Bom dia 247_ Lula lança hoje o novo Desenrola _ 4_5_26_
- Programa DesenrolaPrograma de alívio de dívidas · Descontos de 30% a 90% · Uso de FGTS para quitação · Foco em renda de até 5 salários mínimos · Crítica ao endividamento por necessidade básica
- PEC da Escala 6x1Proposta de redução da jornada para 40 horas · Garantia de dois dias de descanso semanal · Campanha do governo federal · Impacto na saúde mental e vida familiar · Debate sobre a proposta no Congresso Nacional
Bom dia, bom dia a toda a comunidade 247. Hoje é segunda-feira, 4 de maio, 6 horas 30 minutos. A gente começa aqui mais um Bom Dia. Bom dia, Zé. Tudo bem com você? Bom dia, Léo. Bom dia, nossa comunidade. Excelente semana a todos. Tudo bem.
É isso aí, hoje é o dia do Desenrola, vamos em frente, deixa eu botar só aqui as notícias aqui. Lula vai lançar hoje um pacote para aliviar as dívidas da população brasileira, né? Então vamos lá, vamos começar aqui com alguns comentários. O Júlio Rocha já dá um bom dia Brasil. A Sara chegou como assinante. O Sem, bom dia, boa viagem ao Legiane, né?
O Roussein também fala, corajoso, Tiago Avila fez o sinal até a vitória na audiência com os terroristas israelenses. O Itamaraty deixa a desejar nos envergonhando. Ele também fala muito legal, Tiago dos Reis, Zé Fernandes, Betiol e outros da militância raiz serem pré-candidatos. O PT pode eleger de 100 a 140 deputados. Um dos focos centrais dessa eleição tem que ser de fato.
a eleição parlamentar. Wesley fala Lula sempre ao lado do povo brasileiro. Zé, vamos lá, tem notícias do Tiago Avela antes da gente entrar aqui nas efemérides? Alguma novidade? A última notícia foi aquela audiência, nós mencionamos ontem aqui durante o Bom Dia, a companheira dele, a esposa dele, a Lara Souza, também emitiu um vídeo que nós reproduzimos aqui. Não há novidades assim sobre por que o tribunal ontem decidiu prorrogar a prisão.
dele, do companheiro palestino com nacionalidade espanhola, Said, por mais dois dias. Então, acho que entre hoje e amanhã poderá haver uma novidade sobre se esses dois dias se esgotando, eles serão liberados, ou se os sionistas, as autoridades ditatoriais de Israel, vão inventar algum pretexto para mantê-los por mais tempo. Vamos aguardar.
É isso, então vamos para as efemérides, hoje é 4 de maio. Muito bem, bom, num dia como hoje, em 1979, Margaret Thatcher foi eleita, uma conservadora, reacionária, neoliberal, foi eleita primeira-ministra do governo britânico.
ela foi caracterizada como a dama de ferro, porque, de fato, ela implementou uma linha dura na relação com a oposição trabalhista e na relação com os movimentos sindicais, movimentos grevistas. E também se notabilizou por ter sido uma das precursoras do neoliberalismo. Então, o neoliberalismo da Margaret Thatcher se tornou paradigmático em todo o mundo durante os anos 1980.
E há uma famosa frase dela, dirigida ao ministro, ao então ministro da economia brasileira, o Delfim Neto, em que ela disse o seguinte, vocês têm muitos ativos para vender, para pagar a dívida. Então ela se referiu às estatais brasileiras e até mesmo à Amazônia, como ativos que poderiam ser trocados para assaldar a dívida externa brasileira, que naquela altura era um problema gravíssimo.
da nossa economia. Bom, hoje é considerado... Deplorável, né, José? Só lembrando que quando morreu, a morte dela foi comemorada nas ruas da Inglaterra, do Reino Unido, e lembrar que ela apoiou diretamente a ditadura chilena, com o Pinochet, tinha relações carnais com o pinochetismo.
Exatamente, inclusive porque o pinochetismo também adotou, digamos assim, o decálogo neoliberal e eles eram considerados também como precursores do neoliberalismo na América Latina.
Lembrar que hoje é considerado o dia de Star Wars, a grande série do Jorge Lucas, um fenômeno do cinema e da chamada cultura pop, muito importante no cenário cultural contemporâneo. É o aniversário... É o aniversário...
Então, tem uma questão de um trocadilho aí. Você que é bom no inglês pode pronunciar a frase aí melhor do que eu. É que hoje é 4 de maio, né? Então, ele fala May Force. Então, May the Force be with you. Que a força esteja com vocês. Por isso que hoje é o dia de guerra nas estrelas.
E, ironicamente, Léo, tem uma relação com a Margarete Tati também, o dia da vitória dela, então tem uma relação com... Porque essa frase foi usada em relação à eleição da Margarete Tati. Bom, é o aniversário de nascimento, natalício da Audrey Hepburn.
grande atriz, ela ganhou o Oscar em 54, não pelo filme que a tornou mais famosa, que foi o filme Bonequinha de Luxo, mas ela ganhou o Oscar pelo filme A Princesa e o Plebeu, que também é um clássico, não só da literatura, como do cinema. Foi uma grande atriz, então, nossas homenagens. E foi espiã, você sabia que ela foi espiã também?
Não sabia. Eu sabia que ela tinha sido notabilizada por atividades de caridade, atividades humanitárias no final da carreira dela, mas sobre a espionagem eu não sabia. Também tem um passado aí como espiã e tem um filme fantástico que é o filme Sabrina também, que é maravilhoso.
Foi indicado para o Oscar, mas não ganhou. Bom, e Noel Rosa, grande figura, um dos maiores compositores de todos os tempos, da MPB, que morreu num dia como hoje, em 1937. Antes que você me pergunte, eu já vou dizendo a minha música preferida dele, que é muito difícil escolher, porque um homem que tem o repertório daquele é muito difícil selecionar, mas para mim o clássico do Noel é Feitio de Oração, na interpretação de Zaurinha Garcia.
Eu sabia. E o meu é Último Desejo. O Último Desejo, para mim, é o clássico dos clássicos do Noel Rosa. O Noel é um grande gênio brasileiro. Morreu aos 26 anos de idade, não é? 27. Ele nasceu em dezembro de... Ah, não, é 26. Ele ia completar 27. Exatamente. Ele nasceu em dezembro de 1910 e morreu em maio de 37. Ele ia completar ainda.
Imagina o que não teria feito com mais 10 anos de produção cultural. Exatamente. É isso aí. Essa é a minha é muito boa. O Ricardo diz que gosta daquela do Gago. O Gago apaixonado é muito bom.
Como mulher me fizeste um estrago, né? Eu, de nervoso, já estou ficando gago, né? É isso aí. Obrigado ao Fernando César aqui dando um apoio. Bom dia, camaradas. Então, vamos para aqui. Só ler esse comentário aqui do Wesley também, lembrando aqui. Liberalismo selvagem. Táter é a imagem do imperialismo inglês leve e cruel, né? E muito cultuado, né?
muito cultuada aqui pelos neoliberais brasileiros, pelo Milley, por essa figura deplorável, enfim. E o Silva Rodrigues dizendo que Noel Rosa é o pai dos pais do samba, exatamente. Outra música muito legal do Noel Rosa é a filosofia, que o Chico Buarque gravou e realmente gravou muito bem. Já que a gente falou de neoliberalismo, Zé, vamos começar com a Argentina.
E com essa figura deplorável chamada Javier Milley, tem denúncias de que ele ajudou a financiar uma rede internacional de fake news contra lideranças progressistas. Vou botar a notícia aqui na tela. É isso, mais um desserviço do Milley às causas democráticas.
e mais um ato de submissão ao imperialismo e à extrema direita mundial, porque tudo isso está a serviço da repressão política, da repressão ideológica, da corrupção de consciências, da intoxicação de consciências das forças populares para afastá-las do ambiente progressista e com calúnias.
difamações em relação a essas lideranças importantes aqui da região que são a Cláudia Sheinbaum Presidenta do México e Gustavo Pedro presidente da Colômbia interessante que isso coincide quando disse que eu acabei de ler que o governo sionista já ele está também
atribuindo uma verba bilionária para fazer propaganda sionista, reacionária e antipalestina. Portanto, tudo indica que é uma espécie de consertação de esforços entre essas correntes reacionárias para desenvolver uma ofensiva midiática contra as lutas democráticas e patrióticas dos povos.
Curiosamente, nessa foto, Milley aparece com uma bandeira de Israel. Então está aí. Milley se diz um dos maiores sionistas do mundo, um dos maiores propagadores de fake news do mundo também. Tem mais notícia aqui, Zé, sobre a América Latina. Essa aqui, do Petro denunciando a entrada de armas do Equador para atacar civis na Colômbia. Então é a Colômbia cercada por mais um governo de extrema-direita aqui na América Latina.
É isso, o episódio agrava uma crise diplomática entre os dois países, crise que começou também com o que teve a intersecção com temas tarifários e comerciais, boicotes recíprocos, punições recíprocas, mas que o vetor principal dessa crise são atitudes militaristas.
do governo de Noboa, procurando interferir no combate que o governo Petro faz ao narcotráfico dentro do seu país, ao banditismo, a grupos paramilitares, e essa interferência, essa penetração de armas e muitas vezes de grupos paramilitares do Equador no território colombiano acaba prejudicando a própria luta que o exército colombiano e o governo colombiano.
realizam contra o banditismo dentro das suas próprias fronteiras, exercendo plenamente a sua soberania nacional. Então, o Petro condena essas ações, essas interferências, inclusive que têm resultado de mortes de pessoas. Então, essas ações que são patrocinadas pelo Alcador e essa penetração de armas acabam se voltando contra.
a população civil contra camponeses colombianos, quando o que o Petro pretende atingir são exatamente apenas os grupos paramilitares, e isso envenena o ambiente e cria uma crise que pode assumir proporções até mesmo de uma confrontação militar entre dois países vizinhos, o que traria uma grande instabilidade para a região. Ainda preciso assinalar que tudo isso...
voltado para criar um ambiente de instabilidade na Colômbia às vésperas de uma eleição presidencial em que o Ivan Cepeda, que é o candidato do Pacto Histórico, que é a coalizão de esquerda e centro-esquerda, apoiada pelo presidente Petra, o Ivan Cepeda está com preferência nas pesquisas, com muitas possibilidades de vitória. Então, o governo de direita do Equador pretende...
interferir na campanha eleitoral, criando instabilidade política no país vizinho. Isso seria muito mal para a região, um conflito entre esses dois países.
É isso aí. Manda um abraço aqui para o Carlos, lá de Curitiba, mandando um abraço de Curitiba. Zé, vamos passar para a Europa. Tem notícias aqui do Melanchon anunciando sua candidatura à presidência da França. Lembrando que o partido dele venceu as eleições parlamentares e o Macron não entregou o poder, entre aspas, democracia francesa. Muito bem. É um cenário muito complicado, cenário pré-eleitoral na França. As eleições terão no próximo ano.
Há uma liderança nas pesquisas da extrema-direita que terá como candidata, talvez, se for liberada, se conseguir contornar a inelegibilidade dela, a Marine Le Pen ou o seu, Bardelat, que é o seu candidato, jovem de extrema-direita da França.
Então, é um quadro complicado que requer uma unidade ampla das forças de esquerda. Claro que o Jean-Luc Mélenchon tem credenciais, já foi candidato duas vezes, bateu na trave na última vez, quase que ele vai para o segundo turno.
Mas talvez esse lançamento do Jean-Luc agora seja precipitado, porque há muita controvérsia no meio da esquerda sobre a escolha de uma candidatura comum, uma candidatura única que envolvesse...
a força da França em submissa, que é o partido do Mélenchon, o Partido Socialista, ou pelo menos setores mais à esquerda do Partido Socialista, os ecologistas, que têm também protagonismo na esquerda francesa, e o Partido Comunista, uma força tradicional da esquerda francesa. O ideal seria isto.
a escolha de uma candidatura comum dessas forças de esquerda, se calhar de ser o Belen Chon, tudo bem, mas que isso seja fruto de um consenso, pelo menos dessas quatro forças de esquerda, para criar uma massa crítica eleitoral capaz.
de enfrentar a extrema-direita e a direita, que vem aí os sucessores do Macron, estão aí também se preparando para o embate. Seria muito mal que, mais uma vez na França, nós tivéssemos uma disputa entre a direita e a extrema-direita, e colocando as forças verdadeiramente progressistas alijadas do quadro político. Então, talvez...
Não quero aqui julgar de longe, mas talvez tenha sido uma precipitação o lançamento, ou talvez seja extemporâneo, o lançamento da candidatura do Mélenchon, por conta de não ter esgotado todos os mecanismos, todas as etapas de negociação entre as demais forças de esquerda.
É isso, a Mariângela fala, vive la France, vive Melanchon aqui também. É um pequeno incidente aqui, Zé, o avião do Pedro Sanches, espanhol, fez um pouso não previsto na Turquia, falha técnica, situação que sempre preocupa com esses voos internacionais. Diga, Zé. A gente sempre fica com a pulga atrás da orelha, porque o Pedro Sanches é um homem que tem se distinguido na Europa pelas posições firmes.
contrárias ao imperialismo, posições diferenciadas no quadro ali, tão complicado também, europeu, na solidariedade restrita ao povo palestino, numa visão correta em relação a esses conflitos todos que têm ocorrido na região do Oriente Médio, tem polarizado muito.
polêmicas com o presidente dos Estados Unidos, o Donald Trump, e se distinguiu, portanto, como uma figura de proa na política internacional, promoveu eventos com a presença do presidente Lula, e, portanto, ele está se distinguindo como uma liderança importante da centro-esquerda europeia. O único senão que eu faço é o problema ucraniano, a posição que ele tem em relação à guerra na Ucrânia, mas, de fato, ele se destaca como uma grande liderança.
E, portanto, preocupa que um acidente, digamos assim, possa ter ocorrido, porque a gente sempre fica em dúvida se foi realmente um problema técnico ou se isso é fruto de alguma sabotagem. Oxalá, não. Ele pode dar grandes contribuições na luta progressista ali naquele quadro tão complexo da Europa. Chegou um comentário aqui, Zé, se você souber ler esse comentário, eu te agradeço, mas eu não sei o que ele está dizendo, não.
É chinês, né? É chinês. Eu achei que era coreano, mas é chinês. Não dá para copiar nem e jogar em um mecanismo de tradução automática? Vou tentar fazer isso. Bom, Zé, olha só. Falando em imperialismo, a desaprovação do Trump bate recorde antes das eleições para o Congresso. 62% de desaprovação.
o Trump realmente está entrando aí numa espiral descendente, dificilmente vai sair dessa, e é importante dizer que o acontecimento lá no jantar dos correspondentes teve efeito zero para vitimizá-lo e tentar melhorar a aprovação do Donald Trump.
Exato, e não se fala mais nisso, não vejo mais nenhuma notícia a respeito do homem que teria praticado aquele ato, não se fala mais do assunto. Está completamente apagado da mídia americana e de outras mídias internacionais, e aqui mesmo eu não tenho visto muitas notícias sobre isso.
Esta pesquisa confirma uma outra, que foi publicada a semana passada, de outro instituto, Ypsos Reuters, e nós comentamos ontem também, porque saiu um recorte, pelo menos específico, sobre a desaprovação da guerra, que também conta, essa pesquisa também dá conta disso, conta com...
com números expressivos de estadunidenses que repudiam a guerra, repudiam a guerra, repudiam o envolvimento dos Estados Unidos, os gastos colossais com essa guerra, e as consequências que essa guerra tem, a guerra agressiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, consequências para a economia global, por conta da disparada dos preços do petróleo, nenhum benefício para os Estados Unidos do ponto de vista...
dos interesses da população estadunidense, do desenvolvimento da economia do país, de modo que são duas questões que estão muito associadas, a desaprovação ao Trump com a desaprovação à guerra, o que leva, e nessa pesquisa constata-se, uma vantagem dos democratas em relações republicanas em face das eleições que haverá para o Congresso em novembro, eleições para...
renovação de uma parte do Congresso estadunidense, o que tem levado, e isso é um assunto que a gente vai ter que tratar durante a semana,
tem levado o Trump a elaborar e pôr em prática mecanismos de alteração do desenho dos distritos eleitorais nos Estados Unidos para alcançar uma maioria artificial. Ele pretende fazer umas subdivisões lá que resultariam numa maioria artificial para ele, portanto, evitando uma derrota que ele tanto teme, porque é uma derrota na eleição intermediária de...
em 2026, poderá levar deputados e senadores a decidirem por um pedido de impeachment em face de todas as arbitrariedades e da incapacidade que ele tem demonstrado para governar o país. É isso aí. O Gabor Gaspar está dizendo e de Amindadá igual Margaret Thatcher. Eu usei uma inteligência artificial aqui e consegui traduzir aquele superchat lá. Diz assim, olha, as religiões ocidentais profetizam o fim do mundo, notícias da astronomia.
Uma supernova, extremamente nova, surgiu ao longe e quatro novas estrelas gigantes apareceram ao redor. Sim, no universo os planetas caem como folhas que retornam às suas raízes, sendo também o local de nascimento original dos astros.
Registros astronômicos. Se considerarmos as histórias do budismo, isso seria o sinal de que o Buda Sakyamuni está em repouso no centro do universo, símbolo da roda que gira. Na narrativa budista, os quatro grandes reis celestiais
cercam o Monte Sumero. Há quatro entradas. Os planetas continuam entrando e explodindo e, ao mesmo tempo, ocorre uma força de reação. Entradas tornam-se saídas. As linhas do campo magnético dessa força de reação atravessam a borda externa do universo, formando novos planetas. A Terra está muito próxima de entrar em um buraco negro e explodir. É hora de os justos se dedicarem à prática espiritual. Está vendo?
Chegou essa mensagem aí para a gente. Você que é versado nesses assuntos do budismo, agora você veja que interessante, Léo, o número de caracteres que tem nessa mensagem relativamente pequeno ao tamanho do texto que você leu em português. Observe isso nos textos chineses. Quando você coloca o texto chinês numa tradução,
O texto que vem nas línguas neolatinas e anglo-saxônicas, etc., os textos são muito maiores do que o que vem em chinês, no modo impresso. E aqui na astronomia também o pessoal explicou uma supernova é a explosão extremamente poderosa de uma estrela no final de sua vida. Mas também informa aqui que não há nenhuma supernova próxima da Terra.
capaz de nos afetar neste momento. Então está aí, vamos ficar atentos. Zé Reinaldo, vamos lá, deixa eu jogar aqui essa notícia que é importantíssima, o Irã apresentou um plano de 14 pontos para encerrar a guerra. E ontem o Donald Trump falou que há uma negociação em curso com o Irã. Aqui também o Wesley está dizendo, o buraco negro é o bolsonarismo, mas diga lá.
Bom, é isso, está havendo uma guerra de comunicados e de apresentação de propostas. Então, aparece uma proposta no começo, né? Apareceu uma proposta de 15 pontos versus uma proposta de 10 pontos. Agora aparece uma proposta de 14 pontos versus uma proposta que os Estados Unidos teriam apresentado de 9 pontos.
Todas essas propostas são documentos que estão sendo enviados para o governo do Paquistão, que é o governo intermediário, mediador, com grandes méritos, porque se não se alcançou um acordo de paz, não é por culpa do mediador, é pela dificuldade mesmo de conciliar posições tão antagônicas como as posições do Irã e dos Estados Unidos, e principalmente...
a agressividade da posição americana. O Irã diz que não negocia sob ameaças e não negocia com pré-condições, porque os Estados Unidos dizem assim, a pré-condição para restabelecer a negociação...
é o Irã liminarmente admitir que vai renunciar ao seu programa nuclear. E o Irã diz que essa é uma condição inegociável, que ele não vai. Ao contrário, o Irã diz que nós queremos retirar a discussão sobre este ponto de uma eventual negociação de paz. Para facilitar, o Irã diz o seguinte, vamos fazer uma trégua, prorrogar essa trégua por mais 30 dias oficialmente, porque a coisa está em suspenso.
