A TRANSFORMAÇÃO QUE CHOCOU O MUNDO ! | QUERIDA DANI
EPISÓDIO COMPLETO: https://youtu.be/BP58pKIQ_i0
Neste episódio emocionante, recebemos Daniele Oliveira para um relato profundo sobre superação e reencontro com a própria essência. Ela compartilha sua trajetória desafiadora, marcada por experiências intensas de desamparo e escolhas difíceis, que a levaram a situações limite. Daniele narra como, mesmo em meio a momentos de grande instabilidade emocional e desafios existenciais, encontrou uma força interior e uma nova direção. O episódio aborda o processo de transformação, a importância da resiliência e a busca por um propósito maior. Uma história que demonstra como é possível encontrar equilíbrio e esperança mesmo após passar por períodos de grande sombra.
Rafael Fischmann
Daniele Oliveira
- O amor de Deus e a autovalorizaçãoAmor incondicional de Deus · Deus como Pai amoroso · O dom do amor · Alegria e festa em Deus · Perdão e restauração
- A importância da presença e do diálogoAceitação de Jesus · Perda de tudo após conversão · Moradia na rua · Libertação do alcoolismo e drogas · Encontro pessoal com Deus Pai
- Transformação Pessoal e Cura InteriorCura da infância · Sentimento de paz e pureza · Felicidade encontrada em Cristo · O dom do amor de Deus
- Infância e padrões familiaresAbandono paterno · Rejeição materna · Criação pela avó · Abuso sexual na infância · Vozes de Deus na infância
- Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentesRevolta e entrada no mundo do rock · Início da prostituição aos 17 anos · Moradia em boate · Uso de drogas e álcool · Ajuda financeira à família
- Impacto das Redes SociaisPregação online há 12 anos · Compartilhamento de testemunhos · Construção de comunidade online · Superação de críticas e cancelamentos · Produção de conteúdo (vídeos, lives)
- Experiências espirituais e visõesVisões de demônios na boate · Sentimento de sujeira e vazio · Oferendas e rituais · Livramentos divinos
- O papel da igreja e do testemunhoTransformação de vida · Inspiração para outros · Produção de livro e filme · O poder da fé
- Luta EspiritualEncontro com demônios materializados · Expulsão de demônios · Perseguição demoníaca · Luta contra o pecado e recaídas · A importância da persistência
- Reconstrução PessoalArrependimento e pedido de perdão · Transformação da mãe · Vida em Cristo
- Tatuagem e CristianismoTatuagens feitas antes da conversão · Visão pessoal sobre tatuagem como pecado · Preconceito enfrentado · Uso como testemunho
Olá, seja bem-vindo a mais um episódio aqui do Crente Podcast. Meu nome é Rafael, quero agradecer você inscrito. Você que não é inscrito, já se inscreve. Você sabe que aqui nós falamos sobre testemunho, sobre vários assuntos do mundo espiritual. Então quero agradecer você que já é membro também do canal. Você que não é, se torne membro, tá aqui o botão embaixo, é só você clicar ali em seja membro e vai ter, e vai ser uma bênção, um prazer ter você como membro do canal, ok?
Hoje vai ser um episódio sobre testemunho. Testemunho, né? Você sabe que aqui é um canal de testemunho e não vai ser diferente do que Deus já tem feito. Eu sei que você que sempre nos ouve aí tem se identificado com os testemunhos, tem ouvido, visto aí os comentários de vocês. Mas, e eu quero chamar tua atenção para esse episódio de hoje, porque esse episódio se tornou um filme, né? Que depois nós vamos passar o link aí para vocês poderem assistir esse filme, mas é só no final, porque você tem que assistir o podcast primeiro.
Então hoje eu tô aqui missionária Daniele Oliveira, que é mais conhecida como a querida Dani. Então hoje ela vai contar um testemunho, né, forte, que ela foi ex-prostituta, ex-usuária de droga, ex-alcoólatra, né. Mas hoje ela é profetisa, é missionária, é usada pelo Espírito Santo de uma forma tremenda, prega nas redes sociais com muita ousadia e cheia do Espírito Santo, e foi transformada pelo Senhor. Então você sabe que esse testemunho vai ser forte, então fica aí até o final, ok? Então, missionária Daniele, seja bem-vinda. Bem-vinda.
Muito obrigada, paz. É um prazer conhecer vocês também. Eu espero que o meu testemunho edifique a fé de vocês, que venha acrescentar com o reino.
Amém. Olha, hoje eu assisti você no Instagram, amei a forma como você prega a palavra.
Obrigada.
De forma assim, é cheia do Espírito Santo, falando a verdade dentro da palavra. E muita gente te conhece lá nas lives, né? Mas eu queria conhecer o seu testemunho. Acho que muita gente quer conhecer também, né? Muita gente que já te conhece lá pelo YouTube também. Você tem um YouTube lá com bastante seguidores lá, que inscritos, né, que te acompanha. Mas eu queria que você começasse apresentando e da sua infância, né, que começa lá, né?
Sim. E até bom, porque como eu prego na internet há 12 anos, o meu testemunho eu contei mais no início, né?
Então tem uma galera nova que não ouviu meu testemunho ainda.
Então, meu nome é Daniele. Eu olho para cá, para cá, para mim mesmo. Meu nome é Daniele, eu tenho 35 anos, eu sou da cidade de Guararema, sou casada com o Jackson. E o meu testemunho, o meu testemunho, a minha história não é diferente de muitas histórias que acontecem aqui no Brasil, mas o diferencial do meu testemunho é o intervir de Deus, é intervenção de Deus. Então isso que fez o meu testemunho ser tão bonito, porque o que eu passei muitas pessoas passam até hoje e passaram.
Quando eu nasci, a minha mãe e meu pai eram casados e eles não eram conhecedores da palavra. Então eles não eram frequentadores de igreja, eram pessoas do mundão. Tá bom, obrigada. Minha mãe e o meu pai, eles eram bem novinhos. Minha mãe, ela tinha uns 20 anos, meu pai também. Foi o primeiro casamento, casaram na Igreja Católica, mas eles É de forma tradicional, mas eles não nem conheciam Deus, sabe? O que eles conheciam de Jesus era o que eles viam em filmes, mas eles não tinham uma fé, sabe?
Era, eles eram mundanos, sabe? Aquelas pessoas que vivem tipo deixa a vida me levar e se eu morrer, o que tiver que ser, será. Então eles se separaram por traição, porque a vizinha da minha mãe, que era a melhor amiga seduziu meu pai, e o meu pai também foi fraco. E a minha mãe foi traída pela melhor amiga e vizinha, e o meu pai me abandonou junto com a minha mãe. Eu tinha uns 2 aninhos de idade e o meu pai, ele foi embora, me abandonou e formou outra família.
Então eu cresci criada com a minha mãe e com a minha avó materna. Detalhe: muito pobre. Eu era muito pobre. O meu pai nunca me ajudou, nunca deu pensão. Ele realmente sumiu e foi embora e me abandonou. E a minha mãe, ela teve depressão devido à traição. Então houve uma rejeição. Então, para começar, o meu pai me abandonou, e depois da traição e da separação, a minha mãe me rejeitou. Eu não digo que a minha mãe foi cruel comigo, mas ela não conseguia demonstrar amor, porque ela olhava para mim e se lembrava do meu pai, porque eu me pareço muito com meu pai.
Isso acontece muito. Então, quando a minha mãe me olhava, ela não conseguia me amar. Então quem acabou me criando mesmo foi a minha avó materna. Minha avó materna era uma mulher da roça que não sabia ler, então ela era uma mulher mais bruta. Então eu fui criada numa situação assim, eu não fui criada em um ambiente amoroso, mas a minha avó cuidava de mim, não me maltratavam, tipo, eu não cresci apanhando, eu não era maltratada, nada disso.
Mas eu cresci com uma ausência de amor porque a minha avó ela era bruta, ela também ela não me dava porque ela também não recebeu isso. Só que tem um detalhe importante do meu testemunho, que quando os meus pais ainda estavam juntos, eles foram convidados a participar de um culto no lar. E eles foram por ir, porque era uma outra vizinha que fez um culto no lar. Eu ainda tinha, acho que um aninho mais ou menos, inclusive tem foto desse dia.
E lá tinha um profeta, e esse profeta ele apontou para o meu pai, para minha mãe. Eu tava no colo da minha mãe e ele falou Casal, Deus manda dizer que esse bebê que tá no colo de vocês é escolhida de Deus antes mesmo de virar feto, e Deus tem uma obra muito grande na vida dessa criança. Meu pai e minha mãe não eram crentes, eles não eram conhecedores da palavra, então eles não entenderam o que foi falado. Mas o meu pai, ele guardou aquilo.
Tanto é que meu pai me contou sobre isso só depois que eu me converti. E o meu pai me abandonou e a minha mãe acabou conhecendo outro homem. E infelizmente esse homem, ele acabou me tocando, e eu fui, e eu fui tocada por esse homem durante um ano. Então isso gerou em mim um trauma muito profundo, isso despertou em mim Eu posso falar de sexualidade?
Sim, pode.
Despertou em mim uma sexualidade de forma muito precoce. Então mesmo eu sendo pequenininha, eu já era ativa sexualmente, mesmo pequenininha. Posso falar coisas pesadas aqui?
Já que você fez o corte, pode falar. Qualquer coisa eu tiro.
Não é live, né?
Não.
Ah, então vocês vão cortar essas partes.
Assim, se se precisar só.
Tá, tipo na parte de posso falar sobre masturbação?
Você vai marcando aí, tá?
Sobre masturbação eu posso usar outra palavra? Pode. Me autotocava de homem, eu era muito pequenininha, eu comecei a me autotocar desde pequenininha, mas eu não sabia o que eu tava fazendo, era inconsciente, era porque como ele fazia em mim eu comecei a fazer em mim sozinha, eu comecei a despertou em mim de forma muito precoce. Então eu comecei a fazer isso em mim desde pequenininha e comecei a tocar nos meus priminhos. Eu queria tocar em bonecas, eu queria tocar em brinquedos.
Eu não era mais uma criança normal, eu me tornei uma criança com a pureza roubada. Só que a minha mãe, a minha avó, elas não sabiam como lidar com essa situação, porque isso foi há quase 30 anos atrás, então não era um assunto muito falado. A minha mãe jogou pra debaixo do tapete. Então elas não procuraram ajuda psicológica, não procuraram cura, simplesmente jogaram pra debaixo do tapete, tipo, vai passar.
Fingir que não tava acontecendo.
É, porque elas não sabiam o que fazer, né? Elas eram ignorantes, uma família muito pobre, não tinha informação, não tinha acesso, não tinha ajuda, não tinha onde recorrer. E na verdade isso era vergonhoso, né? Naquele tempo. Hoje em dia isso é muito falado, graças a Deus. Mas naquele tempo era até motivo de vergonha. Então eles preferiam esconder. Só que não adianta esconder, porque uma hora isso explode.
Sim, sim.
E acabou explodindo na minha adolescência. Só que na minha infância, depois que eu fui tocada e eu me tornei uma criança diferente, foi onde eu comecei a ouvir a voz de Deus desde criança. Só que eu não sabia que era Deus, porque eu não cresci na igreja, eu não tinha conhecimento da Bíblia e eu nem sabia que Deus existia. A minha avó, ela falava de Deus, mas ela falava de Deus de uma maneira muito limitada, porque como ela era da roça, ela não sabia ler.
E ela ia às vezes na Igreja Católica. Quando ela falava de Deus, ela via Deus como criador, mas de uma forma muito limitada. Ela sabia que Deus existia, que existia um Deus no céu que protegia, mas ela não me ensinou sobre os princípios porque ela também não sabia. Então eu cresci ouvindo a minha avó que Deus protegia, que Deus tava vendo. Então tinha um certo temor, mas era só isso. E quando eu comecei a ouvir a voz de Deus foi depois do Foi depois que esse homem me tocou.
A minha mãe falou para mim que eu sempre conversava sozinha desde pequenininha, até antes dos toques. Ela via que eu era uma criança quieta, eu não era uma criança arteira, não era de aprontar. Ela falou que eu era muito boazinha, muito educadinha, só que ela sempre me via falando sozinha e ela achava que eu tinha algum amigo imaginário. Toda hora ela me via falando sozinha, conversando com alguém. E o que eu me lembro dessas conversas foi depois que eu fui tocada, que eu tenho lembranças dessas conversas com esse, com essa pessoa que falava comigo, que na verdade já era Deus, mas no tempo eu não sabia.
Teve um dia que a minha mãe, ela ia muito para o forró final de semana, então ela me deixava sozinha junto com a minha avó. Só que minha avó tinha um quarto dela e eu dormia na sala com a minha mãe no chão, no colchão, porque aí eu já tinha uma outra irmãzinha pequenininha. Que eu criei, inclusive, porque como a minha mãe ela era muito mundana, todo final de semana ela ia para forró e ela me deixava sozinha com a minha irmãzinha.
Então eu que— e minha mãe trabalhava de segunda a sexta como faxineira, então eu que cuidava da minha irmãzinha. Eu trocava fralda, eu era pequenininha e cuidava de outra criança, trocava fralda, dava mamar para ela. Eu praticamente fui a mãe da minha irmã com 7 anos de diferença. E a minha avó, ela Cuidava da gente, só que de um jeito mais bruto. Então quem cuidava da minha irmãzinha com muito amor e carinho era eu, quem dava o carinho, amor pra minha irmã.
Tanto é que hoje eu amo a minha irmã como se fosse minha filha. Eu tenho esse amor por ela como se eu fosse mãe dela. Não é um amor de irmã, é um amor de mãe mesmo. E eu lembro que um dia eu tava deitada com a minha irmãzinha no colchão e era de madrugada. Eu acordei, só que aí eu queria a minha mãe porque eu era muito pequenininha. Eu queria a minha mãe. E minha mãe tava no forró. E aí eu saí pela rua de madrugada atrás da minha mãe.
E aí eu escutei uma voz e falou assim para mim: a sua mãe já vai chegar, volta para sua casa, deita na cama e espera que ela já vai chegar, volta para sua casa. E aí eu obedeci aquela voz e voltei. Então Jesus já cuidava de mim desde criança.
Isso ficou marcado na sua memória, essa essa fala na sua mente?
Sim, porque foi uma voz muito nítida que falou comigo.
Ficou marcante.
Só que eu não questionei, porque minha mãe falou que quando eu era pequenininha eu era uma criança muito obediente. Então o que falavam para mim eu obedecia. Eu não era uma criancinha rebelde, arteira. Então a voz falou, volta para casa. Eu voltei. E aí eu lembro também que outro dia, quando eu cresci mais um pouquinho, Eu comecei a ficar um pouco bocudinha com a minha avó. E aí minha avó mandou eu fazer alguma coisa e eu xinguei ela, falei, ah, não quero isso e aquilo!
E eu fui dormir. Quando eu fui deitar, essa mesma voz foi e falou assim pra mim, você acha certo isso que você tá fazendo com a tua avó? Eu, ah, mas ela é chata! Quis discutir com a voz e ela falou, mas ela cuida de você, ela faz comida pra você, ela lava tua roupa. Vai lá pedir desculpa pra tua avó. E eu discutia com a voz, eu falava, não, não quero! Vai pedir desculpa pra tua avó. E eu levantava e obedecia aquela voz. Eu fui até minha avó e pedi desculpa.
E muitas outras vezes essa voz começou a conversar comigo de forma muito frequente, porque eu era uma criança muito sozinha. A minha avó, ela não era de conversar. A minha avó era uma mulher que só fazia comida, lavava roupa, mas ela não tinha diálogo. A minha mãe, minha avó, elas não eram pessoas que sentavam na mesa para conversar comigo ou me ensinar ou falava que me amava. Não, elas me criavam tipo assim, dava comida, roupa, levava para escola, mas diálogo mesmo não existia.
Minha avó não era de conversar, nem minha mãe. Então por isso que eu ficava parte do tempo conversando sozinha, porque não havia conversa dentro da minha casa, não havia comunhão. Tanto é que até hoje eu sou casada com meu marido, eu acho que eu me acostumei tanto com a solitude desde criança, viver sozinha, que até meu marido estranha, que eu não sou muito de ter comunhão. Isso é bom para quem é profeta, eu já tava meio que preparada, né?
