A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil dead: Burn)
Neste episódio do Conexão Geek, George Ricardo e Matheus mergulham no novo capítulo da franquia Evil Dead para discutir o que funciona — e principalmente o que não funciona — em Evil Dead: Em Chamas.
A conversa passa pelos Deadites, o gore, os efeitos práticos, a violência doméstica, o desenvolvimento dos personagens, as novas regras da mitologia e o controverso final.
Também falamos sobre a conexão com Evil Dead: Ascensão, os problemas do marketing e os spoilers entregues pelos trailers e pôsteres.
A grande questão é: ao tentar explicar mais sobre os Deadites e transformar o conflito em algo pessoal, o filme acabou diminuindo justamente o mistério que tornava essas criaturas tão assustadoras?
⚠️ ATENÇÃO: este episódio contém spoilers de Evil Dead: Em Chamas e de outros filmes da franquia.
🎙️ Apresentadores: George Ricardo e Matheus
🎬 Tema: Evil Dead: Em Chamas
🎧 Podcast: Conexão Geek
Se você curte filmes de terror, cinema, cultura geek e discussões sem passar pano para filme ruim, acompanha o Conexão Geek.
- Evil Dead Em Chamas· EntretenimentoEvil Dead: Em Chamas·Evil Dead: Ascensão·Sam Raimi·Lucas Pires
- Violência contra a Mulher e Feminicídio· SociedadeViolência Doméstica·Alice·Will
- Efeitos Práticos vs CGI· EntretenimentoEfeitos Práticos·CGI·Will
- Marketing e Spoilers· EntretenimentoMarketing·Spoilers·Evil Dead: Em Chamas
- Evil Dead Rise· EntretenimentoEvil Dead Rise·Janja·Ellie Bexler
- Futuros Filmes Evil Dead· EntretenimentoEvil Dead: Fury·Francisco·Sam Raimi·Bruce Campbell
- Humor em Evil Dead· EntretenimentoHumor·Deadites·Polly
Alô, alô, nerd! Eu sou Jorge Ricardo e esse é o Conexão Geek, o seu nerd service semanal. Aqui no CG você vai ter a tradicional análise com toques de discórdia e muita cultura pop. Mas antes de começar, eu queria pedir um favor pra vocês, que avaliem esse podcast na sua tocadora de podcast predileta. Se possível, deixa aquelas 5 estrelinhas marotas. Vocês podem também seguir o CG, assim você recebe uma notificação toda vez que a gente lançar um episódio novo.
O vovô acreditava que o demônio voltaria se alguém lesse o livro dos mortos.
Como não? A família toda pode se reunir.
Um brinde à sua família perfeita.
Evil Dead: A Morte do Demônio em Chamas, o novo capítulo da franquia Evil Dead dirigido por Sebastian Wanasek. A história acompanha Alice, uma jovem viúva que depois da morte do marido procura apoio na família dele em uma casa de campo isolada. Só que o encontro familiar rapidamente vira um pesadelo. Os membros da família começam a ser possuídos e transformados em Deadites, enquanto Alice precisa lutar pela própria sobrevivência.
E o filme ainda coloca no centro dessa história uma relação bastante problemática com o marido falecido e uma família que passa a enxergar Alice como responsável pela tragédia. Antes da gente entrar aqui nos spoilers, eu vou convidar o meu amigo Mateus para falar suas primeiras impressões.
É teu, vamos lá, né, gente? Evil Dead Burn, né? Ele aí tá vindo aí com uma meio que uma nova trilogia, né, saindo do Evil Dead Rise, né, o Evil Dead Ascensão. E aqui a gente tem o Em Chamas, né, o Em Chamas que curiosamente ele se passa Um pouco depois do Rise, né, cara? Ele tá ali no mesmo universo, né? O lago é onde o filme termina, que também começa, né, na verdade, né? Ele é o mesmo, é o mesmo lago onde os caras estão pescando lá.
É bem legal, cara. E assim, o clima tá bem de vontade mesmo, né, gente? Gore tá sensacional, sabe? Eu pessoalmente gosto muito desse tipo de gore, especialmente esse esses efeitos práticos, né, que criam, né. O Sam Raimi tá de novo envolvido, né. Ele não é o diretor, né, mas ele tá de olho, né. Não sei se o roteiro foi dele, eu imagino que não, porque tem algumas falhas assim muito, muito gritantes dentro do filme com relação ao roteiro.
Mas, cara, quem gosta de Evil Dead, cara, tá bem, vai estar bem, sabe, vai estar bem servido aqui. Aqui você tem muito gore, você tem uma história aí meio familiar de novo, né. Só que ela é um pouco diferente, até categoricamente mais fraca, né? Mas, né, cara, toda aquela maluquice demoníaca, né? Será que aquilo é predestinado? Tá aqui de novo, né? Eu pessoalmente não acho tão bom quanto o anterior, né? Mas aí a gente vai destrinchar tudo isso. E você, o que que você tava querendo ver nesse Bolded aqui, hein, cara?
Acho que você matou aí a charada quando você faz essa comparação, né, desse novo universo e tal que começou ali no do Dead Rising. Aliás, o próprio Sam Raimi já disse que no Fingir dos Ovos ali, todos os filmes da franquia meio que estão conectados, né? De certa forma eles estão no mesmo universo, até talvez até a série do Ash versus— tá vendo? Então, então é engraçado de ver assim, porque desses filmes eu gosto de quase todos, cara.
E talvez o que eu goste um pouquinho mais seja aquele primeiro remake que teve, sabe? Que era o do Fede Álvares, porque aquele filme é, eu não sei, ele tem um roteiro melhor, eu acho assim. E aqui eu acho que talvez seja o grande problema que a gente vai encontrar. Eu gostei também do filme, eu vi uma galera reclamando que tinha sangue demais, cara, e eu fiquei, caralho, bicho, pô, você assistindo Evil Dead você quer sangue de menos? Evil Dead sempre foi isso, romper as barreiras do sangue, tá ligado?
