Bom dia 247_ EUA pressionam e Lula marca encontro com Trump _5_5_26_
- Encontro Lula-TrumpTerras raras · Tarifas comerciais · Combate ao crime organizado · Designação de facções como terroristas · PIX · Donald Trump · Joe Biden
- Ògún para além da guerraAtaque dos Estados Unidos mata cinco pessoas · Colapso do cessar-fogo · Mobilização popular e religiosa no Irã · Irã justifica ataque aos Emirados Árabes Unidos · Resolução do Conselho de Segurança da ONU · Guerra regional
- Antissemitismo e conflito Israel-PalestinaAtaques israelenses contra a Cisjordânia · Colonos israelenses usurpam território palestino · Hamas e ações de 7 de outubro de 2023 · Resistência palestina · Ocupação israelense · Francisca Albanese
- Efeméridas e EfeméridesDia Mundial da Língua Portuguesa · Marechal Rondon · Napoleão Bonaparte · Karl Marx · Usina Hidrelétrica de Itaipu · Bob Sanders
- Cooperação México-EUA contra narcotráficoMéxico convoca autoridades para depor · Presença ilegal de agentes da CIA · Protesto da presidenta Claudia Sheinbaum · Investigação da Procuradoria-Geral do México · Incidente policial com mortes
Bom dia, bom dia a toda a comunidade 247. Hoje é terça-feira, 5 de maio, 6 horas 30 minutos e a gente começa aqui mais um bom dia. Bom dia, Zé Reinaldo Carvalho, tudo bem com você? Bom dia, Leo, tudo bem?
Vamos aí na luta. Na luta, né? Vamos lá. Hoje a gente tem, então, o encontro Lula... Aliás, essa semana o encontro Lula-Trump, importantíssimo. Notícia surpreendente do dia de ontem, a gente vai falar sobre isso também. Mas antes, aqui, lendo o comentário da Sônia Regina. Viva a soberania e a democracia do Brasil.
Viva o presidente Lula, viva Lula 26, avante Brasil, rumo ao primeiro turno, concordo com você. Obrigado aqui ao Júlio Gonçalves Rocha pelo apoio diário, todos os dias aqui com a gente. E Zé, hoje a gente tem muitas efemérides também, vamos começar por elas?
E todas muito importantes também, né? Então vamos falar delas e a gente já passa para as notícias. Exatamente, são acontecimentos importantes que ocorreram nesta data em diferentes ocasiões. Primeiramente, destacar que 5 de maio é o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Importantíssimo, nós temos aqui o Museu da Língua Portuguesa, que é uma grande...
e um grande acervo cultural que está depositado ali, e é um local obrigatório para visita para aqueles que se interessam pelos aspectos da cultura luso-brasileira e pelo desenvolvimento da nossa língua.
Em 1865, nascia... Quando a gente fala sobre a língua portuguesa, a gente tem que prestar uma homenagem ao Zé Reinaldo Carvalho, que domina com maestria a última flor do laço. A última flor do laço inculta e bela, como diria o... O lavo do laço, exatamente.
Muito bem, é isso aí. Bom, em 1865 nascia o Marechal Rondon. Temos uma matéria sobre isso histórica. Ele foi uma figura fundamental para as comunicações e para a integração do Brasil e também para a proteção das populações indígenas.
A ditadura tentou explorar o nome do Rondon, criando aquele chamado Projeto Rondon, no qual tentou mobilizar a juventude brasileira em ações na Amazônia, visando alcançar algum respaldo, mas isto não empana o brilho da figura do Marachal Rondon na história do Brasil.
destacar que em 1821 morreu no exílio na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, Napoleão Bonaparte. Napoleão Bonaparte é uma figura controversa na história, ele foi quem completou, digamos assim, a Revolução Francesa.
A Revolução Francesa foi completada pelo Napoleão Bonaparte, ele unificou o país, ele iniciou uma fase de tentar exportar a Revolução Francesa para outros países, e com isso ele se confrontou com as principais monarquias da época, e claro que enveredou também por um caminho reacionário, porque implantou uma espécie de governo autoritário.
e, portanto, desviou, apesar de ter completado a Revolução Francesa, ele desviou o rumo da Revolução no sentido de que ela era profundamente democrática e ele implantou um governo autoritário. Mas é uma figura que tem sua relevância histórica e é reverenciada até hoje pelo povo francês. Talvez uma das figuras de maior impacto na história da humanidade. Sem dúvida, é uma figura realmente imponente.
que exerceu grande influência no mundo e até hoje é uma referência.
destacar o nascimento de Karl Marx em 1818, Karl Marx que foi o maior de todos os filósofos, o maior de todos os economistas e o maior de todos os, digamos assim, socialistas científicos. A gente não pode dizer que Marx foi marxista, ele próprio rejeitava a expressão, mas ele foi o fundador do comunismo, o fundador do socialismo.
científico e o nome dele está ligado a história das revoluções populares e proletárias ao longo dos séculos 19 e 20 e acho que o nome dele vai perdurar pelos tempos como uma grande figura teórica inspiradora e orientadora da revolução socialista.
Zé, pela sua fala, você considera, então, Marx atualíssimo nos dias de hoje? Ah, sem dúvida. Acho que é muito atual o pensamento de Marx. Naturalmente que o movimento socialista, comunista e revolucionário precisa sempre de atualizações teóricas e práticas, porque a própria ciência que hoje nós chamamos marxista...
ela é uma ciência viva e, por ser uma ciência, precisa de constante aperfeiçoamento, atualização e incorporação das novas aquisições do conhecimento humano. Mas sem sombra de dúvidas, os fundamentos do marxismo são muito atuais. E você avalia que a China é de fato um plano marxismo?
Acho que sim, implanta o marxismo, como os chineses dizem, com as peculiaridades chinesas e com a aclimatação, a adaptação do marxismo à realidade da China. Desde Mao Tse Tung foi assim. O Mao Tse Tung recusou uma leitura dogmática do marxismo e do marxismo-leninismo, e por isso ele entrou em conflito. Não um conflito de ruptura, mas entrou em polêmica com a própria Internacional Comunista.
que procurou impor, digamos assim, uma diretriz, uma orientação, uma estratégia que não cabia na realidade chinesa, e ele então disse, nós vamos aqui aproveitar os fundamentos do marxismo, mas atualizar o marxismo com a experiência prática.
da Revolução Chinesa. Acho que todas as gerações de dirigentes principais do Partido Comunista da China aplicaram esse princípio cada um na sua época e com as peculiaridades do seu tempo.
Antes de você passar para a próxima, só agradecer aqui ao Miguel, lembrando que a família do Tiago Ávila está sendo usada pelos senhoristas para ameaçar o Tiago. O ano é de eleições, mas o governo não pode se abster, com certeza. O governo brasileiro tem que se pronunciar. E o Tiago mandou uma belíssima carta para a sua filha também.
lá da prisão em Israel. A Laudita lembra que a família real portuguesa veio para o Brasil e proclamou o país como império por causa de Napoleão. Grande impacto, inclusive, na história do Brasil também. Maria Helena, que Lula não discute da soberania ao não abrir mão do controle das nossas terras raras. Zé, você tem mais uma efeméride importante, então passo para você para a gente finalizar.
Tenho, na verdade tenho mais duas, mas vou falar rapidamente. Uma delas, também tem matéria nossa aí na nossa edição de hoje, que é a inauguração, em 1984, da usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Uma obra magnífica, uma obra importante, uma obra fundamental e estratégica para o desenvolvimento do nosso país e também, claro, do país irmão e vizinho que é o Paraguai. Quando...
a usina de Itaipu foi concluída e inaugurada, ela era a maior do mundo, a maior barragem do mundo, e foi só substituída nesse lugar, que ocupava de primeira do mundo, pela hidrelétrica de Três Gargantas, na China. Curiosidade, Zé. Não, só uma curiosidade rápida, eu já comentei aqui, quer dizer, que eu fui próximo ao Murilo Mendes, da Menjúnior, que foi a principal empreiteira das obras de Itaipu.
E naquele momento, que eu morei em Belo Horizonte, de 97 a 2001, vinham delegações de chineses para estudar engenharia brasileira. Então, os chineses aprenderam muito com a engenharia brasileira e superaram, na verdade, fazendo Três Gargantas e outras obras magníficas. Curiosamente, hoje a Mendio Júnior é parceira de uma empresa chinesa de engenharia chamada Power China. Como as empresas brasileiras foram destruídas pela Lava Jato...
a engenharia brasileira meio que caiu nas mãos dos chineses. É isso, os chineses tiveram essa sabedoria de assimilar tecnologias, experiências de outros países, e isso explica em grande parte o desenvolvimento tecnológico e científico que a China alcançou e investiu esse conhecimento e, claro, os seus recursos.
financeiros na criação de uma gigantesca infraestrutura que sustenta e fomenta e impulsiona o desenvolvimento chinês. Mais uma efeméride que eu queria lembrar, Léo, é o seguinte, em 1981, portanto, faz 45 anos, morria na prisão da Irlanda o Bob Sanders, que foi um poeta e um militante do Ira, o Exército Revolucionário Irlandês.
Depois de uma greve de fome de 66 dias, ele e mais nove companheiros morreram na prisão, eram revolucionários. Ele, no caso, além de ser um revolucionário, um militante, era também poeta, morreu aos 27 anos, é um herói do povo irlandês e da luta de libertação nacional daquele país. É isso aí, grandes lembranças. Bom, vamos então para a guerra, tem novidades, tem mais agressividade dos Estados Unidos.
contra o Irã, a gente vai começar por esse tema. Acho que o Lula certamente vai abordar essa questão iraniana na conversa contra ele, até porque o Brasil desenvolveu um papel fundamental naquele acordo nuclear assinado pelo Obama. Mas está aqui, Zé, ataque dos Estados Unidos mata mais cinco pessoas no estreito de Hormuz. Diga lá. Bom, o Irã já vinha denunciando há poucos dias, e nós comentamos isso aqui ontem,
que a ação dos Estados Unidos, quando os Estados Unidos proclamaram esse programa voltado supostamente para a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz, somente esse anúncio já foi considerado pelo Irã uma violação do acordo de cessa-fogo. E as ações práticas que ocorreram ontem...
mostram o colapso do cessafogo, não é ainda a retomada de uma guerra de bombardeios sobre o território iraniano, com aquelas destruições que a gente conhece, mas é uma ação de guerra, então os Estados Unidos mataram cinco pessoas no estrito de Hormuz, atacando um navio e consta que houve outros atritos, e aí é uma guerra de...
de informações, uma guerra de relatos, de narrativas, como se diz, entre o Irã e os Estados Unidos. Algumas versões de um e de outro são negadas, mas os acontecimentos de ontem mostram uma troca de tiros, uma troca de ataques, abordagem de navios, abordagem violenta de navios.
e, portanto, isso pode configurar uma espécie de retorno da guerra. A gente espera que as negociações que estão transcorrendo indiretamente por meio do Paquistão resultem em algo diferente do que aconteceu de ontem para hoje, mas a situação é periclitante, há outras notícias que mostram isso.
É isso aí, batalha naval. Bom, vamos lá. Deixa eu agradecer aqui também a Maria Helena. Viva Karl Marx, o timoneiro das experiências de construção do socialismo no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento. É isso, Zé. Vamos então continuar aqui. Vou trazer mais notícias aqui.
Bom, você falou um pouco sobre isso, mas a gente tem isso aqui também, o Irã se mobilizando para enfrentar a agressão dos Estados Unidos. E tem uma notícia importante também, que é o Irã justificando por que atacou os Emirados Árabes Unidos.
Exatamente. Bom, sobre a mobilização iraniana, essa notícia dá conta não só de uma mobilização militar, nos marcos, claro, de uma desigualdade imensa de forças entre as forças militares dos Estados Unidos e do Irã, mas essa notícia dá conta também de uma grande mobilização popular e religiosa, porque se trata de um país que se designa como República Islâmica, envolvendo milhões de pessoas.
para cumprirem diferentes tarefas na defesa do país. Então, o Irã se prepara para uma espécie de guerra popular de defesa nacional, de libertação nacional, caso a agressão mais aguda se repita e tenha continuidade. Então, o Irã, dentro das peculiaridades do seu sistema político, está promovendo uma grande mobilização popular e religiosa.
voltado para a defesa nacional, voltado para fomentar a unidade nacional e manter o povo em estado de permanente mobilização cívica. Sobre os Emirados Árabes Unidos, o Irã assumiu, de maneira muito clara, a responsabilidade por ataques que fez a esse país, mostrando o seguinte, primeiro ele justifica assim, bom, é um país que está a serviço,
dos Estados Unidos, está a serviço da estratégia de guerra dos Estados Unidos, é dos países árabes talvez o mais próximo de Israel, um aliado de Israel, o que é algo inadmissível do ponto de vista da própria ideologia e da linha política geral que o pan-arabismo cultivou ao longo de décadas. Então, uma espécie de país renegado na própria comunidade árabe, independentemente.
dos sistemas políticos e da ideologia e da facção religiosa, se é xiita ou se é sunita. Então, por conta dessa aliança com Israel e da aliança com os Estados Unidos e de estar a serviço da agressão ao Irã, principalmente isto, o Irã, então, justifica o ataque aos Emirados. Isso chama atenção para uma realidade que precisa ser encarada, inclusive nas Nações Unidas.
que é a seguinte questão. Há uma guerra regional provocada pela agressão e violência estadunidense contra...
o Irã, a uma guerra regional. E é preciso examinar as consequências que essa guerra regional poderá ter, porque pode-se criar uma situação de cesso a fogo, pode-se criar um impacto entre os principais agressores, que são Israel e os Estados Unidos, e o Irã, no sentido de por fim a guerra, mas pode permanecer um estado latente de guerra.
entre o Irã e esses países do Golfo que são, digamos assim, ligados à estratégia dos Estados Unidos e de Israel, de eles se tornarem ainda mais bases militares.
desses países contra o Irã, ou o Irã conseguir evoluir para uma situação de desmatelar essas bases. Então, são consequências ainda a serem medidas com o desenrolar dos acontecimentos. E falando disso, José, essa notícia que a matela é importante, quer dizer, as petromonarquias dos Estados Unidos preparando uma nova resolução do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Hormuz. E muito obrigado aqui ao Alberto Cipniu. Diga, José.
Exatamente, ou seja, como reflexo disso que eu acabei de falar, os Estados Unidos e os seus países aliados do Golfo estão querendo promover, dizem que vão colocar em pauta, uma nova resolução no Conselho de Segurança da ONU para condenar o Irã. Há um precedente negativo para eles, porque a anterior resolução foi rejeitada. E há uma outra situação, digamos, desfavorável a isto,
que é o fato de que quem está na presidência do Conselho neste turno, neste mês, é exatamente a República Popular da China. Não que a presidência do Conselho seja determinante no sentido de impedir que uma resolução tramite, porque há mecanismos ali que obrigam a que as resoluções sejam tramitadas.
Mas pode ser que essa resolução, tal como a outra, esteja a caminho de um veto ou da China ou da Rússia ou de algum outro país que é potencialmente aliado dos Estados Unidos.
países europeus, por exemplo, mas que estão em confronto diplomático, digamos, por conta da discordância que surgiu entre os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Alemanha que não está no conselho, mas cuja posição influencia outros países, de modo que não é um cenário tão fácil para os Estados Unidos e para Israel e para essas petromonarquias imporem uma derrota contundente ao Irã.
Falando em Alemanha, Zé, o Mertz completa hoje um ano no cargo, quer dizer, com a Alemanha em profunda crise. O Rodney Flores está dizendo, por favor, querido Lula, sempre existe perigo ao visitar a casa de um agressor. Sua valentia e coragem para defender nosso povo...
de novo é heróica boa sorte nessa empreitada mas o Lula vai tirar de letra isso aí vamos ter certeza disso e os Estados Unidos já gastaram mais de 70 bilhões de dólares na guerra contra o Irã o Lula sempre fala né que dizer que esse dinheiro das guerras deveria ser gasto no combate à fome etc e tal mas tem um ponto que sempre é lembrado pelo economista Paulo Gala nosso amigo que tá sempre aqui 247
Dizemos o seguinte, a verdadeira política industrial dos Estados Unidos é o Pentágono, é a guerra. Então, está aí, 70 bilhões de dólares já jogados nessa destruição. É isso, é o sempre lembrado chamado complexo industrial militar dos Estados Unidos, que é um motor da economia parasitária americana. Esse dado aí é contrastante com o outro que saiu esses dias. O dado que saiu esses dias dizia 25 bilhões.
Mesmo a divulgação daquele dado de 25 bilhões de gastos somente nesta guerra, já foi suficiente para estimular ainda mais uma opinião desfavorável da...
opinião pública americana contra a guerra. Nós falamos em duas pesquisas, na semana passada e ontem, duas pesquisas em que ambas mostram a rejeição enorme dos estadunidenses a essa guerra, e um dos aspectos que mais contrariam o público estadunidense é exatamente o desperdício de dinheiro com matança.
E agora esse dado é mais impressionante ainda, e certamente que esse dado não foi divulgado apenas por mídias internacionais, inclusive a mídia russa, mas também está sendo veiculado nos Estados Unidos. De maneira que o Trump se prepara que a próxima pesquisa certamente vai acusar também esse aspecto como um dos responsáveis pelo desprestígio do Trump e da sua política de guerra.
Deixa eu só mandar uma mensagem carinhosamente para a Laurita. Ela está dizendo que o Paulo Galla era CEO do Banco Master. Não entendo o silêncio em torno desse fato. Não leio mais esse cara. O Paulo Galla era economista-chefe. Ele não era CEO, não tem nada a ver com as falcatruas lá do Master. E é um grande economista desenvolvimentista brasileiro. A gente não pode misturar.
os papéis né bom na máquina de destruição Israel já realizou mais de 1600 ataques contra a Cisjordânia em abril me chamou atenção Zé que dias atrás até o estado de São Paulo fez um editorial contra Israel em razão dessa destruição na Cisjordânia né dizendo que Israel está se tornando um estado indefensável e eu aproveito também para te pedir notícias sobre o Thiago Ávila se você tiver
Pois é, essa notícia é impressionante, porque 1.600 ataques somente no mês de abril das forças policiais e do exército israelenses e dos colonos. Chama atenção para esse aspecto, porque os colonos são habitantes de Israel que usurpam.
são israelenses que usurpam o território palestino. Cisjordânia é um território ocupado por Israel e que luta por sua autonomia, porque ali existe a sediada Autoridade Nacional Palestina, que é o embrião de um governo palestino. E esses colonos são armados, esses colonos são, na verdade, milicianos. Desculpa.
e, portanto, mostra a ilegalidade e a violência da ocupação israelense. E chama atenção também, eu quero fazer uma analogia para o caso de Gaza, porque ali naquela fronteira entre a faixa de Gaza e o território israelense, havia, e ainda há, uma série de aldeamentos, uma série de povoados que são colonatos.
onde esses milicianos habitam e onde esses milicianos israelenses praticam inomináveis atos de violência contra os palestinos. E esta foi uma das razões pelas quais o Hamas desencadeou as ações no dia 7 de outubro de 2023. Isso precisa ser sempre evidenciado. E, portanto, não está livre de que ocorram episódios de resistência, episódios de luta por parte das legítimas e depois de exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange
forças da resistência palestina contra este tipo de ocupação, que é a ocupação do exército israelense, ocupação das forças policiais israelenses e ocupação dos milicianos israelenses que usurpam o território palestino. Então, é uma situação grave que as Nações Unidas deveriam se ocupar disso. A Francisca Albanese sempre está denunciando esses fatos e é preciso chamar a atenção.
veementemente da opinião pública para esta ilegalidade, para esta violação de direitos humanos e de direitos internacionais. E tudo isso voltado para inviabilizar a criação do Estado Nacional Palestino Independente.
Sobre o Tiago, alguma novidade, alguma atualização? Não tenho novidade. Procurei muito hoje na mídia israelense, na mídia palestina, na mídia internacional, na expectativa aqui das redes sociais nos dizerem alguma coisa, algum comunicado novo da esposa dele, porque nós já publicamos os vídeos dela nas edições de ontem e anteontem. Mas estava previsto para hoje um veredito do juiz.
sobre a prorrogação ou não dessa prisão arbitrária, porque ele não está condenado a nada, ele está sob uma falsa acusação. Durante a jornada de hoje, havendo alguma novidade, a gente entra aqui e noticia. Bom, é isso, vamos lá. O escritor Araújo. Estadunidenses abraçaram o diabo laranja e mergulharam o mundo no inferno. Zé, importante notícia aqui sobre o México também. México convoca autoridades para depor sobre a presença da CIA e não tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap tap
em Chihuahua, e tem havido conflitos ali, teve oficiais a ser que foram mortos, inclusive, por autoridades mexicanas. Importante você contar essa história para a gente. Exatamente. Essa notícia se refere, inclusive, a esse episódio. Houve uma... Esse Estado lá em Chihuahua é governado pela direita, pelo PAN. É um partido que já passou pelo governo mexicano, um partido de direita.
E o que acontece? Eles realizaram, a CIA realizou juntamente com autoridades policiais locais, é isso que está sendo inclusive apurado, a Procuradoria Mexicana, a Procuradoria Geral do México, está apurando a presença de agentes da CIA nesse estado e junto com autoridades mexicanas locais.
em ações de supostamente combate ao banditismo, combate ao narcotráfico, uma presença que é totalmente ilegal no território mexicano. E isso foi motivo de um protesto da presidenta Claudia Schemble. Nós publicamos em edições anteriores, em dias anteriores, o protesto que ela fez. Ela disse que não admite essa presença.
condena, denuncia e condena essa presença de agentes da CIA como algo ilegal, fora de qualquer protocolo de cooperação bilateral que haja entre os Estados Unidos e o México, para a realização de algumas colaborações no plano da inteligência, da troca de informações, mas em absoluto...
não há em absoluto qualquer protocolo de entendimento de acordo entre o México e os Estados Unidos que preveja a presença de agentes da CIA em ações repressivas no México, é um assunto de plena soberania mexicana.
E o protesto dela foi tão veemente que isso levou também a Procuradoria-Geral do México a acionar e a promover uma investigação que pode comprometer, inclusive, as autoridades locais do Estado, que, como eu disse, é um Estado governado pela direita. E houve, então, um incidente policial em que morreram agentes policiais, morreram agentes da CIA e morreram também, enfim, os narcotraficantes e, então, eu vou deixar aqui para nós.
