Episódio #570 - Nomes de Cidades
Cada lugar tem detalhes, causos e curiosidades. Lhes digo, cada cidade tem personagens locais, nome curioso e algo mais, costumes, lendas e crenças, onde as próprias diferenças são suas marcas originais.
Linha Campeira.
Linha Campeira, o teu Companheiro de Churrasco.
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Buenas, buenas gauchadas de todos os rincões desse universo gaúcho. Que a partir de agora fica muito mais chucro por compartilhar o que há de mais tradicional e terrível. Tamo empezando mais um ritual de muita informação com uma prosa simples e autêntica, bem do jeitão da nossa gente. Gente que se identifica com os nossos valores e que se agrada de umas marcas bem gauchonas com a estampa regional. E o mote pra prosa de hoje vem de uma provocação que fizemos com os amigos do Linha Campeira pra que falassem de alguma curiosidade de sua cidade.
Seja na origem do nome ou algum causo que envolva a comunidade local ou algum personagem característico que só existe ali. E a gente sabe que cada cidade tem algumas pessoas que se destacam e que são conhecidas por todos os moradores. Pois é, vou abrindo cancha para essa gurizada da volta se manifestar e largar um saludo a todos, bem como a boa educação manda, não é mesmo? Buenas, Loquedo!
Buenas, amigos da volta! Vargas, Lucas e Morango, que é Rafael, o Panambi, inclusive carrego traduzido o meu próprio nome ou da minha cidade natal. Mas é melhor nem traduzir para esse nome não mudar o sentido. Que barbaridade!
Mas vamos atracar que tem muita curiosidade, história, lenda nessa prosa de hoje. Vamos atracar, gurizada!
Buenas, buenas, gauchada amiga que nos dão o privilégio dessa audiência! Aqui é Lucas Negri, natural de Viaçai, acredenciado no Caçador, e chego bem faceiro e disposto pra mais um encontro de tradição e cultura gaúcha.
Buenas, gurizada da volta! Aqui é o Everton Morango, de Blumenau, Santa Catarina. Baita proposta de tema pra prosa de hoje. E tem uma coisa que eu vou ter que pegar no pé de vocês, que é a nomenclatura das coisas, e tentar explicar a diferença entre cidade e município. Sei que popularmente, no dia a dia, a gente usa a expressão cidade pra tudo, mas o correto, na maioria das vezes, É município. Bom, antes de já pulsear vocês, vamos abrir com um lote de marca de fundamento, depois boto as manguinhas do professor de fora.
Bom, já vem chegando o André Teixeira lá no meu pago. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Lá no meu pago, quando um veiaco se agasta, fica com a virilha gasta com castigo da sorteira. Lá no meu pago, pra rasquetear um Sotreta, não se anda com as rosetas calçadas nas barrigueiras. Lá no meu pago, tá sempre acima da média quem palmeia o nó na rédea e manda dar um tapa nas fuças. Lá no meu pago, a cachorrada sai junto charlando no mesmo assunto e o mau lá não mais que tuça. Lá no meu pago não tem dentira na cincha e o arroiado se espichar já no primeiro recheio.
Lá no meu pago, na cola, perdeu um top, deu o primeiro galope com mastigo sem pelego. Lá no meu pago é bem assim, meu amigo, eu garanto quando digo que a minha gente não se entrega. Lá no meu pago não há do lemo tinhoso, nem tirando pra mimoso que venha pelas marcegas. Lá no meu pago não do lemo tinhoso, nem tiramos o prato e pôs o que berra pelas macegas. Lá no meu pago, a constância é dita às normas. Sai da soga, vai pra forma e vem traquejo em seguida.
Lá no meu pago fica avanço mais maligno, porque garra e arrocino são requisitos pra lidar. Lá no meu pago, domador é excelência, que com jeito e experiência, longo prazo e compromisso. Lá no meu pago, com maniador e bocal, trava, rendir e buçal, cê faz bingos de serviço. Lá no meu pago não tem mentira, na cinja e o arroiado, se espinchara no primeiro recheio. Lá no meu pago, na cola, perdemos um top e demos o primeiro galope com o mastito sem pelego.
Lá no meu pago é bem assim, meu amigo, e garanto quando digo que a minha gente não se entrega. Lá no meu pago não há do lemo tinhoso, nem tiramo pra mim mozo que berra pelas marcegas. Lá no meu pago não Não há do lemo tinhoso nem tirango pranimoso que beija pelas macegas. Olhando em teus olhos enxerguei o mundo que eu gostaria de ter para mim. Vi esplendores de milagre, prelúdio de amor e ternura sem fim. Vi festivais de amoradas floridas enfeitando o mundo de felicidade.
Vi em teus olhos revoada de sonhos Que tu poderias tornar realidade. Teus olhos são fontes de pura ternura e o teu olhar é um manto de paixão que transmite a chama do amor, aquecendo o meu coração. Que transmite a chama do amor, aquecendo o meu coração. Olhando em teus olhos enxerguei o mundo que eu gostaria de ter para mim. Vi esplendores de milagre, mas pelo olho de amor eterno.
Sem fim.
Em festival de amor, as suas origens enfeitando o mundo de felicidade. E em teus olhos revala de sonhos que tu poderias tornar realidade. Teus olhos são fontes de pura ternura e o teu olhar é um manto de paixão que transmite a chama do amor. Aquecendo o meu coração, que transmite a chama do amor. Aquecendo o meu coração.
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Era uma vez Três Marias, a Estrela, a Guria e a Santa, cadentes de luz, alegria em nós, na garganta. Marias que são reticências de uma história sem fim, romances de pouso e estrada cantados assim. Brilha a estrela Maria que a noite anuncia no céu, Maria que o tempo fechado de alguém escondeu. Estrela Maria que abre os caminhos, simpatia. Maria que guia o destino de quem se perdeu. No coração do Rio Grande ouvi Maria cantar, na voz dos compositores, no sonho que veio acampar.
No apito do trem que vem, tá o minuano a soprar pela garganta de quem nem precisa. No coração do Rio Grande, ouve Maria cantar na voz dos compositores, no sonho que veio acampar. No apito do trem que vem, tá o Minuã a soprar pela garganta de quem nem precisa falar. Existe uma outra Maria que mora na minha canção, demora, mas sempre visita o meu coração. Maria da arte que chega e faz parte, mas deixa a saudade vagando na mesma estação.
É tanta Maria que quase não cabe na minha poesia, ecoa na boca do monte, se faz melodia. Maria que é santa com todos os santos ao seu derredor, roga aí nós pecadores um mundo melhor. No coração do Rio Grande, ouve Maria cantar na voz dos compositores, no sonho que veio acampar. No apito do trem que venta o mimo ano a soprar pela garganta de quem nem precisa. No coração do Rio Grande, Ouve Maria cantar na voz dos compositores, no sonho que veio acampar, no apito do trem que venta o minuano a soprar pela garganta de quem nem precisa falar.
Linha Campeira, cultura e música gaúcha para te acompanhar no teu churrasco.
Tita Galdério, adiante, estrada afora, alma quietina com o vento a soprar. Desses paisanos que vivem nos corredores, irei a cavalo nesse mundo a campelear, de alma livre mas com a vida embretada, num labirinto de um mundo a procurar. De toda linda trabalhava na empreitada, pois tinha ânsia de andar, andar e andar. De toda linda trabalhava na empreitada, pois tinha ânsia de andar, andar e andar. Te paga o Estrada afora, batendo esporas no corredor.
