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ELES QUASE DESTRUÍRAM MINHA MENTE, MAS JESUS QUEBROU O CICLO! | Bruna Freire

30 de junho de 20261h7min
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EPISÓDIO COMPLETO: https://youtu.be/Xe-qJvp8vGI

Neste episódio do Crente Podcast, recebemos a Missionária Bruna Freire para contar uma história impressionante de libertação espiritual e restauração completa. Consagrada a rituais de alta magia desde os 5 anos de idade, Bruna cresceu se aprofundando em práticas espirituais densas e chegou a se tornar líder espiritual nessa área. Porém, por trás das vestes e do status, sua vida era marcada por um vazio profundo na alma, crises de identidade, depressão e um casamento em ruínas. Após anos de escravidão espiritual e uma intensa batalha no mundo invisível que quase afetou sua sanidade, Bruna teve um encontro real com o Criador. Ela testemunha como uma voz audível quebrou as amarras do passado e trouxe paz interior verdadeira. Uma conversa forte sobre o preço da servidão espiritual, milagres na saúde, superação pessoal e a autoridade recebida através da fé. Assista e seja impactado por esse relato de transformação do poço à vitória.

Participantes neste episódio2
S

Speaker A

Host
B

Bruna Freire

ConvidadoMissionária
Assuntos6
  • Alimentação EspiritualInfância e Consagração ao Candomblé · Práticas Espirituais Densas · Crise de Identidade e Depressão · Encontro com Deus e Quebra de Ciclos · Batalha Espiritual e Sanidade · Milagres na Saúde · Autoridade Recebida pela Fé
  • A nova criação em Cristo: poema de DeusO Chamado de Deus · A Luta Contra o Inimigo · O Poder da Oração e Jejum · Cura da Mãe · Batismo e Nova Identidade · Paz Interior e Alegria
  • Espiritualidade e FamíliaPai Afetado por Práticas Espirituais · Filhos Servindo a Deus · Netos Louvando a Deus · Quebra de Maldições
  • Vida no presídio de TremembéMãe de Santo e Rituais · Hierarquia e Evolução Espiritual · Oferendas e Sacrifícios · Incorporação e Entidades · Jogo de Búzios · Servidão Espiritual
  • A Família como Base e PropósitoCasamento Conturbado · Dificuldades no Relacionamento · Separação e Busca por Respostas · Novo Casamento com Homem de Deus · Restauração Familiar
  • Ministério InfantilCuidado com Crianças · Amor e Acolhimento · Ensinamentos Bíblicos · Plantando Sementes de Fé
Transcrição175 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

A paz do Senhor, povo de Deus! Seja muito bem-vindo ao Crente Podcast. E nossa convidada de hoje é a missionária Bruna Freire. Ela veio do interior laranjal paulista, consagrada ao candomblé desde pequena. Bruna cresceu imersa nas práticas profundas espiritualistas, porém o tempo passou e o vazio aumentou. Ela se viu presa a um casamento frustrado, a uma profunda crise de identidade e a sensação de que sua vida estava completamente estagnada.

Tudo mudou quando ela teve um encontro real com Deus. Ali, o ciclo de frustrações foi quebrado. Bruna trocou a incerteza por uma, por uma nova identidade em Cristo e hoje vive a real promessa de uma vida abundante e preenchida em Deus. Glória a Deus! Eu quero chamar ela aqui para já apresentar. Bruna, missionária Bruna, seja muito bem-vinda.

BFBruna Freire

Obrigada, obrigada por essa oportunidade de estar aqui com vocês.

?Voz A

Amém! Glória a Deus! E hoje você vai contar esse, essa história, né, o que você viveu, testemunho forte, né, é forte hoje aqui, e espero que Todos que vão assistir sejam impactados por seu testemunho, que Deus fez na sua vida.

BFBruna Freire

Eu creio nisso.

?Voz A

Mas antes, já chamo você para se inscrever no canal. Você que não é inscrito ainda, se inscreve, compartilha. Amém. E você que tem um testemunho, vai estar aqui o contato e vai estar aqui na descrição do vídeo. Então manda o seu testemunho, amém, para você estar aqui contando o que Deus fez na sua vida. Amém. Então vamos começar com testemunho de hoje. Bruna, tudo começa a partir dali, pequena, né?

BFBruna Freire

Sim.

?Voz A

Então pode começar.

BFBruna Freire

Então, quando eu— a minha mãe, ela foi mãe de santo por muitos anos, né? Foi 40 anos mãe de santo. E quando eu tinha 5 anos de idade, eu fui e entreguei, né, o meu corpo, a minha cabeça para os rituais, né, espirituais. Então assim, quando eu tinha 5 anos, eles fizeram uns rituais que Era como se fosse na mata, entendeu? E para invocar o espírito, né?

?Voz A

E aí você sabia?

BFBruna Freire

Eu sabia, eu gostava, entendeu? Eu não tinha medo, né? Eu gostava. Eu vi a minha mãe, foi aquilo que ela me ensinou, né?

?Voz A

Como uma fé. Obrigada?

BFBruna Freire

Não, eu não fui obrigada. Sim, eu pedia. E ela escutou o que eu pedia, né? E aí foi feito os rituais, né? O primeiro ritual que eu me lembro, eu tinha 5 anos de idade, eu me recordo que eu estava numa bacia de joelhos, como se fosse, falavam quinando folha, no candomblé chama quinando folha, entendeu? As folhas que representam as entidades, né? E eles começaram a fazer os batuques, né? E ali teve sacrifícios de animais, tudo. E aí quando eu me vi, eu já não estava mais acordada.

Eu não posso, eu não me recordo, mas pelo relato que às vezes ela me contava, que assim ela me sacudia e eu não respondia, ou seja, eu fiquei imóvel, né? Geralmente isso, geralmente esse espírito ele não fala, entendeu? Ele só se possui da gente, mas não fala, né? Então assim, eu fiquei imóvel na hora. Isso eu não me recordo, não me lembro, mas dali em diante eu comecei a a fazer as práticas, né, ao me aprofundar ao candomblé, né, porque no candomblé também existe uma hierarquia, né, então você passa por vários processos até você chegar a ser mãe de santo, né, e eu evoluindo espiritualmente nessas práticas africanas, né, e foi assim que começou, foi com 5 anos de idade, só que assim, eu não entendia direito, mas eu sempre fui uma criança assim, hoje eu vejo, né, eu comecei, Jesus, quando eu me entreguei minha vida para Jesus, ele começou a me mostrar as coisas que eu não entendia.

Eu sempre fui muito chorona, eu gostava de me isolar. Quando entrava na escola, não conseguia ficar muito no meio dos amiguinhos, entendeu? Sempre tive muita dificuldade para essas coisas, sabe? Depois, com o passar dos anos, eu fui melhorando, mas eu sempre tive essa coisa de se excluir, de ser, de ser ficada de lado, sabe? E depois que eu vim para Cristo, ele foi me mostrando quem eu era, porque até então eu tinha uma crise de identidade sem saber, entendeu?

Então assim, às vezes eu era muito calada. Quem me conhece, quem conviveu comigo sabe que eu era muito calada, né? E quando falava, o que que você tem? Fala, Bruna, e eu chorava, né? Então assim, como as pessoas não prestavam atenção nessas coisas, achava que era normal. E hoje em dia eu vejo que não era nada normal, né? Eu tinha, eu me sentia rejeitada, eu não, eu não, eu não sabia quem eu era.

?Voz A

Né?

BFBruna Freire

E demorou assim, entendeu? Então assim, com o passar do tempo, eu fui maquiando muito bem isso, né? Eu conseguia me expressar legal no meio dos amigos, tudo, né? Mas eu sempre senti um vazio da alma que eu não sabia o que era, porque que eu tinha esse vazio, entendeu? E aí eu comecei ir para as baladas, viver, né, uma vida assim de bagunça. É, e com 15 anos eu tive meu primeiro filho. Com 15 anos. E essas práticas religiosas, com o passar do tempo eu fui receber pomba gira, né?

Isso. Então assim, com o passar do tempo, conforme você vai crescendo, você vai recebendo outros tipos de espírito, né? E foi isso que aconteceu comigo.

?Voz A

Você praticava, já começava a praticar ali mesmo as coisas lá dentro?

BFBruna Freire

Sim, sim, praticava, né? Porque assim, como eles no candomblé é diferente da Umbanda. Às vezes a Umbanda tem sempre, é uma vez por semana. No Candomblé não, você tem que ter um ritual todo, entendeu? Leva meses para você fazer aquela festa, entendeu? E aí quando tem as festas, tem os batuques, tem as oferendas que você faz na cachoeira, você faz na estrada, você faz na encruzilhada, e tudo isso eu participava. Ia no cemitério fazer trabalho, no cemitério também, todas essas coisas.

?Voz A

Você não tinha assim Receio, pavor, nada assim?

BFBruna Freire

Nada, não.

