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Como Curitiba se tornou a Capital do Urbanismo? | Especial Plano Diretor (T1E1)

07 de maio de 202647min
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Você já parou para pensar que a cidade onde você vive foi planejada em cada detalhe? 🏙️Curitiba é referência mundial em urbanismo, mas essa história tem começo, decisões e transformações que mudaram completamente a forma de viver a cidade.Neste primeiro episódio da série “Plano Diretor: O Mapa da Cidade que Você Vive”, vamos entender a origem do planejamento urbano de Curitiba e como o Plano Diretor moldou o crescimento da cidade ao longo das décadas.Falamos sobre o primeiro plano de 1966, o papel do Ippuc, o sistema trinário de vias, a descentralização urbana e o impacto direto na vida de quem mora na cidade, do transporte à ocupação dos bairros.Com a participação de especialistas em urbanismo, este episódio revela como decisões do passado ainda definem o presente e o futuro de Curitiba.Para explicar como tudo isso impacta a vida real das pessoas, recebemos:Rafaela Lupion – Vereadora e presidente da Comissão de UrbanismoFabiano Borba Vianna – Arquiteto e urbanista do IppucAbrão Assad – Arquiteto e urbanista com trajetória internacional💬 Comente de qual bairro ou cidade você está assistindo!👍 Se o conteúdo te interessou, deixe seu like e se inscreva no canal para acompanhar os próximos episódios da série.Também tem muito conteúdo nas redes sociais:📲 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/camaradecuritiba/📲 TIKTOK: https://www.tiktok.com/@camaradecuritiba📲 X: https://x.com/CamaraCuritiba📲 THREADS: https://www.threads.com/@camaradecuritiba?xmt=AQGzn3YxPjMd_Ah2f5XtbW45dhTcMZi8btIB2PDLqUhtd9A📲 FACEBOOK: https://www.facebook.com/CamaraCuritiba/Confira nosso conteúdo do CMC Podcasts no Spotify: https://open.spotify.com/show/77uZ6a7lpDGWPnyMy2ABCo#curitiba #planodiretor #urbanismo #planejamentourbano #Ippuc #arquitetura #cultura #historiadecuritiba #mobilidadeurbana #cidadesinteligentes #transportepublico #bairrosdecuritiba #futuro #evolução #debate #participação #XV #xx
Assuntos7
  • Plano Diretor de Lauro MüllerHistória e evolução do planejamento urbano · Primeiro plano diretor de 1966 · Papel do IPPUC no planejamento · Sistema trinário de vias · Descentralização urbana e impacto nos bairros · Revisão do plano diretor e futuro da cidade
  • Marco inicial do planejamento moderno em CuritibaTeatro do Paiol como primeira obra de transformação · Implantação da Rua das Flores e sua importância · Conceito de cidade como local de vivência · Contribuição dos imigrantes na construção da cidade
  • O papel do IPPUC e a cultura de planejamentoCriação do IPPUC em 1965 · Plano Preliminar do Urbanismo · Plano Diretor de 1966 · Cultura institucional de planejamento permanente · Projetos estruturantes e BRT
  • Sistema Trinário de ViasOrigem da ideia em Paris · Inspiração em Rafael Delis e Lígia · Estrutura de vias rápidas, lentas e canaleta central · Integração com transporte coletivo e uso do solo
  • Inovação e Futuro do Planejamento UrbanoPlano Agache e a cidade concêntrica · Jaime Lerner e a fundação do IPPUC · Transformação para cidade linear
  • Importância do Plano DiretorImportância da participação popular · Planejamento para inclusão e sustentabilidade · Zoneamento e questão viária · Desenvolvimento da cidade e saneamento · Espaços públicos bem pensados
  • Avenida Paulista AbertaTransformação de via de trânsito em calçadão · Reação inicial dos comerciantes e da população · Projeto de mobiliário urbano e paisagismo · Criação de um cenário para uso público · Símbolo de transformação urbana
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Curitiba é uma cidade conhecida pelo planejamento, mas isso não surgiu do nada. Ele foi pensado, discutido, desenhado. E transformou a forma como a gente vive a cidade. A partir de hoje, nos próximos sete episódios, a gente começa a debater as mudanças no plano diretor. Roda a vinheta!

Hoje a gente começa uma série sobre o documento que orienta o crescimento da cidade. É o especial Plano Diretor, o mapa da cidade que você vive. Temos oito episódios pela frente e a estreia é imperdível hoje. Você está assistindo? Se você está assistindo de algum bairro da cidade, conta para a gente. Escreve aí nos comentários que bairro é esse. Se você está em outra cidade querendo entender o Plano Diretor de Curitiba, conta também nos comentários, tá?

Mas antes de começar esse debate, a gente vai te contar um pouquinho da história bem rápida do plano diretor. Roda o BT.

Incrível como tudo vira história, né? Já parou pra pensar que antes de existir casa, rua ou bairro, alguém precisou pensar como Curitiba iria crescer? Como ela seria organizada? Sem dúvidas, isso exige planejamento.

E quando esse plano sai do papel, ele deixa de ser fictício e vira cidade. Muita coisa do que você vê quando anda pelas nossas ruas e bairros não surgiu por acaso.

Calma, vamos por partes. Eu te explico. Se você mora perto de um parque, se na rua da sua casa passa uma linha de ônibus, ou se no seu bairro tem posto de saúde, isso não é sorte. Estruturas como essas foram sendo definidas de acordo com o crescimento da cidade.