Sina de andejo, alma andarilha, tal qual um rio caminhador. Gita Galdério, estrada afora, batendo esporas no corredor. Se na gente é sua alma andarilha, tal qual um rio caminhador. No Paço Novo era visto acampado e a sua tropilha a pastar no corredor. Tordilhas mansas, pelo liso e bem tosadas, éguas domadas no serviço e no rigor. Homem gaúcho de a se completa desses centauros com a estirpe ancestral. Lá vai o Chita levando tropa por diante, vai o Rio Grande Campeiro, chucra e baguá.
Lá vai o Chita levando tropa por diante, vai o Rio Grande Campeiro, chucra e baguá. Chita é Gaudete, Gaudélio, estrada fora, batendo esporas no corredor. Sina de andejo, alma andarilha, tal qual um rio caminhador. Quinta Gaudélio, estrada fora, batendo esporas no corredor. Sina de andejo, alma andarilha, Tal qual um rio caminhador, cheira de andejo, alma andarilha, tal qual um rio caminhador.
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Me agrada mesmo é a noite de lua nova, minha ireia se retova e tudo acaba em florê. Qualquer rincão por momento se torna pago e querência. Não saludo em reverência pra quem vem sovando arreio. Nunca fui de andar de tiro, pois não sou cabresteador. Me criei caminhador e me fiz gente galdeirando. Sou destes tauras gaúchos que o tempo não soterrou. Sou raça que se quedou e anda aí pacholeando. Balcão de tábua gastada, o lixo de linda sina, é um santuário de rimas pra um repertório de campo.
Ali mesclando o faceiro, se alguém me presta atenção, piado a sua vida e rincão com as verdades que canto. Bala e sombrero, lenço negro e uma prateada, me conhecem nas boleadas por amigo dos amigos. Não ando atrás de mosqueiro, mesmo que ande ao pedo, mas no calor do entrevero deixem nomás comigo. Pago e querência com mil amores nos Não soube cantar lamentos ante o oprímore da vida, pois quem bebeu da cacimba, da tradição do passado, por certo honrará o legado mesmo após a partida.
Balcão de tábua gastada, bolichure linda sina, é um santuário de rimas pra um repertório de Ali me estendo, parceiro, se alguém me presta atenção, que a doa sua vida em grão com as verdades que canto.
Ouvimos Pago e Querência de Leonardo Borges e Quinto Oliveira, interpretado pelo Arthur Mato. Teve ainda O Último Gaudério, de Rui Alcântara de Lis e Leandro Cachoeira, interpretado pelo Leandro Cachoeira. Canta Maria, de Pirisca Greco e Pedro Ribas, interpretado pelo Pirisca Greco e La Comparsa Elétrica. Panambi, de autoria e interpretação do Edilberto Bergamo. Ternura dos Teus Olhos, de Deori Marques e Bruno Neer, interpretado pelo Projeto Taureano.
E a Canteira, Lá no Meu Pago, de André Teixeira e Rogério Vidagrã, interpretado pelo André Teixeira. Que tal, Bragas?
Paita lote musical desses que não dá em toceira, que é estampa cultural aqui do Linha Canteira. Raizá! Não pude perder a vaza e me atraquei de versiador. E o que me dizem do tema de hoje? Da minha parte, já vou sair atracando alguma curiosidade sobre a minha terra natal, Santa Maria da Boca do Monte. Na verdade, o nome atual é só Santa Maria, mas segundo o artigo da pesquisa de Eduardo Rolim, conhecido pesquisador da cidade, o nome de Santa Maria da Boca do Monte aparece pela primeira vez em documento oficial do ano de 1809 e surgiu da composição do antigo oratório jesuítico com a denominação indígena da antiga Picada picada que dava acesso a São Martinho.
Os índios chamavam essa picada de Caá Iuru, Boca do Mato. Os portugueses que vieram 150 anos depois continuaram a usar a denominação já consagrada. Esta picada inclusive era o caminho para ir do Pampa Gaúcho até as missões jesuíticas. A boca do monte seria uma espécie de abertura que permitia subir a serra.
As que Claro, eita história, hein, Bragualismo! E seguindo as tuas informações históricas sobre a tua cidade natal, eu já vou puxando para o lado da minha cidade natal, né, tchê, que é lá pelos lados do noroeste do Rio Grande do Sul, mais precisamente a cidade de Panambi, que foi fundada em 1898 com o nome de Neuwirtemberg, colonizada por alemães, mais precisamente, né, tchê, fundada pelo Dr. Hermann Mayer, que hoje se chama Panambi.
A mudança do nome ocorreu oficialmente em 29 de dezembro de 1944 pelo Decreto-Lei Estadual número 720. Isso inclusive é uma curiosidade sobre esse decreto. O motivo principal foi a campanha de nacionalização promovida pelo governo do Estado Novo, liderado na época por Getúlio Vargas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil proibiu proibiu o uso de nomes, línguas e símbolos de países do Eixo, como Alemanha, para evitar divisões e promover a integração dos imigrantes à cultura brasileira.
Barbaridade, hein, tio? A gente vai cutucando na pesquisa e vai saltando informação, vai lembrando inclusive os tempos de colégio.
Deus o livre!
E sabe, para mim, que com Ibiassá foi a mesma coisa. Originalmente o nome era Vila de Reserva Filme, em homenagem a um povoado da Itália de onde vieram alguns dos primeiros moradores. Isso lá em 1916, há 110 anos. Depois, por volta de 1948, virou um distrito de Lagoa Vermelha e adotou o nome de origem indígena Ibiassá, que significa fonte de água cristalina. E a fonte que deu origem ao nome da cidade jorra água até hoje está preservada ali nas terras dos amigos da família Piccolotto, nos fundos da Gasosaria, a melhor pizzaria de Ibiassá e dos outros arredores do universo também.
Outra coisa é que a cerveja que o meu pai Milton Negri produz em Ibiassá recebe o nome de Da Fonte, porque a água utilizada para fazer a cerveja é pega diretamente justamente nessa fonte que deu origem, que deu nome à cidade. Que que acharam? E quem já provou uma cerveja da fonte, tenho certeza que tá querendo mais, tá querendo de novo. Mas é que a nossa produção ela é bem limitada. E para complementar esse assunto, a título de curiosidade, segundo dados do levantamento do IBGE para municípios, Cerca de 37% das cidades brasileiras possuem nomes de origem indígena.
Então é bem comum a gente ver alguns prefixos e sufixos se repetindo, como por exemplo cidades que terminam com Y ou com o I tônico, que são uma referência à água ou rio, como Quaraí, Ijuí, Gravataí, Nonoai, e assim por diante. Já os que aparecem O termo Itá é uma referência a pedras: Itaara, Itaqui, Itacurubi e por aí se vai. É pedra que não acaba mais.
Mas a gurizada tá instruída na prosa de hoje. Mas como prometi, o professor vai ter que entrar em sala de aula. É importante frisar a diferença entre cidade e município só pra gente entender, ainda mais que eu tô tirando o meu diploma de doutor em desenvolvimento regional Tchê, o que eu aprendi tem que servir de algo também aqui nas nossas prosas do Linha Campeira. Bueno, primeiro eu vou contextualizar pra gente entender o conceito de cidade.
