos o lançamento que colocou os astronautas em órbita. A gente sempre estava abaixo dos 30 mil quilômetros de altura e conseguimos romper isso e eles estão dando essa volta. E tudo está sendo televisionado, né?
Pois é, bem diferente do que acontecia na década de 60, 70, né? E nesse momento, agora são o quê? 8 e 17 é o momento que eles estão já começando a perder o sinal, né? Eles perdem o sinal com a Terra por conta dessa volta passando por trás da Lua, no lado escuro da Lua ali que não é visível na Terra, né? Então está acontecendo isso agora, é um momento histórico.
E o mais distante que o ser humano já conseguiu chegar com tripulação, né? Outras máquinas humanas já foram mais longe, evidentemente, mas pessoas irem tão longe é a primeira vez. Então é um momento histórico que a gente tá vendo. E você falou no começo que pra quem acredita ou não, eu acho que isso aqui é que nem terra plana. Entendeu? Não é questão de crença, é questão de é. Aí, se você não acredita...
Tem uma estatística interessante. No Brasil, 33% das pessoas acreditam que o homem não foi à Lua. É bastante coisa, né? 33%. E eu conheço pessoas que não acreditam que o homem não foi pra Lua. Inclusive, saiu um filme, acho que foi ano passado, no Apple TV.
chamado Como Vender a Lua. Você viu esse filme? É um filme muito interessante porque ele é do programa Apolo e eles estão mandando os primeiros homens à lua, que foi o Buzz Aldrin, o Neil Armstrong e o Michael Collins, que o Michael Collins, no caso, não desceu para a lua. Ele ficou na nave em órbita. Mas esse filme é muito interessante porque naquele momento, no final dos anos 60...
A população americana já tinha perdido o interesse nisso e os Estados Unidos estavam investindo muito dinheiro para colocar o homem na lua e a população já estava questionando por que gastar tanto dinheiro assim em uma coisa que tá, e aí, né? E aí, nesse filme mostra que convidaram, chamaram uma super profissional de marketing para criar toda uma propaganda em cima do homem chegar na lua para convencer a população que aquilo lá era um bom negócio e aí todo mundo começou a ficar interessado.
É uma história fictícia no lado dessa... Dessa... Propaganda... Profissional de marketing e tudo mais. É... E uma outra ficção que tem no filme que não... Não aconteceu. É que nesse filme eles fazem um pouso fake. Pra garantir pra que se caso o homem não pisasse na lua. Seria um fake ali pra... Tchau, tchau.
Pra dizer que pisou, né? Entendi. Mas essa parte do filme é ficção, todo o resto é verdade. Então assim, existe essa teoria da conspiração, mas tem várias coisas naquela época que mostram que de fato o homem foi pra Lua. E uma das coisas é, por que que os soviéticos concordaram, falaram, não, realmente os americanos foram pra Lua? Era o auge da Guerra Fria. Você imagina se os americanos tivessem feito isso fake?
se os soviéticos não teriam desmascarado os americanos, falaram que era mentira e eles não chegaram primeiro. Ali era uma questão de corrida espacial e corrida de poder, porque os soviéticos colocaram o homem no espaço primeiro, foi Yuri Gagarin, e aí depois tem aquela fala clássica do...
do presidente na época, o John Kennedy, acho que em 62, ele fala que nós vamos pra Lua, nós escolhemos ir pra Lua, e chegaram na Lua. Então, você concorda comigo que se isso fosse fake, com certeza os soviéticos teriam desmascarado os americanos pra não deixar que os americanos ganhassem a corrida espacial, porque o homem pisar na Lua encerrou a corrida espacial naquele momento, e assim, os americanos ganharam, ninguém chegou na Lua. Beleza, vocês puseram o homem em órbita, a gente chegou na Lua.
E fora outras muitas coisas que aconteceram e outros estudos que aconteceram por conta dessas idas na Lua, porque muita gente fala assim, não, o homem não chegou na Lua em 69, mas não foi só em 69, foram 5 vezes, né? Até 72, então foi até o programa do Apolo 17. Então 11, 12, 14, né, porque a 13 deu pau e não foi, 15, 16, 17, são 6 vezes, né, que o homem foi pra Lua.
inclusive todas aquelas imagens daquele módulo lunar, aquele carrinho lá, isso não foi na Polo 11, foi depois, né? Foi bem mais pra frente, já em 72. Então foram várias pessoas que foram pra Lua, mas claro, a teoria da conspiração sempre vai existir.
Não, tem essa parte da história, como você falou, pô, a gente estava num contexto de Guerra Fria, o comunismo, a União Soviética não ia simplesmente aceitar uma mentira contada pelos Estados Unidos. Exatamente. E colocava os Estados Unidos justamente na frente deles nessa corrida tecnológica. Exatamente. E eu acho que agora também não é diferente, tá?
Acho que essa ida da NASA, dos americanos, para fazer essa volta na Lua, para poder justamente fazer toda uma experiência e preparar para a próxima missão. O pouso tem a ver com uma disputa entre Estados Unidos e China.
Porque a China já tinha feito também a mesma declaração e que ia fazer isso até 2030. Então, exatamente. E a China já colocou também módulo lunar lá. A Índia já fez também missões lá. Então, tem outros países com muita tecnologia e os Estados Unidos não querem ficar para trás. Então, essa missão é para mostrar que a gente ainda está no topo do negócio. A Rússia acho que não tem mais condições para fazer isso, pelo menos não nesse momento.
Mas, de fato, existe hoje uma corrida espacial nova, né? Diferente do que acontecia naquela época entre Estados Unidos e União Soviética. Mas isso tá acontecendo, então... E a evolução, né? Então, a ideia é que na Artemis 3 eles pouzem na Lua em 2020... Era 2027, agora eu já tô falando 2028, mas enfim... Nos próximos dois anos...
E até criar uma base lunar para ser um pit stop, vamos dizer assim, para outras missões mais longe, como Marte, por exemplo. Apesar da Lua estar muito longe de Marte, assim como a Terra, questões de gravidade, atmosfera... Exatamente. É muito mais barato você sair da Lua porque você não tem essa questão de atmosfera e a gravidade é muito menor. É muito mais fácil você sair da órbita da Lua do que da Terra.
Então, tudo isso está sendo desenvolvido. Quer dizer, vamos chegar em Marte, como o Elon Musk dizia 10 anos atrás, 2024, 2025, a gente já vai estar em Marte. Não está ainda, mas existe um processo e está acontecendo. Então, quando o conspiracionista fala que não chegou, o cara está vendo o negócio hoje. Ele esquece dos anos de estudo e investimento de bilhões e bilhões de dólares para acontecer o que está acontecendo hoje.
Mas ainda vai ter gente que vai falar que é inteligência artificial, até porque tudo é inteligência artificial hoje, né? Ninguém acredita mais em nada. É difícil mesmo. Eu caio em várias. É, antigamente você ficava assim, poxa, mas será que isso aqui é real? Agora sim, é inteligência artificial. Você tem que provar que é real. É, o engraçado vai ser, porque saiu realmente, né? Tem um foguete saindo daqui e esse foguete vai voltar.
Exatamente. Como é que ele vai voltar? E quem acompanhou o foguete viu que ele...
Foi embora, né? Ele não caiu em algum lugar, não voltou em algum lugar. Então, assim, não existe nenhum relato desse foguete ou batendo no domo.
Batendo no domo. Ou caindo em algum lugar que não seja saindo da órbita da Terra. Dessa vez a gente tem certeza que não explodiu. Dessa vez sim. E hoje é muito diferente de 69 e até 72, porque você tem câmera em todo lugar do mundo. Então se tivesse caído esse foguete que saiu...
lá do Cabo Canaveral, da NASA. Se ele tivesse caído em algum lugar, alguém veria. Concorda? Ou ele sumiu na atmosfera. Não. Então ele continuou sua trajetória. O que caiu foram os boosters, as outras coisas ali que...
Tem os locais certos pra cair. Então, conspiracionista. Mas não adianta. Legal que tem várias câmeras na nave. Na nave, tá ao vivo. Tem a interna que mostra ali o pessoal, né? A gente tem lá os astronautas que estão na parte interna. E tem a parte externa, a parte virada pra frente e a parte virada pra trás. Sim.
Que pegou a terra por muito tempo ali, né? Exatamente. Então tem essa transmissão rolando 24 por 7, né? É, exatamente. Então tem ali provas materiais de que, ó, tá acontecendo realmente a expedição. E querendo ou não, foi um sucesso. Que a gente não tinha visto até então.
Aquela ressalva de sempre por que não voltou, por que não voltou, por que não voltou. Sim, exatamente. Agora deram um jeito e conseguiram. E estão voltando, já estão lá. Ontem, foi engraçado, ontem eu estava... A Lua foi cheia acho que dois dias atrás. Ontem ela estava faltando já um pedacinho. E onde eu estava, no interior de São Paulo, dava para ver bem ela. Eu estava olhando para a Lua e falei, cara, tem alguém chegando lá. É muito louco você pensar isso. Mas agora eles vão dar a volta no lado...
obscuro, que a Lua, a órbita dela sempre mantém a mesma face virada pra gente. Então, o lado de lá, o lado de trás, nenhum ser humano viu a olho nu, sempre por sonda. Então, é outro momento muito histórico que está acontecendo.
E é um momento que vai cortar a comunicação com a Terra ali por uns 40, 50 minutos, enquanto ele tá dando essa volta ali por trás. Momentos de tensão agora. É, e o trajeto tem essa questão de estar na órbita, né? É. Então, o trajeto, ele ocorre justamente por causa...
do projeto, que é fazer essa volta. Não pousar, mas passar realmente por toda a questão da órbita da Lua. Eu acho muito interessante o cálculo, porque você decola, você lança o foguete aqui, a Lua tá aqui. A cápsula, a Orion, ela tá indo enquanto a Lua tá chegando no ponto. Então é feito assim. Não é que o foguete vai até a Lua. A cápsula ela tá indo, se encontram, faz a volta e a Lua continua girando.
Então esse cálculo espacial é muito interessante. Você tem que calcular a órbita, a distância. É que nem quando mandam sondas para Marte, né? Você tem que calcular a distância mínima entre as órbitas da Terra e de Marte. O quanto de lançamento é calculado. Exatamente. O tempo de duração. Quanto tempo antes, quanto tempo de viagem, no caso de Marte. Seis meses para chegar uma sonda em Marte. Então você tem que calcular o quanto que essa órbita vai andar em seis meses.
Seis meses é meia órbita inteira da Terra, né? Então é muito interessante isso. Muita gente envolvida num negócio dele. Eu curto bastante essa parte espacial. Inclusive, eu tava nos Estados Unidos agora, um mês atrás mais ou menos, e eu vi o lançamento da Falcon 9.
Eu fui fazer um trabalho na Embraer, lá em Melbourne, na Flórida, muito próximo do Cabo Canaveral, fica uma hora pro sul do Cabo Canaveral, e aí o pessoal lá me falou, cara, vai ter um lançamento. Aí eu fui até o lugar, fiquei bem na beira do lago, tem um lago gigante, até chegar do outro lado que tem as bases de lançamento, eu fiquei do lado do lago oposto.
Então eu vi bem as duas naves, porque tinha a Falcon 9 preparada de um lado, que é pequenininha, perto da Artemis, que estava do outro lado. E eles iam fazer os dois lançamentos. A Artemis ia fazer um teste, que eu não lembro agora o que era. E a Falcon 9 ia também fazer um teste de retorno à base de estrelas. Era uma coisa assim.
Aí eu acompanhando no site da NASA, falei, pô, ganhando é loteria, né? Vou ver dois lançamentos e o do Artemis também, né? No fim, como sempre, os lançamentos atrasam ou são cancelados. Eu fiquei lá umas três horas, vi a Falcon 9 decolar, primeiro lançamento que eu vi ao vivo, assim, à noite. Então, o brilho é demais, assim, ele passa atrás das nuvens, ilumina tudo. Eu tenho a imagem aqui, se você tem depois pra pôr, a gente mostra.
E aí eu fiquei lá esperando a Artemis decolar, bati foto, eu olhei no YouTube da NASA, fiquei esperando, esperando, não, não, foi cancelado. Falei, ah, fui embora, fui embora e não vi o lançamento da Artemis. Mas aí alguns dias depois, uma semana depois, eu tava fazendo um voo com um amigo meu em Orlando, ou seja, uma hora e meia da costa, e lá num voo baixo, tava num avião pequeno, eu vi um lançamento não sei qual, porque eu não tava nem esperando.
eu vi na costa um lançamento de algum foguete também. Então eu acabei pegando dois lançamentos e lá na Flórida os caras estão lançando foguete toda semana, né? Então é engraçado que até o pessoal que mora na região lá nem olha mais pra cima, porque é tão comum. Mas acho que agora esse do Artemis chamou bastante atenção. Não, tinha bastante gente filmando, né? Tinha. Porque a pessoa via na TV e aí a pessoa corria pro quintal. E olhava na TV e corria pro quintal.
Olhava na TV e virava do apartamento mesmo. Virava pra janela pra poder ver ali na sacada, né?
Pra ver se passava. E aí quando passava, a pessoa, tipo, depois de alguns segundos ali, passava longe já, assim. Muito rápido, sabe? Muito rápido. Como é que os conspiracionistas fazem agora? Se o cara, ele tá lá, vendo o lançamento do foguete, e ele pode olhar a câmera do foguete... E aí
saindo da Terra no mesmo lugar que ele tá... Como é que explica isso? Tem que trazer eles aqui pra conversar. É, né? Porque tá ali, tá registrado. Tem gente que viu. Eu já vi lançamento de foguete. E aí? Como é que eu vi? Fontes da minha imaginação... Não, porque teve uma época que os foguetes explodiam. Tava explodindo muito foguete. É porque batia no domo, né? Aí tinha... Mano, era foguete explodindo toda semana. Foguete saía e explodia.
Mas desde o Starship 9, no voo do Starship, acho que o negócio ficou mais difícil, entendeu? O Starship explodiu muito no começo, porque é aquele conceito de fail fast, né? Vai, explode, vai fazendo o que dá pra fazer até chegar no ponto final. Muitos foguetes, inclusive, foram lançados pra explodir. Tá esperando que ele ia explodir.
Não, e o pessoal não sabe que, por exemplo, o Starship podia explodir, mas o Falcon 9 já tava voando faz tempo. O Falcon 9 também é do Elon Musk. O Falcon 9 ele voava, ele voltava, as peças eram reaproveitadas, né? A estrutura do foguete. E depois de três dias tava voando de novo. Então assim, um negócio absurdo. Pois é, exatamente. Não acontecia isso na...
na corrida espacial, você tinha... Primeiramente, era impossível você reaproveitar, por exemplo, o pedaço de foguete. Exatamente. Então era sempre muito mais caro. Aí também sempre muito mais demorado, pra você poder construir, ajustar e tal. Então foi isso. Mas o Starship chegou a explodir muitas vezes. Explosiu muitas vezes.