A trégua aparentemente está em curso, mas o estado de guerra permanece. Então o Irã diz que é preciso estabelecer um prazo de 30 dias e a partir deste prazo fazer uma negociação mais objetiva sobre o acordo de paz. Nessa negociação mais objetiva, o Irã insiste em dizer que prossegue com o seu programa nuclear para fins pacíficos, exige a cessação do...
da guerra de Israel contra o Líbano exige que os Estados Unidos assumam o fim da guerra contra o próprio que os Estados Unidos que iniciaram a guerra decreta em que a guerra chegou ao fim a outras cláusulas relativas as ações relativas a
ao tema das reparações dos prejuízos causados pelas destruições, mas tudo isso certamente é negociável. Mas o fato é que nós estamos nesse momento de impasse. Enquanto isso, apareceu essa novidade ontem. Os Estados Unidos estão dizendo que agora eles vão penetrar no Estreito de Hormuz.
que está bloqueado pelo Irã, para resgatar determinados navios que supostamente estão precisando sair de lá e carecendo da ajuda dos Estados Unidos. Então o Irã está avisando que se eles fizerem isso, qualquer impulsão de navios estrangeiros.
notadamente os americanos, sem autorização das forças armadas iranianas no estresse de Ormuz, isso será considerado uma grave violação do cesso a fogo, será considerado um ato de guerra, um ato de continuidade da guerra, e será respondido militarmente.
Então, a cada dia que passa, surgem novos impasses, surgem novos problemas e as negociações ficam se desenvolvendo indiretamente, contudo, do ponto de vista dos entendimentos diretos, são negociações estagnadas.
É isso aí. Bom, Zé, está aqui. Israel lança nova onda de ataques no sul do Líbano, o que também complica qualquer perspectiva de paz na região. Antes vou ler aqui a Ana Lúcia dizendo que quatro estrelas apareceram com o Lá Nova da semana passada. Zé, e as agressões ao Líbano que prosseguem, que dizem mais de dois milhões de pessoas afetadas, mais de dois mil mortos, se não me engano, até agora. Então aí segue a agressão israelense.
É isso aí, mais de 2 mil mortos apenas nesta fase mais recente da guerra, porque a guerra que aconteceu em 2024 causou dezenas de milhares de mortos ao povo libanês, causou mais de um milhão de deslocados, que já proíbe de retornarem, apesar do cesso a fogo.
É uma coisa completamente incoerente. Assim, não se cessa fogo, as famílias querem voltar para os seus locais, porque supostamente não haverá fogo, e já diz, não voltem não, porque continuaremos a atirar nos alvos.
do Hezbollah, o que é uma mentira deslavada, o que é um pretexto. Claro que eles querem atingir as infraestruturas do Hezbollah como alvo e querem assassinar os comandantes e os combatentes do Hezbollah, mas os ataques que já perpetram contra o Hezbollah atingem maciçamente a população civil, causam novas mortes e causam novos casos de desabrigo.
e provocam enormes destruições. Inclusive, uma família brasileira foi dizimada, semana passada nós noticiamos e comentamos isso aqui, num desses bombardeios, nessas regiões, onde já não deveria haver bombardeios, mas que eles continuam. E a novidade é que hoje, é o sentido dessa notícia, houve um novo anúncio do exército agressor israelense de que os bombardeios...
na região do sul do Líbano vão continuar, porque o objetivo deles, dos israelenses, é ocupar toda uma faixa territorial do Líbano, portanto, mutilando o território desse país.
É, como diz aqui o Wesley, ele fala assim, Israel não vai parar pacificamente, não busca nenhuma paz. Netanyahu busca conquistar todo o Líbano e depois irá mais longe. Lembrando que Netanyahu está entrando no julgamento pelo processo de corrupção, nesse momento. Então vamos ver como é que vão ser as questões internas em Israel e ele pode ser também afastado por corrupção. Zé Reinaldo, aqui uma notícia importante também.
Também a consequência de todas essas guerras promovidas pelos Estados Unidos, dispara o uso do yuan em transações internacionais, acelerando o declínio do dólar. O dólar está caindo no Brasil, mas não só no Brasil. O real foi a moeda que mais se valorizou no mundo.
nesse primeiro semestre, mas a Arábia Saudita tem feito transações em Yuan com a China, o Irã, obviamente, a Rússia, praticamente todo o seu comércio, o Yuan vai se tornando uma moeda internacional.
Exatamente. Hoje é uma coisa muito fácil. Você vai viajar para a China, não precisa mais converter real em dólar e chegar na China e converter em yuan. Você já pode comprar dólar em várias casas de câmbio oficiais. No aeroporto você diz, eu quero comprar dólar. Para onde você vai? Vou para a China. Então, estão aqui os yuans. Então, já é uma moeda realmente de custo internacional. E essa é uma das bases da...
da multipolaridade, a base econômico-financeira da multipolaridade. A emergência da China como potência se reflete no protagonismo da sua moeda e logo nós veremos, de fato, o dólar, a hegemonia do dólar sendo completamente passada para trás, substituída no mínimo por uma cesta de moedas.
Mas, no médio e longo prazo, o yuan tende a se tornar realmente uma moeda dominante. E isso é uma das causas da reação belicista dos Estados Unidos, que não admite perder essa vantagem que eles têm artificial sobre o conjunto da economia mundial. A Kátia Maria tem toda a razão, temos que falar do Tiago Ávila. A gente falou bastante ontem no Bom Dia, né, Zé? Ele foi apresentado naquela audiência de custódia lá.
aparentemente está muito melhor do que se imaginava, foi agredido, isso é fato, mas chegou caminhando com os olhos abertos, fez o sinal da vitória. O Thiago realmente é um símbolo, um herói internacional, Zé.
Exato. Nós publicamos ontem um vídeo da sua esposa, Lara Souza, explicando todos os detalhes sobre a prisão dele, sobre o interrogatório a que ele foi submetido, as brutalidades que ocorreram já no barco que o sequestrou, junto com seu companheiro de lutas, o Saif, um palestino naturalizado espanhol.
com a nacionalidade espanhola, as brutalidades que ele sofreu também na prisão, relatamos aqui a interveniência de uma advogada que está a serviço do consulado brasileiro, da embaixada brasileira em Israel, e retratamos, inclusive publicamos um vídeo, não só o vídeo com a fala da...
da Lara, esposa dele, como um vidro dele entrando na sala do interrogatório, onde ele aparentemente estava bem, fez o sinal da vitória. E na audiência de ontem, vou aqui reafirmar o que nós já informamos, na audiência de ontem, o juiz, Israelense, decidiu...
pela prorrogação da prisão por mais de dois dias, no caso hoje e amanhã. Então vamos aguardar, ao cabo desses dois dias, o que é que eles vão decidir, se eles vão decidir uma nova prorrogação ou vão decidir a liberação do nosso companheiro, do ativista, desse nosso compatriota e também o palestino espanhol. Naturalmente que durante o dia vamos aguardar se o Itamaraty tem novas informações.
porque consta que o Itamaraty está acompanhando o caso, já se pronunciou, pode-se considerar que tenha sido um pronunciamento tímido, mas não é silêncio. O Itamaraty já esboçou uma primeira reação. Vamos aguardar se o Itamaraty está fazendo outras demarches, através da Embaixada Brasileira, no sentido de libertar.
esse nosso compatriota. Mas, de fato, é um tema palpitante da conjuntura internacional, porque a flotilha se tornou um fato de proporções mundiais, influencia na política contemporânea, e óbvio que a luta pela libertação de vítimas do sionismo é algo que se torna prioritário para todos os movimentos sociais e de solidariedade do mundo.
É isso, Tiago Ávila, a resistência da humanidade contra o genocídio dos palestinos. É isso, Zé, boa semana para você, vamos seguir aqui com os temas nacionais e vamos em frente. Obrigado, igualmente, vamos à luta. Vamos à luta, é isso aí, Zé, valeu. Até, tchau. Então vamos aqui já embarcando Daiane, Mário, Alex e vamos em frente aqui. Bom dia, Daiane, tudo bem? Bom dia, Léo, bom dia, Mário, Alex, todos os nossos internautas, tudo bem?
Bom dia, bom dia, Mário, tudo bem? Bom dia, Léo, tudo bem? Bom dia, Daiane, bom dia, Alex, bom dia para todo mundo que está nos assistindo. Bom dia, Alex, tudo em paz? Bom dia, bom dia, Léo, bom dia, Daiane, bom dia, Mário Vitor, bom dia a todos.
Vamos lá, Joselita Lima dizendo que o Congresso Nacional é uma vergonha, inimigo do Brasil. Você falou muito no Congresso inimigo do povo, agora o drama é que o governo vai precisar um pouquinho ainda do Congresso Nacional. Hoje, acho que isso não passa pelo Congresso, mas enfim, ele vai lançar o pacote do Desenrola 2 e também tem que aprovar, na verdade, o fim da escala 6x1. Inclusive ontem lançou um vídeo...
sobre isso. Vamos começar com o Desenrola 2, é a grande iniciativa do presidente Lula hoje, muitos descontos nas dívidas para tentar tirar boa parte da sociedade do vermelho. Então o Desenrola 1 foi um sucesso e agora vem o Desenrola 2, porque as pessoas ainda estão com a corda no pescoço da N.
A gente tem falado bastante sobre esse desenrola 2 e o desdobramento que ele pode ter diante do número de endividamento que a gente também tem abordado nos últimos dias. A proposta é uma proposta que visa atingir, principalmente o público com renda, até cinco salários mínimos, novamente dentro daquele escopo da classe média baixa.
8 mil salários, 8 mil salários, a renda no teto, a busca de juros menor, porque o juro praticado pelo mercado é nas alturas, na lua. O pacote previu um desconto de 30% a 90%, isso negociado diretamente com os bancos.
principalmente as dívidas relacionadas a cartões, bancos, empréstimos, e prever também o uso de 20%, o teto de 20% do saldo da FGTS, que poderá ser usado para quitar a dívida com a autorização do trabalhador.
essa operação era que tinha ali todo um trâmite que deveria ser feito para fazer com que essa quitação e uso do FGTS fosse destinado para esse programa e não para outros fins, né? Então, para tentar também não...
desvirtuar o papel que tem o FGTS. Renegociar as dívidas e tudo isso que a gente tem falado do endividamento, sempre parece que se trata de uma medida por descontrole em geral das pessoas que não conseguiram lidar com o seu salário e gastaram com besteira, como a mãe fala geralmente em casa, você gastou com besteira, não.
O levantamento recente aponta que esse endividamento dos consumidores não é por um consumo de supérfluo. E entre os mais pobres, a principal causa disso é justamente a necessidade básica de atender dívidas de consumo, mas gerada justamente dentro daquela necessidade básica.
alimentação, luz, aluguel, despesas fixas, que são fruto do principal endividamento. Quando as pessoas vão para o cartão, é justamente também dentro dessa linha, de pagar as contas gerais, ou com medicamentos ou com alimentação, dentro da rotina das contas das famílias. Então, é uma realidade...
que mostra que esse endividamento não é fruto somente de um descontrole, em boa parte é resultado também de uma renda que, mesmo ainda que tenha sido incorporada a sua recomposição, não conseguiu atender à demanda do dia a dia e precisa ter solução.
Isso é uma das grandes apostas do Lula para retomar a popularidade. O Mossoró diz assim, preciso mudar a cultura de consumo e ideológica no Brasil. Também tem muita pressão pelo consumo. E o Ale Carioca está dizendo, transferir a FGTS para os bancos é um grande erro. Mário, como é que você vê a perspectiva desse Desenrola 2 e se vai ajudar o Lula a, na verdade, recuperar a popularidade?
Sem dúvida, né? Eu acho que pode dar uma contribuição para recuperar a popularidade. Precisa saber como é que funciona na cabeça do endividado esse programa, não é? Quanto ele vai conectar...
ao passar pelos bancos, quanto ele vai conectar esse avanço ao governo federal. Porque uma coisa é o anúncio, outra coisa é a operação no dia a dia, quando o trabalhador tiver contato com a possibilidade de fazer essa negociação e isso for explicitado no contato com o intermediador, que é o banco.
Então, nem sempre isso se dá, isso se perde ao longo do tempo. Vamos ver se o governo consegue capitalizar, para usar uma palavra que tem a ver com finanças, mas também com política, capitalizar o efeito desse programa. Parece que são quase 80 milhões de pessoas endividadas, e vamos ver que parcela dessas vai poder acessar esse programa. Também não...
não está muito claro como isso vai repercutir junto aos participantes do programa. A outra coisa que eu acho que vale a pena avaliar é a natureza dessas dívidas, né? Às vezes são dívidas...
as pessoas atribuem, como aliás já assinalou a Daiane, o fato de que atribuem essas dívidas a consumo supérfluo, e eu tenho a impressão que não, tenho a impressão que na maioria, na grande maioria dos casos, os endividados...
simplesmente às vezes não tem outra saída se não contrair essas dívidas e precisam se promover, promover sua família, promover sua residência, com às vezes um ou outro eletrodoméstico de absoluta necessidade, ou às vezes a pressão, por exemplo, a pressão por compra de celulares, que são instrumentos de trabalho, como computadores também são instrumentos de trabalho.
para quem, vamos dizer assim, trabalha com aplicativos, trabalha com, ou às vezes um filho que necessita comprar e tem que comprar para poder fazer pesquisas, um laptop para poder trabalhar, para poder acompanhar os estudos, um laptop que hoje em dia no mundo atual é uma...
uma ferramenta para estudo. Então, todas essas questões precisam ser levadas em consideração. É necessário mesmo um programa desse, é necessário, além do que, é necessário estimular o consumo. O consumo é bom, o consumo é positivo, faz avançar, não é uma questão de, como é que eu posso dizer, culpa ou pecado ou erro.
do titular do empréstimo necessariamente atribuído a ele e a seu, vamos dizer assim, a um comportamento, digamos, perdulário, irresponsável, que merece ser culpabilizado. Não, é necessário mesmo aliviar essas dívidas.
tem um programa coerente, como parece ser o Desenrola 2.0, para liberar o consumo, precisa também liberar a vida, destravar a vida das pessoas e liberar mais consumo. Mais consumo é melhor do que menos consumo. E desde que seja, claro, mas isso deve ser atribuído a cada um, a decisão sobre qual consumo deve ser feito, mas isso é muito bom.
Eu tenho a impressão que o nível de endividamento não é tão grande, que há aí a necessidade de questionar esse endividamento, quanto é de fato negativo e quanto é natural de uma economia que vem crescendo muito nos últimos anos, especialmente a sua financiarização. Mas isso é tema para um estudo ainda mais aprofundado.
O Frederico aqui faz uma crítica ao consumismo, ele fala assim, vai ajudar mais uma vez caloteiro, não venho com vitimismo sobre gente que faz churrasco no fim de semana e não paga as contas, trabalhe em banco e conheça esse pessoal. E aqui o Edson fala, não se esqueçam das bets, uma das características do programa é, quem aderir não vai poder, vai ficar bloqueado, na verdade, em sites de apostas. Alex, qual a sua expectativa para esse Desenrola 2?
Bom, eu não estou devendo nada, não vou entrar no desenrola. Que bom. Não vou entrar. Mas o tema das Betis é evidente, as pesquisas mostram que o endividamento cita muito. As Betis, tanto que o próprio Lula, no seu vídeo, disse, olha, as Betis, quem entrar no desenrola não vai poder apostar nas Betis. É um vício. Betis é um vício. Apostar é um vício, assim como álcool, assim como drogas.
É um vício. Eu acho que uma das medidas que deveriam ser tomadas pelo Congresso e tal era cortar esses anúncios de Betis, porque é uma loucura o que tem de propaganda de Betis em futebol, a todo momento, em todos os lugares e tal, para crianças, para todo mundo. E é um vício. O cara aposta, perde e fala, agora vai recuperar na próxima.
É evidente que as dívidas se devem muito a isso, senão o Lula estava mentindo no seu vídeo, as pesquisas mentem a respeito disso, então é evidente que as Betis têm uma grande responsabilidade por isso. E eu acho que ao mesmo tempo que tem essa ajuda, tem que ter uma campanha educativa para as pessoas.
não gastar em Betis, por exemplo. Acho que tem que ter... Eu não sei, eu nasci na Europa, e na Europa sempre o lema é economizar. Aqui o lema é gastar. Chegou a grana, vou comprar uma TV. Isso aí não funciona, isso aí vai dar... Você não vai poder pagar a dívida depois. Todo mundo tem celular.
Tudo bem, é uma prestação pequena, mas o negócio de prestação... Ah, eu vou pagar só 20 por mês aqui, 20 por mês aqui, mais 100 por mês aqui. O cara se perde nas contas. Aí você diz, pô, não deu.
Então, eu vou no cartão de crédito, você vai no supermercado, o senhor vai pagar em débito ou crédito? Crédito. Na hora, você alivia, mas no mês seguinte, você vai pagar esse juro do crédito, então tem que ter uma campanha educativa para as pessoas. Não adianta dizer, vamos gastar, vamos... Não, não, não. Vamos economizar, o país precisa de economizar, as pessoas precisam economizar, o país precisa de economias. Então, juntam o desenvolvimento.
olha, não gaste, guarda o seu dinheiro, guarda um pouquinho.
Sobrou R$ 10,00, guarda. Sobrou R$ 15,00, guarda. Sobrou R$ 10,00, vou comprar figurinha. Alex, só uma curiosidade. Eu fiz intercâmbio um ano na Bélgica, eu tinha 18 anos, me espantou muito. E quando você ia almoçar, jantar, havia pouca fartura. Era um pedacinho, era um bife para cada um e só tinha um, não podia ter dois. Quer dizer... A Europa passou por guerras.
Então, é diferente daqui, é outra cultura, a cultura lá é economizar, economize, não jogue fora, não gaste mais. Aqui o que a gente vê é a cultura compre.
anúncios, Casas Bahia, Casas Bahia. Tem muita demanda não atendida no Brasil também. Os bancos são desonestos, não seguem as regras que o governo sugere. O povo precisa de roupa, eléctrico doméstico, reforma de casa, conserto de carro, medicamentos. Sempre tem muito gasto imprevisto. Mauro Peixoto.
Uma amiga tinha uma dívida de 800, entrou no desenrola 1, a dívida caiu para 100. Ela pagou e tentou comprar um apartamento do Porto Maravilha. A dívida apareceu e o financiamento foi negado. Oda Bernard, precisa estratificar se os tais empreendedores de veículo alugado estão endividados ou CLTs. Alex teria que banir o futebol do Brasil. É falando sobre o tema de Betis.
Vamos radicalizar também. Pois é. Basta diminuir a propaganda das bets. É que a propaganda está nas caminhas, mas sobretudo. Diminui a propaganda de bets também. Vamos lá, mas vamos pegar aqui. O povo chegará ao... Policar, o povo chegará ao banco para negociar sua dívida e será entubado em três títulos de capitalização e dois seguros. Coitado do povo. Não empurrem.
Capítulos de capitalização. É, precisa ver como é que os bancos vão fazer. SD Oliveira, não vai dar em nada, Sônia. Bom, falando aqui em propaganda, o governo lançou ontem, gente, a primeira campanha do fim da escala 6x1. Eu vou rodar aqui para vocês, cadê o vídeo? Está aqui, vamos assistir, vamos lá. Tempo.
A história do trabalho no Brasil é a história da conquista do tempo. Limitar a jornada, garantir descanso semanal, férias, licença maternidade, foram conquistas que devolveram o tempo às pessoas.
Contra cada uma delas disseram que o Brasil ia quebrar. Não quebrou e direitos foram garantidos. Tempo é direito. Três de cada dez brasileiros com carteira assinada trabalham na escala 6x1. Isso significa ter apenas um dia de descanso. Um único dia, que na prática não é descanso. É lavar roupa, limpar a casa, fazer compras, resolver problemas.
Quando descansar vira privilégio, é de injustiça que estamos falando. A luta aqui é por dignidade, por direito ao tempo, por saúde mental, por vida além do trabalho. O governo do Brasil propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas. Garantir dois dias livres por semana, sem redução de salário.
Trabalhadores descansados produzem mais, cometem menos erros, duram mais nos empregos. Um país exausto não cresce. Um país que respira evolui. Mais tempo significa mais saúde, mais estudo, mais vida. Fim da escala 6x1 é tempo com a família. É o governo do Brasil do lado do trabalhador. Do lado do povo brasileiro.
Aí, gostei, Daiane. O que você achou dessa campanha pelo fim da escala 6x1?
É um ponto importante desse momento, né? É encampar que essa é uma luta do governo. Se houver algum retrocesso nessa direção, que aparentemente o Congresso está disposto a fazer essa medida, se coloca numa linha de que vamos discutir, e aí pode ser que tenha algum jabuti no meio, mas a princípio vai nessa direção, é um momento importante que o governo mostra quem está fazendo e de que lado ele sempre esteve.