E do século passado para cá, existem documentos que orientam como Curitiba pode se expandir, como os espaços devem ser utilizados e quais serviços precisam acompanhar esse desenvolvimento. É o que chamamos de plano diretor. Em Curitiba, o primeiro plano diretor foi criado em 1966, lá na década dos Beatles. Desde então, ele orienta a cidade como a conhecemos hoje.

E se você acha que isso é algo parado no tempo, aí é que se engana. O plano diretor precisa ser revisto de tempos em tempos para acompanhar as mudanças da cidade, o crescimento da população e as novas necessidades. E Curitiba já discute um novo planejamento, que vai valer para a próxima década.

Entender o plano diretor é descobrir como Curitiba foi pensada e como ela continua sendo construída. E enquanto a revisão do plano diretor acontece, fica a pergunta, como você imagina a cidade daqui a 10 anos?

E para abrir essa série, a gente tem aqui três convidados. Vou começar apresentando a vereadora Rafaela Lumpion, que é a presidente da Comissão de Urbanismo da Câmara. Bem-vinda, vereadora. Muito obrigada, Michelle. Satisfação estar aqui com vocês por falar desse assunto tão atual, tão importante, que a gente tem tanto amor em discutir, em bem pensar a questão da revisão do plano diretor. Satisfação, obrigada. O Fabiano Borba Viana, que é arquiteto lá do IPUC. Seja bem-vindo.

Boa tarde, é um prazer estar aqui e conversar sobre Curitiba, plano diretor. Muito obrigado. Abrão Assad, tem muita história para contar, né, Abrão? É arquiteto urbanista e tem histórias aí porque participou de muitas etapas dessa Curitiba que a gente vê hoje, né, Abrão? Seja bem-vindo. Muito obrigado, boa tarde. Estou pronto para toda a nossa história passada.

Bom, depois do que a gente viu no VT, vamos começar pelo fundamento dessa história toda, né? Fabiano, a primeira pergunta é para você. O que é, de forma simples, um plano diretor? E o que ele não é?

Ah, boa. Bom, o plano diretor é uma espécie de manual de instruções da cidade. É uma lei, construção uma lei guarda-chuva que vai determinar onde estão as áreas de proteção ambiental, onde estão os eixos estruturantes que a cidade vai se organizar, como vai funcionar o sistema de transporte.

E tem uma série de outros dentro do grande sistema de planejamento, uma série de outras leis que estão subordinadas a essa lei principal do plano diretor, como se fossem subprodutos do plano diretor. Se a gente quiser ter uma noção um pouco desse enquadramento legal, o que é o plano diretor, a Constituição de 1988 fala, lá no artigo 182,

É da importância do plano do município de fazerem os seus planos municipais, os seus planos diretores, que é o instrumento básico de ordenamento territorial e aprovado pela Câmara Municipal. Isso está lá na Constituição. E um segundo documento importante é o Estatuto da Cidade, que é lá de 2001, que vai regulamentar, vai dar as instruções, o que tem que ter dentro de um plano diretor, os instrumentos urbanísticos.

a participação popular e vai regulamentar como é que funciona isso. Então, basicamente, esse grande manual de instruções da cidade seria o que a gente pode entender o que é o plano diretor. Perfeito. E agora eu vou perguntar para a vereadora Rafaela o seguinte. O vereador é o político mais próximo da população. Como é que você, enquanto vereadora, entende o impacto de um plano diretor na vida do cidadão?

O impacto é direto, ele invariavelmente vai impactar a vida de todo mundo. Então, por isso que é de suma importância, até para legitimar todo esse processo, toda essa consulta pública através de oficinas comunitárias, audiências públicas, que a população participe. Porque o plano diretor, em que pese a legislação preconizar que ele tem que ser revisto a cada 10 anos,

no máximo em 10 anos, a cada 10 anos, ele vai muito além, não é pensar em Curitiba para 2036, mas sim a nossa Curitiba para 2050, o que isso vai impactar em termos de inclusão, sustentabilidade, zoneamento, questão viária, o desenvolvimento da cidade, consaneamento.

com espaços públicos bem pensados, atender a demanda da população. E aí entra a população, Michele, como você bem colocou, nós que somos o para-choque imediato, ouvindo as demandas, o clamor da população curitibana, de ouvirmos os relatos das pessoas. Rafaela, a gente precisa de uma unidade de saúde, aqui há necessidade de uma linha, porque realmente o transporte público não está chegando e atendendo as demandas locais. Então, a população...

deve sim participar para que esse diálogo seja amplo, seja muito democrático e enriqueça esse processo que visa, sim, o bem e o desenvolvimento de Curitiba e, por conseguinte, esse bem que chegue à população curitibana. Muito bom.

A gente percebe, dando uma olhada nos documentos históricos, inclusive os da Câmara, que desde o século XVII já existia uma preocupação com a organização urbana. Então, tem lá os provimentos do ouvidor pardinho, os primeiros provimentos para a cidade, como é que a cidade devia se organizar, como é que tinha que ser o arruamento. Então, é uma coisa antiga, mas existe um formato moderno.

Eu vou perguntar para o Abrão, ok, a gente está falando lá do século XVII, mas isso é um pouco mais recente, né? Como é que é? Quando que isso ganha um formato moderno, esse planejamento em Curitiba?

