Episódios de Linha Campeira

Episódio #571 - Que rico vocabulário

16 de agosto de 20261h57min
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Desta feita a proposta é falar sobre o nosso vocabulário. A forma única que o gaúcho tem de falar, com suas expressões, trejeitos e sotaques. No costado tem o melhor da música gaúcha pra acompanhar o teu churrasco!
Assuntos7
  • Expressões Campeiras· CulturaSair para o limpo·Saltar calando·Quarteada·Plantar uma figueira·Lamber a canga·Freio de ouro·Tá agarrado
  • Vocabulário Gaúcho· CulturaExpressões regionais·Sotaques e trejeitos·Comunicação campeira
  • Música Gaúcha· CulturaMarco Antônio Martins·Recuerdos da 28·Jari Terres·Arthur Matos·Rodrigo Pacheco
  • Tradição e Campo· SociedadeAtividades rurais·Valores essenciais·Cultura gaúcha
  • Vida no Campo· SociedadeDomar cavalos·Laçar animais·Cuidar do gado·Trabalho na estância
  • Histórias e Causos· SociedadeNarrativas de fronteira·Memórias do campo·Relatos pessoais
  • Companheirismo e Respeito· SociedadeEntendimento mútuo·Respeito às diferenças·Amizade
Transcrição171 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Que rico vocabulário tem o povo da campanha! Para quem de fora acompanha, talvez fique a confusão. É a comunicação que não respeita conceitos, mas que faz parte do jeito da gente do meu rincão.

?Voz C

Linha Campeira.

?Voz D

Linha Campeira, o teu Companheiro de Churrasco.

?Voz C

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?Voz A

Buenas, buenas, gauchada de todos os rincões desse universo que a partir de agora fica muito mais campeiro, porque este ritual que compartilhamos informação e cultura, é o momento da gente acender a chama da tradição, transformando nossa tradicional prosa numa comunicação que vai muito além de configurações geográficas e temporais. É uma estrada que vem sendo construída devagarzinho, mas muito bem fundamentada em valores que fazem parte da nossa essência.

E por falar em comunicação, a gente sabe que tem um jeito diferente de dizer as coisas e de contar um caso que são muito particulares e independem de regras de escrita correta ou mesmo de concordância formal. E a gente se entende porque são falas espontâneas e que sempre trazem algo relacionado ao campo e às atividades rurais. Mas antes de mais nada, vamos abrir cancha para o povo aqui da volta se manifestar.

?Voz D

Saltem para o limpo, endiada!

?Voz F

Mas já tô bem por aqui e me apresento: Lucas Negri, chegando bem campante para mais um Ninha Campeira. Buenas para todo mundo! E esse tema sobre a prosa. O pessoal sabe que isso me agrada por demais. Vocabulário é uma das minhas coisas preferidas, e essa prosa promete mesmo, né, ô Parambi?

?Voz G

E promete mesmo, meu amigo Lucas. Buenas aos demais amigos da volta e um buenas mais que especial aos nossos ouvintes. Vamos atracar, já!

?Voz H

Buenas, buenas, gauchada que acompanha o Linha Velho! Muito obrigado pela audiência. Buenas, gurizada! Estamos chegando para mais uma Jornada pelos caminhos da tradição aqui da Fronteira da Paz, do pé do Circo de Paloma. Fala, Leonel Furtado, para contribuir aqui com a prosa dessa gauchada. E vamos que hoje vai estar especial, meu irmão velho. Morango, te apresento.

?Voz I

Buenas, gurizada da volta. Buenas ao povo que tá na escuta. Baita prosa tá se alinhando para esse momento, então nem vou me alongar no saludo. E vamos chamar os artistas pra dar o ar da graça. Começamos o lote de marca com uma nova versão de Recuerdos da 28, lançada em comemoração aos 40 anos de carreira do Joca Martins.

?Voz J

Vamo que vamo!

?Voz I

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz K

De vez em quando, quando eu boto a mão nos cobres, eu resisto, China, pobre negação de cara feia. Eu sou de longe, de onde chove não godeia, não tenho medo de potro nem machuquei com padreia. Voleio a perna e vou direto pro retoço, quanto mais quente o alvoroço, muito mais me sinto afoito. E o chinaredo que de muito me conhece sabe que pedindo desce meu facão na 28. Manchei no boteco ali dos trilhos, enquanto no bebedouro mato a sede do Tordilho.

Ouço mugindo o barulho da acordeona e a velha porca rabona retossando no salão. Quem nunca fala é um índio gordo e grosso, e apelido pescoço da rabona, o Querendão. Entro na sala no meio da confusão, fico meio garantado que nem cusca em procissão. Quase sempre chego assim meio com sede, quebro o meu chapéu na testa de vez e assento em parede. E num relance eu não vejo alguém, defardo o grito, me serve um liso daquela que matou o guarda.

E num relance eu não vejo alguém, defardo o grito, me serve um liso daquela que matou o guarda. Guardo o trabuco empanturrado de bala, meu facão, chapéu e bala, e com licença vou dançar. Nesses fandangos leva goiá carrecheada, danço com a mais ajeitada, quem me importa lhe pagar. O meu cavalo deixo atado no palanque, só não quero que ele banque quando terminar a farra. E a milicada sempre vem fora de hora, mas eu saio porta afora, só quero ver quem me agarra.

Desde piazito a polícia não espero, se estoura a revoltosa metáfora, quero, quero. Desde piazito a polícia não espero, se estoura a revoltosa metáfora, quero, quero. Entro na Tá lá no meio da confusão, fico meio atarantado que nem busque em procissão. Quase sempre chego assim mesmo, vocês veem, quebro o meu chapéu na testa direito, assanto em parede. E num relance eu não vejo alguém, defordo, grito: me serve um liso daquela que matou o guarda!

E num relance eu não vejo alguém, defordo, grito: me serve um liso daquela que matou o guarda!

?Voz D

E num relance eu não vejo alguém, defordo, tá!

?Voz K

Eu grito, me serve um liso daquela que matou o guarda.

?Voz L

Eu nasci de um couro grosso pelas mãos de um guasqueiro. Vim ao mundo cabeludo numa tarde de aguaceiro. Vim ao mundo cabeludo numa tarde de aguaceiro. Por vezes eu ando a dar pelo lado de laçar, mas o que me Me agrada mesmo é roncar grosso pelo ar. Minha graxa, o véu da pança, foi me sovando aos tiros. Sou serviçal da estância em domas e marcações. Sou serviçal da estância em domas e marcações. Quando me solto no espaço, é minha armada se desmonta.

Sou eu quem garante a cura quando a águia troca de ponta. Você tem Eu desfilo, setembro dá eu trabalho. Na cidade tenho estilo, na estância nunca falho. Quando um índio deita os quilos, eu garanto e não remalho. Quando um índio deita os quilos, eu garanto e não remalho. Sou torcido em três tentos, um mais forte que o outro. Touro bravo eu enfrento, mas me agrada bolcar potro. Touro bravo eu enfrento, mas me agrada bolcar potro.

Durmo junto do meu basto, enrodilhado no chão. Trago Recebo pelo epasto que juntei na imensidão, amorenado pelo tempo, chuva, terra, chão e céu, sereno da madrugada e a poeira do mundaréu. Bem assim eu me apresento por batismo, sou sovel. Quando o meu corpo atorar, terá fim a minha senda. Nunca mais eu ganho um ar, pois três tentos não se emenda. Se Na festa eu desfilo, você tem lida, eu trabalho. Na cidade tenho estilo, na estância nunca falho.

Quando o índio deita os quilos, eu garanto e não remalho. Quando o índio deita os quilos, eu garanto e não remalho.

?Voz C

Linha Campeira, cultura e música gaúcha para te acompanhar no teu churrasco.

?Voz N

Lá no rincão onde eu moro me chama um facão. Eu tenho um QD certo e uns 3 ou 4 de louco. Por qualquer da qual uma falha, eu já me atraco no soco. Entre rude e delicado é meu jeito, sim senhor. Pra curar minhas enxaquecas nunca precisei doutor. Durmo de bota e espada e não rasgo o cobertor. Durmo de bota e espada e não rasgo o cobertor. Pra manter o corpo fechado, uso um breve na argibeira e uma vincha no chapéu e uma lonca de cruzeira.

