Episódios de Mesa de cabeceira

Rita Gomes

06 de maio de 202620min
0:00 / 20:21

"A Bicicleta Açoriana" é o segundo livro de poemas de Rita Gomes e propõe uma travessia física e simbólica pela paisagem e memória, tendo a bicicleta como eixo central de movimento e contemplação. A obra surge depois da estreia da autora com "Corações que Correm, Cabeças que Amam" e aprofunda uma escrita marcada pela relação entre palavra, liberdade e autoconhecimento.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Assuntos9
  • A Bicicleta AçorianaTravessia física e simbólica · Paisagem e memória · Bicicleta como eixo central · Ilha de São Miguel
  • A Bicicleta Açoriana: Viagens Físicas e SimbólicasReflexão sobre o mundo e bem-estar · Pedalar com vontade de lutar por um mundo melhor · Descrições de locais e pessoas na Ilha de São Miguel · Pausas para reflexão e momentos simbólicos · Elos na corrente da bicicleta como metáfora
  • Colaborações no LivroIlustrações de Urbano · Prefácio de Cátia (Garota Não) · Curta de animação de alunos · Tradução e crítica de Dinis Borges (Bruma Editora)
  • A Ilha de São Miguel como Espaço de LiberdadeSensação de bem-estar e poesia na ilha · Ilha como espaço de infinito e liberdade · Pedalar como forma de plenitude e possibilidade · Desejo de partilhar a experiência
  • Trajetória de Carol GattazExperiência desportiva (voleibol, paddle) · Experiência como professora · Escrita como forma de expressão
  • Corações que Correm, Cabeças que AmamEstreia literária de Rita Gomes · Relação entre palavra, liberdade e autoconhecimento
  • Interligação entre Desporto, Poesia e ProfissãoNão ser apenas uma coisa · Enriquecimento através da troca com outros · Aulas e treinos nunca são iguais
  • Infância e formação de PessoaFamília conservadora · Preferência por atividades ao ar livre · Influência da leitura e música em casa
  • Ilustrações de UrbanoArtista plástico micaelense
Transcrição55 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Os podcasts do público têm o patrocínio da Almudina. Visite as livrarias Almudina e abra as portas à cultura e ao conhecimento. Afinal, como dizia um famoso intelectual português, o que não sabemos hoje, saberemos amanhã.

Na Rádio Nova, um autor folheia as suas páginas favoritas. Quais são os livros que estão na sua mesa de cabeceira? De que modo a literatura inspira quem escreve? À quarta-feira, espreitamos a mesa de cabeceira dos nossos autores. Um espaço para quem gosta de escutar quem faz das palavras a sua inspiração. Mesa de Cabeceira. De manhã e à tarde, com Vanessa Augusto.

Rita Gomes, bem-vinda à mesa de cabeceira da Rádio Nova. É um prazer receber-te aqui em estúdio. Muito obrigada, o prazer é meu.

A Bicicleta Assuriana já tem aqui nas minhas mãos, finalmente, uma viagem poética ao teu segundo livro de poemas. Como é que chegas até aqui, Rita? Porque sei que vens de uma área diferente. Se calhar o caminho das letras não foi aquele que foi o ciúme mais imediato para ti, ou aquele pelo qual começaste a tua especialização, mas não obstante, as letras, os livros, estão sempre presentes.

É verdade, eu nasci numa casa, numa família um pouco conservadora, sou a mais nova de quatro irmãs, e realmente elas iam para o balé, tinham piano, liam muito mais do que eu, e eu desde sempre gostei muito de ir para a rua brincar, de jogar à bola, e obviamente não eram coisas que os meus pais achassem muita piada. Não eram coisas muito femininas, é isso?

Talvez. O fruto proibido é o mais apetecido, então foi sempre enveredando muito mais por aí, mas obviamente que em casa tinha livros, tinha música e é verdade também que a bicicleta me levou a muitos lados e mesmo estando na alta competição no voleibol, no paddle, acabava sempre por gostar muito de escrever acerca dessa experiência, como professora também.

