Episódios de CRIME e MISTÉRIO c/ Beto Ribeiro

NAMORADA CRUEL BATE CARRO PARA MATAR NAMORADO E AMIGO - CASO MACKENZIE SHIRILLA

01 de junho de 20261h
0:00 / 1:00:06

Caso comentado / Dica de documentário "Colisão: Acidente ou Homicídio", da Netflix sobre Mackenzie Shirilla, que ganhou enorme repercussão internacional como o caso da "adolescente psicopata" ou "menina malvada" (Mean Girl) que matou o namorado e um amigo ao colidir propositalmente o carro contra uma parede a 160 km/h. Na madrugada de 31 de julho de 2022, Mackenzie Shirilla (então com 17 anos) estava dirigindo um Toyota Camry acompanhada de seu namorado, Dominic Russo (20 anos), e de um amigo do casal, Davion Flanagan (19 anos). O carro desviou abruptamente da pista e colidiu direto contra uma parede de tijolos de um edifício comercial em um beco sem saída. Dominic e Davion morreram na hora. Mackenzie foi a única sobrevivente, sendo encontrada inconsciente e presa às ferragens.#netflix #series #casal #podcast

Assuntos8
  • Caso Mackenzie ShirillaMackenzie Shirilla · Dominic Russo · Davion Flanagan · Colisão: Acidente ou Homicídio · Netflix · Investigação Discovery · Narcisismo · Drogas · Responsabilidade criminal · Julgamento
  • Relação de Mackenzie e DominicDominic Russo · Namoro precoce · Financiamento de estilo de vida · Abuso e controle
  • Sequência de Eventos da Noite do CrimeFesta e uso de drogas · Consumo de cogumelos e maconha · Direção perigosa
  • Casos de InfluenciadoresFascínio por si mesma · Fama · Marcas de luxo
  • Infância e padrões familiaresAusência de limites · Superproteção · Amizade com os filhos
  • Michelle Bolsonaro e Alexandre de MoraesSuzane von Richthofen
  • A entrada de Davion Flanagan na históriaDavion Flanagan · Adoção · Relação ambígua
  • Possíveis causas do acidenteVelocidade excessiva · Ausência de frenagem · Caixa preta do carro · Intenção de matar
Transcrição165 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Já falei pra tu... Prepara o grito que Nescau chegou com o feat do ano. Vem torcer com o novo hit de Ana Castela, feat Pedro Sampaio. Essa dupla que combina igual leite com Nescau. Então joga, aumenta o volume e vem junto. Dá o play e ouça já a música agora ou nunca. Joga, eu quero ver você jogar. Nescau, energia que dá jogo. Eu quero ver você jogar.

Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Se eu não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho, marque nas suas mídias sociais, marque a todos nas mídias sociais. Se puder, seja membro, se puder, está tudo certo. Deixe que venha comigo até o final deste caso comentado, dica de documentário, um caso comentado de uma história.

que está meio que se repetindo de alguma maneira, onde a juventude já traz uma certa crueza, crueldade, maldade, desejo, morte, sem vida, narcisismo, vaidade, desejo de ser, de estar, de brincar de Deus.

de achar que o mundo é um videogame onde sempre se reseta e começa uma nova vida, como se tudo aquilo que foi feito não vai ter prejuízo. Paz que... Estamos tendo paz...

que fazem dos seus filhos eternos, bebês, meus bebês, meus bebezinhos, os moleques, os bebês. Que moleque, bebê, gente? Gente com 20 e poucos anos, 30, vai, pelo amor de Deus, vai trabalhar, vai pagar imposto, vai fazer a sua vida, vai dar lógica de você ter nascido, né? Quem nasceu já é vencedor.

porque nós corremos contra milhões de espermatozoides pra gente conseguir estar aqui. Então, faça jus a sua alma, faça jus a sua história. É claro que os pais embebedam os seus bebês como se eles fossem eternamente uma criança, mas também pra criança ali, pro adolescente, jovem, adulto, é muito confortável também ser um eterno bebê. Então, essa história que eu vou trazer agora, mas uma mulher, uma moça, uma mulher chamada Melissa,

Melissa.

Melícia, olha, Mackenzie, eu vou pegar o sobrenome dela porque eu escrevo e eu não sei porque eu escrevo, não é porque eu não entendo? É uma loucura o jeito que eu estou fazendo. Mas é uma moça chamada Mackenzie que mora ali em Ohio, nos Estados Unidos, onde ela vivia uma vida tranquila. A gente nem estaria aqui falando dela porque ela não tinha nada muito exuberante para marcar o mundo, a não ser a sua reta final, onde ela matou.

Segundo a própria justiça americana, teria matado o seu namorado e um amigo do namorado. É uma história um pouco mais complexa, de uma costura mais doída. Tem queijo Suzane von Ristoffen na história e não estou me utilizando da Suzane para bombar em cima. É porque a Suzane von Ristoffen realmente se tornou uma forma de a gente olhar o outro dentro do crime. Como eu sempre digo...

O crime é muito mais contado pelo depois do que o autor fez do que o durante, até mesmo antes. Tudo é muito complexo e tudo é muito mais fácil de você justificar momentos de fúria, momentos de ódio, momentos de amor que dizem que é amor, mas principalmente o depois, quando você tem o escárnio, quando você tem a...

a ausência total de um remorso real e principalmente de uma dor, de uma saudade, que pessoas não sabem sentir esses sentimentos. E esta menina aqui vai ter isso, vai ter um momento, inclusive, um documentário onde ela se revela, ela senta e começa a querer ela contar a sua história.

É nítido, você vai se lembrar de Suzanne Von Stoffen no Gugu. É impossível não, porque é muito interessante como pessoas como essa moça, essa menina chamada Mackenzie, elas são tão autocentradas que elas esquecem, elas esquecem essas pessoas que o mundo as olha.

E que é muito fácil de você perceber o quanto que ela chora apenas quando ela fala da vida dela que se perdeu, uma vez que ela está presa, e não da vida daquelas pessoas que partiram. Num acidente, se acidente tivesse sido, essa menina não conseguiria mais sorrir. Se acidente tivesse sido com ela dirigindo o carro e os dois tênis morrido...

Já seria doído demais saber que você castigou a vida de duas pessoas, inclusive uma delas de uma pessoa que você dizia amar e com quem você queria casar. Trazer tudo melhor aqui, só faço aquele preâmbulo bom para dizer. Eu sou Beto Ribeiro e este é o especial Caso Comentado e também Dica de Séries. Mas vamos lá conversar sobre Mackenzie Chirila. Chirila é o sobrenome dessa moça. Uma moça muito jovem que em 2022 vai se...

chocar, literalmente, com o fim da vida do seu namorado e de um amigo deles, e também, como ela mesma diz, o fim da vida dela é onde ela sempre se emociona. Mas a Mackenzie Chirila, em 2022, ela tinha 17 anos, ou seja, uma moça que nasceu no século XXI, né?

Ela, no dia 31 de julho de 2022, estaria se formando, no que, para mim, é colegial, hoje ensino médio, sei lá como é que falam essas coisas, mas ela estaria se formando na escola e, como todo americano, já se preparando para ir para as faculdades, universidades, assim por diante. Ela vem nesse documentário da Netflix que chama Colisão, Acidente ou Homicídio, que ele traz essa dúvida, se ela realmente é lá...

mata o namorado e o amigo, ou ela, ou tudo passou por um acidente, vamos chegar lá, vem comigo que a gente vai entender tudo. Mas ela, você percebe, por esse documentário da Netflix, e também por outras coisas que eu fui pesquisar, vi também um especial de investigação Discovery e tudo mais, ela era uma menina extremamente paparicada pelo seu papai e pela sua mamãe. E eles não têm vergonha nenhuma, os pais, de falarem e se mostrarem dessa maneira no documentário.

Claro que a gente precisa, quando a gente vai falar certas coisas, a gente precisa entender como é o universo daquelas pessoas e não colocar elas no nosso olhar. Nós, brasileiros, somos pessoas que a gente fica mais tempo na casa dos pais. Muitas vezes as pessoas, por exemplo, se você é de São Paulo, naturalmente você vai fazer a sua faculdade morando com seus pais, você não vai mudar para...