Pra manter o corpo fechado, uso um breve na argibeira e uma vincha no chapéu e uma lonca de cruzeira. Quando eu tomo meus tragos, me paro bem debochado, treme o facão na banhinha, cê me olha atravessado. Não me sento em banco baixo, prefiro ficar acoplado nas crioulas da fronteira, eu demonstro o meu valor. No pelo de bocatada, aí, campana, sim senhor! Me agrada dançar para o povo numa roleta de honor. Me agrada dançar para o povo numa roleta de honor.

Pra manter o corpo fechado, uso um breve da tibeira e uma vincha no chapéu de uma loura de cruzeira. Pra manter corpo fechado, uso um bebe na argiveira e uma vincha no chapéu e uma lanta de cruzeira. É bem assim que eu sou, foi bem assim que eu fui feito. Não ando mostrando as dentes, quem me respeita eu respeito. Não gostar de gente falsa é o meu maior defeito. Tenho 7 namoradas, me agrada viver assim. 7 veias traguejando, 7 sogras atrás de mim.

Elas pra me encher de osso e eles pra me bater o brim. Elas pra me encher de osso e eles pra me bater o brim. Pra manter o corpo fechado uso um brevê na gibeira e uma vincha no chapéu e uma lonca de cruzeira. Pra manter o corpo fechado uso um brevê na gibeira e uma vincha no chapéu e uma lonca de cruzeira. E uma vincha no chapéu de uma louca de cruzeira.

?Voz P

Vou tirar ele pro limpo debaixo, pode espantar. E assim vai desempachar, troteando no meu costado, pé no estribo do gachado. Abre pra dar uma luzinha, corpo ligeiro de gato, te ajeita firme e molado, assopra aquele cabinho. Mas antes de assoprar o potro, desati-me de tua rédea. Deixa pra cima da média, não implementas loucura. O que é bem feito perdura, não te assusta, tá agarrado. Tapei a cara com a mão, assoprava-te os gagão.

Largo o reio, vou sentado. Eu vou te dando cabeçuleira. O corpo e faz correr, não deixamos sem correr. E solta, vem teu laçaço, deixe que dance o compasso. Faça um jogo que ele alinha, estriba bem e tenteia. Desequilibre e volteia, confia em quem te amadrinha. Não vai bancar o jinete se corcoia não ter ganho. Se nos orelhos tem fama que nós estamos domando, escuta o que eu vou falando: atira o corpo para trás que a tombogó O chucro carrega o pião, aprende como se faz.

Depois do outro sujeito, só vamos vender bocal. Não vira o fio do bagual, vai colocando um bridão. Segue à risca a tradição, entende tudo um pouco. Capricha no redomão, deixa contente o patrão, que já te libera uns troco. Eu vou te dando o cáresto, leva o corpo e faz coleta, não deixa você encolher e solta bem teu laçação. Deixa o equilíbrio em seu compasso, faça um jogo que lhe alinha, destriva bem e tenteia, desequilibre e volteia, confia em quem te abadina.

Eu vou te dando o cáresto, Vocês faz correr, não deixamos sem colher. E solta a mente ao laço, deixe que dance o compasso. Faça um jogo que lhe alinha, destriva a vinheta inteira. Desequilibre e golpeia, confia em quem te amadrinha. Destriva a vinheta inteira, desequilibre e golpeia, confia em quem te amadrinha.

?Voz C

Siga o Linha Campeira no Instagram, @linhacampeiraoficial.

?Voz R

É de vereda, parceiro, que o golpe firma na trança. Se o braço busca distância no estender da canhada, uma terneira bichada que a chata cola por conta. Ritual gaúcho na estampa desta querência sagrada.

?Voz S

É de vereda, parceiro, Parceiro com a bota sempre estrivada, que aparta um boi na invernada pra garantir o sustento.

?Voz L

Chapéu tapeado com vento, num barbicacho apertado, e o peleguito virado nesse fundão mormaçento.

?Voz R

Salta calando, parceiro, salta calando.

?Voz S

Faz um bichinho e afirma a perna no mar.

?Voz R

Soca as espadas e afrouxa a boca do pingo, que a ceboada sobra pata por demais. Salta calando, parceiro, salta calando.

?Voz S

Faz um bichinho e afirma a perna no mar.

?Voz R

Soca as esparas e afrouxa a boca do pingo, que a cebolada sobra pata por demais. Mais uma vez eu tô com esse meu irmão querido, Jari Terres, cantor que estimo do fundo do meu coração. Beijo, grande irmão, sempre com Deus.

?Voz S

Graças, Marenco, por participar também dessa campeirada.

?Voz R

É de vereda, parceiro, vamos rangindo a carona num resmungar da chorona, na alguma folga domingueira. E assim, na porvalconeira, vá se esbarrar na cancela pra tirar a poeira da goela.

?Voz S

Num boliche de fronteira, é de vereda, parceiro, que à noite vem se espiando junto aos buracos do rancho de uma peleia passada. E o vício ronda injeta num destorcido com canha, piscando um olho na sanha e metendo sorte clavada.

?Voz L

Salta calando, parceiro, salta calando.

?Voz S

Faz um bichinho e afirma a perna no mar.

?Voz L

Soca as esporas e afrouxa a boca do pingo, que a ceboada sobra pata por demais. Salta calando, parceiro, salta calando.

?Voz S

Faz um bichinho e afirma a perna no mar.

?Voz L

Só caso espara e afrouxa a boca do pingo, quer ser boada, sobra pata por demais.

?Voz I

Ouvimos De Saltar Calando, de Fernando Soares e Juliano Gomes, interpretado pelo Fernando Soares, Jari Terres e Luiz Maranhão. Teve também Confia em Quem Tem Madrinha, de Marcelo Pereira Mendes e Rafael Cunhalves, interpretado pelo Lucas Gross, Mauro Silva e Odair Teixeira. Facão Pitoco, de Jaime Brum Cardoso e Desdério Souza, interpretado pelo Desdério Souza. Sovel, de Marquito Ferreira, interpretado pelo Arthur Matos. E a primeira, Recuerdos da 28, de Knelma Alves e Francisco Alves, interpretado pelo Joca Martins. Que tal, Panambi?

?Voz G

E já começamos ali a campeira de hoje com as marcas treinamento, tchê. E pelo jeito essa prosa vai ficar louca de ajeitada. Da minha parte, já vou aproveitar para comentar de uma expressão que o Braguarismo usou para nos convidar para o serviço, que é: saiam para o limpo! Aí, de um jeitão bem simplão, a gente já entende que é para se apresentar para Lida, né, tchê? Sair da toca e saltar calando. Aliás, saltar calando também merece esclarecimento.

E quer dizer, você botar com gana em alguma quarteada. E o interessante é que numa prosa campeira vão aparecendo alguns termos que fazem parte da própria explicação de outros termos, né, como é o caso da quarteada, que quer dizer ajudar, né, te dar uma mão, e por aí você vai.

?Voz A

É bem isso mesmo, Panambi. Nosso vocabulário regional é rico uma barbaridade, e aqui no Linha Campeira não gastamos pólvora em chimango, quer dizer, não desperdiçamos concurso quando se trata de falar do jeito da nossa gente e nem sermos de fazer pelego, quer dizer, de fazer fiasco, pois embora não sabemos de tudo, sempre conhecemos alguém que saiba. E a proposta da prosa de hoje é mais ou menos isso: cavocar algumas expressões bem regionais e fazer alguns comentários.

Lembrando sempre que, por não se limitarem às regras literárias, as fontes de pesquisa são o dia a dia e a observação e nas prosas, que são fontes culturais e tradicionais.

?Voz H

Pois é, De Bragas, e volta e meia a gente retorna nesse tema aqui sobre as expressões regionais, né? E a gente que aqui na fronteira tem uma forte influência da cultura dos amigos uruguaios, e falando um vocabulário meio cruzado entre português e espanhol, um portunhol assim, ainda mais gauchão, uns termos bem de campanha que às vezes o pessoal da cidade muitas vezes não entende o que que o cara tá falando, né? E quando diz, por exemplo, numa pintura de um quadro de campo assim, que diz o gaúcho cruzou o rastro, quadrou o corpo e botou o laço, aí tá dizendo que saiu do rastro da vaca, né, saiu para o lado, ajeitou o corpo e laçou o animal que tava que tava perseguindo ali, para provavelmente uma cena de campo, de cotidiano, onde tem que fazer alguma lida, tipo curar uma bicheira ou alguma parte, ou segurar um animal na corda para fazer alguma coisa.

