ESQUENTA SBZ: NUTRIÇÃO DE SUÍNOS SEM ACHISMO - Dr. Luciano Hauschild | Ep. 369
Sua formulação de dietas para suínos ainda é achismo ou já virou ciência? Neste episódio do SuinoCast, aprofundamos o binômio proteína ideal e energia líquida, o salto histórico da eficiência de utilização do nitrogênio em suínos, exigências nutricionais sob desafio sanitário e estresse térmico cíclico, além da transição da pesquisa aplicada para a nutrição de precisão em tempo real nas granjas. Um debate técnico denso, direto e obrigatório para quem vive de formular dietas.
“Para nós, como nutricionistas, o que importa são consumo e peso, as duas informações que a gente precisa para formular dietas.”— Dr. Luciano Hauschild
Luciano Hauschild é Zootecnista formado pela UFSM, com mestrado, doutorado (com estágio sanduíche no Canadá) e livre-docência na UNESP em Nutrição de Precisão para Suínos em Clima Tropical. Pós-doutor pela University of Copenhagen, é professor da UNESP Jaboticabal há 15 anos e referência nacional em modelagem nutricional, nutrição de precisão e a interface nutrição-saúde em suínos.
Episódio: NUTRIÇÃO DE SUÍNOS SEM ACHISMO - Dr. Luciano Hauschild
Podcast: SuinoCast
Apresentador: Dr. Vinícius Cantarelli
Convidado: Dr. Luciano Hauschild
- (00:00) — Apresentação do Prof. Luciano Hauschild e trajetória
- (06:39) — Nutrição de suínos: ciência ou achismo?
- (12:13) — A principal mudança real na nutrição de suínos
- (17:25) — Proteína ideal e energia líquida na prática
- (22:00) — Energia líquida como gargalo da formulação
- (36:19) — Nutrição de precisão em tempo real nas granjas
- (49:58) — Estresse térmico cíclico e resposta nutricional
- (01:06:40) — Encerramento e recomendações de leitura
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- Nutrição de precisão em tempo realNutrição de precisão para indivíduos · Nutrição de precisão para categorias/grupos · Sensores para estimativa de peso e composição corporal · Estimativa de consumo · Integração de dados empíricos e científicos
- Evolução da nutrição de suínosEficiência de utilização de nitrogênio · Aminoácidos industriais · Redução de proteína na dieta · Sistemas de energia (digestível, metabolizável, líquida) · Energia líquida
- Nutrição de suínos: ciência ou achismoFiltragem de informações científicas · Metodologia de avaliação de ingredientes · Padronização de métodos de avaliação
- Nutrição e desafios sanitáriosCusto nutricional de doenças · Resposta imune inata e adaptativa · Microbiota e saúde intestinal · Degradação de proteína muscular em resposta a desafios · Suplementação de aminoácidos funcionais (treonina, metionina, triptofano)
- Nutrição e desafios ambientais (estresse térmico)Redução de proteína em dietas para calor · Uso de óleo em dietas para calor · Metabolismo lipídico em estresse por calor · Estresse térmico cíclico · Impacto do estresse térmico na saúde intestinal
- Proteína ideal e energia líquida na práticaAjuste de aminoácidos essenciais · Aminoácidos não essenciais · Relação lisina-proteína bruta · Energia líquida como gargalo · Limitações da energia metabolizável
- Importância da LeituraPensamento Eficaz · Biografia de Charles Darwin
Tem um debate muito grande da questão da energia em alguns momentos que o animal regula muito mais seu consumo pela energia digestível do que pela energia líquida da dieta. Porque a energia digestível, o que vai determinar ela é a composição em fibra da dieta. Mas as nossas dietas aqui, basicamente, elas não têm muita fibra. Estou falando para animais crescimento e terminação.
E óbvio, eu não me sinto seguro ainda para migrar da energia metabolizável para a energia líquida. Eu não vejo essa necessidade de migrar de uma forma abrupta. Não, você pode continuar trabalhando com o sistema de energia metabolizável se você se sente seguro com ele. Mas ao mesmo tempo você pode ter uma outra plataforma com energia líquida. E você vai trabalhando com os dois até o momento que você se sinta seguro, que o seu resultado está dentro do que você espera a nível de campo. Para nós, como nutricionistas, o que importa? Consumo e peso.
São as duas informações que a gente precisa para formular as dietas, né? Consumo e peso, né? As duas informações são importantes, né? Então as tecnologias, ao meu entender, seja para indivíduos, seja para grupos, seja para bairro, seja para o que for, elas para nós, para nós conseguir colocar na prática a nutrição de precisão.
Nós precisamos dessas duas informações. O que vai acontecer ao meu entender, a gente vai ter dois aspectos, o que a gente chama de caixa preta, essas informações que são coletadas a campo, empíricas, por sensores, o nosso sistema ali dentro. E a gente vai ter que achar uma forma de fazer com que eles trabalhem juntos. Aí a gente vai ter uma nutrição precisa mesmo, né? Daqui cinco anos, como é que nós vamos estar em nutrição de precisão dentro das granjas, na sua opinião?
O Suinocast só é possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na suinocultura brasileira. Novoneses, transformando o mundo através da biologia. Novos, líder em soluções de nutrição inteligente para o crescimento dos negócios na produção de proteína animal. PPGVet, o maior programa de especializações em medicina veterinária do Brasil.
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59ª reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia, de 27 a 31 de julho, na Ufla, em Lavras. Inscreva-se, sbz.org.br. Olá, pessoal. Vamos para mais um episódio do SuínoCast. Meu nome é Vinícius Cantarelli, sou host dessa plataforma e sempre trazemos convidados muito especial.
Hoje temos um tema bastante interessante relacionado à nutrição, muito importante para a nutrição, para a cadeia produtiva de suínos. O tema de hoje é nutrição sem achismo, da ciência à prática. E aí nós convidamos uma pessoa que além da competência técnica e científica, que é de admirar,
É um grande amigo e eu tenho uma honra de apresentá-lo aqui, que é o professor Luciano Rauchid, professor da Unésio de Abuticabal, acho que todos conhecem, mas eu quero deixar ele se apresentar e contar um pouco da jornada dele, antes da gente começar a trabalhar esse tema. Professor Luciano, muito obrigado por ter aceitado o convite.
E a gente vai ter um bate-papo certamente bastante enriquecedor aqui. Fique à vontade para poder contar um pouco aí da sua jornada, apesar de já ter participado do Suínocast, mas para quem está te ouvindo a primeira vez, te ouvir aí como é que foi a sua jornada dentro da Suínocultura até chegar nessa posição que você está aí hoje, que é bastante importante. Acho que quase todo mundo te conhece aí e é bastante querido aí na cadeia Suínico. Obrigado aí mais uma vez.
Obrigado a você, professor Vinícius, obrigado pela Sunocast, pelo convite. Para mim é uma imensa satisfação estar presente aqui, poder bater um papo com você e tentar contribuir na Sunocultura. Então, agradeço as palavras e brevemente um pouco da minha história, como eu...
Cheguei na posição que estou e ainda continuo, e vou atuar por um bom tempo, espero, na área de sonocultura. Eu sou técnico agrícola. Na verdade, a minha família é de origem... Meu pai era professor numa escola agrícola, ensino fundamental, então, desde esse momento, eu já tinha essa afinidade com a produção.
agrícola e pecuária. E aí no colégio, que seria o nosso ensino médio hoje, na época eu fiz o ensino médio numa escola agrícola, de regime de internato, que hoje é um instituto federal. E de lá eu já tive a oportunidade de trabalhar com suínos e conhecer um pouco do manejo, das práticas.
