Episódios de Combeirinhos RPG

Vilões da Vida Rpgista | ComboBreak 005

04 de maio de 202643min
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Combeirinhos RPG apresenta:

No novo episódio do nosso quadro ComboBreak, o time do Combeirinhos se reúne pra bater um papo sobre os Vilões da Vida Rpgista!

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Participantes neste episódio4
V

Vitor

HostDiretor-geral
G

Gabriel

Co-hostTerapeuta
K

Kaique

Co-host
L

Lucas

Co-hostFotógrafo
Assuntos2
  • Vilões da vida RPGistaTempo e agenda · Vida adulta · Trabalho · Esquecimento e TDAH · Problemas pessoais · Exaustão mental · CLT presencial · Falta de tempo para mestrar · Transição da juventude para a vida adulta · RPG como hobby e liberador de dopamina · RPG e saúde mental · Equilíbrio entre RPG e responsabilidades · Timidez e introversão · Comunidade RPGista · Autocobrança do mestre · Feedback de jogadores · Mestres babacas e advogados de regras · Protagonismo de jogadores e mestres · Mesa de RPG colaborativa · RPG como herói
  • Apoio ao projeto CombeirinhosCatarse · Comunidade no WhatsApp · Produtos autorais (Terras de Arkadia, packs de tokens e mapas) · Metas de arrecadação (backup de episódios, materiais, equipamentos, ferramentas de edição) · Recompensas para apoiadores · Apoiadores (Jandré, Joseph) · Parceiros de podcast (Quackmire, Toca do Dragão) · Campanha de Resident Evil
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Bem-vindos, aventureiros e mestres, o Comboeirinhos. Recolha seus dados e guarde sua ficha, porque começa agora o nosso Combo Break.

Fala, Combeiro! Seja muito bem-vindo a mais um episódio do nosso Combo Break. Eu sou o Vitor e mais uma vez aqui com meus amigos vamos falar sobre um assunto que é recorrente, né? Nas mesas de RPG. Quais são os maiores vilões?

das mesas de RPG, mas a gente não tá falando de Strad, a gente não tá falando de Lorde da Tormenta, a gente não tá falando de nada desse tipo aí, a gente tá falando de tempo, de agenda, de vida adulta, trabalho, tudo isso. Então, vamos lá, pra discutir esse assunto aqui comigo, tem aqui o meu caro irmão, o Kaique, Kaiquinho. Fala galera, Kaique aqui do Combininhos mesmo.

E cara, vilões da vida do RPG, eu, pra mim, o maior é a agenda, vamos ver como é que é pros outros players aí, que eu já fiquei muito pistola com alguns aí, vou mencionar nomes aqui, Gabriel.

O cara já começou tomando. Bom, já que ele foi citado, tô aqui também com ele, né? O cara que geralmente tem sido o vilão das nossas mesas, né? Porque, bom, vamos deixar pra discutir isso na mesa. No próprio assunto. Gabriel. Eu sei que o pessoal vai falar que eu sou um grande vilão na mesa de RPG, mas não acredita neles. Eu... Eu tô virando um herói ultimamente.

Muito bem, muito bem. E aqui também pra falar com a gente hoje está aqui o meu outro irmão. Olha aqui, estamos em três irmãos pra descer a lenha no maior vilão do Combeirinhos. Não, Gabriel, relaxa. A gente vai pegar leve hoje. Lucas! E aí, galera, beleza? Aqui é o Lucas. E pra mim o maior vilão da vida RPGista é o jogador. Sempre tem aquele jogador, né? Sempre tem aquele jogador, né?

Como assim, cara? O cara já vestiu carapuça. Mas é isso, pessoal. Vamos lá.

E não deixem de seguir a gente no Spotify, YouTube e no Instagram. CorberinhosRPG. Dá cinco estrelas lá pra gente, avalia no YouTube e comenta em tudo quanto é rede social. Ajuda pra caramba a gente lá, segue a gente em todas as redes sociais, comenta, a gente vai postar tudo lá, todas as artes que a gente faz, todas as novidades, episódios, stories a gente interage direto, o Gabriel, o Kaique, a gente vai começar a interagir mais, a gente vai estar postando comenta.

todas as novidades e vem muita novidade por aí, inclusive. Também participa da nossa comunidade no WhatsApp. Tem um monte de membros já lá que interagem, dão as opiniões, a gente conversa entre a gente lá. Se você já está em algum grupo, até aquele grupo que está parado de RPG, vai lá. O nosso grupo dificilmente está parado. A gente conversa direto de manhã, dá bom dia, dá boa noite.

Fala sobre o que assistiu no cinema, fala sobre o que a gente tá jogando, fala sobre o que a gente vai jogar, sobre RPG. Tem vários grupos e subgrupos lá. Tem, inclusive, de apoiadores do Catarse.

A TARSE também é uma novidade nossa. Talvez nem tão nova assim mais, mas... A nossa meta atual lá, pra quem quer ajudar a gente a apoiar, apoiando aqui o projeto, se você gosta da gente e quer apoiar de alguma forma, a nossa meta é de R$250,00 atualmente, que é pra ajudar a gente a ter o backup dos episódios da nuvem.

comprar os nossos materiais de RPG que a gente usa para trazer conteúdo aqui para vocês, melhorar os nossos equipamentos aqui também, e também para as ferramentas de edição que eu uso aqui para fazer os episódios sonorizadinhos. Com R$10,00 você já consegue fazer uma recompensa, com R$5,00 na verdade, consegue ganhar algumas recompensas. E a recompensa que eu gosto pessoalmente bastante é a de R$10,00, que você tem acesso aos nossos materiais autorais.

como o nosso livro de Terras de Arcádia. E se você não pode apoiar a gente como valor monetário, você sempre pode compartilhar nosso conteúdo, que ajuda demais já.

