Dia D (Disclosure Day)
Neste episódio do Podcast Conexão Geek, George Ricardo, Matheus Marques e Gabriel Duarte mergulham em uma discussão sobre Dia D, explorando como Spielberg utiliza a ficção científica para refletir sobre humanidade, religião, conspirações, tecnologia e o medo do desconhecido.
Ao longo da conversa, debatemos as referências aos clássicos do diretor, a construção dos personagens, o simbolismo por trás da revelação extraterrestre e por que o verdadeiro tema do filme pode estar muito mais próximo de nós do que dos alienígenas.
Também discutimos:
• As ligações com E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau e outros filmes de Spielberg;
• O papel da fé diante da possibilidade de vida extraterrestre;
• Teorias da conspiração, tecnologia reversa e o mito dos arquivos secretos;
• O paralelo entre o filme e o mundo atual;
• Os acertos e limitações do roteiro;
• Afinal, a humanidade está preparada para descobrir que nunca esteve sozinha?
Se você gosta de análises que vão além da superfície e usam o cinema para discutir grandes temas da atualidade, este episódio é para você.
🎙 Deixe sua opinião nos comentários:
Você acredita que a revelação da existência de vida extraterrestre uniria a humanidade... ou causaria ainda mais conflitos?
#ConexãoGeek #Podcast #Spielberg #DiaD #Cinema #FicçãoCientífica #Alienígenas #Filmes #CulturaPop #StevenSpielberg
Alô, alô, nerd! Eu sou Jorge Ricardo e esse é o Conexão Geek, o seu nerd service semanal. Aqui no CG você vai ter a tradicional análise com toques de discórdia e muita cultura pop. Mas antes de começar, eu queria pedir um favor pra vocês, que avaliem esse podcast na sua tocadora de podcast predileta. Se possível, deixa aquelas 5 estrelinhas marotas. Vocês podem também seguir o CG, assim você recebe uma notificação toda vez que a gente lançar um episódio novo.
O que você roubou?
Segredos.
Os dados que me pagaram para proteger.
Mas são pessoas?
Não.
Bom dia, cansaísseri!
Vamos ver o que temos para hoje.
Pra, pra, pra, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, eu achei.
Psst, psst.
Você entende o que ela diz?
Eu ouço, mas é sem nexo, eu não consigo entender.
Eu consigo.
E vamos falar de Dia D. O filme acompanha Daniel, um especialista em cibersegurança que rouba provas de que o governo e empresas esconderam durante décadas a existência de vida extraterrestre no planeta. Na fuga, ele encontra Margaret, uma meteorologista que começa a apresentar habilidades completamente inexplicáveis. E quanto mais eles tentam revelar a verdade, mais descobrem que existe uma conspiração muito maior do que imaginavam.
Agora vamos para as primeiras impressões aqui, porque esse filme é muito complexo. Se eu falar demais, eu vou acabar farmando aura. Gabi, quais as primeiras impressões?
Olha, cara, eu é aquilo, né? O Spielberg é o grande farmador de aura aqui, fazendo a referência, desde o off aqui a gente tava falando disso, cara. A gente nunca espera nada desse filme e ele entrega um negócio muito bom, né, cara? Então eu assisti o filme com expectativa baixíssima, cara, e ele entregou um filme muito, muito legal, sabe? Um filme bem dirigido, apesar do roteiro já ter envelhecido enquanto eu estava assistindo o filme, né?
Porque ele traz ideias de anos 80, de anos 90 sobre esse tipo de assunto, né? Acho que ainda assim, com esse roteiro fraco do copy, O Spielberg conseguiu trabalhar muito bem os atores e conseguiu trabalhar muito bem a história. Eu gosto do filme, achei um filme bem divertido de assistir, cara.
Teteus, primeiras impressões, cara?
Vamos lá então, né, cara. Assim, o Steven Spielberg, ele gosta dos alienígenas dele, né, cara. Tem E.T., né, que é uma obra-prima assim. O Contato Imediato de Terceiro Grau, que é um filmaço também, né. Mas Max Chaplin Terror, né, o Spielberg é monstro no terror, né, cara. E aqui nesse meu filme até, acho que até vi ele falando, né, que ele queria meio que dar uma amarradinha assim na trilogia, né. Trilogia que na verdade é só em tema, né, não só trilogia alienígena dele, vamos dizer assim, né.
Porque até o Super 8, né, que é o filme do J.J. Abrams lá, que tem o nome do Steven Spielberg também, e também é esse apanhado de coisas alienígenas, cara. Eu gosto do filme, sabe, ele começa devagar, cara, ele começa também devagar, né. Ele tenta, ele esconde um pouco a mão ali, mas ele esconde, eu acho que um pouquinho demais assim no começo. Ele E ele começa, e quando ele finalmente engaja, né, quando ele começa a mostrar as bizarrices, cara, você tá lá apaixonado, interessado, sabe?
Ele tem uma construção de universo legal, né, apesar dele demorar, né, porque, pô, cara, são 2 horas e meia, né? Ele é um filme, ele é uma assistida um pouco longa, né? Não dói muito, né? Tipo, ele não é maçante, cansativo, mas ele é longo. Eu gostei do filme, né? Eu acho ele é um bom refresh aí pro Spielberg também, né, cara? Mas e você, Gigi? Você que também não tá comigo assim, não gostou muito desse começo, né? O que que você achou do filme aí?
Cara, ter que aguentar o filho do Kurt Russell por cerca de 20 minutos aí iniciais é um sacrifício a se fazer em nome de Spielberg. Mas assim, o filme ele tem uma premissa que te engana, né? Porque você acha, você pensa no Spielberg, eu penso em crianças encontrando ETs e voando em bicicletas. Então assim, Eu acho até que falta um pouco desse espírito da criança, né? Eu percebi nesse filme que o Spielberg funciona muito melhor com adolescentes.
Mas quando ele realmente chega no clímax ali do que a história vai ser, a gente vai falar mais disso daqui a pouco, eu acho que o filme funciona muito bem. E o Gabi tem razão, assim, vira um filme muito reflexivo sobre o que que a gente tá fazendo. O filme tem discussões bíblicas, ele tem discussões sobre destruir o planeta, ele tem discussões sobre humanidade, né? E a desumanidade que a gente... Sobre o que a gente encontra, o que a gente faria se a gente encontrasse um ser evoluído, teoricamente.
Então assim, tem muita coisa pra gente falar aí, eu já vou abrir a roda com isso. E eu digo que uma coisa que me chamou atenção é exatamente isso, Teteu. A história, ela não se centra, né, nos alienígenas. Acho que até por isso muita gente ficou decepcionada, né. Ai, eu que esperava ver alienígena desde o começo, usando essas referências que você trouxe aí de...
