A fagulha da esperança: por que precisamos do sobrenatural para continuar?
Briana Nasck
- Poder sobrenatural e milagres· ReligiaoAcreditar que as coisas vão acontecer·A fé de que Deus proverá·A jornada do herói e dias felizes·Transformar o sobrenatural em natural
- Pejotização e Fraude TrabalhistaCláusulas contratuais tenebrosas·Venda da alma e direitos autorais·Responsabilidade por cancelamento e prejuízos·Ataques organizados a criadores trans·A importância do que está registrado no contrato
- Visão Sobrenatural e Otimismo CristãoDepressão como ausência de esperança·O papel da ilusão para lidar com a realidade·Perda do contato com o sobrenatural
- Vergonha e Aceitação· SociedadeVergonha dos sentimentos e atitudes·Pensamentos de não querer estar vivo·Frustração com a insatisfação pessoal
- Paz mental e descanso· SaudeRecusa de projetos por falta de segurança·Aprendizado com experiências passadas·Autoconhecimento sobre limites e aceitação
- Burnout· SaudeCrises de ansiedade gerando conteúdo·Trabalho excessivo durante a pandemia·Diferença entre necessidade e conforto financeiro
- Sujeito de desempenho e autoexploraçãoCrítica à sociedade de alta performance·Sentimento de não contribuir para o mundo·Busca por significado na existência
Se o universo é uma projeção da sua percepção sobre a realidade, por que a gente sofre, ora e clama por uma intervenção divina sem qualquer efeito real na possibilidade de mudar a nossa vida? Eu vi um vídeo sobre um cara que ele fala sobre isso, né, aonde Se você morrer agora, tudo que você viu, tudo que você conheceu, as pessoas que apareceram na sua vida, elas vão desaparecer. O universo que você enxerga só existe porque você tá nele, porque a realidade, essa realidade que nós vivemos, que nós dividimos Ela não é uniforme para todas as pessoas, ela toma formas diferentes para quem a observa, dizendo que a vida é curta, temos pouco tempo, e talvez a forma que enxergamos a nossa própria vida ou a nossa realidade não seja necessariamente a realidade em que você tá vivendo, em que todos nós estamos compartilhando.
Eu entendo que esse é um pensamento de um processo para inspirar a esperança. Uma das coisas que eu acho que sempre me marcou muito estudando sobre saúde mental é entender que A depressão é a ausência da esperança. Eu acho que essa foi a melhor explicação que eu já encontrei para conviver com essa condição, porque quando você não acredita que as coisas podem melhorar, que as possibilidades podem mudar, que as coisas vão ficar diferente O que te sobra, sabe?
O que te impede de parar a dor, de parar o sofrimento? E esse é um desafio tão difícil da gente lidar no nosso mundo, né? Hoje eu tô gravando esse episódio do podcast Brisa Labri aqui no Sigilo. Eu me sinto como se eu fosse uma testemunha ocular. Eu não sei dizer para vocês, mas eu acho que é porque eu sinto vergonha de falar sobre os meus sentimentos. Eu sinto muita vergonha, eu sinto muita vergonha sobre eu mesma, eu sinto muita vergonha das minhas atitudes, eu sinto muita vergonha o tempo todo.
E esse é um dos meus maiores desafios que eu encontro de lidar comigo mesma. Eu sinto tanta vergonha que o meu cérebro me diz que eu não gostaria de estar mais viva. E essa resposta é tão internalizada que ela vem como uma resposta verbal de um impulso, de um pensamento de vergonha, de uma situação que eu passei, de um desafio que eu já passei na minha vida. Ela sempre vem como Eu não queria estar aqui quando eu lembro daquela situação, ou eu quero deixar de estar aqui, sabe?
E cara, que desafio é esse? Eu acho que já deu para perceber que esse é um episódio bem íntimo, né? Eu acho que talvez seja um desabafo, eu não sei. Eu terminei hoje uma livestream e eu tava pensando sobre a minha vida, sabe? E uma sensação pesada pairou sobre mim. E ao mesmo tempo que essa sensação pesada vem sobre mim, eu olho para a vida que eu tenho agora. Eu, dentro de uma certa forma, eu vivo a vida que eu sempre quis viver: trabalhar na minha casa fazendo algo Que eu gosto, fazendo algo que eu goste.
É falar isso para você, me vem uma memória da minha adolescência aonde eu tava passando por, acho que uma situação bem semelhante com essa, para ser sincera. Eu lembro de estar ouvindo uma música da Beyoncé Aonde ela fala: eu vivi, eu lutei, eu amei, e eu deixei as minhas pegadas na areia do tempo. E eu ficava: porra, eu deixei minhas pegadas em algum lugar? Que que eu tô fazendo com a minha existência? Porque, né, nossa sociedade bota uma pressão muito grande na excelência, da alta performance, do quanto mais cedo o prodígio, sabe, o gênio, o diferenciado, o sucesso.
