Episódios de CASAL NOTARIAL

Trabalhar Mais Ou Melhor? O Debate Que Está Dividindo O Brasil #90

02 de maio de 20261h58min
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Neste episódio do podcast Casal Notarial, recebemos a advogada Silvia, especialista em direito do trabalho, para uma conversa esclarecedora sobre temas polêmicos e atuais do mercado de trabalho. Discutimos a complexidade das relações trabalhistas, a pejotização e suas implicações legais, além de refletirmos sobre a importância da educação e da qualificação profissional. Silvia compartilha sua experiência e visão sobre como o direito do trabalho pode ser mais flexível e justo, abordando também a questão da igualdade de gênero no mercado. Um episódio imperdível para quem deseja entender melhor os direitos e deveres no ambiente de trabalho

Assuntos deste episódio
- Direito do trabalho
- Pejotização
- Educação e mercado de trabalho

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Direito do Trabalho

Capítulos
00:00:00 Introdução ao episódio
00:05:13 Discussão sobre o Dia do Trabalho
00:10:22 Silvia e sua experiência
00:15:35 A importância do cartório
00:20:31 Mulheres no mercado de trabalho
00:25:45 Jornada de trabalho e economia
00:30:55 Direitos trabalhistas e CLT
00:36:05 Educação e oportunidades
00:41:23 Pejotização e suas implicações
00:46:11 Diferenças entre CLT e PJ
00:51:22 Contratos de trabalho
00:56:36 Flexibilidade no trabalho
01:01:40 Tributação e informalidade
01:06:42 Resultados e metas no trabalho
01:12:05 Educação como motor de mudança
01:17:11 A importância da comunicação
01:22:13 Experiências pessoais e profissionais
01:27:36 Reflexões sobre o futuro do trabalho
01:32:33 O papel da fé e propósito
01:37:27 Encerramento e agradecimentos
01:42:36 Mensagem final de esperança
01:47:48 Considerações finais
01:52:52 Despedida

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Assuntos8
  • Jornada de Trabalho e FlexibilidadeJornada 5x2 · Trabalho intermitente · Impacto na economia · Igualdade de gênero no trabalho · Home office
  • Pejotização e Fraude TrabalhistaDefinição e legalidade da pejotização · Fraude à lei trabalhista · MEI como ferramenta · Contrato de prestação de serviço · Consequências da pejotização fraudulenta
  • Direitos TrabalhistasHistórico da CLT · Férias e 13º salário · FGTS · Previdência Social · Diferenças entre CLT e PJ
  • Desmistificando o CartórioPapel do cartório no judiciário · Divórcio, inventário e outras ações extrajudiciais · Homologação de acordo trabalhista extrajudicial · Ata notarial como prova
  • Futuro do TrabalhoNecessidade de revisão e flexibilização · O papel do sindicato nas negociações · Desafios para empregadores e empregados
  • Dia do TrabalhadorComemoração e significado · Trabalho doméstico · Trabalho feminino
  • Propósito e fé em DeusIntimidade com Deus · Devocional e escrita diária · Propósito divino na carreira · Confiança e obediência à vontade de Deus
  • Comunicação AssertivaEsclarecimento de dúvidas · Combate à desinformação · Respeito mútuo
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em comemoração ao Dia do Trabalho. Hoje o nosso episódio é com a nossa queridíssima Silvia Arão, professora e advogada do Direito do Trabalho. Pega a pipoca e aproveitem.

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast Casal Notarial. Eu sou o Cristiano. Eu sou a Ana Vitória. E esse podcast, como você já sabe, tem a missão de desmistificar o cartório. O que é desmistificar o cartório? É falar de assuntos complicados, não só cartório. Porque hoje a gente vai tratar de um tema. A gente vai desmistificar esse tema. Vamos desmistificar esse tema.

E o que é desmistificar? É deixar o negócio bem mais leve, bem mais legal, né? É que você entenda. É, não precisa ser engessado, não precisa ser chato. É tudo um ponto de vista. Se o seu ponto de vista é chato, é porque você deve ser um cara chato. Uma pessoa chata. Não pode falar assim das pessoas. É chato, pode. Ah, pode? Ainda não está podendo. Eu acho que não pode. Não é chato, pode. Mas, enfim, esse podcast é para quem?

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Pois é. E, assim, pensa num tema que é tão polêmico quanto cartório. Isso. Hoje a gente vai falar um pouquinho sobre direito do trabalho. Esse tema, as pessoas fazem, assim, ou o patrão é que está sempre certo, ou o colaborador é que está sempre certo, ou o patrão está errado. Aí, no final, assim, todo mundo se engalfa, mas um precisa do outro. Um não vive sem o outro, né? Claro. Tipo o Tom Engerre, sabe?

Ah, é. Esses dias eu vi um desenho tão bonito do Tantini. É, eu tô em Jair velhinho, né? É. É, isso é bem legal. Bom. É bom quando você tem um colaborador, né? Que aí vê você velhinho. E por que esse programa hoje, então a gente vai falar de trabalho? Porque ontem foi o nosso dia, dia do trabalho. Você sabe que é o único dia que eu gosto de não trabalhar? Eu me dou o direito de não trabalhar. E você realmente não trabalha nesse dia?

Eu fingo que eu não trabalho porque eu gosto do dia do trabalho. Lá nos Estados Unidos a gente chama Labor Day, né? É aquele dia do trabalho. Tem mó festão. Tem festa.

Mas aqui também tem, quando eu era criança, lá pra Quinta da Boa Vista na fecha do dia do trabalho. Ah, eu acho que eu não vou embora aí. Minha gente me levava no zoológico, me levava na Quinta da Boa Vista. Então, trabalhador, todos nós, seja você empreendedor, colaborador, né? Todos, todos trabalham. Inclusive, a senhora é dona de casa que trabalha mais que todos nós. E a senhora que é dona de casa ainda trabalha fora de casa, tem filho, tem tudo.

Pode reivindicar direito? Eu vou perguntar. Vai ser uma pergunta que eu vou fazer.

E depois eu vou fazer uma pergunta aqui para o nosso especialista. Por que é que as mulheres estão dando banho nos homens no mercado de trabalho? Não estou vendo o homem trabalhar, não, mas tudo isso. A gente vai, a mulher já dá banho em homem há muito tempo. É porque agora a mulherada resolveu acordar e se posicionar. Entendeu? Então, assim, a gente botou a boca no mundo e aí agora não tem mais pra ninguém, né? Então, parabéns para você, parabéns para todos nós por esse dia do trabalho.

Para quem tem mais de um trabalho, tipo assim, trabalho no cartório, trabalho aqui, trabalho... Trabalho em casa.

Pode ter vários dias de feriado? Não, um dia só e tá bom. Bom, então, sem mais delongas, estamos falando bastante aqui. Vamos deixar, quem sabe, falar de trabalho, sobre trabalho, sobre direito do trabalho. Minha querida Silvia Arão.

Eu não vou falar o currículo dela, não, vou deixar ela falar. Se apresentar. Mas, assim, antes de tudo... Silvia, querida, olha, é um super prazer ter você aqui. Obrigada por aceitar o nosso convite. Assim, a gente teve a honra, né, de palestrar no mesmo evento que ela. Então, assim, pô, aí ela vai, palestra, e depois entra a gente, pô. Eu falei, não, nem vou, né? Vou passar vergonha aqui. Mas até que deu tudo certo, né?

Mas, assim, uma forma da gente agradecer a sua presença, seu tempo. Aqui tem um... Aqui tem um kit nosso com a nossa bolsinha. Ai, que lindo! Para agradecer. Vou guardar com todo carinho.

E o livro... Você falou de devocional. Eu escrevo devocionais. Que legal! Eu me descobri escritor. Deus me fez escritor. Esse é meu primeiro livro impresso e lançado. Há dois anos atrás, eu comecei... Eu recebi uma palavra.

querida colaboradora que trabalha lá em casa, ela falou assim, o senhor mandou falar com você, Cristiano. Eu falei, o quê? O que ele mandou falar comigo? Jeremias, capítulo 1. Então, Deus falou, escolhendo o vento da tua mãe para ser profeta entre as nações. Eu falei, meu Deus, como é que eu vou ser profeta entre as nações? Já sei, vou começar pela internet, que lá todo mundo vê. Aí comecei lá colocando um bom dia.

Hoje eu tenho mais de mil mensagens lá nesse perfil, o perfil pequeno é que eu estou transformando em livros. Muito bom. Parabéns. E são devocionais. Quer dizer, mais uma coisa que me surpreende, vai gostar mais ainda desse casal maravilhoso, Oni e Cristiano. Muito bacana vocês. Estou muito feliz de estar aqui, muito honrada, ainda mais nessa data. Primeiro de maio é uma data muito importante, como vocês já falaram. E eu também, Cristiano, meu pai me levava.

Na quinta da Boa Rádio. Tá vendo? Foi o dia do trabalhador no Zoológico. Era um dia festivo. A gente pegava o trem lá em Nova Iguaçu. Ia todo mundo pra quinta. Era muito legal. E a gente comemorava o dia do trabalhador, né? A gente já não vê tanto isso. Mas a gente comemorava o dia do trabalhador. É muito bom. Vou falar pra minha mãe. Por que ela nunca se amou? Você mora em Niterói. É, talvez. Em Niterói não tem as coisas, mano.

Não, mas tem o Parque São Bento, não é? Tem. Então, e lá no Parque São Bento deveria ter um festejo, não? Não, acho que tem sempre um show, tem sempre alguma coisa assim. É porque quando a gente era anos 80, ali quando eu era criança, não tinha tanto. E a Quinta da Boa Vista sempre foi uma referência. Sim, sim. A Quinta sempre foi uma referência.

Pô, mas assim, olha, muito obrigado. Então, a gente vai falar um pouquinho de tudo aqui sobre esse assunto que é tão polêmico, mas é porque não é desmistificado, igual cartório, né? É, então vamos falar um pouquinho. Bom, deixa eu me apresentar. Eu sou Silvia Arão, né? Sou brasileira, uma mulher preta.

Sou agora da terceira idade, tenho 60 anos, sou da melhor idade, tenho 60 anos de idade e posso dizer que mais da metade da minha vida eu passei ou dando aula ou exercendo a advocacia trabalhista.

Fiz, estudei, fiz a graduação, pós-graduação, fiz mestrado, fui para a Argentina fazer um doutorado, mas que eu ainda não acabei. E falando sempre de trabalho, falando sempre de uma forma desmistificada, falando sempre de uma forma tranquila, eu falo no meu canal no Instagram para advogados e também para qualquer trabalhador e trabalhadora.

E eu acho que a nossa função é essa. A gente recebe um legado, e aí eu vou usar assim o nome de Deus, a gente recebe um legado de Deus. Ele disse, vou te fazer uma advogada, tu vai ser professora e vai ensinar aquele que queira ser um expert na advocacia trabalhista, ir além.

E ainda tem algumas novidades aí que em breve vocês vão estar sabendo dos destinos que a Silvia está tomando, né? Do caminho que o Senhor tem me conduzido. Em breve vocês vão saber. Está aqui é um prazer, eu amo vocês. Gente, eles falaram que eles não queriam falar depois que eu falasse, mas quando eu os conheci, quando eu os vi falando, foi amor a primeira vez. Meu Deus!

como que falam de coisas difíceis de uma forma tão simples. Já nem uma maneira que... Como conseguem? E eu aprendi muito naquela palestra. Nossa! E depois eu fui falar com vocês como que eu aprendi. E é isso. Eu acho que o bom profissional, independente da posição que ele esteja ocupando, ele tem que fazer isso. Ele tem que deixar que o seu cliente ou aquele que ele vai prestar serviço entenda o passo a passo do que está fazendo. Eu sei que é muito difícil. É...

A questão cartorária que hoje a gente percebe que o direito como um todo, ele está se tornando extrajudicial. E a presença do cartório, um cartório bem estruturado, que possa, olha, a gente já tem divórcio, que não é minha área, mas a gente tem divórcio, vamos ter ação de despejo, e a possibilidade do inventário e tantas outras. Ainda não chegou na justiça do trabalho, minha gente. Mas, em breve, a gente tem até uma possibilidade.

da homologação de acordo extrajudicial, mas esse acordo ainda tem que passar pelo juiz, ele precisa ser homologado pelo juiz. Talvez, num futuro breve, a gente não precise ir ao judiciário e possa celebrar esse acordo, homologar esse acordo trabalhista de uma forma cartorária.

É, assim, eu acho super válido, porque quantas mini agências do judiciário, que são os cartórios, têm espalhado uma em cada bairro acessível, por exemplo, aqui está aberto de domingo a domingo. Para você resolver isso, olha isso. Gente, a gente está no shopping. No shopping. Depois até a gente vai falar sobre isso, que foi uma polêmica aqui também. E a Tassiela, se você conhece, a juíza federal do trabalho, ela conversou com a gente também, ela falou sobre essa possibilidade também.

Ela acha super válido, assim. Eu falei, pô, e você demora a julgar só as casas? Ela falou, não, de jeito nenhum. Ela é um doce também. Ela é muito legal também. Não, e o cartório, hoje nós temos a ata notarial para validar, né? Na realidade, ela não dá a autenticidade da mensagem, mas ela valida que foi extraída daquele instrumento, daquele aparelho de celular.

aquela filmagem, que é muito importante. Ainda que tenha um custo que, muitas das vezes, pode ser um óbvio para o trabalhador, mas, na verdade, o cartório hoje já funciona como um instrumento de instrumentalização do processo. O que é instrumentalização do processo? Juntar as provas certas. Isso faz muita diferença. Sim. Para mim, esse é o futuro...

Do judiciário. Do judiciário. Não tem para onde correr. E eu acho que essa coisa... Você falou muito bem, Silvestre, está num shopping. Até a gente bateu um papo com o Jairo Descende, que é arquiteto. Eu falei, poxa, antigamente tinha os cinemas fora do shopping, né?