Mas isso chama atenção, leva-se para o seguinte, uma coisa são protocolos firmados à luz do dia, transparentes e segundo as leis internacionais e as leis de um Estado nacional, para algum tipo de cooperação entre autoridades constituídas no âmbito policial. Outra coisa são essas ações ilegais que são inadmissíveis. Eu chamo atenção para isso porque o nosso país não está livre.
de que essas ocorrências venham a suceder em nosso território, e isso seria escandaloso. É, só olhar para o que aconteceu na Venezuela, né? E, aliás, falando disso, nova audiência de Maduro e Sílvia em tribunal em Nova Iorque é marcada para 30 de junho. Aproveitando, Zé, eu te passo para falar sobre essa notícia e também dizer que isso pode ser um bom tema na conversa do presidente Lula com o presidente Trump. Exatamente, está previsto, inclusive, segundo as informações que circularam ontem,
em vários canais de notícias e aqui mesmo, em redes sociais e notícias de bastidores, que é um dos pontos da pauta que o Lula estaria disposto a propor essa discussão com o Trump. Vamos ver sobre isso. Mas essa notícia é importante porque há uma certa pressão para que se acelere o processo e a defesa do presidente Maduro.
pediu e acabou tendo a anuência da própria acusação, pediu para jogar um pouco mais para frente, porque estava prevista uma audiência agora para maio ou para o começo de junho, mas a defesa precisa de mais tempo para apresentar provas ou contraprovas de maneira consistente.
que refutem cabalmente as acusações que são falsas a olhos vistos, mas que juridicamente elas precisam de algum tipo de comprovação mais sólida para convencer, digamos assim, os juízes que irão decidir sobre o caso. Então, decidiu-se jogar para o dia 30 de junho a próxima audiência, que é uma continuidade da instrução do processo até que se marque...
o julgamento a novidade sobre isso nós chegamos a falar sobre isso há algumas semanas mas está resgatado nessa notícia é a permissão que houve a partir do momento que caíram as sanções sobre a presidenta delcio rodrigues as sanções americanas sobre a presidenta delcio rodrigues presidenta interina é caiu a proibição
dos Estados Unidos a que o governo venezuelano utilizasse os próprios recursos públicos.
da Venezuela no pagamento da defesa, porque os Estados Unidos estavam querendo constranger e limitar a defesa do Nicolás Maduro a níveis menores de atuação, porque ele próprio não tinha os recursos para financiar o pagamento de uma defesa altamente qualificada e com múltiplos.
Então, agora, o Estado venezuelano adquiriu, readquiriu os direitos de pagar as custas do processo e pagar as despesas com advocatistas que devem ser milionárias. Mas isso é positivo para o processo andar, porque ele conta agora com uma boa equipe.
Zé, para a gente fechar, o que você espera desse encontro Lula-Trump? E também como é que você viu essa notícia marcada, meio que de surpresa, ninguém esperava, de repente, para daqui a dois dias esse encontro nos Estados Unidos? Totalmente surpreendente. Você, no início da permissão, usou essa expressão e eu mesmo. E todo mundo acha isso, mesmo acho que setores do governo foram tomados de surpresa, porque o encontro...
Tinha sido combinado naquela reunião que ele teve bilateral lá na Malásia, aí disseram que era para março, depois a coisa ficou em banho-maria, supostamente estavam havendo entendimentos de bastidor.
Aí veio a guerra, o assunto saiu da ordem do dia, e de repente vem essa notícia de que os Estados Unidos concordaram em fazer o encontro depois da manhã. Então, realmente é surpreendente como mecanismo de agendamento de uma...
uma reunião entre dois chefes de Estado é algo completamente inusitado. Geralmente, uma reunião como essa é preparada publicamente, é agendada publicamente. Mas tem um problema aí que é o seguinte, não será uma visita de Estado. Uma visita de Estado tem outros protocolos, outros rituais, pautas mais amplas.
vai ser, como eles estão dizendo, uma reunião de trabalho. De qualquer forma, poderá ser útil ao Brasil e ao governo do presidente Lula, e a nossa diplomacia, poderá ser útil. Então, eu não estou aqui, ao dizer que, lamento que não seja uma visita de Estado, apenas uma reunião de trabalho, eu não estou aqui, digamos, fazendo gosto ruim, como se diz.
registrando esse fato, mas mesmo assim, mesmo com esse nível mais rebaixado, eu acho que poderá ser um trunfo da diplomacia brasileira e também da diplomacia de Estado do presidente Lula, e isso resultar em acordos positivos para o Brasil, resultar em...
na tentativa, pelo menos, de criar um clima de melhor entendimento aqui nas Américas, que isso neutralize, de alguma maneira, essa ação devastadora que a extrema-direita aliada e submissa ao Trump pretende fazer em relação à...
aos laços entre os nossos países e os Estados Unidos, e que isso resulte também em benefícios comerciais, porque vai entrar na pauta o tema das tarifas, do comércio bilateral, dos investimentos. Então, eu sempre sou otimista em relação a...
a possibilidade de acordos diplomáticos, mas, ao mesmo tempo, a gente precisa sempre entender que nós estamos tratando com um país que é uma superpotência e que tem ambições neocolonialistas em relação ao nosso, em relação ao conjunto da América Latina.
É isso, a Stella Marques está dizendo, aconselho Lula a não comer nada nem beber água na Casa Grande, ou seja, a Casa Branca, suja de sangue das guerras inúteis. E aqui a Roberta fala assim, para mim eles vão sequestrar o Lula. Pode ficar tranquilo, Roberto, Lula vai e vai voltar, e vai voltar muito bem dessa viagem dos Estados Unidos. Eu estou chegando aqui informações, desculpe, sobre o Tiago, o Marcelo Lula.
Marcelo me mandou aqui uma informação, eu vou ler aqui, ele diz, bom dia Lara, que é a esposa do Tiago, alguma novidade? Ela diz, bom dia, acabo de receber a notícia que a prisão, olha aí, é uma notícia nova, a prisão foi estendida por mais seis dias. Estou aguardando falar com a advogada para ter mais informações, diz a Lara. A embaixada me informou da decisão do prazo, disse que eles não formalizaram queixas.
Isso é um absurdo, é uma prisão arbitrária. É uma prisão dos tempos da ditadura, do tempo da Gestapo. É nazismo, a gente está falando de nazismo. Semelhante a Gestapo. Bom, não formalizaram queixo, ou seja, não formalizaram acusações.
e continuam apresentando as informações apenas como suspeitas. Então, a pessoa é presa, condenada por suspeita. Tem um filme sobre isso, né? Guilty for Suspicion. É um absurdo. Hoje eu recebi um vídeo do Smutred, que é uma das pessoas mais radicais da extrema-direita israelense, e ele estava participando de um podcast e falou...
O meu filho me perguntou se não vai sobrar nada para quando eu crescer no Líbano para eu poder destruir. E ele falou, não, pode deixar que a gente vai deixar muito Líbano para você destruir também no futuro. É assim. Esse é o Estado do Israel hoje. Bom, é isso. Só um complemento, então. É mais uma evidência de que tudo se trata da tentativa de criminalização da missão humanitária, a SUMUD. Como já tínhamos visto ontem, quando Tiago Issaif...
que é aquele palestino com nacionalidade espanhola, reportaram que os interrogatórios são majoritariamente sobre a missão. Ou seja, eles não são individualmente responsabilizados.
por terem supostamente cometido individualmente algum crime. É um absurdo completo. De fato, são práticas semelhantes ao nazismo que os sionistas israelenses estão praticando. É isso. Como diz o Wesley, não existe justiça em Israel. É um Estado puramente ditatorial. Zé Reinaldo, muito obrigado. Vamos seguir aqui com os temas nacionais. Bom dia a você. Vamos à luta. Obrigado e um abraço. Até. Tchau, tchau.
Então vamos aqui já embarcar a Daiane, o Alex, o Mário, o Vitor Santos e vamos em frente aí. Bom dia, Daiane, tudo bem? Bom dia, diante dessas notícias não fica tão bom não, mas sigamos. Não, mas o Tiago vai sair dessa, a gente em breve vai ter o Tiago aqui também. É, está sendo torturado lá, não dá para o governo continuar na diplomacia. Em silêncio, né? Pois é, exatamente. Bom dia, Mário, tudo bem com você?
Tudo bem, Léo? Bom dia, bom dia, Daiane, bom dia, Alex e a todo mundo. Bom dia, bom dia, Alex, tudo bem? Bom dia, Léo, Daiane, Marvito, bom dia a todos.
Vamos lá, vamos voltar então para o tema Lula. Realmente foi surpreendente, estava falando com o Zé Reinaldo, ninguém esperava, eu mesmo achava que o Lula não faria viagem internacional antes das eleições, ele até falou na Alemanha que ele iria assistir a final Brasil-Alemanha, a final da Copa do Mundo, então ficou esse clima, mas eu achava que ele ia aproveitar esse episódio da guerra para não estar com o Trump.
Mas eu acho que ele vai fazer uma limonada. A minha visão é de que ele vai trazer um acordo positivo para o Brasil, inclusive sobre o tema das terras raras, que é algo que a gente vai debater. E o Trump está precisando disso também. O Trump está com 62% de impopularidade. Acho que ele precisa beber um pouquinho do prestígio do Lula e ter alguma boa notícia nos Estados Unidos. E acho que o Lula tem esse poder também. Onde ele vai, ele leva uma boa energia, uma boa vibração.
Então, eu tenho expectativas positivas sobre essa semana, sobre esse encontro especificamente. Diga, Daiane. Eu estou também nessa expectativa. Espero que seja positivo. O presidente Lula sempre tira leite de pedra, como diz o ditado. Ele conduziu ao longo desse período também de forma muito certa, soberana e muito tranquila.
sem levar muitas tensões e sem deixar de fazer a crítica que ele sempre fez. A imprensa sempre utilizava isso. Olha o Lula provocando o Trump, olha o Lula falou do Trump. Como se o fato do presidente ter tido uma relação diplomática e republicana, estadista, diante do abuso do Trump, fosse mudado de dar água para o vinho só porque o Trump disse, olha, vem cá, vamos conversar.
a capacidade da imprensa de tentar distorcer os fatos, a realidade, sempre em desfavor, sempre demonstrada nesses momentos. Então, não tinha essa expectativa, achava que não iria acontecer esse encontro, aconteceu, vai acontecer, com uma pauta que também chama bastante atenção por conta dos movimentos externos, das questões externas em relação...
a pauta de facções criminosas, as terras raras, minérios, exploração de minério, a questão geopolítica em si, das instituições, o papel das instituições, e internamente a gente está perto de um processo eleitoral. Como é que o governo estadunidense vai se comportar diante desse processo eleitoral?
A extrema-direita ficou muito eufórica com esse encontro, tentando capitalizar para o lado deles, dizendo que agora sim, que o Trump vai pegar o Lula. Só que isso demonstra uma fraqueza da relação que eles diziam ter com o Trump.
o fato de não ter marcado o encontro era um ponto que a extrema-direita utilizava para dizer, olha, não marcou porque a gente está aqui fazendo o nosso trabalho, fazendo o nosso serviço e agora, que marca eles estão dizendo que também é ponto deles. Então, acho que, de certo modo, apesar daquela situação toda do Ramagem, que é um outro ponto que vai certamente ser tratado, apesar daquela situação ter tido...
um nível de tensão e isso demonstra que continua sendo a relação Brasil-Estados Unidos continua sendo via Estado, via presidente Lula e não via extrema-direita. Exatamente Wesley Dourado fala Trump é uma serpente velha e perigosa mas Lula é hábil e vai domá-la e o Charles fala Lula é um farol que ilumina as trevas um luminar né Mário Vitor vamos lá o que que você espera desse que dizer se você acha que Lula também vai fazer a limonada aí também
É um encontro, evidentemente, que vai trazer novidades. A marcação desse encontro, a coordenação para esse encontro, supõe que as negociações de bastidores...
vinham acontecendo entre Brasil e Estados Unidos, tiveram algum tipo de desenvolvimento ainda não revelado. Me parece, acho que também, em relação à questão comercial e talvez em relação a outras duas questões muito importantes, na verdade, três. A primeira é a dos minerais críticos, a segunda é das big techs.
E a terceira, eu creio, também é um possível acordo em relação às eleições no Brasil. Então, é uma pauta extensíssima. Estados Unidos, humilhados pela derrota no Irã, se voltam para o hemisfério. E também, isolados na Europa.
com relações dificílimas, desinvestindo no contingente militar na Europa, retirando tropas da Alemanha, se volta também para... se afasta da OTAN.
Então, naturalmente, ganha mais importância as relações com a América Latina e com o principal país da América Latina, que é o Brasil. Não quer dizer que vai ser fácil e nem que não existam grandes ameaças nesse encontro, mas ele é inevitável.
O Brasil só não pode capturar diante da questão dos minerais críticos e da soberania digital, das big techs. E esse é o grande medo, o grande ponto de atenção que precisa ser dado nessa reunião. Mas eu creio que o presidente Lula não iria para uma reunião com esse tipo, podendo levar esse tipo de...
enfim, peso para casa, né? Acho que ele vai ter que sair dessa reunião anunciando que teve uma atitude soberana, digna, enfim, digna daquilo que ele fala no Brasil.
É preciso dizer o seguinte, não era possível evitar essa reunião, e ela é positiva do ponto de vista da principal questão que está colocada no Brasil hoje, que são as eleições para a presidente da República, para o Congresso Nacional e governadores. É importante a presença do presidente Lula junto ao governo dos Estados Unidos como um estadista.
como um líder que tem acesso a todos os países do mundo, inclusive a potência dos Estados Unidos, não poderia deixar disso. Isso também corta um discurso do bolsonarista de que eles seriam aqueles que têm acesso ao governo dos Estados Unidos. Não.
o presidente Lula tem acesso a todos, negocia com todos, normalmente, e não é, digamos assim, não se pode caracterizar o Estado brasileiro como um inimigo dos Estados Unidos, ao contrário, é um Estado que circula bem como circulam os governos da China, da Rússia, da Alemanha, todos eles, enfim, em contato com a Casa Branca o tempo todo, como é dos grandes estadistas fazer. Então...
Esse discurso está cortado, esse discurso da extrema direita está cortado com essa visita. Pode também haver, como eu mencionei, uma neutralidade, uma não interferência, pelo menos explícita, dos Estados Unidos em relação às eleições no Brasil. Quero dizer que não haja uma ofensiva de propaganda.
contra a candidatura do presidente Lula, uma espécie de neutralidade do governo dos Estados Unidos em relação a isso seria importante para não tumultuar ainda mais o ambiente conturbado em que nós caminhamos para essa eleição à vista do que aconteceu na semana passada no Congresso Nacional.
Eu acho que tem muitos ganhos a obter, desde que haja o devido cuidado, a devida segurança em relação àqueles pontos que nós temos que obter. E eu digo, os principais são soberania digital, soberania tecnológica e afirmação, pelo menos das intenções nesse sentido, e também a defesa dos minerais críticos do Brasil.
É isso. A Maria Silva está dizendo a extrema-direita se acha próxima do Trump, mas quem conversa com ele é o presidente Lula. Aqui, o Roque está dizendo cuidado, o Trump vai tentar afastar os investimentos da China e do Brasil. Eu acho muito difícil que isso aconteça. Por exemplo, por que existe uma fábrica da BID na Bahia? Porque a Ford foi embora. Se os americanos estivessem investindo, seriam...
Bem-vindos também. E deixa eu só fazer um comentário antes de passar, Alex, sobre o tema das terras raras, que vai ser um tema importante, e deixar claro para as pessoas também a relação. O Brasil tinha uma mina em operação de terras raras, que era essa mina em Goiás, que exportava toda a produção para a China sem fazer o beneficiamento aqui no Brasil. Então, o governo brasileiro está finalizando um projeto
de desenvolvimento das terras raras, que concede, inclusive, incentivos tributários desde que o processamento seja feito no Brasil. Então, isso vale para o investidor dos Estados Unidos, isso vale para o investidor da China, vale para o investidor da Alemanha, de qualquer lugar, e para o investidor brasileiro também. Então, obviamente, o Brasil não vai discriminar os Estados Unidos assim como não vai discriminar...
A China, mas o que havia antes não era um modelo de soberania total do Brasil sobre as terras raras. Alex, então, o que você espera desse encontro? E se ele te surpreendeu também, ele ser marcado assim, de sopetão, né? Não, isso já estava marcado, foi só adiado, né? Não, mas não estava agendado, não tinha daia. Sim, é isso que estava faltando, né? Não é um...
não vai se assinar nenhum acordo, tanto que o Lula vai sozinho. É uma conversa, é uma conversa para futuros acordos. Se não, ele iria com os ministros e tal. Vai o Dunigam, vai o Márcio Elias Rosa, vai ter um acordo sobre terras raras. Pode esperar. Bom, tudo bem. Você acha que vai ter um acordo? Eu acho que é uma primeira conversa. Claro, a pauta a gente sabe, terras raras, as organizações.
terroristas, a gente sabe qual é a pauta, mas eu estou entendendo isso como uma primeira conversa e não assinatura de acordo, é uma conversa para futuros acordos, claro, e o que o Trump vai dizer é que o Trump, sempre a tentativa dele é trazer o Lula para o lado dele, trazer o Brasil para o lado dos Estados Unidos e tal.
não vai ter... Acho que a cena vai ser aquela da Casa Branca, o Trampo sentado na cadeira, o Lula sentado na outra cadeira ali. Mas, é claro, o que o Trampo vai tentar? O Trampo vai tentar trazer o Lula para o lado dele, o Lula vai dizer, estou do meu lado e tal.
Mas você tocou num ponto importante, Alex, esse tema das organizações terroristas ou criminosas, que a gente acabou não falando. O que você espera disso de Comando Vermelho, PCC, enfim? Eu acho que o Lula já está disposto a...
aliás, os Estados Unidos, no combate ao terrorismo. Isso já deixou muito claro, e é claro que tem que ser, porque essas organizações, inclusive o PCC, o PNB, já não são mais só nacionais, estão atuando no mundo todo. Tem conexões com os grandes grupos terroristas, com os cartéis mexicanos, os cartéis venezuelanos, etc.
E ela... Agora, o que não pode, evidentemente, é permitir que os americanos venham aqui combater o PCC. Aí não. Aí não. Isso, evidentemente, não vai permitir. Mas combater esses grupos...
multinacionais, mas que têm origem no Brasil, é evidente que o RUT quer esse acordo, é claro, porque essas organizações crescem por causa das conexões internacionais. E isso é um fato.
Eu acho que, inclusive, isso é uma coisa que muitas pessoas dizem que é perigosa, mas, na minha sensação, eu acho que essa vai ser uma concessão brasileira, classificar a PCC como organização terrorista, coisas desse tipo. Falando nisso, só uma curiosidade aqui, Daiane, é importante essa notícia, porque a gente sempre traz a pesquisa Genial Quest, então o Banco Genial, que contrata a pesquisa Genial Quest, teve 176 milhões bloqueados numa ação fiscal ligada a carbono oculto.
o dinheiro do chamado Beto Louco ficava no banco genial né por meio de uma série de fundos etc e tal não sei se é um caso que pode ser comparado a banco master mas tá aí então é então você tem aí a conexão e se aguarda né que dizer com ansiedade a delação desse Beto Louco
porque muita gente fala que ele tem conexões muito próximas com o Davi Alcolumbre, que foi o personagem da semana passada. A Glaise Hoffman ontem se manifestou sobre o Davi Alcolumbre também, disse que o governo tem que demarcar quem são seus aliados, quem não são os aliados. Então tudo se junta, está aí crime organizado, Banco Genial, Beto Louco, Alcolumbre. E eu queria te ouvir também sobre essa questão de classificar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas.
estratégia estadunidense de política de combate às drogas a gente já conhece há décadas. Quando eu comecei no jornalismo, comecei pela editoria internacional, a gente já falava sobre essas medidas lá na Colômbia como instrumento de ingerência.
e isso não mudou, essa política americana não mudou, ela vai se transformando com outras roupagens, mas é a mesma estratégia, dentro do discurso do quintal, queremos fazer de novo a América Latina como nosso quintal, disse aí o...
o vice-presidente norte-americano. Então, está dentro desse pacote. A pauta dessa medida das organizações criminosas acaba pegando muito com a cabeça das pessoas, diante daquilo que a gente assiste cotidianamente em relação à segurança pública.
E a extrema-direita tenta utilizar esse discurso para sustentar essa pauta que, para ele, os favorece. Para a visão da direita, da extrema-direita, os Estados Unidos têm que fazer o que eles querem aqui, transformar como quintal e ser colônia, e eles terem um passaporte na cabeça deles, terem um passaporte livre para os Estados Unidos.
É disso que se trata. E para essa cabeça da dona Maria, do senhor José, as facções criminosas realmente atuam de forma a causar terror, mas isso juridicamente tem uma grande diferença do que isso implica e do que é a ação de segurança pública. Então, a extrema-direita trabalha com esse discurso. Essa questão do banco, do investimento com relação à investigação feita.
pela Polícia Federal e parte da Carbono Oculto, mostra muito do quanto ainda a gente não avançou do ponto de vista e do quanto pode ter ainda de questões a serem apuradas em relação a esse envolvimento dessas fintechs, dessas organizações financeiras junto ao crime organizado.
além da sonegação fiscal, tudo aquilo que a gente sabe das implicações fiscais, tem lavagem de dinheiro e envolvimento de organizações criminosas com o uso de fundos de investimento em o que ele chama de cascata, justamente para ocultar os recursos oriundos dessas organizações criminosas. É ali que está o eixo, é aquilo que o governo tem falado.
Para conseguir fazer uma ação, de fato, que atue no núcleo central de onde se movimentam as organizações criminosas, tem que ir no dinheiro. E o dinheiro está no mercado financeiro, está na Flávia Lima. É lá que se encontra esse dinheiro e se organizou e se estruturou de forma muito...
longo ao longo do tempo, em São Paulo a gente quase não falava desse assunto, era um assunto meio velado dessas infiltrações do crime organizado no transporte público, com as chamadas antigas lotações, hoje não são mais lotações, são empresas de micro-ônibus, ônibus e tal, mas era um assunto velado que a população já sabia há décadas.
