T2 #26 - Álbum novo do João!, vegetais não existem, mais musiquices, foi engraçado
Houve uns certos momentos insólitos.
- Novo álbum de João Maia FerreiraLançamento de álbum vs. EP · Critérios do Spotify para álbuns · Celebração de uma década de carreira · Influências do hip hop cru · Evolução musical e maturidade artística
- Evolução do Hip Hop PortuguêsEra de 2016 como marco · Transição de eras musicais · Nova geração de artistas · Choque vs. abraçar de gerações · Ascensão de artistas independentes · Influência de artistas como Plutónio e Van Zee
- Cultura musical portuguesa e Nirvana StudiosNirvana Studios como polo musical · Preparação da nova tour do Prof. Jam · Cabaret Rock by Custom Circus · Festival Mito · Estética Steampunk
- Concertos e festivais pelo paísFestival Sonoridades em Vila das Aves · Público heterogéneo e a marca de um artista · Iniciativa da Câmara Municipal de Vila das Aves · Amy Curl e a música tradicional portuguesa · Conexão com a natureza e crítica ao capitalismo · Maria Vai Com Todos e a interseção de públicos
E eu? E eu? Como é que é? Vamos sentar. Já vamos sentar, vamos sentar. Já que isto tem banho. Estou aqui, pá, ainda estou a tirar as chaves e o caralho, mano. Já estamos aí num sítio meio à toa. Como sempre. Para não variar, né? Nossa wave é sítios inusitados.
Nós estamos aqui ao pé dos Nirvana Studios, esse célebre sítio, polo de música portuguesa e não só. É que se livres do ensaio. Já, estamos aí porque está aí a haver a preparação da nova tour do Prof. Jam, então o Miguel está aí a receber o lowdown da cena.
E eu estou aqui com backup.
E estamos aqui à beira da estrada, numa paragem de autocarro que foi personalizada pelos Nirvana Studios. E pelo pessoal, já. Que tem uma ligação a este espetáculo. Aliás, toda a decoração dos Nirvana Studios que é aqui ao pé da oeiras, para quem não sabe, tem o tema steampunk, como vocês podem ver por esta paragem. E aqui está um cartaz num espetáculo que é o Cabaret Rock by Custom Circus. Sabes o que é isto? Já viste este espetáculo?
Nunca vi este espetáculo. Eu já vi este espetáculo. Eu já vi este espetáculo. E eu já estive aqui o estúdio.
Tu já estiveste aqui em estúdio e nesse estúdio já foi produzida muita coisa importante. Pois é, também acho que sim. Também acho que sim. Mas aqui, por acaso, não sei se o pessoal do Rex ainda tem estúdio ou não, não faço ideia. Quando eu estava aí, ele estava aí também.
mas como estava a dizer houve um festival que só aconteceu uma vez que o Festival Mito acho que até já o referenciei aqui no podcast onde eu vi este espetáculo do Cabaret Rock do Custom Circus, eu tenho a dizer que foi o melhor pior show que eu já vi na vida então mano, isso é incrível isso é música para os meus ouvintes recomendo qualquer pessoa a ver pela experiência
A experiência metafísica que é este espetáculo, como podem ver. Ah, mas espera aí, isto acontece tipo o quê? Todos os sábados? Acontece aqui e às vezes sai daqui para ir a outros sítios.
Mas isto é assim meio tipo um concerto, uma performance, um teatro, uma cena. Mas tem música? Parece-te, ela está com uma guitarra. Tem música, tem muitos figurinos, tem mudança de roupa ao longo do show, tem máquinas de steampunk em palco, tem... Fogo!
Todos molhos mesmo. Eu não consigo descrever muito bem o que é que se passa nesse show. Faltam-te as palavras. Mas é sobre liberdade e isso é que interessa, acho eu. Mas pronto, a liberdade leva a certas coisas incríveis. Pronto, há uma quantidade inesperada de cabedal. Estamos aqui num sítio onde... Não me podes querer, meu. É preciso até cabedal para ver este espetáculo. Para aguentar. Mas pronto. Estava-te a dizer. Isto aqui, sítio muito importante para a cultura musical portuguesa. Sem dúvida.
Muita gente ensaia aqui. Já, já, já. E também já saiu daqui muita coisa. E é interessante, estamos aqui no ensaio da nova tour, do novo disco do Mário, que ele já anunciou, LSD. Sim. E hoje também é dia de novo álbum para ti. Pois é, para mim também é dia. Saiu hoje. Ah, tem. Estamos em drop day. Estão em muitas coisas a sair. Posso já tirar a parte. Faz a tua publicidade. Tem a ver com o álbum aí da frente. Mas basicamente eu lancei um álbum pequenino.
Imagina, inicialmente isto era um EP grande, mas eu não queria que isto fosse parar à secção dos EP's nas plataformas digitais. Nem sabia que isso existia. Existe. É singles e EP's. E tem menos visibilidade do que álbum? Tem muito menos visibilidade do que álbum. Isso é insano. Então.
Isso não deveria acontecer. Pois não. Um release é um release. Exatamente. Só que eu pensei assim. Porra não. Isto é música a mais para eu estar a tratar isto como uma cena que depois vai lá para o fundo. Claro. Então é sempre álbum. Basicamente a tática é essa. Só que a cena é. Eu não sabia. Mas o Spotify é que decide se é álbum ou não. Percebes o que é que eu quero dizer? E quais é que são os parâmetros? E os parâmetros deles são muito simples. Tem sete faixas ou mais. É álbum.
Ou então, tem de ser por minutos. Mesmo que sejam seguidos. Já. Pá, imagina, se calhar se tiver só, sei lá, abaixo de 10 minutos de música, se calhar eles não te deixam, não sei. Não sei quais é que são os parâmetros de duração. Olha, Mário. Olha, e está o homem a passar. Mas, posto isto, acabei por engordar a cena uma beca, passou de um EP grande, um EP grande para um álbum pequenino.
