Episódio #572 - Serras e Peraus
AA
AB
AC
Lucas Negri
Rafael
André Teixeira
Antônio Tarragô Ross
Edilberto Bergamo
Jairo Lambari
Jair Terres
Joca Martins
Leonel Gomes
Luiz Carlos Borges
Luiz Marenco
Mano Lima
- Ciclo do Tropeirismo e Rotas Históricas· SociedadeImportância econômica do tropeirismo·Formação de povoações e cidades·Caminho do Viamão·Caminho das Missões·Caminho da Vacaria·Aproveitamento de trilhas indígenas pelos tropeiros
- Cordilheira dos Andes e Exploração Mineral· CienciaMaior serra das Américas·Formação geológica há mais de 200 milhões de anos·Descoberta de prata no Cerro Rico (Potosí, Bolívia)·Transformação de Potosí em cidade rica e populosa·Exploração de cobre no Chile e Argentina·Maior mina a céu aberto do mundo (Deserto do Atacama)
- Origem e Importância das Serras· CienciaFormação geológica da Terra·Movimentos tectônicos·Impacto do relevo na economia·Influência do relevo na ocupação humana·Relação entre relevo e clima
- Ciclo da Mineração em Minas Gerais· EconomiaCiclo do ouro e diamantes·Atração de pessoas e estímulo ao mercado interno·Necessidade de mulas para transporte de minérios·Controle fiscal e tributário português·O 'quinto dos infernos'
- Jornada do Tropeiro· SociedadePerigos e desafios das estradas·Saudade da terra natal e da mulher amada·A evolução do transporte (tropeirismo para caminhões)·O legado dos tropeiros na formação do Brasil
- Ciclos Socioeconômicos e Trabalho Escravizado· EconomiaMineração·Tropeirismo·Charqueadas no Rio Grande do Sul·Uso de trabalho escravizado africano·Charque como base da alimentação de escravos
- Vida do Peão e Cotidiano Campeiro· SociedadeLida com o gado e cavalos·Trabalho em estâncias·Relação com a natureza e o campo·Saudade do pago e da família·Festas e bailes no interior
- Amor e Vida no Campo· SociedadeViagens para encontrar a amada·A vida simples e os costumes do campo·Alegrias e tristezas da vida·A espera e a esperança de um reencontro
- Divisão Geográfica do Brasil· PoliticaSerras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste·Serra do Mar·Serra da Mantiqueira·Serra do Rio do Rastro·Serra Catarinense·Serra Gaúcha·Serra dos Órgãos·Serra da Canastra
Bem mais que campos dobrados é a imponência das serras, que os movimentos da terra antes da gente ser gente, terremotos e enchentes rascunharam a geografia, e o que se vê hoje em dia já foi muito diferente.
Linha Campeira.
Linha Campeira, o teu Companheiro de Churrasco.
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Buenas, buenas, povo gaúcho que tá sintonizado nesse nosso ritual de tradição e cultura e que tá empezando agora pelas rádios e pelas internet, numa porção de meios de comunicação. Esse é o Linha Campeira que ganhou maioridade e abrangência, porque aqui a gente sempre traz temas de relevância sobre os nossos costumes, além do povoamento e a formação do continente de São Pedro. E por falar em formação, a proposta de hoje é falar sobre o relevo, mais especificamente sobre a origem e a importância das serras, cerros, montanhas e cordilheiras que interferem e muito na economia, na ocupação, no deslocamento e também no clima.
Mas antes de mais nada, vamos abrir espaço para essa gurizada da volta se apresentar.
Cheguem, cheguem!
Buenas, endiada da volta! Aqui é Rafael, o Panambi, e já tô me apresentando para lida de hoje, né, tchê? Buenas especial aos nossos ouvintes e vamos já para cá que a prosa tá de fundamento e tá só começando.
Buenas, meus amigos, e um buenas especial a toda audiência que nos dá o privilégio dessa companhia. Aqui é Lucas Negri, vamos que vamos!
Buenas, loqueiro da volta, e um buenas principalmente para quem tá na escuta. Tamo começando mais uma prosa louca de especial, e antes de contar de causos que uns até perigam ser verdade, vamos atracar um holota de marca de fundamento. Vamos que já vem chegando o Grupo Carqueja Serrania do Caveirá, aqui no Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Atiça as brasas no fogo de novo com qualquer racha de lenha que tenha, acalentando As pedras do rancho, logo um friozito visita que venha. Venha um inumano, depois um pampeiro, venha uma seca ou um aguaceiro. Bala de seda ou poncho de feltro, correndo abaixo do meu sombreiro. Bala de seda ou poncho de feltro, correndo abaixo do meu sombreiro.
Na serrania do Caverá, vida passa sem avisar, os meus anseios botam na porta.
Escolha a forma de embuçá-la.
Na serania do caveirão, o cervo escolhe o que tem por lá. Que gosto de campo nas invernadas, de cisne alçada pra galopear.
Batendo casco e livrando das pedras, campeando um rastro de vida na serra. A esperança se torna consolo na solitude que brota da terra. Mas não me perco por essas estradas, pelo destino vaqueano e campeiro. Nas carreteadas do Paço do Batista, volto no tempo e saco o sombreiro.
Nas carreteadas do Paço do Batista, Boto no tempo e saco o sombreiro. Na Serrania do Caveirão, a vida passa sem avisar. Os meus anseios boto na forma, escolho a forma de embutsalar. Na Serrania do Caveirão, o servo escolto que tem por lá. Vigor de campo nas invernadas, decis malzada pra galopear.
Vigor de campo nas invernadas, decis malzada Me arrume um campo de grota que eu castigo ela e cachorro. Quem sabe peça socorro numa rodada em ladeira. Que eu ande abrindo porteira, ressabe a mim igual aos outros. E de tarde em si um potro da égua mais escavadeira.
Quem segue no mangueirão, o touro mais peçonhento, que me atropele o nojento pra ver se tenho destreza. Nunca me falte na mesa um costilhar de capincho, facão afiado, coxicho e um baile bom com certeza.
Que os meus arreios carreguem chave de arame cambona, sovel pra égua, bolhadeira e maneador.
Que as garras de potreador andem dizendo pro mundo que eu nasci no campo fundo, por isso sou cantador, por isso sou cantador.
Que os meus arreios carreguem chave de arame e cambona, sovel pra égua, gaviola, bolhadeira e maneador.
Que as garras de potreador andem Vem dizendo pro mundo que eu nasci no campo fundo, por isso sou cantador, por isso sou cantador.
Que o meu cavalo conheça todas as tocas de furão, e quando eu tiver na mão, o surra é o meu companheiro. Abram pra fora os campeiros, me deixem ser de a cavalo, tudo que canto, que falo, e além do zebro matreiro.
Que uma gaitada ou rincão floreie em raios de sol, e às vezes num lá bemol Lembre alguma do Cardoso. Que um inimigo maldoso me atropele na saída e a China mais atrevida durma cheirando meu tosse.