Quando destaca que descansar se tornou um privilégio, é importante essa compreensão do entendimento que o trabalhador no dia a dia sabe disso, percebe isso, conhece isso. Ele entender que o descanso dele e todos os outros direitos que foram adquiridos...
anteriormente, é parte desse conceito, de que vocês estão querendo dar privilégio para o trabalhador, vocês estão querendo diminuir a jornada para ganhar eleitoralmente. Esse é o discurso que a extrema-direita joga a todo tempo. Então, a peça vai num ponto que a vida cotidiana das pessoas é compreendida nesse momento.
Descansar é um privilégio? Eu tenho o direito de descansar ou isso é um privilégio só para os outros e não para mim? Então, acho que a campanha vai num ponto também que vai demonstrando o que é essa luta, qual é o foco dela e, principalmente, o que isso vai interferir.
ali também entra nesse jogo que a extrema-direita tem feito, os setores patronais também têm feito, de que isso é um retrocesso, vai impactar economicamente para o país, e esse também acho que tem que ser aprofundado, porque é nisso que eles estão se baseando para justificar que a proposta não tem que ser aprovada como foi enviada. Então, mostrar que esse modelo não é um modelo que tem impacto que tem que ser aprovada.
na economia, na produtividade, muito pelo contrário, ela é um avanço que segue o caminho de outros países e que o impacto que ela vai ter do ponto de vista econômico não atinge massivamente o conjunto dos setores, mas a medida atinge massivamente.
37 milhões de trabalhadores que hoje estão no regime de 44 horas semanais e destes uma boa parte está na escala 6 por 1.
Essa aqui é boa. Hugo Mota estava no show da Shaquille em Copacabana. Ele pode descansar. Aliás, aqui, hoje tem uma sessão decisiva, deve avançar. Eu acho que o Congresso não vai barrar essa proposta. Talvez o que se faça ali é colocar uma espécie de, entre aspas, o Bolsa Patrão, a compensação para os patrões em função do, entre aspas, prejuízo que teriam.
Como é que você viu a campanha e a perspectiva no Congresso, Mário? Você fechou seu áudio, Mário. Sobre a campanha, queria dizer o seguinte, eu acho que é uma campanha que posiciona de maneira muito clara
para o trabalhador, para a população em geral, de que lado está o governo. Quem toma a iniciativa, quem se compromete, pelo menos com algum benefício para o trabalhador, para o pobre, para aquele que vive de salário. Então, tem essa sinalização...
que reforça, digamos, o imaginário, a visão que a população em geral tem a respeito de como são as coisas organizadas no espectro político brasileiro. Quem é que está mais do lado do pobre? Quem é que quer mais benefício para o trabalhador? Quem quer fazer?
avançar, melhorar as condições de vida da população mais pobre. Isso, no geral, tem um impacto importante para as pessoas e o eleitor também na hora da decisão a respeito do voto.
significa uma espécie de patamar importante que o governo reforça, e o Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula em especial, de seu compromisso histórico com essa parte da sociedade. Eu acho isso muito importante.
que seja avivado na memória política do trabalhador, de maneira geral. Ontem eu estava conversando com uma pessoa que serve cafezinho, e ela disse, num bar, ela disse...
Aqui, meus colegas são contra, eu tenho medo de apoiar a Jornada 6x1, mas eu não quero ceder, eu apoio, é muito importante. O patrão está preocupado, mas tem medo, está contra, faz campanha contra, intimida a gente, mas eu não vou ceder, eu quero...
está do lado do trabalhador e do governo, porque isso, digamos, é pelo menos alguém que se preocupa com a gente. Não à toa a pessoa era de origem, óbvio, nordestina. Então, tem um aspecto importante na consolidação da ligação, muito umbilical que se estabeleceu no imaginário do povo brasileiro em relação a quem defende os pobres.
Claro, agora ver se tramita e como tramita isso no Congresso Nacional, não é? E aí o Congresso fica numa posição, especialmente os setores de direita, os mais defensores dos ricos, ficam numa posição
já tem expressado, vamos dizer, é bem claro, tem expressado sua oposição, o bolsonarismo tem expressado sua oposição ao avanço e à aprovação dessa jornada 6x1. Vamos ver se é uma oncega coerente se votar contra mesmo, porque haverá, obviamente, consequências políticas em relação a isso. Vai ser bem interessante observar isso.
E se pode, eu acho que é necessário, pavimentar o caminho para a aprovação da jornada 6x1 junto ao Congresso. É interessante porque terá que haver uma espécie de... Será que haverá uma transição em relação à ideia do Congresso inimigo do povo? Para tentar ver se dessa vez o Congresso é amigo do povo, a maioria dele.
contribuir para melhorar as condições de vida do trabalhador. Será interessante observar como isso será feito e o governo terá que fazer um gesto também de convencimento, de abertura, porque se aprovada a jornada 6x1, saberemos que o principal beneficiário, além do trabalhador, antes de tudo, será também o próprio governo federal.
Exatamente. Alex, passando para você nesse debate, o que você achou da peça do Sidonio? Depois eu trago os comentários aqui, diga. Bom, isso aí, vamos começar os debates. O que o Hugo Mota está dizendo é que vai começar a debater, quais são as condições, como isso vai ser implantado, é para todos, não é para todos. Ele tem gente que quem, por exemplo, quem trabalha no campo,
É evidente que é uma carga pesada trabalhar. Na verdade, não são seis dias, são cinco dias e meio, porque ninguém trabalha o sábado inteiro. O sábado é metade. É evidente para pedreiro, para quem trabalha em construção, é evidente que precisa de descanso. Outros, o que não pode ser proibido. É isso que eu... Quem trabalha em...
de Uber, por exemplo, trabalha na hora que quer. Pode trabalhar sábado, domingo, se quiser trabalhar aos sete dias, trabalha. Então, não pode ser proibido isso também. Mas, olha, então você está proibido de trabalhar e tal. Isso, claro que vai implicar em...
em problemas até para o funcionalismo público. Eu sei que muitos funcionários já trabalham em regime de 5x2, vários setores, banco, banco nunca trabalhou no sábado, faz muito tempo, desde que eu me conheço por gente, banco trabalha só até sexta-feira. Então, tem muitos setores que já adotam 5x2 e tal.
Eu vou continuar com cinco por dois, evidentemente que vai ter emendas, vai ter transição, vai ter uma opção de coisas, não é? Vão começar os debates agora. O que o Motos está prometendo é o início do debate. E não é assim, olha, acabou e tal, amanhã... Não é assim.
Está se fazendo transições até de muitos anos até chegar a isso. Como aconteceu, os países que adotaram, muitos países adotaram, outros que adotaram. A China, que a gente sempre admira,
progresso da China, a China é maravilhosa, a China tem robô, a China tem inovação, é seis por um na China e ninguém discute nada disso na China, e a China é maravilhosa. Então, são todos os países, evidentemente, cada país tem a sua cultura, pode adotar as suas regras, e eu acho que tem realmente setores que precisam de descanso mais, outros menos, eu prefiro trabalhar, por exemplo...
vão dizer, mas você escreve, é uma coisa fácil. Bom, tente escrever. Eu trabalho até domingo, porque não tenho o que fazer. Então, acho que tem vários setores aí, não pode ser assim. Você está rindo, você também trabalha. Não, eu também. Eu não paro. Esse atuja aí fica defendendo o fim desse cara, talvez a escala dele é 7 por 0.
até no domingo você faz o bom dia, no sábado fez bom dia, no domingo tem bom dia. A gente não pode se comparar. Separar as coisas. Pois é, estou falando, o cara que trabalha no campo, não vai trabalhar todos os dias, evidentemente, o cara que vai trabalhar na construção não pode trabalhar todo dia, evidentemente.
Para nós, para o jornalista, novela, você acha que a novela, alguém vai obedecer a escala 5x2 na Globo, para fazer novela, ou para fazer filme? Então, tem vários setores que a gente tem que considerar, não pode ser uma coisa assim, é proibido trabalhar. Não, tem setores que precisam, outros setores têm que ser mais flexíveis e tudo isso. Isso vai começar um grande debate nacional a respeito.
Chegou um comentário aqui do Ale Carioca, Alex, dizendo assim, Alex, inimigo do povo. Mas vamos lá, deixa eu passar. Não sou deputado, mas... Tá, vamos lá. Inimigo do povo, tá bom? Tudo bem. O Edson Antunes fala, isso é patrônico.
Se os patrões tiverem lucros com o fim da escala 6 por 1, vão dividir o lucro com os trabalhadores? É isso aí. O Zé Carlos Berian. Os dois últimos assuntos discutidos gritam aos nossos ouvidos que o Brasil nunca terá uma economia como a da China. Alexandre, estão discutindo reduzir uma hora por ano.
Estela Bettini, todos os bilionários são valorizados no Brasil. Ninguém se interroga como chegou a ser bilionário. Em resumo, se tiver sorte a roubar, será aplaudido. Alisson Lacerda, na linha que o Alex falou, é razoável dizer que o modelo de Lula governar está se esgotando por ser gastador? Não, o Lula não é que ele seja um gastador, ele estimula o consumo. E para o Léo, o Lula seria um horrorismo moderno? Olha, o Lula, de fato, quando ele viu...
a ascensão do Roriz no DF, e o fenômeno da casa própria, ele ficou com aquilo em mente. Quer dizer, então, o Roriz distribuía muito lote, muita casa, aquela coisa toda, e eu acho que isso está na raiz do Minha Casa Minha Vida. Se desfeitos, povo usa o salário para comprar comida. SD Oliveira, bom de Alex. Alex não vai dar em nada a Sony, que está dizendo. Policarpo está dizendo, o povo chegará ao banco para negociar sua dívida, e disse, ah, esse eu já li, será entubado com título de capitalização.
Daiane, depois daquela semana trágica, desastrosa, com a derrota do Messias, a gente segue aguardando qual vai ser a próxima. A bola está com o presidente Lula, qual vai ser o movimento? Ontem houve uma entrevista do senador Randolph, e obviamente que tem os interesses locais, paroquiais dele, ele é ligado ao Alcolumbre também.
Mas ele disse que a relação com o Davi Alcolumbre é essencial para o governo. A gente ainda não sabe como o governo vai lidar com Alcolumbre. Como é que você está vendo o desdobramento dessa crise política da semana passada?
O impacto dela ainda está sendo sentido. E ele vem... O resultado da votação já era uma expectativa. A gente tinha sinalizações de que a aprovação do Messias estava garantida, que seria apertada, mas que ficaria garantida. E o próprio Alcolumbre, de certo modo, no início, disse que ficaria neutro. E depois o que se revelou foi a traição. A gente já assistiu a essa cena outras vezes.
Nós já vimos o Congresso agindo dessa forma a partir de um núcleo que a gente conhece muito bem e de como ele age dentro do balcão, que é o centrão. Que sinalizações o centrão está dando em relação ao governo? Foi só uma rejeição para dar uma estocada no presidente Lula? Não acredito.
Eu acredito que eles estão fazendo apostas também no processo eleitoral. Nós estamos assistindo, desde o 8 de janeiro, uma movimentação que não terminou. A tentativa de ocupar a presidência não é só fisicamente, ela vai se dando de outras formas.
O Lula não age com o fígado, é também uma característica dele na política. Ele não fecha as portas, mas ele também sabe fazer o jogo que começou a ser jogado, não por ele, mas por esses setores. Então, acho que dizer que o Alcolumbre não deve ser descartado...
É uma até inocência, para usar, talvez não seja a palavra certa, adequada, para definir isso, mas acreditar que esse setor, diante de tudo que estava acontecendo, agiu dessa forma, tomou essa decisão, a decisão da anistia do projeto da dosimetria anteriormente aprovada pelas duas casas.
E as ações anteriores também colocadas no processo do governo, aquelas várias situações que demonstraram ali na questão da reforma tributária, depois avançou em alguns passos, recuou, por diversas vezes aquele centrão demonstrou que não tem.
no governo a confiança que ele diz ter. E todas as vezes que isso acontece na história do Brasil, a gente teve o resultado que foi aquilo que a gente assistiu ao longo do tempo. Lula não vai ser preso. Lula foi preso. Não vai ter golpe. Teve golpe.
todos esses processos que eu citei recentemente eles foram desencadeados a partir de uma crise política que foi sendo movimentada a partir disso eles sabem que a eleição vai ser definidora
E eles querem empurrar tudo para a eleição. Se o Lula ganhar, aí volta a sentar na mesa. Se o Lula não ganhar, é aquilo que a gente está assistindo ao longo desse período e espero que venha pior. A gente vai esperar esse momento chegar? Então a gente vai esperar até a eleição para definir o jogo? Eu acho que se o campo progressista e a esquerda não acordar, nós vamos ter um novo... Não vai ter golpe, o Lula não vai ser preso.
É, eu acho que, enfim, cenário delicado. Eu quero botar aqui um artigo que o Mário publicou, que é esse aqui no fim de semana. A ruptura de Lula com a STF agrava as condições da luta política. Como é que você vê, Mário? O que você acha que vai ser o próximo passo do governo Lula nesse embate? Se vai negociar com a Alcolumbre ou não? Se vai tentar uma pacificação ou se vai para uma radicalização? Diga, Mário.
Bom, a entrevista que você citou do Randolfe, do senador Randolfe, ao Globo é muito importante. Ele fala, além do que você mencionou, ele fala também que ele avisou várias vezes que o cenário para a votação no Senado era desfavorável, e que isso estava muito claro para o governo.
No entanto, o governo prosseguiu com a votação e também não transmitiu esse cenário para adiante, não trabalhou com esse cenário de maneira explícita. O que apareceu, na verdade, foi uma ideia de traição, uma traição do Alcolumbre em relação a... O Alcolumbre teria sido um traidor, porque, enfim, teria...
trabalhado com uma perspectiva de vitória, ou deixado circular a perspectiva de vitória, mas, na verdade, nos bastidores, trabalhava contra. Eu acho que, segundo o Randolph, talvez não tenha sido bem essa a verdade dos fatos. Mas é tão radicalizado o debate...
porque no fundo a gente não consegue saber exatamente o que aconteceu. Toda informação parece ser objeto de uso. E aí nós ficamos com a seguinte situação um pouco esquizofrênica, né, Léo? Você ao mesmo tempo precisa do alcoolúmbio e quer trabalhar com o alcoolúmbio e vai trabalhar com o alcoolúmbio, como diz o senador Randolfe.
E, ao mesmo tempo, ele é um traidor. Então, precisa ver qual é o cenário. Ele, Randolph, não considera que houve essa traição. Ao contrário, ele diz que foi um cenário avisado. O governo foi para perder, já sabendo que o cenário não era positivo. Mas, na hora de retratar o que aconteceu, parece, então, que ele foi enganado.
São nuances que, afinal, acabam tendo importância, porque ao mesmo tempo você considera que o Congresso é inimigo do povo e ao mesmo tempo você quer trabalhar com ele, precisa trabalhar com ele. E há gente do teu próprio partido e do teu próprio liderança que acha que não houve uma manipulação tão grosseira dos fatos. Randolph, por exemplo, não acompanharia uma ruptura ao Colombo.
ele defende, ele não defende isso, ao contrário, ele defende uma aproximação com o Alcolumbre. E olha, eu acho que o Gandolfi é insuspeito. Não vamos agora dizer assim que ele, então, agora parte da quadrilha do Amapá. Então, vamos ver como é que o governo age nesse caso, porque...
Será que o governo vai mexer, por exemplo, nas indicações dos ministérios da integração nacional, comunicações e turismo que estão ligadas ao Columbre? Vai mexer nessas indicações, nesses cargos? Vai demitir os titulares desses cargos?
por causa da suposta traição do Alcolumbre, vai tirar os cargos nos Correios, na Codevasf, nas agências reguladoras e na Telebrás, que são atribuídos ao Alcolumbre, vai demitir essas pessoas, porque, afinal de contas, ele é um traidor.
Precisa ver qual é o governo Lula vai assumir uma linha de conciliação, de trabalho e de convivência com o Alcolumbre, que é considerado um gangster por muita gente, certo? Considerado um ladrão, um corrupto.
Mas o debate está nesse nível, está num nível radicalizado, bastante radicalizado por conta da rejeição ao nome do governo do Messias para o Supremo Tribunal Federal. Mas eu tenho a impressão que essa crise não é a última, que ela vai continuar e que...
haverá algum nível de convivência entre o Senado, o presidente do Senado, que já sabia do resultado, como nós ouvimos na gravação que vazou, já sabia do resultado e que era um resultado que parece que confirmou o próprio cenário que o Randolph teria passado para o comando do governo.
Enfim, vamos ver como as coisas continuam. Acho que a maior gravidade que está acontecendo não é a ruptura do governo com o Alcolumbre.
que, afinal de contas, até recentemente era considerado um aliado, mas a ruptura dele com a ruptura do governo do presidente Lula com o Supremo Tribunal Federal, com a maioria garantista do Supremo Tribunal Federal, que altera a conjuntura de maneira imprevisível, ou seja, uma aliança que havia desde antes, desde quando o presidente Lula ainda estava na cadeia em Curitiba, acabou de ser rompida, e eu não sei se haverá formas de...
recolar, voltar a colar esse cristal que se quebrou. Esse é o tema do seu artigo. O Alexandre dizendo que Lula tem que botar para quebrar ou não ganhar a eleição. A Isabel Reis está nos apoiando e Marco de Freitas, chinês, trabalha nove, nove e meia, porque não fica seis horas no ônibus.
Alex, eu vou botar um vídeo aqui que mostra que há uma tendência, aliás, de muitas pessoas do governo que querem apostar na conciliação e não no rompimento. Esse vídeo é da Marília Campos, ex-prefeita de contagem, pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, e que seria alternativa caso o Rodrigo Pacheco de fato desista.
concorrer ao governo de Minas. Vamos ver aqui o que diz a Marília Campos. E o Rodrigo Pacheco vem como pré-candidato ao governo do Estado?
respondido que Rodrigo Pacheco precisa vir como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. Sabem por quê? Porque Minas Gerais precisa ser reconstruída. E nós precisamos de pessoas, de líderes, uma experiência com compromisso.
com a capacidade de diálogo, de articulação que o Rodrigo tem, por exemplo, com o Senado, com a Câmara dos Deputados, com a Assembleia Legislativa, com os prefeitos, com os servidores, com o povo de forma geral. Só com muito diálogo que nós vamos reconstruir o nosso Estado. Veja bem, Rodrigo, em 2026, Minas Gerais entrou...
11,2 bilhões de déficit. Você sabe desse problema, porque você foi autor da legislação que possibilitou que a nossa dívida, que é antiga, junto com a União e junto com o sistema financeiro, tivesse um alívio, porque ela sangra o nosso Estado.
Com a sua legislação, junto com o presidente Lula, nós reduzimos a taxa de juros e alongamos o pagamento dessa dívida. Pois bem, nós precisamos continuar avançando com essa questão, porque é somente com o avanço que nós vamos recuperar a capacidade de investimento em Minas Gerais para fazer aquilo que as cidades precisam. Investimento em infraestrutura, investimento em saúde, investimento em educação, investimento no desenvolvimento do nosso Estado.
A grave situação de Minas Gerais exige que a gente tenha coragem, que a gente faça o que é preciso fazer, que é enfrentar o processo eleitoral e a gente se colocar como uma alternativa mediante um projeto que a gente defende em Minas e no Brasil, que é defender a democracia e defender que o Estado seja colocado a serviço do desenvolvimento do Brasil e em Minas Gerais. Portanto, Rodrigo, eu quero que você saiba que...
nessa luta que é o processo eleitoral. Eu estarei junto com você, junto com o presidente Lula, para a gente reconstruir o nosso Estado e ajudar o Brasil a ir em frente. É isso aí, estamos juntos. Aí, Rodrigo Pacheco, vem. Minas Gerais precisa de você. Estamos juntos.
Então, tá aí, Alex, a Marília não quer ir para o sacrifício, ela não quer disputar essa eleição, e ela está chamando o Rodrigo Pacheco e está fazendo um esforço na linha da conciliação. É como se fosse assim, vamos superar o caso Messias e bola para frente. Diga, Alex. Bom, é o seguinte, antes, é claro que foi uma porrada, foi um choque, porque nenhum candidato tinha sido recusado. Então,
É golpe, é traição. O Davi Ocrube nunca prometeu aprovar o Messias. Então, por que traição? Traição se ele tivesse dito eu vou aprovar o Messias e não aprovou. Ele nunca disse, ao contrário. Ele sempre pressionou para não aprovar. Primeira coisa. Depois tem que ver com a relação de força no Senado. No Senado tem 13 partidos só. Republicanos.