Mas desde criança eu já aprendi a viver muito sozinha. Então essa voz, ela era muito frequente comigo. Ela falava quando eu ia dormir, essa voz aparecia para mim na forma de bolinhas coloridas, porque Deus fala com crianças na forma que as crianças entendem. Deus não vai falar com uma criança de uma forma teológica, ele não vai falar com uma criança de uma forma como se fosse um adulto. Deus, ele é sábio. Então, quando Deus, ele vinha falar comigo quando eu era criança, ele vinha de uma forma que eu entendia.
E para chamar minha atenção, ele aparecia na forma de bolinhas coloridas, porque prendia minha atenção. Começava a aparecer um monte de bolinha colorida, era ele chegando, e eu ficava assim maravilhada.
Mas você não sabia que era Deus?
Eu não sabia que era Deus, eu era totalmente inocente.
Antes de você continuar, tem muitas pessoas que vão questionar assim: ah, mas a gente não recebe o Espírito Santo só depois que a gente vem para Cristo, depois que a gente aceita de percebe que lá no Novo Testamento vai dizer isso, né? Só que se você pegar em Jeremias 1:5 aqui, ó, a palavra vai dizer assim, ó: a palavra de Deus veio a mim. A quem? A Jeremias. Antes de formá-lo no ventre materno, eu já o conhecia. E antes de você nascer, eu o consagrei, eu constitui profeta às nações.
Então não é O Senhor já nos conhece antes de nós nascermos, independentemente de nós aceitarmos a Cristo ou não. O Senhor já tem um plano. A questão é que o inimigo, ele vai roubar isso, vai tentar roubar isso durante o processo da nossa vida, né?
E o que eu entendi sobre isso que você falou, eu acredito que tudo que eu passei foi permissão de Deus, como no caso de José do Egito. Tudo que ele passou foi permissão de Deus, ou Deus fez com que tudo cooperasse para o bem dele. Mas quando Deus tem um plano na vida de alguém, a pessoa pode passar por tudo. O inimigo pode entrar, ela pode desviar, mas uma hora volta e aquilo que Deus prometeu vai acontecer. Então eu acredito de forma muito particular que quando aquela profecia foi liberada sobre a minha vida, quando eu ainda era um bebê, o diabo escutou.
Porque foi depois dessa profecia que o casamento da minha mãe foi destruído. A minha infância foi destruída porque eu acredito que o diabo, quando ele viu, ele pensou: ah, então ela é escolhida, vamos ver se ela vai ser realmente escolhida, eu vou destruir essa menina agora, a partir de agora. E ele destrói desde bebê, ele ataca.
É importante quem recebe a profecia, a hora quando receber, tem que orar muito, já começar a orar muito, né?
Muito, porque o diabo escuta e ele se levanta.
Importante que você falou.
Mas os meus pais não eram crentes, né? Sim, então eles estavam totalmente vulneráveis a Satanás. Totalmente assim, sem defesa. Satanás é covarde, né?
É verdade.
E inclusive a minha mãe, ela foi, ela se separou do meu pai por obra de macumbaria. E eu assisti o testemunho da Eliane, né? Eliane, não é? Que tava aqui, que ela falou sobre Eline, sobre casamentos serem destruídos por obra de macumbaria. O casamento da minha mãe e do meu pai foi destruído por obra de macumbaria. Deus me revelou isso depois de muitos anos. Mas por que que não houve Não houve restauração porque nenhum dos dois buscou.
Quando o casal não se posiciona, não ora, não luta, se entregou, aí o diabo vence. E no caso da minha mãe, do meu pai, eles não tinham conhecimento da palavra, e aí o diabo pegou facinho. E aí o que aconteceu? Então a minha vida, minha infância desandou totalmente. Aí para piorar, esse homem me tocou E eu comecei a escutar essa voz. Eu era uma criança muito sozinha, só que muitas outras experiências eu tive que parece até tipo Nárnia, o filme da Nárnia, que é muito lindo.
Mas eu acredito que Deus fez eu viver isso até para salvar minha infância, porque eu digo para você que Deus salvou a minha infância, porque tudo que eu passei na minha infância tem coisas que eu não lembro, porque quando uma criança ela é muito traumatizada O cérebro, ele apaga. Então muitas coisas da minha infância eu não lembro. Eu não lembro, eu na verdade, se você me perguntar, tem algum momento bom com a tua mãe? Eu só me lembro de um momento bom com a minha mãe na infância.
Um.
Tem algum momento bom com teu pai na infância? Nenhum.
Nossa, isso deve ter trazido um trauma muito grande, né?
Tem algum momento bom com a tua avó na infância? Não, eu sou grata porque ela cuidava muito de mim, mas assim, de amor, momentos de— não, não, não, não, não. Eu fui uma criança totalmente sem amor, sem amor. Mas o que salvou a minha infância? O que trouxe cor para minha infância? O que trouxe vida para minha infância? Deus. Então a minha infância, ela foi salva por Deus. Porque eu lembro que quando eu comecei a chegar da escolinha, eu era mais ou menos umas 6 horas da tarde, eu ficava na garagem da casa e tinha uma árvore bem em frente a essa garagem.
E como eu queria muito conversar, por que que eu era uma criança quieta? Porque ninguém queria conversar comigo. Hoje eu falo muito, hoje eu falo para caramba. Mas na minha infância eu era muito quieta, porque eu fui privada disso. As pessoas não me davam liberdade para falar, ninguém queria conversar comigo. Então eu conversava com Deus, era meu amiguinho. E eu lembro que nessa árvore eu ia quando dava mais ou menos umas 6 horas da tarde, que era o horário que eu chegava da escolinha.
Essa árvore começava a conversar comigo. Era uma árvore normal, ela não tinha boca nem nada, mas dessa árvore saiu uma voz. E quando eu já sabia que a árvore ia conversar comigo, eu ficava sentada esperando. E ela era fiel. Todas as vezes que eu sentava e esperava para aquela árvore falar comigo, a voz vinha da árvore. Mas aquela voz vinha falar comigo assuntos de criança: oi, tudo bem? Como que foi seu dia? E aí, meu dia foi assim, assim, coisa que minha mãe não fazia, coisa que minha avó não fazia, coisa que meu pai não fazia.
Então Deus me criou, Deus me educou, Deus me corrigia. Ele mandava eu pedir desculpa para minha avó, ele mandava eu voltar para casa, ele perguntava para mim como tinha sido meu dia e eu conversava com aquela voz. Na hora de dormir ele vinha falar comigo. Ele foi meu pai, eu tive um pai.
Então era vozes que te faziam fazer coisas boas, era uma voz só, te corrigia, te mandava, falavam coisas boas para você. É importante destacar isso porque existem crianças que têm amigos imaginários, mas aí não é a voz de Deus. Existem muitos isso, né?
Tem, tem situações que é demônio, mas aí já manda a criança fazer coisa errada, né? Isso aí é diferente. Já bota fogo ali, faz isso aí, aí é demônio.
Sim, sim.
No meu caso, essa voz me educava.
Interessante. E era todo dia você ia?
Não, não era todo dia, não era todo dia, não era todo dia, mas quando eu ia ele estava lá.
Ah, entendi.
Que havia momentos que eu acabava esquecendo, dormia, né?
A criança ela tem uma sensibilidade espiritual muito grande, né?
E eu acho que nem todas, nem todas, mas a criança ela é mais, ela é mais pura, né?
É onde o inimigo mais tenta atacar. Sim, mas o Senhor te guardou aí, né? Porque você não tinha cobertura dos seus pais na época, não ia para igreja. Meu Deus do céu!
Mas o que eu vivi com Deus foi algo oculto, porque as minhas conversas que eu tinha com Deus eu não falava para ninguém, era só entre eu e Deus. Então o diabo não sabia.
Entendi.
Eu conversava com Deus em pensamento. Então eu acredito que Deus, ele fez algo muito lindo, né? Porque da mesma maneira que Deus, ele escondeu Moisés no Egito, Moisés, ele foi criado no Egito, ele já era um escolhido. E Deus tem os seus escolhidos. Nem todos os escolhidos nascem na igreja, nem todos os escolhidos estão protegidos dentro da igreja. Tem escolhido que tá protegido, escondido dentro do Egito, guardado pelo próprio Deus.
Sim, eu acredito também, de uma forma que nem o diabo imagina, né? Tem criança que você, às vezes, imagina, né?
Nem os pais, nem os pais. Às vezes você vai entrar numa favela e você vai ver aquelas crianças lá tudo judiada, mas às vezes a gente nem imagina as experiências que aquelas crianças podem estar tendo com Deus. Mas às vezes o próprio Senhor faz a criança fechar a boquinha, sabe? O Senhor não desampara, é verdade, ele cuida. Eu parei de ouvir essa voz porque foi onde começou a entrar rebeldia. Os frutos, as feridas, né, do que eu passei, eu comecei a me rebelar porque eu comecei a entender a vida.
Aos 13 anos eu comecei a ter consciência de quem eu era, uma menina pobre que não tinha pai. Eu comecei a ir para escola, comecei a me comparar com as amiguinhas, comecei a me comparar com outros alunos. Então começou a vir revolta no meu coração. Eu já vi que eu era diferente, eu vi que eu era tipo uma escória da sociedade, que eu não era tão sortuda assim. Né, eu comecei a me ver como uma pessoa muito azarada, né, porque quando a gente é criança a gente é pura, a gente não imagina a situação de desgraça que a gente tá.
Sim, mas na adolescência a gente começa a ter consciência da realidade. Então quando eu comecei a ter consciência da minha realidade, eu fui me revoltando e eu entrei no mundo do rock and roll. Nada contra o estilo musical, tanto é que eu gosto até hoje, mas eu entrei naquele lado mais devasso, aquele lado mais imoral do rock and roll, sabe? Porque nesse meio eu me senti acolhida, eram pessoas revoltadas como eu, eram pessoas rebeldes.
Então eu encontrei ali o meu grupinho e fui mergulhando. Mas no tempo que eu fui mergulhando, eu fui viciando. Nesse tempo que eu comecei a piorar, quando eu tinha mais ou menos uns 15 anos de idade, o meu pai se converteu junto com a nova família dele. E ele continua sendo um pai ausente, só que ele começou a ir para uma igreja pentecostal. E Deus, quando é para falar, ele fala. E Deus tomou um profeta lá dentro da igreja, apontou na cara do meu pai e falou assim: homem, você tem uma filha, e não são esses filhos que estão aqui não, é a tua mais velha que você rejeitou.
Deus manda te dizer Ore muito por ela, porque Deus tem uma obra muito grande na vida dela. E aí confirmou a profecia que eu recebi quando eu era bebê. Deus tem uma obra muito grande na vida dela, só que ore muito por ela, porque Satanás quer ceifar ela. A partir desse momento, meu pai se lembrou da profecia quando eu era bebê e confirmou. Então, mesmo ele sendo ausente, ele decidiu me cobrir de oração. Meu pai orou por mim dos 15 ou 14 até os meus 21.
Porque eu me converti com 20 anos de idade, então foi bastante tempo. Só que conforme ele foi orando, eu fui piorando. Ele orando, orando, orando, aí eu mergulhei mais ainda nas drogas. E até que aos 17 anos de idade eu fui embora de casa e eu me tornei prostituta. Eu realmente fui morar dentro da boate. Eu não era uma prostituta igual muitas falam, aí eu fui prostituta, mas tipo, aí saía com homem aqui, um homem ali. Não, eu realmente fui prostituta de ofício. Eu morei por 2 anos dentro de uma boate.
E nessa fase, os seus, a sua mãe, sua avó, e como que eles falavam com você, conversavam?
Então, na verdade, eu não me dava bem com a minha mãe na minha adolescência, era só briga. Eu odiava minha mãe na adolescência. E a minha avó eu queria cuidar, né? Então eu queria ter dinheiro para ajudar minha avó. Porque era uma família muito pobre. Então eu já fui com essa intenção: eu vou ganhar dinheiro. Eu não fui com intenção de curtir, o meu foco era dinheiro. Então, aos 17 anos de idade, eu fiz um RG falso com uma amiga, porque eu era menor de idade ainda, e a gente foi.
Só que minha mãe perguntou: onde você tá indo? Eu menti, eu falei para ela que eu tinha conseguido emprego numa loja de roupa. Mas eu acho que no fundo ela sabia, né? Porque passando assim alguns meses eu já tava cheio de dinheiro. Só que assim, eu não abandonei minha família. Todo mês eu comecei a dar um salário para minha mãe, todo mês eu dava R$1.000 por mês para ela, todo mês eu fazia compra para minha avó de mercado. Então quando eu via elas, eu acho que no fundo elas sabiam, mas elas não tinham o que fazer, era muito pobre.
Eu cheguei com dinheiro, com mercado, Elas ficavam felizes, né? Então era o que me motivava, cuidar da minha avó, ajudar minha família. Não vou me vitimizar, é claro que eu também não prestava. Não vou me colocar aqui como uma, ai, coitadinha, ela virou prostituta para cuidar da família. Não, eu também não prestava, eu também era uma sem-vergonha, porque é um dinheiro fácil, é um dinheiro fácil. Ai, não é?
É!
Eu falo isso com autoridade porque eu era prostituta. Prostituição é um dinheiro fácil, sim. É um dinheiro fácil. Então eu ganhei muito dinheiro, então eu realizei os meus sonhos de uma forma muito rápida, né? Eu comecei a ter as roupas que eu sempre quis, eu ia em salões, eu comecei a sair com muitos clientes, eu ia para restaurantes muito chiques. Então um novo mundo se abriu diante dos meus olhos. E nesse tempo eu tinha 17 anos, eu era muito bonita, era novinha, né?
Então aí que eu conseguia muitos clientes mesmo. Então eu realmente trabalhava de segunda a sexta na prostituição, e só no sábado e domingo que eu descansava. Mas realmente essa foi a minha rotina. Todos os dias eu bebia, todos os dias às vezes eu usava as drogas, mas todos os dias eu saía com cliente.
E foi durante quanto tempo essa vida?
Durante 2 anos, 2 anos direto sem parar. Para conseguir fazer essas coisas eu bebia, Porque a bebida tirava a vergonha, né? E eu usava drogas também para ter mais ousadia. Então por isso que muitas meninas acabam entrando no mundo das drogas e das bebidas, da prostituição, para se soltar. Porque dentro da prostituição, se você não se solta, você não é vista. É uma competição, é um monte de mulher querendo ganhar dinheiro. Então é uma competição.
Então as meninas faziam de tudo. Então eu, como eu era mais tímida, eu tinha que beber, encher a cara para conseguir me soltar e conquistar algum cliente. Só que foi onde eu me tornei alcoólatra, bebia todo dia, todo dia, todo dia, levando a outro, né? Só que teve um dia que eu cheirei cocaína, e nesse dia eu tenho certeza que eu ia morrer, porque meu coração começou a disparar muito, muito mesmo. E aí eu Eu acho que eu orei sem saber.
Eu desci do palco e eu lembro que eu fui deitar no sofá no camarote e eu senti que eu ia morrer. E aí eu comecei a pensar, meu Deus, será que esse é o meu fim? Esse vai ser o meu fim? Vem essa consciência assim, sabe? E eu comecei a clamar por uma chance. Só que sabe quando você clama para algo, tipo, se algo maior existe, me livra da morte, me livra da morte? E depois disso eu comecei a ter experiências com Deus dentro da boate.
Eu lembro que um dia as moças estavam dançando, era algo muito pesado, era algo— eu vi muita coisa pesada na minha vida, Deus permitiu. Eu realmente vi Sodoma e Gomorra, eu realmente vi o profano, eu realmente mergulhei no sujo, no imoral. Foi de onde Deus me tirou. Então A imoralidade se tornou algo tão normal para mim que era tipo assim, eu não tinha vergonha. Isso já era plano de Satanás.
Sentimentalmente, esse momento você estava como que, você era depressiva ou não?
Era, eu não era depressiva, eu era revoltada. Revoltada, eu era revoltada. Então eu tinha tanta raiva, tanta revolta, tanta rebeldia que isso me dava força. Sabe? Mas depressiva não, eu nunca fui uma mulher depressiva. De, eu sempre fui muito inclinada para raiva, para ira, para revolta. E você encontra força na raiva. Então mesmo no mundo eu já era forte. Inclusive eu acredito que se Jesus não tivesse me pegado, eu acho que eu ia ser uma baita feminista, viu?