Que os meus arreios carreguem chave de arâmica morna, sovel pra régua gaviota, bolhadeira e maneador.
Que as gagas de potreador andem dizendo pro mundo que eu nasci Nasci no campo fundo, por isso sou cantador, por isso sou cantador.
Que os meus arranhos carreguem chave de arame cambona, sovel pra égua garriona, bolhadeira e maneador.
Que as garras de potreador andem dizendo pro mundo que eu nasci no campo fundo, por isso sou cantador, por isso sou Cantador.
Linha Campeira, cultura e música gaúcha para te acompanhar no teu churrasco.
Alenta imagem da tropa, serpenteia estrada afora, sucessão de hora após hora fundindo terra e peçonha, rigores de mesma alcunha pro tropeiro, linda estampa. Conduzindo couro e guampas numa procissão tebunha. Trago embebidos da imagem os verões e as soalheiras, mastigando a polvadeira da gadaria assoleada. Trago no couro estampada a marca das invernias. Ou chumbo molhado faz dias até a alma gelada. O morro das minhas confianças tranqueia mascando freio, carregando os meus anseios nos rumos dos meus despontes.
Companheiro de horizontes, bem mais que um simples vassalo, porque tropeiro e cavalo são como estrela e a noite. O Morroi dá minhas confianças tranqueia mascando freio, carregando os meus anseios nos rumos dos meus despontes. Companheiro de horizontes, bem mais que um simples vassalo, porque tropeiro e cavalo são como estrela e a noite. A gadaria contesta, berro após berro, a tristeza. Ruminando as incertezas de cambiar rumo e querenciar.
Longínquas reminiscências de tantas tropas de outrora que rumbiaram mundo afora, ensimesmadas de ausências.
Já gastei basto e carona mangueando boiada rena.
Plantei luzes nas canhadas dos rincões por onde andei. Muitas tropas empreguei nesta sina de tropeiro. Vem sempre revisando os caminhos que trilhei. O Morro das minhas confianças tranquei amascando o freio, carregando os meus anseios nos rumos dos meus despontes, companheiro de horizontes, bem mais que um simples vassalo, porque tropeiro e cavalo são como estrela e a noite. O Morro dá minhas confianças, tranqueia mascando feio, carregando os meus anseios nos rumos dos meus despontes, companheiro de horizontes, bem mais que um simples vassalo, porque tropeiro e cavalo são como estrela e a noite.
O Morro dá minhas confianças, tranqueia mascando feio, carregando os meus anseios nos rumos dos meus despontes, companheiro de horizontes, bem mais que um simples vassalo, porque tropeiro e cavalo são como estrela e a noite.
Ao trote largo vou batendo estribo, pois o caminho eu já sei de cor. Lá tem um rancho enfeitado na estrada que é minha pousada junto ao pôr do sol. Neste ranchito mora uma morena, trigueira linda de se apaixonar. Anda cansada das minhas tropeadas que sempre prometo e me Essa morena me faz cortar o barro de atrás. A tropa eu levo por compromisso, saudade me traz e ela sabe disso. Essa morena me tem e eu tenho ela também. Por isso hoje que vivo em paz, desde que a solidão eu deixei pra trás.
Os meus arreios choram na cancela, no rosto dela é outro choramingos. Com minhas juras sei que não convenço, fica com meu lenço até o outro domingo. Seguem a estrada, é por ti, minha linda. E algum trocado é só esse o motivo daqui alguns meses povoar mais nosso rancho pra voltar cantando e batendo os estribos. Essa morena me faz cortar o pago de atrás, a tropa eu levo por compromisso, saudade me traz e ela sabe disso. Essa morena me tem e eu tenho ela também.
Por isso hoje que vivo em paz, desde que a solidão eu deixei pra trás. Essa morena me faz cortar o pago de atrás, a tropa eu levo por compromisso, saudade me traz e ela sabe disso. Essa morena me tem e eu tenho ela também, por isso hoje que vivo em paz, desde que a solidão eu deixei Tem mais Linha Campeira no Spotify.
O velho tacho do bingo quebrou o cacho, um douradinho retaco, e se largou pacholhando. Se foi chiflando pelos lados do campo baixo, e a cachorrada do tacho saiu junto retoçando. 10 ovelheiros melhor que muito campeiro. Um galgoveiro, dois guaipeca e um barbudo. Você vai com tudo, não frouxa nem que rebente, sempre disposto e contente apesar de carrancudo. Estância larga de campo, 70 quadras, vargem, canhada, banhado, grota e E o velho Tacho, atracador e exigente, pra mensualeiro dormente carrega fama de mau.
O peão com ele tem que gostar da labuta, é recoluta vacinação camperiada. Não por acidente chamam o Tacho de louco, pois aqui se dorme pouco e não tem hora pra parada.
O peão com ele tem que gostar da É recoluta, vacinação campeirada.
Não dura, gente, chamam o tacho de louco, pois aqui se dorme pouco e não tem hora pra parada. Você come boia quando tem permissão, porque o tiacho do serviço vem por cima e vem de novo. Sistema bruto do jeito do velho tacho, se o macho não for bem macho, agarra o rumo do povo. É madrugada, é polir e recorrida, vaca parida, vaca solteira e recria. Banho e bifeira, panho grosso de ovelha para dar feia, para aguentar a volta do dia.
Estância antiga de um coronel veterano que há uns 30 anos o tacho capatazeia. Não tem moraço, vento minuano, granizo, que o índio, por mais esquivo, mete os peitos e campereia. O velho Tacho, ninguém sabe de onde veio, mas neste meio há muito ele aquereceu-se. Por Pataquara é que ganhou este apelido, de usar um chapéu parecido com tacho de fazer doce. O velho Tacho, ninguém sabe de onde veio, mas neste meio há muito ele aquereceu-se.
Por Pataquara é que ganhou este apelido e usa um chapéu parecido com tacho de fazer doce. Eu uso um chapéu parecido com tacho de fazer doce. Eu uso um chapéu parecido com tacho de fazer doce.
Ouvimos Velho Tacho Capataz, de Anomar Danilo Vieira e Rogério Melo, interpretado pelo César Oliveira e Rogério Melo. Teve também Vaneira de Bateres Tribo, de Luiz Fernando Bender e Otávio Severo, interpretado pelo Marcelinho Nunes. De Tempo e Tropa, de Guilherme Colares e Zumar Benites, interpretado pelo Arthur Matos. Potreador, de autoria e interpretação do André Teixeira e Lisandro Amaral, e primeira Serrania do Caveirá, de André Coelho, interpretado pelo Grupo Carqueja. Te agradou, te aborreceu o bragolismo?
Primeiramente, vale fazer uma parte para falar da qualidade musical aqui do Linha Campeira. Só a tracamas confirmada entre clássicos antigos e os lançamentos e regravações mais recentes, mesclando gerações musicais que se completam e não perdem a essência. Bom, o tema de hoje foi proposteado pelo num vídeo que ele assistiu e compartilhou com a gente falando das serras. Pegando esse mote, resolvi dar uma cavocada e trazer algumas informações mais abrangentes que vêm desde os primórdios do planeta em formação.
