Episódio extra: Quartos de Lua
Bragas
Daniel Furtado
Lucas Negri
Morango
Rafael Upanambi
- Fases da LuaCiclo lunar · Lua nova · Lua crescente · Lua cheia · Lua minguante · Lua gibosa
- Influência da Lua em atividadesCastração de animais · Poda de árvores · Fazer madeira · Botar galinha choco
- Conceito de MarForça gravitacional da Lua e Sol · Marés de sizígia · Marés de quadratura · Movimentação das marés
- Canções em homenagem à LuaAlmanaques de farmácia · Folhinha do Sagrado Coração de Jesus · Crenças sobre corte de cabelo · Crenças sobre plantio
- Música GaúchaRomance de Lua e Estrada · Em Luarado · Aluado · Canções em homenagem à Lua · No Rastro da Lua Grande
- Exploração LunarHidra Bene (nome da Lua) · Mitologia grega · Selene e Hélios
A lua inspira o poeta e é testemunha de amores. Parceira dos pajadores nas noites de guitarradas, ilumina madrugadas, faz cama para o sereno, tira o seu pala moreno para se banhar nas aguadas. Linha Campeira. Linha Campeira, o teu Companheiro de Churrasco. Apoio cultural: Vision Uniformes, do seu jeito. Acesse visionuniformes.com.br. E é tapadito de emoção e facerice que o Linha Campeira chega num saludo a toda essa gauchada que nos acompanha nesse tradicional ritual de prosa e muita música essencialmente campeira.
Eu sou o Bragas e lhes confesso que me sinto privilegiado de ter essa oportunidade de compartilhar muita informação sobre essa tradição gaúcha da qual tenho tanto orgulho. E juntamente com o Morango, o Leonel, o Lucas e o Panambi, me sinto parte de uma equipe que tem como vocação falar de temas relacionados ao universo campeiro. E hoje a proposta é falar sobre a lua, mais precisamente sobre as fases da lua, que muito influencia nas atividades rurais, seja por crendice, seja por fatos comprovados.
E então, gurizada, quem vem dizendo o tema? Boa noite, rapaziada, aqui é Rafael Upanambi e já deixo uma saudação a todos os amigos aqui da volta: Bragas, Lucas, Morango e Leonel. E aos ouvintes, né, tchê, que estão de orelha em pé para escutar a prosa de hoje do Linha Campeira. E quebra, Golismo, que vai tá prosa mesmo. É hoje que eu tiro essa história a limpo da tal das luas, né, Tchê? Buenas, gauchada amiga! Agora é lua nova de outubro e aqui é o Lucas Negri que se apresenta pra essa prosa gaúcha e celestial.
Tema de fundamento que influencia muito em nossa vida, mesmo sem a gente perceber. Buenas, Panambi, véio! Mando um grande abraço pra esse povo que nos escuta, nos dá o privilégio da audiência. Daniel Furtado aqui de Ribeira hoje, mandando um abraço desde o lado oriental da fronteira. E seguimos lidando aqui, prontito para o serviço. Vamos falar das lunas hoje então, César. Mas que beleza, chefe, que beleza! Ô, Morango, grande abraço!
Buenas, gurizada! E se tem lua boa, tem prosa que vai se desdobrando de uma forma muito especial aqui pelo Linha Campeira. E antes que a lua mude, vamos atracar um lote de marca dessas que não dá em qualquer toceira. Vem chegando aí o Marcelinho Nunes e na sequência tem Jair Terres com Rogério Melo, Arthur Matos e Gustavo Padilha aqui no Linha Campeira, o teu companheiro do churrasco. De passeio, ilcha e sombreiro e um pala na cor do lenço.
Hoje sou um puto petossando a campo fora, não quero saber da hora pra fazer tudo que penso. Baile animado e as tropilhas são parelha, e não tem parada feia quando eu ando enfeitiçado, meio perdido entre a copa e as Não quero saber do dia, pois cheguei em Luarado. Não é de hoje, sou assim faz muito tempo, que eu carrego o sentimento desta pampa gaúcha. Sou de campanha, sou campeiro, sou caseiro, mas nas festas do povoeiro eu só quero é corriola.
Sou da fronteira onde o campo não tem fim, As coceiras de capim vão mantendo a tradição. Hoje me perco e não quero nem saber quem mandou eu me meter nestes bailes de galpão. No feriadão, com 3 dias de mousarca, eu perco a marca me roçando nos vestidos. Já me correram de muito mais famoso por eu arrepiar o tozo e topar louco metido. Mas ando manso, estafado do serviço, e só quero rebuliço com as prendas do meu agrado. Sou desse jeito, E não quero nem saber, hoje eu vou amanhecer bailando de pé virado.
Não é de hoje, sou assim faz muito tempo, que eu carrego o sentimento desta pampa gaúcha. Sou de campanha, sou campeiro, sou caseiro, mas nas festas do povo eu só quero é cordiona. Sou da fronteira onde O campo não tem fim e as toceiras de capim vão mantendo a tradição. Hoje me perco e não quero nem saber quem mandou eu me meter nestes baile de galpão. Tomei um Baio Sebruno pra pechar um temporal. De caráter duvidoso, mescla de açúcar com sal.
Com 21 dias de rédea, já espumava no bocal. Volta e meia ele sacode, meu pai santo oriemblal. Parece o diabo sem ventas, se arrasta meio por farra. Outrora me largou manco, vendendo tudo minhas garras. Mostra apimentado o zóio, enruga o lombo e dispara. E esquece o mundo berrando, manoteando a própria cara. Por isso chamo aluado, alma de fraco ou de forte. É tigre fora da jaula, toreando a vida com a morte. Coicei a sombra do Cusco, se o rênio canta sua sorte.
E muda Tua qual lua nos digas, deve em tu norte. De vez em quando um cachorro do andar das minhas crianças larga num trote pro campo sereno até na sua estampa. Se assusta com as carquejas que com o vento balança e tentei a boia do dia no cocho das vacas mansas. Quem olha o bairro, cê Bruno cortando várzea no meio, pisando pasto nativo com as quatro patas desteio. Por certo chama atenção meu pingo mascando freio, que domeine essa fronteira pra ser querência do arreio.
Por isso chama luado, alma de fraco ou de forte, é tigre fora da jaula toreando a vida com a morte. Pois sei assombrar do cuscuz se o relho canta sua sorte. Remo muda junto com a lua nos dias de vento norte. Por isso chama-lua do alma, de fraco ou de forte. É tigre fora da jaula toreando a vida com a morte. Coicei assombrado cusco se o relho canta sua sorte. E muda junto com a lua nos dias de vento norte. Pede umas marcas pelo nosso WhatsApp 4791930000.
Noite de lua, eu vejo os teus olhos, não me consolo em te perder, prendinha. Cai a tardinha, desencilho o gachado neste compasso assobiando o shot. A noite cai, eu Penso em você, semo amargo pro teu beijo ter. Lua de prata que enfeita o céu, olho o mundel e a noite se alonga. Quem sabe Deus fez a lua pensando nos teus olhos. E me vem a saudade tua e a noite nubla atrás desejos molhos. Quem sabe Sabe, Deus fez a lua pensando nos teus olhos.
Ele me vê minha saudade nua e a noite nua traz desejos molhos. E no compasso deste shopping apaixonado saiu pro passo campeirando uma saudade, na ansiedade de ver os olhos dela que ficam na janela mirando o céu e penso, às vezes penso, por que tanta solidão? Tentei pegar-lhe a estrela com a mão numa lagoa que de pronto se formou quando o meu olhar chorou de tanta saudade dela. Quem sabe Deus fez a lua pensando nos teus olhos. Vem, vem a saudade lua e a noite nua traz desejos molhos.
Quem sabe Deus vê essa lua pensando nos teus olhos. Ele vem à saudade tua e a noite nua traz desejos molhos. Ele vem à saudade tua e a noite nua traz desejos molhos. São 3 semanas de tropa, de Santana o Itaqui, de Ponteiro o velho Ari, negro guapo e xangueador. Vai colatriando o seu Flor, capataz desses torenas. Que faz dueto das chilenas com os flecos do tirador. Chapéu grande e desabado, um poncho carnal vermelho, um corredor desparelho num redemundo.
