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SUPORTEI 13 SEPARAÇÕES E A TORTURA DE UM NARCISISTA | Caroline Yamada

28 de julho de 20261h14min
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EPISÓDIO COMPLETO: https://youtu.be/SMC8bD1ypek

Neste episódio emocionante, Caroline Yamada abre o coração sobre os desafios de um casamento marcado por conflitos espirituais intensos, traições e os perigos da dependência emocional. Ela narra sua trajetória de fé, o processo doloroso de quebra de maldições hereditárias e como o Senhor a guiou através de um "tsunami emocional" para um propósito de cura. Um relato forte sobre perdão, identidade em Cristo e o livramento sobrenatural de Deus.

Participantes neste episódio1
C

Caroline Yamada

Convidado
Assuntos8
  • Experiências de perda e recuperaçãoPerdoar 70 vezes 7 · Não sentir mais dor ao ver o ofensor
  • Divorcio e RelacionamentosDescoberta da traição · Processo de divórcio rápido · 13 separações e 3 divórcios
  • Experiências sobrenaturais pessoaisAcidente de carro na Ayrton Senna · Medida protetiva contra o ex-marido
  • Dependência Emocional e Saúde MentalFelicidade dependente do outro · Medo de ficar sozinha
  • Narcisismo de TrumpTortura psicológica · Ciúmes possessivo · Quebra de objetos
  • Ministério FamiliarGrupo de WhatsApp para mulheres · Quebra de maldição hereditária familiar
  • Transmissão geracional de padrões abusivosTraição paterna na infância · Declarações que o inimigo usa
  • Identidade em CristoPropósito de Deus para a vida · Ser escolhida por Deus
Transcrição69 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

A paz do Senhor, povo de Deus! Seja muito bem-vindo ao Crente Podcast. Mais um testemunho hoje para honra e glória do Senhor Jesus. E nossa convidada de hoje é a Caroline Amada, cidade São Paulo. Ela viveu um verdadeiro tsunami emocional, suportou traições expostas pelo Espírito Santo, sofreu com a tortura psicológica de um narcisista e enfrentou círculo doloroso de 13 separações, se enoja ao ser tocada. Tudo mudou quando Cristo restaurou, ensinando liberar o perdão verdadeiro, quebrando a dependência emocional e transformando sua dor no ministério preciosa do Pai para curar milhares de mulheres. Glória a Deus! Já quero chamar ela aqui. A paz, Senhor! Amém! Bem-vinda!

CYCaroline Yamada

Obrigada!

?Voz A

Esse testemunho vai vai ser poderoso.

CYCaroline Yamada

Eu creio em nome de Jesus, vai edificar muitas vidas.

?Voz A

Com certeza, é isso que a gente quer, né? E tudo começou até— você não começou, você vai estar aí contando desde, né, da sua infância, os seus pais, tudo mais, né? Mas antes eu quero chamar você que não é inscrito ainda no canal do Crente Podcast, se inscreve, compartilha, ativa o sininho. E eu quero chamar você que tem um testemunho para contar, vai estar aqui o contato Entra nesse contato, manda o seu testemunho para você estar aqui. Amém. Então vamos com o testemunho de hoje. Amém. Glória a Deus.

CYCaroline Yamada

Então, Jamile, é muito interessante porque tem alguns anos que o Senhor ele me chama para quebras de maldições hereditárias. E é tão forte porque quando o Senhor ele começou a ministrar isso dentro do meu coração, o Senhor sempre me levou ao meu pai e a minha mãe. Quando eu tinha 11 anos de idade, eu sou cristã desde que eu me conheço por gente, e quando eu tinha 11 anos de idade, o meu pai traiu a minha mãe. E aí eu cresci falando, óbvio, né, nós somos mulheres, não temos que aceitar mesmo, mas eu cresci falando que eu jamais aceitaria que nenhum homem me traía, que eu não queria viver aquilo.

E é tão forte porque tudo aquilo que a gente declara é a primeira coisa que o inimigo ele vai pegar para querer trabalhar em cima daquilo. Então, assim como ele fez na vida da minha mãe, do meu pai, ele quer carregar aquilo de gerações e gerações. E quando a gente entende que o Senhor, ele nos entrega e fala: o poder tá nas tuas mãos de quebrar isso, de transformar isso, as coisas— o Senhor, ele vai te dando uma clareza que você fala: meu Deus, mas por onde eu começo?

E aí eu casei duas vezes, né? Eu, esse meu último relacionamento foi o meu segundo casamento. E é tão interessante porque também no primeiro relacionamento houve o abandono da parte dele, da parte dele. Então houve já um primeiro abandono, uma traição. E aí foi quando eu me separei a primeira vez. Depois de 3 anos eu conheci esse meu segundo é companheiro, né? E aí o que que acontece? Me casei em janeiro. Quando foi em março, o Senhor me pediu um jejum de Daniel.

E ali eu fiz o jejum de Daniel e o Senhor falava para mim: se prepara porque você tem algo a mais para buscar. E eu falava assim para Deus: Senhor, Mas o que mais eu tenho para fazer? E o Senhor usava assim várias pessoas. O Senhor falava: mergulha, mergulha na minha presença. Eu ficava: meu Deus, mas o que mais? Porque eu subo o monte, desço o monte, tô em vigília, tô na consagração, tô no culto, tô ali, tô aqui, e o que mais?

E o Senhor sempre me pedindo: mergulha, mergulha, que eu tenho algo para te entregar, eu tenho algo para te mostrar. E eu falo assim, nós mulheres, a gente tem essa sensibilidade de já saber o que tá acontecendo. O Senhor, ele sempre vai nos testificar. E aí, o que que acontece nesse relacionamento? Um ano antes de eu casar, a gente ficou praticamente quase um ano namorando, se conhecendo, e ele frequentava o terreiro.

?Voz A

Mas você não sabia ainda?

CYCaroline Yamada

Não. Logo quando eu conheci ele, naquela primeira semana, ele falou, ele falou, ó, Carol, estou frequentando o terreiro. Fui por curiosidade e eu falei, tá. E aí eu falei, Senhor, o que que o Senhor tá querendo me ensinar? E porque muitas das vezes a religiosidade nos coloca em situações que você fala, ai, meu Deus, não, eu não quero mais perto, não, eu não posso ficar com essa pessoa. Só que quando a gente entende também que o Senhor nos usa para transformar, para tirar ali da mão do inimigo.

Eu entendo que nós somos um canal, e muitas das vezes a nossa religiosidade trava e bloqueia ali o mover do Senhor. Então, o que que acontece? Foi muito rápido que o Senhor fez, porque nesse período ele ficou muito tempo frequentando o terreiro depois que me conheceu. Então, até um dia que ele foi proibido a continuar frequentando o terreiro. Ele chegou e o pai de santo falou que ele não podia continuar indo lá. E ele questionou, falou: mas como assim?

O porquê que eu não posso mais vir aqui? Eu preciso de vocês. E aí foi quando o pai de santo falou que a pessoa que ele estava, tava prejudicando as coisas lá dentro, tava atrapalhando tudo lá dentro, e que a única forma dele continuar frequentando era ou terminar comigo ou me levar para lá dentro. Ele falou: impossível! Se eu convidá-la a vir aqui, ela vai terminar comigo agora e eu não quero ficar sem ela. E aí eu só sei que o pai de santo falou: então, a partir de agora, os Exus, os seus Exus da direita e da esquerda, estão virando as costas para você.

Aí ele falou: tá bom. Então ali ele já foi proibido frequentar aquele lugar. Ele se batizou. No primeiro culto que ele foi comigo na igreja, o som da igreja era insuportável assim. O pastor, ele não, para igreja inteira parecia que as caixas ia explodir. O pastor, ele falou que quando ele, o pastor chegava no culto e ele já ia direto para salinha ali para orar, para preparar para entrar no culto. Ele falou que naquele dia ele via uma legião de demônios do outro lado da rua e ele falava: o que que tá acontecendo?

Por que que o som tá desse jeito? Então assim, foi uma guerra muito grande. Então nesse período que nós ficamos, foram quase 2 anos assim entre se conhecer e casar, ele manifestava o demônio quase todos os dias dentro de casa. E nesse movimento todo eu falava, meu Deus, o porquê que eu tô vivendo isso? E aí meus filhos eram pequenos na época, tinha acho que 6 anos de idade, que foi do primeiro, do meu primeiro relacionamento. E as crianças falavam assim, mamãe, a gente tem que orar por ele, a gente sabe que isso é inimigo, mas o Senhor vai libertar ele.

Porque as crianças também são cristãs desde sempre, para honra e glória do Senhor. E ali muitas das vezes eu olhava para os meus filhos, eu falava: meu Deus, por que que nós estamos passando isso? E o Senhor, ele falava assim para mim: filha, eu tenho um propósito. Porque, Jamília, eu vou te falar uma coisa, eu sou batizada desde os meus 15 anos de idade, eu tenho 37 anos, e eu falo que de 6 anos para cá o Senhor transformou assim a minha vida ministerial, minha vida espiritual, de uma forma que eu falo que o Senhor, ele tem os caminhos dele.

