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Esse Testemunho é um dos mais FORTES que você ja ouviu ! | Miss. Joana

06 de julho de 20262h12min
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EPISÓDIO COMPLETO: https://youtu.be/C5msiMZmmso

Neste episódio emocionante, recebemos a missionária Joana Valeriano. Ela compartilha sua trajetória de vida intensa, marcada por envolvimentos profundos em práticas contrárias aos valores cristãos e como enfrentou graves desafios de saúde que a medicina da época não conseguia solucionar.Joana narra como, após anos de sofrimento, vivenciou uma mudança completa em sua existência através de uma intervenção divina. Ela relata momentos de superação, batalhas espirituais intensas e a importância da fé e da palavra de Deus na restauração de sua saúde física e espiritual. Um relato forte sobre perseverança e sobre como a esperança pode ser renovada mesmo nas situações mais adversas.

Participantes neste episódio2
J

Jamile

Host
J

Joana Valeriano

ConvidadoMissionária
Assuntos8
  • Espiritualidade na medicinaTumores no útero e problemas de coluna · Desenganada pelos médicos · Intervenção divina e cura · Batalhas espirituais e restauração
  • Rituais e práticas ocultasAvô bruxo e rituais satânicos · Demonstrações de poder satânico · Candomblé e entidades demoníacas · Festa de Cosme e Damião
  • O papel da evangelização em instituiçõesA vida dedicada a glorificar a Deus · A importância de ganhar almas para o Senhor · A força do amor e da gentileza de Jesus · A missão de levar a palavra de Deus
  • A Autoridade de JesusQuebrando pactos e maldições · A Bíblia como arma contra o mal · O nome de Jesus como proteção · A força da fé e da oração
  • Jornada de FeExperiências com o mundo espiritual · A força da oração e da palavra de Deus · Confronto com demônios e Satanás · A cura e a libertação divina
  • Os Nove Círculos do InfernoExperiências em batalhas espirituais · Encontro com Satanás e demônios · A cidade de ouro e a presença de Jesus · A autoridade dada por Deus
  • Origem das doençasEspíritos quentes e sua ação no corpo · Potencialização de sintomas da menopausa · A importância de repreender o mal · A cura e a renovação pela fé
  • Superando a incredulidade e a desistênciaO espírito do desânimo como arma do inimigo · A importância da perseverança na fé · A batalha contra a preguiça e a falta de fé · A renovação da mente e do espírito
Transcrição127 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JJamile

A paz do Senhor, povo de Deus! Começando mais um Testemunho Crente Podcast. Seja muito bem-vindo, amém! Nossa convidada de hoje é a missionária Joana Valeriano. Ela veio de Vitória da Conquista, Bahia. Glória a Deus! Bom, ela viveu na magia negra e cresceu rodeada por rituais de feitiçaria pesada e candomblé. Enfrentou o ódio profundo contra cristãos, tumores no útero, úlcera e deformidade graves na coluna, até que, desenganada pelos médicos, ouviu a voz de Deus na rua, teve o estômago limpo, o sangue restaurado e a coluna realinhada por um anjo.

Descubra agora como essa trajetória foi transformada. Glória a Deus! Já quero chamar ela aqui. Paz do Senhor, missionária!

JVJoana Valeriano

Senhor Jamília, muito bem-vinda! Muito obrigada! Agradecer primeiro a Deus, depois a você, a Rafael, né, as pessoas que me escreveram para estar aqui relatando para tudo que veio dele, para ele, para glória dele. Toda honra e toda glória, né, seja dada ao nosso Deus.

JJamile

Amém! Estou feliz, viu, porque não é pertinho não, viu, é longe, né, irmã. Enfrentou dificuldade, mas chegou, porque Deus, ele cumpre, cumpre, né, ele faz, não deixa o inimigo tocar.

JVJoana Valeriano

Tudo tá, todo mal tá caído por terra, ele se levanta, mas nosso Deus é maior.

JJamile

Amém!

JVJoana Valeriano

Essa noite ele quase não me deixou dormir. A investida foi terrível, porque ele sabe da obra grande, né?

JJamile

Essa obra é tão grande que ele sabe que vai chegar a muitas pessoas, né? Então ele sabe, porque o que Deus faz é grandioso e ele quer derrubar, mas não consegue, né? Mas antes de começar o testemunho, chamo você que não é inscrito ainda no canal do Crente Podcast se inscreve, compartilha, ativa o sininho. Amém. E você que tem um testemunho, vai estar aqui o contato. Entra nesse contato, manda o seu testemunho para você estar aqui.

Amém. Então vamos com testemunho de hoje. Irmã Missionária Joana, sim, tudo começou a partir já na adolescência.

JVJoana Valeriano

Quando começamos a perceber as coisas que estão à nossa volta, e aí a gente começa a entender um pouco do mundo. Isso, pode contar. Então, eu nasci, como costumo falar, no muquivo do diabo, na magia negra, e ali conheci o diabo de perto. Meu avô, ele era um bruxo, ele trabalhava com as potestades do ar e ele se transformava na frente das pessoas, ele desaparecia. Ele dizia que ele podia se transformar em um toco, em um animal, num gato, num cachorro.

E ele escapou, Jamile, da Segunda Guerra Mundial com essa coisa maligna, sabe? Ele falava, ele contava, né, que ele na época da Segunda Guerra Mundial, os caminhões do Exército rodando pela cidade lá, nossa cidade, Brasil todo, né, e o mundo, né. E ele tava pronto, tava preparado. Ele dizia que tinha que estar sempre preparado. Eu dizia, vovô, preparado como? Ele dizia, a roupa tem que estar ao avesso. E são 3 palavras que eu falo que ele estava conectado com o pai dele, chamava, né, o pai.

E aí ele falava, no mais não posso falar para vocês, contar para vocês, porque vocês não têm juízo, vocês são muito novos ainda. E aí se eu ensinar vocês, vocês podem entrar no mercado, no banco, onde vocês quiserem entrar numa mansão, pega lá o que vocês quiser pegar e sair sem ninguém ver. Então, quando você estiver juízo, eu vou contar para vocês, para o que eu achar que devo contar. E assim os anos passavam ali naquele lugar, e quando era na época das festas dos demônios que fazia a cabeça dele, que fazia a cabeça da minha avó.

Então, uma vez por ano, cada demônio tem essa festa. E ali nesses dias ele fazia a demonstração de poder satânico. E ele, várias vezes eu vi ele, meu avô incorporado no paredão do candomblé, aquela parede muito alta. O demônio colocava aquela que eles chamam de espada de Ogum. Ou de São Jorge. É uma potestade, é um demônio muito perigoso. Essa legião era um dos que fazia a cabeça dele. E no dia da festa desse demônio, ele colocava várias espadas daquela nas mãos, assim entre os dedos, abria os braços do meu avô e subia aquele paredão sem pegar em nada, batendo.

Aí ele formava, sujava a parede toda. Eu não entendia. Hoje eu sei que era a tal cruz invertida, né? Aí quando ele chegava no topo do paredão, ele deixava o corpo do meu vô parado por vários minutos e olhava. Você não viu o preto dos olhos dele, ele levava, não tava, via só o branco, aquela coisa mais horrível. O rosto ficava mudado, né, totalmente horrível. E ele ficava mirando todo mundo. Depois ele descia, colocava o corpo no chão E daí mandava trazer o incensário, incensário bem grande com brasas.

Auxiliar do feiticeiro trazia e ele, com a mão do meu avô, pegava aquelas brasas, mandava rufar os tambores, mandava que todo mundo ficasse em volta. Aquela dança do candomblé parava e rufar os tambores. E ele ia, colocava as brasas uma a uma na boca do meu avô, fechava, depois tirava aquele carvão e ia colocando, pegava todas. Depois ele colocava a língua dele para fora e saía na volta da roda mandando todo mundo olhar, porque não tinha sinal de fogo.

E ele tinha apagado um enorme incensário com muitas brasas enormes. Depois mandava trazer outro incensário Colocava no chão. Toda vez que o diabo chega, a primeira coisa que ele faz é mandar tirar o sapato quando a mulher ia soltar os cabelos. Tirar o sapato. Aí, o que é que o diabo tá imitando? Quando Moisés estava lá, Deus disse: tira a sandália do teu pé, porque o lugar que tu pisa é santo. Então ele quer confundir a cabeça da gente e dizer que aquele lugar também é santo, né?

Então chegou o espírito imundo, a pessoa imediatamente tira já o sapato, a coisa ruim mesmo tira, sabe? Sapato. Aí tira o sapato, e aí ele ia pisar com os pés do meu avô em cima dessas brasas e apagava todas, virava carvão e cinza. Depois ele mostrava os pés, que não tinha sinal de fogo também. Aí vinha trazer os espinhos de quiabento, aquele espinho que tem muito aqui em São Paulo também. Eu acho que tem algum lugar. Ele é tão perigoso que ele tá proibido por lei ter essa cerca, né?

Porque quando ele toca na pele da pessoa, ele já entra e corre o corpo. Então trazia esses espinhos e fazia ali o que a gente chamava de uma cama de espinho. E a entidade tirava a peça de cima e jogava o corpo, principalmente as costas dele, batendo naqueles espinhos, batendo, batendo, e depois ficava assim Tipo esfregando. E eu ficava pensando na época, né? Colocou esses galhos, esses espinhos no chão, como é que ele esfrega em cima e a coisa não sai do lugar?

Pensou nisso? E depois ele mostrava as costas e não tinha nem sinal de espinho. A mesma coisa com gargalos de garrafa, quebrava muitos gargalos de garrafa e fazia também essa cama. E o diabo fazia o mesmo processo. E depois ele mostrava também as costas, não tinha passado mais nem marquinha assim. Agora ele se achava muito, porque aí ele começava. Eu me lembro como hoje, o chão era aqueles pisos que parecia aqueles tijolinhos de parede, aqueles tijolinho feito de argila, aqueles pequenininho forte que é para sempre uma construção daquela.

Era aqueles piso quadradão. Quando a gente ia lavar, ele suga tudo porque é grosseiro e não é como esse piso que você pisa e já pode fazer um barulho. E ali ele batiu o pé do meu avô, que ouviu a gente chegava a doer. E eu pensava na época, como não quebra os pés dele? Como não quebra as pernas? Sabe aquela violência? É. E aí ele começava com as músicas, né, a festa, madrugada dentro. E tinha uma música que eles cantavam, ele chamava de chula, né?

E é chula mesmo. Ele dizia assim, bom dia quem é do dia, boa noite quem é da noite. Eu não entendia, ficava É o demônio puxar, é algum demônio ali, tá, vários. Mas geralmente na festa é ele mais que puxa, o que ele chama, né, puxar a chula. Eles fala assim. E eu, isso nunca saiu da minha mente, ficou guardado. Aí um certo dia o demônio chegou para mim com a mão esquerda, 9 horas da manhã. Boa noite. No outro dia, 10 horas, boa noite.

No outro dia, 3 horas da tarde, boa noite. E sempre com a mão esquerda. E essas coisas ficavam na minha mente, né? Por que mão esquerda? Por que boa noite? Por que bom dia quem é do dia? Por que boa noite quem é da noite? Plena madrugada, né? Isso é o trabalhar de Deus na vida de quem tá ali dentro e não é das trevas. É da noite, é do dia, né? E ele é espírito das trevas. E quando fui conhecendo a palavra de Deus, que Jesus fala, né, que os demônios são das trevas, da escuridão, aí eu entendi porque tudo dele noite, noite, esquerda, esquerda.

A palavra de Deus fala que Deus, Jesus sentou à direita do Pai, e que ele lá em Mateus disse que ele vai colocar à direita dele, os salvos à esquerda dos perdidos. E também Eclesiastes diz que o coração do justo inclina para a direita, o coração do tolo para a esquerda. Isso tudo começa no mundo espiritual e converte para a nossa vida real. Mas dando continuação, ainda falando aqui sobre as festas do diabo, na festa de Cosme e Damião É uma coisa assim para as pessoas ficarem bem atentas com isso, né?

Às vezes você tá ouvindo e você frequenta esses lugares, é inocente, não sabe. E daí são 7 crianças escolhidas a dedo pelo diabo, que tem que ter até 7 anos de idade na festa lá, na festa. E essas 7 crianças vão ser feitas uma mesa no chão, é feito, preparado uma mesa, e ali é um ritual satânico. Ali coloca a poção para cada criança, de tudo, né? E o diabo obriga a criança a comer com a mão. Esse mistério eu não sei por quê, né?

Tem muitas coisas que a gente não sabe, mas a criança comer. E ali, enquanto as crianças comem, cantam uma música: você comeu e não me deu, também vou comer e não te dou. Porque depois que as crianças comeram, elas têm que comer primeiro. E as pessoas possuídas por essas entidades, esses demônios mirim, vai ali lançando as maldições nas crianças. Os pais pensam que está abençoando, né? São crianças que muitas vezes você vê por aí, crianças que são assim, infelizmente, né, instrumento na mão.

Professores não suportam, vizinho não suporta e faz de propósito ali, arruma confusão para os pais. São esses demônios que eles chamam de gêmeos, né, Cosme E Damião. Aí tem gente que entrega seu filho para os gêmeos. Ah, vovô, quero engravidar, quero gêmeos. Faz promessa com ele, pedido a ele. Não sabe a que entidade terrível você tá pedindo. Mas lá no candomblé do meu avô, eu vi eles descerem e aprendi que não são só dois. Não é só o Cosme e o Damião.

É o Cosme, o Damião, Dau, Alabá e Marabá. É as 5 cabeças de legião, esses demônios mirim terríveis. Então, se for participar dessa festa, ou se no mês de setembro, porque a festa dia 27 de setembro, né, você vê pelas ruas oferecendo as balinhas. Hoje eles dão roupas porque diz que as pessoas estão manjando já, que as balinhas são sacrificadas, né. Pegam lá dele, ele oferece, e aí as crianças, ah, ganhou aquela peça de roupa, calçado, mês de setembro, mês de outubro, que jogaram a festa das crianças também para mês de outubro, né?

Então lá tá essas entidades podendo, pegando as crianças que eles conseguirem pegar, que muitas vezes os pais não sabe, né, como cobrir os filhos, não tem noção, tem sabedoria, é do que tá vindo, pensa que é um presente e é uma roupa consagrada para colocou, entrou essas entidades perigosíssimas nas crianças. Então Vamos entrar agora nos demônios territoriais, né?

JJamile

E se você ainda era jovem, isso ainda era jovem, vendo tudo isso, tudo isso, as obras que seu avô fazia, as entidades entrando nele, tudo você vendo ali pequena ainda, pequena ainda, pequena, adolescente, jovem, né?

JVJoana Valeriano

Agora, uma coisa que você puxou o assunto foi muito bom. Que o meu avô, sendo esse instrumento que ele era, perigoso na mão do diabo. Tanto que quando alguém mudava, vizinho novo chegava, as pessoas falavam: não mexa com esse velho, foi sangue dele, não toca não, você morre, não mexe não. Tanto que chegou uns vizinhos lá e esses eram atrevidos, sabe, era possuídos também. E começou a perturbar o marido de uma prima minha. Hoje, semana passada, ela completou 80 anos, essa minha prima.