A cidade é compreendida como um espaço urbano, que tem como característica essa concentração de população, muita gente vivendo no mesmo lugar, atividades econômicas, infraestrutura, os serviços e mais relações sociais. Mais do que um conjunto de aglomerado de concreto, construções, e edificações, a cidade constitui um espaço produzido historicamente por relações econômicas, políticas, culturais e também sociais. E aí é preciso recorrer a um dos grandes intelectuais, o geógrafo brasileiro, o qual eu admiro muito, Milton Santos.
Bom, ele diz que a cidade é uma forma espacial que resulta da divisão territorial do trabalho, é um lugar onde se materializa caracterizam as relações econômicas, sociais e políticas dessa sociedade. A cidade então deve ser entendida como um sistema de objetos e ações permanentemente transformado pelos processos históricos. Então a cidade pode ser definida como um espaço urbano socialmente produzido, caracterizado por essa concentração populacional, diversidade e intensa interação econômica, política e cultural, que constitui um dos principais núcleos de organização territorial ou do território.
Bom, vamos dar um intervalo na aula e depois a gente segue na prosa. Enquanto isso, vamos acompanhar mais um lote de marca de fundamento, porque já vem chegando Ernesto Fagundes no coração do Rio Grande. Venha, Campeira, o teu companheiro de churrasco.
No coração do Rio Grande, um dia eu fui morar. Lá encontrei muito amor, lá aprendi a amar. Naqueles patos chegados, qual aconchego de um lar. Tomei a força da audéria e me apeguei ao lugar. Tomei a força da audéria e me apeguei ao lugar. Nas entranhas do Rio Grande, a cultura, a tradição. Os valores se entrelaçam em confraternização. Lá eu vi a gauchinha, vi também o velho peão a cantar a prenda minha, a cantar a prenda minha com sua canha, o chimarrão.
No coração do Rio Grande, um dia eu fui morar. Lá encontrei muito amor, lá aprendi a amar. Naqueles vados chegados, qual aconchego de um lar. Tomei força, Gaudéria, e me apeguei ao lugar. Tomei a força, Gaudéria, e me apeguei ao lugar. Na convivência crioula, o Rio Grande me mostrou toda a beleza Beleza da vida, o seu sentido e o que sou. Vi o guasca e a chinota, o minuano e o pampeiro. Vi bandos de quero-quero, o chicote e o cavalo do negro do pastoreio no coração do Rio Grande.
Um dia eu fui morar, lá encontrei muito amor, lá aprendi a amar. No coração do Rio Grande, um dia eu fui morar, lá encontrei muito amor. La aprendí a amar, la encontré y mucho amor, la aprendí a amar. Ao sul, mas bem pro sul, aonde um alambrado sete fios se levantem coronilhas e anjicos de outros tempos. Aonde a quincha Moura das Carretas vai perdendo santa fé pela frouxura dos dentos. Ao sul, mas bem pro sul, aonde num potreiro frente às casas basta o vulto em aspas claras do último Boi franqueiro, e um potro com focinho por a terra sustenta a primeira guerra contra o ferro-garroneiro, contra o ferro-garroneiro.
Ao sul, mas bem pro sul, um bando tem ando, sobe ao rodeio. E se mescla a gadaria que aprendeu a pedir sal. E o enxame de mirins da corticeira vai compondo o seu milagre, fazer mel de flor bagual. Ao sul, mas bem pro sul, a gente que enxerga Larga tudo isso, cambicho, apego e feitiço ao universo do pouco. Outros carretas mirins são princípio, meio e fim da jornada destes loucos, da jornada destes loucos.
Ao NordVPN, ao Norte, com pressa sou andante das calçadas.
De há muito mateio louco que parava ver cigarras pousar sobre aguada azul. Se teimo e volto a contar estrelas, sempre encontro a última delas, me pisca e aponta pro sul. Ao sul, mas bem pro sul, a gente que enxerga tudo isso, gambicho, apego e feitiço. Ao universo do pouco. Outros carretas mirins são princípio, meio e fim da jornada destes loucos, da jornada destes loucos.
A essência do campo O tempo está aqui. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Depois ganha força qual um remolino que beija a barranca e se vai rio afora sem entender quando em seu destino é triste ao chegar e feliz indo embora. Um te ama, me sinto, alma dentro ecoa sem fazer barulho. Barulho com sua cadência. Tem em seus respingos gotas de garoa regando nuances, florindo querências. Tropilhas gaviotas correndo libertas, abandona o por sóbrios varzedos, retumbos de patas que a vida desperta quando o coração vem pra ponta dos dedos.
Trofilhas gaviotas correndo e lentas, abanando crinas por sóbrios varzedos, retumbos de patas que a vida desperta quando o coração Vem pra ponta dos dedos. Um chamamecito requinta o bailado da China mais linda que roda o vestido, colorindo a raça num riso pintado e avivando o fogo dos olhos prendidos. Tem chispas de sol Reclarões de lua, serenos da noite e do dia, mormaços, feitiços de bruxas que cavalgam nuas em potros alados no sem-fim do espaço.
Onde amavesse tu? Sussurros de ilhas, resmungos de folhas, sonido que atrai. Cantigas de campo que de amanhecer assaltam na garupa de algum sapucaí. E quando a lida por fim desvencilha para tomar um mate junto a algum ranchinho, o mundo O mundo é mais mundo num rádio de pilha que repassa a vida. Num chama me cito, e quando a linda por fim desencilha pra tomar um mate junto a algum ranchito. O mundo é mais mundo num rádio de pilha que repassa a vida.
Não chama Messias. Escutai o teu grito, CP, e me virei numa quatiara na estribo de um bororé. Na garupa do vento vem um gritito pra mim, riscado de adaga e lança, lutando pra não ter fim. É um gritito campeiro que já serviu de clarim, grito na goela de um taura que agora grita por mim. É um gritito campeiro que já serviu de clarim, grito na goela de um taura que agora grita por mim. Esta terra tem dono, disse um índio do Rio Grande.
Sou mescla desse entrevero templado de terra e sangue. Por isso que quando escuto um acordeão a roncar, chega, me levanta o pelo e eu sou obrigado a gritar. Por isso que quando escuto um acordeão a roncar, chega, me levanta o pelo e eu sou obrigado a gritar. De São Miguel a Mercedes, de Santiago a Bororé, de Santo Isidro a São Borja, donde cantam chama-me, no canto macho dos gado, na flor azul do aguapé, ainda se escuta este grito Do cacique Dom Cepé, no canto macho dos galos, na flor azul do aguapé, ainda se escuta este grito do cacique Dom Cepé.
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Tu pensou que a grota inteira era toca de zebu, e adiante do caracu, meu mangueirão cegarante. 4 tempos viajantes de um touro gorda-se pampa, que há muito tempo se acampa na garupa do meu Morroi. Mas quando saia um estouro, cinchando o diabo das guampa. Mas quando saia um estouro, cinchando o diabo das guampa. Pensou que tinha asa, descrente do meu vingaço. Não sabia que meu laço chegava antes do rei. E a oração que ainda creio é um terço de 12 braças que garante minha raça mandando em vaca grotteira.
Tu vai por matreira, meu ovelheiro te abraça. E onde tu vai por matreira, meu ovelheiro te abraça. Por ser de ferro e bem duro, Batesé e de câmbara, sangue de lontra e iguará. Às vezes voa e mergulha, cruza em buraco de agulha não perde para touro alçado e o boi barroso afamado que o Pedro até saborou. O cambará que amansou de carretão e de arado, o cambará que amansou de carretão e de arado. Eu venho, cara feia não é por mim.