Então eu acho que tinha sangue demais, eles não viram anterior, né, cara? Porque Esse filme aqui tem menos sangue se comparar com outro, ele é mais nojento, né, do que o anterior, mas ele tem menos sangue na verdade, né, cara, ele é mais bruto, mas não, não tão sanguinário.
É, eu acho, eu concordo com você, Teteu. E aí, pra gente abrir aqui a nossa conversa, uma das coisas mais interessantes aí que, que o filme traz, né, e talvez nem tão interessante porque é um clichê, é a maneira como ela apresenta o relacionamento da Alice e do Will, né, que são a protagonista e o marido da protagonista. Nos flashbacks Will aparece como um homem controlador, violento. E depois da morte dele, a Alice não encontra exatamente acolhimento ali na família, ela encontra culpa, ela encontra quase que uma retaliação da violência doméstica que ela já tava levando.
E eu ia falar sobre isso, Teteu. A máscara ali do filme é isso, né? É a violência doméstica que ela já sofria e que ela revive durante essa experiência demoníaca, né? Que que você achou dessa coisa?
Ô cara, vou te falar que isso é extremamente fraco, mas porque o filme não sabe abordar, né, cara? O filme anterior, né, ele também tinha uma história de abuso, mas você nem sabia, cara, porque o marido em questão, né, a pessoa ruim, ele nem tava lá, né, cara? No Evil Dead Ascensão, né, a mãe ela é uma tatuadora, ela mora sozinha com os filhos. Tem várias, tem algumas histórias de abuso que ela comenta, E cara, o filme é só sobre ela lidando com a situação aqui, né, cara?
O cara, ele é caricaturamente um cara abusivo, sabe? Um cara escroto, né? Só que assim, o filme, ele não quer tipo trabalhar em cima disso, sabe? Ele é cartunescamente escroto. E cara, todo mundo ali é meio escroto, sabe? A Alice é uma escrota também, sabe? Ela é bem mal educada, ela é bem desbocada, ela é uma pessoa muito chata, sabe? E o Joseph, né, que é o irmão do Will, né, que também é amigo próximo dela, ele passa pano para caralho, né?
É, cara, passa pano, só que passa de novo, passa pano de um jeito muito caricato, cara. É, pô, se ele sabe que o irmão é desse jeito, cara, ele não ia tipo ficar agindo desse jeito com a Alice, sabe? Ou ele ia realmente também ser um escroto igual, ele ia defender a mulher. E nada disso acontece, sabe? Até namorado dele também, a Kia, né, cara, eles são Eles são extremamente tipo coniventes com tudo, sabe? Só que não é conivente de um jeito que você entende que eles são ruins, sabe?
O filme não trata eles dessa maneira, cara. Ele trata eles como pessoas normais. E isso pra mim é muito ruim, cara, porque toda dinâmica, todo drama que se podia, que poderia ter aqui em cima, cara, você não tem. Porque tipo, no fim das contas, é só 4 pessoas que são extremamente desagradáveis. E eu não consigo tipo gostar de ninguém ali, sabe? É muito diferente do Ascensão, cara, que a gente se importou com família toda, sabe?
Você traz um ponto, cara, que eu acho maravilhoso, que é do Joseph, né? Quando você é o Joseph, o irmão do irmão dele, cara, tem uma cena que assim, eu tava achando ele até um cara legal e ficava me perguntando, porra, por que que esse cara não tá se metendo no bagulho, não defende a Alice e tal? Por que que ele não dá um para? Talvez ele não saiba, né, da violência, porque tipo também tinha esse bagulho, ele batia né, ela machucava ela, mas era sempre ali tipo em lugares que não dá para ver visivelmente.
Mas aí tem a cena do carro, né, onde a namorada dele tá morrendo e ele literalmente deixa lá para morrer e foge. Tipo, ela tava viva, cara, ele podia salvar ela, mas ele escolheu não salvar. Ou seja, ali eu percebi que ele é um pau no cu, tá ligado?
Assim, a gente até entende ele não querer matar o próprio pai, né, cara, porque é um bagulho absurdo de pensar assim, né? Mas ele, mas ele, cara, ele só correu, cara, ele só correu. E ele correu de jeito muito covarde, né, cara? E assim, isso foi legal para o filme, né? Porque é uma cena muito escrota, muito absurda. E eu achei que ia ter alguma coisa mais depois, né, cara? E não tem, cara. Eu acho muito bizarro porque assim, os Deadites, né, eles são esses zumbis demônios, mas é assim, cara, eles são extremamente escrotos, né, cara?
Eles provocam Eles provocam, eles maldizem, eles falam muito, né? Eles entram na sua cabeça assim, né? E, cara, não teve nenhum diálogo trocando assim dela, dela, dela, de falar, ah, você me deixou para morrer aqui, você me abandonou, sabe? Não teve nada do tipo, né, cara? Eu achei muito estranho. Mas sim, voltando para o Joseph, na verdade o filme até te engana, né? O filme ele foca muito no Joseph no começo, né, cara? Dá até entender que o Joseph é o protagonista, né?
No começo do filme ele tá lendo ali, é a o material deixado pelo avô, né? E no material lá ele tá lendo, né?
E aí você descobre, podia ser o Ash, o avô dele, né, cara?
Ah, poderia. É que aqui eu acho que nem teria como, né, Jorge? O Ash tá desde sempre perdido no tempo, no espaço, né? Então não teria como ali. Mas, cara, é legal porque tá juntando meio que essa organização aí, né, de benfeitores, né, de pessoas que tentaram parar os demônios de candar, né? Você tem tipo, e todo filme meio que tem alguém gravando, né? No Evil Dead Rise você tem a própria igreja tomando de conta. E aqui você tem o avô do Joseph, do Will, né?