Se Jesus não tivesse me convertido, porque eu sempre tive esse sangue para liderar. Eu sempre fui muito de bater de frente, sabe? Desde quando eu era do mundo, eu sempre me destaquei porque eu era bocuda, eu não abaixava a cabeça pra ninguém, eu nunca levava desaforo pra casa, eu era barraqueira, né? Tanto é que várias vezes eu defendi minha avó, que minha avó era bobinha. Às vezes ela ia no hospital público e faziam tipo descaso dela.
Nossa, eu quebrava o pau lá no hospital. Então eu era praticamente a defensora da minha família. Se acontecesse qualquer coisa com a minha irmã, com a minha mãe, com a minha família, eu era era eu que ia para cima, era eu que ia defender, porque eu cresci desprotegida. Então, de forma automática, eu comecei a proteger quem eu amava. Sim. Então eu era muito, eu vivia muito na defensiva, eu tava sempre armada.
E aquele ambiente te dando recurso, né, dinheiro.
Então eu aprendi a me virar sozinha, eu aprendi a brigar, né, eu não tinha medo. Eu não abaixava a cabeça para prostituta não, entendeu? Tanto é que depois que eu me converti, o Senhor Jesus, para matar minha carne, foi um processo de muitos anos, muitos anos para eu ser— eu ainda tenho que melhorar porque eu ainda sou um pouquinho brava, mas assim, eu era extremamente carnal. Eu era uma mulher, eu acho que em mim não havia mais espírito, era carne 100%.
A minha carne foi muito alimentada, tanto é que quando eu me converti, o Senhor Jesus pediu a renúncia da carne. Eu tive que me tornar vegetariana. Foi algo que Deus pediu só para mim, de forma particular. Mas de tão carnal que eu era, de tão imoral, de tão perdida que eu tava, era como se— imagina um pedaço de carne que foi mergulhado no esgoto. E ficou ali por anos, é como que fala, saturando isso no esgoto. Agora você imagina, para purificar essa carne de novo, só Jesus, só Jesus.
Tanto é que quando eu era prostituta, eu me sentia tão suja, eu não sabia por quê. Todos os dias que eu ia tomar banho, quando eu acordava depois da prostituição, eu acordava, ia tomar banho. Eu esfregava tanto meu rosto, eu me sentia suja. Eu ia tomar banho, eu me esfregava, eu me esfregava e eu me sentia suja. Por mais que eu tomasse banho, esfregasse, passava perfume importado, eu me sentia suja. Mas eu não sabia o porquê. Hoje eu sei, era como estava por dentro, sabe?
Então era torturante, é uma vida assim durante muito tempo, né, desde a infância sendo criado dessa rejeição. E agora entrando para esse mundo, mentalmente você tá mergulhado ali, né, como você falou, no alimento da carne. E aí já Satanás também já entra junto, né? Já são muitas legalidades ali. Você sentia opressões malignas?
Sim, sentia. E só que eu não sabia, eu era muito ignorante sobre o mundo espiritual. Então eu vivi as coisas, mas eu não sabia o que era. Eu vivi o bem e o mal. Eu vi Deus dentro da boate, eu já vi Satanás dentro da boate. Eu já passei por muitas coisas assim espirituais, só que como eu não tinha informação, não tinha conhecimento da palavra, eu só vivia. E eu lembro que dentro da boate as mulheres elas faziam muita oferenda também para pomba gira, essas coisas, né?
Então eu sempre tava nesse meio, muitas coisas sobrenatural. Teve um dia que eu estava em pé Vendo as meninas dançando, quieta no meu canto. E aí de repente veio um homem atrás de mim e falou assim para mim: você não combina com esse lugar. E quando eu olhei para trás não tinha ninguém.
Ai meu Deus!
E uma outra experiência que eu tive com Deus dentro da boate foi quando um cliente ele falou assim para mim: eu quero sair com você, só que para fora. Porque onde eu trabalhava era uma boate muito grande, então os quartos ficavam lá dentro. Para segurança das meninas. Só que tinha homens que não queriam gastar com quarto lá dentro, queriam levar a garota para fora. Só que aí a boate falava, olha, a partir do momento que vocês saem para fora não é mais nossa responsabilidade.
Então eles aconselhavam, aqui dentro vocês estão seguras. Só que como nesses dias o movimento tava fraco, eu tava precisando de dinheiro, eu falei para ele, tá bom, então eu vou. Só que Deus me deu livramento dentro da boate. Tanto é que eu fui buscar minha bolsa e quando eu tava indo me encontrar com ele, eu tinha uma colega de quarto. E essa colega de quarto, ela era da igreja, só que ela era desviada. Ela falava muito de Deus mesmo sendo prostituta.
Por isso que fala, né, que quando a pessoa conhece a palavra, ela não tem paz nem para pecar, né?
É verdade.
Porque eu, no meu caso, eu pecava à vontade porque eu não conhecia a palavra, eu não conhecia Deus. Mas no caso dela Ela era prostituta, às vezes ela orava antes de ir para boate, e ela era a minha companheira de quarto. E Deus usava ela lá dentro, mesmo ela sendo prostituta, porque Deus usa quem ele quer. E se não houver vasos disponíveis, ele usa o que tem. E vocês vão entender. Eu lembro que eu tava indo me encontrar com esse homem, de repente ela falou assim para mim: Dani, onde você tá indo?
Eu falei: eu tô, vou sair com um cliente. Ela falou, para fora. Eu falei, aham. Ela, quem é? Aí eu apontei. Ela falou, não vai. Eu falei, por quê? Ela, olha para ele. E quando eu olhei para ele, eu vi, tava mais distante, eu vi um homem de vermelho com dois chifres na cabeça me esperando. E aí eu olhei para ela, você viu o que eu vi? Ela, vi. Por isso eu te falo, não vai, ele vai te matar.
Meu Deus!
E aí eu fiquei em choque. Porque eu pensei que era coisa da minha cabeça, mas eu não tava bêbada, porque era no início da noite. Eu não tinha nem bebido ainda. E aí eu fiquei em choque, eu fui até ali e falei, olha, eu não vou mais, eu tô passando mal. E ele ficou bravo, eu falei, tchau. E nessa noite eu nem quis trabalhar. E aí eu vim dormir, tipo, em choque. Aí eu conversei com ela, eu falei, o que foi aquilo? Ela, era um demônio.
E ela falava naturalmente, sabe? Era um demônio. Mas eu, pra mim era coisa de outro mundo, né? Eu falei, não, isso é coisa da minha cabeça. Não pode ser, eu tô ficando louca. Então o Senhor já me deu livramentos dentro da boate. Então a visão que eu tenho de Deus, ela é muito— eu sou cristã evangélica, eu amo a igreja do Senhor, eu honro a igreja do Senhor, inclusive eu congrego, mas eu não limito a Deus, porque o nosso Deus, ele é o Criador, e ele está nos lugares mais improváveis, nos lugares mais sujos que a gente possa imaginar, o Senhor está.
Ah, mas ele Ele é santo, ele não se misturou com profano, mas ele está para salvar, ele entra para dar livramento. Então ali dentro da boate, dentro do tráfico, dentro do satanismo até, o Senhor dá livramento. Porque na Bíblia diz que Deus manda chuva sobre o bom e sobre o mal. E se fosse da vontade de Satanás, ele matava todos de uma vez. Se Satanás pudesse, ele explodia essa terra aqui, matava todo mundo de uma vez agora. Para levar o máximo de almas com ele para o inferno.
Então, por que que pessoas que nós olhamos e falamos assim: nossa, aquela pessoa é tão ruim, aquela pessoa é satanista, aquela pessoa é uma prostituta, aquele homem é um traficante. Mas por que que essas pessoas todos os dias acordam e continuam vivendo? Porque Deus todos os dias dá livramento para essas pessoas. É a misericórdia do Senhor, porque ele sabe que um dia essas pessoas vão se converter. Então o Senhor, ele vai dando chance, vai dando livramento, livramento até alcançar essas pessoas. Então o Senhor livra e protege.
O Senhor Jesus disse que ele veio para salvação, né? Ele veio para aqueles, para os doentes, para aqueles que precisam, né? Nós já estamos, já estamos salvos, mas ele veio para aqueles, para outros, né?
E eu nunca fui evangelizada dentro da boate. Eu sei que tem muitos testemunhos de pastores que falam assim: ah, eu entrei dentro da boate para evangelizar tal moça. Mas no meu caso, durante os 2 anos que eu estive lá dentro, eu nunca fui evangelizada. Então Deus usava o que tinha. Se a mocinha que tava do meu lado era desviada, mas conhecia a palavra, Deus usava ela, sabe? E o Senhor me deu muito livramento na minha infância, na minha adolescência.
Eu não conhecia, eu não temia, eu não amava, eu era praticamente ateia, porque Chegou num ponto da minha vida que eu não acreditava mais em Deus. Mesmo com essas experiências, eu sempre negava, eu falava, isso é coisa da minha cabeça, eu tô ficando doida. Então, é, Deus ter me alcançado foi pura misericórdia, porque falar que eu queria ser—
que querem evangelizar uma prostituta, alguém que atua nessa área, né, da promiscuidade, assim, a igreja não atua muito, né? Existem sim pessoas que evangelizam, Mas em quantidade muito menor, né?
É porque a guerra também é muito pesada, né? O preço que essas pessoas pagam tem que estar muito revestido, porque a gente também não pode ficar julgando, julgando. Porque eu que trabalho hoje, eu sou muito espiritual, eu sempre fui muito espiritual, mas o meu ministério ele é praticamente 100% espiritual. Então a gente sabe que o preço é alto. A gente fala, Jesus pagou o preço na cruz. Jesus, ele pagou o preço para nossa salvação.
Mas existem, existem batalhas que a gente vai ter que entrar, vai ter que jejuar, vai ter que orar, vai ter que pagar o preço pela alma. Às vezes você vai ser retalhado. Exato. E colocar a mão para resgatar pessoas que estão no antro de Satanás, cara, você tem que estar muito revestido, você tem que estar muito preparado.
É porque você mesmo falou que foi anos para libertação sua.
Foram muitos anos, foi um processo demorado. Então cada pessoa tem um tempo, cada pessoa tem um processo. Às vezes você vai ver uma pessoa que tá ali tipo 5 anos com Cristo, mas ela ainda insiste em algum pecado, e a gente condena aquela pessoa. Ah, não tem mais jeito, é um falso crente. Não, às vezes ele é um verdadeiro cristão, mas ele tá no processo.
Exatamente.
Existem libertações que vai levar até 10 anos. Eu digo isso porque, irmão, eu fui liberta da ira. Depois de mais de 10 anos de conversão, para eu entender realmente que eu precisava ser liberta disso. E eu já pregava, mas eu era irada. E o Senhor precisou me lapidar muito, foram muitos anos, ele não desistiu de mim. Então eu passei por muitas libertações de vários tipos de demônio, mas tem a libertação da alma, de traumas, são vários tipos de libertações em várias áreas da nossa vida, no corpo, na alma, no espírito, na infância.
Em todas as áreas, sentimental, porque você não tinha alguém que te protegesse na infância, né? Então você é uma autoproteção sua, né? Você não tinha Deus, você não tinha ninguém, era você e você. Então essa ira desenvolveu muito forte.
E aí quando eu fui para igreja, e aí quando alguma pessoa tentava me humilhar, eita, aí já armava já, né? Tipo assim, você não vai me tocar, você não vai me humilhar. Porque desde criança eu já me defendia, na adolescência eu me defendi. E aí quando eu fui para igreja, quando eu vi algum pastor tentando me humilhar, alguma crente tentando me humilhar, eu já, opa, aqui não, você não me toca não, você não me humilha não, que comigo o buraco é mais embaixo. Só que tava errado, né?
Sim, sim, tava errado.
Mas foi necessário uma lapidação do Senhor. O Senhor teve muita paciência comigo e ele tem, porque ele me olhava com misericórdia. Ele sabia que isso vinha da infância. Então o Senhor, ele é muito misericordioso. Existem pessoas que vão ser transformadas por Deus, Mas, cara, vai demorar, vai demorar. Eu acredito até no caso, tipo assim, Moisés, Paulo, Abraão foram pessoas que foram usadas por Deus depois de muitos anos de preparo.
É que a nossa geração é um pouco ansiosa, né? Mal se converte, já quer ser usado por Deus.
É verdade, né?
E Deus usa, porque às vezes a pessoa tá no primeiro amor, tá com uma sede tão grande, Deus precisa usar, ele usa. Só que a obra de Deus, cara, olha, Se eu te falar que agora que eu tô entendendo o que é obra, agora que eu tô começando a viver o que é fruto do Espírito Santo, porque a lapidação na minha vida foi muito intensa, foram muitos anos. Inclusive, agora que o Senhor começou a me soprar.
E muitas vezes você tá num processo, e às vezes se a gente julga, a pessoa pode ser salva pela intenção dela estar sempre buscando E o outro que tá julgando, isso é condenado pela língua.
É que a pessoa tá errando, mas ela tá buscando.
Exato, exatamente. E essa questão é muito importante que você fala, porque às vezes a gente pensa que o Senhor, que Deus, ele desiste de nós, mas ele não desiste de forma nenhuma. Tem muita gente que tá assistindo aqui que às vezes pode estar imaginando: ah, Deus desistiu de mim porque eu pequei, porque eu errei. Não, enquanto você tiver insistindo Enquanto você tiver lutando contra a sua carne, o Senhor, ele sempre vai estar com você, ele sempre vai estar.
E mesmo que você desista, ele ainda vai atrás. Mesmo que você desista, ele vai atrás. O amor de Deus é muito grande.
Só que as consequências do que você faz, ela não vai, ela não vai, não vai deixar, né? Se você erra, por exemplo, se você mente, por exemplo, vai viver a colheita, vai colher isso daí, não tem como. Mas Deus não vai te abandonar, ele vai insistir em você. É muito interessante separar essas coisas e entender sobre isso que você tá falando.
Eu fiquei na prostituição durante 2 anos, mas depois que eu saí da prostituição, eu falo com respeito ao meu marido que tá aqui, mas é meu testemunho, eu acabei me, eu comecei a namorar com um cliente muito rico e eu me tornei noiva dele. Só que então eu saí da prostituição, mas eu estava com ele por interesse, então eu continuava sendo prostituta. E ele sabia disso, mas eu aceitei ser só dele. Então eu tava com um cliente fixo, mas na cabeça dele eu era namorada dele.
E tudo bem, eu aceitei porque eu queria o dinheiro. Só que aí eu tava noiva dele. Então eu fiquei junto com ele quase 2 anos, junto com ele. Então eu continuei ajudando minha família, eu continuei tendo muito dinheiro, continuei tendo muita, tudo que eu queria. Mas todas as noites antes de dormir eu senti um vazio muito grande. Eu chorava, mas eu não sabia o porquê. Eu tinha tudo que eu queria. Eu tinha roupa, eu tinha perfume, eu ia no shopping, eu ia passear, tipo, eu ia no Hopi Hari, eu ia para Campos Jordão.
Ah, vamos em tal lugar, eu ia. Ai, minha mãe precisa de dinheiro, dá para ela. Ai, eu quero levar minha avó no médico, paga tudo. Eu consegui, tipo, dar tudo para minha família que eles precisavam, mas todas as noites antes de dormir era um vazio imenso e eu chorava. E sobre depois que eu me converti O Senhor Jesus, ele não passou a mão na minha cabeça. Eu perdi tudo. Isso que você falou é realidade, porque Deus é justo. Ele sabia que minha infância foi triste, ele sabe que eu fui desamparada, que— mas a adolescência, o que eu fiz na minha adolescência foram minhas escolhas.
Porque eu sei que tem pessoas que foram tocadas quando pequenas, mas não foram para esse caminho, porque Pessoas que são tocadas quando pequenas, existem dois caminhos: ou ela se oprime, fica depressiva, ou ela se revolta. No meu caso, eu fiquei revoltada. Meu marido, ele também foi tocado quando ele era pequeno. No caso dele, ele se oprimiu, ele ficou depressivo. No meu caso, não, eu me revoltei, eu queria matar todo mundo, sabe?
