Robelson Lula | Esqui Cross-country paralímpico - Que Esporte Conversa #47
- História de Robelson LulaInfância e Câncer · Amputação e reabilitação · Primeiros contatos com esportes adaptados
- Felicidade e propósitoEncontrar motivação e superar limites · O esporte como ferramenta de transformação · Mensagem de incentivo para pessoas com deficiência
- Superação e ResiliênciaA importância de não desistir · Lidar com lesões e dores · A força de vontade contra adversidades
- ParalimpíadasParticipação em Jogos Paralímpicos · Convocação e emoção · Representar o Brasil
- Esqui Cross-country e BiatloAdaptação ao frio e à neve · Treinamento com roller ski e motoboard · Regras e penalidades no biatlo · Estratégias de tiro e respiração
- Velodromo OlimpiadasEstrutura e residência no CT · Energia e impacto positivo · Comparação com centros internacionais
- Handball de Cadeira de RodasAdaptações nas traves e regras · Associação PSC São Carlos · Potencial inclusão nos Jogos Paralímpicos
- Prêmios e ReconhecimentoConquista histórica para o Brasil · Impacto na visibilidade do esporte de inverno · Reação da delegação brasileira
- Transição de atleta para professorImportância do estudo para atletas · Compartilhar a história e inspirar outros · Planejamento para o futuro pós-carreira
- Viagens InternacionaisPaíses visitados e preferências
Boa!
Eu gosto de dizer que ele é multi-atleta, porque pelo que eu vi na biografia dele, ele já fez handball de cadeira de rodas, já fez outras coisas e agora, nas Paralimpíadas de Inverno, representou o Brasil muito bem nos Jogos Paralímpicos de Milão e Cortina. Roberson Lula, seja bem-vindo ao podcast.
Fala, galera. Bom dia a todos vocês, todos os ouvintes que estão ouvindo aí. Vou falar podcast. Então, vamos conversar, bater um grande papo agora. Falar que esporte, qual esporte que eu faço. Outras modalidades também, que, igual você falou, foi mil e um atletas. Então, eu agradeço pelo convite desde já. Desde já mesmo, agradeço pelo convite para estar batendo esse grande papo aí com vocês. E vamos...
Contar também um pouco da minha história. Perfeito, perfeito. Cara, primeiro, participar de uma Paralimpíada deve ter sido um negócio maluco, deve ter sido uma experiência incrível. Já me fala isso, como é que é participar de uma Paralimpíada? Ah, eu vou falar para você, que desde a primeira participação nos Jogos Paralímpicos, bom...
Vamos falar, primeira parte, do atleta ser convocado, nossa, já é uma emoção já. Já é uma emoção do atleta estar sendo convocado com os Jogos Parolímpicos. Porque você não sabe ali na hora, você espera, vai chegar mensagem no seu e-mail, depois a confederação manda para nós assinar, tudo certinho. Então, contando desde a primeira participação que foi em 2022 na China,
Nossa, é muito emocionante você saber que está sendo convocado para representar o Brasil.
Perfeito, então, segunda participação já, o cara já está habituado. Já, já. Mas eu falo assim, já foi a segunda participação, mas parece que quando, pode ser quantos anos for, quando você sabe que foi convocado, já tem muita emoção, porque não importa se já foi primeiro, já foi segundo, então quando você sempre convocar, está mostrando que ainda você tem chance de buscar medalhas, então buscar...
os objetivos que estão no esporte. Então, para mim, quando tem toda a convocação, eu falo, nossa, vamos lá representar o nosso Brasil, mostrar que nós atletas para o Olímpico são capazes, somos determinados na modalidade. Então, isso aí é todos os desafios.
Sim. Com certeza, com certeza. Mas, depois a gente fala um pouco mais dessas Paralimpíadas, eu acabei pulando. Muita coisa que eu ia perguntar, mas eu quero saber um pouco do início. É só isso aí. Como é que foi o início? Primeiro contato com os esportes? Quais foram os primeiros esportes que teve contato? Ó.
Contando um pouco no início também, eu não conhecia nenhuma modalidade de esporte. Então, modalidade de esporte foi começar a conhecer em São Carlos, porque eu sou do Nordeste, eu era do Nordeste, tudo. Então, eu ainda não tinha a doença, não conhecia nenhuma modalidade. Quando eu tive o câncer com 12 anos, 12 anos de idade eu tive o câncer.
E aí, através de tanto tratamento, fiquei mais de cinco anos de tratamento fazendo o câncer. Então, o oxasacoma na perna direita, na panturrilha. Fiz uma cirurgia da amputação, fiz quimioterapia. Nessa parte dessa quimioterapia é muito forte, caiu o cabelo. Então, teve todo esse trajeto da...
da quimioterapia, foram no máximo oito sessões, quatro sessões quando eu estava com câncer e depois foi mais quatro depois que eu fiz a amputação. Então, foi todo esse projeto, fez a parte, como eu posso falar, é a parte da da quimioterapia, eu fui obrigado a usar sonda, porque eu não conseguia me alimentar, não conseguia comer devido um...
A quimioterapia que era tão forte. Então, teve essa parte. Depois que eu fiz a cirurgia, eu tive outra cirurgia que fez uma raspagem. Por quê? Porque eu tive infecção no coto, que é um membro lá que pegou infecção. E foi obrigado a fazer outra cirurgia. Mas daí foi tudo com sucesso, tudo. E 2010, é onde que eu vim para São Carlos. Minha mãe veio para cá com minha irmã, tudo.
E aí, nesse 2010, acho que em 2012, eu fui para a ACD. Eu tinha uma professora muito querida quando eu estava estudando em São Carlos que me inscreveu na ACD para mim estar conseguindo minha prótese, porque eu andava sempre moleta. Aí eu pensava que nunca ia conseguir.
Tipo, uma prótese. E aí, nessa parte da... Como que eu vou falar? Da inscrição. Um dia que eu cheguei na escola, ela falou, ó. Você tem que ir para São Paulo. Eles ligaram para mim e conseguiram você ir lá.
Fui para São Paulo, foi onde eu fiz todo o procedimento que precisa fazer, fazer as medidas para estar ganhando a prótese, e aí precisava de readaptação, readaptar tudo de novo, readabilitar. Sim.
Onde eu fiz essa parte de reabilitação foi aqui em São Carlos mesmo, na UZI, na Universidade da cidade de São Carlos, que é a UFSCar, que tem a UZI, que é a UFSCar, onde eu fui começar a fazer o andamento da prótese, readaptar ali na prótese. E ali eu falava que estava sempre com vontade de conhecer a modalidade adaptada.
Foi onde eu ia, através da Uzi, conseguir contato com a professora, que é uma professora da universidade, que é uma professora MEI. E aí, onde eu fiz natação. Não gostei tanto da natação, fui para o handball.
E aí o handball me incidei bem, fui adaptando, não sabia nada do handball, sabia nem conduzir a cadeira e bola. Teve todo aquele processo de adaptação. E aí, daí ela pegou e conheci outra modalidade que ela apresentou, que foi o atletismo. O atletismo eu ia fazer lançamento de peso, dar de disco sentado.
Aí o meu ex-treinador, que chama Maradona, ele falou, ó, tem uma modalidade aí que vamos ver, o que você acha? Vamos encarar ela? Falei, bora, não sei nem que modalidade vai embora. Ele falou, não, solta em altura. Falei, nossa, solta em altura, mano.
que é o truco uma perna só. Aí ele foi ensinando tudo com 2013. Eu comecei em 2012, essa medalha. Em 2013 teve um campeonato, se eu não me engano, em São Carlos mesmo. E consegui uma medalha de ouro com 1,60m. Nossa! Eu falei, louco, mano. Eu falei, nossa, um metro... Discutando com atletas convencionais? Não, é amputação mesmo. Cada atleta tem sua classificação funcional. Então era ter...
T42. Então, eu só disputava com T42 na minha categoria. Então, cada treta tem sua categoria, sua classificação. Mas você estava no início e já conseguiu uma medalha de ouro. Nossa, mano. Vamos fazer. Vamos continuar. Continuei bastante. Fiquei até em 2018 com a modalidade.