Ele foi um pesquisador também que fez parte disso, e ele tinha uma arma que conseguia parar, né, cara, os demônios. O que que assim é só, né, só um plot aí importante que vai voltar depois, né? Mas ele tinha essa arma aí para matar os demônios, né, cara? E meio que isso que trouxe de volta, né? E pela primeira vez a gente tem um motivo para os demônios atacarem a família especificamente, né, cara? E por mais que isso pareça uma coisa muito legal de acontecer, acaba ficando mais fraco, né, cara?
Porque nos outros filmes é tudo sempre ao acaso, né? É tudo sempre tipo, poxa, aquela pessoa ela apareceu ali, ela tombou com isso. E aqui não, né, cara? Aqui foi aí, é realmente foi o pecado do avô que tá recaindo sobre a família, né?
Teteu, é uma coisa que você trouxe aí também, que você falou sobre essa questão de o Joseph parecer que era uma coisa e tal e não era. Só que aí eu tenho uma crítica, cara, que assim, você por sorte não viu trailer, não viu divulgação e tal. E cara, eles vacilaram muito na divulgação desse filme. Primeiro, o primeiro trailer que saiu, e eu falei isso com o Mateus aqui antes da gente entrar, ele mostra a cena principal inteira, cara.
A principal cena de ação do filme tá no trailer, cara, inteira, sem corte. E isso juntado com o nome do filme em português, que ficou Evil Dead: Burn, ou Evil Dead em Chamas, que é um puta de um spoiler do filme. Você parar pra pensar, é um puta de um spoiler do filme. E ainda, Matheus, o cartaz principal do filme, se você ver, é a Alice com alguém segurando a cabeça dela e todos os outros da família virados Deadlights. Então você já entregou tipo o final do filme, tá ligado? Tipo, você já sabe o que vai acontecer, bicho.
Assim, não que o filme em si ele seja uma coisa incrível, um roteiro foda que você não sabe o que vai acontecer, né? Você sabe o que vai acontecer, mas mesmo assim, né, cara, é muito estranho o marketing jogar tipo a cena mais única do filme, né, que é a cena principal ali.
E é uma boa cena, né, cara?
É uma cena muito boa, é uma adição boa na verdade, né? Porque uma coisa legal dos Evil Deads, né, que cada cada vez mais eles estão adicionando coisas diferentes, tanto para lore quanto de estilo mesmo, né, cara? O primeiro, o primeiro não, né, o remake lá do Fé de Árvores, ele é o mesmo filme do Sam Raimi original, né, cara? Mas ele traz coisas novas, né, traz entidades novas, traz regras novas, né, para colocar. E aqui no Evil Dead Burn, né, ele traz algumas regras novas e ele tenta tipo coisas diferentes, né, cara?
Algumas funcionam, né, tipo essa cena da casa Que é muito, é muito legal, gente, porque assim, é uma cena totalmente dinâmica, né? Ela vem, aparece, e aí os cortes, né, a ação continua acontecendo fora da tela, né? E depois ela se integra de volta e é muito legal. Em contrapartida, você tem umas cenas muito ruins, tipo o cara, o cara cantando um rapzinho lá com fone enquanto vai queimar um corpo, sabe? Essa cena é muito ruim em comparação, né, cara? Mas assim, é tentativa e erro, né? Uma dá certo, outra não dá certo.
Entendeu? Vamos falar um pouquinho da Polly, cara. Por que que eu quero falar da Polly? Que a velhinha, ela é uma personagem com comprometimento cognitivo, né? Ela tem demência, não sei se é o termo correto.
Talvez um borrador aí, foto de Javier do filme do Logan, Jorge. Ela tem Alzheimer, né?
Também Alzheimer, ela esquece das coisas, né? Basicamente com a idade. E o filme usa essa condição para criar momentos aí de humor, mesmo durante o massacre. O próprio West, né, o ator que faz o West, ele deu uma entrevista dizendo que Dead tinha um problema crônico para ele, essa nova franquia, que era a falta de humor dentro, dentro dos monstros mesmo, que o humor sempre teve a cargo dos monstros. E aqui eles parecem que usam exatamente essa velhinha para tentar acrescentar humor. Para você funciona menos do que se fosse na boca dos Deadlights?
Cara, funciona, mas tem horas que não cabe, né, Jorge? Tipo, tem uma cena muito tensa, né, tipo quando Quando o Dedite, a Tê e Dedite chega nela, né, cara, e começa a provocar a velha, né, cara, começa a beijar, começa a enfiar a mão na velha. E, cara, é uma cena tensa para caralho, sabe, desconfortável para caralho. E só que depois, né, cara, quando ela tá, quando tem aquela cena pós-crédito, cara, não, puta que pariu, muito, depois a gente fala nas cenas pós-créditos.
Mas assim, tipo, tem momentos que funciona, né, cara, tipo, ah, Ela é uma bandida tentando me roubar, tipo, funciona porque tá dentro do filme. E assim, é uma coisa que você não espera. Agora ela, ela tipo esquecer disso, né, e tentar abrir a porta, cara, é muito conveniente, né, cara? É muito esquisito. Eu, eu entendo, né, o que o Bruce Campbell tá falando, porque, cara, esse humor ele é muito característico da franquia mesmo, né? Tipo, os primeiros filmes eles eram muito engraçados.
Não é muito característico do diretor daquele filme, cara?
Cara, eu acho que não, cara, porque assim, o Sam Raimi, o Sam Raimi, não, pode se dizer que sim, né, Jorge? A gente viu Socorro no começo do ano, né, gente? Quem quiser procurar aí o Socorro, né, a gente falou sobre. E o Socorro, ele também tem esses momentos de humor bizarro, né, Jorge? Tipo, ele tem cena de vômito na boca da pessoa, ele tem zumbizinho dando pulo. Eu acho que funciona, cara, eu acho que combina. Eu entendo que O pessoal pode achar um pouco distoante, né, porque o filme tá se propondo a ser sério, cara, mas é Evil Dead, né, gente, essa bagunça, né.