Acho que o título brasileiro ele decepciona um pouco, né, cara? Porque quando a gente pensa em Dia D, a gente pensa em guerra, né? A gente pensa lá na Segunda Guerra Mundial, né? É. E aí o título brasileiro ele indica alguma coisa que não tem no filme, que é Disclosure Day, né? O dia da divulgação. Então eu acho que o título brasileiro atrapalha um pouco você achar que o filme é uma coisa e ele é completamente diferente disso.
Ele é o dia da divulgação dos alienígenas, não é em si o dia que os alienígenas vão invadir a Terra e vão se revelar pra gente, pra nós seres humanos. É o dia da divulgação, é um pouco diferente. Acho que isso decepciona um pouco as pessoas, né? Ele mostra um pouco da tecnologia alienígena e a tecnologia alienígena é um pouco inexplicável nesse aspecto, né? E isso eu gosto bastante no filme, dos artefatos alienígenas serem meio inexplicáveis, o que dá margem pra maluquinhos da internet aí, tipo um cara da bicicleta aí.
Ele tirou essas teorias dele, ele assistiu o Disclosure Day, ele tirou todas as teorias teorias dele de controle mental, bater palma sozinha, essas coisas. Ele viu isso aqui, com certeza, né, Matheus?
Sabe uma coisa que tem nesses filmes, cara, que eu sempre fico me perguntando assim, da onde eles tiram, que é a tecnologia reversa? Tipo, a gente usou a tecnologia reversa para copiar os alienígenas, tá ligado? Sempre tem essa porra. O que que é tecnologia reversa, Matheus?
Então, engenharia reversa, né, na verdade é um conceito que existe, né, cara? Você pegar alguma coisa, né, alguma tecnologia, e você e você ir desfazendo ela até o nível onde você tem os componentes para poder criar, né? E aí você consegue fazer. Como eles fizeram isso com uma tecnologia ali nível que eles não podem nem tocar, não sabemos, né? Mas tá aí a filme. Farmaram aura, farmaram aura, 6, 7 ali no negocinho, e foi, foi, correu, né, cara?
Mas assim, é legal, acho que é legal, né? Até nessa questão, né? Porque o filme ele Ele quer mostrar um pouco disso, né? Ele mostra um pouco tanto da coisa tecnológica, né, quanto essa coisa lógica do nosso cérebro, né, com o menino, né, com o personagem do Josh, né, o Daniel lá. O Josh O'Connor é o Josh Kellner, Josh Kellner, é o Kellner, né, que ele é o cara que é o cara da tecnologia, né, ele é o hacker, né, ele é o cara que entende.
Ah, tá, não, o personagem chama Daniel.
O Daniel, tá, o Daniel é o Daniel, o ator chama Josh. O Daniel, não, porque ele é o cara que entende da tecnologia, né, cara? Ele entende como as coisas funcionam, ele entende, ele é esse lado lógico do cérebro, né? Enquanto a personagem da Emily Blunt, ela é aquela coisa mais emocional mesmo, né? Ela literalmente é uma empata, né? Ela tem o poder da Diamante lá do Guardiões da Galáxia, né? Ela sente as emoções, ela consegue entender.
E eu acho muito legal, cara, isso, porque acho que o melhor momento para mim do filme assim é quando ela usa esses poderes, né? Porque tecnicamente não são poderes, é uma coisa meio chegada, né? Como eles se comunicam, na verdade, né? Eles trazem um pouco dessa empatia junto com essa tecnologia que é sobre-humana, né? E aí eles trazem essa mensagem, né? E assim, quando a gente for falar da mensagem em si, vai ser uma outra coisa que eu acho muito legal também, né?
Eu acho que o que sintetiza isso que o Matheus tá falando é aquela cena que a Margaret, que é a personagem da Da Emily Blunt, isso. Ela vai resgatar o Daniel, né? Ela entra lá no complexo do governo e não sei o quê, e vai lá resgatar ele colocando uma imagem em cada uma das pessoas, né? Falando para cada uma das pessoas aquilo que elas querem ouvir. Puta, é sensacional, cara. Ali é uma lição de humanidade que os alienígenas deram para Margaret, e a Margaret passou para eles. É foda essa cena.
A Margaret, que é a Maju Coutinho americana, né?
De um pouquinho, né? Basicamente, cara, mas eu vou te falar que essa cena especificamente me emocionou muito, né, cara? Porque não é só a empatia assim, ah, é um ente querido seu, né? Ela tá, as coisas que ela tá falando, né, são, é totalmente terapêutico, né, cara? Ela tá falando, ah, você trabalha demais, tipo, vai ver um pouco a sua família. Ela não tá brava com você porque você tá trabalhando muito, ela tá brava porque ela não consegue passar tempo com você, né?
É muito legal, cara, porque são coisas minuciosas, coisas do dia a dia, né, cara? E o Spielberg é um vagabundo, né, cara? O Spielberg cara, né?
Porque sempre nessas questões de família, né, de trazer esse laço familiar, na questão emocional, na questão emocional, Spielberg ele consegue fazer a história funcionar. Eu assisti a Odisseia essa semana e tudo, e tudo que o Nolan consegue fazer é ser um robô, entendeu? E o Spielberg é o contrário do Nolan, antítese do Nolan. Tudo que ele pega, ele consegue deixar tudo de uma maneira tão emocionante, tão humana, né, cara, que você acaba comprando a ideia do filme, mesmo o roteiro sendo muito ruim, entende?
Então, puta, essa é uma cena fundamental dentro do filme que me vende. Eu fiquei totalmente vendido. Vocês falam do começo do filme, cara, e eu acho o começo do filme muito bom. Eu acho que ele posiciona a gente muito bem sobre o que tá acontecendo e o que vai rolar durante o filme, sabe? É claro que daí o personagem lá do filho do Kurt Russell é um cara horrível assim, sabe? É um ator, o pior namorado do mundo, mas aí Mas aí você compensa porque a Jane, que é a namorada do Daniel, ela é um doce, sabe?
E aí introduz toda a religiosidade dentro do filme, que também é um negócio muito interessante, sabe? A Madre lá falando sobre a revelação, puta, aquilo é muito tocante assim, porque a gente pensa na Terra, a gente não pensa, a gente pensa na fé dentro da Terra, né? Deus falou sobre a fé, não falou do universo. Então, porra, é uma visão bem interessante, sabe, sobre um dia de uma suposta revelação, né?
Pô, cara, agora que você falou, Gabi, essa questão da Madre Superior lá, né, da senhora dona do convento, né, cara, quando ela tem essa reflexão, né, porque a menina tá morrendo de medo, né, a namorada do Daniel, né, Jane, né. E aí ela fala tipo, por que que eu teria medo, sabe? É aqui, a gente tá aqui, a gente tá fazendo o bem, não é só sobre a gente, né, cara, é sobre o universo como um todo, cara. Foi outro momento assim que é muito emocionante, né, cara.