E eu fui para esse lado. Então eu tive escolhas. Na minha vida. E quando eu aceitei Jesus, eu tava noiva desse homem, e Jesus não perdeu tempo comigo. Eu acho que é porque— eu não sei, eu acho que Jesus me acha forte, porque na minha vida foi muita pancada. Eu fui evangelizada finalmente por uma mulher que tinha o dom do amor assim de uma forma linda, porque ela era uma mulher muito simples, ela não era profeta, nada disso, mas ela me amou.
Eu comecei a trabalhar porque quando eu saí da prostituição Eu passei por muitas coisas. A minha avó faleceu e eu tava noiva desse homem. Quando minha avó faleceu, isso mexeu comigo, porque minha avó era praticamente minha mãe. Então eu meio que comecei a despertar para vida. Eu comecei a desejar ter dignidade para honrar minha avó. Eu não queria mais ter aquela vida. Então acho que Jesus já tava vendo isso, que o meu coração já tava desejando ter uma vida menos louca.
Então foi quando eu comecei a trabalhar como assistente de cabeleireira em um salão, e essa, e a dona do salão começou a me evangelizar, mas com muito amor. Ela não me falava nada de extraordinário, nem profecia, nem nada. Ela só falava: Jesus te ama tanto, posso orar por você? Eu: pode. Ela era muito amorosa. Então o dom do amor, ele é muito forte.
Você era rancorosa?
Eu não era rancorosa, eu era, eu era rebelde e barraqueira. Se a pessoa não mexesse comigo, eu, eu era boazinha, mas se a pessoa pisasse em mim, eu virava um cabeça. Eu não abaixava a cabeça para ninguém não. E ela era muito boazinha comigo, então eu me rendi. Então foi fácil para ela me evangelizar porque ela me amou, ela teve muito cuidado, ela foi muito sábia, né? E eu não gostava de crente por causa do meu pai. Meu pai era crente, então eu tinha raiva de crente porque eu tinha raiva do meu pai.
Então seu pai era crente desde quando eu era adolescente? Desde quando eu era adolescente, acho que eu tinha uns 14, 13 anos, ele se converteu.
Entendi.
Mas aí eu não, eu odiava ele. Então eu, para ir, quando ele virou crente, aí eu fiquei com mais raiva ainda.
Então provavelmente ele orava por você.
Ele orava. Eu falei o testemunho aqui. Ele recebeu uma profecia que era para orar. Ele tá, mas a gente não chegou lá.
Eu devo ter esquecido.
É muita coisa, né?
Bastante coisa.
E aí é muita coisa, eu tô tentando resumir aqui, é muita coisa. E aí eu lembro que para parte que eu aceitei Jesus. Quando essa mulher me convidou para aceitar Jesus, eu fui de uma forma assim totalmente desarmada, porque ela me conquistou. Então o dom do amor, ele é muito forte. Às vezes a gente pensa assim, ah, eu, para eu evangelizar aquela pessoa ali, aquela pessoa é muito difícil, aquela pessoa ali é satanista, aquela pessoa ali é prostituta, aquela pessoa ali, meu Deus, tá mergulhada no pecado.
Ah, eu tenho que ter algum dom, um dom de profecia, um dom muito forte para alcançar aquela pessoa. E aí o dom do amor chega arrebentando tudo, porque o dom do amor ele é o mais forte de todos. Se você chega na pessoa e mostra para ela que ela é amada, você demonstra amor, você quebra a pessoa. Pode ser quem for.
É verdade, verdade.
Entendeu? Mas é um dos dons mais raros, porque o amor de muitos tem se esfriado, porque é Satanás, ele quer destruir o dom mais forte.
E o ego, né, cada um querendo.
É porque para você ter esse dom você tem que ser humilde, tem que ser humilde, você tem que suportar os defeitos da pessoa, né?
Sim, sim, se diminuir, né?
Se diminuir. E essa mulher, ela foi muito diminuída. Tipo, ela literalmente tirou todos os meus defeitos e me olhou ali como uma alma ferida. Então ela me conquistou. E aí ela me levou para igreja, era uma igreja pentecostal, Assembleia de Deus Belém, pequenininha no meio do mato, mas é onde mais o fogo desce, essas igrejas pititicas. E aí chegando lá, cara, era uma igreja lotada de profeta, fogo puro. Primeiro culto da minha vida.
E eu toda de preto, toda roqueira, toda doida. Ela foi e me levou. Chegando lá, umas criancinhas começou a cantar. E eu sempre fui espiritual, né? E ali na igreja, quando as criancinhas começou a cantar, eu caí de joelhos porque eu escutei anjos cantando junto com as crianças. Eu fiquei em choque porque eu não sabia o que tava acontecendo. Eu caí de joelhos. E aí o pastor, que era profeta, começou a pregar, contou o testemunho dele, falou que ele era ex-morador de rua.
Aí o testemunho dele já mexeu comigo. E aí ele falou, tem alguém que quer aceitar Jesus? Aí eu ergui minha mão e a igreja inteira começou a pular, gritar. Eu nem sabia o que tava acontecendo, porque eu aceitei Jesus, eu não tava decidida a virar crente. Eu aceitei Jesus por emoção, mas na minha cabeça, tipo, eu não vou virar crente não, Deus me livre, eu falava, né? Só que tava tão forte o que eu tava sentindo que eu não resisti.
Ergui minha mão e fui para frente chorando. E esse pastor era um profeta, e Deus já chegou arrebentando comigo. Deus, ele não Comigo sempre foi assim, por isso que eu falo pro meu marido, eu acho que, eu acho que eu sou, Deus me olha como alguém muito calejada, porque Deus ele não guarda silêncio comigo, ele é muito pá comigo, sabe? E quando eu aceitei Jesus, já veio a primeira profecia: Deus manda te dizer que ele vai tirar uma pessoa que você ama muito da sua vida, mas é pro teu bem e vai te trazer algo melhor.
E aí eu tipo, meu Deus, eu mal chego na igreja, já vou perder? Eu fiquei tipo assim, como assim vai tirar? Aí eu pensei que era a morte, só que na hora veio no meu coração, é seu noivo. Aí eu falei, ai meu Deus, me arrependi de ter vindo para igreja. Eu vim, eu falei, eu vim para igreja para perder? Aí foi quando na mesma semana o meu noivo me ligou terminando tudo por telefone. Eu fiquei desesperada porque era ele que me sustentava, e aí eu tinha que voltar para prostituição.
E aí o que aconteceu? Quando eu me lembrei, aí quando ele terminou comigo, eu me lembrei da profecia. Eu falei, nossa, então tá acontecendo. Só que eu ainda não tinha sido desperta para a existência de Deus, mas eu comecei a analisar, tipo, peraí, eu recebi uma profecia e aconteceu. Então isso meio que me acalmou, sabe? Tipo, eu entendi que de alguma maneira o universo tava no comando, sabe? Que eu era, eu ainda não tinha aquela coisa de Deus, mas tipo assim, meu Deus, tipo tinha que ser, tinha que acontecer, sabe?
Tava no meu destino. Só que aí começou a prova de fogo na minha vida. Eu tive duas opções: esse noivo saiu da minha vida, ele que me sustentava, ou eu voltava a me prostituir ou eu recomeçava do zero na dignidade. E eu tava cansada daquela vida. E aí foi quando eu falei para mim mesma, porque nesse tempo eu ainda não orava, eu falei Eu passo fome, mas eu não volto a me prostituir. Se for preciso eu passar fome, eu vou passar fome.
E quando eu disse isso para mim mesma, foi algo tão forte que aí começou a prova de fogo na minha vida. Eu perdi tudo. A moça que eu trabalhava no salão me mandou embora, mas eu sei que isso foi agir de Deus. Aí Deus tirou meu ex-noivo, fui mandada embora do único empreguinho que eu tinha. Eu morava com a minha mãe, minha mãe me expulsou de casa. Eu não tinha tudo de uma vez, tudo de uma vez. Quando decidi não voltar a me prostituir, aí veio a prova na minha vida.
Aí sabe o que aconteceu? Fui para rua, fui morar na rua depois que aceitei Jesus. Depois que eu aceitei Jesus, minha vida piorou, eu perdi tudo para ficar com Cristo. Eu tive que perder tudo. E aí eu fui para o fundo do poço, e aí eu fui para rua. Mas eu, quando eu cheguei na rua, eu lembro que eu sentei da calçada no chão, falei assim: se for para morrer aqui, eu vou morrer, mas eu não volto a me prostituir. Então acho que o Senhor me provou, sabe?
E aí, naquele momento, eu lembro que eu fui atrás de uns crentes para me ajudar, que eram da igrejinha que tinham me acolhido, mas eles não meio que me deram as costas. Mas hoje eu entendo que era agir de Deus. No tempo eu julgava, mas hoje eu entendo que era agir de Deus, como foi com José do Egito. Ele foi jogado no poço, ele teve que passar pelas situações que ele passou. No meu caso, eu acredito que foi Deus, porque Deus, ele teve que me dar uma visão diferente da vida e de quem ele é e da maneira que ele trabalha.
Então Quem me tirou da rua é uma mãe de santo. De repente eu tava na rua, ela chegou até mim, até mim, ela me conhecia, ela me falou, me conheceu de vista, ela: Dani, o que você tá fazendo na rua? Eu falei para ela: não tenho para onde ir. Aí ela se abaixou, ela olhou bem nos meus olhos e ela me disse assim: agora que você chegou no fundo do poço, é só subir. Vem, fica na minha casa, na rua você não fica. E ela morava num barraco.
Mas lá eu tive chuveiro quente, comida e cama. Eu morei com ela por 6 meses de favor. Ela era mãe de santo, ela fazia rituais, ela incorporava Exu, ela derramava o próprio sangue, mas essa mulher nunca me maltratou. E eu ganhei uma Bíblia do povo da igreja que eu tinha aceitado Jesus. Eu tava com tanta sede de Deus que eu comecei a ler a Bíblia. Dentro da casa dela, e eu escutava louvor na casa dela. E ela foi tão bondosa comigo que ela falava, Dani, se você quiser ouvir louvor, pode ouvir, tá bom?
Eu falava, não, fica à vontade, a casa é tua, eu não quero ser invasiva, você já tá fazendo muito por mim. Ela falava, não, eu escuto meus pontos aqui, mas quando você quiser escutar os seus louvorzinho, pode colocar, tá? Deus usou essa mulher, porque quando Deus manda, até o diabo obedece. E na Bíblia diz que Deus usa o ímpio para abençoar o justo. E no tempo eu nem era justa, mas havia um propósito de Deus. Eu precisava ser cuidada e Deus usou o que tinha.
E na verdade, Deus, ele não queria que eu fosse uma cristã religiosa. Então, desde o início, Deus, ele me levou por caminhos muito diferentes, porque Deus não quis que eu me tornasse uma mulher religiosa. Religiosa que eu digo com aquela mente de fariseu. Com aquela mente julgadora. Ele quis se apresentar para mim de uma forma diferente, de uma forma—
o Senhor tava te transformando ali, né?
De uma forma humana, tipo assim: olhe para as pessoas com os meus olhos, não me limite somente a templos, não me limite somente ao seu entendimento, me veja trabalhando da maneira que eu quero. E eu fui ali acolhida. Só que essa situação foi a primeira vez que me levou à depressão, porque para eu ter depressão eu tinha que passar por algo muito pesado mesmo, porque eu sempre fui muito forte. Então essa situação de ter perdido tudo, e não só perdi tudo, eu perdi até minha beleza, eu fiquei careca porque era tanto estresse que eu tava passando de morar de favor de um dia ter sido rica, de um dia ter sido bonita, de um dia ter dinheiro, de um dia ter noivo rico, e de repente eu tava morando num barraco de favor com uma mãe de santo.
Imagina o psicológico. Meu cabelo começou a cair, eu comecei a ficar careca, eu comecei a beber em dobro, e aí eu comecei a ficar inchada de tanto beber. Tudo isso depois de aceitar Jesus.
E você mantinha ainda nos cultos?
Não, eu parei de ir para igreja.
Mas você lia Bíblia em casa?
Eu lia Bíblia e escutava louvor. Só que a minha situação, eu fiquei, eu tenho fotos, eu fiquei um monstro. Satanás tirou toda a minha beleza, porque aquilo que Satanás dá, ele tira.
Mas por que que você não, nesse momento, não quis voltar para prostituição, que é onde você tava?
Porque eu tava cansada dessa vida.
Você não queria?
Eu não queria mais. Eu não queria. Eu preferia morrer do que voltar. A me prostituir. E foi algo tão forte que Deus viu que eu tinha aceitado morrer.
Eu perguntei porque muitas vezes a pessoa estando sem solução ela vai voltar para aquilo, né? Mas você não voltou?
Não quis mais. Era um vazio muito grande. Então eu preferia ficar morando na rua e viver de lixo do que voltar a me prostituir, porque eu não sentia um vazio. Era menos vazio do que tá lá dentro da boate. Era um vazio imenso, era um buraco imenso. Era uma tortura muito grande para alma. Eu não tinha paz, eu era perturbada, sabe? Então eu queria paz. E foi quando— qual a parte que eu tava? É tanta coisa que eu falava.
Você tava falando que a mãe de santo tinha acolhido você.
Aí sim, aí eu perdi tudo.
Deus tirou, tava te usando para tirar religiosidade.
Você aí Deus, aí eu perdi minha beleza. Isso também é algo que acontece no espiritual, tá? Porque Satanás, ele dá beleza para as pessoas. Às vezes você vê uma mulher muito bonita no mundo, cara, depois que essa mulher geralmente vai para Jesus, a maioria fica tudo acabadinha, pelo menos no início. Depois Jesus restaura. Isso acontece com a maioria. Quando a mulher é muito bonita, muito linda, e de repente ela vai para Jesus, você percebe que ela fica acabadinha.
A maioria acontece, a maioria passa por isso, mas depois Jesus restaura na beleza do céu. E eu passei por isso, só que a beleza que eu tinha do mundo, da prostituição, era Satanás que tinha investido em mim. Então quando eu fui para Jesus, eu fiquei muito feia, fiquei careca, inchada, gorda, inchada, careca, horrível, porque eu tava bebendo tanto que o meu suor cheirava álcool. E nesse momento que eu me olhei no espelho, que eu vi a minha situação, foi quando eu decidi orar pela primeira vez, que eu já tava lendo a Bíblia.
Eu decidi me matar, só que eu falei assim: antes de me matar, eu vou provar para ver se esse Deus da Bíblia existe mesmo. Vai ser a minha última saída. E aí foi quando eu me tranquei dentro de um banheiro e eu comecei a orar pela primeira vez. Eu comecei a falar: Deus da Bíblia, Esse Deus aqui, ó, que fala com Moisés, que falou com Davi. Se o Senhor existe mesmo, o Senhor pode me ajudar? O Senhor pode me socorrer? O Senhor pode mudar minha vida?
Eu sei que eu não sou digna. Eu comecei a me abrir, comecei a orar, a me derramar. Sem perceber, eu já tava chorando, desabafando. Mas eu comecei a invocar o Deus da Bíblia. E eu era tão ousada que eu falava assim, ó, eu não quero anjo, eu não quero guia, eu não quero espírito, eu quero o Criador, o que fez o céu, a terra e a vida, o que me criou. Se você existe mesmo, por favor, eu preciso saber se você existe. E aí eu fiz uns pedidos para ele: se você realmente existe, eu te peço só 3 coisas.
Me transforma, que eu não aguento mais ser assim. Eu quero parar de beber, eu quero parar de usar drogas, mas eu não consigo. Me dá um emprego decente, e me dá um emprego decente nem que seja para varrer rua. E um lugar melhor para eu ficar, que eu não queria mais ficar morando também com a mãe de santo, né? E na mesma semana eu sonhei com uma igreja. Essa igreja existia, eu fui até essa igreja. Chegando lá era a pastora Ana e o pastor Daniel, eles estavam pregando sobre libertação de drogas.
E aí ela falou, você que quer ser liberto, vem aqui para frente. Eu fui lá para frente. E ela, o que que você usa? Eu falei, tudo. Você crê? Você tá rindo? Você crê que Jesus pode te libertar? Falei, creio. Porque eu não tinha nada a perder. Eu tava no momento da minha vida que se alguém falasse para mim, vem aqui no centro de espírita, vem aqui na mesa de Umbanda, vem aqui na Igreja Católica, você vai ser liberta. Eu ia, porque eu tava desesperada, eu queria ser liberta.
