Diabetes tipo LADA
Fábio Araújo de Sá
- DiabetesDiabetes autoimune latente do adulto · Células beta do pâncreas · Insulina · Diabetes tipo 1 · Diabetes tipo 2
- Diabetes e acesso a tratamentoEstilo de vida · Medicamentos orais · Insulinoterapia · Preservação do pâncreas
12 horas 36 minutos. Vamos dando sequência aqui na programação da 106,5. E agora para você, o Cuidando da Saúde, com meu amigo Doutor Fábio Araújo de Sá. E hoje Vamos estar falando sobre diabetes tipulada e diabetes tipo MODY. Quando diabetes não é tipo 1 e nem tipo 2? Pois é, hoje vamos falar sobre dois tipos de diabetes que ainda são muito poucos conhecidos ainda, mas que representa um enorme desafio para o diagnóstico: o diabetes tipulada e o diabetes do tipo MODY.
Muitas pessoas passam anos sem sendo tratadas, né, melhor dizendo, como se tivesse diabetes tipo 2, quando na verdade possui aí uma forma completamente diferente da doença. Agora, como reconhecer esses casos e quais exames podem ajudar aí no diagnóstico? E existem tratamentos específicos? É isso que nós vamos saber agora, a partir de agora, aqui no Cuidando da Saúde, com meu amigo Doutor Fábio Araújo Sá. Doutor, seja bem-vindo! Boa tarde, quarta-feira, mais uma quarta-feira, graças a Deus estamos juntos.
Boa tarde, meu amigo! Boa tarde, caros ouvintes! Um beijo e a bênção à Dona Anitta, minha mãe, lá em Caputira, que eu cumprimento toda a família. E é isso aí. Também eu quero mandar um grande abraço para um ouvinte nosso que hoje ele tá na Argentina nos ouvindo, é o Edilson.
Edilson, você tá longe então?
Você acredita que foi daqui lá de táxi dele, do carro dele dirigindo toda a família? E ontem, que viagem! Ontem foi aniversário dele, ele deve estar nos ouvindo. Quem vai ouvir ele é via internet, né? Um grande abraço para ele. Semana que vem, no domingo, é do Pelé, né, seu Pelé? São da dupla aí que nos leva aí para cima e para baixo nos nossos eventos. Mas é isso aí, meu amigão. Esse tema hoje é muito interessante porque muitas vezes a pessoa tem um tipo de diabetes e não sabe, e é, às vezes tá sendo tratado, diagnosticado erroneamente.
Porque a verdade é o seguinte, se a gente for pegar os subtipos, existem mais de 40 subtipos de diabetes. Mas vamos bater um papo aí que é muito interessante esse assunto. Fica aí ligadinho. E hoje é o nosso programa número 130, com as bênçãos de Deus.
E vamos nós, vamos com mais. Programas com certeza de informação aí relevantes para os nossos ouvintes. Deixa eu mandar um abraço para o seu Nilton, a Dona Lídia, e também a Leilane e todos lá da comunidade, sabe de onde? Do Guaralhe, nossa terra natal. Um abraço a todos lá, obrigado a todos. Ô doutor, quando falamos em diabetes, normalmente pensamos em apenas em diabetes tipo 1 e tipo 2. Então existe outros tipos? Eu gostaria que você falasse, existe mais tipos então de diabetes, doutor?
Pois é, é isso mesmo. O diabetes não é uma doença única não, gente, e sim um grupo de doenças. Existem diversas formas. As principais aí, sei que você já disse, tem o diabetes tipo 1, o tipo 2, diabetes gestacional. Temos também um tal de diabetes secundário e esse diabetes que nós estamos falando aí, os dois hoje, que é o diabetes monogênico, que é o MOD, e o diabetes autoimune do adulto, que é LADA. É muito importante a gente conhecer corretamente o tipo de diabetes, porque o tratamento vai mudar completamente dependendo de qual tipo de diabetes que nós estamos nos referindo.
E aí muda muito, né, doutor, tudo em relação aí se você não é tipo 1 e nem tipo 2.
Sim, aí já muda, já muda a história, a história.
Aí já tem que ir para um outro tipo de tratamento, não é?
Perfeitamente exato, meu amigo.
