Telepena 035 - NOVIDADES DE VENTO E VERDADE, uma entrevista com Mariana Rolier
Mariana Rolier, editora de aquisição da Trama, se juntou conosco para falar sobre Vento e Verdade, o último livro da saga Os Relatos da Guerra das Tempestades, que chega em Novembro!
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Mariana Rolier
- Lançamento de Vento e Verdade em dois volumes no Brasildificuldade de impressão no Brasil·problemas com gráficas e papel·decisão da Dragon Shield·venda conjunta dos volumes
- Processo de tradução e revisão dos livros de Brandon Sandersoncriação de glossário·validação com Dragon Shield·troca de informações semanal·problemas com gênero na tradução
- Importância do lançamento de Vento e Verdade para a Trama e leitoresfechamento do primeiro arco·alinhamento com leitores internacionais·preocupação com roteiros de Hollywood
- Possibilidade de vinda de Brandon Sanderson ao Brasilabaixo-assinado dos fãs·emoção da Dragon Shield·agenda ocupada com roteiros·continuidade das solicitações
- Lançamento de novos autores e livros pela Editora Tramacontinuação de séries existentes·novos autores inéditos no Brasil·trazer clássicos para o catálogo·crescimento do público de fantasia
Olá, estamos ao vivo, estamos ao vivo. Boa tarde, 13 segundos aí para o YouTube. Mas bom, gente, vamos começar pela introdução, né? Olá, esse aqui é o Telepena Cosme Documentada.
Eu sou Beatriz, eu sou Nery do Storm Match Brasil e eu sou Gustavo do Cosme Central.
Hoje a gente tá aqui com a Mariana Hollier, que é editora da Editora Trama, trabalha com os livros do Brandon. E Mariana, pedi você se apresentar para as pessoas. Quem é a Mariana? Qual o seu trabalho dentro da Editora Trama, como é que é isso?
Oi, gente, eu sou a Mari. Boa tarde, vamos lá. Eu não sei muito, se vocês quiserem perguntar uma coisa específica, mas eu sou editora de aquisição e editora responsável pelos livros tanto do Brandon Sanderson para Editora Trama quanto os outros livros que a gente publica, que não são só o Brandon Sanderson. Então eu sou a responsável pelo selo em geral né? A gente faz aquisição, a escolha dos livros. Quando vocês sugerem livros, a gente que olha.
É quando a gente faz a negociação e passa para produção. A gente tem todo um time de produção que faz. Assim, eu falo com a Dragon Steel quase todo dia. E eu acho que é isso. Eu trabalho no mercado editorial há 26 anos já. Já trabalhei em editoras como a Rocco, Planeta, Leia. Algumas. E hoje estou coordenando aí, responsável pelo selo da Trama e também o selo Livros da Alice, que é o selo de guiados da Editora Ediúba.
Muito bom, perfeito, Mari. Eu acho interessante essa parte de aquisição que você tem que ir nos eventos, sabe, que as editoras estrangeiras apresentam lá. Que é o último que, se eu não me engano, foi em Londres.
Você acha chique? É um perrengue. É assim, a gente vai nessas feiras literárias, né? A gente adquire livros de vários jeitos, né? A gente vai atrás, a gente recebe por email, a gente recebe indicação, a gente está, nós estamos nessas comunidades, nessas contas de WhatsApp, no Reddit, lendo tudo. Né, para chegar na frente e tudo mais. E também nas feiras literárias, que não são feiras como a Bienal do Livro, mas elas são feiras para os profissionais do livro se encontrarem e negociarem direitos autorais.
Então assim, é um perrengue, porque não é aquele glamour dos estandes maravilhosos e você vai ver. São mesas, imagina assim, uma coisa meio escritório dos anos 80, assim, várias mesas, e cada mesa é um agente, é um editor, e você tem É como se fosse um speed date, assim, a cada meia hora você tem que trocar de mesa, trocar de reunião, de 9 às 6 da tarde, o dia inteiro, sem horário de almoço. Mas enfim, é divertido, mas é cansativo assim.
Quando eu volto, só quero, meu Deus, um ambulatório, por favor. Todas as editoras, e aí Globo, Record, qualquer uma que você pode imaginar que tá aí trabalhando com livros de entretenimento, tá lá, né? Mas é bom que eles têm amigos.
Aí o que a gente veio falar aqui, né, em primeiro lugar nessa live foi Vento e Verdade, né, que finalmente chegando no Brasil. E a gente quer saber com você, né, como é que foi todo esse processo da chegada do livro?
Quer dizer, não é da chegada, né, ele está chegando, né, porque daqui a pouco, do jeito que a galera é, ouve você falar isso e já tá correndo lá no site da Trama. Não, gente, A gente ainda não abriu para venda, tal qual, né, os outros volumes da saga. A gente tá lançando aí então Vento e Verdade em novembro, num esforço que é principalmente da produção da Editora Trama, porque não é fácil fazer esses livros. Esses livros são enormes.
E tal como um IP, não sei se todo mundo tá familiarizado com isso, né, a gente tem livros que a gente negocia e publica, e a gente tem os IPs que são propriedades intelectuais, que na verdade é quando você pega ou toda obra do autor, ou o autor é muito grande. Por exemplo, você tem o IP da Marvel, né? Então você publica todas as coisas, você tem uma série de obrigações e regras para trabalhar aquilo. Então os livros do Brandon Sanderson no Brasil, eles funcionam como se fosse um grande IP, né?
A gente trabalha em conjunto com a Dragonsteel no Brasil, a gente a gente não faz o que a gente quer. Quando vocês brigam com a gente, a gente fica assim, pois, gente, mas foi o que pediu. Tem muitas vezes que isso acontece, mas assim, a gente faz isso. Então a gente, a gente vem trabalhando, né, a saga já tem alguns anos, a gente publica o último agora, é com essa perspectiva assim interessante de ver vários arcos ali, né, se rebelarem ou se fecharem.
E com uma peculiaridade, eu não sei se vocês estão preparados para falar sobre isso agora, mas a gente pode falar ou não. Vocês querem que eu jogue a surpresa mais para o meio assim, né, do podcast, faça um suspense? Mas é isso, Vento Verdade vindo aí. A gente tá com a mesma perspectiva, é quase, é mais de um ano de trabalho. Todos esses livros dessa saga são mais de um ano de trabalho. Vocês já conhecem o Pedro Ribeiro, que é o tradutor tradutor.
E obviamente, como os livros do Brandon Sanderson são muito peculiares, eles precisam ser criados, criado um glossário para eles e tudo mais. A gente não tem nem como dividir isso em vários tradutores, né? Um tradutor só fazendo todo o trabalho. Então aí a gente conta uma produção de um ano, um ano e meio, que foi esse caso assim. O Vento de Verdade tem, a gente tá fazendo ele já tem um tempo assim. Já passaram outros que a gente começou a fazer e terminou, e a gente ainda tava fazendo esse no caminho.
Assim, eu acho que a novidade a gente deve contar daqui a pouco. Deixa a galera na expectativa aí. Esse livro, né, Vento e Verdade, o famoso Vento e Ventania, vai encerrar o primeiro arco, né, do relato da Guerra das Tempestades.
Eu chamo de Vento e Ventania toda hora.
Pois é, não tem como. Então qual a importância, né, desse lançamento para trama e para os leitores de Brandon Sanderson aqui no Brasil?
Eu acho que assim, eu não vou me, não vou falar detalhes da história, né, porque ninguém leu o livro ainda, a maioria não leu. Mas eu acho que assim, tem a importância da gente fechar o arco no momento, né, igual tal qual está lá fora. Eu acho que isso é o mais importante. Então a gente aqui no Brasil, a gente vai ficar no mesmo nível de leitura do resto do mundo, né, de quem já publicou, e aguardando os próximos, né, saírem. Há uma grande Tá todo mundo um pouco temeroso com essa coisa de Hollywood, né?
Porque agora o Brandon Sanderson está escrevendo os roteiros também. E aí é muita coisa tá acontecendo, tem muita coisa sendo envolvida, mas a gente espera que, né, ele continue dando essa prioridade aos livros. Mas eu acho que essa é a grande, essa é a coisa mais bacana assim. A gente tá no mesmo nível dos leitores do resto do mundo, principalmente dos Estados Unidos, né, que tem o lançamento em primeiro lugar.