PL, algum senador do PL ia votar no Messias? Do PL? Algum senador do PP ia votar no Messias? Olha quantos partidos são conservadores no Senado. PL, que é o maior partido. PP, Republicanos, PSDB. O PSDB tem três votos só. Ia votar no Messias?
O Podemos ia votar no Messias? O Novo ia votar no Messias? Tem um só também do Novo. Então, se você mapeia os votos no Senado, o que o governo tem de voto no Senado é PT, que são 10 senadores, PSB, que são 6, e o PDT, que são 2. Só esses. Os outros são do Centrão.
Ou é o PL. Então, o Rodrigo Pacheco traiu. Não precisava do voto do Pacheco para rejeitar o Messias? Seis votos. Então, sabe, foi uma porrada. Então, todo mundo ficou chocado. Aí, vamos apontar o traidor. Os traidores são esses. Esses traíram. Esses não traíram. Acho que não teve traição. Teve interesses.
os senadores queriam Pacheco, porque o Pacheco é senador. Então, eles queriam o senador. O Alexandre de Moraes traiu. O que ele traiu? Ele prometeu alguma coisa a respeito do Messias? Não, ele era contra o Messias, sim. Ele era contra. O Flávio diz que não era contra. Não quer dizer que o Alexandre de Moraes apontou revolta para algum senador, não vote no Messias.
se conversou com algum senador, ele tem alguma influência sobre os senadores, o Alexandre de Moraes, o Flávio Dino, ou é o Alcolumbre que tem? E o partido Alcolumbre é um partido com três senadores apenas. União. Então, não tem nada de romper. Você quer que o Lula não entrou nessa pilha de vamos romper, vamos demitir todo mundo? É do jogo.
É do jogo, o presidente apresenta o nome, o Senado pode rejeitar ou não, mas havia o costume, havia uma tradição, nunca será rejeitado. Rejeitou, rejeitou, página virada, não vai agora no ano eleitoral, vamos romper com a columbre, vamos demitir todos, isso só vai aumentar a crise, para quê? Você está certo, Lula, não vai acontecer nada, vai continuar.
O Lula não precisa ser aliado nem inimigo do Alcolumbre, são poderes diferentes. São poderes diferentes, não precisa ser aliado nem inimigo do Alcolumbre. Não, o governo apresenta projetos, o Senado vota. Há projetos em que senadores do Centrão votam no projeto do Lula, outros votam. Dessa vez não votaram no nome do Messias, apenas isso. Então, para salvar isso...
num grande fim de mundo, acabou a direita, acabou o governo. Não tem um governo nada. Isso aí, na eleição, você acha que algum eleitor vai dizer que o Lula não conseguiu eleger o Messias, então não vai voltar no Lula?
Alex, inclusive acabou de sair uma matéria aqui, só um minuto, acabou de sair uma matéria dizendo que depois da derrota, os trackings do PT indicam que o presidente Lula melhorou. Aquela foto do Columbre com o Flávio Bolsonaro foi muito ruim.
para o Flávio Bolsonaro. Então, tem aí um efeito colateral positivo. Vamos lá, PJ Tamaceto. Quer dizer que Lula sabia que ia perder e ainda assim enviou para a votação? Randolph diz então que foi Lula quem traiu o Messias, acredita quem quiser. Odacir Bernardi, isso é perpetuar o sistema. Pegar leve qual columbre é permitir que gânguas, os gânguas como ele, se reelejam permanentemente.
Mago Supremo, né? Estou com o Randolfe. Alcolumbre nos serviu na reforma tributária, na isenção do IR e muitas outras pautas. E nos servirá também na aprovação da escala 6x1. Precisamos ser pragmáticos. Em tempo, Lênin Streck para o STF.
Zuccov, bom dia, ninguém vai recorrer contra a dosimetria no STF? E Marco de Freitas está dizendo, chinês trabalha 9,9 e meia porque não fica 6 horas no ônibus. Obrigado aqui a Isabel Reis. Daiane, vamos lá, ainda sobre campanha, vídeos, uma pessoa que está indo muito bem de fato é o Fernando Haddad, ontem divulgou mais um vídeo, aliás, acho que os vídeos deles são os melhores até agora da pré-campanha presidencial, muito didáticos, muito claros, indo para cima do Tarcísio, vamos ouvir.
Veja o caso do pedágio free-flung. Ele deveria ter sido criado para simplificar, reduzir filas e modernizar. Mas o que a gente vê em São Paulo tem sido o oposto disso. Somos o estado com mais pedágios do Brasil, muito à frente do segundo colocado. Como se não bastasse, o governador Tarcígio ampliou o número de praças de cobrança.
muitas em lugares equivocados. E trouxe para São Paulo os pedágios free flow, que cobram tarifa automaticamente. O problema é que o sistema foi implantado de uma maneira confusa. Muita gente teve dificuldade para saber onde pagar.
Quem passa no pedágio não sabe o que tem que pagar, né? Eu não sei nem como que é o sistema, os valores. E quem não conseguiu, acabou sendo multado em 200 reais e 5 pontos na carteira. Da forma como foi implantada no nosso estado, dá a impressão de que o Tarcígio se preocupou mais em atender aos interesses das concessionárias, ao invés de facilitar a vida dos paulistas.
Por tudo isso, o governo do presidente Lula agiu corretamente ao suspender as multas e corrigir essas distorções. Quem foi multado vai pagar só o valor do pedágio. Quem já pagou a multa vai poder pedir reembolso e recuperar os pontos à carteira. Isso é o justo, porque a gente sabe que inovar é importante, mas toda inovação exige informação, responsabilidade e transparência.
É isso aí, Daniel. Tem uma farra dos pedágios em São Paulo. O Haddad realmente tem sido muito didático. Vai ser um osso duro de voer para o Tarcísio.
Essa questão da hospedagem não é de hoje aqui em São Paulo, que virou essa indústria. E o Tarcísio só aprimorou o sistema de exploração que as pessoas entendem que não atende às expectativas daquilo que realmente precisa a cidade.
que o discurso da concessão desses pedágios era porque a iniciativa estatal não tinha condições de fazer as manutenções devidas, que o custo para todas essas medidas transferidas para a iniciativa privada seria absorvido e tal, e o pedágio seria ali uma taxa dentro daquilo que seria feito, subsidiada, inclusive.
como melhor resultado efetivo para a população. O que a gente está assistindo é essa instalação dessas cabines que ninguém sabe onde fica exatamente, chega a cobrança em casa e você fica sem saber nem de onde estava, se você realmente passou por ali, se não passou, enfim, e de por que o pedágio foi cobrado.
Então, a medida do Tarcísio atendeu, como sempre faz dentro da sua estrutura, atendeu mais as concessionárias, como disse o Haddad, do que os paulistas. E o resultado não é efetivo, é somente uma cabine para ficar cobrando. Daqui a pouco vão cobrar a taxa aqui na radial.
Na marginal já tem algumas iniciativas nessa direção. Daqui a pouco, para você entrar na região central, você vai ter que pagar, porque é disso que se trata. E é assim que os paulistas vêm. E paulista anda muito de carro, gosta de carro. Tem uma fixação em carro.
Então, quando ele trata desse assunto no cotidiano, ele também mostra qual é a visão que ele tem de uma cidade. Ele que foi prefeito dessa cidade, cidade de São Paulo, e a visão que ele tem para o Estado, como o Estado deve ser tratado. E vai dentro daquilo que muitas vezes se esconde. Então, acho que fazer vídeos.
curtos, tratando desse assunto de forma clara, ele é um professor, consegue fazer didaticamente a explicação de uma coisa que muitas vezes parece muito complexa e fazer isso ficar digerível. Então, é um instrumento que deve ser cada vez mais usado nas redes sociais pelas lideranças, ainda mais por um candidato.
É isso que a esquerda foi perdendo, o campo progressista foi perdendo ao longo desse período, utilizar bem as redes sociais num curto espaço de tempo e fazendo o debate político. Então, acho que o meu verdade ganha muito quando faz esse tipo de abordagem com um enfoque claro numa linguagem que ainda pode melhorar bastante, mas numa linguagem que é acessível, sem tirar a característica que é dele.
Eu estou vendo como o pré-candidato que mais tem se movimentado. Mário, vou te passar, deixa eu só rodar pelos comentários. Aqui, rapidinho, eu tenho... Cadê? Onde que eu estou? Ah, aqui. Zucóv, para o povão, os sistemas são políticos parlamentares. Temos que dizer que o sistema sabota o Lula não aprovando suas propostas e que devemos ajudá-lo a lutar contra o sistema nas eleições.
Policarpo, Moraes e Dino tinham receio do Messias fazer dupla como Mendonça? De onde vinha essa desconfiança? Eu acho que, na verdade, não era isso, não. Eu acho que o Moraes tem essa questão do Banco Master, né? E o Dino tem uma desavença antiga com o Messias. São casos diferentes. Luiz Fernando, cobrem a Clara Anche e Jax Wagner sobre Tiago Ávila. E o marco de freitas é interessante como Joaquim Barbosa foi esquecido.
Mário, o Haddad indo para cima do Tarcísio, a questão dos pedágios em São Paulo, como é que você está vendo essa pré-campanha? Antes eu queria voltar para esse vídeo que você tocou da Marília Campos. Tão interessante, outra performance muito interessante em que ela...
ela se apresenta como campeã da defesa da candidatura do Rodrigo Pacheco em Minas para governador, sendo que todos sabemos que ela também, quer dizer, é uma opção para o caso da negativa do Pacheco.
a essa candidatura. E eu não sei o que você acha, mas pela performance dela, tão boa como ela é, fica a dúvida se não seria melhor que ela mesma fosse a candidata, já que ela tem esse valor todo e parece imprimir uma identidade, um vigor, um vigor,
uma alegria mesmo, na fala dela, que seria revigoradora. Então, só lembrar isso, que às vezes quem mais quer é a pessoa que mais nega. Só queria dizer isso e...
é relevante lembrar que tem ressonância a conversa dela, toda a disposição dela, em contraste com a verdadeira, com a relativa, o desânimo até agora do Rodrigo Pacheco com a assunção dessa candidatura dele. Então fica esse contraste aí. Com relação ao Fernando Haddad, não, de fato, ele mostra que...
que cada vez mais são palpáveis as possibilidades de um crescimento, quem sabe de uma vitória, acho mais difícil, mas de um crescimento da candidatura dele no Estado de São Paulo, num outro ambiente totalmente diferente daquele de 2018 e também de 2022. Com a prisão dos golpistas, com a repressão, a tentativa de golpe de Estado,
muito mudou no ambiente político, o assédio é muito menor, e mesmo a abertura para a audição de um discurso mais ligado ao social e à tradição do Partido dos Trabalhadores, tem uma impressão que está mudando no interior também. Não quero dizer que vai haver adesão, que não vai ser difícil, mas que é um outro ambiente.
e ele está começando a explorar isso de maneira muito eficiente, já tratando dessa questão dos pedágios. Vamos ver qual é o desempenho dele na área da segurança, outra área que acho que vai ser muito relevante nessa campanha eleitoral, mas acho que começou de maneira muito positiva. Você, Alex, como é que você está vendo a campanha do Haddad? Eu não estou vendo a campanha do Haddad, não vejo. Acabei de mostrar.
Não, não estou falando de você. Eu todo dia navego nas redes, no X, não vejo essas postagens no X. Você segue o Haddad? Ah, bom, aí está vendo? Você está dizendo a mesma coisa que eu estou dizendo. Não pode ser só para quem segue o Haddad, tem que ser para todo mundo. Eu não vejo no X, por exemplo, essas postagens.
precisa espalhar muito mais do que está sendo espalhado, porque aí eu brigo para ser seguidor do Haddad, entende? É isso que eu estou falando. Precisa ser para todo mundo, porque, escuta, atingir quem é seguidor, você acha que isso aumenta?
campo da votação dele, não, ele precisa falar com quem não o segue. É esse que é o negócio da campanha. Ele precisa falar para quem não o segue, e não para quem o segue. Para quem o segue, vai votar nele. Eu vou votar nele, você vai votar nele, e etc. Mas, precisa mostrar esses vídeos para quem não o segue.
para quem não está disposto a votar nele, ele precisa convencer essas pessoas. É isso que eu estou dizendo. Ele tem que convencer quem não segue. Ele precisa convencer os outros. Então, essa é a primeira coisa. Claro que está no começo, não estou fazendo uma crítica assim, não, está claro, está no começo, etc. Agora, eu não acho que o pedágio seja o assunto principal, seja o problema principal, porque é fácil de rebater.
essa coisa do pedágio. Ah, o pedágio de São Paulo é caro porque tem as melhores estradas também. Então é fácil rebater isso aí. Então não acho que seja esse o principal problema de São Paulo. O pedágio, as estradas... Não, as estradas são muito boas, de fato. E a outra coisa é que, além de denunciar porque está ruim, o Adair tem que dizer qual é a proposta dele.
Ah, está muito caro. Qual é a tua proposta? Você vai cortar o preço do pedágio? Como? Então, é só isso. Não estou fazendo críticas e tal. É começo de campanha e tudo, mas já trabalhei em campanhas e tal. Não sei se alguém aqui já trabalhou em campanhas, mas é isso. A campanha tem que denunciar o que está errado.
tem que mostrar só proposta. Ah, os pedágios são caros e tal. A minha proposta é eu vou cortar os pedágios. Essa é a proposta? Então, é só isso, mas é um começo de campanha e tal. É muito bom gravar vídeos. Tem que colocar esses vídeos para todo mundo.
Passa a seguir o Haddad que vai ser mais fácil. Vamos lá. Vamos para o Breno Altman e para a Daphne aqui. Gente, boa semana para vocês. Valeu. Para você também. Tchau. Tchau. Então, vamos aqui agora embarcando a Daphne Aston e o Breno Altman e vamos em frente. Opa, espera aí. Deixa eu só tirar o Alex aqui. Bom dia, Daphne. Tudo bem? Bom dia, Léo. Bom dia, comunidade. Bom dia, Breno. Bom dia, feliz de estar de volta aqui.
Que bom, bem-vinda. Bom dia, Breno, tudo bem com você? Bom dia, Daphne, Lelo, todo mundo que está nos acompanhando, tudo em paz. Tudo certo. Semana difícil, semana passada, hein, Breno? Muito difícil. E agora, o que fazer? Vou começar te perguntando, o que fazer com a Alcolumbre, por exemplo?
Eu acho que esse é o menor dos problemas, embora eu ache que o governo tem que responder. Responder não tem a ver somente com acertar pontas com a Alcolumbre, tem a ver com a mensagem que vai passar a opinião pública. Ninguém gosta de governo fraco. É uma questão fundamental na disputa eleitoral, as pessoas gostam de governo forte.
houve um insulto ao governo Lula na rejeição de Jorge Messias. O governo tem que responder. Se o governo não responde, ele passa uma mensagem de fraqueza. Se passa uma mensagem de fraqueza, enfraquece a sua posição eleitoral. Entre ter problemas no Congresso e passar uma mensagem de fraqueza, a essa altura do campeonato, penso que ter problemas com o Congresso é a menor das dores de cabeça.
Ou seja, o governo precisa tentar fazer desse limão uma limonada. Qual é a limonada? A limonada é deixar muito claro à opinião pública que um dos preços...
a obstaculizar a ação do governo é um congresso conservador, o famoso congresso inimigo do povo. Essa mensagem tem que ser muito forte, e para essa mensagem ser forte, ela depende, acredito, entre outros fatores, de uma resposta ao que aconteceu na semana passada. Já se passaram vários dias, e os indicados por Alcolumbre continuam no governo Lula.
Não houve um preço a ser pago ao Volumbre e seus aliados até o presente momento. E creio que essa mensagem não é boa, não é eleitoralmente boa. Fraqueza não é eleitoral. Concordo com você, passa essa ideia de que vale tudo, de que o Lula aceita qualquer coisa.
E as pessoas entendem que os seus problemas hoje são graves, e problemas graves exigem governo forte. As pessoas não estão preocupadas hoje principalmente com riscos de conflito. As pessoas estão preocupadas com a situação que estão vivendo. Elas não estão olhando para o governo, esperando que o governo seja um grande pacificador.
Há momentos em que pode ser essa a expectativa da maioria da população. Neste momento, há uma demanda, me parece, pelas pesquisas, uma demanda por um governo que resolva os problemas, com sentido de urgência. Esse sentido de urgência, por uma série de razões, falta o governo Lula.
Eu estava outro dia comentando, Léo, o presidente Lula falou pela primeira vez contra a escala 6x1, primeiro não fazia parte da agenda do governo, a escala 6x1, ela entra na agenda do governo depois de uma certa mobilização social antes do 1º de maio do ano passado.
É assim mesmo, o governo de esquerda tem que ser capaz de absorver as demandas que vêm das ruas. O presidente Lula fala contra a escalação espiritual pela primeira vez, no 1º de maio de 2025. Levou quase um ano para o governo apresentar um projeto no parlamento a esse respeito. O governo fala de terras raras desde o início do ano passado. Um ano depois, ainda não existe um projeto do governo sobre terras raras.
É um governo sem sentido de urgência, por uma série de dificuldades. E essa falta de sentido de urgência, eu creio, ela é um vetor negativo no processo eleitoral. É isso aí. Bom, Daphne, com você, bem-vinda de volta. Vamos em frente aí. Valeu, abraços. Obrigado.
Sobre essa questão, enfim, dessa crise que você falava, você disse no X que se o governo Lula deseja assumir um discurso antissistema,
ele tem que enfrentar o centrão, que enfrentar o centrão é essencial. É claro que a gente, você fala de defender medidas populares, o governo está lançando a campanha do fim da escala 6x1, mas como é que enfrenta o centrão? Por exemplo, o Randolph, que é aliado ao governo, disse que a relação com a Alcolumbre é essencial para o governo. Como é que mantém essa relação depois?
de tudo que aconteceu. Como esperar alguma relação em relação a isso? Olha, depende do ponto de vista, porque acredito, a essa altura do campeonato, que a batalha que importa é a disputa eleitoral no final do ano. Não só as batalhas parlamentares, ainda que haja risco do governo sofrer derrotas.
Nesta perspectiva, o governo responder ao Columbo e sua patota passou a ser essencial. Ou seja, o governo, para poder construir uma imagem antissistema, que é o propósito anunciado pelo presidente do partido, ele não pode ficar de mãos dadas com os inimigos do povo.
ele tem que separar águas de forma muito clara e evidente para a população.
Por isso que eu acredito que o governo Lula já deveria ter colocado no olho da rua os ministros que representam as forças que rejeitaram a indicação de Jorge Messias para o STF. E por que você acha que está demorando isso? Ou se você acha que ainda pode acontecer? Se vai acontecer alguma coisa? Eu acho que tem dois fatores, me parece. Um fator...
foi manifestado pelo próprio senador, líder no Senado, o Randolfo, que é a preocupação com as votações parlamentares, de que uma briga com esses setores chamados de centrão...
que uma briga com esses setores impeça a votação de projetos do interesse do governo. Acho que essa é uma preocupação. A segunda são as alianças eleitorais. São as alianças, tanto as nacionais quanto as alianças regionais. Então, o Randolph Rodrigues pode estar preocupado, como outros parlamentares, com essas alianças.
bater de frente com o centrão poderia desfazer essas alianças. Então é uma segunda preocupação. Pode haver outras preocupações, aí já entra num terreno mais espantanoso, ou seja, preocupação em senadores e deputados que eventualmente estejam querendo se proteger.
de investigações sobre o Banco Master e outras do gênero, mas isso é um terreno muito mais especulativo. Acho que os dois motivos são esses. Ter receio de que o governo venha a sofrer derrotas, de bater de frente com o Centrão, e receio de que alianças que são feitas nos Estados com partidos e políticos do Centrão, que essas alianças sejam abaladas.
Um caso que eu sei que preocupa é Minas Gerais. Há uma boataria, ainda não confirmada plenamente, de que o Rodrigo Pacheco, candidato a governador em Minas, que teria o apoio do PT e do presidente Lula, que ele, depois da quizumba da semana passada, estaria renunciando a candidatura dele a governador. Ele não sairia mais candidato.
Isso desmonta a capa pensada pelo presidente Lula para Minas Gerais, que é o segundo colégio eleitoral do país. Agora, são escolhas que têm que ser feitas. São escolhas que têm que ser feitas. Ou seja, essa...
