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Daily Fin #765 – GOVERNO LANÇA DESENROLA 2.0 | EUA E IRÃ TRAVAM BATALHA NAVAL | "NUBANK PARQUE"

05 de maio de 202610min
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No episódio do Daily Fin #765:

Roxinho no Verdão. Substituição no Palmeiras: sai Allianz, entra Nubank.

Toma lá, dá cá. EUA e Irã travam ‘batalha naval’ em Ormuz com tiros e navios derrubados.

Alívio no bolso. Governo lança Desenrola 2.0 com descontos de até 90% nas dívidas.

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Participantes neste episódio2
A

André Hermeto

Host
G

Gabriel Branco

Host
Assuntos4
  • Programa DesenrolaRenegociação de dívidas · Governo Lula · CPF bloqueado em casas de apostas · FGTS
  • Estreito de OrmuzBatalha naval no Estreito de Hormuz · Donald Trump e a NASA · Irã · Estados Unidos
  • Nubank Allianz ParqueNaming rights da Arena do Palmeiras · Nubank · Allianz Parque
  • Fechamento de ComérciosProjeção do IPCA 2026 · Ibovespa · Vale · Embraer · CVC · S&P 500 · Nasdaq · GameStop · Dólar
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Está no Alderifim, seu resumo diário de notícias e negócios de uma forma simples e descomplicada. É meu nome, Gabriel Branco. E eu sou André Hermeto. Nossa missão aqui é trazer três assuntos essenciais para o seu dia, com contexto e um olhar crítico. Lembrando que no fim tem o nosso giro completo dos mercados, para você conferir o que mais mexeu com o humor dos investidores. Hoje é terça, 5 de maio, então já pegue seu café, procure um lugar confortável e fique aqui com a gente.

Entre os destaques desse episódio na sessão Empresas, a Arena do Palmeiras agora é Nubank Park. Em mundo, Estados Unidos e Irã travam batalha naval. Já no Brasil, o governo lança desenrola 2.0 com descontos de até 90% nas dívidas. Muita coisa importante para a gente conversar hoje, então já fica ligado e bora para a primeira notícia.

No mundo dos negócios, um dia depois de estrear na Fórmula 1 ao lado da Mercedes, o Nubank anunciou ontem, dia 4, que a Arena do Palmeiras vai passar a se chamar Nubank Park. E isso já vinha sendo costurado, né, Branco? Relembrando aqui rapidinho, em abril, a administradora do estádio, a W. Torre, encerrou o contrato com a seguradora Allianz, que nomeava a Arena desde a inauguração lá em 2014.

vendeu os naming rights para o Nubank. Para decidir esse novo nome, o Roxinho abriu uma votação popular que ocorreu ao longo dos últimos dias. Agora, por trás do business, a estratégia entrega uma coisa que poucas mídias conseguem. Repetição diária e espontânea do nome da empresa em transmissão, manchete, rede social e, principalmente, na boca do torcedor. É basicamente publicidade sem parecer publicidade.

E um outro ponto forte aqui é que a marca passa a ocupar um espaço ligado à emoção, pertencimento e criação de memórias. No Brasil, os naming rights já viraram um movimento bem claro. Alguns exemplos são a Neoquímica Arena do Corinthians, o Morumbis do São Paulo e a Arena MRV do Atlético Mineiro.

Agora olhando para o quadro geral, o histórico como Allianz Parque ajuda a mostrar o alcance desse ativo. Só em 2025 o espaço recebeu 32 jogos, 27 shows e 200 eventos corporativos, reunindo mais de 2 milhões de pessoas. E em mais de uma década de operação foram 17,7 milhões de visitantes em mais de 2.300 eventos.

Já em termos de dinheiro, o novo contrato com o Nubank é o maior da história do setor no Brasil quando a gente anualiza o valor. São 50 milhões de reais por ano, válido até 2044. Pois é, e para você ter uma noção, só no Brasil, o Nubank já tem 113 milhões de clientes. Dessa forma, o estádio vira vitrine, o nome vira hábito e a marca entra no dia a dia do público sem precisar forçar propaganda.

Mas com esse movimento gigante fechado na nossa sessão Empresas, a gente segue agora para o Noticiário Internacional. Agora no bloco internacional, o clima voltou a ferver no Estreito de Hormuz. A tensão entre Estados Unidos e Irã escalou de novo. Isso depois que Donald Trump disse no domingo que os americanos iam começar já nessa segunda a guiar em segurança os navios que estariam presos na região.

E essa operação não é pequena, Branco. Segundo Trump, ela inclui destroyers, mais de 100 aeronaves e 15 mil militares. O objetivo, nas palavras dele, seria retirar mais de 700 embarcações bloqueadas e libertar vítimas das circunstâncias. Só que aí veio o Toma Lá da Cá.

Ontem, dia 4, o Irã afirmou que impediu a entrada de navios de guerra americanos em Hormuz e que fez disparos de advertência. E para reforçar a mensagem, o país divulgou um mapa com linhas vermelhas, marcando a área que está sob seu controle.

Mas do lado americano, a história é outra. Os Estados Unidos negaram que tenham sido barrados e disseram que o regime iraniano lançou múltiplos mísseis e drones contra navios comerciais. Como resposta, Trump afirmou que os Estados Unidos derrubaram sete embarcações iranianas.