O shopping hoje te traz um conforto, uma segurança. Então, eu acho, eu tenho visto movimentos de cartórios, né? Indo para o shopping. Tomara que poderiam ir todos. Hoje, o centro do Rio está muito abandonado. Funciona de segunda a sexta. Às vezes, a pessoa não tinha que abrir cartórios domingo a domingo.

Mas, poxa, um sábado de manhã dá para resolver tanta coisa. Porque o próprio trabalhador, às vezes, não tem essa disponibilidade durante o dia. Ou tem uma prestação de serviço em que ele só poderia ter o sábado ou o domingo para resolver problemas pessoais. Você começa a entrar numa outra seara. Por que que...

o cartório não poderia prestar esse serviço. Aí a gente ainda tem a questão do centro do Rio, realmente, durante o fim de semana, não é possível, mas você tem a possibilidade da prestação de serviço online, mas aí você, para ter o serviço...

Desculpa. Para ter o serviço online sendo prestado, você precisa de uma administração por trás funcionando. Então, são várias questões que tudo envolve o direito do trabalho. E por que não você ter... Aí você cria uma questão...

trabalhista dentro do cartório, mas você também resolve uma questão para pessoas em relação às questões trabalhistas dela. Então, realmente é uma teia, que tudo se comunica. E aí, você falando dessa questão da organização do trabalho, tipo de segunda a domingo, a gente tem uma grande discussão que é a jornada 5x2.

E na jornada 5x2, o trabalhador estaria comprometido de segunda a sexta, ou de segunda a domingo, com folgas semanais. E o que acontece? Se ele tem um serviço à sua disposição, no sábado e no domingo, que ele já não trabalha mais, olha a possibilidade, olha a realidade. Então, fica muito mais próximo do trabalhador e da trabalhadora, e principalmente da trabalhadora, porque nós, mulheres, não temos apenas uma profissão.

E ainda que tenhamos apenas um vínculo de emprego, nós temos várias outras atividades, que é atividade doméstica, que é como mãe, como dona de casa, que todas nós, em algum momento, mesmo que não tenhamos uma relação matrimonial, mesmo você sendo solteira, você tem obrigações. Então, você imagine uma jornada cinco por dois, em que a mulher trabalhadora e o homem trabalhador possam ir no cartório no sábado de manhã, que possam ir no domingo. E aí você fala...

Ah, mas eu vou ter outro motivo trabalhista no cartório. Não, porque você pode ter jornada de revezamento, você pode ter escala, você pode ter um trabalho em que respeite a escala 5x2 e que outros trabalhadores, e até fomentar mais vagas, que outros trabalhadores trabalhem no final de semana como trabalhadores intermitentes. Porque o trabalhador intermitente é aquele trabalhador que não precisa ir todos os dias ao trabalho.

A lei criou essa possibilidade de ter um trabalhador que trabalhe exatamente nos dias que a empresa precisa. Então, ele tem o vínculo de emprego, ele tem os direitos trabalhistas. De uma forma, ele vai receber o salário dele proporcional aos dias de serviço, vai contribuir com a previdência social, vai ter férias décimo terceiro, tudo de acordo com o número de dias que ele trabalhou. E isso pode ser um segundo trabalho de um trabalhador.

Então, quando a gente pensa em estar no lugar desse, trabalhador e trabalhadora, a nossa vida é muito corrida, todos os dias. E aí perguntam, mas 5 por 2 vai afetar a economia. Nós tínhamos uma jornada de 48 horas semanais. A Constituição veio, reduziu para 44. E qual foi o abalo sistêmico que teve na economia? Não teve, muito pelo contrário.

Nós tivemos novas oportunidades de trabalho, novos postos foram alçados e o que aconteceu? A economia girou ainda mais. Então, não é reduzir a jornada de 5x2 que vai trazer algum tipo de abalo à economia. E nós temos outras formas de trabalho.

Formas legais, formas justas, formas que vão atender ao interesse do capital, do empresário e também do trabalhador. Porque hoje é o dia do trabalho, mas o que adianta o dia do trabalho se nós não temos emprego? É, boa. Então, nós precisamos criar novas formas de trabalho que dê proteção ao trabalhador e que não onere ainda mais o empregador. É, boa.

Porque é a grande discussão. A gente sempre vai ter aquele pêndulo, capital e trabalho, o tempo todo. Então, a jornada 5x2 vai vir para atender a necessidade, principalmente de nós, mulheres, que temos mais de uma jornada. Ainda que você só tenha um vínculo de emprego. Ainda que você seja um prestador, ainda que você seja uma influência. Enfim, você, em casa, exerce outras atividades. E, se nós percebermos, eu não sei se vocês percebem. Ana, com certeza, eu não sei o Cristiano.

Mas a maioria das mulheres trabalha no comércio. É um trabalho. Muito. Se você for aqui... Gente, eu quase me perdi no shopping com as lojas. Mas eu resisti bravamente. Se nós formos ao mercado, o maior número de funcionários dentro do mercado, principalmente as caixas, são mulheres. E são pessoas que têm uma jornada exaustiva de seis por um. Às vezes, Anne Cristiano, até de sete por um.

Eu quero só corrigir uma coisa, não é só no mercado, não. A mulher está trabalhando em tudo que é lugar possível. E eu estou falando isso... Você virou puxar saco de mulher? Não, não é puxar saco de mulher, não. É a verdade. Antigamente, o cartório era um público totalmente masculino. É ou não é? Não estou falando nenhuma atrocidade aqui. Anos 80, final dos anos 90, até início dos anos 2000. Dá um pulo ali embaixo no cartório, você vê.

E não é só em cartório, não. E o que me preocupa agora, se eu tiver uma brincadeira, se a mulher ficar no 5x2, ninguém mais trabalha, porque o homem não está trabalhando, meu Deus do céu. É uma brincadeira. Mas você repara isso? Sim, mas o que eu quero mostrar para você...

É que eu concordo plenamente para você, e a Ana começou dizendo, nós mulheres, não apenas dávamos banho, cuidávamos, colocávamos a fralda, educavamos, ele ia para a rua, e nós não tínhamos nenhum valor. A mulher desperta, vai para a rua trabalhar. Mas o trabalho que mais absorve a mão de obra feminina é o comércio.

Sem sombra de dúvida. E que tem escala de 6 por 1. Quando não, 7 por 1. Nós estamos no shopping. Então, algumas trabalhadoras aqui, que é a grande maioria, se vocês fizerem agora um olhar crítico, se você que está aí nos assistindo, fazer um olhar crítico, nós vamos ver no auxiliar de serviços gerais, nós vamos ver dentro das lojas, dos restaurantes, na administração. Então, essa jornada, de uma forma específica.

de 6x1, a gente percebe que a mão de obra da mulher é mais utilizada. Exatamente aquela mão de obra que precisa ter um descanso. E aqui não é nenhum protecionismo, é a realidade. É verdade. É a realidade.

Então, a importância que se diga, que se reafirme, e você, Cristiana, através do seu canal, Ana também, que nós precisamos ter uma jornada 5x2 por uma dignidade, dignidade da mulher e do trabalhador em geral. Porque muitos homens também cumprem os seus deveres de casa e fazem a sua parte. Por quê? Talvez, no passado...

remoto, nós tínhamos o quê? Cuidávamos do homem. Não, você vai ganhar o pão de cada dia. Vai para a rua trabalhar. Não é trabalhadores e trabalhadoras. E a mulher fazia o quê? Ficava em casa. Quando a mulher vai trabalhar, o homem se esquece que ela também colocou a sua força para o trabalho. Alguns, graças a Deus, não todos, chegam, sentam, cruzam as pernas, como se a mulher também não tivesse cumprido uma jornada exaustiva de trabalho, tal como ele.

Então, essa concepção está mudando. Eu sou advogada, tenho alguns amigos advogados que passam as suas próprias roupas. Eu, nossa, que bacana. Não, lá em casa é dividido. Eu faço a comida, ela lava a louça. É, lá em casa ele faz a comida, ele lava a louça, ele põe a mesa, ele tira a mesa. Nossa, parabéns. Tudo bem que é só no fim de semana, mas... Já é uma ajuda. É, porque dia de semana não dá tempo, né? É, aí dia de semana nem...

eu também. Aí a gente põe as crianças e tiram. É o combinado que a gente tem. Então, mas legal, você tem um filho homem. E isso é importante, essa educação. Então, nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos que educar netos, sobrinhos, filhos, no sentido de que a obrigação também é sua.

Não mais aquela situação, porque, na realidade, a família brasileira é muito matriarcal. Então, as mulheres abraçavam isso. Não, lavar louça, jamais. Isso é coisa de mulher. Não, não vai fazer comida. E hoje a gente percebe uma evolução. Por isso a importância da Jornada 5x2. A Jornada 5x2 é uma vitória de toda a sociedade, de homens e de mulheres. E a gente fazendo um link. Imagina, você trabalha cinco dias na semana.

e você tem os outros dois dias para cuidar de questões importantes. Eu preciso, no cartório, resolver um problema. Eu preciso fazer uma ata notorial, porque o advogado pediu para levar os prints. Que hora eu vou fazer? Se eu pego no trabalho em determinado horário, quando eu saio, já acabou. Eu não tenho, em todos os shoppings, um cartório.

Sim. Ainda não. Ainda não, mas poderia, né? Uma dia. Não, essa observação sobre o comércio, você fez ao longo da sua carreira? Ou é uma coisa assim que... Por que a mulher é tão utilizada no comércio mais do que o homem? Então, por que a mulher é utilizada? Porque ainda tem de uma questão que nós mulheres recebemos menos do que os homens.

E a mulher, pela sua percepção de organização, ela vai para o comércio e o empregador, ele entende que ela tem um posicionamento melhor. E a mulher, pasmem, aceita melhor trabalhar os finais de semana do que o homem.

É mesmo. Senão ela trabalha muito em casa. Então ela diz, não, prefiro ficar na loja do que em casa cuidando do marido. E eu vou te dizer mais um motivo. Porque mulher aguenta o tranco. Aguenta. Aguenta o tranco. Aguenta o tranco. Não aguenta o tranco, não. A gente tem uma menina também, sabe? É um casal. Eu fico assim...

Meu Deus, essa menina, tem que aparecer alguém aqui. Está difícil, minha filha. Está ruim para você. Porque tem uns homens aí que estão... Porque ela vê o pai dela trabalhar, ela vê o pai dela lavar a louça, fazer comida. As minhas sobrinhas também, nesse sentido. Elas vão ficar muito mais criteriosas. Criteriosas. Mas eu, quando era criança, minha mãe botava... Porque assim...

Era minha mãe e minha avó. Minha avó faleceu, ficou minha mãe. Minha mãe ficou meu avô, meu pai, eu e mais dois irmãos. Então, cinco homens e uma mulher. Eu não gostava, mas a gente lavava louça, chugava aquela coisa, lavava o quintal. Muito boa a visão da sua avó.

Sempre fizemos isso. Muito boa a visão. Sempre. E nunca caiu em mão. Meu pai mesmo mandava, porque meu pai trabalhava fora a semana inteira, né? Às vezes, a gente dobrava aquela coisa de plataforma. E a gente morava na Penha, aquelas casas grandes, quintal.

A vida era muito simples, mas todo dia tinha que levar a quentão. Muito ótimo isso. Bacana. Então, você teve a educação, que é um modelo que nós precisamos, com urgência, implementar nos nossos dias. Uma educação participativa. Aí você pergunta assim, você tem uma pesquisa sobre isso? Nós temos uma pesquisa sobre o trabalho da mulher. E aí tem uma questão histórica em razão de 200 anos.

de uma situação de trabalho escravizado. Então, a mulher só começa a trabalhar depois que o homem arranja uma posição no trabalho. É sempre ficar para depois. Se uma mulher, a partir do momento que acaba a escravidão, o homem vai para a rua procurar trabalho. A mulher consegue o trabalho dentro da casa dos senhores, que continuam. Então, ela vai fazer trabalho doméstico.

Quando ela começa, com a evolução do tempo, a ter uma oportunidade, os homens já ocuparam aqueles lugares de destaque. E isso até os dias de hoje. Então, o que sobra na grande maioria é o trabalho terciário. Terciário, porque a mulher não tem muito... Hoje, há uma mudança porque a mulher procurou, ela estudou, ela foi para a faculdade, eu, por exemplo, que eu vejo na minha sala de aula, muitas mulheres maiores de 40 anos.

O que significa dizer isso? São pessoas que não estudaram quando deveriam ter estudado e hoje percebem que precisam estudar.

Então, eu tenho pessoas que fizeram o tipo técnico de enfermagem e hoje estão fazendo direito. Tenho pessoas que simplesmente eram donas de casa e se despertaram para realizar o seu sonho, para estudar, para obter melhores colocações. Porque, como eu disse, a nossa sociedade tem um cunho matriarcal. E esse posicionamento levou com que as mães entendessem que quem deveria estudar eram os meninos.

Na grande maioria das vezes, a mulher conquista o voto bem recente. A mulher não tinha o direito a voto. Então, se a gente colocar dentro desse contexto histórico, nós vamos perceber a consequência. Qual é o resultado? O resultado é que a mulher, hoje, está muito mais dentro do comércio do que o homem.

Foi o lugar que lhe coube. Não porque ela quis, mas é onde você não precisa ter uma escolaridade que é exigida para outros postos. Então, essas mulheres trabalham até tarde e estudam. Vão se qualificando, vão se qualificando, vão se qualificando. De 1970, de 1977 para cá, após a lei do divórcio, a gente percebe a mulher no Brasil entrando no mercado de trabalho. E tudo isso tem um histórico.

Então, gradativamente, gradativamente. Então, durante ainda alguns anos, nós vamos ver as mulheres ocupando esses lugares dignos, que elas conquistaram. Isso foi uma conquista. Ninguém chegou e lhe deu esse lugar. Ela teve que ir lá e conquistar. E ela percebeu.