Se eu não laço, me consome este fundão que é meu céu. No campo paraquedas meu, sempre um matreiro sem top na argola desse xarope que esse doutor cruza louco e fica pensando nos topo e fecha o guirrito a galope. Quem Trança nos topos e fecha o pinto a galope. Andava eu e uns colares correndo vaca e serrito, com Tal Afonso Laurindo, o Beto Lúcio Lalinho, o Guilherme Dois Piazinhos, destes crioulos dali. E o câmbara nunca vi picaneando no garrão.
Pra garantir a nação que bebe o sangue dali, pra garantir a nação que bebe o sangue daqui. Por ser de cerne e bem duro, batizei-lhe câmbara. Sangue de lontra e guará, às vezes voa e mergulha, cruza em buraco de agulha, não perde prato ou alçado. E o boi barroso afamado que o Pedro Horta sapoureu, o cambará que amansou é carretão e viarão, o cambará que amansou. Descarretão e dourado.
Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Acalentando as pedras do rancho, troca um friozinho, visita que venha. Venha uma semana depois um pompeiro, venha uma seca ou um aguaceiro. Bala de seda ou poncho de feltro, correndo abaixo do meu sombreiro. Bala de seda ou poncho de feltro, correndo abaixo do meu sombreiro. Na serrania do Caverá, vida passa sem avisar, os meus anseios Os botos na forma, escolha a forma de embuçá-la. Na serrania do Caveirão, o cervo escolto quer te enrolar.
De gordo é campo nas invernadas, e assim assada pra galopear. Batendo casco e livrando das pedras, campeando um rastro de vida na serra. A esperança se torna consolo na solitude que brota da terra. Mas também perco por essa das estradas, pelo destino vaqueiro e campeiro. Nas carreteadas do Paço do Batista, olto no tempo e saco o sombreiro. Nas carreteadas do Paço do Batista, olto no tempo e saco o sombreiro. Na serrania do Caveirão, a vida passa sem avisar.
Os meus anseios copam na forma Escolha a forma de impulsionar na serrania do Caverão, o servo escolto que tem por lá. Igor de Campo nas invernadas, desce esmalçada pra galopear. Igor de Campo nas invernadas, desce esmalçada pra galopear.
Ouvimos Serrania do Caveirá, de André Coelho, interpretado pelo Grupo Carqueja. Teve também Cambará, de Guilherme Colares e Lisandra Amaral, interpretado pela Lisandra Amaral. De São Miguel a Mercedes, de Mano Lima, interpretado pelo Ângelo Franco. Tchamamêzito, de Rogério Videagrande, interpretado pelo Quarteto Coração de Potro. Bem para o Sul, de Sérgio Carvalho Pereira, interpretado pelo Marcelo Oliveira e Luiz Marenco, e a primeira no coração do Rio Grande, Leosvaldo Medeiros, interpretado pelo Ernesto Fagundes.
Baita lote musical, gurizada! Bom, conforme eu comentei, agora vamos para mais um trecho da aula de hoje para a gente entender então a definição de município. Bom, município é uma categoria jurídico-administrativa, trata de uma menor unidade político-territorial que autonomia administrativa dentro dessa grande organização que é o Estado brasileiro. No nosso país, essa definição está fundamentada na Constituição Federal de 1988, que reconhece o município como um ente federativo, que tem um governo próprio, competências administrativas, tributárias e também legislativas.
Bom, na geografia e no planejamento regional, o município é entendido entendido como uma unidade territorial de gestão pública composta pelo perímetro urbano, que é a cidade, e pelo território rural sobre a sua jurisdição. Então assim, essa unidade territorial ela possui um governo próprio, delimitada por lei estadual, e é composta por um distrito-sede onde se localiza a cidade, o centro urbano, e eventualmente os seus outros distritos.
Bem, Então, um município tem a cidade, que é a sede municipal, e a principal rede urbana, e as áreas rurais são as localidades, as vilas, e também os distritos quando houver. Mas a popularidade no dia a dia, o povo não faz essa distinção entre cidade e município, e tudo bem. Mas é importante a gente saber que tem diferenças, e em alguns momentos é necessário a gente utilizar a terminologia correta. Principalmente quando o povo é lindeiro entre municípios, e aí não sabe se o seu território pertence a determinado município ou a outro.
E às vezes até tem uma confusão bem grande dentro das propriedades, né, que parte da propriedade fica, pertence ao município, parte pertence a outro. O povo do campo sabe que tem horas que isso dá uma baita confusão. Bueno, e até o nosso Cusco, que é campeiro por demais, tá aqui no costado de orelha em pé, atento na prosa. Esse cusco se dá bem tanto no povoado quanto no campo. Agora, se leva ele para o meio de uma selva de pedra, se nega a ficar de vereda.
No mesmo intervalo, é um upa e tamo de volta. Estamos apresentando Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Apoio cultural: Vision Uniforme. Uniformes do seu jeito. Acesse visionuniformes.com.br. Mas que momento, gurizada! Você que tá aí ouvindo a prosa do Linha Campeira de hoje, não perde a vaza e faz um costado no nosso canal do YouTube. Toda semana tem vídeo inédito com uma prosa louca de especial, contando causos e mais detalhes das nossas prosas domingueiras.
Aqui tem chucrismo com modernidade. Em uma prosa para tu ficar muito mais sabido das coisas. youtube.com/LinhaCampeira, o teu companheiro de churrasco também em vídeo. E aí, tchê, tá precisando de vestimenta de fundamento? Então faz um costado no Instagram @VisionUniformes ou acesse o site visionuniformes.com.br. No menu Linha Campeira você encontra produtos exclusivos para destacar o teu grupo e a tua esportiva com a qualidade da Vision.
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Eita, mudei a volta porque ainda temos muita história para contar. E eu me lembrei de alguns personagens que povoaram Santa Maria na minha infância. E quem viveu no coração do Rio Grande ali pela década de 60 e 70 com certeza se lembra do Paulinho, um anão que vendia bilhete de loteria. Também tinha um gaúcho que tinha uma atrofia nas pernas e andava meio que se arrastando. Tinha uma carroça e ficava pedindo esmolas na frente do Banco do Brasil, sempre bem peluchadito.
Outra figura era o conhecido mudinho da catedral, que assustava os pedestres quando queria falar com eles, não conseguia, e só saía aquele ruído e o pessoal saltava longe. Mas tem uma figura que era muito conhecida como Maria Sem Queixo. Diz a lenda que lá pelos idos de 1944, foi descoberta por um sargento escondida dentro de um tanque de guerra em um acampamento provisório de um batalhão do Exército. Seu nome era Maria Martins de Alcunha, uma mulher pequena e franzina, mas suas origens eram desconhecidas.
Assim, foi meio que adotada pelo Exército e virou figura pitoresca na cidade, tendo sido a primeira santamariense a andar com pelo transporte público, porque o dono da empresa de ônibus concedeu esse benefício. Faleceu em 1972 em decorrência de um incêndio em sua casa, que inclusive foi doada pelo próprio Exército. Tia, ela andava pela rua de cabeça raspada e de coturno, e me lembro que eu me cagava de medo da tal Maria Sem Queixo.
Mas que que acharam? Pois olha, tia, que temos na volta aqui um companheiro que deve ser dessa tal família Maria sem queixo. Não vou dizer nada, vou deixar o homem se— vou deixar o homem se acusar aí.