E que cada um é diferente, não tem jeito. A sua história não é a mesma que a minha. E às vezes não adianta eu querer esperar que o Senhor faça na minha vida aquilo que o Senhor tá fazendo na sua. Então o Senhor achou graça em me ensinar dessa maneira, né, da maneira mais dolorosa. Mas eu também entendo que o Senhor, ele tentou de outras formas, né? Porque antes da gente vir pela dor, o Senhor, ele tenta no amor. Só que a gente sempre, né, vai bater o pé.

E é tão interessante porque o Senhor tá fazendo eu me lembrar que uns 15 dias antes de eu conhecer o Johnny, o que que acontece? Quando eu me separei do pai dos meus filhos, como eu te falei, sempre fui cristã, mas quando eu me separei do pai dos meus filhos, eu falei, agora eu quero viver minha vida. E o que que era viver a minha vida? Quero conhecer as coisas do mundo. Então, é, menina, como que vive longe de Deus, né? Mas o Senhor falou, ah, quer ir lá?

Então vai. Só que eu nunca saí da igreja, eu nunca deixei de subir o monte, eu nunca deixei nada. Para você ter ideia, às vezes eu tava assim em bar, em alguma outras coisas assim, e às vezes eu tava em campanha, eu entrava dentro do banheiro, ajoelhava dentro do banheiro ali do bar e apresentava o meu propósito. Então eu nunca deixei de servi-lo. E aí o Senhor, então Todo culto que eu ia, o Senhor falava para mim: estou eu afunilando o teu caminho, ou você vem para mim de uma vez, ou você vem, porque o seu tempo no mundo acabou, foi muito rápido.

E aí eu falava: não, Senhor, porque a gente não pode ser hipócrita, né? O mundo, ele é bom para quem tá na carne, para quem tá ali muitas das vezes em cima do muro. E aí, e aí eu peguei, eu falava assim para Deus: Senhor, mas o o que que o Senhor quer comigo? Tanta gente para o Senhor usar, vai usar eu para quê? E o Senhor falava: você é escolhida minha, eu tenho um propósito muito grande na sua vida. Eu falava: não, Deus, o Senhor imagina o que que o Senhor vai me usar.

E aí quando eu conheci, né, essa pessoa que eu casei, que eu fiquei casada 5 anos, o que que acontece? Como eu falei, ele frequentava o terreiro Deixou de ir para o terreiro. E nesse período ele ficou manifestando demônio durante 2 anos, todos os dias. E aí chegou num certo ponto que eu falava: Senhor, um dia eu ajoelhei e eu só te pedi para que eu fosse feliz novamente. Porque, Jamile, você é mulher, você entende o que eu tô falando.

A gente só quer ser feliz e ter uma família. Porque quantas vezes a gente olha, você fala: Senhor, o que que tá de errado em mim? Porque você sabe que quando um casamento acaba, o homem, é normal a sociedade esperar que ele traia, que ele abandone, que ele tenha outra. Só que a culpa do relacionamento não dar certo sempre cai sobre a mulher. Então eu olhava, eu falava, meu Deus, o que que há de errado em mim? E aí eu só sei que quando, nesse período todo dele manifestando o inimigo, essas coisas todas.

Eu falava: Deus, por que que eu tô passando isso? E o Senhor falava para mim: estou eu te preparando. E eu falava: me preparando para quê? Já, Mili, para você ter uma ideia, eu cheguei assim numa determinada situação da minha vida que eu falava: eu não preciso nem morrer para ir até o inferno, porque eu já vivo em um. Então eu sei exatamente como é que é. Graças a Deus, assim, ele nunca veio para cima de mim para para me bater, nada disso. Mas ele dava vários indícios, ele quebrava tudo dentro de casa.

?Voz A

Mas quando tava demoniado ou não?

CYCaroline Yamada

Não, sem estar incorporado. Eu falo, parecia que tava incorporado 24 horas, porque era um ciúmes muito possessivo. Era, eu costumo falar que quem erra acha que todo mundo ao seu redor tá errando, né? Então assim, ele mesmo não vivia em paz com ele mesmo. Então ele sempre deu alguns indícios que qualquer momento ele poderia fazer algo. Então eu costumo falar que eu cresci falando que eu não aceitava traição, porque meu pai traiu a minha mãe, e que ninguém tocasse em mim.

Então eu falo, o inimigo, ele tentou por diversas vezes fazer tudo aquilo que eu sempre declarei que eu não aceitaria. E de fato, a gente não tem que aceitar mesmo, né? E aí eu só sei que se passaram quase 2 anos, um ano e pouquinho, nós nos casamos. E aí, 15, volto, 15 dias antes da gente, mas é, da gente casar, eu recebi uma profecia. E a pastora falava que via 3 papéis, e ela fazia assim com a mão, ela falava, Carol, eu vejo 3 papéis.

O primeiro papel é o pai dos seus filhos entrando para tomar a guarda deles de você. O segundo papel é o seu divórcio. E o terceiro papel, aí ela fazia assim: sangue do teu sangue assina uma declaração falando que você não tem condições mentais de criar os seus filhos. E, Jamile, é tão interessante porque os meus filhos, eu sempre tive o sonho de ser mãe. Eu sempre quis ser mãe. E quando eu casei com o pai dos meus filhos, ele já tinha um filho do primeiro casamento.

E ele falava— eu sempre deixei claro que eu queria ser mãe. Então a gente se prepara, né? A gente que sempre tomou remédio, era pai, né, do primeiro casamento. É, não era, não. Filho dele na época já tinha 10 para 11 anos, já era grandinho quando nós nos conhecemos. E aí passou um ano, foi quando eu falei: não, eu quero ser mãe. Então é tão interessante porque tudo que a gente declara, o inimigo ele sempre vai trabalhar em cima daquilo, até mesmo para nos provar.

E assim como foi com Jó, que ele sempre pede autorização para tocar, eu entendo que comigo e com você não é diferente, porque nós que somos escolhidas, nós que o Senhor tem chamado O Senhor, ele vai nos provar, porque muitas das vezes a gente fala: Jesus já pagou um preço ali. E quando chega a nossa vez de pagar o preço, a gente fala: não, eu não vou aguentar, eu vou morrer, meu Deus, eu não vou aguentar isso, porque Jesus já pagou o preço.

Só que o próprio Deus fala, né: pega tua cruz e carregue ela. Então, nesse processo todo, é desse, dessa profecia, eu falei: vou ter que me preparar, né? Tá vindo um tsunami aí para cima de mim. Porque a primeira vez que eu subi o monte eu tinha 7 anos de idade, foi a primeira vez que eu recebi uma profecia do Senhor. Então o Senhor, ele sempre vai nos avisar o que acontece, ele nunca pega um servo dele, uma serva dele desprevenida, né?

Assim, ai, chegou o inimigo, né? E toma aqui uma bomba. Então eu comecei a buscar, buscar, buscar, jejuar, me consagrar. E aí, quando foi em janeiro, dia 21 de janeiro, eu e essa pessoa, né, nos casamos no papel. Quando foi depois, mais ou menos de quase um mês, o Senhor me pediu para jejuar, fazer o jejum de Daniel, os 21 dias. E naquele período eu tava lendo, eu sempre indico para todo mundo, inclusive tá até lá no Instagram das Preciosas do Pai, é O Poder do Jejum e da Oração.

Eu falo que eu jejuei, é um livro, é o livro. Eu falo que eu jejuei a minha vida inteira errado até ler o livro, porque é muito interessante. Para você ter uma ideia, eu não conseguia ler ele antes de orar. Todas as vezes que eu pegava somente para ler, parecia que as letras estavam todas embaralhadas, e eu falava, meu Deus, que negócio é esse? Aí o Senhor falava, ajoelha e ora. E aí o Senhor começou a me dar uma clareza E é tão interessante porque nesse período que eu tava passando esse processo com ele manifestando, me preparando para profecia que o Senhor tinha me entregado, falando do que aconteceria, eu falava: Senhor, eu quero ser o sal da terra.

E eu costumo falar, Jamile, que tem horas que a gente ora, é tão linda as nossas orações, né? Só que você nem imagina o que você tá falando tá declarando, ah, você quer ser o sal da terra? Então eu vou te preparar. O Senhor fala, tá preparada? E eu falo assim, meu Deus, tem misericórdia da minha vida, porque se eu soubesse o preço que eu pagaria, eu jamais teria falado que eu queria ser o sal dessa terra, porque o preço é muito grande.

Tinha dias que eu falava, Senhor, eu vou morrer, me leva logo porque eu não vou aguentar. E o Senhor, ele fazia questão de lembrar minha oração. O Senhor falava: você pediu sensibilidade do meu espírito. Porque eu falava: Senhor, eu quero sensibilidade do teu espírito, eu quero ter a sensibilidade de ouvir, de discernir. Porque a gente tem que pedir, sabe? E aí, nesse período todo, então eu jejuei, fiz o jejum de Daniel. Me casei dia 21 de janeiro.

Nesse período fiz o jejum de Daniel e o Senhor me convidando a mergulhar na presença dele. E eu falava, o que que é mergulhar? Porque eu já faço tudo, eu já jejuo, eu faço campanha, eu tô na vigília, eu tô no culto, eu tô ali, eu tô assado. E o Senhor me chamando, me convidando para o profundo. Então quando eu fiz o jejum de Daniel, eu lembro que no dia 28 de março, que é o dia do meu aniversário, ele tava lavando o carro dele.