Se eu posso ser a caixa da padaria, do mercado, eu posso mais. E aí busca a educação como uma forma de se qualificar e conquistar outros níveis. Se vocês começarem a olhar agora de um modo crítico, vocês vão verificar que o que eu estou falando é muito presente na nossa vida. Você está falando, eu estou pensando aqui, por que a mulher vive mais do que o homem, né? O pastor Cláudio, a gente estava falando dele, brinca muito com isso. Ele lá na igreja, ele fala assim, levanta a mão os viúvos.

Homem, viúvos, ninguém. Levanta a mão as viúvas. Aquela enxurrada de viúva, né? Aí, ó, é o que ele fala. E eu sempre defendi a ideia que a mulher se cuida, a mais se cuida. Mas eu estava pensando aqui agora, Deus fala assim, revela para a gente.

A mulher trabalha muito mais. O trabalho não deixa você morrer. A tua mente trabalhando. A mulher está aí. Porque o homem, ele se aposenta, ele parece que para de viver. Eu infeliz, meu Deus do céu. Que fique em casa. Não, sério. Eu lembro do meu pai, quando ele se aposentou, ele teve que arrumar... Montou uma serralheirizinha na garagem de casa, porque senão ele ia enlouquecer.

E nós mulheres, e tudo volta àquele ponto de partida. Nós não apenas trabalhamos da porta para fora de casa. Não, eu estou falando desse trabalho de casa mesmo. E esse trabalho é como se nós estivéssemos impedidas de morrer. Porque nós temos que fazer, nós temos que fazer, nós temos que fazer. E, de verdade, a mulher tem uma maior resistência. Se a gente pensar todas as grandes bandeiras que foram levantadas, fomos nós mulheres que levantamos.

Não, com certeza Você acordar com gripe Dentro do trabalho principalmente Vai botar roupa pra lavar do mesmo jeito Vai fazer o café do mesmo jeito Deixa eu te perguntar Eu te cortei cinco vezes, né? É que eu sou perguntador E hoje então Que ele acordou, senhor

Dá-me um minuto de paz. Vou ficar quietinha, então. Porque, assim, a gente está falando da jornada 5x2. Eu acho muito legal, importante. Se eu trabalhasse 5x2, eu ia ter mais uns 5 empregos. Mas tudo bem. Não, mas brincadeiras à parte, é importante exatamente para isso.

Eu entendo, mas eu me questiono muito em relação ao empregador, porque...

O lado do empregado, do trabalhador, a gente entende que ele teria esse tempo e tal. Mas eu não questiono nem das grandes empresas, não. Você vai lá, você faz um rodízio e tal. Mas e as pequenas empresas? E como seria isso? Por quê? Você reduz a carga de trabalho, mas você não vai reduzir os encargos trabalhistas.

Aí ele precisaria ter, vamos supor, uma loja, uma loja de bairro, um comércio, que ele tem ali para ele ter duas mulheres como funcionárias. Porque isso geraria um impacto financeiro também para ele. Será que ele conseguiria ter, porque aí ele precisaria, às vezes ele tem uma, trabalha o dono do negócio e mais um funcionário, e aí ele teria que ter dois.

Até nessa modalidade intermitente que eu achei interessante. Não, mas antes disso, eu vou... Não, eu quero que você complete. Não, então, o meu questionamento, a minha dúvida sobre essa questão da mudança do trabalho em como teria esse impacto... Porque, assim, por exemplo, vou te dar um exemplo sobre coisas que eu penso. 30 dias de férias.

um banco, tanto faz se ele tem um, dez funcionários e dá 30 dias de férias direto. Mas, para um restaurante, que tem ele cinco, aí ele dá 30 dias de férias direto para um, ele... Eu acho que o direito do trabalho... Desculpa até, se eu estou indo um pouco além. Não, tudo bem.

Eu acho que ele peca um pouco em medir com a mesma régua todos os trabalhadores, todos os direitos trabalhistas para todos os tipos de trabalho. E medir também todos os empregadores com as mesmas obrigações. Porque acaba que o trabalhador, todos os direitos dele, trabalhe ele num comércio pequeno, num comércio de médio porte ou numa grande empresa.

mas o empregador é diferente a pessoa que tem o empregador que tem uma loja que ele às vezes tem dois funcionários ou ele tem um médio negócio que ele tem sei lá quantos não sei como classificaria

E é diferente de um banco. Então, eu acho, às vezes, um pouco injusto essa medição, digamos assim. De tratar todos os iguais, mesmo sendo diferentes. Isso. Entendi. Então, vamos lá. Vamos por partes. Com relação à jornada 5x2, quando nós sabemos que vai ter um feriado durante a semana e a gente precisa fazer compra, o que a gente faz? A gente adianta.

Então, se o feriado é quinta, eu vou viajar no final de semana, mesmo que você não vá viajar. Não vai abrir hoje. O que você faz? Se adianta para comprar suas coisas, para se organizar, porque você sabe que naquele dia o comércio não vai abrir. Então, numa jornada 5x2, é a mesma coisa. Se você sabe que não vai abrir sábado e domingo, você vai se adiantar e resolver suas coisas até sexta. E um detalhe.

A mesma venda que se faria no sábado para o meio expediente, o empregador pode fazer na sexta-feira, porque vai ter uma sobrecarga de trabalho nesse dia. Então, o fato de reduzir a jornada não traz prejuízo. E mais, muitas das vezes, o empregador, principalmente do comércio, ele abre comércio sábado e domingo e a venda dele é muito fraca. Não justifica ele ter aberto, mas ele abre porque ele tem que abrir.

Então, ele chega no final e fala que era melhor não ter aberto. Então, a gente se acostuma, é uma questão de hábito, e não traria prejuízo, porque aquele que foi no sábado de manhã comprar, ele vai na sexta. Se a loja não vai abrir, ele vai dar o jeito dele. E também, nós não precisamos ter todos os empregados folgando no mesmo dia. Então, nós vamos poder ter um número de empregados que vão trabalhar a jornada cinco por dois.

de terça a... de quarta a domingo, de terça a sábado, de maneira que o comércio que abre de segunda a domingo vai continuar funcionando. Lembrando que, para que o trabalho em dias de feriado para o comércio possa ocorrer, é necessário que haja previsão.

em norma coletiva, convenção ou acordo coletivo, que são as novas diretrizes. Então, o trabalhador, se o seu empregador pedir para que você trabalhe domingo, nós temos que vai, ainda não entrou em vigor, porque criou-se uma celeuma, então adiou mais um mês para que isso comece. Ia começar em março, depois ia começar em abril, e agora foi adiado novamente. Mas a gente precisa ficar...

Trabalhar domingo é liberado. Trabalhar em dia de feriado tem que ser negociado. Mas, como eu disse, uma loja que tenha cinco, você não precisa todos trabalhar de segunda a sexta. Você pode organizar de maneira que esse empregado...

que você tem um empregado folgando. Agora, vamos lá para os direitos do trabalho. Como eu disse, nós tivemos 200 anos de um trabalho escravizado. Então, alguns setores que são bastante discutidos e que novamente voltou a ser discutido com relação à reforma administrativa, principalmente do setor público, existem cargos em que profissionais possuem 60 dias de férias. 60 dias de férias.

A doméstica, por exemplo, só passou a ter o direito às férias de 30 dias com a Constituição de 88. E os direitos de fundo de garantia somente foram implementados em 2015 com a lei do trabalho doméstico, a partir da Lei Complementar 72 de 2015.

Então, por que os direitos devem ser iguais? Porque a Constituição, ela preconiza que todos são iguais perante a lei. E que nós precisamos tratar todos igualmente. Mas existe um detalhe, Ana, que o empregador, ele pode negociar com o empregado, que o empregado pode fracionar as férias. O empregado não precisa tirar os 30 dias corridos. Ele pode tirar duas vezes, desde que ele tenha uma das férias.

Pode parcelar até em três, desde que um período seja de, no mínimo, 15 dias. Então, a gente tem possibilidades de negociar isso. Por quê? Porque nós falamos, todos os trabalhadores, seja de uma indústria, seja de uma multinacional, ou seja do bar do Seu José, trabalham 12 meses. Durante 12 meses ele está trabalhando. E aí...

ele vai poder ficar um mês, 15 dias, ou dois períodos de 10. Ele vai fracionar o período. Muito bem. Nesse fracionamento, e aí é bom que a gente diga, o empregador, quando nós falamos de férias, ele não paga um mês a mais o trabalhador. Porque a gente pensa assim, eu pago 13 meses quando pago férias. Na realidade, ele antecipa um mês. Ele paga um terço a mais. Ele paga um terço a mais apenas.

Essa é uma conta que todos fazem confusão. Exatamente. Então, na realidade, o empregador no pagamento das férias, ele antecipa, salvo raríssimas profissões, que o empregado tem o direito garantido de receber o mês integral quando ele retorna.

Não é para todos, é para alguns. É para alguns, como os militares, como os professores. Alguns, não são para todos. Então, de verdade, qual é a despesa do empregador nas férias? Um terço. Um terço. Sim. Um terço.

É, e a falta do funcionário. Sim, mas aí é o que eu digo. Se ele tem um único funcionário, ele mais um, o que vai acontecer? Ele tem que organizar isso. E o trabalhador não precisa tirar 30 dias, e mesmo que ele tire, ele pode contratar um trabalhador temporário para trabalhar aquele mês, que pode ser o intermitente.

Você acha, Silvia, que isso que a Ana falou, a tributação em cima do perfil de cada um, do pequeno, do médio, do grande empresário...

você acha válido essa tributação? Eu tenho só o botiquinho do senhor José, eu tenho um. O Burger King ali é uma multa, tem 2 milhões. E o médio ali, o menino do lado ali, acho que nunca vi aquela marca, tem 3. Eu achava justo uma tributação diferente de imposto em cima deles.

Então, aí, o que você está dizendo é o seguinte, seria legítimo tratar pessoas que são diferentes de formas diferentes? É, não, também... Essa é a questão. Essa é a questão. A gente está falando da empresa, não do trabalhador. Mas qual a relação aos direitos do trabalhador? O direito, o trabalhador, ele demorou muito para chegar nesses direitos. Sim. Muito tempo, muito tempo.

Então, se nós criarmos distinções entre categorias, o que pode acontecer é a gente ter um desemprego em massa. A gente pode não ter as ofertas de trabalho.

Porque a grande questão é que o empregador, o que ele discute, são muitos direitos, mas são muitos direitos a partir de que direito? Qual é o parâmetro que nós temos para colocar a régua? São muitos direitos a partir de que? São muitos direitos do operário? São muitos direitos do comerciário?

ou são muitos direitos frente à administração pública. Qual é a régua? Qual é o parâmetro? Porque muito ou pouco depende do quanto a que eu estou comparando. Sim, com certeza. Então, se nós pensarmos, o trabalhador no Brasil é mal remunerado, muito mal remunerado. O salário no Brasil é um salário baixo em qualquer área. A gente percebe isso. Vamos excluir a administração pública.

Desculpe, você que é servidor, você vai falar você está errada. Mas aí eu tenho um parâmetro. Qual? Com o trabalhador em geral. Porque o trabalhador em geral não tem esses direitos. Sim, está certo. Não tem esses direitos. Então a gente precisa pensar.

Todo mundo fala, vamos comparar com os Estados Unidos. Nos Estados Unidos, nós não temos os direitos trabalhistas como nós temos no Brasil de 13º. Nós temos outro pacto. Então, por exemplo, eu sou advogada, vou ser contratada no escritório nos Estados Unidos. Eles vão me oferecer um valor salarial anual. Dentro desse valor, eu vou tirar o percentual, porque eu vou calcular dentro do que eu recebo o ano.

o período que eu vou receber para tirar férias com a minha família. Que, geralmente, férias lá é no feriado de ação de graças, ou janeiro, enfim. Dia do presidente, essas questões. É isso, é verdade. Essas questões. Eu não posso criar parâmetro de igualdade quando eu estou falando de coisas diferentes. Quando, no Brasil, que nós discutimos salário ao ser admitida. Eu presto serviço intelectual, vocês também. Então, no meu serviço intelectual, quando eu fui...

entrevistada pelas instituições de ensino que eu trabalho, ninguém falou assim, quanto você quer ganhar? Ou me falou a proposta, ou me falou os benefícios. Aqui o trabalhador, quando ele chega numa entrevista, ele já tem um salário, nós pagamos isso. E a empresa te oferece isso, não tem discussão.

Por quê? Nós não tivemos essa educação. O empregador brasileiro não pensa assim. Porque, de verdade, nós vendemos horas de trabalho e não resultados.

Nos países desenvolvidos, nós vendemos resultado. E é cobrado por isso. É cobrado por isso e ganha bônus por isso. Se você atinge aquele número que a empresa, o empregador colocou, o escritório conseguiu um número determinado de clientes, você ganha pelo resultado. Quem trabalha pelo resultado, mesmo no Brasil, ganha muito mais. Sim.

E o trabalhador, em geral, trabalha por hora. Oito horas diárias ou 44 semanais. Ele não está acostumado a resultados. Não é isso.

O empregador quer que ele faça o quê? Entre, bate o cartão, cumpra o horário, cumpra o horário na risca. O empregador gosta, o empregador brasileiro gosta de controle de jornada. Mas se existir uma política de educação para que o trabalhador possa trabalhar por resultado, com garantias mínimas, que é como acontece em alguns países, Estados Unidos e a Europa, aqui no Brasil, e muda tudo.

A Argentina está caminhando para esse lado, não é? Assim, a Argentina... Teve agora uma mudança lá, não é? Não, é assustadora. Teve uma mudança agora. Eu fui durante dois anos para a Argentina, porque eu comecei o meu doutorado na Argentina. Então, eu fui durante dois anos para lá. A Argentina é um país muito politizado. E, assim, eles são...

aguerridos nisso. Então, essa decisão de direitos trabalhistas zero é muito assustador. E eu não sei como eles vão se sustentar. Mas lá, apesar de existir o Tribunal do Trabalho, não tem carteira assinada, não tem esses direitos que nós temos. Os únicos países bem parecidos são o Chile, Hungria, me parece, e México.