Principalmente isso aí é quando tem que fazer algum tipo de serviço de curar um animal. Mas então, o que que tu me diz, Lucas tigre.

?Voz F

E tem também aquele que fala assim, ó, mas que baita gauchada! Que é quando o vivente presencia uma cena que demonstra muita habilidade e talento. Ou também do contrário, quando o vivente tá com os burros na água, aí você costuma dizer, bah, mas que endiada! E tem outros dizeres bastante usados, como por exemplo, o lado manso, que é o lado de montar, ou seja, lado esquerdo do cavalo. Já o lado de laçar é justamente o lado direito, onde normalmente fica apresilhado o laço.

E aproveitando para comentar que o lado de montar tem algumas teorias, pois em épocas que o cavalo era utilizado como arma de guerra, o guerreiro utilizava a espada do lado direito da cintura, e assim montando pelo lado esquerdo do palo não se atrapalhava com a espada. E seguindo essa ideia, o gaúcho a cavalo usa o tirador sob a perna esquerda. Quando ele vai lidar com o pialo a pé no chão, aí ele traz o tirador para o lado direito. É tudo parte da sabedoria campeira.

?Voz I

E outro termo que é interessante é quando o gaúcho diz que vai dar uma bombeada, quando vai dar uma espiada. Molhada. E deixa eu contar para vocês que sempre depois de uma prosa com o povo aqui do Linha Campeira, depois de uma longa charla com esse vocabulário campeiro, eu meio que incorporo algumas expressões e carrego para o dia a dia, algo que para mim é natural. Eu tenho essa facilidade de adaptar e me envolver para se aproximar com as pessoas quando eu converso.

Pois bem, deixa estar que quando eu entro em sala de aula, às vezes depois de uma prosa dessas, eu preciso me controlar para não sair essas expressões campeiras durante a aula. Algumas saem meio que natural. Quando eu percebo, eu já tenho que largar a tradução pra turma compreender. Bom, os alunos levam tudo na boa e dão até risada. Mas bueno, vamos atracar mais um lote de marca dessas que não dá em qualquer toceira. Já vem chegando Paulo Feijó empurrando o peito. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz T

Eu fui nascido na serra, criado pela fronteira, cruzando o Uruguai a nado ou travanchando madeira, rebocando bossa-nágua pelas fortes corredeiras, ou sempre empurrando peito que nem lagarto em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualhete porqueira, saímos empurrando os peito que nem lagarto em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualhete porqueira, saímos empurrando os peito que nem lagarto em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualhete alerta e porqueira, saímos empurrando os peitos que nem lagarta em ladeira.

Eu sou papa toda obra, gosto da lida matreira. Se alguém me pisar no poncho, eu viro insana de aroeira, pois nem com erva de lixo não me matam. E saí empurrando o peito que nem lagarto em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualete porqueira. Saímo empurrando os peitos que nem lagarto em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualete porqueira. Saímo empurrando os peitos que nem lagarto em ladeira.

?Voz I

Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualete porqueira.

?Voz F

Saímo empurrando os peitos que nem lagarto em ladeira.

?Voz T

Se alguém não gostar de mim, não vou esquentar a moleira. Não gasto parvixe e mango, nem vou dar um nó nas cadeiras. Quebro meu foia da obra, não dou bola pra besteira. E saio empurrando os peitos, que nem laia de ladeira. Eu te agradeço Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualente porqueira. Saímos empurrando os peitos que nem lagarto em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, mas sou igualente porqueira. Saímos empurrando os peitos que nem lagarto em ladeira.

Meu fraco achinava bonita, baixinha, fofa e parceira, com andar de pomba rola que saiba dançar vaneira. Me virou no chapéu velho, me tapou de polvadeira e saiu empurrando o peito que nem lagarta em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, aí sou igualete porqueira. Saímos empurrando os peitos que nem lagarta em ladeira. Eu te agarro e tu me agarra, aí sou igualete porqueira.

?Voz B

Saímos empurrando os peitos que nem lagarta em ladeira.

?Voz T

Eu te agarro e tu me agarra, aí sou igualete porqueira.

?Voz C

A essência do campo está aqui. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz M

A terra é meu nome e a terra será meu nome. A terra é meu nome e a terra será meu nome. Na quarta universal, a identidade não some. Meu verso é fundamental na consciência do homem. Na quarta universal, a identidade não Sou a quarta da quarta dita do mutirão companheiro, colhendo vozes amigas em cada espigão do zeiro. Venham todos, venham todos, nossa tarefa Está iniciada alegria e cantoria na sinfonia da quarteada. Vem do trigo, vem do linho, do rodeio e da charqueada.

Vem do trigo, vem do linho, do rodeio e da da charqueada. Braço, ombro, sol e chuva do galpão e da ramada, do aperto de cada mão, do cabo de cada enxada. Braço, ombro, sol e chuva, que é a comunhão da guardiada. A quarteada, a quarteadinha, noite é um companheiro, colhendo vozes amigas em cada espiga, um cruzeiro. Venham todos, venham todos, nossa TRP está iniciando. Alegria e cantoria na sinfonia da guardiada, na sinfonia da guardiada, na sinfonia da guardiada.

?Voz P

Se eu fosse abrir o peito, me faltariam palavras, pois muito aqui habito neste simplório rincão. Vi a chegada do homem demarcando território e também o ofertório. Desta terra em comunhão.

?Voz D

Eu vi nascer o gaúcho e as botas de garrão, o rodado da carreta choramingando seu fim. Vi nascer o povoado, quinchado de santa fé, do tempo que fui liberto, mas prisioneiro de mim.

?Voz P

Eu fui toca demolida na intenção da rodada da petiça colorada que o mulato enfrentou. Fui catripa pra um romance num desejo proibido que por ser tão escondido nem mesmo a lua clareou. Eu fui toca demolida na intenção da rodada da petiça colorada que o mulato me enfredou.

?Voz D

Fui catre para um romance num desejo proibido, que por ser tão escondido nem mesmo a lua clareou.

?Voz P

Fui parador de rodeio, Num canto de invernada, fui cama para um pealo num dia de castração. Fui pasto seco no inverno, morto pela geada, que renasce com viço na chegada do verão.

?Voz D

Senhores, eu sou o campo e este é meu inventário, um relato de saudade Do que fui e do que sou, peço que guardem pra sempre no germe desta semente este relato de campo, deste chão que vos criou.

?Voz P

Eu fui tocar em Murita na intenção da rodada, da feitiça colorada que o mulato enfrentou. Fui capim para um romance, num desejo proibido. Que por ser tão escondido nem mesmo a lua clareou. Eu fui tocar em mulita na intenção da rodada da feitiça colorada que o mulato enfrenou.

?Voz D

Fui catripa para um romance de um desejo proibido que por ser tão escondido nem mesmo a lua clareou.

?Voz C

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz L

Nas estâncias de Bagé, gastei esporas e carona, abri rastros no sereno em contrabandos e domas, guardei relinchos de potro nas vilheiras da Cordiona.

?Voz K

Sobra cavalo para cantar este Rio Grande, largo a cabeça do meu verso pelo muro. Sou crina grossa, crioulo dos olhos d'água e peão campeiro da estância Rincão Gostoso. O Guruja velho capataz há muitos Veio lonancuras, trombada que levou, e mesmo assim segue voltando a cada viagem. Eu cruzei mares que o destino lhe entregou, e mesmo assim segue voltando a cada viagem. Eu cruzei mares que o destino lhe entregou. Na recolhida, o negrinho salta em pé numa gachada boilerena e traiçoeira, se esconde a cara no sair do parapeito.