O handball eu continuei, ainda continuo com o handball. Agora o handball, eu sou vice-presidente de uma associação do handball aqui em São Carlos mesmo, que é a PSC, que é a PSC São Carlos. Então, aí nós estamos, estou ainda na modalidade. Em 2018 foi quando que eu conheci uma modalidade que eu nunca imaginava. Eu falei, ah...
Vou enfrentar essa modalidade também. O que eles falavam? Que é a modalidade de inverno. Eu falei, mas inverno? Eu até fiquei nessa minha turma. Inverno? O Brasil na neve? Inverno? Como assim? Como que é essa modalidade? Então, aí eu fiquei nessa parte. Mas de inverno? No Brasil não tem neve. Como é o treinamento? Aí onde que foi toda adaptação?
toda adaptação, que treino no asfalto, que é o que chama roller e ski. Então, em 2018, fui conhecer essa modalidade, me adaptei lá na modalidade. Com os seis ou sete meses, eu tive para conhecer a primeira vez a Neve que foi no Chuaio, na Argentina. Isso em 2018.
Em dezembro, que já ia fazer mais de sete meses, oito meses, fui pra primeira Copa do Mundo. Nossa, foi a primeira participação da primeira Copa do Mundo. Coração ali, eu falei, mano... E no frio, ia num lugar que faz muito frio. Vou falar pra você, é um lugar que faz bastante frio.
E Itô é do Nordeste, lugar que não tem frio praticamente nunca. No Nordeste tem frio não. A temperatura do Nordeste, vamos falar que é de 40 graus. Pode chegar a menos 15, menos 20, pode chegar a menos 25, dependendo do local. Na Finlândia já peguei menos 25.
Nem se mexia, então. Nem se mexia, então. Não, não se mexia. Quando chegar menos 25, você não conseguia sair pra fora. As luzes da pista não acendiam. Teve uma época que chegou menos 25, a luz da pista no escuro porque a luz não tava acendendo. E aí pensamos que era o pessoal que tinha desligado, mas não. Eles falaram que quando tem uma temperatura, a luz não consegue acender.
Aí eu falei, nossa, nós treinamos no meio da... Tipo, no escuro, na época, tudo. Mas... Com sete meses, conheci a modalidade. E na época, o índice era abaixo de 180 pontos. Com sete meses, eu fiquei 106 pontos, eu fiz. Bem próximo do primeiro colocado. Primeiro colocado começa com zero. Sim. E aí, quanto você está mais próximo, os pontos é melhor. Então... Tá bom.
Se eu chegasse em segundo lugar, ia ter tipo dois pontos, três pontos, dependendo do tempo que você chega próximo do primeiro colocado. Então, com a minha primeira participação na Copa do Mundo, eu fiz 106 pontos. Poxa. Com sete meses, eu falei, nossa, será que esse é meu esporte mesmo, então? Aí até 2018,
nesse esporte. E aí, uma dúvida muito curiosa. Quando antes mesmo de começar no rolê de esqui e tudo mais, quando eu era criança, tu pensava um dia eu quero ver neve, mas é muito difícil porque eu moro no Nordeste brasileiro. Tu já tinha pensado nisso? Alguma vez? Era um desejo de eu conhecer neve, por exemplo? Ó.
Olhando assim, nessa parte, acho que nunca, nessa parte, acho que nunca tinha falado que eu queria conhecer Neve. Sim. Tipo, poisava, do Nordeste, acho que eu nunca imaginei que ia ter essa parte. Eu via na TV, tinha hora que eu pensava, falava, mas isso é verdade? Será que é, tipo, efeito que eles fazem? Mas não, depois quando você vai, a primeira vez você fala, não, não é.
Não é mentira não, é de verdade mesmo. E a neve, e é o froquinho certinho do desenho da neve. Você pesquisar a neve, você vê os desenhos, é igualzinho, quando você pega, cai na sua mão lá certinho, é igualzinho o froquinho da neve.
É engraçado isso, porque a gente passou por uma coisa que talvez você não imaginou que fosse passar algum dia, que é estar no Mundial, estar numa Copa do Mundo, estar numa Paraná de Olimpíadas, num evento mundial desses, e eu...
Eu, como uma criança que sempre viu TV e sempre gostou de neve também, eu nunca toquei na neve. Muita gente fala que não é tão legal assim quanto a gente pensa que é. Depois que tu mora num lugar que tá com neve, que tem neve frequentemente, é tipo um saco.
Não, isso é. Eu falo pra você que é. Porque você fala, nossa, é bonito, neve bacana, mas, nossa, você vai andando, tem lugar que você anda e vai afundando o pé em cima da neve, eles passam a máquina, mas o duro que, quando neva na cidade...
Eles passam a máquina, tudo, as calçadas, mas o duro pra você andar no dia a dia ali, nossa, é bem bem chatinho, assim, bem chato, porque você pisa, tem hora que escorrega, por baixo tá, por cima tá neve, mas por baixo tá o gelo também, então você pisa ali, escorrega, cai, tem risco de se machucar, então...
É bonito ver nevando, mas quando tá nevando é difícil nós sair. Tipo, ah, vamos sair não, porque eu falo pra você que é ruim mesmo. E isso, é, depende, fica grudando nevando sapato, é. Tudo embaixo na sola, tudo. Ó, tem mensagem aqui de gente no chat.
Ninguém fez pergunta difícil ainda, tá? Mas, é Reginaldo Leme o nome. Ah, conheço, conheço. Grande craque esse menino.
E ainda falou que tu trouxe neve na mochila pensando que nem ia derreter. É, isso aí é verdade. Eu tentei trazer umas neves, todo mundo quer de neve, mas não consigo. Pisou no Brasil, derreteu. E o Reginaldo Neme é um dos atletas que eu estreino junto no handball de cadeira de rodas. Uh, que legal. Ele é o goleiro.
No handball em cadeira, uma parte que eu também posso explicar um pouquinho, que seria bacana, o handball de cadeira de rodas também é adaptado também, todos os atletas são cadeira de rodas, o goleiro também é cadeira de rodas, mas muita gente fica perguntando, ah, mas se o goleiro é cadeira de rodas, a trave é alta? A trave é bem alta, acho que é 2.
Não tô lembrando quanto é a altura 2 metros, realmente, o normal é 2,10 É, do handball, mas quase mais ou menos isso
Mas tem uma parte adaptada também das traves, que as traves diminuem uns 40 centímetros na altura do goleiro. Ah, legal. Usa cadeira de roda, então diminui um pouquinho mais. Diminui uns 40 centímetros, fica o padrão do goleiro. Então, aonde que o goleiro consegue pegar. Não é igual o futebol. O futebol...
Do pessoal que tem o futebol do amputado, igual o futebol de cego, que o goleiro não tem deficiência. Não tem deficiência do amputado. O futebol do amputado, o pessoal joga, o goleiro, ele só não tem um braço. Sim. O goleiro não tem um braço. Então o handball é essa parte. Onde tem a adaptação, que a bola é a mesma do convencional, que é a H3.
E só muda essa adaptação com a trave um pouco mais baixa. E as regras, quais são todas as mesmas, só muda poucas regras também da adaptação no handball, porque quando você faz o gol de 7 metros vale 2 no handball adaptado. E o giro de 360 vale 2.
Por que o giro de 360 ele faz que vale 2? Não sei se você já assistiu o handball de areia. Handball de areia, não, não assisti. O handball de areia é tipo essa parte que também quando ele dá o 360 na altura ali e faz, vale 2. Então eles pegavam quase um pouco também da regra do handball de areia.
Então, os sete metros, tipo, vale dois, que é, tipo, tem a invasão ali do adversário. Então, se o adversário invadiu ali na quadra, vai valer dois, porque ele, tipo, ele impediu de fazer um gol.
pela invasão, porque tipo, ficou dois goleiros, fez aquele impedimento de fazer os dois, de valer um gol, e ali não foi feito, então aí eles colocam pra valer dois, porque é o vale, tipo, do impedimento e daquele da batida dos sete metros. Sim. Pegou um pouco quase a regra do basquete, igual que você faz a primeira sexta, aí deu a falta, você tem mais uma sexta. Tem um lance de bonificação. Isso, isso.
E o Tom pensou em jogar basquete? Basquete, nós da associação treinamos um pouquinho o basquete. Nós pretendemos futuramente jogar basquete, sim. Pretendemos muito fazer o jogo do basquete. Vamos ver. Não sei se você é bom no basquete, igual que eu sou muito bom. Esse que é o problema.