Que é muito parecido com o Brasil, mas não nos moldes do Brasil. Mas é importante que se diga que a nossa CLT veio da Itália. Porque o Getúlio Vargas, quando ele trouxe a carteira de trabalho e todos esses direitos, a CLT é de 1939, começou a ser escrita em 1939.

escrita não, copilada do direito europeu, principalmente da Itália, e levou de 1939 a 1943 para virar a consolidação das leis do trabalho. Então, o modelo era o modelo europeu.

A Itália. Então, a gente precisa... Vamos colocar, Brasil é um país que não sai do desenvolvimento. É. O meu avô falava isso. Meu pai falava. O meu avô falava assim, meu neto, desde que eu nasci, eu escuto falar que nós seríamos o país do futuro. Só que um detalhe, esse país do futuro, ele envelheceu. É verdade. Ele envelheceu.

Então,

algumas medidas precisam ser tomadas. E ser revistas. E ser revistas. Você sabe o que acontece, Silvia? Ninguém hoje quer sentar para debater, para conversar. Aí é assim. Eu penso isso, o problema é teu. Eu penso isso, o problema é teu. E a gente não chega em lugar nenhum. O que já não era desenvolvido agora, então parece que travou. E que não anda. Esse é um ano complicado, que é ano de eleição. Daqui a pouco começa aquele inferno. Mas aí, Cristiano, eu acho que esse é o ano...

Eu acho que em 2026, independente de lá do A ou B, nós precisamos olhar como um ano que a gente tem a transformação. Eu falo isso. O ano de eleição é um ano que você tem uma procuração em branco. Quem você vai deixar? Para quem você vai ser o seu representante, o seu procurador? Porque ela diz assim, precisa ser revisto, precisa. Mas nós precisamos, hoje é o dia do trabalhador. Então, o que nós precisamos pensar?

O trabalhador não pode deixar de ter o mínimo do que ele já tem. A gente precisa pensar numa forma de que o trabalho possa dar dignidade ao trabalhador, como está preconizado na Constituição. O trabalho valoriza o homem.

E se você olhar um homem que está empregado para um homem que está desempregado, você vai ver que realmente o trabalho valoriza o homem. Não importa a posição que ele ocupe. Mas ele precisa levar o pão de cada dia, ao final do dia, para a sua casa. Então, nós precisamos de políticas mais assertivas, nós precisamos reestudar esse Brasil, reestudar esses direitos.

Mas nós não podemos negar o que nós já conquistamos. Ah, sim, com certeza. Eu acho, e a pandemia mostrou isso, que foi exatamente a classe trabalhadora que segurou esse país no momento da pandemia. Porque quem pôde ficar na sua casa foi um grupo muito pequeno.

porque a maioria estava na rua, trabalhando. Então, a gente precisa analisar isso. Nós precisamos entender, no dia do trabalhador, que a legislação do trabalho não atende também aos interesses do trabalhador e que ela também não atende aos interesses do empregador. Mas que o mínimo que nós conquistamos, esse é o mínimo garantido.

E aí, esse mínimo que está garantido, seja de férias, 13º, fundo de garantia, anotação na carteira, sofre um grande abalo com a pejotização. Ah, eu ia chegar nesse ponto. Sofre um grande abalo com a pejotização. É.

Antes de chegar nesse ponto, eu queria te fazer pontuar uma coisa que você falou que eu achei muito interessante, que é essa mentalidade de empregada e empregador de que é pura e simplesmente de cumprir tempos, horários. A jornada do trabalho. E não o resultado. Sim, não é. No Brasil não é assim.

Você não contrata uma pessoa pelo resultado. Você fala assim, ó, o trabalho é 5 mil, mas se você atingir esse resultado, você vai ganhar 10. Não, não vai. É isso aí você que se lasque. É, não, porque o lucro, assim, a meta atingida, não vai incorporar o patrimônio do trabalhador.

Sim. Entende isso? Sim. Então, quando o lucro, a meta, incorpora de alguma forma, e eu não estou dizendo que o empregador tem que ter sócio, não é isso, é resultados. Então, teve, eu não sei se vocês viram no TikTok, o meme que teve aí de uma empresa, os trabalhadores atingiram a meta, foi uma festa, a empresa fez uma festa, e aí todo trabalhador ganhou um bombom.

Esse eu não vi, não. Eu vi o da caixa de bombom. Esse era um bombom só. Era um bombom só. Só um bombom. Então, assim... Mentalidade. Nós não estamos preparados para falar do resultado. Eu não estou falando de sociedade com o trabalhador. Eu estou falando de resultado. Imagina, a gente tem uma meta. Vamos entregar uma mercadoria. Conseguimos vender tanto. Conseguimos fazer... Vamos...

Criar uma meta. Você sabe que vai ganhar... Até um empregador do ramo do comércio de pisos, ele me chamou e falou, Silvia, os meus empregados, eles tiram por mês com a comissão um valor, vou falar um valor aqui hipotético, 8 mil. Mas ele pode ganhar mais. Mas sabe por que ele não ganha?

Porque ele não quer vender mais. Chegou 8 mil, ele acomoda. Então, vamos fazer o seguinte, vamos criar um método. Faz um planejamento pra mim. Nós vamos criar um método seguinte. Ele começa o mês com X. Se ele não obter o resultado Y, ele vai ganhar X. E é por comissão. Não tem ilegalidade. Porque a gente não pode reduzir salário. Salário...

Uma vez pactuado, ele tem que ser garantido. Então, está bom. É salário mais comissão. Então, eu fixo um valor X. Está bom. O que você ganha, beleza. Você começa o mês como se fosse uma forma decrescente. Se você atingir a meta, você pode ganhar até 13. Então, veja só. Os vendedores...

Porque o produto é bom, estava ali na rua, ele vende oito. Mas ele podia chegar a 13, mas ele não quer. Sabe por quê? Porque ele já se acomodou a ganhar oito. Se acomodou. É isso que eu ia falar. Entendeu? E é difícil. Ainda tem isso. É difícil você mostrar para ele que o empregador quer melhorias para ele. Cara, se tu vender mais, tu vai ganhar mais. Ah, não, já ganhei oito mil.

E você, com a sua experiência, de onde você acha que veio essa nossa cultura? De, ah, não, para mim está bom, ou eu prefiro ter o meu salário, além do meu salário, se eu ganhar, eu ganhei, mas se eu ganhar também, eu fiz o meu. Então, na realidade, a ausência de educação...

porque nós temos um nível de escolaridade muito baixo para a população que nós temos. Hoje, a situação... O IDH nosso é baixo, o QI do brasileiro é baixo. É baixo. E, vou dizer, a cultura, o fato de nós termos vivido durante 200 anos de um trabalho escravizado impediu que as pessoas avançassem. Então, há aquela cultura de que está bom aqui, tenho casa, comida, está bom aqui.

E quando as novas gerações avançam, aí por que hoje nós temos notícia de mães que são domésticas ou faxineiros, seus filhos chegam à medicina? Por quê? Chegam ao direito, chegam à medicina, chegou à engenharia, ao dentista. Porque essas mães foram trabalhar na casa de alguém e viram que existia um outro mundo.

E aquele mundo, meu filho pode ir. Eu não fui, mas o meu filho vai chegar. Tem um caso de um grande médico, um cirurgião americano, eu não vou lembrar o nome. Eu ia falar dele agora, que é o Cuba Good Jr. fez o papel dele. Muito bem. Eu chorei esse filme. Eu chorei esse filme também. Mas aqui no Brasil, nós temos inúmeros... Fico até arrepiado.

Um professor, é o Lourenço, não lembro o primeiro nome dele, ele ganhou um prêmio pelos estudos de Alzheimer, e ele é negro. É um homem que não veio de uma família abastada, mas de pessoas, pai e mãe, hoje, pelo acesso que nós temos à internet.

Ele olha pela casa que ele trabalha, pelo empregador que ele tem, que fala, ah, os meus filhos conseguiram isso. O meu filho também. Posso levar os livros que seu filho estudou? Então, os pais, os pais, eles buscam pelos filhos. Então, a gente começa a ver uma mudança. Então, daqui uns 20 anos, nós vamos perceber que alterou esse movimento, que as pessoas buscaram escolaridade. Até bem pouco tempo, a escola pública não tinha acesso para todos.

porque quem tinha condições de pagar os melhores cursinhos entrava na instituição pública. Então, que hoje, o dia do trabalho, a gente tem que pensar. Eu tenho que pensar que a educação é a mola que vai me impulsionar de ir à frente. Talvez, em breve, negociar para receber por resultado e não por hora.

Porque a gente percebe que algumas gamas, algumas classes, trabalham para o resultado. Sim. Algumas trabalham. É um ganha-ganha, né? É o ganha-ganha. É o ganha-ganha. Mas a grande maioria não chegou aí, não teve acesso. Mas também não é falar assim, ah, não teve acesso. Não é não teve acesso porque não quis ter acesso. Ontem eu estava dando aula num município da Baixada Fluminense, queimados. O aluno estava dormindo.

Mas aí eu olho para ele e vejo assim, ele veio à aula. Ele poderia ter ido direto para casa, mas ele veio à aula. Então, às vezes, eu passo assim, de carro, eu vejo pessoas andando sozinhas na rua 10 horas da noite. Eu sei que aquela pessoa ali está lutando contra todas as circunstâncias. Eu até falei que o aluno me deu carona e eu estava falando, poxa, Renato, quando eu olho assim, eu não vivi isso.

Você entende? Eu não vivi isso. Mas eu vejo que essas pessoas querem ir além. Então, haverá uma mudança? Haverá uma mudança. Eu creio nisso. Porque as pessoas estão estudando. Estude. Estude, trabalhador, qualifique-se. Nós precisamos estar qualificados. Quem diz pra você que é melhor ser influencer e não estudar, tem uma faculdade.

estudou. É igual o cara que fala, não compra imóvel. Compre imóvel parcelado em 300 vezes, minha filha, não tem problema. Começa. Começa. Se você não fizer isso, você não vai ter. Não, e outra coisa que eu falo, eu falo até isso pros meus filhos, né? Às vezes você tá ali vendo...

que me perdoem quem produz o vídeo, mas vendo um monte de vídeo idiota, você entra no mesmo vídeo, no mesmo celular, põe para ver uma aula, um curso, vai ler um artigo. E hoje as aulas estão dinâmicas, o acesso. Você não tem mais aquela aula da nossa época, né, Cristiana? Hoje a gente era obrigado a assistir aquelas aulas. Podia nem concordar, mas não podia nem falar. Hoje você tem o direito de falar. Hoje você tem o direito de ocupar espaço. Então, Então, Então,

Primeiro, estude. Segundo, a questão da pejotização. Porque a lei, a lei, ela protege. Mas a decisão judicial pode tirar todos os direitos do trabalhador. Por quê? A pejotização é crime? Não. A pejotização é boa? É.

Para quem? Para quem tem conhecimento do que é pejotização. A pejotização é uma prestação de serviços com um CNPJ. Eu crio uma pessoa jurídica e vou prestar serviço. Posso prestar um serviço semelhante ao trabalhador? Se eu tenho essa consciência, se eu quero prestar, por exemplo, um funcionário de TI. Olha, eu não quero mais trabalhar com carteira assinada, mas você quer, eu vou.

Vou abrir meu negócio e eu continuo prestando serviço para você. Isso é lícito? Sim. Com emissão de nota fiscal, com recolhimento dos tributos, inclusive imposto de renda e contribuição previdenciária, porque ele será um contribuinte individual. Muito bem, perfeito. O problema...

é a clandestinidade. Por quê? Alguns empregadores espertos, porque eu acredito na classe econômica, eu acredito que o empregador quer ser correto, mas existe sempre aquela classe que não quer. Então, o que eu faço? Eu contrato um trabalhador, nos termos do artigo 3º da CLT, com subordinação, dependência econômica, com jornada de trabalho.

Não emito nota, ele não é legalizado e eu estou pagando o salário para ele. O trabalhador acha que é salário. Um belo dia ele diz assim, olha, eu não quero mais o seu serviço. Aí ele, tá bom, você vai dar baixa na minha carteira, vai rescindir o contrato. Não, a sua carteira nem foi assinada, está lá no escritório e você não tem nada para receber porque você é PJ. Isso é certo?

Não. Mas ele não tinha um contrato de prestação de serviço? Não, era só verbal. Era só verbal. Pelo amor de Deus. Então, aí, escuta, essa fraude à lei é que está sendo discutida no Supremo. E aí a Ana disse assim, Silvia, eu não posso tratar os empregadores de forma diferenciada?

Então, a gente precisa também tratar a pejotização de forma diferenciada. O que tem contrato escrito com emissão de nota fiscal é pejotização. É perfeito, é válido, é legítimo. O empregador pode ter funcionários de PJ? Pode. Desde que ele não tenha horário a cumprir. Falávamos...

Aqui, que a gente está falando de resultado e não de hora. Se o empregado pode fazer o serviço por sua conta e risco, ou seja, de forma alheia. Entendeu? Sim. Então, isso é válido, isso é legal. Agora, o que nós temos hoje?

O que nós temos hoje é empregadores tomando serviço de trabalhadores, nos termos do artigo 3º da CLT, sem pagar o que ele deveria pagar. Salário, férias, décimo terceiro. Então, é legítimo ter pejotização? Eu posso criar uma empresa e prestar o serviço para um empregador? Pode. É legítimo? É. Desde que não seja empregado.

E aí, quando é fraude à lei, que é isso que está sendo discutido, fraude à lei, eu não tenho um contrato. Eu não tenho nada. A pessoa trabalha, um pedreiro pode ser contratado por uma empresa de construção, você vai ser MEI, mas sequer abre o MEI, sequer recolhe, não legaliza. E deixa esse trabalhador marginalizado. Porque se ele não tem contribuição previdenciária...