Então, gente, eu quero agradecer também os nossos apoiadores, nossos parceiros. Primeiro, começando com os nossos apoiadores, o Jandré e o Joseph. Cara, muito obrigado a vocês, de verdade, nossos primeiros apoiadores do nosso projeto no Catarse, recebendo recompensas, participando do nosso grupo exclusivo na comunidade.

E recebendo episódios antecipadamente. Vocês são demais. Acreditaram no nosso projeto. E isso é muito especial pra gente. Agradecer os nossos parceiros de podcast. A Quackmire e o Toca do Dragão. Se vocês não conhecem ou não seguem eles.

Procura eles no Spotify, procura eles no Instagram, segue o conteúdo deles que é sensacional. E acompanha também nossa campanha do Resident Evil que tá sensacional e eles estão fazendo parte desse conteúdo também. E é isso aí, bora pro episódio.

vilões da vida RPGista. Vamos lá. Qual que é o maior vilão da vida RPGista pra vocês hoje? O que que impede vocês de jogar RPG? A maioria das vezes. Normalmente pra mim é o Gabriel. Que coincidência. Pra mim, normalmente também é o Gabriel. Caramba. Não digam. Pra mim também é o Gabriel.

E é aqui que a gente revela que, na verdade, esse episódio é uma intervenção pra gente falar sobre os motivos do porquê o Gabriel tem faltado nos nossos meses de RPG do Pombirinhos. É, eu acho que um dos maiores vilões pra mim é a minha agenda mesmo, que é um pouco apertada, com um monte de coisa que acontece no dia a dia, vida adulta, e esquecimento, cara. De verdade, eu já falei muito com esses caras aqui.

muita coisa na agenda mesmo, acho. Ele marca RPG, aí ele tem academia, aí tem trabalho, aí ele tem Muay Thai, ele faz várias coisas ao mesmo tempo, aí quando vai ver no RPG, ele não chega.

Então, cara, o que eu posso dizer? Isso aí foi um tema que eu tive que levar em terapia, inclusive, porque eu tava querendo colocar tantas coisas na minha agenda e por conta do TDAH eu acabava esquecendo, porque eu não tava organizado, tá ligado? Então eu marcava várias coisas pro mesmo dia e eu tinha esquecido as outras coisas que eu tinha marcado. Então tinha dia que chegava, eu tinha os 3, 4 compromissos marcados e não lembrava, meu.

Puts, o que eu vou fazer agora? Eu escolhi um dos quatro e ia, tá ligado? Puts, grila, velho. Mas agora eu já aprendi a me organizar, já tá as coisas andando direitinho. É, não, ele tá melhor, ele tá melhor. Tá melhor, tô melhorando. Ó, já tá participando com a gente aqui hoje, é um grande abraço.

Mas é brincadeira, a gente chama, tá, Gabriel? Então, é que a gente decidiu falar sobre isso aqui porque, assim, são coisas que acontecem, né? Por exemplo, pra mim, hoje, o que mais tem me impedido de, em alguns momentos, estar jogando com a galera, então, às vezes, até assim, eu tô jogando

Mas a minha cabeça tem outro lugar, então eu acabo não jogando 100%. São, assim, algumas coisas da vida adulta, né? Por exemplo, eu tenho uma filha, eu tô fazendo faculdade, aí tem coisa relacionada ao trabalho. Então, pra mim hoje, o maior vilão pra mim é a vida adulta. Porque é BO atrás de BO, tipo, problema no carro. Nossa, problema no carro, dá pra gente fazer um programa inteiro aqui só falando do meu carro.

Então, assim, preocupações fora da mesa que às vezes acabam fazendo o que eu... Tem uma criança que jogou RPG no carro do Vitor, né, inclusive. Pô, mano, o moleque riscou meu carro com pedra, que raiva, cara. Então, esse é um dos casos, né. E aí, assim, a gente acaba... Pô, no dia não tô muito bem pra jogar e converso com a galera e falo, pessoal, hoje eu não tô legal, vou ficar off aqui e tal.

Então, pra mim, esse daí tem sido o meu maior vilão hoje, né? Não é nem, tipo, problema de compatibilidade com a agenda, nada disso, porque graças a Deus eu consigo me organizar legal com meus compromissos, né? Mas é mais assim, tipo...

em alguns momentos eu tô na mesa aqui e aí eu lembro de um problema e tipo assim, eu já saio da mesa e eu começo a bater um monte de pensamentos que acabam me tirando do jogo e me levando pra minha vida pessoal, que aí acaba zoando minha interpretação, ou então às vezes até minha mestragem, né. Principalmente quando eu tenho que mestrar, né, uma mesa, eu tô mestrando a de Resident Evil agora. Não consigo preparar a mesa tão legal como eu gostaria, porque eu não tenho aquele tempo e eu não tenho aquele tempo.

Hábil pra mestrar. Preparar a mesa. Então, assim. São coisas que podem acontecer. E aí a gente tem que lidar com isso. E a vida adulta é uma loucura. Então, isso é uma das coisas que pra mim tem sido o maior vilão hoje. E aí, eu acho que acontece com todo mundo aqui também. O Yoshi não tá aqui hoje porque...