Isso que é importante você saber e descobrir né? Qual é o tipo de diabetes que você às vezes, né, doutor, é acometido, está acometido? Então é necessário que faça aí. O doutor vai explicar, vai falar como você vai descobrir isso, não é isso, doutor? Então, ô doutor, como o nosso assunto é muito extenso, a gente sabe, a gente, se for falar aqui detalhadamente, a gente vai ficar muito tempo aqui falando, com certeza. Então nesse programa de hoje vamos focar então no diabetes tipo LADA, doutor.
Então defina para os nossos ouvintes o que é o diabetes do tipo LADA, para que os nossos ouvintes possam entender.
Boa! Então foi até bom você falar isso, que a gente vai fazer o seguinte: então nós vamos dividir em dois programas. Esse a gente fala do LADA e semana que vem então a gente fala do MODY, tá certo? Você falou, é muito extenso. Se a gente for falar tudo aqui hoje, acaba às vezes complicando. Ô gente, o LADA significa Latent Autoimmune Diabetes in Adults, ou seja, Diabetes autoimune latente do adulto é considerado por muitos especialistas uma forma lentamente progressiva do diabetes tipo 1.
Vamos lá, gente, o diabetes autoimune latente adulto, o LADA, é uma forma de diabetes autoimune, ou seja, o organismo começa a reagir contra ele mesmo, vocês lembram? E isso vai acontecer o quê? Geralmente na idade adulta. E progride mais lentamente que o diabetes tipo 1. O LADA compartilha características do diabetes tipo 1 e do diabetes tipo 2. Olha que interessante, é como se ele tivesse, ele pegou um bocado de característica do diabetes tipo 1 e um bocado de característica do diabetes tipo 2.
Por isso que muitas vezes a gente brinca e fala que ele é o diabetes 1,5, porque ele não é 1 e nem 2. Então coloca 1,5, né? Porque é assim, olha bem, Como diabetes tipo 1, ele é causado por reação autoimune. Ok, isso nós já sabemos. No entanto, ele vai desenvolver de uma forma mais gradual e geralmente aparece mais tarde na vida. No LADA, gente, o sistema imunológico ataca erroneamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Isso leva a uma diminuição progressiva da produção de insulina ao longo do tempo. Então imagina só, aqui tá o pâncreas, ele que produz insulina. De uma hora para outra, o sistema imunológico começa a atacar o pâncreas. Começou a atacar o pâncreas, ele vai parando de produzir insulina progressivamente, de uma forma mais lenta, não é de uma hora para outra. Por isso que a gente fala que ela é latente. Então, gente, a gente tem que ver isso, é o que eu tô falando.
Embora ele tem características do tipo 1 e do tipo 2, ele vai requerer uma abordagem específica, tanto para o diagnóstico quanto para tratamento. Com reconhecimento precoce, se a gente diagnosticar isso mais cedo possível, o acompanhamento contínuo e fazendo um tratamento personalizado, a pessoa com LADA pode ter uma vida muito saudável e muito plena. E mais, é exatamente, é importante a gente reconhecer se é isso, porque às vezes a gente tá tratando de um tipo de diabetes achando que é aquele e não é.
E olha bem, gente, isso acontece muito mais do que vocês imaginam. Vocês que estão nos ouvindo aí, pode estar acontecendo de você tá tendo um diabetes tipo LADA e a pessoa tá achando que não é e tratando diferente. Por isso que é importante você conversar com seu médico, entendeu? Por isso que esse bate-papo nosso aqui é importante. Você fala assim, ó, engraçado, eu tô tomando insulina, ou eu tô tomando remédio, eu não tô comendo doce, eu tô fazendo exercício, e meu diabetes não tá controlando, mesmo tendo um tratamento, acompanhamento direitinho, e não está surtindo efeito.
Mesmo tendo tratamento, acompanhamento certinho, não tá surtindo efeito. Pode ser isso? Aí é hora de chegar perto do colega médico. Ó, nós ouvimos o Dr. Fábio, mas o Jota Batista no programa falando que tem um diabetes diferente, que não é tipo 1, tipo 2. Será que não é eu não. O que que a gente pode fazer? Aí nós vamos mostrar os exames que a gente pede.
É importante refazer aí os exames, sim, né, doutor?
E pedir alguns específicos.