Se ele sofreu acidente, ele não tem carência para um auxílio por incapacidade temporária. Se ele morrer, ele não deixa pensão por morte para os seus dependentes. É isso a grande questão. Então, a gente tem que pensar, a pejotização é válida? Sim. O mundo mudou? Mudou. O trabalho mudou? Mudou. Eu posso prestar como PJ? Posso. Desde que eu emita uma nota fiscal.

Eu faço palestra. Um contrato de prestação, né? Um contrato de prestação de serviço já é legal. Regulando, né? Já é a legalidade. É, porque você tem... Porque, assim, eu nem imaginava que tinha tanto... Complexidade. Contrato informal, assim. Mas tem. Porque, para mim, assim, na minha cabeça, tá? Não é minha área de direito de trabalho. Sou só a trabalhadora.

Para você ser uma PJ que preste serviço para uma empresa, no mínimo você tem um contrato de prestação de serviço. É o que deveria ser. Esse é o correto. Até porque você tem que saber o que você vai... Ah, vou...

receber um valor pelo serviço prestado. E qual é o serviço que você vai prestar? Isso tem que estar escrito. Sim, sim. Porque a carteira de trabalho, todo mundo só pensa assim, ah, é um documentozinho. Não, ali é um contrato. É um contrato.

que você está dizendo ali qual o horário trabalhado e qual é o salário que você vai receber. Isso aí. Então, se tem contrato, está legal. Eu faço palestras. Quando eu recebo por elas, eu já tenho lá o meu contrato. Eu preencho o contrato, preencho o RPA ou nota fiscal e já vem descontado os tributos. O problema é que quem está na ilegalidade não quer pagar tributo nenhum, tributo zero. É que também não é certo. Aí eu vou além.

Vou eu com as minhas teorias. É tudo teoria de quem trabalha, tá? Eu não sou empregadora, não. Gente, ela não é empregadora, ela não odeia empregados. Fiquem tranquilos. Mas é porque, às vezes, eu fico assim... A gente tem familiares que têm comércio e...

E, às vezes, até vendo alguns colegas de trabalho que tem coisas que eu não concordo. Mas não vamos entrar no mérito aqui. Mas talvez eu sempre tive muito essa visão inconscientemente. Nem sabia de diferentes visões de horário e resultado. Nunca tinha pensado sobre isso. Estou aprendendo isso tudo aqui agora com você.

Mas eu acho que eu sempre tive essa visão de resultado e sempre tive essa visão de adquirir conhecimento. Então, eu comecei no cartório novinho, era auxiliar, e fui crescendo ali dentro. Nunca fiz outra coisa na vida além de trabalhar no cartório, não. Mas essa questão, às vezes, do empregador ali...

que a carga tributária talvez seja muito alta para o empregador. E aí, pensando nessa informalidade que você falou, que ninguém quer recolher tributo, o final da história é essa, ninguém quer pagar imposto.

E aí, eles acham uma maneira o empregador... De fraudar. De dar mais dinheiro na mão daquele prestador de serviço. Mas não dá mais dinheiro. Esse aqui é o grande problema. Paga como se fosse um salário. Não paga o valor que ele pagaria um prestador de serviço. Não, mas aí ele não está... Porque não está pagando nota. Se tem uma nota fiscal... Não, mas não está pagando nota. Ele não está dando mais o dinheiro para o... Não, não, não.

Então é o seguinte... Essa é a questão da fraude. Por isso é que isso está sendo discutido. Porque ele não paga mais. Então vamos pensar assim. Uma dentista. A clínica paga... Vamos pensar no piso da dentista, que fosse 5 mil. Sim. A clínica vai pagar exatamente o piso de 5 mil. Independente do resultado que ela tenha produzido. Isso está errado. Nenhum pode ter salário fixo quem é prestador de serviço. Porque não é possível...

que ele não consiga ganhar um centavo a mais no mês seguinte. Ou ganhar menos. Essa é a grande questão. Do prestador de serviços. Quando nós falamos de PJtização, o que é a fraude? Ele ganha como empregado e trabalha como PJ, como profissional liberal. E sem saber. Sem saber. Porque a pactuação não foi clara.

Agora, quando tem nota, quando tem contrato, perfeito, legítimo. Porque ele vai pagar, vamos supor que a nota seja R$ 500,00. Ele vai pagar R$ 5,5 para o prestador. Já desconta na nota. Já desconta na nota. Então, ele vai pagar R$ 4,5 e vai recolher R$ 500,00. Isso aí. Aí, deixa eu te fazer mais uma pergunta, então. Olha só, eu e minhas teorias, tá? Não fica chateada, não, mas eu sou cheia de teoria.

Você tem lá o seu funcionário que ganha, vamos supor, um salário de 5 mil reais. Funcionário. É, funcionário. E é aquele que tem carteira assinada. Isso, uma carteira assinada. Tá. Aí, na verdade, vamos supor, dos 5 mil...

Ele tem lá todos os descontos. Eu nem tenho ideia de quantos sejam os descontos. Aí depende da classe. Tipo, vamos colocar 11% de INSS, mais o FAT. Vamos colocar que esse trabalhador vai custar mais 18% para você. Mais ou menos 20%. 20%. Tá. Então, na verdade, eu, empregador, vou dar na mão dele 4 mil e...

Só que ele me custa cinco. Isso. Mas você vai pagar os quatro mil aí, que é importante a gente falar. Quanto custa o empregado? Porque foi o que você disse. Ah, porque o empregador paga muitos tributos. Então, vamos lá. Quanto custa o empregado? O empregado tem um salário nominal. Sobre o valor desse salário nominal vai incidir previdência social, que o trabalhador paga uma parte, o empregador paga a outra.

E aí nós temos o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, que tem um percentual de 8% sobre o valor do salário, que quem paga é o empregador. O INSS é dividido e o empregador paga 8%, dependendo...

da classe que o empregador esteja inserido, ele vai pagar um percentual maior ou menor por conta do risco da atividade, que é por conta de acidente de trabalho, essa coisa toda. Mas, de verdade, se ele ganhar 5, você não vai pagar 5 mil para ele.

Porque ele vai descontar. Isso tudo. Isso. O que é descontado. Porque uma parte quem paga é empregador, outra parte é empregado. Isso. A minha teoria. Às vezes, o empregado não tem essa visão de que ele recebeu...

vamos supor, 4, mas ele custou 5. Será que não seria interessante pagar o valor integral e cada...

empregado, ter a sua obrigação de fazer os seus recolhimentos? Não, não, por quê? Vou te dizer, primeiro, o que a gente precisa entender. Quando o empregador abre o negócio, tem lá um artigo na CLT, o artigo 2º, que diz que ele assume o risco do negócio. O negócio é dele, o lucro é dele. E o lucro não é de 100, em algumas situações é de 1.000%. Por cento do que ele faz.

Ok? Primeiro ponto. Segundo ponto, a Previdência Social, que é o verdadeiro seguro de todo trabalhador seletista e do empregado público, o trabalhador seletista e empregado público, ele tem um seguro. Qual é o seguro? INSS. Seja para incapacidade temporária, seja para incapacidade permanente, seja na sua ausência para proteger a família do trabalhador segurado. Beleza.

Então, quando eu tenho uma carteira assinada, eu não estou pagando previdência apenas para o seu José. Eu estou garantindo a toda a sociedade brasileira o recolhimento da previdência social. Ponto. Quando eu tenho outras classes, como PJ, eu não posso deixar que o trabalhador recolha. Sabe por quê? Ele vai esquecer, ele não vai pagar. Então, eu já descontei na nota.

Quando eu tenho um segurado facultativo, que é aquele que não é obrigado a recolher, mas ele quer recolher a dona de casa, o estudante, beleza. Ele vai recolher, só que ele vai recolher atrasado, ele vai esquecer, ele não vai pagar. Ok? Então, muito bem. O que vai acontecer?

Se eu passo a responsabilidade também para quem tem carteira assinada a recolher, eu não prejudico, o prejudicado não, eu não vou dizer eu prejudico, o prejudicado não é só o seu João, é todo o sistema da Previdência Social. E qual é a grande questão aqui que eu falo muito sobre isso? A pejotização não é ruim para quem tem consciência do que é pejotização e quando a pejotização é legal.

Porque você pode ganhar mais? Pode ganhar mais, sim. Desde que haja contrato, desde que haja recolhimentos. Até porque a pejotização, você pode ter vários contratos de prestação de serviços com diferentes pessoas. Sim, perfeito. Perfeito. Quando eu tenho uma fraude à pejotização e uma fraude ao contrato de trabalho, o empregador que deveria assumir o risco do negócio, ele transfere o risco do negócio para a sociedade.

e não para o trabalhador, porque ele está sonegando previdência social e imposto de renda. E o que eu disse? Qual é o seguro do trabalhador? É o INSS. Se nós não tivermos fundo no INSS, como ficarão os pensionistas, os aposentados, os dependentes, que o pai morreu, como a trabalhadora morreu? Então, o que a gente precisa pensar, hoje é o dia do trabalhador, como...

continuar não protegendo, mas fomentando a economia sem tirar o direito do trabalhador. Novas formas de trabalho são importantes, sim. Pessoas que descobrem, após a CLT, que podem ganhar mais.

Lembra que eu falei que a dona de casa vai trabalhar na casa de uma determinada pessoa e descobre um outro mundo? Quantos profissionais descobrem que podem ganhar mais saindo da CLT? Isso é verdade? Sim. É verdade. Isso é para todos? Não. Não. É verdade.

Não é verdade. Porque, por exemplo, pedreiro pode ganhar uma grana trabalhando sozinho com uma pequena empreiteira, tendo outras pessoas, todo PJ. Faz um grupo, vamos prestar serviço. O Brasil é um país da construção civil, canteiro de obra. Pode ganhar? Pode. Pode. Mas se ele for instruído para isso. Por quê?

Se ele for trabalhar para uma grande construtora, achando que é PJ e ele não é, ou achando que ele é empregado e que não é, o que falta nesse país é uma comunicação assertiva, dizendo que você quer ser o empregador, ter a decência de falar que vai contratar você como PJ. Você quer?

E não iludir. Eu sou advogada trabalhista há mais de 30 anos. Defendo empresas. Quando a empresa está certa, defendo empresas. Nós temos empresas que possuem prestadores de serviço PJ legalizados. Aí, quando ele vai discutir na justiça o contrato que ele assinou, o juiz faz algumas perguntas, identifica que ele assinou o contrato.

Ele recebeu como PJ e agora ele quer vantagem. E aí ele não vai ter. Mas também defende o trabalhador quando é contratado em fraude à lei. Ele trabalha jornada seis por um, exerce atividade de oito horas ou mais, só trabalha para o patrão. Como assim?

Ele, pedreiro, vamos falar do pedreiro. Ele foi contratado como PJ, mas ele tem que trabalhar de segunda a sábado, num horário X, sexta, e sábado outro horário. Peraí, isso é PJ? Não. Porque o prestador vai dizer assim, dona Ana, seu Cristiano, qual é o trabalho que eu tenho que fazer? Esse, esse, esse? Então, tá bom, vou fazer, vou entregar, tchau, fui embora. Eu não tenho que te dar satisfação. Eu não tenho dependência econômica, porque eu te presto serviço, você emite a nota, deposito o meu dinheiro no Pix.

preferencialmente. Entendeu a diferença? Nós temos que mudar, precisamos, mas não podemos mexer no mínimo que nós já temos. Por quê? Porque nós estamos em via, se a pejotização fraudulenta passa...

Se pode existir pejotização sem contrato, acabou. E assim, vou fazer uma pergunta que pode até parecer ignorante, idiota da minha parte, mas tem muita. Muita? Eu estou perguntando assim, eu não vou imaginar. Eu não vou falar o número assim, porque eu realmente não tenho esse número exato. Mas, assim, vamos imaginar

que cada Estado do Brasil tenha suspenso ações em razão da discussão da fraude, vamos colocar por baixo 2 mil ações por Estado. Multiplica aí numa conta rápido. 2 mil ações por Estado discutindo a fraude.

Pode ser mais. Discutir na fraude. Por Estado. É muita coisa. É muita coisa. É muita coisa. Você acha que o MEI, ele contribui para essa falsa pejotização? Ele é bom? Ele é ruim?

Eu acho que é bom para quem tem conhecimento e sabe o que é. Então, por exemplo, como eu já disse, vou repetir, o TI, eu acho que um funcionário do TI não se justifica, ele tem uma carteira assinada, quando ele sendo um prestador, ele vai ganhar muito mais. Sim.

porque ele vai ter várias possibilidades. É o que a gente mais vê hoje, né? Sim, mais ter um designer, um designer gráfico, um profissional que pode prestar serviço para várias pessoas e não precisa ficar gestor de tráfego, que é uma função nova, que agora as funções estão regulamentadas pelo presidente. Então, a gente precisa pensar assim, existe uma categoria, uma...

uma, não, várias classes que podem trabalhar assim, pode. Mas eu não consigo pensar num pedreiro, eu não consigo pensar numa recepcionista, eu não consigo pensar num caixa de um mercado. Não, não tem como. Não tem como. E outros profissionais que a gente poderia passar tarde aqui falando. Que, por exemplo, o pedreiro, que eu imagino assim, por exemplo, ah, eu contrato um pedreiro pra fazer um...

Uma obra na minha casa... Tudo bem. Que ele vai me cobrar um valor X pra fazer tal coisa no prazo tal. Se ele vai fazer em menos... Em mais, normalmente, ele faz em mais, né? Mas, assim, se ele vai fazer em menos, se ele vai trabalhar tudo num dia... Mas o importante é que eu vou pagar aquilo e ele vai me entregar em uma semana... Pronto, foi embora, acabou. Acabou. Isso é uma... Uma coisa. Uma prestação de serviço. Agora, o pedreiro que vai numa...