Mas eu não sei de quem tu tá falando, tio. Que barbaridade, bagulizada! Só histórias boas, hein, tio. Mas Japandambi, o que tem de mais famoso é o queijo, que é um bolo basicamente feito de queijo. E quem for lá tem que provar, é patrimônio da da cidade. Bom, e como o povo já sabe da minha origem, eu sou de Blumenau, Santa Catarina. E o nome do município, como em boa parte do nosso Brasil velho, leva o nome de quem fundou. No caso aqui, o fundador foi Hermann Bruno Otto Blumenau.
Historicamente, o povo daqui conta muito sobre as histórias de bravura desses colonizadores e aquela ladainha toda. Bom, eu prefiro ouvir as histórias do lado de quem perdeu e foi dizimado. A região do Vale do Itajaí tem uma história de ocupação com muita violência e sangue, e não pode ser esquecida. Tem gente que torce o nariz quando eu entro nesse assunto. Bueno, digamos que hoje essa região aqui prospera em torno de falas bem conturbadas, com a tal vocação para o trabalho e coisas e tal.
Claro, hoje os tempos são outros. No No entanto, não se pode negar o passado, principalmente para que ele não se repita. Bom, tá na hora de alegria, então vamos atracar mais um lote de marca e depois tem mais um pouquinho de prosa. Vem chegando César Oliveira e Rogério Melo. Se o Rio Grande me precisa, Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Tem uma gachada ruim, fala, cara, pata branca, buena de encontro e de anca, sempre enrolada na graxa. Porque um índio de mão baixa tem que andar bem embarcado pra fechar turuno alçado e reventar tanto a caixa. Tem um casal de ovelheiros e uma cadela barbuda, escolta que muito ajuda no ofício de campeirar. Se a volta é de amadrigar, há que empenhar a camisa. Se o Rio Grande me precisa, sabe aonde me encontrar. Quando o Rio Grande precisar, sou dos que saltam primeiro, seja para um tiro de laço.
Ou pra sovar um caborteiro, seja pra apertar um terneiro, um dia de marcação, cê vê o valor de um campeiro nas horas de precisão. Cê vê o valor de um campeiro nas horas de precisão. Tem um poncho campo a mar e um chapelão aba 12 que me sustentam na pose. De tropeiro e domador, na culatra, no fiador, faço a parte que me toca, cruzando quilos de tropa por réguas de corredor. Moro num fundo de campo onde me sinto à vontade, me fiz de força e bondade da gente deste lugar.
Meu mundo é pampa e luar, sol forte, tormenta e brisa. Se o Rio Grande me precisa, sabe aonde me encontrar. Quando o Rio Grande precisa, sou dos que saltam primeiro. Seja pra um tiro de laço ou pra sovar um cabordeiro, seja pra apertar um terneiro num dia de marcação, cê vê o valor de um campeiro nas horas de precisão. Cê vê o valor de um campeiro nas horas de precisão. Eu sou crioulo do rincão do pau fincado e este jeito abagualado já de longe me apresenta.
Uso por gosto um chapelão que é quase um tacho bem preso no barbicacho que o vento não arrebenta. Uso por gosto um chapelão que é quase um tacho, bem preso no barbicacho que o vento não arrebenta. Eu tenho um laço que não brigueio por outro, pois muito pulso de potro já golpeou por pataquada. Não sou dos Taura, mas dum que alomegaram pode vir de qualquer canto que tropica na volcada. Não sou dos Taura, mas dum que alomegaram pode vir de qualquer canto que tropica na volcada.
Na minha terra, se o Veio água escondidoso, é num gupa que o baldoso enreda marca na soiteira. Na minha terra só quem tira eu agarrado é alguma peixe pintado dessas bem na moradeira. Na minha terra sou veio água escondidoso, é num gupa que o baldoso enreda marca na soiteira. Na minha terra só quem tira eu agarrado é alguma peixe pintado dessas bem na moradeira. Ô meu esporte favorito, é um baile bueno, aonde escuto o sofrer do meu acordeão na magoada.
Eu me destaco marcando firme o compasso, forçando a curva do braço com a mais vistosa da sala. Eu me destaco marcando firme o compasso, forçando a curva do braço com a mais vistosa da sala. Mas também gosto de um domingo de cagueira e alguma festa Uma campeira pra meluzir bem paixola. Chegou assoprando e embalando um redomão, que ali no correio da mão deixou sentado na cola. Chegou assoprando e embalando um redomão, que ali no correio da mão deixou sentado na cola.
Na minha terra sou veiaco, escondo o tozo em um roupa que eu baldoso e redamarca na soideira. Na minha terra só que atirei uma garra do elmo, uma beiço pintado dessas bem namoradeiras. Ando piochado como manda o figurino, mas nada muito granfino, apenas pelo capricho. E o meu cavalo, sempre gordo e bem tosado, conservo bem ensilhado, desde o buçal ao rabicho. Quando eu morrer, me velem numa mangueira e me enterrem bem na porteira.
Faço este pedido em E não se assustem se em alguma madrugada eu gritar com a cavalhada na hora da recolhida. E não se assustem se em alguma madrugada eu gritar com a cavalhada na hora da recolhida. No meu velório eu quero farra, dança e trago, e a bandeira do meu pago feito mortalha para mim. E não se esqueçam que a minha história é sem luxo, contada um povo gaúcho que luta para não ter fim. E não se esqueçam que a minha história é sem luxo, contada Um povo gaúcho que luta para não ter fim.
Na minha terra choveu água escondidosa, é num upa que o baldoso enreda a maca nas oiteiras. Na minha terra só te tirei agarrado pelo peixo pintado dessas bem-namoradeiras. Na minha terra choveu água escondidosa, é num upa que o baldoso enreda a maca nas oiteiras. Na minha terra só te tirei agarrado pelo peixe pintado dessas bem-namoradeiras.
Na minha terra Pede tua música pelo nosso WhatsApp 4791930000.
Amigo Elvio Munhoz, meu chasque não tem floreio. Eu uso bombacha larga e um chapéu de metro e meio. Botas de garrão de potro, laço pialo, é gineteio, é meu sustento, paixola. Lá da serventia do arreio. Por voltas que a vida faz para açoitar um cristão, ando cortado dos troncos, freio pela trago na mão, sem um cavalo de lei para visitar meu rincão, o nosso caipu até grande que guardo no coração. A tia Maria me disse que tua tropilha é de lei, tio José Rodrigues Ramos confirmou.
Quando eu pensei em te pedir um cavalo nesses versos que criei pra cantar em São Gabriel, querência que sempre amei. Entrega para o tio Adil lá na costa do Lajeado e diz para Emília Silvinha que eu chegarei afogado num borrachão de saudade. Do tamanho do meu pago. E a negra Júcia que espere um chimarrão bem selado. São Hélio, guarde consigo que um dia arranco do peito E pago esta obrigação que me deixa satisfeito. O pelo é da tua conta, bairro.
Rosilha eu aceito, que o velho Moacir Cabral me fez assim por direito. A tia Maria me disse que tua tropilha é de lei, e o José Rodrigues Ramos confirmou quando eu pensei em te pedir um cavalo nestes versos que criei pra cantar em São Gabriel. Querei ensinar que sempre amei. Nos dias quentes, quando o sol seca o capim, sinto que se encosta em mim a alma de Jaraju. Sou Guarani enxaguando índias mágoas, no embalo doce das águas, braceio no ximbucu.
