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Erros que a Igreja moderna Precisa corrigir URGENTE! | Pr. Mac Anderson

29 de junho de 20261h55min
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EPISÓDIO COMPLETO: https://youtu.be/wldjGw6BKy4

Neste episódio do Crente Podcast, recebemos o Pr. Mac Anderson para uma conversa franca e profunda sobre os bastidores da liderança espiritual, saúde mental e o futuro da Igreja de Cristo. Em um relato corajoso, o convidado abre o coração sobre o período em que enfrentou o esgotamento emocional severo e a crise existencial no auge de sua trajetória, detalhando como o isolamento quase destruiu sua integridade. Além de abordar o cuidado com as emoções, o episódio traz alertas urgentes sobre segurança social, o combate à violência familiar, os perigos da divisão ideológica nos templos e o impacto das novas tecnologias na espiritualidade pura. Uma mensagem essencial sobre restauração, transparência e retorno à verdadeira essência espiritual.

Participantes neste episódio2
R

Rafael Fischmann

Host
P

Pr. Mac Anderson

ConvidadoPastor
Assuntos9
  • Espírito Santo e a IgrejaA Trindade e a representação do Espírito Santo · A importância do Espírito Santo na igreja · Experiência com o Espírito Santo · Dons e Fruto do Espírito Santo · Oração e intimidade com o Espírito Santo · Discernimento de espírito · Batismo com fogo · Línguas estranhas
  • Pastoralismo e saúdeEsgotamento emocional e crise existencial · A importância do autocuidado para líderes · O tabu de pedir ajuda na liderança · Burnout ministerial · Depressão e isolamento pastoral · A transição de ministério e o deserto
  • Violência doméstica e discurso religiosoCausas de divórcio e incompatibilidade · Agressão verbal e narcisismo · Agressão física como crime · O papel da igreja no combate à violência · Acolhimento e suporte às vítimas · Denúncia e processo criminal
  • A história da Igreja MoráviaO crescimento dos 'desigrejados' e membros online · A importância da comunhão presencial · Atualização da linguagem e formato da igreja · A busca por propósito e ações sociais · O papel dos pais na formação dos filhos · A influência da universidade na fé dos jovens
  • Sinodalidade na IgrejaDelegação e descentralização · Formação de líderes e discipulado · Projetos sociais e impacto na comunidade · A importância da igreja local e comunhão
  • Crença e CiênciaFormação de discípulos através de telas · Inteligência artificial como ferramenta e fonte · O perigo de humanizar a inteligência artificial · A carência e a busca por conselhos em IA · A IA substituindo o papel do Espírito Santo
  • A Igreja Evangélica no BrasilEscândalos e a imagem da igreja · O trabalho de pastores em comunidades carentes · Igrejas perseguidas e subterrâneas · A importância da transparência e cura na igreja · O trigo e o joio crescendo juntos
  • O papel da igreja na sociedadeA igreja como palanque político · O perigo do negacionismo político · O papel do cristão como cidadão · Valores bíblicos versus ideologias partidárias · A polarização e o adoecimento social · A autoridade constituída por Deus · Voto consciente e a compra de votos
  • A presença de DeusA essência do Espírito Santo · Intimidade com o Espírito Santo · Linguagem pastoral e acessível · A atuação do Espírito Santo desde Gênesis
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RFRafael Fischmann

Olá, seja bem-vindo ao Crente Podcast. Tá aqui começando mais um episódio. Meu nome é Rafael, seja bem-vindo você que tá chegando pela primeira vez. Se você já nos assiste, se inscreva no canal. Tem muita gente que nos assiste ainda não é inscrito, então já convido para você se inscrever. Bom, hoje eu estou recebendo aqui o Pastor Mac Anderson. Ele que é de Goiânia, pastor da Family Church, tem 5 anos de igreja, 10 anos de pastorado, 20 anos pregando o evangelho, 3 filhos.

Ele que pastoreia 2 igrejas com total aí de 12 mil membros. E nós vamos conversar um pouquinho aqui sobre a história dele, sobre também aí é uma conversa franca sobre o futuro da igreja e a saúde de quem as cuida. É quem lidera a igreja, né? Então, e ainda mais sobre o novo livro dele aqui, que é o livro que fala sobre o Espírito Santo. Pastor, seja bem-vindo aqui.

PMPr. Mac Anderson

Obrigado, Rafael, é um privilégio estar com você aqui hoje.

RFRafael Fischmann

Amém!

PMPr. Mac Anderson

Pra gente conversar, bater um papo e tentar de alguma forma edificar aqueles que nos ouvem, né? A Igreja de Cristo.

RFRafael Fischmann

Amém. Bom, esse livro aqui que o senhor tá lançando agora, eu dei uma lida nesse livro, é sensacional. Eu li ele, recebi ele, e é um convite aí para quem tem, os cristãos que estão na igreja até, infelizmente, ouvem falar do Espírito Santo e às vezes nunca teve uma experiência do Espírito Santo. Ou tem alguns que às vezes estão há tanto tempo, não conhece, ou chegou na igreja recentemente e precisa conhecer, saber quem é mais o Espírito Santo.

E eu achei sensacional especial esse livro que você propôs, porque traz um estudo completo ali de quem é o Espírito Santo, né?

PMPr. Mac Anderson

É, eu decidi fazer na nossa igreja algumas mensagens sobre o básico da fé cristã, né? Quem é Deus, quem é Jesus, é a criação do homem, a queda. A gente chama na teologia de soteriologia, que é o estudo, é o básico, né, da fé cristã. E eu comecei a pregar sobre o Espírito Santo.. E algumas pessoas que têm 10 anos, 15 anos de crente, vieram para mim: Pastor, eu nunca tinha ouvido falar nessa perspectiva. E aí eu me assustei, porque para mim o que era óbvio, percebi que muita gente não tava entendendo.

E aí comecei então a escrever sobre a pessoa do Espírito Santo, né, o Deus que habita em mim. E na história da igreja, para que a gente pudesse entender melhor, é a questão da Trindade, né? Esse nome não tem na Bíblia, mas os teólogos criaram esse nome para poder facilitar didaticamente. Triunidade, Trindade, para a gente entender. E aí eles colocaram Deus como a primeira pessoa da Trindade, Jesus a segunda pessoa da Trindade, e o Espírito Santo a terceira pessoa.

Mas era para a gente entender, né, que eram, são 3 pessoas e um único Deus. Até aí tudo bem. Só que culturalmente a gente nunca dá moral terceiro, né? Nós entendemos como um ranking, né? Como se fosse uma hierarquia. A gente sabe quem ganhou em primeiro lugar na Copa, a gente sabe quem é o Usain Bolt, que ganha sempre primeiro. Às vezes a gente sabe o segundo, se o cara for muito assim, muito apegado no esporte, alguma coisa assim, no futebol, ele sabe quem é o terceiro, sabe os gols.

Mas a grande massa, 90%, infelizmente nós entendemos Espírito Santo como o terceiro colocado, e não é, né? Eles não, não é um ranking. Então assim, é a mesma essência É o mesmo Deus, a mesma relevância. E eu comecei a falar sobre isso e trazer o papel do Espírito Santo na igreja. Isso foi muito importante para nós como igreja local e acabei compartilhando também de algumas experiências minhas com o Espírito Santo. Isso foi muito bacana.

RFRafael Fischmann

É ótimo, eu li, é maravilhoso. E é bom, hoje o senhor lidera e é pastor de 12 igrejas com 12 mil membros, né? Até chegar a esse Até chegar ao que o senhor está hoje, houve uma jornada, né? Acredito que não deve ter sido fácil. Muitas experiências que o senhor tem como pastor, e eu queria que a gente conversasse um pouquinho sobre isso, porque como que foi, como que começou a sua jornada como pastor?

PMPr. Mac Anderson

Eu fui pastor itinerante, evangelista, pregador por muitos anos. E todo início é maravilhoso, né? Aí Jesus, a Bíblia diz, Jesus não, a Bíblia, né, Provérbios diz que o fim das coisas é melhor do que o início delas. Parece que todo início é empolgante, é maravilhoso. Eu me lembro de ir para o monte orar e buscar Deus para que Deus me desse o ministério e tal. E eu, por Mais de 10 anos ministrei para jovens e adolescentes, depois comecei a falar com casais, e isso me deu oportunidade de estar em boas conferências, em boas mesas, e eu preguei muito tempo até 2017.

Eu me lembro em 2017 que eu fazia 4 estados por semana ministrando para casais, às vezes jovens e adolescentes, e eu estava numa grande conferência devia ter umas 6.000, 8.000 pessoas, e eu estava ministrando. E aí, quando eu comecei a falar, que eu vi aquela multidão, eu pensei assim: rapaz, olha, hoje eu vou vender muito livro aqui, porque com esse tanto de gente. Então, não é que seja errado, tanto é que o meu livro tá aqui.

Eu tenho 12 livros lançados, e aonde eu vou eu levo os meus livros. O problema não é esse, o problema é quando o foco fica esse. Porque se eu tenho uma chamada, se eu tenho ministério, meu propósito é edificar pessoas, ganhar almas, o livro tem que ser um adereço, tem que ser um acessório. Ele tá ali para me ajudar no ministério, não pode ser o propósito principal. E me lembro que eu comecei a pensar nisso e me lembrei automaticamente de que eu havia esquecido os livros no hotel.

Minhas caixas todas ficaram no hotel, não levei o livro para o evento. E eu entristeci porque eu perdi uma grande oportunidade. E naquele momento eu tive uma experiência muito forte com o Espírito Santo. Ele disse no meu coração: se você veio vender, eu não preciso de você aqui, porque você tá usando um púlpito, não é balcão, e diante de você tem uma noiva, não é uma prostituta. E aquilo me constrangeu, porque imediatamente eu lembrei disso.

Eu não sei se li isso em algum livro alguma vez, Não sei se eu ouvi, mas isso veio no meu coração tão forte que eu comecei a chorar compulsivamente. Não consegui muito assim terminar a mensagem, eu já parti logo para o apelo. Eu sei que era para eu ficar lá 50 minutos, eu fiquei no máximo 25, 30 minutos, já tinha encerrado. E eu voltei para o hotel e eu me lembro de dobrar os joelhos e lembrar da parábola de Lucas 15, filho pródigo, que quando ele volta para casa, o irmão tava muito chateado e ele disse: "Eu te sirvo, eu faço tudo certo." e eu tô aqui trabalhando na fazenda e o senhor nunca me deu nada.

O pai tava preocupado com a mesa e ele com a fazenda, né? Então ele tinha intimidade com a fazenda do pai, mas esqueceu do pai da fazenda. Ele, o pai queria mesa e ele queria serviço. Ele tava tentando chamar atenção de Deus ou do pai trabalhando, fazendo as coisas, e às vezes o pai queria um tempo de mesa. Eu falei: Senhor, eu Eu abro mão de tudo o que o Senhor me deu para não perder a essência, para não perder o Senhor. Lembrei da carta lá no Apocalipse da igreja que perdeu o primeiro amor.

Eu comecei a orar sobre isso. Foi quando surgiu a oportunidade para a gente mudar do Brasil para ajudar uma igreja missionária lá em Londres. E eu entendi que era hora de, tipo, deixar tudo, literalmente tudo, e recomeçar do zero. É um restart para até um novo processo de Deus na minha vida, para um novo início, um novo começo. Aceitamos a oportunidade, ficamos lá 3 anos, e o processo lá foi bem doloroso, foi bem difícil, não foi fácil.

RFRafael Fischmann

Chegando lá, o senhor já começou a pregar? Pregar em igrejas?

PMPr. Mac Anderson

Não, na verdade, nós fomos convidados para ajudar uma igreja missionária lá. E eu fui para ajudar esta igreja. O pastor já estava lá há mais de 20 anos, passou a igreja para o filho, que é um grande amigo meu, e ele precisava de um apoio nesse sentido, de uma ajuda para esse momento dele lá de transição. E eu fiquei lá 3 anos, 2018, 2019 e 2020. Eu fiquei lá. 3 anos. E engraçado que eu estava no Brasil ainda, não havia mudado, quando Deus É, começou a falar.

Eu acredito muito nos dons espirituais, tanto é que no livro eu falo dos dons e falo do fruto, óbvio que o fruto é o que me caracteriza cheio do Espírito Santo, mas eu ainda acredito na contemporaneidade dos dons. Eu acredito que Deus fala, eu acredito na palavra do conhecimento. E Deus começou a usar algumas pessoas para falar de uma mudança geográfica para fora e tal. E eu sempre relutei muito, né? Aquela coisa assim: não, não vou ter nada, não vou perder tudo que eu tenho aqui.

Até que eu tive que abrir mão. Mas um dia eu sonhei com uma bandeira. Eu não sonho com nada, eu sou um cara difícil de acreditar nessas coisas. Gente que estuda, você fica um pouco cético, né? E eu tava vivendo um momento assim, não só de ceticismo, mas de mecanizar o processo, mecanizar o meu ministério. Eu fazia, dava certo. E nem tudo que tá dando certo significa que tá certo.

RFRafael Fischmann

Sim, sim.

PMPr. Mac Anderson

Então o nicho gospel no Brasil, ele é um nicho muito poderoso. Então, comercialmente falando, se você quiser vender, expandir, tem espaço para todo mundo. E infelizmente eu estava indo nessa vertente, nunca me desviei, não fiz coisa errada, não, não. Só que você usar aquela ferramenta para obter lucro, né, é mesmo que não fosse intencional, mas eu tava, eu estava caminhando nessa direção. E aí foi quando Deus, os Espírito Santo me parou e eu sonhei com uma bandeira.

Eu não conhecia a bandeira branca com umas faixas vermelhas, porque a bandeira que eu conhecia da Inglaterra é a bandeira do Reino Unido. Ela é diferente. Essa bandeira eu nunca tinha visto. Aí pesquisei durante o dia, aí tava Inglaterra. Falei: cara, nem sabia que a bandeira da Inglaterra era diferente da bandeira do Reino Unido. Nem sabia. Até ruim, né, de geografia, de tudo. E aí, quando eu havia terminado de pesquisar, meu amigo me ligou da Inglaterra contando que o pai dele passou para ele, que ele ia falando e falando.