Mas do nono pra frente o negócio começou a ficar mais Mais Seguro, e aí ele começou a Tipo, a ir, voltar, de repente Não fazia o pouso de volta, mas começou a fazer O pouso de volta de novo, e aí Explodiu algumas vezes no pouso de volta, mas até chegar Aquele que
pinça, né, que ele chega assim certinho, encaixa, isso daí é uma redução de custo absurda, porque você, todo o equipamento que era perdido, né, como foi o caso agora do lançamento da Artemis 2, né, porque os boosters caíram, né, não teve a reentrada como acontece na SpaceX.
Mas o custo reduziu absurdamente. Desde o programa do ônibus espacial, que foi de 81 até 2011, foram 30 anos de programa espacial com ônibus espacial, já teve uma redução de custo grande porque você aproveitava de novo toda a nave. Você jogava fora só os boosters, apesar de ser um programa extremamente caro também. Mas antes disso, como aconteceu com o Artames agora,
tudo vai embora, fica só a cápsula mesmo. Então isso tem um custo muito alto. Bilhões de dólares. Aí que entra a questão da propaganda americana também, né? Porque a população tem que aprovar o negócio. Porque são pagadores de impostos que estão mantendo aquilo. Então se a população for contra como aconteceu na década de 60, aí o programa começa a perder força, né? Popularidade, né? Popularidade. Se não tiver adesão popular, já era. Exatamente.
Mas eu perguntei pro Serjão qual que era o sentimento Que ele sentiu lá, pra ele foi uma coisa maravilhosa Mas ele disse que o que impressionou Também foi, tipo assim, ele tava Num local que tinha gente Seis horas da manhã Pra ver um lançamento que era sete e meia da noite
Então o pessoal lá, seis horas da manhã, o pessoal leva a família, leva cooler, o pessoal faz churrasco, toma cerveja e passa o dia lá. E nos carros, né, com som ligado e tal. A galera ocupa aquela área de uma forma muito marcante, porque é um evento, é uma coisa fantástica. E no momento do lançamento, quando eles viram o foguete subindo, todo mundo gritando. You're a saying.
É aquele negócio assim, bem patriótico mesmo, sabe? E aí o cara chorando, porque viu o foguete, as pessoas falando, ah, então foi isso que meu avô pensou, que nunca mais ia acontecer. Então essa questão do patriotismo também.
do americano em relação ao lançamento é muito forte. Sim. Então acredito que se depender disso ainda vai ter mais coisa acontecendo. Com certeza, com certeza. Porque mostra a força, né? Porque uma missão dessa não é qualquer um que faz, né? Bom, atualmente, só os Estados Unidos, inclusive quando eu morava nos Estados Unidos, eu escutei de um americano, amigo meu, ele virou pra mim e falou, existem dois tipos de países no mundo. Os que usam o sistema métrico e os que puseram o homem na lua.
Aí ele fala, é, eu vou falar o quê, né? É verdade. Então, o orgulho deles em relação a isso é muito grande. Uma vitória pros caras. Sim. E o americano, querendo ou não, ele prefere gastar uma grana, gastar o dinheiro, mas ele sempre vai ser o primeiro na cabeça dele.
Não adianta você ser o segundo colocado em um negócio desse. Tem até o episódio dos Simpsons, né, que o Homer vai pro espaço e junto com ele na missão vai o Buzz Aldrin, que é o segundo homem a pisar na lua. Aí o cara da NASA apresenta pro Homer, esse aqui apresentou os caras e tal, e é o Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na lua. Aí ele fala, é, o segundo vem depois do primeiro.
Exatamente Então agora todo mundo pode pisar na luz Estados Unidos foi o primeiro, acabou A China pode pisar, a Índia pode pisar Já teve o primeiro Agora tem que correr pra Marte Agora tem que correr pra Marte Cara, aproveitando Sei que a gente nem conversou sobre isso Mas e essa guerra Esse conflito E aí
o tanto de aeronaves e drones e lançamentos de mísseis, né, que são feitos também o míssel é um foguete só que ele não sai da órbita e tudo mais, toda essa tecnologia militar
Olha, bom, os Estados Unidos, apesar de ter as baixas que tiveram agora, algumas aeronaves abatidas, tem a história do F-15, né? Que o F-15... Que foi o abatido que foram atrás e socorreram o piloto. Um piloto foi socorrido logo em seguida, o outro foi socorrido ontem de manhã, uma coisa assim.
Demorou um tempo pra ser socorrido, foram várias aeronaves ali. E o F-15 é uma aeronave dos anos 70 que nunca tinha sido abatida por fogo inimigo. Nunca. Então esse foi o primeiro F-15 em 50 anos de operação que foi abatido. Por um drone. Eu não sei pelo que ele foi abatido, eu não cheguei a ver os detalhes. Foi o sistema de defesa lá. Acho que foi o sistema de defesa. Acho que foi o sistema de defesa do Irã. Então você imagina, 50 anos a aeronave era 100% de aproveitamento.
Teve abatimento de F-15 pelo Qatar, agora, recentemente, nessa guerra, mas foi fogo amigo. Fogo amigo, mas esse foi o primeiro. Esse foi o primeiro, mas fogo amigo. Agora, por fogo inimigo, esse dessa semana passada foi o primeiro. O F-15 é um avião bruto, grande, pesado, carrega muito armamento, 100% de aproveitamento até agora. Inclusive, eu gravei um vídeo do F-15 na quinta-feira passada.
Na quarta-feira passada eu gravei o vídeo do F-15. Editamos o vídeo tudo certinho. Acho que na sexta bateram o F-15. E no vídeo que eu gravei, eu falei que ele era um avião com 100% de aproveitamento. Aí na sexta bateram o F-15. Falei, bom, o vídeo já não tá mais certo. Então eu precisei fazer um disclaimer no vídeo falando, ó...
Agora, abateram um F-15, né? Mas foram mais 1.600 aeronaves produzidas nesses anos todos, então ele é um avião muito eficiente. E assim, a defesa aérea do Irã tá se mostrando eficiente, e o Irã tem uma vantagem, que são os drones baratos. Drones de 30 mil dólares, que pra aviação isso é peanuts.
não vale nada, e que os caras com um drone desse daí conseguem explodir um monte de coisa e atacar um monte de coisa, então é isso que está dando bastante trabalho também, fora a defesa aérea, que eles estão mostrando capacidade de interceptar aviões como o F-15, F-35, A-10 aquele avião tanque de guerra, né, um avião que ele o A-10 é um avião que foi construído em cima de um canhão, um GAL-8, é um canhão um...
Tem imagens aí? Vamos pegar imagens aí. Pegue imagens do... Porque assim fica mais fácil com a audiência entender. Esse que foi abatido que virou notícia no mundo todo.
Virou notícia no mundo todo. Porque realmente ele foi abatido pelo Irã. E assim, no Twitter principalmente, as coisas chegam muito rápido. Então não tem como esconder. E aí a preocupação era, como é que vão resgatar o piloto? Exatamente. Como é que resgata o piloto numa situação como essa? Foi uma operação complexa ali pra resgatar.
Não adianta, existe toda a propaganda de guerra. Então o Irã quer mostrar essa força de conseguir abater aviões dos Estados Unidos, ao mesmo tempo os Estados Unidos querem mostrar que são capazes de destruir o Irã inteiro, junto com o Israel, e fica essa briga. E a aviação está 100% envolvida no negócio inteiro, né? Esse é o F-15 Strike Eagle. Vou ver ali, ó. Põe só a imagem. É, põe só a imagem do avião.
Esse aí, ó. É grande, viu? Carrega muito, muito armamento. Qual que é a velocidade que chega? Mach 2.5. Duas vezes e meia a velocidade do som. Dá uns 3 mil km por hora. Meu Deus. Um pouco menos. Uns 2 e alguma coisa. Vou fazer o cá conta aí, mas é duas vezes e meia a velocidade do som.
E... Tá, pra abater esse daí, a gente tá falando do sistema... Antiaéreo do IAN. Pra abater, eles usaram então de mísseis que devem chegar? Tem que ver qual que é a velocidade que ele tava, né? Quando ele foi abatido. Como é que ele foi interceptado ali. Mas um drone não conseguiria abater um avião desse. Tem que ser um míssel. Então... Assim...
O Irã, ele tá mostrando uma resistência que talvez os americanos não imaginavam que teria. Sabe que uma coisa que o pessoal tá falando? Aí eu não sei se é teoria da conspiração. Você que me fala.
De repente os Estados Unidos não conseguiu resgatar o piloto. O piloto não apareceu. É, não sei. Aí já não... Não sei. Eu sei que foi uma operação grande até o que o Trump postou. Mas o que o Trump fala também não dá pra saber se é 100% real ou não. Porque ele joga com a propaganda, né? Ele fala bastante e metade do que ele fala é só blefe. E eu acho engraçado o pessoal falar, não, porque o Trump não sei o que... O Trump sempre fez negócio assim. Ele sempre blefou. Muito.
E aí ele blefa, blefa, blefa, blefa, até que ele consegue o que ele quer. E como presidente dos Estados Unidos não é diferente. Então se ele tá falando que é real ou não, aí tem que esperar o tempo. Por exemplo, ele acabou de dar uma declaração, acho que foi ontem, que os Estados Unidos vai destruir todas as usinas de energia do Irã amanhã, terça-feira. Vai acontecer? Cara, tem que esperar pra ver. Deu porquê?
É aquela história, toda ação tem uma reação, né? Todas as usinas é muita coisa. Todas as usinas. Tem aquela história do Irã ter usinas disparadas pelo país todo, justamente porque uma usina representa no máximo 2, 2,5% de cada... Uma estratégia de guerra. Exatamente, de cada abastecimento. Então ele precisa de muitas usinas para abastecer 100% da nação.
E aí, esse é o problema, porque você tem que bombardear o país todo e tem que destruir o país todo para atingir um único alvo. Só que aí o Irã se defende muito bem. Você não tem fogo para poder fazer isso se você está do outro lado do mundo. Exatamente. Então, qual que vai ser o ataque? Então, tem muito blefe do lado dos americanos. E tem a propaganda toda do Irã agora, mostrando que eles são capazes de abater. Agora...
É uma questão geopolítica muito complexa. Mas como eu falei, a aviação é totalmente presente nisso, porque até então, toda essa guerra é aérea. Ainda não tem tropas no Irã, apesar dos Estados Unidos falarem que está indo com tropas terrestres, mas é tudo míssel ou avião, ou drone, que está acontecendo. E o Irã está atacando os outros países com muito drone. E falam que o estoque de drones, desses dronezinhos de 30 mil dólares do Irã, é de mais de 100 mil unidades.
Então os caras usaram acho que 2 mil, 3 mil unidades, uma coisa assim. Meu Deus. Assim, o cara tem muito drone ainda pra... Então os Estados Unidos estão tentando destruir as instalações dos drones. Mas tem muita instalação subterrânea. Só que ao mesmo tempo os Estados Unidos tem aquela bomba que penetra, né? Como aconteceu ano passado na usina nuclear.
Na usina nuclear não, nas instalações nucleares de enriquecimento de urânio, essas coisas, penetra ali 60, 70 metros pra baixo e explode lá embaixo. Então, cara, é muito complexo. Isso são as coisas que nós sabemos, as coisas que são divulgadas.
Imagina a quantidade de armamento que os Estados Unidos têm, ou que o próprio Irã tem, ou que Israel tem, que não são divulgados. Mas assim, no ano passado, quando os Estados Unidos fizeram aquele ataque nas instalações nucleares do Irã com o B-2, foi um ataque muito bem sucedido, que aconteceu em poucos dias na surdina, e o mundo só ficou sabendo quando aconteceu. E quando aconteceu não teve retaliação. Não teve retaliação.
Exatamente. O negócio realmente, quando aconteceu, o Irã simplesmente falou assim, tudo bem, o que vocês querem para que vocês cessem os ataques? Tanto é que agora o que está acontecendo por parte do Irã? Está atacando os países vizinhos. Não está atacando diretamente os Estados Unidos, apesar de atacar embaixadas, consulados americanos, instalações americanas, bases militares americanas nesses outros países. Mas olha o que aconteceu com os Emirados Árabes Unidos.
Dubai, Abu Dhabi, aquela região rica com turismo pujante, um hub mundial de aviação, tá tudo vazio. Sim, as pessoas, teve uma evasão em massa ali. Em massa. Desde cidadãos ali de diversas nações que viviam ali. Mas assim, se o cara é cidadão do Reino Unido, cidadão francês, cidadão americano, etc. Alemão, ele não vai ficar lá.
Não vai ficar lá. Ele não vai ficar lá. E Dubai, por exemplo, 90% da população de Dubai não é de Dubai. Sim. Então, o que se criou com aquela região agora, com os Emirados Árabes?
até um mês atrás, era uma região extremamente segura e fora da zona de conflito. Você ia pra Dubai sem preocupação de ser atacado por uma guerra. Hoje, já não é mais assim. Então quem que tende a perder com isso? Dubai, Qatar, Emirados Árabes, Qatar, Árabia Saudita, Bahrein.
A Arábia Saudita também foi atingida. Foi atingida também. O Bahrein foi atingido. E a Arábia Saudita tinha décadas que não sabiam que era um conflito. Exatamente. O Kuwait, desde a Guerra do Golfo no início dos anos 90, o Kuwait... Acho que o Kuwait foi o que mais sofreu, né? O Kuwait sofreu muito. E o Kuwait é um país rico. E está sendo atacado. Então, assim, aí sobra para quem? Para os americanos.
Então entra todo esse conflito geopolítico, aí já estoura na Europa. França vai entrar, Alemanha vai entrar, Reino Unido vai entrar, fica naquele. Aí fecha um estreito de Ormuz ali. E aí, não passa mais navio e tal. Então, cara, é um negócio complicado. O Trump tá falando, não, abram o estreito de Ormuz, abram o estreito. Mas...
Da mesma forma como ele como você falou, ele blefa o tempo inteiro. Ele fala que ganhou a guerra, fala que o Irã aceitou. Aí vão lá e derrubam um avião americano. Exatamente. Não, aceitou parar com o programa nuclear de enriquecimento de urânio e tudo mais.
A gente não sabe mais o que é verdade, o que é mentira. Exatamente. Dependendo dos Estados Unidos... Mas quem conhece a história do Trump como empresário, sabe que ele sempre fez isso. Ele sempre ganhou as coisas que ele ganhou no blefe e na truculência, entendeu? É como ele fez com o tarifaço todo. Ele joga a tarifa lá em cima pra negociar e conseguir o que ele quer.