E eu sentia que eu não tinha nada, eu não contribuía nada para o mundo, para mim mesma. Eu sentia que não existia um significado na minha existência. E até isso eu consegui, de certa forma, superar, né? Todos os dias eu praticamente recebo mensagem de pessoas: ai, Bri, você foi super importante na minha trajetória, seu conteúdo me permitiu conhecer mais sobre eu mesma, me despertou curiosidade em tentar me entender, em buscar quem eu sou.
Isso é magnífico! Olha que impacto legal que eu tive na vida das pessoas, mas durante a pandemia, né, no final da pandemia, eu sofri um burnout de estar fazendo esse tipo de conteúdo, aonde eu tinha crises de ansiedade para estar gerando os conteúdos. E eu me sentia muito mal também por estar trabalhando. Olha que loucura, por estar fazendo publis. Eu fiz muitas publis, né. Esse período, vamos dizer, de uns 4 anos, do início da pandemia até o final da pandemia, eu trabalhei muito.
Eu trabalhei com todas as maiores marcas do país, eu fiz dinheiro, eu consegui arrumar, reformei minha casa toda, construí esse escritório para gente. Mas é louco, né? Porque quando a gente é pobre, a gente não tem visão de, ah, eu vou fazer investimento X e eu vou, eu vou fazer esse dinheiro trabalhar para mim. Nem tenho esse conhecimento. Eu queria o quê? Arrumar meu teto. Eu queria fazer meu dinheiro se transformar em coisas que eu sei que iriam me trazer conforto e possibilidade de trabalho.
Que um, meu estúdio, né? Dois, conforto de uma casa onde eu sinta que é meu espaço. Mas o que eu quero dizer com isso é: as coisas acontecem, a gente passa, a gente vive, tem altos e tem baixos. Por mais que eu não esteja vivendo uma fase, eu diria, espetacular da minha vida, num sentido de sucesso profissional, sucesso monetário, relevância midiática, de estar vivendo experiências magníficas do mundo. Eu acho que eu tô confortável, sabe?
Eu não tô sentindo dor emocional, eu não sinto angústia e o peso da ansiedade. Sabe o que é engraçado? Eu acho que eu nem me sinto triste. Eu acho que o sentimento que eu sinto nem é tristeza. Eu acho que eu sinto vergonha, como eu já comentei com vocês, e frustração. Eu acho que eu me encontro frustrada comigo mesma de não entender por que eu não me sinto satisfeita, de entender como conseguir encontrar algo que funcione Ao mesmo tempo que eu me sinto feliz de estar fazendo aquilo.
Eu não quero cair no mesmo desespero e angústia existencial de quando trabalhava no CLT, aonde era uma tortura física, mental, emocional estar naquele lugar para tentar sobreviver. Eu não quero cair nesse espaço de novo, sabe? E eu não vou cair nesse espaço de novo, mas, ai, gente, que difícil falar sobre os próprios sentimentos. Eu nem sei se esse episódio um dia vai sentir a luz do dia. Eu não sei se eu vou compartilhar no Brisa da Bri.
Eu não sei. Eu queria Registrar esses pensamentos, porque eu quero talvez no futuro provar para eu mesma que eu consegui passar pelos desafios que eu tô enfrentando, assim como eu já passei pelos desafios que eu enfrentei no passado. Eu tento lembrar para eu mesma que cada experiência que eu tenho eu consigo tornar uma versão melhor de eu mesma. Seja uma versão mais consciente, seja uma versão mais responsável, uma versão mais organizada.
Eu tinha visto que existe um problema que algumas pessoas discutem, que é sobre ter consciência demais. Quando você tem consciência demais do mundo à sua volta, dos seus sentimentos, da realidade, Isso gera um profundo sentimento de frustração, de angústia e até depressão, porque a realidade objetiva é muito difícil e a gente precisa de uma certa dosagem de ilusão. A gente precisa de acreditar no: não, vai dar tudo certo, sim, eu vou conseguir superar isso, eu vou conseguir passar por esse desafio, eu acredito em duendes, eu acredito em Deus tá trabalhando por mim, eu acredito que as criaturas mágicas da floresta estão me ajudando e vou passar por isso, sabe?