?Voz A

Como se fosse uma coisa natural?

BFBruna Freire

Como se fosse uma coisa natural, entendeu?

?Voz A

Você fazia trabalho para pessoas?

BFBruna Freire

Com o passar do tempo eu fazia trabalho para as pessoas. Fazia atendimento. Eu cheguei a jogar búzios. Joguei búzios, é. Búzios é para você ver o futuro, né, das pessoas, como se fosse cartas, né.

?Voz A

Você começou a praticar isso também?

BFBruna Freire

Eu comecei a praticar. Foi feito um ritual na cachoeira, que lavaram os meus olhos, teve sacrifício de animais, entendeu? Para que os meus olhos se abrissem espiritualmente, né, que eles falam. E ali foi, e ali eu comecei, e estudei muito, né, para ter— tem que estudar, tem que estudar. E ali em diante eu comecei, sim.

?Voz A

E o que que acontecia? Você era verdade? Você via alguma coisa? É que é o inimigo que mostra, né?

BFBruna Freire

Até o inimigo, ele se Ele se revela, né? Ele fala, entendeu? Mas é ilusório.

?Voz A

Isso.

BFBruna Freire

É uma ilusão, entendeu?

?Voz A

E o pior é que as pessoas acreditavam.

BFBruna Freire

Acredita, porque as pessoas elas querem coisas imediatas, entendeu? Então assim, muita gente procura essas coisas porque elas querem coisas imediatas, instantâneas. E com Deus não é assim, né? Com Deus você tem um processo, né? Ele vai te conhecer, ele vai ver a sua intenção, e ele fala conosco Deus, que o Espírito Santo é lindo, é maravilhoso, né? Então assim, e foi assim, e eu vi muita gente, e eu já joguei muito búzios, né? Acontecia algumas coisas, aconteceram, eu vi acontecer muitas vezes, né?

?Voz A

E que que eles mais pediam?

BFBruna Freire

E isso você tocou num ponto-chave. O que acontece, você fica escravo deles, né? Por isso que chamam de cavalo, né? Porque você se torna escravo dele. Então para eles assim, se você me alimenta "Eu posso te ajudar a abrir um pouquinho os seus caminhos, mas se você não me alimentar, eu acabo com você." Aí eu fico pensando: como que pode a gente seguir uma coisa que quer nos destruir? Não é verdade? É escravo, né? Escravo.

?Voz A

Você se torna um escravo.

BFBruna Freire

Exatamente. E tipo assim, se você não dá, você é destruído. É que nem uma história tipo do Egito, né? Eles tinham que estar sempre oferecendo as coisas porque eles achavam, né, que aquilo ia ter uma melhora. Eles acreditavam nisso, né?

?Voz A

O candomblé é a mesma coisa.

BFBruna Freire

As pessoas acreditam nisso, entendeu? E aí os caminhos se fecham e as coisas não dão certo, entendeu? Porque você não ofereceu o sacrifício para eles.

?Voz A

E o que eles pediam para as pessoas, né? Riqueza? O que eles pediam mais?

BFBruna Freire

As pessoas pedem um pouco de tudo, né? As pessoas pedem riqueza, pedem amor, né? Tudo um pouco, né?

?Voz A

Você fala, o inimigo falava assim, alimentar, o que assim é fazer? Isso com as pessoas? E se não fizer, eles cobravam de você? Como que era?

BFBruna Freire

Não, a cobrança que você fala, a cobrança era tipo assim, um exemplo, como eu entreguei a minha vida para eles, entendeu? Então assim, se eu deixasse de fazer os rituais, eles trancavam a minha vida, que já não era, que já não era boa coisa para mim, né? Então assim, eles trancavam mais ainda, entendeu? O caminho se tornava cada vez mais difícil. Entendeu? Então eu penso assim: se é tão do bem assim como as pessoas falam, por que vai fazer mal a nós, né?

Se eles são tão bons assim, por que que vai fazer mal? Eu acho que o que é bom faz bem o tempo inteiro, porque Deus, ele é assim. Ele— a gente é até infiel. Quantas vezes nós somos infiéis e ele permanece fiel? Ele zela pela sua palavra para ser cumprida, né? Então a gente pode às vezes errar, cair, tropeçar, e ele tá ali. Nos levantando, nos restaurando, né? Então, nessa parte é que me pegava muito depois que eu comecei a conhecer as coisas de Deus, entendeu?

E a minha vida, na realidade, eu vejo que nunca foi pra frente, nunca. Eu não vi, nunca vi andar, não vi sair do lugar, você tá entendendo?

?Voz A

E aí você teve um filho, né?

BFBruna Freire

Eu tive um filho.

?Voz A

Casamento, como que foi?

BFBruna Freire

O meu casamento, ele foi muito conturbado, né? Talvez eu queria sair de casa. Enfim, eu sempre quis construir uma família. Aliás, na minha realidade, eu sempre quis isso, uma família. Então, eu me casei cedo. Enfim, não deu certo, eram muitas brigas. E a gente, quando conhece— Porque o Candomblé, a personalidade da gente aflora muito. Com Deus, nós temos que renunciar, domínio próprio, os frutos do espírito. Você tem que dominar os seus gênios.

E ali os frutos do espírito, deixar Deus trabalhar, né? A graça alcançar nós para Deus trabalhar. E no Candomblé não, nosso gênio grita muito alto, né? Que é a nossa carne, entendeu? Então assim, quantas vezes eu falei para os outros: "Eu vou fazer macumba para você", entendeu? Para ameaçar, porque eu sei que pessoas tinham medo, entendeu? Hoje eu passo por uns lugares, por umas portas que tem essas casas de Candomblé e vejo assim as pessoas de baiana, como eu me vestia, andava na rua de baiana, tudo, e elas param o trânsito, elas fazem aquele esforço de parar o trânsito, dizer assim, achar que é o dono do mundo assim, que tem poder.

Isso. E eu fazia a mesma coisa, eu fazia a mesma coisa, entendeu? Então assim, você vai vendo que assim você vai deixando o seu gênio falar muito mais alto do que qualquer outra coisa, entendeu?

?Voz A

Meu Deus, sim, sim. Então o seu casamento não deu certo, aí não deu certo.

BFBruna Freire

E como eu te falei, a minha sogra, né, que ex-sogra, né, foi ela que que falou do amor de Jesus pra mim, né? Eu tive amigos que se tornaram cristãos, mas ninguém teve coragem de falar do amor de Jesus pra mim, mas ela teve. E assim, tudo tem um tempo, né? Tudo tem um tempo. Então assim, ela falou, eu aceitei Jesus, mas eu não quis saber de Jesus. Eu era muito nova, eu queria curtir a vida, sabe? Tava na flor da idade, entendeu?

?Voz A

Isso.

BFBruna Freire

Então assim, eu não queria saber dessas coisas, entendeu? Mas eu acho que o escolhido, quando Deus escolhe, não tem jeito para onde correr, né? Tem a hora certa, né? A Bíblia fala que um joga semente, outro carrega, e Deus que dá o crescimento, né? Então, quando depois de tudo isso, com 29 anos, eu me separei do meu marido, fiquei 10 anos casada, separei com meu marido, eu tive 3 meninas ainda, e aí eu comecei a questionar essa religião, a questionar isso que eu seguia.

?Voz A

Entendeu?

BFBruna Freire

Por que que a vida não andava? Por que meu casamento não melhorava? Entendeu? Então eu comecei a questionar tudo isso. E foi aí que eu encontrei pessoas no caminho, que aí eu fui morar em Itanhaém, e eu encontrei pessoas no meu caminho que voltaram a falar do amor de Jesus pra mim. Conheci essas mulheres do Coque, que eu sou apaixonada, né? Essas mulheres de oração. E foi uma delas que falou pra mim que Deus tinha uma obra na minha vida.

Eu, graças a Deus, eu nunca fui uma pessoa de não escutar. Eu podia não assim a seguir, mas eu não deixava de escutar ninguém, entendeu? E aí ela falou, eu dei uma risada, né? E aí eu falei assim: "Ah, eu sou macumbeira, nasci macumbeira e vou morrer macumbeira." Olha que palavra! E eu ouvi a minha mãe falar a mesma coisa quando eu fui pregar para ela, né? E aí eu falei: "Meu Deus, né? Nasci macumbeira." Não, não nasci macumbeira, né?

Eu me tornei, não nasci. Então aí eu conheci uma senhora, que eu fui bater na porta dela porque eu fui candidata a vereadora em Itanhaém. Eu tinha que bater nas portas para pedir voto, né? E eu bati nessa casa dessa senhora, ela olhou para mim e pediu para mim entrar. E falou se podia fazer uma oração, porque ela viu que eu estava com uma vida muito destruída, e eu realmente estava. Meu casamento estava no fim já. A minha mãe tava, descobri que ela tava com câncer, entendeu?