Morou muitos anos junto com a casa do meu avô porque minha tia morreu cedo, né? E aí eles ficaram órfãos. E aí ela não queria falar porque ela ficava preocupada, alguém vai. Mas o rapaz, é o esposo dela, quando tava indo para o trabalho, eles jogavam alguma coisa na frente da bicicleta para atropelar ele. E não tinha saída, por mais que ele evitasse a confusão, os caras cercavam. Aí ela falou, ele falou, ah não, não dá, tem que fazer alguma coisa para parar esses caras.

Aí era minha avó que tava em casa, e minha avó recebia uma tal de uma entidade, sim, entre as muitas, que chamava-se a Velha Africana. Esse demônio, quando descia Colocava a cabeça da minha avó para trás, virava o pescoço, a cabeça ficava para trás, os braços deslocava também, ia para trás, o corpo todo, a frente ficava para trás, sabe? Só ficava isso aqui. E aí falava um dialeto que ninguém entendia. A minha avó chamou esse espírito e o espírito foi, ordenou a minha avó, ele deixa tudo na mente do feiticeiro E sobe.

Aí a minha avó foi lá e pegou embaixo do candoá lá, é o quarto que eles chamam quarto do santo, e pegou lá certamente terra de cemitério, as coisas que eles trazem do cemitério, né, e fez um patuá e fechou com pano preto novo, aquele pacotinho, e disse para minha prima: meio-dia em ponto você joga em cima da casa dele. E a minha prima, meio-dia em ponto, jogou em cima da casa do rapaz. Verão, sol quente, 12 horas em ponto, 12 horas depois, ele dormindo, a parede caiu, a casa rachou, a parede caiu, arrancou a perna dele.

Ele não ficou totalmente aleijado, sim, sabe, mas não conseguiu andar mais. E nem sei se sobreviveu, porque a minha prima não contou o resto para mim. Você que falou, ele não ataca mais ninguém. Eita, meu Deus, seja a fúria do diabo!

JJamile

E como que não é brincadeira, né?

JVJoana Valeriano

Não, não é brincadeira. O mundo espiritual é real, os demônios são reais. E uma grande, Jamile, arma que o inimigo tem na mão, duas, né? São muitas, mas eu vejo assim como as principais, é que muita gente não acredita que ele existe. Não acredito que o inferno existe. Aí, isso aí, ele gosta disso. Ele tá por trás ali jogando essa incredulidade, porque Jesus disse que sem fé é impossível agradar a Deus, né? Então a pessoa às vezes tem uma fé pequena em Deus, porque também a Bíblia diz que o diabo crê, que estremece, porém não obedece.

Então a crença sem obediência já fica difícil, né? Vai pela misericórdia, pela falta de conhecimento em muitas áreas. Aí o Senhor age, né, para ajudar a fé da pessoa. Mas deixou de acreditar na coisa ruim, dizer que ele não existe, ele gosta muito, porque aí ele deita e rola, né? E a pessoa não percebe.

JJamile

Então, irmã, essa história que você tá contando, seus avós, do seu avô, é experiência que você viu, que você viveu com ele.

JVJoana Valeriano

E tem mais coisa também.

JJamile

E depois já vai entrar o que você começou a viver, né, com uns demônios, com depois com Cristo, com Cristo, né. Deus começou a falar com você, mas isso aí já é depois. Mas pode continuar.

JVJoana Valeriano

Então, e essas experiências, Jamília, essas coisas que eu vivenciei, que eu vi, né, muitas vezes o diabo pegar a pessoa E tava batendo o que ele chama de couro, né, os tambores. E ele dizia, tá fazendo errado! E jogava lá de cima e batia com o rosto na parede, lançava uma entidade e batia a pessoa, corpo na parede, muitas vezes. Isso é alguém dentro do candomblé, do seu avô, do meu avô. Ah, você tá fazendo errado! A pessoa dizia, não estou fazendo errado.

Você tá fazendo errado! Aí vinha alguém, não faça isso, você vai matar a pessoa! Outra pessoa da roda, sabe, saía, falava para o demônio: você vai matar? Cale sua boca, senão eu faço com você. É com ela, tô corrigindo ela, tô corrigindo essa pessoa. E aí a pessoa às vezes ficava 15 dias de cama, um mês no hospital, toda arrebentada, falava: não volto nunca mais. E queria dizer: você vai voltar porque eu trago você aqui. Não venho. Vem porque eu trago, senão eu jogo você debaixo de um carro.

JJamile

Quem falava?

JVJoana Valeriano

O demônio?

JJamile

Não, quem não vinha?

JVJoana Valeriano

A pessoa falava. A pessoa falava: não Não venham mais aqui, depois de toda arrebentada, sabe? Então isso me apavorava. E o interessante que nem meu vô, nem minha avó, nem outros candomblés, outros terreiros que eu fui, ninguém colocava espírito em mim. Eu via entrando nas pessoas e em mim não entrava. E eu não entendia, eu pensava que era bom e eu queria, mas não entrava. Aí é anos depois, né? Quando depois que meu vô morreu, aí antes disso esse meu tio, um meu tio que apareceu lá, era já crente da Assembleia de Deus Belém, presbítero, levou meu vô para casa dele um ano e pouco, Paraná.

Quando meu vô voltou com a Bíblia do lado, glória a Deus, aleluia, foi pegando as entidades e quebrando. Eu pensava que vocês eram santos e vocês não eram. E aí vinha uma filha de santo, disse que era filha de de um lado, de outro. O senhor ficou doido? O senhor vai morrer! Não faça isso, dá para mim! As pessoas pegando e ele jogando. Eram 8, 10 janelas, o salãozão, sabe? Ele vinha pela janela e quebrava e quebrava. O senhor vai morrer!

Vou, mas vou morrer com Cristo. Vou, não fiquei para semente, ninguém fica, mas vou com Cristo. E desmanchou tudo. Então, depois de cerca de um ano e meio, mais ou menos, que ele aceitou Jesus, Ele disse, estou partindo, tô indo embora. E foi glorificando a Deus. E a minha avó, ela ficou tão apaixonada pela igreja que ela virou porteira, ela virou, ela virou limpar, né, como é que chama, faxineira. Ela fazia isso de coração para igreja.

Mas eu segui minha mãe, meu pai, Continuamos. Ah, tem que ir a outro terreiro, não pode ficar assim. E levava a gente em outros lugares, né? Esse meu tio me trouxe na casa dele, fiquei 1 ano e 2 meses, mas não me converti. A minha mente era fechada, eu não conseguia acreditar em Deus de jeito nenhum. Mesmo que o diabo lá, ele falava: Deus nosso Pai. Quando alguém xingava alguma, falava alguma palavra na frente do altar, Lá ele dizia que tava desrespeitando o santo, a ilusão que ele faz para a gente acreditar que aquilo é santo.

Então ele falava assim: não acredite, não vá perto de crente, não fique perto de crente protestante. Ele fala protestante porque esse povo fala que eles vão para o céu e vocês para o inferno. Então ele colocava muito ódio no coração da gente. Por conta disso, eu juntamente com outras pessoas endemoniadas, nós jogamos pedra em cima do telhado de igreja, desmanchamos culto várias vezes. Foram construir uma igreja perto da casa do meu pai.

E esses crentes não tinham sossego porque nós não dávamos sossego. A gente tinha o prazer de desmanchar os cultos. Quando eles saíam tudo para fora, a gente agachava e rolava no chão de risada, né? O diabo puro na nossa vida. E assim foi, os anos passando e indo. Aí esse meu tio me trouxe depois e me escreveu e me batizaram. Eu não fui discipulada no nada, na igreja, na igreja, no mesmo ministério. Aí volto para lá com a mesma cabeça.

E é por isso que hoje, Jamília, eu tenho muita paciência com as pessoas, sabe? Evangelizando, falando, porque o diabo ele tem um poder maligno muito forte, sabe? Muito forte. Você vê, me levou, me batizou, eu tentei indo algumas vezes Porém eu era impedida também porque o meu ex-marido falava assim, eu ficava pronta querendo ir na igreja e dizia assim, a mulher chega, o marido quer, o homem quer ir para rua, é pastor que te dá comida, pastor travava, sabe, travava.

Então assim, foram tentativas, mas eu fui travada, voltei para Bahia. E o mesmo ritmo. Só que agora eu não queria mais ir nesses lugares. Eu era, eu fiquei apavorada com isso. Eu não queria. De certa forma, eu entendi que ali não era um lugar bom e que ali Deus não estava. Eu não queria mais. Só que também eu não queria, eu não acreditava em Deus, eu não tinha intimidade nenhuma com ele, não achava que ele, eu achava que ele não existia.

JJamile

Mesmo indo na igreja?

JVJoana Valeriano

Não, às vezes que fui, né?

JJamile

Foram às vezes que fui.

JVJoana Valeriano

Então eu volto para Bahia desenganada. A minha coluna, que o médico disse que poderia ter sido durante um parto, um peso de mau jeito, que a minha coluna não tinha cirurgia que resolvesse. Eu ia, tinha 4 filhos na época, filhos, que eu ia para uma cadeira de rodas, não tinha jeito para mim. Proibiu de tudo, de até lavar louça, porque ele falou que lava louça mexe né? E a especialista falou que nas minhas costas, ela falou que era mais de 2 dedos assim, ó, o espaço.

Que ela falou, nem precisa raio-X diante da gravidez. E eu não tinha condições de pagar uma pessoa para limpar a casa, né? E eu estava proibida de tudo. E chegou ao ponto que esse problema no meu estômago agravou tanto que o médico mandava eu pegar 2 colheres de arroz, colocar no litro d'água, ferver durante 1 hora, passar numa peneirinha sem nada e tomar isso aí. E era cair numa ferida que eu rolava de dores. Fiquei assim, ó, palito.

JJamile

Agora você veja, palito, né, magra, né?

JVJoana Valeriano

A misericórdia de Deus, o amor de Deus, porque eu não acreditava, eu não queria saber dele. Ele tava me sustentando com tudo isso, eu não via, não percebia.

JJamile

Né?

JVJoana Valeriano

Aí eu volto para Bahia nessa situação. Lá alguém, uma amiga, irmã de um médico, de um traumatologista, viu minha situação sangrando sem parar, levou no irmão dela para ele cuidar de mim em particular, porque eu não podia pagar nada. No primeiro exame ele já fez assim com a cabeça, mas ali durante um ano mais ou menos, 8 meses, 9. É, todo mês eu ia lá e ele falava que eu precisava de uma cirurgia. Aí eu dizia assim para ele, marca a cirurgia então, doutor, se é uma cirurgia que vai aliviar meu sofrimento, faça isso.

Sim. Ele disse um dia assim, Joana, eu vou passar você para um amigo meu. Para ele repetir os exames, vai dar a mesma coisa. A mesma coisa o quê? Eu falei para ele. Ele disse assim, nessa época lá na Bahia era um papel grande que eles chamavam de SAM-15. Esse papel era um documento, todas as vezes que você, que a pessoa lá ia no médico, tudo que o médico fazia com você ele anotava ali. Remédio que prescrevi, exame. Então ele pegou esse tal de Sankinzi e grifou assim com a caneta embaixo, falou: você mostra a ele o seu diagnóstico, isso aqui, e ele vai repetir os exames e vai dar a mesma coisa.

Quando eu fui ler, eu não conseguia ler, não era em português aquilo ali, era linguagem de médico para médico. Eu disse: não, não quero ir com outro médico, quero continuar com o senhor. Aí ele disse, tá bom, então só marca a cirurgia. E ele, no outro mês, no outro mês, naquele dia eu disse, hoje eu estou determinada a ele marcar essa cirurgia. Aí passei lá, falei para moça, que horário mais ou menos é a última pessoa hoje? Ela disse, por volta das 5.

Falei, quero ser a última. E saí com o meu bebê de colo, sabe, pela cidade resolvendo as coisas. Por volta de 10 para 5, chego lá, tava a última pessoa. Cheguei despachada: se doutor, hoje, hoje o senhor marca essa cirurgia. Ele olhou bem firme para mim, como você olhou, se ajeitou, levantou, pegou aquela pasta de executivo de médico e disse: Em você não ponho mais as minhas mãos. Como profissional, esgotaram os meus conhecimentos.

A pele para Deus. E virou as costas e foi saindo. Chegou na porta e eu disse, doutor, volta, fala pausadamente, eu não entendi. Aí ele repetiu tudo pausadamente e saiu. E ali eu peguei, você sabe que quem anda com bebê anda com a bolsa aqui, com a sombrinha, e lá vai ajeitando essa manta, tudo aqui. Aí vem, ele trabalhava com 4 funcionários, Nesse consultório particular, nessa clínica, veio duas delas que me via ali todos os meses, sabia que eles cuidavam de mim.

Se, Joana, o que é que você fez? Você xingou o doutor? Você brigou com ele? Imagina, não brigo com ninguém, vou brigar com o doutor que tá cuidando de mim de graça? Ela disse, por que que ele saiu assim? Assim como? Ele tava com os olhos lacrimejando, não cumprimentou, não despediu ninguém, ele nunca fez isso. Eu falei, não sei. Ela disse, não, você tava brigando com eles, não estava brigando com o médico. Uma olhou para outra, falou assim, eu não estou entendendo mais nada.

Eu disse, meninas, quem não está entendendo mais nada aqui sou eu. E saí chorando também. Cheguei na porta do consultório, eu olhava para cima, olhava para baixo. Vive o Senhor Deus, que eu não sabia onde eu tava. Eu escutava a palavra de uma aqui Para o seu sangue não tem mais jeito. Da outra, para os seus outros, sua coluna não tem mais jeito, você vai para uma cadeira de rodas. Seu estômago não tem mais jeito. Da Doutora Sandra, seu útero não tem mais jeito.

Agora dele também você não tem mais jeito. Tá, mas minha cabeça virou assim, sabe? E eu saí dali andando sem destino, sem saber para onde ia, perdi a direção.

JJamile

Pelo choque ali, né?

JVJoana Valeriano

Muitas vozes negativas, sabe? E fui andando sem saber onde eu estava, mas andando, andando, eu não via mais nada, só andando com a criança no colo. Mas me lembro quando eu, cansada, sentei em um local que lá é uma praça que chama Lauro de Freitas, que é o terminal de ônibus da cidade. Sentei ali para descansar. Tô sentada, horário de pico, a noite estava chegando. E aí, do meio da multidão, saiu uma mulher, uma mulher que eu não sei se era real, se era gente ou se ela era um anjo na figura de uma pessoa.

Ela tava com um terninho cinza, né, manguinha assim, uma mulher bonita, morena, de cabelo preso assim, um coquinho bem feito. Aí ela apontou, falou assim, você, bem com o dedo, você, olha essa criança que tá no seu colo. Essa criança tá com fome, já tá assadinha, tá queimada, tá doendo, tá chorando e você não tá ouvindo. Tá com fome. Olha, a direção da sua casa é essa. Apontou assim, sabe, meu bairro. E essa doença não é para morte.

Essa enfermidade é para honra e glória do Senhor. Suba para sua casa e vai cuidar dessa criança, porque de você o meu Deus cuidará. Eu olhei assim, escutei o choro da criança, peguei aqui no colo e ajuntei as coisas e me levantei e fui procurar a mulher. Vi que ela se infiltrou no meio da multidão, né, enquanto ela virou as costas e saiu. Que eu peguei as coisas, que levantei a calçada alta Olhei tudo ali, desci a calçada, risquei onde ônibus passa, olhando, e não via ninguém.