E lhes digo que a superfície da Terra teve muitas mudanças provocadas por gases que em altíssimas temperaturas foram movimentando e a partir do centro se toparam com a superfície superfície, e aí deixaram amostra o relevo que temos atualmente, mas que continua em constante mutação, tendo em vista até esses terremotos que têm acontecido por aí, não é mesmo, chefe?
Bem por aí, Bragualhismo. Te digo que inicialmente a intenção era falar das serras que temos hoje, né, cortadas por estradas, e que tiveram origem nos desbravamentos e construções de trilhas lá na época do tropeirismo, levando até mulas, né, para serem negociadas Curitiba e trazendo outros produtos no retorno da viagem.
E é bem por aí. Mas o ciclo do tropeísmo teve importância econômica muito relevante e, além disso, propiciou o nascimento de povoações que se tornaram cidades e trilhas que resultaram na maioria das estradas que ligam o sul ao restante do país. A grosso modo 3 as rotas mais importantes. O Caminho do Viamão, ou Estrada Real de Viamão, que foi o trajeto mais utilizado pelos tropeiros, que partia de Viamão e passava por diversas cidades: Vacaria, Lages, Curitibanos, Lapa, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Senjesi, Tararé, até chegar em Sorocaba.
Também temos o Caminho das Missões, que iniciava em São Borja, passava por Santo Ângelo, Palmeiras das Missões, Rodeio, Chapecó, Xancherê e Palmas, onde se bifurcava em dois ramos: um que ia por União da Vitória e Palmeiras, e outro por Guarapuava, Imbituva e Ponta Grossa. E por fim, o Caminho da Vacaria, que interligava Cruz Alta, no caminho de Viamão, atravessando por Passo Fundo e Lagoa Vermelha, completando aí o eixo principal e rota dos tropeiros.
Pois é, Loquedo. E para além desses caminhos que as tropas foram moldando, também temos os caminhos mais antigos que foram aproveitados também pelos tropeiros. Pois muito antes dos tropeiros, os povos originários, que chamamos de índios, tinham e usavam no seu dia a dia algumas trilhas e caminhos pra se cruzar entre as aldeias. Os tropeiros não necessariamente iam de aldeia em aldeia, mas no meio dos caminhos eles recriavam e aproveitavam esses acessos já facilitados por esses povos que se movimentavam há muitos séculos atrás.
Bom, agora tá na hora de tracar mais um Lote Musical de Fundamento. Vamos que já vem do Ricardo Berga para interpretar tropeiros. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
O romantismo rendeu versos ao Gaudério e a história decantou bandeirantes, mas foram eles, os birivas, que fizeram a integração destes povoados tão distantes. João Miguel era tropeiro, gastou a vida na estrada levando mula da chácara do Rio Grande a Sorocaba. Aprendeu nas arribadas que a sorte a gente é quem faz. Um biriva de vergonha não deixa a mula pra trás. O facão sorocaban levado sem aparato, o chapéu de abas largas Botas de cano alto.
O trajar era modesto, mas a mirada era altiva. Subindo ou descendo a serra, João Miguel era biriva. Bota na água essa madrinha, madrinha. Que a tropa vai seguindo enfileirada, vou na balsa segurando o meu cargueiro. Com as buacas de paçoca bem socada, bota na água essa madrinha, madrinheiro. Que a tropa vai seguindo enfileirada, vou na balsa curando o meu cargueiro com as croacas de paçoca bem socada. E a murchou na lida de caça e cabo de enxada.
Com um olho nas crianças e o outro fitando a estrada, João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha. E Maria foi plantada lá no alto da coxilha. João Miguel era tropeiro, seus netos tropeiros são, de esperanças maldomadas. Que desgarrando se vão. A esperança madrinha segue na frente entonada e seu cargueiro de sonhos traz a broaca lotada. Bota na água essa madrinha, madrinheiro! Que a tropa vai seguindo enfileirada, vou na balsa segurando o meu cargueiro.
Com as brua, cadê paçoca, vem socada, bota na água essa madrinha, madrinheiro. Que a tropa vai seguindo enfileirada, vou na balsa Segurando o meu cargueiro com as brocas de paçoca bem socada. Bota na água essa madrinha, madrinheiro.
A essência do campo está aqui. Linha Campeira, o teu companheiro do churrasco.
Apresado, eu tô subindo a serra pra matar minha saudade e no puro ar da minha terra respirar felicidade. Apressado eu tô subindo a serra, meu coração quer voltar e no puro ar da minha terra ouvir o Rio Grande cantar. A saudade me leva de volta pra rever os campos mais lindos dela e liberta minha alma serrana, se solta a passear no lugar mais campeiro que há. A saudade me leva de volta pra rever os campos mais lindos dela e liberta minha alma serrana, se solta a passear no lugar mais campeiro que há.
Apressado eu tô subindo a serra para matar minha saudade e no puro ar da minha terra respirar felicidade. Apressado eu tô subindo a serra, meu coração quer voltar e no puro ar da minha terra o meu Rio Grande cantar. A saudade me leva de volta para rever os campos mais lindos dela, que liberta minha alma serrana, se solta a passear no lugar mais campeiro que há. A saudade me leva de volta para rever os campos mais lindos dela, que liberta minha alma serrana, se solta a passear no lugar mais campeiro que há.
Me lembro dos corredores, rondas da noite grande. Foi o tropeiro gaúcho, um perigo lá do Rio Grande. A tropa era da boa, mula mansa também tinha. Ao passar me perguntavam de onde era que eu vinha. Tive a mão na vacaria, eu já tinha o pouso certo. Pelagens a curitibanos, pernoitava ao céu aberto. Depois de pousar na Lapa, Palmeira ou Ponta Grossa, Castro ou Itararé, descansávamos lá.
Nossa, de chapéu meio tapeado, chilenas bem cortadeiras, passava em tapetininga, ia vendermos lá na feira.
Sorocaba era um lugar de negócio pro tropeiro, era a bolada do sul povoando o Brasil inteiro. Muitas vezes saí das missões, Santo Ângelo ainda pequeno, com tropeiros missioneiros carregando a Cruz de Lorena. De Cruz Alta a Carazinho saía para Passo Fundo, montado na minha mula, atravessava o fim do mundo. Este era o caminho que muito eu percorri, levando o molar da chucra, trocando aqui e ali. Mas o tempo foi passando, chegou o asfalto e caminhão.
Ao tropeiro só restou sofrer taços no coração, deixar De chapéu meio tapeado, chilenas bem cortadeiras, passava em tapetininga e ia vender mula na feira. Sorocaba era o lugar de negócio pro tropeiro, era a mulada do sul povoando o Brasil inteiro. De chapéu meio tapeado, chilenas bem cortadeiras, Passava em Tapetininga, ia vender mula na feira. Sorocaba era o lugar de negócio pro tropeiro. Era a mulada do sul povoando o Brasil inteiro.