Então quando aquela mulher falou aquilo, eu dei um pulo na cadeira. Opa! E eu fui, mas eu ainda não tinha certeza da existência de Deus, mas era o Espírito Santo, né? Porque o Espírito Santo me guiou. Sonhei, né, com a igreja. Deus é muito lindo e me levou para o lugar certinho, tudo sozinha, sem ajuda de ninguém, Deus cuidando de mim, sabe? Eu não tive um mentor, eu não tive um pastor, eu não tive um amigo me evangelizando, era o Espírito Santo.
Vem, ó, vai naquela igreja. Sabe? E aí, na mesma semana, essa pastora, ela falou assim para mim: você crê que Jesus pode te libertar? Eu falei: creio. Ela: vai para tua casa que a gente vai fazer um círculo de oração por você e você vai ser liberta. Eu falei: obrigada, mas nem— aí eu saí com essa mãe de santo e a gente foi beber num bar junto com uns amigos. Passando uns dias, já tinha gente orando por mim, o círculo de oração já tava orando por mim.
E aí eu fui liberta dentro do bar. E eu era alcoólatra, eu bebia todo dia, eu bebia para dormir. A minha situação de alcoolismo não é essa situação que você vê dessas menininhas que vão para balada e bebe, não. Quando eu bebia, eu ficava possuída por demônios. Quando eu bebia, eu me transformava. Quando eu bebia, eu tirava minha roupa, eu andava pelada. Quando eu bebia, eu ficava toda vomitada e mijada.
Meu Deus!
Eu era a vergonha da minha família. Eu me tornei escória da sociedade. Jesus me guardou muito porque eu bebia e às vezes eu ia embora para minha casa escorando as paredes sozinha, toda mijada, toda vomitada e endemoniada ainda. Queria brigar com todo mundo na rua. Jesus me guardou muito. E eu fui parar no crack, né? E quem me olha nem imagina, porque Jesus me restaurou de um jeito que quando eu conto nem parece que é real, né?
Quem me olha pensa que eu sou uma patricinha, que nunca tive nada de ruim na vida, porque Jesus restaura. Porque tem pessoas que usam drogas e ficam com sequelas. No meu caso, Jesus não deixou. Até meu dente é branquinho. E aí foi quando— mas eu tenho fotos para provar, eu tenho fotos do meu passado de todas essas situações. E aí quando eu fui liberta foi quando eu despertei para a existência de Deus. Aí eu caí de joelhos porque tipo, meu Deus, ele existe!
Aí eu entendi que Deus existia, foi despertar. Eu caí de joelhos, mas eu Que choque! Igual Paulo. Imagina Paulo, que ficou a vida inteira servindo ali o farisaísmo. Na cabeça dele, ele achava que o que ele tava fazendo era certo. De repente, ele, ele é impactado com Jesus e ele descobriu que ele tava no caminho totalmente errado. Então, quando eu fui liberta dentro do bar pelo poder de Deus, ali eu caí de joelhos. Porque foi assim, ó, instantâneo.
Muita gente fala: não existe libertação instantânea. Existe. Deus tem poder para isso. E não foi só álcool não, foi drogas também, foi tudo junto, foi de uma vez. Nunca mais bebi desde quando eu me libertei. Faz 14 anos, para glória de Deus. Quando Jesus pega para libertar, ele liberta mesmo. E eu comecei a ter nojo, nojo de álcool. Eu consegui um emprego de volta no salão de beleza. Isso tudo na mesma semana: fui liberta, consegui emprego de volta e uma casa para mim ficar.
Tudo que eu pedi para Deus. Eu fiquei doida. E aí eu, quando no primeiro dia de trabalho a manicure tava, abriu acetona, eu: fecha isso! Cheiro de acetona me deu ânsia. Eu comecei a morar com meu avô, que era o pai do meu pai, E eu fiquei no quarto que era do meu pai. Na hora eu não tava entendendo nada, mas era Jesus me falando: você vai ficar no quarto que era do teu pai porque é teu por direito, é tua herança. Você tá morando na rua, mas você tem um lugar que é teu, você tem herança.
Mas é tudo profético, né? E foi ali nesse quartinho que era do meu pai, na casa do meu vô que morava sozinho. E meu vô é surdo, então ele falava comigo assim E eu não entendia nada, mas desde pequenininha eu via meu vô desse jeito. Mas ele me tratou com muito amor e eu não tinha relacionamento com meu vô paterno. E naquele momento, Deus derramou graça em mim, quebrantou o coração do meu vô. Meu vô me acolheu, me tratou super bem, e eu fiquei uns 3 meses ali.
Nesses 3 meses foi onde eu comecei a me converter, porque o Senhor me isolou nesse quarto. Ali eu me arrependi de todos os meus pecados. Eu lembro que quando Jesus me mostrou que ele existia, eu fiquei quase 3 dias trancada dentro desse quarto só chorando, pedindo perdão para Deus. Eu nem comi, eu nem saí para tomar banho. Eu fiquei trancada nesse quarto só chorando, chorando, chorando, chorando, pedindo perdão, perdão, perdão, perdão, perdão.
E quando eu chorei tudo e me arrependi de tudo e do que eu achava que eu deveria pedir perdão, foi quando eu dormi chorando de tanto arrependimento. E foi quando eu senti a paz que excede todo entendimento pela primeira vez. Foi na manhã seguinte, depois desses dias chorando, me arrependendo, pedindo perdão, foi quando eu acordei. E quando eu acordei, eu me senti uma criança pura de novo, a mesma menina, a mesma menininha antes de ter sido tocada, aquela mesma pureza, aquela mesma vida que eu senti.
Eu senti ali, eu me senti criança de novo. E eu lembro que quando eu levantei da cama, eu pensei, será que eu morri? Que isso que eu tô sentindo? E quando eu pisei no chão, parecia que eu tava pisando nas nuvens, sem o peso, né, de você.
Meu Deus!
E eu me senti leve como uma pena.
Que bênção!
E aí eu lembro que eu não tava entendendo o que tava acontecendo. Era muita leveza, era muita paz, e eu tava me sentindo pura igual criança de novo. Eu realmente tava com sentimento de infância. Eu não tava mais me sentindo a prostituta ou a revoltada, eu tava me sentindo criança. Para você ter uma ideia, eu queria ir para frente da TV assistir desenho e tomar Toddy. Me deu esse desejo. E de repente eu fui para dentro do banheiro e eu comecei a me beliscar e me morder e puxar meu cabelo e dar tapa, tipo: é real isso?
Será que eu tô sonhando? Eu fiquei tipo em choque. Com a paz que excede todo entendimento.
Começa a se sentir mais, né?
Eu nunca pensei que a felicidade era de graça. Eu nunca pensei que a felicidade era Cristo. Eu busquei a felicidade em dinheiro, eu busquei a felicidade em roupas, eu busquei a felicidade em riquezas, em namorados, em amigos, em baladas. Eu nunca encontrei essa felicidade. E de repente eu encontrei a felicidade de graça ao acordar em um amanhecer. E essa felicidade é uma pessoa, essa felicidade é Jesus Cristo. Ele é a vida. As pessoas ficam buscando outros caminhos, buscando outras fontes, elas nunca vão ser saciadas.
Só Jesus Cristo sacia nossa alma, só Jesus Cristo completa. Existe uma frase clichê que qualquer pessoa do mundo conhece, existe um buraco dentro de você que só Deus completa. É real, não é uma frase clichê. Só Deus completa cada ser humano. Não existe nada que preencha o buraco que só Deus pode preencher. Não existe nem um trilhão de dólares, nem o homem mais lindo do mundo, nem a maior fama do universo. Nada disso vai te trazer felicidade.
Eu tive que perder tudo para entender que a felicidade era Cristo. Eu tive o topo, eu alcancei o topo dos meus sonhos e eu encontrei vazio. E quando eu perdi tudo, no fundo do poço, eu encontrei a felicidade. Isso não é clichê, foi real, foi real. Eu não sentia falta de mais nada e por aquela paz eu morreria. Por aquela paz, era como se eu tivesse encontrado o porquê da vida, a razão da vida, o porquê da minha existência. E se alguém falasse para mim, tá tudo bem você morrer aqui?
Tá tudo bem. Agora eu entendi tudo. Agora eu entendi quem me completa. Agora eu entendi por que eu nasci. Agora eu entendi para quem eu devo viver. Quem é a vida? Jesus é a vida. Ele é a vida. E eu lembro que eu fiquei muito impactada e eu queria sair pregando para todo mundo o primeiro amor. Meu primeiro amor foi uma loucura, que eu queria gritar para todo mundo: Jesus existe! Deus existe! Você não tem noção, eu que doida! Eu chegava em bêbado na rua: cara, Deus existe!
Ele, os cara ficava assustado. Tá bom, você precisa entender que Jesus existe. Eu queria forçar as pessoas, sabe? Eu fiquei muito louca, muito louca sozinha. Eu fiquei em êxtase, eu explodi alegria, vida. Às vezes eu dançava no meio da rua de tanta alegria. Meu Deus, foi porque eu sempre tive muita sede pela vida. Então quando eu encontrei a fonte da verdadeira vida, eu me embriaguei, eu coloquei a minha boca, eu fiquei chapada de Deus, porque eu sempre tive muita sede pela vida.
Então eu buscava na bebida, eu buscava nas drogas, eu buscava em balada, eu buscava em roupa.
Só precisava buscar na fonte certa, né?
E minha mãe achou que eu tava ficando louca. Muita gente achou que eu tava ficando louca, que eu só falava de Jesus para lá, Jesus para cá. Eu tô vendo anjo aqui, tô vendo demônio ali, eu tô vendo isso e aquilo, eu tô vendo, sabe? Era a minha visão se abriu.
E tem a questão das pessoas estranharem também, né?
É porque eu não tava rodeada de crente, eu tava rodeada de pessoas do mundo. Então eles não sabiam o que tava acontecendo, eles não sabiam, tavam achando que eu tava doida.
Só que aí, só que Jesus faz, né?
É, tava doida, doida. Mas, meu filho, se fosse para morrer ali, eu morria. O povo me chamou de doida, Eu não tava nem aí, eu tava tão feliz. Eu dormia, para você ter uma ideia, eu dormia sorrindo. Na prostituição, todos os dias eu dormia chorando, eu dormia chorando todos os dias. Quando eu fui para Jesus, eu dormi assim, ó, todo dia. Eu não tinha como, cara, era tanta felicidade que eu dormia assim, ó. Não tinha nada, não tinha roupa, Não tinha perfume, cheio do Espírito Santo.
Eu só tinha uma bota de couro, uma sainha cinza e uma blusinha. Eu usei essa roupa por um ano, a mesma roupinha, mas eu era assim, eu não via nada, verdade. Eu não tava nem aí para nada, sabe? E aí o mais forte, esse aqui é o meu momento preferido. E aí foi quando eu decidi adorar a Deus do meu jeito, porque Deus tava fazendo tanta coisa boa para mim sem eu merecer. E aí eu falava, por que que esse Deus tá cuidando tanto de mim?
Eu não faço nada para ele, eu não sou boa, eu não mereço isso. Por que que ele tá cuidando tanto de mim assim? Eu preciso recompensar ele. Porque na minha cabecinha eu nunca fui de receber amor, então eu sempre entendi que o amor era algo que eu precisava comprar ou eu precisava fazer algo para merecer esse amor, porque era assim com a minha mãe, era assim com meu pai, era assim com a minha avó, era assim com os clientes, era assim com amigos.
Tanto é que os meus amigos, eu só tinha amigo porque eu pagava balada, porque eu pagava bebida. Então quando eu recebi o amor de graça, eu estranhei. E aí foi quando eu falei, eu preciso fazer alguma coisa para Deus para recompensar. Ele tá me abençoando muito, essa conta vai ficar alta para mim. E aí eu pensei, eu preciso recompensar a Deus, preciso fazer algo para ele. E aí foi quando eu decidi dançar balé para Deus dentro do quarto.
E eu falava, Deus, um dia eu fiz stripper, um dia eu tirei roupa por homens, e eu me arrependo, te peço perdão por isso, mas hoje eu quero dançar só para o Senhor. Agora eu vou dançar, vou ser sua dançarina exclusiva. Mas de forma assim malícia, como uma bailarina. E eu comecei a dançar para ele todo dia no quarto. Ninguém via, ninguém sabia. E do meu jeito, porque eu não era bailarina, mas eu dançava balé para Deus, eu mandava beijo, fechava os olhos, imaginava Jesus no trono, aquela adoração pura, né?
E eu mandava beijo para Jesus, né, dançava balé para ele. E aí foi quando eu tive o meu encontro com ele, com a pessoa de Deus mesmo. Ele veio ao meu encontro, porque até então eu só, eu só sabia que ele existia e eu estava vivendo milagres, mas Ele ainda não tinha se revelado, mas eu tava doida já. E ele nem precisava se revelar porque eu já tava explodindo. Mas aí tinha cereja no bolo, porque eu perguntei para ele: o Senhor existe?
E eu já, para mim, o que ele tava fazendo já tava mais do que provado que ele existia. Mas ele quis se apresentar para mim, ele quis se revelar, ele veio ao meu encontro pessoalmente. E foi quando eu fui para uma vigília pentecostal no meio do mato de novo. Deus tem mistério com essas igrejinhas de mato, né? Tava lotado de profeta, bem pentecostal, fogo puro mesmo. Eu amo, eu sou pentecostal até o tutano. Não parece, mas eu sou do manto.
Não parece, é porque Jesus disse que ele me usa para confundir os sábios, mas eu sou pentecostal, eu sou doida, eu rodo até suar. E aí eu fui nessa igrejinha e foi a primeira vez que eu vi um culto pentecostal tão alegre. Era uma festa, era muito lindo. E aí começou os corinhos de fogo, o povo começou a dançar, mas eu era um pouco tímida, eu fiquei quietinha. E aí de repente veio um profeta lá de cima do altar correndo na minha direção.
Era igreja de chão batido, mas era enorme o templo, mas era chão batido porque era tipo numa chácara. Eu tenho DVD dessa pregação, inclusive Deus deixou até registrado. E aí esse profeta não me conhecia porque nesse tempo não tinha canal, eu não era ninguém, eu era uma mocinha que tinha acabado de se converter, que tinha perdido tudo e tava no primeiro amor. E aí esse profeta veio até mim e falou assim para mim: vem dançar. Eu: não, não.
Ele: vem dançar. E aí ele me puxou para dançar, e aí quando ele pegou na minha mão eu senti poder. Pela primeira vez passando pelo meu braço. E aí o meu corpo começou a dançar. E aí quando o meu pé, parecia que eu tava nas nuvens. E aí de repente eu comecei a dançar um pouco acanhada, mas tava tão gostoso, que a glória de Deus, né? Aí de repente esse profeta fez assim para mim: você é minha bailarina. E aí quando eu olhei para o rosto dele, do rosto dele sobressaiu o outro rosto.
Então foi quando eu vi a face de Deus olhando para mim pela primeira vez. Essa situação, eu acredito que ali foi a trindade. Antes, no início da minha conversão, eu falava para as pessoas: eu vi Deus, eu vi Deus. As pessoas ficavam muito escandalizadas. Ah, mas ninguém pode ver Deus. Como não? Jesus, Paulo viu Jesus. Jesus aparece para muitas pessoas até hoje, entendeu? Só que ali eu vi a face do Senhor, eu vi o olhar do Senhor.
Na verdade, eu não vi o nariz, eu não vi a boca, mas eu vi o olhar do Senhor. E quando eu vi aquele olhar, eu entendi que aquele era o dono da minha vida, o Deus que eu tinha invocado, o Deus que eu tinha perguntado se ele existia, o Deus que tava cuidando de mim, o Deus que tava fazendo milagres na minha vida sem eu merecer. Quando eu vi aquele olhar, eu nunca mais fui a mesma. Ali eu morri, ali foi um divisor de águas. Aquele olhar, quando eu vi o olhar do meu Deus, é único, é incomparável.
