Episódios de Brisa da Bry

A entidade que me perseguiu em sonhos após o luto da minha mãe

23 de julho de 202621min
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Participantes neste episódio1
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Bryannanasck

Host
Assuntos6
  • Ressurreição de Sonhos e Esperança· SociedadeConsciência plena durante o sonho · Confronto direto com a figura · Aparência de sombra e sorriso da entidade · A entidade se revela não ser a mãe
  • Ocultismo e Misticismo· ReligiaoLuta contra a criatura no vácuo · Cessar da perturbação com a memória da mãe · Desejo de estudar bruxaria novamente · Agnosticismo sobre o mundo espiritual
  • Propriedade do Sonho· SociedadeRecusa em aceitar a presença · Enfrentamento da dor e medo · Cessar da experiência onírica
  • Morte e Luto· SociedadePerda de alguém amado · Sonhos realísticos · Entidade perseguindo em sonhos · Dificuldade em distinguir sonho e realidade
  • Luto e transição de ciclosSonhos semanais com a mãe · Sensação de desconforto e dor · Cansaço emocional
  • Crise de identidade e propósito pessoal· SociedadePossível alimentação de energias negativas · Busca por segurança e conforto infantil · Dualidade da mãe (carinhosa/ignorante)
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
BBryannanasck

Eu acho que eu tenho sido assombrada por alguma coisa que tem tentado tomar a forma da minha mãe que morreu. E no episódio anterior aqui com vocês, eu compartilhei o luto do processo de perder a minha mãe. E algo que talvez as pessoas que me conhecem hoje em dia não sabem é que em certo momento da minha vida a espiritualidade era muito forte. Mas com o decorrer dos tempos, a vida no geral, eu deixei esse lado meu um pouquinho de lado.

Mas meio que as coisas estranhas nunca me deixaram. E algo que eu vivencio desde que minha mãe faleceu São experiências estranhas, no mínimo, e eu quero estar compartilhando com vocês essa experiência. Eu não sei se eu tenho uma conclusão, eu não sei se é algo sobrenatural, mas se você quiser ouvir, eu vou compartilhar. Esse é o nosso podcast Brisa da Bri e eu me chamo Briana Nasck. E o primeiro sonho que eu tenho com a minha mãe depois que ela faleceu foram poucos dias depois do fatídico dia que eu encontrei ela morta.

Meus sonhos sempre foram muito realísticos. Quando eu era criança, eu tinha muitos pesadelos noturnos no qual eu continuava acordando alucinando O mundo dos sonhos e a realidade para mim sempre foram um espaço ofuscado. Quando eu tô sonhando, muitas vezes é tão real, tão real, que eu me confundo se a realidade é lá ou aqui. Quantas vezes eu já acordei chamando pela minha mãe E eu tive que me lembrar que ela não tava mais, mais viva, porque eu tinha sonhado que eu conversei com ela alguma coisa e tudo se mesclou, tudo se bagunçou.

Mas voltando ao sonho que eu tive logo depois que ela morreu, eu não vou lembrar todos os detalhes do sonho, mas o ponto relevante é o contato com a minha mãe. Ela tava participando do sonho, eu tava no hotel E fazia pouco tempo que ela tinha morrido, e eu fui conversar com ela. Falei, mãe, o que que você tá fazendo aqui? E ela sempre tinha esse mesmo comportamento, sabe, de tipo assim ficar confusa, não responder nada e ficar olhando assim para mim.

O que que você tá fazendo aqui, mãe? Você morreu. E aí ela respondia O quê? Você morreu, mãe. Ela: o que que você tá falando? Você morreu, mãe, você morreu! Eu comecei a brigar com ela. E quando eu comecei a falar isso, a realidade do mundo à minha volta, assim como vocês estão vendo essas falhas aqui de glitches da placa iluminadora que o frame da câmera pega, o mundo começou a falhar, dar glitch em volta da gente, se desfazer, e eu acordar.

Esse foi o primeiro sonho que eu lembro que eu tive com ela depois que ela morreu. E depois, de forma periódica, semanalmente, eu sonhava com ela. Eram— não era nada bizarro, não era nenhuma experiência ruim. Não era nenhuma experiência desconfortável, mas sempre que eu via ela eu lembrava que ela tava morta. E isso me causava uma sensação de desconforto muito grande. Era quase como se eu revivesse a dor do luto. É quase como se eu revivesse o momento aonde eu encontrei ela morta.

Tentei ver a pulsação e eu não conseguia. Eu acordava com aquele sentimento ruim, eu acordava com aquele sentimento pesado. E isso foram anos sonhando com ela e acordando mal, e o meu dia ficando mal, até que eu cansei. Para ser sincera para vocês, eu cansei. Sabe, no início eu pensava que poderia ser que a minha mãe não tinha feito a passagem para seja lá onde for. Eu pensei que ela poderia estar perdida porque eu sempre tive uma relação muito próxima da minha mãe.