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Estampas torenas de homens campeiros, retratos de campo no sul brasileiro. Em paio os gachados, corotes de touro, a tropa por diante, oriando o couro. 300 barras asparam só destino, rumando pra estância do Pedro Sabino. Vê suelos com charque no estilo canteiro, Farinha e cachaça pra o pouso tropeiro. 10 dias de tropas, terra, onda e verão, da roça aos quatis, gastando o garrão. O gado tranqueia, assoleado no mar, seguindo o carimbo e um só capataz.
O gado tranqueia, assoleado no mar, Seguindo o caminho, tenho só capataz. A mulinha gateada em sinuelo se vai batendo o cincelo no gado de atrás. Cargueiro de palha abriu a Campeira, mula da fumaça, pois cusco coleira. De taca fechada se chegam faceiros.
Retratos de campo no sul.
Brasileiro.
300 barrosas no mesmo destino, entregues na estância do Pedro Sabino. 10 dias de tropa, de ronda e verão, da roça aos quartéis. Gastando o garrão, o gado tranqueia, assoleado no mato, seguindo o clarim de um socapatás. 10 dias de tropa, de ronda em verão, da costa aos guatis. Gastando o garrão, o gado tranqueia, assoleado no mato, seguindo o clarim De um só capataz.
Eu não importo com o cheiro da fumaça e acho graça do vento frio. No rosto, porque o campeiro sabe onde mora a caça, e quem tem raça não pode dormir no posto. Sabedoria não se compra em boliche, e não é bicho muito fácil de encontrar. Quem tem cavalo sabe onde vai o rabicho, quem quer cambicho sempre sabe aonde achar. Só não me aperte porque eu sou meio cestroso, bicho manhoso criado lá no fundão. Eu sou do campo, sou humilde, mas sou livre porque é assim que veio.
Um chucro devia mão, não vem de pico, porque eu não gosto da mutuca nem me cutuca. Eu sou Bagual e é gozado ainda ser tratado com carinho, porque um pouquinho de respeito não faz mal. Eu sou do tempo que o Uruguai era banhado, fígado alçado era normal. No mundo novo me sinto meio Eu fui parido lá na velha capital. Eu me acordo na hora que canta o galo e o meu cavalo dá o primeiro relincho. Abro picada, corto lenha, faço ralo e curo calo porque eu mesmo me destrincho.
Eu acredito em benzedura e simpatia e não tem dia que eu não faça uma oração. Eu tenho a alma de uma figueira sombria e a energia da gente do meu rincão. Só não me aperte porque eu sou meio cestroso, bicho manhoso criado lá no fundão. Eu sou do campo, sou humilde, mas sou livre porque é assim que vivo. Chucro devia mão Não vem de mim porque eu não gosto da mutuca, nem me cutuca que eu sou bagual. E é coisa linda ser tratado com carinho, porque um pouquinho de respeito não faz mal.
Eu sou do tempo que Uruguai era banhado, rigado, alçado, era normal. No mundo novo me sinto meio perdido, eu fui parido lá na velha capital. Não vem Tem épico que eu não gosto da música, ué, nem me cutuca. Eu sou da Marrovia, é gozar, linda, ser tratado com carinho, porque um pouquinho de respeito não faz mal. Eu sou do tempo que o Uruguai era banhado, ligado ao SAM, era normal. Num mundo novo me sinto meio perdido, eu fui parido lá na velha capital.
Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
200 mulas argentinas mansas, chucras, cabordeiras, cruzaram pela fronteira nadando para o nosso lado. Ponta corrida cortada porque as melhor vem na frente. Sistema de antigamente selecionando a mulata, tropa pronta e faturada, burro, cargueiro e bruaca, e o velho Tito Guaiaca, cozinheiro e ponteador. Na frente as panças de arreio e a velha mula ruana na goela leva a campana do cinzebo cantador. De São Jorge até Cruz Alta foi quase um mês estradeando, mas veio até Passo Fundo folgando para Descansar.
Dois dias e um pouco mais, tropa na estrada de novo, estirada o novo povo da vacaria dos pinhais. Estirada o novo povo da vacaria dos pinhais.
Estala relho e assobios do cinzeiro, a badalada.
Lá na Alto Picada em Rio, no rumo de Sorocaba, está lá ele, a Sorrio, no cincego a badalada. Lá na Alto Picada em Rio, no rumo de Sorocaba. Lá na Alto Picada em Rio, no rumo de Sorocaba.
Laxes Castro, os biribis.
Nestas tropeadas moleiras não respeitavam fronteiras, divisa ou tempo qualquer. Quanto maior a distância, a lembrança dobra a idade, mas o que dói é saudade do pago rancho e a mulher. Paraná, depois São Paulo, tropa entregue se molhava e os sentimentos brotavam, reventando o maneador, lembrando a mulher amada no baldrame do galpão de pronto na mão, bombeando pro corredor. De São Borja até Cruz Alta foi quase um mês estradeando, mas meio até Passo Fundo folgando pra descansar. 2 dias e um pouco Tropa na estrada de novo, estirada o novo povo da Vacaria dos Pinhais. Estirada o novo povo da Vacaria dos Pinhais.
Estala a relíquia, subiu do Zinsego a Badalada, Planalto, Picada e Rio.
No rumo de Sorocaba, estala a relíquia, subiu do Cincê Guapada Lata, Planalto Picada e Rio, no rumo de Sorocaba, Planalto Picada e Rio, no rumo de Sorocaba.
Esse é o Cristiano Quevedo interpretando música dele com parceria do Miguel Bica e Felipe Sabanha de Souza. Tropa Ponta Cortada teve ainda Chucro Devia Mão, de autoria e interpretação do Luiz Carlos Borges. Tropeiros, de Felipe Araújo e Raul Quiroga, interpretado pelo Abrão Machado e Felipe Araújo. Devia Mão a Sorocaba, de Ângelo Marques, interpretado por anos. Subindo a Serra, Delbi do Manique e Dionísio Costa, interpretado pelo Dionísio Costa.
E a primeira, Tropeiros, de Léo Almeida e Nilo Bairros de Brum, interpretado pelo Ricardo Berga. Mas que tal esse lote de marca, hein, gurizada? Até o nosso cusco Intervalo tá aqui no costado emocionado com as marcas, não é mesmo, Intervalo? É um up aí, tamo de volta.
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E tamo de volta, endiada, e vamos atracar informação porque ainda temos muito assunto sobre as nossas serras. E no Brasil temos as que se espalham pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e por conta da paisagem por conta do relevo acidentado oferecem climas amenos e muito frios, né, Tchê? Promovendo turismo e movimentando a economia regional. E ainda podemos citar a Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, Serra do Rio do Rastro, Serra Catarinense, Serra Gaúcha e Serra dos Órgãos e Serra da Canastra. Deus o livre, quanta serra boa, né, Tchê?