Posterior a isso, eu trabalhei em outras atividades, não especificamente com suíno, mas eu consegui entrar na cadeia de suínos para fazer um estágio. E fui contratado para trabalhar como técnico agrícola na Iargo, de Itaqui, na Suíno Cultura Iargo. E lá permaneci por um ano e tive uma experiência fantástica, prática e tudo mais. Mas eu sempre sentia a necessidade que precisava voltar para me qualificar e para voltar um pouco mais...
qualificado para atuar na sunicultura. Então, eu voltei para a universidade, fiz cursinho pré-vestibular e consegui ingressar na Universidade Federal de Santa Maria. Já no primeiro mês, comecei a fazer estágio no setor de sunicultura, professor Lovato, e ainda continuei, mesmo na graduação, continuei ainda realizando estágio em granja, na indústria, nos períodos das férias.
sempre achei um setor muito atrativo e sempre tive uma paixão pela sulocultura. E, posterior à graduação, tive a oportunidade de ficar um tempo na BRF, trabalhar como trainee na fábrica de ração, voltei à universidade para fazer o mestrado e depois fiz o...
doutorado e ao final do doutorado tudo com o professor Lovato, eu fui convidado para trabalhar no pós-doutorado com aves, não mais suínos, mas implementar algumas coisas que a gente havia desenvolvido com suínos. Então, vim aqui para a Universidade Estadual.
Jabuticabal, e iniciei então o pós-doutorado e foi no momento esse que abriu uma vaga para professor na área de nutrição de não-ruminantes e prestei o concurso e fui aprovado. Então, são 15 anos aqui na Unesp de Jabuticabal, trabalhando na área de suinocultura, lecionando disciplina de suinocultura, conduzindo pesquisa com nutrição de suínos.
Isso é um pouquinho da minha história, né? E a gente está coordenando uma equipe na pós-graduação e tem um laboratório onde a gente consegue conduzir pesquisas. Muito bom, professor. Obrigado por compartilhar essa jornada da escola técnica para ser uma das maiores referências em nutrição no Brasil. Eu digo isso com toda certeza, né?
O professor Luciano é uma das referências em nutrição de precisão, mais recentemente trabalhando a relação nutrição e saúde, com excelentes resultados de experimentos. Então, para mim é uma honra poder bater um papo aqui com o professor Luciano, desse tema tão importante. Eu comentei com vocês no início que nós vamos tratar desse tema nutrição sem achismo da ciência prática, e eu queria contextualizar um pouco.
Nós geramos muitas informações de resultados de pesquisa, como eu falei para vocês, o professor Luciano é uma grande fonte de resultados de pesquisa relacionada a essa área. O LabSui hoje é uma referência pelo professor Luciano e sua equipe.
E além de outros que geram muitas informações, hoje a literatura é cada vez mais recheada de várias informações, mas a gente percebe, professor Luciano, que, rapaz, eu me pergunto, tantas informações que nós temos hoje, tanto conhecimento que nós temos hoje,
e o que realmente está sendo aplicado na linha de frente. Quem está na linha de frente? Dos nossos colegas nutricionistas, que afinal estão na linha de frente, não é fácil aplicar as tecnologias ou os conhecimentos que são gerados. E eu fico pensando nessa lacuna que existe entre o que é gerado de conhecimento.
e o que é aplicado. Então, se eu for começar com uma primeira pergunta, eu diria que hoje a nutrição de suínos é baseada em ciência ou ainda tem muito achismo?
Excelente pergunta para a gente refletir, Vinícius, e pensar a respeito disso. De fato, a gente tem um volume muito, muito grande de informação sendo gerada, e o que eu acho que é bom é salutar. Quanto mais pesquisa, quanto mais informação, quanto mais resultado a gente tiver, melhor vai ser.
para a ciência básica, para a cadeia produtiva, acho que para todos os aspectos isso é bom. Óbvio que dentro da pergunta que você fez,
O que a gente precisa fazer é filtrar todas as informações e saber o que pode ser aplicado, o que pode ser transformado em prática e aplicabilidade de tudo isso que está sendo gerado. Às vezes a gente testa uma determinada hipótese e ela acaba não sendo verdadeira. Isso não quer dizer...
que aquilo tenha que ser desvalidado, que aquilo algum dia não possa ser aplicado. Acho que talvez, nesse caso, dependendo da situação, a gente precise estudar, estudar, estudar mais para entender melhor o que a gente está avaliando, para ver se aquela hipótese não pode ser em algum momento verdadeira. Quando falo em filtrar, por exemplo, acho bem interessante, já tinha lido e voltei a ler de novo, uma revisão do...
Noblet, no Jean Noblet, pesquisador reconhecido na área de energia líquida. Colocando isso, que nós temos muita informação hoje, muito mais do que nós tínhamos ainda, mas ainda precisa mais informação de avaliação do potencial nutritivo dos ingredientes do ponto de vista de energia líquida.
Mas ele chama atenção que é importante que a gente entenda, a gente como nutricionista, acho que é importante para todos os técnicos, essa informação que a gente está captando, ela não deve ser basicamente um número que ela gera. Vamos supor, DDGS, vou lá e avalio um experimento que foi realizado para determinar a energia líquida, a energia metabolizável do DDGS.
Mas é importante que a gente conheça, e é isso que ele coloca, as técnicas que foram utilizadas para chegar àquele valor. Então, supor que você testou a energia líquida por um determinado ingrediente que tem muita matéria mineral, cinzas. Isso acaba influenciando na digestibilidade da dieta como um todo.
Então, será que isso foi ajustado no momento de testar esse ingrediente? Um outro exemplo também, você determina energia líquida no ingrediente que tem muita proteína, mas você trabalhou com método de substituição. Mas a tua dieta foi ajustada para ter baixa proteína, considerando que você vai colocar um ingrediente de alta proteína?
Então, são todos os aspectos que a gente sabe que tem informação, mas às vezes a gente esquece de entender e ver qual a metodologia que foi aplicada para determinar aquele valor. Então, esse é um dos pontos que eu chamaria atenção. A ciência é importante, ela é relevante, mas, ao mesmo tempo, a gente tem que entender se os métodos estão sendo padronizados, se a gente está levando isso em consideração ou não. Esse é um ponto importante que eu considero.
mas nada disso invalida tudo que está sendo feito. É mais uma crítica construtiva para a gente saber de onde essa informação está vindo. Isso vale para tudo. Níveis nutricionais, programas nutricionais, programas alimentares. E é sempre importante, dentro desse contexto de muita informação que está sendo gerada,
a nossa visão vai ser sempre holística. Você não vai ter uma receita específica para uma determinada situação. Você vai ter um conjunto de informação que você vai ter que extrair dali, um conjunto de resultado, digamos assim, informação, que você vai ter que gerar um conhecimento que possa ser aplicável. Talvez esse também seja um dos grandes desafios.
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E transformar, esse que é o ponto, né, professor Zeno? Transformar, sair da informação, gerar conhecimento e, consequentemente, gerar valor com isso, né? Eu acho que essa, não é nem essa ponte, mas essa trilha, que ela deve ser bem construída, né? E quando eu te provoquei nessa primeira pergunta, o que ainda é achismo, né? O que está sendo realmente aplicado?
porque quando a gente pensa nessa trilha, você tem que ir passando os bastões, aquela pesquisa básica, depois uma pesquisa mais aplicada, até as validações em condição de campo para realmente o nutricionista que está ali, o nutricionista formulador, não somente o nutricionista conceitual, que eu chamo, que é o nosso caso muitas vezes.
Nós estamos trabalhando conceitos, não estamos na linha de frente em formulações dentro das empresas, mas esses bastões têm que ser bem passados e têm que ser bem traduzidos. Mas dentro disso, uma outra pergunta aqui. Na tua opinião, qual foi a principal mudança real nos últimos anos para a nutrição dos suínos? Qual é a tua opinião nesse sentido? Mudança real.