A não ser que você mude da cidade de São Paulo, quer fazer agronomia, tipo o Aru. O Aru fez lá em Viçosa, ele foi pra Viçosa. Mas se você, muita gente vem pra São Paulo estudar. Se você é de São Paulo, você vai acabar ficando na casa dos seus pais. Eu saí mais tarde da casa dos meus pais porque me era cômodo, eu gostava, sempre tive uma boa relação com eles. E assim eu guardei dinheiro pra poder...

ter uma possibilidade de comprar um apartamento e não alugar assim por diante e tal. Mas essas são as nossas realidades. Nos Estados Unidos, é uma coisa esperada, muito esperada, que seus jovens pimpolhos saiam de casa aos 17 anos para fazer faculdade, independente de onde eles estejam.

isso é uma coisa meio que natural da cultura americana, esperada inclusive, tanto pelos pais como pelos jovens, é meio que um rito de passagem, e muito cedo, eu acho que às vezes 17 anos, você ainda está com certas imaturidades, ainda mais nos dias atuais, onde as pessoas ficam demais nas mídias sociais, demais no videogame, e a vida real passa a ser uma tela, e um problema de pescoço, daqui a pouco todo mundo vai ter, todo mundo só fica assim.

Então, nós temos mudanças de formas de ser, mas, de fato, isso ainda se mantém nos Estados Unidos. Então, a menina, a Mackenzie Chirila, ela se formou ali no colégio e não se fala se ela estava olhando...

alguma possibilidade de ir para alguma faculdade. Por quê? Também nos dias atuais, a juventude, e cada um com a sua razão, está olhando menos o diploma de terceiro grau do que se olhou gerações atrás, por conta de hoje você ter a possibilidade...

de você, já muito jovem, já estar trabalhando com mídias sociais, já fazendo o seu dinheiro com isso, aquilo, blá, blá, blá. Então, não se diz se ela, no documentário não se diz, em nenhum outro lugar se mostra, se ela, se a Mackenzie estava olhando a possibilidade de ir para uma universidade. O fato é que aquele 31 de julho de 2022 é fundamental, porque é o dia que ela se forma na escola e é o dia que ela se torna uma assassina.

E ela tinha uma característica que são importantes de a gente trazer aqui, como olhar para a história que vai ser vivida por ela. Não vou aqui questionar ou julgar moralmente nada, cada um sabe da sua forma de ser. Mas o fato é que a Mackenzie é muito apontada, inclusive nesse documentário da Investigação Discovery, que tem no YouTube, tem na HBO Max, que agora a Discovery é da HBO Max, que agora vai virar e sei lá, todo mundo está se comprando.

É uma coisa interessante, porque ele espaceia um pouco no documentário da Netflix, mas nessas outras produções ele se aprofunda um pouquinho mais nesses pontos que eu acho importantes.

A Mackenzie, Xerila, ela tinha um fascínio por si mesma e um fascínio muito grande pelo universo das influencers. Ou seja, se ela queria se tornar uma influencer, ela não estaria olhando universidades, porque ela realmente vai perder tempo na universidade, porque na universidade não vai te ensinar sem influencer. Só que ser influencer, gente, dá trabalho e não é pra todo mundo, e não adianta. Não adianta, eu acho que assim, todo mundo quer ser, mas é difícil ser, é difícil conquistar e dá muito trabalho de verdade.

No caso dela, dessa Mackenzie, ela tinha o fascínio pela possibilidade de ganhar presentes, de ser vista, de ficar famosa. Isso é muito fácil de ver pelo TikTok e pelo Instagram dela. E nessa parte do investigação, eles mostram bastante isso, inclusive porque eles entrevistam mais pessoas da escola da Mackenzie do que acontece no documentário da Netflix.

Inclusive, pegando o documentário da Netflix e o que o Investigação Discovery traz, tem uma amiga da Mackenzie que defende ela a ferro e fogo de tudo que ela vai fazer. Só que essa menina mesmo traz um elemento que ela passeia e olha e fala, opa, mas aqui tem uma coisa interessante.

A Mackenzie, ela gostava de marcas, ela gostava de aparecer, ela queria ser influência, segundo todas as amigas dela falam. Amigas não, as pessoas com quem ela convivia na escola. As pessoas que conviviam com ela na escola dizem que ela era muito arrogante, que ela se produzia para a escola para aparecer, e não para ir a uma escola estudar matemática e tal. Então ela tinha todo um trabalho de sempre estar se fotografando, se gravando, se fazendo.

De uma boa, você vê o material dela, é bem cafona, por sinal. É um material cafona, só sabe dessa influência do cafonismo. Ela, essa moça, essa amiga da Mackenzie, que aparece no documentário da Netflix, ela dá uma pista, o seguinte, ela diz o seguinte, que a Mackenzie, na escola, elas não se conversavam na escola, mas elas começam a ficar amigas por Instagram.

E que elas começam a se conversar, se comentar suas fotos, isso, aquilo. E essa menina, essa amiga que defende muito a Mackenzie, ela já era uma influencer local ali de Ohio, nos Estados Unidos, onde elas moram. E ela tinha 200 mil seguidores. É bastante seguidor. A Mackenzie tinha 1.000, 1.200, chegando a 2.000 seguidores.

Já deixo essa pergunta. Ela escolhe essa amiga que a defende a ferro e fogo porque ela gosta da menina ou porque ela tem 200 mil seguidores? E assim ela conseguiria fazer com a garota, colab isso, aquilo. Isso não se fala no documentário da Netflix. Mas nesse do Investigação Descobre, se aponta mais essa urgência que ela tinha de já aos 17 anos não ter alcançado o que ela queria ter. A amiga dela aos 17 tinha 200 mil seguidores.

Ela recebia produtos em casa, ela fazia isso, aquilo e tal. Então ela tinha o desejo.

De querer ser. De querer ser vista, de querer ser olhada, de querer ser uma influência. E pra isso você precisa inclusive de dinheiro, porque você vai precisar ter marcas, ter isso, ter aquilo. Não se mostra no documentário da Netflix igual ao padrão de vida dos pais da Mackenzie, mas se parece ser uma classe média mais normal. E ela vai... Mas ela quer aparecer com Louis Vuitton, com Chanel, com Gucci.

produtos que custam muito dinheiro. Ou você vai comprar em brechó isso, aquilo, vai achar um lugar mais... Ou você vai comprar falsificado. Ou você vai ter que ter um jeito de ter o verdadeiro. O que é o que ela vai conseguir fazer? Pra isso, a gente vai falar de uma outra personagem. Que é o... Meu Deus do céu. O Dom. É o Dom. Ele é conhecido como Dom Dom Russo. Que é o garoto.

É um garoto que também a própria biografia dele também não é muito trazida no documentário da Netflix. Acho uma pena, acho que esses documentários tinham que falar mais sobre a história perdida em cima da história vivida dessas pessoas, até para se entender do porquê dessas personagens tendo se cruzado na vida.

A Mackenzie, tudo vai acontecer já 31 de julho de 2022, ela tem 17 anos. Esse menino, Dom, tem 20. Então eles têm 3, 4 anos de diferença entre os dois. E detalhe, tudo vai acontecer muito próximo do aniversário da Mackenzie. Não consegui descobrir quando ela faz aniversário de fato, mas tem no documentário, fala que muito próximo ao acidente.

ao homicídio, era o aniversário da Mackenzie. E a gente já entendeu aqui no canal, já falei, vou repetir sempre, o quanto, por exemplo, o Guido Palombas sempre me contou que crimes familiares, crimes passionais, acontecem sempre próximos a datas importantes para as personagens.

Claro, Natal no Novo é uma data meio simbólica para todos, uma vez que você tem mirada de ano, recomeço de vida, Natal, tal, não sei lá. Mas você tem datas específicas que são os aniversários das pessoas, dia das mães, quando é relação de mãe e filho, quando vai morrer e tal. E também, ou por exemplo, Ana Flávia Gonçalves, que mata os pais no aniversário de namoro dos pais.