É, eu, eu, uma cena que para mim deixa bem claro assim que eles erram o tom é a cena que tá tipo acontecendo lá a mina matando todo mundo, e aí eles colocam a vovozinha na cadeirinha e aperta um botão para subir a escada, aí ela vai subindo mó devagarzinho assim, sabe, tipo, é, não faz o menor sentido. E outra coisa também que me incomoda, Matheus, é algumas incoerências da lore de Evil Dead, sabe. Eu notei isso, não sei se você notou, cara, mas tem, por exemplo, uma cena onde a pessoa apenas dá um beijo na outra e ela fica infectada.
Já a Alice, ela é arranhada, mordida, e ela não é infectada. Tipo, por quê? Funciona para um e não funciona para outro, sabe? Fiquei com esse problema, cara.
É por conta do roteiro, né? Tem até, inclusive, inclusive, né, acontece assim que com a A mãe, né, a Susan, né, o cara beija ela, o cara, o marido morto beija ela e ela meio que não transforma direto, né, cara? Ela fica ligando e desligando, né? O que eu achei muito esquisito.
Ela demora, né?
É, não é de uma vez, né, cara, para ela chegar lá. E aí, e realmente, né, cara, mas você pode falar, Jorge, que talvez eles não queiram por conta da família, dá para falar, mas não tem, realmente não tem, não tem, não tem muito, não tem muita explicação não, né, cara? É bagunça. Mas, cara, mas para ser justo, Jorge, todo filme de rodagem é bagunçado assim, cara. Os bichos transformam, destransforma, é, os bichos fica chorando, é complicado, cara.
Eu não acho tão legal, não acho tão justo você procurar lógica assim, sabe? É porque o roteiro deixou, cara, porque o roteiro.
Teteu, outra coisa, cara, outro assunto para a gente conversar, mano, que é Evil Dead construiu aí uma reputação justamente por abraçar efeitos práticos. Você até trouxe isso aqui no começo da nossa conversa, é sangue, maquiagem, próteses, bonecos, é aquela coisa bem gore e crua. Criatura mesmo, criaturas que parecem até fisicamente estar dentro da cena. Por isso, quando a gente chega no confronto final desse filme, cara, com Will lá de CGI, totalmente CGI, Matheus.
Eu até pesquisei, realmente foi isso, 100% CGI, só gravaram a voz do cara depois. Isso para você descaracterizou Evil Dead, cara?
Totalmente, né, cara? É primeiro porque assim, toda a ideia do Evil Dead, né, cara, é esse mal ancestral, né, cara? Esse mal que talvez seja mais velho que a gente, né, aqui na Terra, ele tá indo atrás de você, cara. Tipo, é isso, sabe? É o ácido maligno vindo te matar. E aqui, cara, virou uma coisa pessoal, né? Tipo, é o cara querendo matar ela. E, cara, sério, gente, o Vecna queimado não dá, cara. Não, porque assim, eu entendo no motivo de grandeza, né, cara?
Você querer trazer um bichão diferente assim, né, uma escala de poder maior, né. Os outros filmes fizeram totalmente isso também, né. Tinha abominação, né, no primeiro, no primeiro, digo, do Fez de Árvores, né. Você tinha o Marauder, né, no segundo, que era um monte de braço, um monte de cabeça, um monte de perna junto. E aqui você tem tipo o Will queimadinho, né, cara. E o Will queimadinho, gente, não dá, gente, não dá. Eles quiseram muito seguir o tema de queimaduras, né, cara, nesse filme.
Tudo tipo, tudo envolve queimadura, sabe? É, o lago pega fogo, o Will abusava da Alice com fogo também, né? Ele jogou água quente nela, jogou óleo quente. Aí eles tentam, ela explode a casa. É, tem muito fogo, cara, envolvido no filme. E aqui ela tá meio besta, né, cara? Vamos seguir o tema aqui, porque em vez disso aumentar a gama de possibilidades, parece que limita, né, cara? E, gente, o final é um desastre, o final é um desastre.
Ele é péssimo no roteiro, ele é péssimo no visual também. Ele não— ele me tirou completamente do filme, acho que a pior parte.
Então, cara, é isso que eu tava dizendo. Até porque esse cara que tá aqui, que é o pai, né, que tá aqui aparecendo para vocês agora, ele é o verdadeiro monstrão, né? O cara que mais dá medo dos Deadlights assim, é o que eu fiquei, porra, esse cara aqui vai dar trabalho para caralho. O Edgar, é. E o Will, cara, o Will é basicamente os Deadlights, eles dependem do corpo que eles possuem. Se ele possui um corpo que tava totalmente queimado, tipo deteriorado, deteriorizado, deteriorado, obrigado, Matheus, não tava me vindo a palavra.
Não faz sentido ele ser o cara mais fodão do final, sabe? Não faz. Era muito, virou muito mais uma coisa de, ai, a Alice tem que acabar com isso, né, colocar uma pedra, um ponto final no cara que abusava dela psicologicamente ali, do que qualquer outra coisa.
Mas já não é mais o cara.
Sim, mas você lembra daquela conversa que tem quando ela enfia a faquinha nele? Aí ele fala, eu te amo, Alice. E ela diz, isso não é o bastante. Tipo, sabe, caralho, do que você tá falando agora?
E isso para mim é de trupar um pouco do que que o que que são essas coisas, né, cara? Os Deadites, eles ficam dentro do seu corpo, cara, eles fingem ser você. Ele tipo, naquele momento, cara, pô, o que quer que fosse a pessoa do Will, cara, já não era ele há muito tempo, sabe? Então, então tipo assim, ah, ele volta no finalzinho só para falar eu te amo para ela, cara, sendo que aquele corpo já foi definhado já sabe-se lá quantas semanas, né, cara?