E quando eu vi aquele olhar, é o olhar de Deus. Ele é cordeiro e leão ao mesmo tempo. Ele é forte, mas ao mesmo tempo ele é puro. Ele é cordeiro e leão ao mesmo tempo. Não tem como explicar. Só que ele tava tão feliz, a risada dele era larga, ele dava gargalhadas porque ele tava no meio da festa. Deus ama festa, Deus é festeiro. E quando Deus começou a dançar comigo usando aquele vaso, mas ele me pegou para dançar e começou a me imitar, ele me imitava, ele fazia assim, ó.
Ele era tão alegre que tudo que me falaram sobre Deus caiu por terra, porque ali eu conheci um Deus que eu nunca poderia imaginar, um Deus vivo, um Deus alegre. Um Deus que dança, glória a Deus, um Deus festeiro. Eu sempre pensava que Deus era um Deus carrasco, um Deus de cara fechada que tava no trono sempre sério. Não, Deus, ele é tão diferente daquilo que eu poderia imaginar ou daquilo que eu até ouvi em algumas pregações. Ele é absurdamente alegre, ele é muito alegre.
E na palavra do Senhor diz: a alegria do Senhor é a nossa força. Deus, ele ama festa. Tanto é que na Bíblia diz que lá no povo de Israel o que mais tem é festa. Festa dos Tabernáculos, festa da Lua Nova, festa do Purim, festa, festa, para tudo tem uma festa. Quando Jesus nasceu lá em Belém, o que que aconteceu? Na Bíblia diz que tinha dois pastores no pasto. Assim que Jesus nasceu o céu se abriu e anjos começavam a cantar alegremente. Deus fez festa para o nascimento de Cristo.
E a festa no céu que teríamos, né?
Festa no céu quando um pecador se arrepende, tem festa no céu. Quando o filho pródigo voltou para casa, fez festa. Esse é Deus Pai.
Alegria.
Deus Pai é pura alegria, ele é festeiro. Eu falo que ele até forrozeiro. Quando eu falo de corinho de fogo, eu vejo Deus Pai. E assim, quando— e ali foi Deus Pai. Eu sei que tem a Trindade, eles sempre estão juntos, mas existem momentos que cada um deles vai se manifestar. Às vezes a Trindade é inseparável, mas vai ter momentos que vai ser mais Deus Pai, vai ter momentos que vai ser mais Deus Filho, vai ter momentos que vai ser mais o Espírito Santo.
Falando, se revelando, movendo. Eles estão sempre juntos, mas às vezes um se destaca mais que o outro. E naquele momento foi Deus Pai que dançou comigo, que me chamou de bailarina, porque eu precisava de cura paterna.
Eu precisava entender que tinha a área certa, né?
Eu precisava entender que tinha um pai que me amava, que cuidava de mim, que me protegia, que me conhecia.
Porque até então o Espírito Santo conduziu Sim, até o Pai, né?
Sim, eu aceitei Jesus. O Espírito Santo me conduziu até Cristo, aceitei Jesus, e Jesus me levou até o Pai.
Isso, exato, correto.
E quando eu vi o Pai, então o meu primeiro contato com Deus já foi diretamente com o Pai, de ter um encontro pessoal. Muitas pessoas têm um encontro pessoal primeiro com Cristo, né, com a pessoa de Cristo, mas no meu caso eu acho que a necessidade de cura paterna era tão grande que já me jogaram direto para o colo do Pai, a Trindade. Falou assim, Pai, é com você, que essa menina aqui ela precisa do Senhor, ela precisa de um pai.
E aí o meu relacionamento começou com o Pai. Então eu fiquei, quando Deus Pai me mostrou que ele existia e ele cuidava de mim com tanto amor, e ele me mostrou que ele me via, quando eu comecei a dançar balé para Deus. Eu entendi, ele me vê, ele me nota, ele sabe quem eu sou. Então ali eu morri. A partir daquele momento, Deus, ele se tornou a minha vida, ele se tornou o ar que eu respiro. Eu, a partir daquele momento, eu fiquei totalmente dependente de Deus.
Eu comecei a chamar ele de papai. Papaizinho, papaizinho. Eu comecei a ouvir a voz de Deus. Ele começou a falar comigo, ele começou a me curar de uma forma muito poderosa, mas muito íntima. Ele me chamava de querida, querida, minha querida. Foi onde saiu o nome Querida Dani, porque assim que Deus Pai se revelou para mim, ele começou a me chamar de querida, querida, minha querida. Então o meu nome Querida Dani é uma homenagem a Deus.
Que ele não me chamava de filha, era sempre querida, minha querida, querida, querida. E aí ele começou a me curar. Como eu era alcoólatra e tinha sido liberta, e na minha infância eu nunca tive momentos de infância normal, eu sempre fui muito privada por causa da pobreza e da ausência dos meus pais e da falta de amor, ele, o Espírito Santo, começou a me curar na minha infância, começou a minha infância primeiro. E aí o meu vô— eu não sei quanto tempo a gente tem, tem tempo? Você me avisa, tá?
Não é que eu tava olhando o ar aqui, vocês estão com frio?
Não, eu tô tranquila. Então, sobre a cura paterna, e aí o senhor ele decidiu curar minha infância. Foi tudo muito simples, só que ao mesmo tempo muito profundo, porque foi de forma íntima, de forma muito pessoal entre eu e dele. E aí o meu vô, que é surdo, que morava comigo no tempo, falou assim para mim: filha, toma esse dinheirinho para você, vai tomar sorvete. Mas como ele era surdo, ele falou: aí eu entendi, vai tomar sorvete.
Aí, ó, meu vô nunca fez isso para mim, nem de quando eu era criança. Aí de repente o meu vô paterno chega em mim, me dá um dinheirinho na mão e fala: Vai tomar sorvete? Eu me senti uma criancinha. Eu peguei o dinheiro, falei, obrigada, avô. Dei um abraço nele e fui. Fui na sorveteria, comprei um sorvete de casquinha de morango e comecei a tomar aquele sorvete. Foi o melhor sorvete da minha vida. Eu lembro que eu até me sujei. E na hora eu escutei o Espírito Santo falando assim para mim, come, minha criança, se lambuza.
Porque quando eu era criança eu não tive esses momentos. E aí de repente o Espírito Santo foi e falou assim para mim, é melhor que cachaça, né?
Ainda brinca ainda, gente.
Deus, ele é muito humorado, ele chega a ser irônico. Quando a gente começa a ter liberdade de realmente ter uma comunhão, intimidade com o Espírito Santo, a gente conhece a pessoa dele. E ele não é um Deus engessado, ele é um Deus que tem sentimentos, ele brinca, ele corrige, ele dá risada, ele é irônico, ele faz até piadinha. Claro, de uma forma, uma piadinha santa, mas é engraçado. Deus chega a ser engraçado. Então Deus, ele é um Deus vivo.
Nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Então a maneira que nós somos, personalidade, sentimentos, tudo isso vem de Deus, os atributos dele, né? Sim. Só que muita gente olha para Deus e pensa que ele é um Deus engessado, parado, que só manda para o céu e para o inferno. Tem muita gente que vê Deus desse jeito. Abençoa, não abençoa, sim, não. Deus, ele tem sentimentos, sabe? Ele é uma pessoa. E eu comecei a me entregar porque eu não tinha nada a perder.
E aí ele começou a mudar as minhas vestes, mas foi tudo influência do Espírito Santo, não foi doutrinas, não foi religiosidade de igreja, não foi ordens de pastores, foi o Espírito Santo me conduzindo em tudo. E aí ele me mostrou que sorvete é melhor que cachaça, e eu concordei. E até mais barato, sabe? E aí teve um dia que eu tava andando na rua, ele falou: entra naquela loja. Era uma loja de moda evangélica, só tinha vestido.
E eu com aquelas minhas roupinhas lá, super feliz. Eu não tava nem para roupa nesse tempo, que eu tava transbordando primeiro amor. Mas o Espírito Santo é lindo. E aí ele falou: entra naquela loja. Eu: Deus, eu não tenho dinheiro. Entra e experimenta. Eu entrei numa cabine, peguei um vestido rosa florido lindo e experimentei. Quando eu me olhei no espelho, eu me senti uma princesa. E aí eu escutei a voz dele falando assim: você é minha princesa.
Eu comecei a chorar dentro da cabine. Graças a Deus, a dona da loja era pastora pentecostal, pegou o mover, foi lá na cabine e falou: tá tudo bem? Aí eu comecei a chorar. Ela, ai, Deus falou que eu sou princesa dele. Aí Deus usou ela, ela pegou na minha mão, ela falou, e você é mesmo, Jesus te ama muito, e hoje ele tá colocando uma aliança no teu dedo, você é noiva de Cristo agora, seja fiel a ele. Sabe, Deus preparando tudo de forma tão perfeita.
Mas ela não me deu o vestido não, tive que comprar. Deveria ter dado, ia ficar mais bonito ainda, mas tá bom. Depois o Senhor me deu muitos vestidos, mas naquele momento ele só queria me mostrar que eu era princesa dele, né? E porque a minha vida inteira eu só usava preto, roupa rasgada, roupa curta, né? Então ele me mostrou: olha, eu quero te vestir de dignidade, sabe? Eu quero você, você, essa é você, você é minha princesa. Aí depois desse dia eu só quis vestido de princesa, fiquei doida.
E o Senhor realmente com o tempo aí foi passando, ele foi prosperando. Nossa, me deu muitos vestidos, porque o Senhor, ele é muito bondoso, né? Ele realiza os nossos sonhos, os desejos do nosso coração, ele realiza. E assim, foram muitas curas, foram muitas conversas íntimas, foram também, houve a parte de demônio depois que eu fui liberta do alcoolismo e das drogas, e depois que eu já tava mais firme com o Senhor, aí veio a minha primeira batalha espiritual, porque eu tive que passar, né?
E aí eu vi um demônio pela primeira vez, porque o demônio que saiu de mim, ou na verdade era legião, né? Mas o demônio que comandava, ele tentou voltar, que ele tenta. Na Bíblia diz que quando um demônio ele é expulso, ele fica andando por lugares áridos e depois ele tenta retornar para o lugar que ele foi expulso. E ele tentou voltar, mas eu já tava mais fortinha, já tava com mais intimidade com Deus, porque acho que o Senhor não permitiu ele voltar tão cedo.
Mas ele voltou, não voltou, mas tentou voltar. E aí eu tava dormindo e o Senhor falou assim para mim: jejua 24 horas. E eu: quê? Foi o primeiro jejum da minha vida. Jejua 24 horas. Eu: tá bom. Fiz um jejum pela primeira vez na minha vida de 24 horas, nem sabia o porquê, nem perguntei para Deus o porquê. Quando eu entreguei o jejum, fui dormir. E aí eu entendi o porquê. Aí foi quando eu vi o demônio pela primeira vez. Foi de madrugada.
Ele era o demônio materializado. Eu vi o demônio mesmo. Para você ter uma ideia, eu tava deitada assim de costas. De repente, quando ele chegou no quarto, eu fiquei paralisada com a opressão. Só que eu senti ele me tocando. Ele começou a me tocar e foi descendo até os pés. Os dedos dele era gelado e úmido. Era como, sabe quando tem aquele fundo de rio que é gosmento? Era gosmento gelado e úmido. E ele ia me tocando, tateando, né?
Porque não era algo pesado, era algo mais sutil. E aí eu comecei a orar, meu Deus, o que é isso?
O que é isso?
Comecei a ficar com medo. Aí de repente consegui destravar meu pescoço. Quando destravei meu pescoço, eu olhei para trás assim. Quando eu olhei para trás, eu fiquei cara a cara com o demônio. Eu vi ele cara a cara, perfeitamente. Ele era todo cinza, cor de, sabe, cor de calçada suja. Era um cinza de sujeira. Ele era magro, muito magro, tipo pele e osso. O olho dele era todo vinho. Ele não tinha sobrancelha e não tinha cílios também, não tinha pupila.
Era todo, mas era um vinho, sabe? Ele era inteiro vinho, como se fosse sangue. O nariz dele era grande, que assim, tipo, sabe, tipo Avatar que pega a testa e liga no nariz? Era tipo um nariz grande. E ele era careca e tinha cabelo só nessa parte aqui, era tipo cabelo de defunto, e pegava aqui assim um cabelo comprido de defunto, só que era só nessa parte. Mas o que mais me chamou atenção foi a expressão dele. A expressão desse demônio era de muito sofrimento, era como se ele tivesse com muita sede, com muita fome, era como se ele estivesse em constante sofrimento, com dor.
Ele tava assim, ó, Sabe, tipo assim, desse jeito. Não era algo como muita gente pensa, ai, eu sou poderoso. Não. Pode ser que quando um demônio possui uma pessoa, ele começa a ser alimentado pelo pecado, ele fica forte. Mas um demônio, quando ele é expulso de alguém, ele perde alimentação. Sim, o que alimenta um demônio é pecado ou sangue. Porque na Bíblia diz que o sangue tem vida. Por isso que os macumbeiros, as pessoas que matam animais como moeda de troca para demônios, eles recebem sangue como pagamento, porque o sangue é vida e os demônios não têm vida.
Os demônios, eles perderam o acesso à vida, então eles vivem se rastejando pela terra, eles são desesperados. Por vida. Eles têm muita sede de vida. Então, enquanto eles habitam em alguém, eles ficam sugando a vida daquela pessoa para eles. Demônios são sanguessuga, eles não têm vida própria, então eles sempre precisam de algo para sugar. E quando eles são expulsos, eles perdem esse alimento, então eles ficam se rastejando. Por isso que na Bíblia diz lugares áridos, lugares desérticos, onde não tem nada, não tem alimento. Então eles ficam desesperados para voltar. E ele se alimentava do meu pecado.
Sim, com certeza.
Ou de sangue, mas eu não mexia com magia negra, né? Então eu não oferecia sangue para ele.
Mas sangue também ali na área sexual, aí pega também as pessoas que você se relacionou também, né?
Sim, existem muitas formas. É o pecado em geral que eles se alimentam, né? De de diversas formas, mas é o pecado em geral. Eles se alimentam disso e eles engordam. Demônios engordam. E ali eu fiquei em choque quando eu vi esse demônio pela primeira vez. Mas ali, pela primeira vez, eu também expulsei, porque de repente veio um poder dos céus, desceu um poder, eu destravei meu corpo inteiro. Eu olhei para aquele demônio, eu falei: em nome de Jesus, sai, que eu não sou mais sua!
Eu fui com fúria para cima dele, porque não era mais eu, era o Espírito Santo em mim. Aquele demônio me olhou assustado. Eu lembro da expressão dele, ele fez assim, ó. E aí ele saiu correndo. Os demônios têm medo de Deus. Eu vi os demônios, e na Bíblia diz que eles tremem de medo de Deus. E de fato, os demônios morrem de medo de Deus, eles correm mesmo, sabe? Então eu vi a expressão dele, ele ficou assustado. Só que ali, aí depois que passou, eu fiquei em choque, fiquei chorando, fiquei com medo.
Que dias dormindo de luz acesa. Fiquei com medo do demônio voltar. Mas aí o Senhor começou a me treinar. Aí eu fui para igreja aqui onde eu fui liberta, pedi ajuda falando que tinha um demônio atrás de mim. O demônio começou a me perseguir porque ele veio, eu expulsei, mas ele volta. Demônios são insistentes. Por isso que na Bíblia diz: resista ao diabo e ele fugirá de vós. Enquanto você mostrar para o demônio que você tá com medo, ele vai para cima.
Mas se você for enfrentar, enfrentar, enfrentar, enfrentar, uma hora ele desiste. Pô, Eu vou para Europa, tem jeito não. Mas eu tava com medo, eu tava morrendo de medo porque eu expulsei ali na autoridade de Deus, não na minha. Quando passou, aí eu entendi o que tinha acontecido e eu fui perseguida por demônios por muitas semanas. Eu ficava desesperada, eu não conseguia dormir, eu dormia de luz acesa. Teve um dia que eu fui para igreja, para uma igreja que não era na minha, que tava tendo culto.
Eu entrei na igreja com medo porque eu queria que alguém me ajudasse. E de repente— você quer falar alguma coisa?
Não, tô procurando um versículo aqui enquanto você tá falando aí.
E eu lembro que eu tava tão desesperada, com tanto medo de demônio, que tinha uma irmã evangélica lá, obreira, que veio orar por mim. E aí eu já me agarrei nela, eu falei, irmã, eu tô com medo. Ela falou, por quê? Eu falei, porque eu tô sendo perseguida por um demônio, eu não tô conseguindo dormir, eu tô com medo dele voltar. Ela me levou para casa dela sem me conhecer para eu dormir lá na chácara dela. Chegando lá, ela orou por mim junto com o marido e as filhas, era tudo crente, cuidaram de mim.