E, portanto, a leitura e as escritas estiveram sempre presentes na minha vida. Então, este segundo livro vem, obviamente, no seguimento de um primeiro livro, também já editado por ti. Porquê editar agora A Bicicleta Assuriana? O que é que também traz este livro para o contexto dos tempos em que vivemos, não é?

Esse livro é parecido com o primeiro, tem muito a ver com as viagens que faço e falam muito dessas viagens físicas, mas depois tem todas as outras viagens simbólicas que nós chamamos aí umas pausas, não é?

E que sim, tem a ver então com essa reflexão que falas do mundo, porque nós estamos muito bem no nosso bem-estar ali em cima do selim, no meio da natureza, no meio de cidades bonitas, mas depois existem todas as outras questões que nos fazem às vezes pedalar com outra energia e com vontade de ir para a luta, no sentido de tornar o mundo um bocadinho, um lugar um bocadinho melhor.

Este livro leva-nos pela Ilha de São Miguel. É, esse livro é sobretudo na Ilha de São Miguel. Ele é feito de dois contornos, como falei no prólogo. Tu dizes aqui, não é feito de duas narrativas. Exatamente, com duas densidades de cor.

Eu pedalei a ilha toda de São Miguel e tem a ver com essa viagem física, ou seja, eu descrevo mesmo os sítios pelos quais passei, as pessoas com quem falei e depois tenho todas as outras pausas e as pausas foram também de passeios de bicicleta.

pelas outras ilhas todas, mas não tem obrigatoriamente que ser um passeio de bicicleta. São outros momentos, também tem aí, por exemplo, o dia de aniversário do meu pai, tem muitos momentos dos concertos da garota-não, tem outros momentos de reflexão, portanto, não tem que ser...

propriamente viagens físicas, mas são mais viagens simbólicas. Claro, são como pensamentos e experiências que se vão sobrepondo umas às outras, não é? Depois, se calhar, tudo faz parte. É, e interlaçam-se, é aquilo que eu refiro, é quase como aos elos na corrente de uma bicicleta. Temos a viagem física, mas temos todas essas simbólicas e parece que a palavra em andamento flui melhor, não é?

e que se interrelaciona tudo de uma forma muito mais objetiva, muito mais fluida e daí que apareça sempre numa página, que é a página direita, a viagem física mas que exista sempre uma pausa também para respirar um bocadinho dessa viagem a São Miguel.

Tão bonito, sim, da aproximação de São Miguel, que é uma ilha lindíssima, como são todas, na verdade, mas imagino que a própria experiência de estar aqui e de também poder ter esta memória da ilha através das palavras, seja uma experiência muito bonita agora para ti também de reverso e de poderes também fazer sentir isso em quem está a ler.

A minha irmã vive em São Miguel há 30 anos e eu com esta coisa de alta competição nunca tinha tempo suficiente para lá estar como gostaria. E a verdade é que comecei a ir meses para São Miguel.

E que era um lugar onde eu me sentia muito bem, mais eu, mais poesia, mais liberdade. E falo muitas vezes da ilha como sendo um espaço de garrote, não é? Porque não deixa de ser ilha, mas eu sinto exatamente o contrário, sinto que é algo infinito. E enquanto pedalo que tudo se torna tão mais livre, tão...

mais colorido mais com possibilidade, não é? mais pleno e é onde eu sou mais inteira e esse prazer tão grande tinha de ser partilhado e daí surgir esse segundo livro

O primeiro também é de viagens, mas lá está, são noutros sítios com pausas completamente diferentes, mas sim, tem sobretudo a ver com viagens que faço isso e quase sempre de bicicleta. O teu primeiro livro estava aqui a ver, podemos também dizer, chama-se Corações que Correm, Cabeças que Amam e é muito especial perceber que esta tua ligação à palavra e à poesia...