Cunho de guampa, zebu cruzado com pampa, vaca de cria e vaiada, tropa estendida na estrada e o velho pago na estampa. Vou no fiador, meu patrício, tauriano com esta coplita que se desata solita rondando sobre o xircal. Parece um baile bagual. Noite lindarda chilena, lembro daquela morena me esperando no portal. Vamos reunir o pessoal que hoje à noite é de ronda, cantar pro gado bagual antes que a lua se esconda. Vamos reunir o pessoal que hoje à noite é de ronda, cantar pro gado bagual antes que a lua se esconda.
Era, era, era foi, era foi, era foi, era foi, era foi, era foi, era foi, era foi. Este meu verso campeiro é pra abraçar os tropeiros que ainda vivem na estrada. São 3 semanas de tropa, de Santana ao Itaqui, de Ponteiro Velho a Arinegro, Guapo e Xangueador. Vai colatriando o seu flor, capatas desses torenas, que faz dueto das chilenas com as flecos do tirador. E o Benício lava a alma num trago largo de vinho e um tozo de passarinho.
Ficou bonito no ruano sobre um basto castelhano. Leva ânsias galponeiras de tropear a vida inteira, os seus próprios desenganos. Vamos reunir o pessoal que hoje à noite é de ronda, cantar pro cado bagual antes que a lua se esconda. Vamos reunir o pessoal que hoje à noite é de ronda, cantar pro cado bagual antes que a lua se esconda. Era, era, era boi, era boi, era boiada. Era, era, era boi, era boi, era boiada. Este meu verso campeiro é pra abraçar os tropeiros que ainda vivem nas estrada.
Este meu verso campeiro é para abraçar os tropeiros que ainda vivem na estrada. Siga o Linha Campeira no Instagram, @linhacampeiraoficial. Refugo meu cátripe pra sorver nuances que a noite pintou na barra do dia, quando nasce o pampa a inspirar romance. O sol vem ao tranco no lombo do rono e a noite lubuna se faz madrugada. Os mates e prosas se fazem silêncio enquanto se ensilha pra outra jornada. Tinido desbora, tangível debaixo, sem bater pecado.
Becascos se fazem poesia, cavalos e homens se tornam centauros na pátria gaúcha. O raio outro dia, de nido de espora, mangindo devastos e bater becasco, se fazem poesia, cavalos e homens se tornam centauros na pátria gaúcha. O raio outro dia. uma potra bragada que ao sentir as cóscas do laço nos dentos bufou contra o vento pedindo bolada. Pipoca faz parte da vida de campo, porém só conhece quem cedo levanta e sai campo afora com sol na garupa e traz a querência nos versos que canta.
Tinido de espora, rangido de bastos e bater de casco se fazem poesia. Cavalos e homens se tornam centauros. Na pátria gaúcha, o gaiar outro dia. Tinido de espora, rangido de bastos e bater de casco se fazem poesia. Cavalos e homens se tornam centauros. Na pátria gaúcha, o gaiar outro dia. Um zanho escarceia tirando o freio, se faz aragana uma potra bragada que ausente das moscas do braço nos dedos, bufou contra o vento pedindo bolada.
Ritual que faz parte da vida de campo, porém só conhece quem cedo levanta e sai campo afora com sol na garupa e traz a querência dos versos que canta. Tirido de espora, rangido de pastos e bater de casco se fazem poesia. Cavalos e homens se tornam central na patria Gaúcha, o raio outro dia. Tirido de espora, rangido de bastos e bater de casco se fazem poesia. Cavalos e homens se tornam centavos na pátria gaúcha, o raio outro dia.
Cavalos e homens se tornam centavos na pátria gaúcha, o raio outro dia. Linha Campeira no Spotify. Por baixo lá espia a sombra. Quando cheguei, bem montado no redomão colorado, melhor bagual da tropilha. A lua feito rodilha acendeu sobre a janela de um rancho-jardim pra ela, minha flor de maçanilha. E um rancho, jardim pra ela, minha flor de maçadilha. Num gritito em buenas noites, me dê permisso, patrão, quero atar meu redobão e rever a chamarrita.
Xinoquinha mais bonita que roubou meu coração. Xinoquinha mais bonita que roubou meu coração. Aos olhos da mesma lua, domingo Santo de Maio. Galopeava um potro baio no rastro de um vagalume, e a lua sentiu ciúme, pois deixei de olhar pra ela quando vi frente à janela teu corpo em flor e perfume. Desde então, lua me segue com olhar de mãe antiga, sabe todas as cantigas que eu assumi na estrada direito ao rancho da amada. Que eu estendo os redomão, redo água ao coração na boca da madrugada.
Desde então, Luan me segue com um olhar de mãe antiga. Sabe todas as cantigas que eu as ouvi na estrada, direito ao rancho da amada, que é um estendo-fredo-mão. Eu dou água ao coração na boca da madrugada, eu dou água ao coração. Na boca da madrugada, de volta sobre os pelegos, sereno no meu chapéu, porriba um poncho de céu, alma imensa reminuando, solta uns versos do Aureliano. Bem no jeito do Noel, solta uns versos do Aureliano, bem no jeito do Noel.
Solta uns versos do Aureliano, bem no jeito do Noel. Solta uns versos do Aureliano, bem no jeito do Noel. Acabamos de ouvir música interpretada pelo Walter Moraes e de autoria do Lisandro Amaral, Romance de Lua e Estrada. Teve na sequência Madrugada, de Degar Ocanha e Ricardo Martins, interpretado pelo Buenas e Carvalho. Ronda de Tropa, de Nomar, Danilo Brugueira e Elton Saldanha, interpretado pelo Jorge Freitas. Por Que Deus Fez a Lua, de Kiko Goulart, interpretado pelo Arthur Matos e Gustavo Padilha.
Aluado, de Fernando Soares e Jari Terres, interpretado pelo Jari Terres e Rogério Melo. E a primeira do bloco, Em Luarado, de Leonardo Borges e Marcelinho Nunes, interpretado pelo Marcelinho Nunes. Que tal, Lucas Velho? E depois esse lote musical muito mais do que 100%, vamos falar da nossa prosa de hoje, que quando eu tava prozendo com o Bragas, dei uma provocada no homem para falar um pouco das fases da Lua e dessa influência que a Lua tem sobre o planeta em que vivemos, e que acabam interferindo em algumas atividades, conforme já foi comentado.
E aí, Braganismo, puxa a prosa aí, vamos desenrolar essa maçaroca. Mas é deverês, né, meu irmão velho, porque aqui não flochamos, principalmente quando semos provocados. E já saí cavocando nas pesquisas e, como sempre, a gente acaba colhendo informações novas, e desta feita não foi diferente. Descobri que existem 8 etapas do ciclo lunar: nova, minguante, quarto minguante, gibosa minguante, cheia, gibosa crescente, quarto crescente e crescente.
E essa informação foi bem conferida e está no site mundoeducação.uol.com.br. Mas o que que acharam? Alguém já sabia disso? Mas olha aí, tchê, e tive até que buscar informações sobre esse termo gibosa enquanto o Bagualismo comentava. E olhem só o que diz o Amansa Burro: palavra gibosa tem origem no latim gibbosus, e quer dizer aquilo que tem giba, corcunda ou corcovado, convexo. Então faz referência aos momentos corcunda, corcovado, convexo.
Então faz referência às duas etapas que a lua parece que fica meio cacunda. Mas olha aí, mas aí sim, eu também não sabia que a lua ficava profundas. Mas o que eu sei, porque os antigos sempre nos trouxeram esse tipo de informação, ensinamentos, é que a lua interfere em muitas atividades que a gente leva em conta na hora de realizar. Por exemplo, as fases da lua interferem numa castração, um serviço de poda, no serviço de plantação, de botar uma galinha no choco, e por aí você vai, né, meu amigo velho morango, quem não acredita, bom sujeito não é, ou não conhece, né?