A gente precisa de um toque do sobrenatural que nos permita continuar indo. E eu, eu acho que eu perdi esse meu contato com sobrenatural há muitos anos atrás. Eu deixei de acreditar. Deixei de acreditar em mim mesma, sabe? Eu acho que eu deixei de acreditar no meu potencial, deixei de acreditar na capacidade de criar, de mudar, de conquistar. E eu tô, continuo caminhando, sabe? Eu acho que isso é algo que eu continua a lembrar para mim, e quando outras pessoas pedem dicas para lidar com saúde mental, é continuar indo, continuar caminhando, mesmo que você não saiba para onde.
Se você não para, uma hora você chega em algum lugar. Pode ser que não seja necessariamente o seu local ideal, porque às vezes você não sabe nem o que é isso. Mas você vai chegar em algum lugar. Talvez seja uma experiência nova que te permita abrir os olhos, talvez seja uma oportunidade que te jogue e dê uma luz para um caminho. Pode ser experiências que vão te mostrar também o que você não quer viver, o que você não quer passar, o que você não quer mais estar fazendo.
Então eu acredito que quando a gente continua dentro das nossas capacidades, a vida vai acontecendo e existe um desdobramento de possibilidades. E eu acho que talvez seja por isso que eu tô melhor do que a minha versão do passado, que eu comentei com vocês, da pandemia ou da minha adolescência, porque eu trabalhei no decorrer dos anos injetar no meu subconsciente uma fagulha de que vai acontecer. Eu não sei dizer para vocês, gente, mas eu tenho isso na minha cabeça de que as coisas vão acontecer.
Ai, Bri, o que que você quer dizer com isso? Qualquer coisa, no sentido de desenvolver, acontecer, conquistar, ser feliz. Então Vai acontecer de eu ter sucesso, um sucesso que para mim é suficiente? Vai acontecer de eu prosperar financeiramente aonde eu vou estar confortável, aonde eu vou estar feliz? Vai acontecer de eu vivenciar experiências? Vai acontecer de eu viver um amor no qual eu me sinta respeitada, amparada em todos os aspectos?
Vai acontecer. E eu tenho essa chama. Por mais que às vezes eu me sinta triste, por mais que às vezes eu fique bem chateadinha, eu tenho dentro de mim esse sentimento de que vai acontecer, que um dia eu vou olhar para minha trajetória, eu vou falar, caramba, Bri, você passou por tudo isso Meu Deus, parabéns! Eu acho que pode ser um pouco da gente se iludir achando que todos nós somos protagonistas da nossa história e vamos ter a nossa história do herói, né, nossa jornada do herói.
Mas não volta naquele ponto que eu falei para vocês, que a gente precisa da fagulha da esperança? A gente precisa da fagulha do sobrenatural, porque quem conheceu a dor da pobreza e do desafio, quem não nasceu com o dinheiro da possibilidade, o dinheiro de você ir buscar, a gente trabalha e existe, resiste na base do sobrenatural. É o prosperar, né? Deus proverá. Na fé de que se eu continuar fazendo o que eu posso, dentro dos meus limites morais, daquilo que me faz conforto, eu vou conseguir conquistar a vida que eu quero.
Nessa, esse é o dólar que falou com vocês. Não sei se vocês ouviram ele. A gente vai conseguir tá fazendo isso. Então eu acho muito bem, filho. O que que você quer, bebê? Vem com a mãe. Tô triste não, tô conversando aqui com alguém, talvez. Eu não sei se, eu não sei se eu vou postar esse desabafo, eu não sei, mas É um deslumbre, sabe, sobre o que tá acontecendo com Briana agora, o que Briana quer ser, o que Briana quer viver. E sabe o que é interessante?
Na pandemia, como eu comentei com vocês, eu tive muito sucesso profissional. Eu trabalhei bastante, eu fiz muito dinheiro, mas eu também me dispus a sofrer por dinheiro, sabe? Eu quero ter dinheiro, eu quero, mas eu não quero ter dinheiro se o custo para eu ter esse dinheiro vai ser eu não ter um minuto de paz. Eu não quero fazer dinheiro se o custo de eu ter esse dinheiro vai ser eu ter que trabalhar 17 horas por dia todos os dias da minha vida, não conseguir dormir pensando no que eu preciso de fazer, no que eu preciso entregar.
Porque as agências, elas são muito espertas, né? Eles contratam criador de conteúdo e eles esperam a entrega de um conteúdo que uma equipe inteira iria estar fazendo, né, de iluminação, diretor, edição. E é tão engraçado como o capitalismo funciona que eles conseguem criar essa ilusão para o criador de conteúdo, que é tipo assim: isso, entregue o seu produto profissional para gente, como se tivesse uma equipe de 30 pessoas, mas O nosso orçamento é o suficiente para pagar talvez um décimo de uma pessoa nessa suposta equipe.