Falei: "Rapaz, Deus tem falado comigo sobre uma mudança geográfica." Ele falou: "Você não tem coragem de vir para cá, não?" Eu falei: "Cara, coragem eu tenho, Deus está falando, eu não consigo relutar mais." Ele disse: "Não tem salário, a igreja ainda está bem pequena, não podemos te dar um carro, nenhuma casa maravilhosa, é tudo muito simples. Se você tiver coragem de vir, é pela fé." E eu fui. Abri mão. É loucura, né? Fui chamado de maluco, de doido e tal, mas o Espírito Santo falou tão forte no meu coração sobre esse novo tempo que era necessário e eu fui.

E lá eu fiquei só na igreja mesmo, local, viajava muito pouco ali perto, nos outros países. Em Goiânia eu tinha um culto na época, que eu era de outra denominação, Eu tinha um culto que dava 2 mil pessoas numa quarta-feira. E o meu culto lá em Londres na quarta dava 12, 15. Foi devagarzinho, foi melhorando. Eu pregava, por exemplo, em conferências de casais. Eu preguei em 2017 uma conferência de casais que o Pastor Cláudio Duarte fez, uma do Luciano Subirá, a outra conferência de jovens lá no Pastor Silas Malafaia, preguei no congresso de casais do Pastor Josué Gonçalves.

Então, em 2017, eu fui em 5 ou 6 conferências que para mim eram muito importantes. E aí eu cheguei lá, não tinha conferência, eu fui cuidar de 4 casais numa sala. Então eu fui me desfazer do itinerante, eu fui— não tem nada errado, quem tá viajando por aí, quem é itinerante, tá tudo certo. Eu tô falando que é um processo meu, pessoal. Deus queria me transformar num pastor, queria outro projeto para você, outro projeto interessante.

Que como eu fiquei lá 3 anos, eu tinha muita crise, tipo "O que eu estou fazendo aqui? Fiz errado, fiz errado, fiz errado." Porque eu perdi muita coisa. E um pastor me encontrou lá, ele mora lá, e disse: "Olha, você não vai entender isso agora, mas depois você vai entender." Quando Deus retirou Moisés do Egito, Deus ordenou que ele fosse para o deserto para que ele pudesse viver uma... Ordenou no mundo espiritual, né? Moisés, na realidade, saiu do Egito fugido porque ele assassinou alguém.

Deus estava conduzindo Moisés ao Egito, Moisés ao deserto, para que ele pudesse passar por esse processo de tratamento. Aí ele falou para mim assim: Moisés saiu do Egito com roupa de príncipe, fugiu para o deserto, foi cuidar de ovelhas, e quando ele volta no Egito para tirar o povo, ele já tava com roupa de pastor. Ele disse que essa troca era necessária, a roupa de príncipe para roupa de pastor, "Ela só é possível quando você passa pelo processo do deserto." Falei: "Então prepara seu coração e acalma, vai ser doloroso, mas é necessário." E aconteceu. Como eu tive muitas perdas, muitas, muitas.

RFRafael Fischmann

Financeiras?

PMPr. Mac Anderson

Financeiras. Eu morava num condomínio fechado em Goiânia. Lá eu fui morar num flat pequeno, que é o quê? Ó, o que tem que ficar claro é que a igreja fez o melhor que eles puderam. Só que dentro das condições que eles tinham, né? Igreja pequena, igreja de brasileiros, tinha alguns angolanos e portugueses, mas a maioria brasileiros, que fizeram o melhor que eles puderam. Então fui morar num flat pequeno com meus filhos, não tinha carro, e muito frio, né?

E Londres é tudo cinza, tudo escuro. Meus filhos começaram a sofrer bullying na escola, e assim, isso me afetava. Meu filho menor um dia falou para mim: "Você não podia deixar aqui nessa escola, porque quando eu entro aqui tem uma tristeza que entra dentro de mim." E isso me afetava, né? Eu tava muito conectado nisso e isso me afetava. Um ano que eu estive lá, o meu documento não saía, engraçado. Documento dos meus filhos saíram, da minha esposa saiu, e o meu não saía.

Então não podia viajar. Então eu fiquei um ano enclausurado. Imagina que você tá a 250 por hora, você tá correndo, você tá voando, e de repente você para e senta no chão. Aí você não tem mais network, você não tem mais agenda, você não tem mais livro para vender, você não tem mais "Não tem nada, acabou. Agora você volta ao início de tudo." Deus te parou ali. Me parou, literalmente. Você quer voltar à essência? Então, Deus geralmente permite que a gente seja ferido na área que ele vai nos usar.

Eu estava para viver um burnout, um burnout, da loucura que eu estava, e eu já estava entrando quase num processo de depressão, e eu não sabia. Quando eu parei tudo, que eu não tinha mais atividade e nem ativismo religioso, aí eu mergulhei na depressão por causa das perdas e por causa do processo que eu vinha. Então foi um mergulho.

RFRafael Fischmann

Quer dizer que foi por um caminho ali que não era para o senhor ter ido, né? Era um caminho que o senhor mesmo escolheu, decidiu ir, que achava que era correto, e Deus queria te corrigir, né?

PMPr. Mac Anderson

Eu questionei muito, por que que o senhor me trouxe para cá? Porque eu comecei a me sentir culpado. "Ah, vacilei, errei esse negócio de parada de profecia, negócio de Espírito Santo falou no meu coração, acho que eu errei, acho que eu tava querendo sair fora." E eu precisava me desvincular também, eu tinha muita vontade de deixar a igreja onde eu estava, o projeto onde eu estava. É uma igreja séria, é uma igreja forte, uma igreja relevante em Goiânia, mas alguma coisa no meu coração desconectou, que eu não queria estar mais ali.

E eu não queria fazer isso de forma errada, eu não queria fazer isso de forma abrupta, eu queria que fosse leve. Falei: "Cara, é oportunidade, vou mudar de país, fico lá um tempo e pronto." E fiz. Só que depois, com o tempo, tanta pancada, tantas perdas, tantas coisas, eu comecei a me culpar. Falei: "Cara, tá errado, fiz errado, fiz errado." O que é normal do ser humano, né? E aí eu entrei em crise existencial, ministerial, e comecei a pensar assim, falei: "Eu fiz errado, então eu acho assim, que se Deus me levar, me tirar, a minha família vai ficar melhor, porque aí eles param de sofrer o processo que está sobre mim, porque eles não têm culpa." Tem culpa.

Uma das características mais fortes da depressão, que eu demorei quase um ano para falar isso, para pedir ajuda, aí já tem a ver com uma crença religiosa. Um pastor itinerante que tem o ministério consolidado com depressão, tá errado aí, não pode. E isso, meu inconsciente, né? Não pode, não pode, não pode, não pode. E quanto mais você tem essa autonegação, pior fica, porque a primeira coisa para você resolver um problema é reconhecer que você tem ele.

RFRafael Fischmann

E isso tudo o senhor passou sozinho?

PMPr. Mac Anderson

Eu tava com a minha esposa. Não, minha esposa, ela percebeu, mas ela não falava nada. E eu não falei com ninguém, evitava, meus filhos não me viam chorar.

RFRafael Fischmann

Mas como pastor era você e sua família, só você.

PMPr. Mac Anderson

Só eu e minha família, o isolamento. A igreja lá não podia saber porque eu estava lá para dar um suporte. Como é que um cara doente vai dar um suporte? Sim. Como é que alguém com as pernas quebradas vai carregar um paralítico? Mais ou menos isso, né? É cego guiando outro cego. Então a igreja estava bem, a igreja estava saudável, começou a crescer. Mas assim, eu estava lá para ser uma coluna. Como é que uma coluna está quebrada?

É verdade, Deus estava, me levou mais para tratar comigo do que com a própria igreja.

RFRafael Fischmann

O senhor acha que faltou aí discernimento, faltou ouvir mais a voz do Espírito Santo? O que que o senhor acha que faltou naquela época da sua parte?

PMPr. Mac Anderson

Faltou eu aceitar o processo, entender e correr para buscar ajuda, fazer exames, procurar saber se era neurológico, se era só espiritual, se era hormonal. Eu Descobri depois que eu vou, depois de 3 anos eu voltei para o Brasil, eu descobri que meus hormônios, minha testosterona tava menos de 200. Não tem como, não tem como você não entrar no processo depressivo. Então assim, existem processos que os pastores entram e eles, líderes, pastores, eles não compartilham primeiro, às vezes medo por causa da sua própria reputação, E outra, estão tão acostumados a estender a mão, tão acostumados a ouvir pessoas, né, pessoas choram, falam e tal, que eles se acostumaram a entregar e nunca a se entregar para receber.

Então existem várias razões para isso, mas eu tinha amigos, eu tinha pessoas, eu nunca compartilhei. Depois, acho que de 10 meses, eu pedi ajuda. Porque eu já não aguentava mais também. Minha esposa também já tava, o fardo pra ela tava pesado. E não foi falta de oração, apesar de que a depressão vai tirando de você o desejo de orar, o desejo de ler, mas até então eu sempre fui de oração, de jejum, de busca, mas não conseguia me levantar sozinho.

Eu pensei: "Se não, se eu orar aqui resolve." Mas eu fui adoecendo, adoecendo, e esse isolamento, essa solidão, não solitude, essa solidão, pastoral, ela acontece principalmente nas igrejas menores. Quando uma igreja é muito grande, você ainda tem muita gente para fazer, para atuar, para trabalhar, parece que a engrenagem vai funcionando, mas na igreja menor, que depende do pastor, ele vai ficando cada vez mais sufocado. Com quem ele fala?

RFRafael Fischmann

É verdade, essa é a minha pergunta, Pastor. O que o senhor acha que precisa mudar hoje na igreja cristã? Igreja evangélica, no que se refere aos pastores, né? O que que você acredita que precisa mudar para que o pastor, ele tem sua responsabilidade, né? Mas até onde isso, isso, o ministério é, precisa olhar para isso para que esses índices diminuam, né? Porque tem muitos pastores aí que largam, abandonam Pastores que entram em depressão, como o senhor entrou, tem muitas questões aí hoje em dia, né? Pastores que tiram a vida.

PMPr. Mac Anderson

A maioria de nós, os pastores, fazemos um seminário. Eu fiz seminário, a maioria faz um seminário. Eu acho que a partir do seminário, quando há uma vocação pastoral, eu acho que uma das coisas que precisa ser ensinada ao líder, ao pastor, é sobre a autorresponsabilidade e o autocuidado. Porque se você for esperar que a instituição, a estrutura cuide de você, é muito difícil. Porque eles estão sempre esperando O cuidado. A sua igreja local está esperando: "O que o pastor vai fazer por mim?

Eu sou ovelha, eu preciso me alimentar. Quem me dá o alimento é o pastor. Pronto." Então essa é a mentalidade, acabou. Ninguém está preocupado se o pastor está bem e tal. O pastor que está dentro de uma denominação, se ele está lá numa igreja menor, ele não compartilha com quem está acima. Porque se ele está doente, quem está acima pensa: "Então você não pode estar à frente." Então ele vai perder recurso, vai perder o trabalho, ele vai perder posição.

Então acredito que não adianta responsabilizar a estrutura, a denominação, a liderança. Chama-se autorresponsabilidade. Então quando você começa a perceber que não tá bem, você precisa pedir ajuda urgentemente. Urgentemente.

RFRafael Fischmann

Essa questão do pastor não pedir ajuda, eu tô perguntando porque eu não sou pastor, mas nunca vivi isso, mas essa questão do pastor não pedir ajuda, o senhor acha que é um tabu isso?

PMPr. Mac Anderson

É um tabu. Tabu, é um tabu. É igual eu te falei, o que tá lá numa igreja menor, que tá dentro de uma denominação, como que ele pede ajuda lá dentro da igreja? Com quem ele fala? Porque na verdade todo mundo está ali para se alimentar do que ele entrega. Ele é como se fosse uma coluna. Se ele pedir ajuda para cima, nem todas as denominações vão entender. Primeira coisa que eles vão fazer é retirar ele. Você tá doente? Então você tá fora.

Então assim, Ele fica nesta sinuca de bico. Na nossa igreja em Goiânia, eu tenho um projeto chamado Alívio, que é para cuidar da saúde mental. Eu tenho uma psicóloga contratada e um terapeuta. Os dois são contratados, eles atendem só líderes. Só líderes. Quando há uma necessidade de um acompanhamento meu, porque dependendo do caso, Então eles me procuram e dizem: Pastor, o senhor precisa conversar ou falar com o fulano. Só que eles não falam como profissionais para mim o que é.

Se a pessoa quiser abrir, beleza, se não, mas é um apoio mais presente. Porque hoje é uma necessidade dentro de todos os ministérios. Eu recebi na nossa igreja centenas de líderes com burnout que vieram de outras estruturas, porque é resultado, resultado, resultado, você tem que fazer, tem que fazer, tem "Tem que fazer, tem que fazer, tem que entregar relatório." E a gente vai fazendo, achando e acreditando que está fazendo para agradar a Deus.

E na verdade, eu entendo é o contrário. Na nossa igreja, a gente não cobra resultado. Eu cobro transparência. Se você cuidar do seu coração, da sua mente, do seu espiritual, da sua integridade física e moral, você é uma árvore saudável, vai dar fruto. Não preciso te cobrar resultado. Você vai produzir o quanto você consegue e dentro daquilo que Deus te deu. Mas eu recebi muitos com burnout, muitos. Como eu quase tive o burnout, e aí eu procurei um especialista de São Paulo, e aí conversando com ele, ele é um psicólogo, terapeuta, tem especialização em psiquiatria e tal.

Ele é, olha a especialidade dele: burnout ministerial. Ele fez o mestrado dele e fez a monografia, uma defesa com relação a burnout ministerial. Tem muitos, muitos, muitos, muitos. É o excesso do fazer. Nós esquecemos que Jesus disse que o fardo dele é suave, é leve, tem que ser leve. E nós entendemos que fazer para Deus É priorizar Deus e nem sempre. Eu vou repetir Lucas 15, o irmão do filho pródigo faz tudo na fazenda, mas o pai falou: "Cara, só queria você na mesa, tudo é seu, você tá fazendo muito, não pedi, não é isso que eu quero, não quero que você faça, eu quero que você seja, você é filho, você tá trabalhando como escravo." Então essa mentalidade, né, de fazer, de entregar, de mostrar resultado, Cuidado, hiperativismo ministerial, ele é doentio.

E o Espírito Santo sempre falou comigo sobre isso, só que você vai ignorando. Tipo, você acredita que tá agradando Deus fazendo coisas e não sendo filho. Então quando você entende quem é, você vai fazer o quanto você consegue dentro das suas limitações, lógico, não relaxadamente, né, com excelência, mas sem exagero.