Sumiu, não achava ela. Mas agora minha mente estava direcionada, sabe? Aquela coisa, aquela saiu. Agora eu tava direcionada, eu tava— se alguém pegasse aquela criança, eu não via, nem o choro eu não escutava. Peguei a criança, subi, cheguei em casa. Alimentei a criança e fiquei pensativa. Quem era aquela mulher? Como ela sabia de tudo, né? Quem era ela? E os dias foram passando. Não podia trabalhar assim, mesmo que tivesse um trabalho, né, para mim.

Eu não aguentava. Eu fazia bicos, né? E uma época que meus filhos já não tinha mais pai, né? Tinha, como diz, o barco tinha afundado, tinha não tinha Deus também na vida e ficou a situação muito difícil. Detalhes assim que eu prefiro nem comentar, sabe, porque eu não quero falar que essas coisas— porque se quando Deus permite a gente a passar por uma situação para honra e glória do nome dele, para aprendizado, para amassar o barro, né, e preparar, se eu ou você for irmã do presidente da República e Deus estiver me provando, te provando, ele não vai poder fazer nada.

Eu aprendi o que é o controle de Deus. Quando ele permite algo na nossa vida, você pode estar rodeada de pessoas maravilhosas, mas você vai passar dificuldade, como eu passei muitas dificuldades na vida. Fome, frio, só não fiquei literalmente na rua. Assim, sabe? Porque Deus preparou uma casa de favor. Os anos passando, tempo passando, né, após isso daí, aí um certo dia amanheceu, a gente não tinha a não ser água para beber. Imagina crianças e adolescentes, todo mundo com fome e não tinha nada.

E eu prestava serviço para uma agência de investigação que eu tinha feito um curso de detetive particular. E aí o que mais conseguia assim às vezes fazer é porque a gente chama, fazia o que chamava de abrir rua, que era o quê? Colocar vigilante noturno nas ruas nessa época, né? E aí trabalhar, e essas pessoas pagavam uns por mês, outros semana. Então um sufoco, eu pegava esses carnês, passava na agência de investigação, ia fazer cobrança.

Acordei, nada. Falei, vou lá, vou fazer alguma coisa. Saí cedo e falei para eles, não levanta, não se movimenta, não tem nada para comer, fica quieto para fome ser menor. Saí, passei lá, peguei o bloco, falei para o delegado, meio-dia eu trago de volta, tô indo. Na esperança de que no centro da cidade as lojas seria mais fácil, né, para receber. De repente, eu andando, eu tô vendo que eu tô na frente de um carro. Abrecada seca.

Não se joga! Eu não me joguei, você se jogou. Não faça isso, eu tô por aqui de problema. Se a máquina falhasse, eu tinha te matado agora. E a minha vida, que eu já tô cheio de problema? Suba na calçada. Eu subia na calçada. Daí a pouco, a mesma cena. E eu não sei te falar quantas vezes isso aconteceu, porque a minha mente novamente não estava normal. Foram muitas vezes. Aí eu tomei uma atitude em uma das vezes. Eu tava em frente do orelhão.

Lembra da época da febre do orelhão? Primeiro era, como é que chama, era fichinha, depois era o cartão. Já era o cartão. Aí eu tô na frente de 3 orelhões. Aí eu tomei aquela atitude quando o cara falou, sobe na calçada. Eu subi na calçada e fui no orelhão, falei, vou ligar para o delegado. Pensei, né, vou ligar para o delegado, dizer para ele que eu não tô com condições de trabalhar e que eu vou voltar para casa, vou tentar me recompor, e à tarde eu venho tentar ganhar alguma coisa, né?

Pego, ligo para ele, ele alô, que eu disse. Ele disse, se vire, porque eu aqui tô virado nos 600. O investigador acabou de queimar uma investigação. Eu falei, tá bom, desliguei. Peguei a bolsa que eu tava de representação, porque eu levava, a gente fazia uniformes profissionalizantes para muitas firmas, os uniformes dos vigilantes, os cara que iam para trabalhar, que a gente ia conseguindo, né, para nas lojas, enfim, até em casas de pessoas que estavam ameaçadas de morte, pessoas que tinha dinheiro, queriam vigilante lá, sabe, né.

Tudo isso a agência Então era assim, várias fontezinhas que pegava as comissões. E aí eu tô, agarrei esse orelhão depois disso e falei, não vou, botei a bolsa aqui e eu não confiava mais em mim. Eu segurava esse braço com essa mão aqui no ferro e olhava o trânsito naquele 90 graus, sabe, em cima daquele calçadão. Olhava o trânsito e pensava, só vou sair daqui quando não tiver um carro e chorava como uma criança que soluça. Eu chorava copiosamente, sem saber para quem apelar.

Naquela hora eu escutei: não busque refrigério no homem, o homem não tem refrigério. Levei um susto, foi como aquele calçadão estremecer. Olhei para todos os lados, não tinha ninguém em cima daquele calçadão, somente eu. E os carros em volta. Eu repeti: quem fala comigo? E preocupada com o braço, toda hora eu vivia: ah, meu braço! E eu tava segurando. A voz falou de novo: eu não vou falar o nome do ministério, viu? Porque toda honra e toda glória é dada para o nome do Senhor.

Sim, mas esse ministério Eu tenho um parente lá e ele fazia alguns anos que ele insistiu comigo. Fui dormir na casa dele com a minha tia, ele me insistiu para eu ir numa vigília com ele. Tanto eu xinguei ele como xinguei Deus. E já fazia, já era quase meia-noite, a vigília começava, disse que era 11 horas da noite. E ali ele insistindo e eu xingando ele, Deus, dizia que Deus não existia, que Deus não, ele dizia que existia, eu dizia: se existir, não presta, a minha vida, situação que eu tô toda arrebentada, sabe?

E ele chorando insistiu. Eu disse, se tu não ir, tu não vai na tua vigília e nem eu, porque eu não vou. Eu não vou num culto, quanto mais numa vigília. Ele foi e chegando lá ele falou que depois ele veio me encontrar lá, anos depois. E quando ele chegou na porta, Deus já preparava uma pessoa para abraçar ele, porque falou que ele ia cair de tanto angustiado e ali que ele tava, sabe? Abraçou e falou que ele ficasse despreocupado.

Que aquela parente dele era escolhida dele e que ele ia levar ali. Então ele me levou nesse lugar para cumprir, e porque era a única que tava aberta naquela hora, mas especialmente para cumprir, entendeu? Que nem nunca fui de lá, nunca peguei naquele um dia, ok? Aí quando disse vá, eu disse nunca fui lá. Respondi porque agora eu respondia porque alguém tava falando, não tinha ninguém, mas Tava ouvindo, né? Eu disse, como? Eu nunca fui lá, não sei aonde é.

Aí dizia, vá, não te mandei eu? Aí eu olhei no relógio, 7:40 da manhã. Eu disse, que os crentes se reúnem, eu sei, mas num sábado, num domingo à noite. Mas uma, são coisas que você nunca mais esquece, sabe? Eu falei, uma terça-feira, 7:40 da manhã? Nossa! Aí ele repetiu pela última vez: põe-te a caminhar novamente. Ele disse: não te mandei eu. E vive o Senhor Deus, que é minha e nossa testemunha, o juramento do cristão. Do mesmo jeito que naquela manhã eu não via quando eu era lançada embaixo dos carros, quando eu vi eu tava literalmente assim, ó, com a mão em cima do, sabe, o carro aqui, ó, e eu escutava da máquina, do freio, freio as rodas.

Do mesmo jeito, não vi quando eu soltei meu braço que eu policiava, não vi como eu passei no meio daquele trânsito, não vi, não sei por onde eu passei. Eu só sei que quando eu ouvi foi glória, glória, glória! Levantei os olhos, a placa, o nome lá. Eu estremeci outra vez, o chão tremeu nos meus pés. Como eu cheguei aqui, eu falei. Por onde eu passei, eu repeti. E no meio que eu tô na frente da tal igreja e tá aberta, bem assim também.

Agora eu não ouvi nada, mas ouvi a voz de um cavalheiro no reflexo de um gêntrio, mas sabe? O que estás a esperar? Vamos! Entre. Tem assim, subiu os degraus, tinha umas 20 mulheres com rosto no chão. Era o círculo das orações, né?

JJamile

Círculo de oração, né?

JVJoana Valeriano

Tava todas com rosto no chão assim, ó, literalmente não tinha como nenhuma me ver, muito menos a que tava de costas para mim. Eu entrando de tênis, o eco da oração no salãozão, elas Falam alto, muito cheio do Espírito Santo, falando línguas, né? E aí essa pai vira para trás e fez assim, me paralisou de novo. Essa mulher não tem olho nas costas? Tudo hoje é sobrenatural. Como é que ela sabe que eu tô entrando? Aí ela, me aproximei, ela disse, vem aqui, ajoelha aqui.

Encostou assim um pouquinho, botou ajoelhada ali, e logo ela percebeu que eu não conseguia ficar ajoelhada.

JJamile

Que eu me mexia, que eu gemia, por conta dos problemas, as dores, a fraqueza do corpo.

JVJoana Valeriano

Aí ela foi, bateu palma forte, aí elas foram levantando. Aí ela virou para elas e falou assim, vamos colocar ela no meio e todo mundo estende a mão para ela e vamos orar. Aí falou assim, você fica na posição que você aguentar. Ah, o importante aqui é nós, as orações de nós. A importância aqui é a nossa oração agora. Então fica do jeito. Mas mesmo na posição que eu quisesse, era horrível. Eu rolava junto, porque a melhor posição para mim era deitada ou sentada em algum lugar um pouquinho que eu ficasse, porque doía tudo.

Doía aqui, doía aqui, tudo, sabe? E o câncer, ele é como você cortar viva e sair arrancando a dor, sabe? É horrível. Eu sentia comendo por dentro assim, aquela dor insuportável. E a fraqueza do meu sangue, que o médico falou virando água e já não tinha mais. E Deus me sustentando e eu duvidando que ele existia. Olha a misericórdia, a bondade de Deus. E ali essas mulheres, eu não sei quanto tempo se foi 10, se foi 5, para mim era uma hora aquilo ali, aquela posição.

Não via a hora que ela mandasse eu me levantar. Quando disseram amém, mandou que eu sentasse ali, deu continuidade no trabalho, fiquei ali observando, leram a palavra, cantaram louvor, depois uma ficou lendo a Bíblia, aí depois fez a última oração e despediu. Quando eu comecei voltando pelo enorme corredor É como se tivesse saído 5.000 kg das minhas costas. O meu corpo tava leve. Eu falei, eu não sabia do poder da oração. Que coisa!

Eu tô ouvindo, eu tô enxergando. Cheguei na porta, o céu azul, porque tava tudo embaçado, né? O céu azul. Eu falei, que coisa incrível! Aí eu olhei para uma, falei assim, que dia agora tem oração aqui? Ela disse, 2 da tarde. Eu falei, ah, então 1, 2 da tarde eu pensei comigo, né, volta aqui de novo. Saí e aí me veio na mente para mim ir em algumas lojas ali no centro. Fui em 3 lugares, nos 3 lugares Deus me deu. Fazia 15 dias que eu tinha conseguido R$2, era o início do real, era a moeda forte, né. 15 dias que eu tinha recebido R$2 com a casa cheia de gente nessa situação, mas ali 3 lugares que eu fui, Deus já me deu 3 comissões.

Em casa não tinha nada para comer, lembra? Eu saí de manhã ali, eu consegui, falei, ah, ao invés de levar café e pão, comprei 1 quilo de carne moída. São detalhes importantes que você não esquece, né? 1 quilo de arroz e 1 repolho. Falei, são tudo coisa rápida, eles vão ficar forte. Cheguei em casa, minha filha foi embora, agora fazer isso aqui. Aí fizemos Peguei tudo de novo, saí, cheguei, Deus já me deu outro dinheiro, já foi vendo a diferença.

Aí entro na igreja de novo, fico sentada lá. Aí peguei as coisas que eu ia receber, eu vi elas levantando, né, levantando documento, levantando pedido. Aí eu falei, vou fazer igual elas então. Aí peguei as coisas que eu tinha de cobrança e levantei, falei, ó, tô apresentando para o Senhor, vai na minha frente então para essas pessoas me pagarem. E ali recebi oração e saí novamente. Ele me deu dinheiro, foi consertando as coisas.

Deus, porque eu não recebia, eu não conseguia. É onde eu ia cobrar, tava tudo travado, porque, entendeu, tava tudo travado. Ele foi, começou a destravar tudo. Sim, esse pessoal começou, não tinha nada para comer em casa, conta de água para cortar, conta de luz, situação terrível. Mas aí, a partir daquele dia, ele começou destravando.

JJamile

Entendeu?

JVJoana Valeriano

Aí quando à tarde que eu tô na porta, agora tinha um homem na porta, né, o irmão. Eu disse, agora que dia tem oração aqui? Ele disse, à noite. Eu falei, à noite? De manhã, à tarde, à noite? Ele disse, é Pronto Socorro de Jesus. Falei, amém. Então à noite, eu pensei, à noite eu venho pegar todo, que eles começam 7 horas, e vou trazer as crianças, né. Quando chego lá à noite, o que eu tô te contando aqui, o que não temos tempo para conversar, é tempo, né?

Ali era como se aquele pastor me conhecesse a minha vida. O que os médicos falaram, que me desenganaram em Jundiaí, que me desenganaram lá, o que eles falaram, que eles não tiveram coragem de falar, o Senhor falava e colocava dentro do meu coração uma fé tão grande, tirava o medo, sabe, o temor. E disse que estava colocando temor e confiança na palavra que eu não tinha. Não acreditava que ela era de Deus nem que ela era poderosa.

Ele falou que estava fazendo isso. E o interessante, Jamile, que ele, o Senhor Deus, ele começou fazendo as coisas na minha vida que eu não sabia nem orar e nem pedir. Ele foi fazendo na minha vida, ele foi mostrando. E depois, muito, até hoje eu ainda estou processando isso. E ouvindo como aqui o seu canal, que eu ouço muitos testemunhos, grande, a gente aprende muito com as pessoas, né? Aí entende que é por conta do chamado, né?

Para cada um ele tem um chamado, em cima do chamado ele mesmo. Então eu, muitos dons eu não pedi, já estava na minha vida e já, né? E eu não queria dons, eu nem sabia que tinha, eu não entendia às vezes porque Tudo que eu via em sonho acontecia. Eu contava para algumas pessoas, mas já era um dom de visão que ele falava primeiro nos sonhos, né? Ele fala. Então ele mandou pedir dons e eu não queria. O Senhor falou várias vezes para eu pedir os dons porque era a obra dele na minha vida, né?

E quando eu abri a boca para pedir, tudo que eu pedi, ele tá aí. Mas uma coisa é receber, outra coisa é colocar em prática, né? Então aí, durante esse tempo, eu fiquei indo visitando esse ministério durante mais de 2 anos e meses. A gente não anota, mas 2 anos e meses. Nunca ali ninguém perguntou de onde eu era nem quem eu era. Nunca ninguém perguntou se eu já tinha aceitado Jesus ou não. Por quê? Tudo isso eu vejo o controle de Deus.

