Episódios de Cuidando da Saúde

Diabetes Tipo MODY

30 de julho de 202625min
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Participantes neste episódio2
J

JB

Host
D

Dr. Fábio Araújo de Sá

ConvidadoMédico
Assuntos3
  • DiabetesAvaliação clínica · Testes genéticos · Profissional especialista
  • Diabetes e acesso a tratamentoAlteração de hábitos alimentares · Medicamentos orais · Insulina · Monitoramento profissional
  • Genética e saúdePadrão de 3 gerações · 50% de chance de herdar
Transcrição64 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

12 horas 36 minutos, estamos de volta aqui na sequência da programação da 106,5 e agora com Cuidando da Saúde. Hoje é quarta-feira, hoje dia 29 de julho de 2026. Bom, vamos aqui falar que no último programa nós aprendemos que nem todo diabetes diagnosticado na vida adulta é diabetes tipo 2, e que nem todo jovem com diabetes tem necessariamente diabetes tipo 1. Depois de falarmos aí sobre diabetes tipo 1, ou do tipo LADA, melhor dizendo, em nosso programa, hoje nós vamos focar, vamos falar aí, vamos conversar sobre outro tipo raro de diabetes, que é o diabetes tipo MODY.

Se você não conhece, vai ficar conhecendo hoje aqui no Cuidando da Saúde, que é o tipo raro de diabetes que se passa de pais para filhos e que aparece também em crianças, jovens ou adultos com menos aí de 35 anos. Então é importante você saber disso a partir de agora. Então, Cuidando da Saúde, comigo aqui o Dr. Fábio Araújo de Sá. Para falar de mais um tipo de diabetes. Hoje vamos estar falando sobre o tipo de diabetes MODY. Doutor, seja bem-vindo, boa tarde e gratidão sempre, meu amigo.

?Voz B

Boa tarde, meu amigo, é um prazer. Boa tarde, caros ouvintes. A bênção da Dona Anitta, minha mãe querida lá em Caputira, por onde que eu, através dela, eu cumprimento toda a família. Mandar um grande abraço também ao Edilson, que fez uma viagem daqui na Argentina dirigindo Ida e volta é muita estrada, né?

?Voz A

Muita estrada, né?

?Voz B

É muita coragem, muita coragem, muito profissionalismo, né? Que Deus abençoe ele. Obrigado, trouxe até um disco muito massa de rock progressivo da gente de lá, raro. E é isso aí, o Edilson tá sempre nos ajudando, transportando a gente para Torilho, Pelé, e também cumprimentamos todos os taxistas. E vamos aí para mais um tipo de diabetes raro, né?

?Voz A

É verdade, interessante aí saber de mais um tipo de diabetes. Deixa eu mandar um abraço para o Sonil, da Dona Lídia, a Leilane, E a todos que estão lá acompanhando o nosso Cuidando da Saúde lá no Guarani.

?Voz B

Grande abraço a todos, meus queridos.

?Voz A

Um abraço para todos lá. Doutor, vamos falar então sobre o que é diabetes tipo MODY. Eu quero saber, e é claro, os ouvintes também querem saber o que é o diabetes tipo MODY e que significa essa palavra MODY. Explica aí para os nossos ouvintes.

?Voz B

Pois é, o MODY em inglês é Maturity Onset Diabetes of Young, MODY. Significa, numa tradução bem livre, diabetes diabetes de início na maturidade em jovens, entendeu? Então trata-se de cada nome, né? Porque a maioria desses nomes foram descobertos por cientistas americanos ou ingleses, né? Então eles colocam, a gente continua e a gente não faz a tradução, como diz outro, da palavra. Então o MOD continua o MOD, sabendo isso. Agora a gente sabe que é um tipo raro e monogênico, que a gente chama de diabetes mellitus.

O que significa? Significa que ele é causado por uma mutação em um único gene, diferente dos tipos tradicionais. Olha, meus amigos, presta atenção, ela acontece com alteração em um único gene que atrapalha o pâncreas, aquele órgão que a gente fala que produz a insulina, né? Então ele vai atrapalhar o pâncreas a produzir ou liberar insulina do jeito certo. Por isso que muitas vezes ela é confundida com diabetes tipo 1, ou tipo 2.

Porque primeiro, porque surge em jovens, geralmente na adolescência ou em adultos mais jovens, e geralmente antes dos 35, 25 anos. Por isso que a gente fala que é o início na maturidade dos jovens, que é o monte.