O cara foi enterrado, então pelo menos 2 semanas passou ali do acidente para agora, né?
Verdade.
Então isso não faz sentido, cara. Isso é de novo, aí a pessoa ela quer passar essa mensagem, mas ela não só não entende o material que ela tem, como ela tipo pensou em qualquer coisa para falar, sabe? E cara, e é como, não é como se, meu Deus, esse personagem agora ela é bem escrita por conta disso, cara. É o contrário, sabe? E sem contar, Jorge, que ou safadeza foi esse final, né, cara? A gente tava falando de Casamento Sangrento aqui, né?
O Jorge é, o Jorge gosta do segundo, né? No final do primeiro filme, cara, termina com a Samara Weavingfield acendendo cigarro, né? E aí a mesma coisa, né, cara? Acende cigarro, aí ela fala, que que foi? Aí ela fala, foi, foi meu sogro, tá ligado? E aqui ela fala, foi meu ex-marido. Tipo, nossa, cara, que eu quero na safadeza o final do Casamento Sangrento, cara, na safadeza mesmo.
Não, eu concordo com você, cara. É, eu, eu tô achando, Matheus, eu depois eu vou verificar aqui, depois vê se você consegue achar aí quem que é o roteirista, se é o mesmo, se é o diretor, é o roteirista também, porque é o diretor, é o roteirista assim, é o Sebastian Wernicke. Cara, eu acho que a resposta tá aí, é o cara quis dar a cara dele. Eu já via o estilão dele, esse cara é um cara bombadão assim, tipo meio brutão, tá ligado?
Ele quis, e sei lá, eu Eu tenho, eu gosto quando a pessoa é muito criativa, que ela, ela mesma escreva o roteiro dela. Eu acho legal. Mas quando a pessoa não tem talento para escrever um roteiro, cara, roteiro não é uma coisa fácil de escrever, tá ligado? Aí vira uma salada de frutas, que eu acho que talvez desconte aí. Eu, vamos dar um exemplo aqui bem claro, Matheus. É, Evil Dead é uma obra do, do, como que é, o produtor, o diretor do primeiro filme Sam Raimi, isso, desculpa, é uma obra do Sam Raimi, é uma obra do Sam Raimi.
E o que que o Sam Raimi faria no lugar desse cara, cara? Provavelmente nessa cena que ela tá enfrentando o cadáver lá, o cadáver vomitaria nela, tá ligado? Tipo, teria alguma coisa muito nojenta acontecendo do nada para quebrar aquela tensão. E ele não consegue fazer isso, ele prefere uma conversa emocional como se fosse uma vítima de violência doméstica resolvendo o seu trauma. Mas, mano, ela tá enfrentando um demônio, porra, tá ligado? O demônio usaria, aliás, esse trauma dela contra ela, né?
Sim, esse que é o meu ponto, cara, para a ideia do filme, sabe, cara? É falar mesmo, sabe? É, os Deadites, eles são, eles são nojentos, cara. Eles vão pegar onde dói, sabe? E vão ficar rindo da sua cara. E outra, pô, se ela, sei lá, uma pessoa que é traumatizada com essa situação, né, que é o caso, aonde que você mutilar alguém vai deixar melhor, cara? A gente entende que é essa questão do filme, né, que é o que o filme quer passar, mas, cara, não é assim que funciona, né, cara?
Pô, especialmente quando é um demônio que matou a família toda dela praticamente, né? Não era família de sangue, mas era família, né? Pô, ela ainda era casada com o cara, sabe?
É, se isso aí funcionasse, Elisa Matsunaga tava livre hoje, né, Matheus? Não tava, não tinha se fugido.
Então, até porque, né, Jorge, até porque o final do filme dá a entender que ela tá de boa, né, cara? Mas a gente sabe que não, né, cara? A gente sabe que ela vai para cadeia logo depois.
Exatamente, né? Esse negócio da polícia perguntando o que aconteceu com você não existe.
Eles vão perguntar, eles vão perguntar na cadeia de novo depois, né, cara? É o que acontece, né?
Exatamente. Ô, Teteu, vamos, o próximo assunto que a gente tem pra falar, cara, é sobre o plano dos Deadites aí. Durante muito tempo a Evil Dead funcionou como uma lógica quase meio caótica, né? Alguém mexeu no livro dos mortos, ouviu a fita, alguém fez alguma coisa errada e tem a consequência. Só que em Chamas apresenta uma mudança importante, né? Os Deadites tão agindo de uma maneira muito mais consciente. Existe um objetivo ali, destruir a adaga kandariana, que é a única coisa que pode exorcizar eles ali.
Ou seja, eles sabem qual é a ameaça e estão tentando eliminá-la. Por quê? Porque eles têm um plano maior, Matheus? Que que você achou aí dessa?
Então, então, né, assim, eu não acho ruim porque tipo, pô, é uma coisa até que simples, né? Ele achou uma arma que mata os Jedi, então obviamente. E aí por conta disso ele meio que amaldiçoou a família dele toda, né? Porque eles querem, porque querem achar essa adaga para matar. Isso é legal, cara. Porém dá uma explicação para as criaturas que também não é legal, né, cara? Se você parar para pensar, né? Porque assim, no fim das contas, você entende um pouco mais esses bichos e você entender consequentemente faz eles serem um pouco menos perturbadores, né, cara?
Sim, eu acho que sim, Tieteu. E eu acho mais, cara, me incomoda um pouco o fato de que eles parecem que estão se preparando para sair de locais isolados. E aí eu acho que Evil Dead, por exemplo, numa cidade inteira, sabe, uma infecção de Deadite em Nova York, eu acho que já perderia um pouco da força da franquia, sabe.
Tanto é que o Ascensão, né, cara, o Ascensão ele meio que te engana porque ele mostra a cidade toda, né, cara. O lugar que eles estão é no meio da cidade, né, só que aí o filme se passa num corredor de apartamento, né. E assim, isso daí é uma coisa legal porque o lugar é contido, né, cara? Agora eu não consigo ver o Involved aonde tem polícia, onde tem câmera, sabe? Isso para mim não funciona bem, cara, também, né?
