𝔾𝕆ℤ𝔸𝕥𝕧 com Tiago Costa - T.C apresenta: Marco Paulo & Marco Romero - 2026
Tiago Costa
Marco Paulo
Marco Romero
- Engenharia Técnica e FatoresGeociência e exploração de recursos · Petróleo e formação geológica · Tecnologia de drones para crianças · Educação científica e desmistificação · Foguetes caseiros e leis de Newton · Impacto da ciência na sociedade · NASA · Formação em tecnologia geoespacial
- Impacto de inundações globaisCausas climáticas e infraestruturais das inundações · Importância da investigação científica para prevenção · Mapas de aviso prévio e sensores · Ciclo da água e capacidade de bacias · Assentamentos urbanos em zonas de risco · Projeto Efunja · Benguela · Patriota
- Exploração EspacialLançamento e recuperação de balões estratosféricos · Medição de dados atmosféricos · Curvatura da Terra e imagens espaciais · Desafios de projeto e trade-offs · Nanosatélites e pseudo-satélites · Projeto Sky · Mochima · Parque da Kisama
- Financiamento e Viabilização de ProjetosDesafios de financiamento para projetos científicos · Importância da transparência e retorno de investimento · Spin-off e comercialização de ideias · Papel do lobista e intermediário · Hackathons e incubadoras de projetos · GGMF · Unitel Go Challenge
- Inteligência ArtificialMáquinas aprendendo e processando informações · Uso de IA em processamento de imagens · Padrões africanos e algoritmos · Ética no desenvolvimento de IA · Biomimética e inspiração na natureza · Torre Eiffel · Fêmur · Baleia
- Recursos minerais e exploração no SahelExploração de minerais além de diamantes · Turmalina e ametista · Rochas ornamentais e bancadas de cozinha · Formação de depósitos minerais · Diamante e grafite · Corredor do Lukapa · Lunda Norte · Namib
- Combate à Desinformação e Fake NewsDiferença entre fatos e narrativas · Vulcão no Bié e interpretação de fumaça · Comunicação científica e vídeos explicativos · Dinossauros e paleontologia · Bié · Namib · Tatiana Costa
Bom dia, boa tarde ou boa noite e sejam bem-vindos a mais uma edição do Gosa TV Podcast. Hoje, senhoras e senhores, conosco, posso vos chamar candegas atrevidos? Marco Paulo e Marco Romero. Para quem está se a perguntar lá no cubico, mas o Marco já não teve aí, o Marco é gênio. Qual dos Marcos? O Marco é gênio, não sei.
Bem-vindos. Muito obrigado, Tiago. Obrigado a todos. E a última vez que eu estive contigo e contigo, fora daqui, vocês senão não tinham ganho ou ganhado o último prémio que ganharam. Porque eu estou com vocês, vocês ganham um prémio. Eu estou com vocês, vocês ganham... Que vida é essa?
É uma vida de muito sacrifício, pode parecer clichê, mas é de sacrificar almoços de família, tempos com namorada, sacrificar inclusive a parte do trabalho formal para fazermos uma coisa que gostamos, que é aplicar ciência, tecnologia, principalmente com os pequeninos.
Nas coisas do dia a dia, porque as pessoas podem olhar para certas coisas e achar que é difícil e tal, mas nós tentamos desmistificar e trazer uma simplicidade para que todo mundo consiga perceber que o que nós fazemos é uma coisa normal também. Portanto, genialidade requer sacrifício. Sim, em tudo. Então, por isso é que nós num país estamos com o dame, né? Ninguém quer sacrificar nada!
Ok, ok. Para início de conversa, Marco Romero e Marco Paulo são cientistas. O Marco já está esteve e o Marco Romero está mais ligado ao espaço e tu estás mais ligado à Terra. Certo. Né? Assim...
O Morgan é cientista? É engenheiro. É engenheiro cientista? Sim. Ok. Quando nós crescemos, cientista é o que inventa coisas. Sim. Quando nós crescemos. Não é? E vocês, eu sei que vocês já construíram coisas. Sim. Sim.
A realidade de estar na garagem do teu pai a fazer coisas aplica-se aqui na banda? Aplica-se. Assim quer dizer que o teu pai tem garagem? Não, desculpa.
Não era a garagem, mas era o meu quarto, era a sala de casa que estava sempre desarrumada. Está ali os pais podem confirmar. Ok. A geossciência, que é o ramo que eu me formei, de geossciência, ciências da terra, desde muito cedo me foi incutida um mindset natural. Nós íamos muito a acampar, íamos a cabo ledo. Ok.
E eu comecei a pensar, pá, como é que eu quero passar a minha vida? No laboratório, fechado? Ou no campo? Ou no campo, porque eu gostava. Era bem preguiçoso. Eu ia reprovar na nona classe a educação física, porque eu não gostava de fazer educação física. Ok. Mas estranhamente me tornei geólogo e que gosto do campo. Ok.
Então, o trazer aquilo que eu aprendia no campo e desmistificá-lo com experiências práticas para ensinar a todos. Começou com família e amigos, para as pessoas perceberem porque é que nós não atendemos o telefone quando estamos em cima da montanha. Por exemplo, levar as pessoas a perceber.
porque é importante um Tiago que tem um estúdio como esse estudar areia, se calhar perceber que os minerais que são utilizados para fazer essas lâmpadas, fazer o microfone fazer os equipamentos para o tablet vêm todos daí é o que nos fez
começar nessa vida de investigação que era basicamente para mostrar que olha, isso é importante porque tu precisas disso, disso, disso na tua vida se nós não tivéssemos a exploração, por exemplo, de quarzo eu não estaria aqui a ver nada porque as lentes são feitas de quarzo Quarto, ok Uou
vocês são tipo o essencial para nós existirmos não, não porque hoje em dia hoje em dia é bem fácil tu já encontras os vamos feitos mas é preciso partir pedra vocês são os que partem a pedra partir roxa partir roxa Marco Romero há aqui uns meses estivemos juntos em Cabuleto e tu disseste-me que demographics
Algumas, se não todas as rochas ou montanhas que nós vemos hoje em Cabo Ledo, já foram cheias de petróleo. É verdade? Eu fiquei com a ideia, tipo, dreads, dreads. É isso? Como é que é? Fala conosco. Algumas, é só percebermos como é que foi. Nós estávamos perto do Morro dos Petróleos. Nós normalmente estamos ali na Praia dos Surfistas e vemos ali uma...
Uma zona onde temos que imaginar o mundo há milhões de anos atrás, onde naquela altura os corpos dos dinossauros, as árvores enormes que nós tínhamos naquela altura, quando morriam...
decompunham-se naquela altura, a maior parte da terra era mar, e essa decomposição, nós tivemos aqui uma maçã a oxidar, ela vai se decompondo, mas por causa do oxigênio, desse processo de oxigenação.
Naquela altura, ir para o fundo do mar e não ter oxigênio suficiente para se decompor, muitos desses corpos, muita dessa matéria orgânica ficava lá. O que é que é acontecendo? E nós, à beira do mar, o que é que vai acontecendo quando a maré sobe, traz um bocadinho de areia, leva menos porque tem menos força? Esse processo foi depositando um monte de camadas nessa zona de esqueletos, de matéria orgânica que não se decompôs.
E quanto mais pressão tu fazes...
vai aumentando a temperatura nessas zonas. Ok. Essa matéria orgânica foi cozendo até um ponto em que, se estiver ali nos 150 graus, torna-se petróleo e se subir um bocadinho mais, começa a evaporar e torna-se o gás. Ok. Se está bem trancado por todas essas camadas que foram sobrepostas durante anos,
Isso quer dizer que nós temos ali um reservatório. Por isso é que... Não fala isso, esses gás vão ouvir. Dred, eu só te perguntei uma boba, não é mentira. Há possibilidade de nós ainda termos... Há possibilidade de nós termos reservatórios em Angola que nem os portugueses tinham noção?
Que não tinham noção, é pouco provável, não tinham o conhecimento detalhado. Não tinham a mesma noção que temos hoje, porque não tinham a mesma tecnologia que temos hoje. Então, nós já desde os anos 80, muito antes, nós temos a bacia do Kwanzaa, essa zona toda que vai desde o Bengo.
os Libongos, até Benguela, uma das bacias que, em terra, começou a ser escondida. O primeiro poço de petróleo aqui em Angola foi fora daqui do Benfica. Ok.
Depois, não num período muito longe, no Bengo, os portugueses começaram a explorar o alcatrão, ou seja, o batalho, e o petróleo para, por exemplo, selar os navios que iam para o Brasil. Ok.
Ou seja, impremiabilizar com aquele petróleo que saía dali dos Libongos. E tu hoje, se fores ali para o campo de exudações de petróleo, vais ver o petróleo assim, a lacrimigar, a sair da rocha naturalmente. Então, quando ela não está bem selada, vem parar cá cima. E o trabalho aqui, e nós ouvimos muito falar do cientista, o cientista pega...
estuda os fenômenos, a maneira como a Terra, como o mundo funciona. Ele vê, hoje caiu uma maçã, aquela famosa lei da gravitação universal de Newton, ou as teorias, as grandes teorias da física, que dizem que a maçã caiu e ele depois começou a observar esses comportamentos.
O cientista pega e modela esses comportamentos. É o cientista que nos dá as fórmulas de como é que o mundo se comporta. O engenheiro pega nessas fórmulas e transforma nas soluções e nas invenções que nós as conhecemos. É assim que vocês te complementam. É os tratos.
Não, o pessoal que estudou é o Drumamo. O pessoal que estudou é o Drumamo. Não é se chamar de ideia que foram para a Inglaterra e não sabem falar inglês. Olha, vocês têm um projeto para crianças. Sim. Mas antes de chegarmos aí, há guerra no mundo. Eu estou preocupado, vocês estão preocupados normalmente. Só que eu não tenho pessoas ao meu nível para falar. Finalmente encontrei pessoas.
Encontrei... Não, vou explicar qual é a minha preocupação. Da forma como isso está, não seria sensato nós estarmos a pôr os nossos miúdos a estudarem de forma a nós sabermos ter um escudo no país? Nós vimos o que aconteceu agora, Dubai e cenas. E aparentemente eles têm tecnologia que se mandarem umas cenas aqui, dá para proteger, né? Ha, ha, ha, ha, ha.
Não, é assim, é assim. Eu aqui é... Porque eu estou a falar com pessoas que são capazes de pensar. Portanto, eu não estou a falar dos Estados. Esqueça-se, eu estava à vontade. Hoje estão à vontade, não vou falar isso. Estou a falar, nós enquanto, tipo, geostratos, por exemplo, não dá para criarmos aí um bolão de uns putos só para salvaguardar a sede do MPLA. Não, desculpa.
Imagina que é um estrelho qualquer e manda uma bomba. Nós podíamos, pelo menos só para nós, só para guardar. Nós temos o conhecimento, a capacidade, conseguimos dar os primeiros passos, mostrar um projeto interessante para o próprio Estado dizer, se calhar...
Olha, nós, tirando essa deixa, nós temos uma academia de drones para crianças. Ok. Falaste em guerra, não é? As guerras hoje, o pivô das guerras são os drones. E nós temos, a nível dos candengas aeronáuticos, que é um...
projeto que nós temos, que é muito apoiado inclusive pela Força Aérea. Temos os candengues cientistas que depois transformaram em candengues aeronáuticos. Começaram nos candengues cientistas a perceber a lógica científica por trás dos drones. Da operacionalização, desde topografia, desde navegação, desde peso e centragem e hoje operam também com os drones a nível de pilotagem e também de reparação desses drones. Então,
escalando ao nível extremo, como disseste, das crianças de 6 anos, 8 anos, 10 anos, já estão familiarizadas com esse tipo de equipamentos. E daqui a 15 anos nós temos soldados.