E era um dia que tava com sol assim lindo e o carro era preto e a gente se via assim no carro. E aí eu lembro que eu ajoelhei para orar, para agradecer ali pelo meu dia, e fui buscar o bolo que eu tinha encomendado para cantar parabéns com ele, com as crianças. Nisso eu recebi uma ligação e uma amiga minha, né, falou assim: olha, vem tomar um café aqui, a gente já aproveita, né, comemora tal. Aí eu falei para ele: vamos? Ele falou: vamos.

Nisso ele tinha acabado de lavar o carro. Eu peguei o bolo, peguei as crianças e entramos no carro. Naquela época eu morava na Vila Formosa, quem é de São Paulo conhece, morava na Vila Formosa e a gente tava indo para o Itaim Paulista, que era onde a minha amiga morava. Na hora que nós saímos da Aricanduva para pegar Ayrton Senna, o tempo fechou. Nossa, sim, parecia que a gente tava assim dois planetas diferentes. E ali ele começou a xingar e ele falava, que desgraça, eu não acredito, eu acabei de lavar o carro.

E ele começou assim a Fala várias palavras ruins. E o Senhor falou assim para mim: se cala, porque vou eu começar a tocar. Aí eu olhava assim para ele, eu falava: meu Deus, o que que esse homem fez? O que que ele aprontou? E ele começou a correr, correr, correr naquela Ayrton Senna. E eu falava para ele: para de correr, eu tô, eu tô no carro, meus filhos estão no carro.

?Voz A

E ele—

CYCaroline Yamada

e o Senhor para mim: se cala, porque vou eu começar a tratar. E eu falava, meu Deus, o homem vai me matar, vai matar meus filhos, e eu tenho que ficar quieta, não posso nem falar nada. E ali naquele momento começou o tratamento, e eu no jejum de Daniel. É, eu já tinha acabado o jejum de Daniel no dia 28 de março. E ali ele correndo, correndo, correndo. Aí chegou uma hora que eu falei para ele, vai por Itaquá, não vai pelo Vilani, porque ali alaga.

Ele falou para mim, eu vou por onde eu quero. Aí o senhor falou para mim, não mandei você se calar? Eu falei, tá bom, não falo mais nada, irmã. Aí passamos por onde eu achei que estava alagado, que o carro não ia passar. O carro passou, sim. Aí o abençoado, de vez ele direto, ele me vira à esquerda. Na hora que ele entra na esquerda, tinha um palho na nossa frente, a rua parecia uma lagoa. Toda alagada. Aí ele falou assim, se o Palio passou, o nosso passa.

Na época era um Sonata que a gente tinha. E aí o Palio passou, na hora que ele foi para passar, o carro morreu no meio da água. Aí ele olhou para mim, ele falou, eu vou tirar esse carro da água, menina. Nisso vem vindo dois rapazes que já tava acostumado a alagar ali. Ele desceu do carro, aí ele segurava aqui e a mão no volante, e eu parada olhando. E aí nisso ele foi empurrando o carro, empurrando, empurrando o carro. Os dois meninos veio ajudar a tirar o carro da água.

Nisso, na hora que tiraram o carro da água, que eu peguei, abaixei assim a minha cabeça para começar a orar, o Senhor falou para mim: não ora. Aí eu olhei para trás, os meus filhos já de joelho no banco de trás orando. Aí eu falei, eles podem orar, eu não posso. E aí nisso tentaram mexer naquele carro para o carro pegar de todo jeito e nada, irmã. Eu só sei que na hora eu falei para ele, eu vou ligar para alguém vir nos socorrer, porque eu não conseguia guincha, eu não conseguia nada.

Um amigo meio veio para guinchar o carro. Nisso ele falou, na hora que ele entrou no carro, ele falou assim para mim, não precisa falar nada, eu sei que o Senhor tá tratando comigo. E aí eu falei para ele, o que que você fez? Aí ele abaixou a cabeça, não falou nada. Nisso fomos até a casa da minha amiga. Ele falou assim, meu amigo falou, deixa o carro que eu vou ver, né, o que que é. E o senhor falava para falar para ele, não manda arrumar esse carro porque eu tô tratando com você.

E eu falava para ele, olha, eu não sei o que que você fez, eu não sei o que que você tá fazendo. Só que o senhor fala que não é para arrumar esse carro. E ele falava, Carol, como que a gente vai ficar sem carro? Eu ainda tô pagando o carro. E olha como é interessante, por isso que eu falo, é muito sério quando a gente fala que é algo para nossa família, que tá fazendo algo para nossa família. Tudo que a gente declara, a gente tem que tomar muito cuidado.

Nós estávamos sem carro e quando ele foi comprar esse carro, ele falou para mim, Carol, a gente precisa de um carro grande para nossa família. Então ele mesmo, ele ofereceu aquele carro ao senhor, ele falou que era para nossa família. E o que que ele estava fazendo? Pegando o carro e já me traindo. Ele estava saindo com uma menina da academia. E aí nisso, é quando foi dia 21 de abril, eu, ele, ele não tava de serviço, ele acordou, ele falou para mim, vou até a padaria.

E ele sempre levava o celular, ele nunca saía sem o telefone. Então ele foi até a padaria. Nisso o senhor falou assim para mim: levanta. Na hora que eu olhei assim para o lado, o celular tava carregando. E aí só sei que nisso o senhor falava, né, que era, que não era para arrumar o carro. E nesse período eu falava para ele: o que você aprontou? E ele falava assim para mim, Carol, eu não posso ficar sem carro, eu tenho uma Bíblia ainda para pagar.

E eu falava, mas o Senhor fala que tá tratando com você. Nesse processo, Bíblia para pagar, tá, pagar o boleto, né? Tinha um carnê, ele falava que era uma Bíblia, que era uma Bíblia de tanta parcela que tinha para pagar. E aí eu só sei que nisso A nossa pastora teve um sonho. Ela viu o nosso carro cheio de lama, sujeira, né? E aí eu falava para ela: o que que o Senhor te mostrou? Ela falava assim para mim: Carol, você é uma mulher que busca, vai para o joelho que Deus vai te revelar.

E aí eu falei: mas a senhora sabe, a senhora é minha pastora, me conta. E dentro de mim eu já sabia o que que era aquele movimento todo acontecendo. Eu sabia que tinha algo muito errado. E aí tudo bem. Então no dia 21 de abril que ele foi na padaria, que o senhor pediu para eu levantar, na hora que eu olhei que o celular tava carregando, eu falei: Deus, eu não vou levantar, eu não vou levantar, eu não quero ver o que o senhor tem para me mostrar.

E aí o senhor falou para mim: levanta, minha irmã. Parecia que tava, ele tava 15 horas na rua, ele não voltava. Peguei o celular. Na hora que eu peguei o celular, que eu puxei para baixo, porque eu não tinha senha, eu não queria nem a senha, para você ter uma noção, que eu sabia que eu pegaria coisas. Então eu puxei, na hora que eu puxei apareceu uma notificação: mandar mensagem para o número tal. O senhor falou para mim: anota esse número.

Aí eu fui, anotei correndo com medo dele chegar, deitei. O senhor de novo: levanta. Eu falei: mas meu Deus, eu já levantei, eu não quero pegar mais nada. E aí nisso outro número. Só que aí apareceu uma foto, era uma senhora assim bem bonita, do cabelo curto. Salvei o telefone. Nisso, o Senhor falou assim para mim: você só precisa do primeiro nome, porque o resto eu te darei. As minhas pernas tremiam tanto que parecia que ia me dar um troço.

Coloquei meu celular no privado, liguei. O último número não me atendeu. Mas o primeiro que eu peguei atendeu. E aí eu liguei e falei assim pra ela: por favor, a Renata? Ela falou assim: não tem nenhuma Renata aqui. Eu falei: com quem que eu tô falando? Ela falou assim: quem tá falando é a Shirley. Eu falei: ah, então tá bom, desculpa, foi engano. Nisso ela ficou muda no telefone. No que ela ficou muda, ela falou assim pra mim: você não tem mais nada pra me falar?

Eu falei: não, eu quero falar com a Renata. Você não é a Renata, então tchau. Desliguei. Nisso ele chegou, ele era, ele é polícia, então ele chegou, colocou a arma, colocou a carteira, né, guardou as coisas, pegou o celular, desceu e arrumou a mesa. Quem disse que eu conseguia levantar daquela cama para ir tomar café? Quando eu desci, a mesa tava toda posta, ele tava sentado numa poltrona do lado do sofá e ele esfregava o rosto dele.

Eu falei aquele dia, da mesma forma que o senhor me contou, o inimigo contou para ele, porque não é possível.

?Voz A

Impossível.

CYCaroline Yamada

No que eu sentei na mesa para tomar café, ele levantou e subiu, que a gente morava no sobrado. E aí eu fui atrás dele, e aí eu peguei e falei para ele, a gente precisa conversar. E aí nisso ele pegou, ele falou assim, eu comecei a questionar quem que era Shirley. Ele falou para mim, não sei, não faço ideia quem é Shirley, deve ser alguém do meu trabalho. Eu falei, você tá mentindo, porque para começar você não liga do seu celular particular para nada do que é de trabalho.