Então perderia um pouco da força, né?
É, vai perder um pouco da força, perde um pouco do mistério mesmo, né, cara? E perde um pouco daquele medo, cara, porque assim, você não tem como pedir ajuda, sabe? Você continua ali. Você não tem como pedir ajuda para alguém, você não tem como ligar para polícia. É isso, sabe? E aqui o filme, e esse filme, que se os próximos filmes, né, quiserem ir nesse viés aí, eu acho que não é uma boa ideia, cara.
E aí a gente tem que falar agora, eu acho que tá na hora da gente citar aqui a cena pós-créditos, né? Porque ela conecta, conecta as duas franquias. Se você ainda não assistiu ao filme, daqui para frente a gente vai usar um spoiler pesado, porque a Ellie está de volta. Na segunda cena pós-crédito aparece a Ellie Bexler, a personagem de Evil Dead Rise, aí a mãe que é interpretada pela Sutherland. Como que é o nome dela?
É Alicia Sutherland.
Alicia Sutherland. E ela foi completamente aí destruída no filme anterior, para quem não viu, ela foi despedaçada, ela não tinha como voltar, né? Então ela virou cinza, ela foi queimada, ela foi cremada.
Inclusive ela aparece Tinha um triturador lá, Jorge, eles trituraram o corpo.
Não, sim, mas na cena pós-crédito, Matheus, aparece a, a, o bagulhinho com o corpo dela, as cinzas dela. Então alguém queimou o resto que sobrou, entendeu? Provavelmente. E aí ela aparece, ela, alguém olha no espelho, né, olha para ler o nome dela nas cinzas e ela aparece fisicamente. O que você acha, cara?
Uma criança, tá?
Uma criança.
A criança, cara. Então eu achei um pouquinho safado porque, porque assim, ele quer ligar esse filme com o anterior, né? Só que o começo desse filme já tá ligando, né, cara? Porque a menina do final do filme lá, né, que também tá no começo, né, é a mesma menina, né, que é a Jéssica, que é a menina do lago. E até no começo desse filme eles falam que o lago ficou amaldiçoado, né? Eu achei um detalhe legal também de falar Mas, mas, cara, o filme, o filme não precisava não, cara.
Eu acho que é só, eu acho que realmente foi só charme, foi só charme para colocar aí. Até porque a personagem dela, a Annie, né, é excelente, cara, é assustadora, sabe?
E é a melhor Deadlight que já teve, Matheus.
Ah, com certeza, cara, com certeza. Pior que tem o Evil West também. Eu gosto muito do Evil West, Jorge, do segundo filme lá, Jorge. Não sei se você lembra do terceiro, né? Tem o West do Mal, né? E ele também tem, faz caras e bocas, mas ela é excelente, cara. Tipo, ela é uma atriz muito foda.
Tipo, o corpo mesmo, né, que ela é bailarina, ela já tem uma cara assustadora, né, Matheus?
É, ela já tem aquela cara tipo de uma maligna, sabe? E atriz, ela também é uma bailarina, né? Então o corpo, tipo, o jeito que ela se move, né, cara, é um jeito bem bizarro. E assim, eu pessoalmente gosto porque eu gosto da atriz, gosto do trabalho dela, mas cara, não faz sentido nenhum, né, cara? Especialmente porque o corpo virou pó, o corpo tá cansado, sabe?
Isso, isso que eu ia te falar, cara. Não tem nenhuma, nenhum precedente na franquia de Deadites que foram eliminados e voltaram com o mesmo corpo, né? Porque assim, teoricamente o Deadite pode voltar com outro corpo, mas com o mesmo corpo acho que não existe isso, né?
Não, com o mesmo corpo não, não, não. Nem no F vs Evil Dead tem coisa do tipo, sabe? Tem, não tem nada tão extremo assim, né, cara? O máximo que tem tipo é um pedaço separado do corpo tá possuído. Que é o que aconteceu com a mão do Ash, né, cara? A mão do Ash virou um bicho separado, mas era a mão dele, virou a mão do Malfoy, tipo mãozinha da Família Addams. Mas ainda a mão dele ainda é de carne e osso, sabe? Não é pó. Então fica muito, muito bizarro, muito vago, sabe? Esse pisteu do poderes aí que os Deadites têm.
É, fica parecendo que basicamente eles entenderam a força da figura da personagem, né? Tipo, ah, realmente ficou muito bom isso daqui, a gente tem que trazer ela de volta. E aí querendo inventar formas de trazer ela de volta. Vamos falar que ela conseguiu reconstruir, alguém fez um ritual, sabe? É difícil pensar porque assim, o Dedite não é ela. É isso que é difícil de entender, né? Porque ela, a mãe, era só um recipiente, o corpo, né, cara?
O corpo morreu, porra.
Agora, por que que ela aparece? Faz sentido.
É, na verdade, o Dedite em si, ele tecnicamente pode ser o mesmo Ele pode ser o mesmo de agora, né, o mesmo bicho. Então não faz sentido eles quererem trazer de volta uma mãe tatuadora que eles mataram tipo meses atrás, sabe?
Sim, não faz o menor sentido. Concordo totalmente com você, cara.
É, então não faz o menor sentido, cara. Se fosse o caso, ele traz de volta o Will de novo, sabe? Traz de volta a mãe. Inclusive, né, já que a gente tá falando em Cenapod Scratch, né, Jorge, e aí a Dona Poli, né, e a Senhora Poli que Puta que pariu, cara, essa cena é maravilhosa, cara. É na hora de, na hora que eles estão atacando a Alice, a Polly, né, a senhora, ela tem uma perna só. E aí o Dedite arranca outra perna, ele começa a serrar.