Estás a ver? São quase sinónimos, não é? O resultado é o mesmo, que é música nova. Exatamente. Que é o que se quer. E chama-se consumir preferencialmente antes do Apocalipse. Lancei isto para celebrar a minha década de carreira. Não é uma carreira profissional, porque eu estou na música há mais tempo, mas carreira enquanto pessoa que lança som. Ou seja, eu só comecei a lançar som em 2016. Artística, carreira artística.
hoje é dia 8 de maio eu lancei o meu primeiro som a dia 9 de maio acabei por ter de lançar um dia antes do dia comemorativo porque sexta é o que é senti que não falha muito 24 horas a cena faz-se bem dizem que não deves celebrar os aniversários antes do tempo
mas está tudo ok na véspera está-se bem está tudo ok e a cena é só só mesmo para rematar é pá é um bocadinho a homenagear se calhar o início da minha do meu percurso que foi ali muito ali stressado pá no hip hop bué cru bué tipo rimas e batidas simples muito direto e achei engraçado canalizar essa veia e aí
para colar-me a esta temática da década e não sei o que. E está aí, espero que vocês ouçam, espero que vocês curtam. Se não sabiam que lancei, estão a saber agora. E digam-me o que é que acham. Basicamente, eu já tinha ouvido antes de sair, tenho que ir ouvir agora porque pelos vistos acrescentaste material.
são barras e barras e barras e beats que é aquilo em que já sabemos que o João Maia Ferreira excels e é engraçado também ver de uma perspetiva de quem te ouviu inicialmente e de que ouve agora, sendo o mesmo registro, o conteúdo e a forma são
diferentes, são adaptados à tua idade atual à tua maturidade musical e artística e é muito interessante nós no outro dia estávamos a falar de métodos e processos e das nossas visões atuais de ver a música e trabalhar a música e etc, etc, essas coisas todas imagina
Eu sinto que este é o meu projeto mais bem escrito, num sentido tipo, puro e duro. É claro que não dá para dizer qual é que é o mais bem escrito, porque isto é uma questão subjetiva, consumante... Estás a falar tecnicamente.
Estou a falar do ponto de vista mesmo, tipo, a qualidade do texto. Estás a ver? Tipo, eu esmerei-me para não ser, tipo... Pá, coisas muito básicas. Tentei sair assim um bocado fora da caixa, ir buscar ideias menos óbvias e buscar palavras menos óbvias. Isto nunca caindo naquela tentação de começar a utilizar palavras como jurisprudência e não sei o quê.
Se bem que ainda tentar usar um dia essa... Não, a palavra cara pela palavra cara não, mas a palavra cara no momento certo, com peso e medida, concordo e aceito. E quando estás a dizer melhor, eu penso que esse adjetivo refere-se a um equilíbrio de coisas. Exato. De conteúdo, de forma... Sim, sim, sim. Exatamente. E também com o grau de satisfação...
enquanto artista que eu retiro dali porque eu sinto genuinamente que eu escrevi a cena bem, estás a ver? Está bem escrito e estou orgulhoso Eu também Estás em forma, mano Obrigado, e ainda não posso exigir muito mais de mim, estás a ver? Nem deves Deves exigir de ti aquilo que tens para dar Cada um dá o que tem, mas não é Obrigado E, epá Eu acho que honestamente tipo Suuuu
Eu sinto que só agora é que tu vai entrar no meu Prime, tá a ver?
mas eu sinto que eu sinto que se calhar vou estar a dizer isto quando tiver tipo 49 anos mas eu acho que o artista tem sempre essa coisa de o momento em que está é sempre o melhor porque para ele é melhor do que os anteriores algo mudou, cresceu, é mais pura é mais sintetizada é mais essencial no sentido da essência portanto eu acho que isso é uma constante depois também há uma parte do teu prime ou não que depende da avaliação dos outros do público é
mas sim, acho que sim e já viste que 2016 fez 10 anos tu dropaste eu dropei o Mário vai dropar it really looks like 2016 está a parecer 2016 está a dropar toda a gente aí da antiga firma se calhar atual velha escola estás a ver? se calhar já somos velha escola mas é engraçado porque há 10 anos atrás mas é engraçado
nem sequer se calhar pensava nisso onde é que hemos estado aqui a 10 anos e agora estamos cá e é surpreendente completamente e acho interessante o sítio onde cada um está acho super interessante isso ontem estava a comentar contigo que vocês são capazes de reparar que o novo projeto do Prof. Jam o novo velho projeto porque ele já está a trabalhar há alguns anos e já o anunciou há alguns anos seja no...
Não está a trazer algo que ninguém sabia o que é que aí vinha, mas pronto, é novo. Ainda assim, tem esperado o release. Sim, mas mesmo ainda assim, novo projeto. Tem uma capa igual à do meu projeto e nós não combinámos. Foi não, muito semelhante. Por isso, Great Mind Think Alike. Mas eu acho que também tem a ver com a era estética. Sim.
Na verdade são ambos tipo o Yeezus. Sim, e tem a ver um bocado também com esse, se calhar, essa pureza e esse despir e essa maneira de se mostrarem mais sem merdas. Enquanto como eu está cheio de merdas em cima. No entanto eu estou a tentar ser mais puro e mais transparente, mas esteticamente estamos a apresentar maximalista. Sim, sim, sim. É interessante. Mas imagina.
isso que tu estás a dizer acho que tem mesmo muito, muito, muito que se lhe diga porque foi exatamente esse o ponto que eu achei mais interessante no teu álbum que é tão maximalista como tu disseste, ou seja, é tão no 80 em vez do 8 o meu se calhar está mais perto do 8 mas ao mesmo tempo tu fazes a cena com uma simplicidade ou seja, não é no sentido de simplicidade é de ser básico é de ser básico
É no sentido de parecer que é sem esforço. Percebes o que é que eu estou a dizer? Sem esforço no bom sentido. Parece que é suave. Desliza bem. A cena do mini e maximalismo é onde é que tu aplicas o quê. Porque a produção é maximalista, a estética é maximalista, se calhar o texto é mais minimalista e é minimalista na bullshit da apresentação pessoal. Enquanto se calhar anteriormente eu era muito mais maximalista no texto.
e na apresentação pessoal, a tentar ser muita coisa e a inflacionar-me, e na música também, mas tinha uma estética mais clean, no geral. Eu sempre fui maximalista, sempre fui o comboé, quantos efeitos é que queres. Sim, imagina, tu em 2018 andavas a mandar cortar estradas para filmar videoclipes, estás a ver?