Então assim, Eu prefiro lidar com a verdade, eu prefiro que a verdade ela me doa uma vez só e a gente resolva, do que com a mentira me esfaqueando toda hora. E ali ele tentou falar que não era nada, que não sabia quem que era. Nisso, o que que aconteceu? Eu comecei a sentir o espírito da morte me rondar. Eu nunca tinha sentido aquilo na minha vida. Você já sentiu o espírito da morte te rondar? Menina, é uma coisa horrível. Assim, eu senti um espírito gelado gelado.

E o Senhor falava para mim, fica calada porque o inimigo quer ceifar sua vida. E aquele negócio ruim, aquela sensação ruim. E nisso eu tava de pijama porque, né, eu tinha acabado de levantar, eu não dava nem para eu sair da casa. E aí nisso ele levantou, ele falou assim, do lado da cama dele, do lado que ele dormia, tinha uma Bíblia com uma com uma arca com azeite, e do meu lado também, porque eu sempre fico, né, lendo, estudando a palavra.

Nisso ele pegou a Bíblia, e a Bíblia, e ele jogou a Bíblia em cima da cama. Conforme a Bíblia caiu aberta, ele começou a pegar a Bíblia e ele batia no meu braço. Quase ninguém sabe disso. Ele batia no meu braço assim com a Bíblia aberta, e ele falava assim, você não gosta da verdade? Não é a verdade que liberta? E eu ficava para, para. Porque lembra que eu falei no começo da nossa conversa que eu nunca falei para Deus que eu jamais aceitaria uma traição e alguém tocar em mim?

E olha como o inimigo, ele é sujo. Ele quis me tocar justamente com a palavra. E aí meu sangue borbulhando e eu sentindo o espírito da morte me rondando, aquela coisa toda. E eu falava para ele: para, para. E aí nisso eu peguei Aí ele começou a chorar. Aí ele fazia assim: eu juro, eu juro por tudo que eu não te traí. Chorando. E eu falava: meu Deus do céu! E você vê na pessoa mentindo assim na sua cara. Nisso que eu vi que ele se acalmou, o Senhor falou para mim: sai desse quarto agora.

Aí eu desci, que a gente morava no sobrado. Aí ali eu já ajoelhei, comecei a orar, orar, orar. Nisso ele começou a me mandar todas as senhas de banco de tudo de dentro do quarto. Sim, falava, o homem vai se matar. E aquele, e aquela sensação ruim, aquela coisa toda, eu sentindo o espírito da morte. E aí nisso ele engatilhou a arma de lá de cima, de lá de baixo eu ouvi, e ele me mandando as senhas, e eu quieta orando. Daqui a pouco ele desce todo, todo arrumado, ele falou para mim, a gente tá muito nervoso, eu vou para minha mãe.

Eu falei para ele, então vai. No que ele foi para mãe dele, eu senti algo que eu falava, eu não posso continuar dentro dessa casa, eu preciso sair daqui. Porque a minha sensação era que qualquer momento alguma coisa iria acontecer, ele poderia voltar, não sei. E aí nisso, tava morando na Vila Formosa, fui para Suzano. No caminho que eu tô indo para Suzano, o Senhor falou assim para mim, Procura de novo as meninas. Eu falei, Deus tem misericórdia da minha vida.

Mandei uma mensagem, falei, olha, quem tá falando é a Caroline, sou esposa de tal pessoa, eu quero saber o que que você tem com ela. Aí a senhora, né, do último, do último telefone, falou, não, eu não tenho nada com ele, ele é amigo do meu, do meu esposo. Falei, tá. Agora a primeira falou assim para mim, olha, Carol, é o seguinte, da mesma forma que eu não sabia que ele tinha uma esposa, provavelmente você não sabe que ele tem uma namorada.

Eu falei, como é que é? Ela falou, é, eu sou namorada dele. Nisso, eu chegando na casa da minha amiga, eu caí assim no banco. E aí eu peguei e falei para ela, só me fala uma coisa, com que carro que ele ia te ver? Aí ela falou, com Sonata. Eu falei, então, onde que você é? Ela falou, da academia. Eu falei, tá bom, a partir de agora eu não quero falar mais nada, porque assim, quem me deve respeito é ele, é com ele que eu era casada e é com ele que eu vou me resolver.

O que eu precisava saber, o senhor já me revelou. Então ali eu bloqueei ela e a gente nunca mais teve contato nenhum. Nesse mesmo dia eu falei para Deus, eu vou embora, porque eu falei, senhor, é o segundo, é o segundo relacionamento que não dá certo. E muitas das vezes a gente olha, a gente fala assim: o que que há de errado em mim? Por que que eu não consigo ficar com ninguém? Meu pai na época morava no Paraná, os meus filhos estavam com o pai.

Eu falei para ele: traz as crianças porque eu preciso ir para o meu pai, meu pai não tá bem. Eu tinha acabado de me casar, não tinha 3 meses que eu tava casada, de véu e grinalda, o casamento dos sonhos. Eu falava assim: com que cara que eu vou olhar para minha família? Com que cara que eu vou olhar para as minhas amigas assim de infância? Porque parece que quando você é traída, quem traiu foi você. Parece que a vergonha cai sobre você.

Nisso eu só sei que fui para o Paraná naquela, naquela mesma noite, as crianças, com as crianças. No caminho eu falei para o Senhor, eu falei: Senhor, eu só volto para pegar as minhas coisas, eu não volto mais para morar. Quando eu cheguei na rodoviária, que eu peguei a minha bolsa para descer, o Senhor falou assim para mim: eu te dou 9 dias para você descer. E aí as minhas amigas falam que eu sou meio abusada, porque— mas eu falo assim, gente, não é.

A gente que tem intimidade, que sabe que o Senhor não é só um ser que criou tudo, mas sim que é o nosso Pai, e a gente tem intimidade com nosso Pai, então a gente não tem que ser limitada a falar com ele. E aí eu comecei a quebrar o pau, eu falava, Senhor, eu não vou voltar. Com que cara que eu vou voltar? Eu não vou voltar ao Senhor de novo. Com 9 dias você volta.

?Voz A

Voltar para onde?

CYCaroline Yamada

Para São Paulo. Eu tinha acabado de chegar no Paraná. Nisso, naquela mesma noite, eu cheguei na casa do meu pai. Eu falei para minha madrasta: eu preciso ir cultuar. Ela falou: tem uma assembleia aqui perto. Eu cheguei, Jamile, eu só chorava, eu só tinha lágrimas para entregar para Deus. Daqui a pouco veio a irmãzinha do Coque, desse tamanhinho. Ela falou assim para mim: filha, o senhor mandou te abraçar. Eu ficava: pelo amor de Deus, me abraça, eu preciso realmente desse abraço.

E aí Deus usou ela para falar que tava preparando o esconderijo do Altíssimo dele para mim, que me esconderia por um período porque era necessário, porque ele estava me preparando para algo muito maior. E eu ficava: meu Deus, o Senhor tá me preparando para quê? Eu só queria ter uma família, só queria ter um esposo, só queria ser cuidada, só. Eu não queria mais nada. Agora eu não quero mais nem isso, eu só quero a minha paz de volta.

Nisso, né, com 9 dias voltei. Quando eu voltei, eu já voltei de novo com um apartamento alugado em Suzano, que eu falava, eu quero voltar para Suzano. Para Suzano, um apartamento que ninguém nunca tinha morado, e literalmente era o esconderijo do Altíssimo. Era no último bloco, no último andar, e ninguém nunca tinha morado. Então todo mundo que é em casa falava, meu Deus, mas que lugar longe! Caramba, como tem que andar! Nossa, ainda tem que subir escada!

E eu morria de rir porque eu falava, ai, Só sabe que eu tô no esconderijo do Altíssimo. Ninguém tá entendendo esse negócio aqui. E nesse período, Jamile, nós ficamos 9 meses separados. Naquela mesma semana eu pedi o divórcio. Eu falei para ele, eu não quero mais. Na mesma semana que você foi embora, eu descobri que eu fui para o Paraná. Nesse período de 9 dias eu pedi o divórcio. Com 15 dias o meu divórcio saiu. O advogado falou, eu nunca vi nada, nada tão rápido.

E ele ficava, pelo amor de Deus, a gente acabou de casar, deixa eu arrumar isso, deixa eu consertar isso. Só que me via muito já a dor da traição, de tudo que a minha mãe passou, porque ela quase morreu com aquilo. E aí eu falava, não, não aceito isso, não aceito traição. Minha filha, eu só sei que nesse período de 9 meses não tinha um dia que ele não me procurava. E eu falava, não volto, não volto, não volto. Até que um dia eu orando, o Senhor falou assim para mim, eu preciso revelar para você algo muito maior.

Eu preciso te ensinar a perdoar. Aí na mesma hora eu falei: ah não, Deus, perdoar essa traição não, me peça qualquer coisa. Porque, Jamila, muitas das vezes a gente peca em achar que a gente tem o direito de escolher o que que a gente pode perdoar. A gente se limita. Só que o próprio Senhor nos ensina todos os dias perdoar 70 vezes 7. Todos os dias. Não é uma vez por ano, não é uma vez por mês, não é a cada 3 anos. E é muito lindo a gente falar, ai, eu perdoo.