Então assim, então eu fiquei transtornada, mas eu tava sempre sorrindo, né? Aí ela começou a falar da minha vida, né, que Deus tinha uma obra na minha vida, né, que enfim, né, foi falando que Deus tinha uma obra linda na minha vida, uma nova história para minha vida, e aquilo ardeu no meu coração e eu chorei muito, muito mesmo. Daquele dia em diante eu comecei a frequentar a igreja. Comecei a ir de vez em quando, né? Deus usou uma pastora para falar comigo, né?

E assim foi, assim que eu comecei a frequentar o cristianismo, né? A igreja evangélica, que foi onde que eu fui tocada pela palavra de Deus e que eu estou até hoje, né?

?Voz A

Sim, você contou já o final. Esse é o final? Não, tá bom.

BFBruna Freire

É que eu queria voltar no negócio porque eu voltei, eu queria ter voltado "Esse final já deixa, né, gente?" Mas não é o final.

?Voz A

Não, não é o final, mas as pessoas já...

BFBruna Freire

Então, aí eu conheci essa senhora e ela falou pra mim, né? Ela falou assim: "Deus tem uma obra na sua vida." Eu falei assim: "Ai, mas eu sou macumbeira, eu vou morrer macumbeira." É isso que eu falei pra ela. E a mesma palavra que minha mãe falou pra mim quando eu fui pregar pra ela. Olha que interessante, né? Então, até de risada, mas não debochando dela, né? Porque assim, eu não conhecia as coisas, então eu falei assim: "Que loucura!" Conhecia Deus, tudo mais.

?Voz A

Deus você sabia que existe?

BFBruna Freire

Eu sabia que existia, mas eu não sabia, eu não entendia de Deus.

?Voz A

Sim, o que era servir, tudo.

BFBruna Freire

É, o que é servir, o que é conhecer, entendeu? Não sabia. Sabia que existia um ser supremo, mas só isso, entendeu? E a minha infância foi essa, foi praticamente assim toda. Então assim, para mudar foi muito difícil, né, até você conseguir.

?Voz A

E porque foi anos de prática.

BFBruna Freire

Foi anos, anos de prática.

?Voz A

Diabo ali. Então não era fácil você de repente, aí eu vou sair, você via Deus.

BFBruna Freire

Não foi fácil, não foi do dia para noite. E tinha esses rituais que faziam, né, sempre que tinha festa de alguma coisa tinha que estar lá de prontidão para ajudar, entendeu? Para todos esses rituais ser feito, né?

?Voz A

Você fala que sempre foi evoluindo. Como que era assim, evolução revolução de você praticar uma coisa hoje, amanhã já praticava outra? Essa revolução como que era? Porque as práticas com certeza mudava, né? O que você fazia tudo mudava para algo maior.

BFBruna Freire

É, sim, porque assim, a gente chama de obrigação, entendeu? Olha, já tá falando a palavra obrigação. Então assim, mudava, é tipo assim, por exemplo, como eu fui me tornar mãe de santo, entendeu? É com 7 anos, você espera 7 anos, entendeu? 7 anos você Entendeu? Você se torna primeiro, eu me tornei um iaô, que chama no candomblé, né? Que é uma pessoa que tá engatinhando nisso, entendeu? Então assim, você se dobra às pessoas, entendeu?

Você ajuda na casa de candomblé, entendeu? A fazer os afazeres, né? As comidas, né? Das oferendas, entendeu? Então você começa assim, você começa assim, entendeu? E depois aí você vai passando de estágio, mas assim conforme os anos, né? E quando foi 7 anos, eu fui receber os meus direitos de mãe de santo, entendeu? Perante as pessoas, entendeu? Então teve todo o ritual que eu te falei, na cachoeira, no quarto lá de ficar 21 dias, você não vê sol, você não— só pessoa que vem trazer a comida para você, entendeu?

Você tem que bater cabeça para os outros, você tem que beijar a mão, É, essas coisas, o raspe a minha cabeça, né? A gente, eles fazem um sinal nos braços da gente, nas costas, entendeu? Com navalha, né? Tem tudo isso. E você toma banho de sangue. Mas algumas coisas eu não cheguei a ver porque eu estava incorporada, entendeu? Eu vi até um certo ponto. Quando me incorporava, não via mais nada, entendeu? É como se meu corpo eu não tava sendo usada, não dominava, não dominava, né, os espíritos que dominava, entendeu?

E quando eu comecei, aí precisa fazer, quando eu era pequena não recebi pomba gira porque eu ainda não tinha idade para isso, né? Mas a partir do momento, acho que dos 14 para 15 anos, eu comecei a receber pomba gira, entendeu?

?Voz A

Tem idade para isso?

BFBruna Freire

Tem idade, né? Porque as entidades, elas usam seu corpo para beber, para fumar, né? Para essas práticas, né? Então tinha que ter uma idade para isso, né? E aí as pessoas vêm, quando você tá incorporada, elas querem conversar com as entidades, né? E as entidades bebem, né?

?Voz A

Sim, sim.

BFBruna Freire

Bebem, fuma, enfim, fica uma noite inteira nesses batuques. É um ritual de noite inteira.

?Voz A

Meu Deus! É. Daí você foi, 15 anos, já foi consagrada a mãe de santo. E como que foi essa trajetória?

BFBruna Freire

Então eu já muda, né? Muda, porque aí você cria responsabilidade ao ponto que assim as pessoas elas estão te olhando, né, o seu comportamento, que você vai fazer, você tá entendendo? E aí eu acabei criando outros, como assim, com Deus é discípulo, né? Eu criei outros discípulos meus, né?

?Voz A

Então eles se tornaram meus meus filhos.

BFBruna Freire

Então eu tive uns 7 filhos, né, que eu fiz os mesmos rituais que eu ganhei, entendeu? Os mesmos rituais que eu passei, eles passou, eles se tornam filhos, aprendendo. Aí eu vou passando para eles, entendeu? Então foi isso.

?Voz A

Você não sentia nada assim, algo incomodava você?

BFBruna Freire

Não, enquanto eu tava nas trevas, não, não. E aí foi evoluindo, aí eu recebi o direito, né, que para eles é honra, né, na frente de Todo mundo, né, é uma festa que todo mundo, né, dessa da religião aparece, entendeu? E você ganha as coisas numa bandeja de prata, entendeu? Então aí vai um monte de coisa, em tecilhos ali, para você se tornar, para você poder fazer essas práticas em outras pessoas, entendeu? Aí depois que eu vim, né, que eu conheci, que eu tava cansada daquela vida Cansada daquele ciclo que não mudava, que eu sentia que precisava mudar alguma coisa, mas eu não sabia por onde começar, entendeu?

Então foi aí que através dessas pessoas eu comecei a ir na Igreja Evangélica e comecei a gostar. Antes disso eu fui procurar outros caminhos, né, do lado do miticismo, porque é o que todo mundo procura, nunca ninguém vai direto, é muito difícil assim, não tô generalizando, mas não é que vai direto para igreja, né? Eu fui procurando, eu fui para outros caminhos, entendeu? Mas dessa linhagem. Mas eu, o que que eu sentia? Eu sentia um desconforto dentro do meu interior.

Não é aqui. É como se fosse uma voz dentro de mim: não é aqui, aqui não é o seu lugar ainda. E isso eu arrastava meus filhos, entendeu? A única coisa que eu não arrastei os meus filhos para o espiritismo, para não falar assim, a minha filha do meio, a minha filha do meio, eu cheguei a consagrar ela. Ela não fez nada dos rituais que eu fiz. Porque eu não queria, só você ver como que era interessante, eu tava nisso, mas eu não queria meus filhos nisso, entendeu?

A única que foi, foi a Isabelle, porque eu acabei, a Isabelle caiu, teve um tombo e ela se desfaleceu no meu braço e eu fiquei muito com medo da minha filha morrer, entendeu? Então é aquilo que eu acreditava naquele momento, era aquilo que eu sabia, entendeu? Então foi, eu consagrei ela, né? Mas ela não chegou a fazer, ela foi apresentada, consagrar assim, você ser apresentada para aquela atmosfera daquela espiritualidade, entendeu?

Mas só isso, né? Só isso. Mas já tem um peso muito grande a partir do momento que o mundo espiritual— a Bíblia fala bem claro, né? O que é ligado na terra é ligado no céu, né? Então se eu liguei na terra, eu liguei lá embaixo também, né? Então assim, e tanto que eu vejo que as coisas para ela também é bem difícil, como para mim foi, sabe? Eu acho que devido a isso, né? Isso é. Mas os outros meus filhos não. E foi assim, eu fui caminhando com Cristo e fui aprendendo.

?Voz A

Antes de caminhar com Cristo, você procurou as coisas, outras coisas?

BFBruna Freire

Isso, eu procurei.

?Voz A

Qual foi as coisas que você procurou?

BFBruna Freire

Eu procurei mesa branca, isso, essas coisas, mesa branca, essas coisas eu procurei.