Mas é um eito de informação que com certeza a gente vai esmiuçar durante a prosa de hoje, porque aqui, independente da fase em que a lua se encontre, prosa buena e parceria você tem aos montes e bem alinhado, igual ao lote de marca que vem chegando com o Joca Martins e a Juliana Vamos que vamos, Linha Campeira, o teu companheiro do churrasco. É a lua cheia dos bailes que a noite escura recorda, pleno de sons e repiques que de tão cheio transborda.
Se no salão acha espaço, vai marcando o seu compasso batido só pelas bordas. Pandeiro, lua redonda, ponteando num baile bueno. Tua batida tem veneno de enfeitiçar madrugada. Pela razão do teu som, guarda teu corpo em madeira e a cadência musiqueira de alma bem compassada. Teu coração que palpita vai namorando acordeona, morenita, redondona, e noite Lá dentro se assanha, de vez em quando ela esquece do teu amor sem razão e se entrega ao violão que num bordão lhe acompanha.
Por isso grita bem alto e só te escutam na sala, tem graves na tua fala pra acordar quem descansa. Das partes nelas alcança um som brilhante e preciso, que me perco num sorriso de uma morena que dança. Tem mil vaneiras no couro curtido e bem afinado, mas frouxou bem espichado, vai nos contando segredos. Nas mãos de quem te carrega, pede fogueira, mas calma, não entre em choque. A palma e pela tocada dos dedos. Bandeira, lua redonda nas noites de escuridão, que logo acende um clarão por entre a luz do candeeiro.
Tem seu querer da acordeona pra se chegar sem permissão e firmar teu compromisso. Esses bailões dos campeiros. Por isso grita bem alto, que só te escutam na sala. Tem graves na tua fala pra acordar quem descansa. Das platinelas alcança um som brilhante e preciso, e me perco num sorriso de uma morena que dança. Por isso grita bem alto, que só te escutam na sala. Vem avisar com uma fala pra acordar quem descansa. Das partes nelas alcança um som brilhante e preciso que me percura um sorriso de uma morena que dança.
Me criei potro nestas lidas da fronteira, lidando com as caborteiras, curando touro no laço, e deixo ensino para quem vier depois de mim, porque Deus me fez assim e ser gaúcho é o que faço. É madrugada, arrasto as garras pro palanque antes que amanhã levante. Hoje é segunda-feira, a cavalhada sai da forma pra o bução. Já vou sovando o vocal e compondo à minha maneira. Uma abragada, sente o cheiro do serviço, fica com pelo de ouriço, sai com lombo que é um anzol.
E o tostado fazendo a volta na estância, troteia com elegância pela ciência do bocal. E o tostado fazendo a volta na estância, troteia com elegância pela ciência do bocal. Desde peazito me criei puxando potro, sovando basto e pelego no lombo da cavalhada. E o que me agrada é quando um matungu veiaco sai roncando amassar o pasto prometendo gineteada. Esta potrara que bota brilho na estância, que seria de um gaúcho se não tivesse um cavalo?
Por isso eu sigo neste velho ritual, um bagual, outro bagual, a cada canto de galo. Por isso eu sigo neste velho ritual, um bagual, outro bagual, a cada canto de galo. Sou campesino, tranço corda e gineteio, na guitarra dou um pompeio, tenho amor no que faço. Não sou perfeito, mas me agrada a lida bruta, botrada na recoluta, rigado, gordo no pasto. Me criei potro nestas lidas de fronteira, lidando com as caborteiras, curando o touro no laço.
E deixo ensino pra quem vier depois de mim, porque Deus me fez assim e ser gaúcho é o que faço. E deixo ensino pra quem vier depois de mim, porque Deus me fez assim e ser gaúcho é o que faço. Linha Campeira, cultura gaúcha para acompanhar o teu churrasco. A lua é um tiro-alvo e as estrelas bala e bala. Vem me nua, eu me salvo no aconchego do meu pala. Se troveja, gritaria, já relampeja minha adaga. Quem não mostra valentia já na peleia se apaga.
Marquei a paleta da noite com o sol, que é ferro em brasa, e o dia veio mugindo pra se banhar na água rasa. Pra me aquecer mate quente, pra me esfriar diada fria. Não vai ficar pra semente quem nasceu pra ventania. A lua é um tiro ao alvo e as estrelas bala e bala. Vem-me no ano e eu me salvo no aconchego do meu pala. Se troveja, gritaria, já relampeja minha adaga. Quem não mostra valentia já na peleia se se apaga. Marquei a paleta da noite com o sol, que é ferro em brasa.
O dia veio mugindo pra se banhar na água rasa, pra me aquecer mate quente, pra me esfriar. Diada fria não vai ficar pra semente quem nasceu na ventania. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. A lua grande e prateada era um convite de festa, se mostrando numa fresta. Entre uma nuvem e a estrada, meus 90 rasgadas se embaralhava no freio. Sabedor que o mordoneio lá se ia dar na ramada, a lua no fim da estrada era um mapa do caminho que levava para os carinhos num rancho pampa florido, alma de algum perdido.
Em noite clara se encontra, floreada não faz de conta com gaita. Ganha em vestido no rastro da lua grande, largue com sede de amor pra me fazer cantador. Entretendo chinaredo, se eu volto de manhã cedo ou volto tarde do dia. O que importa é a fantasia, que a gente vive sem medo. No rastro da lua grande, larguei com sede de amor pra me fazer cantador. Entretendo o chinaredo, se eu volto de manhã cedo ou volto tarde do dia. O que importa é a fantasia, que a gente vive sem medo.
A lua grande e prateada, cangueiro detonante, que busca um sonho distante ou fazendo a liberdade. Foi separando a vontade ao se lucir por inteira com os ciúmes das bolhadeiras, Três Marias de saudade. A lua no fim da estrada, razão de sonho e de luz, o meu destino conduz como quem forja uma rima. Luseiro que me alucina quando se mostra tão nua. Pra quem busca um par de luas nos olhos grandes da China, no rastro da lua grande, largue com sede de amor pra me fazer cantador.
Entretendo o chinaredo, se eu volto de manhã cedo ou volto tarde do dia, o que importa é a fantasia. Que a gente vive sem medo. No rastro da lua grande, larguei com sede de amor pra me fazer cantador, entretendo o chinaredo. Se volto de manhã cedo ou volto tarde do dia, o que importa é a fantasia que a gente vive sem medo. Quando escramuça no meu peito uma saudade, agarra as garras para ensilhar meu estradeiro. E enquanto a tarde já se apaga pelos cerros, minha alma acende suas paixões e seus segredos.
Depois a noite traz à lua leve calma, estes banhados erguem vozes e cochichos. Eu abro as asas onduladas do meu pala porque me bate a sede louca dos cambichos. Tira nas lindas que me arrastam para o surongo, no fim de mundo onde geme uma acordeona, onde se embala minha alma de canteiro pelos buzeiros das miradas querendonas. Gringas, mestiças e morenas cor de aurora, negras e claras se confundem na fumaça. Meu coração é um barco errante nestas horas, passando a noite sem saber que a noite passa.
Mas quando o sol braseia as barras do horizonte, só restam rumos e recuerdos pra seguir. Porém, mais vale pra um Galdério esta saudade do que não ter saudade alguma para sentir. Tiranas lindas que me arrastam para o surungu, num fim de mundo onde geme uma acordeona, onde se embala minha alma de campeiro pelos luzeiros das miradas querendonas, pelos luzeiros das miradas querendonas. Você está na companhia do Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
Há um sorriso de lua, quarto crescente no céu, se escondendo no chapéu de ventos já desabado, frente ao olhar que retoma Que é um vistaço no dela, mirando deste a cancelar um sonho do mês passado. Mais uma vez me entrego de alma e de coração, dando rédeas pra razão que às vezes bota a maneira. Preparo trança de 12, bombilhas de prata e ouro para ir luzindo no couro, que a sua lua fosse cheia. Amar é desencilhar quando se chega em visita, depois soltar as testitas para um fundo de nada, tomar um mate cevado com queijo e boas-vindas, olhando os olhos da linda, matar a sede da estrada.