Não, tá tudo bem. Só que o verdadeiro perdão, Jamile, é você olhar e não te doer mais. É você olhar para a pessoa que te traiu e sentar à mesa com ela, é trazer para perto. Porque eu escuto muito, muitas pessoas falarem, ai, eu perdoei, mas não preciso conviver. Eu perdoei, mas ela lá e eu cá, não é perdoar. E ali nesse processo todo, um dia eu recebi uma pergunta. Uma irmã falou assim para mim: Carol, você sabe qual é a sua identidade em Cristo?

Você sabe, Jamile? Você sabe? E aí quando eu recebi essa pergunta, eu fiquei com cara de ué, porque eu não sabia. Eu falei, como assim, minha identidade em Cristo? Para que que o Senhor te fez? Ela falou assim para mim, porque entenda, o Senhor ele não te criou só para encher o mundo, para você ser mais uma pessoa na terra. O Senhor te fez com propósito. E eu não sabia responder aquilo. E eu falava, mas é mesmo? Tipo, para que que o Senhor me fez?

E aí nisso, nesse processo todo, um dia eu me olhei na frente do espelho e eu falei, Deus, hoje o Senhor vai me revelar para que o Senhor me fez. E aí, Jamílio, o Senhor falou assim para mim: filha, eu estou te preparando para uma nação, eu tô te preparando para que você auxilie, porque o teu ministério é mulheres. Eu falei: Deus, acho que o Senhor não tá batendo muito bem não, porque assim, eu não tô conseguindo auxiliar nem a minha própria vida.

Olha tudo que tá acontecendo. A gente se limita, né, porque a gente olha para o nosso cenário atual A gente fala, isso aqui não vai dar certo. Imagina, o Senhor não tá vendo as coisas direito. E a gente esquece que tem um Deus, né, poderoso, exato, que pode todas as coisas, que transforma tudo, que nos liberta, que nos cura. E aí nisso o Senhor, ele foi revelando a minha identidade nele. E aí quando o Senhor falou assim para mim, filha, eu preciso te ensinar a perdoar, Porque eu preciso que você esteja curada para que você venha curar outras mulheres.

E eu falava assim: Deus, me desculpa, mas isso aqui não vai dar certo não, porque eu não tô conseguindo curar nem eu. Quem dirá curar alguém? E o Senhor, ele falava para mim: como que você vai ajudar outras mulheres se você nunca passou pela dor que elas estão passando? Se você não sabe o que elas estão sentindo? E além do mais, como que você vai falar do que eu fiz na sua vida se você não se permitir. E ali naquele processo todo eu entendi que o Senhor estava me preparando para algo que eu nem imaginava que viria.

Nesse período de 9 meses que nós ficamos separados, um dia eu acordei 3 horas da manhã para orar. O Senhor falou assim para mim: entra no Facebook. Eu não entro no Facebook para nada, para nada. E aí entrei naquela, naquela madrugada O Senhor me revelou, me levou numa página. Quando entrei na página, era da ex dele. Sim, várias fotos dele com ela. E assim, não dava nem para falar que era fotos antigas, porque era com a roupa que eu dei, com sapato que eu dei, com boné que eu dei, com relógio que eu dei.

Não dava nem para falar que era montagem. Aí eu falava, que sem-vergonha, com a ex, com a ex, e pedindo todos os dias para voltar. E o Senhor falando: vai ser necessário, porque não é sobre o que ele fez, é sobre o que eu tenho a realizar dentro de você. Eu preciso te curar. E muitas das vezes a gente olha, a gente quer transbordar a mágoa, a tristeza, a decepção. E o Senhor falava para mim: filha, não deixa que o que, o que o outro causou em você em dor interfira na essência que eu coloquei dentro de você.

Não é sobre ele, é sobre você. E aí se passou o período de 9 meses, nós voltamos. Jamile, todas as vezes que ele me tocava, eu chorava porque eu tinha nojo. Eu imaginava ele, ele tocando uma outra a forma que ele tava tocando em mim. Então assim, ele tocava no meu cabelo, aquilo Parecia que eu tava suja. E eu falava, Senhor, eu não vou conseguir. Deus, eu não vou conseguir, me ajuda. E orando, orando, orando.

?Voz A

Mas você voltou porque você gostava dele ainda? Por isso que você voltou? Queria assim unir de novo, né? Mas daí você já tava separada, o divórcio já tinha assinado.

CYCaroline Yamada

Já, a gente tava separada, separados no papel.

?Voz A

E o Senhor, você deu uma chance para ele?

CYCaroline Yamada

Isso. E o Senhor ministrando dentro de mim que precisava me curar, que precisava me transformar. E a gente tinha um sentimento ainda, né? Não tem como passar por cima disso. E aí só sei que nesse período nós voltamos. Se passaram alguns meses até que um dia eu olhei para ele e a gente— eu sempre voltava muito nesse assunto e aquilo não me causou mais dor, eu não tinha mais nojo. Aí eu falei, opa, tem alguma coisa de diferente em mim.

E aí nesse período do perdão foi quando realmente eu olhei e falei, Senhor, o Senhor me curou, eu tô liberta. E aí o Senhor falou assim para mim, agora eu tenho algo a te entregar. E aí foi quando o Senhor me entregou As Preciosas do Pai. As Preciosas do Pai nasceu num grupo no WhatsApp, o Senhor falando que eu precisava auxiliar algumas mulheres que estavam passando pelo mesmo processo. Porque a minha família olhava, falava assim: Carol, eu não entendo como que você voltou para esse relacionamento, você não precisa disso, por que que você tá passando por isso?

E muitas das vezes eu costumo dizer que quando o Senhor te entrega uma visão, a maioria das pessoas que estão ao seu redor vai achar que você tá louca. Só que a visão é sua, o propósito que o Senhor tem é com a sua vida para alcançar outras vidas. E nem sempre As pessoas que estão ao nosso redor vai entender, as pessoas da igreja, a nossa família vai falar: tá louca, porque passou por tudo que passou e volta para o mesmo cenário.

Só que nem eu imaginava que o Senhor ele tava me levando para aquele cenário novamente para quebrar uma maldição hereditária da época do meu pai, da minha mãe, que já estava se repetindo na minha vida pela segunda vez. A minha irmã, a minha irmã já foi casada 3 vezes, a minha irmã está no terceiro casamento. Então quando o Senhor ele abriu a minha visão, eu falei: opa, tem algo acontecendo aqui. E aí o Senhor ele me mostrou que tava, tava nas minhas mãos quebrar aquela maldição, começando pela minha vida para não passar para a vida dos meus filhos.

E o Senhor me mostrou que daqui para frente vem uma geração curada. Então foi algo assim tremendo que o Senhor fez na minha vida. Então quando veio as Preciosas, eu falei: Senhor, o que que o Senhor quer de mim dentro das Preciosas do Pai? A gente começou com um grupo no WhatsApp e o Senhor começou a trazer, trazer, trazer. Hoje nós estamos em 50 mulheres no grupo do WhatsApp. E aí uma vez no ano nós fazemos cultos que a gente se encontra, a gente testemunha.

É uma bênção o que o Senhor faz no nosso meio. E tem mais ou menos uns 3 meses que o Senhor, ele me convidava a sair do meu casulo. O Instagram, nós temos o Instagram também das Preciosas do Pai, e ali o Instagram eu só usava para colocar as coisas do culto. Então era o Instagram que tava ali em standby. Tudo bem, de uns 3 meses para cá o Senhor falava para mim: chegou a hora de você sair do seu casulo. E o Senhor me trazia muito forte o Instagram.

Eu falava: Senhor, mas olha o que eu tô passando, eu não tô preparada. E o Senhor falava para mim: chega, chega de guardar para você tudo que eu tenho feito. Você precisa começar a transbordar. Até porque eu venho te preparando todos esses anos para alcançar outras mulheres. Porque quantas mulheres estão morrendo na mão de homens assim? Quantas mulheres desacreditam do que eu posso fazer, que eu posso transformar, que eu posso libertar.

E aí eu falei, meu Deus, mas como que vai ser isso? Porque nesse período, Jamile, que eu estava casada, eu comecei a fazer terapia. Então eu passava com uma psicóloga que ela é pastora, inclusive a Débora. É lindo também assim, porque o Senhor levou ela, ela era de Suzano, o Senhor levou ela para França para cuidar também de uma nação. Então ela começou me atendendo online e ela sempre falava, Carol, vamos lá, tem coisas que é você que tá dando munição.

Por que que você tá passando por isso? Muitas das vezes a gente que dá munição para o nosso inimigo. E aí teve um dia, e é tão interessante, eu não sei se você já fez, já passou com psicólogo, mas é tão interessante porque eles nunca vão falar, ó, você tá errando nisso, nisso, nisso. Ele sempre vira gatilhos em você Principalmente quem é pastora, porque a Débora ela é pastora. Então ela virava algumas chaves em mim que ela fazia eu enxergar o porquê que eu tava passando aquilo.

Até que quando eu, um dia eu entendi que eu estava dependente emocional desse relacionamento. Porque, Jamile, houve o período do perdão, nesse período de 9 meses, que aí o Senhor me deu as Preciosas do Pai. Nesse período a gente ficou mais 3 anos juntos. No total foram 5 anos de relacionamento. A gente terminou e voltou 13 vezes. 13, 13 vezes. E nos casamos no papel 3 vezes. Houve 3 divórcios. Carol, mas por que isso? Por que que você insistiu tanto?