é algo que coexiste muito bem com a tua profissão habitual, não é? Portanto, ou com a tua vertente se calhar mais desportiva, ou com... Enfim, não são mundos opostos, bem pelo contrário, também se interligam. E consegues fazer isso...

Muito bem. Sem dúvida alguma, nós estamos no mundo com os outros e eu quando ando em bicicleta... Não somos só uma coisa, não é? Exatamente. E mesmo indo para um treino todos os dias, para uma aula todos os dias, a aula nunca é a mesma como o passeio de bicicleta. Mesmo para o mesmo lugar pode ser diferente pela companhia.

que trazemos e se impormos sempre num lugar do outro, trazermos isso para nós o facto, por exemplo de nesse livro eu ter conseguido as ilustrações do Urbano o prefácio da Cádia Lindas, Lindas

Entretanto, já há uma curta de animação dos meus alunos da escola secundária, António Sérgio de Artes, que fizeram uma animação lindíssima dessas ilustrações. Todas as pessoas que entram, que vão entrando também...

quer pelo desporto, quer, lá está, pela realização desse livro, acabam por trazer muito, ou porque já leram mais, ou pelo menos que têm um conhecimento diferente do meu e me trazem mais autores que enriquecem, tal como acontecia no voleibola e no padel, falando com outros treinadores, falando com outros atletas.

É mesmo essa necessidade de colocar essas narrativas ao dispor de quem as quiser ler. Porque eu, quando leio as narrativas dos outros, também me enriqueço muito. Claro que sim. É sempre uma troca permanente. É isso que nos acrescenta. Ainda esta semana, o Dinis Borges, que é um açoriano que está nos Estados Unidos e tem uma editora que é Bruma.

e que já traduziu Natália Correia, Inês Lourenço ele em princípio vai traduzir esse livro e fez uma crítica muito bonita e ele, por exemplo, trouxe-me dois autores que eu nem conhecia e falou neles nessa crítica e é isso que levamos a essa riqueza

Sim, é aquilo que os outros nos trazem também. Enorme, quer da natureza, que aprendemos muito com ela, mas também das pessoas que entram nessa viagem. Claro que sim, e que prazer que é. Falaste nas ilustrações e muito bem, porque este livro também vive destas ilustrações magníficas. Que ideia foi esta de convidar o Urbano para ilustrar?

O Urbano é um artista plástico, micaelense, fantástico. E lembro-me que no final de um passeio de bicicleta, que foi com a minha irmã, a uma exposição dele, e eu entrei e aquilo parecia o prolongamento do meu passeio de bicicleta. Eu disse, não posso crer, se eu tivesse um traço, gostaria que fosse isto. E a minha irmã conhece-o e encontramos-nos nas letras lavadas, apresentou-me.

E coloquei-lhe o desafio E ele aceitou Gostou muito dos textos que leu E efetivamente ampliam muito Aquilo que é escrito Claro que sim Com essas ilustrações tão belas Ele faz a própria narrativa dele Daí que no início Nós temos essas ilustrações E depois ao longo das páginas Temos uns desenhos a preto e branco Mas ele tem a sua própria narrativa No início

que ele acha, primeiro, logo na primeira folha, com o milhafre, que ele ainda não sabe muito bem, mas que as pessoas consideram que é o símbolo dos Açores. É verdade, sim. Ele tem algumas dúvidas em relação a isso. Depois...