Não, nós não precisamos de ir para esse ponto. E temos que, se calhar, prepará-los para poder gerir recursos. Sim. Porque, se calhar, uma boa analogia é o que Einstein disse há um tempo atrás. Ele disse que a Quarta Guerra Mundial vai ser feita com paus e pedras.
Porque nós vamos nos destruir, né? As pernas dá para tirar no seu rosto. Nós vamos nos destruir, né? Vai ser tanta tecnologia que vamos... Porque o gatuno, quando melhora a tecnologia para roubar... A Força Aérea já pensou, eu e a Força Aérea já estamos lá!
enquanto pessoas objetivas, portanto cientistas vocês têm que ter noção que o mundo está assim meio marado ou fazer parte do vosso plano
Não, não, não. Nós temos noção, tanto que... Que vocês são malucos, porque são gênios que estão fazendo esses mambros, né? Não, mas os projetos com as crianças começaram a surgir precisamente porque são implementados em zonas peri-urbanas, rurais às vezes, e o objetivo é tornar aquelas crianças diferentes dos vizinhos. Ok.
E é o efeito bola de neve. Se eu hoje pego num puto e ensino-lhe que misturar repolho com vinagre e com água, a água começa a ficar cor de rosa, depois começa a ficar azul, com coisas que eles têm em casa, compram na praça. E ficam fascinados com isso. E ficam fascinados com isso. Percebem a lógica científica por trás disso, de perceberem como é que eu determino o pH da água sem precisar de ir a um laboratório, porque nós sabemos que não temos muitos laboratórios.
Nas escolas quase nada. Então, como é que as crianças daqui conseguem estar ao mesmo nível, vamos assim dizer, Que as pessoas estão na cidade. Que as pessoas estão na cidade. E vamos contar aqui uma cena engraçada de um foguete, mas já chegando lá. Como é que tu consegues fazer essas misturas básicas? Ou utilizar água, um ovo e sal e explicar a densidade da água, explicar como é que isso impacta a nível de saúde. Esse miúdo vai ser o embaixador disso tudo que tu lhe ensinaste no bairro dele.
E ele, mais o amigo, mais o amigo do amigo, mais o amigo do amigo, vão se puxando. E assim a sociedade vai mudando. Então é aí que surgiu os candengues cientistas, os candengues aeronáuticos, projetos como a criança e a água. Ou seja, sempre com a comunidade, porque nós mais velhos somos já casmouros. Então são as crianças que inclusive vão chegar à casa e vão dizer, olha mamãe.
Não podemos mais ir lavar a água, a roupa ali no mar. Porque a água tem uma coisa que se chama tensão superficial. Que quando é com a água do mar, essa tensão não se quebra. E só estás mesmo a molhar a roupa, não estás a lavar a roupa. Então precisamos de detergente, porque o detergente tem uma camada a pular que reage com a camada a pular da água e vai destruir. Covid, tudo. Vocês não querem ensinar isso para a Angola toda? Não, olha...
Assim vocês sabem. Ok, tudo bem. Esses caras são mais amorosos assim. Ok. Não, mas já fizemos isso. Por exemplo, os candengas já giraram muita parte da Angola. A Criança e a Água com o Agostinho Neto. Já fomos ao Cunena, ao Bengo, ao Malange, ao Namib. Já apresentamos na Alemanha. Vencemos um prêmio com isso.
e sempre com coisas muito práticas que as pessoas têm em casa, o objetivo é tornar a ciência fácil e acessível a todos e mostrar que com o que nós aprendemos, com o que vocês aprendem vocês têm um impacto, conseguem fazer conseguem dar respostas a isso ou seja, não é o facto de eu estar numa escola que não tem um laboratório que não consiga fazer isso e foi aí que o Marco fez um foguete aqui na Mulemba com coisas que fomos comprar na praça
Que golo Conta lá Foram buscar Portanto Estavam vocês e os putos E acordei Eu sou um gênio E vou fazer um foguete Não tem mais nada Para fazer Ou era isso Ou era um filho Como não é Família Família Família Família Família Foi de propósito Foi de propósito Foi de propósito Já revelação Não tem agora
Não, para já o processo, nós tentamos sempre identificar e fazer com que as coisas que os candengas desenvolvam sejam parte da envolvente em que eles estão. Ok, para não ser nada extraordinário. Se eu tenho o problema do meu tio que morreu porque foi atropelado, então vou tentar aplicar o meu conhecimento para resolver o problema dos acidentes ou dos atropelamentos.
Se eu tenho uma tia que ficou doente por causa do consumo da água, então é aí onde eu vou aplicar a química. Se eu não tenho energia no meu bairro, então vou aprender como é que a batata, o limão, a água salgada podem ajudar a produzir energia. E o foguete.
surge primeiro dessa curiosidade que as crianças têm de explorar o espaço. Olham a lua, veem a televisão, o projeto do Artemis, levou o homem a lua, não levou.
Ou na escola, quando eu aprendo o paração-reação, isso é chato se eu colocar aqui F igual a M. Só bater o caso. E bater o caso, mas será que isso é útil? Ok, vamos construir um foguete para vocês perceberem como é que funciona. Lei da inércia, como é que funciona o paração-reação, basicamente como é que funcionam as três leis de Newton só com a construção de um foguete.
Construir foguete, parte do pressuposto que tem que ter laboratório, túnel de vento para fazer cálculo do número de Reynolds, número de ventura. Mas também pode se utilizar tubos de PVC no que colo tem. Pode-se utilizar araldite para rolar o tubo PVC. Pode-se utilizar chapas, pregos. E a única coisa que, confesso,
que realmente não está assim disponível no mercado, é o nitrato de potássio. Do resto é açúcar e saber fazer conta de regra 3 simples. Para perceber a quantidade de nitrato de potássio com a quantidade de açúcar. E uma cozinha. Aproveitar o momento em que as mães estiverem distraídas.
Pegar uma panela e aquilo é como se estivéssemos mesmo a fazer caramelo. Colocamos açúcar, nitrato de potássio em polvo e misturando água, aquilo vai ficando mesmo assim alaranjado. Um creme que se cozinhara um bocadinho demais. É a mesma coisa que está dentro dos explosivos, os TNTs.
aquilo explode e se estiver no ponto certo nós colocamos num tubo de PVC e fazemos com que aquela explosão controlada do tubo de PVC faça com que toda a ação criada dentro do tubo seja anulada e aquela que é criada cá em cima, como não consegue ser anulada pela parte de baixo, então faz com que o foguete suba.
Não experimentem isso em casa. Isso foi um passo a passo. É porque depois, às vezes, os nossos bombeiros não têm água. Não, não. O problema é esse. O problema do mundo são vocês. Podiam só ficar quietos. Não, vamos ainda experimentar. Cuia. É assim que descobriram o pau do cabine.
Exploração espacial. Já encontramos algo a 7? Eu, a última vez que tive... Qual deles? Não, não, não. Agora, a sério. Ultimamente, a nossa rede está um bocado pior.
passa-se alguma coisa, porque vocês são os próprios Wii, vocês é que sabem essas linguagens técnicas e que depois conseguem pôr, tipo, passa-se alguma coisa, o nosso satélite perdeu outra vez, o que é que se... É só porque ninguém da Unitel quer vir aqui.
vocês ganharam um prémio recentemente apostaram participaram vocês participam porque querem ou já porque alguém vos inscreve nesta altura como é que vocês estão?
As duas coisas. Tem projetos ou tem... Nomeações, né? Nomeações são feitas e tem outros que abrem a candidatura. Nós vemos o nosso perfil. Está alinhado. E principalmente porque aprendemos muito com os nossos mais velhos que...
é preciso também haver um nível de exposição e de comunicação para que... Tu, para a Briceste, não quero ensinar isso para a Angola inteira, nós não vamos fazer isso a partir de Viana. Exatamente. E essas são, para nós, as melhores plataformas que têm das suas, pelo menos...
conhecerem, porque a parte do reconhecimento já está de muito bom grado a nossa família e os nossos amigos que nos apoiam em todos esses momentos mas para que mais pessoas possam fazer, replicar ou ter pelo menos os modelos de referência que nós tivemos então nós temos uma candidatura estamos com o nosso
Nosso perfil alinhado, alinhado. Depois começamos a arrasar e isso, aquilo sai. Como já se dobraram? Duas coisas. Primeiro, vocês falam de dar a oportunidade aos novos miúdos. Aliás, inclusive têm um projeto específico para isso. Mas vocês são miúdos. Sim.
Não, em momento algum vos custa... Porque eu sei que vocês já fazem isso há algum tempo, não é de agora. Em momento algum vos custa, tipo, não era suposto fazer isso. Alguém devia ter feito isso para mim e não é essa a mentalidade.
Acho que não há porque... Houve pessoas que fizeram isso por nós. Ok. Os nossos mentores, desde a universidade, mesmo em casa, família, amigos, que às vezes dão só uma dica, olha, melhor aqui, melhor aqui. Por exemplo, quando eu fui para a NASA, em 2023, nós tínhamos que submeter um... Espera, espera, espera, espera.
Calma, calma, calma Calma aí, calma aí Vocês já foram nas... Fã da puta, pô Me agradece, pão
Ah, olha, fomos os dois, atenção. Eu vou dizer uma coisa, angolano, angolano se acha. Tipo, tipo, NASA foi ali, olha só, olha só. Desculpa, desculpa, desculpa. Não, olha, não. Por favor, por favor. O Marco, por acaso, foi primeiro, mas estava a introduzir essa questão, porque quando ele foi para a NASA, o edital que veio, foi porque o Marco tinha lá estado em abril, no mesmo ano.
com um programa de liderança. E então visitou pelo menos os cinco estados mais importantes para questões da defesa espacial, utilização do espaço para a defesa questão.
E depois, quando eu fui, abriu a candidatura das Nações Unidas a dizer que ia haver três vencedores. E era por um artigo de um projeto que nós tínhamos feito. E então eu desenvolvi um... Durante os meus estudos, eu foquei muito na questão de secas e cheias que acontecem cá em Angola.
e como na altura não tínhamos muitos dados disponíveis então tive que usar dados satélites da NASA, da ESA dessa questão toda então aí como sempre me interessava por essa zona então fiz um artigo fiz o artigo mostrei o marco e tal e aí a importância de ter pessoas aí é dizer tá bem gato fiquei bem mal fiquei bem mal gato é estudo
Bem mal. Ok. É. Mas pronto. Depois de me passar, sentei um coche. Fizeste tudo. Esse é o que eu tenho que ficar fixo. Mas vou lhe mostrar já depois de mandar. E olha, melhorei com as dicas dele e tal. Então.
E foi que, de mais de 3 mil pessoas, eu fui um dos três no mundo que ganhou. E conseguimos ir à NASA, fazer uma formação específica da utilização de imagens de satélite e tecnologia geoespacial para a resolução de problemas que tinham a ver com a água. Por exemplo, spoiler disso que aconteceu com o Benguela e tal, era esse tipo de temáticas que nós geríamos.