Boa, boa. Então, a associação de vocês, tu já praticou um monte de esporte, tu vai praticar mais ainda agora, é isso? Sim, nós pretendemos divulgar mais esporte, tudo na PSC São Carlos, então, trazer outras modalidades, trazer mais pessoas para...
mais pessoas deficientes para mostrar que eles são capazes, que eles não precisam ficar em casa. Então, tem várias modalidades, tem outras, além de modalidades, mas tem para reconhecer a sociedade, então não ficar só em casa, mas estar no dia a dia.
Sim, com certeza. E me fala o seguinte, Rovelson, dá pra ver que tem um cara muito animado, muito contente com tudo que tu tem feito. Isso é muito bacana, mas voltando lá na parte quando tu era criança e tudo mais, como é que foi aquele momento de recuperação do teu câncer e todas essas questões? O que te manteve?
animado, vivo, assim? Foi o esporte mesmo ou antes teve alguma outra coisa? Nessa parte da... No começo é um pouco difícil, porque com 12 anos de idade e tudo, então vou...
que deu uma motivação um pouco mais à família também. A família foi motivando, não foi deixando decair ali, falar, perdi a perna, vou ficar de cama, não quero saber de sair. Então, através de todo esse esporte de estar conhecendo, foi através da família e os amigos também. Os amigos que eu tinha, tudo nessa parte, foi o que foi me ajudando no dia a dia no Nordeste.
Então, quando eu vim para São Carlos, tipo, cheguei para São Carlos, meus irmãos estavam aqui e foram me ajudando, minhas sobrinhas, tudo na escola, tudo nessa parte, porque eles sabem que não iam conseguir ter amizade. Eu falava, perdi minha perna, vou perder meus amigos, vou perder a amizade, não vou ter essa parte.
E uma coisa que quando eu tive essa parte de amputação, nossa, eu era bem tímido mesmo, bem tímido. Na época, quando eu comecei a conhecer o esporte, o Reginaldo, acho que o Reginaldo, se eu olhar, ele está de prova. Era uma pessoa que chegava de cabeça baixa na alfania, ia para o treino do handball, chegava lá abaixo, estava quietinho, não fazia nada.
O Flávio, que foi o meu treinador na época, quando eu comecei no handball, ele falava, vamos, vamos reagir, não ficar de cabeça baixa, tal, tal. Então, eu era uma pessoa bem tímida mesmo quando eu conheci o handball em 2012. Então, através desses amigos, através da minha família, foi aonde que eu fui vendo que, dependendo da amputação, eu era capaz de...
passar os obstáculos e não ficar de cabeça baixa. Sim. Perfeito. E o esporte mudou tua vida, então? Sim, e através do esporte também que mudou a minha vida. Eu falo pra você que o esporte muda totalmente a vida de um atleta, de uma pessoa. Então, não do atleta, mas de uma pessoa. Porque você consegue ver que, dependendo se você é um cadeirante, se você não tem um braço, se você não enxerga,
Dependendo da sua deficiência, você é capaz de ultrapassar os seus limites. Vamos falar, de ultrapassar os seus limites, vocês são capazes. Cada um são capaz disso. Sim. E tua família sempre foi, sempre apoiou? Ou teve medo? Ou foi aquela família que teve medo? Tipo, ah, não vai fazer tal esporte porque tu não tem uma perna, cuidado. Sim. Não, se for olhar na parte da minha mãe, sim. Minha mãe sempre tinha medo. Ah, mas isso aí você vai se machucar.
porque eu tive cansa, então a minha irmã também, que estava junto com o tratamento, falava.
ó, você vai ter certeza que esse esporte vai te machucar, vai ter o risco da doença voltar de novo. Então, eles tinham esse receio, porque eles estavam junto comigo por cinco anos de tratamento. Então, todo mês eles iam estar comigo, eles iam para o hospital junto comigo, eles passavam, o que eu passava lá, eles passavam junto. Então, toda essa parte. Então, quando eu falei que eu conheci a modalidade, eles ficaram receio, ficaram com medo, mas eles viram que eu estava gostando, eu estava...
e estava sendo bom pra mim então onde que eles foram dando apoio mas no começo eles ficaram um pouco com medo sim bom imagino mãe sempre tem esse medinho sim, mãe sempre tem cuidado sempre tem cuidado, quando eu falo vai cuidar, não vai não sempre ela tinha esse cuidado
E a adaptação com a prótese foi tranquila? Ou levou um tempo ainda? Ah, demorou. Acho que demora um pouco o tempo. Mas eu me adaptei muito rápido assim também. Vai sempre sendo rápido. Então, desde o momento, fui trocando sempre várias vezes o prótese, tudo. Peguei da CD, depois consegui uma melhor, um encaixo melhor. Então, varia bastante. Quando eu peguei um pouco encaixo melhor,
me ajudou muito melhor ainda pra mim se adaptar, fazer o andamento em tudo. Sim. E é muito doido isso, porque a gente... Eu, pelo menos, tinha inocência e pensava que prótese não era um negócio tão caro.
Aí eu fui e cobri um treinei internacional de parabenimânton lá no CT. E aí tava conversando com uma das atletas e ela disse, não, porque é caro. Eu tava, caro. Aí ela falou, ah, essa parte aqui da prótese é 10 mil. Essa outra parte aqui é mais 5. Aí eu disse, pô, é um carro tua prótese. Ela, é verdade, minha perna, vale um carro.
Sim, mas o pior que é, porque eu falo para você, a prótese, para amputado, varia preço, varia muitos os preços.
Então, tem prótese boa, tem prótese mais e melhores ainda, tem prótese eletrônica, então varia muito. Então, tem braço eletrônico, tem tudo isso. Então, varia muito os preços. Isso que é o que você vê. Varia muito. Tem uma prótese que, na época, eu olhei, que é bem no acesso.
Esse joelho é espetacular, faz quase de tudo. Ele é eletrônico. Se você for pesquisar o preço dele, uma vez pesquisei, está custando mais ou menos quase uns 200 mil reais. Esse joelho faz de tudo, de tudo. Ele até pula. Se brincar, ele até pula mesmo, até pula. Então, para você ver, os eletrônicos são um pouco mais caros. Você pode chegar a pagar 100, 80, só no joelho.
Só no joelho, pô. Só no joelho. E varia, então tem os pés também. Então essa parte sempre tem isso. E graças a Deus, eu nunca...
não tinha condição de comprar mais, graças a Deus, desde quando eu conheci o esporte ou algum pessoal foi me ajudando, então agora minha prótese, eu tenho um patrocinador, um parceiro que sempre fala, ó, tá com problema, não, vem aqui que não resolve, então sempre sou grato a ele.
Não sei se eu posso falar. Pode, pode. Sim, porque é a loja de amputado e a BioCenter. Então, são essas duas empresas que sempre estão me ajudando. Então, eu falo, ó, o joelho está fazendo isso. Eu falo, não, pode vir marcar, marca aqui, vem aqui. É em São José dos Campos.
Então, sempre vou lá e falar, vou lá fazer. Então, a Bioscente e a loja de computador, para mim, são uns parceiros que quando eu falo, ó, estou com um problema no joelho, ele falou, não, ligo para o doutor antes e falo, ó, doutor,
Acho que foi o que aconteceu a última viagem agora. O joelho tava dando uns estralos, grandes estralos. Eu falei, doutor, tava com o microfone. Eu falei, ó, coloquei o microfone na parte do joelho, com o microfone, ele é imã. Coloquei lá e comecei a andar. Aí começou a dar aqueles estralos, mandei o vídeo pra ele. Eu falei, ó, tá acontecendo isso. Ele falou, ó.
peraí, daqui a pouco eu ligo pra você. O doutor ligou pra mim e falou, ó, vamos ver. Desmonta ele, olha aqui, abre isso, aquilo. Fui fazendo ali, ele ensinando certinho. Eu falei, ó, provavelmente a mola dentro, você não tá conseguindo abrir. Mas eu tinha um outro joelho que ele tinha deixado de reserva pra mim. Aí eu falei, ó, posso usar o outro? Ele falou, é melhor, usa o outro que vai que sair da água totalmente. Pode acontecer quebrar totalmente. Depois, quando você voltar pro Brasil, nós vamos ver o que aconteceu.