Que as pessoas quando chegam aos Açores Que acham que aquilo é tudo um paraíso É praia É as lagoas Os verdes, o azul Mas Os Açores também são Conhecidos pelo mau tempo A chuva, então ele desenha aí Depois a tempestade toda E começa logo com a roupa No estendal A abanar E as flores e os inhames E todos numa E as flores e as flores

Num alvoroço E é engraçado que os meus alunos Com a ajuda do meu colega Com o Luís, fizeram isso muito bem Em termos animados Porque se percebe ainda melhor O que é que o Urbano pretendia com essas ilustrações Depois tem aí algumas pontuais Nalguns poemas Eu lembro-me que um dia estava a pedalar E ele me ligou e disse Rita, preciso de saber se o teu pai tem cabelo Eu disse, tá O que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é

Se tem alguma coisa Se usa alguma coisa na cabeça Porque eu quero desenhá-lo na bicicleta E eu disse, pronto, então vamos lá Pois, são aqueles pormenores Que se calhar fazem toda a diferença Pois claro Está aqui Está aqui

O cabelo. Exatamente. E a banha, a bicicleta e a banha. Muito bem. E depois temos aqui um livro que também começa com este cartão de visita da Garota Não. Como é que também envolves a Cátia nesta aventura?

Eu estava a fazer ali uma formação de poesia com o Daniel Jonas Na altura do centenário do Eugênio de Andrade E andava a pesquisar mais coisas do Eugênio de Andrade E dei de caras com o poema que ela musicou do Eugênio E disse, epá, que mulher fantástica E comecei a pesquisar, pesquisar, pesquisar E escreve de forma linda E...

Escrevi-lhe um poema, entrei em contacto com ela e começamos assim, a falar um bocadinho. Eu ia sempre, e continuo a ir sempre que posso, aos concertos dela de bicicleta, porque gosto de conhecer Portugal.

Na minha bicicleta Ou de comboio Ou às vezes até levava a bicicleta no carro E explorava lá aqueles sítios E ela achava piada E se também falamos Também gosta muito da bicicleta Houve sim Uma relação Bonita E propus-lhe então A escrita desse prefácio Porque também gosta muito da natureza Para uma mulher de grande sensibilidade O que é assim que é assim O que é assim que é

E muitos dos poemas que estão aí feitos nessas pausas têm a ver com viagens aos concertos dela, daquilo que eu sentia durante a viagem no concerto. Íamos partilhando e ela, mesmo a viagem física, a São Miguel, ela também acompanhou e achei que tinha tudo a ver. Que maravilha. Que ela foi uma querida inteira, no meio de tanto trabalho, ter tirado um bocadinho de tempo a escrever esse lindo prefácio.

O que só ajuda é que este livro seja realmente muito especial por todos estes motivos. Rita, qual é que foi o maior desafio deste livro e desta obra, desta viagem poética? Agora, em retrospectiva, consegues olhar de uma forma se calhar mais analítica para o processo de criação deste livro?

Como disse, como treinadora, como professora, eu gostava sempre de escrever sobre as situações e as viagens também não fogem a isso e não pensava em editar, a verdade é essa.

Mas depois fui partilhando com algumas pessoas, com alguns poetas lá, Micaelenses, outros aqui do Porto, e eles acharam, olha, se calhar Rita, deverias pegar nesses diários de viagem e pensar em fazer alguma coisa.

E quando falei com o Urbano, o Urbano disse, olha, as letras lavadas podem ser uma boa editora e deram-me total liberdade. O Ernesto, o editor, deu-me total liberdade em pensar em como queria editar o livro.

E um pouco à semelhança daquele que foi o primeiro, achei que faria sentido colocar o que tinha escrito relativamente à viagem física, intercalado com essas pausas, que são poemas que eu faço, não num tempo cronológico como está aí, nem sequer às vezes ocupam esses lugares, mas que sim, que faziam sentido. É sempre um desafio porque...

Eu não sou uma mulher das letras, não é? Comecei há muito pouco tempo neste contexto, mas é isso. Entrando num contexto, eu sou uma pessoa curiosa e tal como no desporto enriqueci tanto com aquilo que os outros me davam, que aqui aconteceu mesmo. Portanto, esse desafio foi muito suportado por muita gente que acabou por entrar no livro. Ou seja...