Isso só foi tratado de forma mais explícita nos últimos anos com as investigações e apuração que têm chegado. E mesmo assim, a gente ainda não chegou de forma a conseguir debandar essas organizações. Ainda falta muito diante da estrutura que se tem. E aí quando faz a ligação com esses...
personagens da política, do alto escalão, a gente vai percebendo por que certas votações, certos encaminhamentos, certas questões, o PEC da Segurança Pública está lá, transitando, e ainda não avançou, porque justamente também tem essa ramificação do poder diante de tudo que a gente está assistindo ao longo desses últimos anos.
É isso aí. Obrigado a Isabel Reis pelo apoio. E, Mário, eu acho que isso aqui vai ser um outro ganho dessa viagem. O presidente Lula vai anunciar um plano de combate ao crime organizado na próxima semana. E, como a Daiane falou, tem esse foco no andar de cima, Faria Lima, etc. Agora aparece o Banco Genial guardando os recursos do Beto Louco, que é ligado ao Columbre, etc.
Então, eu acho que alguma coisa vai vir também de cooperação Brasil-Estados Unidos sobre o crime de colarinho branco. E o Lula vai apresentar isso. Eu acho que ele, inclusive, vai neutralizar a extrema-direita. A extrema-direita está soltando foguete antes da hora. Flávio Bolsonaro, inclusive, foi para os Estados Unidos antes dessa viagem do Lula para tentar fazer alguma coisa. Mas está aí, Mário. Eu acho que é importante falar sobre isso também.
esses grupos criminosos e o que os Estados Unidos esperam do Brasil? Bom, tem essa questão que já comentada pela Daiane, que é a questão da soberania. Na verdade, querem...
caracterizar organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas para que se estabeleça uma espécie de jurisprudência ou jurisdição ampla da justiça dos Estados Unidos para o continente inteiro, inclusive para o Brasil. Se o Brasil concorda com isso, existem inúmeros compromissos de submissão em relação à legislação dos Estados Unidos no território brasileiro.
que já encontra um exemplo do que aconteceu na Venezuela, por exemplo, em que, de uma maneira inacreditável, a jurisdição da legislação dos Estados Unidos permite o sequestro de um presidente da República.
de uma outra nação, e permite que ele seja encarcerado e julgado sobre as leis dos Estados Unidos, levado para os Estados Unidos para ser ali encarcerado com sua mulher e julgado lá. É inacreditável, não sei até que ponto é possível ter acordos nesse sentido que não sejam, não alienem a nossa soberania, a nossa independência.
Então, precisa ver isso também. Agora, em relação ao Plano Nacional contra o Crime Organizado, é o momento certo. O plano, a palavra é nacional, a palavra é brasileira, com jurisdição brasileira contra o crime organizado. Com os Estados Unidos, a gente pode fazer...
Acordos de cooperação, de troca de informações, de união dos sistemas informacionais que tratam das informações sobre o crime organizado, colaborações jurídicas desse tipo. Agora, o Plano Nacional contra o Crime Organizado vem no momento certo, né, Léo? Vem no momento adequado, quando você nota a falência de várias políticas de segurança nos estados, em estados especialmente dominados pela extrema-direita.
você nota até uma certa sublevação das polícias, um descontrole em relação ao combate ao crime e o governo federal sendo chamado a interferir nessa situação de crise. Então é necessário que o governo federal aponte uma alternativa a essa situação.
de falência dos Estados diante do controle que o crime organizado realiza no país, e não apenas o controle, o crime organizado da rua, do tráfico de drogas, do pequeno marginal, mas também em relação à ação mais coordenada que o...
o governo federal vem fazendo, e só ele vem fazendo, contra as instituições financeiras que proveem e encaminham e investem os recursos auferidos no tráfico de drogas aqui no Brasil e outro tipo de dominação, tanto pelas milícias quanto pelas organizações criminosas, tipo PCC e CV.
Agora, é preciso também que o Brasil cobre dos Estados Unidos o combate ao crime organizado lá, porque alguém tem dúvida de que as organizações que traficam com os Estados Unidos de repente desaparecem no território dos Estados Unidos?
De repente não existe nenhum norte-americano, nenhum cidadão de bem dos Estados Unidos envolvido nessas organizações criminosas e nesse tráfico de drogas, num plano financeiro também, sendo eles o principal mercado de drogas no mundo. Parece então que tudo vem à influência externa, que não existe uma demanda interna e uma espécie de conexão e continuidade do crime organizado, ou talvez até a origem do crime organizado mundial dentro dos próprios Estados Unidos.
É verdade. Bom, Roberto Santana dizendo, reunião após duas graves derrotas no Congresso, aí tem, abre o olho, Lula. Só mandar um comentário aqui para Marília, dizendo, Paulo Gala, tu chique falando desse moço, mas ele não era economista-chefe do Master, ele não sabia da bandalheira que ocorria no banco, ele é bandido ou incompetente?
ele não é nem bandido nem competente ele é um grande economista e a gente tem que saber o que faz um economista-chefe um economista-chefe chefe faz relatório de conjuntura econômica ele não tem nada a ver com as atividades do banco né isso é um emprego né a gente tem que diferenciar quem é o banqueiro de quem é o bancário funcionário do banco porque senão a gente sai condenando pessoas assim de maneira
injusta né vamos lá Alex é aqui sobre essa questão das derrotas o Lula ontem tomou uma decisão vai manter o Jax Wagner no Senado rejeitou a acusação de traição após a derrota do Messias e tem muita especulação né sobre se ele vai mandar o nome se ele vai reencaminhar o Messias vai mandar um outro nome se vai deixar o Messias para depois das eleições o Messias inclusive fica na AGU né vai ficar no governo Lula
ou pode ir para o Ministério da Justiça, mas não vai sair do governo Lula, como algumas pessoas estavam especulando. Então, fica o Jacques Wagner, fica o Messias também, e eu passo para você. Bom, muitas versões, muita especulação, porque o Lula não diz nada. Enquanto o Lula não disser nada, outros falam. O que a gente está vendo hoje, ou ontem, foi o...
o Alckmin, o Geraldo Alckmin, dizendo que o Lula vai definir um novo nome para o STF. Nesse ano, o STF está com 10. Uma questão é essa, que ele está com 10 e outra coisa. O Lula não pode ficar com essa imagem de derrotado.
Então, ele tem que apresentar um novo nome. E dificilmente o Senado vai recusar dois nomes em seguida. Não há essa possibilidade. Esse é um tema de traição. O Jardim Wagner sorriu. Quer dizer, ele precisa ter algum...
Alguma prova de traição, não é? Nem o Pacheco traiu, nem o Vale traiu, nem o Colombo traiu. Você só trai quando você promete uma coisa e não faz. O Colombo nunca prometeu.
pode trair. O Pacheco é um absurdo tachar o Pacheco de traidor, porque não precisava do voto dele para rejeitar o Messias. A relação de força no Senado é totalmente favorável à direita, aos conservadores. Então, não precisava do voto do Pacheco, é um absurdo esse negócio.
Não sei, o Lula tem que se manifestar. Enquanto o Lula não se manifesta, tem vozes ali, vozes daqui, o Ralf Duff fala uma coisa, o Alckmin fala uma coisa. O que parece, parece que há um movimento para fazer... Sai o Bruno Dantas do TCU, quem nomeia para o TCU é o Colômbio.
colocaria o Rodrigo Pacheco no TCU e o Bruno Dantas seria o nome indicado por Lula para o STF, um novo nome. Antes seria uma aprovação rápida, eu acho que o Bruno Dantas é um nome de consenso, não haveria essa novela toda que se fez com o Messias. Isso é o quadro mais provável, porque...
Enquanto o Lula não indicar outro nome, vai ficar, a página não estará virada. O Lula vai continuar com essa imagem de derrotado. Ele apresentou um novo nome, e o nome vai ser aprovado, o plano Dantas, por exemplo, os senadores queriam Pacheco, eu já disse também que o Pacheco seria uma solução.
Mas o Bruno Dantas é um ano de consenso, eu acho que vai ser por aí, porque esperar até as eleições, isso não vai perder, as vagas vão ser ocupadas pelo Flávio Bolsonaro, vai ser melhor.
Então, tem todo esse debate no governo. Eu acho que você tem razão, eu acho que o Bruno Dantas é um grande nome e tem boas chances de ser indicado mesmo também. O Policarpo Quaresma está dizendo que o mercado financeiro não é o elo com crime organizado, é o próprio. O celular do Vorcávio diz muito sobre a burguesia, corrupta, assassina e pistoleira.
Bom, falando sobre STF, Banco Master, enfim, ontem teve uma entrevista importante da Eni, que foi essa aqui, Dario Durigan, ministro da Fazenda, foi ao Roda Viva, e a declaração mais importante dele é essa aqui, BRB não é problema federal, é um problema do GDF, não será federalizado.
o GDF que se vire. E já se sabe que o Paulo Henrique Costa vai delatar o Ibanez, vai delatar a Celina Leão, vai delatar o ministro do TCU também, pelo que se conta. Então, o GDF agora tem essa batata quente na mão e se abriu ali, como a gente tem dito.
uma oportunidade gigantesca para uma mudança de poder no Distrito Federal, seja com a vitória do Leandro Graz, do PT, seja com a vitória do Ricardo Capelli, do PSB. Porque o BRB realmente vai ser o fator decisivo na eleição do GDF.
Esse caso do Banco Massa, já é dito, o próprio governo, na época o ministro Haddad já tinha dito que é um dos maiores escândalos financeiros da história. O GDF tem tentado transformar isso como uma crise financeira, um problema pontual que precisa de um aporte justamente resolveria todos os problemas e seguiriam em frente.
Quando o governo federal aponta que, primeiro, não se trata somente de uma questão de aporte, que envolve outras questões, e o Durigan fala sobre isso, que não se trata de uma mera questão fiscal, mas de um crime.
e que precisa ser tratado como tal e não pode ser somente varrido para debaixo do tapete, porque é isso que o governo do Distrito Federal quer, tanto na gestão ibanês quanto na gestão agora da Celina Leão, mostra justamente o tamanho do problema que tem lá.
Eles, da direita, da extrema-direita, adoram dizer que Estado é um problema, que precisa diminuir o Estado. E aí, quando acontecem coisas como essa, e em outras situações também, buscam o Estado, quer que o Estado limpe a sujeira, resolva o problema.
E sempre dizem que o problema das estatais, do banco, dos bancos estatais, é a gestão. E aí mostra como é que as duas questões ali, os dois pontos, os dois lados, são diferentes. Como é que o governo progressista...
o governo do presidente Lula trata o Estado e as suas empresas estatais e bancos, e como a direita trata a direção, o comando de estatal e de banco estatal. Tentou colocar toda a boa parte do patrimônio que ainda tem o governo do Distrito Federal para cobrir aquele rombo de uma situação que ainda precisa ser muito apurada.
A questão do Ibanez, do envolvimento do Banco Máster com o BRB, ainda está sendo apurada, está sendo negociada a possibilidade de delação premiada do Henrique Costa, que era presidente do BRB. Então, tem muita coisa para ser apurada para sair cobrindo como se fosse uma questão meramente fiscal e de Estado. Trata-se, como disse o Durin, de crime. Então, precisa ser devidamente apurado. Do ponto de vista político...
Cada vez que o governo do Distrito Federal dá um passo adiante tentando botar isso debaixo do tapete, aumenta a distância desse setor que tanto tempo comandou o governo lá para as eleições. Distancia ainda mais. Quase não se fala mais do Ibanez nos últimos dias, a não ser quando se trata dessa questão.
para a gente ver como é que ele sumiu do radar, justamente num período em que ele devia estar aparecendo mais, deveria ter colocado a cabeça mais para fora, está querendo esconder a cabeça, justamente porque a situação dele não é boa lá.
Mas vai se falar muito do Ibanez nos próximos dias, viu? Eu acho que ele não tem como escapar disso aí, não. Mário, outro ponto importante aqui da entrevista do Durigan, que é interessante, ele falou que a maior pressão sobre taxa de juros hoje no Brasil não vem da questão fiscal, vem da guerra, o aumento dos preços do petróleo.
que também tem um impacto interessante para o Brasil. O Paulo Nogueira Batista Júnior concedeu uma entrevista dizendo, olha, ainda que exista algum impacto inflacionário, o impacto é extremamente positivo para o Brasil. O Brasil é um grande exportador de petróleo, graças ao pré-sal, numa rota segura, que não passa por esses estreitos de hormônios, coisas desse tipo.
Petrobras está caminhando para a produção de 3,5 milhões de barris por dia. E o câmbio está caminhando, o dólar está caminhando para 4,50. É importante dizer isso. Então, tem um impacto meio duplo. De um lado, o preço do petróleo pressiona a inflação, mas o câmbio também vai pressionar a inflação para baixo. E eu acho que vai se abrir um espaço para mais redução de taxas de juros. Mas, de qualquer maneira, eu passo para você comentar o Durigan no Roda Viva.
O problema que creio que vem de pressão sobre juros é o aumento da inflação nos Estados Unidos, decorrente da elevação dos preços de petróleo e de outros produtos, e isso, a se confirmar, naquele tipo de estranho cálculo da inflação nos Estados Unidos, que elimina as sazonalidades, então, falseia um pouco a inflação, diferente da que acontece no Brasil.
Então, essa é a pressão sobre a inflação nos Estados Unidos, pode levar a uma elevação da taxa de juros lá e também prejudicar indiretamente a nossa taxa de juros, pressionar também a nossa taxa de juros e a nossa moeda.
Então, tem essa situação aí que o Durgan está apontando. Estados Unidos, se continuar a guerra no Golfo, se continuar o bloqueio dos trídeos de Ormuz, os Estados Unidos e a economia mundial são à beira de uma catástrofe.
de uma quebra, como eles chamam de uma palavra estranha, das cadeias produtivas, das cadeias de suprimentos. E isso pode... Eu digo suprimentos são fertilizantes, aumento proibitivo dos preços dos fertilizantes, prejudicando as colheitas e criando fome. Na verdade, escassez e fome.
Então, essa é a pressão que vem da guerra, essa é a grande pressão, e precisa estar atento para isso. No resto, o desempenho da economia brasileira é exemplar, tem que ser mesmo otimista, especialmente em relação à nossa moeda.
E o Durigan vem numa situação de vitória. Nesse particular, eu tenho essa impressão, a maior ameaça que existe mesmo, ainda a sensação de que os preços nos supermercados, nos supermercados para a população em geral, estão altos. Não há uma sensação de alívio dos preços, a sensação do consumidor.
no dia a dia. Em relação à questão, voltando na questão do Bruno Dantas, acho que o presidente Lula vai agir com cautela, não pode perder de novo. Não pode perder e precisar, então, negociar, sentir qual é a situação no parlamento e até dentro do próprio Supremo Tribunal Federal.
para ir apresentar um candidato com chances totais de vitória, com já o resultado combinado antes. Eu tenho a impressão que não dá para correr esse risco de novo antes da eleição, que é o principal dado a ser considerado nas decisões nos próximos tempos. Só se pensa em eleição, só se pode pensar mesmo em eleição e suas repercussões já de vindas das decisões do governo federal.
É, não pode passar um sinal de fraqueza. Ontem o Breno Altman veio aqui e falou o seguinte, quer dizer, a população fica cabreira quando o governo parece fraco. Então, por isso que o Lula tem que vencer dessa vez. Vamos lá. Obrigado a Márcia Regina. O Gilmar está dizendo, não houve traição. Senado Federal, 20% só de esquerda e 80% de direita. Foi a população que quis assim. Na Câmara, 25% da esquerda e 75% da direita.
Ou votamos certo ou tomamos na cabeça. É isso. E aqui, Alex, a gente estava falando de Alcolumbre, então a Glaise falou o seguinte, o governo precisa demarcar o seu campo, quem são os verdadeiros aliados. É uma posição diferente, por exemplo, da posição do Randolfe, que disse que o Alcolumbre é muito importante, etc., que tem que tentar reencontrar. O Pacheco também está sendo descartado para o governo de Minas, a gente está dando uma matéria...
de que a esquerda agora está procurando o Calil, que foi ex-prefeito de Belo Horizonte, para que ele seja o candidato ao governo de Minas. O Calil é um cara muito complicado, muito difícil de lidar também. Enfim, não está fácil a situação para ser resolvida lá em Minas. Mas está aí, então tem essa questão ao Columbre, né? Como lidar com o Columbre, Alex?
Você fechou o seu áudio? Não, a gente não está te ouvindo, Alex. Não. Ah, pode falar. Pode falar, agora sim. Agora é o seguinte, não dá para mudar o jogo agora. Nós estamos em maio, a eleição é em outubro. Qualquer mexida agora, vai tirar os ministros do União Brasil, vai ser ruim. Não tem que fazer nada com o Colombo. É o seguinte, o que funciona na democracia são votos. O governo perdeu por votos. Alguém apontou o revólver para alguém para votar contra o Messias?
Alguém jogou um míssil na casa de algum senador? Não, foi voto. O governo perdeu no voto, é do jogo. Agora, traição, golpe, conspiração. Não tem que fazer nada com o Columbre. Claro que a Culeia sempre teve posições radicais.
é óbvio, coerente com o papel dela, tanto ela quanto o Lindemar, tem os mais radicais e tem os mais moderados, como o Randolph. O governo perdeu no voto, acabou, acabou esse jogo. Não vai agora aumentar a crise. Vamos tirar todos os ministros do Alcolumbre, vamos tirar todos os ministros do PP. Ministro não quer dizer voto.
Os senadores não votam porque tem o ministro do partido deles. Em algumas questões, esses senadores da direita votam com o governo e outros não votam. O Lula escolheu o nome polêmico, o Messias conduziu de forma errada, mostrou a aliança com o André Mendonça, que não é bem que isso não é externo. Tem vários fatores. Não é só atribuir aos outros. Não, a culpa é sempre dos outros. A culpa é do Pacheco, a culpa é do Alcolumbre, a culpa é do...
Tem que ver a coisa de última forma também mais equilibrada. O governo perdeu no voto. Em outras ocasiões, ganha no voto. É assim que funciona a democracia. Ninguém pressionou os senadores para votar desse jeito. Então, não tem que fazer nada com o Columbo, seguir o jogo. Não vai mudar agora os ministros. Não vai mudar agora, vai tirar os ministros.
é só piorar a situação. Curiosamente, Alex, até essa coisa dos ministros, tem sido feitas várias entrevistas com os ministros.
Os que assumiram os cargos, né? E são ilustres desconhecidos, né? Que deu início disso, daquilo. A gente nem sabe quem são as pessoas. Sim! Tirando a Amília Belchior, né? Que é uma pessoa que tem história, né? Que tem muito passado. Mas, enfim, os outros são muito pouco conhecidos. Parece que agora é empurrar o barco até o final e até a eleição, né? A Márcia Regina está aqui nos apoiando. A gente agradece muito. Tem uma mudança na comunicação, Dayane. É importante definição aí. E isso foi...
alinhado com Sidoni. Duas coisas, acabou de sair uma pesquisa Real Time Big Data, que é igual a todas, nem vamos entrar muito em detalhe, é um empate técnico entre o Lula e o Flávio Bolsonaro no segundo turno. Mas essa decisão do Lula intensificar a presença em podcasts na campanha. Então está aí, ele vai a programas de política, programas de futebol, programas de game, vai fazer um pouco o que o Bolsonaro fez na eleição passada, falava com todo mundo.
Então está aí. E o jornalismo mudou muito, né, Daiane? O jornalismo agora não é feito apenas por jornalistas também, é feito por todo tipo de comunicador e eu acho que o Lula vai se adaptar a essa realidade aí também.
A gente tem falado isso aqui desde o dia 1, de que o presidente precisa ocupar o espaço midiático, e o espaço midiático hoje não se restringe mais à rádio somente e TV. As redes sociais, nas suas diversas plataformas, inclusive a nossa, ocupam um espaço midiático importante e que faz...
a construção da tal narrativa e pautar um pouco o debate político, dar as respostas, fazer a construção da imagem, enfim, tudo isso que o presidente Lula conhece muito bem e que ele se utilizou disso nos outros meios. Então, as redes sociais hoje disputam o espaço com essas mídias. Então, a pessoa está assistindo televisão, mas ela está com o celular na mão.
passando o feed e vai vendo que tem. Aqui em casa acontece muito isso. Às vezes eu estou almoçando, comendo alguma coisa, a televisão está ligada e minha mãe está lá ouvindo um áudio. Aí eu começo a escutar o que ela está ouvindo porque ela está acessando a internet pelo celular.
É preciso ter essa dinâmica, entender como é que funciona esse cotidiano das pessoas e como você ocupa esse espaço. Esse espaço estava sendo ocupado, e é ocupado muito fortemente, por diversos outros fatores, além dessa presença muito massiva nas plataformas e também pelos algoritmos, pela extrema-direita. O discurso prevalece dessa extrema-direita. A gente sempre tem falado que o presidente precisa ocupar mais nesses espaços.
não só ele também, como os ministros fazerem isso, a participação política desses ministros em debates como esse fortalece. Isso foi muito menor. A gente aqui sentia dificuldade de trazer um ministro aqui. Poucos deles tinham uma assessoria, uma agenda que conseguia conciliar, mas era sempre muito difícil. Parecia que a gente que tinha aqui um papel justamente de fazer o contraponto, de trazer aquilo que o governo realmente estava fazendo.
e o embate com a mídia geomônica, a gente não tinha espaço. Então, fazer esse caminho agora é importante nesse processo eleitoral em que existe um novo elemento, que é a IA. A quantidade de produção de inteligência artificial que eu tenho visto nos últimos dias vai demonstrando como é que a campanha, a gente já também tem falado isso, vai demonstrar como é que vai ser o ritmo da campanha. E os instrumentos são assustadores.
Outro dia eu estava pegando aqui uma foto e tentando fazer uma montagem, e é assustador como essa capacidade de produção existe, e se ela existe para o bem, para o mal, muito mais. Então, se não ocupar esse espaço, se não fizer esse caminho, será um erro estratégico e que pode, sim, comprometer. O palanque, as ruas, as campanhas em geral não têm ocupado as ruas.
você não vê mais comícios, gente distribuindo muito papel, porque hoje também essa coisa do papel não está mais funcionando, como é que faz o santinho para o cara guardar o número? Enfim, você tem que achar, sair da caixa para conseguir fazer campanha, porque não é do mesmo. O presidente vai ter que fazer esse mesmo caminho.