Qual foi a principal? A principal mudança real na nutrição dos suínos nos últimos anos. Ah, legal. Excelente colocação, Vinícius. Bom, se a gente for pegar...
nos últimos 30, 40 anos, o que nós tínhamos de eficiência, não digo tanto alimentar, mas talvez mais nutricional, de utilização dos nutrientes, principalmente proteína, vamos pegar como exemplo, eficiência de utilização de nitrogênio. 30, 40 anos atrás, nós tínhamos uma eficiência, no caso de suínas, que girava em torno de 30, 40%. Então, vamos lá.
Hoje nós já estamos com eficiência próxima a 50%, 60% da utilização do nitrogênio. Pegar mais especificamente o aminoácido, por exemplo, lisina, estamos chegando próximo a 60%. O que fez com que a gente avançasse tanto a ponto de dizer que chega a ser o dobro do que nós tínhamos 30, 40 anos atrás?
Óbvio que não é um aspecto só, mas a biotecnologia, principalmente a possibilidade que a gente teve de ter hoje N aminoácidos industriais que podem ser suplementados na dieta, isso deu um ganho muito grande.
para o caso da proteína, então a gente está conseguindo reduzir proteína, principalmente para leitão, não pode ter proteína indiestiva chegando no intestino grosso, leitão recém-desmamado. Além disso, a gente conseguiu baixar a proteína.
E foi um aspecto muito, muito interessante e melhorar principalmente a eficiência da utilização desse nitrogênio que o animal está consumindo. Então, reduzindo o custo, reduzindo o impacto ambiental que isso causa na dieta. Isso eu acho que foi um ganho muito interessante. Mas, ao mesmo tempo, é interessante ver isso, porque, ao mesmo tempo que você construiu essa história de melhora da eficiência da utilização de nitrogênio,
nós precisávamos também melhorar o aspecto associado à forma como o animal utiliza a energia que ele está ingerindo. Então, esse progresso, estou falando do ponto de vista mais alimentar, de dieta, esse progresso a gente observou também na questão dos sistemas de energia.
partindo para digestível, digestível, metabolizável, hoje energia líquida. Claro que isso foi criado principalmente dentro de um contexto na Europa, pensando em ingredientes alternativos, mas também associado a esse avanço que a gente teve aí no caso dos aminoácidos. Então não adiantava formular uma dieta com baixa proteína se o nosso sistema não fosse capaz de corrigir essa redução da proteína com o aumento do carboidrato entrando na dieta.
Então surgiu-se aí uma nova tecnologia frente a isso, que foi o sistema de energia líquida.
Ao meu entender, foram grandes avanços que a gente teve, do ponto de vista de avaliação de alimentos, agora do ponto de vista do animal, que nós temos que lembrar que nós temos dois componentes, nós temos nossa dieta e nós temos o nosso animal. E como nós podemos fazer para que eles tenham a mesma unidade a ser expressada no momento de formular a dieta. Então a energia líquida, na verdade, ela percebilita isso, o uso de aminoácidos também. Mas ainda um grande desafio que eu vejo...
é a questão de conhecer a exigência do nosso animal. E aí, nesse aspecto, a gente entra num outro debate que a exigência desse animal é definida numa condição ideal, mas como é a exigência do animal numa condição de desafio? Então, esse talvez seria uma das coisas que ainda a gente já trabalhou bastante, já melhorou bastante, já melhorou a genética dos animais.
mas como tem sido para a gente definir esses níveis, que aí é uma área que a gente pode ter mais tempo para discutir, que certamente é bem interessante. Eu ainda quero entrar nesse tema exigência nutricional, obviamente, até porque a gente precisa de...
É um quebra-cabeça entre o animal e o que nós precisamos de nutrir dessa biologia que está nesse animal para expressar o melhor desempenho. Aí nós estamos falando de exigência. E depois também de desafios frente a que esse animal passe, seja estresse por calor ou desafios sanitários. Nós vamos tratar desse assunto ainda. Eu sei que nos últimos anos você tem feito muito esforço para gerar resultados nesse sentido.
Mas antes da gente entrar na exigência, eu ainda quero pontuar algumas coisas na questão da dieta em si. Principalmente nesse binômio proteína ideal e energia líquida. Que já tem um tempo, né Luciano, que nós já temos muitas informações, apesar de que eu acho que a energia líquida ainda é um ponto crítico.
que acho que precisa evoluir, mas até mesmo a proteína ideal. Da proteína ideal, o que virou realidade prática e o que ainda é teoria, na tua opinião? Porque, por exemplo, quando a gente fala em proteína ideal, tem muita gente que ainda fica no ajuste de aminoácidos que já estão aqui há muito tempo, lisina, metionina, trionina, e hoje nós temos um neque muito maior de aminoácidos.
Então, dentro de proteína ideal, o que é realidade prática e ainda o que está no campo da teoria? Bom, excelente. De fato, a gente aumentou muito mais a gama do que nós tínhamos. Basicamente, nós começamos com 2, 3 aminoácidos, hoje estamos com 5, 6 aminoácidos. E esse é um exemplo típico de como a ciência...
bem como você comentou, ela conseguiu ser transformada em aplicabilidade prática. Proteína ideal pode ter suas limitações e tem, obviamente, mas é uma das ferramentas que a gente tem hoje que a gente consegue aplicar, de fato, a campo. Um dos aspectos que eu destacaria dentro do seu comentário, Vinícius, qual seria...
a limitação, alguns aspectos associados a isso, da aplicabilidade dessa tecnologia, dessa inovação, que já nem é mais inovação, já é prática hoje. O que eu tenho visto muito em congresso tem sido discutido. A gente sabe...
e consegue formular pelos aminaços essenciais, ajustar eles mais próximos do que o animal precisa. Mas ainda assim a gente tem um pouco de dificuldade, acabei até pulando isso, não era bem essa a sua pergunta, mas eu gostaria de comentar isso, dos não essenciais. E óbvio que do ponto de vista analítico, a gente não tem hoje condições financeiras de fazer uma análise, a gente faz por NIRS, tem uma estimativa próxima, né?
os principais aminoácidos, mas os não essenciais ainda, a gente ainda demanda de pouco mais de informação, né? E para isso que eu tenho visto, é trabalhar, e tenho mostrado alguns trabalhos, é trabalhar a relação lisina-proteína da dieta, né? Porque se você conseguir atender essa relação, consequentemente, essa relação você vai estar levando em consideração também os aminoácidos não essenciais, né?
para que isso não seja prejudicado. E isso pode variar de acordo com a condição que você está no animal, se é uma condição boa, se é uma condição desafiadora. Então vai mudar essa relação, porque alguns aminoácidos não essenciais são importantes também para alguma condição de desafio. E aí, óbvio que vai mudar de acordo com a fase, com a idade do leitão. Isso...
torna mais prático a aplicabilidade ainda da proteína ideal, porque você não vai estar só considerando esses aminoácidos que você tem capacidade de suplementar, né? Você vai estar levando em consideração também os aminoácidos não essenciais, né? Então, essa é uma das coisas que eu tenho visto, assim, e tem sido bastante estudado, né? E tem trazido bastante informação acerca disso, né? E os outros aminoácidos ainda que não são usados, que já estão disponíveis, às vezes é mais uma questão de custo mesmo, né?
que aí você avalia a viabilidade econômica de você conseguir suplementar eles. Custo de oportunidade. Agora que a gente está passando uma dificuldade de disponibilidade de aminoácidos industrial. Sim. Mas é interessante essa abordagem tua, porque cada vez mais temos aminoácidos e com o tempo eles vão tendo...
um custo de oportunidade melhor para poder entrar nas formas. Mas esse ponto que você colocou é muito importante, a relação da lisina com a proteína bruta, considerando os aminoácidos não essenciais, que nós temos que estar muito atentos a isso, principalmente num tema que eu quero abordar daqui a pouco contigo, que são...
os desafios sanitários e aí por diante, aí entram outros aminoácidos que são bem importantes. Mas agora passando para a energia, eu acho que é um ponto crítico. A energia...
eu acho que é o maior gargalo ainda da nutrição, talvez. Dentro disso, o sistema de energia líquida resolve esses gargalos? E o ponto é assim, se nós... Bem, primeiro isso, primeiro essa pergunta, a energia líquida resolve esse fato, esse gargalo, esse ponto crítico?
e segundo, de fato, se a gente erra na energia, os outros, o restante do programa nutricional fica comprometido?