?Voz A

Você falou, a gente, claro, né? Você falou aqui que no início passa de pais para filhos. Não é isso? Perfeito. Começa aí de geração para geração.

?Voz B

É isso aí, sob essa influência.

?Voz A

Ele é mais comum nas crianças, jovens, é isso mesmo?

?Voz B

É, exatamente. Ao contrário que outros lá que a gente viu até o lado, até mais idoso. O próprio diabetes tipo 2 é mais idoso. Mas aí que é o problema, que o diabetes tipo 1 também dá muito mais em jovens. Então por isso que muitas pessoas podem estar sendo diagnosticadas com diabetes tipo 1 e não ser diabetes tipo 1. E sobre essa pergunta que você fez aí sobre influência dos pais, né, a genética, digamos assim, pois é, realmente ele tem uma causa genética bem clara, né.

Há sim uma influência genética, como diz você, é hereditário. Então é uma doença transmitida de pais para filhos, é o que chamamos de herança autossômica dominante. Ou seja, se um dos pais tem a mutação, o filho já tem 50% de chance de herdar. Basta o pai ou a mãe ter. Olha bem como é que é a coisa complicada: não precisa dos dois, só de um ter, ou pai ou a mãe ter essa mutação, já tem 50% de chance de nascer com esse tipo de diabetes.

Agora, olha que interessante ainda, soberança familiar. Continuando, o gene alterado, ele passa para filhos. Então olha que interessante, se avós, pais e filhos têm diabetes de início, né, mais cedo, vamos suspeitar de MODY. É o que a gente chama de padrão de 3 gerações. Todo mundo que vai consultar comigo lá, a gente pergunta: tem algum diabético na família? É comum a gente perguntar. Ah, o senhor é diabético? Sou. Tem quantos anos?

Tanto. Tem diabetes na família? Aí às vezes a pessoa fala: eu tenho um tio tem um irmão. Mas daí eu pergunto: pai e mãe tem? Não. Agora, quando você pergunta: você é diabético? Sim. Seu pai, sua mãe, algum dos dois? É, o meu pai é diabético e minha avó também é diabética. 3 gerações. Então, quando você fala desse padrão de 3 gerações, temos que desconfiar que é o diabetes tipo MODY. Pode não ser, digamos assim, mas quando você tem 3 gerações Abre os olhos, fica atento.

?Voz A

Essa semana, esse final de semana agora, doutor, tava conversando com um amigo, né?

?Voz B

Perfeito.

?Voz A

E ele falando que tem diabetes, né? Aí na conversa a gente foi conversando, ele falando dos sintomas, né, de como que ele começou e como que ele hoje ele sente, né, com diabetes. Então, e ele falou sobre Essa é da herança, né, da família, da genética da família, que ele tem, os irmãos têm, né. Acho que são 5 irmãos, todos com diabetes. Olha bem, ele tem alguns começando agora a descobrir que tem diabetes, tá vendo?

?Voz B

E muitas vezes essa diabetes ela não tá bem classificada, porque se ela não for bem diagnosticada e classificada, o tratamento talvez também não tá sendo bem feito, não é verdade?

?Voz A

Então ele falou, a gente até conversou muito a respeito.

?Voz B

Quantos anos você lembra mais ou menos?

?Voz A

Mais ou menos na minha idade assim, mais ou menos novinho, novinho. Mas já tem umas sérias complicações aí do diabetes.

?Voz B

O diabetes é isso aí, a visão, né? É o que a gente sempre falou nos programas aí, tá aí no Spotify, Cuidando da Saúde.

?Voz A

A visão, muita sede, urina demais, e o pior que aí já vai atrapalhando, perda de peso, tudo isso ele falou para a gente dos sintomas que ele tem sentido. Até claro que ele tem um acompanhamento, tratamento, mas com tudo isso, né?

?Voz B

Precisa ficar atento.

?Voz A

Exatamente. Aí ele falando para gente, olha, eu tenho, meu irmão tem, a minha irmã mais nova também já tá com indício.

?Voz B

Como que o diabetes tem uma força hereditária, não é isso?

?Voz A

Verdade. Então é interessante ficar sempre atento. E isso pode acontecer em toda a família, como também em alguns, né, doutor? Nem todos da família pode ter diabetes.