Então, assim, você percebe a data, assim, se aquela data, anos atrás, se tivesse acontecido, Ana Flávia Gonçalves não tinha nascido. Ela mata a família e mata quase a si mesmo. Uma coisa muito interessante quando você olha todos esses potenciais, do quanto o crime ele é maior do que exatamente o ponto de... Ai, meu Deus, esses barulhinhos. Mas tudo bem, vamos seguindo.

do que o ponto em si. Então a gente já pega essa informação também, que a Mackenzie, ela ia fazer aniversário próximo desse dia fatídico, dia 31 de julho de 2022. Mas o Dom é um rapaz mais velho que ela e que ele já namorava ela há uns 4 anos. Então se você pegar ela com 17, esse garoto vai conhecer essa garota com 13 anos, ela tinha 13 anos. E ele com 4 anos a mais, ele tinha 17.

Tá. Eu não vou aqui me meter se... Eu não deixaria minha filha de 13 anos namorar um cara de 16 anos, mas nem a pau, Juvenal. Mas aí é cada um que faz o que quiser da sua vida.

Desde que não seja contra a lei, né? Senão, daí já não rola. Mas o Dom, ele é um rapaz que vem de uma família um pouco mais diferente, que também no próprio documentário aparece o pai dele falando, a irmã dele falando. A mãe só aparece pra gente no julgamento da Mackenzie lá na frente. Mas esse garoto Dom...

Ele tem uma característica, o seguinte, ele tem 20 anos, ele não estava fazendo universidade, não estava fazendo faculdade, ele morava sozinho e ele ganhava dinheiro. Segundo o pai, fala muito também em pá, ele trabalhava com criptomoedas, com ações de banco.

E fazendo é moda própria. Eu não entendi de onde vem o dinheiro dele, de fato. Mas o que a gente sabe é que, como a Mackenzie precisava, inclusive, de um financiamento para se fazer de uma influência com marcas mais poderosas, o dom vai cair como uma luva na vida dela. Porque esse garoto mora sozinho.

Tem dinheiro dentro do dinheiro dele e ele começa a dar muitos presentes para a Mackenzie. Não sabemos se é a pedido dela ou de um convencimento dela para ele, mas em princípio ele dá muitos presentes. Muitas joias do Louis Vuitton e aquelas bem assim, né? A Louis Vuitton tem que ter o LVMH, o LVH, o Louis Vuitton, é Louis Vuitton, é o LVT, sei lá o que é.

É o Chanel, tem que ser Chanel. Você não pode ter uma joia da Chanel sem não estar escrito Chanel. Tem que estar sempre com uma marca gritando. Ela queria isso, ela gostava, não bastava só a roupa ser da marca. Todo mundo tinha que saber que aquela roupa era daquela marca.

Eu sou a favor, sempre assim, a marca te veste, você não veste a marca, né? Então o tema é tudo certo. Então ela tinha com o dom essa possibilidade de ter esse financiador. E também dentro do que ela queria ser, ali dentro da própria escola, ela namorava um cara mais velho. Isso daí, quem foi de...

Na minha época, garotas de 14 anos que namoravam caras de 18 anos, elas eram incríveis, porque eles já chegavam de carro pra buscar elas na escola e tal. A gente já se projetava no mundo adulto. Então ela tinha também o dom como esse namorado mais velho. Ele não é um cara bonito, bonitão, assim, não tem aquele estilo americano de...

filme de escola, que são aqueles caras... Não, ele é um cara mais nerd, ele é bem nerd, tanto que ele trabalha com criptomoedas e ações. Ou seja, e ele morava sozinho. Com um detalhe.

A Mackenzie vai morar com o Dom. Ela vai sair da casa dos pais e vai morar com o Dom. Mas não quando ela se forma. Ela já estava morando com o namorado ainda na escola. De novo, eu não quero ser julgador, não quero... Te juro que não, mas tem um ponto importante. Uma menina foi morar com ele com 15 anos. Sério, de verdade.

E a responsabilidade dos pais em cuidar, inclusive em dar limites? É claro que a gente com 15 anos se acha o máximo, mas é pai e mãe que falam, não, garoto, vai dormir, vai estudar. É ausência de limites que pai e mãe deixa de pôr na vida de crianças e adolescentes, que está construindo um monte de gente que não está conseguindo nem trabalhar, porque qualquer não chora. Mas você é lindo, mamãe, você não é o mais lindo do mundo. Isso não existe.

Para com isso. Pai e mãe quer ter filho é pra construir seres humanos pro mundo, cara. Tem um povo aí, eu não entendo. A minha geração, que foi uma geração que precisou batalhar pra gente se libertar, pra ser gay, tranquilo, pras mulheres pra irem e tudo mais, agora tá criando adolescentes, jovens, futuros, adultos, como se fossem cristalzinhos.

Não deixa nem atravessar a rua. Gente, tem gente aqui em Genópolis que pega filho pra ir no carro e vai pro shopping de carro a um quarteirão. Cara, atravessar a rua, saber atravessar a rua é importante pra vida. Você tem que olhar pros dois lados, senão a vida te leva. É uma questão da existência. Então você tá construindo gerações que vão ser muito frustradas, porque a vida não é um scroll de um minuto e meio.

A vida não é um videogame com três vidas e morreu começa do zero. Não existe isso. A vida é um plano sequência sem cortes. O último corte é a morte. Quando falar corta, você vai pro caixão, amor. Então assim, não dá. Então essa menina vai morar com esse cara. Muito nova.

E muito nova vai se envolver com o quê? A alta liberdade é muito nova, por isso que pai e mãe é importante na vida e tem que parar pai e mãe de querer ser amiguinho de filho o tempo inteiro. Nesse documentário mostra, por exemplo, que se a garota começa a ir pra maconha, pra cogumelo e pra outras drogas, muito forte, é lógico. Ela não tem limites.

ela vai morar com o cara que ela domina, que ela manda e desmanda. Você tem um monte de áudio, vídeo, o que ela manda naquele cara, ela é uma... Ela é um sei lá o que é aquilo lá. Ela é dona do mundo, ela é dona da casa do cara, ela é dona da vida dele, ela é dona do dinheiro, ela é dona dos pais.

E é importante esse ponto das drogas porque lá na frente do acidente, ela não vai nem poder dizer que ela estava sob efeito de entorpecentes, uma vez que até mesmo é explicado no documentário que ela usa tanta droga que a tolerância à droga para ela vai ficando mais resistente. Por exemplo, eu gosto de vinho. A minha tolerância ao vinho é muito maior do que quem só toma uma tacinha.

Óbvio, meu corpo, meu organismo vai entrando já em autodefesa. A mesma coisa aconteceu com ela. E ela tem inúmeros vídeos, e eu acho isso de um abuso. Eu tenho inúmeros vídeos de ela fumando maconha pra câmera, pro TikTok dela, de usando cogumelo, de se drogando. Gente, vamos entender uma coisa? Existem dark sides da vida que tem que ficar no dark side. Não tem lógica.

Porque essa garota só faltou matar o cara ao vivo no TikTok.

Então ela tem muita coisa, ela começa a se drogar demais, ela começa a viver em função de um pseudo desejo de ser influente, e não vai ser, porque ela não tem nem qualidade para isso. Ela vai vivendo aquele universo com esse cara. E é uma relação muito doente, é uma relação muito ruim pelos dois lados. Onde ela vai ser extremamente dominante desse garoto, que vai tentar muitas vezes sair dessa história, não vai conseguir, porque ela quer arrebentar a porta quando ele fecha.

Ela deixa inúmeros rastros digitais mostrando a toxicidade que ela tinha na vida do Dom. E ele também na vida dela. Mas ela era muito mais intensa que ele. No meio disso tudo, dessa relação, vai ter vai e volta, vai e volta, vai e volta. O Dom vai conhecer um cara chamado Davian, né? É Davian o nome dele? Deixa eu pegar. Que é a segunda pessoa que morre, inclusive, nesse acidente. É o Davian. O Davian é uma coisa assim.

que é uma personagem que entra nessa história e não se explica direito como é que esse cara vai estar tão coligado a eles que ele vai acabar morrendo com o Don dentro do acidente desse carro. O Davian, ele tem uma coisa triste, mas interessante de biografia que é trazida.