Mas isso trago para introduzir que, assim como o Marco, no meu caso, o meu tutor, as minhas professoras, o professor Gabriel, a professora Gabriela, a Irina, todas essas pessoas que ainda têm rendade, disseram, olha, Marco, tu... Vai para aqui, vai para ali. Eu era muito gago. Ok, ok. Eu era extremamente gago. As mulheres estão aqui, extremamente gago.
E quando na altura Fui falar com o meu orientador E disse, olha, eu quero fazer a minha tese no CUNEM Porque eu estive lá Com o Banco Mundial Na altura tive uma oportunidade de ir lá com eles E verifiquei estes problemas, problemas, problemas E não quero que o que eu vou estudar seja algo Que vai ficar na prateleira Quero algo que seja um documento de trabalho Não, aplicou-se Aplicou-se, graças a Deus Aplicou-se
E então ele disse, tá fixe, tranquilo. E olha, para melhorar a tua oratória, a cada passo vais fazer uma apresentação com empresas. Depois, nessa questão dessas brincadeiras aí com criança e água, vai na escola X, foi onde eu consegui o meu primeiro emprego. Porque chega o Alexandre Costa, que é o secretário da Unesco.
e estava com este meu colega Abelardo aqui, chegaram, viram o puto ali a dinamizar a cena e disseram, ok, vem, vais para a Unesco. Então, começamos a gerir programas de educação na Unesco K. E nesses programas de educação, eu, de 21 anos ou 20 anos na altura, tinha que falar com os ministros, então tive que me polir também. E então, foi aí que professores, amigos, família, todos eles contribuem para formar um perfil. Exatamente.
Porque o técnico, como estávamos aqui a falar mais cedo, não pode ser um bate-caso.
O bate-caso tem que se transformar este 4 que deu da raiz quadrada de x ou da integral de y. Está fixe, deu 4. Este 4, como é que no fenômeno se vê? É muito, é pouco, é uma coisa que ajuda em quê? Como é que se reflete esse número que tu chegaste? Bateste o caso, encheste o quadro todo. Explica agora. Explica, esse mamagão é onde é que eu vou usar.
Significa o quê? Então, esse pensamento pensante, não apenas mecânico, que nos foi incutido de perguntar, de questionar e tudo mais, que nós tentamos passar também para os outros. Então, basicamente, foi-nos feito isso, porque nós tivemos pessoas com essa capacidade ao nosso lado que nos formaram. Porque senão também, pá, íamos para a escola, íamos estudar, íamos... Era só mais uma cena.
E no futuro, temos que olhar para ciclos. Se os nossos pais, por exemplo, a geração do meu pai, não combatessem, se calhar estaríamos nós aqui até que alistar-nos para as lutas de libertação ou para qualquer outro movimento.
Talvez, se a geração a seguir, por exemplo, não tivesse a visão que hoje, temos que falar mesmo de nomes, que teve aqui o Gianni Gaspar Martins, o Fernando Romero.
Se não tivéssemos a geração na Lívia do Senhor Moniz Silva, depois desse momento em que, ok, calaram-se as armas, não sei como isso disse, para poder começar a consolidar sistemas logísticos, a medicina, os primeiros hospitais, a reconstrução do país.
Nós não teríamos a geração logo a seguir de empreendedores, não teríamos, por exemplo, se na geração da nossa irmã Nádia, Tânia, não tivéssemos eles a irem.
para a África do Sul, para Portugal, para começarem os primeiros programas de cooperação e a ter os primeiros bolseiros ou os primeiros angolanos a viverem outra realidade, seríamos nós os primeiros a viver essa realidade lá fora. Então, essa cadeia ia acabar por...
Ou nós estaríamos numa dessas etapas. Cada um cumpriu com um degrau e nós hoje temos que perceber qual é o nosso degrau e é por isso que temos que estar cada vez mais em contato com os nossos mestres para percebermos como é que foi. Porque às vezes também estamos... Ou não conhecemos, muitas das vezes é o nosso caso, porque estudar a história...
ou aprender a história na escola e estar com os nossos mães a ouvir isso é totalmente diferente, porque é a chamada consultoria ou mentoria personalizada. Se calhar isso moldou-nos e fez-nos as coisas que somos hoje. E então temos que devolver isso ou pelo menos não quebrar quando chegar a nossa vez. É pá, olha, vou-vos dizer vocês para crianças são bem adultos.
E o que é mais engraçado, não vou falar sobre isso, mas para o ano há eleições. E o que é mais engraçado é que a vossa capacidade de transformar um assunto complexo em algo simples, que ainda eram muitos políticos.
É verdade. Eu estou-vos a ouvir e estou-vos a falar, nós estamos a falar de coisas que nem todos dominamos, mas a vossa capacidade de desmistificar isso num país em que nós temos os problemas que temos de interpretação, que ainda eram muitos políticos, não se metam na política.
Mãe, proíbe, você se viu de na corda, mas, infelizmente, o vosso trabalho depende muito da política. Não vou falar de política, concretamente, mas o vosso trabalho, para vocês terem algo... Por exemplo, vocês têm que ir representar Angola. Quando nos conhecemos, havia a possibilidade de tu ir receber um prémio fora da Angola, por Angola.
Não tem que ser os teus pais, é Angola, como é que é o teu pai que vai pagar essa mão? Percebes essa dificuldade, portanto, a nível de fundos, porque eu deduzo que vocês vivem também de fundos, como é que é gerir isso no dia a dia?
É parte da massa, não é? A massa, o dinheiro, ele existe. Ele existe. Algumas dessas estruturas, vamos chamar políticas, alguns desses programas, também podemos dizer que eles existem. Agora, nós estamos preparados ou temos maturidade suficiente para chegar até esses fundos.
Porque eu chegar aqui, pedir dinheiro, ou se eu souber como pedir dinheiro, e aí entra uma das coisas que, se calhar, podemos assumir que tentamos fazer um bocadinho diferente, é o cientista, o engenheiro, ou a pessoa que domina uma determinada matéria quando vai pedir dinheiro, ele está vendendo a perspectiva dele. Olha, isso aqui tem uma performance de 80%, e se tu colocares sempre...
Já não estou a entender. O investidor não quer, ele quer perceber a outra parte. Como é que vai usar? E então, eu não acredito que isso seja a falta de uma estrutura ou que a nível do governo não existam programas. O CNIC, o Centro Tecnológico Nacional, está aqui o investimento que foi feito no Centro de Ciências de Luanda. Existem. Nós ainda, a semana passada, fizemos um exercício de...
Só numa pesquisa básica da internet, se olhamos para a quantidade de pessoas que fizeram doações para recuperar a situação de Benguela, 680 ou 700 mil milhões de quanzas. Ok. Só para a ajuda. Campanhas, campanhas. Em notícias de internet. Não estamos a dizer... Mas já estão a contabilizar os bilhões da Isabel? Sim, contabilizamos todos esses bilhões que nós encontramos na internet. Boa, boa, boa.
Ouvimos ali. Para recuperar...
Uma catástrofe natural que houve em uma de quantas bacias que nós temos? 77. Em mais de 77 bacias, das quais pelo menos 40% têm riscos equivalentes ou superiores de suscetibilidade de inundação. Exatamente. Então, estás a investir em recuperação, quase 600 mil milhões, 700 mil milhões, enquanto que se tu tirares...
100 milhões, nem precisa de 100 mil milhões. Yeah. 100 milhões. Hum, tu gosta da investigação? Para aplicar a investigação científica. Para prevenção. Para prevenção, para poderes fazer mapas de aviso prévio, para poderes instalar sensores, porque o processo é termos conhecimento.
de onde é que vem essa chuva, para onde é que vai, e se o solo tem capacidade. Esse circuito pode ser antecipado, porque é a nuvem que está ali. Aquela nuvem, se o vento está a soprar para cá, e a nuvem está carregada, nós na sexta classe aprendemos o ciclo da água.
E esse ciclo da água mostra-nos que se aquela chuva, se aquela nuvem que está ali com a água chegar aqui e precipitar-se, o que vai acontecer? A chuva vai cair aqui em cima. Se a nossa tigela só tem capacidade de aguentar um litro e a nuvem tem dois litros de água lá, vai transbordar. É isso que acontece com essas bacias.
podemos ali falar num processo inverso, onde em vez de gastar os 700 mil milhões em ajudas, se calhar gastamos um décimo a meter para estudantes, a estudarem, a pensarem. Trabalhos de fim de curso, trazemos os especialistas da indústria a acompanharem e os professores que vão fazer a linguagem, vão fazer o spin-off. Por que?
O especialista... Fala tecnicamente. O professor acadêmico e pedagogicamente. E o estudante mandou obra barata. É o entusiasta mandou obra barata. Portanto, vocês estão a dizer que se o governo no provincial de Bengala tivesse lido o livro da sexta classe, nada disso.
Nada disso tinha acontecido. Nada foi terrível. Espera aí, espera aí, espera aí. Espera aí. A vossa explicação, houve depois dessa catástrofe boete de explicações de como é que podíamos ter evitado isso. Mas nisto tudo, vocês estão a dizer que nós temos mais de 10 bacias em risco disso acontecer? 40% de 70 é mais de 10. Sim, em média, sim.
Exatamente. O que acontece é que o fenómeno inundação, não podemos olhar para uma componente puramente climática. Ok. Sim, porque vai chover todos os anos, não é? Sim, vai chover sempre. É um pouco nessa perspectiva. E até há picos. E há picos, exatamente. Se nós olhamos para as séries temporais, nós vamos perceber que há coisas que se repetem a cada 25 ou 50 anos.
E o que acontece às vezes é que nós criamos infraestruturas com séries de 10 anos, em que no 11º ano é quando acontecem os picos de chuva. Então eu vou dimensionar um copo para me receber um litro, porque nos meus 10 anos eu verifico que vale entre 5, entre um litro e um e meio. Mas não reparo que se eu estender um bocadinho o meu estudo, verifico que depois de 10 anos tem um pico de 50.
E então depois vem o azar. Então, mas para isso, temos o Inamet, que tem os dados históricos, temos satélites. Eu, por exemplo, trabalhei com dados desde 1983 até 2021. Esses dados tu tiveste de onde? Esses dados, parte foram do Inamet, parte foram do Saskal, que é um centro de investigação científica para a África Sul-Sul-Astriana e que tem cá estações mesmo, parte foram de satélites.
Há bocado tu disseste que quando estiveste na NASA, portanto, houve informação que obtiveste lá. Não obtiveste aqui. Ou seja, é a partir dos satélites dele que tu consegues ver as coisas aqui na banda? Não necessariamente.
há satélites de observação para o mundo todo, obviamente, as missões Landsat e tudo mais, de onde eu tirei também informação para gerar mapas de inundação, mapas de limitação, mapas de uso e ocupação do solo e por aí. Mas, precisamente, esta formação não foi com imagens para a África, mas era ok. Quando vocês pegarem as imagens para a África, podem fazer isso, podem fazer aquilo, podem fazer aquilo. Que é o que nós depois voltamos e fizemos um projeto chamado Efunja.