?Voz B

É, quando a gente falou só de ter um gene, você tem 50%, quer dizer, teoricamente você tem 2 filhos, um pode nascer e o outro não, não é verdade?

?Voz A

Com certeza. Bom, doutor, Vamos para a terceira pergunta aqui. É, você disse que é muito bom, você disse que é muito bom confundir o diabetes tipo MOD com o diabetes tipo 1. Sim, quer dizer, essa confusão aí, se não houver aí nenhuma, é muito comum isso. Então, com o tipo 2, então é muito comum essa confusão aí do tipo 1 com tipo 2. Então, como diferenciar aí os dois tipos de diabetes? Como que é é feito aí esse diagnóstico para que você saiba, não é tipo 1, é tipo 2 ou não?

?Voz B

Perfeito, perfeito. Olha bem, muito boa pergunta, muito boa mesmo, porque assim essa confusão muitas vezes há uma confusão do diabetes tipo 1, tipo 2 confundido. Olha bem, gente, diferente do tipo 1, o MODY não é uma doença autoimune, ou seja, o corpo ainda produz insulina e não apresenta os anticorpos típicos do tipo 1. Então, no tipo 1, a gente não fala que a pessoa, o sistema imunológico destruiu o pâncreas. Por isso que a criança, desde novinha, já não tem insulina.

Então ela não é autoimune, ao passo que o tipo 1 sim. E agora, diferenciar do tipo 2. O tipo 2, os pacientes com MODY geralmente não têm excesso de peso, resistência insulínica ou outros fatores de risco metabólico comum do tipo 2. Que você pode notar o seguinte: se a gente falar assim, o tipo 1 é autoimune, criança a maioria das criancinhas já vai nascer com esse tipo de diabetes, tá? O diabetes tipo 2, a gente não fala que geralmente é aquela pessoa que tá, ficou muito obesa ou teve, né, o síndrome metabólica.

Então você fala só, a pessoa com 20 e poucos anos era, já era muito obeso, sobrepeso, desde novo alimentando mal, sem exercício. Aí a gordura ficou, a insulina parou de fazer efeito e virou diabético, não é isso? Pois é, o MOD não tem isso. Você vê pessoa do MOD, ele é uma pessoa às vezes magra, entendeu? Diferente daqueles que ficaram diabetes. Então, olha bem, pra gente fazer uma comparação bem rápida, olha bem, a idade mais comum, o tipo 1 vai ser em crianças e jovens, o tipo 2 em adultos.

E o LADA, que nós falamos semana passada, geralmente em adultos mais de 30 anos. E o MOD, jovens menos de 25 anos. Olha que interessante, são só na idade a gente já fica Mais ou menos. Quando o paciente é bem mais jovem, o paciente jovem, a gente pensa ou tipo 1 ou MODY. Quando o paciente já é mais de 35, 40 anos, a gente pensa tipo 2 ou LADA. Agora, e sobre a insulina? O tipo 1, a gente sabe que vai precisar de insulina. Você pode ver que a criança, quando diagnostica com diabetes novinha, ela já vai começar insulina desde 9 e vai a vida toda, não é verdade?

Por quê? Porque ele não tem a produção de insulina. O LADA, nós falamos, não, não precisa de insulina logo de cara, mas com o tempo vai havendo uma falência das células beta, a pessoa começa a precisar de insulina. O MODY, o MODY vai depender do subtipo. E o diabetes tipo 2, nem sempre. O diabetes tipo 2, a maioria é medicação via oral. Você pode ver que a pessoa que é diabética, fala, sou diabética tantos anos, já tomou insulina?

Não, nunca precisei. É tipo 2, não precisa ser médico para Para saber isso. Por que que eu tô falando que do MOD vai depender do subtipo? Só de MOD existe 14 tipos de subtipo, 14 tipos de alterações de MOD. Porque quando eu falo que a gente tem mais de 40 tipos de diabetes, é quando eu falo isso. Olha bem, o MOD ele é dividido em 14. Só o MOD já tem 14 tipos diferentes. Por aí a gente vê que não é tão simples trabalhar com diabetes igual o pessoal acha que é, não.

?Voz A

Verdade, verdade. E parece que cada vez que, né, evolui o diabetes, parece que ele também muda, né, muito, né?

