Daily Fin #763 – PL DA DOSIMETRIA É MANTIDO | ATUALIZAÇÕES EM ORMUZ | BIG TECHS DIVULGAM RESULTADOS
No episódio do Daily Fin #763:
Balanços em “modo IA”. O recado de Wall Street: pode gastar com IA, basta entregar retorno…
Conflito sem fim. EUA querem formar coalizão para liberar Ormuz e avaliam novos ataques.
Decisão revertida. Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria.
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André Hermeto
Gabriel Branco
- Geopolítica do Estreito de HormuzIrã · EUA
- Queda de Ações Microsoft e Big TechMeta · Amazon · Microsoft · Alphabet · Samsung · Apple
- Lei da Dosimetria
Está no All Daily Fim, seu resumo diário de notícias e negócios de uma forma simples e descomplicada. Meu nome é Gabriel Branco. E eu sou André Hermeto. Nossa missão aqui é trazer três assuntos essenciais para o seu dia, com contexto e um olhar crítico. Lembrando que no fim tem o nosso giro completo dos mercados, para você conferir o que mais mexeu com o humor dos investidores. Hoje é sábado, 2 de maio, então já pegue seu café, procura um lugar confortável e fique aqui com a gente.
Entre os destaques desse episódio, na sessão Empresas, maiores companhias do mundo divulgam resultados. Em mundo, Estados Unidos querem formar coalizão para liberar Hormuz. Já no Brasil, Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da dosimetria. Muita coisa importante para a gente conversar hoje. Então já fica ligado e bora para a primeira notícia.
No mundo dos negócios, as maiores empresas do mundo divulgaram seus resultados nessa última semana e os mercados repercutiram os números. Bora trazer seis destaques chamativos aqui, começando pela meta dona do Instagram. A empresa até superou as expectativas, mas as ações caíram 8,55%.
depois que ela elevou a previsão de gastos com IA em 2026 para até 145 bilhões de dólares. E o ponto aqui é que, diferente das rivais, a meta não tem uma operação gigante de nuvem para monetizar esse investimento, e por isso acabou sendo a que mais sofreu no mercado acionário.
E ainda nessa mesma linha branco, a Amazon mostrou um resultado bem forte, com o lucro disparando 77%, puxado por um aumento de 28% na receita da AWS, o maior ritmo em 15 trimestres para o serviço de nuvem. Só que as preocupações com os 200 bilhões de dólares de gastos previstos em A seguraram a reação do mercado. As ações acabaram subindo só 0,77% na quinta-feira, dia 30.
Já a Microsoft também veio com números robustos na nuvem. A receita do Azure cresceu 29%, mas no dia seguinte ao balanço as ações recuaram 3,93%. E de novo, o mercado pesou a mão porque a empresa levou a projeção de gastos com IA para US$ 190 bilhões em 2026.
Agora, quem viveu o movimento contrário foi a Alphabet, controladora do Google. As ações dispararam 9,97% depois que a receita do Google Cloud avançou 63%, bem acima das civais AWS e Azure. E não foi só a nuvem, não. O Google Search também cresceu 19%. Agora, puxando para semicondutores, a sul-coreana Samsung entregou um número quase absurdo. Lucro líquido em alta de 474%. E aí
impulsionado pela demanda por chips de memória usados em sistemas de IA. Só na divisão de chips, o lucro aumentou cerca de 50 vezes. A queda das ações de 2,43% após esse resultado parece mais uma correção do que qualquer outra coisa.
porque os papéis já acumulam alta de 88% em 2026. E para fechar o nosso giro, a Apple também superou levemente as expectativas, com receita de US$ 111,2 bilhões e lucro de US$ 29,6 bilhões no último trimestre. O resultado veio puxado principalmente pela área de serviços, enquanto as vendas do iPhone ficaram um pouco abaixo do esperado.
No geral, fica bem claro que o mercado está deixando as big techs gastarem com IA, mas cobrando uma coisa em troca. Resultado e monetização o quanto antes. E com esse giro do bloco de empresas fechado, a gente vira a página agora e segue direto para o noticiário internacional.
Agora no bloco internacional, a tensão no Oriente Médio continua sem sinal de trégua. Já se passaram dois meses desde o início da guerra contra o Irã e o Estreito de Hormuz segue fechado, com mais atualizações nos últimos dias. O ponto central aqui é que o Irã mantém o bloqueio como resposta a uma ação naval americana, que vem restringindo as exportações de petróleo do país.
E começando as novidades pelo lado dos Estados Unidos, o governo quer formar uma coalizão internacional para reabrir Hormuz. A iniciativa deve se chamar Construção da Liberdade Marítima, mas não deve incluir Rússia, China, Cuba e outros adversários dos americanos.
E tem um detalhe importante nessa proposta, Andrazinho. Ao mesmo tempo em que tenta reabrir Hormuz, ela também prevê manter o bloqueio americano a portos iranianos. Na prática, isso dificulta as exportações de petróleo do Irã e obriga o país a estocar o excedente.
E o impacto disso pode ser enorme. As receitas do Irã, estimadas em 5 bilhões de dólares por mês, podem cair a zero. No meio dessa escalada, Trump chegou a republicar uma imagem nas redes sociais mostrando o Estreito de Hormuz com o nome Estreito de Trump. E ainda além, o presidente americano também estaria avaliando novos bombardeios contra o Irã, mirando alvos militares e políticos, ou até uma declaração de vitória no conflito.