Isso aí é interessante, é importante saber disso. Ô doutor, e eu gostaria que você falasse também para os nossos ouvintes quem tem risco de desenvolver esse tipo de diabetes. Existe pessoas que têm esse risco maior?
Sim, olha que interessante, geralmente ele se desenvolve em adultos. Geralmente com 30 anos ou mais. Muitas vezes é isso aí. Uma pessoa pode ter maior probabilidade de desenvolver o lado, por exemplo, se ele já tem uma história pessoal e familiar de doenças autoimunes. Se a pessoa já tem outra doença autoimune, independente de diabetes, ele já tem mais chance de desenvolver isso. Pessoas que foram diagnosticadas com diabetes tipo 2, mas olha bem, tem peso normal ou às vezes até abaixo do esperado.
Então É exatamente isso. E é o que você acabou de falar, aqueles pacientes que não respondem bem aos medicamentos orais para diabetes, ou então ele apresenta um nível de glicose difícil de controlar apesar do tratamento, tá vendo? Não é aquela pessoa, vai sair, eu tô comendo doce, eu tô tomando refrigerante, tô obeso, e então tá certo, por isso que não controla. Mas não, às vezes a pessoa tem o peso normal Tá tomando os remedinhos direitinho e não consegue controlar, começa a desconfiar.
Isso aí é uma das pessoas que tem mais risco disso, entendeu? E de novo, surge mais às vezes, geralmente a partir dos 60 anos. O paciente normalmente, repito, não é obeso, e às vezes ele tem até um controle inicialmente bom com comprimido, mas com o passar do tempo ele perde a produção de insulina. Então, engraçado, no início que eu comecei a fazer o tratamento, minha diabetes tava controlada. Eu não passei a comer doces, eu não tô tomando refrigerante, eu tô mantendo direitinho.
E os remédios agora parece que não tá fazendo mais efeito. Opa, aí, ó, outro alarme, tá vendo? Nós não estamos falando que isso— a gente sempre fala aqui no programa, a gente não tá fazendo diagnóstico, nós estamos dando hipóteses para abrir a mente, para a gente poder ver possibilidades, esclarecimentos.
Exatamente. Ó, doutor, isso aí pode— esse período de mudança aí, por exemplo, né, a pessoa tá com tipo 1, Pode ser. Em que período que ele pode perceber isso, dessa mudança? Pode haver essa mudança nesse período aí?
Porque foi diagnosticado igual tipo 1 ou tipo 2, não sei, no caso é um dos dois. É sim, mas aí olha bem, como vamos supor que o paciente foi diagnosticado tipo 2, sim, tá fazendo aquele tratamento, ele tem 30 anos, 30 anos, chegou no médico, tava urinando muito, perdendo peso, aquela, foi fazer, ou foi fazer um exame de uma outra coisa e deu açúcar no sangue, muito açúcar no sangue, hiperglicemia. Aí chegou perto do médico, falou: realmente, pela sua idade, a gente vai pensar em tipo 2, porque a tipo 1 geralmente é com a criança, né?
Geralmente não chega a 30 anos. Então tipo 2, 30 anos. Ah não, você tá com diabetes tipo 2. Até então, ok. Aí começou a dar o tratamento para ele. No início, comprimidinho tava fazendo efeito, nem precisou de insulina. E o médico falou: muda alimentação, melhora exercício físico. E o paciente tá fazendo. Passou aí às vezes 2, 3 anos, 5. Olha, o tratamento agora não tá resolvendo, eu não aumentei de peso, eu não tô comendo coisa errada, e os comprimidos parou de fazer efeito, entendeu como é que é?
Por quê? Porque ele ainda tinha uma reserva de insulina, ele ainda tinha um estoquezinho, e esse estoque foi acabando. Então aí, tá vendo? Então por isso que eu falei, se ele continuar usando os remedinhos como tipo 2, ele não vai ter controle. Então é o tipo lábio.
Exatamente, é essa mudança aí que pode acontecer nesse período, né?
Perfeitamente. É importante saber disso. Pode estar acontecendo com algum ouvinte nosso. Exatamente, entendeu? Prestem bem atenção nisso.
Verdade. Bom, você está acompanhando aqui pela 106,5 o nosso bate-papo, a nossa conversa com o Dr. Fábio Araújo de Sá no Cuidando da Saúde. Doutor, por que o diabetes tipo LADA é confundido com diabetes tipo 2? Fala para nós.