Ele é um garoto que, junto com as duas irmãs dele, foram adotados, os três, por um casal ali naquela cidade de Ohio. Muito lindo. Um casal extremamente amoroso, que sofre a perda de um filho, escolhido a dedo, literalmente. E que foi uma adoção familiar, que é muito mais complexa, né? Duas meninas ainda crianças e um garoto já pré-adolescente.

Mas o menino vai estudar, que queria jogar futebol americano, mas ele vai acabar quebrando a perna e aquele sonho vai acabar. Algo acontece e não é explicado, e não sabemos como, que o Davian vai conhecer o Dom e eles vão ficar amigos, eles vão ficar próximos.

A própria Mackenzie vai dizer que ela não era próxima do Davion. Isso acontece às vezes, você tem um amigo que é do casal, mas é mais amigo de um, é mais amigo de outro. Mas a forma que ela se coloca do Davion é meio como se ela não tivesse qualquer relação com ele. Eu acho meio de complexo, porque esse garoto, inclusive, esse Davion, vai chegar e ir morar na casa do Dom, que está morando com a Mackenzie, durante umas três semanas.

Por que ele sai de casa? O pai dá uma passada de mão, fala que é assim, não, é porque é coisa de adolescente, mas a gente se amava. Mas qual foi o estopim para ele ir morar na casa desse amigo que era recém-amigo dele? E detalhe, ninguém na universidade, ninguém trabalhando. O único que trabalhava ali, parece mesmo, é o Dom, que é o dono da casa dele, que é o dono de tudo. E ele trabalhava nos seus trabalhos de criptomoedas e ações. E se você souber fazer, você fica trilhardado.

Esse dom, inclusive, vai dar um carro para a Mackenzie. E eu não entendo isso. Ele não dirige. Não se explica se ele não dirige. Eles têm um carro, mas é um carro normal. É um Toyota, eu não sei das quantas lá. Não é assim, uma BMW, não tem nada dessas coisas. Era um carro, um sedã, um carro sedã normal. E quem dirigia sempre era a Mackenzie.

Meu desejo é ter apoio quando os desafios da maternidade começam a aparecer. Nestlé Materna está com você. Desde o planejamento, apoiando o preparo do corpo para a gestação. Durante a gravidez, ajudando no alívio de náuseas e no funcionamento do intestino. E quando o bebê chegar, segue com você. Apoiando para uma amamentação mais confortável e tranquila. Garantindo que você tenha as vitaminas e os nutrientes necessários para cada desafio. Nestlé Materna. Com você, do seu jeito.

inscreva-se, você está ouvindo o som do seu futuro. É o vestibular da Unip que está te chamando para começar o próximo capítulo da sua vida. A Unip é a universidade em destaque há 11 anos no mercado de trabalho e reconhecida entre as melhores da América Latina. Por isso, proporciona parceria para intercâmbios e mais de 30 mil empresas para estágio e convênios. A próxima faixa é o início da sua nova trajetória. Unip, educação por sua escolha.

Essa relação entre a Mackenzie, essa menina, e esse Davia fica um pouco no ar. E às vezes a sensação que eu tenho é que pode ter sido quase um poliamor ali. Eu não sei qual foi a situação vivida entre todas aquelas três pessoas dentro daquela casa. Mas tem uma coisa...

que não se entra e seria uma grande motivação para tudo que vai vir a acontecer. Mas não se escarafuncha. Não se fala se o Davian, por exemplo, é gay, não é gay, se ele tinha namorado, se ele não tinha namorada, se nenhum dos amigos entra, e com certeza os amigos saberiam, qual era a forma de intimidade entre aquelas três pessoas, entre o Dom, o Mackenzie e o Davian. O fato é que os três, eles vão estar juntos.

Naquele fatídico dia do dia 31 de julho de 2022. Naquele dia específico, ela se forma na escola, usa aqueles chapeuzinhos quadrados, tal, não sei o que lá, e vai para, inclusive a própria polícia depois vai falar que ela tinha ido para uma festa. A menina que essa influência aí que tinha 200 mil seguidores, não sei o que essa garota faz hoje em dia, ela mesma conta que não era uma festa.

Ela, por conta da finalização da escola, eles vão à casa de uma pessoa ali, aquelas coisas de filme americano, que os pais viajam e os filhos fazem a festa, só que não foi uma grande festa. Na verdade, foi uma pessoa da escola, estava com os pais viajando, e ele convida os amigos para irem lá, para passarem a noite. A ideia, inclusive, era de eles ficarem usando maconha e usando cogumelo, e não sei o que mais, mas em princípio essas duas drogas e bebem.

A Mackenzie e o Don, e o Donovan, o Donovan não, eu estou falando do Donovan, gente, o Davion.

eles vão para essa casa juntos. Pelo que eu entendi, eles vão juntos, os três no carro, com a Mackenzie dirigindo. E a Mackenzie, inclusive, que seria a provedora dos cogumelos, principalmente. Só que eles atrasam. E essa amiga fala, eles atrasaram muito, eles chegaram à meia-noite. Ela falou assim, meia-noite já não é a hora para se comer cogumelo. A gente só ficou, não sei por que ela falou isso, mas eles só ficaram usando maconha e bebendo.

Também não sei o que acontece nessa casa. Não sei se existiu alguma coisa mais forte sexualmente, só aquilo. Não é contado isso. Mas o fato é que você tem várias pessoas que ficam nessa casa aí e tem um momento que eles acordam. Umas quatro, cinco horas da manhã eles acordam. Acordam porque todo mundo dormiu ali, porque o que aconteceu? Não sabemos.

Porque tudo isso, gente, parece fofoca, mas não é. Tudo isso vai construindo o que vai acontecer daqui a pouquinho.

Ali na frente de uma rua cuja curva não vai ser feita. Tem um amigo, inclusive, do Dom, que conta que eles tinham combinado, ele e esse amigo, de irem para a casa desse amigo para fazer não sei o que eles vão fazer depois, sei lá, um dance skate, o que era. E que o Dom resolve não ir, que o Dom resolve ir com a Mackenzie. Porque o que convence o Dom a ir com a Mackenzie não é contado. Mas essa menina é uma menina muito dolorida, ela é muito mandona.

Então, claramente, ela deve ter mandado no carro para você ir embora para casa comigo. Entram no carro.

A Mackenzie, o Dom e o... Dona, o nome dele é Davion, peço desculpas. O Davion. O Davion aclarado, banco de trás, o Dom no banco do lado e a Mackenzie dirigindo. Com detalhe, só a Mackenzie está de cinto de segurança.

Por que? Não sabemos. Porque as pessoas não usam, são tontas. Eu uso em qualquer lugar. Cinto de segurança, minha vida, eu uso antes de ser lei no Brasil. Porque meu pai fazia e eu acho ótimo. Eu não consigo dirigir e eu não consigo estar num carro sem ter a sensação de cinto de segurança me dando segurança. Eles vão nesse carro. E aí vai acontecer, eu vou contar como foi a investigação. Então, o que vai acontecer nesse momento? Eles entram nesse carro.

Às 5h38 da manhã, uma coisa assim, vai existir um acidente muito forte, que é terrível. Tanto que quando começa o documentário, é muito interessante que você vê aquelas câmeras corporais, é muito bem produzido e tal, é da Raw Production, é muito boa essa produtora. Ela tem as câmeras corporais, então você chega no documentário, você chega no acidente.

E a angústia é porque você fala pra mim, como é que esse carro ia parar aqui? Onde eu estou? Porque assim, é um carro completamente destruído, dividido ao meio, segundo eles. Com coisas que voaram pelo lugar inteiro. Você não entende se aquilo é um parque, se aquilo é uma rua. O que é aquilo? Que lugar é aquele que o carro foi cair? Ao longo do documentário você vai entendendo que aquilo lá é uma empresa.

que fica com um jardim grande, e aquele carro entrou por esse jardim, pra você ter uma ideia do que aconteceu, entrou por esse jardim e se espatifou ali nessa quina desse prédio. Quando a polícia chega, a gente chega junto com a polícia, a gente vê a polícia e fala assim, tem uma pessoa aí. Porque o carro tá com os vidros todos fechados. Por que fechado? Júlio é calor, tudo bem, ar-condicionado ligado. Pode ser calor lá, né? Frio aqui.