Quem anda de alma estradeira às vezes se perde desse, por isso que hoje parti bom viento, a lua de perto, direito ao rancho nas lavras. Onde mora o bem querer, motivo para se estender num trote de rumo certo. Sabe Deus que me conhece, faz um punhado de anos que eu tenho feito meus planos e a coisa já andou feia, queria ser bem bonito, eu mostrando a noite bela pra minha linda na janela, caso a lua fosse cheia. Amar é buscar mais lenha pra o fogo na madrugada, depois de uma testrada de sonho De alguma razão é entregar toda a alma sem rédeas e sem aviso, acostumando um sorriso às faltas de um coração, acostumando um sorriso às faltas de um coração.
Vamos, nego! Vamos, nego! Já tô pronto, rapaz. Eu comi um bolo de usina, buchi de 5 linhas, e temos que pegar uma rede que vai cruzar lá na Praça Artigas ainda. Eu tô pronto para as horas, boca aberta! Tô com as panelas prontas, rapaz, e as linhas, e 3 carimbadas dentro do isopor para não dar dor de cabeça. Estonhei as variantes, Juliano, pai. Deixa pra lá. Me disse o Joãozinho Largura que a ordem tava na mão pra ir sacar umas traíras no açude lá do Rincão.
Juntemos as trouxas e as linhas com meia dúzia de canha e pistoneamos a variante na direção da campanha. Achamos o resto da praia Para acomodar as carnadas, 40 linhas de mão, deixemos ali estirada. Juntemos lenha da volta para uma fogueira graúda e destapemos as barreiras para esperar a soltura. Um pescador de fronteira dispensa até casamento para passar a noite pescando, bebendo água ao relento. Porém, um dia do Um peixe e o outro é do pescador, esta é a desculpa mais certa se voltar sequi sopor.
Um pescador de fronteira dispensa até casamento pra passar a noite pescando, bebendo trago ao relento. Porém um dia é do peixe e o outro é do pescador, esta é a desculpa mais certa se voltar sequi sopor. Já era alta madrugada e nem sinal de xirique. Queimava a bosta de vaca pra nos livrar dos mosquitos. Foi quando correu uma linha, mas agarrá-la não pude. A noite deu uma bailada, eu fui pra dentro do açude. Molhado e louco de frio, tivemos que se espedar.
Atei as linhas nas pedras e Rastro, fui me deitar. No outro dia bem cedo fui repassar o assado, a trem pitada virada, que zorro vem desgraçado! Saquei umas linhas na água, mas peixe havia nenhum, só um bogeiro enredado que se engasgava o muçul. Um tchau e graças caseiro, que pescaria furada! Vamos pescar a lavenda, que as grandes tão carimbadas. Um pescador de fronteira dispensa-se casamento pra passar a noite pescando, bebendo trago ao relento.
Porém, um dia é do peixe e o outro é do pescador, é até a desculpa mais certa se voltar sequiso por. Um pescador de fronteira dispensa-se casamento pra passar a noite pescando, bebendo trago ao relento. Porém um dia é do peixe e o outro é do pescador. Esta é a desculpa mais certa se voltar seco isopor. Aqui a baguete, aquele tombo que tomasse para pegar aquela linha dentro d'água, rapaz. E Renê, não vou mais jogar para aquele baita bicho com 17 kg.
O que é que eu faço? Chamo o martelo sem cabo, caivo? E nego, e o isopor veio algo? O isopor eu não trago nada, mas meu braço é sábio, cara de muqui. Ai, ai, ai, vai eu mesmo. Ouvimos Pescador de Fronteira, de Leonardo Borges, Paulo Osório Lemes e Erlon Pericles, interpretado pelo Juliano Moreno. Ouvimos também Caso a Lua Fosse Cheia, de Guruja Teixeira e Luiz Marenco, interpretado pelo Luiz Marenco. Cambichos, de Jorge Rodrigues e Luiz Bastos, interpretado pelo César Passarinho.
No Rastro da Lua Grande, de André Teixeira e Anomar Danubiveira, interpretado interpretado pelo César Oliveira e Rogério Melo. Gaudêncio Sete Luas, de Luiz Coronel e Marco Aurélio Vasconcelos, interpretado pelo Pirisca Greco. Madrugada e Palanque, de Gabriel Escuciato e Niall 600, interpretado pelo Ricardo Berga. E a primeira do bloco, Bandeiro Lua Redonda, de Gujo Teixeira e Juliano Gomes, interpretado pelo Joca Martins e Juliana Spanevelo.
E aí, Panavizé, te agradou, chefe? Mas credo, Gauchão, a coisa muito especial esse lote de marca, hein, tchê? E essa prosa sobre a Lua, seus ciclos e interferências, rendeu muito pano pra manga no Minha Campeira de hoje. E já tivemos informação sobre a taula de bosa, né, tchê? Que garanto que muita gente não sabia, mas que aqui cavoca e cavoca até descobrir as curiosidades. E ainda de regalo deciframos alguns mistérios, e pelo menos sobre o significado das palavras, Ah, e quando tu falou em curiosidades e mistérios, eu me lembrei que antigamente tinha uns livretos que eram distribuídos nas farmácias e que traziam, além de muita informação, as fases da lua mais apropriadas para o plantio, principalmente.
Eram conhecidos como Almanaques de Farmácia e divulgavam, além dos medicamentos patrocinadores, muitas boas práticas e ideias relacionadas com o projeto de modernização da sociedade com temas vinculados ao progresso através de uma infância bem cuidada e disciplinada. Aí eu, quando guri, ficava sempre tentando nas farmácias quando chegava um exemplar novo, pois tinha piadinhas, ditados e gravuras engraçadas de personagens criados pelo Monteiro Lobato, e um deles era o Jeca Tatu.
Mas eu todos os tempos de antigamente como Bragas, mas me recordo muito bem dos calendários que se tinha em casa, que sempre marcava as fases da lua e ainda indicavam quais eram as plantas que se cultivava em cada época, em cada fase de lua. Isso é interessante, muito rico, pois é essa mistura do embasamento científico e também do folclore, do misticismo. Outra coisa que usava muito, onde se indicava as informações, é a tal da folhinha do Sagrado Coração de Jesus.
Antes essas folhinhas você pegava na igreja, nas farmácias e diversos pontos comerciais. Hoje tem até aplicativo de celular com essas informações do calendário agrícola e também do calendário de pesca. Eu baixei o aplicativo e tô aqui com as informações do mês de outubro, onde diz agrícola, o que se planta, o que se semeia e o que se colhe. E no calendário da pesca traz os melhores dias baseados na fase da lua. Então, dia 2, lua nova, neutra.
Dia 10, quarto crescente, regular. Dia 17, lua cheia, ótima. E dia 24, quarto minguante, bom. Então, tia, já tá aí a dica para o povo que acompanha tem a campeira e gosta de botar as linhas na água, vai no final do mês, que pela lua tá garantida a pescaria. E quem marcar a pescaria para o início do mês, já sabemos que é só pelo mosquito mesmo. E tem uma coisa muito interessante sobre esse nome do astro em questão. Lua é o nome técnico dado aos corpos que orbitam os planetas.
O nome de fato da nossa lua é Hidra Bene, devido à mitologia grega, onde Selene tem um irmão, Hélios, que é o Sol. Permette, hein, Che? Aqui produzimos de tudo, até pelas astrologias e mitologias a gente navega. É tanto conhecimento que até o nosso Cusco Intervalo é sabido das coisas, não é mesmo, Intervalo? Estamos apresentando Linha Campeira, O teu companheiro de churrasco. Apoio cultural: Vision Uniformes, do seu jeito. Acesse visionuniformes.com.br.
Tá preceito a prosa de hoje, não tá, tchê? Então não perde a vaza e faz um costado digital nas plataformas do Linha Campeira, no Instagram e Facebook. Tem muito conteúdo exclusivo, são textos, fotos, gravuras e muito mais. No YouTube tem vídeos para lá de campeiros contando causos e ilustrando a nossa prosa campeira. Nas plataformas mais populares de podcast você pode ouvir esta e muitas outras prosas de fundamento. O nosso site linhacampeira.com tem tudo para tu curtir e compartilhar.