Então, assim, independente se você for pró-Trump ou contra Trump, esse é o jeito do cara trabalhar, sempre foi. Põe aí, ele falou, inclusive, teve discurso hoje do Trump, não teve, Saulo?
O Trump fala todo dia, né? Se não for discurso é no Twitter. Agora é no dele, né? O True Social. É. Mas ele deu um discurso assim, longo. Normalmente o Trump dá discurso curto, né? Sim. Ele deu um discurso longo, falou a respeito do piloto, né? Que foi abatido lá o caça e tal, pra onde foi o piloto. É isso aí. Vamos ver o que ele falou. Desce mais um pouco aí.
Trump participava ao lado da primeira dama em Lânia do Nacional Castas Novos na Casa Branca quando crianças são convidados a participar das brincadeiras no Jardim da Série Executivo Federal. Desce mais um pouco, não foi isso daí não. Volta um pouquinho, volta um pouquinho a foto dele. Os caras conseguem fazer umas fotos sensacionais. Olha a cara dele. Pelo menos ele tá de azul, normalmente ele tá com a gravata vermelha, né? Enfim.
Mas enfim, não dá realmente para saber quando termina essa guerra e a resposta disso é o dólar. O barril do petróleo batendo 115 mil dólares.
Então, esse lado do petróleo é terrível. É, isso aí pega pra todo mundo. Ah, porque pode estourar aqui no Brasil, por exemplo. Já tá estourando, né? Essa questão da greve dos caminhoneiros não foi totalmente encerrada, não. Não foi totalmente encerrada, tem a parte dos caminhoneiros, aí o transporte... O preço já tá em R$7. Exatamente, isso aí vai ser repassado pros produtos que são transportados por caminhões.
avião também está sendo impactado, então você vai comprar uma passagem aérea hoje e já está mais caro. Isso daí impacta o mundo inteiro. Não tem jeito. Aqui, ó. Ele falou quando um piloto é abatido, na maioria dos casos você realmente não consegue entrar no local porque você entra com 200 pessoas, muitos caças e helicópteros e você realmente não tem chance. Eles são abatidos. Você perde 200 para resgatar um. É uma coisa horrível. Olha só, hein? É. Uhum. É. É complexo. Complexo.
Mas a gente não sabe quando vai acabar. A última declaração do Trump que eu vi foi...
é ultimato pra abrir o Estreito de Hormuz ali até amanhã. Se não abrir, os Estados Unidos vão atacar massivamente o Irã, foi declaração do próprio Trump. Será que é a galera história? É blefe? Não é? Vamos esperar até o final dessa semana pra ver o que vai acontecer. Então, ele tá dizendo aqui, ó, realmente, ó, o piloto foi resgatado no domingo, segundo o presidente Washington informou que o militar foi encontrado em estado grave. Uhum. Aí, beleza, ele fala a respeito da operação.
Mas, como eu falei, não apareceu o piloto. Não apareceu foto, né? Sim. Imagens. É, mas imagina também se o cara foi resgatado em estado grave, como é que o cara tava e tal.
É complicado. É complicado, mas é aquela coisa. Assim como um incêndio no porta-aviões americanos, né? Foi no George Washington, né? E segundo o Trump foi um incêndio. Segundo o Irã, eles atacaram o navio e explodiu parte do navio. Então fica essa guerra de narrativa, o que é normal numa época de conflito como essa, onde tem os dois interesses dos dois lados.
O Irã tentando manter o regime a qualquer preço. Os Estados Unidos tentando derrubar o regime e tentando impor seus interesses a qualquer preço. Os navios lá no Strait of the Moods bloqueados já estão afetando também a China. E consequentemente afeta a Austrália, que consome boa parte do petróleo chinês.
É uma reação em cadeia no mundo inteiro. Então afeta realmente o mundo inteiro. Minha opinião, tá? Eu não sou de dar opinião, mas a minha opinião. Eu acho que a China não vai entrar, né? Não vai pôr o dedo nesse vespeiro aí. Porque, cara, não teria porquê se meter, e tô dizendo no sentido de ter uma ação militar chinesa E aí
pra defender o Irã, alguma coisa desse sentido. Eu acho que eles vão ficar só ali, olhando e tentando fazer negociações. Devem fornecer algum tipo de informação, armamento. Mas as forças chinesas entrarem nos conflitos, eu... Muito difícil, né? Eu não sou profissional de geopolítica, mas eu acho muito difícil.
A Rússia, não sei se tem condições também. Está indo uma guerra em curso com a Ucrânia. Então, a Índia também não sei se tem qualquer tipo de interesse. Então, tem que ver os próximos capítulos dessa história toda. Mas é triste, cara. É triste. Uma coisa que você falou agora e eu fiquei pensando, né?
Você foi falar da China e tal, ao mesmo tempo a gente tá vendo ali aquele entorno de Israel sendo altamente bombardeado e tal. Os Estados Unidos aí, eles, ao mesmo tempo que falaram que tava tendo um pressar fogo, acordo de paz, não sei o que, eles mandaram realmente tropas terrestres para a região. Sim.
E aí, até então, tinha aquele discurso, talvez era para ser pontos de apoio na proteção de Israel. Mas agora a gente está vendo que realmente, se são tropas terrestres, pode ser justamente para invadir o Irã. Exatamente. Aí pode se juntar isso com a declaração do Trump de destruir todas as instalações elétricas do país, porque você corta a comunicação e corta a energia...
Não tem muito mais o que fazer. E aí entram as tropas terrestres e dominam o país inteiro, que é o que o Trump falou. A gente pode dominar o país inteiro em uma noite. De novo, é blefe, não é? Tem que esperar para ver. Tá lembrando aquela história lá da...
Da Rússia, né? Ganhar a guerra. Lembra? Qual história? A Rússia tinha um plano de entrar pelo aeroporto, de tomar a capital, entendeu? Derruba ali o governo e você tem, entre aspas, uma vitória sem sangue, etc. Do outro lado, você tinha também a Ucrânia com armamento pra...
pra derrubar e pra segurar todo tipo de investida russa sem nenhum problema e tudo mais. Foi o que a gente viu que nenhum dos dois se concretizou, né? Tá há quatro anos perdurando o negócio. Três anos, né? Três ou quatro anos? Foi em 2022 ou 23 começou a guerra? Nem lembro mais. Foi em 2022. 22, né? Quatro anos já. Acho que 23 foi aquele 7 de outubro do... Ah, sim, sim. Do Hamas. Do Hamas. Hamas contra o Israel. É, pois é. Então, 22 já.
Todo mundo falava, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, todo mundo falava, não, em uma semana essa guerra acabou.
Quatro anos o negócio não acaba. Quando você tem resistência, diferente do que aconteceu na Venezuela, por exemplo. Venezuela não tem uma capacidade militar pra se defender desse jeito e nem talvez o interesse, né? Porque foi lá, pegou, capturou o Maduro, tirou de lá e ninguém fala mais a Venezuela.
O Irã não tá sendo tão fácil. Segundo o Trump, o próximo é Cuba, né? Então... É, mas o... O Neto do Fidel não tava dando entrevista? Dizendo que, pô, a gente tem que... Ah, essa eu não vi. Não, foi... Mano, muito engraçado. Foi entrevista do... O Neto do Fidel. O Neto do Fidel tem uma cara meio americana. Ah, é? Tem um...
Acho que ele quer a cidadania americana. Ele falou que a gente tem que abrir o mercado, que o capitalismo tira os pobres da miséria, que o país sofre muito. Olha, eu nunca fui pra Cuba, mas a minha mulher já foi. E ela viu lá exatamente o que acontece em Cuba que não é de turista. Ela foi com a mãe dela, a mãe dela foi receber um prêmio lá, não sei do que, e ela ficou quase uma semana em Cuba. Falou que o negócio ali é...
cruel. É esse aqui, ó. É que esses caras, eles têm um estilo muito mais... Eles gostam de um capitalismo ali. É que nem o Kim Jong-un, né? O Kim Jong-un tem um iMac na mesa dele. Pausa aí, põe a cara dele pra você ver.
Ele falando, aí o cara meio magnata e tal. Daqui a pouco ele vai estar com um Ray-Ban Meta na cara, vai estar com um iPhone no bolso. Então, diferente do avô, ele, como você já viu, o acubano se quer um capitalismo, e ele vê isso como uma coisa boa. Sim. Que o capitalismo serve pra...
Pra tirar as pessoas da pobreza e tal. E assim, muitos desses ditadores... Quer ver? Coloca aí. Coloca no Google. Tenta escrever assim. Kim Jong-un, que é o ditador lá da Coreia do Norte. Apple. Vê se aparece a foto clássica dele. Que é antes de inteligência artificial essa foto. Então, não é inteligência artificial. Essa foto aqui, acho que é a primeira ali. Bom, tem essa, né? Essa aqui, ó. É, tem as duas. Essa aqui ele tá no avião dele com o quê? Com o MacBook Pro. Aí na anterior.
Ele tá ali, ó. Com o quê? Um iMac. O teclado da Apple é um iMac. Não é inteligência artificial, porque essa foto já tem alguns anos, tá? Coloca aí o Dennis Rod... O jogador de basquete lá, como é que é o nome? Dennis Rodman. Ele é amigo do Dennis Rodman. E quem de um... Aí, ó. Olha lá. São BFF os dois. Põe lá nas imagens.
Começou em 2013? Olha lá, isso também é real, essa foto não é fake. Então assim... O capitalismo é bom só pra mim, né? Pra população não. Tá aí uma coisa que, por exemplo, Cuba não tem. Bomba nuclear.
Talvez a Coreia do Norte seja a última nação comunista a cair por causa desse detalhe, né? Exatamente. Porque aí a Coreia do Norte ninguém mexe por causa da bomba nuclear lá. Tem a bomba nuclear lá.
Mas eu lembro do primeiro mandato do Trump, quando ele chamava o Kindred de Rocketman. E aí ele foi lá e foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a apertar a mão do ditador da Coreia do Norte. Então, um momento histórico também. Mas, cara, eu tenho uma visão do Trump que é assim, no primeiro mandato ele tinha o interesse de continuar e fazer um segundo.
Como agora ele não vai mais fazer outro mandato, porque nos Estados Unidos são só dois, dependendo se for intercalado ou não, são só dois, o que deveria ser aqui também, eu acho que ele meio que tocou, entendeu? E tá indo. E vamos ver o que acontece, porque...
O cara tá muito louco, né? Depender do Trump, em 2026 vai ser longo, porque cada mês é uma bomba. Começa com tarifa, vai pra Venezuela, aí agora o Irã tá demorando um pouco mais, diz que era três semanas, já passou um mês. Pois é, diz que amanhã termina, vamos ver. Mas voltando a Cuba, tem essa questão realmente porque é... Qual que é o interesse do Trump derrubar, de repente, o regime cubano, além de entrar pra história?
O que Cuba oferece para os Estados Unidos além disso? Entrar para a história e nós libertamos os cubanos. Eu não sei. Essa resposta eu não tenho. O ponto é que com a queda do Maduro, Maduro garantia petróleo para certos países. Sim. Inclusive Cuba. Então a crise em Cuba se agravou ainda mais. Sim. Então é o momento mais fragilizado geopolíticamente.
que Cuba está enfrentando. E Cuba já vivia sufocado. Como eu falei, minha mulher foi pra lá e ela pegou táxi lá, conversou um pouco com a população local. Cara, a população local não pode falar mal do governo, eles são sempre muito assustados e minha mulher passou por uma situação muito complicada. Ela estava num táxi daqueles carros da década de 50 que foi o que sobrou em Cuba e acabaram virando táxi e tem toda uma história lá pra ser táxi com esses carros, enfim.
E aí esse taxista foi parado pela polícia. E a polícia inventou uma coisa que o taxista não tinha de infração. E aí o taxista precisou pagar uma grana para a polícia.
E aí quando a polícia liberou, o taxista meio que desabafou pra ela, tava ela, a irmã e a mãe no táxi, desabafou. Com ela dentro? Sim, com ela dentro, com ela dentro. E o taxista meio que desabafou, falou, é, aqui assim, se não for a gente vai preso. Cara, é complexo. Então Cuba, pelo que ela falou, ela foi pra Havana, né, e depois uma outra cidade perto ali. Parou no tempo. Parou na década de 50, nada evoluiu.
E tem as partes turísticas. Que é o supermercado, que é o hotel. É, exatamente. Que é a região ali das praias. Das praias, que aí é pra receber turista. Muito bonito ali. Mas o cubano não vive aquilo. Não vive. Então, realmente, pra população cubana, se não fosse assim, se a gente estivesse falando mentira aqui, não teria tanto cubano atravessando ali aquela parte pra chegar na Flórida. Não teria tanto cubano na Flórida. Não, sim. Você anda na... Isso eu vi testemunho de muitas pessoas. Você anda em Cuba?
Você tem aquela figura do... Lá é tipo um atravessador. O que o atravessador faz? Ele consegue conectar o turista com pessoas que fazem algum tipo de serviço. Então assim, pode ser o cara que é o guia turístico, pode ser o cara que... Ah, ele conecta você, por exemplo, se você precisar do taxista e etc. Então ele tem essa figura do atravessador. E muito comum lá na região cubana...
Principalmente perto das praias, prostituição. Mulheres se prostituem por 4 dólares. Meu Deus. 20 reais.
Entendeu? E aí é aquela coisa. A pessoa é professora, a pessoa é enfermeira, mas ela precisa fazer esse tipo de coisa. E o atravessador muitas vezes ele também faz coisas que são ilegais pro governo, mas que são comuns no resto do mundo. Então, por exemplo, se você quiser o charuto cubano, se você quiser, pô, você não pode ter na sua casa e vender. Você não pode simplesmente pegar no supermercado ter pra você e vender.
Mas é o que muitas vezes as pessoas precisam fazer pra ganhar uma grana a mais, porque o que eles recebem do governo não dá pra sobreviver. Inclusive taxista. Muitos trabalham como taxista pra ganhar a tip, né? E tem taxista que o cara é engenheiro, o cara é médico, o cara é alguma coisa, só como é tudo tabelado, os valores de salário, dessas coisas. Então o cara faz um bico de táxi pra ele ganhar a tip do turista que vai dar uma grana na mão dele.
Porque se for via governo, o cara não consegue ganhar. Então é um lugar bacana, né? Pra se viver. É, e novamente, se o Trump tirar o governo de lá, as declarações do Neto, inclusive, são muito surpreendentes. Porque o cara falar que realmente Cuba... Tem muita gente em Cuba que quer capitalismo, que o capitalismo não é tão ruim assim, que ele pensa diferente do avô, entendeu? É aquela história que...
muitos dizem e já está comprovado no mundo inteiro. O país capitalista é aquele que as pessoas querem entrar nele. O país comunista é aquele que as pessoas querem sair dele. A gente vê isso na Coreia do Norte, a gente vê isso em Cuba, a gente vê isso na Venezuela. Eu tenho amigos na Venezuela que eu conheci em 2001.