E aí, agora estou marcando para ir lá para ele ver o que aconteceu com o joelho. Aguardar lá para ver o que aconteceu.
Poxa, eu acho muito legal que as marcas veem isso, pô, o atleta tem tal situação, vamos dar esse apoio, vamos ser parceiro do atleta, né? Porque o atleta não passa por... Não é uma vida fácil com o atleta, ainda mais o paralímpico tem. Então, isso é uma força enorme, né? Porque qualquer ajuste que fosse fazer, se fosse ter que pagar, ia ser um...
uns mils aí. É, reajustes é que depende da peça também, depende se for um, vamos falar, depende do componente do joelho que for, pode sair mais caro. Então, dependendo se for um problema maior, é outro joelho, então varia muito nessa parte. Sim, com certeza. O pessoal que já acompanha aqui, agora está avisando o Robelson também, eu tiro e boto o óculos da hora, porque às vezes o óculos fica embaçado. Mas também sou péssimo de enxergar sem o óculos.
Mas aí eu botei agora o óculos, porque acho que era o podcast que você tinha me falado antes, Robelson. O Paratletas Podcast mandou uma mensagem aqui. Robelson Lula, o Homem de Gelo, meu amigo, sou seu fã, sua história é linda, sucesso sempre.
já, nossa, esse cara olha, eu vou falar pra você, é que é um cara determinado também, esse João, porque ele trabalha com um atleta em Jaú, tem um a parte lá que ele trabalha com vários atletas e quando eu tava nos jogos, ele mandou uma mensagem, falou, posso fazer uma matéria pra você? eu falei, lógico, quando chegar em eu moro agora em Mineiros do Tietê e tô aqui pra minha mãe em São Carlos aí Heb Heb
Falei, não, quando chegar aí nós marca. Ele falou, não, vamos marcar. Marcamos. Nossa, ele fez um vídeo, tá pra postar. Ele falou que logo, logo vai postar. Eu falei, vamos postar sim, que vai ser bacana. Então, é uma parte que ele gosta de fazer. Ele gosta do trabalho dele. Ele falou que o mosquitinho do Parolimpe pegou ele e falou que agora não quer sair mais do esporte.
Eu sei como é que é, eu sei bem como é que é, eu entendo. Porque eu, inclusive, gosto muito de estar no CT. Ele fala também, esse dia eu falei pra ele, eu fui no CT, ele falou, não acredito se foi no CT, eu falei, eu fui. Então, e é o pior que todas as pessoas que vai no CT, que nunca foi no CT, e quando vai no CT, não quer sair mais de lá.
É verdade. Passou do portão ali da segurança ali, passou com o carro, você passou ali, o musquitinho já pegou, já é. Ninguém quer mais sair de lá. Ninguém quer sair. Principalmente na parte da residência, da parte de onde tem todas as partes, modalidade ali. Nossa, sempre quando eu tô lá, eu amo estar naquele CT. Eu amo mesmo. Eu acho que é um... Entrar lá...
Tem uma energia e um sentimento de... Um sentimento muito forte de... Poxa, aqui acontecem coisas boas. E aqui pessoas se tornam... Ficam mais saudáveis mentalmente também. Sabe aquela coisa tipo... Aqui salva pessoas. Mais que não seja um hospital. Sim, sim. E... Heb Heb
O CT é tipo, quando você pisa lá, tanto para competir o que for, quando você sai ali, você nunca vai sair de cabeça baixa. Ganhando ou perdendo, nunca vai sair de cabeça baixa. Você vai sair, tipo, 100% alegre, 100% contente, dependendo da vitória. Parece que a linha, o CT, ele consegue fazer isso.
Sim. É um lugar magnífico. Pensar que a gente tem um centro de treinamento daquele porte aqui no Brasil, que eu acho que é um dos melhores que tem no mundo. Sim, sim, você tem. E, poxa, meus pais vieram visitar aqui em São Paulo em fevereiro. E meus pais amam esportes, sempre me incentivaram bastante.
E logo que eu cheguei em São Paulo, um ano e meio atrás, e eu falei pra eles, poxa, eu conheci o Centro de Treinamento Paralímpico, e eles já falaram, poxa, a gente tem que conhecer também, então. E aí eles vieram em fevereiro, e eu levei eles pra conhecer. Olha. Eu nunca trabalhei no CT, então eu fui de metido, levando pra eles pra tudo que é lugar. E aí, poxa, é incrível.
Tem jeito que não trabalha, mas sempre vai lá para ver, conhecer, gostar, ver os esportes, tudo. E o bacana do CT é que a residência é tudo lá dentro. Então, o residencial fica lá no CT. Eu acho que, se for olhar em todos os países que eu fui, acho que nunca havia um CT que tenha já um residencial dentro do próprio CT.
Tipo, você já sai, tem o café da manhã, tem tudo ali, o almoço, o jantar. Por exemplo, tomar o café da manhã, você já vai para a pista, a pista já está ali próximo. Consegue andar ali dentro do CT. Não sei se estou mentindo, mas não sei se algum CT fora do país tem isso. Um centro inicial. Eu sei também. Eu só sei que no ski tem um, que é na Polônia, onde que eu fiquei.
na última competição que eu estava lá antes de ir para os Jogos, que tinha o hotel e a pista já estava do lado aqui. O hotel já estava a pista. Eu falei, nossa, bacana. Eu já dei uma olhada. Eu falei, não, parece que eu não sentei para o Olympus. Já sai da... Então o café já vai direto para a pista.
Isso é ótimo, porque aproxima os atletas uns dos outros, né? Aproxima eles de conseguirem treinar sempre. E querendo ou não, tem muita gente que vem para São Paulo por causa do CT. E aí mora ali já e já fica. É uma facilidade enorme. Sim, sim. É uma parte. E também, vamos falar aqui...
também bem próximo, porque não desgasta tanto um atleta também. Vou falar que não desgasta tanto, porque vamos falar, um lugar que você vai pra treinar, anda mais ou menos 10, 15 minutos, 20 minutinhos ali pra você ir e voltar, e voltar, ali também tem hora que cansa um pouco o atleta, tem que treinar de manhã, tem que ir de novo. Então, varia muito nisso. Sim, sim, com certeza.
Mas Rubelson, agora a gente falando um pouco de representar o Brasil. Tu falou que em 2018 foi a tua primeira Copa do Mundo, correto? Foi, correto, isso mesmo. Primeira Copa do Mundo foi em 2018. E essa foi a primeira convocação ou teve alguma outra convocação antes?
É que sempre a Copa do Mundo, no começo, eles sempre vão colocando a Copa do Mundo para ver como o atleta começou a modelar, ver como ele vai reagir nas competições importantes. Depois, quando eu participei da primeira, eu fui em todas. Acho que só uma competição importante que era para mim estar participando na época foi em 2023, que foi o Mundial.
porque eu não, eu fui escolha minha mesmo, porque foi na época que meu filho tava pra nascer, então eu falei, não, prefiro... Bom motivo, excelente motivo. Eu prefiro meu filho, eu prefiro o nascimento do meu filho, tá junto com ele ali, então foi uma parte bacana. Na época minha esposa falou, não, é mundial, você tem que ir, eu falei, não, o mundial vai nascer. O mundialzinho logo chega pra nascer.
Então, foi acho que uma dessas competições que eu não participei, mas o resto já participei todos, depois eu já comecei a participar, aí depois fui para os Mundial, que os Mundial, que bem. Então, aí depois, em 2024, 2025, aí fui fazer outra modalidade também, acho que você viu lá, que é o biatro, que é o correio atirar. Então...
Tipo, igual que você falou, mil um é atleta, então várias modalidades. Então, depois eu comecei o Beato, recentemente, onde que teve a convocação do Beato nos Jogos Paralímpicos. Em 2022 não participei, mas em 2026 eu participei o Beato.
Sim, sim. E aí, como é que é atirar também? Ó, eu vou falar pra você ter bastante folha, tem que ter bastante concentração. Vamos falar, dar uma volta de 2,5km e parar pra atirar, já chega ofegante.