RFRafael Fischmann

Pastor, como que funciona a sua estrutura de gestão da sua igreja, né? Porque o senhor mencionou que dá para entender, é bastante gente, e dá para entender que o senhor trabalha antes ainda de acontecer esse burnout, né? O senhor deixa bem claro as coisas para que não aconteça. E como que é a sua gestão? Como que funciona É, na verdade assim, eu aprendi que quem controla não cresce.

PMPr. Mac Anderson

Se você é centralizador, então você só vai suportar o crescimento do quanto você controla. Por isso que tem gente que não consegue crescer, ele não consegue delegar, não consegue, não consegue, porque ninguém vai fazer igual você, ninguém pensa igual você. Só que quando você delega, as pessoas te surpreendem positivamente. E o fato de você entregar para elas fazerem, você transborda o seu coração, o que você deseja, elas vão dar o melhor de si.

Igreja somos nós, não sou eu, eu não sou o dono da igreja, sou só o pastor que alimenta, e a igreja é de Jesus, quem cuida é ele. O dia que eu entendi isso, eu descansei meu coração. Eu chamei para perto 10 pastores, na verdade nunca o pastor, mas o casal, e eu sempre sento e alinho com o casal, para mim é o casal que trabalha junto, então eu tenho 10 casais. Cada um deles cuida de 5 ministérios. Então, tem 50 ministérios, mas cada casal desse cuida de 5.

Então, eu cuido dos 10 e cada um deles cuida desses outros 5. E cada um deles faz a mesma coisa para baixo. Eu tenho uma jornada na igreja. A pessoa chega, então ela tem os pequenos grupos, ela tem o discipulado, ela tem o curso para batismo, ela tem o curso de servos, Tem várias escolas, acho que nós estamos hoje com 3 mil alunos ativos na igreja. Tem 25 cursos diferentes que as pessoas podem se envolver para poderem serem treinadas, edificadas, é muita coisa.

E aí você vai delegando, vai colocando pessoas que têm capacitação naquela área. Deus falou para mim assim: "Não se preocupe com as pessoas, preocupe-se em colocá-las no lugar certo." Aí um rapaz teve um sonho, ele disse que eu tava sentado em algum lugar com a mão na cabeça, preocupado, que que eu vou fazer, e muita gente chegando, que que eu vou fazer. E disse que uma pessoa de branco muito grande, e ele não conseguiu ver o rosto, essa pessoa chegou até em mim, pôs a mão no meu ombro e falou assim: calma, você não precisa preocupar com quem tá chegando, eu sei que é muito calma, vou te trazer umas peças e a sua responsabilidade é só montar E aí esse rapaz que sonhou, ele também tava no sonho.

E aí eu e ele recebemos peças de quebra-cabeça grandes, e aí a gente colocou no chão e começou a montar. Quando terminamos de montar, era um leão. É um leão que é bem famoso, ele tem muitos quadros desse leão assim, tal. E nós estávamos no acampamento de jovens que o banner era esse leão. Ele chorou muito quando viu esse leão aqui, ó.

RFRafael Fischmann

Aí esse leão, esse leão aí, e aí ele veio chorando.

PMPr. Mac Anderson

Por que você tá chorando? Não, por causa do leão, por causa do leão. Falei, tá, que que tem a ver o leão? Eu tive um sonho. E aí quando trazer as peças, montava, era esse leão e tal. E eu entendi. Então eu parei de me preocupar com a multidão que chegava e eu comecei junto com meus líderes identificar pessoas para cada coisa, para cuidar curso de casais, pessoas especialistas para cuidar de finanças. Então eu conversava com a pessoa, explicava o meu coração.

A pessoa já vinha indicada por alguém e tal, trazia o material, a gente analisava o material. Hoje eu tô em 25 cursos na igreja, 3 mil alunos são ativos, então estão o tempo todo ali recebendo informações e tal. Aí tem, além disso, tem discipulado e outras coisas que a gente foi implantando. Então Deus trouxe peças. Eu sei que para um pastor que tá numa igreja que ele começou, ou que é no lugar menor, que não tem tantos recursos, recai tudo sobre ele e ele vai precisar formar pessoas.

Hoje eu trabalho mais com a formação de líderes e discipulado dos novos. Esse é meu foco hoje principal. E para cuidar das pessoas, a gente tem os pequenos grupos. E tem um trabalho social hoje muito relevante que alcança a cidade toda. Tem muitas coisas na área social, muito. Acho que umas 10 frentes de trabalho nessa área social aí. Para ajudar. E eu não consigo realizar isso. Então as pessoas que foram chegando, que eu fui colocando e tal, cometi erros, coloquei peças em lugares errados, coloquei pessoas erradas.

Agora, é o risco que você corre quando você delega, mas você vê o resultado, o crescimento, pessoas que te surpreendem, pessoas que nunca tiveram oportunidade de fazer, agora estão fazendo. Então eu, na prática, em termos de organização, eu quase não faço nada. Eu só delego, eu só dou a visão, a missão, a direção, e a parte de execução quase nada eu faço.

RFRafael Fischmann

Pastor, está surgindo um grande questionamento, uma grande questão na igreja hoje, que é sobre os casais, né? Divórcio ocorrendo no meio cristão, há muitas questões de violência doméstica também, né? E como que o senhor acredita que a igreja deve tratar desse assunto hoje? Porque está começando a acender um alerta, né?

PMPr. Mac Anderson

Sim, sim, sim.

RFRafael Fischmann

Na verdade, sempre houve. É que agora que as redes sociais estão acendendo uma luz amarela ou chegando já vermelha, né? Muitas, inclusive muitos testemunhos que a gente gravou aqui, muitos deles falaram sobre isso. Como que o senhor cuida hoje dos casais nesse sentido?

PMPr. Mac Anderson

Na verdade, é uma das causas de divórcio, além de infidelidade, é a questão de incompatibilidade de gênio. Existem várias causas, né? O dinheiro, Hoje tá muito em evidência porque não só agressão física, mas tem agressão verbal. Existem pessoas que não se agridem, mas verbalmente. E aí quem faz muito isso é o narcisista, né? Até para ter domínio, para ter controle. Isso pode ser homem, pode ser mulher. É óbvio que a gente entende que mais são homens porque tem predisposição a isso culturalmente falando.

Lá na nossa igreja eu tenho uma jornada para casais, então eu pego os meninos que são adolescentes e a gente a gente ensina para eles. Tem um curso que ensina sobre namoro, não é para namorar, é o que é, quando entrar e por quê, para quê. Namoro, eu tenho um livro chamado Namoro: Vestibular para Casamento. Você não vai casar porque você vai entrar na faculdade? Não. Você tem 12 anos, vai entrar? Não. Então por que você vai fazer o vestibular?

Então tudo tem um tempo. Então a gente começa nessa jornada e são 9 cursos. A gente encerra quando os filhos saem de casa, fica só o pai e A gente chama o curso de Ninho Vazio. Então tem tudo, até são 9 cursos. Ah, tem curso de noivo? Tem, tá no meio. Tem curso Lua de Mel, que é o cara recém-casado e tal. Então tem, são 9 cursos até do início até o final. Quando nós identificamos que há agressão verbal, verbal, então nós tratamos como pastores, como líderes, junto com psicólogos dentro da igreja, agressão verbal.

Pastoral, né? Pessoas que— porque a mulher xinga, o homem xinga. Você trata como uma questão pastoral junto com a saúde mental. Agressão física não tem atendimento pastoral. Hoje eu tenho lá na nossa igreja um conselho de segurança. Eu não sei quantos membros tem, mas certeza que eu tenho, nós temos alguns policiais federais Nós temos delegados da Polícia Civil e temos defensoras públicas que junto com o jurídico da igreja vão atuar.

E eu tenho um disc denuncia. Esse disc denuncia não é pra comunidade. A comunidade tem que ir na delegacia. Eu não dou conta de cuidar da comunidade, imagina. Se eu colocar um disc denuncia pra Goiânia, não dou conta. Então, o disc denuncia é para a igreja. Quem tem acesso são os líderes, os membros, nós lá de dentro é que temos o acesso a esse disc denuncia. Então a pessoa anonimamente ela vai lá e faz uma denúncia. Essa denúncia não vem para o conselho pastoral, vai para o conselho de segurança.

Aí tem todo um protocolo. Aí os policiais vão investigar, averiguar, vão procurar essa pessoa, vão acolher a pessoa. E então o processo vai ser tratado primeiro criminalmente. Bateu é crime. Não tem que o pastor orar, é crime, querido, é crime. Então, na nossa igreja em Goiânia, bateu, pode ser homem, pode ser mulher, óbvio que os casos até hoje resolvidos todos são de homens. Bateu é crime. Então, o pessoal nosso do conselho, recebendo a denúncia ou não, descobriu, e aí nos aconselhamentos a gente descobre, nos retiros, não tem como, a pessoa acaba compartilhando com alguém.

Então, isso vai para um processo processo criminal. Depois que o processo criminal já foi instaurado, que as coisas estão andando, jurídico já está à frente, a Polícia Federal, a civil da nossa igreja voluntariamente já encaminhou, aí depois que o criminal está resolvido, aí vem para mesa do pastor. Eu só fico sabendo depois que já passou por esse processo. Aí vamos trazer todo o acolhimento, se for Principalmente para vítima, né?

Às vezes eu tenho que retirar da casa. Então hoje a igreja acolhe acho que 2 ou 3 mulheres, né? A gente tem que tirar elas do lugar, pagar um aluguel, um alimento. Ela tem filhos, até ela poder se recuperar e sair desse ambiente. Hoje todo recurso que eu tenho na lanchonete, na loja da igreja, fica para os projetos sociais, e esse é um deles. E lá também pode ter denúncias para abuso infantil, para abuso infantil. Todos os nossos líderes são treinados por esse Conselho de Segurança mensalmente sobre identificar abusos.

Eles treinam sobre identificar o abuso na criança, como identificar abuso, não só o abuso em casa, no trabalho, na escola, mas até mesmo o assédio virtual. A gente trata muito disso, tanto é que esse É o mês laranja, maio laranja, e nós vamos ter um fórum na igreja para ensinar a igreja toda nesse sentido aí. Porque eu acho que a questão de justiça social, não tem como a igreja não se envolver. Não dá para eu orar por uma mulher que está apanhando apenas.

Não dá para eu ver uma pessoa que não tem um alimento e falar: "Vamos orar por ela." Não faz sentido. Eu posso estar enganado, mas para mim o dinheiro da comunidade, o dinheiro da igreja, é para a igreja. É para igreja. Eu posso edificar prédios, eu posso construir, não tem nada de errado, só que essa não é a prioridade. Eu acredito que a igreja não é— a organização não pode ser maior que o organismo. O organismo vivo, ele é importante.

Então hoje lá nós lidamos literalmente desta forma. Crime é crime, vai fazer o quê? É crime.

RFRafael Fischmann

Tem igrejas Não quero apontar nenhuma igreja, mas que às vezes joga na mão do Estado e abandona a família. Aí fica complicado, né? É que eu já vi isso acontecer e é terrível, porque daí fica uma família sem, por mais que ele trazia sustento, né? E às vezes a mulher vai se virar, às vezes ela se vira, se ela tem um trabalho, tudo bem, mas quando não, a maioria das mulheres que nos procuram, por que que elas não denunciam?

PMPr. Mac Anderson

Porque não tem para onde ir.

RFRafael Fischmann

Exato.

PMPr. Mac Anderson

O que que você faz ao olhar para uma mulher que tá em casa com duas crianças pequenas? Ela apanha, as crianças apanham, ela é da igreja, ela está na igreja, serve na igreja, tá lá na igreja 2 anos, 3 anos, todo mundo a conhece, ela tá passando por esse processo. Eu entendo que a parte criminal não é comigo, não é com a igreja, não tem nada a ver com isso, eu não sou responsável por isso. Agora ela precisa decidir denunciar. É esse ponto aí que eu ia entrar, porque quando ela não faz, a gente precisa oferecer para ela um álibi, oferecer para ela o mínimo de dignidade para poder retirar ela de lá.

Eu sei que muita gente vai falar, mas essa não é a responsabilidade da igreja, a responsabilidade do Estado, tá? Mas é minha irmã em Cristo, claro. Ela é minha irmã em Cristo. Eu não tenho como mudar a vida dela, não tem como mudar a vida do cara, mas o mínimo de dignidade, ou pelo menos tentar intervir diante das autarquias ou as pessoas responsáveis, a gente precisa fazer alguma coisa. Como que eu descubro na igreja que tem uma criança sendo abusada e eu faço de conta que não tá acontecendo nada? Manda embora.

RFRafael Fischmann

Então, porque, por exemplo, quando você chama a polícia, por exemplo, se Ele chega lá, vê um flagrante ou algo assim que é notório que houve uma agressão ali.

PMPr. Mac Anderson

Pronto, aí já tem flagrante. E quando não tem?

RFRafael Fischmann

Quando não tem, policial vai perguntar: você quer denunciar? Ele já vai fazer essa pergunta. Sim. Porque se ele leva para delegacia, ele chegar lá, ele, ela pega e não denuncia, mesmo quando a pessoa não quer, a gente faz um relatório e entrega.

PMPr. Mac Anderson

A gente faz um relatório e entrega. Porque eu não posso me eximir da responsabilidade. Não dá, cara, não dá. Não é só, não é só como cidadão, como cristão. Não é porque eu sou pastor, como cristão não posso ver uma injustiça e fazer de conta que não tem nada acontecendo. Se Deus permitiu que eu visse, e se ele permitiu que eu, né, tivesse acesso a isso, alguma coisa precisa ser feita.

RFRafael Fischmann

É verdade. Bom, O senhor, graças a Deus, tem uma estrutura para poder atender essas pessoas. Pessoas que não têm, as igrejas que não têm, aí já, já eu fico muito preocupado.

PMPr. Mac Anderson

Por exemplo, igrejas bem pequenas, né, que o pastor tem que resolver tudo e tal. O meu conselho para esse pastor é que ele vá à delegacia, ele precisa ir, ou alguém de confiança dele que vá. Eu sei que é um risco que ele corre, principalmente se o agressor é um cara que que tem problemas mentais, é um risco que o pastor corre, mas alguma coisa precisa ser feita. Eu sei que nós, nós como pastores, a gente tenta de todas as formas resguardar as ovelhas para que elas não sofram exposição, para que não tenham nenhum desgaste, mas nesse caso aí não dá.