É isso aí. José Cruz dizendo, Lula, meu Deus, será que ninguém para te dizer esquece Messias por enquanto? A bola está quicando. Indica logo uma mulher negra. Pauta mídia em paré do Congresso. A gente já falou sobre isso também. É uma alternativa que muitas pessoas defendem. O Ale Carioca está dizendo que Lula está ficando com fama de arregana igual ao Trump. Eu discordo completamente, mas tudo bem. O Jonas... Jonas... Jonas... Jonas... Acho que é.
Bom dia, eu gostaria de ouvir uma análise sobre a situação política do Amazonas. Tudo tão estranho. Eu acho que a gente vai ter que se preparar para pegar. Tem um governador novo no Amazonas, uma situação curiosa também. Não sei se alguém aqui tem informação para trazer. Mas, Mário, aqui o Lula está melhorando nos trackings. Quer dizer, que esse fator alcoolumbre...
Aquela foto ao Columbre com o Flávio Bolsonaro foi muito ruim para o Flávio Bolsonaro. E, paradoxalmente, a derrota do Messias ajudou o Lula nas pesquisas, porque mostrou que o Congresso está sabotando o governo. O Congresso tem uma péssima imagem hoje no Brasil. Então, o Lula está se beneficiando disso.
É interessante esse tracking aí, eu fico até curioso, querendo falar sobre ele. Será que foi isso mesmo? Será que foi a derrota que propiciou? Será que tem tanto impacto eleitoral?
na opinião pública, será que a opinião pública está ligada mesmo nesse tema e variou, sei lá, quatro pontos percentuais, isso ou mais, por conta desse episódio, indicaria uma atenção da opinião pública em relação a esse tema, e também um posicionamento que seria animador, se fosse verdade. Um tracking desse, quase como o tracking dos sonhos.
Mas o que mais... O trekking dos sonhos, quer dizer, vem aí e confirma que o povo brasileiro está contra, primeiro está atento, segundo está contra. E segundo, não gostou de uma derrota do presidente Lula, mudou de opinião por conta disso.
eu acho que é mais dividida a opinião pública. Uma parte está torcendo contra o presidente Lula, e quer mais é que ele perca mesmo, e a outra parte está a favor dele e contra os traidores do presidente Lula. Mas, enfim, a pesquisa não vou duvidar dela. Agora, vamos ver se isso se confirma numa alteração no cenário eleitoral, não é? Será que tem algum impacto eleitoral que aconteceu?
na semana passada? Ou não tem nenhum? Na verdade, só se confirma a mesma coisa. As pessoas estão preocupadas com outros assuntos nesse momento, se o Corinthians está bem, se está mal, se o Flamengo chega no Palmeiras, esse tipo de coisa. O resultado do BBB, esse tipo de...
de situação e a Copa do Mundo. Mas eu acho que talvez as pesquisas, como parece que é o caso do Real Time Big Data, não sofreram tanta alteração, não sei quando foi feito o campo. E também tem que levar em consideração o fato de que teve um pronunciamento do presidente da República sobre o desenrola no 1º de maio, não é isso? Na véspera do 1º de maio.
E também pode ter tido... Há outros fatores que podem interferir numa pesquisa. O próprio desenrola lançado ontem, que é muito importante. O próprio desenrola. Então, não dá para isolar a situação do acordão, ou do Congresso, ou do Supremo Tribunal Federal, e da dosimetria como sendo fatos que possam ser os definidores de uma evolução no TREC ou nas pesquisas.
Agora, o que mais me interessa é que, na verdade, esse treking cai como uma luva para a seguinte narrativa, e essa é que eu acho a mais fundamental, porque o governo realmente acredita que tem que fazer um discurso contra o sistema e que essa é a saída do discurso eleitoral que o governo brasileiro, o presidente Lula, mesmo encontrando com o Trump em Washington, é um governo contra o sistema.
Então, tudo o que acontece, inclusive a derrota no Congresso, no Senado e no Congresso, na verdade, são elementos desse embate que o presidente Lula tem contra o sistema brasileiro, e que essa será a linha da campanha.
e parece que tem orientado também as relações em relação ao caso Master, não é isso? Que ele está, digamos assim, contra aqueles que se coluíram para armar o enorme escândalo do Banco Master.
Então, mesmo que isso implique romper pontes, acordos, alianças, o que importa é manter essa linha, que eu acho que é defendida pelo entorno do presidente Lula, contra o sistema, porque, enfim, seria um presidente, talvez, em oposição aos ricos.
em oposição aos poderosos, cercado por interesses subterrâneos, quase na linha, digamos assim, de Getúlio Vargas, não é? Há uma espécie de forças terríveis que conspiram contra o mandato do presidente.
Eu fico na dúvida sobre isso e quais as repercussões políticas que isso tem sobre a montagem da frente política eleitoral capaz de unir as forças necessárias para obter a vantagem necessária para a vitória sobre Flávio Bolsonaro em outubro.
que eu acho que é a linha política mais correta, que eu quero defender, em lugar de uma espécie de ilusão em relação à efetividade desse discurso de ser o governo federal, ser contra o sistema, o presidente Lula ser um opositor do sistema, só isso que eu queria falar.
Até porque ele é o sistema e está trazendo bons resultados para a população. Pois é. Bom, só trazendo aqui rapidinho a informação, Alex. O Roberto Cidade, o novo governador do Amazonas, foi eleito numa eleição indireta, porque o governador e o vice deixaram os cargos para concorrer. E expressar aqui a nossa solidariedade, a deputada Luiz Helena acabou de chegar aqui, uma notícia bastante triste, eu vou ler aqui, vou colocar na tela, está aqui.
Filho da deputada Luísa Helena morreu no Rio de Janeiro após uma parada cardiorrespiratória. Ontem ela tinha suspendido todas as atividades políticas, né? Em função disso, então, está aqui. Vamos expressar a nossa solidariedade a ela, né? Filho, né? É terrível. Tinha 42 anos de idade apenas, né?
O Ale Carioca está dizendo, cadê o PT puxando a tag Senado inimigo do povo? O PT não vai fazer isso, Ale, porque o PT também está no Senado, né? Então também tem essa questão. O PT é parte do sistema também. Vamos assim, militantes podem fazer, mas o PT não vai fazer como partido, na minha opinião. Alex, então passo para você qualquer assunto que você queira destacar, que a gente não tenha falado ainda, para a gente fechar esse bloco aqui. Bom, o Paulo Pimenta...
está querendo a CPI do Banco Master. Absurdo, total. Nós estamos em maio, junho, julho... Eu não sei de onde vem essas ideias. Eu acho que é discurso. Uma CPI agora? Uma CPI agora? E também o seguinte, uma CPI do Banco Master vai voltar. O negócio do... Ah, mas as reuniões do Guido Mano...
O que o Lua precisa agora é tranquilidade, paz, equilíbrio. Vai levantar uma nova onda agora.
Porque o Banco Márcia começou no Bolsonaro, sim, mas aí os bolsseiros vão dizer assim, mas o Lula teve a reunião, e o Guido Mantega, e o Jacques Valle na Bahia, para que isso? Só para mencionar que eu acho totalmente extemporâneo qualquer CPI nessa altura, e sobretudo uma CPI do Banco Márcia, acho que isso aí não...
Não vai sortir nenhum efeito essa declaração do Paulo Pimenta, com todo respeito ao grande deputado, mas acho que não é hora de CPI do Banco Master. Eu acho que isso aí, Alex, está no contexto da luta política, de dizer o seguinte, que o PT não tem medo do Banco Master, por isso falar que apoiamos a CPI. O Flávio Bolsonaro também disse que vai apoiar a CPI, mas não vai ter a CPI do Banco Master, porque agora a gente está aqui em maio, daqui a um mês tem Copa do Mundo, depois a Copa do Mundo tem eleição,
E como vai ter CPI nesse ambiente? Acho que tem que ver o que tem na delação, né? Não, aí sim, a delação vai ser notícia, mas as notícias vão vir, eu acho que vão vir daí.
não de uma CPI, vão vir do Paulo Henrique Costa, do próprio Daniel Borcaro, que aliás, uma curiosidade, os celulares vão para Israel para serem, vamos dizer assim, descriptografados, não sei como é que vai ser feito isso aí. Enfim, está aí o pessoal expressando aqui os sentimentos em relação à Heloísa Helena. Gente, obrigado a vocês, boa terça-feira, vamos em frente, e amanhã estamos juntos novamente. Valeu, tchau, tchau.
Então, vamos aqui já dar sequência ao programa, embarcando a Daphne e o Joaquim. E vamos que vamos. Bom dia, Daphne. Tudo bem? Bom dia, Léo. Bom dia, Joaquim. Bom dia, comunidade. Tudo bem? Bom dia. Tudo em paz. Bom dia, Joaquim. Você está bem?
Tudo bem, Léo. Bom dia para você, bom dia para a Daphne, bom dia para toda a comunidade. É isso aí. Muita notícia em Brasília, acho que a gente passou por várias delas, mas vocês vão, na verdade, aprofundar. Então, deixo a bola aí com vocês. Valeu, gente. Grande abraço, bom programa. Valeu. Valeu. Bom, Joaquim, na verdade, eu queria começar com uma coluna que você escreveu, dando conta de fatos que ainda precisam ser esclarecidos, digamos assim.
sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Deixa eu trazer aqui a coluna para vocês e pedir para você contar essa história, que, pelo que me consta, você já vem trabalhando nela há bastante tempo. Então, se intitula FHC foi interditado sem resolver uma questão que se situa entre o público e o privado. O filho que não reconheceu. Certidão do filho da jornalista que trabalhava na Globo.
Miriam Dutra, né? Continua assim o nome do pai, apesar da imprensa noticiar em 2009 que ele reconhecer a Tomás Dutra. É isso, Joaquim? É isso. Bom, Dafne, primeiro explicar, que não quero pegar no pé de ninguém, que essa matéria eu decidi fazer essa apuração depois que veio a notícia de que o Fernando Henrique Cardoso foi interditado por estar com Alzheimer em estágio avançado.
absolutamente lamentável, toda a solidariedade ao ex-presidente, eu cobri o governo dele, fiz algumas viagens internacionais acompanhando, e me lembro que, enfim, ele é um quadro importante do Brasil, mas fez um governo de direita, e é por isso que eu fiz a matéria, para a gente entender que o Fernando Henrique foi, na verdade, refém.
de um poder que é o poder efetivo do Brasil. A engrenagem, se entende a engrenagem de poder a partir deste caso. E o que eu fiz? Como a imprensa noticiou, sem nenhuma prova...
em 2009, que ele tinha reconhecido o filho, e isso não é um assunto privado, isso é que é importante dizer, porque o filho, Tomás Dutra, ele foi com a mãe praticamente exilado no Brasil, quando o Fernando Henrique decidiu ser, exatamente, esse é o documento que eu peguei agora, que é o documento que comprova que ele não reconheceu o filho.
E a imprensa Folha de São Paulo deu essa notícia. Ah, o Fernando Henrique reconheceu o filho na Espanha. Então, um gesto... É um gesto, claro, nobre, teria que reconhecer mesmo.
Aí o que acontece? Aí eu fui verificar, e agora não tem ditado, não tem mais como reconhecer. Eu fui verificar, esse aqui é o registro, não é o que você está vendo aí. Esse é o registro, que é a página. Mostra aí.
É, que é essa página aqui, olha, isso aqui é a página um livro. Todos nós, como somos registrados, tem um cartório que atesta quem foi lá, quem fez e todos os movimentos na vida. Então, por exemplo, aqui o filho, o pai é desconhecido.
Então, quando o Fernando Henrique disse que reconheceu, essa certidão, ela teria que alterar. O nome do pai é aquele, o vós paternos, tem tudo aqui. Aqui, quando tem avó paterna e pai, é tudo lacuna. Bom, por que é um assunto público? Porque esse caso antes, e isso aqui é importante, antes do Fernando Henrique se candidatar a presidente, é...
A Miriam Dutra foi transferida da Globo de Brasília aqui para Portugal. A Globo tinha uma emissora lá, ela ficou em Portugal. E a Veja, depois disso, fez uma matéria, foi até Portugal, fez uma matéria com a Miriam Dutra e com o filho, só que nunca publicou. A Globo, a Miriam, a certa altura, em 1998, tentou voltar para o Brasil.
a Globo não quis. E aí houve todo um movimento para que ela não voltasse para o Brasil. Porque essa era a condição para o Fernando Henrique ser candidato a presidente. E ali, quando eu digo que ele foi refém, entenda bem o que eu estou dizendo. É como funciona a engrenagem de poder. A Globo tinha simplesmente, por conta de um assunto privado, simplesmente ela exporia novamente a Miriam Dutra. E a Veja, que fez a matéria, publicaria a matéria.
Por que a Veja nunca publicou essa matéria? Porque não era interessante publicar. O interessante era ter essa matéria na gaveta, para saber que se o Fernando Henrique não fizesse o jogo do poder, essas privatizações gigantescas que houve naquela ocasião, juros altíssimos, transferência de renda do patrimônio do povo, patrimônio privado, simplesmente iriam expor. O Fernando Henrique sabia disso.
E aí, eu já entrevistei a minha doutra várias vezes, fui lá em Barcelona. Dessa vez, ela não deu entrevista, ela deu algumas declarações, e essas declarações são muito importantes para você entender que essa engrenagem de poder continua ainda em curso. O filho, quando ela... Depois o Fernando Henrique diz, olha, eu fiz um DNA e constatei que o filho não é meu.
A menina do outro fez, só que ele só revelou isso do DNA que ele fez quando o filho, Tomás, trabalhou no FMI, trabalhou no Banco Social, é um menino bem sucedido, todo estudo pago pelo Fernando Henrique Cardoso. Quando ele falou, olha, ele fez depois, dois anos depois de reconhecer, ele disse ter feito o exame de DNA. E dizendo, olha, não é meu filho. Então ele pareceu como uma pessoa magnânima, assim, olha, reconheci, vou manter o reconhecimento, foi o que ele disse, isso é irreversível, mas ele não é meu filho.
Aí, o que acontece? A Miriam Doutra entrou com uma notificação extrajudicial e falou, então, por favor, me entregue o DNA. Ele nunca entregou, porque esse DNA não existe evidência, ou não existe, nunca ninguém mostrou esse DNA. E aí, ela se afastou do filho, o filho se afastou dela porque ela queria que o filho entrasse com reconhecimento de paternidade para que houvesse um DNA efetivo, determinado pela justiça.
só que o filho não quis. E, na mesma época, o filho recebeu, e eu estive nesse apartamento, eu fui verificar quando estive em Barcelona, fiz um documentário sobre isso, entre o público e o privado. Quando o filho pediu o reconhecimento, pediu o reconhecimento, não, o filho não quis. E o filho ganhou do Fernando Henrique Cardoso um apartamento, que era um bairro lá de Barcelona, perto da universidade onde ele fazia o mestrado. Ele estudou nos Estados Unidos.
morava no apartamento do, seria, do Porto Fernando Henrique Cardoso, dos Estados Unidos, e depois, quando ele voltou para Barcelona, ele fez um mestrado e o Fernando Henrique comprou um apartamento para ele. E aí ele não quis e a mãe, ela fica revoltada, porque ela diz, qual é a imagem que eu tenho hoje? Porque ela nunca casou de novo, nunca, eu estive lá em Barcelona, nunca casou.
Nem namorado teve, teve um namorado, parece que foi da Itália, etc. Então, os amigos até dizem que ela levava a vida de viúva, entendo até que ela gostava do dia. Mas essa é outra história. Aí, quando ele fez a... Ele comprou o apartamento e ela notificou, mas ela não podia, ela não tem legitimidade de entrar com a ação, porque tem que entrar o filho. E porque tem mais de 21 anos, foi quando ele reconheceu.
E ele não quis entrar, e ela entende que falou, ele não é o filho do porteiro, mas qual é a minha imagem? Ela poderia entrar com uma ação de danos morais, mas entendeu que não era o caso e não entrou. Eu fiz essa matéria em 2016, 10 anos atrás. Por conta disso, a Polícia Federal abriu um inquérito, por conta de outras matérias também, eu prestei depoimento da Polícia Federal, nunca tive o direito de ficar com a cópia no depoimento, mas o depoimento está no inquérito.
Por quê? Porque para que a Miriam tivesse o silêncio, se mantivesse quieta, ela recebia salário da Globo sem trabalhar.
E ela também depois, quando a Globo reduziu o salário dela de 5 mil euros para 3 mil euros, quem complementou a renda dela foi Jonas Bacelar, que é o dono da Brasif, que também era pecuarista, um grande produtor, amigo do Fernando Henrique, e ele era concessionário dos free shop, é ainda, eu acho a Brasif, a empresa é.
pagava para ela também, ela sem trabalhar, é para ela ficar fora do Brasil. Então, essa matéria, essa coluna, mostra as engrenagens do poder e mostra que, na verdade, nós, jornalistas, eu, no caso...
porque eu entendo quando você tem uma relação pessoal com uma pessoa, você não deve escrever sobre ela, me afasto, mas não é o meu caso. E tem um interesse público e é preciso que esse interesse público seja atendido, que é contar essa história, porque nesse governo, como presidente que era refém da grande mídia, refém.
A Veja publicou fake news para dizer que o filho era de um tal biólogo, era mentira pura, a Veja sabia que era mentira. Mas tudo isso foi para iludir o grande público, para que isso não interferisse num projeto político que garantiu a eleição dele em 94, a reeleição em 98, e nesse período houve um processo, que eu diria selvagem, de privatização no Brasil.
Inclusive a Vale, que é uma empresa estratégica de minerais, passou para a iniciativa privada nesse período e foi vendida por um preço que é muito aquém do que ela já gerou de dividendos. Bancos públicos, no caso, houve uma privatização muito forte e eu entendo que sim, isso tinha a ver com o fato do Fernando Henrique Cardoso estar manietado pelo próprio Pedro Econômico, expresso através das duas principais publicações de empresas de comunicação no Brasil.
que era na época Veja e a TV Globo. Mas eu recomendo que vocês leiam a matéria, poderiam falar muito mais, mas nós temos outros assuntos. Sim, é verdade, tem vários detalhes ali, inclusive de que o filho não aceitou compor com a mãe toda essa ação e se distanciou dela. Enfim, mas isso mostra também a importância dessa pauta moral para o grande público, para a opinião pública e como isso é utilizado.
na política, para mover, digamos assim, as coisas dos grandes interesses econômicos e tudo mais. Mas é isso, Joaquim, como você disse, vamos aqui, quem quiser, a coluna do Joaquim está lá na coluna, no site Brasil 247, daquele lado ali, que ficam todas as colunas, e vocês podem ir lá e ler.
a coluna do Joaquim. Só o Uberaldi, eu não falei que ele é vítima, não, ele fez o jogo. O Uberaldi falou, ah, dizer que ele é vítima, eu não disse isso, não aporte nenhuma. Acho que era refém. Refém é quando você tem algo contra alguém e você diz assim, olha, não sai do quadradinho.
Entendeu? Só que era vítima. Tanto que ele poderia nem se candidatar. E ele, algo que eu sei, ele contou isso antes de se candidatar, ele fez uma viagem com a Ruth Cardoso para Nova York e lá ele contou que tinha esse filho. E a imprensa não dava essa notícia, só uma revista deu naquela época, que acara os amigos.
E só uma que deu. E foi o Palmério com quem eu conversei antes de morrer, muitas vezes. E ele contava a pressão que ele sofreu por ter dado essa matéria de colegas. Entendeu? Porque é um assunto tabu, como existem outros assuntos tabu no Brasil. Adélio Bispo de Oliveira é um assunto tabu, por exemplo. Entendeu? Seu assunto é que você não pode tocar. Mas eu posso e eu toco.
Entendeu? Mas por quê? Porque eu tenho um compromisso com o interesse público e porque o 247 garante uma independência editorial, uma liberdade editorial em favor do público. É isso. Bom, vamos lá, Joaquim. Queria falar com você agora sobre, digamos assim, essa fala do Paulo Pimenta, que está cobrando a CPI do Banco Master justamente para negar esse acordão aí.
depois da rejeição do Messias. Deixa eu colocar aqui a matéria e pedir para você comentar essa postura do Paulo Pimenta e como é que fica também toda essa questão desse jogo político. Ele diz que...
o Congresso precisa dar máximo de visibilidade ao caso e afirma que indicação ao STF é prerrogativa de Lula. Que, na verdade, também a gente não sabe o que vai acontecer, qual é o próximo movimento do Lula agora em relação a essa indicação. Também, né, Joaquim? Aí tem uma coisa que é a seguinte, você entender que o Pimenta está falando de um assunto que é do Senado, e ele tem autoridade para isso. Ele é líder do governo,
Por isso você tem que entender como gesto, tá? Ele é líder do governo, quem deveria estar falando sobre isso é o Jacques Wagner, que é o líder do governo no nosso Senado. Ele é o líder do governo na Câmara. E ele deu uma entrevista por um veículo do, vamos chamar assim...
Da elite, que é o valor. E ele está dizendo o seguinte, ele está dizendo que... O que ele está dizendo, assim, o que ele sabe, como todos nós sabemos, que o Davi Ocolumbre fez um grande arranjo. Isto é, a extrema direita estava pressionando para fazer a CPI do Banco Master, o PL. E por que ela estava pressionando? Ela também não quer a CPI, porque o Master é um...
é um banco do bolsonarismo. Ele cresceu, ele foi autorizado, cresceu por ordem do Campos Neto, proteção do Campos Neto. É isso. Mas o que o Pérez fez? Sabe que o Davi Ocolumbre...
ele foi, os indicados dele no fundo de pensão do Amapá, investiram, perderam, jogaram o dinheiro fora, porque como é que vai recuperar esse dinheiro, 400 milhões, nesse banco podre. E ele, claro, ele fez isso, os indicados dele fizeram isso porque são imbecis, porque, claro que não, fizeram porque...
a estrutura de poder, a engrenagem de poder, porque o Vorcaro transitava no ambiente dele, os amigos do Vorcaro.
no ambiente dele. E aí, essa foi uma chantagem que o PL fez, falou, vota a dosimetria, senão nós vamos insistir, porque eles tinham conseguido as assinaturas necessárias, vamos insistir na CPI do Banco Master. Aí o que acontece? O próprio Valdemar da Costa Neta, que é o presidente do PL, disse, há umas semanas, que, na verdade, o Alcolumbre estava negociando isso. Estou dizendo, vocês desistem da CPI do Banco Master,
que eu ponho o projeto, o veto, para ser votado. E aí derruba o veto e vocês vão ter, o Bolsonaro vai ter uma anistia parcial, uma semi-anistia, uma quase-anistia. É o que ele ganhou. Essa anistia parcial foi, foi um presente, uma semi-anistia. E é o que acontece, ele colocou em votação. E aí o que está dizendo agora o Pimenta? Ele está dizendo, vamos provar que não houve acordo.