Bom, antes temos que lembrar que existia já um plano diretor, o plano Agache, que é o mais antigo, e que ele preconizava que as cidades deviam ser concêntricas. Todas as cidades daquela época tinham essa tendência de mantê-la concêntrica. Isso mais ou menos ainda, a gente está falando do século passado. É, século passado e no início.

Porque aí vem os anos 60, com a nossa grande chance de mudança de conceito de cidade, com a vinda de um arquiteto como o prefeito, que foi o Jaime Lerner, e que, junto com o IPUC, que foi fundado em 65, juntamente com uma revisão daquele plano diretor, de uma revolução do plano antigo que preconizava uma cidade...

linear. Então, o fato de ter o IPUC, um funcionário do IPUC, arquiteto, como prefeito, permitiu que uma ideia pudesse ser realizada, que foi transformar Curitiba no que ela, até onde hoje é, uma cidade modelo, porque ela passou a ser uma cidade linear, ou seja, não há um centro só. Cada bairro tem o seu centro.

E há um eixo de ligação, que são as estruturais, que correspondem também às vias de transporte urbano, que fazem com que a cidade flua sem grandes congestionamentos. Então, a nossa Curitiba atual nasce, vamos dizer assim, ou ela renasce nos anos 70.

e tive a chance de poder realizar algumas dessas obras que definiram essa cidade como uma cidade revolucionária.

Perfeito. Nós vamos falar da Roa 15 daqui a pouco. Pois não. Mas você pode citar outras situações. Sim. Bom, na verdade, a primeira obra desse momento foi o Teatro do Paiol. É uma edificação antiga que servia como depósito de munição, de pólvora.

e que um grupo de profissionais do teatro tinham já reivindicado para o prefeito anterior a ideia de se fazer ali um teatro. E a concepção da época dizia assim, patrimônio municipal não pode ser delegado a uma atividade particular.

E esse mesmo grupo voltou quando o Jaime assumiu a prefeitura e fez novamente o pedido. E o Jaime, com a visão visionária, ele tinha uma visão estratégica para a cidade, achou essa ideia...

proveitosa, e liberou o uso daquele espaço para um teatro, um teatro de arena. E eu fui contratado pelo IPUC para fazer esse projeto. E acho que o primeiro momento de transformação de Curitiba foi o Teatro do Paiol, em 1971. Ao mesmo tempo, uma outra revolução foi a implantação da Rua das Flores, que é um projeto que tive a sorte de poder realizar.

Com a Rua das Flores implantada, ficou bem claro para a população que uma cidade não é só um local de passagem, de circulação, ou seja, uma rua coração de Curitiba, que era na época a Rua 15, ela também deveria ser um local de uso, de vivência, de convivência.

E isso eu reportei lá aos gregos clássicos, à ágora dos antigos gregos, que faziam com que o centro de uma cidade fosse o local do encontro.

Tanto que, se você pensar como era uma habitação de um grego do século V a.C., não sei, mas se você perguntar como eram os monumentos dos gregos, você vai lembrar de todos eles, porque dava-se a importância maior à cidade, muito mais do que à sua própria habitação. Então, com a Rua das Flores, ficou bem claro.

que Curitiba poderia trilhar um novo caminho. E a chance que tivemos de conseguir realizar essa obra, apesar de todas as dificuldades, revelou uma cidade que tinha já um órgão de planejamento, que era o IPUC.

E tinha, principalmente, mais do que tudo isso, uma população ordenada, uma população que vinha... E aí eu lembro, puxa, eram os imigrantes que estavam aqui. Foram os imigrantes que fizeram com que algumas obras, como, por exemplo, o Paço Municipal, onde a própria Câmara funcionou junto com a Prefeitura, o antigo prédio da Generoso Marques.

Aquela obra é fantástica na sua qualidade construtiva. E isso foi feito com as mãos dos imigrantes. Eu falo disso agora porque estamos vivendo um momento de segregação dos imigrantes. E nós, aqui de Curitiba e aqui do Brasil, devemos muito aos próprios imigrantes.

fizeram as nossas cidades. Nós somos feitos de imigrantes também, né? Exatamente. Nós viemos de imigrantes, todos nós, né? A maioria. Deixa eu perguntar uma coisa. Para o Fabiano, o Abrão acabou de falar do IPUC, né? Citou o IPUC. E a minha pergunta é, a criação do IPUC lá em 1965 foi um ponto de virada confirmando aquilo que o Abrão falou?

Olha, eu acredito que sim. Pode ser considerado um ponto de virada, um ponto de inflexão na história do planejamento da cidade. Claro que quando a gente fala da história do planejamento, a gente está falando que a cidade é construída com uma série de camadas ao longo do tempo. Todas essas intervenções vão...

vão revelando a cidade que a gente vê hoje, né? Só para citar um exemplo, no final do século XIX, teve um momento muito importante, foi justamente com a chegada desses imigrantes, um grande desenvolvimento da cidade, quando foi inaugurada a ferrovia que conseguiu transpor a Serra do Mar e ligar com o porto de Paranaguá a Curitiba, né? A chegada da ferrovia aqui em Curitiba, em 1885, 1884, 1885,

justamente a chegada dela, que está pertinho aqui da gente, na praça. A gente está na frente dela. Na frente dela. Isso fez com que se abrisse um novo vetor de estruturação da cidade, que é, chamava-se Rua da Liberdade, hoje, a Barão do Rio Branco, que é quase um eixo norte-sul, porque você tinha a Rua 15 de Novembro, que é um eixo leste-oeste da cidade, uma centralidade importante.