?Voz B

Muda de pessoa para pessoa, porque a gente descobre novos padrões. E outra coisa, e tá aumentando diabetes, né? Eu vou trazer dados novos aí breve. Só sei que maior saúde de 2019 para cá, nesses 6 anos, 7 anos, aumentou 50 e tantos por cento.

?Voz A

Pois é, tá vendo?

?Voz B

O número tem, e não é só Bonsu não, gente, não tô falando de Bonsu não, nós falando a nível mundial também, tá? Não é uma coisa que tá acontecendo só aqui não, deixar isso claro, que daqui a pouco eles entendem errado, não vão falar que só nós estamos comendo rapadura aqui no Brasil.

?Voz A

Mas é tudo isso, é importante saber, né, doutor?

?Voz B

Esse crescimento, a evolução da doença, para que, né, até para políticas públicas, até para o governo, Secretaria de Saúde começar a preparar campanhas igual nós fizemos há pouco tempo atrás aí junto com a Secretaria de Saúde, não é verdade?

?Voz A

Exatamente. E as pessoas ficaram mais atentas também, né?

?Voz B

Exato, né?

?Voz A

Para se cuidar. Você está ligado na 106,5, acompanhando aqui o Cuidando da Saúde desta quarta-feira. Hoje estamos falando sobre o diabetes tipo MODY. Ô doutor, então existe diferentes tipos de diabetes, tipo MODY, digamos assim. Então é importante saber qual é o tipo, ou melhor, qual do subtipo que a pessoa possui, é verdade? Sim. E como é feito, o doutor? Acho que isso aqui é muito importante as pessoas saberem. Como que é feito o diagnóstico do diabetes tipo MODY? Como que é feito? É o mesmo procedimento da LADA ou é diferente? Fala para nós.

?Voz B

Muito boa pergunta, ótima pergunta. Porque é importante identificar o MODY, porque olha bem, muitos pacientes, aconteceu uma coisa muito interessante, Eu tive um paciente, e isso nós estamos falando a nível de estudos, ninguém aqui tá fazendo crítica em nada. O paciente vai fazendo tratamento usando insulina, e eu olhei aquilo, falei assim, gente, isso tá parecendo— aí eu perguntei, quem é diabético na sua família? Falou, meu pai era e minha avó era.

Opa! Aí eu pedi uns exames que eu vou falar daqui a pouco como é que são. Aí eu descobri que ele era tipo MOD. Eu tirei insulina dele e passei outros medicamentos. Então ele tava usando insulina sem necessidade. Aí olha bem, ele vai, conta para os amigos, família, que eu fui no Doutor Fábio, o Doutor Fábio tirou insulina. Aí aquela coisa, quem conta, como é que é? Quem conta um ponto aumenta quanto?

?Voz A

Como é que é?

?Voz B

Tem um ditado assim que é um negócio assim. E aí eles foram divulgando lá na zona rural, lá fulano usava insulina, foi no Doutor Fábio, usar insulina. Doutor Fábio tirou insulina, deu uma falsa impressão. E aí chegou um outro paciente, falou: Doutor Fábio, eu moro lá perto do fulano, eu também uso insulina muitos anos, eu vim aqui para o senhor tirar minha insulina também, porque eles falaram que o senhor tira insulina dos outros.

Falei assim: não, olha bem, no caso dele, ele tinha diabetes tipo MODY, por isso que pode tirar. Então presta muito bem atenção, não deixa ninguém tirar insulina de ninguém sem ter comprovação, não. Senão eles falam assim, ó: Olha lá, o Jota Batista, o Dr. Fábio tava falando lá que ela não gostou dele, tira insulina daqui a pouco. Aí é charlatanismo, né?

?Voz A

Não é isso.

?Voz B

Então por quê?

?Voz A

Não é por aí, né?

?Voz B

Não é por aí. Como é que a gente faz? Olha bem, o paciente muitas vezes usa insulina sem necessidade, aí ele vai receber um tratamento inadequado, tá? E às vezes a gente tem que ver se os familiares são afetados ou não. Então o diagnóstico correto, gente, vai mudar totalmente abordagem. Então, por exemplo, primeiro eu vou fazer uma avaliação clínica. Os sintomas do MODY são semelhantes aos outros tipos de diabetes, como nós falamos aqui, Gurinha, mesmo muita sede, urinar com frequência, perda de peso inesperada, visão turva, fadiga.