E lancei uma BD, ou seja, um universo maximalista. Exatamente. Um universo maximalista, lá está. Sempre gostei de pôr muitas cores na tela. Agora, por pensar nesse exemplo muito, muito, muito em concreto, tu achas que algum dia poderemos ver novamente uma versão do Michael Knight mais conectada ao universo da animação? Como é que é? Estamos a apanhar aqui o KJ enquanto estamos a gravar o podcast.
Estamos aqui a ter um momento. Estamos a gravar podcast. Estás a ver? Espera aí, agora estamos aqui a ter um momento. Um momento meio insólito. O que é que estás aí a fazer? Estás aí a trabalhar?
Pronto, estamos aí É presente Guest star no podcast Nós não convidamos ninguém Temos que falar nisso Mas se quiseres que nós te convidemos Fazemos isso acontecer
Fica prometido. Fica prometido, mano. Estamos juntos, diverte. Não, não, não. Este é conteúdo do bom. É isso. Tal e qual. Pá, já temos aqui este momento meio insólito. Bro, isto é o que acontece quando vens aos Nirvana Studios.
isto é a história dos Nirvana mesmo sem dúvida também é fixe a malta cruzar-se porque às vezes cada um está a trabalhar nos seus projetos mas nestes ambientes acontece cruzamento de malta e às vezes até faz nascer coisas como agora por exemplo agora temos de convidar o KJ mas que realmente é interessante nós convidarmos uma pessoa que se calhar ninguém
Diz mesmo tipo, bro, eu não estava a ver nada a estes gajos a convidarem esses gajos. Já, já, já, nem nós. Estás a ver? Nem nós. Nem nós estávamos a ver, mas ele é uma pessoa muito interessante no game. Estás a ver? É que tem muito para dizer, com certeza. E o Kappa tem imensas coisas que eu acho super louváveis, além da arte dele, não é? Ele viveu...
a mesma era que nós, douta perspectiva exatamente, isso pode ser muito interessante mas é muito fixe porque o Kappa também é um sobrevivente, estás a ver? é verdade, também se adaptou aos tempos e continuou a cena dele e tornou-se também manager e trouxe projetos novos para a frente eu lembro-me de estar a apanhar sons do Kappa J a sair
Para aí, mano, em 2013. Qualquer coisa assim, estás a ver? E o homem continua aqui 13 ou 14 ou 15 anos de coisa. Ele estava lá no início. Ele estava mesmo lá no início, bro. No início, para os nossos antecedentes. Exato. Inícios para nós. Não serão... Não é antecedentes que se diz. Para os nossos... Antepassados. Antepassados. Antecessores. Antecessores. Não é o início, mas é o nosso início. E é o nosso início.
Mas isso, mas já, a complementar isso que eu te queria perguntar, agora que acabou este pequeno parênteses, tu sentes que alguma vez poderias voltar a trazer a versão do Michael Knight mais conectada ao universo da animação e da banda desenhada e não sei quê?
Sentes que isso poderia acontecer? Talvez. Ou é algo que tu dizes mesmo tipo... Não, imagina. Já não me vejo. Eu estudei desenho animado no secundário e tenho uma ligação a esse mundo desde sempre por causa da banda desenhada e dos super-heróis e não sei o quê. Agora estou numa fase mais adulta da minha apresentação estética de homem adulto, de gajo dos anos 80. Mas a verdade é que...
A verdade é que existe uma influência desse universo de certa forma. Porquê? Porque como eu disse que tem muita influência japonesa. Tem. E o City Pop e o Jazz Fusion japonês estão muito presentes tanto no anime... Estão nem ali lado a lado. Como no gaming. Portanto, não está completamente fora do imaginário. E a estética das fotografias. É assim uma cena meio bubblegum, meio fantasiosa também. Portanto, não está completamente fora. Agora...
Uma coisa é certa, embora cada vez seja mais fácil fazer conteúdo de animação, continua a ser um gandabico, mano. Pois, eu percebo, eu percebo. E é bastante caro fazer as coisas de animação, mas com o advento da inteligência artificial pode-se vir a tornar mais barato do que fazer imagem real. E se calhar há mais processos que serão simplificados. Ainda agora vinha a ver um microdrama.
que são aquelas aquele conteúdo que agora te aparece nas redes sociais com a melancia que está a falar com a banana agora viam que era um Peugeot que andava na escola com os outros carros estava muito triste por ser um Peugeot então foi fazer uma intervenção meio plástica para se transformar num BYD
E depois já era respeitado na escola, mas depois a tinta começou a estalar e ele ainda era Peugeot, e o pai dele tinha vergonha de ele ter mudado, Peugeot. Bro, com a AI tudo é possível. Frases nunca admitas na história da humanidade. São novos tempos, são novos tempos. E são mesmo conjugações de palavras absolutamente insanas.
Não é? É verdade, mas olha, 10 anos. 10 anos. Estamos aí, mano. E sobretudo eu fico contente ao fim de 10 anos, a partir de 2016, que não foi o nosso início, mas foi o nosso início estabelecido. Sim, mas eu acho que foi o início... A profissionalização e do...
Eu sinto que se calhar se tu tivesses de datar o hip-hop português e se tivesses de criar eras balizadas por anos em específico, eu sinto que a era atual começaria no ano de tipo 2016, 2015, um desses anos. Estás a ver? Sim, sim, sim. Foi quando a estética mais moderna se estabeleceu como... Agora é a cena. Agora a minha pergunta é...
Será que nós já mudámos de era e não demos por ela? Eu acho que estamos agora no equivalente, se calhar, ao 2013, que é, estamos a começar a ver projetos que estão a empurrar a sonoridade para o outro lado. Já.