Essa falta de fronteiras mais nítidas entre a esquerda e o centrão traz um prejuízo eleitoral ao presidente Lula e ao PT, na minha opinião. Traz um problema eleitoral, traz um problema em relação às suas próprias bases, em relação à sua militância, em relação à disputa do chamado espírito antissistema que trafega pela sociedade.
Deixa o discurso antissistema mais difícil de ser empalmado, ser vocalizado. Essa é a minha opinião. O governo tem que fazer escolhas difíceis mesmo, são escolhas de risco. Agora, penso eu que... O que eu estava dizendo quando a Puxa estava aqui conosco, o povo não gosta de governo fraco.
Essa questão do discurso antissistema é muito interessante. Eu sou aqui do Rio e nem estava aqui, estava na Serra, estava de férias, mas o show da Shakira movimentou esse Rio de Janeiro de uma forma impressionante.
e teve lá a projeção contra a escala 6x1, foi muito engajado, digamos assim, essa projeção lá e muito aplaudida, digamos assim. E aqui a gente sabe que o Bolsonaro é berço, infelizmente, eu tenho que dizer isso, é berço de... Tem muito bolsonarista aqui, de Bolsonaro.
eu acho que está na hora realmente de pegar essa carona aí, dessa movimentação popular.
nesse ponto. E ele lança agora a campanha do fim da escala 6x1. Como é que você está vendo? Até agora, o governo lançando essa campanha. E quanto tempo você acha? Você falou desse tempo todo, foi do 1º de maio do ano passado até o 1º de maio para lançar esse projeto. Como é que você acha que vai ser o tempo para avançar com isso, dentro dos trâmites burocráticos? Nós temos que entender e aí
para responder a essa questão importante, qual é o método do governo Lula? Qual é o método da chamada política de frente ampla? O método é a construção do consenso. Então, o governo estabelece um diagnóstico, cala seis por um, é um malefício aos trabalhadores, é um problema à classe trabalhadora, tem que ser resolvido. Esse foi o diagnóstico. Lá atrás, o governo assolou. Aí, depois, ele começa a conversar.
com setores políticos, com setores empresariais, com setores sindicais, e vai construindo o máximo de consenso possível. Somente quando esse consenso está construído é que o governo atua. Esse é um método. Esse é o único método? Não, não é o único método. Basta ver que tanto a direita quanto a esquerda você tem governos que atuam por outros métodos.
Vou usar o exemplo à esquerda do Gustavo Petro na Colômbia. O Gustavo Petro também tem uma situação muito delicada no parlamento. Aliás, o governo Petro tem uma bancada de esquerda proporcionalmente no parlamento colombiano menor do que o presidente Lula tem no parlamento brasileiro. Mas o método do presidente Petro é outro.
tem o diagnóstico, ele imediatamente lança as suas propostas, aliás, lançou todas as suas propostas nos primeiros dias de governo, colocou todas elas sobre a mesa e gera mobilização social, gera enfrentamento político, gera enfrentamento vocal do próprio presidente defendendo aquelas propostas durante um certo período.
depois de acionada a pressão social, depois de acionado o enfrentamento, é que se negocia. Claro, aquilo que foi aprovado ou que veio a ser aprovado no Parlamento colombiano não é exatamente a mesma proposta anunciada pelo governo de Petra.
Ela teve que ser negociada, porque ele não tem maioria no parlamento. Mas, primeiro, ele lança pressão. Então, ele passa uma mensagem de urgência para a população, ele mostra qual é o projeto para resolver o problema. Segundo, ele coloca a população no jogo, mobilizando.
chamando ao protesto, chamando a mobilização, cercando o parlamento de fora para dentro, e ele negocia sobre essas condições. Quando a negociação não é plenamente favorável, ao menos fica claro para a população que o governo fez todo o possível e que quem impediu uma reforma popular de avançar foi o parlamento e não o presidente. É um outro método.
É um método, aliás, bastante vitorioso na Colômbia. Haja visto que o pacto histórico, a coalizão de esquerda, ampliou muito sua participação parlamentar nas eleições de março, e seu candidato, Ivan Sepeda, é o favorito, com razoável margem no primeiro turno, ao menos, para as eleições colombianas agora do dia 31 de maio. É um outro método. É um outro método.
Da mesma maneira, a direita atua com esse método. O governo Milley, na Argentina, atua com o método do enfrentamento. No primeiro dia de governo dele, ele mandou 300 projetos de lei para o parlamento. Conseguiu aprovar menos de um terço deles, mas criou uma situação de cerco sobre o parlamento a partir da presidência da República.
O método que o presidente Lula adota é o método do gradualismo, é o método da construção prévia do consenso. Esse método torna o governo lento. É lento em relação à escala 6x1, é lento em relação à Terra Brás.
É mais seguro esse método, é verdade, porque quando o projeto é apresentado já existe um certo consenso, as chances desse projeto ser aprovado provavelmente sejam maiores, porque já tem uma pactuação prévia.
em relação a isso mas por outro lado o governo obrigado a fazer muito mais concessões do que o faria se houvesse enfrentamento e mobilização e segundo não passa para a população cento o centro de urgência e pode acabar sendo atropelado na opinião pública
O que está acontecendo com a escala 6x1? A tentativa do Hugo Mota com a PEC, com a proposta de venda constitucional, é fazer com que o parlamento, sob sua direção e de Alcolumbre, ganhe os mouros pelo fim de uma escala 6x1 desidratada, que é a intenção da centro-direita. A PEC, impulsionada por Hugo Mota, saiu na frente do projeto do governo.
porque o projeto do governo chegou no parlamento só agora, em abril. Um meses depois do discurso do presidente Lula em maio. Perfeito. Então, é um problema... Ou seja, o presidente Lula, aparentemente, faz uma opção por segurança. Então, ele tem esse esforço de construir consensos antes de apresentar propostas.
Eu acho que essa é a explicação pela lentidão das medidas que são tomadas. Perfeito. Só agradecer aqui nossos queridos internautas, agradecer todo mundo que está me desejando boas-vindas, obrigada pelo carinho de vocês. Agradecer ao Arnaldo, que diz assim, infelizmente não vai ter antissistema, vamos torcer para a burguesia não se unificar e ganhar no sufoco de novo, como se desfazer de tantos acordos.
pergunta ele aqui, e, ó, Júnia, Júnia está em Cuba, estou em Cuba, quem dera tivéssemos militares como os daqui, Pátria se defende. Daqui a pouquinho a gente até pode falar de Cuba, Júnia, beijo para você, aproveita aí sua viagem. Então, aqui a questão do Arnaldo, como se desfazer de tantos acordos, e aí aproveita e pega essa sua preocupação com a eleição, você disse que tem essa preocupação com a eleição, a gente tem aqui, por exemplo,
uma matéria que dá conta do que disse o Elton Dias. O Elton Dias afirmou que o Flávio Bolsonaro bateu no teto das pesquisas. O coordenador da campanha de Lula afirma que o senador ocupou o espaço político do pai, mas já estaria em fase de estabilidade nos levantamentos. Como é que você está vendo essas pesquisas que estão aparecendo? E essa fala do Elton Dias, você concorda com ele? Qual é a preocupação?
É bastante plausível a tese do senador Wellington Dias, de que Flávio Bolsonaro tenha batido no teto. É claro que precisamos esperar as próximas pesquisas, mas é razoável acharmos isso. É razoável essa tese. O país vivenciou, em 2022, uma divisão ao meio. A vitória do presidente Lula foi...
como diz o tango do Carlos Gardel, cantado por Carlos Gardel, Poru na Cabeça. Poru na cabeça. Aliás, é um tango que conta a história de uma corrida de cavalo.
Foi uma vitória afetada. Essa divisão em dois blocos não se dissolveu nesses quatro anos. Ela se manteve mais ou menos intacta, apesar dos desgastes sofridos pelo bolsonarismo. Aliás, o ex-presidente está preso. Apesar dos desgastes, o país se manteve dividido em dois blocos simétricos.
Então, na medida em que o Flávio Bolsonaro vai batendo em alguma coisa próxima, em segundo turno, já vai batendo próximo dos 46%, 47%, 48%, é razoável prever que ele não vá além disso. Então, o voto que vai decidir as eleições é uma fração pequena do eleitorado.
que pode oscilar para um lado ou para o outro, que é incorretamente identificada por muitas pessoas como eleitor centrista, não necessariamente é um eleitor centrista do ponto de vista político, é um eleitor que possui um conjunto de razões que podem levá-lo a definir o voto para um lado ou para o outro. Então, acho que a tese de Wellington Dias é uma tese razoável. Repito, é necessário que as próximas pesquisas corroborem isso.
Eu, na verdade, Daphne, acho que falei isso aqui na semana passada, não me preocupo muito nesse momento com as pesquisas eleitorais, porque as pesquisas eleitorais estão sendo feitas antes que a campanha comece. Certo. Eu me preocupo com as pesquisas de popularidade do governo. O governo precisa melhorar a sua popularidade, a popularidade do governo é baixa.
relativamente baixa. E essa popularidade precisa melhorar para o ponto de partida da campanha eleitoral do presidente Lula ser mais elevado. É muito difícil um cenário no qual a taxa de aprovação fica abaixo de 45%. É preciso melhorar a taxa de aprovação.
eu penso que do ponto de vista do calendário de maio, ainda estamos em maio, até julho, nós temos aí três meses, o essencial é melhorar a popularidade do governo. A partir de julho as pesquisas eleitorais começam a ter maior consistência, a partir de primeiro de agosto, a bem da verdade, são 60 dias de corrida eleitoral.
na verdade, até menos, são 45 dias de corrida eleitoral para a gente levar em conta a data final do registro das candidaturas e o início da campanha eleitoral formal. Então, esses meses aqui de maio, de junho até julho, quando os partidos realizam suas convenções,
O objetivo primeiro é melhorar a popularidade do governo. A preocupação, penso eu, não deve ser com as pesquisas eleitorais. Se a popularidade do governo melhora, se o governo começa a ter uma taxa de aprovação em elevação e uma taxa de reprovação em descenso, a base para a campanha eleitoral muda de qualidade, já que o presidente Lula está disputando a reeleição.
Perfeito. Deixa eu agradecer aqui aos nossos internautas e agradecer ao Fernando, Fernando César. Breno, concordo, Breno, no exterior Lula é um lobo que roja e mostra os dentes, e no Brasil balança o rabo. Eu não concordo muito com isso, não. Acho que é um pouco uma versão caricatural. Acho que existe mesmo uma contradição, uma contradição programada.
Ou seja, o presidente Lula, quando está no exterior, ele opera como uma liderança mundial. Nós temos que entender essa...
esse seu papel. Quando ele está no Brasil, ele opera como gestor da política brasileira, são ambientes diferentes, isso gera contradições mesmo. Mas eu não faria essa caricatura que o nosso espectador fez. Eu entendo que haja uma percepção de contradição, a contradição é real, ela não é falsa. Se nós compararmos a situação política interna com o discurso do presidente Lula em Barcelona, há uma contradição.
entre as duas realidades, entre as duas situações. Mas ela é provocada pelos distintos espaços em que o presidente se situa. O espaço...
no qual ele opera como uma liderança, uma das principais lideranças de esquerda, e o espaço interno no qual ele tem que escolher uma estratégia, podemos concordar ou não com essa estratégia, para lidar com o fato de que ele é presidente num país onde a direita tem maioria no parlamento e no sistema de justiça.
Olha, a gente falou aqui justamente da derrota, que foi a recusa do nome do Jorge Messias no Senado. Aqui, e você falou que estava preocupado justamente, não com as pesquisas, mas com a questão da popularidade.
do Lula, mas aqui tem uma matéria que eu queria que você comentasse. Lula melhora em pesquisas internas após derrota de Messias no Senado. O tracking do PT mostra presidente à frente de Flávio Bolsonaro após acordão entre bolsonarismo, Congresso e ala do STF contra o Planalto. Então, afinal, foi derrota? E dentro disso que a gente está falando.
Veja, eu não conheço essa pesquisa. Sistemas de tracking são sempre sistemas de baixa, são sistemas precários de apuração de opinião pública, porque o tracking é um input imediato. No momento em que uma decisão foi tomada ou que ele é feito com base...
de maneira rigorosa a participação etária, social, regional do eleitorado, mas feitas todas essas ponderações, se esse tracking aponta nessa direção, revela exatamente o potencial ao qual eu me referi há pouco. Exatamente.
há um ânimo na sociedade, contrário ao Congresso, contrário ao Centrão, contrário a esse campo fisiológico da política brasileira que a Alcolumbre representa. E, portanto, bater em Alcolumbre, bater em morta, bater no Congresso, inimigo do povo, é ativo eleitoral, não é passivo.
Então, acho que mostra uma potencialidade E não uma dificuldade Em relação a se ter uma política De confrontação Contra a maioria conservadora No parlamento Ao contrário da tese do senador Randolko Rodrigues
ao contrário da tese do senador Randolco Rodrigues. Eu não concordo com a tese do senador Randolco Rodrigues. A tese do senador Petista do Amapá leva o governo à paralisia.
Dentro dessa questão da popularidade do governo, tem essa matéria de hoje aqui também, que é o Lula lançando o pacote para aliviar as dívidas da população. Então, o novo programa prevê descontos de até 90%, juros menores e uso de parte do FGTF para reduzir endividamento das famílias. Como é que você vê essa medida, Breno? Você acha que isso ajuda? Enfim.
Acho muito importante. Um dos grandes problemas dos trabalhadores hoje no Brasil
de estudos. Então, um programa do governo que alivia essa situação, ele é um programa correto, um programa bem-vindo. Eu ainda não tive a oportunidade de analisar detalhadamente esse programa, conheço em termos gerais, como está na própria matéria do 247, que é um programa bem-vindo.
deverá trazer algum benefício para o governo. Não acredito que isso provoque um benefício espetacular. Algum benefício trará, porque o problema do endividamento é real, mas tem uma origem, e o problema está nessa origem, que é a renda média do trabalhador brasileiro é muito baixa e está subindo muito devagar.
Por que as pessoas se endividam? As pessoas não se endividam porque querem. Uma parte pequena das pessoas se endivida porque entra em bets, em jogo. É muito pequena essa parte. O grosso das pessoas se endivida porque deixa de ter renda para os seus gatos essenciais. Aliás, saiu uma pesquisa recentemente mostrando isso, e...
A maior parte do endividamento das pessoas hoje é provocada por situações de desemprego ou por problemas de saúde, não é por gastos supérfluos. Então, você teve um crescimento muito expressivo hoje do preço dos planos de saúde.
e as pessoas estão a parte de desemprego cai mas a precarização desses empregos é relevante e e são os empregos que crescem são empregos em faixas salariais de baixa ou de menor que a situação ali em um e dois salários mínimos tá então você tem uma uma
você tem uma taxa de juros muito elevada, o spread bancário é o maior da série do Banco Central desde 2013, há 13 anos, é o maior spread. O spread é a diferença entre a taxa básica de juros estipulada pelo governo, conhecida como TELIC, e o que os bancos efetivamente cobram das pessoas e das empresas. Então, você tem problemas estruturais, taxa de juros.
renda baixa, elevação setorial do custo de vida, por exemplo, planos de saúde. E essa situação estrutural melhorou, claro, no governo Lula em relação aos governos Bolsonaro e Temer, mas não foi uma melhora radical, não foi uma melhora do tamanho da expectativa das pessoas.
Então, eu vejo dessa maneira. É muito importante enfrentar o sintoma, que é o endividamento. Mas é fundamental ter um programa para resolver a raiz do problema.
que tem a ver com o desenvolvimento do país. O país só vai conseguir ter melhores salários, só vai conseguir ter mais direitos para a classe trabalhadora, só vai ter uma melhor nível de vida estruturalmente se nós abrirmos um novo ciclo de desenvolvimento industrial.
Se o Brasil romper com o modelo agroextrativista no qual se baseia a nossa economia. Se o Brasil voltar a ter na indústria a locomotiva da sua economia. A indústria gera emprego de melhor remuneração, não são os serviços, não é o comércio, muito menos o agronegócio.
A geração de empregos de melhor remuneração depende da indústria. E o Brasil continua a ser um país de indústria fraca. Em 1985, quando acabou a ditadura, a participação da indústria no PIB era de 27%. 40 anos depois, é de 9%. Nossa! É um terço do que era.
E aí, se o país não tem uma indústria forte, o que vai ser gerado de emprego é emprego de baixa remuneração, para a massa do povo. Claro, para uma elite ali na classe média alta, vão ser gerados emprego de altíssima remuneração no mercado financeiro.
e da nas empresas a chamadas treina das agências comerciais uma série de serviços vinculados a esses bancos avançados da economia brasileira sistema financeiro o agronegócio mas na base da sociedade os empregos vão ser de baixa remuneração
Eu queria agradecer aqui também a participação da Maristela, que disse que gostaria de ouvir um debate seu e do Fernando Horta.
Então, fica aí a dica para o meu querido Horta. E trazer aqui, você tocou na questão das terras raras. Tem essa matéria aqui. O governo não criará terra braz, mas exigirá processamento local dos minerais críticos, diz novo o ministro. Márcio Elias Rosa afirma que a política industrial priorizará agregação de valor no país e admite questionamento sobre venda de mina à empresa dos Estados Unidos.
Essa questão da Terrabras é uma questão que você disse que já foi falada, mas também segue aí, digamos assim, meio devagar.
Olha, eu acho uma posição muito recuada a do ministro Márcio Elias Rosa, que assumiu no lugar do ministro Geraldo Alckmin. Geraldo Alckmin também é vice-presidente da República, mas como será candidato à reeleição na chapa do presidente Lula, ele tinha que se afastar do ministério. É uma posição muito recuada, ou seja, eu acredito que é muito...
como é que vai ser essa exigência de processamento local. Novamente, está se jogando no pântano uma questão estratégica. Eu veria duas soluções. Ou a criação de uma estatal dos minérios para ter um comando.
absoluto sobre a extração e processamento de terra-rasáreas, isso não significa eliminar a iniciativa privada, significa colocar a iniciativa privada sob o comando de uma empresa estatal, ou seja, a empresa estatal operar os consórcios todos necessários para a extração e o processamento de terra-rasáreas, essa é uma opção. É outra opção.
para ser imediata, para não ter que criar uma nova estratégia estatal, é fazer com que terras raras sejam geridas pelo Petrobras. A Petrobras cria um departamento de terras raras, como criou no passado o departamento de bioquímica, e a Petrobras cuida das terras raras, sem você ter que criar uma nova estrutura. Agora, o que o Estado precisa de uma empresa, precisa que uma empresa do Estado opere esse setor, eu não tenho nenhuma dúvida.
A experiência mostra isso. O Brasil só conseguiu desenvolver a exploração do petróleo porque existia a Petrobras. O Brasil só conseguiu criar um sistema elétrico nacional porque existia o Eletrobras. O Brasil só conseguiu ter uma atividade de mineração em todo o território nacional porque um dia a Vale foi estatal.
O Brasil só tem uma indústria de aviação porque o Estado criou a Embraer, a Embraer, que depois foi privatizada. Ou seja, a subestimação do papel das estatais é um grave erro, já comprovado pela história. Não posso, então, concordar com a tese do ministro.
Muito bem. Queria ainda, antes de passar para a pauta internacional, Breno, já agradecendo o pessoal aqui, pedindo para o pessoal deixar o like, compartilhar essa live, é muito importante para a gente, para a gente aumentar o nosso alcance. Quem puder, apoie o 247 em pix.com.br e se torne membro do YouTube. Queria falar um pouquinho de São Paulo.
Haddad, candidato, está criticando a farra dos pedágios de Tarcísio, denunciando prejuízo a motoristas com sistema free flow. Ele pegou esse ponto para atacar o Tarcísio. Como é que você está vendo a campanha do Haddad? Como é que você está vendo essa corrida em São Paulo? Olha, eu creio que o ponto de partida da campanha está acima do esperado.
pesquisas mostram que o desempenho do ex-ministro Fernando Haddad ele é nas pesquisas que, repito, ainda são precoces, o ponto de partida está acima do imaginado. Então, essa é uma boa notícia. Essa é uma boa notícia. Creio também que o ex-ministro está buscando pontos nevráldicos de enfrentamento com taxis de freitas e o faz com competência.