Então até aí é como se fosse qualquer diabetes, digamos assim. Agora, os sintomas podem variar dependendo da alteração genética que a condição da pessoa Então muitas vezes o sintoma vai começar bem levemente, não é aquela coisa igual o outro começa com muita sede. Mas nós temos que fazer o quê? Uns exames. A gente tem que fazer uns testes de anticorpos. Aí os profissionais de saúde, o médico, ele vai analisar e vai pedir amostra do sangue e vai verificar se tem certos anticorpos.

Se você tiver, pode o teste no caso, vai mostrar se é positivo ou se é negativo, dependendo disso. E também tem o peptídeo C. Esse teste vai medir a quantidade de insulina que o paciente produz ainda. Pessoas com MODY ainda produzem alguma insulina, diferente de tipo 1, que a maioria às vezes não tem quase insulina nenhuma. Então, depois que você fizer o teste de anticorpos, teste de peptídeo C, Também existem testes genéticos para poder detectar alterações nos genes.

É a única maneira definitiva de diagnosticar. Então, gente, não adianta: ah, mas Doutor Fábio falou que seu avô tem, seu pai tem, o filho tem, então é MOD. Não, tem uma grande probabilidade, mas medicina você não trabalha com probabilidade, você tem que ter certeza, não é verdade?

?Voz A

É verdade. Isso aí tem que passar, né, doutor, por um especialista, um médico que vai orientar, que vai fazer todos os exames, como perfeito, inclusive essa certeza.

?Voz B

É, inclusive se você tá, pode, a pessoa às vezes tá fazendo tratamento com clínico ou mesmo na rede SUS e o profissional lá não tem obrigação nenhuma de saber identificar esses tipos de diabetes mais raros. Ao que eu quero dizer é o seguinte, então isso serve inclusive para os colegas médicos que estão nos ouvindo. Eu tô fazendo tratamento direitinho, os remedinhos direitinho, O paciente tá fazendo a dieta e por que que não tá dando certo?

Se o paciente tá fazendo dieta, não tá comendo doce, eu tô fazendo, desconfia que tá. E aí pede ajuda. Eu falo, a gente tem que ter essa humildade de pedir ajuda um outro colega, ou mesmo pesquisar mais, estudar mais, para o bem do nosso paciente, não é verdade?

?Voz A

Com certeza. E procurar sempre um profissional da área também, que é mais importante ainda, né, doutor?

?Voz B

Disse tudo, exatamente.

?Voz A

Tem profissionais e profissionais, a gente sabe disso, né? Aquele que às vezes sabe cuidar e aquele que às vezes não tem, não tem a mão, né?

?Voz B

Não tem a mão, não tem o manejo, né?

?Voz A

Exatamente. Como vamos falar aqui, né? Claro, a gente, lógico, tem que agradecer que temos aí médicos que trabalham na área pública, né? Nos postos de saúde e tudo mais, que são, tem bons profissionais, mas às vezes não tem a visão.

?Voz B

A medicina é muito extensa, nenhum médico vai dominar todas as áreas, não é verdade? Especialista na área, podemos exato.

?Voz A

Agora, como que, ô doutor, fala para nós como que é tratado aí o diabetes tipo MODY, como que é feito esse procedimento aí do tratamento?

?Voz B

Pois é, o tratamento vai depender do tipo de MODY que você tem, né? Isso porque cada tipo pode ter efeito diferente nos níveis de açúcar no sangue. Então as opções de tratamento, vamos falar assim, de uma forma geral, eu tenho que primeiro fazer aquela velha alteração nos hábitos alimentares de consumo de bebida. Então não adianta esse pessoal que vem falar com diabetes que toma uma garrafa de café por dia, e o café com açúcar ou rapadura, já tá visto que tem uma coisa errada.

Como é que diabético vai beber uma garrafa de café adoçada? Não é o café que faz mal, é o açúcar, é a rapadura no caso. Bebida alcoólica, o paciente vai ter que diminuir bebida alcoólica ou parar, não tem jeito. E muitas vezes tem que tomar medicamentos orais para o diabetes. Então, olha, gente, presta atenção: tem que tomar insulina? Pode ser. Tem pessoas que vai ter que tomar insulina também. Quando eu falei que às vezes a pessoa tá tomando insulina errada, dependendo do tipo de molde, tá?