Uma construtora. Uma construtora. Faz a obra toda. Ele tem que chegar toda segunda, trabalhar de nove às seis, e vai embora sábado. Mas aí, esse é um trabalhador CLT. Isso. Agora, e como fica numa construtora, que isso me veio agora à cabeça, que contrata um... Eu não sei se existe também, né? Existe muito. Por obra.

Por obra certa, não, tudo bem. Por exemplo, eu vou contratar aquele pedreiro pra ele trabalhar na obra dessa construção do prédio. Do shopping, Kiva. Do shopping. O shopping ficou pronto aquele contrato. Isso existe? Seria um contrato de trabalho? É, por obra certa. Por obra certa, pode. Ah, então... É o que a gente chama de pequeno empreiteiro. Os pequenos empreiteiros...

são o CLT, os pequenos empreiteiros. A CLT regula isso. Então, os pequenos empreiteiros, ele pode contratar outros trabalhadores. Então, o shopping faz assim, eu vou contratar os serviços do Cristiano, que é um empreiteiro. Então, ele vai trazer os trabalhadores dele. Só que, para o Cristiano pagar os trabalhadores dele, o shopping tem que pagar para o Cristiano. Se o Cristiano não pagou porque o shopping não pagou, então, esses trabalhadores aqui não são empregados do shopping. São empregados.

Do Cristiano. Isso. Isso aqui pode acontecer. Isso aqui também é válido. Aí, o contrato do shopping com o Cristiano é um contrato de prestação de serviço. Isso. E o do Cristiano com os pedreiros é um contrato CLT. Exatamente. Exatamente. E aí, onde eu já vi pessoas até conhecidas próximas, se dá mal nisso. Ele, conhecido do nosso, porque ele terminou um inventário de muitos anos.

O inventário que morreu o pai, morreu o filho, foi regolazando tudo. Quando ficou tudo pronto, que é a meia-eira, e é vender o bem, tira uma certidão de um dos herdeiros, mais de 80 processos... Trabalhistas. Trabalhistas. De que ele, com a sua empreiteira, foi prestar serviço para a construtora, e a construtora, você pagou ele? Não, não pagou. E ele não executou a construtora.

E aí não. Executou, mas também não recebeu. É, e agora? E aí ele também não tem dinheiro para pagar os trabalhadores. E isso que ele recebeu de herança era tipo um dezesseis avos de um apartamento em Cabo Frio. É. Olha esse problema. Então, é isso. Olha, e assim, e é claro...

E ele tem a responsabilidade dele direto com os funcionários da empreiteira. Acabou. E essa empresa que não paga, ela está nem aí. Então, mas é isso. Mas é isso. Então, a gente precisa mudar a mentalidade. A construção tem que existir dentro da construção da mudança de mentalidade alguma norma que regulamente a impossibilidade dessas empresas.

continuar fazendo exatamente isso. A gente não tem nenhuma sanção penal. É, não tem. Se o empregador não pagar, ele não vai preso.

Não existe prisão, não existe uma conduta coercitiva. Tinha que ter o gol pessoal alimentícia, né? É, igual. Rapidinho, rapidinho. Ele pagaria. Então, assim, quando nós falamos de leis trabalhistas... Caramba! É, para vocês terem... Quantas execuções estão paradas da vara de trabalhista porque o empregador simplesmente sumiu, não pagou, não tem bens a apenhorar?

Se o empregador não pagasse as verbas recisórias, fosse expedido o mandado de prisão, ele ia pagar. Qual é o poder coercitivo? Ah, vai penhorar os bens. Mas existe uma coisa na justiça do trabalho chamada prescrição intercorrente. Se passar um determinado período, aquele direito do trabalhador vai ser arquivado e, daqui a um tempo, esse valor não vai poder mais ser cobrado.

pela prescrição intercorrente. Então, olha a situação. Ele vai pegar o título, aí ele pode até buscar cobrar na Justiça Comum, mas, enfim. De fim, não é. Não é o que deveria. Não é plausível. Então, o que a gente precisa...

É necessário mudança? É necessário mudança. A gente precisa legalizar o que é bom, legalizar no sentido de fazer cumprir as regras da pejotização, fazer cumprir essas regras, mas a questão do dono da obra, o empreiteiro e os pedreiros que a empreiteira contratou, a gente continua sem um caminho que possa ser solucionado. Então, esse é só um exemplo, existem outros, auxiliar de serviços gerais.

de empresas terceirizadas, que a empresa some, fecha, o trabalhador não recebe.

Não, assim, eu quero... Não... Gente, pelo amor de Deus, a gente tem que falar assim aqui, tá? Não estamos generalizando nada, porque daqui a pouco vai chegar o que chega. Eu paguei ao empreiteiro e ele... Não pagou. Não pagou. Que também pode ser uma questão. Então, se você tem um mês de prova... Também pode ser questão. Porque estava assim, mas está falando... Não, a gente não está falando... A gente está contemporizando. A gente está falando o que está acontecendo. É um mundo de suposições. E no dia do trabalho...

A gente celebra para quem tem o trabalho, para quem não tem, a gente torce que venha a ter. E nas questões, todas essas questões que foram abordadas, as dúvidas da Ana, é dúvida de milhares, centenas de milhares de pessoas que querem contratar um empregado e têm medo.

Sim, tem medo. Tem medo. Porque ela tem medo. Então, existem caminhos. Ah, eu tenho, mas eu não preciso do trabalhador todo dia. Existem caminhos para contratar. Ah, eu quero só um trabalho por três meses. Existe um caminho para contratar. O que a gente precisa é aprender a legalizar. Nós precisamos... Está aí o cartório que não me deixa mentir? Sim. Porque é importante o registro do imóvel.

É a chancela Ninguém vai tirar o seu Porque você registrou no seu nome Então é isso Nós queremos que O trabalhador informal O trabalhador por pejotização Volto a dizer, a pejotização é legal Trabalhar com MEI é legal Mas nós não podemos esquecer Que isso não isenta

Quem está dando o trabalho para o prestador de recolher os tributos? Vai pagar menos? Vai pagar menos. Mas ele não pode tratar aquele prestador como empregado. Empregado está lá, é muito claro o conceito de empregado.

que está lá no artigo 3º, é toda pessoa física que presta serviço de maneira habitual, de modo subordinado, mediante contraprestação, que é o salário. E quem é o empregador? Aquele que assume o risco do negócio. Ele assume, ele dirige pessoalmente a prestação de serviço. Ele assume o risco, ele diz, eu vou assalariar...

eu vou dar ordem, eu vou dizer o uniforme, eu vou dizer o horário. E tem prestação de serviços, que está em uma outra lei, que é a Lei 8.213 de 91, que é a Lei da Previdência Social. A pessoa pode prestar serviço por conta própria, de forma remunerada, e ela é contribuinte individual da Previdência. Então, se todo mundo, se cada um, vamos usar assim, se cada um ficar no seu quadrado...

Vai dar tudo certo. O problema é que eu não posso achar que eu sou esperto tirando o direito do outro. E volto a dizer, a questão não é o direito apenas do outro. A questão é que afeta toda a sociedade.

Não é só o direito do outro, é toda a sociedade, é a previdência social. Silvia, você é a favor da pejotização? Sou, quando ela é legal, quando ela tem um contrato. Eu presto serviço como PJ? Presto. Presto serviço, recebo com nota fiscal, desconto lá a minha previdência. E quando atinjo o teto, eu não desconto mais.

Isso é possível? É possível. Mas nós não podemos confundir empregado com PJ. A gente não pode confundir isso. É, que agora pensando aqui também não tinha pensado nisso. A gente hoje também presta... A gente trabalha, a gente é funcionário do cartório, mas quando a gente é contratado para dar uma palestra...

É pela PJ, e emitir nota fiscal, é outra coisa. É outra coisa. A gente tinha pensado que a gente hoje... Inclusive, a gente atualizou também a empresa para poder comportar isso tudo. É, porque também não adianta. Ah, eu tenho uma empresa de dentista e vou dar palestra. Não, gente, aí também, né? Vamos fazer o negócio. Exatamente. E aí, tudo isso foi o que você falou. Você tem duas relações de trabalho, porque em nenhuma delas você é empregada.

A gente tem o trabalho, que é o que nós fazemos quando damos palestra, ou passamos de congresso, essa coisa toda, que é um gênero. E aí eu tenho um empregado, eu tenho um prestador de serviço, e eu tenho um funcionário público, um servidor público. E tudo isso é trabalho, cada um presta de uma forma. Se nós tivéssemos uma cultura...

talvez americana ou europeia, nós teríamos um outro posicionamento do que é o trabalho e como ele tem que ser remunerado. E aí eu não venderia a minha hora, eu venderia o meu resultado, porque vender resultado é mais caro do que trabalhar por hora. E no Brasil nós trabalhamos por hora. Deixa eu ter umas perguntinhas aqui. Iotti, por gentileza, você poderia botar a nossa notária aí para perguntar para a nossa querida Silvia?

Olá, professora Sílvia. Muito prazer, eu me chamo notariá. Eu tenho algumas perguntas. Está preparada? Ai, meu Deus. Ela é danada. Vamos lá. Metas agressivas adoecem ou preparam? Como diferenciar cobrança legítima de ambiente adoecedor sem generalizar?

Muito bem, muito bem. Metas generalizadas, quando não excessivas, não adoecem, mas quando excessivas, adoecem. E aí, um avanço no Brasil. Nós temos uma norma regulamentar, nós temos várias normas regulamentares.

que é expedida pela Delegacia Regional do Trabalho. Uma dessas normas, a norma número um, que foi revista, fala da saúde mental do trabalhador. A saúde mental hoje é um bem mais precioso que o ser humano tem que ter. E sabe por que, Ana e Cristiano? Porque o número de pedidos de afastamento por incapacidade temporária ligado a comorbidades como o Barnout, e sabe por que.

ansiedade, depressão, aumentou em muito. Até bem pouco tempo, ansiedade e depressão não eram nem cogitados como doença ocupacional. E hoje são. Então, adoecem.

Adoece. Essas empresas que colocam essas metas de venda... Tem uma que vende roupa aí que eu não boto nem mais meu pé dentro da loja. Isso aí. De tão agressivo que é. Querido, olha só. Eu não quero mais. Desisti. Aí fala, pô, você tá gato? É, vai começar a inventar a história. Pra você tá, pra você vale. A próxima, Iádio.

Flexibilidade e inovação. Home office, metas, autonomia, combinam com segurança jurídica? Qual é o meio do caminho realista? Muito bem, home office, metas. O home office é uma realidade. Depois da pandemia, o home office virou um padrão. E as empresas comprovaram que o home office pode gerar muito mais produção e atingir muito mais as metas, principalmente para os setores ligados a vendas. Então...

É possível trabalhar em home office. Tem um detalhe. A gente estava falando aqui da jornada 5x2, em razão de aproximar a família da mãe, a mãe poder descansar. E o home office faz isso, desde que respeitado. Nós vimos uma situação que aconteceu no ano passado, que um grande banco, que a gente não precisa falar o nome, mandou embora vários empregados por ausência de cliques no teclado. Aí eu pergunto, não eram os cliques. A sua palestra foi sobre isso, se não me engano. Isso aí, foi.

Esses cliques não são importantes. O que é importante, Ana? Resultado. Resultado. Já aprendeu, viu? Resultado. Existe um meio termo? Existe. Eu acredito que existe. Desde que haja o quê? Respeito.

A gente precisa parar com esse negócio de jeitinho brasileiro. Ah, vai lá que eu dou um jeito. A gente não dá jeito. A gente cumpre normas. A saúde do trabalhador. Por que algumas empresas se destacam no mercado de trabalho e estão sempre crescentes? Porque respeitam o trabalhador. Porque valorizam. Porque a gestante tem um lugar, a parturiante tem um lugar para amamentar o seu filho quando retorna.

Por que tem empresas que têm fila de espera de profissionais qualificados? Não, eu estou aguardando uma vaga naquela empresa. Me prometeram que a próxima que tiver vão me chamar. Por que isso? Porque a empresa, ela cresce, ela vende, ela se afirma cada vez mais no mercado brasileiro porque ela trata os funcionários com respeito. Sim. E essas empresas têm PJ. Têm PJs e têm CLT.

porque entendem que é necessário ter PJ. Eu acredito que é necessário. Até mesmo como uma segunda colocação, eu posso ter um trabalho CLT que me dá um espaço para ser PJ, ou eu quero ficar em casa um determinado tempo, vou trabalhar como PJ. PJtização não é ruim.

Sim, só precisa ser esclarecido. E não sempre é o nosso... É isso aí. Concordo, nosso jeitinho brasileiro. A gente não pode ficar dando jeito brasileiro. É nem jeitinho, é gambiarra. A gente faz gambiarra. E acho que tirar um pouco esse estigma de estar sempre um desconfiando do outro. Então.

Mas precisa ter comunicação, comunicação assertiva, falando. Eu digo sempre, se está com dúvida, segue lá do perfil. Eu sempre falo de trabalho, e as pessoas me devolvem, dizendo, obrigado, eu esclareci a partir do que você falou. Porque nós precisamos disso, uma comunicação assertiva, para que todo mundo possa ter o seu espaço. O trabalhador não é o lobo mau.

Não é. Vou mudar a frase. O trabalhador não é só ovelha. E o empregador não é só o lobo mau. Os dois, em algum momento, se corrompem. Em algum momento. Nós precisamos proteger a ovelhinha? Precisamos. Mas o lobo mau precisa ser domesticado.

No sentido de que cumprir as regras. O que o trabalhador quer? O trabalhador quer um trabalho digno. Ele quer um benefício, um plano de saúde. Ele quer poder falar, eu tenho orgulho de trabalhar nessa empresa. Pertencimento. Pertencimento. Quando o trabalhador tem orgulho de trabalhar naquela empresa, você vê que aquela empresa é uma empresa de resultados.