E funja e cunhama para cheias. E isso começou já em 2019, 2018, com uma idealização porque a minha casa no Patriota inundou três vezes no mesmo ano, por causa de chuvas. Então eu disse, o que eu posso fazer? Estou cansado, né? Uma conduta estragou.
os meus sapatos estragaram o cão ficou a nadar não se via onde é que é o quintal onde é que é a piscina então eu disse ok, como é que eu com o estudo posso melhorar isso e era na altura que eu estava terminando a minha formação e disse, opa, quero uma cena palpável
E também, pá, quero concorrer para alguns prêmios. Então, o que eu posso? Porque eu pensei, ah, tá bem, vou chamar o Marco para desenvolver um aplicativo, porque estamos na era de tudo aplicativo. Mas eu não domino da tecnologia. Então, eu não posso ser o patrão. Sou o que vai lá dar o dinheiro e o Marco faz o aplicativo. E depois eu, aqui na entrevista, silêncio absoluto. Não.
Disse, ok, tem um problema que me aflige, e aflige não só a mim. E integrar a cumprimento tecnológico. Eu fui aí que disse, eu estou estudando, eu estou estudando essa cena. E até tem um pitch emocional. Ok, olha, minha casa inundou. Minha casa inundou, imaginem.
aquelas pessoas que não têm uma vaga de drenagem que não têm que estão muito mais próximas de leitos de rio nós temos problemas muito graves de assentamentos urbanos em zonas que no satélite nós conseguimos observar que é a zona de escoamento laminar de rios que é onde o rio vai de encontro com o mar então aquilo é uma planície de inundação que naturalmente é feito para inundar tu é que não tens que pôr lá a tua casa tipo na Coreia, né? aqui nós vemos aquela banda aquela banda no pânico, né?
Exato, e como isso temos outras situações, como Boa Vida, que temos processos de deslizamento da terra e as pessoas constroem em cima, então aquilo um dia vai desabar. Problemas de ravinamento que vemos nos ramiro, por exemplo, que as pessoas colocam ali. Ou seja, com a investigação científica, nós conseguimos delimitar onde é para fazer, onde não é para fazer.
Porque, inclusive, se eu construir esse estúdio em cima de uma zona onde o solo é propício para recarregar os meus aquíferos, águas subterrâneas, os lençóis, evitar que tenha inundações, se eu tenho uma zona permeável e tu a tapar, a água, em vez de entrar, vai escorrer. Então, vai escorrer para a tua casa, para a minha casa, para a nossa casa. Então...
Voltando, o fenômeno de inundação não é puramente climático, porque vai chover sempre. Mas se eu tenho um dique que não está projetado de acordo com aquilo, ou se até tem um dique, uma vala projetada para aquilo, mas à volta tem o lavras, tem o troncos, tem o lixo, tem isso tudo. Acumula. Então, se eu tenho um buraco assim para passar, se eu obstruo parte desse buraco, a água vai ter que ir para algum sítio. Vai subir, vai transbordar.
Então, aí entra educação ambiental, entra educação comunitária, entra a parte técnica, geotecnia, hidrogeologia, a parte dos satélites, entra uma série de coisas. Que pronto, nós vamos desenvolvendo, desenvolvemos esses sistemas.
com vários blocos, o EFUNJ está em melhoria contínua, que é um aplicativo que, imagina, dá uma forma como nós recebemos uma mensagem da Unitela dizer que temos 20 UTTs. Acho que já ninguém recebe os 20 UTTs, né? Mostrou do termo dos 20 UTTs. Já posso dizer 20 UTTs. A Isabel, quando passou, levou essa mensagem. Dos 20 UTTs.
O EFUND já também vai te dar uma mensagem de, olha, está a chover X milímetros por hora e há probabilidade de inundação de X. Por quê? Coisas muito básicas. Mampas topográficos. Se eu começar a pôr água aqui neste palco, ali tem uma escada. Onde é que a água vai? Vai para ali. Vou construir ali a minha casa.
agora diz-me uma coisa só por causa dessa situação da construção eu Estado não tenho que te impedir de construir numa banda se o Estado estudasse eu sabia onde é que não era para construir e eu não ia te deixar construir aí, até porque a vida humana é mais importante do que a tua vontade de viver onde tu queres então eu Estado não tenho uma responsabilidade de te impedir de construir na boa vida E aí
das duas opiniões. A primeira, o Estado faz política, não é? O Estado faz política. É o técnico que tem que estudar e mudar a conhecer e falar. E quando tu técnico aqui és a empresa construtora? Não necessariamente. Não tem empresas construtoras, são as pessoas. O investigador, o docente, o universitário, ou seja, esses documentos que não devem ficar nas prateleiras das universidades, devem ser documentos de consulta.
Devem ser publicados, devem ser anunciados, devem ser com plataformas como essa aqui divulgadas para as pessoas dizerem, ok, já foi feito um estudo, vamos ainda analisar, ver como é que é isso. Esse interesse é de quem? Que esse estudo seja publicado. Esse interesse é de quem? É público?
Exatamente. Quem é que é público? É o Estado. Dos dois lados, sim. Depois, há a questão também de, por exemplo, não é ainda o nosso caso, mas imagina aí o Estado, vejo que o terreno disponível para construir é este, Dubai, por exemplo, faz edifícios, a prova de terramotos, a prova de tsunami. Ou seja, mesmo esses locais supostamente de risco geológico podem ser construídos. É só tu tens dinheiro para ter a tecnologia e material propício para tal.
Mas para isso, o Vasco de um empréstimo, nós estamos bem de buscar financiamento para fazer coisas não.
Neste processo, por causa da massa Porque às vezes deve ser complicado Vocês os dois trabalham em petrolíferas Sim Vocês põem o vosso kumbu nos vossos sonhos? Também Jesus
Os mais velhos aí mesmo nos falam bem mal. Essa é a sina do angulano. Nos falam bem mal. Essa é a sina do angulano, sabe, né? O por o dinheiro é aquilo que nós também acabamos por incentivar qualquer pessoa que tem um sonho, um interesse, ou a capacidade mínima.
pôr o dinheiro e dizer que colocarmos dinheiro em todo o processo, isso aí é por supor que nós tínhamos capacidade para fazer, capacidade financeira para fazer as coisas que fazemos. Não temos, temos que assumir. Fazemos a prototipagem, prova de conceito, mostrar que...
Conseguimos meter 5 mil guanzas, 10, 20, 30 mil guanzas para construir o protótipo. Agora imagina o que eu posso fazer com uma massa cera. Exatamente. Deixamos o...
Jânio é orgulhoso, o Jânio tem potencial, então vamos agora colocar isto... De forma comercial. Vamos chamar a melhor palavra do estrangeirismo é o spin-off. Ok. Vamos tirar isso do mundo da ciência, da tecnologia... E transformar para o comercial. E transformar em algo que melhora a condição de vida.
Há bocado falávamos sobre o cientista e depois o processo de ir buscar o kumbu. É possível que nos falte aqui lobistas? Ou seja, a pessoa... Porque assim, eu acredito muito que artista...
não tem que ser comercial, tem que ser artista. Para a tua arte ser fixe. E, portanto, eu vou pôr a mesma coisa, paciência. Porque vocês, eu acho que precisam de estar 10 horas no laboratório. Se vocês estão a estar 10 horas no laboratório, não tem tempo para ir no Ministério sem estar com o Ministro. Mas...
Será que falta aqui essa pessoa que é o intermediário? Eu não queria falar mexeiro, mas vai mexer, então já vou avisar. Mas, ainda assim, será que o que nos falta aqui é a pessoa que lida entre a arte, entre a ciência e o cumbu? Falta-nos aqui lobistas?
Ali no mundo da ciência nós temos uma figura que é o comunicador científico ou um cientista ou um engenheiro que tem capacidade de comunicar.
Ciência de maneira simples e direta. Este é o que vai apresentar o produto. Depois o lobista, o intermediário, o investidor, esses vão fazer o produto tomar cada um desses caminhos.
O que tem que haver, e a nossa maior preocupação, é que o cientista tenha a capacidade de comunicar. Porque pode ter os melhores intermediários, pessoas com muita visão para poder apresentar o produto, mas aquilo que ele fez, e há coisas que não são só a componente técnica, levam ali um bocadinho da paixão, da pegada da pessoa que desenvolveu, e que ele ao explicar...
vai explicá-lo tudo bem que as pessoas são treinadas com retórica suficiente para fazer isso mas tem que passar a visão mas ali nós começamos a colocar muitos dos desenvolvedores em uma posição delicada que é ter que se sujeitar às porcentagens depois porque depois ok se eu estou a entrar, se eu estou a meter o intermediário o lobista, o investidor no final 95% foi demographics
Então, a maior preocupação é que hajam cada vez mais, que nós tenhamos cada vez mais cientistas, investigadores, tecnólogos a comunicar para não técnicos. Com capacidade para... Ok, ok. Isso seria o ideal. Não havendo, nós hoje já conseguimos ter pessoas que conseguem, mas a cada por mês...
Temos aqui em Angola, e já estamos a falar mesmo de Angola, já não é só Luanda. Hackathons, o Acelera Angola, José Carlos, organiza vários hackathons, que é o momento em que todos esses desenvolvedores saem da escola, vão fazer o pitch. Com investidores específicos. Com investidores, ou pelo menos vão ganhar esse skill. Ok. De que não é só programar. Ah, programei muito. E agora? O que eu vou fazer com isso? Fiz uma cena, fiz para mim.
Mas será que isso... demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics
Atenua alguma dor Resolve o problema Ou é só um bom problema sozinho Que eu encontrei É um bocadinho isso que
Celera Angola, a Unicef, a Unesco, a Unitel, a Unitel Go Challenge, nós também somos produtos do Unitel Go Challenge, tivemos que passar por um período de incubação de seis meses. Foi duro. Pensando como... Onde nós tínhamos que explicar para as pessoas que nos queriam ajudar. E a como é que... Geoturismo, geossciência, tipo... Qual é o vosso modelo de negócio?
E vocês que não entraram nisso todo o negócio. Então tivemos que criar ali um... E aprendemos muito. Aprendemos bastante e evoluímos, mudamos um bocadinho a maneira como fazíamos as coisas. E hoje em dia nós já podemos dizer que somos Angola.
Os jovens angolanos têm a felicidade de receber. E aí é mesmo, tem o Ministério da Ciência e da Tecnologia, o Ministério da Educação, a trazerem esses hackathons a apoiarem os campeonatos nacionais de robótica, de programação, de desenvolvimento de jogos, de campeonatos internacionais. Por exemplo, a que os jovens angolanos vão, são...
os mais capacitados, os que têm a melhor performance em termos de programação, depois ficam no inglês. Porque têm as menores condições. Não conseguem interpretar o enunciado. Mas programar, programam. Ou seja, números cientificamente rebentamos. Mas depois, na hora... Mas nós nem o português estávamos a falar bem. Eu sei que estamos para a linguagem das máquinas. Ok. Oh, nice. Muito bom.
Não, muito bom, muito bom. Primeiro porque eu acho que isso inspira qualquer jovem. Qualquer jovem. Eu repito, insisto, vocês são miúdos. E mesmo assim, já, tipo, a vossa... Vocês já têm legado? Estamos aí, tipo, vocês já têm legado?
Assim rápido já há estrutura em vosso nome, com o vosso trabalho. E isso para nós, porque temos poucos exemplos. Eu sei que você está a ver. Não, não estou a falar sério. Eu acho que é um orgulho do Caraças, do Caraças mesmo. É o Maricinho Marcelo de Palma.