E tá, você só vê o airbag e tal, daí eles resolvem quebrar. Quando eles quebram, eles descobrem que tem mais duas pessoas ali dentro. A menina está mais ou menos consciente, ela está conseguindo conversar. Segundo, quando a polícia chega, a gente acha que só tem uma pessoa. Aí, às vezes, a gente vai descobrir que tem três. E a gente vai entendendo os personagens do documentário dessa maneira, a gente não sabe direito quem é quem.

Quando eles tiram, os dois garotos já estão mortos. Por quê? Como eles estavam, inclusive, sem cinto de segurança, eles voaram em cima do outro, se espatifaram todos, morrendo. Foi uma coisa horrorosa.

A menina foi mais, por conta de cintos, aquilo ela foi mais protegida da morte.

Mas só que era um carro, que você olhar e falar assim, cara, esse carro tem que estar a pelo menos, sei lá, 300 por hora. Mas não sabemos nada ainda, eles tiram a menina, por enquanto é um acidente, a menina sai, ela está entre a vida e a morte, os dois garotos já morreram, ela vai para o hospital, a gente vai ver a reação dos pais das vítimas recebendo a notícia, muito triste, inclusive os pais da Mackenzie recebendo a notícia que a filha está entre a vida e a morte, que os dois garotos morreram.

Um trágico acidente de uma maneira horrorosa. Agora a gente precisa entender cada vez mais o que é tragédia, o que é acidente e o que é crime. A Boate Kiss não é uma tragédia, a Boate Kiss é um crime. Com várias pessoas que não foram para o banco dos réus.

daquelas pessoas que já estão, eu sempre falo, falta o Corpo de Bombeiros, falta o Ministério Público, falta a Prefeitura lá de Santa Maria responder por isso também, não civilmente, criminalmente. Aquela boate só estava usando, vivendo aquilo porque ela tinha alvará, tinha uma saída. Então isso não é uma tragédia, isso não é um acidente, isso é um crime.

Sei lá, Mariana. É um crime. Não é uma tragédia ambiental. Não tem ambiente. Não é o mundo. A mãe natureza que mandou chuvas e brumadinho. Não existe. Não existe. Tragédia é algo que você não controla. Tragédia é vulcão que explode, é tsunami que chega. Acidente é algo que você está.

sempre olhando pra nada acontecer e acontece, mesmo você fazendo toda a segurança possível pra não acontecer. Aí é um acidente, então você tá dirigindo o seu carro e cai um, sei lá, bate, pisa escorregadia, e você, ali é um acidente. Aí morreu por um acidente, eu estava ao volante, mas eu não quis matar ninguém. E crime é crime. E não adianta jogar tragédia, acidente.

para omitir um crime. Quando você vê a cena do carro, logo de cara, você fala assim, que pergunta tonta é essa? Porque o documentário é colisão, acidente ou homicídio? Olha, aqui você fala assim, cara, no mínimo, a pessoa que estava dirigindo estava em altíssima velocidade. Se você está dirigindo em altíssima velocidade, isso é crime, se não é acidente, se não é sarajade. Não adianta. Se você está no limite da velocidade, acidente.

Discutível, mas acidente. O limite da velocidade é 100 por hora. Bateu a 100 por hora. Dá pra se dizer... Agora, o limite da velocidade é 100, você bate a 200, é crime. Não tem, não tem, não tem papo. É crime. Bebeu e dirigiu, é crime. Não tem acidente. Ah, mas eu sou ótimo, eu bebo nem parece pra você, amor.

Não adianta. Aí você pede para ele. Não adianta, gente. Quer beber? Sai de um táxi, Uber, o que você quiser. Não sai. Fica em casa. Pelo amor de Deus, gente. Pelo amor de Deus. Não é possível que a gente tenha que discutir isso.

No caso da Mackenzie, enquanto a polícia está lá levando os corpos por ML e a menina para o hospital, eles vão olhando as coisas que estão caídas ao redor e eles veem uma mochila, inclusive da Mackenzie, cheia de cogumelos e também com maconha. Ali, no primeiro momento, se traz a sensação de, será que ela estava sob efeito de drogas? Será que a motorista estava drogada?

Logo perdeu a noção, porque ninguém ainda tinha visto, por exemplo, as câmeras de segurança. É óbvio que tem. Como tem as câmeras de segurança corporais, hoje em dia, pela cidade, você já tem um monte de câmeras. A polícia estava entrando na investigação para falar se era um acidente, uma tragédia ou um crime. Mas de olhar, uma mochila com maconha e cogumelo. Aquele acidente tinha que ter sido em altíssima velocidade. Não tem como se não for em altíssima velocidade.

Estava deixando de ser tragédia, estava deixando de ser acidente e estava claramente apontando para um crime. Se ela tivesse, por exemplo, drogada, não pode estar drogada e dirigir. É um crime de trânsito, é diferente de um homicídio, mas tem várias coisas. A polícia então entra no encalço e vai inclusive até o hospital tentar falar com a Mackenzie.

para entender como ela estava, claro que já tinham feito exame de sangue nela para saber quais eram as substâncias que ela tinha ingerido naquele dia, e queriam conversar com a menina. A família não deixa, porque a menina, claro, estava ali e tal. Só que eles pedem, posso pegar o celular dela? Você me dá a senha? A mãe fala, tá bom, pega o celular dela. Ali, meu amor, não é que começa, começa ali. O que acontece? O teu celular hoje em dia é a tua bomba atômica.

Se todos os WhatsApps forem liberados do mundo, não sobra uma pessoa. Nem eu, nem você, ninguém. Ninguém é imune a absolutamente nada. E aquele celular dela vai revelando para a polícia uma personalidade extremamente narcisista, uma personalidade, uma menina extremamente mandona, mas nada disso vai fazendo dela um assassino.

Enquanto não. Mas vai construindo que ela era uma pessoa que usava muita droga, logo a resistência dela era muito maior.

Para algumas coisas... Por quê? Uma coisa é falar assim, olha, fiz besteira aquele dia, fui em maconha, peguei o carro, absurdo, tá? Crime de trânsito, tá? Que horror, eu tô mal. Outra coisa é, você sempre fazer aquilo, vai te tirando a possibilidade de você falar que entrou em surto, que deu amnésia, porque você já está acostumado com aquele tipo de substância no teu corpo. Isso é muito importante, inclusive a investigação aponta muito isso, eu achei muito legal.

Então eles vão pegar e vão descobrir o quanto ela se usava de drogas. Então aquelas drogas que estavam ali não eram coisas fora do comum para ela. Eram coisas, na verdade, habituais para ela. Ela vai ficando ali, ela vai ficando melhor e ela vai saindo. Só que as famílias das outras duas vítimas ainda olhavam para a Mackenzie como uma terceira vítima. Uma menina que também quase morreu. Assim como morreram seus queridos, seus filhos, seus irmãos.

Aquela menina quase também, virou, deixou paz chorando ao mar de uma filha. Triste, triste demais. Então ainda se existia ali uma empatia à Mackenzie, como se ela também fosse alguém que tivesse a mesma qualidade das vítimas que eram o Don e o Davion. Davion, não. Davion. O Davion.

Mas só que a polícia está investigando. A polícia tem que dar respostas. O Ministério Público, no caso do Afeganistão Promotor, eles têm que contar o que aconteceu. Eles não têm que inocentar e eles não têm que condenar. Eles têm que contar o que aconteceu. Se tiver condenado, vai ter que condenado. Se tiver que inocentar, vai ter que inocentar. Porque aquelas famílias, inclusive, precisam de respostas. Seguradoras precisam de respostas e tudo mais.

Aí eles vão começar a fazer várias perícias. Primeiro, o sangue dela vai mostrar que ela não tinha bebido, e os amigos tinham falado que ela não tinha bebido, que ela estava ausente de álcool, que ela tinha um pouquinho muito baixo de maconha, mas era residual de tempos anteriores, ou seja, aquela noite ela realmente não usou maconha, e zero de cogumelo, o que mostrava que a amiga dela fala a verdade. Quando eles chegam com o cogumelo, já era tarde demais e eles não usaram.