Ali ele me levou para cumprir e para um aprendizado. Aí um certo dia, às vezes que eu ia ali, quando eu chegava no templo, que o pastor abria a Bíblia para começar a ler, as letras dançavam uma para lá, outra para cá. Eu não conseguia. Aí eu ia ler em casa também, eu não conseguia ler. É como se eu estivesse vendo outro idioma, outra língua. E eu não conseguia. Quando eu conseguia ver alguma coisa em português, eu não entendia nada, não entrava na minha mente.

Um dia eu tô chegando nesse lugar, eu vi quando eu cheguei na rua, mas aí eu fiquei procurando a igreja, procurando e não achava, procurando, não achava. Já fazia meses que eu ia. Deus tirou o pregador que tava de joelho orando no altar, revelou para ele, me mostrou eu rodando o quarteirão e mandou ele vir para porta da igreja. E quando eu tava passando de novo, ele: opa, ei, irmã, vem cá! O senhor tá me chamando? É você mesmo?

Ó, aqui, ó, é aqui. O Senhor me falou que você já deu 4 voltas no quarteirão e o inimigo não te deixa enxergar a igreja. Aí me botou para dentro, fez aquela oração ao vivo, né? Aí quando saía da igreja, fui conhecendo uma pessoa que morava do mesmo lado, as pessoas acompanhando, né? Eu falava: me chamou na frente, falou o quê comigo? A pessoa falava, né? Aí, antes de terminar o trajeto, às vezes eu perguntava 2, 3 vezes, a pessoa falava, eu não ficava na minha mente. Aí eu ficava com vergonha de novamente perguntar. E assim foram anos.

JJamile

Aí, naquela oração que as irmãs— foi a primeira vez que você entrou na igreja, né? Aquelas irmãs de oração, ela fez uma oração por você ali. Ali você foi curada? Não, não, né? Não foi, tá. Então você passou 2 anos ainda com essa doença?

JVJoana Valeriano

Mais de 2 anos.

JJamile

Mais de 2 anos.

JVJoana Valeriano

Eu falava assim: eu vou te curar, sim, mas hoje eu não te curei. E me falava por quê. Então, se esses detalhes eu omito, porque são coisas que o Senhor falou comigo, né?

JJamile

E tinha o tempo de Deus curar você ainda. Era aquele tempo ainda de Deus te curar.

JVJoana Valeriano

Isso. E ao mesmo tempo que ele também queria me preparar, né, processo, libertação, eram muitas coisas. E ele foi me ensinando ao longo desse tempo. Algumas vezes ele falou isso. E durante o culto, nesse período, o pregador tá lá e muitas vezes eu não ouvia Não ouvia, como se estivesse surda. E o inimigo surdava mesmo. Eu não ouvia o que tava vindo do altar. E quando ouvia, ouvia ele falando em outras línguas, sendo que ele tava falando português.

Então, diabo, ele nunca brincou de ser diabo. Tem gente que subestima, né? Então ele leva muito a sério a ação dele de matar, roubar, destruir, enganar. Ele é um perigoso enganador. Então assim, eu fui ali muito tempo, né, assim, e não saía do lugar, nada, nada. Foi um dia e eu pegava a Bíblia assim, tentava ler, tentava entender alguma coisa e nada, nada. Mente fechada, continuava fechada. Aí um certo dia chegou um homem nesse ministério, um novo pastor.

Quer dizer, do ministério, né, enviado, troca, né, troca de pastores, né. E esse homem, quando ele chegou lá, era notório que ele era um homem muito cheio da unção, da presença e do poder de Deus, porque quando ele levantava a mão para orar, quem tinha alguma possessão caía, mesmo que fosse crente. E aí as pessoas falavam: ah, debaixo dessa mão aí, para ficar em pé tem que ser convertido e liberto mesmo, senão não fica. E eu já pensava comigo, né?

Ai, que dia que ele vai me chamar? Porque eu sabia que tinha uma coisa que me impedia, mas eu não sabia o quê, né? Aí vai, vai. Quando chega um dia, ele abre a Bíblia numa tarde, aquela abençoada, maravilhosa tarde. Quando ele olhou para a Bíblia, ele disse: antes de ler a Bíblia, eu tenho que apontar e chamar uma pessoa, apontar com ordem do Espírito Santo de Deus. Porque essa pessoa até hoje ela vê, ela vem, mas ela não ouve.

Quando ouve, não fica. O inimigo retalha, ele tira tudo, tira tudo. Não ouve, quando ouve não fica, ouve em outras línguas. E ele disse assim, e eu não tô aqui para me gabar, disse ele, né? Mas isso não é uma visão de alien e não é todo mundo que tem, não. Ele disse: esses demônios não estão no corpo da pessoa, eles estão no ar. Eles comandam como comando remoto, como um controle remoto. Eles olham para um ladrão, fala com ladrão, fala com sequestrador, aponta a pessoa, manda, comanda de lá.

A pessoa pode estar 40 dias em jejum, bota a mão na cabeça de uma pessoa dessa, não vai cair nada, mas ele tá aí, tá comandando de lá. A pessoa tá totalmente exterior. A minha situação, acho que talvez pior do que se fosse um demônio que tivesse no corpo, né, que tira, tirar, é que já manifestava ali, né. E aí ele falou assim que o Senhor tava falando que aquele dia era o último dia da festa daqueles demônios na minha vida, e que mandou, antes dele ler a palavra, me chamar lá na frente, ele repreender.

Porque ele falou assim: quando eu for ler a palavra, a partir de hoje você vai ver, vai ouvir, vai ver, vai conseguir ler, vai ver, vai ouvir em português, e vai ficar na sua mente, vai descer para o coração. A partir de hoje. Aí eu pensei, hoje eu caio, que beleza! Hoje essa coisa vai para o chão. Aí quando chega lá, ele botou duas pessoas do meu lado, né? Quando ele colocou a mão na minha testa, eu senti como um choque elétrico quando ele repreendeu as potestades do ar com o dedo de unção, né?

O óleo de unção. E ele mandou que pudesse sentar, que eu tava liberta. A partir daquele dia e nunca mais os meus ouvidos foram abertos, inclusive os ouvidos espirituais, os olhos espirituais. O Senhor aguçou os sentidos espirituais, foi me dando entendimento da palavra, falou que tava me dando entendimento, que tava colocando mais temor para mim, fazendo eu reconhecer que a palavra era dele, que ela é poderosa, né? E o Senhor começou a trabalhar na minha vida Mas ele continuou falando, vou te curar, vou te curar.

Até que um dia, cerca de 5 anos depois, mas cada vez que ele falava, vou te curar, eu sentia um refrigério, um alívio, sabe, nas dores. Ele sustentava. Aí um certo dia eu tô chorando dentro do meu quarto, por volta de 10 horas da manhã, tinha feito um pequeno jejum. Falando para Deus que eu não suportava mais aquele sofrimento, tudo que eu tava passando, e meus filhos também, pedindo misericórdia. Bateu na porta. A casa só tinha uma janela, a casinha de adubão era uma casa de favor que eu não podia pagar aluguel.

Quando você fechava essa janela, ficava escuro, sabe? A janela tava fechada. Quando eu abri na porta era outra, uma amiga minha que também não era crente, e ela tinha ido num viaduto da cidade se jogar porque os problemas dela lá. A mulher disse que ia dar 2 dias para ela para despejar, e a mulher voltou falando: se você não sair até a tarde, vou encostar um caminhão aqui, vou tirar todas as suas coisas e colocar na praça. Desesperada, ela foi na minha casa contar isso para mim, sabe, desabafar.

E aí, no que ela entra chorando, e eu também chorando, eu tava com cabelo solto, eu puxei o cabelo assim. Como te falei, a casa ficava escura, né? Aí a porta fechada, escura assim, detalhes, sabe, que você não conseguia ver, escondendo. Que eu pensei, ela chorando com a situação dessa, não quero que ela me veja. Chorando também. Queria ter, quem sabe, alguma palavra de consolo. Aí, no que ela falando isso, o Espírito Santo de Deus falou comigo: é para você ajudá-la.

Eu falei: com o quê, Senhor? Ele disse: com dinheiro que você tem aí. Que dinheiro que eu tinha? Tinha um certo pastor, um ministério lá, que ele era um homem de Deus e ele tava começando esse ministério, uma dificuldade muito grande. Me levaram lá algumas vezes E eu resolvi ir numa igreja que tem lá, muito rica, pedir ajuda às pessoas para ajudar esse homem a ter um programa de rádio. E as pessoas me davam ajuda. E eu tinha na época R$80 dentro da Bíblia que era para dar para ele.

Fui duas vezes, esqueci de dar, tava guardadinho lá. E eu não tinha as coisas para comer, mas o dinheiro era do pastor. Vamos pegar um centavo. E esse dinheiro tava lá. E ele disse Que era para pegar aquele dinheiro e com ela pagar o aluguel dela e dar o resto para ela. E R$80 dava? Dava o aluguel dela, parece que era R$40 na casa. É, isso era o quê, início dos anos 2000. Aí eu, ô Senhor, aí eu disse, e o pastor? Ele disse, é dar para ela.

Dá para ela. Eu falei, então amém. Aí falei com ela, falei, eu vou com você lá na casa da mulher, vou pagar seu aluguel. Não expliquei nada não, sabe? Aí quando chegamos lá, a mulher que era dona da casa foi minha colega de infância na escola, era minha amicíssima. Nossa, foi aquele encontro maravilhoso! Deu dinheiro para ela, já ficou lá com a outra. E aí tinha as contas de luz dela para cortar também, não tinha nadinha para os 3 filhos dela comer também.

E o Senhor falou que eu pagasse aluguel e desse o resto para ela. Falei amém, dei tudo. Voltei para casa e disse para ela: tem um convite de uma missionária interessante, Jamile, que desde o começo que Deus falou comigo, a primeira pessoa que ele colocou do meu lado foi uma missionária. Depois, um missionário que veio da África, ele, o Senhor colocou do meu lado. Me mostrando experiências, me ensinando, me orientando. Depois outra missionária, sempre missionários, muitos missionários, para depois ele falar que eu sou ungida por ele, missionária.

Aí depois que você entende o processo, sabe, vai andando. Aí eu falei para essa moça: tem uma missionária que se tornou minha amiga, que ela vem aqui quase todos os meses na cidade, e sempre que ela vem ela reúne um grupão, ela ora por todo mundo. E Deus usa muito ela, é uma bênção. Bora lá então? Ela ficou assim. Falei, bora, moça! Ela não era crente, né? Recebi oração, não faz mal não. Foi um dia, eu tava perturbada também, ainda contei para ela rapidinho assim, né? 3 horas da tarde, e eu fui com a expectativa que ela falasse com aquela mulher que tinha ido se matar, tão grande.

Eu queria falar para Jesus, fala, fala com ela logo. Só que quando eu entrei ali, as últimas a chegar era a gente. Elas anteciparam o horário, já tinha mandado dois recados: mudamos o horário um pouquinho, né? A missionária, surgiu outro lá compromisso. Quando fomos entrando ali, a missionária cumprimentou, olhou para mim e falou: você vem cá. Eu tinha pedido o Senhor para falar com ela, para mim ela seria a primeira, né? Olhou para mim e falou: o Senhor manda te dizer que hoje ele está te curando, hoje ele está te curando.

Útero, sabe? Aí colocou a mão na minha cabeça ali, orou, repreendeu, as dores sumiu. Agora, um detalhe, e depois falou com ela, e tudo que Deus falou com ela se cumpriu. Hoje uma serva de Deus, né, a família toda. Então aí naquele dia, é um detalhe assim que eu acho que é importante as pessoas saberem, porque o inimigo ele é todo cheio de estratégia. Diabo, ele é muito perigoso. Às vezes a pessoa, por conta de uma palavra que fala que nem tudo é ele, ele se utiliza muito disso, sabe?

E muitas vezes é ele e ele usa essa palavra e se esconde. É claro que nem tudo é ele, muitas vezes é a pessoa que dá o lugar, né? Isso. Mas aqui é ele. Aí quando eu chego na congregação no dia seguinte Deus usou a missionária, 3 e pouco da tarde, tô te curando, né? Quando eu chego na congregação no outro dia à noite, vou chegando na porta, as mesmas dores violentas, muito violentas. E ali eu fiquei, mas o Senhor falou que tava me curando ontem, até agora as dores não tinha mais, e por que voltou?

E não sei o quê, dobrei o joelho e tô ali. Sabe quando te bate o desespero? Tá de volta, tá de volta. E ali o dirigente, o pastor, tava de joelho lá no altar. Aí eu já tava direcionada, já não tava mais naquele ministério. O Senhor já tinha me direcionado, entendeu? Naquele que lá na rua ele mandou, não tava mais lá. É porque eu tô pulando etapas, você vê que são muitas coisas, né?

JJamile

Não pode contar, que problema.

JVJoana Valeriano

Ele levanta no altar E me chamou pelo nome, Irmã Joana, Irmã Joana, no microfone. Aí eu me levantei do joelho. Vem cá, assim me diz o Espírito de Deus, que ele falou para você ontem lá onde você estava, que você tá curada. E você está curada, porém o inimigo tá lançando a seta Para você duvidar e ele colocar de novo, você perder a bênção. E aí ele orou e repreendeu de novo, a dor sumiu. Eu voltei para o meu lugar, continuei de joelho, era um período de joelho e oração. 2 dias depois, culto de novo, tô eu indo para congregação, as mesmas dores, acho que mais violenta do que antes.

Eu falei, e agora? Entro eu arrasada na congregação de novo, dobro o joelho. O mesmo pastor, Deus revela para ele lá de novo. E eu tinha feito um voto com Deus ao longo desses anos, cerca de 5 anos ou mais. O Espírito Santo colocou isso no meu coração, que quando ele me curasse, que eu ia contar a bênção em 7 ministérios diferentes. O primeiro era o meu. E todos que ele colocasse no meu coração, eu tava anotando o nome daquelas igrejas.

Eu ia lá, ia conversar com o pastor, ia pedir oportunidade. Permitiu, eu ia estar cumprindo o voto, né? Isso era um segredo no meu coração que eu não abria a boca para ninguém durante aqueles anos. Daí ele vai, segundo dia, né, depois da cura, curou como hoje, como amanhã, 2 dias depois. A mesma coisa. Aí ele vai, me chama de novo. Aí ele disse assim: olha, irmã Joana, o diabo ele é insistente. É uma qualidade que essa coisa ruim tem que deveria estar no ser humano.

Ele veio para matar, roubar e destruir. Ele não desiste, não desiste. E as pessoas desistem fácil, né? Por qualquer coisa de lixo, qualquer coisa, às vezes, né, falar coisas que não deveria. Duvida de Deus, ah, porque tá demorando, que não sei o quê. E muitas vezes entristece tanto o Senhor que acaba, né? Porque a fé, diz lá em Hebreus 11, a fé é o firme fundamento do cristão, é a certeza das coisas que a gente não vê, mas espera.

Então a gente não tá vendo a cura, mas a gente tem que confiar no Deus Todo-Poderoso, né? E aí o Senhor fala que você tá curada, acontece dois negócios desse em seguida assim, né? Aí ele disse assim: então o Senhor tá te mandando dizer assim, que grande é o livramento, é livramento de morte. E ele diz mais: vá e cumpra o voto que você fez. Eu falei: e o inimigo não vai lançar mais seta. Se ele tentar, você pode colocar sua mão e dizer: em nome de Jesus, você tá repreendido, estou curada.