Já chegue no rancho do Linha Campeira! Voltamos a apresentar Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Apoio cultural: Vision Uniformes, do seu jeito. Acesse visionuniformes.com.br. E tamo de volta, povo bueno, para seguir prozendo. E lhes digo que prosa buena tá separando, mas credo! E começamos falando do ciclo da lua e chegamos a resgatar os antigos almanaques de farmácia. Na verdade, nem tão antigos e que só desapareceram por conta das facilidades de divulgação através da internet.
E a proposta do tema sobre a lua foi do Lucas Negri, mas eu resolvi pedir assessoria campeira do seu Severino Moreira, e o homem não frouxou e passou um eito de informação importante. E ele confirmou que a lua sempre foi respeitada pelo campeiro, falou das luas fortes, luas do vício e da força, força, no caso a crescente e a cheia, sendo que a minguante, principalmente a nova, são conhecidas como luas fracas. Pois é, então para se castrar um bicho, por exemplo, você procura fazer numa lua fraca como a minguante para se evitar sangria.
E a poda, por exemplo, do arvoredo também se diz que é melhor fazer numa lua minguante de maio ou junho, e para as árvores não perder Seiva. Também na minguante é a lua que a gente busca fazer madeira, pois evita o caruncho. E assim são as crenças, algumas delas com justificativas, e por isso que ainda permanece os ensinamentos que vão passando de ano em ano, geração em geração. E Leonel diz que até o corte de cabelo tinha interferência lunar.
Se cortasse na lua cheia, o cabelo ficava mais volumoso. Na crescente crescia mais ligeiro. E então se escolhia cortar na minguante, que se diz uma lua fraca. E aí demorava mais tempo para se visitar o barbeiro novamente, né? Eu tenho para mim que uns amigos cortaram tanto cabelo na minguante, mas tanto, que já estão ficando até com escassez capilar. Não é mesmo, Panambi? Mas com toda certeza, viu? Só que a lua luna minguante também favorece plantar, principalmente verdura, que demora um pouco para brotar, né, tio?
Mas quando brota, vem com força. E isso também deve servir quando se faz umas mudas de cabelo, é para distribuir nas regiões menos favorecidas da cabeça. Pelo menos essa é a esperança do careca, né, tio? Mas é verdade, essa gurizada não floxa, hein, tio? Aproveita a vaza e já dá para cutucar os que estão com a quincha meio descoberta. Mas aí eu vou dizer uma coisa para vocês, né? Aí o cara tem que cuidar a lua tanto para podar quanto para semear, né?
Porque tem uns índio velho que estão plantando cabelo agora, morango velho. Não vou dizer nomes para não ficar aqui, né, tchê, como que o cara tá fazendo buchincha com a vida dos outros. Mas esse povo fato se desdobra em causos que perigam ser verdade. E tu que tá na escuta pode mandar teu chásque, teu recado de forma direta pro nosso WhatsApp, que é o 4799193000, ou também pode prender o grito pelas nossas redes sociais. Tamo no Instagram, no Facebook e no canal mais campeiro do universo em vídeo no YouTube, né, Xê?
Então Então é só procurar por Linha Campeira. Bom, vamos então agora escutar uma marca no capricho com autoria e interpretação do Lisandro Amaral. Shot e recado: Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Sabor de mate, brilho de estrela, leva um recado de um cantador que por humilde marrou na luna, compôs um shot para uma flor que por humilde marrou na luna, compôs um shot Para uma flor tem um rosilho ventoso, abelha liviano que amansa e faz mais de ano para os caprichos da paixão.
E uma acordeona, oito socos de fronteira, que floreia da maneira de agradar teu coração. E uma acordeona, oito socos de fronteira, que floreia da maneira de agradar teu coração. Sabor de mate, brilho de estrela, leva um recado de um cantador que por humilde, baixo a luna, compôs um shot para uma flor. Que por humilde, baixo a luna, compôs um shot para uma flor. Cantar da noite, água descendo, falta escramuça na cavalhada. Daqui uns 3 dias me sobram os pila, ensilho a alma e tô na estrada.
Daqui uns 3 dias me sobram os pila, ensilho a alma e tô na estrada. Levo a cabresta Uma pintura de Mouro, um presente de namoro, tranco bueno pro cilindro. E de retorno, Chimarrita do banhado, quero um sorriso estampado neste rosto de jardim. E de retorno, Chimarrita do banhado, quero um sorriso estampado neste rosto de jardim. Sabor de mate, brilho de estrela. Leva um recado de um cantador que por humilde, baixo a lua, compôs um shot para uma flor.
Que por humilde, baixo a lua, compôs um shot para uma flor. Que por humilde, baixo a lua, compôs um shot Para uma flor. A lua cheia ponteou de novo no céu da pampa, desenhando a estampa, imagem clara, poncho e chapéu. Tranquilar, o bom cavalo. Quando o céu num piano fez uma estrela vir debuléu, luz cadente noite afora. E o meu bar de espora tem um brilho raro vindo do céu. E o meu bar de espora tem um brilho raro vindo do céu.
Faz contraponto com a prata inteira destas rosetas, clareando a silhueta que à luz da lua estendeu no pelo. Minha gateada alumiou, que prendeu no couro para trazer o brilho assim desse velho. E a lembrança É um açoite pra quem vê na noite uma flor amarela enfeitando o cabelo. Toda distância se perde aos poucos rumando a estrada. Léguas de agachada ao tranco, parece que voa. Sabe o rumo, falta um eito, pois me aperta ao peito uma lembrança dela que anda A batova, frouxas rédeas e as pontezuelas quebram lua e estrelas no espelho grande e fino da lagoa.
Quebram lua e estrelas no espelho grande e fino da lagoa. Quem tem retornos no rosto da amada junto à cancela e a lembrança dela numa saudade que é minha ainda. Faz da estrada um verso assim. Ela espera por mim com uma senha, um beijo de boas-vindas. Flor morena minha, assim, o teu riso é rima pra esta jacareira de lua linda. O teu riso é rima pra esta jacareira de lua linda. A saudade A cidade aos poucos dentro da noite vai indo embora.
Largo das esporas, duas estrelas quando a estrada finda outro par. Meu olho negro me conta segredos desde que a noite nem sabe ainda. E a saudade é um mundéu, teu olhar é uma festa de jacaré. De lua linda, teu olhar é um céu pra esta jacarera. De lua linda, teu olhar é um céu pra esta jacarera. De lua linda. Você está ouvindo Linha Campeira. Venho vindo de longe, da terra crioula, mãe desse pé. Por ela eu mato e morro, e tô sempre prontito pro que der e vier.
Venho do berço de vento, sou rio grandeense, sou farroupilha. Tô trevo, barba de moda, sou capim-limão, me leva de curtida. Venho do berço de vento, sou rio grandeense, sou farroupilha. Tô trevo, barba de moda, sou capim-limão, me leva de curtida. Venho do berço de vento, sou rio grandeense, sou farroupilha. Tô trevo, barba de moda, sou capim-limão, me leva de curtida. A mim o mundo não leva, nem que faça força e me arranque os pedaços.
Tô cravado nessa terra, mas Pelo menos 1 metro e meio pra baixo. Essa tranqueira baguala foi mal falquejada, pescou na água escasso, cortado na lua minguante, pau ferro e péu, quem sabe lá abaixo. Essa tranqueira baguala foi mal falquejada, pescou na água escasso, cortado na lua minguante, pau ferro e péu, quem sabe lá abaixo. Cresci terciando solito, levando comigo a terra na garupa. Regulando e te quero tanto, batei meu peito mais forte que nunca.