E com esse aumento de tensão, na quinta-feira, dia 30, o petróleo chegou a bater 126 dólares o barril, atingindo uma máxima de quatro anos. Do lado iraniano, o clima também endureceu. Putin, que é aliado do Irã, alertou Trump sobre consequências prejudiciais de novos ataques. E o presidente iraniano disse que o bloqueio naval americano está condenado ao fracasso. Enquanto isso, a guarda revolucionária prometeu responder a novas ofensivas com ataques dolorosos.
Mas apesar desse cenário, ainda existe um fio de esperança. O governo iraniano passou a trabalhar com um novo plano de paz. Ou seja, com hormus fechado, o risco de novos ataques e o petróleo disparando, o mundo segue acompanhando de perto o conflito. Mas agora encerrado o panorama internacional, bora virar a chave e ir para o noticiário aqui do Brasil.
Começando o Bloco de Brasil, o Congresso derrubou nessa quinta-feira o veto do presidente Lula ao PL da dosimetria, um projeto que permite reduzir as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. E o placar foi bem expressivo, né, Branco? Na Câmara, foram 318 votos a favor da derrubada do veto e 144 contra. Já no Senado, o placar foi de 49 a 24.
Com isso, o texto agora deve ser promulgado por Lula e passa a valer como lei, mas com um detalhe importante, essas novas regras ainda podem ser contestadas no STF. E o texto pode impactar inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. A leitura é que com as novas regras ele pode sair do regime fechado em um prazo menor e ainda ter a pena total reduzida.
Agora, nos bastidores, teve uma manobra fora do comum antes da votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retirou da análise trechos que poderiam conflitar com a lei antifacção e que poderiam beneficiar condenados por outros crimes, como feminicídio. E com isso, o Congresso derrubou o restante do veto sem mexer nessa parte. Só que o governo contestou a medida alegando que esse tipo de manobra não tem previsão legal.
No quadro geral, isso aumenta a pressão sobre Lula em uma semana especialmente difícil no Congresso. Na véspera, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, no que foi a primeira rejeição de um indicado ao Supremo desde 1894.
E depois dessa derrota, aliados de Lula começaram um pente fino para mapear votos fora do esperado, inclusive dentro do PSB, que é um partido da base. Isso foi visto por alguns como traição. E vale lembrar que o PSB é o partido de Rodrigo Pacheco.
que é ex-presidente do Senado e nome preferido de Alcolumbre para a vaga no STF. Ou seja, a escolha de Lula por Messias em vez de Pacheco acabou virando um ponto de desgaste com o Congresso. E para complicar ainda mais o cenário, segundo a jornalista Malu Gaspar, do Globo, o ministro Alexandre de Moraes também teria atuado contra Messias.
É Andrézinho, um cenário bem complexo que mostra como a relação entre Planalto e Congresso segue bastante tensionada. Mas com o Bloco Brasil completo, bora agora conferir como foi o fechamento dos mercados.
Fechamento dos mercados do Delifim por conta do feriado de ontem, vamos falar aqui sobre o pregão de quinta-feira. Por aqui, o Ibovespa subiu 1,39% aos 187.308 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas. Ainda assim, o índice fechou abril com um leve recuo de 0,08%.
Os investidores dividiram as atenções entre balanços corporativos, movimentações em Brasília e indicadores macroeconômicos. Entre os dados do dia, as contas do governo registraram um déficit de R$ 73,8 bilhões em março, o pior resultado para o mês na série histórica. A dívida bruta, por sua vez, subiu para 80,1% do PIB, voltando ao nível da pandemia. Já o desemprego avançou para 6,1%, mas segue no menor patamar para março da série histórica.
Entre as ações, a Braskem avançou 2,35%, após os acionistas aprovarem Magda Chambriard, CEO da Petrobras, como presidente do Conselho de Administração da Petroquímica. Nos Estados Unidos, os índices renovaram máximas históricas de fechamento. O S&P 500 subiu 1,02% no pregão.
acúmulo alta de 10,42% em abril. Já o Nasdaq avançou 0,89% no dia e saltou 15,29% no mês. Foi o melhor desempenho mensal dos dois índices desde 2020. Por lá, as ações Delay e Lili subiram 9,81% após reportar receita acima do esperado, com a forte demanda pelos remédios emagrecedores como Zep Balde e Monjaro.
Para fechar, o dólar caiu 0,99% a R$ 4,95. Em abril, a moeda americana recuou 4,38%. E agora que encerramos essa sessão, terminamos mais um episódio. Se você curtiu nosso conteúdo hoje, já segue a gente aí e ativa o sininho para não perder os próximos.
E lembrando aqui que essa é a versão em áudio da nossa newsletter. Ela chega todo dia às 6 horas da manhã no seu e-mail e por lá você encontra mais detalhes e outras sessões que não cabem por aqui. O link de descrição está na descrição desse episódio. E se esse episódio te ajudou, não guarda só pra você não. Aproveita o fim de semana e já compartilha com os amigos e a família. Até porque todo mundo merece ficar bem informado. A gente se vê na segunda no próximo episódio. Valeu, pessoal!