Sou missioneiro nascido em São Luís Gonzaga e não frouxo o cabo da adaga. Pra outra hora mais caborteiro. Quando estou louco, me vou lá pra Vossoroca, arranco o diabo da toca e tiro pra meu companheiro. Cê pega um potro, por mais que seja veaco, depois eu vou cortar os meus cacos. Vamo ver qual é o mais macho. Eu lhes garanto, deixo com a cola que é um top. E já no quinto galope parece cria do guacho. Sou missioneiro, nascido em São Luís Gonzaga, e não frouxo o cabo da adaga.
Pra outra hora mais cabordeiro. Quando estou louco, me vou lá pra Boa Soroca, arranco o diabo da toca e tiro pra meu companheiro. Quando pulsa uma guitarra, sabe Eu sou missioneiro, menestrel e guitarrero que solta a alma pastando igual ao mestre Martinheiro. Gosto de cantar, opinar, por isso às vezes minha alma bugrece. Ajoelhei para esta terra vermelha, canto um canto a banheiro, anda nos Uma tristeza que esvoaça e um barulho de dor caça quando eu canto um chamamê.
Sou missioneiro nascido em São Luís Gonzaga e não fracho o cabo da adaga pra o taura mais cabordeiro. Quando estou louco, me volto bravo soroca, arranco o diabo da toca e tiro pra meu companheiro. Sou missioneiro nascido Nascido em São Luís Gonzaga e não fracho o cabo da adaga, pois não sou manco na esgrima. Quando estou louco, me volto pra Boçoroca, arranco o diabo da toca e fizemos chover pra cima. Sou missioneiro, nascido em São Luís Gonzaga e não fracho o cabo da adaga, pra o Taura mais que a bordeiro.
Quando estou louco, me vou lá pra Boçoroca, arranco o diabo da toca e tiro pra meu companheiro.
Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Eu não importo com o cheiro da fumaça e acho graça do vento frio no rosto, porque o campeiro sabe onde mora a caça e quem tem raça não pode dormir no posto. Sabedoria não se compra em boliche e não é bicho muito fácil de encontrar. Quem tem cavalo sabe aonde vai o rabicho, quem quer gambicho sempre sabe aonde achar. Só não me aperte porque eu sou meio cestroso, bicho manhoso criado lá no fundão. Eu sou do campo, sou humilde, mas sou livre porque é assim que veio.
O chucro devia mão, não vem dedo.
Que eu não gosto da mutuca nem me cutuca. Eu sou bagual e é pousado, vim pra ser tratado com carinho porque um pouquinho de respeito não faz mal. Eu sou do Há tempo que o Uruguai era banhado, rigado, alçado, era normal. No mundo novo me sinto meio perdido, eu fui parido lá na velha capital. Eu me acordo na hora que canta o galo. E o meu cavalo dá o primeiro relincho, abre o picado, corta lenha, faço ralo e curo calo porque eu mesmo me destrincho.
Eu acredito em benzedura e simpatia e não tem dia que eu não faça uma oração. Eu tenho a alma de uma figueira sombria e a energia da gente do meu rincão. Só não me aperte porque eu sou meio festoso, bicho manhoso criado lá no fundão. Eu sou do campo, sou humilde, mas sou livre porque é assim que vivo. Chucro devia mão, não vem dele porque eu não gosto da mutuca, nem me cutuca, que eu sou bagual. E é coisa linda ser tratado com carinho porque um pouquinho de respeito não faz mal.
Eu sou do tempo que Uruguai era banhado, rigado, alçado, era Normal. No mundo novo me sinto meio perdido, eu fui parido lá na velha capital. Não vem, bebê, que eu não gosto da muvuca, nem me cutuca. Eu sou da Maravilha, ousado ainda a ser tratado com carinho, porque um pouquinho de respeito não faz mal. Eu sou do tempo que o Uruguai era banhado, ligado ao SAM, era normal.
Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Junto às fronteiras do Prata, na pampa verde-amarela, ali está de sentinela a figura intemerada. Na própria estampa retrata a bravura e o denodo, é o guerreiro rapizodo ao pé É de cujo fogão sempre abate chimarrão para os povos do mundo todo. Negro, Guarani, Xahua, espanhol e lusitano, o germano, italiano, caldeados na pampa nua. É o gaúcho de alma crua, não nasceu para vassalo. Nunca puderam domá-lo, foi ele que fez fronteira.
Foi pátria e porta-bandeira sobre o lombo do cavalo. Foi pátria e porta-bandeira sobre o lombo do cavalo. Seu berço, a capitania que nem teve donatário, foi um painel legendário desse vismo e rebeldia. Até o minuano assobia no meridiano solino. As notas do mesmo hino, Rio Grande do Sul, Brasil imenso, poncho de anil sobre o verde esmeraldino. Negro, Guarani, Charrua, espanhol e lusitano, o germano, italiano, caldeados na pampa nua.
É o gaúcho de alma crua, não nasceu para vassalo. Nunca puderam domá-lo, foi ele que fez fronteira. Foi pátria e porta-bandeira sobre o lombo do cavalo. Foi pátria e porta-bandeira sobre o lombo do cavalo. Rio Grande, cujo prefácio Teve a chance jesuíta na catequese bendita dos irmãos de Santo Inácio. Depois os filhos de Elácio Lusitano fizeram-no, e os brasões do além-oceano, dos mais estranhos bordados, tremularam desfraudados sobre o céu americano.
Negro, guarani, charrua, espanhol e lusitão, o germano, italiano, caldeados na pampa nua. É o gaúcho de alma crua, não nasceu para vassalo, nunca puderam domar Foi ele que fez fronteira, foi padre porta-bandeira sobre o lombo do cavalo. Foi padre porta-bandeira sobre o lombo do cavalo. Foi padre porta-bandeira sobre o lombo do cavalo.
Ouvimos Gaúcho, música de Jaime Caetano Brau, Joca Martins e Luciano Maia, interpretado pelo Joca Martins. Teve também Lagoa Vermelha, de Hélio Teodoro, interpretado pelo Porca Véia. Chucro de Viamão, de autoria e interpretação do Luiz Carlos Borges. Missioneiro, de João Sampaio e Jorge Guedes, interpretado pelo Jorge Freitas. Chasque para Dom Munhoz, de autoria e interpretação do José Cláudio Machado. Do Rincão do Pau Fincado, de Rogério Videagran e André Teixeira, interpretado pelo André Teixeira, e a primeira, Se o Rio Grande Me Precisa, de Anomar e Danube Vieira, Carlos Madruga e Rogério Melo, interpretado pelo César Oliveira e Rogério Melo. Que tal, Bragas, velho?
Tchê, mas é muita música boêmia e muita história nesse nosso Linha Canteira, eu uso livre. Mas temos algumas localidades que têm nomes curiosos, como Pau Fincado, por exemplo, terra do amigo Dari Menezes, conforme ele ele mesmo confessou. De fato, existe um tronco de madeira de uns 2 metros de altura que alguns dizem ser de Guajuvira, outros dizem que é de Tarumã, fincado num barranco à beira da BR-158, entre Santa Maria e São Gabriel.
Alguns garantem que se trata de um marco com mais de 250 anos que sinaliza a divisa entre municípios, mas ficou sendo o nome da localidade. Mas essa provocação de compartilhar alguma curiosidade de sua terra natal fez o povo se mexer, e o Vainer Porto deu a sua contribuição. Diz aí, Dom Vainer.
Buenas, buenas, meus amigos do Linha Campeira. Bueno, como vocês estão falando das cidades de vocês aí, eu sou natural, nascido, criado e crioulo da cidade de Viamão, no Rio Grande do Sul, uma cidade que foi, era capital.