É uma pergunta assim, o que que a gente pode estar esperando sobre as próximas semanas? Pessoal já tá botando a pressão aqui no chat falando assim, a próxima semana nada, gente, nada.
Não, olha só, olha só, não é que assim a gente vai— não, então esperem, né, esperem o que acontece sempre, né. Provavelmente a gente em breve vai abrir a pré-venda. Aí já posso jogar um spoiler aqui: teremos brinde para o Vento e Verdade na pré-venda. Então assim, se organizem para isso, porque depois acaba o brinde, fica todo mundo chateado querendo matar a editora e o marketing. Coitado do marketing, ela também tá sofrendo com a gente, porque é isso, né?
A gente também, a gente trabalha com milhares de prazos, né? Só o nosso prazo, né? É o prazo dos profissionais que estão fazendo a produção aí, o tradutor, o copy, revisor, capista, aprovação da Dragon Steel, aí depois tem que trabalhar com o prazo da gráfica, prazo de distribuição, tem um monte de prazo. Então tem uma variação, né? Mas a gente, a gente já tá aí com uma contagem regressiva aí de abrir pré-venda. Então provavelmente, não digo na próxima semana, mas muito em breve a gente vai abrir essa pré-venda.
Eu acho que quem acompanhou a pré-venda também dos outros livros, Ritmo, Sacramentadora, também foi mais ou menos a mesma coisa. A gente não tá mudando muito aqui, não tá criando a roda. E eu acho que é isso que eu tenho para falar assim. Vai ter brinde, então se organizem por causa desse brinde, que não vai ter muitos. Como sempre, geralmente na primeira tiragem esgota muito rápido no site da Trama, né?
Sim, porque se ficar pronto, vai ser poucas unidades. Pode esperar que vai ser um bom brinde.
Assim, o site da Trama geralmente é onde concentra os brindes, né? E depois a gente consegue liberar o restante em outras distribuidoras, mas a gente tá sempre concentrando ali. O site da Trama é o melhor lugar para comprar com brinde, né? Fiquem ligados. Você sabe que eu não ganho brinde, né? Várias vezes aí fica uma queixa para o marketing, que várias vezes eu tenho que comprar no site da Trama também para receber o brinde, porque nunca tem.
Olha, eu até agora não recebi a segunda caixa do Mistborn, tá? Fica aí a reclamação, porque esgota rápido. E quando esgota rápido, quando a gente vai pedir a nossa cota, acabou. Meu Deus, vou mostrar uma coisa para vocês aqui, ó. Reclamação com a Trama, hein? Depois a Malu que se vire para resolver. Olha o meu, minha primeira caixa de mísseis.
Não tem problema.
Esse ainda caiu em cima da coisa do cachorro, ainda rasgou aqui. Olha que droga, é o único que eu tenho, eu não tenho outro.
Você vê, né, gente? Vocês não podem reclamar da trama. Você até é editora, entendeu?
Eu não consigo. Às vezes eu fico sem livro, o Pedro, tradutor, fica sem livro. Assim, a gente tem que correr muito rápido para conseguir porque esgota muito rápido mesmo. Isso para gente também. Então às vezes a gente tem que— a gente recebe segunda edição ou impressão. Por isso que eu tô falando, corre por esses brindes aí.
Gente, acho que já tem gente suficiente na live aqui, a gente pode contar, né? A nova edição brasileira do Vento e Verdade.
Vamos lá, gente, olha só, eu vou falar sobre uma novidade aqui sobre Vento e Verdade. É, na verdade, a gente adiou para 2028.
É sobre esse o motivo da live, galera.
Tchau!
Só quando sair os filmes de Mistborn agora.
É, o Brandon Sanderson não quer lançar nenhum livro agora para esse ano porque ele tem outras coisas para fazer. Mentira, gente, não é isso. Olha só, é mais interessante ainda, eu acho muito mais interessante, mas a gente vai bater um papo aqui. A edição do Brasil de Vento de Verdade, ela vem em 2 volumes e não em volume único. Batamos tambores para novembro, calma, vem em 2 volumes. Porque é verdade, foi de Ship of Magic.
Gatilho nosso!
Mas calma, gente, eu tô aqui fazendo uma grande drama e não tem drama. Esses dois volumes, eles vão chegar na mão de vocês como se fosse um. A gente não vai vender volumes separados, eles não é um box. Porque não tem como fazer um box de 2 volumes e o resto da coleção ficar sem box. Ele, ele vai ser vendido junto e unicamente junto, os 2 volumes. E por que que isso é um recebimento e outro recebimento? Um você pode jogar para cima, outro você fica agarrado.
E o que que acontece, né? Por que que é bom a gente explicar isso? Porque é bom a gente falar aqui no podcast de vocês. A gente, a gente tem um problema de língua. Da nossa língua portuguesa. Quando a gente faz uma tradução, principalmente do inglês, essa tradução ela fica 30% maior do que a língua inglesa, porque a nossa língua é mais complexa, ela tem muito mais sincretismos, ela é muito maior. Então todo livro que você traduz fica 30% maior do que o original em inglês, né?
A gente vem dando um jeito para ter livros grandes do Brand Insider, símbolo único, desde o começo dessa série, Porque no Brasil a gente tem problemas com gráfica com esses livros. Não é toda gráfica que imprime e não é todo boneco que é o primeiro volume que a gente vê experimenta, né? A gente recebe um, experimenta, vê se fica bom, se dá para ler, que fica bom. E O Vento é Verdade, ele vai ser o maior volume até agora. E essa curiosidade, né?
Ele não é tão grande assim como Sacramentadora, por exemplo. Ele ficou um caderno maior, só que só tinha uma gráfica no Brasil que conseguiria imprimir esse livro. E aí a gente tem um problema quando tem uma única gráfica no país inteiro que faz aquele serviço para você. Justamente a gente tem um problema que vai ficar muito caro porque eles vão cobrar o preço que eles querem e a gente tem que assimilar isso. Então o que, o que, o que acontece aqui?
E outra, não ia ser o mesmo papel dos outros livros. Então ia ficar uma edição sendo feita por uma única gráfica com outro papel diferente do que o papel que a gente já tá fazendo. E aí, qual era a alternativa aqui? Vamos imprimir na China. Vamos imprimir na China. Só que para imprimir na China a gente leva 3 meses. Aí a gente cria um outro problema: quando o livro se esgota no nosso estoque, ele ia ficar 3 meses fora de estoque até chegar mais.
Então assim, a gente acha que uma série como essa do Bruno Santos, a gente não pode deixar um dos volumes fora do estoque. Né, isso não combina com a velocidade dos leitores. E tem outras coisas, né, livro muito pesado, né. A gente tem que lembrar que a função do livro é ser lido, então ele tem que ser maleável, tem que ser possível, ele tem que ser acessível. E a gente foi com essas informações para Dragon Shield, e a decisão que a gente teve é: não tem problema nenhum, vamos fazer em 2 volumes.
Novamente, esses 2 volumes não vão ser vendidos separados. E eles vão ter, e esses dois volumes eles vão sair, ainda não posso dizer o preço para vocês, mas quase igual o preço do Ritmo da Guerra, que é o último livro. Então assim, para o leitor ele vai ter os mais fáceis de ler, com preço muito próximo de um volume só, muito mais possíveis de ler, possíveis de carregar, com a qualidade do papel E o livro sempre à disposição no estoque para venda, sem comprometer a leitura dele.
Então não se preocupem, tá? A gente vai lançar esses dois volumes juntos. E é isso, é essa novidade.
Não é muito assim, eu acho que é uma adaptação, né?
Culpem a língua portuguesa, que fazer o quê, né? Agora o próximo livro do Brandon Sanderson, se ele escrever muito mais, aí já não sei, gente. Aí já vou embora, aí já vou embora. Se vier com 2.500 páginas, aí já, meu Deus, já arranco meus apliques.
Eu acho que foi a melhor solução porque vai ser vendido em conjunto. É, como vai ser vendido em conjunto, não tem nem risco, não tem nem risco de pegar um e perder o outro.