?Voz A

O que é mesa branca?

BFBruna Freire

É onde que eles falam que falam com os mortos, aquelas coisas, né?

?Voz A

Pode falar, irmã, não tenho medo não.

BFBruna Freire

Então, eu procurei essas coisas, né? Esse lado do espiritismo, tudo que era do espiritismo eu procurei, dessa linhagem eu procurei. E aí eu não sentia confortável.

?Voz A

O casamento já tinha acabado?

BFBruna Freire

Sim, sim, sim. Aí eu fui morar sozinha com os meus filhos pequenos, né? E enfim, aí Desandou muitas coisas, né? E aí foi, aí foi nessa fragilidade que eu conheci Cristo. Eu tava precisando, eu tava à busca de resposta, eu queria uma resposta, eu queria entender por que o vazio na alma, porque o porquê que eu tentava, tudo que eu tentava não dava certo, ficava bom por um tempinho, mas daqui a pouco desandava tudo. Eu queria entender por que de tudo isso.

E assim, meu pai, meu pai também era, ele fez a cabeça e meu pai ficou louco. Meu pai anda pela cidade falando sozinho, ele não toma banho, entendeu?

?Voz A

Ele fez trocas de cabeça?

BFBruna Freire

Ele fez a mesma coisa que eu, entendeu?

?Voz A

Você fez troca de cabeça?

BFBruna Freire

É uma, isso é quando a partir do momento que a gente deita e raspa a cabeça, entrega o corpo, a cabeça, você tá entregando, né? Por que que a Bíblia fala Ele fala assim: não se conformeis com este mundo, mas transformai pela renovação do seu entendimento, da sua mente. Por que que a gente tem que mudar na mente? Porque tudo é na mente, entendeu? E o ritual que é feito no Candomblé é aqui, ó, sempre aqui, ó, sempre começa aqui.

O derramar de sangue aqui, as coisas que eles colocam, as comidas, as oferendas que é destinada aos orixás, é aqui. Depois, e por isso que eles passam aquele pano branco, entendeu? Porque é sempre na cabeça. Na mente, na mente, na mente.

?Voz A

Então seu pai, aconteceu com seu pai, aconteceu com meu pai.

BFBruna Freire

Eu consegui sair de tudo isso porque eu ainda fui buscar Deus, eu me apeguei com Deus, eu me lancei nos pés de Jesus. Eu vi a guerra que foi, a batalha espiritual para sair de tudo isso. Foi uma guerra tão grande que ali, ali eu vi que eu tava nas trevas. Ali eu consegui ver. Desculpa, eu me emociono porque é muito forte para mim. Ali eu vi A batalha espiritual.

?Voz A

Meu Deus, seu pai não teve—

BFBruna Freire

agora ele tá, ele tá do mesmo jeito. Não, ele tá do mesmo jeito, ele andarilho. Ele tem a minha família, minha avó, a minha avó cuida dele, mas ele assim, ele não toma banho. Espíritos imundos, né?

?Voz A

E você acha que— acha não, né? Tem certeza que foi isso?

BFBruna Freire

Tenho certeza. Eu tenho certeza.

?Voz A

Ele já servia também com a sua mãe?

BFBruna Freire

Ele servia. Ele conheceu minha mãe, se apaixonou por ela e entrou nisso, né? Por ele mesmo, né? Ele entrou nisso, né? E ele ficou assim, andarilho, como eu te falei. Ele não era assim. Meu pai não era assim, não. Meu pai era uma pessoa normal, uma pessoa alegre, e de repente ele ficou desse jeito. Ele abandonou tudo. Em São Paulo e conseguiu voltar para casa, graças a Deus, né, para casa da mãe dele, né. Mas ele ficou assim, ele não, ele fala sozinho, ele não toma banho, entendeu. E quando você se pega ele sozinho, você vê a perturbação, ele é perturbado.

?Voz A

Você conversa com ele?

BFBruna Freire

Eu converso. Se você conversar com meu pai, você não diz que ele tem problema nenhum, mas quando ele está sozinho, que você vê ele sozinho, que ele não te veja, você vê a opressão. Que tem na mente dele, entendeu? Porque ele fica falando e se debatendo. E ele, porque largou tudo, porque largou tudo e não teve apego, né? Quem que pode com essas coisas a não ser Deus? E eu quase enlouqueci também. Foi uma guerra muito grande para sair de tudo isso, porque a partir do momento que eu entendi que eu tinha que dobrar meu joelho eu não tinha forças para falar, eu não sabia orar, eu não entendia o mundo espiritual nessa parte, eu entendia onde eu tava, eu estudei, né, eu fiquei séculos lá, então eu sabia, mas do lado de cá eu não sabia.

Então assim, a partir do momento que eu comecei dobrar o meu joelho, eu vi vultos, eu vi a tormenta, eu vivi uma grande tormenta. A única coisa que eu sabia falar era assim: Jesus, me salva! Jesus, me salva. E aí um dia eu perguntei para o meu pastor, porque eu sonhei, comecei a ter sonhos, coisa que eu nunca tive. Eu comecei, eu sempre sonhava que eu tava no escuro, sozinha e correndo. Esse era os meus sonhos que eu tinha antes de tudo isso, no escuro, sozinha e correndo.

É horrível, horrível. E aí a partir do momento que vi, ouvi uma luta travada dentro do meu quarto, na hora eu não precisei fazer nada, eu só dobrei o joelho, eu não falei com Deus nem nada, Eu dobrei o joelho, eu vi os vultos e as tormentas, e eu falava: eu vou ficar igual meu pai, eu vou enlouquecer. Até que eu vi Jesus falar ao meu coração nitidamente: nela você não toca, ela é minha.

?Voz A

Ele é minha, nela você não toca. E você já tava conhecendo a Deus?

BFBruna Freire

Conhecendo. E eu comecei a ler a Bíblia, eu falei: eu preciso entender o que é tudo isso, porque eu achei que eu tava ficando louca. Eu tomei remédio de depressão, eu passei no médico, ele me deram remédio de depressão, porque quem vai entender essas coisas espiritual? Eu comecei a tomar remédio fortíssimo, entendeu? Depois que eu fui entender, aí eu sonhei, eu sonhei que tinha um cachorro pastor alemão, aqueles preto, correndo atrás de mim, querendo ir assim rosnando, sabe?

E eu me escondi atrás do meu pastor. E aí eu fui perguntar para ele o que que era isso. Ele falou assim: o inimigo tá furioso com a sua vida, os seus olhos se abriram para a verdade, então ele vai querer "tentar te destruir". Ele falou: "Você tem que ter um posicionamento espiritual". E eu falei: "O que que eu faço?" "Jejum e oração". E eu comecei a jejuar e orar, jejuar e orar, e ler a Bíblia. Ali eu fui me fortalecendo, me fortalecendo.

Aí eu fui me fortalecendo, me fortalecendo, minha mãe tava com câncer. Eu falei pra ela que eu tive um sonho com ela, que ela vinha pra Jesus, e ela falou a mesma palavra que eu, E realmente, Deus falou pra mim que ia curar ela, né? A minha tia deu todos os respaldos da parte financeira e saúde pra ela, mas Deus falou bem claramente pra mim que ia curar ela e foi uma luta de 3 anos, mas curou. E falou: "E ela vai me servir e todos os seus vão me servir." Então quando eu li aquela palavra: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor", eu peguei.

Com unhas e dentes essa palavra para mim. Então hoje não tem outro caminho, não tem outro caminho. Ele é o caminho, Jesus é o caminho, ele é o caminho, a verdade e a vida. Não existe outro caminho. E o vazio da alma é só ele que preenche. Não tem dinheiro, não tem, não tem nada que preencha o vazio da alma. Eu posso falar com todas as letras, Eu vivi no meio de gentes obscuras, eu vivi com gente, eu vivi com todo tipo de gente que você pode imaginar, e eu vi, não tem outro caminho.

Ele é o caminho, ele é tudo na nossa vida, entendeu? Eu aprendi a amar, eu vim pela dor. As pessoas falam que não existe isso, mas eu vim pela dor. Mas hoje eu amo tanto a Jesus Cristo que eu falei para arranque tudo menos a tua presença. Eu tô que nem Davi, sabe? Não retire de mim o teu Santo Espírito. Eu peço todos os dias para ele. A graça me alcançou. Eu sou grata todos os dias por isso. Lembra que eu te falei que eu queria uma família?

Deus me restaurou. Quando eu falo de restaurando, é interno, sabe? É interno. As pessoas, elas maqueiam as coisas. Deus me transformou internamente, tá transformando. Porque até que ele venha, é de glória em glória, até que ele venha, né? Então assim, ele vem fazendo os seus processos, ele vem me mostrando uma pessoa carente. Eu era extremamente carente, eu era uma pessoa extremamente, sentia oprimida. Eu não mostrava isso para as pessoas, mas eu tinha isso.