Que a morte iria me levar, que este mundo mal era metida nesse Diga, amigo, que esse tal daqui morreu cantando foi o Mano Lima. De amor tive a me elevar, este mundo mau dá metida de cima. Diga, amigo, que esse tal daqui morreu cantando foi o Mano Lima. O viejo rio que vai cruzando o amanhecer com um grande cavalo, leva na balsa um pouco vai rumo à cosecha, cosecheiro, eu sei, e entre copos largos me esperança cantar. Com mãos curtidas, deitarei no algodão meu coração.
La tierra de Chacu quebrachere y montarás, prenderá mi sangre con un ronco zapotai, y serai del surco mi sombrero bajo el sol faro de luz. Algodón que se va, que se va, que se va, plata blanca mojada de luna y sudor, un ganchito borracho de sueños y amor quiero yo. Algodón que se va, que se va, que se va, plata blanca mojada de luna y sudor, un ganchito borracho de sueños y amor quiero yo. Sueños y amor quiero yo. De Corrientes vengo yo, barranqueras ya se ven, y en la costa un acordeón gimiendo va, su lento llámame.
Cosecha, cosechero yo seré, y entre copos blancos mi esperanza cantaré. Con manos curtidas dejaré en el algodón mi corazón. La tierra de Chaco quebrachera y montarás, prenderá mi sangre con un bombo sapucay, y será en el surco mi sombra. Sobre el bajo el sol, faro de luz. Algodón que se va, que se va, que se va. Plata blanca mojada de luna y sudor. Un ganchito borracho de sueños. Y amor quiero yo. Algodón que se va, que se va.
Plata blanca Tem mais Linha Campeira no Spotify. Enquanto a prata luzia entre os ramos da figueira, lentamente fui bordando. Esta milonga campeira, intercalando silêncios com acordes naturais, nem cansa a goela da noite. E as vozes dos mananciais nem cansa a goela da noite. E as vozes dos mananciais. Milonga da noite, milonga da lua, cantar de fronteira com passo charrua. Por mais que te apontem lugares comuns, jamais tem jeito de jeito nenhum.
Milonga da noite, milonga da lua, cantar de fronteira com passo charrua. Por mais que te apontem lugares comuns, jamais tem jeito, de jeito nenhum. Temendo assustar os grilos, evitei as dissonâncias, pois em derradeira instância queria seu contracanto. E a noite já bem madura Se fez regente, Chirua, notando em clave de lua, escreveu a partitura. Notando em clave de lua, escreveu a partitura. Milonga da noite, milonga da lua, cantar de fronteira com passo charrua.
Por mais que te apontem lugares comuns, jamais tem jeito, de jeito nenhum. Milonga da noite, milonga da lua, cantar de fronteira com passo charrua. Por mais que te apontem lugares Somos, jamais tem jeito, de jeito nenhum. Pressentindo que A noite de paixão se consumia. Um galo madrugador chamou a barra do dia. Quedei-me então em silêncio, tal como fez a guitarra. Fui cevar o o mate novo, ouvindo o som das cigarras. Fui cevar o mate novo, ouvindo o som das cigarras.
Milonga da noite, milonga da lua, cantar de fronteira, compasso charrua. Por mais que te apontem lugares comuns, jamais tem jeito, de jeito nenhum. Milonga da noite, milonga da lua, cantar de fronteira com passo charrua. Por mais que te apontem lugares comuns, jamais tem jeito. Desse jeito, leio. E é para dançar de pé trocado, Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Eu sou um poço de versos, sou cachoeira, sou cacimba, sou ramagem que não cimbra por mais repleta de ninhos.
Canto de passarinho, no alumbramento da aurora. Eu sou a estrela da espora cantando pelos caminhos. Eu sou a estrela da espora cantando pelos caminhos. Sou verso que sai à trote com franciscano desvelo, rimo pelos cotovelos quando o vento faz o mote. Meu canto não perde o norte, pois de guitarra ou de relho eu vou cantando parelho, fazendo pouco da morte. Eu vou cantando parelho, fazendo louco da morte. Eu sou canário da terra que não cai em açafrão, sou outro galo de guerra que faz cantar os morão.
Assim vou narrando a saga De um povo sobrevivente, riscando a ponta de adaga o passado no presente, riscando a ponta de adaga o passado no presente. Por isso ninguém me cala, tem Mocinha tocando. Em Barcamonte me planto, qualquer gaita me nega. E Dom Dino versus Sucro, tira a ronda de a cavalo. Alua, uipa nos cuscos, e o sol repica nos galos. Alua, uipa nos cuscos, e o sol repica nos galos. Bem, cadê potro e marcação, porteira fora.
Um par de galgos pra correr lebre aos domingos. Atar o cacholão de axina, prender o grampo. Sempre que o campo pede a tarefa dos pintos. Cuidar a lua pra iniciar um bagual de freio. Contor o arreio pra não pisar o cavalo. A cruz boa pra bandear o gado no passo. Sembrar o laço e aguentar o tirão do piá, a cruzar a boa pra bandeira do passo. Sembrar o laço e aguentar o tirão do piá, saltar bem cedo pra matar ao redor do fogo. Antes que a lida peça vaja na fronteira, que o rei, o brabo e a espora vão sempre alerta.
E a volta certa da velha lavandeleira. São nestas coisas crioulas do meu rincão. Que a tradição tranca o garrão e se garante, e acha que encanta com sotaque regional para tornar universal nosso Rio Grande. São dessas coisas crioulas do meu rincão que a tradição tranca o garrão e se garante, e acha que encanta com sotaque regional para tornar universal nosso Rio Grande. E acha que encanta com sotaque regional Para tornar universal nosso Rio Grande.
Saber das manhas do tempo e das mangas da rua, quando se arma para os lados do chovedor, dar um saludo mesmo para quem não conhece, quando se passa um vivente no corredor, pular de empelo para manguear a cavalhada, quebrando jada na manhãzita do inverno, levar opago refletido sem planeta, qual um palanque que se sustenta no cerro. Levar o pago refletido no semblante, qual um palanque que se sustenta no cerro. Chapéu tapeado, tirador, bota e bombacha, e o chagaúcha que é de festa e de serviço.
E o mesmo pala que vai ao ombro dobrar, desce para o braço e escora o que for preciso. São nestas coisas crioulas do meu encanto. Que a tradição tranca o garrão e se garante, que acha quem cante com sotaque regional para tornar universal nosso Rio Grande. São estas coisas crioulas do meu quintal que a tradição tranca o garrão e se garante, que acha quem cante com sotaque regional para tornar universal nosso Rio Grande, que acha quem cante com sotaque regional para tornar universal nosso Rio Grande.
Ouvimos Do Meu Rincão, música de Anomar, Danilo Viveira e André Teixeira, interpretado pelo André Teixeira. Cantador, de Pedro Hortaça e Vaini Dardi, interpretado pelo Pedro Hortaça. Clave de Lua, de Miguel Marques e Nico Bruno, interpretado pelo Miguel Marques. El Cosecheiro, de Ramon Ayala, interpretado interpretado pelo Daniel Sá e Luiz Carlos Borges. Tronqueira, de autoria e interpretação do Mano Lima. De Lua Linda, de Gujo Teixeira e Gustavo Teixeira, interpretado pelo próprio Gustavo Teixeira.
E o bloco começou com Chota e Recado, música de autoria e interpretação do Lisandro Amaral. Que tal, Bragas Velho? Ai, Zalo, apelido de marca daqueles que não dá em tosseira. Mas eu não posso deixar de contar para vocês que no final de agosto, numa das minhas foi até o município de Candiota para conhecer o mestre Severino Moreira, que sempre traz contribuição aqui para o Linha Campeira. E ficamos uma meia-tarde proseando e matiando.
Ah, e o homem é uma enciclopédia, tanto em matéria de campo como também sobre música e poesia, pois o homem é escritor e poeta com muitas músicas gravadas por diversos artistas. Aproveitei para adquirir alguns de seus livros que ele tinha disponível em casa, e ele me regalou com outros os tantos. E algumas informações que estão atracando por aqui no Linha Campeira de hoje foram fornecidas pelo seu Severino Moreira. Inclusive, numa consultoria sobre o tema que estamos abordando hoje, ele me disse que a plantação de milho é comumente feita na lua minguante, pois o milho nasce mais parelho, com menos falhas, mais viçoso e com mais espigas.