É verdade, não dá. Tudo tem limite, entendeu? Tudo tem limite. Eu acredito que por menor que a igreja seja, O pastor, ele tem acesso a alguém, ele consegue alguém, ele consegue uma pessoa. Toda igreja tem, sabe aquela pessoa que não tem medo de nada?

RFRafael Fischmann

É verdade.

PMPr. Mac Anderson

Vai lá, vai lá na polícia, ó, vim aqui porque eu descobri um negócio e tal.

RFRafael Fischmann

A única coisa que eu não concordo é o seguinte: é generalizar dizendo que a igreja encobre isso. Tem igrejas, tem igrejas que encobrem, tem pastores que encobrem, mas de modo geral, generalizando, a igreja não encobre.

PMPr. Mac Anderson

A maioria das igrejas faz isso.

RFRafael Fischmann

Meu pastor sempre ensinou isso dentro da igreja.

PMPr. Mac Anderson

Eu ouvi isso a minha vida inteira também. Eu vim da Assembleia de Deus. Sim. Eu não sei se existe hoje no Brasil alguma Assembleia de Deus que encobra, não sei. Onde eu vim, em Goiânia, é tolerância zero. Tolerância zero. Até onde eu vi. E eu convivi muito nos bastidores. Eu fiz programa de rádio, fiz programa de TV. Todos os casos que chegavam, eu nunca vi o pastor falar: "Vamos orar." Não. Era polícia mesmo, é crime, é crime e tal. Eu nunca vi.

RFRafael Fischmann

A instituição que mais faz pelo casamento é a igreja. A que mais cria evento, casamento, a que mais trata, que mais cuida, é isso aí, é a igreja. Isso só a igreja que faz esse antes, né?

PMPr. Mac Anderson

Qual que é o problema? É que a igreja acaba se tornando essa referência de saúde, né? Uma igreja saudável, que todo mundo é bonzinho, que todo mundo é maravilhoso, é que os casais são maravilhosos, que ninguém peca, que ninguém erra, e não é assim. Então, é, não é que você fala, mas existem pastores narcisistas, existem pastores que abusam. Tudo bem, eu vou falar que não tem. Agora, 1% ou menos do que isso, não pode generalizar.

Você não pode generalizar, principalmente porque o que vai para mídia aí escancara, porque eles nem fala assim, é o fulano, é o pastor tal. Às vezes o cara nem pastor, às vezes o cara é só um líder, né? Eu vi um caso de uma uma igreja aí que tinha um líder lá, de um líder de célula, que ele acabou cometendo. Ah, tava lá pastor não sei o quê, do cara não é pastor, nem sei como é que ele conseguiu virar líder de célula e tal. E na ingenuidade da própria liderança local dele, que não tinha um processo, não tinha protocolos, o cara chegou lá.

E geralmente esse pessoal é bom de lábia, né? E, mas assim, generalizar, você falar que Tantos por cento das igrejas, cara, é muito complicado você falar isso, a não ser que eu não tô conhecendo muito, né? Às vezes eu não tô sabendo, mas os pastores que eu conheço e converso pelo Brasil, todos eles se preocupam com isso, tem alguma atitude, tem alguma ação, e a gente não pode generalizar, mas assim, jamais precisamos estar de olhos abertos, porque se tem um lugar que não deve acontecer, é na igreja. Agora se acontece não pode ser ignorado.

RFRafael Fischmann

Verdade. Bom, Pastor, eu queria que a gente conversasse um pouquinho sobre a nova geração hoje. A nova geração hoje, os jovens, é a energia da igreja, né, é o que dá o gás, trabalha, às vezes solteiros ali tão firme na obra, né, focado na obra de Deus, e só que existe algumas algumas, algumas questões, alguns problemas que a igreja tem enfrentado nessa nova geração. Primeira coisa é com os desengrejados, muitos jovens hoje fora e achando que não precisa congregar, né?

E as pessoas estão rejeitando, as pessoas não, os jovens, eles estão rejeitando a igreja O senhor acredita por causa do modelo que está sendo feito hoje? Ou o que que é? Por que que você acha que está crescendo essa, esses, os desigrejados?

PMPr. Mac Anderson

É, da pandemia para cá cresceu mais ainda. Na verdade, hoje é muito fácil você não ser desigrejado. Você é membro online. Ah, você não tá indo à igreja? Não, eu assisto online. Nós ficamos 10 meses da pandemia falando, gente, vamos pôr online. Online. O online é maravilhoso, estamos conectados online. Se você tá online, a gente tá na mesma conexão. Eu ouvi muito esse discurso e o cara acreditou. Então, se você vê, antes da pandemia tinha uma porcentagem de desigrejados.

Agora o cara: não, não sou desigrejado, eu sou membro online, eu sou da igreja online. E na verdade você pode até ser um membro online na nossa igreja. Nós temos o campus online, a gente oferece muitas coisas online para as pessoas e tal, mas o que faz você ser igreja é a unidade e a comunhão com as pessoas. Eu sozinho sou templo, sozinho não sou igreja. Igreja é nós. Então quando nós nos reunimos, pode ser 5, 10, 15, 20, aí nós somos igreja.

Então estar junto, a comunhão, é que edifica. Uns edificam com salmos, com a palavra, com exortação, com o servir. Isso é igreja, isso é igreja. Então isso é corpo, é um servindo o outro, conectado no outro. E não é online não, é presencial mesmo. É para ver as diferenças, as crises, as dificuldades, os problemas, os ajustes no temperamento. E isso é igreja, a igreja é para É para estar junto mesmo ali. Ah, mas igreja tem problema.

Não, se tem gente, tem problema. Não é igreja tem problema. Todo lugar que tem gente, se tiver 3 pessoas, já deu. Casamento só tem 2, dá problema. Só 2, não precisa nem ter filho, só os 2. Tiver um cachorro, cachorro dá problema. Então assim, a igreja é exatamente para isso. Não, se você encontrar uma igreja perfeita, não vá para lá, porque senão você vai estragar ela. Então deixa ela perfeitinha sem você lá, é melhor. É, se os muçulmanos têm os xiitas, a gente tem os chatos.

Tal do crente é chato. E aí é um chateando o outro. Como que você vai testar o seu temperamento se você não tem, se você não se encontra com ninguém? Você fica só, ó, você trabalha home office, você congrega online. Sabe quando é que você vai amadurecer?

RFRafael Fischmann

Nunca.

PMPr. Mac Anderson

Eu sempre falo, eu utilizo isso para falar, por exemplo, quando eu falo com Que é, cara, você quer ser feliz? Não casa não, velho. Que que você quer ser? Qual que é o seu propósito de vida? Ser feliz. Fica sozinho, compra um cachorro, pronto. Cachorro não te cobra o valor da ração, ele não quer saber se a qualidade da ração, ele não pergunta. Aliás, ele nem fala. Tem gente que falou assim, meu cachorro falasse, ainda bem que ele não fala.

Se ele falasse, você não gostaria dele. Você gosta dele porque ele não fala. Você gosta dele porque ele só te ama. Você gosta dele que ele só recebe.

RFRafael Fischmann

É verdade.

PMPr. Mac Anderson

Agora, quando você coloca uma outra pessoa junto Aí um vai afiar o temperamento, um vai confrontar o outro, vai ter cobrança. Aí você torna gente, maduro para viver propósito. A igreja é para isso. Essa mentalidade da igreja online, que eu fico só no online, você só recebe. O fluxo da vida está em receber e entregar, plantar e colher. Se você só recebe, se eu respiro e seguro a minha respiração, eu vou morrer com ar, porque o fluxo tá nisso, eu recebo e eu entrego.

Então a Bíblia diz que o Espírito Santo tá aqui no meu livro, ele gera em nós o fruto do Espírito. Presta atenção, o fruto. Para você ter uma ideia, deixa eu falar primeiro dos dons, são 9, só tem um que edifica a si mesmo, que é falar em línguas. Os outros 8, todos são para o outro, para a igreja. E o fruto? Uma árvore come do seu fruto? Não. Então para que o Espírito Santo gera em mim o fruto? Para que eu possa— longanimidade, bondade, amor, fé, benignidade, temperança, que é o domínio próprio.

Temperança vem de tempero do temperamento. Como que eu vou temperar meu temperamento se eu não tenho contato com ninguém? Agora vai enfrentar aquele irmãozinho chateado lá da igreja que te irrita, que te confronta, que te exorta, que não concorda com você, que não aceita sua mensagem. Então, igreja é isso. Atrito é sinal de movimento. Crescimento dói. Maturidade, sabe? Ninguém amadurece sorrindo. Então, o cara que tá em casa, essa geração que ele entendeu, porque ele não quer confronto, ele não quer comunhão, ele não quer estar perto, ele não quer estar junto.

E nós precisamos insistir, como diz o Novo Testamento, em congregar, estar reunido com os irmãos. Um tem salmo, outro tem cântico, outro tem exortação, e um fala, outro fala. Por isso que eu acredito muito no poder, na força do pequeno grupo, porque ali não é só um que fala, todos falam, todos compartilham. E ali a igreja, um sente as dores do outro, um concorda, o outro discorda, e aí você vai amadurecendo crescendo, e só há multiplicação de propósito quando você une pessoas. Sozinho você não multiplica propósito.

RFRafael Fischmann

Isso é verdade.

PMPr. Mac Anderson

Você só tem semente, não tem terra para semear.

RFRafael Fischmann

Quem acha que vai crescer sozinho tá muito enganado, né?

PMPr. Mac Anderson

E essa geração, o que você pode fazer, e algumas igrejas estão fazendo, e às vezes erram no fazer, é atualizar a linguagem. Tem uma linguagem da nova geração. O problema não é a essência. O problema é que a gente engessou o formato e aí não consegue alcançar a nova geração. Então eu sempre uso uma garrafa de água, uma garrafa PET, tem uma data de validade nela. Aquela data de validade da garrafa não é da água, é da garrafa. É o único produto que a data é da embalagem e não do conteúdo.

O suco, a data de validade é do suco. O leite, a data de validade do leite. O extrato de tomate, a data de validade é do extrato. A garrafa não, porque a água não vence. Mas por que que coloca uma data na validade da garrafa? Porque ela pode contaminar a água. E se você tiver uma garrafa grande, verde, amarela, preta, azul, de plástico, tanto faz. Ela só não pode contaminar a água. Gente, a água ela não pode mudar a sua essência.

Água é água, evangelho é evangelho, pecado é pecado, Bíblia é Bíblia, Jesus é o centro da mensagem, a cruz. Porque uma igreja sem Bíblia, provavelmente ela vai aceitar um pregador sem cruz.

RFRafael Fischmann

É verdade.

PMPr. Mac Anderson

É Cristo, é cruz, evangelho, é pecado. Bíblia é Bíblia, princípio. Agora, a garrafa, a garrafa você muda. Teve uma tendência americana das church de igreja de parede preta. Eu fui agora nas big church, não tem nenhuma mais de parede preta, pintou tudo de laranja, de creme, de qualquer outra coisa. É porque vai mudando as tendências, mudou agora, o fundo é preto e tal. Tem igrejas lá que voltaram a colocar vitrais igual aquelas batistas antigas, sabe?

Church tá lá com vitrais e tal, porque é bonito que colocou e tal. Enquanto você estiver preocupado com a garrafa, porque qual o problema de algumas igrejas, e eu percebi isso, Cris de identidade. Não, se a gente mudar o formato aqui, atrai os jovens. E na hora de mudar o formato, perdeu a essência. O jovem hoje, o formato atrai, atrai, mas sabe o que que mais atrai eles? A essência. Antigamente, eu me lembro que a gente era muito apaixonado na bandeira, daí qual igreja eu sou, da igreja tal.

Essa geração, eles não querem bandeira, eles querem propósito. Tanto é que Se você for em Brasília hoje, tem um culto com 3 mil jovens numa praça. Verdade, tá lá, 3 mil jovens toda semana, praça aberta.

RFRafael Fischmann

Você acha que o—

PMPr. Mac Anderson

tudo improvisado, e a galera tá lá questionando mais as instituições? Muito acesso à informação é muito grande, questiona instituição, propósito da instituição. E infelizmente, como a rede social ela é uma bênção para uns, ela também traz muitas informações negativas. Qual que é a referência de pastor hoje no Brasil, entendeu? Então os pastores que estão mais em evidência, eles é que acabam entregando para a nação o que, entre aspas, nós somos, né?

Então existem alguns escândalos que entram em evidência e acabam assustando algumas pessoas. Eu não tenho muita dificuldade com os jovens na nossa igreja, assim, a gente ainda consegue atrair bastante eles, Mas dando para eles propósito. Uma coisa que eu faço e que me ajudou muito são as ações sociais. É a entrega nossa para comunidade local. Agregou muito. Se você vê a quantidade de adolescentes e de jovens, eu faço uma ação social a cada— eu tenho na nossa igreja, a gente tem uma clínica que atende semanalmente.

Eu tenho o Mercado Solidário, eu tenho farmácia, tem uma clínica, atende umas 300 pessoas por mês. É com odontologia, medicina, tudo que você pensar a gente tem lá, tudo gratuito, atendendo principalmente o pessoal da igreja e alguns da comunidade. Mas eu faço algumas ações maiores fora, fora da igreja, né? Faço nas periferias e tal. Eu levo 500 voluntários, a metade é galera, metade é jovens. Eles querem um propósito, querem um sentido, quer ver o evangelho na prática.

RFRafael Fischmann

Entende? Esses daí é o que estão na igreja, né? Mas esses desengrejados, há uma parte, uma parcela que às vezes entrou numa universidade, por exemplo. E a universidade hoje é uma das coisas, é uma das coisas que mais tem tirado o propósito, sentido dos jovens estarem na igreja. Deturpa. Entrou numa universidade, geralmente o cara ali, mais de 80% dos jovens hoje não vão nem à igreja mais.

PMPr. Mac Anderson

Nós não preparamos eles antes, né? Não adianta tentar socorrer depois, né? Imagina que se você não colocou na mente dele um propósito, uma identidade, um discipulado bacana, depois ele fica lá 4 anos, principalmente nas federais, que depois ele passa a ficar quase que período integral, só o Espírito Santo para impactar um cara desse. Não tem um discurso que você consiga mais.

RFRafael Fischmann

Mas daí a igreja deveria ter colocado Espírito Santo antes. Uma coisa que a gente tava, a gente falou muito aqui, pastor, é que às vezes os jovens se desviam dessa geração e às vezes ele nunca teve uma experiência real com Cristo, com Espírito Santo. Ele é ensinado a ir na igreja, ensinado a frequentar culto, ensinado a servir, igual você falou, no começo, a fazer tarefas, mas ele nunca teve uma experiência real com Cristo, com o Espírito Santo, porque se ele tivesse essa experiência, jamais ele vai querer outra coisa, se alimentar de outra fonte. O senhor acha que falta essa—

PMPr. Mac Anderson

falta—

RFRafael Fischmann

essa experiência?