Às vezes as pessoas achavam que eu era preguiçosa e não era. Eu não tinha preguiça de nada, eu tinha traumas, eu tinha dores, né, que eu não falava para ninguém, que até algumas que eu mesmo sabia que tinha. E ele foi me mostrando, ele foi meu psicólogo. Não que as pessoas não tenham aqui psicólogo, não tem, né? Tem que ir sim, né? Se Deus deixou os médicos, eles estudaram para isso. Mas ele foi meu psicólogo, ele foi me mostrando aquilo que tinha dentro de mim que eu precisava melhorar.

Ele me deu uma identidade de filha, de filha. Ele disse que eu era amada, filha amada. Então, para mim não tem preço. Eu demorei para entender isso, eu me sentia, eu não me sentia amada. Eu me sentia rejeitada, sabe? E ele me amou, ele me amou. Glória a Deus, sabe? Eu falo para Deus todos os dias na minha oração que o Senhor viu em mim, porque não tinha nada que se salvasse, nada. Eu, quando eu tiver diante de Jesus, eu quero perguntar o que o Senhor viu em mim, porque não tinha nada.

?Voz A

Ai, Deus sabe, né, o que veio.

BFBruna Freire

Eu me sinto como aquela mulher adúltera, eu me sinto como aquela mulher Maria Madalena, a mulher, a mulher que se prostrou com vaso de alabastro nos pés de Jesus. É assim que eu me vi, a mulher samaritana, sabe? Então assim, e ele me salvou, ele me tirou das tormentas. A Bíblia fala em Salmos 34 que eu falo assim: eu busquei ao Senhor e ele me respondeu e me livrou de todos os dos temores, sabe? Alegria no espírito, sabe? Eu não tô falando uma alegria que eu lembro que eu te falei assim, quando a gente maqueia, né?

As pessoas maqueiam. Não, é uma alegria no espírito. Eu vivo falando isso, sabe? Quando eu tenho oportunidade para as pessoas, gente, a gente não pode viver triste a vida inteira. O Senhor disse que o choro dura uma noite, mas a alegria ela tem que vir pela manhã. Se a gente serve um Deus vivo que dá vida com abundância, vida de dentro. As pessoas acham que é coisas materiais, não, é uma vida de dentro. Tá cheio de gente com traumas dentro, tá cheio de gente frustrada, entendeu?

Que elas não entendem que tem que trabalhar aqui, ó, é aqui dentro, entendeu? Então Deus vem trabalhando dentro do meu interior, que eu não tenho mais espírito de rejeição, eu não tenho mais o espírito de inferioridade, eu não admito que as pessoas— Deus, ele me deu uma autoridade, eu não admito mais as pessoas acharem que elas podem falar o que elas querem para mim, eu ficar ficar quieta, entendeu? Não, eu me posiciono hoje em dia, eu falo o que eu penso, entendeu? Eu não, jamais essa autoridade eu não tinha, entendeu? Eu me sentia pequena.

?Voz A

E você falou sobre o seu casamento, né? É, mas O que que acontecia no seu casamento que não deu certo? Como você falou, ah, eu vivi, eu vivi com ele, tive 3 filhos, um bom tempo, mas o que não dava certo assim?

BFBruna Freire

Eram muitas brigas, é como se a gente fosse, a gente assim, se gladiando, entendeu? A gente brigava muito, eu não sabia desse negócio de mulher sábia que edifica sua casa, então se ele falasse A, eu falava B, entendeu? Então assim, a gente se gladiava um com o outro, entendeu? E não chega aí no lugar nenhum. Isso cansa, né? Isso vai cansando, né?

?Voz A

Isso mesmo. E ali você ainda tava servindo, né?

BFBruna Freire

Sim, sim, sim. Isso aí também influencia, influencia, influencia. Porque se quando a gente, a mulher sábia, ela vai fazer o quê? A gente pode se irar, a gente pode ficar nervoso, né? Porque eu fico nervosa, né? Então assim, mas a gente vai se dominando e vai tentando ajeitar. Que nem hoje eu sou casada, hoje eu sou casada com um homem de Deus, né? O meu marido, ele é bem cristão, muito mais tempo que eu. E por incrível que pareça, ele veio da mesma linhagem que eu, entendeu?

E ele só não fez cabeça, essas coisas, mas umas histórias parecidas a nossa, entendeu? E Deus, e eu falava para Deus, eu era muito nova quando eu me separei, então eu falava para Deus, eu não quero morrer sozinha, né? Eu queria ter um companheiro e Deus me deu, Deus me deu. E eu já entendi que sim, sem Deus um casamento não vai para frente, não vai, porque é renúncia, é perdão, né? E a gente tem que ir caminhando e perdoando. E fora de Cristo, muito difícil.

Que nem o meu casamento não deu certo porque não tinha Jesus, né? Não tinha, entendeu? A gente se gladiava, né? A gente parecia inimigo. Eu tava falando do sonho, aí eu queria falar com detalhes que eu tava contando do sonho, que quando o primeiro sonho que eu tive assim, que eu não tinha sonho, como eu falei para você, eu tinha Quando eu estava no espiritismo, eu tinha sonhos assim de perseguição, de noite correndo, fugindo, né?

Quando eu vim para Jesus, era o único sonho que eu tinha, tá? Eu não tinha mais sonhos, né? Quando eu vim para Jesus, eu sonhei que eu tinha um cachorro, né?

?Voz A

Só para um pouco, Giovana, para um pouco. O corte que vocês vão fazer, pode ir.

BFBruna Freire

Então, o meu marido atual, que eu me casei com uma pessoa que é cristã, né? E ele é mais velho de evangelho, né? Enquanto eu tô pouquinho, ele tem 30 anos, né, de ser cristão. Ele veio, né? Ele tanto que ele fala que veio cadeirante e levantar, né? Que maravilha, que sorte na dele, né? Então, eu queria voltar num sonho que eu comecei a contar, um sonho, e eu queria voltar a contar, terminar de contar o sonho, né?

?Voz A

Isso inclui a sua mãe?

BFBruna Freire

Isso inclui a minha mãe, é o sonho que eu tive com a minha mãe, para Pela primeira vez eu tive o sonho com a minha mãe, que Deus me mostrava que ela ia descer as águas, né, ia ser curada do câncer, entendeu? Foi isso que Deus falou para mim nesse sonho. E aí eu falava: meu Deus, como que vai ser isso? Porque ela não aceita nada. Foi aí que eu acordei na hora. Eu não esqueço desse dia não, que eu acordei e falei: mãe! Ela tava tomando café, ela já não tinha mais cabelo, os cabelos da cabeça já tinha caído, ela tava bem bem fraquinha, sabe?

E eu falei: mãe, eu tive um sonho com você. Ela falou: é? Eu falei: é. Eu falei: eu sonhei que a senhora ia ser curada do câncer. Jesus falou para mim que a senhora vai ser curada do câncer e você vai descer as águas, você vai servir a ele. Aí foi a hora que ela virou para mim, falou assim, deu aquela gargalhada e falou assim: ah tá, eu nasci macumbeira, eu vou morrer macumbeira.

?Voz A

A mesma palavra que você falou.

BFBruna Freire

Exatamente a mesma palavra. E eu comecei a rir.

?Voz A

E ela praticava ainda ou não? Ela só servia ainda?

BFBruna Freire

Não, ela já não tinha mais casa de candomblé, porque assim, aí as pessoas foram abandonando. Era ela, era ainda, entendeu? Ela era ainda. E assim, só que assim, ela já não tinha mais casa de candomblé, porque assim, nessas horas você vai vendo, né? Na hora que você fica doente, na hora que, né? Por isso que bem dizem que cavalo, né? Cavalo, né? Porque aí na hora que ela ficou doente, as pessoas, a gente foi, as pessoas foram se afastando.

Ela já não tinha mais casa de candomblé, ela já não tinha mais nada dessa parte, entendeu? Mas ela tava ainda na religião, né? Enfim, ela jogava os búzios dela se precisasse, entendeu? As coisas dela, né? Enfim, e aí eu tive esse sonho. E aí eu dei risada quando ela falou isso para mim, né? Que ela nasceu macumbeira e morrer macumbeira, né? E eu falei: mãe, você acredita que Deus gosta desse tipo de gente? Eu falei para ela: é desse tipo que Deus gosta, porque eu falei a mesma coisa quando eu vim para Jesus, né?

E descansei no Senhor. E o Deus falou para mim assim: ela não vai na igreja, mas traga a igreja para dentro da casa. Então eu comecei a fazer cultos dentro de casa, comecei a fazer cultos, entendeu? Ela não participava dos cultos, mas ela às vezes ia dar uma olhadinha no que tava acontecendo. Em italiano. E vira e mexe, cheguei, alguém pedia: 'Posso chamar sua mãe?' E aí alguém falava uma profecia para ela de cura, né, disso, né.

