Perdi Tudo Para Me Encontrar: O Que Significa Felicidade Para Mim
- Identidade e Autenticidade· SociedadeIdentidade trans·Comunidade LGBT·Posicionamento político
- Trabalho vs Prazer· SociedadeFelicidade e saúde mental·Dinheiro não traz felicidade·Privilégio de investir em saúde mental
- Aceitação do que não se pode controlar· SociedadeAutoconhecimento·Aceitação de vulnerabilidades·Relacionamento consigo mesma
- Pensamentos intrusivos· SociedadeAutossabotagem·Crises de ansiedade·Evitar trabalho
Eu tô falida, mas também eu reconheci que essa é a melhor fase que minha saúde mental já esteve. O dinheiro não me trouxe a felicidade como eu achei que iria trazer, mas também a ausência dele não trouxe a angústia que eu achei que fosse a única realidade na minha vida. Oi, eu me chamo Briana Nasck e esse é mais um episódio do Brisa da Bri, o podcast onde a gente conversa sobre coisas que estão passando na minha mente, sem todas as técnicas de neurociência para que você fique iniciado.
Se essa mensagem se conectar com você, maravilhoso. Senão, eu te desejo um excelente dia, noite ou tarde. Eu cheguei à conclusão que eu estou falida, falida mesmo, sabe? No sentido de fali, fali mesmo. Minhas fontes de renda não são definitivamente nada do que foram durante o pico da minha carreira. O meu conteúdo e o meu posicionamento online não tem nada a ver com aquilo que me fez ter sucesso. E essa reflexão me colocou num espaço aonde eu pude entender que eu tô muito bem mesmo falida.
Eu tive um pico na minha carreira alguns anos atrás. Quando eu falo com pico na minha carreira, era vídeos viralizados, muitas solicitações de trabalho, ao ponto de eu ter que recusar trabalhos, eu poder aumentar o meu orçamento para valores que eu nunca achei que fosse possível eu tá recebendo. E eu falo isso para vocês de uma pessoa que cresceu pobre, com uma mãe professora, e eu com um único trabalho receber 5 anos, 10 anos do que ela levaria para receber trabalhando.
E isso é muito louco de se imaginar. O meu dinheiro não se acabou com drogas, por mais que eu acho que poderia ter sido uma história mais dramática. Eu nunca fui, eu nunca fui uma pessoa viciada em nenhum tipo de entorpecentes. Meus investimentos, eu acho que foi de uma seguridade. Eu investi na minha casa, eu investi no meu trabalho, eu investi no conforto da minha própria casinha, comprando computador, comprando cama, comprando boas experiências, boas comidas.
Mas o dinheiro foi embora e não entrou novos dinheiros da mesma forma que tava entrando. E eu também mudei o meu conteúdo. Mas um ponto que eu tinha entrou assim, se encaixou na minha mente, eu pude reconhecer, é que durante o período aonde eu tava vivendo o meu auge da minha carreira profissional Também era o período aonde a minha saúde mental estava na sua pior fase. E aí a gente vai entrar num ponto que eu quero discernir aqui, que é bastante relevante a gente pontuar antes de eu continuar a te contar.
Dinheiro não traz felicidade. Isso não significa que dinheiro não traga conforto, dinheiro não traga um teto, dinheiro não traga comida, dinheiro não te traga acesso. Vamos pontuar isso: dinheiro pode não te trazer a felicidade, mas ele te permite buscar ela. E durante o período aonde eu tinha mais dinheiro, durante o período onde eu tinha mais sucesso profissional, eu fui buscar essa felicidade, tentar entender o que era isso.
Eu fazia terapia duas vezes por semana, eu Tava em tratamento com psiquiatra, tomando 4 remédios, gastando R$1.500 por mês apenas com medicação. E eu me lembro, durante esse período, de sentir o quão privilegiada eu era por poder estar investindo esse tipo de dinheiro. Se tiver alguns cortes durante o nosso episódio, aguenta. É porque provavelmente eu tive que pausar pra dar um espirrão. Porque período de alergias... Tá babado.
Mas como eu disse pra vocês, eu reconheci o tamanho do privilégio que eu tinha de poder investir na minha própria saúde mental. Um valor que quando eu trabalhava no mercado de trabalho formal, quando eu era vendedora, quando eu trabalhava com vendas, eu tinha que trabalhar 30 dias pra conseguir tá ganhando, às vezes menos do que isso. Hoje, naquele momento, eu tava investindo pra cuidar da minha saúde mental. E mesmo assim eu ainda tava muito triste.