E isso vai-se consolidar nos próximos anos. Ao mesmo tempo que o hip-hop já não é tão popular como era em 2016, eu acho. Estou ouvindo, estou só aqui a tentar pulsar. Em 2016 o hip-hop era o pop. Sim, exatamente. E hoje o pop não é hip-hop.
tem hipop mas não é então se calhar desacelerou um bocadinho o processo de estabelecimento das novas waves mas acho que estão aí, temos o caso por exemplo da Tisha da nova geração da Tisha e ainda do Purp e do Yuri do pessoal que esteve na Cypher
O Enrico também, que está a fazer um trabalho muito interessante a misturar com os instrumentais da Afro. O pessoal da S'morra e o Spama e esse tipo de merdas todas. Está aí uma nova geração, for sure. Mas, ao mesmo tempo, sabes o que é? É que se calhar talvez seja mais difícil definir a transição porque o choque...
já não é tão grande entre sonoridades. E era o que eu estava a dizer, e acho que te faz uma ponta com isso que estás a dizer, que é, não existe um choque entre gerações desta vez, existe sim um abraçar. E um está tudo ok, porque a nossa geração foi inovadora, e é isso que nós queremos para a geração futura. E era o que eu estava a dizer, a coisa que eu mais gosto de nós, nestes 10 anos, depois de nós começarmos por...
a profissionalizarmos mesmo a sério é nós estarmos com a cabeça fresca podemos não estar na crista de onda esteticamente e a par de tudo o que se está a passar mas não estamos fechados ao futuro e não estamos com aquela cena de velho do restelo estás a ver? que é uma cena que na geração anterior à nossa eu sinto que aconteceu muito
Sinto que nesse aspecto houve mesmo uma melhoria anímica, ou psíquica, ou o que lhe queiras chamar, já. Inérgica, energética. Muito diferente, sinto. O passar do bastão, estás a ver as tafetas, está um bocado diferente. E nem foi passar do bastão, porque o bastão não é nosso.
nós não nos afirmámos como donos de nada de nenhum movimento cultural nós fizemos a nossa cena se influenciamos os outros, nice, isso é bom sabes o que é que eu acho que é? eu acho que se calhar nós já assistimos
ao primeiro, mas eu sinto que ainda não houve, à exceção talvez do Van Zee, ainda não houve bem o grande artista novo a dar blow up, dentro da cena do hip hop português, estás a ver? Ou seja... Estou-te a perceber.
Mas eu diria que nós em 2016 ainda não estávamos nesse estatuto também. Não, não, não, por isso é que eu estou a dizer que acho que ainda não são eras diferentes. Estás a ver? Ou seja, tu ali, pré-2016, tinhas algum pessoal a começar-se a estabelecer com muita força, não é? Já a dar os passos para o estrelato, o peruca e o dealers, e já tinhas o... Ai, porra, está-me a dar uma branca.
A grognation também estabelecer-se dessa maneira, o bispo também já estava a dar passos, e depois ali pouco depois tiveste os prof de jams destas vidas, os slow jays, e tiveste o plutónio pouco depois, na mesma altura, e depois os loners e o ets, esse pessoal todo, pronto. Agora sinto que...
Tivemos realmente... Mas muitos dos artistas que depois vieram a bater muito, já vieram um bocadinho associados já a coisas prévias. Estás a ver? Por exemplo, o Plutónio veio muito ali na continuação do Richie Camel com o Bridgestown. Estás a ver? O Plutónio eu diria que é um caso à parte.
Porque ele já tinha uma carreira até antes de nós a começarmos. Ele é um bocadinho excepcional. Ele é dos gajos que está mais perto do old school da geração do trap, eu diria. Mas imagina, o que eu quero dizer é, por exemplo, o Ivandro veio um bocado do bispo. Ou seja, estou a falar...
E assim como o Papillon ali do Sol Jay, embora o Papillon já fosse da Grogla, só foi outra coisa. Ou seja, eu sinto que tiveste muito... O Van Zee, sinto que já é bué, tipo... Só a cena dele. A cena dele, estás a ver? Ou seja, nós se calhar estamos agora a assistir a pessoas que são o mesmo tipo...
Só a cena deles. Já não são, tipo, continuações de qualquer coisa. Estás a ver? Mas eu acho que todos estes artistas que estamos a mencionar também se estabeleceram com a sua própria cena. Ah, 100%. 100%. Isto não é para minimizar a individualidade ou a singularidade de ninguém. O que eu estou a dizer é, é tipo, para todos os efeitos, durante muitos anos... Um gajo que não veio de outra estrutura. Já. Houve muitas pessoas que foram de continuação.
E tantas pessoas do Julinho também. Não, o Julinho eu queria dizer que é um caso irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão, irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irmão irm
Eu acho que só é surpreendente para quem é de fora, porque de onde ele é e ao que ele está associado, a cultura de hip-hop já era muito grande. Estás a ver?
É da mesma maneira que o Toy-Toy, que o T-Rex. Tipo, ok, eles surgem muito sozinhos, não é? E dão essas grandes explosões, mas vêm de zonas muito ricas hipopisticamente falando. Estás a perceber o que eu estou a dizer? Sim, lá está. Isso não retira mérito.
Não, não, não, não, de todo, de todo. Isto retira zero o que eles estão a fazer e xalá o máximo ao Rex e ao Julinho, ao Van Zee, a todos eles. E já demos aqui tantos nomes que representam uma coisa muito interessante que é uma grande variedade e diversidade dentro de um estilo musical em Portugal. Eu acho que isso é muito bonito e é de louvar. Mas...
Lá está, eu sinto que se calhar agora os próximos a dar os grandes blow-ups já vão ser mesmo tipo... Mano, imagina, o Van Zee é um bacana da madeira, estás a ver? Que é inédito também. Inédito, na bola não era, mas na música era um bocado inédito. Estás a ver? E agora nos Açores também. E agora possivelmente nos Açores também, se bem que tiveste o Sandro G...
Tiveste, mas tens o verdadeiro herdeiro, não o Sandro G2, mas sim, shoutout Sandro G2, já agora, que o Gomen cospa muito, eu sinto que ele cospa muito, e o pai também, claro que sim, shoutout máximo, o Sandro G. Pai. É tua onda de real shit. Já, já, já, eu sou mesmo fã, fã, fã, estás a ver? Aquilo é mesmo rap para mim. Pá, bro, estou a ser sincero, estou a ser sincero. Tipo, imagina,
Quando eu penso assim, e aí com quem é que tu curtias fazer som? Mano, eu curti fazer um som com o Sandro G, estás a ver? Sem dúvida, sem dúvida. Tipo... Isso é um marco cultural para qualquer artista. Pronto, isso é um power move, estás a ver? Pode escrever. Tipo, eu se calhar, há pessoas que se vocês me dissessem se eu quiserem fazer som com elas...