O problema da vida adulta. Então é isso, né? RPG, a gente saber lidar com esses... Pra estar aqui e acabar até se tornando um M, né? A gente tem que saber lidar com essas coisas, né? É. Ninguém baterá tão forte quanto a vida adulta. Porém, não se trata do conforto pode bater. Se trata de conforto pode ser atingido e continuar o segundo em frente. É assim que a vitória é conquistada.

E aí, assim, é legal a gente levantar esse debate, né, assim, porque... Acho que pode colocar, então, como um dos vilões da Misa na vida adulta, eu acho que é o CLT, né? Pô, é um problema e também uma solução, né? Porque todo mundo tem que trabalhar, então... Mas é um problemaço, né? É, não... Vamos falar aqui do CLT presencial.

Depende de ser um CLT Premium. Se for um CLT Premium, não é um problema. Não, CLT presencial é embaçado, pô. O Victor, ele chegava tipo meia hora antes do jogo começar em casa, eu lembro. Tem uma época.

Cara, difícil, cara. Eu tô com mais tempo hoje, porque também eu saí da empresa que eu tava, fui demitido do nada. Então, dá pra seguir com mais os meus trabalhos pessoais que eu realizo, etc e tal. Mas pra mim, um dos maiores vilões mesmo era a questão de da vida adulta, cara. Eu colocava realmente...

muita coisa na minha agenda para fazer que eu queria realizar e ao mesmo tempo trabalhando ao mesmo tempo e com dois trabalhos né mas eu querendo fazer aula de luta depois eu queria passar um tempo com a minha namorada depois eu queria passar um tempo com a minha mãe é e minha irmã que moram do outro lado de São Paulo totalmente contrário de onde eu moro e aí tentando conciliar uma coisa com a outra assim vida pessoal com os jogos de RPG

E acabava que era difícil conciliar tudo. Aí eu começo a lembrar também como que era antigamente, né? Quando a gente tinha nossas mesas de 10 horas, 11 horas, quando a gente jogava no Combeirinhos, isso há 10 anos atrás, quando a gente tinha poucas responsabilidades, vamos dizer assim. Era muito, muito diferente, né? A vida adulta realmente traz muitos problemas que a gente tem que lidar no dia a dia.

que realmente atrapalham a gente a jogar como a gente jogava. Então se você é jovem, tá assistindo esse episódio, aproveita a juventude, aproveita aí que você não trabalha, só estuda e... jogue RPG, porque quando você ficar mais velho, vai ficar mais difícil, viu? Vai farmando aura aí, que a vida corre.

Nesse negócio de comprometimento também, né? Tipo, eu lembro, mano, o Yoshi. Eu acho que é o único cara que, daqui da mesa, pelo menos que eu saiba que ele jogava enquanto trabalhava, né? Ele tava lá jogando e ficava fazendo os projetos de médio. Ele é um dos poucos homens que eu conheço que consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo. É japonês, né? Japonês tem uma habilidade a mais. Japonês é japonês, né, cara?

Pior que uma história legal é que o Yoshi começou a jogar com a Aurora, que é uma personagem muda, justamente porque ele não conseguia interpretar enquanto tava jogando. Porque ele tava trabalhando, então ele tava jogando com a gente e trabalhando ao mesmo tempo. Ele falou, ah, vou criar uma personagem muda aqui. E aí criou a Aurora, né? E pior que ela tinha muita interação.

o Yoshi fez essa parada de ser muda pra não interagir tanto, mas mesmo assim eu nunca senti falta o Yoshi tá meio FK mesmo

Tô falando que o cara é japonês, mano. Quando você é japonês, você consegue ter uma habilidade maior pra fazer tudo ao mesmo tempo. Sei. É. Vocês já, tipo, jogaram tanto, assim, por exemplo, vai. Nessa transição, assim, da vida jovem pra adulta. Por exemplo, eu lembro de falar, mano, eu acho que eu já tô velho. Aí eu me senti num bosta, tipo...

Eu tô casado já. Tô jogando RPG, devia estar fazendo outra coisa, né? De adulto mesmo. Cara, essa é a transição clássica, né? Aí você dá um tempo. Porque eu acho que jogar muito também, eu acho que é um vilão. Porque você tem que fazer, querendo ou não, você tem que fazer outras coisas. Por exemplo, você tem que correr atrás de todas as responsabilidades, né? Você tem que trabalhar, tem que conquistar as coisas, tem que...

priorizar a família, tem que, sei lá, no meu caso, né, o que me ajudou bastante foi até do mental, né, que o Gabriel falou aí, de TDAH e tudo mais, o Victor falou da distração, da exaustão mental, pra mim foi praticar esporte. Igual o Alfonso lá não fala direto de ir pra academia, pra mim foi praticar um esporte, lá jogar um vôlei, pra mim, me faz muito bem, assim, aí intercala, RPG, vôlei.