E passa a ter uma nova estruturação, que é a ligação com a estação ferroviária. E se veja que várias instituições importantes estavam, e ainda hoje estão, a própria Câmara Municipal, o Prédio Histórico, a sede do Governo do Estado, o Passo Municipal, que hoje é o belíssimo edifício do Sesc, Passo da Liberdade, tudo restaurado.

Então, isso é um projeto urbano também de expansão da cidade e de estruturação lá do final do século XIX. Então, claro, isso vai se sucedendo. O Abrão citou aqui o plano Agache, que é lá de 1942, 1943, que muita gente considera como o primeiro plano diretor e, a rigor, ele pode ser chamado...

O nome dele é um plano de urbanização. A nossa primeira lei do plano diretor, aprovada pela Câmara Municipal, vai ser a de 66. Mas ele era o plano diretor também. Ele tinha justamente, como foi citado, a cidade desenhada de forma radial, com ruas que vão direto para o centro. Era tipo uma espiral, né? Uma espiral e... É uma série de anéis, né? E também vias radiais que ligavam o centro.

E o plano depois, a grande mudança, como você me perguntou, será que é a fundação do IPUC? E a fundação do IPUC, é importante ressaltar que ela está junto com a elaboração do Plano Preliminar do Urbanismo. Então, em 1965, foi elaborado o Plano Preliminar do Urbanismo. George Wilhelm. George Wilhelm, junto com a equipe local daqui. E esse plano e essa equipe local que deu origem ao IPUC em 1965.

E justamente esse plano, o IPUC já trabalhando, pode detalhar e fazer o plano diretor de 66. É uma sequência disso. Então, esse, de fato, é um momento de virada mesmo do planejamento. E o que é importante colocar, não apenas a instituição do plano de 66, veja que a próxima revisão só vai acontecer em 2004, 38 anos depois.

mas criou-se uma cultura, e o IPUC é importante por isso, ele é um mediador, uma cultura institucional de planejamento, permanente. Então, permanentemente, ele está planejando. Na década de 70, como foi citado, uma série de projetos estruturantes, a fundação do BRT, por exemplo, o transporte coletivo, junto com os eixos estruturais. Então, essa cultura e essa institucionalização do planejamento que é muito importante.

Nesse sentido, sim, a fundação do IPUC pode ser considerada um momento de inflexão no planejamento da cidade. E aí entra nesse, de 1966, entra o sistema trinário. Isso? Dentro desse plano. Vocês podem explicar o que é esse sistema trinário que revolucionou de fato a cidade e qualquer um?

Hoje, que moram na cidade, vive isso, vive esse sistema trinário. Eu posso só fazer um comentário. É muito bacana esse assunto que você trouxe. Na verdade, o plano de 66, o plano preliminar de 65, o plano diretor de 66, ele estipulava a ideia dos eixos estruturais.

Mas ele também, e essa era uma visão do George Wilhelm muito avançada, ele entendia que o plano não estava acabado, ele precisava ser detalhado, ele precisava ser avançado, por isso a criação do IPUC.

o sistema trinário ainda não estava no plano de 66. Depois, quando o Jaime Lerner vai assumir em 71, e daí ele vai ter os detalhamentos do plano, que vai surgir o sistema trinário. O que tinha no plano eram os eixos estruturais. Uma ideia de estruturar a cidade, inclusive com uma visão que é coincidente com a geografia. Se pegar o setor estrutural sul, por exemplo,

Ele é conhecido com os antigos caminhos de ligação que passavam nos polos de bairros, ele está em cima das colinas, que são os divisores de água, então está protegido das áreas mais alagáveis. Então ele falou, essa é a estrutura principal da cidade, vamos potencializar. Depois, quando o Jaime e a equipe do IPUC assumem a prefeitura, isso é detalhado e é criado um sistema trinário. Em vez de ser um grande eixo estrutural, e essa ideia é uma ideia muito sutil e muito importante,

usou-se as ruas existentes, fazendo pequenas conexões. Por isso que as vias rápidas vão mudando de nome, porque elas são ligações de várias ruas que já existiam. Então, criou-se uma canaleta central, uma via central onde tem a prioridade do transporte coletivo, com duas vias lentas. E externo a isso, nas outras quadras, eu tenho uma via rápida que vai para o centro e uma que vai para o bairro.

Esse é o sistema trinário. Então, ele é uma evolução, um detalhamento, que já o IPUC trabalhando, do plano de 66, para mostrar como os planos não nascem prontos, eles vão sendo permanentemente detalhados e avançados. Então, no sistema trinário é onde eu tenho a maior densidade, a maior estrutura, e é onde eu coincido...

o que a gente chama o tripé do planejamento, que é o transporte coletivo junto com o uso do solo, junto com o sistema viário. Os três caminham juntos. E à medida que se afasta da estrutura, a densidade vai abaixando, porque o transporte vai ficando mais simples, as ruas vão ficando menores. Então, é um princípio de organização do território a partir dos nossos eixos.

Eu tenho uma pergunta para a Rafaela, mas eu acho que o Abraão quer falar alguma coisa. Ele está ali querendo comentar. É porque é exatamente isso que o Fabiano falou. E nesse eixo central existem vias lentas que vão alimentar todo esse comércio vicinal ao longo dos eixos.