E eu mesmo dizendo que sim, eu sinto que meti ao Sandro o dia à frente de muita gente. Estás a ver? Se calhar pessoas de vocês não estão à espera. Real talk. Mas, yeah, it is what it is. Muito interessante, mano, muito interessante. E olha, aqui sobre destaques do que é que se passou nas nossas semanas. A minha até foi bastante... Eu também vou aqui. Porque houve um evento que dominou a semana que foi um concerto meu.
No festival. Ah, já, tu foste lá para cima. Fala-nos disso. Festival Sonoridades, um festival que eu nunca tinha ouvido falar, não sei se é novo. Também nunca tinha ouvido, confesso. No Centro Cultural de Vila das Aves. E nunca tinha ido à Vila das Aves, mas já tinha andado lá perto.
inclusive o técnico de som nesse show foi o Janga, que é de Santo Tirso é ali da zona, sim shoutout ao Janga, excelente técnico, excelente contribuinte é a palavra que eu quero também para o português nos últimos anos, sem dúvida ele tem um estúdio cheio de placas de produção mix e master de muita coisa que toda a gente ouviu neste país por isso o shoutout ao Janga também
E é um excelente amigo e um bom técnico de som live que me ajudou e que fez um excelente trabalho. E então, basicamente, aquilo foi no Centro Cultural da Vila das Aves, que é um auditório, que não tem uma lutação enorme, leva 150 pessoas e estava praticamente desgotado, o que para mim foi surpreendente, tendo em conta que estávamos na Vila das Aves e eu nunca lá tinha ido.
Percebo. E mais uma vez, confirmou-se uma coisa que se tem confirmado nos meus concertos, que é a minha plateia, o meu público, está altamente heterogéneo. Mas isso é incrível. E vai de menos de 10 anos até...
sei lá, meu... Mas, ó Miguel, isso é mesmo a marca de um grande artista. Eu adoro isso. E tem acontecido no último concerto que eu dei, que foi em Coimbra. Não, mentira, foi no Texas em Leiria, mas antes disso em Coimbra. Sim. Estive.
contacto com o meu fã mais novo até então e agora na Vila das Aves estive ainda mais novo. Sempre a bater o recorde. Estive com um fã meu ao colo. Não, imagina, tu também, tu já tinhas estado com um fã teu ao colo, que é o meu filho. É verdade, é verdade. Pronto, mas excluindo conexões assim próximas. Mas que foi ao meu concerto. Já, já, já. Pagou o bilhete. Já, pagou o bilhete.
e a malta teve lá foi uma iniciativa ali da da câmara que teve muito bem e que baixou o preço do bilhete garantindo os cachês dos artistas isso é uma maravilha e isso deixou espaço para que as pessoas também comprassem algum merch e foi muito bem recebido lá e não só isso, como a produção o jantar foi excelente que foi no Braseiro das Aves que eu recomendo aqui, é um sítio que se chegas lá pedes o churrasco misto e está a andar né
excelente, mesmo ao pé da linha do comboio e fiquei alojado num sítio que eu prometi que ia aqui mencionar porque a senhora Conceição que nos recebeu lá foi uma excelente afitriã e num sítio lindíssimo que é o Solar da Boa Vista, se forem para os lados de San Tirso, fiquem hospedados neste incrível sítio, eu não ganho nada por dizer isto, mas a Conceição ganha e eu gostei muito da recepção dela
Parece nome de restaurante. É verdade, mas é uma quinta, que tem uns pavões lá dentro e tudo, tem piscina, tem uma vista para aquela zona que eu tenho a dizer que é muito bonita, o Val do Ave. Ali, Santo Tirso, a Vila das Aves e toda aquela zona tem uma vista lindíssima. Recomendo bastante e gostei muito de lá estar. Inclusive, fiquei lá mais um dia, por motivos de força maior, e aproveitei para ir ver também o concerto.
De uma também grande artista, embora não seja do rap. Tem algumas coisas que eu até achei bastante rappy. Que é a Amy Curl. Shout out to Amy Curl. A música dela é incrível. Que tem, pelo que eu percebi recentemente, 20 anos de carreira. Atenção. Aí já me enluto. É engraçado, tu estás a mencionar isso porque há meia dúzia de dias.
Estive com o Domingos, dos Capitão Fausto. Certo. Grande tropinha também. Yeah, shout-out. Shout-out a ele, shout-out aos Capitão Fausto. Também amigo ciclista. Yeah. E ele, estávamos a falar também de algumas coisas e curiosamente ele também mencionou a Amy Curl porque agora está assinada com o Cucamonga, estás a ver?
e é giro como é que é um nome que tu começa a surgir agora em conversas naturalmente para a malta do norte Amy Crow não é novidade mas para nós aqui os solistas não ouvimos tanto falar dela mas o projeto dela é muito interessante porque
O álbum dela chama-se Pastoral e agora tem o Pastoral 2.0. Não sei se é um... acho que é um deluxe do disco. Mas ela... a estética dela é tipo fada... tecnofada do bosque. E basicamente ela usa...
a sua plataforma e a sua música para falar, para pegar em música tradicional portuguesa, dar-lhe uma roupagem nova, fazer novas versões e falar muito da conexão com a natureza e ela fez lá uns discursos muito interessantes sobre o capitalismo, sobre como é que isso é a antítese daquilo que nós devíamos estar a incentivar no mundo.
que diz aos pais para não verem notícias, o que é que interessa as notícias, o que interessa... Olha, nosso menino bicho... Isto é só All Stars aqui hoje, não é? Isto está muito à toa. Isto é só All Stars aqui hoje. Isto não vai acontecer duas vezes no mesmo episódio. Como é que é? Estamos a gravar podcast. Quando quiseste, também és bem-vindo. Estamos aí, mano. Foda-se, muito à toa. Mano, o que é mais engraçado?