E muito legal, né, porque é o momento de ensinar também, né, momento dela entender isso, né, porque ela tá como a gente, né, não tá entendendo nada, não tá sabendo o que tá acontecendo. E é muito legal, cara, o filme ser orgânico com todos os personagens, sabe, porque todo mundo que aparece, tirando o filho do Kurt Russell, né, é muito bom nisso, em fazer a história mover, a mensagem mover.
Deixa eu só situar as pessoas aqui, eu ia deixar essa parte mais para frente, mas já que vocês já trouxeram aqui, é a parte que vocês estão falando aí da Madre, né, é uma parte onde a Jane, que é uma das personagens que eu acho que eu mais gosto assim. Ela liga pra Madre, ela é uma religiosa que é ex-freira, né? Ela ia ser freira, esqueci o nome agora, o termo pra isso. Ela era uma beata, uma noviça, é isso? É, uma noviça rebelde.
Aí ela desiste disso então, mas ela ainda tem contato lá com a Madre. E ela liga pra Madre perguntando, ah, você acha certo se eu descobrisse que existe vida alienígena, eu espalhar isso pro mundo? Porque isso ia desestabilizar tudo que a gente acredita e tal. E aí ela cita Gênesis, né? Onde Deus diz: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança conforme a terra. E aí ela fala: Na terra, não no universo. Daí ela— e a Madre diz mais, né?
Ela diz: Você acha mesmo que Deus criaria o universo e deixaria só a gente aqui? Um universo desse tamanho? Então, tipo, é uma religiosa que ela não ia perder a fé. Isso faz a Jane meio que ter convicção pra passar pra frente, pra continuar, né? Sem essa coisa de, ah, eu não devo espalhar essa palavra, né, teoricamente.
É engraçado, né, cara, porque se você vai para outras religiões, né, como xintoísmo, até o Ashteran, né, eu não sei, que é a religião da Elba Ramalho lá, né, cara, os deuses em si são alienígenas, né, cara. E muitos historiadores, né, apontam até isso nas vertentes críticas mesmo, né, porque quando Deus se refere a Jesus, né, ele não fala tipo o nosso pai, né, ele fala o meu pai, porque é o pai dele, né, não tecnicamente o nosso, né, nosso figurativamente, mas não biologicamente, né?
E aí, cara, se você entrar nos Reddit da vida, você vai encontrar teorias de Jesus ser um alienígena. É muito, muito louco, né?
Tá em Prometeus isso aí, já.
É verdade, eles tiraram, né? Se não é esse, no Prometeus fala que eles mandaram um alienígena aqui pra Terra, né, 2000 anos atrás, e aí a gente crucificou ele.
Muita cara dos humanos. Gabi, eu queria trazer aqui pra você começar a comentar, cara, uma mudança que eu vi em relação aos filmes clássicos do Spielberg, que é dessa vez quem controla o segredo não é mais o governo, né, são as empresas, as corporações. O que que você achou desse ponto? É uma coisa que geralmente o Spielberg não faz, cara.
Para mim é surpreendente, né? Eu não sei se tá ligado a empresas governamentais, é o Windex, né? Parece que, parece que se eles, é, se eles têm esse tipo de informação, com certeza eles estão ligados aos governos, mas eles falam Sobre presidentes, né, que presidentes de 8 em 8 anos eles viram civis de novo, por isso que eles não podem saber a verdade, né. Então criaram a Windex exatamente para isso, só para esconder, só para acobertar todas as verdades desde Roswell até, desde 73 eles falam lá, né, até agora.
Inclusive acho que é uma dica legal, né, porque em 45, né, um pouquinho antes, né, teve a primeira transmissão de rádio é que ela saiu pela, pela, pelo universo, né, que foi a transmissão das Olimpíadas do Hitler, né. Tanto é no filme, no Fundação, né, do Fundação não, no Contato, né, do livro Contato, é a primeira coisa que os alienígenas trazem de volta de mensagem é essa mensagem do Hitler, né. E todo mundo fica morrendo de medo, mas era porque foi a primeira mensagem que saiu do planeta Terra, né.
E aí em 45 eles acham alguns pedaços, né, de nave, alguns corpos mortos, e nos anos 70 Eles finalmente fazem contato com os alienígenas e conseguem espécimes vivos, né?
Que foi especificadamente no Roswell, né? Que mostra um pouquinho das imagens aqui no filme também, né? Acho que o Spielberg conseguiu pegar todas essas imagens desses casos bem isolados assim e colocar tudo, sintetizar tudo dentro do filme, né? Acho bem interessante como ele coloca isso e como ele coloca o Nixon, né, na jogada. Ele falando, ó, o Nixon, ele revela pra Jane com esse vídeo, né? Ó, o Nixon tava tentando impressionar lá um artista e tal e levou ele pra uma câmera onde tinha 5 alienígenas, né?
É bem assim, é bem a cara do Nixon fazer isso, né? E eu acho bem explicativo, acho bem legal como isso se torna, vai se tornando um grande crescendo dentro do filme, né? Porque a hora que existe a revelação mesmo, porra, acho que são os 20 minutos mais tensos do filme, né? Que aí Aí o cara da Windex vê que ele não vai conseguir segurar aquilo, e aí ele senta e fala, puta, ele só aceita.
Ele já tinha desistido antes da real, né?
Quando ele viu a esposa lá, na hora, na hora, é, na hora daquele ver a esposa, ele desiste. Mas ali, ali tem um negócio muito interessante sobre o controle mental, né, que eles fazem da tecnologia reversa. E ele consegue, ele não consegue entrar na cabeça do Daniel agora por motivos óbvios, né? A gente descobre no final do filme por quê, né? E aí ele consegue o controle mental da da Jane, que é a namorada do Daniel, né? E ele tentar matar ela e tudo, cara.
Essas são partes bem tensas do filme, né? Que o Spielberg sabe filmar muito bem ela segurando a faca, esse tipo de coisa, esse controle mental. Porra, isso me pegou bastante no filme.
Aquele detalhe dela com o crucifixo na mão, né, tentando se soltar desse controle também, né? Mais uma vez, né, colocando o papel da fé junto. E é o MK Ultra, basicamente, né, cara? O MK Ultra, né, que é o processo lá do governo de fazer soldados psicológicos lá mentais. Aqui o Steve Jobs usa lá como é leve. E aqui a gente tem esse controle mental esquisitíssimo, né, lá o Polybius lá, né, que era supostamente nesse mesmo, essa mesma coisa. Daí eles explicam aqui como tecnologia de nível, né, cara?
Tem um discurso, Matheus, que é esse, esse de que a Windex, sei lá como que se pronuncia isso. Ela praticamente aí privatizou o maior segredo da humanidade. E esse discurso, ele não tá só aqui, cara. Tem outros filmes, por exemplo, tem um filme, um documentário brasileiro da Petacosta lá, o do impeachment da Dilma. Ele fala sobre isso, porque tipo tem uma parte lá que ela fala: essa aqui é Brasília e tal, os presidentes vão e voltam, mas as empresas sempre estão aqui.