Foi a última vez, Jamile. A partir daquele dia, no próximo culto, já comecei do meu ministério conforme tinha falado com o Senhor. E aí contei em 7 ministérios, né? Então o Senhor, num dia, ele disse que tava injetando 2 gotas do sangue dele no meu, né? Os médicos tinham desenganado. Ordenou um anjo que colocou minha coluna no lugar, meu estômago, meu nódulo do seio Né? E várias outras situações. Os rins cravados de pedra também fui socorrida várias vezes.

Então são muitas enfermidades. Jesus me curou de todas. Nunca fiz uma quimioterapia, nunca passei por uma cirurgia. A única cirurgia que foi feita em mim foi a laqueadura. Meu corpo só tem esse cortezinho da laqueadura, nada mais. Então depois disso, né, Cheguei a trabalhar em um lugar e prestar serviço a mais 5, né, correndo de um lado para outro. Aí Deus levando a palavra, e só tenho assim para agradecer o Senhor tudo que ele fez e continua fazendo na minha vida.

JJamile

Então, irmã, tá quase chegando o finalzinho do seu testemunho, mas eu queria que você falasse algumas coisas que aconteceu lá no passado, né, também as coisas dos seus avós, que você não— é umas coisas muito importante e um alerta para as pessoas que vão estar nos ouvindo, né? Isso, e faz parte do seu testemunho.

JVJoana Valeriano

Isso, do meu testemunho, da minha vida, do que eu vivi e o que me causou muito medo e muito pavor, o tempo que estava lá e depois que saí. Que Deus me tirou de lá, né? Que o Senhor me tirou de lá. Mas o Senhor me tirou de lá de uma forma sobrenatural, quando eu não queria mais ir. Minha mãe insistindo: não pode ficar sem lugar, tem que tomar um banho, tem que fazer uma limpeza lá na Bahia. Meu avô já tinha morrido. E aí tem que ir, porque eu já não queria mais ir.

Crente não era, mas também não queria ir no candomblé. E minha mãe lutou muito, a ponto de que eu fiquei constrangida de que ela quase chorando, porque ela achava que era um bem e que precisava. Ela dizia, não pode ficar sem nenhum lugar, falava assim. E ela marcou aquela tarde mais uma vez. Tá bom, mamãe, eu vou com a senhora. Chegando lá, aí tem a consulta, né, no salão lá, tem um quarto separado. Ela entrou, foi conversar com a entidade.

Eu fiquei aguardando. Quando foi minha vez, que eu cheguei na porta, a macumbeira lá possuída, o espírito disse, botou a mão na frente assim, ó, e falou: sai daqui, você tem uma luz muito forte, tá estragando a minha vista, não consigo olhar para você, sai daqui. Aí eu disse, não posso não, sai daqui! Com a mão assim, ó, sai daqui! Aí eu saí. Aí minha mãe se levantou, você nem entrou? Por quê? Falei, ele mandou eu sair. Ela, como assim?

Eu falei, não sei, mandou eu sair. Ela pegou pela mão e foi me arrastando. Por que que você não vai rezar ela? Não vai fazer uma limpeza? Eu trouxe ela aqui para você fazer uma limpeza nela, fazer um trabalho. Ele disse, Tira ela daqui! E botou a mão novamente. Minha mãe: tira ela daqui! Como? Falava lá o nome da entidade, sabe, que eu não quero dar os avisos. Ele disse: ela pertence ao homem de branco. Olhou assim para cima. Ela pertence àquele povo que anda com livro da capa preta, pertence a ele, e tem uma luz muito forte estragando a minha vida.

Tira ela daqui! E minha mãe tentava insistir, ele falava: sai daqui, tira ela daqui! Então eu digo sempre, Jamile, quantas vezes aconteceu no nosso ministério, mesmo na Assembleia de Deus, de alguém ficar possuído perto de mim assim. Desce o pastor do altar, todo mundo vai orar, repreender, expulsar, né? O diabo me expulsou do candomblé.

JJamile

Graças a Deus!

JVJoana Valeriano

E isso foi Deus que fez, né? Foi Deus que fez.

JJamile

Graças a Deus por isso.

JVJoana Valeriano

E aí, só que eu não sabia quem era esse homem de branco, o líquido da capa preta, eu não entendia.

JJamile

Sabe?

JVJoana Valeriano

Meus anos passaram e minha mãe insistia de novo. A capa preta é a Bíblia, que é a Bíblia que era, ela era sempre preta. É uma época que ela depois começou outras cores, né? Mas é conhecido como livro da capa preta. E lá na frente minha mãe insistindo novamente, e foi quando ela mandou uma mulher, ficou a tarde inteira tentando E onde eu ia, a mulher atrás: vamos, vamos, quero ir em outro terreiro porque aquele me expulsou. E ela insistia.

Daí, 5 horas da tarde, não aguentava mais aquela mulher: vamos, vamos. Eu: não, tá bom, eu vou. Outro dia fomos. Gostei dessa macumbeira, da pessoa dela, conversar. Gostei. E eu ficava conversando com ela lá, fiz uma amizade. E ela falava, vem no trabalho à noite. Eu não queria ir no trabalho à noite, você tinha medo, não queria de jeito nenhum, tinha pavor. Aí umas 2 ou 3 vezes, de tanto que ela insistiu, eu fui. E foi aterrorizante eu ver aqueles demônios bater tanto nas pessoas, tanto por qualquer coisa.

Eu peguei tanta bronca, raiva de tambor, sabe? Tambor ele chama de o couro, meu couro. Eu vi ele derrubar a pessoa. Era assim uma parte alta do candomblé, fizeram assim como lá na parede bem alta, fizeram, eu não sei dizer o nome, mas uma parte alta assim com as escadinhas. Aí as pessoas, os três que tava batendo, os três tipos de tambor ficava lá e calçalãozão. As pessoas, de repente ele apontou o dedo para uma pessoa, falou: para tudo aí, tá fazendo errado!

E jogou a moça de lá de cima. E batia, batia, batia, batia na pessoa, sabe? Então eu vi muita violência. Vi o chefe do terreiro com chicote, com chicote mesmo, batendo com máscara na cabeça, com chifre, com aquela coisa do diabo, batendo nas pessoas, sabe? De chicote, de derrubar, de machucar. Então vi muita violência, tá? Pavou eu tinha. Então quando apareceu os escravos dele, isso, e ele chama de aparelho escravo e cavalo, né?

Chama as pessoas assim: o meu cavalo, meu aparelho, ou escravo. E conversando com essa mulher, um dia Deus me fez ir no horário de quase meio-dia, casa dela. Aí eu chego lá, ela tava— eu pensei que ela tava amassando um tempero, sabe aquela coisinha que a gente amassa alho, alguns tem, né? Aqueles pilãozinho. E eu conversando, contando um caso ali da vida, não me lembro nem que caso era, contando a história que era. E aí ela foi, disse assim, vamos lá fora, você continua a conversa lá.

Eu pensei que eu tava falando com ela, Jamile. Quando chega lá uma mesinha que fala um geral, cobertura assim, ela continua ali e eu contando o caso. De repente ela deu um grito e eu vi que eu não tava falando com ela, eu tava falando com o diabo. Você quebrou o meu trabalho. Eu disse, que trabalho? Você não tá fazendo um tempero aí? Se não, tô aqui amassando pimenta, pimenta da Costa, pimenta malagueta, pimenta não sei o quê, para matar uma pessoa aqui do lado.

Eu disse: quem? Essa mulher aqui. Por quê? Porque fulano pediu sangue, Exu pediu sangue, e aí ele quer o sangue dessa mulher. Quem era essa mulher? Mulher de um carroceiro, 5 filhos, uma escadinha. Sabe, um de colo, de peito, e outro, a maiorzinha era assim, uma escadinha. Eu tinha entrado na casa dessa mulher que era ao lado dela, que ela disse assim, ela tá vendendo um óculos baratinho, óculos vai ficar ótimo para você, é um óculos de osso caro importado.

Trabalhando em casa de alguém por aí ela ganhou. E o dia que eu cheguei na casa dessa mulher, meu coração ficou partido. Essa mulher que tava fazendo, essa mulher que o inimigo escolheu para matar, para matar. Você foi lá, tinha ido lá antes disso, que ela vai lá, compra para você, era baratinho o óculos, sabe? A mulher não tinha o que comer. Marido era um carroceiro. Fogão dela era duas pedras com um canto como aquele ali, uma cordinha daquelas que o povo no Norte põe as carnes penduradas no fogueiro, sabe?

Ali tinha umas peças de roupa, um sofá enorme, velho, rasgado, você vendo todas as madeiras assim, um colchão, aqueles colchão antigo de mola, Um colchãozão, 7 pessoas, 5 filhos. A mulher era isso que eles tinham dentro daquela casa e nada mais, nada, nenhuma mesinha de madeira. E essa mulher passava o dia da sexta-feira buscando água na fonte para encher, lavava aquele salão todo, encerava, lavava as roupas todas, passava a noite de sábado todinha lá.

E saiu espírito, entrava outro, saía tudo voluntária cuidando. Mas o diabo queria o sangue daquela daquela mulher, entendeu? Quando ela me disse dessa mulher, eu disse essa mulher? Ela disse sim. Me apavorou aquilo dentro, sabe? Aqui por dentro. E aí ela falou: e agora você quebrou o trabalho. Eu: como eu quebrei o trabalho? Ela falou: você falou o nome dele. Foi o nome de quem? Agora eu vi que eu tava conversando com o diabo, natural assim, ó, sem máscara nenhuma, sabe?

Você falou o nome dele. O nome de quem? O nome dele, mas de quem? Eu não posso falar o nome dele que queima minha boca. Eu falei, mas me faz saber quem é ele. Um homem de branco, ele, ó, lá em cima. Você falou o nome dele. Eu falei, que hora que eu falei o nome dele? Para mim era uma metáfora, você tá entendendo? Sabe quando você tá contando o assunto assim, admira, aí Deus fala, meu Deus, aconteceu, sabe? Para mim era uma metáfora.

Eu não tinha fé em Deus, eu não buscava, eu não orava. Sabe, era como uma metáfora. Aí as pessoas falam assim, ah, não vá citar o nome do Senhor em vão, né? Fala o nome de Deus em vão. Eu não tava orando, eu não tinha fé, eu estava contando um assunto. Num ponto de admiração eu disse, meu Deus, isso aconteceu! Ele disse que quebrou o trabalho pelo poder do nome dele. Aí ele foi, me disse assim, quando a gente vai fazer uma macumba, um trabalho para uma pessoa, se o nome da pessoa tiver Santo, tem que tirar.

Porque sobrenome Santo é, por exemplo, meu nome, Joana Valeriano Santos. Você vai fazer uma macumba para mim, tem que tirar o Santo. Eu falei, por quê? Ele falou, por causa dele, macumba não evolui, tem que tirar o Santo. Aí ele disse assim, outra coisa, Você tava conversando, ia dar meio-dia. Eu vim para cá para fazer o trabalho porque meio-dia em ponto, de meio-dia até meio-dia e 3, são muitas orações subindo. O povo tá tudo, muita gente de joelho.

E aí as potestades do ar não conseguem trabalhar, não consegue receber. Eu não posso, fica tudo travado. E eu tenho que esperar de 2 a 3 minutos para— até, eu tenho até, ele disse, meio-dia e 5. Não pode passar de meio-dia e 5 também, porque até aí a macumba vai valer. Aí ele falou: aí eu tenho 2 minutos para trabalhar, e o tempo que eu tinha você quebrou minha macumba. Aí lá na frente, quando eu conheci o Salmo 91, mortandade que assola Ao meio-dia, meio-dia, peste que é mortandade, que é só lá meio-dia, e que voa também, né, durante o dia.

Então os horários, né. Aí ele disse assim, amanhã você não vem aqui. Me mostrou lá uma coisinha assim, um vidrinho com 4 bolinhas de chumbo. Ele falou, isso aqui, as pimentas. E quem ele tava chamando ali? Ele falou, eu mato com 24 horas. O resultado dessa macumba seria amanhã meio-dia, até meio-dia. Mas você quebrou. Depois de amanhã você vem aqui, você vai ver o resultado sem falta. Depois de amanhã você vem aqui. Saí dali assim arrasada, sabe?

Falei, aquela mulher! Cheguei em casa, eu falei para minha filha, falei, eu não sei orar, eu não tenho fé, mas ele existe. Aí me veio na mente lá no passado me expulsando. Fui começando encaixar as pedrinhas do quebra-cabeça, sabe? Botando tudo no seu devido lugar, entendendo quem era ele, quem era eles, com quem eu lidava aqui e com quem eu não entendia, com quem eu não conhecia, e que aterrorizava eles. Só o nome quebrava, né?

Sem eu tá orando, mas o poder do nome. Ele falou, poder, só o poder do nome quebra macumba. Ele falou, destrói. Ele falou, neutraliza.

JJamile

Olha, tá vendo?

JVJoana Valeriano

Aí No dia que ele falou, eu subi lá, né? Depois de uma hora eu subi lá.

JJamile

Você voltou lá? Voltei lá.

JVJoana Valeriano

Mas assim, por volta de 11 horas da manhã até meio-dia, eu chamei a minha filha, falei: vamos pedir por aquela mulher. Ele disse que eu falei o nome de Deus e que quebrou. Então vamos chamar o nome dele e pedir para impedir. Eu falei: não deixa matar aquela mulher. 5 filhinhos pequenos, coitada, falava isso, sabe? E aquela agonia andando de um lado para outro. Subi. Aí a filha dela, ela saiu. Quando cheguei lá, né, espera um pouco, ela mandou esperar. Quando chegou, toda salpicada de sangue.

JJamile

Quem?

JVJoana Valeriano

A mulher, a macumbeira, toda salpicada de sangue, um sorriso aqui. Eu não te falei? Eu falei, e o resultado? Ela disse, pois é, lembra que eu te falei que a casa, o fogão da mulher, nem uma mesa não tinha? Ela trabalhou com a entidade que tem apelido ou nome no inferno de Sete Facadas, mata só a facada. Trabalhou com essa entidade e o marido dela ficou possuído e pegou uma faca. E quando ele começou a correr atrás da mulher dentro do espaço ali no quintal, a mulher gritou ao filhinho mais velho, menino, a menina, para chamar ela, que era a casa do lado, né?

E ali correndo, aí ela falou assim, ele disse, né, o demônio falando para mim, quando cheguei lá, ele já, ele ia bater a facada fatal. Ele já tinha dado uma facada, o sangue tava tanto que ela tava salpicada de sangue. Falou, ia bater a fatal. Aí ela disse que chegou assim, falou assim, quando ele fez isso, para, macho, que aqui chegou uma O diabo no corpo dela, sabe? Para, macho, que é que chegou? Um diabo falando com outro. E aí segurou a faca, tirou dele, e lógico, tirou o espírito dele, né?