É verdade. Verdade. É verdade. Concordo plenamente com você. É isso. É isso. Acho que tem mais uma pergunta para a gente. O direito do trabalho hoje protege ou engessa? Em que ponto vira proteção? E em que ponto vira distorção?

Então, o direito do trabalho, eu sou ferrenha defensora do direito do trabalho. Eu vivi a minha vida toda, eu construí a minha história no direito do trabalho. Advogando hora para a empresa, hora para o empregado. E assim, está tudo certo. As pessoas falam, nossa, mas você defende a empresa? Defendo. Quando ela está certa, defendo. E defendo o trabalhador.

Então, o direito do trabalho, ele vai engessar quando? Quando ele não se permite a flexibilização em algumas situações. Em algumas situações é importante. Banco de horas é importante. É importante quando há necessidade de um trabalho em dias de feriado. Por isso tem a convenção coletiva, por isso tem o acordo. Então, às vezes, a gente viaja para determinados lugares, vai passear numa cidade turística. Domingo, 2 horas da tarde, a loja fechou.

Aí eu fico, gente, não seria o momento que o dono daquele negócio ia ganhar mais no turismo? Aí fecha. Aí eu falo assim, aí eu falo, gente, mas vocês fecham cedo? Ah, mas vocês são turistas. Eu moro na cidade, eu já ouvi essa frase. Mas eu digo assim, mas você pode folgar outro dia. Como uma possibilidade de fomento.

De fomento, mas a pessoa não... Meu horário, ó, a hora aí de novo, Ana. Meu horário é esse. Aí a gente percebe. Se o empregador flexibilizasse, olha, esse mês é um mês de feriado prolongado. Fosse lá no sindicato, fizesse um acordo para dar um plus salarial para ficar até 18 no domingo.

Porque é um domingo de feriado prolongado, ou em janeiro, mas o empregador não dá, o trabalhador não fica e o turista sai insatisfeito. É verdade. Você percebeu? A flexibilidade é possível com a intervenção do sindicato, mediano isso. Porque é possível. Então, fica engessado quando os dois não querem se ver. Conversar.

Não querem conversar nessa OCD, não. Uma vez a gente estava na Paraíba. Uma pessoa. Uma das melhores churrascarias que eu já fui na vida. Depois dá o endereço pra gente. Aí, vou lembrar o nome, eu passo sim. Aí, fomos no sábado. Cara, que negócio maravilhoso. Amanhã eu volto. Ele falou, pô, não volta não. Será sábado? Por que? Não, domingo a gente não abre. Eu falei, mas peraí.

por que vocês não abrem domingo? Eu falei, não, porque eu tenho que dar... E falando com o gerente lá, abaixo do dono. Porque a gente tem que dar folga, uma folga semanal para todo mundo. Então, a gente dá no domingo. Eu falei, pô, mas logo no domingo? Mesma pergunta que você fez. Eu falei, por que não na segunda? Ah, porque segunda é dia de trabalho. Eu falei, e domingo?

Por que você não inverte? Eu acho que eles vão ficar mais felizes com a segunda do que no domingo. A gorjeta. E a gorjeta que ele ganhou. O que você gera? Cara, eu sou só o gerente. Aqui já funciona desse jeito? Há muitos anos. Há muitos anos. Pronto. Está aí. Está o gessado aí. Lembrando para o trabalhador, você não pode negociar direto com o seu patrão. Essas negociações que nós estamos falando aqui são negociações que precisam da presença do sindicato.

para celebrar um acordo coletivo ou a convenção coletiva para toda a categoria. Então, a gente tem que deixar isso informado, porque a gente está falando de comunicação. Sim, informação. Informação. É isso que a gente precisa fazer. E no dia do trabalhador, a gente tem que dizer, ter um emprego é muito bom, valorizar o emprego é muito melhor e a empresa tem que repensar o que eu posso fazer para manter o meu bom empregado no ambiente de trabalho. Porque, às vezes, perde o empregado porque não quis.

discutir um detalhe. E bons empregados está difícil. Está muito difícil. Também está. Olha, eu ficaria aqui há cinco horas Olha, brincadeira. Hoje eu desmistifiquei sobre trabalho. Você sabe por quê? Eu me formei, tá? Eu estudei direito trabalhista, fiz prova na faculdade. Mas confesso que sim. Olha como é que funciona o povo brasileiro.

Acabamos de ter uma aula sobre direito trabalhista. Aí, você vai falar assim para o seu amigo, poxa, eu vi o podcast lá, pô, a doutora Silva deu uma aula, tal, não sei o quê. Aí tem um cara que nunca estudou direito trabalhista, mas ele já viu uns negócios, aí eu falo assim, não, cara, isso não é assim, não. Isso é assim, é assim, é assim. Olha isso, olha isso. É, mas ela falou assim, não, está tudo errado.

O que ele aprendeu, pelo fato de eu ter uma proximidade, porque eu me conecto com ele, e a palavra dele para mim tem peso, porque às vezes ele tem um nível cultural maior que o meu, pronto, já virou verdade. Quer ver onde a gente tem isso? Médico. O médico fala assim, Silvia, você tem que tomar duas xícaras desse chá aqui, duas vezes ao dia. Você chega em casa, você está com uma amiga, você comenta. Aí ela fala assim, Ih, menina, não toma esse remédio, não.

Porque, olha, soube de uma pessoa que tomou e ela ficou bem mal. O que você vai fazer? Não tomar remédio. Você não vai tomar remédio. É, isso aí. O profissional te falou. Ele estudou. Já passou mil casos na mão dele. Mas ele prefere acreditar no leigo. A gente é assim. Ontem, um aluno falou assim para mim. Eu até o repreendi. Ele falou assim, não, professora, porque...

Tem nego que fala, tem nego, ele falou assim mesmo, tem nego que fala que quando o empregado volta do acidente de trabalho, o empregador pode mandar ele embora. Aí eu disse, bom, tem nego, você já não pode falar, já está errado. Já está errado. Você tem que falar o trabalhador, o seu colega de trabalho. E detalhe, quando ele volta do acidente de trabalho, se ele receber o benefício previdenciário, ele tem 12 meses de estabilidade.

É mesmo, professora? Porque o meu colega disse que não tem. Aí eu falei para ele, pois é, só que você, doutor, está estudando direito. Então, você tem obrigação de saber. Então, é isso. O colega, a rádio corredor, vai falar e você vai acreditar.

Mas na dúvida, segue lá, professora Silvia Arão, no Instagram, arroba Silvia Arão Prof, que você vai ficar sabendo. Ah, segue mesmo, que é muito bom. E as pessoas chegam aqui no cartório assim, não, mas aí, não, peraí, meu amigo não falou isso, não. Não, e querem contestar o que você falou. E quando vem com a reportagem do jornal? Aí, querido, deixa eu falar uma coisa para você. Então, fica com a opinião do seu amigo e viva feliz.

Agora, me diz assim, o seu amigo já fez o quê? Não, ele nunca fez isso, não. Já comprou imóvel? Não. Ele já fez isso? Não.

está te ensinando? É seu mentor? Porque o que mais tem hoje são mentores de nada. Mentores de nada. E, principalmente, na área de direito, eu pergunto assim, quantas ações essa pessoa que está dizendo isso para você distribuiu? Você faz uma pesquisa? Nenhuma. Joga o meu nome lá que você vai ver mais de 8 mil processos.

E aí as pessoas que não têm um número de OAB, de número de processo registrado com a sua OAB, vendem curso de advogado. E aí eu fico imaginando como deve ser difícil para você, né? A cada dia aparece uma notícia de cartório. Todo dia. Ah, não. Aí você está dizendo, eu trabalho aqui, eu sei disso, e você não quer acreditar em mim. É difícil. Há pouco tempo eu falei para uma pessoa, ó, você tem que fazer assim. Esse processo se faz assim. Tá? Tá.

É exigência. Falei, você fez assim? Não, porque o meu método é melhor. Ah, então. Eu falei, tá, e teu método? Deixa eu te falar. O meu método, ele está validado com mais de 400 processos registrados. E por que você foi fazer isso? Não, porque eu achei o meu... Falei, cara, aqui, por enquanto, você não tem que achar. Está aprendendo. É isso.

É isso. A gente tem que ser humilde também e se colocar na posição. Sim, para aprender. Eu não sei nada de direito do trabalho. Eu vou ficar aqui contestando? Eu tenho minha dúvida. Pô, mas será que isso pode ser assim? Será? Porque são dúvidas. Não, não, professora. A senhora está errada.

Tu deu aula onde, Bonito? E ninguém é obrigado a saber tudo. Pois é, meu Deus do céu. Pode ter sido que ontem, ontem à meia-noite publicou a lei, ou pode não estar sabendo. Porque nós temos que ter humildade para dizer, não sei, não lembro, não pode ser assim. Mas, geralmente, quem não sabe tem a mania de dizer que sabe mais do que você. Ah, com certeza.

E reportagem, eu me lembro logo quando foi publicado o provimento, a lei, né? Permitindo o uso capião extrajudicial, a pessoa chegou lá, falou assim, há quanto tempo, mais ou menos, você acha que vai estar registrado? Eu falei, olha, você reunir tudo, está registrado. Você vai levar uns dois anos.

Me saco a reportagem. Falo assim, não, mas aqui, ó. A reportagem diz que em dois meses eu tenho meu imóvel regularizado. Aí a minha vontade foi falar. Então vai lá, pede para o repórter fazer. Não, e o Zicap é uma coisa que é muito complicada. É, querida. Confrontante. Meu Deus do céu, eu não gosto nem de pensar nisso. A gente está num momento aqui que...

Você é o nosso entrevistador, entrevistadora, nosso host, que a gente fala assim, é host, que é bonito falar inglês. É, que é da TIC agora que está na moda. É, você pode fazer a pergunta que você quiser para nós. Deixa eu pensar o que eu gostaria de fazer.

Ai, são tantas. São tantas. Pode ser particular, pode ser. A gente não tem esse negócio, não. Primeiro, eu queria saber como vocês começaram, né? É, o começar, eu, assim, eu sou... Eu não sou bacharel em Direito. Eu sou um bacharel em Música. Sou muito bem resolvido e muito feliz por ter o bacharelado.

Nessa especialização, que para você entrar lá, você já tem que ser, você tem que fazer prova vestibular. Ah, mas você não vai falar mal do direito aqui não, que aqui somos dois. Você tem que fazer prova escrita, prova prática, como músico. Então assim, todo mundo entra numa faculdade sem saber nada. O músico, ele já entra como profissional.

É uma brincadeira à parte. Tudo isso começou porque a gente tinha um perfil de responder caixinha, porque a gente está nessa aí há um ano e meio, porque eu nem sabia mexer em Instagram, tá? Caramba. Eu não sei até hoje. E aí resolvendo... Eu também não, eu vou... Aí esses negócios de podcast, vamos fazer um negócio de um podcast, então, nós dois? Vamos? Pô, uma podcast, vamos falar de quê? Falei, ah, de cartório, meu Deus do céu. Vamos falar do que a gente sabe fazer, né? Do que vocês sabem.

E aí o senhor se agradou dessa ideia, e se agradou da oferta de Abel. Não sei por quê, mas existe um propósito aqui. Existe um propósito. Porque aqui a gente fala muito dele o tempo todo.

e todos que vêm aqui saem emocionados e felizes. Quem nunca veio aqui foi porque o senhor mesmo não permitiu. É impressionante. É livramento. Então, assim, começamos sem ter a menor pretensão. Eu falei assim, se não der certo, a gente tira uma foto no microfone de podcast que todo mundo tem.

E assim, porque a nossa vida era boa, Silvia. Todo final de semana eu estava em casa. Tinha as minhas jornadas cinco por dois. Eu tinha tempo de estudar. Eu ia lá para o meu taekwondo, ia para a igreja. E eu tinha tempo para correr.

Eu ficava com as crianças, sentava no chão, brincava de comidinha. Aí Deus falou pra gente, que falou pra Dão, vai dormir que eu vou te arrumar um problema. Então, a coisa começou a acontecer. Quando a gente viu, tinha um, tinha dois, tinha três, tinha quatro, daqui a pouco fomos ali. Aí vocês são do casal, eu falei, meu Deus, eu não tô nem sabendo disso. E... Né? Desse...

Eu aprendi que as coisas de Deus são feitas naturalmente. Deus não habita na bagunça. Deus não habita no conflito. Deus não habita naquela... Na confusão. Se tem que começar, a não ser que seja um movimento dele. A não ser que seja assim, não quero, mas eu tenho aprendido com ele. Porque assim, eu sou crente há 30 anos, mas eu estou íntimo de Deus há dois. Que lindo. É diferente isso. Isso é...

E aí, quando você está íntimo, o bicho pega. É isso que eu falo sempre. Tem que ter intimidade. O bicho pega. Mas pega. Porque eu passei a escrever todos os dias, tem dois anos. Então, quando você escreve, quando você lê, quando você está, você começa. E quando você mais busca, mais Deus te dá. E que fique bem claro, todos os homens da Bíblia, os heróis, quando foram chamados, estavam trabalhando. Todos. Ninguém estava olhando para o monte de você.

teatro. Inclusive, Jesus sempre trabalhou. Exatamente, isso aí. Todos. Então, trabalho não mata ninguém. Então, essa coisa começou. Essa é a minha visão. E aí, eu comecei a trazer tudo que eu aprendi na música, tudo que Deus me ensinou na música, pra dentro desse negócio aqui. Legal. Tava treinando ele. A arte. É, porque tudo que você vê aí...

A inspiração sua. É, a inspiração... Eu tenho essa criatividade. Eu sou um sonhador. Que legal. Eu também sou uma sonhadora. E Deus falava muito comigo através de sonhos. Às vezes você fala assim. Aí minha filha fica assim, pai, você sonhou? Porque eu sonhei há pouco tempo aí com uma colaboradora com um prato na mão. Daqui a pouco. Deu quatro tias e fui mandando embora.

caramba. Aí eu falei, o quê? Eu falei, meu Deus do céu. Então, assim, eu estou aqui, depois eu conto, por sonho. Amém. Por que você gosta de fazer mesmo na vida? Eu gosto de falar. É que eu gosto de fazer de falar. E não é advogado. Como pode isso? Fala desse jeito.