E naquela madrugada eu lembro que o demônio me encontrou, ele foi atrás de mim, o mesmo demônio. E quando ele me viu, ele subiu correndo E subiu em cima de mim, só que tinha uma bolha me revestindo e ele não conseguiu tocar em mim. E ali eu expulsei ele de novo e eu falei: sai daqui em nome de Jesus! E foi quando eu escutei a voz dele pela primeira vez. A voz do demônio era uma voz efeminada, sabe? A voz daquele desenho Ele das Meninas Superpoderosas, que tem o diabinho vermelho que se chama Ele, que é um travesti.
Era igual aquela voz. Quando eu falei assim, sai daqui em nome de Jesus, ele não me tocava, mas ele estava por cima da bolha. Aí eu escutei a voz dele, ele fez assim, em nome de Jesus, desse jeito, uma coisa muito tipo travesti mesmo, efeminado. E era robotizada a voz de demônios. Foi a primeira vez que eu escutei. E aí ele foi embora. Então eu tive, foi aumentando as perseguições. Eu lembro que quando eu fui me entregando mais e mais e mais e mais e mais e mais para Deus, só que minha vida não prosperava.
Eu fiquei 6 anos, 6 anos no deserto vivendo experiências e experiências e experiências. 6 anos no deserto vivendo de cesta básica, vivendo de roupa doada e vivendo pela fé. Comecei a pregar na internet, mas ninguém sabia a minha situação real, né? Mas o Senhor sempre me sustentando. Porque quando eu trabalhava de cabeleireira, eu ganhava uns R$300 por mês, até que o Senhor falou para mim: sai do seu trabalho, que agora você vai começar a gravar vídeo na internet e eu vou te sustentar.
Eu obedeci, mas o sustento dele veio dessa forma: cesta básica, roupa doada. E ele me sustentou por 6 anos, 6 anos vivendo no deserto.
Nesse momento aí, você já voltou a falar com seu pai? Como que tava sua relação com a família?
O meu pai viu que eu tinha me convertido, mas ele não quis ter relacionamento comigo.
Ah, não quis?
Não, eu que corri atrás dele. Mas o meu pai me rejeitou desde a infância até a morte. Inclusive, ele morreu faz uns 3 anos, mas ele me rejeitou até o fim, mesmo sendo crente. Meu pai nunca me amou. E era uma— e quando a pessoa não ama, não tem o que fazer, porque nem Deus interfere no livre-arbítrio das pessoas. Então mesmo ele vendo, ele viu o milagre, mesmo assim ele continuou me rejeitando.
Mas você tava cheia de Deus ali, né?
Então essa paternidade, eu ia atrás do meu pai, eu ia atrás dele, eu me humilhava para ele porque eu tava tão cheia de Deus que eu nem via a rejeição.
Ele faleceu do quê?
De câncer na cabeça.
De câncer.
Mas ele foi salvo por misericórdia, mas ele foi salvo, que apesar de todos os defeitos ele amava Jesus. E eu perdoei ele também, né? E então eu tive muitas experiências com demônios, muitas mesmo, muitas libertações. O meu processo de libertação do autotoque, quando eu comecei a escutar a voz de Deus, quando Deus se revelou para mim, eu ainda cometia muitos pecados. Então as pessoas pensam assim, ah, para eu ter um relacionamento muito grande com Deus, ou para Deus se revelar para mim, eu vou ter que estar em grande santidade, em grande pureza.
Comigo não foi assim. Comigo, o Senhor se revelou para mim, eu era um trapimundo, pecadora toda suja. E depois que ele se revelou para mim, a gente começou a ter comunhão, e nessa comunhão ele foi me libertando e ele foi me curando, porque eu precisava confiar nele. Então a minha libertação de autotoque que eu fazia desde criança Foi 3 anos para eu ser liberta, que eu caía, me levantava, caía, me levantava. Era uma guerra. Eu jejuava, eu chorava, eu orava, conseguia, caía.
Eu tive 3 experiências com Deus lindas sobre o amor de Deus, sobre ele não desistir de nós. Porque muita gente pensa que, ah, eu caí, Deus desistiu de mim. Deus não é assim. E eu lembro que A primeira vez que eu achei que eu tinha sido liberta, eu fiquei uns meses sem fazer isso. E aí eu caí, eu falei, pera aí, eu não tinha sido liberta? Eu tinha contado até testemunho. Ó, que vergonha! Isso acontece com muita gente, tá? Acha que foi liberto, mas de repente cai de novo.
E aí eu lembro que eu caí de novo, falei, meu Deus! Porque eu já tava jejuando, eu tinha parado, tinha conseguido, de repente veio a tentação e eu caí de novo. E eu lembro que esse dia eu fui para igreja assim destruída, me sentindo indigna, me sentindo a mais suja. Eu tava com vergonha de ir para igreja, só que eu fui. E eu lembro que eu tive uma visão, a minha visão se abriu e eu vi vários panos brancos no varal secando ao vento.
E eu escutei a voz de Deus, ele me disse assim: eu já lavei as suas vestes, elas estavam sujas, mas eu já limpei. E eu já vou colocar em você de novo. Ele não me condenou, ele não me julgou. Eu tava chorando pedindo perdão, mas ele já tinha me perdoado. A partir do momento que você se arrepende e pede o primeiro perdão para Deus, ele já te perdoa. Deus, ele tem pressa em nos perdoar. Deus, ele não é um Deus que fica jogando na tua cara.
Deus é um Deus que não fica fazendo joguinho. Deus não fica fazendo joguinho tipo assim: você caiu, se arrependeu, pediu perdão uma vez, Se foi verdadeiro, acabou. Deus perdoou, jogou no mar do esquecimento, coloca as vestes limpas de novo. Deus não é como homem. Ah, mas será que você perdoou mesmo? Será que eu vou te dar uma chance mesmo? Ai, não sei não, hein.
Deus não é assim, fica te testando para ver se vai, se vai cair ou não vai, né.
Deus, ele tem pressa em nos perdoar, a não ser que você desista, né. A gente não pode desistir, mas mesmo que desista, é isso que eu falo, Eu já desisti várias vezes e ele não desistiu. Ele foi atrás de mim e eu vou falar sobre isso. E aí, de novo, mesmo depois dessa experiência, eu caí de novo. Aí eu voltei para igreja, eu falei, pera aí, ah não, eu vi a roupa branquinha, eu sujei de novo. Aí eu voltei para igreja pior ainda.
Eu falei, meu Deus do céu, eu mereço o inferno, eu mereço o inferno. E aí eu, minha visão se abriu de novo. Primeiro eu vi o Espírito Santo, a roupa branca, o varal branco, aquele pano branco, aquela voz era o Espírito Santo. Aí na segunda vez que eu caí já vi Jesus, era um jardim cheio de flores, jardim, Jesus tava vestido de jardineiro, ele tava com uma tesourinha na mão e eu fiquei olhando para ele, eu falei: Jesus, o que você tá fazendo?
Uma visão tipo Ezequiel mesmo. Ele falou: Eu tô cuidando do meu jardim, às vezes vem umas praguinhas, mas eu sempre limpo, mas eu sempre limpo. E eu entendi que aquele jardim era eu e as praguinhas era o pecado, mas que ele tava limpando. Porque um jardineiro, quando ele tem jardim, só porque veio pragas ele vai abandonar o jardim ou ele vai cuidar?
Ele vai cuidar, ele vai cuidar, jardim é dele.
Então Jesus me mostrou: eu não vou te abandonar por causa do pecado. É, eu vou te limpar. Você é meu jardim e eu vou continuar cuidando de você. Eu sempre vou te limpar. Caí de novo. Eu falei, meu Deus, agora não tem mais jeito não. Olha o que tá acontecendo comigo. Eu vi o Espírito Santo, Jesus me perdoando, e eu caí de novo. E aí foi quando veio o Pai. O Pai foi mais forte, porque quando eu era do mundo Eu fumava maconha. E uma vez na minha vida, eu tinha uns 13 anos, foi uma vez na minha vida que meu pai foi atrás de mim.
E se eu te falar que quando eu vi o meu pai biológico indo me buscar na rua, no meio dos meus amiguinhos adolescentes ali, foi um dia, o dia mais feliz da minha vida, mesmo que era um dia de vergonha, porque foi a primeira vez que eu senti que eu tinha um pai. Eu tava na brisa da maconha e eu vi meu pai vindo. Eu falei, será que eu tô vendo coisa? E meu pai foi, me pegou pelo braço, falou, vamos, vamos para casa. E aí eu não sabia se eu ficava feliz ou assustada na brisa da maconha.
Eu falei, o que tá acontecendo? E Deus viu isso. E na terceira vez que eu caí, eu fui para igreja de novo e eu falei, meu Deus do céu, aí eu desisto. Eu não consegui nem orar mais. E aí foi quando eu vi Deus Pai. Ele me pegou, ele apareceu em visão para mim, ele me pegou pelo braço assim e me puxou para ele. E ele falou: você é minha filha e eu não desisto de você. Você pode desistir, mas eu vou atrás de você e eu te tiro com um braço forte do pecado.
Não é sobre você, é sobre o meu amor por você. Um pai não desiste do filho mesmo que o filho tenha desistido. O filho, ele pode estar no meio das drogas, o pai não vai lá atrás, ele não tira ele da rodinha. Deus fez isso comigo. Ele foi atrás de mim, ele me puxou pelo braço do jeito que o meu pai biológico fez. Ele fez comigo, ele me puxou. Eu vi Deus me puxando pelo braço assim: eu te arranco do pecado, eu te tiro daí, porque eu sou teu pai e eu não vou deixar Satanás te destruir enquanto eu tô aqui.
Dili, você é minha e eu vou te proteger, eu vou lutar. E ali eu fui liberta nessa terceira experiência. Eu nunca mais caí. Meu Deus, a minha libertação foi quando eu entendi o amor de Deus. Muitas vezes a gente quer ser liberto na força do nosso próprio braço, ou a gente quer ser liberto por religiosidade. Muitas vezes a gente quer ser liberto por medo de ir para o inferno. A maior libertação é quando você entende o amor de Deus.
Por isso que eu digo, o maior dom de todos é o amor, porque o amor de Deus, ele cobre multidão de pecados, e não existe nada maior que o amor de Deus. Então as minhas maiores libertações vieram através do amor, quando eu entendi o amor de Deus, quando eu senti o amor de Deus. Por mim. Eu era amada, eu era aceita, eu tinha um pai, sabe?
Então essa experiência é muito forte, né? A libertação é algo assim tão individual, né? Porque às vezes nós queremos fazer uma forma, falar assim, olha, libertação, para como foi na vida de uma outra pessoa, vai ser na minha vida também. É muito particular. O Senhor é multiforme, ele entende cada um de uma forma diferente. As misericórdias dele é tão grande, né? E ele tem, e ele tem a paciência de esperar você, tal, né? Você, mas no momento que você continua ali na presença dele, buscando ele, sempre insistindo, ele vê, ele tá com você.
Porque eu fui para igreja, né?
Sim, sim, sim. Mas é esse, esse testemunho que você tá contando aqui, eu tenho certeza que quebra muito, muita religiosidade, muita religiosidade, muitas crenças limitantes que às vezes muita gente que às vezes pode estar nos ouvindo e presa em ensinos, em coisas que eu falo assim, não, pera aí, o que que o Pai quer que eu faça? O que que o Pai quer de mim? É, falta esse amor, né, que você mencionou aqui, que é o amor que cura.
A gente tem muita gente, tá, você que tá me ouvindo aqui, está precisando desse amor, não é verdade?
E esse amor ele tem de sobra para dar, viu?
De sobra, meu Deus!
O amor de Deus é incondicional, né? Ele não nos ama por aquilo que a gente faz ou por aquilo que a gente é. Ele escolheu nos amar mesmo limpinho ou sujinho, ele ama. A maneira que eu vejo Deus é tipo assim: imagina um pai com um bebezinho recém-nascido. O bebezinho não tá cheio de bosta ali? Você não tem que limpar?
Sim.
Você vai ter nojo do seu filhinho? Não. Deus, ele olha pra gente desse jeito. Ele vê a gente sujo e ele fala: vem cá, vou te limpar. Agora, um pai que ama o filhinho vê o filhinho todo sujinho Ai, que nojo! Ai, tira essa criança da minha frente, não aguento mais não! Todo dia caga, tem que limpar todo dia. É pai, vai limpar com amor. Vem cá, deixa eu limpar, vou te dar um banho. Deus, ele é assim. Enquanto a vida é esperança, as pessoas elas pensam que Deus, ele cansa da gente, ele desiste da gente.
Mas Deus, ele luta pelas pessoas até o último segundo, até o último suspiro. Deus, ele tá lutando pelas almas. Deus, ele não se cansa de lutar pelas almas, porque é uma batalha no mundo espiritual, né?
E Dani, como que você chegou a mencionar sua mãe, né? Como que ficou o seu relacionamento com a sua mãe? Como que ela ficou também?
Hoje o meu relacionamento com a minha mãe foi restaurado. Minha mãe se converteu, ela se arrependeu, né? Ela me pediu perdão. E hoje nós, a gente vive super bem hoje. Minha mãe, ela é uma outra pessoa. Ela morreu para o velho homem, ela nasceu em Cristo. Minha mãe hoje, ela é amorosa, ela é outra pessoa. Porque antes minha mãe era muito rancorosa, ela tinha um coração muito duro devido aos traumas da vida também, tudo que ela passou.
Ela não conhecia Deus, mas hoje minha mãe é outra pessoa. Ela é pura de coração. Ela, eu vejo muito o Espírito Santo na minha mãe. Minha mãe é uma mulher serena, foi transformada com o Senhor Cristo. Ela é serena, ela é amorosa.
Que bênção! E hoje você trabalha, você faz vídeos nas redes sociais, faz lives, né, com as pessoas no Instagram. Eu vejo que tem muita gente que te acompanha, sim, no YouTube quanto no Instagram. E como isso tem transformado o seu ministério? Que hoje você é missionária, né?
Sim.
E Como que eu vou fazer essa pergunta específica? Como estar no ministério te ajudou no seu crescimento?
Eu prego na internet há 12 anos, eu comecei contando as minhas experiências pessoais. Tudo isso que eu tô dividindo com você já tem vídeos. Então as pessoas que me viram desde o meu primeiro vídeo começaram a acompanhar o meu crescimento, tudo que eu vivia, porque era tudo tão forte que eu queria contar. Aí eu encontrei pessoas para me ouvir E aí virou o meu mundinho, né? Eu demorei muito para crescer, né? Acho que nos 3 primeiros anos eu só tinha 5 mil seguidores no YouTube, mas eu fazia tudo com muito amor, muito, com muita intensidade, e as pessoas amavam, né?
Então, e aí o Senhor me direcionou que eu realmente deveria continuar, renunciar o meu emprego de cabeleireira no tempo, que era assistente de cabeleireira, e começar a viver pela fé. E faz 12 anos que eu gravo vídeos toda semana, então se tornou realmente algo rotineiro na minha vida. Só que é claro, as pessoas teve muitos altos e baixos nesses 12 anos, porque eu estava em lapidação, eu estava em transformação, eu estava em aprendizado também, porque eu comecei a pregar com 2 anos de conversão.
Então tinha muito que aprender ainda, só que o Senhor já me colocou. Eu comecei na verdade a contar as minhas experiências pessoais. Pregar mesmo foi depois de um tempo que eu já tinha lido a Bíblia inteira, que eu já tava mais preparada. Só que então essas pessoas, elas acompanharam o meu crescimento. É claro, algumas já foram, outras chegaram, mas eu acredito que eu consegui conquistar essa fidelidade do meu público pela minha constância, porque passava ano, entrava ano, eu tava lá.
E eles acompanharam tudo, acompanharam os meus altos e baixos, porque nem tudo foi lindo. Teve momentos que eu errei também com o meu público, teve momentos que eu falei bobeira, teve, claro que teve, teve momentos que eu falei heresia. Sabe, teve momentos porque eu ainda precisava aprender, mas o meu público sempre foi muito paciente comigo porque eles sabiam que eu estava no processo. Então hoje, graças a Deus, eu hoje eu me vejo pronta para realmente, é, amadurecendo, né?