Até o Henrique da Costa já citou como uma cidade importantíssima aí na história do estado do Rio Grande do Sul, tanto na Revolução Farroupilha quanto anterior a ela, entre outras passagens aí da história do Rio Grande do Sul. Viamão é uma das cidades mais antigas aí do estado do Rio Grande do Sul. Mas antes dessas organizações todas, Viamão ali era conhecido como o país de Viamão. Mas a gente teve que fazer fiz umas pesquisas para ver se não era paixolice do Wagner, né, tio?
E olha só o que descobrimos. Viamão, fundada em 1741, é uma das cidades mais antigas da extensa Rio Grande do Sul e teve papel estratégico na formação do estado, servindo como a primeira capital gaúcha e como importante base militar durante a Revolução Farroupilha. Em 1763, com a invasão escola no então Vila de Rio Grande, a sede do governo da província foi transferida para Viamão, onde permaneceu até 1773, quando a capital foi levada para Porto Alegre.
A origem do nome Viamão é envolvida em controvérsias, mas a versão mais popular, famosa, né, sugere que ao observar ao lado do Guaíba e os 5 rios afluentes do alto dos morros. Essas foram as mão aberta, né, dando origem à frase vi a mão. Mas tem outras 3 teorias históricas e linguísticas para o nome: Ibiamão, derivado do tupi-guarani, que significa terras de biás, que são pássaros. Via Monte, que refere-se a uma passagem ou caminho localizado entre montes.
E Guayamara, uma homenagem ao antigo nome da província de Guimarães em Portugal. Mas que que acharam?
E agora eu quero trazer aqui um apanhado de contribuições que tivemos no grupo do WhatsApp Amigos União Campeira quando a gente questionou sobre esse assunto, a origem dos nomes da cidade. E aí muita gente trouxe, né, que as sociedades têm nomes indígenas e trouxeram significado. Então, Heitor Fischer disse que é natural de Cunhapurã, que em tupi-guarani quer dizer mulher bonita. Cunha, mulher jovem guerreira. Porã, bonita. Então, Cunhapurã, mulher bonita.
Já o Thiago Mota disse que Camboriú, disse que o nome da cidade tem duas possíveis origens. A primeira indígena, região de Camburi, significa rio onde tem robalo, e também do açoriano, que vem de camba, de camba o rio, onde o rio faz a curva. Olha que interessante! Já o Adair Xavier Nunes, que é natural de Lagoa Vermelha, capital do churrasco, boa terra de muitos amigos, então lá tem uma lenda jesuíta que diz que na época os padres estavam fugindo com uma carreta cheia de ouro de prata.
E aí precisaram atirar, afundar essa lagoa, essa, essa carreta em uma lagoa profunda, e muitos índios morreram junto. Então o sangue dos indígenas que carregava esse tesouro teria tingido as águas de vermelho. Só que na verdade a gente bem sabe que a água ali é barrenta, riveria, devido às características do solo dos nossos campos de da serra.
E continuando com os comentários do povo, tem o Wilson Nascimento que mora em Jaraguá do Sul, município que tem esse nome do significado em tupi-guarani, senhor dos vales ou senhor dos montes. Já o Simon, que é de Criciúma, nos contou que o nome tem origem da língua tupi. O termo Kirui Siuá significa taquara pequena ou capim crescendo. O nome foi dado à região pelos colonizadores devido à grande abundância de uma gramínea nativa que cobria o local.
Já outro que tem a ver com a vegetação é o município do Vanderlei Giovanni de Lara, natural de Papanduva, Santa Catarina. O nome deriva da gramínea papua, cresce no verão e é muito boa para engorda dos bovinos. Ah, exato, e um bovino gordo com boa graxa nos agrada por demais, não é mesmo, Bueno, tá na hora de mais um lote de marca, porque já vem chegando o Fabiano Baqueri aqui no Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Aqui que é mais distante até o silêncio, tem um sotaque pelo Douro de invernia. A fronteira está nos olhos, não na alma. Dos campos largos, corredor das ventanias. Aqui onde o assado é de braseiro e a carne gorda vai pingando a coronilha, que se consome lentamente enquanto o tempo vai despacito sobre o lombo da Rosília. Aqui o sol é o mesmo e a beia-água Tem procedência e não se achica pra osma leva, mas nem por isso convidamos jeito simples.
Num buenas tardes passe adiante lá via erva. Aqui vale mais fio do bigode e a palavra está na vergonha na cara. Quem sustenta suas razões sempre é bem-vindo, se diferente é bem melhor do que pegar a estrada. Quem sustenta suas razões sempre é bem-vindo. Se diferente, é bem melhor pegar a estrada. Aqui no mesmo sol do céu do sul, onde é o começo e não o fim, como se diz, tomando a terra, tocamos em frente e vamos embora. Fazendo suco a cor do sul para os guris.
Aqui montamos tempo e valentia, bem mais ao sul do sul que temos no país, porque o Cruzeiro é o mesmo sul da estrela guia de um sul campeiro que há razão para ser feliz. Aqui o sul é o mesmo e a veiaco Quem procedência e não se achica pra ospa leva, mas nem por isso ouvidamos jeito simples. Num buenas tardes, passe adiante, lave a erva. Aqui vale mais fio do bigode e a palavra está na vergonha na cara. Quem sustenta suas razões sempre é bem-vindo, se diferente é bem melhor.
Pegar a estrada, quem sustenta suas razões sempre é bem-vindo. Se diferente é bem melhor pegar a estrada.
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Eu sou provinciano, de bota e bombacha, chapéu desabado e o lencito rubro. Sou igual a tantos por estas fronteiras de Almistradeiras, se assim me descubro. Eu sou provinciano quando abro a gaita, renasço milongas entre tiamamês. Eu guardo ponteiros de violões, amigos, num compasso antigo de arrastar o pé, num compasso antigo de arrastar o pé. Eu sou provinciano de pingo encilhado, apartando tropas de rumos e amores, e pela rédea vou bancando a lida, estendendo a vida pelos corredores.
Eu sou provinciano de tantos lugares, dos silêncios largos que escolhi pra mim, do respeito entendo todos os sentidos, se andei perdido me encontrei enfim. Eu sou provinciano de razões serenas, de um querer querência para sempre e mais. Eu sou provinciano com alma de campo, que guardei do campo dos meus ancestrais. Eu sou provinciano, coração interiorano, eu sou provinciano, coração interiorano. Eu sou provinciano de pingo encilhado, apartando tropas de rumos e amores.
E pela rédea vou bancando a lida, estendendo a vida pelos corredores. Eu sou provinciano de tantos lugares, dos silêncios largos que escolhi pra mim. Do respeito entendo todos os sentidos, se andei perdido me encontrei enfim. Eu sou provinciano de razões serenas e um querer querência pra sempre. E mais, eu sou provinciano com alma de campo, que guardei do campo dos meus ancestrais. Eu sou provinciano, coração interiorano. Eu sou provinciano, coração interiorano.
Eu sou provinciano, coração interiorano. Eu sou provinciano, coração interiorano.
Você está ouvindo Linha Campeira.
Trago um saludo de pala, é empurrado pelo vento, moldeando em cada pingo entre dois pelego preto. Deixo trançado da rédea, na trama bruta da cerca, que o bicho tá de faga e o vicindário se chega. Sobe uma tal vaculeira, um buenas pra uma chegada. Frasco de canha e de vinho alumbram qualquer mirada. Aí, um coalicho plantado no coração de Três Poentes, varanda, um pago oriental mirando ao sul. Minha gente, descansa um aperitivo.