E ela sorrindo falou, agora é chuta lá lambendo o sangue dela. Eu voltei para casa, nunca mais eu fui lá no inimigo nenhum. O diabo tinha falado para a gente lá E esse é mais um dos segredos dele, né? Ele disse um dia numa roda de conversa lá, ele falou, mas ele não chegou a matar a mulher. Eu não voltei nunca mais. Eu penso que não morreu, eu penso, sabe? Mas não sei. Eu fiquei muito triste, fiquei arrasada com Deus. Não era para acontecer nada, eu achava, sabe?

Mas aí eu não voltei mais. Aí ele foi um dia na roda de conversa, ele falou assim: as pessoas, tanto os protestantes como os católicos, eles acham que o dia mais forte para o diabo, para o demônio, é uma quarta-feira, sexta, sábado, que baixa o tambor. Mas não é, mas não é esse dia o mais forte. Ah, qual é o dia mais forte, seu fulano? A gente falamos, né? Ele disse, o dia mais forte é na segunda-feira. Foi na segunda-feira? Ele disse, é.

Sexta-feira já chegam cansados, muitos já vão fazer, divertir. Alguns não trabalham no sábado, trabalha só uma parte. Sábado rola a noite toda, chega de manhã. Domingo vão até mais tarde. Segunda-feira chama o dia da ressaca, da preguiça, não é assim? Ele falou pra gente sorrindo. É, chama o dia da ressaca. Pois é, os que rezam não rezam, os que oram não oram, os que jejuam não jejuam, e eu pego todo mundo. É o dia, inclusive era o dia, era a noite que toda segunda-feira ela ia pro cemitério, por volta de 9, 10 horas da noite ela ia, e ela ficava até depois, até perto do dia amanhecer, comendo víscera dos defuntos.

E pegando tudo que eles têm, fazendo macumba lá dentro, né, que é terrível, 3 da madrugada e com as terras de cemitério. E para levar também para os ossos, as coisas lá, o resto dos Exus deles, é para fazer em outros lugares, né, essa macumba. E aí nunca mais eu voltei. Nesse inteirinho, anos depois, Deus fala comigo, que é o que eu contei no passado, né. E eu tava indo naquele ministério onde o Espírito Santo me levou naquela manhã. Eu tô voltando de um culto à noite, por volta de 9:30 da noite, eu escutei.

JJamile

Você tava na igreja depois?

JVJoana Valeriano

Agora eu já tava indo na igreja, mas ainda tava totalmente sem a libertação, entendeu?

JJamile

É do que você já fez, né?

JVJoana Valeriano

Mas eu já tava indo agora na igreja, anos depois que eu não ia, não fui mais, botei um ponto final ali. O que você tá contando é porque você voltou para contar, para contar, para compreensão melhor do que eu vivenciei e para o que eu vou entrar agora do medo dos demônios, as pessoas vão entender os acontecimentos, né? Aí quando eu ouvi esse grito por volta de 9:30 da noite chamando meu nome, reconheci a voz. E ela gritava: o que que eu fiz para você?

Por que você não voltou mais lá? E eu comecei a correr. Ela tava indo, tava perto do cemitério, 9:30, ela tava indo para dentro do cemitério na noite de segunda-feira.

JJamile

E você tava onde?

JVJoana Valeriano

Eu tava voltando do culto. E ela me viu, reconheceu, lógico, né? Fazia poucos anos E ela começou a gritar.

JJamile

Era qual mulher que deu facada? Sim, pediu outra facada.

JVJoana Valeriano

Isso era exatamente a que o demônio falou que eu quebrei o pacto, é que eu falei, ela lá conheceu, e eu não fui a última vez. O diabo, cadê você? O que que eu fiz para você e tal, sabe? Então aí nunca mais eu voltei lá. Então, diante de tamanha falsidade, uma pessoa que ajudava tudo ali, você vê, ia matar a pessoa. Eu vi pessoas serem espancadas, dessangrar muitas vezes. Eu tinha pavor daquele lugar, eu tinha medo, eu tinha medo dos demônios.

Eu não entendia quem era santo nem quem era demônio, que eles fazem uma confusão danada, sabe? Dizia que tá santo ali no meio. Então, quando agora o Senhor me libertou, que começou a obra dele na minha vida, ele começou me levando nas profundezas. Ele permitia que o espírito imundo me levasse lá. Quando chegava, chegava como um terremoto, né? Ali eu tava começando a dormir, chegava como um terremoto. Eu ficava apavorada quando você ia dormir.

E aí ia saindo assim, e eu via as paredes pela minha frente. Você não tem noção do desespero de você tá indo e ver parede na sua frente. Você põe a mão, você tenta se proteger, você passa pelas paredes. Depois desce. Aí é tão escuro, Jamile, é tão preto, não tem preto que iguala, sabe? E a gente só enxerga alguma coisa por causa da luz do corpo de Jesus que ilumina.

JJamile

Então Deus te levava em sonho ali nas profundezas, em espírito, tirava meu espírito.

JVJoana Valeriano

Às vezes eu tava de joelho orando, outras vezes eu tinha terminado, começo, deitava, vinha tirar E aí é aquela batalha, vinha todos para cima de mim. E ali aquela repreendendo, repreendendo, repreendendo. Às vezes parecia que eu ia ser atingida, sabe? Foram muitas vezes. Mas a última vez dessa batalha espiritual, eu tava de joelho e Jesus chegou e falou: vamos, vou te levar mais uma vez. Eita! Chegamos no local que é uma janela Para aqui, uma cratera na terra, na visão ali, Jesus me levando.

E aqui tinha um demônio que ele tem um lado do rosto branco e o outro preto, e ele tem uma capa preta. Ele é horrível, horrível. Quando eu tava chegando com Jesus, ele tava vindo, subindo, abaixou a cabeça e fez assim. Nós passamos e descemos. Quando chega, era como se eu tivesse sozinha. Eu ficava desesperada, desesperada. Parecia que o diabo ia me destruir. Mas o Senhor, depois eu fui entender tudo, que ele me jogava naquelas batalhas porque eu morria de medo, porque ele me tirou de lá e ele queria me usar em batalhas espirituais para expulsar demônios nessa situação, sabe?

Inclusive já ficou dentro da minha casa a pessoa possuída. E ali eu, meu filho caçula desesperado, subir em cima da mesa, e eu olhando na porta procurando algum crente. O Senhor: já te capacitei, você já é suficiente capacitada por mim para expulsar. Então o Senhor queria me usar nessa área e eu morria de medo, apavorada com que eu vivi, com tudo que eu contei aqui. Aí ele foi, me levou várias vezes, e nesse dia, depois de muita batalha ali, ele começou voltando.

Chegou no local, você já ouviu falar em, sabe aquela cratera que tem na terra assim, que eles chamam de, Evandro até me levou em alguns lugares, que tem caverna, sabe, uma brechona assim na terra, é que parecia era isso. E lá na frente tinha um anjo com uma espada flamejante e era uma multidão milhares de demônios, você não conseguia ver o fim. E Jesus disse: observa como o anjo faz. E no que ele manejava a espada, saía muito fogo e eles caíam.

Quando eles caíam, outro grupo vinha, se aproximava daquele anjo, e novamente ele manejava e saía fogo. Eu sei que com umas 3 vezes que ele manuseou, ele liquidou aqueles milhares de demônios. Jesus falou: você viu? Eu falei: Senhor, que coisa mais linda! Que poder tremendo! Ele disse: vamos, continuamos subindo, porque a gente ainda tava bem lá embaixo, mas era uma abertura que já podia ver o sol, sabe? Já podia ver a claridade.

Quando chegamos no topo agora da terra, tinha um barranco bem lavradinho assim, como se fosse uma máquina que tivesse cortado. Desse barranco, e tinha um homem lá. E desse lado tinha duas panteras, aquela preta, aquele dente imenso, parte para cima de mim. E o Senhor repreenda. Com duas vezes que eu repreendi, ou três, eles estouraram e sumiram. Aí o cara que tava em cima desse barranco era um cara— muita gente descreve ele de várias formas, né?

Mas o que eu vi é o que eu vou falar. Ele era um moço moreno, não era feio, não. Os olhos dele sim é muito feio, sabe? Mas ele não era feio. Ele tava só com uma sunguinha. O punhal que eu conhecia tanto de lá do candomblé do meu avô, quando eles faz a virada da meia-noite, que fala virada do tempo, leva esse punhal para chamar ele, sabe? Entre as coisas, o garfo dele, Satã. Punhal que eu tanto conhecia aqui. Aí Jesus disse, esse é Satã, o chefe do inferno, mas não temas ele.

Mostre a sua mão para ele e diga, Satã, é sangue do Cordeiro. E ele lá em cima, ele fez uma coisa que eu já detestava. Isso, capoeira, né? Ele fez aquele gingado da capoeira. O Senhor já tinha falado que aquele kimono tem um demônio. Eu já achava que aquilo não era de Deus mesmo, sabe?

JJamile

Eu também, nunca foi, né?

JVJoana Valeriano

Ele, menino, ele fez aquele gingado assim, como sabe, você escutava o tambor. Ele fez aquele gingado, depois ele pulou de lá e ele preparou o golpe para vir. Jesus repetiu: não temas, mostre sua mão e diga: Satã, é sangue do Cordeiro. Assim eu fiz. Quando ele apontou o golpe, que eu fiz isso, saiu tanto fogo da minha mão Ele caiu e o punhal caiu longe. Ele saiu meio tonto assim, foi lá, pegou o punhal. E Jesus, repita. Ele preparou o ovo e veio.

Eu repeti, Satã, é sangue do Cordeiro. Ele estourou, virou um cheiro assim de enxofre, uma bola amarela, e aquela fumaça subiu e ele desapareceu. E ele tinha dito para mim assim, ó, quando ele fez o gingado da capoeira, Ele disse, aha, você venceu o inferno todo, né? Agora é comigo. Aí Jesus disse, esse é o chefe do inferno, entendeu? E ali terminava toda essa parte aí de todas as vezes que o Senhor me levou nessas profundezas, que eu vi demônios assim que não dá nem para descrever, cada criatura.

E ali Deus estava te dando autoridade, autoridade, tirando o medo, né, fazendo um confronto. E eu ficava tão desesperada, às vezes eu pensava que tava sozinha, esquecia que aquela luz que iluminava, que eu conseguia vê-los, era Jesus, né? Ele deixa assim, mas ele é maravilhoso.

JJamile

Autoridade que você tinha que ter, que ele já tinha aquele propósito na sua vida. Exatamente, tem que ter autoridade, né? Um crente tem que ter autoridade, autoridade de Deus, de Deus.

JVJoana Valeriano

Mas aí vamos falar sobre Quando depois que o meu avô morreu, que ele tinha os livros, né, que é considerada a Bíblia do Diabo, ficou para o meu pai lá na frente. Quando meu pai morreu, esses livros continuou no poder do meu pai, mas do meu irmão caçula que morava na casa. Sim.

JJamile

E a gente já é voltando quando seu avô tava vivo, né?

JVJoana Valeriano

Que ele já tinha morrido, já tinha morrido, e ficou para o meu pai. Meu pai morreu e tava lá. E nisso Era mês de maio e nessa época o meu irmão tinha tentado suicídio 5 vezes. E eu estava no fórum para resolver uma coisa minha e uma mulher olhava para mim, encarava muito, olhava, olhava. E eu ficava pensando, ela olhava tanto, eu pensava, tá me reconhecendo? A pessoa que tava perto dela saiu, ela disse, senta aqui perto de mim.

Eu sentei. Aí ela olhou para mim e falou assim: olha, o Senhor tá me revelando toda a sua vida, e você na sua casa, lá na casa do seu pai, tem os livros Cruz Caravaca, são as Bíblias do diabo. E você tem um irmão que, esse irmão seu já tentou suicídio 5 vezes só esse ano, e é por conta desses livros que tem que ser tirado de lá. E você não pode pôr a mão nesses livros, tem que ser um pastor. E preparado. O diabo não perdoa quem destrói esses livros.

E só de você levar alguém lá, o inferno todo já vai se levantar contra você. E ela disse assim: deixa eu te contar o que Deus está te mandando te contar, para você ter uma noção do perigo que é. Que o pai dela tinha um amigo que tinha esse livro também, e que ela tinha a maior curiosidade Porque é nesses livros que ensina essas macumbas de voltar, de não sei o quê, essas coisas todas, sabe? Inclusive, um dia, meu pai mandava eu ler todas as coisas, um dia eu achei em cima da estante do meu pai, quando eu tava lendo só a capa, meu pai entrou e ele avançou na minha mão, fúria.

Eu disse, não leia isso. Ele falou, o senhor manda eu ler tudo que eu vejo que o senhor manda ler, mas isso não. Me expulsou de dentro, sai daqui. E pegou o livro e escondeu. Eu nem cheguei a ver o que que é, sabe? Então ela falou assim, aí a gente tinha muita curiosidade, a gente queria ver. Aí ela disse que um dia o pai dela e esse compadre dele tava lendo os livros e descuidaram, esqueceu um deles, e que ela e a prima dela foi lá e arrancou uma folha, ou foi duas, com cuidado.

Falou, a gente deixa o livro aí, mas a gente tira uma folha só para a gente ver um pouco. E aí as duas se esconderam e foram ler. Mestre, leu o livro. Mais tarde chega o pai dela e falou assim: vocês pegaram o livro? O que que vocês pegaram? Cadê? Onde vocês colocaram? Não, pai, a gente não pegou. Pegamos. Vocês pegaram? Elas, morrendo de medo da surra, seguraram até o fim que não tinha pego, né? Falou: vocês vão devolver, porque o compadre tá com uma dor como uma faca que entrou nele.

E ele tem pouco tempo de vida. Se devolver o livro, ele sobrevive. Se não devolver, ele vai morrer.

JJamile

Que pacto forte, né?

JVJoana Valeriano

O livro, o livro, ciúme do livro, sabe? É muito forte o pacto, realmente. E ali elas seguraram e elas falaram, as duas, a gente tem que destruir esse livro, não podemos, as folhas a gente tem que destruir. E as duas foram tentar queimar as folhas Ela me disse, as folhas não queimavam, derretia como gordura assim, ó, embolava. O fogo não pegava na folha, não queimava. E a gente, como é que a gente se livra disso agora? Não queima.

Pegaram e jogou dentro daquelas latrinas antigas, aqueles banheiros que tinham, sabe? Ah, sim, para se livrar. 15 dias depois, o compadre morreu. Ela falou, você tem na mão uma bomba, problema seríssimo. O inferno todo vai se levantar contra você ao destruir esses livros, mas você tem que tirar de lá. Eu vou, falo com um, não podia, outro não podia, outro para depois, e o assunto era para já.

JJamile

Então esse livro era de Cruz Caravaca, São Cipriano, são 4.

JVJoana Valeriano

Era de quem ele era? Do meu avô, que era bruxo. Quando meu avô morreu, passou a responsabilidade para o meu pai. Quando meu pai morreu, ficou com meu irmão, que ficou morando na casa, ficou dentro do livro. Só que eu acho, eu não sei, é uma arqueologia.

JJamile

E quem morreu quando o livro foi queimar? Que não, as páginas, né?

JVJoana Valeriano

Foi o que era o amigo, o compadre do pai dessa que Deus usou no fórum para mim falar o que tava acontecendo na minha família, o porquê que a gente não sabia.