Enfim, só que assim, no meu sonho, quando eu tive esse sonho, eu tive esse sonho que do pastor, do cachorro que queria me dilacerar, que minha mãe ia ser curada e que ela ia descer as águas. Só que assim, eu tinha nesse mesmo sonho, era uma corda amarrada em mim, uma corda amarrada em mim, e eu tentando ir para igreja, entendeu? Eu tentando ir para igreja, só que essa corda me puxava para trás, e eu não conseguia caminhar porque eu tava— essa corda ficava me puxando muito forte para trás.

E aí, como eu não conseguia caminhar, eu agachei e fui me arrastando. E aí eu falei todo esse sonho, né, todo esse sonho eu porque eu não entendia de sonho, né? Então falei todo esse sonho para o meu pastor, e ele pegou e falou para mim assim que eu ia enfraquecer na fé. Ele revelou realmente o meu sonho como ele foi. Ele falou: você, alguma coisa vai acontecer que você vai se enfraquecer. Você não vai sair da presença de Deus, mas você vai se enfraquecer.

E realmente aconteceu isso, porque quando a minha mãe um dia na madrugada falou para mim que viu uma luz no quarto dela e que ela queria aceitar Jesus, Eu fui rapidamente no outro dia, quando amanheceu o dia, falar para ele, e ele disse que não.

?Voz A

Para quem?

BFBruna Freire

Para o meu pastor. E ele disse para mim que não batizaria ela, e aquilo me machucou muito porque eu era nova convertida. E ele falou: não, ela tem que vir na igreja, entendeu? Ele queria que ela fosse na igreja falar lá, entendeu? E ela tava debilitada, entendeu? Ela falou: "Dentro de casa." E aí ele foi lá em casa, tudo, com mais um obreiro, foi. E ele falou: "Eu não vou batizar.

?Voz A

Eu não vou batizar." Que falta de sabedoria, né? Isso aí mata uma alma. Isso.

BFBruna Freire

A minha mãe é uma pessoa, você sabe, pernambucana. Eles são geniosos. Naquele momento eu falei: "Pronto, perdi essa alma." Porque, vou te falar, a última alma que eu achei que eu ganharia pra Jesus era da minha mãe. Por causa dela ser, ela tem, ela tem personalidade, entendeu? Ela tem um gênio forte, não é qualquer coisa que convence ela, entendeu? Então assim, eu falei, perdi essa alma. Quando eu vi ele falando para ela, eu não vou batizar porque ele falou ela precisa ir na igreja.

Eu falei, pastor, e assim, eu como eu tava lendo a Bíblia, eu fui tão rápido, eu falei, mas Felipe batizou o rapaz no meio do caminho, né, ali mesmo, ele não precisou ir para igreja.

?Voz A

Vejja que salva!

BFBruna Freire

Exatamente. Eu ainda disse isso para ele na época, né? Mas eu falei assim, então eu vou procurar outra pessoa. Eu falei, porque se a minha mãe morrer sem a salvação, o sangue dela vai ficar nas suas mãos, porque em Ezequiel fala.

?Voz A

É isso mesmo, porque eu já tava lendo bem a Bíblia, sabe?

BFBruna Freire

Eu era nova convertida, mas eu comecei a comer Bíblia. Então eu falei da palavra de Ezequiel para ele, sabe? Eu falei, o sangue dela vai ficar nas suas mãos, né?

?Voz A

É isso, é verdade, vai ser cobrado.

BFBruna Freire

Exatamente. E foi assim que aconteceu. Eu chamei uma pastora, né, de uma amiga minha. Falei assim: olha, tá acontecendo isso, a minha mãe ela disse que viu uma luz na madrugada, ela disse que quer aceitar Jesus, que ela quer se batizar antes dela voltar a fazer o tratamento do câncer, né? E ela falou assim: porque o meu pastor, infelizmente, ele disse que não vai baptizar. E rapidamente, prontamente, ela: não, nós vamos batizar, vai ser um batismo rápido, Bruna, né, porque sua mãe tá pronta para ir viajar, para voltar, fazer o tratamento do câncer, né, da químio, da rádio, lá em Vitória do Espírito Santo, com a irmã dela, né.

Então assim, rapidamente foi, entendeu, foi um domingo. Antes disso, a gente, a gente teve muita dificuldade, muita retaliação, né, enfim, né. Eu não conseguia dormir, os vultos, entendeu? A opressão maligna, né? Isso é exatamente. Então eu convoquei 3 pessoas de oração da minha confiança que ia todo dia às 6 horas da manhã orar. E minha mãe sentava na cadeirinha toda debilitada assim. Nossa, no clamor, no clamor para o dia do batismo dela, né?

No último dia que aquele dia foi muito forte, porque assim, nossa, uma atmosfera de glória, entendeu? Foi uma guerra espiritual tão grande que eu vi ali, que veio aquela opressão. E teve uma amiga minha que ela bateu o pé na porta, abriu a porta e falou assim: você perdeu, Satanás, entendeu? Então aí eu invadi uma atmosfera de glória dentro da minha casa, entendeu? E aquele dia a gente foi para o Rio, foram essas pessoas que me ajudaram em oração, nós somos só mas, né, não teve muita gente por causa que era um batismo rápido.

E ali eu glorifiquei a Deus, ali eu glorifiquei a Deus, né, pelo batismo da minha mãe. E ali ela foi batizada nas águas, e dali em diante, a partir do momento que ela foi, porque no outro dia ela já ia viajar, dali Deus colocou pessoas no caminho dela. Depois que ela voltou para Vitória, pessoas evangélicas no caminho dela, sabe, sempre com uma palavra, sempre com— ela começou a frequentar a Igreja Batista. Que tinha lá perto, né, da casa onde ela morava, do apartamento que ela morava, a casa dela, entendeu?

E foi ali que eu fui pedindo para Deus de onde que eu tava, porque eu não podia estar com ela lá, né, nesse período. E foi aí que foi, Deus foi colocando pessoas no caminho dela. É cristã, você vê como muda a atmosfera, né? A atmosfera mudou, colocou pessoas no caminho dela de Deus. Já um vinha com uma água, olha assim, essa água ungida do pastor, entendeu? Isso e aquilo, uma palavra.

?Voz A

E ela foi indo nos cultos lá.

BFBruna Freire

Enfim, Deus foi trabalhando, trabalhando, trabalhando, entendeu? E ela gosta de ir para igreja, viu? Ela, ai, como eu sinto falta da igreja! E ela foi curada, ela foi curada nesse processo todo, ela foi curada. E foi muito interessante porque assim, esses foi uns 3 anos de luta, só que assim, eu consegui um certo dia, porque assim, ela começou a sentir diabetes, enfim, começou a ter outros problemas de saúde, tudo, né? Então eu acho que ela, na concepção dela lá Ela sempre teve medo de morrer e não ver os netos, ver a filha, entendeu?

Então assim, eu acho que mexeu muito com as emoções dela e ela começou a ficar com esses problemas de saúde lá. E o médico não operava ela por causa, devido isso: não posso operar enquanto não abaixar diabetes. Porque aí descobriram que ela tinha diabetes, entendeu? Então eu não posso te operar, como que eu vou te operar? E aí eu fui para lá, eu fui para lá com meus filhos de avião, tudo, sabe? E 10 dias. E nesses 10 dias eu vi o milagre de Deus, porque assim, aí a gente começou a fazer comida saudável para ela, ela viu densas melhorou, né, que às vezes podia até ser uma diabetes que tava emocional, né, e melhorou.

E assim, no último dia assim, sabe, e eu orei por ela, falava: calma, mãe, vai dar tudo certo, Deus falou que a senhora vai ser curada, a senhora vai ser curada, eu acredito nisso, né. E aí teve no dia da cirurgia dela, no dia que eu ia embora, aí o médico falou: não, eu vou operar ela, já dá para operar tudo. E operou naquele dia de eu ir embora. Eu passei umas, foi umas 4, 5 horas de cirurgia, e eu fiquei lá esperando ela no quarto.

Quando ela saiu do centro cirúrgico, que eu vi que ela tava bem, que tava na hora do meu voo, eu vim embora. Então assim, Deus, ele é extraordinário, porque ele trabalha, né? Quando você acha que não vai acontecer, naqueles 5 minutos ali, 2 minutos do segundo tempo, você fala, né? E eu consegui deixar ela já prontinha.

?Voz A

Deixou, né, você viver esse tempo, né? Esse tempo aí que você viu que você conseguiu descansar, que ela conseguiu ali operar, dar tudo certo, né? Deus permitiu, né?

BFBruna Freire

Ele permitiu. Hoje eu consigo entender que ele queria forjar, né? O primeiro versículo que veio na minha cabeça assim na época foi assim: eu coloquei você no deserto para saber o que tinha no seu coração. Então assim, foi um processo muito difícil porque eu queria Eu queria ter participado das rádios, mas infelizmente nós morávamos muito longe e ela podia ter feito o tratamento lá, porque a irmã dela deu todos os respaldos que ela podia, entendeu?