Aí você pode falar só a pergunta. Não, mas é isso. A gente começou sem pretensão. Pretensão, é. A gente só começou. Eu achava até assim, quando a gente fez, primeiro fez um pacote de quatro, vamos de parcela isso aí quatro vezes. Vou fazer um por mês. Vou fazer um por mês. O seu episódio vai ao ar, ele deve estar ali, vai ser um dos 90 e poucos.

Gente, e a coisa foi... Desde que Deus deu isso, a gente não falhou um fim de semana. Tem uns finais de semana que a gente deixou a reprise esse ano, mas já tinha coisa gravada para ir para o ar também. Então, assim, é uma recorrência. E quanto mais você faz, mais... Porque, assim, se não fosse de Deus, já tinha terminado. Eu penso assim também. Não, não quero isso para você. Quando eu deixar que é o momento dele, eu falo assim, olha, não quero mais que você faça isso. Acabou.

Isso é que é legal, né? A gente está na disposição de Deus. A gente precisa viver isso. Porque quando a gente vive no centro da vontade dele, a gente entende a paz que excede todo entendimento. Mesmo que você esteja passando por momentos desafiadores. Gente, tremendo isso. Eu acho até, né, assim, esse testemunho que vocês estão dando é muito pra fortalecer mesmo que o Senhor tem falado comigo todos esses dias. Sobre fé, sobre sonho, sobre você ser obediente à palavra, ter intimidade com Deus.

Eu sou professora da escola bíblica lá da minha igreja. Eu era superintendente. Mas esse ano eu pedi afastamento. Depois de 20 anos, falei, tem que dar vez para outra, tem que deixar legado. E eu falei para eles isso no domingo passado, próximo passado. Não adianta vir à igreja assistir o culto. Não adianta se você lê a Bíblia, se você não tem um devocional, se você não faz um jejum, se você não separa um minuto com Deus.

Eu todos os dias de manhã eu acordo, já levo o celular para o banheiro para fazer meu devocional, já fico escutando os meus... Primeiro eu acordo ao joelho e agradeço a Deus. E depois eu vou fazendo. E quando você faz isso, isso é uma rotina na sua vida que você não deixa mais de fazer. É o que você falou, você escreve todos os dias. Vira hábito. Fica hábito. E o hábito vai se aprimorando e quando você vê, você não vive mais sem aquilo.

E é isso que eu estou buscando Eu nem me vejo se eu sonhei assim Ah, eu estou viajando, porque eu tenho lá Eu tenho meu laptop, eu tenho a bíblia Eu li a bíblia, como é que eu faço? Eu estou agora escrevendo sobre João Então o livro vai se chamar O Plano Perfeito Então Eu começo a ler o capítulo 1 Se o versículo 2 Me chamou a atenção e Deus quer falar ali Eu paro Dou um título, é assim que esse livro foi escrito E começo a escrever

Aí, no outro dia, eu volto lá onde eu parei. Continua. Então, o livro de Nemíase, eu levei seis meses para ler e escrever as frases dos versículos que Deus usou. O Senhor falou com você. Isso é tremendo, né? Então, isso...

Me ajuda até a refletir naquilo que eu escrevi, me aprofundar naquilo que eu estou lendo. Porque as pessoas falam assim, ah, não gosto de ler a Bíblia. Não é só a Bíblia, é um livro. É ler de qualquer jeito. Eu desenvolvi um método para mim. Eu sou uma pessoa muito dispersa. Então, eu leio com um lápis na mão. Para ir marcando. E eu vou riscando. Não, eu vou lendo a frase, eu vou riscando. Porque eu estou riscando e estou lendo.

Se eu ficar lendo com o olho, a minha cabeça vai ficar contundente. Não, vai viajar. É isso. Então, o casal ontarial...

eu falo que é sobrenatural. É de Deus. E, assim, uma coisa que eu aprendi também. Ah, vocês não vão lançar curso? Não vão lançar isso? Não vão lançar isso? E começa uma pressão. Uma pressão. Eu falei, cara, não estou me sentindo bem com isso. Então, a gente está relaxando nesse processo, focado no cartório, que é de lá que sai o nosso sustento. E quando... É claro, você está parado. Não, não estou parado também, esperando um tempo bom.

Porque se não, nunca vai... Se a gente ficar esperando o tempo bom, nunca vai produzir. Eu vou preparando, falo com um, falo com outro, falo com outro, falo com outro. E a oração que eu faço para Deus, eu falo assim, está na moda do network, né? O melhor network vem do Senhor. O Senhor coloca as pessoas capacitadas no meu caminho para me ajudar.

Eu fico sempre com aquela parte que fala que ninguém foi lá, Davi não foi lá na porta de Saúl, pedi nada. O nome dele foi soprado para o sacerdote. Exatamente. Ninguém levou o currículo de Davi. Samuel foi lá e falou, não, eu sei.

Quem precisa ser ungido. Foi lá e veio todos os bonitão, né? Todos os bonitão. Era o velheiro mais feinho que estava lá. O esmirradinho. E assim é com a gente, eu acredito. Mas vocês são ótimos. Creio que o Senhor realmente tem um propósito na vida de vocês. Que isso é muito bacana o que vocês estão fazendo. Não tem sido fácil, tá? Sim, mas não é fácil. Tem sido doloroso.

Às vezes eu fico andando aqui por esse chafé, meu Deus, por que o senhor me trouxe para cá? Aí ontem Deus falou comigo assim, você não está no melhor lugar para você, você está no melhor lugar onde eu quero que você esteja. Aí é que é, né? Quando Deus fala isso, meu Deus, por que você falou isso? Aí ontem eu fui entender, mas você sabe que me trouxe paz? É, que aí a gente confia, né? Porque sair de um status que vocês tinham no centro, por mais...

por mais desértico que estivesse, para vir para um lugar... Gente, eu não conhecia esse shopping. Não, e a gente tem que ter cuidado do que a gente pede para Deus, né? Que eu ficava assim, ai, senhor, queria tanto um dia, um dia de semana, poder passear no shopping, ficar no shopping, assim, a tarde inteira.

Pronto, estou dentro do shopping. Todo dia de semana. Antes de eu... Temos ali 11 minutos. Antes de eu fazer a última pergunta para você, eu quero dar um testemunho para que fique aqui. Pode ser uma... O que eu vou falar para a pessoa pode parecer banal, mas, enfim, eu senti... Nunca contei isso aqui ao vivo. Então, eu senti no coração de contar. Quando a gente estava vindo, um mês antes, a gente veio para cá no final de outubro. Em setembro...

Tudo começou num fone que a gente trouxe dos Estados Unidos, que nunca funcionou para mim. Abri, botei na orelha e desligou. Levei para consertar, a gente mora em Niterói, levei lá na loja e tal. O cara, quatro dias, cinco dias, seis dias, sete dias, oito dias, meu Deus, não posso ficar pronto nunca. A Apple esqueceu, olha como são as coisas. Eu acredito nisso. O dia que eu fui lá ver se estava pronto ou não, era o sábado. Entrei no chão. Veio uma senhorinha do meu lado e falou assim, querido, você é crente?

Meu Deus. Eu falei, eu sou, isso em setembro. Aí eu, sim, mas porque você fica assim, né? E a pessoa, você ficou chateada? Eu falei, não, senhora, me desculpa, mas abordar, aquela coisa que a gente, né? Eu falei, não, mas por que a senhora está precisando? Eu falei assim, o senhor mandou eu vir falar com você. Eu falei, aí o negócio já mudou. Eu falei, pois não. Ele falou, vai lá e fala com o meu servo que ele vai te ajudar. E assim, o shopping estava lotado.

lotado, estava lotado, era sábado à tarde. Eu falei, e o que ele pediu? Eu falei, qualquer coisa, não tenho nada. Eu falei, mas como a senhora não tem nada? Não tem nada, meu filho, não tem gás, não tem mais comida, não tem nada. Eu peguei minha conta, eu falei, meu Deus, mas eu falei, eu tinha 150 reais na conta, eu falei, me dá o seu Pix aí. Eu falei, toma 140, fiquei com 10 para não bater um IOF e minha conta ficar negativa.

Ela foi embora. Quando ela está aí, ela voltou. Ela falou assim, esqueci de falar uma coisa. O senhor mandou te dizer que vai te dar um carro. Aí eu olhei e foi embora. Subiu. Eu falei, Jesus, estou cheio de boleto para pagar. Eu tenho um carro. Está novo. Vou me dar outro carro. Está bom, não vou reclamar, mas é um presente. O dia que nós viemos aqui, a gente teve uma conversa para vir para cá.

Foi o dia que aconteceu aquele bafafá no Rio de Janeiro. A bala comeu para tudo que foi lado. Lembra da operação? E a gente estava aqui numa paz que parecia que não aconteceu nada. Só foi descobrir que quando saiu estava tudo fechado. Beleza. Isso foi na terça, 27. Na sexta-feira, 31 de outubro, nós viemos aqui, trouxemos a nossa filha e tal. Nesse dia, uma menina no carro.

Uma bala batendo na cabeça dentro do Uber, matou a menina. E assim, eu falei, cara, eu nunca... Eu falei, eu preciso ter um carro blindado. Eu queria ter uma, mas eu não tenho condição. Beleza. E foi lá voltando da linha amarela. Porque aqui é linha amarela o tempo inteiro. Aí liguei para o rapaz que vende carro para a gente. Ele falou assim, Cristiano, acabou de entrar um carro aqui, mas você sabia? Eu falei, não, estou te perguntando. Aí tá, beleza, aconteceu.

Fechamos o negócio, passou e tal. Aí peguei a escrita, o dia que eu estou chegando em casa com o carro, isso já, já estava trabalhando aqui, passou o meio, outubro, no meio de novembro, ele falou assim para mim, você lembra que eu falei que ia te dar um carro? Lá daquela senhora no shopping. E você não entendia por que? Então, esse carro é para você usar. O carro blindado.

E aí eu dei o meu, que tinha tomado uma multa na Bahia, e eles resolveram, mas foi um negócio assim, do outro mundo. Do outro mundo. E aí, depois não vai dar tempo, assim, se Deus, deixa eu falar uma coisa para você, hoje é um dia do trabalhador, meu querido. Deus tem muito mais para a sua vida do que você imagina.

Se Deus colocou algo no seu coração, ele vai cumprir. Ele vai cumprir, tenha certeza disso. Hoje, no dia do trabalhador, você pode estar desempregado, mas tem certeza. Pede a Deus, sabendo pedir, ele vai te dar. Queria terminar, qual foi a pergunta que nunca lhe fizeram que você gostaria que lhe fizessem? Nossa, muito importante essa.

Ai, uma pergunta que nunca me fizeram. Às vezes, no dia mais triste assim que você está, eu falo assim, poxa, nunca ninguém me perguntou isso. Às vezes tem um momento que ele está ali introspectivo, né? É. Assim, é muito interessante, porque dificilmente eu ouço essa pergunta. Está tudo bem com você? É porque as pessoas esperam que sempre esteja bem comigo.

E esse ano de 2025, o ano que passou, eu passei muitas lutas. Mas você acredita que ninguém me perguntou se estava tudo bem? No ano de 2025, e assim, foi exatamente nessa época, de março para abril, porque foi na Páscoa. Talvez, desde a morte da minha mãe, eu tenha tido a pior Páscoa da minha vida. Mas ninguém me perguntou se está tudo bem. Ninguém percebeu.

Eu queria ter tido alguém Esse afago E eu não tive A questão que

Por mais que a gente sempre mostre, demonstre estar tudo bem, as pessoas começam a esperar só aquilo. A gente acaba, no cotidiano, tendo isso. Você, todo dia, você acorda e vê que o sol está ali. Então, você acaba esperando que todo dia esteja ali. Mas você não se preocupa se o sol não vai estar. Querida, então, está tudo bem?

Agora está tudo bem. Um ano depois eu consigo olhar para isso e dizer que está tudo bem. Eu acho que é isso. Suas redes sociais? Bom, é o Instagram, que é o que eu mais uso, arroba silviaramprof. Eu tenho o LinkedIn, mas eu uso mesmo o meu Instagram, a gente fica focado ali. E Arão Fonseca, Sociedade de Advogados, que também tem um arroba, que é o do escritório, que é o Arão Fonseca, arroba arãofonseca, arroba silviaramprof.

Bom, e o nosso é muito fácil, né? É arroba casal notarial. Em todas as plataformas. Instagram, YouTube, TikTok, Spotify, Apple Podcast e Amazon Music. E o nosso site é www.casalnotarial.com.br. Lá tem...

Nossa, essas camisas que a gente inventa. Adorei a camisa. As camisas com frases. Tem frases devocionais também. Tem o livro Neemias. Aí sim lá. Tem mentoria. Tem o curso lá que está terminando para te subir. Aquilo lá de quem fez. De quem passou pelo processo. Compre algo.

daquela pessoa que realmente viveu o que ela está falando que viveu. Porque, senão, é o famoso comprar gato por lebre. Isso aí. Querida, muito obrigada. Eu que agradeço. Que Deus lhe abençoe imensamente. Muito obrigada. Que ele continue prosperando na sua vida. E para você que está vendo aí, salve o episódio, antes de assinar um contrato de trabalho.

Assiste novamente, tira suas dúvidas, não caia enganado na pejotização. Isso aí. E procure também, doutora Silva, o escritório dela. E para você, empregador, que faz tudo correto, não tem por que ter medo de contratar alguém que está precisando de trabalho. Isso aí. E pejotização também. E pejotização também. Então, obrigado e até o próximo episódio do Casa Nataliel.

No cação notarial, vamos desmistificar Pra quem sabe tudo e pra quem quer começar Esse podcast é pra você

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