Boa, excelente ponto para a gente discutir. O que a gente tem muita informação hoje, que a gente tem muita segurança para formular, ainda é energia metabolizável, pela facilidade que a gente tem de gerar e avaliar alimentos.
muito fácil hoje, não é fácil, claro que se demanda estrutura dentro das universidades, mas nada se compara a fazer uma avaliação de energia líquida, que aí você tem a possibilidade de trabalhar com calorimetria indireta, que são equipamentos muito caros, sofisticados, e é um investimento alto. Então, o que limita, ao meu entender, um pouco hoje a energia líquida é Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como Como
que a gente tivesse mais universidade, mais centro de pesquisa, fazendo avaliação de energia líquida. Então, são alguns locais específicos que fazem esse tipo de avaliação. E a gente tem uma gama muito grande de ingredientes que estão sendo utilizados. E a gente, basicamente, aqui no Brasil, a gente formula com base nas equações propostas pelo Jean Noblet, também do INHA. Na verdade, quando é ingrediente...
fica um pouco mais difícil, porque as equações foram definidas para fazer estimativa para dietas, conjunto de dietas, foram várias dietas que foram avaliadas para chegar a uma equação para fazer estimativa daquela dieta. No ingrediente, nem sempre essas equações se aplicam para fazer estimativa da energia do ingrediente. Então, o correto do ingrediente seria a gente avaliar o ingrediente. Mas aí a gente depende da estrutura, equipamentos que possam fazer esse tipo de avaliação.
Então, essa é uma das limitações que eu vejo hoje da aplicabilidade, mas transformar essa ciência em aplicação prática, porque a gente ainda depende de estrutura que possa fazer esse tipo de avaliação. Então, acho que no contexto aqui do Brasil, por exemplo, a gente usa agora o professor Sten, que está fazendo avaliação também.
Aí é a Europa, Holanda, França, são poucos locais ainda que fazem. Então a gente acaba usando essas estimativas que são de um contexto bem diferente do nosso, dos ingredientes que a gente tem, da composição dos ingredientes que a gente tem. Claro que vai ter um erro, mas não é também um erro muito absurdo. Ainda dá para utilizar e dá para formular. Eu não vejo isso como uma grande limitação, mas o ideal seria que a gente pudesse ter umas avaliações aqui dentro das nossas condições.
Tem um debate muito grande da questão da energia em alguns momentos que o animal regula muito mais seu consumo pela energia digestível do que pela energia líquida da dieta. Porque a energia digestível, o que vai determinar ela é a composição em fibra da dieta. Mas as nossas dietas aqui, basicamente, elas não têm muita fibra. Estou falando para animais crescimento e terminação. Então, eu acho que a energia líquida se aplica bem para determinar.
o desempenho esperado daquele imã utilizando esse sistema de energia.
E, óbvio, eu não me sinto seguro ainda para migrar da energia metabolizável para a energia líquida. Eu não vejo necessidade de migrar de uma forma abrupta. Não, você pode continuar trabalhando com o sistema de energia metabolizável se você se sente seguro com ele. Mas, ao mesmo tempo, você pode ter uma outra plataforma com energia líquida. E você vai trabalhando com os dois até o momento que você se sinta seguro, que o seu resultado está dentro do que você espera a nível de campo.
mas eu não deixaria de migrar gradativamente para um sistema de energia líquida, porque ele é mais eficaz comparado ao sistema de energia metabolizado. Ele considera todos os componentes que você tem na dieta, as macromoléculas, proteína, lipídio, carboidrato, fibras principalmente, que é um aspecto bem importante que está sendo levado em consideração.
Eu concordo contigo, eu acredito que, assim, pelas condições que nós temos hoje, principalmente no Brasil, de gerar informações, resultados de energia líquida, é muito limitado.
Mas quem já puder ir fazendo essa transição, tendo essas duas plataformas, porque em algum momento isso vai virar a chave. E aí, certamente, passa a ser mais preciso, vamos dizer assim. Professor Luciano, falando em preciso, vamos para tratar um pouco sobre exigência nutricional.
E aí, obviamente, nós vamos ter que entrar num tema aqui que você tem uma grande expertise, que é nutrição de precisão. Bem, a grande maioria da nutrição dos suínos hoje, na prática, ainda formulamos pela média. É isso. Mas nós já temos não só resultados de pesquisa.
bem validados, mas a gente já começa a ver algumas tecnologias e alguns conceitos sendo aplicados na prática. Então, na tua opinião, nutrição de precisão é conceito ainda ou já...
tem algumas coisas que já estão sendo aplicadas na prática e como é que você vê essa evolução entre a ciência, o que é gerado de informação, e você aí, tua equipe é uma fonte, do que realmente a gente pode ou já está sendo aplicado? Legal, Vinícius. O primeiro passo que a gente precisa para...
para poder entender esse contexto de nutrição de precisão, as diferentes etapas que a gente tem dentro da nutrição de precisão. Então você tem nutrição de precisão para indivíduos, que é um sonho, que a gente espera que um dia possa se tornar realidade, e é você alimentar cada indivíduo. Mas você tem alimentação também.
que é passível hoje das tecnologias que estão chegando, para categorias, para grupos, seja categoria de peso, seja para sexo. A gente tem exemplos de equipamentos que estão disponíveis, que permitem alimentar por baia.
E a alimentação que é a mais convencional hoje, que foi essa que você mencionou, que aí é para a população, que é a média da população, a resposta média da população não quer dizer que é um indivíduo médio, é a resposta média da população, pensando num grupo, num galpão como um todo. Então, são os três contextos que a gente tem. E todos os contextos, no meu entender, a gente tem que pensar e tem que discutir nutrição de pressão dentro de cada contexto.
Ele vai ter a sua aplicabilidade dentro de cada contexto desses três que eu estou mencionando.
Então, no contexto prático hoje o nosso, vamos falar no sistema convencional, como a nutrição de precisão estaria inserida nesse contexto de população? Eu tenho visto um caso específico de suína e crescimento, que é a fase que eu mais trabalho, crescimento e terminação. Então, a gente tem...
basicamente dois métodos que a gente utiliza para estimar a exigência, que é o dose-resposta e o fatorial. Ambos os métodos são extremamente importantes. Então, se a gente recorre à Trabela Brasileira, recorre ao NRC, a gente vai ter esses dois métodos ali inseridos para você ter esses valores.
Então, dentro da informação que a gente está obtendo, seja de tabela, seja de artigo, a gente não pode esquecer que a exigência, de fato, é uma definição teórica. O que importa para a gente, a nível de campo, é o nível ideal que você quer para otimizar a resposta dos seus animais.
Então, seja lá onde você obter essa informação, você não vai obter um valor de exigência, você vai obter um valor de um nível ideal que você vai aplicar dentro do teu contexto para otimizar a resposta dos teus animais. Pode ser resposta econômica, pode ser resposta associada a alguma característica de qualidade de carne, rendimento de carcaça. Você vai ter N critérios ali que um deles você vai escolher. E esse vai ser o seu nível ideal, mas não vai ser a tua exigência. Porque a exigência é, sim, um contexto teórico.