PMPr. Mac Anderson

Eu vivi uma experiência com o Espírito Santo, meus 12 para 13 anos, Foi muito impactante pra mim essa experiência e ela virou uma chave. Eu tive momentos na minha vida em pensar em parar, em desistir, em desanimar, aquela coisa de adolescente, jovem e tal. Mas o que eu vivi foi muito forte, foi muito poderoso em Deus, assim, eu tive um discipulado. Não era intencional da igreja, mas na época a gente foi discipulado por uma pessoa que era apaixonada por Jesus e acabou nos adotando e nos discipulando naquela época.

Isso foi maravilhoso. Mas hoje eu vejo que é muito superficial, né? Tem muitas igrejas que tem sim uma jornada de discipulado, tem feito um trabalho sério, tem resgatado isso. Se eu falar que não, eu estou mentindo. Mas não são todos, né? E aqui também nós não podemos atribuir a responsabilidade somente à igreja. Isso é questão dos pais. Posso contar uma experiência? Meu filho mais velho tá aqui nos assistindo. Então, o meu filho mais velho, os outros dois, eu tenho 3 filhos, 3 homens, filhos, os três.

Dois chegaram quando a gente foi para Londres, um tava com 9, o outro tava com 12, e esse aqui tava com 15. Então, dois, um pré-adolescente, um adolescente, uma criança. Eles foram para uma escola que é uma escola anglicana. As escolas públicas em Londres são as melhores, as públicas, uma escola anglicana. E essa escola é uma escola que tem uma igreja dentro da escola, estrutura da igreja é linda, é islame. Então tem um bispo que faz o culto lá uma vez por mês, todos os alunos têm que ir, tem ensino religioso uma vez por semana falando de cristianismo e tal.

E assustadoramente, essa escola que é cristã, é protestante, é 80% dos alunos, mas quase 80% são muçulmanos. Muçulmanos numa escola cristã. Aí eu ficava pensando, por que que os pais muçulmanos, porque para eles, eles não querem saber saber qual que é o credo da igreja, tanto faz, o credo da escola, para eles tanto faz. Para eles é se a escola é boa, é perto e é boa, tá tudo certo, porque não muda para eles. Para você ter uma ideia, a influência deles é tão grande dentro de uma escola cristã que no uniforme das meninas, no uniforme, tem o hijab, que é aquele lenço que colocam, a comida é halal, o quanto a influência deles é grande na escola.

E aí é impressionante o fato de que o filho de um muçulmano entra nessa escola com 6 anos de idade, 6 para 7, e aí ele faz o básico, depois ele vai para o high school, que lá na mesma escola tem o high school, ele sai de lá com 16, 17, ele fica 10 anos na escola, uma escola cristã, ele ficou ouvindo cristianismo toda semana, ele entra muçulmano e sai muçulmano, não é afetado E ele passa a maior parte do tempo na escola do que em casa.

Mas o cuidado dos pais com relação ao ensino cultural, religioso e moral é tão forte, é tão poderoso, que a escola se torna insignificante. Nós não temos essa cultura. Nós responsabilizamos a igreja pelos nossos filhos e responsabilizamos o estado pela educação moral. E de caráter, formação dos nossos filhos. Infelizmente é assim, que a gente não tem tempo, né? Só que os pais são a primeira cartilha que os filhos vão ler. Então nós somos, nós somos o guerreiro que tem que dar o destino para as flechas.

E infelizmente nós muitas vezes não aprendemos sobre isso. Então hoje os cursos da nossa igreja com relação à educação de filhos, a gente bate muito nessa tecla. E eu comecei a fazer outra coisa agora. A gente tem um curso de hombridade, o papel do homem conforme a Bíblia. Era só para os adultos, agora eu tô começando o curso para crianças de 7 anos. Então, o menino de 7 anos de idade que já aprendeu a ler, pega o materialzinho na linguagem dele e vai entender para que que serve o homem, para que que presta o homem: para proteger, para prover e para ser plataforma.

É os 3 Ps. Porque às vezes ele tem padrasto, às vezes ele não tem pai, às vezes o pai é ausente, às vezes o pai trabalha demais, então ele vai aprender a ser homem, porque macho ele nasce, homem ele precisa ser formado e a gente vai fazer isso como igreja porque a gente percebeu que o problema está lá atrás.

RFRafael Fischmann

Que é uma coisa que é os pais, né?

PMPr. Mac Anderson

É, mas nós não aprendemos, é assim, a gente não faz porque não aprendeu. Eu atendo, eu atendi um casado lá, a mulher chateada porque ele não falava que amava ela, ele nunca fala que me ama, Falei: "Cara, por que você não fala?" Ele falou: "Não, eu falei, pastor. No dia do casamento eu falei, não mudou nada de lá para cá, tem 20 anos." Aí eu fiquei com vontade de rir e tal. Falei: "Por que você não fala?" Ele disse: "Porque eu não ouvi." Ah, sim. Então ele tem dificuldade, né? Ele nunca ouviu porque não teve pai.

RFRafael Fischmann

Porque ele não aprendeu dói falar.

PMPr. Mac Anderson

É, dói, é difícil. Então assim, a igreja pode auxiliar nisso, pode ajudar nisso. Pode ajudar nisso.

RFRafael Fischmann

Tem condições, tem como, né, pastor? É. Vamos falar de um outro assunto aqui, é de polarização. Esse ano nós temos eleição. Não quero falar aqui de política, vamos falar da igreja, né? Bom, como que a igreja pode evitar que o público seja assim um palanque ideológico partidário? Qual que é o limite da igreja nessa eleição e desse ano?

PMPr. Mac Anderson

Existe dois extremos: a igreja que ela, como organização, ela se torna um palanque político, ela se torna um curral eleitoral. Eu tenho nojo disso, falo na igreja sobre isso. Eu tenho um banner que eu coloco lá bem grande: "Política na igreja." Eu venho lá e falo. Então, usar a igreja, instituição, como ferramenta de promoção partidária é muito perigoso, é muito perigoso. A gente já sabe na história que isso não deu certo. E esse é um extremo.

Qual que é o outro extremo? É a gente não ensinar nada disso para as pessoas da igreja. Nossos jovens e adolescentes só ouvem isso: política é ruim, política é corrupta. Eles só ouvem isso, tá? Mas será? Não tem o que falar, não tenho que ensinar, não tenho que. Então assim, os dois extremos são perigosos. O negacionismo é muito perigoso porque a política tá aí, ela existe. Nós somos reféns do que essas pessoas fazem. Então, não, a igreja instituição se envolver é um perigo, mas a igreja não ensinar os membros como se envolver é um outro perigo também que a gente corre. Concorda?

RFRafael Fischmann

Sim, claro.

PMPr. Mac Anderson

Eu vou realizar agora em julho um fórum de política lá na igreja, um fórum de política. Vou levar dois pastores e vou levar também o Davi Lago, que é um cara uma cabeça brilhante que tem no Brasil, Davi Lago. Ele não é só pastor, mas ele também, ele trabalha muito dentro das universidades, estuda muito sobre política e tal. Qual que é a ideia? Nós conversarmos com os jovens e adolescentes sobre política, que que eles pensam, pergunta que eles têm que fazer, como é que a igreja se posiciona, como é que o cristão faz, qual o nosso papel como cidadão, cidadania, falar de política.

Entende que uma coisa não Não é a igreja partidária. Meu partido é esse, esse é o meu candidato, você tem que votar nesse candidato. Isso é vergonhoso, isso é nojento. Eu tenho uma giriza quando eu ouço falar de um negócio desse tal. E assim, não tenho medo de falar disso, não fico triste em falar disso, eu falo lá na igreja. Usar os grupos da igreja, ferramenta da igreja, instituição da igreja, ah, me ajuda. Então assim, O papel da igreja não é esse, mas eu acho que o papel da igreja também não é se isentar, tipo, não, então lá na nossa igreja eu tenho lá 2 candidatos a deputado estadual, não são candidatos da igreja, são membros.

Lá na igreja eu tenho engenheiro, eu tenho médico, piloto de avião, tenho, eu tenho lá na igreja nutricionista, não é meu nutricionista, não é nutricionista da igreja, Ele é nutricionista e membro. E tem deputado membro. Normal, ele é um profissional na área dele que escolheu a política e tal. E ele já sabe que se for esperar eu falar, ou os líderes falarem, ou a igreja, nós não temos tempo para nos envolver com isso como instituição.

A gente está cumprindo a nossa missão. Agora, a gente também não pode omitir o ensino coerente com as escrituras a respeito desse assunto que esse ano Esse ano vai, é necessário, é necessário defender os nossos valores. Precisamos urgentemente. O que que eu oriento lá os nossos líderes? Inclusive, cada um dos meus líderes, eles podem apoiar o candidato que quiser, não tem problema, são livres, apoia quem eles quiserem, conquanto o candidato que você apoia tenha valores coerentes com as Sagradas Escrituras.

Não interessa se apoia candidato A, B, C, D e tal. Agora, se você traz para mim a fala de que você apoia um candidato que é a favor do aborto, que é a favor do casamento homoafetivo, que é a favor— querido, sinto muito, querido, mas você tá fazendo o quê na igreja?

RFRafael Fischmann

Não escuta a palavra?

PMPr. Mac Anderson

Você não tá ouvindo não a palavra? Ah não, mas isso aí, se o senhor é a favor só do casamento o casamento heterossexual, se o senhor é contra o aborto, se você— ah, então o senhor é de extrema-direita. Não, eu sou bíblico, porque eu também sou a favor da distribuição de renda, sou a favor. Ah, então o senhor é de esquerda. Não, não sou não. Ah, mas o senhor falou que não pode, não pode chamar o ex-presidente de mito. Não, não pode.

Ah, então o senhor é esquerdista. Não sou não, só não sou bolsonarista também. Então assim, eu só sou inteligente e coerente. Ah, mas o senhor tem que se posicionar. Minha posição é bíblica, o que a Bíblia diz eu falo, o que ela não fala eu me calo.

RFRafael Fischmann

E o voto é secreto, né?

PMPr. Mac Anderson

E o voto é secreto. Agora, por exemplo, numa conversa minha informal nos bastidores, quem o senhor vai votar? Eu posso falar, se eu quiser eu falo e tal.

RFRafael Fischmann

Se o senhor quiser.

PMPr. Mac Anderson

Agora imagine eu como líder me posicionar e partidariamente, né? Partidariamente. Tem pastores que gostam de política e se envolvem, cada um faz o que quiser da sua vida. Essa é minha opinião pessoal. Ah, discordo. Beleza. Aí existe democracia para isso, não concordo.

RFRafael Fischmann

Mas sabe uma coisa que eu tava pensando esses dias, Pastor? Todo mundo fala que segue valores e princípios. Eu sigo valores e princípios, tá, beleza. Só que eu tava reparando que às vezes a gente, quando vai fazer nossa autoavaliação, às vezes a gente fala que escolhe valores, que a gente segue valores e princípios, princípios, mas às vezes a gente escolhe quais a gente quer seguir. Ou seja, eu quero seguir esse aqui, mas esse aqui não.

PMPr. Mac Anderson

Selecione.

RFRafael Fischmann

A gente seleciona e fala que são de acordo com o que eu gosto, que eu quero, que eu gosto, com o que vai me trazer algum benefício, né? Esse sentido. E qual que é o perigo disso aí, pastor? Você acha que Deus tá se agradando disso?

PMPr. Mac Anderson

Seletividade muito perigosa, porque na verdade algumas coisas que nos afetam e que a gente não consegue viver, aí o cara não quer falar daquilo, né? Se você for seguir princípio bíblico, à luz da Bíblia, do jeito que Jesus disse, nós estamos muito além como igreja daquilo que a gente precisa realmente fazer. Eu tô dizendo no todo, né, daquilo que o evangelho prega como princípio, como valor para a gente cumprir. A gente tenta, mas é que alguns dão ênfase mais algumas coisas, outros mais em outras e tal.

Então, por exemplo, quando você fala que não concorda com o casamento homossexual, aí eles vêm falando: "Mas e pastor que adultera?" Não, também tá errado. Eu não tô excluindo a outra coisa não, tá tudo errado. Então assim, quem rouba, quem adultera, é tudo uma coisa só. Todos são princípios bíblicos, né? Pecado é pecado, independente da— então, ah tá, você não tem uma relação homossexual, mas você bate na esposa, tá, não, mas as duas coisas estão igualmente erradas, né, as duas precisam ser disciplinadas, precisam ser abordadas e faladas.

O problema é que às vezes uma pessoa dá ênfase numa coisa Beleza. E rede social é uma terra sem lei, né? É um negócio complicado. As pessoas têm dificuldade de interpretação, tem. E cada um fala o que quer e fala que— sabe uma coisa que me adoeceu assim, me adoeceu, quase me adoeceu assim de tristeza, que eu fui participar do evento do Descende e eu fiz uma oração só. E o meu papel no Descende era orar pela nação. Aí o que eu fiz?

Aí eu peguei a bandeira do Brasil, coloquei no meu ombro, ajoelhei e orei pelo país e fui embora. Rapaz, se você ver os comentários: "Detesto pastor bolsonarista." Eu falei: "Quando eu falei que era bolsonarista?" "É porque é um símbolo de idolatria, de não sei o quê." Eu falei: "Cara, é a bandeira do país, é a bandeira do meu país, sei lá, eu aprendi desde criança que é a bandeira, eu não idolatro, eu não venero, só usei uma representatividade, eu tô orando pelo meu país." e tal.

Lembro que eu chorei muito no dia, orei e tal, tal. Mas assim, essa polarização tem adoecido as pessoas. Elas pararam de refletir, de pensar, mastiga o que vem pronto, tem opinião pronta, acredita em qualquer coisa de rede social, mas não estudaram, não leram, não pesquisaram. E aí assim, eu sou acusado sempre ou de esquerdista ou de extrema-direita, né? Dependendo do que eu falo, né? Porque se você não fala claramente, aí cada um fala o que quer e tal. Eu já acostumei.

RFRafael Fischmann

O senhor acredita que toda autoridade é constituída por Deus?