Então eu não podia estar junto, mas assim, as orações sempre foram intensas, né? E eu vi aquele sonho que Deus me falou antes de acontecer se concretizar. E olha que incrível que Eu realmente fiquei muito triste com meu pastor, fiquei chateada. Eu comecei a ir para igreja me arrastando, do mesmo jeitinho que ele falou, sabe? E quando a minha mãe foi curada, ela veio para Itanhaém para ficar comigo, para me ajudar a olhar os meus filhos, que eles eram pequenos quando eu me separei do meu primeiro marido.

E a gente foi lá na igreja, porque eu cheguei aí, eu comecei só a ir, sabe? Eu fiquei tão desanimada que eu comecei só a ir. E foi uma igreja que eu nasci lá, sabe? Eu fui batizada por ele. E você acredita que minha mãe fez uma, acho que é lápide que fala, né? Fez um negócio assim bonito, sabe, escrito. E nós fomos no dia lá da festividade, que eu não me recordo que festividade que era, e eu levei ela. E ela falou: você não quis me batizar, mas eu tô te dando essa lápide, que eu agradeço, porque a Bruna conheceu Jesus por você.

?Voz A

E entendeu, ela não tinha nenhum rancor.

BFBruna Freire

Não, não, graças a Deus não, nem eu, mas eu não fiquei mais lá, né? Sim, sim, Deus fez, né?

?Voz A

Sim, que não foi só, não é porque ele que não quis ali que Deus ia deixar de fazer o que ele tinha que fazer na vida da sua mãe, né? Porque Deus não depende de homem, não, não. Depende dos homens, ele é ele que tem o poder.

BFBruna Freire

Sim, e eu vi, eu vi, é que assim, a gente, a gente é difícil, as coisas de Deus, é, a gente até sabe, até falando para o meu marido hoje, a gente até sabe, mas para a gente praticar todas as coisas assim, a maioria é muito difícil, porque a Bíblia fala que a gente não luta contra carne e sangue. Hoje eu vejo que ele não foi ele, né, eu vejo que assim, ele se deixou se levar por uma situação, porque assim, ele tinha que entender que quem transforma é Deus, não é ele.

Ele vinha fazer a parte dele de batizar ela. Se ela ia ser transformada, não, já não é problema dele, já é, já é outro, né? Mas e foi isso. E hoje ela tá bem, ela tá, ela tá, ela tem uns probleminhas de saúde dela, mas do câncer, graças a Deus. Eu falei assim, mãe, eu até brinco com ela, falo, mãe, de câncer da senhora não morre, né? Eu falo, você pode morrer de qualquer outra coisa, mas de câncer não, porque Deus ele falou que que ele ia curar e ia curar, porque Deus não faz nada pela metade, né?

Tudo que ele faz é completo, né? Ele deu a cura e passou, porque você sabe que depois do câncer, você sabe que você tem um período de 5 a 10 anos para continuar indo ver se o câncer não volta, né? Porque o dela era um linfoma, ele andava pelo corpo. E você vê que Deus é tão maravilhoso que o câncer dela era desse tamanho. Isso. E aqui, ó, e ela não precisou tirar Ele veio, entendeu? Maravilhoso, né? A gente tem aflição, né? Porque às vezes tem pessoas que assim, e eu tô, e a gente conseguiu trazer umas pessoas do lado de lá para cá também.

É, hoje eu vejo um rapaz que eu tenho consideração como se fosse um irmão, ele veio para Jesus, a vida dele transformou assim, transformou da água para o vinho assim, sabe? E eu não tenho nem palavras para agradecer. Hoje eu tenho uma paz, aquela paz que ele fala, que excede todo entendimento. Às vezes vem a tribulação, vem um vento porque não estamos isentos disso, né? Porque tem gente que fala assim, né? Tem gente que fala assim: "Ah, mas você virou crente, mas tem..." Eu falei: "Tem, a Bíblia fala bem claro: no mundo tereis aflição, tende bom ânimo, né?" Então eu tô tendo bom ânimo, né? E eu tô muito feliz com Jesus, eu não me arrependo de nada, de nada, de nada.

?Voz A

Casamento que Deus preparou, marido que Deus colocou na sua vida, né? Sua família, seus filhos, que é a benção do Senhor.

BFBruna Freire

Sim, hoje a sua filha serve a Deus, todos eles servem, todos servem a Deus, todos, meus genros.

?Voz A

Ele fez por completo, Deus não faz nada pela metade, né? E hoje você serve a Deus junto também com a sua mãe, com a minha mãe, glória a Deus. Eu tenho certeza que Deus vai ter um encontro com seu pai, né? Sim, você não deixa de orar por ele, não, de buscar a Deus, e Deus ele ouve as nossas orações. É isso, a sua oração, Deus ouve. E a gente pedir, pedir a Deus, Ele ouve, Ele sabe o que vai fazer, né? Ele sabe o que faz, Deus sabe o que faz.

BFBruna Freire

Eu acredito, eu acredito ainda nessa parte do meu pai, porque ele fala para mim, ele pergunta para mim, ele pergunta para mim assim: "Você vai na igreja?" E eu falo: "Eu vou." Eu falei: "Você também um dia vai comigo na igreja." Ele falou assim: "Era aquelas coisas ruins que fez isso comigo, né?" Ele fala, ele sabe, ele sabe, ele sabe.

?Voz A

Porque você sabe o que você tá aceitando, que você pratica, e o que você também, você sabe quando você sai, as consequências. Se você não aceitar a Deus, se arrepender, servir a Deus, se você não fizer isso, você sabe a consequência, né? Porque o inimigo, ele não dá nada de graça, nada, né? O que ele dá, ele também quer, ele toma, ele toma, eu vi algo em Eu vi isso nitidamente.

BFBruna Freire

Tudo que ele deu para minha mãe foi tudo perdido. Isso, minha mãe teve casa, minha mãe teve as coisas, entendeu? E foi tudo perdido, entendeu?

?Voz A

Então ele só, ele só, ele não dá, né? Ele empresta. É, mas na sua mente ele tá dando, né?

BFBruna Freire

Ilusório. E tem um preço alto por isso, porque uma hora ele cobra.

?Voz A

Com certeza, né? A gente tem que ter Deus, né? Né? Sim, para quebrar tudo isso, toda essa maldição, todo esse, essas coisas malignas que vem, né, do Satanás mesmo, é dele, né?

BFBruna Freire

Sim. Bom, chegando ao final, e eu vejo assim as maravilhas que Deus fez nos meus filhos, sabe? Graças a Deus eles estão encaminhando, cada um. Minha nora, sabe, meus netos, todos eles, quando eu vejo eu vejo os meus netos louvando a Deus. Ele disse que abençoa até a quarta geração, né? Então assim, eu vejo eles falarem de Jesus, eu vejo Deus é tão bom, sabe? Meus netos, entendeu? Assim, eu falo que valeu a pena, sabe? Valeu a pena, porque assim, eu vi as maldições, eu vi os ciclos que não se concluía, entendeu? E eu vi Deus quebrando eu vi Deus quebrando algemas, correntes, grilhões.

?Voz A

Glória a Deus!

BFBruna Freire

Hoje eu posso dizer que eu sou livre.

?Voz A

Sim, eu sou livre.

BFBruna Freire

Eu sou livre em Cristo Jesus.

?Voz A

Glória a Deus! E uma vez liberto, é isso mesmo, é isso mesmo.

BFBruna Freire

Quando os olhos se abrem, ninguém pode fechar mais.

?Voz A

Deus te resgatou, né?

BFBruna Freire

Ele me resgatou. E assim, eu vejo o que ele fez comigo naquela palavra que fala assim: onde abundou o pecado, superabundou a graça. Entendeu? Então assim, eu choro mesmo porque assim, eu sei de onde ele me tirou. Ele me tirou das trevas, da escuridão, do tormento. Que nem diz aquele louvor daquela moça, né, a Juliana, acho que a Juliana, né, que fala que ele me livrou do tormento, sabe? Ele me livrou do tormento, né? Hoje eu tenho paz, graças a Deus, né?

E Deus vai endireitando as veredas da gente. Gente, né? E caindo, levantando, né? Eu nunca saí da presença de Deus, eu nunca desisti, entendeu? Por mais que aconteceu situações difíceis para me paralisar, eu nunca parei, eu nunca saí dos caminhos do Senhor. Eu caí, levantei dentro da igreja, né? Eu espero de verdade que as pessoas, ela de vez se afastar do Senhor, venha mais para perto, né? Venha mais para perto, porque ele que purifica, que limpa, né?

Quando a gente tem um que você falou, um arrependimento sentimento, né, genuíno, profundo, na presença do Senhor, né, verdadeiro, né, verdadeira.