E aí, conhecendo esse contexto teórico, a gente tenta extrapolar isso por uma condição prática que seria, nesse caso, o nível ideal. E aí a gente tem que entender que nem todo método vai te dar a possibilidade de ter esse nível ideal. Quando você parte para o método fatorial, por exemplo, ele vai te dar um único nível. E esse nível está muito mais associado a aspectos de poção de carne maga, de poção de proteína.
Não necessariamente outros aspectos, como conversão, apesar de que a deposição de proteína, quanto melhor, melhor vai ser a conversão, esse que você espera, quanto mais carne magra, melhor vai ser a conversão dos seus animais. Então, se você otimizar esse critério, você consequentemente otimiza a conversão também.
Mas já o dose-resposta, ele te dá N possibilidades de você ter diferentes níveis, diferentes critérios para você otimizar dentro da tua população. Então, esses aspectos eu acho que é importante quando a gente fala de exigência. E aí, como a gente tem evoluído para obter o valor, seja no método, seja no outro, óbvio que o dose-resposta é oneroso. Você tem que ter diferentes níveis de um nutriente que está sendo avaliado para uma determinada fase.
para você obter a curva resposta e ali aplicar qual vai ser o nível, se vai ser para conversão, se vai ser ganho de peso, se vai ser deposição de proteína. Então ele é um método caro, ele é um método oneroso, e ele está muito associado àquela condição, àquele momento que você avaliou e àquela população.
Contra a partir do fatorial já te dá a possibilidade, te dá mais flexibilidade para aplicar para diferentes condições. Então, aí você tem as tabelas que nos ajudam muito nesse quesito, pelas equações que elas geram, ou pelos modelos de crescimento também, trabalha com método fatorial. Então, são aspectos que a gente tem que ter sempre em mente. O que a gente quer como exigência? O que a gente entende como exigência? O mais importante é exigência ou nível ideal?
Se é um nível ideal, onde eu recorro para conseguir essa informação? Como ela tem sido gerada?
Excelente. Vários insights aqui. Eu estava frente à pergunta que eu te fiz, e pensando no que você está falando, de toda essa questão do que nós temos de ferramental para que realmente pode ser aplicado, a gente vê que é claro que as tecnologias vão ser cada vez mais...
ou estão cada vez mais disponíveis para um sistema de produção. Por exemplo, a sensorização das grandes, sensores. Sensor de peso, ou seja, peso dos animais em tempo real. E aí nós temos o peso até individual de cada indivíduo. Ótimo, isso é uma baita informação.
Mas como é que a gente traz essa informação para a nutrição de precisão, onde realmente a gente quer chegar, que é o que você falou, é o indivíduo, tratar o indivíduo, ser exato. Exato não, mas próximo do exato. Ou seja, esse animal, nós temos o peso real dele dia a dia, então nós conseguimos estimar uma curva muito mais precisa de crescimento, consequentemente fazemos uma curva de consumo.
A questão depois é como eu vou oferecer de forma individual o consumo para cada animal. Então, é óbvio que eu estou querendo chegar no melhor dos mundos, foi o que você falou, esse é o melhor dos mundos, que aí nós conseguimos de fato...
acompanhar o crescimento de cada indivíduo e aplicar uma curva de consumo, um programa de arraçoamento ideal para aquele desenvolvimento que a gente quer, que é o que você falou que é o nível ideal, e não as exigências dos animais, concordo contigo. E aí entram outros pontos, mas... Como nós fizemos...
que aí depende muito do indivíduo, que eu acho que a sensorização dentro das gramas vai ajudar também, que é a questão se o animal não está consumindo, se ele está com a tosse, ou se ele está, enfim, passando por algum desafio, esses sensores podem nos sinalizar. Mas esse é um outro ponto que eu quero tratar aqui contigo na próxima etapa. Mas ainda dentro disso...
Na tua opinião, como é que está, em que pé você acha que está o que nós temos hoje de informação de nutrição de precisão e o que a gente consegue aplicar? Nós vemos algumas tecnologias já, cada vez mais empresas, a gente tem que conversar, por exemplo, com algumas startups que têm disponibilizado tecnologias.
Mas eu vou até melhorar a pergunta. Não agora, agora, mas assim, o que você acha para os próximos anos, 5 anos, em relação, não vou ser muito à frente, não, 10, 15 anos, mas os próximos 5 anos. Daqui 5 anos, como é que nós vamos estar em nutrição de precisão dentro das granjas, na sua opinião? Beleza.
Eu acho assim, na minha opinião, dois aspectos que eu acho que é importante, a gente está com muitas possibilidades, bem como você comentou, mas para nós, como nutricionistas, o que importa? Consumo e peso. São as duas informações que a gente precisa para formular as dietas. Consumo e peso. As duas informações são importantes.
Então, as tecnologias, ao meu entender, seja para indivíduo, seja para grupo, seja para baia, seja para o que for, para nós, para nós conseguir colocar na prática a nutrição de precisão, nós precisamos dessas duas informações. Estou falando nutrição de precisão em tempo real, seja para lote, para indivíduo. Então, no caso do peso, eu acho que isso não vai, já está acontecendo. A grande tecnologia que a gente tem hoje, rápida e talvez a mais barata, é a imagem.
A partir da imagem você conseguir estimar o peso do animal e até mesmo a composição corporal. Tenho visto grupos, inclusive, de brasileiros, o João Doria, o Guilherme Rosa, que trabalham nos Estados Unidos, que têm desenvolvido tecnologia e algoritmos para fazer a estimativa do peso da composição corporal dos suínos, em tempo real. Então, isso vai ser uma informação fantástica que a gente logo vai ter. Agora, o consumo...
Eu acho que ainda a gente está patinando, está tendo um pouco de dificuldade de desenvolver uma tecnologia para fazer a estimativa do consumo. O que a gente tem ainda é passível de ser aplicado, é consumo com células, os silos. E você vai ter a quantidade de ração que está saindo para aquele lote, mas não especificamente para baia ou para indivíduos. Apesar de que também tem alguns equipamentos que a Gila especificamente já desenvolve, que você consegue ter uma estimativa de consumo por baia.
Isso eu acho que é um grande avanço que a gente vai ter, né? Embora um pouco mais difícil no consumo, mas eu acredito que vai acontecer também. E aí, a partir dessa informação, a gente vai conseguir ter... Vai sair um pouco do achismo de formular nossa dieta, né, Vinícius? Mas com base em informações reais mesmo que a gente está coletando daqueles nossos animais, né? De consumo e de peso, que eu acho que são as duas entradas que a gente precisa para formular nossas dietas, né?
Claro que são informações empíricas, né? Acho que a questão que você coloca, a gente está com N informações, né? Peso, consumo, o animal está tossindo, que são outros aspectos associados, se ele está desafiado ou não, né?
É uma pergunta que eu vejo, que às vezes se discute bastante, até teve um artigo que foi publicado há uns três anos, e aí todo esse conhecimento que a gente gerou para estudar metabolismo, estudar fisiologia, estudar digestibilidade, estudar a eficiência da utilização do nutriente, o que vai acontecer com isso? A gente vai partir de uma parte mais empírica e vai esquecer tudo isso que gerou?
Não, eu acho que não. A gente ainda precisa entender melhor o que acontece dentro do animal. Essas informações empíricas de consumo, que são importantes, peso para formular a dieta, elas não vão nos dar toda a resposta. A gente ainda vai ter que ter essa parte mais mecanicista, metabólica ainda. A gente precisa ter isso, a gente vai depender disso para formular a nossa dieta. Ah, eu sei que o animal ganha um quilo.