Então vamos fazer essa CPI. O PT está insistindo nessa CPI. Para apurar. Porque o PT não tem nada a ver com essa história. O governo não tem nada a ver com essa história. Zero. Pode ter elementos, já se sabe, o Lewandowski recebeu dinheiro por consultoria, o Guido Manteiga também. O Guido Manteiga não era do governo. O Lewandowski saiu do governo. Não é mais do governo.
mas o governo não estava contaminado pela grande corrupção que foi o Banco Bastas, foi a grande corrupção, foi andar de cima da corrupção, como diz o Luba. E agora o que está dizendo o Pimenta, que é líder na Câmara, vamos fazer a CPI, porque aí vai mostrar para a sociedade que não havia acordo nenhum. Ele sabe que não vai ser feita a CPI, mas ele está dizendo isso, que é ação política. Dizem ao Columbre, você vai ter que dizer não, você não vai instalar a CPI.
Porque a notícia era de que o acordo era esse. Ele entregou a amnistia, a amnistia parcial, a dosimetria, ele entregou para a extrema-direita, a extrema-direita passou a calar, não falar mais de CPI do Banco Master. E aí agora o PT está dizendo, vai ter que fazer, vamos fazer. Entendeu? Agora vai ser difícil, porque não tem maioria no Senado. E o Alcolumbre hoje, como ele tem a chave do cofre...
de emendas, lixo, etc., etc., que significa grana, ele controla boa parte do Congresso. Falando em Senado, hoje a gente vai entrevistar a pré-candidata ao Senado em São Paulo, Simone Tebet, ex-ministra. Então, mais tarde, aqui, aqui nesse Bom Dia, às 9h30, a gente vai entrevistar Simone Tebet. Então, não perca.
Bom, ainda falando um pouco sobre esse assunto, vamos falar sobre o Jacques Wagner. Está aqui a matéria, pedi para você comentar. Então, o Lula mantém Jacques Wagner no Senado e está rejeitando a acusação de traição após essa derrota do Messias no STF. Parece que o presidente não gostou muito da acusação de dizer que foi o Jacques Wagner que teria traído ali, possibilitado essa rejeição.
Esse é o Lula, que coloca o que ele sabe abaixo do interesse do Estado, do interesse da nação. O Jacques Wagner, você não pode dizer, o Jacques Wagner não pode afirmar com certeza que o Jacques Wagner traiu, isso não tem evidência disso. O que você pode dizer é que o Jacques Wagner falhou. Falhou no papel dele de líder do governo.
Mas acontece que o Lula sabe, ele coloca na balança, todas as coisas que o Jacques Wagner já fez, toda a luta do Jacques Wagner em defesa do projeto que é dele, que é do Lula principalmente, liderado pelo Lula, mas é também do Jacques Wagner, que é você ter uma...
você ter uma posição de independência. Então, hoje o Jacques Wagner não vai queimar o Jacques Wagner, o Jacques Wagner é uma liderança importantíssima na Bahia, a Bahia é importantíssima no projeto de transformação do Brasil. O Jacques Wagner, o Lula sabe da importância dele nesse projeto político, porque o Jacques Wagner derrotou...
o carlismo chamado né que era muito forte tem ainda o neto lá o caso Magalhães Neto mas o todo caso Magalhães não perdia eleição lá e mandava em tudo e ele derrotou o já que não já claro que ele derrotou quando Lula tava bombando também
Naquele período, o Jacques Vanden era conectado ao Lula. Então, o Lula está bombando, só que é diferente hoje da repercussão que tinha, porque você tem uma extrema-direita, uma oposição que é uma oposição que trata o adversário como inimigo, que é o caso da extrema-direita, hoje, do bolsonarismo. É a semelhança do próprio Bolsonaro.
Bom, e aí o que ele fez? Ele disse o seguinte, olha, não vá afastar o Jacques Wagner, mas só a entrevista do Pimenta hoje, por isso que eu comecei pela entrevista, ela já é uma sinalização de que o Lula está empoderando outros atores, que é o caso do Pimenta.
ele está empoderando outros atores, ele sabe que o Jacques Wagner, é claro que falhou. Por quê? Porque se o Jacques Wagner tem aquela gravação, aquele vídeo que diz que o Alcolumbre falou para o Jacques Wagner, olha, o Bessias vai perder por oito votos. Se o Alcolumbre sabia, o Jacques Wagner deveria saber e deveria ter alentado o governo e não colocar em votação.
adiar, fazer outro tempo, se movimentar no Congresso para que não houvesse essa derrota naquele momento, para que o governo tivesse a oportunidade de conquistar os votos, o próprio Messias.
Então, ele falhou. Ele é o líder, o Jacques Wagner é o líder do governo do Senado. Só que o Lula não vai queimar o Jacques, não vai queimar, não. Não vai demitir, não vai afastar, não vai colocar outro líder neste momento, por conta, como eu disse, da importância política que tem o Jacques Wagner e por saber o que o Lula ganharia com isso neste momento.
nesse momento, se o Lula tira o Jacques Wagner da liderança, ele vai gerar uma crise dentro do PT. E hoje ele sabe que o adversário principal está fora do PT. E são poderosos. É o sistema se movimentando.
É isso que ele está levando em consideração. É claro que o Jacques Wagner perdeu o prestígio, óbvio, perdeu. Quando o Lula chama o Jacques Wagner para conversar na Alvorada, ele já está indicando que história, o que aconteceu lá? Porque o Jacques Wagner achava que o Messias iria ter 43 a 45 votos, precisava de 41, teve 34, coisa absurda. 34.
E aí, é claro que ele já deu sinais de que o Jacques Wagner, a bola dele está pequenininha, mas ele não vai afastar, porque não vai gerar uma crise desse momento, seria uma crise desnecessária. Agora eu diria para você, o que agora é necessário...
que haja, vamos dizer assim, uma força política, uma campanha que coloque muitos outros senadores, e o Pimenta é um deles, o Pimenta vai ser candidato a senador com a Manuela Dávila, o PT está com umas chapas boas para o Senado, isso lá no Rio Grande do Sul, Juliana Brizola tem...
ela tem força, está liderando. Você tem em São Paulo, você vai ter a Simone Teviti, que eu tenho certeza que é o nome, ela vai se eleger, muito forte, dentro desse projeto político. Então, tem uma... Eu entendo até que o Alckmin deveria ser outro candidato a senador, mas...
tudo indica que ele vai ser mantido como candidato à vice mesmo, à vice-presidente. Mas eu entendo que a Simone deve ganhar. Você tem a Marília Raiz em Pernambuco, que é muito forte, deve ganhar. Tem outros nomes, viu? Forte aí no Brasil todo. E isso é importante para que novos quadros...
cheguem ao Senado, e porque a luta no Senado vai ser dura. O projeto da extrema-direita bolsonarista é ter o controle do Senado para controlar o Brasil, controlar o governo, é que é verdade. Não aprovar nada, por exemplo, se ele tiver com a maioria no Senado, você acha que aprova o Messias? Porque eu entendo que o Lula...
ele vai, o empenho é para que haja reeleição, eu entendo que o Lula tem condição de ser reeleito no primeiro turno mesmo, viu? Então, sendo reeleito no primeiro turno, faz campanha para os candidatos a governador no segundo turno, evita que a extrema-direita tenha maioria no Senado.
E no mandato dele, no quarto mandato dele, outros quadros terão um papel mais relevante e o Jacques Wagner deve cada vez mais sair de cena. Não sair de cena e se aposentar na política, não, mas não ter o papel relevante que ele tem. Reconheci aqui, veja bem, que ele foi importantíssimo na derrota do carlismo, lá da direita da Bahia, foi importantíssimo. O António Carlos Wagner era imbatível.
E ele bateu. Contra pesquisas, interesse das pesquisas, e ganhou. E também o Lula queria que ele fosse, isso tem que sempre ser dito, ele queria que o Jacques Wagner fosse candidato a presidente em 2018. Jacques Wagner não aceitou. E aí o Haddad era a segunda opção. O Haddad aceitou. O que mostra a diferença, tanto do Jacques Wagner para o Haddad. O Haddad coloca a sua vida, a sua trajetória a serviço de um projeto político que é liderado pelo Lula. Isso é fato.
O Jacques Wagner já não é bem assim. Tanto que ele não quis ser candidato em 2018, quanto o PT precisava que ele fosse candidato. É verdade que ele estava perseguido pela Lava Jato, etc. Mas o Haddad também estava. Inclusive estava denunciado pelo Ministério Público em São Paulo, que estava agindo contra ele naquela esteira da Lava Jato. Só que no Ministério Público de São Paulo, ainda assim, ele foi para a disputa e fez um papel bonito, porque teve 47 milhões de votos.
Verdade. Deixa eu agradecer aqui ao Carlos César, que diz que o Fernando Henrique aqui se faz, aqui se paga, falando da sua coluna. E ele disse também, claro que tem que ter CPI, o Congresso é para isso. Falando em disputa para o Senado aqui no Rio, só quem vai salvar mesmo pelo visto vai ser a Benedita, sabe, Joaquim? Porque depois tem Cláudio Castro, Rogério Bolsonaro, é de chorar aqui.
Mas a Benedita, olha... Vai ser uma vitória maravilhosa. A Benedita sendo eleita senadora é maravilhosa. Ela é um quadro admirável. Essa mulher é o reverenciado.
Mas Joaquim, para a gente finalizar que é meu assunto com o Pedro Paiva também que está chegando aí o encontro de Lula com o Trump tem uma matéria nossa aqui que dá conta de como que vai se digamos assim, comportar o Lula vai reafirmar a soberania e vai mostrar força global no encontro com o Trump e a gente fica muito apreensivo dessa ida do Lula lá
visitar essa pessoa nefasta, como diria Gilberto Gil. Mas, enfim... Bom, vamos falar o seguinte. É um sinal de prestígio do Lula, porque o Trump é que precisa do Lula nesse momento. O Trump está com baixa popularidade. O Trump está com a autoridade mundial dele questionada, ao contrário do Lula, na Europa. O Lula foi recebido muito bem na Europa.
Olha, eu digo para você, você não precisa votar no PT, não, viu? Mas, quer dizer, eu votaria, se fosse você, eu ia votar no Lula. Mas eu digo para você, brasileiro, tem orgulho do presidente que nós temos. Porque se você for para qualquer lugar que você vá...
você tem... O Lula é uma referência. Isso os jornais publicam. É impressionante. É um quadro importantíssimo hoje na política internacional. Eu tenho orgulho tanto que o Trump precisa do Lula nesse momento. Então ele vai lá e vai discutir vários assuntos. O Lula vai falar vários assuntos. Mas do jeito do Lula. Então você tem que entender qual é o jeito do Lula. O Lula vai lá e faz desaforo. Você não vai fazer.
embora nós gostássemos que ele fizesse. Mas um dos assuntos mais importantes, é isso que eu gostaria de falar, e ele vai levar, não sei se ele vai levar, mas é a questão das terras raras. Isso é um problema.
Porque o governador de Goiás assinou lá um convênio com os Estados Unidos que é ilegal, inconstitucional. Eu recebi um estudo sobre isso, um artigo muito bem feito, publicado no Conjur, que fala de todas as ilegalidades. O governo do Estado não tem nenhum direito sobre o que está no subsolo. Isso está na Constituição da União, que é representada pelo Lula, e as políticas externas feitas pelo presidente.
Mas o Estado de Goiás se antecipou, fez lá, memorando lá, entendimentos, entendimentos, então a produção de terras raras lá de Serra Verde, Goiás, vai para os Estados Unidos. Só que o que o Lula pode levar, dependendo da votação, se ocorrer hoje? Deve ser votado hoje, isso é que é importante, tá? Ou pelo menos está em condição de ser votado o projeto que é do Arnaldo Jardim e do Cidadania, tá? Arnaldo Jardim.
o projeto de uma política nacional, chama aqui, de terras. Eu vou falar disso hoje à noite, tem um especialista que eu vou entrevistar, que é o presidente da Costa Júnior, que conhece muito esse cara.
que é uma política nacional para a exploração de minerais críticos e estratégicos. Isso é importantíssimo, é como se... Veja bem, o Brasil sempre teve um subsolo muito poderoso. Então, desde a época, por exemplo, da mineração lá atrás do ouro, o que Tiradentes queria? Era uma política nacional para a exploração de minerais...
que enriquece as pessoas de minerais, que eram estratégicos também, que era o ouro. Ele queria isso, não queria que o Brasil tivesse autonomia e controle sobre a sua própria produção e não queria que o Brasil se fosse o que tirasse daqui. Então, o que está sendo feito agora? O Brasil está criando uma política, e essa política, pelo que está no projeto do Arnaldo Jardim, não vai criar a Terra Brás, eu, pessoalmente, acho que deveria criar.
mas não vai criar, mas o governo vai colocar dinheiro, vai criar um fundo para que o empresário, a empresa nacional possa obter, são 5 bilhões esse fundo, possa obter, tirar desse fundo recursos, emprestar, claro, para fazer pesquisas e desenvolver empresas. A ideia é que o material bruto seja limitado à venda, a maior parte tem que ser processada aqui, pode ter parceria com empresas.
mas que é para você limitar, para o Brasil não ser apenas um exportador desses materiais químicos, que olha só o que ele produz, só para você ter uma ideia da importância e estratégia e como ele é o petróleo do século XXI. A China entendeu isso e fez uma política que vem dos anos 90. O Brasil já sabia que tinha minerais críticos nos anos 50. Está no livro da Tânia Valheiros, que eu entrevistei. Em 1950, o Brasil já...
ele sabia dos minerais críticos e já processava. Aí isso depois foi abandonado, em 50. Imagina se tivesse continuidade, o que nós seríamos hoje? Mas simplesmente faz, os atendimentos químicos que fazem, a bateria do celular, cada vez mais poderosa, faz a bateria do carro elétrico, que é o futuro. O futuro já é presente, mas vai ser muito mais, só vai ter carro elétrico daqui a um tempo.
mas faz o chip do computador, que é fundamental para a nossa vida, por causa dos imãs é muito mais rápido, chip do computador, faz também os painéis solares, turbinas eólicas solar, energia solar, turbina eólica, olha tudo que é o nosso amanhã, amanhã é amanhã mesmo, não amanhãzão, aonde, amanhã.
E faz uma coisa que os Estados Unidos têm muito interesse. Mísseis. Ele tem os componentes que são muito estratégicos para milhares ter guiados. Esse é um problema.
porque o Brasil, os Estados Unidos já estão explorando Serra Verde, ele vai usar para fazer mísseis, e a gente sabe que hoje os mísseis matam crianças, como aconteceu no Irã, os Estados Unidos soltam mísseis para matar criança e mulher, população civil. É isso, vai ser votado agora, o Lula pode, vai discutir um desses assuntos, é um assunto extremamente importante, e é bom que o Brasil faça essa política, pelo menos alguma coisa, faça porque os nossos minerais críticos já estão sendo levados, como o ouro era levado no tempo de Tiradentes.
Para você esconder, você tinha que esconder no Santo de Pau Oco. Você botava lá um pouquinho para contravalhar, mas já era vendido. É isso, pessoal. Passei dois minutos. Me desculpe, só para me dar as críticas. Vamos lá, Joaquim. Muito importante. Obrigada mais uma vez. Bom trabalho para você aí em Brasília. A gente segue aqui com o Pedro Paiva. Valeu. Até mais.
Só trazendo aqui os superchats, agradecer ao querido Denis Diniz. Denis, que é diretor da Associação dos Funcionários do INPI. Obrigada, Denis. Pergunta aqui da minha caneca do Lula. Não sei, ganhei de um querido que acompanha aqui o 247. Não sei dizer onde ele trouxe, foi um presente. Trazendo aqui Pedro Paiva, diretamente de Nova York. Bom dia, Pedro. Bom dia, Buddy.
Bom dia, Daphne. Ele está aqui querendo falar hoje. Olha o que mais lindo do mundo. Muito comunicativo. Bom, Pedro, a gente, claro, vai falar desse encontro do Lula com o Trump em Washington, que o Joaquim dava aqui.
esse detalhe, essa, enfim, aprofundava um pouco essa questão das terras raras, mas qual é a expectativa aí? O que tem saído aí para vocês desse encontro? Foi algo que foi marcado assim, de repente, acho que a gente não esperava muito.
Daphne, a gente não esperava muito, foi marcado de repente, ainda não tem nenhuma confirmação oficial, nenhum dos dois governos deu detalhes sobre o encontro, tudo que a gente sabe são o que as fontes passaram, que Lula vai na quarta-feira para Washington e vai ter essa reunião na manhã de quinta.
com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Estava, inclusive, agora falando aqui com o Atush para organizar essa ida para lá, para a gente fazer essa cobertura. E é muito diferente. Dicas de passagem, eu entrei no 247 exatamente fazendo a cobertura da primeira vinda do Lula a Washington nesse mandato.
durante o governo Biden. E ali foi uma situação muito diferente, foi uma visita muito programada, teve muito suporte por parte do governo brasileiro em entender a agenda. E aqui está sendo tudo feito muito às pressas, muito rapidamente, e a gente se questiona inclusive por que está sendo feito assim, dessa forma.
estão às pressas, e eu cheguei a citar ontem no Boa Noite o que me parece um pouco, que é o fato de que Donald Trump na semana que vem vai à China, ele tem aquela reunião com Xi Jinping.
que foi adiada também por conta da guerra, tal qual o encontro com Lula foi adiado. E me parece que o objetivo central da Casa Branca, de Donald Trump, seja o debate relacionado às terras raras. Eu peguei agora o fim da fala do Joaquim, que estava bem focado nessa questão das terras raras. E por quê? Exatamente porque esse é um super trunfo da China.
em qualquer tipo de negociação com os Estados Unidos. A China detém praticamente o controle do comércio de terras raras no mundo. Esses são minerais utilizados na indústria de tecnologia, na produção de imãs, e isso está presente não só em chips de celular, na indústria da inteligência artificial.
mas praticamente em todas as indústrias hoje em dia que envolvem um mínimo de tecnologia. Por exemplo, um banco de carro tem não sei quantos ímãs. Se o carro é daqueles que você tem um botãozinho para o banco ir para frente ou para trás, tem um monte de ímã que permite esse aparelho de funcionar. Tanto que da última vez que a China...
colocou o Ocidente, de certa forma, bloqueado de ter acesso às terras raras, a indústria automobilística na Europa entrou em pânico. Então, também tem efeitos na indústria armamentista, por aí vai.
Me parece que Donald Trump quer muito um acordo que envolva o poder explorar terras raras no Brasil, porque o Brasil é o segundo maior depósito de terras raras do mundo. E eu acho que os outros temas dessa reunião, está se falando muito sobre tarifas ventas no debate, a colocação...
a denominação de duas facções criminosas brasileiras como grupos terroristas vai estar no debate. E eu acho que tudo isso vai estar no debate, mas eu acho que tudo isso vai estar no debate vinculado às terras raras. Eu acho que o que a Casa Branca quer, a gente quer poder explorar terras raras no Brasil, a gente quer poder ter acesso às terras raras do Brasil para a gente não ser refém da China. Em contrapartida, tem esse monte de problema aqui que a gente pode não causar.
pode enterrar o debate em relação ao PIX, pode enterrar o debate em relação às facções criminosas. Me parece que esses outros temas vão entrar todos um pouco condicionados ao debate em relação às terras raras.
Existe também uma preocupação grande e justa de que esse encontro de Trump com Lula possa ser uma espécie de armadilha, uma armadilha como foi o encontro com Zelensky, como foi o encontro com Ramaphosa da África do Sul, aqueles momentos em que Donald Trump utiliza de um encontro para humilhar um líder global.
Eu, sinceramente, visto a importância que tem um possível acordo relacionado às terras raras para Donald Trump, não me parece que esse seja o intuito de Donald Trump. Até porque, enfim, isso nesse momento colocaria ele numa posição pior de negociação com a China na semana que vem. Então, me parece que Donald Trump...
vai ter um encontro cordial com Lula. Acho que as falas vão estar mais pertas do rolou uma química. Mas é Donald Trump, então a gente nunca sabe exatamente o que vai acontecer.
Mas, de novo, a gente ainda está aqui com dificuldade de entender exatamente como vai ser a dinâmica desse encontro. Tudo que a gente sabe que, em princípio, acontece na quinta-feira de manhã e, dando tudo certo, estarei lá para a gente fazer essa cobertura completa.
Legal, Pedro, você sempre faz essa cobertura de forma maravilhosa e a gente está ansioso para ver esse encontro, porque a gente sabe que o Lula é um ser que eu acho que até consegue dobrar o Trump. Como disse o Joaquim, é importante para o Trump, Lula, estar ali do lado dele, para ele sair bem na foto e talvez melhorar um pouco.
essa imagem dele que está sendo tão desgastada. E só mais uma coisinha, porque ontem, no Boa Noite, eu vi muita gente criticando o Lula de ir a Washington para esse encontro. Mas eu acho que é fundamental que um país que queira ter um papel de liderança regional, que queira ter um papel de liderança em termos de sul global, seja um país que...
consiga ir dialogar e dialogar de igual para igual com quem quer que seja. E isso inclui Donald Trump. Negociar com Trump não significa estar em um papel de submissão. Existem líderes e líderes. Para alguns, de fato, ir negociar com Trump parece quase um...
um cachorrinho animado. A gente vê essa cena aí com algumas figuras, alguns presidentes latino-americanos que gostam de fazer isso, inclusive um presidente brasileiro que já fez isso. Mas é importante estar nesse lugar, estar nesse espaço, e é importante também que...
governo brasileiro, e eu acredito que isso esteja sendo discutido, isso esteja sendo pensado, que é qual é a reação para ambos os cenários, ser uma reunião amigável e para o cenário de ser uma emboscada. Eu acho que as duas grandes emboscadas que tiveram, que foi o Zelensky e o Ramaphosa, eu acho que ambos reagiram de forma muito ruim.
o Zelensky e o Ramaphosa praticamente não responderam a Donald Trump ficaram ali parados foram de certa forma humilhados pelo Donald Trump e eu acho que tem que ter também o que fazer num cenário como esse, mas que de novo me parece menos provável
O Carlos César enviou aqui um superchat para a gente. Obrigada mais uma vez, Carlos César. Pessoal, Lula não é entreguista, se liguem nisso, é verdade. Isso aí eu não tenho a menor dúvida, Carlos.