Trabalho, família, já era. Então eu acho que essa questão, assim, acho que equilibrar faz bem. E essa pergunta aí, vocês já se sentiam bosta por jogar RPG? Nessa transição de jovenzinho pra adulto, eu me senti um bosta por muitas coisas, né? Vamos lá, porque quando a gente tá virando adulto e a gente começa a ter a vida de trabalho, acho que é normal a gente se comparar, tá ali com 21 anos, 22, sei lá, é a idade, né?

pouca, que você tá se tornando de fato um adulto você fala, putz meu, essa faculdade aqui, tal coisa, tem que conquistar tal coisa, tô jogando RPG aqui tô gastando tempo com isso, a gente acaba se cobrando demais porque a gente vê que a vida adulta não é brincadeira mas aí quando vai passando os anos né, eu me fiz essa pergunta, claro que falou, pô, vou até parar com RPG por um tempo

Depois passou o tempo, eu falei, cara, que idiotice. Agora que eu já sou um adulto, eu vejo que o RPG me ajuda, né? A gente entende que o RPG é um grande liberador de dopamina. E a gente se ajuda, a gente tem isso como um hobby pra ajudar a gente a lidar com as questões difíceis e pessoais do dia a dia, né? Então...

Contra os vilões do RPG, tipo a vida pessoal que é difícil, os boletos pra pagar que é difícil, o RPG às vezes é um herói na vida de muita gente. Ou seja, é ali um liberador de dopamina, é um hobby que a pessoa vai se divertir, vai ter momento de descontração, vai poder interpretar um personagem no qual ele pode... Muitas vezes até psicologicamente, eu já vi muitos psicólogos que trabalham com RPG falando isso.

colocar num personagem sentimentos que ele não tem resolvidos dentro de você. Então você trabalha isso dentro do próprio RPG. Então isso é uma coisa muito bacana. Um RPG pra mim se tornou um hobby que é muito importante na minha vida. E eu não tenho mais esse pensamento que eu tinha quando eu era jovem. Tipo, ah, isso aí vai... Tô perdendo tempo com isso daí. Eu falo, não, eu tô melhorando a minha saúde mental. Eu tô cuidando de mim, jogando RPG.

Como foi dito, tudo é equilíbrio. Porque a gente joga uma vez por semana, e nem sempre a gente consegue jogar toda semana. Mas os episódios estão em dia, saem semanalmente. Porque a gente é compromissado com a nossa audiência. Zoeira. Não é zoeira, a gente é compromissado. Compromissado mesmo. Estou aqui gravando quinta-feira.

Mas enfim, como tudo é equilíbrio, né? Então, assim, eu, em alguns momentos, já sei lá, tive que, por conta do Combeirinhos, né? Do projeto...

Falei assim, pô, hoje eu não queria jogar, eu queria fazer outras coisas, mas vou jogar com a galera porque a gente tem que produzir conteúdo. Então, por exemplo, tinha que entregar algum trabalho da faculdade, ou então, pô, queria passar um tempo a mais com a minha filha, com a minha esposa, queria assistir um filme, então não queria fazer nada, queria olhar pro teto, porque hoje eu não tô afim de conversar com ninguém, tô afim de falar com ninguém, tô afim de interagir com ninguém. E aí, você entra na cadeira, começa a jogar, e aí...

Como eu disse, de começo é aquela parada meio truncada, mas depois que você está conversando com os amigos, você entra no jogo, e aí o negócio começa a fluir, né? Porque, como o Gabriel falou, você começa a se divertir no RPG, porque, pô, é um jogo, né? A gente tem que se divertir jogando.

Então, assim, às vezes sim, às vezes não, né? Pra resposta do Lucas. Porque, pô, poderia estar, tipo, agora estudando alguma coisa, poderia estar fazendo alguma outra coisa, tipo, como eu disse, mas acho que é tudo equilíbrio, né? A gente tem que saber. A gente separa um dia na semana pra estar fazendo isso por conta da criação de conteúdo e porque a gente gosta pra caramba também. A gente conversa, a gente dá risada, a gente se diverte.

Então, do meu ponto de vista, é meio que por aí, sabe? Eu acho que tem que saber dosar. A gente fica ansiosão, né, quando faz aquele personagem pra uma campanha nova. Aí vê os tokens que o Kaique fez, a gente vai fazendo as artes. Não tem como não querer jogar. Sempre tem aquela vontade de jogar. É, e aí no final a gente gosta.

A gente começa a falar sobre o que aconteceu na mesa e tal. Então, acho que assim, pode ser que... Não dorme direito, porque ficou vidrado, como o Victor falou, né? No RPG do Resident Evil aí, que já saiu aí na semana... Semana passada, foi. Semana passada. Na semana passada, do lançamento desse episódio, mas a gente tá gravando antes. Então, fica aí. Tempo e espaço é relativo.

Quando esse sair, ele vai ter saído o primeiro tristecinho. Talvez dois. Porque a gente é podcaster e viajante do futuro. Zoia. Pô, eu acho que é legal a gente trazer esse tipo de assunto, porque acho que o assunto, a gente começou falando sobre uma coisa na cabeça, acho que seria um assunto, né? A gente vai falar sobre agenda é um problema, mas eu vou acertar o Gabriel.

falando de saúde militar. É, e aí a gente tá falando sobre saúde militar. E é legal, né? É interessante a gente trazer esse assunto, porque realmente o...

Acho que o propósito do RPG é trazer divertimento, né? É trazer um alívio da rotina e do... Pra quem tem uma rotina pesada, né? Claro que se você, tipo, hoje que tá ouvindo isso aqui, não tem tanto compromisso, não tem tanto problema, não se identifica com os problemas que a gente tá falando aqui, pra você vai ser outra história e talvez nem se identifique com esse episódio, né?