Óbvio que esse 1kg é o resultado final, mas como é que ele chegou até esse 1kg? Qual foi a eficiência que ele utilizou a proteína, a energia para chegar nesse 1kg? Isso foi afetado pelo quê?
pela condição que ele está sendo manejado, pela temperatura, e que impacto isso teve nisso. Então, o que vai acontecer, ao meu entender, a gente vai ter dois aspectos, o que a gente chama de caixa preta, essas informações que são coletadas a campo, empíricas, por sensores, e o nosso sistema ali dentro. Que a gente vai ter que achar uma forma de fazer com que eles trabalhem junto. Aí a gente vai ter uma nutrição precisa mesmo, com essas informações que eles têm, que vai gerar.
Porque você dá uma determinada dieta, você espera que o animal, que é o causal, você espera que ele vai ganhar um quilo. Aí ele não ganhou um quilo, ele ganhou 900 gramas. O que está errado? Por que ele não ganhou um quilo? Ou ele tem um potencial para ganhar um quilo, com aquela dieta ele não ganha. Então, já...
é um ajuste que não vai depender só da coleta, do peso e do consumo, é um ajuste que está associado à resposta do animal. Começa a ficar legal a situação, esse conjunto. Eu acho que nunca vai se perder a ciência nesse aspecto. Havia alguns comentários comentando acerca disso. Então agora nós temos aí, Matini Learning, Deep Learning, Inteligência Artificial, não vamos mais precisar de nutricionista, não vamos precisar mais de pesquisador, não. Vai continuar precisando e cada vez mais.
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Até porque, por exemplo, quando você fala assim, poxa, nós formulamos uma dieta para 1 quilo e ganha 900, não é que você ganha 900, às vezes você ganha 950, mas dentro do lote você tem indivíduos de 1 e 100 e de 800. Então, ou seja, o input que você deu, o output é diferente. Então, o que acontece nesse processo em cada indivíduo? Isso é pura biologia. Por isso que eu concordo contigo, nós temos que entender. Eu estava...
A gente está trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia para frango, estudando o metabolismo de frango de corte de suínos ao mesmo tempo. Claro que a nossa praia é muito mais suínos, né? Mas tentando entender, por exemplo, nos frangos já chegamos num limite, por exemplo, que molécula que nós podemos desenvolver para melhorar a eficiência alimentar. Chegou no topo, por exemplo, um inibidor de miostatina. Chegou no topo, porque eles usaram isso para o melhoramento genético.
Então, como que a gente pode pensar? Tem que necessariamente, eles chegaram tão no topo que aí nós temos problemas nas miopatias, em frango, né? É como distribuir melhor esses nutrientes ou essa energia para ser eficiente. Por exemplo, não exigindo tanto ou deixando, por exemplo, o sistema imune mais resiliente ou mais resistente, né? Mais preparado para isso. Porque...
roubou-se tanto nutriente para poder ter eficiência alimentar, músculo, e esquecemos que o metabolismo basal precisa, e aí deixa o indivíduo mais limitado. No caso dos suínos, nós não estamos tão limitados como o frango. Mas dentro disso, aí a gente colocando a questão, então, porque até então vamos trabalhar, trabalhamos nutrição.
a dieta propriamente dita, o ser de proteína ideal, energia líquida, a questão da nutrição de precisão, mas nós sabemos que a biologia suína dentro de um...
de rebanho, ela se comporta de uma forma variável e depende dos processos externos que acontecem ali, que são os desafios. E dentro disso, professor Luciano, a gente nos últimos anos tem trabalhado, tem avançado na relação da nutrição com a sanidade.
desafios sanitários, desafios ambientais, melhor dizendo, e nós temos aprendido muita coisa com isso, essa relação da nutrição com a imunidade, nutrição com a sanidade, acho que não só a espécie suína, todas as espécies têm aproximado e nós temos conseguido ter ótimos resultados nesse sentido. Acho que é essencial você trabalhar, por exemplo, no sistema de produção, o nutricionista mais o sanitarista.
Bem, então, isso nós estamos falando de desafios ambientais, seja ele do ambiente, provavelmente dito, exemplo, estresse por calor, seja ele de desafios sanitários. Você tem feito, gerado resultados fantásticos nesse sentido, propriamente dito, da relação nutricional. Eu tenho trabalhado a questão de saúde intestinal, mas nem tanta nutrição como você tem trabalhado, né?
E aí dentro disso, que eu queria abordar contigo, por exemplo, em estresse por calor, o que é que nós estamos fazendo errado na nutrição em condições de calor? Será que a quantidade de informação que nós já temos, o que é que nós estamos errando ainda? Por exemplo, nós estamos...
entendemos alguns conceitos que devemos trabalhar, alguns conceitos nutricionais que devemos trabalhar à frente ao estresse por calor, estamos aplicando corretamente, ou estamos tentando, muitas vezes, via nutrição, mitigar os efeitos negativos de estresse por calor sem muito sucesso. O que você vê? Essa relação nutrição e estresse por calor, pensando no Brasil como um país tropical. Sim, sim.
É, o desafio ambiental e o desafio sanitário são contextos que nos desafiam também, porque aí a nossa nutrição de precisão, a nossa formulação, ela já passa a ser uma receita específica para aquela condição que você está criando os seus animais. Mas mais especificamente o desafio ambiental, que é o estresse por calor.
O que eu tenho visto, o que a gente tem feito e tem feito muito bem, baixar o nível de proteína na dieta, para não ficar tanto o incremento em calórico associado à digestão e metabolismo da proteína, e com a suplementação de aminoácidos a gente tem conseguido sucesso em fazer essa redução. Acho que já é prática, usual, que a gente tem feito.
Mas uma coisa que eu vejo, que não é recente, né? Algumas vezes a gente acaba fazendo, é aumentar um pouco o óleo da dieta, né?
para o objetivo de melhorar o incremento calórico da dieta. Mas a gente esquece que o animal, numa situação de estresse por calor, ele muda o metabolismo dele, principalmente o metabolismo lipídico. É como se fosse uma preservação da espécie. Não sei se você vai me entender nesse contexto. A espécie precisa evoluir, ela precisa preservar. E o que ela preserva? Energia.
o animal vai manter a energia retida, ele não vai mobilizar o lipídio dele. E o lipídio que ele está ingerindo, ele vai direcionar para essa energia que está lá retida. É um mecanismo de preservação da espécie. Então, o óleo em si, ele não traz benefício para uma situação de estresse com o calor.
Então, às vezes a gente formula com esse intuito, entendendo o conceito de energia líquida, que o óleo melhora o incremento. Mas em uma situação de estresse por calor, o resultado já é um pouco diferente. Você vai ver carcaça mais gorda, com maior deposição de gordura, né? Porque você também está baixando a proteína, está sobrando mais carboidratos. Carboidrato também pode ser convertido em gordura, né? Então, ajuste que ainda a gente precisa entender melhor o que a gente faz com o óleo em uma situação de estresse por calor, né?
E aí, claro, tem outros nutrientes que a gente ainda tem dúvida, não especificamente proteína, mas vamos falar de minerais. Vitaminas também é bem importante, que a gente pode suplementar, pode trazer um benefício interessante, vitamina E.
Mas ainda a gente tem dúvida na relação calcifósforo no verão, qual a relação ideal que a gente poderia aplicar. Porque o animal baixo consumo e, consequentemente, vai baixar a ingestão desses minerais. Então não é só aminoácido, não é só energia, é um conjunto de nutrientes que são importantes, que ainda a gente precisa explorar melhor, qual seria a melhor dieta para essa condição.