Bro, o que é engraçado é que nem há 15 minutos aconteceu-nos o mesmo com o KJ.
Isto hoje está mesmo All Stars do Rap Tuga aqui. Isto está muito à toa. Para quem nos está a ver agora, quando isto estiver na net, não é? Como é que é Pedro? Estás bem? Toma. Muito à toa. Estamos aí, mandei um oi para os nossos ouvintes. Como é que é? Muito à toa. Nirvana Studios é isto. Estavas aí a trabalhar?
Agora? Da queima. Foi fixe? Ai, com que graças? Sempre para dar, mano. É isso, mano. Porto é Porto, mano. Já é. É verdade. É verdade. É verdade. É verdade. É verdade. É verdade. É verdade. Igualmente, mano. Estamos juntos. Isto é muito... Temos de... Episódio com mais estrelas de sempre, mano. Só faltava o Marinho. Vira aí. Já temos de chamar o Marinho. Então vai, grande abraço. Viva bem, mano.
Mano, isto... Se calhar nós temos que começar a vir para aqui fazer o podcast mais regularmente. Será que a seguir vai para a área Carminho? Já. You never know. Temos que trazer um microfone extra que é para o pessoal que aparecer aí. Oh, como é que é? Faz aí 5 minutos que a gente está a ver. Pronto, mas seja como for é isto, mano. É isto. É espontaneidade a acontecer.
E estávamos a falar de Amy Curl. Estavas a falar de Amy Curl, exatamente. Então, o resultado dela foi muito interessante. Aproveito e vou aqui a ver de duração como é que está. Gostei muito da estética e da proposta e do conteúdo que ela apresentou.
E ela tem aquela cena de solo multidisciplinar, ela lança os vídeos, ela lança as tracks, ela tem dois microfones com efeito. Ela faz os vídeos, faz os arranjos, faz a roupa, dança, chamou um coro local para cantar com ela, ainda interpretou duas músicas à guitarra. Pá!
emocionei-me a ouvir aquilo, que ela cantou Maio Maduro Maio de Zeca Afonso, e lembra-me de um sonho lindo de Fausto Grande Jones Grande M.I.Curl, shout out, e um dia também gostava de tê-la aqui no podcast, porque ela tem ideias muito interessantes, não só sobre música como sobre o mundo Por acaso, olha, nós se calhar a seguir
É esta temporada, se calhar devíamos fazer uma temporada em que é só convidados. Todos os episódios ter um convidado diferente. É difícil logisticamente, mas podemos tentar. Mas temos de pensar nisso, seriamente. Vamos comprar um adaptador para 3 micros. Mas ouve, tu a mim, todas as coisas que me estás a partilhar acerca dessa zona do país onde tu estiveste, soma que tenho de ir lá também.
Estás a ver que hoje em dia isso acontece muito. Como estava aqui a dizer o Bispo, as recepções no Norte são sempre muito fortes. O público é muito interessado em cultura e faz questão de expressar o amor e o carinho. Até por muita gente que foi para o meu concerto. Não conhecia. E ficou a conhecer e comprou o disco e disse não conhecia, mas adorei, grande cena, não sei o quê.
Epá, a verdade é que isto é um love que se sente mais no Norte do que no resto do país. Talvez por eles serem mais ligados à cultura, de certa forma. Percebam o que estás a dizer? Ali, a zona de Santo Tirso, é um bocado a fronteira... Chara, até extra-zen também. Extra-zen também. É um bocado a fronteira entre o Porto e o Minho. Já, já, já. E eu adoro aquela zona, aquilo é mesmo lindo.
recomendo a toda a gente ir lá e muito obrigado pela recepção e pela organização do festival que foram excelentes também foi mesmo uma alta muito fixe pode ser que possas voltar a pisar esse palco e esta cena de festivais que dinamizam os auditórios do país, shout out também e isso é uma cena as salas estão lá para ser usadas e o dinheiro público é para ser usado para ajudar as pessoas a aceder à cultura de forma mais acessível e é mesmo assim que se faz, parabéns à organização mesmo, mesmo a sério ouve
Eu acho que nós temos de começar seriamente a repensar...
como tu estás a dizer, há certas regiões que parece que são mais abertas a regionalismo estás a ver? e eu sinto que em Lisboa continua a ser muito uma hegemonia lisboeta de tudo e às vezes é difícil entrar a cultura de fora para cá, embora aconteça claro que sim, acontece, agora está a ver o grande momento do Alentejo estás a ver?
Mas há abertura para eu venho daquela região e estou a representá-la. Existe essa abertura. Claro, claro, claro. E também há abertura para artistas de Lisboa irem a outras regiões. Obviamente isso sempre houve, mas no Norte há uma certa... Por acaso... Epá, eles têm aquela rivalidade, não é? Por acaso, tu estavas a falar mesmo agora de dizeres que o público do Norte, regra geral, tem mais tendência a ser caloroso e se calhar a abraçar o desconhecido. Mas curiosamente...
concordo com isso, mas ontem até vi um exemplo do contrário a acontecer, e não estava à espera, também não não estava à espera, mas não estava à espera sim, mas quando acontece fora é mais surpreendente em que ontem houve o Maria Vai Com Todos, da Maria Seixas Correia, noite de podcast onde nós já tivemos infelizmente não pude ir, mas espero que tenha corrido muito bem, correu lindamente nós já fizemos lá a nossa contribuição, ontem houve uma noite nova
naturalmente que eu estive lá e no cartaz de ontem era bate-pé e jovem conservador de direita. Jovem conservador de direita, shout out. Por si só já é uma combinação inesperada de louvar. É o que se quer. É isto é que se quer de uma curadoria. É verdade. Mas...
se calhar não é muito surpreendente dizer que a maior parte do público estava lá para bate-pé e os próprios jovem conservador de direita estavam conscientes disso eles achavam que iam lá até uma pessoa para poder ver mas digo-te uma cena
Eu acho que eles saíram ali com uma sala cheia de fãs novos, mano. Não me admira porque o conteúdo deles é muito forte. Porque, digo-te uma cena, eles conquistaram mesmo a sala, puto. Estás a ver? Fizeram o seu episódio tranquilamente, mas aquilo parecia que estavas numa noite de stand-up.