Mas o RPG tem esse propósito. Parece que alguém que ele se identifique, né? Sim, sim, claro. E aí o RPG tem esse propósito de trazer um alívio. A gente tá conversando com os nossos amigos, e aí quando a gente tá trocando ideia, a gente tá sentado na mesa, ou tá jogando online mesmo, o que seja, a gente meio que esquece os problemas, né? E aí talvez é isso que eu queria se dizer no começo, né? Os problemas que você traz de fora pra...

dentro da mesa, podem se tornar um vilão no RPG, né? Um monstro maior do que... Não maior do que deveria, mas um monstro pro RPG em si. E a gente precisa saber como lidar com isso, né? Saber como...

organizar a agenda, se a gente tem uma agenda muito desorganizada, ou então saber que cada lugar, cada coisa tem o seu lugar, né? Então, por exemplo, tô jogando aqui, vou jogar. E aí os meus problemas que estão lá fora, eu não vou trazer pra mesa, porque vai atrapalhar a minha experiência e a experiência das pessoas que estão jogando comigo também, né? Porque é um jogo colaborativo. Exatamente, cara. Acho que até o RPG cresceu bastante na...

parte da pandemia, né, na época da pandemia, nos dois anos que a gente ficou bastante, né, e o crescer online também, que a gente falou no combo break passado, por causa dessa questão, né, de sanidade mental, de você querer fazer alguma coisa de sair, né, da rotina, de esquecer os problemas. Cara, eu vejo que o RPG, ele tem muitos, muitos vilões, né.

Eu vejo além desses problemas de saúde mental na minha vida, eu vi pessoalmente falando, eu tinha muitos vilões, como a timidez, eu era um adolescente muito tímido, minha oratória era ruim demais, todas essas coisas que eram muito...

difíceis de lidar nessa época, o RPG acabou me ajudando muito, inclusive a fazer conta de matemática rápido, calcular o dano dos meus personagens fazer, não é cara, o RPG ajudou com muita coisa com matemática, ajudou a você a conversar, ajudou você a tem geopolítica dentro dos livros de RPG exatamente, é muito ensino

Você começa a aprender sobre muita coisa Seu cérebro vai criando muitas conexões novas E você começa a aprender a lidar com problemas Na vida real jogando RPG Então eu penso assim Cara, o RPG tem vilões? Muitos Mas pra mim um RPG é um herói com uma ficha combada, cara

Porque ele ajuda a tratar, né? E lidar com esse problema. Exatamente. O RPG é um herói com uma ficha bem combada, porque ele ajuda cara, você ter interações com pessoas, você conversar, você... Cara, tem muita gente que é curada de depressão, de problemas de personalidade, etc, jogando RPG, cara. Sim.

frustrações, etc. Então você vê que o RPG tem muitos benefícios. Não tem um malefício RPG. O malefício é se você joga demais, além da conta, você é um viciado, fissurado e tudo que é demais não é bom, né? Então, como a gente já disse antes, saber dosar, se tu saber dosar e colocar as prioridades na ordem correta, ele só vai ter benefícios na sua vida e, pra mim, como eu disse antes, é um herói combado o RPG. E vai vencer cada vilão aí e, pra mim,

Com facilidade. Ou não, né? Facilidade. Ou não, né? Vai vencer. Vai vencer os vilões. Mas talvez... Tudo isso que ele falou cancela. Ou não, né? Calma aí. Essa parada da timidez, eu acho que depende muito. Porque, assim, eu sou um cara...

Não sei se é tímido ou introvertido Exatamente o que seria Introspectivo sim, mas acho que a timidez E a introversão meio que se conversam Depende muito, eu sou um cara Mais introvertido, se eu tenho que conversar Com uma pessoa que eu conheço, eu converso de boa Mas eu prefiro ficar na minha, entendeu Acho que é mais nesse sentido É

Eu não sou um cara que gosta Tipo assim, tô no meio da galera Eu sou o cara que vai chamar a conversa Que vai conversar com todo mundo Eu sou mais, acho que O cara que é mais contido Mas Tem o Naruto e tem o Sasuke Eu sou o Sasuke Eu sou o Naruto Eu sou o Sasuke Eu sou o Naruto chatão E aí, por exemplo Eu tenho mais facilidade E eu prefiro jogar com gente Que eu conheço

Agora, tipo assim, se alguém chega pra mim e fala Ô, Vitão, vou chamar o meu amigo aqui do trabalho pra jogar com a gente. Minha primeira reação é falar Pô, mano, não quero. Ixi, cancela o convite do Celbit, então, aí. Que me torna o Celbit.

Então, é justamente isso que eu tô falando. Porque eu sou um cara mais introvertido, entendeu? E eu sou um cara que não é tímido, porque eu jogo de boa, não tenho problema, mas eu tenho uma resistência nesse ponto. Agora, isso pode ser um vilão do RPG, porque pode acabar me impedindo de jogar com pessoas incríveis. Porque, assim, se eu não fosse uma pessoa que reconhecesse que eu tenho esse problema.

e não fosse alguém que tenta tratar esse problema, eu não teria jogado com pessoas incríveis que eu já joguei. Por exemplo, a galera do Toca, a galera do Quack, que são pessoas que eu não conheço pessoalmente, conheci pela internet, a gente começou a trocar uma ideia, porque a gente tem projetos parecidos, e aí, pô, já virou uma amizade, né? Então, pode ser que a intimidez de fato seja um problema, né? E um vilão do RPG, porque vai privar você de...

Conhecer pessoas incríveis com quem você pode desenvolver uma amizade por conta da RPG.