Ainda no início do governo era um país rico. Era um país rico. Na década de 70, era o país mais rico. Se você não lembra, exatamente. Se você não lembra, nessa época aí, o venezuelano, ele tinha... Cara, ele tinha... Acho que a renda per capita mais do que a do Brasil. Sim, ele era o país mais rico da América do Sul na década de 70, 80. Eu conheci esses venezuelanos na Europa em 2001. O regime do Chaves, acho que entrou em 99, uma coisa assim. Então, estava no início.
Eu fui pra Venezuela em 2001. Eu passei o Réveillon de 2001 pra 2002 na Venezuela. Em Caracas e Isla Margarita. Era um país... Isla Margarita era um país... Era uma ilha sensacional. Caribe, paradisíaco e tal. Venezuela... Caracas já tava...
Dois ou três anos de governo Chaves já estava começando a entrar em decadência. A decadência estava já indo num ponto, eu me lembro, que os carros não tinham mais placa. Porque acabou a sequência de placas, o governo não criou uma coisa nova, então os carros simplesmente não eram mais emplacados.
E o que tinha de resto de americano na Venezuela era impressionante. Como a gasolina lá era ridiculamente barata, eu lembro até hoje que esses amigos nossos que nos receberam lá na Venezuela foram encher o tanque de uma minivan, aquelas minivans caras, aquelas da época, e o cara pagou 5 dólares pra encher o tanque. De um carro V8 com um tanque gigantesco. Meu Deus. Era ridículo o valor. Então...
Todos os V8, aqueles carros grandes, Maverick, aquelas coisas. Tinha muito na Venezuela, estou falando de 2001. E já estava começando a entrar em decadência. Meu pai ficou muito amigo dessa família lá também. Então eles falaram por muitos anos. E eles foram falando tudo o que estava acontecendo. Que o negócio estava realmente muito ruim.
E o ano passado, eles vieram pro Brasil. Encontrei com eles no ano passado no Brasil e eles falaram, cara, a situação tá péssima. E eles eram família bem de vida. Então, mesmo famílias bem de vida...
tava sobrevivendo. Mas os caras que tinham propriedade, tinham empresa, já não era a mesma coisa que 20 anos atrás. Então, realmente, chegou uma situação muito ruim. Isso eu tô falando com conhecimento de causa de pessoas, de amigos que eu tenho lá. Até hoje, né? São amigos nossos até hoje. Então, é realmente muito complexo. Venezuelanos que eu conheci, eu conheci venezuelanos em 2013. E aí, já tinha decaído muito. Porém, eles achavam que viver no Brasil...
naquela época o dólar não tava tão na frente assim do real, né? Tava tão valorizado quanto hoje e eles achavam que viver no Brasil era muito bom porque você conseguia viver com 1.500 dólares. Entendeu? 1.500 dólares naquela época devia ser 2 pra 1 mais ou menos. Quase 2,5. Entre 2 e 2,5. 4 mil reais, vamos dizer assim. Exatamente. E lá pra eles, uma pessoa que ganhava isso naquela época E aí
Entendeu? Então, se você ganhar 4 mil reais no Brasil naquela época, lá você já era o cara mais rico do bairro. É. Não tinha limites para o que você podia fazer. E aí a gente perguntava, mas era isso mesmo? E eles falavam que sim. E tipo assim, os caras ficavam maravilhados de conhecer o Braz, de entrar numa loja Marisa.
Sabe? De ir pra um calçadão e ver as pessoas comprando. Coisa que isso aqui não existia. Eu passei por Boa Vista agora nessa viagem que eu fiz dos Estados Unidos pra cá num avião pequeno. E conheci um pessoal lá de Boa Vista.
E eles falaram que agora, desde que o Trump fez essa captura do Maduro e tudo mais, mudou muito a migração. Porque antes a migração era coisa... Eu acho que ele me falou o número, se eu não estiver enganado, eram umas 500 pessoas por dia que passavam na Venezuela para o estado de Roraima. Não exatamente Boa Vista, mas a cidade que faz fronteira. Olha que eu esqueci o nome agora. Agora tem muita gente começando a voltar.
porque já tem uma... não tem uma condição melhor ainda, porque foi muito recente, mas já tem uma previsibilidade melhor. Inclusive, nós passamos com esse avião, um avião de registro americano, em cima da Venezuela.
Teve que ter autorização antes? Sim, pedimos autorização, mas coisas que antes era impossível um avião de matrícula americana passar sobre a Venezuela, dessa vez a gente passou. Inclusive nós passamos bem no Monte Roraima, que faz a divisa com a Venezuela ali, nós passamos por todo o paredão do Monte Roraima, que não chama Monte Roraima quando está na Venezuela, mas aquela mesma pedra ali, nós passamos toda a parte da Venezuela nele.
Então, coisas que antes, com um avião desse, não daria para fazer. Então, já mudou o sistema.
Eu sei que a gente tá pra marcar um convidado que ele tá lá em Cuba agora. E a gente vai abordar justamente isso. Como que é realmente essa questão de Cuba. Se a situação política lá tá mudando e tudo mais. Tomara que pro bem do povo cubano mesmo, que isso que é muito sofrido. É o Raul Castro ainda que tá lá? Não, o Raul morreu. Morreu? Nem sei. Tô totalmente por fora. Vem aí, por favor. Quem que é o...
O atual ditador, presidente, sei lá como é que chama. Não, o Raul morreu e entrou tipo um... Ah, é verdade. Entrou mais um líder militar lá também, né? Cara, esse Miguel Dias. É, o Raul morreu faz quanto tempo? Eu tava meio por fora disso daí. Cara, deve ter uns quatro anos já. E aí? É. Não morreu? Não morreu?
90 e... Caramba! Quantos anos? 93 anos circularam em setembro de 2024. Ou seja, ele tem 95 agora. Ah, então foi isso. É, eu lembro que ele assumiu. Toda a liderança política. Aí Fidel Castro morreu em 2016. O irmão dele, Raul Castro, assumiu. Essa família aí demora de morrer. Pois é, né, cara? O Fidel Castro... Pois é.
O Raul Castro é de que ano então? 95 anos? Ele é de 30 e... 31? É isso? 31, né? É, 95 anos o cara já tem. Bom, se não morreu... Acho que saiu também por isso, né? Tava um pouquinho...
É, ele se aposentou da liderança em 21. É. Bom, pensei que ele tinha morrido. É, aos 90 anos, né? Mas o interessante dessa questão de Cuba é que passou pro irmão e aí não tinha mais pra quem passar, né? É, é verdade. Aí assumiu o militar. Assumiu o militar. O... É, vamos ver. Não há ditadura que dure pra sempre, né? Tem, tem. Isso é verdade. Como que tá aí a nossa audiência aí, Francisco?
Então deixa o like aí, galera. Vamos fortalecer essa transmissão. Manda seu superchat, seu livepix. E já, já, no final, a gente começa a ler as perguntas da galera. E agora sim, vamos falar mais sobre aviação comercial, né? Pois é, porque a gente já tá uma hora e pouco. Assunto bom, né, cara? Tá muito bom, cara. Assunto bom rende, né? Rende muito. Dá pra passar a noite inteira aqui.
Eu vi que você tava meio magoado lá nos seus stories, que só acontece coisa ruim na aviação, e é pra isso que o pessoal te chama, né? É, exatamente. E falam tanta besteira, cara, essa semana tiveram duas pérolas que a comunidade aeronáutica ficou, assim, atordoada.
Porque teve o infeliz acidente de um avião pequeno, um turbo hélice monomotor lá no Rio Grande do Sul. Foi até perdido no tempo, foi sexta, quinta-feira. Infelizmente matou quatro pessoas. E quando isso acontece na aviação é muito triste, porque... A gente conhece alguém que... ou conheci o cara, ou conhece alguém que conheci o cara.
Eu tenho um amigo que era amigo do piloto. Então sempre tem uma conexão. Sempre, né? Uma questão de bolha muito próxima. Exatamente. Então primeiro que tem que ter um respeito a pessoas que faleceram ali, né? Num acidente. O piloto, ele estava com a família? Não. O piloto era um casal. O dono do avião estava a bordo. E mais o piloto. Acho que o dono do avião era piloto também.
E aí quando você tá num meio pequeno, onde todo mundo praticamente se conhece, na aviação geral, todo mundo, se você não conhece pessoas, conhece alguém conhece. Então é muito triste, né, essas perdas. E aí vem a imprensa e começa a massacrar em cima. E é o que eu falo, cara, aconteceu um acidente aéreo. Quatro pessoas perderam as suas vidas.
É manchete, é link ao vivo, é emissora ali no local, ao vivo, e martelando, e martelando, e martelando. Uma carreta bateu na estrada e matou 20 pessoas. Você vai ver uma nota do rodapé ali no negócio, ninguém vai ficar martelando isso aí ao vivo. Então a aviação, infelizmente, ela acaba sendo muito midiática. A aviação é algo complexo.
Quando a gente fala aviação, parece um negócio único, mas a aviação é muito grande, ela tem várias áreas, ela é complexa. O cara que voa um monomotor desse, que é um Piper Maribu Mirage, que é um turbo hélice de seis lugares, ele não voa um Airbus A380, ele não voa um helicóptero, ele não voa o caça da Força Aérea. E vice-versa.
Então, o cara para falar alguma coisa sobre esse avião especificamente, ele tem que entender sobre isso, ele tem que entender o mínimo de aviação. O que a gente vê? Quando acontece um acidente, a necessidade e o desespero de conseguir audiência faz com que as pessoas falem qualquer coisa que vem na cabeça para poder dar o furo da reportagem, para poder falar primeiro, para alguém falar, ah, eu sei antes de todo mundo.
Quem realmente é da aviação, quem é aviador, quem é da área, você nunca vai ver falar, entrar ao vivo, pra falar, ah, eu acho que pode ter sido isso, eu acho que o piloto deveria ter feito aquilo. Quem é aviador de verdade não vai fazer isso. Mas o que falaram dessa vez? Uma das coisas, duas coisas que assim, foi muito feio. Emissoras lá do Rio Grande do Sul, o cara tava ao vivo, na frente ali, acho que do local do acidente, falando com o pessoal da bancada no estúdio.
E aí ele falou que o pessoal dos militares da região falaram que o avião decolou contra o vento. Vamos lá. O avião, para ganhar sustentação, ele tem que ter ar passando em velocidade nas asas.
Todo avião vai decolar contra o vento, porque isso ajuda você a diminuir a distância de decolagem. Você está aproveitando o fluxo de ar nas asas. Então quanto mais forte o vento de proa, que a gente chama vindo de frente, o vento contra, melhor. Porque você precisa de menos velocidade de deslocamento para atingir a sua velocidade ideal de decolagem. Você soma a velocidade do vento chegando, o vento soprando, com a velocidade do avião se deslocando. Você soma essas duas velocidades.
É assim que funciona. Então, todo avião vai decolar contra o vento. Ok. Isso é básico. Você aprende na primeira aula de piloto privado. Aí o cara lá fala, então, me informaram aqui que o avião decolou contra o vento. Até aí a informação está correta. Aí já, não sei o que aconteceu na cabeça do cidadão ali que estava com o microfone na mão, que ele já mandou uma assim. E talvez isso pode ter sido uma das causas do acidente.
Aí o cara da bancada piorou a situação. E aí ele continuou falando, é, realmente, né, porque se decolou contra o vento, tá aí, ó. Uma coisa que pode ter ajudado a derrubar esse avião. Então, assim, é uma idiotice tão grande que essas duas pessoas falaram, que mostra claramente que eles não têm a menor noção do que é a aviação, como funciona o mecanismo de decolagem de um avião. Só que ele falou o quê? Falou qualquer... E aí
Merda que tava na cabeça dele. Principalmente na decolagem, né? Principalmente na decolagem. Sim, porque... Sei lá, a maioria, pelo menos quando eu vejo essas questões, são problemas no pouso. Ou durante o voo. Sim. Que acontece ali de acontecer alguma tragédia. Mas você atribuir o acidente porque o avião decolou com o vento contra, isso é... Amadorismo. Assim, cara, não é nem amadorismo, isso é de uma falta de conhecimento.
no nível extremo sobre a aviação.
Beleza, você não precisa ter conhecimento de aviação. Não tem problema. Então não pega um microfone numa rede ao vivo e começa a falar a groselha que vem na sua cabeça. E é o que esses caras estão fazendo. Indiretamente você tá culpando o piloto. Você tá culpando... Eu nem sei. Cara, pode você tá culpando o piloto, pode você tá culpando o aeroporto. Sei lá que o cara tá culpando. Aí esse foi um. Aí teve o outro. Sei lá, fizeram uma live lá pra... Aí o cara vem falar que um avião turbo hélice...
Vamos lá, antes de eu falar o que o cara falou, deixa eu explicar o que é um avião turbo-hélice. O que é um motor turbo-hélice? Um motor turbo-hélice funciona exatamente da mesma forma que o motor a jato funciona. Ele funciona com pressão de ar. Basicamente, um motor turbo-hélice faz o seguinte, ele puxa o ar da frente, comprime esse ar.
através de compressores, que são como se fossem ventiladores virando ali, vai comprimindo, comprimindo esse ar, joga isso numa câmera de combustão, taca fogo, queima, expande mais esse ar, aumenta mais a pressão, e esse ar quente, esse gás, resultado dessa queima, é jogado numa turbina dentro do motor, e essa turbina tá conectada à hélice. Tá?
Põe aí foto de um motor, coloca aí motor turbo hélice por dentro, sei lá como é que... Isso aí, beleza. Isso aqui é um motor turbo hélice, tá? Então vamos lá, um tipo, né? Então o ar, ele entra ali na frente, passa pelos estados de compressor. O motor do avião que caiu não é exatamente assim, mas o princípio é parecido.
passa pelos estágios de compressor, comprime, comprime, comprime, aqui a câmara de combustão, queima, expande, joga pra cá. Isso aqui são os estágios de turbina. Essas turbinas estão conectadas ao eixo da hélice lá na frente. Legal. E aí faz tudo girar. Do jeito que você está falando, então, já que o avião está decolando contra o vento, o vento entra por aqui. Exatamente. Sai por aqui. Exatamente. Então é melhor que o vento realmente...
Tanto pra asa quanto pro motor. Perfeito. Por isso que tem que ser contra o vento.
Então tá. Aí esse cidadão dessa emissora lá do Rio Grande do Sul vem me falar que é um motor turbo hélice e pode ter dado um problema no turbo do motor e aí você tem uma baixa compressão no cilindro do motor. Ele já misturou motor turbo hélice com motor a combustão que são coisas que não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra. Então mostra uma total falta de conhecimento desse cara sobre o que é um motor turbo hélice. De novo, você não precisa ter conhecimento disso aqui.