Há um ou outro tema que a gente poderia questionar, por exemplo, eu tenho um questionamento sobre como está sendo tratada a questão da Sabesp. Há uma crítica à privatização da Sabesp, mas a campanha do ex-ministro parece não querer assumir a ideia da reversão da privatização da Sabesp.
precisaria analisar as razões disso. Acho que soluções práticas precisam ser apresentadas quando são identificados problemas. E um problema sabéspico é real. E ele exigiria, assim como o...
de energia elétrica, o sistema de fornecimento de água e de saneamento também precisam de soluções concretas. Ou seja, não acredito que se possa sair a campanha com uma crítica correta, sem uma solução verificável, popular, simples de ser entendida pela opinião pública. Mas, de toda maneira, creio que a campanha do ex-ministro vai bem, começa bem.
começa com maior potencial do que se imaginava. E essa é uma boa notícia para a candidatura de Fernando Haddad. Queria entrar agora, Breno, na questão internacional, muito importante. A gente viu a questão do sequestro do ativista Tiago Ávila e também do companheiro dele de militância, o espanhol Saif, Abukeshek.
eles foram sequestrados em águas internacionais. Queria saber de você como é que você está vendo essa situação até agora, qual é o posicionamento que o governo brasileiro deve tomar em relação, parece que foi prorrogada a prisão do Tiago, o Léo até falou disso aqui hoje mais cedo, é uma situação, a gente fica muito preocupado com ele, o Tiago é um lutador, é um brasileiro, e penso que a gente precisa falar dessa situação dele.
Olha, ainda não foram apresentadas denúncias formais ao Tiago e ao Saif. A decisão judicial de adiar por mais dois dias a sua detenção é para que se constituam as acusações. Pelo sistema de justiça de Israel, somente é aberto o processo judicial quando é apresentada uma denúncia.
Por enquanto, ele está detido para interrogatório. E a decisão prorroga essa detenção por dois dias. O governo brasileiro já se manifestou em duas oportunidades. Não é correto afirmar que o governo brasileiro, como algumas pessoas fazem, não foi o seu caso, obviamente, mas eu tenho lido pessoas falando disso, ah, o governo precisa se manifestar. O governo já se manifestou em duas oportunidades.
A primeira numa declaração conjunta de vários países contestando o sequestro em águas internacionais e depois numa declaração comum entre Brasil e Espanha contra essa captura ilegal de Tiago e de Salif.
Imagina que o presidente Lula vá se pronunciar nos próximos dias, porque o presidente do governo espanhol, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanches, já o fez, já se manifestou abertamente, exigindo a libertação do seu compatriota, do Saif, o colega do Tiago, nessa empreitada. Creio que essa pressão tem que subir de tom, tem que subir de tom, é muito grave o que aconteceu.
no mundo imaginário, Daphne, o governo devia mandar prender uns 10 soldados israelenses que estão aqui no Brasil passando férias e dizer que só soltamos quando soltaram o Tiago. Seria interessante mesmo. Tem vários por aí. Tem vários que serviram as suas armadas e participaram do genocídio em Gaza, prende e acusa de cumplicidade em genocídio.
E estabelece uma troca de prisioneiros. Já que esse é o jogo de Israel, passa-se esse jogo. Mas isso, claro, não vai acontecer. É apenas uma butade, como dizem os franceses. Então, eu creio que tem que subir a pressão internacional fortemente. É de suma gravidade o que aconteceu.
A impressão que se tem a partir das conversas que a redação do Opera Mundo tem feito com advogados, com políticos israelenses, com políticos do governo israelense, é de que vai ser aberto um processo.
Ou seja, de que a detenção se transformará numa detenção sujeita a processo penal, de que não haverá libertação daqui a dois dias, se depender do governo israelense. Claro que muita coisa vai acontecer nesses dois dias, mas tem um recado político do governo israelense. Veja, um brasileiro e um espanhol. São exatamente os dois governos anuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiui
que, ao menos no mundo ocidental, mais confrontam o regime sionista, o presidente Lula e o primeiro-ministro Pedro Sanches. Tem uma mensagem política nisso. Tem uma resposta política do regime sionista ao Brasil e à Espanha. Você viu que é um avião judicial. Isso não é um problema judicial.
Isso é um problema político. E acho que o governo brasileiro tem que buscar, junto com o governo espanhol, uma forma de escalar isso. Ou seja, já que é essa a resposta do governo israelense, tem que encontrar formas de dobrar o redimissionista, ou seja, de fazer-o pagar por isso. De fazer-o pagar por isso.
Eu sei que você não gosta de teorias da conspiração, você trabalha com os fatos, mas o avião do Pedro Sanches fez um pouso de emergência ontem, no aeroporto de Ankara, e um pouso de emergência na Turquia. Eu já fico achando estranho, já estou preocupada do Lula ficar andando de avião por aí.
porque justamente por conta disso que você falou, um espanhol e um brasileiro que foram presos ali pelo governo...
de Israel, mas, enfim, era só uma observação aqui que eu queria fazer sobre essa questão do avião do Pedro Sanches. Agora, Breno, mudando aqui um pouco de assunto, a desaprovação do Trump bateu um recorde antes das eleições para o Congresso, diz aqui a matéria 247. A pesquisa aponta 62% de desaprovação de Trump e vantagem democrata antes das eleições de meio-mandato.
Trump não está muito lá popular. Aquele tal daquele atentado, que todo mundo ficou achando muito estranho, parece que não causou nenhum efeito nessa queda da aprovação do Trump. Como é que você está vendo o governo Trump? Como é que segue essa linha dele? Ele vai afundando e a situação só piorará, o que torna ele perigoso.
Sim, mais perigoso, você diz. Claro, porque ele terá que encontrar fórmulas para tentar deter essa tendência à desaprovação, do crescimento da desaprovação. Ele se afundou com a guerra no Irã. O Irã quebrou as pernas. Ele oscila entre fazer de conta que a guerra acabou, que os Estados Unidos venceram, para tentar apaziguar o eleitorado.
oscila entre essa posição e a hipótese de retomar a guerra e tentar impor algum tipo de derrota incontestável do Irã. Hoje por hoje ele está tentando se safar da guerra, não é à toa que o Irã tem aumentado o tom, porque sabe que Trump tem dificuldades de retomar a guerra.
dificuldades internas, políticas, e o Irã vai aumentando sua pressão sobre os Estados Unidos, deixando muito claro quais são os itens inegociáveis de um eventual acordo de paz. Trump pode tentar uma ação espetacular contra Cuba para melhorar sua performance eleitoral, ou seja, ele pode analisar que se o Irã lhe trouxe resultados ruins,
uma ação espetacular em Cuba poderia recuperar essa imagem como líder de uma nação invencível. Então, aí há um risco. Agora, o fato é que a vida das pessoas nos Estados Unidos não está melhorando, está piorando. A inflação provocada pela guerra no Irã é sentida no bolso das pessoas. Aumentou o preço do combustível.
e com isso a desaprovação ao governo também cresce. Trump está nesse momento em xeque, e em xeque ele vai reagir, ele não se deixará abater sem reagir. Do ponto de vista internacional, a reação dele pode ser a retomada da guerra no Irã e pode ser um ataque militar à Cuba.
Esse tipo de ação espetacular, penso eu, provavelmente está no radar do presidente norte-americano.
Para a gente finalizar, Breno, antes de a gente trazer aqui a sua programação da semana, queria voltar a falar de Brasil. A gente está... Deixa eu abrir aqui, não sei se estou com ela aqui. Não, a matéria da... Ah, estou sim. Da dosimetria, os ministros do STF...
matéria de hoje também, ministros do STF sinalizam que não devem interferir no PL da dosimetria. O Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao projeto na semana passada e agora segue aí no STF. Como é que você está vendo esse debate? Parece que o PT dependeria aí de um sorteio. Enfim, como é que você acha que o STF pode decidir?
essa questão da dosimetria, o que isso também influi na situação de eleição, enfim, na situação também política do Brasil nessa jornada agora desse ano? Eu acredito que a STF não vai interferir. Ou seja, seria inconcebível isso. Ou seja, é uma decisão parlamentar ruim.
Nós podemos discordar dessa decisão, agora ela é absolutamente constitucional. Eu não consigo ver qual seria a inconstitucionalidade de uma lei desse tipo. Quer dizer, o parlamento está operando seus direitos de legislar. Seria algo heterodoxo o STF...
Interferir. Interferir num Congresso que, por dois terços dos seus parlamentares, derrubou o veto presidencial. A controle de constitucionalidade sobre derrubada de veto presidencial, eu não sei se tem precedente na história da STF. É uma maioria de dois terços. De dois terços que derrubou o veto presidencial.
Não me parece que seja algo razoável. E eu também, sobre a opinião, sei que as pessoas vão ficar muito irritadas com o que vou dizer, mas vou dizer uma coisa. Se eu for presidente Lula, atuaria como secretário-geral do Partido Comunista Italiano atuou.
em 1946, quando era ministro da Justiça na Itália. Palmílio Toliatti propôs uma anistia para toda a raiva miúda do fascismo. E isso teria um fortíssimo impacto eleitoral, além do mais. Mantém presos em funcionários generais e anistia para toda a raiva miúda. Já cumpriram três anos de cadeia, está de bom tamanho.
E resolveu essa parada. A Anistia Toliati impedia, depois de ela foi reformada, impedia a libertação dos chefes do fascismo. Então, o que ela dizia? Aquelas pessoas que ocuparam cargos de poder, foram ministros de Estado, chefes de polícia, esses não eram atingidos pela Anistia. Todos aqueles que não tivessem postos nas Forças Armadas, no governo, eram beneficiados pela Anistia. É justo. E resolveu esse problema.
Então, a Raimundo já pagou o preço Três anos de cadeia essa gente já tomou Na média, tomaram um ano e oito meses de prisão Está de bom tamanho Eu acho que discutindo a Raimundo e o Huda É perda de tempo que faz o jogo do bolsonarismo
Não, concordo com você, mas parece que o PT quer questionar a derrubada do veto, né? Parece que ele está tentando questionar, parece que estão pretendendo recorrer ao Supremo, então, contra a decisão. E aí, hoje, quer dizer, essa matéria que eu coloquei aqui para vocês. Então, não seria o desejo...
essa solução que você apresenta não seria o desejo do seu partido. É, Paulo. Eu entendo, mas eu penso que esse problema tinha que ser resolvido, esse problema virou um ativo do bolsonarismo. Virou um ativo, porque realmente as penas aplicadas contra a Raimundo são exorbitantes.
Daphne, você sabe qual foi a condenação que o Superior Tribunal Militar deu aos combatentes contra a ditadura que sequestraram o embaixador Charles Elbrecht em 1916? Não sei. Oito anos de prisão para cada um deles. Muito abaixo do que foi dado agora essa tentativa de golpe. Entendeu? Você tem que fazer os responsáveis pagarem.
Na verdade, todos têm que pagar pelo que fizeram, mas a raia miúda já pagou, está de bom tamanho, já aprenderam uma lição, têm que concentrar nos chefes. Uma anistia que isenta do benefício Bolsonaro, os generais, os que tinham cargos de poder nas Forças Armadas e no governo. E libera toda a raia miúda.
A tal da Débora do Batom foi condenada a 14 anos. Ela está pedindo uma redução para 8, a justiça. Acho que 8 anos está bom. Enfim, é isso aí. Breno, mais alguma coisa que você acha que a gente deveria ter tratado aqui hoje? Eu não falei para você, não te questionei? Ou está bom assim? Não, acho que passou em revista todos os assuntos do país e do mundo.
Enfim, a gente não falou muito do Irã, mas tudo bem. Não falamos do Irã, também não falamos dos resultados dos play-offs da NBA e nem do campeonato brasileiro, que é tão ruim quanto a do Corinthians. Eu preferia estar tratando desse assunto, principalmente do campeonato brasileiro, mas está tudo bem. Vamos lá, vamos trazer aqui a sua programação, você vai trazer entrevistas importantes.
esta semana, como sempre, no Ópera Mundi. A primeira delas hoje, José Dirceu, que a gente gosta muito de ouvir, acho que lança um pouco da temperatura do que a gente está vivendo. Depois, na terça-feira, Iov, é assim que se fala o nome dele? Goldring. Iov Goldring. Iov Goldring.
o Partido Comunista de Israel interessante ele vive no Brasil ele é bem do Comitê Central foi mesmo do Comitê Central do Partido Comunista Israel já foi parlamentar em Tel Aviv ele foi vereador em Tel Aviv ele é judeu ele é israelense ele é anticanista e tá estudando aqui no Brasil fala português perfeito com aquele sotaque próprio mas é muito interessante
Na quarta-feira vou entrevistar uma personagem que é polêmica no ambiente de esquerda, que é a Cíntia Chagas, que é uma escritora, apresentadora, que ficou conhecida pelos seus programas sobre a língua portuguesa e que ganhou uma certa...
polêmica, principalmente por suas críticas ao emprego da linguagem neutra, criou uma certa antipatia nos ambientes de esquerda por conta disso, ela é a minha entrevistada na quarta-feira, às 19h. A Amanda Harumi é uma grande especialista em questões internacionais, especialmente na Colômbia.
A Colômbia tem eleições presidenciais daqui a 27 dias. Então, nós vamos, com a Amanda, falar sobre as eleições presidenciais na Colômbia. E o Diósmo Esbreda é um grande especialista em terras raras, então, nós vamos tratar com ele esse tema que é tão relevante na discussão pública brasileira hoje.
Maravilha, entrevistas bem legais e bem atuais. Acho que você está cobrando. Eu, no domingo, faço o meu programa de análise. Agora tem um horário fixo, é sempre domingo às 17 horas. O Opera Mundi me obriga a uma escala 6 por 1, eu só tenho sábado para descansar.
Eu ia dizer isso, você está na escala 6x1. Estou na escala 6x1, eu tenho só o sábado, estou torcendo aqui para ser aprovada uma lei contra a escala 6x1 para ver se eu posso ter dois dias de folga. O Operamundo te dá dois dias de folga, né? Tá bom, Breno. Muito obrigada, boa semana para você, sucesso aí nas suas entrevistas.
Obrigado, Daphne. Boa segunda, boa semana para você e para toda a audiência. Valeu. Muito bem, gente. Obrigada por vocês continuarem aqui conosco. Queria agradecer a todos vocês que estão aqui. Agradecer principalmente a Ivone, que mandou aqui um super sticker para a gente, sem mensagem.
Obrigada, Ivone, pelo seu apoio. Quem quiser, faça como a Ivone, mande super stickers, super chats e torne-se membro do YouTube. Compartilhe a nossa live, deixe o like, apoie em pix.br. Sem mais delongas, trazendo o meu querido companheiro Aquiles Lins. Bom dia, Aquiles. Como é que você está? Tudo bem? Ei, Daphne, bom dia para você. Boa semana. Bem-vinda de volta.
Fiquei aqui à altura na companhia de Andréa Truz, na sua ausência. Foi muito bem acompanhado, mas que bom que você está aqui. E a nossa comunidade também, uma ótima semana. Tomara que a gente não tenha os mesmos sobressaldos que tivemos na última semana, porque, ufa, eu não quero fato inédito há mais de 100 anos nessa semana, por favor.
Menina, eu vou te falar, eu estava de férias, uma semaninha só, dez diazinhos, mas era cada dia, era um sobressalto diferente, estava no cinema, falei, meu Deus, recusaram o nome do...
Do Messias. Do Messias. Olha, só bomba, né? Enfim, mas... Mas não deixa nem a gente descansar em paz, né? Não deixa nem a gente descansar em paz. Solange está perguntando se vai ter Papo Curvo essa semana. Vai ter, sim. O próprio Luciano tinha tirado uns diazinhos, mas vai ter Papo Curvo domingo, com certeza. A gente vai trazer Papo Curvo, vai ter Casa das Manas, vai ter tudo.
Ô Aquiles, vamos lá, o Lula está lançando esse pacote para aliviar as dívidas da população. Dívidas essas que a gente sabe, que é, como disse o Breno, por conta do rendimento baixo do trabalhador brasileiro. Como é que você avalia? Quais são os pontos que você destacaria desse pacote?
para melhorar, digamos assim, essa situação difícil que o brasileiro está vivendo. Tem desconto de até 90% juros menores e o uso de parte do FGTS para reduzir o endividamento.
Excelente, Dafne. Até 20% do FGTS poderá ser utilizado para abater na renegociação dessas dívidas, cujos descontos variam de 30% até 90%, como você disse no valor dos juros. E é mais uma tentativa do governo do presidente Lula de desafogar a população brasileira.
que está sobrecarregada com o autoendividamento. É verdade e é legítimo que uma parte disso está sendo executada pelas plataformas de aposta online, tanto as ilegais, que são a maior parte do mercado, quanto as que são regulamentadas. Isso está drenando o dinheiro que deveria ir para o consumo ou para alguma reserva.
e vai dar um alívio, vai dar uma respirada na população, na parte da população brasileira, que está impactada com o autoendividamento. Uma coisa que eu queria trazer para a gente pensar aqui...
É o seguinte, durante a segunda parte do Bom Dia, alguém comentou assim, que vai dar a colher de chá para caloteiro novamente, que as pessoas... Alguém mandou um superchat, verdade. Falando assim que...
Enfim, que é um... Em outras palavras, essa pessoa disse que as pessoas que se endividam, muitas delas pegam esse dinheiro ou essa folga orçamentária e utilizam não para se reestruturar financeiramente, mas para gastar, vamos dizer assim.
Eu queria dizer que uma parte da população se manifesta dessa maneira, e não vou aqui justificar, mas eu vou colocar um contexto, que é a população brasileira, a relação dela com o sistema financeiro é muito escorchante, é uma relação institucionalmente pior do que a da relação com uma agiota, porque é um cartel...
é bola de neve e você não tem nenhuma saída, nenhum esquema de proteção. Então, os juros já são um grande vilão da população brasileira.
Então, muitas vezes, o brasileiro se sente revoltado e a forma como ele acha de, vamos dizer assim, reagir contra isso é, vamos dizer assim, indo lá no Nubank e pegando todo o crédito que o banco disponibiliza para você e depois...
desinstala o aplicativo, entende? Finge que não tem aquela dívida. E isso, obviamente, não é o mais adequado, porque vai gerar uma bola de neve e você vai acabar... Mas diante de tanta realidade abusiva em relação aos juros, de você financiar uma televisão e pagar duas, financiar um carro e pagar dois, um carro de 80 mil.
E financiar uma casa própria é pagar três ou duas. Então, uma parte do brasileiro se sente revoltado. E aí o governo Lula enfrenta uma contradição, que é, por um lado, você ajuda as pessoas que têm um alto grau de endividamento. Aliás, lembrando que esse novo desenrola vai ser para pessoas que ganham até cinco salários mínimos. Acho que é algo em torno de menos de 10 mil reais.
Mas, por um lado, você oferece elementos que ajudam a população a se...
desafogar, a melhorar a sua organização financeira, por outro lado, você mantém uma taxa de juros que, na prática, reproduz as mesmas condições que levaram as pessoas a se endividar. Entende o que eu quero dizer? Então, assim, do ponto de... É uma ação pontual que vai gerar efeitos pontuais, o governo precisa disso, é um ano eleitoral, é uma eleição de grande disputa, o governo está sendo pressionado para tomar medidas de alcance.
da população, e o endividamento é um dos principais problemas, então, sim, é uma medida legítima. No entanto, tem essa contradição em relação ao patamar de juros que o país enfrenta nesse momento. Estou aqui fechado o meu microfone, desculpa, gente. É isso aí.
Aquiles, o governo também vai lançar, está lançando a campanha pelo fim da escala 6x1 e está mirando em 37 milhões de trabalhadores. Essa jornada que propõe, essa proposta que fala da redução da jornada semanal para 40 horas.
e garante dois dias de descansos e mantém os salários. Seria uma das maiores mudanças trabalhistas no país recente. Eu sei que o Leonardo já passou aqui, mas queria passar de novo o vídeo que o governo lançou. É um minutinho só, eu acho que vai ser bom a gente... Porque muita gente chega mais tarde, então vamos lá. Deixa eu ver aqui...
A história do trabalho no Brasil é a história da conquista do tempo. Limitar a jornada, garantir descanso semanal, férias, licença maternidade, foram conquistas que devolveram o tempo às pessoas.
Contra cada uma delas disseram que o Brasil ia quebrar. Não quebrou e direitos foram garantidos. Tempo é direito. Três de cada dez brasileiros com carteira assinada trabalham na escala 6 por 1. Isso significa ter apenas um dia de descanso. Um único dia, que na prática não é descanso. É lavar roupa, limpar a casa, fazer compras, resolver problemas.
Quando descansar vira privilégio, é de injustiça que estamos falando. A luta aqui é por dignidade, por direito ao tempo, por saúde mental, por vida além do trabalho. O governo do Brasil propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas. Garantir dois dias livres por semana, sem redução de salário.