E olha só como os ciclos econômicos vão se interligando. A exploração de minério nas Minas Gerais no século 18 transformou a economia do Brasil colonial com o ciclo de ouro e diamantes, e essa atividade atraiu milhares de pessoas e estimulou o mercado interno, inclusive gerando a necessidade de mulas para transportar os minérios extraídos, o que teve ligação com o ciclo do mineirismo. E essa geração de riqueza fez crescer o olho de Portugal, que aí instituiu um forte controle fiscal e tributário.
E aí foi criado o quinto, onde cerca de um quinto do que fosse extraído era destinado à coroa portuguesa. E aí surgiu o tal do quinto dos infernos, o que era uma coisa ótima, né? Já pensou se o governo só tomasse um quinto daquilo que a gente produz? Aí a gente ia estar no paraíso. Hoje esse quinto seria o quinto do paraíso e não dos infernos.
Olha aí como uma coisa puxa a outra. E conforme o Lucas comentou, teve atuação forte dos tropeiros nas trocas e comércio que abasteciam a região mineira com alimentos, mulas e ferramentas.
Tchê!
E esse período foi marcado pelo surgimento rápido de vilas e cidades lá pelas Minas Gerais, mas também pelo uso intensivo de trabalho escravizado africano, que abriu espaço para o charque, base da alimentação dos escravos, favorecendo o aparecimento das charqueadas no Rio Grande. E aí juntamos pelo menos 3 ciclos socioeconômicos interligados: a mineração, as charqueadas e o tropeirismo.
Mas aí que eu me refiro quando falo de linha campeira. Aqui tem prosa de fundamento. O povo é sabido das coisas, cavoca e cavoca nos conhecimentos para apresentar só prosa buena e bem fundamentada. E buenacho por demais tá esse lote de marca que vamos atracar a partir de agora. Já vem chegando o Jair Terres, Devide caminhos. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Onde andaram os cavalos, há nomes em cada um. Jamais esqueci nenhum dos que ensilhei vida fora. Enquanto a vida demora a repensar as estradas, dormem léguas empacadas no silêncio das esporas. A razão custa entender o que o caminho oferece e no rigor desvanece consumindo a própria essência. Diz nada depois a ausência, a alma feito horizonte e um céu nublado de fronte fazem ponchar a consciência. Andar é rumo e distância, solidão, pingos e estrada.
Com alegrias manhadas, entre o nascente e o poente, um tempo incerto na frente, limite de liberdade, pra um dia virar saudade e ganhar nome de ausente. E se ultrapassa querências a extraviar esperanças, deixando rastros lembranças, assinalando caminho. E a magia dos carinhos doces no amargo da estrada é a principal das aguardas dos que andejam sozinhos. E cada um a seu modo, com seu tempo e seus dias, a embuçalar nostalgias, gasta a vida por aí esquecendo de sorrir, deixando esperanças boas, se afogarem nas lagoas, entre os juncais não existir, andar é rumo e distância, solidão, pingos e estradas, com alegrias manhadas entre o nascente e o puente, um tempo incerto na frente, limite de liberdade. Pra um dia virar saudade e ganhar nome de ausente.
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Largo por diante num Pingo Bueno cruzando a estrada. Sei que o volteio é pra tirar as valdas do coração. Num rebuliço em fundo de campo, chego entonado de cacho atado com a estampa gaúcha deste rincão. A querosena vai chacoalhando num shot bueno que foi golpeada junto da copa por tradição. Ô chinaredo, alpargateando em volta da sala, não entender nada e segue metendo o sonho em dizer não. Coisa gaúcha é um bate-coxa em fundo de campo, desses que o tranco é correr ligeiro na madrugada.
Pra clarear os olhos, um trago largo, um bolo de pinho. Pra achar carinho, nalgum volteio longe das casas. Coisa gaúcha é um bate-coxa em fundo de campo. Nesse seu trampo, é correr ligeiro na madrugada. Pra clarear os olhos, um trago largo, coelho de vinho. Pra achar carinho, nalgum volteio longe das casas. Vai colorindo. Flora agarrada ao cabelo dela, que peguei quando cruzava ao trote o passo da grota. Noite que escorre, encontra aurora bem no meu pala, não mostra cara mais, compasseia o taco da bota, correndo firme, vamos de manto, empurrando o peito.
E é desse jeito que a noite passa neste meu chão. Preciso pouco pra minha vida de peão campeiro. Um bailecito e um trago enchina todo rincão. Coisa gaúcha é um bate-coxa em fundo de campo, desses que o trampo é correr ligeiro na madrugada. Pra clarear os olhos, um trago Trago largo, bueno de vinho, pra achar carinho, dá algum volteio longe das casas. Coisa gaúcha é um bate-coxa em fundo de campo, desses que o tranco é corte ligeiro na madrugada, pra clarear os olhos.
Eu trago largo, bueno de vinho, pra achar carinho.
Algum volteio longe das casas, pra achar carinho em algum volteio longe das casas. E assim se firma o baile veio lá no Clube Zé Tarrão.
Os pioneiros na tapera antiga, todos cansados de uma longa estrada, eram gaúchos que vinham da serra para neste pouso construir morada. A dura sede, o suor da jornada, foram trançando os tentos deste enredo, vestindo a geografia de esperança para nova terra que acordava cedo. Vestindo a geografia de esperança para nova terra que acordava cedo. Atrás do pinho e da erva-mate, 200 as léguas feitas de saudade, a mão do homem que abriu a mata, arou a terra pra plantar cidade abençoada pelo Cristo Rei.
Toledo é fruto do que a vida dá ao homem rude de sonho bravio do oeste rubro do meu Paraná.
Abrindo as portas deste Velho tempo, pelos caminhos de Peabiru, pela picada Nunes de Gimaja, às suas águas do Rio Iguaçu.
Quem já conhece a cor destas paragens carrega sempre uma saudade em si e a vontade de voltar um dia para encontrar sua alma guarani.
E a vontade de voltar um dia para encontrar sua alma guarani.
Atrás do pinho e da erva-mate, 200 léguas feitas de saudade. A mão do homem que abriu a mata, arou a terra para plantar cidade abençoada pelo Cristo.
Tô lendo, é fruto do que a vida dá.
Ao homem rubro de sonho bravio, do oeste rubro do meu Paraná. Ao homem rubro de sonho bravio, do oeste rubro do meu Paraná.
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Nos fandangos da fronteira de Ribeira e Livramento conheci um mulato sério, enjubou 100% com acordeão nos braços. Era um artista de fato, ficou famoso tocando a Polca do Serruxado. Dava gosto de se ver quando a acordeona se abria e as mãos rudes do moreno esparramando alegria. Cada um dias, companheiro, aonde estiver morando, a folga do ser chato por certo estará O pago todo sorria no sorriso desse taita, e a gauchada bailando ao som crioulo da gaita.
Pra que o pago não te esqueça, hoje faço esse relato, e até um dia se eternize na boca do serro chato.
Trago na alma perícia para fazer meus cavalos. Ponha esse vento que sopra e a hora boa para um piano é de bênção existir. E devereda embuçado, já me vejo com a linda na anca do meu cavalo.