PMPr. Mac Anderson

A Bíblia diz que toda autoridade é constituída por Deus, no sentido de que ou foi uma vontade diretiva de Deus, ou mesmo vontade permissiva de Deus. É que na verdade existem pessoas que elas estão em cargos, mas ela não tem autoridade, né? Ela não tem autoridade para estar ali. Ela pode ter um cargo. Aí eu acredito na mão humana para isso, colocar pessoas em cargos, mas que não representam nenhum tipo de autoridade, se a gente for pensar espiritualmente falando.

Mas humanamente falando, eu creio que Deus, ele nunca perdeu o controle, mesmo Quando Belsazar assume o trono e faz o que faz, Deus o tira. Mas quem permitiu ele chegar lá foi o próprio Deus. Tanto é que Daniel o servia, né? Serviu 4 reinos lá no livro de Daniel. Eu acredito que, por mais difícil que seja, cada povo merece o líder que tem e escolhe aquilo que o próprio Deus permite para dirigir a nação em algum caminho, até mesmo para poder punir o povo.

Eu acho que Deus usa de tudo para poder tratar pessoas e principalmente para poder forjar a sua própria igreja.

RFRafael Fischmann

É verdade.

PMPr. Mac Anderson

Eu tô fazendo uma série agora sobre as igrejas do Apocalipse. Você percebe o que que Deus permitiu com aquelas igrejas? É surreal. Você fica pensando assim, poxa, né, podia ter sido diferente. Mas nós estamos envolvidos, estamos no meio de uma sociedade corrupta, corrompida, que jaz no maligno. E Deus, ele nunca perdeu o controle, né? Ele continua na sala de comando. Tem coisa que nos assusta, mas eu acho que já tava na agenda dele já.

RFRafael Fischmann

Bom, uma outra pergunta aqui, Pastor, é: muitos cristãos, eles brigam uns com outro por causa de política, brigam com família, brigam um com outro, não se falam.

PMPr. Mac Anderson

Aí depois se decepciona com a própria pessoa que ele—

RFRafael Fischmann

Quem vota de um lado lá não fala, né? Quem vota de outro não fala, mas se falar, já já virou a cara um pro outro.

PMPr. Mac Anderson

Mas hoje a situação que o Brasil vive hoje é uma situação caótica, né? Precisa haver uma mudança urgente, a gente sabe disso. Acho que nós precisamos, igual no podcast desse, a oportunidade de falar aqui, você pode falar. Eu só acho que o púlpito não é lugar de você defender partido. Mas eu acredito que como influenciadores, como líderes, ensinar a igreja, né, falar à igreja a respeito de como a igreja pode se posicionar, não como instituição, mas como cidadãos, né, como pessoas, como a gente pode fazer.

RFRafael Fischmann

Tem coisas que são muito básicas. Por exemplo, se o cara ele te dá uma cesta básica, se o cara ele te dá uma cesta básica, um gás, um material de construção para querer um voto seu, esse cara, óbvio que ele tá comprando o seu voto, ele tá te enganando. Então você tem algum crente que vê alguém fazendo isso, isso aí não pode ser um seu candidato. Para mim não seria o meu candidato.

PMPr. Mac Anderson

É que tem coisas que são assim, porque é uma coisa básica, mas tem coisas que são assim mais visíveis, né? E tem outras que são muito subliminares, não dá para você saber, sim, muito escondido, né? Mas quando vem à tona—

RFRafael Fischmann

mas isso aí é o que tá enganando muita gente, muita gente usando a fome, a barriga das pessoas. A gente votando pela barriga, né, de fome. Existe, existe, negando isso, mas a gente não pode votar por isso.

PMPr. Mac Anderson

Ah, mas tem, hoje tem, né? A grande maioria dos eleitores hoje, eles dependem de algum benefício. Para poder sobreviver.

RFRafael Fischmann

Aí, com medo de perder, vota no empreendedor, né?

PMPr. Mac Anderson

Verdade. E não que não precisa, né? A maioria realmente precisam, necessitam, mas não deveriam condicionar o voto à necessidade da pessoa.

RFRafael Fischmann

Claro, com certeza. Vamos passar para um outro assunto aqui, vamos falar sobre tecnologia e igreja. É possível formar discípulos profundos através de uma tela?

PMPr. Mac Anderson

Profundos não, porque o discípulo ele não é formado na teoria. A teoria acho que é complementar. O discípulo é formado na prática, né? Você percebe isso no discipulado de Jesus, que é a nossa referência, é o discipulado de Jesus. Apóstolos. Então Jesus, ele ensinava, eles ensinavam, Jesus falava. Mas você percebe, por exemplo, no caso da mulher sirofenícia, a mulher que Jesus disse: eu não posso tirar pão dos filhos e deitar aos cachorrinhos.

Você percebe que em todo aquele processo Jesus está ensinando os apóstolos. Ele já sabe, ele conhece o coração 'Parece um absurdo ele pegar e falar para ela uma frase como essa.' Não, mas ele não tá ensinando ela, ele já sabe, ele conhece o coração dela, mas ele tá fazendo para que os apóstolos aprendam. Então, um discipulado concreto, profundo e real, ele realmente você só vai conseguir presencialmente falando. Você pode online ter mentoria, Aí você vai ter conselhos, dicas, ferramentas, mas o olho no olho, o caminhar junto como Jesus fez.

Me segue, anda comigo, você vai ver eu comer, andar, falar, como eu falo, como eu me porto, como eu me porto com as mulheres, com as crianças, entendeu? Os apóstolos não queriam deixar as crianças virem, ele falou: pode deixar. Põe elas aqui, deixa eu colocar elas no meu colo. Esse aspecto presencial do ensino, da prática, do dia a dia, discipula mais. Um grama de exemplo pesa mais que uma tonelada de palavras. O discipulado real mesmo precisa ser presencial.

RFRafael Fischmann

E o crescimento agora, Pastor, da inteligência artificial, né? Existem muitos pregadores, pastores que estão utilizando inteligência artificial para ajudar. É muito bom em alguns aspectos, que você tem acesso rápido, fácil, direto, alguns assuntos. Mas está chegando a uma profundidade que as pessoas estão inclusive procurando conselhos na inteligência artificial, conselhos pastorais. Eu vi uma pesquisa nos Estados Unidos em que mostra que as pessoas as pessoas vão para inteligência artificial e para as redes sociais conferir se o pastor tá falando toda hora, é verdade, eles vão procurando, né.

E inclusive muitas pessoas usam a inteligência artificial como psicólogo para ficar batendo papo ali. Já chegou ao extremo, já vimos pessoas que inclusive chegaram a namorar com inteligência artificial.

PMPr. Mac Anderson

Na China casou com Inteligência artificial.

RFRafael Fischmann

Então, olha para você ver a situação. E nós estamos, e a gente tá indo para um caminho, a gente não, né, muitas pessoas estão indo para o caminho de humanizar a inteligência artificial.

PMPr. Mac Anderson

Perigoso. É, todo excesso esconde uma falta. É a doença, né, dessa geração, é a carência, é a necessidade de ser ouvida, e às vezes não encontra isso na comunidade. Cada um se vira, cada um cuida das suas coisas. E você falar com um pastor é mais complicado, porque às vezes você tem que ser não tão verdadeiro quanto você pode ser na rede social. Então, com inteligência artificial, você fala o que você quiser, ela não vai te julgar nunca.

Principalmente algumas aí que elas só te elogiam, só falam coisas boas e tal. A minha preocupação é que a inteligência artificial sendo usada como ferramenta, ela é maravilhosa, uma ferramenta de apoio, de ajuda, entendeu? Agora, quando ela passa a ser o centro, quando ela passa a ser a sua fonte, é preocupante, porque ela pode desvirtuar princípios bíblicos, ela pode trazer informações que ela pesquisou, você não sabe de onde foi, ela pode mecanizar.

E aí você fica confortável, porque você pode fazer uma pergunta para ela ela como um pastor, e aí ela pode te dar um conselho ou uma resposta que não é coerente com a palavra, é coerente com alguma coisa que ela leu em algum livro e trouxe para você. É muito perigoso, é muito perigoso. Então, se você tem, se você tem ela como ferramenta de apoio, não como um ponto final verídico daquilo que você vai fazer, Tá tudo certo, mas é muito perigoso porque o nome já diz, artificial.

RFRafael Fischmann

Acredita que aí acaba substituindo o papel do Espírito Santo na vida do cristão?

PMPr. Mac Anderson

Opa, com certeza! E eu, para hoje, para entregar uma mensagem, eu vou orar, eu pego a Bíblia, fico naquele texto, leio, leio de novo, leio mais uma vez, leio duas, leio três, leio quatro, aí eu vou orar, vou buscar. Eu não sei se eu tô fazendo errado, mas eu acho que ainda é assim, né? Então você vai buscar de Deus uma direção para aquilo que tá no coração de Deus, né? Para ele derramar o coração dele no seu, para você entregar à igreja.

Sabe qual o problema? É que alguns pastores que não tem mais contato com as pessoas, não tem contato com o povo, que são isolados, que as pessoas ninguém consegue chegar perto, ninguém tem acesso, ele acaba entregando no púlpito respostas que ninguém tá perguntando. E ele se acomoda na inteligência artificial, que também pode estar entregando para ele uma mensagem que não tá— ela acalenta a alma e não gera transformação na vida de ninguém.

Se eu fosse entrar na vibe do hype, então eu não estaria fazendo as 7 igrejas do Apocalipse. Ninguém quer ouvir sobre isso. Quem é que quer ouvir 7 igrejas do Apocalipse? E é impressionante como a cada domingo que passa a igreja tá mais cheia. Porque aquele povo, naquele lugar, aquelas ovelhas de Jesus que não são minhas precisam daquele alimento que Deus colocou no meu coração. E cada momento, cada lugar, cada povo precisa receber aquilo que Deus quer falar pontualmente.

E o pastor que tá envolvido no meio das ovelhas, ele sabe o que elas estão precisando. E aí a gente tem que ter um cuidado. Por exemplo, eu usei a inteligência artificial agora numa viagem que eu fiz para Turquia justamente para conhecer as 7 igrejas e tal e tal. E aí, exatamente isso, o guia falava uma coisa, eu ia lá e perguntava. Aí a inteligência me trazia uma data diferente da que o guia tava falando. Aí você já começa a questionar o cara e tal.

Mas foi importante porque eu já havia estudado, já li vários livros sobre o assunto, a Bíblia várias vezes, mas chegava lá nas ruínas, por exemplo, de Éfeso, eu tirava uma foto De um lugar, de uma escrita, a inteligência dizia: isso aqui é isso, é isso, é isso. Relacionado à Bíblia, é isso, isso, isso. Maravilhoso, não é uma ferramenta?

RFRafael Fischmann

Sim, ótimo.

PMPr. Mac Anderson

Agora você imagina se eu fizer dela ou ficar refém dela, e aí você não vai precisar mais do Espírito Santo, vai precisar de orar, vai precisar jejuar, vai acontecer o que aconteceu comigo em 2017, que é você mecanizar o processo.

RFRafael Fischmann

Depressão. Ansiedade.

PMPr. Mac Anderson

E aí você cai em depressão, ansiedade, burnout, porque você perdeu o principal, que é a essência do Espírito Santo.

RFRafael Fischmann

Pastor, nós vamos falar um pouquinho do seu livro. Tá aparecendo bem o livro aí? Tá aparecendo, mas eu queria fazer de uma forma diferente. A gente tem um grupo no— grupo não, canal no WhatsApp. Inclusive, quem quiser participar, o link está aí na descrição do vídeo. Eu sempre estou lá conversando com as pessoas e falei que nós iríamos ter esse episódio hoje, iríamos falar sobre o Espírito Santo. Mandei isso, pessoas mandarem perguntas, tá bom?

Vamos falar um pouquinho do seu livro, mas eu queria ler algumas perguntas aqui das pessoas que participam lá. Pode ser?

PMPr. Mac Anderson

Pode, vontade.

RFRafael Fischmann

Bom, a Silva Cruz, ela perguntou assim: como faço para o Espírito Santo fazer morada em mim "Não apenas me visite", ou seja, faça morada em mim e não apenas me visite.

PMPr. Mac Anderson

A maioria dos crentes acredita que o Espírito Santo vem, visita, arrepia, ele está aqui, se eu não arrepiar ele não está. A gente confunde experiência, manifestação com presença. Nós precisamos crer no que a palavra diz. Quando você entrega a sua vida para Jesus, quando você reconhece Jesus como Salvador, quem vem morar em você? Deus, quem é Deus? Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Você acabou de receber o Espírito Santo.

Então, como nós somos de uma nação muito pentecostal, que deu muito ênfase ao batismo, as pessoas entenderam que se você fala em línguas você tem o Espírito Santo, se você não fala você não tem. A evidência de quem tem o Espírito Santo é gerar fruto, não é dons. Porque se fosse dons, a manifestação do Espírito Santo fosse só dons, Jesus não teria dito àqueles: no último dia vocês vão dizer para mim: em teu nome eu expulsei demônios, eu falei em línguas, em teu nome eu curei.

Jesus vai dizer: não te conheço. Porque não é dons, é fruto. Quando eu tenho o Espírito Santo em mim, ele gera em mim o fruto. São 9 características do mesmo fruto. É como uma laranja com vários gomos, é um fruto só com várias características. Então vamos só entender isso, eu falo no livro para ficar claro. Imagina comigo uma casa, uma casa. Deus, ele é o arquiteto, ele planejou esta casa, ok? Jesus, ele construiu, ele executou o projeto. E quem habita na casa?

RFRafael Fischmann

O Espírito Santo.

PMPr. Mac Anderson

A Bíblia diz assim: eu vou enviar outro Consolador e ele estará em vocês. Não é com é, é dentro. A partir do momento que eu me relaciono com Deus, com Cristo, reconhecendo o sacrifício da cruz, eu recebo o Espírito Santo. Receber os dons, o dom é presente, é um privilégio. Eu posso buscar os dons, incluindo o falar em línguas, mas existem 9 dons. Então quem gera em mim o fruto? A mente de Cristo, o caráter de Cristo, o fruto. Quem executa o plano da salvação é Jesus, mas quem trabalha em mim esse plano é o Espírito Santo.