Elas são as únicas que sabem o que aconteceu de verdade nesse lugar. Todo mundo sai, todo mundo é passageiro aqui, mas as empresas estão aqui. E nos Estados Unidos é a mesma coisa. É, tem algumas empresas que elas literalmente estão lá desde o início, sabem mais do que qualquer presidente que já passou. Agora tá essa moda, né? O Trump tá dizendo que vai revelar os arquivos X lá, né? Os arquivos dos alienígenas.
Mas essa promessa, todo mundo, todos os presidentes que entram sempre promete que vão revelar. Só que quem me garante que eles sabem que arquivos.
Exatamente.
E aí a OINDEC serve muito para isso, né? Os presidentes não sabem o que tá acontecendo. Um ou outro sabia, que é o caso do Nixon, e o Nixon morreu, entendeu? Então, bicho, acho que dos anos 90 para cá nenhum dos presidentes sabem muito bem o que acontece nas instalações dos americanos assim, sabe? Eu tenho essa impressão.
Meu único problema com o filme, Gabi, eu vou te falar, porque assim assim, a Wanda, ela é esse, é o Illuminati, né, esse governo secreto, na verdade, né, cara. E a gente tá numa época de disseminação de informação muito maluca, sabe. Então toda essa corrida, né, entre a personagem da Emily Blunt, entre o Daniel lá também, ela é muito, não incrível, mas pelo, porque, cara, não dá para essas pessoas fugirem, sabe. Hoje em dia você tem câmera em tudo que é lugar, cara, você tem reconhecimento facial, você tem GPS.
Por mais que eles sejam pessoas cuidadosas, né, cara, é muito, é muito improvável que isso aconteça, sabe. Por isso que mais uma vez eu Eu ainda, se esse filme, cara, tivesse, se passasse ali nos anos 2000, cara, no comecinho ali, eu acho que ele ia ser muito, ele ia amarrar essas pontas soltas muito melhor, sabe? Porque a tecnologia seria muito mais limitada, né? Então o perigo ia ser muito maior e por consequência você ia conseguir crer em tudo.
Porque, porque, pô, cara, dá para falar dos alienígenas até certo ponto, né?
Não tudo, né? Eles não são Deus Ex Machina aqui dessa história, né? Eles não são a galera que resolve tudo, né?
O que me incomoda mais, Matheus, é o purismo, cara. Na moral, para mim, o que me incomoda nessa empresa é que eles são uma empresa que literalmente só quer esconder porque eles querem proteger a humanidade, quando na verdade, para mim, faz mais sentido se eles quisessem lucrar de alguma forma com o segredo. Isso para mim, tá ligado? Mas eles ficam como se eles fossem—
é por isso que eu acho que é por isso que eu não penso na Wendex como uma empresa privada, senão ela iria buscar lucro em cima disso. E eu não sinto que ela lucra, eu sinto que ela é como se fosse um braço do FBI um braço da CIA, sabe? Eu sinto isso, que ela é tipo o Banco Central, é isso, é independente. É, cara, é um braço assim, é que nem o Arquivo X era, sabe? O Arquivo X era um braço do governo, que tinha os agentes do FBI que queriam acreditar, só que eles não acreditavam, entendeu?
Então nesse aspecto, nesse aspecto, eu acho que o filme se assimila bastante com episódios do Arquivo X. Só que o Arquivo X é dos anos 90, cara, ficou lá atrás. E mesmo os revivals do Arquivo X também não funcionam, é algo que ficou lá atrás, sabe? E aí eu acho que o roteiro do copy é assim também, ficou lá atrás. Parece que é um roteiro que ele escreveu nos anos 80, nos anos 90. E o Spielberg tenta ainda dar uma dignidade trazendo um pouco de rede social, mas ele é centrado numa mídia que tá morrendo, que é a mídia jornalística, de jornal, de assistir TV, sabe?
De empresas de TV, sabe? Isso me incomoda um pouco, me soa velho. Esse é o meu único incômodo com o filme, Matheus, é que ele me soa velho.
É, cara, é que a gente tá falando aqui no off, né, gente? O cara, as pessoas não iam em uníssono, todo mundo no planeta inteiro ia assistir coisa na TV, cara. Ninguém, ninguém vê TV, sabe? Vocês não veem TV, cara? Vocês não veem mais jornal? É muito louco, né? Igual o Gabi falou, no final ele até tenta colocar numa livestream e tal, mas o principal, né, o veículo principal seria TV, né, para disseminar as informações. Até a Emily Blunt mesmo, né, personagem dela também trabalha numa TV, né?
Eles até tipo fazem o ponto de que é uma TV muito pequenininha, né? E aí é uma TV tipo no Kansas ali. Ah, vamos ligar para Nova York. Só que assim, cara, essa cena meio que tanto faz, sabe? Por que que ela não só não abriu uma live no Facebook, uma live no Instagram, sabe? Porque faria mais sentido, né? Mas enfim, é o único realmente problema assim do filme, né? Porque ele já foi, né, cara? Ele já foi. Quando a gente vê os contatos imediatos lá de terceiro grau, né, cara?
E ele ele é até muito bizarro e muito até assustador, né? Porque você não sabe o que tá acontecendo, cara. E é uma coisa limitada realmente da tecnologia, né, cara? Você tem uma câmera vagabunda, sabe? Hoje em dia, tipo, tablet de criança, ele é muito melhor que uma câmera foda dos anos 2000, sabe? Então fica um pouco distoante, né, cara? Hoje em dia, cadê os alienígenas em 4K, cara? A gente tá esperando até hoje, né? Não tem.
Entendeu? É só pra girar o assunto, mas uma informação, só uma informação mesmo que eu acho que talvez seja importante pra gente. Eu também tinha essa ideia que você teve aí sobre a importância da TV e tal, mas eu peguei um dado aqui que é é recente, a Casé TV, que é um fenômeno aí de esportivo agora recentemente, no auge deles ali eles fizeram 21 milhões de aparelhos conectados. A TV Globo, que já tá uma coisa mais velha, analógica, TV e tal, fez 142 milhões no mesmo dia no Jornal Nacional. Então assim, ainda eu acho que é a maior, é a maior distribuição de massa.
Óbvio, tem outras, mas ainda eu não sei, eu acho que esse número é um pouco manipulável, porque as TVs estarem ligadas não quer dizer que tem gente assistindo, entende?
Mas a internet também não.
Não, mas tem força.
Internet é muito, internet é muito mais receptivo, GG, porque você está olhando a tela do celular o tempo todo e você não tá olhando a tela da TV o tempo todo.
Mas pode ter uma TV na internet.