Ah, olha bem, o bom da gente bater tanto papo aqui que agora o Jota Batista só não tá diagnosticando porque ele tá ficando fera na medicina também. Tô aprendendo, nós dois juntos. Geralmente o tipo 2 não é de pessoas mais idosas, e o tipo 1 geralmente não era criança. Pois é, aparece mais na vida adulta, por isso que ele confunde. É tipo 2 também, certo? Inicialmente ainda existe a produção de insulina, por isso que geralmente já o diabetes tipo 2 nem todo mundo usa insulina, né?
A maioria das pessoas muitas vezes nem usa. Não, doutor, meu não usa insulina não. Então você é diabetes tipo 2. Só que aí também o lado também pode acontecer isso. E muitas vezes o açúcar no sangue melhora com medicamento oral, mas alguns casos vão chamar atenção. Por exemplo, mesmo com tratamento, ele tá tendo uma perda de peso inexplicável. Ele tá alimentando, alimentando, pronto. Necessidade precoce de insulina. Ele não tava precisando, tava indo bem só com comprimidos, de hora para outra precisou de usar insulina.
Pouca resposta aos comprimidos. Aqueles comprimidos que estavam fazendo efeito começou a parar de fazer. Histórica de família, história familiar, famílias com doenças autoimunes. Então toda vez que pintou isso, começa a ficar ligado que você pode estar com diabetes estipulada.
Interessante. Então é importante ficar atento, né, doutor?
Sim, esses sinais de alerta tem que ser observado.
Exatamente. E já tem esse longo período de tratamento, né, do diabetes. Então exatamente, se houver qualquer alteração medicação é como você falou, perfeito. Procure um médico, bate um papo com o médico, seu médico, para rever, né, doutor, toda aí a medicação, tratamento, que é importante. Bom, vamos seguindo. Como que é feito, doutor, o diagnóstico desse tipo de diabetes? Eu gostaria que você falasse, ou seja, como diagnosticar aí o diabetes tipo LADA?
Existem alguns exames que é feito, né, para que possa ser feito o diagnóstico, Pois é, é interessante porque o diagnóstico do tipo LADA, ele pode até muitas vezes ser bem desafiador, vou deixar isso bem claro, especialmente nos estágios iniciais.
É isso que eu queria saber, doutor. Pois é, como detectar aí?
Porque geralmente quando o paciente chega, você já não vai pedir nos exames por LADA, você vai pedir primeiro os exames normais para saber se é tipo múltiplo 2, não é verdade? Então muitas vezes ele vai assemelhar, como já falamos, no tipo 2. Agora, 2 exames iniciais. Eu penso teste de peptídeo C, gente. O que que é o peptídeo C? Esse teste vai medir a quantidade de insulina que o corpo ainda produz. Em pessoas com LADA, os níveis geralmente são baixos ou continuam cada vez a diminuir.
Olha bem, o peptídeo C, ele mostra a reserva de insulina que a gente tem. É como o seguinte, se você fizer o exame de peptídeo C e tiver zerado praticamente, muito baixinho, significa que a pessoa não tem insulina. Então essa pessoa vai ter que tomar insulina, injeção de insulina. Não adianta ficar tentando arrumar certos remédios para liberar insulina, você não vai tirar leite de pedra, que a gente fala, não é verdade? Então o teste de peptídeo C é muito importante, mas só ele resolve?
Não. Tem o teste de anticorpos, ou seja, a maioria das pessoas com nada apresenta um resultado positivo para um dos anticorpos relacionados com diabetes, como por exemplo o anti-GAD, anti-GAD. Gente, esse exame ele é importantíssimo. Geralmente eu peço anti-GAD, anti-iliota, anti-insulina. Então são exames específicos para a gente poder ter certeza. E geralmente esses— ah, doutor, então todo mundo que chega lá para diagnosticar diabetes você já pede isso aqui?
Não, primeiro você pede os normais para a gente pegar, chegar e falar o seguinte: É tipo 1 ou tipo 2, é exatamente. Ninguém tem que ficar, tá me ouvindo? Ah não, mas eu vou chegar agora no SUS, eu vou pedir o médico para falar se eu tenho lado ou tenho MOD. Não, primeiro nós vamos chegar 1 e 2. Agora, se tiver característica de um só, vamos ver se é mesmo. E se tiver de dois, vamos ver. Agora, o importante é a gente ver esses sinais de alertas.