JJamile

Ele morreu Assim, porque elas destruíram, porque elas, o seu irmão, que não, não tô falando que tem que morrer, mas se o livro tava com ele, com seu irmão, não, não, eu tava no fórum e na casa, na minha família, meu irmão, meu pai tinha morrido e a gente nem tinha um semacol.

JVJoana Valeriano

Meu irmão tava tentando suicídio, a gente não tinha, não sabia o porquê, o que que tava acontecendo. Achava que era por causa da morte do pai, 7 meses depois do pai, achava que era sabe, que tava bem fraco e tal. A gente pensava, não sabia, não tinha noção. E eu tô no fórum, Deus usa essa mulher para me falar que era isso, que tinha que tirar de lá. E que me contou o fato do compadre lá, pai de um amigo do pai dela, que tinha também esses livros, e que ela, entendeu, tinha curiosidade.

E ele lá, elas destruíram as folhas e o O padre do pai dela morreu. Ela falou, tô te contando isso para você ver a seriedade que é destruir esse livro, e o inferno todo vai se levantar contra você e contra o pastor que destruir, mas tem que destruir. Eu peguei numa época, começo, muita fé. Agora ninguém vai enganar, eu vou. Fiz uns jejuns lá. Ela falou, primeiro reúne, senta com a família, fala, Deus mandou falar com todos vocês.

Permitem. Se permitir, tira. Se não permitir, lava suas mãos, você tá livre. Muito bem, fiz isso. A minha irmã: não pode tirar. Pode tirar. O meu próprio irmão, né? Não pode tirar. Aí ninguém conseguia, ninguém ia, demorou. Eu fui lá e falei para ele: abre isso aí que eu vou pegar esse negócio. Peguei, coloquei e levei, coloquei no corredor da minha casa e esqueci. Cerca de quase uma semana, minha casa, o inferno baixou na minha casa.

Mas foi tanta briga, tanta, não teve morte pela misericórdia de Deus. O Espírito de Deus me lembrou, eu peguei e coloquei de dois sacos plásticos embaixo de um bloco até o dia que eu levasse na igreja, né? Falei, se chover não molha, é para o lado no corredor. Mas não era nem para mim pôr a mão, o Senhor falou, e muito menos levar na minha casa. Sim. E aí aquela confusão na minha casa, o inferno baixou ali. Aí o Senhor, tira isso da tua casa.

Eu falei: Senhor, é verdade! Hoje à tarde fui lá, peguei e fui. Cheguei lá, fui na sala do pastor, né, e contei tudo isso para ele. Falei: responsabilidade do senhor destruir isso aí. Aí ele até falou no microfone, né, lá, e pegou os livros e passou para um ajudante dele lá, um presbítero, para destruir lá no fundo da igreja. Ok, quando eu tô voltando desse culto Tava voltando eu, presbítero, a esposa dele, meu filho caçula e uma diaconisa, a gente voltando.

Quando eu tô chegando no meu bairro, frente a frente com a gente, 4 caras, 2 com revólver e 2 com faca. Mirou a gente e apontou. A diaconisa correu, entrou numa construção. Meu filho correu, o presbítero e a esposa correu, sumiu. E os caras vieram, os 4, pro meu lado. Eu disse, Jesus, eu não vou correr, eu não vou correr. E numa distância que nem mais ou menos nós duas estamos aqui, eles guardaram as armas e abriu e passaram. Chegou à noite, eu fui orar para dormir.

Quando eu tô ali orando para dormir, aparece um espírito, uma silhueta de uma pessoa preta muito alta e forte, em formato de um monstro. E ali tinha uma panela. A panela tava como que nem um fogo, só que você não via o fogo, mas a panela tava vermelha, vermelha, muito quente. E daí a tampa saiu sozinha e começou voando e rodando, rodando, e não parava de rodar, e vinha para o meu lado. E ali, vendo tudo aquilo, eu já tava desesperada.

Aquele ser pegou aquela vasilha e veio na tentativa de me queimar. E eu começo sufocada porque ele travou-me. E no espírito eu falava: Jesus, misericórdia! No espírito: teu sangue tem poder, repreenda, meu Deus! Só no pensamento, travada. E ele ali tentando me queimar. A distância era pouco para ele, sabe? Mas era o Senhor que me protegia. Mas eu via toda a fúria. Quando o Senhor neutralizou ele e liberou minha voz, Eu liguei para o pastor que eu levei os livros, falei: Pastor, chegando em casa assim, assim, né, 2 revólveres, 2 facas, e agora assim, esse coisa não vai me deixar dormir.

E ele ficava de joelho da meia-noite às 7, esse pastor. Me apresenta, me cobre, me cobre. O inferno todo já se levantou realmente contra mim. Aí ele: deita e durma em paz, durma em paz porque eu vou estar orando. Aí meses, dormi aquela noite, mas meses de terror dentro do meu quarto. Inclusive o Bafomé, o dia que foi, ele foi a maior, pior do que quando Jesus me levou lá embaixo, pior do que quando eu tive cara a cara com o tal do Satã, que Jesus, né, ele tem várias cabeças de bode, vários chifres, dente muito grande.

Quando ele chegou Parecia— eu nunca estive num terremoto, mas acho que é uma coisa parecida com aquele, o barulho, sabe, de estrondo e de urro de monstro. E quando aquela coisa apareceu assim, eu— sangue de anjo, é terrível, terrível. E ele já joga aquela coisa maligna, e eu com a mão travada, toda travada, e eu pedi a Jesus: repreenda, Repreenda, tira daqui. Mas até ele foi. A pessoa que Deus usou dentro do fórum para me falar me deu endereço, contato, tudo, né?

E o Senhor falou para ir na casa dela, para ela vir fazer uma campanha de jejum e oração junto comigo, para me ajudar, para o Senhor tirar essas entidades de lá, repreender o inferno todo por causa da fúria do diabo, por conta dos livros. E o pastor me falou, a esposa do pastor me falou que o presbítero que destruiu, disse que durante uma semana ele quase foi morto a facadas dentro da casa dele porque ele destruiu o livro. Então ele tem todo esse ciúme por conta do livro, né?

Quem destrói, o inferno todo se levanta. Mas o poder de quem? Da palavra de Deus. Tô voltando eu tarde da noite da igreja um dia, né? E tava frio, esfriou de repente. E eu com os braços cruzados e meu filho segurando aqui no meu braço, e eu com a Bíblia. Era uma Bíblia pequena, era minha primeira Biblinha que achei até no chão perto da igreja. Anunciei lá quem perdeu, não tinha nome, né, não apareceu o nome. Eu não tinha Bíblia, fiquei com ela.

Aí eu tô aqui com essa Biblinha aqui, a gente andando. Quando chega num certo local, ainda no centro da cidade, uma moça que tava na minha frente, sai um moço passo e parte para cima dela para atacar. Mas a moça correu na violência e na rapidez tão grande, sabe? Parece que os passos dela assim sumiu lá na esquina. E eu fiquei pensando, tem misericórdia dela, Senhor. Daí só que ele correu, tentou pegar ela, mas ele me viu também, né?

Ela correu, correu, ele desistiu dela e voltou. Olha só, no que ele volta, ele assim, o Senhor falou que o poder dele Sabe, Jamile, quando você vai colocar um ímã na geladeira, que você chega perto dele, puxa, não puxa? Ele falou que ele faz ao contrário. Por exemplo, tá aí perto de você, o poder de Deus. Aí se alguém tentar aproximar, ele joga para fora, entendeu? Ele não consegue te tocar. Aí ele vinha, mas ele não conseguia, e ele ficava me rodando, me rodando.

E eu fiquei parada no meio da rua, apavorada, preocupada. E ele falava assim: Tá frio, né? Tá frio. Descruza o braço, descruza, balança assim o braço, movimenta. Eu andando devagarinho, olhando dos lados, sabe? E ele me rodando. E ele: solta o braço, solta o braço! Eu soltei. Quando a biblinha tava aqui, quando eu soltei, ele: crente, tá livre! Tá livre! Não quero saber de crente não, não mexe com crente não! Correu o poder da palavra de Deus, que eu guardo com muito carinho, com muito amor, porque eu vivenciei essas duas coisas.

Eu conhecia a Bíblia do diabo, vi o que que ele faz com quem destrói, sabe? E o poder da palavra, só do nome de Deus, de travar e desmanchar, né, um trabalho que mataria em 24 horas. E o poder da palavra de um homem lá que eu não sei o que que ele era, né, que que ele queria, o mal ele queria fazer, mas ao ver a palavra alguma experiência ele já tinha tido. Então, só por ver a palavra. Então eu gosto muito de carregar a palavra de Deus.

Muitas vezes eu saio com ela na mão. Eu tô com a bolsa aqui, tô indo para igreja, é armadura, por conta dessa experiência, né? Glória a Deus de ver que ali Deus me deu livramento. E era uma festa onde eu tava, isso já era por volta de 11:30 da noite, não tinha terminado ainda. E eu falei meu filho, vamos embora porque a gente mora longe, tá tarde. E aí aparece essa situação e o inimigo, que o inimigo preparou. E através do cara ver a palavra, ele ficou apavorado, correu.

JJamile

Inimigo correu.

JVJoana Valeriano

Então, nosso Deus é o nosso tudo na nossa vida. A gente passa por muitos embates, muitas situações. Jesus falou que no mundo nós teríamos aflições E aflições não é pouca coisa, né, Jamile? Imagina uma pessoa aflita, é um desespero. Quando a pessoa tá aflita, o primeiro grito é um socorro, quando pode pedir um socorro, né? Então ele disse que nós seríamos aflições, colocou no plural, mas ele estaria conosco até o consumo, a consumação, todos os dias, né, até a consumação do século.

Então o poder do Senhor nosso Deus é maior, nosso Deus é o maior. Não temer Fui muito ameaçada por inimigo, né? Me persegue até hoje, até hoje. O diabo, ele não se conforma também, ele não descansa, né? Não, não desiste.

JJamile

24 horas para nos derrubar, mas o maior tá em nós, né, que é Deus. E Deus não permite, Deus não deixa.

JVJoana Valeriano

Sendo que as batalhas, Jamile, sempre são maiores, sempre são mais fortes. Daí eu vindo aqui e podcast, né, o Senhor me passando de fase e eu não entendia, não entendia. Aí o que que Deus fez quando pegou Jó? Jó tava em pecado? Não estava. Tava fazendo alguma coisa errada? Não estava. Ele ficou perdido na situação e os amigos. A mesma coisa Deus fez comigo durante cerca de 5 meses, expulsava vários demônios que chegava e eles não saía.

Eu que era acostumada a acabar de falar e ele já ir durante 5 meses. E até um dia é o Senhor, com a permissão dele, a vontade permissiva, deixou esses demônios chegarem, sabe?

JJamile

Sim, sim.

JVJoana Valeriano

Durante cerca de uns 3 meses eu pensei que eu tava endemoniada. Foi aí o Senhor foi me trazendo pessoas, Pastor Robson, Apóstolo Robson, né? Aí o Senhor falava assim: porque eu quero te usar. Usou um homem, né? Porque eu quero te usar em batalha espiritual. Aí eu fiquei confusa, eu falei, mas você me levou nas profundezas lá no passado, que era para usar em batalha. Aí vem, vem agora essa situação diferenciada, terrível, pior do que tudo, quer me usar em batalha espiritual?

Eu não tô entendendo. Aí o pastor, o apóstolo Robson Martinho Todas as vezes que o Senhor vai passar a gente de fase é porque eu vou te usar. Ele disse que fazia a mesma pergunta: mulher, não me usa? E através dessa experiência que eu ainda, né, o Senhor ainda tá finalizando essa situação para mudar de fase, eu aprendi muitas coisas nessa experiência aqui. Só vou deixar uma aqui para a gente finalizar, que vai servir para muitas mulheres que sofre com essa situação.

Aí me lembro de Jesus expulsando o menino que tinha convulsões, que tinha, né? Então tem a doença e tem demônio, né? Em várias áreas. Tem áreas que é só a doença e o inimigo potencializa, e tem áreas que tem uma coisa e tem a outra, o diabo entra e, né? Então Eu fico pensativa como que é a ação terrível do inimigo. Ele é um espírito quente, ele é quente onde ele chega, e Deus permite, sabe, se sentir ele queimar. E aí o Senhor vai me esclarecendo o porquê, né?

Então é um nível mais profundo que ele tá Levando. E daí eu orando na madrugada, eu fiquei um ano, mais de um ano e meio sem dormir de noite nem de dia, sustentada por Deus, cara a cara com essas coisas expulsando, cara a cara. Daí eu falei assim: ah, Jesus, então ele sobe, né, ele entra pela perna esquerda Em todas as aberturas do nosso corpo ele entra, né? Pode entrar pelos olhos, pela boca, por todas as aberturas, umbigo. Mas esse tem uma estratégia de entrar, essa legião, esses demônios, pela perna esquerda, pelo pé esquerdo, pelo pé ele entra.

E daí onde ele para, ele começa a queimar o local. Por exemplo, quando eu tinha os tumores cancerosos, eu sentia febre Local sempre febril, quente, sabe? E aí, onde ele fica, aquele calor quente. E como eu tinha medo da menopausa, sintomas e tal, fui até para fazer tratamento para menstruação parar, e o médico aconselhou: não, deixa o processo. Um dia eu tô de joelho, a minha menstruação já tava indo embora, né? Tô de joelho, vem aquele calor.

Olha, eu não tinha passado por essa experiência, eu não sabia o que era. Mas veja só, eu tô de joelho orando e vem como se a terra, o chão tivesse pegando fogo, aquele calorzão, aquele calor imenso. Isso, que é isso? Ai, repreendi. As mulheres contavam assim, que era um calorzão. Foram 3 vezes. Aí eu fui, que que eu fazia na época e faço? Já ofereci, já fiz tanto jejum em cima disso, só repreendei. Eu disse, eu não aceito, minha vida é entregue nas mãos do Senhor e o Senhor, tá escrito que não cai uma folha seca sem tua permissão.

Então eu não aceito, o Senhor não vai permitir isso em mim. A minha prima disse, os sintomas é pior do que antes, porque antes é a cólica, dor de cabeça, não sei o quê, agora é um calorzão, é não sei o quê, tanta coisa, né? Menina, foi a última vez, repreendi Fiquei, a menopausa, minha menstruação foi embora, eu ficava uma semana com dor de cabeça. Dor de cabeça não tem mais, não tenho nada, nem calor e nem nada. Aí nessa fase agora eu lembrei desse passado, né?

Falei, esse espírito quente e essa coisa que o Senhor permitiu, como o Senhor permitiu esse negócio, o Senhor sempre avisa, vai passar por uma provação, se prepara, mas não falou nada. Fez como fez com o Jota, vai lá aí, sabe? Eu fiquei, meu Deus, pensei que eu precisava estar endemoniada. Aí eu falando isso, tô indo fazer a obra de Deus no ônibus e uma pessoa, até fizemos campanha, filha dela tava na casa dela, filha dela tava mais de um ano trancada no quarto em depressão, uma pessoa católica, uma pessoa de fé.

Pessoa que fala com Deus, e Deus libertou a filha dela. Ela pegou um carinho, uma simpatia assim, mais uma, né, pela misericórdia de Deus. Eu entro no ônibus, essa mulher senta do meu lado. Isso já fazia mais de um ano que a gente ia na casa dela orar, e eu tô agora nesse processo, né, que tá finalizando ainda. Isso faz pouco tempo. Aí ela disse assim, Joana, quero tanto te contar uma coisa. Eu tô deitada E de repente chega uma coisa quente, aquele calor chega quente, e na direção do lugar onde é meu útero essa coisa pousou.