E aí, e aí na cena pós-créditos ela tá se arrastando sem nenhuma perna, cara, no meio da estrada, cara.
Me causou uma dúvida, mas não sei se eu perdi alguma coisa. Mas a Polly não tava dentro da casa quando a casa pegou fogo?
Então, na cena final, ela tá toda cheia de cinzas, cara. Acho que ela deve ter se arrastado para fora, deu tempo.
Puta que pariu, hein?
Como? Então, roteiro, né, Jorge? Não tem, não tem, não tem momento nenhum lá que mostra ela saindo, mas ela saiu sim.
Ai, caraca, mano. Não, é sério, essa cena eu acho que é só para falar, ó, vai continuar, tá ligado? Tipo, vamos continuar a infecção aqui, mas é E você acha, Matheus, que a gente precisa trazer personagens sobreviventes de outra, de outros filmes para o próximo filme? Por exemplo, a gente tem a menina que sobreviveu do Fede Alvarez e a gente tem também uma sobrevivente do Reborn, né?
É do Burner, quer dizer, você tem a irmã. Na verdade tem duas pessoas, as crianças sobreviveram, né? Não, uma só, Jorge. As outras duas morreram, né? Pois é, Jorge, bateu a criança e voltou, né, cara? Então, cara, é que o que acontece, né, cara? Elas não são o Ash, né, cara? Essas pessoas que estão ficando, né, todas elas, elas não querem ficar lidando com isso, né, cara? O Ash acho que é a única pessoa que, que tipo ativamente quer lidar com a porra dos Deadites, sabe? Quer matar os bichos.
As outras, para você, cabe o Ash no filme ainda, na franquia?
Não, Jorge, acho que não. Esse filme sou muito pé no chão para o Ash, cara. O Ash, ele sempre, o Ash é muito louco, né, cara? Eu acho que ele é muito super-herói, sabe? Eu acho que ele não combina com esse universo pé no chão que tem agora. Até porque, né, você tinha falado, tá todo mundo junto, né? E todo mundo tá, né? São 3 Necronomicons, né? O do Ash, né, da trilogia do Ash, tem o Necronomicon do Fede Álvares e tem esse Necronomicon novo aí do Evil Dead Rise, né?
Que inclusive é o mesmo do Evil Dead Burn, né? Eles são, eles estão na mesma linha do tempo ali, no mesmo momento, né? Então se tiver alguém que vai querer lutar com os Deadites, vai ser daí. Mas as protagonistas que sobreviveram, não, eu não acho que elas iam querer se meter com essa merda de novo não, cara. Especialmente a Alice, né, cara? Meu Deus, acho que já tá bom, né?
É, eu acho que a Alice, se eu fosse ela, eu não ia querer voltar para essa merda não, mas é Você diz alguma coisa interessante. Eu também acho assim, principalmente acho que o ator, cara, eu não acho que o Ash tenha, o ator que faz o Ash tenha mais capacidade física para isso, sabe? Ele tá velhinho já, é, ele tá com câncer agora, e ele tá com câncer agora, cara. É verdade, ele tá lutando contra um câncer. Então assim, eu acho que é muito, sabe, colocar um idoso para enfrentar um bagulho desse, que é um filme que agora se tornou ainda mais físico, né, Mateus?
Já era muito físico lá atrás, mas agora é muito mais, cara. Então assim, eu acho que perderia até, ia zoar o lore do personagem, né, talvez assim. Então eu acho que talvez alguém ligado a ele, sabe, fico pensando um filho, talvez colocar o Henriqueville como filho dele, sabe.
Ah não, cara, não, Jorge, não tem jeito não, viu. Ah, cara, mas vou te falar, um descendente do F, algum protegido talvez, né, cara, alguém que alguém que entenda dos Deadites, queira lutar. Mas aí eu acho que isso ficaria talvez para uma série posterior, Jorge, não por esses filmes.
Tem mais 2 filmes programados, né, Matheus?
Mais 2 programados? Pô, tá aí, cara.
Teve um que foi até lançado o nome original. Deixa eu pesquisar aqui enquanto você fala, mas já até saiu o nome original, que vai ser para mesma data, só que ano que vem, sabe?
Porra, legal, legal, legal. Então é que assim, não que o Burn tenha sido um puta certo, né? Pelo contrário, né, cara? Eu acho que dos filmes do Evil Dead é o que eu menos gostei, cara, até agora. Mas ele ainda tem bons pontos, sabe? Ele ainda tem bons pontos positivos aqui dentro. Porém, mais 2 filmes, aí eu fico pensando, né, cara? Eu fico pensando o que que eles vão querer colocar, né? Talvez algum centrado aí para eletricidade, já que é assim, né?
Deixa eu só trazer aqui a informação completa. O próximo filme, ele vai, já tem um nome pronto, que é Evil Dead: Rise. O longa vai ser o 7º da série de terror e que tem uma diferença aí. Vai ser o primeiro que vai ser, vai ser passado antes do primeiro original. Ele vai ser, ele se passa em 1972, antes dos acontecimentos do filme original. A direção e o roteiro são do Francis Galuppi, não sei quem é, depois tem que dar uma pesquisada.
A produção vai ser do Sam Raimi aí de novo, e tem envolvimento do Bruce Campbell, ele vai ser um, um dos produtores também. Então eles vão, eles, a ideia aqui, pelo que tá dizendo, Matheus, é revelar a origem da adaga lá e tal, e trazer, preparar o terreno para o próximo filme que vai juntar, conectar a franquia toda mesmo.
Ah, cara, sei não, viu, Jorge, sei não. Eu tô dando uma olhada aqui também, né, vai ser o Evil Dead Fury agora, Jorge. E que eu tô vendo aqui, né, cara, tô vendo aqui os atores que vão estar envolvidos aqui. E esse Francis Galupi, cara, não tem muita coisa também não, viu, cara? Ele tem um longa no nome dele, cara, só.
E é de terror, pelo menos?