Pedro, o negócio está esquisito aí nos Estados Unidos. O Serviço Secreto trocou tiros com um homem ao lado da Casa Branca. Estava vendo aqui, não podemos passar o vídeo, vários agentes ali. O que aconteceu? Conta para a gente.
Então, Daphne, isso aconteceu ontem de tarde, 3h30 da tarde aqui no horário da Costa Leste, 4h30 aí no Brasil. Um agente do serviço secreto, o serviço secreto é a força policial que cuida da segurança do presidente, do presidente ou do vice-presidente, que faz a segurança ali da Casa Branca e dos entornos da Casa Branca.
Um dos agentes do serviço secreto, que estava ali na região do perímetro da Casa Branca, entre a Casa Branca e o National Mall, que é um parque gigantesco que fica na região central de Washington, ele percebeu um homem suspeito que parecia estar armado. Esse agente chamou agentes à paisana, porque também ficam agentes à paisana na região, para seguirem esse cara. Eles começaram...
A seguir esse homem, chegaram à conclusão que de fato ele estava armado, tentaram abordá-lo e no momento da abordagem ele saiu correndo e começou a disparar. Os agentes responderam com tiros.
O suspeito foi atingido, foi levado para uma ambulância para um hospital, não se sabe exatamente o estado de saúde dele. Também um adolescente de 15 anos foi atingido. E aí, de acordo com o serviço secreto, o tiro teria partido do suspeito, mas isso foi só as palavras, inclusive, do chefe do serviço secreto, que ele falou tudo indica quem. Então a gente também não tem uma confirmação que partiu necessariamente do suspeito.
Agora, essa é uma região também muito turística da cidade de Washington. Então, obviamente, isso fica no Jardim Sul, que é onde as pessoas geralmente tiram fotos da Casa Branca, que é aquela parte da Casa Branca que tem um arredondadozinho, que dá exatamente para o National Mall, e onde fica o Washington Monument, que é o obelisco de Washington. Então, essa é uma região que tem muito tráfego de turistas, etc.
O Serviço Secreto falou que ainda não sabe a motivação, por que esse cara estava armado, o que ele queria fazer, que eles não descartam que seja uma tentativa de atentado contra oficiais do governo e contra o próprio presidente Donald Trump, apesar de que Trump não estava na Casa Branca nesse momento. E eles falam também...
que antes, logo antes dessa troca de tiros, tinha passado por ali, pelo mesmo local, onde esse homem armado já estava, a motocicleta do J.D. Vance, o Motorcade, como eles chamam, que é basicamente o carro do J.D. Vance seguido por aquele monte de moto e um monte de carro de serviço secreto fazendo a segurança. E que esse homem não teria tentado chegar perto, enfim, não teria demonstrado nenhum interesse em relação a esse Motorcade do J.D. Vance.
Então, isso ainda está sendo investigado, mas acontece uma semana depois daquela tentativa de ataque durante o jantar dos correspondentes no Hilton, e não é a primeira vez, desde que Donald Trump voltou ao poder, que o serviço secreto se envolve em tiroteio ali na região próxima à Casa Branca. Vamos lembrar que no ano passado teve aquele homem também...
que atirou e chegou a matar membros da Guarda Nacional, que era um homem de origem afegã, que estava nos Estados Unidos como refugiado, que tinha um ressentimento imenso em relação ao exército dos Estados Unidos por motivos óbvios. E aí, enfim, esse homem...
praticou esse atentado, acabou morrendo ali também. Então, não se sabe ainda quem é esse sujeito, qual é a idade dele, de onde ele é, mas é mais um desses episódios que está ficando cada vez mais corriqueiro. Daphne, eu fico pensando, alguns anos atrás, pensassem no governo Obama, isso seria uma notícia que duraria umas duas, três semanas, as pessoas ficariam falando sobre esse tiroteio perto da Casa Branca.
Agora aconteceu, se você abre os principais jornais, TVs daqui, não está nem em destaque, nem a manchete principal, de tão banalizado que já está esses constantes episódios de violência em torno de figuras políticas ou da própria Casa Branca.
um resultado, me parece, um resultado de quão a política foi se tornando mais violenta também nesses últimos anos, nessa última década.
O jornalista tem falado ainda daquele atentado da semana passada? Muito pouco, muito pouco. Ontem até falou um pouco mais porque o atirador compareceu perante um juiz, inclusive o juiz ficou bastante preocupado com os relatos da condição que esse atirador está sendo mantido na prisão.
Mas, enfim, mesmo esse caso que envolve um atentado, que aí sim, ao que tudo indica, Donald Trump era de fato um alvo, assim como todos os membros da administração, mesmo um caso como esse, que num período normal teria uma tensão gigantesca, já está em nota de rodapé nos jornais. Isso porque a guerra contra o Irã...
é prioridade, a economia é prioridade, as pessoas estão muito mais focadas nessas questões e esses episódios de violência estão sendo esquecidos com muita velocidade.
Muito bem, Pedro. Queria trazer um outro assunto agora, que, na verdade, a gente já discute isso há bastante tempo, mas a maioria dos americanos estão dizendo que Trump está mentalmente e fisicamente incapaz de ser presidente. Então, como é que tem essa visão da opinião pública em relação ao Trump?
Daphne, é uma visão muito negativa, ela está se tornando cada vez mais negativa. A cada grande pesquisa que sai, a gente vê que a popularidade de Donald Trump cai ainda mais. E essa última pesquisa é uma pesquisa do Washington Post com a ABC News, canal de TV, e realizada pela Ipsos Polk, um dos principais institutos de pesquisa, quem faz também as pesquisas em parceria com a Reuters, por exemplo.
E essa pesquisa perguntou para os eleitores o que eles achavam de Donald Trump em termos de capacidade física e mental. E se descobriu que 59% dos americanos acham que Donald Trump não tem a capacidade mental.
para comandar o país contra 40% que acham que está tudo bem, que ele parece que está normal. 59% é bastante coisa, 19 pontos de diferença entre os dois. E quando perguntam sobre a capacidade física de Donald Trump, aí a diferença é um pouco menor, mas ainda assim 55% acham que Trump não tem a capacidade física para ser presidente, contra 44% que acham que ele tem uma diferença de 11%. Então,
E o mais interessante é que eles foram perguntados também se eles acham que Donald Trump considera com cuidado decisões importantes. Ou seja, se ele toma decisões importantes pensando direitinho no que ele está fazendo.
E para 67% dos americanos, não, Donald Trump não pensa direito nas coisas que ele faz. Isso sim é um número muito excepcional, porque é uma maioria muito absoluta das pessoas que acham que Donald Trump toma decisões de forma irresponsável.
E isso tem muito que ver, obviamente, com a guerra no Irã. A guerra no Irã, o que todas as pesquisas indicam é que, apesar de Donald Trump ter perdido um pouquinho de popularidade com as tarifas, ter perdido um pouquinho de popularidade com o caos nas operações doais, ter perdido um pouquinho de popularidade em relação à ação na Venezuela, tudo isso foi pontual. Teve uma perda de popularidade, mas pequena.
Agora a guerra no Irã não, ela é devastadora. É de longe a pior decisão que Donald Trump tomou durante a sua presidência em termos de preservar o seu capital político. E isso, obviamente, isso tem que ver não...
que as pessoas, de repente, uma maioria imensa da sociedade começou a ter um sentimento muito humanista, de achar que não pode sair por aí matando todo mundo, não parte daí. Parte do fato de que a guerra no Irã é a coisa que teve maior consequência econômica direta no bolso dos eleitores. As tarifas fizeram o Trump perder popularidade, mas muito na perspectiva de que aquilo teria um impacto muito grande no bolso.
Teve um impacto, mas não foi tão grande, porque as tarifas ficaram indo, voltando. A gente teve um aumento pontual em algumas coisas, preço do café, preço das frutas. Mas, de uma forma geral, o combustível estava baixando na mesma época. Então, as coisas meio que se equalizaram. As pessoas não viveram as consequências tão ferrinhas das tarifas. A perda de popularidade veio no sentido de que elas esperavam.
ter um impacto econômico, mas esse impacto econômico nunca chegou na severidade que se imaginava. Agora, em relação ao Irã, não, as pessoas estão tendo um impacto econômico imenso, muito rápido. Estou até...
Abrindo aqui para me atualizar, que eu não fiz isso hoje ainda, quer ver quanto está o preço médio do galão de gasolina hoje. É, hoje batemos mais um recorde, então, 4,48 dólares o preço do galão de gasolina. Ontem estava 4,45 na média nos Estados Unidos. A Califórnia, por exemplo, está 6,13, isso é 8 reais e tanto.
o litro, fazendo aí conversão de galão para litro e de dólar para real. Então, o impacto dessa guerra, ele está sendo, enfim...
absolutamente excepcional nessa percepção das pessoas. Tem aqui, eu estou procurando aqui o resultado da pesquisa em relação especificamente a essas questões. É, tá. Em relação a...
Se você quiser compartilhar a sua tela, eu puxo aqui. Pois é, eu queria, só que eu estou pegando os dados dessa vez, por uma que é texto, é menos... Ah, achei. 72% dos americanos consideram que a inflação sobre Donald Trump, que Donald Trump não está sabendo lidar com a inflação. 72%.
é quase três quartos da população. Lembrando que o Donald Trump foi eleito com a promessa de que ele ia acabar com a inflação. E, na verdade, ele disse que acabou. Ele fala isso abertamente, que a inflação, sob ele, acabou, não existe mais inflação. E, curiosamente, a inflação está bem mais alta do que estava com o Biden, quando ele falava que os Estados Unidos eram praticamente uma Venezuela em termos de inflação. Ele dizia isso durante a campanha.
E quando os eleitores são perguntados a respeito do custo de vida, se Donald Trump está atuando bem no custo de vida, 77% dizem que desaprovam a atuação do Trump.
Se você pega em outros aspectos, como imigração, saúde, relações internacionais, todos esses pontos, a maioria dos americanos acham que o Donald Trump está indo mal. Mas nenhum desses pontos chega a essa distância tão grotesca quanto 77% desaprovar. E quando a gente...
fala que em eleição, em novembro, que é a eleição de meio de mandato, que vai renovar toda a Câmara e um terço do Senado, a gente lembra daquela máxima do estrategista do Bill Clinton, que fala, é economia estúpido. A única resposta é economia. O Biden só perdeu a eleição, na minha opinião, por causa da economia. Ele poderia...
ter aquele desempenho num debate, não conseguir formular uma frase com mais de três palavras, ele podia estar completamente cagado. Se não tivesse inflação, se a economia estivesse indo bem, o Biden teria sido reeleito presidente. Ele não foi reeleito presidente, porque teve uma alta tremenda na inflação em 2022, e os eleitores nunca esqueceram disso. Por mais que a inflação tivesse se reduzido, eles...
Aquela perda de poder de compra nunca foi resolvida. A taxa de juros aumentou por conta do pico da inflação em 2022 e isso fez com que o Biden perdesse a eleição, tanto que o discurso econômico estava no centro do debate de Donald Trump. A mesma coisa é agora. Trump pode...
falar o que ele quiser. Se as pessoas, se 77% dos americanos desaprovam a ação dele em relação ao custo de vida e 72% em relação à inflação, não tem o que ele fazer. Ele vai perder a eleição de novembro e se essa guerra com o Irã se prolonga e se o preço dos combustíveis continua elevado, não só vai perder como vai perder de muito. Porque ... ...
É economia estúpida. As pessoas vão votar principalmente com a questão econômica em mente.
Exatamente, como diz aqui o Adailton Santos, Estados Unidos, ladeira abaixo, e Trump junto. Enfim. Mas vamos lá, Pedro, para a gente finalizar aqui, a Suprema Corte tira a proibição de pílulas abortivas. Como é que é essa situação aí? Porque a gente sabe, essa questão do aborto é algo que, enfim, influi muito na opinião pública também.
Bastante, Daphne. E essa questão do aborto, como eu sempre lembro, ela é muito diferente aqui nos Estados Unidos em relação ao Brasil e está muito relacionada ao fato de que aqui nos Estados Unidos o aborto foi legalizado a nível federal no início dos anos 70 e foi legal durante quase 50 anos.
Então, existem gerações que cresceram tendo acesso à possibilidade de abortar legalmente no país como um todo. E em 2021 ou 2022, agora já até me esqueci a data, eu acho que é 2021.
Já durante o governo Joe Biden, mas com uma Suprema Corte formada por uma super maioria republicana, esse direito acabou. Foi a revisão do caso Roe v. Wade e isso permitiu com que estados republicanos proibissem o aborto a nível estadual.
E hoje, basicamente, cada estado tem a sua regra. Aqui em Nova Iorque, por exemplo, o acesso ao aborto continua amplo, enquanto em alguns estados está praticamente banido em qualquer situação.
O grande problema do pessoal que defende a proibição total do aborto nos Estados Unidos é que, como um Estado pode e outro Estado não pode, as pessoas continuam tendo acesso ao medicamento que permite você realizar um aborto em casa. A pílula que você toma é uma pílula abortiva. A pílula do dia seguinte é?
Não, essa não é a pílula do dia seguinte, é um remédio chamado Mifepristone, que basicamente a pessoa que já é gestante, já tem um feto, ela toma e aquilo causa um aborto.
Então não precisa de procedimento cirúrgico. E é, inclusive, o método considerado o mais seguro que existe. Nos estados onde o aborto é legal já é a forma com que é utilizada na imensa maior parte dos casos, você recebe esse remédio, toma e é isso. E geralmente a pessoa faz isso de casa, inclusive.
Então, durante o governo Joe Biden e já existindo a proibição, o fim da decisão Roe v. Wade que permitiu o aborto a nível nacional, o Biden se utilizou da pandemia para falar. Então, a partir de agora, visto o fato de que a gente está numa pandemia, você não precisa mais ir numa consulta presencial para ser receitada o Mephyrstone. Você pode fazer uma consulta online.
E isso permitiu com que, por exemplo, mulheres no Texas, onde o aborto está proibido, fizessem uma consulta online com um médico em Nova York, esse médico em Nova York prescrevesse e enviasse por correio o medicamento para o Texas. E aí o que o estado da Louisiana, que é um dos estados onde o aborto está proibido, entrou na justiça.
E falou que isso é ilegal, porque o aborto é ilegal na Louisiana, logo, não pode enviar pílulas abortivas para pessoas em Louisiana. A Corte de Apelações do Quinto Circuito, que é uma das mais conservadoras de todas, Cabrinhas de Mississipa, Louisiana e Texas, decidiu a favor do Estado, falando que era proibido, de fato, que esse medicamento fosse enviado, mas agora chegou na Suprema Corte e a Suprema Corte disse não.
vamos segurar essa decisão, por enquanto segue, legal, o envio dos medicamentos, e a Suprema Corte vai se debruçar sobre esse tema. E quem tomou essa decisão foi o Samuel Alito, que é um dos juízes mais conservadores. E isso veio após o que a indústria farmacêutica, como um todo, escreveu uma apelação de...
Não, não dá para fazer isso. E aí agora a gente está tendo uma situação muito curiosa, que são conservadores republicanos advogando contra a indústria farmacêutica, falando que a indústria farmacêutica só quer saber de lucro, etc. Pois é, olha que engraçado. E vai ser essa disputa agora na Suprema Corte. Mas, Daphne, de uma forma ou de outra, quando o aborto é...
legalizado num estado e não é em outro, é muito difícil ter esse controle. Mas, obviamente, que isso dificulta principalmente os americanos mais pobres. Hoje, por exemplo, alguém pode sair de um estado, viajar para outro e fazer um aborto, apesar de que alguns estados tentam criminalizar quem faz isso. Mas se você faz em segredo e volta para o seu estado, em princípio está tudo certo.
Mas, enfim, é uma disputa aí que eu acho que o dinheiro vai contar muito também nessa decisão e a indústria farmacêutica não quer permitir a perda desse mercado imenso. Sempre o dinheiro. Obrigada, Pedro. Alguém que comentou aqui citotec, eu acho que é mais ou menos o mesmo medicamento, esse é o nome que é usado no Brasil, acho que é isso. Perfeito. Obrigada, Pedro. Bom dia para você aí em Nova Iorque. Valeu. Até mais. Tchau, tchau.
Muito bem, gente. Aquiles Lins chegando aqui. Bom dia, Aquiles. Tudo bem? Oi, Daphne. Bom dia para você. Tudo bem? Boa terça-feira para a nossa queridíssima comunidade da TV 247.
Parou de chover aí? Está melhor? Hoje o tempo deu estabilizado, sim, está melhor. O abastecimento de água voltou na cidade de João Pessoa e nas cidades vizinhas, mas são mais de 30 mil pessoas desalegadas ou desalojadas, 31 cidades já em situação de emergência, apenas no estado da Paraíba. A situação ainda é grave de uma maneira geral, Daphne. É isso mesmo. Que pena.
A Eletra Silva diz aqui, se o Trump bancar o palhaço, o Lula levanta e sai. Obrigada. Desculpa, Eletra, estou lendo aqui com atraso. E também, pastora Salete, bom dia, o amiguinho do Pedro. Amo o amiguinho do Pedro, que é o Buddy, o cachorrinho dele. Obrigada. E ele é bom aqui, né?
Ele bomba. Quem acha lindo aquele pulsozinho simpático que aparece de vez em quando? Maria Beatriz, obrigada aqui por se tornar membro. Faça como a Maria Beatriz, se torne membro do YouTube. E Aquiles, você disse para mim que queria começar falando de música. Fiquei super curiosa. O que você tem para a gente hoje?
Dafne, eu peço permissão aqui para você e para a nossa audiência para falar de três discos brasileiros que são muito importantes para a música no geral e na minha concepção. Eu sou uma pessoa que gosta de... Sou um pesquisador de música, vamos dizer assim.
Gosto de músicas de vinil, discos de vinil. Já falamos sobre isso aqui em alguns momentos. E eu queria apresentar para vocês, na verdade, três discos que eu comprei ontem aqui, que são parte dessa garimpagem, que é de três autores nordestinos. Um cearense e dois baianes. Que é isso aqui, se vocês me permitem.
Vocês, por favor, separem um pouco a pessoa do artista, tá? Que é Fagner. Fagner. Que tem especificamente esse disco, que chama As Pedras que Cantam, que tem essa música do Dominguinhos.
Quem é rico mora na praia, mas quem trabalha tem onde morar. A gente vai ser finalizado, não pode cantar música aqui não, hein? Cuidado. Ah, é? Desculpa. É, por causa dos direitos autorais, mas foi rapidinho. Mas uma frase não vai... O YouTube não vai dar bloco na gente, né? Então, esse disco é muito bom, porque tem essa música que é um clássico, assim, quem viveu os anos...
Acho que foi tema de uma novela, não sei qual, mas foi muito sucesso. E tem outra também, que é sucesso nos karaokês, que é Borbulhas de Amor. Não sei se vocês se lembram dessa música. Com certeza. Então, esse é um disco clássico. O outro é esse aqui, que está fazendo 40 anos de idade, nesse ano.
que é Caetano Veloso, totalmente demais, que eu amo de paixão a música que dá nome a esse disco, que é a música do Hanoy Hanoy, totalmente demais, chama, e também o Quereres, que ele fala, entre outras coisas, onde queres Leblon, sou Pernambuco, Davi. E, então...
E mais outras, tem uma música do Noel Rosa também muito boa, que é Pra Que Mentir. Enfim, e o último disco, pra gente finalizar, pra não tomar muito tempo aqui, é esse maravilhoso aqui, Raul Seixas.
Krieg Habendoulo, que é o primeiro disco solo dele, quando ele simplesmente zera tudo. Ele resetou ali os padrões de inovação, de musicalidade, de genialidade da música brasileira, um dos discos mais importantes do nosso país, da nossa cultura. Então é isso.
eram essas sugestões aí escutem Raul, escutem Caetano Veloso eu sou uma adoradora de Vinicius também aliás passei minhas férias escutando vários infelizmente a gente não pode enfim, passar a música aqui, nem cantar, gente espero que vocês entendam, é uma questão de Youtube mesmo, a gente pode ser penalizado, mas desculpa que eu te interromper na sua empolgação eu vou
Não, eu... Sim, eu já sabia disso, mas, enfim. Vamos ao que interessa, que o Brasil hoje está aí bombando com muitos temas nos noticiários. Vamos lá.
Glaise, como sempre, muito corajosa. Eu queria começar com a Glaise aqui com vocês. Vamos lá, vamos trazer aqui a Glaise. A Glaise se posicionando, criticou a Columbre e disse que o governo tem que demarcar o seu campo. A deputada questionou a postura do presidente do Senado na votação Jorge Messias ao STF e alertou para mudanças nas alianças políticas do governo.
A Glaise ou Aquiles não me decepciona, queria passar para você comentar um pouco esse posicionamento, e se você acha que é isso mesmo. Olha, Daphne, comunidade...
dizer para você o seguinte, que a deputada Glaze Hoffmann é uma das pessoas que eu considero mais coerentes na questão de posicionamento ideológico e em questões fulcrais que precisam reafirmar de um líder político da esquerda, principalmente do PT, uma demarcação de terreno, posições. E o...
vamos dizer assim, acredito muito nas posições da deputada Glaze, que foi presidenta do PT durante muito tempo, sempre manteve, desde quando foi presidente do partido, ela sempre puxou o partido mais para a esquerda, na minha avaliação, Daphne. Então, ela está dizendo isso aí, olha, nós precisamos saber com quem a gente está lidando. Quem são os nossos aliados?
principalmente às vésperas de uma disputa eleitoral. Em que pese que parece-me que não foi tão traição assim o que aconteceu na derrota do Messias, pelo que a gente está lendo, pelo que foi comentado aqui anteriormente, no entanto, ou o governo...
vamos dizer assim, traça um rubicão para demarcar quais são as suas características principais daquilo que você não abre mão, para a sua própria militância entender, ou você vai ter um governo amorfo, sem uma personalidade, um governo que cede a chantagem, que essa foi, eles queriam o quê em troca de rejeitar o Messias?
enterrar o caso Master? Simplesmente fazer um constrangimento político ao presidente Lula, enfraquecê-lo eleitoralmente? Então, é...