Então, chega o fegante, deitar, para tirar um alvo, ele tem mais ou menos onde tem que soltar o alvo ali, mais ou menos, você pegar o dedo mendinho, dá uns 13 milímetros, tem que acertar esses 13 milímetros bem ali no meio. Nossa, é... Você bate, a hora que bate na bordinha, balança a parte lá do alvo, ele vai, desce, fala, nossa... É bacana, agora uma prova do...
da parte do biado, que eu falo que você tem que concentrar muito mais, e a prova é de 12 quilômetros. Poxa. Eu falo 12 quilômetros. Tem que manter ali a intensidade? Não, nem tanto manter a intensidade, você não pode errar muito. Porque cada erro que você leva, você toma a penalidade de um minuto no seu tempo. Nossa. E são 20 quilos por cada volta. São 20 quilos por cada volta, e 2 quilômetros e meio.
E cada erro que você fizer ali, você toma uma peninada de um minuto. Nossa, nos Jogos Paralímpicos eu fiz os 12 quilômetros, eu tomei 10 minutos. Nossa, eu fiquei... Poxa, tomou 10 minutos de punição. Tomei, errei... 10 tiros. E o errar o tiro é tu errar o alvo?
Por exemplo, se eu não acertar o alvo e não fechar, é porque eu errei. Então, aí você toma penalidade. E as outras modalidades, a mesma modalidade que é de 7,5 no sprint por surte, o tempo é diferente. Só o de 12, que é um pouco cada erro que você toma, você toma penalidade em um minuto.
Vamos pegar o exemplo do 7,5. São duas paradas de tiro. Se eu errar um tiro, eu pago a penalidade de 150 metros. Essa é tipo, se eu errar um tiro, eu pago 150 metros ali, faço a volta de 150 metros. Errei dois tiros, dou duas voltas de 150 metros. Depois saio para a volta de 2,5 km. O sprint por surte.
A primeira, que é a Qualy, no Spin Tepo Sut, é a Qualy. São duas paradas também. Por cada erro, são 15 segundos do seu tempo. Na primeira, que é na Qualy. E depois, ali, ele soma para quem tem a margem de erro de 30%. Do primeiro colocado, você tem 30% de margem de erro. Para ir para a final. E ali na final...
Aí, cada um, depois que sair essa margem, vai sair o tempo que aquela pessoa fez, ele vai sair ali no seu porcentagem. Então, ali, depois vai ser a parte da chegada. Então, nessa final aí, tem o alvo, e aí tem a penalidade também, no sprint. Se eu errar, eu pago a penalidade.
E a volta é mais curta também. Mas também tem que ter bastante respiração 100% bem também. Prova curta e aja. Então tem que atirar, tentar não errar pra não pagar penalidade e chegar ao máximo. Então são quase um quilômetro. Um quilômetro, mais ou menos. É dar mais ou menos um quilômetro. Chegar bem rápido, atirar, levantar, correr.
Sempre me falam que a melhor técnica para o tiro é tu fazer, tu meio que sincronizar a tua respiração com a forma como tu vai atirar. Sim, sim, sim. Nesse caso, então, deve ser dificílimo. Se tu tá correndo teu ofegante ali, ele tem que pegar e atirar logo.
Eu tenho sempre uma estratégia que antes de chegar um pouquinho antes do alvo, eu dou uma... Tentar dar uma respiraçãozinha mais... Sortar mais forte para chegar ali e já tentar respirar. Então, o controle bem 100%. A carabina também tem que estar bem ajustada. Então, todo esse processo.
Perfeito. Me deu uma tosse aqui, gente, eu não sei porquê. Aí eu tô desligando o microfone toda hora pra não aparecer a tosse na transmissão. Mas me confirma aí se vocês que estão ouvindo a gente estão ouvindo um pouco de retorno, que eu tô ouvindo um pouco aqui da minha própria voz. Mas tu tá ouvindo algum retorno? Além da minha voz? Um abraço.
Não, é só sua voz. Só me avançar. Tranquilo, então. Mas, a gente estava falando de seleção e uma coisa que eu queria saber aí é o que significa para ti representar o Brasil?
O que significa para mim representar o Brasil? Acho que significa bastante coisa. Estar representando o Brasil tudo. Não só o Brasil, mas representar a minha família, representar todos aqueles atletas que sempre têm vontade de estar representando o Brasil. Todas aquelas que...
eles competem junto comigo, nós tentamos disputar a mesma vaga, mas quando eu vejo que ele não conseguiu a vaga, você conseguiu, então para mim está representando um ele que não conseguiu, para mim também é classificante em tudo nesse processo. E mostrar que não só falar que muitos...
Acho que o nosso Brasil, o nosso país, que o pessoal sempre vê que só fala futebol, futebol, futebol. Mas tem outras modalidades também que precisam ser reconhecidas em todo momento. Não só o futebol. Tem outros atletas também que representam o Brasil e mostram que é capaz de representar o Brasil também. Tem toda essa parte. E eu falo que...
Esse ano foi um recorde. Consegui uma primeira medalha nos Jogos Paralímpicos. Isso foi incrível. Foi incrível. Tanto do Olímpico quanto do Paralímpico. Mas a parte do Paralímpico, acho que foi muito incrível do Chris conquistar uma medalha. Porque ele batalhou desde 2018, sempre. Começou, acho que ficou em quarto, foi em sexto.
momento aqui, Robelson, acho que acabou a bateria do teu microfone. Agora foi? Agora foi. Foi. Então é uma parte que eu falo pra você. Então, trabalhar com todo esse processo pra mim é muito gratificante. Totalmente mesmo.
estar representando o Brasil, levar todo o país, levar nosso Brasil no peito, para mim é muito classificante mesmo. Poxa, isso é fascinante. Eu fico pensando, se eu pudesse ter oportunidade de representar o Brasil em alguma coisa, eu já ficaria super animado. Ah, imagino.
Tem todo tipo de representar o Brasil, até um levantamento de copos. É, exato. Se fosse um levantamento de garfo, eu sei que seria muito bom. Mas é, mas eu falo para você, é bacana nessa parte. E tem alguma pressão diferente?
Tem alguma... Quando tu vê o que tu tá ali representando o Brasil, o que tu tá nas Paralimpíadas. Tem, tem, tem. Eu falo pra você, minha participação minha foi... Eu vim na China, né, da pandemia ainda, tava tendo pandemia em 2022, eu cheguei lá na largada, tava travado, mano.
Começou a respirar, parecendo que tinha chegado aquele momento, parecendo que pode vir o choro, tudo. Nossa, a primeira participação, minha primeira convocação, de coração acelerado. Eu falei, não, agora não é hora de emoção, não é nada. Vamos ter que fazer essa prova. Depois que acabar a prova, vamos emocionar, vamos falar que agora virei atleta para o Olimpo, tudo. Porque quando você torna atleta para o Olimpo, quando você participa nos Jogos para o Olimpo. Então, eu falei, agora não é um momento.
Agora eu sou atleta. Deixa acabar a primeira competição. Chega lá e você fala que foi atleta para o Nino. Então, na primeira, nossa, minha frequência estava... Sempre minha frequência fica baixa antes de eu largar. Antes de eu largar, eu já estava com a frequência de... Vamos falar... 80, quase 150. Minha frequência. Na hora que eu larguei, a frequência foi para... Eu falei, opa, vamos...
respirar, concentrar e vamos trabalhar. E a minha primeira prova de Jogos de Coroen foi 20 ou foi 18 quilômetros. É muito longo, né? Mas era só o ski cross-county. Só o ski cross-county. Em 2022 só foi o ski cross-county. Menos mal. Não, porque a minha primeira prova de 20 quilômetros foi dolorida. Que dolorida.
E é bacana isso. Como é que é viver as Paralimpíadas? Lá tem uma vila paralímpica também? Tem. Tem toda essa estrutura?
Tem tudo, sem nem sair dentro da vila. Tem tudo lá. É 24 horas. Vamos falar, 24 horas comida, 24 horas bebidas. Tem tudo lá. Ah, quero um café, tem café. Ah, quero beber um refrigerante, alguma coisa, um suco, alguma coisa. Tem 24 horas. Ah, quero beber um Power, um isotônico, essas coisas que é o Power. Tinha lá 24 horas. Nós temos uma chavinha, tem geladeira que é fechada.