E ele vai vir numa cinta, tá?
Essa cinta que veio nos paninhos, com brinde.
Se quem tiver tempo de comprar com brinde. E é essa a ideia. Agora, para o brasileiro vai ser muito maneiro, porque no Brasil vai ter essa edição, né, que é diferente de todas, como o Breaker, que a gente tá fazendo uma coisa diferente do americano. Mas assim, né, fiquem tranquilos, as capas são as mesmas, vão seguir a mesma capa do original. E os livros, aí alguém falou, e as capas, hein? A gente não vai ter duas capas. Como eles vão ser vendidos juntos, é o volume 1, volume 2.
É só isso, tá? Na lombada vai ter volume 1, volume 2. A divisão do livro, inclusive, quem fez foi a Dragos de. Então a gente não inventou, não tirou nada do chapéu, a gente obedeceu tudo de acordo com a norma deles e eles estão satisfeitos. E eu acho que a gente também com essa ideia assim. Eu acho que toda editora ela quer fazer uma boa curadoria, mas ela quer a intenção final que o leitor esteja confortável para fazer suas leituras.
É assim, eu acho que é algo que todo mundo que tem alguma noção assim como é que funciona esse processo de tradução e quão maior ficam os livros já tava meio que esperando que fosse acontecer. Antes de começar a live, até comentei com a Mari que eu fiquei surpresa que Sacramentadora já não foi dividido. Na verdade, já é 300 páginas maior do que Ritmo da Guerra e Sacramentadora em inglês.
Em português então vai ficar gigante. Não, a gente já teve essa conversa no Sacramentadora, no Ritmo da Guerra. A gente vinha tendo essas conversas, e a gente sempre conseguia, ah, não, tem mais de uma gráfica que faz aqui, mais uma gráfica. Só que chegou num ponto que as gráficas aqui só ficaram reduzidas em uma. Então é isso assim, ou a gente faz aqui, e vamos supor que essa fábrica, que essa gráfica não faça mais, resolva que não vai mais fazer mais.
E aí você fica refém de uma coisa que é um único lugar que imprime, entendeu? Essa coisa do papel também me pega demais assim, mudar o papel de uma coleção assim me corta o coração. Assim, eu tenho coleções de vários livros aqui e me incomoda muito assim a leitura, né? Porque ele essa coisa de mudar o papel e esse é um papel mais fino. Você lê 1.500 páginas, 1.600 páginas, papel mais fino é dolorido. Então assim, é a opção de manter a qualidade, deixar mais bonitinho. Eu realmente gosto da ideia de ter dois livros em vez de um.
Para mim, que bom, eu prefiro. Mas eu não me importo tanto com a estética na estante, sabe? Não tem essa preocupação, é ficar uniforme, não vai ficar uniforme. Eu acho que vai ficar bom de qualquer jeito nesse sentido, né? Mas assim, essa questão de mudança de papel, eu sinto até um alívio, porque foi a escolha que fizeram na edição americana, né? Eles mudaram o papel, tiraram o Ars Arcanum do final também, e aí ficou a diagramação, ficou mais apertada, tipo, papel ficou fino e branco.
Exato. Todas as— como eles escrevem essa série, é uma série diferente de Mistborn e tudo mais, que ela é muito grande. Eu acho que cada país teve um probleminha que precisou, sabe, adaptar ou fazer alguma coisa, porque realmente é complicado para gráficas, para as editoras manterem as coisas. Não sei se vocês acompanharam o problema de Sacramentadora em Portugal, assim, eles tiveram que imprimir muito longe da editora. E aí era uma tiragem pesadíssima, não sei o quê, o caminhão quebrou.
E aí eles tinham uma pré-venda numa certa data, e aí eles tiveram que vir a público e falar, galera, a gente não vai conseguir entregar esses livros e tal. Todo mundo entendeu, porque, né, mas é isso assim, é um, é muito fora da realidade, né. Quando eu trabalhei na Leia Eu fui responsável pelo Game of Thrones no Brasil, né? Quando eu trabalhei na Leia, quando a gente lançou o primeiro volume do Game of Thrones, a gente achava que 600 páginas era um absurdo.
Assim, a gente levava o primeiro volume do Game of Thrones na livraria para mostrar antes de vender, né? Porque aí a livraria diz quanto que é e tal. Mas esse livro não vai vender, essa página fantasia, 600, vocês estão loucos, não vai vender nada. E a gente desesperado com o número de páginas, sabe? Então Então passam-se 10 anos, acho que são 10 anos, um pouquinho mais, e agora a gente tá falando de livros de 1.600 páginas. É difícil, né?
Admito que eu gosto, né? Se eu não gostasse, eu não tava aqui, mas eu entendo o desespero editorial.
Eu sou muito old school e eu gosto muito das edições físicas, mas eu sou uma leitora que eu gosto de levar os livros na minha bolsa. E ler no metrô. E ler, eu moro em São Paulo, então quem é paulistano sabe que, né, ler no metrô é um clássico. Aí já, aí produção já me quebra, hein? Pois é, então assim, e aí, aí obviamente assim, o e-book para mim é uma solução boa, mas eu sei que tem gente que lê O Sacramentador, A Ritmo da Guerra, óbvio que tem, né?
Muita gente prefere E eu acho que assim, maior do que isso fica muito desconfortável. Mas enfim, a gente ainda tentou, mesmo assim a gente tentou.
Eu fico imaginando nos eventos que o Brandon vai autografar os livros dele, que o pessoal tem que levar os livros para ele autografar, e o peso que é para carregar nas costas.
Eu já vi gente de carrinho de feira assim, de A galera leva de pé, vai de pé. A galera leva mala, mala de mão, carrinho.
É assim, é bem, é bem, pelo menos as edições americanas, né, eles não têm a mesma cultura de qualidade de livro que tem aqui no Brasil, né. Então os livros são um pouco mais leves, que o papel é mais levinho assim, sabe. Aqui que o pessoal gosta de um papel Papel pólen assim é uma coisa pesada de sustentar.
Não, é, o papel pólen é pesado, né? A gente, a gente tem a cultura dos livros pesados aqui e a gente não faz pocket, né? Não é muito da nossa cultura fazer o pocket, o que eles chamam de mass market, que é aquela edição sem orelha, com papel muito fininho, né? Que na verdade você não guarda aquilo no armário, você lê e se desfaz. A gente não tem isso.
Será que tem gente, tem dúvidas no chat sobre evento Verdade?
Eu tô falando com vocês, eu tô lendo esse chat, gente, que vontade de rir!
É maravilhoso! Eu gostaria de dizer que tá escrito em açaí em peso aqui no chat, tá? É o meu clube do livro. O pessoal tá enlouquecido aqui.
O brinde, não posso falar, gente, olha, eu não posso falar do brinde não. Aliás, eu poderia falar, mas não vou. Porque senão a Manu vai me matar.
Então libera aí para a gente falar o brinde, Manu.
Não, não posso falar, gente, mas é, mas isso nas próximas semanas vai, vai sair, fiquem tranquilos. É que a gente tá, né, eu só posso falar coisas do editorial, gente. Pergunta de coisa do editorial, porque me perguntando a marketing não, porque eu vou furar o olho deles e depois vão me castigar por causa disso, não vão me mandar livro. Problemas.
Apareceu no chat agora.
Mano, o que é que no chat?
Nada, mano. Essa aqui, ó, mofinho.
Eu tô vendo várias, eu tô vendo várias perguntas aqui. Não sei se vocês querem que eu responda algumas, vocês ficam à vontade. Eu vou deixar vocês do podcast escolherem.
Eu vou começar aqui falando aqui algumas perguntas que a gente pegou na caixa de perguntas no Instagram, que foi do Cosme Central, do Stormlight Brasil e do Telepênis, que a gente postou nos stories. Aí, a primeira pergunta, que eu acho que é a mais importante aqui, além do Vento e Verdade, é que a gente tem previsão para o lançamento do Arcano Unbound no Brasil?
Eu não tenho data, eu posso falar em breve, serve para você?
Pronto. Pronto, aí tá vendo?