Olha aí a informação implantação. Mas então tá aí a dica para os que fazem a tal da implantação capilar, né? Façam na lua minguante, que conforme o exemplo do milho, tende a nascer mais pareio, com menos falha, mais viçoso e com mais fio. Mas que que me dizem? Brincadeiras à parte, tem a crença de que para botar uma galinha em choco, o ideal é nos primeiros 21 dias de uma lua fraca. Então você contava 21 dias, que no terceiro ciclo cairia numa lua forte para os pintinhos descascarem.
E tem explicação. Quando o ciclo do choco termina numa lua fraca, diz que tanta película que envolve o pinto como a casca do ovo ficam mais fortes, mais duras, e os pintos não têm força para romper, quebrar a casca e assim nascer. Mas é verdade, faz sentido, meu amigo velho. E como eu disse antes, vale a pena a gente ficar atento aos ensinamentos dos antigos. Já tinha falado de como fazer madeira sempre na minguante, mas também tem outros ensinamentos antigos que vem inclusive em letra de música, como fala também de que para enfrenar um potro deve-se evitar a lua nova, que é para não ficar babão, né, ô Panambi velho?
Tu conhece algum babão, chefe? Diz que para plantar repolho, né, tio, por por exemplo, a melhor lua é a lua cheia, pois o repolho tem formato de lua cheia. E já na minguante, tudo que cresce para baixo da terra, como alho, cebola, beterraba, batatinha, cenoura. E na lua nova se planta abóbora, berinjela, couve, melão, melancia, pepino, e também a soja e o trigo, pois diz que é melhor o pé não crescer muito para concentrar a força no grão ou mesma fruta.
E na lua crescente já você planta alface, chicória, salsa, cebolinha, radite e rúcula. E por aí você vai, né, tchê? Bom, gurizada, agora escutando o rumo da prosa de vocês, eu tive que recorrer às pesquisas científicas e rapidamente encontrei alguns textos no Instituto de Física Internacional que abordam essa temática das fases da lua e explicam esses fenômenos a partir também da movimentação das marés nos oceanos. E aí dá pra entender um pouco melhor e diferenciar a ciência das crendices populares.
Bueno, não vou dizer aqui que as crendices também não têm o seu valor, porque têm, com certeza, mas eu vou fazer aqui uma síntese do que eu entendi nesses artigos. Bueno, as marés são influenciadas principalmente pela força gravitacional exercida pela Lua e, menor grau pelo Sol. A Lua, por tá mais próxima da Terra, tem um impacto maior na força gravitacional do planeta. Existem duas marés altas e duas marés baixas, em um ciclo de aproximadamente 24 horas e 50 minutos, por isso que às vezes as marés têm horários alternados.
Conforme a Terra gira, diferentes áreas são afetadas pela força da Lua. Sim, sim, gurizada, com calma porque a Terra gira e é redonda, só não é redonda igual uma esfera, mas tá mais pra ser redonda do que plana. Bueno, as fases da Lua, nova, crescente, cheia e minguante, têm um efeito direto na amplitude das marés. A Lua nova e Lua cheia são marés de sizígia. Nesses períodos, a Terra, a Lua e o Sol estão alinhados, o que faz com que as forças gravitacionais se somem.
Isso garante marés cheias mais altas, no caso a maré alta maior, e marés mais baixas, no caso a maré baixa menor, chamadas de marés vivas ou sizígias. Na lua crescente iminguante são marés de quadratura. Durante as fases de quarto crescente e quarto minguante, a lua e o sol estão em em ângulos retos em relação à Terra, e aí as suas forças gravitacionais se contrapõem, uma tá dum lado, outra tá do outro. Isso resulta em marés mais suaves, com menor diferença entre maré alta e maré baixa, são chamadas de marés mortas ou de maré de quadratura.
Portanto, gurizada, as fases da Lua interferem e influenciam diretamente a intensidade e a variação das forças gravitacionais ao longo do mês lunar. Essa complexa interação entre gravidade da Lua e do Sol associada à rotação da Terra e também na forma como o planeta tem suas variações explica não só as marés, mas também o crescimento das plantas. Bueno, essa nossa prosa já tá de fundamento, hein? Então não flutuemos porque agora temos que atracar mais um lote de marca.
Vamo que vamo, porque que vem, quarto de ronda com Jorge Guedes e Luiz Carlos Bodes. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Tirei um quarto de ronda. Sem a lua companheira, pois choveu a noite inteira. Hoje é tempo aguado, mas o que importa afinal? Se eu nasci pra ser tropeiro e quartear com os companheiros, que me importa o temporal? Aonde não tem seguro, cê faz a ronda redonda. Na grama a água faz onda, o aguaceiro não dá trégua.
Ainda falta algumas léguas para entregar esta tropa. Menos mal que o poncho ensofa, sem molha o lombo da égua. Ao chegar na boçoroca, levou direito balança e pra o reponte dança. Depois da tropa pesada, levou o trote a cavalhada. Passeios do vai e vem e escuto apito do trem que se vai rumo à jargueada. Ao chegar na Boçoroca, pegou direito a balança e pra o reponte dança. Depois da tropa pesada, leva ao trote a cavaleada, parceiros do vai e vem.
Escuto apito do trem que se vai rumo à jargada, escuto apito do trem que se vai rumo à jargada. Relampeava e trovejava, raios de tremer o chão. Do relâmpago clarão demonstrava cada res. É a lanterna que Deus fez, disse o capataz Ramírez quando enxergou um arco-íris. No longo de um charolês. E agora eu vou chamar o meu amigo e cantador missionero Luiz Carlos Borges para cantar comigo. Logo se finda a tropeada e eu me vou para Timbaúva secar o longo da chuva nos campos finos, morada no meu rancho, beira estrada onde a se alonga, vou tirar um quarto de ronda nos braços da prenda amada.
Ao chegar na Boçoroca, eu vou direito à balança e pro reponte da andança. Depois da tropa pesada, levo o trote à cavaleada. Parceiros do bairro, vem e escuta o apito do trem que se vai rumo à charqueada. Ao chegar na Boçoroca, devo direito à balança, e o pau repontido dança. Depois da tropa pesada, devo trotear a cavalhada. Parceiros do Vale, vem e escuta o apito do trem que se vai rumo à charqueada. E escuta o apito do trem que se vai rumo à charqueada.
Escuto a pito do trem descer aí rumo à charqueada. Pede tua música pelo nosso WhatsApp 47 9193-0000. por bom guitarrheiro. Desde Lavras até Encruzilhada, tenho fama e um violão tonante que do sol tem a tampa empenada. Pego a tempo lá fora uns potro numa estância pra lá dos engenhos. Volta e meia me largo pro povo num florão degateado que tenho. Toco uns bailes no fim de semana quando prendem o grito pra nós. Largo eu num violão dedilhado e o maneco na gaita e na voz dá de fato uns bailes bem buenos onde as moças se enfeitam pra ir e a pionada que vem de bem longe gasta plata pra se a divertir.
Dia desses num baile que andei conheci uma morena trigueira, eu toquei uma vaneira pra ela e De longe me olhava faceira. Quando foi lá no meio do baile que um guri não frouxava morena, eu falei pro maneco da gaita: para um baile declama um poema. Quando eu vim da minha terra, muita guria chorou. As que não vieram de atrás foi porque o pai não deixou. Meu Moro pelou a anca. Esse fato me preocupa de tanto levar prenda linda bem sentada na garupa.
Quando eu abro a minha gaita, toco baile a noite inteira. Sou quase um Nelson Cardoso com gaúcho da fronteira. Foi por nada, é um santo remédio. E a morena sentou bem ligeiro. Eu desci já dizendo pra ela, na ultramarca sou eu o primeiro. E o maneco, depois do poema, abriu bem a acordeona e o peito e tocou umas milongas do jeito que apertei a morena com jeito. Coisa linda era nós dois na sala, num trancão pra durar toda a vida.