Eu tava muito triste porque eu vivi a minha vida toda achando que eu só não era feliz porque eu não tinha acesso. Eu só era— não era feliz porque eu não conseguia viajar. Eu só não era feliz porque eu não conseguia ter. Eu só não era feliz porque eu não tinha dinheiro. Eu só não era feliz porque eu não tinha viagens. Eu só não era feliz porque eu não conseguia comer coisas gostosas, só não era feliz porque eu não tinha os meus peitos.
Eu sempre colocava o não era feliz por, e o dinheiro sempre foi um dos grandes tópicos dessa minha vida. Porque afinal, quando você tá lutando para tentar sobreviver, para pagar as contas básicas da sua vida, você realmente acredita que a paz e a felicidade vai vir quando isso não for mais uma preocupação. Né? Eu cresci dentro de uma casa aonde a minha mãe era uma pessoa que viveu na pobreza extrema. Ela, quando criança, precisava recorrer até o ribeirão próximo da casa dela pra ver se tava crescendo alguma abóbora pra que ela pudesse levar pra casa e ter alguma coisa diferente.
Os pedacinhos de carne eram eventos, assim, espetaculares. E era apenas um pedacinho pra cada um dos irmãos. Isso quando os irmãos delas não a torturava com barata e ela tinha que dar o pequeno pedaço de carne dela. Então a minha mãe, ela sempre se preocupou em: vamos ter, mesmo se tiver endividada, porque eu prefiro estar endividada do que não ter. No sentido principalmente de comida. Então vamos comer, vamos tentar comer, vamos fazer o que precisa de fazer.
Mas sempre teve esse processo de escassez. Sempre teve essas preocupações em relação a contas. Eu me lembro de ter que mentir quando ligavam cobrando por causa de alguma dívida que minha mãe tinha, seja no cartão de crédito, seja de empréstimo. Sempre tinha alguma coisa diferente. Inclusive, quando ela morreu, morreu devendo também. E isso sempre entrou muito fundo dentro do meu coração. Eu não tenho nenhuma dívida absurda, a não ser a minha dívida do cartão mensal que me mantém.
Mas eu não tô devendo no sentido de não tô pagando ou coisas do tipo. Eu sempre tive muito medo disso, eu sempre tive muito medo de ter o nome sujo, que era algo que eu via minha mãe lutando tanto pra conseguir se livrar. E quando eu comecei a fazer dinheiro, eu falei, caraca, É agora, finalmente eu vou ser feliz, chegou o meu momento, agora eu vou fazer, ai, agora eu vou viver, agora eu vou, nossa, vai ser tudo. E eu tenho que dizer que eu tive muitos momentos de felicidade providos por causas do dinheiro, isso sem dúvida alguma.
Eu não vou ser loucona em dizer, ai, o dinheiro não me trouxe nenhum momento de felicidade. Mas ele não conseguiu me fazer ser uma pessoa feliz. Os momentos de felicidade logo eram substituídos pelo padrão que era de profunda depressão, de profunda angústia. Porque quando eu tive dinheiro e eu continuei triste, eu fui confrontada pela pior coisa possível, entender que não necessariamente a angústia que eu sentia era porque faltava algo, mas era porque algo não estava certo dentro de mim.
Tinha algo que precisava de ser ajustado dentro da minha mente. E isso me deixou, gente, desesperada. Inclusive, chego à conclusão que eu fali por um processo de autossabotagem, aonde eu me convenci que era melhor estar me preocupando em fazer dinheiro do que me preocupando em o que me faz feliz. Cara, isso foi um círculo que se fechou na minha vida porque eu lembrei do meu período da adolescência e da infância, quando eu tava no ensino fundamental, quando eu tava no ensino médio.
Eu tinha essa coisa na minha cabeça aonde eu não queria estudar para prova Porque se eu estudasse para prova e eu fosse mal, iria ser que eu fosse burra. Então, se eu for burra, acabou a minha vida, eu ia virar mendiga. Então eu não estudava para prova porque se eu fosse mal na prova era porque eu não estudei, não porque eu era burra e iria virar mendiga. Olha que raciocínio louco! E eu cheguei à conclusão que num processo de autossabotagem, assim como eu tinha na minha adolescência, nesse processo de deturpação dos fatores e da realidade e das perspectivas.