Em breve vai acontecer, galera, vai acontecer. Fiquem tranquilos, estamos em processo, estamos no processo, estamos no flow.
Bom, essa pergunta aqui também já estão perguntando isso aqui no chat, já tinha separado, é como é que funciona o processo de tradução e revisão dos livros do Brandon Sanderson na trama? E aí também falar um pouco como é que é esse esse contato e troca de informação da equipe brasileira com Dragon Shield, né? O quanto eles intervêm e tudo, tá?
O processo de produção dos livros do Brandon Sanderson, eles são basicamente parecidos com todos os processos de produção de uma editora normal, com a diferença que o editor de texto ele organiza junto com tradutor e os leitores. A gente tem leitores que validam o livro, que lê em inglês e tal, tudo bem. E a gente passa essa tradução para eles também. São leitores que sempre checam a nossa produção. O que tem, eu acho, de peculiar nessa história toda é que o tradutor ele vai criando um glossário.
A gente quase tem um dicionário Brandon Sanderson dentro da casa. Eu acho até que na última Flip, a última não, a primeira, O tradutor tava falando disso, assim, a gente tem um dicionário do Brandon Sanderson dentro da casa. E conforme o tradutor vai traduzindo ou criando palavras novas, porque é um universo de fantasia, e assim, né, isso é interessante falar, é quando o tradutor ele tem que traduzir uma palavra que foi criada pelo Brandon Sanderson ou qualquer outro autor de fantasia, na verdade ele não tira da cabeça uma coisa e todo mundo depois fica falando, ah, horrível, fala mal.
Isso tem que ter a mesma, o mesmo significado. A palavra tem que ter o mesmo significado, tem que ter uma ligação de fono, ela tem que ter todo um embasamento linguístico para ela acontecer. Às vezes ela não fica tão bonita, mas se você colocar ali numa, né, ela tem todo sentido. Ele tá criando do mesmo jeito que o Brandon Sanderson pensou a palavra para ela ter um sentido parecido. Então assim, são milhares de palavras nessa brincadeira, né?
É muita coisa, sem contar os nomes próprios e tudo mais, tem que obedecer uma ordem. A gente, por exemplo, tem muito problema com gênero, porque na língua inglesa às vezes tem palavras que elas funcionam para ambos os gêneros, e no Brasil não. Então você não sabe como vai traduzir essas coisas todas. E aí vem, eu acho que a resposta para a segunda pergunta: quando isso acontece, a gente valida com a Dragon Shield. Então a gente tá falando o tempo todo com a Dragon Shield.
Ah, tem uma dúvida aqui, surge uma dúvida, pergunta para eles. Porque assim, eles também têm uma ordem, eles também têm um manual de tradução desses livros que serve para todos os países, independente da língua. A gente tem uma linha de raciocínio a obedecer. Então assim, quando você for traduzir a palavra XYZ, própria Telepena, por exemplo, né? Quando você for criar isso, tem que ter essa razão, essa razão, essa razão, tem que ter esse motivo, esse motivo.
Então a gente obedece em cima disso. Então é uma troca de informação quase semanal com a Dragon Shield, com a equipe do Brandon Sanderson. No ano passado, quando a gente entrevistou ele, e foi muito bacana porque realmente a gente percebeu o quanto ele é gente boa, assim, primeira coisa que ele perguntou para mim assim que antes da Tami entrar na live eu fiquei conversando com ele. Ele falou assim, já enlouqueceu com as minhas traduções?
Eu falei, ainda não, era gostoso, muito organizado. Ele, ah, bom saber então que a gente tá organizado, né, que a gente não tá matando vocês. Eu falei, não, né. E eles são realmente muito organizados, né, além de serem extremamente simpáticos e profissionais. Então é muito Bom trabalhar com eles assim, e a gente aprende também muita coisa com eles pela essa organização, porque ele já tem experiência com essa tradução em muitos lugares. Espero ter respondido essa pergunta.
Outra pergunta que a gente tem aqui é sobre essa questão da publicação do livro, né? Em média, quanto tempo leva, leva, né, todo o processo desde aquisição dos direitos do livro até ele chegar nas mãos dos leitores? E quais são as principais etapas desse processo?
Olha, de um livro normal, um livro, né, que o Livro da Sanução é um livro normal, mas assim, um livro de uma editora X, só 6 meses a 1 ano a gente publica um livro a partir do momento que a gente negocia. Todas as etapas têm peculiaridades. Vamos, vou te dar um exemplo assim: quando você tem vontade de trazer um livro no Brasil e publicar por sua editora, você tem que entrar em contato com a agente do autor ou com a editora, saber se os direitos no Brasil são livres.
Aí você manda uma oferta, que é um adiantamento. Aí você propõe royalties. Aí tem uma negociação grande em cima disso. Quando, quando tem outras editoras interessadas, tem leilão em cima disso, uma disputa mesmo para saber quem vai levar. Depois tem que assinar um contrato jurídico, tem que ler os contratos. E aí, uma vez que essa parte mais burocrática ela é resolvida, A gente recebe os arquivos para tradução e produção. Então a gente tem produção, tradução, a gente tem um copy desk, né, que vai fazer o cotejo dessa tradução para saber se não tem nenhuma parte faltando, saber se gramaticalmente tá bem traduzido.
Depois a gente tem a diagramação, duas revisões. No caso do Bruno Sanderson tem mais duas leituras de validação. A gente tem essa criação e essa, e esse acompanhamento de glossário. A gente tem negociação de capa, a gente tem aprovação desse livro todo, porque a Dragon Shield aprova todos os livros que a gente coloca aqui. A gente manda os arquivos, eles aprovam. Então demora. A gente tá falando processo do Vento e Verdade, por exemplo, a gente tá fazendo um pouco mais de um ano e meio.
A gente já fez no meio do caminho, aí a gente fez o Sunlit Man e a original, assim, Eles começaram depois do Vento e Verdade, terminaram antes, e já tá na mão de todo mundo, para você ver. E aí depende também da quantidade de páginas, é um processo gigante. Às vezes quando chega para vocês a gente já tá assim, ai meu Deus, tipo, o livro não é nem mais novidade para gente, sabe? A gente já, já tá assim, na minha posição aqui O Vento Verdade, ele quase já foi.
Eu tô negociando coisas para daqui a 2 anos. Então assim, a gente é um processo gigantesco mesmo.
Bom saber.
Olha aí o que ela falou, daqui 2 anos ela já tá negociando, tá?
Não tô falando de Brandeis, não tô falando de qualquer coisa. Eu tô indo para Feira de Frankfurt agora, e aí todos os editores no Brasil estão indo pensando para daqui a 2 anos. E aí livro é muito complicado, gente, porque a gente tá vivendo numa época que as tendências elas se esgotam muito rápido. E aí você tem que pensar o que o leitor quer fazer, quer ler, se interessar daqui a 2 anos. Assim, é de enlouquecer, né? Meu remédio é escrever o futuro. É, meus cabelos brancos.
Pergunta que eu vou fazer encaixa com esse lançamento futuro. E a gente tá cada vez mais perto do Misty Borneira 3, que o Brando tá escrevendo agora, que ele já terminou de escrever, tá fazendo a revisão do primeiro livro. Aí, embora falta alguns anos ainda, a trama ela já pensa como vai ser a publicação desses livros no Brasil, porque se existe a possibilidade de tentar um lançamento próximo ao internacional, como aconteceu com 3, A Garota do Mar Esmeralda, que quando chegou no Brasil foi 3, 4 meses assim de distância é do lançamento original, porque lá fora tinha lançado em janeiro e chegou aqui em abril, por aí, abril, maio.
Isso depende de como vai ser esse arco, que a gente ainda não sabe muito, né, se eles vão lançar tudo junto, se eles vão lançar livro a livro, né, como é que eles vão fazer lá fora. Mas assim, com certeza a gente vai trazer bem antes do que a gente trouxe os outros Mistborn, né. A gente tá resgatando esses livros de publicações que foram feitas há muito tempo atrás, né? Eu publiquei Elantris, gente, na Leia tem tipo 12 anos atrás e nem era novidade.