É verdade. Eu, pra mim, eu acho que o Vitor não se considera tímido. Eu me considero bem tímido ainda, mas, tipo, assim, eu travava quando a gente tava jogando. Quando era, sei lá, tipo, eu, o Vitor e o Lucas jogando, eu ficava com vergonha de jogar, tipo, com os meus irmãos. Tipo, eu tinha muita dificuldade de interagir. E o RPG pra mim me ajudou muito, velho. Ah, o Kaique me provou. Você começou a jogar RPG.

E hoje, na verdade, o Kaique é um dos que melhor interpreta entre a gente. E também conversa com outras pessoas com facilidade, como se já conhecesse a pessoa faz tempo. O Kaique era muito tímido, né? Eu conheço o Kaique muito tempo também, né? Embora eu não seja irmão dele, não vi ele nascer. Mas eu conheço o Kaique desde criança, vamos dizer assim. Você viu a fase da introdução dele ao RPG, né? Eu vi, eu vi. Então, cara, o Kaique se desenvolveu demais. Então, você percebe, tem vilões, mas também tem...

o RPG em si é um herói. E... O que eu ia falar, fazendo gancho com isso? Ou não, ou não. Ou não, né? É verdade.

Era isso. É, o Kaique, e aí, assim, dentro do... dessa situação que você falou, de você se considerar muito tímido, você acha que o RPG te ajudou a trabalhar essa timidez ou não? Com certeza. Acho que... quando a gente começou a jogar, eu não entendia direito, tipo...

Eu tinha notificado de interagir com as pessoas A gente precisava de manter uma conversa e tal E o RPG pra mim Ele me deu, tipo Hum...

Principalmente um assunto em comum pra ter conversamento com as pessoas, assim. Mas também, como ele é um jogo social, né? Tipo, pra jogar, que era uma coisa que eu gostava muito, eu tinha que me forçar a ter uma habilidade social melhor pra conseguir expressar o que eu queria fazer. Porque senão eu ficava só quieto e ficava só seguindo o grupo, como era nas primeiras vezes que eu jogava. Pois é.

Cara, aí que verdade, desenvolveu demais. Mas o que eu ia dizer também, é que, lembrei o meu pensamento, é que a comunidade do RPG também é muito viva, cara. Você, claro, sempre tem um pessoal que é meio babaca, que você vai encontrar esse tipo de pessoal em tudo que é lugar, mas a maioria, mano, a maioria das pessoas que jogam RPG são pessoas muito legais e de fácil acesso, né? E gostam de ensinar, né? Exatamente. E gostam de ensinar e falar sobre.

Então, cara, eu já vi RPG unindo pessoas muito improváveis. Tipo, você vê um cara de esquerda jogando, extrema esquerda jogando com um cara de direita, assim, mas eles se uniram numa mesa pra jogar e viraram amigos. Ou um cara que é, sei lá, com um pensamento completamente diferente do outro, mas por conta do RPG também se tornaram amigos. Então ele une.

Um cara que gosta de tormenta jogando com um cara que gosta de D&D, né? Não, mano, pra ser o extremo tem que ser tormenta e se la calca ficou tudo, né? De vampiro. É. Eu queria trazer mais um vilão do RPG aqui, que pra mim atualmente nem tanto, mas ainda é um pouco. Mas principalmente quando eu comecei a mestrar pra mim, ele era muito grande, que era o... Qual que é a palavra certa? Seria autocobrança? Acho que seria. Tipo, de fazer uma mesa... Segurança?

Não, de autocobrança mesmo, assim, tipo, de salário. Você fazer uma mesa e você fala, tipo, nossa, essa mesa que eu mestrei foi uma bosta. E aí você fica, tipo, pensando, nossa, que coisa ruim que eu fiz? Eu acho que eu não vou mais mestrar. Eu mesmo pensei isso várias vezes. Ó, acho que...

É que eu não mestre tanto como vocês, né? Pra mim, assim, tipo, as vezes que eu mestrei, eu não me cobrava tanto, não. Eu ia lá e fazia as paradas. E se alguém falasse alguma coisa ou eu percebesse que estivesse ruim ou alguma coisa que ficou, sei lá, que quebrou a mesa, assim, quebrou o clima da mesa, eu melhorava, né? O próximo é qualquer coisa é ensinamento, né?

Acho que aí depende muito do que a pessoa te fala. Se o jogador dá feedback. Eu lembro que a gente dava muito feedback, lembra? Porque a gente falava, e aí, o que vocês acharam do vídeo? Aquela amizade do Victor lá que acabou em Star Wars, lá a gente deu feedback negativo. Os caras mataram minha mesa. Eu tinha feito um planejamento incrível, mas tudo bem, né? Assim, a gente tem que aprender a lidar com críticas, às vezes que elas sejam estúpidas.

Qual que foi esse mês? Eu não lembro, cara. Que história foi essa? Era uma mesa de D&D, que tava... Acho que aqui do grupo tava eu, o Lucas e o... O Yoshi. O Yoshi. Aí tinha, acho que mais um ou dois players que não faziam mais parte do comboio, né? E aí, tipo, a gente derrotou um vilão lá e tal. Inclusive, o Greg, que tava jogando com a gente, era... A gente tava jogando guerreiro, acho que ele tirou um crítico e deu um hit kill no boss do Vitor com um efeito de crítico lá que a gente tava usando.

Foi. Foi bem engraçado essa parte. Ele matou acho que um lit com um golpe só porque ele tirou crítico no 20. Aí a gente tinha um esquema que a gente abria o dado quando você rolava um 20 no crítico, você rolava um D100.