?Voz A

Bom, chegando ao finalzinho, missionária Bruna, antes de ler a palavra de Deus, fazer oração, eu queria que você falasse um pouquinho do seu trabalho, que você tá falando para mim, é maravilhoso, né. E é ali que você também, você leva a palavra do Senhor, né, também não tem como a gente a gente não só serve ali dentro da igreja, falar de Deus, mas lá fora também a gente deve levar a verdadeira palavra de Deus para aqueles que também não sabem, não conhecem, né?

A gente deve pregar o evangelho em todo lugar que a gente está, né? Não importa onde, né? Sim. E queria falar, falasse um pouquinho do seu trabalho, que é onde você trabalha, no orfanato, não é isso?

BFBruna Freire

Eu trabalho no orfanato. Então, eu comecei cuidando de uma menininha no hospital, porque ela tinha uma tráqueo, né? Então assim, precisava de alguém para cuidar dela e eu sempre cuidei de pessoas, né? Enfim, aí me contrataram para cuidar dessa menininha e foi através dessa menininha que eu entrei no orfanato, porque ela tava lá, só que ela não podia ficar lá por causa dos cuidados que ela precisava, entendeu? Desaparelho tudo, né?

Não tinha um quarto específico para ela. E ali foi que eu encontrei essa menininha que o meu marido fala pra mim que ela foi Jesus na minha vida. Realmente ela foi Jesus na minha vida, porque ela falava com o olhar. Ela não falava porque não saía som, mas ela falava com o olhar. Ela entendia tudo que você falava. E foi através disso aí que quando ela morreu, porque ela morreu nos meus braços, essa menininha, eu cuidei dela por um tempo, né?

E eu comecei a ter amor como se fosse minha filha, sabe? Eu cuidava dela toda noite. Então assim, E depois que ela morreu, passou um tempo, eu fui contratada para trabalhar nesse, né, nesse orfanato, né. E ali eu comecei a conhecer as crianças, história das crianças, tudo, né. E aí eu contava, eu contava.

?Voz A

Isso toca, né, toca demais, principalmente quem é mãe também.

BFBruna Freire

Sim, porque aí vem aquela palavra para mim, né, pode uma mãe esquecer, né, me abandonar, mas Deus não, né? Então é isso que eu falo para eles, né? Eu converso muito com eles, entendeu? Converso com ele: vocês não precisam ser o que fizeram com vocês, vocês libera perdão. Porque eu vejo que uns têm uma raiz de amargura, entendeu? Eles têm o espírito da rejeição, entendeu? Do abandono, entendeu? De sentir abandonado, né? Porque mãe, isso, porque mãe é proteção, né?

E eu vejo que com tudo isso, muitos ali ainda queria estar com a mãe, mesmo depois do abandono, ainda queria estar com a mãe, entendeu? Então assim, eu peço muito para Deus e converso muito com eles sobre isso. Vocês não precisam ser o que fizeram com vocês. Vocês podem construir uma família linda, trabalhar, estudar, ser diferente. Olha a história da Tia A tia Bruna, né, eu falo para eles assim, a tia Bruna não queria aquela vida, entendeu?

A partir do momento que a tia Bruna conseguiu entender que aquilo não era bom para ela, né, ela, eu fui indo para os caminhos do Senhor. Eu falei assim, como Deus faz? E vocês vão falar que quer ter um bom casamento, que querem ter filhos, entendeu? Então eu falo, então se apeguem com Deus, fale com Deus em oração, entendeu? Uns vão para igreja católica, outros vão para igreja evangélica, mas Eles estão tudo sabendo e tudo que eu posso conversar da verdade, da verdade, entendeu?

Então sempre que eu posso, eu tô sempre conversando com eles sobre isso, sempre, sempre. E quando eu coloco louvor lá, eu vejo uns que choram muito.

?Voz A

Deus toca, né?

BFBruna Freire

Toca, choram, choram, choram de soluçar, sabe?

?Voz A

Que Deus vem, que é assim, né, que Deus vai ao encontro, né, através da palavra, da Sim, aí que Deus vai entrando no coração.

BFBruna Freire

Sim, então, Jamile, talvez eu não veja, né, a sementinha crescer no coração deles, mas tá plantado lá, né? Quem dá o crescimento é Deus, né? Mas eu já vejo que eles, eles entendem muito bem. Esses tempos atrás teve um que falou assim: tia, lê a Bíblia para mim. Ele nunca pediu isso. Leia para mim e explica. Então eu fui lendo, explicando como eu fazia com os meus filhos, porque eu podia ter o entendimento total, mas eu sempre fiz isso com meus filhos, de sentar eles e falar daquilo que eu entendia, entendeu?

E da palavra, né? E eu faço a mesma coisa com eles, entendeu? Então assim, eu explico quando eles me perguntam. E esse daqui veio, tia Leia, para mim e me explica. E eu fui vendo cada versículo, fui falando: olha, isso quer dizer isso, você sabe o que quer dizer ímpio, você sabe o que quer dizer aquilo. Ele falou: não, tia. E aí a gente, e eu vou explicando. Sabe? Eu vejo o amor deles por mim assim, é gratificante, é gratificante.

?Voz A

Dá o melhor para eles, né, o amor todo, e você recebe sim, isso sim, em troca, né, o amor deles, o carinho. Sim, bom, chega no finalzinho, é, quero que a missionária abra aqui a palavra, pode ler, tá bom?

BFBruna Freire

Tá.

?Voz A

Glória a Deus!

BFBruna Freire

Eu vou precisar de óculos.

?Voz A

Ah, tá, tá com ele aí. Quer que eu leia?

BFBruna Freire

Leia, porque eu não sei nem onde eu coloquei.

?Voz A

Tudo isso é para o bem de vocês, para que, para que a graça que está alcançando um número cada vez maior de pessoas faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.

BFBruna Freire

Glória a Deus!

?Voz A

Vou ler mais uma vez. Maravilhosa! Tudo isso é pelo bem de vocês, para que a graça que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, de pessoas, hein, faça que transborde as nações de graça para a glória de Deus. As nações, as nações, glória a Deus, que palavra maravilhosa, para glória de Deus. 2 Coríntios 4:15, é o que você falou agora, né? É o que você falou agora, as graças para a glória de Deus, que transborda, as ações, né?

Sim, sim, é o que a gente faz, né, para todos, né? Pessoas que seja alcançada cada dia mais e muitas pessoas mais, né? Sim, que as nossas ações, o que a gente fala de Deus, que a gente prega, o que a gente faz. Sim, né? Sim, é isso aí. Palavra maravilhosa, verdade. Agora quero que a irmã faça uma oração para encerrar, tá bom? Amém, amém.

BFBruna Freire

Pai Santo e Bendito, eu glorifico o teu nome por essa tarde maravilhosa. Obrigado por cada palavra que foi falado aqui, Espírito Santo de Deus, por essa comunhão com os irmãos que está aqui presente. Pai, eu te agradeço que esse ambiente seja cada vez mais a sua glória, que alcance cada dia mais almas para o teu Teu reino, Senhor, porque tudo é para Ti, todas as coisas, Pai. Abençoa essas pessoas que faz isso acontecer, Senhor, em nome de Jesus, para glória do Teu nome.

Manifesta Tua glória, derrama a Sua Shekinah, o Seu poder, Pai, em nome de Jesus, Pai. O Senhor conhece o desejo do coração dos Seus filhos, Pai, em nome de Jesus, e que isso venha alcançar cada vez mais vidas e almas para o Teu reino, porque é para isso que nós viemos, Senhor, para proclamar as boas novas do Senhor, em nome de Jesus.

?Voz A

Amém, Bruna, missionária Bruna, Deus te abençoe grandemente, viu? Foi um prazer, testemunho maravilhoso, né? E eu creio que vai chegar muitas pessoas, que venha restaurar, salvar almas, curar, em nome de Jesus, em nome de Jesus, que Deus abençoe o teu trabalho também, né? Que Deus te use mais e mais ali.

BFBruna Freire

Amém!

?Voz A

Porque Deus, ele tem um propósito. Talvez a gente não saiba o que Deus quer fazer, mas ele sabe, né? Não é em vão da gente estar onde a gente vai, né? Não é em vão. Onde você está é que você tá levando a palavra do Senhor, né? E tenho certeza que através da sua palavra tá mudando vidas. Amém!

BFBruna Freire

Amém!

?Voz A

Deus tá falando grandemente ao coração daqueles amém, amém. Que Deus abençoe, viu?

BFBruna Freire

Amém. Eu quero agradecer a oportunidade por abrir esse espaço para mim. Vocês nem me conhecia, quero agradecer, mas Deus, ele, amém, amém.

?Voz A

Bom, encerrando mais um testemunho. Que Deus abençoe grandemente, abençoe sua família, sua casa, e eu espero você até o próximo. Amém. Deus abençoe.