Só que se você não tem conhecimento, não vai numa emissora e falar ao vivo no microfone uma besteira que você não sabe o que você tá falando. Então na aviação acontece muito isso, infelizmente. Um monte de pseudo-especialistas de plantão que querem dar opinião sobre algo que eles não conhecem. É a mesma coisa que eu vim aqui falar sobre, sei lá, sobre medicina. Eu vou dar um pitaco sobre transplante de coração. Ah, eu acho que você pode...
Cara, eu não entendo nada disso. Então eu não vou falar. Na aviação acontece muito.
infelizmente. E aí, o pessoal da aviação fica maluco, porque é tanta besteira acontecendo, e começa a colocar mais medo na população, porque ficam martelando em cima do acidente, e eu fiquei irritado, inclusive, nos stories que eu postei, e falei, cara, tudo que acontece na aviação diariamente de positivo, ninguém fala nada.
Quando a Embraer fez um evento umas duas semanas atrás, acho que não, uma semana atrás, mostrando o lançamento do primeiro caça supersônico fabricado no Brasil, você viu isso aí em algum lugar? Então. Só que você viu sobre esse acidente aí. Você entendeu? Então assim, quando cai um avião, é todo mundo falando do acidente. Agora, quando o primeiro caça supersônico é feito no Brasil, que é um ato histórico...
Ninguém fala. Então, cara, isso pra comunidade aeronáutica é muito ruim. Porque a aviação, ela tá ali pra prestar diversos serviços.
Diariamente, e uma das coisas que eu dou como exemplo para as pessoas entenderem, a gente só tem energia aqui funcionando, porque em algum ponto, nas linhas de transmissão de energia das usinas para as distribuidoras de energia, tem helicópteros fazendo inspeção de linha de transmissão, como uma manutenção periódica e preditiva, para evitar que um cabo se rompa, para evitar que a gente fique sem energia em algum momento. Esse é um dos exemplos que a aviação presta de serviço. Então, a aviação está voando diariamente.
ajudando a população, mesmo aqueles que nunca entraram num avião na vida, a aviação tá de alguma forma ajudando essa pessoa só que só sabem falar de aviação quando cai um avião, e aí quando cai um avião, junta um monte de cara que não entende nada da aviação, pra falar um monte de besteira, tira da cabeça tira do além, que eu não sei da onde que vem essas informações
Então, cara, eu confesso, assim, em nome de toda a comunidade aeronáutica, isso é muito irritante. Isso é muito irritante. E por que eles não procuram quem sabe? Já que vai falar? Cara, eu não sei. Às vezes procuram, muita gente da aviação, eu me incluo nisso, não quer falar, porque não tem o que falar.
Inclusive, quando aconteceu esse acidente, era sexta-feira, feriado, eu tava viajando, um monte de gente me ligando, mandando mensagem pra mim, pra minha mulher que cuida dessa parte. Falei, cara, eu não vou entrar agora ao vivo pra falar de um acidente que eu não sei o que aconteceu, não tenho noção das causas disso, eu vou entrar numa emissora pro cara perguntar o que aconteceu. Eu vou falar, eu não sei.
E aí eu me posicionei dessa forma. É que você sempre fala assim, primeiramente, a causa do avião nunca é a informação imediata que você tem. Exatamente. Você nunca vai saber de imediato. Ninguém vai saber. Tem uma investigação a ser feita, tem recolhimento de provas. Exatamente. E o lado técnico importa muito nisso daí. Exato. Você não pode atravessar, ultrapassar as etapas. Exatamente. Por questão em respeito a quem se vitimou ali, em respeito ao trabalho dos investigadores no Brasil, do CENIPA, E aí E aí
pra tentar encontrar as respostas. É um grande quebra-cabeça que se forma ali e os caras vão trabalhar pra juntar isso. Então, quando um aviador entra ao vivo e começa a dar pitaco, esse cara, na comunidade aeronáutica, ele não vai mais ser respeitado, porque o cara tá falando de algo que ele não sabe, que ele acha, mas ele não sabe. É que nem muita gente me perguntou. Eu nem lembro se eu cheguei a dar entrevista. Acho que eu dei entrevista sobre o motor do avião da Delta que explodiu lá em Guarulhos, duas semanas atrás. O de Guarulhos também foi no...
Foi na decolagem. Ah, muita gente perguntava, mas o que aconteceu? Cara, eu não sei. Eu não sei o que aconteceu. Podem ter sido várias hipóteses. Podem ter sido várias hipóteses. Eu não sei. O que aconteceu foi. Porque, aí, olha só. A manchete, ela nunca vai ser o positivo. A manchete foi, em todos os portais e tudo. Esse de Guarulhos, coloca aí. Porque eu lembro. Motor de avião explode na decolagem do aeroporto de Guarulhos. Essa é a manchete. Da Delta.
Agora, é claro, eu não sou hipócrita, eu sei por que a manchete é assim. Porque uma manchete assim chama mais atenção do que você colocar assim. Avião decola do aeroporto de Guarulhos, tem uma falha de motor e o piloto pousa com segurança, sem problemas. Então, é claro que isso aqui é muito mais chamativo, óbvio. Agora, por que que não explora o lado bom do negócio? O avião tem dois motores, sendo um Airbus a 330, o avião tem dois motores.
Um avião como esse, ele é certificado pra decolar. Aqui, ó. Não há até o momento confirmação oficial sobre feriço. É, então. Meu Deus. Um avião, um Airbus A330, ele é certificado pra continuar essa decolagem, mesmo que aconteça o que aconteceu com esse motor. Tanto é que ele fez. Ele continua a decolagem. Aí muita gente fala, nossa, o piloto estava calmo. Óbvio.
O cara é o trabalho do cara. Ele deu entrevista? Não, não. É no rádio, né? Ah, tá. Publicaram parte da comunicação. O piloto tava calmo. Sim, esse é o trabalho dele. O cara, ele trabalha em simulador, ele treina em simulador a cada seis meses. Exatamente isso aqui que aconteceu.
Então, é trabalho do cara manter a calma, manter o fator humano ali equilibrado, né? E fazer um bom trabalho. Agora, dificilmente você vai ver uma manchete falando o quão os pilotos foram precisos nesse retorno. Exaltando a técnica, né? A técnica positiva do negócio. Você não vai ver em nenhum portal falando que, apesar de um motor ter explodido, o avião decola com um motor só. Mas, gente, isso aqui é absurdo. Se o avião subiu...
Certo? Aí teve problema na turbina. Voltou, pousou. Por que vai ter alguém ferido? Não tem ferido. Ah, mas precisa ter confirmação oficial. Tantas horas depois, se tem ferido ou não. Ainda mais no momento que tá todo mundo sentado, de cinto. Entendeu? Então, é esse o ponto. Isso aqui é midiático. Isso aqui vem de pauta. Entendeu? As pessoas querem saber disso. As pessoas querem ver qual que é o resultado disso. Medo de voar.
Eu levei uma pessoa ontem, tava voando eu e um amigo meu, e nós levamos duas pessoas, avião do amigo meu, e uma dessas pessoas que tava com a gente, pavor de voar. A gente decolou, o cara tava tremendo de medo. Eu fui explicando, fui passando todos os detalhes que tava acontecendo, o cara terminou o voo, feliz da vida, falando, eu iria de novo, é muito legal.
Por quê? Porque a gente quebra tudo isso aqui. Agora, é um trabalho incansável que a gente faz, tanto eu no Aeroportais da Aviação, como vários colegas que falam de aviação, colegas sérios, porque tem gente que fala, mas deixa pra lá, a gente faz um trabalho incansável de tentar mostrar que a aviação é segura e tal, basta um acidente desse acontecer, incidente no caso desse aqui, um incidente acontecer pra mídia martelar em cima e fazer todo mundo ter medo de voar de novo.
Mesmo tendo um fim muito bem sucedido, que foi o caso desse, mostrando a eficiência e a redundância funcionando do avião. Então é complicado. Pronto. Dá um play aí, só para ver o que a gente acha.
Isso é uma característica muito de o que a gente chama de stall de compressor, depois ele pode ter agravado com alguma coisa a mais, mostraram fotos do motor depois, o motor realmente deu uma bela de uma danificada, mas ele ainda é caracterizado como o que a gente chama de falha contida. Ou seja, você tem dois tipos de falha no motor.
Deixa eu terminar o vídeo. Você tem dois tipos de falha do motor na parte externa que a gente pode olhar. Que é a falha não contida. É quando o motor vai...
Dá uma estragada e vai espalhetar, vai quebrar coisas e vai sair da carenagem do motor ali. E pode atingir a fuselagem, pode voar pedaço no chão. Ele estoura a parte do motor mesmo. Se você colocar aí um... Coloca aí falha não contida Southwest.
Você vai ver o que é o resultado de um motor de uma falha não contida. Esse aqui acabou sendo uma falha contida. Ele aconteceu, jogou alguns pedaços no chão, mas ele ficou dentro da carenagem. Ah, mas é um milagre? Não, o motor é projetado para isso. Tem uma carenagem projetada para segurar, no caso de uma falha dessa. Então tudo o que aconteceu aqui...
Se a gente olhar pelo lado técnico da aviação, diferente do que as emissoras colocam que o motor explodiu e vamos ver se não tem ferido, o que aconteceu aqui foi, o motor deu um problema, estourou ali por algum motivo, tem que ver o que aconteceu para estourar, beleza. Só que a fara foi contida, o avião continuou sua trajetória de decolagem, apesar de estar todo mundo gritando, o outro motor estava funcionando.
O piloto foi muito... Os pilotos foram muito precisos no trabalho que eles são treinados pra fazer. Não é um milagre. Eles são treinados pra isso. Mas eles souberam conduzir muito bem a situação. Estão de parabéns. Voltaram, fizeram o pouso e nada mais aconteceu. Esse é esse daí. Não, não. Não é esse. Não é esse. Vê nas fotos. Volta lá no Google. Vê nas fotos.
Ali, ó. Primeira foto ali. Aquilo é uma falha... Isso é uma falha não contida. Tá vendo que ele tá todo quebrado aqui, ó. Então... Despedaçou e... Aí a carenagem não conseguiu conter. Ah, então é perigoso. Cara, isso é raro acontecer. Acontece.
Eu falo, nada é indestrutível. Toda operação tem risco. Seja você andando sozinho na rua ou seja você voando de avião. Você andando na rua, você pode ser atropelado. Você pode torcer o pé, cair, bater a cabeça na guia e morrer. Acontece. Aquele pessoal lá ficou bastante assustado porque parece que estava gravando de dentro e de repente começou a explodir. E aí o pânico e tudo mais. Mas em questão de gravidade, pelo que você falou ali...
totalmente incontornável, como aconteceu. O avião voltou, por quê? O avião é certificado pra continuar a sua decolagem, mesmo com o motor só, ele vai continuar subindo, vai voltar, óbvio, ele não vai fazer o seu voo completo com o motor só, isso não faz sentido. Voltou, pousou e tudo certo. Então, é... Só que assim, o pânico a bordo, ele é contagiante, né?
Claro, você vê alguém gritando. Você grita junto. Vai cair. Você vê um cara gritando. Você vê o motor pegando fogo. É pronto. É o fim do mundo. Mas e a cobertura da mídia? Nesse caso. Nesse caso. Foi sempre nesse sentido. O motor explodiu. Pegou fogo no aeroporto. Porque caiu ali umas fagulhas e queimou a grama. E sempre no lado negativo. É isso que eu falo. Nunca é no lado positivo. Mas não apareceu nenhum especialista de... Ah, sempre aparece. ...de categoria pra...
Na categoria do acidente do Malibu ali, não. Do Mirage, eu não vi. Pode ter aparecido, mas eu não vi. Mas sempre tem, sempre tem. Sempre tem o especialista que vai falar algo que ele não sabe e sempre vai ter o palpiteiro, né? Que ele acha que foi isso, foi aquilo, tá? Então sempre vai ter.
É, mas não adianta, a aviação é midiática, é cliente aéreo, infelizmente chama muita atenção, as pessoas querem saber, as pessoas têm medo por conta disso. Uma outra coisa também que eu ia te perguntar, e aqueles voos que são cancelados de última hora, antes de voar, quanto tempo o avião passa por...
Não, dão uma geral nele. Olha, depende da operação. Por exemplo, se a gente pegar operações de voo doméstico em São Paulo, vamos pegar um voo São Paulo-Rio, Ponte Aérea, que o avião fica indo e voltando. Ele vai ter lá de 20, 30 minutos em solo para fazer tudo. Então, para abastecer o avião, para tirar os passageiros, embarcar os novos passageiros, abastecer de alimentos, tirar... Abastecer de água, tirar o esgoto, limpar o avião.
20 a 30 minutos. É pouco tempo de fazer as inspeções periódicas que são feitas de acordo com o manual. Quando é voo mais longo, ou quando é um avião que chega em Guarulhos, por exemplo, de manhã e vai embora à noite, ele não fica sendo inspecionado esse tempo todo. Ele vai lá para uma área remota, ele fica ali.
Até dar o horário de voo dele, vai para o Fingr, e aí faz o embarque, faz todo esse procedimento. Mas se pegar, por exemplo, a gente teve aquele voo do André Mendonça. André Mendonça... Que foi cancelado de última hora. Põe aí. Eu não lembro desse. O André Mendonça, acho que ele estava em Brasília e Rio de Janeiro. E aí...
O voo dele foi cancelado porque teve um problema técnico, mas o avião tinha acabado de chegar. Sim. Ele ia pegar esse voo de volta e aí foi cancelado o voo, entendeu? Eu ia te perguntar, porque o avião estava normal, estava funcionando, chegou no aeroporto. Na saída do aeroporto, o avião teve, entre a chegada e a saída, teve um problema. Pode acontecer. Quer ver, ó?
É, o Brasil é Rio de Janeiro, é isso mesmo. Então, aí eu te pergunto, por que que isso vira notícia? Porque é o ministro, né? É a mesma coisa você falar assim, o ministro chegou atrasado na sessão do STF.
Isso é notícia? É a mesma coisa. Então assim, o que aconteceu no avião? Cara, que bom! Eles iam falar, ó, ainda bem que o avião não foi, porque pode ter dado alguma falha, não sei o que aconteceu ali, alguma coisa que a gente chama na aviação de no-go, não vá, ou seja, é uma situação que foi vista pelos mecânicos ali de solo, pelo algum alarme, algum alerta no avião, e beleza, óbvio, ok, não foi.
Vida que segue. Procedimento normal. Entendeu? Então isso aqui não precisaria nem virar notícia. É isso que pega na aviação. Qualquer coisa vira notícia. Né? Tem uma coisa que eu vou mostrar pra vocês. Pode até assustar muita gente. Mas entra aí. Chama Aviation. É aviação em inglês.