Mas óbvio que isso tudo é na perspectiva de atenuar. A melhor condição seria a gente poder climatizar o galpão, resolveria tudo. Mas a gente sabe que isso não é uma realidade que a gente consegue. Algumas unidades a gente consegue. Maternidade a gente tem que conseguir, a gestação. Mas crescimento e terminação não são todos os galpões ainda que a gente tem essa condição. Então a nutrição vai estar ali para tentar, de certa forma, atenuar. Não vai resolver tudo, mas ela vai...
atenuar de certa forma. Mas o que eu tenho visto, claro que quando a gente fala de estresse por calor e você trabalha bastante com essa questão de sanidade, de saúde intestinal, o estresse por calor compromete também a saúde intestinal. Porque ele, de certa forma, as tag junctions lá, as junções firmes, elas acabam sendo comprometidas dentro do epitel intestinal. Então você tem uma maior permeabilidade que está associada ao estresse por calor. E aí entra a entrada de toxinas.
bactérias, agentes patogênicos, que acabam gerando um processo de ativação da resposta imune e um processo inflamatório. Então, é um efeito indireto causado pelo estresse por calor. E aí já é outro contexto. Aí você não está especificamente formulando por estresse por calor. Você está formulando porque o estresse por calor, dependendo da magnitude dele, ele vai gerar esse processo inflamatório.
Mas aí você tem que entender qual é a magnitude, qual é o tempo que isso pode acontecer. Então, não é com 27, 28 graus, são temperaturas mais elevadas, 30, 35 graus. Isso, e um tempo de exposição um pouco maior a essa temperatura. A gente tem muito trabalho de estresse com o calor, numa condição constante. Até vi um trabalho...
do David Reinaldo, que eu achei super interessante, ele já estuda a resposta adaptativa do animal no estresse cíclico. Você não tem um mês de calor, você tem uma semana quente, a outra já está um pouco mais amena. Então, aquele estresse cíclico, como seria uma dieta para esse tipo de animal? Achei interessante essa abordagem deles, de estudar o estresse cíclico.
e como a dieta, como a nutrição poderia ser empregada dentro desse contexto. O estresse constante é uma situação extrema, você deixa 30 dias o animal, 35 graus, então aí obviamente que você vai observar.
comprometimento de permeabilidade intestinal, e a tua dieta já tem que ser ajustada para... Falando só de nutrientes, não de aditivos, né? Já deu alguns nutrientes funcionais, né? Que vão auxiliar nesse processo, né? E óbvio que aí você tem um grande aparato de aditivos que são bem importantes para esse processo também. Mas aí você tem que saber quando você vai aplicar isso. Se a tua condição é um estresse por calor longo, né? É alto ou ele é mais cíclico, né?
No caso do ciclo, eu acho que ainda a gente tem pouca informação, viu, Vinícius? De como a nutrição poderia ser aplicada. Interessante isso que você comentou em relação ao calor, porque a gente gerou muito resultado de pesquisa com temperaturas constantes por muito tempo. E isso não acontece em lugar nenhum do mundo.
Então, eu acho que o cíclico dentro de um dia é importante, porque ele é cíclico dentro de um dia, ele não tem 35 graus durante o dia todo, e ele é cíclico durante o sistema de produção. Então, vamos imaginar, na prática, o que acontece é o seguinte, é o cíclico durante o dia e ele não vai se manter por...
Por exemplo, toda a fase de crescimento e terminação é constante, ele faz ciclos durante a fase. Exemplo, uma onda de calor durante 15 dias na fase de crescimento e terminação. Eu acho que esse tipo de informação que a gente precisa de geral para entender. Mas, bem, indo para o outro tópico em relação a desafio.
além do estresse por calor, a gente tem gerado muitas dúvidas e também, graças a Deus, agora mais informação, em relação à nutrição e desafio sanitário. Primeiro, eu queria te perguntar, professor Luciano.
Existe um custo nutricional? Nós sabemos que existe, mas na tua visão, os resultados que você tem gerado. Existe um custo nutricional de uma doença? Qual que é esse custo nutricional? Não estou dizendo em termos de valor econômico, mas em termos nutricional. Qual que é o custo nutricional de uma doença?
Excelente ponto. É uma área que eu acho super interessante e eu gostaria, talvez, de um dia que a gente pudesse monetarizar isso. Mas confesso para você que é bem complexo. Você estava discutindo anteriormente quanto custa para a gente melhorar a resiliência, a robustez dos animais de forma geral. Isso está muito associado a quanto a gente tem que investir na...
na resposta inata, que é aquela que o animal, quando precisa ativar, é um custo muito elevado. Isso tem um investimento alto, principalmente quando a gente fala leitão pós-desmame, então você tem que estar com aquele animal preparado, porque ele vai inevitavelmente passar por aquela situação de baixo consumo nos dois, três primeiros dias.
E isso é interessante, até fazendo um paralelo aqui, porque não é todos os animais que têm baixo consumo. O que você observa são os animais mais leves, que têm mais baixo consumo. Os animais mais pesados, você observa que eles consomem melhor. Eu até estava lendo uma revisão sobre isso hoje, estratégias para leitões recém-desmamados. E aí o Blusk, que é um australiano, o John Blusk, que trabalha muito com isso.
ele destaca muito esses leitões leves, são ali que está o nosso problema, que eles não comem. E aí a gente precisa buscar desenvolver estratégias para melhorar a resposta inata, que está muito associada à área que você vem trabalhando, que é o microbiota, saúde intestinal de forma geral. Mas isso tem um custo. Mas talvez o custo pode ser maior se você não tiver isso preparado.
Não estou dizendo que só a resposta inata, adaptativa também, né? Imunoglobulina, linfose, tudo isso é importante, né? Mas a primeira barreira que a gente tem em nível intestinal é a mucosa, né? E essa que eu diria que é a inata, né? Que é importante a gente desenvolver no nosso leitão, seja por probiótico, prebiótico, aminoácido funcional, trionina, seja lá o que for, essa é importante, mas ela tem um custo, bem como você fala, é um custo.
Mas talvez o custo pode ser mais caro se você não prevenir e não tiver ela ali, né?
Então isso que seria, por exemplo, a morte no leitão, aí você perdeu tudo, você não tem mais nada, no caso mais extremo. Mas falando mais do ponto de vista metabólico, quanto custa o desafio, a ativação do sistema imune?
Ele custa tanto do ponto de vista energético, óbvio que custa, só que energia eu acho mais difícil de a gente resolver isso, porque o custo energético que a gente tem está muito associado à parte inicial do uso da glicose para gerar ATP, que é o processo da glicólise, que é a primeira etapa que a gente tem. Ali você vai ver um fluxo muito grande do animal degradando essa glicose.
para gerar principalmente nucleotídeos, precursores importantes, para ter a proliferação dos componentes da resposta imune. Isso acontece em uma magnitude tão alta que o animal precisa de glicose chegando ali. Essa glicose vem de onde? Ela vem da proteína, da massa muscular. Então ele degrada uma quantidade grande de proteína para gerar essa glicose. Porque ele já não está consumindo praticamente muita coisa.
e o lipídio ele já não usa muito, então ele precisa mesmo de glicose, glicose, desculpa, e aí ele acaba gerando essa glicose a partir da glicose do tecido muscular, que consequentemente isso vai ser convertido em lactato, que não necessariamente gera ATP.
está muito associado a uma deficiência de oxigênio que ele está nesse momento, né, passando ali, e ele não consegue fechar todo o ciclo, e pela necessidade também desses precursores intermediários. Então o custo de energia já é um processo mais difícil da gente conseguir resolver. Mas a degradação da proteína muscular, né, a gente pode resolver isso com a suplementação de alguns aminoácidos que atenuntam desse processo, né, que seriam os aminoácidos funcionais, né, trionina...
resposta inata, mucosa intestinal, metionina, capacidade antioxidante. Todo processo inflamatório gera espécie reativa de oxigênio. E metionina é muito utilizada para produzir glutationa, que é um excelente antioxidante. E aí depois tem o triptofano, que é um imunossupressor, que dá uma amenizada nesse processo inflamatório. Mas do ponto de vista...
proteína, aminoácidos, claro, que daí tem vitaminas também, que tem capacidade de antioxidante, né? Mas, de forma geral, respondendo a tua pergunta, o nosso custo muito alto é proteína. Dependendo da situação, animal degrada, 20% da proteína que ele tem, principalmente na fase aguda, mas isso persiste ainda para a fase crônica, né? Energia mais associada à questão aguda mesmo, né? Que ele tem uma glicólise muito acelerada.
para poder atender principalmente esses precursores. Mas é difícil quantificar, né? Quanto de proteína você tem que aumentar? É, primeiro nós temos que entender quais são esses custos nutricionais.