Pois ele se tem boa piada. Ele se tem efetivamente boa piada. E eu estava a pensar assim, tipo, pá, é engraçado, como isto se calhar era uma coisa que tu não conectarias, como vendo esta interseção entre estes dois públicos, mas é giro ver que o público do Bate-Pé também pode ser público do jovem conservador de direita. Não, faz sentido para mim.
Não, o 14 é que não é muito óbvio à primeira. Sim, se calhar, lá está, os ouvintes do Bate-Pé não iriam ouvir esse podcast, mas foram expostos a ele e faz sentido que também o ouçam. Sim, sim, sim, sim. E, pá, fiquei feliz de estar... Muitas vezes tu estás em salas em que há...
ontem não foi bem abertura nem cabeça de cartaz não é essa a dinâmica de lá mas às vezes estás em salas em que as pessoas estão lá muito concretamente por um motivo e se calhar não estão muito receptivos
às restantes pessoas do cartaz estás a ver? fiquei muito feliz de ontem não ter sido um desses casos e o formato que a Maria organiza é muito bom para isso ter os dois podcasts numa sala as pessoas pagam o bilhete para ver os dois portanto também não se vão embora à meia vão ficar lá ver os dois e isso cria muito essa oportunidade de expor público a novas coisas é muito interessante
É giro, pá, porque a mim isso já me aconteceu, tipo, eu já fui abrir, ou ser tipo, meio da tabela, em sítios em que eu senti, mesmo que o público não estava lá para me ver, estás a ver? Fiquei de género, tipo... Mas isso é do género, é uma oportunidade de conquista. Claro, e... Mesmo que o pessoal não esteja naquela, tipo, não estou interessado, pá, vai ser de lá um ou dois que vou ficar, tipo, não, se calhar devia ouvir este género.
claro, eu também encaro a cena sempre assim e esforço-me para conquistar qualquer público e se você pegar o bilhete, I'll give them the show yeah, exatamente you shall be entertained vão ter o que pagaram mas também já houve momentos em que uma pessoa fica assim, duro público duro, tough crowd todas as atividades têm os seus momentos de rocha por acaso, mano, eu sinto-me um felizardo porque eu nunca rochei muito, sabes?
Eu já arrochei, mas tipo... Eu também já arrochei, mas... Eu já andei nas trincheiras, mano. Também, onde a rocha é palavra de ordem. Uma coisa interessante que isso trouxe foi quando eu vi, por exemplo, os miúdos. Chamos de miúdos porque para nós eles eram miúdos quando começaram. A malta da Tink, a geração mais nova que a nossa, que nós estávamos a dar support e a vê-los arrebentar. Já. Que eles começaram...
diretamente para o sucesso não foi uma coisa que eles tivessem que construir ao longo de anos e a primeira vez que as coisas corriam mal eles ficavam tipo aí isto é o fim, isto é o fim do mundo é o normal, tu estás numa situação que não é normal que é tipo, tu bateste sempre um som não é pá, mas realmente para quem já esteve nas trincheiras sabe o que é que se passa
Mas também, bro, imagina, já avistei, mesmo com o pessoal mais novo lá da Tink, mesmo assim eu ainda os via em dois ou três sítios em que aquilo era... Não era à toa, é o que eu queria dizer, imagina, tipo, ires tocar com o Yuzi Alcobaça.
Estás a ver o que me aconteceu? Na altura, mares inexploradíssimos. Já. Estás a ver? Descobrimento musical. Já. Foi assim, tipo, era eu, ele, o Valdir, mais duas ou três pessoas, tipo, tudo à toa em Alcobaça, mano, porque hoje eu iria dar o chão. Alcobaça que tem uma cena cultural muito forte e que já foi conhecida no meio da eletrónica por Alcobace. Alcobace. Capital do eletro da zona centro, mano. Capital do eletro da zona centro, mano.
Mas, tipo, já, nessa altura isso era muito mato por desbravar, exatamente. E é giro, eu por acaso sempre curti dessas merdas de vais tocar onde? E vai, uma merda no caralho. Já, mas a minha cena é mesmo tipo, já, vou mesmo. Eu quero, tipo, pôr bandeiras no mapa todo. Já, mano. E é uma oportunidade para descobrir as regiões, comida, pessoas. Maravilha, mano. Há sítios que, tipo... Isso é, para mim, é a melhor parte da nossa profissão.
é a possibilidade de fazer turismo enquanto trabalhas tipo eu acho que inclusive já falámos disso aqui no podcast mas eu lembro-me muito bem dali de 2018 o Mário nem estava a bater com o FFF ainda estamos a falar do que estava a bater antes em que nós fomos, eu fui convosco para substituir não sei quem e fomos para um pavilhão
perto de Marcos de Canaveses mano tipo uma cena assim boé à toa bro já fomos a boé da Citizen já, mas é bom eu como na altura andava quase sempre com os copos, não me lembro de boés é uma oportunidade para conhecê-los de novo também tens aí uma second chance at life e por falar em turismo e por falar em turismo
Quero aqui anunciar a quem interessa que a secção de ciclismo do nosso podcast é sempre para um nicho do nosso podcast mas já tenho muita gente a dar-me feedback. Mas olha que é um nicho cada vez maior. É verdade, mano. É verdade. Eu estou a conseguir evangelizar. Exato. Vai começar hoje ou amanhã uma prova que é o Gravel Birds no Alentejo em que o formato mais pequeno são 600 km. E o maior são tipo 1500, se não me engano. Eia, 600 o mais pequeno?