Mas calma, você vai ter o prestígio de estar trabalhando com a nossa marca e divulgar o nosso produto. Isso é ridículo, tá? Isso é ridículo, não faz nexo. Profissionalismo e etc. É legal, é demais, mas só isso também não é nada suficiente, tá? Não é nada suficiente. Eu sempre tive uma política comigo mesma de ser extremamente gentil, de tentar ser o mais legal possível do mundo, se acomodar mudanças, acomodar tudo. E mesmo assim eu tive muitos problemas, sabe, com agências, com com profissionais que intermediam essas situações.
Assim, é muito difícil, gente, muito difícil. Vocês não têm noção. Mas tudo isso que eu passei me ensinou, me ensinou o meu limite do que eu tô disposta a fazer por dinheiro, me ensinou como conversar, como me posicionar, como me defender. Eu vou aproveitar que esse episódio já tá longo, posso contar uma fofoca? Só para a gente aqui, porque eu tenho certeza que poucas pessoas vão ver esse vídeo. Mas talvez se você tiver ouvindo esse vídeo, vou te dar uma fofoquinha, um presente, um mimo da Bri só para você que tá me ouvindo.
Há um tempo atrás eu entrei em negociação para participar com um projeto com uma das maiores marcas nacionais, e era um projeto legal, ia dar uma graninha. Ok, né? Eu tô falando ok assim porque dentro desse mercado, dentro para essa empresa, tipo assim, não significa nada o valor que eu ia receber. E aí eu tava ok, beleza, fazer live, fazer stream, fazer react, gerar conteúdo, ok, dentro do que eu já faço e tal. Só que aí quando eu fui ler o contrato, gente, o contrato era Tenebroso.
Basicamente, o contrato era venda da alma e tudo no seu cu. No quesito de que você abria mão de tudo, inclusive até de licenças ou de patentes que você tenha sobre o seu nome. Que nem, por exemplo, o nome Briana Nasck em questões de mídias digitais. E produtos é patenteado, entende? Ninguém pode usar esse nome, ninguém pode usar a minha imagem, é patenteado por eu mesma. Eu não vou abrir a licença eterna e permanente do meu nome, da minha imagem, de graça ou por mixaria.
Vamos começar por aí. E segundo, no contrato tinha uma cláusula que era tipo assim: se você sofrer cancelamento, você vai aguardar instruções, assumir responsabilidade e tomar no cu, basicamente, entendeu? Porque se o seu cancelamento trouxesse algum prejuízo para empresa, eu teria que pagar. A empresa multibilionária. É eu que teria que pagar a Briana Maschi. Se eu sofresse alguma retaliação online, etc., caberia comigo. Aí eu analisei o contrato, fiquei horrorizada com esse contrato, sugeri mudanças.
E não eram mudanças assim, você fala assim, nossa, Briana, você foi totalmente sem noção. Não. Por exemplo, nesse processo de cancelamento, eu coloquei uma cláusula que antes de eu assumir a responsabilidade iríamos averiguar em acordo, ou se houvesse necessário, com um intermediador para analisarmos se aquela polêmica, aquela, aquele prejuízo foi causado por eu estar violando qualquer uma das cláusulas do contrato. Por exemplo, existem lá questões políticas, questões de preconceito, de falas de ódio e todos esses tipos de coisa que quebrariam um contrato e que estaria tudo bem, né?
Foi cancelada porque eu falei uma coisa horrenda, vou ter que assumir responsabilidade, quebrei a cláusula do contrato. Mas se eu estou sendo cancelada por algo que não envolve nenhuma quebra do nosso contrato, eu não posso ser responsabilizada por isso. Porque enquanto criadora trans, eu sofro ataques, às vezes organizados, de grupos políticos no Brasil. Existem grupos transfóbicos, existem os grupos dos direitistas, existem os grupos das radtrans, dos gays transfóbicos.
Voltimeiras escolhem eu por algum motivo para ficar me xingando. E é isso, eles se juntam para tentar me prejudicar nos posts da marca. Por quê? Porque eu sou trans. Eu vou ser responsabilizada por isso? Eu vou ter que dizer: ai, gente, desculpa, nasci trans e é isso aí, fazer o quê? Aí agora se a marca fala que teve prejuízo por causa disso, eu vou ter que assumir? Não fazia sentido, você tá entendendo? Enfim. Tentei conversar com eles, eles se mostraram irredutíveis a uma coisa tão importante como essa.