A culpa não é do ministério. O ministério que eu frequentava falava assim: não, porque vocês terminaram, divorciaram, e se vocês voltam, vocês têm que casar novamente no papel, porque o que é ligado no céu é ligado na terra, e vocês vão ficar debaixo, né, de uma maldição de pecado. Então todas as vezes que a gente terminava mesmo no papel, a gente acabava casando de novo. Então assim, eu estava tão cega com os meus sentimentos, ainda que eu, desculpa, ainda que eu entendo que o Senhor ele tava trabalhando, que ele tava me transformando, que ele tava me preparando para as preciosas do Pai, pai, mas também eu, eu entendo hoje que eu estendi muito essa dor, esse sofrimento, por causa da minha emoção, por causa da minha dependência emocional dele.

E, Jamile, quantas mulheres hoje vivem dependente emocional, acha que a sua felicidade depende do outro, acha que para você ser feliz depende do outro? E eu, na minha situação, eu olhava, eu falava, meu Deus, eu já tô no segundo casamento, então esse tem que dar certo, independente do que eu tô passando. E você acha que a traição parou naquele? Imagina, ele continuou, nunca parou. Ele saiu com várias irmãs da igreja.

?Voz A

Ele foi crente ainda?

CYCaroline Yamada

Se batizou. Olha só, se batizou, frequentava a igreja. Jamile saiu com a filha do pastor. Foi uma coisa assim terrível, porque essa situação da filha do pastor pastor também. Um dia o Senhor, eu orando, o Senhor começou a me trazer os dois. Eu falei: não, não é possível, acho que eu tô ficando louca, não é possível, porque todo mundo eu acho que ele pode ter alguma coisa. E o Senhor para mim me busca, me busca, me busca. Aí um dia eu chamei o meu pastor, eu falei para ele: a gente precisa ter uma conversa.

E aí eu chamei ele para essa conversa, eu falei: olha, eu tava orando e o Senhor me revelou que ele tá, tem, tá para ter um caso com a sua filha, ela casada, da mesma igreja que nós. E ali eu tomei muito cuidado porque eu sempre soube que o inimigo, a forma dele acabar com o ministério do meu pastor, era usando os filhos, que era a fraqueza dele. Os filhos sempre deu muito problema. Então ele falou assim, eu falei para ele, pastor, eu acho que eu tô ficando louca.

Me ajuda em oração, porque isso deve ser coisa da minha cabeça, porque eu já fui tão traída que eu tô achando que agora é com a sua filha. Ele falou assim para mim: filha, eu não preciso orar, porque se o Senhor te mostrou, pode deixar que eu vou resolver. Eu só sei, Jamile, que nesse período a esposa do pastor ficou meses sem olhar na minha cara, porque ela falou: que absurdo, como que eu posso achar que o meu marido tava saindo com a filhinha santa dela?

Então, na minha cabeça, aquilo não aconteceu. Jamile, passou-se um ano nesse período de termina, separa, de traição, aquela coisa toda. Quando eu consegui sair de vez, eu falo que a minha venda caiu, a minha cegueira daquela dependência emocional caiu. Porque no dia que eu tava em terapia, que eu enxerguei que eu tava dependente emocional, Que eu levei um susto. Eu falei, não, eu sou dependente emocional do meu Deus, é dele que eu preciso para ser feliz, é dele que eu preciso para ser amada, eu sou dependente dele.

Então isso acabou aqui. Eu levei um susto assim, foi um choque tão grande que dali em diante eu falei, eu não quero mais, chega. E aí um dia, se passou um ano, cheguei na casa da minha irmã, minha irmã falou assim para mim, Carol, Eu preciso te contar algo. Eu nem lembrava mais dessa situação que o Senhor me trouxe da filha do pastor. E aí, minha irmã, aí na hora o Espírito Santo me falou assim: se prepara porque ela vai falar de tal pessoa.

Jamile, parecia que eu ia desmaiar. Eu segurei assim na pia, apoiei na pia. E aí o Senhor falou assim: você vai dizer que você já sabia. Porque de fato eu já sabia, só não sabia que tinha acontecido.

?Voz A

Um ano, né?

CYCaroline Yamada

Um ano, nem lembrava mais dessa situação. E aí a minha irmã falou assim, olha, você sabia que ele saiu com tal pessoa? Aí eu falei, sabia, normal assim, mas querendo desmaiar. Sabia. Você sabia que eles tinham relação no seu carro? Falei, sabia. Aí ela falou: eu achei que você não sabia. Eu falei: pois é, eu sabia, porque o próprio Deus me revelou. Então olha só, olha só, independente, Jamile, da circunstância, o Senhor ele nunca vai te trazer meias verdades.

O Senhor ele sempre vai te revelar tudo, porque não é que nós somos santas, perfeitas, porque ele é um Pai que cuida, que zela, e o Senhor ele sonda os nossos corações. Quando o Senhor, ele encontra a verdade em nós, ele nunca vai te deixar desamparado em meias verdades. Então, nesse período, o que que aconteceu? Eu já tava separada, sim, já tinha me separado de vez. Foi no período que a minha mãe— eu descobri que a minha mãe tava com lúpus, e eu tava passando uma situação assim muito séria com a minha mãe, porque a gente imaginava que qualquer momento o senhor iria, né, levá-la.

E aí foi quando eu me separei. Nisso que eu me separei, ele— eu sentia muito medo. Eu morava num condomínio de casas, então toda vez que eu chegava, a minha sensação é que ele ia chegar e ele ia me atacar. Era esse sentimento que eu tinha.

?Voz A

Ameaçava você? Não, né?

CYCaroline Yamada

Ele não ameaçava, mas ele continuava fazendo, me ligando. Aí teve um dia que ele me mandou uma mensagem, ele falou assim para mim: Você sabia que o seu farol do lado esquerdo tá queimado? Eu falei, opa! E assim, eu dirigindo, eu sempre observo muito, ainda mais, né, quem ele é. Então eu sempre fiquei muito assim com receio. Aí ele falou assim para mim, outra, você acha que vai ficar por isso mesmo? Você fica andando dentro do seu carro com esse seu narizinho em pé.

Aí o senhor falou assim para mim, procura as autoridades ao seu favor. Porque é muito importante também, Jamile, a gente tem que confiar no Senhor o tempo todo. A gente sabe que nada acontece sem a permissão do Senhor, mas a gente muitas das vezes esquece que o Senhor, ele cura, ele liberta, ele transforma. Mas às vezes a gente se limita, a gente fala: ai, não preciso de médico porque eu já sirvo Deus. Ele cura, mas se o Senhor deixou autoridades na terra é porque a gente precisa.

E aí eu fui pedir mais uma confirmação. Para o senhor para fazer, para fazer a medida protetiva. Porque ele sempre falou, ai, se um dia alguém fazer alguma coisa, me denunciar, isso não vai ficar assim, que não sei o quê. Então parecia que ele já sabia que qualquer momento isso aconteceria. E aí nisso Deus usou uma irmã que eu nunca tinha falado com ela, e Deus usou ela, e ela falava assim, o senhor manda usar autoridade ao teu favor.

Porque ai dele de tocar num fio de cabelo seu e você terá notícias naquele mesmo dia. Eu levantei todas as provas de WhatsApp, de mensagens, de testemunhas, fui com a minha advogada até a delegacia. Cheguei na delegacia isso na quinta-feira. Quando foi no sábado, oficial de justiça me procurou para me entregar a medida e ela falava assim: Carol, eu não entendo porque saiu tão rápido, porque você Você tem noção de quantas mulheres passam pelo que você tá passando?

E a minha mãe falava, para com isso, tantas mulheres morrem. Até parece que uma medida vai impedir ele de fazer alguma coisa. Você sabe quem ele é, que isso e que aquilo. Só que dentro de mim, eu confiei naquilo que o senhor falou, usa ao teu favor a medida protetiva. A gente sabe quantas mulheres morrem aí de feminicídio todos os dias. E aí eu fui na delegacia na quinta-feira. Na sexta-feira ele tinha que comparecer na delegacia, ele não foi.

Quando foi no final de semana, no sábado que eu recebi a medida, a minha vizinha falou assim para mim: você soube o que aconteceu com fulano? Eu falei: não. Caiu de moto, tá todo arrebentado, machucou costela, machucou o braço. Aí na hora Eu falei, é, o senhor sabe o que que ele tava vindo fazer. Na hora eu lembrei da profecia que a irmã tinha me entregado, que ai dele, porque claro que ele ia tentar fazer alguma coisa, né? Eu tinha acabado de denunciá-lo.

E como ele é polícia, quando tem uma denúncia dessa, ele é prejudicado, né, no serviço. E ali, dali em diante, assim, eu falo que foi quando eu comecei realmente a ter paz. Foi quando realmente ele parou de vir atrás de mim, porque qualquer quebra da medida, desde me procurar, procurar minha família, alguém que me conhece, ele iria preso. Então, dali em diante, nós não tivemos mais contato nenhum.

?Voz A

Aí ele não foi mais atrás?