Já deveria de redamarcar na soiteira. A cachorrada, no ouvimento da isia, faz uma festa de latidos esperando que a angara saia para fazer um costadito. Um deslocado que se arrasta Que a yada saia pra fazer um costadito, um deslocado que se arrasta corcovilhando. O Saragossa, cria de Ajá do Uruguai, contrabandeou a própria vida para aqui, passeando Espárragos, veio a cu das estâncias, bandeando potros das cheias do Piraí. E o Dom Felipe, vaqueando desta fronteira, bateu na marca para o rumo da Serrilha.

Ponho cheio malado, pingos de muda por gente, busca uma tropa que há tempo foi comprada. Ponho cheio malado, pingos de muda por gente, busca uma tropa que há tempo foi comprada. Rincão dos Touros, esperança de a cavalo na resistência tranqueando de lombo duro. É um contramestre segurando a linha reta que a tradição vem alambrando para o futuro. Sobra cavalo para cantar este Rio Grande. Largo a cabeça do meu verso pelo muro. Sou crina grossa, crioulo dos olhos d'água, e é um campeão da Estância Rincão dos Touros.

Sou crina grossa, crioulo dos olhos d'água e peão campeiro da estância Rincão dos Touros. Sou crina grossa, crioulo dos olhos d'água e peão campeiro da estância Rincão dos Touros.

?Voz D

Num maluco, uma potrinha boba de freio, apertei bem, usarei e larguei no rumo da guarda. Pra tomar um trago e atirar um osso ferrado no bicho do pintado, metendo suerte em clavada.

?Voz W

Trata e monarca, cacho atada, canta galo, pois se anda de a cavalo não é de medo das cobras.

?Voz D

Ganho minha vida peixando o boi sobre as garras e às vezes Às vezes faço uma farra sempre que a plata me sobra. Vinha cruzando num rancho Costa de Cerro e nisso me atira um beijo uma linda na janela. Nego Paixola já quis me luzir para outra.

?Voz W

Levei o corpo na potra e esbarrei lá junto dela.

?Voz D

Achei bonito E fiz uma graça com bala.

?Voz X

A lombona se resvala e prende um coice nos talher.

?Voz D

Perdi os estribo, de pronto as rédeas me doma.

?Voz W

Fui botar fora esta doma só por causa de mulher.

?Voz D

Perdi os estribo, de pronto as rédeas me doma. Fui botar fora esta doma só por causa de mulher. Perdi os estribo, de pronto as rédeas me doma.

?Voz N

Fui botar fora esta doma só por causa de mulher.

?Voz D

Peguei o grito e a lobo não deu meu em duas se repartiu, mandando o lombo comigo. Me agarrou mal e eu tive que cruzar perna. Só Deus é quem me governa, mas eu respeito o perigo.

?Voz W

Mas que serviço, mas que baita gauchada na frente dessa morada perfumada de jasmim.

?Voz D

Vim de a pé e ela rindo na cancela, e essa linda na janela nem era tão linda assim. Vinha cruzando num rancho Costa de Cerro e nisso me atira um beijo uma linda na janela.

?Voz W

Nego Paixola já quis me luzir pra outra, levei o corpo na potra e esbarrei junto dela.

?Voz D

Achei bonito e fiz uma graça com bala.

?Voz X

A lobo-naça resvala e prende um coice nos talher.

?Voz D

Perdi os estribos, de pronto as rédeas me toma.

?Voz W

Fui botar fora esta doma só por causa de mulher.

?Voz D

Perdi os estribos, de pronto as rédeas me toma. Fui votar fora esta doma só por causa de mulher.

?Voz W

Fui votar fora esta doma só por causa de mulher.

?Voz D

E essa linda na janela nem era tão linda assim.

?Voz C

Tem mais Linha Campeira no Spotify.

?Voz B

Saiu de mano, lombo riscado, marca de argola. Mas empatada, sergueu com gana de marimbondo, se recompondo de uma patada. Saiu de mano olhando ao longe meio reinosa, baixeiro suado, baixeiro suado. Sobrou do fervor desta vilhada terra e vulcão. Tudo é empatado, tudo é empatado, ficou na mesma. Negando estribo, sem lado manso no atropelão. Não teve lucro e nem prejuízo fazendo juízo quem der a mão. Não teve lucro e nem prejuízo fazendo juízo quem der a mão. Curado o trote, a vida fora ficou um belisco no coração.

?Voz D

Ressalga.

?Voz B

Tempo e salmoura com salsa mora, é dia no chão. Saiu de mano olhando ao longe, meio reinosa, bacheiro suado, bacheiro suado. Sobrou gofer, bota estabilizada, terra e volcada, tudo é empatar. Tudo empatado, ficou na mesma, negando estribo, sem lado manso no atropelão. Não teve lucro e nem prejuízo fazendo juízo quem der a mão. Não teve lucro e nem prejuízo fazendo juízo quem der a mão. Não teve lucro e nem prejuízo fazendo juízo quem der a mão.

?Voz C

Pede umas marcas pelo nosso WhatsApp 4791930000.

?Voz Y

Depois que o sol pisca o olho na coxilha, ao fim da tarde gosto de ouvir a passarada, cianinha fazendo alarde e uma cambona bufando num pai de fogo que arde. Sobre a rodilha do laço, o meu cusco sonha o pedo, um piá voltando da sanga tranqueando o meio sem medo dum touro que berra bravo bem na costa do arzedo. E um lai larai, e um lai larai, e um lai larai, e um lai larai, eu vou cevando meu mato e bombeando a tarde que cai. Ô pingo dos meus arreios, essa cara na cancela enquanto largo um amargo no peral fundo da goela.

Ouço a quietude da tarde na pampa verde-amarela, acendo um palheiro bueno para incensar a minha ânsia. A fumaça vai no vento se perdendo na distância e eu matei o sol No parapeito da estância. Num lailarai, num lailarai, num lailarai, num lailarai. Eu vou cevando meu mate, bombeando a tarde que cai. Num lailarai, num lailarai. Num lailarai, num lailarai, eu vou cevando meu mate, bombeando a tarde que cai.

?Voz K

Sobre um moirão da invernada, um corujão solta o canto.

?Voz Y

A tarde-noite se acorda no corpo de um pirilampo que anda campeando o silêncio, que dorme na paz do campo.

?Voz I

Acabamos de ouvir Bombeando a Tarde Que Cai, de João Sampaio e Odenir dos Santos, interpretado pelo Elton Saldanha. Teve também Demano, Leonel Gomes e Tadeu Martins, interpretado pelo Leonel Gomes. Mas que baita gauchada! De Anomar, Danilo Vieira e Carlos Madruga, interpretado pelo César Oliveira e Rogério Melo. Rincão dos Touros, de Ron Vasmatos e Luiz Marenco, interpretado pelo Joca Martins. Inventário de Campo, de Juliano Santos, Michel Plautz e Marcelinho Nunes, interpretado pelo Marcelinho Nunes e Robson Garcia.

Quarteada, de Luiz Carlos Borges e Luiz Sérgio Jacaré Metz, interpretado pelo Luiz Carlos Borges. E a primeira, Empurrando o Peito, de Tio Nanato e Gaúcho Guapo, interpretado apresentado pelo Paulo Feijó. Baita lote de marca, gurizada! Até o nosso cusco bailou com os pés trocados. Esse cusco tem fundamento. É no Up aí, tamo de volta.

?Voz C

Estamos apresentando Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Apoio cultural Vision Uniformes, do seu jeito. Acesse Vision Uniformes Mas que momento, gurizada!

?Voz I

Você que tá aí ouvindo a prosa do Linha Campeira de hoje, não perde a vaza e faz um costado no nosso canal do YouTube.

?Voz C

Toda semana tem vídeo inédito com uma prosa louca de especial, contando causos e mais detalhes das nossas prosas domingueiras. Aqui tem chucrismo com modernidade em uma prosa para tu ficar muito mais sabido das coisas.

?Voz I

Youtube.com/LinhaCampeira, o teu companheiro de churrasco também em vídeo.

?Voz J

Você quer deixar a peonada alinhada com vestimentas de fundamento? Então manda um chasque no WhatsApp da Vision Uniformes, 47991796965. A Vision produz camisas sociais, calças resistentes para linha campeira, camisas polo, jaquetas, camisetas e muito mais. Vestimentas com estampa ou bordado especial da da tua logomarca. Faça o seu orçamento pelo WhatsApp 47991796965. Bom atendimento e produtos de alta qualidade é na Vision Uniformes.