Não, não é de terror, Jorge. É o Chão Parado, Arizona, é um thrillerzinho, mas tem notas boas, cara. Vamos ver, né? Vamos ver, cara. Eu não sei, eu não sei o que esperar agora. De um lado, é muito bom você ter esses diretores variados nas histórias, é porque uma cara nova sempre. Mas por outro lado também, né, cara, você pode ter um Evil Dead Burner na cabeça, né? Pode ter um filme que quer tentar coisas, mas ele não é eficiente.
É, eu também acho. Eu acho que eles deviam— eu acho que Evil Dead, cara, devia buscar muito, tentar buscar um diretor de YouTube, tá ligado? Pegar um desses caras do YouTube aí e tentar dar uma chance para o cara ver o que ele consegue fazer, tá ligado? Já que é para inovar e tal.
Desde que seja um diretor de YouTube, alguém que esteja no nicho do terror, né, cara? Porque assim, o Curry Barker tá no terror no YouTube, né? O Kenny Pixels também tava no terror do YouTube, cara. Esse que é o ponto, né, cara? O problema, Joel, é que agora esses caras vão estar muito requisitados, né? Então a chance deles dirigirem Evil Dead aí vai ficar bem difícil, né?
Vamos lá, cara, vamos para o que interessa. Afinal, quantos cafezinhos você dá para Evil Dead Burn, ou A Morte do Demônio em Chamas? Hoje tem café? Tem, tem. Você quer uva?
Não, quero café. Vale quantos cafezinhos? Pô, cara, vamos lá, né? Me dói, me dói a gente falar isso, viu? Porque eu gosto muito de Evil Dead, eu gosto muito da franquia, eu gosto muito do Sam Raimi, gosto muito do Ash, né? Gostei muito do Evil Dead Rise, né, cara? O Evil Dead Rise para mim foi lá para cima também, né? Não só manteve o nível assim, né? Apesar do— eu tenho muito carinho pelos filmes antigos, né, cara? Mas Mas o terceiro filme já não é lá essas coisas, mas eu ainda amo, né, que é o Army of Darkness, né.
E cara, eu vou te falar, o Evil Dead para mim eu ia dar um 3 cafezinhos, né, para o Em Chamas. Mas cara, depois desse papo aqui, cara, e tendo a certeza de que assim, os erros do filme, cara, são muito errados, os erros do filme eles atrapalham muito, né, a satisfação do filme, sabe. E aquele final, cara, eu acho que o final ele bota tudo por água abaixo, cara. Ele tenta ser um final pessoal quando não se cabe. Ele tenta contar uma história que não é, não tem esse espaço, não, para o Evil Dead, sabe?
E aqui, cara, eu vou fechar com 2 cafés, cara. Seriam 2 e meio, né, cara? Mas para o Evil Dead Burn, cara, 2 cafezinhos, gente. Vamos dar uma olhada em relação ao Rise, cara.
Ó, da minha parte, eu também tava com o mesmo pensamento que você, tava, eu tava com 3 cafés na cabeça e a gente foi conversando e o que vai diminuir a Jota assim, bateu o martelo, foi quando eu comecei a pensar mais na cena final de CGI, cara. É, para mim não pode, não é só um erro, é uma blasfêmia você usar CGI em Evil Dead, cara. Você não usa CGI em Evil Dead, sabe? Devia ter um contrato lá, ó, primeira coisa, você não pode usar porra de CGI no Evil Dead.
Não dá, não dá, não dá. Ah, porra, pegava um esqueleto, cara, pintava o cara de Pixie. Pois é, cara, porra, não tem nem desculpa, tá ligado?
Faz um boneco, cara, faz um animatrônico, sabe? Pô, tem muito animatrônico, cara. Série do Chuck, toda animatrônica aí.
Exato, cara. Precisava nem ser um animatrônico novo porque é um cara queimado. Era só pegar qualquer animatrônico ali e usar, tipo. Então assim, para mim, por isso a nota cai para 2 cafezinhos, porque eu vejo bastante coisa interessante aqui. Até como a gente conversou aqui, tem coisa interessante no filme. A ideia de transformar os Deadlights aí como uma extensão de uma dinâmica abusiva Reserva é mal executada também, né? Porque novamente a gente já viu essa história, a gente sabe como acontece, e tem filmes que fazem isso melhor, sabe?
Tem um filme aí que aqui no canal é, o vídeo tá bombado, né, que é o do lobisomem, A Fera Sobre Mim, A Fera em Mim, eu acho que, mano, é uma metáfora sobre violência doméstica, é muito melhor do que aqui, sabe? Muito melhor. Aqui eles querem falar de uma coisa, só que você esquece, cara, quando você tá falando de uma violência humana humana, ela não consegue se contrapor contra uma violência demoníaca, bicho. A Alice não tinha tempo para pensar sobre isso, sabe?
Depois ela podia pensar, mas enquanto tava acontecendo não dava. Então eu acho que assim, a expansão da mitologia é ousada, e isso aí eu até gosto, sabe, de pensar que a gente vai ter alguma coisa maior para frente. Pode dar merda, pode dar merda, Matheus, mas sei lá, eu até gosto. Mas eu acho que o final do filme derruba o filme, cara, joga contra tudo que ele constrói no começo assim, que parece que vai ser algo legal, parece que vai ser algo divertido e pontual, e aí depois eles querem cagar no pau e eles conseguem.
Para mim, eu acho que isso perde muito. Bom, gente, é isso. No fim das contas, aí eu acho que A Morte do Demônio em Chamas deixa uma discussão aí no ar, né? Vai ter gente que vai gostar mais, gente vai gostar menos, mas a gente espera ouvir a sua opinião. Deixa aí nos comentários a sua opinião. O que que você achou de A Morte do Demônio em Chamas? E você tá ansioso para o próximo filme da franquia? Ou vai parar por aqui? Deixa aí nos comentários.
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