Sim, hoje eu vejo que chegou o tempo de realmente ser até enviada. Sim, porque hoje eu realmente me vejo pronta.
Além de você ter essa intimidade com Deus, você tá se preparando também, você fez um curso teológico, eu tô cursando teologia. É, e também eu queria fazer uma outra pergunta até pra gente poder, você ter essa oportunidade de falar um pouquinho. A gente pode falar que você também fez tatuagens quando você estava no mundo, né? Tem alguns vídeos de você com tatuagem. Você sofre muito preconceito com a questão das tatuagens?
O meu público já se acostumou porque eles sabem que eu fiz essa tatuagem antes de me converter. Hoje eu não faço mais porque o Senhor falou comigo. O Senhor falou pra mim que tatuagem é pecado e eu falo isso pro meu público. Só que eu não julgo quem tem, porque o Senhor falou comigo de forma pessoal. Tem gente que faz e eu não vou dar pitaco na vida alheia. O Senhor falou comigo, o Senhor falou para mim que tatuagem no meu caso seria rebeldia, porque eu queria fazer mais.
E aí o Senhor falou: isso é rebeldia. E aí eu entendi que não era para eu fazer mais. Então para mim eu vejo isso como pecado, mas eu não tirei porque são muitas. Se eu pudesse tirar, eu tiraria, Mas eu vejo que o Senhor usa isso como testemunho.
Sim, é porque depois que faz não tem como tirar, né?
Mas assim, eu não me sinto feia com a tatuagem. Não é algo assim que, ai, que me oprime, que eu me olho no espelho, ah, eu quero arrancar. Não, eu uso normal, mas não é algo que eu tipo assim idolatro.
Tá aqui, já fez, né?
É, só que muitas pessoas julgam, sim, muitos crentes julgam, julgam porque não sabem. Que eu fiz no meu passado, pensa que eu sou tipo uma crente rebelde, sabe? Tipo libertinagem, sabe? Sabe quando o mundo entra na igreja? Mas eu não sou assim.
Aí você é terrível, né? Preconceito.
Jogam sem conhecer a história. Tem que conhecer a história primeiro.
Mas você tá conhecendo a história aqui hoje, né? Quem chegou até essa parte do vídeo aqui. Mas hoje você tem, você também escreveu um livro, não foi?
Sim.
Só que já esgotou o seu livro, né? Você não vai voltar?
2020. 2021 que eu lancei.
Nossa, mas faz tempo!
É, então quando eu fiz, eu lancei mil exemplares, esgotou rápido. Só que aí eu não fiz mais, mas tem promessa.
Tem e-book? Não, para—
tem e-book, só que eu tenho que procurar o link.
Não, mas depois a gente põe no vídeo.
Mas assim, é um livro que eu contei o meu testemunho de forma bem resumida, claro, mas eu contei a minha infância, o meu encontro com Deus, alguns momentos com Deus. Como desde quando eu me converti eu comecei a escrever as minhas experiências com Deus em cadernos, porque eu queria anotar tudo. Então virou hábito. Então o meu livro, ele foi retirado desses, desses cadernos. Então eu só fui montando. É um livro bem simples, só que muitas pessoas foram impactadas através desse livro e começaram a ter mais relacionamento com Deus, porque o meu ministério ele é muito voltado para ter intimidade com Deus, a ter comunhão com Deus, a levar as pessoas para conhecer a pessoa de Deus.
Então o meu ministério é para sedentos, sedentos espirituais e sedentos de Deus. É para quem é espiritual, é para quem é espiritual. Quem não é espiritual, meu filho, vai falar que eu preciso de hospício.
Mas tá sendo muito importante esse trabalho nas redes sociais, sim, porque existem pessoas sedentas de verdade, né?
Sim, muitas.
E que a gente que trabalha nas redes sociais, né, assim que Deus levantou para se pôr nas redes sociais enfrenta de tudo, enfrenta pessoas que gostam, pessoas que não gostam, pessoas que têm visões teológicas diferentes e tudo mais. Mas assim, se a gente não for segundo aquilo que o Senhor colocou no nosso coração, a gente trava e fecha as redes sociais.
E aí não é isso que tá tendo. Trabalhar na internet é viver literalmente isso. O semeador saiu a semear, ele vai encontrar todo tipo de terra, todo tipo de terreno. A internet é isso.
Exatamente, exatamente. Mas é bom, passa seu Instagram para as pessoas te acompanharem lá. Você faz live lá, né?
Faço lives, faço vídeos editados, tudo que o Senhor colocar no meu coração. É várias coisas, tudo que o Senhor colocar no meu coração.
Querida Dani, é o Instagram dela e também o canal no YouTube, né?
É tudo querida Dani, TikTok, Kawaii, Instagram, YouTube, tudo querida Dani.
Se você gostou desse episódio, tenho certeza que você vai gostar dos conteúdos da própria Elo.
E tem muito mais, aqui foi bem resumidinho, tem muito mais experiência. Tem o filme também.
Como que é esse filme? Como é que começou? Como que surgiu isso?
Então, a minha história, a minha vida, como você viu aqui um pouco ainda, porque é muito mais, sempre foi muito diferente, né? Uma coisa assim, tudo muito chocante. Às vezes nem eu acredito que eu vivi tudo isso de tão bonito que é. Mas em 2018 eu recebi uma profecia. Primeiro eu escutei a voz de Deus falando comigo que minha história ia virar filme. E eu era, foi, ah tá, e eu era pobre, zero condições. Mas se Deus prometeu, amém.
O que Deus promete, ele cumpre. Foi 2018. E aí algumas seguidoras começaram a sonhar que minha história virava filme. Então eu tenho uma ligação muito grande com os meus seguidores, porque Deus usa eles para me entregar profecia, que fala que sonha com você. Sim, sonham comigo, eles me entregam profecia, Deus dá visões para eles.
Então da mesma maneira, ativados com você, né?
Muito. Da mesma maneira que Deus me usa para falar com eles, Deus usa eles para falar comigo. Tem uma ligação forte, por mais que seja internet. Eu tenho uma ligação muito forte com os meus seguidores, com o meu público. Eu chamo eles de minhas ovelhinhas e é um amor muito forte, porque às vezes eu tô desanimada, mas aí Deus coloca um amor tão grande por eles e vem testemunho, sabe? Alegria deles. Quando eu conto as minhas experiências mais impactantes, eles ficam doidos.
Você vê, tipo, é o jeito que eles falam, mandou áudio, às vezes manda foto chorando, conta vídeo, olhinho brilhando. Não existe recompensa maior, porque quando a gente entende o amor de Deus pelas almas, aí você faz a obra por amor. E aí nada te impede, aí ninguém te para, porque você entende o amor de Deus pelas almas. Isso se torna o seu alvo.
Amor não tem como, né?
É um amor muito grande. E eu vou falar para você, as almas estão muito feridas. As ovelhinhas estão muito magrinhas, elas estão muito usadas e abusadas. Tem muito pastor que só quer dinheiro, que só quer a lã da ovelha. Mas ainda existem os trabalhadores da seara que realmente se preocupam, que realmente aprenderam a amar as almas com o amor de Deus, porque esse amor não é nosso. Porque se eu falar para você, ai, eu amo, eu vou estar sendo uma hipócrita.
Deus capacita com amor, porque o amor também é um dom. Então o Senhor me capacitou com esse dom do amor, e um amor que vem dele ainda, porque quando eu olho para as almas eu sinto o amor de Deus por elas, e é um amor que chega a doer. Então você faz por amor a Deus, que você fala: meu Deus, Deus ama tanto essa alma que eu preciso fazer isso por ele. Às vezes não é nem pela pessoa, é por Deus. Então quando a gente aprende a fazer a obra por amor a Deus, nada para.
Eu passei por muitas lutas, por muitos levantes nesses 12 anos de ministério na internet. Eu já fui cancelada, eu fui perseguida, eu fui chamada de falsa profeta, eu já fui difamada, eu já fui zombada, já fui chamada de Jezabel, de tudo que você possa imaginar. Já tentaram me matar, satanista já foi na porta da minha casa para me assassinar, eu já fui ameaçada de morte. Tudo por causa da obra. Isso me parou? Por quê?
Porque te conhecendo aqui, eu acho que não.
Eu sou movida pelo amor de Deus.
Sim, verdade.
Então por isso que eu falo, eu comecei falando do dom do amor, eu finalizo falando com dom do amor. O amor é o dom mais forte que tem, e contra esse dom, contra o amor de Deus, não existe nada. Na Bíblia diz: quem nos separará do amor de Deus? Nem principado, nem potestade, nem vida, nem morte, nem altura, nem profundidade.
Meu Deus, nada!
Então quando você encontra, conhece e desfruta do amor de Deus, acabou, você venceu.
Glória a Deus!
Nada mais te para, nada mais. E graças a Deus eu conheci desse amor, eu me movo por esse amor, E eu desfruto desse amor, do amor incondicional de Deus, não do meu amor, mas do amor dele.
Amém, pessoal! Se vocês quiserem seguir a Dani, é o Instagram, tá na descrição do vídeo aí, vocês sabem, né? Querida Dani, segue lá ela no Instagram. E Dani, aqui no final o meu convidado tira um versículo e depois faz uma oração. Amém, pode ser? Então vou pedir para você tirar aqui. Enquanto ela tira, já quero quero convidar você aí a conhecer o nosso QR code que fica aqui do lado. Tenha lá o nosso canal do WhatsApp. Se você tem um testemunho, uma história, se você se identificou e quer contar o seu testemunho, se Deus fez algo semelhante na sua vida ou não, né, talvez você tem um testemunho diferente, entre em contato conosco.
O QR code tá na tela, é lá você entra Pode pôr o número aí, pode pôr o número na tela aí. Você colocando o número aí vai estar aparecendo na sua tela o nosso contato do WhatsApp. Envia o teu testemunho para esse número, tá ok? Enviando lá vai ser um prazer te ouvir. Mas eu quero pedir para vocês, eu nunca cheguei a pedir, mas tem muita, muitas pessoas que não estão sendo escolhidas porque manda de qualquer jeito. Então não é de qualquer jeito, para um tempinho, vai lá, grave um áudio bem contadinho ali, é em ordem cronológica, certinho teu testemunho e para a gente poder entender.
Então tem gente que manda mensagem, quer mandar de qualquer jeito, aí fica difícil, né? Então é, há muitas pessoas que perdem oportunidade por não mandar certinho lá conforme é pedido, tá bom? É, aí também no QR code tem o nosso canal do WhatsApp, do canal que eu já falei, mas também tem um grupo de leitura bíblica diária que é junto com a Rede Crescer. Se você quiser ler a Bíblia em grupo, nós temos esse grupo aí junto com a Rede Crescer, que você pode também, você pode também participar se você quiser, né?
E além disso, nós temos aí alguns cursos que são dos nossos parceiros, de pessoas que já estiveram aqui. Então tudo nesse link aí, tá? Tem principalmente o curso, o curso Seja Sentinela. Você que já é do grupo lá, já tá crescendo bastante o grupo do curso Seja Sentinela, onde nós ensinamos a você a ter discernimento espiritual, ok? E tendo discernimento espiritual, você guarda você, guarda sua casa, guarda sua família. Então tá sendo muito legal.
Estamos soltando aqui cada 15 dias um episódio do Seja Sentinela junto com a Bethânia, e tá sendo muito bom, tá ok? Ok, e se você quiser fazer parte dessa, dessa, desse canal, desse grupo do Seja Sentinela, também tem aí no QR code, tá bom? Eu acho que é só isso, os recados. Ok, tá bom, tá ótimo. Qual que é o versículo de hoje, Dani?
João 14:27: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, que a gente falou aqui. Não vou, la dou como o mundo dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize.
Jesus deixou a paz. Amém.
E essa paz vai ficar aqui, e eu tenho certeza que essa paz também vai alcançar todos que assistiram esse testemunho.
Amém. Dani, você ora por nós e por quem tem em casa? Fica à vontade.
Amém. Senhor Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu, da terra e da vida, nos colocamos na tua presença em nome de Jesus, pelo poder do Espírito Santo. Pai amado, Deus Santo, obrigada por este momento. Obrigada por este podcast. Obrigada, Senhor, por ter me trazido até aqui em segurança. Obrigado, Espírito Santo de Deus, por ter conduzido este momento. Obrigada, Senhor Jesus, pela tua presença. Obrigada, Senhor, por este ministério.
Que o Senhor venha abençoar todas as pessoas que vão ouvir. Aleluia! Não permita que Satanás distraia, não permita que Satanás roube. Em nome de Jesus, que esse testemunho, que esse momento Pai, vá de encontro às pessoas necessitadas. Não permita, Deus, que venhamos jogar pérolas aos porcos. Em nome de Jesus, que o Senhor leve esse vídeo, esse testemunho para os sedentos, para aqueles que realmente precisam, para aqueles que realmente têm fome, têm sede, que realmente estão morrendo.
Senhor, em nome de Jesus, que através desse testemunho o Senhor venha gerar fome, sede, cura, libertação. Aleluia! Traz esperança viva almas, Senhor, e mostra, papai, que existe uma luz no fim do túnel. Em nome de Jesus, papai, que o Senhor venha romper, romper com todo impedimento, com todo obstáculo, com toda fúria do inferno. Em nome de Jesus, nós decretamos e declaramos a vitória do Senhor sobre as almas que necessitam ouvir esta palavra, para honra e glória do Senhor.
Em Em nome de Jesus, que o Senhor venha abençoar também a vida do irmão Rafael. Em nome de Jesus, que o Senhor venha livrar ele de toda retaliação, que o Senhor venha livrar ele de toda inveja. Em nome de Jesus, cobre ele com teu sangue, livra de todo mal. Coloca anjos ao redor do carro, coloca anjos ao redor da casa. Aleluia! Em nome de Jesus, porque grande é a fúria, Senhor, mas eu creio que maior é o Senhor na vida dele. Em nome de Jesus, vai jogando por terra, Senhor, todo impedimento, e exalta e traz prosperidade.
Aleluia na vida e no ministério do teu filho, para honra e glória do teu nome. Em nome de Jesus, amém. Aleluia, glória a Deus!
Dani, muito obrigado, Deus abençoe. Obrigado por ter aceitado o convite, tá bom, de ter vindo até aqui. Obrigado pelo teu esposo também. Que tá aqui, né? Pessoal segue ele também, que faz vídeo para o Instagram, né? Qual que é o Instagram dele?
Ele é calminho.
Ele é calminho?
O meu marido é meu oposto. Eu sou um furacão, ele é calminho. Deus faz isso, né?
Deus uniu os diferentes. Mas como que é o Instagram dele? Vamos falar, né? Porque ele faz uns conteúdos bacanas lá. Quem que é o esposo dela aqui contando testemunho? Escreva aí nos comentários. Os seguidores ajudam muito, né? Cutucar, né? Quem quiser aí o testemunho comenta aí.
O nome é Jackson Oliveira, com H no final.
Mas o Instagram, como é que é?
Jackson Oliveira mesmo, só Jackson Oliveira. Jackson Oliveira. Mas tá lá na minha, tá na sua bio lá.
Ah, tá verdade, tá na bio lá. É só acessar lá, tá bom? Obrigado, viu, querida Dani. Pessoal, muito obrigado, você ficou até o final aqui. Não se esqueça que toda semana estamos aqui com testemunhos novos para você. Muito obrigado você que é membro. Se você não é, se torne, que tem surpresa saindo aí para membros.
Breve a gente vai anunciar.
E eu vou falar falar uma coisa para você, tem algo sensacional chegando para vocês aí de São Paulo. Gente, fica ligado lá no nosso Instagram. Não só de São Paulo não, para vocês de todo o Brasil, nós estamos preparando algo que eu creio que vai ser bênção demais. Então, para quem tá nos seguindo, continue aqui conosco que breve nós vamos estar anunciando aí, tá bom? Vai ser algo, um divisor de águas tanto para o Crente Podcast, tanto para vocês que nos assistem, tá bom?
Então vou deixar vocês na curiosidade para vocês nos seguirem nas redes sociais, para vocês ficarem sabendo depois, tá bom? Então espero vocês até o próximo episódio, e até lá!