Existe uma grande diferença, GG, na informação que você tem na TV, a informação que você tem no celular, porque no celular você procura Você tá sendo ativo e na TV você tá sendo passivo. Então você às vezes não tá prestando atenção no que você tá vendo na TV, cara, porque você tá fazendo outra coisa. Tipo, você tá no restaurante comendo e você tá ouvindo a TV e a TV tá ligada e você não tá prestando atenção. No celular é diferente, cara, ele tem completamente a sua atenção, cara.
É, eu posso até concordar nesse sentido, mas eu ainda acho que, por exemplo, um jornal de massa, como eu tô falando, Jornal Nacional, porque é o que a gente, né, o maior aqui do Brasil, mas eu ainda acho que as pessoas param para ver e se pautam muito por isso ainda. Eu acho que ele ainda pauta muita gente, infelizmente.
Talvez, mas o que eu vejo é a mídia tradicional morrendo. A mídia de jornal impresso não existe mais, acabou. E a mídia televisiva, eu não sei, é que assim, a gente tem 3 pessoas aqui, eu te garanto que essas 3 pessoas não sabem o que aconteceu no Jornal Nacional ontem, entendeu? Entendeu? Te garanto.
Eu assisti, hein, tô brincando. Aquela, tá bom, gente, vamos para o próximo, para a próxima parte aqui. E eu queria saber sobre a verdade libertaria ou destruiria a humanidade. Essa talvez tenha sido aí o debate mais interessante do filme, talvez o debate que o Spielberg mais debruçou, porque tá no título, porque enfim, é o enredo em si. Existe um momento ali que alguns personagens defendem que revelar a existência dos extraterrestres destruiria completamente bilhões de pessoas.
Vocês entendem isso? Acha que é uma boa discussão ou acha que é uma falsa discussão?
Cara, depende também, sabe, também o que eu acho, o que eu acho interessante, né, que é o que o filme aborda, né, cara. Você quer ou não acreditar na teoria da conspiração, né, cara? Porque a teoria da conspiração é isso, né, vamos manter os alienígenas em segredo para que o mundo fique em paz. Só que, cara, é ao desdobrar da história, né, você vê que a paz, na verdade, quem tá querendo a paz de verdade são alienígenas, né, cara?
Eles dão a entender, eles dão a entender no momento, no momento que o Daniel chega lá com os pendrives e tal. Nós vamos interromper a Terceira Guerra para isso, sabe? E mais da metade do filme tem um, tá acontecendo um saque em loja, sabe? A loja tá sendo saqueada e tal, tá acontecendo isso em algum momento. Vocês nem perceberam isso, cara? É verdade, a loja de conveniência tava tendo um saque geral assim. Sabe? Aí eu falei, estranho isso, né?
E aí me parece que a guerra, Terceira Guerra Mundial, tá acontecendo naquele, naquele exato momento ali, né? Os Estados Unidos está um caos, né? Nesse momento me parece que os Estados Unidos está um caos, né? E aí ele, eles vêm com essa, com essa grande informação, né? É mais, é mais sobre juntar a humanidade, né, do que sobre deixar a humanidade com certo medo. Eu imagino que pelo, pelo que a Margaret apresentou durante o filme, né?
Eu acho que os alienígenas vêm com alguma bondade, né? Até porque a primeira mensagem que ela manda e que só o Daniel entende é: não precisa temer anões, sabe?
Isso, do Pinóquio, né? O clássico, o clássico dos anjos, né, bíblicos, né? Os reais, né? Quando eles aparecem, né? Primeira coisa que eles falam pra pessoa é pra ela não sentir medo, né? Porque é um bicho assustador, mas ele fala pra você não ter medo. Caraca, tem muito mais conotação religiosa do que eu imaginava, na verdade, né, cara. Mas uma coisa muito legal, né, cara, que assim, é assim como na Chegada, né, na Chegada, que também é outro filmaço assim de alienígena, né.
Você sabe que eles são pacíficos pela mensagem, né, cara. Você sabe que tudo bem que é meio estranho, né, trazer duas crianças e manipular elas para elas trazerem essa mensagem, né. Mas ainda assim, cara, são dois seres vivos contra um planeta inteiro, sabe? Então, é, pro bem maior falaria muito mais alto, né? Mas o filme inteiro, né, ele basicamente traz essa mensagem de empatia, de, de, de acompanhar, né, de ser benéfico um ao outro, né?
Então, inclusive, né, muito, muito legal, né? O filme ele corta antes de você ouvir a mensagem, porque tecnicamente você já sabe qual é a mensagem, né, cara? Você já sabe que a mensagem é a gente tá unido, a gente tá em paz, a gente tá feliz, né, nesse, nesse grande momento aí. E o filme, ele é o Super gênio, né? Não tem como, cara, é cinema demais, né, cara? Ele não coloca mensagem, né, cara? Ele só, ele só fala para você ouvir. E aí você vai ouvir, bicho.
A gente, a gente viu o filme inteiro, a mensagem a gente viu durante o filme. Eu entendo as pessoas se frustrarem com esse final porque elas talvez não estavam prestando atenção na comunicação que o filme quis gerar com tudo isso, né? E aí na hora que ela vai dizer a mensagem, o bagulho corta assim, sabe?
Aí já ouviu a mensagem, o filme inteiro.
Eles trazem o alienígena velhinho lá, o fininho da velhinha demais, cara. Velhinho dá mensagem para o Daniel, o Daniel dá mensagem para ela, e na hora que ela vai, escutem, pum, acaba.
Puta, o telefone sem fio é gênio, velho, é gênio, é gênio. Ô Gabi, Gabi, você tem uma frase da Margaret que eu acho maravilhosa, que é quando o pessoal encontra ela lá e começam a meio que abraçar ela emocionados, e ela: eu não quero ser a religião de ninguém. Sai correndo, aquilo é muito bom. Aí ela entra na casa do reconstruída do Luciano Huck, tá ligado? Eu pensei, mano, vai aparecer Luciano Huck aqui agora e falar de volta para sua casa, tá ligado?
Porque sabe o que me lembrou esse final, cara? Me lembrou do final do Sopranos, cara. É bem parecido, é bem parecido.
O final do Todo Mundo Odeia o Chris, né?
E é muito legal, né, cara? Porque o roteiro culminou para isso. Né? O roteiro culminou. E você aí, cara? Eu pelo menos eu esqueci completamente do que que era, né? Porque a gente tem que mostrar isso, a gente tem que falar isso, e a gente não saber, cara, é maravilhoso, cara. É realmente nessas horas que eu vejo como o Super é gênio, né, cara? É muito bom, cara, muito bom.