O público está tenso. Não, sabes que nós estamos tão habituados a... Olha, desapareceu não sei quanto da AGT. Portanto, estamos tão habituados às coisas más que quando vemos coisas boas não identificamos. E isso é mesmo nosso, está vendo? Nós não... é difícil. Espaço e terra. Angola. Nós estamos mais para... Temos mais capacitados atualmente para explorar o espaço ou a nossa terra.
Bom, a terra. A terra, portanto, imagina, temos o Plano Ageo, que fez uma varredura no país todo, a nível de estruturas geológicas, a nível de recursos minerais potenciais, recursos minerais. Já não temos minas no país todo também?
temos, ainda temos ainda há muita coisa para ser explorada há muita coisa que se calhar por exemplo, pode não ser o foco do país nesse momento mas Angola tem muitos minerais por exemplo, eu digo sempre que se eu enverdasse para a componente mineira pronto, ainda estou a falar sem a parte financeira, não sei se as coisas ia ficar aflito, mas pelo menos por gosto, era sair um bocadinho dos diamantes outras coisas
explorar turmalinas, explorar cenas para fazer joias, ametistas, rochas ornamentais, tem muito. O lubango está cheio, o que nós usamos nas nossas bancadas para fazer as pedras das cozinhas. E investir nessa cena, porque tem muita coisa aí, porque depois ficas numa luta.
dos gigantes e às vezes não fazes nada falaste de turbantina? turmalina turmalina o que? é um mineral ele é muito bonito tem um formato assim alongado que parecem pequenos prismas juntos uns com os outros e que às vezes brilham não, rosa é ametista tens ametista tens o quarto rosa mas as cores vão depender da composição química do mineral
portanto basicamente tu estás a dizer que nós estudiamos mas temos muitas coisas mais temos muitas mais coisas e eu digo que o que eu mais gostei foi estudar os processos que levam a formação de depósitos minerais específicos com tempos específicos com processos específicos porque por exemplo entre o diamante e o carvão o espaço é assim o espaço é assim que se for um bocadinho mais para a esquerda ardeu, é carvão
grafite, vai usar grafite grafite, perdão, grafite que o que usamos para usar no lápis, ou seja, o lápis a ponta do nosso lápis é o irmão rejeitado do diamante um dia foi diamante, demorou um tempo só que aqueceram muito, pronto, ficou um bocadinho mais no forno e ardeu, então é tudo muito específico, isso é que traz o deslumbre de pensar, ah, essa cena foi mesmo um processo é engraçado que falas disso dessa forma faz-me lembrar os brancos demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics demographics
Não, porque os brancos... Porque o mundo começou em África, o berço da humanidade. O que são brancos? Os brancos... É verdade! Os brancos são pretos que não esperaram a pila crescendo. E pensaram antes do tempo. É, mas pronto, está bom. É engraçado, é engraçado, porque é a natureza. É a natureza!
Antropólogo Tiago Costa O antropólogo Tiago Costa Vocês são cientistas Há bocado falavas em dinossauros E nós estamos na era do TikTok E eu tenho lido que os dinossauros não existiam Mas vocês Falaram em dinossauros Tipo é um dado adquirido Como é que fica Nós passamos uma vida toda
a ler coisas nos livros. E passou esse tempo e de repente agora começam-nos a desmentir coisas que nós dávamos como adquiridas. Vou dar um exemplo. Disseram que nós conquistamos a independência. Não é mentira. O que eu estou a dizer?
Não, antigamente, por exemplo, vocês eram miúdos, café fazia mal, hoje café faz bem. Leite fazia bem, hoje leite faz mal. Portanto, há informação que é, tipo, detida por quem tem o poder e eu decido que a narrativa é essa. Vocês estão na ciência, em princípio esse mapa não muda muito. Para vocês, as redes sociais, os fake news, não faz muito sentido? Olha, para nós, nós nos valemos pelos factos.
É isso, mas os factos, é o que eu estou a dizer, os factos... São doutorpados? Depende. Por exemplo, há uns anos atrás, antes de entrar nessa questão dos dinossauros, houve acho que em 2022 ou 2021, uma notícia de um vulcão no B.E.
Ok. Vulcão no BIE. Não sei se alguém viu que viram que perto de uns rios começavam a ver um fumo a sair e as pessoas em debandada. Ok. As redes sociais publicaram vulcão adroncido no BIE. Ok. Entra em erupção. Não sei o que. Isso é nada assim. Ok.
Eu estudei. Vulcão. Mas vocês estão a ver um cone mesmo ali. Não, vocês estão a ver o fumo. Vulcão. E então, o que aconteceu naquela altura? E foram coisas muito pequenas, né? E obviamente que isso é normal às pessoas no geral, à sociedade em geral, não saberem. Porque às vezes são coisas específicas que eu vou acreditar naquilo que o Tiago me disser. Porque eu não tenho interesse em aprofundar tanto. Então, vocês estão a dizer que é um vulcão, vulcão.
É um vulcão que está em erupção, é para vamos correr. Corrida. Mas não, olha, eu tinha uma colega que por acaso estava lá no B.E. E mandou-me um maldito. Epa, eu não acreditei. Eu quando vi essa notícia, corri logo para a reclamação. Porque eu disse, é mentira. Como é que não me ensinaram isso na faculdade? E eu fiz três perguntas assim.
Onde é que está a vir esse fumo? Está a vir perto da nascentes de um rio. Ok, está fixe. Esse fumo vem com alguma cor? Não, é assim, meio branco, meio transparente, sente-se só assim, a quentura e tal, não sei o que. Está fixe. Então, vocês veem algum cone, alguma estrutura cônica e tal, saliente, tipo uma montanha e tal, não sei o que. Não, pronto. Então, aí, por acaso, na altura, na cena de comunicar ciência, fiz um vídeo, pus no YouTube para explicar isso.
que era uma coisa que eu comecei na Covid pra não ficar frustrado, comecei a fazer vídeo então comecei a publicar no Covid que era pra fazer filho não podia sair da casa ela vive nova lá, deve ver lá em cima afinal tava aí eu me apanhei na samba
Então, como sei, e existe, para quem se interessa nisso e estuda, é perceber a história dos nossos diamantes. Nós temos uma estrutura que vem desde a Lunda Norte até o Namib, que se chama o Corredor do Lukapa, não é do Lubito, Lukapa. Ok.
Então, neste corredor do Lukapa são duas falhas ultra profundas, acima de cortar um bolo, que chegou até o manto da Terra. Ultrapassou a cruz da terrestre, 300 quilômetros mais, e chegou até o manto. Então, nesse manto é onde existe o famoso magma. Então, esse material plástico que está lá solta gases. Então, esses gases sobem e podem chegar até a superfície por essas tais falhas.
Que é daí também um spoiler de onde vêm os diamantes, que vêm associadas às rochas quimbrilíticas, lamproíticas e tudo mais. Depois, dependendo da localização, tens mais probabilidades de ter diamantes ou não. Por isso é que não é estranho, por exemplo, encontrar diamantes no Bié, ou mais próximo do Namib, por exemplo, porque têm as condições minimamente formadas para tal. As probabilidades vão variando.
Depois, era nessa zona que passa o bié, depois os rios onde é que se formam. Se eu tiver aqui uma rocha ou um papel ou alguma coisa assim, esse livro, e puser durante milhões de anos água a cair, vai ter uma zona específica que vai ficar mais concavada do que outras.
Essas zonas mais concavais são as zonas de fraqueza de estruturas, né? Porque tem sempre uma ponta solta. Se eu tenho assim, quer dizer que nesta zona de união é onde eu tenho mais fraqueza. Porque aqui é compacto, aqui é compacto. Aqui é onde uniu, é que ardeu. Então, aqui é o que eu vou começar a ter rompimentos. Então, essas falhas ultra profundas é que também deram origem aos leitos destes rios. Então, nestes leitos dos rios é normal que suba esses gases que vêm do manto. Então, pronto, desmistificado, acabou.
Jesus. Nossa senhora.
E os dinossauros, a mesma coisa. Nós chegarmos no Namib, no Cemitério dos Ossos, ou chegamos ao Ambris, onde foi encontrado o nosso primeiro dinossauro por uma professora minha, por exemplo, a Tatiana Costa. Com orgulho muito grande, que hoje em dia é minha colega. E Cuiabue, quando lhe encontro no Rio de Janeiro, minha prof que encontrou o dinossauro. Ok. E hoje é tua colega? Você não tem respeito. É o filho da roupa.
Quer dizer que me ensinou bem. Quer dizer que me ensinou bem. E então, encontrar um osso daqui até lá, não vai dizer que é a perna do Marco.
Vais estudar, vais estudar e vais reconstruir. Aí é onde entra a tecnologia para reconstruir, saber quem era o animal que tinha um fêmur deste tamanho, mas as patas eram 30 centímetros, ou as mãos eram 30 centímetros. E aí que tu vais fazendo reconstrução, paleontológica, arqueológica também, perceber e tudo mais, e chegas às conclusões, faz aplicar depois decaimentos radioativos, carbonos, 14, para saber quantos milhões de anos tem aquele loço e vais ver que não é a perna do Tiago.
Que aquilo tem 500 milhões de anos, 200 milhões de anos. Ok. É de quem? Do teu Dino. O Dino matou-se. Olha. Pô, nice, nice, nice. Como é que é no cubico?
Não, porque assim, eu perguntava isso antes, se quer. Tipo, vocês são os mais fracos da família? Mais fracos. Porra, como é que é possível? Calma só, calma só. Eu acho que se nos permitires, vamos perguntar mesmo a Nadia, a Tânia. Não, espera só. Toma a Deusa para explicar. Não, isso é do final do ano, vamos fazer.
Vocês são o que são e vocês sabem que são os mais fracos. Sim. Temos que saber convivermos com os craques. Por exemplo, eu só me tornei geólogo porque a professora de educação física chamou a minha mãe para me pôr de castigo. Aí é que as coisas começaram a sair direito. Algum dia, e essa história foi um game changer, pelo menos para mim, que é adolescente.
Escola nova, amigos novos e tal, ambiente novo. Estava a desviar assim já um bocadinho. Ok. E quando dizes desviar, é tipo, não tiravas 20, tiravas 18? Não, nem isso. Muito menos. Muito menos. Negativas e tal. Porque, pá, o foco era outro. Era, né? O foco era outro. Mas com preservativo.
E a marca é o foco, né? O Marco jogava boi de básica, só queria desenhar. Ele disse, rapaz, queres fazer o boneco, faz depois. Vá indo a estudar. Então, eu estava mal comportado, mas minha mãe chegou com um kibbuto de papéis, assim, disse, olha, teu problema é Deus, vai te escrever na catequese, vai te escrever no inglês, vai escolher aqui um instrumento para tocar, porque o teu problema é muito tempo livre. Vaz a explicação, vaz a natação, vaz o Karate, faz não sei o que, é o teu problema, porque tem muito tempo livre.
Na altura, não entendi muito bem, mas me inscrevi nessas cenas todas. Daí também um bocadinho da habilidade de ingerir isso tudo, né? Que tu perguntaste. E tudo a pé ali, vai aqui, vai buscar o irmão na escola, vai na natação à noite, se está soltando, se está soltando. Vai no piano. E foi aí que nós começamos também a conhecer outras pessoas.
Outras pessoas que falam a mesma língua, por exemplo, aquilo de, pronto, escola nova, tenho que andar com os fichos. Os fichos não são bem, pode ter um cadáver com os fichos. Os fichos normalmente são bobo. Então não posso ter ouvido, meu. Era uma questão de integração. Ok.