Entender a dinâmica metabólica que ocorre frente a essa demanda, seja do sistema imune, seja para reparar os tecidos, porque, por exemplo, o teu modelo de desafio por salmonela, se a gente for pensar, não é simplesmente uma resposta imune, porque tem danos na mucosa e ela tem que ser reparada.
então primeiro a opção de entender essa dinâmica para depois construir ou paralelamente, mas eu acho que ainda precisamos de validar muita coisa, e aí sim construir modelos matemáticos para poder estimar realmente o custo, eu acho que realmente precisamos de mais informações, mas pelo menos, professor, nós estamos no caminho.
Se a gente for pensar 10 anos atrás, nós não tínhamos muitos resultados ou muita informação nesse sentido. E cada vez mais a nutrição deixou de ser uma nutrição clássica para ser uma nutrição muito mais próxima da relação nutrição-saúde, vamos dizer assim. Então cada vez ampliou ainda mais os conceitos.
Bem, eu acho que se deixasse aqui, eu teria um último tópico, que seria a questão do custo, mas eu acho que aí você já nos deixou muita bola quicando para um próximo bate-papo. E aí eu queria fazer um convite para vocês, pessoal. Nesse próximo bate-papo nós vamos ter uma oportunidade, até, professor Luciano, essa semana mesmo eu tive um bate-papo com o professor Caron.
E o professor Caron também vai estar no CIMES desse ano. O pessoal do Suinocast nos deixou aqui um espaço para podermos divulgar. E eu fiz a mesma coisa e vou fazer aqui com o professor Luciano. O professor Luciano vai estar no CIMES esse ano também, mais uma vez, sempre contribuindo com a gente. O CIMES é um grande evento que acontece em Lágua, só que esse evento vai ser mais especial ainda que ele vai ser dentro da SBZ.
O tema da palestra do professor Luciano é da ciência prática, construindo uma nutrição mais precisa para suínos. Então ali ele vai destrinchar informações, resultados de pesquisa. Eu gostaria de fazer um convite aí para você que está ouvindo. Confere a programação do CIMES, entra no site sbz.org.br, entra na programação do CIMES, porque tem vários exemplos lá, o CIMES é apenas um evento dentro da SBZ. Confira lá a programação, faz a inscrição, acho que vai ser uma grande oportunidade.
E, professor Luciano, acho que nosso bate-papo aqui poderia levar uma série de suinocasts, a quantidade de informação que você tem e a relevância do tema. Nós abrimos muito o tema. Então, nós tratamos de proteína ideal, energia líquida, o que realmente é ciência e achismo, a nutrição de precisão tão importante, cada dia nós estamos avançando mais para a prática.
E por último, a questão dos desafios, seja eles ambientais ou sanitários. Para quem não conhece as pesquisas do professor Luciano, convido a participar, a poder se engajar mais, sempre estar lá nas redes sociais com o LabSui. Muito resultado, bastante interessante, tem contribuído bastante com a gente. Para a gente finalizar, professor, eu gostaria de fazer uma pergunta mais de cunho pessoal. Eu sei que você é um grande estudioso, mas não só da nutrição, né?
também gosta de ler. E eu gostaria que você compartilhasse com a gente um ou dois livros de destaque que você tem para compartilhar com a gente. Muito bem. Inicialmente agradeço e parabenizo a iniciativa de organizar o CIMES. Então também faço convite para todos. É um dos eventos muito interessantes na parte de nutrição de suínos. Talvez um dos únicos eventos que a gente tem de nutrição de suínos.
especificamente de nutrição de suínos. A gente tem vários eventos mais específicos de nutrição, o SIMS, que tem sido organizado vários anos pelo professor Vinícius. Bom, de livro, um livro que eu li recentemente, então eu sempre tento mesclar entre um livro...
que me ajude a melhorar como pessoa, como gestor, como formador de pessoas, gerador de conhecimento. Então, a gente tem uma responsabilidade muito grande, principalmente para gerar pessoas. A gente precisa otimizar o nosso tempo. Um livro que eu li recentemente e achei bem interessante, é Pensamento Eficaz, Shani Periche. É um livro bem interessante nesse sentido, de poder organizar.
as nossas atividades, seja pessoais, seja profissional. Então, sugiro aí, quem tiver interesse, super recomendo. Ele chama Pensamento Eficaz? Pensamento Eficaz. Bem interessante, Vinícius. É um outro que eu li, que eu achei interessante, mas é mais uma biografia, de Charles Darwin. Não me recordo do autor, mas...
Quem tiver interesse, simplesmente procura a biografia de Charles Darwin. Achei bem interessante, não só contra a evolução, a adaptação das espécies, mas a história da vida dele.
que foi uma vida muito desafiadora, ele passou por vários obstáculos e acabou sendo reconhecido só de grande magnitude depois que ele faleceu. Então, para mim, é um pesquisador fantástico. Tem muita coisa interessante nesse livro, quem tiver interesse aí, que a nossa vida é feita para resolver.
de problemas, situações distintas que a gente enfrenta, e ele passou por várias e conseguiu gerar informações, conhecimento muito interessante. Não é só o resultado da história que o indivíduo gerou, mas a história do indivíduo em si, né? Sim.
A gente fica sabendo muito do que, ah, o fulano fez isso, o resultado foi isso e tal, mas o que era a história desse indivíduo? A pessoa dele, o que tinha por trás da história, do conhecimento que ele gerou.
Exatamente. Professor Luciano, muito obrigado por compartilhar o teu conhecimento em nutrição. Como eu disse, eu tenho o prazer de poder ter esse bate-papo contigo aqui, fazer esse bate-papo contigo, porque é uma honra para mim, eu sei que isso é uma das referências.
e o mercado reconhece isso. Obrigado por compartilhar teu conhecimento em nutrição, obrigado por compartilhar as indicações de livro, espero te ver aqui mais outras vezes, para a gente fazer outros bate-papos, compartilhar os seus resultados de pesquisa, que são dinâmicos, e a gente se vê lá no CIMES, dia 28 e 29 de julho, você lá ministrando a palestra, então.
Muito bem, convido também novamente a todos, que vai estar muito interessante. Foi um imenso prazer poder bater um papo com você, Vinícius. Muito obrigado aí pela sua Unicast, por essa oportunidade de compartilhar conhecimento, compartilhar experiência, né? Na verdade, a nossa vida é feita disso, né? Compartilhar, né? Quanto mais a gente poder compartilhar e ajudar as pessoas, eu acho que melhor a gente vai crescer como ser humano, né? Muito obrigado, foi uma tarde muito proveitosa, muito bom.
Obrigado, professor Luciano. Pessoal, espero que gostem. Até a próxima edição do Swinocast.
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