CYCaroline Yamada

Não foi mais. E aí ele veio, aliás, ele veio uma vez que eu me lembro, foi quando eu procurei o pastor. Depois que a minha irmã me contou.

?Voz A

É isso que eu queria saber também, porque aí o que que acontece?

CYCaroline Yamada

Eu já tinha, eu tava para sair do ministério, aí nesse dia eu falei para ele, a gente precisa conversar. E aí eu fui até ele na hora que eu sei, com pastor, com pastor. E aí eu peguei e falei para ele, pastor, você lembra que há um ano atrás o Senhor me revelou que ele tava para ter um caso com a sua filha? Aí ele foi para trás. Aí ele falou, ah, irmã. Eu falei, então eles tiveram. E aí ali eu contei tudo o que a minha irmã tinha me contado.

E aí ele falou, não, irmã, pelo amor de Deus, que eu vou procurar ele, que isso não pode ficar assim. Eu falei, ah tá, o errado só é ele, o errado não é sua filha que é casada, que saiu com homem casado e que sabia de tudo que o que eu passava. Então ali eu já tava amadurecendo para sair do ministério dele, pedir a bênção. E nunca mais voltei. E aí foi quando eu fui para Assembleia do Belém. E eu vou compartilhar algo aqui que é tão interessante que o Senhor tá me pedindo, porque nesse período eu fiquei na igreja dele 3 anos.

E eu olhava assim para o círculo de oração e eu falava, meu Deus, como é lindo! Nossa, o meu lugar é ali! Deus, como eu queria fazer parte daquilo! E eu nunca fui digna, porque a igreja deles ali era muito religiosa. Então, por exemplo, eu não era digna de frequentar o círculo de oração porque eu pinto a minha unha, porque eu pinto a ponta dos meus cabelos, porque eu passo uma base, porque eu me cuido. Então ele falava, Carol, no dia que o Senhor te libertar de tudo isso, aí você vem para o círculo de oração.

E Deus, ele sempre falava dentro de mim, filha, você não precisa do homem para te levantar. Quem te levanta sou eu. Você faz muito mais do que tá ali, então descansa seu coração. Mas sabe quando você tem aquela frustração, você fala: meu Deus, eu não sou digna. E eu falava: o que que é ser digna? Eu andar de chinelo no barro?

?Voz A

Tipo, se cobrir o que tiver a cabeça?

CYCaroline Yamada

Até onde vai essa religiosidade? Porque eu me senti como se eu não fosse eu, porque o Senhor ele fala que é pecado a vaidade, mas desde que o nosso coração não esteja naquilo, e desde que você tenha controle, desde que você não envergonhe o nome do Senhor. Agora também, da mesma forma, eu entendo, Jamile, que o nosso corpo, nosso é templo do Espírito Santo, nosso coração é altar do Senhor. Então o que que adianta você não tá se sentindo bem para agradar o homem, para estar às vezes em lugares que você quer estar E se olhando falando, nossa, mas eu não sou assim, nossa, eu não posso nem me cuidar.

Então quando eu saí do ministério, eu frequentei, eu tentei, eu fui em várias igrejas e eu falava, Deus, me revela onde eu tenho que ficar. Foi quando eu me lembrei na Assembleia do Belém, lá de Suzano, setor 13, uma igreja maravilhosa. E aí os meus filhos entrou para o creio E ali eu lembro que o meu filho, ele tinha descolorido todo o cabelo porque foi tão libertador quando nós saímos desse ministério. Porque assim, as crianças não podiam fazer nada, eu não podia fazer nada, que tudo a gente era julgado, a gente vivia debaixo de um jugo que eu falava, meu Deus, muitas das vezes as pessoas estão dentro da igreja, não sabe nem o que tá fazendo, Jamile, sabe?

Tá ali para agradar o homem. Tem pessoas que estão ali e tão perdidas, sabe? E eu me sentia desse jeito. E aí as crianças, eu lembro que meu filho já tinha descolorido todo o cabelo, tinha feito aquele nevô, né, que no final do ano todos os meninos fazem. E ele, eles foram para o creio e louvaram num culto de domingo, a igreja lotada. E aí quando o creio terminou de louvar, o pastor levantou, o pastor falou assim, irmã Carol, A senhora pode levantar?

Aí eu olhei para trás, eu falei, acho que é outra irmã, né? Porque tem uma semana que eu tô aqui, não é comigo, né? E eu bem quieta no meu canto, a igreja lotada. E ele falava assim, irmã, levanta, eu preciso te entregar algo. Aí levantei, ele falou assim, irmã, o creio louvou, as crianças louvaram, as irmãs louvaram, e o senhor ficou mandando te perguntar o porquê que você não tá sentada aqui com as irmãs. Menina, na hora eu quase desmaiei.

Eu falei na minha cabeça, né, porque eu não sou digna, né, porque eu tenho que estar sem nada para mim estar ali. E ele falou assim: o Senhor manda te dizer que o teu lugar é aqui. Pega sua bolsa, pega tua Bíblia e vem sentar com as irmãs, porque o Senhor fala que o teu lugar é no círculo de oração. Irmã, pensa o tanto que eu chorei, porque às vezes eu conto esse testemunho, as pessoas falam: nossa, mas algo tão simples, tipo participar das irmãs.

Mas só eu sei que aquilo era um sonho meu. E ao mesmo tempo tinha virado uma frustração, porque o homem falava que eu não era digna. Então na minha cabeça, tipo, eu falei, meu, acho que quem sabe quando eu virar senhorinha do coque eu seja digna de estar ali. Então assim, eu vivo hoje aquilo que, sabe quando o Senhor ele fala que vai preparar uma mesa perante os teus inimigos e que todos verão a honra dele? E o Senhor ele tem transformado tanto a minha vida, o Senhor ele tem feito tanto sobrenatural Então tem fortalecido tantas preciosas do Pai.

Tem 2 anos e meio que eu saí desse relacionamento. Nós tivemos uma audiência inclusive o ano passado, dia 22 de outubro do ano passado, e foi algo também tão forte porque o Senhor— eu tinha me preparado para essa audiência, eu tinha feito 2 dias de jejum e falei: Senhor, eu vou entregar o meu jejum no monte antes antes de começar a audiência.

?Voz A

Uma audiência do—

CYCaroline Yamada

a audiência da medida protetiva. Porque como eu entrei com a medida protetiva, o juiz ele separou na medida protetiva e na ameaça. Então sim, virou dois processos. Então aí o juiz ele marcou uma audiência. Nisso que ele marcou essa audiência, falei: ah, Deus, eu vou então entregar o meu jejum, meu propósito, antes de começar a audiência. E tô indo para o monte, 7 horas da manhã. Peguei o carro, entrei na Ayrton Senna, que eu vou no monte ali em Itacoá.

Quando eu entro na Ayrton Senna, que eu tô com louvor a mil, cheia da presença do Senhor, o Senhor falou para mim: filha, entre em espírito agora, o inimigo tá furioso com você. Irmã, quando eu olho para frente, tinha um caminhão de carga da CET na minha frente. Quando eu olho, a caçamba dele me cai uma peça. Na hora eu falo: sangue de Jesus tem poder, tá repreendido! Nisso que eu reprendi, a peça bateu no chão. No que bateu no chão, ela veio rodando para debaixo do meu carro.

Meu carro era alto. E aí eu só sei que eu falo assim: que foi a própria mão do Senhor que segurou aquele carro. E olha só o detalhe, porque quando eu peguei esse carro Eu tenho uma amiga que é a Bispa Débora, e quando ela orou no carro, ela falou, Carol, o Senhor, ele tá te dando um livramento de capotamento com esse carro. Então todas as vezes que você sair com esse carro, unja as 4 rodas. E assim eu fazia, menina. Toda vez que eu ia sair com o carro, eu ungia todo o carro.

E aí, na hora que a peça entrou debaixo do carro, o carro, ele tremeu todo assim, ele balançou todo. Eu falo, foi o próprio Deus que segurou aquele carro. E aí eu fui freando assim, bem devagarzinho, Nisso, a peça saiu do meu carro, entrou no Fiat atrás. Quando eu olho para trás, o caminhão já tava atravessado na Ayrton Senna. 7, já era umas 7 e pouquinho da manhã. Nisso, eu fui freando bem devagarzinho e consegui parar o carro no acostamento.

?Voz A

Sim.

CYCaroline Yamada

Na hora que eu parei o carro, eu tremia tanto que eu parei assim, eu olhei, eu falei, meu Deus, eu tô viva! E não aconteceu nada comigo. Na hora que eu desço, o rapaz do outro carro falou assim para mim: furou o tanque de combustível do meu carro.

?Voz A

Vamos ver, a peça entrou debaixo, né?

CYCaroline Yamada

Porque saiu do meu, entrou no dele. Ele falou: aconteceu alguma coisa com você? Eu falei: comigo não, vou olhar o carro. Jamile, quando eu dou a volta assim no carro, que eu olho os dois pneus do lado direito no chão, na hora eu lembrei do livramento que o senhor vinha me dando. Nisso veio o policial rodoviário Sim. E aí perguntou se tava tudo bem. Aí ele falou assim para mim, você sabe que se essa peça tivesse batido no seu para-brisa, você tinha morrido na hora.