Mas depois quando entro para mim, escola de música, conheci outros amigos, o João, baterista da minha banda, tínhamos uma banda de rock. O que? Então, começar a tocar em bares, conhecer outras pessoas, saber comunicar, ter postura. Ou seja, cria o perfil todo. Então, acho que tudo isso, a família mudou muito. Família e os amigos já. Nice. Marco, tu igualito.
Colégio militar, aos 12 anos. O Marcos traz mais disciplina. É minha irmã. Aos 12 anos, estava no colégio militar. A Tânia teve a brilhante ideia de... Olha, já agora... Fora. Eu até preciso do quarto dele. Esse minuto aqui está terrível. Ah, é? Colégio militar.
Vai subir no teto. Foi o melhor que tu aconteceu. Lá no Brasil militar não precisei dos papéis. Foi o melhor que tu aconteceu. Tinha lá já tudo. Se cuidaram da papéis tudo. E lá é que vem a paixão também pelo espaço.
Não, na altura eu queria ser arquiteto, fiz artes. Ok. No ensino secundário. Estava a meia era desenhar, como o Marco disse. Saí daqui já com os livros de desenho, cartoons. Era o Bato Caso mais do desenho. Ok. E queria fazer arquitetura. Só que depois não terminei o secundário, meu pai disse, não quer fazer arquitetura.
Os dois pais que não nos ouçam Eles a pensarem Queres fazer arquitetura com o arquiteto da paz? Epa, faz outro mambo, outro qualquer coisa Epa, quer ser astronauta? Pode ser, pode ser Então fui para a engenharia aeronáutica
Porra, tu passaste da arquitetura para a engenharia? Fiz exames nacionais na altura. Na altura era por agrupamentos lá em Portugal. E eu dos exames nacionais de artes, integrei os exames nacionais das engenharias, que eu tinha matemática C, fiz também o exame nacional de matemática A. E fui fazer engenharia de sistemas sociais.
Trágico. Pô, mesmo, mesmo. Cheio de direitos. Fuck. Respect. Respect. Vocês trabalham muitos projetos juntos. Qual é o maior problema? Má gestão ou corrupção?
Já ajudou. Mais estão. Mais estão. Portanto, continuamos com aquele problema do, no caso já não é o cientista que tem que tratar dos mambros, é o gestor para que vocês consigam estar focados. Do nosso lado a preocupação é mesmo com o, por vezes, não conseguirmos chegar no meio termo.
Calma, eu sei que está difícil. Quando chega a parte da massa, quando vocês lidam com esse pibão, fica as coisas... Vou te safar. Fica calmo. Não, só uma questão. Imagina, vocês precisam de 5 milhões. Sim. Esses 5 milhões chegam...
Ou chega dois, depois aguenta um coxido, depois chega mais um? Ou seja, a minha questão é, se é má gestão, se o dinheiro tivesse todo cabimentado, vocês conseguiam fazer as cenas normalmente? Ou o problema é que o dinheiro nunca chega quando devia chegar?
O dinheiro chega quando tem que chegar. Consegue. Quando nós conseguimos passar também para o outro lado que está a dar o dinheiro, essa confiança. Essa capacidade que se eu colocar dinheiro, ele vai conseguir gerir. E uma das primeiras coisas que nós, quando começamos a trabalhar com a GGMF, o patrono disse foi...
maior dificuldade para quem está a investir é depois não ver... Retorno. Relatório de contas. O retorno não, porque hoje em dia, a maior parte, e até já temos empresas, que já nem chamam responsabilidade social, chamam investimento social corporativo. Porque ele vai investir, ele vai pôr esse dinheiro todo. Não está a contar com... E no final vai ter retorno a imagem, vai ter retorno a impacto social. Ok. Então... ... ... ... ... ... ...
Mas o importante é que ele consiga perceber. E essa transparência que vai ajudar a perceber que o meu dinheiro foi bem prego, foi bem aplicado e realmente está a ter o retorno. E se não está a ter o retorno, eu pelo menos se sei para onde é que foi o dinheiro, eu consigo perceber onde é que eu posso melhorar.
E normalmente... Nós não apresentamos as contas. Alguma das dificuldades que nós vemos, porque se calhar também estamos muito mais deste lado aqui que desenvolve, é...
ou eu não quero dar o primeiro passo ou não acho necessário dar o primeiro passo para ganhar a confiança dessa pessoa que tem o dinheiro ou o tipo, falamos muito de dinheiro mas as condições para dar qualquer tipo de apoio então eu não quero, eu acho que a ideia que eu tenho na cabeça, o fato de ganhar um, dois, três, quatro prêmios eu tenho que chegar aqui e eu sou bom, tens que me ajudar ok, ok demographics
Vou fazer. Não tem ar, mas para fazer um foguete eu preciso de fibra de carbono, resina. Não, garrafa de água. E a pessoa ali vai ter visão suficiente para perceber. Se ele consegue fazer isso, não é. Se com isso for, então o meu dinheiro vai ser bem embrego. Não vai dar tudo, porque ninguém vai ser ingênuo ao ponto de... Há pessoas que têm um muito bom coração, mas ok, está bem. Então, toma aqui. Fiz este.
Desenvolveste, reportaste, está ok. Agora preciso só de mais para isso. Agora, no primeiro, já tem funeral, doença. Já tem... Ali já começa a ficar muito complicado. E por isso é que nós nos limitamos sempre a falar daquilo que é a nossa realidade. Do outro lado, há outros problemas. Mas do nosso lado é mesmo... Alguém tem que dar o primeiro passo. Ou a pessoa arrisca... Exatamente.
para mostrar aquilo que vale ou quem tem vai arriscar na esperança de que a pessoa seja de confiança para cumprir alguém tem que dar o primeiro passo
Vocês têm carreiras consolidadas, mas o vosso sonho, vamos assumir que vocês estão a viver o vosso sonho também, o vosso sonho disparou quando vocês criaram a parceria com a GMF? Mudou bastante aquilo que vocês estavam a fazer e como estão a fazer agora?
Mudou no sentido de vermos um horizonte de materialização daquilo que nós perspectivamos. Porque nós nos juntamos para fazer os projetos e começou, não começou com a vertente business, não começou com a vertente de impactar nada. Queríamos só passear, queríamos só levar ao campo, à família e amigos, usar os drones.
ensinar como é que se faz uma trincheira peço das quitotas, por exemplo como é que eu recolho uma amostra como é que eu, inclusive nós até tivemos uma camba que tem uma empresa de cosméticos cosméticos naturais e que ela importava argila para as máscaras de Espanha e temos aqui
Nós temos o boi de argila aqui. Então fomos, fizemos, preparamos uma tour específica para mostrar, olha, aqui tem, aqui podes fazer uma trincheira, por exemplo, porque se tu tiras essa camada de argila para fazer as tuas máscaras, está contaminado, porque o homem passa, faz as necessidades, o animal passa, faz as necessidades, então tens que cavar pelo menos até metade do teu braço. Ok, ela vai entender que ela vai cavar.
para tirar uma argila mais pura para fazer os seus produtos, ela aprende com isso, eu ganho como aprendi a fazer uma tricheira. Para mostrar, hein? Calma aí, calma aí, calma aí. Como é que tu ganhas? Tu ganhas, tu ganhas, porque para ti estás a recolher material bom para fazer o que tu queres fazer, as máscaras. Mais do que isso, eu ganho porque eu não tenho que importar, maluco.
Também, também. Não é também. Também, sim, sim. Mas, talvez, como é que eu estou pensando? Eu não estou pensando no bismo. Eu penso bem no bismo dos outros. No meu também, eu também pai o é. Não, porque aqui o único negócio que eu estou pensando é que ela já não tem que importar argila. Exatamente. Exatamente. Então, mostramos, fomos às salinas, por exemplo, queres fazer esfoliantes. Ok, olha, tem boa de sal. Traz o salto, levamos um pilão, pisas aqui essa cena, misturas com o meu, olha.
Desfolhante. Ah, pronto. Faz o negócio aqui com o pessoal local que vende saco de sal em Benguela, por exemplo, um saco tipo um saco assim, se calhar de 5 quilos de sal sai bem barato, sai tipo 1.000 quadros, 2.000 quadros. Ou por aí imagina agora, fica muito mais barato do que manda vir de fora as coisas. Ou seja lá está, a nossa componente vende materialização e desmistificação dessas coisas. E com a GGMF o que nós conseguimos é demographics demographics demographics
No nosso projeto, materializar e mostrar um impacto social a uma rede maior, porque temos uma plataforma que nos permite isso. E nos outros projetos que a GGMF tem, nós também implementamos o nosso saber. Os Bonaluzito, portanto, prêmios literários, todos esses projetos, nós estamos sempre lá com o Dento também, para apoiar, para ver o que é que nós podemos fazer, fazer as bandas desenhadas para comunicar, zelar com elas, isso tudo nós fazemos. demographics demographics demographics
Olha... Bruto. Eu por acaso tive a oportunidade de dizer ao Jani quando ele esteve aqui Ele tem mesmo que vos agarrar. Qualquer win vem aqui e vos leva rápido. Rápido. Para nos ter a já.
A mulher não é arrogante. Não tem água potável. Você não. Sim, senhor. Mas tem que se fazer cá, porque lá fora já existe. Já. Lá fora já existe. Aliás, esse exemplo, quer da argila, quer do sal. Tipo.
É óbvio. É óbvio. Tipo, para que é que tu vais ter que importar? E nós gostamos bem de importar. À toa. É burrice. Gostamos bem de ir buscar lá fora. Quando temos aqui. E depois, na pior das hipóteses, o trabalho que vais ter, que já tens, que é de empacotar, passas a fazê-lo aqui. Certo. Não é?
E vocês, nesse processo, se diminuíram os custos de uma empresa, esses custos vieram para aqui. Não necessariamente. Não liguem. Eu negoci muito bem para os outros. Está bem. Então vamos dizer, se nós tivéssemos ido à China, ainda tínhamos os bilhões. Não, está-se bem, está-se bem. Eu sei que vocês acabaram de ganhar um prêmio, mas este ano ainda estão para tirar mais alguma coisa?
Qual é o próximo passo? Para breve o lançamento de um balão estratosfeiro. De mais um. Mais um balão estratosfeiro. Vão lançar um balão... Até o espaço. Mais um. Para medirmos o quê? Nós fizemos o primeiro lançamento em novembro. Foi muito bem. E nós temos, portanto, um balão que leva até 3 quilos, não é?
cheio de hélio, gás hélio, e depois tens o componente do paraquedas e tens uma sonda feita de esferovite, para não ser pesada, com câmaras, com sensores de temperatura, de precipitação, porque fala-se muito em alterações climáticas e utilizamos sempre muitos dados dos outros. Exato. Então...
Inclusive fazer isso com crianças é mostrar-lhes que... Nós podemos fazer as nossas coisas. Nós podemos fazer isso. E nós conseguimos ter depois relatórios criados com coisas que nós sabemos o nível de rigor que foi feito e podemos confiar nesses dados e vão ser utilizados para tomadas de decisão a nosso nível ou a nível maior quando isso escalar. Portanto...
Ainda não, no final, vamos abrir, vamos abrir. Mas não é assembleia, né? Eu sei que parece, mas... Sim, então, esse balão nós lançamos, por exemplo, na Mochima. Fizemos o lançamento com voluntários, com os candengues cientistas, os candengues aeronáuticos, Copemi Angola. Tudo isso lançamos e o balão foi até 45 mil metros. Filmou imagens da terra, da curvatura da terra, para quem acredita que a terra é plana.