?Voz C

Estamos apresentando Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Apoio cultural Vision Uniformes, do seu jeito. Acesse visionuniformes.com.br.

?Voz F

E tamo de volta, gauchada, dando prosseguimento a esse ritual de tradição e cultura. Sim, porque os temas que dão rumo à nossa prosa são sempre relacionados aos nossos costumes e a nossa história. E desta feita não é diferente, porque buscamos algumas expressões bem regionais que brotam naturalmente no falar do nosso povo, mas que fazendo algum comentário. Me lembrei de um dizer muito comum quando algum vivente facilita e leva um tombo do cavalo, seja por distração ou até por borracheira mesmo.

Aí é comum dizer que o vivente plantou uma figueira. Até agora eu não sei por que a figueira que foi usada para alustrar o pialo, mas tendo a acreditar que é devido ao formato da árvore, de ter os galhos bem espalhados. Então quando o vivente cai no chão, que planta uma figueira, ele cai todo esparramado. Então deve ser por isso que tem essa referência com a imagem da figueira.

?Voz A

Ah, variedade! Isso me faz lembrar de duas figueiras que plantei num curto intervalo de tempo, e lhes digo que não foi por borracheira, mas por descuido e falta de habilidade. Isso acontece quando o vivente sai da cidade e acha que é só calçar espora para virar campeiro. Não me envergonho de confessar que as dores no corpo nem se comparam com orgulho ferido, ainda mais no meio de gente gaúcha e campeira lá na Mangueira Colorada.

?Voz R

Deus o livre!

?Voz H

Barbaridade! Ah, tinha que recorde, eu tava presente nesse ocorrido aí, hein? E Importante que o Braga persistiu, né, tchê? E montou de novo e a égua veio, saiu trocando orelha. Só vi aquela hora que ele deu uma freada na égua Donatella e ela veio para trás assim, ainda com pouco, sentou no chão, largou ele de costas bem tranquila assim e saiu a trotezito com ele enquanto ele olhava sentado na porta do banheiro da Mangueira Colorada ali.

Que beleza! No fim No fim de tudo, o Bragas desfilou no meu cavalo e eu desfilei na égua colorada para finalizar o caos. E outra também que me lembro foi uma vez num casamento lá em Dom Pedrito, e nós tava voltando para o hotel assim, todos com as namoradas, e vinha um amigo que não tinha encontrado namoro assim, né, e vinha só ali, e mais atrás vinha a minha avó de mãozinha com meu avô assim. Ela olhou e disse assim: olha ali, Ana Aurelina, este guri de novo, sempre de freio e peleguinho na mão.

?Voz G

E tem outras expressões que falam por si só, como lamber a canga, se referindo aos que aceitam ser manipulados e manejados como um boi manso, né, tia? Isso acontece quando você quebra o corrente de algum vivente que passa acerto trazido no cabresto, eu nem lembrei do dito que se usa quando fulano é mandado pela mulher, e aí já fica conhecido como freio de ouro. Lá vem o freio de ouro, tchê!

?Voz I

Então tá agarrado significa muita coisa, como tá feito, tá resolvido, ou eu assumo o compromisso, e por aí se vai. É quase como o bar, dependendo da entonação informação diz muita coisa. Feito, gurizada, tá na hora de chamar mais um lote de marca dessas que já vem ensartando as fichas do pandeiro. Vem chegando o Rogério Vijagrande, Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz P

Era Tordinho, malabruca, que eles falam, bulido não sei de quem, e por uns quantos refogado. Mané Corrosa se chama o negro dos bastos que vem escorando o golpe desse tal de Peleia brava, corpo a corpo, mano a mano. Quem pode mais chora menos. E a sorte pede bolada quando o destino de um sotrete, um domador, fica enredado nos pastos da boca de uma picada.

?Voz W

Foi bem no passo que dá para o campo dos fundos que o Tordilho mascarado quis dar um tombo no maneco. Quase que volta quando se arrastou com força, pois se assustou do coleiro que fez barulhos fracos. Igual a um gato laçado pelo pescoço, se arrastou buscando a volta, se escorando nas ponteadas. Não fosse o negro, levava a mão lavada, o Tinha plantado a figueira bem na boca da picada. Não fosse o negro levar a mão na ava do basto, tinha plantado a figueira bem na boca da picada.

Foi bem no passo que dá para o campo dos fundos. Me disse o lasca que o tordinho era E aqui que esses tempos tinha dado um garreio no moço branco. Até o tal que não tira um susto aguenta uns pulos de um golpe do mascarado, quase que fica lunanco. A linha é bruta e a volta separa feia quando um dos seres mancha no corcóbio chamareado. O tempo passa, mas o maneco não frouxa, porque o bocal que ele arrocha se queda sempre apertado.

O tempo passa, mas o maneco não frouxa, porque o bocal que ele arrocha se queda sempre apertado. A mesma tava a bota com ele também. Sorte, dizia o velho Caetano. Quero um índio macharrão. Foi quando o negro atirou o corpo pra trás pra mostrar que um par de espora não é enfeite dos garrão. Vinha o Tordilho escalelando uma cega, dando coice nos cachorro, manoteando as maçaneta. Cê viu o fardo mais firme do que um palanque, dava um grito e um revemcaço e ajojava com as rosetas.

Cê viu o fardo mais firme do que um palanque, dava um grito e um revemcaço e ajojava com as rosetas. A mesma tava, o tacule também só tinha. Que o Tordilho era de Iaqui, esses tempos tinha dado um garreio no moço branco. Até o tal Gino, que num susto aguenta uns pulos dum golpe dum mascarado, quase que fica lunanco. Ali é bruta e a volta separa feia quando um dos seres mancha dum corcovio chamareado. O tempo passa, mas o maneco não frouxa, porque o bocal que ele arrocha se queda sempre apertado.

O tempo passa, mas o maneco não frouxa, porque o bocal que ele arrocha se queda sempre apertado.

?Voz R

Gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem. Gente gaúcha que sabe seguir o caminho do bem. Cavalo pra pechar touro quando pra o caos convém. Gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem.

?Voz K

O Rio Grande é um manancial de pagos iguais ao meu.

?Voz R

Muito embora tenha gente que do seu pago esqueceu e hoje se olha no espelho e nem lembram de nascer. E hoje se olha no espelho e nem lembram de nascer. Não que não andem piochados ou porque vistam tendências, mas porque o mundo lhes tira o que carregam na essência, sem saber que a identidade dá ganhos à inteligência, sem saber que a identidade Dá ganhos a inteligência. Gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem. Gente gaúcha que sabe seguir o caminho do bem.

?Voz K

Cavalo para pechar touro quando para o caos o convém.

?Voz R

Gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem. Ângelo Franco, te convido para cantar comigo essa nossa parceria.

?Voz D

Dale, meu compadre velho, vamos saltar de vereda, cantar os tauras e os pingos da tigra à laranja azeda, porque não tem para ninguém, isso é um gaúcho regalo. Gente gaúcha e cavalo nesse pago é o que mais tem.

?Voz U

Então não posso cantar O que não seja o meu pago, pois meu canto tem raiz, embora eu seja indiovago. E se o meu verso dá o piano, de pronto aperto e não largo.

?Voz D

E se o meu verso dá o piano, de pronto aperto e não largo.

?Voz U

Por isso, povo gaúcho, penso nas coisas que falo, canto as coisas do meu pago. Nosso chão, nossos cavalos, pois é o que resta de nós que não foi globalizado.

?Voz D

Pois é o que resta de nós que não foi globalizado.

?Voz R

Gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem. Gente gaúcha que sabe seguir o caminho do bem. Cavalo para fechar Quando pra o caos o povo veio, gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem.

?Voz K

Gente gaúcha e cavalo no meu pago é o que mais tem.

?Voz C

Pede tua música pelo nosso WhatsApp 4791930000.

?Voz X

Domingo de manhãzinha, sento recaus no gachado, de crina e casco aparado. O mundo é tudo que eu quero. Meu pala branco de seda, bota negra reluzente e uma bombacha cinzenta. De tudo que mais venero, essa vida a gente leva nos encontros do cavalo, fechando e botando o piano, coisas que faço me rindo. Do bagual eu faço um pingo para um andejar de aragano que não tem dias anos mais belos do que os domingos. Eu boto o pé no estribo e o flat campeia a volta, já com luzeiro de escolta unido à luz da boieira e o brilho da feiticeira se Corta num campo afora com a serenata da espora para uma canção estradeira.