Eles não entendiam o próprio linguajar do que eles colocaram no contrato. E eu explicava e ela tentava me explicar alguma outra coisa que não estava no contrato, entende? E isso é uma coisa importantíssima para vocês, gente. O que vale é o que tá registrado, é o que está assinado, é o que está no contrato. Ai, porque ele não me falou que ia ser assim. Você se fodeu. Você leu, assinou, você assumiu responsabilidade sobre o assunto.
Até porque tem lá, ó: eu li, assumi, tirei todas as dúvidas, tô completa em acordo com o contrato. Gente, não deu. Não deu. Era um dinheiro que ia mudar minha vida? Definitivamente não. Mas vamos dizer, era um dinheiro que ia me deixar 6 meses mais tranquila, sem estar se preocupando: meu Deus, eu vou conseguir pagar a fatura do cartão esse mês ou eu vou ter que vender meu cu na esquina? Entende? Então não deu, não participei desse projeto com essa marca.
Mas sabe o que que eu tive, gente? Paz de espírito. Se eu tivesse aceitado esse contrato durante os meses da atividade desse projeto, eu iria ficar extremamente perturbada do que eu falasse, de quem estivesse me ouvindo, se viralizasse, se alguém por algum motivo quisesse buscar alguma coisa para tentar criar polêmica em me prejudicar junto à marca, entende? Eu tenho certeza que eu iria ficar perturbadíssima. E na quebra de contrato, gente, eu ainda ia ter que pagar a empresa.
Então, tipo, não teria como sair bem disso, sabe? Não tinha segurança de estar ali. A empresa até falou: ai, mas você tá querendo que a gente advogue por você? Meu amor, não foi isso que eu falei. Tanto que não tem nada a ver com isso no contrato. Mas sabe como que é empresa de querer inventar história para eles se beneficiarem e a gente não, né? Mas enfim, foi uma fofoquinha aí que eu passei, e eu trago isso como uma forma de eu me entendo melhor hoje, eu sei como eu me proteger melhor hoje, eu sei o que eu aceito, eu sei o que eu não aceito mais.
E eu acho que isso é tão importante. Então, por mais que eu não esteja vivendo a prosperidade financeira, profissional que talvez eu pudesse estar vivendo, eu não posso mudar o passado, eu só posso aprender com ele. Então eu escolho continuar alimentando essa fagulhazinha que de alguma forma sobrenatural acredita que vai dar tudo certo, e acreditar que essas experiências que eu tive vão me permitir viver a minha jornada do herói, os meus dias felizes, foi felizes para sempre.
E eu quero acreditar nisso, sabe? Eu quero acreditar nessa possibilidade. Eu quero acreditar que o sobrenatural pode acontecer na minha vida. E eu acho que eu vou continuar me iludindo com isso, porque é o que tem mantido viva. E eu acho que eu me mereço continuar permitindo que eu continue viva. Porque fui estando viva e fazendo o que eu pude que eu vivi todas as coisas da minha vida, sejam viagens, conquistas financeiras, minha casinha, meu escritório e tantas outras coisas boas que eu já tive na minha vida, até meus gatinhos.
Foi por eu fazer o que eu podia, como eu podia, o que estava ao meu alcance. E é nessa que eu vou continuar fazendo o que eu posso, como eu posso, nas melhores das minhas capacidades. Eu quero poder voltar nesse vídeo um dia, fazer um react, eu não sei, e dizer, caramba, Bria! O sobrenatural tava lá, hein, gata? E compartilhar com vocês essas vitórias, essas conquistas, e me permitir continuar acreditando que é possível. E quem sabe inspirar outras pessoas a acreditar que é possível sim fazer o sobrenatural se tornar natural.
Obrigada por ouvir esse episódio do Brisa da Bri diferente. Eu tomei meu banho, eu cuidei do meu corpinho da forma que eu podia, e eu tava com esses sentimentos aqui guardados dentro de mim. Eu queria gravar um Brisa da Bri diferente, né? Eu espero que o período que você tava me ouvindo, alguma coisa que eu falei tenha se conectado com você. E por favor, sinta-se à vontade para compartilhar sua jornada, seus desafios. Quem sabe a gente pode trocar e juntos a gente se ajudar?
Não sei. Coloca uma carta para você mesmo no futuro nos comentários. Talvez a gente volte daqui 1, 2 anos e a gente se responda, sabe? Como estão as coisas? Você continua alimentando a chama do sobrenatural dentro de você? Bom, eu vou continuar tentando alimentar a minha. Eu espero que você também continue tentando alimentar a sua. Um beijo enorme, obrigada pela paciência de me ouvir, e eu te encontro no próximo Brisa da Bri.
Briana Nasck
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