E esses eixos, em primeiro momento, poderiam se imaginar uma linha reta. Isso ia ocasionar muitas desapropriações. Então, a ideia era adequar aquelas vias já existentes a esse novo sistema. Mas eu podia contar a história de como nasceu a ideia do sistema trinário, mas talvez não caiba nesse momento.

É muito longa? É romântica a história. É romântica? Olha, que legal. Não, eu vou procurar resumir. Então, vamos lá. O Rafael Delis, que foi quem trouxe a palavra do IPUC, funcionário do IPUC. Todos esses, menos eu, funcionário do IPUC. Eu não sou funcionário do IPUC, mas considero o IPUC a minha casa. O Rafael Delis casou e foi fazer a lua de mel com a Lígia em Paris.

Ele está em Paris dirigindo um automóvel, que ele alugou para circular, e ele estava pegando uma via principal, que não era a Champs-Élysées, mas era uma via importante, e que estava congestionada e tinha problemas de obstáculos. Ele disse que ia pegar uma via paralela, porque não posso ir em frente, está congestionada a via.

E ele percebeu que a via paralela estava livre e fluía bem. E ele continuou por ali. Na volta, ele fez a mesma coisa. E aí ele percebeu...

que, paralelamente ao eixo principal de uma via, de uma cidade, você pode ter vias paralelas e com direções antagônicas de ida e volta. E foi lá que o Rafael Delis percebeu uma ideia urbanística genial que foi implantada em Curitiba. Ou seja, esse sistema trinário veio de uma história de amor? De uma história de amor, exatamente.

Ai, ai, que legal, olha só. Rafaela, por que que esse sistema que a gente tem hoje, você acha que por que ele foi tão inovador? Bom, culminando com tudo que aqui foi dito e muito bem explanado, né, pelo doutor Fabiano, pelo doutor Abrão Assad, trazendo esses aspectos e conceitos tão importantes na construção da nossa cidade. Aquilo que deu o título de Curitiba também de...

de uma cidade modelo que nos orgulha sobremaneira, a questão da restrição de circulação na área central e todos esses eixos estruturantes, a questão do uso do solo, pensar o transporte coletivo, a questão viária. Então, toda essa construção muito bem planejada. Então, a Curitiba...

do amanhã, como também muito bem trabalhado a época, ela foi construída dessa forma. Então, esse bem pensar que a gente considera de suma importância para o desenvolvimento da cidade, então, todas essas considerações que hoje refletem na Curitiba que a gente tem e que a gente pretende...

para além disso continuarmos construindo com o IPUC como uma bússola. E estivemos no aniversário do IPUC, em que a Câmara Municipal, inclusive a Ulé estava presente, concedeu uma honraria ao IPUC, que é um grande orgulho de Curitiba e essa construção conjunta.

Michele, que é tão importante. E agora estamos também muito ansiosos para que o projeto seja encaminhado por parte do Poder Executivo, esse ano assim ou será, após muitas oficinas comunitárias, muitas audiências públicas, debatendo Curitiba, pensando na nossa Curitiba nos seus 75 bairros.

nas 10 regionais, para que seja encaminhado aqui para a Câmara, para que também eu, na condição de presidente da Comissão de Urbanismo, com o colegiado e demais 37 vereadores de modo geral, façamos o trabalho do Legislativo, dando sequência nesse trabalho com tantas mãos envolvidas e tanta participação, processo extremamente democrático. Então, a gente tem esse compromisso de bem pensar a cidade, de fazer por Curitiba.

Perfeito. Fabiano, olhando para esse mapa aqui que a gente pegou de vocês lá do EPUC, só para as pessoas entenderem, essas vias, esses eixos que foram planejados lá atrás, mais ou menos para as pessoas entenderem quais são esses eixos aqui no mapa.

Ah, perfeito. Olha, essas linhas vermelhas são os eixos estruturantes, né? Claro que ao longo do tempo foram criadas algumas novas, a antiga rodovia, que hoje é a nossa linha verde, também está com um eixo estruturante vermelho aqui. Mas se a gente olhar o centro da cidade, que é aquela mancha marrom ali mais escura... Isso aqui. É, isso aqui.

O que era a grande diferença do plano Agache e depois para esse plano urbanístico de 66? É que os eixos estruturais são tangenciais ao centro, eles não cruzam mais no meio do centro. Por que isso? Justamente para você poder preservar o centro, criar as áreas de pedestre, como a Rua 15, que foi bem explicada aqui, e também o nosso centro histórico. Então, ele foi preservado, reconstituído, os eixos são tangenciais ao centro.

Então, essas linhas vermelhas são os grandes eixos estruturais onde hoje tem o sistema trinário, que foi contado a história dele aqui. Para evitar o trânsito também, para desafogar aquele... Para desafogar, para liberar, e uma visão de cidade para as pessoas. Então, essa área, o centro é o coração da cidade. É onde está o comércio, onde as pessoas trabalham, onde estão as instituições, as igrejas, os clubes, as instituições públicas estão lá representadas no centro.

E o comércio, né? Então, para preservar isso, veja que outras cidades no Brasil tinham outras políticas de desenvolvimento urbano, com grandes intervenções viárias no centro da cidade, criando grandes estruturas. Aqui é o contrário. Então, preservou o seu centro para devolver essa visão de cidade para pessoas, mas constituiu os eixos estruturais que organizam o desenvolvimento da cidade.