Harold, deixa eu escrever aqui. Ah, achei aqui, ó. De acordo com a empresa, o voo foi cancelado de forma preventiva. A suspeita dos técnicos é de, sei, a aeronave teria sofrido uma espécie de bird strike. Ah, pronto. Aí. Tá respondido. O que é o bird strike? É um choque com pássaros. Então ele pode, no pouso ou alguma coisa assim, ele pode ter se chocado com pássaros. Ah, sim. Isso é comum pra caramba. É, isso é comum. E aí, óbvio que o voo vai ser cancelado. Agora, por que tem que virar notícia? Porque o voo do cara foi cancelado.
Entendeu? É a mesma coisa quando a gente fala de arremeter. Ah, o avião arremeteu, virou notícia. Cara, eu vou comparar a arremetida com você errar a baliza ou você ter que manobrar pra entrar na vaga. É a mesma coisa. Entendeu? Na verdade a gente fala na aviação que o avião ele vem pronto pra arremeter. Se tudo der errado, ele pousa.
Então, o piloto, ele... Tanto é que todo piloto, ele começa a vida pilotando nas primeiras horas de voo, lá na escolinha, lá no piloto privado, antes de ele fazer um pouso completo, ele começa arremetendo. Então o piloto, ele começa o seu treinamento arremetendo antes de pousar. É normal. Clica aí no Aviation Herald. Site. É, esse site aí, ele mostra tudo o que acontece na aviação comercial no mundo inteiro, diariamente. Você vê que todo dia tem alguma coisa.
Quando é I é incidente, quando é acidente, quando é... O R acho que tem a legenda ali em cima. O R acho que é report, alguma coisa assim. Vê lá. Aqui, ó. Clica em... Ou põe o mouse aqui em cima que ele aparece. Aqui, ó. É, report. Report e o C é crash. Ali, ó. Avião da Suisse, perto de Bruxelas, no dia 6 de abril, indica possível fogo na cabine. O que é isso? Nada. Mas tá aí.
A Frontier, um A220, perto de Nashville, no dia 30 de março, ou seja, já foi antigo, eles estão só reportando de novo. Teve um problema aí no motor. Tá, aí embaixo, o TAP, A320, no dia 8 de fevereiro, é um fogo no Overhead Locker, que é as bins em cima.
Ou seja, também nada. Tudo incidente. Aí um acidente. Frontier A320. Em rota, no dia 2 de abril. Fumaça a bordo. Todo dia acontece coisa. Óbvio. São dezenas de milhares... É o mundo todo. É o mundo todo. Então assim, dezenas de milhares de voos acontecem num dia.
Olha as coisas simples que aconteceram. Nada é grave aqui, ó. Olha essa, ó. Air France A350 em cima do Atlântico. Dia 3 de abril. Um cheiro a bordo. Tá aí. É isso que acontece na aviação. Do mundo inteiro.
Então, é... Foi o último acidente, o crash que teve. Desce aí. Vamos descendo. Vamos descendo, vamos descendo. Ali, ó, um crash. Sabe de quanto que é isso aí? Do ano passado, ó. Dia 12 de junho de 2025. 787 lá da Índia. Da Índia. Lembra que caiu na decolagem? Então tem alguma atualização, ó. Ó, perdeu a altura logo depois da decolagem.
tem potência do motor reportada. Então, se você clicar aí, tem todo... Não é um relatório oficial, mas tem tudo o que aconteceu, né? Tá tudo escrito aí, tem foto, enfim, uma série de coisas. Então você vê que o último acidente foi esse. Vai fazer um ano. E foi um acidente extremamente bizarro, ainda não saiu relatório, nada, mas... Aí tem... aviação comercial. Aviação comercial. Particular não. Não, particular não.
Então assim, a aviação é extremamente segura, como eu sempre falo. Não acontece, quando acontece coisas como uma explosão do motor ali do avião da Delta, a mídia vai bater em cima do que é midiático. A palavra explosão vai fazer muito mais, vai chamar muito mais atenção do que você falar piloto faz um pouso com segurança. O que você clicaria? Motor explode ou piloto faz pouso com segurança?
É isso. É sobre isso, entendeu? Por isso que eu falo que falar de acidente aéreo, eu tenho a receita pra quem quer fazer sucesso na internet e ter muitos seguidores e muitos cliques falando de aviação. Fala de acidente. É só falar de acidente, cara. Porque as pessoas querem ouvir isso.
Eu, num vídeo, é que eu não faço vídeo sobre acidente. Mas se eu fizesse um vídeo sobre esse motor pegando fogo aí, eu teria muito mais visualização do que se eu fizer o mesmo vídeo focando na parte técnica e na perícia dos pilotos.
É tudo uma forma de como você vê. É o copo meio cheio, meio vazio. É aquela manipulação de números. Uma vez eu dei uma entrevista pra um portal e o cara virou pra mim e falou assim Por que que helicópteros caem tanto? 18% dos acidentes aéreos são helicópteros. Eu falei, pois é. Meu Deus do céu. 82% não são helicópteros.
Você viu como é uma jogada de número? Cara, 18%. Nossa, parece muito. Dois acidentes. Dois acidentes. Todos. Então você não tá falando nem de um quarto dos acidentes que são helicópteros. Então por que ele não fala assim, 82% dos acidentes aéreos não são helicópteros? Agora você falar 18% são helicópteros te dá mais medo de voar de helicóptero.
Se você falar 82% não é helicóptero, te dá mais segurança de voar do helicóptero. 18% são helicópteros, você fala, porra, o helicóptero cai demais. É tudo uma jogada de como que você coloca isso. Entendeu? Então eu como um defensor da aviação e tentando fazer as pessoas criarem cultura aeronáutica, eu sou completamente contra essa narrativa. E eu, a partir do acidente de 2024, da Voipaz, lá do ATR, E aí
Até aquele momento eu não dava entrevista nenhuma sobre o acidente aéreo. A partir daquele momento eu comecei a ver tanta besteira sendo falada e degradar tanto a imagem da aviação que eu falei, cara, eu preciso entrar pelo menos pra falar, gente, parem de falar besteira. Não é que eu não falo besteira ou não é que eu sou o rei da verdade, não. Eu simplesmente não falo nada.
Então quando eu entrei, não saiu até hoje o relatório final do ATR, mas naquele momento, na semana do acidente, dia 9 de agosto de 2024, eu entrei ao vivo aquela sexta-feira inteira. Eu fiquei, do momento que aconteceu o acidente, foi uma e pouco da tarde até a noite, dando entrevista. Todas elas eu falei, vamos aguardar o relatório final do CENIPA. O que aconteceu? Foi um ATR, foi da companhia aérea Voipaz, infelizmente vitimou ali 62 pessoas, E aí
E caiu ali na região de Vinhedo. Isso é o que a gente sabe. Além disso, quem falar está inventando. Porque se fosse fácil assim, o CNPA não precisaria investigar. O CNPA não estaria há um ano e meio investigando esse acidente para emitir um relatório final? O CNPA falou que em dezembro de 2025 talvez emitiria o relatório final. A gente já está em abril de 2026 e até agora não veio o relatório final.
Por quê? Tem alguém tão esperto que pode falar tanto de que foi o que não foi, não seria de investigador?
E tem tanta coisa boa pra falar da aviação. Só tem coisa boa. A gente já falou aqui de várias iniciativas da aviação, transporte de órgãos, a gente já falou aqui de aviões particulares, aviação particular, os caras têm... Sim, os caras com dinheiro que tem... 500 milhões, 300 milhões, entendeu? Tem coisa pra caramba pra falar. Tem muita coisa. Precisa enfatizar o acidente, a tragédia. Exatamente. Mas assim, pra falar...
Do que eu falo, eu levei 10 anos para conquistar mais de 5 milhões de seguidores na internet. Fala de acidente aéreo que em um ano você bate um milhão.
Porque é o que o pessoal quer ouvir. É fácil você chegar em muitos seguidores falando de acidente. Porque você se torna um ponto central do que as pessoas querem saber. Deu um acidente aéreo, todo mundo quer saber o porquê. Se você inventa o porquê, ou se você finge que você sabe o porquê, as pessoas vão te seguir. Como a grande maioria da população é leiga na aviação...
O que uma pessoa que inventou um porquê ou achou alguma coisa falar, tá falado, o cara é rei. Aí o cara sempre vai ter audiência, sempre vai ser chamado por emissoras e vai ficar soltando groselha ou quando não é um cara da própria emissora que fala esses absurdos aí que esses dois que eu vi falaram. Então, é isso. Complexo. Tem o lado humano, você pode...
Você conhece a pessoa, conhece alguém que é próximo da pessoa? Eu não conhecia o comandante do ATR que caiu, da Voipass, mas eu sou amigo do ex-piloto-chefe da Voipass, o piloto 1 lá, o cara que inclusive me deu instrução quando eu fazia o curso de piloto privado, 20 e tantos anos atrás. O cara conhecia o outro, e eu conheço uma prima do comandante.
Assim, é o que eu falei. Sempre tem uma conexão em algum lugar. E essa foi uma tragédia grande, né? Sim. No final de 2024, caiu aquele avião em Canela. Decolou de Canela e caiu. Matou 10 pessoas da mesma família. Eu não conhecia, mas tem um amigo que voava na época. O mesmo modelo de avião. Aquele acidente acho que foi num domingo. Na sexta-feira esse meu amigo cruzou com os caras saindo de Jundiaí.
Então, assim, é muito triste você se aproveitar de tragédia alheia para abrir live, começar a especular, monetizar live. Cara, isso na aviação é extremamente mal visto. Extremamente mal visto. Porque quem é aviador de verdade não tolera esse tipo de coisa. Você acha que está em um documentário sobre o avião?
Futuramente, quando sair o relatório final, quando concluir o caso, é até possível. Mas, por exemplo, quando você pega programas como o Mayday e Desastres Aéreos, todos os acidentes que eles mostram naquele programa são baseados em relatórios finais e concluídos de acidentes. Ninguém está inventando nada.
Agora, você ficar falando de uma coisa que acabou de acontecer, tentando dar voz à verdade, como falar que o avião caiu porque decolou de vento contra, aí não dá, né? Aí é bem irritante para quem é da aviação.
No caso desse da Voipaz, eu conversei com a Shalini Grazi, que é uma astróloga e tal, e ela falou algo nesse sentido, que ela foi uma das pessoas que falou sobre o acidente. E aí eu fui pesquisar, e muita gente que fala, tipo assim, ah, pode acontecer um acidente com fulano. Acidente aéreo, dia de regra. Sim.
A gente falando sobre isso. Pessoas podem morrer e sempre de acidente aéreo. Eu acho que gera um pouco dessa questão da curiosidade. Cai um avião urgente. Se você fizer a comparação por 100 mil habitantes da quantidade de pessoas que morrem em acidente de trânsito em relação a acidente aéreo, acidente de trânsito é muito mais.
Se eu tô falando por 100 mil habitantes, não é que, claro, muito mais carro andando na rua do que avião voando. Mas não, se você pegar a mesma proporção, acidentes de carro são muito mais recorrentes do que acidentes aéreos. A aviação, ela é extremamente segura. Mas como eu falo, tudo tem risco. A gente aqui nesse estúdio tem risco. Pode estourar um negócio desse na minha cabeça, cair e me matar.
É quase impossível acontecer? É, mas tem chance. Não tem gente que andando na rua, tropeça, cai, bate a cabeça na guia e morre? Acontece. Então assim, cara, aquela história, quando é a sua hora, meu... Independente se vai ser no avião ou você andando na rua ou você dormindo em casa. Tem um caso, acho que, de gente que... Teve um caso, uma vez que eu vi muitos anos atrás, a pessoa não morreu nada, mas... Caiu um meteorito no carro da pessoa.
Qual que é a chama? Amassou todo o para-choque, a traseira do carro. Se você colocar aí, deve existir ainda. Isso aí foi, sei lá, nos anos 90. Eu era criança. Eu já ia... Eu já ia falar que os terraplanistas... É, terraplanistas é calor. Não acredito em meteoro também não. Não acredito em meteoro. São pedras que se desprendem do domo. Põe aí, meteorito atinge carro nos Estados Unidos. Uma coisa assim. Sei lá, faz tanto tempo.
É recente, atingir Tesla em movimento. Cara, qual é a chance de você ser atingido por um meteorito? Nem joga mais na bateria, né? Porque a sua chance já deu. Eu acho que é esse, hein? Pelo carro... É isso aí, ó. Eu lembro dessa imagem. Isso aí foi quando? 92. Eu era criança. Meu Deus. Imagina se a pessoa tá sentada onde esse carro recebeu a... Morreu de quê? Morreu de meteorito.
É. Não, mas tem vários aí que o pessoal coloca. E aí o pessoal fica desconfiado. Tem gente que não acredita. Mas acontece muito. Acontece. Acontece. É, eu lembro da foto da mulher ali mesmo. Eu lembro dessa foto aí, ó. Parece que tá feliz a mulher. É, pois é, né? E ficou famosa, né? Tem... Perguntas?
Não tivemos donante? Vê pra gente, Superchat. Pessoal, dou aí alguma coisa. Opa, aí sim. Pega o meu celular, por favor.
Como que foi o Prêmio IBESH esse ano, falando isso? Cara, foi legal, foi bacana, foi aqui em São Paulo. O ano passado foi muito maior, até por conta da localização, Rio Grande do Sul, né? Então foi um evento bem mais... Como é que eu vou dizer? Foi mais legal o ano passado. Mas esse ano foi muito bom também, foi bacana.
Ah, e tem a história do, se você quiser que eu conto, agora do voo que eu fiz dos Estados Unidos pra cá no avião monomotor. Legal. Tem uma experiência bacana que eu tive agora. Ó, chegou aqui o... Logo em alta.
Boa noite, Fernando. O grupo já tomou no céu e desistiu do projeto do aeroporto de cargas de Campo Lago. A próxima coletiva é uma pista de 4km. Seria maravilhoso para a região dos Campos Gerais. Cara, não sei exatamente do interesse ali do grupo. Estou por fora dessa informação. Mas, de fato, um terminal de cargas ali com uma pista grande como essa...
Seria muito, muito benéfico para a região. Inclusive por tudo que tem ali em volta, né? Para exportação e tudo. Eu acho que aeroportos desse porte, mais focados nesse tipo de operação, são importantes. Como acontece com o aeroporto de Viracopos aqui em Campinas, até o próprio aeroporto de Guarulhos. Então tem que ter mais incentivo porque acaba concentrando tudo nesses grandes hubs, né? Aqui na região de São Paulo, então...
E Curitiba, essa região, tem demanda, né? Muita demanda. Muita demanda. Verdade. Importante.