Era sempre eu e ela, ela precisava de mim para tudo, era sempre eu fazendo tudo por ela. E nos últimos dias era eu cuidando dela. E eu lembro uma experiência aonde eu tinha colocado um umidificador de ar aqui no quarto dela, quando ela já tava nas últimas semanas que ela veio aqui para casa. E eu acho que o umidificador ficou muito forte, eu não sei dizer para vocês, mas tipo assim, criou uma neblina gigantesca dentro do quarto, gente, uma neblina gigantesca.

E aí tinha um móvel de um rádio dela que só tinha uma luzinha vermelha e ele iluminava o quarto todo. E aí eu lembro que um dia de noite eu só ouvi ela: Bri, Bri, Bri! E aí eu entrei no quarto e quando eu entrei no quarto ela tava sentada lá. Ai, eu tava tão nervosa, eu tava te chamando, eu achei que eu tinha morrido. Que eu tava no mundo espiritual. E isso ficou na minha cabeça, tipo, ela morreu, ela achou que tinha morrido, e a primeira pessoa que ela ficou chamando era eu.

Então ficava essa sensação estranha, mas ao mesmo tempo me deixou cansada, porque se fosse a minha mãe precisando de mim Se fosse a minha mãe precisando de ajuda de alguma forma, eu tava cansada, gente, porque o que eu pude fazer por ela eu fiz em vida. Eu cuidei dela, eu me esforcei, eu briguei para ela ir no médico, eu briguei para ela se cuidar, eu discutia pelo melhor dela, eu fiz o que eu pude até o final da vida dela. Eu não posso continuar com obrigação de cuidar dela Depois que ela já não está nesse mundo.

Porque eu tô viva, ela pode não tá viva, e eu não aceito com que ela viesse atrapalhar a minha existência. Pensando dessa forma, gente, eu comecei um processo muito— eu acho que quase como de enfrentar o luto mesmo. Eu parei de ser gentil com ela nos meus sonhos. Eu comecei a brigar e falar, eu não quero mais você na minha vida, eu não quero mais você nos meus sonhos, você tá morta, continua sua existência aonde for, não me procure, pare.

E isso foi muito importante porque acabou com aquela sensação de reviver o luto. Eu enfrentei a dor e o medo e eu consegui falar diretamente para ela cessar aquela experiência. E eu posso dizer que foi muito eficiente durante um período. Foi eficiente principalmente para eu lidar com a experiência de sonhar com ela. Sonhar com ela não me machucava mais. Sonhar com ela não gerava nenhum tipo de sentimento de dor, de tristeza, de angústia.

E a gente sabe, né, que esses sentimentos negativos carregados com essa energia, para quem acredita nesse aspecto das coisas, muitas criaturas utilizam como alimento. Então eu comecei a refletir sobre isso. Será que era minha mãe mesmo? Será que era minha mãe que tava criando esse sentimento de angústia, esse sentimento de tristeza ao vê-la? Porque ela não falava nada. Mas ela trazia aquele sentimento da minha infância, onde tava tudo bem, aonde eu tava segura.

Inclusive, essa era uma das interpretações que eu tinha com o sonho dela. Eu enfrentei muitas dificuldades financeiras, profissionais, e eu não pude contar com ajuda de ninguém, que desde que minha mãe morreu eu tava sozinha. Então Eu pensava que talvez uma parte de mim queria reviver os momentos aonde eu tava segura, os momentos aonde eu tinha alguém cuidando de mim. Então eu recorri a isso, a minha mente recorria a isso através dos sonhos, mas tava me prejudicando, não tava me ajudando.

E nesse processo de revolta eu adquiri força. Eu adquiri força para enfrentar a minha mãe como eu nunca pude enfrentá-la na vida real, sabe? A minha mãe era uma pessoa muito carinhosa, mas também conseguia ser extremamente ignorante, principalmente comigo. E eu acho que eu tenho, de certa forma, um pouco dela nesse aspecto da dualidade, de que eu consigo ser muito gentil, mas vira uma chave para uma coisa que me tira do sério e eu perco a compostura.

Às vezes acabo sendo grosseira, da mesma forma que ela acabava sendo comigo também. Mas eu tive um último sonho, e esse último sonho me fez acreditar que nunca foi minha mãe, nunca foi a minha mãe. E eu preciso de contextualizar para vocês, gente, que por muitos anos eu fui praticante de meditação, eu fui praticante de bruxaria também. Então a gente não tá conversando com uma pessoa que é completamente leiga em relação ao mundo espiritual.

Eu só deixei de praticar os meus conhecimentos, eu só deixei de praticar a minha conexão, eu só deixei de alimentar esse meu lado. E eu alerto que o que eu vou contar pode ser um pouco chocante, pesado e gráfico. Então, se você ouviu até aqui agora, ouça com cautela as próximas partes. Eu tava na minha casa em mais um dia normal, na sala de casa. Eu lembro até do sofazinho que a gente tinha aqui em casa, e minha mãe tava deitada nesse sofazinho.