Por favor, verificar as imagens. A curvatura da terra, aquilo é lindo. E depois, quando ele chega lá, por diferencial de pressão, o balão vai enchendo, enchendo, enchendo e rebenta. Quando rebenta, cai em queda livre, depois abre o paraquedas e cai. Existem softwares que nos permitem calcular a trajetória e saber onde é que nós vamos fazer a recuperação desse balão para recuperarmos as imagens. Olha, o interessante é que...
Nós só conseguimos ter as imagens quando recuperamos o balão. Sim. Então, na primeira vez que nós lançamos... Em novembro. Em novembro. O balão subiu. Era, portanto, da Muxima, do santuário da Muxima. Ia voar aí 76 quilômetros na horizontal, mais ou menos, para cair aí no meio do parque da Kisama. E tínhamos GPS, tinha tudo que foi lá com a zona e tal.
E perdemos o sinal. Aham. Pô, sagrando azar, já. Vocês perderam o sinal? Perdemos o sinal. O balão foi, foi. O balão foi, foi. Espera aí, espera aí, espera aí. Angola. Querem ver que esses foram os engenheiros que perderam o balão? Olha, já é a academia. Angola. Calma, a história não acabou. Só vamos cortar essa parte, tá? O Tiago é bom de cortar essa parte. Yeah. Yeah. Então, perdemos o balão no início.
nós chegamos à procura, tínhamos os mapas, procuramos, fomos, abrimos o caminho e tudo mais, o marco aleijou-se todo, abriu, ouviu aí barulhos de onças e tudo mais na quiçama, tava tipo Rambo. Ok. E depois de uma semana e meia, do nada, o telefone faz pipi. Oh.
Caiu. Abrimos a cena, o balão caiu mais ou menos no sítio onde estava previsto. Só que uma semana depois. Só que uma semana depois, não, é estranho. Então, pá, vamos para lá. Vamos para lá, seguimos, encontramos já um caminho melhor. Fomos com os fiscais do Embaque, com tudo já, todos equipados, caso aparecesse ali. Um alien.
Ou algo que morde. Algo que morde, que mata. Fomos e seguimos a trilha e, olha, encontramos o balão. Mas encontramos o balão assim, uma peça aqui e o paraquete das ali. E quando fomos analisar os fiscais do Embaque, é que disseram, isto foi um animal que pegou no balão e arrastou até aqui. Se calhar foi isso que fez o GPS ativar.
Ok. Então foi que nós recuperamos o balão e recuperamos as imagens. Então a ansiedade era de ligar a câmera para ver se, pelo menos depois de uma semana e meia, essa cena teve que subir, né? Então eu liguei aquilo. Epá, não, está da cabo, tipo C, cabo, tipo C. Ligamos o cabo, tipo C. Abrimos. Epá, logo que houve uma cena azul lá girar e gritar. Epá, essa cena subiu, subiu. E olha, pronto. Depois disso nós apresentamos.
e nós apresentamos nos Estados Unidos no ano passado, em novembro também quando o Marco foi receber o prêmio de melhores projetos do mundo então foi mais um reconhecimento
Alguém aqui é melhor gestor por dentro do mundo. Epa, não consigo perceber. O público já está habituado, é família. Jesus. Visto que desviaste. Nossa, que perdoe. Eu peço desculpa. Gênios, eu peço desculpa. O meu público não. Então foi isso. Então vamos repetir. Porque isso é um programa. Mas já aprenderam que não dá para cair no parque da Kisama, né? Se calhar. Não.
E os animais outra vez? É o local ideal, ou seja, zonas remotas, para evitar que caia em cima do truque. Então, nós temos que colocá-los em zonas infelizmente com pouca ou se calhar, onde há pouca cobertura de rede, mas pelo menos que tenham...
que tenha menos ou quase nenhuma densidade populacional se for para o mar a própria deriva das ondas vai fazer qualquer coisa e ali porque
Foi uma experiência que até acabou por dar-nos também ali a componente de estudo, da física. Quando nós, mais uma vez, voltamos à física ou à matemática e falamos da equação da parábola, serve para quê? Para calcularmos essa trajetória do balão, que foi calculada com os candangues cientistas e o local, como o Marco mencionou, o local onde nós encontramos o balão estava...
a cerca de 1500 metros de desfasado do local que foi calculado. Portanto, aqui estamos a discutir erros de cálculo. Não, foi erros dos parâmetros atmosféricos. Eu estou a considerar condições ideais da atmosfera, que se enche o balão perfeitamente. Isso é uma margem de erro.
menos de um quilômetro estou a falar de uma margem de erro aceitável então acabou por ser também uma ferramenta de backup ok, temos o sistema de posicionamento por satélite
a funcionar, caso não funcione, temos também os cálculos da deriva do balão que ajudam. E agora no segundo já vamos ter em conta os cálculos primários e essas questões que nós fazemos. Então, temos isso, temos mais alguns prêmios que nos candidatamos.
Acabamos de lançar uma calculadora de pegada de carbono. Portanto, vocês que vieram, famílias, que cada um viu no seu carro, já podem entrar na angocarbono.com e verificar quanto é que... Emitimos. Exatamente. Cala a boca. E, para além disso, tem...
E para além disso, tens. Ok, não vou só apontar o dedo. Então, vou dar também soluções. Por exemplo, do que é que tu podes fazer. Caso a tua fonte de emissão seja por transporte, seja, mais literalmente, por transporte. Então, carpool, apanhar o táxi, sistemas coletivos, coisa assim, isso é na alimentação. Então, reduz a alimentação para isso. Se for na roupa, para de ir todos os dias à loja para comprar uma camisa nova, quando vês alguma coisa aqui. Ou seja...
Está personalizado e está em constante melhoria com os usuários. Depois, tem a parte da compensação. Está fixo, estás a poluir isso. Como é que eu compenso? Podes investir em projetos de reflorestação, por exemplo, de mangás, como a Altiva. Então, está bem, mas não tenho tempo. Ok, então, há inclusive a opção de pagar a Altiva, de financiar a Altiva, que já fazem. Por exemplo, esse tipo de serviços, então vão fazer por ti. E tu acabas por ter compensado a tua pegada ecológica. Ou seja...
Nós tomamos decisões, precisamos de números. Não podemos só dizer que está bom. Bom quanto, mau quanto. É muito, muito quanto. Olha, estás a falar nisso? Eu até agora não sei quanto é que custou a sede do MPLA. Senhoras e senhores, os gênios macos. Marco Romero, Marco Paulo.
Muito obrigado. Obrigado a nós. Não, não, não, vocês não têm noção. Vocês vão longe. Vocês vão longe. Vocês vão longe. Senhores, não sei se temos questões. Temos questões. Vou só pedir a Regi para trazer o microfone. Quem tiver questões é só levantar o braço, por favor. Temos uma, duas. É só um instantinho. Vem aí o microfone.
Boa noite a todos. Boa noite. Queria saber se você sabe de um projeto de Nova México, onde está a ser implementado, mas é um projeto mundial, sobre Zeppelin de Helium, chamado Sky. S-C-E-Y-E. Sabem? Sim. Muito bem.
Depois falamos mais disso. Outra pergunta rápida. Não ouvi nada sobre inteligência artificial. Boa. Quer ouvir um talk de vocês sobre isso. Opiniões, etc. Pode começar pelo Oscar, que nós não conhecemos.
O Sky, o projeto Stratofinder, existem em todo o mundo várias iniciativas de modelação atmosférica, ou seja, lançamento de balões com estudantes universitários, com os serviços de meteorologia do país por norma. Um serviço de meteorologia robusto tem que lançar por dia dois balões estratosféricos para podermos ter cada vez mais.
dados meteorológicos. O Sky tem a componente ainda de integrar, para além das sondas com sensores, eles integram também nanosatélites, nano e picosatélites, que é um bocadinho a experiência que nós...
tivemos quando tivemos com o Conselho Consultivo das Nações Unidas que foi utilizar os nanosatélites para ajudar um grupo de mulheres aí na Romênia a fazer o lançamento com esses picosatélites, portanto os balões eles ajudam e o projeto Sky
Não, então, se não é o Skype, para além desse, principalmente do Novo México, conheço esse, conheço o projeto, o outro Skype conheço, o mais parecido com o que se calhar está a mencionar, é de combate à poluição luminosa e atmosférica para manter os seus limpos.
A ideia inicial, que começou mais de 10 anos atrás, é fazer internet gratuito para o povo do mundo que não tem internet. É o mesmo princípio. É o mesmo princípio. É o mesmo princípio que é. O SkyL começou em primeiro. Depois, entre um monte de outras aplicações.
Paralelo e parecido com o que você está falando. Mas ele começa, em primeiro lugar, como a componente de lançamento e largada de dispositivos. E eles até na altura chamaram isso não a internet das coisas, mas a internet das boas coisas. Criaram um novo conceito que é para utilizar a internet das coisas, porque muitos desses dispositivos...
nós utilizamos, são ligados com dados link, estão na cloud, são processados. Agora, quanto maior for a capacidade de cobertura, os balões eles têm...
Tempo limitado, o Marco mencionou, quando chegam à estratosfera, o diferencial de pressão faz com que eles caem. Então, isso é para que as crianças, as escolas, os investigadores tenham esses momentos de medição. Nesse momento, os projetos...
que existem no mundo com melhor capacidade de garantir internet grátis em zonas remotas, com baixa ou alta latência, são os chamados pseudo-satélites. São...
Drones que voam quase no limiar da estratosfera com os sensores que fornecem essa internet vindo de satélites. Então essa é a melhor integração. Mas no final o princípio acaba por ser o mesmo. É um projeto aeroespacial.
pega na capacidade de colocar esses sensores o mais acima possível para medir todo esse perfil atmosférico e dar-nos uma maior capacidade de cobertura. Nice. Inteligência artificial.
E a inteligência artificial, eu até gosto muito de partilhar, que é algo que nós usamos e ensinamos também os pequenos como a capacidade de nós termos as máquinas a processarem e a pensarem por si. Atenção, não a decidirem. Nós usamos, por exemplo, uma ferramenta que é o Pictoblog.
para que as crianças, enquanto vão aprendendo programação, também utilizem os algoritmos. E é só olharmos para aquilo. Um exemplo que eu uso sempre é que os nossos pais, as nossas mães, os nossos professores não nos ensinaram.
todas as combinações de letras e palavras que nós usamos hoje. Ensinaram o B ou A, B ou E, B, o B ou I, B, e nós, ok. Então, se o B ou A é B, o Z ou A é Z, e depois foram introduzindo as exceções e corrigindo o nosso vocabulário. As máquinas vão aprender exatamente da mesma maneira. Nós, quando utilizamos uma imagem de satélite para fazer o processamento, nós dizemos...
identifica aqui todos os pixels verdes que estão nessa imagem e diz-me qual é a área de vegetação que está nessa imagem. Ela vai pegar, vai calcular todos e quando encontrar uma piscina...
Com água parada, ou um lago, ou um telhado verde, ou um campo de futebol, vai dizer que aquilo é vegetação. Aí eu vou treinar e ensinar a máquina para ela poder melhorar. Nós cá já fazemos esse uso. E nem precisamos ir muito longe.