Então ela estava limpa, ela estava consciente, e ela tinha dormido, porque ela disse que acordou às 5 horas da manhã pra ir pra casa.

Então, a polícia vai falando assim, opa, essa garota, porque depois ela disse que ela, vão conversar com ela, depois ela fala que ela não lembra de nada. Ok, eu acho que amnésia nesse tipo é super normal. Acidentes como esse, o próprio corpo trabalha a seu favor. Nada como esquecer o inesquecível. Então, é muito mais importante você manter a sua sanidade mental, e o corpo precisa disso, do que ficar te repetindo a cena da batida que vai te enlouquecer.

Isso é sábio do corpo humano. O corpo humano é a melhor máquina já inventada por Deus, de fato.

Pena que o ser humano não sabe ser bom, né? Como os animais, como Deus, só que não tem tal do livre-arbítrio, que daí faz esse tipo de coisa aqui. Aí essa moça, então ela está sendo investigada, só que ao mesmo tempo ela está sendo investigada, ela tem algo que me incomoda profundamente. O tempo inteiro ela está tirando o fato dela no hospital. Por quê? Nada como ter...

a tristeza como uma forma de engajamento. A dor, a saudade do meu amor perdido. Então ela fica falando, ela fica postando muitas fotos dela com aquelas coisas, porque ela passou por várias cirurgias, ela ficou com as duas pernas quebradas. Visivelmente ela estava debilitada e ela usou essa imagem para fazer o seu Instagram bombar. Sendo que assim, duas semanas depois, que ela ainda estava toda destruída.

no hospital, tem uma postagem que eu achei interessante, mostra o quanto que depois fala mais o que você é do que o crime em si. Uma semana, duas semanas, ela ainda estava no hospital, tinha uma foto que ela tinha colocado dias antes da morte, da batida do carro, ela tinha postado uma foto de uma marca, que ela inclusive tinha marcado a marca naquela postagem. E a marca entra em contato com...

com mensagem aberta, perguntando, ah, adorei essa foto, podemos repostar? A mãe da Mackenzie conta que elas estão passando por um momento muito difícil, que a própria Mackenzie já tinha tentado isso, que ela ficou muito feliz com a resposta da marca, claro que ela vai conversar, que ela... Ah, ela tem... Daí a Mackenzie vai lá e escreve, ah, querido, ficou muito feliz com a sua postagem, sua mensagem. Posta, querido, tô aqui pra isso, me manda um presente. Pelo amor de Deus, garota, dois caras morreram do seu lado.

Tem um pouco de... Sabe o que mais me irrita de criminoso? É audácia de achar que ninguém vai perceber. Não, é assim... Não, eu tô entregue... Ela se sentiu muito segura, né? Que ela ainda ia sair de coitadinha. Aliás, já antecipando, tem um movimento, Free McKenzie, e, pelo amor de Deus, ela não é os irmãos Menendez.

E os irmãos Menendez, por exemplo, não negam a morte dos pais. Eles dizem o porquê fizeram. Já pagaram 30 anos. Nesse caso, ok, eu estou dentro com ele, Free Menendez, porque eu acho que realmente aqueles pais eram dois perversos, nojentos e tal. Nesse caso aqui, ela disse que ela não fez nada.

E só porque ela é bonitinha, porque ela não é linda, ela é bonitinha, tem essa coisa que tá meio chata, é tipo o Wade Wilson, aí ele é lindo demais pra morrer. Tem gente falando que a Mackenzie é linda demais pra ficar a vida inteira na cadeia. Free Mackenzie, free Mackenzie. E pessoas, esses detetives online, que quando dão certo, dão certo, tipo Don't Fuck With Cats. Agora, quando todo mundo acha que é detetive online, que fica...

batendo papinho por Zoom para falar sobre crime como se entendesse de alguma coisa, aí ficam querendo destituir da investigação a qualidade dela, que é excelente. Então vamos entender uma coisa, garoto, que Free McKenzie, o que aí é? Free McKenzie, não é Free McKenzie nada. É uma assassina, Free McKenzie. Assassina extremamente narcisista e é fácil de você perceber isso pela entrevista que ainda vou chegar lá. Bom.

Mas então, mas já tinha que falar desse Free McKenzie que me irritou profundamente. Mas então, tem nesse universo, ela começa a já se utilizar do acidente pra aparecer. E ela vai encontrar a família do Dom, depois que ela sai do hospital e se posta chorando junto com o pai. Ela vai falar com a família do Dom e se posta chorando. Ela se utiliza da dor real, da perda daqueles dois meninos.

para ela angariar para si o poder da viúva inconsolável e da mulher que perdeu o amigo. Não, minha filha, você meter o carro a 300 por hora numa parede, 300 ou 250, 200, sei lá, você meter o carro a uma velocidade altíssima na parede,

É 150. Quase 160. Porque você quis. Já deu spoiler, mas vamos seguindo. A polícia, então, chega e começa a construir as provas que evidenciam o seguinte. Primeiro, ela não estava drogada, não estava bêbada, não estava medicada, não tinha nada. Ou seja, ela estava sã no momento que estava. Chegam as imagens da polícia, que é muito legal, eles fazem aquilo que eu adoro. Eles vão pegando, vão reconstruindo, desde a hora que ela saiu da casa do amigo até a batida.

E você vê que ela sai da casa do amigo super tranquila, ela dá seta, ela dá seta, ela vira direitinho na curva, perfeita, lá, sei lá, 30 por hora. De repente, essa garota começa, ela pega uma reta com curva, que é importante isso, e ela começa a correr, você começa a ver ela passando, passando, passando, e ela, a imagem final, ela entrando com tudo, porque o que acontece? Vai terminar por aqui, vai terminar, tem a reta aqui e aqui,

Faz isso daqui, né? Porque ela tá vindo com o carro aqui, ela teria que fazer uma curva pra cá. Aqui é um terreno onde tem o prédio dessa empresa. O que ela vai fazer? Ela vai passar reto, ela não vai conseguir virar, ela vai reto e vai direto na quina do prédio e se patafaga tudo. E você só de ver as imagens, fala, esse carro tá mais 150 por hora. É periciado e é dado que ela estava a quase 160 por hora.

Isso é um dado. Então você tem que ela não estava bêbada, drogada, que ela estava consciente, estava lúcida. Você vê as imagens, você vê primeiro, no próprio local, quando a polícia chega, o que mais impressiona eles é que não tinha marca no chão de derrapagem nem de brecar. De alguém tentar frear o carro, sabe? Tentar segurar o carro. Então não tinha freado e não tinha derrapagem. Ou seja, significava o quê? Que o carro voou em direção àquele... .

Aquela quina. Igual aquela menina aqui de São Paulo que matou o namorado e amiga do namorado, estava na moto aqui em São Paulo, eu esqueci o nome de todo mundo, mas que ela está no carro junto com a madrasta do lado e ela voa para cima da moto, mostrando assim, ela estava decidida a matar esses dois. É mais ou menos o que vai acontecer aqui. Não tem nada, visivelmente, em princípio.

que mostrasse que aquele carro tentou evitar aquele acidente, em princípio como um acidente. Isso já chamou a atenção. Então você tem a ausência de sinais no local mostrando que aquela batida, alguém tentou não bater. Você tem as imagens que mostram que ela estava a toda velocidade numa rua que faz curva. Ela não é reta, ela faz várias curvas. Então a pessoa que está na direção tem que fazer isso daqui, isso daqui, isso daqui, isso daqui. Importante para a coisa que eu vou chegar lá na frente.

ela tem ausência de bebidas, ausência de tudo, e vai ter agora a perícia forense do carro, a análise forense do carro. Eu não sabia, mas é óbvio que tem, hoje os carros são muito tecnológicos, então nós temos uma caixa preta dentro do carro. Eu não fazia ideia, gente. Pra mim, não fazia mais.