Era um dia de tarde como qualquer outro assim. Uma tardezinha de verão, aquele calorzinho gostoso, ela deitada no sofá conversando comigo. E alguma coisa me tirou daquele transe dos sonhos e eu tava com plena consciência do que tava acontecendo. Eu estava sonhando e eu estava vendo uma figura que parecia com a minha mãe deitada no sofá. E aí eu olhei para ela e falei assim: você tá morta, eu não quero mais você nos meus sonhos, eu não quero você aqui.

E aí eu cheguei bem perto do rosto dela e eu falei: eu não quero mais você aqui. Você tá morta. E ela olhava assim para mim com a cara de assustada, com o rosto que ela tinha. E eu segurando os braços dela com força e olhando no olho dela, encarando aquilo que me trazia medo, aquilo que já teve poder de me deixar triste. Aquela figura que já me deixava com medo de pegar no sono, que me deixava com medo dos pensamentos, de lembrar dela morta, de lembrar dela tudo.

Eu encarei, e quando eu encarei ela, eu vi uma sombra que não era minha mãe. E aí eu falei, você não é a minha mãe. E aquela figura que tava com o rosto da minha mãe e fazendo o rosto de assustada quando eu tava gritando com ela sorriu, um sorrisão aberto do jeito que minha mãe sorria. E aí eu repeti, Você não é a minha mãe. Por que você tá aqui? Por que você tá aqui? E aí começou a rir. Ela ria, ela ria, dava gargalhada do jeito que minha mãe dava.

E ela virou para mim e falou, você me convidou? E eu não vou a lugar nenhum. Aí eu olhei bem para ela e eu não sei te dizer, gente. Aí eu já acho que, sei lá, envolve guia de mediunidade, envolve alguma outra coisa. Eu, na maior calma do mundo, virei para essa criatura. Aí eu falei: que bom, porque não é eu que tô presa aqui com você, é você que tá preso comigo. Nesse mesmo instante, o ambiente do sonho que eu tava na minha casa se desfez.

Eu e essa criatura que tinha a forma da minha mãe estávamos num vácuo preto. Não existia nada além de nós dois. E eu comecei a mutilar essa criatura de todas as formas possíveis. Quando o corpo tinha se desfeito, eu fazia o corpo se reconstituir e eu continuava o processo. Isso durou muito tempo. E a criatura, com a voz da minha mãe, com a minha própria voz, com outras vozes, implorava para eu parar. Eventualmente eu parei e eu não sonhei mais com a minha mãe.

Eu acho que ela pode ter até aparecido em algum momento de algum sonho como um personagem aleatório, mas a força que ela tinha cessou completamente. Lembrar dela não me perturba, lembrar da morte dela não me dói. Eu tenho a sensação que não tem mais nada puxando aquele sentimento, mais nada se alimentando da minha dor. Eu não sei dizer para vocês, gente, o que foi esse sonho que eu tive, mas como eu falei, meus sonhos são extremamente realistas.

E foi muito bizarro porque, por mais que era eu agindo contra aquela criatura Eu tinha a sensação que era uma força além de eu mesma agindo sobre aquela criatura. É quase como se existisse uma versão superior de Briana que assumiu a frente, e eu como telespectadora vi eu mesma me libertando de algo ruim que me machucava. Eu não sei dizer para vocês se isso foi espiritual, eu não sei dizer para vocês se foi uma forma que a minha mente criou para conseguir processar a dor, para processar o luto, para colocar um ponto final definitivo nisso.

Mas eu sei que foi algo que eu não pude me esquecer, que modificou como eu sonho, modificou como eu me sinto, modificou minhas noites. E eu acho que eu nunca vou ter uma resposta definitiva, eu nunca vou saber completamente se realmente era minha mãe ou não. Eu nunca vou saber, mesmo com eu vendo coisas estranhas, ouvindo coisas estranhas, se realmente existe alguma forma de existência para além da carne física. Eu não sei dizer para vocês, gente, mas eu vou dizer para vocês que eu já tô alguns meses com um desejinho crescendo dentro de mim de voltar a estudar o mundo oculto, de voltar a estudar bruxaria, porque eu sentia que eu conseguia me conectar com o mundo à minha volta de uma forma diferente.

Eu sentia que eu me permitia acreditar em outras formas de existir, interagir e me movimentar com o mundo ao meu redor, sabe? Era essa sensação que eu tinha, e eu gostaria de reviver isso. Se você ouviu até agora, me conta o que você achou dessa história. Você já viveu algo assim? Você acredita no mundo espiritual? Você acredita na vida após a morte? Eu hoje em dia eu acho que eu entro naquele espaço bem agnóstico. Eu não sei se eu acredito, mas também eu não vou descartar que possa ser uma possibilidade, porque no universo infinito Talvez tenhamos infinitas possibilidades e não vai ser eu bater o martelo em nenhuma delas. Obrigada por me ouvir e eu te encontro no próximo episódio.

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