Então assim, a gente tá resgatando catálogo para ir acompanhando. Então a ideia é que esses livros cada vez mais sejam publicados mais perto da data de lançamento deles lá fora, assim, obviamente que respeitando que a gente tem que produzir no Brasil, tem que ter tradução, e não adianta ficar apertando a tradução, gente. A gente não pode fazer tradução às pressas, Isso não existe. Então, respeitando tudo isso, obviamente que uma terceira era do Mistborn, ela chega muito antes no Brasil, com certeza.
A gente ainda não tem planos porque a gente não sabe como vai ser lá fora, mas o que eu posso te adiantar é que sim, assim, a gente vai obviamente publicar com um intervalo muito menor do que os livros anteriores.
Perfeito.
E respeitando layout, respeitando estética, respeitando o jeitinho que a gente tá publicando aqui no Brasil.
Papel.
Em 2025 houve um movimento, né, que acho que foi até para essa feira de Frankfurt, que você levou um abaixo-assinado que a gente fez para o brand vir para o Brasil. O que é que deu de frutos daquele encontro assim, cara?
Assim, o que eu posso te dizer é que a Dragon Shield ficou extremamente emocionada com aquele abaixo-assinado. E a gente realmente fez tudo que a gente podia e a coisa não tá invalidada, tá lá. A questão é que a gente não tem nenhuma resposta para dar para o público no Brasil ainda, é que o Brandon Sanderson nesse momento tá muito ocupado com os roteiros dele. E isso aconteceu, não lembro, não sei se vocês lembram, mas assim, a gente tava falando de Bastos, não sei o quê, não sei o quê, entrou essa coisa, foi vendido Hollywood, tudo ali em cima esses dias.
Esses dias, deve ter um mês mais ou menos, ele publicou lá que ele terminou o roteiro do Mishui Binsheng, né? E aí eu tava pensando, gente, ele vai emendar uma coisa com outra lá, vai ser impossível esse homem sair do país agora, né? Porque tem um monte de coisa para fazer. Então assim, que eu posso dizer para vocês, eles ficaram extremamente emocionados com aquilo, eles nunca tinham recebido um— porque o que aconteceu, a gente fez o baixo-assinado, eu imprimi esse baixo-assinado, levei, e eu imprimi num livro de capa dura.
Depois, se vocês quiserem Eu acho que por causa de Franco, foi, acho que eu nunca, nunca mandei isso. Eu mando para o marketing, eu mando para vocês, como se fosse um livro mesmo, capa dura, de fantasia, assim, lindíssimo. E eu entreguei lá na feira, eu falei, olha, eu acho que os leitores do Brasil, eles merecem que eu traga esse abaixo-assinado desse jeito para vocês. E foi uma comoção assim de agente de outras editoras vindo ver em cima da mesa, e tal.
E depois mandaram uma mensagem agradecendo, dizendo que o Brandon Sanderson tá sempre pensando no Brasil, mas que tudo vai depender das suas agendas. Então assim, eu acho que a gente tem uma boa possibilidade de no futuro isso acontecer, mas eu acho que entrando essa coisa de filme, de cinema, de série agora, eu acho que a gente vai ter que esperar um pouquinho mais. Não tenho certeza, ninguém me disse nada, é só essa impressão que tipo tudo ficou um pouco mais uma camada mais Você percebe, né?
Fica uma camada mais ocupada, é, é, é, é, multiplanos ali, né? Continuo sempre nos meus emails falando: e o Brasil? E o Brasil? E o Brasil? Pode deixar.
Que bom. A última vez que eu vi ele falando sobre isso, né, ele disse que só ia fazer feiras internacionais uma vez ao ano. Com certeza tem uma fila.
Não, e continuem perturbando, tá? Se alguém perguntar, mas continuem fazendo barulho, porque antes de levar o baixo assinado eles já sabiam disso, já tava lá assim. Os leitores estão lá perguntando, sabe? Assim, a gente sabe que isso é possível, né? Então na hora que ele tiver um espaço que ele vai para uma feira, ele vai escolher o quê? Estão pedindo para ele.
Então eu acho que talvez eu tenha culpa nisso, dele já saberem que dessa baixa assinatura. Quando tava rolando, eu comentei quando numa comunidade de inglês, eu falo inglês, e o pessoal do marketing da Dragon Steel tava lá olhando. Aí eles falaram, opa, o que é isso aí? O que é isso aí? Aí eu expliquei, né? Não, isso é uma baixa assinatura. Não sei o quê, não sei o quê.
Perguntaram quem, qual a quantidade, né, de pessoas que tinha assinado já.
Mas aí eu não tenho essa informação, eu só falei que era um abaixo-assinado.
Agora eles têm, né? Não, eles sabem, eles sabem.
Então, Mari, uma pergunta que tá meio fora aqui, não sei se você pode responder. A trama desde 2023, tá, 2024 se eu não me engano, tá lançando um projeto secreto por ano. A gente tem alguma notícia dos próximos projetos secretos nos anos seguintes? Será que a gente pode falar sobre isso?
Ele não para de lançar, né?
É, não posso falar sobre isso, mas assim, não se preocupem, é o que eu posso dizer.
Desculpem, é o que eu sempre falo, gente. A Trama vai publicar tudo do Brandon eventualmente, confia, confia.
A gente pode abrir umas perguntas do chat aqui, né?
Tem uma pergunta aqui antes, né, antes de falar no chat.
Mas se tiver alguma pergunta, podem já ir mandando que eu vou selecionando aqui, tá, gente?
Então eu vou fazer a pergunta aqui. Que foi uma que o Nery comentou, é que a gente até agora só tem livros de fantasia na Editora Trama. Aí começou a fazer livros de ficção científica. Aí a gente queria saber se existe a possibilidade da Trama começar a lançar quadrinhos, histórias em quadrinhos, porque uma história da Cosmir é White Sand, que foi publicada em quadrinhos. Aí a gente quer saber se a trama tem um pensamento aí de lançar essa história futuramente.
Olha, a gente sempre tem possibilidade, não tem nada planejado, sempre tem possibilidade. Mas o que eu vou falar para vocês, esse é o quadrinho que foi lançado antes já, né?
É porque ele foi lançado, é o seguinte, em 3 volumes separados, mas houve muitas críticas nele a respeito de troca de arte, de falta de informação. Aí o que que o Brandon fez? Ele juntou os 3 volumes, lançou num só. Aí se chama Omnibus. Aí o que que ele fez? Volume a mais, teve um prólogo a mais, teve artes arcanas ao longo do livro, teve correção de texto, de arte, algumas coisas.
Aí é a edição definitiva.
Aí essa é a edição que a gente tá querendo que a Trama traga.
Olha, assim, pede para gente, vai lá perturbar, perturba o Tadeu, né? A gente, a ideia Assim, não, de novo, não se preocupem. A gente, a trama é a casa do Brandon Sanderson no Brasil. Vocês não precisam ficar preocupados, é o que eu tenho para falar agora sobre categorias. A trama obviamente é um selo de fantasia. A gente não tem costume da ficção científica, mas a gente namora, porque fantasia, quando você fala fantasia, né, a gente pode publicar o terror, ficção científica, que são espectros ali da fantasia.
Tá tudo bem, a gente publica o thriller, né, que alguém falou de Cara Hunter. Então assim, a gente não é uma editora fechada em, sabe, um, ah, vamos publicar só fantasia épica. Não, a gente publica outras coisas também. Mas assim, tudo obviamente tem uma escolha, tem uma leitura, uma avaliação, tem que saber se vende. Porque assim, né, a gente, né, como todas as editoras, a gente precisa fazer a máquina rodar, né? Precisa saber que se o que a gente tá trazendo para cá vai ter leitor.
Para não é o vender, né, per se, mas assim, vai ter leitor para ler isso ou só eu que tô viajando, né? Então é tudo isso, é uma escolha, é uma decisão, são decisões de board, de diretoria. Mas assim, eu acho que a gente, a gente tá fazendo um papel muito interessante de ser essa casa do branding no Brasil. Então novamente, não se preocupe, tá tudo indo bem. Mas continuem pedindo assim, isso para a gente é maravilhoso.