Tem uma pergunta que eu acho que se levanta, eu acho que a resposta até que é meio óbvia assim. As pessoas ficam perguntando, ah, mas se aparecesse uma nave espacial agora aqui no céu, aqui, as pessoas se uniriam? Se uniam ou iam ficar mais divididas. E eu acho que a gente como humanidade, a gente aprendeu que a guerra une. É engraçado isso. Se uma nave aparecesse e falasse, eu vou destruir a humanidade, a gente se uniria. Mas se eles falassem, a gente veio em paz, a gente só quer amizade, quer dividir, aí ia virar um monte de corporação querendo capturar aqueles alienígenas para conseguir primeiro e conseguir exclusividade.
Os alienígenas é de esquerda, né? Os alienígenas, exatamente, comunistas. É comunista, quer bondade? Bondade não, é É de comunista, cara.
Mas era o que aconteceu com o ET, né, cara? O ET, ele era um bicho bondoso também, né? E o governo queria pegar ele, né, cara? Faz experimento. E era criança, pois, bicho era criança ainda, coitado, não era feio, que dói, mas era criança. E ele era bonzinho, né? Você sabe que ele era bonzinho porque ele cura planta, né? Cura bicho. E aí o governo queria pegar ele, né, cara? Diferente dos alienígenas do V, né? Que o V, o V, não sei se você lembra do V, né?
Da série Visitor.
Eles vieram com essa, né, Gabi, nessa ideia de que eles vieram em paz, aí na verdade eles queriam se alimentar.
Tem muito, tem muito disso também no Fringe, né, lá do Walter Bishop, né. Tem também, tem bastante disso, tem bastante disso no Arquibuxista também, né. São séries que envelheceram com o tempo, né. Você vai assistir hoje, cara, eles erraram tudo. Assim. Eu assisti hoje é só pelo entretenimento, para ver um pouco do que na época estavam falando sobre teoria da conspiração. Mas você vê que envelheceu mal assim, que a gente foi para outro lugar.
É, tanto é que o Spielberg ele já fala que essa organização ela não tem a ver com governo, já para não se queimar com governo nenhum, né, cara? Porque do jeito que você sabe que os governos são do mal, né? Agora, e é meio que certeza né? Então ele já colocar como essa galera não ser do governo, acho que é para ele, é um fator para ele ficar seguro.
Gente, tem uma outra coisa aqui que eu queria trazer para discussão. A gente até colocar os dois aqui na tela. O Daniel e a Margaret, cara, eles sempre tiveram ligados aí. É uma grande revelação que tem no ápice do filme e eu queria comentar isso com vocês. Que que, como vocês veem isso? Eles foram abduzidos, Certo? É isso também que vocês entenderam. Foram abduzidos ainda criança e eles criaram esse laço. Um, ele é usado para o telefone sem fio, né?
Um pode entender os alienígenas e a outra é empática, né? Ela pode transmitir essas mensagens.
Como que vocês viram isso? Emocionar do cérebro, né? Basicamente isso.
E fora que tem uma— e fora que dentro desse contexto tem uma referência enorme lá a Sinais, né?
Para quem assistiu Sinais aí no milharal, como que vocês viram essa relação dos dois? É, além dessa relação do milharal, que eu acho muito interessante, né, enquanto ele tá recebendo a ligação dela, o milharal dobra, né, e vai fazendo aquelas coisas dos sinais. É uma referência muito interessante, mas é uma referência também bíblica, né, é meio que o Adão e Eva dos alienígenas, né, que traz a lógica e a sensibilidade, né.
O filme máximo do Nicolas Cage que vocês estão esquecendo, né, O Preságio.
Ele tem essa referência também no Preságio, também tem essa referência dos dois, né, do Adão e Eva, talvez, né, das grandes pessoas que vão passar mensagem.
E uma coisa muito legal, né, mantendo aí o tema, né, que a ligação toda, né, que quem faz, né, a Margaret faz, né, cara. Porque como ele é basicamente computador, né, ele é um cara lógico, só entende as coisas, é ela que tem que entrar na cabeça dele e fazer com que ele entenda o que ele tá sentindo, né. Cara, tá aí, ó, uma analogia muito legal com pessoas autistas, né, cara? Com pessoas que tem algum tipo de neurodivergência, né?
Porque é bem diferente, né, cara, o jeito que ele age, né? E o filme não fica mencionando, ah, você é autista, algo do tipo, né?
Porque é muito possível isso, né? Basicamente um entende, o outro explica. É a lógica dos dois dentro do filme. E quando eles se encontram, é isso, um entende, o outro explica. E é muito bem aplicado isso durante o filme, né?
Tem também a questão de, como que eu vou falar isso, a relação desses dois é quase que uma relação de irmãos gêmeos, né? Aquela coisa de um meio que pressentir que o outro existe. E até tem uma frase do Comand Domingo, acho, o personagem dele fala, que é: desde o começo sempre foram vocês dois, vocês dois contra todo o resto. E quando eles se encontram tem quase uma catarse, né? Parece que eles já se conheciam em tela. É engraçado, porque quando eles aparecem, eles entram no carro lá e eles olham, não fica aquela coisa de oi, prazer, o senhor tal.
Não, eles já se conhecem. Parece que ela até fala, né, quando eu olhei para você a primeira vez, parece que eu entrei dentro da sua alma.
É um bagulho meio fácil também.
Até porque eles já se conheciam mesmo durante a vida. A Margaret segurou a mão dele e tal, disse para ele ficar calmo. Então eles já se conheciam no fim das contas.
Aliás, essa é uma parte que eu achei meio pesada, hein, cara. Porra, os alienígenas molestando crianças aí no espaço, achei um pouquinho pesado.
Então isso aí acaba que é coisa que o filme não se interessa a falar, né, cara. Tipo, ele, ele só pegaram os moleques, né, cara, eles só trouxeram, né. Era até falar, eles se transformavam em animais, né, para você. E aí, tipo, tudo bem que dá a entender que é inolor, dá a entender que não aconteceu nada, mas ainda assim, né, cara, é foi colocado nas costas de duas crianças, aí seriam os Messias, né, cara?
Implantou o chip na cabeça deles.
Eu pago R$10 para quem fizer aí uma montagem IA com o maluco virando Monark adulto, tá ligado? A criança virando Monark adulto.
É o salvador que o Jorge quer para gente, mano. Meu Deus.
Gente, é o Gabi, uma das coisas aqui que eu li aqui do Spielberg comentando sua própria obra, né, é que ele disse que o roteirista lá, que aliás é o roteirista mais bem pago de Hollywood, descobri aí, ele tem o maior cachê de Hollywood, David Koepp, e ele também tem aí os 10, as 10 maiores bilheterias de Hollywood na conta dele aí. Então o cara é, o cara é poderoso, digamos assim. Exatamente, máquina de fazer, máquina de fazer, mas ganha dinheiro, mas ganha dinheiro.
E aí ele falou que ele escreveu os roteiros dele, ele tem sorte, ele vende os roteiros dele para bons diretores, entendeu? Porque os roteiros dele são no máximo medíocres.