Ou senão, fala só, engraçado, gente, eu sou um médico experiente, eu tô estudando, eu peço com Deus para fazer o tratamento direitinho. O paciente falou que tá fazendo tudo direitinho, não tá dando resultado. Opa, acorda que tem uma coisinha aí no ar, entendeu? Esse diagnóstico correto, gente, é o que vai permitir um plano de tratamento que vai corresponder às necessidades específicas da pessoa, dependendo do estágio da doença, que é mais importante, né?
Sim, que nível já está aí a doença.
Aí é importante saber, é isso aí.
Ô doutor, e como que é feito também o tratamento do diabetes tipo LADA? Existe um tratamento específico?
Boa! Boa, muito bom, porque muitas vezes a pessoa fala assim, ó, eu tava tratando de um jeito, se não tá dando certo, sinal que eu vou ter que mudar o tratamento. Mas por que que eu vou mudar o tratamento? E talvez não é o tipo de diabetes que tava sendo tratado, não é verdade? Pessoas com LADA, eles geralmente, inicialmente, eles podem responder assim, às vezes só de você mudar o estilo de vida, a pessoa começou a fazer um exercício, começou a alimentar melhor, E às vezes tomando esses comprimidinhos mesorais aí, metformina, glibenclamida, glicazida, geralmente eles começam a dar um resultado até bom inicialmente.
No entanto, como lá é caracterizada pela perda gradual da função das células betas, o que eu acabei de falar, o pâncreas gradualmente vai falhando, ele vai cada dia ficando com mais fraqueza, digamos assim, com menor produção, ele vai fraquejando, né? A maioria das pessoas vai talvez precisar de insulina. Tá vendo como é que é? Então a pessoa fala assim: olha, eu quero nunca precisar de insulina. Mas não tá pendendo de você e nem do médico, é do seu organismo.
Porque você não tá com tipo 2, que geralmente o tipo 2, se a pessoa tiver bem controlada, com peptídeo C, ela tiver reserva de insulina, ela usando a medicação correta, ela a vida toda dela não vai precisar de usar insulina. Quantos pacientes que você conhece que é diabético, você usa insulina? Não, graças a Deus nunca precisei, não. Tá vendo como é que é? Agora, isso que agora é diferente do tipo 2, em que a resistência insulínica é o principal problema.
O LADA é causado pela falta de insulina. Olha bem, é isso que a gente tem que entender. Iniciar a insulinoterapia precocemente pode ajudar a preservação do pâncreas. Por isso que é importante que às vezes faça— ele já, ele tinha indo um pouquinho de insulina, Mas eu esperei demais, o pâncreas secou, digamos assim, esgotou a produção. Aí pronto, aí não tem mais. Então por isso que às vezes a gente começar a insulina precocemente nesses pacientes pode ajudar a preservar um pouco das células beta dele.
Então conclusão, não é que vai deixar de usar insulina, mas talvez vai usar menor quantidade de insulina, porque um pouco vem do próprio organismo, já tá sendo produzido, e o restante é uma complementação.
Isso é importante saber, né, doutor, para Para dosagem também, né, da insulina ali.
Exatamente, exatamente.
Bom, doutor, algo mais acrescentar? Suas considerações com relação ao nosso tema de hoje, que é muito importante? Acho que a gente tá levando aqui um conhecimento muito grande, principalmente para as pessoas que hoje estão em tratamento, né, doutor?
E que às vezes estão passando por esse período aí de adaptação, ou às vezes de falha do tratamento sem saber.
Talvez até o médico que tá passando falou tudo, não está sabendo.
Ó, e com todo, e com esse tratamento, e com todo respeito, que todo carinho, os colegas médicos, principalmente os recém-formados, né, gente, esse negócio do lado dá coce em muito médico, inclusive, tá? Por quê? Porque não é uma coisa comum. E aí a pessoa fala assim, uai, a culpa é minha ou é do médico? Não, não é nem do médico nem sua. O médico tá fazendo o tratamento certo na cabeça dele e você também tá fazendo tratamento direitinho, alimentando, e não tá dando certo.