Perfeito. Aí teve uma pergunta aqui no chat que eu já perdi aqui a pessoa que fez, mas ele falou a respeito da capa de Vento e Verdade. A gente já sabe como vai ficar, porque como vai ser dividido em dois, aí vai ficar a mesma capa no volume 1 e volume 2.
Eu não sei se eu tenho algum livro parecido aqui, mas é isso, a mesma capa escrito volume 1, volume 2. A gente não pode mudar, né? Aí já é uma decisão de Dragon's Shield, a gente não pode mudar. Foi assim que eles decidiram que a gente tinha que fazer, a gente tá seguindo orientações.
Tá certo.
Tem uma pergunta aqui da, não sei se é a Gisele, mas ela perguntou se tem outras editoras querendo brigar pelos livros novos do Brandon ou a trama tem prioridade.
Olha, gente, não posso ficar falando coisas de negociação, mas acho que é algo que eu tenho para falar. Então, eu sou muito velha Mercado, né? Eu vivia, ficava roubando ao todo. Acho que não é mais, eu acho que saiu. Não consegue ver agora, tá?
Oi, gente, isso foi a internet de Bia. Eu acho que deu uma caída.
Eu acho que deu uma instabilidade aqui. Esperar a Mari voltar.
Tudo muito interessante, né, porque ela tá falando.
Galera do chat, peçam os artistas, os autores Peço seus autores agora, é o momento, imediatamente.
Ficou tomando água, tá atrapalhando.
Pois é, cadê a galera do Malazan? Cadê a galera do Ken Liu?
Amigo, eles já falaram um monte aqui. A galera da Roda do Tempo até tá lendo aqui.
Voltei, voltei, voltei, voltamos.
Foi só uma falha, uma falha momentânea, gente.
É, desculpa, era só para fazer um drama. Mas que que a gente tava falando da Então, eu já vivia essas coisas. Eu acho que a gente não tá mais vivendo esse momento de uma editora ficar arrancando coisa do outro. Eu acho que não é bem assim. Eu acho, pelo contrário, assim, eu acho que a gente tá vivendo um momento de união entre as editoras muito interessantes. E óbvio, quando uma editora vê que fantasia tá vendendo bem numa outra editora, talvez ela faça um selo e tal.
E tá tudo bem, gente, tá tudo tranquilo. Então eu acho que O fato da gente, obviamente a gente quer permanecer com Brandon Sanderson, e o fator que a gente usa para ter os livros do Brandon Sanderson é fazer um trabalho bem feito, né, para eles continuarem satisfeitos com a gente. Eu acho que isso é o fator principal. Eu me sinto muito tranquila com isso assim.
Ah, que bom!
Eu só não tô mais vendo o chat por algum motivo.
Maria, não sei se você pode falar sobre isso, mas tem uma galera pedindo outros autores aqui na trama. Você pode dar alguma novidade sobre?
Não sabe não quais são os outros autores da trama?
Não, novos autores que tá chegando ano que vem.
E vocês têm que comprar os outros autores, não é só ficar pedindo não, porque a gente lança outra coisa, aí não vende. Tá bom, então assim, peçam, mas também vamos comprar os outros livrinhos, porque a gente só consegue publicar outros se a gente vender os outros. Mas sim, teremos outros grandes autores para o ano que vem. Não sei se estou autorizada a falar sobre os outros autores, mas a gente vai ter no ano que vem pelo menos, gerei aqui, uns 5 autores fora Brandon Sanderson na grade para publicar, porque Brandon Sanderson demanda, né?
A gente tá produzindo Brandon Sanderson, a gente não consegue se duplicar para fazer outras coisas, mas a gente vai ter pelo menos essa quantidade, o que vai ser bacana. Tem aí a continuação da Sombra dos Deuses, né, que tá indo direitinho, que vocês compram. A gente não pode reclamar, tá indo super bem. Mas aí fica o pedido, gente, leiam outros autores Abra suas portas para outros autores, que as coisas dão certo. Assim, quem sabe a gente dobra aí nossa produção e publica mais.
É essencial, é outras coisas também.
Bastante.
Inclusive, a gente tem data para Fome dos Deuses?
Não sei, posso falar, ô Marques? Acho que posso, né?
Sei que tá perto, né?
O livro tá pronto já. Então Já soltei uma assim. Ah, quer saber? Eu vou falar mesmo, vou falar mesmo, porque eles abriram o bocão deles para falar de Elantras na Bienal e agora eu vou me vingar. Então, Fome dos Deuses sai no fim do ano.
Amém! Eu tô muito ansioso para esse livro, tá?
Beijo, Manu! Tadinha, ela vai me matar. Eu não sou má não, Manu, eu só tô sendo pressionada. Ah não, acho que essa tá bom, né? Essa tá bom. Não tô falando do ano que vem, é que é uma coisa muito enigmática. Eu não tô vendo o chat.
Se ela me xingar aqui, ela consentiu, ela falou fala.
E eu gosto muito desse segundo livro, tá? Esse segundo livro eu acho que é meu favorito da trilogia, porque a gente já entendeu. Meu personagem favorito obviamente é a Orca. E a gente já entendeu essa, esse jeito visceral que ela tem de ir atrás do filho dela, mas agora a coisa vai, vai tomar proporções que ela vai perder completamente controle. E aí a coisa fica muito boa.
Leão, estamos torcendo. É uma pessoa que fez uma pergunta, mas eu não vou conseguir achar aqui no chat agora. Ele perguntou como é que foi esse processo de utilizar as traduções da Leia para republicar os livros de Mistborn.
Então, foi um processo para a gente acelerar os livros. Então, o que que aconteceu? A gente não, não é que foi uma preferência ou algo desse tipo, mas a gente entendeu que se a gente trabalhasse a partir das traduções da Leia, a gente poderia acelerar esse processo e realmente entregar para o leitor. O que senão a gente ainda não ia, talvez não ia estar nem lançando o primeiro box ainda, né? Lembrando que a gente lançou 3 livros ano passado e 4 livros esse ano.
Então o que a gente fez foi fazer essa, essa escolha, obviamente obedecendo algumas regras, né? Então o que a gente fez, a gente revisou essas traduções E a gente cotejou com as edições lá de fora que tiveram alterações. Então a gente fez o cotejo, a gente adaptou o que tinha novo, a gente trouxe, e a gente fez mais revisões e mais leituras críticas em cima, né? Era essa palavra que eu tava tentando lembrar. A gente tem dois leitores críticos que sempre, sempre trabalham com a gente.
E aí, com essa certeza que a gente tinha a melhor tradução que são possíveis, a gente fez. Mas foi possível fazer isso dessa forma, entregar livros para vocês ano passado, esse ano, por causa disso. E também se dedicar ao Metal Perdido, né, que era o livro que não tinha ainda aqui. Pensa bem que a gente ficou um ano fazendo Metal Perdido. Se a gente tivesse que fazer os outros livros todos do zero, a gente não ia ter lançado o primeiro box ainda.
Então é realmente uma decisão muito acertada, porque daqui a pouco a gente já vai ter completado a Cosmi no Brasil.
É, pois é, era essa a ideia. E obviamente com compromisso de fazer uma boa tradução e de trazer o que tinha sido publicado, tinha novo, né, em cima dessas traduções. Então foi um processo feito pela gente no Brasil, mas com apoio e a leitura da tradução antiga nos Estados Unidos para poder validar essa tradução nova que a gente fez em cima da antiga.
É, tem uma pergunta aqui que eu também quero saber. Perguntou se você já sabia qual, como que seria esse esquema de pirâmide da Cosme quando a Trama comprou os direitos.
Ah, então, quando a Trama comprou os direitos do Brando Sanderson, não tava aqui, era outra editora, né? Então eu não sei. O que eu posso dizer é que quando eu comprei Elantras lá atrás para Leia, eu não sabia. Ninguém sabia, eu não sabia. Foi muito interessante assim essa compra para ler. Foi assim, eu publiquei as crônicas de Dili Fogo no Brasil, e aí obviamente você tem diretores e chefes, né? E aí eles ficam desesperados: você tem que arranjar um novo, Jorge Márcio, você tem que achar, né?