Pô, como que... Como que funciona esse... Cara, eu descobri um nicho gigantesco. Que é viagens pro Paraguai. Pra comprar coisa no Paraguai. Pois é, porque o Paraguai tem um preço praticamente igual, um pouco mais do que os Estados Unidos. Às vezes até menor do que os Estados Unidos. E tá aqui do lado, né? Uma hora e meia de voo, você tá em em Rosa Iguaçu. Cruza a fronteira em 15 minutos, você tá no Paraguai. Lá nos shoppings da fronteira.
E você tem uma... Se você for direto de avião do Brasil para o Paraguai, você tem até mil dólares por pessoa para passar. Você pode entrar no Brasil por via aérea, você tem uma cota de mil dólares. Via terrestre, acho que são 500 dólares, se não me engano, ou 300 dólares, não lembro agora. Dá para comprar bastante em Muamba, né? Dá umas quatro pessoas para lá, dá para trazer umas coisas. E 500 dólares é...
É pouco, mas eu acho que mil dólares já dá pra comprar bastante coisa. Mil dólares dá. Compensa a viagem. É, compensa a viagem. Você não precisa fazer uma viagem tão longa pra Miami, você vai pra um país que é mais barato do que os Estados Unidos, e hoje você vai pagar um hotel ali na região da Flórida, você não vai pagar menos de 150 dólares num hotel.
150 dólares no nosso dinheiro hoje custa caro, né? Então vale a pena as idas pra Paraguai. Mas tem coisa boa mesmo lá? Cara, a última vez que eu fui pro Paraguai já faz dois anos, quase dois anos. Mas tinha, tem uns shoppings ali hoje que estão muito bem. E o Paraguai, ele tá crescendo bastante, né? Tá com uma política ali que tem incentivado muito é...
indústrias, novas empresas, então até tem muito brasileiro indo abrir empresas no Paraguai, muitos fabricantes de produtos brasileiros abrem empresas no Paraguai. Foi a Lupo, né? A Lupo foi pra lá, entre outras muitas empresas. Então, é um país que tá crescendo muito e essa região de fronteira, ali, Cidade Leste, né? Que é ali do lado de...
Foz do Iguaçu, tem muita tranqueira, tem muita muamba ali nos camelôs e tal, mas tem shoppings que vendem produtos bons, produtos comuns que a gente conhece nos shoppings daqui. Só que num preço muito mais assistível. Ah, então ao invés do cara gastar horrores num shopping do Atemi, no JK e tudo mais, ele pode... Paraguai. E a cada 30 dias a cota renova. Então se você vai pro Paraguai...
por via aérea, e você gasta mil dólares, se você está dentro dos 30 dias ali, a sua cota é essa, você pode trazer até mil dólares de produto.
Ou se você vai comprar, por exemplo, um iPhone lá. Que é o único iPhone que você está carregando, ele é um item pessoal. Você pode passar, você não pode ter dois. Você vai ser taxado no segundo. Mas um iPhone é considerado um item pessoal. Então você consegue passar. Então é para quem gosta de eletrônico. É, dá bastante. Perfume. Perfume, roupa. Tem bastante coisa. Coisa dá para comprar. Aqui é a questão dos impostos.
É, os impostos são muito altos. Acho que não é nem questão de fabricação. Não, é impostos. Sempre teve o protecionismo brasileiro, desde, sei lá, desde a época do regime militar, teve muito esse protecionismo. Vou ir lá conhecer. Tem mais? Então, vou deixar... Pera aí, enquanto o pessoal manda, vou deixar o Fernando contar a história do voo dele. O voo dos Estados Unidos fez quantas horas até aqui? Foram 32 horas de voo.
num avião monomotor. É um Bonanza. Coloca aí o Bonanza F33A. É o aviãozinho que a gente foi. Esse meu amigo, o Mário Jorge, ele tem o Instagram, o comandante, inclusive o pessoal tem que seguir ele lá porque ele é um piloto de ferry flight, que a gente chama. Ou seja, o trabalho dele é trazer aviões pro Brasil. Você compra um avião fora do Brasil, seja Estados Unidos, Europa, Austrália, ele trouxe um avião da Austrália.
E aí você traz esse avião voando. Então ele faz esse tipo de trabalho. Você compra e traz. E traz ele. E esse meu amigo comprou um Bonanza desse daí porque ele vai dar a volta ao mundo. Inclusive é um cara pra você conversar aí com ele também sobre essa volta ao mundo. Ele vai dar com esse avião. Aí eu vim com ele. Mas ele vai dar a volta ao mundo? Sobre que critérios? Como assim? Em quantos dias? Ah, ele vai dar. Vão ser seis meses de volta ao mundo.
Eu não vou com ele, mas eu vou ficar como um centralizador de informações quando ele estiver fora. E eu vou encontrar com ele em alguns pontos para fazer algumas travessias dentro desses seis meses. Então o início desse projeto aconteceu agora com essa nossa vinda com o avião para cá.
coloca aí o... deixa eu ver como é o nome do meu vídeo lá que eu não lembro mas é... Estados Unidos ou Brasil de monomotor, acho que é uma coisa assim porra, não lembrar o nome do meu próprio vídeo é vergonhoso, né? é, é mas nós fizemos esse voo saindo da cidade de Kissimmee, fica lá do ladinho de Orlando na Flórida
E foram 32 horas até Vitória. O avião deu entrada para a nacionalização dele em Vitória. Inclusive o Estado do Espírito Santo é muito procurado para a entrada de aviões por incentivos fiscais. Então tem uma facilitação nesse sentido para entrar lá. Você tem a questão do registro, que no Estado do Espírito Santo tem condições melhores. Exatamente, você paga menos imposto de importação. E películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películas películ películas películ películas películ películas películ películas películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ películ
Ah, tá. Isso aí, esse vídeo aí. Atravessando o Caribe em um monomotor. Esse é o primeiro episódio. Nesse episódio a gente sai de Kissimmee, passa por Fort Lauderdale, lá já pertinho de Miami. De Fort Lauderdale a gente vai pra Exuma na... Nas Bahamas.
Então essa foi a primeira etapa. O dia acabou em Porto Rico, mas aí vai pro segundo episódio. É de... Quanto tempo você saiu, então, até as Bahamas?
Nesse primeiro episódio, de Kissimmee até Fort Lauderdale é uma horinha de voo, é bem perto. A gente dormiu em Fort Lauderdale. No dia seguinte, a gente foi de Fort Lauderdale para Porto Rico, uma cidade chamada Aguadilha, em Porto Rico. Nesse meio do caminho, nós paramos em Exuma para abastecer. Exuma é uma ilha que fica ali nas Bahamas. Então, esse primeiro episódio, episódio 1, esse primeiro episódio acaba em Exuma.
Mas aí a gente continua. Dezuma a gente vai pra Porto Rico, dorme em Porto Rico, depois a gente vai pra San Martan. San Martan é onde tem aquela pista famosa que as pessoas ficam na praia esperando o avião passar bem baixo.
Ou quando o avião decola, ele joga as pessoas na água, né? A gente pousou nessa pista, São Martão. Depois de São Martão a gente parou em Granada. Depois de Granada, Boa Vista, aí já estava no Brasil. Aí quando a gente chegou no Brasil eu falei, nossa, chegamos, né? Não, de Boa Vista até Vitória foi mais um tanto desses. É mais longe de Boa Vista para Vitória do que foi dos Estados Unidos para Boa Vista.
O Brasil é muito grande. Então, depois de Boa Vista, nós passamos pro Itaituba e depois é Marabá no Pará. Depois Luiz Eduardo Magalhães na Bahia. E aí da Bahia fomos pra Vitória. Então você fez bastante paradas estratégicas. Foram oito paradas pra abastecimento. Esse avião tem uma autonomia de cinco horas, seis horas. Então você tem que parar o tempo inteiro pra abastecer. Esse é o Mário, meu amigo, que comprou o avião que vai dar volta ao mundo. Então foi uma viagem muito legal.
E aí a gente mostra um pouco do que é voar tão longe. Aí a gente tinha saído de Kissimmee. E aí, apertadinho mesmo, comia comida enlatada, batatinha, banheiro. Não ia? Não, isso daí é só quando pousava, né? É, tinha que ser, né? Ou garrafinha, mas não precisamos usar garrafinha em momento nenhum. Nesse voo, não.
Pequenininho, hein? É. E tem um detalhe. Esse avião aí é 1993. Então o Mário, ele tá fazendo já todo o processo que a gente chama na aviação de retrofit. Ou seja, ele tá trocando todo o painel. Quando aparecer o painel de novo, dá uma pausa aí. Acho que não vai aparecer nessa parte aí. Tem que ir mais pra frente. Ou mais pra trás. Aí, ó. Para ele no painel. Aí.
Esse painel é antigo, né? É o que a gente chama de six-pack. Você está vendo que na mão dele ali, ó, tem seis reloginhos principais. Sim. É o airspeed, que é o velocímetro, o horizonte artificial, que mostra a atitude do avião. Do lado onde está a mão dele tem o altímetro.
Embaixo do velocímetro ali tem um negócio que mede a questão de curva. No meio tem como se fosse uma bússola, mas funciona de outra forma. E embaixo do altímetro tem o climb, que mostra a velocidade de subida e descida. É o padrão básico para um voo.
Só que é antigo. Então esse avião, ele não é homologado pra voar por instrumento, ou seja, só pode voar visual. Não pode entrar em nuvem, não pode fazer nada por instrumento. Esse avião não tinha piloto automático. Não tinha ar-condicionado. Então a gente foi dos Estados Unidos pro Brasil, assim, na raça. Como você falou, bem na raça mesmo. Nos anos 90 era assim que o povo voava. Exatamente. E essa questão, por exemplo, eu que sou leigo, olhando por aqui, o cara consegue se guiar? Visualmente, sim.
No voo visual, sim. E as informações que ele recebe, por exemplo? De altura? Então, ele faz os planos de voo em cada etapa. Obviamente, a gente tinha um iPad com tecnologia mais moderna, onde tinha rota traçada para facilitar. Bom, legal, legal. Mas toda a questão de altura, você prevê isso antes se você vai pelo altímetro.
Vai em contato com os controles de tráfego aéreo e tendo monitoramento por parte do controle de tráfego aéreo. Mas esse aqui é um voo totalmente visual. É olhando para fora. É mapa. É um voo olhando para fora. O mapa estima quanto tempo vai chegar em função da velocidade e distância. Tem o tempo de chegada. O comandante, então, aí está bem de experiência. Está, não. Esse aí já é o 47º, 8º voo que ele faz.
O pessoal tá comprando bastante avião, então. Tem muito avião, muito avião. Até Vitória. O trajeto, então, em seis meses, lá tem um plano de voo, tem um plano de voo, tudo certinho. Igual você tá fazendo aqui. Na verdade, ele vai mais equipado, né?
Então ele já está fazendo toda a mudança de painel, está colocando agora tudo em instrumento, telas tais mesmo, então já está modernizando o avião, o que é muito comum hoje na aviação. Você pegar um avião antigo e modernizar ele. Isso é muito comum na aviação. Ao invés de pegar um novo. É, exato. Porque um avião desse é muito bom. É um avião, ele estava voando redondinho, é um avião muito bom. Então trocando o painel e colocando um painel novo, você já modernizou muito o avião.
E aí ele vai fazer voo por instrumento, vai ter tanque extra nas pontas das asas para poder ter uma autonomia maior, para cruzar determinados pontos. Porque dos Estados Unidos para o Brasil, com esse avião, com essa velocidade que ele voa, que é um pouco mais de 320 km por hora,
310 km por hora, a gente consegue atravessar pontos de mar ou de floresta, no caso do Brasil, em 4 horas, 4 horas e meia. Agora, dando a volta ao mundo, tem períodos ali que ele vai ficar 10 horas sobrevoando coisas. Então tem que ter tanque extra pra poder cumprir etapas longas dessas. Então ele vai bem equipado pra fazer esse voo. Vai ser uma experiência legal. Em breve a gente vai estar falando mais sobre isso daí. Sensacional!
Coragem, hein? Porque olha, você olhando assim... Cara, eu vou te falar, pra gente que é aviador, é extremamente prazeroso. Esse avião, no caso, na condição que ele tava, sem piloto automático, sem instrumento, sem ar-condicionado, tem que gostar.
pra mim é extremamente confortável a gente ficou um tempo muito bacana ali voando, cara pra gente é muito bom, descia, quer voar de novo eu já tinha feito uma travessia mais curta mas com um avião bem mais lento de Manaus pra São Paulo, então a gente adora explica uma coisa agora da última vez que a gente conversou, a gente tava falando sobre o avião do Adib, sim o avião do Adib ele faz daqui pra Paris em 10 horas
Essa é a duração do voo dele. E ele vai muito pra lá. Porque você ficar 10 horas no avião top, não é ruim. Não, é bom. Eu já fiz um voo assim dos Estados Unidos pro Brasil. Nem vi o tempo passar. Quanto tempo esse daí chega em Paris? Se puder voar às 10 horas. Como você falou com o tanque extra, ele consegue. Com o tanque extra dá. Teria que calcular quanto que ele cruzaria, por onde que ele iria. Se ele passaria pelo Atlântico Norte ou se ele iria...
Dá pra cruzar o ponto mais mais ao leste da América do Sul, que é ali é... cidade de... é no Brasil, caramba, esqueci o nome agora. Não lembro se é Maceió, se é João Pessoa, acho que é João Pessoa. Então, João Pessoa e aí você...
consegue cruzar ali até algumas ilhas da África. Tem que ver se esse avião daria as 10 horas pra... Tem que calcular, não vou saber de cabeça. Mas um avião desse, normalmente, você faz a travessia por cima, Atlântico Norte. Então faz o que a gente fez até a Flórida, continua subindo, vai até o Canadá, lá em cima cruza pra Greenlandia, da Greenlandia cruza pra Islândia, Islândia desce ali em cima na...
na Escócia, aqueles lados lá, e descem pra Paris. Dá pra fazer. Eu tenho um amigo, e ele trouxe um avião, não esse, mas um com a mesma performance desse, com a mesma velocidade, ele trouxe dois anos atrás da Europa. Ele trouxe lá da França, acho que tava o avião, exatamente isso, da França, não Paris, mas na França.
E trouxe pro Brasil. Então, dá pra fazer. Esse meu amigo, o Mário, ele trouxe recentemente um Cirrus. Que é um avião de quatro lugares. Tem uma boa performance também. Voa relativamente rápido. Ele trouxe da Austrália. 60 dias de viagem. É isso. Vai? Paga bem isso daí? Paga bem, cara. Então, não tá compensando. Paga bem é o que eu falo. Pra quem gosta, é a melhor coisa do mundo. Aí você falou, porra, coragem. Cara, vou te falar uma coisa. Coragem.