Então, esse é o caso de realmente pensar com quem nós vamos andar juntos nessa guerra que está se avizinhando aí. A ministra Iglesias, a deputada Iglesias, está dando a letra, vamos dizer assim, para quem acompanha os posicionamentos mais orgânicos do PT, as posições mais ideológicas e menos assim, e menos...
como é que eu posso dizer? Sob influência da governabilidade. É isso que eu quero dizer. O Jean-Duy Marins, acho que é isso. Lindeberg para primeiro-dama, achei interessante aqui o comentário. Agradecer ao Carlos César. Não se esqueça que o Fagner é um direito à raiz. Mas a gente gosta disso. É isso. Por isso que eu fiz um disclaimer antes de mostrar o disco.
A gente não esquece, não. Vamos lá, trazendo aqui uma outra matéria. O Dominguinhos, por exemplo, fez campanha para o PSDB durante muitos anos, por exemplo. E é um dos maiores músicos brasileiros. Enfim, contratações, gente.
agradecer a Reginalíssima, bom dia, querido Daphne Aquiles, Lula 4, Brasil Soberano, Registro, Astro Chinê, nossa, lançou o álbum de vinil, bombou em 2025, muito bom, ouça. Não sei se eu consegui, vou conseguir guardar isso, Reginalíssima, mas obrigada aqui pela pela... Boa! Só de trazer o tema para a agenda, eu já curto aqui, Daphne.
Vamos lá, obrigada, querida Reginalíssima, que está sempre aqui conosco. Mas olha só, Dario Duringa diz que o BRB é problema do GDF e não do governo federal. O ministro da Fazenda afasta socorro do Tesouro e atribui responsabilidade inicial, pelo caso, a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. É isso aí, não é, Aquiles?
Olha, eu sugiro a vocês, comunidade, que assistam essa entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigão, lá no Roda Viva, ontem. Gostei muito do que eu vi, sim, uma pessoa muito clara, muito inteligente, disse coisas que ali sim demarcaram o terreno, como nesse caso aí, que talvez tenha sido o...
recado mais claro, o lead mais forte que o ministro da Fazenda deu, que na verdade ele está respondendo já a uma articulação que está sendo feita pela atual governadora Celina Leão para poder requerer o aval do Tesouro Nacional a uma operação de crédito, de injeção de crédito e de emissão de títulos que vão...
vamos dizer assim, desafogar, ou que desafogaria um pouco a situação do Banco BRB. Mas isso depende do... É como se, para fazer isso, o Banco BRB e o seu controlador, que é o GDF, precisariam que a União, na pessoa do ministro da Fazenda, fosse uma avalista, Dafne. Fosse o fiador, disse assim, tudo bem, vocês estão precisando emitir 8 bilhões aí, se o banco quebrar, eu assumo essas dívidas. E o que o ministro está dizendo é o seguinte, olha...
Se virem aí. Esse é um problema de vocês. O poder é de vocês. Segura, Celina Ibanez, Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro. É por vocês. Vai. É mais ou menos isso. É isso aí. A Regina mandou aqui, digo, jovem ator e cantor, xao zan.
disse ela. Também não. A gente agradece aqui as sugestões. Vamos lá, trazendo aqui uma outra matéria para a gente comentar. O crime, Carlos, desculpa. Carlos César dizendo, isso que eu divini já era, destruí tudo em prol do CD na época. Olha lá. Chega a dar uma dor no coração. Eu nem vou contar a minha história para vocês, para vocês não ficarem com pena de mim. É um vincínio.
Tá bom, vamos lá. Alckmin critica a taxa de juros alta e defende o modelo de inflação do FED, que exclui energia e alimentação. Ele disse assim, abre aspas, deveríamos verificar o modelo do FED, que exclui energia e alimentação, da análise da inflação para definição da taxa de juros, disse o vice-presidente Aquiles. Daphne, queridíssima e também comunidade, eu queria...
Trouxe esse tema do ministro, aliás, do vice-presidente. Acho que é ex-ministro, que ele se diz em compatibilidade. Ex-ministro, porque ele está agora concorrendo como pré-candidato a vice novamente, me parece. Isso, exatamente. E essa ideia, esse argumento já foi vocalizado em uma oportunidade anterior pelo Alckmin.
e me parece razoável a gente tratar isso, e ele não é levado ao debate, que é excluir do cálculo da inflação fatores que fogem ao domínio do governo, do país.
Então, essa energia que está submetida às intempéries dessa guerra do petróleo e de um ataque dos Estados Unidos ao Irã ou do fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã, que o Brasil não tem absolutamente nada a ver com isso, porém é impactado. Isso vai influir na conta da inflação.
Então, o Brasil está sendo, vamos dizer assim, ele acaba se auto-penalizando do ponto de vista fiscal por fatores que não estão dentro da sua alçada, energia e alimentos.
Então, essa ideia do Geraldo Alckmin me parece razoável, porque a gente tem uma pressão muito grande em torno da inflação, o que é utilizado como argumento principal para esses juros que nos últimos 12 meses já consumiram, se eu não me engano, 1,2 trilhão de reais.
do dinheiro público, né? Então, assim, precisamos fazer alguma coisa para mudar isso. E o Alckmin está dando, talvez, uma luz aí.
É isso aí. Bom, Aquiles, deixa eu agradecer aqui ao perfil de Glaucia. Separando a pessoa do artista, traduzir-se é maravilhoso. Se tivesse que eleger o melhor LP do Brasil, seria o Grande Circo Místico. Maravilhoso também. Com a imensa vantagem de não precisarmos separar artista e pessoa. Chico e Edu Orconcô. De fato, na hora que o Aquiles falou assim, a gente tem que separar o artista exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange exchange
da pessoa, o que ele produziu como arte. Eu logo lembrei do Chico, porque esse a gente não precisa separar mesmo. Mas vamos lá, gente, tocando aqui o Bom Dia, porque... É verdade, é verdade. Mas são poucos, Gilberto Gil também, eu diria. É, Gil, com certeza. Bom, queria... Não diria Caetano Veloso. Não, Caetano não. Aquela fotinha dele com o Bretas me marcou. Perdoa, porém não esqueça.
Sim, verdade. Eu adoro o Caetano, mas, de fato, os posicionamentos políticos dele são, de longe, não são bons. Mas queria falar um pouquinho agora desse Desenrola Brasil. Está aqui a matéria da Agência Brasil Lula. Desenrola Brasil ajudará a população a tirar a corda do pescoço. Ontem a gente anunciou esse programa. Será possível negociar débitos no cartão de crédito e cheque especial. Não é isso, Aquiles?
Exatamente. Uma medida importantíssima para essa população que está endividada. Ontem foi o anúncio das medidas, a assinatura da criação do novo Desenrola Brasil, que vai desafogar essa população que ganha até 5 salários mínimos, ou mais ou menos 8 mil.
de poucos reais. Uma outra informação importante também é que quem tiver dívidas, débitos, quem tiver no Serasa ou no outro serviço de proteção do crédito, por dívidas de até 100 reais, automaticamente serão limpadas, o seu nome será limpado se você tiver devendo menos de 100 reais.
E aí os descontos também para quem está endividado, vão de 30% até 90%, e com taxas de juros também muito reduzidas. É uma excelente oportunidade. Também tem a possibilidade de você utilizar o seu...
um percentual de até 20% do seu UFGTS, que está para ajudar na renegociação das suas dívidas, e tem esse dispositivo de bloquear o CPF das plataformas que estiverem em renegociação das dívidas, das plataformas de aposta online. Então, presidente Lula...
acaba atingindo dois fatores importantes que estavam pressionando a sua aprovação, que é o endividamento das famílias e também alguma permissividade, vamos dizer assim, nessas apostas online, nas bets, vamos dizer assim, tanto as legais quanto as ilegais, que são as que ocupam a maior parte do mercado.
O perfil aqui do Orlando pergunta se ele pode renegociar consignados ou pode prolongar as parcelas. Você sabe responder ao Orlando? Pode sim. Se você estiver... Você está inadimplente ou adimplente? Porque não sei se atende adimplentes, mas não sei te dizer, na verdade.
Bom, a gente vai pesquisar aí, era só uma dúvida aqui de um internauta, né? Obrigada, gente. Vamos deixar o like aí e compartilhar essa live, que é muito importante para a gente, para a gente aumentar o nosso alcance, né? Aquiles, eu queria pedir para você falar um pouco também sobre a...
manutenção, a gente já falou aqui mais cedo, do Jacques Wagner pelo Lula. O Lula recusando essa acusação de que o Jacques Wagner foi, digamos assim, ele teria traído ali naquela negociação, traído o governo na negociação da indicação do Messias no STF. Pois é. Veja só, assim...
A gente vai de Jax Wagner, de traidor, de Messias, a uma pessoa inocentada, pelo que a gente está no tribunal da internet e das redes sociais e desse noticiário avassalador. O fato é que o presidente Lula não o considera ter sido traído pelo seu líder, Jax Wagner, tanto é que ele permanece na liderança do governo e também Então, eu vou deixar aqui.
enfim, isento, incólume de qualquer avaliação de ter trabalhado contra ou se aliado a Davi Alcolumbre para barrar Jorge Messias. Então, dito isso, alguma coisa não fecha aqui nessa conta. Eu queria colocar aqui para vocês, que é, se Jacques Wagner não traiu o governo...
se Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, que negou que tenha agido contra o Jorge Messias, se o Randolfe Rodrigues disse que Davi Alcumbre é tão necessário para a manutenção e a governabilidade do governo Lula, como é, o que houve então? Quem que errou?
Ou a gente pode presumir que o indicado, o AGU, Jorge Messias, foi colocado como um boi de piranha ali para ser derrotado. O governo não sabia que ia ser derrotado, e por que colocou para votação, por que estimulou para votação na CCJ?
uma sabatina que claramente estava se encaminhando para dar ruim. O governo partiu para o embate e perdeu, mas ele sabia que ia perder, porque isso faz toda a diferença, do ponto de vista da leitura, da leitura de cenário que está se colocando.
foi feito uma derrota porque o Messi se aliou ao André Mendonça, porque ninguém sabe as medidas, porém, o que a gente está vendo aí são sinais de que é, Luciana Barros também, acho que fui eu, né, Luciana Barros dizendo aqui, quem errou fui eu, Aquiles. Não, assim, houve alguma coisa aí.
ou o governo não tinha, ou foi mentira, foi uma fake news que disseram que o governo Lula teria sido informado que ele teria 45 votos.
Aconteceu alguma coisa aí e ficou muito ruim para o governo. Assim, trocando em miúdos. Aconteceu uma derrota política, não se sabe a culpa de quem seja. A pessoa que foi acusada nas redes sociais de ter participação nisso foi inocentada por todo o comandante do processo, que é o presidente Lula, e agora a gente é meio que bola para frente, sabe?
Não vamos tentar entender esse processo, vamos ver como é que o presidente Lula vai sinalizar daqui para frente, se ele vai reapresentar o Messias, se vai ser um outro nome, está se falando agora no Bruno Dantas, que é ministro do Tribunal de Contas da União, que foi um dos nomes ventilados no início, quando Jorge Messias foi colocado, aventado. Acho que até durante a escolha do Flávio Dino, ele também havia sido, se não me engano.
aventado, Bruno Dantas, que é da Paraíba, se não me engano. Ele, ministro do TCU. Então, está aí, a gente está no compasso de espera, Daphne. Enquanto isso, a gente vai ver o que é que o presidente Lula vai trazer.
no Aerolula, da bagagem lá de Washington, quando ele vai se encontrar com Donald Trump. Sei que o nosso tempo está correndo aqui, então se a gente puder falar sobre isso também? Não, exatamente. Tem essa...
Tem esse encontro onde até o Joaquim focou bastante na questão das terras raras. Então, ele deve tratar das tarifas, dos minerais críticos, enfim, da guerra no Irã. E a gente está nessa expectativa desse encontro. É isso, Aquiles? Pois é, Daphne. Ontem a gente deu lá quase...
em primeira mão, quando foi anunciado que o presidente Lula iria para Washington, nessa visita com Donald Trump, não era algo que a gente estava esperando ali na agenda, quando o presidente voltou da Europa, a gente achava que ele iria ficar mais no Brasil, mas não, ele atendeu esse...
essa negociação aí avançou e ele vai para lá. O que eu queria destacar desses temas que a gente está, que você já comentou aí, Daphne, que estão na pauta da conversa entre o Lula e o Trump, que são as terras raras, a questão do tarifácio, que em alguns aspectos ainda...
persiste, e também esse combate às facções criminosas, essa coisa de designar o Comando Vermelho, o PCC, como organizações terroristas, tudo isso vai entrar na pauta, nas eleições também, no Brasil, eu imagino. E eu gostaria de defender que o presidente Lula, no que toque as big techs, defenda...
e coloque em disposição, defenda o PIX, a pauta do PIX, Daphne, porque o PIX hoje é um produto de orgulho nacional brasileiro.
que atingiu um importante nicho de mercado dominado pelos estadunidenses, que são as operações financeiras de cartão de crédito, por exemplo. Com a criação do Pix, as administraturas de cartão despencaram, e são estadunidenses, Visa, Mastercard, então isso provocou também, além das big techs, esse interesse de querer entrar em pagamentos instantâneos, como WhatsApp, etc.
vamos ver, torço para que o presidente Lula não faça qualquer concessão em relação ao PIX, que não seja a concessão de... Vocês querem fazer um PIX aí para vocês? A gente ensina vocês. A gente faz.
A gente faz, a gente diz para vocês como é que vocês têm que fazer, para vocês, vamos dizer assim, criar um sistema de pagamentos instantâneo.
e não que nós vamos nos abaixar para mudar o nosso, porque é de interesse de vocês, porque está atingindo vocês. Então, que o presidente Lula defenda a soberania do PIX, entre os outros temas que serão discutidos, e notadamente no que diz as terras raras.
que o processamento, que a tecnologia utilizada para a separação e depois para a utilização desses elementos críticos pelas indústrias sejam feitas no Brasil, com tecnologia de preferência nacional. Então, é isso que eu espero. E espero também que o presidente Lula não seja alvo de nenhuma emboscada, de nenhum comportamento postil do presidente estadunidense que está ali.
Ele está precisando de uma boa notícia para dar para o seu povo, está com a popularidade lá embaixo. Talvez eu acho que ele queira sugar um pouco da energia boa do Lula para ver se ele se apresenta de uma maneira mais competitiva para a sua própria população. Eu acho que a gente tem que mandar muitas energias boas para o Lula, para ele ficar fortalecido, porque não é nada simples essa missão, mas eu confio que o presidente vai defender a nossa soberania. É isso da frente.
Obrigada, Aquiles. Grande beijo. Boa continuação do seu trabalho. Valeu. Um abraço para você, para a nossa comunidade e para todos vocês. Tchau. Tchau. Muito bem, gente. Hoje a gente vai ter aqui a entrevista com a ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, pré-candidata ao Senado por São Paulo, trazendo aqui antes de trazer a Marcelo Aulé. Bom dia, Marcelo. Tudo bem?
Bom dia, Daphne. Bom dia, comunidade 247. Vocês estão me ouvindo direito aí com esse fone aqui ou tal? Sim, está perfeito. Ó, deixa eu só dar uma informação antes, tá? Deixa. Na limpeza geral que está sendo feita no Rio de Janeiro, mais um deputado preso, deputado Tiago Rangel, hoje, lá da área de campus, ligado a Rodrigo Bacelar, que também já foi preso.
Foi preso por ele, está ligado com o comando vermelho. E a partir do celular do Rodrigo Bacelar, estão descobrindo um esquema de obras e reformas em escolas no norte fluminense, o Rodrigo Bacelar também é de Campos, norte fluminense, para desviar recursos que vão para empresas de lavagem de dinheiro ligado a combustível. Olha o rolo que é isso.
Isso, infelizmente, é o Rio de Janeiro. Ainda bem que tem um governador interino que só ontem demitiu mais 130. Agora podemos chamar a ministra Simone Tebet, que essa é uma entrevista que estou chorando para fazer há quase um ano. Bom dia, seja bem-vinda aqui, ministra, à TV 247 mais uma vez.
Bom dia, Daphne, bom dia a todos da comunidade 247. Depois dessa, não vou nem cumprimentar o Marcelo, viu? Só porque estou chorando? É, porque o Marcelo, acho que você é o jornalista com quem eu mais falo, 247. Não é verdade! Não, 247 não é verdade. A senhora fala com muita gente. Falou com a minha amiga, vou lhe contar uma coisa, e eu até admiro ela, a Mônica Bergamo.
A senhora sabe que eu devo o meu primeiro prêmio ESSO à participação da Mônica Bergamo, ainda como estagiária, na revista Veja.
A senhora devia estar entrando ainda no vestíbulo lá em 92. E nós já estávamos lá. Já estava formando, eu já estava formando em 92. Entrei na faculdade com 16 anos no Rio de Janeiro, em 92 já estava formada, Marcelo. Aliás, em 92 eu estava como professora substituta, já fazendo uma pós-graduação. Aos 22 anos eu já estava dando aula de direito administrativo, direito constitucional nas universidades como professora substituta.
Mas, Marcelo, você tem uma desvantagem em relação à Mônica, em relação à Daphne. Eu disse que a minha primeira entrevista que eu daria como pré-candidato ao Senado seria a uma mulher. Então, você vai ter que nascer de novo para ter a primeira entrevista. Deixando aqui de forma muito carinhosa, pelo respeito, o carinho de Sábia. Bom, eu acho que eu sempre chamava a senhora de ministra, agora eu vou ter que chamar de novo de senadora, como eu lhe conheci um dia.
Porque já está eleita, né? São Paulo não vai deixar perder... São Paulo não vai perder essa chance, pelo que eu saiba, né? Não, Deus te ouça. Acho que o projeto é maior, né, Marcelo?
Eu sempre imaginei, eu imaginei realmente que eu pudesse em 2026 estar pensando talvez em voltar para casa, continuar fazendo a política que eu sempre fiz desde novinha, mas assim, como professora universitária, nos bastidores, jamais imaginei que estaríamos em 2026 nesse cenário ainda, de tanta...
tanto ódio, tanta fake news, tanta polarização, e que a gente tivesse que, de novo, disputar um projeto que é um projeto de país. O que está em risco em 1926, e eu disse recentemente para a Mônica, inclusive, que falaram que a população está cansada do Lula, falei, gente, a gente não pode estar cansado de desistir do Brasil nunca, deixa para se cansar do Lula depois de 2030, ou seja, após a eleição de 1926, porque o que está em jogo é o nosso país.
Eu vi aqui a discussão em relação a Trump, o que está em jogo é democracia, é soberania, é avanço nas pautas civilizatórias, não termos de novo a extinção de políticas públicas que foram extintas. A gente está falando de terras raras, eu só rapidamente sobre esse assunto.
foram quatro anos sem Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, sem investimentos no governo passado, e nós estamos pagando um preço, nós vamos precisar de parceria com a China, com os Estados Unidos, com a Ásia, com a Europa, para trazer tecnologia, para não perder a janela de oportunidade em relação a terras raras. Imagina quando a gente tem a segunda ou terceira maior reserva do mundo. E a entrevista, acho que tem absoluta...
razão e acho que esse é um é o tema central da conversa com o Trump eu não tenho dúvida que a economia e portanto que interessa os Estados Unidos são as terras áreas e aí pedir realmente muitas bênçãos do céu para que o presidente Lula esteja no dia absolutamente iluminado
porque o que a gente quer é parceria para explorar aqui, dentro dos nossos termos, para que não aconteça o que acontece com as nossas commodities. O boi vai sangrando, os grãos vão in natura e voltam dez vezes mais caro, o mesmo produto brasileiro, porque a gente não processou aqui.
Então, as terras raras, nós precisamos de parceria temporariamente em relação à tecnologia, até nós avançarmos na tecnologia que não é simples para o custo-benefício desse produto ser processado no Brasil, mas a parceria sobre as nossas regras. Quer dizer, o produto não pode sair natura daqui. Nós temos que gerar emprego aqui, valor agregado aqui. Eu acho que esse é um dos temas, eu sei que eu estou me adiantando.
mas fiquei emendando a pergunta que a Dafne fez anteriormente. Eu acho que esse é um dos temas centrais da conversa que vai ter hoje, na quinta-feira, com o presidente Lula nos Estados Unidos. Marcelo. Ministra, então, deixa eu só lhe fazer uma pergunta. A senhora é favorável ao Terra-Bras, como estão falando, uma empresa estatal que vai administrar isso e que me parece que o governo Lula não está muito favorável a essa ideia?
Sabe por quê, Marcelo, o governo não está favorável? Primeiro que nós teríamos que discutir com o Congresso Nacional, nós não temos tempo. A questão não é se vamos ter mais uma estatal ou não vamos ter uma estatal. Vocês sabem o que eu penso, né? Eu sou muito equilibrada nesse raciocínio. Eu não acho que tem que ser Estado mínimo, nunca fui favorável a isso, mas também não tem que ser Estado máximo, tem que ser o Estado necessário para atender aquilo que é relevante. É papel do Estado.
cuidar da educação, cuidar da saúde, cuidar da segurança pública, enfim. Mas, quando nós temos urgência, como neste caso, se vamos ter uma estatal ou não vamos ter estatal, o que interessa é o modelo, é o marco regulatório da exploração dos minerais críticos no Brasil, com ou sem estatal.
Se o caminho for melhor com estatal, uma estatal eficiente, eu não sou contra isso, eu só acho que nós não temos tempo, e diante desse cenário que se avizinha, eu sou um pouco temerária. Se nós tivermos mais rapidez, mais eficiência, com o controle do Estado, porque é o Estado que é detentor do subsolo, então nós não precisamos ter medo, é nas regras do Estado, com as parcerias públicas e privadas do Estado, que se vá dessa maneira, o que a gente não pode perder a janela de oportunidade.