Já me vejo com a linda na anca do meu cavalo.
Chega no mais para o costado, meu irmão Jairo Lambari Fernandes.
Foi Dom Antônio Trindade que me entregou um tostado. Florão de potro oriental, de sangue muito afamado. No mato se fez cavalo, batizado Temporal. Um flat com toda estampa pra um basto degenerar. Um flat com toda estampa pra um basto degenerar.
Mouros, Rosílios gateados, quantos pelos, quantas marcas, que sentem cargas tomando nesse destino monarca. Se está a valor pras estâncias, de trompa e cruza por si. Ela sabe o campo afora e doce prontar da China.
Ela sabe o campo afora e doce prontar da China. Ela é bruta, parceiro. Que eu não troco por nada. Calculo que vim para o mundo para lidar com a cavalhada. O vício domina o índio que tem coragem e paciência.
Esparei meus bem-domados para carregar a querência.
Esparei meus bem-domados para carregar a querência.
Você está ouvindo Linha Campeira.
Eu tô chegando da fronteira, meus amigos, mano alto da banda de uruguaiana. Trago na alma a ressaca das estâncias da Ave Maria e Estância Santa Joana. Trago na alma a ressaca das estâncias da Ave Maria e Estância Santa Joana. Já perfurado de golpes e manotadas, marque o compasso do Rio Grande e campo afora. Melena pura, da jada lá da Bota quebrada do garro na sul da espora, chapéu furado de golpes e manotazo, marca o compasso do Rio Grande campo afora, melena pura da jada lá da fronteira, bota quebrada do garro na sul da espora.
Viva a moçada!
Olha a maneira gaúcha chegando no meu Rio Grande do Sul, se a maneira de dançar lá no CTG, amigos do Rio Grande, paraíso no sul. Sou um negrinho dos bairros lá das Três Bocas, santo forenho dos dedos do bandonista, mas não cresci para meus amigos de infância. Deste meu jeito, só felicidade de artista, mas não cresci para meus amigos de infância. Deste meu jeito, só felicidade de artista. Chapéu furado, bigotes e Marca o compasso do Rio Grande, campo afora, melena burra da jada lá da fronteira, bota quebrada do garronaço da espora, chapéu furado de golpes e manotazo.
Marca o compasso do Rio Grande, campo afora, melena burra da jada lá da fronteira, bota quebrada do garronaço da espora, chapa furado de golpes e manotazo.
Marca o compasso do Rio Grande, campo afora, melena burra da jada lá da fronteira, bota quebrada do garronaço da espora.
E lá pela madrugada chega o violãozito do Jorge Prado lá de Rosário, mais ou menos assim. do meu avô. Com um sorriso eu sinto uruguaiana e a humildade eu carrego aonde eu vou.
Com um sorriso eu sinto uruguaiana e a humildade eu carrego aonde vou.
Chapéu furado de golpes e manotazos, marco o compasso do Rio Grande e campo afora. Melena pura da jada lá da fronteira, bota quebrada do garro nas duas pontas. Chapéu furado de golpes e manotazos, marco o compasso do Rio Grande e campo Melena puro da jada lá da fronteira, bota quebrada do garronato da espora.
Vamos lá, Lera Guri, simbora, moçada!
E esse bandeirinha que eu quero ver, olha na cara desse bandeirinha que eu quero ver.
Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Venho de longe, pra onde vou faltam distâncias. Por isso estendo o meu mouro pampa no corredor. Coelho e sereno, noites e dias, sons e fragrâncias que me sustentam, dono de mim e caminhador. Quando a madrinha bate o cincelo, puxando a frente À minhas esporas cantam suas coras, um passo lindo que se levanta marcando o passo, fazendo a gente viver por gosto coisas de um tempo ainda não vivido. Quando atropelha, trago em tabladas tantas saudades, deixo pra trás o que não serve para os meus arreios.
Largos caminhos, sonho Anda às minhas vontades, pois o que fica não se questiona porque não veio. De cruzar caminhos me aquerenciei nestas lonjuras. Tenho um ranço na alma que abrigo, que venho por onde for. Não vou descansar enquanto o sentido da minha procura andar na razão. Ser o que sou, é caminhador. De cruzar caminhos me aquerenciei nestas lonjuras. Velho rancho, um alma que abriga o que é meu, por onde for não vou descansar enquanto o sentido da minha procura andar na raiz.
Eu quero ser o que sou, é caminhador. Deus me acompanha nestas cruzadas mostrando o rumo. Tenho a minha fé, sigo por ela, pois acredito que não preciso buscar atalhos para achar o prumo e nem tampouco sentir receio de andar solito, porque a verdade verdade que o coração bota para fora, quando a alma dentro pulsa uma gana de ser perto. Mostra a certeza que estou chegando e não indo embora. É, diz aos meus que eu ando longe, mas estou perto.
Mas quando um dia os meus anseios forem potreados e eu encontrar vazio adequada para o que desejo. Vou sombrear o riso de uma morena do meu agrado para que o mundo saiba que apenas por ela eu serei andejo. De cruzar caminhos me aquerenciei nestas longeuras.
Tenho ranço na alma que abriga o que é meu.
Por onde for, não vou descansar enquanto sentido da minha procura, andar na razão, eu ser o que sou, é caminhador de cruzar caminhos. Me aquerenciei nestas longeuras, tenho um gancho no alma que abriga o que é meu por onde for. Não vou descansar enquanto o sentido da minha procura, andar na razão Eu ser o que sou, é caminhador. Não vou descansar enquanto o sentido da minha procura mandar na razão de eu ser o que sou, é caminhador.
Ouvimos Caminhador, de Rogério Videagranha e André Teixeira, interpretado pelo André Teixeira. Teve também Vaneira do Plano Alto, de autora e interpretação do N Medeiros. Pra Carregar a Querência, de José Carlos Batista de Deus e Jairo Lambari Fernandes, interpretado pelo Guto Gonzalez e Jairo Lambari Fernandes. Polca do Cerro Chato, de Adão Dias e Adair de Freitas, interpretado pelo Adair de Freitas.
Direitas.
Caminhos de Toledo, de Luiz Carlos Borges, Miguel Bica e Vinícius Brum, interpretado pelo Guilherme Rondon e Luiz Carlos Borges. Cruzando a Estrada, de Fernando Soares e Juliano Gomes, interpretado pelo Marcelo Oliveira. E a primeira, De Vida e Caminhos, de Jair Terres, Heron Vaz Matos e Luiz Marenco, interpretado pelo Jair Terres. Que tal, Panambi?
Vale a dualidade quando o assunto é marca de fundamento não brincamos em serviço, né, tchê? E já vamos retornar à prosa, principiando, né, tchê, falando da importância das serras e o quanto ciclos econômicos foram estimulados pelas atividades de mineração, e por aí você vai. E uma corrida em busca de riqueza, né, que traçou novos rumos e trazendo o povoamento de regiões mais distantes do litoral.