Essa vida a gente leva nos encontros do cavalo, deixando e botando o piano, coisas que passam me rindo. Do Magalu passa um pingo para um ambejar de aragano, que não tem dias do ano mais belos do que os domingos. Pelo caminho se vai ao potreiro dos olhos dela, solgueiros de sentinela no lombo das 6 Marias, clareando as barras do dia em chilho com a liberdade. E cabresteio a saudade pra tironear judiaria. Essa vida a gente leva nos encontros do cavalo, peixando e botando o pialo, coisas que faço me rindo.

Do manual eu faço um pingo pra um andejar de aragano, que não tem dia do ano mais belo do que os domingos.

?Voz D

A se cantar uma flor, o sentimento é dobrado.

?Voz X

Troca a orelha ao meu gateado, que em pé nem toca no pastor. E o vocabulário gasto, ensaia o que é de dizer das coisas do bem querer. Pegar o pau do meu bastão. Essa vida a gente leva nos encontros do cavalo, fechando e botando o piano, coisas que faço, me rindo. No barbalho eu faço um bingo para um ambejar de aragão, que não tem dias do ano mais belos do que os domingos.

?Voz C

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz L

Frente, cavalo! O mouro bufa, troca orelhas, desconfiado. Leva o buçal, passa o cabresto no pescoço. Choveu à noite, é madrugada, mal clareia. Já na mangueira, a cavalhada, que é um colosso, parece aluada. Não forma, não cabresteia, morde, coiceia, corre em volta num retoço.

?Voz W

Dou mais um passo, falo baixo em tom amigo, e o potro arranca enfiando a cara no buçal. Firmo o fiador, passo a mão por todo o lombo e volto ao tranco me atolando no barral. Junto ao garrão, espora grande, Abrindo rumo, me enverga o rastro replantando esse ritual.

?Voz K

Chego ao galpão, agarro as garras despacito, montão de trastes que se fez meu ganha-pão. Quando me agacho, vem pra boca o barbicacho e a alma chucra lambe o sal do coração.

?Voz W

O potro moura, por cá bordeiro devaiso. Leva um abraço da maneira mão a mão. O Potro Mouro, por cá, Porteiro de Paixo. Leva um abraço da maneira mão a mão. Depois que ensilha o puxo da marca Coqueiro, bato na espora, limpo a bota e raspo a sola. Quem é jinete tem um nome pra selar, pois sobre o pasto faz do pasto sua escolar. Escreve a ponta de casco e aprende só por olhar.

?Voz K

E quando o ato vocal faz 4 galhos na cola, bem do meu jeito, apresseito-me em furquinho. De lombo duro, morro, avancei, me convida.

?Voz W

Banco na rédea, ergo o braço e falo manso: ora, cala-lo, deixa disso, não te olvida. O dia é grande, se eu quiser não tem descanso. Vamos arreglar Que é bom pra nós, melhor pra lidar. O dia é grande, se eu quiser não tem descanso. Vamo arreglar, que é bom pra nós, melhor pra lidar.

?Voz K

Ah, como é lindo dois viventes que se entendem e se respeitam cada um pelo que é.

?Voz W

Irmãos de luta, sempre um carrega o outro, pois com certeza um campeiro quando aperta dentro do peito traz escramuçando um potro. Bandeira, Liberdade, herança e fé. Dentro do peito escramuçando um potro. Bandeira Pampa, liberdade, herança e fé.

?Voz O

Tenho regalos que o tempo me deu por ser disposto e na vida ter fé. Tenho uma égua de florear no freio, estrela agachada, bico pangaré. Tenho acordeona que eu levo nos braços, que me acompanha por aonde eu vou, que quando chora eu falo e suspira. Sua voz trocada fala quem eu sou. Que quando chora e eu falo e suspira, sua voz trocada fala quem eu sou. Sou peão Galdério, só eu e a estrada. Ando solito sem ter companhia. De pago em pago eu levo pro povo algo que me falta chamado alegria.

De pago em pago eu levo pro povo algo que me falta chamado alegria. Tenho saúde e uns troco guardado, sou mal domado mas trabalhador. Vivo feliz, mas falta ao meu lado uma morena pra me dar amor. Tempo e destino cruzaram de largo e se esqueceram do meu coração. Voltei pro rancho sem o que esperava e fiquei de freio e pelego na mão. Voltei pro rancho sem o que esperava e fiquei de freio e Levo na mão. E quando chove, eu Consolido concorda, já arrematei até um preparo novo, trança dedos e todo completo pra quando eu posso ir passear no povo.

E essa vida que pra tanta gente é só um sonho, pra mim é verdade. Ninguém me manda, eu faço o que eu quero, pois sou casado com a liberdade. Ninguém me manda, eu faço o que eu quero, pois sou Casado com a liberdade. Porém, amigo, por mais que eu goste e que essa vida ainda me faça bem, eu lhes confesso que junto aos pelegos pra mim faz falta o carinho de alguém. Eu lhes confesso que junto aos pelegos pra mim faz falta o carinho de alguém.

Tenho saúde e uns troco guardado, sou mal domado mas trabalhador. Vivo feliz, mas falta ao meu lado uma morena pra me dar amor. Tempo e destino cruzaram de largo e se esqueceram do meu coração. Voltei pro rancho sem o que esperava e fiquei de freio e pelego na mão. Voltei pro rancho sem o que esperava e fiquei de freio e pelego na mão.

?Voz C

Você está ouvindo Linha Campeira.

?Voz V

Vou lhes contar de um broxinho novelo, tão comprido. Não é a bailanta do Tiburcio, mas é um fato assucedido. Prendas lindas, viúva acesa querendo arrumar marido. Paguei entrada, entrei, corri os olhos na sala, vi a linda que eu queria perto de um índio de pala. Pensei: eu nunca perdi na raia para frango da tua O gaiteiro muito bacana me disse, canta um bocado. Era isso que eu queria, não me parei de rogado. Pode acarcar uma vaneira de bailar com o pé trocado.

Eu nasci de queixo duro, ninguém me quebra. Corincho, gosto muito de buchincho que se baila no escuro. Na sola da bota um furo de tanto arrastar o pé. Nunca canta galiza em terreiro de galo puro. Não me gostou, disse ele. Touro bravo seboleia, cascavel boioguizo, tilincho se balanceia, lagarto não tem pestana e zorro não tem sobrancelha. Esse é Blandiando, ele aí veio bufando e dando bataço. Um facão marca formiga, um bala ao redor do braço, mas parecia um furisco na noite cortando espaço.

Ali no mais dei um grito, te arremendo aqui a la caio. Ô gato, por ser ligeiro, salta de longo essas laio. É quem quiser guaviju que venha a saco de um galo. Saímos transando ferro como touro num pelado. Eu venho lá das missões, no mundo não fui domado. Espartifei um cansido na salsa do desgraçado. É dali, sair bufando como touro, jaguané, a vaca mansa da leite, a brava da quando quer, o cabo da adaga é minha e a fôrnia de quem quiser.

Eu nasci de queixo duro, ninguém me quebra. Morrincho, gosto muito de poxinho, que se baila no escuro. Na sola da bota um furo, de tanto arrastar o pé. Nunca canta a galizé em terreiro de galo-pouro. E a adrenalina evidente. Montei ela no meu zainho, doutor, pois senti um calor e me fui a galope junto a linda, meu amor, para aquele jardim florido onde senta o beija-flor.

?Voz Q

Desembucha, compadre!

?Voz L

Eu andava vazio de ideia, batendo tramela, meio aluado, meio a arrombado, metido a ovo de pilincho, cheio da pinta, chateado com a vida, um amolado. Andava por aí nas bolichadas alegando louco de brabo. Andava por aí nas bolichadas alegando louco de brabo. Eu andava botando cabresto na língua dum papagaio, tasqueiro, um cola fina, metido a barba de pelego, mato-rengo cheio de dedo e pantomima que andava por aí aí, braços abertos como pra juntar a gajina.