Trabalhadores descansados produzem mais, cometem menos erros, duram mais nos empregos. Um país exausto não cresce. Um país que respira evolui. Mais tempo significa mais saúde, mais estudo, mais vida. Fim da escala 6x1 é tempo com a família. É o governo do Brasil do lado do trabalhador. Do lado do povo brasileiro.
Bom, esse é o vídeo que foi lançado agora para o lançamento dessa proposta. Achei muito interessante aquela cena do trabalhador dormindo no metrô, quem nunca entrou no trem ou no metrô e vê quanta gente volta do trabalho que simplesmente não consegue ficar de olho aberto, de exaustão de ter trabalhado tanto. Ou até nós mesmos, nossos próprios corpos. Se bobear você, você não deixa que dormiu.
Exatamente. É, não, primeiramente, destacar aqui a qualidade estética e também discursiva do vídeo que foi divulgado pelo presidente, pelo governo federal.
sobre o fim da jornada 6x1. Essa que é uma bandeira que se galvaniza a população brasileira, está diretamente conectada com o âmago do PT, o seu espírito, o seu DNA.
O partido não nasceu para defender os trabalhadores, porque não havia nenhuma sub-representação, não havia representação política para os trabalhadores.
principalmente no âmbito da presidência da República, do Congresso Nacional, naquele momento em que o país surgiu. Obviamente, em outras épocas, os trabalhadores tiveram alguma representatividade. Não podemos também ser injustos com o nosso passado. Mas o PT nasceu com a missão de defender os direitos dos trabalhadores. Então, essa jornada, essa PL, pelo fim da escala 6x1, sem redução do salário...
e com 40 horas semanais, temos que defender o pacote completo, de preferência sem bolsa patrão, Daphne, porque essa que vai ser a medida da negociação, pelo andar da carruagem que a gente está acompanhando, do Congresso Nacional para fazer aprovar essa mais importante mudança na vida do trabalhador brasileiro, desde...
de 2017, quando no âmbito do golpe parlamentar foi aprovada a reforma trabalhista, que traçalhou a CLT.
transformou-o quase em um objeto obsoleto, e os trabalhadores, assim como a sua representação de classe, os sindicatos, foram duramente enfraquecidos, Daphne. A gente vive ciclos.
Me parece que agora a maré volta para o lado dos trabalhadores e acho que o governo teria que apostar tudo nisso. Acho que o governo deve apostar muito mais na sua relação com os trabalhadores do que na institucionalidade. Apesar de que sei que isso não vai acontecer, mas nesse momento está do lado do trabalhador e não do lado do sistema.
é o melhor que o governo pode fazer para encarar essa fascistada aliada ao Centrão, que quer desestabilizar e que quer fazer o Brasil retroceder. O Brasil que...
quantas conquistas... Veja você, se for aprovado nesse governo Lula, o que eu acho que vai ser? O fim da escala 6x1? Em quatro anos de um governo sem maioria no Congresso Nacional, o presidente Lula foi capaz de fazer uma reforma tributária e acabar com a escala 6x1 e tirar o Brasil do mapa da fome.
são conquistas relevantíssimas, que às vezes se perdem num tsunami de notícias negativas que fazem a gente crer que o governo Lula está manietado, sabe?
enfraquecido, mas o fato é que conquistas importantíssimas foram obtidas dentro desse Congresso, dominado por um bando de pessoas cujo o republicanismo passa bem longe, foram aprovadas pelo governo Lula, importantíssimas. E aí agora a gente fica esperando assim, tá, beleza, mas e aí, e agora?
Próximo, Daphne, você quer sonhar sobre o que para votar no presidente Lula? Para além de não vir o Flávio Bolsonaro ou o retorno da direita. O que você espera que o governo faça para poder merecer o seu voto nesse sentido? Eu acho que falta isso. Eu mesmo vou votar no presidente Lula porque eu quero que avance as discussões sobre transporte de pessoas.
sobre trilhos. Eu quero votar no Lula porque eu queria acreditar, eu queria ouvir da boca dele que ele vai fazer, sei lá, um trem que vai ligar as capitais do Nordeste, ou que vai haver um transporte de ferroviário, ou o fim da escala do transporte, da tarifa de transporte público, enfim, coisas estruturantes.
Por exemplo, a gente queria ver condições melhores para aquisição de habitação. Estavam dizendo nas redes sociais, Daphne, que a entrada dos carros chineses demonstrou o quanto as montadoras tradicionais...
elas lucram em comparação com o que elas entregam na qualidade dos veículos. Os chineses chegaram entregando muito mais, tecnologia, conforto, etc., por um preço competitivo que forçou essas montadoras nacionais a baixar os seus preços. Isso deveria acontecer no setor imobiliário também.
É um absurdo você achar que é razoável morar em 21 metros quadrados e pagar 400, 500 mil reais por isso. É uma geração inteira de brasileiros e brasileiras que estão assim hoje. Pegue aí um jovem de 30 anos, uma jovem que acabou de se formar, está aí talvez conseguindo seu primeiro emprego, nem sempre é na área a qual você se formou.
O sonho desse jovem brasileiro, dessa jovem brasileira, de ter uma casa própria hoje, digna minimamente, foi vilipendiado, foi quase inviabilizado. Porque qualquer imóvel minimamente razoável é 300, 400, 500 mil reais. E isso está absolutamente fora da condição econômica do brasileiro hoje.
que mais de 70% dos que têm carteira assinada do Brasil ganham até dois salários mínimos. Como é que uma pessoa vai sonhar em ter uma qualidade de vida melhor? Sabe, a gente... Tudo bem que cada conquista é necessária, mas é como disse o Breno, o povo está com pressa.
nesse sentido dos ganhos, sabe? E o governo, às vezes, se mostra, pela sua própria constituição, de ser um governo de frente ampla, não oferece na velocidade que tem, ou pelo menos não está apontando qual é o rumo, qual é o horizonte de futuro sobre o qual a gente vai sonhar e defender nas ruas.
Eu não quero votar no Lula só porque é o Flávio Bolsonaro. Eu estou dizendo por mim, mas, enfim, estou aqui fazendo uma representação, uma hipótese. Quero votar no Lula porque, além disso que ele está fazendo do pé de meia, por exemplo, que ajudou meu filho, que me ajudou eu próprio, eu, o próprio estudante.
Quero porque ele vai fazer isso e aquilo. Entende? Falta... Estou sentindo falta de sonhar. É isso, tem que sonhar, tem que ter um projeto de país. Porque acho que a campanha, inclusive, do Flávio Bolsonaro, o ministro Elton até falou, ele já chegou no teto. A campanha do Flávio Bolsonaro, que ainda não começou, porque a campanha ainda não começou, mas meio que já começou, a gente sabe.
Não apresenta nada. Qual é a proposta do Flávio Bolsonaro? A repetir o governo do pai dele? Não tem proposta ali. Não tem proposta. Não deixar o Lula se reeleger, a gente não pode agir da mesma forma. O presidente Lula tem proposta de país, ele tem projeto de país. Essa questão da reindustrialização, por exemplo, que o Breno tocou mais cedo aqui, eu acho que é muito importante. Não só esse projeto para...
digamos assim, como esse, do desenrole e tudo, pé de meia, enfim, mas projeto para o país contínuo, continuamente, o que atrapalha o Brasil a crescer atualmente, o que atrapalha o Brasil ser essa grande potência, esse país do futuro, do qual todo mundo fala há muitos anos, acho que desde que eu nasci, eu escuto isso, o Brasil é o país do futuro, se não reindustrializar, não vai rolar, enfim.
Aí o Carlos César, obrigada, Carlos, que disse que sentiu minha falta aqui nas minhas férias. Foi tão rapidinho, Carlos? A gente precisa de vez em quando... Para quem sai é rapidinho, para quem fica é longo. Carlos disse, não tinha nenhuma para baderneiro e prisão para financiadores do golpe, que ainda não ocorreu. Faltou realmente essa questão dos financiadores do golpe, a gente está aí na expectativa.
ainda dessa questão da dosimetria pelo STF, mas parece que não vai mudar muita coisa. Diga. Agora, Daphne, só fazendo uma reflexão adicional aqui sobre o que o Breno Altman disse, ele propôs, na verdade, anistiar...
os bagrinhos, chamados bagrinhos, aquelas pessoas que não exerceram cargos de comando e participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro. Sem entrar no mérito de si, é bom ou ruim, mas seria um mega plot twist vindo da parte do governo, se isso houvesse. Seria mais um daqueles... Eita, nós! Lá vamos nós no Brasil! Ninguém morre de tédio. Agora também tem que ter certeza que isso aí não vai...
beneficiar o próprio Bolsonaro, porque esse é o intuito, beneficiar, liberar o Bolsonaro. Aliás, é o intuito, inclusive, do Flávio se eleger, liberar o papaizinho dele. Isso que a gente não quer.
Liberar o papai que já está lá, parece que vai fazer uma nova cirurgia aí no ombro, não sei o que, mas o quadro já está bem menos grave do que estava, está em casa, sob os cuidados augustos da sua esposa carinhosa. Você já fez a cirurgia, deve receber alta. Já fez? Pronto.
Não faz a menor diferença para a gente. A gente nem está acompanhando muito. Tem sempre um negocinho.
ter tirado essa pessoa do cenário, de toda maneira, ele saiu dos noticiários. O mais que a gente fale sobre o Flávio Bolsonaro, o filho dele, mas o Jair mesmo, aquela cara horrenda dele e aquelas declarações pavorosas, diminuíram, não passam mais no meu feed. Isso, por si só, foi um grande avanço para a qualidade de vida no Brasil. Isso, agora ele vai para... Está indo para a casinha dele lá em Brasília.
com a mulherzinha dele tomando conta dele, e para a gente, é melhor que ele saia realmente do cenário, como você disse, Aquiles. O Edu diz assim, exemplo da China, o Brasil precisa urgentemente investir em tecnologia, enquanto ficar nesse blá-blá-blá de agro, o país não vai para frente.
agro no qual não coloca comida de graça na mesa de ninguém. A gente sabe muito bem que a mesa brasileira é abastecida pela agricultura familiar. Não é verdade? É isso. Vamos lá. E o Lula está fazendo isso, só registrando, que o Lula está investindo em tecnologia. Se a gente for comparar os investimentos em ciência e tecnologia, inovação...
nesses três anos do governo Lula e nos sete anos anteriores, você vai ver que é um salto impressionante o que os números mostram, não só de recursos destinados, mas também de abertura de empresas, negócios fechados. A própria nova indústria Brasil é um exemplo claro disso que o governo está investindo em industrialização. A gente tem um governo que se preocupa com a indústria, Dafne, isso é importantíssimo.
Geraldo tá rindo aqui, casinha, se tá trânsito de Bolsonaro, deve ser uma mansão, né? É! A mansão do Flávio, ontem eu vi um meme que eu morri de rir, que a mansão do Flávio foi furto do seu trabalho. Eu adorei.
Quase que eu me engasgo agora, porque a turma é muito criativa. É só o que nos resta, cara. Diante de... Tu aí, tu, seguidora do 247, que está no Distrito Federal, ou a Lures, porque o banco se expandiu, vai lá financiar.
vai lá financiar um imóvel no BRB para tu ver. Eles são rigorosíssimos para avaliar o seu crédito, não é qualquer renda que eles aprovam. Então, tem um sistema de... Estou falando isso porque eu mesmo já fui lá e tive negada a minha proposta de financiamento. Você não tinha um dinheirinho vivo para pagar a mansão?
É, exato. Mas, então, eu que sou... Aqui no Nordeste a gente chama de ureia seca. Não tenho seis milhões para dar numa mansão em Brasília, mas veja a taxa de juros que o banco te cobra e veja, ou pelo menos que venha a público as condições em que foram...
negociadas a essa mansão de Flávio Bolsonaro. E uma coisa que me intriga, me deixa curioso, que venha também a avaliação do engenheiro que atestou o valor da casa, o valor sobre esse o qual o banco se baseou para poder financiar.
a casa. Estou falando isso porque isso é praxe. Todo mundo que vai fazer, faz isso. Então, assim, para os ricos as condições são camaradas, para o povo é o mercado. Pois é, gostei. O ureia seca. Falando em ureia seca, preocupante a situação do Nordeste, principalmente da Paraíba. O governador do Estado decretou gente. E aí
o governador da Paraíba decretou estado de calamidade pública, com muita chuva. Como é que está a situação aí? Preocupante demais. Parece que são mais de 16 mil afetados pelas chuvas aqui.
Só na Paraíba. Em Pernambuco também teve muitos estragos causados, até onde eu tinha visto quatro pessoas morreram em áreas de risco, em Olinda e na cidade do Recife.
E aqui na Paraíba, esse último fim de semana, foram de muitas chuvas, cidades de João Pessoa, Conde, Bahia, Santa Rita, tiveram muitos problemas de alagamento aqui, e muitas pessoas desalojadas, desabrigadas. A Defesa Civil Nacional já entrou em contato com o governador Lucas Ribeiro, da Paraíba, aqui, para...
avaliar a situação, acompanhar de perto a situação e oferecer ajuda necessária para os atingidos. E a gente está com essa apreensão, porque daqui para frente o clima vai continuar chuvoso, dependendo da estação aqui, com base na estação do ano, é uma estação que chove aqui nessa região até julho, mais ou menos junho.
É o começo das chuvas, justamente. O começo já chegou arrebentando. É isso que eu estou um pouco preocupado. Porque foi... Em dois dias choveu...
horripilantes que acontecem, que são fruto da intervenção do homem. Não vamos colocar aqui só na ira de São Pedro, que derramou a torneira e não fechou. Obviamente, tem eventos climáticos. Esse foi aqueles tempestades extratropicais, sabe? As imagens de satélite dos ventos sobre essa região, de João Pessoa, de Natal.
também do Recife, é uma massa fortíssima, e tanto que a gente viu aqui nos estragos, nas chuvas. Mas é isso, solidariedade aqui aos nossos irmãos paraibanos, pernambucanos e todo mundo que está sendo atingido pelas intempéries, e também...
esses esforços do governo federal e dos governos estaduais para atingir, para atender os desabrigados. Dizer também que eu recebi, não recebi da prefeitura de João Pessoa, mas eu recebi da prefeitura do Recife, um alerta por SMS de áreas de risco na hora da chuva. Então, essa comunicação no âmbito da defesa civil, de alertas, no Recife funciona.
eu recebi, eu não moro no Recife, mas recebi, e aqui em João Pessoa eu não recebi, então, enfim.
são esses mecanismos que ajudam a pessoa a se deslocar. Não saia de casa, se você está em tal região, fique em casa, então saia de casa, procuram abrir áreas que normalmente são já mapeadas, sujeitas a esse tipo de ação. Ontem choveu aqui no Rio, choveu lá na Serra de Petrópolis, onde aconteceu alguns anos atrás aquela tragédia, teve sirene tocando, eu imagino a... Enfim...
o medo da população, alguns lugares tocou a serene, e eu queria compartilhar aqui com você, já que você falou de meteorologia, ontem a gente viu aí nas redes sociais a tal da nuvem prateleira, que é uma nuvem em forma de tsunami, isso aí é a praia de Bertioga, em São Paulo. Gente, se eu estivesse na praia e visse uma nuvem dessa, eu ia achar que era uma onda, e olha, ninguém ia me pegar, eu só ia parar lá na, sei lá, no alto da serra.
Isso aí é uma nuvem que, enfim, é um fenômeno raro, mas que significa que vai ter uma mudança brusca de temperatura. Olha para isso. É, eu vi essas fotos nas redes sociais também. Eu fiquei bolado, Daphne. Se fosse aqui na Paraíba, eu ia para casa. Pessoal, calma, passeando na praia, eu ia ficar completamente apavorada.
Mas é isso, gente. Não dá nem para fazer piada direito, porque, de fato, a situação no Nordeste é muito grave. É isso. Muito grave. E tem aqui para a gente encerrar, aliás, temos ainda alguns minutos, mas o Otamil está dizendo aqui, está dizendo para mim que eu não tive o Banco Master como avalista lá no BRB. Pois é. Como é que é a orelha seca? Adorei. Exatamente. Exatamente.
Se seu nome fosse Aquiles Bolsonaro, talvez a situação... Graças ao meu ancestral, todos os meus ancestrais de pai e de mãe que se concentram aqui nessa região de Pernambuco, do Ceará, da Paraíba, que eu não tive essa chaga. Bom, muito bem. Aquiles, para a gente finalizar, um minutinho, como é que você viu a campanha do Haddad criticando o Tarcísio, dizendo que...
os pedágios do Tarcísio, enfim, prejudica ali os motoristas com o sistema free flow, nem sei falar isso direito.
Bom, dizer que o Fernando Haddad está fazendo uma campanha propositiva, uma campanha com uma comunicação muito assertiva e clara, que as pessoas se identificam, pelo menos eu tenho gostado. E esse tema está ainda em temas espinhosos, porque esse tema dos pedágios, embora o Haddad tenha injustamente tido a fama de Haddad,
quando era prefeito de São Paulo, por conta dos radares que colocou na cidade, que eu acho que foi de maneira disciplinadora, ele está colocando claramente o equívoco que foi e a coisa atabalhoada, que foi essa ação desses pedágios, em que o condutor, o motorista paulista, não sabe quanto é que está pagando, onde pagar, quanto é que vai pagar.
e vai tomar multa se não pagar. Então, é uma mistura de incompetência com o excesso de arrecadação, sabe? Com essa gama arrecadatória. E também, imagino eu, atender compromissos com as concessionárias. O governo Lula agiu claramente, o Adair mostrou isso para o seu vídeo.
Esse vai ser um foco da campanha lá em São Paulo. Espero que o Haddad bata firme nesse tarcísio, independente se vai ser eleito governador de São Paulo ou não, mas tem muito combustível para mostrar para a população paulista o equívoco que é esse governador deles. Mas, enfim, é isso, Daphne. Boa semana para você. Obrigado e até a próxima. Até a próxima. É amanhã. Valeu.
Opa, agora trazendo aqui, queridíssimo Marcelo Auler, diretamente do Rio de Janeiro. Bom dia, Marcelo, tudo bem? Bom dia, Daphne. Bom dia, comunidade 247. Boa semana para todos nós. Nós hoje temos aí um convidado para trazer, mas eu tenho uma notícia para dar aqui, que eu recebi agora, da Lara Souza. A Lara Souza, eu não sei se você está me ouvindo bem, eu tive que botar fone.
porque tem uma obra aqui do lado furando a parede que está um inferno. Estou te ouvindo bem. Diga, o que a Lara disse? A Lara disse assim, Marcelo, acabei de receber notícias da embaixada e gostaria de saber se podem noticiar a situação do Tiago. Tiago pediu que eu tome cuidado porque os investigadores israelenses mostraram fotos da nossa família no cotidiano.
E ele se sentiu ameaçado. Ele continua em greve de fome. Está melhor e foi visto por um médico. Está em cela solitária, sem janela. Terá nova audiência amanhã. É isso. Há uma insinuação de que eles podem perseguir aqui no Brasil a família do Tiago. E nós temos que ficar atentos.
A tortura psicológica, que a gente já vinha denunciando, ficava sofrendo. E agora, com essas informações, é importante passar para o pessoal da edição, Marcelo, logo. Já passei, já passei, já passei. Já distribuí para todo mundo e vou distribuir para as redes todas. Para todo mundo ficar atento, é isso.
Bom, nosso convidado é o deputado federal Otônio de Paula, do PSD, mas ele caiu aqui. Caiu, ele falou que estava já se arrumando para entrar aqui. Sim, ele já se arrumou, já entrou e caiu. Então, assim que ele chegar, nós o traímos. Deixa eu expor aos nossos telenautas por que nós estamos trazendo o Otônio de Paula. O Otônio de Paula é um deputado daqueles que se elegeu, ele é pastor evangélico, tá?
Ele se elegeu com apoio até dos Bolsonaro e depois, aos poucos, ele passou a ser crítico dos Bolsonaro também. Hoje é um crítico. Ele apoia no Rio o Eduardo Paes e cada vez se aproxima mais do governo do Lula, mas não é por aproximação do governo do Lula. Ele ontem escreveu um artigo no jornal O Globo. Ele já chegou? Chegou, chegou agora. Então pode trazê-lo.
Bom dia, deputado. Seja bem-vindo aqui à TV 247. Bom dia. É uma alegria muito grande estar aqui com vocês novamente. Prazer. Espero que o meu áudio esteja chegando bem até vocês. Está chegando, está chegando. Eu estava dizendo o motivo do convite para o senhor. Primeiro que o senhor, nós já conversamos, estivemos juntos lá naquela chacina horrível. Eu não sei se o senhor está acompanhando o desdobramento daquilo.