E te digo que a busca por riquezas foi o que fez o explorador espanhol se deparar com a maior serra das Américas, na verdade uma sequência de montanhas, a Cordilheira dos Andes. Conforme já foi comentado, essas montanhas são movimentações do solo ocorridas há mais de 200 milhões de anos e que trouxeram para superfície alguns minerais valiosos, como a prata, por exemplo. Uma jazida do tamanho fabuloso foi descoberta no Cerro Rico, uma montanha localizada na cidade de Potosí, Bolívia.
A descoberta da prata lá pelos idos de 1545 transformou Potosí numa das cidades mais ricas e mais populosas do mundo. Mas é claro que todo esse tesouro não trouxe prosperidade para a população nativa, que apenas foi escravizada, e centenas de milhares morreram trabalhando na extração, sendo que o produto todo era mandado para Espanha.
Tia Bragas, mas convém quis avisar o povo que nos episódios 321 e 322 lá do ano 2020 fizemos uma edição especial tapada de pesquisa sobre o Cerro Rico e o Caminho da Prata. Então quem tiver curiosidade é só dar uma campeada ali no nosso site nessas edições que vai estar bem de fundamento. Elas estão cheias de informações e curiosidades sobre o assunto. E ainda falando na Cordilheira Andes, sabiam que existem muitas minas de cobre sendo exploradas no Chile e na Argentina?
Inclusive, uma das principais fontes econômicas do Chile é a exploração de cobre. E também a maior mina a céu aberto do mundo em volume fica no Deserto do Atacama, na Cordilheira dos Andes, né, ao lado, do lado chileno.
É, gurizada, parece que a coisa continua sendo explorada. E por conta da alta incidência de cobre naquela região, os lagos ao pé da Cordilheira dos Andes adquirem um tom de verde muito particular. Isso porque essa água no meio dessa paisagem desértica são as águas do degelo das montanhas da cordilheira. E é possível ainda ter algumas lagunas de água doce, água salgada, salares e uma infinidade de vida selvagem ao adoro da água e recomendo o loqueiro que tá aí nos escutando a conhecer esta região.
Eu que já rodei boa parte dos Andes, do Chuai até o Atacama e parte do sul do Peru até a capital Lima, tchê, lhes digo, cada vez que retorno para as montanhas eu fico mais impressionado com tamanha beleza. É bueno conhecer por demais. Bueno, tá na hora de largar mais um lote musical que uma pintura das montanhas. Vem chegando Luiz Marenco e Antônio Tarragurros. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Assim se vai para Três Cruzes, sair batendo sincero, alma solta, adiante num trote de cruzar cerro. Assim se vai para Três Cruzes, sair batendo sincero, alma solta, Tá adiante, não troque de cruzar cerros. Cruzei por Salce Florido, água no peito de guata, noite de orvalho na quincha e a lua mostrando a estrada lá em cima da luva incendita me invitando à selva. Tem o brilho dos teus olhos quando a sede me chama. Assim se vai para Três Cruzes, sair batendo sem cerro, alma solta adiante, num trato de cruzar cerros.
Assim se vai para Três Cruzes, sair batendo sem cerro, alma Solta adiante num rock de cruzar cerros. Eu vou buscando o teu rumo a mi modo de gauchar. El camino é mais florido quando vou pra ti encontrar. Camino de cerros largos. Câncion de noite lunar, aroma de flor do campo, figueira e araçá. Assim se vai para Três Cruzes, caminho largo de pampa, alma solta adiante, e eu pago tudo na estampa. Assim se vai, Patres Cruzes, sair batendo sem cerro. Alma solta, adiante num trote de cruzar cerros.
Assim se vai. Vou pra Uruguaiana no fim de semana ver os pirilambos se multiplicando, um touro berrando na costa do mato do Ibirucá. Se eu pudesse ontem, eu já tinha ido num vagão de carga desses que você vai matar a saudade de tomar um banho no Rio Uruguai. Se eu pudesse ontem, eu já tinha ido num vagão de carga desses que se vai matar a saudade de tomar um banho no Rio Uruguai.
Vou saber das novas da Santana Velha, pescar um dourado no Rio Ibicuí, pegar a guitarra e visitar a Barra do Rio Quaraí. Vou passar a ponte num trote chasteiro, eu sou missioneiro, não me leve a mal. Embora cestroso, vou arrastar o tozo na banda oriental. Vou passar a ponte num trote chasqueiro, eu sou missioneiro, não me leve a mal. Embora cestroso, vou arrastar o tozo na banda oriental. Já arrumei a mala, peguei a tesoura, travei as esporas para não cair.
Levo a mala cheia de quinquilharias que vão me servir. A chave de arame vou levar comigo, velha ferramenta de trabalhador. Ainda tenho o cisma do serviço bruto, sou alumbrador. A chave de arame vou levar comigo, velha ferramenta de trabalhador. Ainda tenho o cisma do serviço bruto, sou alumbrador. Vou para Uruguaiana no fim de semana ver os pirilampos e mutiricos. Multiplicando, um touro berrando na costa do mato do Ibirucá. Se eu pudesse ontem, eu já tinha ido num vagão de carga desses que você vai matar a saudade de tomar um banho no Rio Uruguai.
Se eu pudesse ontem, eu já tinha ido num vagão de carga desses que você vai matar a saudade de tomar um banho no Rio Uruguai. Se eu pudesse ontem, eu já tinha ido num vagão de carga desses que você vai matar a saudade de tomar um banho no Rio Uruguai.
Se eu pudesse ontem, eu já tinha ido num vagão de carga desses que você vai matar a saudade de tomar um banho no Rio Uruguai.
Vou pra Uruguaiana no fim de semana, vou pra Uruguaiana no fim de semana, vou pra Uruguaiana no fim de semana, vou pra Uruguaiana.
Tem mais Linha Campeira no Spotify.
Vai na ponta, lagarto, para uma poza e diga que a tua perna vai já correr. Passa pelo fiador e diz para o teimoso: cuida o buraco que o boi Barroso, bem na garupa do melele. Arruma um canto para ronda de preferência, senão que vê paciência ronda redonda. Diga que a tropa é mal, que a Biju já muda. Que o destino é pelota e o capataz é o Santana. Quem traz no couro o destino de ser tropeiro, pousando nos campos alheios como um teatino, amaga a saudade da De noite chamando, volte a boiada, tem direção ao destino.
Desde hoje, noite de roupa completa, agora 21 dias de tropa e vamos embora. Teu dedo vai chamar e a boiada vai marchar subindo a Serra da Uró.
Ao passo careia o dia tranqueando igual ao cavalo, acercando alambrado, pelos fios levava a vida. A adalva já se escondia no aconchego das massegas e a trança firme da rédea baixou poncho, se perdia. Choro sereno caiu, o fio liso do alambrado. Mágoas que guardam o arpado para enferrujar-se em seguida. Você vai à cerca estendida guardando limo na trama, donde uma teia de aranha decide seu rumo de vida, ou mesmo o fio do alambrado que já Me fui, tanqueiro, a toda a fata do Homem.