Eu falei pra morena, morena me espera, que esse baile termina em seguida. Mas foi só eu voltar pro violão e tirar uma morena pra dança. Era polcavalcinha e vaneira, e eu aos poucos perdendo a esperança. Coisa braba é tocar um baile inteiro sem campear um namoro que seja. Quando um toca, alguém se adverte, sobra pouco pra quem for seja. Mas então o que é bom se termina, e a morena eu bem vi foi embora, foi comigo num pingo gateado pra escutar minhas vaneiras lá fora.
Mas então o que é bom se termina, e a morena eu bem vi foi embora, foi comigo num pingo gateado pra escutar minhas vaneiras lá fora. E nós parecia dois barquinhos quando as águas tão serenas. Aqui cavaco também é lenha. Cada vez que o pensamento se solta a vaguear solito, o olhar se perde nas brumas da imensidão do infinito. Corto a noite pelo meio montando a lua prateada. Que solto a pastorejar nas barras da madrugada, nas barras da madrugada.
Se a estrada é nova, faço crescer em ti as ânsias, pois se é cheia a inspiração, céu me encontra às distâncias. E nunca pensou à noite sobre o lombo do luar? Não entendi os motivos Que me faz estradear. E nessa noite de ronda onde o silêncio flutua, vou rendendo um sonho antigo a cada quarto de lua, a cada quarto de lua. A crescente e a minguante são as melhores de Encília, pois achei a cor de Valdigória e a chincha pras virilhas.
Quando encilho a lua nova, boto o laço a bater cola, cor delgada aperto a chincha até unir as argolas, até unir as argolas. Se a estrada é nova, faço crescer em ti as ânsias, pois se achei a inspiração, são incontes as distâncias. Quem não perdeu sua noite sobre o lombo do luar? Não entendi os motivos que me faz estradear. E nessas noites de ronda onde o silêncio flutua, Vou rendendo um sonho antigo a cada quarto de lua, a cada quarto de lua.
Sempre no fim da jornada o sol se achega e apeia e vem emprenhar de luzes o ventre da lua cheia. Do outro lado do mundo, algum parceiro de andanças me traz a lua de volta. Sempre que a noite me alcança, sempre que a noite me alcança, se a estrada é nova, faço crescente as ânsias, pois se é cheia inspiração, são enquanto as distâncias. Quem nunca cruzou a noite sobre o lombo do luar? Não entendi os motivos que me faz estradear.
E nessa noite de moda onde o silêncio flutua, vou rendendo um sonho antigo a cada quarto de lua, a cada quarto de lua. Vou fazer de conta que a felicidade vem me dar adeus. Vou fazer de conta que essa lua cheia são os olhos teus. Vou fazer de conta que a felicidade vem me dar adeus. Vou fazer de conta que essa lua cheia são os olhos teus. Vou fazer de conta que a felicidade vem me dar adeus. Vou fazer de conta que essa lua cheia são os olhos teus.
Vou fazer de conta que a nuvem que passa nunca vai passar. Vou fazer de conta que essa tua ausência não me faz chorar. Vou fazer de conta que a nuvem que passa nunca vai passar. Vou fazer de conta que essa tua ausência não me faz chorar. Vou fazer de conta que a primeira rosa ainda não murchou. Vou fazer de conta que o tempo de amar ainda não passou. Vou fazer de conta que a primeira rosa ainda não murchou. Vou fazer de conta que o tempo de amar ainda não passou.
Se eu fizer de conta em tudo que eu já disse isso acontecer, o jardim da vida nesse faz de conta vai reflorescer. Se eu fizer de conta em tudo que eu já disse, isto acontecer, o jardim da vida nesse faz de conta vai reflorescer. Vou fazer de conta que a primeira rosa ainda não murchou. Vou fazer de conta que o tempo de amar ainda não passou. Vou fazer de conta que a primeira rosa ainda não murchou. Vou fazer de conta que o tempo de amar ainda não passou.
Vou fazer de conta que a primeira rosa ainda não murchou. Vou fazer de conta que o tempo de amar ainda não passou. Se eu fizer de conta e tudo que eu já disse isso acontecer, o jardim da vida nesse faz de conta vai reflorescer. Se eu fizer de conta e tudo que eu já disse isso acontecer, O jardim da vida nesse fazer conta vai reflorescer. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Me despacharam feliz, disseram que pela idade, madrugador de verdade, é peão para todo serviço.
Estou à espora pisando firme no chão. Um jeito antigo de pago, eu vi deixar o galpão. Um jeito antigo de pago, eu vi deixar o galpão. Pé no estribo sem alarde, a barba e a melena branca, poncho embalado na ancara e um tordijito vinagre. Para onde irá o Felício, alma pura de valor? A vida toda na estância, agora tristeza e dor. Se lhe tocou a porteira que larga para o corredor, se lhe tocou a porteira que larga para o corredor.
Filho gaúcho nasceu e nem soube ser criança, lidou muito cedo. Na estância depois que a burra morreu. Fiquei com pena do pobre, que nem família ele tinha. E os mates da tardezinha, ó, descansava conforme. E os mates da tardezinha, ó, descansava conforme. Vi água nos olhos dele e me deu raiva do mundo. E eu ensilhei meu matumbo e me despachei com ele. Para onde irá o Felício, alma pura de valor? A vida toda na estância, agora tristeza e dor.
Se ele tocou a porteira que larga para o corredor, se ele tocou a porteira que E pinga a graxa nas brasa. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Estamos ouvindo música de autoria interpretação do Gilberto Monteiro. De Lua e Sol, ouvimos também. Pra Onde Irá o Felício, música do Marciano Reis e Nelson Cardoso, interpretado pelo Grupo Carqueja. Faz de Conta, de Telmo de Lima Freitas, interpretado pelo Porca Velha. No Lombo do Luar, de Jaime Brun Carlos e Luiz Cardoso, interpretado por Os Monarcas.
Pra Escuitar Minhas Vaneiras Lá Fora, de Gugu Teixeira, interpretado pelo Jair Terres. E a primeira do bloco, quarto de ronda, de Agramonteixeira, Luiz Carlos Borges e Jorge Guedes, interpretado pelo Jorge Guedes e Luiz Carlos Borges. Que tal, gurizada? Vamos se aprumando para os tchau. Ah, meus amigos velhos, que lote musical espetacular, meu! Tchê! Mas me toca informar que vamos chegando ao final de mais um episódio do Minha Campeira, mas não sem antes agradecer a audiência e a atenção de todos esses amigos que tiveram conosco aqui e dos que vão estar ainda pela internet, se Deus quiser.
Então quero dizer que temos de volta já na próxima oportunidade. Leonel Furtado aqui da Fronteira, Linha Campeira. Deus o livre, companheirada, que teve lindaço Linha Campeira de hoje, com muita informação bem fundamentada. Já vai fazer tu sair atracando umas plantação, né, tio? E as músicas então na melhor qualidade. E já vamos dar os tchau aqui que tá na hora de saltar para cima da carne. E já vou deixando o meu abraço a todos e até semana que vem.
E esse assunto sobre os ciclos da Lua separou interessante por demais, abordando as interferências da Lua nas atividades humanas, inclusive falando de melhores luas para semear e até para fazer transplante capilar. Haha! Esse é o Linha Campeira, sempre abordando temas de interesse geral e principalmente campeiro. E desta forma me despeço de todos, deixando beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço. Baita prosa essa de hoje, resgatando folclore, crenças e cheio das bases científicas, além das músicas que foram uma melhor que a outra.
Só Me empresta então deixar um abraço, velho, do tamanho desse universo gaúcho? E a prosa agora, gurizada, segue pelas redes sociais. Estamos no Instagram, no Facebook e também no nosso canal do YouTube, sempre com uma prosa em vídeo louca de especial. Por hoje aqui é isso. Nos queiram bem, que mal não tem. Semana que vem tamo de volta com mais uma prosa louca de especial aqui no Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.
O sol reparte seu brilho para cada quarto de lua. É a natureza que atua nas plantas e nos animais. É a vida dando sinais que tudo tem relação, desde semear a plantação até as mudanças Wise.
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