Trabalho também, né, gente, né? E aí eu publiquei uma uma trilogia muito legal que eu acho que ninguém nunca mais ouviu falar desses livros aqui no Brasil, mas na época fez bastante sucesso, chamado Trono do Sol. Foi bem bacana. E depois eu comecei a pesquisar a Branda Sanderson, que já tinha uma coisa, já tinha outros livros, né? Já dava meio para desconfiar. Se eu tivesse sido esperta, já dava para desconfiar que ia virar um esquema de pirâmide.
Mas assim, Qual era a proposta? Como Elantris era uma história que se fechava no próprio livro, eu pensei, vou publicar primeiro esse, vou negociar primeiro esse, vou ver como fica os outros, né? Tinha essa ligação na época que eu tava negociando isso. Ele era vendido para mim como o cara que terminou, ia terminar, não lembro, os livros do Robert Jordan. Não era o próximo qualquer coisa. Então nesse, assim, adorei ler Elantris.
E aí eu saí da Leia antes de Elantris ser publicado, então fiz toda a negociação e deixei lá. Então assim, eu não vi a coisa acontecer, o Brandon Sanderson tomar essa popularidade nem nada assim lá dentro. Vi como uma leitora aqui fora, mas na época não, assim, não tinha a menor ideia que ia virar esquema de pirâmide. Eu achava que era um livro muito bom. Elantra realmente é um livro muito bom. Eu acho que para quem gosta de fantasia épica, que é um prato cheio, tem personagens maravilhosos.
Assim, quem não leu vai ter essa oportunidade no ano que vem. Mas eu acho que é uma ótima porta de entrada. Mas não tinha realmente a menor noção que isso ia tomar essa proporção. A gente nunca tem como editor, né? A gente tem esse compromisso de fazer uma curadoria de um livro bom e tentar, né, ver como hoje em dia tá muito mais fácil porque tem essas comunidades na internet e tudo mais. Você vai vendo que tem leitores no Brasil para isso.
Mas na época Não tinha nada disso. Então assim, a gente trazia livros bons e torcia para que se conectassem com os leitores, mas é uma aposta, né?
Uma sorte assim.
É, noção nenhuma que ia virar o que virou. Que bom que virou.
É, o Daniel aqui tá perguntando se com o lançamento de Vento e Verdade em 2 volumes, se há perspectiva de então os outros livros, que também são muito grandes, serem lançados no futuro com 2 volumes também, ou será mantido o formato atual?
Os livros anteriores?
É, os anteriores.
Não, a gente, a gente não tem nenhuma intenção de dividir nenhum dos outros livros. A gente não tem as gráficas que já imprimem aqui, elas já estão acostumadas a imprimir, elas fazem as impressões já baseadas no que elas já fizeram. Não tem nenhuma previsão disso não. Agora, se ele vier com livro de 2.500 páginas para o próximo, né, Aí a gente vai ter que conversar.
Ele já falou que o livro 6 vai voltar a ter o tamanho de O Caminho dos Reis e aumentando progressivamente de novo.
Pode ser que o 10, né, pode ser que o 10 tenha 2 volumes. Como é que tá seu tempo, Mari?
Gente, Eu tenho que dar uma aula, é 6:30, posso, pode ser 6:40, meus alunos estão acostumados. Então acho que até, acho que a gente pode responder mais perguntas. Eu só preciso de um tempo para beber uma água, lembrar que eu tenho que dar aula, e aí tá tudo certo.
Tá, vamos tentar então até umas 6:15, né, que aí dá tempo de você ficar de boa. Perfeito.
O que o Rafael disse, vocês levam em conta livros que o centro elogia, indica, recomenda, gosta nas aquisições da trama?
Sim e não. Assim, obviamente que a gente vai atrás, a gente procura saber, mas a maioria, quando ele indica, já tem editora, né? Ele tá, ele ele tá, ele não tá lendo nada que seja muito, muito novo assim nesse sentido, né? Tem coisas que ele lê que é bem fora da nossa proposta, então a gente não avalia. O que eu acho sensacional assim é a capacidade dele ler livros com outras propostas, assim, ele lê bastante. Mas a gente tá sempre de olho sim, e dependendo da linha editorial a gente tá pesquisando e correndo As pessoas estão perguntando bastante de outros autores, e aí ela já falou, gente, tem 5 autores novos.
Aí você acha que você não pode falar exatamente quais, né? O pessoal quer saber de nomes.
Olha, eu não posso falar nomes. Ah, eu posso falar um que a gente já publicou um livro antes. A gente vai publicar o próximo livro dele, que é o Peter Beedle. A gente vai, do Último Unicórnio, a gente vai continuar publicando. Então tem livro dele novo ano que vem. John Green, a gente vai continuar publicando. E a gente tem mais 4 autores novos. Eu vou deixar dicas assim. 2 são completamente inéditos no Brasil. Tem um super clássico, um super clássico, super clássico, que a gente, a gente tá trazendo porque a gente acredita que o leitor da Trama é um leitor desse autor também.
E eu acho particularmente que trazer clássicos para dentro da Trama é uma forma da gente da gente também lembrar o leitor que essas leituras que eles estão lendo contemporânea, elas têm motivos para ser desse jeito, né? Tudo tem uma história, né? E é muito legal a gente poder dar uns passos para trás e ver como era a fantasia lá atrás. Acho que isso tá bom, né, de dicas assim. Aí agora vocês imaginem aí o que que é, mas assim, muito em breve a gente deve falar, assim, muito em breve.
A gente tem plano de anunciar para o ano que vem, né, as nossas novidades. E o marketing deve fazer alguma coisa legalzinha com vocês aí para fazer esse anúncio.
Boa!
É, eu acho que só de não ter mais Vento e Verdade, não, mas Guerra das Tempestades todo ano para publicar, já ajuda a gente a pensar em outras coisas, de uma certa forma assim.
A gente, obviamente que a gente tem muita, dá muita prioridade aos livros do Brandon Sanderson, né? A gente tem que publicar o resto da série e tudo mais, a gente tem compromisso e tudo mais. Mas eu acho muito animadora essa coisa de ter espaço para novos autores também e fazer aquisições e pensar o que a gente pode trazer também que o leitor se interessa. Então, claro, a gente espera que saia o próximo, que o Brandon Sanderson lance lá próximo livro da série.
Mas também é bom que a gente tem esse espacinho para dar um respiro e trazer coisas novas. Então acho que vai, acho que vocês vão gostar dos outros livros.
Não, eu tô super feliz que o catálogo de fantasias aqui no Brasil só cresce, em todo o trabalho da Trama e de outras editoras também.
Eu acho que tava na hora mesmo, assim, a fantasia Na minha época, fantasia era considerada uma coisa cult e um subgênero, assim, não tinha editoras de mainstream publicando. Quando eu publiquei Guerra dos Tronos na Leia, não tinha uma editora muito grande publicando fantasia, ou quando publicava era uma coisa meio disfarçada ali, não tinha uma, não era o livro de aposta da editora, né? E aí a gente lia livros de fantasia por editoras que eram mais de contracultura, assim, a Conrad, a Devi, sabe, umas editoras assim menores, mas que batiam, metiam o pé na porta da livraria para publicar, e era muito bom.
Quando veio essa junção cinema, né, sétima arte, com os livros, que deu muito espaço para fantasia, e que as editoras maiores começaram a se interessar por esse livro, até porque são livros muito grandes para você apostar, né. Imagina você gastar um dinheirão fazendo uma tiragem daquele livro, não vender nada. E o público brasileiro é um dos públicos que mais cresce de fantasia no mundo, né? A gente não tem esse crescimento da fantasia épica, né?
A gente tem aí a romantasia, né, que tá crescendo muito e tudo mais, mas a fantasia épica, eu não tenho esses dados, mas eu poderia chutar que o público brasileiro é o que mais cresce Ou um de hoje que mais cresce. Então acho que há um interesse do adulto mesmo com fantasia, não é o interesse do jovem com Harry Potter, não é mais isso, né? O adulto com fantasia adulta, que é muito legal, cara.
O Matheus, ele falou sobre a questão dos audiobooks. A Trama lançou 2 audiobooks da Kara Hunter, né? E lançou de Thriller também. Tem o interesse em publicar mais audiobooks de Breno Celso?