E aí ele fala, ele tem Giana Jones, ele tem, ele tem a múmia Jurassic Park, Blockbuster, cara, Blockbuster.
Ele escreve E aí ele conversou, o Spielberg disse que conversou com ele e falou assim, ó, eu quero uma cena que vai entrar para a história do cinema. E aí eles desenvolveram junto, segundo Spielberg, a cena da Margaret surtando durante a previsão do tempo, aquela cena no começo que ela fala alienígena lá. Vocês acham que essa cena é tão marcante assim?
Porra nenhuma, cara. Ele falou de muita cena emocionante foda aqui, eu lembrei dela agora que tu falou, cara. Ela é um pontapé legal, mas ela é uma cena legal, sabe? Não é É, pô, não é a primeira vez que você vê um dinossauro no Jurassic Park, sabe? Não é a primeira vez que você vê o ET fazendo as coisas voar, sabe? Não chega lá, cara, não chega lá, cara. E não é nem que a gente tá sendo parcial porque a gente gostou muito do filme, né?
É, para mim não tem nada muito marcante não, né? É aquilo, né? Tem talvez a cena mais marcante seja quando eles voltam sabendo que eles foram abduzidos e ela manda um ou. Para mim, para mim é a cena mais marcante do filme até o momento. Muito, né?
Vocês enxergaram muito, vocês enxergaram como eu a cena da reconstrução da casa como uma referência para E.T.?
Se for fazer, se for falar assim, é tanta referência, cara. Acho que o Spielberg ele se autorreferencia, né? Ele tá trazendo o tempo todo um contato imediato de terceiro grau, né, cara? O tempo todo ele se autorreferencia, até mesmo usando os carros de bombeiro para fugir Sabe? É muito referência assim.
Ah, cara, eu acho que se fosse referência ao ET, Jorge, a gente teria visto a raça do ET lá, cara. E esses bichos aqui são lisos, sabe?
Não são— não, digo, a referência, a referência de ET, pelo menos eu achei, né? O quarto parece o quarto do menino do ET.
Acho que a referência a ET é quando eles trazem o ET enclausurado ali, sabe? Quando eles vêm, eles estão já na TV, nos momentos finais do filme eles vão trazendo o ET assim, e aí a silhueta de sombra sombra lembra bastante a do ET ali de 82, né? Aí lembra bastante. Aí eu acho que a referência ao ET tá ali, né? Que aí quando o ET levanta é aquela coisa, né, bípede, um pouco maior, mais magrela, né? Mas quando ele tá sentado na cadeira e a sombra, silhueta, eu achei que ele abria ali, ia sair o dedinho do ET assim, ó.
Pô, cara, eu ia ficar muito feliz se fosse, Gabi.
Eu ia ficar muito feliz com a referência, né, cara?
O ET idoso podia ser o nosso ET, né, cara? Porque tipo, ele ficou lá, podia voltar ele idoso.
Aí quando ele vai mostrando os ETs, os ETs lembram bastante os ETs do Contatos Imediatos de Terceiro Grau.
Eles são os Grey, né? Eles são alienígenas mais clássicos, né? Cabeçudão, meio verde, né? Não tem muito ET do Spielberg ali, né?
Faltou o ET enrugado, né? O Baby Yoda 2.0.
Ah, mas o ET quando saiu da— é, quando o ET Ele levantou da cadeira ali, ele tava meio velho, né? Eu não sabia que desenvelhecia, né?
Ele envelheceu demais, o bicho tá precisando de um andador, mano.
Comeu muito Big Mac, comeu muito Big Mac, Matheus. Tá mal do estômago aquele cara, não foi uma boa velhice para ele não. A gente já falou aqui um pouco, mas eu queria só reforçar isso, a mensagem do final ali. Escutem, né? Acho que na internet agora Desde que o filme foi lançado no torrent aí, a galera tá discutindo bastante o que significa, né? E eu vi aqui uma análise, Matheus, que eu achei bem interessante, cara, de que o escutem seria porque a humanidade literalmente não acredita em nada que vê.
Então escutem vocês, sabe? Tipo, preste atenção no que a gente tem para dizer, porque quando as imagens são soltas ali na TV, muita gente fica questionando ainda, né? Será que são Ah, são certificados. O pessoal fica demorando para colocar na tela porque estão verificando e tal. Pois é, exatamente. Então tem uma, tem toda uma descrença ainda. E quanto isso, o que importa mesmo, o que eles querem que a gente saiba, é o que os alienígenas tinham para nos dizer lá atrás, talvez, né? E a gente nunca nem escutou, né? Nunca nem soube.
É, cara, porque eu acho muito legal, né, cara? Porque assim, é uma civilização pacífica, né, que vem entrar em contato com a gente para talvez compartilhar ideias, talvez só para conversar, né? E aí a gente pega, enfia em laboratório, começa a torturar, começa a fazer mil coisas, né, cara? Eu lembrei até do Bugônia, Vivi. No Bugônia tem uma série extensiva de tortura alienígena, né? Tecnicamente, né, Jorge? Tecnicamente, né, para não falar muito aí do Bugônia.
E, cara, é muito legal, né, cara? Porque essa obsessão toda, né, que a empresa tinha com pegar tecnologia, entender de onde eles vieram, o que eles queriam, mas nunca ninguém parou para perguntar, né, cara? Nunca ninguém era para fazer o óbvio, né, para sentar e ouvir, né, talvez, talvez aprender a linguagem deles, né. Então eles deram um jeito, né, cara. Tudo bem que se é uma civilização super avançada, né, super fodástica, eles, eles acho que eles só botariam um megafone gigante, falaria para o planeta inteiro ouvir, né.
Mas, mas aí não teria filme, né, cara. Mas eu acho, eu acho legal, esperançoso, né, o jeito que é tratado, né.
Eles torturaram alienígena, né, Gabi?
Tem um vídeo lá que a Jenny assiste que mostra eles torturando Tem um dos vídeos, eles fizeram experimentos com alienígena e torturaram ele para entender como a anatomia dele funciona, né? Eu acho que é muito pouco.
Sem anestesia, isso me pegou, cara.
Tem anestesia? Hoje eles não sabem como funcionaria anestesia no alienígena, né? Então é aquilo, né? Como é que você vai torturar um ser que você não conhece, né? Qualquer coisa pode soar como uma E nisso, né, vai fazer o quê? Vai fazer, vai se fazer o quê, né? Eu acho que deveriam ter revelado antes, né, para todo mundo já saber, já tem em mente como trabalhar o ET, né? Vai saber, o ET de Varginha caiu aqui, a gente não sabia como trabalhar ele.
Então tem um pouco disso também, né? Mas a mensagem, a síntese da mensagem é: entendam, né? Entenda, escutem.
Agora eu tenho uma pergunta, eu tenho uma pergunta difícil para vocês, cara. O personagem do Colin Firth aí, o cara que é o vilão teoricamente, ele é mesmo vilão para você ou a justificativa dele é boa?