E quando pousou, eu senti quente, muito quente, e já subiu um tumor, e a dor começou ali. E eu entendi que o espírito maligno, ele chegou e ele colocou um tumor em mim, e ele era muito quente, e eu pedi Deus para tirar. Orei e pedi a Deus para tirar, e ele tirou. Só que ficou dormente o lugar, tá dormente. Aí o Espírito Santo de Deus me deu discernimento, a confirmação da suspeita que eu tinha dessa nova fase, esse espírito que Deus permitiu, que ele é quente, que ele queima.

Uma das formas que ele coloca, e que tá na área dele também, pode ter os sintomas, sim, mas ele potencializa Ele é, quando ele chega, é como se esse lugar aqui aquecesse, entendeu? Você sente, é, aí ele faz lá a coisa maligna dele e muita gente fica com sintomas potencializados por não saber repreender, né? Se soubesse repreender no começo, principalmente, não que depois não sai, né? Para Deus tudo é possível, mas não ficaria com sintoma nenhum, porque Deus me mostrou claramente que o inimigo potencializa e as mulheres sofrem muito, muitas até, né, Fica totalmente sem sair hoje por conta de que esse fogo aí que é do inimigo, é um espírito, né, que o inimigo ele coloca, é uma enfermidade, não é isso?

Porque a mulher não tem o sintoma da menopausa, da menopausa. Isso. Então o Senhor lá atrás, como o Senhor já tinha essa obra em mim de dar discernimento essas coisas, ele já me deu essa nuance assim, vamos dizer, né, lá no passado, que eu percebi que quando eu tava de joelho, que vê esse calorzão, eu repreendi, sabe? Eu não aceito isso. Só que na minha cabeça eu achava que eu tava repreendendo a menopausa, né? Mas eu repreendi a menopausa, os sintomas e tudo.

Cada frente o Senhor me mudando de fase me mostra quem é que vem dessa forma. E aí eu pensando, é ele, ele vai colocar essa mulher do meu lado para contar o que ela viveu na noite e que chegou quente, que colocou nela. Então tanto ele coloca enfermidade como ele potencializa os sintomas da menopausa, que toda mulher que repreender, oferecer, Senhor, vou jejuar, vou orar para o Senhor jogar isso por terra, ela vai ter a saúde dela renovada.

E o Senhor vai fazer tudo, ele não faz nada por necessidade, como diz Deus, né, comprimido, né, para aliviar.

JJamile

Então, menopausa ou não, a gente tem que repreender, tem que repreender.

JVJoana Valeriano

Jesus falou, né, isso, ele falou que ele levou na cruz do Calvário as nossas dores e enfermidades. Lá em Isaías ele diz que sobre as pisaduras dele nós somos sarados, sarados. Então ele disse que no mundo nós teríamos aflições, ficamos doentes, ficamos, mas nós temos as armas nas nossas mãos, que é a palavra de Deus e as orientações das bênçãos dele, nós aprendemos.

JJamile

Amém, amém, glória a Deus! Testemunho maravilhoso, né? No final foi sua convenção que a irmã contou, né? Como foi a cura também, as curas. E hoje a irmã faz missões, faz missões, ainda trabalha para o Senhor Jesus, nunca vai deixar, né? Até Jesus recolher.

JVJoana Valeriano

Jesus recolher. Eu falo para ele, né, que a minha vida tem que ser vivida para glorificar o nome dele. Porque quando eu conheci Jesus, Jamile do céu, minha amada, eu fiquei impressionada, fiquei apaixonada. Eu nunca tinha visto tanta gentileza, tanta— meu, tu, ele tá com você, tá com ele aqui. Aí certas coisas que você tem medo, por exemplo, eu morro de medo de altura, né? O lugar é assustador, ele aqui do meu lado, você vai ter medo?

Olha, o livre-arbítrio que ele dá, ele respeita, né? Aí não conseguiu não, muito gentil, maravilhoso, né? Tive várias outras experiências lindas. Gentil, mandou um anjo aqui, me levou lá em cima, vi a cidade de ouro, me falou coisas que não permitiu falar, mas ele é lindo, maravilhoso. A cidade é linda, ouro. Quando nós chegamos na porta, eu com anjo que ele mandou buscar, como tá lá no Apocalipse, dois generais, né? Com espada.

E aí eles fizeram isso com espada, né, na porta, para não entrar. Aí o anjo que tava comigo disse, ela é convidada do rei. Eles abriram a espada, a porta tava aberta, o anjo passou. Quando eu vi do outro lado aquelas praças, flores, o ouro— e você não pisa no chão não, sai tudo— um coral com anjos, a música, o clarão diferente. Se não tem sol, é Deus que ilumina a cidade. E eu olhando para aquele coral de anjo, aquelas vozes lindas, e como eles estavam como se fosse uma hierarquia, as cabeças assim em degradê, eu queria saber se era um maior que outro, sabe?

E comecei a olhar para os pés deles para ver se era degraus. E no que eu tô olhando, eu não conseguia ver os pés deles no fundo. Aí o anjo que tava aqui do meu lado disse: o rei Te espera. Olhei para ele, ele fez assim. Jesus sentado atrás de uma mesa branca, com a mão direita em cima da mesa, com aquele rosto mais lindo me olhando, cabelo até aqui. Ele é lindo demais.

JJamile

E ele fala que a gente não pode ver a face, né?

JVJoana Valeriano

Muitos viram do jeito que eu vi, e ele já veio, me levou em vários lugares, e eu vi ele, né? Ele se mostrou do jeito que ele é. Sim, né? Assim, rosto muito lindo, me levou em outros planetas, várias outras experiências que são particulares. É para quando ele manda contar, onde ele manda contar. E essa, quando o anjo me levou lá em cima, essa foi para me edificar. Foi assim. E as coisas que ele me falou era para— ele falou que ia deixar na minha mente, que era para eu não falar para ninguém.

Mas o céu é lindo, é maravilhoso. O que tem preparado para nós lá, nós não podemos perder por nada. E eu digo sempre para o Senhor, toda beleza que eu vi ali, sem Deus ali também. Então ele é o mais importante de tudo, ele é o centro, ele é o centro. Então, como diz em Timóteo, né, vamos procurar fazer a boa e agradável vontade, vamos renovar nossa mente para saber qual é a boa e agradável vontade de Deus para tua vida, para minha vida, porque cada vida ele tem, né, um projeto, um plano, e a gente precisa descobrir isso na oração, no jejum, no temor, na busca, na intimidade.

JJamile

Glória a Deus! Bom, chegando no finalzinho desse testemunho maravilhoso, né, espiritual também, poderoso, né, que toca, que abre os nossos olhos espiritual. Não é isso, irmã?

JVJoana Valeriano

É verdade.

JJamile

E que espero que venha também abrir os seus olhos espirituais, né, que Deus venha revelar também muitas coisas. Que estão escondidas, né? Mas para isso a gente precisa abrir os nossos olhos espirituais, porque o mundo espiritual é real e é perigoso.

JVJoana Valeriano

Sim, é perigoso quando estamos lá, que nem essas vezes, menina, desesperador, porque a gente não tem controle sobre o demônio, não. É Jesus que tem, ou ele é um anjo que tiver por perto. Então que o povo de Deus se prepare com jejum, com oração, que como eu sempre falo, durma menos, acorde horas de madrugada, busque, busque, busque se encher mais. Isso, se revista do poder de Deus, porque o poder das trevas tá aí cada vez, né, mais ousado.

JJamile

E cada vez eles se renovam, eles são inteligentes. E nós também temos que, Deus, nós temos que se renovar, se renovar, isso, encher do Espírito Santo, ter mais sabedoria, entendimento. Isso, porque o inimigo não tá de brincadeira. A gente precisa se fortalecer na presença do Senhor, Espírito Santo.

JVJoana Valeriano

A Igreja de Deus precisa lembrar que Jesus falou desses dias, né, esses dias maus. E nós somos, nós estamos, a vinda de Jesus tá na iminência. E uma das coisas que Deus me fez saber também, que o diabo acaba destruindo muita gente, é o tal do espírito do desânimo. A pessoa começa desanimada, pode começar bem, mas depois, ai, não vou hoje não, que eu tô cansada. Ai, eu não vou ler a palavra agora não, tá com preguiça e vai enfraquecendo espiritualmente.

Não faz um jejum. Às vezes a Bíblia, eu ficava assim, menina, revoltada com Deus quando eu via lá na lista. Eu falo, na lista dos condenados, né, ficarão de fora os mentirosos, né, os que usam de glutonaria. Porque a pessoa come, eu não entendia. Vai, mas então por que que a pessoa não jejuma às vezes? Não jejuma porque que às vezes entrega o jejum, não aguenta ver uma coisa Quebrou, né? Eu vi a pastora falando, até que tava aqui, ela falou assim: não, foi a Ana.

Se acontece isso, eu dobro o joelho, oro, peço perdão e prossigo com meu jejum. Então tá tudo dentro dessa área aí, né, da comida. Foi por conta da comida que então o desânimo, tem que reagir, tem que lutar, porque a primeira seta é o desânimo. Depois do desânimo não faz uma coisa, não faz outra, aí as coisas vai ficando por fazer, vem a briga com com o esposo, desentendimento.

JJamile

É uma porta, vai abrindo outra, sabe?

JVJoana Valeriano

E vai ficando, e o inimigo devagarinho ele vai entrando, né?

JJamile

O inimigo, ele não vai te dispensar não, ele não desiste, meu povo.

JVJoana Valeriano

Ele não para, ele não cansa, ele não, nosso Deus não dorme, ele também não. Então lute, fala com Deus para repreender espírito do desânimo, da falta de vontade de buscar passa por cima disso, faz um pouquinho hoje, amanhã você faz o dobro, e assim vai. O Espírito de Deus vai te dar força, vai te levantar, e você vai vencer em nome de Jesus.

JJamile

É só pegar a história dela, da missionária, o que ela viveu não foi pouco, não foi fácil, entendeu? Com filhos, né, enfermidade, sem pai, né? O médico desenganou, não falou que não tinha mais jeito. Mas ela prosseguiu, escutou a voz de Deus sem acreditar em Deus ainda, e ele tratou de mim. E Deus, ele curou, tratou, ensinou, e hoje ainda continua ensinando. E o melhor, não sai da presença do Senhor, né, missionária?

JVJoana Valeriano

Eu falo, às vezes eu falo para ele assim, ó, Senhor, o dia da minha morte é o dia que eu mais quero ganhar alma para o Senhor. Eu Eu não sei o que é que o Senhor vai fazer nesse dia, mas o dia que acontecer algo muito grande assim, eu sei que eu tô indo embora.

JJamile

Bom, chegando no final, vamos ler a palavra e fazer oração. Glória a Deus!

JVJoana Valeriano

Glória a Deus!

JJamile

Glória a Jesus! Missionária pode tirar.

JVJoana Valeriano

Senhor, que não seja minha mão, mas a tua que vai na frente da minha Espírito de Deus, fala conosco, meu Pai, em nome de Jesus Cristo.

JJamile

Eu faço isso quando eu leio a Bíblia, quando quer tirar a palavra, eu fecho os olhos.

JVJoana Valeriano

Fechando os olhos, você fecha os olhos?

JJamile

Eu fecho quando eu quero uma palavra. Eu sei, assim, me mostra uma palavra, fecho, oro, faço oração, e Deus, então, é para você poder não fechar Fala, tá certo.

JVJoana Valeriano

Então vou fechar igual você. Senhor, me dá uma palavra, fala comigo, meu Deus, fala conosco. Aleluia, Jesus! Continua falando, toma, Jamileia.

JJamile

Quer ler? Pode ler e falar o versículo.

JVJoana Valeriano

Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal. Romanos 2:29. Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal. Primeiro para o judeu, depois para o grego. Então nós estávamos aqui falando de pessoas que praticam mal, né? Pessoa que até queria matar quem cuidava, enfim, né? Então haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal. Vamos fazer o bem. Inclusive os filhos de Deus se revelam nisso, né? Falar bem de quem fala mal, fazer o bem para quem faz o mal.

JJamile

Isso.

JVJoana Valeriano

E porque primeiro para judeu, depois para o grego. Mas o Senhor Deus tem nos ensinado nessa manhã praticar o bem.

JJamile

E isso, glória a Deus, poderosamente confirmou. E confirmou. Faça uma oração missionária, amém, para encerrar.

JVJoana Valeriano

Senhor nosso Deus e Pai, eu e nós te agradecemos, meu Pai. Te agradeço pela vida de Jamires, os esposo de Luan ali, Pai. Ó meu Pai, te agradecemos por tudo, meu Deus. Te agradeço por tudo que na minha vida aconteceu e que continua acontecendo, e que esse testemunho, essas experiências, meu Pai, sirva, Jesus, para ajudar, abençoar, orientar outras pessoas, meu Pai, que esteja na mesma situação. Meu Deus, abre a mente, o entendimento das pessoas.

Eu sei que são assuntos tédiantes, meu Pai, Mas o mundo espiritual realmente é tediante, é assombroso, meu Deus. Alerta teu povo, ensina teu povo, ajuda teu povo a vencer, meu Deus, todas as situações, todos os enganos do inimigo, todas as violências do diabo. Cobre teu povo com teu sangue todos os dias. Conduza, Senhor, no levantar, como diz o Salmo 91, o Salmo 121. Guarda a saída e guarda a chegada, em nome de Jesus. Assim como guarda a minha saída, a saída de todos nós daqui agora também.

Em nome de Jesus, nos dê uma tarde na tua presença. Nós te louvamos, exaltamos e agradecemos, ó Deus. Em nome de Jesus Cristo, amém.

JJamile

Amém. Que Deus abençoe grandemente, missionária. Deus abençoe nas suas missões. Que Deus te guarde, te ilumine, viu? Te guarde com a mão poderosa, a mão dele.

JVJoana Valeriano

Amém, viu?

JJamile

E que não é fácil, mas Deus é contigo como sempre foi, como sempre será, viu? Deus sabe de todas as coisas, sua caminhada, onde ele te leva para levar a palavra dele, que isso é importante, viu? É a nossa missão, a nossa missão. Amém.

JVJoana Valeriano

Eu costumo falar que é para glória do nome dele e derrota do diabo e alegria dos nossos nos corações das pessoas por onde a gente passa orando, falando da palavra, e abençoa mesmo.

JJamile

Amém, que Deus abençoe, continue dando saúde, viu? Amém. Eita glória, glória!

JVJoana Valeriano

Te agradeço também, viu? Mais uma vez, dá um abraço no seu esposo, saudação, um beijo na sua filha.

JJamile

Tá bom. Encerrando mais um testemunho no Crente Podcast. Não esquece, se inscreve se você não é inscrito ainda e compartilhe também. Aproveita, vai lá no meu canal Jamile Rodrigues, lá vai ter o programa Nova Mulher, programa todas as quartas às 14 horas. Então não perca esse programa, tá sendo maravilhoso para todas as mulheres. Amém! Ensina, viu, bastante. Que Deus abençoe, até o próximo testemunho.