Ela só abre com a chavinha. Então essa chavinha eu passava na geladeia, abria lá e pegava. Pô, aí é sucesso. Eu lembro que eu fiz um cruzeiro com a minha família uma vez e agora esse rolê aí tu falou de ter comido 24 horas e fez lembrar esse cruzeiro, que às vezes eu ia de madrugada lá e tinha comido.
Tinha comida? Tava eu andando de pijama pelo começo dos cruzeiros. De madrugada na vila, chegava lá, já tinha um lanchinho, já tinha uma boa coisinha pra comer. Pois é. Não parava, não parava. Mas também o tanto que nós gastava também, tinha que ter sempre... Pô, mas o nutricionista fica maluco com vocês também. Ah, tem hora que fica, porque depende de algumas coisas que tem lá, fica. Fica mesmo. Aí come se escondendo.
acho que nem tanto, porque nós você pega, ah, tô com dependendo do treino que nós faz, dependendo da prova por exemplo, 20 quilômetros você gasta muito então aí você tem que repor bastante então, mas tem que ter o controle também sim, sim não estrapalhar com certeza e vamos lá tu já representou o Brasil tu já fez outros cortes o que qual é a competição mais marcante na tua vida?
Nossa, a competição mais marcante, acho que foi agora, em 2026, ficar entre os top 20. Para mim foi marcante. São quantos, não é? São 90? Acho que chega quase isso. Acho que chega quase isso. E ficar entre os top 20 ali. Do Paralímpico, acho que chegaram 50 e poucos atletas.
Acho que é do Olímpico que era, 96. Do Paralímpico, quase 50 e poucos atletas na modalidade. Chega a mais ou menos isso. E é muito interessante, quando não...
pra quem não acompanha, acompanha só o futebol, pega e fala, ah, ficar entre o top 20 foi muito bom, a pessoa vai dizer, ah, pô, nada a ver, como assim top 20 é bom? Mas é uma realidade diferente, né? É um esporte diferente, e chegar no top 20, tu tá entre os 20 melhores do mundo. Isso é, eu vou falar, os 20 melhores do mundo ali, ficar entre os 50 melhores do mundo ali, é...
Porque se eu for olhar o ranking mesmo, o ranking mesmo é muito mais atletas. É quase 100 atletas no ranking. Sim. E aí ele tá no ranking, e tá entre os top 20 no ranking mesmo, de tudo. Todas as competições que tá ali entre os top 20, é... Quando você olha assim e fala, nossa, tô no top 20. Fazer e manter.
É muito bom. Pois. Isso aí fica a constância, né? Sim, sim. Você está fazendo um trabalho bem feito e agora é só melhorar. Sim. Isso é bacana, que quando você está participando, você está vendo, então tem como melhorar mais ainda. E o que você acha que o Robelson Lula, como atleta, pode melhorar para conseguir um top 10 na próxima?
O que é agora pra esse ano, nós vamos trabalhar bastante. Como é psicólogo, eu fui ver os tempos, como que tava. Dá pra melhorar bastante, então... Tô pra mudar algumas coisas do meu equipamento. Agora, cuidar um pouco do meu braço, do meu ombro, porque esses tempos eu tô sentindo bastante o ombro. Não sei se é o que tem, então... Vou trabalhar com o meu fisioterapeuta. Ver pra frente agora, trabalhar muito mais.
Trabalhar para, se Deus quiser, 2030. Se Deus quiser, buscar mais um Jogos Paralímpicos. 2030 vai ser onde? Vai ser na França. Vai ser na França. Poxa, aí é... Vai ser na França. Vai ser na França. Vai ser bom. E eu pretendo, se Deus quiser, estar lá.
Pô, e tu já viajou pra caramba por causa do esporte, né? Ah, não, já viajei muito. Já falei, já pedi as contas, quantos países já fui? Fora os países que nós passamos de... Na Europa, fora os países que na Europa nós passamos de carro ali. Do ladinho, passa dentro do país, volta, vai. Então, mas já viou bastante países. Tá, e qual o país que tu mais gostou de conhecer?
A Itália bastante. Eu gostei bastante da Itália. Agora, um país que eu falo é gostoso, mas também é muito frio, é a Finlândia. Finlândia? Aham.
Vox na Finlândia, eu falo pra você que é muito frio. Frio mesmo. O sol, você não vê o sol, acho que... Duas horinhas não. Duas horinhas, três horinhas, acho que você não vê esse sol. Tem vezes que você nem vê a cor do sol. Nossa. Sério. Chega duas horas da tarde, já não tem mais sol. Já tá escuro. Poxa, aí... Já fica escuro, duas horas da tarde.
Isso é estranho pra gente, né? Pior que é. Eu acho que quando eu fico lá e volto pro Brasil, eu não consigo ficar sem óculos aqui. Quando eu tô assim na rua, eu não consigo ficar, porque o sol aqui parece que começa a ficar queimando, porque quando você não vê sol lá e você vem pra cá e vê sol, nossa, as retinas, os olhos ficam...
Como que eu posso falar? Como que fica? Tipo, embaçando tudo do sol. Fica sensível, né? Fica bem sensível. Sim, sim. Parecendo que você coloca polírio quando você vai fazer exames e você coloca polírio e você vê tudo embaçando quando você põe polírio. É a mesma coisa. Quando você tá lá e vem pra cá e vê o sol, aí você tem que ficar de óculos. Você não... Fica bem sensível.
Falei eu lembrar agora que eu tenho que ir no oftalmologista. Mas, cara, é muito legal todas as coisas que o esporte proporciona para quem está envolvido no meio, né? Para mim também, por exemplo. Sim, sim. Eu vou às vezes fazer cobertura e tudo mais. Também consigo estar em uns lugares legais. Mas eu pensei que eu ia falar China.
Você deve falar que China é um lugar mais diferente. Eu acho que eu não ia gostar da China, não. Porque lá é muito... Dá até medo. A China dá até medo. Ao vivo é assim, né? Ao vivo é assim. Por aqui pra carregar, vai que o outro descarrega, já tem outro ali pronto. Tá maravilhoso. Pra transmissão.
Com certeza, com certeza. Mas, hoje, tu tem quais metas aí na tua carreira? Eu pretendo ir até falar que o meu corpo não aguenta mais no esqui. Vamos falar, se for até 50 anos, aí vai até 50 anos.
No Paralímpico é normal chegar na cidade, né? Aham. E o pior, se eu falar para você, no esquio, os atletas que eu vejo no esquio, é um cara que acho que quase 50 e poucos anos. Quase 50... Quase essa idade...
Voando. Tem um atleta que é da Alemanha que ela tá voando ainda. Não consegue mais esporte, mas tá... Vamos falar, pra nós que tá começando agora, tá dando um trabalhinho também. Tá em alto nível. Tá em alto nível, mas quando você ganha deles, você fala nossa, tô indo bem, porque eles ainda tão no alto nível. Tudo nessa parte. Todo treinamento. Isso é... E é um incentivo a mais.
Sim, porque tu quer chegar, por mais que as pessoas já estejam mais velhas, mas tu entende que elas chegaram num nível muito bom, e se chegar no nível delas, tu diz, cara, ó, eu tenho gás ainda, dá pra eu fazer bastante coisa. Sim, nessa parte é. Nessa parte, tendo gás, tendo tudo nessa parte, vamos buscar até, falar, ó, agora chegou a hora de parar.
Sim. E uma coisa, agora falando só de outros esportes rapidinho, que eu fiquei com essa dúvida na hora que eu me lembro perguntando. Tu pratica o handball de cadeira de rodas, mas ele não faz parte do programa Paralímpico, né? Ainda não, mas estamos trabalhando para fazer parte no programa Paralímpico.
Ah, pô, pô. Então, infelizmente, a gente não vai te ver nas Parimpíadas de verão e de inverno. Por enquanto, só antes de inverno. Por enquanto, só de inverno. Quem sabe nos verão, logo, logo, pode acontecer. Vamos trabalhar bastante ainda. Então, as confederações estão trabalhando muito para colocar lá para a Olímpia.
Sim, poxa, legal. E tu citou também a medalha de trata, foi trata do Christian Ribeira, né? Como é que foi pra delegação brasileira aquele dia de receber? Porque eu imagino que vocês tratam como uma conquista de todos ali.