Regeneração, santificação, purificação, adoção, tudo é Ele. Então, as pessoas pensam assim: "Aceitei Jesus, mas quando é que o Espírito Santo vai morar em mim?" Uai, é um Deus só, não tem como ele ficar de fora, né? E esse é o problema, nós ficamos esperando uma experiência, a gente fica esperando um arrepio, a gente fica esperando cair no chão, a gente fica esperando: "Ah, hoje eu fui na igreja e não senti o Espírito Santo." Não, Ele não estava lá te esperando, Ele está em você, então para onde você for, e quando você Você crê nisso e você ora ao Espírito Santo, você fala com o Espírito Santo, você busca o Espírito Santo, você precisa sentir, você tá crendo.

Em algum momento ele vai se manifestar e você não precisa da manifestação para crer na presença. É verdade, é um presente, é um dom. Então se ela reconheceu Jesus, ela já tem o Espírito Santo. E aí é só fé, é pela fé. Você tem que crer no que a palavra diz, ele estará em você. É verdade.

RFRafael Fischmann

Bom, a Maria Cruz Trinity perguntou: qual é a maior dificuldade que você acredita que as pessoas têm hoje para ouvir e reconhecer a voz do Espírito Santo?

PMPr. Mac Anderson

São muitas vozes, né, vozes de distração e tal. A voz do Espírito Santo, eu costumo dizer, o Espírito Santo não grita, ele sussurra. Então, para eu ouvir a voz dele, eu preciso chegar mais perto. É o Espírito Santo. E aí é oração e palavra. Se a voz que fala ao meu coração, ela contradiz o que está nas Escrituras, não é o Espírito Santo. Pode ser só uma emoção minha, pode ser coisa da minha cabeça. Como é que você identifica que a sua esposa está falando no cômodo ao lado?

RFRafael Fischmann

Pela voz, timbre dela.

PMPr. Mac Anderson

Ela fala, mas por que você sabe que é ela?

RFRafael Fischmann

Porque você conhece, tem intimidade.

PMPr. Mac Anderson

Sua esposa chegar aqui e falar, eu não sei quem é. Por que que eu não sei que é ela? Porque eu não a conheço. E eu posso ficar aqui um mês convivendo com você e ela. Se eu for embora e ficar um ano fora, quando eu voltar, não reconheço a voz dela mais. Você só reconhece a voz de quem você tem intimidade. Intimidade é oração e palavra. A gente volta no básico da fé: jejum, oração, palavra. Não tem segredo, não tem nada novo, é só isso.

À medida que você vai tendo intimidade com o Espírito Santo, você começa a identificar a voz dele no seu coração, sabe, os sinais que ele vai te dando nas circunstâncias. E isso é tão precioso, é tão maravilhoso. Quanto mais você convive com alguém, mais você reconhece a sua voz e a voz que você ouve. Determina o destino que você tem.

RFRafael Fischmann

Bom, ela tinha uma outra pergunta, mas acredito que o senhor já respondeu aqui. Sentir arrepio, falar em línguas muitas vezes é a presença do Espírito Santo. Sim. Mas como ter experiência profunda com o Espírito Santo?

PMPr. Mac Anderson

É, a experiência profunda não vem no arrepio, né? Vem na prática do dia a dia. Imagina, ele te dá discernimento de espírito, te dá sabedoria, te livrar de algo assim que, sabe, um negócio que você ia fazer "Esperito Santo claramente fala assim: não." Então fala: "Cara, que loucura, tá tudo para dar certo." "Não, não, eu não vou fazer." E depois lá na frente você vai entender o porquê. Rapaz, essa intimidade com o Espírito Santo, ela é surreal.

Ela traz clareza, entendimento, discernimento. É maravilhoso. Atos capítulo 2, ali você percebe que o Espírito Santo, ele tem vários símbolos dele na Bíblia. Ele não é um vento, mas age como vento. Ele não é uma pomba, ele não é um fluido, ele é uma pessoa. Em Atos 2, a palavra ali para espírito, ali quando ele desceu, é o poder, né? É o dúnamis, é o dínamus, é o dinamite, é o poder do Espírito Santo. Só que quando Jesus vai falar do Espírito Santo, ele usa a palavra paráclito.

O paráclito é como se fosse um tutor, é alguém que segura na sua mão e não solta até você chegar no destino. É uma criança, você pega na mão da criança, segura aqui e vamos juntos. Por isso que Jesus, por isso que quando foi traduzir paráclito, veio para consolador. É aquele que abraça, é aquele que tá perto, é aquele que consola, é aquele que ajuda. Então ele já tá aí. Agora, para você ouvir a voz dele, você precisa ter intimidade, que às vezes ele tá falando e você que não tá conseguindo ouvir.

RFRafael Fischmann

Bom, olha, a Maria Cruz de novo, mais uma pergunta: o que mudou na sua visão depois que você começou a desenvolver intimidade com o Espírito Santo?

PMPr. Mac Anderson

Mudei um pouco da minha religiosidade. A gente é muito apegado a fazer algumas coisas pensando que tá agradando a Deus ou que tá agradando ao Espírito Santo. Não é quantas vezes eu vou à igreja, não é o quanto eu oferto, não é o quanto eu dizimo, sabe? Não é se eu tô orando de joelhos ou se eu tô em pé, sabe? Não é essas coisas. Não é, não é uma disciplina religiosa. Poderosa. Quando mais você conhece o Espírito Santo, mais liberdade você tem.

E uma vez eu vi um pastor dizendo, perguntar para ele: quanto tempo o senhor ora por dia? Ele disse: eu oro no máximo 5 minutos. No máximo 5 minutos orando? É, mas eu também não fico 5 minutos sem orar. Então ele entendeu o que é uma intimidade com o Espírito Santo. Ele disse que não, eu oro 5 minutos. Só que eu também não fico 5 minutos sem orar. Esse cara ora o dia inteiro, ele tá o tempo todo orando, falando com Deus, falando com o Espírito Santo.

E eu acho que é isso que Paulo quis dizer quando ele escreveu: "Orai sem cessar." É isso, é o tempo todo, sabe? Oração é um estilo de vida. Alguém disse para mim assim: "Eu não sei orar." Não existe oração errada, errado é não orar. A palavra orar escrita ao contrário Se você tiver caneta e papel, escreva. Orar ao contrário é raro. Quem raramente ora, raramente vence.

RFRafael Fischmann

Verdade.

PMPr. Mac Anderson

A gente não tem tempo.

RFRafael Fischmann

É raro.

PMPr. Mac Anderson

Verdade.

RFRafael Fischmann

Bom, a Luciene perguntou assim: graça e paz, como ter discernimento de espírito e como sabemos que estamos no caminho certo? Porque são muitas as doutrinas diferentes e confunde a nossa mente.

PMPr. Mac Anderson

Não, acho que assim, discernimento de espírito é uma questão de dom, né? Tá lá, o apóstolo Paulo foi escrever sobre os dons na carta aos Coríntios, e aí tá lá discernimento de espírito é um dos 9 dons. Você pode orar para o Espírito Santo te dar esse discernimento. Agora essa questão de doutrina, você mesmo tem que pegar a Bíblia e vai ler, vai buscar fontes confiáveis, pastores que são confiáveis, que são íntegros, não é qualquer pessoa que apareceu do nada aí.

Tem que fazer igual os crentes lá, os bereanos, né? Pega a Bíblia e vai conferir. Vai ouvir, vai ler, vai entender, entender os princípios, estudar materiais sérios. Tem tanta coisa bacana, tanta coisa boa. É a Bíblia, a própria Bíblia, ela se explica. O problema é que a gente fica vendo gente hypada da internet que apareceu, que explodiu e tal. Melhor do que ser conhecido é ser uma pessoa que vale a pena conhecer. Tem gente que só é conhecido, melhor seria se você não conhecesse ele, porque não tem boas intenções.

E geralmente essas pessoas são boas de discurso, são boas no argumento e tal e tal, mas são argumentos assim, não são bíblicos. É só você pegar, você vai pensar assim, quais são os pastores sérios e íntegros na história, por exemplo, né? Billy Graham, fala outros nomes aí que você pode falar, pessoas sérias, não tô falando conhecidas, pessoas sérias, pastores do Brasil, pastores sérios, né, que tem uma igreja consolidada, casada, que tem família, né, que prega a palavra.

Rapaz, hoje qualquer um que você conversar de qualquer igreja, ele pode citar 3, 4 pastores que são sérios, que são servos, que são fiéis, íntegros na palavra, que são retos na palavra, que pregam o evangelho. Pronto, o que que eles estão falando? Se você precisa, né, de uma referência, hoje não é difícil de encontrar referência.

RFRafael Fischmann

Só que o primeiro que aparece fala um discurso que eu gosto, aí depois lá na frente me decepciona porque não era A Paloma perguntou assim: gostaria de saber qual é a diferença do batismo com o Espírito Santo e o batismo com fogo? Citado em Mateus 3:11.

PMPr. Mac Anderson

O batismo com fogo é o batismo no caráter, né? O batismo com o Espírito Santo é um dom. É quando a gente fala de falar em línguas, né, que a gente chama como batismo do Espírito Santo, ou falar em línguas, que é um dos dons, né? É a evidência de um preenchimento, uma manifestação ação do Espírito Santo em nós. O batismo com fogo seria um batismo no caráter, é uma mudança mesmo na integridade, no caráter da pessoa. Isso é consequência do Espírito Santo gerar em nós o fruto.

Então, quando você ora: Senhor, me batiza com fogo, né? Sai pulando e falando em línguas? Não. Se fosse, era bom demais. Quando você fala: me batiza com fogo, é o fogo que purifica que limpa, que transforma o caráter. Aí, amigo, só tem um jeito do Espírito Santo fazer isso, é forjando, amassando, quebrando. E aí é processo, mão dolorosa e tal. Mas é tudo gerado pelo Espírito Santo, certo?

RFRafael Fischmann

E é para a glória de Deus, né? Sim, para a glória de Deus. Caroline, como saber se essa Aqui é: como saber se as línguas estranhas faladas vêm do espírito e não de engano?

PMPr. Mac Anderson

Só com discernimento, né? Só com discernimento de espírito.

RFRafael Fischmann

E como saber? Só discernimento.

PMPr. Mac Anderson

Até porque a língua estranha, o propósito dela é edificar a si mesmo. Então, se tem outro falando para você, é só você não mudar nada. Tá muito preocupado com isso? Preocupa com a sua, se a sua é de verdade, tá?

RFRafael Fischmann

Outra pergunta aqui, que a irmã não colocou o nome aqui, mas tá como Deus, obrigada por tudo, tá. Isso aqui é muito interessante essa pergunta, porque muitos têm essa dúvida: o que seria blasfêmia contra o Espírito Santo e por que é um pecado imperdoável?

PMPr. Mac Anderson

É você dar a uma obra do Espírito Santo o crédito como se fosse o diabo tendo feito aquela obra ali. Quais são as obras do Espírito Santo? Os dons e o fruto, ok? Só. Se uma pessoa tá lá falando em língua estranha, falar: "Isso é o diabo que tá falando", isso não é blasfêmia contra o Espírito Santo. Você criticar um profeta, criticar alguém ou falar disso não é blasfêmia contra o Espírito Santo. "Ah, tocar no ungido do Senhor", você não.

A blasfêmia contra o Espírito Santo, eu particularmente acredito que ninguém vai conseguir fazer isso fazer isso, tendo consciência como nós temos de quem é o Espírito Santo, quem é Deus. Você pode até criticar, duvidar, murmurar, mas você atribuir a uma obra do Espírito que foi uma entidade que fez, o que foi o diabo que fez, acho muito difícil para nós fazermos isso.

RFRafael Fischmann

Tem muitas pessoas que eu já recebi mensagem, algumas atormentadas, porque simplesmente falou uma língua estranha ali de brincadeira, e achou que blasfemou.

PMPr. Mac Anderson

Não, isso não é blasfemar não. Isso aí é só, na verdade, é um erro grave, é feio, né, fazer isso. É muito feio, né, você brincar com essas coisas, mas não é blasfêmia não.

RFRafael Fischmann

Não chega a ser blasfêmia.

PMPr. Mac Anderson

Não, blasfemar é você atribuir a uma obra do Espírito Santo, né, você tá vendo que o Espírito Santo fez e você atribuir isso a como se fosse obra.

RFRafael Fischmann

Eu pergunto porque eu já vi pessoas que estavam quase tirando a vida por causa disso, porque acreditou que Deus não ia perdoar mais ela. Ele tava condenado já. Eu já vi isso. E tem gente que assim, tá? Vamos lá, só mais umas duas aqui. Abraço, fêmea, já falei. Sonho aqui não, gente. Sonho eu não vou falar sobre sonho, que o assunto aqui não é sonho. Eu não entendo nada de sonho. O pessoal pergunta, manda um monte de pergunta de sonho, né?

PMPr. Mac Anderson

Eu não entendo nada disso. Às vezes é só barriga cheia, velho.

RFRafael Fischmann

"O que seria exatamente o batismo com o Espírito Santo? Por que não recebo? Isso me enfraquece às vezes", pergunta Thaís. Thaís Montoro.

PMPr. Mac Anderson

Nós chamamos o falar em línguas de batismo no Espírito Santo, nós temos essa nomenclatura, e aí as pessoas acreditam que o Espírito Santo só está nela se ela falar em línguas, por isso que ela está triste. E de repente ela tem o dom do amor, você já pensou? Que é o tanto que falta hoje. Reconhecer uma pessoa caída, amar uma pessoa pecadora, olhar para uma pessoa sem preconceito. De repente ela tem o dom do amor, vai que ela tem o dom da fé.

RFRafael Fischmann

Ou seja, ela tá olhando pelo que ela não tem.

PMPr. Mac Anderson

Dom da cura. Você já imaginou se Deus deu para ela o dom de orar e levantar um paralítico, e ela tá triste porque não fala uma língua que todo mundo fala? Então nós temos demos tanta ênfase a um dom, e até mudamos o nome, né, de língua, de dom de línguas, né, de falar em línguas, para batismo do Espírito Santo, que as pessoas agora elas estão, pensa, quando a pessoa está triste porque não recebeu um dom, e se ela tiver outros?

Eu ficaria triste se o Espírito Santo estivesse triste comigo. A Bíblia diz assim: "Não entristeçais o Espírito Santo." Então eu sou morada dele, ele habita em mim. Se a minha casa, eu trago sujeira para dentro, se eu alimento a minha carne, né, se eu vejo coisas que são coisas que entristece o Espírito Santo, eu deveria estar triste com isso. Mas se ele está em mim, eu tenho a minha identidade de filho, eu posso buscar os dons sem me entristecer, porque o dom é presente, ele pode me dar ou não.