Cara, eu acho que ele desistiu muito fácil, vou te falar, sabe? O outro minionzinho lá dele, né, o segundo lá, né, o Boyd, né?
Ele não tinha família, Matheus, é por isso que ele era insensível.
Aí é o Spielberg forçando a barra, né, cara?
Tenta matar as pessoas, cara, é isso. Ele empurrando a galera para o trem, cara.
Não, é que acho que esse personagem, né, do Colin Firth, eu acho que o Spielberg não queria fazer um vilãozão, né, cara? Ele queria deixar o governo como vilão. Só que, cara, eu não sei, cara, é que realmente eu, quando vem no filme, eu não achei que ele ia desistir tão fácil, né, cara? Ele desiste no meio do filme, né? Né, cara. E aí ele só fica lá, né, cara, ele fica mais no background. Eu acho que seria mais legal se a gente não visse muito desse governo, né, fosse uma coisa mais—
me parece, sei lá, me parece que o controle mental exige muito do cara também, né. A cena dele fazendo controle mental, caralho, ele sofreu, né. Depois do controle mental acaba, ele sofre as consequências daquilo, né. Isso é bem interessante. Talvez ele tenha cansado E aí, na figura da esposa dele, que a Margaret mostrou, cara, ele desmontou, cara.
Faz todo sentido, gente. Agora a gente tá chegando na hora D aqui, cara. Afinal, eu preciso perguntar para vocês: quantos cafezinhos vale aí dia D?
Hoje tem café? Tem, tem. Você quer uva?
Não, quero café.
Vale quantos cafezinhos?
Quer começar, Gabi? Vai lá.
Cara, é bom ver o Spielberg de volta, né? Fazia muitos anos que ele não dirigia um thriller tenso, né? Fazia bastante tempo que ele tá aí tentando ganhar o Oscar com Lincoln, fazendo Ponte para Espião e esse tipo de coisa. E ver ele voltando para uma coisa mais tensa, que é o que ele realmente sabe fazer, pô, me dá um calorzinho no coração. E o Spielberg é dono de uma sensibilidade única, mesmo dirigindo um roteiro que eu considero fraco, uma história já que já tá datada enquanto a gente assiste, O cara consegue fazer sempre a gente se emocionar, consegue trazer coisa nova, consegue dar um frescor, né?
Mesmo com os olhos voltados ali para os anos 80, você vê que o filme tem cara de Spielberg, né? E putz, a mensagem do filme é legal. Eu fui pego de surpresa, fui surpreendido pelo filme. Eu esperava uma outra coisa e ele foi lá e me entregou outra. Eu vi o filme sem trailer, sem nada. Eu só vi que era sobre alienígena e vi o pôster. Né? E o título nacional, né, que é um clickbait. Então, pô, para mim é um filme 4 cafés, né? No caso, para mim é um filme 4 cafés, cara.
Eu não vejo alguém dirigindo uma história melhor do que essa, pegando essa história e fazendo algo melhor que o Spielberg fez aqui, cara. Para mim é um filme surpreendente, é um filme gostoso de assistir. Eu acho que 2 horas e 20 passaram rápido para mim. Nada no filme me incomoda, a não ser o filho do Eu sou, porra, 4 cafés, cara. Para mim eu fui com 4 cafés.
E teu?
Pô, mano, eu tô com o Gabi também, 4 cafés, cara. Não tem como, sabe? Tem muitos momentos emocionantes, sabe? E pô, confesso que faz tempo que eu não me emociono vendo um filme, sabe? E o Spielberg, cara, ele sempre acerta, né, cara? E não tem jeito, né? Eu fico até, na verdade, feliz de ver ele voltando. E eu ainda tô assim com o Mandela Catalogue, né? Porque é um terror muito cruel, né, de internet aí, que ele que vai estar dirigindo, né, nessa level aí de creepypastas e terrores de webséries, né, cara.
Então eu não sei, eu não sei como é que vai ser, mas pro Disclosure Day, né, cara, pro dia D, eu acho que funciona muito bem, né. Eu assim, realmente, né, assim, o meu único problema de fato com o filme é o fato dele ter vindo 20 anos depois, né, cara. Acho que se ele tivesse vindo em 2006, eu teria visto isso quando criança, eu ia ter achado um dos melhores filmes da história, assim, ele ia ser um filme que eu ia crescer com ele, eu ia ficar cada vez mais apaixonado pelo, por esse universo, por essa questão, né?
Mas ainda assim, cara, contra tudo e contra todos, o estúdio foi lá e fez, né, cara? Foi lá e fez, entregou, entregou um filmaço, né, cara, para esse ano aí, né? 4 cafés para o dia dele. E você, GG?
Cara, eu concordo com vocês plenamente assim. Eu acho até que eu melhorei a minha nota durante a nossa discussão assim. Eu acho que eu Eu cheguei aqui com 3 cafezinhos em mente assim, mas realmente eu acho que o filme é melhor do que ele parece assim. E se o Gabi disse que o roteiro tá datado, e eu acho até que tem uma certa razão, mas eu acho que também é uma característica do Spielberg, sabe? Ele é um cara que desde que ele envelheceu ele continua preso aos anos 80 ali.
Então o Spielberg tem meio essa característica, os melhores filmes dele são datados ali nos anos 80, mesmo quando ele faz um filme que não é dos anos 80, parece que o filme tá nos anos 80. Eu acho que falta algumas coisas, cara. Eu acho que falta, por exemplo, os dois personagens principais. Eles são legais, são interessantes, mas não tem aquele carisma das crianças quando ele coloca, né? Então acho que talvez faltou um núcleo ali, um núcleo pra atrapalhar a diversão dos adultos ali.
Mas ainda assim, o filme tem uma discussão muito maior do que ele parece, cara. Ele fala sobre como a gente merece ou não, se a gente merece ou não saber a verdade, sabe? Como a gente lidaria com isso.
E é uma coisa que às vezes coisa até me tira o sono, bicho.
Porque se a gente soubesse sobre certas coisas, literalmente isso acabaria com a vida de muita gente, tá ligado? Outras pessoas não, outras pessoas lidariam bem com isso, como a nossa madre amada lá, velhinha, que ela tava perto da morte, né? Ela vai lidar muito bem com isso. Muitas pessoas não.
Eu ia ficar feliz se tivesse, viu?
Se fossem marcianos, talvez, né, Matheus? Se fossem marcianos. Mas é isso, gente. A gente deixa aí a pergunta para vocês: o que vocês fariam se hoje fosse o dia D? Se vocês soubessem toda a verdade oculta do universo, vocês desacreditariam de tudo que acreditam ou não? Seguiriam a sua vida farmando aura, como diz o Mateus aí? Diz aí nos comentários para a gente o que vocês acham e a gente continua essa conversa num próximo episódio. Um abraço e até lá!