Porque eu poderia olhar: estudei, fui mal, significa que eu tenho que estudar de forma diferente. Mas essas ferramentas não me foram oferecidas, eu não tive acesso a ferramentas de como estudar, a de como pensar, como organizar os meus pensamentos. E agora eu tô tendo que descobrir isso por mim mesma. Eu estou tendo que descobrir com quais ferramentas eu consigo ter e eu preciso ter para conseguir viver de forma funcional e bem.
Então muitas vezes a gente vai passar pelo processo de testar, errar e aprender. E eu acho que essa foi a maior experiência que eu tive na minha vida de passar, errar e aprender. Eu entrei num processo de autossabotagem aonde eu não fazia os conteúdos que eu sabia que iriam continuar me permitindo conseguir acesso a trabalhos. Eu evitei responder emails profissionais Porque eu comecei a ter crises de ansiedade no pensamento de que eu iria estar tendo que trabalhar, estar tendo que comunicar com aquelas pessoas.
Eu entrei num processo de me causar uma dor, de me machucar, né, nesse caso profissionalmente, monetariamente, para que eu parasse de pensar na minha questão interna. E isso me remete também aos anos que eu tive com uma prática de acabar ferindo a eu mesma, aonde de certa forma o ferir eu mesma era uma fuga da angústia que a minha mente me apresentava. Quando eu me feria, os meus pensamentos cessavam. E durante aquele processo, eu não me preocupava mais com aquela questão que me causava tanta angústia, que durante a minha adolescência, durante minha infância, era a questão da minha identidade, era a questão da minha orientação sexual, que eu achava que eu iria para o inferno, que eu achava que eu não teria um futuro se eu aceitasse esse meu lado, que eu achava que era o demônio me convencendo a gostar de homens grandes, peludos e suculentos, que eu achava que a única forma de viver que iria sobrar para mim era estando na rua, vivendo nas margens, tendo que me prostituir.
E isso tudo me aterrorizava, me aterrorizava ao ponto Que eu preferia marcar a minha carne do que confrontar estes pensamentos, do que entender o que tava acontecendo ali. Mas novamente, eu quero ser carinhosa com a Briana no passado. Ela não tinha as ferramentas necessárias, ela não tinha base para conseguir lidar com esses confrontamentos, com esses pensamentos e com esses processos. Ela tava perdida. Sem referência nenhuma, sem ferramenta alguma e completamente sozinha, lidando com uma guerra interna que eu não desejo a ninguém.
Mas a Briana passou por isso. A Briana nasceu, cresceu, se desenvolveu e hoje ela reconhece que acabou se ferindo novamente. Ela se feriu, mas ela também me permitiu aprender algo muito importante, que é o que significa felicidade para mim. E eu acho que essa é a coisa mais importante que eu tiro de toda essa experiência. Eu tive que falir, eu tive que me prejudicar profissionalmente para compreender o que era que eu gostaria de estar vivendo, o que significa realmente felicidade na minha própria vida.
O conforto da tranquilidade financeira é magnífico, e eu sonho e almejo viver com isso novamente um dia, mas eu não quero viver essa experiência novamente em detrimento da minha própria saúde mental. E esse é o quê da questão que eu vivo neste exato momento? Eu entendo que a saúde financeira é maravilhosa, isso é indiscutível na nossa sociedade capitalista. Ter o capital te permite ter acesso às melhores coisas da vida. E eu quero ter acesso às melhores coisas da vida, mas eu não quero ter acesso às coisas boas da vida se no processo eu tô sofrendo.
Tranquilidade para mim é poder fazer um conteúdo que respeite aquilo que eu acredito. Tranquilidade para mim é eu poder me posicionar quando eu acho que é necessário sobre assuntos que são importantes para mim. Eu não quero mais sentir que eu precise de me calar para conseguir estar lucrando. E foi isso que eu senti quando eu comecei a me envolver nesse processo de me moldar para conseguir ser mastigável, consumível para a mídia tradicional, que é quando a gente fala sobre o mercado publicitário tradicional.
Eu conscientemente entrei num processo de tornar o meu conteúdo ainda mais family friendly, ainda mais consumível, não confrontacional, aonde ele não entrava em confronto, aonde ele não proporcionava questionamentos profundos sobre coisas tão sérias, mas de uma forma mais leve. Educacional, reflexiva, palatável. E deu muito certo. Mas conforme eu fui fazendo esse tipo de conteúdo, eu percebi que eu estava ignorando uma parte de mim crescente.