Então, são essas linhas vermelhas principais. As linhas laranjas seriam eixos secundários, então, a gente está falando de uma hierarquia agora de estruturação da cidade. Depois, você tem em volta dos eixos as áreas residenciais, então, aquele amarelo mais para o laranja ali, que são as R4, vamos citar assim para quem...

conhece um pouco mais do zoneamento da cidade, então, que é uma área intermediária, à medida que se afasta dos eixos, vai diminuindo a densidade. E não é só a densidade habitacional, a importância dos eixos, que é a densidade de usos também, né? Porque eu tenho os serviços junto aos eixos, o comércio, escola... Saúde, né? Postos de saúde, transporte... Além do transporte, as agências bancárias, enfim, o comércio, né? O nosso plano massa, que eu tenho junto à rua...

Toda a galeria comercial, a gente chama de fachadas ativas. Então, tem grandes prédios, mas junto à rua ele está na escala do pedestre e tem esse comércio que fomenta atividade produtiva até. Então, esse é um pouco o desenho da cidade. Ok, perfeito. E assim, essa história que a gente está falando do centro, que seria um local especial para o curitibano, a gente tem uma historinha interessante sobre a Rua 15 como ela é hoje. A Rua 15 antes era que passava carro.

E aí, de repente, Abrão e companhia resolveram que eu fechava 15. Aquilo foi bem aceito, Abrão? Conta essa história. Não, não foi bem aceito. Apesar de nós sabermos que todo projeto deve ser apresentado a quem interessa, e por mais que a gente apresentou...

Havia uma preocupação com o risco de não dar certo. E se não desse certo, certamente o prefeito cairia. Então, há uma ousadia muito grande. Eu falo que é até uma transgressão.

Foi uma transgressão ativa, quer dizer, visando o futuro. E foi feita uma obra em 48 horas. Foi de noite? Foi na calada da noite? Foi no primeiro preço. Conta essa história com detalhe. Aí, veja, havia uma reação do comerciante.

e que até ele, em parte, tem razão, mas eu mesmo tive a experiência de sair da Praça Osório e ir até a Santos Andrade a pé, portanto, estava andando a 5 km por hora, e eu marquei um automóvel do meu lado, que estava na via, a via congestionada toda.

Eu cheguei antes do que aquele automóvel, portanto, alguma coisa estava errada, era necessário que o automóvel saísse. E aconteceu um fato que a prefeitura, já com o Jaime Prefeito, simplesmente interrompeu o trânsito da Rua 15.

Tem uma foto com uma corrente na Praça Osório e na Santos Andrade. Só que as pessoas não andam no asfalto. Então, eles continuavam andando nos passeios. E aquele asfalto vazio do centro da Rua 15 dava uma sensação de abandono, de desolação.

Eu vi a imagem de jornais ao vento rolando pela rua, como naqueles filmes mexicanos que aquelas vegetais rolam pelo deserto. O feno rolando. Então, alguma coisa estava errada. E era preciso, então, fazer um projeto. Mas o projeto não era só da primeira calçadão, não. Nós instituímos, ponto a ponto, uma série de atividades.

que correspondem às atividades essenciais de um centro de cidade, ligados ao comércio, ligados à cultura, ligados às entidades bancárias. Então, cada pulsação de quadra a quadra tem uma característica.

Nesse primeiro trecho, começamos na sexta-feira às 18h, e na segunda-feira, às 18h, estava um trecho da Lua das Flores pronto, com petit pavé, luminárias, floreiras e tudo mais. Porque nesse projeto a gente planejou uma série de mobília urbana, que é o mobiliar urbano, que não tinha isso na época, esse conceito.

Então, esse imobiliário equipou, porque a rua estava assim, o comércio, para dar a impressão de que a sua loja era moderna, eles revestiam as fachadas com painéis de alumínio.

E eram prédios históricos de 1880 e tanto. Uma fachada bonita e estavam escondidos. Mas era preciso criar um cenário de emergência para que, então, houvesse essa possibilidade do público assumir o seu lugar no centro da cidade. E, para isso, nós criamos um cenário com aquele mobiliário, com as luminárias, as floreiras. As luminárias eram aquelas bolas, né? É, eram aquelas bolas.

E as bancas também eram arredondadas em cima. Eram domos de acrílico, exatamente. Então, esse equipamento, com isso nós criamos um cenário para que houvesse o interesse e a vontade de permanecer. Então, nós tivemos a chance de ver nós, paranaenses, curitibanos, polacos, brancos, pálidos, tomando chope no inverno, em plena calçada da Rua das Flores.

E alguém pergunta por que a cor azul dos domos? Eu digo que não é a cor, é a luz que me interessava. Aquela luz fazia com que as rosas que estavam nas bancas de vendas de flores ficassem mais vivas, mais brilhantes.

E também o próprio cidadão curitibano, quando estava lá tomando seu chope, ele tinha um certo bronzeado carioca. Mas a vontade nossa era de criar um equipamento que pudesse atrair e fizesse com que as pessoas utilizassem o centro da nossa cidade.

Perfeito. Rafa, você acha que a Rua 15 é um símbolo de como o planejamento pode transformar a experiência urbana? Com toda certeza. Eu fui administradora da Regional Matriz na gestão do prefeito Rafael Grech, então subprefeita dessa região, tenho um carinho.

enorme pela área central, onde iniciou a nossa cidade, Praça Tiradentes e todo o desenvolvimento da área central, como aqui bem já falado também, sede de governo, o Museu Paranaense sede do governo do Estado, inclusive meu bisavô Moisés Lupion, quando governador.