Tens tipo 19 horas para fazer aquilo. É uma cena assim. É wild. Isso é bué, mano. É, pessoal maluco. Eu acho que são mais horas. Mas imagina, agora a falar a sério. É ultraciclismo. Como é... Tipo, onde é que eles vão? É que um percurso de 600 km é gigantesco, mano. É ali no interior, ao pé de Évora e Elvas e não sei o quê. Tem de dar bué de voltas, mano. É um circuito bué da grande ali nas partes mais áridas. Que tem estradões de gravilha que nunca mais acabam.
posso-te mostrar o mapa depois para vermos isso portanto shout out às pessoas que têm alguns amigos a participar shout out e também quero aqui anunciar que foi inaugurada uma ou reabilitada e reinaugurada uma extensão daquilo que se chama a Eurovelo 1 que é uma ciclovia que vai já li acerca disso de uma ponta de Portugal até à Corunha já
Portanto, encontrei-me este verão talvez na Galiza. A fazer a Eurovela 1. Se alguém se quiser juntar, diga. Talvez tu com uma subscrição mensal. A subscrição da Decathlon.
já esteve mais longe não sei se não sai daqui direto para a Decathlon como é que é? isto ainda é uma voltinha, foram 18 km até aqui, está-se bem é sempre a subair mas por acaso a título de curiosidade tu como não podes vir pela autostrada viés por que lado? então, eu meti o caminho no GPS e isto mandou-me ali pela armadura
que tem uma ciclovia semi-ok mas que apanhas pecar-te de estrada também mas vens pela Amadora aqui à volta também podes ir aqui a descer até ao Eiras e vais pela Marginal é o que eu vou fazer para voltar e tem o calçadão que vai de Caxias até ao passeio marítimo de Algés e depois continua para ir fora sempre em ciclovia vamos embora é fazível, extremamente fazível
uma coisa agora dando aqui um 180 boé tipo forte mas uma cena que eu queria partilhar e até tenho manter isto aqui aberto que é para certificar também queria contar uma história interessante não isto não é uma história interessante isto é só interessante tu sabias que os vegetais não existem
What? Isso foi a minha reação também. Como assim, não existem? Imagina, isto não é, não temos de pôr o alumínio na cabeça. Botanicamente falando, não existe um vegetal. Existem raízes.
Existem folhas, existem frutos. E tudo isso pertence ao reino vegetal. Não, o termo vegetal é um conceito culinário. Estás a ver? Porque imagina, tu tens imensas coisas que nós consideramos vegetais que são frutos. Sendo que o mais icónico disso tudo é o tomate.
Mas também tens, sei lá, a beterraba, mano. A beterraba não, a brinjela, quero dizer. O pepino também é um fruto. Tipo, tens boés. A cebola é uma raiz. A cenoura é uma raiz. Nenhuma destas coisas é um vegetal. Esta conversa está-me a lembrar um tema de Linel Nunes. Que é porque não tenta a Leonabe. Porque não tenta a Leonabe. Exatamente. E então, eu vi isto esta semana. E, tipo, fiquei a pensar.
O ser humano, nós realmente... Vegetariano. Sim. É um termo que não existiria sem o termo vegetal. Claro, claro, claro. Mas o ser humano realmente impõe a sua realidade sobre o mundo. Claro. Porque existem fenómenos e tu catalogas o fenómeno. Exato. Mas eu quando tento pensar realmente, objetivamente, na coisa... Mano, o que é que é um vegetal? Como é que tu defines um vegetal?
Percebes? Porque tipo, mano, uma pimenta é um fruto. Estás a ver? Um bróculo é uma folha. Uma couve é uma folha. Estás a ver? Tipo, o que é que é um vegetal?
Não sei, mas eu como tudo isso e gosto. Claro, claro. Mas é só, isto a mim, fez-me mesmo... Eu fiquei assim, realmente, o que é que é um vegetal? Cenas que nós inventamos. É que se eu tiver a dizer assim, define-me lá em o que é que é um vegetal.
É uma cena que sai da terra e tu comes. Portanto, nele englobam-se folhas, frutos e raízes. Já. Então uma maçã é um vegetal. Batata, mo. Os vegetarianos comem maçãs. E os veganos também.
Portanto carne não é Gostaria de saber o que é que leva um gajo a ter um que faz mais ruído que a cidade inteira Qual é a motivação? Há quem diga que é Small Dick Energy Fica à dúvida E por falar em Small Dick Energy queria só acabar aqui com um relato Sim Sim
Às vezes também é feita justiça e os 5 agentes da PSB que violaram e filmaram pessoas que prenderam foram condenados e vão ser presos. E acho que isto é muito bom, especialmente para a PSB, que haja consequências para estas pessoas.
E parece que isto já é um boato, mas parece que um desses... É o irmão do Neninho Vazmaia. Já, um desses polícias é o irmão do Neninho Vazmaia, o que é crazy. Crazy. E também ouvi outra história, que não sei se é verdade, mas vou contá-la, que é...
Carros estacionados à porta dessa esquadra eram misteriosamente assaltados, que é um sítio onde tu queres pôr um carro para não ser assaltado, é à porta da esquadra, e passado algum tempo, os pertences apareciam na esquadra e as vítimas eram informadas. Ora, acontece que uma das vítimas tinha um airtag na mala e os pertences sempre estiveram na esquadra. Nunca saíram dali.
Se iram do carro para a esquadra, portanto, parece que também havia assaltos a carros por parte das forças policiais. E a pergunta que fica no ar é, quem é que nos protege da polícia?
e por acaso isso é wild isso é wild isso é wild isso é wild isso é wild isso é wild isso é wild gambling polícia corrupta yeah man fuck that boy let's go superanos de Texas mesmo mas é engraçado tu estejas a falar nisto porque e aqui para fechar com base nisso tu tiveste ontem um dos beats do jovem conservador de direita foi sobre isso irmão
foi acerca de concretamente do irmão do nininho Vazmaia porque isto é o grande paradoxo do Chega é polícia mas também é cigano ou seja
percebes? Gosto ou não gosto? Gosto ou não gosto, já. O que é que impera mais? É o lado polícia ou é o lado cigano? E pelos vistos cometeu a ilegalidade o que torna também mais próximo do Chega. Já. Por isso todo momento aí muito singular. Não tem piada mas é algo para pensar. Sim.
É o Portugal que temos, amigo. Comida para pensamento, como dizem os americanos. É isso. Então, olha, acho que vamos encerrar por aqui. Até porque temos que ir para o ensaio. Já, exatamente. Espero que tenham gostado deste episódio cheio de vedetas, cheio de estrelas a aparecer. Eu sou o Miguel. Eu sou o João. Isto é, seja como for, 26 da segunda season. E encontremos-nos por aí.