Uma parte de mim crescente que não se encaixa com os desejos do formato do mercado publicitário tradicional. Quando você se posiciona sobre crises políticas, quando você se posiciona a respeito de genocídios, o seu posicionamento não é interessante para as grandes marcas, porque eles querem ser genéricos. Eles querem o acesso à presença, à visibilidade da pessoa trans Mas ele não quer o posicionamento político e a carga que coloca em xeque as estruturas da nossa sociedade que acarreta a pessoa trans.
Eu lembro uma vez que teve um projeto que eu tava vindo, aonde a pessoa até mesmo veio falar comigo que eles me queriam porque eu era uma trans bonita e não iria causar tanta repulsa nas pessoas que consumiam aquele serviço. E era isso que começou a ecoar na minha cabeça: para que eu tô me moldando? Para quem eu tô me moldando? Para quem eu estou transformando o meu conteúdo? E por qual motivo? Eu compreendi que a tranquilidade tá em ser verdadeira a quem eu sou, no quesito mais íntimo do meu ser.
É não vender aquilo que eu acredito como verdade, é não vender aquilo que eu considero fundamental, é não alterar quem eu sou para benefício ou conforto de alguém que eu realmente não me importo. Então eu compreendo que eu me sabotei, me prejudicando em não me ver mais capaz de criar o conteúdo que eu criava a respeito da identidade trans e discutindo de forma simples e acessível sobre noções básicas da comunidade LGBT. Porque eu percebia que eu estava me colocando naquele espaço, talvez inconscientemente, eu acredito.
Mas tinha uma parte do meu cérebro que tava analisando todo o contexto que eu estava vivendo e percebendo que aquilo me criava um desconforto gigantesco. Um desconforto que era tão forte que inconscientemente me fazia ter pulsa de um email profissional, que me fazia ter crises de pânico com a possibilidade de um novo trabalho, que me deixava completamente sem ideia para postar novos vídeos. O meu corpo, de forma inconsciente, começou a responder aquilo que eu tava sendo exposta.
E eu acho que Eu lembro muito bem o ponto final de tudo isso pra mim. É que eu tive uma oportunidade de trabalho. E numa das únicas últimas oportunidades de trabalho, a gente tava entrevistando algumas pessoas que eram gays, bem queers, assim, sabe? E no processo da hora da conversa, eu perguntei quais eram os pronomes que eles preferiam. Se preferiam... se tinham preferência por feminino, masculino, neutro, qualquer coisa. E eu recebi no meu ponto um comentário do tipo: vamos se ater à linguagem portuguesa, não usando pronomes neutros.
E aí a Briana confrontadora no mesmo segundo disse: eu vou usar o pronome que for necessário, inclusive o neutro. Se vocês não gostarem, aí vocês se tiram na posse. Na edição. E continuei a minha entrevista. Eu acho que aquele foi o primeiro momento em que a Briana internalizada gritou pela Briana externalizada. Aquela resposta ao meu superior, por mais que a gente pode discutir, ai, não foi o ideal, não foi a melhor colocação, E eu concordo, talvez não tenha sido, mas foi um grito de anos de angústia, de coisas que eu tava sendo exposta, de coisas que eu estava ouvindo, de coisas que eu era obrigada a ler, de constantes ferimentos que naquele momento eu não iria tolerar.
E se isso me fizesse perder o meu trabalho, eu tava tudo bem com isso. E eu tô tudo bem com isso. Eu não me arrependo de ter falado aquilo. Eu não me arrependo de ter me sabotado. Se eu não tivesse me sabotado, se eu não tivesse me prejudicado como eu me prejudiquei, se eu não tivesse me feito falir, literalmente falir, eu não poderia entender o que era realmente importante para mim. Eu não teria entendido o que significa felicidade.
Porque hoje falida, e olha, já me emociona até falar isso para vocês, gente, que hoje financeiramente, profissionalmente falida, eu acho que eu nunca tive tão bem na minha vida. Eu consigo dormir tranquila, eu não tenho mais o aperto no peito, angústia de viver. E eu não vou falar para você que eu tô feliz como um Oompa Loompa, vivendo por aí, crescendo e pulando. Claro que não, quem que vive assim nesse mundo? Mas levando em consideração a minha trajetória, a minha história de vida, Eu tô vivendo a minha melhor fase, aonde eu sinto a minha mente mais clara, aonde eu consigo olhar para mim com sinceridade, reconhecer os meus sentimentos de verdade.
