KARDECISMO: DOUTRINA OU RELIGIÃO?
Imagine Paris. Ano de 1857. A Europa ainda vive o choque da Revolução Industrial, as cidades crescem, as fábricas fumegam, e os homens começam a acreditar que a ciência vai responder a todas as perguntas. Mas nas salas fechadas, nas reuniões discretas de famílias burguesas, algo diferente acontece. Mesas que giram. Objetos que se movem. Respostas que chegam — dizem eles — do além.
É nesse contexto que um professor metódico, racionalista, de terno e gravata, resolve pegar um lápis e anotar, sistematizar, organizar. Não como místico. Como pesquisador.Seu nome era Hippolyte Léon Denizard Rivail. Mas o mundo o conheceria por outro nome
Allan Kardec.
E o que ele escreveu naquele ano mudou — para sempre — a vida espiritual de milhões de pessoas. Especialmente aqui. No Brasil.