Todos esses desafios para a criação acabam por ser atenuados, aquela possível ansiedade, por pessoas amigas que se envolvem na construção desse livro, os próprios alunos, os ex-atletas. Ter uma estrutura, ter uma base, ter esse apoio. Não estar sozinha, na verdade. É isso, sempre.

Que bom, Rita. Fico muito feliz e muito orgulhosa. Parece-me um livro mesmo lindíssimo. E a perguntar-lhe se tens algum poema preferido ou algum que gostasses de ler aqui. A verdade é que eu sou muito melhor a pedalar do que a ler. Mas sim, por exemplo, gosto muito do vulcão. Vulcão, borbulham palavras, quentes flagram, gelam no mar.

Veste em serrocha, símbolos na erosão, corrente morna, contorna geometrias, leva à semântica, traz à essência a palma da tua mão. Tem esta particularidade de nos fazer sentir de uma forma muito real, muito simples, aparentemente muito simples, não é nada simples. Sim, é aquilo que eu disse à minha amiga da Sona Marbon que diz, e eu não percebo nada como é que é possível, disse depois e é tão difícil. E depois...

Quando faço um poema De uma viagem que ela associa Parece tudo muito mais fácil E é esta questão das metáforas Que são tão visíveis E que para nós nós brincamos tão bem Nem sempre chegam Nem têm de chegar E eu acho que a piada é exatamente essa Nem têm de chegar da mesma forma E as pessoas constroem outras narrativas A partir dessas Ou então fazem uma interpretação Mesmo de acordo com aquilo que são O que é assim que é assim

E porque estamos na mesa de cabeceira, tenho que te perguntar, Rita, que livros é que tens na tua mesa de cabeceira? Portanto... Podem ser os verdadeiros ou não, ou seja, podem ser livros metafóricos que por já lá passaram, ou livros que sejam os teus preferidos. A verdade é que eu ouço muita gente a dizer que mais que uma mozinha tem, um mais tanto, não é? É complicado. Sim, eu fui ver falsas histórias.

As falsas histórias verdadeiras Sim, do Vitor Hugo Pontes Com a Garota Não, também vi É musicado pela Garota Não e fiquei com vontade De ir buscar o livro Do Pina, que é Todas as Palavras E tenho lá, porque realmente É um homem fantástico E...

E o teatro foi tão bem conseguido e musicado pela garota realça ainda mais o talento, o humor, o amor. E sim, fiquei com essa vontade. Depois, na quinta-feira, fui ao lançamento do livro da Natividade, Ribeira, a tal poeta Miquelense, que me ajudou também e que me motivou muito para o lançamento.

Deste livro Que é o My Way Que tem a ver com Com um diário dela Quer na ilha de São Miguel Quer em Macau Onde ela esteve a dar aulas também Também é das letras lavadas Também é das letras lavadas Exatamente O que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é

E depois estive já várias vezes com a Inês Lourenço e fui lendo uma coisa aqui e outra ali, mas sendo ela a autora homenageada aqui na Feira de Livros do Porto, tenho o livro Casa de Nuvem, que reúne todos os livros de poesia dela. Na minha nozinha de cabeceira já comecei a ler alguns, que é uma autora fantástica e quero ler ainda mais.

Ainda tens uns meses até à Feira do Livro Para poder estar completamente bem ensaiada Para a Feira do Livro do Porto Onde disseste bem homenageada então A escritória Inês Lourenço Para já a recomendação de hoje é então A Bicicleta Assuriana Uma viagem poética de Rita Gomes Muito obrigada Rita Eu é que agradeço

E que continues na tua poesia e nas tuas viagens de bicicleta Foi um prazer enorme e já agora convido também para vir a um desses passeios Muito obrigada, gostava muito Gosto muito de andar de bicicleta Tenho muita pena de não fazer disso um hábito Obrigada Rita, um beijinho