E eu entendo que mesmo nesse grande nome de falida que eu repito para mim, porque eu acho que eu finalmente encontrei e entendi o que eu tô vivendo, É que eu tô bem dentro dessa fase. Eu tô bem, eu não tô angustiada, eu não tô triste, eu não tô mal com a minha vida. Eu acho que pela primeira vez eu tô me entendendo de uma forma diferente, eu tô compreendendo melhor o que eu quero. Quem eu quero ser, qual é a vida que eu quero ter.
E a vida que eu quero ter é sendo verdadeira, é sendo tranquila, com minha tranquilidade. Eu tive diversas oportunidades para trabalhar presencialmente em São Paulo, mas eu percebo hoje em dia que a minha felicidade É acordar na minha casinha, cuidar dos meus bichinhos, tomar meu café com um solzinho nas minhas perninhas e pensar nos meus projetos dentro da minha tranquilidade, aqui pela própria internet, assim como esse mesmo podcast.
Isso é o que me faz feliz, e é nesse formato, nessa estrutura do conforto da minha casa que eu quero tá trabalhando e eu não pretendo mudar isso. Talvez se a oportunidade fizer muita conexão, mas mesmo assim eu irei colocar na balança o que é importante para mim, que é uma vida tranquila. E a tranquilidade não necessariamente está em fazer números exorbitantes monetariamente. A vida me mostrou que eu não preciso de um valor absurdo para encontrar conforto, para encontrar felicidade, e que eu consigo construir uma trajetória aonde eu sou verdadeira comigo mesma, aonde eu consigo ser fiel a quem eu realmente sou.
Eu acho que prestes a completar sei lá quantos anos, vocês coloquem aí no comentário, pesquisa meu nome no Google pra ver quantos anos eu tenho, porque eu sempre esqueço. Eu acho que eu tô conhecendo a melhor versão de eu mesma. Uma versão que me orgulha, uma versão que eu fico empolgada de conhecer, uma versão que me deixa apaixonada, sabe? Desde que eu terminei o meu último relacionamento em 2019, eu entrei num processo de entrar num relacionamento sério comigo mesma.
E eu acho que eu tô vivendo assim a melhor fase dessa relação, a melhor fase de estar me conhecendo, a melhor fase de aceitar minhas vulnerabilidades, respeitar os meus limites. E compreender o futuro que eu almejo construir. Eu acho que tem muita coisa para eu poder definir nesses próximos meses e anos da minha vida, e eu vou continuar explorando esse questionamento para compreender como eu vou conseguir tá adquirindo o sucesso financeiro ao mesmo tempo que eu sou fiel aos meus valores.
Aquilo que eu acredito como verdade. Eu ainda não tenho deslumbre algum de como fazer isso. Eu já comentei algumas vezes nos meus conteúdos que eu faço para não permitir parar. Então as minhas lives, esse podcast, o podcast que eu vou ter com a minha amiga Cuppy, que é o Mais Amiga, são projetos que eu acho que é sempre melhor a gente estar fazendo alguma coisa do que não estar fazendo nada. Porque se você tá parado, meu amor, a enxurrada pode vir te levar.
Mas se você tá caminhando, tudo bem que você pode encontrar uma poça, uma areia movediça, mas você também pode encontrar aquilo que você sempre tava procurando e não sabia que precisava. E é isso que é o caminho, sabe? Continuo caminhando em direção a um futuro aonde eu consiga viver mais momentos de paz, tranquilidade, sabendo que eu tô respeitando quem eu sou e a minha trajetória. Então falir definitivamente não foi ruim. Eu acho que falir foi um reflexo, um sintoma de um processo muito maior, e que agora, tendo consciência disso, eu preciso de estar mais atenta para que ele não se repita e que também eu não me machuque sem ter a consciência disso.
Eu sei que não vai ser a última vez que eu vou me sabotar, eu sei que não vai ser a última vez que eu vou passar por um processo de reviravolta. Mas eu sinto que algo novo se destravou na minha mente com essa realização, e eu tô empolgada para os próximos capítulos.