E aí, achei uma lista de... Efeitos. É uma lista de efeitos que o... Poderia ter ali. E aí, nessa lista de efeitos, ele foi e tirou 100. E 100 era hit kill. E aí, ele foi e tirou dois críticos seguidos e matou o meu boss em um hit, cara. Foi o primeiro ataque, tipo, só ele até. Foi bizarro. E aí, depois disso...

Eu não lembro direito o que aconteceu Eu acho que o Lich abriu um portal Eu não conheci e a gente foi pra fundo Do Star Wars O Lich morreu E aí antes de morrer ele usou uma magia E abriu um portal Dimensional que mandou eles lá pra Tatooine Em Star Wars Porque a minha ideia era que Vocês iriam estar em Star Wars Como raças de D&D E aí ninguém ia se importar Porque E

Star Wars, todo mundo é alienígena, né? E aí vocês teriam que tentar achar alguma forma de voltar pro mundo de vocês. E aí, enquanto isso, vocês iam ter uma aventura espacial com o personagem de Deireann. Tipo assim... Hoje eu não criticaria sabendo que tem o SBT verso e o SBT branquela.

É que o problema Eu acho que foi A gente foi assim Vamos jogar uma aventura de T&D Uma aventura medieval E do nada o Victor Sequestrou a gente Para uma aventura de Estátil Então se eu falasse Para vocês Que vocês iam parar Em Tatooine Vocês não iam ter a surpresa De que os personagens De vocês deveriam ter

É, mas a surpresa foi, como assim? A gente queria jogar D&D, a gente não queria jogar Star Wars. Ah, vocês querem jogar a história que o mestre quer contar, isso daí é... Foi tipo assim, quando tem um filme que tá muito bom, ele tá, tipo, chegando num final que é muito bom, aí tem o plot twist que deixa de ruim, tá ligado? Final merda, tá ligado? Não, meu, o Harry que tava muito bom, né? Foi muito bom. Foi assim mesmo. Aí todo mundo ficou assim, que? A gente quer mudar de D&D, mano.

Foi tipo o bait, assim, o Victor queria muito jogar o RPG do Star Wars. Aí ele falou assim, vamos jogar D&D? Aí no final ele mandou a gente ir pro Star Wars. Só que a gente não queria jogar... Ó, maiores vilões do RPG, jogadores que não compram ideias boas do mestre. Olha, também. Outro vilão do RPG, então. O mestre que quer contar a história dele, do livro pros jogadores.

Então, lutando pro assunto da autocobrança, que o Kaique puxou, e aí vocês pegaram pra falar mal de mim injustamente, pô, eu acho que aí nesse caso é assim, beleza, tem esse problema, né? O mestre se autocobra demais, pode ser um problema, porque o mestre cai, eu acho que em uma armadilha, que é ele querer controlar muito o jogo, né?

Então cria ali várias ramificações da história possíveis e quer tentar pensar em tudo. E aí o jogador vai lá e escolhe justamente a coisa que o mestre não pensou.

E aí é por isso que o mestre acaba querendo se cobrar demais, porque ele fala, pô, como é que eu não pensei nisso que os jogadores fizeram e tal. Uma coisa que eu pratico, eu tento fazer bastante, terminou o jogo, eu vou em algumas pessoas e falo assim, pô, você consegue me dar um feedback, falar do que você achou do jogo, o que foi bom, o que foi ruim, o que dá para eu melhorar? Porque assim, eu não fico nesse limbo, assim, de pô, acho que o jogo foi uma porcaria.

acho que ninguém se divertiu. Porque se você pergunta para os seus jogadores o que eles acharam, aí você tem a resposta, você não fica sofrendo essa ansiedade, ou fica se martirizando, pensando que o jogo foi ruim, quando na verdade é tipo assim, 80, 90% dos jogadores se divertiram pra caramba.

E todas as vezes que eu perguntei, assim, foi mais elogio do que crítica. Tipo assim, cara, gostei bastante, aquela cena foi muito legal, não sei o que, eu só acho que tem esse pontinho aqui que dá pra melhorar, entendeu? E aí você absorve a crítica e aceita elogio, pô. Esses feedbacks são muito importantes pra você melhorar como mestre, né, cara? Tipo...

Tem críticas que eu acredito que eu ignoro. Tipo, Gabriel, você botou um boss muito forte que matou a Aquila num golpe só. Eu falei, era isso que eu queria. Isso aqui é muito frático.

E tem críticas que eu falo, pô, isso aí faz sentido, esse cara falou, faz sentido, tá errado, eu preciso ajustar isso daqui. Mas, realmente, como mestre, eu tava me autocobrando demais um tempo atrás. Lembra aquela campanha minha de tormenta que tinha ficado truncada? Isso aí faz alguns anos, acho.

Foi antes de começar o Combeirinhos, acho que faz uns três anos isso daí. Falei, putz, ficou truncado, eu não vou nem mais mestrar, cara, porque eu me autocobrava demais. Falei, meu, tem que fazer o negócio ficar perfeito. Aí eu falei, meu, deixa eu ir tratando isso na minha mente primeiro, depois eu volto a mestrar. Aí se passou uns dois anos, acho que mais, né, a gente começou o Combeirinhos. Eu fiquei, acho que, um bom tempo sem mestrar, fiquei só jogando.

Ele ficou jogando só o D&D por um longo tempo. Aí depois, quando começou o Combeirinhos, que, pum, veio aí a ideia do programa e eu voltei a mestrar.