Que andava por aí, braços abertos como pra juntar a gajina. Tamo agarrado, nós temos flor e truco, um cusco manso, uma ebeca, um pingo na cancha reta, pata braba e patidor. Tamo agarrado, nós temos quebra-freio do tipo venta rasgada, sambando suerte clavada, entasca e corredor. Eu andava no grito, no bico da chiculateira, refugando em mangueira embarrada, metido Negro velho jinete no lombo do bão em frente, levando tombo e planchada.

Andava por aí nas gauchadas lidando com os bocatada. Andava por aí nas gauchadas lidando com os bocatada. Eu andava ao tranco, choco, peleando, chutando o toco com água a meia costela, metido a paixola, cheio, descia aqui e ali abrindo os tarro em tapera. Andava por aí enchendo os tubo gastando freio e barbela. Andava por aí enchendo os tubo gastando freio e barbela. Tamo agarrado, nós temos flor e truco, um cusco manso, vai, pega com bingo na cancha reta, pata brava e partidor.

Tamo agarrado, nós temos que era freio do tipo venta rasgada, sampando sueta e clavada, entascar e correr.

?Voz I

Ouvimos Batendo Tramela. De Mauro Moraes, interpretado pelo Mauro Moraes e Pirisca Greco. Teve também Queixo Duro, de autora e interpretação do Pedro Hortaça. De Freio e Pelego na Mão, de autora e interpretação do João Marcos Queuboscas. Em Peçando a Lida, de José Carlos Batista de Deus e Joca Martins, interpretado pelo César Oliveira. Aos Domingos, de Gaspar Machado e Walter Moraes, interpretado pelo Walter Moraes. Gente Gaúcha e de Autor e Interpretação, do Ângelo Franco e Erlon Péricles.

E a primeira, Romance do Mascarado, de Autor e Interpretação, do Rogério Videagrande.

?Voz A

E depois desse lote de marca mais que 100%, vamos prosseguir com a prosa, que tá agarrando preço. E tem uma expressão que é bastante usada na campanha, que se diz quando se atola um veículo. Aí se diz que tirou um peludo, numa comparação caçada de tatu quando se tem que cavocar para ter sucesso. Mas quando alguém te faz alguma picardia, a reação pode vir assim: tu me fez um dente no facão e tá marcado na ponta da paleta. Tu merece mesmo é uma tunda de laço dessas de salgar o lombo.

?Voz G

Pois olha que tem uns viventes que usa um chapéu tapado de beijar santo e parede, né, tchê? E já vem a imagem do sombreiro de aba bem quebrada atrás como uma moldura para o rosto do campeiro. Mas o brabo mesmo é quando o índio anda cortado dos pila, isso é, com a guaiaca mais liso que sovaco de santo. E é que a vida não se apresenta só de campo liso, né, tio? Às vezes se topamos com uns repechos onde temos que atropelar o cavalo ou então se firmar no estribo, nos lançantes, e por aí você vai.

?Voz F

Pois é, tio, mas o pior é quando se diz que o fulano anda pelas caronas, quer dizer que ele já tá meio desarranjado, com muita dificuldade. Geralmente é aplicado para quando o vivente tá com a saúde debilitada, já no rumo de bater com a cola na cerca, tipo pronto para ser largado para o corredor. E isso é o método antigo que se usava quando o animal, principalmente o cavalo, já não tinha mais serventia. Aí você soltava no corredor para ele partir para outra querência.

?Voz I

Outro detalhe é quando se pede para o gaúcho se algo é perto ou longe. Bom, se ele responder aquilo é logo ali, vai ser um pouco longe. Mas se ele te disser mas isso fica lá longe, aí tu pode ter certeza que é longe mesmo. Bueno, gurizada, perto mesmo, tá esse nosso lote musical que já vem chegando com César Oliveira, Rogério Melo e Os Chacreiros aqui no Linha Campeira, o teu companheiro do churrasco.

?Voz K

Chapéu meio lateado, tentando enfrentar repente. Às vezes um calor danado, noutras frio de bate-queixo.

?Voz R

Potreiro canto de cerca, com calma enfrena gateada, e no pau saber para encerrar.

?Voz D

A cavalhada. Eu nada verde demate, conforme a hora isso é certo. Tambor na longe do fogo, um berro sempre por perto. Qualquer coisa é logo ali, mesmo sendo uma longeura. É, os campos do patrão vão até uma certa altura. Em jadas, sem cerimônia, comem com prato na mão. Gente simples, sem foreiro, e um baita coração.

?Voz K

São homens de compromisso.

?Voz D

Depois de dito tá feito. Levantou tantos desafios assim no osso do peito. Pingada sem cerimônia, homem com prato na mão. Gente simples sem coreio, é um baile da coração. São homens de compromisso, depois de dito tá feito. E vão topando os desafios assim, no osso do peito.

?Voz K

Hoje é bem tocado, é quase sempre ali da perto, mas ninguém faz cara feia, isso é a coisa mais certa.

?Voz R

Trabalha andando risada, com confiança e fé em Deus, no alheio Meio, nunca se sabe, cada um cuida do seu.

?Voz D

Esses homens de bom senso não são de raro pirralho, vestem uma pilcha com gosto e andam bem a cavalo. Nunca se negam para nada, seja festança ou Permissô. E antes de passar adiante costumam pedir permissô. E em jadas sem cerimônia comem com prato na mão. Gente simples, sem floreio e um baita coração. São homens de compromisso, depois de dito tá feito, e vão topando os desafios assim no osso do peito. Pingada sem cerimônia, homem com prato na mão, gente simples sem floreio, é um baile da coração.

São homens de Depois de tudo tá feito, e vão topando os desafios assim no osso do peito, e vão topando os desafios assim no osso do peito.

?Voz C

Tem mais Linha Campeira no Spotify.

?Voz Q

Quando novo me falaram do meu santo protetor, mas cresci botando fé no pai velho redentor. O meu santo bebe canha, esse tem por meu compadre, mas eu acho que ele mesmo Não se tem por santidade. Quando eu vou tomar um trago, tem um gole que é pro santo, mas porém se eu facilito, ele bebe mais um tanto. O meu santo sem aureola, que se elambe por um trago, toma aquele que arrepia, que eu recuso por amargo. Quando vou para o boliche, o meu santo me protege.

Quando volto para o rancho, já para o santo eu sou herege. Hoje entendo o santo velho, porque sempre me acompanha. Pois não é para me cuidar, mas por gosto de uma canha. Quando vou para o boliche, O meu santo me protege. Quando eu volto para o rancho, já pro santo eu sou herege. Hoje entendo o Santo Velho, porque sempre me acompanha. Pois não é pra me cuidar, mas por gosto de uma canha. De vez em quando logro santo quando a canha tá escassa, pra tomar um gole seco fico santo de negaça.

Quando ele não espera, já tomei aquele gole e ele fica de tocaia. Cê dá gaita, eu abro o fole, tenho canha Mô coceada lá no Paço da Invernada. E tem outra casco branco onde mora mão pelada numa toca de coruja. Lá tem outra seladita, esta eu deixo escondida do meu santo e das visitas. Se assim sou prevenido, é por medo que se acabe e a que levo nos arreios. Sou santo que não sabe, na verdade eu tô pensando no conselho do Amaranto.

Ou eu paro de beber ou eu troco então de santo. Se assim sou prevenido é por medo que se acabe E a que levam nos arreios, só o santo que não sabe. Na verdade eu tô pensando no conselho do Amaranto. Ou eu paro de beber, ou eu troco então de santo. Ou eu paro de beber, o conselho do Amaranto. Ou eu troco então de santo.

?Voz C

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz U

Amanhã pedindo cancha sobre a missa do balcão, onde o padre é um bolicheiro e a cãe é quem dá a bênção. Vão doutrinando os paisano num baratinho de fronteira que vai fazendo esparramo na ideia de quem clareia. Quem rezou a noite inteira num altar tradicional campeando o ru das casas é pecador no ritual. Ainda vai retumbando na cabeça um mordoneio e o sol cozinha cozinha sem pressa, quem vai firmando os arreios? E o sol cozinha sem pressa, quem vai firmando os arreios?