Por lá, despachava, era a sede, não hoje o Palácio Iguaçu, mas então Museu Paranaense e Belvedere, São Francisco, não só o centro, toda a nossa raiz, nossa história, nosso DNA curitibano que lá está no centro. Então a gente tem esse dever de zelo, de cuidado lógico, o olhar é por toda Curitiba, todos os seus bairros, inclusive com descentralização forte dos serviços.

e das atividades, e isso potencializou, vale a gente aqui destacar, a cidade é um organismo vivo, e com a pandemia, a questão até de mobilidade, das pessoas não se deslocarem tantas distâncias, muito home office, muita restrição em si.

As 10 regionais acabaram desenvolvendo e fortalecendo seus centros comerciais. Então, hoje, você não precisa ir também com shopping center, N fatores, né? Comprar online. A gente sabe hoje que um livro, para você comprar presencial numa livraria, num shopping que paga o aluguel da loja, paga os seletistas que lá trabalham. É muito mais econômico você comprar online.

Tudo isso são fatores novos que a modernidade nos apresenta e que a gente tem que trabalhar diante desses desafios. Então hoje a pessoa não sai mais do Portão, do Bairro Novo, do Cajuru, do Boqueirão, de Santa Felicidade para ir no centro comprar um tecido.

como acontecia antigamente, você tinha serviços e bens que você só encontrava na área central. Hoje, descentralização até com as ruas da cidadania nas 10 regionais. Então, preciso de um carnê de IPTU, eu vou no núcleo de finanças da minha regional.

não preciso me deslocar até o centro cívico lá na prefeitura para obter esse documento. Então são coisas, e a internet também, por consequente, que você tira até online, não precisa nem às vezes ir na Rua da Cidadania, mas não são todos que têm acesso a essas ferramentas. Então a gente pensar no centro, cuidar, que também faz parte do programa Curitiba Volta ao Centro, do prefeito Eduardo Pimentel, que eu faço, tenho a honra de figurar como vice-líder dele aqui na Câmara, a voz do executivo.

compondo a liderança do governo aqui na Câmara Municipal, mas é esse resgate, esse zelo, esse amor, esse cuidado da área central de Curitiba, mas, por lógico, também tendo essa atenção aos demais bairros, a cidade, de modo geral, Curitiba, nas suas 10 regionais, nos seus 75 bairros.

Agora, vamos falar de população. Então, em 1966, eu tenho um levantamento aqui que a gente tinha 500 mil habitantes na cidade. E aí já se estava pensando num adensamento que ia acontecer futuramente, né? Hoje a gente tem 1,8 milhão de habitantes, né? E esses planos, aí eles foram... Temos 1975, depois de 1966, veio 75, outro plano em 89, 2004 e 2015.

O que cada momento desse histórico exigiu da cidade? Como é que a gente foi transformando isso? O principal foi lá em 66. Depois, o que veio após esse grande plano que definiu como é que a gente ia se organizar?

É verdade. Lá na década de 60, a gente tinha um grande crescimento populacional, a nossa taxa de crescimento em Curitiba era bastante alta, a gente tinha lá em torno de 500 mil habitantes, mas com uma taxa de crescimento muito forte, prevendo que isso iria aumentar. Então, o planejamento era muito importante naquele momento, justamente para acomodar essa população toda que estava crescendo, e o desenvolvimento que tudo isso acarreta.

Se olhar hoje, de fato, os números que você colocou, os números do último censo, agora de 2022, aponto para 1 milhão e 800 habitantes, mas a nossa taxa de crescimento é muito menor. E quando a gente olha as projeções, a tendência é o nosso crescimento em Curitiba se estabilizar daqui a alguns anos.

E até vir a declinar, como países mais desenvolvidos já aconteceram. Por exemplo, no Japão já está a população em declínio. Isso é um problema para o planejamento também. Mas é um sinal do desenvolvimento de uma cidade, de uma região. Isso é um fenômeno que acontece. Já outras cidades...

por exemplo, na região metropolitana, estão com um crescimento bastante acentuado. E a questão metropolitana é um tema certamente muito importante para o próprio plano diretor, porque somos o polo dessa região metropolitana. Mas, de fato, lá em 1966 tinha esse grande crescimento, por isso foi muito importante o planejamento da cidade, é concomitante a esse crescimento. E como eu coloquei aqui... E aí

teve o plano de 66 e ele só foi revisado em 2004. Porém, durante todo esse tempo, o planejamento estava atuando todos os dias. Então, essa ideia de um planejamento permanente, e o IPUC é o grande mediador desse processo, junto com as demais secretarias, junto com a Câmara Municipal, junto com as instituições.

mas permanentemente desenvolvendo. Então, surgindo o projeto dos parques, que estão coincidentes com os fundos de vale, que são as bacias de contenção das cheias, desenvolvendo o BRT, que foi crescendo constantemente. Então, os primeiros eixos, depois esses eixos foram se multiplicando.

Era o ônibus expresso, depois ele virou articulado, depois ele virou biarticulado, depois ele foi dando a operação quase de um metrô de superfície, com um embarque simultâneo em nível. Então, tudo isso foi sendo planejado independente dessas grandes marcos da revisão do plano diretor. O planejamento acontece o tempo todo. E, nesse sentido, Curitiba é muito organizada nesse seu sistema de planejamento.