Nós não podemos perder a janela de oportunidade, que nós perdemos já com outras questões. A gente tem pouca margem hoje para transformar o Brasil, que nós queremos, que é um país, o que é um país envolvido. Porque a janela de oportunidade está se fechando. Daqui 10 a 12 anos, nós seremos um país de velhos, de idosos. Eu serei uma delas. Antes de ficar rico enquanto nação. Diferente da Europa, que envelheceu, mas enriqueceu antes.
Então, não podemos perder a oportunidade da energia renovável, dos minerais críticos e de avançarmos em relação a algumas pautas. A gente fala do pré-sal, por exemplo. Precisamos voltar a refinar no Brasil.
se vai ser estatal ou não estatal, dentro das regras que seja bom para o país. É assim que eu advoco. Tem gente que... Eu não consigo nunca me enquadrar no 8 ou no 80. Se é a favor ou contra estatais no Brasil. Depende. Acho que depende do que for dentro dessas regras, num mundo tão complexo quanto os nossos, a gente não pode ter essa... Não pode ser binário. Eu, pelo menos, não sou.
Deixa eu agradecer aqui a Regina Lissima, que manda aqui um superchat para a gente, desejando boa sorte para a senhora. E aí eu queria entrar nessa questão das eleições, se Marcelo me permitir. A senhora afirmou que São Paulo vai ser decisivo em 2026. Na sua avaliação, o que torna essa disputa paulista tão estratégica para o projeto de reeleição do presidente Lula, senadora?
Daphne, é uma percepção muito forte, estou andando em São Paulo, já estou aqui há algum tempo, e é uma percepção muito forte. Tem um ditado que diz que quem ganha em Minas ganha a eleição, isso pode até ser verdade, mas nessa eleição específica, pelas últimas pesquisas que vimos, estamos até que eleitoralmente um pouco mais tranquilos em Minas do que em São Paulo, e precisamos diminuir a distância da diferença do...
eleitoral que tivemos em 22, quando perdemos, com uma diferença, para 26. E por uma razão matemática, São Paulo tem um quarto praticamente do eleitorado, 24, 22, 24% de todo eleitorado do Brasil.
não é pouca coisa. Não é à toa que o presidente Lula escalou um time de excelência para vir para cá. Eu estou falando em relação aos demais, não em relação a mim, eu sou café com leite nessa conta. Nós estamos falando de o vice-presidente, que é de São Paulo, que vai continuar como pré-candidato a vir para o vice-presidente da República. Nós estamos falando de Marina Silva, ex-ministra e senadora, todo mundo conhece a história dela.
Nós estamos falando de Márcio França, ex-ministro, ex-governador de São Paulo. Nós estamos falando do ministro Haddad, que todo mundo conhece, eu vou falar do currículo dele. E eu como ex-ministra e senadora. Então, nós estamos falando de cinco pessoas compromissadas com o país, que visam o bem comum.
que têm experiência, têm história, têm ficha limpa, têm um processo de serviços prestados, e quem é que eles têm do lado de lá. Então, como política é uma comparação, eu sou muito esperançosa que São Paulo vai reconhecer, através de todos nós, que sermos porta-vozes desse projeto de avanço do que foi o Brasil nos últimos quatro anos. Não é pouca coisa tirar 20 milhões de pessoas do mapa da fome. Nós estamos falando aí...
de uma Portugal inteira, mais do que isso, nós estamos falando de quantos Paraguais, quantas Bolívia, Uruguai, nem se fala, que saíram em menos de dois anos do mapa da fome. Nós estamos falando de uma inflação que, ainda que esteja alta, para a população...
mais humilde, especialmente os alimentos, absolutamente controlada. Nós estamos falando da era do pleno emprego, nós estamos falando em processos de avanço, nós estamos avançando em tecnologia, nós estamos avançando e nunca deixamos de avançar enquanto tivemos o governo do presidente Lula na área da educação, da saúde, enfim. Política é comparação. É verdade que alguns fatores geopolíticos externos atrapalham.
É verdade que nós temos preocupação com o cenário de guerra que impacta a inflação. É verdade que a população está endividada e é um dever do Estado, portanto, é um dever do presidente Lula, é um dever nosso, de quem está no poder ajudar a resolver essa questão, que com os juros altos, com essa insegurança, nós temos uma população hoje...
com níveis recordes de endividamento. Então, eu aplauso com muita ênfase esse desenrola dois. Sou absolutamente combativa quando falam que é um projeto eleitoreiro. Só quem sabe o que é dever sabe que não dá para dormir direito, a angústia que tem no peito, não dá para esperar sete meses para falar vou esperar o próximo presidente para lançar.
um projeto como o Desenrola, que vem muito mais fortalecido que o Desenrola 1, que vem mais eficiente, que vem com o digital, que atende em diversos aspectos o jovem.
com o desenrola para a juventude, o campo para a agricultura familiar, para o pequeno, também para o médio, o desenrola para a população que ganha, considerado aí população de classe média ou dos trabalhadores. Então, eu vejo esse desenrola muito mais eficiente e acho que vai ser um sucesso. Estou extremamente otimista com o processo eleitoral.
Não tenho medo do debate e muito menos de confrontar os dados do que foi a era Bolsonaro e do que é a era Lula. Agradecendo aqui... Deixa eu só ler aqui o Saulo Cruz, Marcelo, já passo para você. Saulo Cruz, considero a Simônia Coringa do campo democrático, pode exercer bem qualquer cargo público de relevância, a exemplo do Senado, Governo, Presidência ou STF. Obrigada, Saulo. Diga, Marcelo.
Ministro, então eu quero saber o seguinte, a senhora fala das muitas entregas que o governo deu e todos nós reconhecemos isso. Mas a população está reconhecendo isso? Nas andanças que a senhora tem por São Paulo, a senhora acha que o eleitor de São Paulo, aquele que lhe confiou muitos votos em 22, vai dessa vez confiar votos em Haddad? Vai conseguir eleger o Haddad governador?
Marcelo, nós temos que ser realistas e não nos enganarmos. A reeleição do presidente Lula é mais fácil do que a eleição do ex-ministro, do meu querido amigo Fernando Haddad. Eu estive com ele no início da semana passada, no meio da semana passada, e nós conversamos muito sobre isso. Primeiro, o Tarcísio não é imbatível.
Tem telhado de vidro, nós vamos falar o que foi a falácia da segurança pública, diminuiu um pouquinho, roubo e furto de celular, etc. Mas nos últimos anos morreu mais gente em São Paulo do que na Síria, que está em guerra civil há quanto tempo. Então, nós vamos mostrar o pouco que tem.
de números para mostrar que há muita falácia em cima dessa competência, dita competência do governo. Então, não é uma eleição fácil, mas é uma eleição possível. Eu vejo hoje um Haddad animado, ele sabe da responsabilidade que ele tem, está com a equipe montada, já está aí dentro do que permite o processo eleitoral, porque a gente tem muito pouca mobilidade para tratar ainda de eleição.
já fazendo o dever de casa, já acionando e aquecendo as suas redes sociais, eu estou fazendo a mesma coisa, tive uma surpresa muito grata de ver o reconhecimento também nas redes, um vídeo que postei até fazendo uma crítica muito pesada e muito firme contra aquele assessor.
do governo americano em relação a todas as mulheres brasileiras, porque é inadmissível, bateu mais de 5 milhões de visualizações. Então, vejo a população começando a querer, que é a sua pergunta, entender de política. E quando me abordam na rua, e as pessoas me reconhecem muito aqui em São Paulo, elas perguntam se vai ser candidata a quê? Quem é que vai para a chapa? Começa a haver um interesse. Então, de forma objetiva, Marcelo,
Eu vejo mais uma curiosidade nesse momento com o processo eleitoral do que qualquer outro sentimento de cravar voto, dizer voto, não voto. Isso é muito bom. E mais importante, eu acho que pela primeira vez em muito tempo, olha que eu já estou com seis mandatos consecutivos, enfim, eu faço já política desde a época do meu pai.
pela primeira vez eu estou vendo que há um interesse para o bem ou para o mal, e a gente vai trabalhar para que seja para o bem, com as vagas no Congresso Nacional. Eu acho que vai haver uma percepção até lá da importância de se eleger bons parlamentares, tanto no Senado quanto na Câmara.
porque ali serão questões decisivas que serão discutidas. Nós sabemos que ali passa discussão que envolve ministro de Supremo Tribunal Federal, que envolve avanços ou retrocessos em relação, por exemplo, que a gente acabou de mencionar, em relação às terras raras, e na parte de direitos, da pauta de costumes e direitos humanos também.
Então, acho que a percepção da população é nesse sentido. E o lado de lá vai fazer a sua parte, está fazendo a sua parte, nós vamos ter que fazer também. Vai ser um bom embate, eu estou muito animada para ir para as ruas, porque a gente pode ir com cabeça erguida, a gente pode ir dizendo que a gente tem um presidente que olha no olho, um presidente que é humano, um presidente que se importa com as pessoas, diferentemente do lado de lá que deixou...
700 mil irmãos e irmãs morrerem por atraso da vacina da Covid. Eu vou só insistir numa outra questão. A senhora falou assim, não, sempre disseram que Minas é importante, quando quem ganha em Minas leva o prêmio, não sei o quê. Houve todo esse episódio...
do Jorge Messias, que ele foi barrado, e há o que se fala de um entrave, uma briga entre o presidente Lula e o presidente Alcolumbo. A senhora acha que Rodrigo Pacheco vai desistir de ser candidato a governador em Minas, que seria uma forte chance do Lula ter um palanque forte lá?
Marcelo, eu conheço o Rodrigo Pacheco, foi meu colega no Senado, hoje é meu colega de partido. Ele é muito equilibrado, ele pondera muito, ele toma decisões baseadas em dados.
Eu acredito que ele vai aguardar as próximas pesquisas, a gente só vai conseguir ter essa informação talvez daqui a 30 dias. De qualquer forma, eu advogo que com o Rodrigo Pacheco ou sem o Rodrigo Pacheco, nós precisamos realmente estar ao lado de um político que nos dê palanque, que obviamente nos dê conforto, que tenham pelo menos as pautas que se assemelham às nossas. Eu mesmo não penso igual ao presidente Lula, vocês sabem da minha linha.
E eu sempre digo, mas aquilo que é fundamental, que é a base, que é desde democracia à soberania, passando por políticas sociais que impactem, que melhorem a vida das pessoas, essa sinergia me aproximou muito do presidente Lula. Acho que nós temos condições.
de achar um nome em Minas, que também tem esse mesmo perfil. Lembrando que Marília, fortíssima candidata ao Senado, que é do PT, tive a oportunidade de conhecer até na campanha de 22, eu estive em contagem na cidade dela, ela me recebeu quando eu fui lá no segundo turno.
e é fortíssima candidata vai puxar muito voto acho que ela é uma uma pré-candidata não pode falar em candidatura ainda que dificilmente vai perder a vaga e isso ajuda muito além de ser mulher dialogar também com eleitorado feminino que a gente sabe que a maioria da população brasileira acredito que o presidente vai ter falando com o Rodrigo Pacheco sem Rodrigo Pacheco espero que seja com Rodrigo de novo é do meu partido
dialoga com o centro, nós precisamos dialogar com esse centro, porque o voto da esquerda o presidente Lula já tem. Eu queria falar, inclusive, sobre isso ainda. Ao comentar a sua saída do MDB, a senhora disse que o partido se tornou cada vez mais fisiológico. O que mudou na legenda e que tipo de reorganização a senhora esperava ver, então, lá nesse partido?
Eu sempre falo que eu saí de uma casa que me abrigou por 30 anos, então é uma casa que eu jamais sairia atirando pedra. Eu tenho um reconhecimento muito grande e uma parceria que nunca me faltou do presidente Baleia Rossi. Ele sempre foi um grande parceiro meu. Tudo que se comprometeu comigo, de apoio, que não era financeiro, a gente não tinha dinheiro para fazer campanha, mas que era de apoio estrutural e emocional, eu tive por parte dele. Até a saída.
foi uma saída muito negociada e dialogada. O MDB, desde sempre, foi um partido de parlamento, um partido que nunca se propôs a lançar candidaturas à presidência da República, a não ser quando precisava reorganizar internamente o seu partido. E foi o caso em 1922 quando me chamou. Quando me chamou, não foi para ganhar a eleição.
foi para o seguinte, olha, o MDB está absolutamente dividido, vai rachar, nós vamos perder membros, se a gente apoiar um candidato ou apoiar outro, metade sai. Então, eu fui aquela candidata no primeiro turno, que era para aglutinar, isso tudo foi combinado, isso nunca foi me prometido algo que não fosse cumprido. Mas é importante fazer, até pelo carinho que eu tenho pelo partido, um reconhecimento que o MDB de hoje, não é o MDB que meu pai ajudou a fundar,
há mais de 40 anos, não é o MDB que eu faço militância desde que me entendo por gente, não é o MDB de Ulisses Guimarães que abrigou todas as forças políticas e ideológicas quando a ditadura fechou os partidos políticos. É um partido que, por ser regional, por ser...
aquele que dá força para os seus diretórios regionais, acaba não tendo unidade. Foi o que aconteceu em São Paulo. São Paulo já tinha lado, e eu jamais estaria do lado que o MDB regional de São Paulo está. Então, eu teria dificuldade de atender um pedido do vice-presidente Geraldo Alckmin, do João Campos, presidente do PSB, e do próprio presidente Lula, de vir me candidatar para São Paulo.
que eu não poderia estar no palanque de um projeto que eu acredito. Então, diante de tudo isso, o que eu vejo por conta dessa regionalidade do partido é um partido que realmente acaba, vai precisar fazer uma DR e se reencontrar após a eleição em 2022. Eu torço para que isso aconteça.
Eu acho que um partido democrático da grandeza do MDB é fundamental, inclusive para qualquer governo, o que sempre deu. Eu acredito, inclusive, que a maioria desse toma lá da cá, desses partidos do centrão que surgiram, e partidos, inclusive, de extrema direita, surgiram quando o MDB, que era a grande força de centro...
se apequenou em quanto número? Compare o que foi a bancada há 12 anos atrás e o que a bancada do MDB desses últimos 3, 2 anos. Então, eu torço realmente para que o MDB se reorganize, se não ele, qualquer outro partido de centro. Não há governabilidade no Brasil, que é um país polarizado, dividido.
onde você tem divisões de todos os espectros, sem um grande partido de centro. Então, é nesse sentido que eu me posicionei em relação ao MDB. Ministra, voltando aqui. A senhora, como todos sabemos, e a senhora não nega isso, é uma pessoa de centro, vinda do agronegócio, defende o agronegócio, e aí já...
conservador em alguns aspectos, me parece, mas já vem a pergunta assim, como fica a ministra diante da questão da demarcação de terra indígena? Diante da questão da necessidade de reforma agrária? Isto vai colidir com o eleitor conservador do interior de São Paulo?
De forma alguma, Marcelo, já tive a oportunidade de pronunciar sobre isso. E eu falo sempre lembrando a minha história. Você começou a falar lá em 92, em 95 eu já estava fazendo mestrado aqui em São Paulo e eu optei por uma pauta que ninguém falava, que era a pauta ambiental. Fiz mestrado em Direito Urbanístico e Ambiental. Porque eu sempre entendi que não existe produção sem preservação do meio ambiente.
não existe vida, então não existe mais nada sem preservação do meio ambiente. Mas, de novo, não é 880, você pode produzir com sustentabilidade. Lembre-se da Embrapa, que conseguiu, graças à tecnologia, fazer com que a gente dobrasse a produção, exportasse muito mais, tendo safras recordes de produção.
justamente pela tecnologia que nos permite produzir mais na mesma quantidade de terra, sem precisar derrubar uma árvore, sem precisar desmatar, sem precisar poluir nossos rios, até porque sem a água a gente não tem a produção. Da mesma forma, nós estamos falando de um país continental. Eu não conheço um país continental do tamanho do Brasil que deu certo sem fazer de alguma forma uma reforma agrária.
E não é incompatível, nós não estamos falando de coisas distintas. É possível, nós temos a quantidade de áreas públicas, de áreas devolutas, inclusive de áreas improdutivas. O que eu advogo só, e acho que talvez essa seja uma das razões por que o Centro-Oeste e o interior de São Paulo é refratário aos governos do PT, é que no passado...
agora, eu acho que houve um amadurecimento do MST, houve um amadurecimento nessa pauta, é que é o temor, é a insegurança jurídica das invasões. Então, eu sei que isso pode se aferir a alguns ouvidos, mas isso na cabeça, estou falando como alguém que conhece o setor, na cabeça do...
do agricultor, do pecuarista, do grande agro, isso vale mais, depõe mais do que você ter linhas de financiamento, pro agro, plano safra recorde. Não adianta dar dinheiro e ele ter a insegurança que ele pode ter uma área invadida. Então, dentro desse aspecto...
Eu acho que o meu papel é mostrar que houve um amadurecimento nessa pauta, que a agricultura não briga com a agricultura familiar, a gente não vive sem a agricultura familiar no Brasil, porque é quem põe alimento na mesa do trabalhador. Nós, o grande agro, o médio, eu não sou grande, tá? Deixar bem claro.
o médio, ele exporta, ele não alimenta necessariamente, com exceção da carne vermelha e alguns outros produtos, então não há briga, se não há briga do grande agro com a agricultura familiar, não há briga do agro com o meio ambiente, não pode haver pelo menos, e muito menos, em relação a cumprir a Constituição Federal. A Constituição Federal é clara, eu sou constitucionalista, ela é clara. Havendo uma área considerada, historicamente considerada,
dos povos originários, há que haver a demarcação. O parênteses que eu sempre fiz, eu procurei resolver isso no Senado, quando fui senadora, foi aprovado por unanimidade no Senado, mas por outros interesses paralisou-se na Câmara, foi garantir que, diante da omissão do Estado, da inércia do Estado, porque a Constituição dava cinco anos para haver demarcação, que nós pudéssemos, em áreas comprovadamente ocupadas pelo produtor, que normalmente é pequenininho,
Quando a gente fala em demarcação de área indígena, nós estamos falando de área grande, que tem ali 30, 50 pequenos ou médios produtoras, nós estamos falando de 10 hectares, de 20 hectares, de 30 hectares, de 50. Nós estamos falando, às vezes, de 200 famílias ou mais que teriam que ser desalojadas.
que pelo fato dessa omissão do Estado, dessa demarcação tardia, ter quase que feito ali, quase que não um direito adquirido, porque não existe direito adquirido contrário à legislação, que se pudesse fazer o pagamento.
prévio, justo e em dinheiro. Isso avançou bastante. Eu vejo também esse assunto, eu falo muito com a Soninha, com a Sônia Guajajara sobre esse assunto, para os povos indígenas e originários, pouco importa se vai ser indenizado ou não indenizado, ele quer a terra, é um direito dele. E essa discussão de que não pode indenizar está só prejudicando.
As minorias só estão prejudicando aquele que tem direito à terra e não consegue a terra, que são os povos indígenas. Então, de novo nesse ponto, eu acho que a virtude está no meio, no equilíbrio. Vamos continuar demarcando, mas vamos demarcar de forma segura, garantir sem conflito, sem mortes, que é o que normalmente acontece quando se geram os conflitos, a indenização apenas nas áreas, leia-se, que realmente haja boa fé, o justo título daquele que comprou.
Então, Marcelo, tanto em relação à pauta ambiental, em relação à reforma agrária, em relação à demarcação de áreas indígenas, eu não mudei de lado, se vocês olharam a minha fala do primeiro dia no Senado Federal, há mais de 10 anos, eu tenho advogado esse equilíbrio. E acho que tem a razão, só vou dizer por quê, aqui vendendo um pouco o peixe. Se a gente tivesse feito com esse equilíbrio, a gente teria muito mais área demarcada, a gente teria uma reforma agrária.
mais eficiente. Nesse ponto, a gente precisa colocar mais recursos no orçamento, é verdade. E acho que o agronegócio também, ao longo do tempo, já evoluiu, porque a gente percebe que tem muito homem do campo, agricultor, que sabe que o filho não quer mais morar no campo e que se prontifica a vender a propriedade, mesmo produtiva, para poder, enfim, tocar sua vida de outra forma. Eu acho que esse é um grande e bom desafio. Acho que é uma boa...
Você está me lembrando aqui, mas se eu pudesse dar um pitaco no plano do governo do presidente Lula, é dar um enfoque nessa área, no plano dele, de uma forma mais assertiva, a garantir para os dois lados esse direito e esse equilíbrio. Porque a gente tem que defender as minorias como uma prioridade absoluta, mas a gente tem que governar também para todos.
Muito bem, Marcelo Auler, ministra, senadora, a gente infelizmente tem que encerrar a nossa entrevista, porque deu 10 horas aqui, então vou chorar mais do que o Marcelo, vou lhe convidar para voltar novamente e dar uma entrevista de uma hora para a gente. É isso, Marcelo? Combinado, Daphne, combinado.
Porque o Marcelo já paguei a conta, viu, Daphne? Não, não, não. A conta é maior. Ele é um homem, a gente se entende, ministro. Eu tenho crédito maior, tem muita questão, inclusive da possibilidade ou não, desse Congresso ser renovado nessa eleição de outubro, que eu acho que é a coisa mais importante, além da reeleição do presidente Lula.
Isso vai ter que ser assunto para outro dia, porque é muito demorado esse debate. Olha, muito importante também o que pontua aqui o nosso Ricardo Souza. Ministro, a senhora teve muito destaque na CPMI da Covid. Esse crime do governo Bolsonaro ficará para as calendas? É uma pergunta que eu gostaria que a senhora respondesse brevemente. E o Beto Silva dá parabéns aqui.
para a senadora. Ontem teve uma entrevista. Obrigada aqui, Sônia Guajajara. Ok, Beto, obrigada. Então, essa questão da Covid, do crime do governo Bolsonaro, vai ficar para as calendas, ministra? É uma das razões porque a gente precisa reeleger presidente Lula.
Ótimo, obrigada. E a gente encerra aqui, então. Pessoal, continuem aqui na nossa programação da TV 247. Continuem aqui, não saiam. A gente vai terminar aqui a entrevista e seguimos na programação. Obrigada, ministra. Obrigada, Marcelo. Obrigada. Bom dia a todos.