Que tem uma lógica, porque hoje é tudo computador de bordo, isso, aquilo e tal. Essa caixa preta foi extraída do carro, que mostra cada movimento que o carro teve, assim, de mudança de marcha, de velocidade, se a pessoa pisou no freio ou não pisou no freio. Ali confirma o seguinte, que ela estava 100% do tempo, até a batida, com o pé enfiado total no acelerador. Ela estava com o pé pressionando para que fosse na velocidade máxima.

e que em momento nenhum o freio foi acionado. Acontecem duas coisas num certo momento. A direção dá uma mexidinha e o câmbio sai do drive, né, que a gente põe no dramático, põe no drive, foi pro neutro, mas voltou pro drive. Mostrando que a possibilidade de alguém dentro do carro, tentando mexer e parar...

E ela retoma a direção e a coisa. Só mostra que, na verdade, as pessoas de dentro do carro estavam tentando evitar que aquilo acontecesse. Não ela.

Não ela. Ela, em momento nenhum, deixou de querer aquele fim. Logo, não é tragédia, não é acidente, é crime, é homicídio. E a polícia vai investigando, vai conjuntando provas e isso aqui. E ela vai deixando mais provas acontecendo. Inclusive, vai ser mostrado durante o julgamento, que para mostrar a perversidade da alma narcisista dela, não posso falar psicopata, ela tem 17 anos, vou lembrar disso.

Ela tinha feito um vídeo no TikTok dias antes da morte, mostrando que assim, você vai morrer por mim, mas era uma trend de uma música X que tinha, até a amiga dela que mostra assim, ah, tá vendo que sou jovem, sei de tudo, sabe nada. E só que o promotor mostra o vídeo que ela faz.

Ela vai ser presa, essa garota, já 4 de novembro de 2022. Como tem o Halloween, ela tinha feito um vídeo, gente, uma boa, teu namorado, o amor da sua vida, segundo você, e um amigo seu morreram com você dirigindo o carro. Se fosse acidente, já não dá pra fazer. Sendo um crime, menos ainda, porque aí você ficou a burra da burra mesmo. E aí eu acho que burrice tem mais aquilo de ganhar mais de 80 anos de cadeia.

Ela põe no TikTok dela, ela vestida, que é uma banda, que essa amiga dela, que é super entendida de tudo, fala que ninguém tá vestido de cadáver, a gente tá vestido de uma banda. Só que ela estava vestida de cadáver. Curtindo Halloween. Cara, dois, três meses antes, você matou. Se fosse acidente, você matou. Agora, é burra. É burra. Então, se é burra, paga mais. Bom.

Tudo isso vai ser utilizado. Dia 4 de novembro ela vai ser presa. E ela vai ficar angustiada, porque afinal de contas, por enquanto eu sou a viúva, eu sou a terceira vítima, se não a primeira, né? A menina, uma mulher dirigindo com os dois homens. Ela, em momento nenhum, fala dia 7, fala nada disso.

Porque a polícia já tinha construído muito bem todas as provas que cabiam, principalmente da personalidade dela também. A mãe do Dom, quando vai à casa dele, do filho, para arrumar as coisas, ela acha um celular que o filho tinha deixado escondido, que é um celular que ele gravava as ameaças e as agressões dessa garota com ele.

Ela quebrava a porta, ela falava dos absurdos pra ele. Então você tinha uma grande construção, inclusive, de uma possibilidade. Tem mensagens trocadas que ele fala que ela pôs ele em risco numa outra vez que ela tava dirigindo o carro. Vai ter também, vai ter várias coisas assim, eu vou trazer a versão dela daqui a pouco.

Mas ela vai ser presa, inclusive, por conta de tudo isso que eu falei. Vai a julgamento. No julgamento, é muito interessante alguns pontos. Nos Estados Unidos, em alguns estados, as pessoas não respondem. Ela tem 17 anos. Se fosse no Brasil, ela pegaria 3 anos, com 21 ela estava livre. Eu não poderia falar o nome dela e ela estaria com a ficha limpa, podendo matar outras pessoas depois.

Nos Estados Unidos tem algo em alguns estados que eu gosto muito, que é o que eu gostaria que fosse no Brasil, que é a responsabilidade criminal. Não importa se você tem 17, 15, 10, 8, se você tiver a responsabilidade, o ato que você fez, você estava com responsabilidade sobre aquilo, você vai responder como adulto. Não me interessa se você tem 9 anos, 10 anos, 11, que bom que aos 9 anos, eu ainda vou fazer aquele malditinho que matou mãe que ainda faz suasca na cara.

Ele tá preso perpétuo. Que bom que com nove anos ele já mostrou o monstro que é e que fique preso o resto da vida. Porque senão outras pessoas vão morrer, cara. Eu sou a favor absolutamente disso. E ela, a Mackenzie, foi julgada como adulta. Até uma coisa que eu achei interessante, que eu tô lendo o livro da D.C. Gonçalves, muito bom, vou fazer um comentário. No livro, a autora conta algo que eu achei legal, não sabia disso.

Que até 1922, a maioridade penal era de 14 anos. Até 1890, a maioridade penal era de 9 anos no Brasil. Depois, com Getúlio Vargas, é que vira 18 anos. Que bobagem, né? Podia ter deixado 14.

No mínimo. Mas só que é uma coisa assim, e o cara de 13 anos? Por isso que eu sou a favor da responsabilidade criminal. E essa garota tem a responsabilidade criminal. Ela é julgada nos Estados Unidos como adulta. E como adulta, ela vai pegar a pena necessária. E também tem uma coisa interessante também nesse local, em Ohio, nesse estado é possível isso, que no caso da Mackenzie, ela poderia escolher se ela ia ser julgada por um júri popular ou por um juiz especial pelo juiz.

Ela escolhe o juiz e eu entendo a estratégia do advogado. Porque juiz tende sempre a ser absolutamente técnico. E na letra fria da lei. Júri, ele vai pela emoção. Então ele pode ficar muito emocionado ou menos emocionado. É muito mais fácil você apresentar para um juiz.

que é magistrado, estudado para cumprir lei, olhar processo e tudo mais, do que você convencer, no caso, lá uns jurados. Eles vão com isso. Porque também tem uma arrogância de todo mundo achar que vai, que está por cima da carne seca. O promotor dá um show naquele julgamento. Mas é um show fantástico. Fantástico, fantástico, fantástico.

E ela é julgada, ele apresenta tudo isso que eu falei, apresenta o vídeo do cara fechado na casa e ela querendo estourar a casa pra pegar ele. Ele vai fazendo tudo. Ela vai tomar de 15 anos a prisão perpétua. Eu acho fantástico. Qual a pena? De 15 anos a prisão perpétua. Gente, eu falo, não, tem que ir pro estúdio correndo.

Então ele vai pegar, ela vai pegar de 15 anos a prisão perpétua, o que significa que no mínimo 15 anos ela pega por cada um dos meninos, 15 a prisão perpétua. Só que ela não vai cumprir 30, ela vai cumprir 15 anos. Cada dia que ela está, ela está cumprindo pelos dois. Eu acho isso errado, acho que no Brasil é mais certo. Pegou 15 por um, 15 por outro, soma, dá 30, acabou. Ela vai ficar no mínimo 15 anos na cadeia.

Ela vai poder pedir uma condicional mais pra frente, daqui 15 anos, pra ver se ela sai ou continua em prisão perpétua. Ela vai alegar, durante o julgamento, que ela tem POTS, que é uma doença cardíaca que você... Não sei se posso falar doença, é um...

Uma forma do coração da pessoa é que a pessoa desmaia. E ela queria dizer que ela tinha apótese, que ela tinha sido diagnosticada não sei que ano, antes. E aí até a juíza fala, mas pera um pouco, você sabe que sua filha tem apótese e você autoriza ela a tirar a carteira de motorista? Porque a pessoa desmaia a qualquer momento. E a mãe fica meio assim.

Só que tem uma coisa, lembra que eu te falei que ela pega uma reta e ela vai direto, só que essa reta tem curva. Se ela estava sob efeito de hipótese, primeiro que é o seguinte, ela não para de acelerar. Ela para de acelerar. Ela, na verdade, o pé, ela fica, porque o pruto está 100% do acelerador, o pé tem que estar assim. Se ela tem hipótese, o pé fica mole e para. E segunda coisa, tem curva. Ela não faria curva. Ela teria batido antes, ela teria batido uma árvore antes.