Sim, foi uma conquista de todos, sim. Ali eu estava bem mais presente da chegada do milésimo. Os milésimos não pegam ouro ali. E o que eu vi, o China estava lá no final, o chinês, e consegui chegar e tomar aquela medalha. Nós ficamos bravos com o chinês ali na hora, mas vi que foi uma prata, falei, então vamos ficar com a prata.
Isso foi bom. O ouro era para ser melhor ainda, mas a prata. Todo mundo ali se mencionou. Então, batemos a história, batemos a história que sempre estava sendo um planejamento da Confederação Brasileira, da CBDN, junto com o CPB. Tentar buscar uma medalha para o Olímpico de Inverno. Nossa, foi bastante bom nessa parte. Nossa, foi emocionante.
Ver a reação do Cris chegar lá na chegada, dar um abraço nele, ver ele chorando, ainda mais ele falar, nossa, Rob, conseguimos, conseguimos essa medalha, batalhamos, mas nós conseguimos. Então, isso foi bacana. Chegar lá, e ir correndo, levar a bandeira pra ele, pra ele tirar a foto ali, foi bacana. E como vocês acham que essa medalha melhora, ou como que aumenta a visibilidade do esporte no Brasil?
Aumenta, aumenta. Na parte de inverno está aumentando bastante. Bastante gente está falando, nossa, eu não sabia que tinha essa matrilhada de inverno. Muita gente falou, foi você que estava nos Jogos Parolimpo. Tinha muita gente que falou, mas foi você que ganhou a medalha. Eu falei, não, foi um colega nosso. Muita gente falou, foi um colega. Então, nós estávamos sempre batalhando e ele conseguiu. Eu falei, nós vimos. Nós víamos sempre no elevador.
Aqui em São Carlos mesmo, bastante gente em São Carlos falou, não, o elevador da minha patroa estava mostrando também, mostrando que teve essa conquista da medalha dos Jogos Parolímpicos no esporte de inverno. Bastante gente falando nessa parte. Olhando assim e vendo para todo mundo falando dessa modalidade, para mim acho que foi, acho que é muito bom.
Sim, tu percebe que sim, um esporte que não é tradicional do Brasil. Estão falando bastante porque foi uma notícia gigante. E aqui o Brasil não tem neve. Ainda mais o Brasil que não tem neve e busca essa parte da modalidade. Na modalidade uma medalha. Vai viver mais ainda e trazer mais atletas, mostrar que tem outras modalidades que dá pra Heb Heb Heb Heb Heb Heb
ser adaptado. Porque não se fazia toda adaptação. Sim. E já foi uma baita delegação que o Brasil levou, né? Foi a maior delegação, acho. Foi. Teve oito atletas. No total, oito atletas de várias modalidades. De beijinho, acho que foram cinco ou foi seis. Então, aumentou bastante atletas.
Então isso já dá um gás para na próxima ter seu recorde também, ter mais atletas. Acontecer mais atletas, mais recordes. Mais recordes, com certeza. 4 em 4 anos vai aumentando na atleta, vamos aumentando. Daqui a pouco o avião vai estar lotado só de atleta de inverno.
Essa vai ser a notícia que eu vou querer cobrir, com certeza. E vai, vai. Vocês vão estar sempre cobrindo, imagino. E teve algum momento desafiador na tua carreira? Diferente.
Eu acho que se for olhar, sempre tem, porque você acha que quando você não consegue conquistar uma parte na modalidade, você acha que acabou por ali, mas acho que não acaba tão. Ah, não consegui ficar no objetivo que eu queria na modalidade. Mas vai ter outros, vai ter outras oportunidades, vai ter outras competições ali para buscar o que você quer. Então, sempre a minha parte desafiadora é essa.
Se eu não conseguir um agora, tem as outras, tem sempre mais. É sempre uma fase que eu gosto sempre das minhas palestras que eu levo. Porque é assim, você não é derrotado quando perde, você é derrotado quando desiste. Então, se eu desistir num momento ali, pra mim, eu vou pôr na minha cabeça que eu tô sendo derrotado.
que eu estou desistindo. E agora, se eu perder aquele objetivo que eu coloquei, para frente vai ter outra. Vai ter outra competição, vai ter outros desafios. Então, é sempre uma fase que eu coloquei na minha cabeça essa. Nunca desisti em nenhum momento.
em competições, eu cheguei em competições, que foi na prova de 20km, cheguei lá com dor na coxa, que deu contratura de novo nessa última competição dos Jogos Paralímpicos. Cheguei lá, o doutor falou, não, peraí, que não é já melhor essa contratura sua. Ele olhou lá, tava bem tenso, ele falou, ó, deu uma injeção lá, falou, daqui a pouco você tá melhor. Acontece o atleta. Ali, ela, dá pra mim, porque eu vi, vamos falar que sentiu depois que o meu corpo esfriou. Mas,
Já chegou o momento de falar, nossa, estou sentindo uma dorzinha, vou parar ali. Não, eu vou tentar continuar. Se fosse olhar, dependendo da condição, o certo é parar. Em São Carlos, eu já cheguei, passava a linha de chegada e, tipo, apagar. Na linha de chegada, no calor. Nossa. Sério, fui acordar na UPA. E estava calor, e muitos atletas, um ou dois atletas pararam ali, e eu não, fiquei continuando.
senti que tava, tipo, quente, tudo, era pra parar assim, mas chegou um momento que eu falei, ah, vamos, tá chegando, vamos chegar, mas o certo era parar, dependendo, agora é sempre nessa parte, mas tem que tá bem mal mesmo pra parar uma competição. Sim. E São Carlos é completamente o posto de qualquer...
modalidade de inverno, né? São Carlos, são os quatro primos aqui, num dia só, se bem fora tá calor, tá frio, tá verão, tá chovendo, tá tudo aqui. Poxa, isso é... Vocês, atletas paralímpicos de inverno principalmente, são muito guerreiros, porque vocês têm que aprender pelo menos dois esportes, o roller-ski e o...
E o roller ski adaptado e o de inverno e na neve. E uma parte que eu falo pra você, o roller ski é só adaptação, porque é só mais pra usar no asfalto, porque se for olhar o mesmo que eu faço no asfalto, vai estar usando na neve. Só muda pouca coisa. Por exemplo, no roller ski, pra mim fazer a curva, eu empino a frente.
Eu faço o movimento na frente. No Na Neve, o único movimento que eu preciso estar trabalhando na neve é a curva que eu tenho que ficar no Ski só. E tem o Roll Ski, tem um equipamento que eu uso. O João fez um vídeo desse equipamento quando ele foi fazer um vídeo comigo lá.
que é o motoboard, ele falou louco, é tipo, ele sabe, ele está assistindo, ele sabe como que é, que é um equipamento que ele é muito mole, é tipo um skate, o motoboard é um skatão grande, não sei se você já ouviu, já ouviu falar como que é? Eu acho que eu já vi.
Quase certeza que eu já vi. Mas como é que é? Um skate? Um skate que eu coloco o meu equipamento, que é o City Ski, em cima. Sim. Coloco lá, prendi ele ali. E eu faço o movimento, que é o mesmo da neve. Ele é um pouco mais pesado, mas quando eu vou fazer a curva, eu consigo fazer o movimento. Porque ele é mais mole, então ele consegue fazer o movimento das curvas. Sim. Que é o que vai simular para mim ficar no Ski só. E ele também simula a condição da neve também.
Porque pode ter a neve mais ou menos subida, descida. Então a neve está afundando um pouquinho ali. Então os skis também tem essa base. Então ele ajuda bastante nessa parte também. E usa também para a força, que é um pouco mais pesado também. Sim. Que é onde dá para usar a estrada de terra. Porque se for esse motoboard eu consigo usar a estrada de terra. Que é um pouco mais a simulação da neve.
Isso é excelente, dá para simular de um jeito E aí vocês conseguem ir praticando Mesmo não tendo neve E agora o pessoal está nos ouvindo Obrigado por ter nos acompanhado até aqui A gente já está indo para a parte final Mas uma coisa que... Eu quero saber o seguinte Fora do esporte
Tu já pensou em fazer algo fora do esporte? Ou tua vida toda vai ser tipo, olha, eu vou viver pro esporte o resto da minha vida? É, eu pretendo depois terminar a minha faculdade e ficar trabalhando na área do esporte. E qual é a faculdade? Educação física. Ah, então já é do esporte mesmo? Nem tem o que fazer, não vai fugir disso nunca. Então pior que, não sei porquê, mas toda a treta que eu vou fazer no esporte...