Nas rédeas é um Santo Rosário que vem o corpo vencendo. Peneque a borracheira, atrás as duas vão tremendo. Nas rédeas é um Santo Rosário que vem o corpo vencendo. Peneque a borracheira, atrás as duas Sorte um pingo da confiança que ainda conhece o brumo, pois quem segue pela estrada multiplica o próprio rumo. Mas de fato pouco importa o que fiz de madrugada, pois o fim foi na porteira, bem na hora da pegada. Por Cristão rogo, assobriando uma vaneira para o céu, Pois nem siri achei minha alma perdida neste mundéu.

Na falei, volteando trago, fiz render mais um domingo. Porque galo da fronteira mete até quase dormindo. Porque galo da fronteira mete até quase dormindo. E eu sou crente dessa igreja onde a cãe é quem batiza. No culto manda quem pode, obedece quem precisa. E eu sou crente dessa igreja onde a rainha quem batiza. No culto manda quem pode, obedece quem precisa. No culto manda quem pode, obedece quem precisa.

?Voz D

A cachorra da ressona no galpão da estância antiga, e um cardeal que canta forte sua beleza decântica. Que quadro belo que surge ao terminar mais um dia. E o matiz do entardecer espelha a sua nostalgia. E o matiz do entardecer espelha a sua nostalgia. Tudo descansa na estância, um par de arreios sovado. Sobre a bolsa dela, um laço enrodilhado. E sobre a bolsa dela, um laço enrodilhado. Lá na rincão da saudade, é assim este lugar que por certo um Deus Deus pintor escolheu para retratar.

Lá na Rincão da Saudade é assim este lugar que, por certo, um Deus pintor escolheu para retratar. A minha gatiada Rosília secando o lombo suado e as ovelhas vão balindo. Algum alambrado. E ao remontar as tambeiras, assoviando uma coplita, o guri de Impelo lembra: meu Deus, que tarde bonita! O guri de Impelo lembra: meu Deus, que Que tarde bonita, tudo descansa na estância. Um par de arreios sovado e sobre a bolsa de lã um laço enrodilhado.

E sobre a bolsa de lã um laço enrodilhado. La barriga da saudade é assim neste lugar que por certo um Deus pintor escolheu para retratar. La barriga da saudade é assim neste lugar que por certo Deus pintor escolheu para retratar.

?Voz C

Você está na companhia do Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz R

Assim se vai para Três Cruzes, sair batendo sincero, alma solta adiante num trote de cruzar cerro. Assim se vai para Três Cruzes, sair batendo sem cerro, alma solta adiante num trote de cruzar cerros. Cruzei por South e Florido, água no peito de guata. Noite de orvalho na quincha e a lua mostrando a estrada lá em cima da luva incendida, me invitando a silvar. Tem o brilho dos teus olhos quando a sede a me chamar. Assim cê vai para Três Cruzes sair batendo.

Sincero, alma solta, adelante num trote de cruzar cerros. Assim se vai, partes cruzez, sair batendo sincero, alma solta, adelante num trote de cruzar cerros.

?Voz T

Rose.

?Voz R

Eu vou buscando o teu rumo a mi modo de gaúchar, el camine más florido quando vou pra ti encontrar.

?Voz D

Camino de cerros largos, canção de noite lunar, aroma de flor do campo, figueira e araçá.

?Voz R

Assim se vai para Três Cruzes, caminho largo de pampa, alma solta adiante, e eu pago tudo na estampa. Assim se vai para Três Cruzes, sair bater E pinga a graxa nas braças.

?Voz J

Casa.

?Voz C

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz E

Fim da tarde entre os pingos da garoa, mate cevado e fogo grande no galpão. Berro de touro vai quebrando a nostalgia, campana cheia numa prosa constição. Galpão é pátria para quem vive na fronteira quando o miroano traz o frio do cochilhão. Roncos de mato e prosa buena são cantigas para quem não gosta desta tal de solidão. Roncos de mato e prosa buena são cantigas para quem não gosta desta tal de solidão. Versos de campo pelas tardes de domingo, chamando a noite para deitar-se no galpão.

Sonidos fartos gritareando no alambrado, palteando versos lá no fundo de rincão. Versos de campo pelas tardes de domingo, chamando a noite pra deitar-se no galpão. Sonidos fartos gritareando no alambrado, palteando versos lá no fundo de rincão. Ponchos abertos, desbotados pelo tempo, dessóis e chuvas nos invernos mais terruns. Sobra saudade matraqueira de algum verso que um dia desses rabisquei de próprio punho. No sarandeio de fumaça e lavaredas, aventais de seda num bailado sem cantinho.

O Angico chora sua balda caprichosa no Templo Santo que por ora nos abriga. O Angico chora sua balda caprichosa no Templo Santo que por ora nos abriga. Versos de campo pelas tardes de domingo, chamando a noite pra deitar-se no galpão. Sonidos fartos guitareando no alambrado, palteando versos lá no fundo de rincão. Versos decantam pelas tardes de domingo, chamando a noite pra deitar-se no galpão. Sorridos fartos gritariando no alambrado, palqueando versos lá no fundo de rincão.

?Voz I

Estamos ouvindo o Sonido de Campo e Distância de Paulo Ricardo Costa, interpretado pelo Nilton Ferreira. Assim Você Vai para Três Cruzes de Chiru Antunes, Rogério Ávila e Márcio Rossado, interpretado pelo Luiz Marenco. Rincão da Saudade de Alex Silveira e Carlos Madruga, interpretado pelo Jairi Terres. Amanhecido de Zé Renato Daut. Fábio Maciel e André Teixeira, interpretado pelo Fabiano Bachieri. O Meu Santo Bebe Canha, de Rafael Teixeira Chiapetta e Ricardo Berga, interpretado pelo Ricardo Berga.

E a primeira, Assim no Osso do Peito, de Marco Antônio Nunes, Elber Lopes e Cristiano Fontenelle, interpretado pelo César Oliveira, Rogério Melo e Oxé Creiros. Vamos que vamos para os tchau, gurizada!

?Voz H

Barbaridade que o tempo porque é escasso quando a prosa é bem buena, e ainda mais embalado por umas marcadas. Venga, uxa, não! E como diz o amigo velho aquele, me toca anunciar que chegamos ao final de mais um Linha Campeira. Um grande abraço para todos os amigos, obrigado pela audiência, e ficamos já com o compromisso de voltar na próxima oportunidade. Grande abraço, Linha Campeira!

?Voz A

Bom, tudo que é bom se termina, mas já estamos se enforcando na peiteira para ajeitar uma prosa de fundamento para o próximo Linha Campeã. E desse jeito já vou me despedindo de todos, deixando beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço.

?Voz G

E tá feito, hein, Diálogo! Depois dessa prosa 100%, chegou a hora de se aprumar para boia. Eu já vou deixando meu abraço a todos e até semana que vem.

?Voz F

E que Aí tá prosa essa, valorizando o nosso rico vocabulário regional. Tô só por mais um com esse tempo. E por hoje é isso, eu deixo aqui aquele meu abraço tamanho esse universo.

?Voz I

Aí tá prosa, gurizada! E nós seguimos agora pelas redes sociais, tamo no Facebook, Instagram e no nosso canal do YouTube, sempre com muito conteúdo de fundamento. Para escutar essa prosa no Spotify, sempre tá disponível, e também no nosso site linhacampeira.com. Bueno, nos queiram bem, que mal não tem. Semana que vem tamo de volta com mais uma prosa de fundamento aqui no Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

?Voz E

Versos de campo pelas tardes de domingo, chamando a noite para deitar-se no galpão, sonidos fartos guitareando no alambrado.

?Voz A

O verso caiu na vida, agarrou o mato e se sumiu, mas a grito e a subiu vem pro coxulambel sal, e a rima véia rural traz cheiro de criolina com uma saroca na clina, estampa bem regional.

?Voz J

E aí, tchê, tá precisando de vestimenta de fundamento? Então faz um costado no Instagram @visionuniformes ou acesse o site visionuniformes.com.br. No menu Linha Campeira você encontra produtos exclusivos para destacar o teu grupo e a tua comitiva com a qualidade da Vision. Faça o seu orçamento também pelo WhatsApp 9979-9165. Atendimento personalizado e vestimentas de alta qualidade é na Vision Uniformes.

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