Existem tribos africanas que já organizavam as casas orientadas com os ciclos solares. Os padrões das tranças que as mulheres africanas usam, as tranças obedecem a algoritmos de redes neuronais convolutivas de inteligência artificial. Os padrões das samacacas africanas.
Eles obedecem à matemática pura e dura de sistemas binários, de sistemas de regressão linear.
E isso é pura e simplesmente inteligência artificial ou é que está a ser utilizado como conhecimento de base para ser criado, para aplicar a algoritmos. Nós temos um artigo publicado no Congresso Internacional da Astronáutica que fala um bocadinho disso, não só da biomimicria, nós olhamos para...
para a Torre Eiffel. Estávamos a falar dos dinossauros, olhamos para a Torre Eiffel. Como é que nós conseguimos ter aquela estrutura toda em ferro a sustentar aquela altura toda?
Nós temos no nosso corpo um osso que consegue aguentar o peso do corpo todo e mesmo assim não tem peso suficiente para que o nosso corpo seja pesado, passando o plionasmo para poder se locomover. O fêmur é leve.
Os pássaros, por exemplo, têm ossos leves, mas conseguem sustentar a estrutura do corpo. Por quê? Por causa daquela mesma composição do tecido ósseo, que se olharmos é exatamente a mesma estrutura que a Torre Eiffel. Uma baleia tem uma barbatana bem pequenina, mas consegue movimentar as toneladas todas do corpo. Por quê?
Ela tem aqui, na parte inferior da barbatana, ranhuras que, se olharmos, são exatamente iguais ou idênticas às pás das turbinas eólicas, que faz com que elas aumentem 70% da eficiência. Então, todo esse conhecimento já existe. Na natureza.
já existe na natureza, já existiu outrora conhecimento local e principalmente nas civilizações antigas, e África é o exemplo disso, o que nós estamos a fazer é pegar nesse conhecimento, pegar na maneira como um dos maiores engenheiros da humanidade criou muita dessa engenharia dentro da natureza.
e ensinar as máquinas. A única preocupação dentro desse circuito da inteligência artificial é evitar o ponto de singularidade, onde a máquina começa a tomar decisão. A máquina vai desenvolver todo o processo de apoio à tomada de decisão, mas não é...
O drone não é a arma, não é a câmera que vai dar o último... Vai dar o tiro. Porque ela não tem a capacidade. Se mandar um robô para o espaço, recolher rochas com essa característica, se ao lado tiver uma coisa que às vezes estamos só com aquele feeling humano de recolher, o robô não vai fazer isso, não foi programado para estar.
Exatamente. Por isso é que todo e qualquer algoritmo, e hoje em dia um dos maiores elementos para os quais nós olhamos quando desenvolvemos algoritmos, é a ética.
É a única coisa que vai distinguir um desenvolvimento saudável e sustentável de um desenvolvimento, vamos dizer, arruinado por causa dessa falta de ética, onde eu deixo tudo para a máquina, onde a máquina identifica, processa, aprende e depois no final decide. A componente humana continua a ser...
parte integrante desse sistema. E nós só temos que aprender com a história, e a história, pelo menos a nós, ensinou-nos muito, por isso é que partilhamos com a comunidade científica esse artigo que fala um bocadinho do conhecimento de base cultural africano para aquilo que é hoje dito como a inteligência artificial. Top. Temos aqui mais uma questão, por favor.
desmiúdos porra bom, é só para descontrair eu estou como o Tiago, já nem entendo nada da primeira conversa estou confusa estou baralhada mas eu só quero saber qual é o ponto certo da bengaleca que faz o foguete levantar
É! Parça de stress pra você lá em casa. People em casa, prestem atenção nessa parte. Tutorial, passo a passo. Não destruam a casa que vocês ainda não acabaram de pagar. Ali tem que ser. Era só para dar os parabéns aos nossos irmãos. Né?
Estamos tranquilos? Não temos mais? Não? Temos mais uma questão? Por favor. É esse, Dredd é o que estudou com vocês. É só os fuxos, já, já. Queria só que explicassem porquê que temos de esperar o balão cair para ter os dados. A Unitel não chega lá?
Nós temos sistemas de transmissão que permitem, mais uma vez, ter a transmissão de dados em tempo real. Isso aí continua a ser válido, mas num projeto, e para gerir um projeto, e o desafio que nós colocamos aos candengas cientistas foi de gerirem de A a Z um projeto. Então tem que fazer trade-offs.
Tenho capacidade financeira para comprar um dispositivo de transmissão e recepção via satélite. Isso, mesmo que tenha, isso vai aumentar em quantos por cento o peso da minha sonda, que tem um limite de 3 quilos. Então, eles foram colocados exatamente a recriar o ambiente.
total de um projeto da mesma maneira que se constrói uma aeronave, um satélite um carro, eles tiveram que decidir
ponho mais peso, ponho mais tecnologia, retiro tecnologia, o que é que eu tenho para compensar? Eles tiveram que pensar nisso tudo, tiveram que fazer todos esses trade-offs. Não quer dizer que não hajam sistemas de transmissão, streaming em tempo real até dos próprios vídeos que estão a ser captados. Nós temos sim, mas no final, e eu até falei aqui de que um serviço meteorológico
que tem que, no mínimo, lançar... Dois por dia. Dois por dia. Dois por dia. Com essa tecnologia toda, fazer recuperação, então temos que focar naquilo que é essencial. Quero o quê? Medir, ao longo de todo o percurso, pressão, temperatura, radiação, um véu, aquilo que eu quero medir para a modelação atmosférica. É o suficiente?
não é, então tenho que fazer esse trade-off. E eles próprios é que tiveram que decidir com aquilo que tinham se dá ou se não dá. O desafio era mesmo isso, era eles perceberem quem eram os stakeholders, quem eram as pessoas com quem eles tinham que falar, quem é que eles tinham que pedir autorizações, porque nós não podemos pôr uma coisa no ar com aviões que vão passar por aí. Então eles tiveram que perceber que, ok, com os recursos financeiros que nós temos,
O balão que nós conseguimos comprar é, por exemplo, de 3 quilos. Então, qual é o peso, por exemplo, que a minha sonda tem que ter? Qual é o peso de cada um dos equipamentos que vai na sonda para além da própria sonda? Então, tiveram que ver qual é o material mais leve, mais resistente a uma queda.
Não é? Que, por exemplo, imagina se o paraquedas não abrisse a caixa vai-se partir não vai-se partir. Antes de fazermos o lançamento fizemos vários testes. Então eles foram inclusive ao mirador da Lua e lançaram a caixa conforme ela estava de com todos os equipamentos
Lançaram de uma altitude aí de 30, 40 metros, só para testar, viram, o paraquedas abriu, ok. Depois fomos ali aos mangás e lançamos com o parapente. Do parapente a uma altura de 70 metros. Como é que se comporta? Um pouso bonito, está fixo, com drone agora.
500 metros, vamos, funciona assim. Então, eles foram vendo, e nós quisermos pôr mais uma câmera, mais um sensor, mais uma bateria, para termos o streaming, também temos que ter power banks suficientes para manter os equipamentos ativos durante aquele tempo todo.
E de perceber que, por exemplo, como o Marco disse, se nós tivéssemos a questão do streaming, como fazem muitos dos sistemas, às vezes não há recuperação imediata desse balão, porque tu já tens os dados. Mas nós queríamos que eles tivessem também a experiência de perceber se o cálculo está feito, se caiu realmente onde eles tinham calculado, e perceber quais eram as formas de otimizar.
próximos eventos como esse para não terem as dificuldades que por exemplo nós tivemos a recuperar hoje em dia já pensamos em outros sítios para lançar para cair numa zona assim de maior controle para não estar exposto a algum animal e o próximo já vai ser com um nanosatélite ou seja, muito mais robusto já percebemos e já passamos essa fase de que demographics
Provamos que conseguimos fazer com a caixa de esferovite e esses equipamentos. Agora sim, já conseguimos fazer essa parte de lançamento, preparação, desenho, construção. Estamos confortáveis, posso seguir. Vai ser com um nanossatélite de 10 por 10 centímetros. Isso dá aos miúdos uma perspectiva. Imagina um miúdo de Viana a lançar uma coisa.
Aquilo, nós depois expusemos a caixa na conferência do PMI no ano passado, que isso foi um projeto de gestão de projeto. Ok. Que eles tinham que perceber como é que eu consigo de a, a, a fazer isso. Passo a passo, passo a passo. Isso aqui, checklist. Isso aqui, check. Aquilo check. Ok. Todo mundo tinha uma tarefa. Todo mundo tinha que cumprir para que o outro pudesse também fazer o seu trabalho. Ok.
Ter uma coisa exposta ali do espaço. As pessoas que vão morrer nunca vão ao espaço. Todos quase. Aquilo é uma coisa que foi o espaço e as pessoas podem tocar. Aquilo é o mais próximo do espaço que muita gente vai chegar. E os miúdos terem conseguido lançar algo que foi e voltou. Imagina.
há pessoas no mundo quando estávamos a fazer as pesquisas há pessoas que mandam com uma fatia de pizza e quando voltam tem a adrenal de comer uma pizza com espaço por exemplo cenas assim, então o que nós queremos também é lançar
Pizza espacial. Está fácil. Com a nanás. No nosso caso, é levar mais simbolismo. Levar, por exemplo, o livro de gestão de projetos ao espaço e mostrar que o céu já não é o limite. Já ultrapassamos isso. Levar um pensador para ele pensar com mais espaço lá em cima. Por exemplo. Tem noção que o pensador não está com as mãos na cabeça para pensar, não é?
É para nos ensinar a aprender. É abrir um bocadinho os horizontes dessas peças. Porque eu chegar na minha escola e dizer que fiz um projeto que foi o espaço, até que já não sou medo qualquer. Não vou acreditar, mas não assim. Hoje em dia, se fosse assim, eu diria. E o que aconteceu comigo quando comecei a ter as oportunidades de integrar grupos de trabalho?
de pessoas adultas, eu era miúdo. Fazer coisa séria. Quando voltei, disse a uma colega, vamos já estudar e aprender. Não estudar já de passar só não dá. Porque quando estás lá no mercado, as pessoas vão te jogar pelo que sabes e pelo que devias saber e não sabes. Então esses miúdos têm agora um horizonte aberto de novas possibilidades. Eles não pensavam em ser astronautas, engenhos, aeroespaciais e tudo mais. Hoje em dia já sabem como é que se gera um projeto e já é uma coisa a pensar.
Antigamente, se calhar, queriam só ser... Nós temos um projeto na Mulemba, que quando fomos lá era mais uma questão motivacional. Os meus queriam ser enfermeiros, informáticos ou economistas. Porque eram os exemplos que eles tinham. Quando nós começávamos a ir a aparecer, a fazer as componentes práticas, eles começaram a diversificar também o seu leque de opções. Então, o que nós conhecemos não é verdade absoluta. É só o que nós conhecemos. Jesus.
Senhoras e senhores, Marco Romero e Marco Paulo. Se eu não soubesse que a esperança está na vice-presidência.
Eu saia daqui com esperança. Mas vocês dão um alento. Definitivamente, vocês dão um alento à Angola, de modo geral. Muito obrigado pela vossa presença. Muito obrigado pela vossa atitude perante a vossa carreira, perante a vossa vida e perante o país. A luta é contínua. A vitória, um dia a gente acerta.
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