Agora sempre quer continuar no esporte, então eu pretendo ainda continuar assim, mas levando a minha história para cada pessoa e mostrar para eles que eles podem ser capazes de fazer um esporte. Ah, mas eu não quero esporte, mas levar um pouco para eles escolherem as áreas que eles querem.
Ah, eu quero ser médico com essas coisas. Vamos estudar, vamos trabalhar com isso que vocês conseguem. Então, sempre tem esse processo que eu gosto de levar pra todo mundo. Nas minhas palestras eu falo isso. Ah, eu quero ser atleta. Opa, quero ser atleta, mas vamos estudar. Ah, mas pra ser atleta eu não preciso estudar. Precisa sim. Precisa. Precisa que muitos atletas depois, quando você termina a sua carreira, depois você precisa num futuro aí pela frente.
Você precisa de outro futuro ali. A vida de atleta não é para sempre. Uma hora para, uma hora acaba. Toda essa parte. Sim. Ah, não, isso é. Tem que ter um meio depois também. E, na verdade, nenhum estudo é em vão, né? Não, nenhum estudo é em vão. Sempre é um momento. Então, sempre você vai precisar. No futuro, você vai precisar.
Aprender sempre é necessário. Sim, sim, sim. Eu gosto muito. Essa parte eu gosto bastante. E levar para bastante gente. É isso aí. Vamos lá. Tem uma pergunta que todo mundo que passa por aqui tem que responder, tá? Eita! Mas é uma pergunta que eu gosto bastante, que é...
todo mundo passa por dias bons e ruins. A gente falou aqui de dias bons, a gente falou um pouco de dias ruins. Mas qual foi o dia que tu não venceu que te tornou nesse grande atleta que tu é hoje? A falar um dia que eu não venci, acho que foi o câncer, que eu queria estar com as duas pernas. Então, foi o momento que eu não venci ele tão forte para eu ficar com as duas.
Acho que só foi essa. Mas ele venceu a minha perna, que foi a amputação. E onde que veio o Luzbon, que foi onde que eu cheguei.
Eu acho muito interessante que a gente vai ter diversidade, todo mundo vai ter, independente de qual seja. O importante é o que a gente consegue fazer com ela, né? Sim, sim. E tu fez algo, tu é um baita de um atleta. Tipo o ruim que foi o que o câncer levou a perna. Exato. Mas teve a coisa boa que foi onde eu conheci o esporte. Exato.
Então, parabéns, Robelson, pela tua determinação, sempre teu ânimo. Mas, estamos chegando ao final por aqui. Pessoal que acompanha a gente aqui, segue o podcast que se participe no YouTube.
segue lá o nosso canal, vamos fazer crescer esse daí, vamos movimentar um pouco mais o YouTube pra ter mais vezes a visualização pra o pessoal poder compartilhar mais coisa ontem eu tava falando com uma ouvinte que gosta muito do podcast, ela disse olha, posta mais no YouTube
Então vamos fazer isso. Mas antes da gente se despedir, Roberson Lula, deixa um recado aí, principalmente para a criançada, pessoas que acabaram de descobrir ou ter algum acidente que ocasionou uma deficiência. Dá uma frase de incentivo aí para essa galera e como eles podem encontrar uma alegria no esporte. E também deixa suas redes sociais, para o pessoal poder te seguir.
O que eu posso passar para todo o pessoal é que, dependendo da condição, sem um braço, sem uma perna, se você não enxerga, é capaz. Você é capaz de superar, ultrapassar as barreiras, barreiras, obstáculos, em tudo. Porque se você deixar, vamos falar, vamos pegar um pouco pela doença. Se você deixar a doença vencer você,
Vamos pegar o câncer, que é uma doença que não tem cura, que é o câncer. Vamos falar que se você não bater o câncer de igual para igual...
ele vai te vencer. Então, se o câncer está 100%, vamos botar 50%, 50% da sua força de vontade que você vai conseguir e 50% da doença que você vai batalhar e vai conseguir, aí é onde você vai vencer. Ah, mas eu perdi meu braço, perdi minha perna, sofri um acidente, estou em cadeira de rodas.
Mano, se você está em cadeia de rodas, você é capaz, você consegue batalhar, você consegue superar seus limites. Você vai conseguir dirigir, vai conseguir andar a cidade. Ah, mas o pessoal vai ficar olhando. Se o pessoal está olhando, chega lá, conversa. Tem muita gente que olha.
Porque eles querem saber o que aconteceu. Chega lá, conversa e conta a história. Que o pessoal vai ficar. Vai entender. Então isso que eu posso falar. Para todo mundo que está ouvindo nós. Não deixar nada abalar. Igual com a frase que eu falei. Você não é derrotado quando perde. Você é derrotado quando você desiste. E tem outra também. Seja mais forte. Que sua melhor desculpa.
Muito bom. Porque tudo na vida coloca desculpa. Mas não, se você for mais forte que a melhor desculpa, você vai vencer. É isso que eu quero deixar para cada um, das pessoas que estiver ouvindo. Perfeito. E para as redes sociais, qual a próxima competição que vai estar, o pessoal que te acompanhar? Minhas redes sociais estão o meu Instagram está o Lula Oficial.
Então, é o que eu estou trabalhando mais e mais no meu Instagram, tudo. E, em breve, eu sempre vou estar postando nas competições. Vai ter algumas competições, acho que o próximo... Nós já estamos em maio, mas o próximo mês vai ter competições lá no CT Parolim, se eu não me engano, acho que é no próximo mês, que é do Handball em Cadeira de Rodas, o Campeonato Brasileiro do Handball em Cadeira de Rodas, lá no CT Parolim. Quem estiver ouvindo aí o pessoal de São Paulo e todas as regiões...
quiser ir lá assistir, vai estar aberto o pessoal ir assistir esse campeonato. Então vai ser de dia 8 a 11. Acho que é de junho agora. É junho que fala. Eu confundo os meses. Junho.
Então vai ser dia 8 a 11 de junho, lá no CT Parolimpo. Eu vou estar postando também, quem quiser ir lá assistir. Vou estar lá também nas competições, quem quiser ir lá assistir também. Me conhecer pessoalmente, vai estar à disposição para você estar lá, para nós bater papo também, assistir as competições. E o Campeonato Circuito Brasileiro de Rolê de Esqui também vai estar acontecendo aqui em São Carlos.
Logo em breve eu vou estar postando também para vocês. E quem quiser, que estiver em São Carlos, o pessoal de São Carlos estiver assistindo aqui também, o YouTube, se quiser interessar, assistir lá, vai ser aberto também. Vai ser lá no Parque Esportivo Dama Golf, onde eu faço os treinamentos todos os dias. E sempre vou estar no Dama fazendo os treinamentos. Quem quiser ir lá acompanhar, fazer o treinamento junto comigo, conhecer a modalidade, está aberto também para estar conhecendo a modalidade também.
Perfeito, perfeito. E olha, mais um comentário aqui só do chat. Arroba Beluga, parabéns para a sua força, Rubelson. Amei conhecer a sua história. Obrigado por compartilhar com a gente. Você é incrível. Muito obrigado. Forte abraço a todos que estão assistindo também.
E chegamos ao fim de mais um podcast. Esse foi o Robelson Lula, nosso multi-atleta, que pratica de tudo e parece que vai praticar mais esportes ainda ao longo da sua vida. E a gente quer conseguir acompanhar todos eles. Então, tem campeonato de handball de cadeira de rodas em junho.
E depois também tem em São Carlos. Depois tem em São Carlos. Em breve. Perfeito. Então fiquem ligados nas redes sociais Robelson pra saber mais. E tem duas opções aí, de esportes e cidades pra ir assistir. Então uma delas dá pra ir.
E sigam o Que Esporte É Esse em todas as redes sociais, no arroba Que Esporte É Esse Pode. Vamos fazer crescer essa comunidade que ama esporte e ama falar dessa diversidade gigante que tem de esportes por aí. Um abraço e até a próxima, pessoal. Um abraço. Até a próxima.