Por quê? Porque tava o diagnóstico errado. Então é culpa do médico? É por isso que a gente tem que pensar. Olha bem que coisa interessante, nós vamos falar do módulo na próxima. Mas olha bem, o LADA geralmente ele começa, o paciente, a idade do início é acima de 30 anos. O diabetes tipo 1 pode ser qualquer idade, mas geralmente em crianças e adultos bem jovens, ao contrário do LADA que é acima de 30 anos. A tipo 2 pode ser geralmente também acima, mas pode aparecer antes dos 30 anos.
Então o tipo 2 não precisa esperar 30 anos. Quando você viu que a pessoa já chegou falando, olha, eu descobri que eu sou diabetes depois dos 30, opa, aí, ó, então todo mundo tá ouvindo aí, a gente já tem que preocupar.
Se ela descobriu depois dos 30, que ela tinha o tipo 1.
Sim, no caso pode ser o tipo LADA. O tipo 1 não, o tipo 1 vai começar mais cedo. Pois é isso, o tipo 1 criança. Então se ele descobriu antes dos 30 pode ser, pode ser o tipo 2, mas após os 30 pode ser o tipo LADA. Porque a diabetes, como diz outro, o diabetes LADA e o diabetes tipo 1 é autoimune. O tipo 2 não. Tipo 2 vai ficando resistência à insulina, que é aquele paciente que engorda, aquele paciente que ficou obeso mesmo, aquele paciente que come muito, que é sedentário, né?
O início do LADA, ele é mais lento, sendo que o tipo 1 não. A criança tava lá de hora para outra, foi levar no hospital, descobriu que era a tipo 1. É muito rápida, né? A outra é lenta e a tipo 2 é gradual. Então, gente, ah, mas a tipo 1 sempre vai precisar de insulina na hora, que quando é tipo 1 você já tem mesmo a falha de insulina, o pâncreas não produziu, imediatamente você vai precisar. Agora, o tipo 2, o tipo 2 pode ou não precisar.
Agora, o LADA frequentemente ele vai precisar em questão de meses, não inicialmente. O tipo 1 é, então é o seguinte, eu acho que as pessoas têm que entender que dá para viver com diabetes tipo 2. O manejo vai envolver tudo isso que nós estamos falando, monitoramento contínuo, tratamento personalizado, pois você vai elaborar um plano individual para esse paciente. Você tem que fazer o aconselhamento nutricional, você tem que fazer tudo isso, esses cuidados para pessoa que vive, ele vai ter uma qualidade de vida maravilhosa.
Vai ter, evitar risco de complicações, assim como os outros tipos de diabetes. Essa é a grande verdade, com certeza.
Desde que ele acompanhe, né, siga as orientações adequadas aí do seu médico, as orientações corretas, né, doutor? Não vai ter problemas, né? Considerações finais, doutor, para a gente encerrar o nosso—
não, não, é isso aí mesmo. Graças a Deus, eu acho que nós estamos passando para mais uma fase do, como, em dia com diabetes, o cuidando da saúde. Hoje completando 130, né? Lembrando que agora às 15 horas hoje estarei lá na casa de Maria.
É isso aí. Quem quiser agendar sua consulta lá com o Dr. Fábio é no 33 21 23 06 26, lá na Casa de Marinha.
E hoje também nós estaremos no Cadite, agora a partir das 13:30. E olha que legal da telemedicina, hoje às 14 horas eu vou ter um paciente de Portugal. Olha só, tá vendo como é que a telemedicina é interessante? O paciente de Portugal, que é de família daqui de Valadares, que ficou sabendo da gente hoje, agendou uma consulta para gente de Portugal. É isso aí, é evolução e a tecnologia, não é verdade?
É além fronteiras.
E lembrando que tanto este programa quanto os demais estão lá no podcast Cuidando da Saúde. É só você ir no Spotify, compartilhe, mande isso para pessoas. Eu acho muito interessante que o gostoso desse programa aqui, além de estar com os amigos aqui, é a gente poder levar essa informação, que informação salva vida.
É verdade. E é importante, além da, né, de você acompanhar ao vivo, você tem ainda a oportunidade de acompanhar lá no Spotify depois, rever lá os programas, né, que é interessante. Doutor, muito obrigado pela participação. Até o próximo programa, se Deus quiser.
Eu que agradeço. Uma boa tarde a todos, grande abraço.