Temos, temos bastante interesse. Então, por favor, ouçam mais 3, façam a roda girar que a gente faz mais.
Eu sou uma usuária assídua de audiolivro, gente.
Cara, eu trabalhei 8 anos da minha vida numa editora de audiolivros, né? E o público de fantasia era o público mais legal de trabalhar. Até porque quando você faz um audiolivro de fantasia bem feito, cara, você é transportado, você nem percebe que você tá consumindo.
É mais imersivo.
Eu fiz História Sem Fim aqui para o Brasil em audiolivro, que foi uma coisa muito linda, muito fofa. Procurem, não sei se ainda tá publicado, mas deve ter ainda.
O Daniel perguntou aqui qual foi o livro do Brendon que livro que você mais gostou de ler?
Aí tem essas coisas que a gente mistura meio nostalgia com a vida de trabalho da gente, né, que você tem que lembrar que isso é trabalho para mim, né. Então assim, eu acho que como foi a minha porta de entrada para os livros do Brandon Sanderson, Elantras com certeza para mim ainda é onde bate meu coração, é porque ainda não tinha essa decisão, né, de ser editora, né. Eu avaliei o E eu acho que é, e aí para mim tem outros dois que eu gosto muito assim.
Mishbone, eu amo Mishbone, eu amo os personagens de Mishbone, eu me divirto com eles, eu torço para que eles sejam felizes apesar da maioria não ser. Tem, eu tenho uma ligação muito forte com Mishbone, mas eu acho que Warbreaker também, Warbreaker para mim é um É aquele livrinho que eu guardo assim, tipo, ai, que história, que história conforto aqui para mim. Muito obrigada assim, né, por não me deixar ansiosa. Tá tudo aqui, tá tudo, sabe?
É realmente o sistema de magia me emociona. É tudo bonito. Aí eu diria que eu não tenho, acho que, como escolher muito, mas Elantris, Mishbone e Warbreaker São os meus favoritos.
Será que a gente pode esperar uma live da trama?
A Rebeca no chat perguntou para Mari se ela gostou de Yumi.
Eu gostei muito, mas é muito distante do que você espera ser um livro do Brandon Sanderson. Eu acho que o Yumi, ele tem uma ligação ali com outras referências do pensando com que ele passou na época da pandemia e tudo mais. E quando você presta atenção no autor e vê que ele tá lendo outras coisas, você até entende. Eu amo esse livro, e o meu, eu amo. É um grande conto de fadas.
Ué, caiu de novo, caiu de novo.
Voltou? Tá me ouvindo?
Estamos ouvindo.
Perdão, gente, tá dando ventania aqui.
E ventania também, vento e ventania aí, ó. Eu não sei porque eu tenho uma sensação, quando eu li o Yuma, eu tinha uma sensação de Your Name.
Vocês precisam ver esse filme.
Eu quase tenho essa coisa porque Your Name é um um anime que eu vi, eu chorava assim, tipo, copiosamente. E eu tenho essa sensação que ele quis escrever uma versão do Brandon Sanderson do Yonei. E eu gosto muito, mas é isso assim, eu não esperei, é isso, é, não, não me parece que é do Brandon Sanderson, ainda que eu goste muito assim. Eu acho que vale a pena assim para o leitor ter esse outro contato com outro com outra visão de ficção dele, né? Acho que vale muito a pena.
O Rafael perguntou se a gente pode esperar uma live da Trama no final do ano comentando os próximos lançamentos, não só de Brandon Santos, mas de outros autores também.
Seria legal fazer, né? Dá uma pressionada no marketing. Talvez eu tô falando, dá uma pressionada no marketing, aí ele já tem o negócio, já tá preparada 3 meses, né? Eu falando como se eles tivessem olhando para o teto, né?
Cara, isso é legal porque a galera já fica na expectativa dos novos autores.
Eu acho muito legal fazer mesmo, de fato eu acho, eu gosto. É uma ideia ótima, é ótimo.
Bom, tem gente perguntando de outros livros do John Wayne, será que tem chance de vir? É, tem chance.
Ele é simpático, né?
Ele é adorável, ele é adorável, ele é adorável. E ele vive a ficção dele, né? Isso que é mais doido, né? Ele, quando ele não tá lá na casa dele ou em turnê, ele tá numa vila de vikings, né, fazendo lá uma coisa muito doida assim. Às vezes não consigo falar com ele, ou a gente tá esperando uma resposta porque ele tá lá isolado. Eu acho fantástico.
E aí, acho que podemos já ir concluindo, né?
Fechamos tudo, né?
Fechamos. Respondi muitas perguntas, hein? Até acho que eu não achava. Amanhã eu vou levar um puxão de orelha lá. Vocês, por favor, me defendam.
Eu vou estar te defendendo aqui.
Mas olha, eu agradeço muito esse bate-papo assim. É muito bom ver a carinha de vocês, porque é isso, né? No Instagram você fica só vendo lá o alô de vocês, então é bom ver assim. Eu tô à disposição de vocês, muito obrigada. E enfim, continue perguntando e interagindo com a gente. Eu acho que essa, esse selo, ele tem uma particularidade que é muito legal, que a gente, a gente escuta muito vocês assim. A gente escuta muito leitor, muito.
Então cada sugestão, cada cobrança, cada coisa, a gente tá correndo atrás ali do prejuízo para oferecer para vocês o que vocês querem ler. Então fiquem à vontade de continuar interagindo com a gente.
A gente que agradece a sua presença, né, disponibilidade de vir participar da live, contar em primeira mão as novidades e responder nossas perguntas, né. E é isso, assim, apesar da gente ver, né, que assim as pessoas sempre têm alguma crítica, alguma coisa que não acha bom, eu vejo que a trama ela faz um esforço real assim de entregar o melhor possível para gente, que há um carinho assim com os trabalhos do Brendo e também de outros autores. Então é isso assim, grata pela sua disponibilidade também.
A gente que agradece, que bom que dá para vai perceber que a gente tem esse carinho enorme por vocês, porque é verdade mesmo.
Sim, e a galera gostou da ideia, no fim das contas, né, da divisão do livro. Não tinha para onde correr, mas a galera foi super receptiva com a notícia.
É, não, assim, não é isso, né? Vamos culpar o português? Não tem muito o que fazer, mas é uma solução muito boa assim. Eu acho que no final das contas ter dois livros é melhor do que ter um no geral, é que seja de qualidade, com a qualidade superior e tudo mais. Então vamos em frente.
Eu queria agradecer ao Tadeu pela oportunidade, né, que a gente fez essa conexão da Mariana com a gente. Foi uma conversa muito boa. E eu queria saber, Mariana, antes da gente terminar, se tem alguma surpresa, alguma coisa que você pode dizer para os fãs do Brandon aqui no Brasil que Só uma palavra aí, só qualquer coisa.
De pensar assim, eu acho que para ano que vem vocês deveriam assim deixar um pouco de ser muito adultos, porque tem coisas muito legais aí. Quando, quando vamos aproveitar aqui, né, fim de semana é fim de semana dos hereges, Cosme e Damião e tudo mais, para pensar nisso, né? Tipo, e se eu fosse um adolescente de novo? O que que querer ler do Brandon Sanderson.
Olha aí, essa é a dica.
Eu já tenho uma resposta, já peguei alguma coisa.
Não vamos falar sobre isso, não vamos falar sobre isso.
A gente fala depois, isso é assunto para o ano que vem.
É, esse assunto para o ano que vem, gente. Feliz Cosmo Damião para vocês, para quem é de Cosmo Damião, e vamos seguindo a vida. Não vou comentar, é isso.
Mário, muito obrigado. Obrigada também, Editora Trama, pessoal do marketing, todo mundo. Obrigado, pessoal da live que veio prestigiar a gente aqui. E siga a gente nas redes sociais, siga a Trama, siga o Talapena Podcast, siga o Stormlight, Cosme Central, todo mundo. A gente tá sempre aqui para dar notícias novas para vocês sobre Brandon Sanderson e fantasia no geral. E é isso, muito obrigado.
É isso, gente, tchau tchau, valeu por assistir.