Ela não teria batido naquela velocidade, porque a velocidade teria diminuído. Então, a história do potes dela cai por água abaixo. E ela vai dizer depois também que o menino... Daí vão achar agora umas mensagens que o cara fala, que ela manda uma mensagem pra ele, falando assim, você mexeu na minha direção, você quase fez eu bater o carro. Como se ele, na verdade, estivesse fazendo com que ela batesse o carro. Cara, desculpa, ela tá dirigindo, ela está com o pé no acelerador.

a 100 por hora, fazendo curva, e ela não... Se o cara vai mexendo na sua direção, você freia. Você é o dono do motor, você para o carro. Não tem como ele ter, o namorado dela, ter feito ela bater a 160 por hora naquela quina, se ela não quisesse. Ele não tem esse domínio, ele não tem o domínio do acelerador, ele não tem o domínio da direção, ele podia mexer, podia capotar o carro, podia tudo. Agora, ela estava com o pé a 100% até o final.

Isso mostra na caixa preta, ela tá pisando 100% do acelerador. Ela tá pisando de 60, ela tá pisando de 50, ela tá pisando de 100. Ela quer aquela velocidade até o fim. Porque fica no ar isso. Pode ser porque ele tava pedindo pra terminar muito tempo, ela não aceitava.

Pode ser porque ela achou que assim, vou fazer um acidente e daí ele vai me amar pra sempre. É tanta possibilidade que existe na hora de uma pessoa fazer essa idiotice. Pode ser que ela achou que ela tava em videogame na cabeça dela e que depois reseta e volta pra trás. É gente que faz esse tipo de coisa. Ela tem uma mentalidade muito infantil. Então a motivação real só ela pode contar. Só que ela não conta nem na entrevista que ela vai dar.

No julgamento, eu achei fantástico que a mãe da Mackenzie vai lá e fala assim, ai minha filhinha, minha paixão, ela é uma ótima garota. A juíza fala assim, você em momento nenhum falou da vítima. Você só fala da sua filha. A mãe toma um susto. Por quê? Porque a filha narcisista coloca pra mãe que ela é a coisa mais importante do mundo. Ou a mãe constrói a filha narcisista porque a mãe também seja. Aí é uma questão que psicólogos que têm que analisar.

Mas ali ela pega de surpresa porque ela só fala da filha, ela não fala das vítimas.

E isso é um ponto importante porque na entrevista que ela vai dar dentro da cadeia, que é maravilhosa, gente, doutores advogados, vocês estão... De onde você... Cara, é óbvio que o visual conta. Ela senta para dar entrevista ali na penitenciária com um coque aqui em cima, toda maquiada. Eu falei, ela se preparou para dar uma entrevista para a Netflix. Cara, que burrice. Ao contrário, você se prepara para mostrar que você é humana.

Ela é totalmente desumana na entrevista. Ela só fala... Ela tá tão preparadinha que ela fala dos dois. Ela fala que ela morre de saudade dele. E ela só chora quando ela fala dela.

Que ela acabou com a vida dela, que ela tá presa, que ela é inocente, que ela tá triste, que ela não tem futuro. Aí ela chora. Sobre os dois, ela fala tentando ter uma emoção sem acontecer. Me lembrou muito aquela entrevista da Suzane Von Richthofen pro Fantástico. Até porque vai ter um momento da entrevista que o diretor pergunta, você quer falar mais alguma coisa? Ela vira pro advogado e fala assim, eu falei tudo certo?

Eu falei como era pra falar? Tá tudo certo. Ela toma, ela vira assim, ela fala, tá tudo certo, como eu falei, tá ok, beleza, pode seguir, então tá. Ela dá a mate Suzane quando ela tá com a advogada, você tem que chorar, ela fala assim, eu não consigo. Eu olhei aquilo e falei, cara...

Eu não sei quem é mais tapado, se é ela ou o advogado dela. Jura mesmo que você vai dar uma entrevista pra Netflix querendo convencer o mundo que você é inocente com um coque daquele jeito na tua cabeça. Aliás, tá horroroso. E aquela maquiagem toda arrumadinha, toda gatinha e ainda dando bronca no advogado, ainda falando... Sério? Free McKenzie? Free McKenzie nada. Que pague anos na cadeia. Os dois meninos coitados morreram com lá 20, 21 anos. Você, garota?

vai poder sair dali com 30 e poucos anos, ainda construir família, né? Porque a tua mãe e o teu pai, que te visitam sempre, que, aliás, o pai dela tenta falar de uma coisa assim, ah, mas eu também fui maconha. Ô, cara, deixa eu te falar uma coisa. Você é o pai da menina, você é um amigo dela.

Se você fuma maconha, não fuma maconha, você não conversa. Tem certos pontos, gente, que a gente precisa ter limite entre pai e filho, porque senão constrói esses monstros. Você pode querer lá na frente, quando for adulto, conversar, só que adolescente precisa de limite, inclusive de entender que droga não pode, o que é crime, é assim. Aí lá na frente quer fazer outra história, vocês são adultos, agora...

Ah, eu queria fazer isso, eu sou buddy, ainda com uma camiseta meio buddy. Eu falei, ah, sério, sabe? E as pessoas também, elas pedem, inclusive, para perderem. Porque o pai dela, na entrevista, com aquela camiseta, falou assim, cara, respeita a audiência que vai te assistir. Ele parece um adolescentão, só que o cara tem tamidade, sabe? Também tem que ter um pouco de discernimento, né?

Poxa, fico chateado. Bom, mas é isso. Esse é o documentário. No documentário de uma hora e vinte, vale a pena assistir. É o Colisão, Acidente e Homicídio, a história do Dom e do Donovan, com a Mackenzie e Schirilla como a assassina dos dois, segundo a própria polícia. Eles estão ali tentando, vão para o STF.

Estão fazendo campanha em TikTok, Mackenzie Free. Eu, depois desse documentário da Netflix, acho muito difícil ter alguém ainda fazendo Mackenzie Free. Eu não faço. Ela que fica presa. Perpétua, o que eu posso fazer? Ela matou duas pessoas. As duas pessoas que ela matou estão em prisão perpétua. A morte, para aquele caso, é uma prisão perpétua. É uma prisão perpétua. Os pais dos dois meninos, os irmãos dos dois meninos. A prisão perpétua das famílias das vítimas, essa você não consegue sair.

Então, meu filho, eu não tenho pena de prisão perpétua. Pena que a gente não pode ter no Brasil, né? Parece aí que estão tentando fazer minoridade penal, mas tinham me falado que não pode, porque é cláusula perpétua. Mas eu quero, mas é que... Eu quero a responsabilidade criminal. Eu quero que se a pessoa fez um crime com 13 anos, com 12, 10, tem responsabilidade, vá preso. Eu não quero saber, gente. Não quero saber. Ai, mas a criança... Não quero saber.

Aí até falaram assim, mas a maior parte dos jovens presos é por drogas e roubo. Ok, então vai ficar só na morte? Vai ficar só em homicídio? Então tá, então vou falar. Estupro e homicídio, beleza? Eu acho o roubo um horror. Você roubar o celular de uma pessoa, você destrói o daquela pessoa.

Quando você rouba o celular de uma pessoa, você não está roubando o celular, você está roubando a vida dela. Então, pra mim, esse garoto que roubou o celular, pra mim que fica o resto da vida na cadeia. Eu não tenho pena de bandido. Não tenho, não acho que ressocializa. Eu já falei isso 500 vezes. Vai ter gente aí dessa área que fica falando brava comigo. Eu, como cidadão brasileiro, eu não acredito em ressocialização. Eu não acredito.

Ponto, o que eu posso fazer? É o meu direito que me cabe também, né? Mas eu tenho que seguir as regras. A lei diz que tem, então tá bom. Então a gente vai seguindo a lei.

Então é nem aí. Bom, é isso. Beijo. Tem vídeo todo dia. Até daqui a pouco. Até já.

Anunciantes1

Netflix

Colisão: Acidente ou Homicídio
external
NAMORADA CRUEL BATE CARRO PARA MATAR NAMORADO E AMIGO - CASO MACKENZIE SHIRILLA | Castnews Index — Castnews Index