Entre o maginho e o casco, junto ao poder dos machos, tem uma instância alheia. Relíquia, por voltei bem, sentindo quando me apagou. Vou olhando o alambrado, pois entre as coisas que guardam Ficam na cu da minha alma ali na estância pra trás. É por certo muito mais quando chegar lá nas casas, o meu piacu, uns olhos d'água e um cabrestito no mar. Me apeio na porteira, desprendo argola da trama, e uma estrada se derrama por duas cercas lindeiras.
E ao passo se chega à noite, no mesmo trote a cavalo, e a luz traz seu legado. Descendo arame de cima, a dar vana à sua rotina, despiar o dia passado, e a Chega cerca do alambrado, pelos fios levava vida. Vou olhando o alambrado, pois entre as coisas que guarda fica um naco da minha alma. A linda estância para trás, é por certo muito mais quando chegar lá nas casas.
Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Aponta o sol colorado, puxei o potro gateado pra estender na estrada, tirador e Nazarena. Assobi uma cantilena pelo val da invernada. Fiz um paieiro de palmo, não é assim que me acalmo. Na minha vida pra cidade, passo os dias na mangueira. Dela sai cura bicheira, cê fez minha mocidade. Cheguei ontem de campanha, farei jeito, trago de canha. Cambicho, baile, anarquia. Uma segunda ressacado, já até montei virado, mas gosto da judiaria.
Cheguei ontem de campanha, farei jeito, trago de canha. Cambicho, baile, anarquia. Uma segunda ressaqueado, já até montei virado, mas gosto da judiaria. Já amancei os meus pingos de amanhecer em domingos, soqueando junto da estaca. Sempre venho apaixonado, por qualquer caso comprado, na alguma luz encarnada. Agora urbanizado, conheço bem o povoado. Mês em mês venho passear, porque até meus 23 só tinha vindo uma vez, quando foi pra me alistar.
Cheguei ontem de campanha, farejei trago de canha. Cambicho, baile, anarquia. Uma segunda ressacado, já até montei virado, mas gosto da judiaria. Cheguei ontem de campanha, fareja e trago de ganha. Cambicho, baile, anarquia. Uma segunda ressacado, já até Não tem virado, mas gosto da churrascaria.
Mas eu gosto mesmo de canha da cidade, dos dois.
Eu vou pra serra, vou num baile na capela, vou lá ver ela, vou lá ver ela. Sei que está me esperando na janela. Eu vou ver ela, vou lá ver ela.
Ao despacito no tranco da égua Moura, eu vou solito cruzando léguas de chão.
Levo na mala caiabuena e charque gordo. E o meu fala para o monte de precisão.
No pé da serra a baby faz pousada.
É longa espera para um domingo que vem vindo.
Vou ver a bela que há uma semana eu não vejo.
Pensando nela devagar eu vou subindo a bugiada. Fica grosso avisando que a jornada já tá chegando ao fim. Chego à capela, era isso que eu queria, ver a guria que tá esperando por mim.
Eu vou pra serra, vou num baile na capela, vou lá ver ela, vou lá ver ela. Sei que está me esperando na janela, eu vou ver ela, vou, vou lá ver ela. Eu vou pra serra, vou num baile na capela, vou lá ver ela, vou lá ver ela. Sei que está me esperando na janela, eu vou ver ela, vou lá ver ela.
A bugiada ronca grosso avisando que a jornada já tá chegando ao fim. Chego à capela, era isso que eu queria, ver a guria que tá esperando por mim.
Eu vou pra serra, vou dar um baile na capela. Vou lá ver ela, vou lá ver ela, sei que está me esperando na janela. Eu vou ver ela, vou lá ver ela.
Você está na Companhia do Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
De campo, égua dá solta, escramuçando na invernada. Estância grande, paga o criado, a campo fora com a manada. 70 quadras de campo aberto, égua da chucra, de caborteira, criada solta, de pelo fino, pelos barzitos desta fronteira.
Ninha da taura, índio jinete, carrão de potro, espora atada na primavera.
Corda sovada para tirar as cóscas da mágoa alada. Índia da taura, índio jinete, garrão de potro, espora atada na primavera. Corda sovada para tirar as O sal torcido. Crescido, rédea bem larga, o calço ovado, os cornilhudos, rabicho forte, trançado de oito, pra tirar cisma destes beiçudos.
Galpão da estância, fogo bem grande, campo Toma quente, oi, a cevada.
Final de tarde, sol vai entrando. Foi mais um dia de campeada. Ninha da taura, índio, jinete, carrão de potro, espora tada na primavera. Primavera, horta sovada, pra tirar as cóscas da bagualada. Ninjada taura, enxugindo etui, garra um tempotro, dispara tata. Na primavera, horta sovada, pra tirar as cóscas da bagualada.
E pinga a graxa nas brasas. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Estamos ouvindo Hermano Rio Grandense de Raul Barbosa, interpretado pelo Edilberto Bergamo. Teve também Nos Varzedos da Fronteira, de Mano Lima e Newton Ferreira, interpretado por Os Serranos. Bugio da Capela, de Amaro Pérez, interpretado por Os Nativos. Cheguei Ontem da Campanha, de Rafael Xavier e Mateus Leal, interpretado pelo Mateus Leal. Pelo Fio do Alambrado, de Evair Gomes, Fernando Soares e Leonel Gomes, interpretado pelo Leonel Gomes.
Dom Santana, de autora e interpretação do Mano Lima. De Marcha Batida, de Telmo de Lima Freitas, interpretado pelo Joca Martins. E a primeira, Assim Cê Vai Pra Três Cruzes, de Chiru Antônio, Rogério Ávila e Márcio Rossado, interpretado pelo Luiz Marenco e Antônio Tarragô Ross. Vamos que vamos, gurizada!
Armaridade, outro lote de marca de assaltar os butiá dos bolso para encerrar nossa prosa de hoje. Pois é, meu povo, Sei que o assunto é bem vasto, pois não falamos apenas sobre serra como forma de relevo, mas como um aspecto bastante comum, principalmente aqui pelo sul do mundo. E conforme comentamos, as serras são fatores de turismo e também de exploração mineral, gerando uma cadeia socioeconômica. E dito isso, me despeço de todos, deixando beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço.
TV Bueno, linda por demais a prosa de hoje. Então, para mim, só me resta aqui deixar um abraço velho do tamanho desse universo, gaúcho.
E tá feito o carreto, gurizada. Depois de muito de prosa bem fundamentada, já vamos se ajeitar que o assado tá pronto. E já vou deixando meu abraço a todos e até semana que vem.
Grande momento, meus amigos, uma prosa que parece realmente uma pintura. Vamos se adular, né, chefe? Bom, agora se atracamos no nosso assado. Nos queiram bem, que mal não tem. Semana que vem estamos de volta com mais uma edição do Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Serras antigas barreiras transpostas pelos tropeiros, esses caminhos primeiros de lançantes e repechos com rústicos apetrechos, trilhas se tornaram estradas, plantando em cada pousada povoados ao longo do trecho.
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