Você pegar a Regis Bittencourt à noite, chovendo. Aí é coragem mesmo. Ali é coragem. Ali é muita coragem. As estradas no Brasil são terríveis e essa daí é conhecida por ser a pior de todas. Estrada da Morte, né? Exatamente. Então isso pra mim tem que ter coragem. Já fiz várias vezes. Então tem o conhecimento de calças dos dois lados. Pra ir pro sul, lá pra onde você vai, tem que passar por ali. Tem que passar por ali. Tem jeito. Então eu me sinto muito mais confortável num voo desse.
do que numa estrada como a Hedges Vittencourt, à noite, chovendo. E o negócio não acaba, né, velho? Não acaba. É gigante. É. Não acaba nunca a Hedges Vittencourt. Não acaba nunca. Terrível, cara. Eu já tive a experiência de dirigir lá. Não é fácil, não. Eu, uma vez, eu tinha... Porque é muito caminhão. É muito caminhão. Não tem iluminação. As curvas são muito estranhas. Facilmente você vê relatos ali de notícia. O carro saiu da pista. O carro que...
Cara, todas as vezes que eu fui pra lá, que não foram poucas, eu frequento Santa Catarina desde 2003, todas as vezes que eu fui de carro, eu peguei acidente de parar o trânsito, caminhão tombado, ou acidente fatal, coisa feia. Todas as vezes.
Eu nunca fui de Santa Catarina, São Paulo, ou São Paulo, Santa Catarina, sem pegar um acidente naquela cidade. Mas você vai sempre dirigindo? Não, não. Hoje eu só vou de avião. Vai de avião. Eu não vou de carro. Mas eu tive uma experiência uma vez, eu tinha 20, 19, 20 anos, que eu tava, eu, meu irmão e meu primo. Nós fomos lá pra Santa Catarina, passar um fim de semana, e na volta eu peguei o carro, meu primo e meu irmão dormindo, e eu fui.
E quando eu ia de carro, eu preferia pegar a estrada lá pra ir pra Santos, né? Pra ir pro litoral de São Paulo, do que continuar na Serra do Cafezal. Entendi. Que na época não era duplicada. Era muito ruim aquela estrada. Cara, eu perdi a entrada. Não entrei no sentido Santos e caí na Serra do Cafezal. Um moleque de 19, 20 anos de idade. Com pouca experiência de carro. Sozinho, porque meu irmão e meu primo dormindo.
Com um caminhão querendo te engolir atrás. Sempre um caminhão. Chovendo à noite, cara. Isso é coragem. Isso eu te falo que é coragem. Cruzar o mundo inteiro no avião no monomotor é tranquilo, perto disso aí. Muito bom. Vamos lá. Qual que é o próximo? Não mandaram nada? Deixa eu ver aqui. Não mandaram nada interessante. Fala do primeiro avião elétrico brasileiro.
Cara, o primeiro avião elétrico brasileiro? Tem alguns aí que eu conheci. Não vou saber falar do primeiro. Esse aí eu vou ter que passar. Essa me pegou. Tá vendo? Não falo pra não falar besteira. Cadê?
Peraí. Sem avião, o mundo para. Com certeza. A gente depende desse objeto que voa hoje. Isso sem dúvida. Exatamente. É aquela coisa, né? Essas coisas do mundo tecnológico, elas nunca regridem. Então, assim, imagina ficar sem internet, imagina ficar sem avião, imagina você ficar sem energia elétrica. Acabou. Exatamente. Bom, o que aconteceu na pandemia? Os aviões voando com carga no mundo inteiro, porque se a aviação parasse, mais gente ia ficar isolada, né? E aí, uh...
A ação é muito necessário. O? Vamos lá. O pessoal tá... O ponto mais próximo é Fortaleza. Talvez. Não. Não é Fortaleza, não. Pode ser o ponto... Não, não é. Caiu o helicóptero no rio. Caiu o helicóptero no rio? Foi um helicóptero de...
Acho que voou offshore Lá na Barra da Tijuca Ah não, não, não, desculpa Foi um Robinson 44 de voo panorâmico
Mas também, todo mundo saiu ileso, sem ferimentos e tudo. O helicóptero fez um pouso na água e deu tudo certo. Deu tudo certo. Deu tudo certo. O pessoal tá falando aqui, esse daí do helicóptero eu não vi. Do helicóptero aqui... É, coloca aí, acho que é Robinson 44 Barra da Tijuca. Agora, esse aqui eu achei estranho. Fala do avião e caminhão de bombeiro em Nova York. Ai, putz, esse aí...
O avião bateu no caminhão de bombeiro. Sim, o avião estava vindo para pouso no aeroporto de Laguardia, em Nova York. E foi autorizado o cruzamento de um caminhão de bombeiro que estava indo atender uma solicitação de um avião que estava em solo. E o avião cruzou a pista no momento que o avião da Air Canada estava pousando.
Aí o avião da Air Canada foi em cheio no caminhão de bombeiro e infelizmente o piloto e copiloto morreram nessa batida. Mas aí um erro operacional gravíssimo ali de controle de solo, né? De autorizar uma viatura cruzar no momento que o avião foi autorizado pro pouso. Inclusive o próprio controlador falou na hora que... Messed up, né? Fez ali uma... Olha só!
Isso foi terrível, cara. Tava terminando o pouso e a viatura...
Foi um erro, assim, de várias coisas, várias pessoas. Talvez o bombeiro que estava dirigindo não viu. O próprio bombeiro não viu. Ou então ele, de repente, estava pensando, pô, está longe. Porque na hora que você vê ele já estava brincando, né? Quando o avião é autorizado para o pouso, a pista não pode ter nenhuma incursão. Pode ter nenhum veículo entrando na pista quando o avião está autorizado para o pouso.
Nem outro avião, nem nada, né? Foi realmente trágico. É, cara. Foi triste mesmo. Querendo ou não, o bombeiro foi tentar resolver alguma coisa. É, ele foi atender uma outra solicitação de emergência. Mas uma emergência que daria pro cara esperar ou... Sei lá. Aí vai sair relatório também.
O pessoal tá pedindo pra gente falar sobre a missão Artemis. Mas a gente já falou, gente. Inclusive, eu tô vendo aqui que voltaram algumas imagens da Lua. Tentando ver se é... Coloca aí, Francisco. De agora. Não, com certeza. Tem. Qual que é o próximo?
NASA divulga fotos da Lua tiradas pela tripulação. Startames 2. Imagens mostram parte do lado oculto. Tá bom? São essas aí que eu vi. Isso aí. 19 e 29 aí. Ah lá. Lado oculto da Lua. Uau. Isso daí deve ser o tal do...
Do Hélio 3, né? Está todo mundo atrás do Hélio 3. Pois é, né? Agora a Lua é terras raras, Hélio 3 e assim por diante, né? Bom, esta imagem divulgada pela NASA mostra uma visão da Lua totalmente iluminada em uma bacia oriental e parte do estado oculto não visível da Terra.
Inclusive essas fotos do lado oculto da Lua, que a gente está vendo aí, tem um detalhe que é a questão do tamanho, né? As pessoas, a gente pode ver agora realmente qual que é o tamanho desse lado especificamente aí. Que é o lado onde sim pode ser explorado esse hélio 3, que é o combustível, né?
Exatamente. O combustível que a gente precisa para muitas coisas. E aí poderia se desenvolver esse combustível na Lua mesmo para abastecer foguetes para fazer outras missões. Então você queima muito menos combustível para sair da Lua. Um combustível refinado, vamos dizer assim, produzido na própria Lua. E consegue baratear muito as missões mais longes.
Desce mais um pouquinho aqui, que tem informações interessantes. A imagem acima mostra parte do lado oculto da Lua. O lado visível aparece à direita, identificado pelas mantras e misturas formadas por antigos fluxos de lava. À esquerda surge o lado oculto, com o terreno mais claro e craterado.
Um dos destaques é a bacia de Oriental, uma cratera de quase mil quilômetros de diâmetro que fica na divina entre os hemisférios. Até então a gente não sabia especificar o tamanho dessas crateras. Volta na foto ali. Eu não tinha notado essa diferença, que o lado esquerdo é o lado oculto e o lado direito é o lado visível. É bem diferente, né? Pois é. Como é que eles conseguiram... Tiro um...
Uma imagem dessa... Teve uma declaração do comandante da missão falando assim, né, que agora a Lua tá ficando maior. Acho que uns dois dias atrás, né? Aqui a gente não tem noção, porque uma imagem dessa, claro que não o lado oculto, mas uma imagem assim da Lua, você consegue fazer com um telescópio. Em termos de noção de tamanho. Diferente de você estar na missão e vendo realmente o tamanho da Lua na sua frente.
Deve ser muito incrível. E aqui é uma foto. Fala, pô, tudo bem. De novo, tem um lado oculto que a gente não vê da Terra. Ok. Mas é uma foto que, no lado que você vê da Terra, com um telescópio você faz. Mas ali é...
a voltinha mais longa que existe. Onde o ser humano mais longo foi. Eu vou até ali na luz e já volto, né? Mas então, a grande questão é que desse lado em específico tem o tal do Hélio 3, que é o combustível que a gente precisa para exploração espacial, né? E outras coisas também.
Eu acho que assim que voltar, cara, o tanto de informações, pesquisas que vão sair, rapidamente vão surgir novas tecnologias e novos métodos também de utilizar esse tal de Helio 3. Sim, com certeza. E o lado oculto, ele também é iluminado, né? A Lua, ela tem a iluminação nela inteira. Então quando a gente vê outras fases da Lua, o Sol tá batendo nela em uma outra posição, tá iluminando o lado oculto, né?
É, cara, é incrível. Bom, e vale a pena mencionar pra quem tá assistindo, essa questão da missão tem justamente essa volta na Lua. Pra que depois a gente possa pousar na Lua no lado oculto. No lado oculto, sim. E aí a grande questão é, por exemplo, por que tem essa diferença do lado oculto? Na Lua a gente tinha muita atividade de vulcanismo. Então tinha vulcanismo, lavas, etc. E por isso também os gases. E...
E permeiam esse território diferente. E por isso que tem, entre outros, o L3 deve ter muito mais coisas. E dá pra ver claramente na foto uma diferença grande de superfície entre um lado e outro. Isso que é interessante.
Cara, muito bom. Muito legal. Agora a gente vai ver quando pousar, né? Qual que vai ser a bandeirinha que vai ser picada aí. A China colocou uma sonda no lado oculto. Tempo atrás, né? Então já está sendo estudado o lado oculto.
Até pra descobrir essas coisas. Agora, como é que ficam aqueles terrenos vendidos na Lua há um tempo atrás, né? Cara, teve um cara que ficou milionário vendendo terreno na Lua. E aí? Vamos começar a colonizar a Lua, o cara vai chegar e mostrar e falar, ó, isso aqui é meu, e aí? Faz como? E é um negócio meio bizarro, porque chegou pra mim um cara... Sexta-feira, o cara falou pra mim que ele tava vendendo estrela.
Aí eu falei, como assim você tá vendendo estrela? Não, você pode batizar estrela e dar estrela pra alguém. Pode dar o nome que você quiser pra uma pessoa. É um presente simbólico. Cara, é o dom de vender nada, né? Aí eu falei, mas como que eu... Por que que eu tenho que pagar pra você essa estrela? Qual que é o... Tem um registro dessa estrela? A estrela é sua, né? Não, não. É só pra você ter acesso aqui à localização, não sei o que, no meu aplicativo e tal.
Mas o cara tava vendendo estrela, velho. E sempre vai ter alguém que vai comprar. Não, aí o cara me falou que isso ocorre desde a década de 70.
O homem pisou lá na lua, agora todo mundo olha pro espaço. Aí o cara vendendo estrela, o outro vendeu o terreno na lua. Mas esse terreno na lua era... Cara, como diz o sábio Emílio Surita, todo dia nasce o esperto e o idiota. Quando os dois se juntam, dá negócio. Mas se você quiser comprar a estrela, o seu terreno na lua, fique tranquilo. Alguém vai chegar pra você e vai te oferecer. Cara, é o dom de vender ar. Terrível, cara.
Beleza? Então, mas é isso, aí agora, se eu não me engano É Dia 10 Dia 10 eles chegam, eles estão dando a volta lá agora Aí dia 10 Hoje é dia 6, é isso? É dia 6, é Dia 10 estão
Vamos voltar herói, hein? Todo mundo ali vai ser herói. É, várias coisas, vários recordes, vários momentos históricos nessa missão. Tem o... Tem o... Eles dão a entrevista, a coletiva, mas obviamente agora não dá, por causa do...
percurso, né? Mas assim que voltar o sinal, eles vão com certeza dar alguma entrevista. Ah, sim, com certeza. Tá sendo uma transmissão muito boa de acompanhar, porque você abre lá, tem 500 mil pessoas ao vivo. Ah, sim. Impressionante. Bom, eu acho que agora até pelo horário...
Já deve ter voltado o sinal, né? Porque eles entraram ali na parte oculta. Era pra ser as 8 horas da noite. Agora, 8 horas daqui, né? É. Eu não sei agora. Tô perdido. Mas enfim, se não voltou, deve voltar em breve. Tem que acompanhar a live da NASA. Daqui a pouco dá pra ver. É isso aí.
Fernando, obrigado, cara. Cara, eu que agradeço. Pegamos mais uma vez aqui ao final. Beleza. Talvez chegou mais alguma coisa. O pessoal tá desanimado hoje, pós-feriado, pós-páscoa. Eu acho que o pessoal chegou atrasado. O pessoal comeu muito chocolate.
Sim. Mas é isso, muito top. Galera, se inscrevam, o Redcast tá na contagem regressiva, já já estamos chegando no milhão, então você vai ajudar a gente se inscrever no canal, acompanhar nossas transmissões. Temos episódios todos os dias, tá bom? De segunda a sábado. Vem contar o nosso programa de esportes.
Sempre às 2h15 da tarde aqui, comandado pela galera do Redcast aqui no futebol. Entre outras coisas, também agradecer mais uma vez ao Fernando. Pedir pra vocês se inscreverem também no canal dele, acompanhar o trabalho aí do Aero por Trás da Aviação. E qual que é o próximo? Próximo tema do vídeo?
O próximo, na semana que vem, acho que vai ser o helicóptero mais caro do mundo. Vamos ver. Ontem a gente postou sobre o F-15. Tem o F-15. Tem a nossa série do Brasileirinho, que é o Bonanza, que a gente trouxe dos Estados Unidos para o Brasil. Então tem o primeiro episódio lá. E em breve, acho que na semana que vem, a gente vai postar o segundo episódio, que está incrível. Pousando em San Martín, está bem legal. Tem muita coisa aí para a gente mostrar.
Bom, isso aí, gente. Muito obrigado mais uma vez. Bom, fiquem todos com Deus. A gente está de volta aí amanhã. Forte abraço.