Isso que você falou é exatamente o ponto que eu queria entrar, tipo, por exemplo aquela que você mestrou a primeira de todas do Turmente que a gente jogou, pra mim eu tava me divertindo muito, tipo se você tava achando a campanha ruim eu não sei como você, mas tipo os players, a gente tava curtindo muito, tipo, mesmo você achando que tava zoado, e pra mim era tipo muito esse ponto que, tipo, sei lá eu mestrava, acho que quando eu mais tive isso foi quando eu comecei a mestrar do Ordem Pra Normal que foi logo como eu comecei a mestrar e aí

Tipo, eu começava a me extrair e eu falava, tipo, nossa, a sessão de hoje, tipo, mano, não foi pra frente, os caras não tiveram avanço nenhum, não foi só, tipo, os caras parados e teve um combatezinho aleatório.

Só que, tipo, pra mim, a minha história tava travada, só que pros jogadores tava super divertido. Eu acho que era isso, tipo, às vezes a sua história não precisa ter que tá, tipo, super elaborada. Exatamente. Tem que ter um avanço toda a sessão, não, tem que só ser um bagulho divertido. A diversão também é um herói do RPG. Mas aí é o síndrome do mestre. Sempre acha que tem que tá perfeito, por isso que eu não sou mais mestre.

É por isso que eu acho que é importante saber colher feedback e aceitar também, né? Não adianta nada se perguntar pro jogador o que ele achou da mesa e de fato sua mesa foi ruim e o jogador falar pra você que sua mesa foi ruim e você não aceitar, né? Então tem que ter a maturidade, principalmente você como mestre, você tem que ter a maturidade de saber aceitar uma crítica, né? Aceitar um feedback negativo. Ou não.

cara, eu acho que um outro vilão da RPG são mestres babacas, cara mestre que fala, cara, vai ser isso daqui e pronto eu vi um post do Felipe o cara da RPG

que ele fala, pô, aquele mestre que quer botar sempre a vontade dele acima de todos os outros jogadores, não, não sei o que, é isso aqui, e pô, tem vários vilões, tem um cara que é muito chato, que é um advogado de regras muito chato, tipo, não, isso aí não vai acontecer porque a regra fala blá blá blá blá pô, vamos resumir, jogadores ruins

Jogadores ruins, mestres ruins, né? O mestre também é um jogador, né? Acho que a pessoa não saber desempenhar o papel dela ali, ou então querer fazer com que a mesa seja sobre ela, sobre a personagem dela, aí é um problema. É um problema do protagonismo. Eu acho que isso é o pior que tem. Ou é um mestre querendo, tipo...

Que a história deles, NPCs dele ali tem mais importância do que as ações dos personagens ou um personagem de um jogador específico que tem ele sempre querendo puxar a história pra ele.

A mesa é colaborativa, né? O jogador tem uma ação muito louca ali, muito criativa, que ele pensou em como resolver o problema, só que o mestre não queria que ele resolvesse aquele problema agora. E aí o mestre, de algum jeito, fala não, você bateu numa parede invisível. É tipo, quando você faz uma build de agarrar assim e o boss é imune agarrar, né? E em vez de envenenar. Eu nunca fiz um boss imune agarrar, cara. Você não fala isso. O pessoal tomava um daninho.

Mas eu acho que realmente isso aí que a gente tá falando é uma coisa essencial, assim, pro RPG, pra qualquer um que for começar também. Ou pra quem tá jogando há muito tempo e ainda não entendeu isso, que é a mesa do RPG colaborativa, né? Você tem que ir. Exatamente.

Você tem que entender o momento do... Sei lá, o mestre tá narrando o momento de um outro jogador. Você faz, sei lá, alguma coisa que vai enaltecer aquele momento do jogador. Se você não for fazer nada, não faz nada. Você não pode fazer nada pra...

pra agregar aquele momento, aquela narração, a descrição, você não faz nada. Acho que isso aí é uma coisa que os jogadores tem que ter noção, assim. E o mestre também, né, tem que saber aproveitar, tipo, o momento de cada jogador, que a história do jogador vai fazer com aquele personagem, o momento, o plot, né, como ele derrotou um inimigo que ele queria derrotar, ou...

Como ele anda pela cidade e é visto pela cidade, acho que isso aí é uma coisa que muda muito, assim, como a mesa ao todo, assim, os jogadores se sentem jogando, sabendo que jogam com pessoas assim, né? O que a gente pode tirar de lição disso é que...

O RPG não é sobre você, cara. É sobre um grupo contando uma história. Então, pega essa dica aí, cara. Pega a visão, vira essa chave. É o coach Gabriel agora. Nossa. O RPG bom é igual o Victor falou, que você não dorme direito na noite seguinte.

vai fazer na próxima sessão. Nossa, isso é legal. Quando você vê que o pessoal começa a discutir sobre sua mesa, depois você fala, putz, deu certo, cara. Sim. Finalmente. Que alegria.

Eu acho legal isso. Geralmente eu gosto de terminar as minhas mesas deixando um gancho, assim, tipo, alguma coisa que é uma situação que os caras têm que resolver pro próximo jogo. E aí já pra deixar aquela sementinha, aquela provocação pros caras ficarem pensando durante a semana, né? Então isso daí são coisas que dá pra você ir fazendo, que vai fazer com que a mesa se torne mais...

Mais legal, tipo assim, não só interativa durante o jogo, mas após também, né? Mas resumindo, não seja babaca. Ou não, né? Ou não, né? Ou seja babaca. Pode ser se você quiser.