Então, isso que é importante para a gente chegar hoje com as taxas de crescimento que a gente tem, com as projeções que a gente tem e com os novos desafios que certamente existem e que precisam ser endereçados, enfrentados e com os potenciais todos também de uma cidade com essas características.

Bom, algum comentário? Assim, tem muita história. Se a gente for sentar aqui para conversar, vai muito tempo, mas a gente tem que finalizar. Abrão, quer comentar alguma coisa desses planos? Para concluir, eu quero dizer o seguinte, que o plano diretor é um instrumento importantíssimo que tem que ser mantido e atualizado, mas...

É importante que haja a criatividade e a iniciativa de realizar aquilo que a cidade precisa. E isso não está contido num plano diretor. São os anseios naturais de uma população e que cabe aos gestores apontarem.

não só o problema, como a solução. E aí é que entra o arquiteto urbanista, aí é que entra também todo o conjunto de forças de decisões. Mas eu quero salientar que só o plano diretor...

não é o suficiente para que as coisas aconteçam. É preciso ter a iniciativa, até a coragem, de implantar algumas ideias que não estão dentro do plano diretor, mas vão contemplar aquilo que o plano diretor levantou como necessidade da população.

Perfeito. Bom, já que estamos nesse momento de fechamento, você começou, vou passar para a Rafaela, fechar suas conclusões e deixa teu Instagram, teu arroba. Perfeito, obrigada. Primeiramente, aqui nessa conclusão, falar que é uma enorme alegria participar desse podcast, que é uma grande aula para a gente, Michele, conversar aí com...

especialistas da área, pessoas que vivenciam há tantos anos e contribuem na construção muito planejada, muito organizada da nossa cidade, que todos nós tanto amamos. E, como bem dito, a questão da revisão do plano diretor é fundamental para que tenhamos uma cidade muito organizada, muito sustentável, muito inovadora, muito inclusiva.

agora com a população idosa crescendo sobre maneira, já figurando uma inversão na pirâmide em detrimento da população de crianças e adolescentes em relação à pessoa idosa. Então, o quão importante é esse olhar e para que tenhamos políticas públicas, de fato, e aí corroboro com a fala do doutor Abrão, que realmente façam a diferença, façam sentido.

e mudem para melhor, sempre a mudança que seja para melhor, na vida das pessoas. Então, essas diretrizes que serão apresentadas no plano diretor. A questão da habitação, a gente vê Fazenda Rio Grande crescendo sobremaneira em detrimento de um centro da nossa capital que teve um decréscimo. Então, reestimular que pessoas voltem a residir no centro com retrofit.

também, restauros, requalificação, mas com serviços, porque não adianta só benefícios de ordem fiscal e de ordem que o IPUC está apresentando no tocante às obras, mas para que tenhamos segurança, para que tenhamos uma boa iluminação, uma zeladoria urbana realizada com primor.

com a presença da força de segurança, de ação social, abordando, levando dignidade para aqueles que mais precisam, para os mais vulneráveis, para os mais desvalidos, pensar em saneamento, pensar em habitação, pensar em áreas verdes, pensar em uso do solo, sistema viário.

o organismo vivo que é a cidade e todas as suas frentes, com todas as características da população, dessa pluralidade. Então é um exercício que a democracia tem esse desafio e que nós possamos sim avançar juntamente com o Poder Executivo, não só o Poder Legislativo, mas...

de mãos atadas com o Poder Executivo, para que avancemos e tenhamos uma cidade cada vez mais acolhedora, cada vez melhor. E eu deixo aqui as minhas redes sociais até para que todos acompanhem o trabalho que eu e o meu mandato realizamos, a minha equipe, Rafaela Lupion, tanto no Instagram quanto no Facebook.

E aqui, na Câmara Municipal, anexo 2, no terceiro andar, gabinete 301, aberto a todos, é a casa do povo, venham, tragam suas sugestões, apresentem, contribuam com essa construção coletiva que é tão importante. Obrigada pela oportunidade. Perfeito. Fabiano, alguma observação?

Bom, eu queria só agradecer por essa conversa, é sempre um prazer falar sobre Curitiba e aprender também com os colegas todos. E eu queria convidar todos a visitar o site do IPUC, que é o ipuc.org.br, tem o link sobre a revisão do plano diretor, então tem todas as informações lá, tudo o que está acontecendo, quais são os próximos passos, as nossas oficinas comunitárias que aconteceram e as próximas que ainda vão ter.

E também tem uma base de dados muito grande para quem quiser. Tem o sistema Geocuritiba, que você pode ir lá e baixar mapas temáticos sobre Curitiba. Então, eu deixo aqui, nesse espaço, convidar todos a conhecer o site do IPUC e participar do plano diretor da forma que for possível. O plano precisa da participação de toda a sociedade. Então, agradecer e é sempre um prazer estar aqui. Ótimo. Muito bem.

Abrão? Bom, o que foi falado eu endosso e agradeço a possibilidade de ter participado. Muito obrigado. Muito bom. Bom, deu para perceber aqui que o plano diretor não é um documento distante. Ele é um desenho da cidade que a gente atravessa todos os dias. Se Curitiba tem forma, se Curitiba tem ritmo e se tem direção, é porque um dia alguém sentou para planejar.

Deixe seu comentário aqui sobre esse debate e até o próximo episódio.

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