E se o seu carro fosse baixo, ele tinha capotado também, não tinha sobrado nada de você. E aí naquela hora eu olhei, mandei guinchar o carro, fui para o monte. Cheguei no monte, o Senhor usou o irmão para falar. Ele falava assim, Carol, o Senhor manda te falar que você veio buscar por uma situação. Só que pela tua busca o Senhor livrou você e todos que estavam ao seu redor. E de fato não aconteceu assim nada com ninguém. O meu carro deu PT, mas não aconteceu nada com ninguém.

Então assim, às vezes a gente fala, ai, mas de novo vou subir o monte, de novo vou fazer mais uma campanha. Mas o Senhor, ele não desperdiça a nossa busca, sabe? O Senhor, ele é aquele que nos guarda. O Senhor é aquele que Deus cuida de nós. E a gente é um verdadeiro testemunho, né? Então a gente tá aqui gerando cada vez mais testemunhos.

?Voz A

E, né, já tem quase encerrando já, mas o que aconteceu lá com a medida protetiva? Como que foi? Você chegou lá, tudo?

CYCaroline Yamada

Sim. Aí fui para audiência, ele foi condenado 9 meses de prisão semiaberta. E é tão interessante porque lembra que eu te falei que todas as vezes que eu chegava em casa a minha sensação é que ele iria me atacar, que ele iria aparecer. O que que acontece na audiência? Como foi online, então o juiz ouviu primeiro eu, depois a testemunha, e por último ele. Então eu não vi o que ele falou, mas a minha advogada falou que ele começou a ficar tão nervoso, tão nervoso, que ele começou a entregar tudo que ele tava travando.

Então nisso ele acabou confessando que realmente foi algumas vezes atrás de mim.

?Voz A

Para trazer a maldade.

CYCaroline Yamada

Então assim, para você ver, às vezes o Senhor ele fala conosco, muitas das vezes a gente acha que é coisa da nossa cabeça, ou você leva a sério e fala: não, eu tô aqui debaixo de uma direção, é melhor eu ouvir do que, né, padecer ali por falta de vigilância. Então aí ele foi condenado 9 meses de prisão. O oficial de justiça foi para cumprir a sentença, não achou ele. E aí, quando isso foi em outubro, quando foi agora em janeiro, dia 18 de janeiro, ele se apresentou no fórum que tinha mudado de endereço.

Então hoje a gente tá aguardando, né, essa nova, esse novo cumprimento. Mas assim, eu falo que o Senhor, ele nos guarda.

?Voz A

Ele guarda, com certeza. Desde o começo de tudo, ele sempre te guardou.

CYCaroline Yamada

E o que que eu tenho assim a falar? Eu sei que tem milhares de mulheres passando por isso. É não desistir, sabe? E não acreditar, é não deixar de acreditar que o Senhor ele cuida de nós, certeza, sabe? Muitas das vezes eu, muitas das vezes eu sempre falei assim que eu lutei tanto por esse relacionamento porque eu também acredito que o Senhor podia transformá-lo.

?Voz A

Sim, se ele, né, se ele quisesse a liberdade, se ele quisesse.

CYCaroline Yamada

Jamile, quantas vezes ele subiu o monte com a gente com a igreja inteira manifestado e ninguém via, somente eu via. Tinha dias que eu falava, eu acho que eu tô ficando louca, porque eu já vi esse homem tantas vezes endemoniado e ninguém enxergava. Então assim, e as promessas do Senhor para a vida dele era também de transformação. Porque lembra quando eu falei para você no começo que o Senhor tinha um propósito, que era me tirar de uma vez do mundo e tirar ele também?

E o Senhor falava que se ele quisesse tudo que o Senhor tinha para ele, que o testemunho dele salvaria milhares de vidas.

?Voz A

Só que a diferença é que ele não quis, que não queria libertação, não quis a libertação. Cada vez a brecha maior que dava, né?

CYCaroline Yamada

Ele tinha prazer, né, do que a pomba gira fazia com ele. Ele tinha, para ele era o auge, tipo, ter várias mulheres, sair com todo mundo que ele queria. Então essa foi a escolha O Senhor, ele respeita as nossas escolhas, né? Então aí foi isso.

?Voz A

Meu Deus, testemunho poderoso, forte, né? Que eu sei que vai impactar muitas vidas, né?

CYCaroline Yamada

Jesus, assim como o Senhor também vai libertar muitas mulheres, né?

?Voz A

Sim. E você entrou muito em oração, né? Você orava muito, buscava muito a Deus.

CYCaroline Yamada

Eu falo assim que o inimigo é muito burro, muito burro, porque cada vez que ele aprontava, ele me jogava mais assim para a presença do Senhor. Porque quando a gente entende que se não é o Senhor para nos dar força, para nos restaurar, para nos libertar. Eu falo, ai de mim se você não consegue sozinha, nunca, de jeito nenhum.

?Voz A

A gente nem se fica em pé, né, se não for Deus na nossa vida.

CYCaroline Yamada

Exatamente.

?Voz A

Meu Deus, e ele te fortaleceu sempre, te guardou e te guarda até hoje.

CYCaroline Yamada

Em nome de Jesus.

?Voz A

Também já tá encerrando, vai ter a palavra agora, depois a Pode tirar, irmão. Pode ler também e falar. Amém.

CYCaroline Yamada

Saiu em Mateus 18:21-22. Senhor, quantas vezes deverei perdoar o meu irmão quando ele pecar contra mim? Até 7 vezes? Jesus respondeu: Eu digo a você, não até 7 vezes, mas 70 vezes 7. Eu falo de perdão, não, eu falei justamente desse versículo, né? E eu costumo dizer que o Senhor, ele testifica tanto, né, tudo que a gente coloca a ele, tudo que a gente obedece a ele. E é realmente isso, não é sobre quantas vezes devemos perdoar ou o que perdoar.

Ah, Senhor, isso daqui eu perdoo. Ah, isso daqui é muito para mim. Não, não vou perdoar. É sobre realmente perdoar, porque o Senhor ele fala que quando a gente perdoa, o Senhor nos perdoa. É derramada na mesma medida. E quando a gente entende esse propósito, não tem como o Senhor nos justificar, não tem como assim as pessoas verem tudo que o Senhor tá fazendo nas nossas vidas, porque a gente não responde mais sobre nós, mas sobre, sobre o Senhor que a gente serve, né? Sobre aquilo que a gente busca para poder transbordar. É isso mesmo, né?

?Voz A

Glória a Deus! Eita palavra maravilhosa! É, irmão, pode fazer a oração para a gente encerrar.

CYCaroline Yamada

Amém, amém!

?Voz A

Então vamos lá.

CYCaroline Yamada

Senhor meu Deus e meu Pai, nesse momento, Espírito Santo, eu me coloco aqui diante da tua presença. Ah, Senhor, obrigada, Senhor amado, por essa oportunidade de mais uma vez, Senhor, testemunhar os teus milagres, a tua transformação salvação, a tua cura, tua libertação. Deus abençoe os teus filhos que estão aqui. Abençoe, Pai amado, a tua serva, os teus servos. Deus, que eles continuem transbordando, Pai amado, da tua presença.

Pai, que este canal continua sendo um canal de bênção, continua sendo um canal que transforma vidas, que leva esperança para dentro dos lares, para dentro da vida, Pai, de pessoas que muitas das vezes acha que tá tudo perdido. Ah, Deus, o Senhor é aquele que faz coisas novas. O Senhor é aquele, Pai amado, que faz a gente viver um amanhecer de coisas maravilhosas na tua presença. Senhor, eu te agradeço por esse momento, Pai. Eu te agradeço por essa oportunidade. Amém, Jesus.

?Voz A

Amém. Que Deus abençoe grandemente. Foi um prazer.

CYCaroline Yamada

Igualmente. Amém.

?Voz A

Que alegria, né, falar do o que o Senhor fez na sua vida, né? Não é só para nós, né, mas para as pessoas, né, saber que Deus, ele ainda faz, é verdade, faz, opera, faz milagre, né? Deus é poderoso, é verdade, é muito.

CYCaroline Yamada

E algumas pessoas falam assim: tem 2 anos e meio que eu estou solteira, e por uma escolha minha mesmo, porque eu cheguei num nível da minha vida que eu falei: Senhor, não dá mais. Só ter uma relação por ter. Porque muitas das vezes, como eu falei, as pessoas procuram tanto no outro a felicidade. Mas eu falei, Senhor, eu preciso ter uma pessoa de ti, porque até aqui eu escolhi com as minhas mãos e olha quanto preço eu paguei, né?

Então às vezes as pessoas falam, tem algumas irmãs que fala, Carol, a gente tem que fazer uma campanha para você desencalhar.

?Voz A

Eu falo, mas sempre tem isso.

CYCaroline Yamada

Eu falo, mas gente, vocês estão mais preocupadas do que eu. Eu tenho certeza que o Senhor tá preparando o meu Boaz, sabe, que no momento certo ele vai aparecer, né? E o Senhor, né, esperar, descansar, né? Com certeza.

?Voz A

Que Deus abençoe grandemente. Terminando, encerrando mais um testemunho no Crente Podcast. Que Deus abençoe grandemente. Eu te espero até o próximo testemunho. Amém. Que Deus abençoe.

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