Agora, o fruto o único esforço que eu preciso fazer é de relacionamento. Eu me esforço em relacionar com ele, em caminhar com ele, e naturalmente ele vai gerar em mim. A mesma coisa acontece com os dons. Então acho que ela precisa pensar: será que ela não tem nenhum dom? Será que Deus não deu algo surreal, extraordinário para ela, que todo mundo deseja e só ela tem? Mas ela tá tão limitada, né? Vai ler a primeira carta aos Coríntios, querida, capítulo 11, 12, 13, A Bíblia diz assim: eu posso ter todos os dons, mas se não tiver amor— a Bíblia diz que o maior deles é o amor.

De repente ela tem o dom do amor, de repente ela tem o dom da alegria, é o dom da fé, não sei, às vezes Deus deu para ela alguma coisa totalmente diferente, né? É, na oração ela já sabe, ela já sabe. Se ela procurar entender mesmo os dons, ela vai saber. É, vai saber. Manda um livro de presente para ela.

RFRafael Fischmann

Maravilha. Então, tudo isso aí, eu li o seu livro, maravilhoso. A gente fala de tudo isso aqui.

PMPr. Mac Anderson

Fala.

RFRafael Fischmann

É excelente o livro, tá aqui, ó.

PMPr. Mac Anderson

É, e assim, o que que eu procurei fazer, até junto com a Editora Vida, a gente analisou bem para ver a questão teológica do livro, né, a coerência e tal. Só que não é um livro de teologia, tá? Ele é um livro para poder, é um livro quase que um devocional mesmo, para você se alimentar. É uma palavra pastoral para ovelha mesmo, para pessoa que não entende. Então não é um livro para teólogo, não é um livro de pesquisa, não é um livro de fácil entendimento, linguagem, né?

Eu fiz uma linha de pensamento do Espírito Santo desde Gênesis, aonde ele aparece pairando sobre a face das águas, até o arrebatamento da igreja. Então assim, tem no Antigo Testamento, atuação dele nos profetas e tudo, em caixas bem grandes assim, bem diagramado para pessoa entender, para ficar fácil, sabe? Então a questão da linguagem foi muito bem trabalhada.

RFRafael Fischmann

Nós falamos aqui de muitas questões da igreja, né, questões aí internas da igreja, problemas que a igreja está enfrentando, falamos um pouquinho do seu livro, respondemos aqui as perguntas, mas assim, diante de tudo isso O que te faz sorrir olhando para a Igreja no momento atual em que a Igreja está vivendo, em que a nação está vivendo?

PMPr. Mac Anderson

Primeiro, eu quero te falar o que me entristece. E aí foi onde o Espírito Santo falou muito forte ao meu coração recentemente. Por causa da rede social, a gente acaba recebendo informações de escândalos, né? Pastores em queda, líderes abusivos. Tantas coisas que a gente vê e que acabam se tornando evidentes porque isso dá engajamento, gera curtidas, e muita gente infelizmente falando. E eu fui, tava orando um dia e pensando sobre isso, né, que eu tava triste.

Falei: Senhor, tanta coisa, tanta coisa denegrindo a igreja e tal. Eu entendi também que não é uma questão de denegrir ou não a igreja. Eu fui parar para pensar E como eu ando bastante, conheço muitas igrejas, muitos pastores, eu acho que isso talvez não dá 1%, 5% do que é feito na nossa nação. Eu fui conhecer pastores que trabalham lá nos quilombolas, lá no estado de Goiás, que são 9 mil quilombolas lá nos quilombos, tem uma cultura africana e são muito místicos.

Uma pobreza extrema. Aí fui conhecer pastores que trabalham lá no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Eu estive lá. Outros que trabalham com os ribeirinhos. Eu fui agora no Macapá vendo pastores trabalhando com ribeirinhos. E você vê assim, é o volume de homens de Deus e mulheres de Deus nesta nação viver no reino pleno, pregando o evangelho de verdade, é infinitamente maior do que a quantidade de escândalos que a gente tem.

Nós precisamos agradecer a Deus pelo que ele ainda faz através da Igreja Brasileira. Eu participo de um grupo de pastores, Global Kingdom, que é o GKP, São pastores de igrejas de todo o Brasil. De Goiás são duas, cada estado tem uma ou duas. E todas as vezes que tem uma tragédia, uma enchente, alguma coisa, essas igrejas estão envolvidas ajudando assim muito, não só financeiramente, mas ajudam bastante. E agora mês que vem, um grupo de pastores, nós estamos indo para o Egito, uma conferência das igrejas perseguidas.

Escondidas, pastores do Irã, Iraque e Líbano vão para o Egito contar para nós como que funciona as igrejas, igrejas escondidas, igrejas subterrâneas, como que eles fazem para pregar o evangelho, o sofrimento deles. E aí vamos todo mundo levar uma oferta para ajudar essas igrejas e tal, e tudo em prol do reino. E conversando com esses pastores na mesa, ouvindo o coração deles, você vê o quanto Deus ama a sua igreja. Sabe, Jesus é o dono da igreja, ele é o pastor, ele é o dono, e nós somos apenas ferramenta nas mãos dele.

E eu sei que existem escândalos. Você que tá em casa nos assistindo, você sabe disso. Existem escândalos, né? Existem pessoas que fazem coisas erradas, mas é 1% daquilo que a gente vê na nação. Tem muita gente boa, tem muita gente maravilhosa servindo o reino, pensando no reino, que não se envolve com corrupção, nem com política, nem nada, nada disso. É a igreja que pensa Cristo, reino, sabe, nas casas, que faz trabalhos sociais, que prega o evangelho.

Pastores espalhados por toda essa nação aí, vivendo mesmo o evangelho de Cristo. E eu aprendi depois que eu passei a frequentar alguns lugares e sentar em algumas mesas, e como isso alegrou meu coração. Então todas as vezes que vem uma notícia ruim, eu tento trazer a memória que me dá esperança. E a notícia ruim, ela vem para nós corrigirmos a nossa rota. Examine-se, pois, o homem a si mesmo. Ah, tem gente: por isso que eu não vou mais em igreja.

Será que é por isso que você não vai mais em igreja? Tá todo mundo errado. Ah não, igreja tem problema. Tem, você é um problema. Assim que você chegar lá, é mais um problema que chegou. Agora, o que nós não podemos deixar de ser é transparentes. Igreja nunca será perfeita, mas uma igreja transparente, ela se cura, ela se trata, não é? A Bíblia diz que quando Jesus estava no Getsêmani, Pedro arrancou a espada e cortou a orelha de Malco.

Malco quer prender Jesus, Pedro quer salvar Jesus. Os dois estão certos, porque Malco aprendeu lá no templo que Jesus é herege, que ele precisa prender Jesus. Ele só tá fazendo o que mandaram ele fazer. E Pedro, então assim, os dois tentando cada um defender o que pensa, um feriu o outro. Jesus não feriu ninguém, quem feriu foi Pedro. Então não se afaste de Jesus por causa das feridas causadas por Pedro. Se Pedro fere, se afaste de Pedro, mas nunca se afaste de Jesus.

RFRafael Fischmann

Importante também, a gente precisa entender que Jesus, ele disse que o trigo, o joio, vai crescer junto com o trigo, e isso será separado no dia do juízo final. Não é papel nosso tirar, a gente precisa apontar assim, né?

PMPr. Mac Anderson

Na verdade, tem coisas que não é nem julgamento, é apontamento mesmo, é denúncia, né? E não tem nada, você Pregar a palavra. Como diz a pastora Helena Raquel, não existe pedófilo ungido, né? Se é pedófilo, não é ungido. Se é criminoso, não é ungido. Não faz sentido. Então já perdeu a unção, já tem muito tempo. Então nós precisamos cuidar para que os escândalos e as coisas, denúncias, não nos afetem, mas que a gente se fortaleça cada vez mais.

RFRafael Fischmann

Bom, pastor, Tá aqui o livro, né? Deixa eu mostrar aqui. Tá aqui o livro, é Mack Anderson, O Deus que Habita em Mim. Eu ia ler as entrelinhas aqui. O segredo para uma vida de intimidade, o segredo para uma vida de intimidade com o Espírito Santo. Tá aqui o livro, tá?

PMPr. Mac Anderson

Quem quiser adquirir, é só entrar no meu Instagram, lá na bio tem um link, clicou, já cai na loja.

RFRafael Fischmann

E deixa o endereço da sua igreja, pastor.

PMPr. Mac Anderson

Olha, nós temos duas unidades unidades em Goiânia, Avenida 85, esquina com T63, em Goiânia. E a outra fica na BR-153, ali no Setor Santo Antônio, em Goiânia, antigo Master Hall. Agora tem uma unidade, tem um mês, acabou de abrir, é na Cidade do Automóvel, em Brasília. E nós temos também uma igreja maravilhosa, abençoada, na cidade de Rio Verde. Então hoje somos 4 unidades, 2 menores, 2 5 anos de história e estamos lá discipulando pessoas, ganhando vidas para Jesus e procurando alcançar a cidade, assim como outras igrejas maravilhosas que tem lá em Goiânia.

RFRafael Fischmann

Provavelmente tem um canal no YouTube.

PMPr. Mac Anderson

Tem, tem, chama Family Church BR, o BR de Brasil.

RFRafael Fischmann

Family Church BR.

PMPr. Mac Anderson

Muito bem.

RFRafael Fischmann

E o senhor tem canal no YouTube também?

PMPr. Mac Anderson

Tenho, PR de Pastor Mack Anderson. Anderson. É o mesmo do Instagram, @prmaquianderson.

RFRafael Fischmann

Eu tô lá no YouTube, Mac, americanizou, né?

PMPr. Mac Anderson

E é nome mesmo, viu? Não é sigla, não é meu nome mesmo.

RFRafael Fischmann

Tá jóia, pastor. Eu queria agradecer pela sua presença, viu? Muito obrigado. Foi bom demais estar aqui, foi um prazer receber.

PMPr. Mac Anderson

Se deixar, eu até volto.

RFRafael Fischmann

Eu deixo. E aqui nós temos por costume convidado hora no final, mas antes tira uma palavra aqui para tirar Ele disse aqui para nós, ó, Lucas 21:17: Todos odiarão vocês por causa do meu nome, contudo nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá. Meu Deus, glória a Deus, fortíssimo! Glória ao Senhor, guardando a igreja, né, diante de tudo isso. Pastor, eu queria que o senhor orasse por nós para finalizar. Amém!

PMPr. Mac Anderson

Te damos graças, Deus, por esse tempo tão especial. Tempo de mesa, de conversa, de bate-papo. Se alguma coisa não agradou o teu Espírito Santo, que o Senhor nos perdoe. Somos falhos, mas que tudo seja para glória do Senhor. Abençoe a família do Rafael, a sua casa, o seu ministério, que ele cresça, que ele prospere em tudo. Que este homem e esta mulher que estão nos assistindo seja alcançada agora pela graça do Senhor. Que haja transformação na vida espiritual, que haja renovação, que os céus estejam abertos sobre esta família, sobre esta casa, que a mão do Senhor seja estendida para que milagres aconteçam.

Pai, como profeta para as famílias desta geração, eu abençoo cada casamento, cada filho, para glória do Senhor e em nome de Jesus. Amém.

RFRafael Fischmann

Amém, amém, pastor. Obrigado, viu? Tamo junto, tamo junto.

PMPr. Mac Anderson

Abraço, parabéns aí pelo trabalho, gente.

RFRafael Fischmann

Pessoal, você que ficou até o final aqui, não se esqueça que na descrição do vídeo nós temos um link lá onde você clica lá, mais informações. O que que tem lá? Tem o nosso canal do WhatsApp que você pode participar lá conosco sempre quando fazemos podcast, é você participa enviando perguntas. Tem lá também, pessoal, o nosso curso Seja Sentinela para você apurar o seu discernimento espiritual Tá bom, então você que quer adquirir esse curso, quer conhecer mais sobre ele, é um curso que nós fizemos aí em parceria com a Bethânia Monteiro, tá lá na descrição.

Clicando lá você já obtém todas as informações, tá bom? Também não se esqueça que nesse link tem lá a vaquinha para a construção do hospital na Nigéria. Tá bom, o hospital na Nigéria já está levantado com acabamento. E vocês bem sabem que nós, junto com a pastora Olajumoke, estamos aí ajudando a levantar fundos para comprar os equipamentos lá do hospital. Já teve muita, teve muitas pessoas que já doaram. Quero agradecer todos vocês que já estão, já doaram lá.

Mas você que não ainda doou, se sentiu no seu coração, entre na descrição do vídeo, entre lá. O valor necessário para a aquisição dos equipamentos é no valor de R$2 milhões. Então não tem só o Crente Podcast, mas a Pastora Loja Moqueta também tá aí buscando esse recurso. Mas nós estamos fazendo a nossa parte ajudando, porque lá no começo para levantar as paredes vocês ajudaram, e tem sido bênção para os nigerianos. E também, além do hospital, no terceiro andar é uma igreja ali para que as pessoas cultuem a Deus.

E um lugar, uma cidade onde reina muito a feitiçaria, tá bom? Então é, a pastora Oluju Moqué está realizando esse sonho dela de muitos anos. Vocês fizeram parte disso, então precisamos continuar, precisamos adquirir esses equipamentos, tá bom? Não se esqueça também que nós temos um grupo de leitura bíblica diária em parceria com a Rede Crescer. Nesse link também você consegue entrar lá e já fazer parte desse grupo e começar ali a ter a sua leitura, fazer a sua leitura em grupo com o pessoal que já tá lá.

Já tem bastante gente lá, temos cerca de 500 pessoas mais ou menos que estão ali conosco dentro da Bíblia diariamente. Que mais? Canal do WhatsApp também já temos mais de 2 mil pessoas lá. Entre você lá no canal também. Não se esqueça que lá no Instagram também nós divulgamos tudo que acontece aqui no YouTube, tá? E os cortes também estarão lá. Siga o Pastor Mac Anderson lá no Instagram, que— Mac Anderson, pastor, desculpa, é o mesmo, Me International.

Tá tudo certo, tá tranquilo. Me siga lá, tem na descrição do vídeo aí também. E pastor, muito obrigado por tudo. Seu filho também, o Christopher. Christopher, ó, tá tudo internacional aqui, viu? Christopher, my God, né? Então Deus abençoe vocês, é um prazer. O senhor é sempre bem-vindo. Se você vir para São Paulo, manda mensagem que a gente grava outro episódio. Obrigado, viu? Abraço, gente. Você ficou até o final aqui, muito obrigado. Eu te espero até o próximo episódio.