Se não, eu vou lhe mandar alguns ofícios que a Polícia Federal mandou para o Supremo, que a PM está se recusando a dar as imagens. Mandou 4.500 horas de imagem para confundir a perícia. Para ninguém saber o que aconteceu. Sobre essa chacina, eu já, essa semana, convoquei a nossa comissão...
de Direitos Humanos, da qual eu faço parte lá na Câmara Federal, para que nós nos organizemos...
tanto em uma proposta de audiência pública, tanto em requerimentos de informação, tanto ao Ministério Público Federal, quanto ao Ministério Público Estadual, quanto à Polícia Civil, quanto à Polícia Militar, quanto ao Instituto Médico Legal também. E nós estamos nos organizando para essa semana e nós estamos nos organizando para essa semana.
nós estarmos indo no Rio de Janeiro, aqui no Rio de Janeiro, ou seja, a comissão vindo aqui no Rio de Janeiro, para que a gente possa tomar pé desta horrível situação, porque após seis meses...
o que nós temos é o governo do Estado impedindo que as investigações sejam feitas. Eu ia dizer impedindo para que as investigações sejam aprofundadas, mas, na verdade, não houve sequer o aprofundamento, não houve sequer o início dessas investigações, porque o mínimo...
de elementos que o governo do Estado poderia ceder para que nós pudéssemos entender o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, naquela chacina que aconteceu ali, independentemente dos mortos serem miliantes, serem traficantes, mas algumas respostas nós ainda não temos.
A primeira delas, todos os mortos tinham realmente envolvimento com o crime organizado? Uma outra pergunta, em que circunstâncias ocorreram essas mortes?
sendo todos criminosos, em que circunstâncias ocorreram essas mortes? E essa pergunta é muito fundamental, porque quando nós tivemos acesso à comunidade lá, com a Comissão de Direitos Humanos, nós vimos tanto vídeos quanto fotografias de indícios claríssimos de execução sumária ali, certo?
E o que nós vimos foram fotografias tiradas pelos próprios parentes, em que mais tarde o governo veio logo dar uma satisfação, e aí dizendo que aquela cabeça que foi vista em cima de uma árvore, aquilo foram os próprios bandidos, de que os corpos que foram expostos, vísceras, foram os próprios bandidos,
Ou seja, tentando se esquivar daquilo que estava óbvio ali de que foi feita uma execução sumária. Então, nós sempre vamos estar ao lado da polícia quando a polícia tiver um comportamento digno.
quando a polícia tiver um comportamento correto, que nós esperamos. O que nós não vamos poder concordar e nós não vamos poder aplaudir nunca é que a polícia possa agir às margens da lei, porque isso o crime já faz. Nós não podemos ter o crime às margens da lei e não podemos ter agora a polícia às margens da lei.
Deputado, o senhor faz parte, membro da Comissão Especial da Câmara, sobre a PEC da escala 6x1. O senhor criticou parlamentares da direita que têm como bandeira a defesa da família e esses são contrários ao fim da escala 6x1. Queria que o senhor falasse um pouco dessa questão aí. Bom, primeiro, dessa proposta contra a escala 6x1, contra essa...
Para derrubar. Para derrubar. Que escraviza o povo brasileiro. E por que as pessoas que defendem a família não podem ser contrários a essa proposta? Não podem ser contrários a essa proposta porque isso seria um contrassenso. Como eu digo que eu defendo a família, que eu sou um defensor da pauta família?
e eu não dou dignidade, por exemplo, a uma mãe solo, de ter mais um dia com o seu filho, já que ela não tem nenhum. E por que ela não tem nenhum? Por exemplo, estou pegando apenas a mãe solo como exemplo, porque ela é família também, ou não é família, ela é família. Ou seja, essa mulher sai de madrugada para trabalhar, deixa o filho dormindo, portanto, o filho não a vê,
Quando ela volta, muitas delas encontram o filho dormindo também.
somar a carga horária que ela tem de trabalho com o que ela gasta dentro do ônibus, dentro da van, dentro do metrô. Hoje, aqui no Rio de Janeiro, você que é um trabalhador que sai da Baixada Fluminense e vai trabalhar na capital, e a maioria trabalha na capital...
O cara gasta de duas a três e, quando não tem engarrafamento, tem quatro horas no trânsito para ir e mais quatro para voltar. Ou seja, nós estamos falando de uma mãe solo, por exemplo, que ela sai de madrugada, deixa o filho dormindo e, quando ela volta, o filho está dormindo.
E o único dia que ela teria para descansar é o dia que ela vai colocar a casa em ordem. Ou seja, ela não tem convívio maternal com essa criança. Ela teve que, por uma carga horária pesada de trabalho, ela teve que terceirizar a sua maternidade.
Então, quando eu falo que é um contrassenso, quem diz que defende a família e é contra a escala sescuru, é contra o direito do pai e da mãe dedicar mais tempo ao seu filho, ter o mínimo de lazer e de convivência com o seu filho. Boa parte das desgraças sociais que nós estamos vendo hoje é justamente por esse esgaçamento familiar.
Por que nós somos a última geração que ainda tem uma certa convivência social minimamente compreensiva e minimamente humana, humanizada?
Porque nós somos ainda a última geração com o pequeno resquício do papai e da mamãe que nos deram o mínimo de valores. Por quê? Porque conviveram conosco. Eu tenho 49 anos, eu sou daquela geração de que a mãe sabia quando a borracha da escola não era nossa e mandava devolver.
certo? Quando o lápis não lhe pertencia. Por quê? Porque o pai e a mãe tinham tempo mínimo e muitas vezes a mãe, não é? Mas aí mais tarde a mulher teve que ir para o mercado de trabalho também. Portanto, o que nós temos hoje são laços familiares fragilizados.
O Estado, através da escola, que não consegue suprir, porque não consegue suprir mesmo essa carência que os laços familiares hoje deixaram, portanto, falar, ser contra a escala 6x1, ou ser contra a escala 6x1, e lutar por uma escala minimamente que respeite...
o lado psicológico, o lado social, o lado humano desse trabalhador, e aí o cara ao mesmo tempo falar que ele defende a família, isso que ele é um hipócrita. Porque ser contra a escala 6x1...
Isso não deveria ser um debate dentro de espectros políticos, partidários ou até mesmo ideológicos. Isso é uma pauta humanitária. Isso é uma pauta que deveria estar acima de Lula e acima de Bolsonaro, acima de direita e acima de esquerda.
Ah, mas vai quebrar o Brasil? Não vai quebrar o Brasil, porque o mercado se adapta. Ah, mas quem vai pagar essa conta é todo mundo. Mas todo mundo sempre paga a conta. Não adianta, porque o empresário sempre vai repassar isso para todos nós, para toda a sociedade, através do aumento de preços.
E a gente vai pagar do mesmo jeito. Então, é por isso que eu disse que o cara que diz que ele defende a família, mas é contra a escala 6x1, eu sei qual é a família que ele defende.
Certo? É a família do órgão genital. Esse é que é o problema. É que hoje o cara que diz que defende a família, a família dele, ela, ela, ela, ela, ela, essa defesa, ela é apenas moral. Certo? Ela é apenas... É...
ela orbita dentro da esfera genital. Se é homem, se é um casal de dois homens, de duas mulheres, se é uma família tradicional, se não é uma família tradicional, sabe? Enquanto que a defesa da família precisa ser muito mais ampliada do que isso. Eu sei que as pautas morais são importantes e eu as defendo pela minha cosmovisão.
cristã de mundo, ok? Mas eu também entendo de que a minha pauta moral, por mais importante que seja para mim, ela não pode ser a única coisa que faça com que o poder que me foi conferido pelo povo brasileiro através do voto
e que me vestiu de autoridade enquanto legislador, eu não posso permitir que apenas essa minha cosmovisão prevaleça no que tange.
a ordem familiar. Você tem muito mais, você tem muito mais temas que orbitam a questão familiar do que propriamente a pauta moral. E esse, da escala Céscuru, é um tema importante. Por isso é que eu fiz essa afirmação de que quem defende a família mas é contra a escala Céscuru é o hipócrita. Deputado?
Eu poderia responder alguns nossos Telenautas que estão se colocando aí? Fica à vontade. Não, não. Eu vou deixar o senhor responder. O que o senhor foi aí? Deputado PSD. Aí ele diz assim, bom, é PSD, então tá apoiando o Caiado.
Porque todo mundo do PSN. Não, o deputado no Rio está com o Eduardo Paes, que não está apoiando nem o Bolsonaro nem o Caiado. O Eduardo Paes está apoiando o Lula. Deixa eu dizer uma coisa aqui. Eu quero que o senhor fale isso, mas eu quero entrar no outro tema também, que é, que o senhor já abordou de certa forma, a diferença entre conservadorismo, que pode vir da religião, e o bolsonarismo.
Como é que se misturam essas coisas que o senhor andou escrevendo sobre a diferença entre os dois? Isso é fundamental. Primeiro que as pessoas precisam compreender. A extrema esquerda comete o mesmo erro da extrema direita, que é o quê? Que é impedir o diálogo.
está certo? Que é impedir o diálogo. Eu acho que a gente precisa compreender que os extremos vão se retroalimentando. E aí o que acontece? Eu que sou um deputado que hoje me considero de centro-direita, já estive no extremismo, saí do extremismo, assumi a minha responsabilidade, fiz a minha meia-culpa, reconheci o meu erro. Eu não fiz uma... Eu não fiz uma...
uma transição interesseira, porque se eu estivesse preocupado com a minha reeleição, eu continuaria fazendo aquele teatro lá atrás, está certo? Que aí eu não teria preocupação nenhuma com a minha reeleição. Muitos dos seus seguidores agora tinham verdadeiro asco sobre mim, porque sabia que eu era extremamente bolsonarista, que eu era extremamente e...
ou seja, dessa extrema direita, tá certo? Eu fiz uma inflexão, uma reflexão, olhei pra mim mesmo, eu sou um cristão, eu sou pastor há 30 anos da igreja mais periférica do evangelho, que é a Assembleia de Deus, não é? Não tem outra igreja mais periférica...
do que a Assembleia de Deus, não é? Não há uma outra igreja que trabalha mais com mulheres do que a Assembleia de Deus. E eu me vi mais parecido com o Bolsonaro do que com Cristo. Então, eu fiz a minha meia culpa e disse, não, eu errei e estou pagando preço por isso. E estou pagando preço por isso. Então, quando eu venho nesse canal, que é um canal de esquerda, e eu venho aqui debater...
Eu venho aqui debater sem abrir mão das minhas concepções e das minhas concepções e das minhas convicções enquanto conservador que eu sou. Mas eu entendo que erra quem é mais extremado na esquerda, erra ao confundir o conservadorismo com o conservadorismo.
com o reacionarismo, certo? Conservadorismo é uma coisa. Você ser reacionário é outra coisa. O conservadorismo, ele está aberto para mudanças.
mas mudanças que respeitem o tempo, que respeitem o passado, que respeitem as tradições, que sejam mais lentas do que as propostas pelo progressismo. Mas ele entende que essas mudanças são necessárias, fazem parte da vida. Agora, o reacionário não.
O fundamentalista, não. Coisas que eu não sou. Esse cara, ele entende que o mundo tem que orbitar em volta do seu umbigo, em volta da sua cosmovisão. Respondendo propriamente a sua pergunta, e aí, com muito respeito aqui, com muito carinho, certo? Hoje em dia...
pouco importa em quem eu vá votar para presidente da República, porque, na verdade, se eu não estou ao lado...
dessa extrema direita bolsonarista, cara, significa que eu já avancei muito, pelo menos dentro da ótica do que a esquerda entende de cosmovisão de mundo. Portanto, eu estou aqui pronto para que a gente possa debater justamente por isso. Se eu sou de lá, aí eu não aceito o debate.
E se eu estaria aqui xingando o presidente da República, xingando a esquerda, coisa que não vale para a nossa democracia mais. Está todo mundo cansado disso. A gente precisa ter um bom debate, certo? Então, o que eu entendo? Primeiro, a direita é maior do que o bolsonarismo, porque veio antes dele. Óbvio. Agora, tanto que nem todo mundo de direita é bolsonarista, que é o meu caso hoje.
Agora, o conservadorismo é maior do que a direita. E por quê? Porque o conservadorismo não é ideológico. Por incrível que pareça, o conservadorismo perpassa as ideologias. Você vai ter o conservadorismo na extrema direita, na direita, no centro e na esquerda. Você só não vai ter o conservadorismo na extrema esquerda. Mas a...
conservadorismo. Tem conservadores que votam em Lula. Tem conservadores que são esquerda. Tem conservadores que votam no PT. Ou você acha que a esquerda sindical é progressista. Não é progressista. Isso eu estou falando em termos de costumes. Está certo? A essência da esquerda sindical em termos de costumes é conservadora.
Tanto que quando eu digo que Lula é conservador, a turma cai de pancada em cima de mim. Mas Lula, na sua essência, ele é um cara conservador. Ele é um cara de 80 anos de idade, minha gente. Pelo amor de Deus, esse cara é um cara conservador. Agora, é um cara conservador aberto para as mudanças que o mundo exige e que o mundo precisa. Então, confundir o conservadorismo com o bolsonarismo
Primeiro que já é um erro histórico. Por quê? Porque o conservadorismo pressupõe conservar as instituições, o respeito às instituições, ao status quo das instituições, coisa que o bolsonarismo não preserva, tanto que você viu o que aconteceu aqui no país nesses últimos anos.
Então, você colocar o conservadorismo como se o conservadorismo fosse todo bolsonarista é a mesma coisa de você achar...
que toda esquerda tem como pauta... Aí eu vou entrar aqui numa outra polêmica. Porque essa polêmica, e é bom que vocês, amigos de esquerda, entendam isso...
Por que o bolsonarismo conseguiu cooptar as igrejas evangélicas e por que muitos evangélicos têm resistência à esquerda brasileira? Eu ia perguntar isso ao senhor. Então, eu te respondo agora. Por quê? Porque houve uma confusão entre as pautas da esquerda...
que são pautas pró-trabalhador, que são pautas humanitárias, que é o socorro ao pobre. Essas sempre foram as pautas da esquerda. Está certo? Agora, o que aconteceu? De 20 anos para cá, a Agenda Woke encontrou na esquerda um berçário.
Certo? E hoje, para muitos, aquilo que é a bandeira de um determinado grupo social, não é? LGBTQIA+, eu falo isso aqui com muito respeito, sem nenhum tipo de ofensa e sem nenhum tipo de ataque, não é?
progressismo mais radical que chega a dizer que a família tradicional precisa ser destruída, eliminada. Você tem vários vídeos de vários debates em que muitos líderes desse movimento falam isso. O que acontece? Isso assusta o outro lado que ele diz aí, a esquerda é isso aí. Não, a esquerda não é isso aí. Assim como a direita não é a extrema direita.
O que a extrema-direita é? Ela é misógina. O que a extrema-direita é? Ela é homofóbica. O que a extrema-direita é? Ela é racista. O que a extrema-direita é? Ela quer dividir o Brasil, tá certo? Ela acha que quem é do Nordeste não presta, é menos cidadão do que quem é do Sul.
Está certo? Esses são discursos que você encontra na extrema direita. Quem encontrou na direita um berçário. Então, quem está na esquerda olha para quem está na direita e pensa que tudo é extrema direita. E quem está na direita olha para a esquerda e pensa que tudo é agenda progressista extremada. E não é.
Está entendendo? Então, é esse tipo de debate que a esquerda precisa fazer e que a direita precisa fazer para que a gente acabe com essa polarização tóxica que não leva o Brasil a nada, só retroalimenta os extremos, e a gente volte a discutir Brasil.
Porque a polarização é democrática, útil, importante, mas não essa tóxica, onde a gente discute pessoas ao invés de discutir o nosso país.
Daphne, eu acho que está no final do programa. Eu teria mil perguntas a fazer para o senhor. Como furar essa bola? Eu falo muito também. Eu perguntaria só por último. O senhor falou que a extrema esquerda assusta. Mas também o que assusta essa população, essas pessoas evangélicas...
É a extrema manipulação, inclusive essa eleição agora com o IA. Como, por exemplo, dentro desse público, a gente pode evitar que essa manipulação seja feita tão fortemente, tão agressivamente. Olha só, tentando responder muito objetivamente a sua brilhante pergunta, está certo? Esta manipulação fica fácil do outro lado fazer?
Está certo? Por quê? Porque se também nós... Eu estou falando nós aqui porque eu acho que a gente está aqui nesse debate, cada um tem a sua cosmovisão, não é? Mas eu acho que nós somos pessoas que só pelo fato de sentarmos aqui numa mesa ao vivo...
e estarmos debatendo, apesar da nossa cosmovisão, em alguns pontos completamente antagônicas, já é a prova de que, se isso acontecer mais, a gente vai propagar algo muito importante, que é dizer o seguinte, olha, os extremos que não se conversam...
Eles não se conversam porque eles não querem conversar, porque interessa um ao outro não conversar. Então, respondendo a sua pergunta, você sabe como é que a gente vai conseguir com que os evangélicos, ou com que parte desse eleitorado da direita...
e que é tão suscetível a essas manipulações, sejam de suas lideranças religiosas, sejam manipulações de fake news, através de ar, isso através de uma propaganda mentirosa, sabe quando que isso vai diminuir?
É quando o outro lado também fizer a sua autocrítica. Como eu estou fazendo a minha autocrítica? Peraí, comunicação... Tem um princípio básico de comunicação. Se eu falei e você não entendeu, a culpa não é sua, a culpa é minha.
Eu é que não soube me comunicar. Enquanto eu ficar no meu pedestal falando que você é um burro, que você é uma burra, e que você é um ignorante, e que não está me entendendo, eu estou ferindo o princípio.
princípio básico de comunicação, o princípio elementar de comunicação. Você não me entendeu porque eu não me fiz entender. Está certo? Então, enquanto a esquerda ou a extrema esquerda, está certo? Quando eu falo extrema esquerda, eu falo com muito respeito também, é aquela extrema esquerda que... O que eu chamo de extrema esquerda? É o que eu chamo de extrema direita.
É a turma que não consegue olhar para a cosmovisão do outro e tentar entender por que o outro pensa assim. Por que o outro pensa tão diferente de mim?
E o que eu prefiro? Eu prefiro menosprezar o outro, menosprezar esse pensamento do outro. Quando a esquerda começar a fazer uma autocrítica dela mesma e entender por que uma parte da sociedade, pessoas de bem, pessoas sérias, sabe, mas estão tão suscetíveis e tão dominadas por fake news.
por mentiras, por lideranças religiosas que estão não a serviço do Cristo, não a serviço do bem, mas de uma agenda política. Por que eles estão tão suscetíveis a isso? Muito bem, o que nós não estamos conseguindo nos comunicar? Onde está falhando a nossa comunicação? Eu tenho certeza que quando vocês começarem a fazer essa autocrítica sem paixões...uiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiui
Sem paixões, eu tenho certeza de que vocês vão avançar naquilo que eu chamo, particularmente, não é com muito carinho, com muito respeito, do lado bom da esquerda, certo? Do lado cristão da esquerda, do lado humanitário da esquerda. 30% hoje da igreja vota em Lula, você sabia disso?
30% hoje, dois evangélicos votam em Lula. Mas não se sentem de esquerda. Mas não se sentem eleitores do PT. Eles votam em Lula. Por quê? Porque é um voto afetivo. Porque é um voto humanitário. E aí, a minha pergunta é, quando o Lula passar? Porque ele não é eterno.
Quando o Lula morrer, e aí? Ou seja, esses 30% morrerão com ele também? Então, eu acho que a esquerda precisa fazer essa análise. A não ser que esse eleitorado não mude nada para a esquerda e ela queira que esse eleitorado fique lá, realmente, nessa extrema-direita. É isso. Infelizmente, a gente bateu aqui nosso tempo, Marcelo. Já são 10 de novembro. 5 de novembro.
que está atravessando aqui o próximo programa. Queria agradecer demais a você, Marcelo, por ter convidado o deputado federal, o Tony de Paula, que fica mais uma vez reforçado, caso é sua, quando quiser voltar. Vamos continuar o debate, vamos continuar o debate, deputado. Muito obrigado. Foi bom, dividiu muito a plateia. Valeu. Vamos lá. Globalistas. Tchau, gente. Valeu, bom dia.