Então, a verdade é essa: o profissional de saúde que vai te monitorar vai garantir que o seu tratamento continue funcionando. Ele, se precisar, ele vai poder alterar ele vai precisar modificar, ajustar o tratamento ao longo da vida. Então é isso aí, como a condição é genética, você vai ter isso para o resto da vida. Então mais um motivo de você saber o tipo de diabetes real que você tem, não é verdade? Porque aí você tem um tratamento mais garantido.

?Voz A

Com certeza é importante, né, procurar sempre aí esse diagnóstico para saber como seguir aí no tratamento, que é importante.

?Voz B

Maravilha!

?Voz A

Ô doutor, as suas considerações finais para a gente fechar a nossa conversa de hoje com relação ao nosso tema de hoje, doutor?

?Voz B

Pois é, gente, a gente quer mostrar isso. Quando a gente vem colocar aqui vários tipos de diabetes, a gente vai mostrando essas nuances, né? É para justamente você que é portador, né? Portador não, né? Você que tem essa condição, é saber que dá para você conviver muito bem com ela. Hoje em dia a pessoa não tem essa coisa de se levar tudo direitinho, não tem essa coisa que há mais anos a gente quase ficava com dó quando a pessoa começava a envelhecer, porque quanto mais idosa a pessoa ficava, mais chance dela ficar cega, amputada, parava em hemodiálise.

Hoje não, né? Então o diagnóstico correto é uma das etapas mais importantes no tratamento do diabetes. Se a gente identificar precocemente o diabetes, e principalmente as formas especiais, como falamos na semana passada, LADA, e hoje o MODY, isso vai permitir oferecer um tratamento mais adequado. Evitar o uso desnecessário, por exemplo, de medicamentos, até insulina, e reduzir o risco de complicações. Cada paciente, meus caros, tem que ter uma abordagem individualizada baseada nas características daquela doença que infelizmente a pessoa até vai conviver com ela.

Mas é o que nós estamos falando. Então, por isso que eu acho que a gente tem que fazer isso, ir preparando de novo Se você for lá no Google hoje descrever assim, ó, Doutor Fábio Cuidando da Saúde, não precisa escrever mais nada, Doutor Fábio Cuidando da Saúde, o Google vai levar para o nosso programa que tá completando hoje 131. E lá nós temos vários programas de diabetes, inclusive esse que vai ficar também lá disponibilizado.

O que que você faz? Vai lá, que aí na hora que você colocar vai disponibilizar lá no Spotify. Olha, eu tenho uma paciente, parente, eu tenho que não tá levando Hoje a internet, o legal é isso, a palavra hoje compartilhar. Compartilha, manda o link. Hoje, olha, a gente tem links tanto no TikTok, no Instagram, no Facebook. Compartilha muita coisa às vezes que não precisa, fica mandando umas bobagens, umas coisas bobas, umas dancinhas ridículas, umas coisas, umas desinformações inclusive.

Então em vez de você ficar mandando aí coisa de insulina natural Inventaram cura do diabetes. Vamos divulgar. A gente sempre fala que informação salva vidas, mas informações baseadas em ciências. Assim como depois nós vamos falar também de um portal chamado Canal Médio, canalmedio.com.br. Vai ser uma rede social exclusiva para o médico que tá sendo lançado lá em São Paulo essa semana, do qual eu faço parte com muita honra já desde o início.

Então vai ser um lugar onde que os médicos vão poder trocar informações Porque tem coisa que nós médicos não podemos ficar postando no Instagram, verdade, nem TikTok, porque não é coisa para postar. Então lá, como vai ser uma rede social exclusiva para o médico, é o canalmed.com.br.

?Voz A

Muito bom, é informação, né, doutor? Informação é importante para a população. Doutor, algo mais acrescentar com relação?

?Voz B

Não, não, só lembrando que hoje nós estaremos na Casa de Maria.

?Voz A

Sim, é isso, Casa de Maria, hoje quarta-feira.

?Voz B

E também estamos lá no CADIT, no Centro de Atenção ao Diabetes e Telemedicina, ali ao lado do Hospital César Leite, 999328176. Mas de novo, é só ir no Google, como diz o outro, só no Google que a gente acha ele aí. Verdade.

?Voz A

Doutor, muito obrigado pela sua participação, gratidão mais uma vez aí.

?Voz B

É sempre um prazer estar com vocês, ouvintes, e com o amigo aqui, o JB. Um grande abraço, até a próxima!

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