E não ficou só entre os dois, Andrazinho. Teve incêndio e explosão no navio operado por uma transportadora da Coreia do Sul. E o Trump aproveitou para chamar o país para se juntar à missão. Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro vazio e de realizar ataques contra o país. Além disso, ainda tiveram relatos de ataques em Oman. Ou seja, a tensão foi só se espalhando.

E por conta disso tudo, cresceu mais uma vez o temor de uma interrupção prolongada no transporte de petróleo pela região. Ontem, dia 4, o Brent fechou em alta de 5,80% a US$ 114 por barril. E para fechar, indo além com mais três extras do cenário global, o Irã disse que recebeu a resposta dos Estados Unidos à última proposta de negociações com o Cato...

A OPEP+, anunciou o aumento de 188 mil barris por dia na produção para junho e a desaprovação de Trump chegou a 62% segundo uma nova pesquisa. Ou seja, branco, é pressão militar, disputa narrativa e risco direto para o petróleo tudo ao mesmo tempo. Mas com esse panorama internacional no radar, a gente gira agora para o noticiário aqui do Brasil.

Começando o Bloco Nacional, ontem o governo Lula lançou o novo Desenrola Brasil, uma nova rodada de renegociação de dívidas para brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

Entendendo como isso funciona na prática, a ideia é que as famílias possam trocar dívidas antigas por um novo crédito com desconto e juros menores. Entram na renegociação débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, desde que tenham sido contratadas até janeiro de 2026 e estejam atrasadas entre 90 dias e dois anos.

E os descontos variam bastante. Vão de 30% até 90%, dependendo do tipo de dívida e do tempo de atraso. Depois desse abatimento, os juros ficam limitados a 1,99% ao mês. E tem mais um ponto importante. Quem aderir também pode usar ou 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000 para quitar parte da dívida ou toda a dívida.

O prazo do programa tem a previsão de durar 90 dias. Agora, ele também vem com algumas medidas extras. Uma delas é que quem entrar no Desenrola vai ter o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses. Outra aqui é que pessoas com dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos e deixam de ficar com o nome sujo.

O pacote também vai além das dívidas comuns. Ele inclui renegociação do FIES com descontos de até 99% para estudantes do Cade Único, além de mudanças no consignado de servidores e beneficiários do INSS.

E para viabilizar a operação toda, o governo vai usar o Fundo Garantidor de Operações, o FGO, que funciona como um tipo de seguro para os bancos caso aconteça calote nessa nova dívida renegociada. Parte do dinheiro deve vir do chamado dinheiro esquecido no sistema financeiro, o que já começou a gerar críticas de parte da população. E para fechar a sessão, o pano de fundo disso é bem claro. A inadimplência subiu e a gente já até falou disso aqui no podcast.

No fim de 2024, eram 73 milhões de brasileiros com nome negativado. Em março desse ano, esse número chegou a 82,8 milhões, segundo a Serasa. Mas agora, com o nosso Bloco Brasil atualizado, bora conferir como foi o fechamento dos mercados.

Fechamento dos mercados do Daily Fim e a gente começa pelo Brasil. Por aqui, o boletim Focus elevou a projeção do IPCA de 2026 de 4,86% para 4,89%. Foi a oitava alta consecutiva, novamente acima do teto da meta do Banco Central de 4,5%.

Para efeito de comparação, antes do conflito no Oriente Médio, o mercado esperava uma inflação de 3,91% para 2026. Na bolsa, o Ibovespa fechou essa segunda-feira em queda de 0,92% aos 185.600 pontos. O principal índice brasileiro foi pressionado pelas incertezas em torno da guerra e pelo tombo da Vale, que caiu 3,10%.

Na ponta positiva, a Embraer subiu 2,54% após anunciar a venda de até 20 aeronaves para a Força Aérea dos Emirados Árabes. A CVC, por sua vez, disparou 23,32% após a notícia de que a dona da decolar estaria preparando uma oferta para comprar a companhia.

Indo para os Estados Unidos, o clima também foi de cautela. Em Nova Iorque, o S&P 500 caiu 0,41%, enquanto o Nasdaq recuou 0,19%. Por lá, a GameStop caiu 10,14%, após apresentar uma proposta de 56 bilhões de dólares para comprar o eBay. O ponto é que a GameStop vale hoje cerca de 11 bilhões de dólares na bolsa, ou seja, para o mercado, a empresa estaria tentando dar um passo bem maior que a perna.

E para fechar, o dólar subiu 0,32% e fechou a R$ 4,97. E agora que encerramos essa sessão, terminamos mais um episódio. Se você curtiu nosso conteúdo hoje, já segue a gente aí e ativa o sininho para não perder os próximos.

Lembrando aqui que essa versão em áudio da nossa newsletter, ela chega todo dia às 6 horas da manhã no seu e-mail e por lá você encontra mais detalhes e outras seções que não cabem por aqui. O link de inscrição está na descrição desse episódio. E se esse episódio te ajudou, não guarda só pra você não, já compartilha com os amigos e com a galera do trabalho, até porque todo mundo merece ficar bem informado. A gente se vê amanhã no próximo episódio. Valeu pessoal!

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Nubank

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