No balcão velho lustrado, mais alumbrado que nunca, do boliche do povoado. Vou supontear da guitarra do negro, do negro Juancho Alambrado, que estende metros de cerca, é um pajador contratado. Cheiro de assado nas brasas enche a barriga do vento, nos dizendo que se apronta carne gorda sobre as trempes. Gordona marca um rasguido no compassar da guitarra, o vicindário se chega e o boliche tá de farra. Sobe uma tabaculeira com boinas pra uma chegada, frasco de canha e de vinho.
Alumbram qualquer mirada. Há um colicho plantado no coração de Três Fontes, varanda ao Pago Oriental mirando ao sul. Minha gente, há um colicho plantado no coração de Três Fontes. Eu sou Rio Grande de histórias e de lendas, de um povo simples, de verdades e razões. Estampa rude de fazer tantas fronteiras, alma de vento acalentando corações. Eu sou Rio Grande do negro, do pastoreio, guri de campo que em lenda se transformou, imagem clara das crendices e dos Olhos que acendem velas, que meu sonho se extraviou.
Eu sou de Uranti, nos olhos dão boitatá, clareando um tempo onde a fé era esquecida, do homem simples que confiava nas verdades, onde a confiança por querer se mantém viva. Eu sou de Uranti, de Simões e de Valnunes, homens de livros cada Cada qual com sua história fizeram pátria e destinos pelo pago, nos resguardando um tempo antigo na memória. Eu sou Rio Grande. Rio Grande do Jarau e das Missões, templos sagrados de palavras e de preces, silêncio e pedra, catedral de mil mistérios, princesa Moura que a saudade não esquece.
Eu sou Rio Grande, terra guapa que tem dono, pelas palavras de um herói que hoje revivo, pela lança em punho o guerreiro não se entrega, igual Há tantos que ainda afirmam o teu motivo. Eu sou Rio Grande do churrasco e da erva-mate, neste ritual de amizade em comunhão. Palavras íntimas que adoçadas pela água nos emanaram, perpetuando a tradição. Eu sou Rio Grande, tão real e imaginário, que tempo adentro fez divisas e fronteiras.
Sou Ouro e Campo e o sangue dos farrapos, pelas três cores tremulando em tua bandeira. Nestas andanças de tropeiro, de cultura e dos costumes da nossa terra sulista, tenho levado bem distante esta mensagem. Passagem, valorizar a música regionalista. E nesse tempo em que eu toco fandango, já muita coisa aprendi, posso dizer. E não adianta, pois não tem nada igual do que um fandango animado em CTG. E não adianta, pois não tem nada igual do que um fandango animado em CTG.
É coisa bem linda, minha gente! Em Canela, no Seteja Querência, em Bom Jesus, no Presilha do Rio Grande, em São Francisco, no Rodeio Serrano, em Vacaria, no Porteira do Rio Grande, lá em Lagoa, no Alexandre Pato, em Esmeralda, no Pinhoreiro do E em Taquara toquei no fogão gaúcho e em todos eles demonstrei força no braço. E em Taquara toquei no fogão gaúcho e em todos eles demonstrei força no braço. Em Porto Alegre, no glorioso 35, em Lagiado toquei no Bento Gonçalves, em Santiago, lá no Cochilha de Ronda, na Zona Sul eu não esqueço Lilau, lá em Pelotas, na querida União Gaúcha, Piratini, lá no 20 de Setembro, lá em Herval, no CTG Minuano, e em Canguçu, do Sinuelo, ainda me Lá em Herval, no CTG Minuano, em Canguçu, no Sinuelo, ainda há milênio.
Uma saudação à gauchada desteio do CTG Quero Quero e Poncho Crioulo. Toquei em Bagé, no Grande, em 93, no Livramento toquei no Fronteira Aberta. Em Alegrete, Juíno, Farroupilha, de todos eles a saudade ainda me aperta. Em Dom Pedrito, no rodeio da fronteira, também toquei no CTG de Jaguarão. Em Quaraí, no Sentinela do Jarau, em Jaguarim, no Invernada do Chapadão. Em Quaraí, no Sentinela do Jarau, em Jaguarim, no Invernada do Chapadão.
E o nosso abraço também aos tradicionalistas do grande CTG Laureano Medeiros de Ijuí. Na boa terra de Santa Catarina, que bem recebe o gaúcho rio-grandense. Toquei em Lages, lá no Planalto lajano, em São Joaquim, no minuano catarinense, no Paraná, lá em Paranavaí. Está vivendo gauchada hospitaleira que se diverte quando o outro toca um fandango no CTG Fazenda Velha Brasileira, que se diverte quando o outro toca um fandango no CTG Fazenda Velha Brasileira.
Também nossa homenagem aos gaúchos do Mato Grosso do Sul, de Dourados anos e ponta fora. Tem muitas coisas que siga, o Xupre preserva e traz consigo desde que veio da serra. Manter respeito, educação e amizade com este povo que é o orgulho desta terra. Ainda teria setejas para cantar onde toquei durante todos esses anos.
A todos eles deixo o meu grande abraço e a E pinga a graxa nas brasas, Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Estamos ouvindo De Lagoa a Blumenau, de Henrico Basqueira, interpretado pelo grupo Manotaço. Teve ainda Andança Serrana, de Edson Dutra, interpretado por Os Serranos. Eu Sou Rio Grande, de Gujo Teixeira e Luciano Maia, interpretado pelo Luciano Maia. No Coração de Tres Pontes, de autoria e interpretação do Leonel Gomes.
Eu Sou Provinciano, de Gujo Teixeira, Edilberto Bergamo e Feixeira, interpretado pelo Gilberto Bergamo, e a primeira, Aqui Bem Mais ao Sul, de autoria e interpretação do Fabiano Bachieri. Vamos que vamos, gurizada!
Mas credo, que lote de marca dos mais ajeitados! E isso não é por acaso. Temos um assessor para assuntos musicais, não é mesmo, Lucas Negri? E a prosa, que que acharam? Desde que eu aprendi um eito sobre esses nomes de algumas cidades, e também me veio na lembrança algumas figuras que marcaram a minha infância e que eram assim uma espécie de patrimônio da minha Santa Maria da Boca do Mato, pois até isso eu descobri, que os bugres chamavam de Boca do Mato antes dos portugueses atracarem o nome de santo, como que para se redimir das atrocidades que fizeram com os povos originários.
Bom, mas isso é coisa do passado. E agora, meus amigos, tenho que me despedir de todos, deixando beijo para quem mandar beijo e abraço para quem é de abraço. E teve linda essa prosa de hoje, cheia de curiosidades geográficas e históricas. Lhes garanto que tem muito assunto sobre isso ainda e logo voltaremos com mais prosas municipais. No mais, então, tia, só me resta aqui deixar um abraço do tamanho desse universo gaúcho.
E tá feito, indiada! Depois de um eito de informação para de 100% sobre nossas cidades. Já vou deixando meu abraço a todos e até semana que vem.
Grande momento, povo bruto! Nossa prosa de hoje fica por aqui, na certeza que semana que vem temos de volta. Bueno, nos queiram bem, que mal não tem. Este é o Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Não me toque, anta gorda, alegrete e alegria, feliz, sério, harmonia, joia, muçum, formigueiro, segredo e travesseiro, pelotas, pantano grande. E o que mais tem no Rio Grande é nome de santo padroeiro.
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